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QUESITO NOTA

PADRONIZAÇÃO (formatação)
FUNDAMANTAÇÃO TEÓRICA, APRESENTAÇÃO DO
PROBLEMA.
SOLUÇÃO DO TRABALHO PRÁTICO E ANÁLISE DOS
RESULTADOS.
AVALIAÇÃO FINAL

 
CONVERSOR D/A
 
Clair J. Frighetto, Ismael V. Torresan, Renan Sartori
 
UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
Campus Universitário da Região dos Vinhedos 
Centro de Ciências Exatas, da Natureza e Tecnologia. 
Engenharia Mecânica 
Alameda João Dal Sasso, 800. 
95700-000 – Bento Gonçalves – RS – Brasil 
E-mails: cjfrighetto@ucs.br, ivtorresan@ucs.br, rsartori2@ucs.br 
 
 
 
RESUMO 
 
  Neste  trabalho  está  descrita  a  concepção  do  projeto  e  posterior  confecção  de  um  conversor  D/A  com 
resolução de 16 bits, do tipo resistores em escada, cuja função é variar a luminosidade de um LED e também há uma 
breve descrição sobre a função exercida por cada componente do circuito para um melhor entendimento da matéria 
da  disciplina  e  alguns  cálculos  envolvendo  seu dimensionamento.  Simulações do  conversor D/A foram  realizadas 
através do software MULTISIM, para garantir a segurança dos integrantes do grupo,  evitar danos aos componentes 
elétricos do circuito,  simular o funcionamento do circuito antes mesmo de sua montagem e para ter uma prova real 
dos resultados obtidos através dos cálculos. 
 
Palavras chave: projeto, conversor, simulação, segurança, cálculos. 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
  Neste  trabalho  pretende-se  aplicar  conhecimentos  adquiridos  durante  as  aulas  da  disciplina  em  conjunto 
com  um  trabalho  de  pesquisa  sobre  sinais  digitais  e  analógicos  que  especificamente  não  são  vistos  durante  o 
decorrer  do  semestre,  porém  há  base  teórica  suficiente  para  realizar  este  trabalho,  pois  além  da  aplicação  dos 
conceitos puramente vistos, fora usado pesquisa em livros acadêmicos que serão citados ao fim deste relatório. 
 

Eletricidade Aplicada - UCS 1


Conversor D/A

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
  Na representação analógica, uma quantidade é representada por um indicador proporcional continuamente 
variável. Um exemplo disso é o velocímetro de um automóvel, em que a posição angular representa a velocidade e 
esta  posição  segue  as  alterações  de  velocidade,  os  termômetros  também  usam  esta  representação,  com  o  uso  do 
mercúrio em uma coluna de vidro que sofre expansão e contração de acordo com a temperatura a ser medida. Nestes 
dois exemplos, o sistema de medição de quantidades físicas é realizado através de um meio mecânico. Nos sistemas 
analógicos  elétricos,  a  quantidade  física  que  está  sendo  medida  é  convertida  em  uma  corrente  ou  tensão 
proporcional, este sinal é então usado pelo sistema para exibição, processamento ou controle. 
  O som é um exemplo de quantidade física que pode ser representada por um sinal analógico elétrico. Um 
microfone é um dispositivo em que a tensão de saída é gerada de modo proporcional à amplitude das ondas sonoras 
que o atingem. As variações nas ondas sonoras produzirão variações na tensão de saída do microfone. Os gravadores 
podem, então, armazenar ondas sonoras utilizando a tensão de saída do microfone para variar proporcionalmente o 
campo magnético na fita. 
  As quantidades analógicas possuem uma importante característica, elas podem variar ao longo de uma faixa 
contínua de valores, como a velocidade de um carro, que pode variar de 0 km/h a uma velocidade máxima suposta, 
tal como 200 km/h, tanto como a saída de um microfone que pode ter a saída de zero a supostamente 10mV. 
  Uma grandeza analógica pode assumir qualquer valor dentro de um intervalo contínuo de valores, e, mais 
importante, o seu valor exato neste intervalo é significante. Assim, se a saída de um conversor de temperatura para 
tensão apresenta um valor de 2,76V, tal valor deve ser tomado exatamente como foi obtido, pois deve representar 
uma temperatura de, por exemplo, 27,6ºC. Se a tensão medida fosse de 2,34V ou de 3,78V, ela estaria representando 
uma  temperatura  completamente  diversa.  A  maioria  das  grandezas  físicas  é  analógica  em  sua  natureza,  e  podem 
assumir qualquer valor dentro de um espectro contínuo de valores. Como exemplo, podemos citar a temperatura, a 
pressão, a velocidade de rotação etc. 
  Na  representação  digital,  as  quantidades  não  são  representadas  por  quantidades  proporcionais,  mas  por 
símbolos denominados dígitos. Como por exemplo, o relógio digital, que apresenta a hora do dia na forma de dígitos 
decimais, que  apresentam as  horas e os minutos. Como  sabemos, o  tempo varia de modo  contínuo, porém, o  que 
lemos  no  relógio  digital  não  varia  continuamente,  pelo  contrário,  ele  salta  degraus  por  período  determinado  pela 
escala de medição do tempo. Em resumo, a representação no relógio digital varia de maneira discreta, em degraus, e 
o relógio analógico representa o tempo de maneira contínua. 
  Os  sistemas  digitais  realizam  todas  as  suas  operações  internas,  usando  circuitos  e  grandezas  digitais. 
Qualquer informação que tenha de entrar em um sistema digital precisa, primeiro, ser digitalizada. Do mesmo modo, 
as saídas de um sistema digital estão sempre representadas na forma digital. Quando um sistema digital, como um 
computador,  precisar  ser  utilizado  para  monitorar  e/ou  controlar  um  processo  físico,  precisaremos  resolver  o 
problema da compatibilização das características digitais de um computador com as características analógicas das 
variáveis envolvidas no processo físico. 
  Uma  grandeza  digital  terá  sempre  um  entre  dois  valores.  Tais  valores  são  especificados  como  0  ou  1, 
ALTO ou BAIXO. Na prática, uma grandeza digital pode ser representada, por exemplo, por uma tensão, que deverá 
situar-se dentro de limites especificados, de maneira a representar corretamente tal grandeza.   Devido  a  essa 
natureza discreta das representações digitais, não há ambiguidade quando se faz a leitura de uma quantidade digital, 

2 Clair J. Frighetto, Ismael V. Torresan e Renan Sartori.


ao  passo  que  o  valor  de  uma  quantidade  analógica  apresenta,  muitas  vezes,  uma  interpretação  livre.  Na  prática, 
quando  medimos  uma  quantidade  analógica,  sempre  arredondamos  para  um  nível  conveniente  de  precisão. 
Acabamos então, por digitalizar a informação. A representação digital é o resultado da atribuição de um número de 
precisão  limitada  a  uma  quantidade  continuamente  variável.  Por  exemplo,  quando  tiramos  a  temperatura  com  um 
termômetro  analógico, a coluna de mercúrio  normalmente esta entre duas linhas de graduação, mas escolhemos a 
mais próxima e transformamos a leitura analógica em digital. 
 
3. METODOLOGIA EXPERIMENTAL 
 
3.1. Fonte de tensão (V1); 
A tensão fornecida pela rede pode ser expressa através da equação 1: 
 
U (t )  VP ( sen  wt ) (1) 
 
Onde: 
  Representa a tensão resultante em função do tempo; 
  É o valor de pico da tensão; 
  É a velocidade angular; 
  Representa o tempo para obter a tensão instantânea. 
 
Os  dados  conhecidos  são  a  tensão  RMS  e  a  frequência,  assim  pode-se  obter  a  velocidade  angular  com  a 
aplicação da equação 2: 
 
w  2 f  (2) 
 
Onde: 
  É a velocidade angular [rad/s]; 
  É a frequência oscilatória [Hz]; 
 
Então, a velocidade angular será: 
= 2 × 60 
= 377 /  
Após o cálculo da velocidade angular, calcula-se o valor de pico da tensão através da equação 3: 
 
V p  Vrms   2   (3) 
 
Onde: 
   É o valor de pico da tensão [rad/s]; 
 É a tensão média quadrática [Hz]; 
√2   Constante usada para atingir o valor médio quadrático. 

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Então, o valor de pico será: 
= 220 × √2 
= 311  
A partir destes cálculos, obtêm-se os dados necessários para o preenchimento da equação 1: 
 
( ) = 311( 377 ) 
Para os cálculos do circuito serão usados, tanto valores de pico, quanto valores de raiz médios quadráticos. 
 
3.2. Transformador (T1); 
 
  O funcionamento do transformador se baseia na criação de uma corrente induzida no secundário, a partir da 
variação de fluxo gerada pelo primário. A tensão de entrada e de saída é proporcional ao número de espiras em cada 
bobina. O uso dele se dá pela necessidade de reduzir a tensão de entrada de 220 para 12 volts. 
  O transformador foi dimensionado usando os parâmetros descritos na equação 4: 
 
Up Np
 m (4) 
Us Ns  
Onde: 
  É a tensão em no primário; 
  É a tensão no secundário; 
  É o número de espiras do primário; 
  É o número de espiras do secundário; 
   É a taxa de proporção entre os valores. 
   
  Preenchendo os parâmetros, se obtém: 
220
= 18,333 
12
  Conclui-se  que,  para  a  aplicação  ao  projeto  descrito,  é  necessário  optar  por  um  transformador  com  m =
18,33. O número de espiras não importa, pois foi utilizado um transformador fabricado por terceiros. 
 
3.3. Ponte retificadora (D1); 
 
  A ponte de diodos servirá para retificar a tensão senoidal vinda do transformador. O seu funcionamento se 
dá pelas propriedades dos diodos que permitem a passagem da corrente em apenas um sentido e a bloqueia no outro. 
Um  único  diodo  permite  a  passagem  de  apenas  metade  do  ciclo  da  corrente  alternada.  Quatro  diodos,  montados 
conforme o diagrama da figura 1,  forma o que se chama uma "ponte retificadora" e permitem a passagem tanto do 
ciclo positivo como do negativo em uma única direção. O resultado é uma corrente pulsante com um polo positivo e 
outro negativo. Para obter a tensão resultante após a passagem pela ponte retificadora utilizou-se a equação 5: 
 
U saída  U pico ( entrada )   n(0, 7) (5) 
 

4 Clair J. Frighetto, Ismael V. Torresan e Renan Sartori.


Onde: 
   É o número de séries de diodos na ponte. 
Então, a tensão na saída da ponte retificadora será: 
 
í = 16,97 − 2 × (0,7) 
í = 15,57  
 

 
Figura 1 – Circuito composto por ponte de diodos ao centro.
 
 

 
Figura 2 – Gráfico da tensão na saída da ponte de diodos.
 
3.4. Capacitor (C1); 
 
  A tensão retificada pulsante, vinda da ponte retificadora, oscila entre zero e a tensão máxima 120 vezes por 
segundo.  Isto  é  inaceitável  para  a  aplicação  proposta.  A  ligação  de  um  capacitor  em  paralelo  com  a  saída  do 
retificador  absorve  estas  flutuações.  Entretanto,  ao  se  ligar  uma  carga  à  saída  da  fonte,  o  capacitor  passa  a  se 
descarregar nos momentos do ciclo em que a tensão fornecida pelos diodos está abaixo da tensão no capacitor, como 
indica a figura. O capacitor que será utilizado terá apenas a função de auxiliar a normalizar a onda da tensão, para tal 
aplicação procurou-se apenas respeitar a tensão máxima de ruptura do mesmo, que deve ser maior que a tensão de 
entrada que neste caso é de 15,57 Volts. Pela disponibilidade do componente, optou-se por um capacitor que resiste 
até 50 volts. 

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Figura 3 – Circuito esquemático demonstran
demonstrando
do o uso do ca
capacitor
pacitor e sua simbologia.
 

 
Figura 4 – Gráfico da tensão na saída do capacitor C1.
 
3.5. Regulador de tensão
Regulador de tensão (U1);; 
 
  O  elemento  integrado
integrado  funciona,  ao  se  respeitar  determinados  parâmetros,  ajustados  com  o  uso  dos 
componentes já descritos, garante que a voltagem disponível ficará  estável em um valor determinado de 12 VCC, 
componentes já descritos, garante que a voltagem disponível ficará estável em um valor determinado
estável em um valor determinado , 
independentemente  de  variações  de  temperatura,  de  flutuações  do  consumo
consumo  e  de  flutuações  da  entrada.
entrada. 
Uma  característica  deste  componente  é  a  atenuação  das  flutuações  características  da  filtragem  anteriormente 
realizada pelo capacitor,
realizada pelo capacitor, resultando em uma tensão constante 
resultando em uma tensão constante 
resultando em uma tensão constante linear
linear. 
  Segundo o  Datasheet, o componente 7812, fornece 
Segundo o Datasheet , o componente 7812, fornece 
, o componente 7812, fornece corrente de 1
corrente de 1 A
Ampere, a tensão na e
, a tensão na entrada deve ser pelo 
ntrada deve ser pelo 
menos 2,5 V
menos 2,5 Volts maior que a tensão nominal de saída, e a tensão máxima
maior que a tensão nominal de saída, e a tensão máxima admitida na entrada são de 35 Volts. Pelo 
maior que a tensão nominal de saída, e a tensão máxima admitida na entrada são de 35 V
admitida na entrada são de 35 Volts. Pelo 
cálculo  da  tensão  de  saída  da  ponte  retificadora,  a  tensão  de  entrada  é  compatível  com  o  componente, 
componente,  será 
apresentada apenas 
apresentada apenas a equação
a equação 6, para determinar a pot
para determinar a pot
para determinar a potência dissipada pelo componente:
ncia dissipada pelo componente:
ncia dissipada pelo componente: 
 
P  (VIN  VOUT )  I L  (6)) 
 
Onde:
Onde: 
       É a potência dissipada;
ncia dissipada; 
      Representa a tensão de entrada;
Representa a tensão de entrada; 
Representa a tensão de entrada;
  Representa a tensão de saída;
Representa a tensão de saída; 
Representa a tensão de saída;
      Representa a corrente que passa pelo componente.
Representa a corrente que passa pelo componente.
Representa a corrente que passa pelo componente. 
Então, a potência dissipada será:
Então, a potência dissipada será: 
= (15,,57 − 12) × 19,55
19 × 10  
= 69,79  

6 Clair J. Frighetto, Ismael V. Torresan e Renan Sartori.


 
Assim  pode
pode-se 
se  concluir  que  o  uso  do  dissipador  de  ca
calor 
lor  no  componente  é  desnecessário,  pois  o  seu  uso 
somente  é  recomendado  se  a  potência 
potência  dissipada  for  maior  que  1  Watt. 
W   A  tensão  que  entra  no  componente  é 
representada pelo gráfico da figura 5 e a saída é representada na figura 6: 
representada pelo gráfico da figura 5 e a saída é representada na figura 6
e a saída é representada na figura 6

 
Figura 5 – Tensão na entr
entrada
ada do regulador de tensão.
 

 
Figura 6 – Saída de tensão do regulador.
 
 
3.6. Capacitor (C2)
(C2) 
 
  Na saída do regulador de tens
Na saída do regulador de tensão U1, o fabricante do componente recomenda o uso de um capacitor de baixa 
o fabricante do componente recomenda o uso de um capacitor de baixa 
capacitância para aumentar a rejeição da tensão de 
capacitância para aumentar a rejeição da tensão de ripple, então se optou pelo uso de um capacitor de 1n
então se optou pelo uso de um capacitor de 1n A tensão 
então se optou pelo uso de um capacitor de 1nF. A tensão 
que entra pelo capacitor é representada na figura 6 e a saída na figura 7:
que entra pelo capacitor é representada na figura 6 e a saída na figura 7: 
 

 
Figura 7 – Gráfico de tensão de saída no capacitor C2.

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3.7. Interruptores (Key 1, Key 2, Key 3 e Key 4) 
 
  O  interruptor  é  um  dispositivo  simples,  usado  para  abrir  ou  fechar  circuitos  elétricos.  São  utilizados  na 
abertura  de  redes,  em  tomadas  e  entradas  de  aparelhos  eletrônicos,  basicamente  na  maioria  das  situações  que 
envolvem o ligamento ou desligamento de energia elétrica. 
   
 
3.8. Resistores (R1, R2, R3 e R4); 
 
  Resistores são componentes que têm por finalidade oferecer uma oposição à passagem de corrente elétrica, 
através  de  seu  material.  A  essa  oposição  damos  o  nome  de  resistência  elétrica  ou  impedância,  que  possui  como 
unidade  o Ohm.  Causam  uma  queda  de tensão em  alguma  parte  de  um circuito  elétrico,  porém  jamais  causam 
quedas  de  corrente  elétrica,  apesar  de  limitar  a  corrente.  Isso  significa  que  a  corrente  elétrica  que  entra  em  um 
terminal  do  resistor  será  exatamente  a  mesma  que  sai  pelo  outro  terminal,  porém  há  uma  queda  de  tensão. 
Utilizando-se disso, é possível usar os resistores para controlar a corrente elétrica sobre os componentes desejados. 
A  associação deles  em  série  ou  em  paralelo, permite  um  ajuste  ao  se  combinar  diferentes  resistores  com  ligações 
variadas. 
  Os  resistores  da  escada  de  resistores  foram  escolhidos  seguindo  a  regra  descrita  pela  equação  7  para 
conversores D/A do tipo resistores em escada: 
 
 
n
K  k 2 (7) 
 
Onde: 
     Representa o resistor a ser utilizado; 
    Representa uma resistência arbitrada pelo projetista do circuito; 
      Representa o número do resistor correspondente a sua chave. 
 
Então, os resistores escolhidos serão: 
 
1 = 0,5 × 2  
1 = 1 Ω 
2 = 0,5 × 2  
2 = 2 Ω 
3 = 0,5 × 2  
3 = 4 Ω 
4 = 0,5 × 2  
4 = 8 Ω 
 
 

8 Clair J. Frighetto, Ismael V. Torresan e Renan Sartori.


  Como as resistências resultantes não possuem valores padrão de mercado, o circuito foi montado utilizando 
combinações de resistores em série da seguinte forma: 
1 Ω = 1 Ω 
2 Ω = 1 Ω + 1 Ω 
4 Ω = 2,2 Ω + 1,8 Ω 
8 Ω = 2,2 Ω + 2,2 Ω + 1,8 Ω + 1,8 Ω 
  Com  o  uso  destas  quatro  séries  de  capacitores  e  as  quatro  chaves  que  podem  ficar  na  posição  ligado  ou 
desligado,  realizam-se  as  combinações  em  paralelo,  é  possível  atingir  diversos  resultados  de  resistências 
equivalentes distintas segundo a equação 8: 
 
e  pn
(8) 
Onde: 
     Representa a escala resultante [bits]; 
    Representa o número de possibilidades [0/1]; 
      Representa o número de séries de resistores. 
Então: 

e  24
 
e  16
Após  o  cálculo  da  escala,  conclui-se  que  o  conversor  será  da  ordem  de  16  bits. Com  o  uso  de  todas  as 
possibilidades teremos as resistências equivalentes conforme a tabela 1: 
 
Tabela 1 – Resistências englobadas pela escada de resistores em paralelo.
R1 8kΩ R2 4kΩ R3 2kΩ R4 1kΩ kΩ
Equivale
[1/0] [1/0] [1/0] [1/0] nte
0 0 0 0 0,00
0 0 0 1 1,00
0 0 1 0 2,00
0 0 1 1 0,67
0 1 0 0 4,00
0 1 0 1 0,80
0 1 1 0 1,33
0 1 1 1 0,57
1 0 0 0 8,00
1 0 0 1 0,89
1 0 1 0 1,60
1 0 1 1 0,62
1 1 0 0 2,67
1 1 0 1 0,73
1 1 1 0 1,14
1 1 1 1 0,53
 
 

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3.9. LED (LED1); 
 
  O  LED  é  um  componente  eletrônico  semicondutor,  ou  seja,  um  diodo  emissor  de  luz,  que  tem  a 
propriedade  de  transformar  energia  elétrica  em  luz.  Tal  transformação  é  diferente  da  encontrada  nas  lâmpadas 
convencionais  que  utilizam  filamentos  metálicos,  radiação  ultravioleta  e  descarga  de  gases,  dentre  outras.  Nos 
LEDs, a transformação de energia elétrica em luz é feita na matéria. O LED é um componente do tipo bipolar, ou 
seja, tem um terminal chamado anodo  e outro, chamado catodo. Dependendo de como  for polarizado, permite ou 
não a passagem de corrente elétrica e, consequentemente, a geração ou não de luz. O circuito foi dimensionado em 
função do LED, portanto, espera-se que o mesmo varie sua luminosidade conforme os interruptores sejam acionados 
e não seja danificado por excesso de corrente. 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
  Os  resultados  foram  obtidos  através  de  simulação  no  programa  MULTISIM, medidos  conforme 
demonstrado nas figuras 8 e 9: 
 

 
Figura 8 – Simulação de obtenção da tensão no LED.
 
 

 
Figura 9 – Simulação de obtenção da corrente no LED.
 
 

10 Clair J. Frighetto, Ismael V. Torresan e Renan Sartori.


 
Tabela 2 – Medições realizadas no LED.
Bit Resistência [kΩ] Corrente no LED [mA] Tensão no LED

1 0,00 0 0

2 0,53 13,27 1,81

3 0,57 12,42 1,80

4 0,62 11,57 1,80

5 0,67 10,73 1,79

6 0,73 9,89 1,79

7 0,80 9,06 1,78

8 0,89 8,21 1,78

9 1,00 7,35 1,77

10 1,14 6,48 1,77

11 1,33 5,60 1,76

12 1,60 4,71 1,75

13 2,00 3,80 1,74

14 2,67 2,88 1,73

15 4,00 1,94 1,71

16 8,00 0,95 1,67

 
  O conversor D/A projetado e fabricado permitiu esta escala de variação de tensão e corrente no LED, esta 
variação trouxe como resultado um número amplo de variações de intensidade luminosa do LED. Esta variação de 
luminosidade não pode ser medida devido a falta de equipamentos para mensurá-la. 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 3 – Horas trabalhadas pelos componentes do grupo.
Renan Sartori  Ismael Torresan  Clair Frighetto 

44  10  10 

 
 

Eletricidade Aplicada - UCS 11


Conversor D/A

  O circuito montado é demonstrado pela figura 10: 
 

 
Figura 10 – Conversor D/A montado na protoboard.
 
5. CONCLUSÕES 
 
  O  conversor  D/A  pode  ter  aplicações  bastante  úteis,  no  setor  automobilístico,  por  exemplo,  a  aplicação 
destes conversores é bastante popular nos sistemas de controles eletrônicos, cada vez mais aplicados nos volantes 
dos  carros.  Esta  aplicação  é  muito  vantajosa,  pois  há  inúmeros  botões  com  funções  determinadas  e  um  espaço 
limitado para a passagem dos cabos, então, se há um sistema que interprete diferentes entradas vindas de um mesmo 
cabo e execute determinadas funções que se diferenciem por variações de corrente, ele é a melhor solução aplicável, 
se tratando de soluções cabeadas. 
  Outra conclusão obtida é sobre a importância do uso de programas para simulação dos circuitos, o trabalho 
teve  o  prazo  de  confecção  bastante  reduzido  graças  ao  uso  do  programa  e  a  confiabilidade  sobre  o  resultado  dos 
cálculos aumentou, pois o MULTISIM permite medir diversos parâmetros em todos os pontos do circuito de maneira 
bastante simples e intuitiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

12 Clair J. Frighetto, Ismael V. Torresan e Renan Sartori.


6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
[1] Boylestad, Robert L. 
"Introductory circuit analysis, tenth edition", São Paulo, Prentice Hall, 2004. 
[2] Mariotto, Paulo Antônio. 
"Análise de circuitos elétricos", São Paulo, Prentice Hall, 2003. 
[3] Gussow, Milton. 
"Eletricidade básica", Segunda edição, Porto Alegre, Bookman, 2009. 
[4] Tocci, Ronald J. 
"Sistemas digitais: princípios e aplicações", São Paulo, Prentice Hall, 2003. 
[5] Young, Paul H. 
"Técnicas de comunicação eletrônica", São Paulo, Pearson Prentice Hall, 2006. 

Eletricidade Aplicada - UCS 13