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Aula 02

Português p/ TJ-PE (Com videoaulas) Professores: Janaína Efísio, Rafaela Freitas

Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário Teoria e Questões Comentadas Profª Rafaela Freitas

Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário Teoria e Questões Comentadas Profª Rafaela Freitas Aula 02

AULA 02 FLEXÃO NOMINAL E VERBAL. EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS. VOZES DO VERBO.

Olá, queridos alunos! Vamos começar bem animados a nossa aula 03!

É hora de estudar morfologia!! Falaremos bastante sobre a flexão dos

nomes e dos verbos! É um prazer estar com vocês mais uma vez!

SUMÁRIO

FLEXÃO NOMINAL E VERBAL INTRODUÇÃO 02

FLEXÃO NOMINAL

03

FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS

03

FLEXÃO DOS ADJETIVOS

08

FLEXÃO VERBAL

12

VOZES DO VERBO

15

HORA DE PRATICAR

19

LISTA DE EXERCÍCIOS COMENTADOS NESTA AULA

47

GABARITO

68

MEU ATÉ BREVE

68

09469404360

"Sempre há o que aprender, ouvindo, vivendo e, sobretudo, trabalhando. Mas

só aprende quem se dispõe a rever suas certezas."

(Darcy Ribeiro)

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FLEXÃO NOMINAL E VERBAL - INTRODUÇÃO

Quando morfemas são colocados no final das palavras chamamos

de flexão verbal ou nominal.

As flexões podem ser:

Nominais:

indicam

gênero

e

adjetivos, pronomes, numerais).

número

de

nomes (substantivos,

Ex.: casa casas (flexão de número), gato gata (flexão de gênero).

Verbais: indicam número (plural/singular), pessoa (1ª, 2ª e 3ª), modo

(subjuntivo, imperativo e indicativo) e tempo dos verbos (pretérito, presente e

futuro).

Existem dois tipos de desinências verbais: desinências modo-temporal

(DMT indicam modo e tempo) e desinências número-pessoal (DNP

indicam número e pessoa).

Ex.:

Nós corremos, se eles corressem (DNP);

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Se nós corrêssemos, tu correras (DMT)

Verbo-nominais: indicam as formas nominais dos verbos (infinitivo,

gerúndio e particípio).

Ex.: beber (infinitivo), correndo (gerúndio), partido (particípio)

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FLEXÃO NOMINAL (substantivos e adjetivos)

PRINCIPAIS DESINÊNCIAS NOMINAIS

Gênero masculino (-o)

feminino (-a)

Número singular (não há)

plural (-s)

Os substantivos e os adjetivos são as classes nominais que mais sofrem

flexões. Vamos estudar cada uma separadamente.

1. FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS:

FLEXÃO DE GÊNERO:

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a) Masculino e Feminino: algumas palavras possuem apenas o masculino

ou o feminino, não tendo, portanto, o gênero oposto correspondente. Veja:

O

cometa

A libido

O

champanha

A alface

O

clã

A apendicite

O

A cal

O

herpes

A comichão

O

cometa é sempre masculino. A alface é sempre feminino.

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b) Biformes: são aqueles substantivos que têm o correspondente do outro

gênero, com palavras que possuem o mesmo radical.

O

pardal = A pardoca

O

judeu = A judia

O

herói = A heroína

O

sargento = A sargenta

O

cachorro = A cachorra

Dentro dos biformes, temos ainda os heterônimos:

O

cavaleiro - A amazona

O

zangão - A abelha

O

pai - A mãe

O

boi A vaca

Observe que são formas correspondentes, mas não possuem o mesmo

radical.

c) Uniformes

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Epicenos: usados para animais

O

Jacaré

A

cobra

MACHO

O

peixe

ou

A

mosca

FÊMEA

Observe que são dois vocábulos, apenas um designa macho e fêmea.

 Sobrecomuns: usados para pessoas A pessoa O sósia A mascote A vítima O algoz

Sobrecomuns: usados para pessoas

A

pessoa

O

sósia

A

mascote

A

vítima

O

algoz

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Também não possuem uma forma para o masculino e outra para o

feminino. A pessoa, por exemplo, é sempre um vocábulo feminino, referindo-

se tanto a um homem quanto a uma mulher.

Comuns-de-dois: a mudança do determinante (artigo, adjetivo ou

pronome) vai distinguir o gênero do vocábulo.

O / A estudante

Bom / Boa ciclista

Meu / Minha colega

O / A

rival

FLEXÃO DE NÚMERO:

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Plural dos Compostos

Para entender o plural dos compostos, é importante relembrar quais são

as classes gramaticas variáveis e quais são as classes invariáveis:

Variáveis: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome e verbo

Invariáveis: advérbio, preposição, interjeição e conjunção

a) Em palavras compostas, ambos

composto por:

se flexionam se

o vocábulo for

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-

Substantivo + Substantivo = COUVES FLORES

-

Substantivo + Adjetivo = BOIAS FRIAS

-

Adjetivo + Substantivo = PUROS SANGUES

-

Numeral + Substantivo = TERÇAS FEIRAS

b)

Somente o primeiro elemento varia se for composto por:

-

Substantivo + Substantivo (o segundo determinando, especificando o

primeiro) = POMBOS CORREIO

PEIXES ESPADA

- Substantivo + preposição + Substantivo =

ÁGUAS DE COLÔNIA

MULAS SEM CABEÇA

c) Somente o segundo elemento varia se for composto por:

- Verbo (o verbo não vai para o plural) + Substantivo = ARRANHA

CÉUS

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Guarda noturno > Guardas noturnos

Nesse caso, o

guarda

(substantivo + adjetivo)

vai para

o

plural porque

não

é

o

verbo, é

o

substantivo, significa a pessoa que trabalha de guarda.

- Advérbio + Adjetivo =

ALTO FALANTES

- Prefixo + Substantivo = VICE DIRETORES

- Grão / Grã / Bel + substantivo = GRÃO DUQUES

- Onomatopeias = TIQUE – TAQUE S Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário

- Onomatopeias = TIQUE TAQUES

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GRÃ DUQUESAS

- Palavras repetidas = RECO RECOS

As palavras a seguir merecem atenção especial

Bem te vi

Bem me quer >

>

Bem te vis

Bem me queres

d) Invariáveis (vocábulos que nunca mudam, o que

determinante que vier antes):

Verbo + Advérbio =

Verbos Antônimos = O /OS SENTALEVANTA

Frases Substantivas = O / OS DEUSNOSACUDA

O /OS BOTA-FORA

O / OS LOUVAADEUS

vai variar

é

o

Verbo + Subst. Plural = O / OS CONTAGOTAS

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e) Substantivos que admitem dois plurais:

salvo conduto > salvos condutos

salvo condutos

padre nosso > padres nossos

padre nossos

pisca pisca > Pisca piscas / Piscas piscas

 xeque – mate > xeque s – mate s xeque s – mate 

xeque mate > xeques mates

xeques mate

fruta pão > frutas es

frutas pão

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guarda marinha > Guardas marinhas

Guardas marinha

ATENÇÃO! Variação menos importante para concurso com relação

aos substantivos:

GRAU:

A) Aumentativo: Analítico: Casa grande

Boca enorme

Sintético: Casarão / Bocarra

B) Diminutivo: Analítico: Casa pequena

Porta mínima

Sintético: Casebre ou Casinha

Portinhola ou Portinha

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FLEXÃO DOS ADJETIVOS

Acompanham os substantivos e flexionam em número, gênero e grau para

fazer a concordância com eles.

Ex.: Roupa bela, locais proibidos, visita agrabilíssima

FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS:

Regra geral: Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário Teoria e Questões Comentadas Profª

Regra geral:

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Somente o último elemento (se for ADJETIVO) do composto pode

flexionar--se em gênero e número.

Ex.: Instrumento médicocirúrgico

Sala médicocirúrgica

Trauma afetivoemocional

Traumas afetivoemocionais

Invariáveis: azulmarinho / azulceleste

Flexionam-se ambos os termos: surdo(a) (s) mudo(a) (s)

Se o último elemento for SUBSTANTIVO, o composto fica

INVARIÁVEL

Ex.: Bandeira (s) azul turquesa

Camisa (s) cor de abóbora

Fita (s) rosa

GRAU: flexão importante com relação aos adjetivos

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I . COMPARATIVO:

a)

Igualdade (tão / tanto

como / quanto)

 

Ex.:

Os

alunos

eram

tão

dedicados

como

/

quanto

os

mestres.

b) Inferioridade (menos

(do) que)

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Ex.:

O salário era menos interessante (do) que o trabalho.

c)

Superioridade (mais

(do) que)

Ex. :

Perla era mais feia (do) que sua irmã.

 

II. SUPERLATIVO:

a)

Relativo de Inferioridade: (o menos

de)

Ex.:

Seu chute era o menos confiável do time.

b)

Relativo de Superioridade: (o mais

de)

Ex.:

O brasileiro tem sido o mais confiante dos homens.

c)

Absoluto Analítico: (com auxílio de advérbio)

Ex.:

Os concursos têm sido extremamente difíceis.

d)

Absoluto Sintético: (com auxílio de sufixos)

Ex.:

Aquelas modelos são magríssimas.

(vernáculo)

Aquelas modelos são macérrimas.

(erudito)

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A lista a seguir é para marcar a diferença do superlativo erudito daquele

que usamos em nosso cotidiano.

Amargo amaríssimo

Áspero aspérrimo

Célebre celebérrimo

Cristão cristianíssimo

Cruel crudelíssimo

Doce dulcíssimo

 Fiel – fidelíssimo  Frio – frigidíssimo  Humilde – humílimo  Íntegro –

Fiel fidelíssimo

Frio frigidíssimo

Humilde humílimo

Íntegro integérrimo

Magro macérrimo

Negro nigérrimo

Pobre paupérrimo

Sagrado sacratíssimo

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Usam-se as formas mais bom , mais mau , mais grande e mais pequeno quando

Usam-se as formas mais bom, mais mau, mais grande e mais

pequeno quando se comparam qualidades do mesmo ser!

Ex.: Aquele aluno é mais bom que inteligente.

Esta sala é mais grande do que confortável.

No mais, usam-se as formas sintéticas MELHOR, PIOR, MAIOR e MENOR.

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Ex.: João é menor que seu irmão. (mais pequeno)

Ex.: João é menor que seu irmão. ( mais pequeno ) João é MAIS grande QUE

João é MAIS grande QUE forte.

Duas características comparadas em um mesmo ser, ok!

FLEXÃO VERBAL Um verbo pode flexionar-se em: Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário

FLEXÃO VERBAL

Um verbo pode flexionar-se em:

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Pessoa Indica as três pessoas relacionadas ao discurso, representadas

tanto no modo singular, quanto no plural.

1ª pessoa: emissor

2ª pessoa: receptor

3ª pessoa: assunto

Número Representa a forma pela qual o verbo refere-se a essas

pessoas gramaticais, no plural ou no singular.

a essas pessoas gramaticais, no plural ou no singular. MODO - são três. 09469404360 - Indicativo

MODO - são três.

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- Indicativo: apresenta o fato de maneira real, certa de acontecer, indica

certeza.

Caminho todas as manhãs

- Subjuntivo: apresenta o fato de maneira duvidosa, hipotética, uma

possibilidade.

Ele quer que eu estude muito (não é certo que irá estudar

)

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- Imperativo: apresenta o fato como ordem, pedido, um desejo, uma

súplica.

Saia agora e não olhes para trás.

TEMPO: são três.

- Presente: fato corrido no momento da fala, corriqueiro, constante,

futuro próximo, presente histórico

Espero por você (momento da fala)

Caminho sempre (corriqueiro)

Deus é pai (constante)

Amanhã viajo (futuro próximo)

Em 1500, Cabral descobre o país (presente histórico)

- Pretérito:

Perfeito Ação pontual no passado.

Vendi meu carro

Imperfeito Ação duradoura no passado.

Escrevia uma carta

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Mais-que-perfeito passado distante

Ele fizera tudo na vida

- Futuro:

Futuro do presente futuro certo

Farei uma viagem

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Futuro do pretérito futuro condicionado ao passado

Esperaria se pudesse

Vejamos o modo indicativo do verbo cantar:

se pudesse Vejamos o modo indicativo do verbo cantar: 09469404360 VOZES DO VERBO A voz verbal

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VOZES DO VERBO

A voz verbal caracteriza a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito,

classificada em:

Voz ativa o sujeito é o agente da ação verbal.

Os professores aplicaram as provas.

Sujeito: os professores Agente da ação: os professores. Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico

Sujeito: os professores

Agente da ação: os professores.

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Voz passiva o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo.

As provas foram aplicadas pelos professores.

Sujeito PACIENTE: as provas.

Agente da passiva: professores.

Voz reflexiva o sujeito, de forma simultânea, pratica e recebe a ação

verbal.

O garoto feriu-se com o instrumento.

Sujeito ATIVO e PACIENTE ao mesmo tempo: o garoto.

Voz reflexiva recíproca representa uma ação mútua entre os

elementos expressos pelo sujeito.

Os formandos cumprimentaram-se respeitosamente.

Sujeito ATIVO e PACIENTE ao mesmo tempo: os formandos. A diferença

para a voz reflexiva é que na recíproca um pratica a ação para com outro, não

para ele próprio.

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Formação da Voz Passiva

São dois os processos pelos quais formamos a voz passiva: analítico e

sintético. Vejamos cada um deles.

- Voz Passiva Analítica:

Formação: Verbo SER + particípio do verbo principal.

Por exemplo: A escola será pintada. (será + pintada) O trabalho é feito por ele.

Por exemplo:

A

escola será pintada. (será + pintada)

O

trabalho é feito por ele. (é + feito)

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O agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por , mas pode ocorrer a

O agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por,

mas pode ocorrer a construção com a preposição de.

Por exemplo:

A casa ficou cercada de soldados.

Sendo “de soldado” o agente da passiva, ou seja, aquele que praticou a

ão de cercar a casa). “A casa” é o sujeito paciente.

- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na

frase.

Por exemplo:

A exposição será aberta amanhã.

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Quem abrirá? Não está explícito.

FLEXÃO VERBAL NA VOZ PASSIVA : A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER),

FLEXÃO VERBAL NA VOZ PASSIVA: A variação temporal é indicada

pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a

transformação das frases seguintes:

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Língua Portuguesa p/ TJ-PE Analista e Técnico Judiciário Teoria e Questões Comentadas Profª Rafaela Freitas Aula 02

a)

Ele fez o trabalho. (Pretérito perfeito do indicativo)

O

trabalho foi feito por ele. (Pretérito perfeito do indicativo)

b)

Ele faz o trabalho. (Presente do indicativo)

O

trabalho é feito por ele. (Presente do indicativo)

c)

Ele fará o trabalho. (Futuro do presente)

O

trabalho será feito por ele. (Futuro do presente)

E

nas frases com locuções verbais? O verbo SER assume o mesmo tempo

e modo do verbo principal da voz ativa. Observe a transformação da frase

seguinte:

O vento ia levando as folhas. (Locução no gerúndio)

As folhas iam sendo levadas pelo vento. (Locução ainda no gerúndio)

Obs: é menos frequente a construção da voz passiva analítica com outros

verbos que podem eventualmente funcionar como auxiliares.

Por exemplo:

A moça ficou marcada pela doença.

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Voz Passiva Sintética

A voz passiva sintética ou pronominal é formada com o verbo na 3ª

pessoa, seguido do pronome apassivador SE.

Por exemplo:

Abriram-se as inscrições para o concurso.

Destruiu-se o velho prédio da escola.

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Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.

Conversão da voz ativa em voz passiva

passiva sintética. Conversão da voz ativa em voz passiva Observem que o sujeito da voz ativa

Observem que o sujeito da voz ativa passa a ser o agente da passiva e o

objeto direto da voz ativa para a ser o sujeito paciente.

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Prazer sem humilhação

O poeta Ferreira Gullar disse há tempos uma frase que gosta de repetir: “A

crase não existe para humilhar ninguém”. Entenda-se: há normas gramaticais

cuja razão de ser é emprestar clareza ao discurso escrito, valendo como

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ferramentas úteis e não como instrumentos de tortura ou depreciação de

alguém.

Acho que o sentido dessa frase pode ampliar-se: “A arte não existe para

humilhar ninguém”, entendendo-se com isso que os artistas existem para

estimular e desenvolver nossa sensibilidade e inteligência do mundo, e não

para produzir obras que separem e hierarquizem as pessoas. Para ficarmos no

terreno da música: penso que todos devem escolher ouvir o que

gostam, não aquilo que alguém determina. Mas há aqui um ponto crucial, que

vale a pena discutir: estamos mesmo em condições de escolher livremente as

músicas de que gostamos? Para haver escolha real, é preciso haver opções

reais.

Cada vez que um carro passa com o som altíssimo de graves repetidos

praticamente sem variação, num ritmo mecânico e hipnótico, é o caso de se

perguntar: houve aí uma escolha? Quem alardeia os infernais decibéis de seu

som motorizado pela cidade teve a chance de ouvir muitos outros gêneros

musicais? Conhece muitos outros ritmos, as canções de outros países, os

compositores de outras épocas, as tendências da música brasileira, os

incontáveis estilos musicais já inventados e frequentados? Ou se limita a

comprar no mercado o que está vendendo na prateleira dos sucessos,

alimentando o círculo vicioso e enganoso do “vende porque é bom, é bom

porque vende”?

Não digo que A é melhor que B, ou que X é superior a todas as letras do

alfabeto; digo que é importante buscar conhecer todas as letras para escolher.

Nada contra quem escolhe um “batidão” se já ouviu música clássica, desde que

tenha tido realmente a oportunidade de ouvir e escolher compositores clássicos

que lhe digam algo. Não acho que é preciso escolher, por exemplo, entre os

grandes Pixinguinha e Bach, entre Tom Jobim e Beethoven, entre um forró e a

música eletrônica das baladas, entre a música dançante e a que convida a uma

audição mais serena; acho apenas que temos o direito de ouvir tudo isso antes

de escolher. A boa música, a boa arte, esteja onde estiver, também não existe

para humilhar ninguém.

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(João Cláudio Figueira, inédito)

01. (TCM-GO 2015 - Auditor Controle Externo - Jurídica FCC)

Em qualquer época,

artistas

respectivamente as lacunas de maneira correta.

que se

ao grande público o melhor que os

, as formas é preciso”, “ofereça” e “produzam” completam

Haverá plena correlação entre tempos e modos verbais na frase acima

preenchendo-se as lacunas, respectivamente, com

a) era preciso - oferecia - produzem

b) será preciso - oferecesse produziriam

c) é preciso - oferecesse - produzissem

d) seria preciso - ofereça - têm produzido

e) é preciso - ofereça - produzam

Comentário: observa-se que a estrutura a frase pede verbos no presente

como algo habitual. É preciso está no presente do indicativo, enquanto

ofereça e produzam estão no imperativo.

GABARITO: E

Não há hoje no mundo, em qualquer domínio de atividade artística, um

artista cuja arte contenha maior universalidade que a de Charles Chaplin. A

razão vem de que o tipo de Carlito é uma dessas criações que, salvo

idiossincrasias muito raras, interessam e agradam a toda a gente. Como os

heróis das lendas populares ou as personagens das velhas farsas de

mamulengos.

Carlito é popular no sentido mais alto da palavra. Não saiu completo e

definitivo da cabeça de Chaplin: foi uma criação em que o artista procedeu por

uma sucessão de tentativas erradas.

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Chaplin observava sobre

o

público

o

efeito

de

cada

detalhe.

Um dos traços mais característicos da pessoa física de Carlito foi achado

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casual. Chaplin certa vez lembrou-se de arremedar a marcha desgovernada de

um tabético. O público riu: estava fixado o andar habitual de Carlito.

O vestuário da personagem - fraquezinho humorístico, calças lambazonas,

botinas escarrapachadas, cartolinha - também se fixou pelo consenso do

público.

Certa vez que Carlito trocou por outras as botinas escarrapachadas e a

clássica cartolinha, o público não achou graça: estava desapontado. Chaplin

eliminou imediatamente a variante. Sentiu com o público que ela destruía a

unidade física do tipo. Podia ser jocosa também, mas não era mais Carlito.

Note-se que essa indumentária, que vem dos primeiros filmes do artista,

não contém nada de especialmente extravagante. Agrada por não sei quê de

elegante que há no seu ridículo de miséria. Pode-se dizer que Carlito possui o

dandismo do grotesco.

Não será exagero afirmar que toda a humanidade viva colaborou nas salas

de cinema para a realização da personagem de Carlito, como ela aparece

nessas estupendas obras-primas de humor que são O garoto, Em busca do

ouro e O circo.

Isto por si só atestaria em Chaplin um extraordinário discernimento

psicológico. Não obstante, se não houvesse nele profundidade de pensamento,

lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos

Aqui é que começa a genialidade de Chaplin. Descendo até o público, não

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só não se vulgarizou, mas ao contrário ganhou maior força de emoção e de

poesia. A sua originalidade extremou-se. Ele soube isolar em seus dados

pessoais, em sua inteligência e em sua sensibilidade de exceção, os elementos

de irredutível humanidade. Como se diz em linguagem matemática, pôs em

evidência o fator comum de todas as expressões humanas.

(Adaptado de: Manuel Bandeira. “O heroísmo de Carlito”.Crônicas da província do Brasil. 2. ed. São Paulo, Cosac Naify, 2006, p. 219-20)

ela destruía a unidade física do tipo.

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02. (SEFAZ-PE

2014

- Auditor Fiscal do Tesouro Estadual - Conhecimentos

Gerais

FCC) O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o verbo

grifado acima está em:

a)

realização da personagem de Carlito

b) Como se diz em linguagem matemática

c) Isto por si só atestaria em Chaplin um extraordinário discernimento

psicológico.

d) um artista cuja arte contenha maior universalidade que a de Charles

toda a humanidade viva colaborou nas salas de cinema para a

e) Chaplin observava sobre o público o efeito de cada detalhe.

Comentário: o verbo destruía está na terceira pessoa do singular do

pretérito imperfeito do indicativo, bem como o observava. Este tempo verbal

indica uma ação duradoura no passado.

GABARITO: E

03. (TRF - 1ª REGIÃO 2014 - Analista Judiciário - Área de Apoio

Especializado FCC) No período É possível que eu o diga de um modo que

provavelmente pareça patético, o autor utiliza os verbos dizer e parecer no

presente do subjuntivo. Encontram-se estes mesmos tempo e modo verbais

em:

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a) é a criação poética, ou o que chamamos de criação.

b) mistura de esquecimento e lembrança do que lemos.

c) quero que seja uma confidência.

d) com uma letra gótica que não posso ler.

e) uma felicidade de que dispomos.

Comentário: o modo subjuntivo indica uma hipótese, algo que poderá

acontecer, mas que não é certo. Indica uma incerteza, como é o caso de

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“quero que seja uma confidência”, na alternativa C, espera-se que seja uma

confidência, mas não é certo.

GABARITO: C

04. (TRF/2ª região 2012 - Analista Judiciário Taquigrafia

FCC) Flexiona-se de maneira idêntica a lugares-comuns a palavra

a) ave-maria

b) amor-perfeito.

c) salário-maternidade.

d) alto-falante.

e) bate-boca.

Comentário: para que uma palavra composta faça o plural como lugares-

comuns, é preciso ser formada por substantivo + adjetivo, pois as duas

classes permitem flexão.

- em Ave-maria, temos plural ave-marias, apenas o segundo elemento vai

para o plural, pois a palavra é formada por prefixo (latino) + substantivo.

- em amor-perfeito, temos plural amores-perfeitos, pelo mesmo motivo

de lugares-comuns.

- em salário-maternidade, temos plural salários-maternidade, já que o

segundo substantivo determina o primeiro.

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- em alto-falante, o plural o é alto-falantes, pois alto é advérbio e, por

tanto, invariável.

- em bate-boca, temos plural bate-bocas, pois o primeiro elemento é

verbo (não flexiona em compostos)

GABARITO: B

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05. (TRT - 2ª REGIÃO (SP) 2014 - Analista Judiciário - Área

Judiciária FCC) Observadas as orientações da gramática normativa, é

pertinente o seguinte comentário:

a) (linha 18) No segmento submetidos aos tiranos, tem-se exemplo de

emprego de particípio atribuindo à frase valor temporal.

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b) (linhas 16 a 21) Tanto em ele comenta, quanto em Por aí se vê,

observa-se o emprego do tempo presente pelo pretérito (presente histórico),

para dar vivacidade a fatos ocorridos no passado.

c) (linhas 4 e 5) Outra redação para independentemente dos benefícios

concretos que a sua fruição pode trazer aos homens estará clara e correta se

tiver a formulação "em nada dependendo dos benefícios concretos que podem

advirem da sua fruição aos homens".

d) (linhas 7 a 9) Em E, efetivamente, que valor teriam a descoberta da

ou a realização da justiça, o valor da sequência implica uma

verdade (

)

vírgula obrigatória depois da conjunção “ou”.

e) (linha 8) Se as normas preveem a possibilidade de ocorrer o verbo no

singular no caso de haver uma sucessão de substantivos que indicam gradação

de um mesmo fato, seria correto empregar "teria", em vez de teriam.

Comentário: a alternativa A é a correta. Vejamos os erros das outras:

b) (linhas 16 a 21) Tanto em ele comenta, quanto em Por aí se vê,

observa-se o emprego do tempo presente pelo pretérito (presente histórico),

para dar vivacidade a fatos ocorridos no passado. Apenas em ele comente

temos o presente histórico.

c) (linhas 4 e 5) Outra redação para “independentemente dos benefícios

concretos que a sua fruição pode trazer aos homens” estará clara e correta

09469404360

se tiver a formulação "em nada dependendo dos benefícios concretos que

podem advirem da sua fruição aos homens". o correto seria podem advir,

pois o verbo auxilia é que recebe flexão em uma locução verbal.

d) (linhas 7 a 9) Em E, efetivamente, que valor teriam a descoberta da

ou a realização da justiça, o valor da sequência implica uma

vírgula obrigatória depois da conjunção “ou”. Não justifica-se a vírgula

depois de “ou”.

e) (linha 8) Se as normas preveem a possibilidade de ocorrer o verbo no

singular no caso de haver uma sucessão de substantivos que indicam gradação

de um mesmo fato, seria correto empregar "teria", em vez de teriam. O

verdade (

)

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verbo ter poderia sim estar no singular, mas pra concordar apenas

com o elemento mais próximo: que valor teria a descoberta da

verdade.

GABARITO: A

que valor teria a descoberta da verdade. GABARITO: A 09469404360 Profª Rafaela Freitas

09469404360

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06. (PGE-BA 2013 - Analista de Procuradoria - Área de Apoio

Jurídico FCC) Levando em conta o valor expressivo do segmento

destacado, afirma-se com correção:

a) (linhas 11 e 12) tampouco a regimes populistas ou "movimentistas"

que se apresentem como democráticos - exprime noção de desejo.

b) (linhas 25 e 26) para usar outra expressão norte-americana / exprime

noção de finalidade. c) (linhas 26 e 27) Arquitetados para moderar conflitos

entre partidos / exprime o estado resultante de uma ação acabada.

d) (linhas 28 a 31) tais freios devem ser também entendidos como parte

de uma concepção mais ampla das relações entre Estado e sociedade /

exprime probabilidade, como em "Depois desse treino, ele deve estar

cansado".

e) (linhas 38 e 39) O rousseauísmo, como diversos intérpretes têm

assinalado, é um plebiscitarismo / exprime ação totalmente circunscrita a um

certo momento do passado.

Comentário:

a) (linhas 11 e 12) tampouco a regimes populistas ou "movimentistas"

que se apresentem como democráticos - exprime noção de desejo. NÃO, o

verbo no subjuntivo exprime ideia de hipótese, algo incerto.

b) (linhas 25 e 26) para usar outra expressão norte-americana / exprime

noção de finalidade. NÃO, a ideia dizer algo de outra maneira.

c) (linhas 26 e 27) Arquitetados para moderar conflitos entre partidos /

exprime o estado resultante de uma ação acabada. - CORRETO

09469404360

d) (linhas 28 a 31) tais freios devem ser também entendidos como parte

de uma concepção mais ampla das relações entre Estado e sociedade /

exprime probabilidade, como em "Depois desse treino, ele deve estar

cansado". NÃO, para indicar probabilidade o verbo deve estar no

modo subjuntivo, o que não é o caso.

e) (linhas 38 e 39) O rousseauísmo, como diversos intérpretes têm

assinalado, é um plebiscitarismo / exprime ação totalmente circunscrita a um

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certo momento do passado. NÃO, a forma verbal têm assinalado

demonstra algo que está acontecendo em tempo presente.

GABARITO: C

TEXTO BASE PARA A QUESTÃO 07: Prazer sem humilhação, da questão

01.

07. (TCM-GO 2015 - Auditor Controle Externo - Jurídica - FCC)

Transpondo-se para a voz passiva a frase Eles alardeavam o insuportável

som instalado nos carros, obtém-se a forma verbal era alardeado.

a) fora alardeado.

b) era alardeado.

c) tinha sido alardeado.

d) têm alardeado.

e) eram alardeados.

Comentário: na voz passiva, o oração ficaria: O insuportável som

instalado nos carros era alardeado por eles. O verbo ser deve concordar no

singular com o núcleo do sujeito paciente (som) e permanecer no pretérito

imperfeito, como na oração em voz ativa.

GABARITO: B

08. (TRT - 1ª REGIÃO (RJ) 2014 - Analista Judiciário - Tecnologia

09469404360

da Informação - FCC) Transpondo-se para a voz passiva o segmento

sublinhado na frase os partidários de quem subjuga acabam por

demonizar a reação do subjugado, ele deverá assumir a seguinte forma:

a) acabam demonizando.

b) acabam sendo demonizados

c) acabará sendo demonizada.

d) acaba por ter sido demonizado.

e) acaba por ser demonizada.

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Comentário: na voz passiva temos: a reação do subjugado acaba por ser

demonizada/ acaba sendo demonizada por partidários de quem subjuga.

GABARITO: E

Nosso jeitinho

Um amigo meu, estrangeiro, já há uns seis anos morando no Brasil,

lembrava-me outro dia qual fora sua principal dificuldade - entre várias - de se

adaptar aos nossos costumes. “Certamente foi lidar com o tal do jeitinho”,

explicou. “Custei a entender que aqui no Brasil nada está perdido, nenhum

impasse é definitivo: sempre haverá como se dar um jeitinho em tudo, desde

fazer o motor do carro velho funcionar com um pedaço de arame até conseguir

que o primo do amigo do chefe da seção regional da Secretaria de Alimentos

convença este último a influenciar o Diretor no despacho de um processo”.

Meu amigo estrangeiro estava, como se vê, reconhecendo a nossa

“informalidade” - que é o nome chique do tal do jeitinho. O sistema - também

batizado pelos sociólogos como o do “favor” - não deixa de ser simpático,

embora esteja longe de ser justo. Os beneficiados nunca reclamam, e os que

jamais foram morrem de inveja e mantêm esperanças. Até o poeta Drummond

tratou da questão no poema “Explicação”, em que diz a certa altura: “E no fim

dá certo”. Essa conclusão aponta para uma espécie de providencialismo

09469404360

místico, contrapartida divina do jeitinho: tudo se há de arranjar, porque Deus

é brasileiro. Entre a piada e a seriedade, muita gente segue contando com

nosso modo tão jeitoso de viver.

É possível que os tempos modernos tenham começado a desfavorecer a

solução do jeitinho: a informatização de tudo, a rapidez da mídia, a divulgação

instantânea nas redes sociais, tudo se encaminha para alguma transparência,

que é a inimiga mortal da informalidade. Tudo se documenta, se registra, se

formaliza de algum modo - e o jeitinho passa a ser facilmente desmascarado,

comprometido o seu anonimato e perdendo força aquela simpática

clandestinidade que sempre o protegeu. Mas há ainda muita gente que acha

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que nós, os brasileiros, com nossa indiscutível criatividade, daremos um jeito

de contornar esse problema. Meu amigo estrangeiro, por exemplo, não perdeu

a esperança.

(Abelardo Trabulsi, inédito)

09. (TCE-RS 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil -

Conhecimentos Básicos FCC) Transpondo-se para a voz passiva o

segmento sublinhado em É possível que os tempos modernos tenham

começado a desfavorecer a solução do jeitinho, a forma obtida deverá

ser:

a) tenha começado a ser desfavorecida.

b) comecem a desfavorecer.

c) terá começado a ser desfavorecida.

d) comecem a ser desfavorecidos.

e) estão começando a se desfavorecer.

Comentário: a oração toda na voz passiva, respeitando o tempo e o modo

verbal, além da concordância com o sujeito paciente é: É possível que a

solução do jeitinho tenha começado a ser desfavorecida pelos tempos

modernos.

GABARITO: A

09469404360

Da utilidade dos prefácios

Li outro dia em algum lugar que os prefácios são textos inúteis, já que em

100% dos casos o prefaciador é convocado com o compromisso exclusivo de

falar bem do autor e da obra em questão. Garantido o tom elogioso, o prefácio

ainda aponta características evidentes do texto que virá, que o leitor poderia

ter muito prazer em descobrir sozinho. Nos casos mais graves, o prefácio

adianta elementos da história a ser narrada (quando se trata de ficção), ou

antecipa estrofes inteiras (quando poesia), ou elenca os argumentos de base a

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serem desenvolvidos (quando estudos ou ensaios). Quer dizer: mais do que

inútil, o prefácio seria um estraga-prazeres.

Pois vou na contramão dessa crítica mal-humorada aos prefácios e

prefaciadores, embora concorde que muitas vezes ela proceda - o que não

justifica a generalização devastadora. Meu argumento é simples e pessoal: em

muitos livros que li, a melhor coisa era o prefácio - fosse pelo estilo do

prefaciador, muito melhor do que o do autor da obra, fosse pela consistência

das ideias defendidas, muito mais sólidas do que as expostas no texto

principal. Há casos célebres de bibliografias que indicam apenas o prefácio de

uma obra, ficando claro que o restante é desnecessário. E ninguém controla a

possibilidade, por exemplo, de o prefaciador ser muito mais espirituoso e

inteligente do que o amigo cujo texto ele apresenta. Mas como argumento final

vou glosar uma observação de Machado de Assis: quando o prefácio e o texto

principal são ruins, o primeiro sempre terá sobre o segundo a vantagem de ser

bem mais curto.

Há muito tempo me deparei com o prefácio que um grande poeta, dos

maiores do Brasil, escreveu para um livrinho de poemas bem fraquinhos de

uma jovem, linda e famosa modelo. Pois o velho poeta tratava a moça como

se fosse uma Cecília Meireles (que, aliás, além de grande escritora era também

linda). Não havia dúvida: o poeta, embevecido, estava mesmo era prefaciando

o poder de sedução da jovem, linda e nada talentosa poetisa. Mas ele

09469404360

conseguiu inventar tantas qualidades para os poemas da moça que o prefácio

acabou sendo, sozinho, mais uma prova da imaginação de um grande gênio

poético.

 

(Aderbal Siqueira Justo, inédito)

10.

(TRT -

16ª REGIÃO (MA)

2014

-

Analista

Judiciário -

Contabilidade FCC) Transpondo-se para a voz passiva a frase vou glosar

uma observação de Machado de Assis, a forma verbal resultante deverá ser

a) terei glosado

b) seria glosada

c) haverá de ser glosada d) será glosada e) terá sido glosada Língua Portuguesa p/

c) haverá de ser glosada

d) será glosada

e) terá sido glosada

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Comentário: mantendo a locução verbal no futuro do presente e fazendo

concordância com o sujeito paciente no feminino singular temos: uma

observação de Machado de Assis será glosada por mim. Atenção: por mim é

agente da passiva, enquanto uma observação de Machado de Assis é o

sujeito paciente.

GABARITO: D

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2014 - Técnico Judiciário -

Administrativa FCC) O trecho que admite transposição para a voz passiva

encontra-se em:

11.

(TRT -

16ª REGIÃO (MA)

a) que estão no nível dos olhos do comprador

b) o consumidor já não precisa do vendedor

c) na história houve tal concentração de imagens

d) as mercadorias são não apenas visíveis

e) a publicidade invadiu as revistas

Comentário: só é possível formar voz passiva com verbo transitivo direto

(VTD), como o verbo invadir, na alternativa E, que na voz passiva ficaria: as

revistas foram invadidas pela publicidade. O objeto direto para a sujeito

paciente e o sujeito ativo para a agente da passiva.

GABARITO: E

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09469404360
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12.

(TRT -

16ª REGIÃO (MA)

2014 -

Técnico Judiciário -

Administrativa FCC) Está correta a seguinte flexão para o plural:

a) Trata-se de um vocábulo: Tratam-se de vocábulos.

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b) o meio digital privilegia as mensagens diretas e não tem tempo a

perder: os meios digitais privilegiam as mensagens diretas e não tem tempo a

perder.

c) é casca-grossa por natureza: são casca-grossas por natureza

d) o substantivo [

]

existe acima de qualquer dúvida: os substantivos

existem acima de qualquer dúvidas.

e) se extraiu o substantivo: se extraíram os substantivos

Comentário: vejamos cada alternativa:

a) Trata-se de um vocábulo: Tratam-se de vocábulos. ERRADO. O

verbo “tratar” é transitivo indireto no sentido usado (seria transitivo

direto no sentido de tratar alguém ou alguma doença). Rege a

preposição “de”. Estamos diante de um sujeito indeterminado, sendo

assim, o verbo deverá permanecer no singular.

b) o meio digital privilegia as mensagens diretas e não tem tempo a

perder: os meios digitais privilegiam as mensagens diretas e não tem tempo a

perder. ERRADA. Faltou o acento em têm para marcar o plural na

concordância com o sujeito os meios digitais.

c) é casca-grossa por natureza: são casca-grossas por natureza

ERRADO. Formado por substantivo + adjetivo, os dois elementos

devem ir para o plural.

existe acima de qualquer dúvida: os substantivos

existem acima de qualquer dúvidas. ERRADO. Os substantivos existem

acima de qualquer dúvida ou quaisquer dúvidas.

09469404360

d) o substantivo [

]

e) se extraiu o substantivo: se extraíram os substantivos. CORRETA.

Voz passiva! Sujeito vai para o plural, o verbo deve acompanhar! Os

substantivos faram extraídos.

GABARITO: E

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Maias usavam sistema de água eficiente e sustentável

Um estudo publicado recentemente mostra que a civilização maia da

América Central tinha um método sustentável de gerenciamento da água. Esse

sistema hidráulico, aperfeiçoado por mais de mil anos, foi pesquisado por uma

equipe norte-americana.

As antigas civilizações têm muito a ensinar para as novas gerações. O

caso do sistema de coleta e armazenamento de água dos maias é um exemplo

disso. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores fizeram uma escavação

arqueológica nas ruínas da antiga cidade de Tikal, na Guatemala.

Durante o estudo, coordenado por Vernon Scarborough, da Universidade

de Cincinnati, em Ohio, e publicado na revista científica PNAS, foram

descobertas a maior represa antiga da área maia, a construção de uma

barragem ensecadeira para fazer a dragagem do maior reservatório de água

em Tikal, a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da

região, em torno de 600 a.C., e o uso de filtragem por areia para limpar a

água dos reservatórios.

No sistema havia também uma estação que desviava a água para diversos

reservatórios. Assim, os maias supriam a necessidade de água da população,

estimada em 80 mil em Tikal, próximo ao ano 700, além das estimativas de

mais cinco milhões de pessoas que viviam na região das planícies maias ao sul.

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No final do século IX a área foi abandonada e os motivos que levaram ao

seu colapso ainda são questionados e debatidos pelos pesquisadores. Para

Scarborough é muito difícil dizer o que de fato aconteceu. “Minha visão pessoal

é que o colapso envolveu diferentes fatores que convergiram de tal modo

nessa sociedade altamente bem-sucedida que agiram como uma ‘perfeita

tempestade’. Nenhum fator isolado nessa coleção poderia tê-los derrubado tão

severamente”, disse o pesquisador à Folha de S. Paulo.

Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a ruína dessa

sociedade, uma vez que eles dependiam muito dos reservatórios que eram

preenchidos pela chuva. É provável que a população tenha crescido muito além

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da capacidade do ambiente, levando em consideração as limitações

tecnológicas da civilização. “É importante lembrar que os maias não estão

mortos. A população agrícola que permitiu à civilização florescer ainda é muito

viva na América Central”, lembra o pesquisador.

(Adaptado de Revista Dae, 21 de Junho de 2013,

www.revistadae.com.br/novosite/noticias_interna.php?id=8413)

13. (SABESP 2014 - Analista de Gestão - Administração FCC)

Considerada a substituição do segmento grifado pelo que está entre

parênteses ao final da transcrição, o verbo que deverá permanecer no

singular está em:

a) disse o pesquisador à Folha de S. Paulo. (os pesquisadores)

b) Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a ruína dessa

sociedade

(as mudanças do clima)

c) No sistema havia também uma estação

d) a civilização maia da América Central tinha um método sustentável

(várias estações)

de gerenciamento da água. (os povos que habitavam a América Central)

e) Um estudo publicado recentemente mostra que a civilização maia

(Estudos como o que acabou de ser publicado)

Comentário: na alternativa A, B, D e E o verbo deverá concordar no plural

com o sujeito, o que não ocorre na alternativa C, pois o verbo haver no

sentido de existir é impessoal, ou seja, não possui sujeito, permanecendo no

singular.

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GABARITO: C

A narrativa medieval descreve essa "doença do pensa- mento, do espírito"

o homem e a mulher, fazendo com que

presos no desejo de estar um com o outro e atormentados quando não

como um modo de obsessão que

podem se encontrar.

A estrutura ideal

o amor impossível.

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(TRT - 18ª Região (GO) 2013 - Analista Judiciário -

Tecnologia da Informação FCC) Preenchem corretamente as lacunas da

frase acima, na ordem dada:

14.

a) arrastaria - ficassem suponha

b) arrastava - ficam supôs

c) arraste - ficassem suponha

d) arrastaria - ficariam supunha

e) arrasta - fiquem - supõe

Comentário: o pequeno texto começa assim: “A narrativa medieval

descreve essa”, com verbo no presente do indicativo. Os verbos que irão

preencher as lacunas precisam estar em conformidade com ele.

GABARITO: E

O dia começava a clarear quando terminei de transportar para a pauta o

primeiro movimento duma sonata. Atirei-me na cama tão extenuado, que

à mente os

acontecimentos do dia anterior e eu disse para mim mesmo: “Foi tudo um

sonho.” Mas não! Encontrei sobre o peito papel pautado com o primeiro

movimento da sonata.

imediatamente. Quando despertei, o sol

já no

09469404360

(Erico Verissimo. Sonata. Contos. 10.ed. Rio de Janeiro: Globo, 1987. p.74)

2013 - Técnico de Apoio Especializado -

Administrativo - FCC) Preenchem corretamente as lacunas do trecho acima

transcrito, na ordem dada,

15.

(DPE-RS

a) dormiria

- estivera

- Viera-me

b) dormia

- estivera

- Viram-me

c) dormi

- estivesse

- Viriam-me

d) dormi

- estava

- Vieram-me

e) dormia

- esteve

- Viram-me

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Comentário: observe os verbos no início do texto: “terminei”, “atirei-

os verbos que irão preencher as lacunas devem estar também no

me”

pretérito para ter correlação com eles.

GABARITO: D

me” pretérito para ter correlação com eles. GABARITO: D 16. (PGE-BA – 2013 - Analista de

16. (PGE-BA 2013 - Analista de Procuradoria - Área de Apoio

Jurídico FCC) É procedente afirmar que, na primeira frase do texto,

a) a forma de os afilhados saberem não é condizente com a norma padrão

escrita, que preconiza unicamente a forma "dos afilhados saberem".

b) a palavra litígio está inadequadamente grafada, pois a forma correta é

09469404360

"letígio".

c) a sequência depois de viver a intensa experiência do coma apresenta

equívoco quanto ao gênero do substantivo coma.

d) há equívoco quanto ao emprego da forma verbal reteram, pois a forma

correta é "retiveram".

e) há equívoco na grafia da palavra reivindicar, pois a forma correta é

"reinvindicar".

Comentário:

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a) a forma de os afilhados saberem não é condizente com a norma padrão

escrita, que preconiza unicamente a forma "dos afilhados saberem".

ERRADA, antes de sujeito usa-se a forma separada: preposição de +

artigo os.

b) a palavra litígio está inadequadamente grafada, pois a forma correta é

"letígio". ERRADA. Está grafada corretamente.

c) a sequência depois de viver a intensa experiência do coma apresenta

equívoco quanto ao gênero do substantivo coma. ERRADO. Coma é

sempre masculino, o coma.

d) há equívoco quanto ao emprego da forma verbal reteram, pois a forma

correta é "retiveram". CORRETO. Não existe a conjugação reteram para o

verbo reter. O ideal na oração é usar retiveram, no pretérito perfeito

do indicativo.

e) há equívoco na grafia da palavra reivindicar, pois a forma correta é

"reinvindicar". ERRADA. Está grafada corretamente.

GABARITO: D

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e Questões Comentadas Profª Rafaela Freitas に Aula 02 17. (TST – 2012 - Técnico Judiciário

17. (TST 2012 - Técnico Judiciário - Área Administrativa FCC) O

verbo empregado no plural que também poderia ter sido flexionado no

singular, sem prejuízo para a correção, está em:

a) Para o domínio desse jogo, especialistas dão instruções sobre

b) Todos os jogos se compõem de duas partes

c) As vitórias no jogo interior talvez não acrescentem novos troféus

d) Mas, por algum motivo, a maioria das pessoas têm mais facilidade para

e) todos os hábitos da mente que inibem a excelência do desempenho.

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Comentário: a única alternativa que admite o verbo no singular ou no

plural é a D, pois o verbo ter poderia concordar com a maioria (no singular)

ou com pessoas (no plural).

GABARITO: D

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e Questões Comentadas Profª Rafaela Freitas に Aula 02 18. (Câmara Municipal de São Paulo -

18. (Câmara Municipal de São Paulo - SP 2014 - Procurador

Legislativo FCC) Todas as formas verbais estão corretamente

empregadas, grafadas e flexionadas na frase:

a) O autor do texto parece considerar que já está para se proscrever a

validade do livro convencional.

b) Um direito que não se pustula, como o da alfabetização, é um direito

que se fragiliza.

c) Foi grande sua emoção quando, alfabetizado, sentiu-se capaz de

destrinçar o sentido de um texto.

d) O prazer da leitura é um direito que poucos assessam nos países mais

pobres.

09469404360

e) Eles se absteram de votar porque dificuldade na leitura das instruções. Língua Portuguesa p/

e)

Eles

se

absteram

de

votar

porque

dificuldade na leitura das instruções.

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achavam

que

encontrariam

Comentário: a única alternativa correta é a C. Vejamos as outras:

a) O autor do texto parece considerar que já está para se proscrever a

validade do livro convencional. proscrever não foi empregado

corretamente, pois significa banir, exilar, degredar, abolir, proibir. O

correto seria prescrever a validade, extinguir o direto.

b) Um direito que não se pustula, como o da alfabetização, é um direito

que se fragiliza. Pústula é uma proparoxítona e deve ser acentuada.

Significa ferida no contexto.

d) O prazer da leitura é um direito que poucos assessam nos países mais

pobres. - acessam

e) Eles se absteram de votar porque achavam que encontrariam

dificuldade na leitura das instruções. abstiveram.

GABARITO: C

Sabia-a culta e boa, Rachel de Queiroz me afirmara a grandeza moral

daquela pessoinha tímida

19. (TRT - 19ª Região (AL) 2014 - Analista Judiciário - Área

09469404360

Administrativa FCC)

Atribuindo-se caráter hipotético ao trecho acima, mantém- se a correção

gramatical substituindo-se os elementos grifados pelo que se encontra em:

a) Saberia-a - tinha-me afirmado

b) Tê-la-ia sabido - teria-me afirmado

c) Sabê-la-ia - me afirmaria

d) Saberia-a - ter-me-ia afirmada

e) Sabê-la-ia - me teria afirmado

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Comentário: para um caráter hipotético, os verbos precisam estar no

modo subjuntivo.

GABARITO: E

Apoio ao transporte urbano

O BNDES tem um programa de apoio a projetos de transportes públicos,

abrangendo todos os investimentos necessários à qualificação do espaço

urbano no entorno do empreendimento. O apoio pode se dar visando a forma

de operação específica, sempre com a preocupação de mirar os seguintes

objetivos: a) racionalização econômica, com redução dos custos totais do

sistema; b) privilégio do transporte coletivo sobre o individual; c)integração

tarifária e física, com redução do ônus e do tempo de deslocamento do

usuário; d) acessibilidade universal, inclusive para os usuários com

necessidades especiais; e) aprimoramento da gestão e da fiscalização do

sistema; f) redução dos níveis de poluição sonora e do ar, do consumo

energético e dos congestionamentos; g) revalorização urbana do entorno dos

projetos.

O BNDES admite um nível de participação em até 100%, no caso de

municípios de baixa renda ou de média renda inferior localizados nas regiões

Norte e Nordeste.

09469404360

(Baseado em informações do site oficial do BNDES)

20. (METRÔ-SP 2010 - Analista - Administração FCC) O verbo

indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para

preencher corretamente a lacuna da frase:

(dizer)

respeito ao apoio aos projetos de transporte urbano.

(levar) em conta os objetivos do BNDES, nenhum

projeto de transporte urbano contará com o apoio desse órgão.

a) A lista de itens que representam os objetivos do BNDES

b) Caso não se

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c) Não

(faltar) a essa relação de objetivos, como é óbvio, os que se

apresentam intimamente associados à preservação do meio ambiente.

d) A cada objetivo

(corresponder), é claro, medidas específicas de

gerenciamento e fiscalização das iniciativas a serem tomadas.

e) No caso de

(ocorrer) quaisquer irregularidades na implementação

de um projeto, o apoio do BNDES estará suspenso, até que tudo se apure.

Comentário: vamos preencher cada alternativa com os verbos

adequadamente flexionados:

a) A lista de itens que representam os objetivos do BNDES diz respeito ao

apoio aos projetos de transporte urbano. concorda no singular com a

lista.

b) Caso não se levem em conta os objetivos do BNDES, nenhum projeto

de transporte urbano contará com o apoio desse órgão. verbo no plural

para concordar com os objetivos.

c) Não faltam a essa relação de objetivos, como é óbvio, os que se

apresentam intimamente associados à preservação do meio ambiente.

verbo no plural para concordar com os que se apresentam

d) A cada objetivo correspondem é claro, medidas específicas de

gerenciamento e fiscalização das iniciativas a serem tomadas. verbo no

plural para concordar com medidas.

09469404360

e) No caso de ocorrerem quaisquer irregularidades na implementação de

um projeto, o apoio do BNDES estará suspenso, até que tudo se apure.

verbo no singular para concordar com quaisquer irregularidades.

GABARITO: A

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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

Prazer sem humilhação

O poeta Ferreira Gullar disse há tempos uma frase que gosta de repetir: “A

crase não existe para humilhar ninguém”. Entenda-se: há normas gramaticais

cuja razão de ser é emprestar clareza ao discurso escrito, valendo como

ferramentas úteis e não como instrumentos de tortura ou depreciação de

alguém.

Acho que o sentido dessa frase pode ampliar-se: “A arte não existe para

humilhar ninguém”, entendendo-se com isso que os artistas existem para

estimular e desenvolver nossa sensibilidade e inteligência do mundo, e não

para produzir obras que separem e hierarquizem as pessoas. Para ficarmos no

terreno da música: penso que todos devem escolher ouvir o que

gostam, não aquilo que alguém determina. Mas há aqui um ponto crucial, que

vale a pena discutir: estamos mesmo em condições de escolher livremente as

músicas de que gostamos? Para haver escolha real, é preciso haver opções

reais.

Cada vez que um carro passa com o som altíssimo de graves repetidos

praticamente sem variação, num ritmo mecânico e hipnótico, é o caso de se

perguntar: houve aí uma escolha? Quem alardeia os infernais decibéis de seu

som motorizado pela cidade teve a chance de ouvir muitos outros gêneros

musicais? Conhece muitos outros ritmos, as canções de outros países, os

compositores de outras épocas, as tendências da música brasileira, os

incontáveis estilos musicais já inventados e frequentados? Ou se limita a

comprar no mercado o que está vendendo na prateleira dos sucessos,

alimentando o círculo vicioso e enganoso do “vende porque é bom, é bom

porque vende”?

Não digo que A é melhor que B, ou que X é superior a todas as letras do

alfabeto; digo que é importante buscar conhecer todas as letras para escolher.

Nada contra quem escolhe um “batidão” se já ouviu música clássica, desde que

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tenha tido realmente a oportunidade de ouvir e escolher compositores clássicos

que lhe digam algo. Não acho que é preciso escolher, por exemplo, entre os

grandes Pixinguinha e Bach, entre Tom Jobim e Beethoven, entre um forró e a

música eletrônica das baladas, entre a música dançante e a que convida a uma

audição mais serena; acho apenas que temos o direito de ouvir tudo isso antes

de escolher. A boa música, a boa arte, esteja onde estiver, também não existe

para humilhar ninguém.

(João Cláudio Figueira, inédito)

01. (TCM-GO 2015 - Auditor Controle Externo - Jurídica FCC) Em

ao grande público o melhor que os artistas

qualquer época,

que se

Haverá plena correlação entre tempos e modos verbais na frase acima

preenchendo-se as lacunas, respectivamente, com

a) era preciso - oferecia - produzem

b) será preciso - oferecesse produziriam

c) é preciso - oferecesse - produzissem

d) seria preciso - ofereça - têm produzido

e) é preciso - ofereça - produzam

Não há hoje no mundo, em qualquer domínio de atividade artística, um

artista cuja arte contenha maior universalidade que a de Charles Chaplin. A

razão vem de que o tipo de Carlito é uma dessas criações que, salvo

idiossincrasias muito raras, interessam e agradam a toda a gente. Como os

heróis das lendas populares ou as personagens das velhas farsas de

mamulengos.