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ARQUITETURA E ARTE ECLESIÁSTICA: História e Tecnologia do

Espaço Litúrgico Sustentável

BEZERRA, CYRANNO TELLES. (1); BONTEMPO, SANDRA LEMOS COELHO. (2)

Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Curso de Arquitetura e Urbanismo


Rua da Bahia, 2020 – Lourdes – Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil
CEP: 30160-212
tellescyranno@gmail.com

Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Curso de Arquitetura e Urbanismo


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sandra.bontempo@izabelahendrix.metodista.br

RESUMO

O presente trabalho visa o aprofundamento das problemáticas que circundam no âmbito do


desenvolvimento projetual do edifício-igreja e suas representações artísticas desde a
paleocristandade até os dias atuais. Visando subsidiar diretrizes conceituais para projetos futuros da
arquitetura eclesiástica, que atualmente, assume uma pertinente preocupação para com a integração
ambiental, frente às demandas da sociedade atual.
A inserção da arte sagrada para dentro do âmbito do desenvolvimento sustentável é referida
insistentemente pela Igreja de Roma, que propõe atualmente um modelo de espaço celebrativo, que
volta-se para a continuidade da vida natural, a fim de perpetuar a fé cristã, a criação divina, contudo o
mundo circunstante.
Para a compreensão total do importante papel da arquitetura e arte eclesiástica dentro das
sociedades, e como a forma de prestar o culto, impacta diretamente na conduta diária dos usuários, é
imprescindível que o presente trabalho abarque áreas da fenomenologia do lugar, da arquitetura à
serviço da liturgia e por fim, o edifício-igreja e o desenvolvimento sustentável, apresentando por fim,
um modelo conceitual de projetos de edifícios sagrados a serem desenvolvidos pelos profissionais da
arquitetura e urbanismo e da construção civil, visando espaços urbanos mais espiritualizados e
qualificados.

Palavras-chave: Arquitetura Eclesiástica; Edifício-Igreja; Desenvolvimento Sustentável.

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INTRODUÇÃO

A arquitetura e a arte cristã cunharam grandemente a cultura européia e o mundo ocidental.


A partir dos centros culturais de poder da Antiguidade Tardia, propagou através da
cristianização ortodoxa de Bizâncio até a Rússia, sua influência navegou o Atlântico até os
novos mundos, onde o repertório das formas ibéricas evoluiu. Deste modo, o presente
trabalho faz jus, não somente aos centros culturais da Europa Ocidental e Central, como os
centros exteriores espalhados pelo mundo, ressaltando a miríade de influências as quais se
submeteram ao longo do desenvolvimento humano.
Pode-se observar a arquitetura eclesiástica como um relicário da arte cristã, uma vez que,
com suas construções monumentais, esta se revelou única. Desde há mais de 1500 anos
que a espiritualidade, as manifestações sagradas e profanas, a liturgia e o espaço se
adaptam constante e funcionalmente uns aos outros, moldando tanto os estilos e formas
imóveis e móveis da casa de Deus. A arte aplica-se, contudo, às suas imagens marcantes,
tais como os portais, capitéis, altares, retábulos, pinturas murais e vitrais, tabernáculos e
pias batismais, púlpitos, coros, confessionários, e também órgãos, livros e elementos gerais
da liturgia.
Nota-se ao longo das eras, a constante modificação física e plástica de diversos elementos
arquitetônicos sacros, inclusive pós movimentos protestantes e Concílios. Se o Estilo Gótico
pode ser entendido como auge das igrejas e catedrais que se elevavam aos céus, o Barroco
traduz-se no apogeu da decoração interna, reunindo todas as artes em um jogo de muito
luxo e impacto. Atualmente, todos os sentidos são aliciados, de forma a atribuir à palavra de
Deus um contexto solene, e assim, exaltar o culto e seu significado, propondo a simplicidade
formal sem pobreza estética.
No mundo contemporâneo, é atribuída, uma responsabilidade intrínseca às novas
construções dos edifícios católicos, o meio ambiente, uma vez que definitivamente, o
catolicismo tem algo a dizer sobre seu papel na ecologia ambiental, tão pertinente nos dias
atuais, afinal, “a Igreja Católica possui um valioso patrimônio de conhecimento prático sobre
o modo de vida ecológico” (RODRIGUES, 2010, p.199).
Diante do acima exposto, o objetivo deste artigo é compreender as alterações da arquitetura
eclesiástica através dos milênios de sua existência, suas reformulações perante os
Concílios e encíclicas, e como estas refletem a sociedade onde está inserida. A partir da
compreensão desses dados, subsidiar diretrizes, para a formulação dos futuros templos
religiosos cristãos no âmbito da ecologia ambiental e desenvolvimento sustentável.

2. JUSTIFICATIVA

A expansão do cristianismo inicia na Antiguidade Tardia e deu-se através da imposição do


catolicismo como religião oficial do império romano pelo imperador Bizâncio, atingindo a
Ásia Menor e a Grécia, tal como documentado pelas Cartas de São Paulo do Novo
Testamento. Por fim, chegam à França, África e Cartago, mesclando assim as forças do
Império Bizantino e da Igreja Católica Apostólica Romana.
Importantes eras se passaram desde a expansão da religião cristã, e hoje o mundo
embebeda-se de sua cultura e guarda inúmeros vestígios do cristianismo romano e sua
incomensurável cultura e riqueza. O catolicismo se faz presente na atualidade como a
religião mais disseminada entre as cristãs no mundo, cerca de 1,3 bilhões de fiéis
(COCHALON,2010), impactando diretamente no espaço produzido em diversas regiões em

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inúmeras nações, sobretudo na Europa e na América, concretizando-se como onipresente
na cultura ocidental moderna.
Dentre os países católicos no mundo destaca-se o Brasil, o maior em comunidade católica
existente, mais até que toda a Europa (origem do catolicismo e sede da Santa Sé), que ao
longo das ultimas décadas teve seu espaço reduzido pelas religiões protestantes e outras.
Em 1870 o Brasil era predominantemente católico com cerca de 100% de sua população
urbana fiel à Igreja. Atualmente, estima-se 65% de católicos no país (IBGE, 2010) e este
fato é, um alerta as doutrinas religiosas, que traz questionamentos às contribuições de cada
religião, sobretudo, em relação ao espaço arquitetônico que se alia às necessidades
humanas atuais como o impacto socioeconômico, conforto e principalmente à
sustentabilidade.
Ao longo das alterações doutrinais presentes no Concílio Vaticano II (em meados da
década de 60), que alterou a maneira de prestar o culto, bem como a arquitetura e a arte
sacra produzida, o Brasil assume tardiamente uma postura em relação à concepção do
edifício-igreja, deixando de lado as técnicas construtivas clássicas que caracterizaram
cidades do período colonial, e assume uma roupagem moderna, iniciando um período de
pós Concílio.
Tal avanço na arquitetura sagrada nos leva a conclusão de que existe uma preocupação
pertinente e indiscutível sobre o desenvolvimento sustentável da Igreja e sua arquitetura e
arte produzida, uma vez que estas são grandes registros da evolução humana.
As catedrais são, essencialmente, os registros mais fortes da evolução da arquitetura, desde
a Antiguidade, passando pela Idade Média, Renascimento e arquitetura Pós-Moderna,
culminando na arquitetura contemporânea. Hoje, o desenvolvimento tecnológico, os novos
processos, produtos e materiais, com design arrojado, aliam-se às novas necessidades do
ser humano, como sustentabilidade e conforto.
Por fim, chega-se a problemática das questões levantadas sobre a arquitetura que será
produzida nos próximos anos nas regiões episcopais, sua plena integração com o espaço, o
impacto sócio-ambiental e o desenvolvimento sustentável, que culmina numa arquitetura
mais qualificada para os centros urbanos.
Conclui-se que cabe ao profissional da arquitetura e urbanismo o entendimento de tais
questões a fim de contribuir com a Igreja Católica, uma vez que esta reafirma sua
preocupação em garantir um bom trabalho do profissional arquiteto. Visando o melhor para
a qualidade de vida de sua comunidade cristã, que anseia pela requalificação do espaço
litúrgico, onde prevaleça a coexistência do edifício- igreja com o meio ambiente, e não à
sobreposição, é de incomensurável importância pensar na arquitetura sagrada do futuro, e
como esta impactará no espaço urbano, na vida do homem e na sua relação com Deus.

Sempre com o intuito de uma melhoria da qualidade dos edifícios sagrados que irão
acolher os fiéis em suas orações e celebrações, a Igreja procura orientação segura
para obter o que de melhor possa contribuir no trabalho do arquiteto para a criação
de novos edifícios para a comunidade (MENEZES, 2006, p. 24).

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3. REFERENCIAL TEÓRICO

Para a compreensão de importantes temas que abarcam a arquitetura e arte eclesiástica,


torna-se indispensável o entendimento das mutações as quais o espaço litúrgico submeteu-
se ao longo dos anos, apresentados pelos seguintes temas: A contribuição da arquitetura na
experimentação sensorial do transcendente, a arquitetura e arte eclesiástica a serviço da
liturgia e por fim, o edifício-igreja e o desenvolvimento sustentável.
Tais temas englobam de diferentes formas, as problemáticas na concepção do espaço
sagrado, desde a sua milenar espiritualidade, a aplicabilidade prática da arquitetura na
celebração e não obstante, suas perspectivas frente às novas tecnologias.
Sabe-se que a arquitetura sagrada é um espaço projetado com o intuito de despertar o
sentimento de contato com a espiritualidade humana. Para tanto, faz-se necessário o
entendimento de algumas questões que interferem diretamente na concepção destes
espaços, sobretudo nos fenômenos despertados nos espectadores que adentram o templo
religioso.
Dentro dos limites de uma edificação sagrada, seja ela uma catedral ou uma capela, notam-
se as simbologias da religião cristã imperando em diversas representações, que remetem a
um passado histórico repleto de cosmologia, que induz a possibilidade de encontro com um
ser transcendente, e aproxima o contato do homem com as cenas religiosas, que outrora se
apresentavam distanciadas, mas agora faz-se próxima e palpável.
Uma vez que o espaço sagrado está para servir a liturgia e as celebrações fundamentais da
religião cristã, esta esteve passível a análises e críticas em sua concepção, ao passo que
através dos Concílios de Trento e Vaticano II, sofreu alterações consideráveis em sua
conformação arquitetônica, sua estética e, sobretudo seu programa e apresentação, visando
uma arquitetura que exaltasse o culto e seu significado, exibindo uma arquitetura formal sem
pobreza estética, que respeitasse as ligações do espaço produzido com os ecossistemas
presentes na criação divina.

Depois dum tempo de confiança irracional no progresso e nas capacidades


humanas, uma parte da sociedade está a entrar numa etapa de maior
conscientização. Nota-se uma crescente sensibilidade relativamente ao meio
ambiente e ao cuidado da natureza, e cresce uma sincera e sentida preocupação
pelo que está a acontecer ao nosso planeta. Façamos uma resenha, certamente
incompleta, das questões que hoje nos causam inquietação e já não se podem
esconder debaixo do tapete. O objetivo não é recolher informações ou satisfazer a
nossa curiosidade, mas tomar dolorosa consciência, ousar transformar em
sofrimento pessoal aquilo que acontece ao mundo e, assim, reconhecer a
contribuição que cada um lhe pode dar. (PAPA FRANCISCO, 2015, Laudato Sí, p.
19).

No escopo da arte sacra, é inegável que a arquitetura sagrada atualmente está fortemente
ligada as problemáticas do edifício-igreja e o desenvolvimento sustentável, uma vez que
para a perpetuação da vida terrena o homem crédulo deve cuidar do meio ambiente de
maneira mais eficiente. Neste sentido, modificar a concepção do espaço sagrado,
assumindo uma arquitetura totalmente ligada as doutrinas cristãs de preservação à vida
planetária. A perspectiva do desenvolvimento sustentável da Igreja é positiva, portanto
evidencia a pertinência do presente estudo, que conclui que a ecologia e o desenvolvimento

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arquitetônico humano estão diretamente ligados a sua espiritualidade, portanto atinge o
espaço eclesiástico e a forma de concebê-lo.
A fim de conduzir tais discussões ao êxito, este artigo visa à elaboração de diretrizes
projetuais que possibilitem um edifício-igreja compactuado com a natureza.

4. CRITÉRIOS DE ANÁLISE

Desde a carta encíclica Sacramentum Caritates de Bento XVI (2013) e Laudato Sí do Papa
Francisco (2015), que foram anunciadas aos cristãos as perspectivas do edifício-igreja, que
se viram mais próximas do que nunca do desenvolvimento sustentável.
O desenvolvimento sustentável em geral abarca os diversos segmentos das sociedades e,
aplica-se fortemente na concepção dos edifícios religiosos, visando à continuidade da
criação divina. A discussão das inúmeras problemáticas que este tema abarca e sua
inserção no espaço físico e espiritual fazem-se muito presentes na atualidade,
principalmente após ter sido questionado insistentemente pelos líderes espirituais da Igreja
Católica Apostólica Romana.
A pertinência da elaboração de projetos arquitetônicos, que visam à proteção ambiental e a
plena inserção do edifício sacro, é sem dúvida uma importante questão a ser utilizada como
critério analítico, utilizando de critérios que a Igreja considera essenciais para o
desenvolvimento de quaisquer projetos futuros, utilizados dentro das diretrizes.
Por fim, é válida a percepção de que o edifício-igreja integrado à ecologia ambienta, uma
perspectiva próxima para a Igreja de Roma, uma vez que esta tem deixado claras as
necessidades de adaptação, da condução da humanidade atual, para uma plena integração
ao meio natural.

5. DIRETRIZES

As diretrizes que irão resultar em um conceito arquitetônico celebrativo, que compactue com
a evolução histórica deste espaço sagrado, leva em consideração, a sua importância para
com as problemáticas enfrentadas pela atualidade, no âmbito sensorial, desenvolvimento
sustentável, ecológico e participação social do edifício-igreja.

5.1 Programa.
A arquitetura sagrada da Igreja de Roma segue um rigoroso programa de implantação dos
seus espaços. O templo é a principal edificação, onde sediará a celebração. Nele deve estar
o altar, a assembléia, o ambão ou púlpito, o coro, o confessionário, o presbitério, o
tabernáculo e a sacristia.
A sacristia é o espaço onde os ministros da liturgia se resguardam, para o hábito clerical.
Nela deve constar um espaço principal, para guardar os paramentos gerais como cálices,
patenas etc. Deve conter um espaço para repouso do sacristão, com banheiro para
utilização deste. É recomendada a existência de uma antecâmara e, um corredor com
acesso ao altar-mor e nave central do templo, a fim de facilitar o translado do clero.
A torre sineira, onde se instalará o campanário com sinos e lamela, deve preferencialmente
estar afastada do templo, mas em local de evidência, para que se possa utilizá-la de forma a
anunciar as passagens temporais e os eventos religiosos.
Um edifício onde sediará a administração da Igreja é essencial, às construções sagradas
diocesanas. Dentro dele, um escritório para a organização habitual da diocese é necessária.
Salas de catequese, um salão de reuniões periódicas de fiéis, banheiros amplos, fraldario,
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são recomendações, para favorecer o contato da comunidade cristã, em atividades
educacionais e extras litúrgicas.
Um espaço de peregrinação naturalizado, permeável, com diversas espécies da flora local,
nos arredores dos edifícios, se faz imprescindível, visando à requalificação do espaço
implantado e, melhoria do espaço destinado ao contato da comunidade cristã (Fig.1).

Figura 1: Croqui Programa.

Fonte: Produção gráfica do autor.

5.2 Altar.
O altar, elemento construído, é de suma importância para a liturgia católica. Deve
preferencialmente, ser construído em pedra maciça, exibindo a solidez e verdade sob o rito
da celebração, ter dimensões compatíveis com a planta e os paramentos da liturgia, que
unicamente poderão ser dispostos sob o altar, como cálices, cruzes e, também deve estar
de acordo com as dimensões de todo o conjunto arquitetônico, exibindo naturalidade sob a
missa.
O altar deve ocupar posição elevada dentro da edificação, valorizada, junto ao sacrário,
afastada da parede, de fácil acesso ao clero e como centralidade da assembléia de fiéis.
No altar deve estar instalado de forma discreta a aparelhagem necessária para amplificação
da voz do ministro e sacerdotes como microfones e fiação correspondente.

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O altar e o sacrário devem estar posicionados próximos à cátedra, e ao ambão para facilitar
o acesso dos ministros do culto no momento de sentar-se e de anuncio do evangelho.

5.3 Disposições da Assembléia.


O acesso ao templo, pela assembléia, deve ser facilitado, preferencialmente em três
entradas principais distintas. Uma entrada obrigatoriamente deve ser em rampa, para
acesso de deficientes físicos, enfermos e idosos que careçam de tal.
Uma quarta entrada pelos fundos do templo é desejável, para uso exclusivo dos ministros,
para locomoção facilitada dos párocos da celebração litúrgica, a fim de facilitar o acesso ao
templo e a sacristia para preparação do evangeliário.
A assembléia de fiéis é parte essencial do ritual da Igreja, e com o Concílio Vaticano II é
determinado que a comunidade cristã integre-se devidamente à liturgia. Para tanto, é
necessário atentar-se a respeito da distribuição sonora e acústica da aparelhagem de som
para garantir o entendimento fiel ás palavras proferidas do condutor do culto.
O coro é definido pela disposição geral da igreja, portanto deve-se atentar a sua integração
à assembléia de fiéis, não tendo sentido sua então sua localização em coro alto, afastado ou
diferenciado da assembléia.
A assembléia deve estar distribuída de forma a facilitar a proximidade da celebração
litúrgica, visando à participação com o pároco, através também da posição do ambão, tendo
também visibilidade do altar. Preferencialmente constituída de bancos, com afastamentos
que possibilitem ajoelhar-se, sentar-se e levantar-se com facilidade. A distribuição em três
quartos de círculo é a mais recomendada, pela maior aproximação do fiel à comunhão
sagrada.
Os bancos da assembléia podem ser constituídos de madeira, ou outro material que traga
solidez, segurança e certo conforto para os fiéis presentes na liturgia cristã. É recomendado
que o centro da assembléia esteja livre de obstáculos arquitetônicos e ornamentos para a
plena visualização dos atos da missa.

5.4 Água.
A água é um recurso essencial à vida terrestre e, portanto deve ser conduzida, de forma a
acrescentar os projetos arquitetônicos com sua magnitude, de forma a integrá-los ao meio
natural.
A água é um elemento sagrado que deve estar presente no projeto do edifício-igreja em
diversas formas. Visando a qualidade ambiental interna e externa do espaço implantado, a
presença de água limpa deve ser feita através de espelhos d’água, sempre que possível, e
que este recurso traga para a arquitetura e, sobretudo à celebração litúrgica, um aspecto
solene e de pureza do espaço. A água potável, também deve estar presente dentro das
proximidades do espaço sagrado, para garantir o acesso a este bem aos fiéis e à população
carente.
Sempre que possível, a Igreja recomenda a proximidade dos espelhos d’água à pia
batismal, sob o aspecto espiritual onde o batismo é o ritual que demarca o ingresso ao seio
do catolicismo, portanto, a presença de água limpa deve ser abundante e fluida.
Considerado o útero da religião, pelo qual o homem renasce para a vida em Cristo, o lugar
de batismo deve ser um lugar digno, de constituição nobre, preferencialmente próximo aos
espelhos d’água, na entrada do espaço sagrado ou próximo do altar.
A partir destas diretrizes, é responsabilidade dos arquitetos a inclusão do acesso à água
potável e limpa, para usufruto e requalificação, e quando pertinente, a promoção de
campanhas públicas de saneamento, bem como espelhos d’água, buscando um espaço
mais justo e naturalizado, partindo do princípio que a produção arquitetônica sagrada possa
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impactar essencialmente nas sociedades carentes, devolvendo-lhes direitos essenciais à
vida.

5.5 Imagens.
A presença das imagens dentro do espaço sagrado é recomendada pelos documentos do
Magistério, logo sua presença se faz obrigatória, respeitando uma ordem e de forma
moderada. As imagens devem ser constituídas de material maciço e, não se pode ter mais
de uma imagem do mesmo Santo, com exceção aos anjos, que podem ser representados
em grupos de imagens.
Segundo a tradição, Jesus Cristo, Virgem Maria e os Santos, devem ser apresentados de
forma a lembrar a importância dos predecessores da religião cristã. Retratando suas feições
em notório domínio da arte escultural.
As purezas dos espaços sagrados, somados às mais avançadas técnicas esculturais,
resultam em peças sacras emocionantes, de estética ímpar, que trazem por fim, a
verdadeira intenção da Igreja na condução da crença Católica através da arte.

5.6 Biodiversidade.
O resgate da biodiversidade circunstante nas áreas passíveis de implantação dos projetos
religiosos é muito encorajado pela Igreja Roma. É recomendada a requalificação da flora e
fauna do ambiente urbano, através de mapeamentos e manejo de espécies, no intuito de
recriar áreas de peregrinação mais naturais.
Louvada seja a biodiversidade (Fig. 2), que deve estar presente, nas mais diversas
apresentações, na luz do sol permeada pelas plantas, nas espécies, dentro e fora do espaço
sagrado. A utilização de canteiros, vasos, caqueiros e trepadeiras são bem vindas dentro e
fora da casa de Deus, no intuito de retratar com mais pureza a natureza divina, recriando o
paraíso terreal.

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Figura 2: Croqui conceitual, Laudato Sí - Encíclica Papal sobre a biodiversidade, tecnologias e
reações.

Fonte: Produção gráfica do autor.

A requalificação de áreas no entorno do edifício-igreja é recomendada pela Santa Sé como


uma reação local de intervenção benéfica ao meio natural, como visto em alguns templos
religiosos. Dessa forma, a apresentação de peixes, pássaros, insetos, mamíferos e outras
espécies já pode ser identificada em determinados espaços alterados pelo profissional
arquiteto.

5.7 Resíduos da Construção Civil.


Para a elaboração do projeto do templo sagrado, é indispensável à utilização de técnicas
construtivas avançadas, que espelhem o contexto temporal presente, com efeito poluidor
diminuto.
Sempre que possível, a escolha do material principal empregado, deve corresponder
àqueles dispostos em abundância no mercado construtivo local, primordialmente os
materiais naturais renováveis que amenizem a utilização desenfreada de recursos.
Além dos materiais renováveis, como o bambú, podem ser utilizados materiais industriais,
de baixo impacto e reaproveitáveis, como no caso das estruturações geodésicas em aço
inoxidável que possam ser transportados a partir de uma logística adequada, e constituir a
principal armação do templo cristão.
É válido lembrar que tais diretrizes para devem ser aplicadas com o bom senso. As
problemáticas da construção civil em cada região a ser implantado o templo religioso,
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devem passar pelo aval de diferentes profissionais, normalmente envolvidos neste âmbito,
como os comerciários locais, o pároco, a diocese, engenheiros e arquitetos responsáveis.

5.8 Tecnologia.
Os projetos de edifício-igreja devem, preferencialmente evidenciar, as técnicas avançadas
do homem, aliados aos recursos naturais, demonstrando através da edificação, uma religião
atualizada com as tecnologias e problemáticas em voga.
Indicadores de sustentabilidade devem ser utilizados como instrumento na concepção
arquitetônica do espaço eclesiástico no ambiente urbano. Bem como, a modelagem
paramétrica da ocupação territorial do templo sagrado implantado.
A utilização inteligente de energias renováveis, para o templo ou para as edificações de
apoio, como escritório diocesano administrativo, torre campanário, postes externos, é
recomendada. Placas fotovoltaicas, vidros especiais e outras técnicas, também são
encorajados pela Igreja.
O espaço litúrgico deve ter a cara de seu tempo, e não sendo necessárias restrições
pontuadas às tecnologias aplicadas, como na comunicação entre os templos no intuito de
conectar um maior número de pessoas, e na atuação em prol dos avanços em eficiência
energética a fim de acelerar os propósitos naturais comuns.

5.9 Diálogo Internacional.


A Igreja de Roma compreende a globalização e os diálogos internacionais de forma
comedida. O anseio pela utilização dos recursos tecnológicos é bem vindo visando um globo
justo e qualificado em nome da ação benevolente da Igreja.
O desejo de desenvolver-se de forma sustentável é referido insistentemente pela doutrina
católica no desejo de perpetuação da relação entre homem, Deus e criação natural divina.
Para tanto a Igreja anseia que os bons exemplos encontrados ao longo do planeta sirvam de
inspiração para países mais afetados no âmbito ambiental, criando uma rede de espaços
sagrados, com pontos de interesse específicos para a ação e intervenção, espelhados pela
perpetuação da vida circundante.
A inserção das discussões da humanidade para dentro da igreja é algo fundamental, e está
presente dentro de diversas missas no mundo, a fim de esclarecer aos fiéis as
problemáticas enfrentadas pelas doutrinas religiosas e laicas. A relação da Santa Sé com os
líderes do mundo livre acontece a séculos e tende a se equilibrar de forma benéfica para
ambas as partes.

5.10 Políticas Nacionais e Reações Locais.


O Brasil é uma nação agraciada pelos seus recursos naturais abundantes e a Igreja
compreende esse fato. Segundo a Igreja de Roma é responsabilidade de todo Estado a
coordenação, fiscalização e salvaguardo-a destes recursos, na busca de seu futuro como
nação sustentável.
O edifício-igreja é por muitas vezes um patrimônio arquitetônico, e parte integrante do
conjunto paisagístico mundial, nacional e local, portanto, é indispensável conceber
projetualmente o templo religioso pensando nas problemáticas e soluções que este
integrador do meio urbano possa acarretar.
Em meso escala, é diretriz, uma rede de integração criada pela consolidação de arquiteturas
sagradas (Fig. 3), que impactassem positivamente o ecossistema de forma natural e
eficiente. Podendo atuar em áreas de unidade de conservação degradadas pela ação do
homem, a fim de interligá-las criando novas conexões verdes, devolvendo a vegetação aos
solos, reconstituindo matas ciliares e ajudando no controle de extinção das espécies nativas.
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Em micro escala, a Igreja de Roma entende a necessidade da ação participativa da
instituição religiosa e demais órgão públicos e privados, na tentativa de alcançar objetivos
comuns, a presença da Igreja dentro dos planos urbanísticos faz-se essencial, e o
profissional arquiteto, a fim de consolidar futuras arquiteturas eclesiásticas deve atentar-se a
estes aspectos.

Figura 3: Ação em meso escala. A Igreja conectando unidades de conservação fragilizadas.

Fonte: Produção gráfica do autor.

A diretriz correspondente à ação participativa das Arquidioceses, dioceses e secretarias


paroquiais junto a órgão, ambientais estaduais e municipais, tende a proporcionar espaços
mais justos e qualificados, com impacto devidamente estudado, a fim de alcançar um maior
número de fiéis, trazendo-os para o edifício-igreja, e demais usuários do espaço público
urbano requalificado.

5.11 Religião e Ciência.


Os efeitos terapêuticos da religião ressurgem, de forma a pensar no bem comum e a
prosseguir no diálogo arquitetônico entre religião e ciência como diretriz.
A evolução da ciência e seus impactos nas sociedades e consequentemente nas
arquiteturas e artes sacras, são compreendidas como retrato do avanço do homem suas
perspectivas e crenças, suas habilidades, anseios e problemáticas. A arquitetura
eclesiástica é dentre poucas a que mais se destaca, exibindo com clareza a grandiosidade
do passado histórico cristão e o desenvolvimento humano ao longo dos anos.
A Igreja de Roma entende os benefícios provindos da ciência, concernindo-a
responsabilidades intrínsecas em detrimento de seu avanço sob o meio ambiente, para
tanto, é necessária a formulação de espaços de culto que espelhem esta relação.
Conceitualmente inseridas no diálogo entre fé e tecnologia, levando em consideração os
aspectos do desenvolvimento humanizado, respeitando a natureza, graça dada pela ação
divina.
A gravidade da crise ecológica obriga o profissional arquiteto, que se envolve num projeto
de edifício-igreja, a pensar no bem comum e a prosseguir pelo caminho do diálogo que

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requer paciência, ascese e generosidade, lembrando sempre que “a realidade é superior à
idéia” (PAPA FRANCISCO, 2015, Laudato Sí, p. 199).
A contribuição incomensurável da espiritualidade cristã, proveniente de dois mil anos de
evolução, constitui um magnífico esforço de renovação humanitária, espelhada pelos seus
próprios edifícios, que agora apresentarão seu aspecto sustentável aparente e consolidado,
a fim de inspirar as demais instituições laicas, também impactantes do meio circunstante.
Esta diretriz propõe linhas científicas e espirituais no escopo ecológico, que renascem da
convicção da fé e da necessidade humana de evoluir-se naturalmente (Fig. 4).

Figura 4: Linha cronológica. Períodos Históricos e Evolução da Arquitetura e diretriz de


Desenvolvimento Sustentável.

Fonte: Produção gráfica do autor.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dentro da análise da arquitetura e arte eclesiástica contemporânea mundial, nota-se a


existência da necessidade de inserção do edifício-igreja para dentro do ambiente natural,
visando o desenvolvimento sustentável, referida insistentemente pela Igreja Apostólica
Romana, que leva em consideração as problemáticas enfrentadas pelas sociedades atuais.
Sobre a história e evolução das manifestações arquitetônicas e artísticas no espaço
eclesiástico vê-se as motivações da humanidade, na construção de diversas igrejas cristãs,
dentro da Antiguidade tardia ou Paleocristandade, na Era Bizantina, Alta Idade Média,
Românico, Gótico, Renascimento, Barroco e Rococó, Neoclassicismo, Art Nouveu,
Expressionismo e Modernismo, para só então, analisar-se com clareza e objetividade as
produções sagradas contemporâneas, para assim examiná-las com clareza e objetividade, e
pontuar suas perspectivas para com as problemáticas litúrgicas e ambientais.
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É necessária a compreensão de que a arquitetura sagrada deve ser concebida de forma a
prestar serviço e expressão artística à sociedade, e não tornar-se imediatamente um mero
objeto de consumo frente a uma sociedade capitalista.
É pertinente que a Igreja atente-se sobre este fato a fim de renovar sua apresentação como
religião que compreende a necessidade, não somente de seus fiéis, mas também todos os
habitantes do meio circunstante, dialogando com o ambiente onde está inserido, e dentro da
possibilidade, requalificá-lo para as futuras gerações.
A humanidade enfrenta uma crise sem precedentes na arquitetura sacra, que coloca em
cheque a produção da Igreja Católica, não somente pela arquitetura em si, mas uma crise
na comunicação, uma vez que a Igreja é a ponte entre homem e Deus. Portanto o edifício-
igreja deve transparecer esta relação, exibindo a mensagem de que a liturgia vive, sob um
manto de problemas que a sociedade desta vez enfrenta que põe em risco não somente sua
relação espiritual, e sim sua própria existência como ser, que habita um plano material
fragilizado em vários aspectos.
O Concílio Vaticano II proporcionou uma reformulação direta e única na maneira que se
presta o culto, expondo que mesmo as alterações litúrgicas não são suficientes para
comprometer a fé e sua estruturação. Em seguida, são evidenciadas as preocupações do
papado atual, ao exibir as problemáticas do edifício-igreja e o desenvolvimento sustentável
como critério primordial, uma vez que embasado pela encíclica Laudato Sí (2015) do Papa
Francisco, pode-se entender com clareza e objetividade, as reais preocupações da Santa
Sé na produção arquitetônica mundial, abarcando temas como a água, o clima, a
biodiversidade, os resíduos da construção civil, as tecnologias, as inovações, a ecologia
ambiental e as reações mundiais, nacionais e locais. Vê-se a necessidade de uma
conversão ecológica da fé cristã e seus seguidores, uma vez que a conversão ecológica
acontece ao passo que líderes religiosos e políticos deparam-se com um planeta cada vez
mais degradado, contudo, o esforço da espiritualidade cristã se faz absoluta no papel de
renovar a humanidade, atribuindo às suas construções arquitetônicas, modelos que
assumam uma preocupação sustentável com o mundo circundante.
Por fim é válido destacar, que a atuação da Igreja de Roma, em disseminar as aplicações
práticas do modo de vida sustentável e sua integração com o edifício-igreja, depende da
união de demais instituições, sejam elas científicas ou políticas, nacionais, estaduais ou
municipais, e esta ação participativa da Igreja Católica Apostólica Romana é iminente e
inspirador. A apresentação de uma arquitetura e arte eclesiástica naturalizada já esta sendo
estudada, aplicada e aprimorada, a fim de garantir a perpetuação da fé e continuidade da
vida terrena, em prol do indivíduo, que busca na casa de Deus o conforto e a sabedoria na
condução da vida sob a graça divina.

REFERÊNCIAS

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MENEZES, Ivo Porto de. Arquitetura sagrada. São Paulo: Edições Loyola, 2006.

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RODRIGUES. J. C. Valdemar. A IGREJA CATÓLICA E O DESENVOLVIMENTO


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WARLAND. Rainer. Ars Sacra: A Arte Cistã e a Arquitetura Ocidental dos primórdios até a
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