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Apresentação

O Cursinho Preparatório para o Enem – 2012 tem como objetivo


preparar alunos e egressos do Ensino Médio para a realização do Exame
Nacional de Ensino Médio, no ano de 2012. Pretende, ainda, preparar jovens e
adultos, com idade igual ou superior a 18 anos, para a realização desse exame
com vistas à Certificação de Conclusão do Ensino Médio conforme legislação
vigente.
A partir de 2012, a Pró-Reitoria de Extensão propôs o realinhamento das
atividades do Cursinho, incluindo a participação de docentes da UNIFAL-MG, a
fim de redimensiona-lo tendo como eixo as matrizes de referência, propostas
pelo Inep, bem como as competências e habilidades de cada matriz de
referência, as quais são avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio.
Justifica-se essa reorganização pelo fato de a UNIFAL-MG, desde 2010,
a exemplo de outras instituições de ensino superior, ter adotado o Enem como
exame de ingresso para os cursos de graduação nos três campi (Alfenas,
Poços de Caldas e Varginha). Assim, a reorganização objetiva adequar o
cursinho a fim de que possa estar condizente com a estrutura do atual Enem.
Dito isso, ressalte-se o fato de serem incluídos, entre os cursistas do Pré-
vestibular, o jovem ou o adulto, que não tendo concluído o Ensino Médio,
poderão, por meio do Enem, obter também a Certificação de Conclusão do
Ensino Médio.
Pretende-se, já em 2012, introduzir atividades extracurriculares como
plantão de dúvidas e Curso de Redação a Distância, incluindo, gradativamente,
objetos de conhecimento que antes não eram abordados no cursinho,
vinculados às áreas do conhecimento Filosofia, Sociologia, Tecnologias da
Informação e da Comunicação, Educação Física e Arte. Tais objetos, ainda que
incipientemente, serão abordados durante os seminários e painéis integrados,
na realização de redações e mesmo durante as aulas com temáticas afins.
Em linhas gerais, o Cursinho Preparatório para o Enem – 2012 está
organizado em consonância com as quatro Matrizes de Referência para o
Enem, associadas aos objetos de conhecimentos de cada Matriz, além dos
Eixos Cognitivos, comuns a todas as áreas do conhecimento:
a) Matriz de Referência de Linguagens, códigos e suas tecnologias;
b) Matriz de Referência de Matemática e suas tecnologias;
c) Matriz de Referência de Ciências da Natureza e suas tecnologias;
d) Matriz de Referência de Ciências Humanas e suas tecnologias;
Com a adoção das Matrizes de Referência, tornou-se contraproducente
manter a distribuição de disciplinas de forma compartimentalizada, seguindo
uma estrutura mais tradicional de cursinho pré-vestibular.
Dessa forma, os eixos cognitivos (comuns a todas as áreas do
conhecimento), matrizes de referência e objetos de conhecimento associados a
cada uma das quatro matrizes já citadas, são abordados pelos professores, de
forma interdisciplinar, tendo como critério as competências e habilidades 1
avaliadas no Enem. Além das competências e habilidades indicadas em cada
matriz de referência, o Cursinho trabalha com os eixos cognitivos, listados a
seguir, comuns a todas as áreas do conhecimento.

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I. Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua
Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das
línguas espanhola e inglesa.
II. Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das
várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de
processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações
artísticas.
III. Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar,
relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas,
para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
IV. Construir argumentação (CA): relacionar informações,
representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em
situações concretas, para construir argumentação consistente.
V. Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos
na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade,
respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
Sabemos que a proposta de redimensionamento nos trará novos
desafios, mas acreditamos que, juntos e, colaborativamente, as equipes
técnica, administrativa e pedagógica, professores e cursistas, esse processo se
dará de forma dinâmica na medida em que cada se sentir parte importante de
todo o processo.
Agradecemos a todos aqueles que contribuíram (e ainda contribuem)
com este trabalho que busca, em especial, promover o diálogo entre
universidade e comunidade.
É nosso desejo que cada cursista possa ingressar numa instituição de
ensino superior. Para isso, contamos com a participação, com a colaboração e
o esforço de todos, pois o sucesso de um é o sucesso de todos nós.
Bom trabalho e sejam todos bem-vindos!

Marcelo Pacheco
Coordenador técnico-administrativo

Profª Rosângela Rodrigues Borges


Coordenadora pedagógica

Maria de Fátima Sant’Anna


Pró-Reitora de Extensão – UNIFAL-MG

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Sumário

Linguagens e tecnologias I
Profª Lívia Moreira da Silva.................................................................... 04

Linguagens e tecnologias II
Prof. Gabriel Teodoro Gomes................................................................. 55

Linguagens e tecnologias III – Espanhol


Prof. Bruno Franciel da Silva.................................................................. 92

Linguagens e tecnologias III – Inglês


Prof. Bruno Franciel da Silva.................................................................. 114

Ciências Humanas e suas tecnologias I


Prof. Bruno de Oliveira Souza ............................................................... 130

Ciências Humanas e suas tecnologias II


Lincoln Lara Cardoso.............................................................................. 170

Ciências da Natureza e suas tecnologias I


Profª. Dayane Jenny Tavares Jacon……………………………………… 359

Ciências da Natureza e suas tecnologias II


Profª. Glenda Pessoa Lacerda................................................................ 397

Ciências da Natureza e suas tecnologias III


Prof. Délcio de Paula Júnior................................................................... 489

Ciências da Matemática e suas tecnologias I


Prof. Augusto Duarte Alvarenga............................................................ 596

Ciências da Matemática e suas tecnologias I


Profª. Estela Costa Ferreira.................................................................... 614

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Linguagens e tecnologias I
Profª. Lívia Moreira da Silva

Aula 01
QUINHENTISMO (1500-1601)

Homem tapuia, de Albert Eckhout

Quinhentismo: século XVI

Contexto histórico: a) na Europa


 Ascensão da burguesia
 Invenções
 Progresso científico
 Reforma
 Contrarreforma
 Grandes navegações

b) no Brasil
 1500 - descobrimento do Brasil.
- exploração do pau-brasil.
 1530 - início das expedições de exploração e povoamento.
 1534 - criação das capitanias hereditárias.
 1549 - vinda dos jesuítas.
 catequese dos índios e fundação dos primeiros colégios.

Características:
-- literatura documental sobre o Brasil escrita por portugueses (que acompanhavam
as expedições) e por viajantes estrangeiros.

-- literatura pedagógica dos jesuítas visando à catequese dos índios e a orientação 4


moral e espiritual dos colonos.

A literatura do século XVI foi uma literatura sobre o Brasil, porém escrita sobre
o olhar dos portugueses, isto é, dos estrangeiros e não dos nativos (índios).
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Refletindo ideias do Renascimento e da Contrarreforma, traduziu o espírito de
aventura, a sedução do exótico, o expansionismo geográfico e a propagação da
cristandade.

Padre Anchieta

Contexto Histórico

A Europa do século XVI assistiu à desestruturação da sociedade feudal. Os


florescentes centros urbanos atraíam a população rural e neles se desenvolveu o
comércio que propiciou o aparecimento da burguesia mercantil. Por sua vez, esta
financiou as Grandes Navegações, cujo objetivo era a procura de novos mercados
produtores e consumidores.
Portugal gozava de uma situação privilegiada: a precoce centralização política
na figura do rei, a posição geográfica estratégica, a rápida formação de uma
burguesia mercantil, a Escola de Sagres (o mais completo e inovador centro de
estudos náuticos da época) propiciaram a expansão de Portugal na procura por
novas rotas comerciais, uma vez que o comércio no Mediterrâneo era monopólio
das cidades italianas. Essa expansão iniciou-se com a tomada de Ceuta, em 1415,
e estendeu-se da conquista e colonização da África e Ásia até a descoberta do
Brasil.
No entanto, o Feudalismo não foi minado somente pelo aparecimento da
burguesia mercantil, mas também pela Reforma Protestante, que atraiu essa mesma
burguesia. A reação da Igreja não se fez esperar e a Contrarreforma, sustentada
pela companhia de Jesus, iniciou um movimento de reconquista espiritual.
As Grandes navegações e a Contrarreforma determinaram as duas
tendências da produção literária do século XVI:
a) Preocupação com a conquista material: literatura informativa que descreve
as riquezas da terra;
b) Preocupação com a conquista espiritual: literaturas dos jesuítas, voltada
para a catequese do índio e para a orientação moral e espiritual. 5

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A literatura informativa

Nessa literatura os cronistas portugueses e estrangeiros escreveram textos que


revelam seu deslumbramento frente à nova terra tropical, exótica, misteriosa. Não
são textos propriamente literários, mas tem um valor documental inestimável para a
história de nossos primeiros tempos e já contêm um sentimento nativista que
encontrará sua expressão máxima no Romantismo.

Expoentes da literatura de informação:


 Pero Vaz de Caminha
 Pero de Magalhães Gândavo
 Gabriel Soares de Sousa
 Hans Staden

A literatura Jesuítica

Essa literatura foi elaborada pelos jesuítas que se incumbiram de catequizar


os indígenas, educar e dar orientação moral e espiritual aos colonizadores.
Escreveram poesias, teatros pedagógicos, sermões e cartas, nas quais informavam
os superiores da Companhia de Jesus sobre o desenvolvimento de seus trabalhos
na Colônia.
Quem mais se destacou entre os jesuítas foi Padre José de Anchieta (1534-
1597), pela relevância literária de sua obra e por ter sido o primeiro a escrever para
brasileiros. Devido á intenção didática de seus textos, usa linguagem de fácil
assimilação e imagens claras. Anchieta escreveu em latim, tupi e português e foi o
autor da primeira gramática em língua tupi: Arte da gramática da língua mais usada
na costa do Brasil.

Exercícios
1- (UF-PA) Caetano Veloso em Língua usa expressões como “Lusamérica”,
chegando mesmo a confessar:
“Gosto de sentir minha língua roçar
A Língua de Luís de Camões” 6
Através destes versos, percebe-se:
a) Um protesto exposto contra o colonialismo português.
b) A atitude extasiada com que o autor se coloca ante o elemento europeu.
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c) As origens portuguesas renascentistas das nossas manifestações culturais,
em especial, da nossa literatura.
d) Que funcionam apenas como figuras de retórica, dispensáveis, pois, no texto
como um todo.
e) O registro da presença da tirania na cultura brasileira.

2- ...“ De ponta a ponta é toda praia rasa, muito plana e bem formosa. Pelo
sertão pareceu-nos do mar muito grande, porque a estender a vista não podíamos
ver se não terra e arvoredos, parecendo-nos terra muito longa. Nela, até agora, não
pudemos saber que haja ouro nem prata , nem nenhuma coisa de metal, nem de
ferro; nem as vimos. Mas, a terra em si é muito boa de ares, tão frios e temperados,
como os de Entre-Douro e Minho, porque, neste tempo de agora, assim os
achávamos como os de lá. Águas são muitas e infindas. De tal maneira é graciosa
que, querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Mas o
melhor fruto que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente; e esta
deve ser a principal semente que Vossa alteza nela deve lançar.”...
Trecho da carta de Caminha.

Com base no trecho apresentado da carta de Pero Vaz de Caminha, assinale a


alternativa correta:
a) Relata o primeiro contato dos portugueses com populações não europeias.
b) Expõe a atitude compreensiva dos portugueses diante da barbárie dos índios.
c) Descreve as habitações indígenas, a organização social tribal e os
mecanismos de comando dela.
d) Revela a extensão e fertilidade da terra, seus produtos naturais como ouro,
prata e especiarias.
e) Mostra o indígena brasileiro como uma gente necessitada da fé crista
portuguesa.

3- O sentimento nativista e a exaltação da figura do índio não são temas que se


esgotam na literatura informativa. São retomados em vários estilos de época,
principalmente no Romantismo e no Modernismo.

Carta de Pero Vaz


A terra é mui graciosa,
Tão fértil eu nunca vi.
A gente vai passear,
No chão espeta um caniço,
No dia seguinte nasce
Bengala de castão de oiro.
Tem goiabas, melancias,
Banana que nem chuchu.
Quantos aos bichos, tem-nos muitos,
De plumagens mui vistosas.
Tem macaco até demais.
Diamantes tem à vontade, 7
Esmeralda é para os trouxas.
Reforçai, Senhor, a arca,
Cruzados não faltarão,

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Vossa perna encanareis,
Salvo o devido respeito.
Ficarei muito saudoso
Se for embora daqui.

Analise como Murilo Mendes, poeta modernista, reescreveu em 1932 a Carta de


Caminha.
a) O autor demonstra em seus versos o amor pelo Brasil, homenageando-o com
um poema.
b) Há uma exaltação as riquezas naturais do Brasil, com o objetivo de promovê-
lo para o mundo na década de 30.
c) A releitura do poema de Caminha trata a visão do paraíso encontrado pelos
portugueses de maneira bastante irônica.
d) Mendes tinha a intenção de levar seu leitor à época do descobrimento por
meio da releitura fidedigna de seu poema.
e) Caminha e sua carta influenciaram gerações de artistas brasileiros, sendo
latente em todos o espírito antinacionalista.

4- (ENEM-2009, questão 112)

ECKHOUT, A. “Índio Tapuia” (1610-1666). Disponível em:


http://www.diaadia.pr.gov.br.
Acesso em: 9 jul. 2009.

A feição deles é serem pardos, maneira d’avermelhados, de bons rostos e bons


narizes, bem feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam
nenhuma cousa cobrir, nem mostrar suas vergonhas. E estão acerca disso com
tanta inocência como têm em mostrar o rosto.
CAMINHA, P. V. A carta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.
Acesso em: 12 ago. 2009.
8
Ao se estabelecer uma relação entre a obra de Eckhout e o trecho do texto de
Caminha, conclui-se que:
a) Ambos se identificam pelas características estéticas marcantes, como
tristeza e melancolia, do movimento romântico das artes plásticas.
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b) O artista, na pintura, foi fiel ao seu objeto, representando-o de maneira
realista, ao passo que o texto é apenas fantasioso.
c) A pintura e o texto têm uma característica em comum, que é representar o
habitante das terras que sofreriam processo colonizador.
d) O texto e a pintura são baseados no contraste entre a cultura europeia e a
cultura indígena.
e) Há forte direcionamento religioso no texto e na pintura, uma vez que o índio
representado é objeto da catequização jesuítica.

5- (ENEM- 2009, questão 111)


Cuitelinho
Cheguei na bera do porto
Onde as onda se espaia.
As garça dá meia volta,
Senta na bera da praia.
E o cuitelinho não gosta
Que o botão da rosa caia.

Quando eu vim da minha terra,


Despedi da parentaia.
Eu entrei em Mato Grosso,
Dei em terras paraguaia.
Lá tinha revolução,
Enfrentei fortes bataia.

A tua saudade corta


Como o aço de navaia.
O coração fica aflito,
Bate uma e outra faia.

E os oio se enche d´água


Que até a vista se atrapaia.
Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola,
2004.

Transmitida por gerações, a canção Cuitelinho manifesta aspectos culturais de


um povo, nos quais se inclui sua forma de falar, além de registrar um momento
histórico. Depreende-se disso que a importância em preservar a produção
cultural de uma nação consiste no fato de que produções como a canção
Cuitelinho evidenciam a:
a) Recriação da realidade brasileira de forma ficcional.
b) Criação neológica na língua portuguesa.
c) Formação da identidade nacional por meio da tradição oral.
d) Incorreção da língua portuguesa que é falada por pessoas do interior do
Brasil. 9
e) Padronização de palavras que variam regionalmente, mas possuem mesmo
significado.

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6- (ENEM- 2010, questão 115)
Resta saber o que ficou das línguas indígenas no português do Brasil. Serafim
da Silva Neto afirma: “No português brasileiro não há, positivamente, influência
das línguas africanas ou ameríndias”. Todavia, é difícil de aceitar que um longo
período de bilinguismo de dois séculos não deixasse marcas no português do
Brasil.
ELIA, S. Fundamentos Histórico-Linguísticos do Português do Brasil. Rio
de Janeiro:
Lucerna, 2003 (adaptado).

No final do século XVII, no norte do Egito, foi descoberta a Pedra de Roseta,


que continha um texto escrito em egípcio antigo, uma versão desse texto
chamada “demótico”, e o mesmo texto escrito em grego. Até então, a antiga
escrita egípcia não estava decifrada. O inglês Thomas Young estudou o objeto
e fez algumas descobertas como, por exemplo, a direção em que a leitura
deveria ser feita. Mais tarde, o francês Jean-François Champollion voltou a
estudá-la e conseguiu decifrar a antiga escrita egípcia a partir do grego,
provando que, na verdade, o grego era a língua original do texto e que o
egípcio era uma tradução.

Com base na leitura dos textos conclui-se, sobre as línguas, que


a) Cada língua é única e intraduzível.
b) Elementos de uma língua são preservados, ainda que não haja mais
falantes dessa língua.
c) A língua escrita de determinado grupo desaparece quando a sociedade
que a produzia é extinta.
d) O egípcio antigo e o grego apresentam a mesma estrutura gramatical,
assim como as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil.
e) O egípcio e o grego apresentavam letras e palavras similares, o que
possibilitou a comparação linguística, o mesmo que aconteceu com as línguas
indígenas brasileiras e o português do Brasil.

7- (UFV) Leia a estrofe abaixo e faça o que se pede:

Dos vícios já desligados


nos pajés não crendo mais,
nem suas danças rituais,
nem seus mágicos cuidados.
(ANCHIETA, José de. O auto de São Lourenço [tradução e adaptação de
Walmir Ayala] Rio de Janeiro: Ediouro[s.d.]p. 110)

Considerando a estrofe acima, pronunciada pelos meninos índios em procissão


analise:
a) A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e
acabada daquilo que se convencionou chamar de literatura informativa. 10
b) Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese
trazida pelos jesuítas, de quem querem libertar-se tão logo seja possível.

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c) Os meninos índios são figuras alegóricas cuja construção como
personagens atende a todos os requintes da dramaturgia renascentista.
d) Os meninos índios estão afirmando os valores de sua própria cultura, ao
mencionar as danças rituais e as magias praticadas pelos pajés.
e) Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua
concretude mais visível, como produto final de todo um empreendimento do
qual participaram com igual empenho a Coroa Portuguesa e a Companhia de
Jesus.

8- (UNISA) A “literatura Jesuítica” nos primórdios de nossa história:


a) tem grande valor informativo;
b) merca nossa maturação clássica;
c) visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua assistência religiosa e
moral;
d) está a serviço do poder real;
e) tem fortes doses nacionalistas.
AULA 02

BARROCO (1601-1768)

Detalhe da vista do Itamaracá, de Franz Post.

Barroco: séculos XVII e XVIII

Contexto histórico:
a) na Europa
 Estado absolutista
 Contrarreforma (Companhia de Jesus e Concílio de Treno)
 Desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer-Quibir
 Domínio espanhol sobre Portugal (1580-1640) 11

b) no Brasil
 Ciclo da cana-de-açúcar

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 Bahia e Pernambuco: centros econômicos e culturais
 Bandeiras
 Invasões

Características:
 O Barroco reflete a crise do homem entre o mundo material e o espiritual.
 O homem, dividido entre os chamados do corpo e da alma.
 Teocentrismo x Antropocentrismo
 O homem vive uma constante luta para conciliar os opostos: o claro e o
escuro, a matéria e o espírito, a luz e as trevas.
 Concepções antagônicas
 A procura do ponto do espírito em que os diferentes se anulem e deem
sossego ao espírito cansado.
 Nessa busca de conciliação de polos opostos, surgem dois modos de
aproximar da realidade as quais dão origem as duas tendências estilísticas do
Barroco: o Cultismo e o Conceptismo.
 Cultismo ou gongorismo consiste no jogo de palavras, ao emprego abusivo
de figuras de estilo como a metáfora e a hipérbole. Corresponde ao excesso de
detalhes das artes plásticas.
Ex.: “ Se choras por ser duro, isso é ser brando,
Se choras por ser brando, isso é ser duro.” (Gregório de Matos)
 Conceptismo, que principalmente ocorre na prosa, corresponde ao jogo de
ideias. A organização da frase obedece a uma ordem rigorosa com o intuito de
convencer e ensinar.
Ex.: “Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias res coisas: olhos,
espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem
espelhos e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo há mister luz,
há mister espelhos e há mister olhos.” (Pe. Antônio Vieira)
há mister = ser necessário
 Recurso linguístico: metáfora, antítese, paradoxo, hipérbole, hipérbato,
sinestesia, aliteração, assonância.

Autores:
Gregório de Matos Guerra ou Boca do Inferno -1633 a 1696 (Poesias amorosas,
religiosas, satíricas e filosóficas)
Padre Antônio Vieira -1608 a 1697 (Sermões e teatros)
Manuel Botelho de Oliveira
Bento Teixeira

Contexto Histórico

O final do século XVI assistiu ao término do ciclo das Grandes Navegações e


à derrocada política e econômica de Portugal que, em 1580, depois da morte D. 12
Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, cai sob o domínio espanhol. A dominação,
que durou 60 anos, terminou em 1640.

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A unificação da Península Ibérica deu força a Contrarreforma, que procurava não só
recuperar os fiéis perdidos para a Reforma Protestante, mas também conquistar
novos seguidores. O vigilante Tribunal do Santo Ofício da Inquisição não deixou que
os avanços científicos e culturais do resto da Europa chegassem à Península
Ibérica, impondo severa censura a toda produção. Judeus e muçulmanos foram
convertidos pela força ao catolicismo. Com a fundação da Companhia de Jesus, em
1534, por Santo Inácio de Loyola, os jesuítas dominaram o ensino tanto em Portugal
quanto no Brasil.
O domínio espanhol, no entanto, não exerceu muita influência no plano
político brasileiro, uma vez que a Colônia continuou a ser administrada por
portugueses. Durante esse período, começou o processo de expansão territorial com
as bandeiras, que, penetrando o sertão, procuravam escravos, ouro e pedras
preciosas. Com a conquista do litoral do Norte e do Nordeste, os franceses foram
expulsos. Os holandeses, depois de uma tentativa frustrada de se estabelecerem na
Bahia entre 1624 e 1625, ocuparam a capitania de Pernambuco. Aí permaneceram
de 1630 a 1654, explorando a cana-de-açúcar. Expulsos, os holandeses começaram
a produzir açúcar nas Antilhas e forçaram a queda dos preços internacionais do
produto, por isso o ciclo da cana-de-açúcar entrou em declínio no Brasil.

Literatura

O Barroco brasileiro foi fruto de manifestações isoladas, visto que a Colônia


ainda não dispunha de um grupo intercomunicante de escritores, nem de um público
leitor influente, nem de vida cultural intensa, situação agravada pela proibição da
imprensa e pela falta de liberdade de expressão.
Reflexo da literatura escrita na Península Ibérica, a produção dessa época
também revela a crise do homem do século XVII, dividido entre os valores
antropocêntricos do Renascimento e as amarras do pensamento medieval
reabilitado pela Contrarreforma. Essa tensão manifesta-se no confronto
pecado/perdão, terreno/ celestial, vida/morte, amor platônico/ amor carnal, fé/razão,
céu/ inferno.
Seus principais autores são: Padre Antônio Vieira (prosa e teatro) e Boca do
Inferno (poesia lírica, satírica, sacra ou religiosa)

Manifestações Artísticas

O Barroco era a expressão artística da crise espiritual vivida pelo homem do


século XVII, dividido entre a racionalidade e o antropocentrismo do Renascimento e
a volta ao teocentrismo e à espiritualidade medievais. Caracterizou-se pela
ostentação, cujo objetivo era impressionar e influenciar o receptor: a fé deveria ser
atingida mais pelos sentimentos e pela emoção do que pelo raciocínio. A arquitetura,
a escultura e a pintura, frequentemente misturadas, perseguem esse fim usando de
recursos como:

a) Assimetria: O estilo é retorcido, opondo-se à simetria e ao equilíbrio do 13


Renascimento, Colunas negras do Vaticano, obra de Benini, Basílica de São Pedro

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b) Impressão de movimento: Opondo-se à estaticidade clássica, são
escolhidas as cenas de maior intensidade dramática (rostos contraídos pelo
sofrimento ou pelo êxtase) para serem representadas na escultura e na pintura.

Êxtase da Santa Teresa, autor Bernini.

c) A técnica do claro-escuro, na pintura, dá a sensação de profundidade.

14

Descida da cruz, Pieter Paul Rubens.


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No Brasil, o Barroco engloba suas primeiras manifestações com a arquitetura
jesuítica do século XVI, porém sua forma amis exuberante, tanto nas artes plásticas
como na arquitetura, só ocorreu no sáculo XVIII, com as igrejas baianas e mineiras,
as esculturas de Aleijadinho, pinturas de Ataíde, e a música de Lobo Mesquita e
José Maurício Nunes Garcia.

Obra de Manuel da Costa Ataíde, Interior da Igreja de São Francisco de Assis,em


Ouro Preto (MG)
Recursos Linguísticos
METÁFORA: Substituição de uma palavra por outra a partir de uma semelhança
(comparação).
Ex.: “Sua boca é um Cadeado
E meu corpo é uma fogueira.”
(Chico Buarque de Hollanda)

ANTÍTESE: Figura de linguagem que consiste em justapor (colocar lado a lado) dois
contrários.
Ex.: “Eu preparo uma canção x
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.”
(Drummond)

PARADOXO: Reunião de ideias contraditórias num mesmo enunciado. Os termos,


além de fazerem um contraste, eles se contradizem, ou seja, negam-se
mutuamente.
EX.: “Pra se viver do amor
Há que esquecer o amor”.
(Chico Buarque de Hollanda)

No discurso, o sindicalista afirmou que o operário quanto mais trabalha mais tem
dificuldades econômicas.

HIPÉRBOLE: Afirmação exagerada.


Ex.: Ele possuía um mar de sonhos e aspirações. 15

HIPÉRBATO: Ou inversão, é a alteração da ordem direta dos termos na


oração, ou das orações no período.

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Ex.: “Bendito o que, na terra, o fogo fez, e o teto.”
(Olavo Bilac)
(Bendito o que fez o fogo e o teto na terra.)

Viajam cansados os pescadores de ilusões.


(Os pescadores de ilusões viajam cansados)

SINESTESIA: Fusão de dois ou mais sentidos (tato, paladar, olfato, visão, audição)
na composição de uma única imagem.
Ex.: O cheiro doce e verde do capim trazia recordações da fazenda, para onde
nunca mais retornou. (cheiro = sensação olfativa; doce = sensação gustativa; verde
= sensação tátil)

ALITERAÇÃO: Repetição de fonema(s) no início, meio, ou fim de vocábulos


distantes em uma ou mais frases, em um ou mais versos.
Ex.: “São Paulo - metrópole
o metrô - bisturi que rasga
o ventre da noite...” (Clínio Jorge)

ASSONÂNCIA: Aproximação fonética entre vogais tônicas de palavras diferentes.


Ex.:
“Pássaro da lua
que queres cantar
nessa terra tua
sem flor e sem mar?”
(Cecília Meireles)

EXERCÍCIOS
1- (ENEM- 2009, questão91)
Os melhores críticos da cultura brasileira trataram-na sempre no plural, isto é,
enfatizando a coexistência no Brasil de diversas culturas. Arthur Ramos
distingue as culturas não europeias (indígenas, negras) das europeias
(portuguesa, italiana, alemã etc.), e Darcy Ribeiro fala de diversos Brasis:
crioulo, caboclo, sertanejo, caipira e de Brasis sulinos, a cada um deles
correspondendo uma cultura específica.
MORAIS, F. O Brasil na visão do artista: o país e sua cultura.
São Paulo: Sudameris, 2003.

Considerando a hipótese de Darcy Ribeiro de que há vários Brasis, a opção em


que a obra mostrada representa a arte brasileira de origem negro-africana é:

a)

16

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b)

c)

d)

17
e)

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2- (DRHU-SP)
“Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tua a mi abundante.

A ti trocou-te a máquina mercante,


Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocado, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.”

Nestas estrofes, Boca do Inferno dirige-se à “cidade da Bahia” e considera os efeitos


da passagem do tempo na relação entre ambos. No trecho acima, tal relação é
expressa por uma:
a) Identidade de estados, como consequência da exploração econômica sofrida
tanto no plano coletivo quanto no individual.
b) Identidade de estados, como consequência de um processo de transações
econômicas que acabaram por beneficiar tanto a cidade quanto o poeta.
c) Dessemelhança de estados, resultante da incompatibilidade de interesses
entre os negócios do poeta, no plano particular, e os da economia colonialista, no
plano geral.
d) Dessemelhança de estados, resultante das trocas comerciais que degradam o
nível de vida da cidade sem ter afetado a condição social do poeta.
e) Oposição de estados, já que os negócios levaram o poeta à abastança ao
mesmo tempo em que a vida empobrecia pela ação da “máquina mercante”.

3- (UF-BA)
“Vós, diz Cristo Senhor nosso, falando com os Pregadores, sois o sal da terra: e
chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra, o que fez o sal. O efeito do
sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa,
havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta
corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é
porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou
porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que
lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores 18
dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes
querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem; ou é porque o sal não
salga, e os pregadores se pregam a si, e não a Cristo, ou porque a terra se não
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deixa salgar, e os ouvintes em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é
tudo isto verdade? Ainda mal.”
(Sermão de Santo Antônio aos Peixes (1654) - Pe. ANTONIO VIEIRA)

O autor aponta como causa da corrupção na terra:


a) A doutrina pregada é fraca ou os homens não lhe são receptivos.
b) Os pregadores pregaram uma falsa doutrina ou a doutrina é ineficiente.
c) Os homens não são receptivos à doutrina, porque ela é verdadeira.
d) A ação dos pregadores não testemunham oque eles pregam.
e) Os homens tentam imitar os pregadores, seguindo-lhes a doutrina.

4- (ENEM- 2010, questão 113)

A Herança Cultural da Inquisição


A Inquisição gerou uma série de comportamentos humanos defensivos
na população da época, especialmente por ter perdurado na Espanha e em
Portugal durante quase 300 anos, ou no mínimo quinze gerações.
Embora a Inquisição tenha terminado há mais de um século, a pergunta
que fiz a vários sociólogos, historiadores e psicólogos e psicólogos era se
alguns desses comportamentos culturais não poderiam ter-se perpetuado entre
nós.
Na maioria, as respostas foram negativas, ou seja, embora alterasse
sem dúvida o comportamento da época, nenhum comportamento permanece
tanto tempo depois, sem reforço ou estímulo continuado.
Não sou psicólogo nem sociólogo para discordar, mas tenho a
impressão de que existem alguns comportamentos estranhos na sociedade
brasileira, e que fazem sentido se você os considerar resquícios da era da
Inquisição. [...]
KANITZ, S. A Herança Cultural da Inquisição. In: Revista Veja. Ano 38, nº 5, 2 fev.
2005 (fragmento).

Considerando-se o posicionamento do autor do fragmento a respeito de


comportamentos humanos, o texto
a) Enfatiza a herança da Inquisição em comportamentos culturais
observados em Portugal e na Espanha.
b) Contesta sociólogos, psicólogos e historiadores sobre a manutenção de
comportamentos gerados pela Inquisição.
c) Contrapõe argumentos de historiadores e sociólogos a respeito de
comportamentos culturais inquisidores.
d) Relativiza comportamentos originados na Inquisição e observados na
sociedade brasileira.
e) Questiona a existência de comportamentos culturais brasileiros
marcados pela herança da Inquisição.
19
5- (ENEM- 2010, questão 134)

Fora da ordem

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Em 1588, o engenheiro militar italiano Agostinho Romelli publicou Le Diverse et
Artificiose Machine, no qual descrevia uma máquina de ler livros. Montada para
girar verticalmente, como uma roda de hamster, a invenção permitia que o leitor
fosse de um texto ao outro sem se levantar de sua cadeira.
Hoje podemos alternar entre documentos com muito mais facilidade - um clique
no mouse é suficiente para acessarmos imagens, textos, vídeos e sons
instantaneamente. Para isso, usamos o computador, e principalmente a internet
– tecnologias que não estavam disponíveis no Renascimento, época em que
Romelli viveu.
BERCITTO, D. Revista Língua Portuguesa. Ano II. N°14.

O inventor italiano antecipou, no século XVI, um dos princípios definidores do


hipertexto: a quebra de linearidade na leitura e a possibilidade de acesso ao
texto conforme o interesse do leitor. Além de ser característica essencial da
internet, do ponto de vista da produção do texto, a hipertextualidade se
manifesta também em textos impressos, como

a) Dicionários, pois a forma do texto dá liberdade de acesso à informação.


b) Documentários, pois o autor faz uma seleção dos fatos e das imagens.
c) Relatos pessoais, pois o narrador apresenta sua percepção dos fatos.
d) Editoriais, pois o editorialista faz uma abordagem detalhada dos fatos.
e) Romances românticos, pois os eventos ocorrem em diversos cenários.

6- (ENEM- 2011, questão 40)

Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domínio


sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa científica e
da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura,
tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a
expressão e o sentimento.
SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984.

O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção


artística, marcada pela constante relação entre
a) fé e misticismo.
b) ciência e arte.
c) cultura e comércio.
d) política e economia.
e) astronomia e religião.

7- (ENEM- 2011, questão 118)

Quando os portugueses se instalaram no Brasil, o país era povoado de índios.


Importaram, depois, da África, grande número de escravos. O Português, o Índio e o
Negro constituem, durante o período colonial, as três bases da população brasileira. 20
Mas no que se refere à cultura, a contribuição do Português foi de longe a mais
notada.

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Durante muito tempo o português e o tupi viveram lado a lado como
línguas de comunicação. Era o tupi que utilizavam os bandeirantes nas suas
expedições. Em 1694, dizia o Padre Antônio Vieira que “as famílias dos
portugueses e índios em São Paulo estão tão ligadas hoje umas com as outras,
que as mulheres e os filhos se criam mística e domesticamente, e a língua que
nas ditas famílias se fala é a dos Índios, e a portuguesa a vão os meninos
aprender à escola.” (TEYSSIER, P. História da língua portuguesa. Lisboa:
Livraria Sá da Costa, 1984 (adaptado))

A identidade de uma nação está diretamente ligada à cultura de seu povo. O


texto mostra que, no período colonial brasileiro, o Português, o Índio e o Negro
formaram a base da população e que o patrimônio linguístico brasileiro é
resultado da

a) Contribuição dos índios na escolarização dos brasileiros.


b) Diferença entre as línguas dos colonizadores e as dos indígenas.
c) Importância do padre Antônio Vieira para a literatura de língua portuguesa.
d) Origem das diferenças entre a língua portuguesa e a língua tupi.
e) Interação pacífica no uso da língua portuguesa e da língua tupi.

8- Leia o poema e perceba:


À INSTABILIDADE DAS COUSAS DO MUNDO

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,


Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em continuas tristezas a alegrias,

Porém, se acaba o Sol, por que nascia?


Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto, da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,


Na formosura não se dê constância,
E na alegria, sinta-se triste.
Começa o Mundo enfim pela ignorância
A firmeza somente na inconstância.

I- No texto predominaram as imagens:


a) olfativas;
b) gustativas;
c) auditivas;
d) táteis;
e) visuais. 21

II- A ideia central do texto é:


a) a duração efêmera de todas as realidades do mundo;

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b) a grandeza de Deus e a pequenez humana;
c) os contrastes da vida;
d) a falsidade das aparências;
e) a duração prolongada do sofrimento.

Aula 03

ARCADISMO (1768-1808)

Detalhe de leitura da sentença de Tiradentes, de Eduardo de Sá.

Arcadismo: séculos XVIII

Contexto histórico:
a) na Europa
 Ascensão política da burguesia
 Liberalismo econômico
 Primeira Revolução Industrial
 Despotismo esclarecido
 Iluminismo
 Revolução Francesa

b) na América
 Independência dos Estados Unidos

c) no Brasil
 Ciclo da mineração
 Mudança do eixo econômico e cultural para Minas Gerais e Rio de Janeiro
 Inconfidência Mineira
22

Características:
 Novo interesse pelos clássicos
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 Racionalismo
 Equilíbrio
 Simplicidade
 Desprezo aos exageros barrocos (inutiliza truncat)
 Aurea mediocritas
 Fugere urbem
 Poesia épico-nativista (prenúncio do Romantismo)
Autores:
 Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Satúrnio)
 Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu)
 Silva Alvarenga (Termindo Sipílio)
 Basílio da Gama
 Santa Rita Durão

Contexto Histórico

A Europa, no século XVIII, vivia uma época de transformações radicais. O


espírito científico - baseado na razão, na observação e na experimentação-
propiciou o desenvolvimento do Iluminismo e marcou a produção científico-cultural:
a física de Newton, a filosofia de Locke, as ideias dos enciclopedistas.
O Iluminismo, uma visão de mundo da burguesia intelectual da época,
defendia a ideia de Voltaire de que, como Deus está na natureza, o homem pode
descobri-lo por meio da razão, sem necessidade da intervenção da Igreja. Defendia
também a ideia de Rousseau de que os homens são naturalmente bons e iguais
entre si, a sociedade é que os corrompe. Era preciso, pois, modificar a sociedade
para garantir a liberdade, a igualdade e a fraternidade (lema da Revolução
Francesa).
A Primeira Revolução Industrial, caracterizada pela aplicação da ciência na
indústria, registrou a mudança de uma economia agrária e manual para uma
economia dominada pela indústria e mecanização da manufatura e fortaleceu a
burguesia, cujo objetivo, agora, era ascender politicamente.
Os déspotas esclarecidos, soberanos absolutistas inspirados pelo
racionalismo iluminista, limitaram o poder da Igreja, reduziram os privilégios da
aristocracia e do clero, estimularam as artes e a pesquisa científica e protegeram os
interesses da burguesia.
Esse quadro preparou o terreno para a independência dos Estados Unidos
(1776) e para a Revolução Francesa (1789).
No Brasil, na passagem do século XVII para o XVII, a descoberta de jazidas
de ouro e diamante deslocou a atividade econômica e cultural do Nordeste para a
região de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, iniciando o ciclo da mineração.
Diferentemente da sociedade do ciclo da cana-de-açúcar rígida e patriarcal,
assentada na monocultura e na escravidão, os núcleos urbanos (que se
desenvolveram em função da atividade mineradora), com sua variedade de serviços 23
e funções, permitiram uma maior mobilidade social.
Nas últimas décadas do século XVIII, com o declínio da mineração, a
opressão fiscal da Coroa e a corrupção das autoridades, as vilas empobreceram. As
reações contra Portugal, aliada as ideias iluministas, que encontraram eco no
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crescente sentimento nativista, desembocaram na Inconfidência Mineira, da qual
participaram advogados, intelectuais e poetas.

Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo


(1843-1905)

Manifestações Artísticas

O Neoclassicismo (o novo Classicismo,


o retorno aos ideais clássicos e
renascentistas), baseado na visão científica e
nas ideias racionalistas do Iluminismo, foi
uma reação ao estilo extravagante do Barroco
e representou um retorno à simplicidade,
sobriedade, simetria e equilíbrio clássico, que
se refletiram na arquitetura e na escultura.
A pintura inspirou-se em temas
históricos e na mitologia clássica.
No Brasil, curiosamente, embora fosse século XVIII e a produção
artística da época estivesse ligada aos ideais iluministas, assistiu-se ao desabrochar
exuberante do Barroco, também chamado de Barroco brasileiro ou ainda Barroco
mineiro. Em Ouro Preto (antiga Vila Rica) predominam esculturas em madeira e
pedra-sabão do Aleijadinho e pinturas de Manuel da Costa Ataíde. Na Bahia, Rio de
Janeiro e Pernambuco, destacam-se a arquitetura e a ornamentação de algumas
igrejas. Lobo de Mesquita e o padre José Maurício foram os principais compositores
de música barroca sacra. O Barroco literário não coincidiu, portanto, com as outras
manifestações culturais, esse Barroco presente no arcadismo é conhecido como
Rococó o Barroco que não quer morrer.

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Mosteiro São Bento, R.J.

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Literatura

O Arcadismo insurgiu-se contra os exageros do Barroco, produzindo uma


poesia que retornou à simplicidade e equilíbrio clássicos e renascentistas. No Brasil,
ocorreu um entrosamento acentuado entre vida intelectual e preocupações político-
sociais: o selvagem foi valorizado, houve uma invasão crítica da política colonial e
um crescente nativismo. Pela primeira vez, desde o “descobrimento”, o momento
histórico permitiu a existência de uma relação sistemática entre escritor, obra e
público, preparando o campo para a Era Nacional de nossa literatura.
Três foram os princípios básicos do Arcadismo:
1) Fugere urbem (fugir da cidade) em busca do locus amoenus (lugar ameno,
aprazível) : o poeta voltava-se para a natureza, para o campo à procura de uma vida
simples, bucólica, longe dos centros urbanos (todos os nossos poetas árcades; no
entanto, foram urbanos, intelectuais e burgueses, daí falar-se em fingimento poético
que se concretiza no uso de pseudônimos pastoris);

2) Carpe diem (aproveita o dia): máxima do poeta latino Horácio com a qual o
poeta convidava a aproveitar o momento presente (este foi também um dos temas
preferenciais do Barroco);

3) Inutiliza truncat (cortem-se as inutilidades): os árcades queriam cortar todos


os excessos barrocos, por isso usavam palavras simples, períodos curtos e mais
comparações que metáforas.

O Arcadismo teve como expoentes: Tomas Antônio Gonzaga (Marília de


Dirceu e Cartas Chilenas); Basílio da Gama (O Uraguay) e Santa Rita Durão
(Caramuru) .

EXERCÍCIOS
1- (FAU-SANTOS) No primeiro quarteto de um soneto de Cláudio Manuel da
Costa lê-se:

“Fatigado de calma se acolhia


Junto o rebanho à sombra dos salgueiros;
E o sol, queimando os ásperos oiteiros,
Com violência maior no campo ardia.”

Encontra-se no texto as seguintes características do eu-lírico:


a) Artificialismo, uso da mitologia greco-romana, natureza adormecida.
b) Contraste, bucolismo, existência de pastores.
c) Simplicidade de forma, contato com a natureza, bucolismo. 25
d) Natureza adormecida, liberdade formal, idealização da realidade.
e) Simplicidade de forma, presença de pastores, mitologia greco-romana.
2- (SANTA CASA)

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Texto I
“É a vaidade, Fábio, nessa vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada
Púrpuras mil, com ambição dourada
Airosa rompe, arrasta presumida.”

Texto II
“Depois de nos ferir a mão da morte,
ou seja, neste monte, ou noutra serra,
nossos corpos terão, terão a sorte
de consumir os dous a mesma terra.”

O texto I é Barroco; o II é arcádico. Comparando-os é possível afirmar que os


árcades optaram por uma expressão:
a) Impessoal e, portanto, diferenciada do sentimentalismo barroco, em que o
mundo exterior era projeção do caos interior do poeta.
b) Despojadas das ousadias sintáticas da estética anterior, com predomínio da
ordem direta e de vocábulos de uso corrente.
c) Que aprofunda o naturalismo da expressão barroca, fazendo com que o poeta
assuma posição eminentemente impessoal.
d) Em que predomina, diferentemente do barroco, a antítese, a hipérbole, a
conotação poderosa.
e) Em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a
tendência denotativa do barroco.

3- (ENEM- 2009, questão 123)

Se os tubarões fossem homens

Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes


pequenos?
Certamente, se os tubarões fossem homens, fariam construir resistentes
gaiolas no mar para os peixes pequenos, com todo o tipo de alimento, tanto
animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água
fresca e adotariam todas as providências sanitárias.
Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nas aulas, os
peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Eles
aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia para localizar os grandes
tubarões deitados preguiçosamente por aí. A aula principal seria, naturalmente,
a formação moral dos peixinhos. A eles seria ensinado que o ato mais
grandioso e mais sublime é o sacrifício alegre de um peixinho e que todos
deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando estes dissessem que
cuidavam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só
estaria garantido se aprendessem a obediência.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos seria
condecorado com uma pequena Ordem das Algas e receberia o título de herói. 26

BRECHT, B. Histórias do Sr. Keuner. São Paulo: Ed. 34, 2006 (adaptado).

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Como produção humana, a literatura veicula valores que nem sempre estão
representados diretamente no texto, mas são transfigurados pela linguagem
literária e podem até entrar em contradição com as convenções sociais e
revelar o quanto a sociedade perverteu os valores humanos que ela própria
criou. É o que ocorre na narrativa do dramaturgo alemão Bertolt Brecht
mostrada. Por meio da hipótese apresentada, o autor
a) Demonstra o quanto a literatura pode ser alienadora ao retratar, de modo
positivo, as relações de opressão existentes na sociedade.
b) Revela a ação predatória do homem no mar, questionando a utilização dos
recursos naturais pelo homem ocidental.
c) Defende que a força colonizadora e civilizatória do homem ocidental
valorizou a organização das sociedades africanas e asiáticas, elevando-as ao
modo de organização cultural e social da sociedade moderna.
d) Questiona o modo de organização das sociedades ocidentais capitalistas,
que se desenvolveramfundamentadas nas relações de opressão em que os
mais fortes exploram os mais fracos.
e) Evidencia a dinâmica social do trabalho coletivo em que os mais fortes
colaboram com os mais

4- (ENEM- 2010, questão 106)

O folclore é o retrato da cultura de um povo. A dança popular e folclórica é uma


forma de representar a cultura regional, pois retrata seus valores, crenças,
trabalho e significados. Dançar a cultura de outras regiões é conhecê-la, é de
alguma forma se apropriar dela, é enriquecer a própria cultura.
BREGOLATO, R. A. Cultura Corporal da Dança. São Paulo: Ícone, 2007.

As manifestações folclóricas perpetuam uma tradição cultural, é obra de um


povo que a cria, recria e a perpetua. Sob essa abordagem deixa-se de
identificar como dança folclórica brasileira

a) O Bumba-meu-boi, que é uma dança teatral onde personagens contam


uma história envolvendo crítica social, morte e ressurreição.
b) A Quadrilha das festas juninas, que associam festejos religiosos a
celebrações de origens pagãs envolvendo as colheitas e a fogueira.
c) O Congado, que é uma representação de um reinado africano onde se
homenageia santos através de música, cantos e dança.
d) O Balé, em que se utilizam músicos, bailarinos e vários outros
profissionais para contar uma história em forma de espetáculo.
e) O Carnaval, em que o samba derivado do batuque africano é utilizado
com o objetivo de contar ou recriar uma história nos desfiles.

5 – (PUCCAMP)
Acaso são estes 27
os sítios formosos,
onde passava
os anos gostosos?

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São estes os prados,
aonde brincava,
enquanto pastava,
o manso rebanho
que Alceu me deixou?

Os versos acima, de Tomás Antônio Gonzaga, são expressão de um


momento estético em que o poeta:
a) Buscava expressão para o sentimento religioso
a s s o c i a d o à natureza, revestindo frequentemente o poema do tom solene
da meditação.
b) Tentava exprimir a insatisfação do mundo contemporâneo, dava
grande ênfase à vida sentimental, tornando o coração a medida mais
exata da existência.
c) Buscava a “naturalidade”. O que havia de mais simples,
m a i s “natural”, que a vida dos pastores e a contemplação direta da
natureza?
d) Tinha predileção pelo soneto, exercitando a precisão descritiva
e dissertativa, o jogo intelectual, a famosa “chave de ouro”.
e) Acentuava a busca da elegância e do requinte formal, perdendo-se na
minúcia descritiva de objetos raros: vasos, taças, leques.

6-Leia o texto atentamente:

“Com os anos, Marília, o gosto falta,


e se entorpece o corpo já cansado:
triste, o velho cordeiro está deitado,
e o leve filho, sempre alegre, salta.
A mesma formosura
é dote que só goza a mocidade:
rugam-se as faces, o cabelo alveja,
mal chega a longa idade.
Que havemos de esperar Marília bela?
que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias,
e pode, enfim, mudar-se a nossa estrela.
Ah! não, minha Marília,
aproveite-se o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo as forças,
e ao semblante a graça!”
(Tomás Antônio Gonzaga)

8. Com base nestes versos, assinale a alternativa correta.


a) Apesar de sua idade já muito avançada, o eu lírico ainda se mostra disposto
ao amor.
b) Marília deve acompanhar o poeta em sua velhice, mesmo que isso traga 28
recordações inglórias da juventude.
c) O eu lírico faz um chamamento à sua musa para juntos viverem o tempo
presente de suas juventudes.

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d) O poema explora o motivo da mulher inacessível e misteriosa, desejada por
um homem cansado e doente.
e) Resta aos amantes a doçura da contemplação dos filhos, expressa em “o
velho cordeiro está deitado, /e o leve filho, sempre alegre, salta”.

Aula 4

ROMANTISMO (1836-1881)

Martin Johnson Heade, Floresta brasileira, 1864

Romantismo : séculos XIX

Contexto histórico:
a) na Europa
 Triunfo da burguesia, liberalismo econômico

b) no Brasil
 Independência
 Primeiro Reinado
 Abdicação
 Regência
 Segundo Reinado
 Revoltas internas e guerras
 Guerra do Paraguai
 Abolição 29
 Proclamação da República

Características:
 Individualismo
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 Subjetivismo
 Fuga da realidade através do sonho, da morte, da natureza (indianismo) e do
tempo

Poesia:
 1ª geração (nacionalista ou indianista):
Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias
 2ª geração (byroniana ou mal-do-século):
Álvares de Azevedo, Junqueira Freire, Fagundes Varela e Casimiro de Abreu.
 3ª geração (condoreira)
Castro Alves e Sousândrade

Prosa:
 Romance urbano, indianista, regionalista e histórico:
Joaquim Manuel da Macedo, José de Alencar, Bernardo Guimarães, Visconde
de Taunay, Franklin Távora, Manuel de Antônio de Almeida.

Teatro: Martins Pena

Grito do Ipiranga, Pedro Américo

Contexto Histórico

A Europa do século XIX assistiu as transformações radicais, resultado da


Revolução Industrial (que fez surgir uma nova classe, o proletariado) e da Revolução
Francesa, que, com seu ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, subverteu as
relações sociais. A burguesia, econômica e politicamente forte, impulsionou a livre
concorrência e foi responsável por uma sociedade materialista.
Independente desde 1822, o Brasil, no entanto, conservou a mesma estrutura
da sociedade colonial: patriarcal, assentada na mão-de-obra e nos latifúndios. Da 30
independência até a abdicação de D. Pedro I, em 1831, o país viveu um período
difícil. Cedo começaram os problemas resultantes da personalidade autoritária de D.
Pedro: dissolução da Assembleia Constituinte por ordem do imperador; outorga da
primeira Constituição em 1824; Confederação do Equador; Guerra Cisplatina (e a
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criação da República Independente do Uruguai). Nesse período, o Brasil pediu um
empréstimo de dois milhões de libras esterlinas à Inglaterra para pagar a
indenização por nossa independência a Portugal. Todo esse quadro levou à
abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho de apenas cinco anos, em 1831.
Seguiu-se o período da Regência, quando o Brasil foi sacudido por algumas
revoltas: Cabanagem (1834, Guerra dos Farrapos -1835-, Sabinada -1837-, Balaiada
-1838-). Nesse quadro surgiu, em 1836, o Romantismo brasileiro.
O Segundo Reinado começou em 1840 quando D. Pedro II, com apenas 14
anos, foi declarado maior. Esse período estendeu-se até 1889 com a Proclamação
da República. Foi um período de consolidação das instituições nacionais e de
desenvolvimento econômico apoiado pela economia cafeeira e pela crescente
industrialização. Revoltas e guerras também ocorreram: Revolução Liberal em São
Paulo (1842); Revolução Praieira em Pernambuco (1848); inúmeros levantes
populares; guerras com o Uruguai e Argentina e, em 1865, a Guerra do Paraguai. O
Segundo Reinado ainda assistiu à campanha abolicionista e à libertação dos
escravos.

Manifestações Artísticas

Na Europa, o Romantismo representou uma revolução na concepção de vida


e de arte. Pregando a liberdade de criação, o predomínio do sentimento, o
individualismo, insurgiu-se contra os valores clássicos: o equilíbrio, a sobriedade, a
imitação da Antiguidade, o racionalismo, as convenções. A fascinação do exótico e
os temas nacionalistas são uma tônica na pintura, mas a arquitetura e a escultura
continuam sendo neoclássica.
A música, marcada pelo individualismo, aproveitou as canções populares e
refletiu preocupações coletivas e relacionadas aos movimentos de unificação, que
marcaram o período. Beethoven, Lizt, Chopin, Schumann e Schubert foram alguns
dos expoentes desse período.
No Brasil, a pintura e a arquitetura neoclássicas dominaram o Romantismo.
Debret retratou em seus quadros os costumes e personagens da época. Víctor
Meirelles, Almeida Júnior e Pedro Américo voltaram-se para temas históricos e
mitológicos.
Na música destacaram-se Carlos Gomes, que em 1860 tornara-se preparador
de óperas na Imperial Academia de Música e Ópera Nacional, e Elias Álvares Lobo.

31

Víctor Meirelles, Primeira missa no Brasil, 1860

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Produções Literárias

O Romantismo foi o primeiro movimento literário brasileiro da Era Nacional. A


estética romântica foi fértil em poesia e prosa e viu nascer o teatro nacional.

As gerações românticas:
1ª GERAÇÃO (NACIONALISTA OU INDIANISTA): caracterizou-se, sobretudo,
pela criação do herói nacional, pelo lirismo amoroso e pelo paisagismo. Os principais
autores são: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Araújo Porto-Alegre.
2ª GERAÇÃO (BYRONIANA OU MAL-DO-SÉCULO): caracterizou-se pela
obsessão à morte, sentimento de tédio, pessimismo, individualismo, melancolia e
morbidez. Os principais autores são: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu,
Fagundes Varela e Junqueira Freire.
3ª GERAÇÃO (CONDOEIRA): seu emblema foi uma poesia de caráter social -
patriótica, antiescravista, abolicionista. Seu mais importante poeta foi Castro Alves.
A presença do nacional nos motivos e na linguagem foi a característica
comum às três gerações românticas.

Almeida Júnior

Ficção
Floresceram no Romantismo vários tipos de romance, segundo a temática e o
ambiente:
1) Urbano: focaliza situações da burguesia que habita a Corte (a cidade do Rio
de Janeiro), apresentando conflitos sentimentais;
2) Indianista: descreve costumes e tradições do índio brasileiro e o contato com
o colonizador. Esse tipo de romance reflete o caráter nacionalista da literatura da
época (como o Brasil não teve Idade Média, o indianismo foi a saída para a criação
do herói nacional);
3) Regionalista: espelha a realidade (sempre idealizada) de diferentes regiões
do Brasil;
4) Histórico: Relata fatos de nosso passado colonial.

32
EXERCÍCIOS

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1- (U.F.BAHIA) Na poesia indianista de Gonçalves Dias encontram-se, em falas
atribuídas aos índios, expressões como “ação tão nobre vos honra”, “senhores em
gentileza”, “nobreza nos atos”, e outras que indicam:
a) Preocupação do poeta em bem traduzir a naturalidade da fala de suas
personagens.
b) A idealização de uma figura convencional do índio, em moldes que o
aproxima do cavaleiro medieval.
c) O desejo do poeta em documentar a elevação dos costumes dos índios, já
aculturados pelas missões religiosas.
d) A intenção satírica de contra por ao mundo inocente dos índios a falsidade e o
polimento da linguagem burguesa.
e) O propósito do poeta em registrar a admiração que tinha os índios pela fala e
pelos hábitos dos nobres portugueses.

2- (UE- LONDRINA)
“Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos
Treme a tua alma, como a lira ao vento,
Das teclas de teu seio que harmonias,
Que escalas de suspiros, bebo atento;”

A franqueza com que Castro Alves exprime seus desejos em relação à mulher
amada, como acima se vê, permite afirmar que:
a) O seu sentimento amoroso é adulto, no sentido de que percorre a gama
completa da carne e do espírito.
b) Seus poemas falam de amores não realizados, na medida em que a mulher é
idealizada ao extremo.
c) O tédio existencial da segunda geração romântica, de que é típico
representante, explica a sua concepção do amor aliado à morte.
d) A plenitude amorosa não é seu objetivo, pois preocupam-no unicamente
problemas sociais.
e) O ressentimento que envolve seu espírito impregna de aspectos negativos
todo o que o rodeia, inclusive a mulher.

3- (ENEM- 2009, questão 102)

Gênero dramático é aquele em que o artista usa como intermediária entre si e


o público a representação. A palavra vem do grego drao (fazer) e quer dizer
ação. A peça teatral é, pois, uma composição literária destinada à
apresentação por atores em um palco, atuando e dialogando entre si. O texto
dramático é complementado pela atuação dos atores no espetáculo teatral e
possui uma estrutura específica, caracterizada: 1) pela presença de
personagens que devem estar ligados com lógica uns
aos outros e à ação; 2) pela ação dramática (trama, enredo), que é o conjunto
de atos dramáticos, maneiras de ser e de agir das personagens encadeadas à
unidade do efeito e segundo uma ordem composta de exposição, conflito, 33
complicação, clímax e desfecho; 3) pela situação ou ambiente, que é o
conjunto de circunstâncias físicas, sociais, espirituais em que se situa a ação;

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4) pelo tema, ou seja, a ideia que o autor (dramaturgo) deseja expor, ou sua
interpretação real por meio da representação. C
COUTINHO, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1973 (adaptado).

Considerando o texto e analisando os elementos que constituem um


espetáculo teatral, conclui-se que
a) A criação do espetáculo teatral apresenta-se como um fenômeno de ordem
individual, pois não é possível sua concepção de forma coletiva.
b) O cenário onde se desenrola a ação cênica é concebido e construído pelo
cenógrafo de modo
autônomo e independente do tema da peça e do trabalho interpretativo dos
atores.
c) O texto cênico pode originar-se dos mais variados gêneros textuais, como
contos, lendas, romances,
poesias, crônicas, notícias, imagens e fragmentos textuais, entre outros.
d) O corpo do ator na cena tem pouca importância na comunicação teatral,
visto que o mais importante é a expressão verbal, base da comunicação cênica
em toda a trajetória do teatro até os dias atuais.
e) A iluminação e o som de um espetáculo cênico independem do processo de
produção/recepção do espetáculo teatral, já que se trata de linguagens
artísticas diferentes, agregadas posteriormente à cena teatral.

4- (ENEM- 2009, questões 118)

Teatro do Oprimido é um método teatral que sistematiza exercícios, jogos e


técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal,
recentemente falecido, que visa à desmecanização física e intelectual de seus
praticantes. Partindo do princípio de que a linguagem teatral não deve ser
diferenciada da que é usada cotidianamente pelo cidadão comum (oprimido),
ele propõe condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios do
fazer teatral e, assim, amplie suas possibilidades de expressão. Nesse sentido,
todos podem desenvolver essa linguagem e, consequentemente, fazer teatro.
Trata-se de um teatro em que o espectador é convidado a substituir o
protagonista e mudar a condução ou mesmo o fim da história, conforme o olhar
interpretativo e contextualizado do receptor.
Companhia Teatro do Oprimido. Disponível em: www.ctorio.org.br.
Acesso em: 1 jul. 2009 (adaptado).

Considerando-se as características do Teatro do Oprimido apresentadas,


conclui-se que
a) Esse modelo teatral é um método tradicional de fazer teatro que usa, nas
suas ações cênicas, a linguagem rebuscada e hermética falada normalmente
pelo cidadão comum.
b) A forma de recepção desse modelo teatral se destaca pela separação entre
atores e público, na qual os atores representam seus personagens e a plateia 34
assiste passivamente ao espetáculo.

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c) Sua linguagem teatral pode ser democratizada e apropriada pelo cidadão
comum, no sentido de proporcionar-lhe autonomia crítica para compreensão e
interpretação do mundo em que vive.
d) O convite ao espectador para substituir o protagonista e mudar o fim da
história evidencia que a proposta de Boal se aproxima das regras do teatro
tradicional para a preparação de atores.
e) A metodologia teatral do Teatro do Oprimido segue a concepção do teatro
clássico aristotélico, que visa à desautomação física e intelectual de seus
praticantes.

5- (ENEM- 2009, questão 115)


A dança é importante para o índio preparar o corpo e a garganta e significa
energia para o corpo, que fica robusto. Na aldeia, para preparo físico,
dançamos desde cinco horas da manhã até seis horas da tarde, passa-se o dia
inteiro dançando quando os padrinhos planejam a dança dos adolescentes. O
padrinho é como um professor, um preparador físico dos adolescentes. Por
exemplo, o padrinho sonha com um determinado canto e planeja para todos
entoarem. Todos os tipos de dança vêm dos primeiros xavantes:
Wamarĩdzadadzeiwawẽ, Butséwawẽ, Tseretomodzatsewawẽ, que foram
descobrindo através da sabedoria como iria ser a cultura Xavante. Até hoje
existe essa cultura, essa celebração. Quando o adolescente fura a orelha é
obrigatório ele dançar toda a noite, tem de acordar meia-noite para dançar e
cantar, é obrigatório, eles vão chamando um ao outro com um grito especial.
WÉRÉ' É TSI'RÓBÓ, E. A dança e o canto-celebração da existência xavante.
VIS-Revista do Programa de Pós-Graduação em Arte da UnB. V. 5, n. 2,
dez. 2006.

A partir das informações sobre a dança Xavante, conclui-se que o valor da


diversidade artística e da tradição cultural apresentados originam-se da
a) Iniciativa individual do indígena para a prática da dança e do canto.
b) Excelente forma física apresentada pelo povo Xavante.
c) Multiculturalidade presente na sua manifestação cênica.
d) Inexistência de um planejamento da estética da dança, caracterizada pelo
ineditismo.
e) Preservação de uma identidade entre a gestualidade ancestral e a novidade
dos cantos a serem entoados.

6- (ENEM- 2010, questão 117)

Soneto
Já da morte o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
35
Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!... já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...

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Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,


Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.

Dá-me a esperança com que o ser mantive!


Volve ao amante os olhos por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!
AZEVEDO, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000.

O núcleo temático do soneto citado é típico da segunda geração romântica,


porém configura um lirismo que o projeta para além desse momento específico.
O fundamento desse lirismo é
a) A angústia alimentada pela constatação da irreversibilidade da morte.
b) A melancolia que frustra a possibilidade de reação diante da perda.
c) O descontrole das emoções provocado pela autopiedade.
d) O desejo de morrer como alívio para a desilusão amorosa.
e) O gosto pela escuridão como solução para o sofrimento.

7- (ENEM- 2011, questão 27)

Foto de Militão, São Paulo, 1879.


ALENCASTRO, L. F. (org). História da vida privada no Brasil.
Império: a corte e a modernidade nacional. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

Que aspecto histórico da escravidão no Brasil do séc. XIX pode ser identificado
a partir da análise do vestuário do casal retratado acima?

a) O uso de trajes simples indica a rápida incorporação dos ex-escravos ao


mundo do trabalho urbano. 36
b) A presença de acessórios como chapéu e sombrinha aponta para a
manutenção de elementos culturais de origem africana.

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c) O uso de sapatos é um importante elemento de diferenciação social
entre negros libertos ou em melhores condições na ordem escravocrata.
d) A utilização do paletó e do vestido demonstra a tentativa de assimilação
de um estilo europeu como forma de distinção em relação aos brasileiros.
e) A adoção de roupas próprias para o trabalho doméstico tinha como
finalidade demarcar as fronteiras da exclusão social naquele contexto.

Aula 05
REALISMO E NATURALISMO (1881-1893)

O Vagão de Terceira Classe Honoré Daumier.

Realismo e Naturalismo: séculos XIX

Contexto histórico:
a) na Europa
 Segunda Revolução Industrial
 Cientificismo: socialismo científico
 Positivismo
 Evolucionismo
 Determinismo

b) no Brasil
 Consequências da Guerra do Paraguai
 Libertação dos escravos
 Fim da Monarquia e proclamação da República
 Imigração

Características:
 Objetividade
 Predomínio da razão
 Observação, análise e denuncia dos males sociais
 Criação do romance de análise (Realismo)
 Aceitação de determinismos científicos (Naturalismo)
37
Autores:
 Realismo: Machado de Assis/Raul Pompéia
 Naturalismo: Aluísio Azevedo/ Inglês de Sousa/ Júlio Ribeiro/Adolfo Caminha
/Domingos Olímpio
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"Arrufos", de Belmiro de Almeida, 1887.

Contexto Histórico

A Europa, na segunda metade do século XIX, foi marcada por novos inventos
(telefone, telégrafo, locomotiva a vapor), pela utilização de novas fontes de energia
(petróleo, eletricidade) e pelas novas descobertas científicas, que explicaram ao
homem o, até então inexplicável. No entanto, a acelerada industrialização, resultado
da Segunda Revolução Industrial e do capitalismo, determinaram o aparecimento de
uma nova classe, o proletariado, constituída por uma massa de trabalhadores
miseráveis, sem direito a nenhuma vantagem trazida por esse progresso.
Criticando o misticismo, a religião, o sentimentalismo e o subjetivismo, o
homem passou a basear-se na observação e na experimentação para estudar os
mais diversos fenômenos. Valeu-se para isso de algumas doutrinas:
1) Positivismo: filosofia de Augusto Comte, segundo a qual só importava o que
podia ser medido e provado, isto é, todos os fenômenos deviam ser explicados pela
ciência;
2) Evolucionismo: teoria de Charles Darwin, que colocava em xeque a origem
divina do homem, defendida pela Igreja, e explica a evolução das espécies pelo
processo de seleção natural, pela sobrevivência do mais forte e do mais apto,
3) Determinismo: teoria de Hipólito Taine que explicava a obra de arte como a
consequência de três fatores: raça (hereditariedade), meio e momento histórico.
Segundo ele, o homem era produto do meio em que vivia;
4) Socialismo científico: Engels e Karl Marx denunciaram a exploração do
proletariado;
5) Experimentalismo: o médico Claude Bernard deu bases científicas à medicina
(observação, investigação) e demonstrou a importância da Fisiologia no
comportamento humano.
O Brasil viveu, nesse período, as consequências da Guerra do Paraguai, o
movimento abolicionista e a perspectiva da República. O surto modernizador 38
sustentado pela exportação cafeeira fez surgirem comerciantes e pequenos
empresários que aderiram às novas ideias. A economia fortalecida exigia trabalho
livre começaram, então, as primeiras imigrações. Essas transformações

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socioeconômicas apresentaram o fim da Monarquia: federalistas, abolicionistas e
positivistas opunham-se à centralização do poder e lutavam pela República. Em
1888, a escravatura foi abolida e, em 1889, proclamada a República.

Almeida Júnior, Caipira picando fumo, 1893.

Manifestações Artísticas

“A pintura, arte essencialmente objetiva, consiste na representação das coisas


reais existentes. A beleza não está no característico, mas na verdade”, afirmava o
pintor francês Courbet. Antiburguês convicto, deu espaço em seus quadros aos
trabalhadores, aos camponeses, retratando cenas da vida popular e cotidiana.
A arquitetura e a escultura insurgem-se contra o academicismo.
No Brasil o que se vê retratado é o cotidiano da burguesia: Arrufos de Belmiro
de Almeida mostra a briga de um casal. Almeida aproxima-se de um realismo mais
comprometido com as classes populares:

Mulheres Peneirando trigo, 1855, Courbet.

LITERATURA 39

Os escritores realistas e naturalistas, opondo-se aos românticos e


impulsionados pela filosofia e a ciência da época, pretendia reproduzir integralmente

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o real. Antimonárquicos, antiburgueses e anticlericais, em sua maioria republicanos
e até socialistas, ao sentimentalismo opunham o materialismo e o racionalismo; ao
subjetivismo, o objetivismo; à fantasia e à imaginação, a observação do real; ao
retorno ao passado, o comprometimento com o momento presente; ao nacionalismo,
o universalismo.
O romance realista, cujo maior representante é Machado de Assis,
preocupou-se com a análise psicológica das personagens, em função da qual critica
a sociedade. Trata-se de um romance documental, que pretende ser o retrato da
época. Já o romance naturalista valorizou o coletivo, a análise social, entendendo o
homem como um animal sujeito ao instinto, por isso a predileção temática pelas
taras e desvios sexuais. Numa confrontação entre as duas estéticas, temos:

Realismo Interseção Naturalismo


Análise psicológica Influenciados pelo Análise social
positivismo e
determinismo
Romance documental Anticlericais Romance científico,
Antiburgueses experimental
Antimonárquicos
Antirromânticos
Expressão indireta Retrato do real Expressão direta

EXERCÍCIOS
1- (UF-PR) Eça de Queirós, autor do realismo português, afirma:
“O Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a
nossos próprios olhos - para nos conhecermos, para que saibamos que somos
verdadeiros ou falsos, para condenar o que houver de mau na nossa sociedade.”

Para realizar esta proposta literária, quais os recursos utilizados no discurso


realista? Selecione-os na relação abaixo e depois assinale a alternativa que os
contém:
1- Preocupação revolucionária, atitude de crítica e de combate;
2- Imaginação criadora;
3- Personagens frutos da observação; tipos concretos e vivos;
4- Linguagem natural, sem rebuscamento;
5- Preocupação com a mensagem que revela concepção materialista do
homem;
6- Senso do mistério;
7- Retorno ao passado;
8- Determinismo biológico e social.

a) 1, 2, 3, 5, 7, 8.
b) 1, 3, 4, 5, 8.
c) 2, 3, 4, 6, 7.
d) 3, 4, 5, 6, 8. 40
e) 2, 3, 4, 5, 8.

2- (ENEM 2009, questão 120)

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No decênio de 1870, Franklin Távora defendeu a tese de que no Brasil havia
duas literaturas independentes dentro da mesma língua: uma do Norte e outra
do Sul, regiões segundo ele muito diferentes por formação histórica,
composição étnica, costumes, modismos linguísticos etc. Por isso, deu aos
romances regionais que publicou o título geral de Literatura do Norte. Em
nossos dias, um escritor gaúcho, Viana Moog, procurou mostrar com bastante
engenho que no Brasil há, em verdade, literaturas setoriais diversas, refletindo
as características locais.
CANDIDO, A. A nova narrativa. A educação pela noite e outros ensaios. São
Paulo: Ática, 2003.
Com relação à valorização, no romance regionalista brasileiro, do homem e da
paisagem de determinadas regiões nacionais, sabe-se que
a) O romance do Sul do Brasil se caracteriza pela temática essencialmente
urbana, colocando em relevo a formação do homem por meio da mescla de
características locais e dos aspectos culturais trazidos de fora pela imigração
europeia.
b) José de Alencar, representante, sobretudo, do romance urbano, retrata a
temática da urbanização das cidades brasileiras e das relações conflituosas
entre as raças.
c) O romance do Nordeste caracteriza-se pelo acentuado realismo no uso do
vocabulário, pelo temário local, expressando a vida do homem em face da
natureza agreste, e assume frequentemente o ponto de vista dos menos
favorecidos.
d) A literatura urbana brasileira, da qual um dos expoentes é Machado de Assis,
põe em relevo a formação do homem brasileiro, o sincretismo religioso, as
raízes africanas e indígenas que caracterizam o nosso povo.
e) Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Simões Lopes Neto e Jorge Amado são
romancistas das décadas de 30 e 40 do século XX, cuja obra retrata a
problemática do homem urbano em confronto com a modernização do país
promovida pelo Estado Novo.

3- (ENEM- 2009, questão 130)


Nestes últimos anos, a situação mudou bastante e o Brasil, normalizado,
já não nos parece tão mítico, no bem e no mal. Houve um mútuo
reconhecimento entre os dois países de expressão portuguesa de um lado e do
outro do Atlântico: o Brasil descobriu Portugal e Portugal, em um retorno das
caravelas, voltou a descobrir o Brasil e a ser, por seu lado, colonizado por
expressões linguísticas, as telenovelas, os romances, a poesia, a comida e as
formas de tratamento brasileiros. O mesmo, embora em nível superficial, dele
excluído o plano da língua, aconteceu com a Europa, que, depois da diáspora
dos anos 70, depois da inserção na cultura da bossa-nova e da música popular
brasileira, da problemática ecológica centrada na Amazônia, ou da
problemática social emergente do fenômeno dos meninos de rua, e até do álibi
ocultista dos romances de Paulo Coelho, continua todos os dias a descobrir, no
bem e no mal, o novo Brasil. Se, no fim do século XIX, Sílvio Romero definia a
literatura brasileira como manifestação de um país mestiço, será fácil para nós 41
defini-la como expressão de um país polifônico: em que já não é determinante
o eixo Rio-São Paulo, mas que, em cada região, desenvolve originalmente a

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sua unitária e particular tradição cultural. É esse, para nós, no início do século
XXI, o novo estilo brasileiro.
STEGAGNO-PICCHIO, L. História da literatura brasileira.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004 (adaptado).

No texto, a autora mostra como o Brasil, ao longo de sua história, foi, aos
poucos, construindo uma identidade cultural e literária relativamente autônoma
frente à identidade europeia, em geral, e à portuguesa em particular. Sua
análise pressupõe, de modo especial, o papel do patrimônio literário e
linguístico, que favoreceu o surgimento daquilo que ela chama de “estilo
brasileiro”. Diante desse pressuposto, e levando em consideração o texto e as
diferentes etapas de consolidação da cultura brasileira, constata-se que
a) O Brasil redescobriu a cultura portuguesa no século XIX, o que o fez
assimilar novos gêneros artísticos e culturais, assim como usos originais do
idioma, conforme ilustra o caso do escritor Machado de Assis.
b) A Europa reconheceu a importância da língua portuguesa no mundo, a partir
da projeção que poetas brasileiros ganharam naqueles países, a partir do
século XX.
c) Ocorre, no início do século XXI, promovido pela solidificação da cultura
nacional, maior reconhecimento do Brasil por ele mesmo, tanto nos aspectos
positivos quanto nos negativos.
d) O Brasil continua sendo, como no século XIX, uma nação culturalmente
mestiça, embora a expressão dominante seja aquela produzida no eixo Rio-
São Paulo, em especial aquela ligada às telenovelas.
e)O novo estilo cultural brasileiro se caracteriza por uma união bastante
significativa entre as diversas matrizes culturais advindas das várias regiões do
país, como se pode comprovar na obra de Paulo Coelho.

4- (ENEM- 2009, questão 134)

Nunca se falou e se preocupou tanto com o corpo como nos dias atuais.
É comum ouvirmos anúncios de uma nova academia de ginástica, de uma
nova forma de dieta, de uma nova técnica de autoconhecimento e outras
práticas de saúde alternativa, em síntese, vivemos nos últimos anos a
redescoberta do prazer, voltando nossas atenções ao nosso próprio corpo.
Essa valorização do prazer individualizante se estrutura em um verdadeiro
culto ao corpo, em analogia a uma religião, assistimos hoje ao surgimento de
novo universo: a corpolatria.
CODO, W.; SENNE, W. O que é corpo(latria). Coleção
Primeiros Passos. Brasiliense, 1985 (adaptado).

Sobre esse fenômeno do homem contemporâneo presente nas classes sociais


brasileiras, principalmente, na classe média, a corpolatria
a) É uma religião pelo avesso, por isso outra religião; inverteram-se os sinais, a
busca da felicidade eterna antes carregava em si a destruição do prazer, hoje
implica o seu culto. 42
b) Criou outro ópio do povo, levando as pessoas a buscarem cada vez mais
grupos igualitários de integração social.

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c) É uma tradução dos valores das sociedades subdesenvolvidas, mas em
países considerados do primeiro mundo ela não consegue se manifestar
porque a população tem melhor educação e senso crítico.
d) Tem como um de seus dogmas o narcisismo, significando o “amar o próximo
como se ama a si mesmo”.
e) Existe desde a Idade Média, entretanto esse acontecimento se intensificou a
partir da Revolução Industrial no século XIX e se estendeu até os nossos dias.

5- (ENEM- 2010, questão 21)


Luiz Gama fez da lei e das letras suas armas na luta pela liberdade. Foi
vendido ilegalmente como escravo pelo seu pai para cobrir dívidas de jogo.
Sabendo ler e escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas de que havia
nascido livre. Autodidata, advogado sem diploma, fez do direito o seu oficio e
transformou-se, em pouco tempo, em proeminente advogado da causa
abolicionista.
AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. In: Revista de História. Ano1, nº 3. Rio
de Janeiro: Biblioteca Nacional, jan. 2004 (adaptado).

A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na segunda metade do séc. XIX


foi resultado de importantes lutas sociais condicionadas historicamente. A
biografia de Luiz da Gama exemplifica a

a) Impossibilidade de ascensão social do negro forro em uma sociedade


escravocrata, mesmo sendo alfabetizado.
b) Extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto
e a utilização do Direito como canal de luta pela liberdade.
c) Rigidez de uma sociedade, assentada na escravidão, que inviabilizava
os mecanismos de ascensão social.
d) Possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites
dominantes, a um mestiço filho de pai português.
e) Troca de favores entre um representante negro e a elite agrária
escravista que outorgara o direito advocatício ao mesmo.

6- (ENEM- 2010, questão 100)


Na busca constante pela sua evolução, o ser humano vem alternando a
sua maneira de pensar, de sentir e de criar. Nas últimas décadas do século
XVIII e no início do século XIX, os artistas criaram obras em que predominam o
equilíbrio e a simetria de formas e cores, imprimindo um estilo caracterizado
pela imagem da respeitabilidade, da sobriedade, do concreto e do civismo.
Esses artistas misturaram o passado ao presente, retratando os personagens
da nobreza e da burguesia, além de cenas míticas e histórias cheias de vigor.
RAZOUK, J. J. (Org.). Histórias reais e belas nas telas. Posigraf: 2003.

Atualmente, os artistas apropriam-se de desenhos, charges, grafismos e


até ilustrações de livros para compor obras em que se misturam personagens 43
de diferentes épocas, como na seguinte imagem:

a)

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Romero Brito. “Gisele e Tom”.

b)

Andy Warhol. “Michael Jackson”.

c)

Funny Filez.“Monabean”.

d)

Andy Warhol. “Marlyn Monroe”.


44

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e)

Pablo Picasso. “Retrato de Jaqueline Roque com as Mãos


Cruzadas”.

7- (ENEM- 2011, questão 100)

TEXTO I
Onde está a honestidade?
Você tem palacete reluzente
Tem jóias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança ou parente
Só anda de automóvel na cidade

E o povo pergunta com maldade:


Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?

O seu dinheiro nasce de repente


E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e felicidade...

Vassoura dos salões da sociedade


Que varre o que encontrar a sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente...
ROSA, N. Disponível em: http://www.mpbnet.com.br. Acesso em: abr. 2010

TEXTO II
Um vulto da história da música popular brasileira, reconhecido
nacionalmente, é Noel Rosa. Ele nasceu em 1910, no Rio de Janeiro; portanto,
se estivesse vivo, estaria completando 100 anos. Mas faleceu aos 26 anos de
idade, vítima de tuberculose, deixando um acervo de grande valor para o
patrimônio cultural brasileiro. Muitas de suas letras representam a sociedade
contemporânea, como se tivessem sido escritas no século XXI.
Disponível em: http://www.mpbnet.com.br. Acesso em: abr. 2010.
45
Um texto pertencente ao patrimônio literário-cultural brasileiro é atualizável, na
medida em que ele se refere a valores e situações de um povo. A atualidade da
canção Onde está a honestidade?, de Noel Rosa, evidencia-se por meio
a) da ironia, ao se referir ao enriquecimento de origem duvidosa de alguns.
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b) da crítica aos ricos que possuem joias, mas não têm herança.
c) da maldade do povo a perguntar sobre a honestidade.
d) do privilégio de alguns em clamar pela honestidade.
e) da insistência em promover eventos beneficentes.

8- (ENEM- 2011, questão 119)

Abatidos pelo fadinho harmonioso e nostálgico dos desterrados, iam


todos, até mesmo os brasileiros, se concentrando e caindo em tristeza; mas, de
repente, o cavaquinho de Porfirio, acompanhado pelo violão do Firmo,
romperam vibrantemente com um chorado baiano. Nada mais que os primeiros
acordes da música crioula para que o sangue de toda aquela gente
despertasse logo, como se alguém lhe fustigasse o corpo com urtigas bravas.
E seguiram-se outras notas, e outras, cada vez mais ardentes e mais
delirantes. Já não eram dois instrumentos que soavam, eram lúbricos gemidos
e suspiros soltos em torrente, a correrem serpenteando, como cobras em uma
floresta incendiada; eram ais convulsos, chorando em frenesi de amor: música
feita de beijos e soluços gostosos; carícia de fera, carícia de doer, fazendo
estalar de gozo.
AZEVEDO, A. O Cortiço. São Paulo. Ática, 1983 (adaptado)

No romance O Cortiço (1890), de Aluízio Azevedo, as personagens são


observadas como elementos coletivos caracterizados por condicionantes de
origem social, sexo e etnia. Na passagem transcrita, o confronto entre
brasileiros e portugueses revela prevalência do elemento brasileiro, pois
a) Destaca o nome de personagens brasileiras e omite o de personagens
portuguesas.
b) Exalta a força do cenário natural brasileiro e considera o do português
inexpressivo.
c) Mostra o poder envolvente da música brasileira, que cala o fado português.
d) Destaca o sentimentalismo brasileiro, contrário à tristeza dos portugueses.
e) Atribui aos brasileiros uma habilidade maior com instrumentos musicais.

Aula 06

Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)

TIC é a abreviação de "Tecnologia da Informação e Comunicação".


Pesquisando nas várias definições existentes em livros, textos, Internet,
revistas, etc., podemos dizer que TIC é um conjunto de recursos tecnológicos
que, se estiverem integrados entre si, podem proporcionar a automação e/ou a
comunicação de vários tipos de processos existentes nos negócios, no ensino
e na pesquisa científica, na área bancária e financeira, etc. Ou seja, são
tecnologias usadas para reunir, distribuir e compartilhar informações, como
exemplo: sites da Web, equipamentos de informática (hardware e software),
telefonia, quiosques de informação e balcões de serviços automatizados. 46
Estamos presenciando, já há alguns anos, o uso intenso da Internet por
todos os segmentos da sociedade e isto esta fazendo com que inúmeras áreas
sofram mudanças radicais em termos como inovação, criatividade,

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produtividade e conhecimento, por exemplo, estão forçando a procura de novas
formas para aplicações tradicionais da área financeira, bancária, educação,
segurança, transportes, engenharia, comércio, etc.

Exercícios

1- (ENEM- 2009, questão 106)


A partir da metade do século XX, ocorreu um conjunto de transformações
econômicas e sociais cuja dimensão é difícil de ser mensurada: a chamada
explosão da informação. Embora essa expressão tenha surgido no contexto da
informação científica e tecnológica, seu significado, hoje, em um contexto mais
geral, atinge proporções gigantescas.
Por estabelecerem novas formas de pensamento e mesmo de lógica, a
informática e a Internet vêm gerando impactos sociais e culturais importantes. A
disseminação do microcomputador e a expansão da Internet vêm acelerando o
processo de globalização tanto no sentido do mercado quanto no sentido das
trocas simbólicas possíveis entre sociedades e culturas diferentes, o que tem
provocado e acelerado o fenômeno de hibridização amplamente caracterizado
como próprio da pós modernidade.
FERNANDES, M. F.; PARÁ, T. A contribuição das novas tecnologias da
informação na geração de conhecimento. Disponível em:
http://www.coep.ufrj.br. Acesso em: 11 ago. 2009 (adaptado).

Considerando-se o novo contexto social e econômico aludido no texto


apresentado, as novas tecnologias de informação e comunicação:
a) Desempenham importante papel, porque sem elas não seria possível
registrar os acontecimentos históricos.
b) Facilitam os processos educacionais para ensino de tecnologia, mas não
exercem influência nas ciências humanas.
c) Limitam-se a dar suporte aos meios de comunicação, facilitando sobretudo
os trabalhos jornalísticos.
d) Contribuem para o desenvolvimento social, pois permitem o registro e a
disseminação do conhecimento de forma mais democrática e interativa.
e) Estão em estágio experimental, particularmente na educação, área em que
ainda não demonstraram potencial produtivo.

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2- (ENEM- 2009, questão 105)

La Vie en Rose

ITURRUSGARAI, A. La Vie en Rose. Folha de S.Paulo,


11 ago. 2007.

Os quadrinhos exemplificam que as Histórias em Quadrinhos constituem um 48


gênero textual
a) Em que a imagem pouco contribui para facilitar a interpretação da
mensagem contida no texto, como pode ser constatado no primeiro quadrinho.

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b) Cuja linguagem se caracteriza por ser rápida e clara, que facilita a
compreensão, como se percebe na fala do segundo quadrinho: “</DIV>
</SPAN> <BR CLEAR = ALL> < BR> <BR> <SCRIPT>”.
c) Em que o uso de letras com espessuras diversas está ligado a sentimentos
expressos pelos personagens, como pode ser percebido no último quadrinho.
d) Que possui em seu texto escrito características próximas a uma
conversação face a face, como pode ser percebido no segundo quadrinho.
e) Que a localização casual dos balões nos quadrinhos expressa com clareza a
sucessão cronológica da história, como pode ser percebido no segundo
quadrinho.

3- (ENEM- 2009, questão 114)

Você sabia que as metrópoles são as grandes consumidoras dos


produtos feitos com recursos naturais da Amazônia? Você pode diminuir os
impactos à floresta adquirindo produtos com selos de certificação. Eles são
encontrados em itens que vão desde lápis e embalagens de papelão até
móveis, cosméticos e materiais de construção. Para receber os selos esses
produtos devem ser fabricados sob 10 princípios éticos, entre eles o respeito à
legislação ambiental e aos direitos de povos indígenas e populações que vivem
em nossas matas nativas.
Vida simples. Ed. 74, dez. 2008.

O texto e a imagem têm por finalidade induzir o leitor a uma mudança de


comportamento a partir do (a)
a) Consumo de produtos naturais provindos da Amazônia.
b) Cuidado na hora de comprar produtos alimentícios.
c) Verificação da existência do selo de padronização de produtos industriais.
d) Certificação de que o produto foi fabricado de acordo com os princípios
éticos.
e) Verificação da garantia de tratamento dos recursos naturais utilizados em
cada produto.

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4- (ENEM- 2010, questão 102)

MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É


MELHOR DO QUE A DE
COMPUTADOR E GUARDE ESTA
CONDIÇÃO:
12X SEM JUROS.
Campanha publicitária de loja de eletrônicos.
Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006.

Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como práticas da linguagem,


assumindo configurações específicas, formais de conteúdo. Considerando o
contexto em que circula o texto publicitário, seu objetivo básico é
a) Influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos que visam à
adesão ao consumo.
b) Definir regras de comportamento social pautadas no combate ao
consumo exagerado
c) Defender a importância do conhecimento de informática pela população
de baixo poder aquisitivo.
d) Facilitar o uso de equipamentos de informática pelas classes sociais
economicamente desfavorecidas.
e) Questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a máquina,
mesmo a mais moderna.

5- (ENEM- 2010, questão 119)

A Internet que você faz


Uma pequena invenção, a Wikipédia, mudou o jeito de lidarmos com
informações na rede. Trata-se de uma enciclopédia virtual colaborativa, que é
feita e atualizada por qualquer internauta que tenha algo a contribuir. Em
resumo: é como se você imprimisse uma nova página para a publicação
desatualizada que encontrou na biblioteca.
Antigamente, quando precisávamos de alguma informação confiável,
tínhamos a enciclopédia como fonte segura de pesquisa para trabalhos,
estudos e pesquisa em geral. Contudo, a novidade trazida pela Wikipédia nos
coloca em uma nova circunstância, em que não podemos confiar integralmente
no que lemos.
Por ter como lema principal a escritura coletiva, seus textos trazem
informações que podem ser editadas e reeditadas por pessoas do mundo
inteiro. Ou seja, a relevância da informação não é determinada pela tradição
cultural, como nas antigas enciclopédias, mas pela dinâmica da mídia. Assim,
questiona-se a possibilidade de serem encontradas informações corretas entre
sabotagens deliberadas e contribuições erradas.
NÉO, A. et al. A Internet que você faz. In: Revista PENSE! Secretaria de
Educação do Estado do Ceará. Ano 2, n°. 3, mar.-abr. 2010 (adaptado). 50

As novas Tecnologias de Informação e Comunicação, como a Wikipédia, têm


trazido inovações que impactaram significativamente a sociedade. A respeito

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desse assunto, o texto apresentado mostra que a falta de confiança na
veracidade dos conteúdos registrados na Wikipédia
a) Acontece pelo fato de sua construção coletiva possibilitar a edição e
reedição das informações por qualquer pessoa no mundo inteiro.
b) Limita a disseminação do saber, apesar do crescente número de
acessos ao site que a abriga, por falta de legitimidade.
c) Ocorre pela facilidade de acesso à página, o que torna a informação
vulnerável, ou seja, pela dinâmica da mídia.
d) Ressalta a crescente busca das enciclopédias impressas para as
pesquisas escolares.
e) Revela o desconhecimento do usuário, impedindo-o de formar um juízo
de valor sobre as informações.

6- (ENEM- 2010, questão 108)

Texto I

Época. 12 out. 2009 (adaptado).

Texto II
CONEXÃO SEM FIO NO BRASIL
Onde haverá cobertura de telefonia celular para baixar
publicações para o Kindle

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A capa da revista Época de 12 de outubro de 2009 traz um anúncio
sobre o lançamento do livro digital no Brasil. Já o texto II traz informações
referentes à abrangência de acessibilidade das tecnologias de comunicação e
informação nas diferentes regiões do país. A partir da leitura dos dois textos,
infere-se que o advento do livro digital no Brasil
a) Possibilitará o acesso das diferentes regiões do país às informações
antes restritas, uma vez que eliminará as distâncias, por meio da distribuição
virtual.
b) Criará a expectativa de viabilizar a democratização da leitura, porém,
esbarra na insuficiência do acesso à internet por meio da telefonia celular,
ainda deficiente no país.
c) Fará com que os livros impressos tornem-se obsoletos, em razão da
diminuição dos gastos com os produtos digitais gratuitamente distribuídos pela
internet.
d) Garantirá a democratização dos usos da tecnologia no país, levando em
consideração as características de cada região no que se refere aos hábitos de
leitura e acesso à informação.
e) Impulsionará o crescimento da qualidade da leitura dos brasileiros, uma
vez que as características do produto permitem que a leitura aconteça a
despeito das adversidades geopolíticas.

7- (ENEM- 2011, questão 99)

A discussão sobre “o fim do livro de papel” com a chegada da mídia


eletrônica me lembra a discussão idêntica sobre a obsolescência do folheto de
cordel. Os folhetos talvez não existam mais daqui a 100 ou 200 anos, mas,
mesmo que isso aconteça, os poemas de Leandro Gomes de Barros ou
Manuel Camilo dos Santos continuarão sendo publicados e lidos — em CD-
ROM, em livro eletrônico, em “chips quânticos”, sei lá o quê. O texto é uma
espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados: página
impressa, livro em Braille, folheto, “coffee-table book”, copia manuscrita arquivo
PDF... Qualquer texto pode se reencarnar nesses (e em outros) formatos, não
importa se é Moby Dick ou Viagem a São Saruê, se é Macbeth ou O livro de
piadas de Casseta & Planeta.
TAVARES, B. Disponível em: http://jornaldaparaiba.globo.com.

Ao refletir sobre a possível extinção do livro impresso e o surgimento de outros


suportes em via eletrônica, o cronista manifesta seu ponto de vista, defendendo
que

a) O cordel é um dos gêneros textuais, por exemplo, que será extinto com o
avanço da tecnologia.
b) O livro impresso permanecerá como objeto cultural veiculador de impressões
e de valores culturais.
c) O surgimento da mídia eletrônica decretou o fim do prazer de se ler textos 52
em livros e suportes impressos.
d) Os textos continuarão vivos e passíveis de reprodução em novas
tecnologias, mesmo que os livros desapareçam.

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e) Os livros impressos desaparecerão e, com eles, a possibilidade de se ler
obras literárias dos mais diversos gêneros.

8- (ENEM 2011, questão 102)

Disponível em: www.ccsp.com.br. Acesso em: 26 jul. 2010 (adaptado).

O anúncio publicitário está intimamente ligado ao ideário de consumo


quando sua função é vender um produto. No texto apresentado, utilizam-se
elementos linguísticos e extralinguísticos para divulgar a atração “Noites do
Terror”, de um parque de diversões. O entendimento da propaganda requer do
leitor
a) A identificação com o público-alvo a que se destina o anúncio.
b) A avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror.
c) A atenção para a imagem da parte do corpo humano selecionada
aleatoriamente.
d) O reconhecimento do intertexto entre a publicidade e um dito popular.
e) A percepção do sentido literal da expressão “Noites do Terror”, equivalente à
expressão “Noites de Terror”.

9- (ENEM- 2011, questão 103)


O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não linear,
que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado
de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim,
o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir
de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou tópicos
estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que
faz do leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se caracteriza,
pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado,
multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita.
Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um tema, o hipertexto oferece
a possibilidade de múltiplos graus de profundidade simultaneamente, já que
não tem sequência definida, mas liga textos não necessariamente
correlacionados.
MARCUSCHI, L. A. Disponível em: htt://www,pucsp.br.Acesso em: 29 de jun. 53
2011.

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O computador mudou nossa maneira de ler e escrever, e o hipertexto pode ser
considerado como um novo espaço de escrita de leitura. Definido como um
conjunto de blocos autônomos de texto, apresentado em meio eletrônico
computadorizado e no qual há remissões associando entre si diversos
elementos, o hipertexto
a) É uma estratégia que, ao possibilitar caminhos totalmente abertos,
desfavorece o leitor, ao confundir os conceitos cristalizados tradicionalmente.
b) É uma forma artificial de produção da escrita, que, ao desviar o foco da
leitura, pode ter como consequência o menosprezo pela escrita tradicional.
c) Exige do leitor um maior grau de conhecimentos prévios, por isso deve ser
evitado pelos estudantes nas suas pesquisas escolares.
d) Facilita a pesquisa, pois proporciona uma informação específica, segura e
verdadeira, em qualquer site de busca ou blog oferecidos na internet.
e) Possibilita ao leitor a escolher seu próprio percurso de leitura, sem seguir
sequência predeterminada, constituindo-se em atividade mais coletiva e
colaborativa.

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Linguagens e tecnologias III
Prof. Gabriel Teodoro Gomes

Aula 1 – Cultura e linguagem

Cultura: Cultura é o conjunto das criações do Homem que constituem um


universo humano, ou superorgânico, acima do universo físico, ou inorgânico, e
do universo biológico ou orgânico.
(MATTOSO CÂMARA)

Como se vê, cultura é todo o tipo de inter-relação entre homem e


natureza. É a capacidade do homem de criar, fazer e manter alguma coisa.
Tudo que perdura por muito tempo, acaba virando cultura. Cada peculiaridade
ou similaridade de uma sociedade pode ser considerada cultura.

Língua: Sistema de representação constituído por palavras e por regras que as


combinam em frases que os indivíduos de uma comunidade linguística usam
como principal meio de comunicação e de expressão, falado ou escrito.

Linguagem: Qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos


através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc.

Devemos sempre lembrar que a linguagem sofre mudanças a todo instante,


pela capacidade que os humanos têm de se adaptarem. Para cada exemplo de
impossibilidade de comunicação que temos, um acidente, por exemplo, são
criadas novas formas de comunicação. Vide Braile, libras, ideogramas, etc.

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Aula 02 – Funções da linguagem

Para entendermos com clareza as funções da linguagem, é bom primeiramente


conhecermos as etapas da comunicação. Ao contrário do que muitos pensam,
a comunicação não acontece somente quando falamos, estabelecemos um
diálogo ou redigimos um texto, ela se faz presente em todos (ou quase todos)
os momentos. Comunicamo-nos com nossos colegas de trabalho, com o livro
que lemos, com a revista, com os documentos que manuseamos, através de
nossos gestos, ações, até mesmo através de um beijo de “boa noite”. A
comunicação confunde-se com a própria vida. Temos tanta consciência de que
comunicamos como de que respiramos ou andamos. Somente percebemos a
sua essencial impo
(BORDENAVE, 1986. p.17-9).

Função referencial: transmite uma informação objetiva, expõe dados da


realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente,
o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite
impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de
outra interpretação além da que está exposta. Em alguns textos é mais
predominante essa função, como científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos
ou em correspondências comerciais.

Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas


emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor,
a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na
primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e 56
reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a
subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é
comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico.

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Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o
receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão,
convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no
imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode
perder! Ele vai melhorar seu desempenho!).

Função metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é


quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um
poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo.

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Função fática: O objetivo dessa função é estabelecer uma relação com o
emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou
para dilatar a conversa. Quando estamos em um diálogo, por exemplo, e
dizemos ao nosso receptor “Está entendendo?”

Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos através


de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da
sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações
dos signos linguísticos É presente em textos literários, publicitários e em letras
de música.
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Dr. Emílio da Silveira, nº. 14, Centro – CEP: 37130-000- ALFENAS/MG Tel.: (35) 3292-5466
Leitura e produção

Luxo de Elite. O vestibular é mais que um exame. Enquanto está no


colégio, o aluno até pode ir mal numa prova, pois o que conta é a sua média
anual. Com o Vestibular, não. Quem for mal sabe que só terá outra chance dali
a um ano. Como se não bastasse, o teste resume os conhecimentos de uma
vida inteira de estudos num único dia. Ou seja, os oito anos do primeiro grau e
os três do segundo grau são aferidos num domingo, e qualquer dor de cabeça
ou indisposição estomacal pode destroçar o desempenho. Só avança para a
segunda fase das provas, as dos exames escritos, que ultrapassa a barreira
dos testes de múltipla escolha. É um tipo de avaliação perversa em que a
agilidade pode contar mais que o conhecimento. Um candidato que conhece
todas as respostas, mas precisaria de quinze minutos a mais do que o tempo
regulamentar para assiná-las, arrisca-se a perder a vaga para alguém com
menos conhecimento, mas capaz de entender- se melhor com o relógio.
O problema adquire contornos mais carregados quando se examina o
papel da faculdade na expectativa profissional dos jovens. No início do século,
universidade, no Brasil, era um luxo da elite. Em 1960, somente 1% da 59
população possuía curso superior. Com a industrialização do país, esse perfil
mudou. "A faculdade, hoje, é a tábua de salvação das famílias de classe média,
que não conseguem acumular bens e precisam recompor seu patrimônio a
cada geração", explica a socióloga Gisela Taschner, da Fundação Getúlio
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Vargas, de São Paulo. Atualmente, 8% dos brasileiros possuem diploma
universitário. "A universidade é valorizada porque, no mundo de hoje, o capital
do cidadão médio é sua escolaridade", completa Gisela. Assim, para as
famílias que se equilibram com dificuldade entre a prestação da casa e a
possibilidade de trocar de carro no final do ano, a faculdade dos filhos é o único
patrimônio que se pode deixar. E para os filhos das famílias humildes, o
diploma é uma das poucas esperanças de ascensão social.
(Revista Veja, 17/11/97)

1 – Qual é o assunto do texto e o que justifica abordá-lo?

2 – Relacione o título do texto ao seu assunto

3 – Que causas são atribuídas ao problema discutido no texto?

4 – Qual é a posição do autor do texto em relação ao tema? Justifique.

5 – Monte uma estrutura de ideias sobre o texto, segundo o esquema a seguir:

Tema principal -

Introdução -

Desenvolvimento -

Conclusão -

Opiniões –

Para fazer o exercício, você terá que reler o texto e "desmontá-lo". Ao


desconstruir a estrutura textual, passe-a para um quadro esquema, para que as
ideias possam ser vistas e analisadas separadamente.

Aula 3 – Níveis de linguagem e comunicação

A língua é social, e por isso, também possui vários níveis. Quando se fala em
nível, não significa que estamos medindo um nível mais alto e nem um mais
baixo, querendo priorizar um ou deixar o outro de lado. Quando falamos em
níveis de linguagem, estamos falando das diferentes situações que o falante
pode presenciar, e esse assunto toma sua importância a partir do momento em
que tomamos conta que devemos nos adequar às condições de fala e
produção, sempre lembrando que tudo varia do contexto e do espaço
geográfico o qual o falante está.

Exemplos
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Estou preocupado. (norma culta)
Uai, onde nós vamo pará? (linguagem regional)
Tô preocupado. (língua popular)

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Tô grilado. (gíria, limite da língua popular)
Não emita parvorices (linguagem arcaica)

Entre os diferentes níveis de linguagens, temos:

Linguagem artificial

Criada para facilitar a comunicação em determinada área, como as línguas


artificiais (ESPERANTO), e a linguagem de computadores, por exemplo.

Linguagem corporal

Modo de comunicação feito por gestos

Linguagem familiar

Variação no ambiente doméstico

Linguagem Conotativa

Linguagem em que empregamos figuras de palavras, de pensamento,


geralmente se observa um sentido diferente do que realmente a palavra
significa.

Linguagem Denotativa

Linguagem em que utiliza suas palavras “ao pé da letra”, no sentido em que as


encontramos no dicionário. Tipo de linguagem que facilita a comunicação clara
e direta, como a que encontramos nos vestibulares.

Linguagem simbólica

Símbolos, desenhos ou equações matemáticas, por exemplo.

Atenção

“Toda mensagem tem uma finalidade: ela pode servir para transmitir um
conteúdo intelectual, exprimir (ou ocultar) emoções e desejos, para hostilizar ou
atrair pessoas, incentivar ou inibir contatos e ainda, bem simplesmente, para
evitar o silêncio. Por isso se diz que uma mensagem tem muitas funções,
muitos significados.”
Edward Lopes
(Fundamentos da Linguística Contemporânea)

Exercícios de fixação: 61

01. O texto é uma propaganda de um adoçante que tem o seguinte mote:


“Mude sua embalagem”. A estratégia que o autor utiliza para o convencimento

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do leitor baseia-se no emprego de recursos expressivos, verbais e não verbais,
com vistas a

A) ridicularizar a forma física do possível cliente do produto anunciado,


aconselhando-o a uma busca de mudanças estéticas.
B) criticar o consumo excessivo de produtos industrializados por parte da
população propondo a redução desse consumo. C) associar o vocábulo
“açúcar” à imagem do corpo fora de forma, sugerindo a substituição desse
produto pelo adoçante.
D) relacionar a imagem do saco de açúcar a um corpo humano que não
desenvolve atividades físicas, incentivando a prática esportiva.

02.

O argumento presente na charge consiste em uma metáfora relativa à teoria


evolucionista e ao desenvolvimento tecnológico. Considerando o contexto
apresentado, verifica-se que o impacto tecnológico pode ocasionar:
A) O surgimento de um homem depende de um novo modelo tecnológico
B) a mudança do homem em razão dos novos inventos que destroem sua
realidade.
C) a problemática social de grande exclusão digital a partir da interferência da
máquina.
D) o retrocesso do desenvolvimento do homem em face da criação de
ferramentas como lança, máquina e computador.

A língua Portuguesa é uma língua muito rica e, por isso, há ocorrências 62


de sinônimos para muitas palavras. Sinônimos são palavras diferentes, mas
com um grau de significado parecido

Ex:. Alegre e feliz


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Menina e garota
Mesa e carteira

Há neste texto algumas palavras marcadas em itálico. Procure substituí-las por


seus sinônimos.

Há certos usos consagrados na fala, e até mesmo na escrita, que, a


depender do estrato social e do nível de escolaridade do falante, são, sem
dúvida, previsíveis. Ocorrem até mesmo em falantes que dominam a variedade
padrão, pois, na verdade, revelam tendências existentes na língua em seu
processo de mudança que não podem ser bloqueadas em nome de um “ideal
linguístico” que estaria representado pelas regras da gramática normativa.
Usos como ter por haver em construções existenciais (Tem muitos livros na
estante), o do pronome objeto na posição de sujeito (para mim fazer o
trabalho), a não concordância com se (aluga-se casas) são indícios da
existência, não de uma norma única, mas de uma pluralidade de normas,
entendida, mais uma vez, norma como conjunto de hábitos linguísticos, sem
implicar juízo de valor.

Aula 4 – Coesão textual

Fatores de coesão são aqueles que são conta da sequenciação superficial do


texto, isto é, os mecanismos formais de uma língua que permitem estabelecer,
entre os elementos linguísticos do texto, relações de sentido.
(MARCUSCHI, 1983)

A história da tribo Sapucaí, que traduziu para o idioma guarani os


artefatos da era da computação que ganharam importância em sua vida, como
mouse (que eles chamam de angojhá) e windows (oventã). Quando a internet
chegou àquela comunidade, que abriga em torno de 400 guaranis, há quatro
anos, por meio de um projeto do Comitê para Democratização da Informática
(CDI), em parceria com a ONG Rede Povos da Floresta e com antena cedida
pela Star One (da Embratel), Potty e sua aldeia logo vislumbraram as
possibilidades de comunicação que a web traz. Ele conta que usam a rede, por
enquanto, somente para preparação e envio de documentos, mas perceberam
que ela pode ajudar na preservação da cultura indígena.
A apropriação da rede se deu de forma gradual, mas os guaranis já
incorporaram a novidade tecnológica ao seu estilo de vida. A importância da
internet e da computação para eles está expressa num caso de rara
incorporação: a do vocabulário […]

Exemplificando:

Observe que a presença de pronomes como Ele, ela, aqueles, àquela, ali ou
aqui, estão relacionados à inter-relação dos sujeitos ou das situações
mencionadas num texto. É importante saber colocá-los de forma direta e clara, 63
pois a identificação de um texto se dá, inicialmente pelas referências feitas a
seus assuntos e ao que está relacionado com ele.

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Estabeleça as relações que têm os elementos em vermelho, com o conteúdo
do texto:

em sua vida
chegou àquela comunidade
Potty e sua aldeia
Ele conta
que ela pode
ao seu estilo de vida

Coesão frásica Presença dos elementos necessários para uma frase(Verbo,


nomes, adjuntos e artigos).

Coesão regencial Coesão que obedece a função dos verbos


(Ex: verbo assistir, atender, ir,).

Coesão entre frases Indica relações entre as frases, geralmente utilizamos


pronomes ou então sinônimos.

Coesão temporal Indica um certo padrão ao tempo verbal utilizado no texto,


passado, presente ou futuro.

Coesão referencial Neste tipo de coesão, um novo termo fará a referência a


outro, já citado antes.

Temos também os elementos que dão sequencia ao texto, reiteram algo e


substituem expressões.

Observe a estrutura das frases e vamos aplicar os conceitos

Bons alunos são muitos, mas os que realmente têm vontade superam seus
limites a cada momento.

A esses alunos reservamos o direito de sempre saberem mais.

Pois saber mais é o que continuará movendo-os para o sucesso.

Ser feliz é uma das maiores preocupações de nossa sociedade hoje.


___ se manifesta na cultura popular, em livros de autoajuda, terapias e
palestras de motivação. Não é para menos. Há fortes evidências sobre os
benefícios de ter mais emoções positivas, menos emoções negativas e de
estar satisfeito com a vida - os 3 pilares da felicidade. ______, essa história
também tem dois lados. Se for vivida em excesso, na hora errada e no lugar
errado, a felicidade pode levar a resultados indesejados. E, inclusive, não ser
saudável. É o que indicam estudos recentes. Níveis moderados de emoções
positivas favorecem a criatividade,____ níveis altos não. Crianças altamente 64
alegres estão associadas com o maior risco de mortalidade na idade adulta por
____ envolvimento em comportamentos arriscados. ____ porque uma pessoa
muito feliz teria menos probabilidade de discernir as ameaças iminentes. Aqui,

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na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, fizemos uma pesquisa com 20
mil participantes saudáveis de 16 países. E encontramos os maiores níveis de
bem-estar naqueles que tinham uma relação moderada entre emoções
positivas e negativas em sua vida diária. ______ vimos que níveis moderados
(não extremos) de sentimentos positivos estão ligados à redução de sintomas
de depressão e ansiedade, _____ do aumento da satisfação pessoal.

Observe as lacunas e preencha com o elemento coesivo de acordo com o


contexto.

Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para


diminuir o risco de infarto, mas também de problemas como morte súbita e
derrame. Significa que manter uma alimentação saudável e praticar atividades
físicas regularmente, já reduz, por si só, as chances de desenvolver vários
problemas. Além disso, é importante para o controle da pressão arterial, dos
níveis de colesterol e de glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o
estresse e aumentar a capacidade física, fatores que, somados, reduzem as
chances de infarto. Exercitar-se, nesses casos, com acompanhamento médico
e moderação, é altamente recomendável.

As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que


atuam na construção do sentido. A esse respeito, identifica- se, no fragmento,
que
A) A expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias
B) O Conectivo “Mas também” inicia uma oração que expressa ideia de
contraste
C)O termo “Também” exprime uma justificativa”
D) O termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol no sangue”

Aula 5– Coerência textual

No nosso dia a dia, são comuns comentários do tipo “Isso não tem coerência”,
“Esta atitude é incoerente”, etc. O que parece levar as pessoas a esse tipo de
comentários é, possivelmente, o fato de perceberem que, por algum motivo,
elas não conseguem entender uma determinada frase ou um texto. Pode-se
dizer, por isso, que a coerência liga-se à compreensão, à possibilidade de
interpretação do que se diz ou escreve. Tudo, seja uma frase, um texto, uma
obra literária, uma conversa, um discurso político, uma canção, etc., precisa ter
um sentido, precisa ter coerência.
(Apostila COC, 2009)
Elementos de coerência mais usuais

Prioridade, relevância:
Em primeiro lugar, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo,
precipuamente, mormente, principalmente, primordialmente, sobretudo.
65
Tempo (frequência, duração, ordem, sucessão, anterioridade, posterioridade)
então, enfim, logo, depois, imediatamente, logo após, a princípio, pouco antes,
pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim,

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finalmente, agora, atualmente, hoje, frequentemente, constantemente, às
vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não
raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo,
enquanto isso e conjunções temporais em geral

Semelhança, comparação, conformidade


Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente,
semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de
conformidade, com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto
de vista e as conjunções comparativas.

Adição, continuação
Além disso, (a)demais, outrossim, ainda mais, ainda por cima, por outro lado,
também e as conjunções aditivas (e, nem, não, só, mas também...etc.).

Dúvida
Talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é
certo, se é que.

Certeza, ênfase
Decerto, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem
dúvida, inegavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com
toda a certeza.

Surpresa, imprevisto Inesperadamente, inopinadamente, de súbito,


imprevistamente, surpreendentemente

Ilustração ou esclarecimento Por exemplo, isto é, quer dizer, em outras


palavras, ou por outra, a saber

Propósito, intenção, finalidade


Com o fim de, a fim de com o propósito de.

Lugar, proximidade, distância


Perto de, próximo a ou de, junto a ou de, dentro, fora, mais adiante, além,
acolá, outros advérbios de lugar, algumas outras preposições e os pronomes
demonstrativos. (Este, esse, aquele, aquela, etc.).

Resumo, recapitulação, conclusão


Em suma, em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, portanto

Causa e consequência
Daí, por consequência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa
de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, e as conjunções causais,
conclusivas e explicativas. 66

Contraste, oposição, restrição, ressalva

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Pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos e as conjunções
adversativas e concessivas.

Já que falamos de coerência, estabeleça a coerência estrutural desse texto e


identifique a relação entre os elementos marcados no texto.

“Ao menos que a água tenha uma importância central no planejamento


do desenvolvimento, bilhões de pessoas, em sua maioria nos países em
desenvolvimento, podem enfrentar uma redução de meios de subsistência e
oportunidades de vida. Uma melhor governança da água é necessária,
incluindo investimento em infraestrutura do setor público e privado”, alerta o
comunicado da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e
a Cultura (Unesco). De acordo com o relatório, a infraestrutura de saneamento
não acompanha o ritmo da população urbana, pois mais de 80% da água
usada não é recolhida ou tratada e um bilhão de pessoas ainda não tem
acesso à água limpa. “Temos muito a fazer antes que todas as pessoas tenham
acesso à água e saneamento necessários para levar uma vida de dignidade e
bem-estar”, observou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O documento estima que haverá até 2050 um aumento de 19% no uso
de água na agricultura, que já consome 70% da água doce no mundo. Além
disso, por conta do crescimento da demanda de água, países estão
explorando suas reservas subterrâneas e as mudanças climáticas estão
alterando os padrões de chuva, a umidade do solo e causam secas e
tempestades. A estimativa é que em 2070, 44 milhões de pessoas serão
afetadas pelas consequências das mudanças climáticas. O aumento da
demanda por comida, a rápida urbanização e as mudanças climáticas
ameaçam o abastecimento de água no mundo. Essa conclusão faz parte do
novo relatório da ONU intitulado Administrando Água sob Risco e Incerteza,
divulgado na segunda-feira, 12 de março, no Fórum Mundial sobre Água, em
Marselha (França).

Aula 6– Tipo e gênero textual

Para uma maior compreensão do problema da distinção entre gêneros e tipos


textuais sem grande complicação técnica, trazemos a seguir uma definição que
permite entender as diferenças com certa facilidade. Essa distinção é
fundamental em todo o trabalho com a produção e a compreensão textual.
(MARCUSCHI, 2003)

Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias


conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção.

Gênero textual: Usamos a expressão gênero textual como uma noção


propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em
nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas 67
definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição
característica. Se os tipos textuais são apenas meia dúzia, os gêneros são
inúmeros. Alguns exemplos de gêneros textuais seriam: telefonema, sermão,

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carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula
expositiva, reunião de condomínio, notícia jornalística, horóscopo, receita
culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante,
instruções de uso, outdoor, inquérito policial, resenha, edital de concurso,
piada, conversação espontânea, conferência, carta eletrônica, bate-papo por
computador, aulas virtuais e assim por diante.
(MARCUSCHI, 20003)

A escolha do tipo de texto não é completamente espontânea, pois leva em


conta um conjunto de parâmetros essenciais, como quem está falando, para
quem está falando, qual é a sua finalidade e qual é o assunto do texto.
(ZANELLA, Daniela Ap.)

É importante que saibamos ler diferenciados textos levando em conta seu perfil
e função, pois a todo momento estamos em contato com algum meio de
comunicação e, saber o tipo e o gênero ajudará a nortear a leitura e entender o
que aquele texto está querendo nos dizer. No que tange à produção textual, é
importante para que possamos direcionar nossa mensagem, ao escrever, a fim
de expressar com clareza a mensagem a ser passada. Observamos que
gêneros textuais novos estão sempre aparecendo, eles são inúmeros e,
conhecê-los e dominá-los é aprimorar cada vez mais a nossa leitura.

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Todos esses exemplos que acabamos de ver fazem parte dos diversos
discursos que temos. Reforçando, mais uma vez, que aprender gêneros
textuais poderá nos ajudar a reconhecer os diferentes tipos de texto que estão
em contato com nós durante todo momento. É importante que façamos a leitura
dos gêneros em função da disposição em que ele se oferece, e de acordo com
o contexto de comunicação.

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O anúncio publicitário está intimamente ligado ao ideário de consumo
quando sua função é vender um produto. No texto apresentado, utilizam-se
elementos linguísticos e extralinguísticos para divulgar a atração “Noites do
Terror”, de um parque de diversões. O entendimento da propaganda requer ao
leitor:
A) A identificação com o público-alvo a que se destina o anúncio
B) Um reconhecimento entre o intertexto e um dito popular
C) A avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror.
D) A percepção do sentido literal da expressão “noites do terror”, equivalente à
expressão “noites de terror”

70
Os amigos são um dos principais indicadores de bem-estar na vida
social das pessoas. Da mesma forma que em outras áreas, a internet também
inovou maneiras de vivenciar a amizade. Da leitura do infográfico,
depreendem-se dois tipos de amizade virtual, a simétrica e assimétrica, ambas
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com seus prós e contras. Enquanto a primeira se baseia na relação de
reciprocidade, a segunda:

A) Reforça a configuração de laços mais profundos de amizade


B) Parte do anonimato obrigatório para se difundir
C) Facilita a interação entre as pessoas em virtude de interesses comuns
D) Tem a responsabilidade de promover a proximidade física

O Adãozinho, meu cumpade, enquanto esperava pelo delegado, olhava


para um quadro, a pintura de uma senhora. Ao entrar a autoridade e
percebendo que o caboclo admirava tal figura, perguntou: “Que tal, gosta desse
quadro? E o Adãozinho, com toda a sinceridade que Deus dá ao cabôco da
roça: “Mas pelo amor de Deus, hein, Dotô! Que muié feia! Parece fiote de cruis-
credo, parente do Deus-me-livre, mais horríver que briga de cego no escuro.”
Ao que o delegado não teve como deixar de confessar, um pouco secamente:
“É a minha mãe.” E o cabôco, em cima da bucha, não perde a linha: “Mais
dotô, inté que é uma feiúra caprichada.

Por suas características de forma, função e uso, o texto pertence ao gênero


A) crônica, pela abordagem literária de fatos do cotidiano
B) Anedota, pelo enredo e humor característicos
C) Reportagem, pelo registro impessoal de situações reais
D) relato, pela descrição minuciosa de fatos verídicos

Proposta de redação – Abril

Com base na leitura dos textos apresentados a seguir e na gravura abaixo,


além dos conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação, elabore um
texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO em norma culta escrita da língua
portuguesa sobre o tema Os desafios da igualdade de gênero e dos direitos
humanos na modernidade. Selecione, organize e relacione coerentemente os
argumentos e exposições utilizados no seu texto.

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Gravura I

Texto I

Mulher pode ser apedrejada até a morte no Irã, alerta ativista à CNN Um
ativista de direitos humanos iraniano alertou que Sakineh Mohammadie
Ashtiani, mãe de dois filhos, pode ser apedrejada até a morte a qualquer
momento segundo uma pena de morte imposta pelas autoridades do Irã,
informa a rede Americana CNN. Ela foi considerada culpada por adultério em
2006. Apenas uma campanha internacional para pressionar o governo de Teerã
poderia salvar sua vida, disse à CNN Mina Ahadi, chefe do Comitê
Internacional contra o Apedrejamento e a Pena de Morte. "Legalmente está
encerrado. Sakineh pode ser apedrejada a qualquer minuto." Ashtiani, 42, vai
ser enterrada até o peito, segundo relatório da Anistia Internacional citando o
código penal iraniano. As pedras que serão atiradas contra ela serão grandes o
suficiente para causar dor, mas não tão grandes para matá-la imediatamente.
Segundo o advogado de direitos humanos Mohammad Mostafaei, ela foi
forçada a confessar o crime após 99 chibatadas, informa a CNN.
Posteriormente, ela retirou a confissão e negou ter feito qualquer coisa errada.
Ele acredita que a língua foi um obstáculo para sua cliente compreender o
processo judicial, já que ela é descendente de azerbaijões e fala turco, não
farsi.

Texto II:

STJ autoriza casal homossexual a adotar crianças no RS

Tribunal defendeu que as crianças fiquem com as mulheres com quem 72


vivem há 8 anos Um casal de mulheres do Rio Grande do Sul ganhou na
Justiça o direito de continuar a criar duas crianças, adotadas por uma das
mulheres há cerca de oito anos. Por unanimidade, os ministros do STJ

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(Superior Tribunal de Justiça) recusaram um recurso da Promotoria gaúcha,
que havia pedido a suspensão da adoção. Segundo o Tribunal, uma das
mulheres adotou as duas crianças ainda bebês. Após a adoção, porém, sua
companheira decidiu também adotá-las para que, com isso, as criança
estivessem mais benefícios e garantias, como direito a pensão em caso de
separação e plano de saúde, por exemplo. O Tribunal de Justiça do Rio Grande
do Sul já havia decidido, em primeira instância, que o casal fosse responsável
legalmente pelas crianças (o sexo e a idade das crianças não foram revelados).
Entretanto, o Ministério Público do Estado recorreu da decisão. No recurso, a
Promotoria alegou que em nenhum momento a legislação se refere a um casal
homossexual, e defendeu que a adoção seja um direito apenas para casais
heterossexuais. No recurso, a Promotoria alegou que em nenhum momento a
legislação se refere a um casal homossexual, e defendeu que a adoção seja
um direito apenas para casais Heterossexuais. Ao defender sua posição, o
ministro Luís Felipe Salomão, relator do caso, argumentou que não há provas
de que crianças criadas por casais homossexuais sejam prejudicadas. - Vários
estudos estrangeiros afastam qualquer dano à crianças criadas por casal
homoafetivo. Ele destacou ainda que, tanto a assistência social quanto o
Ministério Público Federal, também recomendaram a adoção. Seguindo o voto
do relator, os outros três ministros também decidiram por manter as crianças
com as mulheres, argumentando que, nestes casos, deve prevalecer sempre o
melhor interesse da criança.

Aula 6 – Figuras de linguagem

As figuras de linguagem são, essencialmente, recursos do campo artístico, em


especial da literatura. Permitem criatividade, originalidade e até a veiculação do
exótico. Como, no entanto, o texto dissertativo constitui discussão, debate,
defesa de pontos de vista sobre algum assunto, fazer uso da linguagem
figurada é atitude de risco, principalmente em se tratando de redação de
vestibular, texto no qual a clareza é requisito absolutamente indispensável e o
emprego de alguma figura de linguagem geralmente exige interpretação.
Seguem alguns exemplos dessas figuras que, apesar de não tão confiáveis ao
se escrever um texto dissertativo-argumentativo, são essenciais para a
interpretação de outras questões do vestibular do ENEM.
(Texto da postila COC modificado)

Comparação: Aproximação de dois seres pela sua semelhança de forma que


as características de um sejam atribuídas ao outro.
Ex: Ela é linda como uma rosa

Metáfora: A metáfora é o resultante de uma comparação mais elaborada, em


que você não utiliza termos comparativos e realiza uma afirmação
Ex: Ela é uma rosa 73

(Parte-se da ideia de que a rosa falada é linda, e ela também, mas observe que
não há comparação e sim, afirmação)

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Onomatopeia criação de uma palavra para imitar um som
Ex: A língua do nhem "Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois dava
a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A boa
velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem..." (Cecília
Meireles)

Elipse omissão de um termo ou expressão facilmente subentendida.


Casos mais comuns:
a) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou implícito: iremos depois,
compraríeis a casa?
b) substantivo - a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracanã, no ligar de
o estádio Maracanã
c) preposição - estar bêbado, a camisa rota, as calças rasgadas, no lugar de:
estar bêbado, com a camisa rota, com as calças rasgadas.
d) conjunção - espero você me entenda, no lugar de: espero que você me
entenda.

Aliteração repetição de sons consonantais (consoantes).


Ex: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas
/ Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."
(fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza)

Assonância repetição dos mesmos sons vocálicos.


Ex: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral."
(Caetano Veloso)
(E, O) - "O que o vago e incóngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me
deu." (Fernando Pessoa)

Zeugma omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Se for verbo,


pode necessitar adaptações de número e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo,
nas or. comparativas.
Ex: Alguns estudam, outros não, por: alguns estudam, outros não estudam. / "O
meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu
tataravô, baiano." (Chico Buarque) - omissão de era.

Hipérbato alteração ou inversão da ordem direta dos termos na oração, ou das


orações no período. São determinadas por ênfase e podem até gerar
anacolutos.
Ex: Morreu o presidente, por: O presidente morreu.

Paranomásia o emprego de palavras parônimas (sons parecidos).


Ex: "Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias" (Padre Antonio
Vieira)

Anástrofe anteposição, em expressões nominais, do termo regido de 74


preposição ao termo regente.
Ex: "Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.", por: O manto lutuoso da
morte vos cobre a todos.

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Pleonasmo repetição de um termo já expresso, com objetivo de enfatizar a
ideia.
Ex: Vi com meus próprios olhos. "E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao
seu pesar ou seu contentamento." (Vinicius de Moraes), Ao pobre não lhe devo.

Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro - decorre da ignorância, perdendo o


caráter enfático (hemorragia de sangue, descer para baixo)

Assíndeto ausência de conectivos de ligação, assim atribui maior rapidez ao


texto. Ocorre muito nas orações coordenadas.
Ex: "Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios."

Polissíndeto repetição de conectivos na ligação entre elementos da frase ou do


período. Ex: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. "E
sob as ondas ritmadas / e sob as nuvens e os ventos / e sob as pontes e sob o
sarcasmo / e sob a gosma e o vômito (...)" (Carlos Drummond de Andrade)

Anacoluto termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Normalmente,


inicia-se uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. Eu,
parece-me que vou desmaiar. / Minha vida, tudo não passa de alguns anos
sem importância (sujeito sem predicado) / Quem ama o feio, bonito lhe parece
(alteraram-se as relações entre termos da oração)

Anáfora repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.


Ex: "Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta /
Pro desfecho que falta / Por favor." (Chico Buarque)

Silepse é a concordância com a idéia, e não com a palavra escrita. Existem


três tipos:
a) de gênero (masc x fem): São Paulo continua poluída (= a cidade de São
Paulo). V. Sª é lisonjeiro
b) de número (sing x pl): Os Sertões contra a Guerra de Canudos (= o livro de
Euclides da Cunha). O casal não veio, estavam ocupados.
c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3ª pessoa - os brasileiros, mas
quem fala ou escreve também participa do processo verbal)

Antecipação Antecipação de termo ou expressão, como recurso enfático.


Ex.: Joana creio que veio aqui hoje. O tempo parece que vai piorar

Metáfora Emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. É um


tipo de comparação implícita, sem termo comparativo.
Ex: A Amazônia é o pulmão do mundo. Encontrei a chave do problema. / "Veja
bem, nosso caso / É uma porta entreaberta." (Luís Gonzaga Junior)
75
Catacrese uso impróprio de uma palavra ou expressão, por esquecimento ou
na ausência de termo específico.

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Ex.: Espalhar dinheiro (espalhar = separar palha) / "Distrai-se um deles a
enterrar o dedo no tornozelo inchado." - O verbo enterrar era usado
primitivamente para significar apenas colocar na terra.
Obs1.: Modernamente, casos como pé de meia e boca de forno são
considerados metáforas viciadas. Perderam valor estilístico e se formaram
graças à semelhança de forma existente entre seres.

Metonímia substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles


associação de significado.
Ex: Ler Jorge Amado (autor pela obra - livro) / Ir ao barbeiro (o possuidor pelo
possuído, ou vice-versa - barbearia) / Bebi dois copos de leite (continente pelo
conteúdo - leite) / Ser o Cristo da turma. (indivíduo pala classe - culpado) /
Completou dez primaveras (parte pelo todo - anos) / O brasileiro é malandro
(sing. pelo plural - brasileiros) / Brilham os cristais (matéria pela obra – copos).

Antonomásia, perífrase substituição de um nome de pessoa ou lugar por outro


ou por uma expressão que facilmente o identifique. Fusão entre nome e seu
aposto. Ex: O mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei das selvas = o
leão, Escritor Maldito = Lima Barreto

Sinestesia interpenetração sensorial, fundindo-se dois sentidos ou mais (olfato,


visão, audição, gustação e tato).
Ex.: "Mais claro e fino do que as finas pratas / O som da tua voz deliciava ... /
Na dolência velada das sonatas / Como um perfume a tudo perfumava. / Era
um som feito luz, eram volatas / Em lânguida espiral que iluminava / Brancas
sonoridades de cascatas ... / Tanta harmonia melancolizava." (Cruz e Souza)

Anadiplose é a repetição de palavra ou expressão de fim de um membro de


frase no começo de outro membro de frase.
Ex: "Todo pranto é um comentário. Um comentário que amargamente condena
os motivos dados."

Antítese aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido. Ex:


"Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios" (Vinicius de
Moraes)
Obs.: Paradoxo - idEias contraditórias num só pensamento, proposição de
Rocha Lima ("dor que desatina sem doer" Camões)

Eufemismo consiste em "suavizar" alguma ideia desagradável


Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exames.
(foi reprovado)
Hipérbole exagero de uma ideia com finalidade expressiva
Ex: Estou morrendo de sede (com muita sede), Ela é louca pelos filhos (gosta
muito dos filhos)
Ironia utilização de termo com sentido oposto ao original, obtendo-se, assim,
valor irônico. 76
Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta.

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Gradação apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou
descendente (anticlímax)
Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não
veja, que eu não conheça perfeitamente."

Prosopopeia, personificação, animismo é a atribuição de qualidades e


sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.
Ex: "A lua, (...) Pedia a cada estrela fria / Um brilho de aluguel ..." (Jõao Bosco /
Aldir Blanc)

Gradação apresentação de idEias em progressão ascendente (clímax) ou


descendente (anticlímax)
Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não
veja, que eu não conheça perfeitamente."

Exercícios

1) (UFPB) Um dia, o Simão me chamou: – “Vem ver. Olha ali”. Era uma
mulher, atarracada, descalçada, que subia o caminho do morro. (Diante do
Sanatorinho havia um morro. Os doentes em bom estado podiam ir até lá em
cima, pela manhã e à tarde.) Lembro-me de que, de repente, a mulher parou e
acenou para o Sanatorinho. Não sei quantas janelas retribuíram. E o curioso é
que, desde o primeiro momento, Simão saltou: – “É minha! Vi primeiro!”. Uns
oitenta doentes tinham visto, ao mesmo tempo. Maso Simão era um assassino.
Como ele próprio dizia, sem ódio, quase com ternura, “matei um”. E o crime
pretérito intimidava os demais. Constava que trouxera, na mala, com a escova
de dentes, as chinelas, um revólver. Naquela mesma tarde, foi para a cerca,
esperar a volta da fulana. E conversaram na porteira. Simão voltou, desatinado.
Conversara a fulana. Queria um encontro, na manhã seguinte, no alto do
morro.
Na manhã seguinte, foi o primeiro a acordar. (…) Havia uma tosse da
madrugada e uma tosse da manhã. Eu me lembro daquele dia. Nunca se tossiu
tanto. Sujeitos se torciam e retorciam asfixiados. E, súbito, a tosse parou. Todo
o Sanatorinho sabia que, no alto do morro, o Simão ia ver a tal mulher do riso
desdentado. E justamente ela estava subindo a ladeira. Como na véspera, deu
adeus; e todas as janelas e varandas retribuíram. Uma hora depois, volta o
Simão. Foi cercado, envolvido: – “Que tal?”. Tinha uma luz forte no olhar: –
“Tem amanhã outra vez”. A outra não prometera nada. Ia ver, ia ver. Simão
estava possesso: – “Dez anos!”, e repetia, quase chorando: – “Dez anos não
são dez dias!”. Campos do Jordão estava cheio de casos parecidos. Nada mais
cruel do que a cronicidade de certas formas de tuberculose. Eu conheci vários
que haviam completado, lá na montanha, um quarto de século. E o próprio
Simão falava dos dez anos como se fosse esta a idade do seu desejo.
Durante todo o dia, ele quase não saiu da cama: – sonhava. Às seis,
seis e pouco, um médico entra na enfermaria. Falou pra todos: – “Vocês não se
metam com essa mulher que anda por aí, uma baixa. Passou, hoje de manhã, 77
subiu a ladeira. É leprosa”. Ninguém disse nada. O próprio Simão ficou, no seu
canto, uns dez minutos, quieto. Depois, levantou-se. No meio da enfermaria,

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como se desafiasse os outros, disse duas vezes: – “Eu não me arrependo, eu
não me arrependo”.
(RODRIGUES, Nelson. A menina sem estrela. São Paulo: Companhia das
Letras, 1993, p. 132-3.)

Localize, pelo menos, três tipos de figuras de linguagem presentes no


texto.

“E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos,


e entretendo para todos, no toldo…” tem-se exemplo de

a) eufemismo
b) antítese
c) aliteração
d) silepse
e) sinestesia

– (UFPE) Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido


conotativo em:

a) A comissão técnica está dissolvida. Do goleiro ao ponta-esquerda. b)


Indispensável à boa forma, o exercício físico detona músculos e ossos, se mal
praticado.
c) O melhor tenista brasileiro perde o jogo, a cabeça e o prestígio em Roland
Garros.
d) Sob a mira da Justiça, os sorteios via 0900 engordam o caixa das principais
emissoras.
e) Alta nos juros atropela sonhos da classe média.

(FUVEST) A catacrese, figura que se observa na frase “Montou o cavalo no


burro bravo”, ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.

Oximoro, ou paradoxismo, é uma figura de retórica em que se combinam


palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no
contexto, reforçam a expressão. - Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua
Portuguesa.

Considerando a definição apresentada, o fragmento poético da obra Cantares,


de Hilda Hilst, publicada em 2004, em que pode ser encontrada a referida
figura de retórica é:
a) “Dos dois contemplo rigor e fixidez. Passado e sentimento me contemplam” 78
(p. 91).
b) “De sol e lua De fogo e vento Te enlaço” (p. 101).
c) “Areia, vou sorvendo A água do teu rio” (p. 93).

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d) “Ritualiza a matança de quem só te deu vida. E me deixa viver nessa que
morre” (p. 62).
e) “O bisturi e o verso. Dois instrumentos Entre as minhas mãos” (p. 95).

Aula 7 - O uso das conjunções como recurso coesivo

Crônica do Amor – Arnaldo Jabor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso
contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de
pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não
obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo,
por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada,
veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro,
pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-
se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se
revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu
dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a
seco. Você gosta de rock, e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem
alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês
combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa
imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela
e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele
diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra o armário. Ele
não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.
Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você
não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele
toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este
cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais.
Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa
comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para
ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no
lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de
música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você
tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo
desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem
dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda
+ você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer
conhecimento prévio nem consulta ao
SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem
aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de
família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua
vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a
contingência maior de quem precisa. 79

O que você achou em comum entre as palavras em negrito? E quais suas


funções no texto?

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Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos
semelhantes de uma mesma oração.

CLASSIFICAÇÃO:
- Conjunções Coordenativas
- Conjunções Subordinativas

Dividem-se em:
ADITIVAS
expressam a ideia de adição, soma.
Ex:.
- Ela foi ao cinema e ao teatro.
- Minha amiga é dona-de-casa e professora.
- Eu reuni a família e preparei uma surpresa.
 Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.

Principais conjunções aditivas: e, nem, não só…mas também, não só…como


também.

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

ADVERSATIVAS
Expressam ideias contrárias, de oposição, de compensação. Exemplos:
- Tentei chegar na hora, porém me atrasei.
- Ela trabalha muito mas ganha pouco.
- Não ganhei o prêmio, no entanto dei o melhor de mim.
- Não vi meu sobrinho crescer, no entanto está um homem.

Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto,


entretanto.

ALTERNATIVAS
Expressam ideia de alternância.
- Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
- Minha cachorra ora late ora dorme.
- Vou ao cinema quer faça sol quer chova.

Principais conjunções alternativas: Ou…ou, ora…ora, quer…quer, já…já.

CONCLUSIVAS
Servem para dar conclusões às orações. Exemplos:
- Estudei muito por isso mereço passar.
- Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa. 80
- Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha gratidão.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (depois do verbo),
portanto, por conseguinte, assim.

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EXPLICATIVAS
Explicam, dão um motivo ou razão:
- É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
- Não demore, que o seu programa favorito vai começar.

Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo),


porquanto.

CAUSAIS
Dão ideia de causa ou consequência.
- Não pude comprar o CD porque estava em falta.
- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.

Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como
Exemplos:

COMPARATIVAS
- Ela fala mais que um papagaio.
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão…como, mais…do que,
menos…do que.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

CONCESSIVAS
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado. Traz
em si uma ideia de “apesar de”.

Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de,
se bem que.

- Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada)


- Apesar de ter chovido fui ao cinema.

CONFORMATIVAS

Principais conjunções conformativas: como, segundo, conforme, consoante

- Cada um colhe conforme semeia.


- Segundo me disseram a casa é esta.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.

CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência. 81

Principais conjunções consecutivas: que ( após “tal”, “tanto”, “tão”, “tamanho”).

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- Falou tanto que ficou rouco.
- Estava tão feliz que desmaiou.

FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
- Todos trabalham para que possam sobreviver.
- Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para que)

PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que,
à proporção que.
- À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.

TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que.
- Quando eu sair, vou passar na locadora.
- Chegamos em casa assim que começou a chover.
- Mal chegamos e a chuva desabou.
Obs: Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a “logo que”.
conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção chama-se locução
conjuntiva.

Exemplos: ainda que, se bem que, visto que, contanto que, à proporção que.

Aula 8– Denotação, conotação e polissemia

Denotação: Palavra que usamos em seu sentido literal, ou seja, como a


encontramos no dicionário. Portanto, são palavras com significado restrito.

Conotação: Mais usada para dar sentidos que fogem à significação comum do
que está no dicionário. Faz parte de linguagem expressiva, em que o
significado é amplo. Polissemia: Como todos nós sabemos, a fala tem uma
grande importância no sentido da língua e, às vezes, no cotidiano, temos o
costume de usar a mesma palavra para sentidos diferentes. Polissemia é a
assimilação de um novo sentido para uma palavra, ampliando seu campo
semântico. A importância de saber sobre polissemia é, justamente, a ampliação
da leitura. A leitura polissêmica vai além do campo literal.

82

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Leia com atenção o texto

[Em Portugal], você poderá ter alguns probleminhas se entrar numa loja de
roupas desconhecendo certas sutilezas da língua. Por exemplo, não adianta
pedir para ver os ternos ― peça para ver os fatos. Paletó é casaco. Meias são
peúgas. Suéter é camisola ― mas não se assuste, porque calcinhas
femininas são cuecas. (Não é uma delícia?)
(Ruy Castro. Viaje Bem. Ano VIII, no 3, 78.)

O texto destaca a diferença entre o português do Brasil e o de Portugal quanto 83

a) ao vocabulário
b) à derivação
c) à pronúncia
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d) ao gênero
e) à sintaxe
A figura abaixo é parte de uma campanha publicitária.

Essa campanha publicitária relaciona-se diretamente com a seguinte


afirmativa:
a) O comércio ilícito da fauna silvestre, atividade de grande impacto, é uma
ameaça para a biodiversidade Nacional.
b) A manutenção do mico-leão-dourado em jaula é a medida que garante a
preservação dessa espécie animal.
c) O Brasil, primeiro país a eliminar o tráfico do mico-leão-dourado, garantiu a
preservação dessa espécie.
d) O aumento da biodiversidade em outros países depende do comércio ilegal
da fauna silvestre brasileira.
e) O tráfico de animais silvestres é benéfico para a preservação das espécies,
pois garante-lhes a sobrevivência.

Antigamente
Acontecia o indivíduo apanhar constipação; ficando perrengue, mandava o
próprio chamar o doutor e, depois, ir à botica para aviar a receita, de cápsulas
ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a phtísica, feia era o gálico.
Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, lombrigas (…)

Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro:


Companhia José Aguilar, p. 1.184.

O texto acima está escrito em linguagem de uma época passada. Observe uma
outra versão, em linguagem atual. 84
Antigamente
Acontecia o indivíduo apanhar um resfriado; ficando mal, mandava o próprio
chamar o doutor e, depois, ir à farmácia para aviar a receita, de cápsulas ou
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pílulas fedorentas. Doença nefasta era a tuberculose, feia era a sífilis.
Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, vermes (...)
Comparando-se esses dois textos, verifica-se que, na segunda versão, houve
mudanças relativas a
a) vocabulário.
b) construções sintáticas.
c) pontuação.
d) fonética.
e) regência verbal.

Proposta de redação – Maio

Texto I

Mentira é doença, problema moral, necessidade ou brincadeira?


Em fevereiro de 2009, o mundo ficou espantado com a violência sofrida por
uma advogada brasileira em Dübendorf, cidade da Suíça. Ela teria sido
agredida e muito machucada por neonazistas, num ataque brutal de xenofobia
(desconfiança, temor ou antipatia por estrangeiros). A jovem advogada teria,
inclusive, sofrido um aborto de gêmeos, sendo encaminhada para o hospital
em estado de choque. Até o presidente Lula declarou publicamente seu horror
diante do acontecido. Poucos dias depois, contudo, o mundo inteiro se
revoltou, ao descobrir que tudo era uma grande inverdade. Todos nós,
certamente, conhecemos vários mentirosos. Por que eles existem? O que é,
afinal, a mentira: doença, problema moral, necessidade irresistível,
brincadeira? Ou o ato de mentir é provocado por todas essas razões?

( TEXTO II) Prenda-me se for capaz

Nem sempre a mentira tem perna curta. O filme de Steven Spielberg conta a
história real de um mestre do disfarce, Frank Abagnale Jr. (personificado por
Leonardo Di Caprio). Ele fez carreira, aproveitando suas habilidades de grande
mentiroso. Mudou várias vezes de identidade e viveu a vida como quis,
aplicando golpes milionários, até ser apanhado pela polícia. O impostor, o
estelionatário, muitas vezes, é uma figura sedutora, mas isso não diminui a
gravidade de seu crime.

TEXTO III

Primeiro de abril!

"O hábito de brincar com essa data é universal. A origem das brincadeiras
nesse dia é desconhecida, mas dizem que tudo começou no século 16, com a
mudança para o calendário gregoriano, que trocou a comemoração do Ano
Novo para 1º de janeiro (antes a data era móvel, variando de 25 de março a1º
de abril). Quem continuava comemorando na antiga data era chamado de"bobo 85
de abril". Na Inglaterra,quem "cai em 1º de abril" é chamado de noodle(pateta).
Na França, de poissond'avril (peixe de abril); nos Estados Unidos,de april fool
(bobo de abril)."Omitôma no ou mentiroso patológico Mitômano (...) é a pessoa

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manipuladora e autocentrada que inventa histórias continuamente para
conseguir o que quer, com pouca consideração ou respeito pelos interesses
dos outros. (...) A causa pode ser mecanismo de defesa ou autoafirmação
desenvolvido na primeira infância, associada a alguma desordem mental, caso
das personalidades narcísicas ou histriônicas.
[Quando mentir é um problema, reportagem da revista "Época", 19/2/09]

TEXTO IV
Escritores e a mentira

"A mentira é, muita vez, tão involuntária como a transpiração." Machado de


Assis "A principal mentira é aquela que contamos a nós mesmos". Nietzsche
"Somente as mulheres e os médicos sabem o quanto a mentira é benéfica aos
homens." Anatole France
"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer." Mario Quintana
"Uma mentira dá uma volta ao mundo antes mesmo de a verdade ter
oportunidade de se vestir". Winston Churchill

Elabore um texto dissertativo-argumentativo, de acordo com os parâmetros do


Enem, sobre o tema: “Mentira é doença, problema moral, necessidade ou
brincadeira?”
Elaboração da Proposta
Profa. Dra. Márcia Lígia Guidin

Exercício complementar

Preencha as lacunas com um dos termos entre parênteses

1. Em tempos de crise, é necessário.......................a despensa de alimentos.


(sortir - surtir)
2. Os direitos de cidadania do rapaz foram....... ..................pelo governo.
(caçados - cassados)
3. O..........................dos senadores é de oito anos. (mandado- mandato)
4. A Marechal Rondon estava coberta pela...............................(cerração -
serração)
5. César não teve..........................de justiça. (censo - senso)
6. Todos os....................................haviam sido ocupados. (acentos - assentos)
7. Devemos uma......................quantia ao banco. (vultosa - vultuosa)
Professor Gabriel Teodoro Gomes – Redação/Linguagens
Curso pré-vestibular UNIFAL-MG
8. A próxima..............................começará atrasada. (seção - sessão)
9. ..................................-.se, mas havia hostilidade entre eles.
(cumprimentaram - comprimentaram)
10. Na........................das avenidas, houve uma colisão. (intersecção -
intercessão)
11. O.....................................no final do dia estava insuportável. (tráfego - 86
tráfico)
12. O marido entrou vagarosamente e passou......... .............................
(despercebido - desapercebido)

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13. Não costume .......................................as leis. (infligir - infringir)
14. Após o bombardeio, o navio atingido............ .................. (emergiu imergiu)

15. Vários....................................japoneses chegaram a São Paulo nas


primeiras décadas do século. (emigrantes - imigrantes)
16. Não há.......................................de raças naquele país. (discriminação -
descriminação)
17. Após anos de luta, consegui a ........................... (dispensa - despensa)
18. A chegada do....................................... diplomata era........................ (
eminente - iminente).
19. O corpo..................................... era formado por doutores. (docente
discente)
20. Houve alguns.......................................no Congresso. (acidentes -
incidentes)

Proposta redação – Junho

Observe os fragmentos para uma maior apreensão do tema e respeite o tema


proposto

Texto I
Duas declarações do presidente:

FOLHA - Um dos papéis da imprensa é fiscalizar o poder. O sr. não está


incomodado com a imprensa cumprindo o seu papel?

LULA - Não incomoda.

FOLHA - O sr. disse que tem azia quando lê jornais.

LULA - Como presidente, nunca fico incomodado. Não acho que o papel da
imprensa é fiscalizar. O papel é informar.

FOLHA - A imprensa não tem de ser fiscal do poder?

LULA - Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-


Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande
órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios ao
governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única que peço
a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as
posições políticas sejam colocadas nos editoriais.

Imagem I

87

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Texto II

Pesquisa do Instituto Análise revela que 91% dos brasileiros pensam que a
imprensa ajuda a combater a corrupção ao divulgar escândalos que envolvem
políticos e autoridades. Trata-se de uma grande maioria, que aumenta,
passando para 97%, quando se pergunta se a imprensa tem o dever de
investigar e divulgar esses problemas. Mas há quem pense que a imprensa vê
as coisas por um prisma negativo, dando especial destaque aos aspectos ruins
ou prejudiciais de certos fatos. É claro que nem só de denúncias pode viver o
jornalismo, mas, de qualquer forma, ninguém se declara a favor da censura e
todos concordam que a imprensa livre é fundamental para o funcionamento da
democracia. O que você tem a dizer sobre esse tema? Qual é, a seu ver, o
papel da imprensa numa sociedade democrática? Escreva um texto
dissertativo-argumentativo segundo o tema
“Qual é o papel da imprensa em uma sociedade democrática?

Aula 9 – Um pouco sobre estilística

Escrever é uma tarefa complicada para quem não tem a prática de transformar
pensamentos em linhas escritas. Não é de um dia para outro que alguém se
torna escritor e também não é função do professor formar artistas em sala de
aula. Assim como resolver situações-problema, sabendo validar estratégias e
resultados, desenvolvendo formas de raciocínio e processos é uma das
finalidades do ensino da Matemática, os conteúdos da disciplina de Língua
Portuguesa devem possibilitar ao aluno analisar criticamente os diferentes
discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação dos
textos. Para isso, exige-se trabalhar a língua no cotidiano, entender as
variações linguísticas e quando se deve fazer uso da linguagem em
determinadas situações. A fim de praticar a escrita e a fala, leia as dicas 88
abaixo, fornecidas pelo professor Gabriel Perissé ao Portal Terra. Elas podem
ser uma grande ajuda para o vestibular, para os textos que você redige à
namorada, ou para o atendimento telefônico no trabalho, por exemplo.
Professor Geraldo J. R. Liska
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ALIÁS O QUÊ?
É comum que utilizemos a expressão "aliás" para exemplificar um raciocínio:
"aliás, isso é o que eu dizia ontem..." Mas, na verdade, deve ser usada como
palavra de retificação, no mesmo sentido que "ou antes" e "ou melhor": "o que
eu dizia ontem, aliás, anteontem..."

A METONÍMIA E O IBOPE
Metonímia é uma figura de linguagem em que se usa uma palavra no lugar de
outra, estando as duas estreitamente relacionadas. Quando eu digo que a
novela está sem ibope trata-se de uma metonímia, porque ibope é a sigla do
Instituto Brasileiro de Opinião Pública, e o que a novela não tem mesmo é
audiência, cujo índice, aí sim, é calculado pelo ibope.

A PALAVRA EXATA
A consulta ao dicionário ajuda a perceber o sentido específico de cada palavra.
Uma porta não fechada pode estar aberta, ou entreaberta, ou escancarada.
Outro exemplo: enfadar- e, chatear-se e irritar-se são parecidos, mas não se
igualam totalmente.

ECOS ECOS ECOS


Existe um vício de linguagem chamado eco. Consiste em fazer rimas
involuntárias no texto em prosa, repetição fonética que soa muito mal: a flor
tem odor e frescor; esqueci a carteira de identidade na faculdade da minha
cidade; o doente frequentemente não sente o rosto quente.

NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA


É questionável o uso de termos estrangeiros entre nós, se podemos empregar
palavras mais nossas. No lugar de delivery podemos usar entrega; no lugar de
lobby, grupo de pressão; no lugar de diet, dietético; no lugar de follow-up,
acompanhamento... Enfim, é uma questão de know-how!

AH! AH-AH! AH...


A interjeição Ah pode expressar vários sentimentos. Surpresa: Ah, você veio!
Duplicada, pode expressar confirmação de uma previsão: Ah-ah, eu sabia que
você não viria! E também decepção: Ah... se você tivesse vindo...

APERTEM OS CINTOS!
Para cada realidade concreta existe uma palavra adequada. Quando um avião
desce no aeroporto, aterrissa ou aterriza. Quando o hidroavião pousa no mar,
amerissa. E quando uma nave pousa na lua, alunissa ou aluniza.

ABAIXO AS REDUNDÂNCIAS!
As expressões redundantes são perda de tempo. Se alguém escreveu a sua
própria autobiografia perdeu tempo, porque ninguém escreve a autobiografia
de outra pessoa. E se alguém diz que não há outra alternativa, por que 89
mencionar esta outra, uma vez que alternativa significa justamente outra
opção?

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SE ACASO VOCÊ CHEGASSE...
É certo escrever e falar se acaso você chegasse, que corresponde a se por
acaso você chegasse. Já se caso é uma expressão inadmissível, uma vez que
caso e se têm a mesma função. Ambos são conjunções condicionais. Portanto,
ou digo e escrevo se você vier ou caso você venha.

NOVAMENTE A REDUNDÂNCIA. DE NOVO?


A redundância deve ser detectada e substituída por formas diretas de falar e
escrever. É redundante dizer: Manteve-se a mesma quantia de dinheiro que
recebo das mãos do meu cliente. É mais simples: Manteve-se a quantia que
recebo do meu cliente.

Exercício complementar

Há mais de cem anos, quando foi lançado o telefone, houve alguma discussão
quanto aos riscos sociais que essa nova tecnologia apresentava: o aumento da
agressão sexual e o prejuízo às relações humanas. "Ia destruir a nossa
sociedade", conta Megan Moreno, uma especialista em medicina para
adolescentes da Universidade de Wisconsin, campus de Madison. "Os homens
ligariam para as mulheres para fazer comentários lascivos, e as mulheres
ficaria vulneráveis, e nunca mais teríamos conversas civilizadas novamente."
Em outras palavras, o telefone provocou muitas das mesmas preocupações
que mais recentemente têm sido expressas sobre as mídias sociais na internet.
"Quando uma nova tecnologia tão importante aparece, há sempre essa reação
inicial alarmista", diz Moreno. De fato, muitas das primeiras pesquisas - e
muitos dos primeiros pronunciamentos – sobre as mídias sociais pareciam
calculados para fazerem os pais temerem uma tecnologia emergente que
muitos deles não entendem tão bem quanto seus filhos. Seja no que se refere
ao "sexting", ao "bullying" virtual ou ao espectro da compulsão à internet, "boa
parte da pesquisa em mídias sociais trabalha dentro daquilo que chamamos de
paradigma do perigo", explica Michael Rich, pediatra que dirige o Centro para
Mídia e Saúde Infantil no Hospital Infantil de Boston.
Embora realmente haja riscos reais, e ainda que alguns adolescentes
pareçam particularmente vulneráveis, os cientistas agora compreendem esse
mundo de maneira mais matizada. Muitos deles começam a abordar as mídias
sociais como uma parte integrante, ainda que arriscada, da adolescência,
talvez não muito diferente das primeiras experiências ao volante, por exemplo.
Os pesquisadores também têm contemplado o Facebook, o Twitter e outras
redes em busca como oportunidades para identificar problemas, captar pedidos
de ajuda e fornecer informação e apoio. Rich, que vê muitos adolescentes se
debaterem com questões relativas à internet, ressalta a importância de evitar
julgamentos generalizantes sobre os perigos de entrar na rede. "Não
deveríamos ver as mídias sociais como simplesmente positivas ou negativas,
mas como essencialmente neutras", ele afirma. "É o que fazemos com essas
ferramentas que decide como elas nos afetam e como afetam quem está à
nossa volta."cide como elas nos afetam e como afetam quem está à nossa 90
volta." […]
DR. PERRI KLASS

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Faça um resumo do texto em 8 linhas, relacionando com a imagem
apresentada.

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Linguagens e tecnologias III
Língua Estrangeira Moderna – Espanhol
Prof. Bruno Franciel da Silva

AULA 1

Leitura e interpretação de textos em espanhol

O maior objetivo dos vestibulares não é avaliar se o aluno domina a


língua estrangeira, mas sim se esse é capaz de ler e compreender a
mensagem global do texto, isto é: o contexto principal a que o texto se refere.
Para ler um texto em espanhol não é necessário traduzir todas as palavras e
entender todos os detalhes. O importante é ter uma noção geral do assunto
falado.
Partindo desse pressuposto, seguem algumas sugestões de
estratégias a serem aplicadas de forma que venha facilitar o desempenho no
processo de leitura de textos em espanhol.

Dicas para ler um texto em espanhol:


 Procurar saber sobre o assunto que irá ser falado tentando TRADUZIR
O TÍTULO
 Aliar seus conhecimentos sobre o assunto ao texto que será lido
 Se houver uma imagem, observe-a com atenção e colete todas as
informações que você possui a respeito da mesma. A imagem é uma
dica muito útil para entender o texto
 Fazer uma leitura Geral analisando as palavras conhecidas e destacar
as palavras desconhecidas
 Ler o texto novamente com atenção interligando as ideias e tentar
decifrar o significado das palavras desconhecidas

Feito isso, será possível entender grande parte do texto mesmo não
conhecendo todas as palavras.
Agora vamos ver se essas dicas funcionam mesmo na prática!
Tente ler o pequeno texto a seguir utilizando dessas dicas.

Hija de la cantante Whitney Houston cree que escucha las palabras de


aliento de la madre

92

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La única hija de la cantante Whitney Houston, dijo que aún escucha las
palabras de aliento de la madre y la hermana de la artista reveló un detalle sin
precedentes del día en que fue encontrado muerto en un hotel de California.
Bobbi Kristina Brown, de 19, le dijo a Oprah Winfrey que se está recuperando
"la mejor manera posible" la muerte repentina de Whitney, fue encontrado
muerto en la bañera de una habitación de hotel en Beverly Hills el 11 de
febrero, a los 48 años.
"Puedo escuchar su voz, ya sabes, y el espíritu me hablaba, me decía, ya
sabes, 'seguir adelante, chica, estoy aquí, pensé que' ... Ella está siempre
conmigo. Yo siempre lo siento", dijo la chica, que es la hija del cantante Bobby
Brown.

AULA 2

PALABRAS HETEROSSEMÂNTICAS

São palavras em espanhol muito semelhantes na grafia e na pronúncia


destas em português, mas que possuem significados totalmente diferentes.
São conhecidas como falsos amigos.
93
Acordar Lembrar Queimar Gravar
Distante,
Alejado Pelo Cabelo
afastado
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Apelido Sobrenome Prender Acender
Salada Salgada Rojo Vermelho
Bolso Bolsa Oficina Escritorio
Borracha Bebada Extrañar Saudade
Borrar Apagar Inversion Investimento
Niño Criança Zurdo Canhoto
Cena Jantar Vaso copo
Carpeta Pasta Pelado careca
Fechar Colocar data Caprichoso Teimoso
Pelicula Filme Carro charrete
Flaco Magro Criatura Criança
Pelado Careca Transar Roubar
 É muito importante ter conhecimento a respeito dos falsos amigos veja o
texto abaixo e observe que, o entendimento de uma palavra de forma
incorreta levou o dialogo pra um assunto totalmente inverso.

José és un brasileño de 40 años. Esta en la migra, solicitando la visa de


permanencia en España.
Acompaña la confusion que se produjo a lo largo de la encusta com la
funcionaria Maribel.
José: - A senhora me perdoe, mas eu não falo espanhol muito bem.
A senhora pode me perguntar em espanhol mas eu vou responder em
português.
Maribel:- De acuerdo. Como se llamas usted?
José: - Meu nome é José.
Maribel: - Qual és su apellido?
Jose:- Eu não tenho.
Maribel: - Que raro! Bueno. Esta usted casado?
Jose:- sim, señora.
Maribel:- Ha traído usted a su mujer?

Después de uma breve pause


....

Jose: si señora, muchas veces

AULA 3

ARTIGOS - ARTÍCULOS
94
São palavras variáveis que se antepõem ao substantivo ou a qualquer
palavra /oração que tenha valor de substantivo, indicando-lhe o gênero e o
número.

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Los terratenientes son dueños de grandes
extensiones agrícolas.
(Os fazendeiros são donos de grandes extensões
agrícolas.)
Unas mujeres hicieron los vestidos para la fiesta
de Ana.
(Umas mulheres fizeram os vestidos para a festa
de Ana.)

 Classificação dos artigos


Definidos e Indefinidos (Definidos e Indefinidos)

Assim como a língua portuguesa, a língua espanhola apresenta duas


formas de artigo, o definido e o indefinido, que indicam, respectivamente, que o
substantivo se refere a algo já conhecido, determinado ou já mencionado, ou
que o substantivo se refere a algo não conhecido ou não mencionado no texto.

Definidos Indefinidos
Masculino
Masculino Singular El Un
Singular
Masculino Plural Los Masculino Plural Unos
Feminino
Feminino Singular La Una
Singular
Feminino Plural Las Feminino Plural Unas

Exemplos:
Definidos Indefinidos
El auto (O carro) Los autos (os
Un hombre (Um homem)
carros)
Los autos (Os carros) Unos hombres (Uns homens)
Las casas (As casas) Unas mujeres (Umas mulheres)

Casos Particulares

 É obrigatório o uso de artigo determinado para informar as horas, dias


da semana e datas.

Son las seis en punto.


(São seis em ponto.)
El resultado de los exámenes saldrá el lunes.
(O resultado dos exames sairá segunda-feira.) 95
Nascí el 19 de febrero de 1982.

1a) Diante dos números que indicam as horas se usa artigo e se omite a
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palavra horas:
Son las siete.
(São sete horas.)

1b) Diante dos dias da semana se usa o artigo, sem preposição:


El domingo voy a la feria.
(Domingo vou à feira.)
2) Diante de um nome de pessoa, país, região ou continente, não se usa o
artigo, salvo quando estiver determinado por um adjetivo, oração relativa ou
complemento.
España es un Estado de la Unión Europea.
(Espanha é um Estado da União Europeia.)
La Italia del Norte es muy linda.
(A Itália do Norte é muito linda.)

Exceções: La Habana, La Argentina, La India, Los Estados Unidos, El


Japón, etc.
3) Diante das formas de tratamento, exceto Don.
El general San Martín vino cenar
conmigo.
(O general São Martín veio jantar
comigo.)
La señora Mercedes duerme mucho.
(A senhora Mercedes dorme muito.)
Don Ricardo es muy guapo.
(Don Ricardo é muito bonito.)
4) Emprega-se el no lugar de la e un no lugar de una diante de um
substantivo feminino singular iniciado por a ou por ha tônico para evitar
cacofonia.
el agua (a água) / el alma (a alma)
un águila (uma águia) / un hada (uma fada)
Quando o substantivo feminino estiver no plural, mantém-se a forma
original:
las aguas / las almas / las águilas / las hadas
5) Artigos não precedem adjetivos possessivos, mas precedem pronomes.
Em português, para esse caso o uso do artigo é facultativo.
Los mis libros. (errado) / Los míos. (correto)

Mi familia es enorme.
(Minha família é enorme.)
Me entregaron su periódico.
(Entregaram-me seu jornal.)

AULA 4 96

O ARTIGO NEUTRO LO (EL ARTÍCULO NEUTRO LO)

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O artigo neutro lo, inexistente em língua portuguesa, é utilizado para
substantivar adjetivos e advérbios.
Lo mejor de todo fue la fiesta. (mejor = melhor -
adjetivo)
(O melhor de tudo foi a festa.)
La paz es lo más valioso sentimiento. (más =
mais - advérbio)
(A paz é o mais valioso sentimento.)

Cuidado!
O artigo neutro LO é utilizado antes de adjetivo + preposição. Se
depois do adjetivo não tiver preposição, usa-se o artigo definido
masculino singular EL.
Lo bonito en un partido es ver goles.
(O bonito em uma partida é ver gols.)
El bello coche de Pablo fue muy caro.
(O belo carro de Pablo foi muito caro.)

Também se utiliza diante do pronome relativo que. Equivale a aquilo que,


o que.
Lo que me encanta en ti es tu inteligencia.
(O que me fascina em ti é a tua inteligência.)
¡Atención!
Nunca coloque o artigo neutro "lo" na frente de substantivos
masculinos. Substantivos masculinos aceitam somente o
artigo el.

Contração do Artigo (Contracción del Artículo)

A língua espanhola possui apenas dois tipos de


contração: al e del.AL: Preposição a + artigo el
Voy al puerto.
(Vou ao porto.)
DEL: Preposição de + artigo el
Vengo del puerto.
(Venho do porto.)

AULA 5

PALAVRAS HOMÔNIMAS

São palavras com a mesma grafia que, ao mudarem de gênero, mudam


também de significado. 97
el cólera (doença) / la cólera (raiva)
el guarda (cobrador de ônibus) / la guarda (tutela)
el policía (agente) / la policía (administração)

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el mañana (futuro) / la mañana (parte do dia)

¡Ojo!
Alguns nomes tem uma só forma para designar o masculino e o feminino,
determinando o gênero pelo artigo que se emprega.
el/la periodista (jornalista)
el/la turista (turista)
el/la cantante (cantor/a)
el/la atleta (atleta)

AULA 6

ADVÉRBIOS – ADVERBIOS

O advérbio é uma palavra que pode modificar um verbo, um adjetivo ou


a outro advérbio. É sempre invariável. Alguns, quando se referem ao
substantivo, tomam caráter adjetivo. Os advérbios se dividem em:
Advérbios de Tempo (Adverbios de Tiempo)
ahora (agora) mientras (enquanto)** luego (depois)

anteayer (anteontem) temprano (cedo) entonces (então)


entretanto (enquanto
ayer (ontem) mañana (manhã)
isso) **
anoche (ontem à noite) hoy (hoje) aún (ainda) *
anteanoche (anteontem
pronto (em pouco tempo) aun (inclusive) *
à noite)
después (depois) todavía (ainda) *

* todavía = aún (sinônimos) e diferente de aun.


** entretanto = mientras tanto (enquanto isso - sinônimos).

Advérbios de Modo (Adverbios de Modo)


apenas (apenas) como (como)
bien (bem) entonces (então)
mejor (melhor) inclusive (inclusive)
mal (pouco, insuficiente) sólo (somente) *
peor (pior) fácilmente (facilmente) ** 98
así (assim)

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* sólo: somente / solo (adjetivo): sozinho
** e outros terminados em mente.

Advérbios de Lugar (Adverbios de Lugar)


abajo (abaixo) delante (diante)
alrededor (ao redor) detrás (atrás)
arriba (acima) ahí (aí) *
cerca (cerca, perto) allí (ali) *
lejos (longe) aquí (aqui) *

* aquí: indica o lugar onde se encontra a pessoa que fala.


ahí: designa um lugar mais próximo que allí.
allí: distante da pessoa que fala.

Advérbios de Quantidade (Adverbios de Cantidad)


casi (quase) poco (pouco)
mucho (muito) * muy (muito) *
más (mais) bastante (bastante)
menos (menos) además (além disso)
* o advérbio muy é usado diante de adjetivos e advérbios:
muy fácil (muito fácil)
muy lejos (muito longe)
* o advérbio mucho é usado diante de substantivos e antes ou depois de
verbos em qualquer forma:
Tengo mucho trabajo.
(Tenho muito trabalho)
Él mucho ha viajado.
(Ele muito viajou.)
¡Excepción!
Diante dos adjetivos mejor, peor, mayor e menor, e dos
advérbios más, menos, antes e después usamos o advérbio mucho.

Advérbios de Afirmação (Adverbios de Afirmación)


ciertamente (certamente) sí (sim)
seguramente (com segurança) claro (claro)

Advérbios de Negação (Adverbios de Negación)


99
jamás (jamais) nunca (nunca)
no (não) tampoco (tampouco) *

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* Não existe a forma también no para negar. Para isso, usa-
se o tampoco.

Advérbios de Dúvida (Adverbios de Duda)


quizá
acaso (caso/se)
(s) (talvez) *
probablemente (provavelmente) tal vez (talvez)
posiblemente (posivelmente)

* Quizá(s) se antepõe ao verbo. Quando a palavra siguinte começa por -s, se


usa a forma quizá e nãoquizás. O verbo se conjuga no subjuntivo: Quizá salga.

Advérbios de Ordem (Adverbios de Orden)


antes (antes) primeramente (primeiramente)
después (depois) sucesivamente (sucessivamente)

A formação em mente:
Observe que o advérbio pode ser formado pelo acréscimo
do sufixo mente ao adjetivo feminino.
lenta - lentamente
Quando o adjetivo possui acento, ele o conserva.
fácil - fácilmente

AULA 7

PREPOSICIONES

As preposições são invariáveis e servem para unir termos de uma oração,


estabelecendo uma relação, um nexo entre duas palavras - verbos, advérbios,
pronomes, substantivos ou adjetivos.
 Uso y Significado de las Preposiciones
A
Expressa direção, lugar, modo, finalidade, movimento e tempo. Precede o
complemento indireto e também o direto (quando este se refere a pessoa,
animal ou coisa personificada). Precede também infinitivos, artigos,
substantivos, demonstrativos e possessivos.

100

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Vamos a Madrid.
(Vamos a Madrid.)
Está a la izquierda.
(Está à esquerda.)
Hecho a mano.
(Feito a mão.)
Llamamos a Rocío.
(Chamamos Rocío.)
Vamos a estudiar por la
noche.
(Vamos estudar à noite.)

BAJO
Expressa dependência, situação inferior.
El trabajo lo hizo bajo presión.
(Fiz o trabalho sob pressão.)
Bajo su orientación.
(Sob sua orientação.)

CON
Expressa companhia, conteúdo, meio, instrumento ou maneira.
Salimos con Juan.
(Saímos com Juan.)
Una mesa con sillas.
(Uma mesa com cadeiras.)
Lo escribió con el bolígrafo.
(O escreveu com a caneta.)
Lo hizo con ganas.
(O fiz com vontade.)
Voy a viajar para Barcelona con Pablo o
sin él.
(Vou viajar para Barcelona com Pablo ou
sem ele.)

CONTRA
Denota limite, oposição, contrariedade.
Compré los pantalones contra su voluntad.
(Comprei as calças contra sua vontade.)

DE
Expressa qualidade, material, modo, movimento, origem, permanência,
propriedade e tempo.
María tiene un corazón de oro. 101
(Maria tem um coração de ouro.)

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Falda de lienzo.
(Saia de algodão.)
Se sentó de espaldas.
(Sentou-se de costas.)
Vino de la escuela.
(Veio da escola.)

Volvieron de Rio de Janeiro.


(Voltaram do Rio de Janeiro.)
Manta de lana.
(Manta de lã.)
Trabaja de lunes a sábado.
(Trabalha de segunda à sábado.)

DESDE
Indica um ponto de partida, procedência, distância, lugar, movimento e tempo.
Vinimos desde la calle A hasta la calle B.
(Viemos desde a rua A até a rua B.)
Cuidado!
Desde não deve ser usado com a preposição a, somente com a
preposição hasta. De se usa com a preposição a.

DURANTE
Como preposição tem o significado de um determinado tempo ou época.
¿Viajaron durante sus vacaciones?
(Viajaram durante suas férias?)
EN
Expressa lugar, modo e tempo.
Vivo en Argentina.
(Vivo/moro em Argentina.)
Cuéntamelo en secreto.
(Conte-me em segredo.)
Estamos en invierno.
(Estamos no inverno.)

 Antes dos dias da semana, de advérbios de tempo e


de alguns adjetivos se omite a preposição EN:
El lunes.
Voy a ir el próximo domingo.
Como meio de transporte ou movimento, a preposição se usa diferente do
português:
Voy en avión; en coche; en moto, en ómnibus; en tren.
102
ENTRE
Situação no meio de duas coisas ou pessoas, dúvida, imprecisão, intervalo e
participação em conjunto.
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Entre Pablo y María.
(Entre Pablo e Maria.)
Estábamos entre ir a la fiesta y no ir.
(Estávamos entre ir na festa e não ir.)
El color era entre rojo y naranja.
(A cor era entre vermelho e laranja.)
Nuestra clase es entre las siete y las ocho.
(Nossa aula é entre as sete e as oito.)
El trabajo lo hicieron entre todos.
(Fizeram o trabalho entre todos.)

EXCEPTO
Denota exclusão.
Todos son estudiantes, excepto tú.
(Todos são estudantes, exceto tu.)

HACIA
Expressa direção aproximada, movimento, proximidade e tempo vago.
Viajaré hacia fines de junio.
(Viajarei em meados do fim de junho.)
Vamos hacia el sur de España.
(Vamos em direção ao/para o sul da Espanha.)
Lo pondré mirando hacia arriba.
(O coloquei olhando para cima.)

HASTA
Indica término de lugar, ação e limite de tempo.
Comió hasta el mareo.
(Comeu até o enjoo.)
Llegaré hasta ahí muy pronto.
(Chegarei até aí muito rápido.)
Saldrá hasta las siete.
(Sairei até as sete.)
Em alguns casos indica inclusão.
Vino, hasta llegó temprano.
(Veio, até chegou cedo.)

PARA
Expressa movimento, destino, finalidade e situação.
Voy para São Paulo.
(Vou para São Paulo.)
Esto es para mi.
(Isto é para mim.)

POR 103
Indica lugar, tempo vago, meio, modo e objetivo. É agente da voz passiva.

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La foto está por ahí.
(A foto está por aí.)
Martín llega por ahora.
(Martín chega por agora.)
Lo avisaré por teléfono.
(O avisarei por telefone.)
Lo hará por las buenas o por las malas.
(O fará por bem ou por mal.)
El trabajo lo hice por placer.
(Fiz o trabalho por prazer.)
Fue comprado por ella.
(Foi comprado por ela.)

SALVO
Indica exceção.
Todos tus compañeros fueron, salvo Pablo y José.
(Todos os teus companheiros foram, salvo Pablo e José.)
SEGÚN
Indica conformidade.
Hazlo según te parezca mejor.
(Faça-o segundo te pareça melhor.)
SIN
Indica falta, negação.

¿Está sin dinero?


(Está sem dinheiro?)
Estamos sin ganas de trabajar.
(Estamos sem vontade de trabalhar.)

SOBRE
Indica apoio, altura, proximidade e assunto.
El libro está sobre la mesa.
(O livro está sobre a mesa.)
El helicóptero voló sobre mi casa.
(O helicóptero voou sobre minha casa.)
Hablamos sobre las chicas inteligentes.
(Falamos sobre as meninas inteligentes.)

TRAS
Indica posterioridad, situação definida.
Tras una fuerte tormenta salió muy bello el sol.
(Depois de uma forte tempestade, saiu muito bonito o sol.)

AULA 7
104
USO DO MUY Y MUCHO
Muy e Mucho ambos tem o mesmo significado, que é muito. Mas como saber
se devo usar muy ou mucho?
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Regras:
MUY significa muito e é utilizado antes de adjetivo ou advérbio.
Hoy ella esta muy hermosa Yo me sinto muy bien

Adjetivo Advérbio

MUCHO
Usa-se mucho:
 Antes de substantivos no singular.
El tiene mucho miedo Ella tiene mucha prisa

Substantivo singular Substantivo singular

 Depois de verbos
Yo corro mucho La mujer desconociada trabaja mucho

Verbo Verbo

ATENCION!
Se usa muy antes de ;
a) adjetivo: muy alto, muy fácill, muy malo etc.
b) adverbios: muy bien, muy mal, muy tarde.

Mas existe algumas exceções;


a) Esses quatro adjetivos:mejor,peor, mayor, menor.
Exemplos: mucho mejor, mucho peor, mucho menor.

b) Os quatro adverbios; más, menos, antes e después.


Exemplos:Mucho más, mucho menos, mucho antes, mucho después

AULA 8
CONJUNCIONES

As conjunções são palavras que unem dois termos de uma mesma oração
ou duas orações. Estas orações podem estabelecer uma relação
de coordenação, ou seja, uma está relacionada à outra, mas não há
dependência entre elas, ou estabelecem relação de subordinação, ou seja, 105
uma depende da outra para ter sentido completo.
 Classificacion de lãs conjunciones

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CONJUNCIONES COORDENADAS
 Copulativas
Unem termos ou orações que expressam ideias similares, estabelecendo uma
relação de adição:
Ni rojo, ni morado; prefiero verde.
(Nem vermelho, nem roxo; prefiro verde.)
Tengo para desayunar pan y leche.
(Tenho para o café da manhã pão e leite.)
Quiero mi gaseosa con limón y hielo.
(Quero meu refrigerante com limão e gelo.)
Cuidado!
A conjunção y muda para e quando a palavra que segue começa
por i, hi, seguida de consoante.

Este libro es facil e interesante.


(Este livro é fácil e interessante.)
Son padre e hijo.
(São pai e filho.)

 Disyuntivas
Unem termos ou orações que expressam ideias opostas, estabelecendo
relação de exclusão:
Hay que tener dos o tres alumnos.
(Tem que ter dois ou três alunos.)
Cuidado!
A conjunção o muda para u quando a palavra
que segue começa por o, ho.
¿Son siete u ocho?
(São sete ou oito?)
¿Tu perro es mujer u hombre?
(Teu cachorro é mulher ou homem?)
Quando a conjunção o aparece entre números, deve ser acentuada para não
ser confundida com o número zero:
12 ó 15.
 Distributivas
Unem termos ou orações que expressam diferenças lógicas, temporais,
espaciais ou de qualquer outro tipo:
Bien para mí, bien para tu hermano, tendrás que contarlo todo. (bien... bien)
(Bem para mim, bem para teu irmão, terás que contar tudo.)
Ora por una cosa, ora por otra, nunca consigo estudiar. (ora... ora)
(Ora por uma coisa, ora por outra, nunca consigo
estudar.)
Ya en tren, ya en autobús, iremos igual. (ya... ya)
(Seja de trem, seja de ônibus, iremos igual.)
Uno para mí, otro para tí. (uno... otro) 106
(Um para mim, outro para ti.)
 Adversativas
Unem termos ou orações que se contrapõem entre si:

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Me gustaría ir, pero no tengo dinero. (= mas)
(Gostaria de ir, mas não tenho dinheiro.)
No quiero té sino café solo. (mas sim)
(Não quero chá, mas sim café preto.)
No les gustan comer
frutas sino manzanas. (exceto)
(Não gostam de comer frutas, exceto maçãs.)
Esta chica no hace otra cosa sino llorar. (a não
ser)
(Esta menina não faz outra coisa a não ser
chorar.)
Saldré esta mañana aunque llueva.
(Sairé esta manhã mesmo que chova.)
Tenía muchos motivos para hacerlo hablar, sin embargo no lo hizo.
(Tinha muitos motivos para fazê-lo falar, no entanto não o fiz.)
Outras conjunções que designam ideias contrárias: excepto, no
obstante, antes, antes bien, a pesar de,con todo, más bien, fuera de.

AULA 9

CONJUNCIONES SUBORDINANTES
 Causales
Expressam casua, motivo da ação expressa pelo verbo da oração principal:
La fiesta será buena, ya que he invitado todos mis amigos.
(A festa será boa, já que convidei todos os meus amigos.)
Vamos sacar buenas notas en las pruebas porque estudiamos mucho.
(Vamos tirar boas notas nas provas porque estudamos muito.)

Outras conjunções que designam causa: como, que, pues, puesto que, debido
a que, etc.
 Finales
Expressam objetivo ou finalidade da ação expressa pelo verbo da oração
principal:
Lo haré a fin de que entiendas.
(Farei isso a fim de que entendas.)
Outras conjunções que designam finalidade: porque, para que, de modo que,
etc.
 Temporales
Expressam diferentes matrizes do tempo em que ocorre a ação expressa pelo
verbo da oração principal:
Mientras me baño, tu haces las tareas. (enquanto -
simultaneidade)
(Enquanto tomo banho, tu fazes as tarefas.)
En cuanto lleguen los invitados, avísame. (tão logo,
assim que) 107
(Assim que chegarem os convidados, avisa-me.)
Te llamaré apenas llegue a Madrid. (tão logo, assim que)
(Te ligarei tão logo chegue em Madrid.)

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Cuando era niña, ¿te gustaba ir al cine?
(Quando era menina, gostava de ir ao cinema?)

 Consecutivas
Expressam o efeito ou a consequência da ação expressa pela oração principal:
Tengo mucha hambre, conque comeré unas
galletas. (portanto)
(Tenho muita fome, portanto comerei umas bolachas.)
No estudiaste lo suficiente, luego no tendrás buenas
notas.
(Não estudaste o suficiente, logo não terás boas
notas.)
Tú eres la única persona que leyó el texto, así que eres quien lo puede
explicar. (de modo que)
(Tu és a única pessoa que leu o texto, de modo que és quem o pode
explicar.)
 Concesivas
Expressam concessão ou ainda uma oposição à ideia expressa pelo verbo da
oração principal:
Aunque no lo merezcas, te ayudaré. (embora)
(Embora não mereças, te ajudarei.)
Outras conjunções que designam concessão: a pesar de que, y eso que, si
bien, etc.
 Condicionales
Expressam condição necessária ou hipótese para que se realize a ação
expressa pelo verbo da oração principal:
Como me extrañes mucho, te escribo.
(Como sentes muito minha falta, te escrevo.)
Si buscas la paz, la encontrarás.
(Se buscas a paz, a encontrarás.)

Outras conjunções que designam condição: ya que, siempre que, con tal que.

AULA 10

LECTURA Y COMPRENSIÓN DEL TEXTOS

La sopa há convertido en la Cenicienta de la mesa. Antaño la sopa de pan y


agua ra un castigo para los que no respetaban las leyes. La palabra tiene como
origen el latín, pero es conocida en todos los lugares del mundo. Em Italia la
hacen con legumbres y poroto; en los paises eslavos le ponen repollos, crema 108
ácida y hasta remolacha; en el litoral de América preparan uma sopa en que le
ponen mucho zapallo. La sopa francesa es sofisticada y se come en las fondas
de mercados o en restaurantes de lujo. Las hay de cebolla, de pescado,

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ricamente sazonadas con ajo, ají para algunos, perejil y una pizca de orégano.
En un día muy frío, nada mejor para reanimar que un bol de sopa de carne,
pasta y la verdura de su preferencia.

01) Según el texto, la sopa de pan y agua:


a) es una especialidad en algunos pueblos.
b) ya servió para castigar a desorderos.
c) es muy consumida en países como Italia.
d) nunca fue bien acepta.
e) hasta hoy es tomada como sinónimo de pobreza.

02) Indica la alternativa en que los dos vocablos pertenecen al mismo


género, en español, que aquél subrayado en el 2º párrafo:
a) legumbres – poroto
b) repollos – crema
c) remolacha – sopa
d) hasta – mucho
e) países – zapallo

03) El vocablo “Antaño” (párrafo) puede ser sustituido, sin alteración de


sentido, por:a) antiguamente.
b) ya.
c) ahora.
d) a menudo.
e) hoy.

04) “(...) en el litoral de América, preparan una sopa en que le ponen mucho
zapallo.” El pronombre en destaque rescata:
a) litoral.
b) América.
c) litoral de América.
d) sopa.
e) zapallo.

05)Com as duas primeiras frases do texto, o autor quer dizer que a sopa:
A)tem variedade para agradar a todos os paladares;
B)é, mundialmente, o mais conhecido dos alimentos;
C)passa facilmente de prato simples e pobre a sofisticado e rico;
D)será sempre um prato preferido pela alta sociedade;
E)passou da mais baixa à mais alta categoria culinária.

06).O texto apresenta contraste de idéias nas palavras:


A)fondas / restaurantes
B)pan / agua
C)crema / remolacha
D)zapallo / ají 109
E)sofisticada / conocida

AULA 11

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Leia o texto atentamente e escolha a alternativa adequada para cada uma das
questões.
.
CHINA ELIMINARÁ LA LEY QUE PROHÍBE TENER MÁS DE UN HIJO
Jose Reinoso - Pekín - 01/03/2008
China eliminará gradualmente la política de hijo único (que fue puesta en
marcha a finales de la década de 70 para mantener bajo la explosión
demográfica), según Zhao Baige, viceministra de la Comisión Nacional de
Población y Planificación Familiar. "Queremos cambiarla poco a poco. No
puedo decir cuándo o de qué manera, pero éste se ha convertido en un tema
clave entre quienes toman las decisiones en el Gobierno", ha declarado a la
agencia Reuters.
El país asiático sufre un serio problema de envejecimiento de la población y
una creciente disparidad de género, que ha provocado la alarma entre los
expertos. Se estima que, de seguir la tendencia actual, en 15 años puede
haber 30 millones de hombres más que de mujeres en edad de formar una
familia, lo que podría provocar migraciones, tráfico de mujeres e inestabilidad
social.
Las autoridades aseguran que los estrictos controles de natalidad han evitado
más de 300 millones de nacimientos y han favorecido una elevación más
rápida del nivel de vida del país. Sin embargo, sus detractores afirman que,
además de violar las libertades del individuo, han desembocado en numerosos
abortos y esterilizaciones forzadas, y el abandono de muchas niñas, dada la
preferencia de las familias por los varones. En China, nacen 118 niños por cada
100 niñas, cuando el ratio normal en todo el mundo es entre 103 y 107 varones
por cada 100 hembras..
La mayoría de las parejas en las ciudades sólo puede tener por ley un
descendiente, mientras que en las zonas rurales se les permite dos si el
primero es niña. Las minorías étnicas pueden tener dos o más. Zhao aseguró
que el Gobierno está estudiando la cuestión con mucho cuidado para que
cualquier decisión que se tome no provoque un alza repentina de la población

Fonte: http://www.elsigloweb.com/portal_ediciones/344/portal_notas/14904-
china-eliminar-la-ley-que-prohbe-tener-ms-de-un-hijo

1) O texto afirma que, desde finais de 1970, na China


A) Se luta para controlar o nascimento de crianças do sexo feminino
B) O governo tem criado leis que proíbem casais de ter mais de uma filha
mulher.
C) A comissão de planejamento familiar começou a tentar mudar essa a forma
como o numero de filhos é visto pela sociedade chinesa.
D) O governo iniciou um controle de expansão demográfica.
E)As famílias começaram-se a estruturar passando a ter apenas um filho
2) Se estima que os problemas demográficos da china
A) Pode provocar êxodos urbanos, desequilíbrio social e comercio de mulheres 110
B Pode Favorece o desenvolvimento do país uma vez que mulher gera muito
gasto
C) Pode induzir o nascimento de 118 meninos para cada 100 meninas

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D) Dificulta a elevação do nível de vida do país
E) Pode estimular a incidência de relacionamentos entre pessoas do mesmo
gênero sexual

3) No terceiro parágrafo, linha 3, a expressão SIN EMBARGO pode ser


substituída sem alterar o sentido da frase, por:
A) sino.
B) no obstante.
C) sin duda.
D) en consecuencia
E)mientras

4) Las críticas a la política china de control de natalidad se basan en los


siguientes principios
A) a la ausencia de derechos individuales, a la permisión de abortos, a la
esterilización opcional y a la discriminación de los nacimientos femeninos.
B) a la obligación del aborto, a la falta de decisión personal para la
esterilización forzada y al abandono de las niñas.
C) al abandono de las niñas, a incontables abortos, a la incumplimiento del
derecho humano de la libertad individual y la castración impuesta.
S) a la desconsideración de la libertad de decidir personalmente el número de
hijos, al abandono de las recién nacidas, a la permisión de abortos y a la
castración libre.

5) La legislación china establece que una pareja rural


A) solamente puede tener un descendiente, sea hombre o mujer.
B) puede tener más de dos hijos, siempre que el primer descendiente sea
mujer.
C) se rige por la misma ley de las parejas de minorías étnicas.
D) pueden tener como máximo dos hijos, cuando el primer descendiente sea
mujer.

AULA 12

COFFEE-MATE: 111
Substituto para el crema de cafe
By Leonard Fernin

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A mi marido y a mí nos sorprendió el rico Coffee-Mate. La primera vez que lo
compré lo hice para una emergencia, por si se acababa la leche o se
descomponía la heladera. Y ahí lo dejé. Pero lo que tenía que pasar, pasó. Mi
marido y yo probamos el café con Coffee-Mate y nos sorprendimos por lo
cremoso que es. Ahora emergencia es cuando se acaba Coffee-Mate en
nuestra casa.

Fonte: www.coffee-mate.com
1)Após ler o relato da narradora do texto falando sobre sua experiência com o
Coffe-Mate é possivel afirmar que:
A)Ao narrar sua experiência desagradável a narradora do relato estimula o
cliente a comprar coffe mate para fazer um teste
B) “ ...emergência es quando se acaba coffe mate ...” transmite idéia de que
coffe mate é ótimo e que sua falta é essencial para a família da narradora
C) O Coffe mate é cremoso e todos querem beber-lo em situações de
emergência.
D)Uma vez experimentando Coffe mate esse passa a ser imprescindível em
sua vida

2) Observando a imagem que vem junto ao texto é possível perceber que


dentro da xícara há o nome de uma bebida, qual seria o objetivo principal
dessa informação?
A)Induzir a compra de caffe coffe Mate
B)Servir de prova de que o café que está na xícara é de tal marca.
C)Induzir o cliente a comprar café de tal marca uma vez que as informações
presentes do texto fortalece a idéia de que o mesmo é muito bom.
D)Estimular o uso de café

3) A Palavra em destaque no texto: “... nuestra casa.” Se refere à:


A)” a hora emergencia”
B) “a mi marido y a mí...”
C)” el café con Coffee-Mate”
D)” la primera vez que lo compre”

4) No fragmento “Mi marido y yo probamos el café” se a palavra café fosse


substituída por ensalada, a expressão em destaque deveria ser substituída por:
A)Alla
B)lla
C)la
D)lo

112

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Linguagens e tecnologias III
Língua Estrangeira Moderna - Inglês
Prof. Bruno Franciel da Silva

AULA 1
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS EM INGLÊS
O maior objetivo dos vestibulares não é avaliar se o aluno domina a língua
estrangeira, mas sim se esse é capaz de ler e compreender a mensagem
global do texto, isto é: o contexto principal a que o texto se refere.
Para ler um texto em inglês não é necessário traduzir todas as palavras e
entender todos os detalhes. O importante é ter uma noção geral do assunto
falado.
Partindo desse pressuposto, segue algumas sugestões de estratégias a
serem aplicadas de forma que venha facilitar o desempenho no processo
de leitura de textos em inglês.
Dicas para ler um texto em inglês:
 Procurar saber sobre o assunto que irá ser falado tentando TRADUZIR
O TÍTULO
 Aliar seus conhecimentos sobre o assunto ao texto que será lido
 Se houver uma imagem, observe-a com atenção e colete todas as
informações que você possui a respeito da mesma. A imagem é uma
dica muito útil para entender o texto
 Fazer uma leitura Geral analisando as palavras conhecidas e destacar
as palavras desconhecidas
 Ler o texto novamente com atenção interligando as idéias e tentar
decifrar o significado das palavras desconhecidas

Feito isso, será possível entender grande parte do texto mesmo não
conhecendo todas as palavras.
Agora vamos ver se essas dicas funcionam mesmo na pratica!
Tente ler o pequeno texto abaixo utilizando dessas dicas.

EXEMPLO:

114

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Figura extraída do site
http://ultinerd.blogspot.com/2010/
11/as-varias-mona-lisa.html
acesso em: 05/03/2012

Da Vinci' work of art


Mona Lisa the most famous work of
art painted by Leonard Ad Vinci in
1503 in Florence, Italy.
Almost all People when go to Italy
want to see the portrait.

Da Vinci' work of art


Monalisa the most famous work of art painted by Leonard Da Vinci in 1503 in
Florence, Italy.
Almost all People when go to Italy want to see the portrait.

 Palavras conhecidas: Monalisa= obra de arte; Most = muito ou mais;


Famous = famoso; Art= arte; Painted= pintado; People= pessoas; GO= ir
 Palavras desconhecidas: of=de; by=por; almost=quase; all=todo(s);
When= quando; want=querer; see=ver; portrait=retrato

 Com base nesse método foi possível entender a informação global


do texto:
Monalisa é uma famosa obra de arte pintada por Da Vinci, fica na Itália e as
pessoas quando viajam pra lá querem ver a obra.
OBSERVAÇAÕ Esse método auxilia bastante, mas para utilizá-lo é necessário
conhecer no mínimo algumas palavras. Dessa forma é necessário ampliarmos
nosso vocabulário. Para adquirir mais vocabulário é necessário treinar lendo
mais coisas em inglês tais como:
1. Letras de Músicas 4. Jornais
2. Filmes 5. Entre outros.
3. Dicionário
AULA 2
DECEPTIVE WORDS OR FALSE FRIENDS
É muito comum ao tentar traduzir os textos em inglês e se deparar com
palavras que são bastante semelhantes com as do português, contudo deve-se
tomar muito cuidado pois como diz o ditado popular: “ Nem tudo que parece é”.
No inglês existe uma série de palavras que são bem parecidas com as do
português mas que apresentam um significado totalmente diferente sendo
dessa forma chamadas de DECEPTIVE WORDS ( PALAVRAS
ENGANADORAS) ou também: FALSOS COGNATOS.
Dessa forma, para você não se enganar e, na hora do vestibular, entender a
idéia de forma errada foi elaborada uma lista com os falsos cognatos mais
utilizados nos vestibulares e nas conversações em geral. 115

DECEPTIVE RIGHT WRONG ENGLISH


WORD TRANSLATION TRANSLATION
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ACTUAL ATUAL
ACTUALLY ATUALMENTE
COLLEGE COLÉGIO
COSTUME COSTUME
DATA DATA
DECEPTION DECEPÇÃO
EXIT EXITAR
FABRIC FABRICA
GRIP GRIPE
INTEND ENTENDER
LARGE LARGO
LECTURE LEITURA
MAYOR MAIOR
MAR MAR
NOVEL NOVELA
ORDINARY ORDINÁRIO
PARENTS PARENTES
PETROL PETROLEO
PHYSICIAN FISICO
POLICY POLICIA
PRETEND PRETENDER
PULL PULAR
PUSH PUXAR
REALIZE REALIZAR
SENSIBLE SENSIVEL
SENSITIVE SENSITIVO
SIN SIM
TERRIFIC TERRIVEL
TRADUCE TRADUZIR
Exercises 116
1) FUVEST – Qual é a tradução correta da frase: “She pretends give money
the poor’s people”
A) Ela pretende pegar o dinheiro das pessoas pobres

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B) Ela finge ajudar as pessoas pobres
C) Ela finge dar dinheiro às pessoas pobres
D) Ela pretende dar dinheiro às pessoas pobres

2) Qual sequência corresponde à tradução correta de novel – push – exit –


pretend?
A) romance – puxar – exitar – fingir
B) novela – empurrar – exitar – pretender
C) romance – empurrar – sair – fingir
D) romance – empurrar – exitar – fingir
E) novela – puxar – exitar – pretender

3) UNICAMP – Choose the best translation for the underlined verb: “ she's too
weak to push the car”
A) Puxar
B) Dirigir
C) Levantar
D) Consertar
E) Empurrar
AULA 3
QUANTIFIERS
São palavras ou expressões usadas para indicar e fornecer informações a
respeito da quantidade de algo. Antes de prosseguirmos para os principais
exemplos de quantifiers, é importante lembramos o conceito dos tipos de

Countable são aqueles substantivos que podemos contar permitindo a forma


singular e plural.

Uncountable são os substantivos que não podemos contar. Esses


substantivos só apresentam a forma singular.

Os três indicam a mesma coisa: uma grande quantidade. No entanto, o uso de


cada um irá depender justamente do tipo de substantivo.

MUCH significa muito ou muitos e é usado nos casos de substantivos não-


contáveis.

Ex: How much sugar do you need? = Quanto de açúcar você precisa?
I drink much water – Eu bebo muita água
He spends much money – Ele gasta muito dinheiro

MANY significa muito é usado pra fazer referência a coisas contáveis:


Exemplos:
There's many people in the world – Há muitas pessoas no mundo
He gave- me many dollars – Ele me deu muitos dólares
How many students are there? = Quantos estudantes estão lá? 117

A LOT OF /LOTS OF também significa muito ou muitos e pode ser usado em

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ambos os casos.
Exemplos:
I have a lot of thing to do. = Eu tenho um monte de coisas pra fazer.
Lots of people drive fast. – Muitas pessoas dirigem rápido

LITLLE significa pouco ou pequeno é usado pra fazer referência a coisas


incontáveis:
Exemplos:
I drink litlle water – eu bebo pouca água
He haves litlle money – ele tem pouco dinheiro
Add a little sugar, please. = Adicione um pouco de açúcar, por favor.

FEW significa pouco é usado pra fazer referência a coisas contáveis:


Exemplos:
Jean haves few friends – Jean tem poucos amigos
wait a few seconds please – Espere poucos segundos por favor
There are a few people in theater. = Há poucas pessoas no teatro

ENOUGH se refere a algo suficiente, podendo ser usado tanto nos casos de
substantivos contáveis como nos incontáveis.
Ex: There isn’t enough food. = Essa comida não é suficiente.
I do not have enough money for buy enough clothes for all this peopler – Não
tenho dinheiro suficiente pra comprar roupas suficiente para todas essa
pessoas.

HOW MUCH = significa QUANTOS é usado pra fazer referência a coisas


incontáveis:
Exemplos:
How much money do you need? - Quanto dinheiro você precisa?

HOW MANY = significa QUANTO é usado pra fazer referência a coisas


contáveis:
Exemplos:
How many days did you stay in USA? - Quantos dias você ficou nos EUA

VERY significa muito e é usado pra mencionar características, dessa forma


sempre vem antes de um adjetivo.
Exemplo:
You are very beatifull – Você é muito bonito(a)
My friends is very intelligent – Meu amigo (a) é muito inteligente

AULA 4
PALAVRAS INCONTÁVEIS
PALAVRAS INCONTÁVEIS TRADUÇÃO
ADVICE 118
PALAVRAS INCONTÁVEIS TRADUÇÃO
BEER

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BLOOD

BREAD
COFFEE
INFORMATION
MILK
MONEY
MUSIC
NEWS
TEA
SUGAR
WORK
WINE
TIME
Exercises
1) Complete
A) He is not rich because he has __________money
B) _______students right the question
C) I do not have ________books
D)Yesterday he drink _______ water
E) Mon buy _______bread for us
F) she drinks to _______coffee.
G) How ______cups of coffee do you drink?
H) How ______ money do you have

2) Escolha a alternativa correta


A) He decided to spend a very days in the country.
B) He decided to spend a litlle days in the country.
C) He decided to spend a much days in the country.
D) He decided to spend a few days in the country.

3) Marque a alternativa correta:


A)He needs to much money for buy a house
B)He wants to get many information about egipicians
C) Ana says that drink litlle bottle of beer
D) Monara drinks many coffe

4)Complete adequadamente a frase abaixo


His handwriting is _________pretty than ours 119
A)Few
B)Much
C)Lots of
D)Many
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E)Very

AULA 5
READING COMPREHENSION
Based on the text, answers the questions

For many years scientists believed that the chimpanzee was the most intelligent
animal in the world.
Recently they have learned that the dolphins are very clever animals, too.
Perhaps they are more intelligent than chimpanzees.
Many people think that dolphins are fish, but is not true. Dolphins are different
from fish in many important ways.
They are mammals. They are warm-blood and cannot stay under water all the
time like fish. They breathe air. They must come to surface of the water and
take in air every few minutes.
Dolphins live in group and out to catch fish together, and they also use a kind of
language. Scientist do not understand the language of dolphins but they know
that this animals talk to each other and send messages under water.
Fonte: http://teacher.scholastic.com/dolphin/about.htm Acesso em: 24/09/2011
1) A respeito do texto marque a única alternativa errada
A)Golfinhos são diferentes dos peixes de diversas maneiras
B)Dolphins can not say under water all the time
C)Dolphins must came to surface for breath air
D)Dolphins are cleaver and lonely animals
E)Dolphins live in group

2) Mark the right alternative


Why Dolphins are not fish?
A) live in group and eat fish
B) are more clever than chimpanzee 120
C) are clever
D) can live under water all the time
E) are warm blood animals

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3) A palavra em destaque no texto é:
A) Adverbio de modo
B)Verbo que indica movimento
C) Adverbio de tempo
D) Uma preposição
E)Um adjetivo

4) Mark the right alternative


A) The Dolphins are more intelligent than chimpanzees.
B) Dolphins live in group and out to catch fish by yourselves
C) Scientist understand the language of dolphins
D)Scientists know that the dolphins talk to each other and send messages
under water.
E) Many people think that dolphins are not fish, but is not true.

AULA 6
INTERROGATIVE WORDS

INTERROGATIVE TRANSLATION EXAMPLES


WORDS
WHAT O que...? Qual, Quais...? What do you do on sunday?
Perguntas de maneira em geral O que você faz aos domingos?
Perguntas pela profissão. What are you? O que voce é?
I'm doctor. Eu sou médico.
WHICH Que, Qual, Quais…? Which do you prefer, pork or beef?
Perguntas em geral com opção O que você prefere: carne porco
de escolha. ou bife?
WHO Quem? Who killed John Lennon?
Para perguntar identidade de Quem matou John Lennon?
pessoas em geral.
WHOM Quem...? To whom did you give the present?
Para perguntar identidade de Para quem você deu o presente?
pessoas em geral. só que tem
que ser precedido de 121
preposição.
WHOSE De quem...? Whose is the blue car?
Usado para perguntar quem é o De quem é esse carro azul?

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proprietário de determinada
coisa.

WHERE Onde...? Where did you born?


Onde você nasceu?
WHY Por que...? Why are you laughing?
Por que você está rindo?

HOW Como...? How is Fred going to trabel?


Como Fred está indo viajar?

WHEN Quando...? When were you born?


Quando você nasceu?
HOW MUCH Quanto ...? How much money do you need?
coisas incontáveis Quanto dinheiro você precisa?
HOW MANY Quanto ...? How many cds do you have?
coisas contáveis Quantos cds você tem?
HOW OLD Qual idade...? How old are you?
Quantos anos você tem?
HOW TALL Qual tamanho...?( para How tall is James?
pessoas) Qual o tamanho ou a altura de
james?
HOW HIGH Qual a altura...? (para coisas) How high is the mountain?
Qual a altura da montanha?
HOW LONG Quanto tempo...? How long will he stay at USA?
Quanto tempo ele ficará nos EUA?
HOW FAR Qual a distância...? How far is it from Alfenas to São
Paulo?
Qual a distância de Alfenas a São
Paulo?

EXERCISES:
Escolha a palavra que preenche o espaço corretamente?
1)________is your ocupation?
a)Which b)When c)What d)Whom e)Whose
2) ______ is the car that was stolen?
a)Which b)When c)What d)Whom e)Whose
3)_______ color do you prefer: red or pink? 122
a)Which b)When c)What d)Whom e)Whose
4) ______city did you bear?
a)Which b)When c)Whose d)Whom e) What
5)______is you brother?
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a)Which b)When c)What d)Who e)Whose
6)You buy this present for _______?
a)Which b)When c)What d)Whom e)Whose
7)_______did you arrive at home?
a)Which b)When c)What d)Whom e)Whose
8)______ do you live?
a)Where b)When c)What d)Whom e)Whose
9)_______don't you see her?
a)How long b)How far c)What d)How tall e)Who
10) They say that you have a cat, ________him?
a)How long b)How tall c)How high d)Whom e)How far

AULA 7
PREPOSITIONS
Em inglês, tal como acontece em português, a preposição é uma palavra, ou
grupo de palavras usada geralmente antes de um substantivo ou pronome para
indicar lugar, posição, tempo, origem, modo etc.
São elas:
UNTIL - até FROM - de BEYOND - além
AFTER – depois, OF - de DOWN – a baixo
após BY THE - pelo UP – a cima
AGAINST – contra BY – por TOWARD – em
WITH - com UNDER–debaixo, direção
SINCE – desde sobre ACROSS- através
AT - em WITHOUT - sem ABOVE – a respeito
IN – em BEFORE - antes DESPITE – a pesar
ON – em AROUND – em volto, de
FOR - para ao redor
TO - para BEHIND - atrás

Exercises
1)(UFU) Choose the correct alternative:
______Saturday night everbody watch TV.
a) at b) in c)when d)on e)from
2)(UFOP) Could i see the doctor ______january_______9 o'clok AM?
a) at;at b) on; in c)in; on d)on; at e)at; in
3)Cheese is made _____milk.
a) at b) in c)when d)on e)from
AULA 8
ADVÉRBIOS
Advérbio é uma palavra invariável que pode acompanhar um verbo, um
adjetivo ou outro advérbio, modificando-os ou intensificando-os. Pode também
exprimir circunstancia de tempo, de lugar, de modo, frequência e etc.
Compare:
Diana walks – Diana caminha
Agora veja a mesma frase com o acréscimo de um advérbio 123
Diana walks slowly everyday – Diana caminha vagarosamente todos os dias
Como reconhecer um adverbio?

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São todas aquelas palavras terminadas em LY contudo existem advérbios que
não apresentam essa terminação e esses são chamados de advérbios
irregulares.
Advérbios Regulares
Para formar um advérbio regular basta acrescentar na palavra primitiva a
terminação LY.
Exemplos:
Late Ultimo Lately Ultimamente
Easy Easily
Careful Carefully
Slow Slowly
Simple = Simply
Advérbios irregulares
Infelizmente não existe uma dica para facilitar a memorização dos advérbios
irregulares, pois esses não possuem a terminação LY. A tabela abaixo contém
os advérbios irregulares mais comuns.
Hard Dificil / Fast Rápido /
Dificilmente Rapidamente
Always Low
High Now
Often Tomorrow
Sometimes Yesterday
Never Almost
Seldon Enough
Here Quite
There Today

AULA 9
Classificação dos advérbios quanto à ideia que exprimem

ADVÉRBIO DE FREQUÊNCIA
Indicam ideia de frequência e são sempre utilizados antes do verbo principal.
São eles:
Always – sempre Sometimes – as Ever – já, algumas
Often,frequently - vezes vezes
frequentemente Never – nunca Hardly ever – quase
Usually – geralmente Seldom – raramente nunca
Ex: I always prefer to have a dinner at home = eu sempre prefiro jantar em 124
casa
He seldon visit us = Ele raramente nos visita

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ADVÉRBIO DE MODO
Indicam o modo ou a maneira como algo ocorre, são sempre utilizados depois
do verbo principal da oração.
São eles:
Slowly – Fast- rápido, Carefully -
vagarosamente rapidamente cuidadosamente
Easily – facilmente Hard- difícil, duro, Simply-simplesmente
Late- tarde, atrasado dificilmente
Ex: She drives carefully at town
I walk so fast in the sidewalk

ADVÉRBIO DE TEMPO
Indicam tempo e sempre utilizados depois do verbo principal
São eles:
Now- agora Next week – próxima On july
Today – hoje semana - Em julho
Yesterday – ontem At hours o clock – a
Tomorrow – amanhã tal hora
Tonight – hoje a noite In 1912 – em 1912
Ex: Mom arrives in home at 9 o' clok
I was at mall yesterday

ADVÉRBIO DE LUGAR
Indicam o local ou a localização onde algo acontece e são sempre utilizados
depois do verbo principal.
São eles:
At home – em casa Everywhere – em In Chicago – em
Here – aqui toda parte Chicago
There – La Under the bed – em
baixo da cama
Ex: I study at home
I was working at office yesterday
AULA 10
POSIÇÃO DOS ADVÉRBIOS NA FRASE
 Para verbos que indicam movimento usar a ordem:
 Advérbio de Lugar
 Advérbio de Modo
 Advérbio de Tempo
Exemplo
She goes to Brazil by plane tomorrow in the morning
Lugar Modo Tempo
Verbo principal dando indeia de movimento
 Para verbos que indicam repouso usar a ordem:
 Advérbio de Modo
 Advérbio de Lugar
 Advérbio de Tempo 125
Exemplo:
They sang beautifully at the show last night
modo lugar tempo

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Verbo principal indicando ideia de repouso
Tradução da frase: Eles cantaram lindamente no show a noite passada.

Aula 11
READING COMPREHENSION

Amy Winehouse found dead in her flat in London after suspected of “drugs
overdose”.
singer’s death was caused by a
drug overdose.
We can’t say yet that Amy
Winehouse suffered a drug
overdose although she has been
seen hours before with appearance
of drunk. This way, this case is
being treated as a death
“unexplained”.
English singer’s death caused
sadness to thousands of fans and
singer’s relatives.
According to sources close to the
In the last July 23, Amy Winehouse families: Amy will leave her fans
was found dead in her apartment in with pride and, for the news said:
London. Amy was found by the “She did not die from alcohol abuse
emergency service 3.54pm. or drug abuse. It seems that the
According to police: On arriving at problem was the lack of these
her apartment found the body of substances.”
woman of 27 who was declared
dead and suspected that the
Fonte: http://www.bbc.co.uk/news/uk-14262237
Interpretação do Texto
Amy Winehouse was found dead in
her apartment in London
A) Se refere à pessoa de Amy
1)De acordo com o texto podemos Winehouse que foi encotrada
afirmar que: morta
A)Os policiais encontram Amy B) É utilizada pra substituir o nome
Winehouse morta na casa de sua da cantora
mãe C) É utilizada pra indicar a posse de
B)Os policiais afirmam que Amy Amy sobre o apartamento
Winehouse teria morrido por abuso D)Se refere a uma característica do
de drogas apartamento
C) Amy Winehouse foi atendido pelo 3) Todas as alternativas abaixo
serviço de emergência de Londres reforça a ideia de que Amy sofreu
D) Amy Winehouse morreu por uma overdose de drogas exceto:
126
overdose de drogas A) Ela usava drogas e bebia muito
B)Ela deixará seus fãs com muito
2) A palavra em destaque no orgulho
fragmento abaixo indica o que:
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C)Ela foi vista algumas horas antes the trouble was the lack of these
de morrer com aparência de substances.” O texto indica que:
embriagada A)Amy não estava usando drogas a
D)Policiais suspeitaram que a morte tempo e a abstinência dessas
foi causada por overdose substâncias teria sido a causa da
4) A palavra relatives se refere a: morte
A)Aos relacionamentos da cantora B)A família não aceita o fato de Amy
B)Aos fãs fazer uso de drogas
C)Significa relativo a alguma coisa e c) Amy não era viciada em drogas
se refere a cantora D)A falta das drogas não causou a
D) Aos familiares da cantora morte de Amy pois ela era tolerante
a qualquer droga
5)”She did not die from alcohol
abuse or drug abuse. It seems that
AULA 12
mistakes kill between 44,000 and
98,000 people in the United States
annually, reports the Institute of
Medicine – a private agency that
advises the government and
industry.
The problem isn’t the cold
you might catch in the waiting room,
but blunders like improper testing,
incorrect diagnoses, and medicine
mix-ups.

Adapted from magazine Popular


Bad medicine Science, April 2009
By Gail Dutton
Going to the doctor isn’t as
safe as you might think. Medical
Advises:
Cold Improper
Blunders Mix-ups

1)De acordo com o texto marque o que não causa danos para a saúde do
paciente
A) Incorrect diagnoses;
B)medicine mix-ups
C)improper testing
D)righ medicine
E) Incorrect prescription

2)Baseado no texto podemos entender que nos USA morrem entre 44 e 98 mil 127
pessoas por ano devido a:
A)aos erros nos diagnósticos e no tratamento oferecido devido a falta de
experiência médica

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B)aos erros nos diagnostico e no tratamento oferecido aos pacientes
C)as faltas de higiene dos laboratórios na analise dos exames de sangue
D)ao resfriado que as pessoas estão sujeito a pegar nas salas de espera
E) as contaminações dos hospitais
The medical Words

128

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WORD TRASLATION WORD TRASLATION
Headache Ache
Health Addict
Illness, backache
Healing Blood pressure
Pain Breathless
Painkiller Delivery
Plaster Earache
Prescription Fever
Scar Ache
backache Addict
Faint Chickenpox
Weakness Heart attack
Cold Flu, influenza
Faint Madness
disease Chickenpox
sickness Heart attack
Wound Flu, influenza
ill poisonous
migraine poison
Arteries sting
Acne symptoms
chemotherapy ultrasound
Asthma side effects
Asthma physician
diabetes pharmacist
family history newborn
immune system light-headed
injury intensive care unit

129

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Ciências Humanas e suas tecnologias I
Prof. Bruno de Oliveira Souza

Aulas 01 e 02.

O período Greco-romano
De meados dos anos 1100 a.C. até os romanos conquistarem a Grécia,
no primeiro século antes de Cristo, os gregos criaram uma sociedade notável
pelo seu autogoverno, filosofia, arquitetura, matemática, escultura e literatura. A
cultura grega se espalhou por todo o mediterrâneo. Na Europa central e do
norte viviam povos menos desenvolvidos, como os celtas.
Os romanos, conquistadores da Grécia e de outros povos, adotaram
muito da cultura grega e adicionaram muito a ela. O sistema romano de leis
teve uma influência duradoura sobre a Europa.
A difusão do Cristianismo na Europa foi maior após se tornar a religião
oficial do Império Romano no século IV. Nesse momento, porém, o Império
Romano estava perdendo sua força. No século V a parte ocidental do império
foi invadida pelos povos germânicos, vândalos, góticos, francos e anglo-
saxões, que estabeleceram estados em seus territórios.

História da democracia
O regime de governo democrático originou-se em Atenas, na Grécia da
Antiguidade, conhecendo seu apogeu no século 5 a.C. Tratava-se
precisamente de um regime em que o "povo" se manifestava diretamente,
reunindo-se e votando em assembleias, para tomar as decisões a respeito da
vida da sua cidade.
Todo cidadão ateniense tinha não só o direito, como também o dever de
participar dessas assembleias. Todos os cidadãos eram iguais perante a lei e
tinham o direito não só a votar, como também expressar sua opinião e defender
o seu ponto de vista, convencendo outros a votar como ele.
Entretanto ser um cidadão ateniense não era uma condição de que
usufruíam todos os habitantes de Atenas. Naquela sociedade, as mulheres, os
escravos e os estrangeiros não eram considerados cidadãos. Por isso,
estavam totalmente excluídos das grandes decisões. Desse modo, somente
10% do povo de Atenas estavam aptos a participar da democracia.
A participação popular no governo – democracia, a partir do século XVIII, passa
a ser dividida em duas modalidades:
. direta: em que todos os indivíduos de uma coletividade manifestam sua
opinião sobre os assuntos concernentes a esta mesma coletividade,
votando em assembleias ou reuniões coletivas;
. representativa: em que a coletividade elege representantes a quem
delega o poder para tomar as decisões.
130
Democracia na modernidade
Depois da Grécia e de Roma, as ideias democráticas só irão reaparecer
com maior força na Idade Moderna, a partir dos séculos 17 e 18. Nessa época,

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os abusos de poder dos monarcas levaram os intelectuais a discutir os poderes
absolutos do governante, questionando o que tornava legítimo qualquer poder
de qualquer governo. Contra o absolutismo em vigor, ergueu-se o liberalismo.
O direito ao poder, para Locke, depende de um mandato popular. Nesse
sentido, a representação política só adquire legitimidade se tiver surgido da
vontade dos cidadãos, expressa pelo voto. Os cidadãos elegem representantes
para defender seus interesses junto ao governo.
Clístenes de Atenas (565 a.C - 492 a.C) é considerado o pai da
Democracia. (Adaptado de UOL Educação. Disponível em:
http://educacao.uol.com.br/historia/democracia-2-participacao-direta-e-
indireta.jhtm).

Exercícios
1. (ENEM 2011) Na década de 1990, os movimentos sociais camponeses e
as ONGs tiveram destaque, ao lado de outros sujeitos coletivos. Na sociedade
brasileira, a ação dos movimentos sociais vem construindo lentamente um
conjunto de práticas democráticas no interior das escolas, das comunidades,
dos grupos organizados e na interface da sociedade civil com o Estado. O
diálogo o confronto e o conflito têm sido os motores no processo de construção
democrática.
SOUZA, M. A. Movimentos sociais no Brasil contemporâneo: participacao e
possibilidades das praticas democraticas. Disponivel em: http://www.ces.uc.pt.
Acesso em: 30 abr. 2010 (adaptado).

Segundo o texto, os movimentos sociais contribuem para o processo de


construção democrática, porque
A) determinam o papel do Estado nas transformações socioeconômicas.
B) aumentam o clima de tensão social na sociedade civil.
C) pressionam o Estado para o atendimento das demandas da sociedade.
D) privilegiam determinadas parcelas da sociedade em detrimento das demais.
E) propiciam a adoção de valores éticos pelos órgãos do Estado.

2. (ENEM 2011-adaptado) O movimento dos Caras-Pintadas, do início dos


anos de 1990, arrebatou milhares de jovens no Brasil. Nesse contexto, a
juventude, movida por um forte sentimento cívico,
A) aliou-se aos partidos de oposição e organizou a campanha Diretas Já.
B) manifestou-se contra a corrupção e pressionou pela aprovação da Lei da
Ficha Limpa.
C) engajou-se nos protestos relâmpago e utilizou a internet para agendar suas
manifestações.
D) espelhou-se no movimento estudantil de 1968 e protagonizou ações
revolucionarias armadas.
E) tornou-se porta-voz da sociedade e influenciou no processo de
impeachment do então presidente Collor.

Aulas 03 e 04. 131

Idade Média (476 d.C. – 1453 d. C.)

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Refere-se a uma divisão do tempo que engloba praticamente 1.000 anos
de história do continente europeu. Essa classificação para o período - "Média" -
foi uma forma de os homens dos séculos 14 e 15, dos reinos italianos,
mostrarem que eram inovadores, modernos, transformadores.
Esses homens - pintores, artistas e pensadores do chamado
Renascimento - achavam que estavam rompendo com um período
culturalmente atrasado do mundo ocidental, dominado pelo pensamento da
Igreja católica. Assim, os renascentistas classificavam-se como "modernos" e
acreditavam que estavam fazendo renascer o esplendor das culturas grega e
romana da Antiguidade.
Entre a Idade Moderna e a Idade Antiga havia, portanto uma idade
intermediária, que ficava no meio, sendo a média entre esses dois períodos.
Assim nasceu o conceito de Idade Média. Essa classificação, na verdade, é
uma simplificação preconceituosa, pois classifica uma cultura como inferior a
outra e resume a história de diversos povos que viviam na Europa como uma
só história.

Alta Idade Média

É o primeiro momento, quando ocorreu formação de diversas


sociedades na Europa e se passou entre os séculos V e X. Foi nesse período
que se formaram os feudos, estabeleceram-se as relações de suserania e
vassalagem, e o poder da Igreja Católica constituiu-se e fortaleceu-se.

O Feudalismo

O feudalismo pode ser definido como um modo de produção, ou seja, a


forma pela qual as pessoas faziam produtos necessários à sua sobrevivência.
Também é entendido como um sistema de organização social, estabelecendo
como as pessoas se relacionavam entre si e o lugar que cada uma delas
deveria ocupar na comunidade.

Baixa Idade Média

Vai do século X ao século XV. A partir dessa época, novas ideias e novas
práticas foram surgindo e houve um processo de decadência das instituições
feudais, que se formaram ao longo dos cinco séculos anteriores.

As Cruzadas

Seu nome deriva da palavra "cruz", que indica o martírio de Jesus Cristo,
carregando-a e sendo nela pregado, até morrer de maneira lenta e dolorosa.
Durante a Idade Média, a Igreja transformou a cruz no símbolo do cristianismo.
Assim, as Cruzadas foram expedições organizadas pela Igreja para levar o
cristianismo para outros povos, que não seguiam essa religião.
A principal justificativa das Cruzadas foi reconquistar territórios perdidos 132
para os inimigos da fé católica, ao mesmo tempo trazendo novos povos e
regiões ao domínio da Igreja. Assim, a primeira Cruzada partiu em 1096 para

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Jerusalém, no Oriente Médio, região do nascimento de Jesus, considerado
lugar sagrado pelos cristãos.
(Adaptado de UOL Educação).

3. (ENEM 2011) Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de


ampliar seu domínio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da
pesquisa científica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se
atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a
luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento. (SEVCENKO, N. O
Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984.)

O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção


artística, marcada pela constante relação entre
A) fé e misticismo.
B) ciência e arte.
C) cultura e comercio.
D) política e economia.
E) astronomia e religião.

4. (ENEM 2006) Os cruzados avançavam em silêncio, encontrando por


todas as partes ossadas humanas, trapos e bandeiras. No meio desse quadro
sinistro, não puderam ver, sem estremecer de dor, o acampamento onde
Gauthier havia deixado às mulheres e crianças. Lá, os cristãos tinham sido
surpreendidos pelos muçulmanos, mesmo no momento em que os sacerdotes
celebravam o sacrifício da Missa. As mulheres, as crianças, os velhos, todos os que a
fraqueza ou a doença conservava sob as tendas, perseguidos até os altares, tinham sido
levados para a escravidão ou imolados por um inimigo cruel. A multidão dos cristãos,
massacrada naquele lugar, tinha ficado sem sepultura.
J. F. Michaud. História das cruzadas São Paulo: Editora das Américas,
1956 (com adaptações).

Foi, de fato, na sexta-feira 22 do tempo de Chaaban, do ano de 492 da Hégira, que os franj*
se apossaram da Cidade Santa, após um sítio de 40 dias. Os exilados ainda tremem cada
vez que falam nisso, seu olhar se esfria como se eles ainda tivessem diante dos olhos
aqueles guerreiros louros, protegidos de armaduras, que espelham pelas ruas o sabre
cortante, desembainhado, degolando homens, mulheres e crianças, pilhando as casas,
saqueando as mesquitas.

*franj = cruzados.
Amin Maalouf. As Cruzadas vistas pelos árabes. 2.ª ed. São Paulo:
Brasiliense, 1989 (com adaptações).

Avalie as seguintes afirmações a respeito dos textos acima, que tratam das Cruzadas.

I - Os textos referem-se ao mesmo assunto — as Cruzadas, ocorridas no período medieval


—, mas apresentam visões distintas sobre a realidade dos conflitos religiosos desse período 133
histórico.

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II - Ambos os textos narram partes de conflitos ocorridos entre cristãos e muçulmanos
durante a Idade Média e revelam como a violência contra mulheres e crianças era prática
comum entre adversários.
III - Ambos narram conflitos ocorridos durante as Cruzadas medievais e revelam como as
disputas dessa época, apesar de ter havido alguns confrontos militares, foram resolvidas
com base na ideia do respeito e da tolerância cultural e religiosa.

É correto apenas o que se afirma em


A) I.
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) II e III.

Aulas 05 e 06.

Mudanças Climáticas

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), da


Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX foi o mais quente dos
últimos cinco, com aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C. Esse
aumento pode parecer insignificante, mas é suficiente para modificar todo clima
de uma região e afetar profundamente a biodiversidade, desencadeando vários
desastres ambientais.
As causas do aquecimento global são muito pesquisadas. Existe uma
parcela da comunidade científica que atribui esse fenômeno como um processo
natural, afirmando que o planeta Terra está numa fase de transição natural, um
processo longo e dinâmico, saindo da era glacial para a interglacial, sendo o
aumento da temperatura consequência desse fenômeno.
No entanto, as principais atribuições para o aquecimento global são
relacionadas às atividades humanas, que intensificam o efeito de estufa
através do aumento na queima de gases de combustíveis fósseis, como
petróleo, carvão mineral e gás natural. A queima dessas substâncias produz
gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e óxido nitroso
(N2O), que retêm o calor proveniente das radiações solares, como se
funcionassem como o vidro de uma estufa de plantas, esse processo causa o
aumento da temperatura. Outros fatores que contribuem de forma significativa
para as alterações climáticas são os desmatamentos e a constante
impermeabilização do solo.
O degelo é outra consequência do aquecimento global, segundo
especialistas, a região do oceano Ártico é a mais afetada. Nos últimos anos, a
camada de gelo desse oceano tornou-se 40% mais fina e sua área sofreu
redução de aproximadamente 15%. As principais cordilheiras do mundo 134
também estão perdendo massa de gelo e neve. As geleiras dos Alpes
recuaram cerca de 40%, e, conforme artigo da revista britânica Science, a capa

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de neve que cobre o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, pode desaparecer nas
próximas décadas.
Em busca de alternativas para minimizar o aquecimento global, 162
países assinaram o Protocolo de Kyoto em 1997. Conforme o documento, as
nações desenvolvidas comprometem-se a reduzir sua emissão de gases que
provocam o efeito de estufa, em pelo menos 5% em relação aos níveis de
1990. Essa meta tem que ser cumprida entre os anos de 2008 e 2012. Porém,
vários países não fizeram grandes esforços para que a meta seja atingida, o
principal é os Estados Unidos.
Atualmente os principais emissores dos gases do efeito de estufa são
respectivamente: China, Estados Unidos, Rússia, Índia, Brasil, Japão,
Alemanha, Canadá, Reino Unido e Coreia do Sul.

Exercícios

5. (ENEM 2007) Devido ao aquecimento global e à consequente


diminuição da cobertura de gelo no Ártico, aumenta a distância que os ursos
polares precisam nadar para encontrar alimentos. Apesar de exímios
nadadores, eles acabam morrendo afogados devido ao cansaço. A situação
descrita acima
a) enfoca o problema da interrupção da cadeia alimentar, o qual decorre das
variações climáticas.
b) alerta para prejuízos que o aquecimento global pode acarretar à
biodiversidade no Ártico.
c) ressalta que o aumento da temperatura decorrente de mudanças climáticas
permite o surgimento de novas espécies.
d) mostra a importância das características das zonas frias para a manutenção
de outros biomas na Terra.
e) evidencia a autonomia dos seres vivos em relação ao habitat, visto que eles
se adaptam rapidamente às mudanças nas condições climáticas.

6. (ENEM 2007) Nos últimos 50 anos, as temperaturas de inverno na


península antártica subiram quase 6 ºC. Ao contrário do esperado, o
aquecimento tem aumentado a precipitação de neve. Isso ocorre porque o gelo
marinho, que forma um manto impermeável sobre o oceano, está derretendo
devido à elevação de temperatura, o que permite que mais umidade escape
para a atmosfera. Essa umidade cai na forma de neve. Logo depois de chegar
a essa região, certa espécie de pinguins precisa de solos nus para construir
seus ninhos de pedregulhos. Se a neve não derrete a tempo, eles põem seus
ovos sobre ela. Quando a neve finalmente derrete, os ovos se encharcam de
água e goram.
Scientific American Brasil, ano 2, n.º 21, 2004, p.80 (com adaptações).
A partir do texto acima, analise as seguintes afirmativas.
I - O aumento da temperatura global interfere no ciclo da água na península
antártica.
II - O aquecimento global pode interferir no ciclo de vida de espécies típicas de 135
região de clima polar.
III - A existência de água em estado sólido constitui fator crucial para a
manutenção da vida em alguns biomas.

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É correto o que se afirma
a) apenas em I.
b) apenas em II.
c) apenas em I e II.
d) apenas em II e III.
e) em I, II e III.

Aulas 07 e 08
Cartografia
Segundo a Associação Cartográfica Internacional, a cartografia é definida como
o conjunto de estudos e operações científicas, artísticas e técnicas baseado
nos resultados de observações diretas ou de análise de documentação, com
vistas à elaboração e preparação de cartas, planos e outras formas de
expressão, bem como sua utilização.
A produção de mapas ocorre desde a pré-história, antes mesmo do surgimento
da escrita. O primeiro mapa que se tem registro é o Ga-Sur, produzido entre
2400 a 2000 a.C., elaborado numa placa de barro com inscrições da escrita
cuneiforme em uma representação do sul da Mesopotâmia. Os primeiros
mapas eram confeccionados em placas de argila suméria e papiros egípcios.
Ao longo da história, a cartografia foi evoluindo e desenvolvendo novas
técnicas e, atualmente, é uma ferramenta de fundamental importância nas
representações de áreas terrestres.
Existem distintas representações cartográficas, entre elas estão: mapas,
cartas, plantas, entre outros.
Projeções Cartográficas
A projeção cartográfica é definida como um traçado sistemático de linhas numa
superfície plana, destinado à representação de paralelos de latitude e
meridianos de longitude da Terra ou de parte dela, sendo a base para a
construção dos mapas.
A representação da superfície terrestre em mapas, nunca será isenta de
distorções. Nesse sentido, as projeções cartográficas são desenvolvidas para
minimizarem as imperfeições dos mapas e proporcionarem maior rigor
científico à cartografia.
- Tipos de projeção:
Projeção Cilíndrica: o plano da projeção é um cilindro envolvendo a esfera
terrestre. Depois de realizada a projeção dos paralelos e meridianos do globo
para o cilindro, este é aberto ao longo de um meridiano, tornando-se um plano
sobre o qual será desenhado o mapa.

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Projeção Cônica: a superfície terrestre é representada sobre um cone
imaginário envolvendo a esfera terrestre. Os paralelos formam círculos
concêntricos e os meridianos são linhas retas convergentes para os polos.
Nessa projeção, as distorções aumentam conforme se afasta do paralelo de
contato com o cone. A projeção cônica é muito utilizada para representar
partes da superfície terrestre.

Projeção Plana ou Azimutal: a superfície terrestre é representada sobre um


plano tangente à esfera terrestre. Os paralelos são círculos concêntricos e os
meridianos, retos que se irradiam do polo. As deformações aumentam com o
distanciamento do ponto de tangência. É utilizada principalmente, para
representar as regiões polares e na localização de países na posição central.

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(Adaptado de www.brasilescola.com).
Coordenadas Geográficas
Coordenadas geográficas são linhas imaginárias pelas quais a Terra foi
“cortada”, essas linhas são os paralelos e meridianos, através deles é possível
estabelecer localizações precisas em qualquer ponto do planeta.
Podem ser representadas em graus (º), ou metros (UTM).

• Plano Equatorial: É um plano imaginário que divide a Terra em dois polos:


norte e sul, de forma igual, mas de uma maneira metafórica, é o mesmo que
cortar uma laranja em duas partes iguais com uma faca.
• Paralelos: São linhas imaginárias paralelas ao plano equatorial.
• Meridianos: São linhas imaginárias paralelas ao meridiano de Greenwich que
ligam os polos norte e sul.
• Latitude: É a distância medida em graus de um determinado ponto do planeta
entre o arco do meridiano e a linha do equador.
• Longitude: É a localização de um ponto da superfície medida em graus, nos
paralelos e no meridiano de Greenwich.
Fusos horários
A necessidade dos fusos é devido ao movimento de rotação da
Terra, durante o qual ela gira no seu próprio eixo, esse movimento dá origem a
dias e noites, perfazendo em 24 horas.
Ao realizar o movimento da Terra (rotação), um lado do planeta recebe luz
solar (dia) e o outro lado fica sombreado (noite), o movimento e a luz do sol
que incide criam as variações como manhã, tarde, noite, madrugada, então
sempre há 24 horas distintas.
A partir dessas informações verifica-se que a Terra, que é esférica,
possui 360o, e o movimento de rotação que ela realiza gasta 24 horas para ser
realizado, se dividirmos 360o por 24 horas, obteremos 15o, então, cada 15o, 138
que é a distância entre dois meridianos, corresponde a 1 hora, isso é
denominado fuso horário.
O ponto Zero é o meridiano de Greenwich ao leste, a cada 15 o aumenta
1 hora; e a oeste de Greenwich, a cada 15o diminui 1hora.
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(Adaptado de www.brasilescola.com).
Escala
Escala é a relação entre a medida de um objeto ou lugar representado no papel
e sua medida real (IBGE).
E = d/D
Onde:
E = Escala
d = distância no mapa
D = distância real
Exercícios
7. (ENEM 2010) Pensando nas correntes e prestes a entrar no braço que
deriva da Corrente do Golfo para o norte, lembrei-me de um vidro de café
solúvel vazio. Coloquei no vidro uma nota cheia de zeros, uma bola cor rosa-
choque. Anotei a posição e data: Latitude 49°49' N, Longitude 23°49’ W.
Tampei e joguei na água. Nunca imaginei que receberia uma carta com a foto
de um menino norueguês, segurando a bolinha e a estranha nota.
KLINK. A. Parati: entre dois polos. São Paulo: Companhia das
Letras, 1998 (adaptado).

No texto, o autor anota sua coordenada geográfica, que é


a) a relação que se estabelece entre as distâncias representadas no mapa e as
distâncias reais da superfície cartografada.
b) o registro de que os paralelos são verticais e convergem para os polos, e os
meridianos são círculos imaginários, horizontais e equidistantes.
c) a informação de um conjunto de linhas imaginárias que permitem localizar
um ponto ou acidente geográfico na superfície terrestre.
d) a latitude como distância em graus entre um ponto e o Meridiano de
Greenwich, e a longitude como a distância em graus entre um ponto e o
Equador.
e) a forma de projeção cartográfica, usada para navegação, onde os
meridianos e paralelos distorcem a superfície do planeta.

8. 75º (graus) separam a cidade A da cidade B. Sabendo-se que na cidade


B são 19:00h, e que esta encontra-se a leste da cidade A, que horas são na
cidade A?

Resposta:
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

Aulas 09 e 10

O Capitalismo

. Origens
139
Encontramos a origem do sistema capitalista na passagem da Idade
Média para a Idade Moderna. Com o renascimento urbano e comercial dos

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séculos XIII e XIV, surgiu na Europa uma nova classe social: a burguesia. Esta
nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais.
Neste contexto, surgem também os banqueiros e cambistas, cujos
ganhos estavam relacionados ao dinheiro em circulação, numa economia que
estava em pleno desenvolvimento. Historiadores e economistas identificam
nesta burguesia, e também nos cambistas e banqueiros, ideais embrionários
do sistema capitalista: lucro, acúmulo de riquezas, controle dos sistemas de
produção e expansão dos negócios.

. Primeira Fase: Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo

Este período estende-se do século XVI ao XVIII. Inicia-se com as


Grandes Navegações e Expansões Marítimas Europeias, fase em que a
burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da
Europa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata,
especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes
comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por
exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o
enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto, podemos identificar as
seguintes características capitalistas: busca dos lucros, uso de mão de obra
assalariada, moeda substituindo o sistema de trocas, relações bancárias,
fortalecimento do poder da burguesia e desigualdades sociais.

. Segunda Fase: Capitalismo Industrial

No século XVIII, a Europa passa por uma mudança significativa no que se


refere ao sistema de produção. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra,
fortalece o sistema capitalista e solidifica suas raízes na Europa e em outras
regiões do mundo. A Revolução Industrial modificou o sistema de produção,
pois colocou a máquina para fazer o trabalho que antes era realizado pelos
artesãos. O dono da fábrica conseguiu, desta forma, aumentar sua margem de
lucro, pois a produção acontecia com mais rapidez. Se por um lado esta
mudança trouxe benefícios ( queda no preço das mercadorias), por outro a
população perdeu muito. O desemprego, baixos salários, péssimas condições
de trabalho, poluição do ar e rios e acidentes nas máquinas foram problemas
enfrentados pelos trabalhadores deste período.
O lucro ficava com o empresário que pagava um salário baixo pela mão de
obra dos operários. As indústrias, utilizando máquinas à vapor, espalharam-se
rapidamente pelos quatro cantos da Europa. O capitalismo ganhava um novo
formato.
Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir a Ásia e a
África dentro deste sistema. Estes dois continentes foram explorados pelos
europeus, dentro de um contexto conhecido como neocolonialismo. As
populações destes continentes foram dominadas a força e tiveram suas
matérias-primas e riquezas exploradas pelos europeus. Eram também forçados
a trabalharem em jazidas de minérios e a consumirem os produtos 140
industrializados das fábricas europeias.

. Terceira Fase: Capitalismo Monopolista-Financeiro

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Iniciada no século XX, esta fase vai ter no sistema bancário, nas
grandes corporações financeiras e no mercado globalizado as molas mestras
de desenvolvimento. Podemos dizer que este período está em pleno
funcionamento até os dias de hoje.
Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo
sistema financeiro. A globalização permitiu as grandes corporações produzirem
seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos.
Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos
para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os
sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em
tempo quase real. Apesar das indústrias e do comércio continuarem a lucrar
muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e
financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste
contexto econômico atual.

Exercícios
9. (ENEM 2011) Se a mania de fechar, verdadeiro habitus da mentalidade
medieval nascido talvez de um profundo sentimento de insegurança, estava
difundida no mundo rural, estava do mesmo modo no meio urbano, pois que
uma das características da cidade era de ser limitada por portas e por uma
muralha.
DUBY, G. et al. “Seculos XIV-XV”. In: ARIES, P.; DUBY, G. História da vida
privada da Europa Feudal à Renascença. Sao Paulo: Cia. das Letras, 1990
(adaptado).

As práticas e os usos das muralhas sofreram importantes mudanças no final da


Idade Média, quando elas assumiram a função de pontos de passagem ou
pórticos.
Este processo está diretamente relacionado com
A) o crescimento das atividades comerciais e urbanas.
B) a migração de camponeses e artesãos.
C) a expansão dos parques industriais e fabris.
D) o aumento do numero de castelos e feudos.
E) a contenção das epidemias e doenças.

10. "A economia solidária foi criada por operários, no início do capitalismo
industrial, como resposta à pobreza e ao desemprego que resultavam na
utilização das máquinas, no início do século XIX. Com a criação de
cooperativas, os trabalhadores buscavam independência econômica,
colocando-as a serviço de todos os membros da empresa. Essa ideia persistiu
e se espalhou: da reciclagem ao microcrédito, já existem milhares de
empreendimentos desse tipo hoje em dia. Na economia solidária, todos os que
trabalham são proprietários da empresa."
A economia solidária, no âmbito da sociedade capitalista, institui complexas
relações sociais, demonstrando que: 141
a) a fraternidade entre patrões e empregados, comum no cooperativismo, tem
gerado soluções criativas para o desempregado desde o início do capitalismo.
b) a rejeição ao uso de novas tecnologias torna a empresa solidária mais

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ecologicamente sustentável que os empreendimentos capitalistas tradicionais.
c) a prosperidade do cooperativismo, assim como a da pirataria e das formas
de economia informal, resulta dos benefícios do não pagamento de impostos.
d) as contradições inerentes ao sistema podem resultar em formas alternativas
de produção.
e) o modelo de cooperativismo dos regimes comunistas e socialistas
representa uma alternativa econômica adequada ao capitalismo.

Aulas 11 e 12

O Renascimento

O Renascimento foi um importante movimento de ordem artística,


cultural e científica que se deflagrou na passagem da Idade Média para a
Moderna. Em um quadro de sensíveis transformações que não mais
correspondiam ao conjunto de valores promulgados pelo pensamento
medieval, o renascimento apresentou um novo conjunto de temas e interesses
aos meios científicos e culturais de sua época.
A razão, de acordo com o pensamento da renascença, era uma
manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de
Deus. Ao exercer sua capacidade de questionar o mundo, o homem
simplesmente dava vazão a um dom concedido por Deus (neoplatonismo).
Outro aspecto fundamental das obras renascentistas era o privilégio dado às
ações humanas, ou humanismo. Tal característica representava-se na
reprodução de situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e
formas humanas (naturalismo). Esse aspecto humanista inspirava-se em outro
ponto-chave do Renascimento: o elogio às concepções artísticas da
Antiguidade Clássica ou Classicismo.
É interessante ressaltar que muitos burgueses, ao entusiasmarem-se
com as temáticas do Renascimento, financiavam muitos artistas e cientistas
surgidos entre os séculos XIV e XVI.
(Adaptado de: www.brasilescola.com)

A Reforma Religiosa

Os movimentos religiosos que culminaram na grande reforma religiosa


do século XVI tiveram início desde a Idade Média, através dos teólogos John
Wycliffe e Jan Huss. Esses movimentos foram reprimidos, mas, na Inglaterra e
na Boêmia (hoje República Tcheca), os ideais reformistas perseveraram em
circunstâncias ocultas às tendências que fizeram romper a revolta religiosa na
Alemanha.
No começo do século XVI, a Igreja passava por um período delicado. A
venda de cargos eclesiásticos e de indulgências e o enfraquecimento das
influências papais pelo prestígio crescente dos soberanos europeus, que
muitas vezes influenciavam diretamente nas decisões da Igreja,
proporcionaram um ambiente oportuno a um movimento reformista. 142
No final da Idade Média surgiu um forte espírito nacionalista que se
desenvolveu em vários países onde a figura da Igreja, ou seja, do Papa, já
estava em descrédito. Esse espírito nacionalista foi estrategicamente explorado

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pelos príncipes e monarcas, empenhados em aumentar os poderes
monárquicos, colocando a Igreja em situação de subordinação.
Nesse período, os olhos se voltaram para o grande patrimônio da Igreja,
que despertou a ambição de monarcas e nobres ávidos em anexar às suas
terras as grandes e ricas propriedades da Igreja, que perfaziam um terço do
território da Alemanha e um quinto do território da França. Sem contar na
isenção de impostos sobre esse território eclesiástico, que aumentava o
interesse dos mais abastados.
O ponto de partida da reforma religiosa foi o ataque de Martinho
Lutero, em 1517, à prática da Igreja de vender indulgências. Martinho Lutero
era um monge da ordem católica dos agostinianos, nascido em Eisleben, em
1483, na Alemanha. Após os primeiros estudos, Lutero matriculou-se na
Universidade de Erfurt, em 1501, onde se graduou em Artes. Após ter passado
alguns anos no mosteiro, estudando o pensamento de Santo Agostinho, foi
nomeado professor de teologia da Universidade de Wittenberg.
Lutero admirava os escritos e as ideias de Jan Huss sobre a liberdade
cristã e a necessidade de reconduzir o mundo cristão à simplicidade da vida
dos primeiros apóstolos. Através de exaustivo estudo, Lutero encontrou
respostas para suas dúvidas e, a partir desse momento, começou a defender A
doutrina da salvação pela fé. Ele elaborou 95 teses que criticavam
duramente a compra de indulgências. Eis algumas delas:
 Tese 21 - Estão errados os que pregam as indulgências e
afirmam ao próximo que ele será liberto e salvo de todo
castigo dos pecados cometidos mediante indulgência do
papa.
 Tese 36 - Todo cristão que se arrepende verdadeiramente dos
seus pecados e sente pesar por ter pecado tem total perdão
dos pecados e consequentemente de suas dívidas, mesmo
sem a carta de indulgência.
 Tese 43 - Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que dá aos
pobres ou empresta a quem necessita age melhor do que se
comprasse indulgências.
Esses princípios foram considerados uma afronta à Igreja Católica. Em
1521, o monge agostiniano, já declarado herege, foi definitivamente
excomungado pela Igreja Católica, refugiando-se na Saxônia. Lutero não tinha
a pretensão de dividir o povo cristão, mas a repercussão de suas teses foi
amplamente difundida; e suas ideias, passadas adiante. Através da tradução
da Bíblia para o idioma alemão, o número de adeptos às ideias de Lutero
aumentou largamente; e, por outro lado, o poder da Igreja diminuiu
consideravelmente.
Seus ideais reformistas religiosos desencadearam revoltas e assumiram
dimensões políticas e socioeconômicas que fugiram do seu controle. A revolta
social instalou-se e o descontentamento foi geral. Os príncipes tomaram as
terras pertencentes à Igreja Católica e os camponeses revoltaram-se, em 1524,
contra a exploração da Igreja e dos príncipes. Lutero, que era protegido pelos
príncipes, condenou a revolta dos camponeses e do líder protestante radical, 143
Thomaz Munzer. Munzer foi decapitado e um grande número de camponeses
revoltados foi massacrado pelos exércitos organizados pelos príncipes locais

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apoiados por Lutero, que dizia “não há nada mais daninho que um
homem revoltado...”.
A preocupação de Lutero em defender as aspirações feudais fez com
que sua doutrina fosse considerada uma religião, a religião dos nobres. Esses
nobres assumiram cargos importantes na Igreja, que foi chamada de Igreja
Luterana. A reforma religiosa de Lutero chegou a outros países, como a
Dinamarca, Suécia, Noruega, os quais foram rompendo os laços com a Igreja
Católica, fomentando a reorganização das novas doutrinas religiosas.

Exercícios
11. (ENEM 2011)

SMITH, D. Atlas da Situação Mundial. Sao Paulo: Cia. Editora


Nacional, 2007 (adaptado).

Uma explicação de caráter histórico para o percentual da religião com maior


numero de adeptos declarados no Brasil foi a existência, no passado colonial e
monárquico, da
A) incapacidade do cristianismo de incorporar aspectos de outras religiões.
B) incorporação da ideia de liberdade religiosa na esfera publica.
C) permissão para o funcionamento de igrejas não cristas.
D) relação de integração entre Estado e Igreja.
E) influência das religiões de origem africana.
12. (Simulado COC – Enem 2011) "O Renascimento surgiu na Itália em virtude das
condições favoráveis que essa região apresentava. Basta lembrar o grande
desenvolvimento das "Repúblicas Italianas" (Florença, Veneza, Gênova, dentre 144
outras) bastante enriquecidas em razão do monopólio do comércio de
especiarias orientais. A tradição clássica era muito mais intensa na Itália do

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que em outras regiões europeias, e a atuação dos mecenas se fez sentir com
extraordinário vigor."
Tendo em vista a conjuntura descrita no texto acima, podemos concluir que:
A) o autor refere-se exclusivamente às mudanças vinculadas ao declínio feudal
e ao renascimento urbano comercial;
B) as cidades italianas catalisavam as transformações econômicas e sociais,
possibilitando a efervescência cultural, referencial de transformações que
sintetizavam a época renascentista.
C) a Renascença entravou o progresso cultural-científico da Europa Moderna,
tendo como principal exemplo as "Repúblicas Italianas".
D) o Renascimento e o Humanismo são movimentos europeus dos séculos
XVIII e XIX, integrantes de um mesmo conjunto de fenômenos que no plano
religioso, artístico, cultural e filosófico revelaram a decadência da sociedade
capitalista em formação.
E) o Renascimento e o Humanismo são movimentos europeus dos séculos
XVIII e XIX, integrantes de um mesmo conjunto de fenômenos que no plano
religioso, artístico, cultural e filosófico revelaram a decadência da sociedade
capitalista em formação.

Aulas 13 e 14

Podemos definir o absolutismo como um sistema político e


administrativo que prevaleceu nos países da Europa, na época do Antigo
Regime (séculos XVI ao XVIII ).
No final da Idade Média (séculos XIV e XV), ocorreu uma forte
centralização política nas mãos dos reis. A burguesia comercial ajudou muito
neste processo, pois interessa a ela um governo forte e capaz de organizar a
sociedade. Portanto, a burguesia forneceu apoio político e financeiro aos reis,
que em troca, criaram um sistema administrativo eficiente, unificando moedas e
impostos e melhorando a segurança dentro de seus reinos.
Nesta época, o rei concentrava praticamente todos os poderes. Criava
leis sem autorização ou aprovação política da sociedade. Criava impostos,
taxas e obrigações de acordo com seus interesses econômicos. Agia em
assuntos religiosos, chegando, até mesmo, a controlar o clero em algumas
regiões.
Todos os luxos e gastos da corte eram mantidos pelos impostos e taxas
pagos, principalmente, pela população mais pobre. Esta tinha pouco poder
político para exigir ou negociar. Os reis usavam a força e a violência de seus
exércitos para reprimir, prender ou até mesmo matar qualquer pessoa que
fosse contrária aos interesses ou leis definidas pelos monarcas.

Exemplos de alguns reis deste período:


Henrique VIII - Dinastia Tudor: governou a Inglaterra no século XVII
Elizabeth I - Dinastia Stuart - rainha da Inglaterra no século XVII
Luis XIV - Dinastia dos Bourbons - conhecido como Rei Sol - governou a
França entre 1643 e 1715. 145
Fernando e Isabel - governaram a Espanha no século XVI.

Teóricos do Absolutismo

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Muitos filósofos desta época desenvolveram teorias e chegaram até
mesmo a escrever livros defendendo o poder dos monarcas europeus. Abaixo
alguns exemplos:
Jacques Bossuet: para este filósofo francês o rei era o representante de
Deus na Terra. Portanto, todos deveriam obedecê-lo sem contestar suas
atitudes.
Nicolau Maquiavel: Escreveu um livro, “O Príncipe", onde defendia o
poder dos reis. De acordo com as idéias deste livro, o governante poderia fazer
qualquer coisa em seu território para conseguir a ordem. De acordo com o
pensador, o rei poderia usar até mesmo a violência para atingir seus objetivos.
É deste teórico a famosa frase: “Os fins justificam os meios."
Thomas Hobbes: Este pensador inglês, autor do livro “O Leviatã ",
defendia a ideia de que o rei salvou a civilização da barbárie e, portanto,
através de um contrato social, a população deveria ceder ao Estado todos os
poderes.

Mercantilismo: a prática econômica do absolutismo

Podemos definir o mercantilismo como sendo a política econômica


adotada na Europa durante o Antigo Regime. Como já dissemos, o governo
absolutista interferia muito na economia dos países. O objetivo principal destes
governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico,
através do acúmulo de riquezas. Quanto maior a quantidade de riquezas dentro
de um rei, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional. Podemos
citar como principais características do sistema econômico mercantilista:
Metalismo, Industrialização, Protecionismo Alfandegário, Pacto Colonial,
Balança Comercial Favorável.
(Retirado de: http://www.suapesquisa.com/absolutismo/)
Exercícios:
13. (ENEM 2010) O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a
reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com
uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por
muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo.
MAQUIAVEL, N. O Principe, São Paulo: Martin Claret, 2009.

No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a


função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor,
baseava-se na
a) inércia do julgamento de crimes polêmicos.
b) bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
c) compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
d) neutralidade diante da condenação dos servos.
e) conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.

14. (ENEM 2010) 146


Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?

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E a Babilônia várias vezes destruída. Quem a reconstruiu tantas vezes?
Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou
pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem triunfaram os césares?
BRECHT, B. Perguntas de um trabalhador que le.
Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010.

Partindo das reflexões de um trabalhador que lê um livro de História, o autor


censura a memória construída sobre determinados monumentos e
acontecimentos históricos. A crítica refere-se ao fato de que

a) os agentes históricos de uma determinada sociedade deveriam ser aqueles


que realizaram feitos heroicos ou grandiosos e, por isso, ficaram na memória.
b) a História deveria se preocupar em memorizar os nomes de reis ou dos
governantes das civilizações que se desenvolveram ao longo do tempo.
c) grandes monumentos históricos foram construídos por trabalhadores, mas
sua memória está vinculada aos governantes das sociedades que os
construíram.
d) os trabalhadores consideram que a História é uma ciência de difícil
compreensão, pois trata de sociedades antigas e distantes no tempo.
e) as civilizações citadas no texto, embora muito importantes, permanecem
sem terem sido alvos de pesquisas históricas.

Aulas 15 e 16

Iluminismo

No século XVIII, uma nova corrente de pensamento começou a tomar


conta da Europa defendendo novas formas de conceber o mundo, a sociedade
e as instituições. O chamado movimento iluminista aparece nesse período
como um desdobramento de concepções desenvolvidas desde o período
renascentista, quando os princípios de individualidade e razão ganharam
espaço nos séculos iniciais da Idade Moderna.
No século XVII o francês René Descartes concebeu um modelo de
verdade incontestável. Segundo este autor, a verdade poderia ser alcançada
através de duas habilidades inerentes ao homem: duvidar e refletir. Nesse
mesmo período surgiram proeminentes estudos no campo das ciências da
natureza que também irão influenciar profundamente o pensamento iluminista.
Entre outros estudos destacamos a obra do inglês Isaac Newton. Por
meio de seus experimentos e observações, Newton conseguiu elaborar uma
série de leis naturais que regiam o mundo material. Tais descobertas acabaram
colocando à mostra um tipo de explicação aos fenômenos naturais
independente das concepções de fundo religioso. Dessa maneira, a dúvida, o 147
experimento e a observação seriam instrumentos do intelecto capazes de
decifrar as “normas” que organizam o mundo.

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Tal maneira de relacionar-se com o mundo, não só contribuiu para o
desenvolvimento dos saberes no campo da Física, da Matemática, da Biologia
e da Química. O método utilizado inicialmente por Newton acabou
influenciando outros pensadores que também acreditavam que, por meio da
razão, poderiam estabelecer as leis que naturalmente regiam as relações
sociais, a História, a Política e a Economia.

- Principais pensadores:
. Descartes (1596-1650);
. John Locke (1632-1704);
. Voltaire (1694-1778);
. Montesquieu (1688- 1775);
. Rousseau (1712-1778);
. Adam Smith (1723-1790).
Exercícios:
15. (UFF 2010)
O escritor e filósofo francês Voltaire, que viveu no século XVIII, é considerado
um dos grandes pensadores do Iluminismo ou Século das Luzes. Ele afirma o
seguinte sobre a importância de manter acesa a chama da razão:
“Vejo que hoje, neste século que é a aurora da razão, ainda renascem algumas
cabeças da hidra do fanatismo. Parece que seu veneno é menos mortífero e
que suas goelas são menos devoradoras. Mas o monstro ainda subsiste e todo
aquele que buscar a verdade arriscar-se-á a ser perseguido. Deve-se
permanecer ocioso nas trevas? Ou deve-se acender um archote onde a inveja
e a calúnia reacenderão suas tochas? No que me tange, acredito que a
verdade não deve mais se esconder diante dos monstros e que não devemos
abster-nos do alimento com medo de sermos envenenados”.
Identifique a opção que melhor expressa esse pensamento de Voltaire.
a) Aquele que se pauta pela razão e pela verdade não é um sábio, pois
corre um risco desnecessário.
b) A razão é impotente diante do fanatismo, pois esse sempre se impõe
sobre os seres humanos.
c) Aquele que se orienta pela razão e pela verdade deve munir-se da
coragem para enfrentar o obscurantismo e o fanatismo.
d) O fanatismo e o obscurantismo são coisas do passado e por isso a
razão não precisa mais estar alerta.
e) A razão envenena o espírito humano com o fanatismo.

16. (UFSCar-SP) Considere as proposições abaixo e assinale as que se


incluem entre as ideias políticas e sociais defendidas pelos escritores
iluministas do século XVIII.
I. A razão é o único guia infalível da sabedoria e é o único critério para o
julgamento do bem e do mal.
II. A prosperidade de um país está condicionada à acumulação de metais
preciosos, ouro e prata.
III. O poder político vem de Deus, que é a fonte única de toda autoridade. 148
IV. O homem é naturalmente bom e a educação aperfeiçoa as suas qualidades
inatas.

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V. O poder político emana do povo, que deve ter o direito de escolher os seus
governantes.
a) I, II e IV
b) I, III e V
c) II, III e IV
d) II, III e V
e) I, IV e V

Aulas 17 e 18.

Independência dos EUA


Antes da Independência, os EUA era formado por treze colônias
controladas pela metrópole: a Inglaterra. Dentro do contexto histórico do século
XVIII, os ingleses usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais
e vegetais não disponíveis na Europa. Era também muito grande a exploração
metropolitana, com relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-
americanos.

Colonização dos Estados Unidos

Para entendermos melhor o processo de independência norte-americano


é importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território. Os
ingleses começaram a colonizar a região no século XVII. A colônia recebeu
dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:
- Colônias do Norte: região colonizada por protestantes europeus,
principalmente ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na
América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar
para a habitação de suas famílias. Também chamada de Nova Inglaterra, a
região sofreu uma colonização de povoamento com as seguintes
características: mão de obra livre, economia baseada no comércio, pequenas
propriedades e produção para o consumo do mercado interno.
- Colônias do Sul: colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e
Geórgia sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela
Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio,
mão de obra escrava, produção para a exportação para a metrópole e
monocultura.

Guerra dos Sete Anos

Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756


e 1763. Foi uma guerra pela posse de territórios na América do Norte e a
Inglaterra saiu vencedora. Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os
prejuízos das batalhas dos colonos que habitavam, principalmente, as colônias
do norte. Com o aumento das taxas e impostos metropolitanos, os colonos
fizeram protestos e manifestações contra a Inglaterra.
149
Metrópole aumenta taxas e impostos

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A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar
novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis
podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma
companhia comercial inglesa), Lei do Selo ( todo produto que circulava na
colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar (os colonos
só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos
acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston
(The Boston Tea Party). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês
carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar.
Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes
os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.

Primeiro Congresso da Filadélfia


Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um
congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo.
Este congresso não tinha caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a
situação anterior. Queriam o fim das medidas restritivas impostas pela
metrópole e maior participação na vida política da colônia.
Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso,
muito pelo contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por
exemplo, as Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida como Lei do
Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era obrigado a fornecer
moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses. As Leis Intoleráveis
geraram muita revolta na colônia, influenciando diretamente no processo de
independência.

Segundo Congresso da Filadélfia

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo


maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson
redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América.
Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou
guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida
pelos Estados Unidos com o apoio da França e da Espanha.
Constituição dos Estados Unidos
Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes
características iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da
burguesia), manteve a escravidão, optou pelo sistema de república federativa e
defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.
Conteúdo Retirado de: http://www.suapesquisa.com/estadosunidos/

Exercícios
17. (UNESP 2003) Em 4 de julho de 1776, as treze colônias que vieram
inicialmente a constituir os Estados Unidos da América (EUA) declaravam sua
independência e justificavam a ruptura do Pacto Colonial. Em palavras 150
profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos homens
e apregoavam como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à
busca da felicidade. Afirmavam que o poder dos governantes, aos quais cabia

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a defesa daqueles direitos, derivava dos governados. Esses conceitos
revolucionários que ecoavam o Iluminismo foram retomados com maior vigor e
amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França.
(Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir Pomar.
Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2003 (com adaptações)).
Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da
Revolução Francesa, assinale a opção correta.
a) A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo
contexto histórico, mas se baseavam em princípios e ideais opostos.
b) O processo revolucionário francês identificou-se com o movimento de
independência norte-americana no apoio ao absolutismo esclarecido.
c) Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta
pelo reconhecimento dos direitos considerados essenciais à dignidade
humana.
d) Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no
desencadeamento da independência norte-americana.
e) Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as
independências das colônias ibéricas situadas na América.

18. Leia o texto a seguir: "[...] A independência e a construção do novo


regime republicano foi um projeto levado adiante pelas elites das colônias.
Escravos, mulheres e pobres não são os líderes desse movimento. A
independência norte-americana (EUA) é um fenômeno branco,
predominantemente masculino e latifundiário ou comerciante. [...]" Fonte:
KARNAL, L. "Estados Unidos: da colônia à independência". São Paulo:
contexto, 1990. (coleção repensando a história). P. 67.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o processo de independência
dos Estados Unidos, é correto afirmar que: ·.
a) O movimento de independência da América do Norte não representou a
união das treze colônias por um sentimento único de nação, mas sim, um
movimento contra o domínio da Inglaterra, potencializado pelo sentimento
antibritânico.
b) A América do Norte independente, com as reformas de caráter democrático,
aboliu as diferenças entre os habitantes da colônia, instituindo a prática da
inclusão por meio de uma Constituição Liberal.
c) A colonização da América do Norte pela Inglaterra diferenciou-se daquela
feita na América do Sul pelos espanhóis e portugueses porque contou com a
organização e assistência da metrópole nesse empreendimento de conquista e
exploração.
d) A força do catolicismo foi preponderante no processo de emancipação, pois
incentivava o crescimento espiritual da população, libertação dos escravos e a
expansão territorial - crescimento que só seria possível cortando os laços com
a metrópole.
e) Um dos problemas apresentados no período de lutas pela independência
dos EUA foi a falta de um projeto comum entre as colônias do norte e as
colônias do sul que não se harmonizavam quanto a um acordo na forma de 151
promulgar a Constituição estadunidense do norte e do sul.

Aulas 19 e 20

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Revolução Francesa

A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na


época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores
urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram
pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da
nobreza.
A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com
poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a
religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não
podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os
oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou
condenados à guilhotina.
A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada.
No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não
pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua
família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes
e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado
(trabalhadores, camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava
toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior
era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala
nas cidades francesas.
A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria,
portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A
burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma
participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.

A Revolução Francesa (14/07/1789)

A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão


grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do
governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos
revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o
início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da
monarquia francesa.
O lema dos revolucionários era “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”,
pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França,
porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os
integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria
Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois
os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.
No mês de agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos
os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços 152
sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação
política para o povo.

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Girondinos e Jacobinos: Após a revolução, o terceiro estado começa a se
transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os
girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma
participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro
lado, os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior
participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os
jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na
sociedade que beneficiassem os mais pobres.

A Fase do Terror: Em 1792, os radicais liderados por Robespierre, Danton e


Marat assumem o poder e organização as guardas nacionais. Estas, recebem
ordens dos líderes para matar qualquer oposicionista do novo governo. Muitos
integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados à
morte neste período. A violência e a radicalização política são as marcas desta
época.

A burguesia no poder: Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a


instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada,
garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e
econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é colocado no poder, após
o Golpe de 18 de Brumário (9 de novembro de 1799) com o objetivo de
controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês. Napoleão
assume o cargo de primeiro-cônsul da França, instaurando uma ditadura.

Conclusão

A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da


nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da
nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a
ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou
significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a
garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista
foram estabelecidas durante a revolução. A Revolução Francesa também
influenciou, com seus ideais iluministas, a independência de alguns países da
América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.
Conteúdo retirado de:: http://www.suapesquisa.com/francesa/

Exercícios
19. (ENEM 2004) Algumas transformações que antecederam a Revolução
Francesa podem ser exemplificadas pela mudança de significado da palavra
“restaurante”. Desde o final da Idade Média, a palavra restaurant designava
caldos ricos, com carne de aves e de boi, legumes, raízes e ervas. Em 1765
surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para
restaurar as forças dos trabalhadores. Nos anos que precederam a Revolução,
em 1789, multiplicaram-se diversos restaurateurs, que serviam pratos
requintados, descritos em páginas emolduradas e servidos não mais em mesas 153
coletivas e mal cuidadas, mas individuais e com toalhas limpas.
Com a Revolução, cozinheiros da corte e da nobreza perderam seus patrões,
refugiados no exterior ou guilhotinados, e abriram seus restaurantes por conta

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própria. Apenas em 1835, o Dicionário da Academia Francesa oficializou a
utilização da palavra restaurante com o sentido atual.
A mudança do significado da palavra restaurante ilustra:
a) a ascensão das classes populares aos mesmos padrões de vida da
burguesia e da nobreza.
b) a apropriação e a transformação, pela burguesia, de hábitos populares e dos
valores da Nobreza.
c) a incorporação e a transformação, pela nobreza, dos ideais e da visão de
mundo da burguesia.
d) a consolidação das práticas coletivas e dos ideais revolucionários, cujas
origens remontam à Idade Média.
e) a institucionalização, pela nobreza, de práticas coletivas e de uma visão de
mundo igualitária.

20. (PUC-RIO 2003) Quais das afirmativas abaixo apresentam, de modo


correto, acontecimentos da Revolução Francesa nos quais os diversos grupos
sociais e políticos implementaram ações que transformaram a sociedade da
época?
I - Instalada a Assembleia Nacional (1789), os constituintes se apressaram em
formular a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
II - Grupos camponeses promoveram invasões e saques em propriedades
rurais, influenciando a decisão da Assembleia Nacional de abolir os direitos
feudais.
III - Durante a Convenção (1792-1794), houve a implantação da República e a
adoção do sufrágio universal.
IV - O governo de Napoleão Bonaparte decretou o Código Civil, que incorporou
na legislação francesa os princípios liberais burgueses.
Assinale:
A) Se somente I, III e IV estão corretas.
B) Se somente I, II e IV estão corretas.
C) Se somente II, III e IV estão corretas.
D) Se somente I e III estão corretas.
E) Se todas as afirmativas estão corretas.

Aulas 21 e 22.

Revolução Industrial

Começa na Inglaterra, em meados do século XVIII. Caracteriza-se pela


passagem da manufatura à indústria mecânica. A introdução de máquinas
fabris multiplica o rendimento do trabalho e aumenta a produção global. A
Inglaterra adianta sua industrialização em 50 anos em relação ao continente
europeu e sai na frente na expansão colonial.

Processo Tecnológico 154

A invenção de máquinas e mecanismos como a lançadeira móvel, a


produção de ferro com carvão de coque, a máquina a vapor, a fiandeira

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mecânica e o tear mecânico causam uma revolução produtiva. Com a
aplicação da força motriz às máquinas fabris, a mecanização se difunde na
indústria têxtil e na mineração. As fábricas passam a produzir em série e surge
a indústria pesada (aço e máquinas). A invenção dos navios e locomotivas a
vapor acelera a circulação das mercadorias.

Empresários e Proletários

O novo sistema industrial transforma as relações sociais e cria duas


novas classes sociais, fundamentais para a operação do sistema. Os
empresários (capitalistas) são os proprietários dos capitais, prédios, máquinas,
matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho. Os operários, proletários ou
trabalhadores assalariados, possuem apenas sua força de trabalho e a vendem
aos empresários para produzir mercadorias em troca de salários.

Exploração do Trabalho

No início da revolução os empresários impõem duras condições de


trabalho aos operários sem aumentar os salários para assim aumentar a
produção e garantir uma margem de lucro crescente. A disciplina é rigorosa
mas as condições de trabalho nem sempre oferecem segurança. Em algumas
fábricas a jornada ultrapassa 15 horas, os descansos e férias não são
cumpridos e mulheres e crianças não têm tratamento diferenciado.

Movimentos Operários

Surgem dos conflitos entre operários, revoltados com as péssimas


condições de trabalho, e empresários. As primeiras manifestações são de
depredação de máquinas e instalações fabris. Com o tempo surgem
organizações de trabalhadores da mesma área.

Sindicalismo

Resultado de um longo processo em que os trabalhadores conquistam


gradativamente o direito de associação. Em 1824, na Inglaterra, são criados os
primeiros centros de ajuda mútua e de formação profissional. Em 1833 os
trabalhadores ingleses organizam os sindicatos (trade unions) como
associações locais ou por ofício, para obter melhores condições de trabalho e
de vida. Os sindicatos conquistam o direito de funcionamento em 1864 na
França, em 1866 nos Estados Unidos, e em 1869 na Alemanha.

Consequência do Processo de Industrialização

As principais são a divisão do trabalho, a produção em série e a


urbanização. Para maximizar o desempenho dos operários as fábricas 155
subdividem a produção em várias operações e cada trabalhador executa uma
única parte, sempre da mesma maneira (linha de montagem). Enquanto na
manufatura o trabalhador produzia uma unidade completa e conhecia assim

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todo o processo, agora passa a fazer apenas parte dela, limitando seu domínio
técnico sobre o próprio trabalho.

Acúmulo de Capital

Depois da Revolução Gloriosa a burguesia inglesa se fortalece e permite


que o país tenha a mais importante zona livre de comércio da Europa. O
sistema financeiro é dos mais avançados. Esses fatores favorecem o acúmulo
de capitais e a expansão do comércio em escala mundial.

Controle do Campo

Cada vez mais fortalecida, a burguesia passa a investir também no


campo e cria os cercamentos (grandes propriedades rurais). Novos métodos
agrícolas permitem o aumento da produtividade e racionalização do trabalho.
Assim, muitos camponeses deixam de ter trabalho no campo ou são expulsos
de suas terras. Vão buscar trabalho nas cidades e são incorporados pela
indústria nascente.

Crescimento Populacional

Os avanços da medicina preventiva e sanitária e o controle das


epidemias favorecem o crescimento demográfico. Aumenta assim a oferta de
trabalhadores para a indústria.

Reservas de Carvão

Além de possuir grandes reservas de carvão, as jazidas inglesas estão


situadas perto de portos importantes, o que facilita o transporte e a instalação
de indústrias baseadas em carvão. Nessa época a maioria dos países
europeus usa madeira e carvão vegetal como combustíveis. As comunicações
e comércio internos são facilitados pela instalação de redes de estradas e de
canais navegáveis. Em 1848 a Inglaterra possui 8 mil km de ferrovias.

Situação Geográfica

A localização da Inglaterra, na parte ocidental da Europa, facilita o


acesso às mais importantes rotas de comércio internacional e permite
conquistar mercados ultramarinos. O país possui muitos portos e intenso
comércio costeiro.

Expansão Industrial

A segunda fase da revolução (de 1860 a 1900) é caracterizada pela


difusão dos princípios de industrialização na França, Alemanha, Itália, Bélgica,
Holanda, Estados Unidos e Japão. Cresce a concorrência e a indústria de bens 156
de produção. Nessa fase as principais mudanças no processo produtivo são a
utilização de novas formas de energia (elétrica e derivada de petróleo).

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Era das Invenções

Nos séculos XVIII e XIX a tecnologia vai adquirindo seu caráter moderno
de ciência aplicada. As descobertas e invenções encontram rapidamente
aplicação prática na indústria ou no desenvolvimento da ciência. Os próprios
cientistas, muitos ainda autodidatas, transformam-se em inventores, como
Michael Faraday, Lord Kelvin e Benjamin Franklin.

Benjamin Franklin

(1706-1790), estadista, escritor e inventor americano. Nasce em Boston,


em uma família humilde e numerosa - 17 irmãos. Aos 10 anos, começa a
trabalhar com o pai, um fabricante de sabão. Aos 12, emprega-se como
aprendiz na gráfica de um de seus irmãos.
Em 1723, muda-se para a Filadélfia, quando começa a dedicar-se às
letras e às ciências. Autodidata, aprende diversas línguas. Em 1730, já é
proprietário de uma oficina gráfica e da Gazeta da Pensilvânia. Membro da
Assembléia da Pensilvânia, dedica-se à política e à pesquisa científica. Em
1752, inventa o pára-raios. Quinze anos depois, ajuda a elaborar a Declaração
de Independência dos EUA. Seu retrato aparece na nota de US$ 100.
Eletricidade - Da primeira pilha, produzida em 1800 por Alessandro
Volta, até a lâmpada elétrica de Thomas Edison, em 1878, centenas de
pesquisadores dedicam-se a estudar a eletricidade em várias partes do mundo.
Suas descobertas aceleram o desenvolvimento da física e da química e os
processos industriais.

Thomas Alva Edison

(1847-1931) - é um dos grandes inventores norte-americanos. Nasce


em Ohio, filho de um operário de ferro-velho. É alfabetizado pela mãe e, aos 12
anos, começa a trabalhar como vendedor de jornais. Durante a Guerra de
Secessão instala uma impressora num vagão de trem e inicia a publicação do
semanário The Weekly Herald, o qual redige, imprime e vende. Dedica-se à
pesquisa científica e é um dos primeiros a criar um laboratório comercial
especializado em invenções práticas. Emprega dezenas de cientistas e
pesquisadores. Até 1928, já havia registrado mais de mil invenções, como o
fonógrafo (1877), a lâmpada incandescente (1878) e o cinetoscópio (1891).

Exercícios
21. (ENEM 2010) A Inglaterra pedia lucros e recebia lucros, Tudo se
transformava em lucro. As cidades tinham sua sujeira lucrativa, suas favelas
lucrativas, sua fumaça lucrativa, sua desordem lucrativa, sua ignorância
lucrativa, seu desespero lucrativo. As novas fábricas e os novos altos fornos
eram como as Pirâmides, mostrando mais a escravização do homem que seu
poder.
DEANE, P. A Revolução Industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado). 157

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Qual relação é estabelecida no texto entre os avanços tecnológicos ocorridos
no contexto da Revolução Industrial Inglesa e as características das cidades
industriais no início do século XIX?

a) A facilidade em se estabelecerem relações lucrativas transformava as


cidades em espaços privilegiados para a livre iniciativa, característica da nova
sociedade capitalista.
b) O desenvolvimento de métodos de planejamento urbano aumentava a
eficiência do trabalho industrial.
c) A construção de núcleos urbanos integrados por meios de transporte
facilitava o deslocamento dos trabalhadores das periferias até as fábricas.
d) A grandiosidade dos prédios onde se localizavam as fábricas revelava os
avanços da engenharia e da arquitetura do período, transformando as cidades
em locais de experimentação estética e artística.
e) O alto nível de exploração dos trabalhadores industriais ocasionava o
surgimento de aglomerados urbanos marcados por péssimas condições de
moradia, saúde e higiene.

22. (ENEM 2010) A evolução do processo de transformação de matérias


primas em produtos acabados ocorreu em três estágios: artesanato,
manufatura e maquinofatura.
Um desses estágios foi o artesanato, em que se

a) trabalhava conforme o ritmo das máquinas e de maneira padronizada.


b) trabalhava geralmente sem o uso de máquinas e de modo diferente do
modelo de produção em série.
c) empregavam fontes de energia abundantes para o funcionamento das
máquinas.
d) realizava parte da produção por cada operário, com uso de máquinas e
trabalho assalariado.
e) faziam interferências do processo produtivo por técnicos e gerentes com
vistas a determinar o ritmo de produção.

Aulas 23 e 24

Cidades: surgimento, desenvolvimento e problemas.

As primeiras cidades como Ur e Babilônia, surgiram na Mesopotâmia,


nos vales dos rios Tigres e Eufrates, no atual Iraque. Por volta de 2500 a.C,
acredita-se que Ur chegou a ter 50 mil habitantes, enquanto Babilônia, 80 mil.
Depois outras cidades surgiram ainda associadas aos vales fluviais como
Mênfis e Tebas, no vale do Nilo (Egito); Mohenjodaro, no vale do Indo (centro-
norte da Índia); Pequim e Hang-chou, no vale do rio Amarelo (China).
Diversos pesquisadores afirmam que essas cidades fazem parte de
"civilizações hidráulicas", pois surgiram associadas e dependentes aos rios que 158
as abasteciam, principalmente em relação à necessidade de terras férteis e de
irrigação para a produção de alimentos excedentes. Também surgiram cidades

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por volta de 500 a.C, como Tenochtitlán, capital do Império Asteca (atual
Cidade do México) que chegou a ter 100 mil habitantes.
Com o passar do tempo as cidades chegaram a atingir dimensões
impressionantes. Atenas, na Grécia antiga, em sua fase esplendorosa chegou
a ter por volta de 250 mil habitantes. Já Roma, a capital do Império Romano,
chegou a congregar no século 1º d.C., mais de um milhão de habitantes.
Devido à expansão do Império Romano, novas cidades surgiram no norte da
África, no Oriente Próximo, na Grécia, na Gália e na Bretanha.
Com a invasão dos povos bárbaros - vindos do norte e do leste da
Europa - nas terras do Império Romano, encerrou-se o período histórico
conhecido como Antiguidade e teve início a Idade Média, caracterizada por um
retrocesso da urbanização.
Independentemente dos exemplos acima, a urbanização ganhou escala
mundial somente no século XX.

INDUSTRIALIZAÇÃO E CRESCIMENTO URBANO

O início desse processo de urbanização originou-se com a primeira


Revolução Industrial no final do século 18, a partir da Inglaterra. A evolução das
técnicas agrícolas, trazidas por ela, permitiu que o trabalho humano fosse
sendo substituído pela força das máquinas. Isso possibilitou que o êxodo rural
se tornasse a maior causa da urbanização nos últimos dois séculos.
Ao mesmo tempo em que expulsava a mão de obra do campo, a
industrialização exercia uma força de atração das populações para as cidades,
pois criava novos postos de trabalho urbano. Esse processo crescia a cada
ano, porque com o aumento da população da cidade, o comércio foi
estimulado, gerando mais postos de trabalho. Além disso, para atender a esse
crescente contingente de pessoas que migraram para as cidades, houve
também o crescimento do setor terciário, por causa da criação de novos
serviços, o que originava mais trabalho.

URBANIZAÇÃO HOJE

No século 20, o processo de urbanização se generalizou, ou seja, se


espalhou por toda a superfície do planeta. Vale lembrar que até meados deste
século o fenômeno da urbanização era lento e circunscrito aos países que
primeiro se industrializaram, os chamados países desenvolvidos. Nos países
em desenvolvimento, a urbanização se intensificou a partir de 1950, graças ao
crescimento da industrialização.
No início do século 19, menos de 5% da humanidade vivia em cidades.
No início do século 21, mais de 50% da população mundial já vive em cidades.
Atualmente, três quartos dos habitantes dos países desenvolvidos vivem em
cidades. Já entre os países em desenvolvimento, há grandes diferenças. Por
exemplo, enquanto na América Latina e no Caribe a taxa de urbanização é tão
elevada quanto à de países desenvolvidos, na Ásia e na África o índice não
passa de 38%. Ao analisarmos os dados distribuídos na tabela abaixo, 159
observamos que, de fato, a urbanização no mundo não é homogênea.

PROBLEMAS URBANOS

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O inchaço das cidades gera graves consequências econômicas e sociais
nos países, sobretudo aqueles em desenvolvimento, devido à rapidez do
processo de urbanização e da carência de infraestruturas urbanas (sistema de
transportes, de energia, de água, de esgoto, de saúde e de moradia) para
atender a todos os habitantes. Segundo a ONU, 30% da população mundial
que reside em cidades vivem na absoluta pobreza. Entre 20 milhões e 40
milhões de famílias não têm onde morar e por volta de 920 milhões residem em
favelas ou áreas irregulares.
Outro problema é a falta de postos de trabalho, o que leva 37% dos
habitantes das cidades de países em desenvolvimento a trabalhar no setor
informal. A esses problemas se somam o trânsito caótico, a alta produção de
lixo, a violência, a poluição atmosférica, do solo e das águas, etc.
Para os problemas urbanos, de qualquer modo, não existem soluções
mágicas, que se possam obter em curto prazo. Isso, se de fato existirem
soluções - o que ninguém pode prever. No entanto, uma coisa é certa: o
processo de urbanização é irreversível.
Conteúdo retirado de: http://educacao.uol.com.br/geografia/cidades-historia-e-
problemas-da-urbanizacao.jhtm

Exercícios
23. (ENEM 2011) Subindo morros, margeando córregos ou penduradas em
palafitas, as favelas fazem parte da paisagem de um terço dos municípios do
país, abrigando mais de 10 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE).
MARTINS, A. R. A favela como um espaço da cidade.
Disponível em: http://www.revistaescola.abril.com.br. Acesso em: 31 jul. 2010.

A situação das favelas no país reporta a graves problemas de desordenamento


territorial. Nesse sentido, uma característica comum a esses espaços tem sido

A) o planejamento para a implantação de infraestruturas urbanas necessárias


para atender as necessidades básicas dos moradores.
B) a organização de associações de moradores interessadas na melhoria do
espaço urbano e financiadas pelo poder público.
C) a presença de ações referentes à educação ambiental com consequente
preservação dos espaços naturais circundantes.
D) a ocupação de áreas de risco suscetíveis a enchentes ou desmoronamentos
com consequentes perdas materiais e humanas.
E) o isolamento socioeconômico dos moradores ocupantes desses espaços
com a resultante multiplicação de políticas que tentam reverter esse quadro.

24. (ENEM 2010) Os lixões são o pior tipo de disposição final dos resíduos
sólidos de uma cidade, representando um grave problema ambiental e de 160
saúde pública. Nesses locais, o lixo é jogado diretamente no solo e a céu
aberto, sem nenhuma norma de controle, o que causa, entre outros problemas,
a contaminação do solo e das águas pelo chorume (líquido escuro com alta

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carga poluidora, proveniente da decomposição da matéria orgânica presente
no lixo).
RICARDO, B.; CANPANILLI, M. Almanaque Brasil Socioambiental 2008.
São Paulo, Instituto Socioambiental, 2007.

Considere um município que deposita os resíduos sólidos produzidos por sua


população em um lixão. Esse procedimento é considerado um problema de
saúde pública porque os lixões
a) causam problemas respiratórios, devido ao mau cheiro que provém da
decomposição.
b) são locais propícios à proliferação de vetores de doenças, além de
contaminarem o solo e a águas.
c) provocam o fenômeno da chuva ácida, devido aos gases oriundos da
decomposição da matéria orgânica.
d) são instalados próximos ao centro das cidades, afetando toda a população
que circula diariamente na área.
e) são responsáveis pelo desaparecimento das nascentes na região onde são
instalados, o que leva à escassez de água.

Aulas 25 e 26

Espaço Agrário: Revolução e Desenvolvimento.

A evolução da capacidade de produção, nos últimos 50 anos, foi em


média superior ao crescimento da população mundial. Apesar disso, segundo a
FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação),
neste início de milênio, 852 milhões de pessoas viviam em estado de fome
crônica ou de subnutrição, sendo que 815 milhões nos países
subdesenvolvidos.
O espaço rural de vários países se modernizou. A mecanização agrícola,
o uso da biotecnologia, de sistemas de estocagem e escoamento da produção
tornou a agropecuária mais produtiva e competitiva. Os investimentos e o
controle da produção agrícola por grandes empresas disseminou a utilização
de produtos apropriados à correção do solo, de adubos químicos, de
agrotóxicos, de rações, de sementes geneticamente modificadas, etc. Por outro
lado, diversas regiões do mundo vivem as tragédias da subnutrição e da fome.
O Brasil em seu imenso território vive essa mesma contradição. Coloca-
se entre os dez maiores exportadores agrícolas mundiais, desenvolve uma
agricultura moderna e de elevada competitividade, possui o maior rebanho
bovino comercial do mundo, ao mesmo tempo em que uma parte expressiva da
população rural vive em condições miseráveis.

A REVOLUÇÃO AGRÍCOLA

O primeiro grande avanço tecnológico nas atividades agropecuárias 161


ocorreu dentro do mesmo processo da Revolução Industrial, no século XVIII.
Os países que se industrializaram nesse período modernizaram os seus
sistemas de cultivo, elevaram a produção e a produtividade - produzir mais com

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menos terra e mão de obra -- introduziram novas técnicas com o
desenvolvimento de instrumentos agrícolas.
A migração para as cidades, nesse período, também diminuiu o número
de pessoas envolvidas nas atividades agrícolas. Dessa forma, a Revolução
Industrial e a intensa urbanização gerada por ela exigiram uma Revolução
Agrícola, capaz de ampliar o fornecimento de matérias-primas à indústria e a
produção de alimentos necessária ao abastecimento de uma população que se
urbanizava.

A REVOLUÇÃO VERDE

A partir da segunda metade do século XX, os países desenvolvidos


criaram uma estratégia de elevação da produção agrícola mundial por meio da
introdução de técnicas mais apropriadas de cultivo, mecanização, uso de
fertilizantes, defensivos agrícolas e a utilização de sementes VAR (Variedades
de Alto Rendimento) em substituição às sementes tradicionais, menos
resistentes aos defensivos agrícolas. Concebido nos Estados Unidos, esse
processo ficou conhecido como Revolução Verde. Sua principal bandeira era
combater a fome e a miséria dos países mais pobres, por meio da introdução
de técnicas mais modernas de cultivo.
Ao mesmo tempo em que modernizou a agricultura em alguns países
subdesenvolvidos, a Revolução Verde elevou a dependência em relação aos
países mais ricos que detinham a tecnologia indispensável ao cultivo das novas
sementes e forneciam os insumos necessários para viabilizar a produção.
A elevação da produtividade diminuiu o preço de diversos produtos para
o consumidor, mas o custo dos insumos aumentou numa escala muito maior. A
produção de determinados gêneros contemplados pela Revolução Verde era
viável quando realizada em grande escala, em grandes propriedades agrícolas.
Dessa forma, muitos pequenos proprietários ligados à agricultura
comercial ficaram incapacitados de incorporar essas novas tecnologias,
abandonaram suas atividades e venderam as suas propriedades, com impacto
desastroso na estrutura fundiária de diversos países, entre eles o Brasil.
Quanto à erradicação da fome, a principal promessa da Revolução Verde, os
próprios dados da ONU mostram os resultados insuficientes.

A REVOLUÇÃO TRANSGÊNICA

Os transgênicos são espécies cuja constituição genética foi alterada


artificialmente e convertida a uma forma que não existe na natureza. É um ser
vivo que recebeu um gene de outra espécie animal ou vegetal. O gene inserido
pode vir de outra planta ou mesmo de outra espécie completamente diferente.
No caso das plantas a modificação é feita visando um organismo com
características diferentes das suas, como por exemplo tornar uma planta mais
resistente a pragas e insetos. A planta resultante dessa inserção passa a ser
denominada como "geneticamente modificada"
A partir de 1953, com a descoberta da estrutura das moléculas do DNA, 162
a biotecnologia provocou uma nova revolução na agricultura. Com isso o
homem viu a possibilidade de manipular, trocar de lugar as letras do código

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genético e já na década de 70, descobriu-se como unir fragmentos de
diferentes espécies.
Através de técnicas utilizadas para alteração de genes em diferentes
organismos, com a fusão de genes de espécies diferentes que jamais se
cruzariam na natureza, foram criadas diversas variedades transgênicas ou
OGMs (Organismos Geneticamente Modificados).
Pouco mais de dez anos depois, as primeiras plantas transgênicas
passaram a ser produzidas comercialmente e com isso a biotecnologia ganhou
cada vez mais destaque no cenário científico e tecnológico, com a promessa
de uma agricultura mais produtiva e menos dependente do uso de agrotóxicos.
E com essa promessa vieram também as dúvidas sobre os efeitos secundários
dos transgênicos e as consequências que podem provocar na saúde e no
ambiente.
É uma discussão que envolve oposições econômicas, sociais e
ambientais. De um lado estão os defensores da biotecnologia, que defendem o
aumento da produção de alimentos a partir da redução de custos a ponto de
atacar o problema da fome mundial. De outro lado, estão aqueles que
argumentam sobre o impacto ainda desconhecido dos transgênicos sobre a
saúde e o meio ambiente.
As principais variedades transgênicas da grande agricultura como soja,
milho, algodão, canela, mandioca, tabaco, arroz, tomate e trigo são controladas
atualmente por poucas empresas multinacionais como a Novartis, a Monsanto,
a Du Pont, a AstraZeneca e a Aventis.
Como as sementes transgênicas, diferentemente das sementes
tradicionais, nunca são geradas pela própria planta e, portanto, têm que ser
adquiridas a cada novo plantio, teme-se que tais corporações assumam o
controle da produção das sementes transgênicas e isso resulte no controle do
mercado mundial de alimentos, apesar da vasta produção de produtos
orgânicos.
Talvez o mundo não esteja ainda totalmente preparado para os grandes
avanços da era da moderna biotecnologia ou tecnologia do DNA recombinante.
A chegada da genética como a nova matéria prima da economia,
provavelmente irá causar grandes modificações na história da humanidade.

TRANSGÊNICOS NO BRASIL

Em março de 2005, foi aprovada pelo Congresso Nacional a Lei da


Biossegurança, essa Lei tem o objetivo de proteger a diversidade e a
integridade do patrimônio genético do país, ou seja, um conjunto de medidas
destinadas à prevenção de riscos em processos de pesquisas, serviços e
atividades econômicas que possam garantir a saúde humana e evitar impactos
negativos ao meio ambiente. A Lei da Biossegurança funciona através da
Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CNTBio, do Ministério da
Ciência e Tecnologia. No Brasil, é crime liberar no ambiente OGMs sem
autorização da CTNBio. 163
A CTNBio é a instituição responsável em proteger a diversidade e
integridade do patrimônio genético brasileiro pelo estabelecimento de normas

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de segurança e de pareceres técnicos relativos que autorizam ou não testes de
campo, produção e comercialização de OGMs.
A viabilidade da agricultura menos dependente de insumos e mais
produtiva é uma realidade no mundo todo. No Brasil, a questão sobre plantar
ou não transgênicos não pode ser dirigida somente às questões voltadas ao
mercado consumidor, pois envolvem aspectos de natureza econômica, política
e social.
Governos e instituições devem se cercar de todas as garantias que
indiquem, previnam e evitem males resultantes da introdução precipitada e em
larga escala de qualquer tecnologia que, se usada sem cautela, em vez de ser
uma arma capaz de ajudar a produzir alimentos, pode resultar em desastres,
uma vez que os riscos à saúde e ao ambiente não foram ainda suficientemente
estudados.
Conteúdo retirado de: http://educacao.uol.com.br/geografia/agricultura-
revolucoes-agricola-e-verde-e-transgenicos.jhtm

Exercícios
25. (ENEM 2011) A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não vai
estar ai para sempre. Foi preciso alcançar toda essa taxa de desmatamento de
quase 20 mil quilômetros quadrados ao ano, na ultima década do século XX,
para que uma pequena parcela de brasileiros se desse conta de que o maior
patrimônio natural do pais esta sendo torrado.
AB’SABER, A. Amazônia: do discurso a práxis. São Paulo: EdUSP, 1996.
Um processo econômico que tem contribuído na atualidade para acelerar o
problema ambiental descrito e:

a) Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos a chegada de novas


empresas mineradoras.
b) Difusão do cultivo da soja com a implantação de monoculturas mecanizadas.
c) Construção da rodovia Transamazônica, com o objetivo de interligar a região
Norte ao restante do país.
d) Difusão do cultivo da soja com a implantação de monoculturas mecanizadas.
e) Ampliação do polo industrial da Zona Franca de Manaus, visando atrair
empresas nacionais e estrangeiras.

26. (ENEM 2010) Antes, eram apenas as grandes cidades que se


apresentavam como o império da técnica, objeto de modificações, suspensões,
acréscimos, cada vez mais sofisticadas e carregadas de artifício. Esse mundo
artificial inclui, hoje, o mundo rural.
SANTOS, M. A Natureza do Espaco. São Paulo: Hucitec, 1996.
Considerando a transformação mencionada no texto, uma consequência
socioespacial que caracteriza o atual mundo rural brasileiro é
a) a redução do processo de concentração de terras.
b) o aumento do aproveitamento de solos menos férteis. 164
c) a ampliação do isolamento do espaço rural.
d) a estagnação da fronteira agrícola do país.
e) a diminuição do nível de emprego formal.

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Aulas 27 e 28

A Grande Guerra de 1914

Vários problemas atingiam as principais nações europeias no início do


século XX. O século anterior havia deixado feridas difíceis de curar. Alguns
países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África,
ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado
de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam
explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande
mercado consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto,
pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.
Vale lembrar também que no início do século XX havia uma forte
concorrência comercial entre os países europeus, principalmente na disputa
pelos mercados consumidores. Esta concorrência gerou vários conflitos de
interesses entre as nações. Ao mesmo tempo, os países estavam empenhados
numa rápida corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou
atacarem, no futuro próximo. Esta corrida bélica gerava um clima de apreensão
e medo entre os países, onde um tentava se armar mais do que o outro.
Existia também, entre duas nações poderosas da época, uma rivalidade
muito grande. A França havia perdido, no final do século XIX, a região da
Alsácia-Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco Prussiana. O
revanchismo francês estava no ar, e os franceses esperando uma oportunidade
para retomar a rica região perdida.
O pan-germanismo e o pan-eslavismo também influenciou e aumentou o
estado de alerta na Europa. Havia uma forte vontade nacionalista dos
germânicos em unir, em apenas uma nação, todos os países de origem
germânica. O mesmo acontecia com os países eslavos.

O início da Grande Guerra

O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando,


príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-
Herzegovina). As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de
um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria
na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas
tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914,
declarou guerra à Servia.

Política de Alianças

Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares


desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças
permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por 165
Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha (a Itália passou para a outra aliança
em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a
participação de França, Rússia e Reino Unido.

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O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha
enfermeiros e medicamentos para ajudar os países da Tríplice Entente.

Desenvolvimento

As batalhas desenvolveram-se principalmente em trincheiras. Os


soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela
conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças também
eram os inimigos destes guerreiros. Nos combates também houve a utilização
de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões.
Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas
indústrias bélicas como empregadas.

Fim do conflito

Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : a entrada


dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente,
pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e
França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a
assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de
Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A
Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a
região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia
Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores.
O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início
da Segunda Guerra Mundial.
A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de
feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes
prejuízos econômicos.
Conteúdo retirado de: http://www.suapesquisa.com/primeiraguerra/

Aulas 29 e 30

Teorias do Subdesenvolvimento

Crescimento econômico e desenvolvimento não são conceitos


sinônimos. O crescimento econômico pode ocorrer numa fase em que o
mercado está em expansão, o que favorece o aumento da produção: mais
gente comprando, as empresas produzem mais.
Mas esse aumento da produção pode não vir acompanhado do
desenvolvimento de novas tecnologias para o processo produtivo, nem
acarretar melhorias sociais. O único efeito social direto do crescimento é a
oferta maior de empregos.
O desenvolvimento tem um sentido mais amplo, envolvendo questões
econômicas (aumento da produção, modernização tecnológica etc.) e sociais
(melhora da qualidade de vida da população). 166
De maneira geral, o mundo subdesenvolvido é dependente do mundo
desenvolvido. Essa dependência se manifesta pela necessidade de atrair

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capital externo, dinheiro de empresas multinacionais para fazer investimentos
produtivos e em infraestrutura.

INFRAESTRUTURA

Infraestrutura é a parte (a maior parte das vezes invisível) de uma cidade


ou outra organização humana, sem a qual nada funciona. Rede de esgotos,
abastecimento de água, energia elétrica, coleta de águas pluviais, rede
telefônica, gás canalizado, sistema médico-hospitalar, escolas - tudo isso se
encaixa nessa definição.
Nos países subdesenvolvidos, mesmo com investimentos vindos de fora,
a infraestrutura destinada ao atendimento da população é insuficiente. Isso
resulta em graves problemas sociais.
Um dos efeitos de captar esse tipo de investimento é a dependência
tecnológica. Quando a tecnologia é toda importada, e não há verbas para
pesquisa, não se consegue desenvolver uma tecnologia nacional. Sem falar no
pagamento de royalties, os direitos de patente ou de uso que se paga aos
donos dessa tecnologia.
Outra característica dos países subdesenvolvidos é a grande
desigualdade social, entre os mais ricos e os mais pobres. Educação e saúde
são de difícil acesso para a população de baixa renda.
Os pobres dessas sociedades têm menos chance de melhorar sua
condição social que os pobres dos países desenvolvidos.

TEORIA DA DEPENDÊNCIA

Várias foram as teorias que tentaram explicar e propor soluções para o


subdesenvolvimento. A mais destacada foi a teoria da dependência. Ela
explicava o subdesenvolvimento pelas relações comerciais desfavoráveis no
mercado internacional.
Nesse quadro, os países desenvolvidos, industrializados, vendem suas
mercadorias a preços elevados para os subdesenvolvidos e compram
matérias-primas e outras mercadorias agrícolas destes últimos a preços baixos.

MULTINACIONAIS

Os adeptos da teoria da dependência acreditavam que a dominação do


mercado mundial por grandes empresas multinacionais dos países
desenvolvidos impedia qualquer tentativa de superar o subdesenvolvimento.
Para eles, a economia dos países subdesenvolvidos privilegiava o mercado
externo, com prejuízo do interno.
Esses teóricos apresentaram soluções diferentes para o problema. Uns
propunham que o empresariado nacional promovesse o desenvolvimento
interno com o apoio do Estado e com estabelecimento de fortes barreiras à
importação dos produtos industrializados dos países ricos.
Outros argumentavam que a burguesia nacional era incapaz de assumir 167
essa missão, já que os interesses eram os mesmos dos países ricos, com os
quais ela mantinha fortes laços econômicos.

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BRASIL E CAPITAL ESTRANGEIRO

Na América Latina, essa teoria teve peso e influiu no pensamento


econômico e na política adotada. Nos países que conquistaram rápido
crescimento industrial, como o Brasil, o México e a Argentina, o modelo
adotado a partir da década de 1950 foi o de proteger os mercados internos da
concorrência estrangeira e desenvolver a produção industrial interna.
Nesse modelo, o Estado, o capital nacional e o capital estrangeiro
deveriam contribuir conjuntamente para o desenvolvimento. A superação do
atraso econômico implicava produzir internamente os produtos importados que
pesavam muito na balança comercial.
O Brasil foi um exemplo dessa estratégia, atraindo capital estrangeiro,
com tratamento especial aos de alta tecnologia da época (automóveis,
eletrônicos, químicos, farmacêuticos e outros), que a empresa nacional não era
capaz de atingir em pouco tempo.

A VISÃO SOCIALISTA

Outras teorias foram elaboradas para superar a dependência e


conquistar o desenvolvimento. A mais radical propunha revoluções políticas e
sociais. Seria o jeito de colocar um fim no poder das classes sociais
dominantes, apontadas como responsáveis pelo atraso econômico e pelos
graves problemas sociais.
Os socialistas acreditam que a conquista do desenvolvimento só é
possível pela construção de uma sociedade mais igualitária. Eles contestam a
ideia de que a superação do subdesenvolvimento está em aproximar-se dos
avanços atingidos pelos países do Norte. Estes são capitalistas, alegam.
São contra os padrões de consumo estimulados por esse sistema,
alicerçado na desigualdade social. Fazem coro com os ambientalistas e
afirmam que se a maioria dos países atingir o mesmo padrão de consumo das
sociedades desenvolvidas, não haverá recursos naturais e energia suficientes
para atender à produção. Os problemas ambientais tornariam insustentável a
vida no planeta em pouco tempo.

O CONSENSO DE W ASHINGTON

Na esteira do neoliberalismo, em 1989, economista John Williamson fez


uma proposta para resolver a crise dos países pobres e propor caminhos para
o desenvolvimento. Visou em especial a América Latina.
Para isso, reuniu o pensamento do Fundo Monetário Internacional (FMI),
Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). São
grandes instituições financeiras transnacionais.
Também incluiu as ideias do governo norte-americano para essas
questões. Entre essas organizações havia "consenso" (concordância) sobre
alguns pontos principais.
OS PONTOS PRINCIPAIS 168

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De acordo com o Consenso de Washington, os países deveriam
promover uma reforma fiscal, a abertura comercial com a liberalização das
exportações e importações.
Deveriam realizar cortes de salários e demissão de funcionários
públicos, mudanças na previdência social, nas leis trabalhistas e no sistema de
aposentadoria, com o objetivo de diminuir a dívida pública.
O Consenso de Washington propunha, também, a abertura comercial, o
aumento de facilidades para a entrada e saída de capitais estrangeiros e a
privatização de empresas estatais.
Como resultados destas políticas econômicas, da forma como foram
aplicadas, são apontados a desnacionalização da economia, o desemprego, o
achatamento salarial e a concentração de renda.
Conteúdo Retirado de: http://educacao.uol.com.br/geografia/paises-
subdesenvolvidos-caracteristicas-e-tentativas-de-solucoes.jhtm

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Ciências Humanas e suas tecnologias II
Prof. Lincoln Lara Cardoso

Aula 01
A Geografia - Introdução

1) A Geografia como uma ciência moderna


A Geografia, como ciência que partilha, simultaneamente, dos objetos
das ciências naturais e humanas, pode ser considerada ao mesmo tempo,
como uma “ciência de observação” e como uma “ciência de experimentação”.
Contudo, sua caracterização como ciência experimental é apenas
parcialmente válida. Isto decorre de que estudando condições e problemas
naturais, ou condições e problemas humanos inter-relacionados seu objeto
nem sempre pode ser tratado em laboratório, pelo menos da maneira que
neste trabalham o químico, o botânico, o físico, o geólogo e outros como os
respectivos objetivos de sua preocupação científica.
É verdade que a Geografia permite a especialização em alguns ramos
da disciplina, podendo-se estudar em laboratório, fenômenos como erosão, a
composição de solos, a formação meândrica ou anastomosada dos cursos
d’água, a circulação atmosféricas, etc. Mesmo porque os fenômenos naturais
são mais suscetíveis de reprodução em laboratório, por razões evidentes, do
que os fenômenos humanos, com exceção a psicologia, que alcançou algum
desenvolvimento nesse terreno.
Contudo, na medida em que a geografia possui como seu verdadeiro
laboratório a própria natureza, seu campo abrange o conjunto da complexa
rede dos fenômenos humanos e naturais, tais como se apresentam a
observação, nas condições ambientais dadas nem sempre passiveis de serem
reproduzidas em condições de experimentação controlada, embora tenha sido
o ideal de muitos cientistas ate o presente.
Daí o valor não só classificatório, mas também operacional, da distinção
acima entre “observação” e “experimentação”. Daí, também ter a geografia
que adaptar aquele procedimento científico geral aos seus próprios requisitos,
quando, então a elaboração da hipótese e o processo de observação
adquirem grande importância dadas as dificuldades que surgem para o
pesquisador e as consequências para analise e a generalização, ou seja, para
a formulação de teorias explicativas dos fenômenos humanos e naturais.
A geografia se baseia em cinco princípios metodológicos:
Princípio da extensão: Por meio do qual se devem localizar os fatos
estudados determinando-lhes a área geográfica (Ratzel)
Princípio da analogia: Ou de geografia geral, que permite
generalização dos fatos semelhantes. ( Ritter e Vidal de La Blache)
Princípio da causalidade: Por meio do qual se devem buscar as
causas e examinar as possíveis consequências dos fatos examinados. 170
(Humholdt)

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Princípio da conexidade ou interação: É preciso identificar as
relações locais e interlocais, pois os fatos nunca estão isolados e sim
ligados entre si. (Brunhes )
Princípio da atividade: O fato tem caráter dinâmico, daí a
necessidade do conhecimento do passado para a exploração do
presente e previsão de sua evolução futura. (Brunhes)

2) Introdução à geografia do Brasil

Dos 510 milhões quadrados que formam a superfície da Terra, 71%


ficam submersos, restando apenas 149 milhões de quilômetros quadrados
para ser serem ocupados por mais de 200 países. O Brasil com uma área de
8547 404 quilômetros quadrados é o quinto maior pais do mundo em extensão
territorial, sendo superado apenas por Rússia, Canadá, China e EUA .

O Brasil ocupa:
47,3% da América do sul
20,8 das Américas
5,9 da Área emersa total
1,9 da Área total da Terra
22,3 das Áreas Tropicais

O Brasil encontra-se na porção centro oriental da América do Sul, é


banhado pelo oceano Atlântico, cortado pela linha do equador ao norte e pelo
Trópico de Capricórnio ao Sul, e tem em torno de 8% do seu território na Zona
Temperada do hemisfério sul. Sua fronteira com o Atlântico tem cerca de 7400
Km e sua fronteira interna tem mais 15.700 Km, quase sempre marcada por
acidentes geográficos como rios e serras limitando o território brasileiro com
outros dez países sul Americanos. Boa parte dessa fronteira tem um
aproveitamento limitado, pois são cobertas com florestas, sem infraestrutura
viária eficiente e distante dos grandes centros urbanos. (Com exceção dos
países membros do Mercosul).

LIMITES DO BRASIL

171

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Observando o mapa acima, podemos conferir as fronteiras do Brasil na
América do Sul.
Ao norte - Fronteira com a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa.
A noroeste - Fronteira com a Venezuela e a Colômbia.
A oeste- Fronteira com a Bolívia e o Peru
A sudoeste - Fronteira como Paraguai e Argentina
A sul- Fronteira com o Uruguaio.
Os dois países sul americanos que não tem fronteiras com o Brasil são
Equador e Chile.

O Brasil é uma República Federativa formada por 26 estados e um


Distrito Federal. A divisão clássica do país pelo IBGE consiste em cinco
regiões, mas a divisão moderna, que leva em conta a organização
socioeconômica, corresponde a três complexos regionais.

BRASIL MACRO-REGIÕES

172

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BRASIL POLÍTICO E REGIÕES

3) Geografia como ciência do espaço. Conceitos básicos; território,


espaço geográfico, espaço natural

Território:
* Extensão ou área de terra sem a presença humana. Exemplo a maior
parte do território Antártico.
* Base natural ou física de um Estado que sobre ela exerce soberania,
definida por suas fronteiras com outros estados formadas ao longo do
processo histórico. Enfim área física de um país, estado, município ou distrito
podendo abranger rios, lagos, mares, baía, ilhas, campos, florestas,
montanhas etc...
* Lugar onde se nasce, terra natal. Essa noção de território leva o
conceito de pátria.

Espaço geográfico: Surge após o território ser trabalhado, modificado


ou transformado pelo homem, ou quando este imprime na paisagem as
marcas de sua atuação e organização social.

Espaços naturais: Aqueles que não sofreram a intervenção humana.

Aula 02
Orientação e Coordenadas

O processo de orientação desenvolve-se para atender a necessidade


de deslocar-se em um determinado rumo, mesmo quando não é possível
guiar-se pelos acidentes geográficos.
173
Meios de orientação:
Sol-Onde nasce leste; onde se põe oeste; a partir daí temos os pontos
cardeais:

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N-norte (setentrional)
S- sul (meridional)
L ou E- leste (oriental)
O ou W- oeste (ocidental)
A) Bússola- Agulha imantada sempre para o norte magnético
B) Ventos - conhecendo se as direções dos ventos dominantes
C) Cruzeiro do sul- aponta ao sul (apenas no hemisfério sul )

Rosa dos ventos:


É formada com os pontos cardeais: Norte, Sul, Leste, Oeste; os pontos
colaterais e os pontos subcolaterais.

Pontos Colaterais: Ficam entre os pontos cardeais:


Nordeste (NE) Entre o norte e o oeste
Sudeste (SE) Entre o sul e leste
Sudoeste (SO) Entre o sul e oeste
Noroeste (NO) Entre o norte e o oeste

Pontos extremos do Brasil:


Norte: Serra do Caburaí (Estado de Roraima fronteira com a Guiana)
Sul: Arroio Chuí, no Rio Grande do sul, Fronteira com o Uruguai
Leste: Ponta seixas na Paraíba
Oeste: Serra de Cotamana, estado do Acre, fronteira com Peru

5) Coordenadas Geográficas
Entendemos por coordenadas geográficas um par de números dados -
a latitude e a longitude que permite localizar um certo ponto sobre a superfície
da Terra.
Uma grande quantidade de mapas traz, em suas margens valores
fundamentais de coordenadas geográficas. Assim, em um a operação inversa,
leitura destes dados permite a inferência das coordenadas geográficas da área
de interesse.
Para que as coordenada sejam identificadas no globo, sobre ele é
instalada uma rede de referências formada pelo equador meridianos e 174
paralelos.

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

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Equador:
É o circulo Máximo perpendicular ao eixo de rotação da terra que a
divide em dois hemisférios. Norte e Sul
Nos mapas, o equador é representado por uma linha cheia, geralmente
no centro, horizontal, a qual é associado o número zero (zero grau). Pois é
considerado o início da contagem das latitudes.

Paralelos:
São círculos menores, perpendiculares ao eixo de rotação da Terra,
cujos planos são paralelos (dependendo da posição) ao plano do equador.
Quatro deles são importantes: Os trópicos e círculos polares.

Meridianos:
São círculos máximos que passam pelos polos gráficos e cujos planos
contêm o eixo de rotação do planeta.

Convencionalmente o máximo que passa por Greenwich (subúrbio de


Londres) foi adotado como principal, como origem das contagens das
longitudes (portanto zero). Esse meridiano fundamental também divide a terra
em dois hemisférios: Oriental e Ocidental.
Nos mapas, são representados como linhas cheias perpendiculares ao
equador, com o meridiano de Greenwich ocupando, geralmente, o centro.

Latitude e Longitude

Latitude: É a medida em graus, de um ponto qualquer da superfície terrestre


ao equador, variando de 0º a 90º para o norte ou para o sul.

Longitude: É medida em graus de um ponto qualquer da superfície da terra, a


partir do meridiano de Greenwich, variando de 0º a 180º para o leste ou para o
oeste.

LATITUDE
175

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LONGITUDE

6) Fusos horários
Os meridianos auxiliam também na determinação da hora em qualquer
ponto da terra.
A terra executa seu movimento de rotação de oeste para leste em 24
horas. Assim, se dividirmos 360º por 24 horas, teremos 15º, que representa
um espaço ou faixa correspondente a uma hora.
Que o sol demora uma hora para percorrer uma faixa de 15º na Terra.
Existem 24 fusos de 15º cada um
(24x 15º = 360º). Como Terra gira de oeste para leste hora aumenta
para leste e diminui na direção oeste, a partir de qualquer ponto da superfície
terrestre.

7) Fusos horários do Brasil

Sabendo-se 15º (medida de um fuso horário), na altura do equador,


corresponde a 1665 KM (1º = 111.1 KM), é fácil de entender que o Brasil, por
possuir mais de 4000 KM de distância no sentido leste-oeste, devera ter mais
de um fuso horário.

176
FUSOS HORARIOS DO BRASIL

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I} -5 h GMT (-2h em relação ao horário oficial do Brasil): Acre.
II} -4 h GMT (-1h em relação ao horário oficial do Brasil): Amazonas,
Rondônia, Roraima, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
III) -3h GMT (Hora oficial do Brasil): Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás,
Brasília (DF), Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia, Sergipe, Alagoas,
Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Amapá.
IV) -2h GMT (+1h em relação ao horário oficial do Brasil): Território de
Fernando de Noronha.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS:
1. (FAFEID-2006) Analise o mapa a seguir.

A partir da análise do mapa e de seus conhecimentos, é INCORRETO afirmar


que
A) na área destacada pela letra C a continentalidade exerce significativa
influência sobre as médias térmicas e a pluviosidade.
B) no deslocamento indicado pela reta XY, as variações sazonais são mais 177
sensíveis na faixa de latitude mais elevada.
C) no espaço representado, as maiores variações entre a duração dos dias e
noites coincidem com a faixa onde as terras se alargam no sentido latitudinal.

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D) no sentido longitudinal o mapa representa uma porção de terras, que estão
localizadas em apenas um hemisfério.

2) (UFLA-2006) Observe a seguinte curiosidade:


No estádio Milton de Sousa Correa em Macapá-AP a linha central que divide o
gramado esta situada exatamente sobre a linha imaginária (....). Assim no
início da partida um time fica na metade norte do mundo e o outro e o outro na
parte sul, mas lógico que durante o jogo os atletas trocam de hemisférios
varias vezes. Na cidade aproveitando da posição privilegiada praças bares e
restaurantes atraem os curiosos. Tamanha peculiaridade chamou a atenção do
cientista inglês Alex Bello, autor de um ótimo livro sobre o futebol brasileiro
“The Brazilian way of live” lançado em maio naquele país.
A alternativa que identifica corretamente tanto a linha imaginaria mencionada
no texto quanto o indicativo dessa indicação é:
a) Linha do equador. “metade norte do mundo”
b) Trópico de Câncer. “localizado na cidade de Macapá-AP”
c) Trópico de Capricórnio. “linha central que divide o gramado”
d) Circulo Polar Ártico. “Aproveitam-se da posição estratégica”
e) Linha de Greenwich. “Atletas trocam de hemisférios”

Aula 03
Geomorfologia Brasileira

1) As camadas da terra

A geologia divide o interior da Terra em três camadas: litosfera, manto e


núcleo. Cada uma com constituição mineralógica, densidade e temperatura
próprias.

Litosfera: (Lito = pedra; sfera = esfera) é a camada rígida do globo com


espessura media de 50 Km. Formada predominantemente por Silício e
Alumínio (SIAL) na parte mais externa da litosfera onde se forma o solo e
subsolo. Na parte mais interna predomina os minerais Silício e Magnésio
(SIMA) minerais de maior densidade se comparado com o (SIAL).
Manto: Camada intermediária com espessura de
4.600 Km. Formado por minerais no estado pastoso em virtude das altas
temperaturas nessa profundidade (cerca de 4000ºC). Recebe também o nome
de magma palavra grega que significa “massa” em alusão a massa pastosa.
Divide-se em manto inferior e manto superior.
Núcleo: nele predominam metais de alta densidade, como níquel e ferro
(NIFE) com espessura de 1700 Km. Com temperatura que ultrapassa os
5000ºC, se divide em uma parte sólida (interna) e uma líquida (externa.)
*Astenosfera: (Asthenes = fraquesa; sphaera = esfera). A sismologia admite
que, numa camada superior do manto existe uma massa plástica de minerais 178
capaz de se deslocar em estado líquido. Segundo dois geógrafos da
Universidade Federal de Pernambuco: “Do ponto de vista geomoforlógico,
essa camada tem muita importância, pois é a região produtora da maior parte

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da energia interna do planeta e dos esforços que correspondem pela
expansão dos fundos oceânicos, movimentos continentais orogenias e abalos
sísmicos” (Lucilvânio e Raquel Caldas)

CAMADAS DA TERRA

2) As grandes Teorias

Teoria da deriva continental: Defende a noção de que os continentes ou


terras emersas flutuam sobre o magma ou astenosfera, da mesma forma que
a madeira ou gelo flutuam sobre a água. Baseado que coincidência entre o
formato do litoral africano e brasileiro, concordância entre estratos rochosos
dos litorais da África e do Brasil, além da semelhança entre a flora e fauna.
Wegener o criador da teoria partiu da existência de um supercontinente a que 179
deu o nome de Pangeia e de um imenso oceano que deu o nome de
Pantalassa.

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PANGEIA “ O SUPER CONTINENTE”

Teoria da tectônica das placas: Formulada pelo pesquisador Jason Morgan.


De acordo com ele a litosfera não é um envoltório continuo, mas sim
descontinuo dividida em partes chamadas de placas tectônicas que se apoiam
ou flutuam sobre a atmosfera. Impulsionadas pela energia do interior da terra,
as placas deslocam-se no horizontalmente e verticalmente.

PRINCÍPIO DA ISOSTASIA TERRESTRE

Os movimentos horizontais dão origem a orogênese (“oro”= montanha;


“gênesis” = nascimento). A orogênese ocorre nas áreas de contato entre as
placas tectônicas que ao se movimentarem horizontalmente, se chocam,
podendo uma entrar por baixo da outra ou sofrer um mergulho no substrato
magmático ocasionando o dobramento de imensos blocos rochosos. Esses
enormes dobramentos recebem o nome de dobramentos modernos.
Os movimentos verticais dão origem a movimentos epirogênicos
(“epeiros”= continente, “genesi”= nascimento). São processos de soerguimento
ou rebaixamento de porções da litosfera, em movimentos lentos, de longa
duração que abrange vastas extensões e pelos quais se da o reajustamento
isostáticos (“isso” = igual, “stasia” = equilíbrio)
Além de arqueamento e soerguimento a epirogênesi provoca
falhamentos ou sistema de falhas na crosta e transgressões e regressões 180
marinhas ou seja invasões e recuos do mar na zona costeira.

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3) Dobramentos e Falhamentos

Dobramentos: Resultam de forças laterais ou horizontais que ocorreram


numa estrutura rochosa sedimentar que possui certa plasticidade.

Falhamentos: Constituem outro tipo de deformação rochosa estrutural sofrida


pela rocha, durante as eras geológicas, pela ação de forças internas verticais
ou inclinadas. Eles ocorrem em material rochoso que sofre esta ação, mas não
possui esta plasticidade.

Dobramento

Falhamento

4)Vulcanismo e Terremoto
Vulcanismo: é processo pelo qual o magma flui do interior da terra até a 181
crosta terrestre. Abrange os vulcões e as intrusões magmáticas (penetração
do magma em rochas da crosta terrestre e sua solidificação em virtude das
menores temperaturas da superfície da Terra). Batólitos, lacólitos dique, sill e

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neque. Apesar de várias consequências negativas o vulcanismo pode ser
benéfico como, por exemplo, a decomposição de rochas magmáticas
extrusivas origina solos de alta fertilidade como a terra rocha proveniente do
centro sul do Brasil proveniente do Basalto.

Terremoto: Também chamados de Abalos Sísmicos, são tremores de terra da


crosta terrestre de curta duração, mas que podem apresentar grande poder de
destruição. São causados por fenômenos que ocorrem no interior do globo
terrestre.
No Brasil, Rio Grande do Norte, Paraná e Angra dos Reis (RJ) têm
ocorrido nos últimos anos.

3) Rocha

Conceito: é um agregado de minerais ou apenas de um mineral solidificado.


Quanto à origem as rochas podem ser classificadas: magmáticas (ígneas),
sedimentares (estratificadas) e metamórficas.

A) Rochas magmáticas: São as mais antigas e resistentes, podendo se


destacar o granito e o diabásio, formas juntamente com as rochas
metamórficas o embasamento rochoso do continente.
São classificadas em intrusivas ou extrusivas.
I) Rochas magmáticas intrusivas (plutônicas): A lentidão do processo de
resfriamento permite o resfriamento ou desenvolvimento de grandes cristais,
exemplo o granito (quartzo, feldspato e mica). O sienito e o gabro também são
exemplo de rochas magmáticas intrusivas.
II) Rochas magmáticas efusivas ou extrusivas: O processo de resfriamento
ocorre de modo rápido não permitindo a formação de cristais macroscópicos.
O exemplo clássico é o basalto (rocha uma vez desgastada da origem a um
solo fértil conhecido popularmente como terra rocha.) O basalto é utilizado
como pedra brita e de pavimentação de ruas sob a forma de paralelepípedo.

B) Rochas sedimentares
Podem ser classificada de três origens.

I) Rochas sedimentares detríticas ou clássicas: formada pela


decomposição de detrito se decomposição de rochas pré-existentes. Exemplo:
arenito, argílito, ardósia.

II) Rochas sedimentares de origem orgânica: formada pelo acúmulo de


detritos orgânicos. Um exemplo é o carvão mineral que resulta na
sedimentação de vegetais.

III) Rochas sedimentares de origem química: formada pela deposição de


sedimentos por processos químicos. As estalactites e estalagmites das grutas 182
calcárias constituem exemplos desse tipo de rocha.

C) Rochas metamórficas

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Essas rochas resultam da metamorfose (transformação) de rochas
magmáticas e sedimentares quando submetidas a certas condições de
pressão e temperatura no interior da terra. Por exemplo o mármore resulta da
transformação de uma rocha sedimentar o calcário. O quartzo do arenito rocha
sedimentar detrítica.

CICLO DAS ROCHAS

Aula 04
As Eras geológicas

A geologia histórica baseia-se, entre outras formas fontes, no estudo de rochas


e de fósseis para reconstituir a historia da Terra, assim como a historia
humana em objetos, documentos, ruínas de aldeias e cidades e outros
vestígios deixados pelo homem ao longo dos tempos.

Eras Geológicas: Resumo das características gerais e do Brasil:

*Cenozoica/Quaternário:
Característica Geral: Aparecimento do homem
(Homo sapiens), Atuais contornos dos oceanos e continentes.
Característica no Brasil: Formação das bacias sedimentares. Ex Bacia
sedimentar do Pantanal e ao longo do vale Amazônico.

*Cenozoica/Terciário:
Característica Geral: Dobramentos modernos (Andes, Alpes, Himalaia,
Cadeias Rochosas), desenvolvimento dos mamíferos e fanerógamas e
extinção dos grandes répteis.
Característica no Brasil: Formação de Bacias sedimentares. Ex: Bacia
Amazônica.
183
*Mesozoica:

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Característica Geral: Grande atividade vulcânica. Formação de bacias
sedimentares. Primeiros mamíferos e aves. Répteis gigantescos como os
dinossauros e outros.
Característica no Brasil: Formação de bacias sedimentares (Ex: Bacia
Paranaíca, Sanfranciscana, do meio norte). Formação das ilhas Trindade,
Martin Vaz, Arquipélago Fernando de Noronha e Penedos de São pedro e São
Paulo. Derrames Basálticos na região sul e formação do planalto Arenito
Basáltico.

*Paleozoica:
Característica Geral: Glaciações e diatrofismo. Rochas sedimentares e
metamórficas. Cinco continentes, entre eles o Godwana desenvolvimento dos
peixes e grande desenvolvimento de vegetação. Início de formação do carvão
mineral. Invertebrados.
Característica no Brasil: Formação das bacias sedimentares antigas, rochas
sedimentares em Itu SP do carvão mineral do sul do Brasil. Início da formação
bacia sedimentar Paranaica e Sanfranciscana.

*Pré-cambriana/ Proterozoica:
Característica Geral: Formação das primeiras rochas sedimentares. Maior
desenvolvimento da vida.
Característica no Brasil: Formação dos escudos cristalinos Brasileiro e
Guiano.

*Pré-cambriana/Arqueozoica:
Característica Geral: Aparecimento da vida nos oceanos (seres unicelulares).
Formação das rochas magmáticas e metamórficas. Formação dos escudos
cristalinos
Característica no Brasil: Formação da Serra do Mar e da Mantiqueira

*Arqueozoica
Característica Geral: Resfriamento da Terra, solidificação de minerais e
formação das primeiras rochas magmáticas e metamórficas. Ausência de vida.

Origem dos nomes dos períodos eras geológicas:

Era Cenozoica:
Paleoceno: período que possui animais primitivos
Eoceno: raras espécies atuais
Oligoceno: poucas espécies
Mioceno: Mais ou menos metade das espécies atuais
Pioceno: mais espécies
Pleistoceno: a maioria das espécies
Holoceno: Todas as espécies atuais

Era Mesozoica 184


Triássico: Lembra os três tipos de terreno que aparecem nessa idade. (arenito
calcário e marga)

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Jurácico: Nome tirado do maciço do Jura na França que contem terrenos
desse período.
Cretáceo: termo que vem de creta, que em latim quer dizer calcário,
encontrado nos terrenos datados desse período.

Era Paleozoica:
Cambriano: Vem de Câmbria, antiga denominação dada pelos romanos ao
País deGales
Ordoviano e Siluriano: de ordovirus e siluros antigos habitantes do País de
Gales
Devoniano: Nome originário do Condado de Devon na Grabretânia
Carbonífero: Corresponde aos grandes depósitos de carvão desse período
Permiano: Origina do distrito de Perm localizado na Rússia.

Aula 05
Estruturas

5) O Brasil possui em seu território três macroestruturas:


A) Os Crátons ou Plataformas
B) As Bacias Sedimentares
C)Cadeias Orogênicas Antigas

A) Crátons ou Plataformas:

Núcleo de crosta estável, total ou amplamente formada por rochas pré-


cambriana com estruturas complexas, normalmente gnáissicas e xistosas e
injetadas por batólitos graníticos

Características:
Sofrem intenso processo erosivo com o decorrer do tempo. Apresentam
relevos desgastados ou rebaixados. Atualmente, a maioria se configura como
baixos planaltos e assumem ate mesmo feições de depressões. Constituem-se
exceções os que se localizam no norte do Brasil.
*Quando afloram, ou seja, ficam expostos submetidos aos agentes da
erosão, recebem o nome de escudos cristalinos. Exemplo: O escudo das
Guianas, o Brasileiro. Então podemos dizer que escudo e um cráton aflorando
ou aflorado.
*Quando recobertos por formações sedimentares
(rochas sedimentares) recebem o nome de plataformas cobertas ou
embasamento cristalino.
Formam, na verdade o alicerce das bacias sedimentares. Na estrutura
geológica, as plataformas cobertas apoiam os sedimentos dadas bacias
sedimentares fanerózoicas. Ex, Bacias Intracratônicas do Paraná, do Parnaíba
ou Meio Norte e a do Amazonas. 185

REPRESENTAÇÃO DE UM CRATOM, ESCUDO


E PLATAFORMA COBERTA

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B) Bacias Sedimentares:

São áreas de crátons ou plataformas com tendências a concavidade (a


ter forma de bacia) que, através do tempo geológico, foram e continuam-
preenchidas por detritos ou sedimentos, inclusive com matéria orgânica
(vegetal ou animal).Veja como nascem, distribuem-se e se transformam seus
conteúdos.
*Os detritos ou sedimentos podem ter diferentes origens: Fluvial, marinha,
glacial, eólica (vento), lacustre (lago), vulcânica ou orgânica.
*Recobrem a maior parte de suas áreas cratônicas, ocupando 75% de terras
emersas.
*Há bacias sedimentares cujas camadas de sedimentos ultrapassam 5.000, o
que demonstra a intensidade dos processos da erosão, construção,
deposição ou sedimentação: A Amazônia, do Meio Norte e do Paraná do
Brasil. No entanto existem bacias de menor extensão como a Bacia do
Recôncavo Tucano na Bahia onde se explora o petróleo.
*As formadas durante a era Paleozoica, Mesozoica, e Cenozoica são
chamadas Bacias Fanerozoicas.
*O processo de sedimentação ou deposição de detritos (inorgânicos e
orgânicos)não cessou dando-se conjuntamente com o da erosão, causado por
agentes externos como a água, o vento as oscilações de temperatura as
geleiras, os seres vivos. Todos esses agentes realizam o desgaste (erosão),
mas também são responsáveis pela deposição de materiais (construção do
relevo).
* Nas bacias sedimentares podem ser encontrados os combustíveis fósseis
(petróleo, carvão mineral, gás natural, o xisto betuminoso). Os sedimentos ai
depositados são ótimos indicadores da idade do terreno, dos climas do
passado, da fauna e da flora que existiam na região.
Os sedimentos ali depositados são ótimos indicadores da idade dos terrenos,
do clima do passado, da flora e fauna que existiam, além de muitos outros
dados de uma determinada área ou região.

C) Cadeias Orogênicas ou dobramentos (antigos e recentes)


Correspondem a grandes curvamentos côncavos e convexos que surgem na 186
superfície terrestre, resultante de forças tectônicas, ou seja, orogenia no
decorrer da historia geológica.

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Podem ser classificado segundo o momento em que ocorreram, em cadeias
orogênicas antigas ou dobramentos antigos e cadeias orogênicas recentes.

*As cadeias orogênicas antigas, ou dobramentos antigos, correspondem


as estruturas orogênicas mais antigas, datam do Pré-Cambriano. No Brasil, a
manifestação dessas forças tectônicas ou orogenia antiga, são conhecidas
como o ciclo brasileiro. Exemplos, Serra do Mar da Mantiqueira, Espinhaço e
serras do planalto das Guianas.

*Cadeia orogênicas recentes, ou dobramentos recentes, dobramentos


modernos correspondem a estrutura orogênicas que se formaram ao final do
Mesozoico e no Cenozoico (período terciário).
Características das cadeias orogênicas recentes:
* Sua formação assim como as antigas esta ligada tectônica das placas;
* Constituem terrenos instáveis, pois geralmente encontram-se nas bordas dos
continentes ou na zona de contato de placas tectônicas e apresentam intensa
atividade tectônica destacando-se os terremotos, o vulcanismo, as intrusões
magmáticas e falhamentos;
Apresentam elevadas altitudes e picos culminantes.
Assim é importante ressaltar que nosso território não possui as cadeias
orogênicas de formação recente.

6) Planaltos e Depressões

Planaltos: São superfícies topográficas regulares ou irregulares geralmente


com altitudes superiores300 m, formado por relevo residuais, ou seja, pela
estrutura original, resultante de processos erosivos prolongados.
Apresentam varias feições: conjunto de morros, serras, colinas chapadas
escarpas.

Depressões: são áreas do relevo que se situam abaixo do nível do mar ou


dos terrenos que a circundam.

*Depressões absolutas: Situada abaixo do nível do mar, como as do mar


Morto e do Mar Cáspio na Ásia.

*Depressão relativa: situada abaixo do nível dos terrenos que a circundam. O


território brasileiro não possui depressões absolutas, mas possui as relativas,
chamadas simplesmente de depressões. O território brasileiro não possui
depressões absolutas, mas não possui as relativas, chamadas simplesmente
de depressões.
REPRESENTAÇÃO DE UM PLANALTO

187

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REPRESENTAÇÃO DE UMA DEPRESSÃO
RELATIVA

7) As bases geológicas território brasileiro.

A) Crátons ou plataformas: Procurando inserir o território brasileiro, sob o


ponto de vista geológico-estrutural, no subcontinente da América do sul, os
estudos realizados demonstraram que ele se encontra totalmente alojado na
placa sul Americana.
A plataforma Sul Americana sendo parte contém dois grandes
embasamentos ou escudo cristalinos que correspondem a 36% do território
brasileiro, o escudo das Guianas e ao Escudo Brasileiro, formados
predominantemente ou rochas metamórficas muito antigas, por rochas
magmáticas intrusivas antigas.
Esses escudos cristalinos (das Guianas e Brasileiro) são circundados
por cobertura ou bacias sedimentares Fanerozoicas.
Em vista de o território brasileiro ocupar a porção centro oriental da
plataforma Sul Americana, localizar-se distantes das zonas de contatos das
placas tectônicas Nazca e do Caribe ou das Antilhas.
Essa posição geográfica explica a relativa estabilidade geológica do
território brasileiro. O Brasil não possui, portanto, tectonismo orogênico recente
muito embora o tipo epirogênico, ou seja, movimentos verticais ou de
soerguimento que vem ocorrendo ao longo do cenozoico. Esses movimentos
epirogênicos explicam por exemplo a existência no Brasil de planaltos formado
em Bacias sedimentares, hoje situadas em altitudes mais elevadas do que
antes no Cenozoico. Explicam, também a formação de depressões, pois ao
mesmo tempo que ocorre a epirogênesi, os agentes da dinâmica externa do
relevo (água, oscilações de temperatura do ar atmosférico e o vento)
provocaram e provocam o desgaste do nosso território. Existem dois grandes
cratons pré brasilianos no território brasileiro: O cráton Amazônico, que em 188
vista da grande extensão de seus afloramentos rochosos pode ser dividido em
dói escudos: o das Guianas e o do Brasil Central e o cráton de São Fancisco.
Os crátons menores são: São Luiz (AM), Luiz Alves (SC) e o do Rio da
Prata (RS).
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Todos eles datam do Arqueozoico, de modo que são formados por
rochas muito antigas, predominante metamórfica, possuindo também
metamórficas intrusivas e resíduos de rochas sedimentares.
Durante algum tempo pensou-se que as formações Arqueozoica ou os
crátons ou plataformas de nosso território não abrigassem depósitos minerais
expressivos. Entretanto novas descobertas. minerais e seu estudo tem
colocado em dúvida essa questão.
Tudo indica as grandes jazidas minerais da Serra dos Carajás, no Pará
ou o ouro de áreas próximas aos rios Madeiras e Taparajós e a outros da
Amazônia, como o grande também o minério, de manganês da Serra do
Navio, no Amapá, estão relacionados aos terrenos da Arqueozoica.

B) Bacias Sedimentares: Essas formações geológicas ocupam maior parte


do território brasileiro, cerca de 64% do território brasileiro.
No Brasil, existem bacias sedimentares de grande e de pequena
extensão: Dentre as de grande extensão se encontram a Amazônica, do
Parnaíba (Meio Norte) a do Paraná ou Paranoica e a Central. De menor
extensão: do Pantanal Mato Grossense, do São Francisco ou San Franciscana,
do Recôncavo Tucano (produtora de petróleo) e a Litorânea.
As bacias sedimentares do Brasil possuem camadas dispostas
horizontalmente, fato que evidencia a falta de movimentos importantes como
tectonismo. Entretanto no fim do período Mesozoico ocorreram movimentos da
crosta terrestre que formaram fraturas, ou seja, fendas ou aberturas
microscopias que aparecem no corpo de uma rocha, principalmente em
decorrência de forças tectônicas. Por essas fraturas ocorreu o escoamento de
larvas básicas, cobrindo uma grande extensão sul do território. brasileiro e da
região de Poços de Caldas e Araxá ( MG). Uma vez consolidadas, essa lavas
resultantes do vulcanismo deram origens a rochas (destacando-se basalto e os
diabásios) e a diversos diques, ou seja , intrusões magmáticas em forma
alongadas nas camadas da costa terrestre, onde esse solidifica. O basalto e o
diabásio submetido a agentes erosivos como o inteperismo, se desagregam e
se decompuseram dando origem a solos avermelhados conhecidos
genericamente como solos terra-rocha encontrados principalmente no planalto
meridional ou arenito Basáltico.
As bacias sedimentares do Brasil datam do Paleozóica, do Mesozoico e
do cenozoica as bacias sedimentares como a do Pantanal Mato Grosssense,
litorâneas e de trechos que margeiam os rios d abacia hidrográfica Amazônica
são do Cenozoico.

C) As cadeias Orogênicas do Brasil: Podemos localizar as faixas de


dobramento do ciclo brasiliano, ou seja, áreas da orogênese da orogênese
antigos do Brasil, dos quais os maiores são do Nordeste, do Atlântico e o de
Brasília ou do Araguaia-Tocantins e os menores são o Sul-Rio Grandense, o
Paraguai o Gurupi.
As cadeias orogênicas antigas do Brasil estiveram e estão submetidas a
várias fases erosivas, motivo pela qual se encontra bastante desgastadas. 189
Devem ter possuído elevadas altitudes, mas nos dias atuais apresentam
aspectos serranos em várias porções.

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ESTRUTURA GEOLÓGICA DO BRASIL

10) Geomorfologia:
Conceito, importância aplicações
Ciência geológica-geográfica que estuda o relevo terrestre, sua
estrutura, origem, história de desenvolvimento e dinâmica atual.
O objeto de estudo são as formas de relevo. Esta ciência pode ser
considerada uma interseção da geografia e da geologia.
O relevo recondiciona o processo de produção e organização do espaço
geográfico
A aplicabilidade da geomorfologia é vasta. Envolve também questões de
lixiviação nas áreas desmatadas, de agricultura e pecuária, com os seus
consequentes empobrecimentos e erosão do solo, o aumento das voçorocas e
a desertificação de planejamento do solo rural e urbano, de recuperação, de
áreas degradadas pelas atividades mineradoras; de deslizamento de terras que
frequentemente ocorrem nas encostas da Serras da Mantiqueira e do Mar, na
baixada Santista em SP e nos morros do rio da cidade do Rio de Janeiro.
Causando verdadeiras catástrofes inclusive com perda de vidas humanas.
Nos últimos anos, com o crescimento da postura ambientalista ou
ecológica, da necessidade premente de se reverem a relação entre o homem e
o meio ambiente, cresceu ainda mais sua importância e de suas ciências 190
ambientais. Possui um caráter prático muito grande e é portadora de um
relevante sentido, ou seja , o de contribuir, através de seus conhecimentos,

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para diminuir e evitar o intenso processo de destruição do meio ambiente em
curso, portanto de destruição da Terra, nossa morada.

Exercícios proposto
1) (UNIFAL-MG 2007) Observe a figura

(Fonte: VESENTINI, José William; VLACH, Vânia. Geografia Crítica, 1: O


Espaço Natural e a Ação Humana. São Paulo: Ática. 2000. p. 90. Adaptado.)
No decorrer do tempo geológico, as rochas sofrem diversas modificações e se
transformam. Com base na figura acima e nos conhecimentos sobre dinâmica
da crosta terrestre, assinale a afirmativa INCORRETA:
a) As rochas ígneas são formadas a partir do resfriamento do magma, levando
à formação de rochas como o granito.
b) O intemperismo transforma as rochas ígneas em metamórficas, como
ocorreu com a formação do calcário na região de Sete Lagoas (MG).
c) As rochas metamórficas são mais resistentes ao intemperismo do que as
rochas sedimentares, permitindo o uso dessas na construção civil.
d) As rochas sedimentares são formadas pelo processo de compactação do
material oriundo do intemperismo e do transporte das rochas ígneas ou
metamórficas.
e) As rochas metamórficas resultam da transformação de rochas antigas, que
sofreram pressão ou elevação de temperaturas, como é caso do gnaisse.

2) (UFMG-2006) Analise este mapa, em que está representada a distribuição


de uma das grandes unidades geológicas da América do Sul:

191

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A partir da análise feita, é CORRETO afirmar que, nas áreas hachuradas
nesse mapa, predominam
A) bacias sedimentares paleozoicas e mesozoicas, que abrigam importantes
jazidas de petróleo e gás, o que as torna áreas alvo de interesse para a
exploração econômica.
B) escudos e maciços antigos submetidos a intensa e prolongada ação erosiva
ao longo do tempo geológico.
C) cadeias de montanha localizadas em limites de placas litosféricas, que, em
razão de seu posicionamento latitudinal, quebram a zonalidade climática.
D) derrames vulcânicos atualmente modelados em planaltos de topografia
pouco acidentada e revestidos por solos de fertilidade elevada.

Aula 06
O Relevo brasileiro

Zonas Hipsométricas do território brasileiro


As modestas altitudes médias de nosso relevo, aliadas a posição
intertropical (92%) fazem com que o Brasil apresente predomínio de climas
quentes (temperaturas medias superiores a 20ºC) na maior parte de seu
território
Hipsometria ( hypsosa = altura; metron = medição). Corresponde a
medida altimétricas. No caso do relevo, é a sua representação altimétrica
através do uso de cores e curvas de nível. As altitudes do relevo brasileiro são
modestas. Predominam, em 58% do território as chamadas terras altas que
variam entre 201 e 1200 m e são composta por planaltos, colinas e regiões
serranas.
As terras baixas, com altitudes de ate 200m ocupam 41% do território.
As depressões são rebaixamentos de terrenos a partir da referencia de Altitude
192
do local. As planícies se estendem ao longo do litoral e margens do rio
Amazonas, o Paraguai, Araguaia, Guaporé.

2) As classificação do relevo
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A) Segundo professor Aroldo de Azevedo
Utilizam termos geomorfológicos, geológicos, e até mesmo regionais
para designar as unidades do relevo, criando, assim, certa complexidade e
dificuldade por não reproduzirem ou não se referirem as formas de relevo.
O professor Álvares de Azevedo se preocupou em caracterizar as
unidades de relevo utilizando-se de uma terminologia geomorfológica e
secundariamente geológica quando se faz necessário um maior detalhamento.
Foi ele que sugeriu a divisão do Planalto Brasileiro em três subunidades:
Planalto Atlântico, compreendendo as Serras Cristalinas e os Planaltos
Cristalinos. Planalto Meridional abrange Depressão Periférica e o Planalto
Arenito Basáltico. O Planalto Central onde se aloja as Chapadas Sedimentares
e os Planaltos Cristalinos.

B) Segundo Professor Azis N.Ab’ Saber


O professor Azis ao estudar o Planalto Brasileiro propôs sua divisão em
cinco subunidades: O Planalto do meio Norte ou do Maranhão Piauí, o
Planalto Nordestino ou da Borborema, incluindo as chapadas circundantes. O
Planalto Oriental e sul Ocidental ou Planalto Atlântico, o Planalto Central, o
Goiano-MatoGrossense e o Planalto Meridional ou Gonduânico Sul Brasileiro.
Vê se que houve preocupação por parte do pesquisador em utilizar
termos da geomorfológia para caracterizar as formas de relevo.

C) Segundo professor Jurandyr Ross (1989)


O professor Jurandyr Ross utilizou o conhecimento em morfoestrutura,
morfoclimática e morfoescultura. A morfoestrutura esta diretamente relacionada
ao peso ou influência que a estrutura geológica exerce na gênese das formas
de relevo. A morfoclimática corresponde a influencia dos tipos de clima atuais
no modelado.
A morfoescultura abrange tanto climas atuais quanto do passado que
exerceram influência na esculturação do relevo que sobrevive até os dias de
hoje através de marcas na paisagem.
Aplicando estes conceito ao território brasileiro o professor Jurandyr
Ross criou três táxons ou seja três níveis hierárquicos de classificação:
1º Táxon: diz respeito predominantemente à morfologia, ou seja, a
forma de relevo que se destaca numa certa porção da superfície
terrestre, distinguindo os planaltos, as planícies e as depressões
2º Táxon: refere-se a estrutura geológica ou seja, a composição
litológica, onde a referência a planaltos esculpidos ou modelados em
bacias:
 Bacias sedimentares:
 Intrusões e coberturas residuais da plataforma:
 Núcleo cristalino arqueado
 Cinturões orogênicos
3º Táxon: é aquele que da o nome a cada uma das unidades
morfoesculturais, apoiando-se nas denominações locais e regionais. Abrange 193
as três formas, ou seja, os planaltos, as planícies e as depressões. É o caso
dos Planaltos da Amazônia Oriental, Planície do Rio Araguaia.

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Tendo por base estes elementos foi identificados pelo professor
Jurandyr Ross 28 macro unidades geomorfológicas.
O relevo brasileiro apresenta três tipos de unidade geomorfológicas. Os
planaltos depressões e planícies. Mas os planaltos e depressões predominam
sobre as planícies. As planícies se localizam principalmente nas margens ou
nas várzeas fluviais e no litoral.

RELEVO BRASILEIRO

2) Planaltos do Brasil

*Planalto e chapadas da Bacia do Paraná: Apresenta altitudes que variam


de 400 m junto às margens do Rio Paraná a 1500 m no Rio Grande do Sul.
Eles estendem-se pelo interior desde as escarpas de cuesta, popularmente
chamadas dê serras (Como a Serra Geral na região sul e São Paulo ou Serra
de Maracajú no Mato Grosso do Sul). São nessas formações que se
encontram a presença dos solos terras rocha, devido aos grandes derrames
do basalto. É uma região de clima tropical e subtropical com predomínio da
vegetação do serrado.

*Planalto Sul-Riograndense: Tem altitude média de 450 m e é cercado pala


depressão periférica Sul Rio Grandense, uma área rebaixada com altitude de
ate 200 m, de clima subtropical e vegetação de pradarias. Ambas as regiões
são conhecidas como campanha gaúcha. E o uso do solo mais típico é feito
pela pecuária extensiva.

*Planaltos e Serras do Atlântico Lestes Sudeste: Uma extensa faixa de


planaltos ondulados que se estendem desde a Bahia até Santa Catarina. De
constituição Cristalina, os planaltos foram fortemente erodidos pela ação 194
antrópica visto que historicamente se trata da região brasileira de maior
ocupação humana. Em seu interior podem ser encontradas bacias
sedimentares localizadas, como São Paulo ou a de Curitiba. São nesses
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planaltos que se encontram parte das poucas serras brasileiras onde a altitude
é superior 1200 m, como as Serras do Caparaó e a da Mantiqueira. Em alguns
pontos surgem as baixadas litorâneas, destacando-se a capixaba no Espírito
Santo, a baixada Fluminense no Rio de Janeiro, as baixadas Santista e de
Iguapé em São Paulo a de Paranaguá no Paraná e a de Laguna em Santa
Catarina. Ainda junto ao litoral, nos pontos de encontro dos planaltos com a
costa, verifica-se o aparecimento de falésias.

*Planalto Residuais Norte-Amazonicos: são as áreas culminantes do relevo


brasileiro, com as serras do Imeri e de Pacarima em seu lado ocidental. É na
serra do Imeri, fronteira do Brasil com a Venezuela que se encontra localizado
o Pico da Neblina com 3014 m de altitude o ponto culminante do relevo
brasileiro, o 31 de março, com 2992m e o Monte Roraima pela depressão do
Tatu-mau, onde corre o Rio Branco, afluente do Rio Negro. O maciço oriental é
formado por serras que não passam dos 600 m, onde se encontra as serras de
Tumucumaque e Açari.

*Planalto da Borborema: Abrange partes de Pernambuco e Paraíba, com até


1000 m de altitude. De estrutura cristalina, apresenta-se de duas formas
chapadas e onduladas.

*Planaltos e Serras de Goiás –Minas: Serras que variam de 100 a 140 m


apresentando formas bastantes acidentadas de relevo.

*Planaltos e Serras de Goiás de Minas: Serras que variam de 100 a 140 m,


apresentando formas bastante acidentadas de relevo: Planaltos, depressões e
a planície do Rio Araguaia. É uma área intermediária entre planaltos e as
chapadas da Bacia do Parnaíba e da Bacia do Paraná, apresentam clima
tropical e vegetação típica do cerrado.

*Planalto da Amazônia Oriental: de 406 a 500 m de altitude, vai de Manaus


até o Oceano Atlântico, acompanhando as Margens do rio Amazonas.

4) Planícies do Brasil

*Planície Amazônica: é uma das faixas estreitas que acompanha as margens


do rio Amazonas e abrange a Ilha do Marajó.

*Planície do Pantanal Mato Grossense: é a mais extensa das planícies


brasileiras. Encontra-se a oeste do Mato Grosso do Sul e a oeste do Mato
Grosso ao longo do rio Paraguai.

*Planícies e Tabuleiros Litorâneos: generalizando será a planície costeira,


ou seja, estreitas faixas de terras que se alongam desde o Pará até o Rio de
Janeiro. 195

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*Planície da Lagoa dos Patos e Mirim: Localiza-se no Rio Grande do Sul.
Planície do Rio. Araguaia: Situa-se entre Tocantins e Mato Grosso, junto a Ilha
do Bananal.

5) Depressões do Brasil:

Depressão periférica da borda leste da Bacia do Paraná: e uma estreita


faixa de terra rebaixada que se alonga desde os planaltos e serras do Atlântico
Leste Sudeste até as linhas de Cuesta dos Planaltos e Chapadas da Bacia do
Paraná e desde o nordeste de São Paulo até o Sul do Paraná. Em São Paulo
seguindo uma linha latitudinal leste oeste, a depressão corresponde a
distancia entre os municípios de Jundiaí a Botucatu. É a região chamada de
Campos Gerais pelos colonizadores que traziam o gado do sul para o Sertão
de Sorocaba no tempo da mineração. Apesar de constituída por arenitos e
algumas manchas de terra rocha, é intensamente ocupada por uma bem
montada rede urbana, agricultura de exportação Depressão Periférica é
intensamente ocupada por lavoura de (Cana e laranja) e fruticultura. Possui
clima tropical, nicho de mata Atlântico secundaria e algumas manchas de
cerrado.

*Depressão Sertaneja e do São Francisco: em grande parte recoberta por


caatinga, varia de 80m de altitude a 450 m no Norte de Minas Gerais.

*Depressão Marginais Norte Sul-Amazônica:


Áreas ao redor de 200 m de altitude, de clima equatorial e ocupada pela
Floresta Amazônica. Em seu interior existe grande quantidade de morros.

*Depressão da Amazônia Ocidental: ocupa a maior parte da Amazônia, com


altitudes com altitudes de 100 a 200 m quase que totalmente coberta pala
floresta e de clima equatorial.

6) Projeto RADAMBRASIL

Em 1995, foi publicado pelo Radambrasil um novo mapa hipsométrico do país


realizado por aerofotogrametria. Esta técnica utilizou-se de fotos feitas a partir
de varreduras da superfície através de radar, adaptado em um avião
Caravelle. As fotos de radar mostraram onde há madeira, minérios preciosos
industriais, queimadas, terras férteis e ate rios com mais de 600 Km que nunca
estiveram no mapa. Nasci assim o mapa do relevo brasileiro corrigindo
imperfeições do antigo mapa. Elaborado através de observações de campo a
partir de viagens e de conclusões por parte de seus autores.

196

O RADAMBRASIL

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*Um radar foi instalado na barriga de um avião Caravelle e fotografou
continuamente a superfície.
*Cada área fotografada abrange uma área circular de 37 KM2
*O equipamento permite mapeamento tridimensional
(comporta três dimensionais: altura, comprimento e largura) do relevo.
*Um radar altimétrico registra a variação de altitude a cada 11 cm.
*Ao contrário da fotografia por satélite, o mau tempo não atrapalha. O radar
enxerga através de nuvens e chuvas ou mesmo a noite.

7) Escarpas e Frente de Cuesta

Escarpa: Rampa ou aclive de terrenos que aparecem nas bordas dos


planaltos, serras e relevos testemunhos (restos de antigas áreas erodidas).
Cuesta: Forma de relevo dissimétrico constituído por sucessão alternada de
camadas rochosas com diferentes resistências ao desgaste e que inclinam
numa direção, formando um declive suave no reverso e um corte abrupto ou
íngreme chamado frente de Cuesta.

ESCARPAS FRENTE DE CUESTA

Exercícios propostos:
1) (UNIFAL- MG 2006) A crosta terrestre, sobre a qual se desenvolve toda a
atividade humana, é modelada por agentes internos e externos. Entre os
agentes externos estão os intemperismos físico e químico, dos quais resultam
processos erosivos e sedimentares da superfície e as consequentes formas de
relevo.
Considere as afirmativas abaixo, referentes às formas do relevo terrestre e sua
ocupação humana. 197
I. As planícies são áreas onde o processo de deposição de sedimentos supera
o processo de retirada.
II. O avanço tecnológico permite o uso e a ocupação do solo de forma
homogênea em áreas de planalto e montanhas.
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III. Os planaltos podem ser definidos como áreas onde o processo de retirada
de sedimentos supera o de deposição.
IV. As frentes de ocupação do território brasileiro se processam, atualmente,
sobretudo em áreas de planaltos.
V. A divisão do relevo brasileiro, proposta pelo geógrafo Jurandir Ross, divide
as formas geomorfológicas em planície, depressão e planalto.
É CORRETO o que se afirma em:
a) I, II, III e V, apenas.
b) III e V, apenas.
c) II, IV e V, apenas.
d) I, II, III, IV e V.
e) I, III, IV e V, apenas.

2) (UFMG) Um estudante de Geografia, durante a elaboração de trabalho


escolar que tratava do relevo brasileiro, encontrou, em um livro didático, esta
definição: Planalto: Relevo plano e alto, situado acima dos 1.000 m de altitude,
cuja formação ocorreu no Pré-Cambriano. Nesse relevo, os processos de
erosão superam os de acumulação de sedimentos. Considerando-se esse tipo
de relevo, conclui-se que essa definição está

A) CORRETA, uma vez que os planaltos, no Brasil, se situam acima dos


1.000m de altitude.
B) CORRETA, uma vez que os planaltos foram esculpidos por processos
bastante antigos, que, na escala do tempo geológico, ocorreram no Pré-
Cambriano.
C) INCORRETA, uma vez que atuam, nos planaltos, processos de
acumulação de sedimentos, que superam os de erosão.
D) INCORRETA, uma vez que o modelado dos planaltos – ou seja, sua forma
– nem sempre é plano.

Aula 07
Hidrografia Brasileira

Dado o predomínio de variedades climáticas úmidas o Brasil é


extremamente bem-servido por rios, que são originários do três Divisores de
Águas: Planalto Brasileiro — Planalto das Guianas — Cordilheira dos Andes. O
regime dos rios é Pluvial, ou seja, depende das chuvas; assim, irão apresentar
cheias no verão e vazantes no inverno. O rio Amazonas, por estar localizado
em área de chuvas abundantes a por correr paralelamente ao Equador, recebe
afluentes originários dos dais hemisférios; assim apresentará duas épocas de
cheias, que coincidirão com os verões nos dois hemisférios. O rio Amazonas e
alguns de seus afluentes nascem nos Andes, recebendo então águas do
degelo dos mesmos. Assim, seu regime é chamado de Complexo.
Nas áreas Semiáridas a irregularidade de chuvas fará surgir os rios
temporários, cujos regimes são chamados de Intermitentes. 198
A maioria dos rios é de Planalto, com elevados potenciais hidrelétricos.
Podemos dividir o Brasil em nove Bacias Hidrográficas:

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A. BACIA AMAZÔNICA

É a maior Bacia Hidrográfica do mundo, drenando cerca do 6,2 milhões do


2
km em terras do Brasil ,Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela,
Colômbia, Peru e Bolívia.
O rio amazonas nasce nos Andes Peruanos, no Planalto de Lá Raya, com o
nome do Vilcanota; À medida que vai descendo a cordilheira, seu volume
aumenta, adotando sucessivamente os nomes: Urubamba. Ucaiali e Marañon -
nome com o qual atinge a fronteira do Brasil em Tabatinga (AM). Entra no
Brasil com o nome de Solimões e, após cruzar com o Rio Negro, em Manaus,
passa a se chamar Amazonas (3.300 km).
Possuindo longos trechos em planícies, tanto o Amazonas como seus
principais afluentes são navegáveis.
Os afluentes nascem nos planaltos vizinhos. o das Guianas. ao Norte, e o
Brasileiro, ao Sul, a nos Andes a Oeste; assim, seus afluentes irão apresentar
elevado potencial hidroelétrico, o maior do país, porém ainda pouco
aproveitado.
Devido a sua posição geográfica, distante dos centros mais povoados e
desenvolvidos, a Bacia Amazônica torna até hoje sou potencial subaproveitado.

Principais afluentes

Margem esquerda:
Icá, Japurá, Negro, Trombetas e Jan.

Margem Direita:
Javari, Juruá, Tefé, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu.

Na Bacia amazônica, algumas formas acabam ganhando nomes especiais,


como:

"Igarapés”
Pequenos rios que correm dentro da mata.

“Paranás-Mirins”
São braços de rios que acabam formando ilhas.

“Furos”
São pequenos canais que interligam rios ou um rio e um lago.

200

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Terras Caídas
O grande volume de Água transportado pelos rios provoca a
desbarrancamento de terras de suas margens, que podem trazer consigo
vegetação, casas, animais, etc.

Pororoca

Fenômeno que acontece na Foz Mista (ao mesmo tempo estuário e delta)
do rio Amazonas, quando há o encontro das águas do rio e as da maré alta;
ocorre então a formação de uma grande onda e um ruído de trovão.

B. BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA

E a maior bacia hidrográfica totalmente situada em território brasileiro,


sendo formada pelos rios Tocantins e Araguaia.

Tocantins:

Nasce em Goiás, ao Norte do Distrito Federal. na Chapada dos Veadeiros,


toma o rumo Norte, desembocando na mesma foz do rio Amazonas, porém
sem ser considerado seu afluente.

Araguaia:

É o principal afluente do Rio Tocantins, nasce na Serra de Caiapó, na


fronteira entre Goiás e Mato Grosso do Sul, toma a rumo Norte e, na divisa
entre Tocantins e Mato Grosso, forma a linha do Bananal, major ilha fluvial do
mundo, com 15.000km2.

No Rio Tocantins, no Pare, encontra-se a Usina Hidroelétrica de Tucuruí, a


maior totalmente brasileira.
201
C. BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO

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Nasce em Minas Gerais, no Serra da Canastra, toma o rumo Norte,
atravessando a zona semiárida do Sertão baiano, faz a fronteira entre Bahia,
Pernambuco e Alagoas, depois Alagoas e Sergipe, indo desaguar no Oceano
Atlântico.
Como rio de Planalto, apresenta grande potencial hidroelétrico, quase
totalmente aproveitado. Possui extenso trecho navegável, que vai do Pirapora,
em Minas Gerais, ate Juazeiro, na Bahia.
O São Francisco é o único rio Perene (que nunca seca) que atravessa o
Sertão Semiárido. E conhecido também como: Nilo Brasileiro, dos Currais,
Integração Nacional.

D. BACIA PLATINA

Constitui a segunda maior Bacia Hidrográfica do Mundo, drenando, com


suas águas, cerca de 4 milhões de km2, dos quais 1.415 milhões no Brasil,
ficando o restante no Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
A Bacia Platina formada par três rios: Paraná, Paraguai e Uruguai; todos
possuem suas nascentes no Brasil. Depois se unem formando a Rio da Prata
na fronteira da Argentina e Uruguai. (Fora do Brasil - Bacia Platina)

1. Bacia do Rio Paraná

O rio Paraná nasce na fronteira de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso
do Sul, da união dos rios Paranaíba e Grande, toma o rumo sudoeste. E um rio
que, no nosso país, é de planalto, apresentando grande potencial hidrelétrico, o
maior em aproveitamento. Na fronteira do Paraná e Paraguai está Itaipu, a
maior usina hidrelétrica do mundo, com seus 12 milhões de Km/h.

202

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2. Bacia do Rio Uruguai

Ele nasce na fronteira do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, da união


dos rios Pelotas e Canoas, faz a fronteira do Rio Grande do Sul e Argentina,
depois separa o Uruguai da Argentina, unindo-se ao rio Paraná para formar o
rio da Prata. No nosso país apresenta potencial hidroelétrico, que está sendo
aproveitado.

3. Bacia do Rio Paraguai

Nasce no Mato Grosso, desce para a Planície do Pantanal, que percorre


lentamente, com inúmeros meandros. E um rio de planície, navegável, com
portos importantes como: Corumbá e Porto Murtinho. No verão, as chuvas
associadas a pequena inclinação do seu vale provocam grandes cheias.

E. BACIAS SECUNDÁRIAS DO NORDESTE

 Rio Gurupi - faz divisa do PA com o MA.

 Rios Pindaré, Grajaú, Mearim e Itapecuru no MA deságuam no golfão


Maranhense.
 Rio Parnaíba - é o rio mais importante dessas bacias. Navegável em
longo trecho faz toda divisa do MA com o PI, possui urna foz em delta e
a importante usina hidrelétrica de Castelo Branco (Boa Esperança).
 Rio Paraíba, na PB. 203
 Rio Beberibe e rio Capibaribe, em PE, banham Recife.

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Outros rios do NE encontram-se no sertão e são rios de regime intermitente,
destacando-se, entre eles, a rio Jaguaribe no CE, onde se situa o grande
açude do Orós.

F. BACIAS SECUNDÁRIAS DO LESTE

Ocupando a porção oriental do Brasil, desde SE ate SP, apresenta um


grande número de rios, todos de planalto, sendo alguns intermitentes em seu
alto curso, como é o caso dos Vaza-Barris, Paraguaçu, Jequiriçá, Contas e
Pardo. Os rios mais importantes são:

 Rio Jequitinhonha, no Norte de MG e Sul da BA.


 Rio Doce, no Centro-Leste de MG e centro do ES.
 Paraíba do Sul, que nasce em SP, indo desaguar no litoral Norte do RJ.

204

G. BACIAS SECUNDARIAS DO SUDESTE / SUL

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Prolongam-se desde o Sul de SP, onde está o Ribeira de Iguapé até o RS;
seus principais rios são:

 Itajaí, no litoral Norte de SC.


 Tubarão, no litoral Sul de SC.
 Jacuí, no RS, deságua na lagoa dos Patos, depois de banhar Porto
Alegre.

Alguns autores consideram ainda as Bacias Secundárias do Norte ou do


Amapé, onde se destacam três rios; o Oiapoque, que faz fronteira do AP com
a Guiana Francesa, o Cassiporé e o Araguari.

H. BACIAS LACUSTRES

Se por um lado o Brasil é rico em rios, e pobre em bacias lacustres,


possuindo poucos e pequenos lagos.

205

EXERCICIOS

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1. (UFMG) - Os gráficos apresentam as descargas fluviais médias de rios
brasileiros de diferentes regimes:
Os regimes I, I e III, nessa ordem, são:

a) subtropical, semiárido, tropical


b) tropical, semiárido, equatorial.
c) equatorial, tropical, semiárido.
d) semiárido, tropical, equatorial.
e) semiárido, equatorial, tropical.

2. Sobre a hidrografia brasileira, assinale a afirmação incorreta:


a) predomínio de rios planálticos com elevado potencial hidrelétrico.
b) rios com foz predominante em estuário.
c) regime pluvial: cheias no verão austral.
d) rios exorréicos, isto é, abertos para o Atlântico, como os rios Grande e
Tietê.
e) os principais divisores de égua estão no Planalto Brasileiro.

3. As denominações de “Rio da Unidade Nacional”, “Rio dos Currais” e “Rio


Nib Brasileiro” foram atribuídas ao rio:
a) Amazonas
b) São Francisco
c) Paraná
d) Doce
e) Paraíba do Sul.
206

4.

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A) Rio que juntamente com os afluentes, forma a bacia mais extensa do
mundo, contendo o maior potencial hidrelétrico do Brasil.
B) Bacia hidrográfica localizada totalmente em território nacional, sendo
o rio principal intensamente utilizado como fonte de energia, já
apresentando várias grandes usinas hidrelétricas instaladas.
C) Este rio atravessa vários domínios morfoclimáticos do País: tropical
úmido, cerrado, caatinga e florestas tropicais úmidas.
D) No território brasileiro, constituem bacias hidrográficas distintas, mas
em território argentino formam um único rio que dá nome a segunda
maior bacia da América do Sul.
E) O no atravessa uma planície de extensão pouco maior que a do
Estado de São Paulo, mantendo a navegação regular entre o Centro-
Oeste do Brasil e Argentina, Paraguai e Uruguai.

Correlacione corretamente as informações apresentadas nos itens com as


diferentes bacias hidrográficas numeradas no mapa.
a) I-A, Il-D-E, III -B-C
b) I-B, II-C-D, III-A-E
c) I-C-E, lI-A-D, III-B
d) I-D, II-A-B, III-C
e) I-E, II-C-D, III-A-B

5. (FUVEST) - A divisão do Brasil apresentada no mapa a seguir relaciona-


se com:

a) clima 207
b) relevo
c) hidrografia
d) regiões geográficas

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e) vegetação

6. (Sto. André) - Os igarapés, os furos e os paranás-mirins fazem parte da


hidrografia da bacia do:
a) Paraguai
b) Paraná
c) Amazonas
d) São Francisco
e) Uruguai

7. (Mack)

A bacia hidrográfica representada no mapa destaca-se atualmente. No


desenvolvimento regional, pelo potencial hidrelétrico em instalação e por ter
sido a via natural de ocupação da Amazônia Oriental. O texto faz referência
a bacia:

a) do Xingu e Araguaia.
b) do Tapajós e Madeira.
c) do Negro e Solimöes.
d) do Araguaia e Tocantins.
e) do Jan e Paru.

8. Acompanhando de perto os cursos fluviais de cuja umidade só alimentam


e se mantêm, aparecem, com frequência, em muitas áreas do Planalto
Brasileiro:

a) as florestas babacuais.
b) as rnatas ciliares ou florestas-galerias.
c) os cerrados.
d) as matas de várzea e de igapó.
e) as matas de Araucária angustifolia ou dos pinheiros-do-paraná.
208

9. (FUVEST) - No perfil longitudinal do Rio Itajaí, qual o trecho em que


ocorrem meandros com major frequência? Por quê?
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10. (FUVEST) - O perfil topográfico mostra uma secção de relevo
transversal referente a bacia hidrográfica do:

a) R. Paraná
b) R. Jequitinhonha
c) R. Doce
d) R. São Francisco
e) R. Paranaíba

Aula 08
Climas

Tempo é igual a clima???

1) Dinâmica e Características Gerais do Clima do Brasil


O Brasil é um país predominantemente tropical ou localizado em baixas
latitudes. Utilizando-se o critério das latitudes podemos dividir o hemisfério
terrestre em:
Zonas de baixas latitudes: de 0º a 30º morte-sul
Zonas de média latitudes: de 30º a 60º norte sul
Zonas de alta latitudes: de 60º a 90º norte sul
Considerando que o território brasileiro se estende 5º 16’ 19’’ de latitude
norte até os 33º 45’ 09’’ de latitude sul, percebemos que ele se localiza quase
integralmente na zona de baixa atitude. 209
Entretanto convém fazer duas observações:
A primeira se refere a divisão convencionada do globo terrestre em
zonas climáticas com base nos círculos polares Ártico e Antártico e nos
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trópicos de Câncer e Capricórnio (Zona Glacial do norte e do sul, Zona
Temperado do norte e do Sul, e Zona Tropical e Intertropical). Essa divisão é
generalizante, ou seja, não considera a existência de outros fatores de
influencia no clima. (Relevo, altitude, proximidade do mar, cobertura vegetal,
continentalidade)
O segundo esclarecimento é relativo a mudança climática ao sul do
trópico de capricórnio. Não podemos pensar que como em um toque de mágica
ultrapassando esse trópico, o clima se altera significativamente. As
características de tropicalidade vão se alterando gradativamente.

POSIÇÃO GEOGRÁFICA DO BRASIL

*A incidência dos raios solares na terra.

Aquecimento e luminosidade diferentes em diferentes latitudes

Os raios solares não chegam a todos os ponto das terra de forma igual. Nas
regiões próximas dos pólos ou nas altas e medias latitudes, o calor
transportado pelos raios solares se distribui por uma superfície maior quando
comparada ao equador ou nas zonas de baixas latitudes.
Latitudes mais elevadas, a espessura da atmosfera que os raios solares tem
de atravessar é, maior que no equador.
A perda de calor é tanto maior quanto mais obliquamente incidirem os raios
solares. Nas regiões polares, os raios solares chegam a superfície da Terra
muito obliquamente. 210
Em contrapartida, a reflexão dos raios solares para atmosfera é acentuada
quando comparada a outras latitudes.
*Conceitos importantes: Clima, tempo, tipo de tempo

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Clima: é a sucessão habitual dos tipos de tempo. É a sucessão habitual dos
estados atmosféricos durante um longo período, de modo habitual, num
determinado lugar.
Tempo: é uma combinação passageira dos elementos do clima: temperatura,
pressão atmosférica, umidade, ventos e precipitações atmosféricas (chuva,
granizo e neve).
Tipo de tempo: Combinação mais durável dos tipos de clima. Ele só pode ser
determinado após alguns anos de observação do tempo em um certo lugar.

2) Massas de Ar e sua dinâmica


É uma grande porção da atmosfera que se caracteriza ou se individualiza por
suas qualidades de temperatura e umidade. O deslocamento das massas de
ar durante o ano caracteriza o tempo, o tipo de tempo, e portanto, o clima.
Zonas de Alta e média Altitude, onde o raios incidem obliquamente. O
aquecimento das terras emersas e água é menor do que nas zonas de baixas
latitude, onde eles caem perpendicularmente. Assim nas Zonas de médias e
altas latitudes, forma-se massas de ar frias e nas zonas de baixa latitude
forma-se massas de ar quentes.
Os oceanos, mares, lagos e rios fornecem a umidade para a atmosfera,
através das evaporações de suas águas, formando massas de ar úmidas.
Nas áreas continentais (terras emersas) formam-se massas de ar seca, salvo
aquelas cobertas por grandes florestas (Amazônia) pois, os vegetais, através
do processo de evapotranspiração, colocam na atmosfera grande quantidade
de vapor de água.

A)Classificação das massas de ar:


Massas de ar equatoriais: Formam-se ao longo da linha equatorial, portanto
em baixas latitudes, e são quentes e úmidas.
Massas de ar Tropicais Marítimas: Forma-se sobre os mares tropicais e
subtropicais (baixas e medias latitudes), são quentes e úmidas provocam
chuvas por onde passam.
Massas de ar Tropicais Continentais: Formam-se sobre planalto
subtropicais e desertos; são quentes e “limpo” para onde se deslocam.
Massas de ar polares marítimas: Formam-se em altas latitudes próximas aos
pólos; são frias e úmidas, levam chuvas por onde passam.
Massas de ar continentais: Formam-se sobre o Oceano Glacial Ártico, na
sua porção norte, no hemisfério setentrional ou nas médias latitudes, são frias
e secas.

Uma massa de ar possui qualidades de temperatura e umidade adquiridas da


superfície terrestre de onde se origina. Mas ao se deslocar de um lugar para o
outro vai adquirindo outras características da superfície terrestre por onde
passa.

B) Os deslocamento de massa de ar:


A energia solar é uma verdadeira “maquina climática” aquece a terra e a 211
atmosfera e provoca a evaporação da água dos oceanos, rios, mares e lagos.
Sendo assim a energia solar é atmosférica de nosso planeta.

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Os movimentos de ar (massas vento) resultam da distribuição desigual de
energia solar nas zonas de baixa, média, e alta latitude. A diferença
responsável é o motor de toda de toda a circunstância de temperatura é
fundamental na formação de áreas de baixa pressão e alta pressão e
conseqüentemente dos ventos e massas de ar pois movimento dessas ocorre
de uma área de alta pressão
( baixa temperatura) para uma área de baixa pressão (alta temperatura).
As áreas frias ou de alta pressão, como as polares, e as subtropicais ou de
latitudes médias são dispersoras de massas de ar e ventos e recebem o nome
de áreas anticiclonais.
As áreas quentes ou de baixa pressão atmosférica (de baixa latitude), como as
equatoriais, são receptoras de massas de ar e ventos e recebem o nome de
áreas ciclonais.

ÁREAS CICLONAIS E ANTICICLONAIS DEFINIDAPELAS ISÓBARAS

ALÍSIOS, CONTRA-ALISIOS, CORRENTES DO OESTE

212

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*Convergência intertropical (CIT)
Zona de convergência Intertropical (ZCIT) é uma zona do globo terrestre
próxima a linha equatorial, tanto no hemisfério norte como no sul, para onde
convergem os ventos alísios, ou seja, ventos constantes que sopram do
hemisfério norte e do sul para esta zona (alísios do sudeste e alísios do
nordeste). Esses ventos sofrem desvio devido ao movimento de rotação da
Terra.É na ZCIT que existe a faixa de chuvas equatoriais

* Contato entre diferentes massas de ar:


Frentes Quentes e Frias
Os contatos entre massas de ar de qualidades diferentes (temperatura e
umidade) ou superfícies frontais frias e frentes quentes ou superfícies frontais
quentes. Pode ser estacionária quando parada ou oclusa quando em
movimento.
A frente fria corresponde a zona de contato entre a uma massa de ar fria e
outra quente em que a primeira (a fria) se desloca ou avança a sobre a
segunda ( quente). Esta zona de contato é marcada pela instabilidade
atmosférica.

FRENTE FRIA

A frente quente também corresponde a zona de contato entre uma massa de


ar quente e outra fria mas, nesse caso, é a quente que se desloca ou avança
em direção a fria, e ao alcançá-la penetra gradualmente por cima dela.

FRENTE QUENTE 213

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3) Massas de ar que atuam no Brasil

Massa equatorial continental (mEc)- Centro de origem no noroeste da


Amazônia, possui qualidade quente e úmida, atua na Amazônia ocidental e
no verão, nas demais regiões do Brasil, provoca chuvas.

Massa equatorial atlântica (mEa)- Centro de origem Atlântico norte no


Anticiclone dos Açores, possui qualidade quente e úmida, forma os ventos
alísios de nordeste . Atua principalmente nos litorais da região norte e
nordeste, na primavera e verão.

Massa tropical atlântica (mTa)- Centro de origem no Atlântico sul próximo ao


Trópico de Capricórnio no anticiclone de Santa Helena. É quente e úmida.
Forma os ventos alísios de sudeste.

Atua nos litorais do NE, SE, S, provoca chuvas, frontais de inverno pois aí se
encontra com a mTa , no; s, chuvas de relevo, em contatos com a Serra do
Mar, atua o ano todo.

Massa tropical continental (mTc)- Centro de origem na Depressão do Chaco


(prolongamento do Pantanal em território boliviano e paraguaio). É quente e
seca. Na primavera encontra-se com a massa equatorial continente,
provocando chuvas, no outono–inverno encontra-se com a mTa ocorrendo
baixo índice pluviométrico.

Massa polar atlântica (mPa)- Se origina no Atlântico Sul, não longe do litoral
da Patagônia (Argentina) Regiões S e SE com maior intensidade. É fria e seca
( no início é fria e úmida). Atinge o litoral do NE, onde, encontra-se com a mTa,
provoca chuvas de inverno, atinge a Amazônia, provocando quedas de
temperatura.

MASSAS DE AR QUE ATUAM NA AMÉRICA DO SUL

214

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*A influência do relevo da corrente marítima de Banguela e da célula de
alta pressão sobre o nordeste brasileiro: O clima Semiárido.
O nordeste brasileiro apresenta várias chapadas, isto é superfícies
sedimentares, de relevo por vezes horizontal e a mais de 600m de altitude.
Elas constituem relativo obstáculo à penetração de massas de ar para o
interior. Quando se encontra um relevo de barreira o ar é forçado a ascender e
se condensa. Daí ocorrem as chamadas chuvas de relevo ou orográficas. É o
que acontece na Chapada da Borborema, cuja presença em parte explica o
polígono das secas do Sertão nordestino.
A existência de uma grande célula de alta pressão sobre o nordeste
(continuação da Anticiclone do Açores) impede o dificulta a penetração da
mEc, da mTa e da frente polar Atlântica necessária para a ocorrência de
chuvas na região.
A corrente marítima de Benguela, que nasce nas altitudes medias do Atlântico
Sul e avança pela costa ocidental da África, é uma corrente marítima fria. Ela
atua em sentido anti-horário e exerce influência nas chuvas nas áreas onde
ela passa: No litoral da Namíbia, arquipélagos de Santa Helen, de Ascensão
com Fernando de Noronha e Nordeste brasileiro, principalmente litorais do Rio
Grande do Norte e Ceará. Essa corrente ao longo de sua trajetória, provoca a
queda de temperatura do ar atmosférico, as massas de ar ao passar por ela,
sofrem condensação de seu vapor d’água e podem ocasionar chuvas no
oceano, chegando ao continente e ao arquipélago em menor quantidade. Tudo
indica que o nordeste se inclui no conjunto de áreas áridas e semiárida que se
verifica na faixa subequatorial da terra, ou seja áreas de fraca pluviosidade. 215

4) Classificação climática do Brasil.


Tendo por base o estudo da dinâmica das massas de ar , Arthur Strahler.

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Clima equatorial úmido: médias elevadas de temperatura (de 25 a 28 ºC) e
pequena amplitude térmica (em torno de 3 ºC) anuais. Isso representa que o
município apresenta pouca variação térmica e chuvas abundantes e bem
distribuídas no decorrer do ano. Essa vasta área, de clima equatorial úmido é
controlada ou dominada pela massa tropical equatorial continental.

Clima litorâneo úmido: Controlado pela massa tropical atlântica. Os meses


mais chuvosos ou de maior índice pluviométrico ocorrem no outono e no
inverno quando se d ao avanço da massa polar atlântica e o encontro desta
com a massa tropica atlântica provocando as chuvas frontais.

Clima tropical de verão inverno seco: Nos meses de maio a setembro os


índices de pluviosidade diminuem. O clima tropical abrange a uma vasta área
do país. No verão ele é dominado pela massa equatorial atlântica e massa
tropical atlântica e no inverno pela massa polar atlântica.

Clima tropical semiárido: marcado pela ação irregular de massas de ar. Esse
clima abrange o sertão do nordeste, prolonga-se pelo norte de Minas Gerais.
Caracteriza-se por médias térmicas anuais em torno de 28ºC) e por chuvas
escassas e irregulares . Tanto no verão quanto no inverno, índices
pluviométricos baixos agravando-se nos meses de outono, do inverno e parte
da primavera quando ocorrem longos períodos de secas afetando com todas
as consequências a vida local.

Clima subtropical úmido: predominante na região Sul, controlado pela


massa tropical atlântica e pela massa polar Atlântica.
Caracteriza-se pela ocorrência de chuva nos doze meses do ano (chuvas bem
distribuídas), por invernos com temperaturas baixas com geadas frequentes e
neve ocasional nas áreas serranas.

Climogramas representam as medias mensais de chuva e temperatura do ar


atmosférico nos diferentes tipos de clima segundo a classificação de Arthur
Strahler ( as barras azuis representam as medias pluviométricas mensais e as
linhas vermelhas a média mensal de temperatura).

CLIMOGRAMAS

CLIMAS CONTROLADOS POR MASSAS DE AR


216

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Climas
Exercícios proposto:
1) (UNIFAL-MG 2007):
Considerando-se a tropicalidade dos climas – e suas consequentes
repercussões na vida humana – em vastas extensões do território brasileiro, é
INCORRETO afirmar que:
A) a alternância típica das estações chuvosa e seca – verão e inverno – ainda
influencia o calendário agrícola de amplas regiões, mesmo daquelas em que já
se utiliza a irrigação.
B) a redução da intensidade da radiação solar e da duração do dia no inverno,
embora pouco significativa, torna o sol alternativa energética inviável nessa
estação do ano.

C) a umidade relativa do ar apresenta variação estacional semelhante à das


chuvas, com expressiva redução durante os dias de inverno, o que implica
efeitos sobre a saúde humana.
D) as diferenças de temperatura entre verão e inverno, embora reduzidas,
aumentam com a latitude, sem que o frio se torne fator limitante para a
agricultura em muitas regiões.

2)(UNIFAL-MG 2006/2) Analise do mapa abaixo, que representa os tipos


climáticos do Brasil:

217

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(Fonte: MOREIRA, Igor. O Espaço Geográfico: Geografia Geral e do Brasil.
São Paulo: Ática. 2000. [Adaptado])
Com base no mapa e em conhecimentos sobre as dinâmicas climática e
socioespacial brasileiras, é CORRETO afirmar que o(s) tipo(s) climático(s):
a) 4 e 2 são controlados por massas de ar equatoriais e tropicais, resultando
em uma baixa precipitação.
b) 3 é caracterizado por baixa pluviosidade, influenciando as atividades
agrícolas da região.
c) 1 sofre influência da massa de ar equatorial continental, apresentando
elevada pluviosidade, que beneficia o uso do transporte rodoviário.
d) 4 apresenta as maiores amplitudes térmicas do país, sendo propício para o
cultivo do café.
e) 5 possui duas estações bem definidas, inverno chuvoso e verão seco,
sendo adequado para o desenvolvimento da pecuária.

Aula 09
Vegetação do Brasil

Pela sua localização no globo e pela sua extensão territorial, o Brasil é


considerado o maior país tropical do mundo. Isso contribui para uma grande
biodiversidade de paisagens pelas sucessões de suas formas de relevo,
climas solos, vegetação, animais e hidrografia, que o define como e pais de
maior biodiversidade em todo o planeta.
De todos os elementos que compõe essa biodiversidade o mais importante é
a vegetação. Sendo um elemento vivo, estático e dependente direto do clima a
vegetação auxilia nos estudos da manutenção ou alteração do meio ambiente,
pois quaisquer mudanças no teor da umidade do ar da direção dos ventos
(disseminadores de semente), da qualidade dos solos da luminosidade 218
(fotossíntese), da ação humana e dos animais nos diversos biomas, será ela
que primeiro sofrerá as consequências. Portanto no território brasileiro as

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alterações de paisagens apresentação vegetações com as seguintes
características biológicas:
Higrófitos: Os vegetais são adaptados a ambientes com elevada
quantidade de água, como na Amazônia, onde se encontra a vitória regia com
suas raízes aquáticas.
Xerófitos: Os vegetais são adaptados a ambiente com pouca água, como
no semi-árido nordestino, com a presença de cactáceas e outras espécies com
acaules cascudos e folhas espinhelas com grande capacidade de retenção de
água.
Halofilas: Adaptadas ao meio salobro em águas localizadas junto a
desembocadura dos rios no oceano. São os mangues, com suas raízes aéreas
para conseguir fixar nitrogênio do ar.
Semideciduas: perdem suas folhas no inverno para preservarem a umidade
em seus interiores e poderem suportar a estação séc. É o caso da maioria das
espécies do cerrado.
Herbacias: Vegetação rasteira, composta principalmente de gramíneas,
como as pradarias gaúchas e dos campos do Pantanal, Mato Grosso do Sul e
Roraima.
Aciculifoliadas: Compõem de espécies com folhas pontiagudas, como as
coníferas ou pinheiro (araucária), adaptadas as áreas mais altas e da baixas
temperaturas do clima subtropical do sul, marcadas por um verão brando.
Normalmente as formações vegetais são divididas de acordo com o porte
dos vegetais que o compõem:
Grande porte: formações arbóreas ou florestais.
Médio porte: vegetação arbustiva.
Pequeno porte: vegetação herbácea.

1) Formações florestais
Originalmente eram as formações vegetais dominantes do território
brasileiro, encontrando-se hoje bastante devastadas e alteradas e alteradas
por cinco séculos de exploração desordenada.

A) Florestas latifoliadas equatorial (pluvial)


É a floresta Amazônica que em território brasileiro corresponde a 40% de todo
o pais.
Apresenta as seguintes características botânicas: Higrófitos, densa e
latifoliada (com folhas largas)
De acordo com o relevo Amazônico, a composição vegetal se altera e pode
ser dividida em três partes:
*Mata do Igapó: Ocupa as partes mais baixas ao longo dos cursos dos rios
estando quase que permanentemente inundada. É uma mata muito fechada e
intrínseca.
*Mata de várzea: Ocupa terrenos mais elevados onde as águas só chegam nas
épocas das cheias periódicas. 219
*Mata de terra firme (Caaetê): Domina as partes não sujeitas a inundações,
como os platôs e as depressões não inundáveis.

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Representação esquemática dos três degraus de vegetação amazônica

B) Mata latifoliada tropical


Ocupa originalmente toda a fachada atlântica, sendo estreita no nordeste e
no sul e mais larga no sudeste. Segundo o IBDF (Instituo Brasileiro de
Desenvolvimento Florestal), hoje resta somente a Mata Atlântica 5% toda
sua área original, tendo sido devastada principalmente pela sua localização
próxima ao litoral, o que coincidiu com o povoamento periférico ao país. A
necessidade de combustível (lenha), madeira para a construção e mais
espaço para lavouras e cidades, além da exploração das espécies mais
nobres, foram os principais causadores da dessa devastação. Atualmente
somente se verifica nichos de preservação como os parques nacionais de
Monte Pascoal na Bahia, a Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro, as matas
de encostas nos escarpamentos da Serra do Mar e Reservas da Juréia
entre outras. Para o interior, notam-se algumas áreas junto ao rio Paraná,
principalmente no parque nacional de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná.
Esta floresta recebeu o titulo da Unesco de reserva da biosfera, apresenta
ainda no interior as matas ciliares ou matas galerias, acompanhando as
margens dos mananciais, colaborando para a limpeza das águas e
renovação da vida local.

C) Mata de encosta ( latifoliada úmida)


Ocupava originalmente a sem encostas e escaras e escarpas das serras
litorâneas desde o nordeste ate sul, hoje reside somente onde o terreno é
mais íngreme ou de difícil ocupação humana.

D) Mata da Araucária
Originalmente ocupando as áreas de climas tropical de altitude do sudeste e
subtropical no sul, também conhecida como Matados Pinhais conta com
poucas espécies. Considerada extinta pelo IBDF desde 198, nela é
dominante a espécie da Araucária angustifólia , um pinheiro de madeira
nobre que atraiu a atenção dos madeireiros durante todo o século XX, extinto
hoje somente nas áreas mais altas e abruptas do relevo. Mas além dos
pinhais, mata d a Araucária convive com espécies vegetais latifoliadas, como
a canela, a imbuia e a peroba, além de outras espécies menos nobres.
220
E) Mata dos cocais

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Trata-se de uma mata de vegetação de transição entre os climas equatorial
(Amazônia Oriental) e Semiárido (Sertão) onde são dominantes as espécies
das palmáceas como o babaçu, a carnaúba, o buriti, o coqueiro no litoral,
entremeados de espécies menores de mata tropicais e campos.

2) Formação arbustiva e herbáceas

A) Cerrado
Sujeito ao efeito da continental idade do clima tropical (uma estação chuvosa
e outra muito seca), o serrado é uma vegetação arbustiva adaptada aos solos
ácidos muito pobres e muito permeáveis, onde suas espécies semi-ducículas
apresentam-se espalhadas pela capoeira ou formações compacta. É uma
vegetação que ocupa o Brasil central e infelizmente nos últimos 40 anos tem
sido rapidamente devastada, para dar lugar a agropecuária, a partir da
aplicação de calcários (calagem) para a correção da acidez dos solos. Outro
fator da destruição do cerrado é a necessidade de lenha para ser transformada
em carvão vegetal parta abastecer principalmente as siderúrgicas de Minas
Gerais.

B) Caatinga
Vegetação xerófila, como cactáceas e bromeliáceas (mandacaru, xique-
xique, facheiro), ocupa a maior parte do sertão nordestino, devido a ação do
clima semiárido.

C) Campos ou Pradarias
Vegetação composta por gramíneas com poucos arbustos espalhados.
Cobrem os Pampas do Rio Grande do
Sul, constituído a campanha Campanha Gaúcha, o sul do mato Grosso do
sul e a depressão do Tacatu Mau no estado de Roraima, além de formações
incrustadas na Amazônia.

3) Formações Litorâneas

Mangue
Vegetação típica dos mares tropicais encontrados em áreas de
desembocadura de águas doces dos rios nos oceano. São formações
arbustivas de raízes aéreas de troncos delgados, constituindo-se vegetais de
grande adaptação ao meio hidrófilo e halófito (salobroso).
Suas raízes aéreas constituem uma defesa de seus organismos, pois fixam
o nitrogênio necessário ao seu desenvolvimento. Já que o solo lodoso é pobre
em nutrientes. Estão presentes desde o Amapá até o Rio Grande do Sul, desde
que o terreno litorâneo seja rebaixado. É também muito importante para a
renovação da cadeia alimentar marinha, principalmente pela produção de
fitoplanctons, que produzem a maior parte do oxigênio da atmosfera.

4) Domínios morfoclimáticos brasileiros 221


O termo domínio é usado se referindo ao conjunto natural em que existe
uma interação entre os elementos e um deles é determinante. Seja o relevo,
ou clima ou vegetação. No lugar de paisagem natural costuma-se utilizar

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domínio morfoclimático (morfo = relevo, climático=clima) devido a importância
do relevo e do clima na formação de cada conjunto. Mas isso não significa que
cada conjunto se delimite apenas pelo clima ou apenas pelo relevo, já que
existe um a coincidência entre os domínios morfoclimáticos os fitogênicos, os
hidrográficos, e os pedológicos (referente ao solo).
Outro aspecto a ser ressaltado é o da interseção entre os domínios, as
chamadas zonas de transição. São áreas que é difícil de distinguir a paisagem
por intercalar uma ou mais formações vegetais. As mais importantes são: A
Mata dos Cocais, o Pantanal do Mato Grosso e o Agreste Nordestino.

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL

I) Domínio Amazônico:
O domínio geológico Amazônico apresenta um relevo formado basicamente
por depressões, baixos planaltos e as planícies aluviais. As elevações surgem
no extremo norte ((Planalto Guiano) e no extremo sul (planalto Central) desse
domínio.
O clima equatorial, com temperaturas muito elevadas por causa das baixas
latitudes (com pequenas amplitudes térmicas no decorrer do ano) e constantes
chuvas convectivas favorecidas pela evapotranspiração da grande floresta
latifoliada local, típica dessa região.
A massa equatorial continental da a dinâmica climática local, e a chagada da
massa polar atlântica gera a queda brusca da temperatura durante ao inverno,
fenômeno conhecido como friagem (Amazônia ocidental).
A hidrografia regional é marcada pela presença da bacia Amazônica, o
maior do mundo com rios que coletam a grande pluviosidade regional e levam
para o principal, o Amazonas, que deságua mais d e100mil metros cúbicos por
segundo no oceano Atlântico. Bastante explorados pelas populações
ribeirinhas, os rios amazônicos garantem o transporte local e a pesca para o 222
sustento das famílias isoladas pela Floresta Amazônica em áreas de difícil
acesso. O alto potencial hidroelétrico dessa bacia, localizado principalmente
entre cachoeiras que surgem quando os afluentes do rio Amazonas descem

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dos Planaltos periféricos para a calha do rio principal, é pouco explorado
devido ao baixo consumo energético regional.
Floresta latifoliada equatorial conhecida também como Hiléia ou mata
amazônica, cobre todo esse domínio formando o principal domínio natural.
Heterogenia, hiléia apresenta a maior biodiversidade do planeta. Sempre verde
(perene), é uma vegetação estratificada e fechada. Como é uma floresta adulta
consegue prover sozinha sua necessidade de oxigênio, água e material
orgânica. A proximidade dos rios diminui sua estatura, que na mata de terra
firme pode chegar a 50, formando seu estrato conhecido como mata do igapó
(formada basicamente por hidrófilas). Separando o igapó das terras firmes
aparece a mata de várzea, periodicamente alagadas durante as cheias. O
jequitibá, o guaraná, a castanheira, o mogno, o cacaueiro e as seringueiras são
algumas das arvores que surgem na mata.

II) Domínio Cerrado


O domínio geocológico do cerrado ocupa quase todo o Brasil central,
abragendo boa parte da região centro oeste, partes da Minas Gerais,
Maranhão e Piauí. A principal unidade geomorfológica dos cerrados é o
planalto Central, constituído por terrenos cristalinos bastante desgastados por
prolongada erosão, e por terrenos sedimentares, que formam as chapadas
(Parecis, Guimarães, Mangabeiras, Espigão Mestre entre outras). Seus solos
são predominantemente ácidos necessitando de calagem para que sejam
utilizados pela atividade agrícola, ao sul surgem manchas de terras rochas.
Apesar de baixa densidade hidrográfica, o planalto Central, com suas
elevações e chapadas serve como divisor de águas e separando varias bacias
hidrográficas como a Amazônica (que corre para o Norte) da Platina ( que corre
para o Sul) e a do São Francisco. Graças ao clima os rios que cortam esta
região tem regime tropical, ou seja, as cheias ocorrem durante o verão.
O principal clima do cerrado é o tropical semiúmido (conhecido também
como tropical), que apresenta duas estações bem definidas, com inverno seco
e verão bastante úmido.
Isso se deve alternância das massas de ar Equatorial continental (no verão)
e a polar Atlântica (no inverno) na região central brasileira. A prolongada
estiagem que ocorre durante o inverno pode chegar a seis meses o que
aumenta ao risco de incêndios nesse período.
O cerrado é a vegetação dominante, com seus dois estratos: um
arbóreo-arbustivo, com arvores de pequeno porte (pau santo, lixeira, pequi)
outro herbáceo, de vegetação rasteira, com várias espécies de capim
(barba de bode) flechinha, colonião, gordura). Os arbustos de tronco retorcido,
copa irregular e casca grossa, são adaptados as combinações naturais entre o
clima (seca prolongada) e o solo. Consegue por vezes escapar das queimadas
naturais que castigam a região centro oeste durante o inverno. Ao longo dos
rios, podemos encontrar as matas ciliares acompanhando a maior umidade
trazida pelos rios e trazendo proteção contra o assoreamento
O domínio dos cerrados passa por um intenso processo de destruição,
pois a expansão da fronteira agrícola que ocorreu no Brasil central, fato 223
promovido pela facilidade de ocupação, pela boa adaptabilidade do gado
bovino e pela aclimatação da soja em outros produtos agrícolas que superam
as dificuldades naturais (solos pobres laterizados e estiagem prolongada)

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degradando a vegetação primitiva. Varias reservas naturais tentam faz a
preservação do cerrado, que já teve mais de dois milhões de quilômetros
quadrados e hoje tem apenas 350 mil quilômetros, onde vivem mais de 800
espécies de aves e 160 espécies de mamíferos numa das paisagens mais
típicas do Brasil.

III) Domínio Caatinga


A depressão sertaneja (ou sertão) fica num rebaixado entre o planalto de
Borborema e a Chapada Diamantina a leste e a chapada das Mangabeiras e o
Espigão Mestre a oeste. Fechando sua porção setentrional, temos ainda
chapadas residuais, como o Araipe, Ibiapaba e Apodi. Seu interior sofre
pediplanação intensa, com ventos e inteperismo térmico que vai aplainando
progressivamente o relevo. Surgem também inselbergs, que são morros
residuais cristalinos, como Quixadá, Milagres e Patos.
Os solos são poucos profundos pela falta de chuvas e pelo predomínio do
intemperismo térmico, porém não possui baixa fertilidade, pois sua
constituição química é muito boa.
O clima da caatinga é tropical semiárido, com temperaturas elevadas o ano
todo e chuvas escassas, com medias de 500 mm por ano, mas que tem como
principal característica a irregularidade dos períodos chuvosos, com estiagem
que podem durar de dois a três anos o que inviabiliza uma serie de atividades
econômicas por parte da população local. A semiaridez é causada pela
dinâmica das massas de ar que atuam na depressão sertaneja (Massa
Equatorial Atlântica, Massa Equatorial Continental, Massa Tropical Atlântica,
Massa Polar Atlântica) e chegam na região trazendo baixa umidade com
ventos já secos.
Já no vale do São Francisco maior rio perene do Polígono das Secas, as
águas do rio são usadas para irrigar culturas que não só se abastecem, mas
também são, muitas vezes exploradas, como é o caso da fruticultura. Grandes
extensões de rochas magmáticas profundas impedem, por vezes a abertura
de poços artesianos.
A vegetação desse domínio por base é a caatinga formada por pequenos
arbustos (aroeira, juazeiro) e por plantas xerófilas como as cactáceas,
(mandacaru, xiquexique) e bromélias (macambira). São os vegetais adaptados a
estiagem prolongadas, com poucas folhas muitos espinhos plantas 224
caduciformes que perdem as folhas durante o período seco.
Os brejos ou pés de serras em função da maior umidade (chuvas a
Barlavento) são fundamentais para a atividade agrícola no nordeste seco.
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Como a base econômica forte do sertão nordestino é a agropecuária, e o
clima semiárido, com chuvas escassas e irregulares, dificulta ou impede essa
atividade a população local passa a sofrer sérios problemas sócio econômicos.
Porem, somente a dificuldade natural seria insuficiente para explicar o atraso
regional, uma vez que os métodos de combate a seca não são democratizados
e o uso político da situação ainda esta presente no nordeste. Na realidade, a
pobreza regional é muito mais bem explicada pelas históricas e sociais.
A seca é apenas mais um agravante que poderia ser solucionada pela
aplicação de técnicas moderna.
A transposição do Rio São Francisco é apresentada como das soluções a
serem aplicadas, levando parte das do São Francisco para o Rio Jaguaribe,
através de uma série de canais artificiais. É um projeto polêmico mais que esta
em pauta.

POLIGONO DAS SECAS

IV) Domínio dos Mares de Morros: 225


Localiza-se na porção oriental do Brasil, desde o sul ate o nordeste. Na região
Sudeste, penetra no interior da São Paulo e Minas Gerais. O planalto Atlântico é a
unidade de relevo que mais se destaca, com seus terrenos cristalinos antigos e
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um conjunto de elevações chamadas de Serras (Mantiqueira, do Mar, Geral,
Caparaó etc).
É o domínio com as maiores médias altimétricas do país (terras altas) e
sofre um grande processo erosivo. É uma região de rios planálticos,
encachoeirado, com um alto potencial hidrelétrico e de regime tropica. A
energia extraída desses rios abastece o maior parque industrial do Brasil. As
terras altas dividem as bacias do Paraná do São Francisco e as bacias
secundárias do leste e do sul. O domínio dos mares de morros combina dois
climas diferentes: o clima tropical de altitude, com temperaturas modestas e
pluviosidade elevada, com as chuvas concentradas no inverno e no outono, e
o clima tropical úmido, mais quente e com maior pluviosidade, comas chuvas
concentradas no inverno (Nordeste oriental). O primeiro surge nas serras e
no interior, o segundo predomina na planície costeira. Nesse espaço tropical
(quente e úmido), surgem as florestas latifoliadas sempre verdes, que segura
grande umidade no seu meio, exuberante e colorida na florada com arvores
cujas alturas vão de 25 a 30 metros (peroba, cedro, figueira, cerejeira, jatobá,
entre outros).
A mata Atlântica divide espaço coma área mais ocupada do país (70%
da população nacional), além de conter uma atividade agropecuária
extremamente desenvolvida.
A poluição emitida pelos grandes centros urbano e as especulações
imobiliária completam o quadro responsável pelo avançado estado de
destruição pelo qual passa a floresta tropical que vê desaparecer, pouco a
pouco, sua biodiversidade formada por cerca de 6 mil vegetais, 160 mil
espécies de mamíferos e mais de 250 mil anfíbios. Apesar dos esforços legais
para tentar preservar o que ainda resta da mata Atlântica, as reservas são
sistematicamente destruídas pela exploração de suas madeiras nobres e de
outros muito valorizados.

DOMÍNIOS MORFOCLIMATICOS

V) Domínio Araucária 226


A combinação entre a altitude das serras da região Sul com as baixas
latitudes e as fortes entradas da massa polar atlântica criam o domínio mas frio
do Brasil, inclusive com a ocorrência de neve no alto inverno, capaz de dar
ares europeus ao Brasil.
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O planalto meridional na divisa entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul
um perfil formado por uma sequência de cristas conhecidas como Serras
Gaúchas e Catarinense, com elevações de onde descem rios de pequeno
volume e muitas corredeiras. O clima subtropical, de temperaturas moderadas
e pluviosidade baixa, mas bem distribuídas durante o ano, temos a maiores
amplitudes térmicas nacionais.
As chuvas d verão são causadas pela entrada da massa de ar Tropical
atlântica, e as chuvas de inverno trazidas pela massa Polar atlântica que chega
da Argentina.
A vegetação que surge nas serras frias do sul é a floresta aciculifoliada
subtropical (também conhecida como mata da Araucária ou dos pinhais), que se
estende desde São Paulo. (áreas mais altas do estado), ate Rio Grande do Sul.
Pode ser classificada como floresta de Conífera e é uma formação aberta, de
fácil exploração física, de folhas em forma de agulha (Acicufoliada), com grande
ocorrência de pinheiros Araucária angustifólia associada a outra espécies com o
cedro, a canela, a imbuia e a erva-mate (usada no chimarrão).
A extração de madeira, implantação da produção vinícola na região e a
agricultura de produtos a temperados (principalmente frutas de clima frio)
ajudaram a desmatar a mata de Araucária, que hoje apenas com uma pequena
parte de sua cobertura original.
Atualmente, o turismo ajuda a se preservar o que ainda resta das
Araucárias, já que a região das serras oferece uma paisagem bem diferente
das demais encontradas pelo Brasil.

227

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Atuação das massas de ar no inverno na América do sul

VI) O Domínio das Pradarias


O domínio das pradarias abrange vasta s áreas do centro sul do Rio Grande
do Sul. Na divisa do Brasil com o Uruguai e a Argentina. É o menor dos
domínios brasileiro. O clima subtropical, com invernos rigorosos e verões
quentes, garante a maior amplitude térmica do Brasil. A pluviosidade é bem
distribuída durante o ano e favorece a atividade agro pecuária na região.
Os campos do sul, ou pampas estão em uma área relativamente baixa e
plana, formada por intenso processo erosivo, com pequenas elevações
conhecidas como coxilhas.
Sua vegetação é de gramíneas e pequenos arbustos. Formando ótimos
pastos naturais, as pradarias são ocupadas pela criação extensiva de gado
bovino e ovino, além do cultivo de arroz milho, soja e trigo. As queimadas para
as limpezas dos terrenos são uma prática habitual.
Os principais problemas ambientais das pradarias são a erosão, a queda da
fertilidade do solo e a expansão de algumas manchas arenosas. Estas tem
chamado a atenção por serem apresentadas como processo de desertificação,
estudos mais específicos apontam a causa como sendo o tipo de sol, e a forte
influencia antrópica (agropecuária)
A verdade é que todos os ecossistemas brasileiros em a maior ou menor
grau, vem sofrendo prejuízos pelo descuido pela ganância ou pela ignorância.
A expansão urbana também tem sua parcela de colaboração para que muitas
paisagens brasileiras sejam conhecidas apenas em livros de geografia ou em
fotos de interne. Estudar com atenção casos como a arenização dos campos
do sul do Brasil pode ser decisivo para a perpetuação deste ecossistema.

VII) As faixas de transição 228


Faixas de transição são áreas que separam dois ou mais domínios
geoecológicos, representando a transição gradual entre essas paisagens
naturais. O mapa a seguir destaca três paisagens.

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A) MATA DOS COCAIS
B) AGRESTE
C) PANTANAL

PRINCIPAIS FAIXAS DE TRANSIÇÃO

C) O Pantanal Mato-Grossense
O pantanal esta numa área sudoeste do Mato Grosso e a oeste de Mato
Grosso do Sul que corresponde a mais típica planície do Brasil. De
sedimentos recentes quaternários, essa planície é drenada pela bacia do
Paraguai. Durante o verão, vastas áreas são alagadas durante o período das
chuvas, formando grandes lagoas interligadas por canais (corixos). As áreas
mais elevadas são protegidas de enchentes, locais onde se colocam as sedes
das fazendas e se concentra o gado durante as cheias. Uma vez que os
pastos naturais são de ótima qualidade para o gado.
A vegetação possui espécies de floresta do cerrado, campos e ate plantas
xerófilas. Verdadeira síntese da vegetação brasileira, nos últimos anos vem
sofrendo com a ação humana: devastação e contaminação das águas. Os
vários rios, afluentes do Paraguaio (Taquari, Piquiri, Miranda A pecuária é a
grande atividade econômica da região, uma, Aquidauana) apresentam uma
grande variedade de peixes. A fauna é riquíssima e variada (aves jacarés,
onças capivaras), atraindo a caça e a pesca predatória. O eco turismo é uma
atividade que vem gerando um grande crescimento econômico na região,
ajudando no controle e na preservação com atividade relacionada com o meio
ambiente e a cada dia ganha mais adeptos entre os fazendeiros locais.

229

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A)B Mata dos cocais
A mata dos cocais localiza-se entre três domínios diferentes: o amazônico a
oeste, o da caatinga a leste e do cerrado ao sul. Ocupa áreas do Maranhão e
Piauí ao longo dos Vales fluviais, como o do Paranaíba, o do Mearim e do
Grajaú, entre outros. Possui grandes extensões ainda como o babaçu e conta
ainda com outras espécies de palmáceas, como a carnaúba, o buriti e o açaí.
Boa parte da população local vive da exploração desses vegetais que vendidos
para fabricas locais dão origem a uma valiosa linha de ceras e óleos vegetais
comestíveis de grande valor industrial. Na região, a agropecuária comercial,
com gado bovino de corte, milho, soja, e arroz ameaça a mata dos cocais.

B) Agreste
Entre a zona da mata nordestina e o sertão nordestino (domínio caatinga)
temos uma estreita faixa de transição conhecida como agreste. Na região do
planalto da Borborema, desenvolve-se um a vegetação que mistura
elementos da mata atlântica a da caatinga, portanto fazendo a transição
gradual entre essas duas paisagens.
230

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OO

O NORDESTE E SUAS SUBREGIÕES

25

1- BRASIL COLÔNIA

AULA 01 – EXPANSÃO MARÍTIMA


231
“Por mares nunca antes navegados”
A expansão marítima européia do século XV foi conseqüência da
necessidade encontrar novos mercados. O país pioneiro nesse processo foi

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Portugal. Tendo como marco inicial a conquista de Ceuta (1415), os lusitanos
prosseguiram sua expansão contornando a África e chegando a s Índias. Em
1500, as primeiras esquadras portuguesas chegaram ao Brasil. Afastaram-se
da costa Africana em direção ao oeste, alegando terem se desviado da rota em
virtude de calmarias.

“E assim seguimos nosso caminho por este mar, de longo, até que, terça feira
das Oitavas da Páscoa que foram 21 de abril, estando da dita ilha obra de 660
ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os
quais eram muita quantidade de ervas compridas. Quarta feira seguinte, pela
manha topamos aves a que chamam fura buchos. Nesse dia hora da véspera
houvemos vista de terra! Primeiramente de um grande monte, muito alto e
redondo. O capital pôs o nome Monte Pascoal e a terra, Terra de Vera Cruz”.
O texto acima foi escrito por Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada de
Pedro Álvares Cabral em 1º de maio de 1500. É parte da carta do escrivão ao
rei D. Manuel narrando o descobrimento do Brasil.
Séc. XV a XVI
A crise do século XIV despertara a consciência dos comerciantes e
banqueiros europeus para o fato de que o mercado no continente era instável e
que se tornava necessário encontrar novos fornecedores. Além disso, os
metais preciosos com que se cunhavam as moedas escasseavam impondo–se
a busca em outras regiões fora da Europa.
Causas da expansão
 Progresso tecnológico
 Fascínio pelas Índias
 Monopólio Italiano
 Formação dos Estados Modernos

Pioneirismo de Portugal
Portugal foi o primeiro país europeu a se lançar nas grandes navegações,
o que não aconteceu por acaso. Inúmeras razões concorreram para isto, entre
elas a pouca quantidade de metais preciosos para cunhagem de moedas, a
falta de produtos agrícolas e de mão de obra, o desejo de expandir a fé cristã e
a necessidade de conseguir novos mercados. Além disso, Portugal era um país
privilegiado entre os europeus, pois contava com fatores que possibilitavam
sua primazia nas grandes navegações.
 Posição geográfica estratégica
 Burguesia ávida de lucros
 Paz interna
 Avançada arte náutica
 Centralização monárquica
 Pouca quantidade de metais preciosos
 Falta de produtos agrícolas e de mão de obra
 Desejo de expandir a fé cristã
 Busca por novos mercados
232
Histórico das navegações
O marco inicial da expansão ultramarina portuguesa foi a conquista de
Ceuta, 1415. Situada na costa marroquina, Ceuta cidade comercial e núcleo

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estratégico para a expansão árabe, simbolizava o poder mulçumano na região.
Como dessa região partiam expedições piratas árabes, a conquista foi
justificada por Portugal como uma reação cristã aos ataques mulçumanos.
 1415- Conquista de Celta
 1492- Descoberta da América Chegada de Cristóvão Colombo na América
 1498-Vasco da Gama completa o périplo africano chegando as Índias
 1493 - Bula Papal Intercoetera: Marco de divisão 100 léguas de cabo verde
 1494 - Tratado de Tordesilhas: Marco de divisão 370 léguas de Cabo Verde
 1500 - Descobrimento do Brasil: chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil

Rota das navegações séc. XV e XVI


Os donos da terra
Migrações para a América
Até hoje se descobriram, no continente americano, fósseis primatas dos
quais o homem pudesse descender. Assim, a tendência dos estudos modernos
é buscar fora do continente americano as origens dos primeiros habitantes de
nossa Terra.
 Asiática - Ásia
 Australiana - Polo sul
 Malaio polonesa – Ilhas polinésias
 Esquimó - Pólo norte

MIGRAÇÕES PARA AMÉRICA

Recordando
1488- Bartolomeu Dias contorna o cabo de Boa
Esperança no extremo sul da África.
1492- Expulsão dos mouros da Espanha e
chegada de Cristovão Colombo a América
1494- Portugal e Espanha assinam o Tratado de
Tordesilhas
1495- D. Manuel sobe ao trono de Portugal 233
1498- Vasco da Gama chega as Índias
contornando a África
1500- A esquadra de Cabral chega ao Brasil
1502- Américo Vespúcio descobre a América

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Antropofagia

Recordando
1415- Portugal conquista Ceuta, dando início a
expansão marítima do século XV.
1418- D. Henrrique reúne em Sagres grandes
navegadores da época.
1434- Gil Eanes ultrapassa cabo Bojador.
1453- Os turcos tomam Costantinopola, ameaçando
o comercio ocidente oriente.
Termina a Guerra dos cem anos entre França e
Inglaterra

EXERCÍCIOS DE AULA .

Exercício Proposto
1) UFMG/2009

234

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A partir da análise e comparação desses mapas e considerando-se outros
conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que
A) a cartografia europeia, por razões religiosas, não assimilou o conhecimento
dos povos indígenas acerca dos continentes recém-descobertos.
B) a concepção de um mundo fechado, em oposição à idéia de um cosmos
aberto, dominou a cartografia europeia até o século XVII.
C) as navegações alteraram o conhecimento do mundo, à época, jogando por
terra os mitos antigos sobre a inabitabilidade das zonas tórridas.
D) os descobrimentos, em fins do século XV, resultaram da expansão do
conhecimento do mundo alcançado pelos geógrafos do Renascimento.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

2) (EsAEx-2006) No século XV, Portugal e Espanha deram início à


expansão marítima europeia, da qual resultaram grandes impérios coloniais, a
exemplo do Brasil. As afirmativas abaixo dizem respeito às várias explicações
acerca do expansionismo e dos descobrimentos portugueses dos séculos XV e
XVI. Analise-as e, a seguir, assinale a alternativa correta.

I. A busca por rotas comerciais alternativas na tentativa de escapar das altas


taxas cobradas pelos turco-otomanos, a partir do domínio estabelecido
por eles no Mediterrâneo oriental em 1453.

II. O desenvolvimento de instrumental tecnológico para navegação, a partir de


estudos realizados por cartógrafos, astrônomos, matemáticos e
navegadores na Escola de Sagres.
III. A aliança entre portugueses, venezianos e genoveses para fortalecer o
monopólio que mantinham sobre o Mediterrâneo, visando anular os
prejuízos causados pela invasão árabe na península Ibérica ocorrida
naquele período.
IV. As aspirações da burguesia mercantil que havia consolidado a sua relação
com a Coroa durante a Revolução de Avis, entre 1383 e 1385, quando as 235
forças de Castela foram expulsas de Portugal e Dom João I assumiu o
trono.
(A) Somente a I está correta.
(B) Somente a I e a III estão corretas.

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(C)Somente a I, a II e a IV estão corretas.
(D)Somente a I, a III e a IV estão corretas.
(E) Somente a II e a IV estão corretas
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

3) (Fuvest-SP) “Gostaria que espanhóis e portugueses mostrassem, onde


está o testamento de Adão que dividiu o mundo entre Portugal e Espanha.”
Esta frase mostra o descontentamento do rei Francisco I, com:
a) O comercio de especiarias
b) Expedições de reconhecimento de terras portuguesas e espanholas
c) Situação geográfica privilegiada de Portugal e Espanha
d) Ao tratado de Tordesilhas
e) As viagens marítimas europeias
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

AULA 02 – ADMINISTRAÇÃO COLONIAL

“Mercantilismo, ouro, poder e Gloria“


De 1500 a 1530 a economia brasileira gravitou em torno do Pau Brasil.
Após 1530, declinando o comércio com as Índias, a coroa portuguesa decidiu-
se pela colonização do Brasil. Nossa vida econômica, política e social foi
organizada em função de interesses, necessidades e decisões de Portugal. A
administração foi efetuada inicialmente por meio das capitanias hereditárias.
Com seu fracasso foi instituído os governos gerais.
A colonização ocorreu no período inicial do capitalismo, denominado
capitalismo comercial ou mercantilismo. O colonialismo aceleraria o processo
de acumulação de capitais.
“Rebentou então, por culpa dos portugueses, uma revolta dos índios, que
até então se mostravam pacíficos. Os habitantes da povoação de Olinda
defronte da qual nós achávamos, não podiam dar aos outros nenhum ajutório,
pois desconfiavam que os selvagens queriam também atacá-los. Os silvícolas
que nos sitiavam estimavam-se em 8 mil”
O texto acima foi escrito por Hans Atarden. Artilheiro de nativo, que fez duas
viagens ao Brasil. Anarrativa mostra as dificuldades enfrentadas pelos
colonizadores no século XVI
Introdução
A notícia da chegada de Cabral ao Brasil não teve grande repercussão
nos meios comerciais portugueses. A carta de caminha não mencionava a
presença de riquezas.
236
 Período pré – colonial (1500- 1530)
Desinteresse
*Não existência de metais preciosos

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*Lucrativo comércio com as Índias
*Falta de mão de obra portuguesa para povoar regiões descobertas

Economia Colonial
A economia pré-colonial se concentrou na exploração predatória do pau-
brasil madeira vermelha existente em toda Mata Atlântica. Conhecido na
Europa desde a Idade Média por apresentar um corante muito usado para
corar tecidos e móveis.

Estanco do Pau Brasil pela coroa portuguesa (Monopólio real). Só o rei
concede a exploração.
 Escambo do Pau Brasil Pagamento aos indígenas pelos trabalhos
prestados em troca de objetos de pouco valor.
 Inexistência de núcleos povoadores. O ciclo do pau Brasil não criou
núcleos povoadores, mas sim feitorias pouco expressivas.

Expedições do período colonial.


 Principais acidentes geográficos: Gaspar de Lemos, Gonçalo Coelho
 Lutas contra piratas franceses: Coroa resolve enviar expedições guarda
costas que pouco fazem em virtude da grande extensão territorial.

Início da colonização
 Ameaça estrangeira: A presença estrangeira no litoral brasileiro
representava uma ameaça a Portugal. O monarca português D. João III chegou
a reclamar o contrabando francês ao rei Francisco I da França. Este limitou-se
a responder. “Gostaria muito de ver o testamento de Adão e Eva dividindo as
terras do novo mundo entre Portugal e Espanha.” Essa resposta Foi uma
evidente declaração de desrespeito ao tratado de Tordesilhas e um sinal de
que a pirataria francesa iria persistir.
 1532- Fundação da Vila de São Vicente
 1545- Fundação de Santos 237
 Distribuição das Sesmarias: Logo foram nomeados os primeiros
administradores, criando-se órgãos judiciários e fiscais distribuíram-se as

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sesmarias (lotes de terras) aos colonos e montou-se uma fortaleza, visando à
proteção geral. Os passos iniciais da colonização estavam dados.
 Colonização transferida a particulares: No entanto, a coroa, em precárias
condições econômicas, não conseguia avançar esse processo. A saída
encontrada foi transferir para particulares os compromissos com a
colonização.

Capitanias Hereditárias
Portugal só deu início à colonização a terra conquistada que passou a
chamar-se Brasil devido à pressão que sofria com o declínio do comércio com
o oriente e com a sistemática ameaça estrangeira que poderia resultar em
perda do território. A economia passou a ser organizada em função da
metrópole. O Brasil fornecia unicamente produtos tropicais, matéria prima e
riquezas minerais a Portugal. Começava a historia da luta pela independência
de um povo.
*Solução para garantir a posse das terras: D. João III resolveu implantar um
sistema já implantado e com sucesso nas Ilhas Atlânticas da Madeira, Açores e
Cabo Verde. Tinha o objetivo de estimular o processo colonizador. Uma vez
que as feitorias eram núcleos isolados.
 Divisão do Brasil em 14 capitanias
 15 lotes de terras
 Doados a 12 donatários

Juridicamente, a ocupação das terras era assegurada pela carta de


doação e pelo foral
 Carta de doações- Assinada pelo rei concedia os direitos administrativos e
jurídicos das terras ao donatário
 Foral- Determina os direitos e deveres do donatário que recebia a terra 238
como administrador e não como dono. As capitanias não podiam ser
vendidas, só podendo ser passadas de pai para filhos.

Direitos do donatário
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 Direito de fundar vilas
 Conceder Sesmarias
 Receber parte dos impostos pagos a coroa (Vinteta e Redízima)
 Cobrar tributos sobre salinas, moendas e engenhos

Fracasso das capitanias: Ao contrário do que aconteceu nas Ilhas do


Atlânticas as capitanias não tiveram sucesso. Vários fatores contribuíram para
isto.
 Terras inférteis
 Falta de interesse e de recurso dos donatários
 Distância da Metrópole
 Conflitos com indígenas

Exceção:
 São Vicente – Poder aquisitivo do donatário
 Pernambuco - Solo fértil para agricultura da cana de açúcar

Governos Gerais
Diante dos fracassos do sistema de capitanias a metrópole procurou a
recorrer a centralização do poder. Não para acabar com as capitanias, mas
para centralizar sua administração, pois a autonomia dos donatários se
chocava contra os interesses do estado português.
 Centralização administrativa
 Não extingui as capitanias hereditárias

Governo Tomé de Sousa (1549-53) Primeiro Governo Geral do Brasil.


Junto com ele chegaram colonos e Jesuítas.
 Sede estabelecida na Bahia
 Fundação da 1º cidade brasileira (Salvador)
 Primeiro bispado e colégio
 Incentivo a agricultura e pecuária

Governo Duarte da Costa (1553 - 58)


 Invasão do Rio de Janeiro pelos Franceses. Fundação da França
Antártica (1555).
Governo Mem de Sá (1558-72)
 Dissolução da Confederação dos tamoios
 F
undação da 2º cidade brasileira São Sebastião do Rio de Janeiro 1565
 Expulsou os franceses do Rio de Janeiro

Linhas Gerais do Sistema Colonial


 Colonialismo está ligado à transição do feudalismo ao capitalismo.

 Fase conhecida como capitalismo comercial.


A passagem do feudalismo ao capitalismo na Europa está intimamente 239
relacionada ao processo de colonização. O capitalismo do sec. XV ao XVIII
ainda não estava maduro. Estava impregnado de traços feudais e considerava-

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se que o fator de riquezas era o comercio e não o trabalho humano. Assim esta
fase é conhecida como capitalismo comercial.
Política mercantilista: Foi a política econômica que orientou os principais países
da Europa na época. Uma das principais práticas consistia em manter a
balança comercial favorável.

Pacto colonial: A economia das colônias complementava a da metrópole. As


colônias exportavam matérias primas, produtos tropicais e riquezas minerais.
Importavam produtos manufaturados. Essa situação por se mesmo já era
desvantajosa para a colônia.

MÉTROPOLE

Produtos Matéria Prima


manufaturados +
+ Produtos
Escravos Tropicais

COLÔNIA

O continente americano, como um todo, passou a participar das relações


econômicas internacionais numa posição de dependência. As estruturas
econômicas, sociais e políticas dos países colonizados foram organizadas em
função dos interesses necessidades e decisões das metrópoles europeias.
Formou-se na colônia uma pequena elite, beneficiada por esta dependência,
que defendia os interesses da metrópole.
A dependência criada pelo pacto colonial gerou maior acúmulo de
riquezas nas metrópoles. Daí colônias de exploração.
 Em 1572 após a morte de Mem de Sá aconteceu a primeira divisão do
Brasil em dois governos com capitais em Salvador e Rio de Janeiro
 1580-1640 União Ibérica: Brasil e Portugal passaram ao domínio
Espanhol (União Ibérica), ficando o território dividido em dois governos
independentes um do doutro em alguns períodos.
 1621- Brasil dividido 240
Estado do maranhão (Maranhão e Grão Pará)
Estado do Brasil

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Câmaras Municipais: Administração municipal: Era nela que se
concentravam o poder político do Brasil colonial até 1642, quando o governo
português criou o Conselho Ultramarino. Nas câmeras municipais o papel
principal cabia aos vereadores eleitos entre os homens bons. Eram
considerados homens bons todos aqueles que desfrutavam de posição social
elevada e que não exerciam nenhuma profissão manual, isto é os grandes
proprietários rurais.
As câmaras eram autonomistas e ardentes defensoras dos interesses
locais contra os abusos da autoridade metropolitana.
 Autonomistas e defensoras dos interesses locais contra os abusos da
metrópole
 Função: Taxar impostos, administrar os bens e as respectivas receitas da
vila, construir e conservar edifícios, estradas, pontes e calçadas, cuidar da
limpeza de ruas e conservação de praças, regulamentar as profissões do
comércio e ofícios, inspecionar a higiene pública, nomear funcionários da
administração geral, dentre eles, escrivão, carcereiro - algumas câmaras,
inclusive a de Fortaleza, funcionavam também como prisões -, etc.)
exerciam elas funções que na atualidade competem ao Ministério Público
como as denúncias de crimes e abusos aos juízes além de desempenhar
funções de natureza..
 Representadas pelos “homens bons”
 1642- substituídas pelo Conselho Ultramarino

Recordando
1500- Expedição de Cabral chega ao Brasil
1501- Primeira expedição exploradora,
comandada por Gaspar de Lemos
1516 e 1526- Expedições guarda costa
comandadas por Cristávão Jaques
1532- Fundação de São Vicente- Primeira vila
no Brasil
1532-34 Criação e implementação do sistema
de capitanias hereditárias
1549- Nomeação do primeiro governador
geral no Brasil
1555- Fundação da França Antártica no Rio
de Janeiro pelos franceses

EXERCÍCIOS DE AULA

4 EsAEx) A máquina administrativa colonial portuguesa primou pelos zelos


fiscais e pela preservação da soberania lusitana sobre as terras brasileiras. 241
Acerca dos mecanismos de controle criados por Portugal, é correto afirmar:

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(A) as câmaras municipais representavam a única manifestação autônoma da
colônia. Entre suas atribuições estava a possibilidade de contratar serviços,
nomear os capitães-mores e distribuir sesmarias.
(B) o Regimento Geral estabelecia as regras fiscais na própria Colônia. O
Regimento trazido pelos primeiros capitães-donatários determinava ainda os
direitos e deveres dos mesmos.
(C) o objetivo principal da criação do Governo Geral, estabelecido em Salvador
em 1549, era centralizar a administração metropolitana na própria Colônia.
(D) tanto donatários como sesmeiros possuíam as mesmas obrigações fiscais,
oportunidades fundiárias e direitos arrecadatórios determinados pelas Cartas
de Doação.
(E) os “homens bons” representantes da elite colonial tinham seu poder muito
mais determinado pela quantidade de terras que possuíam do que pela
quantidade de escravos. Os forais regulavam o tamanho destas propriedades.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

5 UNIFAL 2007/2) Uti possidetis é um princípio de direito internacional bastante


utilizado desde o século XVIII nas definições dos limites entre territórios
vizinhos. Esse princípio reconhece o direito de posse a quem de fato ocupa
determinado território. Considerando o uso desse princípio e a formação
territorial do Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Espanha e Portugal tiveram poucos conflitos sobre territórios conquistados
na América, durante o período colonial, pois suas posses foram definidas por
tratados e bulas desde antes da ocupação das terras.
B) A expansão territorial da América Portuguesa no século XVII, motivada por
fatores econômicos, religiosos e políticos, gerou conflitos com nações
europeias. O uti possidetis foi utilizado, por exemplo, para legitimar essas
novas posses.
C) Os domínios portugueses na América foram ampliados durante a União
Ibérica, o que permitiu fixar-se no rio da Prata o limite sul do Brasil, até a
separação da Província Cisplatina no século XIX.
D) A fixação das fronteiras nacionais do Brasil teve início no século XIX e, nos
primeiros anos do século XX, vários problemas de limites foram solucionados
pela diplomacia brasileira, apoiando-se no princípio do uti possidetis.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

6) UNIFAL 2007/1 Observe os dois mapas abaixo. O mapa I retrata os


primórdios da ocupação portuguesa no Brasil, dentro das fronteiras iniciais da
242
colônia. O mapa II indica a configuração política atual do país.

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Mapa I

Mapa II

Com base nos mapas acima e nos conhecimentos sobre a formação territorial
brasileira, faça o que se pede:
a) Explique o objetivo da implantação, a partir de 1534, do sistema de
capitanias hereditárias no Brasil colonial.
_______________________________________________________________ 243
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

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_______________________________________________________________
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AULA 3- FORMAÇÃO ECONÔMICA

“O Brasil é um dom do açúcar”


A colonização do Brasil foi organizada em torno do cultivo da cana de
açúcar. Investimento, transporte, refino e distribuição foram problemas que se
apresentaram aos portugueses e cuja solução foi dada pela Holanda. Portugal
lucraria através dos impostos resultantes do Pacto Colonial e teria a garantia
de posse das terras brasileiras. A montagem da produção açucareira obedeceu
ao sistema de plantation. Resultando na criação de uma sociedade patriarcal e
escravista
“Consta por duas escrituras lavradas em Lisboa e registradas no cartório
da fazenda real de São Paulo que Martins Afonso de Sousa e Pero Lopes de
Sousa celebraram sociedade com João Veniste”

O autor do texto acima foi Frei Gaspar Madre de Deus, fez no século XVI,
uma pesquisa sobre a capitania de São Vicente. No texto destacado ele narra a
criação do primeiro engenho do Brasil, o São Jorge de Erasmo.
O Brasil é um dom do açúcar. Esta frase é atribuída a Antonil, um jesuíta
toscano que visitou o Brasil no sec. XVI. Sua impressão não poderia ser outra.
A metrópole portuguesa parecia querer transformar o Brasil em um imenso
canavial. A produção açucareira tornara-se o objetivo principal da coroa
portuguesa. Pois o pacto colônia estruturava as relações entre colônia e
metrópole de maneira a canalizar todo o lucro do açúcar para Portugal.

Estímulos à produção do açúcar


 Experiência anterior dos portugueses: O açúcar originário da Ásia foi
levado a Europa pelos árabes e pelos cruzadores europeus. Durante a idade
média era considerado um bem precioso, tendo alcançado preços altíssimos.
Chegava até a constar em testamento e inventários, fazendo parte de
heranças.

 Com as Grandes Navegações foram descobertas e povoadas algumas ilhas


do Atlântico que foram introduzidas a cultura da Cana. Ilha da Madeira, Cabo
Verde, e Açores. O objetivo logo em seguida foi intensificar o comercio do
açúcar.

 Condições naturais da colônia favoráveis: O produto escolhido para a


produção deveria ser adaptado ao clima e solo locais. O clima quente e úmido
do litoral brasileiro além do solo massapé, ambos propícios ao cultivo do
açúcar.
244
 Grande aceitação no mercado europeu: A colonização só interessaria a
metrópole portuguesa

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se o produto tivesse ampla aceitação no mercado europeu. O açúcar preenchia
este requisito.

Dificuldades de Portugal e o papel da Holanda.

* 1506- Expulsão dos ricos comerciantes judeus


No início da colonização Portugal já haveria de gastar um grande
investimento com colonos, mudas de cana, instrumentos de plantio e
montagem de engenho. As características dessa colonização fogem das
características mercantilistas de Portugal, uma vez que a experiência
portuguesa anterior sempre buscava áreas já colonizadas e ricas.
As navegações desde o século XV eram financiadas pelos Judeus que
foram expulsos de Portugal em um período de intolerância religiosa. Devido a
esta intolerância religiosa foram se instalar nos países baixos (Holanda e
Bélgica).

* Holanda financia a empresa açucareira


(Transporte, refino, distribuição)
Essa imigração não teve apenas caráter religioso sendo um importante
acontecimento político econômico. Portanto esta imigração dos judeus
enfraquecerá Portugal na mesma proporção em que fortaleceu os países
baixos.
Assim, ainda que pareça ironia a coroa portuguesa teve que recorrer aos
mercadores e banqueiros holandeses (na maioria os mesmos judeus expulsos)
para resolver a questão do financiamento e transporte do açúcar.
É claro que os comerciantes flamengos não financiariam nem
transportariam o açúcar sem que obtivessem em trocas vultosos lucros que
vinham justamente na comercialização do produto.
Detentores do segredo do refino do açúcar e possuidores de inúmeros
entrepostos comerciais em toda a Europa os holandeses monopolizava, a
lucrativa comercialização do açúcar em todo o continente.

* Portugal garante o povoamento e recebe impostos dobre as transações

Além de possuir as posses das terras a coroa portuguesa a coroa


portuguesa impunha o pacto colonial. Todos os navios com destino ao Brasil
deveriam zarpar de Portugal e todas as embarcações vindas do Brasil eram
obrigadas a fazer escala na metrópole. Assim o governo português garantiria a
cobrança e recebimento de impostos sobre qualquer transação comercial feita
na sua colônia.

A montagem da produção açucareira


A empresa agrícola açucareira, integrada ao esquema colonial mercantilista
europeu voltava-se para exportação. Essa alta produção era realizada nas
grandes fazendas denominadas engenhos. Explorava-se ao máximo a mão de
obra com o intuito de aumentar o lucro. 245

 Organização da produção: Plantation

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Monocultura, latifúndio, trabalho escrava, produção para o mercado externo.
Essas eram as principais características da estrutura econômica brasileira no
período colonial.

 Unidade de Produção: Engenho


A grande propriedade rural. A vida do engenho vivia em torno da casa
grande. Vivia lá o senhor do engenho. Os negros escravos habitavam uma
construção miserável denominado senzala. Na capela centralizava-se a vida
social e religiosa do engenho. O local onde a cana era moída e transformada
em caldo recebia o nome de moenda.

 A sociedade: Patriarcal e aristocrata e escravista

Fases de produção do açúcar

Em 1560, o Brasil já contava com 62 engenhos. Um bom engenho tinha


no mínimo 50 escravos, 15 juntas de bois e muita lenha. O maquinário e as
instalações necessárias para se obter o açúcar ficava no engenho.
Fases para se obter o açúcar:
 Colheita
 Transformação em garapa
 Melaço
 Rapadura
 Pães de açúcar
 Encaixotamento
 Envio para Europa

246

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Atividades complementares
Em torno da produção açucareira organizavam-se atividades paralelas,
necessárias à subsistência das populações.

 Mandioca: Era o alimento básico dos brasileiros no século XVI. Nos locais
onde a concentração da população era maior era possível notar a escassez
deste produto. Os donos de engenho não se interessavam pelo produto, visto
que apenas pensavam na cana de açúcar. Isto fez com que a coroa portuguesa
decretasse leis que impunha aos senhores de engenho reservar áreas para a
produção da mandioca e outros gêneros alimentícios.

 Pecuária: Alimento e transporte


O gado além de fonte de alimento era indispensável como tração na
moenda e transporte de gado ate o porto. A pecuária inicialmente desenvolvida
no engenho acabou sendo empurrada para o interior da colônia. A pecuária deu
origem a um novo tipo de latifúndio onde o trabalho escravo não podia ser
implantado. Entra ai a figura do vaqueiro que trabalhava em regime de
parceria.

 Cachaça: Escambo
Não era raro encontrar engenhos que produziam exclusivamente cachaça.
Essa bebida era peça fundamental na economia, pois era elemento de troca no
escambo entre escravos.

 Tabaco: Escambo
Ocupava o segundo lugar na lista de produtos exportações pela colônia.
Assim como a aguardente e o tabaco também era usado como escambo de
escravos. Como seu cultivo rapidamente esgotava o solo o tabaco era plantado
sempre em currais onde o estrume de animais adubava constantemente a
terra.

 Algodão: Confecção de roupas para escravos


Com papel secundário na economia colonial no século XVI o cultivo de 247
algodão fornecia matéria prima para a confecção de roupas para escravos.
Somente no século XVIII a produção de algodão aumentou resultado da
revolução industrial inglesa, tornando-se a partir daí um importante produto de
exportação.
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O escravismo no engenho
 Capitalismo comercial
 Custo baixo de produção
A sociedade brasileira formou-se e modificou-se em função das necessidades e
interesses econômicos do capitalismo. No século XVI as potencias europeias
procuravam acumular capital. A solução para se chegar a um custo baixo de
produção foi a utilização do trabalho escravo.
Os portugueses já exploravam o mercado Africano de escravos
precisaram apenas de ampliar o negocio transferindo a mão de obra para o
Brasil. Os negros foram a mão de obra fundamental na produção açucareira.
Os indígenas eram escravizados apenas ocasionalmente em engenhos e em
áreas de subsistência.

 Sociedade de duas classes


Na colônia formaram-se duas classes antagônicas: A dos senhores de
engenho e a dos negros escravos inexistindo praticamente camadas
intermediárias.

“Os escravos são as mãos e os pés dos senhores de engenho porque


sem eles não é possível conservar e aumentar a fazenda, nem ter engenho
corrente.”

Os principais grupos de escravos trazidos para o Brasil foram os


sudaneses (Nigéria), os bantos (Angola) e os malês (Sudaneses Islâmicas).

 1550 Salvador – Primeiro grande desembarque de escravos


africanos

Péssimas condições de viagem, quase 40% dos negros morriam durante


a viagem. Chegando a terra a sobrevida é de 7 a 10 anos. O africano trazido a
força de sua terra com o tempo desenvolveu forma de expressar sua
resistência a escravidão.

Recordando:
1506- Expulsão dos comerciantes judeus de
Portugal para a Holanda
1550- Desembarque da primeira leva
numericamente significativa para o Brasil.
1560- Eram mais de 60 os engenhos
instalados no Brasil
248

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EXERCÍCIOS DE AULA

7) UFOP 2009/1 No período chamado colonial, na América Portuguesa, houve


predominância do uso de trabalho escravo. Entre os escravos, havia uma série
de distinções relativas ao tipo e ao local de trabalho que exerciam. Outras
distinções diziam respeito à etnia, à cor da pele ou à permanência do escravo
no país. Por exemplo, chamava-se de “crioulo” o escravo nascido no Brasil.
Marque a alternativa que apresenta a forma como eram chamados os cativos
africanos recém-chegados à América Portuguesa.
A) ladinos
B) boçais
C) mulatos
D) broncos
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

8) UFOP 2009/1 No século XVI, quando os europeus chegaram à região que


viria a ser o Brasil, encontraram uma população ameríndia relativamente
homogênea em termos linguísticos e culturais, os tupis-guaranis, que
habitavam a costa, desde onde atualmente é o Ceará, até a bacia dos rios
Paraná-Paraguai. Os tupis, ou tupinambás, predominavam no litoral entre o
norte e onde hoje se localiza o estado de São Paulo. Já os guaranis, entre São
Paulo e o extremo sul. Este grande conjunto populacional, predominante na
região, convivia com outras populações indígenas a quem chamavam “tapuias”
– uma palavra genérica que usavam para designar os índios que falavam
outras línguas. Entre estes outros povos indígenas, encontravam-se:
A) Goitacazes, aimorés e tremembés.
B) mamelucos, caboclos e caetés.
C) papuas, irerês e xingus.
D) botocudos, bantos e malês.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

AULA 4- INVASÕES ESTRANGEIRAS NO BRASIL COLÔNIA

“De Olindo a Holanda não há mais que mudanças de i em a, e esta de Olinda


se há de mudar em Holanda e há de ser abrasada pelos holandeses antes de
muitos dias, porque pois falta a justiça de terra ha de acudir a do céo”

Esta é uma das profecias atribuídas a Frei Antônio Rosado que


supostamente estaria prevista a invasão de Pernambuco pelos holandeses, em
1930. A expulsão dos invasores, em 1654, seria um dos principais fatores do 249
declínio da economia açucareira no Brasil.

Invasões Francesas

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 1555- França Antártica- Invasão francesa ao Rio de Janeiro
Os franceses eram velhos frequentadores do nosso litoral possuindo ate
algumas feitorias que exploravam pau Brasil. Tratavam amistosamente os
índios ganhando sua simpatia e respeito.
Hunguenotes franceses passaram a ser perseguidos em seu país por
questões religiosas. Liderados por Nicolau Durand os franceses invadiram e
conquistaram a região do Rio de Janeiro em 1555. Pretendiam fundar uma
colônia de exploração e ao mesmo tempo fugir das guerras religiosas que
assolavam a França.

 Confederação dos tamoios: As dificuldades materiais e o inimigo comum


aproximaram os franceses com os índios. Eles se agruparam formando a
chamada confederação dos tamoios.

 1563-Expulsão dos Franceses do Rio de Janeiro (Governo Mem de Sá)


Os portugueses reagiram sob as ordens do governo geral Duarte da Costa
que não obteve êxito e foi substituído por Mem de Sá. Este apoiou nos Jesuítas
e nos colonos pedindo ainda reforço a Portugal. Em 1567 os franceses foram
expulsos após perderem o apoio dos índios da região. Armistício do Iperoig

 1612 Invasão dos franceses no litoral norte e nordeste (França


equinocial).
Desalojados do Rio de Janeiro os Franceses tentaram se alojar no litoral do
norte e nordeste do Brasil. Foi nesta luta que ocorreu o povoamento dos
estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará e Maranhão. E em 1612
os franceses fundaram no Maranhão a França equinocial. Lá fundaram a
cidade de São Luís. Que recebeu este nome em homenagem ao Rei: Francês
Luís XIII. A contra ofensiva expulsou os franceses em 1615.

250
 Invasões inglesas
Diferentemente da investidas francesas, as tentativas inglesas de ataque
limitaram-se a saques a portos brasileiros e apresamento de cargas e navios

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que saiam para Europa. Ataques de corsários ingleses a partir 1583 a Santos,
Espírito Santo e Recife com o objetivo de apossar de cargas de açúcar para
revendê-las na Europa.

União das Coroas Ibéricas (1580 a 1640)


Antes de estudar as invasões holandesas é necessário analisar a
unificação de Portugal e Espanha no Período de 1580- 1640. Esta unificação
esta intimamente ligada a vida dos holandeses para o Brasil.
As relações entre Portugal e Espanha foram tensas desde a Idade Média.
Era objetivo da Espanha unificar a Península Ibérica incorporando Portugal a
seu território. Em 1578

 Desaparecimento do ultimo rei de Avis


Em 1578 ocupava o trono Português D. Sebastião o ultimo rei da Dinastia
de Avis. As dificuldades sócio econômicas e o espírito cruzadista levaram-no a
lutar contra os mouros no norte da África. D. Sebastião desapareceu nessa
tentativa. O rei morto não havia deixado herdeiros.

 Portugal submetido ao domínio Espanhol


Em 1580 Felipe II rei de Espanha achou-se direito de reclamar o trono
Português. Reuniu suas tropas e invadiu Portugal com apoio de parte da
nobreza portuguesa.
“Portugal o herdei, o comprei e o conquistei.”
Portugal ficou submetido ao domínio Espanhol durante 60 anos. O Brasil
também passou ao domínio Espanhol sofrendo com as consequências de
alterações internas da conjuntura internacional.

As invasões holandesas

 Países baixos sobre domínio espanhol


Os países baixos (hoje Holanda, Bélgica e pequena parte da França)
estavam sob domínio espanhol iniciando em 1572 a luta por sua autonomia.
Luta reprimida arduamente pelo governo espanhol. Pois esta região contribuía
enormemente para abastecer os cofres espanhóis.
Em 1581 sete províncias do norte se uniram em torno da Republica das
Províncias Unidas. O norte predominava a burguesia comercial. Antuérpia e
Amsterdã concentravam as transações comerciais e financeiras. A
independência completa só viria em 1648. Este fato explica a União das coroas
ibéricas e as invasões holandesas no Brasil.

 T
entativas da Espanha de sufocar economicamente a Holanda

Com a união das coroas ibéricas, de um lado temos os holandeses


responsáveis pelo transporte, refino e distribuição do açúcar brasileiro. Do 251
outro a Espanha, que ao incorporar Portugal passou a controlar também suas
colônias, aproveitando dessa condição para tentar sufocar economicamente a
Holanda que lutava por independência.

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Os comerciantes holandeses resolveram então buscar na origem os produtos
que costumavam negociar, ocupando as regiões onde eram produzidos. Por
isso era meta dos holandeses ocupar pare do Brasil.

 1602 Criação da companhia das Índias Orientais


Para concentrar os esforços nas fontes de produtos primários a Holanda
constitui em 1602 a Companhia das Índias Orientais. Seus êxitos foram
absolutos apossando de inúmeras colônias portuguesas no oriente.

 1621 Criação das Companhias das Índias Ocidentais


Com o sucesso das Companhias das Índias Orientais os holandeses
decidiram fundar a Companhia das Índias Ocidentais. Esta seria responsável
pela organização das expedições em território brasileiro, buscando recuperar o
controle sobre o precioso açúcar.

 1624 Conquista de Salvador


Segundo um holandês da época “Apodera-se deste país consiste somente
em tomar duas cidades.”
Os holandeses acreditavam que controlando o centro administrativo da
colônia dominariam facilmente todo território. Assim em 1624 os holandeses
calvinistas atacaram a cidade de Salvador. No entanto não contavam com o
efeito da propaganda católica. Senhores de engenho, escravos e índios
lutaram contra o invasor infiel.

 1625 Expulsão dos holandeses de Salvador


Em 1625 com a chegada de uma esquadra portuguesa os holandeses foram
expulsos. A primeira investida das companhias das Índias Ocidentais durará
menos de um ano.

Holandeses em Pernambuco

1630 Conquistaram Olinda e Recife 252


(Pernambuco)

Em 1630 em uma nova tentativa os holandeses invadiram e conquistaram


Olinda e Recife. Outra vez a resistência se fez sob a forma de guerrilha.
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Domingos Fernandes Calabar: Conhecedor da região e espião holandês
Passagem do combatente Domingo Fernandes Calabar para o lado
Holandês desequilibrou a luta, pois era um profundo conhecedor da região.
Graças aos seus conselhos os holandeses ampliaram a ocupação. Alguns
acreditam que Calabar era um traidor, mas na verdade ele escolheu a
dominação holandesa a portuguesa.

Maurício Nassau 1637- 44


Para consolidar a conquista e se obtivesse melhores resultados comerciais
interessava a Companhia das Índias Ocidentais um bom relacionamento com
os grandes produtores de açúcar e uma administração coerente com seus
interesses colonialistas. O conde João Mauricio Nassau veio para o Brasil veio
para o Brasil com planos para atingir tais objetivos. Em seu governo podemos
destacar a urbanização de Recife, construção de pontes palácios e jardins
além de:

 Empréstimos aos grandes proprietários para comprar escravos e reparar


os engenhos
 Tolerância religiosa
 Participação política

*Saída de Nassau em 1645


Com o fim da União Ibérica D. João IV o novo rei português manifestou
intenção de recuperar o nordeste brasileiro. No entanto não tinha força para
isso. A Holanda ao contrário reforça a exploração.
Os impostos aumentaram causando reação de Nassau que foi
substituído. Os senhores de engenho atingidos organizaram uma revolta.
Durante 10 anos a população local lutou contra os holandeses sem receber
ajuda alguma de Portugal. Dentre os líderes estão Felipe Camarão e João
Fernandes Vieira.

 Insurreição Pernambucana 1645 a 1654


(Expulsão Holandesa)
A expulsão definitiva dos holandeses ficou conhecida como Insurreição
Pernambucana (1645-54)

Consequência da Expulsão Holandesa


 Declínio da Produção do Brasil XVII
Os holandeses abandonaram nossas terras, mas não comercio açucareiro.
Dirigiram-se para as Antilhas ( ilhas da América central). Com tecnologia mais
avançada e facilidade na distribuição do produto na Europa o açúcar das
Antilhas em pouco tempo se impôs ao açúcar brasileiro. As consequências
disto para o Brasil foi a decadência do açúcar na metade do século XVII.
253
 Fim do Ciclo do Açúcar

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Com a queda da produção do açúcar, Portugal procuraria outro produto
para reorganizar o comércio colonial. Portugal passou da dependência da
Holanda a submissão inglesa.

Recordando:
1559- Início da guerra de independência da
Holanda contra Espanha
1580- Início do domínio espanhol sobre
Portugal
1602- Fundação da Companhia das Índias
Orientais
1621- Criação da Companhia das Índias
Ocidentais
1624- Holandeses invadem a Bahia e são
expulsos em 1625
1630- A capitania de Pernambuco é
conquistada pelos holandeses
1637- Nassau assume o governo do Brasil
holandês
1640- Portugal liberta-se do domínio espanhol
1644- Nassau deixa o Brasil e retorna a Holanda
1654- Expulsão dos holandeses do Brasil

EXERCÍCIOS DE AULA

9)EsAEx 2006) Inegavelmente, fatores políticos europeus influenciaram a


História do Brasil ao longo dos tempos. Em particular, a invasão holandesa no
nordeste brasileiro durante o século XVII está relacionada:

(A) à Guerra dos Cem Anos que colocou as terras flamengas sob a égide do
domínio britânico obrigando os holandeses a buscarem novas terras para
alocar a população perseguida.
(B) ao confronto entre lusitanos e castelhanos na região de fronteira de
Portugal. Esse conflito fragilizou as defesas da metrópole ibérica permitindo a
ação holandesa no Brasil.
(C) às Guerras de Reconquista contra os mouros que deixou os portugueses à 254
mercê do controle financeiro dos banqueiros holandeses.

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(D) aos Atos de Navegação estabelecidos pelo governo inglês. Essa medida
prejudicou enormemente os interesses marítimos holandeses deixando a
nação flamenga com a única opção de ocupar as zonas produtoras de açúcar.
E) à União Ibérica que atrapalhou os interesses holandeses no comércio do
açúcar levando o governo da Holanda a optar pela ocupação das zonas
produtoras no nordeste.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

10) EsAEx 2007) Analise as proposições sobre as invasões holandesas no


Brasil e assinale a alternativa correta.

I. As invasões se relacionam às desavenças entre holandeses e espanhóis,


acirradas durante o processo de independência das províncias do Norte, entre
as quais a Holanda que, juntamente com outras províncias dos Países Baixos,
foi dominada durante algum tempo pela Espanha.
II. A invasão holandesa à cidade de Salvador, em 1624, ocorreu após a derrota
dos holandeses em Pernambuco, onde o governador Matias de Albuquerque e
seus colonos derrotaram a Companhia das Índias Ocidentais.
III. A política de Maurício de Nassau instalou um sistema administrativo
inspirado no modelo holandês, com grande ênfase na economia açucareira,
sobre a qual tomaram todo o controle, impossibilitando que os colonos
exercessem suas atividades.
(A) Somente I está correta.
(B) Somente I e II estão corretas.
(C) Somente II está correta.
(D) Somente III está correta.
(E) Todas as afirmativas estão corretas.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

AULA 5- EXPANSÃO E OCUPAÇÃO TERRITORIAL

“Com este sangue e suor se enche e enriquece a cobiça insaciável dos


que lá vão governar”

A expansão e ocupação do território brasileiro foram ocasionadas por


diversos fatores, entre os quais se destacaram as atividades econômicas, as
expedições para expulsão de estrangeiros, a busca de riquezas minerais e de
índios para escravizar. 255
Em 1750 com o tratado de Madri, praticamente estavam delineados os
contornos de nossas fronteiras atuais.

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“No estado do Maranhão, senhor, não há ouro nem prata mais do que o
suor dos índios: o sangue se vende nos que cativam e o suor se transforma no
tabaco, no açúcar e demais drogas que os ditos índios se lavram e se fabricam.
Com este sangue e suor medeia a necessidade dos moradores, e com este
sangue e suor se enche e enriquece a cobiça e a insaciável dos que La vão
governar....”
O autor deste texto acima é padre Antônio Vieira, líder de um grupo de
religiosos que se instaurou no Maranhão em 1653 e que lutou contra a
escravização dos indígenas, proibida desde o século XVI.
A ocupação territorial brasileira foi realizada à custa de conflitos com a
população nativa colonial- os indígenas. O resultado foi milhares de índios
desalojados, empurrados para o interior e muitas vezes escravizados ou
mortos.

A pecuária abrindo caminho


Inicialmente o gado era criado em fazendas de açúcar sendo utilizado na
alimentação e tração como força motriz em atividade no engenho.

 1701 Proibição da criação de gado próximo do litoral


Para a coroa portuguesa a criação de gado próxima às lavouras de cana-de-
açúcar era vista com maus olhos. Em 1701 a coroa proíbe a criação de gado a
menos de 10 léguas do litoral.
 Interiorização do território

 Povoação do sertão (Olinda e Salvador)


Duas zonas podem ser consideradas áreas de irradiação da pecuária Olinda
e Salvador. A pecuária atendia um mercado consumidor especifico: os
engenhos de açúcar. Os currais de dentro surgiram juntamente com a
mineração.

 Pecuária voltada para o mercado interno


A pecuária integralizava os diversos centros econômicos da época, pois era a
única atividade voltada para um mercado interno.

 Entrou em declínio com o engenho e a mineração

256

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Conquista do litoral norte, Pará e Amazonas
Os franceses, depois de expulsos do Ri de Janeiro, passaram a ocupar
regiões praticamente desabitadas do litoral norte. O governo luso–espanhol
enviavam expedições para ocupar e defende as terras que hoje correspondem
aos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão.
 Fortes do litoral norte dão origem a João Pessoa (PB), Natal (RN) e
Fortaleza (CE)
Data desta época a fundação de fortalezas que mais tarde viriam a ser
importantes cidades

Em 1584 em João Pessoa capital da Paraíba


Em 1597 erguia o Forte dos Reis Magos atual Natal, Rio Grande do Norte
Em 1613 o Forte de Nossa Senhora do Amparo atual Fortaleza capital do
Ceará.
Em 1615 no estuário do Rio Amazonas o Forte Presépio deu origem a Belém
no estado do Pará.

Em 1615 os franceses fundaram São Luis no Maranhão.

 Drogas do sertão – cravo, canela, castanha-do-pará, cacau, tabaco,


plantas medicinais
Como os portugueses haviam perdido o monopólio do comercio com as
Índias, a descoberta das especiarias brasileiras vinham a preencher pelo
menos em parte este vazio comercial.

*Catequização dos índios


Para obter as especiarias brasileiras não era fácil e o índio sem duvido foi
instrumento importante nesta atividade. Os jesuítas interessados na catequese
dos índios assumiram esta atividade.
257

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Expansão territorial além de Tordesilhas
Durante o século XVII, o território brasileiro sofreu uma grande expansão
para o interior graças a dois tipos de expedições desbravadoras: Entradas e
Bandeiras.
 Expedições a procura de riquezas minerais e de índios para
escravizar

 Entradas- patrocinadas pelo governo


As primeiras entradas foram patrocinadas pelo governo logo após o
descobrimento. Ex: Américo Vespúcio e Martim Afonso de Sousa. Com a
criação dos governos gerais outras mais percorriam o sertão do nordeste e a
região das Minas Gerais.

 Bandeiras – patrocinadas por particulares


O centro irradiador das bandeiras foi São Vicente, por motivos relacionados
com a situação da lavoura canavieira na região. Com o declínio dos engenhos
os habitantes de São Vicente não tiveram outra alternativa se não embrenhar
no interior a procura de riquezas.

Os ciclos do bandeirantismo
As bandeiras dividiram-se em ciclos de acordo com a atividade que a motivou
em determinado momento.

O ciclo do ouro de lavagem:
Procura do ouro no leito dos Rios. Nesta fase os bandeirantes não se
afastavam muito da zona litorânea


O ciclo da caça ao índio: 258
A produção agrícola brasileira aumentara no século XVII crescendo a
necessidade de mão de obra. Nesta época a Holanda conquistou os principais

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postos de escravos na África fornecendo mão de obra escrava apenas para o
nordeste. Assim as demais áreas valorizaram a mão de obra indígena.

Ciclo do sertanismo de contrato:


Os grandes pecuaristas e senhores de engenho contratavam os serviços dos
bandeirantes para reprimir a hostilidade indígena e negros formadores de
quilombos.

Ciclo do ouro e dos diamantes:


Com a decadência da lavoura canavieira ao final do século XVII os
portugueses começaram a financiar as bandeiras procura de metais preciosos.
Com a descoberta do ouro em Mato Grosso e Minas Gerais e Goiás efetivaram
seu povoamento.

Avanço ao Sul
Era do interesse português estender seus domínios até a estratégica foz do
rio da Prata, para controlar o mercado de couro e sebo da região.
A Inglaterra com grande influencia sobre Portugal incentivou os lusos, mas
por outra razão: O contrabando do ouro Espanhol vindo das minas de Potosi
(Bolívia). O ouro descia o rio prata até o Atlântico, de onde era embarcado para
a Europa.

 1680 - fundação da Colônia de Sacramento


Povoamento do sul
Assim utilizando-se de seus aliados portugueses os ingleses fundaram na
foz do Prata a Colônia de Sacramento.

 1750 Tratado de Madri


Delimitação do território brasileiro
Em Buenos Aires, cidade de colonização espanhola localizada em frente a
sacramento a noticia da presença portuguesa causou péssima repercussão.
Ocorreram vários conflitos locais e discussões diplomáticas. Em 1750 a mais
importante o Tratado de Madri. Portugal se defende baseando-se no “Uti
possidetis, ita possideatis” Quem possui de fato deve possuir de direito.

259

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Com o Tratado de Madri os contornos do território brasileiro tornaram mais
definidos. A configuração firmada por este acordo se aproxima muito da atual.
Apenas a anexação do Acre em 1903 e algumas pequenas viriam a ser
acrescentadas, delineando nossas fronteiras.

* Guerra de Guaratínica: Portugal toma posse de terras espanholas (colônia


de Sacramento) insuflando os jesuítas e a população local.

Recordando

1504- Entrada enviada por Américo Vespúcio


1584- Fundação da futura João Pessoa
1597- Forte dos Reis Magos (futura Natal)
1613- Forte de Nossa Senhora do Amparo
(Futura Fortaleza)
1615- Forte do Presépio (Futura Belém)
1680- Fundação da colônia de sacramento
1701- Proibição da criação de gado a menos de
10 léguas do litoral

EXERCÍCIOS DE AULA

Exercícios Propostos
11) UNIFAL 2006/2 Entre 1580 e 1640, em função das disputas dinásticas em
torno do trono vacante, Portugal foi absorvido pela Espanha na chamada
“União Ibérica”. Como consequência, as colônias portuguesas da América, Ásia
e África se viram envolvidas nos conflitos internacionais provocados pela
expansão monárquica espanhola da época de Filipe II. Uma das 260
consequências deste envolvimento foi:
a) o apresamento das frotas de ouro brasileiro que saíam do Rio de Janeiro em
direção a Lisboa, com as riquezas exploradas nas Minas Gerais.

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b) a interrupção do tráfico negreiro para as colônias da América Portuguesa,
em função da ação de corsários ingleses e franceses no litoral brasileiro.
c) a invasão holandesa da Capitania de Pernambuco e adjacências, e suas
incursões a Angola, à Bahia e ao Maranhão.
d) o deslocamento da família real portuguesa para a América, fugindo dos
conflitos provocados pelas ambições da monarquia espanhola.
e) a perda das colônias portuguesas na África, Índia e China para os ingleses,
em função das atividades da Companhia das Índias Orientais.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

12) UNIFAL 2007/1 Observe os dois mapas abaixo. O mapa I retrata os


primórdios da ocupação portuguesa no Brasil, dentro das fronteiras iniciais da
colônia. O mapa II indica a configuração política atual do país.

Mapa I

MapaII

261

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A) Cite dois motivos que levaram à expansão do território original da América
portuguesa.
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

B) Explique por que a expansão se deu em maior proporção na parte norte do


que na parte sul do território.
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

AULA 6- EXPLORAÇÃO DO OURO E DIAMANTES

“Muita riqueza e pouca comida”

Com a decadência da economia açucareira no Brasil, Portugal voltou a


estimular a procura do ouro. O precioso metal foi finalmente encontrado na
ultima década do século XVII e sua exploração alterou a sociedade e a
economia brasileira. Surgiram novos grupos sociais e criou-se um mercado
interno. O negro, no entanto, continuaria escravizado e reagiria sob formas
variadas, do suicídio a formação de quilombos. No final do ciclo do ouro a
decadência da mineração seria seguida de um renascimento agrícola.

‘’Por um decreto de 8 de fevereiro de 1730, os diamantes declarados de


propriedade real. Permitiu-se a todo mundo sua pesquisa, mas para cada
escravo empenhado foi submetido a uma capitação. Era proibida a exportação
de diamantes para Europa em navios estrangeiros taxou-se o frete de cada 262
pedra em 1% do seu valor. Um tal processo de impostos era evidentemente
injusto. Não foi entretanto esse motivo que levou o governo a renunciar a
capitação. O preço da pedra caiu em três quartos jugou-se necessário tomar
outras medidas que limitassem a extração.”
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O texto acima foi escrito por Saint Hilarire que viveu no Brasil entre 1816 a
1822. Percorreu os distritos dos diamantes e escreveu um livro sobre a
mineração mostrando que esta passou a ser o centro da economia a partir do
século XVIII.

O ciclo do Ouro

 Decadência da economia açucareira no final do século XVII


A partir da segunda metade do século XVII as exportações do açúcar
brasileiro começou a decair não conseguindo enfrentar a concorrência dos
holandeses nas Antilhas. Portugal voltou-se para a descoberta do ouro na
colônia auxiliando os habitantes da colônia nesta tentativa.


Alteração da sociedade e economia brasileira

Com a descoberta do ouro, a vinda de portugueses para a colônia aumentou


muito. Já no início do século XVII os bandeirantes paulistas passaram as se
desentender com os forasteiros portugueses.
*1693 Antônio Rodrigues encontrou ouro em Minas Gerais
*1698 Antônio Dias descobre ouro em Ouro Preto
*1700 Borba Gato Entrado o metal em Sabará
* Em 1719 Pascoal Moreira Cabral encontrou ouro em Cuiabá na região de
Mato Grosso
*1726 Bartolomeu Bueno encontrou o precioso metal em Goiás

Criação de um mercado interno


Geração de um novo tipo de atividade econômica para os paulistas, as
monções expedições de abastecimento das regiões auríferas.

Organização da exploração do Ouro e Diamantes

 1703 Tratado de Methuen: Completa subordinação de Portugal a


Inglaterra. A Inglaterra se obrigava a comprar todo o vinho produzido por
Portugal, em contra partida os portugueses abriam suas alfândegas aos
produtos brasileiros.

Extração do ouro por faiscação ou garimpagem

Faiscão: Mão-de-obra livre


Lavra: mão de obra escrava

1ºDescobertas de jazidas
2ºComunicadas ao Superintendente
3ºComunicar ao guarda mor 263
4ºDivisão dos lotes para exploração “Datas”

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Controle e tributos sob mineração
 O quinto - Imposto cobrado sob o ouro encontrado
 1710 Capitação - Imposto pago pelo número de escravos do proprietário

Metrópole tenta conter o contrabando


 Criação das Casas de Fundição
O contrabando que já ocorria aumentou como não era fácil conter o
contrabando do ouro em pó.
O governador institui as Casas de Fundição proibindo a circulação do ouro
em pó. As casas de fundição transformava o ouro em pó em barras, retirava o
quinto e punha o selo real.
Intitulação da derrama: Fixação do quinto em 100 arrobas anuais.

Década XVIII Descoberta dos diamantes.

Em 1730 a coroa portuguesa promulgou o primeiro regime para os


diamantes, incluído nele a capitação. O contrabando era imenso levando o

Marques de Pombal, a decretar o monopólio régio das extrações de diamantes.


 Monopólio régio na região dos diamantes
“Uma colônia dentro de outra colônia”
A região aurífera foi cercada a livre circulação de pessoas proibidas.

Mudanças na vida colonial


Se no século XVI e XVII eram raros os portugueses que vinham para a
colônia, na época do ouro tal situação se inverteu.
264
A mineração do século XVIII, ao contrário da lavoura de açúcar não exigia a
montagem de uma grande empresa.

 Concentração de população na região mineradora


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A possibilidade de enriquecimento rápido despertará o interesse não só dos
portugueses, mas a população concentrada na lavoura do açúcar e tabaco
também correram para a região das minas. De 300 mil habitantes em 1700 o
numero chegou a 3.300.000 em 1800.


Falta de alimentos
”A fome sempre acompanhava a riqueza das regiões do ouro”

 Formação de uma economia voltada para o mercado interno


Aos poucos formou-se na região mineradora uma economia dinâmica,
voltada para o mercado interno irradiando-se pelas áreas que a circundavam.
Nas terras onde antes existia uma lavoura de subsistência passou a haver uma
produção voltada para as necessidades da zona mineradora.

 1
763 Mudança da capital da colônia da Bahia para o Rio de Janeiro
O eixo econômico da colônia que antes se localizava no nordeste migrará
para a região centro –sul. Em 1763, a capital da colônia foi transferida da Bahia
para o Rio de Janeiro.

A Era Pombal 1759-1822


Quando em 1759 o rei de Portugal, D. José 1o, escolheu Sebastião José de
Carvalho e Melo - conde de Oeiras e futuro marquês de Pombal - para ocupar
o cargo de primeiro-ministro, começava ali uma nova fase da história do Brasil.
Pombal ficou conhecido pelo conjunto de reformas realizadas tanto na
metrópole como nas colônias portuguesas. Sua posse como secretário de
Estado do Reino de Portugal ocorreu em meio à crise do Antigo Regime e à
emergência do Iluminismo.
POMBAL E O BRASIL
Ao tomar posse no cargo de primeiro-ministro, Pombal assumiu não
apenas a administração do Estado português, mas também das suas colônias,
incluindo o Brasil. Daí porque a era pombalina, como ficaram conhecidos os
quase 30 anos em que esteve à frente da Secretaria de Estado do Reino,
repercutiu de maneira decisiva sobre o destino brasileiro.
Àquela altura, já havia ficado evidente para a Coroa portuguesa a importância
da sua colônia na América. Afinal, em meados do século 18 o Brasil já tinha
mais peso econômico e demográfico que a própria metrópole. Por isso, as
reformas de Pombal, que na Europa tiveram o objetivo de equiparar Portugal
às demais potências do Velho Continente, no Brasil visaram a racionalizar o
processo de produção e envio de riquezas para a metrópole.
As reformas, portanto, não apenas mantiveram o monopólio comercial
entre Portugal e Brasil como também aprofundaram a dominação
metropolitana. Sob o ponto de vista administrativo, as mudanças começaram
com a extinção do antigo sistema de capitanias hereditárias. Quatro anos 265
depois, a própria capital foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro -
deixando clara a preponderância econômica da região centro-sul sobre o Norte
e o Nordeste.

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Para aumentar a exploração de riquezas, foram criadas duas companhias
de comércio, na tentativa de incrementar a produção naquelas regiões: a
Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de
Pernambuco e Paraíba. Ao mesmo tempo, Pombal intensificou a fiscalização
sobre a exploração do ouro em Minas Gerais, numa conjuntura de crise no
setor aurífero.
*INCONFIDÊNCIA MINEIRA
Desde o século 17, os produtores eram obrigados a destinar uma parte do
ouro à Coroa portuguesa. Em sua administração, Pombal reestruturou a
cobrança de impostos sobre a produção aurífera, especialmente o "quinto" e a
"derrama". O quinto era uma taxa "per capita" de 20% sobre o ouro produzido
na colônia, a ser mandada para Portugal. Durante o período pombalino, o
quinto foi fixado em cerca de 1.500 quilos. Evidentemente, com o declínio da
produção, tornara-se cada vez mais difícil atender à cobrança do Real Erário
português, criado por Pombal para centralizar a fiscalização.
Quando o quinto não era pago ou era pago parcialmente, a diferença ficava
acumulada. A cobrança dos valores atrasados - chamada de derrama - logo
passou a ser realizada pela metrópole. Para receber os valores a que tinha
direito, Portugal chegou a confiscar as rendas e propriedades dos devedores. A
intensificação das cobranças foi um dos principais motivos da Inconfidência
Mineira, ocorrida em 1789 - mesmo ano em que, na Europa, tinha início a
Revolução Francesa.
Por fim, outra importante reforma realizada pelo marquês de Pombal foi a
expulsão dos jesuítas do Brasil, como extensão da medida tomada também em
Portugal. O objetivo foi não apenas confiscar as propriedades da Igreja como
também, no caso da colônia, aprofundar o controle político-econômico nas
regiões administradas pelos jesuítas. À expulsão seguiu-se uma profunda
reforma educacional, até então sob a responsabilidade da Igreja.
De um lado, a medida tomada por Pombal fundamentou-se na
secularização do Estado português, numa clara influência iluminista. De outro,
era parte de um conjunto de outras decisões, como a abolição da escravidão
indígena, em 1757, e o fim da perseguição aos chamados "cristãos-novos", em
1773. Diante dessas reformas, os jesuítas pareciam representar o que havia de
mais atrasado, aquilo que precisava ser modernizado, reformado - ainda que
de maneira limitada. Em síntese, todos esses fatores explicam o motivo da sua
expulsão.

 S
urgimento de novas classes sociais
A exploração de ouro e diamantes tornou-se mais complexa a composição
social da colônia. O comércio e artesanato e a prestação de serviço formaram
uma camada media ligada as cidades. Comerciantes, militares, profissionais
liberais, artesões clérigos e burocratas. Com exceção dos comerciantes muitos
elementos desta classe dominante tiveram grande participação dos
movimentos que resultaram da ruptura com Portugal. 266
A sociedade da mineração oferecia maior flexibilidade social que a do ciclo da
cana de açúcar.

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 C
ultura, música, letras, artes plásticas
A urbanização e a consequente complexidade das relações criaram uma elite
intelectual que se exprime nas artes, letras, musicas. Predominava a cultura
extremamente aristocratizada. Onde quem apresentasse maior ociosidade
apresentava maior prestigio.

Aleijadinho Antônio Francisco Lisboa


EX: Santuário de Bom Jesus, Congonhas/MG
Capela de São Francisco de Assis, Ouro Preto MG

Revoltas de escravos
O homem negro representava fonte de riqueza tanto para quem vivia do
tráfico como para quem o utilizava como força de trabalho. Contra os atos de
rebeldia aplicavam-se as mais variadas formas de torturas. Castrações,
amputações quebra de dentes a marteladas. As condições nas minas eram
piores que na lavoura de cana de açúcar.

Resistência do negro a opressão


Contrabando de ouro. Através do contrabando os escravos juntavam dinheiro
para comprar a sua liberdade. A Carta de Alforria.

Fugas, Suicídio, Banzo. O banzo conhecido como nostalgia da África. Não se


identificando com o mundo que fora trazido o negro entrava em profunda
depressão.

 Quilombos As fugas em massas sempre resultavam em formação de


quilombos. Comunidades que os negros tentavam reorganizar sua vida como
na África. O mais famoso o quilombo dos Palmares (1600- 1695) em Alagoas
tendo como líder Zumbi. Possuía mais de 20.000 escravos foragidos.

Renascimento Agrícola do final do século XVIII


 Decadência da mineração ao final do século XVIII
O esgotamento das jazidas e as técnicas predatórias de mineração levaram
ao esgotamento da fase do ouro e do diamante no final do século XVIII. As
cidades declinavam sendo pouco a pouco abandonadas.


Algodão *Revolução industrial inglesa XVIII
A Inglaterra inicia sua revolução industrial na segunda metade do século
XVIII. Nesse contexto aumentou a procura de determinados produtos coloniais.
No Brasil isso provocou o desenvolvimento da cultura algodoeira e do tabaco.
Os Estados Unidos cortaram o fornecimento de algodão para os ingleses
devido a guerra da independência. Assim os ingleses importaram o algodão
brasileiro, produzido principalmente no Maranhão.
267
 Tabaco *Difusão do hábito de fumar pela Europa

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O tabaco sempre foi moeda de troca desde os tempos colônias (escambo).
A procura aumentou com o habito de fumar na Europa. A economia tabagista
foi centralizada no recôncavo baiano.

 Açúcar
*Revoltas de escravos nas Antilhas
Renascimento da produção do açúcar no Brasil
Com a revolta de escravos nas Antilhas a produção de açúcar caiu
consideravelmente abrindo ao final do século XVIII espaço para o açúcar
brasileiro.


Surgimento entre divergências da elite colonial e os interesses da
metrópole
O início do século XVIII assistiu porem ao surgimento de divergências entre
a elite colonial e interesses da metrópole. Das divergências iniciais ao
antagonismo completo foi um longo processo. Assim a classe dominante viu a
necessidade de autonomia política.

268

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Recordando:
1674- Fernão Dias Pais inicia o ciclo das
bandeiras a procura de riquezas minerais
1693- Antônio Rodrigues Arzão descobre ouro
em Minas Gerais
1703- assinatura do tratado de Methuern entre
Portugal e Inglaterra
1719-Pascoal Moreira Cabral descobre Ouro em
Cuiabá
1726- Bartolomeu Bueno descobre ouro em
Goiás
1730- Promulgado o primeiro regimento para os

EXERCÍCIOS DE AULA

13) UNIFAL 2007/2 Considere as informações a seguir.


Uma das figuras mais proeminentes da História Política de Portugal no
século XVIII foi Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como
marquês de Pombal, ministro de Dom José I. Sobre as políticas pombalinas, o
historiador Boris Fausto diz o seguinte:
“Sua obra, realizada ao longo de muitos anos (1750-1777), representou um
grande esforço para tornar mais eficaz a administração portuguesa e introduzir
modificações no relacionamento metrópole-colônia.”FAUSTO, B. História
concisa do Brasil. São Paulo: Edusp / Imprensa Oficial do Estado, 2002. p. 59.
Em relação às políticas pombalinas que diziam respeito direta ou indiretamente
ao Brasil, assinale a correta.
A) Pombal introduziu princípios do liberalismo no comércio do Brasil com vistas
a recuperar a economia da colônia: extinguiu as companhias privilegiadas de
comércio que existiam no Maranhão e em Pernambuco, flexibilizou o “pacto
colonial” e permitiu a presença de companhias comerciais inglesas na região
das Minas.
B) Um dos traços marcantes das políticas pombalinas no Brasil foi o confronto
com a elite colonial. Os “brasileiros” foram impedidos de ocupar cargos
políticos, jurídicos e administrativos na Colônia. Isso gerou muitas revoltas,
como a de Felipe dos Santos, em Vila Rica, e a Guerra dos Mascates, em
Pernambuco.
C) Dentre as principais características da política pombalina, pode-se destacar
a forte adoção de princípios mercantilistas na economia e de ideais iluministas
na educação. Os esforços de Pombal visavam tornar o colonialismo português
mais preparado para enfrentar a “crise do Antigo Regime”, como hoje a
chamamos. 269
D) A política absolutista de Pombal baseava-se na origem divina do poder dos
reis e de seus ministros. Por isso, ele buscou o total apoio da Igreja,
favorecendo as ordens missionárias que atuavam no Brasil, como mercedários
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e jesuítas, às quais delegou responsabilidades sobre a tutela dos índios e
sobre o ensino na colônia.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

14) UNIFAL 2007/1 A descoberta do ouro na América portuguesa provocou


verdadeira febre em busca de riquezas, causando conflitos e algumas
mudanças na vida da Colônia. Entretanto, a maior parte do ouro extraído pelos
portugueses foi parar na Inglaterra.
A partir dessas afirmações e dos conhecimentos sobre o período de mineração,
faça o que se pede:
a) Cite duas mudanças ocorridas na Colônia com a descoberta dos metais
preciosos.
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
b) Cite dois conflitos ocorridos na região mineradora relacionados com a
exploração do ouro.
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

c) Explique a seguinte afirmativa: o ouro deixou buracos no Brasil, igrejas em


Portugal e fábricas na Inglaterra.
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

AULA 7- AS REBELIÕES NATIVISTAS

“Não resta outra coisa senão cada um defender-se por si mesmo”


A crise do capitalismo comercial e as contradições no interior da colônia
garantem a crise do colonialismo a partir da segunda metade do século XVIII. A
revolução industrial tornou-se ultrapassado o mercantilismo. Portugal, não se
adequando aos novos tempos, procurou superar a crise ampliando a
exploração no Brasil. Tal atitude estimularia as rebeliões nativistas e as
rebeliões de libertação nacional.

“ Que se destrua a criação da Vila do Recife para nunca mais haver. Que
sejam desterrados e tidos e havidos traidores a pátria Cristovão Barros e
outros. Que todos os contratatos serão arrematados na cidade de Olinda, como
cabeça que era de Pernambuco..Que por demora, que possa haver em
270
quaisquer pagamentos, se não levaram juros nem lucros.”

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O texto acima foi extraído de um requerimento escrito em 1710, que
defendia interesses dos brasileiros de Olinda em relação aos comerciantes de
Recife. Nota-se que começavam a acentuar-se os desacordos entre brasileiros
e metrópoles. A colônia funcionou de forma eficiente durante os dois séculos e
meio em que o pacto colonial garantiu a sangria das riquezas da colônia.
Entretanto a partir da segunda metade do século XVIII a colonização começou
a apresentar sintomas de esgotamento. Entrou então em franca decadência
impulsionado tanto pela crise do capitalismo comercial europeu como pelas
contradições que gerou no interior da colônia.

Capitalismo Comercial X Capitalismo Industrial

 Crise do capitalismo comercial


Do século XV ao século XVII o capitalismo comercial serviu para acumular
capitais e ampliar os mercados consumidores por meio da política mercantilista


Revolução industrial tornando o mercantilismo obsoleto
Na segunda metade do século XVIII o capitalismo comercial já havia
cumprido sua função. O capital acumulado passaria a ser investido na
produção. A inovação tecnológica do sec. XVII e XVIII deu possibilidade de
surgir as primeiras industrias fabril na Inglaterra. Surge a Revolução Industrial.

 Incentivo a independência da colônia.


A Inglaterra passou de fervorosa do colonialismo à incentivadora da
independência das colônias As ex-colônias fariam parte de um mercado
consumidor dos produtos ingleses. Surge o liberalismo econômico teoria que
pregava a não intervenção do estado na economia, a livre concorrência e o
fim do pacto colônia. Essa teoria impulsionou o capitalismo industrial na
segunda metade do século XVIII.

 Portugal aumenta a exploração colonial


Portugal e Espanha não se industrializarão e apertaram as malhas da
exploração colonial entrando em franca decadência

As Contradições da Colônia
 A crise do capitalismo comercial português e os interesses ingleses não são
suficientes para explicar o desmoronamento do sistema colonial. As
contradições internas no processo de colonização foram determinantes.

 Elite colonial luta pelo fim do pacto colonial


As elites coloniais beneficiaram-se com a própria dominação. No entanto os
mesmos instrumentos responsáveis pelo crescimento econômico agora eram
considerados entraves à população colonial.
O monopólio e as fiscalizações severas, além da alta tributação coincidiram
com uma situação interna propicia a independência. 271

Rebeliões nativistas:

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 Não manifestavam caráter de independência
As primeiras rebeliões eram chamadas de nativistas a principio contestavam
apenas alguns aspectos do pacto colonial, não a dominação integral da
metrópole.
Contestando apenas alguns aspectos do pacto colonial com caráter
regionalista, não se preocupavam com a unidade nacional. Ocorreram entre
1641 e 1720. Foram defesa em resultado à exploração excessiva do pacto
colônia. Daí até a independência completa foi um longo processo.

Aclamação de Armador Bueno (1641)

 L
ocal: Região da capitania de São Vicente
No início do século XVII, as condições econômicas da região de São Vicente
eram precárias, sustentando basicamente no apresamento de índios.

 E
nfrentamento entre os jesuítas e os bandeirantes em relação à
escravização indígena

Os jesuítas reagiram contra a escravização dos indígenas efetuadas pelos


bandeirantes, exigindo que a metrópole a proibisse.

 I
ntervenção da metrópole a favor dos jesuítas
Autoridades da colônia não aceitaram a interdição metropolitana e
expulsaram os Jesuítas, em 1641. No mesmo ano os paulistas tentaram se
desligar de Portugal a aclamaram rei Amador Bueno.

Revolta de Beckman (1684)


 Local: Maranhão
As zonas açucareiras de Pernambuco e Bahia concentravam quase todos
os escravos negros chegados do Brasil No Maranhão a falta de mão de obra
escrava se tornou um serio problema.

 Falta de mão de obra escrava


Com a falta de mão de obra escrava o índio era a opção. Entretanto os
habitantes do Maranhão se depararam com a resistência do Jesuíta.

 Jesuítas contrários a escravidão indígena


 Intervenção da metrópole criando a Companhia do Comercio do
Maranhão
Para resolver o problema da mão de obra a Coroa criou a Companhia Geral
do Comercio do Maranhão, que monopolizava o comercio da Região, tendo
entre outras obrigações o fornecimento de 500 escravos negros por ano. O rei
pretendia solucionar 272

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o problema da mão de obra, agradar os jesuítas proibindo a escravização dos
indígenas.
A Companhia do Maranhão deveria também fornecer aos habitantes
gêneros alimentícios importados e adquirir tudo que fosse produzido na região
para exportação

 Solução pior que o problema


“ Os administradores da companhia do Maranhão não so faltavam com as
diversas obrigações a que se haviam sujeitados como se demasiaram em toda
casta de roubos e vexações . Os pesos e medidas que usavam eram
falsificados, as fazendas e comestíveis expostos a venda da pior qualidade de
corruptos. Os produtos taxados a preços superior de mercado e uma pequena
carregação de escravos viera.”
A coroa havia tentado resolver os conflitos entre colonos e jesuítas, mas a
solução tornara um problema. Manuel Beckman e seu irmão Tomás liderou o
levante contra a companhia do Comercio do Maranhão e os Jesuítas. Na
metrópole a revolta levou a abolição do estanco à companhia e a nomeação de
um novo governador para o Maranhão.
O movimento foi dissipado em 1685, Tomaz Beckman foi executado e os
jesuítas que foram expulsos retornaram.

Guerra dos Emboabas 1707- 09


 Local: Região das Minas Gerais
A descoberta das minas provocou um intenso fluxo migratório interno e
externo para Minas Gerais. Todos recém-chegados eram chamados emboabas
pelos paulistas que habitavam a região e que ali haviam descoberto ouro.
A maioria dos emboabas se dedicaram ao comércio, incentivados pelos
altos preços dos manufaturados, gêneros alimentícios e outros produtos do
mercado mineiro. Os mineradores se endividaram com os emboabas sendo
obrigados a hipotecar suas propriedades. Assim muitos emboabas se tornaram
donos de fazendas de gado.
 Conflito entre os
Paulistas X Forasteiros
(Emboabas)
 Derrotas paulistas
 Criação da capitania de São Paulo e Minas do Ouro
Em 1709 o governo interveio criando a capitania real de São Paulo e Minas
do Ouro. Os conflitos diminuíram, mas suas causas não foram supridas.

Guerra dos Mascates (1710)


 Local: Pernambuco
Outras lutas ocorreram entre os proprietários de terras da colônia e os
comerciantes reinóis chamados de mascates.
Quando os holandeses foram expulsos em 1654, perderam o mercado de 273
açúcar para as Antilhas. A elite comercial de Recife formada por portugueses
passou a financiar a produção açucareira, centralizada em Olinda, cobrando
elevadas taxas e executando hipotecas.

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 Proprietários de terras da colônia (Olinda)

Comerciantes de Pernambuco (mascates) Recife

Apesar da superioridade econômica, os comerciantes portugueses de


Recife não tinham autoridade política. Pois a câmara municipal (sede do poder
local) se localizava em Olinda. Em 1710 os recifenses conseguiram a carta
regia de emancipação política e administrativa do lugar. Os Olindenses não
aceitam a perda do controle administrativo de Recife. Invadiram a cidade e
derrubarão pelourinho símbolo da autonomia administrativa. Os mascates se
organizaram e partiram para reação.

 Intervenção metropolitana e Recife consegue autonomia política


A coroa intervém nomeando um novo governador que pôs fim ao conflito e
confirmou a autonomia de Recife. Outra vez se torna evidente a divergências
coloniais e metropolitanas.

Revolta de Vila Rica ou Felipe dos Santos 1720


 Local: Região das minas
Mesmo com a rígida fiscalização na zona mineradora a colônia não
conseguira impedir o contrabando. Usavam de todas as artimanhas para
ludibriar os fiscais.

 Contrabando de ouro
Escravos eram treinados para engolir as pepitas e passar pelos fiscais.
Pedras eram escondidas entre os dedos dos pés unhas e narinas. A própria
igreja contrabandeava ouro dentro dos santos de pau oco. Em 1718 ocorreu
uma aumenta da fiscalização e taxações de exploração.

 Lei das casas de Fundição


Em 1719, a intendência das minas órgão encarregado da administração
criou as casa de fundição. Todo ouro deveria passar por lá fundido
transformado em barra retirado o quinto e selado. Circular com ouro em pó era
crime. Antes de ser fundido o ouro era purificado. Perdia-se peso. Aos
exploradores pagavam tudo.
A lei das Casas de Fundição criou um forte protesto. Um grupo de rebeldes
liderados por Felipe dos Santos saiu a rua promovendo manifestações
contrarias a metrópole.

 Violenta repressão
Os lideres foram presos e suas casas queimadas. Felipe dos Santos foi 274
enforcado e esquartejado sem processo ou julgamento.
A revolta de Vila Rica foi fundamental para o amadurecimento da
consciência colonial. Por outro lado inaugurou um período de sangrentas

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repressões desferidas pela metrópole. “Morro sem me arrepender do que fiz e
certo que o canalha do rei será esmagado.” Era o pronuncio das futuras
rebeliões do Brasil em torno da independência completa de Portugal.

Recordando:
1641- Aclamação de Armador Bueno
1684-Revolta de Beckman
1707-9 Guerra dos emboabas
1710- Guerra dos Mascates
1720- Revolta de Vila Rica ou Filipe dos

EXERCÍCIOS DE AULA

15) UFV 2009/1

Entre as mudanças ocorridas na América portuguesa a partir da descoberta


dos metais preciosos em fins do século XVII, destacam-se:
a) a transferência do centro econômico para o Sudeste, o aumento das
medidas administrativas de controle e a interiorização da colonização.
b) a intensificação da escravização indígena, a mudança da capital para o Rio
de Janeiro e a expulsão dos jesuítas.
c) o fim da dominação holandesa no Nordeste, o crescimento do mercado
interno e o fortalecimento da pecuária no Centro-Sul.
d) o incentivo à agricultura de subsistência em Minas, a criação das Casas de
Fundição e o surgimento da Escola de Minas de Ouro Preto.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________ 275

16) UFV 2009/1

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Com relação à América portuguesa, é CORRETO afirmar que foi decisivo
(a) para o processo de interiorização da colônia:
a) o apresamento e a busca de minerais preciosos através das bandeiras.
b) a transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro.
c) a resistência dos colonos ao domínio holandês em Pernambuco.
d) o incentivo à cultura de cana-de-açúcar no interior do Nordeste.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

AULA 8- MOVIMENTOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

“Animai-vos ... que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade.”

No final do século XVIII, as restrições econômicas de Portugal ao Brasil


chegaram ao seu ponto máximo ao mesmo tempo em que as idéias liberais
difundiam-se pelo país. A Inconfidência ou Conjuração Mineira foi o primeiro
movimento que mostrava a intenção claramente de se romper com Portugal.
Alguns anos depois eclodia a Conjuração Baiana, movimentos com
características acentuadamente populares. Em 1817 ocorreria em Pernambuco
a chamada Insurreição Pernambucana a maior rebelião colonião pela
independência.

“Que no dia de sábado vinte e cinco do corrente mês de agosto pela uma
hora da tarde, achando-se ele denunciante na sua loja de cabeleleiro na rua
direita do Corpo Santo e mais de 200 individuos celebrar uma sessão de
respeito de um levantameto e uma rebelião que projetava a se executar nessa
cidade. Com intuitito de surgir a liberdade e destruir todos os membros da
administração pública, política e saudáveis Leis que regem este continente que
Deus guarde por muitos anos vossa majestade.”

O texto acima faz parte da denuncia de José Joaquim Santana a Policia de


Salvador sobre a

Conjuração Baiana. Este foi um movimento de emancipação política que


contou com um forte componente popular ao contrario da Inconfidência
Mineira, que foi basicamente um movimento de elite.

Fatores gerais dos movimentos de emancipação política

 Restrições econômicas entre Portugal e Brasil chega ao ponto máximo


O sistema mercantilista tinha esgotados suas potencialidades até a
segunda metade do século VXIII. Internamente as contradições entre colônia e
metrópole já haviam se esgotado com as rebeliões nativistas. 276

 Difusão de ideais liberais

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Em 1760 a revolução industrial cria condições para o fim do liberalismo com
a revolução industrial exigindo uma reestruturação econômica entre as
colônias. No final do século XVIII com o fim da mineração ocorreu uma
ascensão na produção agrícola. As condições internacionais tornaram bem
aceitos os produtos coloniais. Dificuldades políticas e econômicas diminuíram a
concorrência com as principais nações concorrentes dos brasileiros.
Ao fim do século XVIII a colônia experimentou um forte impulso de
produção e importação

 Intenção clara de ruptura do pacto colonial por parte da colônia


Enquanto o mercantilismo naufragava a metrópole acirrava as restrições
que já limitavam a economia brasileira. A luta pelo fim do pacto colonial refletia
o choque das barreiras impostas pela metrópole.

 Movimentos com características claras de ruptura entre metrópole e


colônia.

Inconfidência Mineira (1789)

 P
rimeiro movimento que manifestou caráter de ruptura com Portugal
Durante os séculos XVII e XVIII, o Brasil foi palco de motins e conspirações a
inconfidência mineira foi o primeiro movimento que manifestou claramente a
intenção de promover a separação política.
A exploração econômica metropolitana chegou ao ponto máximo no final do
século XVIII. As deficiências da economia lusitana e sua dependência em
relação à Inglaterra obrigaram a Portugal a impor ritmo maior de exploração
sobre a colônia.

 I
nstituição da Derrama em 1765
Em 1750 o ministro Português Pombal estabeleceu uma cota maior de
arrobas de ouro. Instaurou-se então a Derrama 1765, como forma de pagar a
produção que faltava nem que seja a custa da expropriação dos bens não
importando se eram mineradores ou não.

 A
lvará de 1785 - Proibição das manufaturas na colônia
Dona Maria I decretou a proibição de manufaturas na colônia, em 1785.
Todas as manufaturas deveriam ser importadas de Portugal. O Alvará afetou
principalmente a população interiorana, cujos comerciantes não mais podiam
podendo abastecer de tecidos, calçados, armas, instrumentos de trabalho e
outros produtos comparados de pequenos artesões e oficinas locais.

 I
nfluência de ideais liberais e iluministas 277
John Lock, Montesquieu, Voltaire, Rosseau
Na segunda metade do século XVIII, tornou-se rotineira a ida de filhos de
famílias ricas para estudar na Europa. Esses jovens retornavam impregnados

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pelas ideias liberais de John Locke. E as do iluminismo de Montesquieu e
Voltaire Rosseau.

 1
776 - Independência dos Estados Unidos
Porém, mais forte ainda foi a luta pela independência. Dos Estados Unidos
da América 1776 e conquistada em 1783. A vitória mostrava que a
independência de uma colônia era possível. No Brasil diante de tantos conflitos
começava a questiona-se o pacto colônia.

 L
ideres: Elite do sistema de produção exceto Tiradentes
Em 1788 O Visconde de Barbacena viria para assumir o poso da capitania
de Minas Gerais. Sua principal missão seria cobrar a derrama. Era esperada
violência por parte das autoridades, os dragões da guarda portuguesa
invadiriam domicílios, realizariam saques e encerrariam e até torturariam, os
que protestassem.
Com exceção do alferes Tiradentes José Joaquim da Silva Xavier, todos os
lideres da Inconfidência, eram ricos e ligados a extração mineral ea produção
agrícola. Esse fato era perfeitamente compreensível, pois os grandes
empresários eram os que tinham interesse em romper com o pacto colonial.
Já os escravos e as camadas mais pobres viam seus senhores como
responsáveis diretos pelas condições de trabalho a que estavam submetidos.
Para eles a independência em nada mudaria sua situação de exploração.

 C
onvergência de objetivos econômicos
Os rebeldes defendiam o fim do pacto colonial e o desenvolvimento de
manufaturas têxteis e siderúrgicas, além do estimulo a produção agrícola.

 Divergência quanto aos objetivos políticos


*Monarquia ou república
*Escravidão ou não
“No plano político alguns almejavam a república enquanto outras a
monarquia constitucional. Os interesses de uns e outros eram claros quando o
assunto é a escravidão. A maioria se opunha. “Não haveria quem trabalha-se
nas terras quanto na mineração.”

A devassa
O movimento não chegou a ter sucesso uma vez que os grandes planos
não iam muito além da sala de reuniões. Isolados da grande massa popular,
sem pensar em armas para o levante, bastou uma denuncia para acordar os
conspiradores do seu grande sonho.

 Traição de José Joaquim Silvério dos Reis


O traidor Joaquin Silvério dos Reis, devedor de vultosas quantias aos 278
cofres reais, com a delação obteve o perdão de sua dívida.

 11 acusados condenados à morte, apenas Tiradentes é executado

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A devassa durou quase três anos e o julgamento condenou a morte 11 dos
acusados, mas apenas Tiradentes foi executado servindo de bode expiatório.”
Depois de morto que seja esquartejado o corpo e cortada a cabeça levando-a
para Vila Rica, onde lugar mais publica seja pregada no lugar mais alto que o
tempo a consuma.”
Após a execução sobrava o lema da inconfidência “liberdade ainda que
tardia”

Conjuração Baiana 1798


Revolta dos Alfaiates
 L
iderança com representante das camadas populares

Entre os diversos movimentos políticos e intelectuais que marcaram a crise


do sistema colonial no Brasil a conjuração baiana apresenta algumas
características especiais. Diferentemente da Inconfidência Mineira, teve na
liderança camadas populares do Brasil colonial, mulatos negros livres e
escravos.
Considerada a primeira revolução social brasileira. Seus objetivos iam
muito mais além, não se limitavam apenas aos ideais de liberdade e
fraternidade. Pregavam mudanças concretas na realidade social na estrutura
colonial. Pregava a igualdade de raça cor,fim da escravidão e abolição de todos
privilégios A participação de vários Alfaiates por é também conhecida como
revolta dos Alfaiates.

 Prosperidade beneficiava apenas comerciantes e senhores de


engenho.
O renascimento agrícola ao final do século XVIII beneficiava somente os
grandes proprietários e comerciantes.

 Levantes entre 1797 e 1798


Houve uma crise de abastecimento de alimentos na região uma vez que o
plantio de subsistência diminui em detrimento da lavoura de cana de açúcar.
Isso ocasionou um aumento de preços aos produtos que começaram a ser
trazidos de outra região.

Soldados e populares invadem armazém gerando clima de rebeldia.


Divulgação a ideias liberais. Revolução francesa sepultando o feudalismo
atravessa o Atlântico criando um clima propicio a revoluções.

 Sociedade dos cavaleiros da luz


A elite baiana já se posicionava favorável ao rompimento com Portugal.
Mas não chegaram a contestar internamente a dominação. A maioria eram
proprietários pertencentes ao regime escravista. Surge então a sociedade 279
Cavaleiros da Luz. Apesar do seu caráter elitista alguns membros aderiram a
perspectiva revolucionaria.
*Cipriano Barata

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Mais ativo propagandista do movimento

 Influência da independência do Haiti


Antiga colônia francesa situada nas Antilhas. Violentas revoltas de negros
resultariam na expulsão de brancos e proclamação da independência em 1804.
O Haiti foi o segundo pais do continente a obter independência. Na Bahia a
noticia influenciou os escravos.

Em 1798 as conspirações se transformavam em rebeliões contra as


autoridades metropolitanas. Na manha de 12 de agosto de 1798 as pessoas
que passam encontrava a seguinte frase escrita nas paredes e muros. “Animai
–vos povo bahiense, que estar por chegar o tempo de nossa liberdade, tempo
em que seremos todos irmão”

 Fim do pacto colonial


*Igualdade de raça e cor, fim da escravidão, fim de todos os privilégios
*Aumento dos soldos dos militares
*Diminuição de impostos
Os revolucionários se preocupavam com os problemas específicos das
camadas populares. Protestavam contra os impostos, defendiam a abolição da
escravidão e proponha aumento de soldo para os soldados. Pregavam pontos
coincidentes da doutrina social francesa. Igualdade, liberdade e representação
social. Foram defensores da liberdade de comercio.

Fim do movimento


Delações, prisões, condenações à morte
 P
rêmios aos delatores
Espiões infiltrados aos conjurados prenderam os lideres do movimento que
tentaram resgatar o soldado preso encarregado de entregar uma carta ao rei,
na qual reivindicavam seus objetivos. Conhecendo os líderes do movimento as
prisões RAM fáceis e prêmios aos delatores facilitaram a dissipação do
movimento.

Insurreição Pernambucana 1817

Desde o início da colonização, Pernambuco um dos pólos da economia


açucareira, caracterizou-se como um dos pontos onde explodiram com maior
força as contradições colônia metrópole A Guerra dos mascates foi um exemplo
de rebelião nativista contra os privilégios comerciais lusitanos contra os
privilégios . Seria também em Pernambuco em 1817 com a família real
portuguesa morando no Brasil que ocorreria a maior rebelião brasileira.
280

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Lojas Maçônicas
 Influência das ideias francesas Os princípios da Revolução Francesa
permeavam as discussões das lojas maçônicas.


Aumento dos impostos: A corte portuguesa no Brasil
Em 1808 a corte portuguesa veio para Brasil, elevando os gastos da coroa.
Para cobrir o rombo aumentaram os impostos. As ideias liberais francesas
fermentavam o clima antilusitano. Ciente deste movimento, foram presos
líderes do movimento. Isto foi o estopim da insurreição.

Governo revolucionário em Pernambuco


Os rebeldes tomaram Recife e constituíram um governo revolucionário
com representantes de varias classes. Os presos políticos foram libertados,
extinção de títulos de nobreza e aumento do soldo militar.

Tentativas Frustradas de expansão do movimento pelo nordeste


Intenção de expandir o movimento nas províncias do norte e nordeste. Bahia
Ceará e o Rio Grande do Norte: tentativas fracassam rapidamente.

O impacto da repressão começou a desintegra o movimento. A


superioridade das forças metropolitanas reprimiu o movimento. Os que não
morreram em combate foram presos ocorrendo execuções sumarias.
A Insurreição Pernambuco apesar de não ter sido bem sucedido, deixou
implantadas as ideias que anos depois alterariam o cenário Pernambucano em
uma revolta de 1824.

Recordando:
1765- Decretada a derrama em Minas Gerais
1785- Alvará que proibiu a instalação de
fabricas e manufaturas no Brasil
1789- Inconfidência mineira.
1792- Tiradentes enforcado
1789- Conjura Baiana
1799- Enforcamento dos envolvidos ma
conjuração baiana
1808- Vinda de D. João VI e da Corte ao
Brasil
1817- Insurreição Pernambucana

EXERCÍCIOS DE AULA

17 EsAEx 2007) Sobre os conflitos no Brasil colonial pode-se destacar dois 281
modelos, não exclusivos, de revoltas e rebeliões que tencionaram o domínio
português e contribuíram para o desgaste do sistema colonial, a saber:

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I. o primeiro modelo caracterizou-se por diversos levantes de colonos que se
sentiam prejudicados com as altas taxas de impostos cobrados pela Coroa e
com o exercício do monopólio exercido pelas
II. companhias mercantilistas. Estes movimentos não tinham caráter
anticolonial e independentista, porém, serviram para mostrar a existência de
interesses de uma população já enraizada no Brasil. Receberam o nome de
rebeliões nativistas.
III. o segundo modelo caracterizou-se por revelar, claramente, a intenção em
lutar pela emancipação do Brasil em relação à Portugal mostrando-se
possuidor de alguma consciência nacional, além de certa organização política.
Não se limitou a contestar determinados aspectos da dominação colonial, como
impostos, mas questionava o próprio pacto colonial. Buscava a independência
política, apesar de circunscritos às regiões em que aconteceram. Recebeu o
nome de rebeliões anticoloniais.

Assinale a alternativa que combina, respectivamente, movimentos relacionados


a cada um dos modelos acima.

(A) Guerra dos Emboabas e Guerra dos Mascates.


(B) Inconfidência Mineira e Revolta de Beckman.
(C) Conjuração Baiana e Inconfidência Mineira.
(D) Rebelião de Vila Rica e Conjuração Baiana.
(E) Inconfidência Mineira e Guerra dos Mascastes.
OBS:___________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

18 EsAEx) Analise as afirmativas abaixo sobre a Revolta de Beckman no


Maranhão e, a seguir, marque a alternativa correta:

I. Este movimento foi uma explosão popular contra a Companhia de Comércio


do Maranhão.
II. Os conjurados se apossaram facilmente do poder e constituíram um
governo.
III. O movimento não conseguiu se expandir e entrou em declínio.
IV. A Companhia de Comércio do Maranhão conseguiu conservar o monopólio
após o movimento.
(A) somente a I está correta.
(B) somente a II e a IV estão corretas.
(C) somente a III e a IV estão corretas.
(D) somente a I, II e a III estão corretas.
E) todas estão corretas
OBS:___________________________________________________________ 282
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

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GABARITO DOS EXERCÍCIOS EM AULA

1) D 4) C 10) A 18) A
2) D 5) A 11) C
3) D 7) B 13) C
4) C 8) A 15) A
5) A 9) E 17) D

PERÍODO JOANINO E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

AULA 09– PERÍODO JOANINO 1808-1821

“O pombo esta maduro, colhei-o já, se não apodrece”

A independência do Brasil não foi um fato isolado, restrito ao dia 7 de setembro


de 1822, mas um processo histórico cujas origens remontam as tentativas
emancipacionistas do final do século XVIII. Tendo relação com a abertura dos
povos e com a elevação do Brasil a condição de Reino Unido a Portugal e
Algarves. Em 7 de setembro apenas formalizou a separação de Portugal, mas
a consolidação de independência só viria a ocorrer com a abdicação de D.
Pedro I, 1831.

“Que sejam admissíveis nas Alfândegas, do Brasil todos e quaisquer gênero,


fazendas e mercadorias transportados em navios estrangeiros das potencias
que se conservam em paz e harmonia com a minha real coroa, ou em navios
de meus vassalos, pagando por entrada 24 por cento, Segundo que não só os
meus vassalos mas também os sobreditos estrangeiros possam exportar para
os portos que lhe possam parecer a beneficio do comércio e da agricultura.”

O texto acima reproduz trechos da carta régia de abertura dos portos


brasileiros ao comercio com as nações amigas assinada pelo príncipe regente
D. João em 28 de janeiro 1808. Essa medida, que encerrou a era colonial e
instaurou no país o livre comercio, contribuindo para acelerar o processo da
emancipação política do Brasil.

Era das revoluções


Grandes transformações econômicas, políticas e sociais ocorreram na
Europa no final do século XVIII.
283
 Revolução Industrial
 *Mecanização e divisão do trabalho
 Revolucão Francesa
 Vitória liberal
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Conflitos entre as principais nações europeias
Inglaterra X França
Revolução Napoleônica Napoleão

Interesses Inglês
 Crescimento da Produção
 Intensificação do comércio
 A produção e o comercio cresceram a partir da revolução industrial.
Tornando inaceitáveis mercados fechados pelo pacto colonial. Ele se tornava
uma barreira aos interesses ingleses e a elite brasileira.

 Necessidades de matéria prima:

O enriquecimento e o aumento populacional da colônia, depois da


descoberta do ouro, aceleraram as necessidades de consumo. Mas os
monopólios e entraves comerciais representavam entraves do antigo regime
(Absolutismo e Mercantilismo).
As classes proprietárias liderariam o processo de emancipação, pois teriam
vantagens comerciais com o rompimento do monopólio. A independência do
Brasil, portanto, não foi decorrente de alteração nas relações internas, entre
proprietários de fazendas e trabalhadores livres e escravos. Mas sim baseada
em interesses econômicos.
Os ingleses desempenhariam um papel fundamental uma vez nesse
processo uma vez que os britânicos interessavam que os portos brasileiros
estivessem abertos para seus manufaturados. Aliança entre o capitalismo
industrial inglês e os setores exportadores brasileiros buscando todos os meios
para anular o pacto colonial. Tentava-se substituir o monopólio pelo livre
comercio.

Portugal entre da Franca e da Inglaterra

 Tratado de Methuen (1703)


Abertura dos portos portugueses para manufaturas inglesas em troca de
compra do vinho lusitano. Isso ampliou a dependência econômica e política dos
portugueses com relação a Inglaterra.

 Bloqueio continental (1806)


O imperador Frances Napoleão Bonaparte decretou bloqueio continental
proibindo os países europeus de comercializar com os ingleses já que não
havia conseguido conquista - lá militarmente
A situação de Portugal era crítica na então conturbada na Europa.
Napoleão exigia que D. João fecha-se os portos aos ingleses e confiscassem
os bens de súditos britânicos. Por outro lado Lord Strangford, embaixador
inglês, focava-o a assinar a convenção secreta.

 Convenção secreta 284


Acordo secreto entre Portugal e Inglaterra
* Transferência da sede da monarquia portuguesa para o Brasil
* Entrega da esquadra portuguesa a Inglaterra e a Ilha da Madeira

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* Concessão de um porto livre a Inglaterra no Brasil em Santa Catarina
* Assinatura de novos tratados com a Inglaterra

D. João tentava-se se manter neutro em meio a pressões de ambos os lados.


 Tratado de Fontainebleau (1807)
Acordo secreto entre França e Espanha
•Invasão a Portugal e divisão entre si das suas colônias. Enquanto isso a
Inglaterra forçava Portugal a Ratificar a convenção Secreta que se deu em
1807. Apesar de fortes pressões de fatores favoráveis a França.

 Fuga da Família real Portuguesa


Chegada noticia que os franceses haviam invadido o norte de Portugal. A corte
entrou em pânico.
Vitória da Inglaterra não da França. O primeiro-ministro Inglês discursou ao
parlamento” transferindo a corte portuguesa para o Brasil o Império da América
do Sul e o da Grã Bretanha ficarão ligados eternamente, fazendo estas duas
potencias um comercio exclusivo.

Governo Português no Brasil


 Abertura dos portos brasileiros. Assinatura da Carta Regia 28 de janeiro de
1808, decretando abertura dos portos brasileiros.

 As tarifas alfandegárias cobradas com a abertura dos portos financiavam a


nova administração

 Revogação do Alvará de 1785 por Dona Maria liberando o


estabelecimento de indústrias manufaturas no Brasil. Essa medida não
estimulou a industrialização uma vez que ela não dotada de condições para
que a atividade industrial fosse implantada. Os produtos ingleses de melhor
qualidade sufocavam a atividade.

Em 1810 Lord Strangford representante inglês e Souza Coutinho Ministro de


Portugal
Tratado de Comercio e Navegação
 Tratado de comércio e navegação
 Nomeação de Juízes ingleses para julgar súditos Britânicos
 Liberdade Religiosa para os ingleses
 Cobrança de taxas de 15% na importação de mercadorias
 Porto livre em Santa Catarina

Tratado de Aliança e Amizade


 Proibição da Santa Inquisição no Brasil

Consolidava-se a hegemonia inglesa em território brasileiro. Ficou claro o


descontentamento da igreja, comerciantes e proprietários de escravos
285

1815 Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves

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Após derrubada de Napoleão o Congresso de Viana tentava
restabelecer a antiga configuração da Europa, mas exigia o retorno dos seus
soberanos aos seus países. A elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e
Algarves legitimava a presença de D. João VI no Brasil.

 Conciliação entre as classes dominantes


Do João VI quando em sua permanência aqui no Brasil tentou conciliar os
interesses das classes dominantes. Proprietários rurais e comerciantes.

 Criacão de órgãos administrativos


Criação da Escola de Medicina da Bahia, Escola Cirúrgica e anatômica do
Rio de Janeiro, academia Real de Belas Artes, academia Real Militar, Biblioteca
Real, Teatro Real de São João, Jardim Botânico e o Banco do Brasil.
Desembarque em 1816 da Missão artística Francesa

Invasão a Guiana Francesa 1817-1816

Em 1809 Dom João VI ordenou a invasão a Guiana Francesa. Esse


território foi devolvido à França por ordem do Congresso de Viena em 1817.

Anexação da província da Cisplatina

O velho sonho Português de estender seus domínios além do Rio do


Prata tornou-se realidade em 1816. As tropas luso-brasileiras dominaram
Montevidéu. A região Anexada passou a ser chamada cisplatina. Em 1825, ao
conquistar sua independência ganhou o nome de Uruguai.

1820 Revolução liberal do Porto


Com a vinda da família real para o Brasil a situação em Portugal se
tornou calamitosa. A regência portuguesa manipulada pelo inglês Lord
Bereford, era marcada pela tirania. “agravava-se a crise econômica e com ela o
descontentamento popular. Déficit das finanças públicas, decadência do
comercio, fome e miséria caracterizavam o dia a dia dos portugueses.”
 Difusão de Ideias liberais.
 Camponeses, artesões, funcionários públicos e a burguesia derrubaram o
governo de Bereford, e exigiam o retorno imediato de D. João para o Brasil.
 Pressão para recolonizar o Brasil e arrocho do pacto colonial.
 Retorno de D. João e através de um decreto D. Pedro se torna o príncipe
regente do Brasil.
O embarque de volta ocorreu em grande agitação nacional. Espalharam o
boato em que o navio da corte estava repleto de ouro. Que o tesouro do Banco
do Brasil teria sido saqueado.
A metrópole portuguesa se sustentava com o açúcar, tabaco, algodão, arroz,
couro e madeiras coloniais. Assim não é difícil de compreender as reações da
burguesia portuguesa diante das mudanças nas relações da colônia e
metrópole reduzindo sensivelmente os lucros da metrópole com o fim do 286
monopólio comercial a partir de 1808.

EXERCÍCIOS EM AULA .

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1)EsaEX 2008) Sobre a vinda da família real e suas consequências é correto
afirmar que:

(A) sua chegada ao Brasil retardou o processo de independência brasileira.


(B) inúmeras medidas tomadas por D. João visavam aferrar ainda mais os
laços coloniais do Brasil com Portugal.
(C) a Abertura dos Portos de 1808 beneficiou consideravelmente a
Inglaterra.
(D) a presença da Corte no Brasil inibiu movimentos de contestação à
ordem vigente.
(E) a ausência do aparelho burocrático estatal, deixado em Portugal,
transformou o gabinete de D. João em um gabinete composto somente por
brasileiros.
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

2) (MACKENZIE) Podem ser consideradas características do governo joanino


no Brasil:
a) a assinatura de tratados que beneficiam a Inglaterra e o crescimento do
comércio externo brasileiro devido à extinção do monopólio;
b) o desenvolvimento da indústria brasileira graças às altas taxas sobre os
produtos importados;
c) a redução dos impostos e o controle do déficit em função da austera
política econômica praticada pelo governo;
d) o não envolvimento em questões externas, sobretudo de caráter
expansionista;
e) a total independência econômica de Portugal com relação à Inglaterra em
virtude de seu acelerado desenvolvimento.
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

3) (UNIFENAS) Foram fatos importantes na política externa de D. João VI, no


Brasil:
a) a invasão da Guiana Francesa e a anexação da Província Cisplatina;
b) os tratados de Methuen e Madri;
c) os diversos tratados de limites resolvendo as questões do Acre e do
Amapá;
d) a guerra contra a Inglaterra devido à questão Cisplatina;
e) a questão Christie e a guerra contra o Uruguai
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________

AULA 10 – A INDEPÊNDENCIA DO BRASIL


287
o Cortes portuguesas tentam recolonizar Brasil

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As pressões da corte para a recolonizarão foram o estopim para a
emancipação política favorecendo a ação de todas as forças engajadas na luta
anticolonização.

 Decretos que limitam o poder do Regente


As pretensões de Portugal eram visíveis por decretos que limitavam o poder
de D. Pedro I e obrigavam-no a voltar para a terra natal.
Unifica
* Unificação do exercito português e brasileiro
* Nomeação de governador das armas obediente as ordens de Portugal.
* Extinção das repartições públicas e tribunais criados no período Joanino.
* Nas cortes portuguesas os deputados brasileiros eram minoria e nada
podiam fazer ”Que vos resta brasileiros? Resta reunirmos todos em interesse
e amor, em esperança. Que não se ouça outro grito entre vos que não seja o
de união. Do Amazonas ao prata que não se retombe outro eco que não seja
independência.”
Livres de censura de 1821, circulavam inúmeros jornais o principal
pensamento das camadas urbanas liberais
No ano de 1821 a independência não tinha o mesmo significado para todas
as pessoas. José Bonifácio Sugaria salvaguardar os interesses do Reino de
Portugal e Algarves. Para Cipriano Barata a independência a independência
pressuponha mais liberdade de comercio e autonomia administrativa.

Grupos radicais e conservadores


 Conservadores: Partidários de José Bonifácio
*Desejavam a independência sem desestruturar a sociedade

 Radicais: Lojas Maçônicas, Gonçalves Ledo letrados , bacharéis , padres,


militares

 Conservadores + Radicais = Partido Brasileiro

A Independência Política
A presença de D. Pedro no Brasil dificultava as pretensões das cortes
portuguesas de recolonizar o Brasil.
 Corte portuguesa exige o retorno a Portugal de D. Pedro.

 O regente em 1822 recebeu uma petição com 8 mil assinaturas solicitando


lhe a permanência no Brasil. Após a leitura do documento. “Como é para o
bem geral da nação, estou pronto diga ao povo que fico.”
 1822 Dia do Fico. Este episódio ficou conhecido como Dia do Fico. D.
Pedro acaba de desrespeitar as ordens de Lisboa. As tropas lusas
presentes no Rio de Janeiro exigiam que D. Pedro acatasse as ordens de
Portugal. A população se revolta e bloqueia a ação do exercito português.
 1822 Decreto do Cumpra-se. Os ministros pediram demissão e José
Bonifácio nomeado Ministro do Reino e negócios estrangeiros. E maio de 288
1822 decreto do Cumpra-se, segundo no qual as ordens de Portugal só
vigorariam no Brasil após o cumpra-se do regente.

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 1822 Dom Pedro recebe o título de defensor perpétuo do Brasil e
considerava inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no
Brasil.
 Quando D. Pedro recebe a carta de sua esposa Leopoldina D. Pedro estava
em Viajem de volta de São Paulo. Junto também recebeu as últimas ordens
de Portugal transformando-o em um simples governador. Indignado teria
dito “é tempo de independência ou morte. Estamos separados de Portugal.”
 1822 Independência do Brasil. Recebe a Coroa de D. Pedro I do Brasil.
O Brasil acabava de se libertar do capitalismo português, mas isso não
implica em outras formas de independência.

“ Em outros termos a independência política não foi seguida de


independência econômica, pois a economia do mercado mundial
controlada pelos ingleses, comprometendo a própria independência
política.”

 Independência política sem independência econômica

 Inexistência de significativas mudanças sociais


O modelo econômico da época colônia permaneceu intacto, produção
agrária, monocultura, escravista e exportadora. A sociedade caracterizava-se
basicamente pelos escravos e proprietários de terras donos de escravos.
Nessas condições não é difícil de entender que os grandes beneficiados
com a independência foram os grandes proprietários rurais, pois o estado
brasileiro se organizou em função desse estado.

289

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RECORDANDO
1807- Sob ameaça de invasão-franco-espanhola,
D. João e a Corte portuguesa fogem para o
Brasil.
1808-Chegada de D. João ao Brasil
Permissão para estabelecimento de
fábricas e manufaturas no Brasil.
1809 _17- Domínio sobre a Guiana Francesa
1810- Tratado entre Portugal e Inglaterra,
privilegiando a ultima.
1811- Anexação de Províncias Cisplatina ( Atual
Uruguai)
1815- Elevação do Brasil e Reino Unido de
Portugal e Algarves.
1816- Chegada da Missão Artística Francesa.
1820- Revolução Liberal do Porto, em Portugal.
1821- Retorno de D. João VI a Portugal
1822- O Dia do Fico 9/1/1822
D. Pedro proclama a Independência do
Brasil

EXERCÍCIOS DE AULA
4)EsaEX- Analise as proposições abaixo sobre o processo de independência
do Brasil, colocando entre parênteses a letra V, quando se tratar de
afirmativa verdadeira, e a letra F quando se tratar de afirmativa falsa. A
seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência encontrada.

( ) A Proclamação da Independência foi cuidadosamente preparada por


uma elite política de formação liberal-conservadora, cujo representante mais
ilustre era José Bonifácio de Andrada e Silva.
( ) A condução do processo de emancipação política nas mãos de Dom
Pedro pretendia evitar que a proposta republicana conquistasse apoio
popular e garantir que os grandes proprietários rurais, senhores de escravos
e comerciantes, fossem afastados do processo.
( ) A manutenção da escravidão revelava o caráter conservador e elitista
do processo de independência, além de contrariar os princípios
democráticos do novo regime.
( ) A Inglaterra foi o primeiro governo a reconhecer a independência do
Brasil, que assinou um tratado se comprometendo a pagar uma indenização
de 2 milhões de libras esterlinas aos portugueses. Esse dinheiro seria obtido
através de empréstimo, concedido pelos ingleses.
( ) Proporcionou a elaboração da primeira Carta Magna brasileira,
promulgada em março de 1824, após acirradas disputas entre o Partido
Português e o Partido Brasileiro.

(A) V; F; F; V; F. 290
(B) F; V; F; F; V.
(C) V; V; F; F; V.
(D) F; V; V; F; F.

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(E) V ; F ; F ; F; F.
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

5) UFOP 2009/1
Identifique as principais peculiaridades do processo de Independência no
Brasil (1808-1822) em comparação ao processo de independência da maioria
dos outros países latino-americanos.
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

BRASIL IMPÉRIO

AULA 11- O PRIMEIRO REINADO 1822-31

“Quero uma constituição digna do Brasil e de mim”


O Primeiro Reinado caracterizou-se por ser um período de transição. Foi
marcado por uma aguda crise econômica, financeira, social e política. A efetiva
consolidação da independência do Brasil só ocorreria a partir de 1831, com a
abdicação de D. Pedro.

Havendo eu convocado como tinha direito de convocar, a Assembléia Geral


Constituinte e Legislativa, por decreto a fim de Salvar o Brasil dos perigos que
lhe estavam eminentes e havendo a mesma assembléia perjurado ao tão
solene juramento que prestou a nação a defender a integridade do Império, eu
como defensor perpetuo do Brasil e Imperador dissolvo a Assembléia.
O texto acima é a reprodução do Decreto de D. Pedro I dissolvendo a
Assembléia Nacional Constituinte de 1823. Ao dissolução da constituinte
controlada pelos representantes da aristocracia rural, provocou o rompimento
entre o jovem imperador e o partido brasileiro e a aproximação com o partido
português, cuja política é favorável ao absolutismo de D. Pedro I e
recolonização do Brasil.

Considerações sobre a independência.


Os maiores beneficiados com a independência foram os grandes
proprietários brasileiros e a Inglaterra. A elite brasileira que participou do
processo de independência desejava um sistema de governo autônomo com
alguns traços liberais, mas sem alterar a estrutura socioeconômica interna. Ou
seja, escravidão, latifúndio, monocultura, e produção voltada para exportação.
 A liderança do processo de Independência
*Aristocracia rural
*Burocracia
A liderança do processo de independência pertenceu à aristocracia rural e
291
apoiaram o rompimento com Portugal para anular as medidas retroativas
adotadas por D. João VI.

 Reação na Bahia e Grão Pará


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A independência não foi aceita imediatamente por todos. Desencadearam-
se lutas praticamente em todo o território nacional. Principalmente na Bahia e
Grão Pará, onde o número de interesses vinculado a Portugal era maior.

 Divisão Partidária no 1º Reinado


Partido Brasileiro
* Conservadores e Liberais
Rompidos os laços com a metrópole, tornava-se necessário organizar o
Estado Brasileiro: Criar ministérios, elaborar leis e forjar um exército.
O partido brasileiro estava dividido entre conservadores e a liberal.

Partido conservador: Liderado pelos irmãos Andradas (José Bonifácio,


Antônio Carlos), Pretendiam um governo fortemente centralizado.Com uma
monarquia de amplos poderes e assessorada por um ministério.

Partido liberal: defendem uma monarquia constitucional que


restringe o poder do monarca, favorável à liberdade de expressão e de
iniciativa, descentralização administrativa e ampla autonomia às
províncias

Partido Português: Retorno do Colonialismo

292

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A constituição da Mandioca 1823
D. Pedro abre o trabalho da Assembleia Constituinte para a realização de uma
constituição. Afastando os liberais da Assembleia ele esperava uma
constituição que centraliza o poder em suas mãos.

 Rompimento com os Andradas


D. Pedro ainda nesse contexto da anistia inimigos da família Andradas,
iniciando desentendimentos que resultaria na demissão de José Bonifácio. Os
Andradas agora entram na luta para limitar os poderes de D. Pedro.

 Projeto da Constituição da Mandioca


Em setembro de 1823, Antônio Carlos apresentou um projeto de
constituição que determinava:
*Inteligibilidade de estrangeiros
*Restrição dos poderes do imperador
*Garantia da liberalização econômica
*Mantinha a escravidão
*Voto censitário
O elitismo ficava claro, para votar o cidadão deveria ter uma renda anual
equivalente a 150 arqueiros de mandioca. Esse projeto passou a ser conhecido
como constituição da mandioca, produto que servia como calculo de riqueza
das pessoas que participavam na vida política da nação.

Constituição de 1824
 Dissolução da constituinte e outorgada a constituição de 1824
O projeto de Antônio Carlos estava em discussão quando D. Pedro
determinou a dissolução da assembleia Nacional Constituinte.

 Diminuição dos poderes de D Pedro I


Motivado pela decisão dos deputados de negar o poder do veto imperial sobre
as leis criadas na assembleia.

 Noite da Agonia 11 de novembro de 1824


Apesar da dissolução da assembleia os deputados se recusaram a sair.

 Formação de um Conselho de Estado escolhido por D. Pedro.


Afastamento de D. Pedro do Partido Brasileiro e aproximação do Partido
Português que endossava suas tendências absolutistas. Afastava-se da
oligarquia rural brasileira que havia realizado uma constituição liberal.

Constituição outorgada de 1824


 Mescla de ideais franceses e ingleses
 Rígida centralização do poder
 Governo Monárquico e hereditário
 Catolicismo como religião oficial
 Voto censitário e não secreto 293

Divisão dos poderes


 Poder executivo: Imperador e ministros nomeados por D. Pedro.

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 Poder legislativo: deputados e senadores nomeados por D. Pedro.
 Poder Judiciário: Supremo Tribunal de Justiça
 Poder Moderador: Imperador e o Conselho de Estado. Poderes absolutos
a D. Pedro.
Essa constituição terminou por descontentar todos os setores da sociedade
brasileira. Apenas o Partido brasileiro se entusiasmava com as divergências
entre o Imperador e os brasileiros.

Confederação do equador 1824 :


O descontentamento resultante da Carta outorgada em 1824 foi claramente
manifestado em Pernambuco, onde reinava um clima revolucionário
semelhante ao ano de 1817, quando eclodiu a revolução Pernambucana.
Passados 7 anos desde a Insurreição Pernambucana o setor açucareiro
continuava em crise. e durante o período que separou as duas revoluções
sedimentaram-se as ideias liberais, como a republica, o federalismo e a
abolição da escravidão.

Favorecendo as intenções lusitanas de recolonizarão, eliminando a


representação popular, restringindo até a participação da aristocracia rural, a
carta de 1824 fez explodir as contradições internas.
 Substituição da junta democrática e Independente de Pernambuco.
Essa junta foi substituída por uma mais conservadora pelo ministro José
Bonifácio. Isso gerou uma reação popular e rompimento com o poder 294
central.

* Cipriano Barata e Frei Caneca. A partir de então os liberais liderados por


Frei Caneca e Cipriano Barata veteranos de 1817 exigiam federalismo e
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republica. Em 2 de julho de 1824 Pais de Andrada Proclama a confederação
do equador nome derivado pela proximidade a linha do equador.

 Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí aderem ao movimento.


Publicou-se um manifesto a outras províncias do norte e nordeste.

 Constituição da Colômbia. A Confederação do Equador adotou um regime


Republicano e utilizou a Constituição da Colômbia.

 Abolição do tráfico de escravos: Afastamento da aristocracia rural e


organização do poder central para extinguir o movimento.

 Empréstimo a Ingleses e contratação de mercenários. Dissolução do


movimento e prisão e morte de seus lideres. Execução de Frei Caneca em
1825. Perda de prestígio de D. Pedro.

Reconhecimento Externo da Independência


Era fundamental que o Brasil fosse aceito internacionalmente como
nação independente. A necessidade não era só política mas também
econômica.
 Doutrina Monroe: Estados Unidos Favoráveis a independência brasileira.
Em 1823 o Presidente James Monroe contribui para isso, pregando os
princípios da intervenção e da não colonização na economia. “ América para
os Americanos”

 Santa Aliança defende colonialismo. Formada na Europa após a queda


do Império Napoleão. Um acordo entre os países mais conservadores que
opunham a independência de qualquer colônia. Defendendo o absolutismo
e colonialismo. As jovens republicas não aceitavam a independência do
Brasil, pois eram contrários a monarquia.

 Inglaterra combate tráfico negreiro. Os ingleses interessava a


manutenção dos vantajosos tratados comerciais de 1808 e 1810 assinados
por D. João VI. Porem a questão da escravidão incomodava. Isso porque o
trabalho escravo tornava o açúcar brasileiro mais barato que o inglês no
mercado internacional sendo uma ameaça a produção das colônias
inglesas.

 Inglaterra se torna a mediadora nas negociações de independência


Ate mesmo Portugal, financeiramente abalado não tardou em reconhecer a
Independência do Brasil após o pagamento de 2milhões de libras. A Inglaterra
emprestaria o dinheiro ao Brasil que pagaria a Portugal e este pagaria a divida
com os Britânicos. Desse modo o dinheiro nem se quer saiu dos cofres
ingleses.
 Privilégios comerciais aos ingleses
Em 1827 foi assinado um tratado que entre varias clausuras estabelecia a 295
extinção do trafico negreiro o mais tardar em 1830.

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 Tarifas alfandegárias preferenciais a produtos ingleses sem oferecer ao
Brasil qualquer compensação. Artigos brasileiros similares aos produzidos
nas colônias inglesas não entrariam nas colônias inglesas.

O declínio do Primeiro Reinado

 Dom Pedro se torna impopular: Os produtos ingleses inundam a colônia,


declínio da produção de açúcar brasileiro, crise das exportações brasileiras,
juros de empréstimos a Inglaterra. D. Pedro não consegue tirar o país dessa
situação.

 Eclode a Questão Cisplatina: A provincial da Cisplatina anexada ao


território no período Joanino, sempre lutou por sua independência. Em 1825
a região se torna independente e incorporada à Argentina. A antiga
província após conflitos adotou o nome de República Independente do
Uruguai em 1828 conquistada sua independência.

Abdicação de D. Pedro

 Dissolução da Assembleia Nacional Constituinte


 Aproximação com os portugueses
 Repressão à Confederação do Equador
 Crise econômica
 A questão da Cisplatina
 Envio de recursos brasileiros para Portugal.
 D. Miguel irmão de D. Pedro reivindicou o trono para se dando início a uma
guerra civil. D. Pedro passou a utilizar verbas brasileiras para manter sua
filha no trono português.
 Oposição da imprensa: Assassinato de Libero Badaró. Apesar e não
existir ligação comprovada do imperador, o episodio não foi bem apurado
pelos responsáveis.
 12 de março de 1831 Noite das Garrafadas
Após uma viagem para Minas Gerais, na qual o Imperador foi muito mal
recebido, ele voltou para o Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro os Portugueses
organizaram uma grande recepção para o Imperador. Mas os brasileiros
irritados com a honraria entraram em choque com os portugueses.
 Ministério dos Brasileiros: Medida conciliatória. Veio tardiamente e foi
substituído. Não conseguiu conter as manifestações populares.
 Ministério dos Marqueses: Integrado exclusivamente quase por
portugueses. Reação popular. Ate mesmo a guarda pessoal do Imperador
aderiu ao movimento.
 7 de abril de 1831 D. Pedro abandona o trono brasileiro. Não restava mais
nada a fazer a não ser abdicar deixando seu filho de 5 anos sobre a tutela
de José Bonifácio.
O país sem um poder centralizado sofreria disputas violentas nas varias
facções da Aristocracia, entremeadas por manifestações revolucionarias 296
das camadas populares.

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Recordando datas importantes

1822- Proclamação da Independência


1823- Dissolução da Assembléia Nacional
Constituinte
1824- D. Pedro Outorga a Constituição
Confederação do Equador
1825- Portugal reconhece a Independência do
Brasil
1825-28 Questão da Cisplatina
1831- Abdicação de D. Pedro I

EXERCÍCIOS DE AULA

6-UFV 2007-2009)

Observe as ilustrações acima: 297


(Fonte: Nossa História, Rio de Janeiro, Ano I, n. 11, set. 2004, p. 23.)
A figura da esquerda é reprodução de uma fotografia do monumento Estátua
Equestre de D. Pedro I; a da direita é reprodução de uma caricatura, que foi

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publicada na Revista Ilustrada, em meados da década de1870. Na caricatura,
D. Pedro I, sentado, pergunta ao país, representado por um índio: como vai
você com a Independência? O representante do governo, atrás do país, “sopra”
a resposta: Diga: bem, muito obrigado.
Com base nas ilustrações e nas informações acima, assinale a afirmativa que
evidencia a crítica ao regime monárquico contida na caricatura:
a) O imperador D. Pedro I manipulava o governo no sentido de obscurecer as
reais condições de vida da população.
b) O imperador D. Pedro I proclamara a independência do país com o objetivo
de melhorar as condições de vida da população brasileira.
c) A Independência do Brasil não fora obra apenas do imperador D. Pedro I,
mas de toda a população brasileira.
d) A Independência do Brasil não fora capaz de promover a participação do
povo nas decisões políticas do país.
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

7 ) UFV 2009)
A Constituição outorgada por D. Pedro I em 1824 continha uma inovação
institucional que seria decisiva para o funcionamento do sistema político
imperial: o Poder Moderador. Seguindo as recomendações do jurista francês
Benjamim Constant, a Constituição do Império introduzia um quarto poder, para
além da clássica divisão entre executivo, legislativo e judiciário. A principal
consequência da introdução do Poder Moderador na ordem política imperial foi:
a) permitir que o Imperador servisse de árbitro aos conflitos entre liberais e
conservadores, promovendo o revezamento das elites no poder.
b) promover o desenvolvimento econômico, ao dar ao Imperador a iniciativa em
diversas áreas de política econômica, como a promoção das ferrovias e da
siderurgia.
c) garantir a continuidade da escravidão até o final do Império, ao dar ao
Imperador poder de veto a todas as iniciativas legislativas com relação ao
regime servil.
d) concentrar enormes poderes repressivos na Coroa, criando um regime
semelhante aos regimes absolutos da Europa da era moderna.
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

8) UNIFAL 2007/1 A primeira Constituição Brasileira, outorgada em 1824,


apresentava uma novidade em relação às monarquias constitucionais
existentes no Ocidente: a existência de um quarto poder, o Poder Moderador,
idealizado pelo pensador liberal suíço Henri-Benjamim Constant de Rebecque,
mas que na prática funcionava de maneira oposta à que ele havia concebido.
Sobre as características do Poder Moderador criado pela Constituição de 1824,
é CORRETO afirmar que ele assegurava: 298
a) a liberdade de imprensa no país.
b) o equilíbrio entre os demais poderes.
c) a participação do povo nas eleições.

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d) o controle dos órgãos do Estado pelo Imperador.
e) a igualdade de todos perante as leis.
OBS__________________________________________________________
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AULA 12- PERÍODO REGÊNCIAL (1831-1840)

“Adeus pátria, adeus amigos”


O primeiro Reinado foi um período de transição, com os portugueses
mantendo controle sobre as decisões políticas brasileiras, apoiados no
absolutismo do Imperador. Tal situação era insustentável, tendendo a se
resolver ou pela volta do colonialismo ou pela consolidação definitiva da
independência política nacional. A revolta de 7 de abril de 1831 consolidou a
segunda alternativa.

Não sendo possível dirigir-me a cada um dos meus verdadeiros amigos para
me despedir e agradecer ao mesmo tempo os obséquios que me fizeram. Eu
me retiro para a Europa saudoso da pátria dos filhos e de todos os meus
verdadeiros amigos. Ao deixa-los para sustentar a honra não pode haver mais
gloria.
A carta de despedida de D. Pedro I é um dos documentos históricos que
assinalaram o triunfo do partido brasileiro sobre o partido português e a
passagem do primeiro reinado ao período regencial.
Esse período conturbado de nossa historia é marcado pelas lutas entre
restauradores, exaltados e moderados, assim como pelas rebeliões provinciais
que colocaram em risco a integridade territorial e política do país, encerrou-se
1840, com o golpe da maioridade, e o início do segundo reinado.

O povo e a Aristocracia rural


Para o povo a independência pouco mudou suas vidas. Assim o lamento
de um governo que não mudou em nada suas vidas.
 A ascensão da oligarquia rural: O período Regencial significou a ascensão
da oligarquia rural. A aristocracia rural passou a organizar a sociedade
brasileira conforme seus interesses.
 Alteração na constituição de 1824: Em 1831 iniciaram as modificações na
constituição de 1824, procurando proteger os proprietários rurais de futuras
tentativas absolutistas. Estas medidas visavam principalmente a
descentralização do poder
 Agitação popular: Frear a agitação popular instigada pela aristocracia rural
não seria fácil. Assim foi intensa as manifestações populares em favor de
mudanças e contrarias ao regime.
299

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Correntes Políticos no Período Regencial

Partido brasileiro
*Partido moderado (Chimangos): Representavam a aristocracia rural.
Monarquia Moderada e centralização administrativa e controlaram o poder
durante a regência. Evaristo da Veiga, Padre Antônio Feijó.
* Partido exaltado (Farroupilha): Reivindicavam autonomia para as
províncias expressavam o interesse dos setores urbanos ligados a jornais.
Borges da Fonseca

Partido Restaurador (Caramurus): Liderado pelos irmãos Andradas tinham


como principal objetivo o retorno de D. Pedro. Entretanto a morte precoce do
Imperador em 1834 determinou o fim da corrente.

Regências Trinas (1831- 1835)


 Constituição prevê ume regência trina: A constituição de 1824 previa a
eleição de três membros para formarem uma regência, caso o imperador
estivesse impossibilitado de governar.

 Abril 1831- Formação de uma regência trina provisória: Integrada pelos


senadores Nicolau de Campos e José Joaquim de Campos e por Francisco
de Lima e Silva
*Lei regencial Limitava o poder dos regentes. Os regentes não podiam
dissolver as câmaras protegendo o legislativo de qualquer investida do
executivo.

 1831- Criação da Guarda Nacional: Os membros eram recrutados


pelos eleitores. Formada por pessoas de posse transformou-se na principal
força repressiva da aristocracia rural.
*Instrumento de repressão da aristocracia rural contra exaltados e
restauradores
* Reprimir constantes manifestações
O objetivo desse organismo paramilitar era reprimir as constantes
manifestações promovidas por exaltados ou por restauradores, tendo em 1831
reprimindo rebeliões no Rio de Janeiro e Pernambuco. Padre Feijó era seu
comandante. 300

 Junho1831-35 Formação da regência trina permanente: Composta por


Jose da Costa, Bráulio Muniz e Brigadeiro Lima e Silva.
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 1832- Promulgado o código do processo penal: Atribuía aos municípios
ampla autonomia judiciária. Sendo Juízes de pais eleitos pela população local.
*Ampla autonomia judiciária aos municípios
Entretanto a autonomia municipal foi utilizada para garantir a imunidade da
aristocracia rural.
*Juízes de paz eleitos pela população local
*Impunidade dos grandes senhores rurais

 1834 Morte D. Pedro e desarticulação política partidária dos restauradores e


destituição de José Bonifácio da Tutoria do Príncipe.

Regência Ulna de Feijó (1835-7)


 Ato adicional de 1834: Conciliação dos interesses das três facções políticas
Medidas:
*Criação da Assembleia legislativa provincial
*Extinção do conselho de estado
*Concessão de maior autonomia as províncias
*Substituição da regência trina pela regência ulna e eletiva

Nas eleições para regente ulno Feijó saiu candidate dos moderados e venceu.
 Concessão de relativa autonomia as províncias
 Centralização do poder na figura do regente cerceando o conflito sobre a
ambiguidade do ato adicional.
 Eclosão de várias rebeliões
 1837 Renúncia de Feijó

A Regência Ulna de Araújo Lima (1837- 40)


Feijó renuncia em favor de Pedro Araújo Lima, político ultraconservador pela
anulação das medidas descentralizadoras. O lema Regresso à Ordem e
pregava o pleno estabelecimento da constituição de 1824.
 Criação dos paridos liberais e conservadores. 301
Os conservadores têm que aprovar a lei de interpretação do ato adicional, que
por um lado centralizava o poder na figura do rente.

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 O golpe da maioridade de D. Pedro II: Os liberais tentavam antecipar a
maioridade de D. Pedro II para impedir os conservadores do retrocesso político
 A lei de interpretação do Ato adicional de 1834 foi aprovada em maio
de 1840 suprimindo a autonomia das províncias garantindo a centralização do
poder e submetendo a Guarda Nacional a delegados nomeados por poder
central.
 Em 1841 reformou-se o Código do Processo Penal, substituindo os
Juízes de Paz por delegados nomeados pela regência
 Restabelecimento do conselho do estado em 1841, extinto desde
1834.

“Julgo político irmos arranhando no animo dos povos o amor a esse sujeitinho,
porque so a essa ancora podemos nos agarrar.”
 A antecipação de D. Pedro II representava uma ameaça aos
conservadores e em abril de 1840 foi organizado o clube da maioridade, que
resultou na emenda antecipando a maioridade de D. Pedro II. Aos 15 D. Pedro
II assume a coroa sobre juramento.

Quando se estabeleceu o golpe da maioridade já estava definido o panorama


político do II reinado. Uma monarquia parlamentarista com dois grandes
partidos. Partido liberal e partido conservador com bases ideológicas distintas.

EXERCÍCIOS DE AULA

9) UFMG 2009) O Reinado de D. Pedro II foi marcado por ações que


demonstravam o interesse da Monarquia em estimular o crescimento
intelectual da nação. Considerando-se essa informação e outros
conhecimentos sobre o assunto, é
CORRETO afirmar que, entre as principais ações nesse sentido, se destaca
A) a criação de instituições de ensino – como a Escola de Minas de Ouro Preto,
que, embora voltada à formação das elites, cumpriu importante função na
pesquisa e na prospecção de minerais.
B) a fundação do Museu da Inconfidência – um museu-escola –, que
representou um ato de reparação aos mineiros pela perda, no processo de
devassa da Inconfidência Mineira, de seus ilustres intelectuais.
C) o financiamento da vinda da Missão Artística Francesa, que se propôs
estimular e ensinar as mais diversas formas de expressão artística a artistas
brasileiros.
D) o resgate e proteção do Barroco Mineiro e, consequentemente, de
Aleijadinho, seu principal representante como forma de valorização da
produção cultural brasileira
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

10) (MACKENZIE) Do ponto de vista político, podemos considerar o Período 302


Regencial como:
a) uma época conturbada politicamente, embora sem lutas separatistas que
comprometessem a unidade do país;

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b) um período em que as reivindicações populares, como direito de voto,
abolição da escravidão e descentralização política, foram amplamente
atendidas;
c) uma transição para o regime republicano que se instalou no país a partir
de 1840;
d) uma fase extremamente agitada com crises e revoltas em várias
províncias, geradas pelas contradições das elites, classe média e camadas
populares;
e) uma etapa marcada pela estabilidade política, já que a oposição ao
Imperador Pedro I aproximou os vários segmentos sociais, facilitando as
alianças na Regência.
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

11) (UMC) O Golpe da Maioridade, datado de julho de 1840 e que elevou D.


Pedro II a imperador do Brasil, foi justificado como sendo:
a) uma estratégia para manter a unidade nacional, abalada pelas
sucessivas rebeliões provinciais;
b) o único caminho para que o país alcançasse novo patamar de
desenvolvimento econômico e social;
c) a melhor saída para impedir que o Partido Liberal dominasse a política
nacional;
d) a forma mais viável para o governo aceitar a proclamação da República
e a abolição da escravidão;
e) uma estratégia para impedir a instalação de um governo ditatorial e
simpatizante do socialismo utópico.

OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

303

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AULA 13- PANORAMA DAS REBELIÕES REGENCIAIS

A Emancipação política só estaria concluída com a organização do Estado


Nacional soberano. Uma vez rompidos os laços com Portugal era necessário
organizar o Estado e definir claramente a classe social que teria hegemonia
 Grandes proprietários rurais exigem autonomia política e administrativa.
 As camadas livres, mas não proprietárias interessavam as rebeliões, única
perspectiva de alterar o quadro social. As camadas sociais participaram de
todas elas embora muitas vezes fossem manipuladas por todas elas.

Cabanagem (1835- 40)


A população pobre do Pará logo tomou consciência de que a
independência não trouxera transformação social. Diante da revoltas populares
a política repressora ampliou-se sendo todo suspeito de participação em
agitações populares recrutado à força para servir nas tropas governamentais.

 Execução do presidente da Província do Pará Alguns focos do conflito


refluíram devido a proposta federalista contida no ato adicional. Na noite de 6
de janeiro de 1835, os cabanos população que vivia em cabanas as margens
dos rios revoltaram-se dominando a capital e executando o presidente da
província e autoridades.

 Proclamação da república em Belém.


Sucessivas traições dos lideres do movimento e enfraquecimento do
movimento.

 Repressão regencial: Enviada uma esquadra com um novo governador que


aniquilou os revoltosos. 304
A guerra dos Farrapos (1835-45)
A Guerra dos Farrapos também chamada Revolução Farroupilha foi a
mais longa guerra civil brasileira. Seus promotores foram estancieiros e
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criadores de gado gaúchos, classe dominante do Rio Grande do Sul que
queriam se separar do Brasil
O movimento teve também causas econômicas. O Chico principal produto
da região comercializado no mercado interno taxado de forma elevada, o que
eu favorecia a concorrência com o chaco platino, privilegiado por baixas tarifas
alfandegárias.
Politicamente lutavam os chimangos e os farrapos. Estes pertenciam aos
exaltados, na sua maioria republicanos e aqueles aos moderados,
representavam a aristocracia rural favoráveis a monarquia.
Em 1838, Bento Gonçalves principal líder farroupilha demonstrou sua
indignação, exigindo a demissão do presidente da província.
“A carne o couro e sebo, graxa alem de pagarem nas alfândegas do país o
duplo dizimo de impludentes legisladores nos colocam neste momento na linha
de povos extrangeiros, desnacionalizaram nossa província e de fato a
separaram da comunidade brasileira.”
Tentando se impor, rebelaram-se e teve início a revolta. O presidente da
província exilou-se. Em fins de 1835 os rebeldes dominaram Porto Alegre e um
ano mais tarde proclamaram a Republica e Piratini.
Bento Gonçalves tornou-se o primeiro presidente, mas foi preso logo a
seguir num combate. Conduzido à Bahia fugiu em 1837 retornando ao Rio
Grande Do Sul. Onde reassumiu o comando das tropas farroupilhas.
Em 1839 o Italiano Giuseppe Garibaldi e Davi Canabarro chefiaram
expedições militares que resultaram na conquista de Santa Catarina,
Proclamando a Republica Juliana.
Em 1840, D. Pedro II assumiu o trono e, com intenção de estabilizar
politicamente o país concedeu anistia a todos os revoltosos. Mais tarde o Barão
de Caxias foi enviado para dominá-los. O general Caxias foi um hábil
negociante, terras confiscadas foram devolvidas e revoltosos incorporados ao
exercito. Foi também interceptado as transações com o Rio Grande do Sul.
Acaba o conflito que durará quase 10 anos.

A Sabinada (1837-8)
O medico Francisco Sabino liderou a Sabinada, movimento restrito a camada
nédia da população de Salvador. Seus lideres se recusaram a mobilizar as
camadas populares com medo que o movimento se radicalize.
Em 1835 a revolta dos males comandada por escravos assustaram as
camadas medias em razão das violências de suas propostas.
O motivo da rebelião foi a insatisfação com autoridades nomeadas pelo
governo regencial, excessivamente centralizadoras e déspotas.
Em 1837os rebeldes proclamam a republica baiense em 1837. A repressão
do governo central, entretanto foi violenta e a província separada foi
reintegrada.
A repressão do governo central foi violenta e a província foi reintegrada.

A Balaiada (1838-41)
A balaiada, por sua vez foi um movimento de caráter popular que ocorreu no 305
Maranhão. Seus lideres foram Raimundo Gomes e Manuel Francisco fazedor
de sexto chamados de balaios e Cosme líder negro de escravos foragidos.

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As camadas populares, impulsionadas pelas ideias liberais que circulavam
entre alguns elementos das camadas médias, revoltaram-se contra a
aristocracia rural local. Os rebeldes chegaram a tomar a cidade de Caxias no
Maranhão e tentar implantar um governo próprio.
Entretanto devido à falta de unidade os Revoltosos foram controlados pelas
tropas do poder central. Por vencer os balaios Luís Alves de Lima e Silva
comandante das tropas recebeu o título Barão de Caxias.

Recordando
1831- Deposição do Imperador D. Pedro I
-Regência trina Provisória
-Criação da Guarda Nacional
1831-35 Regência trina Permanente
1832- Promulgação do Código de Processo Penal
1834- Promulgação do Ato Adicional
Morte de D. Pedro I em Portugal
1835-37 Regência Ulna de Feijó
1837- 40 Regência Ulna de Araujo Lima
1840- D. Pedro II coroado Imperador

EXERCÍCIOS EM AULA

12 EsaEX 2008) Relacione a coluna da direita com a da esquerda,


identificando as situações e fatos que se referem às revoltas provinciais do
período regencial e, a seguir, assinale a alternativa que contém a sequência
correta.
(A) 3 – 2 – 4
(B) 2 – 3 – 1
(C) 3 – 4 – 1
(D) 2 – 1 – 4
(E) 2 – 4 – 1
OBS__________________________________________________________
______________________________________________________________

GABARITO DOS EXERCICIOS EM AULA


1) C
2) A
3) A
4) E
5) ABERTA
6) D
7) A
8)D
9) A
10) D
11) A 306
12)E
13)D

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) UFV 2009) Com relação à América portuguesa, é CORRETO afirmar que foi
decisivo(a) para o processo de interiorização da colônia:
a) o apresamento e a busca de minerais preciosos através das bandeiras.
b) a transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro.
c) a resistência dos colonos ao domínio holandês em Pernambuco.
d) o incentivo à cultura de cana-de-açúcar no interior do Nordeste.
2) UFV 2009) Sobre o processo de unificação política e territorial da Itália e
Alemanha, ocorrido na segunda metade do século XIX, é CORRETO afirmar
que:
a) a unificação da Alemanha recebeu apoio da França, que pretendia diminuir a
influência econômica e a ameaça militar da Rússia na região.
b) as burguesias nacionais da Alemanha e da Itália não apoiaram os
movimentos de unificação, pois temiam uma diminuição do mercado interno e
das exportações de seus produtos para os países contrários à unificação.
c) a unificação italiana ocorreu em torno da monarquia piemontesa, e abriu um
período de conflito intenso com o papado.
d) o processo de unificação foi sendo conduzido pelos Estados mais
industrializados de cada uma dessas regiões, a saber: a Sicília, na Itália, e a
Prússia, na Alemanha.

3- UFV 2009) A Constituição outorgada por D. Pedro I em 1824 continha uma


inovação institucional que seria decisiva para o funcionamento do sistema
político imperial: o Poder Moderador. Seguindo as recomendações do jurista
francês Benjamim Constant, a Constituição do Império introduzia um quarto
poder, para além da clássica divisão entre executivo, legislativo e judiciário. A
principal consequência da introdução do Poder Moderador na ordem política
imperial foi:
a) permitir que o Imperador servisse de árbitro aos conflitos entre liberais e
conservadores, promovendo o revezamento das elites no poder.
b) promover o desenvolvimento econômico, ao dar ao Imperador a iniciativa em
diversas áreas de política econômica, como a promoção das ferrovias e da
siderurgia.
c) garantir a continuidade da escravidão até o final do Império, ao dar ao
Imperador poder de veto a todas as iniciativas legislativas com relação ao
regime servil.
d) concentrar enormes poderes repressivos na Coroa, criando um regime
semelhante aos regimes absolutos da Europa da era moderna.

4-UFV 2009) Observe a figura.


A imagem apresentada no frontispício da edição de 1651 do Leviatã de
Thomas Hobbes representa diversos aspectos da ordem política moderna
europeia. A alternativa que CORRETAMENTE identifica uma das
características representadas pela imagem a respeito do Estado Moderno 307
europeu é

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:
a) a natureza divina do poder real, com a consequente submissão ao poder
universal do papado e das autoridades eclesiásticas.
b) a preponderância das demandas oriundas das organizações locais urbanas
e rurais, subordinando a autoridade dos reis.
c) o papel de árbitro desempenhado pelo monarca diante dos diversos corpos e
órgãos formadores da sociedade política.
d) a fragmentação da soberania régia e sua submissão ao poder e aos
interesses da aristocracia encastelada nas cortes régias.

5-UFV 2009) Observe o mapa abaixo:

(LOPEZ, Robert S. A revolução Comercial da Idade Média, 950-1350. Lisboa:


Editorial Presença, 1986. p. 123.)
308
O mapa retrata as rotas marítimas utilizadas pelos comerciantes europeus
durante o período medieval. No entanto, alguns dos principais caminhos
empregados pelo comércio no interior da Europa eram terrestres.

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Assinale a opção que identifica CORRETAMENTE a principal rota comercial
terrestre europeia da Idade
Média:
a) Caminho de Santiago de Compostela.
b) Rota das feiras de Champanhe.
c) Carreira das Índias.
d) Hansa Teutônica

6- UFV 2007) A primeira Constituição Brasileira, outorgada em 1824,


apresentava uma novidade em relação às monarquias constitucionais
existentes no Ocidente: a existência de um quarto poder, o Poder Moderador,
idealizado pelo pensador liberal suíço Henri-Benjamim Constant de Rebecque,
mas que na prática funcionava de maneira oposta à que ele havia concebido.
Sobre as características do Poder Moderador criado pela Constituição de 1824,
é CORRETO afirmar que ele assegurava:
a) a liberdade de imprensa no país.
b) o equilíbrio entre os demais poderes.
c) a participação do povo nas eleições.
d) o controle dos órgãos do Estado pelo Imperador.
e) a igualdade de todos perante as leis.

7- UFV 2007) Na segunda metade do século XVIII, durante a administração de


Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, foram adotadas
medidas pelo governo português no sentido de aumentar o controle e a
agilidade do governo colonial. NÃO constitui medida adotada por Pombal:
a) a extinção oficial do antigo sistema de capitanias hereditárias.
b) a revogação da lei que proibia a existência de manufaturas.
c) a transferência da capital da Colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.
d) a criação da Administração Geral dos Diamantes.
e) a elevação do Brasil à categoria de Vice-Reinado.

8- UFV 2007) Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e outros


países industrializados passaram por um período de crescimento econômico
que, aliado aos avanços da ciência e da tecnologia, estimulou a produção de
bens de consumo. Esta expansão econômica veio associada ao
desenvolvimento de um novo conceito de Estado, concebido para garantir não
apenas os direitos políticos.
O termo que exprime esse novo conceito de Estado é:
a) Estado de Bem-estar Social.
b) Estado Absolutista.
c) Estado Liberal.
d) Estado Totalitário.
e) Estado Socialista

9- UFV 2007) Em 1969, centenas de milhares de pessoas se reuniram em uma


fazenda no interior do Estado de Nova York (EUA), no Festival de Woodstock, 309
entre as quais Jimmy Hendrix, Joan Baez, Ravi Shankar e The Who.
Este festival foi considerado um marco do movimento conhecido como
contracultura. Sobre este movimento,

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é CORRETO afirmar que:
a) apoia a intervenção armada nos países do Terceiro Mundo.
b) defende o rock da influência exercida pela música erudita.
c) valoriza as manifestações da cultura nacional.
d) condena o cultivo de produtos transgênicos.
e) questiona valores centrais instituídos na cultura ocidental

10- UFV 2007) Ao longo da vigência do regime militar no Brasil (1964-1985),


os períodos conhecidos como “distensão” e “abertura” apresentaram alguns
fatos significativos, tais como:
1. intensa propaganda ufanista, que passava a imagem de um Brasil
despertando para o mundo, como um país do futuro, com investimentos em
grandes obras, como a Transamazônica e a Ferrovia do Aço.
2. concessão de anistia aos exilados que haviam sido acusados ou
condenados por crimes de caráter político e a revogação do Ato Institucional no
5 (AI-5).
3. ação repressora aos grupos militares da chamada “linha dura”, que agiam
contra os opositores do regime, além do agravamento da situação da dívida
externa, que se tornou crítica.
4. ocorrência do chamado “milagre econômico brasileiro”, caracterizado por um
grande crescimento da economia e pela disponibilidade de capitais
estrangeiros para investimentos no país.
5. criação da figura dos chamados “senadores biônicos”, extensão do mandato
presidencial para seis anos e, a partir de 1982, das eleições diretas para
governadores, entre outras reformas políticas.
Assinale a alternativa que apresenta os fatos CORRETOS:
a) 1, 2 e 5.
b) 2, 3 e 4.
c) 1, 4 e 5.
d) 1, 3 e 4.
e) 2, 3 e 5.

11- UFV 2007) Mohandas Ghandi, também conhecido como Mahatma (grande
alma), nasceu na Índia em 1869. Após formar-se advogado em Londres,
Ghandi trabalhou na África do Sul até 1914, quando retornou ao seu país.
A partir daí, tornou-se o grande líder do movimento de emancipação da Índia
em relação ao domínio inglês, que viria a se concretizar em 1947. Sobre a luta
pela independência e a construção da soberania indiana,
assinale a afirmativa INCORRETA:
a) O movimento de emancipação da Índia terminou com a recusa do país em
integrar a Comunidade Britânica e, consequentemente, o seu alinhamento com
a União Soviética.
b) A estratégia de luta utilizada por Ghandi e seus seguidores baseava-se em
dois princípios: o da não-violência e o da desobediência civil.
c) A divisão entre hindus e muçulmanos foi um pretexto utilizado pelo governo
inglês para dividir o território 310
de sua ex-colônia em dois países: Índia e Paquistão.
d) O boicote aos produtos ingleses também foi uma das práticas adotadas por
Ghandi, que se vestia com roupas indianas tradicionais.

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e) A Inglaterra permitia a atuação de partidos contrários ao seu domínio na
Índia, como o Partido do Congresso, desde que legalizados.

12- UFV 2009) Com relação à I Guerra Mundial, NÃO representa uma de suas
consequências:
a) o fim da hegemonia econômica européia sobre o mundo, superada pelo
crescimento do capitalismo norte-americano.
b) o incremento na industrialização de países latino-americanos, diminuindo a
dependência das importações de produtos industriais.
c) a reestruturação das forças políticas européias, com o enfraquecimento da
Alemanha, penalizada com as medidas do Tratado de Versalhes.
d) a falência da Organização das Nações Unidas, que não conseguiu impedir o
aparecimento de regimes nazifascistas na Europa.

13- UFV 2009) A Guerra de Secessão norte-americana (1861-1865) teve um


conjunto de conseqüências para a sociedade e a economia dos Estados
Unidos da América do Norte. NÃO constitui uma dessas consequências:
a) a intensificação da Revolução Industrial.
b) o fortalecimento das relações escravistas em todo o país.
c) o incremento da imigração e da conquista do Oeste.
d) a formação de associações racistas como a Klux-Klux-Klan

14-UFV 2009) Em 1892 Arthur de Azevedo escreveu a revista teatral O Tribofe,


que, com ironia e sarcasmo, representava
o agitado ambiente da nova república brasileira no ano de 1891. Em um de
seus trechos, o coro declamava versos que faziam referência ao Encilhamento:
Tivemos a “Frigorífica”,
A “Mineira Pastoril”,
E também a “Gordorífica
Industrial e Mercantil”,
“Manufatora de Lenha”,
“Produtos de Papelão”;
E muitas cuja resenha
Seria uma amolação.
Eu de ver já me não privo
Em letras grandes até:
“Companhia do Olho-Vivo,
Rói-a-Corda e Passa o Pé.”
(AZEVEDO, Arthur. O tribofe. Revista fluminense do ano de 1891. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira: Casa de Rui Barbosa, 1986. p. 69.)
É CORRETO afirmar que o Encilhamento foi:
a) um desdobramento da depressão econômica que se seguiu à quebra da
bolsa de Nova Iorque, fazendo com que a economia mundial fosse
profundamente afetada.
b) uma expansão econômica promovida pelos investimentos estrangeiros,
possíveis graças à estabilidade do regime republicano. 311
c) um processo especulativo que se expandiu para os empreendimentos
industriais, gerado pela prosperidade da lavoura cafeeira.

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d) um resultado da orientação econômica definida por Rui Barbosa como
Ministro da Fazenda, permitindo emissões monetárias por vários bancos.

15- UFV 2009) Na Grécia, o Período Homérico ou pré-clássico tem como


característica importante:
a) a implantação do sistema democrático de governo nas principais cidades-
estado.
b) o avanço da influência helenística na região do Oriente Próximo.
c) a organização das cidades-estado em confederações, como a Liga de Delos.
d) o predomínio de uma economia agrária e de uma sociedade de caráter
patriarcal.

16- UFMG 2009) O ano de 1848 ficou célebre em razão da onda de


revoluções que varreu, então, a Europa evento denominado Primavera dos
Povos. O objetivo maior dos revolucionários de toda parte era alcançar a
liberdade e combater a opressão; em algumas regiões, porém, as palavras de
ordem reivindicavam, também, o fim do jugo estrangeiro, ou seja, demandavam
autonomia para as nações. Considerando-se os eventos ocorridos em 1848 e
suas consequências, é
CORRETO afirmar que,
A) na Alemanha, se instalou, com sucesso, uma República parlamentar, que
aboliu as instituições imperiais e consolidou a unidade do país.
B) na França, se proclamou, outra vez, a República, mas Luís Napoleão
Bonaparte, o presidente eleito, instituiu, por meio de um golpe, o II Império.
C) na Inglaterra, uma série de greves gerais colocou em xeque a Monarquia,
que precisou recorrer à Lei Marcial para recobrar a ordem.
D) na Rússia, os revolucionários ocuparam o poder durante alguns meses, o
que provocou reação sangrenta e guerra civil.

17- UFMG 2009) Considerando-se a crise econômica mundial iniciada, em


1929, com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, é CORRETO afirmar que
A) a Alemanha sofreu impacto imediato e violento desse evento, em razão dos
laços econômicos estreitos que vinha mantendo com os Estados Unidos.
B) a escassez de matérias-primas e de crédito, entre outras causas do crash
norte-americano, muito contribuiu, na época, para alimentar a espiral
inflacionária.
C) a URSS foi um dos países atingidos por esse evento, pois a recessão no
mundo capitalista prejudicou as exportações de petróleo do país.
D) os países da América do Sul sentiram os efeitos desse evento, devido à
repatriação do capital estrangeiro anteriormente investido nessa região.

18- UFMG 2009) Os anos posteriores à Segunda Guerra Mundial foram tensos
entre as grandes potências mundiais. Considerando-se a Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Pacto de Varsóvia, criados nesse
período, é CORRETO afirmar que: 312
A) a OTAN visava a apaziguar os conflitos relacionados à divisão da cidade de
Berlim, bem como a proteger os países sob sua influência econômica das
ameaças de invasão externa e de conflitos militares.

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B) ambos desenvolveram políticas que incentivaram a chamada corrida
armamentista, que, durante o período da Guerra Fria, colocou o Planeta sob a
ameaça de uma guerra nuclear.
C) ambos foram estabelecidos, simultaneamente, para defender os interesses
dos países que disputavam, após a Segunda Guerra, uma reordenação dos
espaços europeu e americano.
D) os países signatários do Pacto de Varsóvia se aliaram e, para defender seus
interesses financeiros, formaram um bloco econômico, a fim de competir com a
Alemanha, a Inglaterra e os Estados Unidos

19- UFMG 2009) Considerando-se os fatores que contribuíram para a


longevidade do regime militar no Brasil, é CORRETO afirmar que foi de grande
relevância:
A) a combinação entre a ordem constitucional, amparada pela Constituição de
1967, e a arbitrariedade, expressa em sucessivos Atos Institucionais.
B) a manutenção de um sistema político representativo, com eleições indiretas
em todos os níveis, exceto para a Presidência da República.
C) o desenvolvimento econômico-social do País, acompanhado de um
constante crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
D) o rodízio de lideranças políticas entre as Forças Armadas, por meio de
eleições indiretas no âmbito do Comando Supremo da Revolução.

20 UNIFAL-MG 2008) Foi no governo Kubitschek que se consagrou,


definitivamente, o vocábulo “desenvolvimentismo”, como já salientou o escritor
Antônio Callado. Antes de JK falava-se em “fomento” e em “fomentar o
desenvolvimento”. Juscelino teria sido o inventor da palavra, cuja mística ficou,
na história contemporânea, inarredavelmente vinculada ao seu nome. Até hoje,
qualquer sinal de modernidade ou de “espírito realizador” — associado a um
certo otimismo e às virtudes de conciliação política – costuma ser identificado
como traço de um “juscelinismo” redivivo.
BENEVIDES, M. V. O Governo Kubitschek: A esperança como fator de
desenvolvimento. In GOMES, Ângela de Castro. (Org.) O Brasil de JK. 2ª ed.
RJ. Ed. FGV, 2002. p. 22.
Considere o texto apresentado, o período do governo Kubitschek e marque a
alternativa correta.
A) Nos cinco anos de governo Kubitschek, que promoveu enormes mudanças
na economia e na sociedade brasileiras, a formulação de políticas econômicas
foi intensa e contou com capitais vindos do exterior. Esse recurso ao capital
externo foi um dos elementos que diferenciaram a política econômica de
Juscelino da política “nacionalista” implementada no governo de Getúlio
Vargas.
B) O populismo do governo Kubitschek diferenciou-se dos populismos de
Vargas e de Jânio Quadros ao promover, em conjunto com a UDN, um
“contragolpe preventivo” contra seus opositores, restringindo a liberdade de
imprensa e de partidos políticos oposicionistas, entre eles o PCB.
C) A política “desenvolvimentista” do governo Kubitschek voltou-se para o 313
fortalecimento