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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

INSTITUTO DE FÍSICA
DEPARTAMENTO DE FÍSICA GERAL
FIS123 – FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL III-E/LABORATÓRIO

Relatório - Experimento 10

Caio Machado Simões


Vitor Steiner

Salvador-BA
Novembro – 2018
Dados relevantes obtidos para discussão do relatório

1 - VERIFICAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA CORRENTE NA FITA.

MEDIDAS:

 Corrente: 3A
 Tensão: 4V

A partir da montagem do sistema, realizando as respectivas taras da


balança, analisamos as seguintes situações:

Para a placa de circuito impresso de 12,5 mm:

 VALOR DA MASSA ANTES DE LIGAR O GERADOR = 71,75 g


 VALOR DA MASSA APÓS LIGAR O GERADOR = 71,90 g
 VALOR MASSA APÓS INSERIR O IMÃ= 72,10 g (Com norte do imã à
esquerda)
 VALOR DA MASSA AO GIRAR OS POLOS = 71,41 g
 VALOR DA MASSA AO INVERTER OS POLOS = 71,50 g

Perguntas experimentais

1) GIRANDO OS POLOS DO IMÃ. É O RESULTADO ESPERADO? POR


QUÊ?

R – O resultado que analisamos era esperado, uma que vez aplicando o


conceito vetorial da lei de ampére a partir do uso da regra de direita,
verificamos que ao inverter (girar) os polos do imã o vetor da força magnética
resultante que na configuração anterior apontava para baixo, mudou seu
sentido, isto é, passou a apontar para cima. Para tornar essa análise mais
evidente, com a placa de circuito de 12,5 mm, anotamos o peso antes de ligar
o gerador, o qual foi de 71,75g. Posteriormente, ao ligar o gerador e inserir o
imã no sistema, a massa verificada foi de 72,10 g. Ao girar os polos,
percebemos que a massa foi 71,41 g. Portanto, o valor indicado pela balança
diminuiu com a configuração da inversão dos polos, então é possível inferir que
com o giro dos polos, o vetor da força magnético aponta para baixo.

2) INVERTENDO OS PINOS DA FITA. É O RESULTADO ESPERADO?


POR QUÊ?

R – Sim, o resultado era esperado. Ao inverter os pinos da fita, estamos,


analogamente, invertendo o sentido da corrente. Em caráter experimental,
deixamos a configuração, da placa de 12,5 mm, com o sentido do campo
magnético da direita para esquerda, a qual indicou uma massa de 71,41 g, e
invertemos os pinos da fita, observando uma massa de 71,50g. Portanto,
podemos inferir que ao mudar o sentido da corrente, aplicando o princípio da lei
de ampére e regra da mão direita, mudamos também o sentido da força
magnética, a qual passou a apontar para baixo, indicando um acréscimo no
peso.

3) MEDIDA DO MÓDULO DA FORÇA MAGNÉTICA

 Escolha pelo menos 10 valores diferente de corrente e anote


os resultados em uma tabela.

Limitando a corrente entre 0 e 3A, configuramos o sistema de tal


maneira que, utilizando o princípio da regra da mão, a força magnética tivesse
o mesmo sentido da gravidade, ou seja, direcionado para baixo. Portanto,
colocamos o imã com o norte a esquerda, pois campo magnético emerge do
norte para sul, com a corrente “entrando” no plano, o vetor da força ficará no
mesmo sentido da gravidade.
Portanto, as forças envolvidas no sistema se relacionam da seguinte
forma:
F resul=Fm+ Peso , onde o sinal positivo indica que ambas estão no
mesmo sentido, logo:
Fm=Fresul −Peso
F m=mg−m 0 g → F m=( m−m 0 ) g

Dessa forma, supondo uma gravidade igual a g = 9,81 m/s², elaboramos


as seguinte tabelas:
Tabela 1 – Medidas utilizando a placa de 12,50 mm, n = 1, mo = 71,10g

I (A) m (g) mo - m Fm (mN)


0 71,1 0 0
0,2 71,32 0,22 2,1582
0,5 71,51 0,41 4,0221
0,8 71,55 0,45 4,4145
1 71,61 0,51 5,0031
1,3 71,68 0,58 5,6898
1,6 71,69 0,59 5,7879
2 71,8 0,7 6,867
2,5 71,82 0,72 7,0632

Fm x I (12, 5 mm)
8
7 f(x) = 1.98 x + 2.67
6
5
Fm (mN)

4
Linear ()
3
2
1
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
I(A)

Tabela 2 – Medidas utilizando a placa de 25,00 mm, n = 1, mo = 70,93g

I (A) m (g) mo - m Fm (mN)


0 70,93 0 0
0,5 71,05 0,12 1,1772
1 71,21 0,28 2,7468
1,5 71,37 0,44 4,3164
2 71,45 0,52 5,1012
2,5 71,53 0,6 5,886
3 71,64 0,71 6,9651
Fm x I (25 mm)
8
7
f(x) = 2.24 x + 0.45
6
Fm (mN) 5
4
Linear ()
3
2
1
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5
I (A)

Tabela 3 – Medidas utilizando a placa de 50,00 mm, n = 1, mo = 71,90g

I (A) m (g) mo - m Fm (mN)


0 71,9 0 0
0,5 72,3 0,9 8,829
1 72,44 1,04 10,2024
1,5 72,6 1,2 11,772
2 72,71 1,31 12,8511
2,5 72,85 1,45 14,2245
2,7 72,98 1,58 15,4998
3 73,14 1,74 17,0694

Fm x I (50 mm)
14
12
10 f(x) = 3.11 x + 2.14

8
Fm (mN)

6 Linear ()
4
2
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5
i (A)

Tabela 4 – Medidas utilizando a placa de 50,00 mm, n = 2, mo = 78,20g


I (A) m (g) mo - m Fm (mN)
0 78,2 0 0
0,5 78,62 0,42 4,1202
1 78,78 0,58 5,6898
1,5 79,04 0,84 8,2404
2 79,57 1,37 13,4397
2,5 79,85 1,65 16,1865
2,7 79,91 1,71 16,7751
3 80,03 1,83 17,9523

Fm x I (50 mm, n =2)


20
18
f(x) = 6.06 x + 0.34
16
14
12
Fm (mN)

10
8 Linear ()
6
4
2
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5
I (A)

4) Os gráficos construídos estão de acordo com a teoria da força


magnética?

As curvas obtidas a partir do dados experimentais se encontram de


acordo com os conceitos teóricos estudados previamente. É sabido que
podemos calcular o intensidade da força magnética a partir da equação:

Fm = n · B · i · l · senθ,

onde n é número de espiras, B é o módulo do campo magnética, i é a corrente


e L comprimento da placa. Lembrando que o B foi o mesmo todo o experimento
e utilizamos, aproximadamente, os mesmos intervalos para medição da
corrente, o valor variável da expressão acima foi o L (para 12,5, 25, 50, 50 com
n=2), dessa forma, percebemos que a força magnética tem uma relação direta
com o comprimento do espira, portanto com o aumento do valor do L, a força
magnética também aumentará. Essa situação também pode ser observada
pelos coeficientes angulares obtidos pelo método da regressão linear para
cada comprimento. Logo, podemos inferir que há uma relação linear do tipo:

Fm=a I , onde a=nLBsenθ

pois L, o campo magnético e o ângulo entre e o campo, foram constante para


cada experimento.

5) Determine, a partir dos coeficientes angulares das curvas, os


valores do campo de indução magnética para todos os condutores
utilizados. Calcule então o valor médio desse campo.

Sabemos que o reta pode ser descrita como uma relação do tipo y
=ax+b, onde é o coeficiente angular da reta. Portanto como foi supracitado,
podemos obtemos o valor campo magnético a partir da relação linear entre a
força magnética e a corrente a partir da expressão:

Fm=a I , onde a=nLBsenθ

Logo,

a
B=
nL

Pelo método da regressão linear, obtivemos os seguintes coeficientes


angulares (a):

L (mm) a n
12,5 1,982 1
25 2,236 1
50 3,1148 1
50 6,0629 2

 Para L = 12,5 mm

a
B 1= =0,15856 T
nL

 Para L = 25 mm

a
B 1= =0,08844 T
nL

 Para L = 50 mm (n=1)

a
B 1= =0,06229 T
nL

 Para L = 50 mm (n=2)
a
B 1= =0,06063 T
nL

VALOR MÉDIO DO CAMPO MAGNÉTICO:

B = (B1 + B2 + B3 + B4) / 4 = 0,09273 T

6) A partir dos gráficos construídos e para uma corrente de 5 A,


determine os valores das forças magnéticas para os diversos
comprimentos dos condutores. Construa agora o gráfico da força
magnética versus o comprimento do condutor. Justifique se o gráfico
está, ou não, de acordo com a teoria.

R – Com os dados dos gráficos traçados anteriormente e, no nosso


caso, para uma corrente de 3 A, é possível calcular a valor força
magnética para cada das placas de circuito impresso com uma trilha
condutora. Segue esses valores na tabela abaixo:

Tabela - Comprimento x Força Magnética

Pela expressão : Fm=nLBsenθ

L (mm) Fm (mN)
12,5 5,946
25 6,708
50 9,3444
50 (n=2) 18,1887

Fm x L
10
8
6
Fm (mN)

4 Linear ()

2
0
10 15 20 25 30 35 40 45 50 55
L (mm)

Analisamos o gráfico acima, permite-nos inferir que o comportamento linear


demonstrado está conformidade com o abordagem teórica, uma vez que a
partir da expressão Fm = n · B · i · l · senθ, há uma relação linear entre a força
magnética e comprimento, a qual foi visto no gráfico.

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