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ASSESSOTEC

ASSESSORIA TECNICA EM ACIONAMENTOS


https://sites.google.com/view/calcular-potencia-do-motor
José Luiz Fevereiro Fone (55-11) 2909.0753 Cel. 9.9606.7789
e-mail 1: fevereirojl@uol.com.br e-mail 2: fevereirojl@gmail.com

PROJETO DE TALHA ELÉTRICA PARA 2,0 T COM TROLLEY


Nota importante: Este é apenas um estudo inicial para auxiliar os projetistas, sem experiência no projeto
deste tipo de equipamento, a poupar tempo na busca de informações necessárias para o bom e correto
desenvolvimento do mesmo. Calcular as forças que incidem sobre toda a estrutura de elevação, requer
mais do que conhecer as fórmulas aqui apresentadas ou aprendidas na faculdade e é necessário ter
responsabilidade sobre um equipamento que pode ocasionar acidentes e risco de morte para os
operadores. Conhecer a norma NBR 8400 (cópia não atualizada), que regulamenta o projeto, te dará uma
ideia de como aplica-la e se livrar de se sentir culpado ou ser processado por ter causado qualquer tipo de
prejuízo para outros.
Este estudo foi feito com a colaboração de
ZARA TRANSMISSÕES MECÂNICAS LTDA. Fone 11-4397.7877. www.zararedutores.com.br
que se propõe a fornecer os redutores com pontas de eixo de saída especiais, flanges e rolamentos
mediante especificações e desenho.
O projeto consiste em unir as duas chapas laterais com as rodas de suporte do trolley, por meio do redutor
de elevação com caixa de ferro fundido, formando uma estrutura estática.Também as duas chapas laterais
dessa estrutura foram projetadas exatamente iguais, facilitando a usinagem e precisão no momento da
fabricação, unindo provisoriamente e firmemente as peças uma a outra. Essa construção manterá os
mancais do tambor muito bem alinhados possibilitando o bom contato entre os dentes das engrenagens
de transmissão de torque do redutor para o eixo do tambor.

Dados da elevação
Capacidade: 2000kg (utilização prevista para 1500kgf) Velocidade 5 a 6m/min
Classificação do equipamento conforme a norma: B2 Moitão com 1 polia

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Dados da translação
Peso da carga + estrutura do carro + rodas, + cabo + moitão = 2200kg
Diâmetro das rodas 125mm. Diâmetro aba 140mm.
Velocidade 17m/min
Para trabalhar em viga perfil W 360 x 64 que, com pequenas modificações, possa ser alterado para
utilização em outros tamanhos e tipos de vigas
Ideia inicial sem o cálculo exato das forças atuantes sobre os rolamentos, engrenagens e redutores

Sistema de elevação

Ftr - força de tração no cabo: 2000kgf / 2 = 1000kgf


Na elevação da carga, evidentemente, há necessidade de maior responsabilidade nos cálculos mas,
também não podemos superdimensionar os componentes por que inviabilizamos a fabricação do
equipamento por causa dos maiores custos dos componentes. Outro fator importante é que não sabemos
exatamente como será utilizado o equipamento. Na fábrica do usuário, tendo um equipamento disponível
para elevação, alguém poderá utiliza-lo para elevar uma carga de maior peso do que a prevista no projeto.
Inicialmente é possível evitar isso dimensionando a capacidade do motor para elevação da carga prevista,
pela fórmula básica:
𝐶𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 (𝑘𝑔𝑓) 𝑥 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 (𝑚/𝑚𝑖𝑛) 2000𝑘𝑔𝑓 ∗ 6𝑚/𝑚𝑖𝑛
𝑃= = = 2,66𝐶𝑉
75 𝑥 60 4500
Como não há motor com a potência calculada e nem foi considerado na fórmula o rendimento do conjunto
de transmissão, vamos pensar em um motor de 3,0CV.
Mas, como esse motor e a maioria deles, na partida, transmite até 95% mais do que o torque nominal, é
preciso controlar esse fator limitando a corrente do motor através do inversor de frequência. Esse torque é
necessário para tirar a carga da inércia no início do movimento mas, se fizer isso num tempo de aceleração

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muito curto, poderá causar a quebra de algum elemento da transmissão menos dimensionado para esse
esforço.
Todo o acima exposto é válido também para a frenagem que deve ser feita pelo inversor controlando a
frequência da corrente de alimentação do motor até a parada em tempo pré determinado. Se a frenagem
for feita em um tempo muito curto, poderá causar os mesmos problemas de quebra dos componentes de
transmissão.
O freio do motor somente deve ser acionado após a parada, como freio de estacionamento, mesmo
porque não poderá continuar energizado por mais de alguns segundos sem ventilação.

Cálculo do diâmetro do cabo pela norma NBR 8400. Classificação do equipamento B2


𝑑 = 𝑄√𝑇 = 0,300 ∗ √1000 = 9,48𝑚𝑚
Diâmetro do cabo 9,5mm – carga de ruptura 6100kgf

Cálculo do diâmetro do tambor. Diâmetro mínimo conforme norma NBR8400


𝐷 = 𝑑 ∗ 𝐻1 ∗ 𝐻2 = 9,5 ∗ 20 ∗ 1 = 190𝑚𝑚
Diâmetro do tambor utilizando tubo fabricado em série – Tubo diâm. ext.219mm x diâm. int. 202mm
𝐷𝑒 – (para efeito de cálculo) = diâmetro do tambor + ½ diâmetro do cabo (1 camada de cabo): 227mm

Momento de torção requerido no eixo do tambor


𝐶 ∗ 𝐷𝑒 2000𝑘𝑔𝑓 ∗ 227𝑚𝑚
𝑀𝑡 = = = 113,5𝑘𝑔𝑓𝑚
2 ∗ 2 ∗ 1000 2 ∗ 2 ∗ 1000

Cálculo da rotação no eixo do tambor


𝑣 ∗ 2 ∗ 1000 5,5 ∗ 2 ∗ 1000
𝑛2 = = = 15,4𝑟𝑝𝑚
𝜋 ∗ 𝐷𝑝 3,14 ∗ 227

Redução exata i =1700/15,4 = 101,8 considerando motofreio de 4 polos, redutor e par de engrenagens

Potência necessária para elevação sem considerar o rendimento do conjunto de acionamento


𝐶∗𝑣 2000𝑘𝑔 ∗ 5,5𝑚/𝑚𝑖𝑛
𝑃= = = 2,44𝐶𝑉
75 ∗ 60 75 ∗ 60
Motofreio 3,0CV – 1735rpm – carcaça 90L.

Conjunto de redução com motoredutor a rosca sem fim 1:50 (rotação no eixo de saída 42,7rpm) e par de
engrenagens cilindricas com dentes retos e redução aproximada 1:2,25

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Seleção do redutor. Redutor Zara a rosca sem fim NMRZ 110 redução exata 1:50 – com Flange B5 90 no
eixo de entrada. Ponta de eixo de saída especial (mais curto) e flange FB modificada
Capacidade nominal 4,19CV – Torque nominal 65,2 kgfm – Rotação de saída 34,2rpm - Rendimento 0,76
Carga radial no centro da ponta do eixo de saída (redutor de série com rolamento de esferas NSK6012):
600kgf.
Peso 37kg
Preço do redutor sem motor: R$1.790,00
Fornecedor: ZARA TRANSMISSÕES MECÂNICAS LTDA – www.zararedutores.com.br

Recálculo da carga radial suportada pelo eixo de saída do redutor em função da posição do pinhão ser
diferente de L/2

𝑎 199,5
𝑅𝑥 = 𝑅 = 600𝑘𝑔𝑓 = 675𝑘𝑔𝑓
𝑏+𝑥 128,5 + 48,7

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Dimensionamento das engrenagens
Dados
Potência transmitida e necessária 2,6CV
Rotação de entrada 34 rpm. Rotação de saída 15,4rpm
Cálculos conforme dimensionamento de engrenagens
ou planilha de cálculo

Após introduzidos os dados na planilha, testando diferentes resistências dos materiais e observados os
resultados, ficou constatado que há necessidade de se utilizar material mais resistente na fabricação.
Então foi selecionado aço SAE 4340 normalizado e com têmpera total. Após a têmpera deverá ser
revenido. Também poderia ser melhorada a resistência do pé do dente fabricando as engrenagens com
deslocamento do perfil conforme informações a seguir, mas isso tudo é trabalho para especialistas.

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Pinhão diâmetro primitivo 159,92mm, 32 dentes, módulo 5. Largura do dente 60mm
Engrenagem diâmetro primitivo 360,08mm, 74 dentes, módulo 5. Largura do dente 60mm
Material aço 4340 com tempera superficial. Dureza HB 300
Tensão admissível a flexão do material = 18kgf/mm²
Redução 1:2,25
Peso do pinhão: 9,5kgf
Peso da engrenagem: 48kgf
Recálculo da velocidade modificada em função do dimensionamento do par de engrenagens. 15,1 rpm
15,1𝑟𝑝𝑚
𝑣 = 𝜋 ∗ 𝐷𝑒 ∗ 𝑛 = 3,14 ∗ 227𝑚𝑚 ∗ = 5,38𝑚/𝑚𝑖𝑛
1000 ∗ 2
Recálculo da potência levando em consideração o rendimento do redutor (0,76) e do par de engrenagens
(0,95)
𝐶∗𝑣 2000𝑘𝑔 ∗ 5,38𝑚/𝑚𝑖𝑛
𝑃= = = 3,31𝐶𝑉
75 ∗ 60 ∗ 𝜂𝑒 ∗ 𝜂𝑟 75 ∗ 60 ∗ 0,95 ∗ 0,76

Se for mantido o motofreio de 3,0CV, qual será a capacidade de elevação?


𝐶∗𝑣 𝑃 ∗ 75 ∗ 60 ∗ 𝜂𝑒 ∗ 𝜂𝑟 3 ∗ 4500 ∗ 0,95 ∗ 0,76
𝑃= →𝐶= = = 1811𝑘𝑔𝑓
75 ∗ 60 ∗ 𝜂𝑒 ∗ 𝜂𝑟 𝑣 5,38
Como o objetivo da talha é levantar aproximadamente 1500kgf e, para não aumentar o custo de
fabricação, será mantido o motofreio de 3CV e o inversor para a mesma capacidade

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Seleção do motofreio
Motofreio WEG 3,0CV 4 polos IR2 220/380V B5 90L. Conjugado nominal 1,26kgfm. Conjugado de partida
195%; conjugado máximo 250%. Torque do freio 1,63kgfm
Peso: 29kgf
Preço no distribuidor WEG: R$2.640,00

Seleção do inversor WEG CFW11 com resistor para motor 3,0CV 380V ou equivalente
Preço distribuidor WEG: R$3.150,00
Nota: Consultei preços de inversores importados da China que chegavam a metade do valor mas o
distribuidor não garantia o bom funcionamento no controle da velocidade e frenagem na elevação de
cargas

Dimensionamento do eixo do tambor


A largura da engrenagem (60mm) montada na
ponta do eixo, com o comprimento da chaveta
limitado, provocará tensões de valor
considerável. Então poderá ser necessário
utilizar material mais resistente para não
aumentar o diâmetro do eixo e ter que utilizar
rolamentos e mancais de maior valor.
O furo para passagem do eixo deverá ser
arredondado nas bordas para alívio das tensões.
Material: Aço SAE 4340 temperado e revenido =
75kg/mm² (conf. gráfico da Villares – ao lado)
 e =Tensão de escoamento para aço SAE 4340
75kgf/mm²

-- Dimensionamento do eixo considerando somente o efeito de flexão alternada. Momento fletor máximo
Antes é preciso determinar o valor da tensão admissível adm do material
Cálculo pela fórmula simplificada a seguir, cujo valor baseado em 28% da tensão de escoamento, deve
englobar os possíveis fatores que diminuem a resistência do eixo
0,28 ∗ 𝜎𝑒 0,28 ∗ 75
𝜎𝑎𝑑𝑚 = = = 10,5𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚
𝑓𝑠 2
fs = fator de serviço

ou pela fórmula complexa, em relação à 50% da tensão de ruptura do material, mas que considera à parte
todos os fatores que diminuem a resistência do eixo tais como entalhes, os diferentes diâmetros do eixo,
acabamento da superfície (polido, retificado, torneado).
Fórmula complexa
0,50 ∗ 𝜎𝑟 ∗ 𝐸1 ∗ 𝐸2
𝜎𝑎𝑑𝑚 =
𝑓𝑠[1 + 𝐶𝑏 (𝐵𝑘2 − 1]

Bk = Coeficiente de sensibilidade de entalhe

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E1 – função do acabamento do eixo.
E2 – Relacionado ao diâmetro do eixo.
Cb – Função da variação de diâmetros.
Como não há entalhe no eixo projetado e levíssima variação de diâmetro, vamos aplicar a fórmula
complexa somente considerando o acabamento do eixo torneado com riscos finos (E1), a dimensão do
diâmetro do eixo 60mm (E2).
Tensão de ruptura 95kgf/mm² conforme gráfico da Villares acima.
0,50 ∗ 𝜎𝑟 ∗ 𝐸1 ∗ 𝐸2 0,50 ∗ 95 ∗ 0,77 ∗ 0,83
𝜎𝑎𝑑𝑚 = = = 15,17𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚²
𝑓𝑠[1 + 𝐶𝑏 (𝐵𝑘2 − 1] 2

Resistência a ruptura por tração em kg/mm²

A conclusão a respeito de utilização das fórmulas neste caso, é que há mais segurança em trabalhar com a
fórmula simples embora o custo do equipamento possa aumentar.

1000 ∗ 129
𝑀𝑓 = = 64500𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚
2
𝑀𝑓 = 𝑊 ∗ 𝜎𝑎𝑑𝑚
W = módulo de resistência para eixo maciço

8
𝜋 ∗ 𝑑3
𝑊=
32
𝜋 ∗ 𝑑3
𝑀𝑓 = ∗ 𝜎𝑎𝑑𝑚
32

𝑀𝑓 ∗ 32 64500 ∗ 32
𝑑3 = = = 62602𝑚𝑚³
𝜎𝑎𝑑𝑚 ∗ 𝜋 10,5 ∗ 3,14

3
𝑑 = √62602 = 39,7𝑚𝑚
-- Dimensionamento do eixo considerando somente o efeito de torção
Momento de torção (torque) requerido no eixo do tambor
𝐹𝑡𝑟 ∗ 𝐷 1000𝑘𝑔𝑓 ∗ 227𝑚𝑚
𝑀𝑡 = = = 113500𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚
2 2

3 16 ∗ 𝑀𝑡 3 16 ∗ 113500
𝑑=√ =√ = 38𝑚𝑚
𝜋 ∗ 𝜎𝑎𝑑𝑚 𝜋 ∗ 10,5

-- Dimensionamento do eixo considerando a combinação do efeito de flexão e de torção ou flexo-torção ou


momento ideal. Conforme deduzido do manual do Dubbel

𝑀𝑖 = 0,35 ∗ 𝑀𝑓 + 0,65√𝑀𝑓 2 + 𝑀𝑡²

𝑀𝑖 = 0,35 ∗ 64500 + 0,65√645002 + 113500²

𝑀𝑖 = 0,35 ∗ 64500 + 0,65 ∗ 130547 = 107430,5𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚

𝜋 ∗ 𝑑3
𝑀𝑖 = 𝑊 ∗ 𝜎𝑎𝑑𝑚 = ∗ 𝜎𝑎𝑑𝑚
32

𝑀𝑖 ∗ 32 107430,5 ∗ 32
𝑑3 = = = 104217𝑚𝑚³
𝜎𝑎𝑑𝑚 ∗ 𝜋 10,5 ∗ 3,14

3
𝑑 = √14217 = 47𝑚𝑚

Em função da fórmula que não leva em consideração a diminuição da resistência por causa do rasgo de
chaveta, vamos admitir diâmetro do eixo 55mm.

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Dimensionamento da chaveta na ponta de eixo do tambor / engrenagem
Conforme norma DIN 6885, para eixo de 55mm – Chaveta 16x10mm
A largura da engrenagem limita o comprimento da chaveta: 60mm
Material: o mesmo do eixo. Tensão admissível 10,5kgf/mm²

-- Dimensionando a chaveta pelo cisalhamento


𝑀𝑡 ∗ 2 113500𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚 ∗ 2
𝐹𝑡 = = = 4127,3𝑘𝑔𝑓
𝑑 55𝑚𝑚

Tensão de cisalhamento devido a força tangencial Ft


𝐹𝑡 4127𝑘𝑔𝑓
𝑇𝑐𝑖 = = = 4,3𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚²
𝑏∗𝑙 16 ∗ 60
OK. A tensão de cisalhamento é menor que a tensão admissível do material

-- Dimensionando a chaveta pelo esmagamento ou compressão


𝑀𝑡 ∗ 2 113500𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚 ∗ 2
𝐹𝑡 = = = 4127𝑘𝑔𝑓
𝑑 55𝑚𝑚

Tensão de esmagamento ou compressão devido a força tangencial Ft


𝐹𝑡 4127𝑘𝑔𝑓 4127𝑘𝑔𝑓
𝑇𝑒 = = = = 13,75𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚²
𝑡2 ∗ 𝑙 5 ∗ 60 300𝑚𝑚²

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Como a tensão de compressão é maior do que
a tensão admissível do material que
pretendiamos utilizar, podemos pensar em 3
soluções: utilizar 2 chavetas que exigem muita
precisão na usinagem do eixo e da
engrenagem; aumentar a altura da chaveta
de 10 para 12mm ou mais; ou recalcular o
comprimento da chaveta utilizando material
ao lado conforme gráfico fornecido pela
Villares
Aço SAE4340 temperado e revenido
Tensão de escoamento 95kgf/mm²

0,28 ∗ 𝜎𝑒 0,28 ∗ 95
𝜎𝑎𝑑𝑚 = =
𝑓𝑠 2
= 13,3𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚

𝐹𝑡 4127
𝑙≥ = = 62𝑚𝑚
𝜎𝑎𝑑𝑚 ∗ 𝑡2 13,3 ∗ 5
Conclusão: A ponta de eixo e a largura da engrenagem deverão ser redimensionados para uma chaveta
com comprimento maior do que 62mm. Alterações no projeto permitem chegar a 65mm o que até favorece
a resistência dos dentes da engrenagem.

Soldagem de ligação do eixo ao tambor


Para transmitir o torque do eixo para o tambor, devemos levar em consideração a ligação entre os dois
elementos através da solda. É fundamental para a segurança conhecer os processos de soldagem.
O material utilizado para a solda, deve ter a mesma característica de resistência do eixo e flange. A solda
não deve ser contínua em toda volta do eixo para não criar tensões negativas que só fazem enfraquecer a
ligação. Devem ser utilizadas as fórmulas para calcular o comprimento e espessura dos cordões de solda
além dos melhores métodos de soldagem. Para maoires detalhes, leia parte da norma NBR8400 no fim
deste trabalho ou a norma toda na WEB

Seleção dos rolamentos do eixo do tambor considerando diâmetro do eixo 55mm, força radial gerada
pelo engrenamento e a própria carga
-- A força radial gerada pelo engrenamento é função do torque requerido para elevação da carga

𝐶∗𝐷 2000𝑘𝑔𝑓 ∗ 227𝑚𝑚


𝑀𝑡 = = = 113,5𝑘𝑔𝑓𝑚
2 ∗ 2 ∗ 1000 2 ∗ 2 ∗ 1000

𝑀𝑡 ∗ 2 ∗ 1000 113,5𝑘𝑔𝑓𝑚 ∗ 2 ∗ 1000


𝐹𝑡 = = = 698𝑘𝑔𝑓
𝐷𝑒 325,05𝑚𝑚

𝐹𝑟 = 𝐹𝑡 ∗ 𝑡𝑎𝑛𝜃 = 698𝑘𝑔𝑓 ∗ 𝑡𝑎𝑛20 = 254𝑘𝑔𝑓

A saída do cabo de um lado ou de outro do tambor influirá no resultado. Deve ser analisado.
Opção 1 – Saída do cabo conforme figura a seguir

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A opção acima não é interessante porque, no eixo do tambor, a força Ft gerada pelo engrenamento se
soma a força de tração Ftr gerada pela carga. No eixo do redutor a força Ft de 698kgf se soma a força
gerada pelo engrenamento do redutor necessitando de maiores rolamentos. Também a carga se concentra
em 2 das rodas do trolley.

Opção 2 – Saída do cabo próximo ao pinhão conforme figura abaixo

Esta opção é favorável aos rolamentos de apoio porque a força Ft gerada pelo engrenamento se opõe a
força de tração Ftr gerada pela carga. E no eixo de saída do redutor, a força Ft se opõe a força radial gerada
pelo engrenamento do mesmo.
Cálculo da força radial no eixo do tambor em função das forças Ft, Fr e Ftr
Ft = 698kgf
Ftr = 1000kgf
Fr = 254kgf

Cálculo da força radial resultante e direção das forças


𝐹 = 𝐹𝑡𝑟 − 𝐹𝑡 = 1000𝑘𝑔𝑓 − 698𝑘𝑔𝑓 = 302𝑘𝑔𝑓

e processo analítico
𝐹𝑟 254
𝑡𝑎𝑛𝛽 = = = 0,84 → 𝛽 = 40,1°
𝐹𝑣 302

𝐹𝑟 ∗ 𝑠𝑒𝑛90° 254𝑘𝑔𝑓 ∗ 1
𝐹= = = 394,4𝑘𝑔𝑓
𝑠𝑒𝑛40,1° 0,644

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Concluindo

Verificamos pelo desenho acima que a maior parte da força em


dado momento, recai sobre o rolamento ao lado da
engrenagem.
Mas, em outro momento, conforme desenho ao lado, recai
sobre o rolamento oposto ao lado da engrenagem e com maior
intensidade porque não tem as forças opostas geradas pelo
engrenamento.

Então, o valor da força F sobre o rolamento oposto à engrenagem será


1000𝑘𝑔𝑓
𝐹 = 1000𝑘𝑔𝑓 + = 1500𝑘𝑔𝑓
2
Seleção do rolamento pela carga radial Cr em função da força F e durabilidade em horas fh

Cálculo conforme catálogo SKF


Vida desejada para o rolamento: 10000hs. – fh 2,7
Rpm no eixo do tambor: 15rpm – fn 1,3
𝐹 ∗ 𝑓ℎ 1500𝑘𝑔𝑓 ∗ 2,7
𝐶𝑟 = = = 3115𝑘𝑔𝑓
𝑓𝑛 1,3

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Carga dinâmica 43550N (4443kgf) Carga estática 29200N (2980kgf)

Seleção dos mancais para os rolamentos acima e adequados ao projeto

Seleção do motoredutor para a translação


Velocidade 17m/min
ta = tempo de aceleração 2,5s. Conforme norma na tabela a seguir:
CLASSE FEM – ISO 2m M5 3m M6
Veloc. linear (m/min) 5 10 12,5 16 20 25 32 40 50 63 80 100
Tempo de partida (s) 1,4 2 2,2 2,5 2,75 3,1 3,5 4 4,5 5 5,6 6

Cálculo do momento requerido para a translação


Fórmulas básicas
Fórmula para cálculo da força de atrito de rolamento referente as rodas sobre o trilho e rolamentos do
mancais
2 ∗ 𝑓1 ∗ 𝑘𝑓 2 ∗ 𝑓2
𝐹𝑎𝑡 = 𝐺 +𝐺 = 𝑘𝑔𝑓
𝐷𝑟 𝑑
G = Peso da carga + peso do trolley (kgf)
f1 = braço de alavanca da resistência ao rolamento das rodas: 0,5mm
f2 = braço de alavanca da resistência ao rolamento dos mancais: 0,2mm
kf = Valor relativo ao atrito do flange das rodas com os trilhos = 1,2
v = m/min
Dr = Diâmetro da roda (mm)
d = diâmetro médio dos rolamentos dos mancais (mm)

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Fórmula para o cálculo da força de atrito (em N) encontrada no manual da SEW Eurodrive

m = Peso da carga + peso da estrutura (kg)


Exemplo de aplicação com massa 3000kg, diâmetro das rodas 250mm e diâmetro médio dos
rolamento 60mm

Fórmula para o cálculo da força de aceleração, necessária para iniciar o movimento de translação até a
velocidade de regime. Nesta fórmula, o tempo de aceleração em segundos e velocidade em m/s
𝐺 𝑣 𝐺 (𝑘𝑔𝑓) ∗ 𝑣(𝑠)
𝐹𝑎 = ∗ = = 𝑘𝑔𝑓
𝑔 𝑡𝑎 9,81𝑚/𝑠² ∗ 𝑡𝑎 (𝑠)

Torque requerido no eixo da roda motora / eixo de saída do redutor, necessário para vencer atritos de
rolamento e aceleração (fórmula deduzida das fórmulas anteriores)
𝐺 ∗ (𝑓1 ∗ 𝑘𝑓 + 𝑓2 ) 𝐺∗𝑣∗𝐷
𝑀𝑡 = + =
1000 9,81 ∗ 60 ∗ 𝑡𝑎 ∗ 2 ∗ 1000
2200 ∗ (0,5 ∗ 1,2 + 0,2) 2200 ∗ 17 ∗ 125
+ = 3,35𝑘𝑔𝑓𝑚
1000 9,81 ∗ 60 ∗ 2,5 ∗ 2 ∗ 1000
G = Peso da carga, + estrutura do trolley + elementos de transmissão (kgf)
f1 = braço de alavanca da resistência ao rolamento das rodas: 0,5mm
f2 = braço de alavanca da resistência ao rolamento dos mancais: 0,2mm
kf = Valor relativo ao atrito do flange das rodas com os trilhos = 1,2
v = m/min
Cálculo da rotação por minuto no eixo das rodas:
𝑣 ∗ 1000 17 ∗ 1000
𝑛= = = 43,3𝑟𝑝𝑚
𝜋∗𝐷 3,14 ∗ 125
Cálculo da potência do motor
3,35𝑘𝑔𝑓𝑚 ∗ 43,3𝑟𝑝𝑚
𝑃 = (𝑀𝑡 ∗ 𝑛)/(716,2 ∗ 𝜂) = = 0,28𝐶𝑉
716,2 ∗ 0,69
𝜂 - rendimento do redutor

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Rolamentos das rodas
Seleção dos rolamentos a partir da força peso sôbre as
rodas.
Nos desenhos nota-se que a força peso pode estar
concentrada mais em 2 das rodas. Na figura de cima do
lado das engrenagens. A força de tração de 1000kgf
corresponde a metade da carga sendo que a outra metade
de 1000kgf estará concentrada na outra ponta do cabo.
Para não sobrecarregar mais os rolamentos desse lado, é
importante que a outra ponta do cabo esteja fixada no
centro. Isto acontecerá quando o cabo estiver todo
desenrolado em torno do tambor em algum momento do
início da subida ou final da descida. Nesse momento, se o
inversor do motor de elevação, não estiver corretamente
parametrizado para controlar a aceleração ou frenagem, a
força de inércia somada a força peso poderá ser muito
elevada.
Então, para a força atuante sobre os rolamentos das rodas,
vamos admitir um fator de segurança 1,2
1000𝑘𝑔𝑓 + 200𝑘𝑔𝑓 1000𝑘𝑔𝑓
𝐹=( + ) ∗ 1,2 = 960𝑘𝑔𝑓
4 2
200kgf referente ao peso da estrutura com componentes

Seleção dos rolamentos pela sua carga radial Cr em função da força F e durabilidade em horas fh
Cálculo conforme catálogo SKF
Vida desejada para o rolamento: 10000hs. – fh 2,5 Rpm da roda: 43rpm – fn 0,9
𝐹 ∗ 𝑓ℎ 960𝑘𝑔𝑓 ∗ 2,5
𝐶𝑟 = = = 2666𝑘𝑔𝑓
𝑓𝑛 0,9
Rolamentos de rolos cilindricos NU 1008 40X68X15
Carga radial 2750kg - Carga estática 2960kgf

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Cálculo da resistência do eixo da roda motora
Conforme cálculo anterior, a força atuante sobre o rolamento e ponta de eixo é 960kgf

𝑀𝑓 = 960𝑘𝑔𝑓 ∗ 30𝑚𝑚 = 28800𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚

Momento de torção (torque) requerido no eixo da roda conforme cálculo anterior: 3,35kgfm
𝑀𝑡 = 3,35𝑘𝑔𝑓𝑚 ∗ 1000 = 3350𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚

-- Dimensionamento do eixo considerando os efeitos de flexão e torção combinados ou momento ideal

𝑀𝑖 = 0,35 ∗ 𝑀𝑓 + 0,65√𝑀𝑓 2 + 𝑀𝑡²

𝑀𝑖 = 0,35 ∗ 28800 + 0,65√288002 + 3350²

𝑀𝑖 = 0,35 ∗ 28800 + 0,65 ∗ 28994 = 28926𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚

𝜋 ∗ 𝑑3
𝑀𝑖 = 𝑊 ∗ 𝜎𝑎𝑑𝑚 = ∗ 𝜎𝑎𝑑𝑚
32

𝑀𝑖 ∗ 32 28926 ∗ 32
𝑑3 = = = 22165𝑚𝑚³
𝜎𝑎𝑑𝑚 ∗ 𝜋 13,3 ∗ 3,14

3
𝑑 = √22165 = 28𝑚𝑚

Conclusão: Principalmente por causa do diâmetro interno do rolamento da roda ser 40mm, teremos que
modificar o projeto inicial mudando o diâmetro do eixo de 30 para 40mm

Dimensionamento da chaveta no eixo da roda motora


Conforme norma DIN 6885, para eixo de 40mm – Chaveta 12x8mm
O cubo da roda tem comprimento 35mm

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-- Dimensionando a chaveta pelo cisalhamento
𝑀𝑡 ∗ 2 3350𝑘𝑔𝑓𝑚𝑚 ∗ 2
𝐹𝑡 = = = 167,5𝑘𝑔𝑓
𝑑 40𝑚𝑚

Tensão de cisalhamento devido a força tangencial Ft


𝐹𝑡 167,5𝑘𝑔𝑓
𝑇𝑐𝑖 = = = 0,4𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚²
𝑏∗𝑙 12 ∗ 35
OK. A tensão de cisalhamento é menor que a tensão admissível do
material

-- Dimensionando a chaveta pelo esmagamento ou compressão


Tensão de esmagamento ou compressão devido a força tangencial Ft
𝐹𝑡 167,5𝑘𝑔𝑓
𝑇𝑒 = = = 1,26𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚²
𝑡2 ∗ 𝑙 3,8 ∗ 35

OK. A tensão de compressão é menor do que a tensão admissível do material

Seleção do motoredutor para a translação: Em função do torque requerido de 3,36kgfm, poderia ser
utilizado moto redutor a rosca sem fim NMRZ 40 com motor 0,33CV 4 polos - redução 1:40.
Capac. nominal 0,41CV. Torque nominal 4,3kgfm
Mas, esse redutor, tem eixo de saída vazado de 18mm e, por causa do eixo das rodas ser de diâmetro
40mm, vamos selecionar um redutor com eixo de saída um pouco maior:
Redutor a rosca sem fim NMRZ 50 redução 1:40 com flange de saída FA eixo de saída vazado diâmetro
25mm com motor 0,33CV 4 polos
Peso com motor 15kg
Preço com motor de 0,33CV 4 polos: R$737,00 + 5%IPI
Fornecedor: ZARA TRANSMISSÕES MECÂNICAS LTDA – www.zararedutores.com.br

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Nota: A utilização de redutores a rosca sem fim só é vantajosa para a translação de pontes ou trolley de
baixa capacidade e é obrigatório o uso de inversor de frequência corretamente parametrizado para o
controle da aceleração e frenagem nos tempos previstos no projeto.
Junto com o projetista de um cliente, fabricante de pontes de baixa capacidade, selecionei e a Zara
Transmissões Mecânicas Ltda. vendeu dezenas desses redutores a rosca sem fim para a translação de
pontes até 10t que funcionaram sem problemas. Concorrentes seguiram o exemplo e, soube pelo próprio
cliente, que também não tiveram problemas apesar de selecionarem redutores de menor tamanho,
capacidade e preço para ganhar o pedido
Seleção do inversor para a translação
WEG CFW11 3,6A
Preço básico na revenda R$1.200,00
Nota: Neste caso pode ser selecionado inversor mais barato

Rolamentos e mancais auxiliares para as rodas não motorizadas


Este rolamento somente serve de apoio para o rolamento da roda e suporta carga muito pequena
Mancal BRM RFE 30 UC
Rolamento de esferas SB 206
Carga dinâmica 1950kg - Carga estática 1120kgf

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Tabela com características dos aços
Tabela extraída de um livro com notas de aula da FEI publicado na década de 70 pelo professor Vladimir
Arrivabene da Faculdade de Engenharia Mauá
Aços carbono - Características mecânicas e tensões admissíveis
ABNT1010 ABNT1020 ABNT1030 ABNT1040 ABNT1050
Características mecânicas - kgf/mm²
Lamin Estir Lamin Estir Lamin Estir Lamin Estir Lamin Estir
quente frio quente frio quente frio quente frio quente frio

rupt 33 37 39 43 48 53 53 60 63 70
esc 18 31 21 36 26 45 29 50 55 59
Along.* 28 20 25 15 20 12 18 12 15 10
 95 105 111 121 137 149 149 170 179 197
Solicit. Tensões admissíveis em kg/mm²
1 8,0 10,0 10,0 14,0 13,5 15,5 15,0 21,0 20,0 22,0
Traçã 2 5,0 6,5 6,5 9,0 8,5 10,0 9,5 13,5 12,5 14,5
o 3 3,5 4,5 4,5 6,5 6,0 7,5 7,0 9,0 8,0 10,0
Com 1 8,0 10,0 10,0 14,0 13,5 15,5 15,0 21,0 20,0 22,0
press 2 5,0 6,5 6,5 9,0 8,5 10,0 9,5 13,5 12,5 14,5
3 3,5 4,5 4,5 6,5 6,0 7,5 7,0 9,0 8,0 10,0
1 8,5 11,0 11,0 15,0 14,5 17,0 16,5 23,0 22,0 24,0
Flexã 2 5,5 7,0 7,0 10,0 9,5 11,0 10,5 15,0 14,0 16,0
o 3 4,0 5,0 5,0 7,0 6,5 8,0 7,5 10,5 9,5 11,5
1 5,0 6,5 6,5 8,5 8,0 10,0 9,5 12,5 11,5 13,5
Torç 2 3,0 4,0 4,0 5,5 5,0 6,5 6,0 8,0 7,0 9,0
ão 3 2,0 3,0 3,0 4,0 3,5 5,0 4,5 6,0 5,0 7,0
*Alongamento. - % sobre 10cm

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PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS ( fonte Unicamp)
TENSÃO DE RUPTURA Tensão Alonga
2
(Kg/mm ) Escoamento mento OBSERVAÇÕES
MATERIAL TRAÇÃO COMPRESSÃO CISALHAMENTO (kg/mm2) %
Tração
SAE 1010 35 35 26 13 33
SAE 1015 38 38 29 17 30
SAE 1020 42 42 32 19 26 aço carbono, recozido
SAE 1025 46 46 35 21 22 ou normalizado.
SAE 1030 50 50 37 23 20
SAE 1040 58 58 43 26 18
SAE 1050 65 65 49 36 15
SAE 1070 70 70 52 42 9
SAE 2330 74 74 55 63 20 aço níquel, recozido ou
SAE 2340 70 70 52 48 25 normalizado.
SAE 3120 63 63 47 53 22 aço níquel-cromo,
SAE 3130 58 68 51 59 20 recozido ou normalizado
SAE 3140 75 75 56 65 17
SAE 4130 69 69 52 57 20 aço cromo molibdênio,
SAE 4140 76 76 57 65 17 recozido ou normalizado
SAE 4150 81 81 61 69 15
SAE 4320 84 84 63 65 19 aço cromo níquel
SAE 4340 86 86 65 74 15 molibdênio, recozido ou
normalizado
SAE 4620 62 62 46 51 23 aço níquel molibdênio
SAE 4640 82 82 61 67 15 recozido ou normalizado
SAE 4820 69 69 52 47 22
SAE 5120 61 61 46 49 23 aço cromo recozido ou
SAE 5140 74 74 55 62 18 normalizado
SAE 5150 81 81 61 70 16
SAE 6120 65 65 48 64 18 aço cromo vanadio
recoz. ou norm.
SAE 8620 62 62 46 56 18 aço Ni Cr Mo, recoz. ou
SAE 8640 75 75 56 63 14 norm.
AISI 301 77 77 58 28 55
AISI 302 63 63 47 24 55 aço inoxidável cromo
AISI 310 69 69 51 31 45 níquel
AISI 316 60 60 45 24 55
AISI 410 49 49 37 26 30 aço inoxidável
AISI 420 67 67 50 35 25 cromo
FoFo 15 60 - - - ferro fundido

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Fórmula para o cálculo da tensão admissível para flexão alternada
0,50 ∗ 𝜎𝑟 ∗ 𝐸1 ∗ 𝐸2
𝜎𝑎𝑑𝑚 =
𝑓𝑠[1 + 𝐶𝑏 (𝐵𝑘2 − 1]
fs = coeficiente de segurança
Bk = Coeficiente de sensibilidade de entalhe (verificar gráficos)
A seguir um transcrito de um catálogo de aços da Villares: Os limites de fadiga são determinados em ensaios em que se
submetem os corpos de prova a um numero muito elevado de ciclos de carga de intensidade variada, até atingir-se uma tensão
que o material suporta indefinidamente. Na falta desses dados, usam-se, para os aços, fórmulas empíricas que relacionam os
limites de fadiga com o limite de resistência. A experiência tem mostrado que esses valores se aproximam dentro de
aproximadamente 20% dos limites de fadiga determinados em ensaios dinâmicos. Entretanto, a aplicação dessas fórmulas
pressupõe superfície polida, beneficiamento perfeito, estrutura metalográfica uniforme em toda a seção, ausência de corrosão,
etc.
Gráfico de resistência para aço SAE 4340

O gráfico a seguir mostra a porcentagem de diminuição da resistência a fadiga em função do acabamento


do eixo e da resistência a ruptura do material. O material mais resistente é mais sensível ao tipo de
acabamento. Resistência a ruptura por tração em kg/mm²

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O gráfico a seguir informa a porcentagem de diminuição da resistência à fadiga em função do maior
diâmetro do eixo. Quanto maior o diâmetro menor é a resistência a fadiga.

Gráficos para correção da tensão admissível para eixos submetidos a flexão em função da variação de
diâmetro e do raio r

Tensão admissível em função dos entalhes nos eixos quando submetidos a flexão e torção constante

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PARTE DA NORMA NBR 8400 INTERESSANTE PARA O DIMENSIONAMENTO DO PROJETO
-- CLASSIFICAÇÃO

24
-- DIÂMETRO MÍNIMO DO CABO

25
-- DETERMINAÇÃO DO DIÂMETRO MÍNIMO DE POLIAS E TAMBORES

26
-- DIÂMETRO DAS RODAS

27
-- TEMPO DE ACELERAÇÃO

28
-- DETERMINAÇÃO DA TENSÃO ADMISSÍVEL PARA O CÁLCULO DO MOMENTO FLETOR

29
30
Tensão admissível em relação a tensão de ruptura

31
32
-- SOLDA
Tensão admissível para cordão de solda

33
34