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ESCOLA COMUNITÁRIA SAO VICENTE DE PAULO DA MALHANGALENE

NUIT 500008687

HISTORIAL DA ESCOLA COMUNITARIA S. VICENTE DE PAULO DA MALHANGALENE

Projecção
No ano 1944 fez-se a projecção do edifício pelo arquitecto, fazendo uma descrição geral: realçando
que o projecto destinava-se a recolhimento e casa de educação, isto é, a uma instituição de carácter
religiosa da missão de Nossa Senhora das Vitórias.
O estabelecimento tem uma história estreitamente ligada ao ensino missionário. Ele começa por ser
um internato para uma minoria de privilegiados.
A construção do edifício partiu da iniciativa das irmãs religiosas da Nossa Senhora das Vitórias que
praticavam a acção social entre a população “indígena” do bairro.
Posteriormente, a obra foi concluída pelo cardeal Teodósio Goveia que a destinou à formação de
seminaristas europeus, isto é, formação de padres. Assim foi fundado o seminário S. Pio X em 15 de
Junho de 1957 começando a funcionar com quatro alunos em 8 de Setembro de 1958.
Funcionou também o seminário menor (fase inicial da formação dos padres) da Malhangalene até
1964 que depois foi transferido para Namaacha.
O edifício funcionou ainda como lar feminino orientado pelas religiosas salesianas durante um
período de 2 anos.
Entre 1969 / 1970 foi arrendado pela Arquidiocese ao Governo Colonial que o utilizou como filial
da Escola preparatória General “Joaquim Machado”, e que depois foi Escola Secundária da Polana.
Já depois da independência passou a ser autónoma com a designação de Escola Preparatória e depois
Escola Secundária da Malhangalene. E, tendo passado para Escola Primária do II Grau aquando
da introdução do Novo sistema de ensino em 1987. O Governo continuou a pagar renda até a altura
da publicação do Decreto das Nacionalizações, continuando no entanto, sem se saber como, uma
parte do mesmo edifício como instituição religiosa e outra como Escola.
Em 1986 era o director da escola o sr. Arnold Manhique (cfr. Acta do acto de reabertura e entrega
do coro da igreja de S. João Evangelista da Malh. 8 de Julho pelas 16h30min.
Assim, no intuito de clarificar toda esta situação e de melhor servir o desenvolvimento do país,
melhorando as condições materiais da Escola Secundária da Malhangalene, superiormente se
determinou a passagem das instalações da igreja para a referida Escola. Actualmente, a escola para
além de leccionar o EP2 no Curso diurno lecciona também o ESG1 no Curso Nocturno introduzido
em 2006.
Processo de entrega/devolução da escola a Arquidiocese de Maputo
Consta nos processos uma indicação do ano de 1994 com várias cartas emitidas ao Ministério da
Educação e das Obras Públicas e Habitação de pedido de devolução de várias áreas pertencentes a
Arquidiocese de Maputo dentre as quais era a escola da qual falamos.
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SIMPLICIDADE SABEDORIA INTEGRIDADE

Relatório/historial da escola
Em 11 de Agosto de 2009, do MINED (do gabinete do Ministro) é recebida a Adenda Acordo de
cedência definitiva das instalações da EP2 da Malhangalene, assinada pelo então Ministro da
Educação e Cultura, Aires Bonifácio Baptista Ali e pelo D. Francisco Chimoio Arcebispo de Maputo
em representação da Arquidiocese de Maputo (cfr. Nota nº2458/GM/MEC/09).
Foi constituída duas Comissões, uma de Entrega e outra de Recepção, representando a Direcção de
Educação e Cultura da Cidade de Maputo e a Paróquia S. João Evangelista da Malhangalene (em
representação da Arquidiocese de Maputo), respectivamente.
A paróquia solicitou ao então Director de Educação e Cultura da Cidade de Maputo que a entrega
ocorresse após um período de um ano para a familiarização, integração e inserção dos representantes
da Paróquia, para evitar sobressaltos nos passos subsequente do Processo de Ensino Aprendizagem
A entrega definitiva veio a acontecer solenemente a 06 de Maio de 2011, no ginásio da escola na
presença da dra. Isilda Maria Zandamela, Directora Distrital de Educação e Cultura do Distrito
Municipal Kampfumo, do Secretário do Bairro da Malhangalene B, do corpo docente e não docente
e demais convidados, a Sra. Inês Rita Paulo Munheré, exonerada das funções que exercia de
directora e dos padres Jesus Macia Arzate, cm, padre Jorge Alberto Martinez de León, cm, vigários
da paróquia S. João Evangelista da Malhangalene. (cfr. Dra Ermelinda Maria de Melo Saia, Auto de
de entrega de pastas e transmissão de processo de trabalho e de poderes da EP2 da Malhangalene)

Importa ressaltar dois aspectos importantes de


objectivo e de conduta: objectivos e clima inicial:
a) DE OBJECTVO: Em virtude de o Acordo de Devolução Definitiva ter sido assinado por sua
Excelência o Ministro de Educação e Cultura e ter ficado hibernado na DECC, a Paróquia
constituiu uma comissão para perseguir o expediente, junto desta Instituição. Na audiência
dada pelo então Sr. Director da DECCM, o mesmo questionou a Comissão, o que a Igreja
queria fazer com as instalações? A resposta foi: Para dar continuidade o Ensino e
oferecer ao Povo Moçambicano, Ensino Qualidade, partido da longa experiencia que a
Igreja Católica Apostólica Romana detêm na área ao logo dos séculos.
b) DE ATITUDE INICIAL: Quando a Comissão começou a trabalhar na escola, também os
professores questionaram-se e a preocupação foi transmitida a preocupação através da então
Directora da Escola, Dra. Inês Rita Paulo Munheré “ o que a Igreja, nos pode fazer se nós
somos funcionários do Estado?” a essa questão se respondeu que “a Igreja não tinha
objectivo de fazer mal ninguém mas sim, contar com todos para melhorar a qualidade
de ensino”.
Direcção da Escola depois da Devolução
Em 2011 o MINED faz a devolução da Escola à Arquidiocese e foram indicados e propostos ao
MINED para o corpo directivo os seguintes constituintes:
a) Padre Jorge Alberto Martinez de León, cm – Director da Escola ( o processo nunca saiu da
DECCM e consequentemente não deu entrada no MINED);
b) Dra. Júlia da Consolaçao Nhampule – DAP de Curso Diurno;

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Relatório/historial da escola
c) Anastácia Cavele – DAP de Curso Nocturno( remuneração custeada por fundos da paróquia
durante muito tempo, porque o processo também não foi dado andamento pela DECCM,
tendo sido necessário formar um novo processo))
d) Leonel Jacinto Constânce – Chefe da Secretaria;

No mesmo ano a Arquidiocese de Maputo remeteu o pedido de mudança curricular e do nome,


passando da EP2 da Malhangalene para Ensino Secundário Geral e com o nome: Escola
Comunitária São Vicente de Paulo da Malhangalene.
A Escola celebra o seu aniversário no dia 27 de Setembro (dia do padroeiro, São Vicente de
Paulo). A justificação do nome consta do Regulamento Interno da Escola
No dia 17 mês de Janeiro de 2012, foi emitido o ALVARÁ com nome proposto autorizado e
concedendo a leccionação do Ensino Secundário Geral do I e II Ciclos.
No ano de 2012 foi indicado e proposto para nomeação pelo MINED o diácono Calistro Roberto
Chaúque, cm, como Director da Escola em substituição do Padre Jorge que voltara para sua terra
natal para dar continuidade com os estudos (este processo também ficou internado moribundo na
DECCM).
Em Julho de 2012, foi indicado, proposto e nomeado por Sua Excelência, o Ministro de Educação,
António Cateco Sousa para exercício de funções de Director da Escola (o processo deste também
teve contornos quase semelhantes a dos dois anteriores – foi desviado dos procedimentos normais e
devolvido inexplicavelmente a procedência antes de dar entrada no Gabinete de Sua Excelência, o
Ministro de Educação e contornando o Sr Director, cessante, da Educação e Cultura da Cidade de
Maputo).
Na altura da entrega da escola a mesma encontrava-se totalmente degrada (Janelas sem vidros,
salas sem portas, alunos a sentar no chão, o Pavilhão assegurado somente por um pilar metálico e
as aulas decorriam irregularmente. A título de exemplo: foi descoberto um professor da Disciplina
de Educação Visual do curso nocturno que não dava aulas mas a ser pago; a partir das 15,00h a
maior parte das turmas já não recebiam aulas, a ponto do falecido Escritor Roberto Waite, entrar
no recinto escolar e ameaçar escrever para o Jornal a reportar o que estava a acontecer- alunos
se espalhavam a frente da escola e no jardim frontal)
Contando com fundos próprios da Paróquia iniciou um trabalho de reabilitação material das infra-
estruturas, foram recebidos carteiras através da DDECK que já tinham sido encomendadas, iniciou-
se com o trabalho de conscientização do pessoal para os objectivos traçados.
Introdução do ESG1 no Curso Diurno
1. Com vista a introdução do ESG, foi feito o escalonamento extintivo do Ensino Primaria:
a) Em 2011 não foram recebidos alunos da 6ª Classe
b) Em 2012 saíram os finalistas da 7ª Classe e os alunos que não tiveram sucesso foram
encaminhados para a Escola Primaria A Luta Continua
2. Com a nova categoria, para a introdução do ESG, a escola, preencheu o mapa referente a
programação de efectivo do ano 2013, conforme as orientações da Direcção Distrital de
Educação do DM, KaMpfumu.
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Relatório/historial da escola
3. Uniforme Escolar: Foi decidido em Conselho da Escola, o tipo e a cor do uniforme desta
Escola: Calca ou saia azul e camisa branca com o logótipo bordado sobre o bolso
4. Para estabelecer critérios e métodos de ser, estar e estar na nova escola também foi aprovado
o respectivo Regulamento interno da Escola,
5. Durante os três anos de funcionamento da Escola Secundaria, os desafios foram enormes e
provou-se que é mais fácil trabalhar com ruinas do que convencer o ser humano a mudar. É
assim que a escola hoje tem outra face, mas, em relação ao comportamento e atitudes dos
recursos humanos ao longo caminho a percorrer poisos desafios são enormes. Prevalece o
espírito de “o que nos podem fazer esses da Igreja”
6. Estudo Orientado: Desde o princípio acreditamos que tendo em atenção, ao facto recorrente
de muitos alunos passarem para o ESG, sem saber ler e escrever devidamente, era prioritário
a introdução do Estudo Orientado, tendo sido seleccionada uma professora para se
encarregar desse projecto; vertidos três anos ainda não começou-se a colher frutos desse
trabalho, pois a pessoa escolhida, nunca quis preferiu não assumir publicamente, tendo
pedido que o fizesse solateramente pois receava que os colegas/docentes, pudessem sabotar
o trabalho.
Relatório de Actividades
7. Visão inicial e permanente: Dar oportunidade/oferecer ao Povo Moçambicano
oportunidade de ter um ensino e educação de qualidade partindo da experiencia secular
da Igreja Católica Apostólica Romana no Campo de Educação.
8. Lema: Simplicidade, Sabedoria e Integridade
9. Atitude opositora e nostálgica a presença da paróquia na Escola (prevalecente e incentivado
orgânica e ascendentemente): O que estes da Igreja nos podem fazer, se somos
funcionários do Estado
10. Situação prevalecente na Escola
10 .1 CALCANHAR DE AQUILES

10 .1.1 Barracas que perturbam permanente e constantemente o PEA (Processo de Ensino


Aprendizagem)
10.1.2 Terapia: O Gabinete Jurídico da DDEC-KaMptumu, deveria formular uma petição
formal e fundamentadas as entidades competentes (Conselho municipal, Assembleia
Municipal)
10,1.3 Superstição e instigação a desobediência organizada
10.1.4 Alunos que se apresentam constantemente com atrasos ao hino e sem motivos
aplausíveis
10.1.5 Alunos dentro da escola e nas salas de aulas com camisas fora de calças/saia, calças
afuniladas (garrafas) sob o olhar cumprisse do professor
10.1.6 Professores e alguns membros do corpo directivo que desautorizam os contínuos e
guardas, obrigando-os a deixar entrar os alunos abrindo eles próprios a porta
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SIMPLICIDADE SABEDORIA INTEGRIDADE

Relatório/historial da escola
10.1.7 Concentração de professores junto da mesa do contínuo (na conversa) depois Hino e
dos alunos entrarem na sala
10.1.8 Terapia: Os Professores e alguns elementos de Direcção de Escola devem deixar de
inviabilizar acções disciplinares e agirem em consonância- começando por irradiar
os mentores ja identificados

11. CANCROS

11.1Desorganizacao organizada da Secretaria


11.2 Analfabetismo profissional dos funcionários administrativos afectos a Secretaria da
Escola
11.3 Cultura de fraude assumida ao pormenor e desenvolvida descaradamente.
11.4- Nostalgia a pessoas com relação da Paroquia e a programas extracurriculares
11.5 Cultura de destruição
11.6 Obstrução de programas que visem a melhoraria do PEA – “tudo é utópico”, afirmava-
se.
Terapia: a) satisfazer o pedido de transferência do Chefe da Secretaria articulando-se com
parecer do DE que acompanha o pedido e recolocar funcionários em locais distintos e serem
controlados e receberem formação efectiva´;
b) Desincentivar a partir da DEDHC até a escola a atitude desobediência e o espírito “somos
funcionários do estado o que estes da Igreja nos podem fazer”
12. Situação Pedagógica
12.1 O PEA decorre contextualizado e influenciado pelos aspectos atras
referenciados e encontra-se refletido nos mapas dos anexosI,II,II,IV,,
subdivididos por I Ciclo decorrendo no curso Diurno e Nocturno e o II Ciclo
introduzido no conrrente ano-
12,2 Nos mapas podemos constactar a evolucao do efectivo escolar que no
corrente ano se resume em tantos alunos na 8ª, 9ª, 10 e 11ª.
Destes tantos sao do genero femino e tantos do masculino. O aluno mais
Novo _e .... com tantos de idade e frequenta a 8ª classe e o mais velho do
curso Diurno ....com tantos anos frequentando a 11ª Classe,
No curso Nocturna o aluno mais novo _e ..... e o mais velho e.....com tantos
anos e frequenta a 10ª classe(?)
12. Situação Pedagógica
12.1 O PEA decorre contextualizado e influenciado pelos aspectos atrás
referenciados e encontra-se reflectido nos mapas dos anexos I,II,II,IV,, subdivididos
por I Ciclo decorrendo no curso Diurno e Nocturno e o II Ciclo introduzido no
corrente ano-
12,2 Nos mapas podemos constatar a evolução do efectivo escolar que no corrente
ano se resume em tantos alunos na 8ª, 9ª, 10 e 11ª.
Destes tantos são do género feminino e tantos do masculino. O aluno mais Novo
_e .... com tantos de idade e frequenta a 8ª classe e o mais velho do curso
Diurno ....com tantos anos frequentando a 11ª Classe,
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SIMPLICIDADE SABEDORIA INTEGRIDADE

Relatório/historial da escola
No curso Nocturna o aluno mais novo _e ..... e o mais velho e.....com tantos anos e
frequenta a 10 a classe(?)

O Aluno com melhor aproveitamento e com a media de & valores e com mais baixo
aproveitamento _e e frequeta a & do curso Nocturno.
12. Disciplina extraculiculares
12.1 Com vista a melhorar o perfomance e comportamento dos nossos alunos com
as seguintes disciplinas que sao desenvolviadas contando com a cooperacao das
respectivas instituições e de forma gratuita:
a) Tang – SOO-Doo -
b) Educacao Moral e Civica – finalista do ISMMA-Instituto Maria Mae de Africa

12.2 Contamos tambem com a parceria embora ainda incippiente do Clarisse


Machanguane, que nos cedeu uma monitora e algum material desportivo

13, Biblioteca

13.1 A Escola conta com uma Biblioteca- BIBLIOTECA S. PAULO (Paulo de Tarso)
aberta com o apoio da Escola Portuguesa, Escritor Eduardo Waite através da Editora
Alcance com quem, em vida, estabelecera um acordo segundo o qual os seus direitos
de autor das suas publicacoes reverteriam a favor da Escola, neste momento contamos
com as seguintes quantidades de livros para consulta:
a) Manuais Escolares oficiais para Professores
b) Manuais Escolares oficiais para alunos
c) Manuais Escolares do curriculum Português para consultam
d) Manuais artisticos para incentivar alunos para apreciar a arte
13.2 Um televisor e um computador patricinados atraves do Escritor Eduardo Waite
13. 3 Métodos de utilização dos livros:
a)
b)
13.3 Constrangimentos:

14. Laboratório

14.1 A Escola conta com um pequeno Laboratório cujos materiais foram financiados
pelo BCI, atraves do DE- seu antigo emprego, o qua possui equipamento novo no valor
de 300.000,00Mts constituido por:
a).Esqueleto tamanho natural;
b).Dorso humano masculino-feminino (2);
c).Modelo da pele;
d) Pipetas Pasteurs Graduados 1.5ml(cx.500)
e)Kit de material de apoio ao laboratorio;
f)Caixa p/100 preparações microscopias;
g) Reprodução animal e vegetal;
h)Genetica;
kit de material de vidro I;
Modelo de olho;
Modelo do ouvido;
Lampadas de circuitos;
Microscópios monocular;
Conjunto de 6 cubos de metal;
Fios de ligação (macho/femea)150mm preto;
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Relatório/historial da escola
14.2 O uso deste espaco tao importante, infelizmente, nao tem sido devidamente
explorado pelos professores, pois nao tem havido iniciativas que levem os alunos a se
interessarem pela ramo de pesquisa e fazer algumas experiencias mesmo que
rudimentares.
14.3 Foi solicitado aos professores para calendarizar as eventuais
demonstrações/experiencias/iniciativas, ainda não foi concluída esta acção o que
limita o estabelecimento de um horário próprio e uso racional dos Recursos humanos
disponíveis.

15 Administracao, Financas e recusos Humanos

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Relatório/historial da escola