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Priscila dos Santos Lopes - 10326833 - Noturno

Francisco de Vitória. Fragmento de una carta de Fray Francisco de Vitória al padre


Fray Bernardino de Vique acerca de los esclavos con que trafican los portugueses e
sobre el proceder de los escribanos

I. Sobre os escravos e alguns tipos de escravidão. Francisco de Vitória trata brevemente


sobre algumas formas de escravidão, esclarecendo se, a seu ver, nelas existe injustiça ou
não, tomando, a princípio, exemplos de casos portugueses.
II. a) Cumprimentos: Vitória cumprimenta o padre, saudando-o brevemente;
b) Desumanidade dos portugueses para com os escravos: Vitória denuncia o
tratamento dado aos escravos por parte dos portugueses como sendo cruel e desumano;
c) Sobre os escravos de guer ra: se os escravos são fruto de guerras entre os povos, não
cabe aos portugueses averiguar a justiça das guerras;
d) Sobre a escravização de resgatados: se foram resgatados e se for de acordo com o
que se pode fazer nas terras em questão, estes resgatados podem ser tornados escravos,
não havendo injustiça nisso;
e) Sobre a escravidão e o cristianismo: sendo tratados humanamente, é melhor serem
escravos e conhecerem a vida cristã do que serem livres sem conhecê-la;
f) Sobre a justeza das injustiças e inconveniências: se coisas injustas ou inconvenientes
são tomadas por certas, Vitória acredita que não há conhecimento por parte do rei e seu
conselho acerca destas coisas.
III. A se tratar de uma carta, a princípio Vitória dá seus cumprimentos ao padre, seguindo
com o conteúdo da carta propriamente. Nesse trecho, Vitória discorre um pouco sobre a
temática da escravidão, denunciando, inicialmente, o modo desumano o qual os
portugueses tratam seus escravos, deixando claro que ele não acredita que o rei de
portugal permita tais crueldades. No entanto, aqueles que não conhecem tal crueldade e
comprarem os escravos não devem ter pesar nisso. Vitória, ao dirigir-se à questão da
escravidão tenta deixar claro que reconhece as injustiças mas que também reconhece a
justiça de cada caso. E, mais do que isso, entende que as questões relativas a esse tema
também estão ligadas às leis de cada lugar e o que é reconhecido como justo e injusto em
cada região. Deste modo, a tratar sobre alguns casos particulares o Frade justifica sua
posição a partir deste entendimento. Neste fragmento da carta, percebe-se a tendência em
achar justificativas para não culpabilizar nem ao rei e aparatos reais nem a terceiros -
compradores de escravos, por exemplos - pela escravidão. Busca mostrar que se a
escravidão for um caminho para a salvação dos povos, é melhor torná-los escravos, não
concordando, no entanto, com as crueldades e violência aplicadas a eles.
IV. Por que Vitória tenta, dentro de sua articulação, livrar de qualquer culpa e
responsabilidade o rei das questões relativas a escravidão?
V. Dentro do entendimento aristotélico, Vitória acredita que o propósito do governo e
todo seu aparato político está pautado tão e somente no bem comum. Assumir que o rei
seja condescendente a qualquer injustiça aplicada em outras terras é entender que ele não
cumpre seu fim, não visando o bem comum. Como Frade, Vitória entende seu Rei como
justo, assim também acredita ser o Rei de Portugal, portanto o erro e as inconveniências
que ocorrem em relação aos escravos não vêm de ordens reais, talvez nem chegando ao
conhecimento destes reis. Portanto, para não ir de encontro as suas crenças e a imagem
dos europeus como justos e homens de bem, o frade deixa claro que as injustiças não são
apoiadas pelos reis.