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Prefeitura Municipal

de Petrolina/PE
Agente de Inspeção Sanitária

Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação de textos; ........................................................................................................................1
Tipologia Textual; ................................................................................................................................................................6
Ortografia oficial; .............................................................................................................................................................. 13
Acentuação gráfica; .......................................................................................................................................................... 20
Emprego das classes de palavras; .................................................................................................................................. 22
Emprego do sinal indicativo de crase; .......................................................................................................................... 43
Sintaxe da oração e do período; ..................................................................................................................................... 45
Pontuação; ......................................................................................................................................................................... 56
Concordância nominal e verbal; .................................................................................................................................... 58
Regência nominal e verbal; ............................................................................................................................................. 61
Significação das palavras; ............................................................................................................................................... 66
Redação de correspondências oficiais. ......................................................................................................................... 72

Raciocínio Lógico
Compreensão de estruturas lógicas ..................................................................................................................................1
Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões ..................................................................9
Diagramas lógicos ............................................................................................................................................................. 15
Princípios da contagem e probabilidade. ...................................................................................................................... 20
Sequências Lógicas envolvendo Números, Letras e Figuras ..................................................................................... 26

Conhecimentos Específicos
Conceito e caracterização do risco sanitário ..................................................................................................................1
Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 .......................................................................................................................2
Noções de meio ambiente e saneamento básico ......................................................................................................... 10
Coleta, transporte e destinação de lixo ......................................................................................................................... 12
Noções de vigilância nutricional, armazenamento e qualidade dos alimentos ..................................................... 13
Higiene sanitária em estabelecimentos de saúde e de uso coletivo ........................................................................ 16
Portaria do Ministério da saúde 2914/2011. ............................................................................................................... 28
Resolução da Diretoria Colegiada – ANVISA - RDC 216, de 15 de setembro de 2004. Dispõe sobre Regulamento
Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação ........................................................................................... 34
Regras básicas de comportamento profissional para o trato diário com o público interno e externo e colegas
de trabalho ......................................................................................................................................................................... 42
Outras questões que abordem situações, procedimentos e conhecimentos específicos do emprego a ser
exercido .............................................................................................................................................................................. 47
Ética no serviço público .................................................................................................................................................. 48

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evitando frases e períodos desconexos. Para perceber a falta


de coesão, a melhor atitude é ler atentamente o seu texto,
procurando estabelecer as possíveis relações entre palavras
que formam a oração e as orações que formam o período e,
finalmente, entre os vários períodos que formam o texto. Um
texto bem trabalhado sintática e semanticamente resulta num
texto coeso.
Compreensão e
Coerência
interpretação de textos;
A coerência está diretamente ligada à possibilidade de
estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é que faz com
COMPREENSÃO DO TEXTO que o texto tenha sentido para quem lê. Na avaliação da
coerência será levado em conta o tipo de texto. Em um texto
Há duas operações diferentes no entendimento de um texto. dissertativo, será avaliada a capacidade de relacionar os
A primeira é a apreensão, que é a captação das relações que argumentos e de organizá-los de forma a extrair deles
cada parte mantém com as outras no interior do texto. No conclusões apropriadas; num texto narrativo, será avaliada
entanto, ela não é suficiente para entender o sentido integral. sua capacidade de construir personagens e de relacionar ações
Uma pessoa que conhecesse todas as palavras do texto, mas e motivações.
não conhecesse o universo dos discursos, não entenderia o
significado do mesmo. Por isso, é preciso colocar o texto Tipos de Composição
dentro do universo discursivo a que ele pertence e no interior
do qual ganha sentido. Alguns teóricos chamam o universo Descrição: é representar verbalmente um objeto, uma
discursivo de “conhecimento de mundo”, mas chamaremos essa pessoa, um lugar, mediante a indicação de aspectos
operação de compreensão. característicos, de pormenores individualizantes. Requer
E assim teremos: observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito
um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série
Apreensão + Compreensão = Entendimento do texto de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir
uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é
Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se
de leitura, sendo a primeira a informativa e a segunda à de o uso de palavras específicas, exatas.
reconhecimento.
A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais
primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se ou imaginários. São seus elementos constitutivos:
preparando para a leitura interpretativa. Durante a personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente,
interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de
tente ligar uma palavra à ideia central de cada parágrafo. personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito. A
A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas narração envolve:
e opções de respostas. Marque palavras como não, exceto, - Quem? Personagem;
respectivamente, etc., pois fazem diferença na escolha - Quê? Fatos, enredo;
adequada. - Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos;
Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. - Onde? O lugar da ocorrência;
Leia a frase anterior e posterior para ter ideia do sentido global - Como? O modo como se desenvolveram os
proposto pelo autor. acontecimentos;
Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias - Por quê? A causa dos acontecimentos;
seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto
pela ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a Dissertação: é apresentar ideias, analisá-las, é estabelecer
conclusão do texto. um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é
A alusão histórica serve para dividir o texto em pontos estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor,
menores, tendo em vista os diversos enfoques. narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O
Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e
mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda. quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante
Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico será o desempenho.
frasal, ou seja, a ideia central extraída de maneira clara e
resumida. Sentidos Próprio e Figurado
Atentando-se para a ideia principal de cada parágrafo,
asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso
texto. têm sentido próprio e sentido figurado. Geralmente os
Produzir um texto é semelhante à arte de produzir um exemplos de tais ocorrências são metáforas. Assim, em “Maria
tecido, o fio deve ser trabalhado com muito cuidado para que é uma flor” diz-se que “flor” tem um sentido próprio e um
o trabalho não se perca. Por isso se faz necessária a sentido figurado. O sentido próprio é o mesmo do enunciado:
compressão da coesão e coerência. “parte do vegetal que gera a semente”. O sentido figurado é o
mesmo de “Maria, mulher bela, etc.” O sentido próprio, na
Coesão acepção tradicional não é próprio ao contexto, mas ao termo.
O sentido tradicionalmente dito próprio sempre
É a amarração entre as várias partes do texto. Os principais corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do
elementos de coesão são os conectivos e vocábulos enunciado. Além disso, alguns autores o julgam como sendo o
gramaticais, que estabelecem conexão entre palavras ou sentido preferencial, o que comumente ocorre.
partes de uma frase. O texto deve ser organizado por nexos
adequados, com sequência de ideias encadeadas logicamente,

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O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a conotações, as iconias, os modificadores gestuais, entoativos,
metáfora, e que em leitura imediata leva à mesma mensagem editoriais, etc.
que se obtém pela decifração da metáfora. Na verdade, não existe o leitor absolutamente ingênuo, que
O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência se comporte como uma máquina de ler, o que faz do conceito
da leitura ingênua, que ocorre esporadicamente, é verdade, de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. O
mas nunca mais que esporadicamente. que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de
Não há muito que criticar na adoção dos conceitos de uma leitura imediata, como quando alguém toma o sentido
sentido próprio e sentido figurado, pois ela abre um caminho literal pelo figurado, quando não capta uma ironia ou fica
de abordagem do fenômeno da metáfora. O que é passível de perplexo diante de um oximoro.
crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de
categorias. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma grau zero da escritura, identificando-a como uma forma mais
conotação de sentido “natural”, sentido “primeiro”. primitiva de expressão. Esse grau zero não tem realidade, é
Invertendo a perspectiva, com os mesmos argumentos, apenas um pressuposto. Os recursos de Retórica são
poderíamos afirmar que “natural”, “primeiro” é o sentido anteriores a ele.
figurado, afinal, é o sentido figurado que possibilita a correta
interpretação do enunciado e não o sentido próprio. Se o Sentido Preferencial
sentido figurado é o “verdadeiro” para o enunciado, por que Para compreender o sentido preferencial é preciso
não chamá-lo de “natural”, “primeiro”? conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de
Pela lógica da Retórica tradicional, essa inversão de dicionário. Quando um enunciado é realizado em contexto
perspectiva não é possível, pois o sentido figurado está muito rarefeito, como é o contexto em que se encontra uma
impregnado de uma conotação desfavorável. O sentido palavra no dicionário, dizemos que ela está
figurado é visto como anormal e o sentido próprio, não. Ele descontextualizada. Nesta situação, o sentido preferencial é o
carrega uma conotação positiva, logo, é natural, primeiro. que, na média, primeiro se impõe para o enunciado. Óbvio, o
A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser
estetização e até a geração de categorias se ressente disso. o mesmo para outro. Por isso a definição tem de considerar o
Essa tendência para atribuir status às categorias é uma resultado médio, o que não impede que pela necessidade
constante do pensamento antigo, cuja índole era momentânea consideremos o significado preferencial para
hierarquizante, sempre buscando uma estrutura piramidal dado indivíduo.
para o conhecimento, o que se estende até hoje em algumas Algumas regularidades podem ser observadas nos
teorias modernas. significados preferenciais. Por exemplo: o sentido preferencial
Ainda hoje, apesar da imparcialidade típica e necessária ao da palavra porco costuma ser: “animal criado em granja para
conhecimento científico, vemos conotações de valor sendo abate”, e nunca o de “indivíduo sem higiene”. Em outras
atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações palavras, geralmente o sentido que admite leitura imediata se
totalmente externas a ela. Um exemplo: o retórico que tenha impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos,
para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se alegóricos, metonímicos. Mas esta regra não é geral. Vejamos
fundamenta na sua novidade, originalidade, imprevisibilidade, o seguinte exemplo: “Um caminhão de cimento”. O sentido
tenderá a descrever os recursos retóricos como “desvios da preferencial para a frase dada é o mesmo de “caminhão
normalidade”, pois o que lhe interessa é pôr esses recursos carregado com cimento” e não o de “caminhão construído com
retóricos a serviço de sua concepção estética. cimento”. Neste caso o sentido preferencial é o metonímico, o
que contrapõe a tese que diz que o sentido “figurado” não é o
Sentido Imediato “primeiro significado da palavra”. Também é comum o sentido
mais usado se impor sobre o menos usado.
Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata Para certos termos é difícil estabelecer o sentido
que, com certa reserva, poderia ser chamada de leitura preferencial. Um exemplo: Qual o sentido preferencial de
ingênua ou leitura de máquina de ler. manga? O de fruto ou de uma parte da roupa?
Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência
de uma série de premissas que restringem a decodificação tais Questões
como:
- As frases seguem modelos completos de oração da língua. 01. (SEDS/PE - Sargento Polícia Militar -
- O discurso é lógico. MS/CONCURSOS) O preenchimento adequado da manchete:
- Se a forma usada no discurso é a mesma usada para “Pelé afirma que a seleção está bem, ______Portugal e Espanha
estabelecer identidades lógicas ou atribuições, então, tem-se, também estão bem preparadas.” faz parte de um recurso de:
respectivamente, identidade lógica e atribuição.
- Os significados são os encontrados no dicionário. (A) Adequação vocabular.
- Existe concordância entre termos sintáticos. (B) Falta de coesão.
- Abstrai-se a conotação. (C) Incoerência.
- Supõe-se que não há anomalias linguísticas. (D) Coesão.
- Abstrai-se o gestual, o entoativo e editorial enquanto (E) Coerência.
modificadores do código linguístico.
- Supõe-se pertinência ao contexto. 02. (SEDUC/PI - Professor - NUCEP) O sentido da frase:
- Abstrai-se iconias. Equivale dizer, ainda, que nós somos sujeitos de nossa história
- Abstrai-se alegorias, ironias, paráfrases, trocadilhos, etc. e de nossa realidade, considerando-se a palavra destacada,
- Não se concebe a existência de locuções e frases feitas. continuará inalterado, em:
- Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. Abstrai-
se o uso expressivo, cerimonial. (A) Equivale dizer, talvez, que nós somos sujeitos de nossa
história e de nossa realidade.
Admitindo essas premissas, o discurso será indecifrável, (B) Equivale dizer, por outro lado, que nós somos sujeitos
ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele de nossa história e de nossa realidade.
surgirem elipses, metáforas, metonímias, oximoros, ironias, (C) Equivale dizer, preferencialmente, que nós somos
alegorias, anomalias, etc. Também passam despercebidas as sujeitos de nossa história e de nossa realidade.

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(D) Equivale dizer, novamente, que nós somos sujeitos de (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999)
nossa história e de nossa realidade.
(E) Equivale dizer, também, que nós somos sujeitos de O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no texto
nossa história e de nossa realidade. – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro
homem. –, é empregado com sentido:
03. (TJ/SP - Agente de Fiscalização Judiciária -
VUNESP) (A) próprio, equivalendo a inspiração.
(B) próprio, equivalendo a conquistador.
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira (C) figurado, equivalendo a ave de rapina.
que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um (D) figurado, equivalendo a alimento.
levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir (E) figurado, equivalendo a predador.
como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A
conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais Gabarito
atrasados - do ponto de vista temporal, bem entendido - do 01.D / 02.E / 03.D / 04.E
mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas
percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o Interpretação de texto
número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos
correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois Comumente encontrarmos pessoas que se queixam de que
primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o não sabem compreender e interpretar textos. Muitas pessoas
primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o se acham incapazes de resolver questões sobre compreensão
povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são e interpretação de textos.
ocupadas por países pobres. É preciso ler com muita atenção, reler, e na hora de
O estudo de Robert Levine associa a administração do examinar cada alternativa, voltar aos trechos citados para
tempo aos traços culturais de um país. "Nos Estados Unidos, responder com muita confiança.
por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor Entender as técnicas de compreensão e interpretação de
cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância textos, além de ser importante para responder as questões
às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz específicas, é fundamental para que você compreenda o
o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por enunciado das questões de atualidades, de matemática, de
exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um direito e de raciocínio lógico, por exemplo. Muitos candidatos,
convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a embora tenham bastante conhecimentos das matérias que
uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os caem nas provas, erram nas questões, simplesmente porque
brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários não entendem o que a banca examinadora está pedindo.
porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o As questões de compreensão e interpretação de textos vêm
trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte ganhando espaço nos concursos públicos. Também é a partir
público? de textos que as questões normalmente cobram a aplicação
(Veja, 2009.) das regras gramaticais nos grandes concursos de hoje em dia.
Por isso é cada vez mais importante observar os comandos das
Há emprego do sentido figurado das palavras em: questões. Normalmente o candidato é convidado a:
(A) ... os brasileiros estão entre os povos mais atrasados... identificar: Reconhecer elementos fundamentais
(B) No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. apresentados no texto.
(C) Os brasileiros ... dão mais importância às relações comparar: Descobrir as relações de semelhanças ou de
sociais... diferenças entre situações apresentadas no texto.
(D) Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo... comentar: Relacionar o conteúdo apresentado com uma
(E) ... não se pode confiar no serviço público? realidade, opinando a respeito.
resumir: Concentrar as ideias centrais em um só
04. (UNESP - Assistente Administrativo - parágrafo.
VUNESP/2016) parafrasear: Reescrever o texto com outras palavras.
continuar: Dar continuidade ao texto apresentado,
O gavião mantendo a mesma linha temática.
Por isso, são condições básicas para o candidato fazer uma
Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco correta interpretação de textos: o conhecimento histórico (aí
voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a incluída a prática da leitura), o conhecimento gramatical e
lua. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais semântico (significado das palavras, aí incluídos homônimos,
sensacional e comovente – o gavião malvado, que mata parônimos, sinônimos, denotação, conotação), e a capacidade
pombas. de observação, de síntese e de raciocínio.
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à
contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das Fonte:
pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros http://www.gramaticaparaconcursos.com/2014/03/compre
(qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar ensao-e-interpretacao-de-textos.html
o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na
verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com Dicas para melhorar a interpretação de textos
que a pomba come seu grão de milho. A dificuldade na compreensão e interpretação de textos
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das deve-se a falta do habito da leitura. Desenvolva o habito da
pombas e também o lance magnífico em que o gavião se leitura. Estabeleça uma meta de ler, pelo menos, um livro por
despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint- mês. Leia o que você mais gosta. Veja as dicas:
Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar 1: Não se assuste com o tamanho do texto.
com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador. 2: Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente assunto principal. Crie o hábito da leitura e o gosto por ela.
o gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate, Quando passamos a gostar de algo, compreendemos melhor
pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro seu funcionamento. Nesse caso, as palavras tornam-se
homem.

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familiares a nós mesmos. Não se deixe levar pela falsa a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais na
impressão de que ler não faz diferença. calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
3: Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
leitura, vá até o fim, ininterruptamente. prioridade sobre os automotores.
4: Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à
menos duas vezes pois a primeira impressão pode ser falsa. É bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade,
preciso paciência para ler outras vezes. Antes de responder as pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não
questões, retorne ao texto para sanar as dúvidas. A primeira consomem petróleo e produzem muito menos sucata de
leitura deve ser do tipo informativa, isto é, você deverá buscar metais, plásticos e borracha; a diminuição dos
as palavras mais importantes de cada parágrafo que congestionamentos por excesso de veículos motorizados, que
constituem as palavras-chave do texto em torno das quais as atingem principalmente as grandes cidades; o favorecimento
outras se organizam para dar significação e produzirem da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e a
sentido. Já na segunda leitura, do tipo interpretativa, você economia no combustível, na manutenção, no seguro e, claro,
deverá compreender, analisar e sintetizar as informações do nos impostos.
texto. No Brasil, está sendo implantado o sistema de
5: Ler o texto com perspicácia (observando os detalhes), compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por
sutileza, malícia nas entrelinhas. Atenção ao que se pede. Às exemplo, o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da
vezes, a interpretação está voltada a uma linha do texto e por Prefeitura, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA,
isso você deve voltar ao parágrafo para localizar o que se com quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São
afirma. Outras vezes, a questão está voltada à ideia geral do Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país
texto. aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão com o
6: Realize uma nova leitura, desta vez sublinhando as projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do
palavras desconhecidas do texto. compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em
7: Seja curioso, utilize um dicionário e encontre o Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo site. O
significado das palavras que você sublinhou no texto. valor do passe mensal é R$ 10 e o do passe diário, R$ 5,
8: Voltar ao texto quantas vezes precisar. podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às
9: Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do 22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que já
autor. aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em pontos
10: Partir o texto em pedaços (parágrafos ou partes) para estratégicos.
melhor compreensão. A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção não
11: Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não sabem
do texto correspondente. que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, ou
12: Cuidado com os vocábulos: destoa, não, correta, desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de um
incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas
dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu. vezes, discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
13: Quando duas alternativas lhe parecem corretas, Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
procurar a mais exata ou a mais completa. verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
14: Quando o autor apenas sugerir uma ideia, procurar um totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso é
fundamento de lógica objetiva. tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
15: Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
texto. ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e
16: Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
denuncia a resposta. vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
17: Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
pelo autor, definindo o tema e a mensagem. poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
18: O autor defende ideias e você deve percebê-las. as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com
19: Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e
importantíssimos na interpretação do texto. nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
20: Aumente seu vocabulário e sua cultura. Além da leitura
de textos, um bom exercício para ampliar seu conhecimento (Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net.
léxico, é fazer palavras cruzadas. Adaptado)
21: Faça exercícios de palavras sinônimas e antônimas.
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de
Fonte: http://canaldoensino.com.br/blog/21-dicas-para- locomoção nas metrópoles brasileiras
estudar-interpretacao-de-textos (A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
devido à falta de regulamentação.
Questões (B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido
incentivado em várias cidades.
O uso da bicicleta no Brasil (C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
maioria dos moradores.
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil (D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países demais meios de transporte.
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta (E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez arriscada e pouco salutar.
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que 02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
oferecem mais vantagens. objetivos centrais do texto é
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas e (A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do

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ciclista. idêntico, embora ler seja mais prazeroso.


(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
mais seguro do que dirigir um carro. Leia o texto para responder às questões:
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
no Brasil. Propensão à ira de trânsito
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio
de locomoção se consolidou no Brasil. Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
deve dar prioridade ao pedestre. do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.
03. Considere o cartum de Evandro Alves. E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas
Afogado no Trânsito também se engajam num comportamento de risco – algumas
até agem especificamente para irritar o outro motorista ou
impedir que este chegue onde precisa.
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ter
antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um
motorista a tomar decisões irracionais.
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante.
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos.
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
momento.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.b motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao
r) volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto concentrarmos em nós mesmos, descartando o aspecto
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum comunitário do ato de dirigir.
é Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Dr.
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas. James acredita que a causa principal da ira de trânsito não são
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas. os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas. como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas. aprendem que as regras normais em relação ao
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público. comportamento e à civilidade não se aplicam quando
dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos em
04. Considere o cartum de Douglas Vieira. comportamentos de disputa ao volante, mudando de faixa
continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sempre com
Televisão pressa para chegar ao destino.
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era
descarregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a
descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma
situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode
transformar um incidente em uma violenta briga.
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está
predisposta a apresentar um comportamento irracional
quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior
parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada quando
dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente
de seu estado emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo
quando estiver tentado a agir só com a emoção.

(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.b (Jonathan Strickland. Disponível em:


r. Adaptado) http://carros.hsw.uol.com.br/furia-no-transito1 .htm. Acesso
em: 01.08.2013. Adaptado)
É correto concluir que, de acordo com o cartum ,
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro 05. Tomando por base as informações contidas no texto, é
ou pela TV são equivalentes. correto afirmar que
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma (A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à
imaginação mais ativa. medida que os motoristas se envolvem em decisões
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém conscientes.
que não sabe se distrair. (B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto
assistir a um programa de televisão. comunitário do ato de dirigir.
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo (C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é o

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APOSTILAS OPÇÃO

principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção elementos:


agressiva.
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de Descrição
experiências e atividades não só individuais como também
sociais. É a representação com palavras de um objeto, lugar,
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das situação ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais
emoções positivas por parte dos motoristas. particulares ou individuais do que se descreve. É qualquer
elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado,
Respostas com palavras, em imagens.
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não
é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do
observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa
Tipologia Textual; forma, o que será importante ser analisado para um, não será
para outro.
A vivência de quem descreve também influencia na hora de
TIPOS TEXTUAIS transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto,
pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que Exemplos:
implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois 1) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda.
momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) e Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.
o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito). Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores,
Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado
escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o
determinado assunto. meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de
E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande
de expressão escrita: descrição, narração, dissertação e carta: demais.”
(“Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector)
- Descrição
Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta 2) “Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
uma visão; aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em
É um tipo de texto figurativo; reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta
Retrato de pessoas, ambientes, objetos; minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com
Predomínio de atributos; o cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança
Uso de verbos de ligação; fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na
Frequente emprego de metáforas, comparações e outras escola depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais
figuras de linguagem; severo com ele do que conosco.”
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São Paulo, Ática, 1974)
Tem como resultado a imagem física ou psicológica.
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor
- Narração
da escola que o escritor frequentava.
Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta
Deve-se notar:
antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente);
- Que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao
É um tipo de texto sequencial;
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os
Relato de fatos;
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha
Presença de narrador, personagens, enredo, cenário,
grande medo ao pai);
tempo;
- Por isso, não existe uma ocorrência que possa ser
Apresentação de um conflito;
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de
Uso de verbos de ação;
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola
Geralmente, é mesclada de descrições;
é cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do
O diálogo direto é frequente.
relato, porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente:
o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino,
- Dissertação
e não traçar a cronologia de suas ações);
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
- Ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se),
É um tipo de texto argumentativo; todas elas estão no pretérito imperfeito, que indica
Defesa de um argumento: apresentação de uma tese que
concomitância em relação a um marco temporal instalado no
será defendida, desenvolvimento ou argumentação,
texto (no caso, o ano de 1840, em que o escritor frequentava a
fechamento;
escola da Rua da Costa) e, portanto, não denota nenhuma
Predomínio da linguagem objetiva;
transformação de estado;
Prevalece a denotação. - Se invertêssemos a sequência dos enunciados, não
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica
- Carta poderíamos mesmo colocar o último período em primeiro
Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais
remetente e um destinatário; severo com ele do que conosco. Entrava na escola depois do
É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa pai e retirava-se antes...
um tipo de leitor;
É necessário que se utilize uma linguagem adequada com Características
o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a - Ao fazer a descrição enumeramos características,
visão daquele para quem o texto está sendo escrito. comparações e inúmeros elementos sensoriais;
- As personagens podem ser caracterizadas física e
No entanto abordaremos com mais ênfase os seguintes
psicologicamente, ou pelas ações;

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APOSTILAS OPÇÃO

- A descrição pode ser considerada um dos elementos Formas para a apresentação da Descrição
constitutivos da dissertação e da argumentação; 1) Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a
- É impossível separar narração de descrição; passagem são apresentadas como realmente são,
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim concretamente. Ex.: “Sua altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg.
a capacidade de observação que deve revelar aquele que a Aparência atlética, ombros largos, pele bronzeada. Moreno,
realiza; olhos negros, cabelos negros e lisos”.
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo: Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento.
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo Exemplo: “A casa velha era enorme, toda em largura, com
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea porta central que se alcançava por três degraus de pedra e
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que quatro janelas de guilhotina para cada lado. Era feita de pau a
parecem conformados expressamente para esposas da pique barreado, dentro de uma estrutura de cantos e apoios de
multidão (...)” (Raul Pompéia – O Ateneu); madeira-de-lei. Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não claro. Devia ser mais velha que Juiz de Fora, provavelmente
existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus sede de alguma fazenda que tivesse ficado, capricho da sorte,
enunciados; na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que ser a Rua Principal, depois a Rua Direita – sobre a qual ela se
se usem então as formas nominais, o presente e o pretérito punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do
imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú de Ossos)
verbos que indiquem estado ou fenômeno.
- Todavia deve predominar o emprego das comparações, 2) Descrição Subjetiva: quando há maior participação da
dos adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto. emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são
A característica fundamental de um texto descritivo é essa transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar
inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, ou expressar seus sentimentos. Ex.: “Nas ocasiões de aparato é
numa descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações
eles sejam sempre simultâneos, não indicando progressão de gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu!
uma situação anterior para outra posterior. Tanto é que uma Ateneu! Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos,
das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos soberanos, calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia)
no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o “(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra
primeiro expressa concomitância em relação ao momento da esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par-
fala; o segundo, em relação a um marco temporal pretérito de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando
instalado no texto. por lei, de sobregoverno.”
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um
estado anterior para um posterior. No caso do texto 2 inicial, Os efeitos de sentido criados pela disposição dos
para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso elementos descritivos:
grande medo do pai. Mais tarde, libertou-se desse medo... Como se disse anteriormente, do ponto de vista da
progressão temporal, a ordem dos enunciados na descrição é
Características Linguísticas indiferente, uma vez que eles indicam propriedades ou
O enunciado narrativo, por ter a representação de um características que ocorrem simultaneamente. No entanto, ela
acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido:
temporalidade, na relação situação inicial e situação final, descrever de cima para baixo ou vice-versa, do detalhe para o
enquanto que o enunciado descritivo, não tendo todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos.
transformação, é atemporal. Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático- Bocage:
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a
compreensão: Magro, de olhos azuis, carão moreno,
- Predominância de verbos de estado, situação ou bem servido de pés, meão de altura,
indicadores de propriedades, atitudes, qualidades, usados triste de facha, o mesmo de figura,
principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser, nariz alto no meio, e não pequeno.
estar, haver, situar-se, existir, ficar);
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é Incapaz de assistir num só terreno,
descrito; mais propenso ao furor do que à ternura;
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, bebendo em níveas mãos por taça escura
comparações, sinestesias); de zelos infernais letal veneno.
(Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968)
- Uso de advérbios de localização espacial.
O poeta descreve-se das características físicas para as
Recursos
características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria
- Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer
Ex.: “O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do
relevo.
sol.”
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a
- Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de
concretas. Ex.: “As criaturas humanas transpareciam um céu
um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características
sereno, uma pureza de cristal.”
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou
- As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
suas características psicológicas e até emocionais (descrição
natureza e a figura do homem. Ex.: “Era um verde transparente
subjetiva).
que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.”
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de
- A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
adjetivos, também denominado adjetivação. Para facilitar o
texto. Ex.: “Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O
aprendizado desta técnica, sugere-se que o concursando, após
pessoal, muito crente.”
escrever seu texto, sublinhe todos os substantivos,
acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma

Língua Portuguesa 7
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APOSTILAS OPÇÃO

locução adjetiva. caráter geral.

3) Descrição de objetos constituídos de uma só parte: A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É
- Introdução: observações de caráter geral referentes à uma estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais
procedência ou localização do objeto descrito; predominam. Porque toda técnica descritiva implica
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o
(comparação com figuras geométricas e com objetos redator, ao descrever, precisa possuir certo grau de
semelhantes, dimensões, largura, comprimento, altura, sensibilidade. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou
diâmetro etc.); interior em suas telas, o autor de uma descrição focaliza cenas
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade.
cor/brilho, textura; Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão
como um todo. vocabular. Por ser objetiva, há predominância da denotação.

4) Descrição de objetos constituídos por várias partes: a) Textos descritivos não-literários: a descrição técnica
- Introdução: observações de caráter geral referentes à é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma
procedência ou localização do objeto descrito; linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
das partes que compõem o objeto, associados à explicação de compõem, para descrever experiências, processos, etc.
como as partes se agrupam para formar o todo; Ex.: Folheto de propaganda de um carro.
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo “- Conforto interno: É impossível falar de conforto sem
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, incluir o espaço interno. Os seus interiores são amplos,
cor e brilho; acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto condicionado de elevada capacidade, proporcionando a
em sua totalidade. climatização perfeita do ambiente.
- Porta-malas: O compartimento de bagagens possui
5) Descrição de ambientes: capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500
- Introdução: comentário de caráter geral; litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
- Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
do ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para
e aroma (se houver); evitar a deformação em caso de colisão.”
- Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a
objetos lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, b) Textos descritivos literários: na descrição literária
esculturas ou quaisquer outros objetos; predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no associações conotativas que podem ser exploradas a partir de
ambiente. descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes;
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também
6) Descrição de paisagens: podem ocorrer tanto em prosa como em verso.
- Introdução: comentário sobre sua localização ou
qualquer outra referência de caráter geral; Narração
- Desenvolvimento: observação do plano de fundo
(explicação do que se vê ao longe); A narração é um tipo de texto que relata uma história real,
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo
próximos do observador explicação detalhada dos elementos apresenta personagens que atuam em um tempo e em um
que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem; espaço, organizados por uma narração feita por um narrador.
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo,
acerca da impressão que a paisagem causa em quem a tendo mudança de um estado para outro, segundo relações de
contempla. sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na
descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os
7) Descrição de pessoas (A): conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de mundo, utilizando situações que contêm essa vivência.
qualquer aspecto de caráter geral; Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), o
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas); quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração
- Desenvolvimento: características psicológicas predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações;
(personalidade, temperamento, caráter, preferências, assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de
inclinações, postura, objetivos); texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo
caráter geral. de texto recebe o nome de enredo.
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas
8) Descrição de pessoas (B): personagens, que são justamente as pessoas envolvidas no
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de episódio que está sendo contado. As personagens são
qualquer aspecto de caráter geral; identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos
- Desenvolvimento: análise das características físicas, substantivos próprios.
associadas às características psicológicas (1ª parte); Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo
- Desenvolvimento: análise das características físicas, sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as
associadas às características psicológicas (2ª parte); ações do enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço,

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO

representado no texto pelos advérbios de lugar. Estrutura


Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer - Apresentação: é a parte do texto em que são
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da apresentados alguns personagens e expostas algumas
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através circunstâncias da história, como o momento e o lugar onde a
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de ação se desenvolverá;
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele - Complicação: é a parte do texto em que se inicia
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
A história contada, por isso, passa por uma introdução conduzindo ao clímax;
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo - Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, momento crítico, tornando o desfecho inevitável;
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) e - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações
termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). dos personagens.
Aquele que conta a história é o narrador, que pode ser
pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª Tipos de Personagens
pessoa: Ele). Os personagens têm muita importância na construção de
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos um texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e principais ou secundários, conforme o papel que
pelos substantivos que nomeiam as personagens, que são os desempenham no enredo, podem ser apresentados direta ou
agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações indiretamente.
expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria história A apresentação direta acontece quando o personagem
contada. aparece de forma clara no texto, retratando suas
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta características físicas e/ou psicológicas, já a apresentação
a história. indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e
o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do
1) Elementos Estruturais (A) enredo, ou seja, a partir de suas ações, do que ela vai fazendo e
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos; do modo como vai fazendo.
- Personagens: são seres que se movimentam, se
relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. a) Em 1ª pessoa:
Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. - Personagem Principal: há um “eu” participante que conta
Os personagens podem ser lineares (previsíveis), complexos, a história e é o protagonista.
tipos sociais (trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos - Observador: é como se dissesse, “é verdade, pode
humanos (o medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou anti- acreditar, eu estava lá, eu vi.”
heróis, protagonistas ou antagonistas.
- Narrador: é quem conta a história; a) Em 3ª pessoa:
- Espaço: local da ação, pode ser físico ou psicológico; - Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira
- Tempo: época em que se passa a ação, pode ser pessoa;
cronológico (o tempo convencional: horas, dias, meses) ou - Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
psicológico (o tempo interior, subjetivo). sendo vista por uma câmara ou filmadora.

2) Elementos Estruturais (B) Tipos de Discurso


Personagens / Quem? - Protagonista/Antagonista; - Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente
Acontecimento o quê? - Fato; para o personagem, sem a sua interferência;
Tempo / Quando? - Época em que ocorreu o fato; - Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem
Espaço / Onde? - Lugar onde ocorreu o fato; diz, sem lhe passar diretamente a palavra;
Modo / Como? - De que forma ocorreu o fato; - Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala
Causa / Por quê? - Motivo pelo qual ocorreu o fato; do personagem e a fala do narrador. É um recurso
Resultado - previsível ou imprevisível; relativamente recente. Surgiu com romancistas inovadores do
Final - Fechado ou Aberto; século XX.

Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se Sequência Narrativa


de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente, Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias,
como simples exemplos de uma narração. Há uma relação de uma coordenasse a outra, uma implica a outra, uma
implicação mútua entre eles, para garantir coerência e subordinasse a outra.
verossimilhança à história narrada. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação:
Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão, 1) Uma em que uma personagem passa a ter um querer ou
obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo);
personagens ou o fato a ser narrado. 2) Uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma
competência para fazer algo);
Tipos de Foco Narrativo 3) Uma em que a personagem executa aquilo que queria ou
- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao 4) Uma em que se constata que uma transformação se deu
mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa. e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às
- Narrador-observador: é aquele que conta a história personagens (geralmente os prêmios são para os bons, e os
como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao castigos, para os maus).
leitor, a história é contada em 3ª pessoa.
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se
e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a
íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela
misturada com pensamentos dos personagens (discurso efetuasse porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazê-
indireto livre). la. Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento:

Língua Portuguesa 9
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APOSTILAS OPÇÃO

quando se assina a escritura, realiza-se o ato de compra; para último através da onipresença e onisciência.
isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos
comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo
ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”.
exemplo). O narrador que usa essa técnica (característica comum no
Algumas mudanças são necessárias para que outras se cinema moderno) demonstra maior criatividade e
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar originalidade, podendo observar as ações ziguezagueando no
um bambu ou outro instrumento para derrubá-la. Para ter um tempo e no espaço.
carro, é preciso antes conseguir o dinheiro.
Exemplo - Personagens
Narrativa e Narração “Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A Amâncio não viu a mulher chegar.
narratividade é um componente narrativo que pode existir em Não quer que se carpa o quintal, moço?
textos que não são narrações. A narrativa é a transformação de Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face
situações. Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do
incentivo use a imigração de europeus”, temos um texto passado, os olhos).”
dissertativo, que, no entanto, apresenta um componente (Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado Aberto)
narrativo, pois contém uma mudança de situação: do não
Exemplo - Espaço
incentivo ao incentivo da imigração europeia.
Considerarei longamente meu pequeno deserto, a
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de
redondeza escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de
texto, o que é narração?
algum rio. Não havia, em todo o caso, como negar-lhe a
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três
insipidez.”
características: (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto Alegre: Movimento,
- É um conjunto de transformações de situação (o texto de 1981)
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos,
preenche essa condição); Exemplo - Tempo
- É um texto figurativo, isto é, opera com personagens e “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembra-se: a
fatos concretos (o texto “Porquinho-da-índia preenche mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
também esse requisito); (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. 1935)
- As mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e Tipologia da Narrativa Ficcional:
posterioridade (no texto “Porquinho-da-índia o fato de ganhar - Romance;
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por - Conto;
sua vez é anterior ao de o menino levá-lo para a sala, que por - Crônica;
seu turno é anterior ao de o porquinho-da-índia voltar ao - Fábula;
fogão). - Lenda;
- Parábola;
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre - Anedota;
pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear - Poema Épico.
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, Tipologia da Narrativa Não Ficcional:
quando o narrador começa contando sua morte para em - Memorialismo;
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada. - Notícias;
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações - Relatos;
de anterioridade e de posterioridade. - História da Civilização.
Resumindo: na narração, as três características explicadas
acima (transformação de situações, figuratividade e relações Apresentação da Narrativa:
de anterioridade e posterioridade entre os episódios - Visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em
relatados) devem estar presentes conjuntamente. Um texto quadrinhos) e desenhos;
que tenha só uma ou duas dessas características não é uma - Auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e
narração. discos;
- Audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas.
Dica: este esquema que pode facilitar a elaboração de seu
texto narrativo: Dissertação
- Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
aconteceu, quando e onde; A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação
- Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema.
personagens; Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio,
- Desenvolvimento: detalhes do fato; clareza, coerência, objetividade na exposição, um
- Conclusão: consequências do fato. planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.
É em função da capacidade crítica que se questionam
Caracterização Formal pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu
narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade, significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição
porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade
da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou
enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. artístico.
Assim é de grande importância saber se o relato é feito em Observe-se que:
primeira pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a - O texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade
participação do narrador; segundo, há uma inferência do com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem

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particular e do que faz para chegar a ser primeiro ministro, - Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o compõem o texto.
poder); - Interrogação: refere-se a um questionamento. Ex.: “Volta
- Existe mudança de situação no texto (por exemplo, a e meia se faz a pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da entusiasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?”
corte no momento em que se tornam primeiros ministros); - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
- A progressão temporal dos enunciados não tem curiosidade do leitor.
importância, pois o que importa é a relação de implicação - Comparação: pode ser social ou geográfica.
(clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto - Enumeração: utilizada para enumerar as informações.
depois da nomeação para primeiro ministro). Ex.: “Ação à distância, velocidade, comunicação, linha de
montagem, triunfo das massas, Holocausto: através das
Características metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos
- Ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é anos, aparece a verdadeira doença do século...”
temático; - Narração: utiliza-se ao narrar um fato.
- Como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação;
- Ao contrário do texto narrativo, nele as relações de b) Desenvolvimento: se trata da exposição de elementos
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm que vão fundamentar a ideia principal que pode vir
maior importância o que importa são suas relações lógicas: especificada através da argumentação, de pormenores, da
analogia, pertinência, causalidade, coexistência, ilustração, da causa e da consequência, das definições, dos
correspondência, implicação, etc.; dados estatísticos, da ordenação cronológica, da interrogação
- A estética e a gramática são comuns a todos os tipos de e da citação. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem quantos forem necessários para a completa exposição da ideia.
características próprias a cada tipo de texto. O desenvolvimento é a parte maior e mais importante do
texto e pode ser desenvolvida de várias formas:
São partes da dissertação: introdução, desenvolvimento e - Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com
conclusão. este tipo de abordagem.
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a
a) Introdução: contém a ideia principal a ser desenvolvida ideia principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a
(geralmente composta de um ou dois parágrafos). É a abertura definição.
do texto, por isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a - Comparação: estabelecer analogias, confrontar
atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano situações distintas.
do desenvolvimento. Contém a proposição do tema, seus - Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta
limites, ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida. pontos favoráveis e desfavoráveis.
Tipos: - Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem descrever uma cena.
discutidos. Ex.: “Cada criatura humana traz duas almas - Cifras e Dados estatísticos: citar cifras e dados
consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de estatísticos.
fora para dentro...” - Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um prováveis resultados.
fato presente. Ex.: “A crise econômica que teve início no - Interrogação: toda sucessão de interrogações deve
começo dos anos 80, com os conhecidos altos índices de apresentar questionamento e reflexão.
inflação que a década colecionou, agravou vários dos - Refutação: questiona-se praticamente tudo (conceitos,
históricos problemas sociais do país. Entre eles, a violência, valores, juízos).
principalmente a urbana, cuja escalada tem sido facilmente - Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
identificada pela população brasileira.” porquês de uma determinada situação.
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. - Oposição: aborda um assunto de forma dialética.
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma - Exemplificação: usa-se ao dar exemplos.
coisa apresentada no texto. Ex.: Você quer estar “na sua”? Quer
se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo c) Conclusão: se trata de uma avaliação final do assunto.
cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha Um fechamento integrado de tudo que se argumentou, no qual
desse momento! se retoma a ideia principal, mas que agora deve aparecer de
- Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex.: forma muito mais convincente, uma vez que já foi
“É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um
é a solução no combate à insegurança.” parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o objetivo
- Características: caracterização de espaços ou aspectos. proposto na instrução, a confirmação da hipótese ou da tese,
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex.: “Em acrescida da argumentação básica empregada no
1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com desenvolvimento.
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de Tipos:
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
e 2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
recebidos). (...)” quem lê.
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto Exemplo:
do texto. Ex.: “A principal característica do déspota encontra- 1º Parágrafo – Introdução
se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das
regras que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu A) Tema: Desemprego no Brasil.
poder, escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre Contextualização: decorrência de um processo histórico
exclusivamente de sua vontade, de seu prazer e de suas problemático.
necessidades.”

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2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento - O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a


sociedade brasileira.
B) Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
remetem a uma análise do tema em questão. O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:
C) Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado
da realidade. - Enumeração: caracteriza-se pela exposição de uma série
D) Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de de coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de
quem propõe soluções. características, funções, processos, situações, sempre
E) Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. oferecendo o complemento necessário à afirmação
estabelecida na frase nuclear. Pode-se enumerar, seguindo-se
7º Parágrafo: Conclusão os critérios de importância, preferência, classificação ou
F) Uma possível solução é apresentada. aleatoriamente. Exemplos:
G) O texto conclui que desigualdade não se casa com 1) O adolescente moderno está se tornando obeso por
modernidade. várias causas: alimentação inadequada, falta de exercícios
sistemáticos e demasiada permanência diante de
É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar computadores e aparelhos de Televisão.
sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos 2) Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o
recursos que permite uma segurança maior no momento de número de emissoras que dedicam parte da sua programação
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são à veiculação de programas religiosos de crenças variadas.
atitudes que favorecem o senso crítico, essencial no 3)
desenvolvimento de um texto dissertativo. - A Santa Missa em seu lar.
- Terço Bizantino.
Ainda temos: - Despertar da Fé.
- Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o - Palavra de Vida.
assunto que vai ser abordado; - Igreja da Graça no Lar.
- Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo
discutido; 4)
- Argumentação: é um conjunto de procedimentos - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas governo brasileiro diante de tantos desmatamentos,
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer desequilíbrios sociológicos e poluição.
argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma - Existem várias razões que levam um homem a enveredar
determinada tese. pelos caminhos do crime.
- A gravidez na adolescência é um problema seríssimo,
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
- Toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade - O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua
de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação; sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
- Em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema; - O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
- A coerência é tida como regra de ouro da dissertação; várias categorias.
- Impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- A linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer - Comparação: a frase nuclear pode-se desenvolver
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração através da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos
do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, e apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança. Exemplo:
nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a
impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa). velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente
sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve a felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase (Arthur Schopenhauer)
nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia.
Exemplos: - Causa e Consequência: a frase nuclear, muitas vezes,
- A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato
central) porque oculta os problemas sociais realmente graves. motivador) e, em outras situações, um segmento indicando
(ideia secundária). consequências (fatos decorrentes).
Vejamos: - Tempo e Espaço: muitos parágrafos dissertativos
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida marcam temporal e espacialmente a evolução de ideias,
urgentemente. processos.
- Explicitação: num parágrafo dissertativo pode-se
Desenvolvimento - “A poluição atmosférica deve ser conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
combatida urgentemente, pois a alta concentração de compreensíveis. Exemplo:
elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas,
sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios.” “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração
para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na ligação
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado entre os pulmões e o coração, todas as artérias contêm sangue
muita gente ao vício. vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar,
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que
criados pelo homem. o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e
- A violência tem aumentado assustadoramente nas liberar gás carbônico”.
cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser
resolvido apenas pela polícia. Lembre-se: antes de se iniciar a elaboração de uma
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise dissertação, deve-se delimitar o tema que será desenvolvido, o
atualmente. qual pode ser enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo,

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o tema é a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a Emprego do Ch


partir das seguintes ideias: Se empregará o “Ch” nos seguintes vocábulos: bochecha,
- A violência contra os povos indígenas é uma constante na bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, chute,
história do Brasil. cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila,
- O surgimento de várias entidades de defesa das pechincha, salsicha, tchau, etc.
populações indígenas.
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio Emprego do G
brasileiro. Se empregará o “G” em:
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. 1) Substantivos terminados em: -agem, -igem, -ugem.
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem.
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, faça Exceção: pajem.
a estruturação do texto com: introdução, desenvolvimento e
conclusão. Siga estas dicas e com certeza desenvolverá um 2) Palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio.
ótimo texto. Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio.

3) Em palavras derivadas de outras que já apresentam “G”.


Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
Ortografia oficial; vertiginoso (de vertigem).

Observação - também se emprega com a letra “G” os


ORTOGRAFIA seguintes vocábulos: algema, auge, bege, estrangeiro, geada,
gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge,
Alfabeto rabugento, vagem.

O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. A – Emprego do J


B–C–D–E–F–G–H–I–J–K–L–M–N–O–P–Q–R–S– Para representar o fonema “j’ na forma escrita, a grafia
T – U – V – W – X – Y – Z. considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a
origem da palavra, como por exemplo no caso da na palavra jipe
Observação: emprega-se também o “ç”, que representa o que origina-se do inglês jeep. Porém também se empregará o “J”
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. nas seguintes situações:

Emprego das Letras e Fonemas 1) Em verbos terminados em -jar ou -jear. Exemplos:


Arranjar: arranjo, arranje, arranjem
Emprego das letras K, W e Y Despejar: despejo, despeje, despejem
Utilizam-se nos seguintes casos: Viajar: viajo, viaje, viajem
1) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
derivados. Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; 2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica.
Taylor, taylorista. Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji.

2) Em topônimos originários de outras línguas e seus 3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam “J”.
derivados. Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. Exemplos: laranja –laranjeira / loja – lojista / lisonja –
lisonjeador / nojo – nojeira / cereja – cerejeira / varejo –
3) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como varejista / rijo – enrijecer / jeito – ajeitar.
unidades de medida de curso internacional. Exemplos: K
(Potássio), W (West), kg (quilograma), km (quilômetro), Watt. Observação - também se emprega com a letra “J” os
seguintes vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade,
Emprego do X jeito, jejum, laje, traje, pegajento.
Se empregará o “X” nas seguintes situações:
1) Após ditongos. Emprego do S
Exemplos: caixa, frouxo, peixe. Utiliza-se “S” nos seguintes casos:
Exceção: recauchutar e seus derivados. 1) Palavras derivadas de outras que já apresentam “S” no
radical. Exemplos: análise – analisar / catálise – catalisador /
2) Após a sílaba inicial “en”. casa – casinha ou casebre / liso – alisar.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca.
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
“en-”. Ex.: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), ou origem. Exemplos: burguês – burguesa / inglês – inglesa /
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) chinês – chinesa / milanês – milanesa.

3) Após a sílaba inicial “me-”. 3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e –osa.
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão. Exemplos: catarinense / palmeirense / gostoso – gostosa /
Exceção: mecha. amoroso – amorosa / gasoso – gasosa / teimoso – teimosa.

4) Se empregará o “X” em vocábulos de origem indígena ou 4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa.
africana e em palavras inglesas aportuguesadas. Exemplos: catequese, diocese, poetisa, profetisa,
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu, sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose.
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar,
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, 5) Após ditongos.
xale, xingar, etc. Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea.

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6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus


derivados. 3) Emprega-se o X: em casos que a letra X soa como Ss.
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, Exemplos: auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta,
puséssemos, quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, sintaxe, texto, trouxe.
quiséssemos, repus, repusera, repusesse, repuséssemos.
4) Emprega-se Sc: nos termos eruditos.
7) Em nomes próprios personativos. Exemplos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender,
Exemplos: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, discente, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação,
Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás. miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.

Observação - também se emprega com a letra “S” os 5) Emprega-se Sç: na conjugação de alguns verbos.
seguintes vocábulos: abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, Exemplos: nascer - nasço, nasça / crescer - cresço, cresça /
cortesia, decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, Descer - desço, desça.
mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio,
querosene, raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, 6) Emprega-se Ss: nos substantivos derivados de verbos
visita, etc. terminados em -gredir, -mitir, -ceder e -cutir.
Exemplos: agredir – agressão / demitir – demissão / ceder –
Emprego do Z cessão / discutir – discussão/ progredir – progressão /
Se empregará o “Z” nos seguintes casos: transmitir – transmissão / exceder – excesso / repercutir –
1) Palavras derivadas de outras que já apresentam Z no repercussão.
radical.
Exemplos: deslize – deslizar / razão – razoável / vazio – 7) Emprega-se o Xc e o Xs: em dígrafos que soam como Ss.
esvaziar / raiz – enraizar /cruz – cruzeiro. Exemplos: exceção, excêntrico, excedente, excepcional,
exsudar.
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos
a partir de adjetivos. Atenção - não se esqueça que uso da letra X apresenta
Exemplos: inválido – invalidez / limpo – limpeza / macio – algumas variações. Observe:
maciez / rígido – rigidez / frio – frieza / nobre – nobreza / pobre 1) O “X” pode representar os seguintes fonemas:
– pobreza / surdo – surdez. “ch” - xarope, vexame;
“cs” - axila, nexo;
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar “z” - exame, exílio;
substantivos. “ss” - máximo, próximo;
Exemplos: civilizar – civilização / hospitalizar – “s” - texto, extenso.
hospitalização / colonizar – colonização / realizar – realização.
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita. Exemplos: excelente, excitar.
Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito,
avezita. Emprego do E
Se empregará o “E” nas seguintes situações:
5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, azedo, amizade, 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
buzina, bazar, catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, Exemplos: magoar - magoe, magoes / continuar- continue,
proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc. continues.

6) Em vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no 2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes,
contraste entre o S e o Z. Exemplos: anterior).
Cozer (cozinhar) e coser (costurar); Exemplos: antebraço, antecipar.
Prezar (ter em consideração) e presar (prender);
Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior). 3) Nos seguintes vocábulos: cadeado, confete, disenteria,
empecilho, irrequieto, mexerico, orquídea, etc.
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z.
Como por exemplo: exame, exato, exausto, exemplo, existir, Emprego do I
exótico, inexorável. Se empregará o “I” nas seguintes situações:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir.
Emprego do Fonema S Exemplos:
Existem diversas formas para a representação do fonema “S” Cair- cai
no qual podem ser: s, ç, x e dos dígrafos sc, sç, ss, xc, xs. Assim Doer- dói
vajamos algumas situações: Influir- influi

1) Emprega-se o S: nos substantivos derivados de verbos 2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra).
terminados em -andir, -ender, -verter e -pelir. Exemplos: anticristo, antitetânico.
Exemplos: expandir – expansão / pretender – pretensão /
verter – versão / expelir – expulsão / estender – extensão / 3) Nos seguintes vocábulos: aborígine, artimanha, chefiar,
suspender – suspensão / converter – conversão / repelir – digladiar, penicilina, privilégio, etc.
repulsão.
Emprego do O/U
2) Emprega-se Ç: nos substantivos derivados dos verbos ter A oposição o/u é responsável pela diferença de significado
e torcer. de algumas palavras. Veja os exemplos: comprimento
Exemplos: ater – atenção / torcer – torção / deter – detenção (extensão) e cumprimento (saudação, realização) soar (emitir
/ distorcer – distorção / manter – manutenção / contorcer – som) e suar (transpirar).
contorção.

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APOSTILAS OPÇÃO

- Grafam-se com a letra “O”: bolacha, bússola, costume, 3 Mas assim como os videntes otimistas falharam, talvez o
moleque. pessimismo de hoje divirta nossos bisnetos. Eles certamente
- Grafam-se com a letra “U”: camundongo, jabuti, Manuel, falarão da Aids, por exemplo, como nós hoje falamos da gripe
tábua. espanhola. A ciência e a técnica ainda nos surpreenderão.
Estamos na pré-história da energia magnética e por fusão
Emprego do H nuclear fria.
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor 4 É verdade que cada salto da ciência corresponderá a um
fonético. Conservou-se apenas como símbolo, por força da passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência
etimologia e da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, chegar das últimas revelações do Universo, mais as pessoas
grafa-se desta forma devido a sua origem na forma latina hodie. procurarão respostas no misticismo e refúgio no tribal. E
Assim vejamos o seu emprego: quanto mais a ciência avança por caminhos nunca antes
sonhados, mais leigo fica o leigo. A volta ao irracional é a birra
1) Inicial, quando etimológico. do leigo.
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio. (VERÍSSIMO. L. F. O Globo. 24/07/2016, p. 15.)

2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh. “e era natural que o futuro IDEALIZADO então fosse o da
Exemplos: flecha, telha, companhia. cidade perfeita.” (1º §) O vocábulo em destaque no trecho
acima grafa-se com a letra Z, em conformidade com a norma
3) Final e inicial, em certas interjeições. de emprego do sufixo–izar.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
Das opções abaixo, aquela em que um dos vocábulos está
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo INCORRETAMENTE grafado por não se enquadrar nessa
elemento, se etimológico. norma é:
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. (A) alcoolizado / barbarizar / burocratizar.
(B) catalizar / abalizado / amenizar.
Observações: (C) catequizar / cauterizado / climatizar.
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note (D) contemporizado / corporizar / cretinizar
que nos substantivos derivados como baiano, baianada ou (E) esterilizar / estigmatizado / estilizar.
baianinha ele não é utilizado.
02. (Pref. De Biguaçu/SC – Professor III – Inglês/2016)
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a letra De acordo com a Língua Portuguesa culta, assinale a
“h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos alternativa cujas palavras seguem as regras de ortografia:
sempre são grafados com h, como por exemplo: herbívoro, (A) Preciso contratar um eletrecista e um encanador para
hispânico, hibernal. o final da tarde.
(B) O trabalho voluntário continua sendo feito
Questões prazerosamente pelos alunos.
(C) Ainda não foram atendidas as reinvindicações dos
01. (FIOCRUZ – Assistente Técnico de Gestão em Saúde professores em greve.
– FIOCRUZ/2016) (D) Na lista de compras, é preciso descriminar melhor os
produtos em falta.
O FUTURO NO PASSADO (E) Passou bastante desapercebido o caso envolvendo um
juiz federal.
1 Poucas previsões para o futuro feitas no passado se
realizaram. O mundo se mudava do campo para as cidades, e 03. (PC/PA – Escrivão de Polícia Civil – FUNCAB/2016)
era natural que o futuro idealizado então fosse o da cidade Dificilmente, em uma ciência-arte como a Psicologia-
perfeita. Mas o helicóptero não substituiu o automóvel Psiquiatria, há algo que se possa asseverar com 100% de
particular e só recentemente começou-se a experimentar certeza. Isso porque há áreas bastante interpretativas, sujeitas
carros que andam sobre faixas magnéticas nas ruas, liberando a leituras diversas, a depender do observador e do observado.
seus ocupantes para a leitura, o sono ou o amor no banco de Porém, existe um fato na Psicologia-Psiquiatria forense que é
trás. As cidades não se transformaram em laboratórios de 100% de certeza e não está sujeito a interpretação ou a
convívio civilizado, como previam, e sim na maior prova da dissimulação por parte de quem está a ser examinado. E
impossibilidade da coexistência de desiguais. revela, objetivamente, dados do psiquismo da pessoa ou, em
2 A ciência trouxe avanços espetaculares nas lides de outras palavras, mostra características comportamentais
guerra, como os bombardeios com precisão cirúrgica que não indissimuláveis, claras e objetivas. O que pode ser tão exato,
poupam civis, mas não trouxe a democratização da em matéria de Psicologia-Psiquiatria, que não admite
prosperidade antevista. Mágicas novas como o cinema variáveis? Resposta: todos os crimes, sem exceção, são como
prometiam ultrapassar os limites da imaginação. fotografias exatas e em cores do comportamento do indivíduo.
Ultrapassaram, mas para o território da banalidade E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por
espetaculosa. A TV foi prevista, e a energia nuclear intuída, conseguinte, tem os em todos os crimes, obrigatoriamente e
mas a revolução da informática não foi nem sonhada. As sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou.
revoluções na medicina foram notáveis, certo, mas a Por exemplo, o delito foi cometido com multiplicidade de
prevenção do câncer ainda não foi descoberta. Pensando bem, golpes, com ferocidade na execução, não houve ocultação de
nem a do resfriado. A comida em pílulas não veio - se bem que cadáver, não se verifica cúmplice, premeditação etc. Registre-
a nouvelle cuisine chegou perto. Até a colonização do espaço, se que esses dados já aconteceram. Portanto, são insimuláveis,
como previam os roteiristas do “Flash Gordon”, está atrasada. 100% objetivos. Basta juntar essas características
Mal chegamos a Marte, só para descobrir que é um imenso comportamentais que teremos algo do psiquismo de quem o
terreno baldio. E os profetas da felicidade universal não praticou. Nesse caso específico, infere-se que a pessoa é
contavam com uma coisa: o lixo produzido pela sua visão. explosiva, impulsiva e sem freios, provável portadora de
Nenhuma previsão incluía a poluição e o aquecimento global. algum transtorno ligado à disritmia psicocerebral, algum

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estreitamento de consciência, no qual o sentimento invadiu o 2) Nos antropônimos, reais ou fictícios.


pensamento e determinou a conduta. Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
Em outro exemplo, temos homicídio praticado com um só
golpe, premeditado, com ocultação de cadáver, concurso de 3) Nos topônimos, reais ou fictícios.
cúmplice etc. Nesse caso, os dados apontam para o lado do Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
criminoso comum, que entendia o que fazia.
Claro que não é possível, apenas pela morfologia do crime, 4) Nos nomes mitológicos.
saber-se tudo do diagnóstico do criminoso. Mas, por outro Exemplos: Dionísio, Netuno.
lado, é na maneira como o delito foi praticado que se
encontram características 100% seguras da mente de quem o 5) Nos nomes de festas e festividades.
praticou, a evidenciar fatos, tal qual a imagem fotográfica Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã.
revela-nos exatamente algo, seja muito ou pouco, do momento
em que foi registrada. Em suma, a forma como as coisas foram 6) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
feitas revela muito da pessoa que as fez. Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª.
PALOMBA, Guido Arturo. Rev. Psique: n° 100 (ed. comemorativa), p. 82.
7) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
Tal como ocorre com “interpretaÇÃO ” e “dissimulaÇÃO”, políticos ou nacionalistas.
grafa-se com “ç” o sufixo de ambas as palavras arroladas em: Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado,
(A) apreenção do menor - sanção legal. Nação, Pátria, União, etc.
(B) detenção do infrator - ascenção ao posto.
(C) presunção de culpa - coerção penal. Observação: esses nomes escrevem-se com inicial
(D) interceção do juiz - contenção do distúrbio. minúscula quando são empregados em sentido geral ou
(E) submição à lei - indução ao crime. indeterminado.
Exemplo: Todos amam sua pátria.
04. (UFAM – Auxiliar em Administração – COMVEST-
UFAM/2016) Foi na minha última viagem ao Perú que entrei Emprego Facultativo da Letra Maiúscula
em uma baiúca muito agradável. Apesar de simples, era bem 1) No início dos versos que não abrem período, é facultativo
frequentada. Isso podia ser constatado pelas assinaturas (ou o uso da letra maiúscula, como por exemplo:
simples rúbricas) dispostas em quadros afixados nas paredes
do estabelecimento, algumas delas de pessoas famosas. Insisti “Aqui, sim, no meu cantinho,
com o garçom para também colocar a minha assinatura, vendo rir-me o candeeiro,
registrando ali a minha presença. No final, o ônus foi pesado: a gozo o bem de estar sozinho
conta veio muito salgada. Tudo seria perfeito se o tempo ali e esquecer o mundo inteiro.”
passado, por algum milagre, tivesse sido gratuíto.
2) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Assinale a alternativa que apresenta palavra em que a Exemplos: Rua da Liberdade ou rua da Liberdade / Igreja do
acentuação está CORRETA, de acordo com a Reforma Rosário ou igreja do Rosário / Edifício Azevedo ou edifício
Ortográfica em vigor: Azevedo.
(A) gratuíto
(B) Perú Inicial Minúscula
(C) ônus Utiliza-se inicial minúscula nos seguintes casos:
(D) rúbricas 1) Em todos os vocábulos correntes da língua portuguesa.
(E) baiúca Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta, etc.

05. (Pref. De Quixadá/CE – Agente de Combate às 2) Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta,
Endemias – Serctam/2016) Marque a opção em usa-se letra minúscula.
que TODOS os vocábulos se completam com a letra “s”: Exemplo: “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas:
(A) pesqui__a, ga__olina, ali__erce. ouro, incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
(B) e__ótico, talve__, ala__ão.
(C) atrá__, preten__ão, atra__o. 3) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
(D) bati__ar, bu__ina, pra__o. Exemplos: janeiro, julho, dezembro, etc. / segunda, sexta,
(E) valori__ar, avestru__, Mastru__. domingo, etc. / primavera, verão, outono, inverno.

Gabarito 4) Nos pontos cardeais.


Exemplos: “Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.”
01.B / 02.B / 03.C / 04.C / 05.C / “Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
sudoeste.”
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
Observação: quando empregados em sua forma absoluta,
Inicial Maiúscula os pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Utiliza-se inicial maiúscula nos seguintes casos: Exemplos: Nordeste (região do Brasil) / Ocidente (europeu)
1) No começo de um período, verso ou citação direta. /Oriente (asiático).

Disse o Padre Antônio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer Emprego Facultativo da Letra Minúscula
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.” 1) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos:
“Auriverde pendão de minha terra, Crime e Castigo ou Crime e castigo
Que a brisa do Brasil beija e balança, Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Estandarte que à luz do sol encerra Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
As promessas divinas da Esperança…”
(Castro Alves)

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APOSTILAS OPÇÃO

2) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em (E) o autor utiliza o termo “Gaivota” como símbolo de
nomes sagrados e que designam crenças religiosas. imponência, o que se relaciona à forma como os seres
Exemplos: humanos são tratados no texto.
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 02. (MGS – Todos os Cargos de Nível Fundamental
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor Completo – IBFC/2017)
reitor
Santa Maria ou santa Maria Estranhas Gentilezas
(Ivan Angelo)
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas. Estão acontecendo coisas estranhas. Sabe-se que as
Exemplos: pessoas nas grandes cidades não têm o hábito da gentileza.
Português ou português Não é por ruindade, é falta de tempo. Gastam a paciência nos
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas ônibus, no trânsito, nas filas, nos mercados, nas salas de
modernas espera, nos embates familiares, e depois economizam com a
História do Brasil ou história do Brasil gente.
Arquitetura ou arquitetura Comigo dá-se o contrário, é o que estou notando de uns
dias para cá. Tratam-me com inquietante delicadeza. Já
Questões captava aqui e ali sinais suspeitos, imprecisos, ventinho de
asas de borboleta, quase nada. A impressão de que há algo
01. (Câmara de Maringá/PR – Assistente Legislativo estranho tomou meu corpo mesmo foi na semana passada. Um
– Instituto) vizinho que já fora meu amigo telefonou-me desfazendo o
engano que nos afastava, intriga de pessoa que nem conheço e
Longe é um lugar que existe? que afinal resolvera esclarecer tudo. Difícil reconstruir a
amizade, mas a inimizade morria ali.
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele Como disse, eu vinha desconfiando tenuemente de
disse: "Não entendo muito bem o que você falou, mas o que algumas amabilidades. O episódio do vizinho fez surgir em
menos entendo é o fato de estar indo a uma festa." meu espírito a hipótese de uma trama, que já mobilizava até
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de pessoas distantes. E as próximas?
tão difícil de se compreender nisso? Tenho reparado. As próximas telefonam amáveis, sem
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma motivo. Durante o telefonema fico aguardando o assunto que
Gaivota sobrevoando o mar, viajar é sentir-se ainda mais estaria embrulhado nos enfeites da conversa, e ele não sai. Um
pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, contraponto, de número inesperado de pessoas me cumprimenta na rua, com
uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, acenos de cabeça. Mulheres, antes esquivas, sorriem
sobrevivendo apenas de alpiste da melhor qualidade e água transitáveis nas ruas dos Jardins1. Num restaurante caro, o
filtrada. Ou ainda, pássaros presos na ambivalência maître2, com uma piscadela, fura a demorada fila de executivos
existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou à espera e me arruma rapidinho uma mesa para dois. Um
viver presos em suas próprias armadilhas... homem de pasta que parecia impaciente à minha frente me
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos cede o último lugar no elevador. O jornaleiro larga sua banca
ascendentes; que pássaro quer ser; que lugares quer na avenida Sumaré e vem ao prédio avisar-me que o jornal
sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe compraz. Por chegou. Os vizinhos de cima silenciam depois das dez da noite.
mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança [...]
genética de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? Que significa isso? Que querem comigo? Que complô é
Diga para quê serve? Ao primeiro sinal de perigo, debique e este? Que vão pedir em troca de tanta gentileza?
pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com desculpas Aguardo, meio apreensivo, meio feliz.
esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata Interrompo a crônica nesse ponto, saio para ir ao banco,
as asas e saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é desço pelas escadas porque alguém segura o elevador lá em
de conhecimento dos "Mestres dos ares e da Terra", longe é um cima, o segurança do banco faz-me esvaziar os bolsos antes de
lugar que não existe para quem voa rente ao céu e viaja léguas entrar na porta giratória, enfrento a fila do caixa, não aceitam
e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no meus cheques para pagar contas em nome de minha mulher,
horizonte e os pés socados em terra firme. saio mal-humorado do banco, atravesso a avenida arriscando
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não a vida entre bólidos3 , um caminhão joga-me água suja de uma
deve ser, não; pois as Gaivotas sacodem a poeira das asas, poça, o elevador continua preso lá em cima, subo a pé, entro no
limpam os resquícios de alimentos dos bicos e batem o toc-toc apartamento, sento-me ao computador e ponho-me de novo a
lá. sonhar com gentilezas.
<http://www.recantodasletras.com.br/contosdefantasia/6031227>
Vocabulário:
O uso do termo “Gaivota” sempre com letra maiúscula ao 1 bairro Jardim Paulista, um dos mais requintados de São
longo do texto se deve ao fato de que Paulo
(A) o autor busca, com isso, fazer uma conexão mais 2 funcionário que coordena agendamentos entre outras
próxima entre o leitor e o animal. coisas nos restaurantes
(B) o autor quis dar destaque ao termo, apesar de não 3 carros muito velozes
haver importância da referência ao animal para o texto.
(C) há uma mudança no texto, em que, no início, as Em “nas ruas dos Jardins1" (4º§), a palavra em destaque
personagens eram duas pessoas e, a partir do segundo foi escrita com letra maiúscula por se tratar de:
parágrafo, é uma gaivota. (A) um erro de grafia.
(D) o texto faz uma reflexão sobre a ação humana de viajar, (B) um destaque do autor
porém comparando os seres humanos com gaivotas. (C) um substantivo próprio.
(D) um substantivo coletivo.

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Gabarito Cessão: Foi confirmada a cessão do terreno. (ato de doar)


Sessão: A sessão do filme durou duas horas. (intervalo de
01.D / 02.C tempo)
Seção/Secção: Visitei hoje a seção de esportes. (repartição
Palavras ou Expressões que geram dificuldades pública, departamento)

Algumas palavras ou expressões costumam apresentar Demais: Vocês falam demais, caras! (advérbio de
dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar intensidade)
ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você Demais: Chamaram mais dez candidatos, os demais devem
aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente aguardar. (equivale a “os outros”)
incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. De mais: Não vejo nada de mais em sua decisão. (opõe-se a
“de menos”)
A anos: Daqui a um ano iremos à Europa. (a indica tempo
futuro) Descriminar: O réu foi descriminado; pra sorte dele.
Há anos: Não o vejo há meses. (há indica tempo passado) (inocentar, absolver de crime)
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há Discriminar: Era impossível discriminar os caracteres do
necessidade de usar atrás, isto é um pleonasmo. documento. (diferençar, distinguir, separar)
Descrição: A descrição sobre o jogador foi perfeita.
Acerca de: Falávamos acerca de uma solução melhor. (a (descrever)
respeito de) Discrição: Você foi muito discreto. (reservado)
Há cerca de: Há cerca de dias resolvemos este caso. (faz
tempo) Entrega em domicílio: Fiz a entrega em domicílio. (lugar)
Entrega a domicílio: Enviou as compras a domicílio. (com
Ao encontro de: Sua atitude vai ao encontro da verdade. verbos de movimento)
(estar a favor de)
De encontro a: Minhas opiniões vão de encontro às suas. Espectador: Os espectadores se fartaram da apresentação.
(oposição, choque) (aquele que vê, assiste)
Expectador: O expectador aguardava o momento da
A fim de: Vou a fim de visitá-la. (finalidade) chamada. (que espera alguma coisa)
Afim: Somos almas afins. (igual, semelhante)
Estada: A estada dela aqui foi gratificante. (tempo em algum
Ao invés de: Ao invés de falar começou a chorar. (oposição, lugar)
ao contrário de) Estadia: A estadia do carro foi prolongada por mais
Em vez de: Em vez de acompanhar-me, ficou só. (no lugar algumas semanas. (prazo concedido para carga e descarga)
de)
Fosforescente: Este material é fosforescente. (que brilha
A par: Estamos a par das boas notícias. (bem informado, no escuro)
ciente) Fluorescente: A luz branca do carro era fluorescente.
Ao par: O dólar e o euro estão ao par. (de igualdade ou (determinado tipo de luminosidade)
equivalência entre valores financeiros – câmbio)
Haja: É preciso que não haja descuido. (verbo haver – 1ª
Aprender: O menino aprendeu a lição. (tomar pessoa singular do presente do subjuntivo)
conhecimento de) Aja: Aja com cuidado, Carlinhos. (verbo agir – 1ª pessoa
Apreender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. singular do presente do subjuntivo)
(prender)
Houve: Houve um grande incêndio no centro de São
Baixar: os preços quando não há objeto direto; os preços Paulo. (verbo haver - 3ª pessoa do singular do pretérito
funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos perfeito)
supermercados. Vamos comemorar, pessoal! Ouve: A mãe disse: ninguém me ouve. (verbo ouvir - 3ª
Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos pessoa singular do presente do indicativo)
(sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto)
da gasolina. Mal: Dormi mal. (oposto de bem)
Mau: Você é um mau exemplo. (oposto de bom)
Bebedor: Tornei-me um grande bebedor de vinho. (pessoa
que bebe) Mas: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. (ideia contrária)
Bebedouro: Este bebedouro está funcionando bem. Mais: Há mais flores perfumadas no campo. (opõe-se a
(aparelho que fornece água) menos)

Bem-Vindo: Você é sempre bem-vindo aqui, jovem. Nem um: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la.
(adjetivo composto) (equivale a nem um sequer)
Benvindo: Benvindo é meu colega de classe. (nome Nenhum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso.
próprio) (oposto de algum)

Câmara: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. Onde: Onde fica a farmácia mais próxima? (lugar em que se
(local de trabalho) está)
Câmera: Comprei uma câmera japonesa. (aparelho que Aonde: Aonde vão com tanta pressa? (ideia de movimento)
fotografa)
Por ora: Por ora chega de trabalhar. (por este momento)
Champanha/Champanhe (do francês): O Por hora: Você deve cobrar por hora. (cada sessenta
champanha/champanhe está bem gelado. minutos)

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Senão: Não fazia coisa nenhuma senão criticar. (caso Emprego do Porquê
contrário)
Se não: Se não houver homens honestos, o país não sairá Orações Interrogativas Exemplo:
desta situação crítica. (se por acaso não) (pode ser substituído Por que devemos nos
por: por qual motivo, por preocupar com o meio
Tampouco: Não compareceu, tampouco apresentou qual razão) ambiente?
qualquer justificativa. (Também não) Por
Tão pouco: Encontramo-nos tão pouco esta semana. Que
Exemplo:
(intensidade) Equivalendo a “pelo Os motivos por que não
qual” respondeu são
Trás ou Atrás: O menino estava atrás da árvore. (lugar) desconhecidos.
Traz: Ele traz consigo muita felicidade. (verbo trazer)
Exemplos:
Vultoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. (volumoso) Você ainda tem coragem de
Vultuoso: Sua face está vultuosa e deformada. (congestão Por Final de frases e seguidos
perguntar por quê?
no rosto) Quê de pontuação
Você não vai? Por quê?
Não sei por quê!
Questão
Exemplos:
A situação agravou-se porque
01. (TCM/RJ – Técnico de Controle Externo – Conjunção que indica
ninguém reclamou.
IBFC/2016) Analise as afirmativas abaixo, dê valores explicação ou causa
Ninguém mais o espera,
Verdadeiro (V) ou Falso (F) quanto ao emprego do acento Porque porque ele sempre se atrasa.
circunflexo estabelecido pelo Novo Acordo Ortográfico.
( ) O acento permanece na grafia de 'pôde' (o verbo Conjunção de Finalidade Exemplos:
conjugado no passado) para diferenciá-la de 'pode' (o verbo – equivale a “para que”, Não julgues porque não te
conjugado no presente). “a fim de que”. julguem.
( ) O acento circunflexo de 'pôr' (verbo) cai e a palavra terá
a mesma grafia de 'por' (preposição), diferenciando-se pelo Exemplos:
Função de substantivo –
contexto de uso. Não é fácil encontrar o
vem acompanhado de
( ) a queda do acento na conjugação da terceira pessoa do Porquê porquê de toda confusão.
artigo ou pronome
Dê-me um porquê de sua
plural do presente do indicativo dos verbos crer, dar, ler, ter, saída.
vir e seus derivados.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de 1. Por que (pergunta);


cima para baixo. 2. Porque (resposta);
(A) V F F 3. Por quê (fim de frase: motivo);
(B) F V F 4. O Porquê (substantivo).
(C) F F V
(D) F V V Questões

02. (Detran/CE – Vistoriador – UCE-CEV/2018) Na frase 01. (TJ/SP - Escrevente Técnico Judiciário - VUNESP)
“... as penalidades são as previstas pelo bom senso...”, a palavra Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou até
destacada é homônima de censo. Assinale a opção em que o sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
emprego dos homônimos destacados está adequado. ........................ praticar atividade física..........................benefícios
(A) O reitor da faculdade solicitou que todos os para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
funcionários participassem do censo anual para verificar terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
quem realmente está na ativa. .......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
(B) Foi pedido para que todos os motoristas respondessem avanço da idade.
ao senso, a fim de se obter o número real de carros no pátio da (Ciência Hoje, março de 2012)
universidade.
(C) Os infratores são penalizados com a “multa moral” por As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
não demonstrarem censo crítico. pectivamente, com:
(D) Se o infrator tiver censo, saberá o que dizer na hora da (A) porque … trás … previnir
punição. (B) porque … traz … previnir
(C) porquê … tras … previnir
Gabarito (D) por que … traz … prevenir
(E) por quê … tráz … prevenir
01.A / 02.A
02. Pref. de Salvador/BA - Técnico de Nível Médio II –
FGV/2017)

Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir certos


sons agudos – como unhas arranhando um quadro-negro?

Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa


audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma
membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras
que ali chegam. A parte mais próxima ao exterior está ligada à
audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela
audição de sons de frequência média; e a porção mais final, por

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sons graves. As células da parte inicial, mais delicadas e frágeis, pronunciados apresentam certa diferenciação quanto à
são facilmente destruídas – razão por que, ao envelhecermos, intensidade.
perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana, em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a observar no exemplo a seguir:
frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório. Isso,
em parte, explica nossa aversão a determinados sons agudos, “Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor.”
mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou
uma sensação ruim ao ouvirmos uma música com notas Os monossílabos em destaque classificam-se como
agudas. tônicos; os demais, como átonos (que, em e de).

Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão Acentos Gráficos


tem um número limitado e pequeno de frequências –
formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som Acento agudo (´) – colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
proveniente de unhas arranhando um quadro-negro (ou de sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público,
número infinito delas. Assim, as células vibram de acordo com parabéns.
muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da
cóclea, por serem mais frágeis, são lesadas com mais Acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e”
facilidade. Daí a sensação de aversão a esse sons agudos e e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado. Ex.: tâmara –
“crus”. Atlântico – pêssego – supôs
Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282.
Acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
Assinale a frase em que a grafia do vocábulo sublinhado artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
está equivocada.
(A) Por que sentimos calafrios? Trema)¨( – de acordo com a nova regra, foi totalmente
(B) A razão porque sentimos calafrios é conhecida. abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
(C) Qual o porquê de sentirmos calafrios? derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de
(D) Sentimos calafrios porque precisamos defender nossa Müller)
audição.
(E) Sentimos calafrios por quê? Til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Gabarito
Regras Fundamentais
01.D / 02.B
Palavras oxítonas - acentuam-se todas as oxítonas
terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s):
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s).
Acentuação gráfica;
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:

ACENTUAÇÃO Monossílabos tônicos - terminados em “a”, “e”, “o”,


seguidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há
Acentuação Tônica
Formas verbais - terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos,
Implica na intensidade com que são pronunciadas as seguidas de lo, la, los, las. Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-
sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais lo
acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como
são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas Paroxítonas - acentuam-se as palavras paroxítonas
de átonas. terminadas em:
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas - i, is
como oxítona, paroxítona e proparoxítonas, independente de táxi – lápis – júri
levar acento gráfico: - us, um, uns
vírus – álbuns – fórum
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a - l, n, r, x, ps
última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
- ã, ãs, ão, ãos
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se ímã – ímãs – órfão – órgãos
evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque –
retrato – passível Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que essa
palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará
evidencia na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – mais fácil a memorização!
tímpano – médico – ônibus
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de
Como podemos observar, mediante todos os exemplos “s”. Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, no
qual são os chamados de monossílabos, que quando

Língua Portuguesa 20
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APOSTILAS OPÇÃO

Regras Especiais Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do


plural de:
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos ele tem – eles têm
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento de ele vem – eles vêm (verbo vir)
acordo com a nova regra, mas desde que estejam em palavras
paroxítonas. A regra prevalece também para os verbos conter, obter,
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma reter, deter, abster.
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são ele contém – eles contêm
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele obtém – eles obtêm
Ex.: ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
Antes Agora
assembléia assembleia
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
idéia ideia
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
jibóia jiboia
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
apóia (verbo apoiar) apoia
como:
Pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos,
indicativo).
acompanhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca
Pode (terceira pessoa do singular do presente do
– baú – país – Luís
indicativo). Ex.:
Ela pode fazer isso agora.
Observação importante: Não serão mais acentuados “i” e
Elvis não pôde participar porque sua mãe não deixou.
“u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de
ditongo. Ex.:
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
preposição por. Ex.:
Antes Agora
Faço isso por você.
bocaiúva bocaiuva
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
feiúra feiura
Questões
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
(A) Tem a última sílaba como tônica.
(B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
(C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
(D) Não tem sílaba tônica.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
02. Indique a alternativa em que todas as palavras devem
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
receber acento.
(A) virus, torax, ma.
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz,
(B) caju, paleto, miosotis.
com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”
(C) refem, rainha, orgão.
não serão mais acentuadas. Ex.:
(D) papeis, ideia, latex.
(E) lotus, juiz, virus.
Antes Agora
apazigúe (apaziguar) apazigue
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
argúi (arguir) argui
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
mesmo motivo que:
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
(A) túnel
Ex.:
(B) voluntário
Antes Agora
(C) até
crêem creem
(D) insólito
vôo voo
(E) rótulos
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
04. Analise atentamente a presença ou a ausência de
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
acento gráfico nas palavras abaixo e indique a alternativa em
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
que não há erro:
(A) ruím - termômetro - táxi – talvez.
Repare:
(B) flôres - econômia - biquíni - globo.
1) O menino crê em você
(C) bambu - através - sozinho - juiz
Os meninos creem em você.
(D) econômico - gíz - juízes - cajú.
2) Elza lê bem!
(E) portuguêses - princesa - faísca.
Todas leem bem!
3) Espero que ele dê o recado à sala.
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:
Esperamos que os dados deem efeito!
(A) saúde
4) Rubens vê tudo!
(B) cooperar
Eles veem tudo!
(C) ruim
(D) creem
Cuidado! Há o verbo vir:
(E) pouco
Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde!

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO

Gabarito - “Daqui para a frente, tudo vai ser diferente.” (Para a


1.B / 2.A / 3.B / 4.C / 5.E frente: exige a preposição)

Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao


/ de + o, a = do, da / em + o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela.
Emprego das classes de
palavras; Usa-se o artigo indefinido:
- para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns
oito anos.
CLASSES DE PALAVRAS - antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em
pares: Usava umas calças largas e umas botas longas.
Em Classes de Palavras, estudaremos artigo, substantivo, - em linguagem coloquial, com valor intensivo: Rafaela é
adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, uma meiguice só.
interjeição e conjunção. E dentro de cada uma, abordaremos - para comparar alguém com um personagem célebre: Luís
seu emprego e quando houver, sua flexão. August é um Rui Barbosa.

Artigo O artigo indefinido não é usado:


- em expressões de quantidade: pessoa, porção, parte,
É a palavra que acompanha o substantivo, indicando-lhe o gente, quantidade. Ex.: Reservou para todos boa parte do lucro.
gênero e o número, determinando-o ou generalizando-o. Os - com adjetivos como: escasso, excessivo, suficiente. Ex.:
artigos podem ser: Não há suficiente espaço para todos.
Definidos: o, a, os, as; determinam os substantivos, trata de - com substantivo que denota espécie. Ex.: Cão que ladra
um ser já conhecido; denota familiaridade: “A grande reforma não morde.
do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do
médio.” Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e
Indefinidos: um, uma, uns, umas; Trata-se de um ser em + um, uma = num, numa, dum, duma.
desconhecido, dá ao substantivo valor vago: “...foi chegando
um caboclinho magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima) O artigo (o, a, um, uma) anteposto a qualquer palavra
transforma-a em substantivo. O ato literário é o conjunto do
Usa-se o artigo definido: ler e do escrever.
- com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados
foram punidos. Questões
- com nomes próprios geográficos de estado, país, oceano,
montanha, rio, lago: o Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o 01. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão
oceano Pacífico. Ex.: Conheço o Canadá mas não conheço Contábil - FGV/2018) A frase abaixo em que o emprego do
Brasília. artigo mostra inadequação é:
- depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos (A) Todas as coisas que hoje se creem antiquíssimas já
os vinte atletas participarão do campeonato. foram novas;
- com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais (B) Cuidado com todas as coisas que requeiram roupas
lindas flores da floricultura. novas;
- com a palavra outro, com sentido determinado: Marcelo (C) Todos os bons pensamentos estão presentes no
tem dois amigos: Rui é alto e lindo, o outro é atlético e mundo, só falta aplicá-los;
simpático. (D) Em toda a separação existe uma imagem da morte;
- antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da (E) Alegria de amor dura apenas um instante, mas
primavera vem o verão. sofrimento de amor dura toda a vida.
- com expressões de peso e medida: O álcool custa um real
o litro. (=cada litro) 02. (IF/AP – Auxiliar em Administração –
FUNIVERSA/2016)
Não se usa o artigo definido:
- antes de pronomes de tratamento iniciados por
possessivos: Vossa Excelência, Vossa Senhoria. Ex.: Vossa
Alteza estará presente ao debate?
- antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em
maio de 2002.
- alguns nomes de países, como Espanha, França,
Inglaterra, Itália podem ser construídos sem o artigo,
principalmente quando regidos de preposição. Ex.: “Viveu
muito tempo em Espanha.”
- antes de todos / todas + numeral: Eles são, todos
quatro, amigos de João Luís e Laurinha.
- antes de palavras que designam matéria de estudo,
empregadas com os verbos: aprender, estudar, cursar,
ensinar. Ex.: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês.

O uso do artigo é facultativo:


- antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência
é irritante.
- antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou
Luciana / a Luciana? Internet: <http://educacaoepraxis.blogspot.com.br>.

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APOSTILAS OPÇÃO

No segundo quadrinho, correspondem, respectivamente, a sentimentos, ações, estados dos seres: dor, doença, amor, fé,
substantivo, pronome, artigo e advérbio: beijo, abraço, juventude, covardia. Ex.: É necessário alguém ser
(A) “guerra”, “o”, “a” e “por que”. ou estar triste para a tristeza manifestar-se.
(B) “mundo”, “a”, “o” e “lá”.
(C) “quando”, “por que”, “e” e “lá”. Formação
(D) “por que”, “não”, “a” e “quando”. - Simples: são aqueles formados por apenas um radical:
(E) “guerra”, “quando”, “a” e “não”. chuva, tempo, sol, guarda.
- Compostos: são os que são formados por mais de dois
03. (SESAP/RN - Técnico em Enfermagem - radicais: guarda-chuva, girassol, água-de-colônia.
COMPERVE/2018) - Primitivos: são os que não derivam de outras palavras;
vieram primeiro, deram origem a outras palavras. Ex.: ferro,
Nas décadas subsequentes, vários estudos Pedro, mês, queijo.
correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de - Derivados: são formados de outra palavra já existente;
risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, vieram depois. Ex.: ferradura, pedreiro, mesada, requeijão.
tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente - Coletivos: os substantivos comuns que, mesmo no
as chances de enfarte. singular, designam um conjunto de seres de uma mesma
espécie. Ex.:
Com relação à quantidade de artigos no trecho, há
(A) cinco. Álbum de fotografias Colmeia de abelhas
(B) três. de bispos em
Alcateia de lobos Concílio
(C) quatro. assembleia
de textos
(D) dois. Antologia Conclave de cardeais
escolhidos
Arquipélago ilhas Cordilheira de montanhas
04. (Prefeitura Tanguá/RJ - Técnico de Enfermagem -
MS Concursos/2017) Considere as afirmações sobre artigo e Reflexão do Substantivo
numeral e assinale a alternativa correta: Os substantivos apresentam variações ou flexões de gênero
I - Algumas palavras que atendem o substantivo, como um, (masculino/feminino), de número (plural/singular) e de grau
em “um dia”, podem modificar-lhe o sentido. Podemos (aumentativo/diminutivo).
entender a expressão como “um dia qualquer” e também como
“um único dia.” Na primeira situação, a palavra um é artigo; na Gênero (masculino/feminino)
segunda, um é numeral. Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e
II - Artigo é a palavra que antecede o substantivo, feminino. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a,
definindo-o ou indefinindo-o. Numeral é a palavra que ou o acréscimo da vogal a, no final da palavra: mestre, mestra.
expressa quantidade exata de pessoas ou coisas, ou lugar que
elas ocupam numa determinada sequência. Formação do Feminino
III - Os numerais classificam-se em: cardinais (designam O feminino se realiza de três modos:
uma quantidade de seres); ordinais (indicam série, ordem, - Flexionando-se o substantivo masculino: filho, filha /
posição); multiplicativos (expressam aumento proporcional a mestre, mestra / leão, leoa;
um múltiplo da unidade); fracionários (denotam diminuição - Acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um
proporcional a divisões, frações da unidade). sufixo feminino: autor, autora / deus, deusa / cônsul,
IV - O numeral pode referir-se a um substantivo ou consulesa / cantor, cantora / reitor, reitora.
substituí-lo; no primeiro caso, é numeral substantivo; no - Utilizando-se uma palavra feminina com radical
segundo, numeral adjetivo. diferente: pai, mãe / homem, mulher / boi, vaca / carneiro,
ovelha / cavalo, égua.
(A) Apenas II, III e IV estão corretas.
(B) Apenas I, III e IV estão corretas. Substantivos Uniformes
(C) Apenas I, II e III estão corretas. - Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero,
(D) Apenas I, II e IV estão corretas. quer se refiram ao macho ou à fêmea. – jacaré macho ou fêmea
/ a cobra macho ou fêmea.
Gabarito - Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam
indivíduos dos dois sexos. São masculinos ou femininos. A
01.D / 02.E / 03.C / 04.C indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou
feminino: o, a intérprete / o, a colega / o, a médium / o, a
Substantivo pianista.
- Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero
É a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os nomes de para homem ou a mulher: a criança (menino, menina) / a
pessoas, de lugares, coisas, entes de natureza espiritual ou testemunha (homem, mulher) / o cônjuge (marido, mulher).
mitológica: vegetação, sereia, cidade, anjo, árvore, respeito,
criança. Alguns substantivos que mudam de sentido, quando se
troca o gênero:
Classificação o lotação (veículo) - a lotação (efeito de lotar);
- Comuns: nomeiam os seres da mesma espécie. Ex.: o capital (dinheiro) - a capital (cidade);
menina, piano, estrela, rio, animal, árvore. o cabeça (chefe, líder) - a cabeça (parte do corpo);
- Próprios: referem-se a um ser em particular. Ex.: Brasil, o guia (acompanhante) - a guia (documentação).
América do Norte, Deus, Paulo, Lucélia.
- Concretos: são aqueles que têm existência própria; são São masculinos: o eclipse, o dó, o dengue (manha), o
independentes; reais ou imaginários. Ex.: mãe, mar, água, anjo, champanha, o soprano, o clã, o alvará, o sanduíche, o clarinete,
alma, Deus, vento, saci. o Hosana, o espécime, o guaraná, o diabete ou diabetes, o tapa,
- Abstrato: são os que não têm existência própria; depende o lança-perfume, o praça (soldado raso), o pernoite, o
sempre de um ser para existir. Designam qualidades,

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APOSTILAS OPÇÃO

formicida, o herpes, o sósia, o telefonema, o saca-rolha, o Plural dos Substantivos Compostos


plasma, o estigma.
Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural:
São femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a aluvião, a
análise, a cal, a gênese, a entorse, a faringe, a cólera (doença), - palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol
a cataplasma, a pane, a mascote, a libido (desejo sexual), a rês, = girassóis / autopeça = autopeças.
a sentinela, a sucuri, a usucapião, a omelete, a hortelã, a fama, - verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-
a Xerox, a aguardente. céu = arranha-céus / bate-bola = bate-bolas / guarda-roupa =
guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição =
Número (plural/singular) vale-refeições.
Acrescentam-se: - elemento invariável + palavra variável: sempre-viva =
- S – aos substantivos terminados em vogal ou ditongo: sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-
povo, povos / feira, feiras / série, séries. nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-
- S – aos substantivos terminados em N: líquen, liquens / escola = auto-escolas.
abdômen, abdomens / hífen, hífens. Também: líquenes, - palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-
abdômenes, hífenes. tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres.
- ES – aos substantivos terminados em R, S, Z: cartaz, - substantivo composto de três ou mais elementos não
cartazes / motor, motores / mês, meses. Alguns terminados em ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres /
R mudam sua sílaba tônica, no plural: júnior, juniores / caráter, o bem-te-vi = os bem-te-vis / o sem-terra = os sem-terra / o
caracteres / sênior, seniores. fora-da-lei = os fora-da-lei / o João-ninguém = os joões-ninguém
- IS – aos substantivos terminados em al, el, ol, ul: jornal, / o ponto-e-vírgula = os ponto e vírgulas / o bumba meu boi =
jornais / sol, sóis / túnel, túneis / mel, meles, méis. Exceções: os bumba meu bois.
mal, males / cônsul, cônsules / real, réis. - quando o primeiro elemento for: grão, grã (grande), bel:
- ÃO – aos substantivos terminados em ão, acrescenta S: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer
cidadão, cidadãos / irmão, irmãos / mão, mãos. = bel-prazeres.

Trocam-se: Somente o primeiro elemento vai para o plural:


- ão por ões: botão, botões / limão, limões / portão, portões
/ mamão, mamões. - substantivo + preposição + substantivo: água de colônia
- ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães / alemão, = águas-de-colônia / mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça /
alemães / cão, cães. pão-de-ló = pães-de-ló / sinal-da-cruz = sinais-da-cruz.
- il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis / canil, canis / - quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá
pernil, pernis. ideia de tipo, finalidade: samba-enredo = sambas-enredo /
- por eis (paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil, répteis / pombo-correio = pombos-correio / salário-família = salários-
projétil, projéteis. família / banana-maçã = bananas-maçã / vale-refeição = vales-
- m por ns: nuvem, nuvens / som, sons / vintém, vinténs / refeição (vale = ter valor de, substantivo+especificador)
atum, atuns.
- zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no plural: balão, Os dois elementos ficam invariáveis quando houver:
balões. 2º elimina-se o S + zinhos.
Balão – balões – balões + zinhos: balõezinhos. - verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco / o
Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. cola-tudo = os cola-tudo / o bota-fora = os bota-fora
Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos. - os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai
= os entra-e-sai / o leva-e-traz = os leva-e-traz / o vai-e-volta
Alguns substantivos terminados em X são invariáveis = os vai-e-volta.
(valor fonético = cs): os tórax, os tórax / o ônix, os ônix / a fênix,
as fênix / uma Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax. Os dois elementos, vão para o plural:

Substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma - substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis /
no plural: abelha-mestra = abelhas-mestras / tia-avó = tias-avós /
aldeão, aldeões, aldeãos; tenente-coronel = tenentes-coronéis / redator-chefe =
verão, verões, verãos; redatores-chefes.
anão, anões, anãos; - substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-
guardião, guardiões, guardiães; perfeitos / capitão-mor = capitães-mores / carro-forte =
corrimão, corrimãos, corrimões; carros-fortes / obra-prima = obras-primas / cachorro-quente
ancião, anciões, anciães, anciãos; = cachorros-quentes.
ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos. - adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas / curta-
metragem = curtas-metragens / má-língua = más-línguas /
Metafonia - apresentam o “o” tônico fechado no singular e - numeral ordinal + substantivo: segunda-feira =
aberto no plural: caroço (ô), caroços (ó) / imposto (ô), segundas-feiras / quinta-feira = quintas-feiras.
impostos (ó).
Composto com a palavra guarda só vai para o plural se
Substantivos que mudam de sentido quando usados no for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos / guarda-
plural: Fez bem a todos (alegria); Houve separação de bens. florestal = guardas-florestais / guarda-civil = guardas-civis /
(Patrimônio); Conferiu a féria do dia. (Salário); As férias foram guarda-marinha = guardas-marinha.
maravilhosas. (Descanso).
Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas
Substantivos empregados somente no plural: Arredores, / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os
belas-artes, bodas (ô), condolências, cócegas, costas, exéquias, Silvas.
férias, olheiras, fezes, núpcias, óculos, parabéns, pêsames,
viveres, idos, afazeres, algemas.

Língua Portuguesa 24
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APOSTILAS OPÇÃO

Plural das siglas, acrescenta-se um s minúsculo: CDs / (C) champanha – dó(pena) – telefonema;
DVDs / ONGs / PMs / Ufirs. (D) estudante – cal – alface;
(E) edema – diabete – alface.
Grau (aumentativo/diminutivo)
Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir 05. Sabendo-se que há substantivos que no masculino têm
intensidade, exagero ou diminuição. A essas modificações é um significado; e no feminino têm outro, diferente. Marque a
que damos o nome de grau do substantivo. Os graus alternativa em que há um substantivo que não corresponde ao
aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: seu significado:
(A) O capital = dinheiro;
- Sintético: com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou A capital = cidade principal;
diminutivo: peixe – peixão; peixe-peixinho; sufixo inho ou (B) O grama = unidade de medida;
isinho. A grama = vegetação rasteira;
(C) O rádio = aparelho transmissor;
- Analítico: formado com palavras de aumento: grande, A rádio = estação geradora;
enorme, imensa, gigantesca (obra imensa / lucro enorme / (D) O cabeça = o chefe;
carro grande / prédio gigantesco); e formado com as palavras A cabeça = parte do corpo;
de diminuição (diminuto, pequeno, minúscula, casa pequena, (E) A cura = o médico.
peça minúscula, saia diminuta). O cura = ato de curar.

- Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns Gabarito


substantivos exprimem também desprezo, crítica, indiferença
em relação a certas pessoas e objetos: gentalha, mulherengo, 01.C / 02.E / 03.D / 04.C / 05.E
narigão, gentinha, coisinha, povinho, livreco.
- Já alguns diminutivos dão ideia de afetividade: filhinho, Adjetivo
Toninho, mãezinha.
- Em consequência do dinamismo da língua, alguns É a palavra variável em gênero, número e grau que
substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram modifica um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade,
um significado novo: portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha estado, ou modo de ser: laranjeira florida; céu azul; mau tempo.
(calendário). Os adjetivos classificam-se em:
- As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em - simples: apresentam um único radical, uma única palavra
sílabas nasal, ditongo, hiato ou vogal tônica recebem o sufixo em sua estrutura: alegre, medroso, simpático.
zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha; irmão - compostos: apresentam mais de um radical, mais de duas
(sílaba nasal) = irmãozinho; herói (ditongo) = heroizinho; baú palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras; sapatos
(hiato) = bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho. marrom-escuros.
- As palavras terminadas em s ou z, ou em uma dessas - primitivos: são os que vieram primeiro; dão origem a
consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = outras palavras: atual, livre, triste, amarelo, brando.
paisinho; rapaz = rapazinho; rosa = rosinha; beleza = - derivados: são aqueles formados por derivação, vieram
belezinha. depois dos primitivos: amarelado, ilegal, infeliz,
- Há ainda aumentativos e diminutivos formados por desconfortável.
prefixação: minissaia, maxissaia, supermercado, - pátrios: indicam procedência ou nacionalidade, referem-
minicalculadora. se a cidades, estados, países. Amapá: amapaense; Amazonas:
amazonense ou baré; Anápolis: anapolino; Angra dos Reis:
Questões angrense; Aracajú: aracajuano ou aracajuense; Bahia: baiano.

01. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da Pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos, como:
mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”: afro-brasileiro; Anglo-americano, franco-italiano, sino-
(A) vulcão, abaixo-assinado; japonês (China e Japão); Américo-francês; luso-brasileira;
(B) irmão, salário-família; nipo-argentina (Japão e Argentina); teuto-argentinos
(C) questão, manga-rosa; (alemão).
(D) bênção, papel-moeda;
(E) razão, guarda-chuva. Locução Adjetiva: é a expressão que tem o mesmo valor
de um adjetivo. É formada por preposição + um substantivo.
02. Assinale a alternativa em que está correta a formação Vejamos algumas locuções adjetivas:
do plural:
(A) cadáver – cadáveis; Angelical de anjo Etário de idade
(B) gavião – gaviães; Abdominal de abdômen Fabril de fábrica
(C) fuzil – fuzíveis; Apícola de abelha Filatélico de selos
Aquilino de águia Urbano da cidade
(D) mal – maus;
(E) atlas – os atlas.
Flexões do Adjetivo
Como palavra variável, sofre flexões de gênero, número e
03. A palavra livro é um substantivo
grau:
(A) próprio, concreto, primitivo e simples.
(B) comum, abstrato, derivado e composto.
Gênero
(C) comum, abstrato, primitivo e simples.
(D) comum, concreto, primitivo e simples.
- uniformes: têm forma única para o masculino e o
feminino. Funcionário incompetente = funcionária
04. Assinale a alternativa em que todos os substantivos são
incompetente.
masculinos:
- biformes: troca-se a vogal “o” pela vogal “a” ou com o
(A) enigma – idioma – cal;
acréscimo da vogal “a” no final da palavra: ator famoso = atriz
(B) pianista – presidente – planta;
famosa / jogador brasileiro = jogadora brasileira.

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APOSTILAS OPÇÃO

Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas - o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos
no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico- terminados em r; pauper (pobre) = paupérrimo; macer
religiosa / são – sã. (magro) = macérrimo;
Às vezes, os adjetivos são empregados como substantivos - forma popular: radical do adjetivo português + íssimo
ou como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo como (pobríssimo);
substantivo: acompanha um artigo). A cerveja que desce - adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável =
redondo. (adjetivo como advérbio: redondamente). amabilíssimo;
- adjetivos terminados em eio formam o superlativo
Número apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo.
- os adjetivos terminados em io forma o superlativo em
O plural dos adjetivos simples flexiona de acordo com o iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo /
substantivo a que se referem: menino chorão = meninos frio = friíssimo.
chorões / garota sensível = garotas sensíveis.
Usa-se também, no superlativo:
- quando os dois elementos formadores são adjetivos, só o
segundo vai para o plural: questões político-partidárias, olhos - prefixos: maxinflação / hipermercado /
castanho-claros, senadores democrata-cristãos. ultrassonografia / supersimpática.
- composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se - expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem
a cores, o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis, sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena.
não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul- - adjetivos repetidos: fofinho, fofinho (=fofíssimo) /
petróleo (adjetivo azul, substantivo petróleo); saia amarelo- linda, linda (=lindíssima).
canário = saias amarelo-canário (adjetivo, amarelo; - diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha /
substantivo canário). grandalhão / gostosão / bonitão.
- as locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo, - linguagem informal, sufixo érrimo, em vez de íssimo:
ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / chiquérrimo, chiquetérrimo, elegantérrimo.
olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel.
- são invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias - Relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos,
sem-par, piadas sem-sal. com a mesma qualidade. Pode ser:
De Superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as
Grau suas amigas. (Ela é a mais de todas)
De Inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos.
O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades
dos seres. O adjetivo apresenta duas variações de grau: Questões
comparativo e superlativo.
01. (COMPESA - Analista de Gestão - Advogado -
O grau comparativo é usado para comparar uma FGV/2016) A substituição da oração adjetiva por um adjetivo
qualidade entre dois ou mais seres, ou duas ou mais de valor equivalente está feita de forma inadequada em:
qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade, de (A) “Quando você elimina o impossível, o que sobra, por
superioridade e de inferioridade: mais improvável que pareça, só pode ser a verdade”. / restante
(B) “Sábio é aquele que conhece os limites da própria
- de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou ignorância”. / consciente dos limites da própria ignorância.
tão alto quão / quanto / como você. (As duas pessoas têm a (C) “A única coisa que vem sem esforço é a idade”. /
mesma altura) indiferente
(D) “Adoro a humanidade. O que não suporto são as
- de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que pessoas”. / insuportável
uma é mais do que a outra: Minha amiga Manu é mais (E) “Com o tempo não vamos ficando sozinhos apenas
elegante do que / que eu. (Das duas, a Manu é mais) Podem pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros”. /
ser: falecidos
Analítico: mais bom / mais mau / mais grande / mais
pequeno: O salário é mais pequeno do que / que justo (salário 02. (SEPOG/RO - Técnico em Tecnologia da Informação
pequeno e justo). Quando comparamos duas qualidades de um e Comunicação - FGV/2018) Temos uma notícia triste: o
mesmo ser, podemos usar as formas: mais grande, mais mau, coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não
mais bom, mais pequeno. é ali que moram os sentimentos. Puxa, para que serve ele,
Sintético: bom, melhor / mau, pior / grande, maior / afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é
pequeno, menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de
bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, explica
- de inferioridade: um elemento é menor do que outro: Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração.
Somos menos passivos do que / que tolerantes. O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e
tem dois sistemas de bombeamento independentes. Com essas
O grau superlativo apresenta característica intensificada. “bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as
Pode ser absoluto ou relativo: artérias. Para isso contrai e relaxa, diminuindo e aumentando
de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente
- Absoluto: atribuída a um só ser; de forma absoluta. Pode bate mais rápido quando uma pessoa está apaixonada. O corpo
ser: libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a
Analítico: advérbio de intensidade muito, intensamente, pressão arterial”.
bastante, extremamente, excepcionalmente + adjetivo (Nicola é (O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6)
extremamente simpático).
Sintético: adjetivo + issimo, imo, ílimo, érrimo (Minha Nas frases “ele é superimportante” e “Ele realmente bate
comadre Mariinha é agradabilíssima). mais rápido quando uma pessoa está apaixonada”, há dois
exemplos de variação de grau.

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APOSTILAS OPÇÃO

Sobre essas variações, assinale a afirmativa correta. sexcentésimo..., septingentésimo..., octingentésimo...,


(A) Apenas na primeira frase há uma variação de grau de nongentésimo..., milésimo.
adjetivo.
(B) Nas duas ocorrências ocorre o superlativo de adjetivos. - Fracionário - indica uma fração ou divisão: meia, metade,
(C) Apenas na segunda ocorrência ocorre o grau terço, quarto, décimo, onze avos, doze avos, vinte avos..., trinta
comparativo do adjetivo. avos..., centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo..., milésimo.
(D) Na primeira ocorrência, a variação de grau ocorre por
meio de um sufixo. - Multiplicativo - indica a multiplicação de um número:
(E) Apenas na primeira frase há variação de grau. dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo,
nônuplo, décuplo, undécuplo, duodécuplo, cêntuplo.
03. (Banestes - Técnico Bancário - FGV/2018) O
adjetivo ilimitado corresponde à locução “sem limites”; a Os numerais que indicam conjunto de elementos de
locução com igual estrutura que NÃO corresponde ao adjetivo quantidade exata são os coletivos:
abaixo destacado é:
(A) Os turistas ficaram inertes durante a ação policial / BIMESTRE: período de dois meses
sem ação; CENTENÁRIO: período de cem anos
(B) O turista incauto ficou assustado com a ação policial / DECÁLOGO: conjunto de dez leis
DECÚRIA: período de dez anos
sem cautela;
DEZENA: conjunto de dez coisas
(C) O vocalista da banda saiu ileso do acidente / sem LUSTRO: período de cinco anos
ferimento; MILÊNIO: período de mil anos
(D) O presidente da Coreia passou incógnito pela França / MILHAR: conjunto de mil coisas
sem ser percebido; NOVENA: período de nove dias
(E) O novo livro do autor estava ainda inédito / sem editor. QUARENTENA: período de quarenta dias
QUINQUÊNIO: período de cinco anos
04. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão RESMA: quinhentas folhas de papel
SEMESTRE: período de seis meses
Contábil - FGV/2018) Na escrita, pode-se optar
TRIÊNIO: período de três anos
frequentemente entre uma construção de substantivo + TRINCA: conjunto de três coisas
locução adjetiva ou substantivo + adjetivo (esportes da água =
esportes aquáticos). Algarismos
Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I, 2-II, 3-III, 4-IV,
O termo abaixo sublinhado que NÃO pode ser substituído 5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-X, 11-XI, 12-XII, 13-XIII, 14-XIV,
por um adjetivo é: 15-XV, 16-XVI, 17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX, 20-XX, 30-XXX, 40-
(A) A indústria causou a poluição do rio; XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-XC, 100-C, 200-CC, 300-
(B) As águas do rio ficaram poluídas; CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC, 700-DCC, 800-DCCC, 900-CM,
(C) As margens do rio estão cheias de lama; 1.000-M.
(D) Os turistas se encantam com a imagem do rio;
(E) Os peixes do rio são bem saborosos. Flexão dos Numerais
Gênero
05. (Pref. Paulínia/SP - Engenheiro Agrônomo - - os numerais cardinais um, dois e as centenas a partir de
FGV/2016) “O povo, ingênuo e sem fé das verdades, quer ao duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma
menos crer na fábula, e pouco apreço dá às demonstrações menina foram os vencedores. / Comprei duzentos gramas de
científicas.” (Machado de Assis) presunto e duzentas rosquinhas.
- os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a
No fragmento acima, os dois adjetivos sublinhados nona colocada no vestibular.
possuem, respectivamente, os valores de - os numerais multiplicativos, quando usados com o valor
(A) qualidade e estado. de substantivos, são variáveis: A minha nota é o triplo da sua.
(B) estado e relação. (Triplo – valor de substantivo)
(C) relação e característica. - quando usados com valor de adjetivo, apresentam flexão
(D) característica e qualidade. de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na loto fácil. (Triplas
(E) qualidade e relação. valor de adjetivo)
- os numerais fracionários concordam com os cardinais
Gabarito que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram
contemplados.
01.C / 02.A / 03.E / 04.A / 05.E - o fracionário meio concorda em gênero e número com o
substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-
Numeral dia e meia. (Hora) / Usou apenas meias palavras.
Os numerais exprimem quantidade, posição em uma série, Número
multiplicação e divisão. Daí a sua classificação, - os numerais cardinais milhão, bilhão, trilhão, e outros,
respectivamente, em: variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a
festa do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros.
- Cardinal - indica número, quantidade: um, dois, três, - os numerais ordinais variam em número: As segundas
quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, colocadas disputarão o campeonato.
catorze ou quatorze, quinze, dezesseis, vinte..., trinta..., cem..., - os numerais multiplicativos são invariáveis quando
duzentos..., oitocentos..., novecentos..., mil. usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da
sua. (Valor de substantivo – invariável)
- Ordinal - indica ordem ou posição: primeiro, segundo, - os numerais multiplicativos variam quando usados como
terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. (Valor de adjetivo –
décimo primeiro, vigésimo..., trigésimo..., quingentésimo..., variável)

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APOSTILAS OPÇÃO

- os numerais fracionários variam em número, (A) Os moradores do bairro Matão, em Sumaré (SP),
concordando com os cardinais que indicam números das temem que suas casas desabem após uma cratera se abrir na
partes. Avenida Papa Pio X. (décima)
- Um quarto de litro equivale a 250 ml; três quartos (B) O acidente ocorreu nessa terça-feira, na BR-401
equivalem a 750 ml. (quatrocentas e uma)
(C) A 22ª edição do Guia impresso traz uma matéria e teve
Grau a sua página Classitêxtil reformulada. (vigésima segunda)
Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos (D) Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem
numerais: Já lhe disse isso mil vezes. / Aquele quarentão é um ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em
“gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”, lá da escola. erro, mediante artifício, ardil. (centésimo setésimo primeiro)
(E) A Semana de Arte Moderna aconteceu no início do
Emprego dos Numerais século XX. (século ducentésimo)
- para designar séculos, reis, papas, capítulos, cantos (na
poesia épica), empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo 05. (MPE/SP - Oficial de Promotoria I - VUNESP/2016)
II (segundo), Canto X (décimo), Luís IX (nono); os cardinais
para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis), Século XXI (vinte O SBT fará uma homenagem digna da história de seu
e um). proprietário e principal apresentador: no próximo dia 12
- se o numeral vier antes do substantivo, usa-se o ordinal. [12.12.2015] colocará no ar um especial com 2h30 de duração
O XX século foi de descobertas científicas. (vigésimo século) em homenagem a Silvio Santos. É o dia de seu aniversário de
- com referência ao primeiro dia do mês, usa-se o numeral 85 anos.
ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro. (http://tvefamosos.uol.com.br/noticias)
- na enumeração de leis, decretos, artigos, circulares,
portarias e outros textos oficiais, emprega-se o numeral As informações textuais permitem afirmar que, em
ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª 12.12.2015, Sílvio Santos completou seu
(portaria oitava); emprega-se o numeral cardinal, a partir de (A) octogenário quinquagésimo aniversário.
dez: O artigo 16 não foi justificado. (artigo dezesseis) (B) octogésimo quinto aniversário.
- enumeração de casa, páginas, folhas, textos, (C) octingentésimo quinto aniversário.
apartamentos, quartos, poltronas, emprega-se o numeral (D) otogésimo quinto aniversário.
cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito. / O texto quatro está (E) oitavo quinto aniversário.
na página sessenta e cinco.
- se o numeral vier antes do substantivo, emprega-se o Gabarito
ordinal. Paulo César é adepto da 7ª Arte. (sétima)
- não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos 01.A / 02.B / 03.A / 04.C / 05.B
reais é muito para mim.
- o artigo e o numeral, antes dos substantivos milhão, Pronome
milhar e bilhão, devem concordar no masculino:
- emprega-se, na escrita das horas, o símbolo de cada É a palavra que acompanha ou substitui o nome,
unidade após o numeral que a indica, sem espaço ou ponto: relacionando-o a uma das três pessoas do discurso. As três
10h20min – dez horas, vinte minutos. pessoas do discurso são:
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou
Questões emissor;
2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se
01. Marque o emprego incorreto do numeral: fala ou receptor;
(A) século III (três) 3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas (plural): aquela de
(B) página 102 (cento e dois) quem se fala ou referente.
(C) 80º (octogésimo)
(D) capítulo XI (onze) Os pronomes são classificados em: pessoais, de tratamento,
(E) X tomo (décimo) possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e
relativos.
02. Indique o item em que os numerais estão corretamente
empregados: Pronomes Pessoais
(A) Ao Papa Paulo seis sucedeu João Paulo primeiro. Os pronomes pessoais dividem-se em:
(B) após o parágrafo nono, virá o parágrafo dez. - Retos - exercem a função de sujeito da oração.
(C) depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo primeiro. - Oblíquos - exercem a função de complemento do verbo
(D) antes do artigo décimo vem o artigo nono. (objeto direto / objeto indireto). São: tônicos com preposição
(E) o artigo vigésimo segundo foi revogado. ou átonos sem preposição.

03. (Pref. Chapecó/SC - Procurador Municipal - Pessoas do Retos Oblíquos


Discurso Átonos Tônicos
IOBV/2016) Quanto à classificação dos numerais, os que
Singular 1ª pessoa eu me mim,
indicam o aumento proporcional de quantidade, podendo ter 2ª pessoa tu te comigo
valor de adjetivo ou substantivo são os numerais: 3ª pessoa ele/ela se, o, a, ti, contigo
(A) Multiplicativos. lhe si, ele,
(B) Ordinais. consigo
(C) Cardinais. Plural 1ª pessoa nós nos nós,
(D) Fracionários. 2ª pessoa vós vos conosco
3ª pessoa eles/elas se, os, as, vós,
lhes convosco
04. (Pref. Barra de Guabiraba/PE - IDHTEC/2016)
si, eles,
Assinale a alternativa em que o numeral está escrito por consigo
extenso corretamente, de acordo com a sua aplicação na frase:

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APOSTILAS OPÇÃO

- Colocados antes do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª te+o: (to). Ex.: Dei-te os meus melhores dias. Dei-tos.
pessoa, apresentam sempre a forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo lhe+o: (lho). Ex.: Ofereci-lhe flores. Ofereci-lhas.
do teatro. vos+o: (vo-lo). E.: Pedi-vos conselho. Pedi vo-lo.
- As palavras “só” e “todos” sempre acompanham os
pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. No Brasil, quase não se usam essas combinações (mo, to,
- Colocados depois do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª lho, no-lo, vo-lo), são usadas somente em escritores mais
pessoa apresentam as formas: sofisticados.
o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral:
Encontrei-a sozinha. Vejo-os diariamente. Pronomes de Tratamento
o, a, os, as, precedidos de verbos terminados em: R/S/Z, São usados no trato com as pessoas. Dependendo da
assumem as formas: lo, Ia, los, las, perdendo, pessoa a quem nos dirigimos, do seu cargo, idade, título, o
consequentemente, as terminações R, S, Z. Preciso pagar ao tratamento será familiar ou cerimonioso.
verdureiro. (= pagá-lo); Fiz os exercícios a lápis. (= Fi-los a
lápis) Vossa Alteza - V.A. - príncipes, duques;
lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos / vos - Eis a Vossa Eminência - V.Ema - cardeais;
prova do suborno. (= Ei-la); O tempo nos dirá. (= no-lo dirá). Vossa Excelência - V.Ex.a - altas autoridades, presidente,
(eis, nos, vos perdem o S) oficiais;
no, na, nos, nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m, Vossa Magnificência - V.Mag.a - reitores de universidades;
ão, õe: Deram-na como vencedora; Põe-nos sobre a mesa. Vossa Majestade - V.M. - reis, imperadores;
lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural, Vossa Santidade - V.S. - Papa;
terminado em S não modificado: Nós entregamoS-lhe a cópia Vossa Senhoria -V.Sa - tratamento cerimonioso.
do contrato. (o S permanece) - São também pronomes de tratamento: o senhor, a
nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa do plural, senhora, a senhorita, dona, você.
perde o S: Sentamo-nos à mesa para um café rápido. - Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico.
me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com verbos
transitivos diretos (TD), têm sentido possessivo, equivalendo Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente
a meu, teu, seu, dele, nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a dois fechos:
esperança. (sua, dele, dela possessivo) Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive
para o presidente da República.
Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e se recebem o Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia
nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação ou de hierarquia inferior.
mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados.
(pronome recíproco, nós mesmos). Nunca diga: Eu se apavorei. - A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é empregada
/ Eu jà se arrumei; Eu me apavorei. / Eu me arrumei. (certos) quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não
- Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos compareceu à reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa)
por mim e ti após preposição: O segredo ficará somente entre - A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é empregada quando
mim e ti. se fala sobre a pessoa: Sua Eminência, o cardeal, viajou para
- É obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu, um congresso. (falando a respeito do cardeal)
quando funcionarem como sujeito: Todos pediram para eu - Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria,
relatar os fatos cuidadosamente. (pronome reto + verbo no Excelência, Eminência, Majestade), embora indiquem a 2ª
infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não escreve, não pessoa (com quem se fala), exigem que outros pronomes e o
compra, não anda. verbo sejam usados na 3ª pessoa. Vossa Excelência sabe que
- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas seus ministros o apoiarão.
como complemento de verbos transitivos diretos ao passo
que as formas lhe, lhes são empregadas como complementos Pronomes Possessivos
de verbos transitivos indiretos: Dona Cecília, querida amiga, São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas
chamou-a. (verbo transitivo direto, VTD); Minha saudosa da fala.
comadre, Nircléia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo
indireto,VTI) Masculino Feminino
Singular Plural Singular Plural
- É comum, na linguagem coloquial, usar o brasileiríssimo meu meus minha minhas
teu teus tua tuas
a gente, substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve
seu seus sua suas
fazer caridade com os mais necessitados. nosso nossos nossa nossas
- Chamam-se pronomes pessoais reflexivos os pronomes vosso vossos vossa vossas
que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu- 1ª seu seus sua suas
pessoa- sujeito / me- pronome pessoal reflexivo)
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo devem ser Emprego dos Pronomes Possessivos
empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e
funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa, - O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode
cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantou-se com provocar, às vezes, a ambiguidade da frase. Ex.: João Luís disse
elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. O
(Nicole- sujeito, 3ª pessoa / levantou- verbo, 3ª pessoa / pronome seu toma o sentido ambíguo, pois pode referir-se
se- complemento, 3ª pessoa / levou- verbo, 3ª pessoa / tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. No
consigo- complemento, 3ª pessoa). caso, usa-se o pronome dele, dela para desfazer a ambiguidade.
- Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes (formas de - Os possessivos, às vezes, podem indicar aproximações
Objeto Indireto) juntam-se a o, a, os, as (formas de Objeto numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus
Direto), assim: trinta anos.
me+o (mo). Ex.: Recebi a carta e agradeci ao jovem, que ma - Na linguagem popular, o tratamento seu como em: Seu
trouxe. Ricardo, pode entrar!, não tem valor possessivo, pois é uma
nos+o (no-lo). Ex.: Venderíamos a casa, se no-la exigissem. alteração fonética da palavra senhor.

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APOSTILAS OPÇÃO

- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo Emprego dos Pronomes Indefinidos


concorda com o mais próximo. Ex.: Trouxe-me seus livros e
anotações. - O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um
- Usam-se elegantemente certos pronomes oblíquos: me, substantivo ou numeral, nunca sozinho: Ganharam cem
te, lhe, nos, vos, com o valor de possessivos. Vou seguir-lhe os dólares cada um. (inadequado: Ganharam cem dólares cada.)
passos. (os seus passos) - Certo, certa, certos, certas, vários, várias, são indefinidos
- Deve-se observar as correlações entre os pronomes quando colocados antes dos substantivos, e adjetivos quando
pessoais e possessivos. “Sendo hoje o dia do teu aniversário, colocados depois do substantivo: Certo dia perdi o controle da
apresso-me em apresentar-te os meus sinceros parabéns; situação. (antes do substantivo= indefinido); Eles voltarão no
Peço a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu amigo que te dia certo. (depois do substantivo=adjetivo).
preza.” - Todo, toda (somente no singular) sem artigo, equivale a
- Não se emprega o pronome possessivo (seu, sua) quando qualquer: Todo ser nasce chorando. (=qualquer ser;
se trata de parte do corpo. Ex.: Um cavaleiro todo vestido de indetermina, generaliza).
negro, com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada - Outrem significa outra pessoa. Ex.: Nunca se sabe o
em sua, mão. (usa-se: no ombro; na mão) pensamento de outrem.
- Qualquer, plural quaisquer. Ex.: Fazemos quaisquer
Pronomes Demonstrativos negócios.
Indicam a posição dos seres designados em relação às
pessoas do discurso, situando-os no espaço ou no tempo. Locuções Pronominais Indefinidas: são locuções
Apresentam-se em formas variáveis e invariáveis. pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equivalem
ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que
este, esta, isto, estes, estas seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou
Ex.: outro / tal qual (=certo).
Não gostei deste livro aqui.
Neste ano, tenho realizado bons negócios.
Pronomes Relativos
Esta afirmação me deixou surpresa: gostava de química.
O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, São aqueles que representam, numa 2ª oração, alguma
mas esta é mais oprimida. palavra que já apareceu na oração anterior. Essa palavra da
esse, essa, esses, essas oração anterior chama-se antecedente: Comprei um carro que
Ex.: é movido a álcool e à gasolina. É Flex Power. Percebe-se que o
Não gostei desse livro que está em tuas mãos. pronome relativo que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso
Nesse último ano, realizei bons negócios. a palavra que é um pronome relativo. Dica: substituir que por
Gostava de química. Essa afirmação me deixou surpresa. o, a, os, as, qual / quais.
aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas
Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e
Ex.:
Não gostei daquele livro que a Roberta trouxe. invariáveis.
Tenho boas recordações de 1960, pois naquele ano realizei Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja,
bons negócios. cujas, quanto, quantos;
O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, Invariáveis: que, quem, quando, como, onde.
mas esta é mais oprimida que aquele.
Emprego dos Pronomes Relativos
- para retomar elementos já enunciados, usamos aquele (e
variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este - O relativo que, por ser o mais usado, é chamado de
(e variações) para o que foi referido em último lugar. Ex.: Pais relativo universal. Ele pode ser empregado com referência à
e mães vieram à festa de encerramento; aqueles, sérios e pessoa ou coisa, no plural ou no singular. Ex.: Este é o CD novo
orgulhosos, estas, elegantes e risonhas. que acabei de comprar; João Adolfo é o cara que pedi a Deus.
- dependendo do contexto os demonstrativos também - O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome
servem como palavras de função intensificadora ou demonstrativo o, a, os, as. Ex.: Não entendi o que você quis
depreciativa. Ex.: Júlia fez o exercício com aquela calma! dizer. (o que = aquilo que).
(=expressão intensificadora). Não se preocupe; aquilo é uma - O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre
tranqueira! (=expressão depreciativa) precedido de preposição. Ex.: Marco Aurélio é o advogado a
- as formas nisso e nisto podem ser usadas com valor de quem eu me referi.
então ou nesse momento. Ex.: A festa estava desanimada; nisso, - O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que, do qual,
a orquestra tocou um samba e todos caíram na dança. de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e
- os demonstrativos esse, essa, são usados para destacar um o termo seguinte. (cujo, vem sempre entre dois substantivos)
elemento anteriormente expresso. Ex.: Ninguém ligou para o - O pronome relativo pode vir sem antecedente claro,
incidente, mas os pais, esses resolveram tirar tudo a limpo. explícito; é classificado, portanto, como relativo indefinido, e
não vem precedido de preposição. Ex.: Quem casa quer casa;
Pronomes Indefinidos Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade; Estas são as
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer.
modo vago indefinido, impreciso: Alguém disse que Paulo - Só se usa o relativo cujo quando o consequente é
César seria o vencedor. Alguns desses pronomes são variáveis diferente do antecedente. Ex.: O escritor cujo livro te falei é
em gênero e número; outros são invariáveis. paulista.
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, - O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois
certo, vários, tanto, quanto, um, bastante, qualquer. de si.
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, outrem, algo, quem, - O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a:
nada, cada, mais, menos, demais. em que, no qual. Ex.: Desconheço o lugar onde vende tudo
mais barato. (= lugar em que)
- Quanto, quantos e quantas são relativos quando usados
depois de tudo, todos, tanto. Ex.: Naquele momento, a querida
comadre Naldete, falou tudo quanto sabia.

Língua Portuguesa 30
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APOSTILAS OPÇÃO

Pronomes Interrogativos Os Emirados Árabes estão investindo em fontes energéticas


São os pronomes em frases interrogativas diretas ou renováveis. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra
indiretas. Os principais interrogativos são: que, quem, qual, por mais 100 anos pelo menos. O que pretendem é diversificar e
quanto: poluir menos. Uma aposta no futuro.
- Afinal, quem foram os prefeitos desta cidade? A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do
(interrogativa direta, COM o ponto de interrogação) papel a cidade sustentável de Masdar. Dez por cento do
- Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. planejado está pronto. Um traçado urbanístico ousado, que
(interrogativa indireta, SEM a interrogação) deixa os carros de fora. Lá só se anda a pé ou de bicicleta. As ruas
são bem estreitas para que um prédio faça sombra no outro. É
Questões perfeito para o deserto. Os revestimentos das paredes isolam o
calor. E a direção dos ventos foi estudada para criar corredores
01. (CRP 2º Região/PE - Psicólogo Orientador - Fiscal - de brisa.
Quadrix/2018) (Adaptado de: “Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a
energia solar”. Disponível
em:http://g1.globo.com/globoreporter/noticia/2016/04/abu-dhabi-constroi-
cidade-do-futuro-com-tudo-movido-energia-solar.html)

Considere as seguintes passagens do texto:


I. E foi exatamente por causa da temperatura que foi
construída em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia
solar do mundo. (1º parágrafo)
II. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra por
mais 100 anos pelo menos. (2º parágrafo)
III. Um traçado urbanístico ousado, que deixa os carros de
fora. (3º parágrafo)
IV. As ruas são bem estreitas para que um prédio faça
sombra no outro. (3º parágrafo)

O termo “que” é pronome e pode ser substituído por “o


qual” APENAS em
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) I, II e IV.
(D) I e IV.
(E) III e IV.
Em "Mas ele não tinha muitas chances", as palavras
classificam-se, morfologicamente, na ordem em que aparecem, 04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo -
como IDHTEC/2016)
(A) preposição, pronome, advérbio, ação, nome e adjetivo.
(B) conjunção, pronome, advérbio, verbo, pronome e
substantivo.
(C) interjeição, pronome, nome, verbo, artigo e adjetivo.
(D) conector, nome, adjetivo, verbo, pronome e nome.
(E) conjunção, substantivo, advérbio, verbo, advérbio e
adjetivo.

02. (IF/PA - Auxiliar em Administração -


FUNRIO/2016) O emprego do pronome relativo está de
acordo com as normas da língua-padrão em:
(A) Finalmente aprovaram o decreto que lutamos tanto
por ele.
(B) Nas próximas férias, minha meta é fazer tudo que tenho
O emprego do pronome “aquela” na charge:
direito.
(A) Dá uma conotação irônica à frase.
(C) Eu aprovaria o texto daquele parecer que o relator
(B) Representa uma forma indireta de se dirigir ao casal.
apresentou ontem.
(C) Permite situar no espaço aquilo a que se refere.
(D) Existe um escritor brasileiro que todos os brasileiros
(D) Indica posse do falante.
nos orgulhamos.
(E) Evita a repetição do verbo.
(E) Na política, às vezes acontecem traições onde mostram
muita sordidez.
05. (Pref. Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala -
FEPESE/2016) Analise a frase abaixo:
03. (Eletrobras/Eletrosul - Técnico de Segurança do
Trabalho - FCC/2016)
“O professor discutiu............mesmos a respeito da
desavença entre .........e ........ .
Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a
energia solar
Assinale a alternativa que completa corretamente as
lacunas do texto.
Bem no meio do deserto, há um lugar onde o calor é extremo.
(A) com nós - eu - ti
Sessenta e três graus ou até mais no verão. E foi exatamente por
(B) conosco - eu - tu
causa da temperatura que foi construída em Abu Dhabi uma das
(C) conosco - mim - ti
maiores usinas de energia solar do mundo.
(D) conosco - mim - tu
(E) com nós - mim - ti
Língua Portuguesa 31
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APOSTILAS OPÇÃO

Gabarito - Algumas regiões do Brasil, usam o pronome tu de forma


diferente da fala culta, exigida pela gramática oficial, ou seja,
01.B / 02.C / 03.B / 04.C / 05.E tu foi, tu pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu tens.
- O pronome vós aparece somente em textos literários ou
Verbo bíblicos.
- Os pronomes: você, vocês, que levam o verbo na 3ª
É a palavra que indica ação, movimento, fenômenos da pessoa, é o mais usado no Brasil.
natureza, estado, mudança de estado. Flexiona-se em:
- número (singular e plural); Flexão de tempo e de modo: os tempos situam o fato ou a
- pessoa (primeira, segunda e terceira); ação verbal dentro de determinado momento; pode estar em
- modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, formas plena ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas três
nominais: gerúndio, infinitivo e particípio); possibilidades básicas, mas não únicas, são: presente,
- tempo (presente, passado e futuro); pretérito e futuro.
- e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva).
O modo indica as diversas atitudes do falante com relação
De acordo com a vogal temática, os verbos estão agrupados ao fato que enuncia. São três os modos:
em três conjugações: - Modo Indicativo: a atitude do falante é de certeza,
1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular. precisão. O fato é ou foi uma realidade. Apresenta presente,
2ª conjugação – er: beber, correr, entreter. pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito, futuro do
3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir. presente e futuro do pretérito.
- Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza, de
O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, dispor, dúvida, exprime uma possibilidade. O subjuntivo expressa
compor, impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua uma incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese. Apresenta
origem latina poer. presente, pretérito imperfeito e futuro. Ex: Tenha paciência,
Lourdes; Se tivesse dinheiro compraria um carro zero;
Elementos Estruturais do Verbo Quando o vir, dê lembranças minhas.
As formas verbais apresentam três elementos em sua - Modo Imperativo: a atitude do falante é de ordem, um
estrutura: radical, vogal temática e tema. desejo, uma vontade, uma solicitação. Indica uma ordem, um
Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o pedido, uma súplica. Apresenta imperativo afirmativo e
significado essencial do verbo. Observe as formas verbais da imperativo negativo.
1ª conjugação: contar, esperar, brincar. Flexionando esses
verbos, nota-se que há uma parte que não muda, e que nela Emprego dos Tempos do Indicativo
está o significado real do verbo. - Presente do Indicativo: para enunciar um fato
cont é o radical do verbo contar; momentâneo. Ex.: Estou feliz hoje. Para expressar um fato que
esper é o radical do verbo esperar; ocorre com frequência. Ex.: Eu almoço todos os dias na casa de
brinc é o radical do verbo brincar. minha mãe. Na indicação de ações ou estados permanentes,
verdades universais. Ex.: A água é incolor, inodora, insípida.
Se tirarmos as terminações ar, er, ir do infinitivo dos - Pretérito Imperfeito: para expressar um fato passado,
verbos, teremos o radical desses verbos. Também podemos não concluído. Ex.: Nós comíamos pastel na feira; Eu cantava
antepor prefixos ao radical: desnutrir / reconduzir. muito bem.
- Pretérito Perfeito: é usado na indicação de um fato
Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual passado concluído. Ex.: Cantei, dancei, pulei, chorei, dormi...
conjugação pertence o verbo. Há três vogais temáticas: 1ª - Pretérito Mais-Que-Perfeito: expressa um fato passado
conjugação: a; 2ª conjugação: e; 3ª conjugação: i. anterior a outro acontecimento passado. Ex.: Nós cantáramos
no congresso de música.
Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal - Futuro do Presente: na indicação de um fato realizado
temática. Ex.: contar - cont (radical) + a (vogal temática) = num instante posterior ao que se fala. Ex.: Cantarei domingo
tema. Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o no coro da igreja matriz.
radical (contei = cont ei). - Futuro do Pretérito: para expressar um acontecimento
posterior a um outro acontecimento passado. Ex.: Compraria
Desinências: são elementos que se juntam ao radical, ou um carro se tivesse dinheiro
ao tema, para indicar as flexões de modo e tempo, desinências
modo temporais e desinências número pessoais. 1ª Conjugação: -AR
Presente: danço, danças, dança, dançamos, dançais,
Contávamos dançam.
Cont = radical Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou, dançamos,
a = vogal temática dançastes, dançaram.
va = desinência modo temporal Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas, dançava,
mos = desinência número pessoal dançávamos, dançáveis, dançavam.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: dançara, dançaras, dançara,
Flexões Verbais dançáramos, dançáreis, dançaram.
Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar Futuro do Presente: dançarei, dançarás, dançará,
o número e a pessoa. dançaremos, dançareis, dançarão.
- eu estudo – 1ª pessoa do singular; Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, dançaria,
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural; dançaríamos, dançaríeis, dançariam.
- tu estudas – 2ª pessoa do singular;
- vós estudais – 2ª pessoa do plural;
- ele estuda – 3ª pessoa do singular;
- eles estudam – 3ª pessoa do plural.

Língua Portuguesa 32
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2ª Conjugação: -ER Emprego do Imperativo


Presente: como, comes, come, comemos, comeis, comem. Imperativo Afirmativo
Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu, comemos, - Não apresenta a primeira pessoa do singular.
comestes, comeram. - É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do
Pretérito Imperfeito: comia, comias, comia, comíamos, subjuntivo.
comíeis, comiam. - O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o “s”.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera, comeras, comera, - O restante é cópia fiel do presente do subjuntivo.
comêramos, comêreis, comeram.
Futuro do Presente: comerei, comerás, comerá, Presente do Indicativo: eu amo, tu amas, ele ama, nós
comeremos, comereis, comerão. amamos, vós amais, eles amam.
Futuro do Pretérito: comeria, comerias, comeria, Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele
comeríamos, comeríeis, comeriam. ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem.
Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame você, amemos
3ª Conjugação: -IR nós, amai vós, amem vocês.
Presente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem.
Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu, partimos, Imperativo Negativo
partistes, partiram. - É formado através do presente do subjuntivo sem a
Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia, partíamos, primeira pessoa do singular.
partíeis, partiam. - Não retira os “s” do tu e do vós.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira, partiras, partira,
partíramos, partíreis, partiram. Presente do Subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele
Futuro do Presente: partirei, partirás, partirá, partiremos, ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem.
partireis, partirão. Imperativo negativo: (X), não ames tu, não ame você, não
Futuro do Pretérito: partiria, partirias, partiria, amemos nós, não ameis vós, não amem vocês.
partiríamos, partiríeis, partiriam.
Além dos três modos citados (Indicativo, Subjuntivo e
Emprego dos Tempos do Subjuntivo Imperativo), os verbos apresentam ainda as formas nominais:
- Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e particípio.
duvidoso, muitas vezes ligados ao desejo, à suposição. Ex.:
Duvido de que apurem os fatos; Que surjam novos e honestos Infinitivo Impessoal1
políticos. Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal,
- Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido,
condição ou hipótese. Ex.: Se recebesse o prêmio, voltaria à não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável.
universidade. Assim, considera-se apenas o processo verbal. Ex.: Amar é
- Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético, sofrer.
pode ou não acontecer. Quando você fizer o trabalho, será Podendo ter valor e função de substantivo. Ex.: Viver é
generosamente gratificado. lutar. (= vida é luta); É indispensável combater a corrupção. (=
combate à)
1ª Conjugação –AR O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
Presente: que eu dance, que tu dances, que ele dance, que (forma simples) ou no passado (forma composta). Ex.: É
nós dancemos, que vós danceis, que eles dancem. preciso ler este livro; Era preciso ter lido este livro.
Pretérito Imperfeito: se eu dançasse, se tu dançasses, se Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª
ele dançasse, se nós dançássemos, se vós dançásseis, se eles pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo
dançassem. impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas
Futuro: quando eu dançar, quando tu dançares, quando ele pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo
dançar, quando nós dançarmos, quando vós dançardes, contexto da frase). Ex.: Para ler melhor, eu uso estes óculos.
quando eles dançarem. (1ª pessoa); Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa)

2ª Conjugação -ER O infinitivo impessoal é usado:


Presente: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que nós
comamos, que vós comais, que eles comam. - Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se
Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu comesses, se ele referir a um sujeito determinado. Ex. Querer é poder.
comesse, se nós comêssemos, se vós comêsseis, se eles Fumar prejudica a saúde. É proibido colar cartazes neste
comessem. muro.
Futuro: quando eu comer, quando tu comeres, quando ele - Quando tem valor de Imperativo. Ex. Soldados,
comer, quando nós comermos, quando vós comerdes, marchar! (= Marchai!) Esquerda, volver!
quando eles comerem. - Quando é regido de preposição (geralmente
precedido da preposição “de”) e funciona como
3ª conjugação – IR complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da
Presente: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que nós oração anterior. Ex.: Eles não têm o direito de gritar assim.
partamos, que vós partais, que eles partam. As meninas foram impedidas de participar do jogo. Eu os
Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu partisses, se ele convenci a aceitar.
partisse, se nós partíssemos, se vós partísseis, se eles
partissem. No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar",
Futuro: quando eu partir, quando tu partires, quando ele "tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar)
partir, quando nós partirmos, quando vós partirdes, deve ser flexionado. Exs.:
quando eles partirem. Eram pessoas difíceis de serem contentadas.
Aqueles remédios são ruins de serem tomados.

1 https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php

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APOSTILAS OPÇÃO

Os jogos que você me emprestou são agradáveis de serem Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua
jogados. conduta.

- Nas locuções verbais. Ex.: Queremos acordar bem cedo - Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade
amanhã. Eles não podiam reclamar do colégio. Vamos pensar de ação. Exs.:
no seu caso. Vi os alunos abraçarem-se alegremente.
- Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da Fizemos os adversários cumprimentarem-se com
oração anterior. Ex. Eles foram condenados a pagar pesadas gentileza.
multas. Devemos sorrir ao invés de chorar. Tenho ainda alguns Mandei as meninas olharem-se no espelho.
livros por (para) publicar.
Gerúndio
Observação: quando o infinitivo preposicionado, ou não, Pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Ex.: Saindo de
preceder ou estiver distante do verbo da oração principal casa, encontrei alguns amigos. (Função de advérbio); Nas ruas,
(verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do havia crianças vendendo doces. (Função adjetivo)
período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso;
verbal. Exs.: na forma composta, uma ação concluída. Ex.: Trabalhando,
Na esperança de sermos atendidos, muito lhe aprenderás o valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu o
agradecemos. valor do dinheiro.
Foram dois amigos à casa de outro, a fim de jogarem
futebol. Particípio
Para estudarmos, estaremos sempre dispostos. Quando não é empregado na formação dos tempos
Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma
crianças. ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Ex.:
Terminados os exames, os candidatos saíram. Quando o
- Com os verbos causativos "deixar", "mandar" e particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação
"fazer" e seus sinônimos que não formam locução verbal temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo
com o infinitivo que os segue. Ex.: Deixei-os sair cedo hoje. (adjetivo verbal). Ex.: Ela foi a aluna escolhida para
- Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e representar a escola.
sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão.
Ex.: Vi-os entrar atrasados. Ouvi-as dizer que não iriam à 1ª Conjugação –AR
festa. Infinitivo Impessoal: dançar.
Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; dançar ele,
Infinitivo Pessoal dançarmos nós, dançardes vós, dançarem eles.
É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na Gerúndio: dançando.
1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências, Particípio: dançado.
assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-
se da seguinte maneira: 2ª Conjugação –ER
2ª pessoa do singular: radical + ES. Ex.: teres (tu) Infinitivo Impessoal: comer.
1ª pessoa do plural: radical + mos. Ex.: termos (nós) Infinitivo pessoal: comer eu, comeres tu, comer ele,
2ª pessoa do plural: radical + dês. Ex.: terdes (vós) comermos nós, comerdes vós, comerem eles.
3ª pessoa do plural: radical + em. Ex.: terem (eles) Gerúndio: comendo.
Particípio: comido.
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa
colocação. 3ª Conjugação –IR
Infinitivo Impessoal: partir.
Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu, partir ele,
significa que ele atribui um agente ao processo verbal, partirmos nós, partirdes vós, partirem eles.
flexionando-se. Gerúndio: partindo.
O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: Particípio: partido.

- Quando o sujeito da oração estiver claramente Questões


expresso. Exs.:
Se tu não perceberes isto... 01. (UNEMAT - Psicólogo - 2018)
Convém vocês irem primeiro.
O bom é sempre lembrarmos (sujeito desinencial, sujeito
implícito = nós) desta regra.

- Quando tiver sujeito diferente daquele da oração


principal. Exs.:
O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos
estudarem bastante para a prova. Disponível
Perdoo-te por me traíres. https://www.facebook.com/tirasamandinho/photos/a.488361671209144.11396
O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade. 3.
488356901209621/1568398126538821/?type=3&theater.
O guarda fez sinal para os motoristas pararem. Acesso em: fev.2018.

- Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na Na tirinha, Fê conversa com Camilo sobre o que ela
terceira pessoa do plural). Exs.: considera ser machismo na cerimônia de casamento, enquanto
Faço isso para não me acharem inútil. Pudim diz a Armandinho que tudo aquilo que a garota
Temos de agir assim para nos promoverem. questiona é algo natural.

Língua Portuguesa 34
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APOSTILAS OPÇÃO

Nas falas atribuídas à menina, o verbo ter aparece em Tem As expressões verbais empregadas em tempo que exprime
casamentos [...] (quadro 1) e em [...] essas coisas têm a ideia de hipótese são:
significados! (quadro 2). (A) seria e teria.
(B) foi e seria.
Em relação a esses empregos do verbo ter, assinale a (C) teria e ter sido.
alternativa correta. (D) foi e constatou.
(A) Em ambos, o verbo é impessoal. (E) ter sido e passou.
(B) Ambos estão na terceira pessoa do plural do presente
do modo indicativo. 04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo -
(C) Ambos estão na terceira pessoa do singular do presente IDHTEC/2016) Morto em 2015, o pai afirma que Jules Bianchi
do modo indicativo. não __________culpa pelo acidente. Em entrevista, Philippe
(D) Ambos estão no presente do modo indicativo, embora Bianchi afirma que a verdade nunca vai aparecer, pois os
o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na pilotos __________ medo de falar. "Um piloto não vai dizer nada
terceira pessoa do plural. se existir uma câmera, mas quando não existem câmeras,
(E) Ambos estão no presente do modo subjuntivo, embora todos __________ até mim e me dizem. Jules Bianchi bateu com
o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na seu carro em um trator durante um GP, aquaplanou e não
terceira pessoa do plural. conseguiu __________para evitar o choque.
(http://espn.uol.com.br/noticia/603278_pai-diz-que-pilotos-da-f-1-
temmedo-de-falar-a-verdade-sobre-o-acidente-fatal-de-bianchi)
02. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018)
Complete com a sequência de verbos que está no tempo,
O drama dos viciados em dívidas
modo e pessoa corretos:
(A) Tem – tem – vem - freiar
Apesar dos sinais de recuperação da economia, o número
(B) Tem – tiveram – vieram - frear
de brasileiros endividados chegou a 61,7 milhões em fevereiro
(C) Teve – tinham – vinham – frenar
passado – o equivalente a 40% da população adulta. O número
(D) Teve – tem – veem – freiar
é alto porque o hábito de manter as contas em dia não é apenas
(E) Teve – têm – vêm – frear
uma questão financeira decorrente do estado geral da
economia – pode ser uma questão comportamental. Por isso,
05. (Prefeitura Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala -
há grupos especializados que promovem reuniões semanais
FEPESE/2016) Assinale a alternativa em que está correta a
com devedores, com a finalidade de trocar experiências sobre
correlação entre os tempos e os modos verbais nas frases
consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho. Uma
abaixo.
dessas organizações é o Devedores Anônimos (DA), que
(A) A entonação correta ao falarmos colabora com o
funciona nos mesmos moldes do Alcoólicos Anônimos (AA).
entendimento que o outro tem do assunto tratado e reforçaria
Pertencer a uma classe social mais alta não livra ninguém
a nossa persuasão.
do problema. As pessoas de maior renda são justamente as que
(B) Para falar bem em público, organize as ideias de acordo
têm maior resistência em admitir a compulsão. Pior. É comum
com o tempo que você terá e, antes de falar, ensaie sua
que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas
apresentação.
tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar
(C) A capacidade de os adolescentes virem a falar em
gastos para se encaixar na nova realidade. Pedir um
público, teria dependido dos bons ensinamentos da escola.
empréstimo para quitar outra dívida é um comportamento
(D) Quem vier a comparar a fala dos jovens de hoje com os
recorrente entre os endividados.
da geração passada, haveria de concluir que os jovens de hoje
Para sair do vermelho, aceitar o vício é o primeiro passo.
leem muito menos.
Uma vez que o devedor reconhece o problema, a próxima
(E) O contato visual também é importante ao falar em
etapa é se planejar.
(Felipe Machado e Tatiana Babadobulos, Veja, 04.04.2018. Adaptado) público. Passa empatia e envolveria o outro.

Assinale a alternativa em que os verbos estão conjugados Gabarito


de acordo com a norma-padrão, em substituição aos trechos
destacados na passagem – É comum que, diante dos apuros, 01.D / 02.C / 03.A / 04.E / 05.B
como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo
padrão de vida. Locução Verbal
(A) Poderia acontecer que ... mantêm
(B) Pôde acontecer que ... mantessem Uma locução verbal2 é a combinação de um verbo
(C) Podia acontecer que ... mantivessem auxiliar e um verbo principal. Esses dois verbos, aparecendo
(D) Pôde acontecer que ... manteram juntos na oração, transmitem apenas uma ação verbal,
(E) Podia acontecer que ... mantiveram desempenhando o papel de um único verbo. Exemplo:
- estive pensando
03. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) A vida - quero sair
de Dorinha Duval foi, ____ . O processo ainda não havia ido a - pode ocorrer
Júri quando a tese da defesa foi mudada. Não seria mais - tem investigado
violenta emoção, mas legítima defesa. Ela não teria atirado no - tinha decidido
marido por ter sido ___ e chamada de velha, mas ______ o marido
passou a agredi-la. De fato, o exame pericial de corpo de delito Função dos verbos auxiliares nas locuções verbais
realizado em Dorinha constatou a existência de _______ em seu Apenas o verbo auxiliar é flexionado. Verbo auxiliar é o
corpo. A versão da legítima defesa era ______ . que perdendo significado próprio, é utilizado para auxiliar na
(Luiza Nagib Eluf, A paixão no banco dos réus. Adaptado) conjugação de outro, o verbo principal. Assim, o tempo, o
modo, o número, a pessoa e o aspecto da ação verbal são
indicados pelo verbo auxiliar.

2 https://www.conjugacao.com.br/locucao-verbal/

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APOSTILAS OPÇÃO

02. (CRQ 4ª REGIÃO/SP - Fiscal - QUADRIX)

Os auxiliares mais comuns são: “Ter, Haver, Ser e Estar”.


Contudo, outros verbos também atuam como verbos auxiliares
nas locuções verbais, como os verbos poder, dever, querer,
começar a, deixar de, voltar a, continuar a, entre outros.

Função dos verbos principais nas locuções verbais


Nas locuções verbais o verbo auxiliar aparece conjugado e
o principal numa das formas nominais: no gerúndio, no
infinitivo ou no particípio.

Locução verbal com verbo principal no gerúndio


Ex.: Estou escrevendo
verbo auxiliar flexionado: estou
verbo principal no gerúndio: escrevendo

Locução verbal com verbo principal no infinitivo


Ex.: Quero sair
verbo auxiliar flexionado: quero
verbo principal no infinitivo: sair

Locução verbal com verbo principal no particípio


Ex.: Tinha decidido Qual forma verbal substituiria, sem causar alteração de
verbo auxiliar flexionado: tinha sentido, a locução verbal "vou ter", que aparece no primeiro
verbo principal no particípio: decidido quadrinho?
(A) "terei".
Em todos os exemplos a ideia central é expressa pelo verbo (B) "teria".
principal, os verbos auxiliares apenas indicam flexões de (C) "tivera".
tempo, modo, pessoa, número e voz. Sem os verbos principais, (D) "tenha".
os auxiliares não teriam sentido algum. (E) "tinha".

Questões 03. (Pref. João Pessoa/PB - Professor Língua


Portuguesa - FGV) Uma locução verbal é o conjunto formado
01. (CISSUL/MG - Condutor Socorrista - IBGP/2017) por um verbo auxiliar + um verbo principal, este último
sempre em forma nominal. Nas frases a seguir as formas
verbais sublinhadas constituem uma locução verbal, à exceção
de uma. Assinale‐a.
(A) Todos podem entrar assim que chegarem.
(B) Se os grevistas querem trabalhar menos, não vou
atendê‐los.
(C) Deixem entrar todos os atrasados.
(D) Elas não sabem cozinhar como antigamente.
(E) A plantação foi‐se expandindo para os lados

Gabarito

Assinale a alternativa que contém uma locução verbal 01.C / 02.A / 03.C
extraída do cartum.
(A) Não terão. Advérbio
(B) Como andar.
(C) Vai chegar. É a palavra invariável que modifica um verbo (Chegou
(D) Todos terão. cedo), um outro advérbio (Falou muito bem), um adjetivo
(Estava muito bonita).

De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio


pode ser de:
Tempo: ainda, agora, antigamente, antes, amiúde
(=sempre), amanhã, breve, brevemente, cedo, diariamente,
depois, depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente, logo,
novamente, outrora.
Lugar: aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali, abaixo, além,
algures (=em algum lugar), aquém, alhures (= em outro lugar),
dentro, defronte, fora, longe, perto.
Modo: assim, bem, depressa, aliás (= de outro modo ),
devagar, mal, melhor, pior, e a maior parte dos advérbios que
termina em mente: calmamente, suavemente, rapidamente,
tristemente.

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APOSTILAS OPÇÃO

Afirmação: certamente, decerto, deveras, efetivamente, especial. Não se enquadram em nenhuma das dez classes de
realmente, sim, seguramente. palavras. São chamadas de denotativas e exprimem:
Negação: absolutamente, de modo algum, de jeito Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda bem. Ex.: Ainda
nenhum, nem, não, tampouco (=também não). bem que você veio.
Intensidade: apenas, assaz, bastante, bem, demais, mais, Designação, Indicação: eis. Ex.: Eis aqui o herói da turma.
meio, menos, muito, quase, quanto, tão, tanto, pouco. Exclusão: exclusive, menos, exceto, fora, salvo, senão,
Dúvida: acaso, eventuamente, por ventura, quiçá, sequer: Ex.: Não me disse sequer uma palavra de amor.
possivelmente, talvez. Inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda, até, além disso,
de mais a mais. Ex.: Também há flores no céu.
Locuçoes Adverbiais: são duas ou mais palavras que têm Limitação: só, apenas, somente, unicamente. Ex.: Só Deus é
o valor de advérbio: às cegas, às claras, às toa, às pressas, às perfeito.
escondidas, à noite, à tarde, às vezes, ao acaso, de repente, de Realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo. Ex.: Sei lá o que ele
chofre, de cor, de improviso, de propósito, de viva voz, de quis dizer!
medo, com certeza, por perto, por um triz, de vez em quando, Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes. Ex.: Irei à
sem dúvida, de forma alguma, em vão, por certo, à esquerda, à Bahia na próxima semana, ou melhor, no próximo mês.
direta, a pé, a esmo, por ali, a distância. Explicação: por exemplo, a saber. Ex.: Você, por exemplo,
- De repente o dia se fez noite. tem bom caráter.
- Por um triz eu não me denunciei.
- Sem dúvida você é o melhor. Questões

Graus dos Advérbios: o advérbio não vai para o plural, são 01. Assinale a frase em que meio funciona como advérbio:
palavras invariáveis, mas alguns admitem a flexão de grau: (A) Só quero meio quilo.
comparativo e superlativo. (B) Achei-o meio triste.
(C) Descobri o meio de acertar.
Comparativo de: (D) Parou no meio da rua.
Igualdade - tão + advérbio + quanto, como: Sou tão feliz (E) Comprou um metro e meio.
quanto / como você.
Superioridade - Analítico: mais do que. Ex.: Raquel é mais 02. Só não há advérbio em:
elegante do que eu. (A) Não o quero.
- Sintético: melhor, pior que. Ex.: (B) Ali está o material.
Amanhã será melhor do que hoje. (C) Tudo está correto.
Inferioridade - menos do que: Falei menos do que devia. (D) Talvez ele fale.
(E) Já cheguei.
Superlativo Absoluto:
Analítico - mais, muito, pouco,menos: O candidato 03. Qual das frases abaixo possui advérbio de modo?
defendeu-se muito mal. (A) Realmente ela errou.
Sintético - íssimo, érrimo: Localizei-o rapídíssimo. (B) Antigamente era mais pacato o mundo.
(C) Lá está teu primo.
Emprego do Advérbio (D) Ela fala bem.
- Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do (E) Estava bem cansado.
sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo
sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, 04. Classifique a locução adverbial que aparece em
depressinha, rapidinho (bem rápido). Exs.: Rapidinho chegou "Machucou-se com a lâmina".
a casa; Moro pertinho da universidade. (A) modo
- Frequentemente empregamos adjetivos com valor de (B) instrumento
advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) (C) causa
- Bastante - antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai (D) concessão
para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante (E) fim
simpáticas e gentis.
- Bastante - antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai 05. (PC/SP - Investigador de Polícia - VUNESP/2018)
para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas Nos EUA, a psicanálise lembra um pouco certas seitas – as
no céu. ideias do fundador são institucionalizadas e defendidas por
- Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau discípulos ferrenhos, mas suas instituições parecem não
(adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei-a de responder às necessidades atuais da sociedade. Talvez porque
mau humor. o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las.
- Antes de verbo no particípio, diz-se mais bem, mais mal: Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia
Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. as bases do comportamento. Como a tecnologia de então não
- Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria, criando a
fazem professores como antigamente. (=não se fazem mais) psicanálise. Cientista que era, contudo, nunca se apaixonou por
- Na locução adverbial a olhos vistos (=claramente), o suas ideias, revisando sua obra ao longo da vida. Ele chegou a
particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide afirmar: “A Biologia é realmente um campo de possibilidades
emagrecia a olhos vistos. ilimitadas do qual podemos esperar as elucidações mais
- Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no surpreendentes. Portanto, não podemos imaginar que
último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a respostas ela dará, em poucos decêndios, aos problemas que
todos. formulamos. Talvez essas respostas venham a ser tais que
- A repetição de um mesmo advérbio assume o valor farão o edifício de nossas hipóteses colapsar”. Provavelmente,
superlativo: Levantei cedo, cedo. é sua frase menos citada. Por razões óbvias.
(Galileu, novembro de 2017. Adaptado)
Palavras e Locuções Denotativas: São palavras
semelhantes a advérbios e que não possuem classificação

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APOSTILAS OPÇÃO

Nos trechos – … Talvez porque o autor das ideias não esteja - em+ um, uma, uns, umas, isto, isso, aquilo, aquele, aquela,
mais aqui… – ; – … nunca se apaixonou por suas ideias… – ; – A aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso,
Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas… naquilo, naquele, naquela, naqueles.
– e – Provavelmente, é sua frase menos citada. –, os advérbios - de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele,
destacados expressam, correta e respectivamente, daquela, daquilo.
circunstância de: - para+ a = pra.
(A) lugar; tempo; modo; afirmação. A contração da preposição a com os artigos ou pronomes
(B) lugar; tempo; afirmação; dúvida. demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de
(C) lugar; negação; modo; intensidade. crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim:
(D) afirmação; negação; afirmação; afirmação. à, às, àquele, àquela, àquilo.
(E) afirmação; negação; modo; dúvida.
Valores das Preposições
Gabarito
A
01.B / 02.C / 03.D / 04.B / 05.B (movimento=direção): Foram a Lucélia comemorar os
Anos Dourados.
Preposição Modo: Partiu às pressas.
Tempo: Iremos nos ver ao entardecer.
É a palavra invariável que liga um termo dependente a um Apreposição a indica deslocamento rápido: Vamos à praia.
termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As (ideia de passear)
preposições podem ser: essenciais ou acidentais.
Ante
As preposições essenciais atuam exclusivamente como (diante de): Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a
preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, emoção.
entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Exs.: Não dê Tempo (substituída por antes de): Preciso chegar ao
atenção a fofocas; Perante todos disse, sim. encontro antes das quatro horas.

As preposições acidentais são palavras de outras classes Após (depois de): Após alguns momentos desabou num
que atuam eventualmente como preposições. São: como (=na choro arrependido.
qualidade de), conforme (=de acordo com), consoante, exceto,
mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Ex.: Agia Até
conforme sua vontade. (= de acordo com) (aproximação): Correu até mim.
Tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a
- O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um semana que vem.
substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será
a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam
não estabelece concordância com o substantivo. Ex.: Fiz todo o até quem os despreza. (inclusive)
percurso a pé. (não há concordância com o substantivo
masculino pé) Com (companhia): Rir de alguém é falta de caridade;
- As preposições essenciais são sempre seguidas dos deve-se rir com alguém.
pronomes pessoais oblíquos: Despediu-se de mim Causa: A cidade foi destruída com o temporal.
rapidamente. Não vá sem mim. Instrumento: Feriu-se com as próprias armas.
Modo: Marfinha, minha comadre, veste-se sempre com
Locuções Prepositivas: é o conjunto de duas ou mais elegância.
palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra
é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, Contra
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, (oposição, hostilidade): Revoltou-se contra a decisão do
embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, tribunal.
junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás Direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu.
de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de,
através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, De (origem): Descendi de pais trabalhadores e honestos.
(=no lugar de), ao invés de (=ao contrário de), para com, até a. Lugar: Os corruptos vieram da capital.
- Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Causa: O bebê chorava de fome.
Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim Posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu.
no começo: Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. Assunto: Falávamos do casamento da Mariele.
(locução adverbial); O acidente ocorreu perto de meu atelier. Matéria: Era uma casa de sapé.
(locução prepositiva) A preposição de não deve contrair-se com o artigo, que
- Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos
outra preposição: Abola passou por entre as pernas do estudarem. (e não: dos alunos estudarem)
goleiro. Mas é inadequado dizer: Proibido para menores de até
18 anos; Financiamento em até 24 meses. Desde
(afastamento de um ponto no espaço): Essa neblina vem
Combinações e Contrações desde São Paulo.
Combinação: ocorre quando não há perda de fonemas: Tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa.
a+o, os= ao, aos / a+onde = aonde.
Contração: ocorre quando a preposição perde fonemas: Em
de+a, o, as, os, esta, este, isto = da, do, das, dos, desta, deste, (lugar): Moramos em Lucélia há alguns anos.
disto. Matéria: As queridas amigas Nilceia e Nadélgia moram em
Curitiba.
Especialidade: Minha amiga Cidinha formou-se em Letras.

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APOSTILAS OPÇÃO

Tempo: Tudo aconteceu em doze horas. 02. (Pref. Itaquitinga/PE - Técnico em Enfermagem -
IDHTEC/2016)
Entre (posição entre dois limites): Convém colocar o vidro
entre dois suportes. MAMÃ NEGRA (Canto de esperança)

Para Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça, Drama
Direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos!
Tempo: Pretendo vê-lo lá para o final da semana. Pelo teu regaço, minha Mãe, Outras gentes embaladas à voz da
Finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. ternura ninadas do teu leite alimentadas de bondade e poesia
A preposição para indica permanência definitiva. Vou de música ritmo e graça... santos poetas e sábios... Outras
para o litoral. (ideia de morar) gentes... não teus filhos, que estes nascendo alimárias
semoventes, coisas várias, mais são filhos da desgraça: a
Perante (posição anterior): Permaneceu calado perante enxada é o seu brinquedo trabalho escravo - folguedo... Pelos
todos. teus olhos, minha Mãe Vejo oceanos de dor Claridades de sol-
posto, paisagens Roxas paisagens Mas vejo (Oh! se vejo!...) mas
Por (percurso, espaço, lugar): Caminhava por ruas vejo também que a luz roubada aos teus [olhos, ora esplende
desconhecidas. demoniacamente tentadora - como a Certeza... cintilantemente
Causa: Por ser muito caro, não compramos um pendrive firme - como a Esperança... em nós outros, teus filhos, gerando,
novo. formando, anunciando -o dia da humanidade.
Espaço: Por cima dela havia um raio de luz. (Viriato da Cruz. Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império)

Sem (ausência): Eu vou sem lenço sem documento. Em qual das alternativas o acento grave foi mal
empregado, pois não houve crase?
Sob (debaixo de / situação): Prefiro cavalgar sob o luar. (A) “Milena Nogueira foi pela primeira vez à quadra da
Viveu, sob pressão dos pais. escola de samba Império Serrano, na Zona Norte do Rio.”
(B) "Os relatos dos casos mostram repetidas violações dos
Sobre direitos à moradia, a um trabalho digno, à integridade cultural,
(em cima de, com contato): Colocou as taças de cristal a vida e ao território."
sobre a toalha rendada. (C) “O corpo de Lucilene foi encontrado próximo à ponte
Assunto: Conversávamos sobre política financeira. do Moa no dia 11 de maio.”
(D) “Fifa afirma que Blatter e Valcke enriqueceram às
Trás (situação posterior; é preposição fora de uso. É custas da entidade.”
substituída por atrás de, depois de): Por trás desta carinha (E) “Doriva saiu e Milton Cruz fez às vezes de técnico até a
vê-se muita falsidade. chegada de Edgardo Bauza no fim do ano passado.”

Questões 03. (TJ/AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça


Avaliador - FGV/2018)
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018)
Além do celular e da carteira, cuidado com as figurinhas
da Copa
Gilberto Porcidônio – O Globo, 12/04/2018

A febre do troca-troca de figurinhas pode estar atingindo


uma temperatura muito alta. Preocupados que os mais afoitos
pelos cromos possam até roubá-los, muitos jornaleiros estão
levando seus estoques para casa quando termina o expediente.
Pode parecer piada, mas há até boatos sobre quadrilhas de
roubo de figurinha espalhados por mensagens de celular.

No texto aparecem três ocorrências da preposição DE.


1. “troca-troca de figurinhas”;
2. “roubo de figurinha”;
3. “mensagens de celular”.

Sobre o emprego dessa preposição nesses casos, é correto


afirmar que:
(A) os termos precedidos da preposição DE indicam
pacientes dos vocábulos anteriores;
(B) os termos precedidos da preposição DE indicam
agentes dos termos anteriores;
(C) os termos “de figurinha” e “de celular” são
complementos dos termos anteriores;
No 3º quadrinho, nas três ocorrências, o sentido da (D) os termos “de figurinhas” e “de celular” são adjuntos
preposição “sem” e o das expressões que ela forma são, dos vocábulos precedentes;
respectivamente, de (E) os termos “de figurinhas” e “de figurinha” são
(A) negação e causa. complementos dos vocábulos precedentes.
(B) adição e condição.
(C) ausência e modo. 04. Assinale a alternativa em que a preposição destacada
(D) falta e consequência. estabeleça o mesmo tipo de relação que na frase matriz:
(E) exceção e intensidade. Criaram-se a pão e água.
(A) Desejo todo o bem a você.

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APOSTILAS OPÇÃO

(B) A julgar por esses dados, tudo está perdido. Alegria: Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!;
(C) Feriram-me a pauladas. Ânimo: Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca!
(D) Andou a colher alguns frutos do mar. Aplauso: Bravo!, Parabéns!, Muito bem!
(E) Ao entardecer, estarei aí. Chamamento: Olá!, Alô!, Psiu!, Psit!
Aversão: Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh!
05. (TJ/AL - Técnico Judiciário - FGV/2018) Medo: Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai!
Pedido de Silêncio: Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!,
Ressentimento e Covardia Chega!, Basta!
Saudação: Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau!
Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os Concordância: Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida!
usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma Desejo: Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me
legislação específica que coíba não somente os usos mas os dera!
abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A
maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam Observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes
crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune são formadas por palavras de outras classes gramaticais:
injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).
direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação
indébita. Questões
No fundo, é um problema técnico que os avanços da
informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição 01. Assinale o par de frases em que as palavras destacadas
dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me são substantivo e pronome, respectivamente:
valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré- (A) A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão
história. praticar o bem.
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na (B) A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia
internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e muito movimento na praça.
escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos (C) Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de
ou deformados que circulam por aí e que não podem ser drogas é condenável.
desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou (D) Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. /
revista é processado se publicar sem autorização do autor um Pesca-se muito em Angra dos Reis.
texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em (E) Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. /
caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de Não entendi o que você disse.
falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a
desmentir e dar espaço ao contraditório. 02. Assinale o item que só contenha preposições:
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do (A) durante, entre, sobre
cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão (B) com, sob, depois
de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira (C) para, atrás, por
liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) (D) em, caso, após
(E) após, sobre, acima
O segmento do texto em que o emprego da preposição EM
indica valor semântico diferente dos demais é: 03. Observe as palavras grifadas da seguinte frase:
(A) “Tenho comentado aqui na Folha em diversas “Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital nº
crônicas”; 19/82.” Elas são, respectivamente:
(B) A maioria dos abusos, se praticados em outros meios”; (A) verbo, substantivo, substantivo
(C) “... seriam crimes já especificados em lei”; (B) verbo, substantivo, advérbio
(D) “...a comunicação virtual está em sua pré-história”; (C) verbo, substantivo, adjetivo
(E) “...ainda que em citação longa e sem aspas”. (D) pronome, adjetivo, substantivo
(E) pronome, adjetivo, adjetivo
Gabarito
04. Assinale a opção em que a locução grifada tem valor
01.C / 02.E / 03.E / 04.C / 05.D adjetivo:
(A) “Comprei móveis e objetos diversos que entrei a
Interjeição utilizar com receio.”
(B) “Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.”
É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, (C) “Pediu-me com voz baixa cinquenta mil réis.”
estados de espírito ou apelos. (D) “Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras...”
(E) “Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem
Locução Interjetiva: é o conjunto de duas ou mais escrúpulos não se apoderassem do que era delas.”
palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena!
Quem me dera! Puxa, que legal! 05. O "que" está com função de preposição na alternativa:
(A) Veja que lindo está o cabelo da nossa amiga!
Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas (B) Diz-me com quem andas, que eu te direi quem és.
(C) João não estudou mais que José, mas entrou na
As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas de Faculdade.
acordo com o sentido que elas expressam em determinado (D) O Fiscal teve que acompanhar o candidato ao banheiro.
contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode (E) Não chore que eu já volto.
exprimir emoções variadas.
Admiração ou Espanto: Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Gabarito
Deus!, Céus!
Advertência: Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, 01.E / 02.A / 03.C / 04.E / 05.D
Olha lá!

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO

Conjunções 1. Integrantes: iniciam a oração subordinada substantiva


– Que / Se / Como
Exercem a função de conectar as palavras dentro de uma
oração. Desta forma, elas estabelecem uma relação de Exemplos:
coordenação ou subordinação e são classificadas em: Todos perceberam que você estava atrasado.
Conjunções Coordenativas e Conjunções Subordinativas. Aposto como você estava nervosa.

Conjunções Coordenativas 2. Temporais (Tempo) – Quando / Enquanto / Logo que /


Assim que / Desde que
1. Aditivas (Adição) Exemplos:
E Logo que chegaram, a festa acabou.
Nem Quando eu disse a verdade, ninguém acreditou.
Não só... Mas também
Mas ainda 3. Finais (Finalidade) – Para que / A fim de que
Senão Exemplo:
Foi embora logo, a fim de que ninguém o perturbasse.
Exemplos:
Viajamos e descansamos. 4. Proporcionais (Proporcionalidade) – À proporção que
Eu não só estudo, mas também trabalho. / À medida que / Quanto mais ... mais / Quanto menos... menos
Exemplos:
2. Adversativas (posição contrária) À medida que se vive, mais se aprende.
Quanto mais se preocupa, mais se aborrece.
Mas
Porém 5. Causais (Causa) – Porque / Como / Visto que / Uma vez
que
Todavia
Exemplo: Como estivesse doente, não pôde sair.
Entretanto
No entanto
6. Condicionais (Condição) – Se / Caso / Desde que
Exemplos:
Exemplos:
Comprarei o livro, desde que esteja disponível.
Ela era explorada, mas não se queixava.
Se chover, não poderemos ir.
Os alunos estudaram, no entanto não conseguiram as
notas necessárias.
7. Comparativas (Comparação) – Como / Que / Do que /
Quanto / Que nem
3. Alternativas (alternância)
Exemplos:
Os filhos comeram como leões.
Ou, ou A luz é mais veloz do que o som.
Ora, ora
Quer, quer 8. Conformativas (Conformidade) – Como / Conforme /
Já, já Segundo
Exemplos:
Exemplos: As coisas não são como parecem.
Ou você vem agora, ou não haverá mais ingressos. Farei tudo, conforme foi pedido.
Ora chovia, ora fazia sol.
9. Consecutivas (Consequência) – Que (precedido dos
4. Conclusivas (conclusão) termos: tal, tão, tanto...) / De forma que
Logo Exemplos:
Portanto A menina chorou tanto, que não conseguiu ir para a escola.
Por conseguinte Ontem estive viajando, de forma que não consegui
Pois (após o verbo) participar da reunião.

Exemplos: 10. Concessivas (Concessão) – Embora / Conquanto /


O caminho é perigoso; vá, pois, com cuidado! Ainda que / Mesmo que / Por mais que
Estamos nos esforçando, logo seremos recompensados. Exemplos:
Todos gostaram, embora estivesse mal feito.
5. Explicativas (explicação) Por mais que gritasse, ninguém o socorreu.
Que
Porque
Porquanto
Pois (antes do verbo)

Exemplos:
Não leia no escuro, que faz mal à vista.
Compre estas mercadorias, pois já estamos ficando sem.

Conjunções Subordinativas

Ligam uma oração principal a uma oração subordinativa,


com verbo flexionado.

Língua Portuguesa 41
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APOSTILAS OPÇÃO

Questões mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho


que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018) leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo
com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de
preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó
protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da
perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia
contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de
colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte
Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os
presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que
fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse
a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina.
Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre
as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os
alegres incômodos e duvidosos encantos, um vulto junto à
minha cama, senti-me estremunhado e olhei atônito para um
tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e
chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda
interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma:
– Pois é! Não vê que eu sou o sereno…
E eis que, por milésimo de segundo, ou talvez mais, julguei
Na fala do personagem no segundo quadrinho “Apesar da que se tratasse do sereno noturno em pessoa. [...]
aparência, sou um homem ultramoderno!”, a expressão (Mário Quintana. Caderno H. 5. ed. São Paulo: Globo, 1989, p. 153-154.)
destacada estabelece entre as informações relação de sentido
de Após a leitura do texto e considerando seu conteúdo, pode-
(A) comparação. se afirmar quanto ao emprego da conjunção em relação à
(B) finalidade. titulação do texto que o sentido produzido indica
(C) consequência. (A) compensação de um elemento em relação ao outro.
(D) conclusão. (B) acrescentamento de um elemento em relação ao outro.
(E) concessão. (C) sobreposição do último elemento em detrimento do
primeiro.
02. (Prefeitura Trindade/GO - Auxiliar Administrativo (D) estabelecimento de uma relação de um elemento para
- FUNRIO/2016) com o outro.

OMS recomenda ingerir menos de cinco gramas de sal 04. (IF/PE - Técnico em Enfermagem - 2016)
por dia
Crônica da cidade do Rio de Janeiro
Se você tem o hábito de pegar no saleiro e polvilhar a
comida com umas pitadas de sal, é melhor pensar duas vezes. No alto da noite do Rio de Janeiro, luminoso, generoso, o
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta Cristo Redentor estende os braços. Debaixo desses braços os
quinta-feira que um adulto consuma por dia menos de dois netos dos escravos encontram amparo.
gramas de sódio – ou seja, menos de cinco gramas de sal – para Uma mulher descalça olha o Cristo, lá de baixo, e
reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças apontando seu fulgor, diz, muito tristemente:
cardiovasculares. - Daqui a pouco não estará mais aí. Ouvi dizer que vão tirar
Pela primeira vez, a OMS faz recomendações também para Ele daí.
as crianças com mais de dois anos de idade, para que as - Não se preocupe – tranquiliza uma vizinha. – Não se
doenças relacionadas com a alimentação não se tornem preocupe: Ele volta.
crônicas na idade adulta. Neste caso, a OMS diz que os valores A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia. Na
devem ainda ser mais baixos do que os dois gramas de sódio, cidade violenta soam tiros e também tambores: os atabaques,
devendo ser adaptados tendo em conta o tamanho, a idade e ansiosos de consolo e de vingança, chamam os deuses
as necessidades energéticas. africanos. Cristo sozinho não basta.
Teresa Firmino Adaptado de publico.pt/ciencia (GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM Pocket,
2009.)
Em para reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças
cardiovasculares, a palavra para expressa o seguinte Na construção “A polícia mata muitos, e mais ainda mata a
significado: economia”, a conjunção em destaque estabelece, entre as
(A) oposição orações,
(B) finalidade (A) uma relação de adição.
(C) causalidade (B) uma relação de oposição.
(D) comparação (C) uma relação de conclusão.
(E) temporalidade (D) uma relação de explicação.
(E) uma relação de consequência.
03. (SEDUC/PA - Professor Classe I - Português -
CONSULPLAN/2018) 05. (COPASA - Analista de Saneamento - Administrador
- FUMARC/2018)
Coisas & Pessoas
Se você não corresponde ao figurino neoliberal é porque
Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. sofre de algum transtorno. As doenças estão em moda.
Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: Respiramos a cultura da medicalização. Não nos perguntamos
“Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!”. Mas eu ouvia o por que há tantas enfermidades e enfermos. Esta indagação

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO

não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos
objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza. exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.

Sobre os itens lexicais destacados no fragmento, estão 3) Diante da maioria dos pronomes e das expressões de
corretas as afirmativas, EXCETO: tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e
(A) A conjunção “nem” liga dois itens (indústria / sistema) dona:
indicando oposição entre eles. Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
(B) A conjunção “porque” introduz uma relação de Entreguei a todos os documentos necessários.
causalidade entre as partes do período de que faz a ligação. Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
(C) O conectivo “se” poderia ser substituído por “caso” e
indica condicionalidade. Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes
(D) O pronome “algum” transfere sua indefinitude ao podem ser identificados pelo método: troque a palavra
substantivo que acompanha, “transtorno”. feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a
forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
Gabarito Refiro-me à mesma pessoa.
(Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
01.E / 02.B / 03.D / 04.B / 05.A Informei o ocorrido à senhora.
(Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo.
Emprego do sinal indicativo (Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)

de crase; 4) Diante de numerais cardinais:


Chegou a duzentos o número de feridos
Daqui a uma semana começa o campeonato.
CRASE
Casos em que a crase SEMPRE ocorre
É de grande importância a crase da preposição “a” com o
artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos pronomes 1) Diante de palavras femininas:
aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a qual (as Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
quais). Sempre vamos à praia no verão.
Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
crase. O uso apropriado do acento grave depende da
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental 2) Diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
também, para o entendimento da crase, dominar a regência (mesmo que a expressão moda de fique subentendida:
dos verbos e nomes que exigem a preposição “a”. O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
artigo ou pronome.3 Observe:
Vou a + a igreja. 3) Na indicação de horas:
Vou à igreja. Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”, Foram dormir à meia-noite.
exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo
“a” que está determinando o substantivo feminino igreja. 4) Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, que participam palavras femininas. Por exemplo:
a união delas é indicada pelo acento grave. Observe outros
exemplos: à tarde às ocultas às pressas à medida que
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna. à noite às claras às escondidas à força

à vontade à beça à larga à escuta


No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode às avessas à revelia à exceção de à imitação de
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”. à esquerda às turras às vezes à chave
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes à direita à procura à deriva à toa
já especificados.
à luz à sombra de à frente de à proporção que
Casos em que a crase NÃO ocorre à semelhança de às ordens à beira de

1) Diante de substantivos masculinos:


Andamos a cavalo. Crase diante de Nomes de Lugar
Fomos a pé.
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
2) Diante de verbos no infinitivo: artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo de modo que
A criança começou a falar. diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
Ela não tem nada a dizer. preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o

3 www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint76.php

Língua Portuguesa 43
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APOSTILAS OPÇÃO

termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (A palavra está
“em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse determinada)
nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A
exemplo: palavra está especificada.)

Vou à França. (Vim da[ de+a] França. Estou na[ em+a] - Se a palavra distância não estiver especificada, a crase
França.) não pode ocorrer. Por exemplo:
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.) Os militares ficaram a distância.
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) Gostava de fotografar a distância.
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Ensinou a distância.
Alegre.)
Observação: por motivo de clareza, para evitar
- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja:
A volto DE, crase PRA QUÊ?” Gostava de fotografar à distância.
Ex.: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. Ensinou à distância.
Vou à praia. = Volto da praia. Dizem que aquele médico cura à distância.

- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, 1) Diante de nomes próprios femininos: é facultativo o uso
pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”. da crase porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita; ou A Paula é muito bonita.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos (Aquele (s), Laura é minha amiga; ou A Laura é minha amiga.
Aquela (s), Aquilo)
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
regente exigir a preposição “a”. Por exemplo: feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Refiro-me a + aquele atentado.
Entreguei o cartão a Paula; ou Entreguei o cartão à Paula.
Entreguei o cartão a Roberto; ou Entreguei o cartão ao
Preposição Pronome Roberto.

2) Diante de pronome possessivo feminino: é facultativo o


Refiro-me àquele atentado. uso da crase porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo Minha avó tem setenta anos; ou A minha avó tem setenta
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige anos.
preposição, portanto, ocorre a crase. Minha irmã está esperando por você; ou A minha irmã está
esperando por você.
Observe este outro exemplo:
Aluguei aquela casa. Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. frases abaixo das seguintes formas:
Cedi o lugar a minha avó; ou Cedi o lugar à minha avó.
Crase com os Pronomes Relativos (A Qual, As Quais) Cedi o lugar a meu avô; ou Cedi o lugar ao meu avô.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e
as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses 3) Depois da preposição até:
pronomes exigir a preposição a, haverá crase. Fui até a praia; ou Fui até à praia.
É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos Acompanhe-o até a porta; ou Acompanhe-o até à porta.
utilizando a substituição do termo regido feminino por um A palestra vai até as cinco horas da tarde; ou A palestra vai
termo regido masculino. Por exemplo: até às cinco horas da tarde.

A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. Questões


O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade
01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
crase. Veja outros exemplos: consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
e prevenção, de tratamento para dependentes e de
Crase com o Pronome Demonstrativo (a) reintegração desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a” de um médico ou clínica ____quem tentar encaminhar um
também pode ser detectada através da substituição do termo drogado da nossa própria família?
regente feminino por um termo regido masculino. Veja: (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, 2012)
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
As orações são semelhantes às de antes. respectivamente, com:
Os exemplos são semelhantes aos de antes. (A) aos … à … a … a
(B) aos … a … à … a
Crase com a Palavra Distância (C) a … a … à … à
- Se a palavra distância estiver especificada ou (D) à … à … à … à
determinada, a crase deve ocorrer. Por exemplo: (E) a … a … a … a

Língua Portuguesa 44
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APOSTILAS OPÇÃO

02. Leia o texto a seguir. (www.metropolitana.com.br. 2012)


Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do Assinale a alternativa que preenche, correta e
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu- respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-
lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o padrão da língua portuguesa.
que fez. (A) à … à … à
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de Janeiro: Globo, (B) a … a … à
1997,) (C) a … à … à
(D) à … à ... a
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na (E) a … à … a
ordem dada:
(A) à – a – a Gabarito
(B) a – a – à 1.B / 2.A / 3.B / 4.A / 5.D
(C) à – a – à
(D) à – à – a
(E) a – à – à
Sintaxe da oração e do
03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas período;
já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
(A) à - àqueles - a - há
(B) a - àqueles - a - há
(C) a - aqueles - à - a Oração
(D) à - àqueles - a - a
(E) a - aqueles - à - há É todo enunciado linguístico dotado de sentido, porém há,
necessariamente, a presença do verbo. A oração encerra uma
04. Leia o texto a seguir. frase (ou segmento de frase), várias frases ou um período,
completando um pensamento e concluindo o enunciado
Comunicação através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns
casos, através de reticências.
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
autor ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma elípticos - ocultos).
queda de popularidade em termos de venda. Ou, quando Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
teatrólogo, em termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. assim não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
E, entre nós, o suave fantasma de Cecília Meireles recém está
se materializando, tantos anos depois. Socorro!
Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para a Com licença!
solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro Que rapaz impertinente!
que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva
e efervescente. Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressar-se. partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou
Sua comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração
afinidades. É como, na vida, se faz um amigo. desempenha uma função sintática.
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada
formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho - para que Os termos da oração na língua portuguesa são classificados
sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente em três grandes níveis:
reproduzidos uns dos outros. - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
Mas acontece que há também autores xerox, que nos - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
invadem com aqueles seus best-sellers... Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e
Será tudo isto uma causa ou um efeito? Agente da Passiva).
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
foi civilizado. Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
(Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1. ed.,
2005.) Termos Essenciais da Oração
Dois termos fundamentais da oração: sujeito e predicado.
Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação
festiva e efervescente. Sujeito Predicado
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se Felicidade é estar satisfeito.
o segmento grifado for substituído por: Os jovens compraram os doces.
(A) leitura apressada e sem profundidade. Um carro forte tombou nas ruas.
(B) cada um de nós neste formigueiro.
(C) exemplo de obras publicadas recentemente.
(D) uma comunicação festiva e virtual. Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que
(E) respeito de autores reconhecidos pelo público. pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma
coisa. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto
05. O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ estilístico (o tópico da sentença).
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará- Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática,
lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e uma sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do
vida digna. predicado.

Língua Portuguesa 45
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APOSTILAS OPÇÃO

Quando se trata de predicado verbal, o núcleo é sempre um por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
verbo; sendo um predicado nominal, o núcleo é sempre um
nome. 4Tendo assim por características básicas: O sino era grande.
- Estabelecer concordância com o núcleo do predicado; Ela tem uma educação fina.
- Apresentar-se como elemento determinante em relação Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
ao predicado;
- Constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. Exemplo: substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas,
O banco está interditado hoje. etc.). Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham
está interditado hoje: predicado nominal. uma voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
interditado: nome adjetivo = núcleo do predicado.
O banco: sujeito. Classificação dos Sujeitos
Banco: núcleo do sujeito - nome masculino singular. Simples - tem um só núcleo, no singular ou plural: O
cachorro tem uma casinha linda.
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo Composto - apresenta mais de um núcleo: O garoto e a
determinante, ao passo que o predicado é o termo menina brincavam alegremente.
determinado. Essa posição de determinante do sujeito em Expresso - está explícito, enunciado: Eu trabalharei
relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser amanhã.
possível, na língua portuguesa, uma sentença sem sujeito, mas Oculto (ou elíptico) - está implícito, não está expresso,
nunca uma sentença sem predicado. Exemplos: funciona como algo que não está claro, porém, no texto está o
significado dele: Trabalharei amanhã. (se deduz “eu” a partir
As formigas invadiram minha casa. da desinência do verbo).
as formigas: sujeito = termo determinante. Agente - ação expressa pelo verbo da voz ativa: O garoto
invadiram minha casa: predicado = termo determinado. chutou a bola.
Paciente - recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo
Há formigas na minha casa. passivo: A bola é chutada pelo menino. Construíram-se
há formigas na minha casa: predicado = termo açudes. (= Açudes foram construídos.)
determinado. Agente e Paciente - quando o sujeito realiza a ação
sujeito: inexistente. expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe
os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho;
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma Regina trancou-se no quarto.
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse Indeterminado - quando não se indica o agente da ação
nome se refere a objetos da primeira e segunda pessoa, o verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto atropelou a senhora? Não se diz, não se sabe quem a
(eu, tu, ele, etc.). atropelou.); Come-se bem naquele restaurante (quem come).5
Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, sua
representação pode ser feita através de um substantivo, de um Observações:
pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, - Não confunda sujeito indeterminado com sujeito oculto.
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo. - Sujeito formado por pronome indefinido não é
Exemplos: indeterminado, mas expresso: Ninguém lhe telefonou.
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
Eu acompanho você até o guichê. verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa. já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com
admiração. “De qualquer modo, foi uma judiação matarem a
Vocês disseram alguma coisa? moça”.
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa (tu) - Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se.
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. O pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do
Marcos: sujeito = substantivo próprio. sujeito. Pode ser omitido junto de infinitivos. Exemplos:
Aqui paga-se bem.
Ninguém entra na sala agora. Devagar se vai ao longe.
ninguém: sujeito = pronome substantivo. Quando se é jovem, a vida é vigorosa.

O andar deve ser uma atividade diária. - O verbo no infinitivo impessoal, ocorre a indeterminação
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa do sujeito. Exemplo: É legal assistir a estes filmes clássicos.
oração.
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de língua. Exemplo: Da casa próxima apareceu aquela moça. / É
oração substantiva subjetiva: difícil esta situação.

É difícil optar por esse ou aquele doce... Sem Sujeito - são enunciados através do predicado, o
É difícil: oração principal. verbo não é atribuído a nenhum sujeito. Construídas com
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva verbos impessoais na 3ª pessoa do singular: Havia gatos na
subjetiva. sala. / Choveu durante a festa.

O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou São verbos impessoais: Haver (nos sentidos de existir,

4 www.portalsaofrancisco.com.br/portugues/sujeito 5 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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acontecer, realizar-se, decorrer). Predicação verbal - tem como núcleo um verbo que
Fazer, passar, ser e estar, com referência ao tempo. transmite ideia de ação, pode ser uma locução verbal (dois
Chover, ventar, nevar, gear, relampejar, amanhecer, verbos). Alguns verbos, por natureza, têm sentido completo,
anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos
de predicação completa denominados intransitivos.
Predicado - é a soma de todos os termos da oração, exceto Exemplos: A planta nasceu. / Os meninos correm.
o sujeito e o vocativo. É tudo o que se declara na oração
referindo-se ao sujeito (quando há sujeito). Sempre apresenta Outros verbos, que tem predicação incompleta (sentido
um verbo.6 Exemplo: incompleto) conhecido como transitivos (precisam de
complemento) Exemplos: Paulo comprou cinco pães. / A casa
Victor conhece os amigos do rei. pertence ao Júlio.
sujeito: Victor = termo determinante.
predicado: conhece os amigos do rei = termo determinado. Observe que, sem os seus complementos, os verbos
“comprou” e “pertence” não transmitiriam informações
No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome, completas, pois ainda fica a dúvida: Comprou o quê? Pertence
quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração, a quem?
ou um verbo (ou locução verbal).
Predicado nominal - (seu núcleo significativo é um nome, Os verbos de predicação completa denominam-se de
substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por um verbo intransitivos e os de predicação incompleta de transitivos.
de ligação). Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos
Predicado verbal - (seu núcleo é um verbo, seguido, ou diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e
não, de complemento(s) ou termos acessórios). Quando, num indiretos (bitransitivos).
mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância,
ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de Além dos verbos transitivos e intransitivos, que encerram
predicado verbo-nominal (tem dois núcleos significativos: uma noção definida ou conteúdo significativo, ainda existem
um verbo e um nome). Exemplos: os de ligação, verbos que entram na formação do predicado
nominal, relacionando o predicativo com o sujeito.
Victor era jogador.
predicado: era jogador. Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em:
núcleo do predicado: jogador = atributo do sujeito. Intransitivos: são os que não precisam de complemento,
tipo de predicado: nominal. pois têm sentido completo. Exemplo: “Três contos bastavam,
insistiu ele.” (Machado de Assis)
Predicativo do sujeito - é o nome dado ao núcleo do
predicado nominal, é atribuído uma qualidade ou Observações: Os verbos intransitivos podem vir
característica ao sujeito. Os verbos de ligação (ser, estar, acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um
parecer, etc.) são a ligação entre o sujeito e o predicado. predicativo (qualidade, características). Exemplos:
Exemplo:
Fui cedo; Passeamos pela cidade; Cheguei atrasado;
A prefeitura comprou várias coisas na licitação. Entrei em casa aborrecido.
predicado: comprou várias coisas na licitação.
núcleo do predicado: comprou = nova informação sobre o As orações formadas com verbos intransitivos não podem
sujeito “transitar” (= passar) para a voz passiva. 7
tipo de predicado: verbal Verbos intransitivos passam, ocasionalmente, a transitivos
quando construídos com o objeto direto ou indireto. Exemplo:
Os meninos jogavam bola contentes.
predicado: jogavam bola contentes. “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do
núcleos do predicado: jogavam = nova informação sobre o Nascimento)
sujeito; contentes = atributo do sujeito. “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís
tipo de predicado: verbo-nominal. Jardim)
“Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é Dias)
responsável também por definir os tipos de elementos que “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
basta para compor o predicado (verbo intransitivo).
Em outros casos é necessário um complemento que, Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
juntamente com o verbo, constituem a nova informação sobre crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
o sujeito. De qualquer forma, esses complementos do verbo chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
não interferem na tipologia do predicado.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, Transitivos Diretos: pedem um objeto direto, ou seja,
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por sempre um complemento sem preposição. Alguns verbos
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: deste grupo: julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar,
designar, considerar, declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes Comprei um terreno e construí a casa.
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
é depois de algozes) Maricá)
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o

6 PESTANA, Fernando. Gramática para concursos. Elsevier.2011. 7 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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complemento acompanhado de predicativo. Exemplos: Observações: os verbos de ligação não servem apenas de
Consideramos a situação difícil. anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais
Fernando trazia os documentos. se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
Em geral, os verbos transitivos diretos são usados na voz exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
passiva. transitório. Exemplos:
Podem receber como objeto direto, os pronomes o, a, os, Ele é doente. (aspecto permanente)
as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as. Ele está doente. (aspecto transitório).
Podem ser construídos acidentalmente com preposição, a Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos
qual lhes acrescenta novo sentido: arrancar da espada; puxar em frases como por exemplo: Era = existia) uma vez uma
da faca; pegar de uma ferramenta; tomar do lápis; cumprir princesa.;
com o dever; Eu não estava em casa. / Fiquei à sombra. / Anda com
Alguns verbos transitivos diretos: abençoar, achar, colher, dificuldades. / Parece que vai chover.8
avisar, abraçar, comprar, castigar, contrariar, convidar,
desculpar, dizer, estimar, elogiar, entristecer, encontrar, ferir, Os verbos, relativamente à predicação, não fixos. Variam
imitar, levar, perseguir, prejudicar, receber, saldar, socorrer, conforme apresentado na frase, a sua regência e sentido
ter, unir, ver, etc. podem pertencer a outro grupo. Exemplos:
O homem anda. (intransitivo)
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um O homem anda triste. (de ligação)
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
Exemplos: O cego não vê. (intransitivo)
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e Predicativo: expressa estado, qualidade ou condição do
neutros.” (Érico Veríssimo) ser ao qual se refere, ou seja, é um atributo. Dois predicativos
são apontados.
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos
importa distinguir os que se constroem com os pronomes Predicativo do Sujeito: exprime um atributo, estado ou
objetivos lhe, lhes. Em geral são verbos que exigem a modo de ser do sujeito, aparece como verbo de ligação, no
preposição a: agradar-lhe, agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, predicado nominal. Exemplos:
desagrada-lhe, desobedecem-lhe, etc. O aluno é estudioso e exemplar.
Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os A casa era toda feita de pedras raras.
que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe,
lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de Outro tipo de predicativo, aparece no predicado verbo-
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, nominal. Exemplos:
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. José chegou cansado.
Os meninos chegaram cansados.
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e O predicativo subjetivo pode estar preposicionado; E pode
pouco mais, usados também como transitivos diretos. o predicativo ser antes do sujeito e do verbo. Exemplo:
Exemplos: São horríveis essas coisas!
João paga (perdoa, obedece) o médico. Que linda estava Amélia!
O médico é pago (perdoado, obedecido) por João. Completamente feliz ninguém é.

Há verbos transitivos indiretos, como atirar, investir, Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto
contentar-se, etc., que admitem mais de uma preposição, sem de um verbo transitivo. Exemplos:
mudança de sentido. Outros mudam de sentido com a troca da As paixões tornam os homens felizes.
preposição. Exemplos: Nós julgamos o fato estranho.
Trate de sua vida. (tratar=cuidar).
É desagradável tratar com gente grosseira. (tratar=lidar). Observações: O predicativo objetivo, pode estar regido de
preposição. É facultativo, as vezes. E o predicativo objetivo em
Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., variam de geral se refere ao objeto direto. Em casos especiais, pode
significação conforme sejam usados como transitivos diretos referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Exemplo:
ou indiretos. Chamavam-lhe poeta.
Podemos também antepor o predicativo a seu objeto como
Transitivos Diretos e Indiretos: utilizam com dois por exemplo: O advogado considerava indiscutíveis os
objetos: um direto, outro indireto, ao mesmo tempo. direitos da herdeira. / Julgo inoportuna essa viagem. / “E até
Exemplos: embriagado o vi muitas vezes.” / “Tinha estendida a seus pés
A jornalista fornece informações para os concorrentes. uma planta rústica da cidade.” / “Sentia ainda muito abertos
Oferecemos rosas a nossa amiga. os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara.”
Ceda o carro para sua mãe.
Termos Integrantes da Oração
De Ligação: ligam ao sujeito o predicativo, uma palavra. Complementam o sentido de certos verbos e nomes para
Esses verbos, formam o predicado nominal. Exemplos: que a oração fique completa, são chamados de:
A casa é feia.
A carroça está torta. - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
A menina anda (=está) alegre. - Complemento Nominal;
A vizinha parecia uma mulher virtuosa. - Agente da Passiva.

8 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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Objeto Direto: complementa o sentido de um verbo - Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
transitivo direto, não regido por preposição. Dica: faça as principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da
perguntas “o quê?” ou “quem?”. Exemplos: eufonia da frase: Judas traiu a Cristo; Amemos a Deus sobre
O menino matou o passarinho. (o menino matou quem ?) todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O
Geraldo ama Andressa. (Geraldo ama o quê?) estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”.
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto
Características do objeto direto: direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos; médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este
- Normalmente, não vem regido de preposição; confrade conheço desde os seus mais tenros anos”.
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um - Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
verbo ativo. Ex. Caim matou Abel. caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva. Ex. Abel foi ambos...”.
morto por Caim. - Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes
a pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e
O objeto direto pode ser constituído: odeias a outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O também aos outros.; A quantos a vida ilude!.
lavrador cultiva a terra; Unimos o útil ao agradável. - Em certas construções enfáticas, como puxar (ou
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: arrancar) da espada, pegar da pena, cumprir com o dever,
Espero-o na estação; Estimo-os muito; Sílvia olhou-se ao atirar com os livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas
espelho; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a de aço fino...”; “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar coser.”; “Imagina-se a consternação de Itaguaí, quando soube
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.” do caso.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
loja; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativo; A
do livro, ela o faz com cuidado; “Que teria o homem percebido substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome
nos meus escritos?” oblíquo átono, quando possível, se faz com as formas o(s), a(s)
e não lhe, lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, (convencê-lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só
dando-se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da ocorre com verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três
mesma esfera semântica. Exemlos: as razões ou finalidades do emprego do objeto direto
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” preposicionado: a clareza da frase; a harmonia da frase; a
(Vivaldo Coaraci) ênfase ou a força da expressão.
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
Machado) Objeto Direto Pleonástico: aquele que se repete na
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” sequência da frase. Quando queremos dar destaque ou ênfase
(Machado de Assis) à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no início da frase
Em tais construções é de rigor que o objeto venha e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome
acompanhado de um adjunto.9 oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-
se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
Objeto Direto Preposicionado: antecipado por preposição O pão, Paulo o trazia dentro da sacola.
não obrigatória. Exemplos: Seus cachorros, ele os cuidava em amor.
Identifiquei a vocês todos naquela foto (quem identifica,
identifica a algo, o verbo não pede preposição). Objeto Indireto: por meio de uma preposição obrigatória,
completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Dica: faça
Em certos casos, o objeto direto, vem precedido de às perguntas “para quê, em quê, de quê, ou preposição mais
preposição, e ocorrerá: quem?”
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Exemplos:Meu irmão cuidava de toda a sua casa. (cuidava
Deste modo, prejudicas a ti e a ela; “Mas dona Carolina amava de quê ?) João gosta de goiaba. (gosta do quê ?)
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava - Transitivos Indiretos: Assisti ao filme; Assistimos à
o seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”. festa e à folia; Aludiu ao fato; Aspiro a uma casa boa.
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a - Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou
todos; deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo passiva): Dou graças a Deus; Dedicou sua vida aos doentes e
desenvolvimento das suas graças.”; “Agora sabia que podia aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a verdade ao moço.)
manobrar com ele, com aquele homem a quem na realidade
também temia, como todos ali”. O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta;
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado; Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
a um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza Observações: Há verbos que podem construir-se com dois
e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a
outros.”; “As companheiras convidavam-se umas às outras.”; Deus por nós; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para
“Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra”. ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto

9 PESTANA, Fernando. Gramática para concursos. Elsevier.2011.

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direto com o complemento nominal nem com o adjunto A mãe penteou a menina. (voz ativa)
adverbial; Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”, Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
“Para ele nada é impossível”, os pronomes em destaque
podem ser considerados adjuntos adverbiais. Observações: Frase de forma passiva analítica sem
complemento agente expresso, ao passar para a ativa, terá
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes expulso da cidade. (Expulsaram-no da cidade.); As florestas
objetivos indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. são devastadas. (Devastam as florestas.); Na passiva
Exemplos: Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se
(=Isto pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); as canções dele pelos pedestres. (errado); Nas ruas eram
Peço-vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo);
preposição é expressa, como característica do objeto indireto: Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo)
Recorro a Deus; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com
pouco.; Ele só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Termos Acessórios da Oração
Conto com você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti São os que desempenham na oração uma função
agradou ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de secundária, qual seja a de caracterizar um ser, determinar os
que mais gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a substantivos, exprimir alguma circunstância. São três os
conhece.; Os obstáculos contra os quais luto são muitos.; As termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
pessoas com quem conto são poucas. adverbial e aposto.

Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é Adjunto adnominal: é o termo (expressão) que se junta a
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) um nome para melhor função especificar, detalhar ou
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: caracterizar o sentido desse nome (substantivos).11 Exemplo:
a, com, contra, de, em, para e por. Meu irmão veste roupas vistosas. (Meu determina o
substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas
Objeto Indireto Pleonástico: sempre representado por um caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto
pronome oblíquo átono para dar ênfase a um objeto indireto adnominal).
que já tem na frase. Exemplos: O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa a mim o água fresca, animal feroz; Pelos artigos: o mundo, as ruas;
destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, incapazes de Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, este lugar, pouco sal,
se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.” muitas rãs ,país cuja história conheço, que rua? Pelos
numerais: dois pés ,quinto ano; Pelas locuções ou expressões
Complemento Nominal: completa o sentido de um (nome) adjetivas que exprimem qualidade, posse, origem, fim ou outra
substantivo, de um adjetivo e um advérbio, sempre regido por especificação:
preposição. Exemplos: A defesa da pátria; “O ódio ao mal é - presente de rei (=régio): qualidade
amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; “Ah, - livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
não fosse ele surdo à minha voz!” - água da fonte, filho de fazendeiros: origem
- fio de aço, casa de madeira: matéria
Observações: O complemento nominal representa o - casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de Observações: Não confundir o adjunto adnominal
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor de formado por locução adjetiva com complemento nominal. Este
músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas no representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a
objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de eleição do presidente, aviso de perigo, declaração de guerra,
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, empréstimo de dinheiro, plantio de árvores, colheita de
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que trigo, destruidor de matas, descoberta de petróleo, amor ao
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, próximo, etc. O adjunto adnominal formado por locução
a verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o adjetiva representa o agente da ação, ou a origem, pertença,
próximo ;perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do
aos pais, obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à presidente, aviso de amigo, declaração do ministro,
pátria; etc.10 empréstimo do banco, a casa do fazendeiro, folhas de
árvores, farinha de trigo, beleza das matas, cheiro de
Agente da Passiva: complementa um verbo na voz petróleo, amor de mãe.12
passiva. Sempre representa quem pratica a ação expressa pelo
verbo passivo. Vem regido na maioria das vezes pela Adjunto adverbial: termo que exprime uma circunstância
preposição por, e menos frequentemente pela preposição de: (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que
O vencedor foi escolhido pelos jurados. modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio.
O menino estava cercado pelo seu pai e mãe. Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na
praça”. O adjunto adverbial é expresso: Pelos advérbios:
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos Cheguei tarde; Maria é mais alta; Não durma na cabana; Ele
ou pelos pronomes: fala bem, fala corretamente; Talvez esteja enganado.; Pelas
O cão foi atropelado pelo carro. locuções ou expressões adverbiais: Compreendo sem
Este caderno foi rabiscado por mim. esforço.; Saí com meu pai.; Paulo reside em São Paulo.;
Escureceu de repente.
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na
voz ativa: Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes
A menina foi penteada pela mãe. (voz passiva) de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não

10 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 12 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.
11 AMARAL, Emília. Novas Palavras. Editora FTD.2016.

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dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No usado para chamar o interlocutor.
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto de Lourdes Teixeira)
adverbial de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, “A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado
companhia, meio, assunto, negação, etc. É importante saber de Assis)
distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal, de objeto “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad. adv.);
água do mar (adj. adn.); gosta do mar (obj. indir.); ter medo Observação: Profere-se o vocativo com entoação
do mar (compl. nom.). exclamativa. Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo
inicial, os pontos interrogativo e exclamativo indicam um
Aposto: um termo ou expressão que associa a um nome chamado alto e prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª
anterior, e explica ou esclarece o sentido desse nome. pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, um animal, uma
Geralmente, separado dos outros termos da oração por dois coisa real ou entidade abstrata personificada. Podemos
pontos, travessão e vírgula. antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó, olá, eh!):
Exemplos:
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de estômago. “Tem compaixão de nós, ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
(Carlos Drummond de Andrade) (Graciliano Ramos)
“Esconde-te, ó sol de maio ,ó alegria do mundo!” (Camilo
O núcleo do aposto pode ser expresso por um substantivo Castelo Branco)
ou por um pronome substantivo. Exemplo: O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura
Os responsáveis pelo projeto, tu e a arquiteta, não podem da oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.13
se ausentar.
Questões
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do 01. O termo em destaque é adjunto adverbial de
sujeito. Ex. intensidade em:
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas. (A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de (B) enfrentamos MUITAS novidades
cores. (C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes
Os apostos, em geral, têm pausas, indicadas, na escrita, por (E) assumimos MUITO conflito e confusão
vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo pausa, não
haverá vírgula, como nestes exemplos: 02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
O romance Tróia; o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são
Colégio Tiradentes, etc. respectivamente:
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (A) sujeito – objeto direto;
(Graciliano Ramos) (B) sujeito – aposto;
(C) objeto direto – aposto;
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às (D) objeto direto – objeto direto;
vezes, está elíptico. Exemplos: (E) objeto direto – complemento nominal.
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da 03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é
alma humana. objeto indireto.
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos: Quintana)
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de (B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca
tempestade iminente. teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)”
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito. (Fernando Pessoa)
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a
Um aposto refere a outro aposto, às vezes: sonhar / Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.”
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do (Alphonsus de Guimarães)
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo) (D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para
O aposto pode vir antecedido das expressões explicativas, a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães
ou da preposição acidental como: Rosa)

Dois países sul-americanos, isto é, a Colômbia e o Chile, 04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase
não são banhados pelo mar. o sujeito de “fez”?
(A) o prêmio;
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento (B) o jogador;
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: (C) que;
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. (D) o gol;
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das (E) recebeu.
coisas.” (Raquel Jardim)
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde
Vocativo: termo que exprime um nome, título, apelido, há predicativo do sujeito:

13 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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APOSTILAS OPÇÃO

(A) como o povo anda tristonho! - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando
(B) agradou ao chefe o novo funcionário; vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
(C) ele nos garantiu que viria; O homem saiu do carro / e entrou na casa.
(D) no Rio não faltam diversões; OCA OCS
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação.
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
Gabarito acordo com o sentido expresso pelas conjunções
01.D \ 02.C \ 03.D \ 04.C \ 05.A coordenativas que as introduzem. E podem ser:

Período - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não


só... mas também, não só... mas ainda.
Toda frase com uma ou mais orações constitui um período, Saí da escola / e fui à lanchonete.
que se encerra com ponto de exclamação, interrogação ou OCA OCS Aditiva
reticências.
O período de uma oração pode ser: simples quando só traz Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
uma oração, também conhecida como oração absoluta; ou conjunção que expressa ideia de acréscimo ou adição com
composto quando traz mais de uma oração. Exemplo: referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração absoluta.) coordenativa aditiva.
Quero que você aprenda. (Período composto.)
O menino comprou pães e um leite.
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há As crianças não gritavam e nem choravam.
num período, e para isso basta contar os verbos ou locuções Os celulares não somente instruem mas também
verbais. Num período haverá tantas orações quantos forem os divertem.
verbos ou as locuções verbais neles existentes. Exemplos:
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma Estudei bastante / mas não passei no teste.
oração) OCA OCS Adversativa
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas
locuções verbais, duas orações) Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
conjunção que expressa ideia de oposição à oração anterior, ou
Há três tipos de período composto: por coordenação, por seja, por uma conjunção coordenativa adversativa.
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
tempo (também chamada de período misto). O aluno é estudioso, porém, suas notas são baixas.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Período Composto por Coordenação – Orações
Coordenadas - Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo.
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
tempos de infância. OCA OCS Conclusiva
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
3ª oração: recordamos os tempos de infância conjunção que expressa ideia de conclusão de um fato
As três orações que compõem esse período têm sentido enunciado na oração anterior, ou seja, por uma conjunção
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência coordenativa conclusiva.
sintática: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma
relação de sentido, mas, como já dissemos, uma não depende Vives mentindo; logo, não mereces fé.
da outra sintaticamente. Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
As orações independentes de um período são chamadas de
orações coordenadas (OC), e o período formado só de - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou... ou,
orações coordenadas é chamado de período composto por ora... ora, seja... seja, quer... quer.
coordenação.
Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas OCA OCS Alternativa
e sindéticas.
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: conjunção que estabelece uma relação de alternância ou
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. escolha com referência à oração anterior, ou seja, por uma
OCA OCA OCA conjunção coordenativa alternativa.

“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de Cale-se agora ou nunca mais fale.
Assis) Ora colocava a luca, ora a retirava.
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
(Antônio Olavo Pereira) - Orações coordenadas sindéticas explicativas: que,
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” porque, pois, porquanto.
(Coelho Neto) Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção

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APOSTILAS OPÇÃO

que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação à Todos querem sua participação. (objeto direto)
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
explicativa. causa)

Não comprei o carro, porque estava muito caro. Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Cumprimente-a, pois hoje é o seu aniversário. orações com a mesma função sintática:
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
Questões com função de adjunto adnominal)
Todos querem / que você participe. (oração subordinada
01. Relacione as orações coordenadas por meio de com função de objeto direto)
conjunções: Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões subordinada com função de adjunto adverbial de causa)
surgiram.
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
(A) causa é classificado como período composto por subordinação.
(B) explicação As orações subordinadas são classificadas de acordo com a
(C) conclusão função que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
(D) proporção
(E) comparação Orações Subordinadas Adverbiais (OSA)
São aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração oração principal (OP). São classificadas de acordo com a
sublinhada pode indicar uma ideia de: conjunção subordinativa que as introduz:
(A) concessão
(B) oposição - Causais: expressam a causa do fato enunciado na oração
(C) condição principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
(D) lugar visto que.
(E) consequência Não fui à escola / porque fiquei doente.
OP OSA Causal
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem,
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. O tambor soa porque é oco.
1. Correu demais, ... caiu. Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz. Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal. “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com Sousa)
detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde. - Condicionais: expressam hipóteses ou condição para a
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
(A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
(B) por isso, porque, mas, portanto, que Irei à sua casa / se não chover.
(C) logo, porém, pois, porque, mas OP OSA Condicional
(D) porém, pois, logo, todavia, porque
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
ofensores.
05. Reúna as três orações em um período composto por Se o conhecesses, não o condenarias.
coordenação, usando conjunções adequadas. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond
de Andrade)
Os dias já eram quentes. A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
A água do mar ainda estava fria. tenha êxito.
As praias permaneciam desertas.
- Concessivas: expressam ideia ou fato contrário ao da
Respostas oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
01. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões que, mesmo que.
surgiram. Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria. OP OSA Concessiva
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los. Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
02. E\03. C\04. B Embora não possuísse informações seguras, ainda
assim arriscou uma opinião.
05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo
estava fria, por isso as praias permaneciam desertas. quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos
critiquem.
Período Composto por Subordinação Por mais que gritasse, não me ouviram.
Observe os termos destacados em cada uma destas
orações: - Conformativas: expressam a conformidade de um fato
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal) com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.

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APOSTILAS OPÇÃO

O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
OP OSA Conformativa Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que,
quanto mais, quanto menos.
O homem age conforme pensa. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. OSA Proporcional OP
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de À medida que se vive, mais se aprende.
informação. À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
- Temporais: acrescentam uma circunstância de tempo ao diminuindo.
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando,
assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal Orações Subordinadas Substantivas
(=assim que). As orações subordinadas substantivas (OSS) são
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. aquelas que, num período, exercem funções sintáticas
OP OSA Temporal próprias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas
conjunções integrantes que e se. Elas podem ser:
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: é
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
(Marquês de Maricá) O grupo quer / que você ajude.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. OP OSS Objetiva Direta

- Finais: expressam a finalidade ou o objetivo do que foi O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de mestre exigia a presença de todos.)
que, porque (=para que), que. Mariana esperou que o marido voltasse.
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
OP OSA Final O fiscal verificou se tudo estava em ordem.

“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: é
(Marquês de Maricá) aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. oração principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = indireto)
para que) Necessito / de que você me ajude.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as OP OSS Objetiva Indireta
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
para que não deixasse) Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
viagem.)
- Consecutivas: expressam a consequência do que foi Aconselha-o a que trabalhe mais.
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como Daremos o prêmio a quem o merecer.
(= porque), pois que, visto que. Lembre-se de que a vida é breve.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Consecutiva - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: é aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. Observe :É importante sua colaboração. (sujeito)
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” É importante / que você colabore.
(José J. Veiga) OP OSS Subjetiva
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude A oração subjetiva geralmente vem:
prolongar minha viagem. - Depois de um verbo de ligação + predicativo, em
construções do tipo é bom ,é útil ,é certo ,é conveniente, etc.
- Comparativas: expressam ideia de comparação com Ex.: É certo que ele voltará amanhã.
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, - Depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
com menos ou mais). - Depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
Ela é bonita / como a mãe. ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e
OP OSA Comparativa seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos
participem da reunião.
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o
ferro.” (Marquês de Maricá) É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. necessária.)
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. Parece que a situação melhorou.
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à Aconteceu que não o encontrei em casa.
luz daquele olhar. Importa que saibas isso bem.

Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam - Oração Subordinada Substantiva Completiva
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está Nominal: É aquela que exerce a função de complemento
subentendido o verbo ser (como a mãe é). nominal de um termo da oração principal. Observe: Estou
convencido de sua inocência. (complemento nominal)
- Proporcionais: expressam uma ideia que se relaciona

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APOSTILAS OPÇÃO

Estou convencido / de que ele é inocente. aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º
OP OSS Completiva Nominal lugar. Exemplo:

Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão Pedra que rola não cria limo.
dele.) Os animais que se alimentam de carne chamam-se
Estava ansioso por que voltasses. carnívoros.
Sê grato a quem te ensina. Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão escreveram.
cedo.” (Graciliano Ramos) “Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Mariano)
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: é
aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração - Subordinadas Adjetivas Explicativas: são explicativas
principal, vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
importante é sua felicidade. (predicativo) referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
O importante é / que você seja feliz. restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
OP OSS Predicativa O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) novo livro.
Minha esperança era que ele desistisse. OP OSA Explicativa OP
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
Não sou quem você pensa. Deus, que é nosso pai, nos salvará.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
que exerce a função de aposto de um termo da oração Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
principal. Observe: Ele tinha um sonho a união de todos em Observação: As explicativas são isoladas por pausas, que
benefício do país. (aposto) na escrita se indicam por vírgulas.14
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício
do país. Orações Reduzidas
OP OSS Apositiva Observe que as orações subordinadas eram sempre
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma apresentavam o verbo na forma do indicativo ou do
coisa: a sua felicidade) subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. outras que se apresentam com o verbo numa das formas
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
de que virias a morrer...” (Osmã Lins)
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
motivo oculto?” (Machado de Assis) (infinitivo)
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
dois-pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
oração principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho (particípio)
recuperasse a saúde, tornou-se realidade.
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, as das formas nominais são chamadas de reduzidas.
orações substantivas podem ser introduzidas por outros Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo:
Não sei quando ele chegou. colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao
Diga-me como resolver esse problema. sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou
subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma
Orações Subordinadas Adjetivas classificação da oração desenvolvida.
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a
função de adjunto adnominal de algum termo da oração Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Quando entrei na escola, / encontrei o professor de
adnominal em oração subordinada adjetiva: inglês.
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) OSA Temporal
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial
adjetiva) temporal, reduzida de infinitivo.

As orações subordinadas adjetivas são sempre Precisando de ajuda, telefone-me.


introduzidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, Se precisar de ajuda, / telefone-me.
etc.) e podem ser classificadas em: OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: são restritivas condicional, reduzida de gerúndio.
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que
se referem. Exemplo: Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
OP OSA Restritiva vestiário.
OSA Temporal
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não reduzida de particípio.

14 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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APOSTILAS OPÇÃO

Observações: sua forma verbal reduzida adequadamente desenvolvida em


- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de (A) para se encaixarem.
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas (B) para seu encaixotamento.
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de (C) para que se encaixassem.
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa (D) para que se encaixem.
cidade. (E) para que se encaixariam.
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. 04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir
Exemplos: oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das
Preciso terminar este exercício. orações seguintes?
Ele está jantando na sala. (A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
Essa casa foi construída por meu pai. (B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma (C) O aluno fez-se passar por doutor.
reduzida. Exemplo: (D) Precisa-se de operários.
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. (E) Não sei se o vinho está bom.
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
coordenada sindética aditiva) 05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de oração sublinhada é:
gerúndio. (A) subordinada substantiva completiva nominal
Qual é a diferença entre as orações coordenadas (B) subordinada substantiva objetiva indireta
explicativas e as orações subordinadas causais, já que ambas (C) subordinada substantiva predicativa
podem ser iniciadas por que e porquê? Às vezes não é fácil (D) subordinada substantiva subjetiva
estabelecer a diferença entre explicativas e causais, mas como (E) subordinada substantiva objetiva direta
o próprio nome indica, as causais sempre trazem a causa de
algo que se revela na oração principal, que traz o efeito. Respostas
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a 01.B \ 02.A \ 03.D \ 04.E \ 05.B
oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Essa noção de causa e efeito não existe no período
composto por coordenação. Exemplo: Pontuação;
Rosa chorou porque levou uma surra. Está claro que a
oração iniciada pela conjunção é causal, visto que a surra foi
sem dúvida a causa do choro, que é efeito. PONTUAÇÃO
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O
período agora é composto por coordenação, pois a oração Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
revelou na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as
efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo
causa de ela ter chorado. uso da língua portuguesa.15

Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. Ponto


OP OSA Comparativa OSA Condicional
1) Indica o término do discurso ou de parte dele.
Questões Ex.: Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
que se encontra. / Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que e leite.
estava para ser mãe”, a oração destacada é:
(A) subordinada substantiva objetiva indireta 2) Usa-se nas abreviações.
(B) subordinada substantiva completiva nominal Ex.: V.Exª (Vossa Exelencia) , Sr. (Senhor), S.A (Sociedade
(C) subordinada substantiva predicativa Anonima).
(D) coordenada sindética conclusiva
(E) coordenada sindética explicativa Ponto e Vírgula

02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. Há 1) Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na importância.
realidade.” A oração sublinhada é: Ex.: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
(A) adverbial conformativa pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
(B) adjetiva os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...”
(C) adverbial consecutiva (Vieira)
(D) adverbial proporcional 2) Separa partes de frases que já estão separadas por
(E) adverbial causal vírgulas.
Ex.: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros
03. “Esses produtos podem ser encontrados nos montanhas, frio e cobertor.
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com
características adaptadas às dificuldades para mastigar e para 3) Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar em seus decreto de lei, etc. Ex.:
hábitos de consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter - Ir ao supermercado;

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resumo-com-questoes.html

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APOSTILAS OPÇÃO

- Pegar as crianças na escola; Usa-se a Vírgula


- Caminhada na praia; 1) Para marcar intercalação:
- Reunião com amigos. a) Do adjunto adverbial: O café, em razão da sua
abundância, vem caindo de preço.
Dois Pontos b) Da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
1) Antes de uma citação. c) Das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
Ex.: Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:... não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem
abrir mão dos lucros altos.
2) Antes de um aposto.
Ex.: Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à 2) Para marcar inversão:
tarde e calor à noite. a) Do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
3) Antes de uma explicação ou esclarecimento. b) Dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
Ex.: Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
vivendo a rotina de sempre. c) Do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio
de 1982.
4) Em frases de estilo direto. Ex.:
Maria perguntou: 3) Para separar entre si elementos coordenados (dispostos
- Por que você não toma uma decisão? em enumeração): Era um garoto de 15 anos, alto, magro. / A
ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
Ponto de Exclamação
4) Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós queremos
1) Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, comer pizza; e vocês, churrasco.
súplica, etc.
Ex.: - Sim! Claro que eu quero me casar com você! 5) Para isolar:
a) O aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira,
2) Depois de interjeições ou vocativos. possui um trânsito caótico.
Ex.: - João! Há quanto tempo! b) O vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.

Ponto de Interrogação Questões

Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. 01. Assinale a alternativa em que a pontuação está
“Então? Que é isso? Desertaram ambos?” corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da
(Artur Azevedo) língua portuguesa.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
Reticências embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimidade,
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo
1) Indica que palavras foram suprimidas. que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
Ex.: Comprei lápis, canetas, cadernos... (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e,
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimidade,
2) Indica interrupção violenta da frase. procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo
Ex.: Não... quero dizer... é verdade... Ah! que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
3) Indica interrupções de hesitação ou dúvida embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
Ex.: Este mal... pega doutor? procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
4) Indica que o sentido vai além do que foi dito (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e,
Ex.: Deixa, depois, o coração falar... embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo
Vírgula que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
Não se usa Vírgula embora, experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
Separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam- procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo
se diretamente entre si: que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.

1) Entre sujeito e predicado. 02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
Todos os alunos da sala foram advertidos. ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as
sujeito predicado lacunas da frase abaixo:
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas
2) Entre o verbo e seus objetos. devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
V.T.D.I .O.D .O.I. (A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
(B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
3) Entre nome e complemento nominal; entre nome e (C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
adjunto adnominal. (D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores (E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
despertou reações entre os empresários.
adj. adnominal nome adj. adn. Compl. nominal 03. Os sinais de pontuação estão empregados
corretamente em:

Língua Portuguesa 57
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APOSTILAS OPÇÃO

(A) Duas explicações, do treinamento para consultores


iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a Concordância nominal e
construção de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar verbal;
das metas de vendas associadas aos dois temas.
(B) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a CONCORDÂNCIA NOMINAL
construção de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar
das metas de vendas associadas aos dois temas. Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
(C) Duas explicações do treinamento para consultores demais termos da oração para que concordem em gênero e
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
das metas de vendas associadas aos dois temas. também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
(D) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a Regra geral: o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar concordam em gênero e número com o substantivo.
das metas de vendas associadas aos dois temas. A pequena criança é uma gracinha. / O garoto que encontrei
(E) Duas explicações, do treinamento para consultores era muito gentil e simpático.
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar Casos especiais: veremos alguns casos que fogem à regra
das metas, de vendas associadas aos dois temas. geral mostrada acima.

04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da a) Um adjetivo após vários substantivos
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto 1- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o
à regência nominal e à pontuação. plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. / Irmão
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais e primo recém-chegados estiveram aqui.
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
outros. 2- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam plural masculino ou concorda com o substantivo mais
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o próximo.
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um Ela tem pai e mãe louros. / Ela tem pai e mãe loura.
exemplo!, do que em outros.
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam 3- Adjetivo funciona como predicativo: vai
rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o obrigatoriamente para o plural.
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um O homem e o menino estavam perdidos. / O homem e sua
exemplo, do que em outros. esposa estiveram hospedados aqui.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam
rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um 1- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
exemplo - do que em outros. próximo.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, Comi delicioso almoço e sobremesa. / Provei deliciosa fruta
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais e suco.
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em 2- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
outros. concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos. / Estava ferido o pai e os
05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se filhos.
correta após o acréscimo das vírgulas.
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na c) Um substantivo e mais de um adjetivo
pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrônica 1- antecede todos os adjetivos com um artigo. Falava
ao grupo ou acione o código na internet. fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o 2- coloca o substantivo no plural. Falava fluentemente as
código foi acionado. línguas inglesa e espanhola.
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a d) Pronomes de tratamento
criança foi encontrada. Sempre concordam com a 3ª pessoa. Vossa Santidade
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega esteve no Brasil.
primeiro às, areias do Guarujá.
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
de quem a encontrou e informar um ponto de referência Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas. / A bebida está inclusa.
Respostas
1.C / 2.C / 3.B / 4.D / 5.E f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
Após essas expressões o substantivo fica sempre no
singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis. / Pusemos numa e
noutra bandeja rasas o peixe.

g) É bom, é necessario, é proibido


Essas expressões não variam se o sujeito não vier
precedido de artigo ou outro determinante.

Língua Portuguesa 58
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APOSTILAS OPÇÃO

É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. 02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada gênero, número ou pessoa):
é proibida. (A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer
a diferença.”
h) Muito, pouco, caro (B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. (C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
Comi muitas frutas durante a viagem. / Pouco arroz é cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
suficiente para mim. (D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
longe...
2- Como advérbios: são invariáveis. (E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais
Comi muito durante a viagem. / Pouco lutei, por isso perdi compreensivo.
a batalha.
03. A concordância nominal está INCORRETA em:
i) Mesmo, bastante (A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
1- Como advérbios: invariáveis envolvimento da empresa.
Preciso mesmo da sua ajuda. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. desnecessária.
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da
2- Como pronomes: seguem a regra geral. empresa e a campanha.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. desnecessárias.

j) Menos, alerta 04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos
Em todas as ocasiões são invariáveis. parênteses.
Preciso de menos comida para perder peso. / Estamos alerta (A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/
para com suas chamadas. necessária)
(B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)
k) Tal Qual (C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/
“Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o bastantes)
consequente. (D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios)
As garotas são vaidosas tais qual a tia. / Os pais vieram (E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino.
fantasiados tais quais os filhos. (meio/ meia)

l) Possível 05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em:


Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou (A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos.
“pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. (B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre
A mais possível das alternativas é a que você expôs. o assunto.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. (C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da criança viciadas.
cidade. (D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de
parentes.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável. Respostas
Estou meio (um pouco) insegura. 01.D / 02.D / 03.B / 04. a) necessária b) alerta c)
bastantes d) vazia e) meio / 05. C
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã. CONCORDÂNCIA VERBAL

n) Só Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos


1- apenas, somente (advérbio): invariável. referindo à relação de dependência estabelecida entre um
Só consegui comprar uma passagem. termo e outro mediante um contexto oracional.

2- sozinho (adjetivo): variável. Casos Referentes a Sujeito Simples


Estiveram sós durante horas. 1) Sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo em
número e pessoa: O aluno chegou atrasado.
Questões
2) O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo do
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou singular, o verbo permanece na terceira pessoa do
nominal: singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical. Observação: no caso de o coletivo aparecer seguido de
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam adjunto adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. ou poderá ir para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos
(C) Alguma solução é necessária, e logo! gritos. / Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido 3) Quando o sujeito é representado por expressões
não pode prosperar. partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, a
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição concordar com o núcleo dessas expressões quanto com o
de Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil substantivo que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar.
obter certa autonomia econômica. / A maioria dos alunos resolveram ficar.

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APOSTILAS OPÇÃO

4) No caso de o sujeito ser representado por expressões Cubas é uma criação de Machado de Assis.
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele
5) Em casos em que o sujeito é representado pela nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos
expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais é uma potência mundial.
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.
Observação: no caso da referida expressão aparecer Casos Referentes a Sujeito Composto
repetida ou associada a um verbo que exprime reciprocidade, 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
o verbo, necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
de um aluno, mais de um professor contribuíram na campanha relacionado a dois pressupostos básicos:
de doação de alimentos. / Mais de um formando se - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
abraçaram durante as solenidades de formatura. demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na
6) O sujeito for composto da expressão “um dos que”, o 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. / Tu e ele são primos.
verbo permanecerá no plural: Paulo é um dos que mais
trabalhar. 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer
anteposto (antes) ao verbo, este permanecerá no plural: O pai
7) Quanto aos relativos à concordância com locuções e seus dois filhos compareceram ao evento.
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto (depois) ao
nos atermos a duas questões básicas: verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
concordar com o pronome pessoal: Alguns
de nós o receberemos. / Alguns de nós o receberão. 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
no singular, o verbo também permanecerá no singular: Algum Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
de nós o receberá. mundo.

8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo
singular ou poderá concordar com o antecedente desse poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu
Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela. esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é
fruto de meu esforço.
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que Questões
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós
que tomamos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo. 01. A concordância realizou-se adequadamente em qual
alternativa?
10) No caso de o sujeito aparecer representado por (A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará potência econômica do planeta, mas há quem aposte que a
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa China, em breve, o ultrapassará.
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão da (B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
Observações: (C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de comê-las sem receio!
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: (D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. janela do hotel!
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no
singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da 02. Uma pergunta
diretoria.
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e
11) Quando o sujeito estiver representado por pronomes político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira decisão: - Quem sofrerá?
pessoa do singular ou do plural: Vossas Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a
Majestades gostaram das homenagens. Vossas Excelência agiu se considerar.
com inteligência. (Salvador Nicola, inédito)

12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
que os determinam: (A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
ser, este permanece no singular, contanto que o predicativo (B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre
também esteja no singular: Memórias póstumas de Brás o peso de suas mais graves decisões.

Língua Portuguesa 60
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APOSTILAS OPÇÃO

(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) Respostas


tomar decisões sem medir suas consequências. 01.C / 02.C / 03.E / 04.C
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ......
(costumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas.
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor Regência nominal e verbal;
humana.

03. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
a constatação do satélite Kepler de que existem muitos
planetas com características físicas semelhantes ao nosso, Regência Verbal
reafirmou sua fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que
a vida complexa (animal) é um fenômeno não tão comum no A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
Universo. os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na conhecermos as diversas significações que um verbo pode
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, assumir com a simples mudança ou retirada de uma
o que, se não permite estimar o número de civilizações extra preposição.
terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas Observe:
expectativas. A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar,
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da contentar.
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado
complexos leva necessariamente à consciência e à ou prazer", satisfazer.
inteligência?
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de
matemático do que biológico: complexidade engendra "agradar a alguém".
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre
espécies cujo subproduto é a inteligência. Saiba que:
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para O conhecimento do uso adequado das preposições é um
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade também nominal). As preposições são capazes de modificar
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o exemplos:
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes Cheguei ao metrô.
as chances de não chegarmos a nada parecido com a Cheguei no metrô.
inteligência.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
(Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 2012.)
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração
"Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o
A frase em que as regras de concordância estão
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua,
plenamente respeitadas é:
sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado,
divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos
verbos, e a regência culta.
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose.
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de
natureza sobrevivem de forma quase automática, sem se
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é
valerem de criatividade e planejamento.
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter
formas em frases distintas.
energia por meio de alimentos, os organismos simples podem
preservar a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
Verbos Intransitivos
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
de dificuldades para obter a energia necessária a sua
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
sobrevivência e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças.
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um
a) Chegar, Ir;
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais
mudanças ambientais, como alterações na temperatura.
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
indicar destino ou direção são: a, para.
04. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
Fui ao teatro.
a concordância verbal está correta em:
Adjunto Adverbial de Lugar
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois
acabou os créditos.
Ricardo foi para a Espanha.
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis
Adjunto Adverbial de Lugar
que executa diversos serviços para os clientes.
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis
b) Comparecer;
para os passageiros que chegavam à cidade.
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas
por em ou a.
lembranças que seu tio lhe deixou.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de
jogo.
táxi para bater um papo com o motorista.

Língua Portuguesa 61
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APOSTILAS OPÇÃO

Verbos Transitivos Diretos Verbos Transitivos Diretos e Indiretos


Os verbos transitivos diretos são complementados por Os verbos transitivos diretos e indiretos são
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para acompanhados de um objeto direto e um indireto. Merecem
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses destaque, nesse grupo:
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem Agradecer, Perdoar e Pagar
assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais São verbos que apresentam objeto direto
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são, Veja os exemplos:
quando complementos verbais, objetos indiretos. Agradeço aos ouvintes a audiência.
São verbos transitivos diretos: abandonar, abençoar, Objeto Indireto Objeto Direto
aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar,
alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador.
condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger, Objeto Direto Objeto Indireto
estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, Paguei o débito ao cobrador.
proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar, dentre Objeto Direto Objeto Indireto
outros.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
o verbo amar: particular cuidado. Observe:
Amo aquele rapaz. / Amo-o. Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Amo aquela moça. / Amo-a. Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
adnominais). Informar
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
Verbos Transitivos Indiretos preços)
Os verbos transitivos indiretos são complementados por
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma - Na utilização de pronomes como complementos, veja as
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os construções:
pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
podem atuar como objetos indiretos são o "lhe", o "lhes", para Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, eles)
as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os
objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os
pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
lugar dos pronomes átonos lhe, lhes.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Comparar
a) Consistir - tem complemento introduzido pela Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
preposição "em". preposições "a" ou "com" para introduzir o complemento
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para indireto.
todos. Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma
criança.
b) Obedecer e Desobedecer - possuem seus complementos
introduzidos pela preposição "a". Pedir
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
Eles desobedeceram às leis do trânsito. forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
pessoa.
c) Responder - tem complemento introduzido pela Pedi-lhe favores.
preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para indicar "a Objeto Indireto Objeto Direto

quem" ou "ao que" se responde.


Respondi ao meu patrão. Pedi-lhe que mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Respondemos às perguntas. Objetiva Direta
Respondeu-lhe à altura.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto Saiba que:
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 1) A construção "pedir para", muito comum na linguagem
analítica. Veja: O questionário foi respondido corretamente. / cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. entanto, é considerada correta quando a
palavra licença estiver subentendida.
d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos
introduzidos pela preposição "com". Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam
para uma minoria privilegiada.

Língua Portuguesa 62
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APOSTILAS OPÇÃO

Observe que, nesse caso, a preposição "para" introduz uma Chamar


oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo - Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
(para ir entregar-lhe os catálogos em casa). solicitar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-
2) A construção "dizer para", também muito usada la.
popularmente, é igualmente considerada incorreta. Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
Preferir apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto predicativo preposicionado ou não.
indireto introduzido pela preposição "a". Por Exemplo: A torcida chamou o jogador mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou ao jogador mercenário.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou o jogador de mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado sem A torcida chamou ao jogador de mercenário.
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente Custar
no próprio verbo (pre). - Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Mudança de Transitividade versus Mudança de Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Significado - No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivo indireto.
transitividade, apresentam mudança de significado. O
conhecimento das diferentes regências desses verbos é um Muito custa viver tão longe da família.
recurso linguístico muito importante, pois além de permitir a Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
correta interpretação de passagens escritas, oferece Intransitivo Reduzida de Infinitivo
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os
principais, estão: Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva -
Subjetiva Reduzida de Infinitivo
Agradar
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
acariciar. atribuem ao verbo "custar" um sujeito representado por
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada pessoa. Observe o exemplo abaixo:
quando o revê. Custei para entender o problema.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Forma correta: Custou-me entender o problema.
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado Implicar
a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido - Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
pela preposição "a". a) dar a entender, fazer supor, pressupor
O cantor não agradou aos presentes. Suas atitudes implicavam um firme propósito.
O cantor não lhes agradou. b) Ter como consequência, trazer como consequência,
acarretar, provocar
Aspirar Liberdade de escolha implica amadurecimento político de
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar um povo.
(o ar), inalar.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) - Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter envolver
como ambição. Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
elas) indireto e rege com preposição "com".
Obs.: como o objeto direto do verbo "aspirar" não é pessoa, Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas "lhe" e
"lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja o Proceder
exemplo: - Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
Assistir adjunto adverbial de modo.
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar As afirmações da testemunha procediam, não havia como
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: refutá-las.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. Você procede muito mal.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. - Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, preposição" de") e fazer, executar (rege complemento
presenciar, estar presente, caber, pertencer. introduzido pela preposição "a") é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Exemplos: Procedeu-se aos exames.
Assistimos ao documentário. O delegado procederá ao inquérito.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino. Querer
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é - Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de vontade de, cobiçar.
lugar introduzido pela preposição "em". Querem melhor atendimento.
Assistimos numa conturbada cidade. Queremos um país melhor.

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APOSTILAS OPÇÃO

- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, Passível de


estimar, amar. Análogo a
Quero muito aos meus amigos. Fácil de
Ele quer bem à linda menina. Preferível a
Despede-se o filho que muito lhe quer. Ansioso de, para, por
Fanático por
Visar Prejudicial a
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, Apto a, para
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Favorável a
O homem visou o alvo. Prestes a
O gerente não quis visar o cheque. Ávido de
- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como Generoso com
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a". Propício a
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Benéfico a
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar Grato a, por
público. Próximo a
Capaz de, para
Regência Nominal Hábil em
Relacionado com
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, Compatível com
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa Habituado a
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo Relativo a
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários Contemporâneo a, de
nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de Idêntico a
que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses Satisfeito com, de, em, por
casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o Contíguo a
exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos Impróprio para
regem complementos introduzidos pela preposição "a". Veja: Semelhante a
Obedecer a algo/ a alguém. Contrário a
Obediente a algo/ a alguém. Indeciso em
Sensível a
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da Curioso de, por
preposição ou preposições que os regem. Observe-os Insensível a
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses Sito em
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. Descontente com
Liberal com
Substantivos Suspeito de
Admiração a, por Desejoso de
Devoção a, para, com, por Natural de
Medo a, de Vazio de
Aversão a, para, por
Doutor em Advérbios
Obediência a - Longe de;
Atentado a, contra - Perto de.
Dúvida acerca de, em, sobre
Ojeriza a, por Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir
Bacharel em o regime dos adjetivos de que são formados: paralela à;
Horror a paralelamente a; relativa a; relativamente a.16
Proeminência sobre
Capacidade de, para Questões
Impaciência com
Respeito a, com, para com, por 01. (Administrador - FCC)
... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras
Adjetivos ciências ...
Acessível a O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o
Diferente de grifado acima está empregado em:
Necessário a (A) ...astros que ficam tão distantes...
Acostumado a, com (B) ...que a astronomia é uma das ciências...
Entendido em (C) ...que nos proporcionou um espírito...
Nocivo a (D) ...cuja importância ninguém ignora...
Afável com, para com (E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro...
Equivalente a
Paralelo a 02. (Agente de Apoio Administrativo - FCC)
Agradável a ...pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos
Escasso de do sueco.
Parco em, de O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de
Alheio a, de complementos que o grifado acima está empregado em:
Essencial a, para (A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO...

16 www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

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APOSTILAS OPÇÃO

(B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? junho de 2012, está correto quanto à regência nominal e à
(C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... pontuação.
(D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro... (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
(E) O delegado apenas olhou-a espantado com o seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
atrevimento. notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
outros.
03. (Agente de Defensoria Pública - FCC) (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
desiguais... avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o exemplo!, do que em outros.
grifado acima está empregado em: (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam
(A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
extremos de sutileza. avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
(B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos exemplo, do que em outros.
troncos mais robustos. (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam
(C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o
não raro, quem... avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um
(D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na exemplo - do que em outros.
serra de Tunuí... (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
(E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
gentio, mestre e colaborador... notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
outros.
04. (Agente Técnico - FCC)
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... 07. (Papiloscopista Policial - VUNESP) Assinale a
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o da alternativa correta quanto à regência dos termos em destaque.
frase acima se encontra em: (A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a
(A) A palavra direito, em português, vem de directum, do responsabilidade pelo problema.
verbo latino dirigere... (B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter se
(B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das perdido.
sociedades... (C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de
(C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela um índio na porta do prédio.
justiça. (D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se
(D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações perdido de sua família.
da justiça... (E) A família toda se organizou para realizar a procura à
(E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o garotinha.
sentimento de justiça.
08. (Analista de Sistemas - VUNESP) Assinale a
05. Leia a tira a seguir. alternativa que completa, correta e respectivamente, as
lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.
Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a
mídia pode exercer sobre os jovens.
(A) dos … na
(B) nos … entre a
(C) aos … para a
(D) sobre os … pela
(E) pelos … sob a

09. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças


Públicas - VUNESP) Considerando a norma-padrão da língua,
assinale a alternativa em que os trechos destacados estão
corretos quanto à regência, verbal ou nominal.
(A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de
dez mil tomadas.
(B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver
um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
(C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de criar
Considerando as regras de regência da norma-padrão da
logotipos e negociar.
língua portuguesa, a frase do primeiro quadrinho está
(D) O taxista levou o autor a indagar no número de
corretamente reescrita, e sem alteração de sentido, em:
tomadas do edifício.
(A) Ter amigos ajuda contra o combate pela depressão.
(E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor
(B) Ter amigos ajuda o combate sob a depressão.
reparasse a um prédio na marginal.
(C) Ter amigos ajuda do combate com a depressão.
(D) Ter amigos ajuda ao combate na depressão.
10. (Assistente de Informática II - VUNESP) Assinale a
(E) Ter amigos ajuda no combate à depressão.
alternativa que substitui a expressão destacada na frase,
conforme as regras de regência da norma-padrão da língua e
06. (Escrevente TJ SP - VUNESP) Assinale a alternativa
sem alteração de sentido.
em que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de

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APOSTILAS OPÇÃO

Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de Antônimos


direitos dos trabalhadores domésticos.
(A) da Trata de palavras, expressões ou frases diferentes na
(B) na forma e com significações opostas, excludentes. Normalmente
(C) pela ocorre por meio de palavras de radicais diferentes, com
(D) sob a prefixo negativo ou com prefixos de significação contrária.
E) sobre a Exemplos:
- Ordem e anarquia.
Respostas - Soberba e humildade.
1.D / 2.D / 3.A / 4.A / 5.E / 6.D / 7.A / 8.C / 9.A / 10.C - Louvar e censurar.
- Mal e bem.

A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido


Significação das palavras; oposto ou negativo.
Exemplos:
- bendizer/maldizer
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS - simpático/antipático
- progredir/regredir
O significado das palavras17 é estudado pela semântica, a - concórdia/discórdia
parte da gramática que estuda não só o sentido das palavras - explícito/implícito
como as relações de sentido que as palavras estabelecem entre - ativo/inativo
si: relações de sinonímia, antonímia, paronímia, homonímia... - esperar/desesperar
Compreender essas relações nos proporciona o
alargamento do nosso universo semântico, contribuindo para Questões
uma maior diversidade vocabular e maior adequação aos
diversos contextos e intenções comunicativas. 01. (MPE/SP – Biólogo – VUNESP) McLuhan já alertava
que a aldeia global resultante das mídias eletrônicas não
Sinônimos implica necessariamente harmonia, implica, sim, que cada
participante das novas mídias terá um envolvimento
Trata18 de palavras diferentes na forma, mas com sentidos gigantesco na vida dos demais membros, que terá a chance de
iguais ou aproximados. Tudo depende do contexto e da meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que quiser das
intenção do falante. informações que conseguir. A aclamada transparência da coisa
Vale lembrar também que muitas palavras são sinônimas, pública carrega consigo o risco de fim da privacidade e a
se levarmos em conta as variações geográficas (aipim = superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas
macaxeira; mexerica = tangerina; pipa = papagaio; aipo = morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos
salsão...). participar.
Exemplos de sinônimos: Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais,
- Brado, grito, clamor. apenas em número de atualizações nas páginas e na
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir. capacidade dos usuários de distinguir essas variações como
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial. relevantes no conjunto virtualmente infinito das
possibilidades das redes. Para achar o fio de Ariadne no
Na maioria das vezes não tem diferença usar um sinônimo labirinto das redes sociais, os usuários precisam ter a
ou outro. Embora tenham sentido comum, os sinônimos habilidade de identificar e estimar parâmetros, aprender a
diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por nuances de extrair informações relevantes de um conjunto finito de
significação e certas propriedades que o escritor não pode observações e reconhecer a organização geral da rede de que
desconhecer. participam.
Com efeito, estes têm sentido mais amplo, aqueles, mais O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios da fala sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
corrente, vulgar, outros, ao invés, pertencem à esfera da recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
linguagem culta, literária, científica ou poética (orador e a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem
tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
Exemplos: sentimento de pânico experimentados por um número
- Adversário e antagonista. crescente de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo
- Translúcido e diáfano. móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet. Essa
- Semicírculo e hemiciclo. informação, como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir
- Contraveneno e antídoto. os poros da sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto
- Moral e ética. um veneno para o espírito.
- Colóquio e diálogo. (Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
- Transformação e metamorfose. Revista USP, no 92. Adaptado)
- Oposição e antítese.
As expressões destacadas nos trechos – meter o bedelho
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se / estimar parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos
sinonímia, palavra que também designa o emprego de adequados respectivamente em:
sinônimos. (A) procurar / gostar de / ilustrar
(B) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
(C) interferir / propor / embrutecer

17 https://www.normaculta.com.br/significacao-das-palavras/ 18 Pestana, Fernando. A gramática para concursos públicos / Fernando

Pestana. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

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APOSTILAS OPÇÃO

(D) intrometer-se / prezar / esclarecer Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e


(E) contrapor-se / consolidar / iluminar diferentes na escrita.
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
02. (Pref. Itaquitinga/PE – Psicólogo – IDHTEC) A - Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes - Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de
contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; consertar).
comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, - Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, - Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o (acelerar).
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela - Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres - Censo (recenseamento) e senso (juízo).
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os - Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos - Paço (palácio) e passo (andar).
molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e - Hera (trepadeira), era (época), era (verbo).
escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de - Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar =
súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com anular).
efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos - Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão
de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento (tempo de uma reunião ou espetáculo).
daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e
sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na
num longo enxurro de carcaças e molambos... pronúncia.
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma - Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: - Cedo (verbo), cedo (advérbio).
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças - Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, - Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris - Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos - Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando;
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de Parônimos
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante. São palavras parecidas na escrita e na pronúncia:
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. - coro e couro,
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.) - cesta e sesta,
- eminente e iminente,
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de - degradar e degredar,
sinônimos? - cético e séptico,
(A) Armistício – destruição - prescrever e proscrever,
(B) Claudicante – manco - descrição e discrição,
(C) Reveses – infortúnios - infligir (aplicar) e infringir (transgredir),
(D) Fealdade – feiura - sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder),
(E) Opilados – desnutridos - comprimento e cumprimento,
- deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente,
Gabarito divergir, adiar),
- ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, corrigir),
01.B / 02.A - vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).
Homônimos
Questões
Trata de palavras iguais na pronúncia e/ou na grafia, mas
com significados diferentes. Exemplos: 01. (Pref. Lauro Muller/SC – Auxiliar Administrativo –
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo). FAEPESUL) Atento ao emprego dos Homônimos, analise as
- Aço (substantivo) e asso (verbo). palavras sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA:
(A) Ainda vivemos no Brasil a descriminação racial. Isso é
Só o contexto é que determina a significação dos crime!
homônimos. A homonímia pode ser causa de ambiguidade, (B) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. (C) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto agora expiar seus crimes.
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: (D) Em todos os momentos, para agir corretamente, é
preciso o bom censo.
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes (E) Prefiro macarronada com molho, mas sem estrato de
no timbre ou na intensidade das vogais. tomate.
- Rego (substantivo) e rego (verbo).
- Colher (verbo) e colher (substantivo). 02. (Pref. Cruzeiro/SP – Instrutor de Desenho Técnico
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo). e Mecânico – Instituto Excelência) Assinale a alternativa em
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). que as palavras podem servir de exemplos de parônimos:
- Para (verbo parar) e para (preposição). (A) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). gentil).
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de (B) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
per+o). (C) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se
senta).

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APOSTILAS OPÇÃO

(D) Nenhuma das alternativas. Gabarito

03. (TJ/MT – Analista Judiciário – Ciências Contábeis – 01.B / 02.D


UFMT) Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,
seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por Polissemia
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, A palavra polissêmica é aquela que, dependendo do
grafias diferentes, denomina-se homônimo heterográfico. contexto, muda de sentido (mas não muda de classe
Assinale a alternativa em que todas as palavras se encontram gramatical!). Por exemplo, veja os sentidos de “peça”: “peça de
nesse caso. automóvel”, “peça de teatro”, “peça de bronze”, “és uma boa
(A) taxa, cesta, assento peça”, “uma peça de carne” etc.
(B) conserto, pleito, ótico Agora, observe mais estes exemplos:
(C) cheque, descrição, manga Desculpe o bolo que te dei ontem.
(D) serrar, ratificar, emergir Comemos um bolo delicioso na casa da Jéssica.
Tenho um bolo de revistas lá em casa.21
Gabarito
Monossemia é o oposto de polissemia, ou seja, quando a
01.C / 02.A / 03.A palavra tem um único significado.

Hiperonímia e Hiponímia É possível perceber que alguns desses contextos passaram


a fazer sentido por questões sociais, culturais ou históricas
Partindo do princípio de que as palavras estabelecem adquiridas ao longo do tempo. Vale ressaltar, no entanto, que
entre si uma relação de significado, observe este enunciado19: o sentido original descrito no dicionário é o que prevalece,
Fomos à feira e compramos maçã, banana, abacaxi, melão... sendo os demais atribuídos pela analise contextual.
Nossa! Como estavam baratas, pois são frutas da estação.
Atenção aos vocábulos “maçã”, “banana”, “abacaxi”, Polissemia e Homonímia
“melão” e também “frutas”, perguntamo-nos: existe alguma Não confunda polissemia e homonímia. Polissemia remete
relação entre eles? Toda, não é verdade? Desse modo, ao a uma palavra que apresenta diversos significados que se
observar o conceito de hiperonímia e hiponímia, chegaremos encaixam em diversos contextos, enquanto homonímia refere-
à conclusão pretendida. Note: se as duas ou mais palavras que apresentam origens e
significados distintos, mas possuem grafia e fonologia
Hiperonímia20 - como o próprio prefixo já nos indica, esta idênticas.
palavra confere-nos uma ideia de um todo, sendo que deste Por exemplo, “manga” é uma palavra que representa um
todo se originam outras ramificações, como é o caso de frutas. caso de homonímia. O termo designa tanto uma fruta quanto
Palavras e expressões de sentido mais geral. uma parte da camisa. Não se trata de uma polissemia por que
os dois significados são próprios da palavra e têm origens
Hiponímia - demarcando o oposto do conceito da palavra diferentes. Por esse motivo, muitos especialistas defendem
anterior, podemos afirmar que ela representa cada parte, cada que a palavra “manga” deveria possuir duas entradas distintas
item de um todo, no caso: maçã, banana, abacaxi, melão. Sim, no dicionário.
essas são palavras hipônimas. Palavras e expressões com
sentido mais restrito, mas estão associadas ao conjunto maior Polissemia e Ambiguidade
que são as frutas. Tanto a polissemia quanto a ambiguidade são elementos
da linguagem que podem provocar confusões na interpretação
Questões de frases. No caso da ambiguidade, geralmente, o enunciado
apresenta uma construção de palavras que permite mais de
01. Os vocábulos destacados em “Na banca da feira da uma interpretação para a frase em questão.
vinte e cinco, havia cupuaçu, bacuri, taperebá e outras frutas Nem sempre se trata de uma palavra que tenha mais de um
regionais.”, têm relação entre si por possuírem o mesmo significado, mas de como as palavras estão dispostas na frase,
campo semântico, isto é, todos são frutas inclusive típicas da permitindo que as informações sejam interpretadas de mais
Amazônia. de uma maneira. Ex. Jorge criticou severamente a prima de sua
Tais termos destacados, em relação à palavra “fruta”, são amiga, que frequentava o mesmo clube que ele. Nesse caso, o
designados como: pronome que pode estar referindo-se a amiga ou a prima.
(A) hiperônimos. Já no caso da polissemia, por uma mesma palavra possuir
(B) hipônimos. mais de um significado, ela pode fazer com que as pessoas não
(C) cognatos. compreendam o sentido usado no primeiro contato com a
(D) polissêmicos. frase e interpretem o enunciado de uma maneira diferente do
(E) parônimos. que ele era intencionado. Neste caso, para que isso não ocorra,
é importante que fique claro qual é o contexto em que a
02. “O caminhão atravessou a pista e bateu na mureta de palavra foi usada.
proteção, o veículo ficou totalmente destruído”. Na frase acima
a palavra “veículo” representa um caso de:
(A) polissemia;
(B) antonímia;
(C) hiponímia;
(D) hiperonímia;
(E) heteronímia.

19https://portugues.uol.com.br/gramatica/hiperonimia-hiponimia.html 21 PESTANA, Fernando. A gramática para concursos. Elsevier. 2013.


20 https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/hiperonimia-
hiponimia.htm

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Questão 03. (SAMAE de Caxias do Sul/RS - Assistente de


Planejamento - OBJETIVA/2017)
01. (SANEAGO/GO - Agente de Saneamento - CS/2018)

Predestinação

Tinha no nome seu destino líquido: mar, rio e lago.


Pois chamava-se Mário Lago.
Viu a luz sob o signo de Piscis.
Brilhava no céu a constelação de Aquário.
Veio morar no Rio.
Quando discutia, sempre levava um banho.
Pois era um temperamento transbordante.
Sua arte preferida: água-forte.
Seu provérbio predileto: "Quem tem capa, escapa".
Sua piada favorita: "Ser como o rio:
seguir o curso sem deixar o leito".
Pois estudava: engenharia hidráulica. Considerando-se a representação semântica da palavra
Quando conheceu uma moça de primeira água. “vendo” no contexto da tirinha abaixo, é CORRETO afirmar
Foi na onda. que ocorre:
Teve que desistir dos estudos quando (A) Denotação.
já estava na bica para se formar. (B) Conotação.
Então arranjou um emprego em Ribeirão das Lajes. (C) Homonímia.
Donde desceu até ser leiteiro. (D) Homofonia.
Encarregado de pôr água no leite. (E) Sinonímia.
Ficou noivo e deu à moça uma água-marinha.
Mas ela o traiu com um escafandrista. 04. (Pref. Videira/SC - Agente Administrativo -
E fugiu sem dizer água vai. ASSCONPP/2016) Observe as frases abaixo:
Foi aquela água. I. A mãe vela pelo sono do filho doente.
Desde então ele só vivia na chuva II. O barco à vela foi movido pelo vento.
Virou pau de água.
Portanto, com hidrofobia. A palavra vela presenta vários sentidos, esta propriedade
Foi morar numa água-furtada. das palavras é denominada:
Deu-lhe água no pulmão. (A) Homonímia;
Rim flutuante. (B) Polissemia;
Água no joelho. (C) Sinonímia;
Hidropsia. (D) Antonímia;
Bolha d’água. (E) Nenhuma das alternativas anteriores.
Gota.
Catarata. 05. (Pref. Fronteira/MG - Contador - MÁXIMA/2016)
Morreu afogado.
FERNANDES, Millôr. Trinta anos de mim mesmo. Editora
Círculo do Livro: São Paulo, 1975.

O humor do texto é construído por meio do jogo entre


palavras denotativas e conotativas. O principal recurso de
sentido usado, portanto, foi a:
(A) polissemia.
(B) ironia. A mensagem dessa tirinha apoia-se no duplo sentido de
(C) intertextualidade. uma palavra através de um recurso:
(D) ambiguidade. (A) Vida - homonímia;
(B) Balanço - polissemia;
02. (SEDUC/PI - Professor Temporário - Língua (C) Balanço - sinonímia;
Portuguesa - NUCEPE/2018) (D) Vida - polissemia.

Gabarito

01.D / 02.B / 03.C / 04.B / 05.B

Sentido Próprio e Sentido Figurado

As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou


no sentido figurado. Exemplos:
O efeito de humor, na tirinha, é explorado pelo recurso - Construí um muro de pedra. (Sentido próprio).
semântico da: - Ênio tem um coração de pedra. (Sentido figurado).
(A) Sinonímia. - As águas pingavam da torneira. (Sentido próprio).
(B) Polissemia - As horas iam pingando lentamente. (Sentido figurado).
(C) Contradição.
(D) Antonímia. Denotação e Conotação
(E) Ambiguidade.

Língua Portuguesa 69
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Denotação é o sentido da palavra interpretada ao pé da Questões


letra, isto é, de acordo com o sentido geral que ela tem na
maioria dos contextos em que ocorre. É o sentido próprio da 01. (PC/CE – Delegado de Polícia Civil – VUNESP)
palavra, aquele encontrado no dicionário. Exemplo: “Uma
pedra no meio da rua foi a causa do acidente.” A morte do narrador
A palavra “pedra” aqui está usada em sentido literal, ou
seja, o objeto mesmo. Recentemente recebi um e-mail de uma leitora
perguntando a razão de eu ter, segundo ela, uma visão tão dura
Conotação é o sentido da palavra desviado do usual, isto é, para com os idosos. O motivo da sua pergunta era eu ter dito,
aquele que se distancia do sentido próprio e costumeiro. em uma de minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais
Exemplo: “As pedras atiradas pela boca ferem mais do que as vovôs e vovós, porque estavam todos na academia querendo
atiradas pela mão.” parecer com seus netos.
“Pedras”, nesse contexto, não está indicando o que Claro, minha leitora me entendeu mal. Mas o fato de ela ter
usualmente significa, mas um insulto, uma ofensa produzida me entendido mal, o que acontece com frequência quando se
pelas palavras. discute o tema da velhice, é comum, principalmente porque o
próprio termo “velhice" já pede sinônimos politicamente
Ampliação de Sentido corretos, como “terceira idade", “melhor idade", “maturidade",
Fala-se em ampliação de sentido quando a palavra passa a entre outros.
designar uma quantidade mais ampla de significado do que o Uma característica do politicamente correto é que, quando
seu original. ele se manifesta num uso linguístico específico, é porque esse
“Embarcar”, por exemplo, que originariamente era usada uso se refere a um conceito já considerado como algo ruim. A
para designar o ato de viajar em um barco, ampliou marca essencial do politicamente correto é a hipocrisia
consideravelmente o sentido e passou a designar a ação de articulada como gesto falso, ideias bem comportadas.
viajar em outros veículos. Hoje se diz, por ampliação de Voltando à velhice. Minha leitora entendeu que eu dizia
sentido, que um passageiro: que idosos devem se afundar na doença, na solidão e no
- embarcou em um trem. abandono, e não procurar ser felizes. Mas, quando eu dizia que
- embarcou no ônibus das dez. eles estão fugindo da condição de avós, usava isso como
- embarcou no avião da força aérea. metáfora da mentira (politicamente correta) quanto ao medo
- embarcou num transatlântico. que temos de afundar na doença, antes de tudo psicológica,
devido ao abandono e à solidão, típicos do mundo
“Alpinista”, na origem, era usado para indicar aquele que contemporâneo. Minha crítica era à nossa cultura, e não às
escala os Alpes (cadeia montanhosa europeia). Depois, por vítimas dela. Ela cultua a juventude como padrão de vida e está
ampliação de sentido, passou a designar qualquer tipo de intimamente associada ao medo do envelhecimento, da dor e
praticante de escalar montanhas. da morte. Sua opção é pela “negação", traço de um dos
sintomas neuróticos descritos por Freud.
Restrição de Sentido Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia que
Ao lado da ampliação de sentido, existe o movimento na modernidade o narrador da vida desapareceu. Isso quer
inverso, isto é, uma palavra passa a designar uma quantidade dizer que as pessoas encarregadas, antigamente, de narrar a
mais restrita de objetos ou noções do que originariamente. É o vida e propor sentido para ela perderam esse lugar. Hoje os
caso, por exemplo, das palavras que saem da língua geral e mais velhos querem “aprender" com os mais jovens (aprender
passam a ser usadas com sentido determinado, dentro de um a amar, se relacionar, comprar, vestir, viajar, estar nas redes
universo restrito do conhecimento. sociais). Esse fenômeno, além de cruel com o envelhecimento,
A palavra aglutinação, por exemplo, na nomenclatura é também desorganizador da própria juventude. Ouço
gramatical, é bom exemplo de especialização de sentido. Na cotidianamente, na sala de aula, os alunos demonstrarem seu
língua geral, ela significa qualquer junção de elementos para desprezo por pais e mães que querem aprender a viver com
formar um todo, porém em Gramática designa apenas um tipo eles.
de formação de palavras por composição em que a junção dos Alguns elementos do mundo moderno não ajudam a
elementos acarreta alteração de pronúncia, como é o caso de combater essa desvalorização dos mais velhos. As ferramentas
pernilongo (perna + longa). de informação, normalmente mais acessíveis aos jovens,
Se não houver alteração de pronúncia, já não se diz mais aumentam a percepção negativa dos mais velhos diante do
aglutinação, mas justaposição. A palavra Pernalonga, por acúmulo de conhecimento posto a serviço dos consumidores,
exemplo, que designa uma personagem de desenhos que questionam as “verdades constituídas do passado". A
animados, não se formou por aglutinação, mas por própria estrutura sobre a qual se funda a experiência moderna
justaposição. – ciência, técnica, superação de tradição – agrava a
Em linguagem científica é muito comum restringir-se o invisibilidade dos mais velhos. Em termos humanos, o passado
significado das palavras para dar precisão à comunicação. (que “nada" serve ao mundo do progresso) tem um nome:
A palavra girassol, formada de gira (do verbo girar) + sol, idoso. Enfim, resta aos vovôs e vovós ir para a academia ou
não pode ser usada para designar, por exemplo, um astro que para as redes sociais.
gira em torno do Sol, seu sentido sofreu restrição, e ela serve (Luiz Felipe Pondé, Somma, agosto 2014, p. 31. Adaptado)
para designar apenas um tipo de flor que tem a propriedade
de acompanhar o movimento do Sol. O termo empregado com sentido figurado está em
Há certas palavras que, além do significado explícito, destaque na seguinte passagem do texto:
contêm outros implícitos (ou pressupostos). Os exemplos são (A) Mas o fato de ela ter me entendido mal, o que acontece
muitos. É o caso do adjetivo outro, por exemplo, que indica com frequência quando se discute o tema da velhice…
certa pessoa ou coisa, pressupondo necessariamente a (segundo parágrafo).
existência de ao menos uma além daquela indicada. (B) O motivo da sua pergunta era eu ter dito, em uma de
Prova disso é que não faz sentido, para um escritor que minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais vovôs e
nunca lançou um livro, dizer que ele estará autografando seu vovós… (primeiro parágrafo).
outro livro. O uso de outro pressupõe necessariamente ao
menos um livro além daquele que está sendo autografado.

Língua Portuguesa 70
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(C) Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra
que na modernidade o narrador da vida desapareceu. trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um
(Penúltimo parágrafo). pé de capim – mas descobri que era um pé de milho.
(D) A própria estrutura sobre a qual se funda a experiência Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa.
moderna – ciência, técnica, superação de tradição – agrava a Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele
invisibilidade dos mais velhos. (Último parágrafo). reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um
(E) Minha leitora entendeu que eu dizia que idosos devem amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era
se afundar na doença, na solidão e no abandono… (quarto capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e
parágrafo). afirmou que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu
02. (PC/CE – Escrivão de Polícia Civil – VUNESP) tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas
folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o
Ficção universitária leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto
centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho
Os dados do Ranking Universitário publicados em sozinho, em um anteiro, espremido, junto do portão, numa
setembro de 2013 trazem elementos para que tentemos esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo
desfazer o mito, que consta da Constituição, de que pesquisa e e independente. Suas raízes roxas se agarra mão chão e suas
ensino são indissociáveis. É claro que universidades que fazem folhas longas e verdes nunca estão imóveis.
pesquisa tendem a reunir a nata dos especialistas, produzir Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos
mais inovação e atrair os alunos mais qualificados, tornando- encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou.
se assim instituições que se destacam também no ensino. Há muitas flores belas no mundo, e a flor do meu pé de milho
O Ranking Universitário mostra essa correlação de forma não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical,
cristalina: das 20 universidades mais bem avaliadas em beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho
termos de ensino, 15 lideram no quesito pesquisa (e as demais vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma
estão relativamente bem posicionadas). Das 20 que saem à coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de
frente em inovação, 15 encabeçam também a pesquisa. Daí não milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre
decorre que só quem pesquisa, atividade estupidamente cara, homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou
seja capaz de ensinar. um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.
O gasto médio anual por aluno numa das três (Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)
universidades estaduais paulistas, aí embutidas todas as
despesas que contribuem direta e indiretamente para a boa Assinale a alternativa em que, nas duas passagens, há
pesquisa, incluindo inativos e aportes de Fapesp, CNPq e termos empregados em sentido figurado.
Capes, é de R$ 46 mil (dados de 2008). Ora, um aluno do (A) ... beijado pelo vento do mar... (3º §) / Meu pé de milho
ProUni custa ao governo algo em torno de R$ 1.000 por ano em é um belo gesto da terra. (3º §)
renúncias fiscais. (B) Mas ele reagiu. (1º §) / ... na verdade aquilo era capim.
Não é preciso ser um gênio da aritmética para perceber (1º §)
que o país não dispõe de recursos para colocar os quase sete (C) Secaram as pequenas folhas... (1º §) / Sou um
milhões de universitários em instituições com o padrão de ignorante... (2º §)
investimento das estaduais paulistas. E o Brasil precisa (D) Ele cresceu, está com dois metros... (2º §) / Tinha visto
aumentar rapidamente sua população universitária. Nossa centenas de milharais... (2º §)
taxa bruta de escolarização no nível superior beira os 30%, (E) ... lança as suas folhas além do muro... (2º §) / Há muitas
contra 59% do Chile e 63% do Uruguai. flores belas no mundo... (3º §)
Isso para não mencionar países desenvolvidos como EUA
(89%) e Finlândia (92%). Em vez de insistir na ficção 04. (IF/SC – Técnico de Laboratório)
constitucional de que todas as universidades do país precisam Assinale a opção em que NÃO há palavra usada em sentido
dedicar-se à pesquisa, faria mais sentido aceitar o mundo conotativo.
como ele é e distinguir entre instituições de elite voltadas para (A) Tuas atitudes são o espelho do teu caráter.
a produção de conhecimento e as que se destinam a difundi-lo. (B) Regras podem ser estabelecidas para uma convivência
O Brasil tem necessidade de ambas. pacífica.
(Hélio Schwartsman,: http://www1.folha.uol.com.br, 2013.) (C) Pipocavam palavras no texto, como se fossem rabiscos
coloridos do próprio pensamento
Assinale a alternativa em que a expressão destacada é (D) Choviam risadas naquela peça de humor.
empregada em sentido figurado. (E) A sabedoria abre as portas do conhecimento.
(A) ... universidades que fazem pesquisa tendem a reunir a
nata dos especialistas... 05. (FAPESE - Assistente em Administração -
(B) Os dados do Ranking Universitário publicados em UFS/2018) No período “Tomara que a revolta que eu e muitos
setembro de 2013... sentiram não morra nas redes sociais”, a forma verbal “morra”
(C) Não é preciso ser um gênio da aritmética para perceber (do verbo morrer) é:
que o país não dispõe de recursos... (A) usada em sentido denotativo;
(D) ... das 20 universidades mais bem avaliadas em termos (B) 3ª. pessoa do singular do pretérito perfeito, do modo
de ensino... indicativo;
(E) ... todas as despesas que contribuem direta e (C) uma flexão regular da 3ª. pessoa do singular, do
indiretamente para a boa pesquisa... pretérito imperfeito, do modo subjuntivo;
(D) a flexão de 3ª. pessoa do singular, do futuro do
03. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP) pretérito, do modo indicativo;
Leia o texto para responder a questão. (E) usada em sentido conotativo.

Um pé de milho Gabarito

01.D / 02.A / 03.A / 04.B / 05.E

Língua Portuguesa 71
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recursos expressivos necessários. Portarias lavradas sob


Redação de forma poética, sentenças e despachos escritos em versos
rimados pertencem ao “folclore” jurídico administrativo e são
correspondências oficiais. práticas inaceitáveis nos textos oficiais. São também
inaceitáveis nos textos oficiais os vícios de linguagem,
provocados por descuido ou ignorância, que constituem
REDAÇÃO OFICIAL desvios das normas da língua padrão. Enumeram-se, a seguir,
alguns desses vícios:
Entende-se por Redação Oficial o conjunto de normas e
práticas que devem reger a emissão dos atos normativos e Barbarismos: são desvios:
comunicações do poder público, entre seus diversos - da ortografia: “advinhar” em vez de adivinhar; “excessão”
organismos ou nas relações dos órgãos públicos com as em vez de exceção.
entidades e os cidadãos. - da pronúncia: “rúbrica” em vez de rubrica.
A Redação Oficial inscreve-se na confluência de dois - da morfologia: “interviu” em vez de interveio.
universos distintos: a forma rege-se pelas ciências da - da semântica: desapercebido (sem recursos) em vez de
linguagem (morfologia, sintaxe, semântica, estilística etc.); o despercebido (não percebido, sem ser notado).
conteúdo submete-se aos princípios jurídico administrativos - pela utilização de estrangeirismos: galicismo (do
impostos à União, aos Estados e aos Municípios, nas esferas francês): “miseenscène” em vez de encenação; anglicismo (do
dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. inglês): “delivery” em vez de entrega em domicílio.
Pertencente ao campo da linguagem escrita, a Redação
Oficial deve ter as qualidades e características exigidas do Arcaísmos: utilização de palavras ou expressões
texto escrito destinado à comunicação impessoal, objetiva, anacrônicas, fora de uso. Ex.: “asinha” em vez de ligeira,
clara, correta e eficaz. depressa.
Por ser “oficial”, expressão verbal dos atos do poder
público, essa modalidade de redação ou de texto subordina-se Neologismos: palavras novas que, apesar de formadas de
aos princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a acordo com o sistema morfológico da língua, ainda não foram
todos os atos da administração pública, conforme estabelece o incorporadas pelo idioma. Ex.: “imexível” em vez de imóvel,
artigo 37 da Constituição Federal: que não se pode mexer; “talqualmente” em vez de igualmente.

“A administração pública direta e indireta de qualquer dos Solecismos: são os erros de sintaxe e podem ser:
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos - de concordância: “sobrou” muitas vagas em vez de
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, sobraram.
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência ( ... )”. - de regência: os comerciantes visam apenas “o lucro” em
vez de ao lucro.
A forma e o conteúdo da Redação Oficial devem convergir - de colocação: “não tratava-se” de um problema sério em
na produção dos textos dessa natureza, razão pela qual, muitas vez de não se tratava.
vezes, não há como separar uma do outro. Indicamse, a seguir,
alguns pressupostos de como devem ser redigidos os textos Ambiguidade: duplo sentido não intencional. Ex.: O
oficiais. desconhecido faloume de sua mãe( .Mãe de quem? Do
desconhecido? Do interlocutor)?
Padrão Culto do Idioma
Cacófato: som desagradável, resultante da junção de duas
A redação oficial deve observar o padrão culto do idioma ou mais palavras da cadeia da frase. Ex.: Darei um prêmio por
quanto ao léxico (seleção vocabular), à sintaxe (estrutura cada eleitor que votar em mim (por cada e porcada).
gramatical das orações) e à morfologia (ortografia, acentuação
gráfica etc.). Pleonasmo: informação desnecessariamente redundante.
Por padrão culto do idioma devese entender a língua Ex.: As pessoas pobres, que não têm dinheiro, vivem na
referendada pelos bons gramáticos e pelo uso nas situações miséria; Os moralistas, que se preocupam com a moral, vivem
formais de comunicação. Devem-se excluir da Redação Oficial vigiando as outras pessoas.
a erudição minuciosa e os preciosismos vocabulares que criam
entraves inúteis à compreensão do significado. Não faz sentido A Redação Oficial supõe, como receptor, um operador
usar “perfunctório” em lugar de “superficial” ou “doesto” em linguístico dotado de um repertório vocabular e de uma
vez de “acusação” ou “calúnia”. São descabidos também as articulação verbal minimamente compatíveis com o registro
citações em língua estrangeira e os latinismos, tão ao gosto da médio da linguagem. Nesse sentido, deve ser um texto neutro,
linguagem forense. Os manuais de Redação Oficial, que vários sem facilitações que intentem suprir as deficiências cognitivas
órgãos têm feito publicar, são unânimes em desaconselhar a de leitores precariamente alfabetizados.
utilização de certas formas sacramentais, protocolares e de Como exceção, citam-se as campanhas e comunicados
anacronismos que ainda se leem em documentos oficiais, destinados a públicos específicos, que fazem uma aproximação
como: “No dia 20 de maio, do ano de 2011 do nascimento de com o registro linguístico do público alvo. Mas esse é um
Nosso Senhor Jesus Cristo”, que permanecem nos registros campo que refoge aos objetivos deste material, para se inserir
cartorários antigos. nos domínios e técnicas da propaganda e da persuasão.
Não cabem também, nos textos oficiais, coloquialismos, Se o texto oficial não pode e não deve baixar ao nível de
neologismos, regionalismos, bordões da fala e da linguagem compreensão de leitores precariamente equipados quanto à
oral, bem como as abreviações e imagens sígnicas comuns na linguagem, fica evidente o falo de que a alfabetização e a
comunicação eletrônica. capacidade de apreensão de enunciados são condições
Diferentemente dos textos escolares, epistolares, inerentes à cidadania. Ninguém é verdadeiramente cidadão se
jornalísticos ou artísticos, a Redação Oficial não visa ao efeito não consegue ler e compreender o que leu. O domínio do
estético nem à originalidade. Ao contrário, impõe idioma é equipamento indispensável à vida em sociedade.
uniformidade, sobriedade, clareza, objetividade, no sentido de
se obter a maior compreensão possível com o mínimo de

Língua Portuguesa 72
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APOSTILAS OPÇÃO

Impessoalidade e Objetividade integram sua rotina burocrática. A Presidência da República, a


Ainda que possam ser subscritos por um ente público Câmara dos Deputados, o Senado, os Tribunais Superiores,
(funcionário, servidor etc.), os textos oficiais são expressão do enfim, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm os
poder público e é em nome dele que o emissor se comunica, próprios ritos na elaboração dos textos e documentos que lhes
sempre nos termos da lei e sobre atos nela fundamentados. são pertinentes.
Não cabe na Redação Oficial, portanto, a presença do “eu”
enunciador, de suas impressões subjetivas, sentimentos ou Concisão e Clareza
opiniões. Mesmo quando o agente público manifesta-se em Houve um tempo em que escrever bem era escrever
primeira pessoa, em formas verbais comuns como: declaro, “difícil”. Períodos longos, subordinações sucessivas, vocábulos
resolvo, determino, nomeio, exonero etc., é nos termos da lei raros, inversões sintáticas, adjetivação intensiva,
que ele o faz e é em função do cargo que exerce que se enumerações, gradações, repetições enfáticas já foram
identifica e se manifesta. considerados virtudes estilísticas. Atualmente, a velocidade
O que interessa é aquilo que se comunica, é o conteúdo, o que se impõe a tudo o que se faz, inclusive ao escrever e ao ler,
objeto da informação. A impessoalidade contribui para a tornou esses recursos quase sempre obsoletos. Hoje, a
necessária padronização, reduzindo a variabilidade da concisão, a economia vocabular, a precisão lexical, ou seja, a
linguagem a certos padrões, sem o que cada texto seria eficácia do discurso, são pressupostos não só da Redação
suscetível de inúmeras interpretações. Oficial, mas da própria literatura. Basta observar o estilo
Por isso, a Redação Oficial não admite adjetivação. O “enxuto” de Graciliano Ramos, de Carios Drummond de
adjetivo, ao qualificar, exprime opinião e evidencia um juízo de Andrade, de João Cabral de Melo Neto, de Dalton Trevisan,
valor pessoal do emissor. São inaceitáveis também a mestres da linguagem altamente concentrada.
pontuação expressiva, que amplia a significação (! ... ), ou o Não têm mais sentido os imensos “prolegômenos” e
emprego de interjeições (Oh! Ah!), que funcionam como “exórdios” que se repetiam como ladainhas nos textos oficiais,
índices do envolvimento emocional do redator com aquilo que como o exemplo risível e caricato que segue:
está escrevendo. “Preliminarmente, antes de mais nada, indispensável se faz
Se nos trabalhos artísticos, jornalísticos e escolares o estilo que nos valhamos do ensejo para congratularmo-nos com Vossa
individual é estimulado e serve como diferencial das Excelência pela oportunidade da medida proposta à apreciação
qualidades autorais, a função pública impõe a de seus nobres pares. Mas, quem sou eu, humilde servidor
despersonalização do sujeito, do agente público que emite a público, para abordar questões de tamanha complexidade, a
comunicação. São inadmissíveis, portanto, as marcas respeito das quais divergem os hermeneutas e exegetas.
individualizadoras, as ousadias estilísticas, a linguagem Entrementes, numa análise ainda que perfunctória das
metafórica ou a elíptica e alusiva. A Redação Oficial prima pela causas primeiras, que fundamentaram a proposição
denotação, pela sintaxe clara e pela economia vocabular, ainda tempestivamente encaminhada por Vossa Excelência,
que essa regularidade imponha certa “monotonia burocrática” indispensável se faz uma abordagem preliminar dos
ao discurso. antecedentes imediatos, posto que estes antecedentes
Reafirma-se que a intermediação entre o emissor e o necessariamente antecedem os consequentes”.
receptor nas Redações Oficiais é o código linguístico, dentro do Observe que absolutamente nada foi dito ou informado.
padrão culto do idioma; uma linguagem “neutra”, referendada
pelas gramáticas, dicionários e pelo uso em situações formais, Nas Comunicações Oficiais
acima das diferenças individuais, regionais, de classes sociais
e de níveis de escolaridade. A redação das comunicações oficiais obedece a preceitos
de objetividade, concisão, clareza, impessoalidade,
Formalidade e Padronização formalidade, padronização e correção gramatical.
As comunicações oficiais impõem um tratamento polido e Além dessas, há outras características comuns à
respeitoso. Na tradição iberoamericana, afeita a títulos e a comunicação oficial, como o emprego de pronomes de
tratamentos reverentes, a autoridade pública revela sua tratamento, o tipo de fecho (encerramento) de uma
posição hierárquica por meio de formas e de pronomes de correspondência e a forma de identificação do signatário,
tratamento sacramentais. “Excelentíssimo”, “Ilustríssimo”, conforme define o Manual de Redação da Presidência da
“Meritíssimo”, “Reverendíssimo” são vocativos que, em República. Outros órgãos e instituições do poder público
algumas instâncias do poder, tornaramse inevitáveis. também possuem manual de redação próprio, como a Câmara
Entenda-se que essa solenidade tem por consideração o cargo, dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério das Relações
a função pública, e não a pessoa de seu exercente. Exteriores, diversos governos estaduais, órgãos do Judiciário
Vale lembrar que os pronomes de tratamento são etc.
obrigatoriamente regidos pela terceira pessoa. São erros
muito comuns construções como “Vossa Excelência sois Pronomes de Tratamento
bondoso(a)”; o correto é “Vossa Excelência é bondoso(a)”. A regra diz que toda comunicação oficial deve ser formal e
A utilização da segunda pessoa do plural (vós), com que os polida, isto é, ajustada não apenas às normas gramaticais,
textos oficiais procuravam revestir-se de um tom solene e como também às normas de educação e cortesia. Para isso, é
cerimonioso no passado, é hoje incomum, anacrônica e fundamental o emprego de pronomes de tratamento, que
pedante, salvo em algumas peças oratórias envolvendo devem ser utilizados de forma correta, de acordo com o
tribunais ou juizes, herdeiras, no Brasil, da tradição retórica de destinatário e as regras gramaticais.
Rui Barbosa e seus seguidores. Embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda
Outro aspecto das formalidades requeridas na Redação pessoa (Vossa Excelência, Vossa Senhoria), a concordância é
Oficial é a necessidade prática de padronização dos feita em terceira pessoa.
expedientes. Assim, as prescrições quanto à diagramação,
espaçamento, caracteres tipográficos etc., os modelos - Concordância verbal:
inevitáveis de ofício, requerimento, memorando, aviso e Vossa Senhoria falou muito bem.
outros, além de facilitar a legibilidade, servem para agilizar o Vossa Excelência vai esclarecer o tema.
andamento burocrático, os despachos e o arquivamento. Vossa Majestade sabe que respeitamos sua opinião.
É também por essa razão que quase todos os órgãos
públicos editam manuais com os modelos dos expedientes que - Concordância pronominal: pronomes de tratamento

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APOSTILAS OPÇÃO

concordam com pronomes possessivos na terceira pessoa. Ex.: é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público,
Vossa Excelência escolheu seu candidato. (e não “vosso...”). sendo desnecessária sua repetida evocação”.

- Concordância nominal: os adjetivos devem concordar Vossa Senhoria: É o pronome de tratamento empregado
com o sexo da pessoa a que se refere o pronome de tratamento. para as demais autoridades e para particulares. O vocativo
Vossa Excelência ficou confuso. (para homem) adequado é :Senhor Fulano de Tal / Senhora Fulana de Tal.
Vossa Excelência ficou confusa. (para mulher)
Vossa Senhoria está ocupado. (para homem) No envelope, deve constar do endereçamento:
Vossa Senhoria está ocupada. (para mulher) Ao Senhor
Sua Excelência - de quem se fala (ele/ela). Fulano de Tal
Vossa Excelência - com quem se fala (você) Rua ABC, nº 123
70123-000 – Curitiba.PR
Emprego dos Pronomes de Tratamento
As normas a seguir fazem parte do Manual de Redação da Conforme o Manual de Redação da Presidência, em
Presidência da República. comunicações oficiais “fica dispensado o emprego do
Vossa Excelência: É o tratamento empregado para as superlativo Ilustríssimo para as autoridades que recebem o
seguintes autoridades: tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente
- Do Poder Executivo: Presidente da República; Vice- o uso do pronome de tratamento Senhor.
presidente da República; Ministros de Estado; Governadores e O Manual também esclarece que “doutor não é forma de
vicegovernadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais tratamento, e sim título acadêmico”. Por isso, recomenda-se
generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que
executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de tenham concluído curso de doutorado. No entanto, ressalva-se
natureza especial; Secretários de Estado dos Governos que “é costume designar por doutor os bacharéis,
Estaduais; Prefeitos Municipais. especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina”.
Vossa Magnificência: É o pronome de tratamento dirigido a
- Do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores; reitores de universidade. Correspondelhe o vocativo:
Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais Magnífico Reitor.
e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Vossa Santidade: É o pronome de tratamento empregado
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo
correspondente é :Santíssimo Padre.
- Do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores; Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima: São
Membros de Tribunais; Juizes; Auditores da Justiça Militar. os pronomes empregados em comunicações dirigidas a
cardeais. Os vocativos correspondentes são: Eminentíssimo
Vocativos Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas Cardeal.
aos chefes de poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo Nas comunicações oficiais para as demais autoridades
respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República; eclesiásticas são usados: Vossa Excelência Reverendíssima
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional; (para arcebispos e bispos); Vossa Reverendíssima ou Vossa
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Senhoria Reverendíssima (para monsenhores, cônegos e
Federal. superiores religiosos); Vossa Reverência (para sacerdotes,
As demais autoridades devem ser tratadas com o vocativo clérigos e demais religiosos).
Senhor ou Senhora, seguido do respectivo cargo: Senhor
Senador / Senhora Senadora; Senhor Juiz/ Senhora Juiza; Fechos para Comunicações
Senhor Ministro / Senhora Ministra; Senhor Governador / De acordo com o Manual da Presidência, o fecho das
Senhora Governadora. comunicações oficiais “possui, além da finalidade óbvia de
arrematar o texto, a de saudar o destinatário”, ou seja, o fecho
Endereçamento é a maneira de quem expede a comunicação despedir-se de seu
De acordo com o Manual de Redação da Presidência, no destinatário.
envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às Até 1991, quando foi publicada a primeira edição do atual
autoridades tratadas por Vossa Excelência, deve ter a seguinte Manual de Redação da Presidência da República, havia 15
forma: padrões de fechos para comunicações oficiais. O Manual
A Sua Excelência o Senhor simplificou a lista e reduziu-os a apenas dois para todas as
Fulano de Tal modalidades de comunicação oficial. São eles:
Ministro de Estado da Justiça
70064900 Brasília. DF - Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive
o presidente da República.
A Sua Excelência o Senhor - Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia
Senador Fulano de Tal ou de hierarquia inferior.
Senado Federal
70165900 Brasília. DF “Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas
a autoridades estrangeiras, que atenderem a rito e tradição
A Sua Excelência o Senhor próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do
Fulano de Tal Ministério das Relações Exteriores”, diz o Manual de Redação
Juiz de Direito da l0ª Vara Cível da Presidência da República.
Rua ABC, nº 123 A utilização dos fechos “Respeitosamente” e
01010000 São Paulo. SP “Atenciosamente” é recomendada para os mesmos casos pelo
Manual de Redação da Câmara dos Deputados e por outros
Conforme o Manual de Redação da Presidência, “em manuais oficiais. Já os fechos para as cartas particulares ou
comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento informais ficam a critério do remetente, com preferência para
digníssimo (DD) às autoridades na lista anterior. A dignidade a expressão “Cordialmente”, para encerrar a correspondência

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APOSTILAS OPÇÃO

de forma polida e sucinta. documentos, a estrutura deve ser a seguinte:

Identificação do Signatário Introdução


Conforme o Manual de Redação da Presidência do Deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o
República, com exceção das comunicações assinadas pelo encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido
presidente da República, em todas as comunicações oficiais solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da
devem constar o nome e o cargo da autoridade que as expede, comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados
abaixo de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou
seguinte: signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
(espaço para assinatura) “Em resposta ao Aviso nº 112, de 10 de fevereiro de 2011,
Nome encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2010,
Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Departamento Geral de Administração, que trata da
requisição do servidor Fulano de Tal.”
(espaço para assinatura)
Nome ou
Ministro de Estado da Justiça
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia
“Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a do telegrama nº 112, de 11 de fevereiro de 2011, do Presidente
assinatura em página isolada do expediente. Transfira para da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho”, alerta de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
o Manual. Desenvolvimento
Se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário
Padrões e Modelos a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar
parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há
Padrão de Ofício parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero
O Manual de Redação da Presidência da República lista três encaminhamento.
tipos de expediente que, embora tenham finalidades - Fecho.
diferentes, possuem formas semelhantes: Ofício, Aviso e - Assinatura.
Memorando. A diagramação proposta para esses expedientes - Identificação do Signatário
é denominada padrão ofício.
O Ofício, o Aviso e o Memorando devem conter as seguintes Forma de Diagramação
partes: Os documentos do padrão ofício devem obedecer à
- Tipo e número do expediente, seguido da sigla do seguinte forma de apresentação:
órgão que o expede. - deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de
Of. 123/2002-MME corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de
Aviso 123/2002-SG rodapé;
Mem. 123/2002-MF - para símbolos não existentes na fonte Times New Roman,
poder-se-ão utilizar as fontes symbol e Wíngdings;
- Local e data: devem vir por extenso com alinhamento à - é obrigatório constar a partir da segunda página o
direita. Exemplo: número da página;
Brasília, 20 de maio de 2011 - os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser
impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens
- Assunto: resumo do teor do documento. Exemplos: esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas
Assunto: Produtividade do órgão em 2010. pares (“margem espelho”);
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. - o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de
distância da margem esquerda;
- Destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é - o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no
dirigida a comunicação. No caso do ofício, deve ser incluído mínimo 3,0 cm de largura;
também o endereço. - o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
- deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e
- Texto: nos casos em que não for de mero de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto
encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco;
seguinte estrutura: - não deve haver abuso no uso de negrito, itálico,
sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo,
a) Introdução: que se confunde com o parágrafo de bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a
abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a elegância e a sobriedade do documento;
comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, - a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em
“Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”,empregue a papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas
forma direta; para gráficos e ilustrações;
b) Desenvolvimento: no qual o assunto é detalhado; se o - todos os tipos de documento do padrão ofício devem ser
texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem impressos em papel de tamanho A4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;
ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior - deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de
clareza à exposição; arquivo Rich Text nos documentos de texto;
c) Conclusão: em que é reafirmada ou simplesmente - dentro do possível, todos os documentos elaborados
reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. devem ter o arquivo de texto preservado para consulta
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos;
casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e - para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem
subtítulos. ser formados da seguinte maneira: tipo do documento +
Quando se tratar de mero encaminhamento de número do documento + palavras chave do conteúdo.

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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: proponha alguma medida ou submeta projeto de ato


normativo.
“Of. 123 relatório produtividade ano 2010” No primeiro caso, o da exposição de motivos que
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do
Aviso e Ofício (Comunicação Externa) Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes
referido para o padrão ofício.
São modalidades de comunicação oficial praticamente Já a exposição de motivos que submeta à consideração do
idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido Presidente da República a sugestão de alguma medida a ser
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo,
mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e embora sigam também a estrutura do padrão ofício, além de
pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem,
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração obrigatoriamente, apontar:
Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares. - Na introdução: o problema que está a reclamar a adoção
Quanto a sua forma, Aviso e Ofício seguem o modelo do da medida ou do ato normativo proposto;
padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o - No desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou
destinatário, seguido de vírgula. Exemplos: aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e
eventuais alternativas existentes para equacioná-lo;
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, - Na conclusão, novamente: qual medida deve ser
Senhora Ministra, tomada, ou qual ato normativo deve ser editado para
Senhor Chefe de Gabinete, solucionar o problema.

Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à
seguintes informações do remetente: exposição de motivos, devidamente preenchido, de acordo
- nome do órgão ou setor; com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto nº
- endereço postal; 4.1760, de 28 de março de 2010.
- telefone e endereço de correio eletrônico. Anexo à exposição de motivos do (indicar nome do
Ministério ou órgão equivalente) nº ______, de ____ de
Memorando ou Comunicação Interna ______________ de 201_.
- Síntese do problema ou da situação que reclama
O Memorando é a modalidade de comunicação entre providências;
unidades administrativas de um mesmo órgão ,que podem - Soluções e providências contidas no ato normativo ou na
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. medida proposta;
Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação - Alternativas existentes às medidas propostas. Mencionar:
eminentemente interna. - se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser - se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes etc. - outras possibilidades de resolução do problema.
a serem adotados por determinado setor do serviço público. - Custos. Mencionar:
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do - se a despesa decorrente da medida está prevista na lei
memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-
pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar la;
desnecessário aumento do número de comunicações, os - se a despesa decorrente da medida está prevista na lei
despachos ao memorando devem ser dados no próprio orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-
documento e, no caso de falta de espaço, em folha de la;
continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie - valor a ser despendido em moeda corrente;
de processo simplificado, assegurando maior transparência a - Razões que justificam a urgência (a ser preenchido
tomada de decisões, e permitindo que se historie o andamento somente se o ato proposto for medida provisória ou projeto de
da matéria tratada no memorando. lei que deva tramitar em regime de urgência). Mencionar:
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do - se o problema configura calamidade pública;
padrão ofício, com a diferença de que seu destinatário deve ser - por que é indispensável a vigência imediata;
mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos: - se se trata de problema cuja causa ou agravamento não
tenham sido previstos;
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração - se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos. já prevista.
- Impacto sobre o meio ambiente (somente que o ato ou
Exposição de Motivos medida proposta possa vir a tê-lo)
É o expediente dirigido ao presidente da República ou ao - Alterações propostas. Texto atual, Texto proposto;
vice-presidente para: - Síntese do parecer do órgão jurídico.
- informá-lo de determinado assunto;
- propor alguma medida; ou Com base em avaliação do ato normativo ou da medida
- submeter a sua consideração projeto de ato normativo. proposa à luz das questões levantadas no item 10.4.3.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente A falta ou insuficiência das informações prestadas pode
da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos Jurídicos da
assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que
motivos deverá ser assinada por todos os Ministros se complete o exame ou se reformule a proposta.
envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições
interministerial. de motivos que proponham a adoção de alguma medida ou a
Formalmente a exposição de motivos tem a apresentação edição de ato normativo tem como finalidade:
do padrão ofício. De acordo com sua finalidade, apresenta duas - permitir a adequada reflexão sobre o problema que se
formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha busca resolver;
caráter exclusivamente informativo e outra para a que - ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do

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APOSTILAS OPÇÃO

problema e dos defeitos que pode ter a adoção da medida ou a e créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento
edição do ato, em consonância com as questões que devem ser dirigem-se aos membros do Congresso Nacional, e os
analisadas na elaboração de proposições normativas no respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do
âmbito do Poder Executivo (v. 10.4.3.) Senado Federal. A razão é que o art. 166 da Constituição impõe
- conferir perfeita transparência aos atos propostos. a deliberação congressual sobre as leis financeiras em sessão
conjunta, mais precisamente, “na forma do regimento comum”.
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser E à frente da Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do
analisadas na elaboração de atos normativos no âmbito do Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5º), que comanda as
Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e seu anexo sessões conjuntas.
complementam-se e formam um todo coeso: no anexo, As mensagens aqui tratadas coroam o processo
encontramos uma avaliação profunda e direta de toda a desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange
situação que está a reclamar a adoção de certa providência ou minucioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das
a edição de um ato normativo; o problema a ser enfrentado e matérias objeto das proposições por elas encaminhadas.
suas causas; a solução que se propõe, seus efeitos e seus Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos
custos; e as alternativas existentes. O texto da exposição de órgãos interessados no assunto das proposições, entre eles o
motivos fica, assim, reservado à demonstração da necessidade da Advocacia Geral da União. Mas, na origem das propostas, as
da providência proposta: por que deve ser adotada e como análises necessárias constam da exposição de motivos do
resolverá o problema. órgão onde se geraram, exposição que acompanhará, por
Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal cópia, a mensagem de encaminhamento ao Congresso.
(nomeação, promoção, ascenção, transferência, readaptação,
reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, - Encaminhamento de medida provisória: para dar
remoção, exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade, cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o
aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do Presidente da República encaminha mensagem ao Congresso,
formulário de anexo à exposição de motivos. Ressalte-se que: dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário
- a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico do Senado Federal, juntando cópia da medida provisória,
não dispensa o encaminhamento do parecer completo; autenticada pela Coordenação de Documentação da
- o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos Presidência da República.
pode ser alterado de acordo com a maior ou menor extensão
dos comentários a serem alí incluídos. - Indicação de autoridades: as mensagens que submetem ao
Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores,
a atenção aos requisitos básicos da Redação Oficial (clareza, Ministros do TCU, Presidentes e diretores do Banco Central,
concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do Procurador Geral da República, Chefes de Missão Diplomática
padrão culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III
de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência
ao Presidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, privativa para aprovar a indicação. O currículum vitae do
em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem.
ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial
da União, no todo ou em parte. - Pedido de autorização para o presidente ou o vice-
presidente da República se ausentarem do País por mais de 15
Mensagem dias: trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49,
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos III, e 83), e a autorização é da competência privativa do
Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Congresso Nacional.
Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar O presidente da República, tradicionalmente, por cortesia,
sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma
por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes
Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de mensagens idênticas.
suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer
comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes - Encaminhamento de atos de concessão e renovação de
públicos e da Nação. concessão de emissoras de rádio e TV: a obrigação de submeter
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso
Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos
caberá a redação final. legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3º). Descabe
Congresso Nacional têm as seguintes finalidades: pedir na mensagem a urgência prevista no art. 64 da
Constituição, porquanto o § 1º do art. 223 já define o prazo da
- Encaminhamento de projeto de lei ordinária, tramitação.
complementar ou financeira: os projetos de lei ordinária ou Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a
complementar são enviados em regime normal (Constituição, mensagem o correspondente processo administrativo.
art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1º a 4º). Cabe
lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime - Encaminhamento das contas referentes ao exercício
normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com anterior: o Presidente da República tem o prazo de sessenta
solicitação de urgência. dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior
Congresso Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da
da Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1º), sob
Secretário da Câmara dos Deputados, para que tenha início sua pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas
tramitação (Constituição, art. 64, caput). (Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art.
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem 215 do seu Regimento Interno.
plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais

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APOSTILAS OPÇÃO

- Mensagem de abertura da sessão legislativa: ela deve esquerda:


conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País
e solicitação de providências que julgar necessárias Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
(Constituição, art. 84, XI).
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da - o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
Presidência da República. Esta mensagem difere das demais - o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e
porque vai encadernada e é distribuída a todos os horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem
congressistas em forma de livro. direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo
Presidente da República, não traz identificação de seu
- Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos): signatário.
esta mensagem é dirigida aos membros do Congresso
Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Telegrama
Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa o Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os
número que tomou a lei e se restituem dois exemplares dos procedimentos burocráticos, passa a receber o título de
três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de
terá aposto o despacho de sanção. telegrafia, telex etc. Por se tratar de forma de comunicação
dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada,
- Comunicação de veto: dirigida ao Presidente do Senado deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas
Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem informa situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou
sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as fax e que a urgência justifique sua utilização e, também em
disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação deve
publicado na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrário pautar-se pela concisão.
das demais mensagens, cuja publicação se restringe à notícia Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a
do seu envio ao Poder Legislativo. estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos
Correios e em seu sítio na Internet.
- Outras mensagens: também são remetidas ao Legislativo
com regular frequência mensagens com: Fax
- encaminhamento de atos internacionais que acarretam O fax (forma abreviada já consagrada de facsímile) é uma
encargos ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I); forma de comunicação que está sendo menos usada devido ao
- pedido de estabelecimento de alíquolas aplicáveis às desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão
operações e prestações interestaduais e de exportação de mensagens urgentes e para o envio antecipado de
(Constituição, art. 155, § 2º, IV); documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não
- proposta de fixação de limites globais para o montante da há condições de envio do documento por meio eletrônico.
dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI); Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela
- pedido de autorização para operações financeiras via e na forma de praxe.
externas (Constituição, art. 52, V); e outros. Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia
xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos
Entre as mensagens menos comuns estão as de: modelos, se deteriora rapidamente.
- convocação extraordinária do Congresso Nacional Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a
(Constituição, art. 57, § 6º); estrutura que lhes são inerentes. É conveniente o envio,
- pedido de autorização para exonerar o Procurador Geral juntamente com o documento principal, de folha de rosto, isto
da República (art. 52, XI, e 128, § 2º); é, de pequeno formulário com os dados de identificação da
- pedido de autorização para declarar guerra e decretar mensagem a ser enviada.
mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
- pedido de autorização ou referendo para celebrara paz Correio Eletrônico
(Constituição, art. 84, XX); O correio eletrônico (“email”), por seu baixo custo e
- justificativa para decretação do estado de defesa ou de celeridade, transformou-se na principal forma de
sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4º); comunicação para transmissão de documentos.
- pedido de autorização para decretar o estado de sítio Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é
(Constituição, art. 137); sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida
- relato das medidas praticadas na vigência do estado de para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de
sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único); linguagem incompatível com uma comunicação oficial.
- proposta de modificação de projetas de leis financeiras O campo assunto do formulário de correio eletrônico
(Constituição, art. 166, § 5º); mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a
- pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem organização documental tanto do destinatário quanto do
sem despesas correspondentes, em decorrência de veto, remetente.
emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado,
(Constituição, art. 166, § 8º); preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que
- pedido de autorização para alienar ou conceder terras encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas
públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, sobre seu conteúdo.
§ 1º); etc. Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de
confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar
As mensagens contêm: da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
- a indicação do tipo de expediente e de seu número, Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem
horizontalmente, no início da margem esquerda: de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que
possa ser aceita como documento original, é necessário existir
Mensagem nº certificação digital que ateste a identidade do remetente, na
forma estabelecida em lei.
- vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o
cargo do destinatário, horizontalmente, no início da margem

Língua Portuguesa 78
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APOSTILAS OPÇÃO

Apostila correspondência oficial, mas outros fechos podem ser usados,


É o aditamento que se faz a um documento com o objetivo a exemplo de “Cordialmente”, quando se deseja indicar relação
de retificação, atualização, esclarecimento ou fixar vantagens, de proximidade ou igualdade de posição entre os
evitando-se assim a expedição de um novo título ou correspondentes.
documento. Estrutura:
- Título: APOSTILA, centralizado. Declaração
- Texto: exposição sucinta da retificação, esclarecimento, É o documento em que se informa, sob responsabilidade,
atualização ou fixação da vantagem, com a menção, se for o algo sobre pessoa ou acontecimento. Estrutura:
caso, onde o documento foi publicado. - Título: DECLARAÇÃO, centralizado.
- Local e data. - Texto: exposição do fato ou situação declarada, com
- Assinatura: nome e função ou cargo da autoridade que finalidade, nome do interessado em destaque (em maiúsculas)
constatou a necessidade de efetuar a apostila. e sua relação com a Câmara nos casos mais formais.
Não deve receber numeração, sendo que, em caso de - Local e data.
documento arquivado, a apostila deve ser feita abaixo dos - Assinatura: nome da pessoa que declara e, no caso de
textos ou no verso do documento. autoridade, função ou cargo.
Em caso de publicação do ato administrativo originário, a A declaração documenta uma informação prestada por
apostila deve ser publicada com a menção expressa do ato, autoridade ou particular. No caso de autoridade, a
número, dia, página e no mesmo meio de comunicação oficial comprovação do fato ou o conhecimento da situação declarada
no qual o ato administrativo foi originalmente publicado, a fim deve serem razão do cargo que ocupa ou da função que exerce.
de que se preserve a data de validade. Declarações que possuam características específicas
podem receber uma qualificação, a exemplo da “declaração
ATA funcional”.
É o instrumento utilizado para o registro expositivo dos
fatos e deliberações ocorridos em uma reunião ,sessão ou Despacho
assembleia. Estrutura: É o pronunciamento de autoridade administrativa em
- Título ATA. Em se tratando de atas elaboradas petição que lhe é dirigida, ou ato relativo ao andamento do
sequencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou processo. Pode ter caráter decisório ou apenas de expediente.
sessão, em caixa alta. Estrutura:
- Texto, incluindo: Preâmbulo registro da situação espacial - Nome do órgão principal e secundário.
e temporal e participantes; Registro dos assuntos abordados e - Número do processo.
de suas decisões, com indicação das personalidades - Data.
envolvidas, se for o caso; Fecho termo de encerramento com - Texto.
indicação, se necessário, do redator, do horário de - Assinatura e função ou cargo da autoridade.
encerramento, de convocação de nova reunião etc. O despacho pode constituir-se de uma palavra, de uma
A ATA será assinada e/ou rubricada portodos os presentes expressão ou de um texto mais longo.
à reunião ou apenas pelo presidente e relator, dependendo das
exigências regimentais do órgão. Ordem de Serviço
A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve- É o instrumento que encerra orientações detalhadas e/ou
se, em caso de erro, utilizar o termo “digo”, seguido da pontuais para a execução de serviços por órgãos subordinados
informação correta a ser registrada. No caso de omissão de da Administração. Estrutura :
informações ou de erros constatados após a redação, usa-se a - Título: ORDEM DE SERVIÇO, numeração e data.
expressão “Em tempo” ao final da ATA, com o registro das - Preâmbulo e fundamentação: denominação da
informações corretas. autoridade que expede o ato (em maiúsculas) e citação da
legislação pertinente ou por força das prerrogativas do cargo,
Carta seguida da palavra “resolve”.
É a forma de correspondência emitida por particular, ou - Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser
autoridade com objetivo particular, não se confundindo com o dividido em itens, incisos, alíneas etc.
memorando (correspondência interna) ou o ofício - Assinatura: nome da autoridade competente e indicação
(correspondência externa), nos quais a autoridade que assina da função.
expressa uma opinião ou dá uma informação não sua, mas, sim, A Ordem de Serviço se assemelha à Portaria, porém possui
do órgão pelo qual responde. Em grande parte dos casos da caráter mais específico e detalhista. Objetiva, essencialmente,
correspondência enviada por deputados, deve-se usar a carta, a otimização e a racionalização de serviços.
não o memorando ou ofício, por estar o parlamentar emitindo
parecer, opinião ou informação de sua responsabilidade, e não Parecer
especificamente da Câmara dos Deputados. O parlamentar É a opinião fundamentada, emitida em nome pessoal ou de
deverá assinar memorando ou ofício apenas como titular de órgão administrativo, sobre tema que lhe haja sido submetido
função oficial específica (presidente de comissão ou membro para análise e competente pronunciamento. Visa fornecer
da Mesa, por exemplo). Estrutura: subsídios para tomada de decisão .Estrutura :
- Local e data. - Número de ordem (quando necessário).
- Endereçamento, com forma de tratamento, destinatário, - Número do processo de origem.
cargo e endereço. - Ementa (resumo do assunto).
- Vocativo. - Texto, compreendendo: Histórico ou relatório
- Texto. (introdução); Parecer (desenvolvimento com razões e
- Fecho. justificativas); Fecho opinativo (conclusão).
- Assinatura: nome e, quando necessário, função ou cargo. - Local e data.
- Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista.
Se o gabinete usar cartas com frequência, poderá numerá- Além do Parecer Administrativo, acima conceituado, existe
las. Nesse caso, a numeração poderá apoiar-se no padrão o Parecer Legislativo, que é uma proposição, e, como tal,
básico de diagramação. definido no art. 126 do Regimento Interno da Câmara dos
O fecho da carta segue, em geral, o padrão da Deputados.

Língua Portuguesa 79
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APOSTILAS OPÇÃO

O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em tantos - Vocativo, cargo ou função (e nome do destinatário), ou
itens (e estes intitulados) quantos bastem ao parecerista para seja, da autoridade competente.
o fim de melhor organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e - Texto incluindo: Preâmbulo, contendo nome do
didatismo. requerente (grafado em letras maiúsculas) e respectiva
qualificação: nacionalidade, estado civil, profissão, documento
Portaria de identidade, idade (se maior de 60 anos, para fins de
É o ato administrativo pelo qual a autoridade estabelece preferência na tramitação do processo, segundo a Lei
regras, baixa instruções para aplicação de leis ou trata da 10.741/03), e domicílio (caso o requerente seja servidor da
organização e do funcionamento de serviços dentro de sua Câmara dos Deputados, precedendo à qualificação civil deve
esfera de competência. Estrutura: ser colocado o número do registro funcional e a lotação);
- Título: PORTARIA, numeração e data. Exposição do pedido, de preferência indicando os
- Ementa: síntese do assunto. fundamentos legais do requerimento e os elementos
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da probatórios de natureza fática.
autoridade que expede o ato e citação da legislação pertinente,
seguida da palavra “resolve”. - Fecho: “Nestes termos, Pede deferimento”.
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser - Local e data.
dividido em artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens. - Assinatura e, se for o caso de servidor, função ou cargo.
- Assinatura: nome da autoridade competente e indicação
do cargo. Quando mais de uma pessoa fizer uma solicitação,
reivindicação ou manifestação, o documento utilizado será um
Certas portarias contêm considerandos, com as razões que abaixoassinado, com estrutura semelhante à do requerimento,
justificam o ato. Neste caso, a palavra “resolve” vem depois devendo haver identificação das assinaturas.
deles.
A ementa justifica-se em portarias de natureza normativa. A Constituição Federal assegura a todos,
Em portarias de matéria rotineira, como nos casos de independentemente do pagamento de taxas, o direito de
nomeação e exoneração, por exemplo, suprime-se a ementa. petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder (art. 51, XXXIV, “a”), sendo que
Relatório o exercício desse direito se instrumentaliza por meio de
É o relato expositivo, detalhado ou não ,do funcionamento requerimento. No que concerne especificamente aos
de uma instituição, do exercício de atividades ou acerca do servidores públicos, a lei que institui o Regime único
desenvolvimento de serviços específicos num determinado estabelece que o requerimento deve ser dirigido à autoridade
período. Estrutura : competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio
- Título RELATÓRIO ou RELATÓRIO DE... daquela a que estiver imediatamente subordinado o
- Texto registro em tópicos das principais atividades requerente (Lei nº 8.112/90, art. 105).
desenvolvidas, podendo ser indicados os resultados parciais e
totais, com destaque, se for o caso, para os aspectos positivos Protocolo
e negativos do período abrangido. O cronograma de trabalho a O registro de protocolo (ou simplesmente “o protocolo“) é
ser desenvolvido, os quadros, os dados estatísticos e as tabelas o livro (ou, mais atualmente, o suporte informático) em que
poderão ser apresentados como anexos. são transcritos progressivamente os documentos e os atos em
- Local e data. entrada e em saída de um sujeito ou entidade (público ou
- Assinatura e função ou cargo do(s) funcionário(s) privado). Este registro, se obedecerem a normas legais, têm fé
relator(es). pública, ou seja, tem valor probatório em casos de
No caso de Relatório de Viagem, aconselha-se registrar controvérsia jurídica.
uma descrição sucinta da participação do servidor no evento O termo protocolo tem um significado bastante amplo,
(seminário, curso, missão oficial e outras), indicando o período identificando-se diretamente com o próprio procedimento.
e o trecho compreendido. Sempre que possível, o Relatório de Por extensão de sentido, “protocolo” significa também
Viagem deverá ser elaborado com vistas ao aproveitamento um trâmite a ser seguido para alcançar determinado objetivo
efetivo das informações tratadas no evento para os trabalhos (“seguir o protocolo”).
legislativos e administrativos da Casa. A gestão do protocolo é normalmente confiada a uma
Quanto à elaboração de Relatório de Atividades, deve-se repartição determinada, que recebe o material documentário
atentar para os seguintes procedimentos: do sujeito que o produz em saída e em entrada e os anota num
- abster-se de transcrever a competência formal das registro (atualmente em programas informáticos),
unidades administrativas já descritas nas normas internas; atruibuindo-lhes um número e também uma posição de
- relatar apenas as principais atividades do órgão; arquivo de acordo com suas características.
- evitar o detalhamento excessivo das tarefas executadas O registro tem quatro elementos necessários e
pelas unidades administrativas que lhe são subordinadas; obrigatórios:
- priorizar a apresentação de dados agregados, grandes - Número progressivo.
metas realizadas e problemas abrangentes que foram - Data de recebimento ou de saída.
solucionados; - Remetente ou destinatário.
- destacar propostas que não puderam ser concretizadas, - Regesto, ou seja, breve resumo do conteúdo da
identificando as causas e indicando as prioridades para os correspondência.
próximos anos;
- gerar um relatório final consolidado, limitado, se possível, Certidão
ao máximo de dez páginas para o conjunto da Diretoria,
Departamento ou unidade equivalente. Declaração feita por escrito, objetivando comprovar ato ou
assentamento constante de processo, livro ou documento que
Requerimento (Petição) se encontre em repartições públicas. Podem ser de inteiro teor
É o instrumento por meio do qual o interessado requer a - transcrição integral, também chamada traslado - ou
uma autoridade administrativa um direito do qual se julga resumidas, desde que exprimam fielmente o conteúdo do
detentor. Estrutura : original.

Língua Portuguesa 80
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APOSTILAS OPÇÃO

Observação: 02. A redação inteiramente apropriada e correta de um


Certidões autenticadas têm o mesmo valor probatório do documento oficial é:
original e seu fornecimento, gratuito por parte da repartição (A) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas
pública, é obrigação constitucional (Const. Fed. 1988, art. 5º, reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em
XXXIV, b). vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais.
(B) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a
Características: redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais
1. Título (a palavra CERTIDÃO), em letras maiúsculas, à para os departamentos que foram recentemente criados.
esquerda, sobre o texto, com numeração. (C) Estou encaminhando a presença de V. Sª. este jovem,
2. Texto constante de um parágrafo, com o teor da muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os problemas
Certidão. do sistema de informatização de seu gabinete.
3. Local e data, por extenso, em seqüência ao texto. (D) Quando se procurou resolver os problemas de pessoal
4. Assinaturas: do datilógrafo ou digitador da Certidão e do aqui neste departamento, faltaram um número grande de
funcionário que a confere, confirmadas pelo visto da chefia servidores para os andamentos do serviço.
maior. (E) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos
informar de quais providências vão ser tomadas para resolver
Circular essa confusão que foi criado pelos manifestantes.

Comunicação oficial, interna ou externa, expedida para 03. A frase cuja redação está inteiramente correta e
diversas unidades administrativas ou determinados apropriada para uma correspondência oficial é:
funcionários. (A) É com muito prazer que encaminho à V. Exª .Os
convites para a reunião de gala deste Conselho, em que se fará
Características: homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria,
1. Título (a palavra CIRCULAR), em letras maiúsculas, sigla importantíssima na execução dos nossos serviços.
do órgão que o expede e número, à esquerda da folha. (B) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe
2. Local e data à direita da folha, e por extenso, na mesma do Setor, nos dirigimos a todos os de vosso gabinete, para
linha do título. informar de que as medidas de austeridade recomendadas por
3. Destinatário, após a palavra Para (com inicial V. Sa. já está sendo tomadas, para evitar-se os atrasos dos
maiúscula). prazos.
4. Assunto, expressado sinteticamente. (C) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que
5. Texto paragrafado, contendo a exposição do(s) chegaram nossos analistas sobre as condições de
assunto(s) e o objetivo da Circular. funcionamento deste setor, bem como as providências a serem
6. Fecho de cortesia, seguido do advérbio Atenciosamente. tomadas para a consecução dos serviços e o cumprimento dos
7. Assinatura, nome e cargo da autoridade ou chefia que prazos estipulados.
subscreve a Circular. (D) As ordens expressas a todos os funcionários é de que
se possa estar tomando as medidas mais do que importantes
Atestado22 para tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização
dos trâmites legais dos documentos que passam por aqui.
Documento firmado por servidor em razão do cargo que (E) Peço com todo o respeito a V. Exª,. que tomeis
ocupa, ou função que exerce, declarando um fato existente, do providências cabíveis para vir novos funcionários para esse
qual tem conhecimento, a favor de uma pessoa. nosso setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar
todos os documentos que precisamos enviar.
Características:
1. Título (a palavra ATESTADO), em letras maiúsculas e 04. A respeito dos padrões de redação de um ofício, é
centralizado sobre o texto. INCORRETO afirmar que:
2. Texto constante de um parágrafo, indicando a quem se (A) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla
refere, o número de matrícula e a lotação, caso seja servidor, e do órgão que o expede.
a matéria do Atestado. (B) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o
3. Local e data, por extenso. local de onde é expedido e a data em que foi assinado.
4. Assinatura, nome e cargo da chefia que expede o (C) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto do
Atestado. documento.
(D) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta,
Questões respeitando-se a formalidade que deve haver nos expedientes
oficiais.
01. Analise: (E) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por
1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima exemplo: Agradeço a V. Sª. a atenção dispensada.
referido, vimos encaminhar a V. Sª. as informações referentes ao
andamento dos serviços sob responsabilidade deste setor. Gabarito
2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medidas 01.C / 02.B / 03.C / 04.E
necessárias para o cumprimento dos prazos estipulados e o
atingimento das metas estabelecidas.

A redação do documento acima indica tratar-se


(A) do encaminhamento de uma ata. Anotações
(B) do início de um requerimento.
(C) de trecho do corpo de um ofício.
(D) da introdução de um relatório.
(E) do fecho de um memorando.

22 https://cotemar.com.br/wp-content/uploads/2017/01/redacao-oficial.pdf

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RACIOCÍNIO LÓGICO

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Princípios fundamentais da lógica


A Lógica matemática adota como regra fundamental três
princípios1 (ou axiomas):

I – PRINCÍPIO DA IDENTIDADE: uma proposição


verdadeira é verdadeira; uma proposição falsa é falsa.

II – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma


proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo
tempo.
Compreensão de estruturas III – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda
lógicas proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso.

ESTRUTURAS LÓGICAS
Se esses princípios acimas não puderem ser aplicados,
Em uma primeira aproximação, a lógica pode ser NÃO podemos classificar uma frase como proposição.
entendida como a ciência que estuda os princípios e o métodos
que permitem estabelecer as condições de validade e Valores lógicos das proposições
invalidade dos argumentos. Um argumento é uma parte do Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade,
discurso no qual localizamos um conjunto de uma ou mais se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição
sentenças denominadas premissas e uma sentença é falsa (F).
denominada conclusão. Consideremos as seguintes proposições e os seus
Em diversas provas de concursos são empregados toda respectivos valores lógicos:
sorte de argumentos com os mais variados conteúdos: político, a) Brasília é a capital do Brasil. (V)
religioso, moral e etc. Pode-se pensar na lógica como o estudo b) Terra é o maior planeta do sistema Solar. (F)
da validade dos argumentos, focalizando a atenção não no
conteúdo, mas sim na sua forma ou na sua estrutura. A maioria das proposições são proposições contingenciais,
ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por
Conceito de proposição exemplo, se considerarmos a proposição simples:
Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou
símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de “Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do
sentido completo. Assim, as proposições transmitem ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de vista
pensamentos, isto é, afirmam, declaram fatos ou exprimem da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos, seu valor
juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou lógico é único — ou verdadeiro ou falso.
entes.
Elas devem possuir além disso: Classificação das proposições
- um sujeito e um predicado; As proposições podem ser classificadas em:
- e por último, deve sempre ser possível atribuir um valor 1) Proposições simples (ou atômicas): são formadas por
lógico: verdadeiro (V) ou falso (F). um única oração, sem conectivos, ou seja, elementos de
Preenchendo esses requisitos estamos diante de uma ligação. Representamos por letras minusculas: p, q, r,... .
proposição.
Vejamos alguns exemplos: Exemplos:
A) Terra é o maior planeta do sistema Solar O céu é azul.
B) Brasília é a capital do Brasil. Hoje é sábado.
C) Todos os músicos são românticos.
2) Proposições compostas (ou moleculares): possuem
A todas as frases podemos atribuir um valor lógico (V ou elementos de ligação (conectivos) que ligam as orações,
F). podendo ser duas, três, e assim por diante. Representamos por
TOME NOTA!!! letras maiusculas: P, Q, R, ... .
Uma forma de identificarmos se uma frase simples é ou
não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda Exemplos:
proposição, é pela presença de: O ceu é azul ou cinza.
- sujeito simples: "Carlos é médico"; Se hoje é sábado, então vou a praia.
- sujeito composto: "Rui e Nathan são irmãos";
- sujeito inexistente: "Choveu" Observação: os termos em destaque são alguns dos
- verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito, conectivos (termos de ligação) que utilizamos em lógica
e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira matemática.
(V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada
proposição. 3) Sentença aberta: quando não se pode atribuir um
valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a
Atenção: orações que não tem sujeito, NÃO são proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São
consideradas proposições lógicas. consideradas sentenças abertas:
a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou
ontem? – Fez Sol ontem?
b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!

1 Algumas bibliografias consideram apenas dois axiomas o II e o III.

Raciocínio Lógico 1
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c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue Há exatamente:


a televisão. (A) uma proposição;
d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas, (B) duas proposições;
paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão (C) três proposições;
paradoxal) – O cavalo do meu vizinho morreu (expressão (D) quatro proposições;
ambígua) – 2 + 3 + 7 (E) todas são proposições.

4) Proposição (sentença) fechada: quando a proposição Respostas


admitir um único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso,
nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou 01. Resposta: D.
sentença lógica. Analisando as alternativas temos:
(A) Frases interrogativas não são consideradas
Observe os exemplos: proposições.
(B) O sujeito aqui é indeterminado, logo não podemos
Frase Sujeito Verbo Conclusão definir quem é ele.
Maria é Maria É (ser) É uma frase (C) Trata-se de uma proposição composta
baiana (simples) lógica (D) É uma frase declarativa onde podemos identificar o
Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase sujeito da frase e atribuir a mesma um valor lógico.
têm dois (composto) lógica
irmãos 02. Resposta: E.
Ventou Inexistente Ventou É uma frase Analisando as alternativas temos:
hoje (ventar) lógica (A) Não é uma oração composta de sujeito e predicado.
Um lindo Um lindo Frase sem NÂO é uma (B) É uma frase imperativa/exclamativa, logo não é
livro de livro verbo frase lógica proposição.
literatura (C) É uma frase que expressa ordem, logo não é proposição.
Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma (D) É uma frase interrogativa.
esse carro sujeito frase lógica (E) Composta de sujeito e predicado, é uma frase
Existe vida Vida Existir É uma frase declarativa e podemos atribuir a ela valores lógicos.
em Marte lógica
03. Resposta: B.
Sentenças representadas por variáveis Analisemos cada alternativa:
a) x + 4 > 5; (A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não
b) Se x > 1, então x + 5 < 7; podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma
c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15. sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir
Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares” valores lógicos, logo não é sentença lógica.
referem-se à quantidade de verbos presentes na frase. (C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois
Consideremos uma frase com apenas um verbo, então ela será podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado
dita atômica, pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo que tenhamos
= 1 átomo); consideremos, agora, uma frase com mais de um (D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
verbo, então ela será dita molecular, pois se refere a mais de podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando
um átomo (mais de um átomo = uma molécula). a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um
valor de V ou F a sentença).
Questões (E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir
valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
01. (Pref. Tanguá/RJ- Fiscal de Tributos – MS
CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é CONCEITO DE TABELA VERDADE
classificada como uma proposição simples?
(A) Será que vou ser aprovado no concurso? Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui,
(B) Ele é goleiro do Bangu. previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições
(C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista. simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou
(D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos. falsas (F), e, por consequência, permite definir a solução de
uma determinada fórmula (proposição composta).
02. (IF/PA- Auxiliar de Assuntos Educacionais – De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda
IF/PA/2016) Qual sentença a seguir é considerada uma proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o
proposição? valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade).
(A) O copo de plástico. Em se tratando de uma proposição composta, a
(B) Feliz Natal! determinação de seu valor lógico, conhecidos os valores
(C) Pegue suas coisas. lógicos das proposições simples componentes, se faz com base
(D) Onde está o livro? no seguinte princípio, vamos relembrar:
(E) Francisco não tomou o remédio.

03. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir: O valor lógico de qualquer proposição composta
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.” depende UNICAMENTE dos valores lógicos das
• A expressão x + y é positiva. proposições simples componentes, ficando por eles
• O valor de √4 + 3 = 7. UNIVOCAMENTE determinados.
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
• O que é isto?
Para determinarmos esses valores recorremos a um
dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela

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verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da Vejamos alguns exemplos:
proposição composta (sua solução) correspondente a todas as
possíveis atribuições de valores lógicos às proposições 01. (FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo,
simples componentes. então caio, mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas
da tabela-verdade da proposição composta anterior é igual a:
Número de linhas de uma Tabela Verdade (A) 2;
O número de linhas de uma proposição composta depende (B) 4;
do número de proposições simples que a integram, sendo dado (C) 8;
pelo seguinte teorema: (D) 16;
(E) 32.
“A tabela verdade de uma proposição composta com n*
proposições simples componentes contém 2n linhas.” (* Vamos contar o número de verbos para termos a
Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”) quantidade de proposições simples e distintas contidas na
Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois para proposição composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair”
a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda e “dormir”. Aplicando a fórmula do número de linhas temos:
proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV, Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com Resposta D.
repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a
Análise Combinatória. 02. (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições
simples e distintas, então o número de linhas da tabela-
Construção da tabela verdade de uma proposição verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
composta (A) 2;
Para sua construção começamos contando o número de (B) 4;
proposições simples que a integram. Se há n proposições (C) 8;
simples componentes, então temos 2n linhas. Feito isso, (D) 16;
atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores (E) 32.
V , seguidos de 2n – 1 valores F, e assim por diante.
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio
Exemplos acima, então teremos:
1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2 Resposta D.
valores F se alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos
que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos Estudo dos Operadores e Operações Lógicas
valores da 1ª proposição). Observe a ilustração, a primeira Quando efetuamos certas operações sobre proposições
parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos
a tabela propriamente dita. proposicionais, semelhantes a aritmética sobre números, de
forma a determinarmos os valores das proposições.

1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma


proposição representada por “não p” cujo valor lógico é
verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F) quando p é
verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de
p.
Pela tabela verdade temos:

(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)
Simbolicamente temos:
2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os ~V = F ; ~F = V
cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para V(~p) = ~V(p)
a 1ª proposição 4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em
4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2 Exemplos
em 2 (metade da 1ª proposição) e para a 3ª proposição temos Proposição Negação: ~p
valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição). (afirmações): p
Carlos é médico Carlos NÃO é médico
Juliana é carioca Juliana NÃO é carioca
Nicolas está de férias Nicolas NÃO está de férias
Norberto foi NÃO É VERDADE QUE
trabalhar Norberto foi trabalhar

A primeira parte da tabela todas as afirmações são


verdadeiras, logo ao negarmos temos passam a ter como valor
lógico a falsidade.

- Dupla negação (Teoria da Involução): vamos


considerar as seguintes proposições primitivas, p:” Netuno é o
planeta mais distante do Sol”; sendo seu valor verdadeiro ao
negarmos “p”, vamos obter a seguinte proposição ~p: “Netuno
(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)

Raciocínio Lógico 3
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NÂO é o planeta mais distante do Sol” e negando novamente a 3) Disjunção inclusiva – soma lógica – disjunção
proposição “~p” teremos ~(~p): “NÃO É VERDADE que Netuno simples (v): chama-se de disjunção inclusiva de duas
NÃO é o planeta mais distante do Sol”, sendo seu valor lógico proposições p e q a proposição representada por “p ou q”, cujo
verdadeiro (V). Logo a dupla negação equivale a termos de valor lógico é verdade (V) quando pelo menos uma das
valores lógicos a sua proposição primitiva. proposições, p e q, é verdadeira e falsidade (F) quando
ambas são falsas.
p ≡ ~(~p) Simbolicamente: “p v q” (lê-se: “p OU q”).
Pela tabela verdade temos:
Observação: O termo “equivalente” está associado aos
“valores lógicos” de duas fórmulas lógicas, sendo iguais pela
natureza de seus valores lógicos.
Exemplo:
1. Saturno é um planeta do sistema solar.
2. Sete é um número real maior que cinco.

Sabendo-se da realidade dos valores lógicos das


proposições “Saturno é um planeta do sistema solar” e “Sete é Exemplos
um número rela maior que cinco”, que são ambos verdadeiros (a)
(V), conclui-se que essas proposições são equivalentes, em p: A neve é branca. (V)
termos de valores lógicos, entre si. q: 3 < 5. (V)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v V = V
2) Conjunção – produto lógico (^): chama-se de
conjunção de duas proposições p e q a proposição (b)
representada por “p e q”, cujo valor lógico é verdade (V) p: A neve é azul. (F)
quando as proposições, p e q, são ambas verdadeiras e q: 6 < 5. (F)
falsidade (F) nos demais casos. V(p v q) = V(p) v V(q) = F v F = F
Simbolicamente temos: “p ^ q” (lê-se: “p E q”).
Pela tabela verdade temos: (c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v F = V

(d)
p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V)
Exemplos V(p v q) = V(p) v V(q) = F v V = V
(a)
p: A neve é branca. (V) 4) Disjunção exclusiva ( v ): chama-se disjunção
q: 3 < 5. (V) exclusiva de duas proposições p e q, cujo valor lógico é
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V verdade (V) somente quando p é verdadeira ou q é
verdadeira, mas não quando p e q são ambas verdadeiras
(b) e a falsidade (F) quando p e q são ambas verdadeiras ou
p: A neve é azul. (F) ambas falsas.
q: 6 < 5. (F) Simbolicamente: “p v q” (lê-se; “OU p OU q”; “OU p OU q,
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ F = F MAS NÃO AMBOS”).
Pela tabela verdade temos:
(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ F = F

(d)
p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V) Para entender melhor vamos analisar o exemplo.
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ V = F p: Nathan é médico ou professor. (Ambas podem ser
verdadeiras, ele pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, uma
- O valor lógico de uma proposição simples “p” é indicado condição não exclui a outra – disjunção inclusiva).
por V(p). Assim, exprime-se que “p” é verdadeira (V), Podemos escrever:
escrevendo: Nathan é médico ^ Nathan é professor
V(p) = V
q: Mario é carioca ou paulista (aqui temos que se Mario é
- Analogamente, exprime-se que “p” é falsa (F), carioca implica que ele não pode ser paulista, as duas coisas
escrevendo: não podem acontecer ao mesmo tempo – disjunção exclusiva).
V(p) = F Reescrevendo:
Mario é carioca v Mario é paulista.
- As proposições compostas, representadas, por exemplo,
pelas letras maiúsculas “P”, “Q”, “R”, “S” e “T”, terão seus Exemplos
respectivos valores lógicos representados por: a) Plínio pula ou Lucas corre, mas não ambos.
V(P), V(Q), V(R), V(S) e V(T). b) Ou Plínio pula ou Lucas corre.

Raciocínio Lógico 4
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5) Implicação lógica ou condicional (→): chama-se (d)


proposição condicional ou apenas condicional representada p: A neve é azul. (F)
por “se p então q”, cujo valor lógico é falsidade (F) no caso em q: 7 é número ímpar. (V)
que p é verdade e q é falsa e a verdade (V) nos demais V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ V = F
casos.
Transformação da linguagem corrente para a
Simbolicamente: “p → q” (lê-se: p é condição suficiente simbólica
para q; q é condição necessária para p). Este é um dos tópicos mais vistos em diversas provas e por
p é o antecedente e q o consequente e “→” é chamado de isso vamos aqui detalhar de forma a sermos capazes de
símbolo de implicação. resolver questões deste tipo.
Pela tabela verdade temos:
Sejam as seguintes proposições simples denotadas por “p”,
“q” e “r” representadas por:
p: Luciana estuda.
q: João bebe.
r: Carlos dança.

Sejam, agora, as seguintes proposições compostas


Exemplos denotadas por: “P ”, “Q ”, “R ”, “S ”, “T ”, “U ”, “V ” e “X ”
(a) representadas por:
p: A neve é branca. (V) P: Se Luciana estuda e João bebe, então Carlos não dança.
q: 3 < 5. (V) Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana não
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → V = V estuda.
R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
(b) João não bebe.
p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F) O primeiro passo é destacarmos os operadores lógicos
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → F = V (modificadores e conectivos) e as proposições. Depois
reescrevermos de forma simbólica, vajamos:
(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → F = F
Juntando as informações temos que, P: (p ^ q) → ~r
(d)
Continuando:
p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V)
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → V = V
estuda.
6) Dupla implicação ou bicondicional (↔):chama-se
proposição bicondicional ou apenas bicondicional
representada por “p se e somente se q”, cujo valor lógico é
verdade (V) quando p e q são ambas verdadeiras ou falsas
e a falsidade (F) nos demais casos.
Simbolicamente: “p ↔ q” (lê-se: p é condição necessária e Simbolicamente temos: Q: ~ (q v r ^ ~p).
suficiente para q; q é condição necessária e suficiente para p).
Pela tabela verdade temos: R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
João não bebe.
(p v r) ↔ ~q

Observação: os termos “É falso que”, “Não é verdade que”,


“É mentira que” e “É uma falácia que”, quando iniciam as
Exemplos frases negam, por completo, as frases subsequentes.
(a)
p: A neve é branca. (V) - O uso de parêntesis
q: 3 < 5. (V) A necessidade de usar parêntesis na simbolização das
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ V = V proposições se deve a evitar qualquer tipo de ambiguidade,
assim na proposição, por exemplo, p ^ q v r, nos dá a seguinte
(b) proposições:
p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F) (I) (p ^ q) v r - Conectivo principal é da disjunção.
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ F = V (II) p ^ (q v r) - Conectivo principal é da conjunção.

(c) As quais apresentam significados diferentes, pois os


p: Pelé é jogador de futebol. (V) conectivos principais de cada proposição composta dá valores
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F) lógicos diferentes como conclusão.
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ F = F Agora observe a expressão: p ^ q → r v s, dá lugar,
colocando parêntesis as seguintes proposições:

Raciocínio Lógico 5
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a) ((p ^ q) → r) v s p q ~q p ^~q ~ (p ^ ~q)


b) p ^ ((q → r) v s) V V F F V
c) (p ^ (q → r)) v s V F V V F
d) p ^ (q → (r v s)) F V F F V
e) (p ^ q) → (r v s) F F V F V

Aqui duas quaisquer delas não tem o mesmo significado. 2ª Resolução) Vamos montar primeiro as colunas
Porém existem muitos casos que os parêntesis são suprimidos, correspondentes a proposições simples p e q , depois traçar
a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que, colunas para cada uma dessas proposições e para cada um dos
naturalmente, ambiguidade alguma venha a aparecer. Para conectivos que compõem a proposição composta.
isso a supressão do uso de parêntesis se faz mediante a p q ~ (p ^ ~ q)
algumas convenções, das quais duas são particularmente V V
importantes:
V F
F V
1ª) A “ordem de precedência” para os conectivos é:
F F
(I) ~ (negação)
(II) ^, v (conjunção ou disjunção têm a mesma
Depois completamos, em uma determinada ordem as
precedência, operando-se o que ocorrer primeiro, da esquerda
colunas escrevendo em cada uma delas os valores lógicos.
para direita).
(III) → (condicional) p q ~ (p ^ ~ q)
(IV) ↔ (bicondicional) V V V V
Portanto o mais “fraco” é “~” e o mais “forte” é “↔”. V F V F
F V F V
Logo: Os símbolos → e ↔ têm preferência sobre ^ e v. F F F F
1 1
Exemplo
p → q ↔ s ^ r , é uma bicondicional e nunca uma p q ~ (p ^ ~ q)
condicional ou uma conjunção. Para convertê-la numa V V V F V
condicional há que se usar parêntesis: V F V V F
p →( q ↔ s ^ r ) F V F F V
E para convertê-la em uma conjunção: F F F V F
(p → q ↔ s) ^ r 1 2 1

2ª) Quando um mesmo conectivo aparece p q ~ (p ^ ~ q)


sucessivamente repetido, suprimem-se os parêntesis, V V V F F V
fazendo-se a associação a partir da esquerda. V F V V V F
F V F F F V
Segundo estas duas convenções, as duas seguintes
F F F F V F
proposições se escrevem:
1 3 2 1
Proposição Nova forma de escrever
a proposição p q ~ (p ^ ~ q)
((~(~(p ^ q))) v (~p)) ~~ (p ^ q) v ~p V V V V F F V
((~p) → (q → (~(p v r)))) ~p→ (q → ~(p v r)) V F F V V V F
F V V F F F V
- Outros símbolos para os conectivos (operadores lógicos): F F V F F V F
“¬” (cantoneira) para negação (~). 4 1 3 2 1
“●” e “&” para conjunção (^).
“‫( ”ﬤ‬ferradura) para a condicional (→). Observe que vamos preenchendo a tabela com os valores
lógicos (V e F), depois resolvemos os operadores lógicos
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que (modificadores e conectivos) e obtemos em 4 os valores
facilitará na resolução de diversas questões lógicos da proposição que correspondem a todas possíveis
atribuições de p e q de modo que:

P(V V) = V, P(V F) = F, P(F V) = V, P(F F) = V

A proposição P(p,q) associa a cada um dos elementos do


conjunto U – {VV, VF, FV, FF} com um ÚNICO elemento do
(Fonte: http://www laifi.com.)
conjunto {V,F}, isto é, P(p,q) outra coisa não é que uma função
de U em {V,F}
Exemplo
Vamos construir a tabela verdade da proposição: P(p,q): U → {V,F} , cuja representação gráfica por um
P(p,q) = ~ (p ^ ~q) diagrama sagital é a seguinte:

1ª Resolução) Vamos formar o par de colunas


correspondentes as duas proposições simples p e q. Em
seguida a coluna para ~q , depois a coluna para p ^ ~q e a
útima contento toda a proposição ~ (p ^ ~q), atribuindo todos
os valores lógicos possíveis de acordo com os operadores
lógicos.

Raciocínio Lógico 6
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3ª Resolução) Resulta em suprimir a tabela verdade Propriedades da Disjunção: Sendo as proposições p, q e


anterior as duas primeiras da esquerda relativas às r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também
proposições simples componentes p e q. Obtermos então a simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e
seguinte tabela verdade simplificada: F(falsidade), temos as seguintes propriedades:

~ (p ^ ~ q) 1) Idempotente: p v p ⇔ p
V V F F V A tabela verdade de p v p e p, são idênticas, ou seja, a
F V V V F bicondicional p v p ↔ p é tautológica.
V F F F V
V F F V F p pvp pvp↔p
4 1 3 2 1 V V V
F F V
Referências
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio 2) Comutativa: p v q ⇔ q v p
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. A tabela verdade de p v q e q v p são idênticas, ou seja, a
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002. bicondicional p v q ↔ q v p é tautológica.

ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES p q pvq qvp pvq↔qvp


V V V V V
Propriedades da Conjunção: Sendo as proposições p, q e V F V V V
r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também F V V V V
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e F F F F V
F(falsidade), temos as seguintes propriedades:
3) Associativa: (p v q) v r ⇔ p v (q v r)
1) Idempotente: p ^ p ⇔ p (o símbolo “⇔” representa A tabela verdade de (p v q) v r e p v (q v r) são idênticas, ou
equivalência). seja, a bicondicional (p v q) v r ↔ p v (q v r) é tautológica.
A tabela verdade de p ^ p e p, são idênticas, ou seja, a
bicondicional p ^ p ↔ p é tautológica. p q r pvq (p v q) v r qvr p v (q v r)
V V V V V V V
p p^p p^p↔p V V F V V V V
V V V V F V V V V V
F F V V F F V V F V
F V V V V V V
2) Comutativa: p ^ q ⇔ q ^ p F V F V V V V
A tabela verdade de p ^ q e q ^ p são idênticas, ou seja, a F F V F V V V
bicondicional p ^ q ↔ q ^ p é tautológica. F F F F F F F

p q p^q q^p p^q↔q^p 4) Identidade: p v t ⇔ t e p v w ⇔ p


V V V V V A tabela verdade de p v t e p, e p v w e w são idênticas, ou
V F F F V seja, a bicondicional p v t ↔ t e p v w ↔ p são tautológicas.
F V F F V
F F F F V p t w pvt pvw pvt↔t pvw↔p
V V F V V V V
3) Associativa: (p ^ q) ^ r ⇔ p ^ (q ^ r) F V F V F V V
A tabela verdade de (p ^ q) ^ r e p ^ (q ^ r) são idênticas,
ou seja, a bicondicional (p ^ q) ^ r ↔ p ^ (q ^ r) é tautológica. Estas propriedades exprimem que t e w são
respectivamente elemento absorvente e elemento neutro da
p q r p^q (p ^ q) ^ r q^r p ^ (q ^ r) disjunção.
V V V V V V V
V V F V F F F Propriedades da Conjunção e Disjunção: Sejam p, q e r
V F V F F F F proposições simples quaisquer.
V F F F F F F 1) Distributiva:
F V V F F V F - p ^ (q v r) ⇔ (p ^ q) v (p ^ r)
F V F F F F F - p v (q ^ r) ⇔ (p v q) ^ (p v r)
F F V F F F F
F F F F F F F A tabela verdade das proposições p ^ (q v r) e (p v q) ^ (p
v r) são idênticas, e observamos que a bicondicional p ^ (q v r)
4) Identidade: p ^ t ⇔ p e p ^ w ⇔ w ↔ (p ^ q) v (p ^ r) é tautológica.
A tabela verdade de p ^ t e p, e p ^ w e w são idênticas, ou
seja, a bicondicional p ^ t ↔ p e p ^ w ↔ w são tautológicas. p q r qvr p ^ (q v p^q p^ (p ^ q) v (p ^
r) r r)
p t w p^t p^w p^t↔p p^w↔w V V V V V V V V
V V F V F V V V V F V V V F V
F V F F F V V V F V V V F V V
V F F F F F F F
Estas propriedades exprimem que t e w são F V V V F F F F
respectivamente elemento neutro e elemento absorvente da F V F V F F F F
conjunção. F F V V F F F F
F F F F F F F F

Raciocínio Lógico 7
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Analogamente temos ainda que a tabela verdade das


proposições p v (q ^ r) e (p v q) ^ (p v r) são idênticas e sua
bicondicional p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r) é tautológica.
( ) Certo ( ) Errado
A equivalência p ^ (q v r) ↔ (p ^ q) v (p ^ r), exprime que a
conjunção é distributiva em relação à disjunção e a
02. (BRDE-Analista de Sistemas, Desenvolvimento de
equivalência p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r), exprime que a
Sistemas – FUNDATEC) Qual operação lógica descreve a
disjunção é distributiva em relação à conjunção.
tabela verdade da função Z abaixo cujo operandos são A e B?
Exemplo:
Considere que V significa Verdadeiro, e F, Falso.
“Carlos estuda E Jorge trabalha OU viaja” é equivalente à
seguinte proposição:
“Carlos estuda E Jorge trabalha” OU “Carlos estuda E Jorge
viaja”.

2) Absorção:
- p ^ (p v q) ⇔ p
- p v (p ^ q) ⇔ p

A tabela verdade das proposições p ^ (p v q) e p, ou seja, a (A) Ou.


bicondicional p ^ (p v q) ↔ p é tautológica. (B) E.
(C) Ou exclusivo.
(D) Implicação (se...então).
p q pvq p ^ (p v q) p ^ (p v q) ↔ p
(E) Bicondicional (se e somente se).
V V V V V
V F V V V
03. (EBSERH – Técnico em Citopatologia – INSTITUTO
F V V F V AOCP) Considerando a proposição composta ( p ∨ r ) , é
F F F F V correto afirmar que
(A) a proposição composta é falsa se apenas p for falsa.
Analogamente temos ainda que a tabela verdade das (B) a proposição composta é falsa se apenas r for falsa.
proposições p v (p ^ q) e p são idênticas, ou seja a bicondicional (C) para que a proposição composta seja verdadeira é
p v (p ^ q) ↔ p é tautológica. necessário que ambas, p e r sejam verdadeiras.
(D) para que a proposição composta seja verdadeira é
p q p^q p v (p ^ q) p v (p ^ q) ↔ p necessário que ambas, p e r sejam falsas.
V V V V V (E) para que a proposição composta seja falsa é necessário
V F F V V que ambas, p e r sejam falsas.
F V F F V
F F F F V 04. (CRM/DF – Assistente Administrativo –
QUADRIX/2018) Considerando que Mário seja assistente de
Referências tecnologia da informação de determinado Conselho Regional
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
de Medicina (CRM) e a seguinte proposição a respeito das
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: atividades de Mário no referido órgão: P: “Mário dá suporte às
Nobel – 2002. salas de treinamento e executa scripts de atualização do banco
de dados.”, julgue o item a seguir.
Questões
Simbolizando-se P por A∧B, a negação da proposição P
01. (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos será a proposição R: “Mário não dá suporte às salas de
9,10,11 e 16 – CESPE) treinamento nem executa scripts de atualização do banco de
dados.”, cuja tabela-verdade é a apresentada abaixo.

( )Certo ( )Errado
A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-
verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V Respostas
e F correspondem, respectivamente, aos valores lógicos
verdadeiro e falso. 01. Resposta: Certo.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição
R Q P [P v (Q ↔ R) ]
lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal
é igual a V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V V V F F V

Raciocínio Lógico 8
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APOSTILAS OPÇÃO

V F F F F F F V é dada como válida, significa que a nova proposição foi aceita,


F V V V V V F F podendo ela ser utilizada em outras inferências.
F V F F F V F F
Conclusão: é a proposição que contém o resultado final da
F F V V V F V F inferência e que esta alicerçada nas premissas. Para separa as
F F F F V F V F premissas das conclusões utilizam-se expressões como “logo,
...”, “portanto, ...”, “por isso, ...”, entre outras.
02. Resposta: D.
Observe novamente a tabela abaixo, considere A = p, B = q Sofisma: é um raciocínio falso com aspecto de verdadeiro.
e Z = condicional.
Falácia: é um argumento inválido, sem fundamento ou
tecnicamente falho na capacidade de provar aquilo que
enuncia.

Silogismo: é um raciocínio composto de três proposições,


dispostas de tal maneira que a conclusão é verdadeira e deriva
03. Resposta: E. logicamente das duas primeiras premissas, ou seja, a
Como já foi visto, a disjunção só é falsa quando as duas conclusão é a terceira premissa.
proposições são falsas.
O argumento é uma fórmula constituída de premissas e
04. Resposta: Errado. conclusões (dois elementos fundamentais da argumentação)
Temos que montar a tabela verdade de P = A∧B, assim conforme dito no início temos:

A B P = A∧B
V V V
V F F
F V F
F F F
Assim a negação de P será:
~P = R
F Todas as PREMISSAS tem uma CONCLUSÃO. Os exemplos
V acima são considerados silogismos.
V Um argumento de premissas P1, P2, ..., Pn e de conclusão
V Q, indica-se por:
P1, P2, ..., Pn |----- Q

Lógica de argumentação: Argumentos Válidos


analogias, inferências, Um argumento é VÁLIDO (ou bem construído ou legítimo)
deduções e conclusões quando a conclusão é VERDADEIRA (V), sempre que as
premissas forem todas verdadeiras (V). Dizemos, também, que
um argumento é válido quando a conclusão é uma
consequência obrigatória das verdades de suas premissas. Ou
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO seja:

No estudo da Lógica Matemática, a dedução formal é a A verdade das premissas é incompatível com a falsidade da
principal ferramenta para o raciocínio válido de um conclusão.
argumento. Ela avalia de forma genérica as conclusões que a
argumentação pode tomar, quais dessas conclusões são Um argumento válido é denominado tautologia quando
válidas e quais são inválidas (falaciosas). Ainda na Lógica assumir, somente, valorações verdadeiras,
Matemática, estudam-se as formas válidas de inferência de independentemente de valorações assumidas por suas
uma linguagem formal ou proposicional constituindo-se, estruturas lógicas.
assim, a teoria da argumentação.
Um argumento é um conjunto finito de premissas – Argumentos Inválidos
proposições –, sendo uma delas a consequência das demais. Um argumento é dito INVÁLIDO (ou falácia, ou ilegítimo ou
Tal premissa (proposição), que é o resultado dedutivo ou mal construído), quando as verdades das premissas são
consequência lógica das demais, é chamada conclusão. insuficientes para sustentar a verdade da conclusão.
Um argumento é uma fórmula: P1 ∧ P2 ∧ ... ∧ Pn → Q, em Caso a conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências
que os Pis (P1, P2, P3...) e Q são fórmulas simples ou geradas pelas verdades de suas premissas, tem-se como
compostas. Nesse argumento, as fórmulas Pis (P1, P2, P3...) são conclusão uma contradição (F).
chamadas premissas e a fórmula Q é chamada conclusão. Um argumento não válido diz-se um SOFISMA.

Conceitos
Premissas (proposições): são afirmações que podem ser
verdadeiras ou falsas. Com base nelas que os argumentos são
compostos, ou melhor, elas possibilitam que o argumento seja
aceito.

Inferência: é o processo a partir de uma ou mais


premissas se chegar a novas proposições. Quando a inferência

Raciocínio Lógico 9
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APOSTILAS OPÇÃO

- A verdade e a falsidade são propriedades das P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa: (V)
proposições.
- Já a validade e a invalidade são propriedades inerentes Nesse caso, não há um “ponto de referência”, ou seja, não
aos argumentos. temos uma proposição simples que faça parte desse
- Uma proposição pode ser considerada verdadeira ou argumento; logo, tomaremos como verdade a conjunção da
falsa, mas nunca válida e inválida. premissa “P3”, já que uma conjunção é considerada verdadeira
- Não é possível ter uma conclusão falsa se as somente quando suas partes forem verdadeiras. Assim,
premissas são verdadeiras. teremos a confirmação dos seguintes valores lógicos
- A validade de um argumento depende exclusivamente verdadeiros: “Rita não foi à festa” (1º passo) e “Paula não ficou
da relação existente entre as premissas e conclusões. em casa” (2º passo).
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa.

Critérios de Validade de um argumento


Pelo teorema temos:

Um argumento P1, P2, ..., Pn |---- Q é VÁLIDO se e somente


se a condicional:
Ao confirmar a proposição simples “Paula não fica em casa”
(P1 ^ P2 ^ ...^ Pn) → Q é tautológica. como verdadeira, estaremos confirmando, também, como
verdadeira a 1ª parte da condicional da premissa “P2” (3º
Métodos para testar a validade dos argumentos passo).
Estes métodos nos permitem, por dedução (ou inferência), P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
atribuirmos valores lógicos as premissas de um argumento
para determinarmos uma conclusão verdadeira.
Também podemos utilizar diagramas lógicos caso sejam
estruturas categóricas (frases formadas pelas palavras ou
quantificadores: todo, algum e nenhum).
Se a 1ª parte de uma condicional for verdadeira, logo, a 2ª
Os métodos consistem em: parte também deverá ser verdadeira, já que uma verdade
1) Atribuição de valores lógicos: o método consiste na implica outra verdade. Assim, concluímos que “Marta vai à
dedução dos valores lógicos das premissas de um festa” (4º passo).
argumento, a partir de um “ponto de referência inicial” que, P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
geralmente, será representado pelo valor lógico de uma
premissa formada por uma proposição simples. Lembramos
que, para que um argumento seja válido, partiremos do
pressuposto que todas as premissas que compõem esse
argumento são, na totalidade, verdadeiras.
Para dedução dos valores lógicos, utilizaremos como
auxílio a tabela-verdade dos conectivos. Sabendo-se que “Marta vai à festa” é uma proposição
simples verdadeira, então a 2ª parte da condicional da
premissa P1 será falsa (5º passo). Lembramos que, sempre
que confirmarmos como falsa a 2ª parte de uma condicional,
devemos confirmar também como falsa a 1ª parte (6º passo),
já que F → F: V.

Exemplos
01. Seja um argumento formado pelas seguintes
premissas: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. Se
Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. Nem Rita foi à
festa, nem Paula ficou em casa. Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,
Sejam as seguintes premissas: podemos obter as seguintes conclusões: “Ana não vai à festa”;
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. “Marta vai à festa”; “Paula não fica em casa” e “Rita não foi
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. à festa”.
P3: Nem Rita foi à festa, nem Paula ficou em casa.
Inicialmente, reescreveremos a última premissa “P3” na 02. Seja um argumento formado pelas seguintes
forma de uma conjunção, já que a forma “nem A, nem B” pode premissas: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
ser também representada por “não A e não B”. Portanto, Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista. Paulo é porteiro se, e
teremos: somente se, Saulo não é síndico.
Então, sejam as premissas: Sejam as seguintes premissas:
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista.
P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa. P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico.

Lembramos que, para que esse argumento seja válido, Lembramos que, para que esse argumento seja válido,
todas as premissas que o compõem deverão ser todas as premissas que o compõem deverão ser,
necessariamente verdadeiras. necessariamente, verdadeiras.
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa: (V) P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista: (V)
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa: (V) P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista: (V)

Raciocínio Lógico 10
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APOSTILAS OPÇÃO

P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico:


(V)
Caso o argumento não possua uma proposição simples
(ponto de referência inicial) ou uma conjunção ou uma
disjunção exclusiva, então as deduções serão iniciadas pela
bicondicional, caso exista.
Sendo P3 uma bicondicional, e sabendo-se que toda
bicondicional assume valoração verdadeira somente
quando suas partes são verdadeiras ou falsas,
simultaneamente, então consideraremos as duas partes da
bicondicional como sendo verdadeiras (1º e 2º passos), por (Fonte: http://www.marilia.unesp.br)
dedução.
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista. O caso onde as premissas são verdadeiras e a conclusão
é falsa está sinalizada na tabela acima pelo asterisco. Observe
também, na linha 4, que as premissas são verdadeiras e a
conclusão é verdadeira. Chegamos através dessa análise que o
argumento não é valido.
Confirmando-se a proposição simples “Saulo não é síndico”
como verdadeira, então a 1ª parte da disjunção em P2 será
2o caso: quando o argumento é representado por uma
valorada como falsa (3º passo). Se uma das partes de uma
sequência lógica de premissas, sendo a última sua conclusão, e
disjunção for falsa, a outra parte “Eduardo é eletricista” deverá
é questionada a sua validade.
ser necessariamente verdadeira, para que toda a disjunção
Exemplo:
assuma valoração verdadeira (4º passo).
“Se leio, então entendo. Se entendo, então não
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
compreendo. Logo, compreendo.”
P1: Se leio, então entendo.
P2: Se entendo, então não compreendo.
C: Compreendo.
Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
P1 ∧ P2 → C
Ao confirmar como verdadeira a proposição simples
“Eduardo é eletricista”, então a 2ª parte da condicional em P1 Representando inicialmente as proposições primitivas
será falsa (5º passo). Se a 2ª parte de uma condicional for “leio”, “entendo” e “compreendo”, respectivamente, por “p”,
valorada como falsa, então a 1ª parte também deverá ser “q” e “r”, teremos a seguinte fórmula argumentativa:
considerada falsa (6º passo), para que seu valor lógico seja P1: p → q
considerado verdadeiro (F → F: V). P2: q → ~r
C: r
[(p → q) ∧ (q → ~r)] → r ou

Montando a tabela verdade temos (vamos montar o passo


Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos, a passo):
podemos obter as seguintes conclusões: “Pedro não é pintor”; P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
“Eduardo é eletricista”; “Saulo não é síndico” e “Paulo é
porteiro”. V V V V V V V F V

Caso o argumento não possua uma proposição simples “ponto V V F V V V V V F


de referência inicial”, devem-se iniciar as deduções pela
conjunção, e, caso não exista tal conjunção, pela disjunção V F V V F F F F V
exclusiva ou pela bicondicional, caso existam.
V F F V F F F V F
2) Método da Tabela – Verdade: para resolvermos temos
que levar em considerações dois casos. F V V F V V V F V
1º caso: quando o argumento é representado por uma
fórmula argumentativa. F V F F V V V V F

Exemplo: F F V F V F F F V
A → B ~A = ~B
Para resolver vamos montar uma tabela dispondo todas as F F F F V F F V F
proposições, as premissas e as conclusões afim de chegarmos
a validade do argumento. 1º 2º 1º 1º 1º 1º

Raciocínio Lógico 11
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APOSTILAS OPÇÃO

P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r Sendo a solução (observado na 5a resolução) uma


contingência (possui valores verdadeiros e falsos), logo, esse
argumento não é válido. Podemos chamar esse argumento de
V V V V V V V F F V
sofisma embora tenha premissas e conclusões verdadeiras.
V V F V V V V V V F Implicações tautológicas: a utilização da tabela verdade
em alguns casos torna-se muito trabalhoso, principalmente
V F V V F F F V F V quando o número de proposições simples que compõe o
argumento é muito grande, então vamos aqui ver outros
V F F V F F F V V F métodos que vão ajudar a provar a validade dos argumentos.

F V V F V V V F F V 3.1 - Método da adição (AD)

F V F F V V V V V F

F F V F V F F V F V
3.2 - Método da adição (SIMP)
1º caso:
F F F F V F F V V F

1º 2º 1º 1º 3º 1º 1º

2º caso:
P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r

V V V V V V F V F F V
3.3 - Método da conjunção (CONJ)
V V F V V V V V V V F 1º caso:

V F V V F F F F V F V

V F F V F F F F V V F
2º caso:
F V V F V V F V F F V

F V F F V V V V V V F

F F V F V F V F V F V 3.4 - Método da absorção (ABS)

F F F F V F V F V V F

1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 1º
3.5 – Modus Ponens (MP)

P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r

V V V V V V F V F F V V
3.6 – Modus Tollens (MT)
V V F V V V V V V V F F

V F V V F F F F V F V V

V F F V F F F F V V V F 3.7 – Dilema construtivo (DC)

F V V F V V F V F F V V

F V F F V V V V V V F F

F F V F V F V F V F V V 3.8 – Dilema destrutivo (DD)

F F F F V F V F V V F F

1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 5º 1º

Raciocínio Lógico 12
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APOSTILAS OPÇÃO

3.9 – Silogismo disjuntivo (SD) s: existir nuvens no céu


1º caso: t: o dia está claro
Montando o produto lógico teremos:

2º caso:

Conclusão: “Se neva, então o dia está claro”.

Observe que: As proposições simples “nevar” e “o dia está


claro” só apareceram uma vez no conjunto de premissas do
3.10 – Silogismo hipotético (SH) argumento anterior.

2º caso - quando a condicional conclusiva é formada por,


apenas, uma proposição simples que aparece em ambas as
partes da condicional conclusiva, sendo uma a negação da
outra. As demais proposições simples são eliminadas pelo
3.11 – Exportação e importação. processo natural do produto lógico.
Neste caso, na condicional conclusiva, a 1ª parte deverá
1º caso: Exportação necessariamente ser FALSA, e a 2ª parte, necessariamente
VERDADEIRA.

Tome Nota:
Nos dois casos anteriores, pode-se utilizar o recurso de
2º caso: Importação equivalência da contrapositiva (contraposição) de uma
condicional, para que ocorram os devidos reajustes entre as
proposições simples de uma determinada condicional que
resulte no produto lógico desejado.
(p → q) ~q → ~p
Produto lógico de condicionais: este produto consiste na
dedução de uma condicional conclusiva – que será a
Exemplo
conclusão do argumento –, decorrente ou resultante de
Seja o argumento: Se Ana trabalha, então Beto não estuda.
várias outras premissas formadas por, apenas,
Se Carlos não viaja, então Beto não estuda. Se Carlos viaja, Ana
condicionais.
trabalha.
Ao efetuar o produto lógico, eliminam-se as proposições
Temos então o argumento formado pelas seguintes
simples iguais que se localizam em partes opostas das
premissas:
condicionais que formam a premissa do argumento,
P1: Se Ana viaja, então Beto não trabalha.
resultando em uma condicional denominada condicional
P2: Se Carlos não estuda, então Beto não trabalha.
conclusiva. Vejamos o exemplo:
P3: Se Carlos estuda, Ana viaja.
Denotando as proposições simples teremos:
p: Ana trabalha
q: Beto estuda
r: Carlos viaja
Montando o produto lógico teremos:

Conclusão: “Beto não estuda”.


Nós podemos aplicar a soma lógica em três casos:
1º caso - quando a condicional conclusiva é formada pelas 3º caso - aplicam-se os procedimentos do 2o caso em,
proposições simples que aparecem apenas uma vez no apenas, uma parte das premissas do argumento.
conjunto das premissas do argumento. Exemplo
Exemplo Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense.
Dado o argumento: Se chove, então faz frio. Se neva, então Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-paulino.
chove. Se faz frio, então há nuvens no céu .Se há nuvens no Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. Se Nivaldo é
céu ,então o dia está claro. corintiano, então Márcio não é palmeirense.
Temos então o argumento formado pelas seguintes Então as premissas que formam esse argumento são:
premissas: P1: Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é
P1: Se chove, então faz frio. palmeirense.
P2: Se neva, então chove. P2: Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-
P3: Se faz frio, então há nuvens no céu. paulino.
P4: Se há nuvens no céu, então o dia está claro. P3: Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino.
P4: Se Nivaldo é corintiano, então Márcio não é
Vamos denotar as proposições simples: palmeirense.
p: chover Denotando as proposições temos:
q: fazer frio p: Nivaldo é corintiano
r: nevar q: Márcio é palmeirense

Raciocínio Lógico 13
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APOSTILAS OPÇÃO

r: Pedro é são paulino Respostas


Efetuando a soma lógica:
01. Resposta: Errado.
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as
premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as
premissas:
A = Chove
B = Maria vai ao cinema
Vamos aplicar o produto lógico nas 3 primeiras premissas C = Cláudio fica em casa
(P1,P2,P3) teremos: D = Faz frio
E = Fernando está estudando
F = É noite
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
Lembramos a tabela verdade da condicional:

Conclusão: “Márcio é palmeirense”. A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª


falsa, utilizando isso temos:
Referências O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Fernando estava estudando. // B → ~E
Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio Iniciando temos:
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A →
~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando
Questões chove tem que ser F.
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema
01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) (V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que
Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras. Maria vai ao cinema tem que ser V.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema. 2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema. → ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio. Cláudio sai de casa tem que ser F.
• Quando Fernando está estudando, não chove. 5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove
• Durante a noite, faz frio. (V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está
Tendo como referência as proposições apresentadas, estudando pode ser V ou F.
julgue o item subsecutivo. 1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria
( ) Certo ( ) Errado foi ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou
F); pois temos dois valores lógicos para chegarmos à
02. (STJ – Conhecimentos Gerais para o cargo 17 – conclusão (V ou F).
CESPE) Mariana é uma estudante que tem grande apreço pela
matemática, apesar de achar essa uma área muito difícil. 02. Resposta: Errado.
Sempre que tem tempo suficiente para estudar, Mariana é Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
aprovada nas disciplinas de matemática que cursa na estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
faculdade. Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina P1 ∧ P2 → C
chamada Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela Organizando e resolvendo, temos:
não tem tempo suficiente para estudar e não será aprovada A: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1
nessa disciplina. B: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral
A partir das informações apresentadas nessa situação C: Mariana é aprovada em Química Geral
hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas. Argumento: [(A → B) ∧ (B → C)] ⇒ C
Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana Vamos ver se há a possibilidade de a conclusão ser falsa e
aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo as premissas serem verdadeiras, para sabermos se o
de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de argumento é válido:
Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c: Testando C para falso:
“Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar (A → B) ∧ (B →C)
que o argumento formado pelas premissas p e q e pela (A →B) ∧ (B → F)
conclusão c é um argumento válido. Para obtermos um resultado V da 2º premissa, logo B têm
( ) Certo ( ) Errado que ser F:
(A → B) ∧ (B → F)
03. (Petrobras – Técnico (a) de Exploração de Petróleo (A → F) ∧ (F → F)
Júnior – Informática – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma (F → F) ∧ (V)
fada, então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então Para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso
Monarca é um centauro. Se Monarca é um centauro, então que o “A” seja falso:
Tristeza é uma bruxa. (A → F) ∧ (V)
Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo (F → F) ∧ (V)
(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo. (V) ∧ (V)
(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um (V)
centauro. Então, é possível que o conjunto de premissas seja
(C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro. verdadeiro e a conclusão seja falsa ao mesmo tempo, o que nos
(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada leva a concluir que esse argumento não é válido.
(E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.

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APOSTILAS OPÇÃO

03. Resposta: B. No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência


Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Tristeza quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada a
não é bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como seguinte tabela:
conclusão o valor lógico (V), então: Jornais Leitores
(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo A 300
(F) → V B 250
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um C 200
centauro (F) → V AeB 70
(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma AeC 65
bruxa(F) → V BeC 105
(1) Tristeza não é uma bruxa (V) A, B e C 40
Logo:
Nenhum 150
Temos que:
Esmeralda não é fada(V)
Bongrado não é elfo (V)
Para termos os valores reais da pesquisa, vamos
Monarca não é um centauro (V)
inicialmente montar os diagramas que representam cada
Então concluímos que:
conjunto. A colocação dos valores começará pela intersecção
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
dos três conjuntos e depois para as intersecções duas a duas e
por último às regiões que representam cada conjunto
individualmente. Representaremos esses conjuntos dentro de
Diagramas lógicos um retângulo que indicará o conjunto universo da pesquisa.

Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários


problemas. Uma situação em que esses diagramas poderão ser
usados, será na determinação da quantidade de elementos que
apresentam uma determinada característica.

Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são


leitores de nenhum dos três jornais.
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos.
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos.
Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos.
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos.
Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro, Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos.
18 que dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto. Baseando- Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.
se nesses dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber: Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os
Quantas pessoas têm no grupo ou quantas dirigem somente seguintes elementos:
carro ou ainda quantas dirigem somente motos. Vamos
inicialmente montar os diagramas dos conjuntos que
representam os motoristas de motos e motoristas de carros.
Começaremos marcando quantos elementos tem a intersecção
e depois completaremos os outros espaços.

Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo


esse valor da quantidade de elementos dos conjuntos A e B. A Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pessoas
partir dos valores reais, é que poderemos responder as leem apenas o jornal A. Verificamos que 500 pessoas não leem
perguntas feitas. o jornal C, pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150. Notamos ainda
que 700 pessoas foram entrevistadas, que é a soma 205 + 30 +
25 + 40 + 115 + 65 + 70 + 150.

Diagrama de Euler
Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn,
mas não precisa conter todas as zonas (onde uma zona é
definida como a área de intersecção entre dois ou mais
contornos). Assim, um diagrama de Euler pode definir um
universo de discurso, isto é, ele pode definir um sistema no
qual certas intersecções não são possíveis ou consideradas.
a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas. Assim, um diagrama de Venn contendo os atributos para
b) Dirigem somente carros 33 motoristas. Animal, Mineral e quatro patas teria que conter intersecções
c) Dirigem somente motos 8 motoristas. onde alguns estão em ambos animal, mineral e de quatro patas.
Um diagrama de Venn, consequentemente, mostra todas as

Raciocínio Lógico 15
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APOSTILAS OPÇÃO

possíveis combinações ou conjunções. dada ou existente pode então ser definida indicando se alguma
região em específico é vazia ou não-vazia”. Pode-se escrever
uma definição mais formal do seguinte modo: Seja C = (C1, C2,
... Cn) uma coleção de curvas fechadas simples desenhadas em
um plano. C é uma família independente se a região formada
por cada uma das interseções X1 X2 ... Xn, onde cada Xi é o
interior ou o exterior de Ci, é não-vazia, em outras palavras, se
todas as curvas se intersectam de todas as maneiras possíveis.
Se, além disso, cada uma dessas regiões é conexa e há apenas
Diagramas de Euler consistem em curvas simples fechadas um número finito de pontos de interseção entre as curvas,
(geralmente círculos) no plano que mostra os conjuntos. Os então C é um diagrama de Venn para n conjuntos.
tamanhos e formas das curvas não são importantes: a Nos casos mais simples, os diagramas são representados
significância do diagrama está na forma como eles se por círculos que se encobrem parcialmente. As partes
sobrepõem. As relações espaciais entre as regiões delimitadas referidas em um enunciado específico são marcadas com uma
por cada curva (sobreposição, contenção ou nenhuma) cor diferente. Eventualmente, os círculos são representados
correspondem relações teóricas (subconjunto interseção e como completamente inseridos dentro de um retângulo, que
disjunção). Cada curva de Euler divide o plano em duas regiões representa o conjunto universo daquele particular contexto (já
ou zonas estão: o interior, que representa simbolicamente os se buscou a existência de um conjunto universo que pudesse
elementos do conjunto, e o exterior, o que representa todos os abranger todos os conjuntos possíveis, mas Bertrand Russell
elementos que não são membros do conjunto. Curvas cujos mostrou que tal tarefa era impossível). A ideia de conjunto
interiores não se cruzam representam conjuntos disjuntos. universo é normalmente atribuída a Lewis Carroll. Do mesmo
Duas curvas cujos interiores se interceptam representam modo, espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos
conjuntos que têm elementos comuns, a zona dentro de ambas representam a sua intersecção, ao passo que a totalidade dos
as curvas representa o conjunto de elementos comuns a ambos espaços pertencentes a um ou outro conjunto indistintamente
os conjuntos (intersecção dos conjuntos). Uma curva que está representa sua união.
contido completamente dentro da zona interior de outro John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX,
representa um subconjunto do mesmo. ampliando e formalizando desenvolvimentos anteriores de
Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de Leibniz e Euler. E, na década de 1960, eles foram incorporados
diagramas de Euler. Um diagrama de Venn deve conter todas ao currículo escolar de matemática. Embora seja simples
as possíveis zonas de sobreposição entre as suas curvas, construir diagramas de Venn para dois ou três conjuntos,
representando todas as combinações de inclusão / exclusão de surgem dificuldades quando se tenta usá-los para um número
seus conjuntos constituintes, mas em um diagrama de Euler maior. Algumas construções possíveis são devidas ao próprio
algumas zonas podem estar faltando. Essa falta foi o que John Venn e a outros matemáticos como Anthony W. F.
motivou Venn a desenvolver seus diagramas. Existia a Edwards, Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além disso,
necessidade de criar diagramas em que pudessem ser encontram-se em uso outros diagramas similares aos de Venn,
observadas, por meio de suposição, quaisquer relações entre entre os quais os de Euler, Johnston, Pierce e Karnaugh.
as zonas não apenas as que são “verdadeiras”.
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) são Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo:
largamente utilizados para ensinar a teoria dos conjuntos no suponha-se que o conjunto A representa os animais bípedes e
campo da matemática ou lógica matemática no campo da o conjunto B representa os animais capazes de voar. A área
lógica. Eles também podem ser utilizados para representar onde os dois círculos se sobrepõem, designada por intersecção
relacionamentos complexos com mais clareza, já que A e B ou intersecção A-B, conteria todas as criaturas que ao
representa apenas as relações válidas. Em estudos mais mesmo tempo podem voar e têm apenas duas pernas motoras.
aplicados esses diagramas podem ser utilizados para provar /
analisar silogismos que são argumentos lógicos para que se
possa deduzir uma conclusão.

Diagramas de Venn
Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usados
em matemática para simbolizar graficamente propriedades, Considere-se agora que cada espécie viva está
axiomas e problemas relativos aos conjuntos e sua teoria. Os representada por um ponto situado em alguma parte do
respetivos diagramas consistem de curvas fechadas simples diagrama. Os humanos e os pinguins seriam marcados dentro
desenhadas sobre um plano, de forma a simbolizar os do círculo A, na parte dele que não se sobrepõe com o círculo
conjuntos e permitir a representação das relações de pertença B, já que ambos são bípedes mas não podem voar. Os
entre conjuntos e seus elementos (por exemplo, 4 {3,4,5}, mas mosquitos, que voam mas têm seis pernas, seriam
4 ∉ {1,2,3,12}) e relações de continência (inclusão) entre os representados dentro do círculo B e fora da sobreposição. Os
conjuntos (por exemplo, {1, 3} ⊂ {1, 2, 3, 4}). Assim, duas canários, por sua vez, seriam representados na intersecção A-
curvas que não se tocam e estão uma no espaço interno da B, já que são bípedes e podem voar. Qualquer animal que não
outra simbolizam conjuntos que possuem continência; ao fosse bípede nem pudesse voar, como baleias ou serpentes,
passo que o ponto interno a uma curva representa um seria marcado por pontos fora dos dois círculos.
elemento pertencente ao conjunto. Assim, o diagrama de dois conjuntos representa quatro
Os diagramas de Venn são construídos com coleções de áreas distintas (a que fica fora de ambos os círculos, a parte de
curvas fechadas contidas em um plano. O interior dessas cada círculo que pertence a ambos os círculos (onde há
curvas representa, simbolicamente, a coleção de elementos do sobreposição), e as duas áreas que não se sobrepõem, mas
conjunto. De acordo com Clarence Irving Lewis, o “princípio estão em um círculo ou no outro):
desses diagramas é que classes (ou conjuntos) sejam - Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem
representadas por regiões, com tal relação entre si que todas sobreposição).
as relações lógicas possíveis entre as classes possam ser - Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem
indicadas no mesmo diagrama. Isto é, o diagrama deixa espaço sobreposição).
para qualquer relação possível entre as classes, e a relação - Animais que possuem duas pernas e voam

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(sobreposição).
- Animais que não possuem duas pernas e não voam
(branco - fora).

Essas configurações são representadas, respectivamente,


pelas operações de conjuntos: diferença de A para B, diferença
de B para A, intersecção entre A e B, e conjunto complementar
de A e B. Cada uma delas pode ser representada como as Complementar de A em U: AC = U \ A
seguintes áreas (mais escuras) no diagrama:

Complementar de B em U: BC = U \ B
Diferença de A para B: A\B

Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn focou-


se sobretudo nos diagramas de três conjuntos. Alargando o
exemplo anterior, poderia-se introduzir o conjunto C dos
animais que possuem bico. Neste caso, o diagrama define sete
áreas distintas, que podem combinar-se de 256 (28) maneiras
diferentes, algumas delas ilustradas nas imagens seguintes.

Diferença de B para A: B\A

Diagrama de Venn mostrando todas as intersecções


Intersecção de dois conjuntos: AB
possíveis entre A, B e C.

Complementar de dois conjuntos: U \ (AB)


União de três conjuntos: ABC
Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas de 16
formas diferentes. Por exemplo, pode-se perguntar sobre os
animais que voam ou tem duas patas (pelo menos uma das
características); tal conjunto seria representado pela união de
A e B. Já os animais que voam e não possuem duas patas mais
os que não voam e possuem duas patas, seriam representados
pela diferença simétrica entre A e B. Estes exemplos são
mostrados nas imagens a seguir, que incluem também outros
dois casos.

Intersecção de três conjuntos: ABC

União de dois conjuntos: AB

A \ (B U C)

Diferença Simétrica de dois conjuntos: AB

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2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então temos


somente a representação:
Todo A é B. É falsa.
Algum A é B. É falsa.
(B U C) \ A Algum A não é B. É verdadeira.
PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as
- Todo A é B
quatro representações possíveis:
- Nenhum A é B
- Algum A é B e
- Algum A não é B

Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A é


um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido em B.
Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo
B é A. Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os
conjuntos A e B são disjuntos, isto é ,não tem elementos em
comum. Atenção: dizer que Nenhum A é B é logicamente
equivalente a dizer que Nenhum B é A.
Por convenção universal em Lógica, proposições da forma
Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um Nenhum A é B. É falsa.
elemento em comum com o conjunto B. Contudo, quando Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em 1 e
dizemos que Algum A é B, pressupomos que nem todo A é B. 2).
Entretanto, no sentido lógico de algum, está perfeitamente Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa
correto afirmar que “alguns de meus colegas estão me (em 3 e 4) – é indeterminada.
elogiando”, mesmo que todos eles estejam. Dizer que Algum A
é B é logicamente equivalente a dizer que Algum B é A. 4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as
Também, as seguintes expressões são equivalentes: Algum A é três representações possíveis:
B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o
conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao
conjunto B. Temos as seguintes equivalências: Algum A não é B
= Algum A é não B = Algum não B é A. Mas não é equivalente a
Algum B não é A. Nas proposições categóricas, usam-se
também as variações gramaticais dos verbos ser e estar, tais
como é ,são ,está ,foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e B.
- Todo A é B = Todo A não é não B.
- Algum A é B = Algum A não é não B.
- Nenhum A é B = Nenhum A não é não B. Todo A é B. É falsa.
- Todo A é não B = Todo A não é B. Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em 1 e
- Algum A é não B = Algum A não é B. 2 – é indeterminada).
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B. Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em 1 e
- Nenhum A é B = Todo A é não B. 2 – é ideterminada).
- Todo A é B = Nenhum A é não B.
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-versa). Questões
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-
versa). 01. Represente por diagrama de Venn-Euler
(A) Algum A é B
Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas (B) Algum A não é B
Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das (C) Todo A é B
proposições categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum A é B, (D) Nenhum A é B
Algum A é B e Algum A não é B, pode-se inferir de imediato a
verdade ou a falsidade de algumas ou de todas as outras. 02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC)
Considerando “todo livro é instrutivo” como uma proposição
1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então temos as verdadeira, é correto inferir que:
duas representações possíveis: (A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição
necessariamente verdadeira.
(B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição
necessariamente verdadeira.
(C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição
verdadeira ou falsa.
(D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira
Nenhum A é B. É falsa. ou falsa.
Algum A é B. É verdadeira. (E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição
Algum A não é B. É falsa. necessariamente verdadeira.

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03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam Passo 1: 60 tocam os dois instrumentos, portanto, após
instrumentos de sopro, 160 tocam instrumentos de corda e 60 fazermos o diagrama, este número vai no meio.
tocam esses dois tipos de instrumentos. Quantos músicos Passo 2:
desta Filarmônica tocam: a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os que só
(A) instrumentos de sopro ou de corda? tocam corda são, portanto 160 - 60 = 100
(B) somente um dos dois tipos de instrumento? b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180
(C) instrumentos diferentes dos dois citados? Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos acima:

04. (TTN - ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e que


“Nenhum G é R”, então é necessariamente verdadeiro que:
(A) algum A não é G;
(B) algum A é G.
(C) nenhum A é G;
Com o diagrama completamente preenchido, fica fácil
(D) algum G é A;
achara as respostas: Quantos músicos desta Filarmônica
(E) nenhum G é A;
tocam:
a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do
05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol mas
problema: 100 + 60 + 180 = 340
não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não
b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 + 180 =
praticam futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. Ao todo,
280
existem 17 alunos que não praticam futebol. O número de
c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 - 340 =
alunos da classe é:
160
(A) 30.
(B) 35.
04. Esta questão traz, no enunciado, duas proposições
(C) 37.
categóricas:
(D) 42.
- Alguns A são R
(E) 44.
- Nenhum G é R
Devemos fazer a representação gráfica de cada uma delas
Respostas
por círculos para ajudar-nos a obter a resposta correta. Vamos
iniciar pela representação do Nenhum G é R, que é dada por
01.
dois círculos separados, sem nenhum ponto em comum.
(A)

(B) Como já foi visto, não há uma representação gráfica única


para a proposição categórica do Alguns A são R, mas
geralmente a representação em que os dois círculos se
interceptam (mostrada abaixo) tem sido suficiente para
resolver qualquer questão.
(C)

Agora devemos juntar os desenhos das duas proposições


(D) categóricas para analisarmos qual é a alternativa correta.
Como a questão não informa sobre a relação entre os
conjuntos A e G, então teremos diversas maneiras de
representar graficamente os três conjuntos (A, G e R). A
alternativa correta vai ser aquela que é verdadeira para
02. Resposta: B quaisquer dessas representações. Para facilitar a solução da
questão não faremos todas as representações gráficas
possíveis entre os três conjuntos, mas sim, uma (ou algumas)
representação(ões) de cada vez e passamos a analisar qual é a
alternativa que satisfaz esta(s) representação(ões), se
tivermos somente uma alternativa que satisfaça, então já
A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é achamos a resposta correta, senão, desenhamos mais outra
instrutivo” implica a total dissociação entre os diagramas. E representação gráfica possível e passamos a testar somente as
estamos com a situação inversa. A opção “B” é perfeitamente alternativas que foram verdadeiras. Tomemos agora o
correta. Percebam como todos os elementos do diagrama seguinte desenho, em que fazemos duas representações, uma
“livro” estão inseridos no diagrama “instrutivo”. Resta em que o conjunto A intercepta parcialmente o conjunto G, e
necessariamente perfeito que algum livro é instrutivo. outra em que não há intersecção entre eles.

03. Seja C o conjunto dos músicos que tocam instrumentos


de corda e S dos que tocam instrumentos de sopro. Chamemos
de F o conjunto dos músicos da Filarmônica. Ao resolver este
tipo de problema faça o diagrama, assim você poderá
visualizar o problema e sempre comece a preencher os dados Teste das alternativas:
de dentro para fora. Teste da alternativa “A” (algum A não é G). Observando os

Raciocínio Lógico 19
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desenhos dos círculos, verificamos que esta alternativa é O princípio multiplicativo ou fundamental da
verdadeira para os dois desenhos de A, isto é, nas duas contagem constitui a ferramenta básica para resolver
representações há elementos em A que não estão em G. problemas de contagem sem que seja necessário enumerar
Passemos para o teste da próxima alternativa. seus elementos, através da possibilidades dadas.
Teste da alternativa “B” (algum A é G). Observando os
desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A Exemplos:
que está mais à direita, esta alternativa não é verdadeira, isto 1) Imagine que, na cantina de sua escola, existem cinco
é, tem elementos em A que não estão em G. Pelo mesmo motivo opções de suco de frutas: pêssego, maçã, morango, caju e
a alternativa “D” não é correta. Passemos para a próxima. mamão. Você deseja escolher apenas um desses sucos, mas
Teste da alternativa “C” (Nenhum A é G). Observando os deverá decidir também se o suco será produzido com água ou
desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A leite. Escolhendo apenas uma das frutas e apenas um dos
que está mais à esquerda, esta alternativa não é verdadeira, acompanhamentos, de quantas maneiras poderá pedir o suco?
isto é, tem elementos em A que estão em G. Pelo mesmo motivo
a alternativa “E” não é correta. Portanto, a resposta é a
alternativa “A”.

05. Resposta: E.

n = 20 + 7 + 8 + 9
n = 44 2) Para ir da sua casa (cidade A) até a casa do seu de um
amigo Pedro (que mora na cidade C) João precisa pegar duas
conduções: A1 ou A2 ou A3 que saem da sua cidade até a B e
Princípios da contagem e B1 ou B2 que o leva até o destino final C. Vamos montar o
probabilidade diagrama da árvore para avaliarmos todas as possibilidades:

ANÁLISE COMBINATÓRIA

A Análise Combinatória é a parte da Matemática que


desenvolve meios para trabalharmos com problemas de
contagem.

PRINCÍPIO ADITIVO E MULTIPLICATIVO (PRINCÍPIO


FUNDAMENTAL DA CONTAGEM-PFC)
De forma resumida, e rápida podemos também montar
O princípio aditivo é quando tendo possibilidade através do princípio multiplicativo o número de
distintas as quais precisamos adicionar as possibilidades. possibilidades:
Vejamos o exemplo:

2 x 3 = 6

3) De sua casa ao trabalho, Silvia pode ir a pé, de ônibus ou


de metrô. Do trabalho à faculdade, ela pode ir de ônibus, metrô,
trem ou pegar uma carona com um colega.
De quantos modos distintos Silvia pode, no mesmo dia, ir
de casa ao trabalho e de lá para a faculdade?
O cardápio de determinada escola é constituído de uma
fruta e uma bebida. De quantas maneiras podemos escolher Vejamos, o trajeto é a junção de duas etapas:
um de cada opção? 1º) Casa → Trabalho: ao qual temos 3 possibilidades
Para as frutas temos... 5 2º) Trabalho → Faculdade: 4 possibilidades.
Bebidas........................2 Multiplicando todas as possibilidades (pelo PFC), teremos:
Como precisamos escolher uma de cada, logo somamos as 3 x 4 = 12.
possibilidades. No total Silvia tem 12 maneiras de fazer o trajeto casa –
5+2=7 trabalho – faculdade.

Podemos dizer que, um evento B pode ser feito de n


maneiras, então, existem m • n maneiras de fazer e executar
o evento B.

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FATORIAL DE UM NÚMERO NATURAL Utilizando a fórmula da permutação temos:


Produtos em que os fatores chegam sucessivamente até a n = 4 (letras)
unidade são chamados fatoriais. P4! = 4! = 4 . 3 . 2 . 1! = 24 . 1! (como sabemos 1! = 1) →24 .
Matematicamente: 1 = 24 anagramas
Dado um número natural n, sendo n є N e n ≥ 2, temos:
n! = n. (n – 1 ). (n – 2). ... . 1 - Combinação simples: agrupamento de n elementos
Onde: distintos, tomados p a p, sendo p ≤ n. O que diferencia a
n! é o produto de todos os números naturais de 1 até n (lê- combinação do arranjo é que a ordem dos elementos não é
se: “n fatorial”) importante.
Por convenção temos que: Exemplo:
0! = 1 Uma escola tem 7 professores de Matemática. Quatro deles
1! = 1 deverão representar a escola em um congresso. Quantos
grupos de 4 professores são possíveis?
Exemplo:
De quantas maneiras podemos organizar 8 alunos em uma
fila.
Observe que vamos utilizar a mesma quantidade de alunos
na fila nas mais variadas posições:

Observe que sendo 7 professores, se invertermos um deles


Temos que 8! = 8.7.6.5.4.3.2.1 = 40320 de posição não alteramos o grupo formado, os grupos
formados são equivalentes. Para o exemplo acima temos ainda
- Arranjo simples: agrupamentos simples de n elementos as seguintes possibilidades que podemos considerar sendo
distintos tomados(agrupados) p a p. Aqui a ordem dos seus como grupo equivalentes.
elementos é o que diferencia. P1, P2, P4, P3 – P2, P1, P3, P4 – P3, P1, P2, P4 – P2, P4, P3,
Exemplo: P4 – P4, P3, P1, P2 ...
Dados o conjunto S formado pelos números S= {1,2,3,4,5,6}
quantos números de 3 algarismos podemos formar com este Com isso percebemos que a ordem não é importante!
conjunto? Vamos então utilizar a fórmula para agilizar nossos
cálculos:
𝑨𝒏, 𝒑 𝒏!
𝑪𝒏, 𝒑 = → 𝑪𝒏, 𝒑 =
𝒑! (𝒏 − 𝒑)! 𝒑!

Aqui dividimos novamente por p, para desconsiderar


todas as sequências repetidas (P1, P2, P3, P4 = P4, P2, P1, P3=
P3, P2, P4, P1=...).
Aplicando a fórmula:
Observe que 123 é diferente de 321 e assim n! 7! 7! 7.6.5.4!
sucessivamente, logo é um Arranjo. Cn, p = → C7,4 = = =
(n − p)! p! (7 − 4)! 4! 3! 4! 3! 4!
Se fossemos montar todos os números levaríamos muito
tempo, para facilitar os cálculos vamos utilizar a fórmula do 210 210
arranjo. = = = 35 grupos de professores
3.2.1 6
Pela definição temos: A n,p (Lê-se: arranjo de n elementos
tomados p a p). - Combinação circular: aqui os elementos estão dispostos
Então: em uma circunferência. Exemplo:
𝒏! Considerando dez pontos sobre uma circunferência,
𝑨𝒏, 𝒑 =
(𝒏 − 𝒑)! quantas cordas podem ser construídas com extremidades em
dois desses pontos?
Utilizando a fórmula:
Onde n = 6 e p = 3
n! 6! 6! 6.5.4.3!
An, p = → A6,3 = = = = 120
(n − p)! (6 − 3)! 3! 3!
Então podemos formar com o conjunto S, 120 números
com 3 algarismos.

- Permutação simples: sequência ordenada de n


elementos distintos (arranjo), ao qual utilizamos todos os
elementos disponíveis, diferenciando entre eles apenas a
ordem.
Pn! = n!
Uma corda fica determinada quando escolhemos dois
Exemplo:
pontos entre os dez.
Quantos anagramas podemos formar com a palavra CALO?
Escolher (A,D) é o mesmo que escolher (D,A), então
sabemos que se trata de uma combinação.
Aqui temos então a combinação de 10 elementos tomados
2 a 2.

Raciocínio Lógico 21
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n! 10! 10! 10.9.8! 90 02. Seja N a quantidade máxima de números inteiros de


C10,2 = = = = =
(n − p)! p! (10 − 2)! 2! 8! 2! 8! 2! 2 quatro algarismos distintos, maiores do que 4000, que podem
ser escritos utilizando-se apenas os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5 e
45 cordas 6.
O valor de N é:
- Permutação com repetição: Na permutação com (A) 120
repetição, como o próprio nome indica, as repetições são (B) 240
permitidas e podemos estabelecer uma fórmula que relacione (C) 360
o número de elementos, n, e as vezes em que o mesmo (D) 480
elemento aparece.
𝒏! 03. Com 12 fiscais, deve-se fazer um grupo de trabalho com
𝑷𝒏(∝,𝜷,𝜸,… ) = … 3 deles. Como esse grupo deverá ter um coordenador, que
𝜶! 𝜷! 𝜸!
pode ser qualquer um deles, o número de maneiras distintas
Com α + β + γ + ... ≤ n possíveis de se fazer esse grupo é:
(A) 4
Exemplo: (B) 660
Quantos são os anagramas da palavra ARARA? (C) 1 320
n=5 (D) 3 960
α = 3 (temos 3 vezes a letra A)
β = 2 (temos 2 vezes a letra R) 04. Um heptaminó é um jogo formado por diversas peças
com as seguintes características:
Equacionando temos: • Cada peça contém dois números do conjunto {0, 1, 2, 3, 4,
𝒏! 𝟓! 𝟓. 𝟒. 𝟑! 𝟓. 𝟒 5,6, 7}.
𝑷𝒏(∝,𝜷,𝜸,… ) = … → 𝒑𝟓(𝟑,𝟐) = = = • Todas as peças são diferentes.
𝜶! 𝜷! 𝜸! 𝟑! 𝟐! 𝟑! 𝟐! 𝟐. 𝟏
• Escolhidos dois números (iguais ou diferentes) do
𝟐𝟎 conjunto acima, existe uma, e apenas uma, peça formada por
= = 𝟏𝟎 𝒂𝒏𝒂𝒈𝒓𝒂𝒎𝒂𝒔 esses números.
𝟐
A figura a seguir mostra exemplos de peças do heptaminó.
- Permutação circular: a permutação circular com
repetição pode ser generalizada através da seguinte forma:

𝑷𝒄𝒏 = (𝒏 − 𝟏)!
O número de peças do heptaminó é
Exemplo: (A) 36.
De quantas maneiras 5 meninas que brincam de roda (B) 40.
podem formá-la? (C) 45.
Fazendo um esquema, observamos que são posições (D) 49.
iguais: (E) 56.

05. Renato é mais velho que Jorge de forma que a razão


entre o número de anagramas de seus nomes representa a
diferença entre suas idades. Se Jorge tem 20 anos, a idade de
Renato é
(A) 24.
(B) 25.
(C) 26.
O total de posições é 5! e cada 5 representa uma só
(D) 27.
permutação circular. Assim, o total de permutações circulares
(E) 28.
será dado por:
5! 5.4!
𝑃𝑐 5 = = = 4! = 4.3.2.1 = 24 Respostas
5 5
Referências 01. Resposta: B.
IEZZI, Gelson – Matemática – Volume Único A questão trata-se de princípio fundamental da contagem,
FILHO, Begnino Barreto; SILVA,Claudio Xavier da – Matemática – Volume logo vamos enumerar todas as possibilidades de fazermos o
Único - FTD
BOSQUILHA, Alessandra - Minimanual compacto de matemática: teoria e
pedido:
prática: ensino médio / Alessandra Bosquilha, Marlene Lima Pires Corrêa, Tânia 6 x 4 x 4 x 5 = 480 maneiras.
Cristina Neto G. Viveiro. -- 2. ed. rev. -- São Paulo: Rideel, 2003.
02. Resposta: C.
Questões Pelo enunciado precisa ser um número maior que 4000,
logo para o primeiro algarismo só podemos usar os números
01. Em um restaurante os clientes têm a sua disposição, 6 4,5 e 6 (3 possibilidades). Como se trata de números distintos
tipos de carnes, 4 tipos de cereais, 4 tipos de sobremesas e 5 para o segundo algarismo poderemos usar os números (0,1,2,3
tipos de sucos. Se o cliente quiser pedir 1 tipo carne, 1 tipo de e também 4,5 e 6 dependo da primeira casa) logo teremos 7 –
cereal, 1 tipo de sobremesa e 1 tipo de suco, então o número 1 = 6 possibilidades. Para o terceiro algarismos teremos 5
de opções diferentes com que ele poderia fazer o seu pedido, possibilidades e para o último, o quarto algarismo, teremos 4
é: possibilidades, montando temos:
(A) 19
(B) 480
(C) 420
(D) 90

Raciocínio Lógico 22
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APOSTILAS OPÇÃO

Basta multiplicarmos todas as possibilidades: 3 x 6 x 5 x 4 Exemplo:


= 360. a) quando lançamos 3 moedas e observamos suas faces
Logo N é 360. voltadas para cima, sendo as faces da moeda cara (c) e coroa
(k), o espaço amostral deste experimento é:
03. Resposta: B. S = {(c,c,c); (c,c,k); (c,k,k); (c,k,c); (k,k,k,); (k,c,k); (k,c,c);
Esta questão trata-se de Combinação, pela fórmula temos: (k,k,c)}, onde o número de elementos do espaço amostral n(A)
n! =8
Cn, p =
(n − p)! p!
- Evento: é qualquer subconjunto de um espaço amostral
Onde n = 12 e p = 3 (S); muitas vezes um evento pode ser caracterizado por um
n! 12! 12! fato. Indicamos pela letra E.
Cn, p = → C12,3 = =
(n − p)! p! (12 − 3)! 3! 9! 3!
12.11.10.9! 1320 1320
= = = = 220
9! 3! 3.2.1 6

Como cada um deles pode ser o coordenado, e no grupo


tem 3 pessoas, logo temos 220 x 3 = 660.

04. Resposta: A. Exemplo:


Teremos 8 peças com números iguais. a) no lançamento de 3 moedas:
E1→ aparecer faces iguais
E1 = {(c,c,c);(k,k,k)}
O número de elementos deste evento E1 é n(E1) = 2

E2→ aparecer coroa em pelo menos 1 face


E2 = {(c,c,k); (c,k,k); (c,k,c); (k,k,k,); (k,c,k); (k,c,c); (k,k,c)}
Logo n(E2) = 7

Veremos agora alguns eventos particulares:


Depois, cada número com um diferente - Evento certo: que possui os mesmos elementos do
7+6+5+4+3+2+1 espaço amostral (todo conjunto é subconjunto de si mesmo);
8+7+6+5+4+3+2+1=36 E = S.
E: a soma dos resultados nos 2 dados ser menor ou igual a
05. Resposta: C. 12.
Anagramas de RENATO
______ - Evento impossível: evento igual ao conjunto vazio.
6.5.4.3.2.1=720 E: o número de uma das faces de um dado ser 7.
Anagramas de JORGE E: Ø
_____
5.4.3.2.1=120 - Evento simples: evento que possui um único elemento.
720
E: a soma do resultado de dois dados ser igual a 12.
Razão dos anagramas: =6 E: {(6,6)}
120
Se Jorge tem 20 anos, Renato tem 20+6=26 anos
- Evento complementar: se E é um evento do espaço
PROBABILIDADE amostral S, o evento complementar de E indicado por C tal que
C = S – E. Ou seja, o evento complementar é quando E não
A teoria das probabilidades surgiu no século XVI, com o ocorre.
estudo dos jogos de azar, tais como jogos de cartas e roleta. E1: o primeiro número, no lançamento de 2 dados, ser
Atualmente ela está intimamente relacionada com a Estatística menor ou igual a 2.
e com diversos ramos do conhecimento. E2: o primeiro número, no lançamento de 2 dados, ser
maior que 2.
Definições: S: espaço amostral é dado na tabela abaixo:
A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que
cria e desenvolve modelos matemáticos para estudar os
experimentos aleatórios. Alguns elementos são necessários
para efetuarmos os cálculos probabilísticos.
- Experimentos aleatórios: fenômenos que apresentam
resultados imprevisíveis quando repetidos, mesmo que as
condições sejam semelhantes.
Exemplos:
a) lançamento de 3 moedas e a observação das suas faces
voltadas para cima
E: {(1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (1,6), (2,1), (2,2), (2,3)
b) jogar 2 dados e observar o número das suas faces
(2,4), (2,5), (2,6)}
c) abrir 1 livro ao acaso e observar o número da suas faces.
Como, C = S – E
C = {(3,1), (3,2), (3,3), (3,4), (3,5), (3,6), (4,1), (4,2), (4,3),
- Espaço amostral: conjunto de todos os resultados
(4,4), (4,5), (4,6), (5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), (5,6), (6,1),
possíveis de ocorrer em um determinado experimento
(6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)}
aleatório. Indicamos esse conjunto por uma letra maiúscula: U,
S , A, Ω ... variando de acordo com a bibliografia estudada.

Raciocínio Lógico 23
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APOSTILAS OPÇÃO

- Eventos mutuamente exclusivos: dois ou mais eventos Para eventos mutuamente exclusivos, onde A ∩ B = Ø, a
são mutuamente exclusivos quando a ocorrência de um deles equação será:
implica a não ocorrência do outro. Se A e B são eventos
mutuamente exclusivos, então: A ∩ B = Ø.
Sejam os eventos:
A: quando lançamos um dado, o número na face voltada P (A U B) =
para cima é par. P(A) + P(B)
A = {2,4,6}
B: quando lançamos um dado, o número da face voltada
para cima é divisível por 5.
B = {5}
Exemplo:
Os eventos A e B são mutuamente exclusivos, pois A ∩ B =
A probabilidade de que a população atual de um país seja
Ø.
de 110 milhões ou mais é de 95%. A probabilidade de ser 110
milhões ou menos é de 8%. Calcule a probabilidade de ser 110
Probabilidade em espaços equiprováveis
milhões.
Considerando um espaço amostral S, não vazio, e um
Sendo P(A) a probabilidade de ser 110 milhões ou mais:
evento E, sendo E ⊂ S, a probabilidade de ocorrer o evento E é
P(A) = 95% = 0,95
o número real P (E), tal que:
Sendo P(B) a probabilidade de ser 110 milhões ou menos:
P(B) = 8% = 0,08
𝐧(𝐄)
𝐏(𝐄) = P (A ∩ B) = a probabilidade de ser 110 milhões: P (A ∩ B)
𝐧(𝐒) =?
P (A U B) = 100% = 1
Sendo 0 ≤ P(E) ≤ 1 e S um conjunto equiprovável, ou seja, Utilizando a regra da união de dois eventos, temos:
todos os elementos têm a mesma “chance de acontecer. P (A U B) = P(A) + P(B) – P (A ∩ B)
Onde: 1 = 0,95 + 0,08 - P (A ∩ B)
n(E) = número de elementos do evento E. P (A ∩ B) = 0,95 + 0,08 - 1
n(S) = número de elementos do espaço amostral S. P (A ∩ B) = 0,03 = 3%

Exemplo: Probabilidade condicional


Lançando-se um dado, a probabilidade de sair um número Vamos considerar os eventos A e B de um espaço amostral
ímpar na face voltada para cima é obtida da seguinte forma: S, definimos como probabilidade condicional do evento A,
S = {1, 2, 3, 4, 5, 6} n(S) = 6 𝐴
tendo ocorrido o evento B e indicado por P(A | B) ou 𝑃 ( ), a
E = {1, 3, 5} n(E) = 3 𝐵
razão:
n(E) 3 1
P(E) = = = = 0,5 𝑜𝑢 50% 𝒏(𝑨 ∩ 𝑩) 𝑷(𝑨 ∩ 𝑩)
n(S) 6 2 𝑷(𝑨|𝑩) = =
𝒏(𝑩) 𝑷(𝑩)
Probabilidade da união de dois eventos
Vamos considerar A e B dois eventos contidos em um Lemos P (A | B) como: a probabilidade de A “dado que” ou
mesmo espaço amostral A, o número de elementos da reunião “sabendo que” a probabilidade de B.
de A com B é igual ao número de elementos do evento A Exemplo:
somado ao número de elementos do evento B, subtraindo o No lançamento de 2 dados, observando as faces de cima,
número de elementos da intersecção de A com B. para calcular a probabilidade de sair o número 5 no primeiro
dado, sabendo que a soma dos 2 números é maior que 7.
Montando temos:
S = {(1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (1,6), (2,1), (2,2), (2,3),
(2,4), (2,5), (2,6), (3,1), (3,2), (3,3), (3,4), (3,5), (3,6), (4,1),
(4,2), (4,3), (4,4), (4,5), (4,6), (5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5),
(5,6), (6,1), (6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)}
Evento A: o número 5 no primeiro dado.
A = {(5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), (5,6)}
Sendo n(S) o número de elementos do espaço amostral, Evento B: a soma dos dois números é maior que 7.
vamos dividir os dois membros da equação por n(S) a fim de B = {(2,6), (3,5), (3,6), (4,4), (4,5), (4,6), (5,3), (5,4), (5,5),
obter a probabilidade P (A U B). (5,6), (6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)}
𝑛(𝐴 ∪ 𝐵) 𝑛(𝐴) 𝑛(𝐵) 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵)
= + −
𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆) A ∩ B = {(5,3), (5,4), (5,5), (5,6)}
P (A ∩ B) = 4/36
P(B) = 15/36
P (A U B) = Logo:
P(A) + P(B) – P 4
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) 36 4 36 4
(A ∩ B) 𝑃(𝐴|𝐵) = = = . =
𝑃(𝐵) 15 36 15 15
36

Probabilidade de dois eventos simultâneos (ou


sucessivos)
A probabilidade de ocorrer P (A ∩ B) é igual ao produto de
um deles pela probabilidade do outro em relação ao primeiro.
Isto significa que, para se avaliar a probabilidade de ocorrem
dois eventos simultâneos (ou sucessivos), que é P (A ∩ B), é

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APOSTILAS OPÇÃO

preciso multiplicar a probabilidade de ocorrer um deles P(B) elementos e de (n – k) elementos, em outras palavras isso
pela probabilidade de ocorrer o outro, sabendo que o primeiro significa:
já ocorreu P (A | B).
Sendo: 𝑃𝑛 [𝑘,(𝑛−𝑘)] =
𝑛!
= (𝑛𝑘), logo a probabilidade de ocorrer k
𝐏(𝐀 ∩ 𝐁) 𝐏(𝐀 ∩ 𝐁) 𝑘.(𝑛−𝑘)!
𝐏(𝐀|𝐁) = 𝐨𝐮 𝐏(𝐁|𝐀) = vezes o evento E no n experimentos é dada:
𝐏(𝐁) 𝐏(𝐀)
𝒏
- Eventos independentes: dois eventos A e B de um 𝒑 = ( ) . 𝒑𝒌 . 𝒒𝒏−𝒌
𝒌
espaço amostral S são independentes quando P(A|B) = P(A) ou
P(B|A) = P(B). Sendo os eventos A e B independentes, temos: A lei binomial deve ser aplicada nas seguintes condições:

P (A ∩ B) = P(A). P(B) - O experimento deve ser repetido nas mesmas condições


as n vezes.
Exemplo: - Em cada experimento devem ocorrer os eventos E e 𝐸̅ .
Lançando-se simultaneamente um dado e uma moeda, - A probabilidade do E deve ser constante em todas as n
determine a probabilidade de se obter 3 ou 5 na dado e cara na vezes.
moeda. - Cada experimento é independente dos demais.
Sendo, c = coroa e k = cara.
Exemplo:
S = {(1,c), (1,k), (2,c), (2,k), (3,c), (3,k), (4,c), (4,k), (5,c), Lançando-se uma moeda 4 vezes, qual a probabilidade de
(5,k), (6,c), (6,k)} ocorrência 3 caras?
Evento A: 3 ou 5 no dado Está implícito que ocorrerem 3 caras deve ocorrer uma
A = {(3,c), (3,k), (5,c), (5,k)} coroa. Umas das possíveis situações, que satisfaz o problema,
4 1 pode ser:
𝑃(𝐴) = =
12 3

Evento B: cara na moeda


B = {(1,k), (2,k), (3,k), (4,k), (5,k), (6,k)}
6 1 Temos que:
𝑃(𝐵) = =
12 2 n=4
k=3
Os eventos são independentes, pois o fato de ocorrer o 1 1
̅̅̅ = 1 −
𝑃(𝐸) = , 𝑃(𝐸)
evento A não modifica a probabilidade de ocorrer o evento B.