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O PSI (processo de industrialização por substituição de importações) se caracteriza por ser um


processo de industrialização que fortalece o mercado interno, passando a produzir nacionalmente bens de
consumo que antes eram importados. Ou seja, é um processo no qual as importações são substituídas à
medida que o país se industrializa, como o próprio nome sugere.
O PSI privilegia o departamento II da economia, de bens de consumo, em detrimento do
departamento I, de bens de capital. Isso ocorre pois, com esse processo, importa-se os insumos necessários
para alimentar a produção do departamento II, deixando de investir em uma indústria de base sólida que
pudesse produzir nacionalmente esses insumos, como ocorreu tradicionalmente nas grandes economias
capitalistas.
Tendo sido iniciado em 1930, após a Grande Depressão, o PSI foi impulsionado pelos altos custos de
importação. Com a maioria dos países em crise, era mais conveniente em termos econômicos
industrializar-se e passar a produzir nacionalmente do que continuar pagando preços exorbitantes. Essa
lógica nos leva a refletir quanto à falta de planejamento de um processo de industrialização desse tipo. A
indústria não foi implantada tendo em vista primeiramente um plano desenvolvimentista, mas sim a
superação de uma crise, uma vez que em 1930 boa parte do poder político ainda se encontrava nas mãos
dos grandes cafeicultores. Nesse sentido, o PSI pode ser encarado como um processo feito às pressas, no
qual há uma necessidade de se adequar o quanto antes ao ritmo das grandes economias mundiais, ao
contrário do que seria uma industrialização mais lenta que estabelece suas bases na indústria química, de
petróleo, aço, cimento, etc., antes de seguir adiante. Assim, os estímulos e interações interdepartamentais
não são desenvolvidos, o que é condição essencial para que ocorra o processo de acumulação capitalista.
Diversos mecanismos se destacam dentre aqueles utilizados para a proteção da indústria nacional.
Após o golpe de 1937 houve um forte aumento das importações, provocando escassez de divisas e
forçando o governo a adotar o monopólio cambial, com uma taxa única desvalorizada e com um sistema de
controle cambial similar ao vigente em 1931 e 1934. Esse foi um mecanismo usado para reduzir o nível
agregado das importações, o que estimulava o mercado interno, favorecendo a indústria nacional.
Durante o governo Dutra foram dados subsídios as importações de bens de capital e bens
intermediários, adotadas medidas protecionistas contra a importação de bens competitivos e aumentada
da rentabilidade da produção para o mercado interno.
Foi o segundo governo de Vargas o mais rico em medidas de proteção a indústria nacional. A
acumulação de capital necessária para a implantação do departamento I da economia se baseou nas altas
taxas de lucro das atividades industriais. Houve uma política de valorização cambial para aumentar a
rentabilidade da produção para o mercado interno e uma transferência do excedente do setor
agroexportador para a indústria.
A criação do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), em 1952, financiado por um
política fiscal que aumentava o Imposto de Renda, foi fundamental para financiar projetos de infra-
estrutura de transporte, energia e implantação industrial. A instrução 70 da Sumoc condicionava as
importações aos interesses industriais mediante o leilão de divisas com cambio diferenciado conforme a
essencialidade da importação. Apesar de todas essas medidas, o projeto nacionalista de Vargas não foi bem
sucedido, culminando em seu suicídio.