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Projetos Educacionais

Aula 03
Etapas de um projeto

Objetivos Específicos
• Conhecer o ciclo de vida de projetos: concepção, planejamento, execução,
controle e encerramento. Elaborar um projeto educativo coletivo.

Temas
Introdução
1 Aprendizagem por projetos
2 Como fazer um projeto em educação?
Considerações finais
Referências

Professora
Janine Schultz
Projetos Educacionais

Introdução
No campo da educação, os projetos representam uma alternativa de trabalho para
organizar as atividades de ensino. De acordo com Hernández e Ventura (1998), os projetos
têm como função propiciar a criação de estratégias para organizar os conteúdos escolares de
modo a favorecer o tratamento de informação de maneira diversificada e a integração de
diferentes conteúdos. Assim, privilegia-se a interação dos alunos com o conhecimento
globalizado e promove-se a aprendizagem significativa (HERNÁNDEZ, 1998).

Se fizermos do projeto uma camisa de força para todas as atividades


escolares, estaremos engessando a prática pedagógica (ALMEIDA, 2001, apud
ALMEIDA e MORAN, 2005, p. 13).

1 Aprendizagem por projetos


Para Hernández (1998), ao desenvolver um projeto, o professor deixa de ser o “transmissor
de conteúdos” e se transforma em “facilitador” do processo de aprendizagem, tornando-se,
ele também, um pesquisador. Assim, o protagonista da aprendizagem é o aluno, que constrói
seu próprio conhecimento a partir da interação com as informações e experiências realizadas
no decorrer do projeto.

Considerando-se que os conhecimentos são dinâmicos e complexos, e que hoje em dia


muita informação pode ser obtida em um simples clique de mouse, ao desenvolver projetos
a escola proporciona aos alunos capacidades como “aprender a aprender” e “aprender a
saber”, sugeridas pela Unesco, dando-lhes autonomia para melhor compreender o mundo.
Desenvolve ainda capacidade crítica diante dos conteúdos e informações aos quais são
apresentados.

A base da aprendizagem por projetos pode ser visualizada no gráfico a seguir:

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Figura 1 - O que é aprendizagem baseada em projetos

Fonte: Traduzido de <http://www.bie.org/about/what_is_pbl>. Acesso em: 15 mai. 2013.

Propostas de ensino baseadas em projetos potencializam a articulação entre saberes


de distintas naturezas, como as diversas áreas do conhecimento, o cotidiano e os diferentes
meios, aí incluídas as tecnologias digitais. A base desse tipo de trabalho é a aprendizagem,
permitindo que os alunos contextualizem e recontextualizem as estratégias e os conceitos
abordados e, assim, estabelecendo relações significativas entre os conhecimentos. A
pedagogia de projetos ainda se constitui, no entanto, em um novo desafio para o professor.

Considerando-se a globalização do conhecimento, o uso de projetos na educação deve


integrar não apenas diferentes áreas do saber, mas também diferentes fontes de pesquisa e
recursos midiáticos. O emprego das tecnologias no processo de ensino requer dos professores
a devida compreensão sobre os materiais e as ferramentas a serem empregados, conhecendo
as implicações de seu uso no processo de ensino-aprendizagem. Sem essa compreensão, o
professor não consegue integrar tais tecnologias, seja o vídeo, a internet ou o computador,
em sua prática pedagógica.

2 Como fazer um projeto em educação?


Em um projeto, qualquer coisa pode ser ensinada. Para isso, basta que se tenha uma
dúvida inicial que gere uma pesquisa, como sugere Hernández (1998). Mas um projeto deve
ser cuidadosamente planejado, para que se atinjam os objetivos educacionais. Ou seja, o
primeiro passo para a definição de um projeto é definir tais objetivos, a partir dos quais se
estabelece o problema em torno do qual as atividades são planejadas. Além disso, os projetos
precisam ser flexíveis, dado que o caminho a se percorrer não pode ser predefinido, já que,

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na medida em que as atividades são desenvolvidas, surgem novas dúvidas e questões trazidas
pelo grupo.
Assim, como sugere Prado (2005, p. 13),
para fazer a mediação pedagógica, o professor precisa acompanhar o processo de
aprendizagem do aluno, ou seja, entender seu caminho, seu universo cognitivo e
afetivo, bem como sua cultura, história e contexto de vida. Além disso, é fundamental
que o professor tenha clareza da sua intencionalidade pedagógica para saber intervir
no processo de aprendizagem do aluno, garantindo que os conceitos utilizados,
intuitivamente ou não, na realização do projeto sejam compreendidos, sistematizados
e formalizados pelo aluno.

Vejamos, então, os passos para desenvolver um projeto educativo.

2.1 Concepção
Como dissemos, o primeiro passo para o desenvolvimento de um projeto educativo é a
definição de uma problemática ou tema em torno do qual se pretende trabalhar, de maneira
articulada, diferentes conteúdos. Essa problemática representa o ponto de partida para a
definição do projeto e deve ser um tema de interesse do grupo.
É fundamental que os projetos sejam elaborados de forma colaborativa entre professor
(ou professores, quando se pretende integrar diferentes campos do conhecimento e
disciplinas) e alunos. Para isso, o tema central deve ser discutido previamente e, uma vez
definido, deve-se fazer o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos, discutindo
com eles o assunto. Assim, não apenas é possível definir questões significativas a serem
trabalhadas no projeto, mas também são promovidas atitudes positivas dos alunos frente
àquilo que será estudado.

a. O que se espera que os alunos aprendam com esse projeto?

b. Qual é a importância desse tema central ou problemática?

c. Como fazer para motivar os alunos para o desenvolvimento do projeto,


integrando-os no processo?

d. O que os alunos já sabem a esse respeito?

Feito isso, o passo seguinte é planejar, em grupo, as atividades que serão realizadas.
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2.2 Planejamento
O planejamento de um projeto deve ser feito sempre da forma mais participativa possível,
de modo a criar um clima de envolvimento e interesse entre todos os professores e alunos
envolvidos. Nessa etapa, é importante definir, além das atividades a serem desenvolvidas,
quem será responsável por cada atividade, da mesma forma como estabelecer um cronograma
para sua realização. O cronograma é uma importante ferramenta de acompanhamento e
controle, pois permite uma rápida visualização das ações e prazos de realização, assim como
dos responsáveis por cada atividade.

O professor deve ajudar o grupo a definir uma estrutura lógica e sequencial das atividades,
conforme os conteúdos que serão trabalhados pelos alunos. Isso facilitará a construção do
conhecimento, favorecendo o estabelecimento de novas conexões e aprendizagens.

a. Que atividades serão realizadas?

b. Qual é a finalidade dessas atividades no âmbito dos objetivos do


projeto?

c. Quanto tempo será necessário para o desenvolvimento dessas


atividades?

d. Que recursos (materiais, ferramentas etc.) serão necessários?

e. Quem será responsável por cada uma das atividades?

Devem ser previstos diferentes tipos de atividades, como pesquisa (em jornais, revistas,
livros, internet etc.), visitas a centros de referência (estações de tratamento de água no caso
de projetos sobre água ou poluição; museus, quando o projeto envolver temas de história ou
de artes; parques, no caso de biologia etc.), aplicação prática de conhecimentos (implantação
de uma horta na escola, elaboração de um blog etc.), realização de entrevistas com pessoas
de referência etc. É importante que o projeto envolva atividades individuais e em grupo,
favorecendo a aprendizagem colaborativa. O passo seguinte é o desenvolvimento do projeto.

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2.3 Execução
Depois da escolha do tema e definição das atividades, os alunos iniciam as atividades
de pesquisa. Para isso, eles devem ser contínua e permanentemente estimulados pelos
professores, que também precisam assumir o papel de pesquisadores, além de orientadores
dos alunos.

Nessa etapa, os alunos trabalham de maneira individual ou coletiva, conforme a atividade,


buscando informações que ampliam e complementam os conceitos inicialmente definidos e,
assim, construindo seus próprios caminhos de aprendizagem. Com isso, criam um senso de
responsabilidade sobre a própria aprendizagem.

Surgem nesse momento novas questões e dúvidas que precisam ser discutidas e, quando
necessário, integradas ao projeto. Cabe ao professor ajudar os alunos a compreenderem o
sentido das informações e conteúdos abordados, assim como a relevância das novas questões
no contexto do projeto.

Como sugere Jennifer Klein em entrevista ao site Porvir:

Enquanto planejam, organizam e executam o projeto, eles [os alunos] deparam, na


prática, com situações em que precisam trabalhar harmonicamente em grupo, lidar
com opiniões diferentes, comunicar aquilo que estão pensando, defender seu ponto de
vista e criticar os que não consideram ser adequados. Tal qual na vida. (Fonte: <http://
porvir.org/porfazer/desafiar-pesquisar-descobrir-produzir-apresentar/20130122>.
Acesso em: 15 mai. 2013.)

Durante o desenvolvimento do projeto, é fundamental que haja suficiente flexibilidade


para que as perguntas sucitadas durante a realização de uma atividade também possam ser
trabalhadas, ainda que de maneira superficial, quando não sejam pertinentes aos objetivos
do projeto. Isso contribuirá para manter a motivação de todos, e aumentará o conhecimento
sobre o tema.

A participação ativa dos alunos no desenvolvimento do projeto precisa ser a base do


trabalho, favorecendo:

a. a associação dos conceitos e informações;

b. a compreensão da importância da comunicação;

c. a construção significativa do conhecimento;

d. a interação entre os alunos;

e. o desenvolvimento da autonomia dos alunos.

Nessa etapa, como sugere Prado (2005, p. 3), “a mediação do professor é fundamental,

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pois, ao mesmo tempo em que o aluno precisa reconhecer a sua própria autoria no projeto,
ele também precisa sentir a presença do professor que ouve, questiona e orienta, visando
propiciar a construção de conhecimento do aluno”.

O diálogo permanente estabelecido pelo projeto leva os alunos a perceberem que uma
mesma informação pode ser trabalhada de diferentes maneiras, conforme os interesses e
opiniões de suas fontes. E dessas informações cada um pode retirar suas próprias conclusões.
Assim, os alunos aprendem a se situar diante da informação, construindo um olhar crítico
sobre ela.

E como saber se o aluno está mesmo aprendendo com o projeto? Como saber o que ele
está aprendendo? Em um projeto a avaliação é, antes de tudo, formativa. Para acompanhar
o desenvolvimento dos alunos, é importante que o professor faça o acompanhamento
cuidadoso do processo de desenvolvimento do projeto.

2.4 Monitoramento e avaliação


O desenvolvimento de um projeto requer monitoramento permanente. Por meio do
monitoramento o professor pode observar se os objetivos de aprendizagem do projeto estão
sendo atingidos. Além do acompanhamento das ações do projeto, que pode ser facilitada
com auxílio do cronograma de execução, é importante manter o diálogo constante entre
professores e alunos a fim de acompanhar o processo de construção do conhecimento do
grupo como um todo e de cada aluno, individualmente. Isso permite ao professor intervir,
caso julgue necessário, de modo a adequar alguma ação ou mesmo propor novas ações e/ou
reflexões a fim de realinhar o projeto a sua finalidade educativa.

A avaliação de um projeto tem diferentes etapas e finalidades.

a. Avaliação Inicial

Primeiro, já na definição do projeto, quando fazem o levantamento dos conhecimentos


prévios dos alunos, os professores têm informações sobre o que eles já sabem. Essa é a
chamada avaliação inicial.

b. Avaliação formativa

Durante o desenvolvimento do projeto, ele estará continuamente avaliando os caminhos


percorridos pelos alunos, de modo que o diálogo permanente permitirá verificar o que (e
como) eles estão aprendendo. Essa é a avaliação formativa.

A avaliação formativa é aquela que permite ao professor reavaliar o próprio projeto


e o desenvolvimento das atividades, de modo a reestruturá-los em função dos objetivos
educativos estabelecidos previamente. Considerando-se que o sentido do projeto está
na aprendizagem de determinados conceitos, o professor deve estar atento durante todo

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o processo para o desenvolvimento da aprendizagem de cada aluno. Segundo Hernández


(1998), a avaliação deve ser a base para o desenvolvimento da capacidade de pesquisa, de
modo a tornar os alunos capazes de aplicar o conhecimento adquirido em situações reais,
fazendo novas associações.

c. Avaliação final

Ao final do desenvolvimento do projeto, o professor poderá avaliar o que os alunos


aprenderam em relação àss propostas e questões iniciais, da mesma maneira como o próprio
processo de desenvolvimento do projeto. Nessa etapa, os resultados do projeto serão
analisados e as conclusões, divulgadas. Essa é a avaliação final, que se refere à avaliação das
aprendizagens e, sobretudo, do projeto em si mesmo.

2.5 Registro
Todas as ações de um projeto devem ser registradas, desde a definição de seus objetivos
até os resultados de sua avaliação. Durante a execução das atividades, pode-se fazer um
diário, incluindo o registro escrito das ações executadas, dificuldades observadas, questões
suscitadas durante sua execução. Além disso, é interessante fazer um registro fotográfico para
ilustrar o desenvolvimento do projeto. Assim, no registro poderá ser sintetizado e arquivado
todo o conhecimento construído durante o trajeto.

O registro deve ser cuidadoso, pois representa um dos principais momentos do projeto.
Com ele, o percurso do projeto poderá ser organizado, permitindo reflexões sobre as ações
e as dificuldades encontradas. Dessa forma, o registro se constitui como uma ferramenta
de avaliação, favorecendo a consciência do processo, permitindo, assim, a identificação dos
problemas e sua solução, fazendo ajustes no projeto sempre que necessário.

Por fim, o registro favorece o compartilhamento dessa experiência com outros professores
e toda a comunidade escolar.

2.6 Encerramento
No encerramento de um projeto, é importante que o professor possa retomar com os
alunos seu processo de desenvolvimento, desde sua concepção, buscando fazer uma reflexão
sobre as principais aprendizagens feitas. Nesse momento, é importante que se retomem as
finalidades educativas do projeto, a fim de se avaliar se foram atingidas. Um recurso que
pode ser empregado aqui, além das discussões coletivas, é o emprego de um instrumento de
autoavaliação, levando os alunos a refletirem sobre suas trajetórias pessoais e aprendizagens
durante o desenvolvimento do projeto.

Como sugere Moran (s.d.), “quando focamos mais a aprendizagem dos alunos do que
o ensino, a publicação da produção deles se torna fundamental”, pois “a possibilidade de os
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alunos se expressarem, tornarem suas ideias e pesquisas visíveis, confere uma dimensão mais
significativa aos trabalhos e pesquisas acadêmicos”. Assim, segundo o autor, “recursos como
o portfólio, onde os alunos organizam o que produzem e o disponibilizam para consultas,
são cada vez mais utilizados. Os blogs, fotologs e videologs são recursos muito interativos de
publicação com possibilidade de fácil atualização e participação de terceiros”.

Portanto, não deixe de divulgar seus projetos para toda a comunidade! Com isso você
estimula os alunos, valorizando sua produção, e divulga à comunidade escolar o percurso
transcorrido e os resultados obtidos. A divulgação do projeto encerra o ciclo do projeto e
demonstra a importância do trabalho realizado e da comunicação.

Considerações finais
Como vimos, projetos de trabalho podem ser empregados para a construção do
conhecimento, permitindo uma maior interação e reflexão entre os alunos e o conhecimento.
Os projetos estimulam o desenvolvimento do conhecimento colaborativo, da autonomia dos
alunos, do “aprender a aprender”, do “aprender a saber”. A integração de diferentes áreas do
conhecimento, estratégias didáticas e mídias em um mesmo projeto favorece a construção
do conhecimento globalizado e relacional.

Vale destacar, no entanto, a importância de um planejamento cuidadoso, por parte do


professor, antes de começar um projeto. Um projeto deve conter as seguintes etapas:

1. Concepção

2. Planejamento

3. Execução

4. Monitoramento e Avaliação

5. Encerramento

Apesar de os projetos serem construídos coletivamente, razão pela qual seus percursos
são imprevisíveis, o professor deve estar atento à finalidade educativa prevista inicialmente,
no momento de sua concepção. Um projeto bem-sucedido é aquele em que tais finalidades
foram alcançadas.

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Um projeto prova ser bom se for suficientemente completo para exigir


uma variedade de respostas diferentes dos alunos e permitir a cada um
trazer uma contribuição que lhe seja própria e característica. A prova
posterior é que haja suficiente tempo para que se inclua uma série de
trabalhos e explorações e que suponha um procedimento tal que cada
passo abra um novo terreno, suscite novas dúvidas e questões, desperte
a exigência de mais conhecimentos e sugira o que se deva fazer com base
no conhecimento adquirido. (DEWEY, 1952, p. 27)

Referências
BOUTNET, J. P. Antropologia do projeto. Porto Alegre: Artmed. 2002.

DEWEY, J. Democracia e educação: breve tratado de filosofia de educação. 2. ed. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1952.

FAZENDA, I. C. A interdisciplinaridade na educação brasileira: 20 anos. São Paulo: Criarp, 2006.

HERNÁNDEZ, F. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre:


Artmed, 1998.

HERNÁNDEZ, F.; VENTURA, M. Organização do currículo por projetos de trabalho: o


conhecimento é um caleidoscópio. Porto Alegre: Artmed, 1998.

MORAN, J. M. As possibilidades das redes de aprendizagem. s.d. Disponível em: <http://www.


eca.usp.br/moran/redes_aprendizagem.htm>. Acesso em: 15 mai. 2013.

PRADO, M. E. B. B. Pedagogia de projetos e integração de mídias. s.d. Disponível em: <http://


www.drb-assessoria.com.br/1pedagogiadeprojetoseintegracaodemidias.pdf>. Acesso em: 15
mai. 2013.

______. Pedagogia de projetos: fundamentos e implicações. In: ALMEIDA, M. E.; MORAN, J. M.


(Orgs.). Integração de Tecnologias na Educação. Saltos para o Futuro. Secretaria de Educação
a Distância. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005.

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