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Circuitos e Instrumentação

Engenharia Civil

Prof. GETÚLIO VARGAS LOUREIRO

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 3 – Técnicas de Análise de Circuitos 1


CONTEÚDOS
• CAPÍTULO 1 - VARIÁVEIS DE CIRCUITO E ELEMENTOS DE CIRCUITO (06 H)

• CAPÍTULO 2 - CIRCUITOS PURAMENTE RESISTIVOS (06 H)

• CAPÍTULO 3 - TÉCNICAS DE ANÁLISE DE CIRCUITOS (08 H)

• CAPÍTULO 4 - ANÁLISE DE CIRCUITOS EM REGIME ESTACIONÁRIO SENOIDAL (08 H )

• CAPÍTULO 5 - POTÊNCIA EM CIRCUITOS SENOIDAIS (06 H)

• CAPÍTULO 6 - CIRCUITOS TRIFÁSICOS EQUILIBRADOS (06 H)

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 3 – Técnicas de Análise de Circuitos 2


Capítulo 3
Técnicas de análise de circuitos

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 3 – Técnicas de Análise de Circuitos 3


SUMÁRIO

3.1 Terminologia

3.2 Introdução ao método das tensões de nó

3.3 O método das tensões de nó e as fontes dependentes

3.4 O método das tensões de nó: alguns casos especiais

3.5 Introdução ao método das correntes de malha

3.6 O método das correntes de malha e as fontes dependentes

3.7 O método das correntes de malha: alguns casos especiais

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SUMÁRIO

3.8 Método das tensões de nó versus método das correntes de malha

3.9 Transformações de fonte

3.10 Equivalentes de Thévenin e Norton

3.11 Outros métodos para a obtenção de um equivalente de Thévenin

3.12 Máxima transferência de potência

3.13 Superposição

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OBJETIVOS

 Entender e saber utilizar o método das tensões de nó para resolver um


circuito.

 Entender e saber utilizar o método das correntes de malha para resolver


um circuito.

 Saber decidir se o método das tensões de nó ou o método das correntes


de malha é a abordagem preferencial para resolver determinado circuito.
Entender a transformação de fonte e saber usá-la para resolver um circuito.

 Entender os conceitos de circuito equivalente de Thévenin e de Norton e


saber construir um equivalente de Thévenin ou de Norton para um circuito.

 Conhecer a condição de máxima transferência de potência a uma carga


resistiva e saber calcular o valor do resistor de carga que satisfação essa
condição.

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3.1 Terminologia

Circuito planar: que pode ser desenhado sobre um plano sem


cruzamento de ramos.

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O método das tensões de nó é aplicável a circuitos planares e não
planares, ao passo que o método das correntes de malha está
limitado a circuitos planares.

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Descrição de um circuito – vocabulário
Nós: a, b, c, d, e, f, g
Nós essenciais: b, c, e, g
Ramos: v1, v2, R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7, I
Ramos essenciais: v1 - R1, R2 - R3, v2- R4, R5, R6, R7, I
Malhas: v1 - R1 - R5 - R3 - R2, v2 - R2 - R3 - R6 - R4, R5 - R7 - R6, R7 – I

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Equações independentes

Novas variáveis: tensões de nó e correntes de malha

O método das tensões de nó permite escrever ne – 1 equações.

O método das correntes de malha permite escrever be – (ne – 1) equações.

Onde
ne – número de nós essenciais
be – número de ramos essenciais

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3.2 Introdução ao método das tensões de nó

3 nós essenciais  2 equações de tensões de nó

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v1 = 9,09 V

v2 = 10,91 V

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Com as tensões em cada nó é possível calcular as correntes.

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3.4 O método das tensões de nó: alguns casos especiais

Quando uma fonte de tensão é o único elemento entre dois nós, o método
das tensões de nó é simplificado.

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Mas, v1 = 100 V, então

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3.5 Introdução ao método das correntes de malha

• Malha é um laço cujo interior não há outro laço.


• Método somente aplicável em circuitos planares.
• Circuito abaixo: 7 ramos essenciais (be) e 4 nós essenciais (ne).
4 equações independentes  be – (ne – 1)

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Exemplo 3.4
a) Use o método das correntes de malha para determinar a potência
associada a cada fonte de tensão no circuito mostrado na figura
abaixo.
b) Calcule a tensão vo no resistor de 8 Ω.

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Solução
O circuito tem 7 ramos e 5 nós  7 – (5 – 1) = 3 equações

a)

b) A corrente de ramo
no resistor de 8 Ω, na
direção da queda de
tensão vo é ia – ib.
Portanto,
Utilizando o
método de
Cramer:

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3.7 O método das correntes de malha: alguns casos especiais

Quando um ramo inclui uma fonte de corrente o método das malhas


requer manipulações. Por exemplo

Somando as equações, temos

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Malha b:

Utilizando nas expressões anteriores, temos

ia = 1,75 A

ib = 1,25 A

ic = 6,75 A

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Conceito de supermalha
Quando uma fonte de corrente está entre dois nós essenciais, podemos
combinar malhas para formar uma supermalha.
Por exemplo

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3.9 Transformações de fonte

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Se uma carga RL for conectada no circuito anterior, temos

Igualando as expressões

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As resistências Rp e Rs nos circuitos abaixo não tem efeito sobre o circuito
equivalente relativo aos terminais a,b.

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3.10 Equivalentes de Thévenin e Norton

A tensão entre os terminais a,b (com circuito aberto) será igual a VTh em
ambos circuitos. Desta forma VTh pode ser determinada.

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Se aplicarmos um curto-circuito entre os terminais a,b do equivalente de
Thévenin, a corrente de curto-circuito será

Portanto, a resistência de Thévenin será

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Exemplo
Determine o equivalente de Thévenin para o circuito abaixo

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Solução

A tensão entre os terminais a,b pode ser encontrada por

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Aplicando um curto-circuito entre os terminais a,b

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Com o valor da tensão v2 é possível determinar a corrente de curto-circuito

Então a resistência de Thévenin é

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Utilizando a transformação de fonte para solucionar o problema anterior

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Equivalente de Norton

• Um circuito equivalente de Norton consiste em uma fonte de corrente em


paralelo com uma resistência.

• Este circuito pode ser obtido a partir do equivalente de Thévenin por


transformação de fonte.

• A corrente de Norton é a corrente de curto-circuito nos terminais de


interesse, e a resistência de Norton é idêntica à resistência de Thévenin.

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3.11 Outros métodos para obtenção de um equivalente de Thévenin

Para determinar a resistência de Thévenin

Método 1:
• Se o circuito original contiver somente fontes independentes, eliminar tais
fontes e depois calcular a resistência vista nos terminais de interesse.

• Uma fonte de tensão independente é eliminada substituindo-a por um


curto-circuito.

• Uma fonte de corrente é eliminado substituindo-a por um circuito aberto.

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Exemplo
Determine o equivalente de Thévenin para o circuito abaixo

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Para determinar a resistência de Thévenin

Método 2:

• Se o circuito original contiver fontes dependentes, eliminar todas as


fontes independentes e, então, aplicar uma fonte auxiliar de tensão ou
de corrente aos terminais a, b.

• A resistência de Thévenin é igual à razão entre a tensão nos teminais


desta fonte e a corrente que ela fornece.

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3.13 Superposição

• Em um circuito alimentado por mais de uma fonte independente, a


resposta total é a soma das respostas individuais.
• Uma resposta individual é o resultado de uma fonte independente
agindo separadamente.
• A superposição é imprescindível apenas se as fontes independentes em
um circuito forem fundamentalmente diferentes (ex.: fontes AC e CC).

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Solução
Correntes resultantes da fonte de 120 V com fonte de corrente aberta.

As correntes podem ser escritas como:

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Correntes resultantes da fonte de 12 A com fonte de tensão curto-circuitada.

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As correntes podem ser escritas como

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Resumo

Para os tópicos deste capítulo,


é necessário o domínio de
alguns termos básicos e dos
conceitos que eles representam.
Esses termos são nó, nó
essencial, caminho, ramo, ramo
essencial, malha e circuito
planar.
A Tabela 4.1 apresenta
definições e exemplos desses
termos.

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 Duas novas técnicas de análise de circuitos foram apresentadas neste
capítulo:

 O método das tensões de nó funciona para circuitos planares e


não-planares. Um nó de referência é escolhido entre os nós
essenciais. Variáveis representando tensões são atribuídas aos
nós essenciais restantes, e a lei das correntes de Kirchhoff é usada
para escrever uma equação por variável. O número de equações é
ne – 1, onde ne é o número de nós essenciais.

 O método das correntes de malha funciona somente para circuitos


planares. Correntes de malha são atribuídas a cada malha, e a lei
das tensões de Kirchhoff é usada para escrever uma equação por
malha. O número de equações é b – (n – 1), onde b é o número de
ramos nos quais a corrente é esconhecida e n é o número de nós.
As correntes de malha são usadas para determinar as correntes de
ramo.

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 Várias técnicas novas de simplificação de circuito foram
apresentadas neste capítulo:

 Transformações de fonte nos permitem substituir uma fonte de


tensão (vs) e um resistor em série (R) por uma fonte de corrente (is)
e um resistor em paralelo (R) e vice-versa. As combinações devem
ser equivalentes em termos da tensão e da corrente em seus
terminais. A equivalência terminal é válida contanto que:

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 Equivalentes de Thévenin e equivalentes de Norton nos permitem
simplificar um circuito constituído de fontes e resistores e substituí-
lo por um circuito equivalente que consiste de uma fonte de tensão
e um resistor em série (Thévenin) ou de uma fonte de corrente e
um resistor em paralelo (Norton). O circuito simplificado e o circuito
original devem ser equivalentes em termos da tensão e corrente
em seus terminais. Por isso, não esqueça que (1) a tensão de
Thévenin (VTh) é a tensão de circuito aberto nos terminais do
circuito original; (2) a resistência de Thévenin (RTh) é a razão entre
a tensão de Thévenin e a corrente de curto-circuito que passa
pelos terminais do circuito original e (3) o equivalente de Norton é
obtido por meio de uma transformação de fonte em um equivalente
de Thévenin.

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EXERCÍCIOS

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EXERCÍCIOS

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EXERCÍCIOS

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EXERCÍCIOS
MÉTODO DAS CORRENTES DE MALHA

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EXERCÍCIOS
MÉTODO DAS CORRENTES DE MALHA

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 3 – Técnicas de Análise de Circuitos 63


EXERCÍCIOS
MÉTODO DAS CORRENTES DE MALHA

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Exercícios Selecionados

Nilsson, J., W.; Riedel, Susan A., Circuitos Elétricos, 8ª edição, Editora LTC.
(Capítulo 4) Prob.Aval. 4.15 (pg. 83), Exemplo 4.9 (pg. 82), Exemplo 4.13 (pg.
92); Probl. 4.2, 4.6, 4.11, 4.14, 4.22, 4.24, 4.32, 4.39, 4.43, 4.52, 4,61, 4.68,
4.69, 4.76, 4.81, 4.93, 4.94,4.95.

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OBRIGADO PELA ATENÇÃO

Prof. Getúlio V. Loureiro

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