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RESUMO ÁUDIO 2

A REVOLUÇÃO FRANCESA E AS INVASÕES NAPOLEÓNICAS

A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820

A REVOLUÇÃO FRANCESA

Em finais do século XVIII, a França era governada por Luís XVI, um rei
absoluto que era contestado pela burguesia e pelo povo, que defendiam a
liberdade e a igualdade de todos perante a lei. Foi neste ambiente que, em
1789, ocorreu, em França, a Revolução Francesa que, com base nos ideais de
Igualdade, Liberdade e Fraternidade, pôs fim ao absolutismo do rei bem como
aos privilégios do clero e da nobreza.
Alguns reis da Europa, temendo que estes ideais contra o absolutismo fossem
acolhidos nos seus reinos, tentaram abafar os ecos desta Revolução e
declararam guerra à França. Foi neste ambiente de guerra que se destacou
Napoleão Bonaparte, um comandante do exército francês, que assumiu o
poder em França e iniciou a invasão e a anexação de diversos territórios
europeus.

O BLOQUEIO CONTINENTAL
Contudo, a Inglaterra impedia o avanço do exército francês, o que levou
Napoleão Bonaparte a mudar de estratégia. Assim, e para enfraquecer os
Ingleses, Napoleão ordenou, em 1806, que todos os países da Europa
encerrassem os seus portos aos navios ingleses, tentando, deste modo, impor
um Bloqueio Continental à Inglaterra.
Portugal não respeitou a ordem de Napoleão e, como consequência desta
decisão, acabou por sofrer três invasões francesas. Já com as tropas francesas
em território português, a família real e a corte decidiram partir para o Brasil,
deixando o governo de Portugal entregue a uma Junta de Regência. Durante
quatro anos, o exército português e o exército inglês combateram as tropas
francesas. Os Franceses acabaram por ser vencidos, definitivamente, nas
Linhas de Torres Vedras, onde tinham sido construídas fortificações para a
defesa da capital do Reino.

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ANTECEDENTES DA REVOLUÇÃO LIBERAL PORTUGUESA
As invasões francesas deixaram marcas profundas na população portuguesa.
O estado crítico em que estava a economia do Reino, a ausência da família
real e da corte, que continuavam no Brasil, e a presença dos Ingleses nos altos
cargos do exército e da administração eram alguns dos motivos de
descontentamento dos Portugueses. A juntar a tudo isto, o rei decretou a
abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional, o que prejudicou
bastante a burguesia portuguesa que, cada vez mais, desejava instaurar um
governo liberal em Portugal e abolir a Monarquia Absoluta.
Em 1817, ocorreu a primeira tentativa de abolição da monarquia absoluta,
chefiada por Gomes Freire de Andrade, mas que acabou por fracassar. No ano
seguinte, um grupo de liberais do Porto formou o Sinédrio, com o objetivo de
preparar uma nova tentativa de revolução. Nesta sociedade secreta, formada
sobretudo por burgueses portuenses, destacou-se Manuel Fernandes Tomás.

A REVOLUÇÃO LIBERAL
No dia 24 de agosto de 1820, os revolucionários do Porto, com o apoio da
população, deram início à Revolução Liberal portuguesa. De imediato, os
Ingleses foram afastados e foi exigido ao rei que regressasse do Brasil.
O governo instalado após a revolução decidiu convocar as Cortes, para
preparar eleições e escolher os representantes que formariam as Cortes
Constituintes. Estes deputados teriam como função a elaboração da primeira
Constituição portuguesa.
Em 1821, o rei D. João VI regressou a Portugal e, em 1822, jurou a
Constituição, iniciando-se uma Monarquia Liberal ou Constitucional.
A Constituição de 1822 refletia os princípios liberais de liberdade e igualdade
de todos os cidadãos perante a lei. Por isso, a organização da sociedade
sofreu alterações, ao serem retirados os privilégios ao clero e à nobreza.
Relativamente à organização do poder, este documento definia a divisão dos
poderes legislativo, executivo e judicial.