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Rudinei de Brito Maciel

Ecil Produtos e Sistemas de Medição e Controle Ltda

SENSORES DE TEMPERATURA
PRINCÍPIOS E APLICAÇÕES
ORGANIZAÇÃO DO CURSO

 Horário
- 08:00 às 10:00
- 10:00 Coffee Break
- 10:15 às 12:00
- 12:00 Almoço
- 13:00 às 15:00
- 15:00 Coffee Break
- 15:15 às 17:00
OBJETIVOS DO CURSO

 Auxiliar na correta especificação de sensores de


temperatura para as diferentes aplicações

 Discutir os problemas relacionados com a


medição de temperatura e a forma de solucioná-
las

 Promover o intercâmbio de experiências entre os


participantes.
TEMPERATURA

 Uma das variáveis mais medidas na indústria

 Normalmente relacionada a:
- Qualidade do produto final
- Segurança operacional
- Otimização de consumo de energia
CONTROLE DAS VARIÁVEIS DE PROCESSO

 Produtos com boa qualidade

 Produtividade

 Segurança operacional

 Custos compatíveis com a concorrência


SEGMENTOS INDUSTRIAIS X TEMPERATURA

 Óleo e gás
 Alimentos
 Química
 Metalurgia e mineração
 Farmacêutica
 Papel e celulose
 Energia elétrica
SEGMENTOS INDUSTRIAIS X TEMPERATURA

 Automotiva
 Aeroespacial
 Tratamento de água e efluentes
 Tratamento térmico
 Plástico
 Eletrônica / semicondutores
 Transporte
TEMPERATURA X SENTIDOS

 Aquecimento de uma barra ou fio

 Aquecimento de um bloco de metal

 Aquecimento de um frasco com líquido

 Aquecimento de um frasco com gás


O QUE É TEMPERATURA?

 A temperatura é o grau de calor ou frio,


representado em uma escala definida.

 Medida relacionada à energia cinética média das


moléculas de uma substância

 Grandeza intensiva
- Equilíbrio térmico
O QUE É UM TERMÔMETRO

 Um termômetro é um instrumento que mede a


temperatura de um sistema de uma forma
quantitativa.

 Substância que tenha uma propriedade que mude


de forma regular com a temperatura:

- t (x) = ax + b

- onde t é a temperatura da substância, que muda conforme


a propriedade x da substância muda.
O DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DE
TEMPERATURA
OS PRIMÓRDIOS DA TERMOMETRIA: A
MEDIÇÃO DO CALOR
MEDIÇÃO

 Termômetros podem responder a mais do que um


parâmetro físico.

 Os erros podem ser corrigidos, se forem


conhecidos.
MEDIÇÃO

 Problemas com os primeiros


termômetros
- falta de portabilidade
- evaporação da água

 Solução: termômetros
selados (~1650)
- Não existia o conceito de
substância pura
- Consistência dimensional
- Termômetros diferentes
indicavam a mesma temperatura
CONVENCIONANDO UMA ESCALA

 Descoberta importante: o mercúrio propicia uma


escala linear.

 Como definir e gravar uma escala?

 Marcando-se dois pontos e dividindo-se o intervalo


em partes iguais.
ESCALAS DE TEMPERATURA

Origem Ponto de Ponto de


Fusão Ebulição
Réaumur França 0 ºRe 80 ºRe
(1683-1757)
Fahrenheit Alemanha 32 ºF 212 ºF
(1685-1736)
Celsius Suécia 0 ºC 100 ºC
(1701-1744)
Rankine Escócia 491,67 ºR 671,67 ºR
(1820-1872)
Kelvin Inglaterra 273,15 K 373,15 K
(1824-1907)
RELAÇÃO ENTRE ESCALAS

C K − 273 F − 32
= =
5 5 9
CALIBRAÇÃO

 Situações físicas que possuem temperatura estável


- Primeira geada
- Cavernas subterrâneas

 Fahrenheit
- termômetros de mercúrio
- Calibrados em “pontos “fixos”
TERMÔMETRO DE HIDROGÊNIO

 Kelvin (1850): usou a termodinâmica para definir a


temperatura
TEMPERATURA TERMODINÂMICA

 Definiu a forma funcional da temperatura


- criou uma escala reprodutível, independente das
propriedades das substâncias
- Temperatura termodinâmicas ou absolutas

 Temperatura = energia em movimento


- Quando um corpo tem zero calor sua temperatura também
será zero
ESCALA TERMODINÂMICA DE
TEMPERATURA

 Relação entre temperatura e uma propriedade


intrínseca da matéria:
- Pressão, volume e temperatura em um gás perfeito
(termometria de gás)
- Emissão de radiação por um corpo (termometria de
radiação)
- Tensão de ruído gerada devido às flutuações térmicas de um
resistor (termometria de ruído)
 O significado da temperatura implica na existência
do equilíbrio térmico

 Um termômetro indica uma temperatura mesmo


quando não existe equilíbrio térmico

UM TERMÔMETRO MEDE SUA PRÓPRIA


TEMPERATURA
RASTREABILIDADE – O TRATADO DO
METRO

 Assinado em 1875
 Conta hoje com + de 50 países membros e diversos
associados.
 As nações concordam com o significado das
unidades de medida
 Mudou a maneira de avaliar a qualidade de uma
medição
- Reputação x metodologia internacional
CONVENÇÃO DO
CONVENÇÃO DO METRO
METRO Tratado
1875
1875 diplomático

Conferência Geral de Pesos e Medidas


(CGPM) Governos das
nações membro
TRATADO Encontra-se a cada quatro anos e consiste
dos representantes de todos os países
DO membro

METRO
Comitê Internacional de Pesos e Medidas
(CIPM) Organizações EAL
Internacionais
ILAC
Consiste de dezoito indivíduos eleitos pelo
CGPM. Ë encarregado da supervisão do BIPM Imeko
Euramet
Comitês Consultivos
Laboratórios
Aconselha o CIPM nos assuntos
Nacionais
a ele relacionados. Cada um é
presidido por um membro do
CIPM e consiste de
representantes dos laboratórios
nacionais e outros especialistas.

Bureau Internacional de Pesos e Medidas


(BIPM)
Centro Internacional para metrologia
Laboratórios e escritórios em Sèvres (França) com uma equipe
internacional de aproximadamente 60 pessoas.
ESCALA INTERNACIONAL DE
TEMPERATURA

 Documento acordado pela comunidade


internacional
 Surgiu como resposta às dificuldades práticas dos
termômetros termodinâmicos
 Aproxima-se da escala termodinâmica
 Uma vez definida a escala, a temperatura se torna
rastreável desde que uma cadeia de eventos
conduza a essa definição.

Caminho oficial para a rastreabilidade


EVOLUÇÃO DAS EIT’S

 1889 – Escala Normal de Hidrogênio


- Hidrogênio foi usado em um termômetro de gás
- Ponto de gelo (0°C)
- Ponto de ebulição da água (100°C)

 1927 – Escala Internacional de temperatura de


1927, EIT-27
- Termometria de gás: difícil de ser usada e cara
- Era necessária uma escala mais prática
DEFINIÇÃO PRÁTICA DA ESCALA

 Pontos fixos (fusão, solidificação, triplos)

 Termômetros aprovados

 Equações de interpolação
PONTO TRIPLO DA ÁGUA
EVOLUÇÃO DAS EIT’S

 1948 – Escala Internacional de temperatura de


1948, EIT-48

 1960
- Adoção do Sistema Internacional de Unidades (SI)
- Introdução da palavra “prática”: Escala Prática Internacional
de Temperatura, EPIT-48
EVOLUÇÃO DAS EIT’S

 1968 – Escala Prática Internacional de Temperatura,


EPIT-68
 1975 – Escala Provisória de Temperatura, EPT-76
para a faixa de 0,5K a 30K.
 1990 – Escala Internacional de Temperatura de
1990, EIT-90
 Revisões periódicas – incorporam os
desenvolvimentos tecnológicos.
SI DEFINE A TEMPERATURA

 Temperatura termodinâmica, representada pela letra T,


unidade é o Kelvin, símbolo K.
- O valor do ponto triplo da água é fixado em 273,16K
- A unidade de temperatura termodinâmica é definida como a
fração 1/273, 16 da temperatura termodinâmica do ponto triplo
da água

 Temperatura Celsius, representada pela letra t, unidade


grau Celsius, símbolo °C.
t (°C) = T (K) – 273,15
PONTOS FIXOS DA EIT-90

Número Temperatura Substância* Estado** ωr (T90)


T90/K t90/ºC
1 5 -268,15 He V
2 13,8033 -259,3467 e-H2 T 0,001 190 07
3 ≈17 ≈-256,15 e-H2 (ou He) V (ou G)
4 ≈20,3 ≈-252,85 e-H2 (ou He) V (ou G)
5 24,5661 -248,5939 Ne T 0,008 449 74
6 54,3584 -218,7916 O2 T 0,091 718 04
7 83,8058 -189,3442 Ar T 0,215 859 75
8 234,3156 -38,8344 Hg T 0,844 142 11
9 273,16 0,01 H20 T 1,000 000 00
10 302,9146 29,7646 Ga F 1,118 138 89
11 429,7845 156,5985 In S 1,609 801 85
12 505,078 231,928 Sn S 1,892 797 68
13 692,677 419,527 Zn S 2,568 917 30
14 933,473 660,323 Al S 3,376 008 60
15 1234,93 961,78 Ag S 4,286 420 53
16 1337,33 1064,18 Au S
17 1357,77 1084,62 Cu S
DIFERENÇAS ENTRE A EPIT-68 E EIT-90
Realização da EIT-90

0,65K 17 Pontos Fixos ∞


Referência
LNM
EIT-90

LNM - Disseminação Disseminação da EIT-90

Laboratório
Acreditado Calibração por comparação
NORMAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

 ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas

 ASTM – American Society for Testing and Materials

 IEC – International Eletrotechnical Comission

 JIS – Japanese Industrial Standards


SENSORES DE TEMPERATURA
SENSORES DE TEMPERATURA

 Transdutores que, submetidos a uma mudança de


temperatura, fornecem uma resposta claramente
dependente da temperatura

 Propriedades físicas: expansão térmica, resistência


elétrica, corrente, radiação, ressonância...
SENSORES DE TEMPERATURA

 Sensores de contato

 Sensores sem contato


COMO ESPECIFICAR

 É possível tocar o objeto sem que ele ou sua


temperatura sejam afetados?

 Qual é a faixa de temperatura desejada?

 Qual o erro tolerado pelo processo que se quer


medir?

 Quais as condições sob as quais a medição será


realizada?
ANALISAR

 Faixa de operação
 Limites de erro
 Atmosfera de operação
 Dimensões
 Tempo de resposta
 Distância da transmissão do sinal
 Compatibilidade eletromagnética
 Requisitos ambientais e de segurança
CONDUÇÃO

 A energia passa de
molécula para
molécula, sem que
elas sejam deslocadas.
CONVECÇÃO

 Não ocorre passagem


de energia mas o
movimento de
partícula, levando a
energia de uma
posição a outra
(líquidos e gases)
RADIAÇÃO

 A energia é transmitida
sem que haja um meio
material para sua
propagação
FILME
FONTES DE ERROS NAS MEDIÇÕES
ASPECTOS PRÁTICOS

 Sensores de contato

 Erros na medição

 Cuidados na instalação
FILME

 Condução pela haste

 “Derivação Térmica”

 Radiação

 Calor de atrito

 Superfície

 Tempo de resposta
ERROS DE IMERSÃO
ERROS DE IMERSÃO

 −L 
∆Tm = (Tamb − Tsys)k exp 
 Deff 
 Tsys = temperatura do sistema;
 Tamb = temperatura ambiente
 L = profundidade de imersão
 Deff = diâmetro efetivo
ERROS DE IMERSÃO

Erro relativo de
temperatura

∆Tm/(Tsys-Tamb)

plotado contra a imersão


do termômetro em
diâmetros
ERROS DE CAPACIDADE TÉRMICA

 O sistema deve fornecer ou absorver calor,


de modo que o termômetro atinja a mesma
temperatura do sistema
ERROS DE TEMPO DE RESPOSTA

 Sistemas muito grandes ou nos quais existe


um mecanismo de controle.
ERROS DE TEMPO DE RESPOSTA

 O erro é estimado como:

∆Tm = (Tinic − Tsys ) exp (− τ / τ 0 )


Erro relativo de temperatura

∆Tm/(Tsys-Tinic)

plotado contra o tempo de


espera para a medição em
múltiplos da constante de
tempo, τ0
ERROS DE RETARDO

 Erro de retardo = -τ0 x


taxa de mudança da
temperatura
ERROS DE RADIAÇÃO

 Problema em medições do ar e de
superfícies

 Fontes de radiação
- lâmpadas, caldeiras, fornos, chamas, aquecedores
elétricos e o sol
EXERCÍCIOS
CALIBRAÇÃO
CALIBRAÇÃO DE SENSORES DE
TEMPERATURA

 Espera-se que a calibração responda:


- Qual é o erro do instrumento?
- Está de acordo com as especificações do fabricante
ou norma aplicável?
- Posso confiar nele?
A CALIBRAÇÃO DEVE:

 Relacionar as leituras do termômetro com a


EIT-90
- Conjunto de correções (erros) ou equação

 Informar a incerteza dessa relação


- 95% de confiança
CÉLULAS DE PONTOS FIXOS E
TERMÔMETROS DA EIT-90
CALIBRAÇÃO EM PONTOS FIXOS

 Pontos de solidificação,
fusão, triplos de
substâncias
especificadas na EIT-90

 Células abertas ou
fechadas
INCERTEZAS TÍPICAS

Incerteza (±)
Temperatura ºC Faixa 1 Faixa 2 Faixa 3 Faixa 4 Faixa 5
PE Nitrogênio -196 5 mK 5 mK 6 mK
PT Mercúrio -38,8344 0,6 mK 1 mK 1 mK 2 mK
PT Água 0,01 0,5 mK 1 mK 1 mK 2 mK 4 mK
PF Gálio 29,7646 0,6 mK 1 mK
PS Índio 156,5985 1,1 mK
PS Estanho 231,928 1,1 mK 2 mK 4 mK
PS Zinco 419,527 1,5 mK 3 mK 5 mK
PS Alumínio 660,323 6 mK 8 mK
PF Prata 961,78 12 mK
PE = ponto de ebulição; PT = ponto triplo; PF = ponto de fusão; PS = ponto de solidificação.
CALIBRAÇÃO POR COMPARAÇÃO

 Lei zero da Termodinâmica


- Se dois sistemas estão separadamente em equilíbrio com
um terceiro, então estarão em equilibrio térmico entre si.
 Mais rápido, simples e econômico
 Sistema: termômetro calibrado (TLV, TRP ou TC
acoplados a um indicador) + meio temperatura
de uniformidade conhecida
- Calibração em laboratório
- Calibração em campo
- Calibração in situ
CALIBRAÇÃO INDUSTRIAL
CALIBRAÇÃO INDUSTRIAL

 Faixa de -30 a 1200°C – necessários 2 ou 3


banhos

 Incertezas típicas:
- Faixa Incerteza típica
- -30°C a +140°C ±0,1 a ±0,2°C
- +35°C a 650°C ±0,1 a ±0,5°C
- +200°C a 1200°C ±1 a ±2°C
CALIBRAÇÃO INDUSTRIAL X RASTREABILIDADE
APENAS UM SENSOR NO BLOCO
EQUALIZADOR
EFEITO DA CARGA TÉRMICA

Este efeito deverá


ser considerado
quando se usar o
forno como padrão
LABORATÓRIOS SECUNDÁRIOS: -60 A 700°C
LABORATÓRIOS SECUNDÁRIOS: 150 A 1200°C
CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO

 Tendência ou correção
- Relação com a EIT-90
- Declaração da Incerteza

 Confere rastreabilidade ao termômetro

 Permite analisar conformidade com o critério de


aceitação
CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO

 Especificações que se tomam como referência para


conduzir uma análise e emitir uma opinião.

 É uma definição do dono do processo

 Critérios possíveis:
- Limite de erro de um sensor ou instrumento
- Tolerância de um processo
- Melhor capacidade de medição e calibração de um
laboratório
Caso A Caso B Caso C Caso D

Critério de
aceitação
superior

Critério de
aceitação
inferior O valor medido O valor medido O valor medido O valor medido
está dentro dos está abaixo do está acima do está acima dos
limites, mesmo limite superior, limite superior limites, mesmo
quando mas de um valor mas de um quando
acrescido do menor que a valor menor que acrescido do
valor da incerteza; não é a incerteza; não valor da
incerteza. possível é possível incerteza.
Produto estabelecer a estabelecer a Produto não-
conforme. conformidade com conformidade conforme.
95% de confiança. com 95% de
Conformidade confiança. Não-
provável. conformidade
provável.
EQUIPAMENTOS DE CALIBRAÇÃO OU
PRESTADOR DE SERVIÇOS

 Incerteza combinada do padrão com o forno


OU
 melhor capacidade de medição e calibração do
laboratório

 1/3 do critério de aceitação para o objeto a ser


calibrado.
PRÁTICA
COMO ANALISAR UM CERTIFICADO DE
CALIBRAÇÃO
FILME
TERMÔMETROS MECÂNICOS
FILME TLV

 Uso como padrão de temperatura


 Partes de um TLV
 Coeficiente de expansão térmica (vidro/líquido)
 Tipos de Imersão
- Parcial
- Total
- Completa
TERMÔMETROS DE LÍQUIDO-EM-VIDRO

 Uma das primeiras formas de termômetro

 Seu uso dominou a termometria por 200 anos

 Podem ser utilizados de -190 a quase 600°C


TERMÔMETROS DE LÍQUIDO-EM-VIDRO

Líquido Coef. exp. term. Faixa de


aparente, °C -1 temperatura
possível
Mercúrio 0,00016 -38 à 510 °C
Etanol 0,00104 -80 à 60 °C
Pentano 0,00145 -200 à 30 °C
Tolueno 0,00103 -80 à 100 °C

 Líquidos orgânicos
- temperaturas abaixo de -38°C
- situações em que o mercúrio deve ser evitado
- termômetro mais baratos
EQUAÇÃO

V = Vo * ( 1 + αt + βt2 )

Vo = volume do líquido a 0°C


α e β = coeficientes de expansão térmica do líquido.
Para o mercúrio α = 1,8 x 10-4 °C-1 e β = 5 x 10-8 °C-2.
ERROS NA TERMOMETRIA TLV

 Efeito da constante de tempo


- diâmetro do bulbo

 Efeitos da capacidade térmica


- massa do termômetro
ERROS NA TERMOMETRIA TLV

 Efeitos da pressão
- usar o termômetro na posição vertical
- não deixar o termômetro repousar sobre o bulbo

 Deriva e histerese do bulbo


- Líquido termométrico (muda rápido com a temperatura)
- vidro (3 dias a semanas)
- Ponto de gelo
ERROS NA TERMOMETRIA TLV

 Colunas separadas
- evaporação
- separação mecânica
- ponto de gelo

 Erros na leitura
- paralaxe
- interpolações da escala (1/5 da menor divisão)
ERROS NA TERMOMETRIA TLV

Imersão
parcial

Imersão total

Imersão
completa
ESCOLHA E USO DE TLV’S

 Vantagens
- Autonomia
- Baixo custo inicial
- Quimicamente inerte
- Baixa suscetibilidade à interferência elétrica
- Baixa condutividade térmica

 Desvantagens
- Natureza frágil
- Risco de contaminação pelo mercúrio
- Leitura deve ser na posição vertical
ESCOLHA E USO DE TLV’S

 Faixa de trabalho: -35 a 250°C

 Normas: ASTM, IP, BS


- Facilidade de inspeção

 Especificação
- combinar: faixa de operação; divisão de escala;
comprimento
- limite de erro: ± 1 divisão

 Instalação
ESCOLHA E USO DE TLV’S

 Armazenamento
- posição horizontal (papelão ondulado)
- líquidos orgânicos – protegidos da luz

 Transporte
- ponto de gelo antes de enviar para calibração
- caixa de madeira, forrada com espuma
- apoiar em toda extensão
- preencher espaços vazios
- todos os bulbos para o mesmo lado
TERMÔMETROS DE EXPANSÃO

 Bulbos conectados a um
indicador por meio de um
tubo capilar contendo
substâncias sensíveis a
alterações de pressão e
volume.
EXPANSÃO DE LÍQUIDOS

 Princípio : expansão volumétrica de um líquido com


a temperatura, dentro de um recipiente fechado.
LÍQUIDO FAIXA DE UTILIZAÇÃO (°C)
- Mercúrio -35 à 550
- Xileno -40 à 400
- Tolueno -80 à 100
- Álcool 50 à 150
EQUAÇÃO

 t = Temperatura do líquido em O °C
 Vo = Volume do líquido à temperatura inicial de
referência to
 Vt = Volume do líquido à temperatura t
 β1, β2, β3 = Coeficiente de expansão do líquido em
°C-1
 ∆t = t - to
 Esta relação não é linear, porém como os termos de
segunda e terceira ordem são desprezíveis, na prática
podemos considerá-la linear. Então:

Vt = Vo ( 1 + β.∆t)
DILATAÇÃO DE LÍQUIDOS EM RECIPIENTE
DE VIDRO
PRESSÃO DE VAPOR

 Princípio: “A pressão de vapor saturado de uma


substância depende somente da temperatura e não
do volume”

 Líquidos: Cloreto de Metila; Butano, Éter Etílico;


Tolueno; Dióxido de enxofre; Propano
EQUAÇÃO

 P1 /P 2 = H e . ( 1/T 1 - 1/T2 ) / 4,58

 P1 e P 2 = Pressões absolutas relativas às


temperaturas
 T1 e T2 = Temperaturas absolutas
 H e = Representa o calor latente de evaporação
do líquido em questão
EXPANSÃO DE GÁS

 Preenchido com um gás a alta pressão.


- Com a variação da temperatura, o gás varia sua
pressão.

 Tipos de gás de enchimento: Hélio ( He );


Hidrogênio ( H2 ) ; Nitrogênio ( N2 ) ; Dióxido de
Carbono ( CO2)

P1 = P2 = . . . = Pn
T1 T2 Tn
COMPARAÇÃO

Líquido Vapor Gás


Faixa -150 a 150ºC -70 a 280ºC -70 a 800ºC

Vantagens Resposta rápida; Insensível a Insensível a


bulbos pequenos variações da variações da
temperatura temperatura
ambiente ambiente

Limitações Necessita Bulbos grandes,


compensação da resposta lenta Bulbos grandes,
temperatura resposta lenta
ambiente
TERMÔMETROS DE EXPANSÃO

 Limites de erro: ±0,5 a ±1% da faixa


 Fontes de erro:
- efeito da temperatura ambiente
- efeito de coluna
- efeito barométrico
- efeito da imersão
COMPENSAÇÃO DA TEMPERATURA
AMBIENTE
TERMÔMETROS BIMETÁLICOS

 Duas tiras finas de metais diferentes, fixadas


uma à outra em toda extensão
EQUAÇÃO

Lt = Lo. ( 1 + α.∆t)

onde:
t= temperatura do metal em ºC
Lo = comprimento do metal à temperatura inicial de
referência to
Lt = comprimento do metal á temperatura final t
α = coeficiente de dilatação linear
∆t= t - t o
TIPOS DE MONTAGEM
TERMÔMETROS BIMETÁLICOS

 Princípio: dilatação linear dos metais


 Fontes de erro
- Fadiga dos materiais
- Imersão (3/4 do comprimento da haste)
 Faixa de trabalho: -40 a 425ºC (535ºC)
 Indicação visual da temperatura
 Imersão
SENSORES ELÉTRICOS
TERMOPARES

 Sensores de temperatura mais utilizados

 Simplicidade, confiabilidade, baixo custo

 Princípios básicos – conhecidos desde 1830

 Leis da termoeletricidade
- Lei do circuito homogêneo
- Lei dos metais intermediários
- Lei das temperaturas intermediárias
TERMOPARES

 Descrição geral: transdutor que compreende


dois pedaços de fios dissimilares unidos em
suas extremidades.

 Junção de medição (junta quente); Junção de


referência (junta fria)

 Ambiente isotérmico
EFEITO DE SEEBECK

 Coeficiente de Seebeck s(T) – alteração da


tensão (FEM) que resulta de um pequeno
incremento na temperatura

dE
σ (T ) =
dT
EFEITO DE SEEBECK

 A tensão de Seebeck somente é observada


num circuito que envolva pelo menos dois tipos
de fios.
 Ocorre em qualquer par de pontos que não
estejam à mesma temperatura
 Não depende de junções
 É uma propriedade de um metal individual (s
absoluto)
 Surge de um gradiente de temperatura
EFEITO DE SEEBECK
EFEITO DE SEEBECK

 TERMOPAR – está relacionado a um gradiente


de temperatura e não diretamente à
temperatura
- Homogeneidade do metal/ligas metálicas influi na
resposta
 Tensão de seebeck dE
- Proporcional ao coeficiente de Seebeck do fio s(T)
- Proporcional ao aumento da temperatura dT ao longo
de cada pequena extensão do fio
- dE = s(T,x).dT
BASE TERMOELÉTRICA DO TERMOPAR

 Ambiente isotérmico
- Se não há gradiente de temperatura, dT/dx = 0, isto é,
uma condição isotérmica, então não é produzida
nenhuma tensão de Seebeck.

 Fios homogêneos
- Se um fio é homogêneo, isto é s(T,x) = s(T), então a
tensão de Seebeck depende da diferença de temperatura
entre as extremidades do fio (junção de medição e
junção de referência)
BASE TERMOELÉTRICA DO TERMOPAR

 Voltímetro: deve ser mantido em condição


isotérmica para remover sua contribuição
termoelétrica à medição (p.ex. terminais de
ligação)

 Junções: por menores que sejam, causam não


homogeneidades e portanto devem estar em
condição isotérmica.
BASE TERMOELÉTRICA DO TERMOPAR

 A tensão E está relacionada com a diferença


entre o efeito termoelétrico dos fios A e B.

 Tensão de Seebeck relativa, EAB

 Coeficiente de Seebeck relativo (potência


termoelétrica, coeficiente de sensibilidade) sAB:

 E = EAB(TM) - EAB(TR)
BASE TERMOELÉTRICA DO TERMOPAR

 Simplificação adicional:
- escolher uma única temperatura de referência para
todos os termopares, ou seja TR=0°C
- Ajustando EAB (0°C) = 0

- E = EAB(tm)

 Equação básica do termopar que relaciona


- a tensão produzida com a temperatura que está sendo
medida
PARA QUE A INDICAÇÃO DO TERMOPAR
POSSA SER RELACIONADA À TEMPERATURA
DO OBJETO, ALGUMAS CONDIÇÕES DEVEM
SER ATENDIDAS:

 A junção de referência está a 0°C


 O coeficiente de Seebeck relativo é conhecido
 Os instrumentos e cabos de conexão estão em
condições isotérmicas
 As junções de medição e referência estão em
condições isotérmicas
 Os fios que conectam as junções de medição e
referência são homogêneos
TABELAS DE REFERÊNCIA DE TERMOPARES

 São tabelas padrão internacionais da tensão de


Seebeck relativa dos termopares

 Permitem converter a saída do termopar (mV)


para um valor de temperatura

 Essa conversão somente é possível quando a


temperatura da JR estiver a 0°C
JUNÇÃO DE REFERÊNCIA

 Tabelas de referência: temperatura de JR é


fixada em 0°C
- Levar a temperatura de JR para 0°C
- Medir a temperatura de JR
BANHO DE GELO FÍSICO

ASTM E 563;
NBR 13863
BANHO DE GELO AUTOMÁTICO
COMPENSAÇÃO ELETRÔNICA

 Medir a temperatura da junção de referência;


 Usar as tabelas padronizadas para determinar a
tensão Seebeck na temperatura da junção de
referência;
 Fazer uma medição exata da tensão Seebeck do
termopar
 Somar as duas tensões
 Usar as tabelas padronizadas para determinar a
temperatura medida.
USO DAS TABELAS DE REFERÊNCIA

 Exercício
Dado um valor de FEM (EAB) para um termopar tipo K,
determinar o valor da temperatura (t) correspondente.
a) 24,608mV
b) 28,098mV
USO DAS TABELAS DE REFERÊNCIA

 Exercício
Dado um valor de temperatura (t), medida com um
termopar tipo K, determinar o valor da FEM (EAB)
correspondente.
a) 521°C
b) 643,6°C
TIPOS DE TERMOPARES
COMPOSIÇÃO E DESIGNAÇÃO ALFABÉTICA
PARA TERMOPARES PADRONIZADOS

Tipo Materiais
Combinação de termopares (P/N)
 B platina-30% / ródio / platina-6% ródio
 C tungstênio-5% rênio / tungstênio-36% rênio
 E liga de níquel-cromo / liga de cobre-níquel
 J ferro / liga cobre-níquel
 K liga de níquel-cromo / liga de níquel-alumínio
 N liga de níquel-cromo / liga de níquel-silício
 R platina-13% ródio / platina
 S platina-10% ródio / platina
 T cobre / liga cobre-níquel
Termoelementos
BN platina-6% ródio, nominal
BP platina 30% ródio, nominal
EN liga de cobre-níquel, constantan: Cuprona, Advancec,
TN ThermoKanthal JNb; 55% Cu, 45% Ni, nominal
EP liga níquel-cromo: Chromeld, Trophela, T-1c, ThermoKanthal
KP KPb; 90% Ni, 10% Cr nominal
JN liga cobre-níquel similar, porém não intercambiável com EN e
TN
JP Ferro: ThermoKanthal JPb: 99,5% Fe, nominal
KN liga níquel-alumínio: Alumeld, Niald, T-2c, ThermoKanthal
KNb; 95% Ni, 2% Al, 2% Mn, 1% Si, nominal
NN liga níquel-sílicio; 95,5% Ni, 4,4% Si, 0,1% Mn, nominal
NP liga níquel-cromo; 84,4% Ni, 14,2% Cr, 1,4% Si, nominal
RN SN platina de alta pureza
RP platina-13% ródio
SP platina-10% ródio
TP cobre, usualmente eletrolítico
Dicas para identificar um termoelemento

Termoelemento Característica
JP Atração magnética forte
JN, EN, TN Não possui atração magnética
TP Cor avermelhada
KP, EP Não possui atração magnética
KN Atração magnética leve
NP Não possui atração magnética
NN Atração magnética leve
RP Menos dúctil (mole) que a RN
SP Menos dúctil (mole) que a SN
RN, SN Mais dúctil (mole) que a RP e a SP
BP Menos dúctil (mole) que a BN
BN Mais dúctil (mole) que a BP
LIMITES DE ERRO PARA TERMOPARES
(ASTM E-230)

Faixa de Limite de Erro (Escolher o maior)


Sensor Utilização (ºC) Padrão Especial
0 a 870 ±1,7ºC ou ±0,5% ±1ºC ou ±0,4%
E -200 a 0 ±1,7ºC ou ±1% -
J 0 a 760 ±2,2ºC ou ±0,75% ±1,1ºC ou ±0,4%
0 a 1260 ±2,2ºC ou ±0,75% ±1,1ºC ou ±0,4%
K, N -200 a 0 ±2,2ºC ou ±2% -
0 a 370 ±1ºC ou ±0,75% ±0,5ºC ou ±0,4%
T -200 a 0 ±1ºC ou ±1,5% -
R, S 0 a 1480 ±1,5ºC ou ±0,25% ±0,6ºC ou ±0,1%
B 870 a 1700 ±0,5% -
C 0 a 2315 ±4,4ºC ou ±1% -
TIPO DE TERMOPARES

 Termopares padronizados de metal nobre: B, R


eS
- Tipo R – tensão 10% maior que tipo S
- Tipo S – considerado mais estável (referência até 1968)
- Tipo B – exclusivo para altas temperaturas (acima de
900°C)
- Maior desvantagem: custo
TIPO DE TERMOPARES

 Termopares padronizados de metal não nobre:


T, J, K, E, N
- Programação de reposição com base nos índices de
degradação
- O processo deve apresentar uma tolerância de pelo
menos 1%.
TIPO DE TERMOPARES

 Desafios
- Temperaturas até 3000°C
- Temperatura de gases altamente reativos
 Mais de 200 tipos tem sido estudados e
registrados
 Termopares não definidos por letras
- Platinel II
- Ligas de platina com molibdênio e platina com ródio
- Ligas de irídio e ródio (2100°C)
- Ouro platina; platina paládio
FILME
TERMOPARES
TERMOPAR CONVENCIONAL
TERMOPARES DE ISOLAÇÃO MINERAL
CONSTRUÇÃO DE TERMOPARES
JUNÇÕES
JUNÇÕES

- Junção Isolada: mais utilizada


- Junção aterrada: menor tempo de resposta:
campo magnético
- Junção exposta: menor tempo de resposta
EMENDAS

- Conectores
- Fios e cabos de extensão e compensação
- Fios de extensão: liga similar à do termopar
- Fios de compensação: ligas diferentes que “casam” com o
coeficiente de Seebeck do termopar sobre uma faixa
limitada de temperatura
EXTENSÃO E COMPENSAÇÃO

- Faixas de utilização e limites de erro (ASTM E 230)


FIO OU CABO DE EXTENSÃO
Termopar Faixa de Limite de erro (JR a 0o C)
Tipo utilização
Padrão Especial
TX -60 a 100 oC ±1,0 oC ±0,5 oC
JX 0 a 200 oC ±2,2 oC ±1,1 oC
EX 0 a 200 oC ±1,7 oC ±1,0 ºC
KX 0 a 200 OC ±2,2 oC ±1,1 ºC
NX 0 a 200 ºC ±2,2 ºC ±1,1 ºC

FIO OU CABO DE COMPENSAÇÃO


Termopar Faixa de Limite de erro (JR a 0o C)
Tipo utilização
Padrão Especial
SX 0 a 200 oC ±5 oC A

RX 0 a 200 oC ±5 oC A

BXB 0 a 200 oC ±4,2 ºC A

BC 0 a 100 ºC ±3,7ºC
Isolação Temp. Temp. Temp Resistência à Resistência à
míni máxima máxima umidade abrasão
ma em uso em
(ºC) contínu exposiçã
o, (ºC) o única,
(ºC)

Algodão ... 95 95 Fraca Razoável


Algodão esmaltado ... 95 95 Razoável Razoável
Cloreto polivinílico -40 105 105 Excelente Boa
Tipo Ra -55 125 125 Excelente Boa
Nylonb -55 125 125 Fraca Boa
Teflonb -55 205 315 Excelente Boa
Kaptonb -260 260 260 Excelente Excelente
Fibra-Ba ... 260 260 Razoável Excelente
Teflon e fibra de vidroc ... 315 370 a 540 Excelente até Boa
Fibra de vidro impregnada Ed ... 480 540 Boa até Boa até
com verniz ou silicone

Fibra de vidro não impregnada ... 540 650 Fraca Razoável


Se

Refrasilf ... 870 1100 Muito fraca Fraca


Fibras cerâmicas (Nextelg e ... 1000 1370 Muito fraca Muito fraca
Cefirh)
Identificação por cores

Termopar Extensão ou Cor da isolação


Compensação

Tipo Tipo ASTM E 230 IEC 60584

Capa Condutor individual Capa externa Condutor


externa individual

T TPX (+) Azul Azul Marrom Marrom


TNX (-) Vermelho ou vermelho /azul Branco

J JPX (+) Preta Branco Preto Preto


JNX (-) Vermelho ou vermelho/preto Branco

E EPX (+) Roxa Roxo Violeta Violeta


ENX (-) Vermelho ou vermelho/roxo Branco

K KPX (+) Amarela Amarelo Verde Verde


KNX (-) Vermelho ou vermelho/amarelo Branco

NX NPX (+) Laranja Laranja Rosa Rosa


NNX (-) Vermelho ou vermelho/laranja Branco

RX ou SX RPX/RSX (+) Verde Preto Laranja Laranja


RNX/SNX (-) Vermelho ou vermelho/preto Branco

BX BPX (+) Cinza Cinza -


BNX (-) Vermelho ou vermelho/cinza
Cabos de extensão e compensação
Cabos de extensão e compensação
Cabos de extensão e compensação
Cabos de extensão e compensação
Cabos de extensão e compensação
USO DOS DIVERSOS TIPOS DE
TERMOPARES

Tipo Ambiente Comentário Temperatura


máxima ºC
B Oxidante, inerte, Evitar contato com metal. 1700
vácuo por períodos curtos Mais adequado para alta
temperatura. Possui tensão
baixa à temperatura
ambiente
E Oxidante, inerte Bom para temperatura 870
abaixo de zero. Maior
tensão dos termopares
comuns
J Oxidante, inerte, O ferro oxida rapidamente 760
redutor em vácuo parcial
K Oxidante, inerte Sujeito à “green rot” em 1260
algumas atmosferas
N Oxidante, inerte Mais estável que o tipo K, 1260
em altas temperaturas
R&S Oxidante, inerte Evitar contato com metal 1400
T Oxidante, inerte, redutor Temperaturas abaixo de 370
em vácuo parcial zero. Tolera umidade
LIMITES DE TEMPERATURA SUGERIDOS PARA
TERMOPARES CONVENCIONAIS COM PROTEÇÃO

Temperaturas limite para as diversas bitolas (ºC)


8 AWG 14 AWG 20 AWG 24 AWG
Termopar 28 AWG 30 AWG
(3,26 (1,63 (0,81 (0,51
Tipo (0,33 mm) (0,25 mm)
mm) mm) mm) mm)
T 370 260 200 200 150
J 760 590 480 370 370 320
E 870 650 540 430 430 370
K,N 1260 1090 980 870 870 760
R,S 1480
B 1700
C 2315
LIMITES DE TEMPERATURA SUGERIDOS PARA
CABOS E TERMOPARES DE ISOLAÇÃO MINERAL

Diâmetro da Bainha Temperaturas limite para os diversos diâmetros


(mm) (ºC)
Termopar Tipo T J E K/N
0,5 260 260 300 700
1,0 260 260 300 700
1,5 260 440 510 920
2,0 260 440 510 920
3,0 315 520 650 1070
4,5 370 620 730 1150
6,0 370 720 820 1150
8,0 370 720 820 1150
ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE

 Amplia o sinal elétrico do termopar


ASSOCIAÇÃO EM PARALELO

 Para medir a temperatura média


MEDIÇÃO DE TEMPERATURAS
DIFERENCIAIS
ERROS TÉRMICOS

 Erros Térmicos
- Tempo de resposta
- Profundidade de imersão
- Gradiente intermediários
ERROS DEVIDO A NÃO HOMOGENEIDADE

 Maior fonte de erro

 Calibração in situ + programa de substituição


Motor de baixa velocidade

Transmissão com avanço de


~ 5 cm/min. 200

A B C D
180

160

140

120

100

80

60

40

20

0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Imersão (cm)

Carta do registrador
~ 5 cm/min.

Ponto do gelo

Termopar em teste

Banho de óleo ou sal de alta


uniformid ade ~120 a 150 ºC.
200
A B C
180

160

140

120

100

80

60

40

20

0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Imersão (cm)

 Leituras de um termopar exposto a 870°C, enquanto passa


lentamente por um forno vertical; B – zona de medição; C
– condução pela haste; D – TC original A calibração não
mostra esses efeitos
ERROS EM TERMOPARES

 Erros da junção de referência

 Erros de interferência

 Erros de linearização
TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA

 1925 – utilização em processos industriais

 Medem temperaturas de 14K até 960°C com


incertezas próximas de 1mK

 Cobre, níquel e platina

 Mudam a resistência em função da temperatura


EFEITO DA TEMPERATURA SOBRE A
RESISTÊNCIA

 Relação resistência x temperatura

- R(t) = R(0ºC) . (1 + αt)

− α = coeficiente de resistividade

R100 − R0 −1
α= °C
100.Ro
TERMORRESISTÊNCIA DE PLATINA

 Callendar, t ≥ 0 ºC:
- R(t) = R(0ºC)(1 + At + Bt2)

 Callendar Van Dusen, t ≤ 0 ºC:


- R(t) = R(0ºC)(1 + At + Bt2 + C(t-100)t3)
TERMORRESISTÊNCIA DE PLATINA

 Termorresistência de  Termorresistência de
Platina padrão: Platina industrial:
A = 3,985 x 10-3/°C A = 3,9083 x 10-3/°C
B = -5,85 x 10-7/°C-2 B = -5,775 x 10-7/°C-2
C = -4,27 x 10-12/°C-4 C = -4,183 x 10-12/°C-4
α = 3,927 x 10-3/°C α = 3,85 x 10-3/°C
ρ = 1,11814 ρ = 1,1158
CONSTRUÇÃO FÍSICA DO SENSOR

 Deve assegurar:
- Que o metal responda à temperatura
- Que não seja afetado por corrosão, vibração,
pressão e umidade
TERMÔMETROS DE PLATINA
PARCIALMENTE SUSTENTADOS

 100 A 500 ohms


 -200 a 850°C
 ±2 a ±20mK
- α = 3926 (atende
requisitos EIT-90)
- α = 3916
- α = 3850
TERMÔMETROS DE PLATINA TOTALMENTE
SUSTENTADOS

 100 a 1000 ohms


 -200 a 400°C
 ±20 a 200mK
- α = 3850
TERMÔMETROS FILME DE PLATINA

 100, 200, 500 e 1000


ohms
 -200 a 1000°C
- α = 3850
 Características similares
aos totalmente
sustentados
 Tempo de resposta curto
CONSTRUÇÃO DO TERMÔMETRO

 Bainhas: metálicas; não metálicas


 Condutores: cobre prateado, prata, platina
 Isolação: espaçadores de quartzo, cerâmica, pó
de alumina, óxido de magnésio
MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA

 Lei de Ohm
- V = I.R

 Na prática
- resistência é medida por comparação com
outras resistências
MÉTODO POTENCIÔMÉTRICO

 R(t) – termoresistência
 E(S) – resistor padrão
 Fonte de corrente dc estável

Vt
R (t ) = Rs
Vs
MÉTODOS DE PONTE DE WHEASTONE

 Compara a tensão de
saída de 2 divisores de
tensão, um dos quais
inclui a termorresistência

R2 Rt − R3 R1
Vout = V1 − V2 = Vin
( R2 + R3 )( R1 + Rt )
R3
Rt = R1
R2
 Na ligação a 2 fios não é possível separar
a resistência dos fios da resistência do
elemento sensor
 Na ligação a 4 fios, a resistência medida
é independente da resistência dos
condutores
 Na ligação a 3 fios são feitas duas medições de
tensão. A tensão através do 3° fio é utilizada
para corrigir a medição principal
ERROS NA TERMOMETRIA DE RESISTÊNCIA

 Imersão
- Imersão extra para elementos sensores maiores

 Tempo de resposta
- 0,2 a 20 segundos
- Relacionado à construção do sensor – tamanho
do elemento; tipo de bainha
ERROS NA TERMOMETRIA DE RESISTÊNCIA

 Auto-aquecimento
- A corrente que passa através do elemento
sensor para medir sua resistência, faz com que
sua temperatura se eleve.
- Depende do meio
- (ar parado > água parada >água em
movimento)
ERROS NA TERMOMETRIA DE RESISTÊNCIA

 Efeitos mecânicos
 Efeitos térmicos
- Histerese – diferença entre os coeficientes de expansão
térmica da platina e do substrato
- Deformações plásticas relacionada à magnitude da
histerese.
 Resultado: deriva ou drift
- Para acessar a deriva de um termômetro: medições no
ponto de gelo.
EFEITOS TÉRMICOS
EFEITOS ELÉTRICOS: FUGA DE CORRENTE

 Baixa isolação elétrica: contaminação;


instabilidade na indicação

 ASTM e IEC: mínimo 100MΩ (100V)


ERROS NA TERMOMETRIA DE RESISTÊNCIA

 Erros na transmissão do sinal


- Interferência eletromagnética – cabos coaxiais e cabos
torcidos
- Resistência dos condutores
ESCOLHA

 Limite de erro

- Classe A = ±0,15 + (0,002 x T)°C


- Classe B = ±0,30 + (0,005 x T)°C

 Ambiente: vibração e choque mecânico


 Faixa de operação: quanto mais restrita, melhor
CUIDADOS E MANUTENÇÃO

 Verificação periódica no ponto de gelo


- Magnitude da variação não deve exceder 0,1%

 Medição da resistência de isolação


TERMISTORES

 Resistores de cerâmica semicondutora – (óxidos


de cobalto, magnésio, manganês, níquel)

 PTC ou NTC

 Características
- Elevada sensibilidade (-3 a -6%/°C)
- Pequenas dimensões
- Tempo de resposta rápida
- Faixa de operação: -100 a 300°C
TERMISTORES

 Desvantagens
- Extrema não linearidade da resistência com a
temperatura
- Instabilidade com o tempo e ciclagem
- Intercambiabilidade – a forma da curva depende da
composição do termistor (0,1 e 0,2°C)
- Maior efeito de auto-aquecimento
TERMISTOR X TRP

 A resistência de um
termistor é da ordem
de milhares de ohms,
enquanto que a de um
TRP é da ordem de
centenas de ohms
TOLERÂNCIAS TÍPICAS

 Tolerância: pode
ser expressa sobre
a temperatura
indicada (°C) ou
tolerância em
resistência (%)
OBRIGADO!!!