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Aula 03

Português p/ TJ-PE (Com videoaulas)


Professores: Janaína Efísio, Rafaela Freitas
Língua Portuguesa p/ TJ-PE
Analista e Técnico Judiciário
Teoria e Questões Comentadas
Profª Rafaela Freitas Aula 03

AULA 03
PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE TRATAMENTO E
COLOCAÇÃO.
A

Olá, estudiosos e aplicados alunos!! Animados??


Nesta aula vamos trabalhar uma classe gramatical de extrema
importância: PRONOMES. Estudo muito importante, pois aparece em quase
100% dos certames!
Vou iniciar a aula com uma breve introdução sobre todas as classes de
palavras, em seguida, vou focar apenas na identificação, emprego e uso dos
pronomes!
Não vamos perder tempo! Vamos para a aula!

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO SOBRE CLASSES DE PALAVRAS VARIÁVEIS E INVARIÁVEIS....02
PRONOME............................................................................................04
COLOCAÇÃO PRONOMINAL.....................................................................18
QUESTÕES COMENTADAS ......................................................................23
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA......................................53
GABARITO............................................................................................76
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"O incentivo de viver é arriscar, deixe o medo para os fracos."


Charlin Chaples

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MORFOLOGIA

Trata-se do estudo da estrutura, da formação e da classificação das


palavras. O objetivo da morfologia é estudar as palavras olhando para elas
isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período (disso trata
a sintaxe). A morfologia está agrupada em dez classes, denominadas classes
de palavras ou classes gramaticais. São elas:

VARIÁVEIS (sofrem flexões):

1. SUBSTANTIVO: designa os seres reais ou fictícios


Ex.: pato, ave, Deus, lobisomem, alegria,
Barbacena, dó, pé-de-moleque

2. ADJETIVO: indica as características dos seres


Ex.: bela, selvagem, brasileiro, amarelo-claro,
famoso, azul

3. ARTIGO: acompanha o substantivo, determinando-o ou


generalizando-o
Ex.: o, a, os, as / um, uma, uns, umas
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4. NUMERAL: indica quantidade ou ordem dos seres


Ex.: um, dois, primeiro, décimo, meio, dobro

5. PRONOME: é a palavra que substitui ou acompanha um


substantivo (nome) em relação às pessoas do discurso
Ex.: Ela veio à nossa casa.

6. VERBO: indica processo, exprimindo ação, estado ou fenômeno


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Ex.: voar, cantar, sofrer, ser, estar, chover,


nevar

INVARIÁVEIS:

7. ADVÉRBIO: modifica essencialmente o verbo exprimindo uma


circunstância (modo, tempo, lugar)
Ex.: bem, mal, muito, meio, talvez, calmamente,
hoje, logo, aqui, perto, sim, não

8. PREPOSIÇÃO: liga duas palavras estabelecendo entre elas certas


relações (posse, companhia)
Ex.: A casa é DE Luís.

a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em,


entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre,
trás

9. CONJUNÇÃO: liga duas orações coordenando-as, subordinando-


as
Ex.: Ele chora E ri ao mesmo tempo.
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É verdade QUE ele fala muito?


Sairei QUANDO me pedirem.

10. INTERJEIÇÃO: palavra ou locução que expressa apelos, emoções,


ou ideias mal estruturadas
Ex.: Ah!, Ai!, Olá!, Valha-me Deus!
Macacos me mordam!

Quanto à função, pode-se agrupar as palavras em:

Principais, Adjuntas, Conectivas, Classe Especial


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 PRINCIPAIS: Substantivo, Verbo


 PRINCIPAIS e ADJUNTAS: Pronome e Numeral
 ADJUNTAS (sempre): Artigo, Adjetivo, Advérbio
 CONECTIVAS: Preposição e Conjunção
 CLASSE ESPECIAL: Interjeição

PRONOME

Antes das demais classificações, precisamos compreender o uso


pronominal em duas situações, veja:

 Pronome Substantivo: quando ele substitui um substantivo, fica no


lugar dele em uma frase, fazendo remissão textual.

Ex.: Tudo nos une, nada nos separa. 09469404360

Os pronomes em destaque substituem coisas e pessoas na frase.

 Pronome Adjetivo: determina o substantivo, funcionando mesmo


como um adjetivo.

Ex.: Todo homem é mortal

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O pronome todo está ligado ao substantivo homem.

I – CLASSIFICAÇÃO: para entendermos o uso dos pronomes, vamos vê-


los divididos em grupos.

Os pronomes podem ser:


1) Pessoais: subdividem-se em retos e oblíquos.

a) Retos: funcionam como sujeito ou predicativo.

1ª pessoa – eu / nós
2ª pessoa – tu / vós
3ª pessoa – ele (a) / eles (as)

Ex.: Eu não sou ele.


Sujeito predicativo

O uso do pronome pessoal reto é como o sujeito da oração, posição que


nenhum outro pronome pode assumir.

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b) Oblíquos: funcionam como complementos (verbais e nominais) ou


adjuntos

Singular
1ª pessoa - Me mim comigo
2ª pessoa - Te ti contigo
3ª pessoa
Profª Rafaela - Se
Freitas si consigo o, a, lhe
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Plural
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Exemplos:
Beijou–me com amor.
O.D.

O verbo beijar é transitivo direto e pede um complemento, que, no caso,


é quem foi beijado, me é o objeto direto!

Entregou–me o livro.
O.I.
O verbo entregar é transitivo direto e indireto, entrega-se alguma coisa
(OD) a alguém (OI). No caso da oração, entregou o livro (OD) a mim (me -
OI)

Tenha–me respeito.
C. Nominal

Analisando sintaticamente a oração, temos: ter... o quê? Respeito (OD).


Respeito a quem? A mim (me – complemento nominal).

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Tapou–me a boca.
Adjunto Adnominal

Vejam: tapou o quê? A minha boca. Minha é adjunto adnominal de


boca.

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 Os pronomes ele, nós, vós, eles serão considerados oblíquos


quando estiverem em funções sintáticas próprias do pronome oblíquo > O
diretor convidará todos ELES (OD), se estiver na posição de sujeito, será
classificado como reto > Ele convidará a todos. ELE é o sujeito, então é
pronome reto.

Emprego de o, a, os, as

1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os pronomes: o, a,


os, as não se alteram.
Exemplos:
Chame-o agora.
Deixei-a mais tranquila.

2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se


para lo, la, los, las.
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Exemplos:
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.

3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão), os pronomes


o, a, os, as alteram-se para no, na, nos, nas.
Exemplos:
Chamem-no agora.
Põe-na sobre a mesa.

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4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos: mo, to, lho, no-lo, vo-
lo, formas em desuso, podem ocorrer em próclise, ênclise ou mesóclise.
Ex.: Ele mo deu. (Ele me deu o livro)

 O, A, OS, AS

 Objeto Direto = Jamais O acompanharei.


 Sujeito do infinitivo = Deixei – O ficar no quarto.

 LHE, LHES - só não terá a função de Objeto Direto, podendo ser


Objeto Indireto, Complemento Nominal e Adjunto Adnominal.

 O.I. (2ª pessoa) = Façam o que LHES convêm.


 Compl. Nominal = Tenho – LHE respeito.
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 Adj. Adnominal = Beijei – LHE o rosto.

 Uso de EU – TU / MIM – TI
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Existe grande confusão na língua falada sobre isso! Mas vejam:

 Ele trouxe um presente para MIM. – CORRETO - Após preposição e


em posição de complemento, usa-se o oblíquo.
 Ele trouxe um presente para EU. – ERRADO - O EU e o TU são
sempre retos.
 Ele trouxe um presente para EU usar na festa. – CORRETO - O EU é
sujeito do infinitivo usar.
 Ele trouxe um presente para mim usar na festa. – ERRADO - Embora
comum na linguagem falada, está errado de acordo com a gramática
normativa: nada de oblíquo na posição de sujeito!
 É fácil para MIM trabalhar aqui. – CORRETO - A frase está invertida,
cuidado: Trabalhar aqui é fácil para mim.
 O namoro acabou, nada mais há entre MIM e TI. – CORRETO - Não
podemos usar os pronomes retos EU e TU nesse caso, pois não estão
em posição de sujeito!
 Pesam suspeitas sobre você e MIM. – CORRETO - Não podemos usar
o pronomes reto EU no lugar de MIM, pois a posição não é de sujeito.

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 O diretor ficou satisfeito CONOSCO.


O diretor ficou satisfeito com NÓS todos.

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Caso seja usado um determinante após o conosco, o pronome deve ser


desmembrado: com nós.

 SE, SI, CONSIGO – são sempre reflexivos


Ex.: Ele trouxe CONSIGO o irmão.
Ele não SE dá com a irmã.
Ele guardou o livro para SI.

c) Tratamento: usados no relacionamento social e em


correspondências oficiais.

Você (V.) = para um ser igual


Vossa Alteza (V.A.) = Príncipes e Princesas
Vossa Majestade (V.M.) = Reis e Rainhas
Vossa Eminência (V.Emª) = Cardeais
Vossa Excelência (V.Exª) = Altas patentes
Vossa Senhoria (V.Sª) = Linguagem comercial
Vossa Santidade (V.S.) = Papas

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Cuidado com a concordância com relação ao uso dos pronomes de


tratamento. Embora eles sejam usados para a segunda pessoa do discurso,
os pronomes de tratamento fazem concordância em 3ª pessoa.

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1ª pessoa do discurso: emissor


2ª pessoa do discurso: receptor
3ª pessoa do discurso: o assunto

Ex.: Vossa Alteza soubeste do ocorrido? ERRADO! O verbo saber deverá


concordar em terceira pessoa com o pronome de tratamento!
Vossa alteza soube do ocorrido? CORRETO!

Emprego dos pronomes Vossa e Sua:

 VOSSA - para falar com...


 SUA – para falar de...

Ex.: Vossa Excelência gostaria de um chá? (falando com a própria Alteza)


Sua Alteza, o príncipe, estará presente. (referindo-se à Alteza)

2) Possessivos: indicam posse

1ª pessoa – meu (a) (s) / nosso (a) (s)


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2ª pessoa – teu (a) (s) / vosso (a) (s)


3ª pessoa – seu (a) (s) / seu (a) (s)

 O pronome SEU quase sempre traz ambiguidade.


Ex.: Chegaram Pedro, Maria e SEU filho.

De quem é o filho? De Pedro, de Maria ou seu?

 Constitui pleonasmo vicioso usar pronome possessivo para se


referir a partes do próprio corpo.
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Ex.: Estou sentindo muita dor no MEU joelho.

 Os pronomes pessoais podem funcionar como possessivos:


Ex.: Beijou-lhe a boca avidamente.
Beijou a boca dela.
Lhe = pronome pessoal usado como possessivo

Pegou-me a mão com força.


Pegou a minha mão.
Me = pronome pessoal usado como possessivo

3) Demonstrativos: posição do ser no tempo e no espaço

1ª pessoa – este (a) (s) / isto


2ª pessoa – esse (a) (s) / isso
3ª pessoa – aquele (a) (s) / aquilo
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Emprego

a) Em relação às pessoas

AQUI – Veja ESTES livros. (os livros estão perto do emissor)


AÍ – Não carregues ESSA culpa. (a culpa é de quem ouve, do receptor)
LÁ – AQUILO que vês em alto-mar é a salvação. (longe de quem emite e
de quem recebe a mensagem)

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b) Em relação ao tempo da mensagem

Sei apenas ISTO: nada somos. (o que ainda SERÁ falado)


Estudar muito? ISSO não quero. (o que já FOI falado recentemente)
AQUILO que disse é sério? (FOI falado há bastante tempo, passado
remoto)

c) Em relação ao tempo cronológico

PRESENTE – ESTE foi o século mais importante de todos.


PASSADO e FUTURO – Uma noite DESSAS irei à sua casa.
PASSADO e FUTURO distantes – AQUELE tempo era bom.

d) Localizando termos da oração

ÚLTIMO da série (ESTE) – PRIMEIRO da série (AQUELE)

Ex.: Diálogo entre pais e filhos é difícil: ESTES não querem ouvir nada, e
AQUELES querem falar muito.
Estes: filhos
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Aqueles: pais

 São também pronomes demonstrativos TAL, MESMO, PRÓPRIO,


SEMELHANTE, O.

Ex.: Pediram-me que voltasse, mas não O farei.


As garotas MESMAS não disseram TAL coisa.

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Os Dêiticos
Pode ser que a banca use a denominação dêiticos para se referir aos
elementos linguísticos que fazem referência ao falante, à situação de
produção de um dado enunciado ou mesmo ao momento em que o
enunciado é produzido. Nós acabamos de estudar os pronomes
demonstrativos, não só eles, mas os pessoais e os advérbios de lugar e de
tempo, em geral, funcionam como dêiticos, elementos que evidentemente se
encarregam de "embrear" o enunciado, situando-o no contexto espaço-
temporal em que se realiza.
Trata-se, pois, da utilização de palavras apontando para a situação em
que o discurso é materializado. Por isso, é indispensável que haja o
conhecimento partilhado dessa situação de produção para que os elementos
dêiticos façam sentido na interação comunicativa.

Dependendo da localização do referente, um elemento linguístico pode ser


classificado como dêitico ou como anafórico. Se o referente se localizar no
texto, então o elemento que é usado para referir-se a ele é uma anáfora.
Neste caso, ocorre uma remissão a um referente anteriormente citado e, por
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isso, passível de ser reconhecido pelo interlocutor. Mas, estando o referente


na situação comunicativa imediata, então o elemento linguístico de que se vale
para apontá-lo é um dêitico.

Na prática: qual é a diferença entre dêiticos e as anáforas?

Basicamente, a diferença está no fato de que os dêiticos fazem referência


ao contexto extralinguístico, enquanto os anafóricos retomam elementos já
citados e situados no ambiente linguístico. Por exemplo:

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1- Chegamos a São Paulo hoje. Esta cidade me inspira!

2- Aquele livro sobre a mesa não é meu.

Em (1) o demonstrativo ESTA refere-se a um elemento linguístico já


citado: anáfora, pois.
Em (2) o pronome AQUELE faz referência a algo que não está no contexto
linguístico, mas extralinguístico. Trata-se, portanto, de um dêitico.

4) Indefinidos: refere-se à 3ª pessoa do discurso de maneira vaga

Principais indefinidos:
 Algo, algum, bastante, cada, certo, mais, menos, muito, nada, qualquer,
ninguém, alguém, vários

Ex.: Alguém sabe em que matéria paramos?


Tenho bastantes livros. (vários – varia para o plural porque aqui é
um pronome, não advérbio)

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 LOCUÇÕES PRONOMINAIS: cada um, cada qual, seja quem for, todo
aquele que, qualquer um, quem quer que

 Certos amigos nem sempre são amigos certos.


Pronome indefinido Adjetivo de amigos
 Recebi muito apoio. Chorei muito.

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Pronome indefinido Advérbio

A classificação vai depender do uso!

5) Interrogativos: usado em frases interrogativas diretas ou


indiretas

QUEM foi o maior jogador do mundo?


QUE loucura é essa?
QUANTOS candidatos foram aprovados?
Não sei QUEM fez tal acusação.
Gostaria de saber QUAL é seu nome.

6) Relativos: substitui um termo comum a duas orações,


estabelecendo uma relação de subordinação entre elas.

O banco não oferece produtos. (primeira oração) + Você não precisa de


produtos. (segunda oração) O banco não oferece produtos de que você
não precisa. (período composto unido pelo relativo que)

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Emprego:

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a) QUEM: refere-se sempre a pessoas. Acompanhado de prep. “a”


com verbo transitivo direto (V.T.D.).
Conheça a mulher A QUEM amo.

b) QUE: refere-se a coisas ou a pessoas e ao antecedente mais


próximo.
Você é a pessoa QUE sempre chega na hora.
O estudo é o caminho QUE conduz ao sucesso.

c) QUAL: refere-se a coisas ou a pessoas e ao antecedente mais


distante. Sempre é acompanhado de artigo “o” ou “a”.
Aquele é o candidato do concurso O QUAL obteve o 1º lugar.
Antecedente
mais distante

d) ONDE: indica lugar. Equivalente a “em que” ou “no qual”, mas


não pode ser substituído por eles.
Visitaremos a casa ONDE nasceu Bilac.
Ela sabe AONDE você quer chegar.

* quero o relatório onde falo da petrobrás. ERRADO = onde apenas


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para LUGAR!

ATENÇÃO: “aonde” e “donde” são usados apenas com verbos de


movimento.
Aonde você está indo?

e) QUANTO: após “tanto”, “todo” e “tudo”


Não gaste num dia tudo QUANTO ganhas no mês.

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f) CUJO: refere-se a um antecedente, mas concorda com o


consequente, indicando POSSE. Sempre é pronome adjetivo.

ATENÇÃO: NÃO admite artigo (antes ou depois)


Há pessoas CUJA inimizade nos honra. >> antecedente pessoas,
concorda com inimizade.

g) COMO: antecedentes sempre: maneira, modo, forma


Este é o modo COMO deves estudar.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

É a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes


oblíquos átonos na frase. Embora, na linguagem falada, a colocação dos
pronomes não seja rigorosamente seguida, algumas normas devem ser
observadas, sobretudo, na linguagem escrita.

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A ordem natural na Língua Portuguesa é o uso da ênclise, mas existe


uma prioridade na colocação pronominal: 1º tente fazer próclise, depois
mesóclise e, em último caso, ênclise.

Próclise

É a colocação pronominal antes do verbo. A próclise é usada:

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1) Quando o verbo estiver precedido de palavras atrativas, ou seja,


que atraem o pronome para antes do verbo. São elas:

a) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém, jamais etc.


Ex.: Não se esqueça de mim.

b) Advérbios
Ex.: Agora se negam a depor.

c) Conjunções subordinativas
Ex.: Soube que me negariam.

d) Pronomes relativos
Ex.: Identificaram duas pessoas que se encontravam desaparecidas.

e) Pronomes indefinidos
Ex.: Poucos te deram a oportunidade.

f) Pronomes demonstrativos.
Ex.: Disso me acusaram, mas sem provas.
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2) Orações iniciadas por palavras interrogativas.


Ex.: Quem te fez a encomenda?

3) Orações iniciadas por palavras exclamativas.


Ex.: Quanto se ofendem por nada!

4) Orações que exprimem desejo (orações optativas).


Ex.: Que Deus o ajude.

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Mesóclise

Usa-se dizer que é a colocação pronominal no meio do verbo, mas, na


verdade, é a colocação entre o verbo e a desinência. A mesóclise é usada:

1) Quando o verbo estiver no futuro do presente ou futuro do


pretérito, contanto que esses verbos não estejam precedidos de palavras que
exijam a próclise.

Exemplos:
Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da paz no
mundo. (Verbo no futuro do presente)
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia nessa viagem.
(Verbo no futuro do pretérito)

Ênclise

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É a colocação pronominal depois do verbo. A ênclise é usada quando a


próclise e a mesóclise não forem possíveis:

1) Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo.


Ex.: Quando eu avisar, silenciem-se todos.

2) Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal.


Ex.: Não era minha intenção machucar-te.

3) Quando o verbo iniciar a oração.

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Ex.: Vou-me embora agora mesmo.

4) Quando houver pausa antes do verbo.


Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo.

5) Quando o verbo estiver no gerúndio.


Ex.: Recusou a proposta fazendo-se de desentendida.

O pronome poderá vir proclítico ou não quando o infinitivo estiver


precedido de preposição ou palavra atrativa.
Exemplos:
É preciso encontrar um meio de não o magoar.
É preciso encontrar um meio de não magoá-lo.

Colocação pronominal nas locuções verbais


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1) Quando o verbo principal for constituído por um particípio:

a) O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar.


Ex.: Haviam-me convidado para a festa.

b) Se antes da locução verbal houver palavra atrativa, o pronome oblíquo


ficará antes do verbo auxiliar.
Ex.: Não me haviam convidado para a festa.

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Se o verbo auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito,


ocorrerá a mesóclise, desde que não haja palavra atrativa antes dele.
Ex.: Haver-me-iam convidado para a festa.

2) Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou


um gerúndio:
a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo
auxiliar ou depois do verbo principal.

Exemplos:
Devo esclarecer-lhe o ocorrido.
Devo-lhe esclarecer o ocorrido.
Estavam chamando-me pelo alto-falante.
Estavam-me chamando pelo alto-falante.

b) Se houver palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do


verbo auxiliar ou depois do verbo principal.
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Exemplos:
Não posso esclarecer-lhe o ocorrido.
Não lhe posso esclarecer o ocorrido.
Não estavam chamando-me.
Não me estavam chamando.

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Não há hoje no mundo, em qualquer domínio de atividade artística, um


artista cuja arte contenha maior universalidade que a de Charles Chaplin. A
razão vem de que o tipo de Carlito é uma dessas criações que, salvo
idiossincrasias muito raras, interessam e agradam a toda a gente. Como os
heróis das lendas populares ou as personagens das velhas farsas de
mamulengos.
Carlito é popular no sentido mais alto da palavra. Não saiu completo e
definitivo da cabeça de Chaplin: foi uma criação em que o artista procedeu por
uma sucessão de tentativas erradas.
Chaplin observava sobre o público o efeito de cada detalhe.
Um dos traços mais característicos da pessoa física de Carlito foi achado
casual. Chaplin certa vez lembrou-se de arremedar a marcha desgovernada de
um tabético. O público riu: estava fixado o andar habitual de Carlito.
O vestuário da personagem - fraquezinho humorístico, calças lambazonas,
botinas escarrapachadas, cartolinha - também se fixou pelo consenso do
público.
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Certa vez que Carlito trocou por outras as botinas escarrapachadas e a


clássica cartolinha, o público não achou graça: estava desapontado. Chaplin
eliminou imediatamente a variante. Sentiu com o público que ela destruía a
unidade física do tipo. Podia ser jocosa também, mas não era mais Carlito.
Note-se que essa indumentária, que vem dos primeiros filmes do artista,
não contém nada de especialmente extravagante. Agrada por não sei quê de
elegante que há no seu ridículo de miséria. Pode-se dizer que Carlito possui o
dandismo do grotesco.

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Não será exagero afirmar que toda a humanidade viva colaborou nas salas
de cinema para a realização da personagem de Carlito, como ela aparece
nessas estupendas obras-primas de humor que são O garoto, Em busca do
ouro e O circo.
Isto por si só atestaria em Chaplin um extraordinário discernimento
psicológico. Não obstante, se não houvesse nele profundidade de pensamento,
lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos
artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.
Aqui é que começa a genialidade de Chaplin. Descendo até o público, não
só não se vulgarizou, mas ao contrário ganhou maior força de emoção e de
poesia. A sua originalidade extremou-se. Ele soube isolar em seus dados
pessoais, em sua inteligência e em sua sensibilidade de exceção, os elementos
de irredutível humanidade. Como se diz em linguagem matemática, pôs em
evidência o fator comum de todas as expressões humanas.
(Adaptado de: Manuel Bandeira. “O heroísmo de Carlito”.Crônicas da província do
Brasil. 2. ed. São Paulo, Cosac Naify, 2006, p. 219-20)

01. (SEFAZ-PE – 2014 - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual – FCC)


A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada
de modo INCORRETO em:
a) pôs em evidência o fator comum = pô-lo em evidência
b) eliminou imediatamente a variante = eliminou-na imediatamente
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c) arremedar a marcha desgovernada de um tabético = arremedá-la


d) trocou por outras as botinas escarrapachadas = trocou-as por outras
e) ela destruía a unidade física do tipo = ela a destruía

Comentário: na alternativa B, “eliminou-na” está errado, pois não justifica


o uso do n antes do pronome a. Segundo a regra, recebem o n o pronome
pessoal em verbos terminados em nasal. O correto seria: eliminou-a. As outras
alternativas estão corretas.
GABARITO: B

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Para responder a questão, considere o texto abaixo, conferência


pronunciada por Joaquim Nabuco, a 20 de junho de 1909, na Universidade de
Wisconsin, nos Estados Unidos.

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02. (DPE-RS – 2014 - Defensor Público – FCC) Há na vida das nações


um período em que ainda não lhes foi revelado o papel que deverão
desempenhar. 09469404360

Sobre o pronome destacado acima, afirma-se com correção, considerada a


norma padrão escrita:
a) está empregado em próclise, mas poderia adequadamente estar
enclítico à forma verbal.
b) pode ser apropriadamente substituído por "à elas", posicionada a
expressão após a palavra revelado.
c) constitui um dos complementos exigidos pela forma verbal presente na
oração.

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d) está empregado com sentido possessivo, como se tem em "Dois


equívocos comprometeram-lhe o texto".
e) dado o contexto em que está inserido, se sofrer elipse, não altera o
sentido original da frase.

Comentário: o pronome lhes, na frese em questão, está em próclise por


haver uma palavra atrativa antes do verbo (não). Por esse motivo, não é
possível colocar o pronome após o verbo, mesmo que fosse na forma “à elas”.
Sintaticamente, o pronome lhes foi usado como complemento indireto do
verbo revelar (revelar alguma coisa a alguém) e não tem sentido possessivo.
Tem importância essencial por ser complemento verbal, de maneira que não
pode estar em elipse para que a frase não fique incompleta e,
consequentemente, sem sentido.
GABARITO: C

A cultura brasileira em tempos de utopia

Durante os anos 1950 e 1960 a cultura e as artes brasileiras expressaram


as utopias e os projetos políticos que marcaram o debate nacional. Na década
de 1950, emergiu a valorização da cultura popular, que tentava conciliar
aspectos da tradição com temas e formas de expressão moderna.
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No cinema, por exemplo, Nelson Pereira dos Santos, nos seus filmes Rio,
40 graus (1955) e Rio, zona norte (1957) mostrava a fotogenia das classes
populares, denunciando a exclusão social. Na literatura, Guimarães Rosa
publicou Grande sertão: veredas (1956) e João Cabral de Melo Neto
escreveu o poema Morte e vida Severina - ambos assimilando traços da
linguagem popular do sertanejo, submetida ao rigor estético da literatura
erudita.
Na música popular, a Bossa Nova, lançada em 1959 por Tom Jobim e João
Gilberto, entre outros, inspirava-se no jazz, rejeitando a música passional e a
interpretação dramática que se dava aos sambas-canções e aos boleros que

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dominavam as rádios brasileiras. A Bossa Nova apontava para o despojamento


das letras das canções, dos arranjos instrumentais e da vocalização, para
melhor expressar o “Brasil moderno”.
Já a primeira metade da década de 1960 foi marcada pelo encontro entre
a vida cultural e a luta pelas Reformas de Base. Já não se tratava mais de
buscar apenas uma expressão moderna, mas de pontuar os dilemas brasileiros
e denunciar o subdesenvolvimento do país. Organizava-se, assim, a cultura
engajada de esquerda, em torno do Movimento de Cultura Popular do Recife e
do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), num
processo que culminaria no Cinema Novo e na canção engajada, base da
moderna música popular brasileira, a MPB.
(Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana. História para o ensino
médio. São Paulo: Atual, 2013, p. 738)

03. (TRT - 1ª REGIÃO (RJ) – 2014 - Analista Judiciário - Tecnologia


da Informação – FCC) As expressões onde e em cujo preenchem
corretamente, na ordem dada, as lacunas da seguinte frase:
a) ...... iriam os artistas da época, senão ao Rio, atrás do sucesso artístico
...... todos queriam alcançar e se realizar.
b) Rodado na cidade do Rio de Janeiro, ...... se viviam algumas tensões
políticas, o filme provocou um grande debate, ...... calor muita gente
mergulhou. 09469404360

c) O filme Rio, 40 graus foi exibido no ano de 1955, ...... a atmosfera


política propiciaria um período de realizações ...... o maior responsável seria o
novo presidente da República.
d) Ao realizar Rio, zona norte, filme ...... Nelson Pereira dos Santos
lançou em 1957, o cineasta dava sequência a um filme anterior, ...... valor já
fora reconhecido.
e) O Rio era uma cidade ...... muitos buscavam para viver melhor, a
capital ...... esplendor todos os cariocas se orgulhavam.

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Comentário: o relativo onde só pode ser usado para referir-se a um lugar,


não pode ser usado com verbos de movimento como o verbo ir, nem para
indicar tempo, muito menos filme, dessa forma, as alternativas A, C e D não
podem ser preenchidas por ele. Ficamos entre as alternativa B e E. Em cujo
não pode preencher a segunda lacuna da alternativa E, pois a preposição em
não é regida pelo verbo orgulhar. Já na alternativa B, o verbo mergulhar rege
a preposição: mergulhar em + o = no calor.
GABARITO: B

Novas fronteiras do mundo globalizado

Apesar do desenvolvimento espetacular das tecnologias, não devemos


imaginar que vivemos em um mundo sem fronteiras, como se o espaço
estivesse definitivamente superado pela velocidade do tempo. Seria mais
correto dizer que a modernidade, ao romper com a geografia tradicional, cria
novos limites. Se a diferença entre o “Primeiro” e o “Terceiro” mundo é diluída,
outras surgem no interior deste último, agrupando ou excluindo as pessoas.
Nossa contemporaneidade faz do próximo o distante, separando-nos
daquilo que nos cerca, ao nos avizinhar de lugares remotos. Neste caso, não
seria o outro aquilo que o “nós” gostaria de excluir? Como o islamismo
(associado à noção de irracionalidade), ou os espaços de pobreza (África,
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setores de países em desenvolvimento), que apesar de muitas vezes próximos


se afastam dos ideais cultivados pela modernidade.
(Adaptado de: ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994,
p. 220)

As novas tecnologias estão em vertiginoso desenvolvimento, mas não


tomemos as novas tecnologias como um caminho inteiramente seguro, pois
falta às novas tecnologias, pela velocidade mesma com que se impõem, o
controle ético que submeta as novas tecnologias a um padrão de valores
humanistas.

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04. (TRT - 1ª REGIÃO (RJ) – 2014 - Analista Judiciário - Tecnologia


da Informação – FCC) Para evitar as viciosas repetições do texto acima é
preciso substituir os segmentos sublinhados, na ordem dada, pelas seguintes
formas:
a) lhes tomemos - lhes falta - as submeta
b) as tomemos - falta a elas - submeta-las
c) lhes tomemos - falta-lhes - submeta-lhes
d) tomemos a elas - lhes falta - lhes submeta
e) as tomemos – falta-lhes – as submeta.

Comentário: a primeira substituição deve ser feita por as tomemos. A


próclise é exigida pela força atrativa da palavra negativa “não”. A segunda
substituição deve ser feita com o pronome lhes em ênclise, pois não há
situação que exija a próclise. Já na terceira substituição, a próclise volta a ser
exigida pela força atrativa da conjunção subordinativa que.
GABARITO: E

DEPOIMENTO

Fernando Morais (jornalista)


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O que mais me surpreendia, na Ouro Preto da infância, não era o ouro dos
altares das igrejas. Nem o casario português recortado contra a montanha.
Isso eu tinha de sobra na minha própria cidade, Mariana, a uma légua dali. O
espantoso em Ouro Preto era o Grande Hotel - um prédio limpo, reto, liso, um
monólito branco que contrastava com o barroco sem violentá-lo. Era “o Hotel
do Niemeyer”, diziam. Deslumbrado com a construção, eu acreditava que seu
criador (que supunha chamar-se “Nei Maia”) fosse mineiro - um marianense,
quem sabe?

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A suspeita aumentou quando, ainda de calças curtas, mudei-me para Belo


Horizonte. Era tanto Niemeyer que ele só podia mesmo ser mineiro. No bairro
de Santo Antônio ficava o Colégio Estadual (a caixa d’água era o lápis, o prédio
das classes tinha a forma de uma régua, o auditório era um mata- borrão).
Numa das pontas da vetusta Praça da Liberdade, Niemeyer fez pousar
suavemente uma escultura de vinte andares de discos brancos superpostos,
um edifício de apartamentos cujo nome não me vem à memória. E, claro, tinha
a Pampulha: o cassino, a casa do baile, mas principalmente a igreja.
Com o tempo cresceram as calças e a barba, e saí batendo perna pelo
mundo. E não parei de ver Niemeyer. Vi na França, na Itália, em Israel, na
Argélia, nos Estados Unidos, na Alemanha. Tanto Niemeyer espalhado pelo
planeta aumentou minha confusão sobre sua verdadeira origem. E hoje, quase
meio século depois do alumbramento produzido pela visão do “Hotel do Nei
Maia”, continuo sem saber onde ele nasceu. Mesmo tendo visto um papel que
prova que foi na Rua Passos Manuel número 26, no Rio de Janeiro, estou
convencido de que lá pode ter nascido o corpo dele. A alma de Oscar
Niemeyer, não tenham dúvidas, é mineira.
(Adaptado de: MORAIS, Fernando. Depoimento. In: SCHARLACH, Cecília (coord.).
Niemeyer 90 anos: poemas testemunhos cartas. São Paulo: Fundação Memorial da
América Latina, 1998. p. 29)

05. (TRF - 1ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Área de Apoio


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Especializado – FCC) No contexto do texto, o autor utiliza os pronomes seu


(no primeiro parágrafo) e sua (no último) para se referir, respectivamente, a:
a) Nei Maia e Oscar Niemeyer.
b) Grande Hotel e Oscar Niemeyer.
c) Ouro Preto e Hotel do Nei Maia.
d) Mariana e Rua Passos Manuel.
e) Hotel do Niemeyer e Rio de Janeiro.

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Comentário: os pronomes são importantes elementos de coesão textual


ao fazerem remissão anafórica (para traz) ou catafórica (para frente). O
pronome seu fez remissão anafórica a Grande Hotel. O pronome possessivo
sua refere-se anaforicamente a Oscar Niemeyer, a origem dele.
GABARITO: B

ANTES QUE O CÉU CAIA

Líder indígena brasileiro mais conhecido no mundo, o ianomâmi Davi


Kopenawa lança livro e participa da FLIP enquanto relata o medo dos efeitos
das mudanças climáticas sobre a Terra.
Leão Serva

Davi Kopenawa está triste. “A cobra grande está devorando o mundo”, ele
diz. Em todo lugar, os homens semeiam destruição, esquentam o planeta e
mudam o clima: até mesmo o lugar onde vive, a Terra Indígena Yanomâmi,
que ocupa 96 km2 em Roraima e no Amazonas, na fronteira entre Brasil e
Venezuela, vem sofrendo sinais estranhos. O céu pode cair a qualquer
momento. Será o fim. Por isso, nem as muitas homenagens que recebe em
todo o mundo aplacam sua angústia.
Ele decidiu escrever um livro para contar a sabedoria dos xamãs de seu
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povo, a criação do mundo, seus elementos e espíritos. Gravou 15 fitas em que


narrou também sua própria trajetória. “Não adianta só os brancos escreverem
os livros deles. Eu queria escrever para os não indígenas não acharem que
índio não sabe nada.”
A obra foi lançada em 2010, na França (ed. Plon), e no ano passado, nos
EUA, pela editora da universidade Harvard. Com o nome “A Queda do Céu”,
está sendo traduzido para o português pela Companhia das Letras. No fim de
julho, Davi vai participar da Feira Literária de Paraty/FLIP, mas a versão em
português ainda não estará pronta. O lançamento está previsto para o ano que
vem.

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O livro explica os espíritos chamados “xapiris”, que os ianomâmis creem


serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e das coisas. “Xapiri é o
médico do índio. E também ajuda quando tem muita chuva ou está quente. O
branco está preocupado que não chove mais em alguns lugares e em outros
tem muita chuva. Ele ajuda a nossa terra a não ficar triste.”
Nascido em 1956, Davi logo cedo foi identificado como um possível xamã,
pois seus sonhos eram frequentados por espíritos. Xamã, ou pajé, é a
referência espiritual de uma sociedade tribal. Os ianomâmis acreditam que os
xamãs recebem dos espíritos chamados “xapiris” a capacidade de cura dos
doentes. Davi descreve assim sua vocação: “Quando eu era pequeno,
costumava ver em sonhos seres assustadores. Não sabia o que me atrapalhava
o sono, mas já eram os xapiris que vinham a mim”. Quando jovem, recebeu a
formação tradicional de pajé.
Com cerca de 40 mil pessoas (entre Brasil e Venezuela), em todo o
mundo os ianomâmis são o povo indígena mais populoso a viver de forma
tradicional em floresta. Poucos falam português. Davi logo se tornou seu porta-
voz.
(Adaptado de: SERVA, Leão. Revista Serafina. Número 75. São Paulo:
Folha de S. Paulo, julho de 2014, p. 18-19)

06. (TRF - 1ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Área de Apoio


Especializado – FCC) No período O livro explica os espíritos chamados
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‘xapiris’, que os ianomâmis creem serem os únicos capazes de cuidar das


pessoas e das coisas (quarto parágrafo), a palavra grifada tem a função de
pronome relativo, retomando um termo anterior. Do mesmo modo como
ocorre em:
a) Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos espíritos
chamados “xapiris” a capacidade de cura.
b) Eu queria escrever para os não indígenas não acharem que índio não
sabe nada.
c) O branco está preocupado que não chove mais em alguns lugares.

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d) Gravou 15 fitas em que narrou também sua própria trajetória.


e) Não sabia o que me atrapalhava o sono.

Comentário: o relativo que no trecho destacado no texto tem como


antecedente “xapiris”. O que pode assumir várias funções na Língua
Portuguesa, entre elas: conjunção integrante (alternativas A, B e E) e
conjunção coordenativa (alternativa C), além de pronome relativo.
GABARITO: D

Por mais que em nosso discurso nós, os mais velhos, afirmemos que a tal
da educação para a cidadania “supõe a boa convivência no espaço público,
entre outras coisas", não temos conseguido praticar tal ensinamento com os
mais novos, sobretudo porque não sabemos como fazer isso. Há muitas
escolas com boa vontade nesse sentido, mas sem saber o que fazer para evitar
que seus alunos se confrontem com grosseria e que aprendam a compartilhar
respeitosamente o espaço comum. O instrumento mais utilizado pela escola
ainda é a punição, em suas várias formas. Ações afirmativas nesse sentido são
difíceis de ser encontradas no espaço escolar.
Não sabemos ensinar às crianças a boa convivência no espaço público
porque não a praticamos. Ora, como ensinar o que não sabemos, como
esperar algo diferente dos mais novos, se eles não mais têm exemplos de
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comportamento adulto que os orientem?

(Adaptado de: SAYÃO, Rosely. Folha de S. Paulo, 17/06/2014)

07. (TCE-RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil -


Conhecimentos Básicos – FCC) A educação para a cidadania é um objetivo
essencial, mas comprometem essa educação para a cidadania os que
pretendem praticar a educação para a cidadania sem dotar a educação para a
cidadania da visibilidade das atitudes públicas.

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Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os


segmentos sublinhados, respectivamente, por:
a) comprometem-lhe - praticá-la - dotar-lhe
b) comprometem ela - praticar-lhe - dotá-la
c) comprometem-na - praticá-la - dotá-la
d) comprometem a mesma - a praticar - lhe dotar
e) comprometem a ela - lhe praticar - a dotar

Comentário: um texto repetitivo torna-se incoerente, diante disso, temos


que usar recursos para evitar a repetição de termos. Um dos principais
recursos é o uso dos pronomes. Relembre a regra para verbos terminados em
m e em r:

Emprego de o, a, os, as

1) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se


para lo, la, los, las.
Exemplos:
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.

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2) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os


pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na, nos, nas.
Exemplos:
Chamem-no agora.
Põe-na sobre a mesa.

Sendo assim, temos como correta a alternativa C


GABARITO: C

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08. (MPE-AP – 2012 - Analista Ministerial - Administração – FCC)


Fazendo-se as alterações necessárias, o termo grifado foi corretamente
substituído por um pronome em:
a) decidido a inventar uma noite = decidido a inventá-la
b) expressar [...] seu fascínio pelo céu constelado = expressar-lhe
c) tem diante de si a tela em branco = tem-a diante de si
d) Imagino o momento = Imagino-lhe
e) definiu uma paisagem noturna = definiu-na

Comentário: a substituição correta foi feita na alternativa A (inventar + a


= inventá-la).
Vejamos o erro nas outras alternativas:
Em B: o pronome lhe, que, como complemento de verbo, deve ser Objeto
Indireto, complementando o verbo transitivo direto “expressar”. Logo:
“expressá-lo”.
Em C: tem-na. Verbos terminados em ditongo decrescente nasal devem
ter seu complemento no, na, nos, nas.
Em D: o pronome lhe, que, como complemento de verbo, deve ser Objeto
Indireto, complementando o verbo transitivo direto “imaginar”. Logo:
“imagino-o”.
Em E: Verbos terminados em ditongos (definiu) devem ter seu
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complemento o, a, os, as.


O complemento é substituído, corretamente, pelo pronome oblíquo
adequado apenas na alternativa A.
GABARITO: A

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09. (MPE-AP – 2012 - Promotor de Justiça – FCC) Ao se substituir um


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elemento de determinado segmento do texto, o pronome foi empregado de


modo INCORRETO em:
a) e têm a convicção = e têm-na
b) que demonstra toda sua potência = que lhe demonstra
c) alagam as planícies = alagam-nas
d) só resta aos homens = só lhes resta
e) providenciar barreiras e diques = providenciá-los

Comentário:

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A única que apresenta erro em relação à substituição do complemento


verbal pelo pronome oblíquo, uma vez que cita um verbo transitivo direto, cujo
objeto direto é “toda sua potência” é a B; portanto, a substituição desse objeto
direto só poderia ser pelo pronome oblíquo “a”.
GABARITO: B

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10. (MPE-PE – 2012 - Analista Ministerial - Área Jurídica – FCC) Ao


se substituir um elemento de determinado segmento do texto, o pronome foi
empregado de modo INCORRETO em:
a) e mantém seu ser = e lhe mantém
b) é dedicado [...] a uma mulher = lhe é dedicado
c) reviver acontecimentos passados = revivê-los
d) para criar uma civilização comum = para criá-la
e) que provê o fundamento = que o provê

Comentário: vejamos cada alternativa:


Alternativa A – ERRADA, porque o pronome lhe exerce a função de objeto
indireto; nessa frase, o verbo é transitivo direto.
Alternativa B - CORRETA, pois “é dedicado [...] a uma mulher” exerce a
função de complemento nominal, podendo ser substituído, assim, pelo
pronome ”lhe”.
Alternativa C, D e E - nas três alternativas, ocorre a presença de um
verbo transitivo direto, podendo ser substituído, assim, pelos pronomes
indicados em cada uma delas.
GABARITO: A

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[Do espírito das leis]

Falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto
o mundo físico, pois ainda que o mundo inteligente possua também leis que
por sua natureza são invariáveis, não as segue constantemente como o mundo
físico segue as suas. A razão disso reside no fato de estarem os seres
particulares inteligentes limitados por sua natureza e, consequentemente,
sujeitos a erro; e, por outro lado, é próprio de sua natureza agirem por si
mesmos. (...)

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O homem, como ser físico, tal como os outros corpos da natureza, é


governado por leis invariáveis. Como ser inteligente, viola incessantemente as
leis que Deus estabeleceu e modifica as que ele próprio estabeleceu. Tal ser
poderia, a todo instante, esquecer seu criador - Deus.
As leis humanas são falíveis, os homens desrespeitam as leis humanas e
destituem as leis humanas do sentido de uma profunda equidade que deveria
reger as leis humanas.

11. (TRT – 2014 - 16ª REGIÃO (MA) - Analista Judiciário - Área


Administrativa – FCC) Evitam-se as viciosas repetições do período acima
substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
a) desrespeitam a elas - destituem-nas - deveria reger-lhes
b) desrespeitam-lhes - as destituem - deveria regê- las
c) desrespeitam-nas - lhes destituem - lhes deveria reger
d) lhes desrespeitam - destituem-lhes - deveria regê-las
e) desrespeitam-nas - destituem-nas - as deveria reger

Comentário:

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 Os pronomes oblíquos O, A, OS, AS costumam sofrer alterações


quando pospostos ao verbo. Vejam:

 Lo, la, los, las – quando ligados a verbos terminados em R, S, Z


ESTUDAR + O = ESTUDÁ – LO
QUIS + A = QUI – LA
SATISFEZ + OS = SATISFÊ – LOS

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 No, na, nos, nas – quando ligados a verbos terminados em sons nasais
DÃO + O = DÃO – NO
AMAM + A = AMAM – NA

 O, A, OS, AS

 Objeto Direto = Jamais O acompanharei


 Sujeito do infinitivo = Deixei – O ficar no quarto

 LHE, LHES - só não terá a função de Objeto Direto, podendo ser


Objeto Indireto, Complemento Nominal e Sdjunto Adnominal.

 O.I. (pessoa) = Faça o que LHES convêm


 Compl. Nominal = Tenho – LHE respeito
 Adj. Adnominal = Beijei – LHE o rosto

Sendo assim, as substituições ideais são: os homens desrespeitam-nas


(ênclise com uso pronome as indicador de objeto direto) e destituem-nas
(ênclise com uso pronome as indicador de objeto direto) do sentido de uma
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profunda equidade que as deveria reger (próclise exigida pelo uso da


conjunção subordinativa que. Pronome as como objeto direto de reger).
GABARITO: E

Da utilidade dos prefácios

Li outro dia em algum lugar que os prefácios são textos inúteis, já que em
100% dos casos o prefaciador é convocado com o compromisso exclusivo de
falar bem do autor e da obra em questão. Garantido o tom elogioso, o prefácio
ainda aponta características evidentes do texto que virá, que o leitor poderia
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ter muito prazer em descobrir sozinho. Nos casos mais graves, o prefácio
adianta elementos da história a ser narrada (quando se trata de ficção), ou
antecipa estrofes inteiras (quando poesia), ou elenca os argumentos de base a
serem desenvolvidos (quando estudos ou ensaios). Quer dizer: mais do que
inútil, o prefácio seria um estraga-prazeres.
Pois vou na contramão dessa crítica mal-humorada aos prefácios e
prefaciadores, embora concorde que muitas vezes ela proceda - o que não
justifica a generalização devastadora. Meu argumento é simples e pessoal: em
muitos livros que li, a melhor coisa era o prefácio - fosse pelo estilo do
prefaciador, muito melhor do que o do autor da obra, fosse pela consistência
das ideias defendidas, muito mais sólidas do que as expostas no texto
principal. Há casos célebres de bibliografias que indicam apenas o prefácio de
uma obra, ficando claro que o restante é desnecessário. E ninguém controla a
possibilidade, por exemplo, de o prefaciador ser muito mais espirituoso e
inteligente do que o amigo cujo texto ele apresenta. Mas como argumento final
vou glosar uma observação de Machado de Assis: quando o prefácio e o texto
principal são ruins, o primeiro sempre terá sobre o segundo a vantagem de ser
bem mais curto.
Há muito tempo me deparei com o prefácio que um grande poeta, dos
maiores do Brasil, escreveu para um livrinho de poemas bem fraquinhos de
uma jovem, linda e famosa modelo. Pois o velho poeta tratava a moça como
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se fosse uma Cecília Meireles (que, aliás, além de grande escritora era também
linda). Não havia dúvida: o poeta, embevecido, estava mesmo era prefaciando
o poder de sedução da jovem, linda e nada talentosa poetisa. Mas ele
conseguiu inventar tantas qualidades para os poemas da moça que o prefácio
acabou sendo, sozinho, mais uma prova da imaginação de um grande gênio
poético.
(Aderbal Siqueira Justo, inédito)

12. (TRT – 2014 - 16ª REGIÃO (MA) - Analista Judiciário -


Contabilidade – FCC) As lacunas da frase Um prefácio ...... nossa inteira

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atenção esteja voltada certamente conterá qualidades ...... força é


impossível resistir preenchem-se adequadamente, na ordem dada, pelos
seguintes elementos:
a) para o qual - a cuja
b) ao qual - de cuja a
c) com o qual - por cuja
d) aonde - de que a
e) por onde - das quais a

Comentário: para preencher corretamente as lacunas é necessário saber


que a locução esteja voltada rege a preposição para, que virá antes do
pronome relativo o qual. Resistir rege o uso da preposição a, que também
deverá ficar antes do pronome relativa, mas, neste caso, do cuja.
GABARITO: A

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13. (TRT - 2ª REGIÃO (SP) – 2014 - Analista Judiciário - Área


Administrativa – FCC) A construção da frase eu pressuponho esse futuro
com o qual nada me autoriza a contar permanecerá correta caso se substitua o
elemento sublinhado por
a) perante o qual não sei avaliar.
b) em cujo nada posso desconfiar.
c) de cujo pouco posso prever.
d) por quem nada posso antecipar.
e) do qual nada me é dado esperar.

Comentário: contar com alguma coisa, no sentido figurado, é o mesmo


que esperar por algo e bem diferente de avaliar, desconfiar, prever ou
antecipar. Sendo assim, a oração em destaque no enunciado poderá ser
substituída apenas pela oração da alternativa E.
GABARITO: E

14. (SABESP – 2014 - Técnico em Gestão - Informática – FCC)


As filmagens de Vidas Secas foram no sertão, em Palmeira dos Índios
(AL), cidade ...... o escritor morou e ...... foi prefeito.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) a qual – que 09469404360

b) em que - da qual
c) no qual – onde
d) onde - cuja
e) que - a que

Comentário:
Para referir-se à cidade na qual em que escritor morou só podemos usar o
onde ou o em que/ na qual, pois tanto o pronome relativo (onde) quanto a

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preposição (em) indicam lugar. A segunda lacuna deve ser preenchida por
termo no feminino, pois o antecedente é cidade:
As filmagens de Vidas Secas foram no sertão, em Palmeira dos Índios (AL),
cidade em que o escritor morou e da qual foi prefeito.
GABARITO: B

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.. lamentei ver minha conterrânea... / ... atingi o vão da janela... / ... aos
cabelos negros misturavam-se alguns fios grisalhos.

15. (TRT - 19ª Região (AL) – 2014 - Analista Judiciário - Oficial de


Justiça Avaliador – FCC) Fazendo-se as alterações necessárias, os
segmentos grifados podem ser substituídos, respectivamente, pelos seguintes
pronomes:
a) -la - -lo - -lhe
b) -a - -la - -os
c) -la - -o - -lhes
d) -a - -o - -lhes
e) -la - -lo - -los

Comentário: com relação aos verbos ver e atingir, o pronome irá


substituir os objetos diretos, sendo possível ser o, a, os, as. No caso: lamentei
vê-la, com o l antes, e Atingi-o. Misturar é um verbo transitivo direto e
indireto, rege dois complementos: um OD e um OI. Sendo assim:
Misturavam-se lhes alguns fios brancos.
O.I. O.D.
GABARITO: C

Saber é trabalhar 09469404360

Geralmente, numa situação de altos índices de desemprego, o trabalhador


sente a necessidade de aprimorar a sua formação para obter um posto de
trabalho. As empresas buscam os mais qualificados em cada categoria e
excluem os que não se encaixam no perfil pretendido. Nos últimos anos, essa
não tem sido a lógica vigente no Brasil. Segundo a pesquisa de emprego
urbano feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos) e pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de
Dados), os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas

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sucessivas de 2005 para cá. O desemprego em nove regiões metropolitanas


medido pela pesquisa era de 17,9% em 2005 e fechou em 11,9% em 2010.
A pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia
leva em conta não só o desemprego aberto (quem está procurando trabalho),
como também o oculto (pessoas que desistiram de procurar ou estão em
postos precários). Uma das consequências dessa situação é apontada dentro
da própria pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos
trabalhadores ocupados.
A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra
qualificada para os postos de trabalho que estão abertos. A Fundação Dom
Cabral apresentou, em março, a pesquisa Carência de Profissionais no Brasil. A
análise levou em conta profissionais dos níveis técnico, operacional, estratégico
e tático. Do total, 92% das empresas admitiram ter dificuldades para contratar
a mão de obra de que necessitam.
(Língua Portuguesa, outubro de 2011. Adaptado)

16. (TJ/SP – 2012 - ESCREVENTE – VUNESP) No contexto em que se


insere o período – A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar
mão de obra qualificada para os postos de trabalho que estão abertos. – (3.º
parágrafo), entende-se que a expressão “A outra” refere-se a:
(A) consequências.
(B) lógica. 09469404360

(C) pesquisa.
(D) situação.
(E) metodologia.

Comentário: para entender esta remissão é importante voltar ao texto


para contextualizar o trecho do enunciado:
“Uma das consequências dessa situação é apontada dentro da própria
pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos trabalhadores
ocupados.

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A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra


qualificada para os postos de trabalho que estão abertos.”
A OUTRA CONSEQUÊNCIA...
GABARITO: A

17. (BB – 2012 – Engenheiro de Segurança do Trabalho – FCC) Em


uma correspondência oficial, em que se apuram o rigor e a formalidade da
linguagem, deve-se atentar para o seguinte procedimento:

a) o verbo deve conjugar-se como se a pessoa gramatical fosse você no


caso de tratamentos como Vossa Senhoria ou Vossa Excelência.
b) o tratamento por vós (e não por tu) é o indicado no caso de
interlocutores de alta projeção na esfera política e institucional.
c) o tratamento por Sua Senhoria ou Sua Excelência revela menos
solenidade do que os tratamentos em Vossa.
d) apenas excepcionalmente o tratamento em Vossa Excelência levará
o verbo a flexionar-se na 3a pessoa do singular.
e) formas abreviadas, como V. Exa., devem reservar-se a autoridades
com quem se tenha contato mais amiúde.

Comentário: vejamos o que há de errado em cada alternativa:


b) Nenhumas das duas formas (tu e vós) é indicada. Para interlocutores
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de alta projeção o tratamento dispensado deve ser Vossa Senhoria ou Vossa


Excelência.
c) Não é verdade o que se afirma nesta alternativa. A diferença é que
usamos o Vossa para falar com a própria pessoa e Sua para se referir a ela.
d) TODAS as formas de tratamento fazem concordância em 3ª pessoa.
e) O problema desta afirmativa é “quem se tenha contato mais amiúde”,
o que faz com que esteja errada. Quanto a abreviaturas, não existe um
consenso sobre isso, pois o MRPR não fala nada especificamente sobre esse
assunto. Os exemplos que costumamos ver trazem as formas de tratamento

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sempre na forma plena, mas alguns autores defendem a ideia de que isso deve
ser regra apenas para a Presidência da República e para Governantes de
Estado.
GABARITO: A

18. (TRT/2 – 2012 - Apoio Especializado – TI – FCC) Considere o


final de uma reivindicação dos moradores de um bairro, dirigida ao Prefeito da
cidade:

Esperamos que ......, Senhor Prefeito, ...... verificar as condições por nós
apontadas, e que sejam tomadas as medidas necessárias no sentido de
solucionar tais problemas.

A ...... dispor, atentos às providências,


Os moradores

As lacunas estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por:


a) V.Sa. - mandeis – vosso
b) V.Exa. - mande – seu
c) V.Exa. - mandeis – seu
d) V.Sa. - mande – vosso
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e) V.Exa. - mande - vosso

Comentário: Segundo o MRPR, o tratamento dispensado a Prefeito é


Vossa Excelência, cuja abreviatura é V.Exa. ou V.Exª. O verbo e o pronome,
que irão preencher as outras duas lacunas, devem concordar em 3ª pessoa
(não em 2ª) ficando, assim, mande e seu.
GABARITO: B

19. (TRE/SE – 2015 – Analista Judiciário – FCC) Está plenamente


adequado o emprego de ambas as expressões sublinhadas na frase:

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(A) Há vocábulos estrangeiros em cujo emprego se faz desnecessário,


uma vez que nossa língua conta com termos de que o sentido traduz
plenamente o daqueles.
(B) O abuso no emprego de estrangeirismos, ao qual o autor se bate, é
um mal em cujo reconhecimento pouca gente é capaz.
(C) Nossas exportações de café, às quais tanto devemos, levaram a
outros países um hábito cujo cultivo tornou-se parte de nossa identidade.
(D) Um hábito ridículo, do qual muita gente se curva, está no emprego
abusivo de palavras estrangeiras, nas quais se atribui um prestígio maior.
(E) Há expressões estrangeiras, como “shopping center”, onde o uso se
justifica plenamente, uma vez que nomeiam realidades em que o
estabelecimento se deu em outros países.

Comentário: levando em conta que o pronome ‘cujo’ somente é


utilizado no sentido de posse, fazendo referência ao termo
antecedente e ao substantivo subsequente e que ele deve aparecer
antecedido de preposição sempre que a regência dos termos
posteriores exigir; considerando também que o pronome ‘qual’ faz
referência a pessoa ou coisa e que deve aparecer antecedido de
preposição sempre que a regência dos termos posteriores exigir,
prossigamos com os comentários. Na opção A, o primeiro termo em cujo
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não está correto, nesse caso deveria ocorrer de cujo, pois o termo emprego
exige a preposição de. Na alternativa B, os dois termos sublinhados estão
incorretos, o primeiro, ao qual, deveria ser no qual, já que o verbo bater,
nesse contexto, exige preposição em; também a expressão em cujo está
errada, uma vez que o termo reconhecimento rege a preposição de. Ambos os
termos sublinhados na opção D estão incorretos, ou seja, em lugar de do qual
deveria haver ao qual, devido à expressão curvar-se, que exige a preposição a,
nesse caso. O termo onde, na alternativa E, está adotado incorretamente, pois
seu uso só é permitido para indicar local, lugar, nesse contexto deveria ocorrer
em que; a expressão em que deveria ser substituída por cujo.

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GABARITO: C

20. (TRE/SE – 2015 – Analista Judiciário – FCC) A frase redigida


corretamente, conforme a norma-padrão da língua portuguesa, é:
(A) Santo Souza sempre identificou-se com a poesia, mas ainda garoto
teve de abandonar os estudos e começou à trabalhar em uma farmácia.
(B) Segundo alguns críticos, a obra de Santo Souza destacaria-se devido à
uma linguagem universal, com elementos da cultura clássica.
(C) Santo Souza começou a escrever cedo, mas foi com o livro Ode Órfica,
vindo à público em 1955, que notabilizou-se entre os poetas brasileiros.
(D) O sergipano Santo Souza, natural de Riachuelo, dedicou-se à poesia e
também à música, além de escrever crônicas e novelas para o rádio.
(E) Santo Souza, membro da Academia Sergipana de Letras, nunca
esqueceu-se de sua cidade natal, Riachuelo, à 23 km de Aracaju.

Comentário: na alternativa A, está incorreto o uso da ênclise em


“identificou-se”, aqui deveria ser usada próclise em função de o verbo ser
antecedido de um advérbio; também está incorreto o uso do acento grave
antes de um verbo em “começou à trabalhar”. Na letra B está incorreto o uso
de ênclise quando se deveria usar mesóclise devido ao fato de o verbo estar
conjugado no futuro do pretérito, a forma correta seria “destacar-se-ia”;
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também está incorreto o uso de acento grave antes de um artigo indefinido. O


mesmo ocorre na opção C, em que há o uso incorreto de crase antes de
palavra masculina e ênclise onde deveria haver próclise, diante do verbo
“notabilizou”. Na alternativa E há crase usada de forma errada diante de um
numeral e ênclise usada incorretamente em lugar de próclise, já que o verbo
está precedido de advérbio de negação.
GABARITO: D

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QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

Não há hoje no mundo, em qualquer domínio de atividade artística, um


artista cuja arte contenha maior universalidade que a de Charles Chaplin. A
razão vem de que o tipo de Carlito é uma dessas criações que, salvo
idiossincrasias muito raras, interessam e agradam a toda a gente. Como os
heróis das lendas populares ou as personagens das velhas farsas de
mamulengos.
Carlito é popular no sentido mais alto da palavra. Não saiu completo e
definitivo da cabeça de Chaplin: foi uma criação em que o artista procedeu por
uma sucessão de tentativas erradas.
Chaplin observava sobre o público o efeito de cada detalhe.
Um dos traços mais característicos da pessoa física de Carlito foi achado
casual. Chaplin certa vez lembrou-se de arremedar a marcha desgovernada de
um tabético. O público riu: estava fixado o andar habitual de Carlito.
O vestuário da personagem - fraquezinho humorístico, calças lambazonas,
botinas escarrapachadas, cartolinha - também se fixou pelo consenso do
público.
Certa vez que Carlito trocou por outras as botinas escarrapachadas e a
clássica cartolinha, o público não achou graça: estava desapontado. Chaplin
eliminou imediatamente a variante. Sentiu com o público que ela destruía a
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unidade física do tipo. Podia ser jocosa também, mas não era mais Carlito.
Note-se que essa indumentária, que vem dos primeiros filmes do artista,
não contém nada de especialmente extravagante. Agrada por não sei quê de
elegante que há no seu ridículo de miséria. Pode-se dizer que Carlito possui o
dandismo do grotesco.
Não será exagero afirmar que toda a humanidade viva colaborou nas salas
de cinema para a realização da personagem de Carlito, como ela aparece
nessas estupendas obras-primas de humor que são O garoto, Em busca do
ouro e O circo.

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Isto por si só atestaria em Chaplin um extraordinário discernimento


psicológico. Não obstante, se não houvesse nele profundidade de pensamento,
lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos
artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.
Aqui é que começa a genialidade de Chaplin. Descendo até o público, não
só não se vulgarizou, mas ao contrário ganhou maior força de emoção e de
poesia. A sua originalidade extremou-se. Ele soube isolar em seus dados
pessoais, em sua inteligência e em sua sensibilidade de exceção, os elementos
de irredutível humanidade. Como se diz em linguagem matemática, pôs em
evidência o fator comum de todas as expressões humanas.
(Adaptado de: Manuel Bandeira. “O heroísmo de Carlito”.Crônicas da província do
Brasil. 2. ed. São Paulo, Cosac Naify, 2006, p. 219-20)

01. (SEFAZ-PE – 2014 - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual – FCC)


A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada
de modo INCORRETO em:
a) pôs em evidência o fator comum = pô-lo em evidência
b) eliminou imediatamente a variante = eliminou-na imediatamente
c) arremedar a marcha desgovernada de um tabético = arremedá-la
d) trocou por outras as botinas escarrapachadas = trocou-as por outras
e) ela destruía a unidade física do tipo = ela a destruía
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Para responder a questão, considere o texto abaixo, conferência


pronunciada por Joaquim Nabuco, a 20 de junho de 1909, na Universidade de
Wisconsin, nos Estados Unidos.

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02. (DPE-RS – 2014 - Defensor Público – FCC) Há na vida das nações


um período em que ainda não lhes foi revelado o papel que deverão
desempenhar.
Sobre o pronome destacado acima, afirma-se com correção, considerada a
norma padrão escrita:
a) está empregado em próclise, mas poderia adequadamente estar
enclítico à forma verbal.
b) pode ser apropriadamente substituído por "à elas", posicionada a
expressão após a palavra revelado.
c) constitui um dos complementos exigidos pela forma verbal presente na
oração.
d) está empregado com sentido possessivo, como se tem em "Dois
equívocos comprometeram-lhe o texto".
e) dado o contexto em que está inserido, se sofrer elipse, não altera o
sentido original da frase.

A cultura brasileira em tempos de utopia

Durante os anos 1950 e 1960 a cultura e as artes brasileiras expressaram


as utopias e os projetos políticos que marcaram o debate nacional. Na década
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de 1950, emergiu a valorização da cultura popular, que tentava conciliar


aspectos da tradição com temas e formas de expressão moderna.
No cinema, por exemplo, Nelson Pereira dos Santos, nos seus filmes Rio,
40 graus (1955) e Rio, zona norte (1957) mostrava a fotogenia das classes
populares, denunciando a exclusão social. Na literatura, Guimarães Rosa
publicou Grande sertão: veredas (1956) e João Cabral de Melo Neto
escreveu o poema Morte e vida Severina - ambos assimilando traços da
linguagem popular do sertanejo, submetida ao rigor estético da literatura
erudita.

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Na música popular, a Bossa Nova, lançada em 1959 por Tom Jobim e João
Gilberto, entre outros, inspirava-se no jazz, rejeitando a música passional e a
interpretação dramática que se dava aos sambas-canções e aos boleros que
dominavam as rádios brasileiras. A Bossa Nova apontava para o despojamento
das letras das canções, dos arranjos instrumentais e da vocalização, para
melhor expressar o “Brasil moderno”.
Já a primeira metade da década de 1960 foi marcada pelo encontro entre
a vida cultural e a luta pelas Reformas de Base. Já não se tratava mais de
buscar apenas uma expressão moderna, mas de pontuar os dilemas brasileiros
e denunciar o subdesenvolvimento do país. Organizava-se, assim, a cultura
engajada de esquerda, em torno do Movimento de Cultura Popular do Recife e
do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), num
processo que culminaria no Cinema Novo e na canção engajada, base da
moderna música popular brasileira, a MPB.
(Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana. História para o ensino
médio. São Paulo: Atual, 2013, p. 738)

03. (TRT - 1ª REGIÃO (RJ) – 2014 - Analista Judiciário - Tecnologia


da Informação – FCC) As expressões onde e em cujo preenchem
corretamente, na ordem dada, as lacunas da seguinte frase:
a) ...... iriam os artistas da época, senão ao Rio, atrás do sucesso artístico
...... todos queriam alcançar e se realizar.
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b) Rodado na cidade do Rio de Janeiro, ...... se viviam algumas tensões


políticas, o filme provocou um grande debate, ...... calor muita gente
mergulhou.
c) O filme Rio, 40 graus foi exibido no ano de 1955, ...... a atmosfera
política propiciaria um período de realizações ...... o maior responsável seria o
novo presidente da República.
d) Ao realizar Rio, zona norte, filme ...... Nelson Pereira dos Santos
lançou em 1957, o cineasta dava sequência a um filme anterior, ...... valor já
fora reconhecido.

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e) O Rio era uma cidade ...... muitos buscavam para viver melhor, a
capital ...... esplendor todos os cariocas se orgulhavam.

Novas fronteiras do mundo globalizado

Apesar do desenvolvimento espetacular das tecnologias, não devemos


imaginar que vivemos em um mundo sem fronteiras, como se o espaço
estivesse definitivamente superado pela velocidade do tempo. Seria mais
correto dizer que a modernidade, ao romper com a geografia tradicional, cria
novos limites. Se a diferença entre o “Primeiro” e o “Terceiro” mundo é diluída,
outras surgem no interior deste último, agrupando ou excluindo as pessoas.
Nossa contemporaneidade faz do próximo o distante, separando-nos
daquilo que nos cerca, ao nos avizinhar de lugares remotos. Neste caso, não
seria o outro aquilo que o “nós” gostaria de excluir? Como o islamismo
(associado à noção de irracionalidade), ou os espaços de pobreza (África,
setores de países em desenvolvimento), que apesar de muitas vezes próximos
se afastam dos ideais cultivados pela modernidade.
(Adaptado de: ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994,
p. 220)

As novas tecnologias estão em vertiginoso desenvolvimento, mas não


tomemos as novas tecnologias como um caminho inteiramente seguro, pois
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falta às novas tecnologias, pela velocidade mesma com que se impõem, o


controle ético que submeta as novas tecnologias a um padrão de valores
humanistas.
04. (TRT - 1ª REGIÃO (RJ) – 2014 - Analista Judiciário - Tecnologia
da Informação – FCC) Para evitar as viciosas repetições do texto acima é
preciso substituir os segmentos sublinhados, na ordem dada, pelas seguintes
formas:
a) lhes tomemos - lhes falta - as submeta
b) as tomemos - falta a elas - submeta-las

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c) lhes tomemos - falta-lhes - submeta-lhes


d) tomemos a elas - lhes falta - lhes submeta
e) as tomemos – falta-lhes – as submeta.

DEPOIMENTO

Fernando Morais (jornalista)

O que mais me surpreendia, na Ouro Preto da infância, não era o ouro dos
altares das igrejas. Nem o casario português recortado contra a montanha.
Isso eu tinha de sobra na minha própria cidade, Mariana, a uma légua dali. O
espantoso em Ouro Preto era o Grande Hotel - um prédio limpo, reto, liso, um
monólito branco que contrastava com o barroco sem violentá-lo. Era “o Hotel
do Niemeyer”, diziam. Deslumbrado com a construção, eu acreditava que seu
criador (que supunha chamar-se “Nei Maia”) fosse mineiro - um marianense,
quem sabe?
A suspeita aumentou quando, ainda de calças curtas, mudei-me para Belo
Horizonte. Era tanto Niemeyer que ele só podia mesmo ser mineiro. No bairro
de Santo Antônio ficava o Colégio Estadual (a caixa d’água era o lápis, o prédio
das classes tinha a forma de uma régua, o auditório era um mata- borrão).
Numa das pontas da vetusta Praça da Liberdade, Niemeyer fez pousar
suavemente uma escultura de vinte andares de discos brancos superpostos,
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um edifício de apartamentos cujo nome não me vem à memória. E, claro, tinha


a Pampulha: o cassino, a casa do baile, mas principalmente a igreja.
Com o tempo cresceram as calças e a barba, e saí batendo perna pelo
mundo. E não parei de ver Niemeyer. Vi na França, na Itália, em Israel, na
Argélia, nos Estados Unidos, na Alemanha. Tanto Niemeyer espalhado pelo
planeta aumentou minha confusão sobre sua verdadeira origem. E hoje, quase
meio século depois do alumbramento produzido pela visão do “Hotel do Nei
Maia”, continuo sem saber onde ele nasceu. Mesmo tendo visto um papel que
prova que foi na Rua Passos Manuel número 26, no Rio de Janeiro, estou

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convencido de que lá pode ter nascido o corpo dele. A alma de Oscar


Niemeyer, não tenham dúvidas, é mineira.
(Adaptado de: MORAIS, Fernando. Depoimento. In: SCHARLACH, Cecília (coord.).
Niemeyer 90 anos: poemas testemunhos cartas. São Paulo: Fundação Memorial da
América Latina, 1998. p. 29)

05. (TRF - 1ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Área de Apoio


Especializado – FCC) No contexto do texto, o autor utiliza os pronomes seu
(no primeiro parágrafo) e sua (no último) para se referir, respectivamente, a:
a) Nei Maia e Oscar Niemeyer.
b) Grande Hotel e Oscar Niemeyer.
c) Ouro Preto e Hotel do Nei Maia.
d) Mariana e Rua Passos Manuel.
e) Hotel do Niemeyer e Rio de Janeiro.

ANTES QUE O CÉU CAIA

Líder indígena brasileiro mais conhecido no mundo, o ianomâmi Davi


Kopenawa lança livro e participa da FLIP enquanto relata o medo dos efeitos
das mudanças climáticas sobre a Terra.
Leão Serva
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Davi Kopenawa está triste. “A cobra grande está devorando o mundo”, ele
diz. Em todo lugar, os homens semeiam destruição, esquentam o planeta e
mudam o clima: até mesmo o lugar onde vive, a Terra Indígena Yanomâmi,
que ocupa 96 km2 em Roraima e no Amazonas, na fronteira entre Brasil e
Venezuela, vem sofrendo sinais estranhos. O céu pode cair a qualquer
momento. Será o fim. Por isso, nem as muitas homenagens que recebe em
todo o mundo aplacam sua angústia.
Ele decidiu escrever um livro para contar a sabedoria dos xamãs de seu
povo, a criação do mundo, seus elementos e espíritos. Gravou 15 fitas em que

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narrou também sua própria trajetória. “Não adianta só os brancos escreverem


os livros deles. Eu queria escrever para os não indígenas não acharem que
índio não sabe nada.”
A obra foi lançada em 2010, na França (ed. Plon), e no ano passado, nos
EUA, pela editora da universidade Harvard. Com o nome “A Queda do Céu”,
está sendo traduzido para o português pela Companhia das Letras. No fim de
julho, Davi vai participar da Feira Literária de Paraty/FLIP, mas a versão em
português ainda não estará pronta. O lançamento está previsto para o ano que
vem.
O livro explica os espíritos chamados “xapiris”, que os ianomâmis creem
serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e das coisas. “Xapiri é o
médico do índio. E também ajuda quando tem muita chuva ou está quente. O
branco está preocupado que não chove mais em alguns lugares e em outros
tem muita chuva. Ele ajuda a nossa terra a não ficar triste.”
Nascido em 1956, Davi logo cedo foi identificado como um possível xamã,
pois seus sonhos eram frequentados por espíritos. Xamã, ou pajé, é a
referência espiritual de uma sociedade tribal. Os ianomâmis acreditam que os
xamãs recebem dos espíritos chamados “xapiris” a capacidade de cura dos
doentes. Davi descreve assim sua vocação: “Quando eu era pequeno,
costumava ver em sonhos seres assustadores. Não sabia o que me atrapalhava
o sono, mas já eram os xapiris que vinham a mim”. Quando jovem, recebeu a
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formação tradicional de pajé.


Com cerca de 40 mil pessoas (entre Brasil e Venezuela), em todo o
mundo os ianomâmis são o povo indígena mais populoso a viver de forma
tradicional em floresta. Poucos falam português. Davi logo se tornou seu porta-
voz.
(Adaptado de: SERVA, Leão. Revista Serafina. Número 75. São Paulo:
Folha de S. Paulo, julho de 2014, p. 18-19)

06. (TRF - 1ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Área de Apoio


Especializado – FCC) No período O livro explica os espíritos chamados

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‘xapiris’, que os ianomâmis creem serem os únicos capazes de cuidar das


pessoas e das coisas (quarto parágrafo), a palavra grifada tem a função de
pronome relativo, retomando um termo anterior. Do mesmo modo como
ocorre em:
a) Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos espíritos
chamados “xapiris” a capacidade de cura.
b) Eu queria escrever para os não indígenas não acharem que índio não
sabe nada.
c) O branco está preocupado que não chove mais em alguns lugares.
d) Gravou 15 fitas em que narrou também sua própria trajetória.
e) Não sabia o que me atrapalhava o sono.

Por mais que em nosso discurso nós, os mais velhos, afirmemos que a tal
da educação para a cidadania “supõe a boa convivência no espaço público,
entre outras coisas", não temos conseguido praticar tal ensinamento com os
mais novos, sobretudo porque não sabemos como fazer isso. Há muitas
escolas com boa vontade nesse sentido, mas sem saber o que fazer para evitar
que seus alunos se confrontem com grosseria e que aprendam a compartilhar
respeitosamente o espaço comum. O instrumento mais utilizado pela escola
ainda é a punição, em suas várias formas. Ações afirmativas nesse sentido são
difíceis de ser encontradas no espaço escolar.
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Não sabemos ensinar às crianças a boa convivência no espaço público


porque não a praticamos. Ora, como ensinar o que não sabemos, como
esperar algo diferente dos mais novos, se eles não mais têm exemplos de
comportamento adulto que os orientem?

(Adaptado de: SAYÃO, Rosely. Folha de S. Paulo, 17/06/2014)

07. (TCE-RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil -


Conhecimentos Básicos – FCC) A educação para a cidadania é um objetivo
essencial, mas comprometem essa educação para a cidadania os que

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pretendem praticar a educação para a cidadania sem dotar a educação para a


cidadania da visibilidade das atitudes públicas.
Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os
segmentos sublinhados, respectivamente, por:
a) comprometem-lhe - praticá-la - dotar-lhe
b) comprometem ela - praticar-lhe - dotá-la
c) comprometem-na - praticá-la - dotá-la
d) comprometem a mesma - a praticar - lhe dotar
e) comprometem a ela - lhe praticar - a dotar

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08. (MPE-AP – 2012 - Analista Ministerial - Administração – FCC)


Fazendo-se as alterações necessárias, o termo grifado foi corretamente
substituído por um pronome em:
a) decidido a inventar uma noite = decidido a inventá-la
b) expressar [...] seu fascínio pelo céu constelado = expressar-lhe
c) tem diante de si a tela em branco = tem-a diante de si
d) Imagino o momento = Imagino-lhe
e) definiu uma paisagem noturna = definiu-na

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09. (MPE-AP – 2012 - Promotor de Justiça – FCC) Ao se substituir um


elemento de determinado segmento do texto, o pronome foi empregado de
modo INCORRETO em:
a) e têm a convicção = e têm-na
b) que demonstra toda sua potência = que lhe demonstra
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c) alagam as planícies = alagam-nas


d) só resta aos homens = só lhes resta
e) providenciar barreiras e diques = providenciá-los

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10. (MPE-PE – 2012 - Analista Ministerial - Área Jurídica – FCC) Ao


se substituir um elemento de determinado segmento do texto, o pronome foi
empregado de modo INCORRETO em:
a) e mantém seu ser = e lhe mantém
b) é dedicado [...] a uma mulher = lhe é dedicado
c) reviver acontecimentos passados = revivê-los
d) para criar uma civilização comum = para criá-la
e) que provê o fundamento = que o provê

[Do espírito das leis]

Falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto
o mundo físico, pois ainda que o mundo inteligente possua também leis que
por sua natureza são invariáveis, não as segue constantemente como o mundo
físico segue as suas. A razão disso reside no fato de estarem os seres
particulares inteligentes limitados por sua natureza e, consequentemente,
sujeitos a erro; e, por outro lado, é próprio de sua natureza agirem por si
mesmos. (...)
O homem, como ser físico, tal como os outros corpos da natureza, é
governado por leis invariáveis. Como ser inteligente, viola incessantemente as
leis que Deus estabeleceu e modifica as que ele próprio estabeleceu. Tal ser
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poderia, a todo instante, esquecer seu criador - Deus.


As leis humanas são falíveis, os homens desrespeitam as leis humanas e
destituem as leis humanas do sentido de uma profunda equidade que deveria
reger as leis humanas.

11. (TRT – 2014 - 16ª REGIÃO (MA) - Analista Judiciário - Área


Administrativa – FCC) Evitam-se as viciosas repetições do período acima
substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
a) desrespeitam a elas - destituem-nas - deveria reger-lhes
b) desrespeitam-lhes - as destituem - deveria regê- las

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c) desrespeitam-nas - lhes destituem - lhes deveria reger


d) lhes desrespeitam - destituem-lhes - deveria regê-las
e) desrespeitam-nas - destituem-nas - as deveria reger

Da utilidade dos prefácios

Li outro dia em algum lugar que os prefácios são textos inúteis, já que em
100% dos casos o prefaciador é convocado com o compromisso exclusivo de
falar bem do autor e da obra em questão. Garantido o tom elogioso, o prefácio
ainda aponta características evidentes do texto que virá, que o leitor poderia
ter muito prazer em descobrir sozinho. Nos casos mais graves, o prefácio
adianta elementos da história a ser narrada (quando se trata de ficção), ou
antecipa estrofes inteiras (quando poesia), ou elenca os argumentos de base a
serem desenvolvidos (quando estudos ou ensaios). Quer dizer: mais do que
inútil, o prefácio seria um estraga-prazeres.
Pois vou na contramão dessa crítica mal-humorada aos prefácios e
prefaciadores, embora concorde que muitas vezes ela proceda - o que não
justifica a generalização devastadora. Meu argumento é simples e pessoal: em
muitos livros que li, a melhor coisa era o prefácio - fosse pelo estilo do
prefaciador, muito melhor do que o do autor da obra, fosse pela consistência
das ideias defendidas, muito mais sólidas do que as expostas no texto
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principal. Há casos célebres de bibliografias que indicam apenas o prefácio de


uma obra, ficando claro que o restante é desnecessário. E ninguém controla a
possibilidade, por exemplo, de o prefaciador ser muito mais espirituoso e
inteligente do que o amigo cujo texto ele apresenta. Mas como argumento final
vou glosar uma observação de Machado de Assis: quando o prefácio e o texto
principal são ruins, o primeiro sempre terá sobre o segundo a vantagem de ser
bem mais curto.
Há muito tempo me deparei com o prefácio que um grande poeta, dos
maiores do Brasil, escreveu para um livrinho de poemas bem fraquinhos de

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uma jovem, linda e famosa modelo. Pois o velho poeta tratava a moça como
se fosse uma Cecília Meireles (que, aliás, além de grande escritora era também
linda). Não havia dúvida: o poeta, embevecido, estava mesmo era prefaciando
o poder de sedução da jovem, linda e nada talentosa poetisa. Mas ele
conseguiu inventar tantas qualidades para os poemas da moça que o prefácio
acabou sendo, sozinho, mais uma prova da imaginação de um grande gênio
poético.
(Aderbal Siqueira Justo, inédito)

12. (TRT – 2014 - 16ª REGIÃO (MA) - Analista Judiciário -


Contabilidade – FCC) As lacunas da frase Um prefácio ...... nossa inteira
atenção esteja voltada certamente conterá qualidades ...... força é
impossível resistir preenchem-se adequadamente, na ordem dada, pelos
seguintes elementos:
a) para o qual - a cuja
b) ao qual - de cuja a
c) com o qual - por cuja
d) aonde - de que a
e) por onde - das quais a

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13. (TRT - 2ª REGIÃO (SP) – 2014 - Analista Judiciário - Área


Administrativa – FCC) A construção da frase eu pressuponho esse futuro
com o qual nada me autoriza a contar permanecerá correta caso se substitua o
elemento sublinhado por
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a) perante o qual não sei avaliar.


b) em cujo nada posso desconfiar.
c) de cujo pouco posso prever.
d) por quem nada posso antecipar.
e) do qual nada me é dado esperar.

14. (SABESP – 2014 - Técnico em Gestão - Informática – FCC)


As filmagens de Vidas Secas foram no sertão, em Palmeira dos Índios
(AL), cidade ...... o escritor morou e ...... foi prefeito.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

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a) a qual – que
b) em que - da qual
c) no qual – onde
d) onde - cuja
e) que - a que

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... lamentei ver minha conterrânea... / ... atingi o vão da janela... / ... aos
cabelos negros misturavam-se alguns fios grisalhos.

15. (TRT - 19ª Região (AL) – 2014 - Analista Judiciário - Oficial de


Justiça Avaliador – FCC) Fazendo-se as alterações necessárias, os
segmentos grifados podem ser substituídos, respectivamente, pelos seguintes
pronomes:
a) -la - -lo - -lhe
b) -a - -la - -os
c) -la - -o - -lhes
d) -a - -o - -lhes
e) -la - -lo - -los

Saber é trabalhar
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Geralmente, numa situação de altos índices de desemprego, o trabalhador


sente a necessidade de aprimorar a sua formação para obter um posto de
trabalho. As empresas buscam os mais qualificados em cada categoria e
excluem os que não se encaixam no perfil pretendido. Nos últimos anos, essa
não tem sido a lógica vigente no Brasil. Segundo a pesquisa de emprego
urbano feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos) e pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de
Dados), os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas

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sucessivas de 2005 para cá. O desemprego em nove regiões metropolitanas


medido pela pesquisa era de 17,9% em 2005 e fechou em 11,9% em 2010.
A pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia
leva em conta não só o desemprego aberto (quem está procurando trabalho),
como também o oculto (pessoas que desistiram de procurar ou estão em
postos precários). Uma das consequências dessa situação é apontada dentro
da própria pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos
trabalhadores ocupados.
A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra
qualificada para os postos de trabalho que estão abertos. A Fundação Dom
Cabral apresentou, em março, a pesquisa Carência de Profissionais no Brasil. A
análise levou em conta profissionais dos níveis técnico, operacional, estratégico
e tático. Do total, 92% das empresas admitiram ter dificuldades para contratar
a mão de obra de que necessitam.
(Língua Portuguesa, outubro de 2011. Adaptado)

16. (TJ/SP – 2012 - ESCREVENTE – VUNESP) No contexto em que se


insere o período – A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar
mão de obra qualificada para os postos de trabalho que estão abertos. – (3.º
parágrafo), entende-se que a expressão “A outra” refere-se a:
(A) consequências.
(B) lógica. 09469404360

(C) pesquisa.
(D) situação.
(E) metodologia.

17. (BB – 2012 – Engenheiro de Segurança do Trabalho – FCC) Em


uma correspondência oficial, em que se apuram o rigor e a formalidade da
linguagem, deve-se atentar para o seguinte procedimento:

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a) o verbo deve conjugar-se como se a pessoa gramatical fosse você no


caso de tratamentos como Vossa Senhoria ou Vossa Excelência.
b) o tratamento por vós (e não por tu) é o indicado no caso de
interlocutores de alta projeção na esfera política e institucional.
c) o tratamento por Sua Senhoria ou Sua Excelência revela menos
solenidade do que os tratamentos em Vossa.
d) apenas excepcionalmente o tratamento em Vossa Excelência levará
o verbo a flexionar-se na 3a pessoa do singular.
e) formas abreviadas, como V. Exa., devem reservar-se a autoridades
com quem se tenha contato mais amiúde.

18. (TRT/2 – 2012 - Apoio Especializado – TI – FCC) Considere o


final de uma reivindicação dos moradores de um bairro, dirigida ao Prefeito da
cidade:

Esperamos que ......, Senhor Prefeito, ...... verificar as condições por nós
apontadas, e que sejam tomadas as medidas necessárias no sentido de
solucionar tais problemas.

A ...... dispor, atentos às providências,


Os moradores
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As lacunas estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por:


a) V.Sa. - mandeis – vosso
b) V.Exa. - mande – seu
c) V.Exa. - mandeis – seu
d) V.Sa. - mande – vosso
e) V.Exa. - mande - vosso

19. (TRE/SE – 2015 – Analista Judiciário – FCC) Está plenamente


adequado o emprego de ambas as expressões sublinhadas na frase:

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(A) Há vocábulos estrangeiros em cujo emprego se faz desnecessário,


uma vez que nossa língua conta com termos de que o sentido traduz
plenamente o daqueles.
(B) O abuso no emprego de estrangeirismos, ao qual o autor se bate, é
um mal em cujo reconhecimento pouca gente é capaz.
(C) Nossas exportações de café, às quais tanto devemos, levaram a
outros países um hábito cujo cultivo tornou-se parte de nossa identidade.
(D) Um hábito ridículo, do qual muita gente se curva, está no emprego
abusivo de palavras estrangeiras, nas quais se atribui um prestígio maior.
(E) Há expressões estrangeiras, como “shopping center”, onde o uso se
justifica plenamente, uma vez que nomeiam realidades em que o
estabelecimento se deu em outros países.

20. (TRE/SE – 2015 – Analista Judiciário – FCC) A frase redigida


corretamente, conforme a norma-padrão da língua portuguesa, é:
(A) Santo Souza sempre identificou-se com a poesia, mas ainda garoto
teve de abandonar os estudos e começou à trabalhar em uma farmácia.
(B) Segundo alguns críticos, a obra de Santo Souza destacaria-se devido à
uma linguagem universal, com elementos da cultura clássica.
(C) Santo Souza começou a escrever cedo, mas foi com o livro Ode Órfica,
vindo à público em 1955, que notabilizou-se entre os poetas brasileiros.
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(D) O sergipano Santo Souza, natural de Riachuelo, dedicou-se à poesia e


também à música, além de escrever crônicas e novelas para o rádio.
(E) Santo Souza, membro da Academia Sergipana de Letras, nunca
esqueceu-se de sua cidade natal, Riachuelo, à 23 km de Aracaju.

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1) B 11) E
2) C 12) A
3) B 13) E
4) E 14) B
5) B 15) C
6) D 16) A
7) C 17) A
8) A 18) B
9) B 19) C
10) A 20) D

Queridos alunos, espero que tenham gostado da aula! Até a próxima!


Força, galera!!
Meu contato para qualquer dúvida, além do fórum:
professorarafaelafreitas@gmail.com

Bons estudos!
Rafaela Freitas. 09469404360

Hora de descansar!!!

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