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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

DEPARTAMENTO CAMPUS CARAÚBAS


CURSO BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

ÍCARO ANDRÉ TAVARES

ESTUDO DA EFICIÊNCIA DE PAINÉIS SOLARES PARA APLICAÇÃO DE BAIXO


CONSUMO

CARAÚBAS/RN
2017
ÍCARO ANDRÉ TAVARES

ESTUDO DA EFICIÊNCIA DE PAINÉIS SOLARES PARA APLICAÇÃO DE BAIXO


CONSUMO

Monografia apresentada à
Universidade Federal Rural do
Semiárido – UFERSA Campus
Caraúbas, para a obtenção do título de
Bacharel em Ciência e Tecnologia.

Orientadora: Prof.ª. Me. Ana Tereza de


Abreu.

CARAÚBAS-RN
2017
© Todos os direitos estão reservados a Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O conteúdo desta obra é de inteira
responsabilidade do (a) autor (a), sendo o mesmo, passível de sanções administrativas ou penais, caso sejam infringidas as leis
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9.610/1998. O conteúdo desta obra tomar-se-á de domínio público após a data de defesa e homologação da sua respectiva
ata. A mesma poderá servir de base literária para novas pesquisas, desde que a obra e seu (a) respectivo (a) autor (a) sejam
devidamente citados e mencionados os seus créditos bibliográficos.

T231e Tavares, Ícaro André. Estudo da eficiência de


painéis solares para aplicações de baixo consumo /
Ícaro André Tavares. - 2017.
52 f. : il.

Orientadora: Ana Tereza de Abreu Lima.


Coorientadora: Francisco de Assis de Brito Filho.
Monografia (graduação) - Universidade Federal
Rural do Semi-árido, Curso de , 2017.

1. Energia solar. 2. Célula fotovoltaica. I.


de Abreu, Ana Tereza , orient. II. Filho, Francisco
de Assis de Brito, co-orient. III.
Título.

O serviço de Geração Automática de Ficha Catalográfica para Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) foi desenvolvido pelo Instituto
de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) e gentilmente cedido para o Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (SISBI-UFERSA), sendo customizado pela Superintendência de Tecnologia da Informação e
Comunicação (SUTIC) sob orientação dos bibliotecários da instituição para ser adaptado às necessidades dos alunos dos Cursos de
Graduação e Programas de Pós-Graduação da Universidade.
ÍCARO ANDRÉ TAVARES

ESTUDO DA EFICIÊNCIA DE PAINÉIS SOLARES PARA APLICAÇÃO DE BAIXO


CONSUMO

Monografia apresentada à
Universidade Federal Rural do Semi-
Árido – UFERSA Campus Caraúbas,
para a obtenção do título de Bacharel
em Ciência e Tecnologia.

APROVADA EM: ______ / ______ / ______

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________________
Prof.ª Me. Ana Tereza de Abreu – UFERSA
Orientadora

_________________________________________________
Prof. Dr. Francisco de Assis de Brito Filho – UFERSA
Coorientador

_________________________________________________
Prof. Dr. Hudson Pacheco Pinheiro – UFERSA
Primeiro Membro

__________________________________________________
Prof. Dr. Zenner Silva Pereira – UFERSA
Segundo Membro
AGRADECIMENTOS

Primeiramente eu gostaria de agradecer a Deus, por ter se feito presente nesse


momento delicado e difícil e por ter me dado sabedoria, paciência e força.
Aos meu pais Damião Tavares da Cruz e Maria Auricélia Pereira André por ter me
incentivado e acreditado no meu esforço. Obrigado por não medir esforços para me
ajudar e nunca faltou nada para o meu desenvolvimento universitário.
Ao meu irmão, Ian André Tavares, as minhas tias (os) e aos meus avós que
acreditaram no meu potencial.
A minha namorada, Monara Beatriz Santos Rodriguês, que teve paciência comigo
e ter me auxiliado nessa fase bastante delicada.

A minha tia de consideração, Francisca Salete dos Santos, que me acolhido e


cuidado de mim como um sobrinho, você sempre estava lá quando precisei.

A Universidade Federal Rural do Semiárido por ter me dado oportunidade de


construir o meu futuro.

A minha orientadora Ana Tereza de Abreu e ao meu coorientador Francisco de


Assis de Brito Filho, que me ajudaram bastante, especialmente Ana que sempre
disse que tudo daria certo, obrigado.

Aos meus amigos de infância do grupo “Best Forever”, que sempre estiveram comigo
e que apoiaram em todas as decisões feitas até aqui.

Aos meus amigos da faculdade que trilharam esse caminho árduo comigo e aos que
tiveram que abandonar por motivos justificativos.

Por fim, agradeço a todos que tiveram comigo e que me apoiaram.


"Pedras no meu caminho? Eu guardo todas. Um
dia vou construir o meu castelo." (Nemo Nox)
RESUMO

A humanidade vem buscando fontes energéticas para suprir a necessidade humana,


entretanto, algumas delas poluem o meio ambiente, como por exemplo: energia
termoelétrica (queima de combustíveis fósseis). Sabendo disso, outras formas de
produção de energia vêm sendo criadas, cotidianamente, para não afetar o
ecossistema. Por esse motivo, a energia solar e eólica estão sendo a base de estudo
contemporânea. A energia solar, por sua vez, é uma fonte de energia limpa e
renovável e por isso é uma das grandes promissoras, uma vez que possui fonte
inesgotável e seu acesso não é restrito. Ela pode ser convertida em energia elétrica
por meio de células fotovoltaicas, a partir do efeito foto voltaico, que irá expor o
material da placa à luz a fim de gerar uma tensão ou corrente elétrica. Seus tipos mais
comumente encontrados são: silício monocristalino, silício policristalino e sílicio
amorfo. Essas placas possuem eficiência que variam de acordo com o material. Neste
trabalho, a eficiência foi calculada através de um circuito RC simples, onde foi possível
medir o tempo de carregamento de um capacitor para cada placa adquirida e
comparar os resultados delas.

Palavras-chave: Eficiência. Energia solar. Células fotovoltaicas.


ABSTRACT

Humanity has been looking for energy sources to meet a human need, however, some
of them on the environment, such as: thermoelectric energy (burning of fossil fuels).
Knowing this, other forms of energy production for what is criticized, everyday, not to
affect the ecosystem. For this reason, wind energy is being a basis for contemporary
study. Solar energy, in turn, is a clean and renewable source of energy and is therefore
one of the great promising since it has inexhaustible source and its access is not
restricted. It can be converted into electrical energy by means of photovoltaic cells,
from the photo voltaic effect, to export the material from the plate to light in order to
generate a voltage or electric. Its most commonly encountered types are:
monocrystalline silicon, polycrystalline silicon and amorphous silica. These rating
plates vary according to material. In this work, an analysis was made through a simple
RC circuit, where it was possible to measure the loading time of a capacitor for each
board acquired and the results of them.

Keywords: Efficiency. Solar energy. Photovoltaic cells.


LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 – Tensão x tempo para placa 1 ................................................................. 36

Gráfico 2 – Corrente x tempo para placa 1 ............................................................... 36


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Especificações das Células Solares ........................................................ 32


Tabela 2 – Tensão e Corrente da Carga do Capacitor .............................................. 35
Tabela 3 – Tempo Médio dos 3 Circuitos para Carregamento de 5V ........................ 37
Tabela 4 – Eficiências Comparativas ........................................................................ 39
Tabela 5 – Tensões 78XX e 79XX ............................................................................ 41
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Custo do Wh Instalado em Reais ............................................................. 18


Figura 2 – Corte Transversal de uma Célula Fotovoltaica ........................................ 24
Figura 3 – Diferença dos Materiais de acordo com sua Banda de Energia ............... 25
Figura 4 – Efeito fotovoltaico em uma junção PN...................................................... 26
Figura 5 – Célula de Silício Monocristalino................................................................ 28
Figura 6 – Célula de Silício Policristalino .................................................................. 28
Figura 7 – Célula de Silício Amorfo ........................................................................... 29
Figura 8 – Circuito RC ............................................................................................... 34
Figura 9 – Circuito RC da Figura 8 ............................................................................ 34
Figura 10 – Transformação de sinal CC em CA ........................................................ 40
Figura 11 – Pinos do CI Regulador de Tensão LM7805 ........................................... 41
Figura 12 – Pinagens do 78XX e 79XX ..................................................................... 42
Figura 13 – Aplicação do Regulador em um Circuito Retificador .............................. 42
Figura 14 – Entradas do Controlador de Carga e Descarga ..................................... 43
Figura 15 – Circuito Controlador de Carga e Descarga ............................................ 44
Figura 16 – Poeira Inteligente .................................................................................. 45
Figura 17 – Circuito Carregador Solar....................................................................... 46
Figura 18 – Projeto Carregador Solar ....................................................................... 47
LISTA DE SIGLAS

ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica

CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica

ONG – Organização não Governamental

IEA – International Energy Agency – Agência Internacional de Energia

ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica

MME – Ministério de Minas e Energia

GaAs – Arseneto de Gálio

CdS – Sulfeto de Cádmio

Cu2S – Sulfeto de cobre II

InP – Fosfeto de Índio

STC – Standard Testing Conditions – Condições de Teste Padrão

CI – Circuito Integrado

CC – Corrente Contínua

CA – Corrente Alternada

RC – Resistor Capacitor

V – Voltz

A – Ampère

W – Watt
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................... 14
1.1. HISTÓRIA .....................................................................................................14

1.2. DEFINIÇÃO ...................................................................................................14

1.3. OBJETIVO GERAL .........................................................................................15

1.3.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS.....................................................................15

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................... 16


2.1. ENERGIA ÉOLICA ........................................................................................16

2.2. ENERGIA HIDRELÉTRICA ...........................................................................17

2.3. ENERGIA SOLAR .........................................................................................19

2.4. ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA .............................................................19

2.5. EFEITO FOTOVOLTAICO .............................................................................24

2.6. CÉLULA FOTOVOLTAICA ............................................................................27

2.6.1. SILÍCIO MONOCRISTALINO ...................................................................27

2.6.2. SILÍCIO POLICRISTALINO ......................................................................28

2.6.3. SILÍCIO AMORFO ....................................................................................29

3. CÁLCULO DA EFICIÊNCIA DOS PAINÉIS ........................................................30

3.1. INTRODUÇÃO ...............................................................................................30

3.2. CÁLCULO DA EFICIÊNCIA NOS LABORATÓRIOS .....................................30

3.3. FATORES QUE AFETAM A EFICIÊNCIA ....................................................32

3.4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ...................................................................34

4. APLICAÇÕES .....................................................................................................43

4.1. CI REGULADOR DE TENSÃO ......................................................................43

4.2. CONTROLADOR DE CARGA .......................................................................43

4.3. REDE DE SENSORES SEM FIO ..................................................................47

4.4. PROJETO CARREGADOR SOLAR ..............................................................49

5. CONCLUSÕES ...................................................................................................51
1. INTRODUÇÃO

1.1. HISTÓRIA

A utilização das diversas formas de energia pelo ser humano começou no


período pré-histórico, quando os homens que habitavam em cavernas descobriram o
fogo com o atrito de pedras. Deste modo foi possível incendiar a palha seca a fim de
produzir calor para aquecimento, cozinhar alimentos, afastar predadores, entre outros.
A partir disso, o homem passou a ter o domínio sobre a produção de energia e utiliza-
la a seu favor [1].
Com o passar do tempo, o homem passou a utilizar o fogo para outros fins, tais
como: fundir minerais, construir armas e ferramentas para trabalho. Além disto,
dominou a energia dos ventos produzindo forças que os navegadores utilizaram para
a navegação [1].
Com a revolução industrial, ocorrida na Europa durante o século XVIII, houve
um grande avanço na utilização da energia que foi a invenção da máquina movida a
vapor. E assim, a energia contribuiu cada vez mais para o desenvolvimento social e
se tornou indispensável para o homem [1].

1.2. DEFINIÇÃO

A energia pode ser definida como a capacidade de um corpo ou dado sistema


de realizar trabalho ou ainda, a ação de um motor em que se pode utilizar a sua
potencialidade. O termo energia deriva do grego “ergos”, cujo significado é trabalho,
por isso geralmente está associada à produção de trabalho realizado por um corpo
[2].
Segundo a primeira lei da termodinâmica, ela não pode ser criada, apenas
transforma-se em diferentes tipos. Sendo eles capazes de gerar outros fenômenos
físicos. Existem diferentes fontes de produção de energia que podem ser encontradas
no mundo, que podem ser divididas em dois grupos: energias renováveis e as
energias não renováveis [3].
As energias renováveis são aquelas provenientes dos recursos naturais como
marés, sol, chuva, vento e energia geotérmica. Essas energias não se esgotam com
o tempo e possuem reposição natural; já as energias não renováveis, por sua vez,

14
são aquelas oriundas de fontes finitas como o petróleo e o carvão. Elas têm um limite
a ser utilizado e, não são repostas em um tempo hábil [2].
Assim, devido à grande importância da produção de energia em nossa
sociedade é de fundamental importância uma compreensão abrangente e, ao mesmo
tempo, profunda dos métodos de produção disponíveis [3].

1.3. OBJETIVOS

1.3.1. OBJETIVO GERAL

Esse trabalho tem como objetivo analisar e comparar placas fotovoltaicas, bem
como verificar a eficiência das mesmas.

1.3.1.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS


• Conhecer os tipos de painéis solares e seus rendimentos;
• Realizar uma análise experimental das placas adquiridas e mostrar as suas
eficiências;

15
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. ENERGIA EÓLICA

Devido à escassez das fontes de energias já utilizadas, novas fontes foram


pesquisadas e analisadas para reformar a matriz energética mundial. Mesmo que o
sol seja fonte primária de outras energias - eólica e biomassa, algumas fontes, como
os combustíveis fosseis, tem um limite de tempo para se esgotar. Sabendo disso, as
fontes de energias renováveis são as mais apropriadas para o mundo no qual se tem
um grande uso de fontes não renováveis [4].
Essa fonte se baseia na conversão de energia mecânica, que passa por um
aerogerador, onde há sua transformação em energia elétrica. A eficiência desse
processo depende dos fatores naturais, da densidade do ar e até mesmo do diâmetro
do rotor do aero gerador, seguindo a equação (1) vista em [5]:

1
𝑃 = 𝜌𝐴𝑟 𝑣 3𝐶𝑝 𝜂 𝐸𝑞𝑢𝑎çã𝑜 (1)
2

No qual,

𝑃 = potência do aerogerador

𝜌 = densidade do ar em kg/m³

𝜋𝐷 2
𝐴𝑟 = área do rotor, dada por: 4

𝐶𝑝 = coeficiente aerodinâmico de potência do rotor

𝜂 = eficiência do conjunto gerador/transmissão

A energia eólica está sendo cada vez mais utilizada no mundo, pois é uma
energia sustentável e acarreta pouco prejuízo ao meio ambiente. Dessa forma, é uma
grande aposta para o futuro, pois com grandes investimentos e juntamente com outras
energias sustentáveis poderá substituir energias que agridem ao meio ambiente.
O Brasil por ser um país de clima quente e úmido, favorece esse tipo de
produção de energia devido aos ventos fortes, sendo mais propício usa-la para
produção de energia elétrica.

16
De acordo com [6], o valor médio inicial em aplicação em usinas de médio e
grande porte, acima 30MW, é de R$ 4.200.000,00 por MW instalado, já incluindo os
aerogeradores, tendo um período de vida útil de 20 anos, a parte civil e a elétrica. O
Brasil está entre os 10 países geradores de energia eólica, onde se tem mais de 349
usinas, sendo que a maioria são instaladas no Nordeste.
Em termos de custos de geração da energia é a segunda mais barata, perdendo
somente para energia hidrelétrica. Segundo a presidente da Associação Brasileira de
Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum, cerca de 70% dos equipamentos que
são utilizados para gerar a energia são produzidos no país [7].
Como as outras formas de produção de energias, a eólica também oferece
algumas desvantagens. A primeira seria a perturbação visual tanto para os moradores
da região como para os que estão passando pelo local, cujo o movimento das pás
pode dar enjoo, e também altera a paisagem. A segunda é a influência sobre as aves,
tendo influência na migração delas e podem provocar colisão com as pás. A terceira
é ruído que os aerogeradores produz com o vento que chega aproximadamente 43 a
dB [8].

2.2. ENERGIA HIDRELÉTRICA

Para a produção de energia hidrelétrica utiliza-se o potencial hidráulico ou


hidrelétrico, que é a capacidade de um rio ou de uma bacia hidrográfica de gerar
energia elétrica [9].
Ela está relacionada ao movimento ou queda d’água, essa queda pode ser
natural ou não. Desta forma, a energia potencial dessa queda somada a energia
cinética produzida pela sua correnteza resulta em um trabalho mecânico no gerador,
que é transformado em energia elétrica.
Para usufruir do potencial hidráulico de um rio, muitas vezes é necessário
desviar seu percurso natural, criando barragens e produzindo lagos artificiais
denominados de reservatórios. Para manter um ciclo de energia, após a utilização da
água, ela é levada por um canal de fuga até o seu leito novamente.
Logo após o processo de conversão de energia mecânica em elétrica, ela é
levada aos domicílios através de cabos condutores que são ligados aos terminais do
gerador até o transformador elevador, onde se tem tensões elevadas que serão

17
conduzidas por meio das linhas de transmissão, até os transformadores abaixadores,
que irão diminuir e ajustar a tensão que será utilizada nas moradias [10].
De acordo com a figura 1, vemos algumas usinas que ainda estavam em
construção em 2011.

Figura 1 - Custo do KWh Instalado em Reais.

Analisando os dados, foi determinado o preço de cada usina. De acordo com


[11], a usina de Mauá, localizada no rio Tabagi, nas cidades de Telêmaco Borba e
Ortigueira, no Paraná teve início de sua construção em 2008 e só foi inaugurada em
2012, com custo de 1,4 bilhões de reais, diferente do que foi estipulado, 882,85
milhões de reais.
Já a usina de Santo Antônio, localizada no rio Madeira, Porto velho, Rondônia,
a quinta maior usina do Brasil, também foi iniciada em 2008 e concluída em 2012, foi
estabelecido um preço de aproximadamente 9,5 bilhões para 3150 MW, no entanto,
foi gasto 20 bilhões para 3569 MW [12].
Partindo da figura, observamos que o preço do kW chega a aproximadamente
3.000 reais. Segundo o Greenpeace, uma organização não governamental (ONG) que
visa o meio ambiente, em 2011 verificou que existem 565 usinas hidrelétricas no
Brasil, sendo 173 hidrelétricas e 392 pequenas centrais elétricas [13].
As vantagens de utilizar essa energia é que sua fonte é renovável, não emite
gases, custo baixo de operação, não provém de combustíveis fosseis. Por outro lado,
as desvantagens são: quando não há chuva diminui a produção de energia, pois seu
potencial hidráulico diminui; conflito com tribos ou moradores da região onde pode ser
instalada; migração de espécies que vive no local e prejuízos para a biodiversidade
dos animais aquáticos.

18
2.3. ENERGIA SOLAR
A energia solar é abundante e pode ser aproveitada na sua forma luminosa ou
através dos outros processos como, aquecimento, evaporação e fotossíntese [14].
Sabemos que o Sol emite ondas eletromagnéticas e em média 43% da radiação
é absorvida e refletida pela atmosfera, onde 57% é absorvida pela Terra direta e
difusamente [15].
No Brasil, ainda que se tenha certa diversidade climática, a quantidade de
radiação solar média recebida é, aproximadamente, constante, possuindo altos
valores médios em todo o território [16]. Atualmente, o governo investe em programas
sociais que visam aproveitar a energia solar tanto em locais onde não se tem rede
elétrica, principalmente em regiões rurais, como também em regiões que utiliza uma
energia térmica maior [17].
De acordo com a Resolução Normativa 482/2012, publicada pela ANEEL em
2012, os microgeradores e minigeradores são equipamentos de geração de energia
elétrica de pequena potência (de até 1MW) capazes de alimentar uma casa, edifício,
empresas e indústrias de pequeno porte, conectados na rede elétrica pública devem
ser subtraídas de sua conta de luz, que qualquer energia gerada não consumida,
sendo desta forma trocada por kWh. É possível conectá-los à rede elétrica pública de
forma que, toda energia gerada não consumida deve ser vendida ou trocada por kWh
[18].
A utilização da energia solar no Brasil ainda é limitada, sendo responsável por
0,01% de toda energia gerada no país [19].

2.4. ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA


O estudo de células fotovoltaicas começou em 1839 quando o físico Alexandre
Edmond Becquerel, francês nato de Paris, realizou uma série de análises sobre o
aspecto solar e o eletromagnetismo. Por meio de experiências eletroquímicas,
descobriu o efeito fotovoltaico, que é a base de funcionamento da célula solar. Aos 19
anos, no laboratório de Antoine César Becquerel, seu pai, ele verificou que a
exposição de eletrodos de platina ao sol originava o efeito fotovoltaico. Ao concluir o
experimento ele verificou que uma tensão foi produzida quando a luz atingia a platina.
Esse efeito também é conhecido como efeito Becquerel [20].

19
O engenheiro eletricista inglês, Willoughby Smith, descobriu a capacidade de
fotocondução do selênio. A partir dessa conquista, foram criadas células fotoelétricas.
No ano de 1873, ele projetou um cabo subaquático e para seu circuito teste, era
necessário um semicondutor com uma alta resistência e algumas hastes de selênio.
No laboratório, ele verificou que as hastes funcionavam, mas na prática produzia uma
corrente elétrica não apenas devido à luz do sol, mas também, causada por qualquer
luz com frequência elevada. No mesmo ano, ele publicou o livro “Effect of light on
selenium during the passage of an eletric current” (Efeito da luz no selênio durante a
passagem de corrente elétrica) [21].
Sabendo da propriedade do selênio de produzir corrente em contato com a luz,
o professor William Grylls Adams, do Kings College, na Inglaterra, e seu estudante
Richard Evans Day, confirmaram que se pode converter a energia solar em energia
elétrica sem que haja calor, ou seja poderia ocorrer essa conversão sem precisar do
sol. Na década de 1870, foram realizadas várias experiências, e em uma delas
acenderam uma vela perto de uma haste de selênio, e foi visto que ele reagiu
imediatamente com a vela, produzindo uma corrente, detectado pelo amperímetro
[22].
Com isso, concluíram que o calor da vela não causava nenhuma corrente,
conhecida como eletricidade térmica, mas sim a sua luminosidade que fazia esse
efeito.
Mais tarde, em 1877, William e Evans utilizaram um filme de selênio depositado
em substrato de ferro e contato frontal com uma fina camada de filme de ouro para
criar o primeiro dispositivo que convertia energia solar em elétrica, chegando a uma
eficiência de 0,5% [22].
Em seguida, um inventor norte-americano Charles Edgar Fritts, de Boston,
criou o primeiro módulo solar em 1883. Consistia em placas de cobre com selênio
cobertas com uma camada extremamente fina de ouro. Esse procedimento mostrou
que a corrente nesse modulo não era só sensível a luz do sol como também as velas
[22].
Entretanto, na prática a energia elétrica produzida chegava apenas a uma
eficiência de 1% sendo que a energia solar incidida no módulo era mal recebida pelas
orbitas atômicas do selênio enfraquecendo a sua precisão. O alto custo do selênio e
a utilização do ouro fizeram que este produto fosse inviável comercialmente [22][23].

20
No entanto, ele enviou um de seus módulos solares para o alemão Ernst
Werner von Siemens, que já havia ficado famoso com a descoberta de Thomas
Edison, o inventor da lâmpada. Ele ficou tão impressionado com a descoberta, painéis
que produzem energia elétrica em exposição a luz solar, que enviou Fritts para a Real
Academia da Prússia. Siemens declarou ao mundo científico que os módulos do
norte-americano, "que nos é apresentado, faz pela primeira vez, a conversão direta
da energia da luz em energia elétrica” [24].
No final dos anos 1800, a ciência não sabia o quanto de energia vinha do sol.
Mas, Albert Einstein publicou um artigo em 1905, onde dizia que a luz contém pacotes
de energia, chamadas de quantum ou popularmente conhecido por fótons. A
quantidade de energia é diretamente proporcional ao seu comprimento de onda, onde
quanto maior o comprimento de onda menor será a sua energia ou potência
transmitida [22][23].
Einstein ainda viu que em materiais semicondutores, os fótons batem nos
elétrons e os arrancam de sua eletrosfera e podem gerar eletricidade, se forem
conectados corretamente em um circuito, realizará trabalho. Esse fenômeno foi
denominado de efeito fotoelétrico e explica o fato de o bombardeamento de um
material, geralmente metálico, com fótons de elevada frequência remove elétrons da
superfície do metal [25].
Sabendo disso, em 1913, William Weber Coblentz, um físico estadunidense,
recebeu a primeira patente dos EUA (1077219) para converter a radiação solar em
energia elétrica, e mesmo assim, os pioneiros nesse ramo não atingiram os objetivos
necessários, que era a aumentar a eficiência de conversão, que continuava nos
mesmos 1% ou menos [26].
Com a descoberta dos semicondutores, que podem ser condutores ou
isolantes, dependendo de quão forte eles seguram os seus elétrons. Se esses
materiais estão na sua forma pura ou cristalina, eles tornam-se condutores por possuir
alta condutividade e baixa resistividade. Entretanto, se os mesmos forem dopados
com impurezas, onde se adiciona e retira elétrons da sua estrutura cristalina, daí eles
serão isolantes [27].
Sabendo da versatilidade desses materiais, estudiosos começaram a estuda-
los profundamente. Uma parte importante da etapa de produção desses materiais, em
particular do silício e do Germânio, é o processo de dopagem. A dopagem é chamada
do tipo P (de positivo), quando se dopa o Si ou Ge (tetravalentes) com um material
21
trivalente e observa-se que falta um elétron para que a lacuna seja completada, e no
tipo N (de negativo), quando ocorre um excesso de elétrons. A fim de melhorar a
característica de condução, é feita uma junção P-N, os elétrons fluem de P para N, ou
N-P, elétrons fluem de N para P. Usualmente o material utilizado é o silício por ter
menor custo [27].
Em 1940, o engenheiro estadunidense, Russell Shoemaker Ohl, pesquisador
na área de semicondutores da empresa Bell Telephone Laboratories, quando
analisava algumas amostras de silício e notou que um dos modelos estava rachado
bem ao meio. Com isso, verificou que nesse protótipo em especial, passava corrente
quando era exposto a radiação eletromagnética. Essa ruptura, que deve ter sido
causada durante sua fabricação, possibilitou a descoberta acidental da junção PN,
onde em um lado da fissura existia excesso de cargas positivas e no outro excesso
de cargas negativas, produzindo um campo elétrico [22][23][27].
Devido a esse feito, quando a amostra é ligada a um circuito, um fóton de luz
recebido arranca um elétron da célula e uma corrente flui (efeito fotoelétrico). Russel
patenteou a primeira placa solar de silício, mas a sua eficiência ainda chegava a
apenas a 1% [22].
Assim os primeiros painéis solares foram comercializados em 1956, o seu custo
era de 300 dólares para um painel de 1 watt de potência, sendo inviável
economicamente para os consumidores. Porém, pequenas células solares foram
colocadas em brinquedos e rádios e foram disponibilizados para os consumidores
[27].
Logo mais, com o processo de dopagem do silício com arsênio e,
posteriormente, com o boro, notou-se que a eficiência passou a ser 6%, sendo essa,
a primeira célula fotovoltaica formalmente apresentada. Com essa conquista, em
março de 1958, foi lançado o primeiro satélite sustentado por energia solar, que foi
nomeado de Vanguard 1 e que ainda continua orbitando até hoje [23].
Em 1959, a Hoffman Electronics desenvolveu a célula fotovoltaica comercial,
que é ligada diretamente na rede elétrica, a fim de diminuir a resistência da célula.
Esse método chegou a uma eficácia de 10%, atingindo posteriormente, a marca dos
14% eficiência [22].
Na transição dos anos 50 para os anos 60, satélites, tanto dos Estados Unidos
quanto da União Soviética foram sustentados por painéis solares, com custo reduzido.

22
Foi priorizado a durabilidade, o tamanho e a eficiência, e atingia cerca de 14% de
rendimento [22][23].
O presidente e fundador da empresa Solar Power Corporation, Dr. Elliot
Berman, utilizando um grau de pureza menor de silício e técnicas similares a
fabricação de filmes de fotografias, criou um painel solar mais barato, alcançando 20
dolares por watt. Tudo isso foi financiado pela empresa Exxon Corporation, que
precisaria de placas solares para alimentar as luzes das plataformas para avisar as
embarcações que circulavam [28].
Entre 1970 e 1990, os australianos usaram painéis solares em torres de micro-
ondas, para aumentar a capacidade de telecomunicação [28].
Atualmente os semicondutores são fabricados especificamente para a
conversão fotovoltaica. Os mais utilizados são o silício cristalino e o silício amorfo
hidrogenado. O primeiro é formado por uma estrutura cristalina. Já o segundo não
possui rede cristalina, e tem uma estrutura irregular ou imperfeita que é compensada
com átomos de hidrogênio. Essa última é a mais promissora, tanto do ponto de vista
econômico como de consumo, pois filmes finos desse material podem produzir células
solares com uma eficiência de aproximadamente 30% [29].
Materiais como GaAs (arseneto de gálio), filmes finos de misturas de CdS
(sulfeto de cádmio) com Cu2S (sulfeto de cobre II), e CdS com InP (fosfeto de índio)
estão sendo pesquisados. No entanto, nos testes eles depositam os materiais em um
substrato de vidro ou de metal, pois são mais baratos que o silício [29].
A popularização do uso das células fotovoltaicas é responsável por grandes
avanços e constantes pesquisas, permitindo melhorias substanciais na fabricação
desses materiais.
Na atualidade, fabricam-se painéis solares de silício cristalino com uma
eficiência de 27%. No entanto, as produzidas, comercialmente, nas indústrias ainda
possuem uma eficiência de 15 a 18%. Já para o silício amorfo hidrogenado, 10 a 12%
em laboratórios e 7 a 8% industrialmente.

2.5. EFEITO FOTOVOLTAICO

Sendo o efeito fotovoltaico o princípio básico de funcionamento das células


solares, é necessário o conhecimento mais fundamentado desse processo.

23
O efeito fotovoltaico ocorre em materiais semicondutores, que são materiais
intermediários, ou seja, ora se comporta como condutor ora como isolante
dependendo das condições. A figura 2 mostra o corte transversal de uma célula
fotovoltaica.

Figura 2 - Corte Transversal de uma Célula Fotovoltaica.

(Fonte: http://cresesb.cepel.br/index.php?section=com_content&cid=321, em 22/03/2017).

Outra diferença entre esses materiais é o seu nível energético. Os isolantes


têm uma banda proibida maior e suas camadas de condução e valência estão muito
espaçadas, na ordem de 6eV. Para os condutores, há uma superposição das duas
camadas por meio dos elétrons livres da camada de valência. Por fim, os
semicondutores possuem um espaçamento relativamente pequeno, por volta de 1eV,
caracterizando esse tipo de material [20]. A figura 3 relaciona os materiais de acordo
com a sua banda de energia. Notamos que com o aumento da temperatura do material
mais ele tende a ser um condutor, caso contrário, tende a ser um isolante.

24
Figura 3 - Diferença dos Materiais de acordo com sua Banda de Energia.

(Fonte: http://s3.amazonaws.com/magoo/ABAAAfxOoAL-2.jpg, em 12/03/2017)

Dentre os semicondutores, o mais utilizado é o de silício por ser o mais barato.


Seus átomos possuem quatro elétrons na sua última camada que se ligam aos
vizinhos formando uma rede cristalina. Se nessa rede for adicionado um material
pentavalente haverá um excesso de elétrons que permanecerá fracamente ligado ao
átomo e deslocará para a banda de condução. Assim, dizemos que o material utilizado
é um dopante doador de elétrons, caracterizado como dopante do tipo N, de negativo
[20].
Entretanto, se adicionarmos a mesma rede cristalina, um material trivalente
haverá uma escassez de elétrons ou excesso de lacunas, logo ocorrerá um
deslocamento para a banda de valência para satisfazer a regra do octeto. Quando
isso ocorre dizemos que o material trivalente será um dopante aceitador de elétrons
caracterizado por dopante do tipo P, de positivo [20].
A fim de produzir melhoras na eficiência, ao invés de utilizar o silício puro,
utiliza-se uma junção PN, onde em uma face adiciona um material trivalente e na outra
um material pentavalente. O que acontece nessa junção é que os elétrons livres
acumulados na região N vão para o lado P onde encontram lacunas e são atraídas.
Por meio disso, ocorre uma concentração de cargas negativas do lado P e, em
contrapartida, concentração de cargas positivas no lado N. Quando o sistema chega
ao equilíbrio forma uma camada de depleção, no centro das ligações, devido ao
campo elétrico produzido pelo acúmulo [20].

25
Se essa junção for submetida a uma quantidade de fótons maior que a da zona
proibida ou GAP ocorrerá uma produção de elétrons e lacunas, onde ao acelera-los
será produzida uma corrente elétrica que flui de P para N. Devido a essa aceleração
das cargas sugiram uma diferença de potencial (efeito fotoelétrico). Esse é o princípio
de funcionamento das placas fotovoltaicas [20]. A figura 4 demonstra como ocorre o
efeito fotovoltaico nos painéis.

Figura 4 – Efeito fotovoltaico em uma junção PN.

(Fonte: http://cresesb.cepel.br/index.php?section=com_content&cid=321, em 22/03/2017).

O Brasil possui todos os meios necessários para expandir o uso da energia


fotovoltaica, tais como: reserva de quartzo para produzir o silício, sol em abundância
(principalmente, na região Nordeste), centros de pesquisas, nas universidades, para
desenvolver projetos de melhoria na fabricação das placas solares [30].
No que diz respeito à capacidade e desenvolvimento de energias renováveis,
o Brasil é o mais evoluído da América do Sul. Dentre os países subdesenvolvidos foi
o pioneiro na produção de células solares a partir do silício monocristalino. Em 1979,
foi criada a primeira indústria de painéis solares. A fim de satisfazer o mercado de
telecomunicação a empresa Fone-Mat importou células solares da fábrica brasileira
Solarex [31].
Por volta dos anos 80 e 90, a empresa Heliodinâmica cobria toda a demanda
por células fotovoltaicas, pois a Lei da Informática proibia a importação de
equipamentos fotovoltaicos. 10 anos depois de ser outorgada a lei, essas barreiras

26
legais começaram a cair e, consequentemente, a empresa pediu falência. Atualmente,
o mercado nacional é abastecido por empresas internacionais [31].

2.6. CELULA FOTOVOLTAICA


As células solares ou fotovoltaicas têm como função produzir o efeito
fotoelétrico, ou seja, transformar a luz em energia elétrica. Antigamente o custo
dessas placas eram de US$ 600,00/W com uma eficiência de apenas 2%, já as atuais
têm um custo médio de US$ 6,00/W para rendimentos de 10 a 18% dependendo do
material utilizado [20].
Essas células podem ser fabricadas usando diversos semicondutores, no
entanto, o silício é o que é mais utilizado tanto por ser o mais viável economicamente
como mais fácil de encontrar. De acordo com a estrutura molecular, os modelos
podem ser divididos em monocristalinos (Mono-Si), policristalinos (Multi-Si) e silício
amorfo (a-Si).

2.6.1. SILÍCIO MONOCRISTALINO (MONO-SI)


A célula de silício monocristalino é a mais utilizada por ter um processo de
produção mais básico. Inicialmente se extrai o cristal do dióxido de silício (SiO2),
depois ocorre a extração da substância em altas temperaturas, logo em seguida é
purificado e solidificado, chegando a uma pureza de 98 a 99%. Entretanto, para fins
fotovoltaicos precisa de um grau de pureza de 99,9999% [32].
Para produzir o silício monocristalino de baixar densidade e alto grau de pureza,
utiliza-se o “método de Czochralski”, no qual o silício é dopado com um material do
tipo P (Boro) em forma cilíndrica tendo um controle de temperatura, depois ocorre a
extração do monocristal dopado. O cilindro obtido é cortado em fatias finas ou “waffes”
de aproximadamente 300um [20].
Depois de limpa, é adicionado ao material fatiado impurezas do tipo N (fósforo)
de forma a obter a junção PN. Essa dopagem ocorre em um forno que contém vapor
de fósforo com uma temperatura de 800 a 1000ºC. Essas fotocélulas apresentam as
maiores eficiências, chegando de 15 a 18%, no laboratório [20][32]. A figura 5, indica
o corte transversal de uma célula monocristalina.

27
Figura 5 – Célula de Silício Monocristalino.

(Fonte: http://cresesb.cepel.br/index.php?section=com_content&cid=321, em 22/03/2017).

2.6.2. SILÍCIO POLICRISTALINO (MULTI-SI)


A célula de silício policristalino tem uma eficiência bem menor que a primeira,
isso se deve ao fato de que o material é fundido e solidificado, ao invés de ser
monocristalizado, resultando na formação de blocos com grandes quantidades de
cristais, adquirindo uma maior concentração de impurezas. Por esse motivo o seu
custo é inferior às fotocélulas monocristalinas [33].
Esse tipo de material é preparado pelo corte de um lingote tanto pelo
deslocamento de vapor como por imersão. Essas células tem um rendimento inferior
a 15% [33]. A figura 6 mostra a vista frontal de uma célula policristalina.

Figura 6 - Célula de Silício Policristalino.

(Fonte: http://cresesb.cepel.br/index.php?section=com_content&cid=321, em 22/03/2017).

28
2.6.3. SILÍCIO AMORFO (A-SI)
O silício amorfo inicialmente começou a ser utilizado em produtos de baixo
consumo, como calculadoras e relógios. Entretanto, após verem que ela absorve até
40 vezes mais radiação do sol que as mono-si e multi-si. Cerca de 1um de espessura
de filme desse material pode absorver até 90% da luminosidade incidente [34].
Diferentemente dos outros dois, o silício amorfo não possui uma estrutura ou
rede cristalina, apresentando imperfeições em suas ligações. Contudo, afim de
minimizar esse problema, é adicionado hidrogênio em suas ligações (hidrogenação),
melhorando o seu rendimento [35].
Seu processo de fabricação ocorre em temperaturas abaixo de 300ºC imerso
em plasma, permitindo a introdução de filmes (a-Si) em substratos de vidro, plástico
ou aço inoxidável [33].
Por meio disso, foi desenvolvido painéis solares que possui uma flexibilidade e
são adaptáveis a superfícies encurvadas. Hoje dia, se encontra aplicações na
arquitetura, onde se tem uma substituição de telhas e fachadas por esse tipo de
material. Esse feito, proporcionou uma maior aplicação desses materiais fotovoltaicos
no nosso cotidiano. A figura 7 representa uma célula de silício amorfo.

Figura 7 - Célula de Silício Amorfo.

(Fonte: http://www.archiexpo.com/prod/sunset-energietechnik-gmbh/product-74430-1179507.html, em
22/03/2017).

29
3. CÁLCULO DA EFICIÊNCIA DOS PAINÉIS

A metodologia utilizada no trabalho foi baseada tanto no levantamento


bibliográfico, bem como história, tipos, estruturas e aplicações dos painéis solares,
como no cálculo de suas eficiências.

3.1. INTRODUÇÃO

Segundo o site Conceito, eficiência vem do latim efficientĭa, cuja definição física
é dada pela relação entre a energia útil pela energia total. Logo, eficiência de um
painel solar é quanto de energia incidente na superfície de uma placa é convertida em
energia elétrica. Então, quanto maior a eficiência de um módulo maior a produção de
energia e, por sua vez, mais W/m² o conjunto irá fornecer [36].

3.2. CÁLCULO DA EFICIÊNCIA NOS LABORATÓRIOS


De acordo com [37], a eficiência nominal de placas solares é medida em
condições de laboratório ou condições normais de ensaio (STC) que são padrões das
indústrias fabricantes. Essas condições são divididas em três:
• Temperatura da célula solar – é utilizada um valor padrão de 25ºC (temperatura
ambiente).
• Irradiação solar – é nada mais que a quantidade de radiação emitida em uma
área, sua unidade é W/m². Utiliza-se 1000W/m² que é a irradiação média
incidente na superfície terrestre.
• Massa de Ar – é a quantidade de luz que tem que passar pela atmosfera antes
de atingir a superfície terrestre, que é calculada por meio da angulação do sol
em relação a um determinado ponto da terra. Utiliza-se o valor aproximado 1,5.
Esse valor é usado para calcular a irradiação solar.

O cálculo da eficiência de uma placa de acordo com as condições de


laboratórios, citadas acima, é dado por [38]:

𝐼𝑝𝑖𝑐𝑜 . 𝑉𝑝𝑖𝑐𝑜
ɛ= . 100% 𝐸𝑞𝑢𝑎çã𝑜 2
𝐼𝑟. 𝐴

30
Onde:
“ɛ” é a eficiência da placa solar em %
“𝐼𝑝𝑖𝑐𝑜 ” é a corrente máxima fornecida pelo fabricante em mA
“𝑉𝑝𝑖𝑐𝑜 ” é a tensão máxima fornecida pelo fabricante em V
“𝐼𝑟” é a irradiação solar constante = 1000W/m²
“𝐴” é a área do painel solar dada em m²

Conforme a tabela 1, é calculado a eficiência dos 3 painéis estudados, por meio da


equação (2):
Para placa 1:
(200𝑚𝐴). (6𝑉)
ɛ1 = . 100% = 18,18%
(1000𝑊/𝑚²). (6600. 10−6 𝑚2 )

Para placa 2:
(90𝑚𝐴). (5,5𝑉)
ɛ2 = . 100% = 11,71%
(1000𝑊/𝑚²). (4225. 10−6 𝑚2 )

Para placa 3:
(100𝑚𝐴). (6𝑉)
ɛ3 = . 100% = 13,16%
(1000𝑊/𝑚²). (4560. 10−6 𝑚2 )

Notamos que as eficiências nominais são, relativamente, baixas devido a


alguns fatores que vão do material utilizado para sua fabricação até as condições
ambientais. Esses fatores serão citados no próximo tópico.

31
TABELA 1 – ESPECIFICAÇÕES DAS CÉLULAS SOLARES.

PLACA 1 PLACA 2 PLACA 3

Marca MVPOWER BUHESHUI AIYIMA

Dimensões 110x60mm 65x65mm 120x38mm

Área 6600mm² 4225mm² 4560mm²

Potência 1,0W 0,6W 0,6W


máxima

Corrente 0-200mA 0-90mA 0-100mA


máxima

Tensão 6V 5,5V 6V
máxima

Tipo de Monocristalino Policristalino Policristalino


material

Eficiência 18,18% 11,71% 13,16%

3.3. FATORES QUE AFETAM A EFICIÊNCIA

De acordo com a segunda lei da termodinâmica, mais precisamente o


enunciado de Kelvin-Planck: “é impossível a construção de uma máquina que,
operando em um ciclo termodinâmico, converta toda a quantidade de calor recebido
em trabalho”, ou seja, não existe máquinas que operem com uma eficiência de 100%,
pois sempre haverá algum tipo de perda [39].
Apesar da limitação imposta pela 2ª Lei da Termodinâmica, o rendimento das
placas solares é especialmente baixo, quando comparado com outros sistemas de
geração de energia fabricados pelo homem. Isso ocorre por diversos fatores que
afetam tanto a absorção de energia solar, quanto a sua conversão em energia elétrica.

32
Após a descoberta de que o efeito fotovoltaico funciona como uma junção PN,
os estudos das placas se voltaram completamente para os semicondutores. Como
dito anteriormente, no início, os pesquisadores focaram seu trabalho no silício, pois
além de ser barato oferecia uma eficiência acima da média. No entanto, hoje em dia
estão sendo testados outros tipos de materiais tais como, GaAs, CdS, InP e até
células orgânicas. Entretanto, apesar dos esforços, os rendimentos ainda são baixos.

Por outro lado, a taxa de conversão de energia não depende apenas do material
de fabricação, mas também existem fatores externos que diminuem essa eficiência,
tais como [40]:

• Sombreamento parcial ou sujeiras – ocorre quando algum anteparo ou sujeira


está em frente ao painel dificultando o seu contato direto com o sol. Para inibir
o efeito da sujeira, coloca-se o módulo com uma angulação de
aproximadamente 10º.
• Temperatura – o aumento de temperatura influencia no seu rendimento, pois
quanto maior a temperatura menor é a potência e, consequentemente, menor
a conversão.
• Inversores – existem também a perda por inversores. Inversores são
dispositivos que convertem um sinal CC em um sinal CA. A redução da
eficiência é devido a esse dispositivo provocar uma perda por condução e
comutação, ou seja, a taxa de conversão de um sinal CC em CA é de
aproximadamente 94%, onde 6% é perdido. Esse mecanismo é utilizado em
residências.
• Fios – os fios elétricos possuem uma impedância que absorve uma pequena
porcentagem da tensão convertida.
• Vida útil – quanto mais velho fica o painel solar, menor a seu rendimento, devido
a deterioração dos mesmos.

3.4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Foi realizado um procedimento cujo objetivo era a obtenção da eficiência dos


painéis solares. O procedimento faz uma comparação entre o tempo gasto, por cada
painel, para o carregamento de um capacitor.

33
PROCEDIMENTO
A metodologia dessa etapa utiliza circuitos RC, alimentados pelo painel solar.
Foram medidos as correntes e tensões no capacitor, durante o seu carregamento. A
análise foi realizada no intervalo de tempo suficiente para que a diferença de potencial
no capacitor atingisse 5V. Foi estabelecido esse valor padrão de ddp para que todos
os capacitores ficassem submetidos as mesmas condições e, consequentemente,
armazenassem a mesma energia. A figura 8 ilustra como foi montado:
Figura 8 – Circuito RC.

Fonte: Própria

Para melhor visualização, foi feita uma simulação no Multisim, de acordo com
a figura 9, onde mostra que amperímetro foi colocado em série entre o resistor e o
capacitor e o voltímetro em paralelo com o capacitor.

Figura 9 – Circuito RC da Figura 8.

Fonte: Simulação no MULTISIM

34
Foram feitos 3 (três) circuitos com diferentes combinações de capacitores e
resistores, de modo a possibilitar uma análise comparativa dos tempos necessários
para o seu carregamento. O experimento foi repetido três vezes para cada placa e
cada tipo de circuito. A tabela 2 mostra os resultados coletados para o sistema
constituído pela placa 1, na configuração do circuito 1.
Circuito 1: Resistor de 51kΩ e capacitor 470µF
Circuito 2: Resistor de 102kΩ e capacitor 470µF
Circuito 3: Resistor de 51kΩ e capacitor 2200µF
A escolha desses resistores com resistência alta foi proposital, onde foi a única
maneira de conseguir medir um tempo de 1 em 1V. Se utilizasse uma resistência
baixa, por exemplo 50Ω, o tempo de carregamento do capacitor seria muito rápido e
não daria tempo de medir de 1 em 1V.

TABELA 2 – Tensão e Corrente da Carga do Capacitor.


PLACA 1: Um resistor R=51kΩ e um capacitor de C=470µF
Tensão Corrente no Tempo 1 Tempo 2 Tempo 3 Média (s)
Capacitor (V) Capacitor (mA) (s) (s) (s)
0 0,13 00,00 00,00 00,00 00,00
1 0,10 04,44 04,39 04,48 4,44
2 0,08 09,73 09,61 09,47 9,60
3 0,06 16,34 16,10 15,94 16,13
4 0,04 25,98 25,02 24,25 25,08
5 0,02 42,73 38,73 37,73 39,73

O experimento foi repetido três vezes para cada placa e a tabela 2 mostram os
resultados coletados para a tensão e para a corrente.

Resultados:
O primeiro ponto a ser observado é a variação da tensão medida na placa. Essa
variação pode ser atribuída ao sombreamento parcial dos painéis devido ao
aparecimento de nuvens. Além disso, a variação da inclinação dos raios solares
incidentes, em relação ao plano do painel, que ocorre devido à rotação da terra,
também afeta a quantidade de radiação sobre os painéis. Para minimizar esse
problema, podem ser construídos sistemas de seguimento solar que possibilitam um
melhor aproveitamento da iluminância incidente.

35
Com base nos dados obtidos, foram feitos dois gráficos (1 e 2) que mostram a
curva de tensão e corrente com base no tempo médio:
−𝑡
Equação 3: 𝑉 = 𝑉𝑓 (1 − 𝑒 𝑅𝐶 )

G R ÁF I C O 1 - TE N S ÃO X TE M P O P AR A
P L AC A 1
6
TENSÃO EM VOLTZ

5
4
3
2
1
0
0 10 20 30 40 50
TEMPO MÉDIO EM SEGUNDOS

−𝑡
Equação 4: 𝐼 = 𝐼𝑓 𝑒 𝑅𝐶

G R ÁF I C O 2 - C O R R E N TE X TE M P O P AR A
P L AC A 1
0,14
CORRENTE EM MILIÀMPERE

0,12
0,1
0,08
0,06
0,04
0,02
0
0 10 20 30 40 50
TEMPO MÉDIO EM SEGUNDOS

Como esperado, as curvas, devido ao carregamento do capacitor, derivam da


expressão:
−𝑡
𝑄 = 𝐶𝑉 (1 − 𝑒 𝑅𝐶 ) 𝐸𝑞𝑢𝑎çã𝑜 5

Esse comportamento se deve ao fato de que quando o capacitor está


totalmente descarregado ele se comporta como um curto circuito e quando está
carregado se comporta como circuito aberto. A tensão dele é igual a tensão fornecida
(gráfico 1) e não irá passar mais corrente sobre ele (gráfico 2).

36
Deste modo, o cálculo da eficiência só pode ser feito comparativamente, já que
o carregamento não obedece a uma função linear com o tempo, o que impede um
cálculo preciso da potência. A tabela 3 indica os valores dos tempos médios obtidos
dos três circuitos feitos.

Tabela 3 – Tempo Médio dos 3 Circuitos para Carregamento de 5V.

Carregamento Tempo médio para Tempo para circuito 2 Tempo para circuito
circuito 1 (s) (s) 3(s)

Placa 1 39,73 75,71 173,00

Placa 2 57,60 112,98 222,54

Placa 3 43,62 87,47 186,03

Analisando os dados da tabela acima, observa-se que a placa 1 tem um tempo


de carregamento superior as demais, seguida da placa 3 e, por fim, a placa 2 é a
menos eficiente. Tal resultado condiz com as eficiências nominais calculadas e são
mostrados na tabela 6.
Sabemos que a potência é dada por:
𝐸
𝑃=
𝑡

Circuito 1
A energia fornecida (E) é a mesma para as três placas, já que todas carregaram
o capacitor com a mesma ddp de 5V. Logo:

𝐸 𝐸 𝐸
𝑃1 = , 𝑃2 = , 𝑃3 =
39,73 57,60 43,62
Suas eficiências são dadas por:
𝑃1 𝑃2 𝑃3
𝑒1 = , 𝑒2 = , 𝑒3 =
𝑃𝑠 𝑃𝑠 𝑃𝑠
Assim,
𝑃1 𝑃2 𝑃3
𝑃𝑠 = = =
𝑒1 𝑒2 𝑒3

37
Definindo a eficiência 18,18% como padrão, temos que:
𝑒1 = 18,18%

𝑒1 ∗ 𝑃2 18,18% ∗ 39,73
𝑒2 = = = 12,53%
𝑃1 57,60
18,18 ∗ 39,73
𝑒3 = = 16,56%
43,62

Circuito 2
𝑒1 = 18,18%

18,18% ∗ 75,71
𝑒2 = = 12,18%
112,98

18,18 ∗ 75,71
𝑒3 = = 15,73%
87,47
Circuito 3
𝑒1 = 18,18%

18,18% ∗ 173,00
𝑒2 = = 14,13%
222,54

18,18 ∗ 173,00
𝑒3 = = 16,91%
186,03

De acordo com os cálculos acima, foi montado uma tabela (4) com as
eficiências comparativas.

38
Tabela 4 – Eficiências Comparativas.
Carregamento Eficiência Eficiência Eficiência
comparativa comparativa comparativa
Circuito 1 Circuito 2 Circuito 3

Placa 1 18.18% 18.18% 18.18%

Placa 2 12,53% 12,18% 14,13%

Placa 3 16,56% 15,73% 16,91%

Deste modo, observando os valores nominais, 18,18% 11,71% e 13,13%,


respectivamente, concluímos que o método utilizado permite inferir suas eficiências,
com razoável precisão.

39
4. APLICAÇÕES
Os painéis fotovoltaicos podem ser aplicados de diversas maneiras, desde um
brinquedo ou carregador solar até um abastecimento de uma residência. Nessa seção
irei citar algumas aplicações dos painéis solares.

4.1. CI REGULADOR DE TENSÃO E CONTROLADOR DE CARGA


Reguladores de tensão são dispositivos comumente formados por
semicondutores, cuja função é fazer uma regulagem na tensão de saída de um
determinado circuito elétrico. Ele é utilizado em circuitos que utilizam a fonte solar,
pois a iluminância captada em painéis não é constante. A figura 10 mostra a
localização desse mecanismo nos circuitos elétricos [41].
Figura 10 - Transformação de sinal CA em CC.

(Fonte: http://professorpetry.com.br/Ensino/Repositorio/Docencia_CEFET/Retificadores/2007_2/Aula_44.pdf, em
15/03/2017).

Existem inúmeros reguladores de tensão, será dada ênfase aos reguladores


formados por circuitos integrados (CIs) e controladores de carga.

4.1.1. CI REGULADOR DE TENSÃO


O regulador de tensão do tipo CI (circuito integrado) é formado por três
terminais, entrada (input), terra (gnd ou ground) e saída (output), sendo utilizados em
circuitos onde são necessárias baixa e média potências [41]. A figura 11 mostra como
se dá o processo de pinagem do LM7805.

40
Figura 11 - Pinos do CI Regulador de Tensão LM7805.

(Fonte: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-710752014-regulador-de-tenso-5v-lm-7805-arduino-
pic-5-v-_JM, em 10/03/2017).

De acordo com a aplicação desejada, os controladores de carga podem ser de


dois tipos: os de saída fixa e saída ajustável. Eles também podem ser divididos em
reguladores com tensão positiva ou negativa. A tabela 5 mostra os mais usuais [41].
Tabela 5 – Tensões 78XX e 79XX.
CÓDIGO TENSÃO TENSÃO CORRENTE
POSITIVO NEGATIVO MÁXIMA NA REGULADA MAXIMA DE
ENTRADA SAIDA
7805 7905 35V 5V 1A
7806 7906 35V 6V 1A
7810 7910 35V 10V 1A
7812 7912 35V 12V 1A
7815 7915 35V 15V 1A
7818 7918 35V 18V 1A
7824 7924 35V 24V 1A

Note que os códigos de série dos dispositivos são formas de identificar tanto a
tensão que vai ser regulada como a tensão de entrada que ele irá receber, por
exemplo, o 7810 regulará uma tensão de 10V que permanecerá fixa, de maneira geral,
o 78XX regulará uma tensão XX [41][42]. A figura 12 mostra a diferença das pinagens
do 78XX e 79XX.

41
Figura 12 - Pinagens do 78XX e 79XX.

(Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAeoo4AA/regulador-tensao-com-ci#, em 10/03/2017).

Importante ressaltar que as sequências dos pinos do regulador são diferentes


já que os números de série dos mesmos são distintos. Vale a pena destacar que tudo
sobre o mecanismo consta no datasheet (ficha de dados) do componente [42].
A sua aplicação é bem simples, ele é ligado entre o circuito retificador e a carga
desejada. A imagem abaixo mostra os circuitos com o 78XX e o 79XX onde para
ambos possui capacitores que tem como função filtrar o sinal CA para que o sinal
fique completamente CC [42]. A figura 13 indica o uso do 78XX e 79XX em circuitos
retificadores.

Figura 13 - Aplicação do Regulador em um Circuito Retificador.

(Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAeoo4AA/regulador-tensao-com-ci#, em 10/03/2017).

4.1.2. CONTROLADOR DE CARGA

É o responsável pelo controle e monitoramento no carregamento e


descarregamento das baterias. O regulador de carga faz com o que elas sejam

42
carregadas totalmente e ajusta para que o descarregamento fique acima de um valor
protegido [42].
Para painéis com utilização em rede de distribuição de energia, um controlador
de tensão usual tem: entrada para as células solares, saída para bateria e saída para
carga [43]. Como ilustra a figura 14.

Figura 14 - Entradas do Controlador de Carga e Descarga.

(Fonte: http://www.china-solar-factory.com/pt/Regulador-Solar/24A-12V-24V-Auto-JUTA-Controlador-
de-Carga-Solar_155.html, em 27/03/2017).

De acordo com a imagem, temos “solar panel” onde é utilizado um painel de


24V ou mais para carregar uma bateria de 12V, ou seja, é interessante sempre colocar
uma placa duas vezes maior que a bateria a ser empregada, afim de garantir melhor
funcionamento [43].
Na saída da carga é usado um inversor CC-CA. Sabemos que o painel captura
a radiação solar e a transforma em energia elétrica de sinal contínuo. Logo, o inversor
serve para converter esse sinal continuo em sinal alternado, pois os aparelhos (cargas
ou “load”) domésticos funcionam com sinal alternado [43].
Sua função é primordial ao sistema, na qual é ele que protege tanto contra
cargas exteriores, como uma corrente reversa e desliga os módulos fotovoltaicos para
não haver uma perda de carga da bateria. Ele também, monitora o sistema através
de alarmes e LEDs para avisar de alguma falha no sistema [43].

43
Vale salientar que que ele possui um sistema PWM (Pulse With Modulation),
que é um método de carga bastante eficaz em que mantem a bateria em seu
funcionamento máximo e diminui a sulfatação da bateria (formação de um pó branco
devido a acidez da bateria) e um sistema MPPT (Maximum Power Point Tracker) que
extrai toda energia possível do painel solar e maximiza a potência de saída [43]. A
figura 15 mostra a circuitaria de um controlador de carga.

Figura 15 – Circuito Controlador de Carga e Descarga.

Fonte: Fonte Própria, com base no Instituto Newton Braga.

4.2. REDES DE SENSORES SEM FIO

As redes de sensores sem fio (RSSF) tem como finalidade monitorar e controlar
um determinado ambiente através de sensores, buscando informações e levando-a
até a base de transmissão, onde é lá que ocorre a análise e armazenamento dos
dados [48].
Segundo [44] e [45] sensores sem fio são pequenos dispositivos, que possui
baixo consumo de energia, capacidade de cooperação, processamento, comunicação
e monitoramento coisas ou instrumentos, animais, condições meteorológicas, etc.
Vários sensores podem ser utilizados estrategicamente em locais inesperados na qual
coleta informações para um determinado fim.

44
O interessante seria utilizar painéis solares de baixa tensão para esse tipo de
aplicação, sendo que o custo de manutenção desses dispositivos seria menor devido
a durabilidade das placas fotovoltaicas [47].

SMART DUST (POEIRA INTELIGENTE)


A poeira inteligente é um sensor com escala milimétrica que utiliza uma
tecnologia MEMS (Micro-Eletro-Mechanical Systems) que mede vibração mecânica,
temperatura, umidade, campo magnético, pressão, som e luz [46].
Cada sensor possui um sistema de alimentação solar juntamente com uma
bateria de pelicular (fina ou grossa), um conversor digital para analógico, circuitos
digitais de sequenciamento e controle e memória RAM [46]. A figura 16 mostra a
dimensão do smart dust, que é micrométrica.

Figura 16 – Poeira Inteligente.

Fonte: (http://www.rfwireless-world.com/Terminology/Smart-dust-components-applications-
advantages-disadvantages.html, 20/04/2016)

Esse tipo de tecnologia milimétrica juntamente com a energia solar, poderá


monitorar distâncias muito grandes apenas com sensores.

45
4.3. PROJETO CARREGADOR SOLAR

Como exemplo prático de aplicação das células solares estudadas, foi


projetado um carregador solar para celular. Os materiais necessários são: 2
capacitores, 1 resistor, 1 regulador de tensão de 5V (7805) e uma entrada USB fêmea,
para conectar o celular. O circuito da figura 17, indica como deve ser montado.

Figura 17 – Circuito Carregador Solar.

Fonte: Própria com base em (http://professormarlonnardi.blogspot.com.br/p/como-fazer-um-


carregador-solar-para.html, 13/05/2017)

O princípio de funcionamento é o seguinte: o painel solar produzirá uma


diferença de potencial (6V) sobre o capacitor C1. Em seguida, o regulador 7805
transformará a 6V em 5V, que irá produzir uma tensão em C2 (5V), onde o R1
produzirá uma corrente que vai diretamente para a bateria do celular.
A figura 18, mostra como foi montado o carregador solar. Verificados a corrente
e a tensão de saída foram encontrados os valores de 4,8V e uma corrente de,
aproximadamente, 70mA. Apesar do perfeito funcionamento do dispositivo não foi
possível concluir a etapa de teste, determinando o tempo necessário para o
carregamento de baterias.

46
Figura 18 – Projeto Carregador Solar.

Fonte: Própria

47
5. CONCLUSÕES

Devido ao crescimento constante do consumo de energia elétrica que geram


sérios e incontáveis problemas ambientais, causados pelo uso de algumas fontes
energéticas, especialmente aquelas que utilizam a queima de combustíveis fósseis,
se faz necessário recorrer a energias renováveis para suprir as necessidades
humanas e para isso a energia solar é uma excelente opção.
O processo de conversão de energia luminosa em energia elétrica usando
painéis fotovoltaicos é uma alternativa viável, pois sua fonte primária é inesgotável
que pode ser instalada em qualquer ambiente, não produz ruídos em seu processo
de conversão e é bastante flexível.
No entanto, apesar dos grandes avanços já feitos nos processos de fabricação
e utilização dos painéis solares, ainda se faz necessário apoio e investimento para
que novos materiais e tecnologias sejam incorporados a esses processos permitindo
um melhor aproveitamento dessa fonte de energia. Assim, investir no estudo das
células solares pode gerar um aumento substancial na sua eficiência, superando os
20%, máximo atualmente, acarretando um menor custo de implantação desses
sistemas e, consequentemente, sua popularização.
Os resultados obtidos através dos cálculos das eficiências foram realizados
com base no cálculo comparativo entre as três placas adquiridas e foi possível medir
e comprovar as diferenças entre elas por meio de um circuito RC.
Para complementar este trabalho, alguns afazeres que podem ser concluídos
como futuros estudos dessa área:
• Otimização da conversão da energia luminosa em energia elétrica;
• Implementação do uso na internet das coisas ou “internet of things”.

48
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