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A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO BRASIL – UM PERCURSO HISTÓRICO

DE MEDEIROS, Márcia Maria 1

Resumo
K ŽďũĞƟǀŽ ĚĞƐƚĞ ĂƌƟŐŽ Ġ ƚƌĂĕĂƌ Ƶŵ ƉĞƌĐƵƌƐŽ ŚŝƐƚſƌŝĐŽ ƐŽďƌĞ Ă ĞdžƚĞŶƐĆŽ ƵŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂ ŶŽ ƌĂƐŝů͘ WĂƌĂ ŝƐƐŽ͕
ďĂƐĞŽƵͲƐĞĞŵƵŵĂƉĞƐƋƵŝƐĂďŝďůŝŽŐƌĄĮĐĂƋƵĞůĞǀĂŶƚŽƵŽƐƉƌŝŶĐŝƉĂŝƐĂƐƉĞĐƚŽƐĚĞƐƚĞĐŽŶƚĞdžƚŽĐŽŵďĂƐĞŶĂƐ
obras de Nogueira (2013, 2016) e Menezes (2003). Outras pesquisas ajudaram a corroborar a premissa dos
ĚŽŝƐĂƵƚŽƌĞƐ͕ĂƚƌĂǀĠƐĚĂƋƵĂůĂdžƚĞŶƐĆŽhŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂĚĞǀĞƐĞƌĞŶƚĞŶĚŝĚĂĐŽŵŽƵŵĞƐƉĂĕŽĚĞŶƚƌŽĚĂhŶŝ-
ǀĞƌƐŝĚĂĚĞŽŶĚĞƐĞĐŽŶƐƚƌſŝŽƐƵũĞŝƚŽƋƵĞƉĂƌƟĐŝƉĂĚĞƐƵĂƐĂĕƁĞƐĐŽŵŽĐŝĚĂĚĆŽ͘ŽŵŽĐŽŶĐůƵƐĆŽ͕ƉŽĚĞͲƐĞ
ƉĞƌĐĞďĞƌĂŝŵƉŽƌƚąŶĐŝĂƋƵĞĂdžƚĞŶƐĆŽǀĞŵĂĚƋƵŝƌŝŶĚŽŶŽĐĞŶĄƌŝŽĚĂhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞĐŽŵŽĂƚŽƌƉŽůşƟĐŽ͕Ă
ƉĂƌƟƌĚĞƐƵĂƐĂĕƁĞƐŶĂĚĠĐĂĚĂĚŽƐϴϬ͕ƉƌŝŶĐŝƉĂůŵĞŶƚĞĂƉſƐĂĐƌŝĂĕĆŽĚŽ&ſƌƵŵEĂĐŝŽŶĂůĚĞWƌſͲZĞŝƚŽƌĞƐĚĞ
Extensão das Universidades Públicas Brasileiras.

Palavras-chave:ƟǀŝĚĂĚĞdžƚĞŶƐŝŽŶŝƐƚĂ͘hŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞWƷďůŝĐĂ͘ŝĚĂĚĂŶŝĂ͘

Abstract
dŚŝƐĂƌƟĐůĞĂŝŵƐƚŽƚƌĂĐĞĂŚŝƐƚŽƌŝĐĂůƉĞƌĐŽƵƌƐĞŽŶƵŶŝǀĞƌƐŝƚLJĞdžƚĞŶƐŝŽŶŝŶƌĂnjŝů͘&ŽƌƚŚŝƐ͕ŝƚǁĂƐďĂƐĞĚŽŶĂ
ďŝďůŝŽŐƌĂƉŚŝĐĂůƌĞƐĞĂƌĐŚƚŚĂƚƌĂŝƐĞĚƚŚĞŵĂŝŶĂƐƉĞĐƚƐŽĨƚŚŝƐĐŽŶƚĞdžƚďĂƐĞĚŽŶƚŚĞǁŽƌŬƐŽĨEŽŐƵĞŝƌĂ;ϮϬϭϯ͕
ϮϬϭϲͿĂŶĚDĞŶĞnjĞƐ;ϮϬϬϯͿ͘KƚŚĞƌƌĞƐĞĂƌĐŚĞƐŚĞůƉĞĚƚŽĐŽƌƌŽďŽƌĂƚĞƚŚĞƉƌĞŵŝƐĞŽĨƚŚĞƚǁŽĂƵƚŚŽƌƐ͕ƚŚƌŽƵŐŚ
ǁŚŝĐŚƚŚĞhŶŝǀĞƌƐŝƚLJdžƚĞŶƐŝŽŶƐŚŽƵůĚďĞƵŶĚĞƌƐƚŽŽĚĂƐĂƐƉĂĐĞǁŝƚŚŝŶƚŚĞhŶŝǀĞƌƐŝƚLJǁŚĞƌĞƚŚĞƐƵďũĞĐƚǁŚŽ
ƉĂƌƟĐŝƉĂƚĞƐŝŶƚŚĞŝƌĂĐƟŽŶƐĂƐĂĐŝƟnjĞŶŝƐĐŽŶƐƚƌƵĐƚĞĚ͘ƐĂĐŽŶĐůƵƐŝŽŶ͕ŽŶĞĐĂŶƐĞĞƚŚĞŝŵƉŽƌƚĂŶĐĞƚŚĂƚƚŚĞ
džƚĞŶƐŝŽŶŚĂƐďĞĞŶĂĐƋƵŝƌŝŶŐŝŶƚŚĞƐĐĞŶĂƌŝŽŽĨƚŚĞhŶŝǀĞƌƐŝƚLJĂƐĂƉŽůŝƟĐĂůĂĐƚŽƌ͕ƐƚĂƌƟŶŐĨƌŽŵŝƚƐĂĐƟŽŶƐ
ŝŶƚŚĞĚĞĐĂĚĞŽĨƚŚĞϴϬ͕ŵĂŝŶůLJĂŌĞƌƚŚĞĐƌĞĂƟŽŶŽĨƚŚĞEĂƟŽŶĂů&ŽƌƵŵŽĨWƌŽͲZĞĐƚŽƌƐŽĨdžƚĞŶƐŝŽŶŽĨƚŚĞ
ƌĂnjŝůŝĂŶWƵďůŝĐhŶŝǀĞƌƐŝƟĞƐ͘

Keywords:džƚĞŶƐŝŽŶŝƐƚĂĐƟǀŝƚLJ͘WƵďůŝĐhŶŝǀĞƌƐŝƚLJ͘ŝƟnjĞŶƐŚŝƉ͘

Introdução exigir da Universidade um compromisso maior com


Fazer uma história da Universidade Pública no Brasil Ă ƉŽƉƵůĂĕĆŽ͕ ƉƌŝŶĐŝƉĂůŵĞŶƚĞ Ă ƉŽƉƵůĂĕĆŽ ŵĂŝƐ ĐĂ-
ƐĞĐŽŶƐƟƚƵŝĞŵŐƌĂŶĚĞĚĞƐĂĮŽ͕ĚĂĚĂăƐƉĞĐƵůŝĂƌŝĚĂ- rente. Assim, a Extensão surge enquanto elemento
ĚĞƐƋƵĞŶŽƐƐĂĨŽƌŵĂĕĆŽƉŽƐƐƵŝƵĞŵƚĞƌŵŽƐĞĚƵĐĂ- que vai resgatar, neste lócus, o papel social da Uni-
versidade diante a comunidade (NOGUEIRA, 2001).
cionais. Dentro deste pressuposto, construir uma
história da Extensão Universitária torna-se per se,
um elemento à parte, já que das três grandes áre- ůŐƵŵĂƐ ƉƌŽďůĞŵĂƟnjĂĕƁĞƐ ŵŽďŝůŝnjĂƌĂŵ ĞƐƚĂ ĐĂŵŝ-
as que formam o seio do ser Universidade, a saber, nhada: a Universidade tal qual estava sendo orques-
ŽŶƐŝŶŽ͕ĂWĞƐƋƵŝƐĂĞĂdžƚĞŶƐĆŽ͕ĞƐƚĂƷůƟŵĂĠĚĞ ƚƌĂĚĂƐĞƌŝĂĐĂƉĂnjĚĞĚĞŵŽĐƌĂƟnjĂƌŽĞŶƐŝŶŽĞƉŽƉƵ-
ĨŽƌŵĂĕĆŽ ŵĂŝƐ ƌĞĐĞŶƚĞ͕ ĚĞ ĂĐŽƌĚŽ ĐŽŵ EŽŐƵĞŝƌĂ larizar o conhecimento para além de seus muros?
;ϮϬϬϭͿ͕ĂƉĂƌƟƌĚĞϭϵϴϬ͘ Como se poderia estabelecer este contato entre as
necessidades da comunidade e o fazer universitário?
A Extensão Universitária surge, assim, como o meio
Ainda de acordo com a autora, este momento tan-
ŵĂŝƐĐŽŶĐƌĞƚŽĞĞĮĐĂnjƉĂƌĂƋƵĞĞƐƐĂƉŽŶƚĞƐĞĐŽŶ-
gencia o contexto histórico que o país vivia até en-
ĐƌĞƟnjĞ͘
tão. Os anos 80 foram marcados como um período
ĚĞ ƌĞĚĞŵŽĐƌĂƟnjĂĕĆŽ͕ ƉŽƐƚĂ ŶŽ ĮŶĂů ĚĂ ŝƚĂĚƵƌĂ
DŝůŝƚĂƌĞĞŵŵŽǀŝŵĞŶƚŽƐƉŽůşƟĐŽƐĐŽŵŽŝƌĞƚĂƐ:Ą͘ ZŽĚƌŝŐƵĞƐ ;ϮϬϬϯͿ ĐŽƌƌŽďŽƌĂ ĐŽŵ ĞƐƚĂƐ ĂĮƌŵĂĕƁĞƐ͘
Nesse quadro, a sociedade como um todo passa a EĂ ŽƉŝŶŝĆŽ ĚĂ ĂƵƚŽƌĂ͕ ĨŽŝ ĞdžĂƚĂŵĞŶƚĞ ĞƐƚĞ ĞƐƉĂĕŽ
1
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS; email: medeirosmarciamaria@gmail.com
ISSN: 2526-9461 (online)

DE MEDEIROS, Márcia Maria

para discussão, formado pela conjuntura dos anos ŽďƌŝŐĂƚſƌŝĂŶĂƐhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞƐƌĂƐŝůĞŝƌĂƐ͕ĂƉĂƌƟƌĚĞ


80, que propiciou bases para debates em diversas 1968, quando da Lei nº 5.540, que preconizava que
ĄƌĞĂƐ͕ĐŽŵŽŶĂƉŽůşƟĐĂĞŶĂƐŽĐŝĞĚĂĚĞĐŝǀŝů͘ĞďĂƚĞƐ todos os estabelecimentos de ensino superior, bem
ŶĂĄƌĞĂĚĂĞĚƵĐĂĕĆŽƚĂŵďĠŵƐĞĮnjĞƌĂŵƉƌĞƐĞŶƚĞƐ como as Universidades, deveriam passar a promo-
ĞdžŝŐŝŶĚŽ ĞŶƚƌĞ ŽƵƚƌĂƐ ĐŽŝƐĂƐ͕ Ă ĚĞŵŽĐƌĂƟnjĂĕĆŽ ĚŽ ǀĞƌĂƟǀŝĚĂĚĞƐ͞ĐŽŵŽĐƵƌƐŽƐĞƐĞƌǀŝĕŽƐĞƐƉĞĐŝĂŝƐĞƐ-
ensino e trabalhando pelo fortalecimento da cate- tendidos à comunidade” (FORPROEX, 2007, p. 11).
goria docente. KĂƌƟŐŽϮϬĚĂƌĞĨĞƌŝĚĂůĞŐŝƐůĂĕĆŽĂĮƌŵĂǀĂ͗͞ƐƵŶŝ-
versidades e os estabelecimentos isolados de ensino
Para melhor compreender como este processo ocor- superior estenderão à comunidade, sob forma de
reu é importante caracterizar como o conceito de ĐƵƌƐŽƐĞƐĞƌǀŝĕŽƐĞƐƉĞĐŝĂŝƐ͕ĂƐĂƟǀŝĚĂĚĞƐĚĞĞŶƐŝŶŽ
Extensão foi construído. Nogueira se refere à cons- e os resultados da pesquisa que lhes são inerentes”
ƚƌƵĕĆŽĚŽĐŽŶĐĞŝƚŽĚĞdžƚĞŶƐĆŽĞŶƋƵĂŶƚŽƉƌŽĐĞƐƐŽ (BRASIL, 1968, p.1)2.
histórico, e traz como momento inicial da sua con-
ĐƌĞƟnjĂĕĆŽĂƐĂĕƁĞƐƌĞĂůŝnjĂĚĂƐŶĂƐƵŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞƐŝŶ- Nogueira (2001) aponta que, mesmo antes da for-
glesas no século XIX. Segundo a autora: ŵĂůŝnjĂĕĆŽĂƚƌĂǀĠƐĚŽĞĐƌĞƚŽ>ĞŝŶǑϭϵ͘ϴϱϭͬϭϵϯϭ͕ũĄ
ƉŽĚĞƐĞƌĞŶĐŽŶƚƌĂĚŽƌĞŐŝƐƚƌŽĚĞĂĕƁĞƐƋƵĞĐĂƌĂĐƚĞ-
A Extensão Universitária surge na Inglaterra, rizam a Extensão nas Universidades brasileiras. Uma
na segunda metade do século XIX, vinculada ĚĞůĂƐĂĐŽŶƚĞĐĞƵŶĂĂŶƟŐĂhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞĚĞ^ĆŽWĂƵ-
com a ideia de EDUCAÇÃO CONTINUADA, des- ůŽĞŵϭϵϭϭ͕ĂƋƵĂůƐĞĐŽŶƐƟƚƵŝĞŵƵŵĂƐĠƌŝĞĚĞĐƵƌ-
ƟŶĂĚĂŶĆŽĂƉĞŶĂƐăƐĐĂŵĂĚĂƐŵĞŶŽƐĨĂǀŽƌĞ-
ĐŝĚĂƐ͕ ŵĂƐ ă ƉŽƉƵůĂĕĆŽ ĂĚƵůƚĂ Ğŵ ŐĞƌĂů͕ ƋƵĞ sos e conferências oferecidas gratuitamente para a
não se encontrava na universidade. [...] Alguns ƉŽƉƵůĂĕĆŽĐŽŵŽƵŵƚŽĚŽ͘KƵƚƌŽƐƌĞŐŝƐƚƌŽƐƚĂŵďĠŵ
ĂŶŽƐĚĞƉŽŝƐ͕ƌĞŐŝƐƚƌĂŵͲƐĞĂƟǀŝĚĂĚĞƐĚĞdžƚĞŶ- ƉŽĚĞŵ ƐĞƌ ĂƉŽŶƚĂĚŽƐ ĂƚƌĂǀĠƐ ĚĞ ĂĕƁĞƐ ŶĂ ƐĐŽůĂ
são nas Universidades americanas, caracteri- ^ƵƉĞƌŝŽƌĚĞŐƌŝĐƵůƚƵƌĂĞsĞƚĞƌŝŶĄƌŝĂĚĞsŝĕŽƐĂĞŶĂ
njĂĚĂƐƉĞůĂƉƌĞƐƚĂĕĆŽĚĞƐĞƌǀŝĕŽƐŶĂĄƌĞĂƌƵƌĂů Escola Agrícola de Lavras, ambas situadas em Minas
e também na área urbana. (NOGUEIRA, 2001,
p. 58, o grifo acompanha o original). 'ĞƌĂŝƐ͘ƐĂƟǀŝĚĂĚĞƐŽĨĞƌĞĐŝĚĂƐƉĞůĂƐĚƵĂƐŝŶƐƟƚƵŝ-
ĕƁĞƐ ƐĞ ǀŽůƚĂǀĂŵ ƉĂƌĂ Ž ƉƌŽĚƵƚŽƌ ƌƵƌĂů͕ ůĞǀĂŶĚŽ Ă
ele assistência técnica.
ƐƐĂƐ ĂƟǀŝĚĂĚĞƐ ĚĞ džƚĞŶƐĆŽ ĞƌĂŵ ƌĞĂůŝnjĂĚĂƐ ĐŽŵ
ŽŝŶƚƵŝƚŽĚĞĂƚĞŶĚĞƌĚĞŵĂŶĚĂƐŵƵŝƚŽĞƐƉĞĐşĮĐĂƐăƐ
ƋƵĂŝƐ ĞƌĂŵ ŽƌŝŐŝŶĄƌŝĂƐ ĚĂƐ ĐĂƌĂĐƚĞƌşƐƟĐĂƐ ĚĂ ĐůŝĞŶ- &ĞŚůďĞƌŐ͕^ŝůǀĂĞsĂůůĞĂĮƌŵĂŵƋƵĞĚĞƉŽŝƐĚĞϭϵϳϱ
tela que as frequentava. Assim, estes grupos eram ĞDŝŶŝƐƚĠƌŝŽĚĂĚƵĐĂĕĆŽĞƵůƚƵƌĂĞŽŽŶƐĞůŚŽĚĞ
atendidos em suas necessidades através de cursos Reitores das Universidades Brasileiras anuirão em
ĚĞ ĐƵƌƚĂ ĚƵƌĂĕĆŽ Ğ ĂƟǀŝĚĂĚĞƐ ĂĮŶƐ ;W/s͕ ĂƉƵĚ͕ ƌĞůĂĕĆŽ ăƐ ĚĞĮŶŝĕƁĞƐ ƋƵĞ Ă ĞdžƚĞŶƐĆŽ ĚĞǀĞƌŝĂ ĂƐƐƵ-
NOGUEIRA, 2001). mir de acordo com algumas premissas:

De acordo com documento oriundo do Fórum Na- Somente em 1975 o MEC e o CRUB (Conselho
ĚĞZĞŝƚŽƌĞƐĚĂƐhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞƐƌĂƐŝůĞŝƌĂƐͿĚĞĮ-
cional de Pró-Reitores de Extensão das Universida- niram a extensão baseados em três caracterís-
des Públicas Brasileiras, os primeiros registros sobre ƟĐĂƐ ďĄƐŝĐĂƐ͗ ŽĨĞƌƚĂ ĚĞ ƐĞƌǀŝĕŽƐ ă ƉŽƉƵůĂĕĆŽ͕
ĂƉƌĄƟĐĂĚĂdžƚĞŶƐĆŽhŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂŶŽƌĂƐŝůƐĆŽĚĂ- fornecimento de material de trabalho à uni-
tados de 1931, no Estatuto da Universidade Brasilei- ǀĞƌƐŝĚĂĚĞĞĂŝŶƚĞŐƌĂĕĆŽĚĞƐƐĂƐĚƵĂƐġŶĨĂƐĞƐ͘
ƌĂͬĞĐƌĞƚŽ>ĞŝŶǑϭϵ͘ϴϱϭ͘ŵϭϵϲϭ͕ŶŽǀŽƌĞŐŝƐƚƌŽĠ (FEHLBERG; SILVA e VALLE, 2014, p. 2).
ĂƉŽŶƚĂĚŽŶĂ>ĞŝĚĞŝƌĞƚƌŝnjĞƐĞĂƐĞƐĚĂĚƵĐĂĕĆŽ
EĂĐŝŽŶĂůŶǑϰ͘ϬϮϰĂƋƵĂůƉƌĞĐŽŶŝnjĂǀĂĂĕƁĞƐƋƵĞĞŶ- ƚƌĂǀĠƐĚĂĐŝƚĂĕĆŽĂĐŝŵĂ͕ƉĞƌĐĞďĞͲƐĞƋƵĞĞdžŝƐƚĞƵŵĂ
volviam “as modalidades de transmissão do conhe-
ƚĞŶƚĂƟǀĂ͕ĂƉĂƌƟƌĚŽƐĂŶŽƐϳϬĚĞĚĞĮŶŝƌŽƐŝŐŶŝĮĐĂĚŽ
cimento e assistência” (FORPROEX, 2007, p. 11).
do conjunto de conceitos relacionados à Extensão
Universitária. Este conceito é de grande complexi-
No entanto, a Extensão Universitária só se tornaria dade, pois pode acarretar o entendimento das fun-
2
ƐƚĞĂƌƟŐŽĨŽŝƌĞǀŽŐĂĚŽĞŵϭϵϵϲƉĞůĂůĞŝϵ͘ϯϵϰ͘

Revista Barbaquá/UEMS - Dourados - MS, vol. 01, n. 01, p. 09-16, jan-jun 2017
ISSN: 2526-9461 (online)

A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO BRASIL – UM PERCURSO HISTÓRICO

ĕƁĞƐ ƌĞůĂĐŝŽŶĂĚĂƐ ă džƚĞŶƐĆŽ ĐŽŵŽ ĞƐƚĂŶĚŽ ůŝŐĂĚĂ encontra-se presente nas diretrizes doutri-
ĂƉƌŽŵŽĕĆŽĚĞĐƵƌƐŽƐŽƵƉƌĞƐƚĂĕĆŽĚĞƐĞƌǀŝĕŽƐ͘dĂů nárias da ESG como manobras e estratégias
ĨĂƚŽƌĞƐƚƌŝŶŐĞŽƐĞƵůſĐƵƐĚĞĂĕĆŽ͕ŝŵƉĞĚŝŶĚŽͲĂĚĞ ĚĂ ĕĆŽ WƐŝĐŽůſŐŝĐĂ͕ ƋƵĞ ĂƚƌĂǀĠƐ ĚĞ ŵĞĚŝĚĂƐ
educacionais e extensionistas, marcadas pelos
ĂůĐĂŶĕĂƌ ƐƵĂ ƉůĞŶĂ ĚŝŵĞŶƐĆŽ ĂĐĂĚġŵŝĐĂ ;EK'h/- ƉƌĞĐĞŝƚŽƐĚĂŽƵƚƌŝŶĂĚĞ^ĞŐƵƌĂŶĕĂEĂĐŝŽŶĂůĞ
RA, 2001; RODRIGUES, 2003). ĞƐĞŶǀŽůǀŝŵĞŶƚŽ͕ƟǀĞƌĂŵŐƌĂŶĚĞŝŵƉŽƌƚąŶĐŝĂ
ŶĂĨŽƌŵĂĕĆŽĚĞŵĆŽĚĞŽďƌĂ͕ĐŽŵŝŶƚĞŶĕĆŽĚĞ
impulsionar o crescimento econômico e o de-
KƵƚƌĂƐĐŽŶƟŶŐġŶĐŝĂƐŝŵƉŽƌƚĂŶƚĞƐƋƵĞĂƵdžŝůŝĂƌĂŵŶŽ senvolvimento do país. (GONÇALVES; VIEIRA,
desenvolvimento das ideias extensionistas no Bra- 2015, p. 281, grifo nosso).
ƐŝůƐĞƌĞĨĞƌĞŵăĂĕĆŽĚŽŵŽǀŝŵĞŶƚŽĞƐƚƵĚĂŶƟůŶĂƐ
ĚĠĐĂĚĂƐ ĚĞ ϭϵϲϬͬϭϵϳϬ͘ ƐƚĂƐ ƉƌĄƟĐĂƐ ĂĐŽŶƚĞĐŝĂŵ
ĚĞƐǀŝŶĐƵůĂĚĂƐ ĚĂƐ ŝŶƐƟƚƵŝĕƁĞƐ ƵŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂƐ Ğŵ Ɛŝ͕ O Plano de Trabalho da Extensão Universitária tem
ƉĂƵƚĂĚĂƐŶĂĂĕĆŽĚĂhŶŝĆŽEĂĐŝŽŶĂůĚŽƐƐƚƵĚĂŶƚĞƐ um papel fundamental no processo histórico da
;hEͿ Ă ƋƵĂů͕ ͞΀͘͘͘΁ ƟŶŚĂ ƵŵĂ ƉƌŽƉŽƐƚĂ ĚĞ ĂƚƵĂĕĆŽ ĐŽŶƐƚƌƵĕĆŽĚĂdžƚĞŶƐĆŽhŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂŶŽƌĂƐŝů͕ƉŽƌ-
ŶŽƐĞŶƟĚŽĚĞůĞǀĂƌŽĞƐƚƵĚĂŶƚĞĂƉĂƌƟĐŝƉĂƌĚĂǀŝĚĂ que através dele o MEC conseguiu, mesmo diante de
social das comunidades” (NOGUEIRA, 2001, p. 59). ƵŵĂĐŽŶũƵŶƚƵƌĂĚĞƌĞƉƌĞƐƐĆŽ͕ŐĂƌĂŶƟƌĂĐŽŵƉĞƚġŶ-
cia de preconizar como o trabalho extensionista de-
ǀĞƌŝĂƐĞƌƌĞĂůŝnjĂĚŽƉĞůĂƐhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞƐ͘/ƐƐŽƐŝŐŶŝĮĐĂ
Tal práxis possibilitava aos estudantes uma aproxi- ĐƌŝĂƌ ƵŵĂ ůŝŶŚĂ ƉŽůşƟĐĂ ĚĞ ĂƚƵĂĕĆŽ Ğ Ă ƉĂƌƟƌ ĚĞůĂ͕
ŵĂĕĆŽĞŶƚƌĞĞůĞƐĞƉƌŽĮƐƐŝŽŶĂŝƐĚĞĄƌĞĂƐĂĮŶƐĚĂƐ ĐŽŶƐƚƌƵŝƌ ĞƐƉĂĕŽƐ ƉĂƌĂ ƋƵĞ ŶŽǀŽƐ ĂƚŽƌĞƐ ƐŽĐŝĂŝƐ ƐĞ
ƐƵĂƐ͕ĂůĠŵĚĞƉĞƌŵŝƟƌĂƌĞŇĞdžĆŽƐŽďƌĞĂƐĂĕƁĞƐƌĞ- colocassem em cena, no caso as próprias Universi-
alizadas de forma direta junto às comunidades ca- dades.
ƌĞŶƚĞƐĂƐƐŝƐƟĚĂƐƉĞůŽƐƚƌĂďĂůŚŽƐ͘ƉƌĞŵŝƐƐĂĚĂhE
defendia uma Universidade voltada para as necessi-
Nogueira (2001) aponta outro marco importante
dades sociais para as camadas mais pobres da popu-
para a história da Extensão Universitária no Brasil,
ůĂĕĆŽ͕ƐĞũĂĚŽĐĂŵƉŽŽƵĚĂĐŝĚĂĚĞ͘
ocorrido na década de 1980. Segundo a autora, nes-
ƐĞŵŽŵĞŶƚŽĂĐŽŶƚĞĐĞĂĐƌŝĂĕĆŽĚŽ&ſƌƵŵEĂĐŝŽŶĂů
Depois do Golpe Militar de 1964 algumas propostas de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Pú-
ƉƌĞĐŽŶŝnjĂĚĂƐƉĞůŽƐĞƐƚƵĚĂŶƚĞƐĚĂhEĨŽƌĂŵŝŶƐƟƚƵ- blicas Brasileiras. O eixo central que norteou a cria-
cionalizadas e passaram a ser tuteladas pelo Estado ĕĆŽĚŽ&ſƌƵŵĨŽŝŵŽŶƚĂĚŽĞŵƚŽƌŶŽĚĂƐĚŝƐĐƵƐƐƁĞƐ
sob a égide dos militares, como forma estratégica ƐŽďƌĞ Ă ĂĕĆŽ ĚĂ hŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞ Ğ ƐƵĂ ƌĞůĂĕĆŽ ĐŽŵ Ă
ƉĂƌĂ ĞŶǀŽůǀĞƌ Ž ĞƐƚƵĚĂŶƚĞ ƵŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝŽ Ğŵ ĂĕƁĞƐ ĐŽŵƵŶŝĚĂĚĞͬƐŽĐŝĞĚĂĚĞĞŵŐĞƌĂů͘
próximas das comunidades carentes, entre os exem-
plos deste processo pode ser citado o Projeto Ron-
Em torno do Fórum nasceram ideias consensuais so-
don (NOGUEIRA, 2001).
bre a Extensão e seu papel na comunidade onde a
Universidade está inserida. As mesmas foram cria-
No ano de 1975, sob forte controle da censura o Mi- ĚĂƐĂƉĂƌƟƌĚĞĚŝƐĐƵƐƐƁĞƐŽƌŐĂŶŝnjĂĚĂƐƉĞůŽƐWƌſͲZĞŝ-
ŶŝƐƚĠƌŝŽĚĂĚƵĐĂĕĆŽĞƵůƚƵƌĂ;DͿůĂŶĕŽƵŽWůĂ- tores de Extensão de forma regionalizada e depois,
no de Trabalho da Extensão Universitária, o qual, ĚŝƐĐƵƟĚĂƐŶĂĐŝŽŶĂůŵĞŶƚĞ͘EŽŐƵĞŝƌĂĂƉŽŶƚĂĐŽŵŽĂƐ
mesmo diante da conjuntura história de repressão, ideias principais:
ƐĞĐĂƌĂĐƚĞƌŝnjŽƵƉŽƌƐĞƌƵŵĂǀĂŶĕŽŶŽƋƵĞƚĂŶŐĞăƐ
ƋƵĞƐƚƁĞƐĞdžƚĞŶƐŝŽŶŝƐƚĂƐŶŽƌĂƐŝů͘'ŽŶĕĂůǀĞƐĞsŝĞŝƌĂ [...] o compromisso social da Universidade na
;ϮϬϭϱͿƌĞůĂƚĂŵƋƵĞĂĐƌŝĂĕĆŽĚĞƐƚĞWůĂŶŽĚĞdƌĂďĂ- ďƵƐĐĂĚĂƐŽůƵĕĆŽĚŽƐƉƌŽďůĞŵĂƐŵĂŝƐƵƌŐĞŶƚĞƐ
ůŚŽ ŶĆŽ ƐĞ ĚĞƵ ƐĞŵ ŐƌĂŶĚĞƐ ƚĞŶƐƁĞƐ ƉŽůşƟĐĂƐ͕ ŝƐƚŽ ĚĂŵĂŝŽƌŝĂĚĂƉŽƉƵůĂĕĆŽ͖ĂŝŶĚŝƐƐŽĐŝĂďŝůŝĚĂĚĞ
porque: ĞŶƚƌĞĂƐĂƟǀŝĚĂĚĞƐĚĞŶƐŝŶŽ͕džƚĞŶƐĆŽĞWĞƐ-
ƋƵŝƐĂ͖ŽĐĂƌĄƚĞƌŝŶƚĞƌĚŝƐĐŝƉůŝŶĂƌĚĂĂĕĆŽĞdžƚĞŶ-
ƐŝŽŶŝƐƚĂ͖ Ă ŶĞĐĞƐƐŝĚĂĚĞ ĚĂ ŝŶƐƟƚƵĐŝŽŶĂůŝnjĂĕĆŽ
[...] o âmbito educacional foi alvo de especial ĚĂdžƚĞŶƐĆŽŶŽŶşǀĞůĚĂƐŝŶƐƟƚƵŝĕƁĞƐĞŶŽŶşǀĞů
ĂƚĞŶĕĆŽ ĚƵƌĂŶƚĞ Ă ĚŝƚĂĚƵƌĂ ĐŝǀŝůͲŵŝůŝƚĂƌ͕ ƉŽŝƐ do MEC; o reconhecimento do saber popular e

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DE MEDEIROS, Márcia Maria

ĂĐŽŶƐŝĚĞƌĂĕĆŽĚĂŝŵƉŽƌƚąŶĐŝĂĚĂƚƌŽĐĂĞŶƚƌĞ das Universidades Públicas Brasileiras e caracteriza-


este e o saber acadêmico; e a necessidade de -se pelo seu aspecto dinâmico e amplo que apoia as
ĮŶĂŶĐŝĂŵĞŶƚŽĚĂdžƚĞŶƐĆŽĐŽŵŽƌĞƐƉŽŶƐĂďŝůŝ- ĂĕƁĞƐĞĚƵĐĂƟǀĂƐƉƌĞĐŽŶŝnjĂĚĂƐƉĞůĂdžƚĞŶƐĆŽĚĞĨŽƌ-
dade governamental. (NOGUEIRA, 2001, p.67). ma indissociável ao Ensino e à Pesquisa (NOGUEIRA,
2001; RODRIGUES, 2003).
ZŽĚƌŝŐƵĞƐ;ϮϬϬϯͿĂƉŽŶƚĂƋƵĞĂƐƋƵĞƐƚƁĞƐŶŽƌƚĞĂĚŽ-
ƌĂƐƌĞůĂĐŝŽŶĂĚĂƐăƐĚŝƐĐƵƐƐƁĞƐƌĞĂůŝnjĂĚĂƐƉĞůŽ&ſƌƵŵ WĂƵůĂƟŶĂŵĞŶƚĞ Ğŵ ƚŽƌŶŽ ĚĞƐƚĂ ŝĚĞŝĂ͕ ƐĞ ǀĂŝ ĐŽŶƐ-
dirigem-se para três premissas: o conceito de Exten- ƚƌƵŝŶĚŽĂŝŵĂŐĞŵĚĂdžƚĞŶƐĆŽĐŽŵŽƉƌĄƟĐĂŶĂĞĚĂ
ƐĆŽhŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂ͕ĂŝŶƐƟƚƵĐŝŽŶĂůŝnjĂĕĆŽĚĂdžƚĞŶƐĆŽĞ vida acadêmica do estudante universitário, rompen-
ƉŽůşƟĐĂƐĚĞĮŶĂŶĐŝĂŵĞŶƚŽĚĂƐͬƉĂƌĂĂƐĂĕƁĞƐĞdžƚĞŶ- ĚŽĐŽŵŽŝƐŽůĂŵĞŶƚŽƋƵĞĞƐƚĂĄƌĞĂƟŶŚĂĞŵƌĞůĂĕĆŽ
ƐŝŽŶŝƐƚĂƐ͘ĂƵƚŽƌĂĂŝŶĚĂĚĞƐƚĂĐĂƋƵĞĂƉĂƌƟĐŝƉĂĕĆŽͬ ao Ensino e à Pesquisa e corroborando para a cria-
ƌĞƉƌĞƐĞŶƚĂĕĆŽĚĞĐĂĚĂhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞũƵŶƚŽĂŽ&ſƌƵŵ ĕĆŽ ĚŽ ƋƵĞ ĐĂƌĂĐƚĞƌŝnjĂ Ž ĨĂnjĞƌ hŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞ͘ ĚĞ-
ĨŽŝǀĂƌŝĄǀĞů͕ŽƋƵĞƐĞŐƵŶĚŽĞůĂĚĞŝdžĂĞŶƚƌĞǀĞƌĂĚŝĮ- ŵĂŝƐ͕ĞƐƚĂŝŶĚŝƐƐŽůƵďŝůŝĚĂĚĞĚĞŵŽŶƐƚƌĂƋƵĞĂƐĂĕƁĞƐ
ĐƵůĚĂĚĞƐŽďƌĞĂŝŶƐƟƚƵĐŝŽŶĂůŝnjĂĕĆŽĚĂdžƚĞŶƐĆŽ͘ extensionistas não são meramente assistenciais e
nem se restringem a oferta de cursos ou programas
O Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das de estudo.
Universidades Brasileiras demonstra a necessidade
ĚĞ ĐŽŶƐƚƌƵŝƌ ƵŵĂ ƵŶŝĚĂĚĞ Ğŵ ƚŽƌŶŽ ĚŽ ƐŝŐŶŝĮĐĂĚŽ ƐƚĂ ƉŽƐŝĕĆŽ ŵĂƌĐĂ Ƶŵ ĞƐƉĂĕŽ ƉŽůşƟĐŽ ĚĞ ĂƌƟĐƵůĂ-
da ideia do que era a Extensão Universitária. Essa ĕĆŽĚĂdžƚĞŶƐĆŽũƵŶƚŽăǀŝĚĂŶĂhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞ͕ĂŐŽƌĂ
fragilidade em termos de unidade era demonstrada par e passo as demais pró-reitorias. Ela passa a fazer
ĂƚƌĂǀĠƐĚĂĚĞƐĂƌƟĐƵůĂĕĆŽĞŶƚƌĞĂƐĂƟǀŝĚĂĚĞƐĞdžƚĞŶ- parte do conjunto sistêmico que forma o sujeito que
ƐŝŽŶŝƐƚĂƐĞĂǀŝĚĂĂĐĂĚġŵŝĐĂŽƋƵĞĚŝĮĐƵůƚĂǀĂĂƉŽ- ingressa na vida acadêmica, oportunizando-lhe, a
ƐŝĕĆŽĚĂdžƚĞŶƐĆŽĞŶƋƵĂŶƚŽĐŽƌƉƵƐŶŽĐŽŶũƵŶƚŽĚĂ ƉĂƌƟƌĚĂƐĞƐƉĞĐŝĮĐŝĚĂĚĞƐĚĞƐƵĂƐĂĕƁĞƐ͕ŵŽŵĞŶƚŽƐ
Universidade (RODRIGUES, 2003). ĚĞ ĂƉƌĞŶĚŝnjĂĚŽ Ğ ĐŽŶƐƚƌƵĕĆŽ ŝŶƚĞůĞĐƚƵĂů Ğ ƉĞƐƐŽĂů͘
Para que isso ocorra, segundo Nogueira:
ƐƋƵĞƐƚƁĞƐĂƉŽŶƚĂĚĂƐĂƚĠĂƋƵŝƉĞƌŵŝƚĞŵƉĞƌĐĞďĞƌ
ƋƵĞĞdžŝƐƚĞƵŵůĂĕŽĞƐƚƌƵƚƵƌĂůƌĞůĂĐŝŽŶĂŶĚŽŽƉƌŽĐĞƐ- ƌĞůĂĕĆŽĐŽŵĂƐŽĐŝĞĚĂĚĞĠŶĞĐĞƐƐĄƌŝĂĞŝŶ-
ƐŽĚĞƌĞĚĞŵŽĐƌĂƟnjĂĕĆŽ͕ĂƉĂƌƟƌĚŽĮŵĚĂĚŝƚĂĚƵƌĂ dispensável, pois com ela se estabelece a tro-
ŵŝůŝƚĂƌĞĚĂƉƌĞŽĐƵƉĂĕĆŽĞŵƌĞĐƵƉĞƌĂƌĂĨƵŶĕĆŽƐŽ- ca entre o saber acadêmico e o saber popular
cial da Universidade no Brasil, originada dos movi- Ğ͕ĂůĠŵĚŝƐƐŽ͕ƚŽĚŽŽĐŽŶŚĞĐŝŵĞŶƚŽĐŝĞŶơĮĐŽ͕
ƚĞĐŶŽůſŐŝĐŽ Ğ ĮůŽƐſĮĐŽ ƉƌŽĚƵnjŝĚŽ ŶĂ ĂĐĂĚĞ-
mentos sociais (caso da UNE) e de setores internos mia precisa ser testado, realimentado e refor-
das próprias Universidades, principalmente aqueles mulado mediante o confronto com a realidade
ƋƵĞƐĞƉƌĞŽĐƵƉĂƌĂŵĐŽŵƋƵĞƐƚƁĞƐŝŶĞƌĞŶƚĞƐĂĂƵƚŽ- concreta. (NOGUEIRA, 2001, p.69).
nomia universitária. Nogueira (2013) corrobora este
ƉĞŶƐĂŵĞŶƚŽƋƵĂŶĚŽĨĂůĂĚĂƐĂĕƁĞƐƉƌŽŵŽǀŝĚĂƐƉĞůĂ
A proposta de Extensão desenvolvida pelo Fórum
&ĞĚĞƌĂĕĆŽ ĚĂƐ ƐƐŽĐŝĂĕƁĞƐ ĚĞ ^ĞƌǀŝĚŽƌĞƐ ĚĂƐ hŶŝ-
Nacional de Pró-Reitores de Extensão se tornou re-
ǀĞƌƐŝĚĂĚĞƐƌĂƐŝůĞŝƌĂƐ;&^hZͿ͕ĚĂƐƐŽĐŝĂĕĆŽĚĞ
ĨĞƌġŶĐŝĂĞŵƚĞƌŵŽƐĚĞƉŽůşƟĐĂĞdžƚĞŶƐŝŽŶŝƐƚĂƉĂƌĂĂƐ
Docentes de Ensino Superior (ANDES) e da UNE.
ŝŶƐƟƚƵŝĕƁĞƐƉƷďůŝĐĂƐĚĞĞŶƐŝŶŽƐƵƉĞƌŝŽƌŶŽƌĂƐŝůĞĠ
reconhecida inclusive pelo MEC (RODRIGUES, 2003).
Vale ressaltar que a primeira premissa intuindo um ŵ ϭϵϵϲ͕ Ă >Ğŝ ĚĞ ŝƌĞƚƌŝnjĞƐ Ğ ĂƐĞƐ ĚĂ ĚƵĐĂĕĆŽ
ĐŽŶĐĞŝƚŽƐŽďƌĞŽƋƵĞƐĞƌŝĂĂĂƟǀŝĚĂĚĞĞdžƚĞŶƐŝŽŶŝƐ- Nacional, nº 9.394, traz o entendimento do que o
ƚĂ Ğ ƐŽďƌĞ ƋƵĂů ĐĂƌĄƚĞƌ ĞƐƚĂ ĂƟǀŝĚĂĚĞ ĚĞǀĞƌŝĂ ƚĞƌ͕ Governo Federal preconiza enquanto ideia de exten-
ĨŽŝ ŽƌŐĂŶŝnjĂĚŽ ũƵƐƚĂŵĞŶƚĞ Ă ƉĂƌƟƌ ĚĂƐ ĚŝƐĐƵƐƐƁĞƐ ƐĆŽ͗͞΀͘͘͘΁ƉƌŽŵŽǀĞƌĂĞdžƚĞŶƐĆŽ͕ĂďĞƌƚĂăƉĂƌƟĐŝƉĂ-
ĐŽůĞƟǀĂƐ ƌĞĂůŝnjĂĚĂƐ ƉĞůŽƐ ĂƚŽƌĞƐ ƐŽĐŝĂŝƐ Ğ ƉŽůşƟĐŽƐ ĕĆŽĚĂƉŽƉƵůĂĕĆŽ͕ǀŝƐĂŶĚŽăĚŝĨƵƐĆŽĚĂƐĐŽŶƋƵŝƐƚĂƐ
ĞŶǀŽůǀŝĚŽƐ ŶĞƐƚĂ ĐŽŶƐƚƌƵĕĆŽ͘ ƐƚĂ ŝĚĞŝĂ ĐŽŶĐƌĞƟnjĂ- ĞďĞŶĞİĐŝŽƐƌĞƐƵůƚĂŶƚĞƐĚĂƉĞƐƋƵŝƐĂĐŝĞŶơĮĐĂĞƚĞĐ-
-se no Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão ŶŽůſŐŝĐĂŐĞƌĂĚĂƐŶĂŝŶƐƟƚƵŝĕĆŽ͟;Z^/>͕ϭϵϵϲͿ͘

Revista Barbaquá/UEMS - Dourados - MS, vol. 01, n. 01, p. 09-16, jan-jun 2017
ISSN: 2526-9461 (online)

A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO BRASIL – UM PERCURSO HISTÓRICO

EŽŐƵĞŝƌĂ;ϮϬϬϭͿƚƌĂnjĂůŐƵŵĂƐĐƌşƟĐĂƐĞŵƌĞůĂĕĆŽăƐ superior, daí auferir-se a importância que ela passou


formas arcaicas através das quais o Governo Federal a ter junto ao sistema universitário em geral.
trabalha a ideia da Extensão nos anos 90 , embora
ĂƉƌĞƐĞŶƚĞ ĂůŐƵŶƐ ĂǀĂŶĕŽƐ Ğŵ ƌĞůĂĕĆŽ ĂŽƐ ƉƌŝŵĞŝ-
Assim, o fortalecimento pelo qual a Extensão Uni-
ƌŽƐƉĂƐƐŽƐĚĂĚŽƐŶĞƐƐĞƐĞŶƟĚŽĞŵϭϵϯϭ͘^ĞŐƵŶĚŽ
versitária vinha passando desde os anos 80 quando
a autora, dentro das premissas governamentais as
ĚĂŽƌŐĂŶŝnjĂĕĆŽĚŽ&ſƌƵŵEĂĐŝŽŶĂůĚĞWƌſͲZĞŝƚŽƌĞƐ͕
ĂƟǀŝĚĂĚĞƐ ĞdžƚĞŶƐŝŽŶŝƐƚĂƐ ŽƵ ƐĆŽ ĂƐƐŽĐŝĂĚĂƐ ĂŽ ĂƐ- passando pelos anos 90 quando ela se fortalece en-
ƐŝƐƚĞŶĐŝĂůŝƐŵŽ ŽƵ ĞŶƚĆŽ ƐĞ ƌĞůĂĐŝŽŶĂŵ Ă ĨƵŶĕĆŽ ĚĞ ƋƵĂŶƚŽĂƚŽƌƉŽůşƟĐŽŶŽĐĞŶĄƌŝŽĚĂhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞ͖ĂƐ-
ƉƌĞƐƚĂĕĆŽĚĞƐĞƌǀŝĕŽƐ͘ƐƚĞƉƌŽĐĞƐƐŽ͕ĚĞĂĐŽƌĚŽĐŽŵ ƐƵŵĞƵŵĂŶŽǀĂƉƌŽƉŽƌĕĆŽŶŽƐĂŶŽƐϮϬϬϬ͘ƉŽƐƐşǀĞů
ĂĂƵƚŽƌĂ͕ĂŝŶĚĂŵĂƌĐĂŽƚƌĂƚŽĞŵƌĞůĂĕĆŽădžƚĞŶƐĆŽ ĚŝnjĞƌƋƵĞĞƐƚĞĂƐƉĞĐƚŽƐĞĐŽŶĐƌĞƟnjĂŶĂWŽůşƟĐĂEĂ-
por parte dos órgãos governamentais, sendo que é a cional de Extensão Universitária a qual:
ĂĕĆŽĐŽŽƌĚĞŶĂĚĂĚŽ&ſƌƵŵĚĞWƌſͲZĞŝƚŽƌĞƐĚĞƐĚĞŽƐ
ĂŶŽƐϴϬƋƵĞƚĞŵƌĞƉĞƌĐƵƟĚŽŶŽƐĞŶƟĚŽĚĞĞĨĞƟǀĂƌ
ĚĞĨŽƌŵĂƐŝŐŶŝĮĐĂƟǀĂĂdžƚĞŶƐĆŽĞŶƋƵĂŶƚŽĞůĞŵĞŶ- [...] tornou-se o instrumento por excelência de
ŝŶƚĞƌͲƌĞůĂĕĆŽ ĚĂ hŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞ ĐŽŵ Ă ƐŽĐŝĞĚĂ-
to importante na vida da Universidade. ĚĞ͕ĚĞŽdžŝŐĞŶĂĕĆŽĚĂƉƌſƉƌŝĂhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞ͕ĚĞ
ĚĞŵŽĐƌĂƟnjĂĕĆŽĚŽĐŽŶŚĞĐŝŵĞŶƚŽĂĐĂĚġŵŝĐŽ͕
De acordo com Rodrigues (2003) o Fórum de Pró- ĂƐƐŝŵ ĐŽŵŽ ĚĞ ;ƌĞͿƉƌŽĚƵĕĆŽ ĚĞƐƐĞ ĐŽŶŚĞĐŝ-
mento por meio da troca de saberes com as
-Reitores representou e representa um momento comunidades. Uma via de mão dupla ou, como
em que se oportuniza o desenvolvimento de um ƐĞ ĚĞĮŶŝƵ ŶŽƐ ĂŶŽƐ ƐĞŐƵŝŶƚĞƐ͕ ƵŵĂ ĨŽƌŵĂ ĚĞ
trabalho conjunto que pode servir para alavancar o ͞ŝŶƚĞƌĂĕĆŽ ĚŝĂůſŐŝĐĂ͟ ƋƵĞ ƚƌĂnj ŵƷůƟƉůĂƐ ƉŽƐ-
trabalho interdisciplinar no cerne do processo edu- ƐŝďŝůŝĚĂĚĞƐ ĚĞ ƚƌĂŶƐĨŽƌŵĂĕĆŽ ĚĂ ƐŽĐŝĞĚĂĚĞ Ğ
ĐĂƟǀŽƋƵĞĠŝŶĞƌĞŶƚĞăĨŽƌŵĂĕĆŽƵŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂ͕ƉĞƌ- da própria Universidade Pública. (FORPROEX,
ŵŝƟŶĚŽĂƐƐŝŵĂĐŽŶƐƚƌƵĕĆŽĚĞƵŵĂǀŝƐĆŽĚŽƐŽĐŝĂů 2012, p. 10).
mais integrada às necessidades reais da sociedade.
Ainda segundo a autora: WŽůşƟĐĂEĂĐŝŽŶĂůĚĞdžƚĞŶƐĆŽhŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂĚĞĮŶŝƵ
e passou a orientar como deveriam ser realizados
Nos dias presentes, o MEC, enquanto repre- os trabalhos envolvendo a questão extensionista no
ƐĞŶƚĂŶƚĞ ĚĂ ƐŽĐŝĞĚĂĚĞ ƉŽůşƟĐĂ͕ ƚĞŵ ĞƐƚĂĚŽ ƌĂƐŝů ĂůĠŵ ĚĞ ŽƉĞƌĂĐŝŽŶĂůŝnjĂƌ ͞΀͙΁ ĂƟǀŝĚĂĚĞƐ ƌĞůĂ-
ƉƌĞƐĞŶƚĞĞĂƌƟĐƵůĂĚŽĐŽŵŽ&ſƌƵŵĚĞWƌſͲZĞŝ- ĐŝŽŶĂĚĂƐăŵĞůŚŽƌŝĂĚĞǀŝĚĂĚĂƉŽƉƵůĂĕĆŽ͕ăƉƌĞƐĞƌ-
tores de Extensão. As diretrizes de extensão ǀĂĕĆŽĚŽŵĞŝŽĂŵďŝĞŶƚĞ͕ăŝŶŽǀĂĕĆŽĞƚƌĂŶƐĨĞƌġŶĐŝĂ
das universidades brasileiras estão sendo dita- tecnológica” (GAZZOLA, 2004, p. 36).
ĚĂƐƉĞůŽD͕ĞŵĂƌƟĐƵůĂĕĆŽĐŽŵĂƐ/ŶƐƟƚƵŝ-
ĕƁĞƐĚĞŶƐŝŶŽ^ƵƉĞƌŝŽƌ͕ǀŝĂ&ſƌƵŵ͕ƉŽƌƚĂͲǀŽnj
da sociedade civil. (RODRIGUES, 2003, p.08). KƐĂǀĂŶĕŽƐĚĂƐĂĕƁĞƐƌĞůĂƟǀĂƐăƐƉƌĄƟĐĂƐĚĂdžƚĞŶ-
são Universitária no Brasil são inegáveis e se desdo-
Em 2001, o Plano Nacional de Extensão retomou bram em meio a diversos projetos de cunho edu-
alguns aspectos importantes e indispensáveis para cacional, de assistência entre outros. Um dos mais
ĂĨŽƌŵĂĕĆŽƵŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂ͕ĞŶƚƌĞĞůĞƐĂƌĞůĂĕĆŽĞŶƚƌĞ ƐŝŐŶŝĮĐĂƟǀŽƐƉŽĚĞƐĞƌĞdžĞŵƉůŝĮĐĂĚŽŶĂƐhŶŝǀĞƌƐŝĚĂ-
pesquisa, ensino e extensão. Houve, então, um re- des Abertas para a Terceira Idade as quais acolhem
e executam trabalhos com idosos de várias classes
ĨŽƌĕŽĚŽƚƌŝƉĠƋƵĞĨŽƌŵĂŽĂůŝĐĞƌĐĞĚĂhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞ
ƐŽĐŝĂŝƐĞĞƚĄƌŝĂƐ͕ĚĞǀŽůǀĞŶĚŽͲůŚĞƐƵŵĂƉĂƌƟĐŝƉĂĕĆŽ
Ğ Ă džƚĞŶƐĆŽ͕ ƉƌŝŶĐŝƉĂůŵĞŶƚĞ ĚĞƉŽŝƐ ĚĂ ĐƌŝĂĕĆŽ ĚŽ
ĂƟǀĂ ŶĂ ƐŽĐŝĞĚĂĚĞ ĂůĠŵ ĚĞ ĂƐƐĞŐƵƌĂƌͲůŚĞƐ Ă ĐŽŵ-
^ŝƐƚĞŵĂ EĂĐŝŽŶĂů ĚĞ ǀĂůŝĂĕĆŽ ĚŽ ŶƐŝŶŽ ^ƵƉĞƌŝŽƌ
ƉƌĞĞŶƐĆŽĚĞƐĞƵƐĚŝƌĞŝƚŽƐĞĚĞƐĞƵĞƐƉĂĕŽĞŶƋƵĂŶƚŽ
;^/E^Ϳ͕ĂƚƌĂǀĠƐĚĂŽŵŝƐƐĆŽEĂĐŝŽŶĂůĚĞǀĂůŝĂĕĆŽ
cidadãos.
ĚĂĚƵĐĂĕĆŽ^ƵƉĞƌŝŽƌ;KE^ͿŐĂŶŚŽƵŐƌĂŶĚĞŝŵ-
portância (FEHLBERG, SILVA e VALLE, 2014). De acor-
ĚŽĐŽŵĂƐĂƵƚŽƌĂƐ͕Ž^/E^ͬKE^ĂƉŽŶƚĂĂdž- No entanto, é preciso também compreender que vi-
tensão como um dos quesitos a serem avaliados em vemos em um país que tem em si muitos Brasis. E
ƌĞůĂĕĆŽĂŽƐƚĂƚƵƐƋƵŽĚĞĐĂĚĂŝŶƐƟƚƵŝĕĆŽĚĞĞŶƐŝŶŽ nesse contexto de disparidade social, a Universidade

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DE MEDEIROS, Márcia Maria

Pública e a Extensão Universitária têm um papel pri- ĂĕƁĞƐ ƌĞůĂƟǀĂƐ Ă ĞƐƚĂ ŝŶƚĞƌĂĕĆŽ ƐŽĐŝĂů ƉĂƐƐĂƌĂŵ Ă
ŵŽƌĚŝĂůŶŽƐĞŶƟĚŽĚĞĂƵdžŝůŝĂƌĂĚŝŵŝŶƵŝƌĞƐƚĂƐĚŝĨĞ- ŐĂŶŚĂƌĨŽƌĕĂĞĨŽƌŵĂ͕ĐƵůŵŝŶĂŶĚŽŶŽĨŽƌƚĂůĞĐŝŵĞŶ-
ƌĞŶĕĂƐĞĞdžĞƌĐŝƚĂƌƉƌĄƟĐĂƐĚĞŝŶĐůƵƐĆŽƐŽĐŝĂůĞĂƉƌĞŶ- ƚŽĚĂdžƚĞŶƐĆŽĞŶƋƵĂŶƚŽƉĞĕĂĨƵŶĚĂŵĞŶƚĂůŶŽƐŝƐ-
dizado da cidadania. Daí a relevância da Extensão tema que a Universidade forma, aliada ao Ensino e
ĞŶƋƵĂŶƚŽ ĞůĞŵĞŶƚŽ ĚĞ ĨŽƌŵĂĕĆŽ ĚĞ ƉĞƐƐŽĂƐ͕ ŵĂƐ a Pesquisa.
ƉƌŝŶĐŝƉĂůŵĞŶƚĞĞŶƋƵĂŶƚŽĞƐƉĂĕŽŽŶĚĞƐĞƉŽĚĞĞdžĞƌ-
ĐĞƌ ƵŵĂ ƉƌĄdžŝƐ ŝŶƚĞƌĂƟǀĂ ƋƵĞ ĂůŝĂ Ž ĐŽŶŚĞĐŝŵĞŶƚŽ
ƉƌĞĐŝƐŽƐĂůŝĞŶƚĂƌƚĂŵďĠŵƋƵĞĂŝĚĞŝĂĚŽƋƵĞĠĂ
ĂĐĂĚġŵŝĐŽ͕ĂĞĚƵĐĂĕĆŽĞĂƐĂďĞĚŽƌŝĂƉŽƉƵůĂƌ͕ƉƌŽ-
Extensão Universitária se faz em meio à polêmica
movendo assim uma visão mais ampla da sociedade
ŐĞƌĂĚĂƉŽƌƚƌġƐƋƵĞƐƚƁĞƐďĄƐŝĐĂƐ͕ƋƵĂŝƐƐĞũĂŵĞůĂƐ͕
em que vivemos.
o próprio conceito que refere ao tema e que apre-
senta nuance diferente conforme as necessidades
ŽŶƐŝĚĞƌĂĕƁĞƐĮŶĂŝƐ Ğ ŽƐ ĂƚŽƌĞƐ ƐŽĐŝĂŝƐ ĞŶǀŽůǀŝĚŽƐ͖ Ă ŝŶƐƟƚƵĐŝŽŶĂůŝnjĂ-
KĮŶĂůĚŽƐĂŶŽƐĚĞϭϵϳϬĞŽŝŶşĐŝŽĚŽƐĂŶŽƐϴϬĨŽƌĂŵ ĕĆŽ͕ǀŝƐƚŽƋƵĞŚŝƐƚŽƌŝĐĂŵĞŶƚĞĂdžƚĞŶƐĆŽƚĞŵůƵƚĂ-
ŵĂƌĐĂĚŽƐ ƉĞůŽ ƉƌŽĐĞƐƐŽ ĚĞ ĂďĞƌƚƵƌĂ ƉŽůşƟĐĂ ƋƵĞ ĚŽƉĂƌĂĂůĐĂŶĕĂƌƐĞƵĞƐƉĂĕŽŶŽĂůŝĐĞƌĐĞƋƵĞĨŽƌŵĂ
ĐƵůŵŝŶŽƵĐŽŵŽĮŵĚĂĚŝƚĂĚƵƌĂĞĐŽŵŽĂǀĂŶĕŽĚĂ Ž ƐĞƌ hŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞ͖ Ğ Ă ƋƵĞƐƚĆŽ ĚŽ ĮŶĂŶĐŝĂŵĞŶƚŽ
ƌĞĚĞŵŽĐƌĂƟnjĂĕĆŽ͕ƉƌŽŵŽǀĞŶĚŽŶŽǀŽƐĞƐƉĂĕŽƐƉĂƌĂ do trabalho extensionista, pois a falta de recursos
ŽĚĞďĂƚĞƉŽůşƟĐŽ͕ĮůŽƐſĮĐŽĞƐŽĐŝĂů͘EĞƐƚĞĐŽŶƚĞdžƚŽ͕ ĮŶĂŶĐĞŝƌŽƐĞƉŽůşƟĐĂƐĚĞĮŶĂŶĐŝĂŵĞŶƚŽĞƐƉĞĐşĮĐĂƐ
a Universidade tem um papel primordial, palco que ƉĂƌĂ ĂƐ ĂĕƁĞƐ ĞdžƚĞŶƐŝŽŶŝƐƚĂƐ ĂĨĞƚĂ ĚŝƌĞƚĂŵĞŶƚĞ Ă
foi de grandes movimentos que propunham o retor- práxis desta área.
no à democracia.
,ŽũĞ͕ ĞŶƚĞŶĚĞŵŽƐ ƋƵĞ Ă ƉƌĄƟĐĂ ĚĂ džƚĞŶƐĆŽ hŶŝ-
EĞƐƚĞƐĞŶƟĚŽŽƉĂƉĞůĚŽ&ſƌƵŵEĂĐŝŽŶĂůĚĞWƌſͲZĞŝ- versitária vai além de ministrar cursos para a comu-
tores de Extensão teve um papel importante, pois ŶŝĚĂĚĞ͘ ƐƐĂ ƉƌĄƟĐĂ ŚŽũĞ ĞŶǀŽůǀĞ Ă ĐŽŶƐƚƌƵĕĆŽ ĚĞ
ĨŽŝĚĞǀŝĚŽĂƐƵĂĂĕĆŽƋƵĞƐĞƉĂƐƐŽƵĂďƵƐĐĂƌŽĞŶ- ƵŵĂƉƌŽƉŽƐƚĂĚĞƚƌĂŶƐĨŽƌŵĂĕĆŽƐŽĐŝĂůŶŽƐĞŶƟĚŽĚĞ
ƚĞŶĚŝŵĞŶƚŽĞĂĐŽŶƐƚƌƵĕĆŽĚĞƵŵĂŶŽǀĂŝĚĞŝĂƌĞůĂ- ƉƌŽŵŽǀĞƌ ĂĕƁĞƐ ƋƵĞ ĚŝƌŝŵĂŵ ĂƐ ŶĞĐĞƐƐŝĚĂĚĞƐ ĚŽƐ
cionada à Extensão fazendo com que esta, por sua sujeitos envolvidos e auxiliam no seu crescimento
ǀĞnj͕ƉĂƐƐĂƐƐĞĂŽĐƵƉĂƌƵŵŶŽǀŽĞƐƉĂĕŽŶŽĐŽŶƚĞdžƚŽ enquanto pessoas, tanto por parte dos acadêmicos
universitário. ƋƵĞƉĂƌƟĐŝƉĂŵĚĞƐƚĂƐĂĕƁĞƐ͕ƋƵĂŶƚŽĚĂƐƉŽƉƵůĂĕƁĞƐ
que são alvo delas.
DĂƐ ƋƵĂů ƐĞƌŝĂ Ž ůƵŐĂƌ ĞĨĞƟǀŽ ĚĞ ŽŶĚĞ Ă hŶŝǀĞƌƐŝ-
dade falaria à comunidade que a cercava (e cerca)? Mais do que nunca a premissa proposta por Guima-
,ŝƐƚŽƌŝĐĂŵĞŶƚĞ Ă ŝŶƐƟƚƵŝĕĆŽ ƵŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂ ĮĐŽƵ ĞŶ- rães Rosa, de que mestre é aquele que aprende, se
castelada atrás de seus muros, muito distante do torna própria, pois educar no que concerne a Univer-
fazer social, muito distante da realidade para a qual sidade deveria tratar-se de algo além do “conteudis-
ĞĚƵĐĂǀĂĞĨŽƌŵĂǀĂƐĞƵƐƉƌŽĮƐƐŝŽŶĂŝƐ͘ƐƐĂƋƵĞƐƚĆŽ mo” acadêmico. Deveria tratar-se sim, de dividirmos
ƐĞ ƌĞŇĞƚĞ ŶŽƐ ǀĞƌƐŽƐ ĚĞ DĂŶƵĞů ĂŶĚĞŝƌĂ͗ ͞KƐ ĐĂ- uns com os outros as nossas experiências humanas,
ǀĂůŝŶŚŽƐĐŽƌƌĞŶĚŽ͕ͬŶſƐ͕ĐĂǀĂůƁĞƐ͕ĐŽŵĞŶĚŽͬ͘͘͘K ŶŽƐƐĂƐ ǀŝǀġŶĐŝĂƐ͕ ŚĄďŝƚŽƐ Ğ ǀĂůŽƌĞƐ͘ /ƐƐŽ ƉĞƌŵŝƟƌŝĂ
ƌĂƐŝů ƉŽůŝƟĐĂŶĚŽ͕ͬ EŽƐƐĂ͊  ƉŽĞƐŝĂ ŵŽƌƌĞŶĚŽ͘͘͘͟ que as pessoas se solidarizassem entre si, ao perce-
(BANDEIRA, 2001, p. 104). ďĞƌĞŵǀŝĂĞƐƚĞĐŽŶƚĂƚŽƋƵĞĂƐĚŝĨĞƌĞŶĕĂƐƉŽĚĞŵŶĆŽ
ƉĂƐƐĂƌĚĞƐĞŵĞůŚĂŶĕĂƐ͘
K ůƵŐĂƌ ƉŽƌ ĞdžĐĞůġŶĐŝĂ ŽŶĚĞ ĞƐƚĂ ĂĕĆŽ ŝŶƚĞƌĂƟǀĂ
ĞŶƚƌĞĞĚƵĐĂĕĆŽ͕ĨŽƌŵĂĕĆŽĂĐĂĚġŵŝĐĂĞƐĂďĞƌĞƐƉŽ- A Extensão pode ser entendida como o meio através
ƉƵůĂƌĞƐĠŽůƵŐĂƌĚĂdžƚĞŶƐĆŽhŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂ͕ĞƐƉĂĕŽ ĚŽ ƋƵĂů Ă ĐŽŵƵŶŝĚĂĚĞ ƉŽĚĞ ƋƵĞƐƟŽŶĂƌ Ă ĐŝġŶĐŝĂ͕ Ğ
ƋƵĞ Ġ Ă ůŝŶŚĂ ĚĞ ĨƌĞŶƚĞ ŶŽ ƐĞŶƟĚŽ ĚĞ ŝŶƚĞŐƌĂƌ ĂƐ ĂƉƌĞƐĞŶƚĂƌĂĞůĂƐĂƐƐƵĂƐĚĞŵĂŶĚĂƐ͘ůĂƉŽĚĞƌĞƟƌĂƌ
ĂĕƁĞƐĚŽŶƐŝŶŽĞĚĂWĞƐƋƵŝƐĂ͕ĐŽŵĂƌĞĂůŝĚĂĚĞƐŽ- ĚĂhŶŝǀĞƌƐŝĚĂĚĞĂƐŵĄĐƵůĂƐĚĞĂůŐƵŵĂƐŝŶũƵƐƟĕĂƐƐŽ-
ĐŝĂůĞĐŽŵŽĐŽƟĚŝĂŶŽ͘ŽŵŽĮŶĂůĚĂĚŝƚĂĚƵƌĂ͕ĂƐ ĐŝĂŝƐ͕ƉŽůşƟĐĂƐĞĞĐŽŶƀŵŝĐĂƐƐŽďƌĞĂƐƋƵĂŝƐĂĂĐĂĚĞ-

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A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO BRASIL – UM PERCURSO HISTÓRICO

mia teorizou e que hoje se tornam máximas dentro ĚŽƐƐĂďĞƌĞƐ͕ƐĞŵƋƵĞŽĞůŝƟƐŵŽĂĐĂĚġŵŝĐŽĐŽŶƟŶƵĞ


ĚĞƵŵƐŝƐƚĞŵĂĞĐŽŶƀŵŝĐŽĞƉŽůşƟĐŽƋƵĞƉƌĞĐŽŶŝnjĂĂ ŵĂƌĐĂŶĚŽ ƐĞƵ ĞƐƉĂĕŽ Ğ ŽďůŝƚĞƌĂŶĚŽ Ă ƚƌŽĐĂ ĚĞ ĐŽ-
ĚĞƐŝŐƵĂůĚĂĚĞĞŶƚƌĞĂƐƉĞƐƐŽĂƐĚĞǀŝĚŽĂƐƵĂŝĚĞŶƟĚĂ- nhecimentos. Porque é através da Extensão que a
ĚĞĚĞŐġŶĞƌŽ͕ƐƵĂĐŽƌŽƵƐƵĂŽƉĕĆŽƌĞůŝŐŝŽƐĂ͘ Universidade percebe que ela não está sozinha em
Ƶŵ ĞƐƉĂĕŽ ŽƵ Ğŵ Ƶŵ ĐŽŶũƵŶƚŽ Ğ ƋƵĞ ŽďƌŝŐĂƚŽƌŝĂ-
ŶĂĂĕĆŽĞdžƚĞŶƐŝŽŶŝƐƚĂƋƵĞƐĞƉŽĚĞƉƌŽŵŽǀĞƌĂŝŶ- mente ela precisa abrir-se para as novas possibilida-
clusão social e promover uma difusão mais ampla ĚĞƐƋƵĞĚĞƐƚĞĞƐƉĂĕŽĞĚĞƐƚĞĐŽŶũƵŶƚŽĂĚǀŝƌĆŽ͘

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DE MEDEIROS, Márcia Maria

Referências
BANDEIRA, M. Rondó dos Cavalinhos. In: BANDEIRA, M. ŶƚŽůŽŐŝĂWŽĠƟĐĂ͘EŽǀĂ&ƌŽŶƚĞŝƌĂ͗ZŝŽĚĞ:ĂŶĞŝƌŽ͕
2001. p. 1-1.

Z^/>͘DŝŶŝƐƚĠƌŝŽĚĂĚƵĐĂĕĆŽĞƵůƚƵƌĂ͘>ĞŝŶǑϵ͘ϯϵϰ͕ĚĞϮϬĚĞĚĞnjĞŵďƌŽĚĞϭϵϵϲ͘Estabelece as diretrizes
e bases da educação nacional͕ϭϵϵϲ͘ƌĂƐşůŝĂ͕&͘ŝƐƉŽŶşǀĞůĞŵ͗фŚƩƉ͗ͬͬǁǁǁ͘ƉůĂŶĂůƚŽ͘ŐŽǀ͘ďƌͬĐĐŝǀŝůͺϬϯͬ>ĞŝƐͬ
L9394.htm> Acesso em: 26 dez. 2016.

&,>Z'͕:͖͘^/>s͕D͖͘͘s>>͕W͘͘Ƶ͕ŵĞƵƐĮůŚŽƐĞŶŽƐƐĂĞƐĐŽůĂ͗ƉĞŶƐĂŶĚŽĂĞdžƚĞŶƐĆŽƵŶŝǀĞƌƐŝƚĄƌŝĂŶĂ
escola regular. Psicologia em Foco, v. 4, n. 1, p. 1-7, 2014.

FÓRUM de Pró-Reitores de Extensão Universitária. Extensão Universitária͗ ŽƌŐĂŶŝnjĂĕĆŽ Ğ ƐŝƐƚĞŵĂƟnjĂĕĆŽ͘


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32-36, set. 2004.

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