Você está na página 1de 9

Prova CEDERJ 2016.

Texto 1

O cortiço

Aluísio Azevedo

Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua
infinidade de portas e janelas alinhadas.

Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como
que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite
antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido
em terra alheia.

A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um farto
acre de sabão ordinário. As pedras do chão, esbranquiçadas no lugar da lavagem e em alguns
pontos azuladas pelo anil, mostravam uma palidez grisalha e triste, feita de acumulações de
espumas secas. (...)

Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa
de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água
que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já
prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do
pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não
se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e
esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As
portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem
tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças
não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás
da estalagem ou no recanto das hortas.

AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. Disponível em


http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000003.pdf. p. 13. Acesso em 03 dez.
2015.

1ªQUESTÃO: Do trecho extraído do romance naturalista de maior representatividade no Brasil,


O cortiço, destaque uma expressão que comprove a personificação (ou antropomorfização) do
cortiço e outra que comprove a animalização (ou zoomorfização) das pessoas.

R: A “personificação” (também conhecida como “animização” ou “antropomorfização”) é uma


“Figura de Pensamento” pela qual emprestam-se vida e ação a seres inanimados. Dessa forma,
como exemplos de personificação, podem-se destacar: “O cortiço acordava”, abrindo, não os
olhos,...” “um acordar alegre e farto (...)”; “indolência de neblina”; “luz loura e tenra da
aurora”;“A pedras do chão (...) mostravam uma palidez grisalha e triste ...”.
A “animalização” ou “zoomorfização” é uma das principais características do Movimento
Naturalista. Como exemplos, podem-se citar: “aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas”;
“alto do casco”; “molhar o pelo”; “esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e
fungando...”.

2ª QUESTÃO: Na frase do Texto 1 “As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas
para não as molhar; via-selhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam,
suspendendo o cabelo todo para o alto do casco”, quais são os dois elementos coesivos que
retomam “As mulheres”?

R: Sabemos que a COESÃO é o fator responsável pelo encadeamento semântico que produz a
textualidade. Para entender o significado global de um texto, é preciso, então, reconhecer os
elementos referenciais que “costuram” a sua coesão. Assim, o termo “mulheres” é retomado
anaforicamente pelo pronome pessoal oblíquo átono “lhes”, em “via-se-lhes”, e pelo pronome
pessoal reto “elas”, em “elas despiam”.

3ª QUESTÃO: No trecho do Texto 1 “era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair
sem tréguas”, a que classe gramatical pertencem as palavras sublinhadas?

R: As palavras “abrir, fechar, entrar, sair” são substantivos. O artigo – no caso o artigo indefindo
um - como “marco da classe dos substantivos” (Walmirio Macedo, 1976) promove a “conversão”
das referidas palavras da classe dos verbos para a dos nomes

Texto 2

Manguetown

Chico Science e Nação Zumbi

Estou enfiado na lama.

É um bairro sujo.

Onde os urubus têm casas.

E eu não tenho asas.

Mas estou aqui em minha casa

Onde os urubus têm asas.

Vou pintando, segurando as paredes do

Mangue do meu quintal.

Manguetown

Andando por entre os becos


Andando em coletivos.

Ninguém foge a cheiro sujo

Da lama de Manguetown

(...)

Fui no mangue catar lixo,

Pegar caranguejo,

Conversar com urubu.

SCIENCE, Chico. Manguetown. Disponível em https://letras.mus.br/chico-science/45209/.


Acesso em 03 dez. 2015.

4ª QUESTÃO: “Estou enfiado na lama” é uma expressão do Texto 2 que denota um estado
(alguém que vive em um terreno lamacento e enfia seus pés nele), mas também pode conotar uma
ideia, isto é, pode apresentar um sentido figurado. Qual é o sentido figurado de “estar enfiado na
lama”?

R: O sentido figurado de “estou enfiado na lama” é “estou cheio de problemas”, “estou envolvido
por dificuldades”, “estou preso em uma situação asquerosa da qual não consigo me livrar”, ou
seja, a expressão representa um estado relacionado à “lama”, a algo que causa repugnância e é de
difícil libertação.

5ª QUESTÃO: Tanto quanto em O cortiço, a canção intitulada Manguetown, de Chico Science


e Nação Zumbi, apresenta o objetivo de denúncia social. Aponte um aspecto relacionado à
denúncia social em O cortiço e outro, na letra da canção Manguetown, e transcreva uma passagem
de cada texto que comprove os aspectos mencionados.

R: De O Cortiço, podem-se destacar aspectos relacionados à precariedade das condições de vida


naquela comunidade, como se comprova em “Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente,
debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos”; “portas das latrinas não
descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas”; “as crianças
não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo”. Em Manguetown, a precariedade
do lugar representa a tônica do texto, como se percebe em “É um bairro sujo”; “Andando por
entre os becos”, assim como em “Fui no mangue catar lixo”.
PROVA CEDERJ 2015.2

TEXTO 1

Em outras praias

Avanço mundial do português torna o idioma a língua mais falada nos estados norte-americanos
de Massachussets e Rhode Island, depois do inglês e do espanhol.

Por Beatriz Rey, de Boston (EUA)

Nas ruas das cidades de Boston e Cambridge, ambas no estado norte-americano de


Massachussets, é relativamente comum ouvir frases em português pontuadas por expressões em
inglês, como you know? (sabe?) ou of course! (claro!). Ajeitando-se em uma cadeira, uma senhora
portuguesa escuta a pergunta “Está confortável aí?” e responde “Yes”. Em alguns hospitais, como
o Massachussets General Hospital, em Boston, há intérpretes em português.

Para além do que se ouve ou se fala, o registro escrito da língua portuguesa também chama
a atenção. Em uma mesma região de Cambridge, por exemplo, pode-se almoçar em restaurantes
cujas fachadas estampam bandeiras de Brasil e Portugal e menus em português e em inglês.

Tais registros refletem a presença significativa da comunidade falante de língua


portuguesa no estado. Dados coletados pelo U.S. Census Bureau.

O Português é a 5ª língua mais falada no mundo, atrás de hindu, mandarim, inglês e


espanhol. O dado foi anunciado em fevereiro, no parlamento europeu, pelo Instituto Camões,
órgão português de cooperação internacional, e pelo ISCTE/IUL – Instituto Universitário de
Lisboa.

Os 244 milhões de falantes do idioma nos oito países de língua oficial portuguesa ocupam
cerca de 7% da superfície do planeta e respondem por 4% da riqueza mundial. Isso porque o censo
lusófono não costuma incluir na conta entre 10 e 15 milhões de falantes de português que residem
em outros países lusófonos. Destes, estima-se que 5,8 milhões de emigrantes são portugueses e 4
milhões, brasileiros.

Além de Brasil e Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé
e Príncipe e Timor-Leste têm o idioma como oficial, apesar de o uso nem sempre ser
predominante em suas sociedades, de haver incorporação de vocábulos nativos e mudanças
gramaticais ou de pronúncia.

(Revista Língua Portuguesa, Ano 9, No. 106, Agosto de 2014, páginas 26-32)

1ª QUESTÃO: Que relação se pode estabelecer entre o título do texto (“Em outras praias”) e as
ideias desenvolvidas no fragmento em análise?

R: À primeira vista, pode parecer não haver relação entre o título e a sequência de ideias
desenvolvidas no texto. Porém “Em outras praias” é uma expressão que, entendida no plano
conotado, costuma significar “em outras regiões, em outros lugares”. “Em outras praias”,
portanto, remete à ideia da difusão do português em vários locais do planeta.
2ª QUESTÃO: Um texto predominantemente expositivo, como o da reportagem intitulada “Em
outras praias”, tem como função apresentar informações objetivas a respeito de um tema. Para
isso, o emprego de um tempo verbal específico torna-se necessário. Verifique o tempo verbal
preponderante no texto, extraindo duas formas verbais como exemplos.

R: O tempo verbal predominante é o presente do indicativo, como é possível comprovar com as


formas torna, é, escuta, responde, há, estampam etc.

3ª QUESTÃO: Um dos recursos utilizados para se manter a coesão de um texto é a anáfora, que
permite retomar um elemento já mencionado para dar continuidade à progressão de ideias.
Destaque os elementos anafóricos presentes nos trechos a seguir:

a) “Nas ruas de Boston e Cambridge, ambas no estado norte-americano de Massachusetts, é


relativamente comum ouvirmos frases em português pontuadas por expressões em inglês...”
(linhas 1-2)

b) “O Português é a 5ª língua mais falada no mundo, atrás de hindu, mandarim, inglês e espanhol.
O dado foi anunciado em fevereiro, no parlamento europeu...” (linhas 11-12)

R: a) “ambas” (que retoma “as ruas”)

b) “O dado” (que retoma toda a frase anterior)

TEXTO 2

Língua

Gilberto Mendonça Teles

Esta língua é como um elástico

que espicharam pelo mundo.

No início era tensa,

de tão clássica.

Com o tempo, se foi amaciando,

foi-se tornando romântica,

incorporando os termos nativos

e amolecendo nas folhas de bananeira

as expressões mais sisudas.


Um elástico que já não se pode

mais trocar, de tão gasto;

nem se arrebenta mais, de tão forte.

Um elástico assim como é a vida

que nunca volta ao ponto de partida.

(Disponível em http://www.infoescola.com/literatura. Acesso em 01 abril de 2015.)

4ª QUESTÃO: Identifique, no poema, duas características da língua portuguesa relacionadas à


cultura brasileira

R: Essas características se encontram nos versos da segunda estrofe: a língua “que foi se
amaciando” (antes era tensa de tão clássica); a incorporação de termos nativos; o amolecimento
das expressões mais sisudas nas folhas da bananeira.

5ª QUESTÃO: Ao usar a figura de um elástico “que espicharam pelo mundo”, o poeta se refere
à história da língua portuguesa, que chegou à América, à África e à Ásia por meio das Grandes
Navegações.

Considere essa ideia e interprete o significado da última estrofe, que sintetiza o texto: “Um
elástico assim como é a vida/que nunca volta ao ponto de partida”.

R: A última estrofe, que sintetiza o texto, explora a ideia de que a língua portuguesa no Brasil
ganhou feições próprias (tanto no léxico, como na estruturação gramatical) e, portanto, jamais se
igualará à versão europeia, que fora sua origem, como se julgava ser possível nos primórdios de
sua formação.

PROVA CEDERJ 2014.2

Leia, com atenção, o fragmento do conto “A cartomante”, de Machado de Assis, para responder
às questões seguintes:

(...) Vilela, Camilo e Rita, três nomes, uma aventura e nenhuma explicação das origens.

Vamos a ela. Os dois primeiros eram amigos de infância. Vilela seguiu a carreira de
magistrado. Camilo entrou no funcionalismo, contra a vontade do pai, que queria vê-lo médico,
mas o pai morreu, e Camilo preferiu não ser nada, até que a mãe lhe arranjou um emprego público.
No princípio de 1869, voltou Vilela da província, onde casara com uma dama formosa e tonta;
abandonou a magistratura e veio abrir banca de advogado. Camilo arranjou-lhe casa para os lados
de Botafogo, e foi a bordo recebê-lo.

- É o senhor? Exclamou Rita, estendendo-lhe a mão. Não imagina como meu marido é
seu amigo; falava sempre do senhor.
Camilo e Vilela olharam-se com ternura. Eram amigos deveras. Depois, Camilo
confessou de si para si que a mulher do Vilela não desmentia as cartas do marido. Realmente, era
graciosa e viva nos gestos, olhos cálidos, boca fina e interrogativa. Era um pouco mais velha que
ambos: contava trinta anos, Vilela vinte e nove e Camilo vinte e seis. Entretanto, o porte grave de
Vilela fazia-o parecer mais velho que a mulher, enquanto Camilo era um ingênuo na vida moral
e prática. Faltava-lhe tanto a ação do tempo, como os óculos de cristal, que a natureza põe no
berço de alguns para adiantar os anos. Nem experiência, nem intuição.

Uniram-se os três. Convivência trouxe intimidade. Pouco depois, morreu a mãe de Camilo
e, nesse desastre, que o foi, os dois mostraram-se grandes amigos dele. Vilela cuidou do enterro
e do inventário; Rita tratou especialmente do coração, e ninguém o faria melhor.

Como daí chegaram ao amor, não o soube nunca. A verdade era que gostava de passar
horas ao lado dela; era sua enfermeira moral, quase uma irmã, mas principalmente era mulher e
bonita. (...)

Camilo quis sinceramente fugir, mas já não o pôde. Rita, como uma serpente, foi-se
acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo e pingou-lhe veneno na
boca. Ele ficou atordoado e subjugado. Vexame, sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de mistura;
mas a batalha foi curta e a vitória delirante. Adeus, escrúpulos! Não tardou que o sapato se
acomodasse ao pé, e aí foram ambos, estrada fora, braços dados, pisando folgadamente por cima
de ervas e pedregulhos, sem padecer nada mais que algumas saudades quando estavam ausentes
um do outro. A confiança e estima de Vilela continuavam a ser as mesmas.

Um dia, porém, recebeu Camilo uma carta anônima, que lhe chamava imoral e pérfido, e
dizia que a aventura era sabida de todos. Camilo teve medo, e, para desviar suspeitas, começou a
rarear as visitas à casa de Vilela. Este notou-lhe as ausências, Camilo respondeu que o motivo era
uma paixão frívola de rapaz. Candura gerou astúcia. As ausências prolongaram-se, e as visitas
cessaram inteiramente. Pode ser que entrasse também nisso um pouco de amor próprio, uma
intenção de diminuir os obséquios do marido, para tornar menos dura a aleivosia do ato.

Foi por esse tempo, que Rita, desconfiada e medrosa, correu à cartomante para consultá-
la sobre a verdadeira causa do procedimento de Camilo.

(...)

(Machado de Assis, “A cartomante”. In: Obra Completa, Várias Histórias. Rio de Janeiro: Editora
Nova Aguilar S. A. 1985, páginas 478 e 479)

1ª QUESTÃO: Segundo Alfredo Bosi, “O ponto mais alto e mais equilibrado da prosa realista
brasileira acha-se na ficção de Machado de Assis. [...] O seu equilíbrio não era o goethiano – dos
fortes e dos fracos, destinados a compor hinos de glória à natureza e ao tempo; mas o dos homens
que, sensíveis à mesquinhez humana e à sorte precária do indivíduo, aceitam por fim uma e outra
como herança inalienável, e fazem delas alimento de sua reflexão cotidiana”. (In: História concisa
da Literatura Brasileira. 3.ed. São Paulo: Cultrix, s/data).

Destaque uma frase do conto de Machado de Assis que comprove a opção do escritor por temas
relacionados à fragilidade humana.

R: Sugestões de resposta:
“Rita, como uma serpente, foi-se acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos

num espasmo e pingou-lhe veneno na boca.”

“Vexame, sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de mistura; mas a batalha foi curta e a vitória

delirante.”

“Adeus, escrúpulos!”

“Um dia, porém recebeu Camilo uma carta anônima, que lhe chamava imoral e pérfido, e dizia

que a aventura era sabida de todos.”

“Pode ser que entrasse também nisso um pouco de amor próprio, uma intenção de diminuir os

obséquios do marido, para tornar menos dura a aleivosia do ato.”

“Rita tratou especialmente do coração, e ninguém o faria melhor.”

“Como daí chegaram ao amor, não o soube nunca.”

2ª QUESTÃO: Identifique no texto os termos a que se referem os pronomes sublinhados no


seguinte fragmento:

Vamos a ela. Os dois primeiros eram amigos de infância. Vilela seguiu a carreira de magistrado.
Camilo entrou no funcionalismo, contra a vontade do pai, que queria vê-lo médico, mas o pai
morreu, e Camilo preferiu não ser nada, até que a mãe lhe arranjou um emprego público.” (2º
parágrafo)

R: “Ela” se refere à “explicação [das origens]” e “lhe”, a “Camilo”.

3ª QUESTÃO: Os conteúdos implícitos e o recurso a inferências são, também, características do


estilo machadiano. Identifique o significado das expressões em destaque, de acordo com o texto:
a) o sapato se acomodasse ao pé b) pisando folgadamente por cima de ervas e pedregulhos

R: “O sapato se acomodasse ao pé” significa que Rita e Camilo se acostumaram ao remorso em

relação a Vilela e “pisando folgadamente por cima de ervas e pedregulhos” significa que eles

ignoraram os problemas possivelmente ocasionados por seu relacionamento.

4ª QUESTÃO: Destaque do quarto parágrafo um exemplo de frase descritiva.

R: Podem-se citar as descrições de Rita, Camilo ou Vilela. (Apenas a primeira frase não serve

como exemplo.).

5ª QUESTÃO: No segundo parágrafo, os adjetivos “formosa” e “tonta” foram empregados para


se referir à Rita. O emprego desses adjetivos sugere uma visão de mundo positiva ou negativa
sobre as mulheres? Explique.
R: Trata-se de uma visão negativa em relação às mulheres, comum na obra machadiana. Referir-
se às mulheres como formosas e tontas significa dar-lhes um caráter de superficialidade e de pouca
inteligência.

OBS: A resposta acima está correta em quase tudo, menos em dizer sobre a visão negativa das
mulheres na obra de Machado, portanto ignorem a parte que diz “comum na obra machadiana”.