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ATIVIDADE DE FÉRIAS 9º ANO LÍNGUA PORTUGUESA

Leia o texto

Foi Remédio Santo

Para que a catástrofe fosse total, o tal pontapé em cheio foi reforçado por uma presença
detestável, ali mesmo, na “minha” parada da lotação, com cara de iogurte com pedaços, uma cara
cheia de altos e baixos, borbulhas que lembram a paisagem rugosa e pedregosa, árida e fria, da
superfície de Marte. Gigantescas crateras com 24 metros de diâmetro, resultantes do impacto de um
meteorito, há 23 milhões de anos, montanhas de acne com 48 metros de altura, o ar mais imbecil da
via Láctea, o rapaz mais parvalhão, aborrecido, incómodo e feio da escola: o Falinhas Mansas. Estava
lá, mas não deveria – ele usar habitualmente a parada da lotação do bairro dele que, felizmente, fica
a mais de dez minutos de distância, e usa por mero bom senso, já que passa à porta da casa dele e
pára à porta da escola. Deve ter acordado antes do mundo nascer para estar ali àquela hora – e, mal
me viu, saiu de transe ou acordou, sacudiu as borbulhas, arrastou o esqueleto, avançou dois passinhos,
pôsme a mão no ombro, repelente, só não parecia uma cobra porque as cobras não têm mãos. Notei
que ao falar deixava sair pela boca um cheiro esquisito, flocos de aveia australianos, leite gordo
holandês, talvez uma fatia de pão com manteiga açoriana e pasta de dentes com hortelã serrana, à
mistura com uma coisa qualquer, pastilha elástica ou isso, americana ou dessas que não têm marca
nem origem, mas eu acho que são feitas numa terra chamada Formosa, ou na China, por operários
que trabalham a troco de pouco salário e muito sofrimento, que usam os restos das bolas de basquete
e das solas dos tênis de boa marca, que também fazem. Dei dois passos atrás, com pavor, e ele deu
três passos à frente, com descaramento e determinação e eu gritei: “este rapaz quer passar à frente.
Está a furar a fila!” Foi remédio santo, logo uma senhora gorda começou a protestar, um homem
magro deu lhe um abanão, uma mulher carregada com malas e sacos pregou um tabefe ao Falinhas
Mansas, que, com falinhas mansas, explicou se: se desfazendo em sorrisos e saltitando ora num ora
noutro pé, como se estivesse aflito para ir à casa de banho ou atrás da árvore mais próxima, sanitário
público de muitos rapazes como ele:

–– Sou colega dela, estudamos na mesma escola, quero apenas (…).

Uma Argola no Umbigo, Alexandre Honrado, Ed. AMBAR

1 - Por que motivo foi usada a expressão “cara de iogurte com pedaços”?
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2- Explica o sentido da expressão “o ar mais imbecil da via Láctea”.
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3 - Indica o nome que o adjetivo “repelente” está qualificando.
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4- Retira do texto a expressão que comprova que a ação se desenrola de manhã.
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5-Retira do texto um exemplo de narração e um exemplo de diálogo.
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Leia e responda

Café faz bem

A cafeína é um composto químico de fórmula C8H10N4O2, encontrado em certas plantas e


usado para o consumo em bebidas, na forma de infusão, como estimulante. Uma xícara média de
café contém, em média, cem miligramas de cafeína. Sua rápida ação estimulante faz dela
poderoso antídoto à depressão respiratória, em consequência de intoxicação por drogas como
morfina e barbitúricos.

www.google.com.br/anounce.cafeina acessado em 29/06/2008

6- No desenvolvimento desse texto, em relação ao café, o autor:


A) define a sua substância química.
B) indica as formas variadas de tomá-lo.
C) mostra os males decorrentes de seu uso.
D) sugere a diminuição de seu consumo.

Leia o texto abaixo


NO MEIO DO CAMINHO
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
Fonte: Disponível em: http://www.passeiweb.com .
Acesso em 28 jul. 2011.
7. Pela forma de apresentação e disposição das linhas, esse texto é classificado como
(A) um relato. (C) um soneto.
(B) um poema. (D) um depoimento.

8. O motivo que justifica a repetição da expressão “no meio do caminho tinha uma pedra” é o fato
de o autor
(A) mostrar sua experiência como trabalhador de pedreira.
(B) usar uma linguagem informal para se aproximar do povo.
(C) desconhecer sinônimos para as palavras “pedra” e “caminho”.
(D) considerar a pedra como frequentes obstáculos a serem superados na vida.

9. Em “minhas retinas tão fatigadas ” a palavra destacada está empregada no texto com sentido de
(A) irritadas. (C) cansadas.
(B) delicadas. (D) machucadas.
Leia o texto a seguir para responder as questões

Enchente isola cidade e deixa 600 desabrigados no Vale do Ribeira


DE SANTOS - As chuvas fortes na região do Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, desde a
manhã de ontem, elevaram o nível do rio Ribeira de Iguape em quase 12 metros, deixaram quase
600 pessoas desabrigadas na região e isolaram o município de Ribeira. Não houve registro de
mortes. Ontem, os acessos à cidade, tanto pelo Estado de São Paulo quanto pelo Paraná,
estavam interditados, segundo a Defesa Civil municipal. As cerca de cem pessoas atingidas na
cidade foram abrigadas em um ginásio. No município de Itapirapuã Paulista, ocorreram
deslizamentos de encostas. A Defesa Civil local iniciou a retirada de famílias das áreas de risco.
Fonte: Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0208201120.htm . Acesso em: 02
ago. 2011.
10. Considerando os aspectos formais do texto, pode-se classificá-lo como
(A) uma notícia. (B) uma carta. (C) um relato. (D) um aviso.

11. Em “ Os acessos à cidade (...) estavam interditados ”, a palavra destacada é entendida como
(A) liberados. (B) fechados. (C) alagados. (D) facilitados.

12. Ao escrever o texto, o autor usa uma linguagem formal para


(A) adequá-la ao meio de comunicação utilizado.
(B) reproduzir o próprio jeito de falar.
(C) provar que é diferente do leitor.
(D) revelar intimidade com o leitor.

Leia a crônica a seguir para responder as questões


ENTRE AMIGOS.
Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, dar carona
pra festa, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não
basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. (...) Um amigo não racha
apenas a gasolina: racha lembranças, experiências. Racha a culpa, segredos. Um
amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, o ombro, o tempo, o
calor e a jaqueta. (...) Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo
dele, e topa conhecer o teu. (...) Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a
mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o
elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.
Fonte: MEDEIROS, Marta. Entre amigos . Disponível em: Http://sitenotadez.net/cronicas/ . Acesso
em 28 jul. 2011. (com cortes)

13. No texto, a expressão “segura o tranco” adquire o significado de


(A) propor um acordo. (C) dar uma bronca.
(B) fracassar na vida. (D) servir de apoio.

14. Ao utilizar uma linguagem informal no trecho “Um amigo não segura a barra, apenas.”, a autora
demonstra
(A) intimidade com os leitores.
(B) ausência de criatividade no uso da língua.
(C) dificuldade de saber quem são os leitores.
(D) falta de conhecimento da linguagem usada pelos leitores.
Leia o trecho do poema
“Trem de Alagoas”, de Ascenso Ferreira, para responder a
questão.
Mergulham mocambos, Fonte: Cadernos de apoio e aprendizagem:
nos mangues molhados, Língua Portuguesa. São Paulo: Fundação Padre
moleques, mulatos, Anchieta, 2010. nono ano, v. 1.
vem vê-lo passar.
- Adeus!
- Adeus!
Mangueiras, coqueiros,
cajueiros em flor,
cajueiros com frutos
já bons de chupar...
- Adeus, morena do cabelo cacheado!

15-No poema, a repetição do M ajuda a


(A) construir a rima. (C) treinar o som da letra M.
(B) memorizar o texto. (D) valorizar a musicalidade do POEMA.

Leia os dois textos a seguir.


Texto I
A revolução do internetês
Vc jah viu exe tipo de texto? Pois eh, ixo eh o internetes... ou melhor, o
internetês. Essa forma de expressão explodiu principalmente entre adolescentes que
passam horas na frente do computador no Orkut, em chats , blogs e comunicadores
instantâneos em busca de interação - e de forma dinâmica.
No Brasil, um batalhão de 15 milhões de usuários troca 500 milhões de
mensagens por dia por meio do Messenger (MSN).
Integrados à tecnologia e com acesso fácil a computadores e conexões de
banda larga (62% dos nossos internautas a usam), os jovens buscam respostas
rápidas, proximidade com seus interlocutores e nutrem a expectativa de aproveitar
cada momento de diversão. A ansiedade por contato teria estimulado, assim, o
hábito de escrever mensagens e a busca de novas formas de expressão ligeira e
funcional. No pacote, vieram à simplificação da linguagem e a farta eliminação de
vogais.
Fonte: Disponível em:http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11061 . Adaptado. Acesso em 29 jul. 2011
Texto II
Redação deixa 65% abaixo da média no Enem Maioria das escolas obteve nota de redação menor
que a média nacional; “internetês” é um dos vilões
Dados do Enem 2009 mostram que 65,9% das escolas de Ribeirão Preto tiveram nota de redação
abaixo da média nacional. De acordo com especialistas, a falta de leitura, o baixo interesse pelo
noticiário e a influência do “internetês” (a linguagem da internet) podem ter contribuído para o
desempenho fraco. Sobre a influência da linguagem da internet, o professor de redação Luiz
Cláudio Jubilato, afirma que não se pode mais fugir da rede e que o importante é “saber separar as
coisas e ter consciência de que se trata de linguagens diferentes”. Já a professora doutora Rosa
Maria Manzoni, do Departamento de Educação da Unesp de Bauru, também afirma que os
estudantes precisam estar preparados para lidar com variados tipos de texto, que vão da internet à
redação. Fonte: Disponível em:
http://quemtemmedodeportugues.wordpress.com/2010/08/03/redacao-deixa- 65-abaixo-da-media-
no-enem/ Adaptado. Acesso em 29 jul. 2011.
16. O que os dois textos têm em comum é (são)
(A) o tema “Internetês”. (C) as expressões usadas pelos internautas.
(B) a linguagem formal aplicada. (D) o uso das redes sociais.

Leia o texto.
O Homem Nu

Ao acordar, disse para a mulher:


— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a
conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas
obrigações. Escuta: quando ele vier à gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar
que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a
mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e
abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela
para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo
padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal
seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo
vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando
ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas
ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos
dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os
andares... Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou
para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo...
Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia
executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se
esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a
empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou
aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo
ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais
longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se
naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou
fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou
apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada:
"Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de
emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma
cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho
de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um
foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois,
restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
FERNANDO SABINO

17. De acordo com o texto, a história contada fala sobre


(A) o pagamento da televisão.
(B) a visita do cobrador.
(C) o homem despido no elevador.
(D) o pagamento da prestação.

18. O que gerou o conflito da narrativa foi


(A) o homem não ter trazido dinheiro para pagar a prestação da televisão.
(B) o homem pediu a mulher para não fazer barulho quando o cobrador chegasse.
(C) quando o homem tirou o pijama e dirigiu-se ao banheiro.
(D) quando a porta atrás de si fechou-se, impulsionada pelo vento.
(Habilidade- Reconhecer o conflito gerador do enredo.)

19. No trecho “... Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações...”, a


expressão em destaque significa
(A) velhacaria.
(B) vigarista.
(C) ludibriante.
(D) blefante.

20- A história acontece


(A) fora do apartamento. (C) no banheiro.
(B) no apartamento. (D) na cozinha.
(Habilidade- Reconhecer os elementos que compõem uma narrativa.)

21. No trecho “Bom dia, minha senhora...”, essa fala é de qual personagem?
(A) da vizinha. (C) da Maria.
(B) do homem nu. (D) de outros vizinhos.
22. O texto trata, principalmente
(A) de uma angústia absurda. (C) da cobrança da televisão.
(B) de um caso de polícia. (D) de um caso fora do normal.

23-. A finalidade do texto é


(A) mostrar ao leitor que diante de uma situação ou problema a ser resolvido, o melhor é encarar do
que tentar fugir.
(B) mostrar ao leitor uma situação-problema corriqueira.
(C) mostrar ao leitor uma situação constrangedora, comumente vista no cotidiano.
(D) mostrar ao leitor que diante de um problema do dia a dia, o melhor é refugiar-se, até as coisas
apaziguarem.

24- A situação inicial do texto é


(A) quando o homem disse à mulher que era dia de pagar a prestação da televisão, mas ele não tinha
nenhum dinheiro e o cobrador na certa viria.
(B) quando a mulher falou ao marido que ele devia explicar ao homem e não tentar fugir do
problema.
(C) quando o marido pediu a mulher para ficar quieta, para o cobrador pensar que não havia
ninguém.
(D) quando a esposa abriu a porta e o marido entrou precipitadamente, sem nem se lembrar do
banho.

25. O texto apresenta uma boa quantidade de falas e diálogos curtos. Os usos desses recursos
imprimem a narrativa o seguinte efeito
(A) clima caótico durante o clímax da narrativa.
(B) torna a narrativa coesa e o clima crítico.
(C) clima caloroso durante o clímax da narrativa.
(D) clima leve durante o clímax da narrativa.

26-. No trecho “...começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka...”, a expressão em destaque


significa
(A) angústia absurda da existência humana.
(B) obsessão que amedronta.
(C) atmosfera de pesadelo.
(D) pessoa ou coisa molesta ou enfadonha.
(Habilidade- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.)

Leia o texto.
Mãe é contradição

Mãe sofre, essa é a verdade. Secretária de diretoria de uma grande empresa, ela vivia suspirando:
— De que adianta ser mãe, se não tenho tempo para ficar com meus filhos?
Penou para conseguir férias ao mesmo tempo que as crianças. Refugiou-se em um hotel-fazenda, O
marido só comparecia nos fins de semana. Ela passou quinze dias em êxtase, vendo os três
pimpolhos, de pendores artísticos, atléticos e científicos, torrarem a energia no gramado ou
aprendendo a andar a cavalo. Só um momento de choque: quando Joãozinho começou a espirrar.
Tinha alergia a ar puro.
— Que mundo é esse em que vivemos? - chocou-se.
Voltou para a cidade mais gorda (o bufê self-service do hotel era irresistível). Beijou o marido
longamente:
— Finalmente, vamos ter vida de família!
Sentou-se no sofá, tirou os sapatos, aninhou-se. As três gracinhas não tinham, porém, nenhum
talento para se comportar como aves num poleiro. Em minutos, ela descobriu, horrorizada. que a
energia gasta nos gramados seria agora exaurida no carpete. A menorzinha entrou na sala dançando.
Estudava balé, a artista, O marido aplaudiu, enquanto a pequena graça apresentava pliés e jetés em
frente da televisão. Ela percebeu que ia perder o melhor capítulo da novela, mas conformou-se.
Qual a mãe que não se curva perante o talento da filha?
— Que linda essa roupinha de cigana! Onde você arrumou?
— Minhas gravatas de seda! — gritou o marido, executivo de alto nível.
Realmente: recortadas, as gravatas faziam um belo efeito. Mal tiveram tempo de se refazer da
surpresa: o cientista apareceu com um litro cheio.
— O perfume que eu inventei!
Uma delícia. Nem poderia deixar de ser, O aspirante a químico tinha misturado todas as fragrâncias
francesas que ela, a duras penas, comprara no shopping. Nem teve tempo de gritar. Ouviu-se um
barulho no banheiro, correram todos: a do meio tinha se cortado ao tentar fazer a barba. Sim, a
barba! O pai quis explicar, durante o curativo:
— Menina não tem barba!
— Mas eu quero ter!
— Ai, meu Deus! - gemeu a mãe.
Os pais foram se deitar exaustos, as maravilhas reclamando que era cedo. No dia seguinte o marido
começou a chegar mais tarde. Dava um jeito de ficar trabalhando até as crianças estarem cansadas.
Ela resistiu, apavorada.
— E quando eu voltar a trabalhar?
Retomou esgotada. O chefe, um francês irritadiço, dava pito ao vê-la distraída, preocupada. Passava
o dia em linha direta com a empregada.
— O Joãozinho fez um doce de banana, pimenta. ketchup e chocolate, e diz que vai comer. E se ele
morre?
— A menorzinha só quer salsicha com Coca-Cola, nada de arroz e feijão!
— A do meio está tomando banho faz duas horas e não quer sair!
Voltava para encontrar uma dançando no seu colchão, outra brincando no elevador do prédio.
Quase se ajoelhou quando a empregada ameaçou ir embora porque o garoto quis criar uma aranha
num aquário. O chefe reclamou que ela não saía do telefone. O marido, que o apartamento tinha
virado uma bagunça. Lamentava-se.
— Que férias demoradas!
Cada vez que ouvia a expressão “volta às aulas”, sorria de satisfação. Com alívio, acertou a velha
rotina: acorda cedíssimo, faz o café, se maquia e se penteia. Leva a menorzinha de carro para a aula
de balé, enquanto os outros vão no ônibus escolar. Foge no almoço para deixar os maiores no curso
de inglês. Uma amiga com quem faz revezamento os recolhe. Volta à noitinha e prepara o jantar.
Em casa, todos são unânimes, sua comida dá de dez na da empregada. Passa as camisas do marido,
pois a doméstica “nunca acerta o colarinho”, e ele, afinal, é um executivo de futuro. Quando vê os
olhinhos dos pimpolhos apertados de sono. Sente ondas de felicidade.
— Finalmente, posso descansar!
Mentira. Não tem coragem de falar, mas pensa:
— Eu, trabalhando o dia todo! As crianças na escola! Quando é que vamos ter uma vida em
família?
Já sonha com o fim do ano:
— Ah, que saudades das férias!
Ser mãe é uma eterna contradição.
Walcyr Carrasco
27- De acordo com o texto, a mãe passa o dia todo no trabalho, o marido só aparecia nos fins de
semana e as crianças na escola. Ela pensava em ter pelo menos um momento
(A) com o marido. (C) em família.
(B) com os filhos. (D) de descanso.

28- No trecho “Ela passou quinze dias em estado de alegria, vendo os três pimpolhos, de pendores
artísticos, atléticos e científicos, torrarem a energia no gramado ou aprendendo a andar a cavalo.” A
expressão “ESTADO DE ALEGRIA” pode ser substituída por
(A) êxtase. (C) encolerizar.
(B) arrebatar. (D) absorver.

29- O que gerou a situação conflituosa da história foi


(A) a mãe não ter tempo para ficar com os filhos.
(B) a mãe passar o dia todo fora da casa.
(C) o marido só aparecer nos fins de semana.
(D) os filhos passarem o tempo todo na escola.

30- No trecho “Ai, meu Deus!” Essa fala é de qual personagem?


(A) do narrador. (B) da mãe. (C) do pai. (D) da empregada.

31- O assunto do texto é


(A) mãe é insubstituível. (C) vida em família.
(B) a saudade dos filhos. (D) ausência dos pais.

32- No trecho “Cada vez que ouvia a expressão “volta às aulas”, sorria de satisfação”, o uso da
expressão em destaque revela
(A) a rotina. (C) a alegria.
(B) o alívio. (D) o enfado.

33- A expressão “Vê os olhinhos dos pimpolhos apertados de sono”, essa expressão significa
(A) descanso. (C) comodidade.
(B) felicidade. (D) afeto.

34- O trecho que há uma passagem irônica é


(A) Penou para conseguir férias ao mesmo tempo que as crianças.
(B) As três gracinhas não tinham, porém, nenhum talento para se comportar como aves num
poleiro.
(C) Joãozinho começou a espirrar.
(D) A menina queria ter barba.

35- A mãe resolveu tirar férias com os filhos porque


(A) a distância entre mãe e filhos parecia se resolver desta forma.
(B) era a forma de se estar mais em família.
(C) queria compensar sua ausência de mãe.
(D) queria nesse momento está mais perto dos filhos.

36- A finalidade desse texto é


(A) mostrar a falta que os pais fazem no convívio e educação dos filhos.
(B) mostrar que a falta dos pais não comprometem na educação dos filhos.
(C) mostrar que os filhos hoje crescem longe dos pais.
(D) mostrar que os filhos vivem mais com a empregada do que com os pais.
37- A tese defendida no texto é
(A) que a distância dos pais pode comprometer na educação dos filhos.
(B) passar as férias juntos como os filhos é uma forma de resolver esse problema.
(C) viver mais em família é uma forma de acompanhar o crescimento dos filhos.
(D) consolidar trabalho e família, para viver mais perto dos filhos.

38- Qual a tese argumentada no texto que sustenta a decisão tomada pela mãe em tirar férias com os
filhos?
(A) a mãe junto com os filhos sente-se feliz, descansa com eles e vê dispender suas energias.
(B) para acompanhar o momento de lazer e as travessuras dos filhos.
(C) para se sentir mãe e vê os filhos dispenderem suas energias.
(D) para matar a saudade do convívio com os filhos e a vida em família.

39- Para você, o que é ter uma “Vida de família”? Hoje, a maioria das pessoas tem esse tipo de
vida? Por quê? Justifique sua resposta
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LEIA O TEXTO COM BASTANTE ATENÇÃO E DEPOIS RESPONDA.

Quando a rede vira um vício

É difícil perceber o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo
da internet para estabelecer com ela uma relação de dependência — como já se vê
em parcela preocupante dos jovens

Com o título “Preciso de ajuda”, Carolina G. fez um desabafo aos integrantes da comunidade Viciados
em Internet Anônimos, a que pertence:
“Estou muito dependente da web. Não consigo mais viver normalmente”. Essas frases dão a dimensão
do tormento provocado pela dependência da internet, um mal que começa a ganhar relevo estatístico,
sobretudo entre jovens de 15 a 29 anos.
Os estragos são enormes. Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, o doente desenvolve
uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar on-line por uma eternidade sem se dar conta do exagero.
Ele também sofre de constantes crises de abstinência quando está desconectado, e seu desempenho
nas tarefas de natureza intelectual despenca. Diante da tela do computador, vive, aí sim, momentos
de rara euforia, mas não percebe que vai, aos poucos, perdendo os elos com o mundo real até se
aprisionar num universo paralelo e completamente virtual.
Não é fácil detectar o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da rede para
estabelecer com ela uma relação doentia, porém, em todos os casos, a internet era apenas útil ou
divertida e foi ganhando um espaço central, a ponto de a vida longe da rede ser descrita agora como
sem sentido.
Mudança tão drástica se deu sem que os pais atentassem para a gravidade do que ocorria. Para o
psiquiatra Daniel Spritzer, “a internet faz parte do dia a dia dos adolescentes e o isolamento é um
comportamento típico dessa fase da vida, por isso a família raramente detecta o problema antes de
ele ter fugido ao controle”.
A ciência, por sua vez, já tem bem mapeados os primeiros sintomas da doença. De saída, o tempo na
internet aumenta até culminar, pasme-se, numa rotina de catorze horas diárias, e as situações vividas
na rede passam, então, a habitar mais e mais as conversas. É típico o aparecimento de olheiras
profundas e ainda um ganho de peso relevante, resultado da troca de refeições por sanduíches – que
prescindem de talheres e liberam uma das mãos para o teclado. Gradativamente, a vida social vai se
extinguindo, como alerta a psicóloga Ceres Araujo: “Se a pessoa começa a ter mais amigos na rede
do que fora dela, é um sinal claro de que as coisas não vão bem”.
Com a rede, afinal, descortina-se uma nova dimensão de acesso às informações, à produção de
conhecimento e ao próprio lazer, dos quais, em sociedades modernas, não faz sentido se privar,
portanto toda a questão gira em torno da dose ideal, sobre a qual já existe um consenso acerca do
razoável: até duas horas diárias, no caso de crianças e adolescentes. Desse modo, reduz-se
drasticamente a possibilidade de que, no futuro, eles
enfrentem o drama vivido hoje pelos jovens viciados.

(Silvia Rogar e João Figueiredo, revista Veja, 24.03.2010. Adaptado)

40- Qual é o tema da reportagem?


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41 Segundo o texto, quais são os sintomas desse vício?


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42-E quais podem ser as consequências?


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43- Qual é a sugestão apresentada no texto para lidar com esse problema ou sua prevenção?
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44-Você acha a comparação do vício em internet com outros tipos de vícios é muito forte?
Justifique sua resposta.
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45- Na sua opinião, faria alguma diferença para o convencimento do leitor se o texto não tivesse
exemplos de pessoas que passaram por esse problema? Justifique sua resposta.
O texto apresenta opinião de especialistas. Quem são e quais suas especialidades?
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46- PRODUÇÃO DE TEXTO


A partir da leitura do texto e de seu conhecimento do assunto, produza um texto sobre o tema
O jovem e a Internet

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Leia o texto abaixo e responda

DEBAIXO DA PONTE

Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém
lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de
ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás, porque luz e gás não consumiam. Não
reclamavam contra falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não
tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele
vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar
esse endereço a amigos, recebê-los, fazê-los desfrutar comodidades internas da ponte.
À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente
morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho.
Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a
cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá- lo, principalmente o ar da rua.
O que morava não se sabe onde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta
de carne.
Nem todos os dias se pega uma posta de carne. Não basta procurá-la; é preciso que ela exista, o que
costuma acontecer dentro de certas limitações de espaço e de lei. Aquela vinha até eles, debaixo da
ponte, e não estavam sonhando, sentiam a presença física da ponte, o amigo rindo diante deles, a
posta bem pegável, comível. Fora encontrada no vazadouro, supermercado para quem sabe frequentá-
lo, e aqueles três o sabiam, de longa e olfativa ciência.
Comê-la crua ou sem tempero não teria o mesmo gosto. Um de debaixo da ponte saiu à caça de sal.
E havia sal jogado a um canto de rua, dentro da lata. Também o sal existe sob determinadas regras,
mas pode tornar-se acessível conforme as circunstâncias. E a lata foi trazida para debaixo da ponte.
Debaixo da ponte os três prepararam comida. Debaixo da ponte a comeram. Não sendo operação
diária, cada um saboreava duas vezes: a carne e a sensação de raridade da carne. E iriam aproveitar o
resto do dia dormindo (pois não há coisa melhor, depois de um prazer, do que o prazer complementar
do esquecimento), quando começaram a sentir dores.
Dores que foram aumentando, mas podiam ser atribuídas ao espanto de alguma parte do organismo
de cada um, vendo-se alimentado sem que lhe houvesse chegado notícia prévia de alimento. Dois
morreram logo, o terceiro agoniza no hospital.
Dizem uns que morreram da carne, dizem outros que do sal, pois era soda cáustica. Há duas vagas
debaixo da ponte.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Debaixo da ponte. In: Obra Completa, Rio de Janeiro: José
Aguilar Editora, 1967, p. 896-897.

Atividades referente ao texto:

47- .Esse texto é


( ) um conto, e o tema é pessoas que gostam de viver ao ar livre
( ) uma crônica e o tema é a exclusão dos direitos da cidadania
( ) uma notícia sobre mortes por envenenamento
( ) um texto informativo sobre os perigos de não se saber a procedência dos alimentos.

48- Quem são as personagens dessa crônica?


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49- De acordo com a estrutura da narrativa, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.

( 1) Situação inicial
( ) Os três começaram a sentir fortes dores.

( 2 )Conflito ( ) Dois morreram e o outro agoniza no hospital, uns dizem


que foi a carne e outros que foi o sal, que era não era sal e sim
soda cáustica. Há duas vagas debaixo da ponte.
( 3 ) Desenvolvimento
( ) Um amigo vinha visitá-los e trazer uma posta de carne

( 4 ) Clímax
( ) Duas pessoas viviam debaixo da ponte

( 5 ) Desfecho ( ) Faltava o sal e um deles saiu para procurá-lo. A achou sal


jogado a um canto de rua, dentro da lata e foi trazida para
debaixo da ponte, os três prepararam comida e comeram.

50-.O trecho em que aparece o primeiro fato que gera o conflito da narrativa é:
a)Um de debaixo da ponte saiu à caça de sal.
b)À tarde, surgiu precisamente um amigo ...
c)E iriam aproveitar o resto do dia dormindo
d)E a lata foi trazida para debaixo da ponte.
51-Ao terminar o texto com a afirmação “Há duas vagas debaixo da ponte.”, o narrador sugere que
a tragédia será:
a) revertida b)repetida. c)transformada. d)averiguada.

52.A perspectiva de quem narra é marcada por:


a) satisfação. b) espanto. c) naturalidade d) horror.

53- Segundo a constituição brasileira, todos os cidadãos são iguais perante à lei, no artigo 6, que a
moradia
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54- Em sua opinião, o que poderia ser feito, por parte dos governantes, para que o acesso à moradia
fosse algo conquistado por todas as pessoas?
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55- PRODUÇÃO DE TEXTO


Observe a charge:

Refletindo sobre a mensagem do texto lido e da


charge abaixo, redija um texto argumentativo sobre
o assunto

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56-PRODUÇÃO TEXTUAL E PESQUISA

SOU NEGRO Era valente como quê!


Solano Trindade Na capoeira ou na faca ,
escreveu não leu,
Sou Negro . o pau comeu.
Meus avós foram queimados Não foi um pai João
pelo sol da África, humilde e manso.
minh`alma recebeu o batismo dos tambores,
atabaques, gonguês e agogôs. Mesmo vovó
não foi de brincadeira,
Contaram-me que meus avós Na guerra dos Malês,
vieram de Loanda, ela se destacou.
como mercadoria de baixo preço ,
plantaram cana pro senhor do engenho novo Na minh´alma, ficou
e fundaram o primeiro Maracatu. o samba,
o batuque,
Depois, meu avô brigou como um danado o bamboleio
nas terras de Zumbi. e o desejo de libertação...

TRABALHO DE PESQUISA
1- Procure, em jornais, revistas, internet, reportagens que falem sobre os negros: cultura, lutas
contra a discriminação, conquistas.
2- Procure, filmes, novelas, seriados, peças teatrais... que tenham como assunto o negro/
movimentos negros. Faça uma lista de tudo encontrado, destacando inclusive atores principais e
temática.
3- Faça um levantamento bibliográfico de literatura que aborde o negro como tema.
4- Cite grupos de dança, cantores ou conjuntos musicais de que você goste e que sejam formados
por negros.
5- Selecione gravuras ou faça desenhos que sirvam para ilustrar o que você encontrou.
E DEPOIS FAÇA UMA PRODUÇÃO RELATANDO TODOS OS DADOS DE SUA PESQUISA,
NÃO ESQUEÇA DE DAR UM TÍTULO AO SEU TRABALHO
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57- Produção de texto argumentativo
Leia:

Disponível em: <http://acporto.wordpress.com/tag/armandinho/>.


A tira acima propõe a reflexão a respeito da força da determinação nas nossas vidas. Segundo o texto,
“Nada incomoda mais quem não faz nada... do que alguém que tenta fazer alguma coisa!”. Você
concorda com esse pensamento? Reflita e, na sequência, produza um texto em que você exponha o
seu ponto de vista, de forma argumentada, sobre o tema abordado na tira.
Não se esqueça:
1. Dê um título ao seu texto.
2. O seu texto deverá apresentar a seguinte estrutura:
- Título
- Introdução (apresentação do tema)
- Desenvolvimento (defesa de suas ideias, de modo argumentado)
- Conclusão (reforço da sua opinião sobre o tema).
3. O seu artigo deve conter no mínimo 15 linhas e, no máximo, 20 linhas.
4. Escreva o seu texto em consonância com a norma culta da Língua Portuguesa.
5. Atenção: não copie fragmentos da tira lida.
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58- Produção de texto – Relato de experiência
Orientações:
1º: Em uma folha de rascunho, rememore os fatos e as emoções vivenciadas que tornaram a sua
experiência inesquecível.
2º: Construa o texto, procurando responder às seguintes questões:
● O que aconteceu?
● Quando aconteceu?
● Onde?
● Com quem?
● De que forma?
● Por que a experiência foi tão marcante para você?
Vale destacar que as perguntas não precisam ser respondidas necessariamente na referida ordem. Seja
criativo (a)! Conte da forma que considerar mais interessante! Mas, não se esqueça de que o relato
tem de ser coerente do princípio ao fim.
3º: Crie um título para o seu relato de experiência.
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