A CRIAÇÃO DE COLEIRINHA

Aloísio Pacini Tostes – Ribeirão Preto-SP Revista SOBC 2002 Arquivo Editado em 31/10/2004

Continuando na linha de bem informar o leitor do AO e na seqüência de dicas sobre a criação dos principais pássaros canoros brasileiros, não podemos deixar de mencionar a criação do Coleiro. Para tanto, partimos de experiência própria e de consultas a muitos criadores, entre eles Geraldo Magela Belo, 011-8105282, de Epaminondas Castaldelli Júnior 011-4304543, e do expert no assunto Mário Corrêa Leite 012-3581786. O Celeiro, sem dúvida, é o mais popular dos pássaros rasileiros, como disse o amigo Epaminondas Jr. em seu artigo no Jornal do CUBIVALE N. 11. Seu tamanho diminuto facilita o manejo. É a maior paixão de crianças ne gostam de pássaros. Esse lindo passarinho cantador é quase sempre o primeiro tipo de pupilo dos passarinheiros. Foi o meu primeiro, quando tinha 6 a 7 anos, lá pela linha Manhuaçu. Havia centenas deles por perto de minha casa. Hoje bem mais escasso, mas ainda é, certamente, o que existe em maior número pelo Brasil afora. Conhece-se, pelo menos, quatro formas diferentes: o coleiro de gola e o peito branco, o Sporophila caerulescens; o cabeça preta o peito amarelo Sporophila nigricoilis; o de gola e do peito amarelo; o cabeça preta do peito branco. Sobre esses dois últimos há controvérsias sobre sua classificação científica. É preciso uma melhor definição dos técnicos e livros existentes sobre a questão. Certamente serão subespécies do S. caerulescense do S. nigricoilis ou cruzamento entre eles. O difícil é conhecer as fêmeas de cada um, são idênticas. O mais comum é o S. Caerulescens - ode gola, coleira e de peito branco - e é aquele que mais se cultiva, afirmam os mais entendidos que é o mais valente e cantador. A característica principal do Coleiro é gostar de passear e de ser submetido a muita lida, isto é, quanto mais manuseado (mexido) mais canta. E seu desempenho nos torneios de canto e fibra está em relação direta com a dedicação que seu dono lhe dispensa. Depende muito disso. É, todavia, de fácil lida e fica logo muito manso com um ouço de carinho. Em suma, o Coleiro é uma ave muito apreciada por todos os segmentos de passarinheiros e para vários objetivos, especialmente os torneios de canto. Agora, pela Portaria 057 do IBAMA, só podem ser transacionados, sair de casa e participar de torneios aqueles que forem criados em ambientes domésticos e que tiverem anilha fechada, como prova disso. Está aí, também, a Portaria 118, que é a de criadouro comercial, a pessoa física ou jurídica que quiser montar um só falar com o IBAMA, em sua respectiva Superintendência Estadual. Dessa forma, compete-nos então, reproduzi-los em larga escala para poder suprir a grande demanda que está aí. Quem quiser e puder praticar sua procriação, terá, com certeza, sucesso garantido. O Coleiro reproduz-se com mais facilidade que o bicudo e o curió e com uma produtividade excelente. Na natureza, o Centro Sul do Brasil, costuma procriar entre os meses e novembro e março. Conhecido também como: Coleirinha, Coleirinho, Papa-Capim, Coleira - Coleira Laranjeira — é um pássaro de porte pequeno, 11 cm de comprimento, envergadura 17 cm, com 14 penas grandes em cada asa. De cor preta chamuscada na cabeça e costas; abdome branco ou amarelo; mosca branca nas asas; garganta preta em cima de uma gola branca para ter logo abaixo uma coleira de um preto bastante intenso. Os olhos enegrecidos são circundados com pequenas penas claras, formando um gatinho. Bico é delicado e possui tons amarelados, cor de laranja. Há um marcante dimorfismo sexual: a fêmea tem a cor diferente do macho. Ela é parda, castanho claro, a mesma cor dos machos jovens que vão gradativamente se tornando pretos, e já procriam pardos com a idade de 7/8 meses. Distribui-se por grande parte do Brasil, especialmente o Centro-Sul e países limítrofes. Preferem as beiradas de matas, pomares, pastos, brejos, capoeiras e praças das cidades. Na natureza é um pássaro territorialista, isto é, quando está chocando demarca uma área geográfica em torno do ninho onde o casal não admite a presença de outras aves da espécie. Canta muito e assim delimita seu território. Quando não estão na época da reprodução, contudo, podem ser vistos em pequenos grupos junto com os filhotes. Estão sempre à procura de alimentos, tipo semente de capim verde. Para isso, agarram-se aos finos talos dos cachos para poderem se alimentar; são especialistas nisso. Embora o braquiâria, seja um capim exótico, apreciam muito sua semente e ele tem ajudado muito como alimento. Nos meses de julho e agosto costumam se juntar em grandes bandos, especialmente nos anos de seca prolongada. Nessas ocasiões, o fogo costuma destruir os capinzais fazendo com que os nossos queridos pássaros desesperados e famintos procurem os locais onde possam encontrar comida, muitas vezes até no interior das cidades. Seu canto é simples, melodioso e a frase musical tem, em geral, poucas notas; entre cinco ou dez. Não repetem o canto, mas retomam muito rápido em alguns casos um a dois segundos de espaço entre um canto e outro. Existe uma infinidade de dialetos; na verdade, cada ecossistema possui um próprio. Todavia, há alguns que

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A tala. tipo jornal. matam os filhotes ou interrompem o processo do choco. por quilo. de preferência um campeoníssimo. de forma alguma. Cachoeiro do Itapemirim-ES. acrescentar periodicamente o painço português legítimo. Deve-se utilizar gaiolas de puro arame. ainda pardos. também. Oferecer até o filhote sair do ninho. É salutar que de disponibilize. Essa larva é miúda e condizente com o tamanho do bico do Coleiro. ração de codorna misturada a 50% com milharina adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. 1 parte de farelo de soja torrado. Dá-se larvas. por quilo. O número de ovos de cada postura é quase sempre. Para estimular a fêmea prender raiz de capim ou fiapos de casca de coco.PR . tipo taça. 2) Canto livre. porém. com anilha 2. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 35 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.3 mm .bitola 1 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Os tipos de torneio mais comuns são: 1) Fibra – os pássaros são dispostos em círculo. quase sempre mata os filhotes. farinhada assim preparada: 6 partes de milharina. para frases bem parecidas. a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação. É bom. Há criadores que cultivam esse tipo de canto como é o caso de João da Quadra 016-6334186. Campos-RJ . senha 10%. ele compete sozinho. A alimentação básica deve ser de grãos. 3) Canto Clássico — A ave é examinada sozinha durante 5 minutos. é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. premix F 1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo). Florianópolis-SC SAC. o Coleiro emite a terceira nota. é a melhor e tem mais digestibilidade. sem poder citar todos. considerados clássicos. por quilo. se isto acontecer. Pode ser feito de bucha ( Luffa cylindricd) por cima de uma armação de arame. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. com quatro portas na frente. comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola. por quilo. e será colocado pelo lado de dentro da gaiola. Mold-Zap® 1 gr. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®. coloque na hora de servir uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de "aminosol®" para uma colher bem cheia de farinhada. Com 8 meses. As anilhas serão colocadas do 7° ao 10° dia. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de novembro a maio. não é analisada a qualidade do canto. Esse local deve ser claro. No fundo. é que se tenha todo o cuidado com a higiene. utilizando a chamada "praga da granja". colocar à disposição das aves "farinha de ostra" batida com areia esterilizada e sal mineral (tipo aminopan®).Ganha aquele que mais cantar em 5 minutos. Paranaguá. com medida de 60cm comprimento X 30cm largura X35 cm altura. Nunca deixá-lo junto pois ele quase sempre prejudica o processo de reprodução. aquele que mais cantar no final da prova é o que ganha. Utilizar um macho de excelente qualidade. já poderão procriar. O melhor. mas se puder ser. A diferença está apenas no entendimento e na interpretação de segmentos de criadores nas nomenclaturas onomatopéicas das notas. O ninho. em uma vasilha separada. um a 20 centímetros do outro. Fundamental. São eles: o tuí-tuí-zero-zero ou tuí-tuí-zel-zel (o mais comum). 2 . O sol não precisa ser direto. Senão. destacamos aqueles que tivemos a oportunidade de presenciar ou ser convidado: Porto Alegre-RS . Cada fêmea choca 3/4 vezes por ano. este à base de 2 gotas para 50ml d'água. e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Outra questão importante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. niger 10%. Após tudo isso estar muito bem misturado. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Belo Horizonte -MG. notadamente o alpiste 50%. Jacareí -SPCÜBIVALE . Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte.são mais apreciados e cultivados pêlos criadores. Logo depois se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. Lembremos que os fungos. Mycosorb® 2 gr. assim ela cobrirá o ninho com estes materiais. são cuidados indispensáveis. ganha aquela que tiver o canto mais perfeito dentro do padrão pré-escolhido. para 5 fêmeas. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena. a medida entre um arame e outro não pode ser maior do que 13mm. mas não podem se ver. É exemplo desse tipo de canto são as gravações dos Coleiros Mirante e Capricho. podendo tirar até 8 filhotes por temporada. tem as seguintes dimensões: 6 cm de diâmetro X 4 cm de profundidade. 1 parte de germe de trigo. arejado e sem correntes de vento. colocar papel. sal 2 gr. exemplo desse canto está na fita do Cabrito. ou bandeja da gaiola. para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho. assim: tuí-tuí-grom-grom-grom-ze-ze-zel-zel-zeli ou tuí-tuí-tchotcho-tcho-tchá-tchá-tchaá e outras variações. já nos cantos mais sofisticados. também. colocar 3 vezes ao dia. coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Rovisol® ou Protovit®. As coleiras podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico. Quando houver filhotes no ninho. melhor. Ribeirão Preto-SP. Tem sido realizados torneios de Coleiros por quase todo o Brasil. painço amarelo 30%.

Apresenta dimorfismo sexual apresentando-se as fęmeas com coloraçăo mais pálida. se assemelham ŕs fęmeas e năo tem coleira. Vivem em bandos e principalmente em lugares onde abunda alimentaçăo. O tipo mais característico em nosso meio. Pertencem ŕ grande família dos Fringilídeos e ao gęnero Sporophila. não podemos deixar de mencionar mais essa importante questão: como em todos os tipos de pássaros canoros. o respeito da sociedade e hobby preservado. possui no peito uma coleira de cor preta e. Temos conhecimento de 26 tipos diferentes e principais de Coleirinhas. capturar é proibido. na maioria. Os filhotes se desenvolvem rapidamente. No conjunto é um belo pássaro. muito comum no Rio Grande do Sul. Aqueles espécimes que habitam em regiőes de inverno menos rigoroso passam a adotar hábitos sedentários. Sua zona de distribuiçăo geográfica abrange quase todo o Brasil. Na fronte. No peito apresenta um colar ou coleira de cor preta. a responsabilidade também. que alguns chamam somente por Coleirinha(o). Quem poderá duvidar disso. e que outros. Por fim. se constitui numa das grandes posses dos ornitófilos que conhecemos. logo abaixo do bico. na garganta. De belo canto e de bela plumagem. dentre várias sementes. É só testar. sem fronteiras. quando ainda năo possuem a cor definida dos tipos adultos. os produzidos domesticamente têm muito mais qualidade do que seus irmãos selvagens. tem a cabeça de cor preta e. mais a Argentina. melanocephala possui canto próprio e agradável. a Bolívia e o Paraguai. o 3 . tem uma mancha de cor brancomarfim. alguns deles. Os filhotes machos. por motivos que desconhecemos. existe em nosso meio um certo Coleiro do Brejo (Sporophila c. a demanda é enorme. isto porque poderemos cruzar os melhores com melhores. com certas áreas de preferęncia. do lado ventral. na altura do peito. porém. Os coleirinhas Os Coleirinhas săo pássaros muito comuns. Conforme seu próprio nome indica (melanocephala. A confiança da classe é grande. apreciam as sementes de Capim Arroz (Crista de Galo). tem a fronte preta ou escura e. o Uruguai. que é disputado pela preferęncia de inúmeros amantes de aves. Na verdade. Isso é um grande fator de incremento da criação. e de cada lado. O canto deste pássaro é muito controvertido. outros somente por Papa-Capim ou Coleirinha Papa-Capim. se bem que baixas. em forma de colar. os aficionados são muitos. O ninho é em forma de tigela aberta e a fęmea deposita de 2 a 3 ovos de cor branca e salpicados de manchas marrons. chegando alguns espécimes machos a cantar já nos seis meses. săo de pequeno tamanho. Geralmente o Sporophila c. sendo para uns agradável e para outros insignificante. me/anocephala). os bons tipos săo exímios cantores. de coloraçăo variada. este tipo. e de resto em todo o Brasil. a paixão é nacional. A procriaçăo destes pássaros se inicia nos meses mais quentes do ano. como sempre dissemos. as regiões são as mais diversas. tem na garganta uma mancha também preta.Brasília-DF. é branca no ventre. As asas que tęm a cor do ventre apresentam marcaçőes pretas. Como vimos. abaixo do bico. apresentam uma figura semelhante e. é o Sporophila caerulescens. os quais. A plumagem deste espécime tem a cor cinza no dorso. em alguns espécimes de "cabeça mole". sendo na maioria pobres em cores exuberantes. que é um dos mais comuns. Duque de Caxias-RJ. Além do tipo acima descrito. Săo pássaros pequenos. antes da muda. e mesmo nos países vizinhos de língua espanhola. chamam deC8oleirinho Cruzeiro (Rio Grande do Sul) e de Coleirinho Virado. Năo apreciam os climas frios e sempre estăo a migrar para as regiőes de climas mais quentes e amenos. cor de telha. trazem uma marcaçăo de cor preta. São Paulo-SP SERCA. Este Sporophila caerulescens tem hábitos migratórios assim como a maioria dos outros pássaros que pertencem a este gęnero. a seleçâo através da genética funciona. é amarelento. cabeça preta). e funciona bem. daí criatórios em ação. as matrizes estão aí. Nestes países vizinhos seu nome popular é Corbatita. Em cativeiro. apresentando notas de boa melodia. tem uma pequena manchinha branca ou creme.

O Sporophila collaris colaris tem a cabeça. entre junco de lagoas e banhados. săo termos que se confundem com o de Coleirinha ou săo quase que sinônimos. a cauda é preta com reflexos esverdeados. e em especial as de pequeno porte. aS. ou Coleirinha do Brejal. trazido por viajantes do norte e nordeste do Brasil é o Sporophila leucoptera. sendo que nas asas existem penas mais 4 . que compreendem outras espécies e subespécies. Bico e pés pretos. a S. a Patativa e alguns Coleiros do Brejo. a garganta é clara. albogularis (Brejal). o peito. Outro tipo freqüentemente encontrado em nosso meio. e de cada lado. estas se distribuem de tal forma que dăo ao tipo uma beleza toda original. nigricolis (Coleirinha da Serra). como os de Patatíva. ao nível do peito ou garganta. n. Sobre o Sporophila c. B. a S. Apesar de somente apresentar duas cores.). palustris (Caboclinho Papa Branco). a S. mas também característicos. aurantrirostís (Patativa do Bico Amarelo). a S. é o Sporophila albogularis. . de preferęncia. A porçăo ventral é branca. o lado ventral é quase branco e. b. e a S. hipoxantha (Caboclinho Vermelho). conheça o Sporophila b. bouvreuil ou Caboclinho Fradinho. b. É muito pequeno. se pode dizer que todos se assemelham entre si. ruficolis (Caboclinho Paraguaio). Curió. O Sporophila n. ochrascens năo sabemos como definir ou descrever com segura precisăo.: plumbum. Após o Bigodinho se faz necessário. a cauda e as asas săo mais escurecidas. a S. melanogaster (Caboclinho Bico de Ferro). Caboclinho etc. Dos espécimes referidos acima há alguns que. a S. o ventre e o uropígio săo amarelos cor de telha. helimayre (Coleirinha do Peito Amarelo). há uma marcaçăo branca que se assemelha a um bigode. que se conhece por Patativa Chorona ou simplesmente Chorăo. de ventre branco e com coleira preta e bem marcada. Os machos tęm toda a porçăo inferior clara. Há dimorfismo sexual acentuado. sem mancha preta sob o bico. o uropígio e o ventre săo brancos. assim como já se fez com o Coleiro Virado. tem uma pequena manchinha de cor clara ou branca. Já o Sporophila pileata apresenta uma cor castanho parda com asas e cauda de cor escura. colaris . e de caca lado da cara. chamado vulgarmente de Coleiro da Bahia e também de Coleirinha da Serra tem a presença da cor preta na cabeça. coroa da cabeça preta "assim como o frade". a nós parece. e para simplificar o entendimento. a S.canto pode se assemelhar com o de outros pássaros (Azulăo. Tem o hábito de viver e nidificar. levemente rosada. m. sob cada olho. Canário etc. nigro rufa (Caboclinho de Campo Grande). O ventre é branco com uma marcaçăo preta na garganta. c. white leyana (Patativa da Amazônia). De uma maneira grosseira.. a S. castaneiventris (Caboclinho do Amazonas). A fęmea se distingue do macho por apresentar a porçăo inferior do corpo em tonalidade vermelho-clara. Este tipo tem todo o dorso negro e uma estria branca no vértice. A cor predominante é a acinzentada. minuta (Caboclinho do Norte). também. de cor cinza predominante (Iat. possui uma marcaçăo em forma de coleira. a S. Além dos tipos vistos acima podemos destacar ainda a S. Dentre estes destaca-se de início o Bigodinho (Sporophila Iineola) de lindo e mavioso canto. asas pretas com marcaçőes brancas. O Brejal. Com o nome comum de Coleiro do Brejo săo conhecidos ainda mais tręs outros pássaros: o Sporophila c. a S. chumbo). a S. Na garganta tem uma marcaçăo preta que lembra uma coleira. a nuca e a cauda pretas. A porçăo superior do corpo do macho é acinzentada. cinnamomea (Caboclinho Goiano). Além dos espécimes descritos acima podemos ainda citar mais 21 tipos diferentes. a S. os quais. Assim pois temos a Sporophila plumbea que é a mais característica e conhecida das Patativas. ou preto fosca. que todo o interessado em aves de gaiola. o Sporophila pileata e o Sporophila c. o dorso e a cobertura da cauda săo de cor parda-amarelada. Este coleiro recebe também os nomes populares de Coleiro do Sapę ou Coleiro Ganga. a S. a parte interna da cauda é acinzentada. falsirostris (Cigarrinha). leucoptera (Patativa Chorona). recebem os nomes populares mais variados. o peito. O bico é vermelho. pileata (Caboclinho Paulista). merecem também uma maior destaque. a S. a S. ochrascens. É muito parecido com o nosso Coleiro Cruzeiro. a preta e a branca. saturata (Caboclinho do Peito Branco). p. nigricolis. cauda preta. a S. sendo mais conhecidos. na nuca e na garganta. lineola (Bigodinho). p. m. melanops (coleirinha amarela). bouvreuil (Caboclinho Fradinho) a S. Na fronte.

ex. o lado ventral é esbranquiçado. Macho com as partes superiores cinza-escuras. O bico é amarelo alaranjado. bico de colorido variado: cinzento. tendo a cor oliva ou azeitonada. Some periodicamente. a estrofe costuma atingir um ponto culminante seguindo-se depois uma breve escala descendente. parece năo ocorrer no Nordeste. Vive nos campos de cultura e capinzais. ex.-tschrrr". que seja. "djüle. Papa -Arroz e Chăo-Chăo. o peito. djüledjí-djülo. ŕs vezes canta voando. "zjă" (chamada). p. garganta anterior e faixa sobre o papo (colar) negras. nódoa na garganta posterior e barriga brancas ou amareladas. p. "Coleirinha*". de maior tamanho. Sporophila nigricollis e Esporophila albogularis. Uruguai ŕ Bolívia.carregadas de preto. face. há dialetos de diferentes populaçőes mesmo em vales vizinhos. Papa-Capim. O Pichochó Estrela. "Paulista". também conhecido como Pichanchăo. especulo tanto pode estar presente como pode faltar. esverdeado ou anegrado. Ocorre no Brasil centro-ocidental e meridional (da Bahia ao Rio Grande do Sul). em repouso de asas.. regiăo dominada por Sporophila albogularis. a garganta e o ventre săo brancos. Sobre os olhos apresenta marcaçőes brancas (estrias) e. djüle. "Papacapim-depeito-amarelo" (sendo este tręs últimos nomes referentes aos espécimens de partes inferiores amareladas). Voz: "Tzri". lembramos de que este último é praticamente unicolor e de cor acinzentada. apenas destacaremos a segunda. "canto serra" (quando brigam). é comum na regiăo sul do Brasil. sendo de maior tamanho. "Coleirinha-dupla". invadindo assim áreas onde năo ocorria (p. Este tipo anda em bandos rondando os arrozais. 5 . "zlit". Peru e na margem direita do baixo rio Amazonas a leste do Tapajós. Um nada tem a ver com o outro! Coleirinho. mostra-se de cor esverdeada. o que corresponde a várias denominaçőes populares ("coleirabico-laranja". nas asas. o Distrito Federal). já săo considerados como Papa-Arroz. djülo. Tem uma coleira preta bem marcada na altura da garganta. no entanto.): Fęmea parecida ŕquelas de Sporophila plumbea. o canto consiste em um gorjear rápido um tanto fraco. p. Como muitas vezes se confunde o Pichochó Estrela descrito acima com o Hapospliza unicolor. "Coleira-da-mata". etc. Sporophila Caerulescens Por Ana Roberta de Almeida Veterinária Revista pássaros número 53 A espécie mais abundante e conhecida do gęnero no Sudeste do Brasil. estria malar. as fęmeas também podem cantar. De uma maneira geral todos os pássaros tratados aqui e pertencentes ao gęnero Sporophila săo ainda conhecidos como Papa -Capim. Segue a expansăo de gramíneas forrageiras altamente sementíferas. das regiőes serranas do Espírito Santo e Rio Grande do Sul. marcaçőes amarelas. uns espécimes deste gęnero que. djüle. apesar de năo guardarem entre si algumas características comuns. sendo que. ŕs vezes com uma tinta esverdeada. Há. aspecto e tamanho! Dentre estas outras aves do gęnero Sporophila. amarelo.. ex. O canto do Pichochó Estrela é semelhante ao do Coleiro Cruzeiro. Na porçăo dor sal. destaca-se a Sporophila superciliaris e a Sporophila frontalis (Pichochó Estrela).. "tuí-tuí" (referindo-se ao começo do canto). os amadores classificam os cantos com terminologia própria. geralmente săo citados ao lado dos que anteriormente referimos. também chamado de Pichochó. nesta oportunidade. "coleira-bico-dechumbo". ex.

resultando em dispnéia (distúrbio respiratório) aguda. É válido ressaltar que estes processos patológicos podem acometer qualquer pássaro. ácaros ). alteraçőes pulmonares crônicas (por exemplo: espessamento dos brônquios e aéreossaculite. • Os parasitos dos brônquios. porém a sua maior fragilidade ocorre no sistema respiratório nos períodos pré. espirros e respiraçőes profundas e muito lentas. por diferentes agentes patológicos (vírus. ·Os agentes infecciosos (como bactérias. > A inalaçăo de toxinas (por exemplo: o Monóxido de Carbono e vapores de Polímero provenientes do Teflon/ revestimento de panelas) podem causar hemorragia pulmonar aguda e morte. onde podem sofrer graves distúrbios. Doenças do sistema respiratório inferior O sistema respiratório inferior incluem os brônquios principais. bactérias. soluçăo de ali mentaçăo forçada) . 3 Sons respiratórios abafados e estertores audíveis (ruídos) durante a respiraçăo.COLEIRO E SUAS DOEÇAS Por Ana Roberta de Almeida Veterinária Revista Pássaros 47 Os Coleiros săo pássaros de fibra muito especiais. fungos. infecciosos. parasitários e neoplásicos. dos pulmőes e dos sacos aéreos. eles săo relativamente suscetíveis a doença. Sinais clínicos Os sinais clínicos incluem: 1 Dispnéia aguda ou severa. • Os fatores mecânicos incluem inalaçăo de material estranho (por exemplo: sangue. d) Problemas respiratórios de vias superiores intercorrentes. 2 Podem apresentar tosse e espirros. vírus. porém para prevençăo mantenha o pássaro em ambiente arejado. incluem itens mecânicos. 6 . no caso da aspiraçăo de grandes volumes a morte é geral mente instantânea. A inflamaçăo> resultante pode causar excesso e produçăo de muco. dos pulmőes e dos sacos aéreos podem causar tosse. Como os sacos aéreos săo pouco supridos com sangue e năo possuem cílios e secreçőes grandulares para auxiliar a remoçăo dos agentes infecciosos e do material estranho. oscilaçăo da cauda e movimentos respiratórios acentuados (o pássaro fica muito ofegante). Etiologia (causa do problema) As causas subjacentes ou os fatores predisponentes que levam a doenças dos brônquios. no ano passa do atendi dois casos. os sacos aéreos e os os sos pneumáticos. • A neoplasia (cresci mento celular disforme irregular com malignidade) dos brônquios e dos pulmőes é incomum mas devesse considerar. os pulmőes. com espessamento e edema (coleçăo de líquido) peribronquico. ambientais. Note que os sacos aéreos năo se comunicam diretamente entre si. fungos e mi cobactérias) podem levar a pneumonia e granuIomas pulmonares ou de saco aéreo. Diante desses sinais clínicos procure imediatamente assistęncia Médica Veterinária. absolutamente protegido de correntes de vento e com sementes limpas livres de toxinas com água e alimentos sempre frescos e fundos de gaiola limpos a areia comestível deve ser ser vida em potinhos e năo no fundo da gaiola. • Os fatores ambientais incluem ir ritantes aerógenos e toxinas. > As alergias podem causar infla maçăo do tecido pulmonar. durante e pós muda (seca de muda).

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