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Demonstrações financeiras

Natura Cosméticos S.A.


31 de dezembro de 2017
Índice

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras individuais e


consolidadas 3

Balanços patrimoniais 9

Demonstrações do resultado 10

Demonstrações do resultado abrangente 11

Demonstração das mutações do patrimônio líquido 12

Demonstrações dos fluxos de caixa 13

Demonstrações do valor adicionado 14

Notas explicativas às informações contábeis intermediárias individuais e consolidadas 15


 
 

KPMG Auditores Independentes


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Relatório dos auditores independentes sobre as


demonstrações financeiras individuais e
consolidadas

Aos Acionistas, Conselheiros e Administradores da


Natura Cosméticos S.A.
São Paulo - SP

Opinião
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Natura
Cosméticos S.A. (Sociedade), identificadas como controladora e consolidado,
respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2017 e
as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do
patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as
correspondentes notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e
outras informações elucidativas.

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam


adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira,
individual e consolidada, da Natura Cosméticos S.A. em 31 de dezembro de 2017, o
desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de
caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as
práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório
financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

Base para opinião


Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de
auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas
na seção a seguir intitulada “Responsabilidades dos auditores pela auditoria das
demonstrações financeiras individuais e consolidadas”. Somos independentes em relação
à Sociedade e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos
no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo
Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas
de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente
e apropriada para fundamentar nossa opinião.

KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma- KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the
membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG
International Cooperative (“KPMG International”), uma entidade suíça. International Cooperative (“KPMG International”), a Swiss entity.
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Principais assuntos de auditoria

Principais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram
os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram
tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e
consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações
financeiras individuais e consolidadas e, portanto, não expressamos uma opinião separada
sobre esses assuntos.

1. Combinação de negócios (Nota explicativa 4 - Consolidado)


Em setembro de 2017, a Sociedade adquiriu o controle da The Body Shop International
PLC. (TBS) que tem como atividade a comercialização de produtos cosméticos sob a
marca “The Body Shop”, substancialmente, por meio de vendas realizadas no mercado de
varejo em lojas físicas próprias e franqueadas. Consideramos que as estimativas
associadas com a contabilização de uma aquisição de negócios envolvem um risco
significativo uma vez que há julgamentos relevantes na determinação inicial do valor justo
de ativos e passivos identificados nesta transação.

Como nossa auditoria conduziu esse assunto


Analisamos os contratos de aquisição da TBS e, com auxílio dos nossos especialistas em
finanças corporativas e em avaliação de ativos, avaliamos as principais premissas e
metodologia utilizadas pela Sociedade na determinação e reconhecimento inicial do valor
justo de ativos e passivos adquiridos relacionados à aquisição, com base em nosso
conhecimento sobre a Sociedade e indústria em que opera. Comparamos os cálculos
realizados com dados externos e históricos para analisar a razoabilidade do valor justo.
Efetuamos ainda a avaliação da objetividade, independência e capacidade técnica dos
especialistas externos contratados pela Sociedade para assistência na identificação e
mensuração de valor justo dos ativos e passivos identificados na transação. Também
consideramos a adequação das divulgações feitas nas demonstrações financeiras.

No decorrer da nossa auditoria identificamos ajustes que afetaram a mensuração da


combinação de negócios, os quais foram registrados pela administração. O resultado dos
nossos procedimentos foi satisfatório e consideramos aceitáveis os valores apurados na
contabilização e divulgação da combinação de negócios no contexto das demonstrações
financeiras consolidadas tomadas em conjunto referentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2017.

2. Valor recuperável de ágio na aquisição da Emeis Holding Pty Ltd. (“Aesop”) (Nota
explicativa 15 - Consolidado)
A Sociedade mantém em seu balanço patrimonial valores relevantes referentes a aquisição
Aesop (Austrália). O controle desta entidade foi adquirido em 2013 a qual está em
processo de expansão de suas operações. A estimativa do valor recuperável do ágio desta
aquisição envolve julgamentos significativos na determinação de premissas tais como
taxas de crescimento e de desconto utilizados na determinação de fluxos de caixas futuros.

Como nossa auditoria conduziu esse assunto


Com o auxílio de especialistas internos em finanças corporativas, avaliamos a
razoabilidade das premissas utilizadas na preparação das projeções de fluxos de caixa
para determinação do valor recuperável, incluindo taxas de crescimento e de desconto
assim como comparação dessas premissas com informações do mercado e levando em
consideração nosso conhecimento sobre a Sociedade e a indústria em que opera.
Também consideramos a adequação das divulgações feitas nas demonstrações
financeiras.

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O resultado dos nossos procedimentos foi satisfatório e consideramos aceitável o saldo do


ágio sobre a aquisição de negócios acima mencionada no contexto das demonstrações
financeiras consolidadas tomadas em conjunto referentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2017.

3. Obrigações tributárias e contingências fiscais (Nota explicativa 18 e 19 - Individual e


Consolidado)
Existem leis e regulamentos tributários no Brasil que possuem elevado grau de
complexidade, gerando incertezas quanto à sua aplicação e podendo ocasionar litígios
com a União e Estados. Dentro do processo periódico de avaliação de estimativas, a
Sociedade efetuou em 2017 análise dos prognósticos de perdas de determinadas posições
fiscais, relacionadas a Pis, Cofins, IPI - Imposto sobre produtos industrializados, ICMS
substituição tributária (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e Imposto de
Renda e Contribuição Social.

As estimativas associadas com o reconhecimento, mensuração e divulgação das


obrigações e provisões fiscais e dos passivos contingentes requerem julgamento da
Sociedade. Tendo em vista a materialidade dos valores envolvidos e as incertezas quanto
ao desfecho de determinadas posições fiscais, consideramos a contabilização e divulgação
relacionadas a tais assuntos como um risco significativo.

Como nossa auditoria conduziu esse assunto


Nossos procedimentos incluíram a avaliação da suficiência das obrigações tributárias,
provisões para contingências fiscais reconhecidas e divulgação dos passivos contingentes,
por meio do entendimento dos critérios e premissas utilizados em seu processo de
avaliação, considerando ainda a avaliação dos assessores jurídicos internos e externos da
Sociedade, por meio de confirmações externas e análises de opiniões legais sobre temas
específicos como IPI equiparação industrial, ICMS na base de cálculo do Pis e da Cofins,
ICMS substituição tributária, assim como o envolvimento de nossos especialistas jurídico e
tributário na análise de determinados assuntos fiscais da Sociedade. Também
consideramos a adequação das divulgações feitas nas demonstrações financeiras.

No decorrer da nossa auditoria identificamos ajustes que afetaram a mensuração das


obrigações tributárias registradas, os quais foram registrados pela administração. Como
resultado de nossos trabalhos consideramos aceitáveis os saldos de obrigações tributárias
e provisões para contingências fiscais registradas bem como as divulgações de passivos
contingentes no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas
tomadas em conjunto referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2017.

Outros assuntos

Demonstrações do valor adicionado


As demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA) referentes ao
exercício o findo em 31 de dezembro de 2017, elaboradas sob a responsabilidade da
administração da Sociedade, e apresentadas como informação suplementar para fins de
IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a
auditoria das demonstrações financeiras da Sociedade. Para a formação de nossa opinião,
avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras e
registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com
os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor
Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram
adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios
definidos nesse Pronunciamento Técnico e são consistentes em relação às demonstrações
financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.

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Demonstrações financeiras de períodos anteriores examinadas por outro auditor


independente
O balanço patrimonial individual e consolidado em 31 de dezembro de 2016 e as
demonstrações individuais e consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das
mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa e respectivas notas explicativas para
o exercício findo nessa data, apresentados como valores correspondentes nas
demonstrações financeiras individuais e consolidadas do exercício corrente, foram
anteriormente auditados por outros auditores independentes, que emitiram relatório datado
em 14 de março de 2018, sem modificação. Os valores correspondentes relativos às
demonstrações individual e consolidada do valor adicionado, referentes ao exercício findo
em 31 de dezembro de 2016, foram submetidos aos mesmos procedimentos de auditoria
por aqueles auditores independentes e, com base em seu exame, aqueles auditores
emitiram relatório sem modificação.

Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras individuais e


consolidadas e o relatório do auditor
A administração da Sociedade é responsável por essas outras informações que
compreendem o Relatório da Administração.

Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange


o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria
sobre esse relatório.

Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas,


nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se
esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras
ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar
distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há
distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse
fato. Não temos nada a relatar a este respeito.

Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações


financeiras individuais e consolidadas
A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas
pelo International Accounting Standards Board (IASB), e pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras
livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a administração


é responsável pela avaliação da capacidade de a Sociedade continuar operando,
divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade
operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a
não ser que a administração pretenda liquidar a Sociedade e suas controladas ou cessar
suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das
operações.

Os responsáveis pela governança da Sociedade e suas controladas são aqueles com


responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações
financeiras.

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Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras


individuais e consolidadas
Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras
individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante,
independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo
nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia
de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de
auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções
podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando,
individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável,
as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações
financeiras.

Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de


auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo
da auditoria. Além disso:

 Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras


individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos
e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos
evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de
não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de
erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio,
falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.

 Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos
procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de
expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Sociedade e suas
controladas.

 Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas


contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.

 Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de


continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe
incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida
significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Sociedade e suas
controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em
nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações
financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as
divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências
de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras
podem levar a Sociedade e suas controladas a não mais se manterem em continuidade
operacional.

 Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras,


inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas
representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o
objetivo de apresentação adequada.

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 Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações


financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião
sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela
direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela
opinião de auditoria.

Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos,


do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria,
inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos
durante nossos trabalhos.

Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos


com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e
comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar,
consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas
salvaguardas.

Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança,
determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das
demonstrações financeiras do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os
principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de
auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto,
ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não
deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal
comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da
comunicação para o interesse público.

São Paulo, 14 de março de 2018

KPMG Auditores Independentes


CRC 2SP014428/O-6

Rogério Hernandez Garcia


Contador CRC 1SP213431/O-5

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NATURA COSMÉTICOS S.A.

BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E 31 DE DEZEMBRO DE 2016


(Em milhares de reais - R$)

Nota Controladora Consolidado Nota Controladora Consolidado


ATIVOS explicativa 2017 2016 2017 2016 PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO explicativa 2017 2016 2017 2016

CIRCULANTES CIRCULANTES
Caixa e equivalentes de caixa 6 75.704 61.431 1.693.131 1.091.470 Empréstimos, financiamentos e debentures 16 3.523.061 1.437.203 4.076.669 1.764.488
Títulos e valores mobiliários 7 1.948.078 1.169.909 1.977.305 1.207.459 Fornecedores e outras contas a pagar 17 408.849 268.080 1.553.763 814.939
Contas a receber de clientes 8 994.967 828.221 1.507.921 1.051.901 Fornecedores - partes relacionadas 29.1. 221.702 242.083 - -
Contas a receber de clientes - partes relacionadas 29.1. 10.171 7.972 - - Salários, participações nos resultados e encargos sociais 130.920 103.250 366.028 208.114
Estoques 9 192.388 203.358 1.243.925 835.922 Obrigações tributárias 18 147.347 636.225 269.850 977.115
Impostos a recuperar 10 67.239 28.054 210.563 274.093 Imposto de renda e contribuição social 55.114 50.998 147.942 98.316
Imposto de renda e contribuição social 163.021 43.791 197.478 55.316 Dividendos e juros sobre o capital próprio a pagar 21.b) 201.652 79.739 201.652 79.739
Instrumentos financeiros derivativos 5.2. 6.560 - 14.778 - Instrumentos financeiros derivativos 5.2. - 69.864 - 73.502
Outros ativos circulantes 13 86.299 228.629 211.208 286.739 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 19 - - 17.357 -
Total dos ativos circulantes 3.544.427 2.571.365 7.056.309 4.802.900 Outras passivos circulantes 20 114.662 94.298 278.744 161.686
Total dos passivos circulantes 4.803.307 2.981.740 6.912.005 4.177.899

NÃO CIRCULANTES NÃO CIRCULANTES


Impostos a recuperar 10 35.866 32.252 439.139 280.634 Empréstimos, financiamentos e debentures 16 4.932.662 2.025.484 5.255.231 2.625.683
Imposto de renda e contribuição social diferidos 11.a) 174.130 278.300 344.153 492.996 Obrigações tributárias 18 173.431 180.490 195.127 237.513
Depósitos judiciais 12 262.214 249.889 319.433 303.074 Imposto de renda e contribuição social diferidos 11.a) - - 422.369 23.775
Outros ativos não circulantes 13 160 15.760 46.145 23.033 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 19 147.692 64.561 264.689 93.624
Total dos ativos realizável a longo prazo 472.370 576.201 1.148.870 1.099.737 Outros passivos não circulantes 20 108.066 88.166 273.295 266.700
Total dos passivos não circulantes 5.361.851 2.358.701 6.410.711 3.247.295

Investimentos 14 6.602.469 2.104.217 - - PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Imobilizado 15 706.296 576.494 2.276.674 1.734.688 Capital social 21.a) 427.073 427.073 427.073 427.073
Intangível 15 474.342 508.549 4.475.609 784.254 Ações em tesouraria 21.c) (32.544) (37.149) (32.544) (37.149)
Reservas de capital 155.721 142.786 155.721 142.786
Total dos ativos não circulantes 8.255.477 3.765.461 7.901.153 3.618.679 Reservas de lucros 1.123.226 666.815 1.123.226 666.815
Dividendo adicional proposto 21.b) - 29.670 - 29.670
Deságio em transações de capital 21.g) (92.066) (92.066) (92.066) (92.066)
Ajustes de avaliação patrimonial 53.336 (140.744) 53.336 (140.744)
Total do patrimônio líquido 1.634.746 996.385 1.634.746 996.385

TOTAL DOS ATIVOS 11.799.904 6.336.826 14.957.462 8.421.579 TOTAL DOS PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 11.799.904 6.336.826 14.957.462 8.421.579

* As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

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NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016
(Em milhares de reais - R$, exceto o lucro líquido do período por ação)

Nota
explicativa Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
(Reclassificado)
RECEITA LÍQUIDA 23 5.867.375 5.616.985 9.852.708 7.912.664
Custo dos produtos vendidos 24 (2.329.717) (2.188.578) (2.911.077) (2.446.959)

LUCRO BRUTO 3.537.658 3.428.407 6.941.631 5.465.705

(DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS


Despesas com Vendas, Marketing e Logística 24 (2.170.859) (2.143.235) (4.198.733) (3.336.634)
Despesas Administrativas, P&D, TI e Projetos 24 (859.333) (673.343) (1.535.945) (1.100.628)
Resultado de equivalência patrimonial 14 592.935 216.182 - -
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas 27 12.952 (9.285) 151.688 54.425

LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 1.113.353 818.726 1.358.641 1.082.868

Receitas financeiras 26 382.776 952.447 604.392 1.073.288


Despesas financeiras 26 (848.661) (1.458.877) (991.841) (1.729.297)

LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA


CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 647.468 312.296 971.192 426.859
Imposto de renda e contribuição social 11.b) 22.783 (15.597) (300.941) (118.621)

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 670.251 296.699 670.251 308.238

ATRIBUÍVEL A
Acionistas controladores da Sociedade 670.251 296.699 670.251 296.699
Não controladores - - - 11.539
670.251 296.699 670.251 308.238

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO POR AÇÃO - R$


Básico 28.1. 1,5574 0,6895 1,5574 0,6895
Diluído 28.2. 1,5551 0,6875 1,5551 0,6875

* As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

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NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE


PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016
(Em milhares de reais - R$)

Nota
explicativa Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 670.251 296.699 670.251 308.238


Outros resultados abrangentes a serem reclassificados para o resultado do exercício em períodos subsequentes:
Ganho (perda) na conversão das informações contábeis de controladas no exterior 14 221.287 (160.720) 221.287 (146.342)
Ganho (perda) em operações de hedge de fluxo de caixa 5.2 11.316 (2.123) 13.450 (2.346)
Efeitos tributários sobre o ganho (perda) em operações de hedge de fluxo de caixa 11 (3.848) 722 (4.278) 798
Equivalência sobre ganho em operação de hedge de fluxo de caixa 2.134 (223) - -
Equivalência sobre os efeitos tributários de ganho (perda) em operação de hedge de fluxo de caixa (430) 76 - -

Outros resultados abrangentes não reclassificados para o resultado do exercício em períodos subsequentes:
Perda atuarial 20 (24.002) (23.863) (36.379) (15.288)
Equivalência sobre ganho (perda) atuarial 20 (12.377) 8.575 - -

Resultado abrangente para o período, líquido dos efeitos tributários 864.331 119.143 864.331 145.060

ATRIBUÍVEL A
Acionistas controladores da Sociedade 864.331 119.143 864.331 119.143
Não controladores - - - 25.917
864.331 119.143 864.331 145.060
* As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

11
NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO


PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016
(Em milhares de reais - R$)
Deságio em Ajustes de Participação
transações de avaliação
Reservas de capital capital patrimonial dos acionistas
Reserva de Reservas de lucros Resultado de Patrimônio não controladores
Reserva para
Ágio na incentivo fiscal Capital Dividendo aquisição de operações com Outros líquido no patrimônio Patrimônio
Nota Capital Ações em emissão/venda Subvenção para adicional Incentivos Retenção Lucros adicional participação de acionistas resultados dos acionistas líquido das líquido
explicativa social tesouraria de ações investimentos integralizado Legal fiscais de lucros acumulados proposto não controladores não controladores abrangentes controladores controladas total

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 427.073 (37.851) 78.231 17.378 39.097 18.650 20.957 449.189 - 123.133 (79.324) (65.159) 36.812 1.028.186 49.581 1.077.767

Lucro líquido do exercício - - - - - - - - 296.699 - - - - 296.699 11.539 308.238


Outros resultados abrangentes - - - - - - - - - - - - (177.556) (177.556) 14.378 (163.178)
Total do resultado abrangente do exercício - - - - - - - - 296.699 - - - (177.556) 119.143 25.917 145.060
Movimentação dos planos de opção de compra de ações e ações restritas:
Provisão com planos de outorga de opções de compra de ações e ações restritas 25.1. - - - - 8.782 - - - - - - - - 8.782 - 8.782
Exercício de ações restritas - 702 (308) - (394) - - - - - - - - - - -
Efeito da alteração de participação da Sociedade no valor justo dos ativos líquidos adquiridos da Emeis Holding Pty Ltd. 14 - - - - - - - - - - - 11.672 - 11.672 (11.672) -
Efeito de alterações de participação em controladas no exterior - - - - - - - - - - - (207.983) - (207.983) - (207.983)
Realização da reserva para aquisição de não controladores pela compra de ações de controlada no exterior - - - - - - - - - 79.324 169.404 - 248.728 - 248.728
Participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido das controladas - - - - - - - - - - - - - - (63.826) (63.826)
Dividendos e juros sobre o capital próprio referentes ao exercício de 2015 aprovados na AGO de 15 de abril de 2016 21.b) - - - - - - - - - (123.133) - - - (123.133) - (123.133)
Dividendos declarados e ainda não distribuídos (excedente ao mínimo obrigatório) 21.b) - - - - - - - - (24.070) 24.070 - - - - - -
Juros sobre o capital próprio declarados e ainda não distribuídos (excedente ao mínimo obrigatório) 21.b) - - - - - - - - (5.600) 5.600 - - - - - -
Dividendos declarados e ainda não distribuídos (mínimo obrigatório) 21.b) - - - - - - - - (27.206) - - - - (27.206) - (27.206)
Juros sobre o capital próprio declarados e ainda não distribuídos (mínimo obrigatório) 21.b) - - - - - - - - (61.804) - - - - (61.804) - (61.804)
Reserva de retenção de lucros 21.b) - - - - - - - 178.019 (178.019) - - - - - - -

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 427.073 (37.149) 77.923 17.378 47.485 18.650 20.957 627.208 - 29.670 - (92.066) (140.744) 996.385 - 996.385

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 427.073 (37.149) 77.923 17.378 47.485 18.650 20.957 627.208 - 29.670 - (92.066) (140.744) 996.385 - 996.385

Lucro líquido do período - - - - - - - - 670.251 - - - - 670.251 - 670.251


Outros resultados abrangentes - - - - - - - - - - - - 194.080 194.080 - 194.080
Total do resultado abrangente do período - - - - - - - - 670.251 - - - 194.080 864.331 - 864.331
Movimentação dos planos de opção de compra de ações e ações restritas:
Provisão com planos de outorga de opções de compra de ações e ações restritas 25 - - - - 19.136 - - - - - - - - 19.136 - 19.136
Exercício de planos de outorga de opções de compra de ações e ações restritas - 4.605 (2.335) - (3.866) - - - - - - - - (1.596) - (1.596)
Dividendos e juros sobre o capital próprio referentes ao período de 2016 aprovados na AGO de 11 de abril de 2017 21.b) - - - - - - - - - (29.670) - - - (29.670) - (29.670)
Dividendos declarados e ainda não distribuídos (mínimo obrigatório) 21.b) - - - - - - - - (128.741) - - - - (128.741) - (128.741)
Juros sobre o capital próprio declarados e ainda não distribuídos (mínimo obrigatório) 21.b) - - - - - - - - (85.099) - - - - (85.099) - (85.099)
Reserva de retenção de lucros 21.b) - - - - - - - 456.411 (456.411) - - - - - - -

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 427.073 (32.544) 75.588 17.378 62.755 18.650 20.957 1.083.619 - - - (92.066) 53.336 1.634.746 - 1.634.746
-

* As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

12
NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA


PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016
(Em milhares de reais - R$)

Nota Controladora Consolidado


explicativa 2017 2016 2017 2016
(Reclassificado) (Reclassificado)
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro líquido do exercício 670.251 296.699 670.251 308.238
Ajustes para reconciliar o lucro líquido do período com o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais:
Depreciações e amortizações 15 148.741 100.896 383.352 260.771
Provisão decorrente dos contratos de operações com derivativos "swap" e "forward" 160.079 753.190 156.130 794.708
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 19 44.836 15.687 124.790 16.964
Atualização monetária de depósitos judiciais e contingências (8.581) (14.344) (6.652) (16.799)
Imposto de renda e contribuição social 11.b) (22.783) 15.597 300.941 118.621
Resultado na venda e baixa de ativo imobilizado e intangível 21.642 851 32.386 (3.418)
Resultado de equivalência patrimonial 14 (592.935) (216.182) - -
Juros e variação cambial sobre empréstimos e financiamentos 276.095 (170.831) 380.138 (172.312)
Variação cambial sobre outros ativos e passivos 17.128 661 20.881 (59.892)
Provisão para perdas com imobilizado e intangível - 316 7.712 316
Provisão com planos de outorga de opções de compra de ações 25.068 8.203 12.935 8.782
Provisão (reversão) para perdas com clientes, líquida de reversões 8 (41.469) 18.972 (25.392) 19.259
Provisão (reversão) para perdas nos estoques líquidas 9 8.700 (4.925) 28.396 31.378
Provisão com plano de assistência médica e crédito de carbono 20.b) 14.765 4.558 16.606 4.558
Resultado líquido do período atribuível a não controladores - - - (11.539)
Provisão para aquisição de participação de não controladores 20.a) - 58.071 - 58.071

721.537 867.419 2.102.474 1.357.706

(AUMENTO) REDUÇÃO DOS ATIVOS


Contas a receber de clientes (127.476) (170.076) (237.836) (180.846)
Estoques 2.269 9.680 1.291.887 96.375
Impostos a recuperar (148.433) 51.911 (1.218.583) (214)
Outros ativos 18.266 (33.056) (186.338) 15.285
Subtotal (255.374) (141.541) (350.870) (69.400)

AUMENTO (REDUÇÃO) DOS PASSIVOS


Fornecedores nacionais e estrangeiros 103.614 39.016 435.121 12.052
Salários, participações nos resultados e encargos sociais, líquidos 27.670 7.670 73.247 6.914
Obrigações tributárias (327.472) 15.282 (736.470) (100.896)
Outros passivos 9.981 103.780 112.600 5.556
Subtotal (186.207) 165.748 (115.502) (76.374)

CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 279.956 891.626 1.636.102 1.211.932

OUTROS FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS


Pagamentos de imposto de renda e contribuição social (8.466) (105.364) (88.209) (131.173)
Levantamentos (pagamentos) de depósitos judiciais 3.226 7.083 2.949 7.702
Pagamentos relacionados a processos tributários, cíveis e trabalhistas 19 (13.642) (10.217) (17.553) (11.306)
Recebimentos (Pagamentos) de recursos por liquidação de operações com derivativos (125.554) (190.414) (127.509) (207.686)
Pagamento de juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures (201.365) (258.054) (252.474) (309.466)

CAIXA LÍQUIDO GERADO (UTILIZADO NAS) PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (65.845) 334.660 1.153.305 560.003

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO


Aquisição The Body Shop PLC, líquido do caixa obtido - - (3.880.858) -
Adições de imobilizado e intangível 15 (134.507) (146.141) (362.497) (305.815)
Recebimento pela venda de ativo imobilizado e intangível 4.708 15.933 8.244 43.362
Aplicação em títulos e valores mobiliários (6.258.167) (4.295.494) (7.411.261) (6.030.398)
Resgate de títulos e valores mobiliários 5.479.998 4.933.913 6.641.414 6.014.775
Investimentos em controladas (3.812.566) (335.939) - -
Recebimento de dividendos de controladas 14 105.683 79.739 - -
-

CAIXA LÍQUIDO GERADO (UTILIZADO) PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (4.614.850) 252.011 (5.004.958) (278.076)

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO


Amortização de empréstimos, financiamentos e debêntures- principal (1.464.026) (1.277.488) (1.725.285) (1.869.562)
Captações de empréstimos, financiamentos e debêntures 6.363.431 619.751 6.391.049 1.265.114
Utilização de ações em tesouraria pelo exercício de opções de compra de ações 4.605 - 4.605 (248.728)
Pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao exercício anterior 21.b) (109.409) (123.133) (109.409) (123.133)
Recebimentos (pagamento) de recursos por liquidação de operações com derivativos (99.633) 202.503 (107.535) 218.631

CAIXA LÍQUIDO GERADO (UTILIZADO) PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO 4.694.968 (578.367) 4.453.424 (757.678)

Efeito de variação cambial sobre o caixa e equivalentes de caixa - - (111) (24.622)

AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 14.273 8.304 601.661 (500.373)

Saldo inicial do caixa e equivalentes de caixa 61.431 53.127 1.091.470 1.591.843


Saldo final do caixa e equivalentes de caixa 75.704 61.431 1.693.131 1.091.470

AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 14.273 8.304 601.661 (500.373)

INFORMAÇÕES ADICIONAIS ÀS DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA

Alguns montantes comparativos foram reclassificados para melhor apresentação

* As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

13
NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO


PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016
(Em milhares de reais - R$)

Nota Controladora Consolidado


explicativa 2017 2016 2017 2016

RECEITAS 7.988.940 7.821.737 13.371.204 11.119.433


Vendas de mercadorias, produtos e serviços 8.017.455 7.849.994 13.244.908 11.084.280
Constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa, líquida das reversões 8 (41.467) (18.972) (25.392) (19.272)
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas 27 12.952 (9.285) 151.688 54.425

INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (5.100.309) (4.860.548) (8.046.001) (6.512.297)


Custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados (2.787.875) (2.644.610) (4.634.560) (3.739.751)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (2.312.434) (2.215.938) (3.411.441) (2.772.546)

VALOR ADICIONADO BRUTO 2.888.631 2.961.189 5.325.203 4.607.136

RETENÇÕES (148.741) (100.897) (383.352) (260.771)


Depreciações e amortizações 15 (148.741) (100.897) (383.352) (260.771)

VALOR ADICIONADO PRODUZIDO PELA SOCIEDADE 2.739.890 2.860.292 4.941.851 4.346.365

VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 975.711 1.168.629 604.392 1.073.288


Resultado de equivalência patrimonial 14 592.935 216.182 - -
Receitas financeiras - incluem variações monetárias e cambiais 26 382.776 952.447 604.392 1.073.288
-
VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 3.715.601 4.028.921 5.546.243 5.419.653

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 3.715.601 100% 4.028.921 100% 5.546.243 100% 5.419.653 100%
Pessoal e encargos sociais 25 561.191 15% 498.798 12% 1.835.645 33% 1.327.437 24%
Impostos, taxas e contribuições 1.605.221 43% 1.744.048 43% 1.999.884 36% 2.009.371 37%
Despesas financeiras e aluguéis 878.938 24% 1.489.376 37% 1.040.463 19% 1.774.607 33%
Dividendos 128.741 4% 27.206 1% 128.741 2% 27.206 1%
Juros sobre o capital próprio 85.099 2% 61.804 2% 85.099 2% 61.804 1%
Dividendos e juros sobre o capital próprio declarados e ainda não distribuídos - 0% 29.670 1% - 0% 29.670 1%
Participação de acionistas não controladores - 0% - 0% - 0% 11.539 0%
Lucros retidos 456.411 12% 178.019 4% 456.411 8% 178.019 3%

Alguns montantes comparativos foram reclassificados para melhor apresentação

* As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

14
NATURA COSMÉTICOS S.A.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto se de outra forma indicado)
1. INFORMAÇÕES GERAIS
Natura Cosméticos S.A

A Natura Cosméticos S.A. (“Sociedade”) é uma sociedade anônima de capital aberto listada
no segmento especial denominado Novo Mercado da B3 S.A. - Brasil, Bolsa, Balcão, sob o
código “NATU3”, com sede no Brasil, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na
Avenida Alexandre Colares, n°. 1188, Vila Jaguara, CEP 05106-000.

Suas atividades e as de suas controladas (doravante denominadas “Sociedades”)


compreendem o desenvolvimento, a industrialização, a distribuição e a comercialização e a
exploração de modelos de comércio de cosméticos, fragrâncias em geral e produtos de
higiene pessoal, substancialmente por meio de vendas diretas realizadas pelos (as)
Consultores (as) Natura, vendas realizadas no mercado de varejo e e-Commerce, bem como
a participação como sócia ou acionista em outras sociedades no Brasil e no exterior.

Contrato de compra e venda de ações da “The Body Shop”

Em 9 de junho de 2017, a Sociedade comunicou aos acionistas e ao mercado em geral que


assinou, na referida data, um contrato de exclusividade com a L´Oréal S.A. (“Vendedora”)
para a aquisição de 100% das ações de emissão da The Body Shop International Limited
(“The Body Shop”) e seu grupo de subsidiárias, de propriedade da Vendedora, considerando
um enterprise value da The Body Shop de EUR 1,0 bilhão. A Sociedade comunicou também
naquela data que, após necessária consulta ao conselho de empregados da Vendedora
(comité central d’entreprise de L’Oréal S.A.) em cumprimento da lei francesa, as partes
poderiam firmar um contrato de compra e venda de ações tendo por objeto a aquisição, pela
Sociedade ou por qualquer de suas subsidiárias com operações no exterior, de 100% das
ações de emissão da The Body Shop.

Em 20 de junho de 2017, a Sociedade comunicou aos acionistas e ao mercado em geral que


a Vendedora havia informado à Sociedade em 19 de junho de 2017 ter concluído de maneira
favorável o processo de consulta ao seu conselho de empregados (comité central d’entreprise
de L’Oréal S.A.) com relação à aquisição, pela Sociedade, ou por uma de suas subsidiárias,
de 100% das ações de emissão da The Body Shop e seu grupo de subsidiárias, de titularidade
da Vendedora.

Em 26 de junho de 2017, a Sociedade comunicou aos acionistas e ao mercado em geral que


a Sociedade (na qualidade de garantidora), Natura (Brasil) International B.V., subsidiária da
Sociedade (na qualidade de compradora) e a Vendedora firmaram, na mesma data, um
contrato de compra e venda de 100% das ações de emissão da The Body Shop e seu grupo
de subsidiárias, de titularidade da Vendedora.

Conforme fato relevante divulgado em 10 de agosto de 2017, todas as autorizações


regulatórias necessárias à aprovação da operação foram devidamente obtidas, inclusive as
aprovações pelas autoridades de defesa da concorrência no Brasil e nos Estados Unidos da
América.
15
Em 09 de junho de 2017, a Sociedade contratou instrumentos financeiros derivativos
denominados Contrato a Termo ou Non-Deliverables Forwards (“NDF”) (Notional EUR 1,0
bilhão Euro). Essas operações foram contratadas com o objetivo de proteger o caixa da
Sociedade em relação ao compromisso firme de aquisição da “The Body Shop”, conforme
divulgado na nota explicativa 5.2 (i), até a data de fechamento da transação de aquisição.

Em 7 de agosto de 2017, a Sociedade aprovou a captação de recursos mediante a realização


da 3ª emissão de Notas Promissórias pela Sociedade, realizada em 23 de agosto de 2017,
para distribuição pública com esforços restritos, no valor de R$ 3,7 bilhões. Em 7 de
setembro de 2017, a Sociedade captou o total de R$ 0,3 bilhão através de sua subsidiária
Natura (Brasil) International B.V. Ambas captações de recursos no total de R$ 4,0 bilhões
foram destinadas ao pagamento do preço pela aquisição da The Body Shop, finalizada em 7
de setembro de 2017, após cumprimento de todas as condições precedentes para o
fechamento da operação (vide nota explicativa n° 4).

Em 19 de fevereiro de 2018, as Notas Promissórias foram liquidadas, a partir de recursos


obtidos com a captação de US$750.000, realizada em 01 de fevereiro de 2018, através da
emissão de títulos representativos de dívida (“Notes”) no mercado internacional, com
vencimento em 01 de fevereiro de 2023 e da captação de R$ 1.400.000, realizada em 4 de
fevereiro de 2018, através da 8ª. emissão de debentures simples, não conversíveis em ações.
Concomitante à emissão de títulos representativos de dívida (“Notes”) no mercado
internacional, a Sociedade contratou instrumentos financeiros derivativos (“swaps”) com
objetivo de eliminar do resultado variações cambiais geradas pelas exposições do principal
contratado e dos juros devidos conforme os vencimentos contratuais da respectiva emissão.

2. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS

2.1. Declaração de conformidade e base de preparação

A Administração da Sociedade é responsável pela elaboração e adequada apresentação


das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil e de acordo com as normas internacionais de relatório
financeiro (IFRS), emitidas pelo “International Accounting Standards Board – IASB”.
As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação
societária brasileira e os pronunciamentos técnicos e as orientações e interpretações
técnicas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pela
Comissão de Valores Mobiliários - CVM.
Todas as informações relevantes próprias destas demonstrações financeiras, e somente
elas, estão sendo evidenciadas, e estas correspondem às utilizadas pela Administração
na gestão da Sociedade.
a) Demonstrações financeiras individuais e consolidadas
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Sociedade foram
elaboradas tomando como base os padrões internacionais de contabilidade (“IFRS”)
emitidos pelo International Accounting Standards Board (“IASB”) e interpretações
emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (“IFRIC”),
implantados no Brasil através do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e
suas interpretações técnicas (“ICPC”) e orientações (“OCPC”), aprovados pela
Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”).

16
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas com base
no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados
pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir.
As principais práticas contábeis aplicadas na preparação das demonstrações
financeiras individuais e consolidadas estão definidas a seguir. Essas práticas foram
aplicadas de modo consistente no exercício anterior, exceto para os itens mencionados
no item b) da nota 2.1.

bb Reclassificação e reapresentação das demonstrações financeiras anteriormente


apresentadas

Reclassificação dos valores correspondentes da demonstração dos fluxos de


caixa

Os valores correspondentes da demonstração de fluxos de caixa individual e


consolidado, referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016,
apresentados nestas demonstrações financeiras individuais e consolidadas para
fins de comparação, estão sendo reapresentados em conformidade com o CPC 23
- Políticas contábeis, mudanças de estimativas e retificação de erro (IAS 8 -
Accounting policies, changes in accounting estimates and errors), em decorrência
da reclassificação das operações de pagamentos e recebimentos de recursos por
liquidação de operações com derivativos originalmente apresentados nos fluxos
de caixa das atividades operacionais, para os fluxos de caixa das atividades de
financiamentos, na demonstração dos fluxos de caixa da controladora e do
consolidado, conforme apresentado no quadro abaixo:
Controladora
Anteriormente
ap resentado Ajustes Reap resentado
Fluxo de caixa das atividades operacionais 537.163 (202.503) 334.660
Fluxo de caixa das atividades de financiamento (780.870) 202.503 (578.367)
AUM ENTO DO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA 8.304 - 8.304

Consolidado
Anteriormente
ap resentado Ajustes Reap resentado
Fluxo de caixa das atividades operacionais 778.634 (218.631) 560.003
Fluxo de caixa das atividades de financiamento (976.309) 218.631 (757.678)
REDUÇÃO DO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA (500.373) - (500.373)

Esta reclassificação não altera o valor de redução do saldo de caixa e equivalente


de caixa do exercício previamente apresentado. Não houve qualquer outro
impacto nas demais demonstrações financeiras da Sociedade oriundo desta
reapresentação.

Reclassificação dos valores correspondentes da demonstração de resultado


Determinados valores incluídos na demonstração de resultado consolidado,
referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016, apresentados nestas
demonstrações financeiras para fins de comparação, estão sendo reclassificados
em conformidade com o CPC 23 - Políticas contábeis, mudanças de estimativas e
17
retificação de erro (IAS 8 - Accounting policies, changes in accounting estimates
and errors), para melhor comparabilidade, em decorrência da reclassificação de
valores registrados na controlada Emeis Holding Pty Ltd. (“Aesop”) do grupo de
“Despesas administrativas, P&D, TI e projetos” para “Despesas com vendas,
marketing e logística” no total de R$226.465 no exercício findo em 31 de
dezembro de 2016. Esta reclassificação não altera o resultado líquido do exercício
previamente apresentado (Vide nota explicativa n° 24). Não houve qualquer outro
impacto nas demais demonstrações financeiras da Sociedade oriundo desta
reapresentação.
c) Continuidade operacional
A Administração avaliou a capacidade da Sociedade em continuar operando
normalmente e está convencida de que ela possui recursos para dar continuidade a seus
negócios no futuro. Adicionalmente, a Administração não tem conhecimento de
nenhuma incerteza material que possa gerar dúvidas significativas sobre a sua
capacidade de continuar operando. Assim, estas demonstrações financeiras foram
preparadas com base no pressuposto de continuidade operacional dos negócios da
Sociedade.

2.2. Consolidação

a) Combinações de negócios

Combinações de negócio são registradas utilizando o método de aquisição quando


o controle é transferido para a Sociedade. A contraprestação transferida é
geralmente mensurada ao valor justo, assim como os ativos líquidos identificáveis
adquiridos. Qualquer ágio que surja na transação é testado anualmente para
avaliação de perda por redução ao valor recuperável. Ganhos em uma compra
vantajosa são reconhecidos imediatamente no resultado. Os custos da transação
são registrados no resultado conforme incorridos, exceto os custos relacionados à
emissão de instrumentos de dívida ou patrimônio.
A contraprestação transferida não inclui montantes referentes ao pagamento de
relações pré-existentes. Esses montantes são geralmente reconhecidos no resultado
do exercício.
b) Participação de acionistas não-controladores

A Sociedade elegeu mensurar qualquer participação de não-controladores


inicialmente pela participação proporcional nos ativos líquidos identificáveis da
adquirida na data de aquisição.
Mudanças na participação do Grupo em uma subsidiária que não resultem em
perda de controle são contabilizadas como transações de patrimônio líquido.
c) Controladas

A Sociedade controla uma entidade quando está exposto a, ou tem direito sobre,
os retornos variáveis advindos de seu envolvimento com a entidade e tem a
habilidade de afetar esses retornos exercendo seu poder sobre a entidade. As
demonstrações financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações
financeiras consolidadas a partir da data em que a Sociedade obtiver o controle até
a data em que o controle deixa de existir.
18
Nas demonstrações financeiras individuais da controladora, as informações
financeiras de controladas são reconhecidas por meio do método de equivalência
patrimonial.
Em 15 de janeiro de 2018, a The Body Shop International PLC. foi registrada como
companhia privada limitada por ações sob o nome The Body Shop International
Limited, já refletido nas informações desta nota explicativa.
Sociedades incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas:
Participação - %
2017 2016
Participação direta:
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. - Brasil 99,99 99,99
Natura Comercial Ltda. - Brasil 99,99 99,99
Natura Biosphera Franqueadora Ltda. - Brasil 99,99 99,99
Natura Cosméticos S.A. - Chile 99,99 99,99
Natura Cosméticos C.A. - Venezuela 99,99 99,99
Natura Cosméticos S.A. - Peru 99,99 99,99
Natura Cosméticos S.A. - Argentina 99,99 99,99
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. - Brasil 99,99 99,99
Natura Cosméticos y Servicios de México, S.A. de C.V. 99,99 99,99
Natura Cosméticos de México, S.A. de C.V. 99,99 99,99
Natura Distribuidora de México, S.A. de C.V. 99,99 99,99
Natura Cosméticos Ltda. - Colômbia 99,99 99,99
Natura Cosméticos España S.L. - Espanha 100,00 100,00
Natura (Brasil) International B.V. - Holanda 100,00 100,00
Natura Brazil Pty Ltd. - Austrália 100,00 100,00
Fundo de Investimento Essencial - Brasil 100,00 100,00

Via Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.:


Natura Logística e Serviços Ltda. - Brasil 99,99 99,99

Via Natura (Brasil) International B.V. - Holanda:


Natura Europa SAS - França 100,00 100,00
Natura Brasil Inc. - EUA - Delaware 100,00 100,00
The Body Shop International Limited - Reino Unido 100,00 -

Via Brasil Inc. - EUA - Delaware


Natura International Inc. - EUA - Nova York 100,00 100,00

Via The Body Shop International Limited


The Body Shop International Limited - Reino Unido 99,99 -
G A Holdings (Guernsey) Limited - Reino unido 99,99 -
G A Holdings (1979) Limited - Reino Unido 99,99 -
The Body Shop Worldwide Limited - Reino Unido 99,99 -
The Body Shop Global Travel Retail Limited - Reino Unido 99,99 -
The Millennium Luxembourg Sarl Administration Company Limited - Reino Unido 99,99 -
The Body Shop Queensile Limited - Reino Unido 99,99 -
The Body Shop (France) Sarl - França 99,99 -
B.S. Danmark A/S - Dinamarca 99,99 -
The Body Shop Beteiligungs-Gmbh - Alemanha 99,99 -
The Body Shop Germany Gmbh (Formerly Cosmo Trading Gmbh) - Alemanha 99,99 -
The Body Shop Gmbh - Austria 99,99 -
The Body Shop Benelux B.V. - Holanda 99,99 -
The Body Shop Service B.V. - Holanda 99,99 -
The Body Shop Belgium B.V (Netherlands Return) - Holanda 99,99 -
The Body Shop Belgium B.V (Belgium Branch) - Holanda 99,99 -
The Body Shop Svenska Ab - Suécia 99,99 -
The Body Shop Monaco Sarl - França 99,99 -
The Body Shop Luxembourg Sarl - Luxemburgo 99,99 -
Cosmenatura Sa - Espanha 99,99 -
Dibel - Sociedade Importadora De Produtos De Beleza S.A. - Portugal 99,99 -
The Body Shop (Singapore) Pte Limited - Singapura 99,99 -
The Body Shop International (Asia Pacific) Pte Limited 99,99 -
The Body Shop (Malaysia) Sdn.Bhd - Malasia 99,99 -
The Body Shop Hong Kong Limited - Hong Kong 99,99 -
Mighty Ocean Company Limited - Hong Kong 99,99 -
Hsb Hair, Skin And Bath Products Company Limited - Macau 99,99 -
The Body Shop Australia Limited - Australia 99,99 -
Skin & Hair Care Preparations Inc 99,99 -
Buth-Na-Bodhaige Inc 99,99 -
Bsi Usa Inc - Estados Unidos 99,99 -
The Body Shop Canada Limited - Canadá 99,99 -
Aramara S. De R.L. De C.V. - México 99,99 -
Cimarrones S.A. De C.V. - México 99,99 -
The Body Shop Brasil Indústria E Comércio De Cosmeticas S.A - Brasil 99,99 -
The Body Shop Brasil Franquias Ltda - Brasil 99,99 -
The Body Shop Chile - Chile 99,99 -

19
Participação - %
2017 2016

Via Natura Brazil Pty Ltd.:


Natura Cosmetics Australia Pty Ltd. - Austrália 100,00 100,00

Via Natura Cosmetics Australia Pty Ltd. - Austrália:


Emeis Holdings Pty Ltd - Austrália 100,00 100,00

Via Emeis Holdings Pty Ltd - Austrália


Emeis Cosmetics Pty Ltd - Australia 99,99 99,99
Emeis Trading Pty Ltd - Australia 99,99 99,99
Aesop Retail Pty Ltd - Australia 99,99 99,99
Aesop Japan Kabushiki Kaisha - Japan 99,99 99,99
Aesop Singapore Pte. Ltd. - Singapore 99,99 99,99
Aesop Hong Kong Limited - Hong Kong 99,99 99,99
Aesop Malaysia Sdn. Bhd. - Malaysia 99,99 99,99
Aesop Korea Yuhan Hoesa - Korea 99,99 99,99
Aesop Taiwan Cosmetics Company Limited - Taiwan 99,99 99,99
Aesop Macau Limited - Macau 99,99 99,99
Aesop USA, Inc. - USA 99,99 99,99
Aesop Canada, Inc. - Canada 99,99 99,99
Aesop Brasil Comercio de Cosmeticos Ltda. - Brazil 99,99 99,99
Aesop UK Limited - United Kingdom 99,99 99,99
Aesop Italy SARL - Italy 99,99 99,99
Aesop Switzerland AG - Switzerland 99,99 99,99
Aesop Germany GmbH - Germany 99,99 99,99
Aesop Sweden AB - Sweden 99,99 99,99
Aesop Norway AS - Norway 99,99 99,99
Aesop France SARL - France 99,99 99,99
Aesop Denmark ApS - Denmark 99,99 99,99
Aesop New Zealand Limited - New Zealand 99,99 99,99

Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas, foram utilizadas


demonstrações encerradas na mesma data-base e consistentes com as práticas
contábeis da Sociedade. Foram eliminados os investimentos na proporção da
participação da investidora nos patrimônios líquidos e nos resultados das
controladas, os saldos ativos e passivos, as receitas e despesas e os resultados não
realizados, líquidos de imposto de renda e contribuição social, decorrentes de
operações entre as empresas. A participação de terceiros no patrimônio líquido e
no lucro líquido das controladas é apresentada como um componente do
patrimônio líquido consolidado e na demonstração consolidada do resultado,
respectivamente, na rubrica de “Participação de não controladores”.

As atividades das controladas diretas e indiretas são como segue:


 Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.: suas atividades concentram-
se, preponderantemente, na industrialização e comercialização dos produtos da
marca Natura para a Natura Cosméticos S.A., Natura Cosméticos S.A. - Chile,
Natura Cosméticos S.A. - Peru, Natura Cosméticos S.A. - Argentina, Natura
Cosméticos Ltda. - Colômbia, Natura Europa SAS – França, Natura Cosméticos
de México, S.A. de C.V. e Natura International Inc. - EUA.
 Natura Comercial Ltda.: suas atividades compreendem a comercialização de
produtos de cosméticos, fragrâncias em geral e produtos de higiene pessoal, por
meio de vendas realizadas no mercado de varejo.
 Natura Biosphera Franqueadora Ltda.: outorga e administração de franquia
empresarial, bem como as demais atividades inerentes à condição de
franqueadora.

20
 Natura Cosméticos S.A. - Chile, Natura Cosméticos S.A. - Peru, Natura
Cosméticos S.A. - Argentina, Natura Cosméticos Ltda. - Colômbia e Natura
Distribuidora de México, S.A. de C.V.: suas atividades são semelhantes às
atividades desenvolvidas pela controladora Natura Cosméticos S.A. no Brasil.
 Natura Cosméticos C.A. - Venezuela: encontra-se em fase de encerramento
societário e não existem investimentos ou saldos materiais mantidos em seus
registros contábeis.
 Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda.: suas atividades concentram-
se em desenvolvimento de produtos, tecnologias e pesquisa de mercado. Era
controladora integral da Natura Innovation et Technologie de Produits SAS -
França, centro satélite de pesquisa e tecnologia inaugurado durante o ano 2007,
em Paris, a qual teve o processo de liquidação concluído em 27 de dezembro de
2016.
 Natura Cosméticos y Servicios de México, S.A. de C.V.: suas atividades
concentram-se na prestação de serviços administrativos e logísticos às empresas
Natura Cosméticos de México, S.A. de C.V. e Natura Distribuidora de México,
S.A. de C.V.
 Natura Cosméticos de México, S.A. de C.V.: suas atividades concentram-se na
importação e comercialização de cosméticos, fragrâncias em geral e produtos
de higiene pessoal para a Natura Distribuidora de México, S.A. de C.V..
 Natura Cosméticos España S.L.: encontra-se em fase pré-operacional e suas
atividades consistirão nas mesmas atividades desenvolvidas pela controladora
Natura Cosméticos S.A. no Brasil.
 Natura (Brasil) International B.V. - Holanda: holding controladora da Natura
Europa SAS - França, Natura Brasil Inc., Natura International Inc. e The Body
Shop International Limited.
 Natura Logística e Serviços Ltda.: suas atividades concentram-se na prestação
de serviços de separação, embalagem e endereçamento de mercadorias,
assessoria logística, gestão de recursos humanos e treinamento em recursos
humanos.
 Natura Innovation et Technologie de Produits SAS - França: suas atividades
concentravam-se em pesquisas nas áreas de testes “in vitro”, alternativos aos
testes em animais, para estudo da segurança e eficácia de princípios ativos,
tratamento de pele e novos materiais de embalagens. Esta empresa teve seu
processo de liquidação concluído em 27 de dezembro de 2016.
 Natura Brasil Inc.: holding controladora da Natura International Inc.
 Natura International Inc.: escritório de captura de tendências em design, fashion
e tecnologia, transformando-as em ideias, conceitos e protótipos.
 Natura Europa SAS - França: suas atividades concentram-se na compra, venda,
importação, exportação e distribuição de cosméticos, fragrâncias em geral e
produtos de higiene.
 Natura Brazil Pty Ltd: holding controladora da Natura Cosmetics Australia Pty
Ltd.
 Natura Cosmetics Australia Pty Ltd: holding controladora da Emeis Holdings

21
Pty Ltd.
 Emeis Holdings Pty Ltd e suas controladas: suas atividades concentram-se no
desenvolvimento e comercialização de cosméticos premium, que opera sob a
marca de “Aesop”, sendo seus produtos vendidos em rede de lojas varejistas e
lojas próprias.
 The Body Shop International Limited e suas controladas: suas atividades
concentram-se no desenvolvimento, distribuição e venda de cosméticos sob a
marca “The Body Shop”, sendo seus produtos vendidos em rede de lojas
próprias, comércio eletrônico, venda direta e franquias.
 Fundo de Investimento Essencial - refere-se a fundo de aplicação exclusivo de
renda fixa de crédito privado.

2.3. Apresentação de informações por segmentos

As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo consistente


com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais.

O principal tomador de decisões, responsável pela alocação de recursos e pela


avaliação de desempenho dos segmentos operacionais, é representado pelo Conselho
de Administração da Sociedade, assessorado pelo Comitê de Operações do Grupo
Natura (GOC).

Este Comitê, que reúne os presidentes da Natura Cosméticos, da The Body Shop
International e Aesop, além de representantes de áreas-chave (Finanças, Recursos
Humanos, Estratégia e Desenvolvimento do Negócio, Jurídico, Inovação e
Sustentabilidade, Operações e Governança Corporativa), tem atribuições, dentre
outras, de acompanhar a implementação das estratégias de curto e longo prazo e fazer
recomendações ao Conselho de Administração quanto à gestão do Grupo Natura, do
ponto de vista do resultado, alocação de recursos entre as unidades de negócios, fluxo
de caixa e gestão de talentos.

2.4. Conversão para moeda estrangeira

a) Moeda funcional

Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Sociedade e de cada uma das


empresas incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas são mensurados
usando a moeda do principal ambiente econômico no qual as empresas atuam
(“moeda funcional”).

b) Transações e saldos em moeda estrangeira

As transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional da


Sociedade (R$ - reais) utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das
transações. Os saldos das contas de balanço são convertidos pela taxa de câmbio
vigente nas datas dos balanços. Os ganhos e as perdas de variação cambial
resultantes da liquidação dessas transações e da conversão de ativos e passivos
monetários denominados em moeda estrangeira são reconhecidos no resultado do
exercício, nas rubricas “Receitas financeiras” e “Despesas financeiras”.

22
c) Moeda de apresentação e conversão das demonstrações financeiras

As demonstrações financeiras são apresentadas em reais (R$), que correspondem


à moeda de apresentação da Sociedade.

Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas, as demonstrações do


resultado e dos fluxos de caixa e todas as outras movimentações de ativos e
passivos das controladas no exterior, cuja moeda funcional é a moeda local dos
respectivos países onde operam, são convertidas para reais à taxa de câmbio média
mensal, que se aproxima da taxa de câmbio vigente na data das correspondentes
transações. O balanço patrimonial é convertido para reais às taxas de câmbio do
encerramento de cada exercício.
Os efeitos das variações da taxa de câmbio resultantes dessas conversões são
apresentados sob a rubrica “Outros resultados abrangentes” nas demonstrações do
resultado abrangente e no patrimônio líquido.

2.5. Caixa e equivalentes de caixa

Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de


caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. Incluem caixa, depósitos
bancários à vista e aplicações financeiras realizáveis em até 90 dias da data original do
título ou considerados de liquidez imediata ou conversíveis em um montante
conhecido de caixa e que estão sujeitos a um risco insignificante de mudança de valor,
os quais são registrados pelos valores de custo, acrescidos dos rendimentos auferidos
até as datas dos balanços, que não excedem o seu valor de mercado ou de realização.

2.6. Instrumentos financeiros

2.6.1. Categorias

A categoria depende da finalidade para a qual os ativos e passivos financeiros


foram adquiridos ou contratados e é determinada no reconhecimento inicial dos
instrumentos financeiros.

Os ativos financeiros mantidos pela Sociedade são classificados sob as


seguintes categorias:

Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado

Um ativo financeiro é classificado como mensurado pelo valor justo por meio
do resultado caso seja classificado como mantido para negociação ou
designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os custos da
transação são reconhecidos no resultado conforme incorridos. Esses ativos são
mensurados pelo valor justo e mudanças no valor justo, incluindo ganhos com
juros e dividendos, são reconhecidos no resultado do exercício.

No caso da Sociedade, nessa categoria estão incluídos os instrumentos


financeiros derivativos, quotas de fundos de investimento e títulos e valores
mobiliários.

23
Os saldos dos instrumentos derivativos não liquidados são mensurados ao valor
justo na data das demonstrações financeiras e classificados no ativo ou no
passivo circulante, sendo as variações no valor justo registradas,
respectivamente, nas rubricas “Receitas financeiras” ou “Despesas
financeiras”.

Empréstimos e recebíveis
São incluídos nessa classificação os ativos financeiros não derivativos com
recebimentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado
ativo. São registrados no ativo circulante, exceto, nos casos aplicáveis, aqueles
com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço, os quais
são classificados como ativo não circulante. Após a mensuração inicial, esses
ativos financeiros são contabilizados ao custo amortizado, utilizando o método
de juros efetivos (taxa de juros efetiva), menos perda por redução ao valor
recuperável. O custo amortizado é calculado levando em consideração
qualquer desconto ou “prêmio” na aquisição e taxas ou custos incorridos. Em
31 de dezembro de 2017 e de 2016 compreendem contas a receber de clientes
(nota explicativa nº 8) e depósitos judiciais (nota explicativa nº 12).
Os passivos financeiros mantidos pela Sociedade são classificados sob as
seguintes categorias:
Passivos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado
São classificados ao valor justo por meio do resultado quando são mantidos
para negociação ou designados ao valor justo por meio do resultado.

Outros passivos financeiros


São mensurados ao custo amortizado utilizando o método de juros efetivos. Em
31 de dezembro de 2017 e de 2016, no caso da Sociedade, compreendem
empréstimos, financiamentos e debêntures (nota explicativa nº 16) e saldos a
pagar a fornecedores e outras contas a pagar.

2.6.2. Mensuração
As compras e vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data
da negociação, ou seja, na data em que a Sociedade se compromete a comprar
ou vender o ativo.
Os ativos financeiros a valor justo por meio do resultado são, inicialmente,
reconhecidos pelo valor justo, e os custos de transação são registrados na
demonstração do resultado. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações
no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do
resultado são registrados na demonstração do resultado nas rubricas “Receitas
financeiras” ou “Despesas financeiras”, respectivamente, no período em que
ocorrem.
Os empréstimos e recebíveis e ativos financeiros mantidos até o vencimento
são mensurados ao custo amortizado. A metodologia utilizada para calcular o
custo amortizado de um instrumento da dívida e alocar sua receita de juros ao
longo do período correspondente. A taxa de juros efetiva desconta exatamente
24
os recebimentos de caixa futuros estimados (incluindo todos os honorários que
sejam parte integrante da taxa de juros efetiva, os custos da transação e outros
prêmios ou deduções) durante a vida estimada do instrumento da dívida ou,
quando apropriado, durante um período menor, para o valor contábil líquido na
data do reconhecimento inicial. A receita é reconhecida com base nos juros
efetivos para os instrumentos de dívida não caracterizados como ativos
financeiros ao valor justo por meio do resultado.

2.6.3. Compensação de instrumentos financeiros

Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado


no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de
compensar os valores reconhecidos e há a intenção de liquidá-los em uma base
líquida ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.

2.6.4. Desreconhecimento (baixa) de instrumentos financeiros

Um ativo financeiro (ou, quando for o caso, uma parte de um ativo financeiro
ou parte de um grupo de ativos financeiros semelhantes) é baixado quando os
direitos de receber fluxos de caixa do ativo expiraram, a Sociedade transferiu
os seus direitos ou riscos de receber os fluxos de caixa do ativo ou assumiu
uma obrigação de pagar integralmente os fluxos de caixa recebidos.

2.6.5. Instrumentos financeiros derivativos

As operações com instrumentos financeiros derivativos, contratadas pela


Sociedade e por suas controladas, resumem-se em “swap” e compra a termo de
moeda (“Non Deliverable Forward - NDF”), que visam exclusivamente à
proteção contra riscos cambiais associados a posições no balanço patrimonial,
aquisição de insumos e ativo imobilizado, exportações previstas, além dos
fluxos de caixa dos aportes de capital nas controladas projetados em moedas
estrangeiras.
São mensurados ao seu valor justo, com as variações registradas contra o
resultado do exercício, exceto quando designados em uma contabilidade de
“hedge” de fluxo de caixa, cujas variações no valor justo são registradas na
rubrica de “Outros resultados abrangentes” no patrimônio líquido.
O valor justo dos instrumentos financeiros derivativos é calculado pelas
tesourarias das Sociedades com base nas informações de cada operação
contratada e nas respectivas informações de mercado nas datas de
encerramento das demonstrações financeiras, tais como taxas de juros e
câmbio. Nos casos aplicáveis, tais informações são comparadas com as
posições informadas pelas mesas de operação de cada instituição financeira
envolvida.

Operações de “hedge accounting”

A Natura possui aprovação da Administração para utilizar a prática contábil de


contabilização de “hedge accounting” para instrumentos financeiros
derivativos contratados de proteção: (i) a empréstimos contratados em moeda

25
estrangeira, sujeitos a taxa de juro variável, (ii) a empréstimos contratados na
moeda funcional (Real), sujeitos a taxa de juro pré-fixada, ou (iii) operações de
compra e venda em moeda estrangeira. Os riscos protegidos são, (i) risco de
variação nos fluxos de caixa futuros decorrentes das variações nas taxas de
câmbio, sendo aplicável contabilidade de “hedge” de fluxo de caixa e (ii) risco
de taxa de juros, sendo aplicável contabilidade de “hedge” de valor justo.

Hedge de fluxo de caixa

Consiste em fornecer proteção contra a variação nos fluxos de caixa atribuível


a um risco particular associado com um ativo ou passivo reconhecido ou uma
transação prevista altamente provável e que possa afetar o resultado.

A parte efetiva das mudanças no valor justo dos derivativos que for designada
e qualificada como hedge de fluxo de caixa é reconhecida em outros resultados
abrangentes e acumulada nas rubricas “Ganho (perda) em operações de hedge
de fluxo de caixa” e “efeitos tributários sobre o ganho (perda) em operações de
hedge de fluxo de caixa”. Em um “hedge de fluxo de caixa”, a parcela eficaz
do ganho ou perda do instrumento de hedge é reconhecida diretamente no
patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, enquanto a parte ineficaz
do hedge é reconhecida imediatamente no resultado financeiro.

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 2016, a Sociedade utilizou


de instrumentos financeiros derivativos, sendo aplicado a contabilidade de
“hedge de fluxo de caixa” conforme divulgado na nota explicativa n°5, para
proteção contra risco de variação de taxas de câmbio relacionados a
empréstimos contratados em moeda estrangeira e operações de compra e venda
em moeda estrangeira que: (i) sejam altamente correlacionados no que se refere
às alterações no valor de mercado do item que estiver sendo protegido, tanto
no início quanto ao longo da vida do contrato (efetividade entre 80% e 125%);
(ii) possuam documentação da operação, do risco objeto de hedge, do processo
de gerenciamento de risco e da metodologia utilizada na avaliação da
efetividade; e (iii) sejam considerados efetivos na redução do risco associado à
exposição a ser protegida. Sua contabilização segue o CPC 38 – Instrumentos
Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, que possibilita a aplicação da
metodologia de contabilidade de proteção (“hedge accounting”) com efeito da
mensuração do seu valor justo no patrimônio líquido e sua realização no
resultado em rubrica correspondente ao item protegido.
A contabilização de hedge é descontinuada quando a Sociedade cancela a
relação de hedge, o instrumento de hedge vence ou é vendido, rescindido ou
executado, ou não se qualifica mais como contabilização de hedge. Quaisquer
ganhos ou perdas reconhecidas em outros resultados abrangentes e acumulados
no patrimônio líquido àquela data permanecem no patrimônio líquido e são
reconhecidos quando a transação prevista for finalmente reconhecida no
resultado.
Se uma transação prevista resultar no reconhecimento subsequente de um ativo
ou passivo não financeiro, o ganho ou perda acumulado em outros resultados
abrangentes é reclassificado para o resultado durante o mesmo período em que
o ativo não financeiro adquirido ou passivo não financeiro assumido impacta o

26
resultado. Por exemplo, quando o ativo não financeiro é depreciado ou
vendido.

Por outro lado, se uma transação prevista resultar no reconhecimento


subsequente de um ativo ou passivo financeiro, o ganho ou perda acumulado
em outros resultados abrangentes é reclassificado para o resultado durante o
mesmo período em que o ativo financeiro adquirido ou passivo financeiro
assumido impacta o resultado. Por exemplo, quando a receita ou despesa
financeira é reconhecida.

Quando não se espera mais que a transação prevista ocorra, os ganhos ou as


perdas acumulados e diferidos no patrimônio líquido são reconhecidos
imediatamente no resultado do exercício.

A Sociedade verifica, ao longo de toda a duração do hedge, a efetividade de


seus instrumentos financeiros derivativos, bem como suas alterações de valor
justo.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 2016 não tivemos registro
de perdas relacionadas à parte inefetiva reconhecidas no resultado do exercício.
Os valores justos dos instrumentos financeiros derivativos estão divulgados na
nota explicativa nº 5.

Adicionalmente, vale mencionar que a Sociedade, durante os exercícios findos


em 31 de dezembro de 2017 e 2016, não constituiu operações relacionadas a
hedge de valor justo ou hedge de investimento líquido.

2.7. Contas a receber de clientes e provisão para perdas

As contas a receber de clientes são registradas pelo valor nominal e deduzidas da


provisão para perdas, a qual é constituída com base em histórico de perdas para todas
as faixas do “aging list”. São considerados para o cálculo da provisão para perdas os
diferentes riscos de acordo com a operação de cobrança.

2.8. Estoques

Registrados pelo custo médio de aquisição ou produção, ajustados ao valor realizável


líquido, quando este for menor que o custo. Os detalhes estão divulgados na nota
explicativa nº 9.

A Sociedade considera em sua provisão para perdas nos estoques os seguintes


componentes: produtos descontinuados, materiais com giro lento, materiais com prazo
de validade expirado ou próximo da data de expiração, e materiais fora dos parâmetros
de qualidade.

2.9. Créditos de carbono - Programa Carbono Neutro

Em 2007, a Sociedade assumiu com seus colaboradores, clientes, fornecedores e


acionistas o compromisso de ser uma empresa Carbono Neutro, que consiste em
neutralizar suas emissões de Gases do Efeito Estufa - GEEs, em sua cadeia completa
de produção, desde a extração das matérias-primas até o pós-consumo. Esse
compromisso, que no presente momento refere-se exclusivamente às operações da
27
marca Natura, não é uma obrigação legal, já que o Brasil não apresenta meta de
redução, mesmo sendo um país signatário do Protocolo de Quioto, por isso é
considerado uma obrigação construtiva, conforme o CPC 25 / IAS 37 - Provisões,
Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, que determina o reconhecimento de
uma provisão nas demonstrações financeiras se esta for passível de desembolso e
mensurável.

O passivo é estimado através dos inventários auditados de emissão de carbono


realizados anualmente e valorizado com base no preço de mercado para aquisição de
certificados de neutralização. Em 31 de dezembro de 2017, o saldo registrado no
passivo na rubrica “Outros passivos não circulantes (vide nota explicativa nº 20),
refere-se ao total das emissões de carbono do exercício de 2007 a 2017 que ainda não
foram neutralizadas através dos projetos correspondentes, portanto, não há efetivação
do certificado de carbono.

Em linha com suas crenças e princípios, a Sociedade optou por realizar algumas
aquisições de créditos de carbono através do investimento em projetos com benefícios
socioambientais oriundos do mercado voluntário. Dessa forma, os gastos incorridos
gerarão créditos de carbono após a finalização ou maturação desses projetos.

Durante os referidos exercícios, estes gastos foram registrados a valor de mercado


como outros ativos circulantes e não circulantes (vide nota explicativa nº 13).

No momento em que os respectivos certificados de carbonos são efetivamente


entregues à Sociedade, a obrigação de ser Carbono Neutro é efetivamente cumprida,
portanto, os saldos de ativos são compensados com os saldos de passivos.

A diferença entre os saldos de ativo e de passivo em 31 de dezembro de 2017 refere-


se ao valor de caixa que a Sociedade ainda desembolsará para futura geração ou
aquisição de certificados.

2.10. Investimentos em controladas

A Sociedade controla uma entidade quando está exposto a, ou tem direito sobre, os
retornos variáveis advindos de seu envolvimento com a entidade e tem a habilidade
de afetar esses retornos exercendo seu poder sobre a entidade. As demonstrações
financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas
a partir da data em que a Sociedade obtiver o controle até a data em que o controle
deixa de existir. A Sociedade possui participações apenas em controladas.

Os investimentos em controladas são contabilizados pelo método de equivalência


patrimonial. As demonstrações financeiras das controladas são elaboradas para a
mesma data-base de apresentação da controladora. Sempre que necessário, são
realizados ajustes para adequar as práticas contábeis às da Sociedade.

De acordo com o método da equivalência patrimonial, a parcela atribuível à Sociedade


sobre o lucro ou prejuízo líquido do exercício desses investimentos é registrada na
demonstração do resultado da controladora sob a rubrica “Resultado de equivalência
patrimonial”. Todos os saldos intragrupo, receitas e despesas e ganhos e perdas não
realizados, oriundos de transações intragrupo, são eliminados por completo. Os outros
resultados abrangentes de controladas são registrados diretamente no patrimônio

28
líquido da Sociedade sob a rubrica “Outros resultados abrangentes”.

2.11. Imobilizado

Avaliado ao custo de aquisição e/ou construção, acrescido de juros capitalizados


durante o período de construção, quando aplicável para casos de ativos qualificáveis,
e reduzido pela depreciação acumulada e pelas perdas por “impairment”, quando
aplicável. Adicionalmente, as vidas úteis dos bens são revisadas anualmente.

Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das
atividades da Sociedade e de suas controladas, originados de operações de
arrendamento mercantil do tipo financeiro, são registrados como se fosse uma compra
financiada, reconhecendo no início de cada operação um ativo imobilizado e um
passivo de financiamento, sendo os ativos também submetidos às depreciações
calculadas de acordo com as vidas úteis estimadas dos respectivos bens ou duração do
contrato, nos casos em que não há a opção de compra.

Terrenos não são depreciados. A depreciação dos demais ativos é calculada pelo
método linear, para distribuir seu valor de custo ao longo da vida útil estimada,
conforme mencionado na nota explicativa nº 15.

Os ganhos e as perdas em alienações são apurados comparando-se o valor da venda


com o valor residual contábil e são reconhecidos na demonstração do resultado.

2.12. Intangível

2.12.1. Softwares
As licenças de programas de computador (softwares) e de sistemas de gestão
empresarial adquiridas são capitalizadas e amortizadas conforme as vidas úteis
descritas na nota explicativa nº 15 e os gastos associados à manutenção são
reconhecidos como despesas quando incorridos.

Os gastos com aquisição e implementação de sistemas de gestão empresarial são


capitalizados como ativo intangível quando há evidências de geração de
benefícios econômicos futuros, considerando sua viabilidade econômica e
tecnológica. Os gastos com desenvolvimento de software reconhecidos como
ativos são amortizados pelo método linear ao longo de sua vida útil estimada. As
despesas relacionadas à manutenção de software são reconhecidas no resultado
do exercício quando incorridas.

2.12.2. Marcas e patentes


As marcas e patentes adquiridas separadamente são demonstradas pelo custo
histórico. As marcas e patentes adquiridas em uma combinação de negócios são
reconhecidas pelo valor justo na data da aquisição. Para as marcas e patentes com
vida útil definida, a amortização é calculada pelo método linear, com base nas
taxas demonstradas na nota explicativa nº 15.

2.12.3. Ativos intangíveis com vida útil indefinida

Os ativos intangíveis com vida útil indefinida mantidos pela Sociedade


correspondem principalmente a marcas e ágio por expectativa de rentabilidade
29
futura oriundos de operações de combinações de negócios, além de fundos de
comércio negociáveis.

Esses ativos não são amortizados, mas são testados anualmente em relação a
perdas por redução ao valor recuperável, individualmente ou no nível da unidade
geradora de caixa (ou grupos de unidades geradoras de caixa). A avaliação de vida
útil indefinida é revisada anualmente para determinar se essa avaliação continua a
ser justificável. Caso contrário, a mudança na vida útil de indefinida para definida
é feita de forma prospectiva.

Ganhos e perdas resultantes da baixa de um ativo intangível com vida útil


indefinida são mensurados como a diferença entre o valor líquido obtido da venda
e o valor contábil do ativo, sendo reconhecidos na demonstração do resultado no
momento da baixa do ativo.

2.13. Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos

A Sociedade adota como prática contábil registrar como despesa do exercício quando
incorridos, os gastos com pesquisa e desenvolvimento de seus produtos, pois devido
ao alto índice de inovação e rotatividade de produtos na sua carteira de vendas, torna-
se inviável demonstrar todos os aspectos requeridos no IAS 38/CPC 04 – Ativos
Intangíveis para registro dos ativos.

2.14. Arrendamento Mercantil

A classificação dos contratos de arrendamento mercantil é realizada no momento da


sua contratação. Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e
benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como
arrendamentos operacionais. Os pagamentos efetuados para arrendamentos
operacionais são registrados como despesa do exercício pelo método linear, durante o
período do arrendamento.

Os arrendamentos nos quais a Sociedade e suas controladas detêm, substancialmente,


todos os riscos e as recompensas da propriedade são classificados como
arrendamentos financeiros. Estes são capitalizados no balanço patrimonial no início
do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendado e o valor
presente dos pagamentos mínimos do arrendamento.

Cada parcela paga do arrendamento é alocada parte ao passivo e parte aos encargos
financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa de juros efetiva constante
sobre o saldo da dívida em aberto. As obrigações correspondentes, líquidas dos
encargos financeiros, são classificadas nos passivos circulantes e não circulantes de
acordo com o prazo do contrato. O bem do imobilizado adquirido por meio de
arrendamentos financeiros é depreciado durante a vida útil-econômica do ativo,
conforme mencionado na nota explicativa nº 2.11, ou de acordo com o prazo do
contrato de arrendamento, quando este for menor e não houver opção de compra.

2.15. Capitalização de juros

Custos de empréstimos diretamente relacionados com a aquisição, construção ou


30
produção de um ativo que necessariamente requer um tempo significativo para ser
concluído para fins de uso ou venda são capitalizados como parte do custo do
correspondente ativo. Todos os demais custos de empréstimos são registrados como
despesa no período em que são incorridos. Custos de empréstimo compreendem juros
e outros custos incorridos por uma entidade relativos ao empréstimo.

2.16. Avaliação do valor recuperável dos ativos

O valor contábil líquido dos ativos é avaliado anualmente para identificar evidências
de perdas não recuperáveis, ou, ainda, sempre que eventos ou alterações significativas
nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Quando
aplicável, se houver perda decorrente das situações em que o valor contábil do ativo
ultrapasse seu valor recuperável.

Para fins de avaliação do valor recuperável, os ativos são agrupados nos menores
níveis para os quais existem fluxos de caixa independentes (Unidades Geradoras de
Caixa - UGCs).

Os ativos das Sociedades são agrupados inicialmente em segmentos operacionais que


seguem uma lógica baseada em sua estrutura de Governança Corporativa. Dentro dos
segmentos operacionais, os ativos são agrupados em unidades geradoras de caixa da
seguinte forma:

Segmento Operacional Identificação das UGCs


Natura Brasil  Venda direta
 Lojas individuais
Natura LATAM  Argentina
 Chile
 Perú
 México
 Colômbia
Natura Outros  França
 EUA
Aesop  Lojas individuais
The Body Shop  Lojas individuais

O valor recuperável de um ativo ou de determinada unidade geradora de caixa é


definido como sendo o maior entre o valor em uso e o valor líquido de venda. Na
estimativa do valor em uso do ativo, os fluxos de caixa futuros estimados são
descontados ao seu valor presente, utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos
que reflita o custo médio ponderado de capital para a indústria em que opera a unidade
geradora de caixa. O valor líquido de venda é determinado, sempre que possível, com
base em contrato de venda firme em uma transação em bases comutativas, entre partes
conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas atribuíveis à venda do ativo, ou,
quando não há contrato de venda firme, com base no preço de mercado de um mercado
ativo, ou no preço da transação mais recente com ativos semelhantes.

31
2.17. Fornecedores e outras contas a pagar

Reconhecidas pelo valor nominal e acrescido, quando aplicável, dos correspondentes


encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos até as datas dos balanços.

2.18. Empréstimos e financiamentos

Reconhecidos pelo valor justo, no momento do recebimento dos recursos, líquidos dos
custos de transação nos casos aplicáveis e acrescidos de encargos, juros e variações
monetárias e cambiais conforme previsto contratualmente, incorridos até as datas dos
balanços, conforme demonstrado na nota explicativa nº 16.

2.19. Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas

Reconhecidas quando a Sociedade e suas controladas têm uma obrigação presente ou


não formalizada como resultado de eventos passados, sendo provável que uma saída
de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e o valor possa ser estimado com
segurança. As provisões são quantificadas ao valor presente do desembolso esperado
para liquidar a obrigação, sendo utilizada a taxa adequada de desconto de acordo com
os riscos relacionados ao passivo.

São atualizadas até as datas dos balanços pelo montante estimado das perdas
prováveis, observadas suas naturezas e apoiadas na opinião dos assessores legais da
Sociedade. Os fundamentos e a natureza das provisões para riscos tributários, cíveis e
trabalhistas estão descritos na nota explicativa nº 19.

2.20. Imposto de renda e contribuição social - correntes e diferidos

Reconhecidos na demonstração do resultado do exercício, exceto, nos casos


aplicáveis, na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos
diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, os tributos são reconhecidos também
diretamente no patrimônio líquido, em “Outros resultados abrangentes”.

Exceto pelas controladas localizadas no exterior, onde são observadas as alíquotas


fiscais válidas para cada um dos países onde se situam essas controladas, o imposto
de renda e a contribuição social da Sociedade e das controladas no Brasil são
calculados às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente e consideram a compensação
de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro
real do exercício.

A despesa de imposto de renda e contribuição social correntes é calculada com base


nas leis e nos normativos tributários promulgados na data de encerramento do
exercício, de acordo com os regulamentos tributários brasileiros, inclusive no que
tange às normas específicas relativas à Tributação em Bases Universais. A
Administração avalia periodicamente as posições assumidas sobre situações em que a
regulamentação tributária aplicável está sujeita à interpretação eventualmente
divergente e, quando adequado, constitui provisões.

O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre as diferenças


temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis. O
imposto de renda e a contribuição social diferidos são determinados com base nas

32
alíquotas promulgadas nas datas dos balanços que devem ser aplicadas quando o
imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos e passivos forem realizados.

Um ativo fiscal diferido é reconhecido em relação aos prejuízos fiscais e diferenças


temporárias dedutíveis não utilizados, na extensão em que seja provável que lucros
tributáveis futuros estarão disponíveis, contra os quais serão utilizados. Os lucros
tributáveis futuros são determinados com base na reversão de diferenças temporárias
tributáveis relevantes. Se o montante das diferenças temporárias tributáveis for
insuficiente para reconhecer integralmente um ativo fiscal diferido, serão
considerados os lucros tributáveis futuros, ajustados para as reversões das diferenças
temporárias existentes, com base nos planos de negócios da controladora e de suas
subsidiárias individualmente. Os montantes de imposto de renda e contribuição social
diferidos ativos e passivos são apresentados líquidos somente quando há um direito
exequível legal de compensar os ativos fiscais circulantes contra os passivos fiscais
circulantes e/ou quando o imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos e
passivos se relacionam com o imposto de renda e a contribuição social incidentes pela
mesma autoridade tributária sobre a entidade tributável ou diferentes entidades
tributáveis em que há intenção de liquidar os saldos em uma base líquida. Os detalhes
estão divulgados na nota explicativa nº 11.

2.21. Plano de outorga de opções de compra de ações, programa de outorga de ações


restritas e programa de aceleração da estratégia

A Sociedade oferece a seus executivos planos de participações com base em ações,


liquidados exclusivamente com as ações desta.

O plano de outorga de opções de compra de ações, o programa de outorga de ações


restritas e o programa de aceleração da estratégia são mensurados pelo valor justo na
data da outorga. Para determinar o valor justo a Sociedade utiliza um método de
valorização apropriado cujos detalhes estão divulgados na nota explicativa nº 25.1.

O custo de transações liquidadas com títulos patrimoniais é reconhecido, em conjunto


com um correspondente aumento no patrimônio líquido à rubrica “Capital adicional
integralizado”, ao longo do período em que a performance e/ou condição de serviço
são cumpridos, com término na data em que o funcionário adquire o direito completo
ao prêmio (data de aquisição). A despesa acumulada reconhecida para as transações
liquidadas com instrumentos patrimoniais em cada data-base até a data de aquisição
reflete a extensão em que o período de aquisição foi cumprido e a melhor estimativa
da Sociedade do número de títulos patrimoniais que serão adquiridos. A despesa ou
crédito na demonstração do resultado do exercício é registrada na rubrica de “despesas
administrativas”.

Quando um prêmio de liquidação com instrumentos patrimoniais é cancelado (exceto


quando o cancelamento ocorra por perda do direito ao instrumento patrimonial por
não atender às condições de concessão), este é tratado como se tivesse sido adquirido
na data do cancelamento, e qualquer despesa não reconhecida do prêmio é registrada
imediatamente. Isso inclui qualquer prêmio que a Sociedade ou a contraparte tenham
a opção de não cumprir a obrigação de não aquisição. Todos os cancelamentos de
transações liquidadas com títulos patrimoniais são tratados da mesma forma.
33
O efeito de diluição das opções em aberto é refletido como diluição de ação adicional
no cálculo do lucro por ação diluído (nota explicativa nº 28.2).

2.22. Benefícios de curto prazo a empregados

Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são reconhecidas como


despesas de pessoal conforme o serviço correspondente seja prestado. O passivo é
reconhecido pelo montante do pagamento esperado caso a Sociedade tenha uma
obrigação presente legal ou construtiva de pagar esse montante em função de serviço
passado prestado pelo empregado e a obrigação possa ser estimada de maneira
confiável.

2.23. Participação nos resultados e programa de incentivo de longo prazo

A Sociedade reconhece um passivo e uma despesa de participação nos resultados com


base em critérios que considera o lucro atribuível aos acionistas e vinculado a metas
operacionais e objetivos específicos, estabelecidos e aprovados no início de cada
exercício.

A Sociedade disponibiliza para executivos elegíveis de sua controlada Emeis Holdings


Pty Ltd. um programa de incentivo de longo prazo, com base em critérios vinculados
a metas operacionais e objetivos específicos estabelecidos e aprovados no início da
relação entre as partes, sendo tal obrigação registrada em passivo e sua remensuração
com efeito em resultado.

2.24. Dividendos e juros sobre o capital próprio

A proposta de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio efetuada pela


Administração da Sociedade que estiver dentro da parcela equivalente ao dividendo
mínimo obrigatório é registrada como passivo circulante no grupo “Dividendos e juros
sobre o capital próprio”, por ser considerada como uma obrigação legal prevista no
estatuto social da Sociedade; entretanto, a parcela dos dividendos superior ao
dividendo mínimo obrigatório, declarada pela Administração após o período contábil
a que se referem às demonstrações financeiras, mas antes da data de autorização para
emissão das referidas demonstrações financeiras, é registrada na coluna “Dividendo
adicional proposto” no patrimônio líquido, sendo seus efeitos divulgados na nota
explicativa nº 21.b).

Para fins societários e contábeis, os juros sobre o capital próprio estão demonstrados
como destinação do resultado diretamente no patrimônio líquido.

2.25. Ações em tesouraria

Instrumentos patrimoniais próprios que são readquiridos (ações de tesouraria) e


reconhecidos ao custo de aquisição e deduzidos do patrimônio líquido. Nenhum ganho
ou perda é reconhecido na demonstração do resultado na compra, venda, emissão ou
cancelamento dos instrumentos patrimoniais próprios da Sociedade.

2.26. Ganhos e perdas atuariais do plano de assistência médica

A Sociedade concede determinados benefícios de extensão de assistência médica a


colaboradores aposentados que tinham o benefício adquirido até abril de 2010. Os
34
custos associados à extensão desse benefício para os aposentados da Sociedade e suas
controladas são reconhecidos pelo regime de competência como plano de benefício
pós-emprego na modalidade de benefício definido, utilizando o método do crédito
unitário projetado. Os ganhos e perdas atuariais apurados são reconhecidos em outros
resultados abrangentes.

2.27. Subvenções governamentais

As subvenções governamentais não são reconhecidas até que exista segurança


razoável de que a Sociedade irá atender às condições relacionadas e de que as
subvenções serão recebidas.

As subvenções governamentais são reconhecidas sistematicamente no resultado


durante os períodos nos quais a Sociedade reconhece como despesas os
correspondentes custos que as subvenções pretendem compensar.

Os empréstimos subsidiados, concedidos direta ou indiretamente pelo governo,


obtidos com taxas de juros abaixo do mercado, são tratados como uma subvenção
governamental, mensurada pela diferença entre os valores obtidos e o valor justo do
empréstimo calculado com base em taxas de juros de mercado.

2.28. Receitas financeiras e despesas financeiras

As receitas e despesas financeiras da Sociedade compreendem:


 receita de juros;
 despesa de juros;
 receita de dividendos;
 dividendos de ações preferenciais emitidas classificadas como passivo
financeiro;
 ganhos/perdas líquidos de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por
meio do resultado;
 ganhos/perdas líquidos de variação cambial sobre ativos e passivos financeiros;
 ganhos/perdas líquidos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no
resultado; e
 reclassificações de ganhos líquidos previamente reconhecidos em outros
resultados abrangentes.

A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data do recebimento efetivo


pela Sociedade.

A Sociedade classifica juros recebidos e dividendos e juros sobre capital próprio


recebidos como fluxos de caixa das atividades de investimento.

2.29. Apuração do resultado e reconhecimento da receita

A receita de vendas é reconhecida no resultado do exercício quando os riscos e


benefícios inerentes aos produtos são transferidos para os clientes em conformidade
com o regime contábil de competência.

35
A receita é reconhecida na extensão em que for provável que benefícios econômicos
serão gerados para a Sociedade e quando possa ser mensurada de forma confiável. A
receita de venda é gerada principalmente a partir das vendas efetuadas para os
Consultores (as) Natura, (nossos clientes) mensurada com base no valor justo da
contraprestação recebida/a receber, excluindo descontos, abatimentos e impostos ou
encargos sobre vendas. A receita de venda é reconhecida quando os riscos e benefícios
significativos da propriedade dos produtos forem transferidos ao cliente, o que
geralmente ocorre na sua entrega para os Consultores (as) Natura.
A receita de venda é gerada e acumulada inicialmente no razão auxiliar de vendas da
Sociedade a partir do momento em que o comprovante de despacho é emitido em nome
dos clientes. Todavia, como as receitas são registradas contabilmente apenas quando
efetivamente ocorre à entrega final dos produtos, efetuamos provisão para eliminar o
montante de receitas relativas aos produtos despachados e não recebidos pelos
Consultores (as) Natura na data de cada fechamento das demonstrações financeiras.
Com relação as controladas Emeis Holding Pty Ltd, Natura Comercial Ltda., Natura
Europa SAS – França, Natura International Inc. – EUA e The Body Shop International
Limited, que atuam no mercado varejista, as receitas de vendas são reconhecidas
quando ocorre a transferência significativa dos riscos e benefícios dos produtos, ou
seja, no momento da entrega das mercadorias.
A receita de venda de recebíveis sem coobrigação e sem direito de regresso, é
reconhecida no momento em que há a transferência significativa dos riscos e
benefícios econômicos por parte da Sociedade para o cessionário.
A contraprestação decorrente da exclusividade concedida pela Sociedade em relação
a prestação de serviços de liquidação bancária relacionada à folha de pagamento dos
colaboradores, quando há o direito de cancelamento contratual com ônus para a
Sociedade, é reconhecida inicialmente no passivo, sendo alocada no resultado
(reconhecimento de receita) linearmente ao longo do prazo contratual estabelecido
entre as partes.
A receita é alocada entre o programa de fidelidade e os outros componentes da venda.
O valor alocado ao programa de fidelidade é diferido e a receita é reconhecida somente
quando o Grupo tenha cumprido suas obrigações de fornecer os produtos com
desconto ou quando não é mais considerado provável que os pontos do programa serão
resgatados.
2.30. Demonstração do valor adicionado
Esta demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Sociedade e sua
distribuição durante determinado período e é apresentada pela Sociedade, conforme
requerido pela legislação societária brasileira, como parte de suas demonstrações
financeiras individuais e como informação suplementar às demonstrações financeiras
consolidadas, pois não é uma demonstração prevista nem obrigatória conforme as
IFRSs.
A demonstração do valor adicionado foi preparada com base em informações obtidas
dos registros contábeis que servem de base de preparação das demonstrações
financeiras e seguindo as disposições contidas no CPC 09 - Demonstração do Valor
Adicionado. Em sua primeira parte apresenta a riqueza criada pela Sociedade,
representada pelas receitas (receita bruta das vendas, incluindo os tributos incidentes
sobre ela, as outras receitas e os efeitos da provisão para perdas esperadas de contas a
36
receber), pelos insumos adquiridos de terceiros (custo das vendas e aquisições de
materiais, energia e serviços de terceiros, incluindo os tributos incluídos no momento
da aquisição, os efeitos das perdas e da recuperação de valores ativos e a depreciação
e amortização) e pelo valor adicionado recebido de terceiros (resultado de
equivalência patrimonial, receitas financeiras e outras receitas). A segunda parte da
referida demonstração apresenta a distribuição da riqueza entre pessoal, impostos,
taxas e contribuições, remuneração de capitais de terceiros e remuneração de capitais
próprios.
Informações suplementares às demonstrações do valor adicionado:
Dos valores registrados na rubrica "Impostos, taxas e contribuições" em dezembro de
2017 e 2016, os montantes de R$ 944.618 e R$ 881.860, respectivamente, referem-se
ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - Substituição Tributária -
ICMS - ST incidente sobre a margem de lucro presumida definida pelas Secretarias
das Fazendas Estaduais, obtida nas vendas realizadas pelos(as) Consultores(as) Natura
para o consumidor final. Para a análise desse impacto tributário nas demonstrações do
valor adicionado, tais valores devem ser deduzidos daqueles registrados na rubrica
"Vendas de mercadorias, produtos e serviços" e da própria rubrica "Impostos, taxas e
contribuições", uma vez que os valores das receitas de vendas não incluem o lucro
presumido dos(as) Consultores(as) Natura na venda dos produtos, nos montantes de
R$ 4.578.776 e R$ 4.429.629, em dezembro de 2017 e 2016, respectivamente,
considerando-se a margem presumida de lucro de 30%.
2.31. Novas normas, alterações e interpretações de normas

As normas, alterações e interpretações de normas emitidas, mas ainda não adotadas


até a data de emissão das demonstrações financeiras da Sociedade são abaixo
apresentadas. A Sociedade pretende adotá-las quando entrarem em vigência.

O projeto de implantação dos novos pronunciamentos CPC 48 / IFRS 9 – Instrumentos


Financeiros, CPC 47 / IFRS 15 – Receita de contrato com clientes e CPC 06 (R2) /
IFRS 16 – Arrendamento Mercantil, além da análise preliminar efetuada pela
Administração em 2016, incluiu a contratação de especialistas externos para auxiliar
a Sociedade na identificação e mensuração dos efeitos na data de adoção inicial,
identificação das necessidades de modificação dos sistemas informatizados utilizados,
desenho e implantação de controles internos, políticas e procedimentos adequados e
necessários para coletar e divulgar as informações requisitadas nesses novos
pronunciamentos.

CPC 48 / IFRS 9 - Instrumentos Financeiros

Em julho de 2014, o IASB emitiu a versão final da IFRS 9 - Instrumentos Financeiros,


que substitui a CPC 38 / IAS 39 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e
Mensuração e todas as versões anteriores da IFRS 9. A IFRS 9 reúne todos os três
aspectos da contabilização de instrumentos financeiros do projeto: classificação e
mensuração, perda por redução ao valor recuperável e contabilização de hedge. A
IFRS 9 está em vigência para períodos anuais iniciados em 1º de janeiro de 2018 ou
após essa data, sendo permitida a aplicação antecipada. Exceto para contabilidade de
hedge, é exigida aplicação retrospectiva, não sendo obrigatória, no entanto, a
apresentação de informações comparativas.

37
Para contabilidade de hedge, as exigências são geralmente aplicadas
prospectivamente, salvo poucas exceções.

A Sociedade planeja adotar a nova norma na efetiva data de entrada em vigor. Em


2017, a Sociedade realizou a avaliação do impacto de todos os três aspectos da IFRS
9, a qual baseia-se nas informações atualmente disponíveis. De acordo com as análises
realizadas pela Administração, as seguintes considerações foram identificadas:

(a) Classificação e mensuração

A Sociedade não identificou impactos significativos no seu balanço patrimonial ou


patrimônio líquido ao aplicar as exigências de classificação e mensuração da IFRS 9.
Espera-se continuar a mensurar a valor justo todos os ativos financeiros atualmente
mantidos a valor justo, exceto o Certificado de Depósitos Bancários, citado na Nota
Explicativa n° 7, que será classificado como Custo Amortizado, pois segue a estratégia
de ser mantido para recebimento de fluxos contratuais.

Empréstimos bem como contas a receber de clientes são mantidos para recolher os
fluxos de caixa contratuais e devem dar origem a fluxos de caixa que representem
exclusivamente pagamentos de principal e juros. Assim, a Sociedade espera que esses
continuem a ser mensurados pelo custo amortizado segundo a IFRS 9. No entanto, a
Sociedade analisará as características dos fluxos de caixa contratuais desses
instrumentos em mais detalhe antes de concluir se todos esses instrumentos atendem
os critérios para mensuração pelo custo amortizado segundo a CPC 48 / IFRS 9.

(b) Perdas por redução do valor recuperável (“Impairment”)

A metodologia de apuração de provisão de perdas pelo modelo de “aging list”, a qual


é constituída com base em histórico de perdas para todas as faixas do “aging list”, já
é considerada pela Sociedade.

Após a análise da Administração, entende-se que o modelo atual está aderente aos
requerimentos do CPC 48 / IFRS 9 e não haverá impactos significativos no próximo
exercício, após a implementação da nova norma.

(c) Contabilidade de hedge

Após avaliação da Administração, a Sociedade acredita que todas as relações de hedge


existentes que atualmente são designadas em relações de hedge efetivas ainda se
qualificarão para contabilidade de hedge (“hedge accounting”), segundo a CPC 48 /
IFRS 9, quando implantada, pois a nova norma não altera os princípios gerais de como
uma entidade contabiliza hedges efetivos, logo a Sociedade não espera um impacto
significativo como resultado da sua aplicação. Para a Sociedade, o principal impacto
será na formalização da documentação e atualização de sua política para atender os
novos requisitos da norma.

Quando a entidade aplicar pela primeira vez este pronunciamento, ela pode escolher
se sua política contábil continua a aplicar os requisitos de contabilização de hedge do
CPC 38/IAS 39 em vez dos requisitos do capítulo 6 do novo pronunciamento CPC
48/IFRS 9. Se a Sociedade optar pela aplicação no novo pronunciamento deve aplicar
essa política a todas as suas relações de proteção e deve também aplicar a ICPC 06 –

38
Hedge de Investimento Líquido em Operação no Exterior sem as alterações que
adaptam essa interpretação aos requisitos do capítulo 6 deste pronunciamento.

Tendo em vista o resultado das análises e a opção pela não adoção à nova norma, a
Sociedade optou por continuar com as políticas atuais baseadas no CPC 38/IAS 39,
sendo impactada somente pelos novos requerimentos de divulgação a partir de 2018.

CPC 47 / IFRS 15 - Receita de contratos com clientes

Estabelece um modelo de cinco etapas que se aplicam sobre a receita obtida a partir
de um contrato com cliente, independentemente do tipo de transação de receita ou da
indústria. Aplica-se a todos os contratos de receita e fornece um modelo para o
reconhecimento e mensuração de ganhos ou perdas com a venda de alguns ativos não
financeiros que não estão relacionadas as atividades ordinárias da Sociedade (por
exemplo, as vendas de imóveis, instalações e equipamentos ou intangíveis). Extensas
divulgações são também requeridas por esta norma. Este pronunciamento deverá ser
aplicado para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2018. A adoção
antecipada, embora facultada pelas IFRSs, foi vedada pelos entes reguladores do
mercado de capitais brasileiro.

A Sociedade e suas controladas atuam no ramo de desenvolvimento, distribuição,


comercialização e exploração de modelos de comércio de cosméticos, fragrâncias em
geral e produtos de higiene pessoal, substancialmente por meio de vendas diretas
realizadas pelos(as) Consultores(as) Natura, vendas realizadas no mercado de varejo
e e-Commerce. Os produtos são vendidos individualmente em contratos separados,
identificados com os clientes, ou agrupados como um pacote de bens.

Com a implementação do IFRS 15 a Natura precisará revisitar as suas práticas e


políticas contábeis atuais, devido principalmente as obrigações de desempenho
identificadas durante o diagnóstico, como por exemplo a participação das consultoras
em programas de pontuação, reconhecimentos oferecidos as consultoras, que sejam
oriundos da venda de produtos, e outras obrigações. A mensuração das mudanças
trazidas pela nova norma não apresentou impactos materiais no reconhecimento da
receita.

CPC 06 (R2) / IFRS 16 - Arrendamento Mercantil

A nova norma estabelece os princípios, tanto para o cliente (o locatário) e o fornecedor


(locador), sobre o fornecimento de informações relevantes acerca das locações de
maneira que seja demonstrado nas demonstrações financeiras, de forma clara, as
operações de arrendamento mercantil. Para atingir esse objetivo, o locatário é obrigado
a reconhecer os ativos e passivos resultantes de um contrato de arrendamento. A norma
inclui duas isenções de reconhecimento para arrendatários – arrendamentos de ativos
de baixo valor e arrendamentos de curto prazo (ou seja, com prazo de arrendamento
de 12 meses, ou menos). A Sociedade e suas controladas iniciaram o projeto que
estabelecerá as diretrizes para aplicação do IFRS 16. Esse projeto inclui a contratação
de terceiros especialistas para auxiliar a Sociedade na identificação dos efeitos mais
relevantes da norma e os relativos impactos para a Sociedade, estabelecendo controles
internos, políticas e procedimentos adequados e necessários para coletar e divulgar as
informações requisitadas neste novo normativo. Este pronunciamento deverá ser
aplicado para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2019.
39
Por conta dos montantes a pagar de arrendamento operacional divulgados na nota
explicativa n° 29, a Sociedade espera impactos relevantes. Todavia os efeitos para
adoção inicial deste pronunciamento ainda não foram finalizados o que impossibilita
a divulgação de tais efeitos.
Adicionalmente as seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas
foram emitidas pelo IASB, porém a Administração não espera impactos relevantes
sobre as demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade:

 Alterações na CPC 03 / IAS 7 – Demonstração do Fluxo de Caixa - As alterações


fazem parte da iniciativa de melhoria de divulgações do IASB e estão em vigor a partir
de períodos anuais iniciados em 1º de janeiro de 2017.
 Alterações na CPC 32 / IAS 12 – Tributos sobre o Lucro - As alterações
esclarecem a contabilização de impostos diferidos ativos sobre perdas não realizadas
com instrumentos de dívida mensurados ao justo e estão em vigor a partir de períodos
anuais iniciados em 1º de janeiro de 2017.
 Alterações na CPC 10 / IFRS 2 – Pagamento Baseado em Ações - As alterações
endereçam áreas envolvendo mensuração, classificação e modificação de termos e/ou
condições de tais transações e estarão em vigor a partir de períodos anuais iniciados
em 1º de janeiro de 2018.
 Alterações na CPC 11 / IFRS 4 – Contratos de Seguro - As alterações endereçam
preocupações sobre a adoção do CPC 48 / IFRS 9 – Instrumentos Financeiros e estarão
em vigor a partir de períodos anuais iniciados em 1º de janeiro de 2018.
A Sociedade pretende adotar tais normas quando elas entrarem em vigor divulgando e
reconhecendo os impactos nas demonstrações financeiras que possam ocorrer quando
da aplicação de tais adoções.
Considerando as atuais operações da Sociedade e de suas controladas, a Administração
não espera que estas alterações produzam efeitos relevantes sobre as demonstrações
financeiras a partir de sua adoção.
Não existem outras normas e interpretações emitidas e ainda não adotadas que possam,
na opinião da Administração, ter impacto significativo no resultado ou no patrimônio
líquido divulgado pela Sociedade.
As normas emitidas e que entraram em vigor durante o exercício de 2017, não tiveram
impacto nestas demonstrações financeiras.

3. ESTIMATIVAS E PREMISSAS CONTÁBEIS CRÍTICAS

A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis


críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Sociedade no
processo de aplicação das políticas contábeis.
As estimativas e premissas contábeis são continuamente avaliadas e baseiam-se na
experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros
consideradas razoáveis para as circunstâncias. Tais estimativas e premissas podem diferir
dos resultados efetivos. Os efeitos decorrentes das revisões das estimativas contábeis são
reconhecidos no período da revisão.
40
As premissas e estimativas significativas para as demonstrações financeiras estão
relacionadas a seguir:
a) Imposto de renda e contribuição social

A Sociedade reconhece ativos e passivos diferidos com base nas diferenças entre o valor
contábil apresentado nas demonstrações financeiras e a base tributária dos ativos e
passivos, utilizando as alíquotas em vigor. A Sociedade revisa regularmente os impostos
diferidos ativos em termos de possibilidade de recuperação, considerando-se o lucro
histórico gerado e o lucro tributável futuro projetado, de acordo com estudo de viabilidade
técnica.

b) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas

A Sociedade é parte em diversos processos judiciais e administrativos como descrito na


nota explicativa nº 19. Provisões são constituídas para os riscos tributários, cíveis e
trabalhistas referentes a processos judiciais que representam perdas prováveis e estimadas
com certo grau de segurança. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação
das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as
decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como
a avaliação dos assessores legais. A Administração acredita que essas provisões para
riscos tributários, cíveis e trabalhistas estão corretamente apresentadas nas demonstrações
financeiras.

c) Plano de assistência médica de aposentados

O valor atual do plano de assistência médica depende de uma série de fatores que são
determinados com base em cálculos atuariais, que atualizam uma série de premissas,
como, por exemplo, taxa de desconto, entre outras, as quais estão divulgadas na nota
explicativa nº 20.b).

d) Plano de outorga de opções de compra de ações, programa de outorga de ações restritas


e programa de aceleração da estratégia.

O plano de outorga de opções de compra de ações, o programa de outorga de ações


restritas e o programa de aceleração da estratégia são mensurados pelo valor justo na data
da outorga e a despesa é reconhecida no resultado durante o período no qual o direito é
adquirido em contrapartida à rubrica “Capital adicional integralizado” no patrimônio
líquido. Nas datas dos balanços, a Administração da Sociedade revisa as estimativas
quanto à quantidade de opções/ações restritas e reconhece, quando aplicável, no resultado
do exercício em contrapartida ao patrimônio líquido o efeito decorrente desta revisão. As
premissas e modelos utilizados para estimar o valor justo dos planos de outorga de opções
de compra de ações, do programa de outorga de ações restritas e do programa de
aceleração da estratégia estão divulgados na nota explicativa nº 25.1.

e) Provisão para perda de valor recuperável

Uma perda por redução ao valor recuperável existe quando o valor contábil de um ativo
ou unidade geradora de caixa excede o seu valor recuperável, o qual é o maior entre o
valor justo menos custos de venda e o valor em uso. O cálculo do valor justo menos custos
de vendas é baseado em informações disponíveis de transações de venda de ativos
similares ou preços de mercado menos custos adicionais para descartar o ativo.
41
O cálculo do valor em uso é baseado no modelo de fluxos de caixa descontado. Os fluxos
de caixa derivam do orçamento para os próximos cinco a dez anos, conforme segmento
operacional, e suas projeções consideram as perspectivas do mercado de atuação, as
estimativas de investimentos e capital de giro futuros, além de outros fatores econômicos.
O valor em uso é sensível à taxa de desconto utilizada no método de fluxo de caixa
descontado, bem como à taxa de crescimento utilizada para fins de extrapolação..

f) Provisão para perdas em contas a receber de clientes

A provisão para perdas em contas a receber de clientes está estimada utilizando-se de


metodologia de “aging list”. São considerados para o cálculo da provisão para perdas os
diferentes riscos de acordo com a operação de cobrança. A Administração considera
suficiente este método para cobrir eventuais perdas, conforme os valores demonstrados
na nota explicativa nº 8.

g) Provisão para perdas nos estoques

A provisão para perdas nos estoques está estimada utilizando-se de metodologia para
contemplar produtos descontinuados, materiais com giro lento, materiais com prazo de
validade expirado ou próximo da data de expiração, e materiais fora dos parâmetros de
qualidade. A Administração considera suficiente este método para cobrir eventuais
perdas nos estoques, conforme os valores demonstrados na nota explicativa nº 9.

4. COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS

Aquisição da The Body Shop International

Em 7 de setembro de 2017, a Natura (Brasil) International B.V. – Holanda (“Natura


Holanda”), subsidiária da Sociedade, concluiu a aquisição de 100% das ações de emissão da
The Body Shop International (“The Body Shop”) detidas pela L´Oréal S.A. (“Vendedora”),
pelo montante de R$ 3.987.541, detalhados a seguir:

Preço de aquisição de 100% das ações 3.485.575


Royalties sobre Propriedade Intelectual 8.236
Contas a pagar entre partes relacionadas (The Body Shop com L'Oreal) 493.730

3.987.541

Implementou-se assim o fechamento da operação formalizada por meio do contrato de


compra e venda de ações de emissão da The Body Shop celebrado entre Vendedora e a
Natura Holanda em 26 de junho de 2017.
A The Body Shop, sociedade domiciliada, registrada e constituída segundo as leis da
Inglaterra, tem como atividades desenvolver, distribuir e vender cosméticos e produtos de
beleza e opera sob a marca “The Body Shop” na África, Ásia, América do Norte, América
do Sul, Europa e Oceania. A comercialização ocorre através de lojas próprias, e-commerce
e lojas franqueadas.
A Sociedade adquiriu a The Body Shop para expandir sua atuação no mercado internacional
e no mercado de varejo, uma vez que a aquisição adiciona aproximadamente 3.000 lojas,
42
entre próprias e franqueadas, distribuídas por todos os continentes.
A seguir são apresentados os valores justos preliminares dos ativos e passivos identificáveis
na data da aquisição, obtidos a partir do laudo do Método de Alocação de Compra
desenvolvido por consultores independentes:

Ativos 07/09/2017
Caixa e equivalentes de caixa 142.522
Contas a receber de clientes 192.792
Estoques 484.362
Impostos a recuperar 51.475
Instrumentos financeiros derivativos 4.016
Outros créditos a receber 79.260
Imposto de renda diferido 19.702
Imobilizado (a) 409.786
Intangível:
Marca (c) 1.718.267
Relacionamento com franqueados (d) 456.707
Relacionamento com sub-franqueados (d) 18.718
Outros intangíveis (b) 202.412

Total do ativo 3.788.255

Passivo 07/09/2017
Fornecedores 283.494
Empréstimos e Financiamentos 33.728
Obrigações tributárias 11.990
Arrendamento mercantil operacional 35.839
Imposto de renda a pagar 4.543
Imposto de renda diferido 383.252
Obrigações Previdenciárias e Salários 84.667
Instrumentos financeiros derivativos 8.100
Provisão para contingências 22.892
Outras Contas a Pagar 62.224

Total do passivo 930.730

Total dos ativos identificáveis líquidos 2.849.290

Total da contraprestação 3.987.541

Ágio preliminar 1.138.251

a) Vidas úteis médias referenciadas na nota explicativa n° 15.


b) Refere-se principalmente a softwares e fundo de comércio amortizáveis entre 3 e 18 anos.
c) Marca com vida útil indefinida.
d) Vida útil definida entre 3 à 15 anos.

Informações obtidas sobre fatos e circunstâncias existentes na data da aquisição podem


resultar em ajustes na alocação de ativos intangíveis e ágio. Esta análise será concluída
43
dentro de um período máximo de doze meses da data de aquisição.
O ágio de R$ 1.138.251 compreende o valor dos benefícios econômicos futuros oriundos
das sinergias decorrentes da aquisição. O montante referido de ágio não será dedutível para
fins fiscais.
O Imposto de Renda Diferido Passivo líquido calculado com base nas premissas do CPC 32
– Tributos sobre o Lucro (IAS 12 – Income taxes), utilizou a alíquota de 19% para
apropriações no período de setembro de 2017 a abril de 2020 e 17%, aplicável no Reino
Unido a partir de abril de 2020.
O valor justo da contraprestação foi de R$ 3.987.541, pagos integralmente à vista.
A Sociedade poderá ser indenizada pela Vendedora, até seis meses após a data da aquisição,
no caso da identificação de passivos gerados no período de 31 de dezembro de 2016 a 07
setembro de 2017, não registrados no balanço patrimonial levantado na data da aquisição.
A The Body Shop apresentava, na data de sua aquisição, saldo referente às “Partes
relacionadas com L’Oreal” de R$ 493.730 liquidado por parte do preço de aquisição.
Os custos relacionados à aquisição, incorridos até 31 de dezembro de 2017, no total de
R$87.106, foram reconhecidos na demonstração do resultado da Controladora (R$68.580) e
do Consolidado (R$87.106).
Desde a data da aquisição até 31 de dezembro de 2017, a The Body Shop contribuiu para a
Sociedade com Receita líquida de R$1.456.557 e Lucro líquido de R$134.351. Caso a
aquisição tivesse sido em 1° de janeiro de 2017, a Sociedade estima que as Receitas líquidas
consolidadas teriam sido de R$3.301.224 e o Lucro líquido de R$66.187.

Em 07 de setembro de 2017, a controlada The Body Shop International contratou uma série
de serviços transicionais que serão prestados pela L’Óreal SA (“Vendedora”), no período de
setembro de 2017 a fevereiro de 2019, a fim de garantir a manutenção de suas atividades
durante o período de integração à Sociedade. Os pagamentos totais mínimos de
fornecimento, segundo o contrato, estão apresentados na nota explicativa n° 30.3.

5. GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO

5.1. Considerações gerais e políticas

A administração dos riscos e a gestão dos instrumentos financeiros são realizadas por
meio de políticas, definição de estratégias e implementação de sistemas de controle,
definidos pelo Comitê de Tesouraria e aprovados pelo Conselho de Administração da
Sociedade. A aderência das posições de tesouraria em instrumentos financeiros,
incluindo os derivativos, em relação a essas políticas é apresentada e avaliada
mensalmente pelo Comitê de Tesouraria da Sociedade e posteriormente submetida à
apreciação dos Comitês de Auditoria e Executivo e do Conselho de Administração.

A gestão de riscos das operações Natura (Brasil, Latam, Holanda, EUA e França) são
realizadas pela Tesouraria Central da Sociedade, que tem também a função de aprovar
todas as operações de aplicações e empréstimos realizadas. A gestão de risco das
controladas Aesop e The Body Shop são independentes da Tesouraria Central da
Sociedade.

44
Abaixo apresentaremos os valores contábeis e justos dos instrumentos financeiros da
Sociedade em 31 de dezembro de 2017:

Controladora

Valor Contábil Valor justo

Designado a Empréstimos e
Ativos Financeiros Nota valor justo recebíveis Total Nível 2

Derivativos "financeiros" 5 6.560 - 6.560 6.560


Certificado de Depósitos Bancários 6e7 23.286 - 23.286 23.286
Fundos de investimento exclusivo 7 1.926.119 - 1.926.119 1.926.119
Contas a receber de clientes e partes relacionadas 8 e 29 - 1.005.138 1.005.138 1.005.138
Caixa e bancos 6 - 74.377 74.377 74.377

Total 1.955.965 1.079.515 3.035.480 3.035.480

Valor Contábil Valor justo

Designados a Outros passivos


Passivos Financeiros Nota valor justo financeiros Total Nível 2

Empréstimos subsidiados 16 - (28.072) (28.072) (28.072)


Captação dívidas em moeda local 16 - (7.572.380) (7.572.380) (7.790.611)
Captação de dívidas em moeda estrangeira 16 - (495.954) (495.954) (497.185)
Passivo de Arrendamento Mercantil Financeiro 16 - (359.317) (359.317) (359.317)
Fornecedores e partes relacionadas 17 e 29 - (630.551) (630.551) (630.551)

Total - (9.086.274) (9.086.274) (9.305.736)

Consolidado

45
Valor Contábil Valor justo
Designados ao Empréstimos e
Ativos financeiros Nota valor justo recebíveis Total Nível 2

Contratos de câmbio a termo utilizados para


hedging 5 14.778 - 14.778 14.778
Títulos públicos 7 864.825 - 864.825 864.825
Letra Financeira 7 915.853 - 915.853 915.853
Certificado de Depósitos Bancários (a) 6e 7 166.500 - 166.500 166.500
Operações Compromissadas 6 922.054 - 922.054 922.054
Fundos de investimento mútuo 7 174.668 - 174.668 174.668
Contas a receber de clientes 8 - 1.507.921 1.507.921 1.507.921
Caixa e bancos 6 - 556.536 556.536 556.536

3.058.678 2.064.457 5.123.135 5.123.135

Valor Contábil Valor justo


Designados ao Custo
Passivos financeiros Nota valor justo amortizado Total Nível 2

Empréstimos subsidiados 16 - (598.897) (598.897) (598.897)


Captação de dívidas em moeda local 16 - (7.759.766) (7.759.766) (7.977.997)
Captação de dívidas em moeda estrangeira 16 - (510.477) (510.477) (511.708)
Passivo de arrendamento mercantil financeiro 16 - (462.760) (462.760) (462.760)
Fornecedores e outras contas a pagar 17 - (1.553.763) (1.553.763) (1.553.763)

- (10.885.663) (10.885.663) (11.105.125)

5.2. Fatores de risco financeiro

As atividades da Sociedade e de suas controladas as expõem a diversos riscos financeiros:


riscos de mercado (incluindo risco de moeda e de taxa de juros), de crédito e de liquidez.
O programa de gestão de risco global da Sociedade concentra-se na imprevisibilidade dos
mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no desempenho
financeiro, utilizando instrumentos financeiros derivativos para proteger certas
exposições a risco.

a) Riscos de mercado

A Sociedade e as controladas estão expostas a riscos de mercado decorrentes das


atividades de seus negócios. Esses riscos de mercado envolvem principalmente a
possibilidade de flutuações na taxa de câmbio e mudanças nas taxas de juros.

Os seguintes instrumentos financeiros derivativos são utilizados pela Sociedade


como proteção aos riscos de mercado, compondo os saldos do Balanço Patrimonial
apresentados abaixo:

46
Controladora Consolidado

Valor justo - Ganho (Perda) Valor justo – Ganho (Perda)


(Nível 2) (Nível 2)
Descrição 2017 2016 2017 2016

Derivativos “financeiros” 6.560 (69.864) 10.781 (73.360)


Derivativos “operacionais” - - 3.997 -
Derivativos “swap” de taxa de juros - - - (142)
Total 6.560 (69.864) 14.778 (73.502)

As características destes instrumentos e os riscos aos quais são atrelados estão


descritas a seguir:

i) Risco cambial

A Sociedade e suas controladas estão expostas ao risco de câmbio resultante de


instrumentos financeiros em moedas diferentes de suas moedas funcionais. Para a
redução da referida exposição, foram implantadas políticas para proteger o risco
cambial, que estabelecem níveis de exposição vinculados a esse risco.

Os procedimentos de tesouraria definidos pelas políticas vigentes incluem rotinas


mensais de projeção e avaliação da exposição cambial consolidada da Sociedade e
de suas controladas, sobre as quais se baseiam as decisões tomadas pela
Administração.

A política de proteção cambial da Sociedade, considera os valores em moeda


estrangeira dos saldos a receber e a pagar de compromissos já assumidos e registrados
nas demonstrações financeiras, bem como fluxos de caixa futuros, com prazo médio
de seis meses, ainda não registrados no balanço patrimonial.

A The Body Shop possui uma política de proteção cambial específica, que engloba
contratos de empréstimos em moedas estrangeiras entre empresas do grupo, bem
como operações de compra e venda futuras de mercadorias, pelo prazo máximo de
12 meses.

Em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016, a Sociedade e suas


controladas estão expostas basicamente ao risco de flutuação do dólar norte-
americano, euro e libra esterlina. Para proteger as exposições cambiais com relação
à moeda estrangeira, a Sociedade e suas controladas contratam operações com
instrumentos financeiros derivativos do tipo “swap” e compra a termo de moeda
denominada “Non Deliverable Forward - NDF” (“forward”). Conforme a Política de
Proteção Cambial os derivativos contratados pela Sociedade ou por suas controladas
deverão limitar a perda referente à desvalorização cambial em relação ao lucro
líquido projetado para o exercício em curso, dada uma determinada estimativa de
desvalorização cambial em relação ao dólar norte-americano. Essa limitação define
o teto ou a exposição cambial máxima permitida à Sociedade e a suas controladas
com relação ao dólar norte-americano e ao euro.

Em 31 de dezembro de 2017, o balanço patrimonial da controladora e consolidado


inclui contas denominadas em moeda estrangeira que, em conjunto, representam um
47
passivo de R$ 495.955 e R$ 510.478, respectivamente (em 31 de dezembro de 2016,
R$ 1.596.651 e R$ 1.658.689, respectivamente). Essas contas constituídas por
empréstimos e financiamentos, na sua totalidade são protegidas com derivativos do
tipo “swap”.

Instrumentos derivativos para proteção do risco de câmbio

A Sociedade classifica os derivativos em “financeiros” e “operacionais. Os


“financeiros” são derivativos do tipo “swap” ou “forwards” contratados para proteger o
risco cambial dos empréstimos e financiamentos denominados em moeda estrangeira.
Os “operacionais” são derivativos contratados para proteger o risco cambial dos fluxos
de caixa operacionais do negócio.

Os contratos em aberto de “swap” têm vencimentos entre janeiro de 2018 e julho de


2021 e foram celebrados com contrapartes representadas pelos bancos Bank of
America (54%) e Banco de Tokyo (46%). Os contratos de “forward” de moeda contra
libra esterlina tem vencimentos em até 12 meses e foram celebrados com contrapartes
representadas pelo banco HSBC. Em 31 de dezembro de 2017, os saldos de
Derivativos “financeiros” estão assim compostos:

Derivativos “financeiros” – Controladora

Ganho (perda) de ajuste a


Valor principal (Notional) Valor da Curva Valor justo
valor justo
Descrição 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016

Contratos de “swap” (a):


Ponta ativa: Posição comprada 483.954 1.614.877 495.857 1.596.181 496.813 1.591.783 956 (4.398)
dólar
Ponta passiva: Taxa CDI pós-
fixada: Posição vendida no 483.954 1.614.877 489.831 1.655.051 490.253 1.661.647 422 6.596
CDI
Total de Instrumentos
Financeiros Derivativos - - 6.026 (58.870) 6.560 (69.864) 534 (10.994)
líquido:

Derivativos “financeiros” – Consolidado

Ganho (perda) de
Valor principal (Notional) Valor da Curva Valor justo
ajuste a valor justo

Descrição 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016

Contratos de “swap” (a): Ponta ativa:


494.329 1.679.243 510.071 1.658.714 510.426 1.652.797 356 (5.917)
Posição comprada dólar
Ponta passiva: Taxa CDI pós-fixada:
494.329 1.679.243 500.206 1.719.899 500.477 1.726.157 271 6.257
Posição vendida no CDI
Contratos de”forward”(b) Posição
315.972 - 615 - 832 - 217 -
líquida de câmbio contra GBP
Total de Instrumentos Financeiros
315.972 - 10.480 (61.185) 10.781 (73.360) 302 (12.174)
Derivativos líquido:

(a) As operações de “swap” financeiros consistem na troca da variação cambial por uma correção
relacionada a um percentual da variação do Certificado de Depósito Interbancário - CDI pós-fixado.

(b)As operações de “forward” financeiros consistem na proteção da variação cambial em operações de


48
várias moedas contra a libra esterlina.

O valor principal representa os valores dos derivativos contratados. O valor justo


refere-se ao valor reconhecido no balanço dos derivativos contratados ainda em
aberto nas datas dos balanços.

Para os instrumentos financeiros derivativos mantidos pela Sociedade e por suas


controladas em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016, devido ao fato
de os contratos serem efetuados diretamente com instituições financeiras e não por
meio da B3, não há margens depositadas como garantia das referidas operações.

Derivativos “operacionais” - Consolidado

Em 31 de dezembro de 2017, a Sociedade mantém instrumentos financeiros


derivativos denominados Contrato a Termo ou Non Deliverables Forward (“NDF”)
com o banco HSBC, com o objetivo de proteger o risco cambial das operações de
importação e exportação da controlada The Body Shop contra libras esterlinas e
dólares americanos. A Controladora não apresenta nenhum contrato derivativo
operacional no período.

Estes derivativos são mensurados a valor justo, com ganhos e perdas reconhecidos
no grupo de custo dos produtos vendidos e estão assim compostos:
Valor principal
Valor justo
(Notional)
Descrição 2017 2016 2017 2016
Hedge fluxo de caixa com hedge accounting:
Posição líquida GBP e USD (52.414) - 4.109 -

Hedge fluxo de caixa sem hedge accounting:


Contratos de "forwards" (3.975) - (112) -

Total de Instrumentos Financeiros Derivativos líquido: (56.389) - 3.997 -

Análise de sensibilidade

Na análise de sensibilidade relacionada ao risco de exposição cambial a


Administração da Sociedade entende que há necessidade de considerar além dos
ativos e passivos, com exposição à flutuação das taxas de câmbio, registrados no
balanço patrimonial, o valor da curva dos instrumentos financeiros contratados pela
Sociedade para proteção de determinadas exposições em 31 de dezembro de 2017,
conforme demonstrado no quadro a seguir:
Controladora Consolidado
Empréstimos e financiamentos no Brasil em moeda estrangeira
(nota explicativa n°16) (495.954) (510.477)

Contas a receber registradas no Brasil em moeda estrangeira - 6.844


Contas a pagar registradas no Brasil em moeda estrangeira (7.509) (8.875)
Valor da curva dos derivativos “financeiros” 495.857 510.071
Exposição passiva líquida (7.607) (2.438)

49
As tabelas seguintes demonstram a projeção de ganho incremental que teria sido
reconhecido no resultado do período subsequente, supondo estática a exposição
cambial líquida atual e os seguintes cenários:

Controladora
Risco da
Descrição
Sociedade Cenário provável Cenário II Cenário III

Exposição líquida Alta do dólar (62) (1.571) (2.577)

Consolidado
Risco da
Descrição
Sociedade Cenário provável Cenário II Cenário III

Exposição líquida Alta do dólar (20) (504) (826)

O cenário provável considera as taxas futuras do dólar norte-americano para entrega


em 90 dias, conforme cotações obtidas na B3 nas datas previstas dos vencimentos
dos instrumentos financeiros com exposição ao câmbio de (R$ 3,31/US$ 1,00). Os
cenários II e III consideram uma alta do dólar norte-americano de 25% (R$ 4,17/US$
1,00) e de 50% (R$ 5,00/US$ 1,00), respectivamente. Os cenários provável, II e III
estão sendo apresentados em atendimento à Instrução CVM nº 475/08. A
Administração utiliza o cenário provável na avaliação das possíveis mudanças na
taxa de câmbio e apresenta o referido cenário em atendimento à CPC 40 / IFRS 7 -
Instrumentos Financeiros: Divulgações.

A exposição líquida da “The Body Shop” é muito próxima de zero em decorrência


da efetividade dos derivativos.

A Sociedade e suas controladas não operam com instrumentos financeiros


derivativos com propósitos de especulação.

Instrumentos derivativos designados para contabilização de proteção (hedge


accounting)

A Sociedade efetuou a designação formal de suas operações sujeitas à contabilização


de proteção (hedge accounting) para os instrumentos financeiros derivativos para
proteção de empréstimos denominados em moeda estrangeira e para proteção dos
fluxos de caixa operacionais originados das transações de compras e vendas em
moeda estrangeira da The Body Shop, documentando:
 O relacionamento do hedge;
 O objetivo e estratégia de gerenciamento de risco da Sociedade em contratar a
operação de hedge;
 A identificação do instrumento financeiro;
 O objeto ou transação de cobertura;
 A natureza do risco a ser coberto;
 A descrição da relação de cobertura;
50
 A demonstração da correlação entre o hedge e o objeto de cobertura, quando
aplicável; e
 A demonstração prospectiva da efetividade do hedge.

As posições dos instrumentos financeiros derivativos designados como hedge de


fluxo de caixa em aberto em 31 de dezembro de 2017 estão demonstradas a seguir:

Instrumento Designados como Hedge de fluxo de caixa – controladora

Outros resultados
abrangentes
Ganho
Objeto Moeda de Valor de Ganho
Valor da Valor (Perda) no
de referência referência (Perda)
Curva Justo (a) período de
Proteção (Notional) (Notional) acumulada
12 meses
Swap de moeda
Moeda BRL 478.697 3.094 3.863 769 11.316
- US$/R$

Instrumento Designados como Hedge de fluxo de caixa – consolidado

Outros resultados
abrangentes
Ganho
Objeto Moeda de Valor de Ganho (Perda) no
Valor da Valor
de referência referência (Perda) período
Curva Justo (a)
Proteção (Notional) (Notional) acumulada de 12
meses
Swap de moeda -
Moeda BRL 478.697 3.094 3.863 769 11.316
US$/R$
Forward contract Moeda GBP (56.389) 2.391 3.998 1.607 2.134

(a) O método de apuração do valor justo utilizado pela Sociedade consiste em calcular o valor futuro
com base nas condições contratadas e determinar o valor presente com base em curvas de mercado,
extraídas da B3.

A Sociedade designa como hedge de fluxo de caixa instrumentos financeiros


derivativos utilizados para compensar variações decorrentes de exposição de câmbio,
no valor de mercado de dívidas contratadas, diferente da moeda funcional.

Em 31 de dezembro de 2017, a posição consolidada dos instrumentos designados


como hedge de fluxo de caixa totalizava US$ 146.875 (cento e quarenta e seis
milhões, oitocentos e setenta e cinco mil dólares americanos) e £ (12.664) (doze
milhões, seiscentos e sessenta e quatro mil libras esterlinas) de valor “notional” R$
478.697 e R$ (56.389), respectivamente. Foi reconhecido em “outros resultados
abrangentes” no exercício findo em 31 de dezembro de 2017 um ganho de R$ 13.450
(R$ 9.172 líquido dos efeitos tributários), e no exercício findo em 31 de dezembro
de 2016 uma perda de R$ (2.346) R$ (1.548) líquida dos efeitos tributários), os quais
se referem em sua totalidade como efetivos.

51
ii) Risco de taxa de juros
O risco de taxa de juros decorre de aplicações financeiras e de empréstimos. Os
instrumentos financeiros emitidos a taxas variáveis expõem a Sociedade e suas
controladas ao risco de fluxos de caixa associado à taxa de juros. Os instrumentos
financeiros emitidos às taxas prefixadas expõem a Sociedade e suas controladas ao
risco de valor justo associado à taxa de juros.
O risco de fluxos de caixa associado à taxa de juros da Sociedade decorre de aplicações
financeiras e empréstimos e financiamentos de curto e longo prazos emitidos a taxas
pós-fixadas. A Administração da Sociedade mantém na sua maioria os indexadores de
suas exposições a taxas de juros ativas e passivas atrelados a taxas pós-fixadas. As
aplicações financeiras são corrigidas pelo CDI e os empréstimos e financiamentos são
corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP, CDI e taxas prefixadas,
conforme contratos firmados com as instituições financeiras e por meio de negociações
de valores mobiliários com investidores desse mercado.
A Sociedade e suas controladas contratam derivativos do tipo “swap”, com o objetivo
de mitigar os riscos das operações de empréstimos e financiamentos contratados a taxas
prefixadas.
Em 31 de dezembro de 2017, no balanço patrimonial consolidado, os financiamentos
emitidos a taxas prefixadas não são superiores a TJLP (R$ 5.046 em 31 de dezembro
de 2016). Tais financiamentos apresentados em 30 de junho de 2017 foram liquidados
na data prevista em contrato, em 18 de agosto de 2017 no montante R$ 5.125.

Instrumentos derivativos para proteção do risco de taxa de juros

Em 18 de agosto de 2017, a Sociedade liquidou o contrato de “swap” que foi


celebrado com contraparte representada pelo banco Santander e estava assim
composto no exercício findo de 2016:

Derivativos “swap” de taxa de juros – controladora e consolidado

Valor principal Ganho (perda) de


Valor da Curva Valor justo
(Notional) ajuste valor justo
Descrição 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016
Contratos de “swap” (a): Ponta
ativa: Posição comprada a taxa pré-
fixada - 5.000 - 5.045 - 4.935 - (110)
Ponta passiva: Taxa CDI pós-
fixada: Posição vendida no CDI - 5.000 - 5.077 - 5.077 - -
Total de Instrumentos Financeiros
Derivativos líquido: - - - (32) - (142) - (110)

(a) As operações de “swap” financeiros consistem na troca de uma taxa de juros pré-fixada por uma
correção relacionada a um percentual da variação do Certificado de Depósito Interbancário - CDI pós-
fixado.

Análise de sensibilidade

Em 31 de dezembro de 2017 há contratos de empréstimos e financiamentos


denominados em moeda estrangeira e emitidos a taxas prefixadas que possuem
52
contratos de “swap” atrelados, trocando a indexação do passivo para a variação do
CDI. Dessa forma, o risco da Sociedade passa a ser a exposição à variação do CDI. A
seguir está apresentada a exposição a risco de juros das operações vinculadas à
variação do CDI, incluindo as operações com derivativos:

Controladora Consolidado
Total dos empréstimos e financiamentos - em moeda local (nota explicativa
nº 16) (7.959.769) (8.821.423)
Operações em moeda estrangeira com derivativos atrelados ao CDI (a) (495.954) (510.477)
Aplicações financeiras (notas explicativas nº 6 e 7 ) 1.949.405 3.113.900
Exposição líquida (6.118.929) (4.968.957)

(a) Refere-se à contratação de derivativos atrelados ao CDI para proteger os empréstimos e


financiamentos captados no Brasil em moeda estrangeira.

A análise de sensibilidade considera a exposição dos empréstimos e financiamentos


atrelados ao CDI e à TJLP, líquidos das aplicações financeiras, também indexadas
ao CDI (notas explicativas n° 6 e 7).

As tabelas seguintes demonstram a projeção de ganho (perda) incremental que teria


sido reconhecida (o) no resultado do período subsequente, supondo estática a
exposição passiva líquida atual e os seguintes cenários:

Controladora
Risco da Cenário
Cenário II Cenário III
Descrição Passivo líquido Sociedade provável
Alta da taxa 7.343 (96.220) (199.783)

Consolidado
Risco da Cenário
Cenário II Cenário III
Descrição Passivo líquido Sociedade provável
Alta da taxa 5.963 (78.137) (162.236)

O cenário provável considera as taxas futuras de juros conforme cotações obtidas na


B3 nas datas previstas dos vencimentos dos instrumentos financeiros com exposição
às taxas de juros. Os cenários II e III consideram uma alta das taxas de juros em 25%
(8,5% ao ano) e 50% (10,2% ao ano), respectivamente, sobre uma taxa de CDI de
6,8% ao ano para o cenário provável.

b) Risco de crédito
O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas
obrigações contratuais, levando a Sociedade a incorrer em perdas financeiras. As
vendas da Sociedade e de suas controladas são efetuadas para um grande número de
Consultores (as) Natura e esse risco é administrado por meio de um rigoroso processo
de concessão de crédito. O resultado dessa gestão está refletido na rubrica “Provisão
para perdas em contas a receber de clientes”, conforme demonstrado na nota
explicativa nº 8.

A Sociedade e suas controladas estão sujeitas também a riscos de crédito


relacionados aos instrumentos financeiros contratados na gestão de seus negócios,
principalmente, representados por caixa e equivalentes de caixa, aplicações
53
financeiras e instrumentos financeiros derivativos.

A Sociedade considera baixo o risco de crédito das operações que mantém em


instituições financeiras com as quais opera, que são consideradas pelo mercado como
de primeira linha.

A Política de Aplicações Financeiras estabelecida pela Administração da Sociedade


elege as instituições financeiras com as quais os contratos podem ser celebrados,
além de definir limites quanto aos percentuais de alocação de recursos e valores
absolutos a serem aplicados em cada uma delas.

c) Risco de liquidez

A gestão prudente do risco de liquidez implica manter caixa, títulos e valores


mobiliários suficientes, disponibilidades de captação por meio de linhas de crédito
compromissadas e capacidade de liquidar posições de mercado.

A Administração monitora o nível de liquidez consolidado da Sociedade


considerando o fluxo de caixa esperado em contrapartida às linhas de crédito não
utilizadas.

Os saldos líquidos estão negativos em decorrência da transferência do saldo da dívida


das Notas Promissórias do Passivo Não Circulante para o Passivo Circulante, em
decorrência da liquidação antecipada que ocorreu através dos recursos obtidos com
a captação de recursos ocorrida em 01 de fevereiro de 2018, conforme nota
explicativa nº 33. O processo de rolagem e alongamento de prazos dos empréstimos
e financiamentos, iniciado no último trimestre, recuperou os saldos positivos de
capital de giro, conforme apresentado abaixo:

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Total de Ativos Circulantes 3.544.427 2.571.365 7.056.309 4.802.900


Total de Passivos Circulantes (4.803.307) (2.981.740) (6.912.005) (4.177.899)

Total de Capital Circulante Líquido


(1.258.880) (410.375) 144.304 625.001

O valor contábil consolidado dos passivos financeiros, mensurados pelo método do


custo amortizado, e seus correspondentes vencimentos são demonstrados a seguir:

54
Controladora em 31 de dezembro de Menos de um Dois e cinco Mais de cinco Total de fluxo de Juros a incorrer/
2017 ano Um e dois anos anos anos caixa esperado valor justo Valor contábil

Circulante:
Empréstimos, financiamentos e
3.539.940 - - - 3.539.940 (16.879) 3.523.061
debêntures

Fornecedores partes relacionadas,


630.551 - - - 630.551 - 630.551
Fornecedores e outras contas a pagar

Não circulante:
Empréstimos, financiamentos e
- 1.920.969 2.951.401 331.072 5.203.442 (270.780) 4.932.662
debêntures

Consolidado em 31 de dezembro de Menos de um Dois e cinco Mais de cinco Total de fluxo de Juros a incorrer/
2017 ano Um e dois anos anos anos caixa esperado valor justo Valor contábil

Circulante:
Empréstimos, financiamentos e
4.122.166 - - - 4.122.166 (45.497) 4.076.669
debêntures

1.553.763 - - - 1.553.763 -
Fornecedores e outras contas a pagar 1.553.763

Não circulante:
Empréstimos, financiamentos e
debêntures - 2.102.997 3.151.823 448.474 5.703.294 (440.063) 5.255.231

5.3. Gestão de capital

Os objetivos da Sociedade ao administrar seu capital são os de salvaguardar a


capacidade de continuidade da Sociedade para oferecer retorno aos acionistas e
benefícios a outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal
para reduzir esse custo.

A Sociedade monitora o capital com base nos índices de alavancagem financeira. Esse
índice corresponde à dívida líquida dividida pelo patrimônio líquido. A dívida líquida,
por sua vez, corresponde ao total de empréstimos e financiamentos (incluindo
empréstimos e financiamentos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no
balanço patrimonial consolidado) subtraído do montante de caixa e equivalentes de
caixa e títulos e valores mobiliários. A dívida líquida a seguir demonstrada considera os
ajustes dos derivativos contratados para mitigar o risco cambial.

Os índices de alavancagem financeira consolidados em 31 de dezembro de 2017 e 31


de dezembro de 2016 estão demonstrados a seguir:
Cont roladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Empréstimos e financiamentos de curt o e longo prazo (nota


8.455.723 3.462.687 9.331.900 4.390.171
explicativa n°16)
Derivativos “ financeiros”, derivativos "operacionais" e
(6.560) 69.864 (14.778) 73.502
derivativos “ swap” de taxa de juros
Caixa e equivalentes de caixa e T ítulos e valores mobiliários
(nota explicativa n°6 e n°7, exceto Cert ificados de Depósitos (2.001.823) (1.210.999) (3.648.477) (2.278.588)
Bancários - Crer pra Ver)

Dívida líquida 6.447.340 2.321.552 5.668.645 2.185.085

P atrimônio líquido 1.634.746 996.385 1.634.746 996.385


Índice de alavancagem financeira 394,39% 233,00% 346,76% 219,30%

O aumento no índice de alavancagem financeira é decorrente das captações realizadas


no exercício de 2017 para financiamento da aquisição da The Body Shop e está dentro
55
do esperado pela Administração após essa transação.

5.4. Estimativa de valores justos


Os instrumentos financeiros que são mensurados ao valor justo nas datas dos balanços
conforme determinado pelo CPC 40 / IFRS 7 - Instrumentos Financeiros: Evidenciação
seguem a seguinte hierarquia:
 Nível 1: Avaliação com base em preços cotados (não ajustados) em mercados
ativos para ativos e passivos idênticos nas datas dos balanços. Um mercado é visto
como ativo se os preços cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis a
partir de uma Bolsa de Mercadorias e Valores, um corretor, grupo de indústrias,
serviço de precificação ou agência reguladora e aqueles preços representam
transações de mercado reais, as quais ocorrem regularmente em bases puramente
comerciais.
 Nível 2: Utilizado para instrumentos financeiros que não são negociados em
mercados ativos (por exemplo, derivativos de balcão), cuja avaliação é baseada em
técnicas que, além dos preços cotados incluídos no Nível 1, utilizam outras
informações adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo direta (ou seja, como
preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços).
 Nível 3: Avaliação determinada em virtude de informações, para os ativos ou
passivos, que não são baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja,
informações não observáveis).
Em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016, a mensuração da totalidade dos
derivativos da Sociedade e de suas controladas corresponde às características do Nível
2, sendo que durante este período/exercício não houve alterações de níveis. O valor justo
dos derivativos de câmbio (“swap”) é determinado com base nas taxas de câmbio futuras
nas datas dos balanços, com o valor resultante descontado ao valor presente.
Valores justos de instrumentos financeiros avaliados ao custo amortizado (Nível 2)

Aplicações financeiras
Os valores contábeis das aplicações financeiras aproximam-se dos seus valores justos
em virtude de as operações serem efetuadas a juros pós-fixados.

Empréstimos, financiamentos e debêntures


Os valores contábeis dos empréstimos, financiamentos e debêntures são considerados
por seus valores justos, pois estão atrelados a uma taxa de juros pós-fixada, no caso, a
variação do CDI. Os valores contábeis dos financiamentos atrelados à TJLP aproximam-
se dos seus valores justos em virtude de a TJLP ter correlação com o CDI e ser uma taxa
pós-fixada.
Os valores justos dos empréstimos e financiamentos contratados com juros prefixados
correspondem a valores próximos aos saldos contábeis divulgados na nota explicativa
nº 16.
Contas a receber de clientes e fornecedores

56
Estima-se que os valores contábeis das contas a receber de clientes e das contas a pagar
aos fornecedores estejam próximos de seus valores justos de mercado, em virtude do
curto prazo das operações realizadas.
As sociedades não mantêm nenhuma garantia para os títulos em atraso.

6. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Caixa e bancos 74.377 60.229 556.536 203.010


Certificado de Depósitos Bancários (a) 1.327 1.202 144.541 119.274
Operações compromissadas (b) - - 992.054 769.186
75.704 61.431 1.693.131 1.091.470

(a) Em 31 de dezembro de 2017, as aplicações em Certificado de Depósitos Bancários são remuneradas por
uma taxa média de 101,1% do CDI (101,2% do CDI em 31 de dezembro de 2016) com vencimentos diários
resgatáveis com o próprio emissor, sem perda significativa de valor.
(b) As operações compromissadas são títulos emitidos pelos bancos com o compromisso de recompra do título
por parte do banco, e de revenda pelo cliente, com taxas definidas, e prazos predeterminados, lastreados
por títulos privados ou públicos dependendo da disponibilidade do banco e são registradas na CETIP. Em
31 de dezembro de 2017, as operações compromissadas são remuneradas por uma taxa média de 100,2%
do CDI (100,1% do CDI em 31 de dezembro de 2016).

7. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Fundos de investimento exclusivos 1.926.119 1.149.568 - -


Fundos de investimento mútuo - - 174.668 151.363
Certificado de Depósitos Bancários (a) 21.959 20.341 21.959 20.341
Letras financeiras - - 915.853 743.047
Títulos públicos (LFT) - - 864.825 292.708
1.948.078 1.169.909 1.977.305 1.207.459

(a) Aplicações em Certificado de Depósitos Bancários remuneradas por taxa de 89,21% do CDI e referente a
valores de vendas da linha Crer para Ver que serão repassadas ao Instituto Natura (94,2% do CDI em 31
de dezembro de 2016).

A Sociedade concentra a maior parte de suas aplicações em fundos de investimentos


exclusivos. Em 31 de dezembro de 2017 as empresas Natura Cosméticos S.A., Natura
Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda., Natura Logística e Serviços Ltda., Indústria e
Comércio de Cosméticos Natura Ltda., Natura Comercial Ltda. e Natura Biosphera
Franqueadora Ltda., possuem participação em cotas do Fundo de Investimento Essencial.

57
Os valores das cotas detidas pela Sociedade são apresentados na rubrica “Fundos de
Investimentos exclusivos” na Controladora. As demonstrações financeiras dos Fundo de
Investimento exclusivos, nos quais o grupo possui participação exclusiva (100% das
cotas), foram consolidadas, sendo que os valores de sua carteira foram segregados por
tipo de aplicação e classificados como equivalente de caixa e títulos e valores mobiliários,
tomando-se como base as práticas contábeis adotadas pela Sociedade.

As características do fundo exclusivo são como segue:


O Fundo de Investimento Essencial é um fundo de renda fixa de crédito privado sob
gestão, administração e custódia do Banco Itaú Unibanco S.A. Os ativos elegíveis na
composição da carteira são: títulos da dívida pública, CDBs, Letras Financeiras e
operações compromissadas. Não há prazo de carência para resgate de quotas, que podem
ser resgatadas com rendimento a qualquer momento.
A composição dos títulos que compõem a carteira do Fundo de Investimento Essencial
em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016, é como segue:
2017 2016
Certificado de depósitos a prazo 143.378 118.127
Operações compromissadas 992.054 769.186
Letras financeiras 915.853 743.047
Títulos públicos (LFT) 864.825 292.708

2.916.110 1.923.068

8. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Contas a receber de clientes 1.069.118 943.839 1.625.474 1.194.846


Provisão para perdas (74.151) (115.618) (117.553) (142.945)
994.967 828.221 1.507.921 1.051.901

A seguir estão demonstrados os saldos de contas a receber de clientes por idade de


vencimento:

58
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

A vencer 928.290 777.278 1.351.516 962.643


Vencidos:
Até 30 dias 45.544 60.704 120.664 97.867
De 31 a 60 dias 27.663 24.529 42.785 34.263
De 61 a 90 dias 23.033 17.198 33.557 22.550
De 91 a 180 dias 44.588 64.130 76.952 77.523
Provisão para perdas (74.151) (115.618) (117.553) (142.945)
994.967 828.221 1.507.921 1.051.901

O saldo da rubrica “Contas a receber de clientes” no consolidado está predominantemente


denominado em reais, com aproximadamente 68% do saldo em aberto em 31 de dezembro
de 2017 (81% em 31 de dezembro de 2016), sendo o saldo remanescente denominado em
moedas diversas e formado pelas vendas das controladas do exterior.

A movimentação da provisão para perdas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2017


está assim representada:

Controladora Consolidado
Saldo em Saldo em Saldo em
2016 Adições (a) Baixas (b) 2017 Saldo em 2016 Adições (a) Baixas (b) 2017

(115.618) (135.466) 176.933 (74.151) (142.945) (232.870) 258.262 (117.553)

A movimentação da provisão para perdas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2016


está assim representada:

Controladora Consolidado
Saldo em Saldo em Saldo em
2015 Adições (a) Baixas (b) 2016 Saldo em 2015 Adições (a) Baixas (b) 2016

(96.646) (230.749) 211.777 (115.618) (123.686) (287.279) 268.020 (142.945)

(a) Provisão constituída conforme a nota explicativa nº 2.7.

(b) Compostas por títulos vencidos há mais de 180 dias, baixados em razão do não recebimento.

A despesa com a constituição da provisão para perdas foi registrada na rubrica “Despesas
com vendas” na demonstração do resultado. Quando não existe expectativa de recuperação
de numerário adicional, os valores creditados na rubrica “Provisão para perdas” são em geral
considerados como perda definitiva do título.
A exposição máxima ao risco de crédito na data das demonstrações financeiras é o valor
contábil de cada faixa de idade de vencimento líquida da provisão para perdas, conforme
demonstrado no quadro de saldos a receber por idade de vencimento. A Sociedade e suas
controladas não mantêm nenhuma garantia para os títulos em atraso.

59
9. ESTOQUES

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Produtos acabados 188.597 195.653 1.064.714 676.835


Matérias-primas e materiais de embalagem - - 230.100 182.778
Materiais promocionais 22.986 18.200 92.264 94.630
Produtos em elaboração - - 16.857 13.293
Provisão para perdas (19.195) (10.495) (160.010) (131.614)
192.388 203.358 1.243.925 835.922

A movimentação da provisão para perdas na realização dos estoques para o exercício findo
em 31 de dezembro de 2017 está assim representada:

Controladora Consolidado
Saldo em Saldo em Saldo em Saldo em
2016 Adições (a) Baixas (b) 2017 2016 Adições (a) Baixas (b) 2017

(10.495) (20.543) 11.843 (19.195) (131.614) (117.287) 88.891 (160.010)

A movimentação da provisão para perdas na realização dos estoques para o exercício findo
em 31 de dezembro de 2016 está assim representada:

Controladora Consolidado
Saldo em Saldo em Saldo em Saldo em
2015 Adições (a) Baixas (b) 2016 2015 Adições (a) Baixas (b) 2016

(15.420) 1.916 3.009 (10.495) (100.236) (119.103) 87.725 (131.614)

(a) Referem-se à constituição de provisão para perdas por descontinuidade, validade e qualidade, para cobrir
as perdas na realização dos estoques, de acordo com a política estabelecida pela Sociedade e suas
controladas.

(b) Compostas pelas baixas de produtos descartados pela Sociedade e por suas controladas.

60
10. IMPOSTOS A RECUPERAR

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

ICMS a compensar sobre aquisição de insumos (a) 2.183 2.411 443.756 409.710
Tributos a compensar sobre aquisição de insumos (Oper.
- - 50.694 26.548
Internacionais)
ICMS a compensar sobre incentivo fiscal – Patrocínio - 96 - 96
Outros Impostos a compensar - controladas no exterior - - 784 1.906
ICMS a compensar sobre aquisição de ativo imobilizado 2.586 3.001 10.343 19.188
PIS e COFINS a compensar sobre aquisição de ativo
33.791 31.055 58.012 37.046
imobilizado
PIS e COFINS a compensar sobre aquisição de insumos 55.362 21.586 56.270 21.590
PIS e COFINS oriundo de ganho de processo judicial (b) - - - 7.670
PIS, COFINS e CSLL - retidos na fonte 502 43 2.210 2.682
IPI a recuperar 8.681 2.114 23.553 28.291
Outros - - 4.080 -

103.105 60.306 649.702 554.727


- -
Circulante 67.239 28.054 210.563 274.093

Não circulante 35.866 32.252 439.139 280.634

(a) Crédito acumulado de ICMS gerado substancialmente por alíquotas médias de entrada, superiores às
alíquotas médias de saída e pelo aumento das exportações. Os créditos são acumulados no Estado de São
Paulo e a Administração da Sociedade já possui um plano de recuperação de curto e longo prazos.
(b) O montante demonstrado refere-se ao reconhecimento de crédito tributário de Programa de Integração
Social - PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS oriundos do processo
judicial que questiona a inconstitucionalidade e ilegalidade da majoração da base de cálculo das
contribuições citadas, instituídas pela Lei nº 9.718/98. A Sociedade obteve autorização da Receita Federal
do Brasil para compensação dos créditos das suas subsidiarias após o trânsito e julgado da causa em março
de 2017.

11. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

a) Diferidos
Os valores de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido - CSLL diferidos são provenientes de diferenças temporárias na controladora e nas
controladas. Para determinadas controladas e na Sociedade foi também reconhecido saldo
de impostos diferidos sobre prejuízos fiscais e base negativa. Os valores são demonstrados
a seguir:

61
Composição do imposto de renda e da contribuição social diferidos - Ativo líquido:
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Prejuízos fiscais e base negativa de CSLL 10.243 43.161 60.363 68.052


Provisão para perdas com crédito de liquidação duvidosa (nota explicativa
25.211 39.310 46.110 51.867
n°8)
Provisão para perdas nos estoques (nota explicativa nº 9) 6.526 3.568 44.982 45.884

Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas (nota explicativa nº 19) 50.215 21.951 82.308 34.307

Não inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS (nota


- 845 - 101.054
explicativa nº 18.a)
Efeito sobre as mudanças no valor justo dos instrumentos derivativos,
(2.230) 23.754 (4.754) 24.992
incluindo as operações de hedge accounting (nota explicativa nº 5.2)
Provisão de ICMS - ST 51.472 56.608 51.472 56.608
Provisões para perdas na realização de adiantamentos a fornecedores 1.907 1.875 1.907 1.875
Provisões para repartição de benefícios e parcerias a pagar 14.957 14.057 16.021 14.574
Provisões para participação nos resultados 25.524 13.156 54.944 22.348
Ajuste de taxa de depreciação - vida útil (72.137) (59.335) (121.771) (97.511)
Provisão IR/CS sobre juros liminar (Juros CN’s) - 28.643 - 28.643
Provisão para Crédito de Carbono 4.220 1.422 4.220 1.422
Efeito sobre lucro não eliminado nos estoques - - 24.033 23.071
Provisão para perdas em imobilizado e intangível (nota explicativa n°15) 6.098 828 9.365 3.968
INSS com Exigibilidade Suspensa (nota explicativa n°18) 4.573 2.854 12.303 8.820
IPI - Decreto n° 8.393/2015 (nota explicativa n°18) - 48.364 - 50.169
Provisão para despesas diversas (a) 24.563 20.604 50.615 39.379
Outras diferenças temporárias 22.988 16.635 12.035 13.474

174.130 278.300 344.153 492.996

(a) Refere-se ao registro de provisão para atender o regime de competência refletindo autênticas despesas
incorridas dentro do período, porém ainda sem emissão de faturas por parte dos fornecedores.

Composição do imposto de renda e da contribuição social diferidos - Passivo:


Consolidado

2017 2016

Valor justo nos ativos identificáveis (Emeis


Holding Pty Ltd.e The Body Shop) (b) 422.369 23.775

(b) Refere-se ao valor justo de ativos identificados na combinação de negócios com a Emeis Holding Pty Ltd.
e com a The Body Shop.

A Administração, com base em suas projeções de lucros tributáveis futuros, estima que os
créditos tributários registrados serão integralmente realizados em até cinco exercícios.

62
A expectativa da Administração para realização dos créditos e débitos tributários está
apresentada a seguir:
Controladora Consolidado

2018 113.076 232.751


2019 67.999 116.971
2020 17.352 20.566
2021 11.055 10.937
2022 (1.673) 14.488
2023 em diante (33.679) (51.560)
174.130 344.153

As controladas com operações no exterior citadas abaixo não apresentam créditos tributários
registrados em suas demonstrações financeiras sobre prejuízos fiscais e diferenças
temporárias devido à ausência de histórico de lucros tributáveis e projeções de lucros
tributáveis para os próximos exercícios.

Em 31 de dezembro de 2017, os valores dos prejuízos fiscais nas controladas, são


demonstrados conforme segue:
Prejuízos fiscais
R$
México 87.796
Austrália (Substancialmente por operações nos EUA e Brasil) 19.618
França 307.020
The Body Shop (Operações nos EUA , Brasil e França) 412.775
827.209

Exceto pela controlada no México, os créditos tributários sobre os prejuízos fiscais gerados
pelas demais controladas não possuem prazo para serem compensados. Para esta controlada,
os prejuízos fiscais possuem os seguintes prazos para compensação:
México - R$
2018 -
2019 15.803
2020 17.907
2021 14.861
2022 em diante 39.225
87.796

63
b) Reconciliação do imposto de renda e da contribuição social
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 647.468 312.296 971.192 426.859
Imposto de renda e contribuição social à alíquota de 34% (220.139) (106.181) (330.205) (145.132)
Benefício dos gastos com pesquisa e inovação tecnológica - Lei
16.453 18.222 16.453 18.222
nº 11.196/05 (a)
Incentivos fiscais 1.277 3.990 3.847 5.840
Equivalência patrimonial (nota explicativa nº 14) 201.598 73.502 - -

Impacto fiscal gerado por diferenças de alíquotas de controladas no exterior - - 18.950 678

Reconhecimento de prejuízo fiscal de anos anteriores - México - - 35.393 -


Tributação de lucros de controladas no exterior (2.037) (2.332) (2.037) (2.332)
Prejuízo Fiscal não reconhecido no exercício - - (17.787) (7.320)
Benefício fiscal de juros sobre o capital próprio 28.523 26.929 28.523 26.929
Valor justo da atualização do compromisso firme de aquisição adicional de
- (19.744) - (19.744)
ações da Emeis Holding Pty Ltd. (b)
Outras diferenças permanentes (2.892) (9.982) (54.078) 4.238
Despesa com imposto de renda e contribuição social 22.783 (15.597) (300.941) (118.621)

Imposto de renda e contribuição social – corrente 123.105 (244.650) (140.899) (404.039)


Imposto de renda e contribuição social – diferido (100.322) 229.053 (160.042) 285.418

Taxa efetiva - % 3,5 5,0 31,0 27,8

(a) Refere-se ao benefício fiscal instituído pela Lei nº 11.196/05, que permite a dedução diretamente na apuração
do lucro real e da base de cálculo da contribuição social do valor correspondente a 60% do total dos gastos
com pesquisa e inovação tecnológica, observadas as regras estabelecidas na referida Lei.
(b) Refere-se ao efeito fiscal permanente sobre a atualização do compromisso firme de aquisição adicional de
ações da Emeis Holding Pty Ltd.
A movimentação do imposto de renda e da contribuição social diferido ativo para o exercício
findos em 31 de dezembro de 2017 está assim representada:

Controladora Consolidado

(Débito)/ Crédito (Débito)/ Crédito


(Débito)/ Crédito outros resultados Aquisição de (Débito)/ Crédito outros resultados
2016 no resultado abrangentes 2017 2016 controlada (a) no resultado abrangentes 2017

278.300 (100.322) (3.848) 174.130 492.996 16.719 (161.284) (4.278) 344.153

A movimentação do imposto de renda e da contribuição social diferido ativo para o exercício


findo em 31 de dezembro de 2016 está assim representada:

64
Controladora Consolidado
Transferência
entre imposto de
renda e
(Débito)/ Crédito (Débito)/ Crédito contribuição
(Débito)/ Crédito outros resultados (Débito)/ Crédito outros resultados social diferidos
2015 no resultado abrangentes 2016 2015 no resultado abrangentes passivo e ativo 2016

48.525 229.053 722 278.300 212.608 284.137 798 (4.547) 492.996

A movimentação do imposto de renda e da contribuição social diferido passivo para os


exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e de 2016 referente ao consolidado está assim
representada:
Consolidado Consolidado

(Débito)/ Transferência
Crédito outros entre imposto de
resultados renda e (Débito)/ Crédito
(Débito)/ abrangentes contribuição outros resultados
Crédito no incluindo social diferidos (Débito)/Crédito Aquisição de abrangentes de
2015 resultado variação cambial passivo e ativo 2016 2016 no resultado controlada (a) variação cambial 2017

(34.073) 1.281 4.470 4.547 (23.775) (23.775) 1.242 (397.754) (2.222) (422.509)

(a) Saldo de abertura decorrente da aquisição dos ativos líquidos da The Body Shop.

12. DEPÓSITOS JUDICIAIS

Representam ativos restritos da Sociedade e de suas controladas e estão relacionados às


quantias depositadas e mantidas em juízo até a solução dos litígios a que estão relacionadas.
Os depósitos judiciais mantidos pela Sociedade e por suas controladas em 31 de dezembro
de 2017 e 31 de dezembro de 2016 estão assim representados:
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Processos tributários sem provisão (a) 152.660 155.575 198.161 161.833


Processos tributários provisionados (b) (nota explicativa nº 18 e
97.041 84.620 105.594 128.727
19)
Processos cíveis sem provisão 997 1.287 1.269 1.591
Processos cíveis provisionados (nota explicativa nº 19) 664 757 988 882
Processos trabalhistas sem provisão 3.905 3.663 5.496 5.035
Processos trabalhistas provisionados (nota explicativa nº 19) 6.947 3.987 7.925 5.006
Total de depósito judicial 262.214 249.889 319.433 303.074

(a) Os processos tributários relacionados a estes depósitos judiciais referem-se substancialmente ao


ICMS-ST, destacados na nota explicativa nº 19. (a) passivos contingentes - risco de perda possível.

(b) Os processos tributários relacionados a estes depósitos judiciais referem-se substancialmente a


somatória dos valores destacados na nota explicativa nº 18, itens (a), (b) e os valores provisionados
conforme nota explicativa n° 19.

65
13. OUTROS ATIVOS CIRCULANTES E NÃO CIRCULANTES

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
Adiantamento para propaganda e marketing 45.456 84.480 45.591 99.977
Adiantamento para fornecedores (c) 8.422 141.546 44.606 144.377
Adiantamento para colaboradores 4.881 2.698 9.764 5.602
Adiantamento de aluguel (b ) - - 79.024 19.205
Seguros 3.191 4.241 9.263 7.240
Adiantamento para despachante aduaneiro - Impostos de
- - 11.825 8.523
importação
Ativos destinados à venda 160 160 160 160
Crédito de carbono (a) 10.114 8.998 10.114 8.998
Outros 14.235 2.266 47.006 15.690
86.459 244.389 257.353 309.772

Circulante 86.299 228.629 211.208 286.739


Não circulante 160 15.760 46.145 23.033

(a) Refere-se ao saldo do Programa Carbono Neutro (nota explicativa nº 2.9).


(b) Refere-se substancialmente à adiantamentos de valores para alugueis de imóveis e a depósitos caução aonde se
encontram determinadas lojas da controlada “The Body Shop”.
(c) Em 2017 foram reclassificados os montantes referentes aos encargos capitalizados decorrentes dos contratos de
leasing, conforme detalhado na nota 15, item (h).

14. INVESTIMENTOS

Controladora
2017 2016

Investimentos em controladas 6.602.469 2.104.217

66
Natura Cosméticos S.A.

Informações e movimentação dos saldos para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e de 2016:
Natura Natura
Indústria e Natura Natura Inovação e Natura Natura (Brasil) Natura
Comércio de Natura Natura Cosméticos Cosméticos Tecnologia Cosméticos de Cosméticos International Natura Biosphera Natura Natura
Cosméticos Cosméticos Cosméticos S.A. - C.A. - de Produtos México S.A. Ltda. - B.V. - Cosméticos Franqueadora Comercial Brazil Pty
Natura Ltda. (*) S.A. - Chile S.A. - Peru Argentina Venezuela Ltda. (*) Colômbia Holanda (*) España S.L. Ltda. Ltda. Ltd (*) Total
Percentual de participação 99,99% 99,99% 99,99% 99,99% 99,99% 99,99% 99,99% 99,99% 100,00% 100,00% 99,99% 99,99% 100,00%
Patrimônio líquido das controladas 1.648.881 135.734 20.512 201.663 232 29.054 45.471 49.507 4.090.845 101 10.938 37.475 369.019 6.639.432
Participação no patrimônio líquido 1.611.972 135.720 20.510 201.643 232 29.051 45.466 49.502 4.090.845 101 10.937 37.471 369.019 6.602.469
Lucro líquido do período das controladas 308.713 27.053 5.181 90.518 - 22.166 35.466 7.701 79.097 (53) 6.172 (2.571) 13.544 592.987

Saldos em 31 de dezembro de 2015 1.251.225 111.453 7.970 219.273 436 77.649 (21.519) 26.170 14.298 603 6.398 - 285.757 1.979.713

Resultado de equivalência patrimonial 65.059 35.367 9.181 45.003 - 35.628 5.202 18.787 (36.380) - (5.832) (58) 44.225 216.182
Variação cambial e outros ajustes na conversão
dos investimentos das controladas no exterior 8 (15.272) (2.223) (71.594) (207) (1.251) 2.840 (3.771) (1.588) - - - (67.662) (160.720)
Contribuição da controladora para planos de
opções de ações concedidos a executivos de
controladas e outras reservas 1.207 - - - - (482) - - - - - - - 725
Ganhos (perdas) atuariais 9.517 - - - - (942) - - - - - - - 8.575
Efeito sobre hedge accounting líquido dos
efeitos tributários (147) - - - - - - - - - - - - (147)
Efeito de alteração de participação em
controlada indireta - - - - - - - - - - - - (207.983) (207.983)
Efeito de alteração de participação da Sociedade
no valor justo dos ativos líquidos adquiridos
da Emeis Holding Pty Ltd. - - - - - - - - - - - - 11.672 11.672
Distribuição de dividendos - (7.063) - - - (72.676) - - - - - - - (79.739)
Aumentos de capital - - - - - - 24.081 - 32.309 - 4.200 16.100 259.249 335.939
Saldos em 31 de dezembro de 2016 1.326.869 124.485 14.928 192.682 229 37.926 10.604 41.186 8.639 603 4.766 16.042 325.258 2.104.217

Resultado de equivalência patrimonial 308.682 27.050 5.180 90.509 - 22.164 35.462 7.700 79.097 (53) 6.171 (2.571) 13.544 592.935
Variação cambial e outros ajustes na conversão
dos investimentos das controladas no
exterior (57) 9.211 402 (31.126) 3 - (600) 616 213.070 (449) - - 30.217 221.287
Contribuição da controladora para planos de
opções de ações concedidos a executivos de
controladas e outras reservas (12.401) - - - - 268 - - - - - - - (12.133)
Ganhos (perdas) atuariais (11.352) - - - - (1.072) - - - - - - - (12.424)
Efeito sobre hedge accounting líquido dos
efeitos tributários 231 - - - - - - - 1.473 - - - - 1.704
Distribuição de dividendos - (25.026) - (50.422) - (30.235) - - - - - - - (105.683)

Aumentos de capital - - - - - - - - 3.788.566 - - 24.000 - 3.812.566


Saldos em 31 de dezembro de 2017 1.611.972 135.720 20.510 201.643 232 29.051 45.466 49.502 4.090.845 101 10.937 37.471 369.019 6.602.469

(*) Informações consolidadas das seguintes empresas (Vide nota explicativa n°2.2 c)):
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.: Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. e Natura Logística e Serviços Ltda.
Natura Cosméticos de México S.A: Natura Cosméticos y Servicios de México, S.A. de C.V., Natura Cosméticos de México, S.A. de C.V. e Natura Distribuidora de México, S.A. de C.V.
Natura (Brasil) International B.V. - Holanda: Natura (Brasil) International B.V. (Holanda), Natura Brasil Inc. (EUA - Delaware), Natura International Inc. (EUA - Nova York), Natura Europa SAS (França) e The Body Shop International
Limited.
Natura Brazil Pty. Ltd.: Natura Brazil Pty. Ltd., Natura Cosmetics Australia Pty. Ltd. e Emeis Holdings Pty. Ltd.

67
15. IMOBILIZADO E INTANGÍVEL

Imobilizado
Controladora
Outras
Vida útil em anos 2016 Adições Baixas Transferências 2017
movimentações
Valor de custo:
Veículos 2a5 39.960 12.132 (13.673) - (192) 38.227
Ferramentas e Acessórios 3 a 20 - 133 - - - 133
Máquinas e acessórios 2 a 15 178.349 47 (127) 922 2.324 181.515
Benfeitoria em propriedade de
3 a 60 67.365 6.929 (5.312) 24.044 (1.212) 91.814
terceiros (a)
Edifícios 14 a 60 331.823 8.739 - 136.532 - 477.094
Móveis e utensílios 2 a 25 13.153 1.155 (622) 9.678 - 23.364
Terrenos - 4.413 - - - - 4.413
Equipamentos de informática 3 a 15 123.978 3.501 (15.356) (14) (2.229) 109.880
Projetos em andamento - 21.763 27.929 (2) (42.075) 979 8.594
Total custo 780.804 60.565 (35.092) 129.087 (330) 935.034

Valor da depreciação:
Veículos (18.015) (7.107) 7.624 - (31) (17.529)
Máquinas e Acessórios (55.880) (12.093) 98 - - (67.875)
Benfeitoria em propriedade de
(22.042) (4.977) 268 - - (26.751)
terceiros (a)
Edifícios (24.878) (11.661) - (1.530) - (38.069)
Móveis e utensílios (3.865) (891) 333 - - (4.423)

Equipamentos de informática (79.630) (10.980) 15.282 1.237 - (74.091)

Total depreciação (204.310) (47.709) 23.605 (293) (31) (228.738)


Total Geral 576.494 12.856 (11.487) 128.794 (361) 706.296

Controladora
Outras
Vida útil em anos 2015 Adições Baixas Transferências 2016
movimentações
Valor de custo:
Veículos 3a5 43.855 10.344 (14.062) - (177) 39.960
Máquinas e acessórios 3 a 15 166.513 2.446 7.553 1.837 - 178.349
Benfeitoria em propriedade de
2 a 15 69.686 411 (11.421) 8.689 - 67.365
terceiros (a)
Edifícios 14 a 60 331.823 - - - - 331.823
Móveis e utensílios 3 a 25 14.030 186 (1.735) 774 (102) 13.153
Terrenos - 4.413 - - - - 4.413
Equipamentos de informática 3 a 15 95.341 7.173 (3.269) 25.984 (1.251) 123.978
Projetos em andamento - 8.071 45.376 (763) (24.143) (6.778) 21.763
Total custo 733.732 65.936 (23.697) 13.141 (8.308) 780.804

Valor da depreciação:
Veículos (18.808) (8.693) 7.664 - 1.822 (18.015)
Máquinas e Acessórios (44.432) (11.918) 470 - - (55.880)
Benfeitoria em propriedade de
(22.754) (4.432) 5.144 - - (22.042)
terceiros (a)
Edifícios (18.873) (6.005) - - - (24.878)
Móveis e utensílios (3.731) (826) 654 - 38 (3.865)

Equipamentos de informática (67.029) (16.389) 3.082 684 22 (79.630)

Total depreciação (175.627) (48.263) 17.014 684 1.882 (204.310)


Total Geral 558.105 17.673 (6.683) 13.825 (6.426) 576.494

68
Consolidado

Outras
Redução ao valor
Aquisição de movimentações
Vida útil em anos 2016 Adições Baixas recuperável dos ativos Transferências 2017
controlada incluindo variação
(Impairment)
cambial

Valor de custo:
Veículos 2a5 75.898 - 23.478 (24.778) - 30 (853) 73.775
Moldes 3 219.676 - 7.215 (5.856) - 1.779 (3.412) 219.402
Ferramentas e acessórios 3 a 20 2.975 - 475 (11) - 2.887 78 6.404
Instalações 3 a 60 285.083 - 4.377 (227) - 9.214 (504) 297.943
Máquinas e acessórios 2 a 15 801.540 747 3.196 (24.194) - 10.380 (8.535) 783.134
Benfeitoria em propriedade de
3 a 20 210.410 348.378 33.602 (17.506) - 48.398 44.973 668.255
terceiros (a)
Edifícios 14 a 60 758.892 51.756 8.739 - - 136.532 9.677 965.596
Móveis e utensílios 2 a 25 66.725 690.498 34.412 (25.954) (7.712) 22.706 17.254 797.929
Terrenos - 30.525 - - - - (194) 194 30.525
Equipamentos de informática 3 a 15 175.238 98.739 22.568 (18.222) - 1.019 15.059 294.401
Projetos em andamento - 68.213 21.440 117.713 (12.738) - (110.476) (5.738) 78.414
Total custo 2.695.175 1.211.558 255.775 (129.486) (7.712) 122.275 68.193 4.215.778

Valor da depreciação:
Veículos (31.446) - (14.758) 16.135 - - 436 (29.633)
Moldes (184.000) - (22.918) 5.784 - - (179) (201.313)
Ferramentas e acessórios (1.985) - (261) (76) - - (70) (2.393)
Instalações (113.894) - (14.423) 42 - - (265) (128.540)
Máquinas e acessórios (289.475) (316) (52.666) 14.278 - 416 183 (327.579)
Benfeitoria em propriedade de
(84.136) (246.676) (53.230) 11.148 - (25) (12.367) (385.286)
terceiros (a)
Edifícios (123.895) (10.301) (21.496) (1.530) - (1.530) (48) (158.801)
Móveis e utensílios (24.690) (465.980) (31.233) 24.748 - 11 (11.799) (508.942)
Equipamentos de informática (106.966) (78.334) (26.051) 18.065 - 1.128 (4.459) (196.617)
Total depreciação (960.487) (801.607) (237.036) 88.594 - 0 (28.568) (1.939.104)
Total Geral 1.734.688 409.951 18.739 (40.892) (7.712) 122.275 39.625 2.276.674

Consolidado

Redução ao valor Outras movimentações


Vida útil em anos 2015 Adições Baixas recuperável dos ativos Transferências incluindo variação 2016
(Impairment) cambial
Valor de custo:
Veículos 2a5 75.079 24.265 (21.384) (316) 4.845 (6.591) 75.898
Moldes 3 228.576 1.538 (14.237) - 3.817 (18) 219.676
Ferramentas e acessórios 3 a 20 45.642 38 (1.235) - (41.237) (233) 2.975
Instalações 3 a 60 256.580 2.538 (145) - 27.713 (1.603) 285.083
Máquinas e acessórios 2 a 15 767.012 13.165 (36.467) - 58.310 (480) 801.540
Benfeitoria em propriedade de terceiros
3 a 20 158.058 21.743 (24.167) - 73.105 (18.329) 210.410
(a)
Edifícios 14 a 60 758.645 247 - - - - 758.892
Móveis e utensílios 2 a 25 60.350 7.284 (4.235) - 10.215 (6.889) 66.725
Terrenos - 30.525 - - - - - 30.525
Equipamentos de informática 3 a 15 138.525 15.936 (7.909) - 35.784 (7.098) 175.238
Projetos em andamento - 117.971 121.422 (809) - (153.504) (16.867) 68.213
Total custo 2.636.963 208.176 (110.588) (316) 19.048 (58.108) 2.695.175

Valor da depreciação:
Veículos (29.282) (15.652) 12.050 - (2.971) 4.409 (31.446)
Moldes (170.542) (27.373) 13.872 - 26 17 (184.000)
Ferramentas e acessórios (25.696) (448) 1.235 - 22.135 789 (1.985)
Instalações (94.884) (13.204) 106 - (7.040) 1.128 (113.894)
Máquinas e acessórios (275.723) (49.265) 28.080 - 5.593 1.840 (289.475)
Benfeitoria em propriedade de terceiros
(68.872) (30.198) 15.804 - (11.827) 10.957 (84.136)
(a)
Edifícios (107.698) (16.203) - - (1) 7 (123.895)
Móveis e utensílios (18.539) (8.505) 3.016 - (3.727) 3.065 (24.690)
Equipamentos de informática (93.377) (23.652) 7.373 - (2.044) 4.734 (106.966)
Total depreciação (884.613) (184.500) 81.536 - 144 26.946 (960.487)
Total Geral 1.752.350 23.676 (29.052) (316) 19.192 (31.162) 1.734.688

69
Intangível

Controladora
Outras
Vida útil em anos 2016 Adições Baixas Transferências 2017
movimentações

Valor de custo:
Software e outros 2,5 a 10 732.329 73.942 (30.484) 7.443 8.786 792.016
Total custo 732.329 73.942 (30.484) 7.443 8.786 792.016

Valor da amortização:
Software e outros (223.780) (101.034) 15.623 295 (8.778) (317.674)
Total amortização (223.780) (101.034) 15.623 295 (8.778) (317.674)
Total geral 508.549 (27.092) (14.861) 7.738 8 474.342

Controladora
Outras
Vida útil em anos 2015 Adições Baixas Transferências 2016
movimentações

Valor de custo:
Software e outros 2,5 a 10 665.215 80.205 (234) (13.141) 284 732.329
Total custo 665.215 80.205 (234) (13.141) 284 732.329

Valor da amortização:
Software e outros (164.724) (52.633) - (684) (5.739) (223.780)
Total amortização (164.724) (52.633) - (684) (5.739) (223.780)
Total geral 500.491 27.572 (234) (13.825) (5.455) 508.549

C o ns o lida do
Outra s
Vida útil e m Aquis iç ã o de m o vim e nta ç õ e s
2016 Adiç õ e s B a ixa s Tra ns fe rê nc ia s 2017
a no s c o ntro la da inc luindo va ria ç ã o
c a m bia l
Va lo r de c us to :
S o ftwa re e o utro s 2,5 a 10 877.771 247.716 95.597 (30.724) 13.946 (9.353) 1.194.953
M a rc a s e pa te nte s (Vida útil de finida ) 25 97.341 453 (2.618) - 103.076
- 7.900
M a rc a s e pa te nte s (Vida útil
2.129 1.732.131 - - - 99.530 1.833.790
inde finida )
Go o dwill Em e is B ra zil P ty Ltd. (b) - 83.401 - - 35 7.866 91.302
R e la c io na m e nto c o m c lie nte s
10 1.498 - - - - 140 1.638
va re jis ta s
F undo de C o m é rc io (vida útil
- 12.393 49.638 10.260 (834) (3.756) (9.838) 57.863
inde finida ) (c )
F undo de C o m é rc io (Vida útil
3 a 18 4.517 96.350 412 (11.327) 3.757 2.024 95.733
de finida ) (d)
R e la c io na m e nto c o m fra nque a do s e
15 - 475.425 - - - 20.286 495.711
s ub-fra nque a do s (e )
Go o dwill The B o dy S ho p P LC (f) - 1.138.118 - - - 39.259 1.177.377
To ta l c us to 1.079.050 3.739.378 106.722 (45.503) 13.982 157.814 5.051.443

Va lo r da a m o rtiza ç ã o :
S o ftwa re e o utro s (275.202) (157.189) (131.726) 32.419 275 (8.093) (539.516)
M a rc a s e pa te nte s (17.323) (5.629) (2.705) 1.187 - 14.784 (9.686)
Am o rtiza ç ã o F undo de C o m é rc io (1.622) (32.663) (11.771) 12.161 - 7.767 (26.128)
R e la c io na m e nto c o m c lie nte s
(649) - (114) - - 260 (503)
va re jis ta s
To ta l a m o rtiza ç ã o (294.796) (195.481) (146.316) 45.767 275 14.718 (575.834)
To ta l ge ra l 784.254 3.543.897 (39.594) 264 14.257 172.532 4.475.609

70
Consolidado
Transferências Outras
Vida útil em anos 2015 Adições Baixas 2016
(imobilizado e movimentações
Valor de custo:

Software e outros 2,5 a 10 821.976 93.648 (150) (25.116) (12.587) 877.771


Marcas e patentes (Vida útil definida) 25 112.440 632 - 6.185 (21.916) 97.341
Marcas e patentes (Vida útil indefinida) - 2.129 2.129
Goodwill Emeis Brazil Pty Ltd. (b) - 101.003 - - (1) (17.601) 83.401
Relacionamento com clientes varejistas 10 1.814 - - - (316) 1.498
Fundo de Comércio (vida útil indefinida) (c ) 5.596 3.359 - 6.847 (3.409) 12.393
Fundo de Comércio (Vida útil definida) (d) 3 a 18 - - - 4.517 - 4.517
Total custo 1.042.829 97.639 (150) (5.439) (55.829) 1.079.050

Valor da amortização:
Software e outros (213.034) (72.088) 7 4.519 5.394 (275.202)
Marcas e patentes (12.743) (3.395) - (3.016) 1.831 (17.323)
Fundo de Comércio - - - (1.622) - (1.622)
Relacionamento com clientes varejistas (571) (788) - (25) 735 (649)
Total amortização (226.348) (76.271) 7 (144) 7.960 (294.796)
Total geral 816.481 21.368 (143) (5.583) (47.869) 784.254

(a) As taxas de depreciação consideram os prazos de aluguel dos imóveis arrendados, os quais variam de três a
quinze anos.

(b) Ágio referente à aquisição da Emeis Holdings Pty Ltd., classificada como expectativa de rentabilidade
futura. Não possui uma vida útil definida e está sujeita a testes anuais de recuperabilidade.

(c) Fundo de comércio com vida útil indefinida refere-se basicamente a um pagamento a um locatário existente
para assumir uma locação nos termos de arrendamento existentes. O saldo está sujeito a um teste anual de
recuperabilidade e foi originado nas lojas Natura Comercial, Natura Europa SAS - França, Emeis Holding
Pty Ltd localizadas na França, Suíça e Dinamarca e nas lojas The Body Shop, localizadas na França e em
Mônaco.

(d) Fundo de comércio amortizável refere-se aos prêmios pagos aos locatários no início dos contratos além de
alugueis anuais pagos pelo prazo de locação e que não podem ser recuperados. O saldo é amortizado durante
o prazo dos contratos e sujeito a um teste anual de recuperabilidade. Os saldos pertencem à Emeis Holding
Pty Ltd para determinadas lojas na França, Japão, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e Itália e as lojas
The Body Shop localizadas em França, Dinamarca, Alemanha, Áustria, Holanda, Bélgica, Suécia, Espanha,
Portugal e no México.

(e) O saldo refere-se a ativos intangíveis identificáveis de relacionamento com os franqueados da The Body
Shop (relacionamento onde o franqueado possui todos os direitos para operar dentro de um território) e sub-
franqueados (relacionamento onde um franqueado opera uma única loja dentro de um mercado), com vida
útil estimada de 15 anos.

(f) O saldo refere-se ao ágio decorrente da aquisição da The Body Shop, classificada como expectativa de
rentabilidade futura (vide nota explicativa n°4). Não possui uma vida útil definida e está sujeita a testes
anuais de recuperabilidade.

Informações adicionais sobre o imobilizado e intangível:

g) Bens dados em penhora

Em 31 de dezembro de 2017, a Sociedade e suas controladas possuíam bens do


imobilizado dados como penhora em defesa de processos judiciais no montante de R$
100, composto substancialmente por moldes e terreno.

71
h) Arrendamentos mercantis financeiros (leasing)

Em 31 de dezembro de 2017, o valor registrado na rubrica de “Edifícios” originados de


operações de arrendamento mercantil totaliza R$ 698.875 (Consolidado) (R$371.828 em
31 de dezembro de 2016 - Consolidado) e o saldo a pagar dessas operações, classificado
na rubrica “Empréstimos e financiamentos” (nota explicativa nº 16), totaliza R$462.760
(Consolidado) (R$ 437.274 em 31 de dezembro de 2016 - Consolidado).

Em 31 de dezembro de 2017 o saldo capitalizado de encargos das operações de leasing


e de créditos e de PIS/COFINS sobre contraprestações destes leasings é de R$ 150.590
e (R$ 14.058), respectivamente.

Teste de recuperabilidade de ativos intangíveis com vida útil indefinida

Os ágios oriundos de expectativa de rentabilidade futura de empresas adquiridas e os


ativos intangíveis com vida útil indefinida (marcas) foram alocados aos grupos de UGCs
da Sociedade. De acordo com o CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (IAS
36 - Impairment of Assets), quando uma UGC ou um grupo de UGCs possui um ativo
intangível com vida útil indefinida alocado, a Sociedade deve realizar anualmente o teste
de recuperabilidade do seu valor contábil. Os grupos de UGCs com ativos intangíveis
nessa situação estão apresentadas a seguir:

Consolidado
2017
Grupo de UGCs / Marcas e
Goodwill Total
Segmento Operacional patentes

Aesop 91.302 - 91.302


The Body Shop 1.177.377 1.826.032 3.003.409
França / Natura Outros - 2.129 2.129
Total 1.268.679 1.828.161 3.096.840

As principais premissas utilizadas nos cálculos do valor em uso em 31 de dezembro de


2017 são as que seguem:

Aesop The Body Shop


Mensuração do valor Fluxo de caixa descontado Fluxo de caixa
recuperável (valor em uso) descontado
Ciclo operacional do negócio Ciclo operacional do
(aproximadamente 5 anos) negócio
Projeção do fluxo de caixa com perpetuidade (aproximadamente
10 anos) com
perpetuidade (*)
Média da margem bruta Média da margem
baseada no histórico e nas bruta baseada no
Margem bruta orçada projeções para os próximos 5 histórico e nas
anos. projeções para os
próximos 10 anos.

72
Custos baseados em dados Custos baseados em
históricos e tendências de dados históricos e
Estimativa de custos
mercado. tendências de
mercado.
Taxa de crescimento na Perpetuidade projetada sem Crescimento
perpetuidade crescimento constante de 4%
Estes fluxos de caixa foram descontados utilizando
uma taxa de desconto antes dos impostos que varia,
conforme país, entre 9,4% a 9,6% a.a. em termos
Taxa de desconto
reais. A taxa de desconto foi baseada no custo médio
ponderado de capital que reflete o risco específico de
cada segmento / país.
(*) Com base nas projeções do plano de negócios, utilizadas para a aquisição da The Body Shop em
setembro de 2017.

A Sociedade efetuou uma análise de sensibilidade das variáveis: (i) taxa de desconto e
(ii) taxa de crescimento na perpetuidade, dado seus impactos potenciais nos fluxos de
caixas. Um acréscimo de 1 ponto percentual na taxa de desconto ou um decréscimo de
1 ponto percentual da taxa de crescimento da perpetuidade do fluxo de caixa de cada
grupo de UGCs não resultaria na necessidade de reconhecimento de perda.

Com base nas análises efetuadas pela Administração, não foi necessário o registro de
perdas por redução ao valor recuperável dos saldos desses ativos no exercício findo em
31 de dezembro de 2017.

16. EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E DEBÊNTURES

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016 Referência
Captados em Moeda local
Financiadora de Estudos e Projetos FINEP - - 148.157 149.916 A
Debêntures (a) 3.779.843 1.461.237 3.779.843 1.461.237 B
Notas Promissórias 3.792.537 - 3.792.537 - C
BNDES 27.537 37.944 29.281 118.497 D
BNDES EXIM - - 417.983 298.011 E
Capital de giro / NCE - - - 40.502 F
BNDES – FINAME 535 1.126 3.476 8.313 G
Arrendamentos mercantis – financeiros (Nota explicativa 15.h) 359.317 365.729 462.760 437.274 H
Capital de Giro - Operação internacional - Peru - - 21.402 48.392 I
Capital de Giro - Operação internacional - México - - 58.979 64.661 J
Capital de Giro - Operação internacional - Austrália - - 88.337 67.123 K
Capital de Giro - Operação internacional - Colômbia - - 16.663 37.556 L
Capital de Giro - Operação internacional - The Body Shop - - 2.005 - M
Total em moeda local 7.959.769 1.866.036 8.821.423 2.731.482

Captados em Moeda estrangeira


BNDES 8.286 12.629 22.809 31.985 N
Resolução nº 4.131/62 487.668 1.584.022 487.668 1.626.704 O
Total em moeda estrangeira 495.954 1.596.651 510.477 1.658.689
Total geral 8.455.723 3.462.687 9.331.900 4.390.171

Circulante 3.523.061 1.437.203 4.076.669 1.764.488


Não circulante 4.932.662 2.025.484 5.255.231 2.625.683

73
(a) A segregação de circulante e não circulante das debêntures registradas em 31 de
dezembro de 2017 segue demonstrada abaixo:
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
Debêntures
Circulante 579.843 262.430 579.843 262.430
Não circulante 3.200.000 1.198.807 3.200.000 1.198.807

Segue abaixo a movimentação do saldo de empréstimos e financiamentos para os


exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016:

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Saldo no início do exercício 3.462.687 4.547.669 4.390.171 5.535.880

Aquisição de controlada - - 33.729 -


Captações 6.363.431 619.751 6.391.049 1.265.114
Amortizações (1.464.026) (1.277.488) (1.725.285) (1.869.562)
Apropriação de Encargos Financeiros 316.185 253.199 411.515 305.320
Pagamento de Encargos Financeiros (201.365) (258.054) (252.474) (309.466)
Variação Cambial (40.090) (424.030) (31.377) (477.632)
Transferências/Reclassificações (a) 18.901 1.640 114.574 (59.483)

Saldo no final do exercício


8.455.723 3.462.687 9.331.900 4.390.171

(a) Refere-se principalmente aos saldos reclassificados de subvenções governamentais considerando


empréstimos do BNDES (vide Nota 20) e capitalização de juros sobre arrendamentos mercantis
financeiros (vide Nota 15).

Os vencimentos da parcela registrada no passivo não circulante estão demonstrados como


segue:
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

2019 1.901.933 719.139 2.082.363 1.109.594


2020 969.996 1.039.265 1.046.263 1.071.855
2021 1.871.372 43.459 1.855.158 101.995
2022 em diante 189.361 223.621 271.447 342.239
4.932.662 2.025.484 5.255.231 2.625.683

74
Refe rê ncia Moe da Ve ncime nto Encargos Garantias
Juros de 5% a.a. para a parcela com vencimento em 2019 e 3,5%
A Real Maio de 2019 e Junho de 2023 Aval da controladora Natura Cosméticos S.A.
a.a. para parcela com vencimento em junho de 2023

Juros de 107% à. 109% do CDI e 1,4% + CDI e 1,75% + CDI, com


vencimentos em fevereiro de 2018, março de 2018, fevereiro de
B Real Set embro de 2021 Não há
2019, março de 2019, março de 2020, set embro de 2020 e
setembro de 2021.

Aval da Indústria e Comércio de Cosméticos Natura S.A.


C Real Fevereiro de 2018 108% do CDI
e Natura Inovação e T ecnologia de Produtos Lt da.
T JLP + juros de 0,5% a.a. a 3,96% a.a. e cont ratos com T axa pré
D Real Até Setembro de 2021 Carta de fiança bancária
de 3,5% a.a. a 5% a.a. (PSI) (d)

Para 30% da linha de crédito, SELIC + 0,4% a.a., para 70% da


E Real Novembro de 2018 linha, T JLP . Adiciona-se para ambas a remuneração básica do Aval da controladora Natura Cosméticos S.A.
BNDES (2% a.a.) e a remuneração do Banco Agente

F Real Até Agosto 2017 Juros de 8% a.a. (c) e Juros de 107% do CDI (c) Aval da controladora Natura Cosméticos S.A.

Juros de 4,5% a.a. + T JLP cont ratados até 2012 e para os contratos
Alienação fiduciária, aval da controladora Natura
G Real Até Março de 2021 firmados a partir de 2013 taxa pré de 3% a.a. (PSI) (d); Contratos
Cosméticos S.A. e notas promissórias
agost o de 2014 a maior de 2016 taxa pré de 6% a.a. à 10,5% a.a..

Alienação fiduciária dos bens objeto dos contrat os de


H Real Até Agosto de 2026 Juros de 9% a.a. + IPCA (b)
arrendamento mercantil
I Novo sol Até Janeiro de 2018 Juros de 5,3% a.a. Aval da controladora Natura Cosméticos S.A.
J Peso Mexicano Maio de 2018 Juros de 0,7% a.a. a 0,9% a.a. + T IIE (e) Aval da controladora Natura Cosméticos S.A.
K Dólar Australiano Agost o de 2018 BBSY + juros de 1% e Libor + juros de 1% (f) Carta fiança bancária
L Peso Colombiano Dezembro de 2018 Juros de 6,95% a.a. Aval da controladora Natura Cosméticos S.A.
M GBP Set embro de 2018 Juros de 0,33% a.m. Não há

Variação cambial + juros de 1,8% a.a. a 2,3% a.a. + Resolução Aval da controladora Natura Cosméticos S.A. e carta de
N Dólar Outubro de 2020
nº 635 (a) fiança bancária
Variação cambial + Libor + Over Libor de 1,32% a.a. a 2,9% a.a. Aval da controlada Indústria e Comércio de Cosmét icos
O Dólar Até Maio de 2018
(a) Natura Ltda.

(a) Empréstimos e financiamentos para os quais foram contratados instrumentos financeiros do tipo “swap” com a troca da indexação da moeda estrangeira para CDI. Estes empréstimos e financiamentos não estão sendo
demonstrados líquidos de seus derivativos.
(b) IPCA - Índice de preços ao consumidor ampliado.
(c) Empréstimos e financiamentos para os quais foram contratados instrumentos financeiros do tipo “swap” com a troca de taxa pré para CDI. Estes empréstimos e financiamentos não estão sendo demonstrados líquidos de
seus derivativos.
(d) PSI - Programa de Sustentação ao Investimento.
(e) TIIE - Taxa de juros de equilíbrio interbancário do México.
(f) BBSY - Bank Bill Swap Bid Rate

75
Natura Cosméticos S.A.

Os contratos de empréstimos e financiamentos bancários vigentes são como segue:

a) Descrição dos empréstimos e financiamentos bancários

1. Contratos de financiamento com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento


Econômico e Social)

A Sociedade e suas controladas Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. e


Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. possuem contratos de
financiamento mediante a abertura de crédito com o BNDES para viabilizar
investimentos diretos na Sociedade e em suas controladas, como, por exemplo,
aperfeiçoamento de determinadas linhas de produtos, capacitação da área de
pesquisa e desenvolvimento, capacitação do parque industrial e centros de
distribuição, além de projetos associados a acessibilidade digital.

2. Financiamento para Exportação - BNDES Exim

A Sociedade é beneficiária de uma linha de crédito com o BNDES, denominado


BNDES Exim, um empréstimo com objetivo de financiar a produção de bens e
serviços destinados à exportação, modalidade pré-embarque. O repasse ocorre por
meio da concessão de crédito à controlada Indústria e Comércio de Cosméticos
Natura Ltda., gerando direitos de recebimento por parte da instituição financeira
credenciada como agente financeiro, no caso, Banco Alfa de Investimentos S.A. e
Banco Santander S.A., que contrataram com a controlada Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. as referidas operações de financiamento. Os contratos
firmados têm como garantia o aval da Sociedade. Adicionalmente, a Sociedade e
suas controladas ficaram obrigadas a cumprir as disposições aplicáveis aos
contratos do BNDES.

3. Contrato de financiamento com a FINEP

A controlada Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. possui programas de


inovação que buscam o desenvolvimento e a aquisição de novas tecnologias por
meio de parcerias com universidades e centros de pesquisa no Brasil e no exterior.
Tais programas de inovação têm o apoio de programas de fomento à pesquisa e ao
desenvolvimento tecnológico com a FINEP, que viabiliza e/ou co-financia
equipamentos, bolsas científicas e material de pesquisa para as universidades
participantes.

4. Financiamento de Máquinas e Equipamentos - FINAME

A Sociedade é beneficiária de uma linha de crédito com o BNDES, relativa a


operações de repasse de FINAME, um empréstimo destinado a financiar a aquisição
de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, concedido pelo
BNDES. O mencionado repasse ocorre por meio da concessão de crédito à
controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda., gerando direitos de
recebimento por parte da instituição financeira credenciada como agente financeiro,
usualmente Banco Itaú Unibanco S.A. e Banco do Brasil S.A., que contratam com
a controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. as referidas
operações de financiamento.
Os contratos firmados têm como garantia a transferência da propriedade fiduciária
dos bens descritos nos respectivos contratos. Figura como fiel depositário desses
76
Natura Cosméticos S.A.

bens a própria controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda., sendo


a Sociedade a avalista. Adicionalmente, a Sociedade e suas controladas ficaram
obrigadas a cumprir as disposições aplicáveis aos contratos do BNDES e condições
gerais reguladoras das operações relativas ao FINAME.

5. Resolução nº 4.131/62

A Sociedade realiza operações de Cédula de Crédito Bancário - Repasse de


Recursos Captados no Exterior em moeda estrangeira via Resolução nº 4.131/62
com Instituições Financeiras em função das taxas circunstancialmente favoráveis.
Os recursos financeiros captados nesta operação têm como objetivo incrementar o
capital de giro da Sociedade.

6. NCE

Nota de Crédito à Exportação - Recursos destinados ao financiamento do capital


de giro de exportação.

7. Debêntures

Em 25 de fevereiro de 2014, a Cia realizou a 5ª emissão de debêntures simples, não


conversíveis em ações, nominativas e escriturais, quirografárias, da Natura
Cosméticos S.A., no montante total de R$ 600 milhões. Foram emitidas 60.000
debêntures, sendo 20.000 debêntures alocadas na 1ª série, com vencimento em 24
de fevereiro de 2017, no montante de R$214.385 mil, 20.000 (vinte mil) debêntures
alocadas na 2ª série, com vencimento em 25 de fevereiro de 2018 e 20.000 (vinte
mil) debêntures alocadas na 3ª série, com vencimento em 25 de fevereiro de 2019,
e remuneração correspondente a 107,00%, 107,5% e 108% da variação acumulada
das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros - DI, respectivamente.
Em 16 de março de 2015, a Sociedade realizou a 6ª emissão de debêntures simples,
não conversíveis em ações, nominativas e escriturais, quirografárias, da Natura
Cosméticos S.A., no montante total de R$ 800 milhões. Foram emitidas 80.000
debêntures, sendo 40.000 debêntures alocadas na 1ª série, com vencimento em 16
de março de 2018, 25.000 (vinte e cinco mil) debêntures alocadas na 2ª série, com
vencimento em 16 de março de 2019, e 15.000 (quinze mil) debêntures alocadas na
3ª série, com vencimento em 16 de março de 2020, e remuneração correspondente
a 107%, 108,25% e 109% da variação acumulada das taxas médias diárias dos
Depósitos Interfinanceiros - DI, respectivamente.

Em 28 de setembro de 2017, a Sociedade realizou a 7ª emissão de debêntures


simples, não conversíveis em ações, nominativas e escriturais, quirografárias, da
Natura Cosméticos S.A., no montante total de R$ 2,6 bilhões. Foram emitidas
260.000 debêntures, sendo 200.000 (duzentos mil) debêntures alocadas na 1ª série,
com vencimento em 28 de setembro de 2020 e 60.000 (sessenta mil) debêntures
alocadas na 2ª série, com vencimento em 28 de setembro de 2021, remuneração
correspondente a CDI+1,4% a.a. e CDI+1,75% a.a., respectivamente.

Em 28 de Setembro de 2017, a Sociedade realizou a aquisição facultativa de 9.950


debêntures da segunda série da 5ª emissão de debêntures, na forma da cláusula 4.14.
do “Instrumento Particular de Escritura da 5ª Emissão de Debêntures Simples, não
Conversíveis em Ações, da Espécie Quirografária, em Três Séries, para
Distribuição Pública com Esforços Restritos de Colocação”, da Natura Cosméticos

77
Natura Cosméticos S.A.

S.A., mantendo as referidas debêntures em Tesouraria, nos termos da referida


cláusula.
A apropriação de custos referente à emissão das debêntures no exercício findo em
31 de dezembro de 2017 foi de R$ 635, contabilizados mensalmente na rubrica de
despesas financeiras de acordo com o método da taxa efetiva de juros. O total de
custos de emissão foi de R$ 8.158.

8. Nota Promissória

Em 2 de agosto de 2017, a Sociedade realizou a 3ª emissão de notas promissórias


comerciais em série única, no montante total de R$ 3,7 bilhões para distribuição
pública com esforços restritos, nos termos da Instrução da CVM nº 566 de 31 de
julho de 2015. Foram emitidas 74 (setenta e quatro) notas promissórias com
vencimento em 19 de fevereiro de 2018, e remuneração correspondente 108% da
variação acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros – DI.
Os recursos obtidos pela Sociedade por meio desta emissão foram destinados ao
pagamento do preço pela aquisição da The Body Shop, bem como para pagamento
de quaisquer custos e despesas no contexto da referida aquisição. Os saldos em 31
de dezembro de 2017 foram liquidados na data do vencimento. (Vide nota
explicativa n° 33).

A apropriação de custos referente à emissão das notas promissórias no exercício


findo em 31 de dezembro de 2017 foi de R$ 32.516, contabilizados mensalmente
na rubrica de despesas financeiras de acordo com o método da taxa efetiva de juros.
O total de custos de emissão foi de R$ 44.855.

b) Obrigações de arrendamento mercantil financeiro

As obrigações financeiras são compostas como segue:


Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
Obrigações brutas de arrendamento financeiro - pagamentos
mínimos de arrendamento:
Menos de um ano 56.988 52.820 72.377 65.090
Mais de um ano e menos de cinco anos 253.545 237.897 341.049 292.663
Mais de cinco anos 331.073 402.991 433.800 522.959
641.606 693.708 847.226 880.712
Encargos de financiamento futuros sobre os arrendamentos
(282.289) (327.979) (384.466) (443.438)
financeiros
Obrigações de arrendamento financeiro - saldo contábil 359.317 365.729 462.760 437.274

Saldo contábil dos ativos imobilizados (Nota explicativa n° 15.h) 451.733 312.632 698.875 371.828

c) Cláusulas restritivas de contratos

BNDES

Em 16 de agosto de 2017, todas as cláusulas restritivas dos contratos de empréstimos e


financiamentos com o BNDES foram substituídas por fianças bancárias contratadas
junto ao Banco Itaú.

78
Natura Cosméticos S.A.

Debêntures
As cláusulas restritivas contratadas nesta emissão somente serão avaliadas com base
nos saldos nos exercícios/períodos findos conforme tabela abaixo.
Tais cláusulas estabelecerão os seguintes indicadores financeiros para as
demonstrações financeiras consolidadas:
Período de 12 meses encerrados em: Índice Financeiro *
30 de dezembro de 2017 3,75 (três inteiros e setenta e cinco
30 de junho de 2018 centésimos)
30 de dezembro de 2018 3,50 (três inteiros e cinquenta centésimos)
30 de junho de 2019
30 de dezembro de 2019 3,25 (três inteiros e vinte e cinco centésimos)
30 de junho de 2020
30 de dezembro de 2020 3,00 (três inteiros)
30 de junho de 2021
* Índice financeiro decorrente do quociente da divisão da Dívida Líquida de Tesouraria pelo EBITDA,
que deverá ser igual ou inferior ao estabelecido na tabela acima.

Em 31 de dezembro de 2017, o índice financeiro apurado conforme abaixo, foi inferior


ao estabelecido para o período. Portando, a Sociedade está em conformidade com as
cláusulas restritivas:

Empréstimos, Financiamentos e Debêntures 9.331.900


(-) Arrendamentos Mercantis - financeiros (462.760)
(+) Subvenção Governamental 57.288
(+) Derivativos Financeiros (10.781)

(=) Dívida de Tesouraria 8.915.647

(-) Caixa e equivalentes de caixa (1.693.131)


(-) Títulos e valores mobiliários (1.977.305)

(=) Dívida Líquida de Tesouraria 5.245.211

(÷) EBITDA 1.741.852

(=) Índice Financeiro 3,01

17. FORNECEDORES E OUTRAS CONTAS A PAGAR

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Fornecedores locais 372.623 249.087 1.034.426 703.473


Fornecedores estrangeiros (a) 7.509 2.128 368.775 4.429
Operação “risco sacado” (b) 28.717 16.865 150.562 107.037
408.849 268.080 1.553.763 814.939

(a) Referem-se a importações denominadas principalmente em dólares norte-americanos, euros e libras, os


quais são valorizados pela taxa fim.

79
Natura Cosméticos S.A.

(b) A Sociedade e suas controladas possuem contratos firmados com o Banco Itaú Unibanco S.A. para
estruturar com os seus principais fornecedores a operação denominada “risco sacado”. Nessa operação, os
fornecedores transferem o direito de recebimento dos títulos para o Banco, que, por sua vez, passará a ser
credora da operação. A Administração revisou a composição da carteira desta operação e concluiu que não
houve alteração significativa dos prazos, preços e condições anteriormente estabelecidos, além de concluir que
a Sociedade não é impactada com os encargos financeiros praticados pela instituição financeira, quando
realizada análise completa dos fornecedores por categoria, portanto a Sociedade e suas controladas
demonstram esta operação na rubrica de Fornecedores e Outras contas a pagar.

18. OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
PIS e COFINS a pagar (medida judicial) (a) - 2.484 - 297.216
ICMS ordinário a pagar 138.073 129.504 139.207 129.975
ICMS - ST Provisões (b) 159.980 175.086 159.980 175.086
IRPJ e CSLL (medida liminar) (c) - 342.288 - 342.289
Tributos sobre faturamento a pagar (Oper.
- - 91.257 32.000
Internacionais)
IPI (medida liminar) (d) - 142.246 - 147.556
INSS – Exigibilidade Suspensa 13.449 8.393 35.146 25.178
Tributos retidos na fonte a recolher 8.689 16.316 35.698 56.754
Outros Impostos a pagar - controladas no exterior - - 666 5.502
INSS e ISS a pagar 587 398 3.023 3.072
320.778 816.715 464.977 1.214.628

Depósitos judiciais (nota explicativa n° 12) (72.907) (71.209) (80.651) (114.559)

Circulante 147.347 636.225 269.850 977.115


Não circulante 173.431 180.490 195.127 237.513

(a) A Sociedade e sua controlada, Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda., discutem judicialmente a
não inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições para o PIS e a COFINS. Desde 2007, têm
autorização judicial para efetuar o pagamento das contribuições excluído o valor do ICMS. Os saldos
registrados em 31 de dezembro de 2016 referiam-se aos valores não pagos de PIS e COFINS, cuja exigibilidade
está integralmente suspensa, acrescidos de atualização pela taxa SELIC. Em 31 de março de 2017, a Sociedade,
baseada na conclusão do julgamento pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, na sistemática de repercussão
geral, do Recurso Extraordinário que decidiu pela inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de
cálculo do PIS e COFINS, reverteu a obrigação tributária constituída. A decisão da Sociedade está amparada
pelo posicionamento dos seus assessores legais de que o risco de perda neste processo é remoto. Como reflexo
da reversão a Sociedade reconheceu em “Outras receitas operacionais” o montante de R$197.229
(Consolidado), referente ao valor principal da discussão, e no “Resultado financeiro” o resultado da atualização
monetária do período, no montante de R$104.424 (Consolidado). Parte do saldo, no montante atualizado de
R$ 43.190 (Consolidado) encontra-se depositado judicialmente em 31 de dezembro de 2017. A Sociedade
aguarda o posicionamento das instâncias inferiores para o levantamento dos depósitos judiciais.
(b) A Sociedade possui discussões sobre a ilegalidade de alterações nas legislações estaduais para cobrança de
ICMS-ST. Parte do montante não recolhido está sendo discutido judicialmente pela Sociedade, e, em alguns
casos, os valores estão depositados em juízo, conforme mencionado na nota explicativa nº 12.
(c) Em 4 de fevereiro de 2009, a Sociedade obteve autorização judicial que suspendeu a exigibilidade do IRPJ e
da CSLL incidentes sobre os valores recebidos a título de juros decorrentes do atraso no cumprimento de
obrigações contratuais das operações com vendas para os (as) Consultores (as) Natura. Em 25 de outubro de
2017, a Sociedade aderiu ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT), instituído pela Lei nº
13.496/17, para a quitação, em 26 de outubro de 2017, dos referidos débitos tributários que eram objeto de
ação judicial.
(d) A Sociedade e sua controlada, Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda., nas operações em que atua
exclusivamente como distribuidora, discutem judicialmente a condição trazida pelo Decreto nº 8.393/2015,
que equiparou a industrial, para fins de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, os

80
Natura Cosméticos S.A.

estabelecimentos atacadistas interdependentes que comercializam produtos previstos no referido dispositivo


legal. Após a prolação de sentenças procedentes, bem como da evolução jurisprudencial atualmente favorável
ao tema, a Sociedade, apoiada na opinião de seus assessores legais, reavaliou o prognóstico de perda dos
processos como possível, com maior chance de ganhar e, portanto, reverteu o saldo de R$ 209.993 constituído
como Obrigação tributária no Consolidado, em 30 de setembro de 2017 (Vide nota explicativa n° 19). Como
reflexo da reversão do principal, a Sociedade reconheceu em “Outras receitas operacionais” o montante de R$
133.594, em “Lucro Bruto” o montante de R$ 56.938 e em “Estoques” o montante de (R$ 7.149) e como
reflexo da reversão da atualização monetária do período, a Sociedade reconheceu no “Resultado financeiro” o
montante de R$26.609.

19. PROVISÕES PARA RISCOS TRIBUTÁRIOS, CÍVEIS E TRABALHISTAS.

A Sociedade e suas controladas são partes em processos judiciais e administrativos de


natureza tributária, trabalhista e cível. A Administração acredita, apoiada na opinião de seus
assessores legais, que as provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas são suficientes
para cobrir eventuais perdas. Essas provisões estão assim demonstradas:
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Tributários 98.208 34.542 196.006 47.044


Cíveis 8.096 11.457 27.153 14.321
Trabalhistas 41.388 18.562 58.887 32.259
Total 147.692 64.561 282.046 93.624
Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (31.745) (18.155) (33.856) (20.056)

Circulante - - 17.357 -
Não circulante 147.692 64.561 264.689 93.624

Riscos tributários

Os riscos tributários provisionados são compostos pelos processos a seguir relacionados:


Controladora

Transferência de
obrigações Atualização mo
2016 Adições Reversões tributárias (c ) netária 2017
Honorários advocatícios (a) 19.780 11.313 (7.588) - 1.656 25.161
Dedutibilidade da CSLL (Lei nº 9.316/96)
(b) 4.444 1.667 (6.324) - 213 -
Cobrança de ICMS-ST 3.094 13.400 - 44.966 2.230 63.690
Outros 7.224 1.963 (442) - 612 9.357
Risco tributário total provisionado 34.542 28.343 (14.354) 44.966 4.711 98.208

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (13.411) (15.661) 5.879 - (941) (24.134)

81
Natura Cosméticos S.A.

Controladora

Transferência de
obrigações Atualização mo
2015 Adições Reversões tributárias (c ) netária 2016
Honorários advocatícios (a) 17.199 6.214 (5.071) - 1.438 19.780
Dedutibilidade da CSLL (Lei nº 9.316/96)
(b) 9.015 - (4.853) - 282 4.444
Outros 3.706 4.158 (1.955) 3.925 484 10.318
Risco tributário total provisionado 29.920 10.372 (11.879) 3.925 2.204 34.542

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (9.792) (2.100) 2.968 (3.825) (662) (13.411)

Consolidado

Transferência de
Aquisição de obrigações Atualização
2016 Controlada Adições Reversões tributárias (c ) monetária 2017
Honorários advocatícios (a) 31.446 29.466 (17.649) - 2.528 45.791
Dedutibilidade da CSLL (Lei
4.444 1.667 (6.324) - 213 -
nº 9.316/96) (b)
Cobrança de ICMS-ST - 72.750 - 44.966 2.230 119.946
Outros 11.154 9.247 10.976 (3.701) - 2.593 30.269

Risco tributário total provisionado 47.044 9.247 114.859 (27.674) 44.966 7.564 196.006

Depósitos judiciais (nota explicativa


(14.168) - (15.661) 5.879 - (993) (24.943)
nº 12)

Consolidado

Transferência de
obrigações Atualização
2015 Adições Reversões tributárias (c ) monetária 2016
Honorários advocatícios (a) 27.120 8.687 (6.733) - 2.372 31.446
Dedutibilidade da CSLL (Lei
9.015 - (4.853) - 282 4.444
nº 9.316/96) (b)
Outros 4.487 4.158 (1.955) 3.925 539 11.154

Risco tributário total provisionado 40.622 12.845 (13.541) 3.925 3.193 47.044

Depósitos judiciais (nota explicativa


(10.491) (2.100) 2.968 (3.825) (720) (14.168)
nº 12)

(a) Referem-se aos honorários advocatícios para o patrocínio de processos tributários, dentre os quais
destacamos os seguintes processos:
(i) Autos de infração lavrados contra a Sociedade, em agosto de 2003, dezembro de 2006 e dezembro de
2007, pela Receita Federal do Brasil, em que se exigem créditos tributários de IRPJ e CSLL relativos à
dedutibilidade da remuneração das debêntures emitidas pela Sociedade, nos períodos-base 1999, 2001 e
2002, respectivamente.
Os autos de infração tiveram decisão definitiva na esfera administrativa, em que foi mantida, parcialmente,
a cobrança do IRPJ e, integralmente, a cobrança da CSLL. Atualmente aguarda-se o desfecho das
discussões na esfera judicial. A opinião dos assessores legais é de que a perspectiva de perda na ação
judicial é remota.
(ii) Autos de infração de IRPJ e de CSLL, lavrados em 30 de setembro de 2009 e 30 de agosto de 2013,
que têm como objeto o questionamento da dedutibilidade fiscal da amortização do ágio, decorrente da
incorporação de ações da Natura Empreendimentos pela Natura Participações S.A. e posterior incorporação
de ambas as empresas pela Natura Cosméticos S.A. Em dezembro de 2012, o processo referente ao auto de
infração de 2009 foi julgado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF que decidiu
parcialmente a favor da Sociedade para reduzir a multa agravada. Atualmente, aguarda-se o julgamento do
Recuso Especial interposto pela Sociedade. Em relação ao auto de infração de 2013, em 4 de outubro de
2017, o Recurso Especial interposto pela Sociedade foi improvido, por maioria de votos, para manter a
exigência fiscal. A Sociedade aguarda a formalização do acórdão para apresentar as medidas cabíveis. Na

82
Natura Cosméticos S.A.

opinião dos assessores legais da Sociedade, a operação refletiu suficientes motivações empresariais, e,
considerando, ainda, a legislação aplicável à época, todos os seus efeitos fiscais são defensáveis, motivo
pelo qual o risco de perda é classificado como remoto.
(iii) Auto de infração de IPI lavrado contra a controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.,
em dezembro de 2012, referente aos fatos geradores ocorridos no ano-calendário de 2008, sob a alegação
de que a Controlada teria praticado preços incorretos nas vendas destinadas à Controladora. Atualmente,
aguarda-se o julgamento do recurso voluntário interposto pela Sociedade. Na opinião dos assessores legais
da Sociedade, a operação tal como foi estruturada e seus efeitos fiscais são defensáveis, motivo pelo qual
o risco de perda é classificado como remoto.
(iv) Ações judiciais em que a Sociedade e sua controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.,
discutem judicialmente, desde abril de 2007, a não inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições
para o PIS e a COFINS e a repetição dos valores das contribuições pagas sobre o valor do ICMS no período
de março 2004 a março de 2007 (Vide nota explicativa nº 18 (a)).
(b) Refere-se ao mandado de segurança que discute a constitucionalidade da Lei nº 9.316/96, que vedou a
dedutibilidade da CSLL da sua própria base de cálculo e da base de cálculo do IRPJ. Em 25 de agosto de
2014, para aproveitamento dos benefícios do programa de parcelamento do Governo Federal, a Sociedade
protocolou petição desistindo da respectiva ação. Atualmente, aguarda-se a formalização da adesão e a
conversão do depósito judicial em renda em favor da União. O valor depositado judicialmente é de R$1.479
(R$ 7.533 em 31 de dezembro de 2016). O respectivo valor trata-se do saldo remanescente após o depósito
ser convertido em renda pela União.
(c) A Sociedade possui ações administrativas e judiciais que discutem a ilegalidade de alterações nas
legislações estaduais para cobrança de ICMS-ST. Trata-se da transferência da provisão anteriormente
constituída na Nota 18 (b) ICMS - ST Provisões, no valor de R$ 44.966.

Riscos cíveis
Controladora

Atualização
2016 Adições Reversões Pagamentos monetária 2017

Diversas ações cíveis (a) 6.911 12.549 (5.835) (8.504) 95 5.216


Honorários advocatícios - ação cível
2.884 - (461) - 69 2.492
ambiental (b)
Ações cíveis e honorários advocatícios - Nova
1.662 35 (1.334) - 25 388
Flora Participações Ltda. (d)
Risco cível total provisionado 11.457 12.584 (7.630) (8.504) 189 8.096

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (757) (477) 619 - (49) (664)

Controladora

Atualização
2015 Adições Reversões Pagamentos monetária 2016

Diversas ações cíveis (a) 6.267 8.680 (526) (7.605) 95 6.911


Honorários advocatícios - ação cível
2.696 173 (150) - 165 2.884
ambiental (b)
Ações cíveis e honorários advocatícios - Nova
1.876 412 - (760) 134 1.662
Flora Participações Ltda. (d)
Risco cível total provisionado 10.839 9.265 (676) (8.365) 394 11.457

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (777) (215) 328 - (93) (757)

83
Natura Cosméticos S.A.

Consolidado
Atualização
Aquisição de
2016 Controlada Adições Reversões Pagamentos monetária 2017

Diversas ações cíveis (a) 8.680 13.826 29.585 (21.972) (8.682) 1.668 23.105
Honorários advocatícios - ação cível ambiental (b) 2.885 - - (461) - 69 2.493
Honorários - processos IBAMA (c) 1.095 - 427 - - 33 1.555
Ações cíveis e honorários advocatícios - Nova Flora
1.661 - 35 (1.721) - 25 -
Participações Ltda. (d)
Risco cível total provisionado 14.321 13.826 30.047 (24.154) (8.682) 1.795 27.153

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (882) - (677) 628 - (57) (988)

Consolidado
Atualização

2015 Adições Reversões Pagamentos monetária 2016

Diversas ações cíveis (a) 12.354 8.859 (5.361) (7.746) 574 8.680
Honorários advocatícios - ação cível ambiental (b) 2.696 173 (150) - 166 2.885
Honorários - processos IBAMA (c) 997 - - - 98 1.095
Ações cíveis e honorários advocatícios - Nova Flora
1.876 412 - (760) 133 1.661
Participações Ltda. (d)
Risco cível total provisionado 17.923 9.444 (5.511) (8.506) 971 14.321

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (1.067) (305) 577 - (87) (882)

(a) A Sociedade e suas controladas, em 31 de dezembro de 2017, são partes em aproximadamente 3.000 ações
e procedimentos cíveis (aproximadamente 2.800 em 31 de dezembro de 2016), dentre os quais, 2.784 foram
movidos por consultores (as) Natura e consumidores, sendo a maioria referente a pedidos de indenização.
O saldo depositado judicialmente para os autos acima é de R$ 988 (R$1.260 em 31 de dezembro de 2016).
As provisões são revisadas periodicamente com base na evolução dos processos e no histórico de perdas
das ações cíveis para refletir a melhor estimativa corrente.

Riscos trabalhistas
A Sociedade e suas controladas, em 31 de dezembro de 2017, são partes em
aproximadamente 2.200 reclamações trabalhistas movidas por ex-colaboradores e
prestadores de serviços (aproximadamente 1.600 em 31 de dezembro de 2016), cujos
pedidos se constituem em pagamentos de verbas rescisórias, eventual doença ocupacional,
adicionais salariais, horas extras e verbas devidas em razão da responsabilidade subsidiária
e discussão acerca do reconhecimento de eventual vínculo empregatício. As provisões são
revisadas periodicamente com base na evolução dos processos e no histórico de perdas das
reclamações trabalhistas para refletir a melhor estimativa corrente.
Controladora
Atualização
2016 Adições Reversões Pagamentos 2017
monetária

Risco trabalhista total provisionado 18.562 40.312 (14.419) (5.138) 2.071 41.388

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (3.987) (4.305) 1.582 - (237) (6.947)

84
Natura Cosméticos S.A.

Controladora
Atualização
2015 Adições Reversões Pagamentos 2016
monetária

Risco trabalhista total provisionado 10.276 9.873 (1.268) (1.852) 1.533 18.562

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (3.495) (892) 699 - (299) (3.987)

Consolidado
Aquisição de Atualização
2016 Adições Reversões Pagamentos 2017
Controlada monetária

Risco trabalhista total provisionado 32.259 491 48.571 (16.859) (8.871) 3.296 58.887

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (5.006) - (4.867) 2.312 - (364) (7.925)

Consolidado
Atualização
2015 Adições Reversões Pagamentos 2016
monetária

Risco trabalhista total provisionado 19.313 16.690 (2.962) (2.800) 2.018 32.259

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 12) (4.825) (819) 882 - (244) (5.006)

Passivos contingentes - risco de perda possível

A Sociedade e suas controladas possuem ações de natureza tributária, cível e trabalhista que
não estão provisionadas, pois envolvem risco de perda classificado pela Administração e
por seus assessores legais como possível.
Em 31 de dezembro de 2017, os passivos contingentes são representados por 465 causas
(748 em 31 de dezembro de 2016), conforme demonstramos os montantes abaixo:
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Tributários 875.146 618.680 1.850.701 1.489.961


Cíveis 10.885 14.571 21.893 23.579
Trabalhistas 50.493 62.258 134.817 138.702
Total de passivos contingentes não provisionados 936.524 695.509 2.007.411 1.652.242
Depósitos Judiciais (nota explicativa nº 12) (123.776) (135.555) (127.433) (139.713)

As causas tributárias são representadas pelos principais processos abaixo:


(a) A Sociedade e suas controladas possuem ações administrativas e judiciais que discutem a
ilegalidade de alterações nas legislações estaduais para cobrança de ICMS-ST. O valor
total em discussão atinge o montante de R$538.708 em 31 de dezembro de 2017
(R$527.473 em 31 de dezembro de 2016) e R$102.086 (R$106.534 em 31 de dezembro
de 2016) encontra-se depositado judicialmente em 31 de dezembro de 2017.
(b) Autos de infração em que a Secretaria da Receita Federal do Brasil exige débitos
tributários de IPI decorrentes da classificação fiscal adotada pela controlada Indústria e

85
Natura Cosméticos S.A.

Comércio de Cosméticos Natura Ltda. para alguns produtos. Aguarda-se o julgamento dos
processos na esfera administrativa. O valor total em discussão em 31 de dezembro de 2017
é de R$200.973 (R$119.997 em 31 de dezembro de 2016).
(c) Auto de Infração lavrado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, contra a
filial do estabelecimento da controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.,
objetivando a cobrança de ICMS-ST, que foi integralmente recolhido pelo destinatário das
mercadorias, a controladora, seu estabelecimento distribuidor, Natura Cosméticos S/A.
Aguarda-se o julgamento do processo na esfera administrativa. O valor total em discussão
em 31 de dezembro de 2017 é de R$489.606 (R$446.999 em 31 de dezembro de 2016).
(d) A Sociedade e sua controlada, Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda., nas
operações em que atua exclusivamente como distribuidora, discutem judicialmente a
condição trazida pelo Decreto nº 8.393/2015, que equiparou a industrial, para fins de
incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, os estabelecimentos
atacadistas interdependentes que comercializam produtos previstos no referido dispositivo
legal. Após a prolação de sentenças procedentes, bem como da evolução jurisprudencial
atualmente favorável ao tema, a Sociedade, apoiada na opinião de seus assessores legais,
reavaliou o prognóstico de perda dos processos como possível, com maior chance de
ganhar e, portanto, agregou a esta base, em 30 de setembro de 2017, o saldo de R$209.993
constituído anteriormente como obrigação tributária no Consolidado. (Vide nota
explicativa nº 18 d). O valor total em discussão em 31 de dezembro de 2017 é de R$
230.734 (R$ 160.389 em 31 de dezembro de 2016.

Ativos contingentes

A Sociedade e suas controladas possuem processos ativos cuja expectativa de ganho é


provável de acordo com a avaliação de seus assessores legais, dentre os quais destacamos
abaixo:

a) A Sociedade e sua controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.,


pleiteiam a restituição das parcelas de PIS e COFINS recolhidas com a inclusão do
ICMS nas suas bases de cálculo no período de março 2004 a março de 2007. Os valores
envolvidos nos pedidos de restituição, atualizados até 31 de dezembro de 2017,
totalizavam R$190.517.

A Sociedade e suas controladas não reconhecem em seus ativos os ativos contingentes


listados acima, conforme o pronunciamento CPC 25 - Provisões, passivos contingentes e
ativos contingentes.

86
Natura Cosméticos S.A.

20. OUTROS PASSIVOS

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
Subvenção governamental (a) 3.764 12.203 57.288 160.060
Plano de assistência médica aposentados (b) 83.054 51.993 109.126 65.190
Crédito de carbono 8.054 6.070 8.054 6.070
Contrato de exclusividade (c) 7.800 12.000 7.800 12.000
Crer pra ver 22.982 23.344 22.982 23.344
Programa de fidelidade, Cartão presente e Rebates (d) 2.962 - 69.045 -
Provisões para despesas diversas (e) 59.050 44.041 76.371 55.455
Adiantamentos recebidos de alugueis (f) - - 20.225 -
Provisões para repartição de benefícios
19.135 16.125 20.979 16.125
e parcerias a pagar
Incentivos de longo prazo (g) - - 44.210 7.633
Complemento arrendamento mercantil operacional (h) - - 31.605
Outras provisões 15.927 16.688 84.354 82.509

Total 222.728 182.464 552.039 428.386

Circulante 114.662 94.298 278.744 161.686


Não circulante 108.066 88.166 273.295 266.700

(a) Referem-se aos empréstimos e financiamentos de longo prazo (empréstimos subsidiados –


BNDES; BNDES EXIM; FINAME e FINEP) que refletem a subvenção governamental, na
extensão dos prazos destes contratos de empréstimos e financiamentos, no exercício findo
em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016, os quais foram demonstrados nessa
rubrica para melhor evidenciação aos requerimentos do CPC 07 - Subvenção e Assistências
Governamentais e a IAS 20.

(b) O passivo atuarial para o Plano de Assistência Médica da Sociedade e de suas controladas
refere-se aos atuais colaboradores e ex-colaboradores que realizaram contribuições fixas para
o custeio do plano de saúde até 30 de abril de 2010, data em que o desenho do plano de saúde
foi alterado e as contribuições fixas dos colaboradores foram eliminadas. Para aqueles que
contribuíram para o plano médico por dez anos ou mais, é assegurado o direito de manutenção
como beneficiário por tempo indeterminado (vitalício), sendo que para os que contribuíram
por um período inferior a dez anos, é assegurado o direito de manutenção como beneficiário,
à razão de um ano para cada ano de contribuição fixa.

Este grupo de atuais colaboradores, em caso de aposentadoria, poderá optar por permanecer
no plano conforme legislação aplicável, assumindo o pagamento integral da mensalidade
cobrado pelas operadoras dos planos de saúde. No entanto, esta mensalidade não representa
necessariamente o custo total do usuário. O valor do passivo atuarial da Sociedade e de suas
controladas se dará pela diferença entre o custo e a contribuição dos atuais e futuros
aposentados. O reconhecimento de ganhos e perdas atuariais é reconhecido via Outros
Resultados Abrangentes (ORA) conforme mencionado na nota explicativa n° 2.25.

Em 31 de dezembro de 2017, o tempo de duração média ponderada da obrigação é de 16


anos.

A população de colaboradores ativos elegíveis ao plano médico na aposentadoria está


fechada para novas inclusões. Para o cálculo de 31 de dezembro de 2017, cujas projeções
serão também utilizadas para os trimestres de 2018, foi avaliado:

 1.553 empregados ativos das Sociedades, dos quais 895 são da controladora;

87
Natura Cosméticos S.A.

 193 aposentados e dependentes das Sociedades, dos quais 144 são da controladora.

O passivo atuarial demonstrado foi calculado, em 31 de dezembro de 2017, por atuário


independente considerando as seguintes principais premissas:

2017 2016
Taxa de desconto 9,94% 10,80%
Taxa inicial de crescimento dos custos médicos 11,03% 11,67%
Taxa de inflação 4,25% 4,85%
Taxa final de crescimento dos custos médicos 5,29% 5,90%
Taxa de crescimento dos custos médicos por envelhecimento - custos 3,50% 3,50%
Taxa de crescimento dos custos médicos por envelhecimento - contribuições 0,00% 0,00%
Percentual de adesão ao plano na aposentadoria 89,00% 72,00%
Tábua de entrada invalidez Wyatt 85 Class 1 Wyatt 85 Class 1
Tábua de mortalidade geral RP2000 RP2000
Tábua de rotatividade T-9 service table T-9 service table

Da perda por experiência de R$ 15.884, R$ 8.100 ocorreu devido a inclusão de novos


participantes aposentados, seus dependentes e alguns ativos, além de alterações de plano
para padrões mais caros e alterações em datas de admissão de alguns ativos. R$ 7.784 foi o
impacto de alteração das despesas e contribuições, pois foram observados maiores valores
de utilização média dos planos do que o esperado, já que não houve reajuste da tabela de
contribuições dos aposentados.

A manutenção do nível inicial de crescimento dos custos médicos em 6,5% real causou uma
perda em torno de R$ 4.500 e a redução da taxa de desconto de 10,80% a.a. para 9,94% a.a.
gerou R$ 3.230 de perda (R$ 11.797 em 2016), totalizando uma perda por hipótese financeira
de R$ 7.730.

A alteração da hipótese de adesão ao plano médico de 72% para 89% tem impacto direto no
valor do passivo dos ativos causando uma perda de R$ 12.768.

Abaixo apresentamos a análise de sensibilidade da Taxa de inflação médica caso o


comportamento de tal taxa aumentasse ou reduzisse em 1% e seu respectivo efeito sobre o
saldo (Valor Presente da Obrigação) calculado sobre o passivo atuarial (mantendo as demais
premissas):

Análise de
Hipótese VPO
sensibilidade

Inflação médica 11,03% 1% de aumento 125.034


Inflação médica 11,03% 1% de redução 95.889

88
Natura Cosméticos S.A.

Abaixo apresentamos as movimentações do passivo atuarial para o exercício findos em 31


de dezembro de 2017:
Controladora Consolidado
Saldo em 31 de dezembro de 2016 (51.993) (65.190)
Custo do serviço corrente da empresa - reconhecido em resultado (1.568) (2.001)
Custo dos juros - reconhecido em resultado (5.555) (6.963)
Despesas pagas 1.102 1.409
Transferência de funcionários entre empresas do grupo (1.038) -
(Ganhos)/perdas atuariais em Outros Resultados Abrangentes (24.002) (36.379)
Saldo em 31 de dezembro de 2017 (83.054) (109.124)

(c) Refere-se a contraprestação da exclusividade concedida pela Sociedade a um agente


financeiro para o serviço de liquidação bancária relacionada a folha de pagamento dos
colaboradores. É apropriado para o resultado do exercício desde abril de 2017, de forma
linear pelo período contratual.

(d) Refere-se à pontuação adquirida por clientes em compras, à venda de cartão presente ainda
não convertidos na aquisição de produtos e devolução de produtos principalmente da
controlada The Body Shop.(Vide nota explicativa n°2.29)

(e) Refere-se às provisões de despesas diversas de toda a Sociedade conforme também


mencionado na nota 11.

(f) Refere-se ao período (carência) que arrendadores proporcionam para o início do pagamento
do aluguel de determinadas lojas da controlada The Body Shop.

(g) Refere-se aos planos de remuneração variável de executivos da controlada Aesop.

(h) Refere-se aos complementos sobre os contratos de arrendamentos mercantis operacionais


identificados na Combinação de negócios realizada na aquisição da controlada The Body
Shop (vide Nota 4).

21. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

a) Capital social

Em 31 de dezembro de 2017, o capital da Sociedade era R$ 427.073 (R$427.073 em 31


de dezembro de 2016).
No exercício findo em 31 de dezembro de 2017 sua composição é de 431.239.264 ações
nominativas ordinárias subscritas e integralizadas (431.239.264 ações nominativas
ordinárias subscritas e integralizadas em 31 de dezembro de 2016). A Sociedade fica
autorizada a aumentar o seu capital social, independentemente de reforma estatutária,
até o limite de 441.310.125 (quatrocentas e quarenta e um milhões, trezentas e dez mil,
cento e vinte e cinco) ações ordinárias, sem valor nominal, mediante deliberação do
Conselho de Administração, o qual fixará as condições da emissão, inclusive preço e
prazo de integralização.

89
Natura Cosméticos S.A.

b) Política de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio


Os acionistas têm direito a receber, em cada exercício social, a título de dividendos, um
percentual mínimo obrigatório de 30% sobre o lucro líquido, considerando,
principalmente, os seguintes ajustes:

 Acréscimo das importâncias resultantes da reversão de reservas para contingências,


anteriormente formadas.

 Decréscimo das importâncias destinadas à constituição da reserva legal e de reservas


para contingências.

O Estatuto Social faculta à Sociedade o direito de levantar balanços semestrais ou


intermediários e, com base neles, o Conselho de Administração poderá aprovar a
distribuição de dividendos intermediários.

Em 20 de abril de 2017, foram pagos dividendos e juros sobre capital próprio nos
montantes de R$ 51.276 e R$ 5.600 (R$ 4.760 líquidos de IRRF), respectivamente,
conforme distribuição recomendada pelo Conselho de Administração em 22 de fevereiro
de 2017 e ratificada em Assembleia Geral Ordinária realizada em 11 de abril de 2017,
referente ao lucro líquido do exercício de 2016 que somados aos R$ 61.804 (R$ 52.533,
líquido de IRRF) pago em 10 de fevereiro de 2017 correspondem a uma distribuição de
aproximadamente 40% do lucro líquido auferido no exercício de 2016.

Em 19 de dezembro de 2017 foi deliberada pelo Conselho de Administração a


distribuição de juros sobre o capital próprio no valor total bruto de R$78.290 (R$66.546,
líquido de IRRF) referentes ao período de 1º de janeiro de 2017 a 30 de novembro de
2017, o qual foi pago em 16 de fevereiro de 2018.

Adicionalmente, em 14 de março de 2018, o Conselho de Administração aprovou “ad


referendum” da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 20
de abril de 2018, a proposta para pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio
referente ao mês de dezembro de 2017, nos montantes de R$128.741 e R$6.809
(R$5.788 líquidos de IRRF), respectivamente, referentes aos resultados auferidos no
exercício de 2017, que somados ao R$78.290 (R$66.546, líquido de IRRF) pago em 16
de fevereiro de 2018 correspondem a uma distribuição de 30% do lucro líquido auferido
no exercício de 2017.

Os dividendos foram calculados conforme demonstrado a seguir:

Controladora
2017 2016

Lucro líquido do exercício 670.251 296.699


Dividendos mínimos obrigatórios 30% 30%

Dividendo anual mínimo obrigatório 201.075 89.010

Dividendos propostos 128.741 51.276


Juros sobre o capital próprio 85.099 67.404
IRRF sobre os juros sobre o capital próprio (ii) (12.189) (10.111)
Total de dividendos e juros sobre o capital próprio, líquidos de IRRF 201.652 108.569

90
Natura Cosméticos S.A.

Valor excedente ao dividendo mínimo obrigatório, líquidos de IRRF (i) - 19.559

Dividendos por ação - R$ 0,2991 0,1192


Juros sobre o capital próprio por ação, líquidos - R$ 0,1681 0,1331
Remuneração total por ação, líquida - R$ 0,4672 0,2523

i) Conforme Instrução CVM n.º 683/12, o JCP somente poderá ser imputado ao dividendo
obrigatório pelo seu valor líquido do IRRF.
ii) Imposto de Renda Retido na Fonte calculado considerando beneficiários isentos.
Conforme mencionado na nota explicativa nº 2.24, a parcela dos dividendos excedente ao dividendo
mínimo obrigatório, declarada pela Administração após o período contábil a que se referem às
demonstrações financeiras, mas antes da data de autorização para emissão destas, não deverá ser
registrada como passivo nas respectivas demonstrações financeiras, devendo os efeitos da parcela dos
dividendos complementares serem divulgados em nota explicativa. Portanto, em 31 de dezembro de
2016, as seguintes parcelas referentes ao valor excedente ao dividendo mínimo obrigatório foram
registradas no patrimônio líquido e apresentados no grupo “Dividendo adicional proposto”. Em 31 de
dezembro de 2017 a Sociedade não declarou dividendos excedentes ao dividendo mínimo obrigatório.

Controladora
2017 2016

Dividendos - 24.070
Juros sobre o capital próprio - 5.600
- 29.670

O valor referente ao dividendo mínimo obrigatório declarado e não pago em 31 de


dezembro de 2017 é de R$213.840.

c) Ações em tesouraria

Em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016, a rubrica “Ações em tesouraria”


possuem a seguinte composição:

Preço médio
Quantidade de ações R$ (em milhares)
por ação - R$
Saldo em 31 de dezembro de 2016 936.884 37.149 39,65
Utilizadas (144.868) (5.728) 39,54
Aquisição 38.490 1.123 29,18
Saldo em 31 de dezembro de 2017 830.506 32.544 39,19

O custo mínimo e máximo do saldo de ações em tesouraria em 31 de dezembro de 2017


é de R$ 29,18 e R$45,13, respectivamente.

d) Ágio na emissão/venda de ações

Refere-se ao ágio gerado na emissão das 3.299 ações ordinárias, decorrente da


capitalização das debêntures no montante de R$100.000, ocorrida em 2 de março de
2004.

91
Natura Cosméticos S.A.

e) Reserva legal

Em virtude do saldo da reserva legal, somado às reservas de capital de que trata o


parágrafo 1º do artigo 182 da Lei nº 6.404/76, ter ultrapassado 30% do capital social, a
Sociedade, em conformidade com o estabelecido no artigo 193 da mesma Lei, decidiu
por não constituir a reserva legal sobre o lucro líquido a partir do exercício em que tal
limite foi atingido.

f) Reserva de lucros

A Reserva de Retenção de Lucros é composta pelo saldo acumulado das destinações dos
orçamentos de capital aprovados nas Assembleias Gerais Ordinárias.
Foi aprovada na Assembleia Geral Ordinária realizada em 11 de abril de 2017 a
constituição da reserva de lucros composta pelo equivalente a aproximadamente 60% do
total do resultado auferido no exercício social de 2016 no montante de R$178.019, nos
termos do artigo 196 da Lei n°6.404/76.
Em reunião realizada em 14 de março de 2018 pelo Conselho de Administração, foram
apresentadas as demonstrações financeiras e a proposta de retenção de lucros relativos
ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2017, que será submetida à aprovação
na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada no dia 20 de abril de
2018. A constituição da reserva de lucros composta pelo equivalente a 68% do total do
resultado auferido no exercício social de 2017 no montante de R$456.411.

g) Ágio / deságio em transações de capital - Resultado de operações com acionistas não


controladores

Refere-se ao efeito das alterações de participação societária quando da aquisição de


parcela remanescente de acionistas não controladores quando a Sociedade já detém
controle.

h) Ajustes de avaliação patrimonial - Outros resultados abrangentes

A Sociedade reconhece nesta rubrica o efeito das variações cambiais sobre os


investimentos em controladas no exterior, os ganhos e perdas atuarias provenientes do
plano de benefício a funcionários e resultado em operações de hedge de fluxo de caixa.
Para as variações cambiais o efeito acumulado será revertido ao resultado do exercício
como ganho ou perda somente em caso de alienação ou baixa do investimento. Para
perdas e ganhos atuariais, os valores serão reconhecidos no momento da reavaliação do
passivo atuarial. As transações de hedge de fluxo de caixa serão transferidas ao resultado
do exercício se identificado parcela ineficaz e/ou quando do término da relação de hedge.

22. INFORMAÇÕES SOBRE SEGMENTOS DE NEGÓCIOS

A determinação dos segmentos operacionais da Sociedade é baseada em sua estrutura de


Governança Corporativa, que divide o negócio nos seguintes segmentos, para fins de tomada
de decisões e análises gerenciais: Natura (“Operação Natura Brasil” e “Operação Natura
LATAM”, incluindo o Corporativo LATAM), Aesop (inclui os resultados das Holdings
Natura Brazil Pty Ltd. e Natura Cosmetics Australia Pty Ltd.), The Body Shop (operação

92
Natura Cosméticos S.A.

das lojas de varejo “The Body Shop” em todos os continentes e Natura (Brasil) International
B.V. - Holanda) e Outros (inclui os resultados da França, Natura Brasil Inc. - EUA).

Adicionalmente, às análises por segmentos, a Administração da Sociedade também analisa


suas receitas em diversos níveis, principalmente pelos canais de venda: venda direta,
operações no mercado varejista, e-commerce e franquias. Contudo, a segregação por este
tipo de operação ainda não é considerada significativa para divulgações por parte da
Administração.

A receita líquida por segmento está representada da seguinte forma no exercício findo em
31 de dezembro de 2017:

 Operação Natura Brasil: 56,8%

 Operação Natura LATAM: 21,2%

 Aesop: 7,1%

 The Body Shop: 14,8%

 Outros: 0,1%

As práticas contábeis de cada segmento são as mesmas descritas na nota explicativa nº 2


destas demonstrações financeiras anuais da Sociedade referentes ao exercício findo em 31
de dezembro de 2017. Adicionalmente foram inclusas informações de divulgação do novo
segmento The Body Shop que se refere à aquisição da The Body Shop International ocorrida
no terceiro trimestre de 2017, cuja avaliação pela alta administração será realizada de forma
individualizada, complementando a atual análise.

O desempenho dos segmentos da Sociedade foi avaliado com base nas receitas operacionais
líquidas e no lucro líquido do exercício, excluídos os efeitos de receita e despesa financeira,
imposto de renda e contribuição social, depreciação e amortização.

Nas tabelas a seguir há informação financeira sumariada relacionada aos segmentos e à


distribuição geográfica das operações comerciais da Sociedade para 31 de dezembro de 2017
e 31 de dezembro de 2016. Os valores fornecidos ao Conselho de Administração com
relação ao resultado e ao total de ativos são consistentes com os saldos registrados nas
demonstrações financeiras, bem como com as políticas contábeis aplicadas.

Segmentos operacionais

93
Natura Cosméticos S.A.

2017
Lucro
Depreciação e Receita Despesa Imposto de
Receita Líquida (Prejuízo)
Amortização financeira financeira renda
Líquido
Natura Brasil 5.597.212 511.451 (248.356) 555.167 (955.266) (181.460)
Natura LATAM 2.085.886 165.884 (20.595) 31.946 (30.408) (47.339)
Natura outros 6.608 (37.532) (12.416) 16.113 (4.279) 1.625
Aesop 706.445 13.544 (47.966) 11 (1.888) (47.240)
The Body Shop (a) 1.456.557 116.629 (54.019) 1.155 - (54.194)
Gastos corporativos (b) - (99.725) - - - 27.667
Consolidado (atribuível a acionistas
9.852.708 670.251 (383.352) 604.392 (991.841) (300.941)
controladores da Sociedade)

2016

Lucro
Depreciação e Receita Despesa Imposto de
Receita Líquida (Prejuízo)
Amortização financeira financeira renda
Líquido

Natura Brasil 5.356.845 208.340 (203.129) 998.551 (1.612.886) (160.424)


Natura LATAM 1.961.376 91.973 (18.528) 74.585 (115.179) (47.772)
Natura outros 14.716 (36.300) (733) - - -
Aesop 579.727 44.225 (38.381) 152 (1.232) 89.574
Consolidado (atribuível a acionistas
controladores da Sociedade) 7.912.664 308.238 (260.771) 1.073.288 (1.729.297) (118.622)

a) Os resultados divulgados da The Body Shop se referem ao período desde sua aquisição, em 07 de setembro
de 2017 até o exercício findo em 31 de dezembro de 2017.

b) Os gastos corporativos se referem substancialmente às despesas de aquisição da The Body Shop, incorridas
ao longo do exercício, e despesas com o Comitê Operacional do Grupo (COG), incorridas desde sua criação
em setembro de 2017, para apoiar o desenvolvimento da Sociedade, definir e alocar recursos e também
identificar sinergias entre empresas do grupo, no exercício findo em 31 de dezembro de 2017.

2017 2016
Ativo Não Ativo Não Passivo
Passivo circulante Ativo Total Ativo Total
circulante circulante circulante
Natura Brasil 3.092.173 5.542.678 8.033.068 3.133.219 3.543.273 6.988.043
Natura LATAM 203.859 532.018 996.415 165.693 516.310 901.414
Natura Outros 10.372 4.994 22.421 6.387 14.494 23.755
Aesop 382.774 120.239 654.265 313.380 103.822 508.367
The Body Shop 4.211.975 712.076 5.251.293 - - -
Consolidado 7.901.153 6.912.005 14.957.462 3.618.679 4.177.899 8.421.579

Receita líquida e ativos não circulantes por região geográfica

Ativo não
Receita líquida circulante
2017 2017
Ásia 316.475 86.113
América do norte 857.361 323.440
América do sul 7.308.229 3.347.551
Europa 1.000.843 3.684.922
Oceania 369.800 459.127
Consolidado 9.852.708 7.901.153

94
Natura Cosméticos S.A.

Na avaliação da receita líquida por país, o Brasil representa 57% das receitas líquidas totais
e os demais países estão pulverizados, não representando individualmente participação
acima de 10%.

A Sociedade possui predominantemente uma classe de produtos comercializados pelos (as)


Consultores (as) Natura denominada “Cosméticos”. No caso das controladas Emeis Holding
Pty Ltd. (“Aesop”) e The Body Shop LIMITED (“The Body Shop”), as vendas de produtos
cosméticos são efetuadas em uma estrutura varejista, tanto em lojas próprias como em lojas
de departamento, franqueadas e e-commerce.

Nenhum cliente individualmente ou de forma agregada (grupo econômico) foi responsável


por mais que 10% das Receitas líquidas da Sociedade.

23. RECEITA LÍQUIDA

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
Receita bruta:
Mercado interno 7.889.218 7.735.563 7.963.375 7.754.729
Mercado externo - - 5.773.637 3.236.722
Outras vendas 255 4 13.864 1.691
7.889.473 7.735.567 13.750.876 10.993.142

Devoluções e cancelamentos (24.696) (24.397) (51.414) (47.686)


Descontos comerciais e rebates - - (607.231) -
Impostos incidentes sobre as vendas (1.997.402) (2.094.185) (3.239.523) (3.032.792)
Receita líquida 5.867.375 5.616.985 9.852.708 7.912.664

24. DESPESAS OPERACIONAIS E CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS

(a) Está demonstrada a seguir a abertura por função das despesas operacionais e dos custos
dos produtos vendidos:
Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
Reclassificado
Custo dos produtos vendidos 2.329.717 2.188.578 2.911.077 2.446.959
Despesas com Vendas, Marketing e Logística 2.170.859 2.143.235 4.198.733 3.336.634
Despesas Administrativas, P&D, TI e Projetos 859.333 673.343 1.535.945 1.100.628
Total 5.359.909 5.005.156 8.645.755 6.884.221

(b) Está demonstrada a seguir a abertura por natureza das despesas operacionais e dos custos
dos produtos vendidos:

95
Natura Cosméticos S.A.

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Custo dos produtos vendidos 2.329.717 2.188.578 2.911.077 2.446.959


Matéria-prima/Material de embalagem/Revenda 2.329.717 2.188.578 2.402.340 1.962.313
Custos com pessoal - - 261.859 247.476
Depreciação e amortização - - 69.433 77.298
Outros - - 177.445 159.872

Despesas com vendas, marketing e logística 2.170.859 2.143.235 4.198.733 3.336.634


Gastos logísticos 402.351 415.105 669.657 605.162
Despesas com pessoal 402.551 400.028 1.027.690 711.845
Marketing, força de vendas e demais despesas com vendas 1.328.131 1.295.357 2.375.934 1.947.167
Depreciação e amortização 37.826 32.745 125.452 72.460

Despesas administrativas, P&D, TI e projetos 859.333 673.343 1.535.945 1.100.628


Investimentos em inovação - - 80.027 76.647
Despesas com pessoal 247.313 186.375 692.242 513.714
Demais despesas administrativas 501.105 418.816 575.209 399.254
Depreciação e amortização 110.915 68.152 188.467 111.013

Total 5.359.909 5.005.156 8.645.755 6.884.221

Alguns montantes comparativos foram reclassificados para melhor apresentação, em


decorrência da abertura das linhas de despesas com pessoal e gastos logísticos. Além
disso, também foram reclassificados valores da controlada Emeis Holding Pty Ltd.
(“Aesop”) do grupo de “Despesas administrativas, P&D, TI e projetos” para “Despesas
com vendas, marketing e logística” no total de R$ 226.465, no exercício findo em 31 de
dezembro de 2016 (vide nota explicativa nº 2.31.b)).

25. DESPESAS COM PESSOAL


Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
Salários, participação nos resultados e bonificações 419.573 369.007 1.510.175 1.033.513
Plano de previdência complementar (nota explicativa nº 25.2) 1.949 2.692 7.099 3.753
Ganhos baseados em ações (nota explicativa nº 25.1) 16.610 7.688 19.136 8.782
Encargos sobre ações restritas (nota explicativa n° 25.1) 6.117 1.880 7.801 2.585
Impostos e contribuições sociais 29.065 25.354 93.910 83.322
Assistência médica, alimentação, transporte e outros benefícios 87.877 92.177 197.524 195.738
561.191 498.798 1.835.645 1.327.693
INSS (a) 88.673 87.605 146.146 145.342

Total - Despesas com Pessoal 649.864 586.403 1.981.791 1.473.035

(a) As despesas de INSS foram incluídas na referida nota explicativa para a melhor apresentação das
despesas com pessoal.

25.1. Ganhos baseados em ações

O Conselho de Administração reúne-se anualmente para, dentro das bases dos


programas aprovados em Assembleia Geral, estabelecer os planos, indicando os
Administradores e colaboradores que poderão receber opções de compra ou
subscrição de ações da Sociedade e a quantidade total a ser distribuída.

96
Natura Cosméticos S.A.

Entre os anos de 2009 a 2014, os planos possuem prazo de elegibilidade ao exercício


de 100% das opções para o final do quarto ano após a sua outorga, com a possibilidade
de sua antecipação para três anos, mediante a condição de cancelamento de 50% das
opções outorgadas nos planos. Foi fixado o prazo máximo de quatro anos para o
exercício das opções após o término do quarto ano de elegibilidade.

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 6 de fevereiro de 2015, os


Acionistas da Sociedade aprovaram um novo Programa de Outorga de Opções de
Compra e um Programa de Outorga de Ações Restritas. Em 16 de março de 2015, o
Conselho de Administração da Sociedade aprovou os respectivos planos (“Planos de
2015”). A outorga àqueles Administradores e colaboradores elegíveis que aderiram
aos Planos de 2015 foi ratificada em reunião do Conselho de Administração realizada
em 10 de abril de 2015, portanto, a partir de abril de 2015 iniciou-se as devidas
provisões.

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 27 de julho de 2015, os Acionistas


da Sociedade aprovaram um Programa de Opção de Compra ou Subscrição de Ações
para Aceleração da Estratégia e ajustes ao Programa de Outorga de Ações Restritas,
aprovado na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 6 de fevereiro de 2015.
Em 28 de julho de 2015, o Conselho de Administração da Sociedade aprovou o Plano
de Outorga de Opção de Compra ou Subscrição de Ações denominado como “Plano
de Aceleração da Estratégia” para 2015 e, em 14 de agosto de 2015, o Conselho de
Administração da Sociedade ratificou a lista dos colaboradores elegíveis ao Plano de
Outorga de Ações Restritas.

Em 16 de março de 2016, o Conselho de Administração da Sociedade aprovou o plano


de Outorga de Opção de Compra ou Subscrição de Ação e o plano de outorga de ações
restritas para o ano de 2016 (“Planos de 2016”). A outorga àqueles Administradores e
colaboradores elegíveis que aderiram aos Planos de 2016 foi ratificada em reunião do
Conselho de Administração realizada em 14 de abril de 2016, portanto, a partir de
abril de 2016 iniciou-se as devidas provisões. Adicionalmente, em 4 de julho de 2016,
o Conselho de Administração da Sociedade aprovou a inclusão de beneficiários e
ainda reviu a quantidade de ações do plano de Outorga de Ações Restritas referente
ao ano de 2016 em decorrência da inclusão de novos beneficiários e de cancelamentos.

Em 11 de julho de 2016, o Conselho de Administração da Sociedade aprovou o Plano


de Outorga de Opção de Compra ou Subscrição de Ações para Aceleração da
Estratégia para o ano de 2016, portanto a partir deste mês iniciou-se as devidas
provisões.

Em 10 março de 2017 o Conselho de Administração da Sociedade aprovou o plano de


outorga de Opção de Compra ou Subscrição de ação, o plano de outorga de ações
restritas e o Plano de Outorga de Opção de Compra ou Subscrição de Ações para
Aceleração da Estratégia para o ano de 2017, portanto a partir deste mês iniciaram as
devidas provisões.

Os Planos de Outorga de Opções de Compra válidos para 2017, 2016 e 2015 preveem
que as opções podem ser exercidas em três anos, sendo um terço a cada ano, a partir
do segundo ano.

Os Planos de Outorga de Opção de Compra ou Subscrição de Ações denominados


como “Plano de Aceleração da Estratégia” válidos para 2015, 2016 e 2017 preveem

97
Natura Cosméticos S.A.

que 50% das opções poderão ser exercidas no quarto ano de aniversário e o restante
no quinto ano.

O Programa de Outorga de Ações restritas implantado no exercício de 2015 consiste


na outorga de ações ordinárias da Sociedade para um grupo de Administradores e
colaboradores. Salvo disposição contrária do Conselho de Administração da
Sociedade, os direitos dos participantes em relação às Ações restritas somente serão
plenamente adquiridos, na medida em que o Participante permanecer continuamente
vinculado como Administrador ou colaborador das Sociedades, durante o período
compreendido entre a data de outorga e as datas a seguir, nas proporções abaixo
mencionadas:

(a) 1/3 (um terço) após o 2º aniversário da Data de Outorga;

(b) 2/3 (dois terços) após o 3º aniversário da Data de Outorga; e

(c) a totalidade após o 4º aniversário da Data de Outorga.

Neste modelo de Ações restritas, quando da maturidade do direito, não haverá


desembolso financeiro por parte do Administrador ou colaborador das Sociedades.

As variações na quantidade de opções de compra de ações em circulação e seus


correspondentes preços médios ponderados do exercício, bem como as variações na
quantidade de ações restritas estão apresentados a seguir:

Opções de compra de ações e Plano de Aceleração da Estratégia


2017 2016
Preço médio Preço médio de
Opções Opções
de exercício exercício por
(milhares) (milhares)
por ação - R$ ação - R$

Saldo no início do exercício 36,17 6.381 37,91 6.234


Concedidas 26,07 1.699 24,43 2.566
Expiradas 44,81 (866) 47,32 (2.419)
Exercidas 28,09 (10) - -
Saldo no fim do exercício 33,15 7.204 36,17 6.381

Ações restritas
(milhares)
2017 2016

Saldo no início do exercício 875 510


Concedidas 453 512
Expiradas (134) (129)
Exercidas (135) (18)

Saldo no fim do exercício 1.060 875

Das 7.204 mil opções existentes em 31 de dezembro de 2017 (6.381 mil opções em
31 de dezembro de 2016), 1.376 mil opções (1.692 mil opções em 31 de dezembro de
2016) são exercíveis. As opções exercidas no exercício findo em 31 de dezembro de

98
Natura Cosméticos S.A.

2017, resultaram na utilização de 10 mil ações do saldo de ações em tesouraria (não


ocorreram opções exercidas no exercício findo em 31 de dezembro de 2016).
A despesa referente ao valor justo das opções e ações restritas, incluindo os encargos
relacionados às ações restritas, reconhecida no exercício findo em 31 de dezembro de
2017, de acordo com o prazo transcorrido para aquisição do direito ao exercício das
opções e das ações restritas, foi de R$ 22.276 e R$ 26.937 na controladora e no
consolidado, respectivamente. Em 31 de dezembro de 2017 a despesa reconhecida foi
de R$ 9.568 e R$ 11.367 na controladora e no consolidado, respectivamente.
As opções de compra de ações em circulação e ações restritas no fim do exercício têm
as seguintes datas de vencimento e preços de exercício:

Em 31 de dezembro de 2017 - Opção de compra de ações

Preço de Opções Vida remanescente Opções


Data da outorga Valor justo
exercício - R$ existentes contratual (anos) exercíveis

19 de março de 2010 54,49 10,82 287.155 0,2 287.155


23 de março de 2011 63,60 16,45 422.472 1,2 422.472
18 de março de 2013 69,49 12,10 401.125 3,3 401.125
17 de março de 2014 46,50 8,54 531.309 4,3 265.655
16 de março de 2015 (24 meses - vesting) 28,09 9,70 236.017 5,3 236.017
16 de março de 2015 (36 meses - vesting) 28,09 10,10 236.580 5,3 -
16 de março de 2015 (48 meses - vesting) 28,09 10,57 236.580 5,3 -
28 de julho de 2015 (Programa de aceleração
da estratégia - 48 meses - vesting) 26,68 12,46 632.500 5,7 -
28 de julho de 2015 (Programa de aceleração
da estratégia - 60 meses - vesting) 26,68 12,40 632.500 5,7 -
15 de março de 2016 (24 meses - vesting) 26,55 14,31 128.381 6,3 -
15 de março de 2016 (36 meses - vesting) 26,55 14,65 115.453 6,3 -
15 de março de 2016 (48 meses - vesting) 26,55 14,85 115.453 6,3 -
11 de julho de 2016 (Programa de aceleração
da estratégia - 48 meses - vesting) 23,70 26,96 770.000 6,6 -
11 de julho de 2016 (Programa de aceleração
da estratégia - 60 meses - vesting) 23,70 26,96 770.000 6,6 -
10 de março de 2017 (24 meses - vesting) 26,07 13,31 194.468 7,3 -
10 de março de 2017 (36 meses - vesting) 26,07 13,35 194.496 7,3 -
10 de março de 2017 (48 meses - vesting) 26,07 13,35 194.497 7,3 -

10 de Março de 2017 - Programa de Aceleração


da Estratégia (48 meses de vesting) 26,07 13,78 552.500 7,3 -

10 de Março de 2017 - Programa de Aceleração


da Estratégia (60 meses de vesting) 26,07 13,73 552.500 7,3 -
7.203.986 1.612.424

99
Natura Cosméticos S.A.

Em 31 de dezembro de 2017 - ações restritas

Vida
Ações
Data da outorga Ações existentes Valor justo remanescente
exercíveis
contratual (anos)

16 de março de 2015 (24 meses - vesting) - 22,27 - -


16 de março de 2015 (36 meses - vesting) 133.509 21,33 5,3 -
16 de março de 2015 (48 meses - vesting) 133.449 20,42 5,3 -
15 de março de 2016 (24 meses - vesting) 124.744 25,70 6,3 -
15 de março de 2016 (36 meses - vesting) 124.744 24,82 6,3 -
15 de março de 2016 (48 meses - vesting) 124.744 23,97 6,3 -
10 de março de 2017 (24 meses - vesting) 136.667 25,02 7,3 -
10 de março de 2017 (36 meses - vesting) 145.407 24,19 7,3 -
10 de março de 2017 (48 meses - vesting) 136.667 23,39 7,3 -
1.059.929 - -

Em 31 de dezembro de 2016 - Opção de compra de ações


Preço de Vida remanescente
Data da outorga Valor justo Opções existentes Opções exercíveis
exercício - R$ contratual (anos)

22 de abril de 2009 36,07 7,83 291.689 0,57 291.689


19 de março de 2010 52,93 10,82 414.432 1,49 414.432
23 de março de 2011 61,77 16,45 504.121 2,49 504.121
18 de março de 2013 67,50 12,10 481.332 4,53 481.332
17 de março de 2014 45,12 8,54 682.814 5,54 -
16 de março de 2015 (24 meses - vesting) 28,22 9,70 265.401 6,29 -
16 de março de 2015 (36 meses - vesting) 28,22 10,10 265.401 6,29 -
16 de março de 2015 (48 meses - vesting) 28,22 10,57 265.401 6,29 -
28 de julho de 2015 (Programa de aceleração da estratégia -
632.500 6,67
48 meses - vesting) 26,81 12,46 -
28 de julho de 2015 (Programa de aceleração da estratégia -
632.500 6,67
60 meses - vesting) 26,81 12,40 -
15 de março de 2016 (24 meses - vesting) 26,69 14,31 143.790 7,31 -
15 de março de 2016 (36 meses - vesting) 26,69 14,65 130.863 7,31 -
15 de março de 2016 (48 meses - vesting) 26,69 14,85 130.863 7,31 -
11 de julho de 2016 (Programa de aceleração da estratégia -
770.000 7,64
48 meses - vesting) 23,84 26,96 -
11 de julho de 2016 (Programa de aceleração da estratégia -
770.000 7,64
60 meses - vesting) 23,84 26,96 -
6.381.107 1.691.574

Em 31 de dezembro de 2016 - ações restritas


Vida
Ações Ações
Data da outorga Valor justo remanescente
existentes exercíveis
contratual (anos)

16 de março de 2015 (24 meses - vesting) 145.444 22,27 6,29 -


16 de março de 2015 (36 meses - vesting) 163.144 21,33 6,29 -
16 de março de 2015 (48 meses - vesting) 145.444 20,42 6,29 -
15 de março de 2016 (24 meses - vesting) 140.410 25,70 7,31 -
15 de março de 2016 (36 meses - vesting) 140.410 24,82 7,31 -
15 de março de 2016 (48 meses - vesting) 140.410 23,97 7,31 -
875.262

Em 31 de dezembro de 2017, o preço de mercado era de R$ 33,06 (R$23,02 em 31


de dezembro de 2016) por ação.

As opções e ações restritas foram precificadas com base no modelo “Binomial” e os


dados significativos incluídos no modelo para precificação do valor justo das opções
e ações restritas concedidas no exercício findo em 31 de dezembro de 2017 foram:

100
Natura Cosméticos S.A.

Opção de compra de ações Ações restritas


10 de março de 2017

(Plano de (Plano de
(24 meses - (36 meses - (48 meses - Aceleração da Aceleração da (24 meses - (36 meses - (48 meses -
vesting) vesting) vesting) Estratégia - 48 Estratégia - 60 vesting) vesting) vesting)
meses - vesting) meses - vesting)

Volatilidade 41,00% 41,00% 41,00% 41,10% 41,10% 41,00% 41,00% 41,00%


Rendimento de
3,30% 3,30% 3,30% 3,30% 3,30% 3,30% 3,30% 3,30%
dividendos

Vida esperada
2 anos 3 anos 4 anos 4 anos 5 anos 2 anos 3 anos 4 anos
para o exercício

Taxa de juros
anual livre de 9,40% 9,50% 9,60% 9,60% 9,60% 9,40% 9,50% 9,60%
risco

As opções e ações restritas foram precificadas com base no modelo “Binomial” e os


dados significativos incluídos no modelo para precificação do valor justo das opções
e ações restritas concedidas em 2016 foram:
Opção de compra de ações Ações restritas

15 de março de 2016 11 de julho de 2016 15 de março de 2016

(24 meses - (36 meses - (48 meses - (Plano de (Plano de (24 meses - (36 meses - (48 meses -
vesting) vesting) vesting) Aceleração da Aceleração da vesting) vesting) vesting)
Estratégia - 48 Estratégia - 60
meses - meses -
vesting) vesting)

Volatilidade 37,20% 37,20% 37,20% 39,40% 39,40% 37,20% 37,20% 37,20%


Rendimento de
dividendos 3,40% 3,40% 3,40% 4,60% 4,60% 3,40% 3,40% 3,40%

Vida esperada
para o exercício
2 anos 3 anos 4 anos 4 anos 5 anos 2 anos 3 anos 4 anos
Taxa de juros
anual livre de
risco 12,90% 13,20% 13,20% 11,50% 11,50% 12,90% 13,20% 13,20%

As opções e ações restritas foram precificadas com base no modelo “Binomial” e os


dados significativos incluídos no modelo para precificação do valor justo das opções
e ações restritas concedidas em 2015 foram:
Opção de compra de ações Ações restritas
16 de março de 2015 28 de julho de 2015 16 de março de 2015
(Plano de (Plano de
Aceleração da Aceleração da
(24 meses - (36 meses - (48 meses - (24 meses - (36 meses - (48 meses -
Estratégia - 48 Estratégia - 60
vesting) vesting) vesting) vesting) vesting) vesting)
meses - meses -
vesting) vesting)

Volatilidade 30,40% 30,40% 30,40% 32,00% 32,00% 30,40% 30,40% 30,40%


Rendimento de
4,30% 4,30% 4,30% 4,30% 4,30% 4,30% 4,30% 4,30%
dividendos
Vida esperada
2 anos 3 anos 4 anos 4 anos 5 anos 2 anos 3 anos 4 anos
para o exercício
Taxa de juros
anual livre de 12,60% 12,60% 12,60% 12,20% 12,20% 12,60% 12,60% 12,60%
risco

25.2. Plano de previdência complementar

A Sociedade e suas controladas patrocinam dois planos de benefícios a colaboradores,


sendo um de complementação de benefícios de aposentadoria, por intermédio de um

101
Natura Cosméticos S.A.

plano de previdência complementar administrado pela BrasilPrev Seguros e


Previdência S.A., e um de extensão de assistência médica para ex-funcionários
aposentados.
O plano de previdência complementar é estabelecido na forma de “contribuição
definida”, criado em 1º de agosto de 2004 e elegível para todos os colaboradores
admitidos a partir daquela data. Nos termos do regulamento desse plano, o custeio é
paritário, de modo que a parcela da Sociedade equivale a 60% daquela efetuada pelo
colaborador de acordo com uma escala de contribuição embasada em faixas salariais,
que variam de 1% a 5% da remuneração do colaborador.

As contribuições realizadas pela Sociedade e por suas controladas totalizaram R$


1.949 na controladora e R$ 3.397 no consolidado no exercício findo em 31 de
dezembro de 2017, (R$ 2.692 na controladora e R$ 3.753 no consolidado no exercício
findo em 31 de dezembro de 2016), as quais foram registradas como despesa no
resultado do exercício.

26. RECEITAS (DESPESAS) FINANCEIRAS


Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016
Receitas financeiras:
Juros com aplicações financeiras 81.119 188.326 164.442 255.437
Ganhos com variações cambiais (a) 156.009 700.729 176.450 745.365
Ganhos com operações de “swap” e “forward”(c) 28.872 42.960 34.055 45.467
Ganhos no ajuste a valor de mercado de derivativos “swap” e “forward” 152 - 606 -
Reversão da atualização monetária de provisão para riscos tributários e
obrigações tributárias 26.707 - 129.770 -
Efeito da adesão ao programa especial de regularização tributária (PERT)
instituído pela lei 13.496/17 70.348 - 70.348 -
Outras receitas financeiras 19.569 20.432 28.721 27.019
382.776 952.447 604.392 1.073.288

Despesas financeiras:
Juros com financiamentos (337.123) (267.248) (387.658) (317.589)
Perdas com variações monetárias e cambiais (b) (116.472) (275.593) (141.499) (359.742)
Perdas com operações de “swap” e “forward”(d) (160.972) (653.848) (161.802) (698.774)
Perdas no ajuste a valor de mercado de derivativos “swap” e “forward” - (14.423) - (12.292)
Atualização monetária da provisão para aquisição de não controladores - (58.071) - (58.071)

Derivativos (“forward”) contratados para proteção da provisão para aquisição


de não controladores, incluindo o ajuste a valor de mercado (MTM)
- (65.136) - (65.136)
Derivativos ("NDF") contratados para proteção da operação de aquisição The
Body Shop, incluindo o valor de Mercado (MTM) (27.400) - (27.400) -
Atualização monetária de provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas e
obrigações tributárias (59.353) (79.093) (89.792) (108.923)
Efeito da reclassificação de subvenção governamental (CPC07) (1.747) (10.198) (29.976) (65.768)
IOF sobre remessa de recursos ao exterior para aquisição de não controladas (14.218) - (14.218) -
Despesa de estruturação da dívida para aquisição de não controlada (e) (60.919) - (60.919) -
Outras despesas financeiras (70.457) (35.267) (78.577) (43.002)
(848.661) (1.458.877) (991.841) (1.729.297)

Receitas (despesas) financeiras (465.885) (506.430) (387.449) (656.009)

As aberturas a seguir têm o objetivo de explicar melhor os resultados das operações de


proteção cambial contratadas pela Sociedade, bem como, as respectivas contrapartidas
registradas no resultado financeiro demonstrado no quadro anterior:

102
Natura Cosméticos S.A.

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

(a) Ganhos com variações cambiais 156,009 700,729 176,450 745,365


Ganhos com variações cambiais dos empréstimos 155,940 699,399 159,952 744,743
Variações cambiais das importações 69 1,330 - 622
Variação cambial dos recebíveis de exportação - - 2,746 -
Variações cambiais das contas a pagar nas
- - 13,752 -
controladas no exterior

- - - -
(b) Perdas com variações monetárias e cambiais (116,472) (275,593) (141,499) (359,742)
Perdas com variações cambiais dos empréstimos (116,339) (275,271) (124,753) (290,712)
Variações cambiais das importações - - (27) -
Variação cambial dos recebíveis de exportação (21) - - (17,364)
Variações cambiais das contas a pagar nas
- - - (41,674)
controladas no exterior
Variações monetárias dos financiamentos (112) (322) (16,719) (9,992)
1 1 (1) -
(c) Ganhos operações de “swap” e “forward” 28,872 42,960 34,055 45,467
Receita dos cupons cambiais dos “swap” 28,872 42,960 29,091 45,467
Variação cambial do “foward” - - 4,964 -
- - - -
(d) Perdas operações de “swap” e “forward” (160,972) (653,848) (161,802) (698,774)
Perdas com variações cambiais dos instrumentos de
(40,595) (422,573) (39,287) (449,764)
“swap”
Custos financeiros instrumentos “swap” (120,377) (231,275) (122,420) (247,515)
Perdas com “swap” de taxa de juros - - (95) (1,495)

(e) Outras despesas financeiras (60,919) - (60,919) -

Despesas incorridas pela estruturação da dívida para


aquisição da The Body Shop, decorrente da troca do
agente financiador da linha de crédito
(60,919) - (60,919) -

27. OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS, LÍQUIDAS

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Resultado na baixa de imobilizado (23.186) (851) (25.623) 3.418


Crédito de ICMS (a) 7.785 4.725 7.785 4.725
Subsídio BNDES, FINAME e FINEP (b) 1.747 10.198 29.976 65.769
Crer para ver (c) (16.785) (32.305) (22.771) (32.305)
ICMS-ST (d) (31.745) (18.580) (33.784) (18.580)
Venda de carteira de clientes (e) 28.701 27.000 28.701 27.000
Exclusão ICMS base PIS/COFINS (f) 1.248 - 197.230 -
Custos aquisição “The Body Shop”(g) (68.580) - (87.106) -
Reversão IPI equiparação comercial (h) 129.061 - 133.595 -
Contingências tributárias (5.267) - (38.765) -
Regularização de fretes (2.848) - (2.848) 4.398
Outras receitas (despesas) operacionais (7.179) 528 (34.702) -
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas 12.952 (9.285) 151.688 54.425

(a) O saldo demonstrado inclui os créditos tributários reconhecidos de ICMS oriundos de ressarcimento
referente a substituição tributária.

(b) Refere-se à reclassificação da despesa de juros de empréstimos subsidiados do resultado financeiro


conforme pronunciamento contábil CPC07 – Subvenção e Assistência Governamentais alinhado com a IAS

103
Natura Cosméticos S.A.

20.

(c) Destinação do Lucro operacional obtido nas vendas da linha de produtos não cosméticos chamada “Crer
para Ver” para o Instituto Natura, destinado especificamente para projetos sociais destinados ao
desenvolvimento da qualidade de educação.

(d) Refere-se à exigência de ICMS, na modalidade substituição tributária, pelos diferentes Estados, vide
detalhes na nota explicativa nº 19(c).

(e) Refere-se à receita pela venda recorrente de carteira de títulos de clientes vencidos acima de 180 dias,
iniciada no último trimestre de 2016, os quais já não compunham o saldo do contas a receber de clientes da
Sociedade na data da transferência dos riscos e benefícios. Durante o exercício de 2017, foram realizadas
novas vendas para títulos que completaram 180 dias e possuíam as mesmas características da carteira
previamente vendida no final de 2016. Vale destacar que a Sociedade tem como política realizar as baixas
efetivas dos títulos acima de 180 dias. Cabe ressaltar que essa venda foi efetuada sem direito de regresso e
com transferência de risco de crédito para o comprador.

(f) Vide detalhes na nota explicativa nº 18(a).

(g) Referem-se aos custos iniciais de transação da aquisição da The Body Shop, com consultorias, advogados,
dentre outros.

(h) Vide detalhes na nota explicativa nº 18(d).

28. LUCRO POR AÇÃO

28.1. Básico

O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos
acionistas da Sociedade pela quantidade média ponderada de ações ordinárias em
circulação, excluindo as ações ordinárias compradas pela Sociedade e mantidas como
ações em tesouraria.

2017 2016

Lucro atribuível aos acionistas controladores da Sociedade 670.251 296.699


Média ponderada da quantidade de ações ordinárias emitidas 431.239.264 431.239.264
Média ponderada das ações em tesouraria (867.934) (949.409)
Média ponderada da quantidade de ações ordinárias em circulação 430.371.330 430.289.855
Lucro básico por ação - R$ 1,5574 0,6895

104
Natura Cosméticos S.A.

28.2. Diluído

O lucro por ação diluído é calculado ajustando-se à média ponderada da quantidade de


ações ordinárias em circulação supondo a conversão de todas as ações ordinárias
potenciais que provocariam diluição. A Sociedade tem apenas as categorias de ações
ordinárias potenciais que provocariam diluição: opções de compra de ações, ações
restritas e aceleração da estratégia.
2017 2016

Lucro atribuível aos acionistas controladores da Sociedade 670.251 296.699


Média ponderada da quantidade de ações ordinárias em circulação 430.371.330 430.289.855
Ajuste por opções de compra de ações e ações restritas 641.156 1.275.824
Quantidade média ponderada de ações ordinárias para o lucro diluído por ação 431.012.486 431.565.679
Lucro diluído por ação - R$ 1,5551 0,6875

Em 31 de dezembro de 2017, o total de 6.570.788 opções existentes (6.035.573 em 31


de dezembro de 2016), não foram consideradas no cálculo do lucro por ação diluído
devido ao fato do preço de exercício ser maior do que o preço médio de mercado das
ações ordinárias durante o exercício findo naquelas datas, portanto não houve efeito
diluidor.

29. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

29.1. Os saldos a receber e a pagar por transações com partes relacionadas estão
demonstrados a seguir:
Controladora
2017 2016
Ativo circulante:
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. (a) - 1.527
Natura Logística e Serviços Ltda. (b) 72 438
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. (c) - 4.126
Natura Biosphera Franqueadora Ltda. 244 185
Aesop Brasil Comércio de Cosméticos Ltda. (subsidiária da Emeis
2 922
Holdings Pty Ltd.)
Natura Comercial Ltda. - 774
The Body Shop International - Reuno Unido (h) 8.878 -
Natura Cosméticos S.A. - Chile 195 -
Natura Cosméticos S.A. - Peru 195 -
Natura Cosméticos Ltda. - Colômbia 195 -
Natura Cosméticos S.A. - México 195 -
Natura Cosméticos S.A. - Argentina 195 -
10.171 7.972
Passivo circulante:
Fornecedores:
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. (c) 214.295 217.980
Natura Logística e Serviços Ltda. (d) - 741
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. (e) 7.407 23.362
221.702 242.083

105
Natura Cosméticos S.A.

As transações efetuadas com partes relacionadas estão demonstradas a seguir:


Controladora
Venda de produtos Compra de produtos
2017 2016 2017 2016

Aesop Brasil Comércio de Cosméticos Ltda. (subsidiária da


21 2.606 - -
Emeis Holdings Pt y Ltd.)
Natura Comercial Ltda. 7.985 3.331 - -
Indústria e Comércio de Cosmét icos Nat ura Ltda. - - 2.801.421 2.729.261
8.006 5.937 2.801.421 2.729.261

Cont roladora
Venda de serviços Cont ratação de serviço
2017 2016 2017 2016
Estrutura administ rat iva: (f)
Natura Logística e Serviços Ltda. 3.450 9.436 - -
Natura Cosméticos S.A. - Brasil - - 3.450 9.436
3.450 9.436 3.450 9.436

P esquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias: (g)


Natura Inovação e T ecnologia de Produtos Ltda. 221.176 230.707 - -
Natura Cosméticos S.A. – Brasil - - 221.176 230.707
221.176 230.707 221.176 230.707

T otal da venda ou compra de serviços e produtos 224.626 240.143 224.626 240.143

A Sociedade possui 100% de participação no Fundo de Investimento Essencial, que se


refere ao fundo de aplicação exclusivo de renda fixa de crédito privado, cuja composição
está exposta baixo (Vide nota explicativa n° 7):

2017 2016
Certificado de depósitos a prazo 143.378 118.127
Operações compromissadas 992.054 769.186
Letras financeiras 915.853 743.047
Títulos públicos (LFT) 864.825 292.708

2.916.110 1.923.068

(a) Adiantamentos concedidos para a prestação de serviços de desenvolvimento de


produtos e tecnologias e pesquisa de mercado.
(b) Adiantamentos concedidos para a prestação de serviço de separação, embalagem
para transporte e endereçamento de mercadorias, assessoria logística, gestão de
recursos humanos e treinamento em recursos humanos.
(c) Valores a pagar pela compra de produtos.
(d) Contas a pagar pela prestação dos serviços descritos no item (f).
(e) Contas a pagar pela prestação dos serviços descritos no item (g).

106
Natura Cosméticos S.A.

(f) Prestação de serviços de separação, embalagem e endereçamento de mercadorias,


assessoria logística, gestão de recursos humanos e treinamento em recursos
humanos.
(g) Prestação de serviços de desenvolvimento de produtos e tecnologias e pesquisa de
mercado.

(h) Refere-se ao repasse de despesas de licenciamento de softwares.

Os principais saldos de ativos e passivos em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro


de 2016, bem como as transações que influenciaram os resultados dos exercícios
findos naquelas datas, relativos às operações com partes relacionadas decorrem de
transações entre a Sociedade e suas controladas.

Os preços, prazos e demais condições das transações entre a Sociedade, suas


subsidiárias e as demais partes relacionadas foram acordados em contratos entre as
partes.

Devido ao modelo das operações mantido pela Sociedade e por suas controladas, bem
como ao formato do canal de distribuição dos produtos, a qual é efetuada por meio de
vendas diretas por Consultores (as) Natura, parte substancial das vendas da controlada
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. é realizada para a controladora
Natura Cosméticos S.A. no Brasil e para as suas controladas no exterior.

Sobre os saldos a receber entre as empresas Natura em 31 de dezembro de 2017 e 31


de dezembro de 2016 não há provisão registrada para créditos de liquidação duvidosa,
devido à ausência de títulos em atraso com risco de realização.

Conforme detalhes mencionados na nota explicativa nº 16, tem sido prática entre as
empresas Natura conceder entre si avais e garantias para suportar operações de
empréstimos e financiamentos bancários.

Em 5 de junho de 2012, foi firmado um contrato entre a Indústria e Comércio de


Cosméticos Natura Ltda. e a Bres Itupeva Empreendimentos Imobiliários Ltda.,
(“Bres Itupeva”), para a construção e locação de um centro de beneficiamento,
armazenagem e distribuição de mercadorias (HUB), na cidade de Itupeva/SP. Os Srs.
Antonio Luiz da Cunha Seabra, Guilherme Peirão Leal e Pedro Luiz Barreiros Passos,
integrantes do bloco de controle da Natura Cosméticos S.A. detêm, indiretamente, o
controle da Bres Itupeva. O valor envolvido na operação está registrado sob a rubrica
de “Edifícios” no montante de R$54.008 (R$58.881 em 31 de dezembro de 2016).

Em setembro de 2014 a Natura Cosméticos S.A. firmou com as empresas Dédalus


Administração e Participações Ltda. (“Dédalus”) e a empresa Homagus
Administração e Participações Ltda. (“Homagus”), contrato de cessão de aeronaves,
tendo como objeto a utilização destas. Em contrato, quando da utilização pela Natura
Cosméticos S.A. das aeronaves, o valor cobrado será o valor estabelecido no
Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica. As empresas Dédalus e
Homagus são de propriedade dos Srs. Guilherme Peirão Leal e Antonio Luiz Seabra,
ambos integrantes do bloco de controle da Natura Cosméticos S.A. No exercício de
2017, foram pagos o montante de R$128 para a empresa Dédalus. O referido contrato
foi extinto em 19 de julho de 2017, mediante assinatura de termo de quitação pelas
Partes e sem quaisquer pendências.

107
Natura Cosméticos S.A.

A Natura Cosméticos S.A. e Raia Drogasil S.A. firmaram contrato de compra e venda
e outras avenças para permitir a comercialização de produtos na rede Raia e Drogasil.
Os Srs. Antonio Luiz da Cunha Seabra, Guilherme Peirão Leal e Pedro Luiz Barreiros
Passos, integrantes do bloco de controle da Natura Cosméticos S.A. detêm,
indiretamente, participação acionária na RaiaDrogasil S.A.

No exercício findo em 31 de dezembro de 2017, a Natura Cosméticos S.A. e suas


controladas repassaram para o Instituto Natura a título de doação associada à
manutenção o montante de R$993 (R$2.288 em 31 de dezembro de 2016) referente
ao 0,5% do lucro líquido apurado do exercício anterior e doação associada ao resultado
líquido das vendas da linha de produtos Natura Crer Para Ver o montante de R$23.818,
(R$23.500, em 31 de dezembro de 2016).

29.2. Remuneração do pessoal-chave da Administração

A remuneração total do pessoal-chave da Administração da Sociedade está assim


composta:
2017 2016
Remuneração Remuneração
Fixa Variável Fixa Variável
(a) (b) Total (a) (b) Total

Conselho de Administração 8.700 7.300 16.000 5.147 2.305 7.452


Diretoria executiva 24.681 46.729 71.410 18.836 11.433 30.269

33.381 54.029 87.410 23.983 13.738 37.721

A partir de 2017, devido à nova estrutura organizacional da Companhia, os saldos


demonstrados acima estão compostos pela remuneração do pessoal chave das demais
companhias integrantes ao Grupo Natura.

(a) Na rubrica “Diretores estatutários” está incluído o montante de R$ 8.441 referente a


amortização para o período findo em 31 de dezembro de 2017 do Instrumento
Particular de Confidencialidade e de Não fazer Concorrência (“Acordo”).

(b) Refere-se à participação nos resultados, ao Programa de Ações Restritas e ao Programa


da Aceleração da Estratégia, incorporado dos encargos, quando aplicável, apurados no
período. Os valores contemplam eventuais complementos e/ou reversões à provisão
efetuada no exercício anterior, em virtude da apuração final das metas estabelecidas
aos conselheiros e diretores, estatutários e não estatutários no que diz respeito à
participação nos resultados.

Nas assembleias gerais ordinária e extraordinária da Sociedade realizadas em 11 de


abril de 2017 foi aprovada a transferência de ações restritas a ex-administrador da
Sociedade, referentes aos Planos de Ações Restritas a ele outorgadas nos anos de 2015
e 2016, a despeito de os direitos às ações restritas não se encontrarem plenamente
adquiridos por tal ex-administrador na data do seu desligamento da Sociedade, ficando
mantidos todos os demais termos e condições dos Planos de Ações Restritas
outorgados em 2015 e 2016 aplicáveis a tais ações restritas, incluindo calendários de
vesting.

Por essa razão, na rubrica “Diretores estatutários”, está incluída o custo das ações

108
Natura Cosméticos S.A.

restritas outorgadas a tal ex-administrador, excetuando-se o valor correspondente ao


primeiro lote de ações restritas que se tornaram vested em 16 de março de 2017
(referente a 33,33% das ações restritas a ele outorgadas nos termos do Plano de Ações
Restritas de 2015), o qual foi pago a ele por meio de compensação financeira, após
aprovação nas referidas assembleias.

29.3. Ganhos baseados em ações

Os ganhos de executivos da Sociedade estão assim compostos:

Outorga de opções
2017 2016

Valor justo Preço médio Valor justo Preço médio


Saldo das opções Saldo das opções
médio das de exercício - médio das de exercício -
(quantidade) (a) (quantidade) (a)
opções R$ (b) opções R$ (b)

Diretoria executiva 4.917.574 12,44 33,15 2.529.024 12,52 36,17

Ações restritas
2017 2016

Saldo das ações Preço médio de Saldo das ações Preço médio de
(quantidade) (a) exercício – R$(b) (quantidade) (a) exercício – R$(b)

Diretoria executiva 281.195 23,35 231.262 22,50

(a) Refere-se ao saldo das opções e ações restritas maduras (“vested”) e não maduras (“nonvested”),
não exercidas, nas datas dos balanços.

(b) Refere-se ao preço médio ponderado de exercício da opção à época dos planos de outorga,
atualizado pela variação da inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA,
até as datas dos balanços. O novo programa de Outorga de Opções de Ações, implantado em 2015,
não contempla nenhum tipo de atualização.

30. COMPROMISSOS ASSUMIDOS

30.1. Contratos de fornecimento de insumos


A controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. possui compromissos
decorrentes de contratos de fornecimento de energia elétrica para suprimento de suas
atividades de manufatura, conforme descritos abaixo:

(a) contrato vigente até 31 de dezembro de 2017, devendo ser adquirido o volume
mínimo mensal de 3,6 Megawatts, equivalente a R$ 373;

(b) contrato vigente até 2018, devendo ser adquirido o volume mínimo mensal de 0,8
Megawatts, equivalente a R$ 110.

109
Natura Cosméticos S.A.

Em 31 de dezembro de 2017, a controlada estava adimplente com o compromisso


desse contrato.

Os valores estão demonstrados por meio das estimativas de consumo de energia de


acordo com o prazo de vigência do contrato, cujos preços estão baseados nos volumes,
também estimados, resultantes das operações contínuas da controlada.

Os pagamentos totais mínimos de fornecimento, mensurados a valor nominal, segundo


o contrato, são:

2017 2016

Menos de um ano 1.406 1.253


Mais de um ano e menos de cinco anos - 5.781
Total 1.406 7.034

30.2. Obrigações por arrendamentos operacionais


A Sociedade e suas controladas mantêm compromissos decorrentes de contratos de
arrendamentos operacionais de imóveis onde estão localizadas algumas de suas
controladas no exterior, sedes administrativas, centros de distribuição e imóveis onde
se localizam as lojas no exterior e no Brasil das controladas Emeis Holdings Pty Ltd.
e The Body Shop International. Além imóveis onde se localizam as lojas no Brasil de
sua controlada Natura Comercial Ltda.

Os contratos têm prazos de arrendamento entre um e dez anos e não possuem cláusula
de opção de compra no respectivo término, porém permitem renovações tempestivas
de acordo com as condições de mercado em que eles são celebrados.

Em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016, o compromisso assumido


com as contraprestações futuras desses arrendamentos operacionais possuía os
seguintes prazos para pagamento:

Controladora Consolidado
2017 2016 2017 2016

Menos de um ano 13.833 13.883 457.348 71.265


Mais de um ano e menos de cinco anos 16.993 29.795 833.655 200.549
Mais de cinco anos - - 133 71.847
Total 30.826 43.678 1.291.136 343.661

Em 31 de dezembro de 2017, a Sociedade e suas controladas incorreram no montante


de R$284.565 (em 31 de dezembro de 2016, montante de R$109.979) com despesas
de arrendamentos operacionais.

30.3. Obrigações por contrato de transição de serviços

Em 7 de setembro de 2017, a controlada The Body Shop International Limited


contratou uma série de serviços transicionais que serão prestados pela L’Óreal S.A.
(“Vendedora”), no período de setembro de 2017 a fevereiro de 2019, a fim de garantir

110
Natura Cosméticos S.A.

a manutenção de suas atividades durante o período de integração à Sociedade. O


contrato prevê serviços correntes previstos na tabela abaixo e serviços com valores
previamente negociados que ocorrem por demanda, conforme necessidade do
negócio. Os pagamentos totais mínimos de fornecimento, mensurados a valor
nominal, segundo o contrato, estão apresentados abaixo por tipo de serviço:

Mais de um ano e
Tipo de serviço Menos de um ano
menos de cinco anos
TD, licenças, infraestrutura e espaços 6.668 26
Gestão de RH (folha de pagamento e gestão de benefícios) 2.661 867
Pesquisa e desenvolvimento de produtos 1.481 -
Processos contábeis e financeiros 440 -
Operações logísticas e vendas 526 -
Outros 108 -

Total 11.884 893

31. COBERTURA DE SEGUROS

A Sociedade e suas controladas adotam uma política de seguros que considera,


principalmente, a concentração de riscos e sua relevância, contratados por montantes
considerados suficientes pela Administração, levando em consideração a natureza de suas
atividades e a orientação de seus consultores de seguros. A cobertura dos seguros, em
valores de 31 de dezembro de 2017, é assim demonstrada:

Item Tipo de cobertura Importância segurada


Quaisquer danos materiais a edificações,
Complexo industrial
instalações, estoques e máquinas e equipamentos 2.685.285
Veículos Incêndio, roubo e colisão para 891 veículos 51.390
Não realização de lucros decorrentes de danos
Lucros cessantes materiais em instalações, edificações e máquinas e
equipamentos de produção 1.520.597
Transporte Marinho Danos em mercadorias em trânsito marítimo 4.453

32. INFORMAÇÕES ADICIONAIS ÀS DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA

A tabela a seguir apresenta as informações adicionais sobre transações relacionadas à


demonstração dos fluxos de caixa:

Controladora Consolidado
Itens não caixa: 2017 2016 2017 2016

Hedge accounting, líquido dos efeitos tributários 7.468 (1.401) 9.172 (1.548)
Efeito da alteração de participação da Sociedade em controladas no exterior - 52.417 - -
Dividendos e juros sobre o capital próprio declarados e ainda não distribuídos 213.840 118.680 213.840 118.680

111
Natura Cosméticos S.A.

33. EVENTOS SUBSEQUENTES

Emissão de títulos representativos de dívida da Sociedade

Em 18 de janeiro de 2018 a Sociedade informou ao mercado e aos acionistas em geral que


o Conselho de administração aprovou a emissão no mercado internacional de títulos
representativos de dívida (“Notes”) no valor total de até US$1.150.000.

Em 01 de fevereiro de 2018, ocorreu a captação de US$750.000, à taxa de 5,375% a.a., com


pagamentos semestrais de juros nos meses de fevereiro e agosto e vencimento no dia 01 de
fevereiro de 2023.

Os recursos captados por meio da emissão de Notes foram integralmente utilizados para
pagamento de parte da dívida da Sociedade decorrente da 3ª emissão de 74 notas
promissórias comerciais, em série única, no valor de R$ 3.700.000, as quais foram emitidas
para financiar a aquisição da The Body Shop International Limited.

Concomitante à emissão de títulos representativos de dívida (“Notes”) no mercado


internacional, a Sociedade contratou instrumentos financeiros derivativos (“swaps”) com
objetivo de eliminar do resultado variações cambiais geradas pelas exposições do principal
contratado e dos juros devidos conforme os vencimentos contratuais da respectiva emissão.

Nova emissão de debêntures

Em 4 de fevereiro de 2018, ocorreu a 8ª (oitava) emissão de debêntures simples, não


conversíveis em ações, da espécie quirografária, com garantia fidejussória, em série única,
da Sociedade, para distribuição pública com esforços restritos de colocação, nos termos da
Instrução CVM nº 476, de 16 de janeiro de 2009 ("Emissão", "Oferta Restrita",
"Debêntures" e "Instrução CVM 476", respectivamente), no valor total de R$1.400.000 (um
bilhão e quatrocentos milhões de reais), sendo utilizados para a liquidação do saldo das notas
promissórias.

34. APROVAÇÃO PARA EMISSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As presentes demonstrações financeiras da Sociedade foram aprovadas para divulgação pelo


Conselho de Administração em reunião realizada em 14 de março de 2018.

112
Relatório de Administração 2017

Mensagem do Conselho de
Administração
INAUGURANDO UM NOVO TEMPO

“O que nos importa é mostrar que as empresas devem se


transformar em forças para uma mudança social positiva. Para que
passem de veículos criadores de riqueza privada para instrumentos
voltados ao bem público.”
Anita Roddick, 2000 (ativista social, fundadora da The Body Shop)

No mundo, vivemos tempos intensos. Apesar da aparente retomada


da vitalidade econômica, a desigualdade permanece como uma
ameaça sistêmica, que tende a se agravar com o impacto das novas
tecnologias sobre o emprego, intensificando as pressões sociais. O
ambiente de incertezas abre espaço para linhas de pensamento
isolacionistas, como as que levaram, por exemplo, aos retrocessos em
relação ao Acordo de Paris, esforço global de combate às mudanças
climáticas. Em contrapartida, países outrora criticados por sua
produção desmedida e descuidada despontam hoje como
protagonistas nos debates para a reconciliação da atividade
econômica com a conservação ambiental, apesar de ainda terem
muito a trilhar.
Em meio a esses impasses civilizatórios que ameaçam o futuro
humano, vivemos em 2017 um processo transformador de nossa
história empresarial: criamos um grupo de empresas que fazem
negócios há décadas de um jeito novo. Natura, Aesop e The Body
Shop somam forças em Natura &Co, um grupo global de cosmética
único por sua capacidade de reunir negócios que compartilham de
visão comum e de forte senso de propósito. Acreditamos na
transformação da economia global e na força do compartilhamento,
em suas muitas faces. Na soma dos esforços, na força das diferenças.
Na conexão, na compreensão, na coexistência, na colaboração para a
cocriação de soluções capazes de impulsionar a transformação
positiva no mundo.

Vivemos também tempos intensos em nossas empresas, ainda que


mais previsíveis do que aqueles que o mundo vem vivendo.
Acreditamos, no entanto, que, no Brasil e no mundo, novas forças nos
levarão a superar as separações, as indiferenças e as alienações, na
busca do bem comum, de uma sociedade mais justa e consciente de
nosso compromisso com as gerações futuras. Repetindo a frase muito
inspiradora do professor Joe Santos, do Insead, “a globalização nos
permite usar o mundo todo para o propósito de criar algo novo”.

Com Natura &Co, buscamos esse algo novo e expressamos nossa


profunda confiança no potencial transformador de uma nova forma,
mais humana e sistêmica, de globalização, de criação de valor para
nossas empresas, para a sociedade humana e para o planeta.

Neste momento histórico de tantos riscos, entendemos que as


empresas têm a oportunidade e o dever de atender ao chamado da
sociedade para atuar em favor das grandes transformações. Esse
sempre foi um dos ideais que compartilhamos com Anita Roddick,
fundadora da The Body Shop, uma das vozes pioneiras a cobrar a
responsabilidade dos negócios como uma força para o bem.

Da mesma maneira que prestamos reverência ao legado de quem


construiu as empresas que se unem em Natura &Co, celebramos o
futuro que começamos a construir. Em 2017, ainda em fase inicial de
integração, nossos negócios já somaram excelentes resultados. Natura
revitalizou sua presença no mercado brasileiro e prosseguiu com o
crescimento das operações na América Latina. Aesop, por sua vez,
deu continuidade à expansão acelerada no varejo em grandes centros
urbanos de todos os continentes, ultrapassando a marca das 200 lojas
próprias. A The Body Shop contribuiu com seu melhor desempenho
de Natal dos últimos anos.

Este é apenas o início de uma longa caminhada. Em 2018, vamos


consolidar as bases de nosso grupo e, assim, construir o ambiente
para que os negócios ganhem impulso. Próximos de completar 50
anos de trajetória empresarial, nós nos sentimos como se
estivéssemos apenas começando. Natura &Co coloca nosso sonho de
internacionalização em outro patamar. Agora, poderemos impactar
positivamente 72 países, distribuídos em todos os continentes,
acelerando a troca de conhecimentos e levando nossas marcas para
novos consumidores.

Da mesma forma em que acreditamos na força dos valores


compartilhados, como a paixão pela cosmética e a paixão pelas
relações, consubstanciados em nossa Razão de Ser, o BemEstarBem,
reconhecemos o poder criativo e a sabedoria contida nas diferenças.
Com essa energia renovada, diversa e multicultural, intensificada pela
colaboração entre três negócios, seremos capazes de gerar ainda mais
e melhores resultados econômicos, sociais e ambientais.
Antonio Luiz da Cunha Seabra – copresidente
Guilherme Peirão Leal – copresidente
Pedro Luiz Barreiros Passos – copresidente
Roberto de Oliveira Marques – presidente-executivo
Mensagem dos CEOs
CO-CONSTRUINDO O FUTURO

Natura &Co nasceu como uma linda promessa para os negócios e para
o mundo. Fruto da combinação de três empresas pioneiras,
comprometidas em gerar impacto econômico, social e ambiental
positivos, unindo múltiplas marcas, canais e geografias, temos
negócios em estágios diferentes e, mais importante, com expertises
diversas e complementares. Isso nos abre a oportunidade de tirar o
maior proveito das fortalezas de cada parte, ampliando o valor do
todo. Há um poder maior no &, em atuarmos juntos nos negócios e
nos propósitos, do que alcançaríamos separadamente.

Nesse aspecto, o grande aporte da Natura para o grupo é a capacidade


de mobilização de sua rede de 1,7 milhão de consultoras. Revitalizado
em 2017, o modelo de Venda por Relações contribuiu decisivamente
para os excelentes resultados do ano. Alcançamos o maior índice de
lealdade das consultoras no Brasil e, com isso, ganhamos participação
de mercado e liderança nas categorias de perfumaria, corpo e
presentes. Além do Brasil, somos líderes na venda direta na Argentina
e no Chile, e estamos em acelerado crescimento no México. O desafio
é aprofundar a implantação da bem-sucedida estratégia, integrando
ainda mais as operações da América Latina e ampliando a
entusiasmante transformação digital dos negócios.

Aesop festejou 30 anos em 2017. Nesta trajetória, desenvolvemos


uma experiência de compra que cuida com esmero de cada ponto de
relacionamento com o consumidor, seja por meio de produtos, lojas
ou pessoas. Desde que nos unimos à Natura, há cinco anos,
quadruplicamos nossa receita e o número de lojas e ampliamos nossa
presença direta de oito para 23 países. Em 2017, foram 38 lojas
próprias inauguradas e novas operações na Áustria e nos Emirados
Árabes Unidos. Conscientes de que a excelência no varejo é nosso
grande diferencial, estamos focados em manter os padrões de
qualidade diante da intensa abertura de atividades em diferentes
cidades e países. Da mesma forma, buscamos seguir evoluindo na
integração entre offline e online e na capacidade de geração de caixa
para seguir financiando nosso grande potencial de expansão.

A mais internacional de nossas marcas, The Body Shop, está presente


em 68 países, de todos os continentes e, mais do que isso, nos traz o
notável espírito ativista que, por 40 anos, tem mobilizado
stakeholders em defesa de temas sociais e ambientais. Com uma
experiência multicanal em evolução, nosso comércio eletrônico
cresceu 9% e expandimos nossa venda direta em 6,6%. A base de
consumidoras no programa de lealdade Love Your Body Club avançou
23% e somamos 3.049 lojas próprias e franqueadas em 2017. Essa
união em Natura &Co nos permite um novo impulso. Estamos
rejuvenescendo a nossa marca, otimizando a operação de varejo,
elevando a experiência multicanal, aprimorando a eficiência
operacional e evoluindo nossa forma de agir e tomar decisões.

A poderosa combinação de nossas companhias cria um grupo de


cosmética multicanal, multimarca, orientado por propósito, com
conhecimentos e fortalezas complementares e presença global.
Abrem-se, assim, incríveis avenidas de oportunidades, muito além
das perspectivas de expansão geográfica e ganhos de eficiência, que
vamos começar a capturar já em 2018. Estamos construindo uma
cultura de grupo, baseada na autonomia e na interdependência.
Temos a convicção de que Natura &Co nos permitirá impulsionar
significativamente nossos negócios e, dessa maneira, seguir
ampliando o impacto de nossa ação empresarial como uma força
positiva para a evolução das sociedades.

David Boynton, The Body Shop


João Paulo Ferreira, Natura
Michael O’Keeffe, Aesop
Destaques do desempenho*
*Incluem quatro meses de resultados da The Body Shop, a partir de setembro de 2017.

Receita líquida consolidada:


(R$ bilhões)
2016: 7,9
2017: 9,9
Crescimento anual: 24,5%

Ebitda consolidado**:
(R$ bilhões)
2016: 1,3
2017: 1,7
Crescimento anual: 29,6%

Lucro líquido consolidado:


(R$ milhões)
2016: 308
2017: 670
Crescimento anual: 117,5%

**Ebitda = Lucro Líquido – Receitas Financeiras + Despesas Financeiras + Imposto de


Renda e Contribuição Social + Depreciações/Amortizações; Ebitda 2016 = 308,2 –
1.073,3 + 1.729,3 + 118,6 + 260,8 = 1.343,6 milhões de reais; Ebitda 2017 = 670,2 –
604,4 + 991,8 + 300,9 + 383,4 = 1.741,9 milhões de reais.

Apresentação
É com grande satisfação que divulgamos o primeiro Relatório de Administração
da Natura Cosméticos S.A. após a união, em setembro de 2017, das empresas
Natura, Aesop e The Body Shop, que hoje se identificam sob a marca corporativa
Natura &Co. Esta publicação apresenta os dados consolidados da corporação,
agregando o desempenho anual de Natura e Aesop ao resultado de The Body
Shop no período em que passou a fazer parte do grupo – os últimos quatro meses
de 2017. Estamos gradativamente alinhando nossas práticas, de forma coerente
com nossa trajetória de transparência. Assim, a comunicação de informações
financeiras e não financeiras dos três negócios também caminhará para se tornar
cada vez mais integrada.

Quem somos
Natura &Co é um grupo global de cosmética que trabalha na busca de propósitos
que vão além da fabricação e comercialização de seus produtos. Estamos
presentes em 72 países, em todos os continentes, por meio de venda direta, lojas
próprias, franquias, lojas de departamentos, distribuidores de atacado e comércio
eletrônico. Contamos com mais de 18 mil colaboradores diretos engajados no
desenvolvimento de três marcas icônicas do mundo da beleza: Natura, Aesop e
The Body Shop. São companhias pioneiras, comprometidas com a geração de
impacto positivo econômico, social e ambiental, movidas por valores similares
desde a origem. Ao mesmo tempo em que somos complementares em nossas
fortalezas de mercado, canais e categorias de produtos, compartilhamos dos
mesmos fundamentos em nosso comportamento empresarial. Nossos portfólios
têm produtos de origem natural, valorizamos a rastreabilidade e a
sustentabilidade na obtenção de ingredientes e, com isso, a preservação da
biodiversidade, o comércio justo com fornecedores, a eliminação dos testes em
animais, a mensuração dos impactos da produção (o que inclui a neutralização e
a busca da redução das emissões de carbono) e o apoio à educação.
Conheça mais sobre cada companhia:

- Natura foi fundada em São Paulo em 1969 e está presente em nove países –
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México e
Peru. Tem 1,7 milhão de consultoras na América Latina, 6,4 mil colaboradores, 25
lojas próprias e uma crescente operação de comércio digital, o Rede Natura. Mais
de 80% de suas fórmulas são vegetais e seu relacionamento com cerca de 5,3 mil
famílias para obtenção de ativos da biodiversidade incentiva técnicas produtivas
que contribuem para a conservação de 256 mil hectares de floresta em pé. Em
2014, nós nos tornamos a primeira companhia de capital aberto certificada como
Empresa B, por possuir um modelo de negócios capaz de gerar impacto positivo
na sociedade.

- Aesop foi fundada em 1987 por Dennis Paphitis, em Melbourne, na Austrália,


disposto a desenvolver produtos de alta qualidade a partir de ingredientes
naturais. Tem presença direta em 23 países por meio de 209 signature stores
(lojas com projeto assinado por renomados arquitetos), lojas de departamentos,
distribuidores locais e uma plataforma digital que atende 14 países. Tem quase 2
mil colaboradores, focados no desenvolvimento de um varejo de qualidade, com
atenção à cada detalhe – da formulação dos produtos à experiência nas lojas. Em
2017, foi criada a Aesop Foundation, para direcionar nossos esforços de
filantropia, ao mesmo tempo em que seguimos aprofundando nossas práticas de
redução do impacto ambiental.

- The Body Shop foi criada em 1976 por Anita Roddick, em Brighton, Inglaterra.
Com a visão de que os negócios podem ser uma força para o bem, a marca alcança
68 países, com 3.049 mil lojas (sendo cerca de mil próprias e 2 mil franqueadas),
28 sites de comércio eletrônico, 7 mil consultoras na venda direta e 10 mil
colaboradores diretos, além de 12 mil indiretos. O compromisso Enrich Not
Exploit™ – “Valorizar sem explorar” – orienta suas atitudes com relação a
produtos, a pessoas e ao planeta, incluindo a luta por banir para sempre os testes
em animais da indústria cosmética, entre tantas outras frentes de atuação que
buscam a transformação do mundo em que vivemos. Em 2017, por exemplo,
houve a formação de quatro novas cadeias de comunidades fornecedoras,
conectando milhares de pessoas economicamente vulneráveis ao comércio
internacional pela primeira vez.

Estratégia
Temos a oportunidade de consolidar um grupo global de cosmética, com negócios
que têm por vocação elaborar produtos de qualidade a partir de ingredientes
naturais, compreendendo a interdependência das finanças, das pessoas e do meio
ambiente. Suas trajetórias robustas, que partem de diferentes geografias do
planeta, se complementam em suas diversificadas fortalezas. Cria-se, assim, o
ambiente para impulsionar o crescimento de um grupo de beleza e cuidados
pessoais que atua em todos os mercados-chave e categorias de produtos.

O ano de 2018 será dedicado a implementar a governança e a estrutura de gestão


de Natura &Co. Pretendemos fomentar o espírito autônomo, empreendedor e
próprio de cada operação e, ao mesmo tempo, promover a interdependência,
voltada a capturar sinergias, melhores práticas e ganhos na alocação de recursos,
que acabarão por beneficiar todos os negócios.

NATURA
- Aprofundaremos a implantação das diretrizes estratégicas que resultaram nos bons
resultados de 2017:
 Revitalização da venda direta
 Reposicionamento da marca Natura
 Revisão estratégica da arquitetura das marcas
 Experiência de compra multicanal
 Fortalecer nossa posição na América Latina
 Expansão para mercados desenvolvidos e em desenvolvimento
 Digitalização

AESOP
- Continuaremos a crescer e a desenvolver negócios em novos países e nos quais
já atuamos, mantendo a trajetória bem-sucedida dos últimos cinco anos:

 Criar forte presença multicanal, que entregue altos níveis de serviço ao


consumidor
 Continuar a construir e reforçar a cultura e desenvolver forte
aprendizagem organizacional
 Geração de caixa para financiar a expansão dos negócios e o
desenvolvimento de estruturas para apoiá-los
 Reforçar as ações sociais e ambientais

THE BODY SHOP


- O ano de 2018 marcará o início de um novo capítulo na trajetória de The Body
Shop. Entendemos que há um grande potencial de crescimento dos negócios a
partir de suas fortalezas:

 Rejuvenescimento da marca
 Otimização das operações de varejo – aprimorando a relação com
franqueados
 Evolução da eficiência operacional
 Aprimoramento da experiência multicanal
 Redesenho da estrutura organizacional

Desempenho 2017
O ano da união entre Natura, Aesop e The Body Shop foi marcado pelo forte
crescimento de vendas e lucro. A receita líquida consolidada da Natura foi de R$
9,853 bilhões em 2017, com crescimento de 24,5% sobre o ano anterior, incluindo
os quatro meses de contribuição dos resultados de The Body Shop (TBS).

No quarto trimestre de 2017, a receita líquida consolidada avançou 62,7%,


considerando a contribuição de TBS. Cada uma das três empresas alcançou
sólidos resultados no ano. Natura obteve o segundo trimestre consecutivo de
crescimento no Brasil, recuperando liderança em categorias-chave, e manteve o
acelerado ritmo de expansão nos outros países da América Latina. Isso resultou
em um crescimento de 8,1%, em comparação ao último trimestre de 2016. Aesop
registrou, em moeda constante, a expansão de 27,2% da receita líquida no quarto
trimestre, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, The
Body Shop apresentou um crescimento de 2,1% em moeda constante na receita
do quarto trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2016.

O Ebitda consolidado em 2017 foi de R$ 1,742 bilhão, 29,6% maior que o do ano
anterior, enquanto o lucro líquido chegou a R$ 670,3 milhões. Números que
reafirmam o grande potencial de geração de resultados de Natura &Co.

Distribuição de dividendos
Em 16 de fevereiro de 2018, a Sociedade pagou juros sobre o capital próprio, referentes
ao período de 1º de janeiro a 30 de novembro de 2017, no valor total de R$ 78,3 milhões,
correspondendo a R$ 0,181896700 por ação. Esse montante representa R$ 67,1 milhões
em juros sobre o capital próprio líquidos de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o
que corresponde a R$ 0,155951179 por ação.
O Conselho de Administração aprovou, no dia 14 de março de 2018, a proposta a ser
submetida à Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 20 de
abril de 2018, para o pagamento, em 11 de maio de 2018, de R$ 128,7 milhões referentes
aos dividendos dos resultados do exercício de 2017 e R$ 5,8 milhões líquidos de IRRF
relativos aos juros sobre capital próprio do mês de dezembro de 2017. Esses dividendos e
juros sobre capital próprio, somados, representarão uma remuneração líquida de R$
0,312560515 por ação.
Os dividendos e juros sobre capital próprio líquidos de IRRF, apurados no exercício
findo em 31 de dezembro de 2017, totalizam R$ 201,6 milhões, o que corresponde a uma
remuneração líquida de R$ 0,468511694 por ação e distribuição de 30% do lucro líquido
de 2017.

Governança
A estrutura de governança corporativa tem sido adaptada para apoiar a
integração de Natura &Co. O Conselho de Administração da Natura foi ampliado
para dez integrantes e reforçou seu caráter internacional com a chegada do
canadense Peter Saunders, ex-presidente da The Body Shop, que agrega seu
amplo conhecimento sobre a empresa recém-incorporada ao grupo e sua grande
experiência em varejo e mercados internacionais.

Outra importante evolução foi a criação da função de presidente-executivo do


Conselho, assumida por Roberto Marques, conselheiro desde abril de 2016, com
ampla experiência internacional (incluindo passagens por empresas como a
Johnson & Johnson e a Mondelez Internacional). Os três fundadores da Natura,
Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos, permanecem como copresidentes do
Conselho, assegurando, assim, o adequado equilíbrio entre a expansão dos
negócios e o alinhamento aos propósitos e à Essência da companhia.

Cada uma das três companhias tem seu próprio diretor-presidente e Comitê
Executivo, garantindo a autonomia das empresas.

Comitê de Operações do Grupo

Com o objetivo de dar agilidade ao desenvolvimento de Natura &Co, foi criado o


Comitê de Operações do Grupo (GOC, na sigla em inglês), que reúne os CEOs das
três companhias, representantes de áreas-chave (Finanças, Recursos Humanos,
Estratégia e Desenvolvimento de Negócios, Jurídico, Inovação e Sustentabilidade,
Operações e Governança Corporativa) e o vice-presidente de Transformação,
Robert Chatwin, responsável por dar andamento a todos os temas que dizem
respeito a Natura &Co ou a mais de uma das marcas.
O GOC é liderado pelo presidente-executivo do Conselho, Roberto Marques, e
busca dinamizar soluções para Natura &Co. Por isso, optou-se por uma estrutura
na qual alguns integrantes possuem dupla função executiva, mantendo suas
atribuições nos negócios.

***

Aderência à Câmara de Arbitragem do Mercado


A Companhia, seus acionistas, seus administradores e os membros do Conselho Fiscal, se
instalado, obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem, perante a Câmara de Arbitragem
do Mercado, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles,
relacionada ou oriunda da sua condição de emissor, acionistas, administradores e
membros do Conselho Fiscal, em especial, decorrentes das disposições contidas na Lei
6.385/76, na Lei 6.404/76, no estatuto social da companhia e nas normas editadas pelo
Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores
Mobiliários, bem como nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de
capitais em geral, além daquelas constantes do Regulamento do Novo Mercado, dos
demais regulamentos da B3 e do Contrato de Participação no Novo Mercado.

Relacionamento com auditores independentes


Em conformidade com a Instrução CVM 381/03, informamos que as demonstrações
contábeis da Sociedade e das suas controladas são auditadas pela KPMG Auditores
Independentes. A política de atuação da Companhia na contratação de serviços não
relacionados à auditoria externa busca avaliar a existência de conflito de interesses,
assim, são avaliados os seguintes aspectos: o auditor não deve (i) auditar o seu próprio
trabalho; (ii) exercer funções gerenciais no seu cliente e (iii) promover os interesses do
seu cliente.
No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017, foram contratados os
seguintes serviços: (i) serviços de conformidade tributária e (ii) comparação de práticas
contábeis entre a controladora e sua controlada. Tais serviços totalizaram R$ 0,8 milhão,
que representaram 32% dos serviços de auditoria externa contratados para o referido
exercício. Em relação a esses serviços, a KPMG declarou à Sociedade que não existiu
qualquer vínculo ou situação de fato que tenha configurado conflito de interesses que
inviabilizasse o exercício das suas atividades como auditor da Sociedade de forma
independente.

***

Composição do Conselho de Administração

• Antonio Luiz da Cunha Seabra


• Guilherme Peirão Leal
• Pedro Luiz Barreiros Passos
Copresidentes
• Roberto de Oliveira Marques
Presidente-executivo

• Carla Schmitzberger
• Fábio Colletti Barbosa
• Gilberto Mifano
• Marcos de Barros Lisboa
• Peter Bryce Saunders
• Silvia Freire Dente da Silva Dias Lagnado
Conselheiros

Diretoria Estatutária da Natura Cosméticos S.A.

João Paulo Brotto Gonçalves Ferreira


Diretor-Presidente e Diretor (em exercício) de Finanças e Relações com Investidores

Andrea Figueiredo Teixeira Alvares


Diretora Executiva Operacional de Marketing, Inovação e Sustentabilidade

Erasmo Toledo
Diretor Executivo Operacional de Vendas Diretas

Itamar Gaino Filho


Diretor Jurídico e de Compliance

Responsável técnico
Maria Elisa Moreira Fortino
CRC 1SP262066/O-2
São Paulo, 14 de março de 2018

Resultados 2017: um ano de transformação para a Natura &Co


Bom desempenho de vendas, aumento do lucro e desalavancagem acelerada
 Forte aumento da receita líquida consolidada suportado pelo crescimento de todos os negócios
R$ 9.852,7 milhões no ano, +24,
pro forma1, o crescimento consolidado foi de 1,8% em BRL e 7,2% em moeda constante. No 4T17, a receita em
BRL aumentou 62,7%, ou 10,5% pro forma, enquanto o crescimento em moeda constante foi de 7,8%.
o Natura²: em 2017, a receita da Natura cresceu 7,8% em relação a 2016, impulsionada pelo crescimento
de 4,5% no Brasil e de 18,0% na Latam. No 4T17, o crescimento foi de 9,0%, explicado pelo crescimento
de 6,5% nas vendas no Brasil e pelo forte incremento de 17,5% nas vendas na Latam.
o Aesop2: aumento da receita de 30,3% no ano e de 27,2% no 4T17, com crescimento de 14,8% no conceito
mesmas lojas.
o The Body Shop²: no ano, a receita de vendas pro forma expandiu 2,2% e no 4T17, o aumento foi de 2,1%.
 Forte evolução em rentabilidade
Em 2017, o EBITDA consolidado foi de R$ 1.741,9 milhões com aumento de 29.6% em relação a 2016, incluindo
quatro meses da TBS. Na análise pro forma, o crescimento consolidado foi de 9,7% em BRL. No 4T17, o
EBITDA foi de R$ 628,4 milhões, alta de 36,0% em BRL. Pro forma, o EBITDA decresceu 9,0% em BRL.
Em bases comparáveis3, o EBITDA em BRL cresceu 3,8% no ano e 8,0% no 4T17.
o Natura²: em 2017, o EBITDA foi de R$ 1.524,7 milhões, avançando 23,1% em relação a 2016. Já no 4T17, o
EBITDA foi de R$ 377,2 milhões, redução de 8,5% em relação ao 4T16.
o Aesop²: em 2017, o EBITDA foi de R$ 110,6 milhões, aumento de 2,2% sobre 2016. Em bases comparáveis,
o EBITDA teria crescido 24,1%. No 4T17, o EBITDA atingiu R$ 68,7 milhões, ou 24,3% superior ao 4T16.
o The Body Shop²: no período de setembro a dezembro de 2017, o EBITDA alcançou R$ 228,6 milhões, com
margem de 15,7%. No acumulado do ano, a margem EBITDA pro forma foi de 8,3%, expandindo 0,5 pp em
relação a 2016. No 4T17, o EBITDA foi de R$ 217,5 milhões, com margem de 18,0%.
 No ano, o lucro líquido consolidado4 atingiu R$ 670,3 milhões, alta de 117,5%. Em bases comparáveis, o
lucro líquido em 2017 avançou 183,5%, atingindo R$ 873,8 milhões. No 4T17, o lucro líquido foi de R$ 256,8
milhões, alta de 23,0%. Em bases comparáveis, este foi de R$ 271,2 milhões, um aumento de 29,9%.
 Sólida geração de caixa consolidada no ano; desalavancagem à frente do plano.
A geração de caixa livre atingiu R$ 617,2 milhões no ano, após o pagamento de R$ 242,5 milhões em
impostos no âmbito do Programa Especial de Regularização Tributária (PERT) no Brasil. O índice de
endividamento líquido em 2017 foi de 3,0x o EBITDA, uma melhora em relação ao guidance de 3,6x.
 Conquistas importantes em sustentabilidade
o A Natura foi escolhida pelo 12º ano consecutivo para compor o Índice de Sustentabilidade Empresarial
(ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (B3);
o A Natura foi eleita Empresa do Ano no Guia Exame de Sustentabilidade 2017;
o
entidade Cruelty Free International, que deve alcançar 8 milhões de assinaturas em 2018.

1
Inclui os números da The Body Shop, como se estes integrassem os resultados consolidados nos períodos reportados.
2
As variações de desempenho (%) para cada negócio individualmente (Natura, Aesop e TBS) estão sempre comentadas neste relatório no conceito de moeda constante, exceto quando estiverem
demonstradas em outra moeda.
3
Base comparável exclui efeitos não usuais ou que não são comparáveis nos períodos em análise. Maiores detalhes serão providenciados mais adiante nesse relatório quando os principais
indicadores são apresentados.
4
Lucro líquido atribuível a acionistas controladores.
Comentário da Administração:

O ano de 2017 foi transformador para a Natura, marcado pelo surgimento de um novo grupo que reúne
três marcas fortes e únicas Natura, The Body Shop e Aesop com fortes resultados, uma nova estrutura
de governança e nova entidade corporativa.

Natura &Co, a nova identidade da marca foi revelada em fevereiro e consolida a criação de um grupo de
cosméticos global, multicanal e multimarcas, movido por um propósito. Natura &Co faz referência à marca
que deu origem ao grupo, mas também traz elementos que transmitem a construção coletiva desta união:
o o elo e o vínculo, formando um sintetiza conexão,
colaboração, co-criação e coexistência. A nova identidade é marcada pela criação do Comitê Operacional
do Grupo, um novo órgão de governança corporativa responsável por definir a estratégia do grupo,
respeitando a autonomia dos três negócios, mas também promovendo a cooperação e a identificação e
captura de sinergias.
Os fortes resultados atingidos em 2017 demonstram o grande potencial da combinação de três empresas
que compartilham a mesma visão e são comprometidas com a geração de impacto econômico e
socioambiental positivo. Os três negócios registraram sólidos números em 2017.

A Natura seguiu melhorando o seu desempenho, registrando mais um trimestre de crescimento no Brasil
e reconquistando a liderança e a participação de mercado nas principais categorias, graças à estratégia
clara, avanços na inovação e foco na execução. Transformamos o nosso modelo de Vendas por Relações,
com a oferta de uma melhor proposta de valor às nossas Consultoras, resultando no aumento significativo
da produtividade e maior share of wallet. Aceleramos também na digitalização do modelo de negócios,
com o aplicativo móvel já sendo utilizado por mais de 500 mil Consultoras. Nossa pesquisa de fidelidade
das Consultoras registrou seu melhor resultado até hoje. Na Latam, as vendas da Natura registraram
crescimento de dois dígitos, em moeda constante. Abrimos as primeiras lojas Natura no Chile e na
Argentina, em complemento ao modelo de venda direta.

A integração com a The Body Shop, que já está em andamento, vem sendo liderada pelo novo CEO, David
Boynton, que traz ampla experiência no setor de beleza e varejo no mercado internacional. O primeiro
trimestre completo de resultados traz números encorajadores, com evolução das vendas, EBITDA e
margem EBITDA. A receita da The Body Shop apresentou crescimento tanto no trimestre quanto no ano,
amparado pelo aumento das vendas através de franqueados e canais online, além do melhor
desempenho na América do Norte e APAC. A companhia encerrou o ano com 1.099 lojas próprias, após 40
aberturas e 75 fechamentos, resultando em uma redução líquida de 35 lojas. Já o número de lojas
franqueadas permaneceu estável em 1.950 unidades no final de 2017.

A Aesop registrou receita líquida 30,3% maior em 2017, refletindo o excelente desempenho de vendas
exclusivas, além do acréscimo líquido de 33 novas lojas nos últimos 12
meses.

O Grupo Natura fortaleceu sua estrutura financeira, gerando caixa livre de R$ 617,2 milhões em 2017, já
descontados os R$ 242,5 milhões pagos no Brasil relativos ao PERT. Em linha com o nosso compromisso
com a desalavancagem, alcançamos um índice de dívida líquida/EBITDA de 3,0x ao final do ano, abaixo do
guidance de 3,6x.

Além dos números, seguimos avançando no tema sustentabilidade, em linha com o nosso compromisso
assumido com práticas empresariais sustentáveis e éticas. A Natura figura entre as 10 Melhores Empresas
para se Trabalhar na América Latina e foi eleita Empresa do Ano no Guia Exame de Sustentabilidade 2017,

2
a única organização a ganhar esse prêmio duas vezes. A Natura integrou, mais uma vez, o Índice de
Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo e foi a única organização brasileira
a entrar para o Índice de Diversidade e Inclusão da Thomson Reuters, alcançando a 11ª posição entre 6 mil
empr
em conjunto com a entidade Cruelty Free International, que deve alcançar 8 milhões
de assinaturas este ano.

Com fortes resultados financeiros, avanços alcançados nos três negócios e ainda maior impacto positivo
em temas de sustentabilidade, o ano de 2017 demonstrou o grande potencial que vemos neste novo e
único Grupo que estamos construindo dia após dia.

3
1. resultado consolidado
Exercício de 2017:
 Receita líquida consolidada: R$ 9.852,7 milhões (+24,5% sobre 2016)
 EBITDA consolidado: R$ 1.741,9 milhões (+29,6% vs. 2016), com margem de 17,7% (+0,7 pp)
 Lucro líquido: R$ 670,3 milhões (+125,9% vs 2016)
 Geração de caixa livre: R$ 617,2 milhões, contra R$ 469,9 milhões em 2016.
Quarto trimestre de 2017:
 Receita líquida consolidada: R$ 3.732,9 milhões (+62,7% sobre o 4T16)
 EBITDA consolidado: R$ 628,4 milhões (+36,0% vs. 4T16), com margem de 16,8% (-3,3 pp)
 Lucro líquido: R$ 256,8 milhões (+27.3% sobre o 4T16)
 Geração de caixa livre: R$ 296,2 milhões, contra R$ 402,9 milhões no 4T16.
A seguir, apresentamos nosso resultado consolidado por marca e unidade de negócios. Os números
incluem os resultados de Natura, Aesop e quatro meses de The Body Shop no ano. Neste formato, isolamos
todas as despesas relacionados à aquisição da TBS, além das despesas corporativas relacionadas à
formação do novo grupo, reconhecidas anteriormente dentro das rubricas de Natura Brasil:
Resultado Consolidado
R$ milhões 4T17 4T16 Var. (%) 2017(d) 2016 Var. (%)
Receita Bruta Natura 3.173,9 2.986,3 6,3 10.716,2 10.353,2 3,5
Receita Bruta Aesop 276,2 212,3 30,1 779,7 639,9 21,9
Receita Bruta The Body Shop 1.900,1 - n/a 2.254,9 - n/a
Receita Bruta Consolidada 5.350,1 3.198,6 67,3 13.750,9 10.993,1 25,1
Receita Líquida Natura 2.271,6 2.102,3 8,1 7.689,7 7.332,9 4,9
Receita Líquida Aesop 250,2 192,3 30,1 706,4 579,7 21,9
Receita Líquida The Body Shop 1.211,0 - n/a 1.456,6 - n/a
Receita Líquida Consolidada 3.732,9 2.294,7 62,7 9.852,7 7.912,6 24,5

EBITDA Natura(a) 377,2 413,9 (8,9) 1.524,7 1.256,5 21,3


% Margem EBITDA Natura 16,6% 19,7% (3,1) pp 19,8% 17,1% 2,7 pp
EBITDA Aesop 68,7 55,8 23,1 110,6 115,0 (3,8)
% Margem EBITDA Aesop 27,5% 29,0% (1,5) pp 15,7% 19,8% (4,2) pp
EBITDA The Body Shop 217,5 - n/a 228,6 - n/a
% Margem EBITDA The Body Shop 18,0% - n/a 15,7% - n/a
Despesas com Aquisição (b) (22,5) - n/a (87,3) - n/a
(c)
Despesas Corporativas (12,6) (7,6) 65,6 (34,7) (27,8) 24,7
EBITDA Consolidado 628,4 462,1 36,0 1.741,9 1.343,6 29,6
% Margem EBITDA Consolidada 16,8% 20,1% (3,3) pp 17,7% 17,0% 0,7 pp
Lucro Líquido Consolidado 256,8 208,8 23,0 670,3 308,2 117,5
% Margem Líquida Consolidada 6,9% 9,1% (2,3) pp 6,8% 3,9% 2,9 pp
Geração Interna de Caixa 533,4 248,9 114,3 1254,4 631,4 98,7
Geração de Caixa Livre 296,2 402,9 (26,5) 617,2 469,9 31,4
Dívida Líquida / EBITDA n/a n/a n/a 3,01 1,40 115,1
(a)Para efeitos de apresentação, exclui do resultado da Natura as despesas de aquisição da TBS e as despesas corporativas.
(b)Despesas relacionadas à aquisição da TBS.
(c)Despesas relacionadas à gestão e integração do Grupo.
(d)Inclui quatro meses de resultado da The Body Shop.

4
Crescimento expressivo da receita líquida consolidada em todos os negócios

A receita líquida consolidada avançou 24,5% no ano em BRL. Na análise pro forma, o crescimento da
receita líquida consolidada foi de 1,8% em BRL e 7,2% em moeda constante. No quarto trimestre, a receita
líquida cresceu 62,7% em BRL. Na análise pro forma, a receita líquida consolidada avançou 10,5% em BRL
e 7,8% em moeda constante.
A Natura² registrou aumento da receita de 7,8% e 9,0% no ano e no trimestre, respectivamente, em moeda
constante.
No Brasil, a receita líquida da Natura evoluiu 4,5% no ano e 6,5% no trimestre, refletindo o bom
desempenho do modelo de Vendas por Relações, associado ao foco nas principais categorias e ao forte
resultado das vendas online. O volume de vendas diminuiu 4,5% no ano, porém cresceu 2,1% no quarto
trimestre, pelo segundo trimestre consecutivo.
Na América Latina, a Natura² manteve o bom desempenho, com crescimento da receita líquida de 18,0%
no ano e de 17,5% no quarto trimestre, em moeda constante, impulsionados pela expansão dos canais e
ganhos de produtividade.
A Aesop² registrou forte crescimento de receita de 30,3% e 27,2% no ano e no quarto trimestre,
respectivamente, em moeda constante.
Já a receita líquida pro forma da The Body Shop² cresceu 2,2% no ano e 2,1% no quarto trimestre, em
moeda constante, refletindo o forte aumento de volume online e em lojas franqueadas. Destaca-se o
desempenho das regiões América do Norte e APAC.
EBITDA consolidado (bases comparáveis) cresce 3,8% no ano

EBITDA Consolidado 2017 (R$ milhões)


17,7%
17,0%
16,6%
228,6
62,9 205,3 -87,3
-4,3 -6,9
1.741,9
1.343,6 1.395,3

2016 EBITDA EBITDA Despesas 2017 Outras EBITDA Despesas com 2017
Natura* Aesop corporativas Comparável rec./(desp.) op. TBS aquisição
(Natura)
Margem EBITDA %
*EBITDA da Natura exclui outras receitas/(despesas) operacionais para melhor efeito de comparação.

_O EBITDA reportado da Natura cresceu R$ 268,2 milhões, ou +21,3%. Excluindo outras receitas e
despesas operacionais (variação de R$ 205,3 milhões, conforme demonstrado acima), o EBITDA
comparável registrou aumento de R$ 62,9 milhões (+5,2%), refletindo o sólido aumento das vendas no
Brasil e na Latam;
_A Aesop registrou EBITDA de R$ 110,6 milhões, com margem de 15,7%, uma redução de R$ 4,3 milhões
devido ao novo plano de retenção oferecido aos executivos-chave. Adicionalmente, em 2016 o EBITDA
havia sido impactado positivamente por um ajuste pontual de estoques no valor de R$ 8,7 milhões. Em
bases comparáveis, o aumento do EBITDA foi de 17,2% em BRL (excluindo o ajuste pontual de estoques e o
plano de retenção);

5
_As despesas corporativas são relativas a despesas registradas anteriormente no resultado da Natura e
que foram reclassificadas como despesas corporativas consolidadas, relacionadas à estrutura de Grupo.
O resultado da Natura de 2016 está sendo reapresentada neste relatório para refletir tal ajuste;
_Outras receitas e despesas operacionais: a variação reflete os ganhos com a reversão de passivos fiscais
de IPI e PIS/Cofins, parcialmente compensada por perdas com a alienação de ativos intangíveis, menor
financiamento de bancos de desenvolvimento (CPC-07) e menores vendas de carteiras de devedores
duvidosos;
_O EBITDA da TBS atingiu R$ 228,6 milhões, com margem de 15,7%;
_As despesas com aquisições incluem todas as despesas incorridas no ano com a aquisição da TBS.

Crescimento do EBITDA consolidado (bases comparáveis) no 4T; margem praticamente estável


As principais variações foram:

EBITDA Consolidado 4T17 (R$ milhões)

20,1% 19,8%
16,8%

28,9 12,9 217,5 -22,5


-5,0
-65,6
628,4
462,1 498,9

4T16 EBITDA EBITDA Despesas 4T17 Outras EBITDA TBS Despesas 4T17
Natura* Aesop corporativas Comparável rec./(desp.) com
op. (Natura) aquisição
Margem EBITDA %
*EBITDA da Natura exclui outras receitas/(despesas) operacionais para melhor efeito de comparação.

_Na Natura, o EBITDA comparável avançou R$ 28,9 milhões, ou 7,8%, refletindo o aumento de volume.
Considerando outras receitas e despesas operacionais, o EBITDA diminuiu 8,9%.
_A Aesop registrou aumento de 23,1% no EBITDA, que variou R$ 12,9 milhões;
_As despesas corporativas estão relacionadas à criação do Grupo;
_Outras receitas e despesas operacionais na Natura: a variação reflete as perdas com a alienação de
ativos intangíveis, menor financiamento de bancos de desenvolvimento (CPC-07) e menores vendas de
carteiras de devedores duvidosos;
_Na The Body Shop, o EBITDA atingiu R$ 217,5 milhões, com margem de 18,0%;
_As despesas com aquisição, no valor de R$ 22,5 milhões, estão relacionadas exclusivamente à aquisição
da TBS.

6
Lucro líquido anual consolidado (bases comparáveis) quase triplica
O lucro líquido consolidado atingiu R$ 670,3 milhões no ano, um aumento de 117,5%. Excluindo os efeitos
relacionados a TBS, o lucro líquido em bases comparáveis atingiu R$ 873,8 milhões, um aumento de 183,5%,
conforme abaixo:

Lucro Líquido Consolidado 2017 (R$ milhões)


10,4%
6,8%

-130,2 205,3 -203,6


3,9%
3,7% 495,6
51,7 873,8
11,5
670,3
-56,8
296,7 308,2

LL Atribuído a Minoritários LL EBITDA Depreciação Resultado IR Outras LL Efeitos TBS LL


acionistas Consolidado financeiro rec./(desp.) op. Comparável Consolidado
control. 2016 2016 (Natura) 2017 2017

Margem Líquida %

_O aumento do EBITDA de R$ 51,7 milhões corresponde ao EBITDA da Natura (excluindo receitas e


despesas operacionais) somado ao EBITDA da Aesop;
_Despesas com depreciação: aumento da depreciação na Natura e Aesop. No Brasil, o aumento reflete a
abertura de um novo escritório e de mudanças nas estimativas contábeis, que reduziram a vida útil de
ativos intangíveis. Maior depreciação na Aesop e na Latam, diretamente relacionada à expansão dos
negócios;
_Resultado financeiro: diminuição (excluindo o impacto da aquisição) explicada principalmente pela
queda do CDI, menores juros sobre passivos fiscais (devido à reversão de IPI, PIS e Cofins) e pelo benefício
da redução de R$ 70,3 milhões de multa e juros devidos com a aderência ao PERT no Brasil no quarto
trimestre;
_Imposto de renda: o aumento é explicado pelo impacto líquido da exclusão dos efeitos da TBS;
_Outras receitas e despesas operacionais: já discutido no item sobre EBITDA. No ano, a Companhia foi
impactada por efeitos não-recorrentes importantes relativos a ajustes de provisões fiscais, tais como IPI,
PIS, Cofins e ICMS-ST, conforme já explicado em trimestres anteriores;
_Efeitos da TBS: inclui o lucro líquido da própria TBS e os impactos da sua aquisição pela Natura, tais como
custos de aquisição e juros sobre novos empréstimos e financiamentos.

Lucro líquido consolidado (bases comparáveis) no 4T17: forte crescimento


O lucro líquido consolidado reportado foi de R$ 256,8 milhões, um aumento de 27,3%. O lucro líquido em
bases comparáveis atingiu R$ 271,2 milhões, um aumento de 34,4%, conforme abaixo:

7
Lucro Líquido Consolidado 4T17 (R$ milhões)

10,7%
18,1
8,8% 9,1% 6,9%
-65,6
7,0 121,7
36,8 -48,7 -14,4

271,2 256,8
201,8 208,8

LL Atribuído Minoritários LL EBITDA Depreciação Resultado IR Outras LL Efeitos TBS LL


a acionistas Consolidado financeiro rec./(desp.) Comparável Consolidado
control. 4T16 4T16 op. (Natura) 4T17 4T17

Margem Líquida %

_Crescimento do EBITDA de R$ 36,8 milhões corresponde ao EBITDA da Natura (excluindo receitas e


despesas operacionais) somado ao EBITDA da Aesop;
Todos os demais efeitos já foram descritos no item acima sobre o quarto trimestre.

Forte geração de caixa


R$ milhões 4T17 4T16 Var. R$ Var. % 2017(a) 2016 Var. R$ Var. %
(b) 256,8 201,8 55,0 27,3 670,3 296,7 373,6 125,9
Lucro Líquido
Depreciações e Amortizações 166,3 64,9 101,3 156,0 383,3 260,8 122,5 47,0
Itens Não Caixa / Outros 110,3 (17,7) 128,0 (723,2) 200,9 73,9 127,0 171,8
Geração Interna de Caixa 533,4 248,9 284,5 114,3 1.254,4 631,4 623,0 98,7
(Aumento) / Redução do Capital de Giro (66,8) 284,4 (351,2) (123,5) (279,5) 144,5 (424,1) (293,4)
Geração Operacional de Caixa 466,6 533,4 (66,9) (12,5) 974,9 775,9 199,0 25,6
Capex (170,4) (130,4) (40,0) 30,7 (357,7) (306,0) (51,7) 16,9
Geração de Caixa Livre(c) 296,2 402,9 (106,8) (26,5) 617,2 469,9 147,3 31,3
(a)Inclui quatro meses de resultado da The Body Shop.
(b)Lucro líquido do período atribuível a acionistas controladores.
(c)(Geração interna de caixa) +/- (variações no capital de giro + realizável e exigível a longo prazo) - (aquisições de ativo imobilizado).

A geração de caixa atingiu R$ 617,2 milhões em


2017, um aumento de R$ 147,3 milhões em relação Geração de Caixa Livre
a 2016, já incluindo os efeitos da aquisição e
consolidação da TBS e o pagamento líquido de R$ 859,7

242,5 milhões em impostos provisionados pela 242,5


538,7
Natura no Brasil, no âmbito do Programa
242,5
Especial de Regularização Fiscal (PERT). 469,9 617,2
Excluindo este desembolso, o fluxo de caixa em 402,9 296,2
2017 foi de R$ 859,7 milhões. No 4T17, a geração de 2016 2017 4T16 4T17
caixa atingiu R$ 296,2 milhões, ou R$ 538,7 Geração de Caixa Livre PERT
milhões antes do desembolso relativo ao PERT.
Mantivemos uma gestão rigorosa do caixa e do capital de giro, resultando em menores níveis de estoques
na Natura e na The Body Shop. O aumento das necessidades de capital de giro apresentado na tabela
acima é explicado pela reversão de passivos de IPI, PIS e Cofins no ano, e pelo pagamento de impostos no
âmbito do PERT no Brasil. Excluindo tais efeitos, o capital de giro diminuiu R$ 389,8 milhões no ano e R$
246,1 milhões no trimestre.
Encerramos o trimestre com um indicador de dívida líquida/EBITDA de 3,0x, abaixo do guidance de 3,6x
para 2017.

8
A seguir, demonstramos o resultado completo por negócio e consolidado:56
Trimestre Pró-Forma Resultado Consolidado
R$ milhões Consolidado 5 Natura Aesop The Body Shop
4T17(a) 4T16 Var% 4T17 (b) 4T16 Var% 4T17 4T16 Var% 4T17
6 1.718,8 1.800,1 (4,5) 1.718,8 1.800,1 (4,5) - - n/a -
Consultoras - final do período ('000)
Consultoras Média do período ('000) 1.734,5 1.812,5 (4,3) 1.734,5 1.812,5 (4,3) - - n/a -
Unidades de produtos para revenda (milhões) 134,1 128,5 4,4 131,3 126,2 4,1 2,8 2,3 20,3 -
Receita Bruta 5.350,1 3.198,6 67,3 3.173,9 2.986,3 6,3 276,2 212,3 30,1 1.900,1
Receita Líquida 3.732,9 2.294,7 62,7 2.271,6 2.102,3 8,1 250,2 192,3 30,1 1.211,0
CMV (1.096,5) (720,8) 52,1 (753,2) (699,6) 7,7 (32,4) (21,2) 53,1 (310,9)
Lucro Bruto 2.636,3 1.573,9 67,5 1.518,4 1.402,7 8,2 217,8 171,2 27,2 900,1
Despesas com Vendas, Marketing e Logística (1.534,6) (922,2) 66,4 (870,3) (839,4) 3,7 (106,0) (82,7) 28,1 (558,3)
Despesas Adm., P&D, TI e Projetos (562,1) (290,5) 93,5 (348,8) (248,4) 40,4 (57,7) (42,1) 37,1 (155,6)
Outras Receitas / (Despesas) Operacionais, líquidas (42,4) 43,6 (197,4) (22,2) 43,4 (151,0) 1,1 0,1 722,1 (21,4)
Despesas com Aquisição (c) (22,5) - n/a - - n/a - - n/a -
Despesas Corporativas(d) (12,6) (7,6) 65,6 - - n/a - - n/a -
Depreciação 166,3 64,9 156,0 100,0 55,6 79,8 13,6 9,3 45,5 52,7
EBITDA 628,4 462,1 36,0 377,2 413,9 (8,9) 68,7 55,8 23,1 217,5
Depreciação (166,3) (64,9) 156,0
Receitas / (Despesas) Financeiras, líquidas (12,5) (130,9) (90,5)
Despesas com Aquisição no Resultado Financeiro (c) (101,1) - n/a
Lucro antes do IR/CSLL 348,6 266,2 30,9
Imposto de Renda e Contribuição Social (91,7) (57,4) 59,7
Lucro Líquido Consolidado 256,8 208,8 23,0
Participação de não Controladores - (7,0) n/a
Lucro Líquido Atribuível a Acionistas Controladores 256,8 201,8 27,3

Margem Bruta 70,6% 68,6% 2,0 pp 66,8% 66,7% 0,1 pp 87,1% 89,0% (1,9) pp 74,3%
Despesas Vendas, Marketing e Logística/Receita Líquida 41,1% 40,2% 0,9 pp 38,3% 39,9% (1,6) pp 42,4% 43,0% (0,6) pp 46,1%
Despesas Adm., P&D, TI e Projetos/Receita Líquida 15,1% 12,7% 2,4 pp 15,4% 11,8% 3,5 pp 23,1% 21,9% 1,2 pp 12,8%
Margem EBITDA 16,8% 20,1% (3,3) pp 16,6% 19,7% (3,1) pp 27,5% 29,0% (1,5) pp 18,0%
Margem Líquida 6,9% 8,8% (1,9) pp - - - - - - -
(a Resultado consolidado inclui as despesas de aquisição da TBS e despesas corporativas.
(b)Resultado Natura exclui as despesas de aquisição da TBS e despesas corporativas.
(c)Refere-se às despesas de aquisição da TBS.
(d)Despesas com a gestão e integração do Grupo.

Ano Resultado Consolidado


R$ milhões Consolidado 5 Natura Aesop The Body Shop
(a) (b)
2017 2016 Var% 2017 2016 Var% 2017 2016 Var% 2017(e)
6 1.718,8 1.800,1 (4,5) 1.718,8 1.800,1 (4,5) - - n/a -
Consultoras - final do período ('000)
Consultoras Média do período ('000) 1.774,0 1.834,5 (3,3) 1.774,0 1.834,5 (3,3) - - n/a -
Unidades de produtos para revenda (milhões) 459,7 467,3 (1,6) 451,4 460,7 (2,0) 8,3 6,6 25,3 -
Receita Bruta 13.750,9 10.993,1 25,1 10.716,2 10.353,2 3,5 779,7 639,9 21,9 2.254,9
Receita Líquida 9.852,7 7.912,6 24,5 7.689,7 7.332,9 4,9 706,4 579,7 21,9 1.456,6
CMV (2.911,1) (2.446,9) 19,0 (2.460,5) (2.393,4) 2,8 (80,1) (53,5) 49,7 (370,5)
Lucro Bruto 6.941,6 5.465,7 27,0 5.229,2 4.939,5 5,9 626,4 526,2 19,0 1.086,0
Despesas com Vendas, Marketing e Logística (4.198,7) (3.318,9) 26,5 (3.138,3) (3.020,5) 3,9 (360,2) (298,4) 20,7 (700,3)
Despesas Adm., P&D, TI e Projetos (1.501,7) (1.090,6) 37,7 (1.095,3) (939,0) 16,6 (204,9) (151,6) 35,2 (201,5)
Outras Receitas / (Despesas) Operacionais, líquidas 239,4 54,4 339,8 259,4 54,1 379,6 1,3 0,3 299,1 (21,4)
Despesas com Aquisição (c) (87,3) - n/a - - n/a - - n/a -
Despesas Corporativas(d) (34,7) (27,8) 24,7 - - n/a - - n/a -
Depreciação 383,3 260,8 47,0 269,6 222,4 21,2 48,0 38,4 25,0 65,7
EBITDA 1.741,9 1.343,6 29,6 1.524,7 1.256,5 21,3 110,6 115,0 (3,8) 228,6
Depreciação (383,3) (260,8) 47,0 (269,6) n/a (48,0) (38,4) 25,0 (65,7)
Receitas / (Despesas) Financeiras, líquidas (161,5) (656,0) (75,4) (398,6) (654,9) (39,1) (1,9) (1,1) 73,9 (1,2)
Despesas com Aquisição no Resultado Financeiro (c) (225,9) - n/a 0,0 0,0 n/a 0,0 0,0 n/a 0,0
Lucro antes do IR/CSLL 971,2 426,8 127,5 856,5 601,5 42,4 60,8 75,5 (19,5) 161,7
Imposto de Renda e Contribuição Social (300,9) (118,6) 153,7 (199,5) (98,9) 101,7 (47,2) (19,7) 139,4 (54,2)
Lucro Líquido Consolidado 670,3 308,2 117,5
Participação de não Controladores - (11,5) n/a 0,0 0,0 n/a 0,0 (11,5) n/a 0,0
Lucro Líquido Atribuível a Acionistas Controladores 670,3 296,7 125,9 657,0 502,6 30,7 13,5 44,2 (69,4) 107,5
.
Margem Bruta 70,5% 69,1% 1,4 pp 68,0% 67,4% 0,6 pp 88,7% 90,8% (2,1) pp 74,6%
Despesas Vendas, Marketing e Logística/Receita Líquida 42,6% 41,9% 0,7 pp 40,8% 41,2% (0,4) pp 51,0% 51,5% (0,5) pp 48,1%
Despesas Adm., P&D, TI e Projetos/Receita Líquida 15,2% 13,8% 1,5 pp 14,2% 12,8% 1,4 pp 29,0% 26,1% 2,9 pp 13,8%
Margem EBITDA 17,7% 17,0% 0,7 pp 19,8% 17,1% 2,7 pp 15,7% 19,8% (4,2) pp 15,7%
Margem Líquida 6,8% 3,7% 3,1 pp - - - - - - -
(a Resultado consolidado inclui as despesas de aquisição da TBS e despesas corporativas.
(b)Resultado Natura exclui as despesas de aquisição da TBS e despesas corporativas.
(c)Refere-se às despesas de aquisição da TBS.
(d)Despesas com a gestão e integração do Grupo.
(e)Inclui quatro meses de resultado da The Body Shop.

Disponibilizamos o link para a série histórica desde 2011: Historical data series

5
Consolidado inclui Brasil, Latam, Aesop, França, EUA, Holanda e The Body Shop.
6
Posição ao final do ciclo 18 no Brasil; ciclo 17 em Argentina, Chile, México, Peru e Colômbia.

9
Desempenho por marca e negócio

Natura - Brasil
Em 2017, reconquistamos a posição de liderança nas principais categorias, tais como perfumaria,
cuidados com o corpo e presentes, e retomamos o ganho de participação de mercado a partir do 2T17,
graças à estratégia focada, execução consistente, modelo comercial renovado e forte pipeline de
inovação. O índice de inovação apresentou melhora pelo quinto trimestre seguido.
O novo modelo de Vendas por Relações seguiu registrando aumento da produtividade por Consultora,
com crescimento de 15,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a produtividade já havia
avançado 9,7%. O share of wallet por Consultora também apresentou melhora. Isso demonstra que as
nossas Consultoras continuaram colhendo os frutos da nossa nova proposta de valor, que permite que
elas aumentem a sua renda, recebam capacitação adequada e sejam reconhecidas e premiadas. A
pesquisa de Fidelidade de Consultoras realizada no final do ano revelou a maior pontuação da série
histórica, sinalizando o novo caminho que começa a ser trilhado pelo nosso negócio.
No 4T17, a receita cresceu 6,5% sobre o 4T16, explicada pelo aumento de 2,1% nos volumes, apesar da
diminuição de 9,6% no número médio de Consultoras, em linha com a nossa expectativa. O crescimento é
explicado pelo excelente desempenho do modelo de Vendas por Relações, estratégia de categorias-
chave e vendas online.
Com relação às categorias, perfumaria registrou excelente desempenho no trimestre e no ano,
reposicionando a Natura como líder do mercado na categoria7 e consolidando a marca como uma
potência do segmento no Brasil. A Natura lidera ainda as categorias de cuidados com o corpo e
presentes7 e registrou crescimento em todas as categorias essenciais à beleza.
Continuamos nossa acelerada transformação digital em direção à convergência dos modelos de negócio
online e offline, levando 0,5 milhão de Consultoras a adotar o nosso aplicativo móvel, o que levou ao
aumento da produtividade das mesmas e melhor experiência do cliente.
Já o Rede Natura registrou crescimento de dois dígitos no trimestre, com alta rentabilidade. O resultado
do período foi impactado positivamente pelo alto fluxo, maior taxa de conversão e aumento da base de
clientes cadastrados, que superou 3 milhões de usuários.
No varejo, nossa presença inclui 19 lojas Natura em shoppings centers de São Paulo e do Rio de Janeiro,
além da presença em 3,6 mil lojas das principais redes de drogarias.

7
Conforme dados da empresa de pesquisa de mercado Kantar Worldpanel (Valores em Reais com Presentes | janeiro a dezembro de 2017 | T. Brasil | Categorias HPPC: Perfumaria, Cuidados com
a Pele, Cuidados com o Cabelo, Sabonetes e Desodorantes).

10
Trimestre e ano Resultado
R$ milhões Natura Brasil
4T17(a) 4T16 Var% 2017(a) 2016 Var%
Consultoras - final do período ('000) 1.129,8 1.256,0 (10,1) 1.129,8 1.256,0 (10,1)
Consultoras Média do período ('000) 1.144,6 1.265,5 (9,6) 1.205,6 1.303,1 (7,5)
Unidades de produtos para revenda (milhões) 95,1 93,1 2,1 324,4 339,8 (4,5)
Receita Bruta 2.389,5 2.293,1 4,2 7.947,4 7.760,5 2,4
Receita Líquida 1.673,6 1.571,7 6,5 5.574,9 5.335,1 4,5
CMV (546,7) (512,4) 6,7 (1.750,1) (1.725,9) 1,4
Lucro Bruto 1.126,9 1.059,3 6,4 3.824,8 3.609,2 6,0
Despesas com Vendas, Marketing e Logística (610,7) (599,5) 1,9 (2.237,2) (2.144,0) 4,3
Despesas Adm., P&D, TI e Projetos (272,0) (183,1) 48,6 (829,5) (682,1) 21,6
Outras Receitas / (Despesas) Operacionais, líquidas (24,3) 39,2 (162,0) 255,8 49,0 421,8
Depreciação 93,1 50,2 85,5 243,3 199,8 21,8
EBITDA 312,9 366,1 (14,5) 1.257,2 1.031,9 21,8
Margem Bruta 67,3% 67,4% (0,1) pp 68,6% 67,7% 1,0 pp
Despesas Vendas, Marketing e Logística/Receita Líquida 36,5% 38,1% (1,7) pp 40,1% 40,2% (0,1) pp
Despesas Adm., P&D, TI e Projetos/Receita Líquida 16,3% 11,6% 4,6 pp 14,9% 12,8% 2,1 pp
Margem EBITDA 18,7% 23,3% (4,6) pp 22,6% 19,3% 3,2 pp
(a)Despesas com aquisição da TBS e despesas corporativas são excluídas do resultado da Natura.

Em 2017, o EBITDA da Natura no Brasil alcançou R$ 1.257,2 milhões com margem de 22,6%. No 4T17, o
EBITDA foi de R$ 312,9 milhões com uma margem de 18,7%. Mantivemos forte controle sobre as despesas,
com as Despesas com Vendas, Marketing e Logística crescendo apenas 1,9%, e apresentando redução de
1,7 pp como porcentagem da receita líquida em relação ao 4T16. No ano, essas despesas cresceram 4,3%,
devido principalmente aos maiores investimentos em marketing.
Como consequência da execução bem-sucedida do processo de reestruturação e em preparação para
um novo ciclo de expansão, as Despesas Administrativas, com P&D, TI e Projetos cresceram acima da
média histórica. Tais despesas incluem os incentivos de curto e longo prazo dos executivos (que foram
revertidos em 2016), investimentos em projetos estratégicos e despesas com novas instalações. Além
disso, uma mudança na estimativa contábil da vida útil dos ativos intangíveis levou a um aumento das
despesas com amortização, também impactando esta linha.
Excluindo Outras Receitas e Despesas Operacionais, a margem EBITDA ficou praticamente estável no ano,
em linha com os nossos objetivos.

EBITDA Natura Brasil 2017 (R$ milhões)


22,6%
19,3%
18,8%
109,3 36,6 206,8
88,3 -18,6 -197,0

1.257,2
1.031,9 1.050,4

2016 Receita Carga Margem Despesas Câmbio 2017 Outras 2017


líquida tributária bruta Comparável rec./(desp.) op.
Margem EBITDA % (Natura)

11
EBITDA Natura Brasil 4T17 (R$ milhões)
23,3%
22,5%
35,8 18,7%
-15,6 -57,3 2,8
44,5
-63,5

366,1 376,4
312,9

4T16 Receita Carga Margem Despesas Câmbio 4T17 Outras 4T17


líquida tributária bruta Comparável rec./(desp.)
op. (Natura)
Margem EBITDA %

Natura - Latam
Em moeda constante, a receita líquida registrou aumento de 18,0% no ano, enquanto no trimestre o
crescimento foi de 17,5%. A margem EBITDA expandiu 1,4 pp sobre 2016, atingindo 13,8%, beneficiada pelo
bom desempenho na Argentina, Colômbia e México.
No 4T17, a receita líquida avançou 17,5% em moeda constante, com expansão de 10,1% dos volumes e de
8,0% no número de Consultoras, beneficiado por ganhos de produtividade. O EBITDA em reais cresceu
23,1% em relação ao 4T16, com margem de 12,0% (+1,0 pp), em função da maior eficiência operacional.
Trimestre e ano Resultado
R$ milhões Natura Latam
4T17 4T16 Var% 2017 2016 Var%
Consultoras - final do período ('000) 589,0 543,0 8,5 589,0 543,0 8,5
Consultoras Média do período ('000) 589,9 546,0 8,0 568,4 530,3 7,2
Unidades de produtos para revenda (milhões) 36,2 32,9 10,1 126,8 120,4 5,3
Receita Bruta 782,0 687,7 13,7 2.761,1 2.575,3 7,2
Receita Líquida 596,0 526,0 13,3 2.108,2 1.983,3 6,3
CMV (205,8) (186,0) 10,6 (707,7) (664,4) 6,5
Lucro Bruto 390,1 340,0 14,8 1.400,5 1.318,9 6,2
Despesas com Vendas, Marketing e Logística (253,4) (229,1) 10,6 (882,3) (852,1) 3,5
Despesas Adm., P&D, TI e Projetos (73,9) (62,1) 19,0 (255,4) (246,2) 3,8
Outras Receitas / (Despesas) Operacionais, líquidas 2,1 4,2 (49,6) 3,6 5,1 (29,3)
Depreciação 6,7 5,3 26,3 25,6 21,9 16,9
EBITDA 71,7 58,3 23,1 292,0 247,6 17,9
Margem Bruta 65,5% 64,6% 0,8 pp 66,4% 66,5% (0,1) pp
Despesas Vendas, Marketing e Logística/Receita Líquida 42,5% 43,6% (1,0) pp 41,9% 43,0% (1,1) pp
Despesas Adm., P&D, TI e Projetos/Receita Líquida 12,4% 11,8% 0,6 pp 12,1% 12,4% (0,3) pp
Margem EBITDA 12,0% 11,1% 1,0 pp 13,8% 12,5% 1,4 pp

12
Abaixo apresentamos as principais variações no EBITDA na Latam no 4T17:

EBITDA Natura Latam 2017 (R$ milhões) EBITDA Natura Latam 4T17 (R$ milhões)

14,8% 12,0%
13,8% 11,7%
12,5% 11,1%
-137,3 -40,1 1,8
201,6 51,7
-19,9
247,6 311,9 292,0 69,9 71,7
58,3

2016 Receita Despesas 2017 sem Câmbio 2017 4T16 Receita Despesas 4T17 sem Câmbio 4T17
efeito efeito
câmbio câmbio

Margem EBITDA % Margem EBITDA %

Aesop
Em moeda constante, a receita líquida anual da Aesop aumentou 30,3% em relação a 2016, enquanto o
EBITDA cresceu 2,2%. Excluindo o plano de retenção de executivos-chave, relacionado à aquisição pela
Natura, e o ajuste pontual de estoques realizado em setembro de 2016 (R$ 8,7 milhões), o EBITDA teria
aumentado 24,1% em relação a 2016.

exclusivas nos últimos 12 meses. A Aesop atingiu um total de 209


lojas deste tipo em 21 países, incluindo as primeiras unidades na Áustria e nos Emirados Árabes Unidos,
além de 99 lojas dentro de lojas de departamento, totalizando 308 pontos (261 em 2016).
No 4T17, o EBITDA avançou 24,3% em reais, com margem de 27,5%, impactada pelo plano de retenção de
executivos-chave, relacionado à aquisição pela Natura, cujos efeitos serão sentidos até junho de 2019.

The Body Shop


Ao longo do ano, continuaram os sinais de recuperação, com a receita líquida crescendo 2,2% em moeda
constante, apoiada nos crescimentos na América do Norte e APAC, e no forte volume de vendas nos canais
online e de franquias. A margem EBITDA pro forma no período expandiu 0,5 pp, atingindo 8,3%, refletindo
o controle mais eficaz das despesas. A TBS encerrou o ano com 1.098 lojas próprias (35 lojas a menos que
em 2016) e 1.964 lojas franqueadas (2 a mais que em 2016).
No 4T17, a receita líquida da The Body Shop foi de R$ 1.211,0 milhões e o EBITDA atingiu R$ 217,5 milhões. A
margem EBITDA alcançou 18,0%, impactada por efeitos não recorrentes como custos de separação e
integração, além de custos com implementação do primeiro programa de transição.

13
2. desempenho socioambiental
A Natura foi selecionada mais uma vez para compor a carteira do Índice de Sustentabilidade
Empresarial da bolsa de valores de São Paulo (B3). A 12ª carteira do ISE reúne 30 companhias de 12
setores. Também foi a única empresa brasileira a figurar no Índice Diversidade & Inclusão (D&I) da
Thomson Reuters, que classifica as 100 empresas de capital aberto com melhor desempenho nesses
aspectos, dentre seis mil organizações pesquisadas ao redor do mundo. A Natura fechou 2017 com 6,3%
de colaboradores com deficiência (acima da exigência legal, de 5%) e com 32% de mulheres na liderança
(diretoras e acima).
Com o lançamento de Ekos Patauá, realizamos o pagamento de repartição de benefícios para mais
2.300 famílias, em parceria com a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. O resultado representa um
aumento de 110% no número de famílias de relacionamento na Amazônia (4.557 em 2017 vs. 2.119 em 2016),
com quase 18 mil pessoas impactadas na região. A nova linha segue nossa estratégia de design
sustentável em embalagens, com seus produtos regulares com 100% de PET reciclado e refis com
plástico verde.
Completamos, em 2017, uma década como empresa carbono neutro, reforçando nosso compromisso
voluntário de reduzir ao máximo nossas emissões de gases do efeito estufa, que causam as mudanças
climáticas, e neutralizar o que não pode ser evitado por meio de iniciativas que gerem benefícios
socioambientais.
Ambição Resultado
Indicador Unidade
2020 2017 2016 Variação Destaques
Maior faturamento de itens com maior
Emissão relativa de kg CO2/kg prod emissão relativa
faturado
2.15 3.20 3.17
carbono (escopo 1, 2 e 3) Impressos no Brasil
Aumento das exportações
Expansão do uso de vidro reciclado na perfumaria
% material reciclado pós % (g mat
10 4.6 4.3 Linha Ekos corpo com embalagem 100% PET
consumo(a) reciclado/g emb.)
reciclado pós-consumo

Boa performance nas vendas de produtos


Embalagens % (unid. Faturadas
regulares e refis das linhas Ekos e Tododia na
emb. Ecoef/unid fat. 40 21 20
ecoeficientes(b) Totais) categoria Corpo, além da superação de refis da
linha Chronos
Consumo de insumos Crescimento absoluto na compra de insumos da
% (R$ insumos
Amazônicos em relação Amazônia vs 2016
amazônicos/ R$ 30.0 18.1 19.1
ao consumo total insumos totais) Porém, maior crescimento na compra de insumos
Natura não amazônicos
Volume acumulado de Pagamento de repartição de benefícios
as coperativos
negócios na região R$ milhões 1,000.0 1,222.0 972.6
(c) Lançamento de matérias-primas oriundas de
PAM Amazônica copaíba e castanha
Uso eficiente de água potável em áreas fabris e
litros / unidades centro de distribuição, reuso de água e
Consumo de água produzidas
0.32 0.53 0.53
manutenção predial
Busca de novos esforços para melhorar indicador
Aumento de consultoras engajadas no Brasil
Arrecadação da linha Em contrapartida, queda de preço médio da linha
R$ milhões 41.0 35.6 38.2
Crer para Ver - Global(d) CPV no Brasil e menor performance de vendas na
Latam
(a)O indicador considera o % de materiais de embalagens que provêm de reciclagem pós-consumo em relação ao total de massa de embalagem faturada.
(b)Indicador de embalagens ecoeficientes são aquelas que apresentam redução de no mínimo 50% de peso em relação a embalagem regular/similar; ou que apresentam 50% de sua
composição com MRPC e/ou material renovável desde que não apresentem aumento de massa.
(c)Valores acumulados desde 2011. .
(d)Refere-se ao lucro antes do desconto do imposto de renda (IR) acumulado do ano destinado ao Fundo da linha Crer para Ver.

14
Emissão relativa de carbono (escopo 1, 2 e 3): o impacto na performance em relação à 2016 deve-se
principalmente ao maior faturamento de itens com maior emissão relativa, como os produtos de
perfumaria. Além disso, a redução no faturamento da categoria cabelos, os impressos no Brasil e o
crescimento das exportações impactaram os resultados. Buscaremos reverter esse resultado através da
otimização do nosso processo logístico e aumente o do uso de vidro reciclado pós-consumo em todos
os produtos da perfumaria.
Toda essa emissão de carbono que não pudemos evitar foram compensadas por meio do apoio a projetos
que impactam positivamente o clima e a sociedade como iniciativas de reflorestamento e tratamento de
resíduos.
Percentual de material reciclado pós-consumo: continuamos com expansão de uso de vidro reciclado
na perfumaria, onde já incorporamos 30% de material reciclado para alguns produtos, o que contribuiu
para o resultado deste ano e deverá se ampliar em 2018. Merece destaque também os produtos da linha
Ekos categoria corpo, com embalagem feita de PET 100% reciclado pós-consumo.
Embalagens ecoeficientes: o resultado favorável de 2017 se deve principalmente à boa performance dos
produtos da categoria Corpo das submarcas Ekos e Tododia com a oferta de produtos regulares e refis
em embalagens ecoeficentes. Além disso, merece destaque a performance de refil de Chronos.
Consumo de insumos Amazônicos em relação ao consumo total da Natura: em termos absolutos, a
compra de insumos da Amazônia cresceu com consistência ao longo de 2017 principalmente devido à
compra de palma certificada RSPO e óleo e torta de castanha. Entretanto, para atender a demanda das
demais categorias tivemos que aumentar também a compra dos demais insumos.
Volume acumulado de negócios na região Pan-Amazônica: a superação resultado acumulado do ano
em relação ao planejado deve-se principalmente aos pagamentos de Repartição de Benefícios as
cooperativas pelo lançamento de novas matérias-primas oriundas de copaíba e castanha, além do
sensível aumento do consumo do óleo de palma. O volume acumulado (2011-2017) fechou em R$ 1.222,0 MM
superando em 22% a meta para 2020.
Consumo de água: o uso eficiente de água potável em áreas fabris e Centros de Distribuição, o reuso de
água em processos de utilidades e manutenção predial contribuíram para a manutenção do resultado
nos mesmos patamares do ano anterior. Seguiremos com novos esforços para reduzir ainda mais o
consumo relativo de água nas nossas operações.
Arrecadação da linha Crer para Ver (Educação): alcançamos um recorde de penetração de 28% na
participação de Consultoras de Beleza Natura engajadas na venda da linha Crer pra Ver. A arrecadação,
no entanto, fechou o ano de 2017 levemente abaixo do resultado do ano anterior, devido à queda do preço
médio da linha no Brasil e menor performance na Latam. Essa arrecadação é direcionada para projetos
de impacto positivo no desenvolvimento dos indivíduos e construção de um mundo melhor por meio da
educação. Os projetos educacionais incluem bolsas parciais e condições exclusivas para experiências de
aprendizagem como: cursos preparatórios para o Enem, profissionalizantes, ensino superior, idiomas,
matemática, clube de leitura, entre outros. Em 2017, foram mais de 91 mil inscrições, matrículas ou
participações em ações de engajamento pela Educação de Consultoras e de seus familiares.

15
Anexos
1. receita líquida
Histórico trimestral em BRL (reportado)

Receita Líquida Natura Brasil Receita Líquida Natura Latam Receita Líquida Aesop
(% variação vs. mesmo periodo no ano anterior) (% variação vs. mesmo periodo no ano anterior) (% variação vs. mesmo periodo no ano anterior)

10,4% 73,4% 96,5%


6,5% 59,6% 62,1% 91,3% 95,6%
3,3% 64,7%
39,6% 31,8%
49,4%
43,0%
-0,5% 20,4% 30,1%
-2,2% -2,3% 19,9% 21,9%
-4,6% -2,3% 13,3%
11,5%
-7,1% 1,5% 12,2% 11,1% 20,3%
-9,6% -8,9% -9,8% -3,5% -8,7% -2,5%

1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17

2. venda por relações


Consultoras - posição final do período
Produtividade Natura Brasil 3,9% 6,6% 6,1% 6,4% 2,9% -0,8% -4,4% 0,8% -4,7% -4,2% -4,5%
8,1%
(% vs ano anterior) 0,0%

15,4% 1.811 1.835 1.883 1.824 1.864 1.821 1.800 1.838 1.775 -200,0%
15,2% 1.715 1.745 1.719
505 -400,0%
9,7% 465 497 509 536 544 543 541
9,2% 434 568 584 589 -600,0%
4,2%
-800,0%
1,2%
-1000,0%
-3,6% -3,6% 1.280 1.344 1.337 1.377 1.314 1.327 1.276 1.256 1.297 1.207 1.161 -1200,0%
1.130
-7,6% -7,9% -2,0%
-1400,0%
-1600,0%
-9,5%
1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17 -1800,0%
1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17
Brasil Latam Variação Consolidada Anual

Natura Brazil reportou crescimento em produtividade8 por Consultora pelo quinto trimestre consecutivo.
O novo modelo de Vendas por Relações seguiu contribuindo para esse indicador, que atingiu crescimento
de 15,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a produtividade já havia avançado 9,7%.
Tal evolução compensa a redução de 10,1% no número total de Consultoras comparado ao 4T16, o que
está em linha com as nossas expectativas.
Na Latam, o número total de Consultoras cresceu 8,5%, totalizando 589,0 milhões.

3. inovação e produtos (Natura Brasil)


Inovação (%RB) Inovação (%RB)
Novo

63,1% 64,6% 64,6% 65,5% 63,0%


60,3% 62,1% 60,1% 61,5%
57,2% 55,5% 55,3% 57,1% 58,9% 57,4% 59,1%
53,9% 54,3%
51,0% 51,0%

1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17

O Índice de Inovação9 (novo) ficou em 64,6% no 4T17, progredindo 7,5 pp versus 4T16, impulsionado pela
boa performance de marcas e categorias-chave, além do sucesso das campanhas de datas
comemorativas. Esse é o quinto trimestre com crescimento consecutivo do índice.

8
Produtividade a preços de varejo = (receita bruta do período/número de consultoras média do período) / (1 - %lucro da consultora).
9
Índice de Inovação: participação, nos últimos 12 meses, da venda dos produtos lançados nos últimos 24 meses.

16
4. margem bruta
Margem Bruta Natura (%RL) Margem Bruta Aesop (%RL)
96,8%
69,8% 69,3%
69,1%
69,1% 68,2%
68,9% 67,4%
68,0% 68,5% 68,7% 67,3%
67,9% 66,7% 67,3% 67,3% 66,8%
89,3% 89,3% 89,4% 89,9% 89,6%
65,5% 88,6% 89,0% 89,1%
87,5% 87,9%
64,6% 87,1%

1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17 1T15 2T15 3T15 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 3T17 4T17

Natura Brasil Latam AESOP

A margem bruta da Natura no Brazil foi de 67,3% no trimestre, favorecida pelo mix de categoria e pelas
reversões de IPI, PIS and Cofins, mas também impactada pelas promoções do período. Já a margem bruta
da Natura Latam foi afetada pela apreciação do Real no período. A margem bruta da Aesop em 4T16 foi
beneficiada por um ajuste one-off de estoques e CMV, de R$ 8,7 milhões, e no 4T17 foi impactada pela
reclassificação da baixa de estoques, da
linha de despesas com vendas para 4T17 4T16 2017 2016
MP / ME / PA* 87,2% 84,3% 82,5% 80,2%
custos dos produtos vendidos. No lado
Mão de Obra 6,3% 8,4% 9,0% 10,1%
direito, apresentamos uma tabela com Depreciação 1,6% 2,6% 2,4% 3,2%
os principais componentes dos nossos Outros 4,9% 4,7% 6,1% 6,5%
Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
custos de mercadoria vendida
consolidados.

5. despesas operacionais
Despesas operacionais Natura

Despesas com Vendas, Marketing e Logistica (%RL) Despesas Administrativas, P&D, TI e Projetos (%RL)

16,3%
42,5% 43,6% 43,0% 14,9%
40,1% 40,2% 41,9% 12,8% 12,4% 12,4%
36,5% 38,1% 11,6% 11,8% 12,1%

4º Trimestre Ano 4º Trimestre Ano 4º Trimestre Ano 4º Trimestre Ano

Brasil Latam Brasil Latam

2017 2016 2017 2016

Despesas Operacionais Aesop


Despesas com Vendas, Despesas Administrativas,
Marketing e Logistica (%RL) P&D, TI e Projetos (%RL)

29,0%
51,0% 51,5% 26,1%
42,4% 43,0% 23,1% 21,9%

4º Trimestre Ano 4º Trimestre Ano

Aesop Aesop

2017 2016 2017 2016

6. resultado financeiro
17
O quadro abaixo apresenta as principais variações do resultado financeiro:
(R$ milhões) 4T17 4T16 Var. R$ Var. (%) 2017 2016 Var. R$ Var. (%)
Resultado financeiro (113,5) (130,9) 17,4 (13,3%) (387,4) (656,0) 268,6 (40,9%)
1. Empréstimos e Aplicações Brasil (122,6) (60,2) (62,4) 103,6% (312,7) (248,8) (63,9) 25,7%
Saldo Médio das Aplicações Financeiras 3.020,5 1.820,8 1.199,7 65,9% 1.921,7 1.979,5 (57,7) (2,9%)
Receita das Aplicações Financeiras 52,0 56,8 (4,8) (8,5%) 163,6 255,4 (91,9) (36,0%)
Remuneração em % do CDI 100,1% 101,5% n/a (135,5%) 101,5% 102,0% n/a (53,2%)
Saldo Médio das Dívidas Tesouraria (8.755,5) (3.756,2) (4.999,2) 133,1% (5.337,2) (3.963,0) (1.374,3) 34,7%
Despesas dos Empréstimos e Derivativos (174,6) (117,0) (57,6) 49,2% (476,3) (504,2) 28,0 (5,5%)
Custo Médio Ponderado em % do CDI 110,7% 93,4% n/a 1.732,8% 100,3% 96,0% n/a 428,0%
CDI acumulado do período 1,76% 3,24% n/a (148,2%) 9,93% 14,00% n/a (407,4%)
2. Variação Cambial Operacional Brasil 4,6 1,9 2,7 141,5% 2,7 (16,7) 19,4 (116,2%)
3. Atualização Opção de Compra Aesop - (5,0) n/a n/a - (123,2) n/a n/a
4. Ajuste dos derivativos para compra da TBS - 0,0 n/a n/a (27,5) - n/a n/a
5. Operações Internacionais - LATAM (1,5) (8,8) 7,3 (83,0%) 1,5 (40,6) 42,1 (103,6%)
6. Outros 5,9 (58,8) 64,7 (110,1%) (51,4) (226,7) 175,3 (77,3%)
Reclassificação BNDES - CPC07 (3,0) (21,9) 18,9 (86,0%) (30,0) (65,8) 35,8 (54,4%)
Custos financeiros relativos à aquisição da TBS (29,9) - n/a n/a (93,2) - n/a n/a
PERT 70,3 - n/a n/a 70,3 - n/a n/a
Reversão de Contigências e Depósitos Judiciais - - n/a n/a 129,8 - n/a n/a
Provisão de Contigências e Depósitos Judiciais (8,5) (25,2) 16,7 (66,3%) (89,8) (108,9) 19,1 (17,6%)
Outros (22,9) (11,7) (11,2) 96,0% (38,6) (52,0) 13,4 (25,8%)

A variação positiva de R$ 17,4 milhões no resultado financeiro versus o 4T16 ocorreu principalmente pelo
menor balanço de provisões para contigências e pelo desconto em juros e multas no âmbito do Programa
Especial de Regularização Tributária - PERT, efeitos parcialmente compensados pelo maior saldo de
empréstimos e financiamentos.
 Empréstimos e aplicações no Brasil: aumento em despesas financeiras, sobretudo pela maior
dívida líquida, resultante da emissão de notas promissórias ao final de agosto para aquisição da
The Body Shop e pela 7ª. emissão de debêntures.
 Variação cambial operacional no Brasil: reflete a correlação entre as taxas de câmbio BRL/USD
sobre os recebíveis de exportação da Natura Brasil.
 Atualização opção de compra da Aesop: reflete a atualização da obrigação para compra da
pariticipação minoritária remanescente da Aesop em 2016.
 Operações internacionais Latam: reflete a correlação principalmente entre o BRL e o ARS sobre
as importações a pagar ao Brasil pela Argentina;
 Outros: a variação líquida positiva de R$ 64,7 milhões decorre de menores volumes de
empréstimos de bancos de desenvolvimento (CPC - 07), o abatimento sobre passivos tributários
concendido pelo Programa Especial de Regularização Tributária PERT, e menores despesas com
atualização de passivos contingentes, em função da significativa reversão de provisões tributárias
no ano. Todos estes efeitos foram parcialmente reduzidos pelas despesas com aquisição da The
Body Shop, como desembolsos para pagamento de garantias bancárias e remessas de recursos
incluindo impostos e tarifas, no total de R$ 29,9 milhões no quarto trimestre.

7. endividamento

Um dos destaques do período foi o endividamento líquido de 3,0x o EBITDA, abaixo do nível projetado para
o encerramento do ano de 2017 de 3,6x.

Conforme visto no quadro abaixo, a elevação no total da dívida se dá pela emissão das notas promissórias
para a aquisição da The Body Shop, no valor de R$ 3.700,0, no dia 23/08/2017 com vencimento em
19/02/2018, seguido pela 7ª emissão de debêntures emitidas no valor de R$ 2.600,0 milhões.

18
R$ milhões dez/17 Part (%) dez/16 Part (%) Var. (%)
Curto Prazo 4.076,7 45,7 1.766,6 42,3 130,8
Longo Prazo 5.255,2 58,9 2.623,6 62,9 100,3
Instrumentos financeiros derivativos(a) (9,9) (0,1) 61,2 1,5 116,1
Arrendamentos Mercantis - Financeiros / Outros(b) (405,5) (4,5) (277,2) (6,6) (46,3)
Total da Dívida 8.916,6 4.174,2 113,6
(-) Caixa e Aplicações Financeiras (3.670,0) (2.296,6) 59,8
(=) Endividamento Líquido 5.246,5 1.877,5 179,4
Dívida Líquida / Ebitda 3,01 1,40
Total Dívida / Ebitda 5,12 3,11
(a)Excluindo os impactos temporários e não-caixa da marcação a mercado de derivativos atrelados à dívida em moeda estrangeira.
(b)Outros: reclassificação das despesas de juros de empréstimos subsidiados do resultado financeiro conforme pronunciamento contábil CPC07.

8. dividendos

Em 16 de fevereiro de 2018 foram pagos juros sobre o capital próprio, referentes ao período de 1º de janeiro
a 30 de novembro de 2017, no valor total de R$ 78,3 milhões, correspondendo a R$ 0,181896700 por ação
(excluídas as ações em tesouraria), com retenção de 15% de Imposto de Renda na Fonte, resultando em
juros sobre o capital próprio líquidos no valor total de R$ 67,1 milhões, correspondendo a R$ 0,155951179
por ação.
No dia 14 de março de 2018, o Conselho de Administração aprovou a proposta a ser submetida à
Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE), que será realizada em 20 de abril de 2018, para o
pagamento em 11 de maio de 2018, dos dividendos referentes aos resultados auferidos no exercício de 2017,
e de juros sobre capital próprio referente ao mês de dezembro de 2017, no montante de R$ 128,7 milhões
e R$ 6,8 milhões (R$ 5,8 milhões líquidos de Imposto de Renda na Fonte de 15%), respectivamente.
Esses dividendos e juros sobre capital próprio somados, referentes ao resultado do exercício de 2017,
representarão uma remuneração líquida de R$ 0,468511694 por ação (excluídas as ações em tesouraria),
correspondendo a uma distribuição de 30% do lucro líquido de 2017.

19
9. desempenho NATU3

No 4T17, as ações da Natura tiveram uma valorização de 47,9% desde o preço de fechamento em
dezembro de 2016, versus 28,2% do Ibovespa.
O volume médio diário negociado no trimestre foi de R$ 41,0 milhões, frente a R$ 39,1 milhões no mesmo
período do ano anterior. No ano, o volume foi de R$ 45,7 milhões versus R$ 35,5 milhões em 2016.
O gráfico abaixo demostra o desempenho das ações Natura desde o seu lançamento (IPO):

NATU3 + 572%
1200 IBOVESPA + 301%
NATU3
NATU3 31/12/2017
1000
31/07/2009 R$ 33,06
R$ 19,83
800 NATU3
26/05/2004
R$ 4,95
600

400

200

0
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

10. teleconferência & webcast

Teleconferência com Webcast 4T17 - 15 de março de 2018 (quinta-feira)

O call ocorrerá em Inglês com tradução simultânea para o Português

Horários:
11h00 - Horário de Brasília
10h00 - Horário de Nova York
14h00 Horário de Londres

Números de acesso: Números de acesso:


Brasil: +55 11 3193 1001 EUA: Toll Free + 1 800 492 3904
+55 11 2820 4001 UK: Toll Free + 0808 234 8680
Outros países: +1 646 828 8246

Senha para os participantes: Natura

Transmissão ao vivo pela internet:


www.natura.net/investidor

20
11. balanço patrimonial
em dezembro de 2017 e dezembro de 2016:
(em milhões de reais - R$)
ATIVO 2017 2016 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2017 2016

CIRCULANTES CIRCULANTES
Caixa e equivalentes de caixa 1.693,1 1.091,5 Empréstimos, financiamentos e debentures 4.076,7 1.764,5
Títulos e valores mobiliários 1.977,3 1.207,5 Fornecedores e outras contas a pagar 1.553,8 814,9
Contas a receber de clientes 1.507,9 1.051,9 Salários, participações nos resultados e encargos sociais 366,0 208,1
Estoques 1.243,9 835,9 Obrigações tributárias 269,9 977,1
Impostos a recuperar 210,6 274,1 Imposto de renda e contribuição social 147,9 98,3
Imposto de renda e contribuição social 197,5 55,3 Dividendos e juros sobre o capital próprio a pagar 201,7 79,7
Instrumentos financeiros derivativos 14,8 0,0 Instrumentos financeiros derivativos 0,0 73,5
Outros ativos circulantes 211,2 286,7 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 17,4 0,0
Total dos ativos circulantes 7.056,3 4.802,9 Outros passivos circulantes 278,7 161,7
Total dos passivos circulantes 6.912,0 4.177,9

NÃO CIRCULANTES NÃO CIRCULANTES


Empréstimos, financiamentos e debentures 5.255,2 2.625,7
Impostos a recuperar 439,1 280,6 Obrigações tributárias 195,1 237,5
Imposto de renda e contribuição social diferidos 344,2 493,0 Imposto de renda e contribuição social diferidos 422,4 23,8
Depósitos judiciais 319,4 303,1 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 264,7 93,6
Outros ativos não circulantes 46,1 23,0 Outros passivos não circulantes 273,3 266,7
Total dos ativos realizável a longo prazo 1.148,9 1.099,7 Total dos passivos não circulantes 6.410,7 3.247,3

Imobilizado 2.276,7 1.734,7 PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Intangível 4.475,6 784,3 Capital social 427,1 427,1
Total dos ativos não circulantes 7.901,2 3.618,7 Reservas de capital 155,7 142,8
Reservas de lucros 1.123,2 666,8
Ações em tesouraria (32,5) (37,1)
Dividendo adicional proposto 0,0 29,7
Deságio em transações de capital (92,1) (92,1)
Ajustes de avaliação patrimonial 53,3 (140,7)
Total do patrimônio líquido 1.634,7 996,4

TOTAL DO ATIVO 14.957,5 8.421,6 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 14.957,5 8.421,6

21
12. demonstração dos resultados
para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e de 2016:
R$ milhões 2017 2016
RECEITA LÍQUIDA 9.852,7 7.912,7
Custo dos produtos vendidos (2.911,1) (2.447,0)
LUCRO BRUTO 6.941,6 5.465,7
(DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS
Despesas com Vendas, Marketing e Logística (4.198,7) (3.336,6)
Despesas Administrativas, P&D, TI e Projetos (1.535,9) (1.100,6)
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas 151,7 54,4
LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 1.358,6 1.082,9
Receitas financeiras 604,4 1.073,3
Despesas financeiras (991,8) (1.729,3)
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 971,2 426,9
Imposto de renda e contribuição social (300,9) (118,6)
LUCRO ANTES DA PARTICIPAÇÃO DE NÃO CONTROL ADORES 670,3 308,2
Não controladores 0,0 11,5
LUCRO LÍQUIDO ATRIBUÍVEL A 670,3 319,8
Acionistas Controladores da Sociedade 670,3 296,7
Não controladores 0,0 11,5
670,3 308,2

22
13. demonstração dos fluxos de caixa
para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e de 2016:
R$ milhões 2017 2016
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro líquido do exercício 670,3 308,2
Ajustes para reconciliar o lucro líquido do período com o caixa líquido gerado pelas atividades
operacionais:
Depreciações e amortizações 383,4 260,8
Provisão decorrente dos contratos de operações com derivativos "swap" e "forward" 156,1 794,7
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 124,8 17,0
Atualização monetária de depósitos judiciais (6,7) (16,8)
Imposto de renda e contribuição social 300,9 118,6
Resultado na venda e baixa de ativo imobilizado e intangível 32,4 (3,4)
Juros e variação cambial sobre empréstimos e financiamentos 380,1 (172,3)
Variação cambial sobre outros ativos e passivos 20,9 (59,9)
Provisão para perdas com imobilizado e intangível 7,7 0,3
Provisão com planos de outorga de opções de compra de ações 12,9 8,8
Provisão (reversão) para créditos de liquidação duvidosa, líquida de reversões (25,4) 19,3
Provisão (reversão) para perdas nos estoques líquidas 28,4 31,4
Provisão com plano de assistência médica e crédito de carbono 16,6 4,6
Resultado líquido do período atribuível a não controladores 0,0 (11,5)
Provisão para aquisição de participação de não controladores 0,0 58,1
2.102,5 1.357,7
(AUMENTO) REDUÇÃO DOS ATIVOS
Contas a receber de clientes (237,8) (180,8)
Estoques 1.291,9 96,4
Impostos a recuperar (1.218,6) (0,2)
Outros ativos (186,3) 15,3
Subtotal (350,9) (69,4)
AUMENTO (REDUÇÃO) DOS PASSIVOS
Fornecedores nacionais e estrangeiros 435,1 12,1
Salários, participações nos resultados e encargos sociais, líquidos 73,2 6,9
Obrigações tributárias (736,5) (100,9)
Outros passivos 112,6 5,6
Subtotal (115,5) (76,4)

23
R$ milhões 2017 2016

CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 1.636,1 1.211,9


OUTROS FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Pagamentos de imposto de renda e contribuição social (88,2) (131,2)
Levantamentos (pagamentos) de depósitos judiciais 2,9 7,7
Pagamentos relacionados a processos tributários, cíveis e trabalhistas (17,6) (11,3)
Recebimentos (pagamentos) de recursos por liquidação de operações com derivativos (127,5) (207,7)
Pagamento de juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures (252,5) (309,5)
CAIXA LÍQUIDO GERADO (UTILIZADO) PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 1.153,3 560,0

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO


Aquisição The Body Shop PLC, líquido do caixa obtido (3.880,9) 0,0
Adições de imobilizado e intangível (362,5) (305,8)
Recebimento pela venda de ativo imobilizado e intangível 8,2 43,4
Aplicação em títulos e valores mobiliários (7.411,3) (6.030,4)
Resgate de títulos e valores mobiliários 6.641,4 6.014,8
CAIXA LÍQUIDO GERADO (UTILIZADO) PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (5.005,0) (278,1)
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Amortização de empréstimos, financiamentos e debêntures- principal (1.725,3) (1.869,6)
Captações de empréstimos, financiamentos e debêntures 6.391,0 1.265,1
Utilização de ações em tesouraria pelo exercício de opções de compra de ações 4,6 (248,7)
Pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao exercício anterior (109,4) (123,1)
Recebimentos (pagamento) de recursos por liquidação de operações com derivativos (107,5) 218,6
CAIXA LÍQUIDO GERADO (UTILIZADO) NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO 4.453,4 (757,7)
Efeito de variação cambial sobre o caixa e equivalentes de caixa (0,1) (24,6)
AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 601,7 (500,4)
Saldo inicial do caixa e equivalentes de caixa 1.091,5 1.591,8
Saldo final do caixa e equivalentes de caixa 1.693,1 1.091,5
AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 601,7 (500,4)

Informações adicionais às demonstrações dos fluxos de caixa:

Alguns montantes comparativos foram reclassificados para melhor apresentação

* As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

24
14. glossário

_CDI: Certificado de depósito interbancário.


_CFT: Cosmetics, Fragances and Toiletries Market.
-CMV / CPV: Custo das Mercadorias Vendidas / Custo dos Produtos Vendidos
_Comunidades Fornecedoras: Comunidades de agricultores familiares e extrativistas de diversas localidades do Brasil majoritariamente
da Região Amazônica, que extraem de forma sustentável insumos da sociobiodiversidade utilizados em nossos produtos. Estabelecemos com
essas comunidades cadeias produtivas que se pautam por preço justo, repartição de benefícios pelo acesso ao patrimônio genético e aos
conhecimentos tradicionais associados e apoio a projetos de desenvolvimento sustentável local. Esse modelo de negócio tem se mostrado
efetivo na geração de valor social, econômico e ambiental para a Natura e para as comunidades.
_EBITDA: da expressão em inglês Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization, que em português significa Lucro Antes
dos Juros, Imposto de Renda, Depreciação e Amortização.
_EP&L: metodologia internacional de contabilidade ambiental que vem da expressão em inglês Environmental Pro t & Loss,
_GEE: Gases de Efeito Estufa.
_Índice de Inovação: Participação nos últimos 12 meses da venda dos produtos lançados nos últimos 24 meses.
_Instituto Natura: é uma organização sem fins lucrativos criada em 2010 para fortalecer e ampliar nossas iniciativas de Investimento Social
Privado. Sua criação nos permitiu potencializar os esforços e investimentos em ações que contribuam para a melhoria da qualidade do ensino
público.
_Mercado Alvo: Referente aos dados de mercado alvo da SIPATESP/Abihpec. Considera somente os segmentos nos quais a Natura opera.
Exclui fraldas, itens de higiene oral, tintura para cabelo, esmaltes, absorventes dentre outros.
_MRPC: sigla para Material Reciclado Pós-Consumo.
_PLR: Participação nos Lucros e Resultados.
_Programa Natura Crer Para Ver: Linha especial de produtos não cosméticos, cujo lucro é revertido para o Instituto Natura, no Brasil, e
investido pela Natura em ações sociais nos demais países onde operamos na América Latina. Nossas Consultoras e consultores se engajam
nas vendas em prol de seu benefício social, sem obter ganhos.
_Rede de Relações Sustentáveis: Modelo Comercial adotado no México que contempla oito etapas de avanço da Consultora: Consultora
Natura, Consultora Natura Empreendedora, Formadora Natura 1 e 2, Transformadora Natura 1 e 2, Inspiradora Natura e Associada Natura.
Para ascender na atividade, é preciso atender a critérios de volume de vendas, atração de novas Consultoras e como diferencial dos demais
modelos existentes no país desenvolvimento pessoal e de relações socioambientais na comunidade.
_Repartição de Benefícios: Com base na Política Natura de Uso Sustentável da Biodiversidade e do Conhecimento Tradicional Associado, é
utilizada a premissa de repartir benefícios sempre que percebermos diferentes formas de valor nos acessos que realizamos. Sendo assim,
uma das práticas que definem a forma como esses recursos serão divididos é associar pagamentos ao número de matérias-primas
produzidas a partir de cada planta e ao sucesso comercial dos produtos para os quais essas matérias-primas servem de insumo.
_TBS: The Body Shop.

25
O EBITDA não é uma medida utilizada nas práticas contábeis adotadas no Brasil, não representando o fluxo de
caixa para os períodos apresentados. Também não deve ser considerado como uma alternativa ao lucro líquido
na qualidade de indicador do desempenho operacional ou uma alternativa ao fluxo de caixa na qualidade de
indicador de liquidez. O EBITDA não tem um significado padronizado e sua definição na Sociedade,
eventualmente, pode não ser comparável ao LAJIDA ou EBITDA definido por outras companhias. Ainda que o
EBITDA não forneça, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, uma medida do fluxo de caixa, a
Administração o utiliza para mensurar o desempenho operacional da Sociedade. Adicionalmente, entendemos
que determinados investidores e analistas financeiros utilizam o EBITDA como indicador do desempenho
operacional de uma companhia e/ou de seu fluxo de caixa.

Este relatório contém informações futuras. Tais informações não são apenas fatos históricos, mas refletem os

envolvem riscos conhecidos e desconhecidos. Riscos conhecidos incluem incertezas, que não são limitadas ao
impacto da competitividade dos preços e produtos, aceitação dos produtos no mercado, transições de produto
da Companhia e seus competidores, aprovação regulamentar, moeda, flutuação da moeda, dificuldades de
fornecimento e produção e mudanças na venda de produtos, dentre outros riscos. Este relatório também contém
-
portanto, são grandezas não auditadas. Este relatório está atualizado até a presente data e a Natura não se
obriga a atualizá-lo mediante novas informações e/ou acontecimentos futuros.

Equipe de Relações com Investidores


Telefone: +55 (11) 4389-7786
Marcel Goya, marcelgoya@natura.net
Luiz Palhares, luizpalhares@natura.net
Laélia Costa, laeliacosta@natura.net
Camila Soares Cabrera, camilacabrera@natura.net

26
DECLARAÇÃO DA DIRETORIA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS

Em conformidade com o artigo 25, § 1º, inciso VI da Instrução CVM 480, de 7 de


dezembro de 2009, a Diretoria declara que revisou, discutiu e concordou com as
Demonstrações Financeiras da Companhia referentes ao exercício de 2017.

São Paulo, 14 de março de 2018

João Paulo Brotto Gonçalves Ferreira


Diretor-Presidente e Diretor (em exercício) de Finanças e Relações com Investidores

Andrea Figueiredo Teixeira Alvares


Diretora Executiva Operacional de Marketing, Inovação e Sustentabilidade

Erasmo Toledo
Diretor Executivo Operacional de Vendas Diretas

Itamar Gaino Filho


Diretor Jurídico e de Compliance
DECLARAÇÃO DA DIRETORIA SOBRE O RELATÓRIO DOS AUDITORES

Em conformidade com o artigo 25, § 1º, inciso V da Instrução CVM 480, de 7 de


dezembro de 2009, a Diretoria declara que revisou, discutiu e concorda com as opiniões
expressas no relatório dos auditores independentes em relação às Demonstrações
Financeiras da Companhia referentes ao exercício de 2017.

São Paulo, 14 de março de 2018

João Paulo Brotto Gonçalves Ferreira


Diretor-Presidente e Diretor (em exercício) de Finanças e Relações com Investidores

Andrea Figueiredo Teixeira Alvares


Diretora Executiva Operacional de Marketing, Inovação e Sustentabilidade

Erasmo Toledo
Diretor Executivo Operacional de Vendas Diretas

Itamar Gaino Filho


Diretor Jurídico e de Compliance
NATL’RA COSMÉTICOS S.A.
CNPJ/MF nD 71.673.990;000I47 Companhia Aberta NIRE 35.300.143.183

ATA DE REUITIÂO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Em 14 de março de 2018. às 08:30 horas, por meio de conferãncia telefônica. nos termos do Artigo 19
do Estatuto Social da NATURA COSMETICOS S.A. (a “Companhia”), reuniu-se, com a presença da
maioria dos seus membros e sob a presidência do Sr. Guilherme Peirão Leal, o Conselho de
Administração da Companhia, com a finalidade de deliberar a respeito das seguintes matérias:

1. recomendar a aprovação, pelos acionistas da Companhia a se reunirem em assembleia geral


ordinária da Companhïa a ser realizada em 20 de abril de 2018 (a “AQ”). do relatório da administração,
das demonstrações financeiras acompanhadas do parecer dos auditores externos independentes. de parecer
favorável do Comitê de Auditoria, de Gestão de Riscos e de Finanças e da proposta de destinação do lucro
liquido relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017;

2. recomendar a aprovação, pelos acionistas da Companhia a se reunirem na AGO, da proposta de


orçamento de capital para o ano de 2018;

3. recomendar a aprovação e encaminhamento da proposta de reforma do estatuto social da


Companhia para sua harmonização com o novo Regulamento do Novo Mercado da B3 S.A. Brasil, —

Bolsa, Balcão, e a consequente consolidação do Estatuto Social.

Analisada a matéria, os conselheiros presentes aprovaram, por unanimidade e sem quaisquer ressalvas:

1. recomendar. de acordo com o disposto no artigo 112, inciso V, da Lei n°6.404/76 e no artigo 20.
inciso X do estatuto social da Companhia, a aprovação, pelos acionistas da Companhia a se reunirem na
AGO, do relatório da administração, das demonstrações financeiras acompanhadas do parecer dos auditores
externos independentes, de parecer favorável do Comitê de Auditoria, de Gestão de Riscos e de Finanças e
da proposta de destinação do lucro liquido relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de
2017. a serem divulgados no dia 14 de março de 2018 e publicados no Diário Oficial do Estado de São
Paulo e no Valor Econômico em IS de março de 201 8.

2. recomendar, de acordo com o disposto no artigo 196 da Lei n°6.404/76 e no artigo 20, inciso X do
estatuto social da Companhia, a aprovação, pelos acionistas da Companhia a se reunirem na AGO, da
proposta de orçamento de capital para o ano de 2018 que. compreendendo ativo imobilizado e capital de
giro. será de RS 610.300.000,00 (seiscentos e dez milhões e trezentos mil reais). Os recursos do orçamento
de capital servirão para fazer frente aos investimentos necessários em capex para a consolidação dos
planos de crescimento da Companhia. O orçamento de capital terá prazo de duração até a assembleia
geral ordinária destinada a apreciar as demonstrações financeiras do exercício social a ser encerrado em
31 de dezembro de 2018.

3. recomendar a aprovação da reforma do Estatuto Social para sua harmonização do estatuto social
com o novo Regulamento do Novo Mercado. conforme a Proposta da Administração, bem como a
consolidação do Estatuto Social da Companhia.

JUR5P - 29454499v4 2324004,418782


Nada mais havendo a tratar, esta ata foi lida, aprovada e assinada pelos presentes. Assinaturas:
Guilherme Peirão Leal, presidente da reunião e copresidente do Conselho de Administração; Pedro Luiz
Barreiros Passos, copresidente do Conselho de Administração; Antônio Luiz da Cunha Seabra,
copresidente do Conselho de Administração; Roberto de Oliveira Marques, presidente executivo do
Conselho de Administração; Gilberto Mifano, conselheiro; Carla Schmitzherler, conselheira; Fábio
Colletti Barbosa, conselheiro; Silvia Freire Dente da Silva Dias Lagnado, conselheira; Peter Btyce
Saunders, conselheiro; e Moacir Salzstein, secretário da reunião.

Moaci/Salstein
Secretário da Reunião

IUR,,5P - 29454499v4 2324004.418782