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Cinquecento (século XVI)

Principais características:

- Fusão de temas profanos com religiosos.

- Forte presença do humanismo na literatura, pintura e escultura.

- Foi um período em que o Renascimento se expandiu para outros países da Europa como, por
exemplo, Holanda, Espanha, Portugal, França e Alemanha.

- Enfraquecimento no final do século XVI, principalmente na Itália, do movimento renascentista.


Isto ocorreu em função, principalmente, das grandes descobertas marítimas, do movimento de
Contrarreforma e atuação da Inquisição.

Principais artistas, escritores e suas obras:

- Maquiavel – escritor italiano que se destacou na análise política de sua época. É autor do
famoso livro O príncipe, além da peça para teatro Mandrágora.

Nicolau Maquiavel (em italiano: Niccolò di Bernardo dei Machiavelli; Florença, 3 de


maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi
um filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento. É
reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de ter
escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes
estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado
historicamente.
Desde as primeiras críticas, feitas postumamente pelo cardeal inglês Reginald Pole, as
opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico,
criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia, aleivosia, maldade.
Maquiavel viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina durante o
governo de Lourenço de Médicie entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de
Secretário da Segunda Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de
grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra.
Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu suas principais
obras. Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao
seu antigo posto como desejava.
Como renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade Clássica de
maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de
traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o
de fortuna.

- Rafael Sânzio – pintor italiano, autor de Madona com o menino, Ressureição de Cristo e A
Anunciação.
Rafael Sânzio (em italiano: Raffaello Sanzio; Urbino, 6 de abril de 1483 — Roma, 6 de
abril de 1520), frequentemente referido apenas como Rafael, foi um mestre da pintura e
da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimentoitaliano, celebrado pela perfeição
e suavidade de suas obras. Segundo historiadores e mestres da arte, o mais adequado é
chamá-lo de Raffaello Santi, já que Sânzio fazia referência apenas ao seu local de nascimento
e Santi era o sobrenome de seu pai, Giovanni Santi, nascido em Lucca, na Toscana. Junto
com Michelangelo e Leonardo da Vinciforma a tríade de grandes mestres do Alto
Renascimento.
Urbino era então capital do ducado do mesmo nome e seu pai, Giovanni Santi, pintor de
poucos méritos mas homem culto e bem relacionado na corte do duque Federico da
Montefeltro. Transmitiu ao filho, de precoce talento, o amor pela pintura e as primeiras lições do
ofício. O duque, personificação do ideal renascentista do príncipe culto, encorajara todas as
formas artísticas e transformara Urbino em centro cultural, a que foram atraídos homens
como Donato Bramante, Piero della Francesca e Leon Battista Alberti.

- Michelangelo – importante escultor, arquiteto e pintor italiano renascentista. É autor das


famosas esculturas Davi, Pietá e Leda. Entre suas pinturas, podemos destacar o conjunto de
afrescos da Capela Sistina.

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de março de 1475 — Roma, 18 de


fevereiro de 1564), mais conhecido simplesmente como Michelangelo ou, na
forma aportuguesada Miguel Ângelo, foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto florentino,
considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.
Ele desenvolveu o seu trabalho artístico por mais de setenta anos entre Florença e Roma,
onde viveram seus grandes mecenas, a família Médici de Florença, e vários papas romanos.
Iniciou-se como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio em Florença. Tendo o
seu talento logo reconhecido, tornou-se um protegido dos Médici, para quem realizou várias
obras. Depois fixou-se em Roma, onde deixou a maior parte de suas obras mais
representativas. Sua carreira se desenvolveu na transição do Renascimento para
o Maneirismo, e seu estilo sintetizou influências da arte da Antiguidade clássica, do primeiro
Renascimento, dos ideais do Humanismo e do Neoplatonismo, centrado na representação da
figura humana e em especial no nu masculino, que retratou com enorme pujança. Várias de
suas criações estão entre as mais célebres da arte do ocidente, destacando-se na escultura
o Baco, a Pietà, o David, as duas tumbas Médici e o Moisés; na pintura o vasto ciclo do teto
da Capela Sistina e o Juízo Final no mesmo local, e dois afrescos na Capela Paulina; serviu
como arquiteto da Basílica de São Pedro implementando grandes reformas em sua estrutura e
desenhando a cúpula, remodelou a praça do Capitólio romano e projetou diversos edifícios, e
escreveu grande número de poesias.

- Erasmo de Rotterdam – importante escritor holandês que buscou analisar questões políticas e
religiosas do século XVI. Sua principal obra é Elogio da loucura.