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Estudos Amazônicos 6º ano

HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO DA AMAZÔNIA

A primeira fase da longa história do povoamento humano na Amazônia começa praticamente junto
com a formação da floresta que conhecemos hoje. Apesar de ainda não terem sido encontrados vestígios
concretos da presença humana na Amazônia durante o período compreendido entre 20.000 e 12.000
a.p. (antes do presente) foi, provavelmente, neste período que os primeiros grupos humanos
provenientes da Ásia chegaram de sua longa migração até a América do Sul. Eram grupos nômades de
caçadores-coletores que perseguiam as grandes manadas de animais.

PRIMEIROS HABITANTES

A Bacia Amazônica ocupa mais da metade do Continente Sul-americano, e está distribuída entre vários
países dos quais o território maior corresponde ao Brasil. Apesar de já existirem, desde 1970, dados
esparsos que levaram a se levantar hipóteses sobre a ocupação da Amazônia por bandos de caçadores
arcaicos, foi somente a partir da década de 1990 que maiores evidências o demonstraram. Os achados,
no Pará, da grutas do Gavião e de Pequiá, em Carajás, descobertas em 1985 e estudadas por
arqueólogos do Museu Paraense Emílio Goeldi, e da Caverna da Pedra Pintada, em Monte Alegre,
também descoberta por pesquisadores do mesmo Museu e posteriormente escavada pela arqueóloga
estadunidense Anna Roosevelt, demonstraram, sem dúvida, a existência de ocupações pré-históricas
muito anteriores ao estabelecimento das culturas tradicionais amazônicas de horticultores de floresta
tropical, baseadas principalmente no cultivo da mandioca e do milho.

Gruta do Gavião, Carajás - Pa Gruta do Pequiá, Carajás - Pa

A Amazônia era então uma ampla extensão de


savanas, com apenas algumas manchas de floresta
ao longo dos rios. Nesse ambiente proliferavam
grandes animais como o mastodonte, a preguiça
gigante, o toxodonte, o tigre-dentes-de-sabre e
diversos outros exemplares de megafauna, os quais se
supõe, serviam de base alimentar para os bandos de
caçadores gregários e cujos fósseis podem ser
encontrados nos barrancos de muitos dos rios
amazônicos, especialmente no Acre.
Caverna da Pedra Pintada em Monte Alegre - Pa
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A CULTURA DE
FLORESTA TROPICAL

Mudanças climáticas e
ambientais, ocorridas
entre 7.000 e 6.000
anos, levaram ao
aumento da
temperatura e da
umidade do planeta,
fazendo com que as
florestas se
expandissem.
Começava então uma
segunda fase do
povoamento humano
da Amazônia, na qual
as populações
passaram a contar com
recursos alimentares
mais diversificados e
Preguiça gigante, um dos exemplares da megafauna que habitavam a Amazônia pré-
histórica.
novas formas de
organização social
surgiram. Essas novas práticas socioculturais, por volta de 5.000 anos atrás, deram origem à chamada
Cultura de Floresta Tropical, caracterizada por grupos que praticavam uma agricultura ainda incipiente,
complementada pela caça, pesca
e coleta de frutos e sementes da
floresta. A partir dessa nova
organização social, os grupos pré-
históricos amazônicos passaram
também a fabricar cerâmica e a
ocupar alguns locais por períodos
mais prolongados. Com isso,
deixaram grandes sítios
arqueológicos que testemunham
seu florescimento por toda a
Amazônia. A partir do surgimento
da Cultura de Floresta Tropical, a
ocupação humana da Amazônia
alcançou o estágio de alta
diversificação que os europeus
encontraram ao começar a
exploração da grande floresta.
Para entender as estratégias de
O estranho Toxodonte, semelhante a um hipopótamo
sobrevivência dos grupos pré-
históricos amazônicos há que
distinguir dois ecossistemas diferenciados: a várzea e a terra firme. A várzea corresponde às planícies
inundáveis pelos rios que nascem nos Andes e que são ricos em nutrientes; já na terra firme
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predominam solos pobres e rios com poucos nutrientes, conhecidos na região como “rios da fome”,
provenientes dos escudos da Guiana e do Brasil dos quais o mais significativo é o Rio Negro. As áreas
de várzea contam com maiores recursos alimentares embora dependam de níveis inseguros de
inundação. Entretanto, a terra firme, que apresenta solos menos férteis, é também menos vulnerável a
mudanças climáticas. Um complexo sistema de adaptação ecológica e de relações intertribais levou os
homens das várzeas e das terras firmes amazônicas a criar mecanismos de subsistência que permitiram
o desenvolvimento de culturas inéditas e originais como as de Marajó, de Santarém ou do Amapá, para
citar algumas das mais significativas.

VISÃO NEGATIVA

Até pouco tempo, havia uma visão negativa sobre o


meio ambiente amazônico, principalmente por falta
de pesquisas científicas. Acreditava-se que, durante a
Pré-História, a Amazônia não foi capaz de
desenvolver uma cultura complexa, a exemplo dos
Andes e da Mesoamérica. Divulgava-se a ideia de que
a Região era um vazio demográfico devido à enorme
acidez do solo que, por sua vez, não permitia uma
grande produtividade agrícola. Acreditava-se, ainda,
que todos os artefatos de civilizações pré-históricas
encontrados eram oriundos de outras regiões em
função das constantes imigrações, comuns nessa
fase da história da humanidade já que as populações
eram nômades.

SÉCULO X A.C.

Os registros de pesquisas nas áreas da Antropologia, Ossada encontrada em sítio arqueológico na


Amazônia
Arqueologia e Etno-História desenvolvidas desde o
século XIX, na América e na Amazônia, permitem-nos
afirmar que as civilizações complexas mais antigas, da Pré-História, surgiram entre os séculos XXV a.C.
e X a.C. nas regiões Andinas e Mesoamericanas. Com relação à Amazônia, as civilizações complexas só
surgiram por volta do século X a.C.
Era comum, ainda, afirmar que, devido ao surgimento tardio das civilizações complexas na Amazônia,
a sua ocupação pré-histórica ocorreu do Oeste para o Leste Amazônico, e o desenvolvimento dos
cacicados complexos teriam sido originados nos Andes. Mas, graças às pesquisas feitas por Domingos
Ferreira Pena, João Barbosa Rodrigues, Charles Hart, Eduardo Góes Neves, Betty Megers, Anna
Roosevelt, André Prous, Pedro Ignácio Schmits, a orientação leva-nos para outra direção: a ocupação
pré-histórica da Amazônia originou-se do Leste para o Oeste, e os cacicados complexos surgiram nas
antigas sociedades ceramistas do Oriente Amazônico (ou marajoara).

II – A OCUPAÇÃO PRÉ-HISTÓRICA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Não existe um quadro consensual, entre os pesquisadores antropólogos e arqueólogos, sobre a


periodização da ocupação pré-histórica da Amazônia. Isso em função das poucas pesquisas realizadas
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nessas primeiras fases de ocupação humana da Região. Por isso, os cientistas fizeram uma periodização
provisória, assim organizada:

a) Primeira fase: Paleoindígena.

b) Segunda fase: Arcaica.

c) Terceira fase: Pré-história Tardia.

A pré-história da Amazônia vai desde uma ocupação paleoindígena, ocorrida acerca de 11.200 anos
A.P. (antes do presente: expressão usada para datação de períodos arqueológicos; o ano de 1950 é a
data inicial do Presente), até a extinção dos cacicados complexos, a partir da primeira metade do 2º
milênio da Era Cristã.

FASE PALEOINDÍGENA

A população era pouco


numerosa, dispersa,
nômade e organizada
socialmente em bandos
frouxos. Os bandos
paleoindígenas da América
do Sul davam importância
à coleta de moluscos, de
plantas e a caça de animais
de pequeno porte.
Acredita-se que a ocupação
paleoindígena da
Amazônia, que teria
acontecido por volta de
9.200 a.C., era baseada na
coleta de frutas, na caça e
na pesca; que se
desenvolveu para uma Pontas de lanças encontradas nas proximidades de cavernas amazônicas no período
cultura de pescadores e paleoindígena
coletores de moluscos. Isso
pode ser comprovado através dos restos alimentares que foram encontrados na caverna da Pedra
Pintada, em Monte Alegre, no Estado do Pará.
Apesar das pontas de lanças, encontradas na caverna da Pedra Pintada, que sugerem os seus usos em
caça de grandes animais, especialmente de grandes peixes, não indicam uma especialização na caça
desse tipo, mas sim na caça e coleta generalizada.

FASE ARCAICA

O homem do período arcaico buscava novos recursos alimentares nas savanas, nas estepes, no litoral e
nos lagos. A caça é diversificada; amplia-se a coleta animal e vegetal; a experimentação e o conhecimento
acumulado levam à domesticação das plantas e de animais.

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Por volta de 6000 a. C., as populações estabelecidas em áreas produtivas ao longo do rio Amazonas
começam a fabricar cerâmica. Entre 2000 e 1000 a.C., desenvolveu-se uma ocupação estável de
horticultores de raízes (mandioca etc.), produtores de cerâmica com decoração incisa e com apêndices
zoomorfos modelados, às vezes com pintura geométrica vermelha e branca.
Foram descobertos e identificados diversos sambaquis (depósitos artificiais de conchas) do delta em
região do baixo Amazonas, costa da Guiana e foz do Orinoco, através dos quais foi possível inferir-se
uma transição da subsistência baseada na caça e coleta para uma agricultura incipiente, e do estágio
pré-cerâmico inicial ao cerâmico.

FASE DA PRÉ-HISTÓRIA TARDIA

A Fase pré-história Tardia (1000


a.C. a 1000 d.C.) pode ser
caracterizada pelo surgimento, ao
longo dos principais braços e
deltas dos rios, de sociedades
indígenas com grau de
complexidade bastante
significativo na sua economia, na
demografia e nas organizações
políticas e sociais. Tinham
domínios culturais tão grandes ou
até mesmo maiores que os de
Fragmentos de cerâmicas encontrados em Parintins, Amazonas, da fase muitos Estados pré-industriais do
arcaica Velho Mundo, tais como as
civilizações minoica e micênica e
os Estados africanos como Ashanti e Benim, ou as do vale do Indo, na Índia. Essas sociedades indígenas
são denominadas pelos antropólogos de cacicados complexos.

Tesos – elevações construídas na ilha de Marajó, de grande

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Dados arqueológicos e etno-históricos revelam indícios da presença dessas sociedades indígenas
complexas ao longo das várzeas dos rios Amazonas e Orinoco; nos contrafortes orientais dos Andes; e
na região costeira do Caribe.
Especificamente na Amazônia, por volta de 1000 a.C., desenvolvem-se as culturas dos construtores de
tesos (aterros artificiais construídos em áreas inundáveis), as quais foram sucedidas por sociedades
complexas e hierarquizadas, associadas a uma indústria de cerâmica muito refinada. Tais sociedades
seriam exemplificadas pela Marajoara, na ilha do Marajó, e pela Tapajônica, na região de Santarém.

EXTINÇÃO DOS CACICADOS

Por cerca de dois mil anos, o meio ambiente forneceu a sustentação das sociedades complexas, no
entanto, com a chegada dos europeus, tudo retrocedeu. Começaram as fases da conquista e da
colonização; em nome de uma civilização cristã e de uma incessante busca de poder e riqueza material,
os europeus destruíram os cacicados – diretamente com as guerras e a escravidão; indiretamente,
através do contágio por doenças até então desconhecidas – fazendo suas populações desaparecerem
completamente da maior parte das várzeas.
Os índios sobreviventes internaram-se na floresta, formando sociedades tribais independentes,
provavelmente retornando aos padrões que antecederam ao surgimento dos cacicados: subsistência
baseada em plantas amidoadas e proteína animal e os estilos artísticos principalmente zoomórficos.
Nas atuais sociedades indígenas da Amazônia, em geral, não se pode encontrar nada que lembre as
sociedades complexas do Período da Pré-história Tardia, a não ser alguns vestígios materiais, e o registro
na memória das crônicas dos conquistadores dos séculos XVI e XVII.

Resumindo, e no estado atual do


conhecimento, é possível o estabelecimento de
sequências sobre a ocupação humana na
Amazônia que abranjam desde as primeiras
levas de caçadores-coletores nômades
presentes nas várzeas e na terra firme desde o
fim do Pleistoceno.
Posteriormente, já no Holoceno, aparecem
ocupações sedentárias ou semi-sedentárias de
horticultores de raízes e conhecedores da
manufatura de uma cerâmica simples,
assentados principalmente nas terras baixas
de várzea. A esse período pertencem os
abundantes e extensos sambaquis fluviais que
se encontram desde Manaus à costa do Pará e
que apresentam estágios diversos de ocupação,
a partir do quinto milênio a.C. com intensivo
aproveitamento dos recursos marinhos. Num
terceiro período que pode ter começado em
torno do século 5 d.C. e chega até o contato
europeu, formaram-se sociedades mais
complexas e hierarquizadas com chefias ou
cacicados; construíram-se grandes aterros

Urna funerária encontrada no Marajó

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onde situam-se as aldeias tanto para proteger-se das enchentes como por medida defensiva e onde
também enterravam os mortos. As cerâmicas cerimoniais e funerárias dessas sociedades são policromas
e profusamente decoradas com relevos e apliques antropomorfos e zoomorfos de grande complexidade.
Seu estágio cultural pode se situar no chamado período “formativo” das altas culturas andinas.

OS GEOGLIFOS – MARCAS DO PASSADO AMAZÔNICO

Povos que construíram figuras misteriosas no Acre, há 2 mil anos, faziam 'manejo agroflorestal',
promovendo grandes alterações na floresta, sem desmatá-la

OS GEOGLIFOS

Geoglifos são vestígios


arqueológicos
representados por
desenhos geométricos
(linhas, quadrados,
círculos, octógonos,
hexágonos, entre
outros), zoomorfos
(animais) ou
antropomorfos (formas
humanas), de grandes
dimensões e elaborados
sobre o solo, que podem
ser totalmente e
melhor observados se
vistos do alto, em
especial, através de
sobrevoo. Geoglifos
podem ser encontrados
em várias partes do
mundo. Os mais
conhecidos e estudados
estão na América do Um dos geoglifos estudados pelos cientistas, no leste do Acre
Sul, principalmente na
região andina do Chile, Peru e Bolívia. Descobertos pelo pesquisador Ondemar Dias em 1977, os
geoglifos do Acre estão sendo melhor estudados a partir da ação de vários pesquisadores.

DESCOBERTA DE 450 GEOGLIFOS NA AMAZÔNIA AJUDA A DESVENDAR MISTÉRIO

Um novo estudo sobre as misteriosas figuras revelou que no oeste da Amazônia pré-colombiana, uma
população considerável tirava seu sustento da floresta, transformando-a intensamente. Apesar disso,
por realizar um manejo sustentável das espécies, as intervenções geravam pouco desmatamento.
Nos últimos 40 anos, os cientistas têm localizado, no leste do Acre, um grande número de geoglifos,
que foram revelados graças ao gradual desmatamento na região, de acordo com os autores da pesquisa.

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Pelo menos 450 geoglifos foram descobertos até hoje, ocupando uma área equivalente a 13 mil
quilômetros quadrados. A maior parte deles foi produzida há cerca de 2 mil anos, dizem os cientistas.
Alguns têm centenas de metros de diâmetro.
Toda aquela porção do extremo ocidental do Acre era coberta por floresta primária até os anos 1980 e
vem sendo desflorestada para a criação de gado. Metade da cobertura florestal na região já se perdeu.
Por ironia, não fosse o aumento da ocupação humana no Acre, as centenas de geoglifos pré-históricos
hoje catalogados continuariam ocultos pela mata. A floresta evidentemente esconde muitos outros. Os
geoglifos se espalham pelos vales dos rios Acre, Iquiri e Abunã, entre Rio Branco e Xapuri, e também ao
norte de Rio Branco, na direção do Estado do Amazonas.
A função dos geoglifos até hoje
permanece um mistério. Dificilmente
eram cidades, já que os arqueólogos
encontram muito poucos artefatos nas
escavações. Pelo formato, os cientistas
também descartam que as construções
tivessem finalidade defensiva. De
acordo com os autores do estudo, o
mais provável é que eles só eram
utilizados ocasionalmente, com
objetivos rituais.
Pelo que se sabe, os geoglifos foram
feitos por índios Aruaques que moram
na Amazônia séculos atrás para servir
de campo para rituais religiosos.
“Quando a gente faz as medidas
percebe que eles são muitos constantes.
Eles não tinham instrumentos de
metal, faziam provavelmente com pás
de madeira, mas tinham precisão
matemática”, afirma Denise Schaan, da
UFPA (Universidade Federal do Pará), e
coordenadora das pesquisas dos
geoglifos.
A descoberta dos geoglifos contradiz a
Stonehenge amazônico ideia de que a Amazônia era um
ecossistema intocado antes da
colonização, já que havia modificações humanas na floresta - mas também revela que os povos locais
conseguiam fazer isso sem destruir a floresta.
O fato de que esses locais ficaram escondidos por séculos sob a floresta desafia a ideia de que a Amazônia
era um ecossistema intocado. O objetivo das pesquisas é saber se a região já tinha florestas quando os
geoglifos foram construídos e até que ponto o impacto dessas construções tiveram impacto na
paisagem.

DESVENDANDO O MISTÉRIO

Os geoglifos do Acre eram um espaço de comunicação espiritual e de ritual com a natureza, afirma uma
equipe de cientistas da Universidade de Helsinki, na Finlândia, e da USP.

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Um novo estudo comandado
por pesquisadores
brasileiros e finlandeses traz
uma interpretação
alternativa.
Esses recursos de paisagem
antropogênica funcionariam
como dispositivos
sistêmicos para se envolver
e viajar dentro do mundo
das entidades invisíveis, por
um lado; e, de outro,
mantinham os sentimentos
de unidade, continuidade e
pertencimento ao lugar no
mundo dos humanos.
A pesquisa indica que os
geoglifos não eram usados
por todos, mas apenas pelos
indivíduos das comunidades
especializadas em rituais ou
interações com seres vivos
além dos humanos.
Segundo o estudo, também
eram importantes para as
comunidades indígenas em
certas etapas da vida – “as
variedades dos padrões
geométricos eram usadas
Sitio Jacó Sá
como portas ou caminhos
para atingir conhecimento de elementos distintos do entorno que os rodeava”.
De acordo com as especialistas em antropologia ancestral, a visualização e interação ativa com
elementos vivos da natureza era importante e construtiva para as comunidades indígenas.

INSPIRAÇÃO ANIMAL

A razão pela qual os desenhos respondem a padrões geométricos específicos ainda não está clara.
Para os pesquisadores, há inspiração em desenhos e formas encontradas em peles de animais. Esses
padrões também são observados nos dias de hoje em cerâmicas, tecidos e joias confeccionados pelos
indígenas modernos.
Ainda de acordo com as teorias de arte visual, acredita-se que os padrões geométricos podem ajudar as
pessoas com fertilidade, resistência, conhecimento e poder.
Até hoje índios de tribos no Acre continuam protegendo esses lugares. Ao contrário de outros moradores
da região, evitam usar esse espaço para atividades que consideram mundanas, como agricultura e
moradia.
Esse comportamento, assinalam as pesquisadoras, reforçam ainda mais a ideia de origem sagrada dos
desenhos.

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HÁBITOS EM ANÁLISE

“A gente tem feito pesquisas para fazer datações


dessas construções, para ver o que eles comiam, o que
plantavam, e para ver os tipos de atividades que
tinham. A gente busca isso nas escavações, e já temos
descoberto algumas coisas: em um deles, por exemplo,
havia um resto de construção na entrada.
Encontramos restos de panelas de cerâmica, algumas
bem mais elaboradas. Se descobriu algumas coisas de
plantação, e eles comiam milho”, explica Schaan.
A maioria dos desenhos foi feita em lugares abertos,
próximo a palmeiras. “Os índios tinham crença nessa
coisa de espíritos que habitam as palmeiras, e essas
vegetações são características desde a época dos
geoglifos”, diz.

RECONSTITUIÇÃO FLORESTAL
Segundo a pesquisa, formas geométricas reproduzidas
no chão foram inspiradas na pele dos animais
Utilizando métodos de última geração, os cientistas
reconstruíram as características da vegetação nos
últimos 6 mil anos, nos dois sítios escolhidos. "Nós abrimos uma série de buracos até 1,5 metro dentro
e fora dos geoglifos e, do fundo deles, para extrair amostras do solo", afirmou Jennifer Watling, da USP.
"Nessas amostras, analisamos os fitólitos (fósseis microscópicos de plantas). Cada tipo de planta possui
um fitólito diferente, o que nos permite descobrir qual era a vegetação que havia ali primitivamente",
explicou a cientista.
Além dos fitólitos, os pesquisadores também estudaram a quantidade de carvão vegetal encontrada nas
amostras - para estimar a quantidade de floresta queimada no passado - e mediram os isótopos estáveis
de carbono, que indicam o quanto a vegetação era aberta ou fechada. "Isso nos permitiu estimar se ali,
há milhares de anos, havia floresta densa ou uma vegetação semelhante à savana", afirmou.
Embora os geoglifos sejam formados por grandes baixos relevos escavados na terra, espalhando-se por
vastas áreas e causando grande alteração na paisagem, o estudo mostrou que havia pouca remoção da
floresta. Desmatamentos temporários eram feitos apenas para a construção dos geoglifos.
"Apesar do número enorme e da densidade de geoglifos na região, agora temos certeza de que as
florestas do Acre nunca haviam sido desmatadas tão extensivamente como ocorreu nos anos recentes",
disse a pesquisadora.
O impacto na floresta era grande, mas não o desmatamento, segundo ela. "Em vez de queimar partes
da floresta - para construir geoglifos ou para cultivar alimentos - esses povos transformavam seu
ambiente concentrando espécies de árvores economicamente importantes, como palmeiras e
castanheiras", explicou Jennifer.

"DESIGNERS" DA AMAZÔNIA

Segundo a pesquisadora, o estudo traz evidências de que, no Acre, a biodiversidade de algumas partes
da floresta atual pode ser um legado dessas antigas "práticas agroflorestais".

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"As florestas que estão lá hoje em dia têm pelo menos 6 mil anos. Mas a partir de 4 mil anos atrás,
elas começaram a ser alteradas para favorecer as plantas úteis. Isso é uma evidência de que a
biodiversidade atual foi produzida por essas populações", disse.
Segundo Jennifer, a evidência de que a floresta foi manejada pelos indígenas muito antes do contato
com os europeus não pode ser usada como justificativa para o uso da terra destrutivo e insustentável
que é feito atualmente.
"Em vez disso, essas evidências devem servir para mostrar que foi possível, no passado, um regime de
manejo que não levava à degradação da floresta. O estudo destaca também a importância do
conhecimento indígena na busca de alternativas sustentáveis do uso do solo", declarou.

GEOGLIFOS NA AMÉRICA LATINA

Os desenhos do Acre estão


numa lista para serem
declarados Patrimônio
Mundial da Humanidade pela
Unesco. Mas existem outros
lugares com padrões
geométricos milenares.
A América Latina é um
grande foco dessas formações
ancestrais, segundo registros
oficiais.
Alguns dos mais conhecidos
são as linhas de Nazca,
localizadas a 400
quilômetros ao sul de Lima,
capital do Peru.
Há também os geoglifos de
Chug-Chug, no deserto
chileno do Atacama, que
concentram uma elevada
concentração de desenhos
geométricos no chão que, ao
que tudo indica, são muito
mais antigos.
Fora da América do Sul, os
mais famosos estão nos
As linhas de Nazca, no Peru, cobrem uma área de aproximadamente 450 Estados Unidos, Reino Unido
quilômetros quadrados
e Austrália.
Uma das preocupações agora é garantir a preservação do patrimônio na Amazônia e atrair turistas para
conhecer o patrimônio histórico.
“Muitos deles estão em fazendas de gados e áreas de questão de plantações de cana, e não há cuidados
de preservação. Eles poderiam servir para o turismo, mas não há estrutura. Não há também um sítio
preparado para visitação”, finaliza Schaan.

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Agência Acre/Divulgação

A CONQUISTA DA AMAZÔNIA PELOS EUROPEUS - UMA HISTÓRIA FEITA DE MITOS E DESAFIOS.

A história da região tem sido,


da chegada dos primeiros
europeus à Amazônia até os
dias atuais, uma trajetória de
perdas e danos e nela, a
Amazônia tem sido vítima
daquilo que ela tem de mais
especial — sua magia, sua
exuberância e sua riqueza.
Os primeiros conquistadores e
colonizadores não se
conformaram em ver aquela
terra, que lhes parecia ser o
paraíso terrestre, ocupada por
povos que julgavam bárbaros,
primitivos, rudes, preguiçosos e,
possivelmente desprovidos de
uma alma.
As ações à conquista e à
manutenção da Amazônia -
hoje patrimônio incontestável
“A conquista do Amazonas”. Óleo sobre tela de Antônio Parreiras,1907 do povo brasileiro - constituem
uma das mais belas páginas da
história da humanidade. No curso, que durou quase 200 anos, sobraram coragem, determinação,
desprendimento e incontáveis sacrifícios. Homens, em sua grande maioria, mas também mulheres e
crianças; brancos, negros e, principalmente, índios, enfrentando dificuldades e vencendo desafios,
levaram a tarefa gigantesca de desbravar tão grande e desconhecida região.
Predominava na imaginação do Velho Mundo que os limites geográficos terminavam onde a visão
humana não podia atingir, dada a estrutura tecnológica que se dispunha. Assim, havia um pré-conceito
de que existia um local em que o mundo tinha fim. Com a ação das expedições marítimas, e os indícios
já suspeitos, deparou-se com um mundo mais vasto ainda, que a mente humana não poderia imaginar.
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Terras e pessoas foram inseridas nos processos de descobertas. Na região oceânica entre o Pacífico e o
Atlântico havia um continente, que se estendia como um desafio para o navegador europeu. Os
espanhóis entregaram-se nesta tarefa de adentrar na nova região, seguidos logo pelos portugueses, que
ávidos pelo desejo de riquezas e glórias, mostraram-se, ambos, audaciosos, no intuito único de agradar
às realezas a que serviam. A região amazônica inseriu-se neste contexto de descobrimentos, sendo
disposta como uma “margem” do Novo Mundo. As notícias advindas do encontro com o Novo Mundo
fizeram surgir no pensamento europeu uma série de mitologias, sendo duas as mais citadas: a do
Eldorado, cidade encantada, erguida em ouro, e o das Amazonas. Com o adensamento dos contatos e a
introdução no território descoberto, o imaginário europeu começou a transformar-se, e aquilo que se
mesclava entre a realidade material e a realidade imaginada passa a distinguir-se.

A luz da racionalidade
permitiu ao
descobridor idealizar
estratégias para
garantir a posse do
território, no preceito
clássico da posse pelo
uso (uti possidetis).
A partir do século XV,
com a expansão
europeia, os países
europeus iniciaram um
processo expansionista
em direção ao
Atlântico. Coube a
Portugal e à Espanha o
pioneirismo na
expansão marítima,
devido ao fato de essas
nações:

1) Serem as primeiras
a centralizarem o
poder nas mãos de um
rei;

2) Possuírem uma
posição geográfica
privilegiada;

3) Terem acesso ao
desenvolvimento
tecnológico (caravela,
bússola e astrolábio)
existentes.
O Eldorado

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As divergências entre Portugal e Espanha sobre as
novas rotas de navegação estabelecidas no Atlântico
foram solucionadas por meio da assinatura de dois
tratados: o Tratado da Bula Inter Coetera (1493) e o
Tratado de Tordesilhas (1494). Pelos termos da Bula
Inter Coetera, o “novo mundo” seria dividido entre
Portugal e Espanha. Isto assegurara a Portugal o
direito de Padroado, haja vista que a palavra da
santidade papal tinha força legal a que nenhuma
nação cristã oferecia restrição de qualquer natureza.
No entanto, os termos da Bula desagradaram à Coroa
Portuguesa. Para solucionar esse impasse, foi
negociado o Tratado de Tordesilhas, que ampliava os
domínios portugueses sobre vasta área do continente
descoberto.
A União Ibérica (1580-1640) favoreceu o processo
de expansão portuguesa pela região Amazônica.
Portugal e Espanha permaneceram unidos até que o
Tratado de Tordesilhas perdeu sua força com a
As Amazonas restauração da autonomia portuguesa para conduzir o
processo de ocupação da Amazônia, o que provocou
modificações nas fronteiras e nos domínios desses povos. Com o Tratado de Madri (1750), a Espanha
reconhece o direito português na Amazônia antes conquistada pelos espanhóis.

Inicialmente, os portugueses
realizaram expedições pelo litoral
norte do Brasil, seguindo os passos
de Pinzón, embora ainda não
conseguissem conquistar o
território. Com a abertura desse
caminho, outros europeus
passaram a participar da expansão
ultramarina. Entretanto, os
espanhóis não tinham desistido de
ocupar o vale amazônico, até
porque tinham direito (até então)
à área pelo Tratado de Tordesilhas.
Outras expedições ocorreram pelo
rio Amazonas, de Quito à direção
oeste-leste.
Dali partiram os navegadores
espanhóis Gonçalo Pizarro,
Francisco Orellana e seus
companheiros (1539-1541) em
expedição pelo rio Amazonas,
sendo essa a primeira grande
viagem que os espanhóis
Representação do Tratado da Bula Inter Coetera

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realizaram na região, navegando em toda extensão do rio.
Com esse feito, Francisco Orellana conseguiu o título de Capitão e Governador das Terras da Amazônia,
com direito de colonizar a região. Em 1545, Orellana fez a 2ª viagem para a Amazônia, com 1500
homens, porém não obtendo êxito nessa expedição. Tendo como referência a cidade de Quito, os
espanhóis não desistiram e realizaram nova expedição à Amazônia, garantindo a posse para os domínios
da Coroa Espanhola, a qual visava à conquista das minas de Potosí, na região andina.
Em 1560, o governo espanhol do Vice-Reinado do Peru, organizou uma expedição comandada pelo
militar Pedro de Ursua, em direção ao Eldorado, sendo Pedro morto pelos seus companheiros, passando
a comandar o aventureiro Lopo de Aguirre, que alcançou o delta do Amazonas, em 1561, sendo essa a
última viagem espanhola pelo Amazonas, não permitindo ainda sua ocupação. No entanto, outros
europeus tinham interesse nas riquezas da Amazônia: holandeses e ingleses procuraram ampliar seus
domínios, das Antilhas até a América, visando à colonização.
Também expedições
holandesas (1598), no
litoral amazônico,
estabeleceram feitorias,
com 1600 homens em
Orange e Nassau, nas
margens do rio Xingu. Os
ingleses, em 1611, já
tinham estabelecido
feitorias no delta do
Amazonas, com suas
primeiras tentativas de
ocupar a região, em busca
de exploração mercantil de
suas riquezas naturais: as
drogas do sertão. Essas
primeiras ações dos
ingleses e holandeses
foram de iniciativa
particular, ao contrário de
Portugal e Espanha que
tinham aval dos reinos.
Mais tarde, os governos de
Inglaterra e Holanda
assumem os
empreendimentos em
águas e terras da região,
O tratado de Tordesilhas passando a organizar a
Companhia de Navegação
e Colonização dos territórios da Amazônia. Ingleses e Holandeses, mesmo não tendo muito êxito, pois
foram expulsos pelas tropas portuguesas, mas conseguiram, de alguma forma, se instalar nas Guianas,
uma vez que não havia muito interesse de Portugal em colonizar a região, isto acabou favorecendo a
penetração de holandeses e ingleses na Amazônia (1580-1640).
Além desses, os franceses também tentaram conquistar além do Rio de Janeiro e Maranhão onde já
haviam penetrado, deram início à ocupação do território da Guiana, procurando fixarem-se no Amapá,
na Capitania do Cabo Norte. Desta forma, os franceses penetraram em território da Amazônia,
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Estudos Amazônicos 6º ano
fundaram fortificações militares e núcleos coloniais que deram origem à Macapá (1764), cujas origens
revelam as ações de defesa portuguesa contra a invasão francesa na região amazônica. No Pará, antes
da fundação de Belém pelos portugueses, chegaram até a fundar uma aldeia em Caeté (hoje Bragança),
além de dominarem completamente o Maranhão.
O ciclo de navegações para o “novo mundo” tinha como principal objetivo, principalmente dos
portugueses, garantir o domínio nas águas e nas terras do Novo Mundo. Estava-se numa nova era, cujos
desdobramentos dar-se-iam pelos séculos XVI e XVII, com a vinda de franceses, holandeses e ingleses,
aventurando-se em regiões desconhecidas. O Tratado de Tordesilhas evidenciara que os portugueses já
tinham conhecimento sobre o continente sul-americano.

AS PRIMEIRAS EXPLORAÇÕES

A terceira fase da ocupação humana da Amazônia corresponde ao povoamento europeu da região. O


escrivão da expedição, Gaspar de Carvajal, fez os primeiros registros escritos sobre a floresta amazônica
e sua diversidade de ambientes e culturas narrando à existência de mulheres guerreiras nas margens
do grande rio, a Amazonas, são responsáveis pelo nome que hoje o identifica. Seguiram-se outras
expedições espanholas com finalidade exploratória, até que franceses tentassem, no norte do Brasil,
estabelecer a França Equinocial.
O primeiro europeu a pisar as terras amazônicas, foi
o espanhol Vicente Pinzón (em janeiro de 1500), que
percorreu a foz do Amazonas, conheceu a ilha de
Marajó e surpreendeu-se em ver que se tratava de
uma das regiões mais intensamente povoadas do
mundo então conhecido. Ficou admirado vendo a
pororoca (fenômeno natural que fez com que
mudasse o curso de navegação) e maravilhado com
as águas doces do mais extenso e mais volumoso rio
do mundo que foi chamado por ele de Mar Dulce. Foi
bem acolhido pelos índios da região. Mas, apesar de

Fundação de São Luís, capital da França Equinocial,


no início do século XVII

fantástica, sua viagem marca o primeiro choque


cultural e o primeiro ato de violência contra os povos
da Amazônia: Pinzón aprisiona índios e os leva
consigo para vender como escravos na Europa.
Com a chegada de Cabral em 1500 a coroa
portuguesa expandia seu domínio na nova Terra,
fazendo Salvador como um centro, onde as
expedições partiam para as Índias e para o sul até o
Rio da Prata, isto faz com que a conquista da
Amazônia retarde, pois os espanhóis seus “donos”, de
acordo com o Tratado de Tordesilhas não deram
muita importância ao território amazônico.
Vicente Pinzón
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Estudos Amazônicos 6º ano
Apesar de seu caráter pioneiro, a expedição de
Orellana não deixou outros frutos que fossem
duradouros. A região voltou a pertencer
exclusivamente aos cerca de 5 milhões de índios
(segundo uma das estimativas existentes) que ali
habitavam e que também haviam sido motivo da
admiração nos relatos de Carvajal, tal sua quantidade
e organização. Muitas décadas se passariam antes
que novas investidas à região fossem realizadas.

COLONIZAÇÃO PORTUGUESA - OS FORTES E


MISSÕES

Com a união das coroas espanholas e portuguesas, os


espanhóis fazem o reconhecimento da área com
Francisco de Orellana e Pinzón, como também Pedro
de Ursa e Lopes de Aguirre, mas não tem a pretensão Francisco de Orellana
de povoar, abrindo precedentes para invasores como
franceses, holandeses, irlandeses e ingleses, que fazem contato com os nativos e mantêm boas relações
e fundam fortificações por toda a Amazônia.

Em 1612, um conquistador
francês, Daniel de La Touche,
Senhor de La Ravardièri, fundou a
cidade de São Luís do Maranhão,
estabelecendo amizade com os
índios Tupinambá, no vale do rio
Pará. Em guerra contra os
Camarapins, os franceses subiram
as águas do rio Tocantins,
derrotando os Pacajá e Parissó.
Esse fato fez com que a Coroa
Portuguesa tomasse uma medida
para conter a presença de
estrangeiros que só poderia ser
feita, através de uma ocupação
militar que tivesse a função de
expulsar os invasores e construir
fortificações para guardar o
território, designou oficiais como
Jerônimo de Albuquerque, Diogo
Forte do Castelo – Belém – Pa de Campos e Francisco Caldeira de
Castelo Branco, que partiu para a
Amazônia, no início do século XVII, onde expulsou os franceses de São Luís, Maranhão e fundou o Forte
do Presépio em dezembro de 1615 e a cidade de Belém em 1616 no Pará, que marca o início da
ocupação portuguesa a Amazônia e a construção de outros fortes ao longo do rio Amazonas, Gurupi,
Pauxis (Óbidos), Tapajós (Santarém) e São José do Rio Negro (Manaus).

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Estudos Amazônicos 6º ano
O Forte do Presépio que, além de proteger possíveis invasões estrangeiras por via fluvial e de dar origem
à atual cidade de Belém, serviu como base para o povoamento da Amazônia.
Após a expulsão dos franceses e diante da violência dos portugueses, os índios Tupinambá, aliados dos
franceses, invadem a cidade de Belém (07/01/1619) e destroem várias edificações, comandados pelo
Cacique Guaimiaba (Cabelo de Velho), provocando a morte de muitos índios e a revolta dos luso-
brasileiros. Na conquista da Amazônia, então fizeram os portugueses suas guerras contra as populações
nativas da região, quase sempre as exterminando e subjugando-as ao seu domínio, embora devessem
também guerrear contra os outros invasores europeus: ingleses e holandeses, pela posse do território.
Vê-se que, a fundação de Belém, na embocadura do Amazonas, foi o primeiro importante passo dos
portugueses, pela posse da região, permitindo o controle da navegação fluvial do Amazonas ao Oceano
Atlântico, sendo considerada como uma “decisão acertada” dos conquistadores lusos. Depois disso, os
portugueses passaram a realizar uma série de expedições militares pela região amazônica para expulsão
não só dos ingleses holandeses, mas também de qualquer povo estrangeiro que invada a região.
Era necessário alargar os domínios portugueses para oeste, para assegurar a exploração das riquezas
ocultas da floresta. Coube ao capitão Pedro Teixeira, em 1637, o comando da expedição composta por
cerca de duas mil pessoas, sendo a grande maioria índios. Apesar das dificuldades enfrentadas, ela
conseguiu estabelecer marcos de ocupação territorial portuguesa ao longo do rio. Além da proteção
contra outros europeus, os fortes também serviam para estabelecer núcleos de povoamento a partir dos
quais pudesse ser estabelecida a colonização. Na Amazônia, os principais recursos explorados pelos
portugueses foram a mão-de-obra indígena e as drogas do sertão, especiarias de alto preço no mercado
europeu.
Essas missões tiveram um apoio importante dos religiosos que tinham a função de catequizar e
melhorar o relacionamento do indígena com os portugueses.

A IMPORTÂNCIA DE BELÉM PARA A EXPLORAÇÃO.

A fundação de Belém foi de vital importância para os portugueses, pois dali partiu suas principais
expedições com o intuito de conquistar o território amazônico, além de estar em uma posição
estratégica, situada bem na foz do Amazonas principal porta de entrada para exploração do território.

O Capitão Pedro Teixeira, a frente de sua


expedição, lançou-se para Oeste, contra
a correnteza, pela calha do rio
Amazonas, com a finalidade de
reconhecer e explorar a região e colocar
marcos de ocupação portuguesa, até
aonde pudesse chegar. E assim foi feito.
Valendo-se do conhecimento e da
adaptação à selva de muitos índios que
compunham a tripulação, levou sua
missão até Quito, na América
Espanhola. A expedição durou cerca de 2
anos, constitui feito memorável e de
suma importância para o
reconhecimento da presença portuguesa
na Amazônia. Foi o único navegador de
sua época a fazer o trajeto de ida e volta,
Fundação de Belém, obra de Theodoro Braga, 1908, Museu de Arte
de Belém (MAB).
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Estudos Amazônicos 6º ano
saindo da foz para nascente e de volta a foz.
Muitas outras entradas e bandeiras foram empreendidas pelos luso-brasileiros à Amazônia, seja em
busca do tão sonhado "El Dourado", seja para colher as chamadas "drogas do sertão", especiarias muito
apreciadas à época.

AMAZÔNIA PORTUGUESA

O estabelecimento do Tratado de Madri e o início da administração de Marquês de Pombal em Portugal,


ambos ocorridos em 1750, marcaram uma nova fase na qual a Amazônia brasileira foi, em linhas
gerais, definida. Vale lembrar que, nessa época, o conhecimento que se possuía do interior do continente
americano ainda era muito impreciso. O Mapa das Cortes, elaborado a pedido do rei de Portugal, serviu
de base para as negociações do Tratado de Madri e possuía forte distorção do curso dos rios que cortam
as terras a oeste do Brasil. Essas distorções eram propositais, puxando o traçado dos rios para leste,
diminuindo artificialmente a área pretendida pelos portugueses – e cumpriram perfeitamente o objetivo
de desorientar os negociadores espanhóis. Não menos importante do que o Tratado de Madri para a
inauguração de uma nova fase da história amazônica foi a administração empreendida pelo Marquês
de Pombal. Tão logo subiu ao poder, ainda em 1750, Pombal pretendia tirar Portugal da situação de
atraso que experimentava frente às demais potências europeias e da dependência da Inglaterra, país do
qual recebia proteção contra a França e a Espanha. Pombal criou a Companhia Geral do Comércio do
Grão-Pará e Maranhão que deveria oferecer preços atraentes para as mercadorias ali produzidas a serem
consumidas na Europa, tais como cacau, canela, cravo, algodão e arroz. Começou também a introduzir
na Amazônia a mão-de-obra escrava de origem africana.

CRONOLOGIA DAS AÇÕES


PORTUGUESAS NA AMAZÔNIA

• 1612: Pedro Teixeira e Gaspar de


Freitas de Macedo afundam um
“patacho holandês” para impedir sua
aproximação de Belém;
• 1623: Luís Aranha de Vasconcelos e
Bento Maciel Parente guerrearam contra
os ingleses e franceses para destruir suas
fortificações, ao longo do rio Amazonas;
• 1625: Bento Maciel Parente atacou e
destruiu o forte holandês de Mariocay;
• 1627: Pedro Teixeira guerreou contra
ingleses e holandeses para destruir os
fortes de Mandiutuba, Tilletille e
Uarimuaca, no Xingu e Capary;
• 1629: Pedro Teixeira e Pedro Costa
Favela conquistaram o forte inglês de
Torrego na Ilha de Tocuju;
Mapa das Cortes • 1631: Jacome Raimundo de Noronha
e Pedro da Costa Favela conquistaram o
forte inglês Phillippe, entre os rios Matapy e Ananirapucu;
• Pedro Baião de Abreu assaltou o forte inglês de Cumaú, próximo à fortaleza de Macapá;

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Estudos Amazônicos 6º ano
• 1637 -1638: Pedro Teixeira, com 70 soldados e 1000 índios, ampliou o domínio português até o
rio Tapajós, do rio Amazonas até a povoação espanhola de Payamino;
• 1639: A Guarnição luso-brasileira afundou o navio de guerra holandês que desembarcava colonos e
soldados holandeses;
• 1648: A milícia portuguesa faz seu último ataque destruindo as fortificações militares dos holandeses,
próximo à Macapá.

Na imensa região de várzea, localizada ao longo das margens do rio Amazonas, entre os séculos XV e
XVII, concentravam-se várias populações indígenas, nos afluentes dos rios Tocantins, Xingu, Tapajós,
Negro, Madeira e Branco. Fundações e fortificações de conquistadores europeus surgiram nessa área,
provocando a despovoação de inúmeras aldeias indígenas, as quais foram sendo substituídas por
missões religiosas e aldeamentos ao lado de fortalezas lusas que mantinham o sistema colonial
português na Amazônia.
Até fins do século XVIII, conforme dados históricos da Amazônia, os nativos da região estavam
praticamente desaparecendo da Várzea Amazônica, resultado do “descimento” dos índios através dos
médios e altos cursos dos rios, expulsão provocada por colonos lusos e mestiços, durante o processo da
conquista e começo da colonização portuguesa na Amazônia.

AS AÇÕES DAS MISSÕES RELIGIOSAS

A colonização portuguesa no vale amazônico estava baseada em três pontos: comércio, aldeamento e
fortalezas, sendo que os últimos garantiam as condições para o sistema colonial funcionar na região,
com práticas mercantilistas na venda de drogas do sertão, ação realizada pelo índio destribalizado e
aldeado sob comando das ordens religiosas. Através da catequização e expansão do catolicismo, os
missionários desestruturavam as sociedades indígenas, transformando os índios em cristãos a serviço
da colonização portuguesa, atuando como carregadores, canoeiros, remeiros, guerreiros, guias,
intérpretes, domésticos, artistas, operários e coletores de ervas. Entre as principais ordens que se
fizeram presentes na Amazônia se destacam quatro grupos: os Jesuítas, os Mercedários, os Franciscanos
e os Carmelitas. Os conflitos entre os jesuítas e os colonos, disputando a mão-de-obra indígena,
provocaram a expulsão dos jesuítas. A partir do século XVII e definitivamente no século XVIII pelas
reformas pombalinas e a oposição do Marquês de Pombal aos soldados de Cristo. Os índios “descidos”
para as missões eram ‘alugados’ aos colonos pelos jesuítas que regulavam o valor dos serviços; por outro
lado, os colonos não lhe pagavam pelo trabalho dos índios e raramente os devolvia às missões,
escravizando-os ilegalmente por meio das “guerras justas” e “Tropas de resgate”.

OS REFLEXOS DA EXPLORAÇÃO

A história da Amazônia foi construída sob o desejo europeu de alargar as dimensões territoriais e
aumentar as posses a partir da exploração das riquezas naturais. Dentro deste enfoque buscou-se
demonstrar como a Amazônia passou de apenas ideia ou noção sobre o desconhecido, para os
desbravadores portugueses e espanhóis, a uma utilização de um planejamento de ações para dominar
a área descoberta, sendo que o elemento indígena esteve presente durante toda a evolução dos
acontecimentos. Os episódios narrados neste texto, esquecidos por diversas vezes das crônicas nacionais,
dão a contribuição da Amazônia para a história da sociedade brasileira, apresentando um contexto de
conflitos entre povos europeus e os nativos amazônidas, cujos resultados influenciaram nos atuais
limites geográficos e traços culturais que apresentamos.
Conquistada a custo de sofrimentos e sacrifícios, a Amazônia precisava agora ser mantida.
A história dos homens na Amazônia tem sido construída a partir de muitos conflitos: de um lado, a
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Estudos Amazônicos 6º ano
visão paradisíaca criada pela magia dos mitos da região e sobre a região; de outro, a violência cotidiana
gerada pela permanente exploração da natureza e desencadeada pelos preconceitos em relação a ambos
— homem e natureza.
Ao longo de quatro séculos perdeu-se, muito da identidade original do homem e os referenciais da vida
anterior, face aos sucessivos e constantes choques culturais. Hoje, o homem da Amazônia procura
reconstruir, sem cessar, uma nova identidade e uma nova forma de vida que lhe possibilitem harmonizar
uma nova cultura com a conservação da natureza, os benefícios e o usufruto do progresso técnico e
científico do mundo moderno.
O aumento da destruição da natureza é alarmante. Nas últimas décadas, enormes massas vegetais, que
incluem madeiras nobres, vêm sendo queimadas impiedosamente. De 1500 a 1970, ou seja, em 470
anos, apenas 2% de toda a floresta amazônica havia sido destruído; em apenas 30 anos (1970 a 2000),
segundo o INPE, 14% foi devastado. Trata-se de um desastre sem precedentes contra o maior
patrimônio natural do planeta Terra, contra a economia e a sobrevivência dos habitantes naturais —
caboclos, ribeirinhos, índios e outros. E, pode-se mesmo dizer, contra o futuro da região e das novas
gerações que precisarão dela para viver.

FUNDAÇÃO DE BELÉM: EXPLORADORES, ÍNDIOS E RELIGIOSOS.

A CONQUISTA DO PARÁ

Na época da conquista do Pará, Espanha e Portugal formavam a União Ibérica (desde 1580). Para o
Brasil, naquela fase de expansão territorial, a união peninsular foi benéfica, pois Portugal e Espanha,
transformadas em uma só nação, veio a tornar sem efeito o Tratado de Tordesilhas, facilitando, desse
modo, a penetração interiorana.

A conquista do Norte foi determinada pelo rei de


Espanha e Portugal. Visava, inicialmente, desalojar,
do Maranhão, os franceses que ali haviam criado
a França Equinocial. E em 1614, Jerônimo de
Albuquerque segui à frente da tropa, para cumprir
aquela missão. Em 1615, já com Alexandre de Moura
liderando as tropas lusas, houve a capitulação
definitiva. Após a vitória, Moura nomeou Albuquerque
governador do Maranhão e encarregou o militar e
explorador português Francisco Caldeira de Castelo
Branco (-1619) de conquistar o Pará.
A 25 de dezembro de 1615 a expedição partiu da
baía de São Marcos, composta do patacho Santa
Maria da Candelária, do caravelão Santa Maria das
Graças e da lancha grande Assunção. Compunha-se
de 150 homens, 10 peças de artilharia, pólvora e
Localização do estado do Pará no mundo muita munição e mantimentos. O piloto-mor era
Antônio Vicente Cochado, o francês Charies servindo
de guia. As três embarcações eram comandadas por Pedro de Freitas, Antônio da Fonseca e Álvaro Neto.
A viagem sem incidentes durou 18 dias. E a 12 de janeiro de 1616 os portugueses aportaram na baía
de Guajará, chamada pelos nativos de Paraná-Guaçu.

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Estudos Amazônicos 6º ano
Texto e Contexto

O capitão André Pereira, que participou da expedição que fundou o Forte do Presépio na cidade de Belém
em 1616, dá notícia desse sucesso ao Rei de Espanha.

“Primeiramente depois que ò capitaom maior, Alexandre de Moura deu fin no Maranhaom à ò enemigo
como fez, è tendo à terra pacifica, è povoadas as fortalezas como lhe pareceo necessario, pos por obra
mandar fazer este novo descobrimento do grande Rio das Amazonas, è pera tambem se saver ò que
avia no Cavo do Norte, conforme à ordem que pera isso levava do Governador Geral do Brasil Gaspar de
Souza; è asi mandou 150 homens em tres companhias, è por capitaom mor dellas à Francisco Caldeira
de castel branco em tres embarcazoens. Partimos para esta jornada dia de Natal pasado, em que deu
principio à esta era de 1616. ”
“Chegando no sitio à onde fizemos fortaleza por el Rey nosso senhor, que será 35 leguoas pello Rio
asima pera ò Sul, por parecer elle à ò capitaom mor bom sitio. ”
“Há neste Rio em todas as partes delle muito Gentio por extremo de diversas nazoens, ò mais delle mui
bem encarado sem barba, trazem os homens cabello comprido como molheres, è de mui perto ò
parecem de que pode ser nasceria o emgano que dizem das Amazonas; pois naom há outra cousa de
que à este proposito se pudesse deitar maom. ”

À nova conquista, Castelo Branco, dando vazão a seu amor por Portugal, deu o nome de Feliz Lusitânia.
O engenheiro-mor Francisco Frias Mesquita iniciou a construção da Casa Forte, localizada à margem
esquerda da foz do Piri (hoje doca do Ver-o-Peso). Recebeu a denominação de Forte do Presépio e em
seu interior levantaram uma pequena capela, sob a invocação de N. S. das Graças.
Além do Forte do Presépio outros foram também construídos para proteger as terras da Amazônia da
invasão de conquistadores ao longo do século XVII: Forte de S. Pedro de Nolasco (Convento das Mercês,
em Belém), Forte N. S. das Mercês da Barra, Forte S. Antônio de Macapá, Casa Forte (origem da cidade
de Ourém), Forte de N. S. de Nazaré, Forte da embocadura do rio Tuerê, Forte do Rio Paru, Forte do
Tapajós (futura Santarém) e o Forte do Pauxis (origem da cidade de Óbidos).

Texto e Contexto

A 2 de janeiro de 1639 Pedro Teixeira redigiu, em Quito, uma Relação da sua jornada Amazonas acima,
endereçada ao presidente da Audiência de Quito.

“Nesse grande sítio tem Sua Majestade uma fortaleza que chamam ‘O Presépio’, situada na Cidade de
Belém; dista do mar 25 léguas [e] fica na banda leste, numa ponta de terra firme mui saudável e
fertilíssima. (...) Está situada a dita fortaleza sobre uma grande enseada que ali faz o rio, tendo à vista
três caudalosos rios: o primeiro se chama Capim, o segundo Oscaza [Acará? ], o terceiro Moysu [Mojú].

“A cidade do Pará está ao sul em dois terços [de grau] menos alguns minutos. Os holandeses têm
chegado sondando [explorando] até o sítio de caça Juro [?], quatro jornadas inteiras acima do Tapajós
e têm feito muitíssimo esforço para povoá-lo. ”

O local escolhido por Castelo Branco para os portugueses se instalarem compreendia uma estreita faixa
de terra confinada por um lado pela baía de Guajará e por outro por um grande pântano, chamado pelos
nativos de Piry.
A localização escolhida mantinha o núcleo naturalmente abrigado de um ataque pelo interior, ao mesmo
tempo em que permitia o controle da entrada da baía.
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Estudos Amazônicos 6º ano
O surgimento do Forte do Presépio representou, assim, o marco da fundação da cidade. Em função do
reduzido número de pessoas envolvidas no ato de fundação, a cidade nasceria embrionariamente dentro
do forte.

O Forte do Presépio, Hoje. Núcleo Cultural Feliz A Praça D'Armas do Forte do Presépio, Hoje.
Lusitânia. Belém, PA.

Em 7 de janeiro de 1619, os Tupinambás chefiados


por Guaimiaba, Cabelo de Velha, revoltaram-se
contra os portugueses, atacando o Forte do
Presépio. Porém, o levante Tupinambá foi
desbaratado pelos luso-brasileiros.

Texto e Contexto

A “Descriçam do Estado do Maranham, Para,


Corupa, Rio das Amazonas” de Maurício de Heriarte
(1662).

Artefatos Bélicos encontrados por arqueólogos nos


XXI. A Cidade de Bellem, capitania do Gram Para,
arredores do Forte. Balas de canhão e pedras de esta asentada sobre o famoso rio que se chamam
Para, 25. Legoas da Barra, cercada com 4 rios, que
pederneira (o atrito da pederneira no patin da arma
por hûa parte e outra a cingem: que sam, Guama,
produzia faísca na caçoleta que explodia e expulsava a
bala). Acervo do Museu do Forte do Presépio. Belém, PA.
Guajara, Capim, e Moju, que todos juntos desaguam
no Gram Para.
Tem esta cidade hûa fortaleza, sobre o porto, bastante e defensível, com tres companhias de infantaria.
Tem Capitam mor, Ouvidor, Provedor, Amoxarife, e Escrivam real, que tudo se desconta da Fazenda de
S. Majestade. Tem sette engenhos de fazer asucar. Seus moradores fazem muito tabaco, he muy
abundante de mantimentos da terra e frutas.
XXIII. Sam as terras do Para firmes, e melhores que as de Sam Luis, muy fertiles em dar fruto, e todo
o anno criam, porque todo anno chove: suposto que no veram nam há tanta a agoa. Sam capazes de
grandes povoações, por serem terras larguissimas, e de muitos Indios, que quando foy povoada de
Portuguezes, avia mais de 600. Povoações de Indios Tapinambas e Tapuias, que vendo que eram poucos
os Portuguezes, se levantaram contra elles, e mataram 222, sendo seu Capitam mor Francisco Caldeira
de Castello Branco: mas os q’ ficaram, com muito trabalho, deram grandes guerras à os Indios, e

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Estudos Amazônicos 6º ano
destruíram a naçam Tupinamba, que dominava sobre a outra naçam Tapuia. Morreram muitos Indios
na guerra, e outros se retiraram pella terra dentro.

Terminada a construção do Forte do Presépio, o próximo passo dos portugueses foi a colonização de
Belém. Ergueram as primeiras casas.
A conquista do Grão-Pará pode ser dividida em quatro momentos. Em um primeiro momento, ocorreu a
luta contra os indígenas que visava não só desalojá-los, mas também que continuassem a apoiar os
franceses. Destacaram-se nessas lutas Mahias de Albuquerque e Manuel Pires (que dizimaram as tribos
localizadas nos sertões de Cumã e Tapuitapera), Diogo Botelho (que arrasou a aldeia de Muju), Gaspar
de Freitas (que lutou nas aldeias de Iguapé), Bento Maciel Parente e Pedro Teixeira.
Em um segundo momento, os portugueses tinham como meta a luta contra os estrangeiros a fim de
evitar que os franceses, ingleses e holandeses dominassem o vale amazônico, onde já haviam construído
várias fortalezas. As principais: Forte de Nassau, construído pelos holandeses entre 1599 e 1600,
próximo à foz do Xingu, destruído em 1623; Forte de Mandiatuba, próximo a Gurupá, pertencente
também dos holandeses, atacado em 1625 por Pedro Teixeira; Forte de Maiocaí, também de
holandeses, destruído por Luís Aranha e Bento Maciel.
Em um terceiro momento, houve a ação de religiosos na região, que foi muito importante para a
conquista espiritual na Amazônia. Com Castelo Branco, veio o padre Manoel Figueiredo de Mendonça,
que rezou a primeira missa em Belém e que foi depois nomeado o 1º Vigário do Pará. Em 1617,
aportavam os frades capuchos frei Antônio de Merciana, frei Cristóvão de São José, frei Sebastião do
Rosário e frei Felipe de São Boaventura. Em 1618, os franciscanos capuchos, por ordem régia, ficaram
responsáveis pela catequese indígena. Em 1621, a corte concordava com a reivindicação do capitão
Manoel de Souza Eça, no sentido de que fossem enviados jesuítas ao Grão-Pará. Em 1626, era fundado,
em Belém, o convento de Santo Antônio. Em 1639 foi criada a Missão do Maranhão e Grão-Pará da
Companhia de Jesus (depois de, no ano anterior, ser entregue aos jesuítas o empreendimento
catequista). Neste mesmo ano, aportavam em Belém os primeiros mercedários, que, em 1640,
fundaram o convento (onde hoje se localiza a Igreja das Mercês). Fundaram missões no Rio Negro,
Urubu, Amatari, Aniba e Uatumã. Em 1643 chegou o padre Antônio Vieira, que, deslumbrado com o
lugar, sentiu que a conquista espiritual da Amazônia ampliaria os domínios de Sua Majestade e da
região.
Missões jesuítas foram fundadas ao longo do rio Amazonas, do Negro e do Tocantins. Tiveram
participação importante Francisco Veloso e Manoel Pires. Em 1660, os jesuítas inauguraram, em Belém,
a Igreja de São Francisco Xavier (atual Santo Alexandre). Nessa fase, a conquista espiritual estava, assim,
dividida: jesuítas, mercedários e frades de Santo Antônio cuidavam da catequese; os carmelitas e os
frades da Piedade encarregavam-se da moralização interna das conquistas. Em 1667, foi criado o
Bispado do Maranhão. Em 1706, outra ordem vinha atuar na região: a dos Franciscanos da Província
da Conceição da Beira de Minho. No dia 4 de março de 1719, o Papa Clemente XI, através da bula
Copiosus in misericórdia, criou o Bispado do Grão-Pará, sendo nomeado o 1º bispo, o Carmelita D. Frei
Bartolomeu do Pilar.
Por fim, ocorreu a conquista do Rio Amazonas. Na primeira metade do século XVII a Coroa Portuguesa
já havia determinado que o Rio Amazonas fosse explorado até o Peru. O explorador e militar
português Pedro Teixeira (1570-1641) fora nomeado comandante por Jácome de Noronha, dando-lhe
a patente de capitão-mor da força expedicionária e poderes de capitão-geral governador do Estado. Os
demais cargos e postos foram ocupados por outras pessoas influentes: mestre de campo, o capitão
Antonio de Azambuja; sargento-mor, Felipe de Matos Cotrim; comandante das companhias de
infantaria, os capitães Pedro Baião de Abreu e Pedro da Costa Favela.
A Bandeira saiu de São Luís, aportando em Belém em julho de 1637. Na capital paraense, foram
incorporados à expedição 70 soldados, além do capitão Domingos Pires da Costa, o sargento Domingos
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Estudos Amazônicos 6º ano
Gonçalves e Diogo Rodrigues, o cronista da viagem João Gomes de Andrade, entre outros. No dia 28 de
outubro de 1637, a expedição seguiu, de Cametá, já com 45 canoas, conduzindo 87 militares, três civis
e mais de mil caboclos paraenses. No dia 3 de julho de 1638, a expedição atingiu o estuário do Rio
Aguarico. Ali, Pedro Teixeira instalou um destacamento militar sob o comando de Pedro Favela, com a
assistência de Pedro Baião de Abreu. No dia 15 de agosto atingiu a povoação de Payamino, longe 80
léguas de Quito.

A 16 de fevereiro de 1639, Pedro Teixeira deu início


à nova jornada, desta vez de regresso a Belém. Vários
religiosos acompanharam-no como os padres
Cristóvão de Acunã (que a respeito escreveu O Novo
Descobrimento do Rio das Amazonas) e Andrés de
Artieda. Rumaram para Belém, chegando à baía do
Guajará a 12 de dezembro de 1639. Os limites da
Amazônia portuguesa tinham sido dilatados.

Expedição de Pedro Teixeira.

CHOQUE CULTURAL

A chegada dos portugueses a terras brasileiras


em 1.500 colocou em contato duas culturas
notavelmente diversas. A sociedade europeia
privilegiava o dinheiro, as relações mercantis e o
A "Conquista do Amazonas", obra do pintor Antônio
cristianismo. A sociedade indígena, nativa da Parreiras que retrata episódio da expedição de Pedro Teixeira
América, valorizava a relação com a natureza, o (ao centro de azul) e suas conquistas na região. Original no
mito e a vida comunitária. Mais tarde vieram os Museu do Estado do Pará (MEP), Belém, PA.
africanos sob a condição de escravos.
Nesses 500 anos de história em comum, a ação dos europeus, somada à contribuição de ameríndios e
africanos, criou uma sociedade original nos trópicos. No entanto, isto teve o seu preço. Para os
ameríndios, ocorreu a destruição quase completa de sua cultura original e o extermínio de povos inteiros.
Logo houve combates religiosos: a fé em um deus único (monoteísmo) foi imposta e a fé em vários
deuses (politeísmo) foi combatida. O europeu obrigava os índios a cobrir o corpo todo por “decência”,
com vestidos, e a inutilizar os adereços (enfeites). Além disto, desde o início da conquista portuguesa no
Brasil, dos litorais do Sul até o Maranhão, os portugueses estiveram em contato com povos que falavam
diversos dialetos.
Os padres religiosos decidiram então unificar todos os dialetos da língua tupi numa língua única,
escrevendo gramática e dicionários. Na Amazônia, pela Carta Régia de 1689, a língua geral, isto é, a
língua tupi, tornou-se oficial e devia ser ensinada pelos padres até aos filhos de colonos. Essa língua
ficou conhecida como Nheengatu. No plano político-social, a alta mortalidade e os descimentos
reduziram a população indígena, afastando a possibilidade de organização, em virtude da redução do
poder político dos caciques.

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Estudos Amazônicos 6º ano
A Companhia de Jesus foi a ordem religiosa
que mais se destacou no Brasil colonial.
Fundada em 1534 pelo espanhol Inácio de
Loyola para ser uma organização religiosa de
combate às “heresias” e aos “inimigos da fé”,
a Companhia de Jesus incorporou o espírito da
Contrarreforma.
No Brasil, os jesuítas chegaram em 1549, na
comitiva chefiada pelo padre Manuel da
Nóbrega. Nos séculos XVII e XVIII, os jesuítas
mantinham igrejas, paróquias, colégios e
missões desde Paranaguá (no atual estado do
Paraná) até a região amazônica. Tanto por seu
trabalho pastoral e missionário quanto pelo
papel político que exerciam, os jesuítas
tiveram forte presença na vida social e cultural
da colônia. Foi na implantação das
missões junto aos indígenas que os jesuítas
mais se destacaram.

A função das missões era reunir grupos nativos em


aldeamentos, promover sua conversão e aculturação
e evitar sua escravização. Os índios aldeados ou

Igreja de Santo Alexandre. Antiga Igreja e Escola dos


jesuítas do século XVIII no Pará. Belém, Pará.

“reduzidos” eram considerados protegidos, ou


“livres”. Nos aldeamentos, onde isolavam os
índios, os missionários os catequizavam e faziam
produzir.

ADMINISTRAÇÃO COLONIAL

Após a fundação de Belém, a nova descoberta


ficou administrada por capitães-
mores subordinados ao Governo Geral do Brasil. Padre jesuíta Antônio Vieira em gravura que representa o
Não demorou muito para que o vasto território padre convertendo índios na Amazônia.

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Estudos Amazônicos 6º ano
fosse dividido e várias capitanias, doadas a pessoas de bom grado. Assim, criaram sete capitanias:

1 – Capitania do Pará – Tinha como cede Belém e estendia-se da margem esquerda do rio Acutipuru
(Quatipuru), até o primeiro braço do Rio Pará (Tocantins).
2 – Capitania de Caeté – Gaspar de Souza, e mais tarde seu filho Álvaro de Souza, era o donatário. Não
tinha delimitação certa.
3 – Capitania de Vera Cruz do Gurupi – Pertencente a Feliciano Coelho de Carvalho, filho de Francisco
Coelho e Carvalho, governador do Maranhão e Pará.
4 – Capitania de Cametá – Feliciano Coelho de Carvalho, perdendo a concessão de Vera Cruz de Gurupi,
conseguiu outra, localizada em terras banhadas pelo Tocantins e habitada pelos índios camutás (1623).
Em 1635, criou a vila Viçosa de Santa Cruz de Cametá.
5 – Capitania do Cabo do Norte – Pertencente a Bento Maciel Parente. Compreendia quase a totalidade
das terras do atual Amapá.
6 – Capitania da Ilha de Joanes – Pertencente a Antônio de Souza Macedo, abrangendo todo o território
da ilha do Marajó.
7 – Capitania de Gurupá – Criada a partir das ruínas do forte holandês.

Esse sistema de capitanias não foi muito benéfico para a região, sendo extinto e revertendo à Coroa as
antigas doações. Em 23 de setembro de 1623, as capitanias do Grão-Pará e Maranhão se unificaram
em um só Estado, tendo como sede a cidade de São Luís. Em 1652, Pará e Maranhão separaram-se;
dois anos depois voltando a se unificar. Em 1673 o governador Pedro César de Menezes transferiu a
sede do governo para Belém. Em 1688, a corte determinou que a capital voltasse a ser São Luís. No
entanto, em 1737 a sede governamental retornou a Belém para, em 1752, o Pará ganhar novamente
sua autonomia. Em 1815, as capitanias gerais do Brasil foram transformadas em províncias. A
Província do Grão-Pará, com capital em Belém, possuía toda a superfície da Amazônia, já que a capitania
do Rio Negro (atual Estado do Amazonas), continuava a depender do Pará.
O Pará (e a Amazônia) era subordinada diretamente a Lisboa, desvinculado do resto do Brasil. Somente
com a vinda de D. João VI, e sendo a Corte instalada no Rio de Janeiro, é que os laços entre o extremo
norte e o resto do país estreitaram-se mais.

EVOLUÇÃO URBANÍSTICA

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Estudos Amazônicos 6º ano

Após a instalação do Forte


do Presépio, os
portugueses trataram de
dar início à colonização da
nova conquista.
Oficialmente, a primeira
rua a ser aberta foi a
do Norte, hoje Siqueira
Mendes, paralela à baía do
Guajará, que ia daquela
fortificação até a casa do
capitão-mor Bento de
Maciel Parente, onde hoje
localiza-se a Igreja do
Carmo.
Depois abriram as ruas
do Espírito Santo (hoje Dr.
Assis), dos Cavaleiros (Dr. Malcher), São João (João Diogo), da Residência (Félix Rocque),
Atalaia (Joaquim Távora), Barroca (Gurupá), Longa (Ângelo Custódio), Água das Flores (Pedro
Albuquerque), Alfama (Rodrigues dos Santos) e Aljube (Cametá).
Em 1627, com a construção do Convento de Santo Antônio, pelos frades da mesma ordem, que do
igarapé do Uma se transferiram para ali, começou a “conquista” do bairro da Campina.
Com a expansão urbanística, a cidade ficou dividida em dois bairros: o da Cidade e o da Campina. O
igarapé do Piri servia de limite entre as duas aglomerações urbanas. Com a chegada de colonos
açorianos, em 1676, tiveram de abrir uma nova rua para abrigá-los. Eram cerca de 234 pessoas de
ambos os sexos. A rua aberta foi chamada de São Vicente. Depois, prolongaram-na até o Piri com o
nome de Nova de Santana (é a atual Manoel Barata).
Nos dois bairros as paisagens se assemelhavam: as ruas eram estreitas, possuíam poucas edificações,
contudo havia algumas igrejas e conventos importantes, predominantemente as construções eram de
casas de um só pavimento. A partir do século XVIII, edificaram-se importantes construções
arquitetônicos como a capela de N. Sa. das Graças. Ergueram-se depois as primeiras igrejas de São João,
Carmo, Santo Alexandre, Capela Santo Antônio. Mercês. Construíram-se os conventos do Carmo, dos
Franciscanos de Santo Antônio, Jesuítas, Mercês.

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Estudos Amazônicos 6º ano

Neste momento, não havia fonte


de água na cidade. A água que os
moradores bebiam era a que se
colhia dentro de um barril
enterrado no chão, em um sítio
chamado de Pau de Água ou Paul
de Água, existente na estrada de
mesmo nome, posteriormente
chamou-se de São Jerônimo e,
hoje, governador José Malcher.
Contudo, o governador José de
Nápoles Telo de Meneses
resolveu levar até ao Lago do
Palácio aquela água, onde foi
erguida a Casa de Mãe de Água.
No entanto, o povo preferia
servir-se do rio e dos igarapés. Os
melhores poços eram o do
Convento de Santo Antônio, o da
Horta do Seminário, o do Palácio
do Governo e o da casa do
Mapa que mostra Belém do Pará, em 1724. Ouvidor.

ATIVIDADES

1 – Em qual das fases da pré-história da Amazônia os grupos primitivos começaram a produzir


cerâmica?

a) Fase Arcaica
b) Fase Tardia
c) Fase Paleoindígena
d) Fase Mesolítica

2 – Apesar de ainda não terem sido encontrados vestígios concretos da presença humana na Amazônia
durante o período compreendido entre 20.000 e 12.000 a.p. (antes do presente) foi, provavelmente,
neste período que os primeiros grupos humanos provenientes da:

a) África
b) Eurásia
c) Austrália
d) Ásia

3 – Amazônia era então uma ampla extensão de savanas, com apenas algumas manchas de floresta
ao longo dos rios. Nesse ambiente proliferavam grandes animais como o mastodonte, a preguiça gigante,
o toxodonte, o tigre-dentes-de-sabre e diversos outros exemplares que compunham a chamada:

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a) Megafauna
b) Megaflora
c) Megabytes
d) Gigafauna

4 – Cite duas fases da pré-história da Amazônia.


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5 – Quais as principais características dos primeiros habitantes amazônicos da fase paleoindígena?


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6 – A pintura rupestre mostrada na figura


anterior, que é um patrimônio cultural brasileiro,
expressa

a) o conflito entre os povos indígenas e os


europeus durante o processo de colonização do
Brasil.
b) a organização social e política de um povo
indígena e a hierarquia entre seus membros.
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que
viveram durante a chamada pré-história do
Brasil.
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos.
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoindígenas da América durante o período colonial.

7 – (...) Pré-História do Brasil compreende a existência de uma crescente variedade linguística, cultural
e étnica, que acompanhou o crescimento demográfico das primeiras levas constituídas por poucas
pessoas (...) que chegaram à região até alcançar muitos milhões de habitantes na época da chegada da
frota de Cabral. (...) não houve apenas um processo histórico, mas numerosos, distintos entre si, com
múltiplas continuidades e descontinuidades, tantas quanto as etnias que se formaram constituindo ao
longo dos últimos 30, 40, 50, 60 ou 70 mil longos anos de ocupação humana das Américas.

(Pedro Paulo Funari e Francisco Silva Noeli. "Pré-História do Brasil", 2002.)

Considerando o texto, é correto afirmar que

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Estudos Amazônicos 6º ano
a) as populações indígenas brasileiras são de origem histórica diversa e, da perspectiva linguística, étnica
e cultural, se constituíram como sociedades distintas.
b) uma única leva imigratória humana chegou à América há 70 mil anos e dela descendem as
populações indígenas brasileiras atuais.
c) a concepção dos autores em relação à Pré-História do Brasil sustenta-se na ideia da construção de
uma experiência evolutiva e linear.
d) os autores descrevem o processo histórico das populações indígenas brasileiras como uma trajetória
fundada na ideia de crescente progresso cultural.
e) na época de Cabral, as populações indígenas brasileiras eram numerosas e estavam em um estágio
evolutivo igual ao da Pré-História europeia.

8 – Entre os nômades, o trabalho não tem o mesmo valor que nas sociedades agrárias. Os índios
Ianomâmi, da Amazônia, desenvolvem suas atividades, em média, três horas por dia e não valorizam o
trabalho nem o progresso tecnológico. Os Guaiaqui, caçadores nômades da floresta paraguaia, passam,
pelo menos, metade do dia em completa ociosidade. Quanto ao desenvolvimento social, do pensar e do
fazer dos primeiros humanos, é correto afirmar que a:

a) produção de novas ferramentas de pedra polida foi a transformação mais importante ocorrida nesse
período.
b) fabricação de ferramentas e a utilização do fogo evidenciam que a sobrevivência humana não está
diretamente relacionada à adaptação cultural do homem.
c) abundância de recursos animais e vegetais promoveu a sedentarização do homem.
d) capacidade de conseguir mais alimentos deu ao homem menor controle sobre o meio ambiente.
e) troca da caça e da coleta pela agricultura ocorreu de maneira súbita.

9 – Considera-se a realidade amazônica como uma das áreas da América onde as pesquisas
arqueológicas, durante o período Paleoindígena, ainda são escassas. Sobre essa fase, podemos afirmar:

a) Foi o período em que começou a ocupação da América, por meio do Estreito de Behring.
b) A ocupação da Amazônia ocorreu no período entre 11.200 a.C. a 8.500 a.C. A população que chegou
à Amazônia era nômade, vivia da coleta de moluscos e habitava grutas e cavernas.
c) Foi o período em que ocorre uma imigração dos Andes Centrais para a Amazônia Ocidental.
d) Vestígios encontrados em Monte Alegre (PA) sugerem que a caça é importante elemento para
comprovar a veracidade científica desse período.
e) “b” e “d” estão corretas.

10 – De acordo com os seus conhecimentos sobre as fases de ocupação da Amazônia, analise os itens
abaixo e marque a alternativa correta. I. Paleoindígena – Período mais antigo de ocupação da América,
em que ocorreu uma imigração da África para o Brasil, segundo as descobertas de L. W. Lund, em Lagoa
Santa – MG. II. Arcaica – Fase em que ocorreu uma importante transformação no processo produtivo:
a descoberta da agricultura e a produção de cerâmica. III. Pré-História Tardia – Fase em que ocorreu o
surgimento das sociedades complexas, a exemplo dos Cacicados Complexos.

a) I, II e III são verdadeiros.


b) I e II são verdadeiros.
c) I e III são verdadeiros.
d) II e III são verdadeiros.
e) I é verdadeiro.
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Estudos Amazônicos 6º ano
11 – Como ficou conhecida a região onde os portugueses fundaram o Forte do Castelo, em Belém?

a) Feliz Lusitânia
b) Tapuitapera
c) Guajará
d) Iguapé

12 — Em 1541, o navegante e descobridor Francisco de Orellana (c.1511-1546), a mando do


conquistador espanhol Gonçalo Pizarro(c.1502-1548) e à frente de 400 espanhóis e de 4.000 índios,
partiu de Quito para explorar as terras:

a) de Santa Maria de la Mar Dulce.


b) de caeté
c) do El dorado y la canela
d) do Guamá

13 — O primeiro a navegar no Rio Amazonas foi o espanhol Vicente Yañez Pinzón, em dezembro de
1499, partiu de Palos, à frente de quarto caravelas, com a finalidade precípua de descobrir terras e
exercer a posse em nome da:

a) Coroa Portuguesa
b) Coroa Espanhola
c) Coroa Francesa
d) Coroa Inglesa

14 — O governo de Portugal mandou construir na Amazônia, inúmeros fortes. O ´´ Forte do Presépio´´


foi o primeiro construído em 1616, por:

a) Pedro de Ursa
b) Francisco de Orellana
c) André de Mendonça
d) Castelo Branco

15 – Além de portugueses e espanhóis, quais eram os outros povos que disputavam a conquista da
Amazônia?
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16 – Qual a justificativa da coroa portuguesa para a criação das fortificações pela Amazônia?
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17 – Em fins do século XV, as duas superpotências da época, Portugal e Espanha, com as bênçãos da
Igreja Católica, acordaram um tratado para definir a divisão das terras por descobrir, onde atualmente
se situam a África e as Américas. Qual era o nome deste tratado?
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18 – Além de portugueses e espanhóis, quais eram os outros povos que disputavam a conquista da
Amazônia?
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19 – Qual a origem do nome Amazônia?


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20 – A Francisco de Orellana, credita-se o descobrimento do grande rio Amazonas, por ele navegado,
desde a nascente, nos contrafortes dos Andes, a sua foz, nos anos de 1540 e 1541. Orellana era um:

a) Navegador espanhol
b) Comerciante português
c) Indígena brasileiro
d) Pirata Francês

21 – Saindo de São Paulo, em 1648, pela tradicional via de acesso do rio Tietê, atingiu o rio Paraguai,
daí o Guaporé, o Madeira e finalmente o Solimões-Amazonas, o qual navegou até Gurupá, no atual
estado do Pará, de onde retornou a São Paulo. Três anos foram consumidos nessa jornada. O navegador
responsável por estes feitos se chama:

a) Raposo Tavares
b) Cristóvão Colombo
c) Pedro Álvares Cabral
d) Plínio Rodrigues

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22 – Como forma de impedir os avanços estrangeiros na região amazônica, Francisco Caldeira Castelo
Branco fundou, em 1616, na foz do grande rio, o Forte do Presépio, que mais tarde deu origem a cidade
de:

a) Belém
b) Cametá
c) Tucuruí
d) Baião

23 – Assinale a única alternativa que NÃO foi um fator fundamental para o domínio português na
região amazônica:

a) Coleta de drogas do sertão.


b) Ação missionária
c) Busca de escravos indígenas
d) Expansão da fronteira pecuária

24 – Segundo os relatos da época, os franceses tinham o desejo de fundar uma nova França na
região amazônica. Essa nova França seria conhecida como:

a) França Equinocial
b) França do Norte
c) América Francesa
d) França Equatorial

25 – A exploração das “drogas do Sertão” na região Norte do Brasil, na primeira fase da época
colonial, foi importante para Portugal na medida em que:

a) Lhe permitia dar fim ao sistema mercantilista e início ao capitalismo liberal


b) Lhe permitia concorrer com os exploradores de madeira da Holanda
c) Lhe possibilitava dominar as patentes de plantas descobertas na Floresta Amazônica
d) Lhe oferecia uma opção alternativa às especiarias que eram negociadas com a Índia

26 – As divergências entre Portugal e Espanha sobre as novas rotas de navegação estabelecidas no


Atlântico foram solucionadas por meio da assinatura de dois tratados: o Tratado da Bula Inter Coetera
(1493) e o:

a) Tratado de Versalhes
b) Tratado de Petrópolis
c) Tratado de Tordesilhas
d) Tratado de Paris

27 – Era comum, ao longo do século XVI, que as nações europeias tentassem invadir as terras recém
conquistadas de seus vizinhos com no episódio da invasão francesa no Norte do Brasil.
Esse fato fez com que a Coroa Portuguesa tomasse uma medida para conter a presença de
estrangeiros que só poderia ser feita, através de:

a) Acordos comerciais entre os europeus


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b) Construção de fortes e ocupação militar
c) Pagamento de multa pelas invasões
d) Intervenção da igreja católica

28 – O ________________________ que, além de proteger possíveis invasões estrangeiras por via


fluvial e de dar origem à atual cidade de Belém, serviu como base para o povoamento da Amazônia.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.

a) Forte do Presépio
b) Forte das Mercês
c) Forte do Guamá
d) Forte de Cametá

29 – A fundação de Belém representou.

a) a descoberta de uma terra rica em recursos naturais e o melhor sem concorrência.


b) defesa contra invasões estrangeiras.
c) a união de três povos (branco, negro e índio) em um governo imperial.
d) o momento inicial da afirmação do governo cabano.

30 – As duas imagens abaixo são de exemplares de cerâmicas produzidas durante a pré-história da


Amazônia. Quais eram os tipos de cerâmicas existentes na pré-história amazônica?

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31 – Qual a importância da domesticação de animais e plantas durante a pré-história da Amazônia?


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32 – Quantos e quais eram os grupos que habitavam a Amazônia na pré-história?
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33 – São um grupo mais ligados mais à agricultura, coleta de frutas e caça de animas de pequeno
porte. De acordo com essas características, estamos falando do grupo dos:

a) Sedentários
b) Ianomâmis
c) Tupi-guarani
d) Caiapó

34 – De acordo com o conteúdo ministrado em sala de aula, as fases da pré-história da Amazônia são:

a) Arcaica, Indígena, Cacicados e Pajelança


b) Tupis, Neolítico, Sedentários e Amazônicos
c) Ianomâmis, Pataxós, Jês e Tupã
d) Paleoindígena, Arcaica, Cacicados e Fase tardia

35 – A população era pouco numerosa, dispersa, nômade e organizada socialmente em bandos frouxos,
além disso, davam importância à coleta de moluscos, de plantas e a caça de animais de pequeno porte.
Tais características pertenceram a fase:

a) Paleoindígena
b) Xamã
c) Ancestral
d) Tardia

36 – O homem do período arcaico buscava novos recursos alimentares nas savanas, nas estepes, no
litoral e nos lagos. Este mesmo homem também ficou conhecido na pré-história amazônica pelo começo
da produção de:

a) Pólvora
b) Armas
c) Fogo
d) Cerâmica

37 – Leia o texto a seguir.

A arte pré-histórica é uma arte de linhas e croquis; é uma etapa além da percepção, um artifício que
ajuda a reter a imagem na mente. Na arte pré-histórica, encontramos figuras humanas, geralmente
armadas, em ação, seja perseguindo animais, lutando ou dançando. Os animais são representados de
forma naturalista, ou seja, reproduções de imagens perceptíveis. As figuras humanas, pelo contrário,
estão muito estilizadas; se estão em movimento, os braços e as pernas são alargados. O objetivo do
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artista foi indicar o movimento; as formas são ditadas por sensações internas mais que observação
externa. Os dois principais estilos pré-históricos são vitalistas e se acham determinados pela imagem
captada exteriormente e pela sensação internamente sentida. A arte pode haver estado associada com
ritos, com a intenção de exercer os poderes mágicos através de um retrato fiel que apresenta
naturalismo nas representações animais. Já o símbolo estilizado e dinâmico da forma humana é
determinado por um sentimento interno.

Adaptado de: READ, H. “Imagen e Idea”. La función Del arte en el desarollo de la conciencia humana. México: FCE, 2003.
p.23-31.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta, correta e
respectivamente, as imagens da arte pré-histórica que representam o estilo animal naturalista
(reprodução de imagens perceptíveis) e os símbolos estilizados e dinâmicos da forma humana
determinados mais pela sensação que pela observação e que buscam indicar o movimento.
a)
b)

c) d)

38 – Do ponto de vista histórico, o tempo ou a contagem dele é uma invenção humana. Conforme suas
necessidades, a maior parte das civilizações construiu um calendário a partir de um acontecimento tido
como fundamental em suas culturas. Antes da invenção dos relógios mecânicos e digitais, dos celulares
e computadores, nossos ancestrais usavam formas diversas para medir a passagem do tempo, com
mais ou menos precisão. Considerando essas formas, coloque verdadeira (V) ou falsa (F) nas alternativas
usadas por nossos ancestrais.

( ) Apitos dos trens, floração das árvores e mudanças na temperatura


( ) Relógios solares, erupções na pele dos animais e posição das estrelas
( ) Incidência de luz, queda das folhas das árvores e ciclos agrícolas

A sequência correta é

a) V − V − V.
b) V − F − F.

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c) F − F − V.
d) V − F − V.
e) F − V − F.

39 – Os nossos ancestrais dedicavam-se à caça, à pesca e à coleta de frutas e vegetais, garantindo sua
subsistência, porque ainda não conheciam as práticas de agricultura e pecuária. Uma vez esgotados os
alimentos, viam-se obrigados a transferir o acampamento para outro lugar.

HALL, P.P. Gestão ambiental. São Paulo: Pearson, 2011 (adaptado).

O texto refere-se ao movimento migratório denominado

a) Sedentarismo.
b) Transumância.
c) Êxodo rural.
d) Nomadismo.
e) Pendularismo.

40 – Arte rupestre é o mais antigo tipo de arte da História. Também


é conhecida como gravura ou pintura rupestre. Esse tipo de arte teve
início no período Paleolítico Superior e é encontrada em todos os
continentes. O estudo da arte rupestre favoreceu o conhecimento de
pesquisadores em relação aos hábitos dos povos da Antiguidade e a
sua cultura. As matérias-primas utilizadas para a expressão artística
dos povos da antiguidade eram pedras, ossos e sangue de animais. O
sangue, assim como o extrato de folhas de árvores, era utilizado para
tingir, constituindo o que devem ser as mais primitivas expressões
artísticas, conforme a imagem abaixo.
Durante muito tempo, os povos que assim se expressavam foram
conhecidos como ¯ “Pré-históricos”. Essa denominação, hoje em desuso entre a maioria dos
historiadores, mas ainda presente nos livros didáticos, está diretamente relacionada ao fato de esses
povos

a) Desconhecerem a escrita.
b) Manterem relações comerciais.
c) Viverem sob a forma de Estado.
d) Dominarem as técnicas agrícolas.
e) Ocuparem as margens dos grandes rios.

41 – Qual a razão dos portugueses fundarem Belém na região onde ela se encontra atualmente?
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42 – Logo da chegada dos portugueses no Brasil, o que eles procuravam?
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43 – Qual a diferença entre sesmaria e capitania hereditária?


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44 – A região amazônica ficou abandonada por quase 100 anos pelos portugueses. Isso aconteceu
porque:

a) Não foi encontrado ouro na região


b) Alta quantidade de doenças
c) Conflitos com os índios
d) Pela grandiosidade da floresta

45 – No sistema de capitania hereditária, a administração do território era:

a) Provisória
b) Definitiva
c) Relativa
d) Dividida

46 – Cite o nome dos dois bairros que marcaram o início da urbanização de Belém?
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47 – Descreva a paisagem dos dois bairros de Belém na época de sua fundação?


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48 – De que maneira os religiosos influenciaram na urbanização de Belém
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49 – Explique a origem do nome da cidade de Cametá.


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50 – A cidade de Cametá teve sua origem no lugar que atualmente é conhecido por:

a) Carapajó.
b) Juaba.
c) Cametá-Tapera.
d) Vila do Carmo.

52 – Uma das possíveis razões para a mudança de lugar da cidade de Cametá foi:

a) A erosão.
b) Conflito com os indígenas.
c) Ordem do rei de Portugal.
d) Por causa da terra não ser boa para a agricultura.

53 – Sobre o papel de Cametá no episódio conhecido por cabanagem, podemos afirmar que:

a) Teve papel discreto sendo apenas rota de fuga para os derrotados.


b) Foi importante, servindo, ainda que provisoriamente como capital do estado.
c) Não teve qualquer participação com a cabanagem.
d) Foi a partir de Cametá que se iniciou a luta contra os franceses na guerra da cabanagem.

54 – Servia como divisa entre os dois bairros de Belém o:

a) Forte do Presépio.
b) Convento das Mercês.
c) Igarapé do Piri.
d) O quartel militar.

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55 – Além de portugueses e espanhóis, quais eram os outros povos que disputavam a conquista da
Amazônia?
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56 – Qual foi a justificativa da coroa portuguesa para a criação das capitanias hereditárias no Brasil e,
especificamente, na Amazônia?
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57 – O que eram as Sesmarias?


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58 – Em relação a conquista da Amazônia pelos portugueses, as primeiras investidas dos lusos


consistiram em:

a) Catequização dos indígenas pelos padres Jesuítas


b) Enviada de tropas para a fronteira
c) Criação do Estado do Pará
d) Expulsão dos estrangeiros

59 – Após o domínio português na Amazônia, houveram conflitos entre portugueses e populações locais.
Para solucionar essa questão, os portugueses se valeram da:

a) Ensino da língua portuguesa para os indígenas


b) Criação de fortes
c) Retirada dos Nobres portugueses de Belém
d) Acordo de paz entre índios e portugueses

60 – Qual a principal dificuldade enfrentada pelos portugueses em relação a Amazônia?


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61 – Como era conhecida a cidade de São Luiz do Maranhão pelos franceses?


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62 – Por que a coroa portuguesa tinha a necessidade de fundar fortificações no extremo norte do
Brasil?
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63 – Segundo os relatos da época, os franceses tinham o desejo de fundar uma nova França na região.
Essa nova França seria conhecida como:

a) França Equinocial
b) França do Norte
c) América Francesa
d) França Equatorial

64 – A tentativa da cora portuguesa de administrar o extremo norte do Brasil a partir das colônias do
Nordeste deu errado por causa:

a) Da enorme distância entre os dois locais


b) Dos erros de navegação
c) Das condições climáticas
d) Do acordo firmado entre portugueses e franceses

65 – Caracteriza a fase Paleoindígena


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66 – Em qual das fases da pré-história da Amazônia os grupos primitivos começaram a produzir


cerâmica?
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67 – Em qual das fases da pré-história da Amazônia os grupos primitivos começaram a domesticar as
plantas e animais?
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