Você está na página 1de 3

DISCIPLINA – Pesquisa e produção de conhecimento em Teoria e Prática da

Formação do Leitor
Professora: Dra. Helena Venites Sardagna
19/08/2016

Análise de conteúdo – análise de discurso – análise semiótica


Método:
“é como um corredor, como um meio de ir de um lugar a outro; não necessariamente
como um corredor unidirecional. Se saio de um lugar e vou para o outro, sou um
personagem X e posso chegar lá um personagem Y, ou seja, interagindo com a
pesquisa é possível a ampliação de referenciais teóricos, a modificação de
representações, a formulação de novos conceitos” (CARVALHO et. all, 2004, p. 148);
“A importância do método, como ponto de abertura, significa percorrer o corredor do
conhecimento (Epistemologia), chegando na saída transformado pelo conhecimento
que recria o nosso ser (Ontologia)” (Ib. p. 149)
Para Andrade (2001, p. 154) o os procedimentos metodológicos abrangem:
a) Coleta de dados
b) Crítica dos dados
c) Apuração dos dados: contagem ordenação
d) Exposição dos resultados
e) Interpretação dos fatos
A tabela é uma forma eficaz de exposição dos resultados, pois facilita a
compreensão e a interpretação dos dados (Fazenda et all, 2004, p. 155)
O autores defendem que os resultados sejam apresentados da seguinte forma:
- apresentação dos dados
- análise e interpretação
- representação (esquemas dos achados –tabelas, gráficos, mapas conceituais..)
- discussão dos resultados
Tipos de análise (segundo Bauer e Gaskell, 2000)
Análise de conteúdo
Trabalha com materiais textuais escritos (transcrições, ou textos jornalísticos, etc),
mas também pode ser aplicado à imagem e som.
Faz-se a codificação e classificação dos materiais, tendo em vista a teoria e o
material da pesquisa (p. 199). Nasce de um processo interativo, ou coletivo. O
codificador trata o material a partir de um conjunto de questões. As unidades
temáticas a partir dos textos originais são codificadas (perceptor, ator, efeitos dos
objetivos, descritores avaliativos). Os códigos são definidos a partir do material
Análise de discurso:
Não é um enfoque de análise de textos como veículo para descobrir alguma
realidade. Ex, Não analisa por que as pessoas deixam de comer carne, mas sim,
procurar analisar como a decisão de se tornar vegetariano se tornou legítima
(Bauer e Gaskell, 2000, p, 251). As categorias são elaboraras tendo em vista as
questões de interesse. Primeiramente codifica após ler e reler as transcrições.
Codifica-se com indicadores que vão aparecendo no próprio corpus (ex. palavras-
chaves que muito se repetem podem ser códigos que ajudarão na elaboração das
categorias.
Análise da conversação
Codificação por tópicos; destacar expressões; atentar para os falsos começos,
repetições, pausas, silêncios, sobreposições da falas.
Analisar cada turno, destacando as relevâncias.
Análise semiológica
Estágio denotativo (Barthes): tudo o que é visto no sentido literal do material.
Dissecar cada elemento em unidades menores (Bauer e Gaskell, 200, p. 327); Ex.
olhos: escuros, olhando para frente, etc.
Estágio conotativo: interpretação, compreensão, o analista necessita de outros
elementos, conhecimentos culturais, um processo interpretativo a partir do campo
teórico. Um exercício de desnaturalizar o processo de naturalização.
Segundo Minayo (2001), o processo analítico nos ciclos da pesquisa
compreendem: ordenação; classificação; análise;
A abordagem dialética: considera que o fenômeno ou processo social tem que ser
entendido nas suas determinações e transformações dadas pelos sujeitos.
Compreende uma relação intrínseca de oposição e complementaridade entre o
mundo natural e social, entre o pensamento e a base material. Advoga a
necessidade de se trabalhar com a complexidade, com a especificidade e com as
diferenciações que os problemas e/ou objetos sociais apresentam (p. 25)
Categorias: podem ser estabelecidas antes do trabalho de campo, na fase
exploratória da pesquisa, ou a partir da coleta de dados. As que são estabelecidas
antes baseiam-se em conceitos mais gerais e abstratos, que exige fundamentação
teórica sólida. As formuladas a partir da coleta são especificas e concretas, as
quais classificam os dados encontrados. Pode definir categorias anteriores e
depois de nova categorização, compará-las (Minayo, 2001, p. 70)
ANDRADE, Maria M. de. Introdução à metodologia científica. 5ª Ed. São Paulo:
Atlas, 2001.

BAUER Martin; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som:
um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2004.

MINAYO, Maria C. de S.. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 18ª Ed.
Petrópolis: Vozes, 2001.