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Auditor Fiscal do Trabalho

Auditoria

Prof. Rodrigo Fontenelle


Auditoria

Professor Rodrigo Fontenelle

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Edital

AUDITORIA: Normas brasileiras para o exercício da auditoria interna: independência,


competência profissional, âmbito do trabalho, execução do trabalho e administração do
órgão de auditoria interna. Auditoria no setor público federal. Finalidades e objetivos da
auditoria governamental. Abrangência de atuação. Formas e tipos. Normas relativas à
execução dos trabalhos. Normas relativas à opinião do auditor. Relatórios e pareceres de
auditoria. Operacionalidade. Objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria: planejamento
dos trabalhos. Programas de auditoria. Papéis de trabalho. Testes de auditoria. Amostragem
estatística em auditoria. Eventos ou transações subsequentes. Revisão analítica. Entrevista.
Conferência de cálculo. Confirmação. Interpretação das informações. Observação.
Procedimentos de auditoria em áreas específicas das demonstrações contábeis.

BANCA: Cespe
CARGO: Auditor Fiscal do Trabalho

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Auditoria

INTRODUÇÃO, CONCEITUAÇÃO E NORMAS

Conceito de Auditoria

"A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeções e obtenção de


informações e confirmações, internas e externas, relacionadas com o controle do patrimônio,
objetivando mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações contábeis deles
decorrentes". (Franco e Marra, 2011)
A Auditoria Privada – ou Independente, Externa, Empresarial, das Demonstrações Contábeis,
das Demonstrações Financeiras – é uma técnica contábil, constituída por um conjunto de
procedimentos técnicos sistematizados, para obtenção e avaliação de evidências sobre as
informações contidas nas demonstrações contábeis de uma empresa.
Relembrando... Para atingir suas finalidades, a Contabilidade utiliza-se das seguintes técnicas
contábeis:
•• Escrituração (registro dos fenômenos patrimoniais);
•• Demonstrações (balanços e outras demonstrações);
•• Auditoria; e
•• Análise de balanços.

Normas Profissionais e Técnicas

Práticas contábeis brasileiras compreendem a legislação societária brasileira, as Normas


Brasileiras de Contabilidade, emitidas pelo CFC, os pronunciamentos, as interpretações e as
orientações emitidos pelo CPC e homologados pelos órgãos reguladores, e as práticas adotadas
pelas entidades em assuntos não regulados, desde que atendam à NBC TG ESTRUTURA
CONCEITUAL e, por conseguinte, estejam em consonância com as normas contábeis
internacionais, ao passo que a expressão “normas internacionais de relatório financeiro (IFRS)”
refere-se às “normas internacionais de contabilidade” e significa as normas emitidas pelo
Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB).
Normas de auditoria são as regras estabelecidas pelos órgãos reguladores da profissão contábil,
em todos os países, com o objetivo de regulação e apresentação de diretrizes a serem seguidas

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por esses profissionais no exercício de suas funções. Elas estabelecem os conceitos básicos
sobre as exigências em relação à pessoa do auditor, à execução de seu trabalho e ao parecer
que deverá por ele ser emitido (Franco e Marra, 2011).
As Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC –, editadas pelo CFC, devem seguir os padrões
internacionais e compreendem as normas propriamente ditas, as Interpretações Técnicas e
os Comunicados Técnicos. Elas entraram em vigor nos exercícios iniciados em ou após 1º de
janeiro de 2010.
As normas de auditoria independente são aprovadas pelo CFC por meio de Resoluções, e
classificadas em normas profissionais (NBC PA) e normas técnicas (NBC TA). Enquanto as NBC
PA estabelecem regras e procedimentos de conduta a serem observados como requisitos para
o exercício profissional contábil, as NBC TA descrevem conceitos doutrinários, princípios e
procedimentos a serem aplicados quando da realização dos trabalhos.

    Fonte: IBRACON

A adoção dessas normas é obrigatória? Sim. De acordo com a própria Resolução CFC nº
1.328/11, a inobservância às NBC constitui infração disciplinar sujeita às penalidades previstas
no Decreto-Lei nº 9.295/46, alterado pela Lei nº 12.249/10, e ao Código de Ética Profissional do
Contador.
As Normas Brasileiras de Contabilidade compreendem:
•• Código de Ética Profissional do Contabilista;
•• Normas de Contabilidade, de Auditoria Independente e de Asseguração, de Auditoria
Interna e de Perícia.

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Conceituação e Finalidade

O que é Auditoria Independente?


Técnica contábil, constituída por um conjunto de procedimentos técnicos sistematizados,
para obtenção e avaliação de evidências sobre as informações contidas nas demonstrações
contábeis de uma empresa.
Qual a finalidade de uma Auditoria Independente?
O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por
parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor
sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em
conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. (NBC TA 200)

Objetivos Gerais

Os objetivos gerais do auditor independente, ao conduzir a auditoria de demonstrações


contábeis, são:
a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres
de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando
assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram
elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de
relatório financeiro aplicável; e
b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se como exigido
pelas NBC TAs, em conformidade com as constatações do auditor.

Vantagens

A auditoria independente apresenta as seguintes vantagens aos usuários das demonstrações


contábeis:
•• Contribui para maior exatidão das demonstrações contábeis.
•• Possibilita melhores informações sobre a real situação econômica, patrimonial e financeira
das empresas.
•• Assegura maior exatidão dos resultados apurados.

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Auditoria Independente

A auditoria independente, entretanto, não dispõe de meios suficientes (pessoal, tempo,


recursos) para uma análise aprofundada de todos os aspectos das demonstrações financeiras,
limitando-se aos mais relevantes (aqueles que têm possibilidade de influenciar na opinião do
usuário quanto às demonstrações).
O auditor trabalha por amostragem, dessa forma, irregularidades podem passar despercebidas
pelo auditor, o que não quer dizer que seu trabalho não tenha sido bem feito.
Em circunstâncias excepcionais, o auditor pode julgar necessário não considerar uma exigência
relevante em uma NBC TA. Em tais circunstâncias, o auditor deve executar procedimentos de
auditoria alternativos para cumprir o objetivo dessa exigência.

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Questões

CESPE d) É opcional às Companhias Abertas a


adoção dos padrões internacionais de
contabilidade, desde que cumpram
1. (CESPE – DPF – 2013) com as normas da legislação societária.
e) A partir do exercício findo em 2010,
No Brasil, a convergência das normas brasi- as Companhias Abertas deverão apre-
leiras de auditoria aos padrões internacio- sentar suas demonstrações financeiras
nais ocorre por meio da tradução e adequa- consolidadas adotando o padrão contá-
ção das normas emanadas pela Federação bil internacional.
Internacional de Contadores (IFAC), do CFC
e do Instituto dos Auditores Independentes 3. (SEFAZ-CE – AFRE – 2007 – ESAF)
do Brasil (IBRACON). Julgue Certo ou Erra-
do. Na ausência de disposições específicas so-
bre matéria contábil, deve o auditor:
( ) Certo   ( ) Errado
a) solicitar que os órgãos competentes da
profissão se manifestem formalmente
ESAF sobre o assunto, aguardando posição
para término do trabalho.
b) somente adotar práticas consagradas
pela profissão contábil formalizadas pe-
2. (ESAF – CVM – 2010) los órgãos da profissão.
A respeito da elaboração e divulgação das c) basear-se em práticas já consagradas
demonstrações financeiras, com base em pela profissão contábil, independente
padrões contábeis internacionais, é correto de estarem ou não formalizadas pelos
afirmar: órgãos da profissão.
d) sempre emitir parecer com ressalva
a) A adoção de padrões internacionais de relatando no parecer o procedimento
contabilidade na elaboração e divulga- adotado e a irregularidade em relação
ção das demonstrações financeiras é aos princípios fundamentais de contabi-
obrigatória para as Companhias Abertas lidade.
cujo capital social seja de propriedade e) não emitir parecer, em virtude de não
de companhias com sede no exterior. haver procedimento contábil formal
b) A adoção de padrões contábeis interna- para tratamento do fato.
cionais por parte das Companhias Aber-
tas é opcional para o exercício findo em
2010 e obrigatório a partir do exercício
findo em 2011.
c) Somente as Companhias Abertas com
ações em bolsa deverão, a partir do
exercício findo em 2010, apresentar as
demonstrações financeiras consolida-
das de acordo com os padrões contá-
beis internacionais.

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FCC contábeis foram elaboradas, em todos os
aspectos relevantes, em conformidade com
uma estrutura de relatório financeiro. Esta
declaração identifica a auditoria:
4. (FCC – CNMP – 2015)
a) operacional, em conformidade com as
A empresa Plantio de Árvores do Norte S/A, NAT TCE.
contratou a firma de auditoria Aspectos & b) governamental, em conformidade com
Consultoria, para examinar as demonstra- as NAT TCE.
ções contábeis do exercício de 2014. O ob- c) governamental, em conformidade com
jetivo da auditoria é aumentar o grau de as NAG TCU.
confiança nas demonstrações contábeis por d) independente, em conformidade com
parte dos usuários. Isso é alcançado me- as NBC TA.
diante a: e) de regularidade, em conformidade com
a) expressão de uma opinião pelo auditor as NAG TCU.
sobre se as demonstrações contábeis
foram elaboradas, em todos os aspec- 6. (FCC – TCE-RS – 2014)
tos relevantes, em conformidade com
Os manuais, de uma maneira geral, definem
uma estrutura de relatório financeiro
auditoria como um exame analítico e peri-
aplicável.
cial das operações contábeis, desde o início
b) natureza, a oportunidade e a extensão
até o balanço. Nos termos da NBC TA 200, o
dos procedimentos de auditoria realiza-
objetivo da auditoria é:
dos pelo auditor, alinhados com o obje-
tivo da auditoria. a) levantar informações suficientes e ade-
c) obtenção, pelo auditor, de segurança quadas que permitam comparar as me-
razoável de que as demonstrações con- tas fixadas com os resultados alcança-
tábeis como um todo estão livres de dos.
distorção relevante, independentemen- b) controlar os procedimentos contábeis
te se causada por fraudes ou erros de para evitar que informações de interes-
conhecimento ou não dos responsáveis se da instituição auditada sejam divul-
pela governança. gados.
d) realização, pelo auditor, de exames nas c) aumentar o grau de confiança das de-
áreas, atividades, produtos e processos, monstrações contábeis por parte dos
de forma a alcançar evidências adequa- usuários.
das e suficientes para elaboração do re- d) estabelecer metodologia para ação in-
latório de auditoria. tegrada de todos os setores da institui-
e) elaboração dos programas de trabalho ção auditada.
de forma a servir como guia e meio de e) apurar e consolidar irregularidades con-
controle de execução do trabalho, de- tábeis em relatório para subsidiar even-
vendo ser revisados e atualizados sem- tual investigação de ilícitos administra-
pre que as circunstâncias o exigirem. tivos e penais.

5. (FCC – TCE-RS – 2014) 7. (FCC – TCE-RS – 2014)


O objetivo de uma auditoria é aumentar o As NBC TAs − Normas Brasileiras de Con-
grau de confiança nas demonstrações con- tabilidade TAs são escritas no contexto da
tábeis por parte dos usuários. Isso é alcan- auditoria de demonstrações contábeis exe-
çado mediante a expressão de uma opinião cutada por um auditor. Se, durante os traba-
pelo auditor sobre se as demonstrações lhos de auditoria, o auditor concluir que de-

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terminado procedimento estabelecido por parecer de auditoria, para os anos de


uma NBC TA será ineficaz no cumprimento 2010 e 2011, mediante a aplicação das
do objetivo dessa exigência, deverá: normas de auditoria vigentes a partir de
2010.
a) alterar o escopo da auditoria.
b) executar procedimento alternativo. 9 (FCC – TRT - 24ª Região – 2011)
c) comunicar o fato ao Conselho Federal
de Contabilidade. Ao conduzir uma auditoria de demonstra-
d) interromper imediatamente a audito- ções contábeis, são objetivos gerais do au-
ria. ditor obter segurança:
e) executar o procedimento, uma vez que
é obrigatório.  a) razoável de que as demonstrações con-
tábeis como um todo estão livres de
8. (FCC – TRT - 6ª Região – 2012) distorção relevante, devido à fraude ou
erro, possibilitando que o auditor ex-
A empresa Jaú S.A. de capital aberto, por presse opinião sobre se as demonstra-
problemas administrativos e financeiros, ções contábeis foram elaboradas, em
não efetuou a auditoria externa de suas de- todos os aspectos relevantes, em con-
monstrações financeiras nos anos de 2009, formidade com a estrutura de relatório
2010 e 2011. Em 2012, por determinação financeiro aplicável.
da CVM foi solicitada a apresentar as au- b) razoável de que as demonstrações con-
ditorias de todo o período, senão teria seu tábeis como um todo estão livres de
registro cancelado. A empresa precisando distorção irrelevante, devido a erros,
manter essa forma de captação de recursos, possibilitando que o auditor expresse
contratou auditoria para emitir: opinião sobre se as demonstrações con-
tábeis foram elaboradas, em todos os
a) parecer de auditoria para o ano de 2009 aspectos relevantes, em conformidade
e relatório de auditoria para os anos de com a estrutura de parecer financeiro.
2010 e 2011, mediante aplicação das c) total de que as demonstrações contá-
normas de auditoria vigentes a partir de beis em parte estão livres de distorção
2010. relevante, devido à fraude ou erro, pos-
b) parecer de auditoria para os anos de sibilitando que o auditor expresse opi-
2009, 2010 e 2011, mediante a aplica- nião sobre se as demonstrações con-
ção das normas de auditoria vigentes a tábeis foram elaboradas, em todos os
partir de 2010. aspectos relevantes, em conformidade
c) parecer de auditoria para o ano de com a estrutura de relatório financeiro
2009, aplicando as normas de audito- aplicável.
ria vigentes para o período até 2009, e d) total de que as demonstrações contábeis
relatório de auditoria para os anos de em parte estão livres de distorção irre-
2010 e 2011, mediante aplicação das levante, devido à fraude, possibilitando
normas de auditoria vigentes a partir de que o auditor expresse opinião sobre se
2010. as demonstrações contábeis foram ela-
d) relatório de auditoria para os anos de boradas, em todos os aspectos relevan-
2009, 2010 e 2011, mediante a aplica- tes, em conformidade com a estrutura
ção das normas de auditoria vigentes de relatório financeiro aplicável.
até 2009. e) razoável de que as demonstrações con-
e) relatório de auditoria para o ano de tábeis em parte estão livres de distor-
2009, aplicando as normas de audito- ção irrelevante, devido à fraude ou erro,
ria vigentes para o período até 2009 e possibilitando que o auditor expresse

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opinião sobre se as demonstrações con-
tábeis foram elaboradas, em todos os
aspectos considerados, em conformida-
de com a estrutura de parecer financei-
ro consolidado do auditor independen-
te.

10. (FCC – SEFAZ-SP – APOFP – 2010)


As normas brasileiras que estabelecem os
preceitos de conduta para o exercício pro-
fissional, especificamente para aqueles que
atuam como auditores independentes, são
estruturadas como:
a) NBC TI.
b) NBC PI.
c) NBC TA.
d) NBC PA.
e) NBC TP.

Gabarito: 1. C 2. E 3. C 4. A 5. D 6. C 7. B 8. C 9. A 10. D 

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REQUISITOS PROFISSIONAIS DO AUDITOR

Requisitos para o Exercício da Auditoria (NBC TA 200)

Antes de mais nada, deve-se ressaltar que, para exercer a atividade de auditor independente
o profissional deve ser bacharel em Ciências Contábeis, registrado no CRC. Caso a empresa
auditada seja companhia aberta, deverá também ter registro na Comissão de Valores
Mobiliários – CVM.
A Resolução CFC nº 803/96 aprovou o Código de Ética Profissional do Contador – CEPC – que
tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os Profissionais da Contabilidade,
quando no exercício profissional e nos assuntos relacionados à profissão e à classe.

1. Ética
Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução
de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do
Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  
Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses princípios estão em linha
com osRequisitos paradeoÉtica
princípios do Código Exercício dacumprimento
do IFAC, cujo Auditoriaé exigido
(NBCdosTA 200) Os
auditores.
princípios são:

Integridade = Objetividade = Competência e


Honestidade Imparcialidade zelo profissional

Comportamento
Confidencialidade
(ou conduta)
= Sigilo
profissional  

Ética (Resolução nº 803/96)


São deveres do Profissional da Contabilidade:
I – exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, observada toda
a legislação vigente, em especial aos Princípios de Contabilidade e as Normas Brasileiras de
Contabilidade, e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores, sem prejuízo
da dignidade e independência profissionais;

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II – guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito, inclusive no
âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por
autoridades competentes, entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade;
III – zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo;
IV – manifestar, a qualquer tempo, a existência de impedimento para o exercício da profissão;
V – cumprir os Programas Obrigatórios de Educação Continuada estabelecidos pelo CFC; (...)

Sigilo (NBC PG 100)


A necessidade de cumprir o princípio do sigilo profissional permanece mesmo após o término
das relações entre o profissional da contabilidade e seu cliente ou empregador.
Quando o profissional da contabilidade mudar de emprego ou obtiver novo cliente, ele pode
usar sua experiência anterior. Contudo, ele não deve usar ou divulgar nenhuma informação
confidencial obtida ou recebida em decorrência de relacionamento profissional ou comercial.
Circunstâncias nas quais os profissionais da contabilidade são ou podem ser solicitados a
divulgar informações confidenciais ou nas quais essa divulgação pode ser apropriada:
a) a divulgação é permitida por lei e autorizada pelo cliente ou empregador, por escrito;
b) a divulgação é exigida por lei;
c) há dever ou direito profissional de divulgação, quando não proibido por lei.
O auditor independente, quando solicitado, por escrito e fundamentadamente, pelo
Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade, deve exibir as
informações obtidas durante o seu trabalho, incluindo a fase de pré-contratação dos serviços, a
documentação, os papéis de trabalho e os relatórios.

2. Ceticismo Profissional
Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições
que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das
evidências de auditoria.
O auditor deve planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional, reconhecendo que
podem existir circunstâncias que causam distorção relevante nas demonstrações contábeis. O
ceticismo profissional inclui estar alerta, por exemplo, a:
•• evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas;
•• condições que possam indicar possível fraude;
•• circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos
pelas NBC TAs.
A manutenção do ceticismo profissional ao longo de toda a auditoria é necessária, por exemplo,
para que o auditor reduza os riscos de:

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•• ignorar circunstâncias não usuais;


•• generalização excessiva ao tirar conclusões das observações de auditoria;
•• uso inadequado de premissas ao determinar a natureza, a época e a extensão dos
procedimentos de auditoria e ao avaliar os resultados destes.

3. Julgamento Profissional (Soberania do Auditor)


É a aplicação do treinamento, conhecimento e experiência relevantes, dentro do contexto
fornecido pelas normas de auditoria, contábeis e éticas, na tomada de decisões informadas a
respeito dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias do trabalho de auditoria.
O auditor deve exercer julgamento profissional ao planejar e executar a auditoria de
demonstrações contábeis. O julgamento profissional é necessário, em particular, nas decisões
sobre:
•• materialidade e risco de auditoria;
•• a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o
cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria;
•• avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser
feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs e, com isso, os objetivos gerais do
auditor;
•• avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro
aplicável da entidade;
•• extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas, por exemplo, pela
avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela administração na elaboração das
demonstrações contábeis.
As NBC TAs exigem que o auditor exerça o julgamento profissional e mantenha o ceticismo
profissional ao longo de todo o planejamento e na execução da auditoria e, entre outras coisas:
•• Identifique e avalie os riscos de distorção relevante, independentemente se causados por
fraude ou erro, com base no entendimento da entidade e de seu ambiente, inclusive o
controle interno da entidade.
•• Obtenha evidência de auditoria apropriada e suficiente para concluir se existem
distorções relevantes por meio do planejamento e aplicação de respostas (procedimentos
de auditoria) apropriadas aos riscos avaliados.
•• Forme uma opinião a respeito das demonstrações contábeis com base em conclusões
obtidas das evidências de auditoria.

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4. Evidência de auditoria apropriada e suficiente e risco de auditoria
Para obter segurança razoável, o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e
suficiente para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável e, com isso, possibilitar
alcançar conclusões razoáveis e nelas basear a sua opinião.

5. Condução da auditoria em conformidade com NBC TAs


•• Normas guiam o auditor na condução dos trabalhos.
•• O auditor deve cumprir com exigências legais e regulatórias, além das NBC TAs.
•• Conformidade com as NBC TAs relevantes + procedimentos adicionais.

Limitações inerentes à auditoria


O auditor não é obrigado e não pode reduzir o risco de auditoria a zero, e, portanto, não
pode obter segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção
relevante devido à fraude ou erro.
Segundo a NBC TA 200, as limitações inerentes a uma auditoria originam-se da:
•• natureza das informações contábeis;
•• natureza dos procedimentos de auditoria; e
•• necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período de tempo razoável e
a um custo razoável.

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Questões

CESPE de responsabilidade da administração a


ocorrência de fraudes.
c) identificação de todos os riscos de dis-
1. (CESPE – AUGE-MG – 2009) torção nas demonstrações contábeis e
Se, no decorrer de seu trabalho, o auditor no relatório da administração, indepen-
identificar circunstância adversa que possa dentemente se causada por fraude ou
influir na decisão de quem o tiver contrata- erro, determinando sua materialidade.
do ou designado, deverá fazer a comunica- d) gestão dos riscos de distorção relevante
ção somente quando do encerramento do nas demonstrações contábeis, identifi-
referido trabalho. cadas na matriz de riscos, causada ex-
clusivamente por erro.
( ) Certo   ( ) Errado e) avaliação dos riscos de distorção rele-
vante nas demonstrações contábeis, in-
dependentemente se causada por frau-
2. (CESPE – TCU – 2008) de ou erro.
As revelações acerca das demonstrações
contábeis têm relação com as informações 4. (ESAF – RFB – 2012)
a que o auditor tem acesso pelo trabalho Pode-se afirmar que, para a aceitação do
realizado. Desse modo, o auditor pode dei- risco de um trabalho de auditoria externa,
xar de revelar informações, muitas vezes deve o auditor avaliar:
privilegiadas em razão da confidencialidade
a ele conferida pela empresa sob audito- I – se os sócios e equipe são, ou podem ra-
ria, desde que o usuário não seja induzido zoavelmente tornar-se, suficientemente
a conclusões errôneas e prejudiciais ao seu competentes para assumir o trabalho.
próprio interesse. II – qual a atitude dos colaboradores e dos
( ) Certo   ( ) Errado grupos de colaboradores em relação ao am-
biente de controle interno e seus pontos de
vista sobre interpretações agressivas ou ina-
dequadas de normas contábeis.
ESAF
III – se terá acesso aos especialistas neces-
sários para a realização do trabalho.
3. (ESAF – RFB – 2014) a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
No relatório de auditoria, deve ser divulgado
c) Apenas II e III estão erradas.
que os procedimentos selecionados depen-
d) Somente a III está correta.
dem do julgamento do auditor, incluindo a:
e) Todas estão erradas.
a) avaliação dos riscos de não conformida-
des nas demonstrações contábeis, sem- 5. (ESAF – CVM – 2010)
pre causadas por fraudes.
Assinale a opção que indica uma exceção
b) estimativa dos riscos de distorção rele-
aos princípios fundamentais de ética profis-
vante nas demonstrações contábeis, ex-
sional relevantes para o auditor na condu-
clusivamente causadas por erro, sendo

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ção de trabalhos de auditoria das demons- tâncias não usuais e extrair conclusões ba-
trações contábeis. seadas nas evidências de auditoria. Esses
objetivos podem ser alcançados, respecti-
a) Independência técnica. vamente, por meio:
b) Confidencialidade.
c) Competência e zelo profissional. a) do quadro de investigação atualizado e
d) Comportamento e conduta profissio- ferramenta de feedback.
nal. b) do planejamento de auditoria e agrupa-
e) Objetividade. mento de achados de auditoria.
c) da análise de relevância e análise lógica
6. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009) das evidências de auditoria.
d) dos riscos de auditoria e riscos de de-
O auditor da empresa Negócios S.A. esta- tecção.
beleceu três procedimentos obrigatórios e) do ceticismo profissional e julgamento
para emissão do parecer. O primeiro, que a profissional.
empresa renovasse o contrato de auditoria
para o próximo ano, o segundo, que a em- 8 (FCC – SEFAZ-PE – 2014)
presa emitisse a carta de responsabilidade
da administração e o terceiro, que o pare- Contratado para realizar auditoria nas de-
cer seria assinado por sócio do escritório monstrações contábeis da empresa Queijos
de contabilidade, cuja única formação é ad- Coalho S/A, o auditor para obter segurança
ministração de empresas. Pode-se afirmar, razoável e reduzir o risco de auditoria a um
com relação aos procedimentos, respectiva- nível baixo aceitável e possibilitar alcançar
mente, que: conclusões razoáveis e nelas basear a sua
opinião deve:
a) é ético, não é procedimento de audito-
ria e atende as normas de auditoria e a) elaborar os papéis de trabalho de acor-
da pessoa do auditor. do com os procedimentos de auditoria.
b) não é ético, não é procedimento de au- b) obter evidência de auditoria apropriada
ditoria e não atende as normas de audi- e suficiente.
toria e da pessoa do auditor. c) planejar os trabalhos de auditoria to-
c) é ético, não deve ser considerado para mando por base o resultado de audito-
emissão do parecer e atende as normas rias anteriores.
de auditoria e da pessoa do auditor. d) realizar a auditoria de acordo com os
d) é ético, considera-se apenas em alguns procedimentos definidos.
casos para emissão do parecer e não e) avaliar o controle interno.
atende as normas de auditoria e pessoa
do auditor. 9. (FCC – TCE-GO – 2014)
e) não é ético, é procedimento de audito-
ria e não atende as normas de auditoria Com relação aos requisitos éticos relacio-
e da pessoa do auditor. nados à auditoria de demonstrações contá-
beis, no caso de trabalho de auditoria ser de
interesse público e, portanto, exigido pelo
Código de Ética Profissional do Contabilis-
FCC ta e pelas normas profissionais do CFC, nos
termos da NBC TA 200, requer-se que o:
7. (FCC – CGM-São Luís – 2015) a) auditor seja independente da entidade
Durante os trabalhos de auditoria, o auditor sujeita à auditoria.
deve reduzir os riscos de ignorar circuns-

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b) trabalho de auditoria seja realizado por 12. (FCC – TCE-RS – 2014)


perito com experiência comprovada de
no mínimo 5 anos e nomeado por auto- Nenhuma auditoria pode garantir seguran-
ridade judicial. ça absoluta de que as demonstrações con-
c) auditor seja profissional competente tábeis estão livres de distorção. Uma das
para executar o trabalho com experiên- fontes de limitação inerentes a uma audito-
cia comprovada de no mínimo 2 anos. ria é a:
d) trabalho de auditoria seja realizado a) capacidade técnica do auditor.
pela auditoria interna com a supervisão b) idade média dos registros contábeis.
de auditor independente com experiên- c) cumplicidade do auditado com a audi-
cia comprovada de no mínimo 5 anos. toria.
e) auditor seja independente e não tenha d) necessidade de que seja realizada num
realizado trabalho de auditoria na enti- período de tempo razoável.
dade nos últimos 10 anos. e) finalidade social da instituição auditada.

10. (FCC – TCE-RS – 2014) 13. (FCC – ASLEPE – 2014)


O auditor está sujeito às exigências éticas De acordo com as Normas Brasileiras de Au-
e deve sempre estar alerta, por exemplo, à ditoria, entre os princípios fundamentais de
condição que possa indicar fraude, como in- ética profissional relevantes para o auditor
formações que coloquem em dúvida a con- quando da condução de auditoria de de-
fiabilidade de documentos e respostas. Esse monstrações contábeis, figura a:
estado é denominado:
a) integridade.
a) alerta constante por parte do auditor. b) publicidade.
b) perfil investigativo do auditor. c) fidedignidade.
c) capacidade de percepção do auditor. d) legalidade.
d) ceticismo profissional do auditor. e) oportunidade.
e) ética profissional do auditor.
11. (FCC – TCE-RS – 2014) 14. (FCC – TCE AM – 2013)

As NBC TAs − Normas Brasileiras de Con- Um auditor detectou indício de irregulari-


tabilidade TAs são escritas no contexto da dade fora do escopo da auditoria, fato que
auditoria de demonstrações contábeis exe- foi devidamente informado ao seu superior
cutada por um auditor. Se, durante os traba- hierárquico para a adoção das providências
lhos de auditoria, o auditor concluir que de- cabíveis. Essa medida foi tomada pelo audi-
terminado procedimento estabelecido por tor em atendimento:
uma NBC TA será ineficaz no cumprimento a) ao sigilo profissional.
do objetivo dessa exigência, deverá: b) ao zelo profissional.
a) alterar o escopo da auditoria. c) à competência técnica.
b) executar procedimento alternativo. d) à independência profissional.
c) comunicar o fato ao Conselho Federal e) à ética profissional.
de Contabilidade.
d) interromper imediatamente a auditoria. 15. (FCC – MPE PE – 2012)
e) executar o procedimento, uma vez que NÃO representa um requisito necessário
é obrigatório. para que o auditor possa conduzir adequa-
damente os trabalhos de asseguração das
demonstrações contábeis:

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a) ceticismo profissional. a qual também doou o terreno a empresa
b) acesso irrestrito a todas as informações Grãos e Cia. Os funcionários também infor-
necessárias para fundamentar seu parecer. maram que nunca esteve na empresa Grãos
c) julgamento profissional. e Cia qualquer funcionário da empresa de
d) corresponsabilidade pela elaboração terraplanagem contratada.
das demonstrações contábeis da enti-
dade auditada. O procedimento do auditor mostra uma
e) obtenção de evidência de auditoria postura de:
apropriada e suficiente. a) falta de ética profissional por desconfiar
da administração.
16. (FCC – TRT - 6ª Região – 2012) b) investigação, atitude não pertinente às
De acordo com as normas de auditoria ex- atividades do auditor.
terna, quando o auditor desenvolve seus c) julgamento profissional avaliando a lici-
trabalhos com uma postura que inclui ques- tude dos atos da equipe de auditores.
tionamento e avaliação crítica e detalha- d) representante da Governança no proces-
da, e desempenhe os trabalhos com alerta so de identificação de todas as fraudes.
para condições que possam indicar possí- e) ceticismo profissional adequada às nor-
vel distorção, devido a erro ou fraude nas mas de auditoria.
demonstrações financeiras, o auditor está
aplicando: 18. (FCC – TRT - 20ª Região – 2011)

a) julgamento profissional. Dentre outros, são princípios fundamentais


b) ceticismo profissional. de ética profissional relevantes para o Au-
c) equidade profissional. ditor quando da condução de auditoria de
d) diligência profissional. demonstrações contábeis:
e) neutralidade profissional. a) formalismo e confiabilidade.
b) integridade e pessoalidade.
17. (FCC – TRE-CE – 2012) c) confidencialidade e motivação.
Um auditor externo ao proceder a audi- d) formalismo e objetividade.
toria da empresa Grãos e Cia, constata no e) integridade e objetividade.
ano de 2010, na fase pré-operacional da
unidade construída em Palmas, o custo de 19 (FCC – INFRAERO – 2011)
R$ 18.000.000,00 relativos à terraplana- De acordo com as Normas Técnicas de Audi-
gem do terreno da fábrica. Foram feitos os toria Independente, é princípio fundamen-
testes, que evidenciaram que o contrato tal de ética profissional a:
de serviços de terraplanagem foi realizado
com empresa devidamente constituída juri- a) interação com o auditado.
dicamente e em atividade normal. O paga- b) objetividade.
mento do serviço contratado foi efetuado à c) parcialidade.
empresa de terraplanagem e comprovado d) integralidade.
por pagamento eletrônico constante do ex- e) subjetividade.
trato bancário. O auditor em procedimento
complementar e diante da expressividade 20. (FCC – TRF – 1ª Região – 2011)
dos valores foi até a unidade verificar os
É prática ética do auditor:
serviços. Ao indagar alguns funcionários foi
informado que o serviço de terraplanagem a) guardar sigilo das informações que ob-
havia sido feito pela prefeitura da cidade, teve para realização da auditoria das

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demonstrações contábeis, dando di- c) anunciar, em qualquer modalidade ou


vulgações dessas informações somente veículo de comunicação, conteúdo que
nas situações em que a lei ou as normas resulte na diminuição do colega, da
de auditoria permitam. Organização Contábil ou da classe, em
b) auditar empresa na qual sua prima de detrimento aos demais, sendo sempre
segundo grau é diretora financeira e admitida a indicação de títulos, especia-
administrativa, desde que declare no lizações, serviços oferecidos, trabalhos
relatório de auditoria a existência dessa realizados e relação de clientes.
parte relacionada. d) valer-se de agenciador de serviços, me-
c) realizar auditoria de demonstrações diante participação desse nos honorá-
contábeis de companhia aberta, desde rios a receber.
que tenha no mínimo o registro no CRC, e) renunciar à liberdade profissional quan-
como contador. do houver quaisquer restrições ou im-
d) conduzir os trabalhos de auditoria de posições que possam prejudicar a eficá-
forma a não repetir os procedimentos cia e a correção de seu trabalho.
aplicados no ano anterior, para contas
nas quais não foram encontradas irre- 22. (FCC – TRT - 24ª Região – 2011)
gularidades, reduzindo assim o número
de contas a serem auditadas. O Código de Ética Profissional do Contabilis-
e) aviltar honorários com a justificativa de ta, bem como as NBC-PAs (Normas Profissio-
manutenção do cliente, do quadro de nais do Auditor Independente), estabelecem
funcionários da firma e da sua estrutura princípios fundamentais de ética profissional
administrativa. relevantes para o auditor, quando da con-
dução de auditoria de demonstrações con-
21. (FCC – TRT - 23ª Região – 2011) tábeis, e fornece estrutura conceitual para
a aplicação desses princípios, que estão em
Está de acordo com o código de ética dos linha com os princípios fundamentais, cujo
contadores o seguinte procedimento de um cumprimento pelo auditor é exigido pelo
profissional de auditoria: Código IFAC (International Federation of
Accountants). Tais princípios são:
a) renunciar às funções que exerce, logo
que se positive falta de confiança por a) perspicácia, objetividade, competência
parte do cliente ou empregador, a e zelo profissional, confidencialidade.
quem deverá notificar com trinta dias b) perspicácia, subjetividade, competên-
de antecedência, tornando públicos os cia e zelo profissional, confidencialida-
motivos da renúncia. de, conduta profissional.
b) guardar sigilo sobre o que souber em c) integridade, subjetividade, zelo profis-
razão do exercício profissional lícito, sional, confidencialidade, conduta pro-
inclusive no âmbito do serviço público, fissional.
ressalvados os casos previstos em lei ou d) integridade, objetividade, competência
quando solicitado por autoridades com- e zelo profissional, confidencialidade,
petentes, entre estas os Conselhos Re- conduta profissional.
gionais de Contabilidade. e) perspicácia, competência e zelo profis-
sional, transparência, conduta profis-
sional.

Gabarito: 1. E 2. C 3. E 4. A 5. A 6. E 7. E 8. B 9. A 10. D 11. B 12. D 13. A 14. B 15. D 16. B 17. E 
18. E 19. B 20. A 21. B 22. D

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INDEPENDÊNCIA

A independência do auditor frente à entidade salvaguarda a capacidade do auditor de formar


opinião de auditoria sem ser afetado por influências que poderiam comprometer essa opinião.
A independência aprimora a capacidade do auditor de atuar com integridade, ser objetivo e
manter postura de ceticismo profissional.
A independência exige:
a) independência de pensamento – postura que permite expressar uma opinião sem ser
afetado por influências que comprometem o julgamento profissional, permitindo à pessoa
agir com integridade, objetividade e ceticismo profissional;
b) aparência de independência – evitar fatos e circunstâncias significativos a ponto de um
terceiro bem informado, tendo conhecimento de todas as informações pertinentes,
incluindo as salvaguardas aplicadas, concluir dentro do razoável que a integridade, a
objetividade ou o ceticismo profissional da entidade de auditoria ou de membro da equipe
de auditoria ficaram comprometidos.
Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

Independência
•  É a ameaça de que interesse financeiro ou outro interesse
Ameaça de
influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o
interesse próprio
comportamento do auditor.

•  É a ameaça de que o auditor não avaliará apropriadamente os


Ameaça de resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente
autorrevisão por ele nos quais o auditor confiará para formar um julgamento
como parte da prestação do serviço atual.

Ameaça de
defesa de
Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  
•  É a ameaça de que o auditor promoverá ou defenderá a posição de
interesse do seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique comprometida.
cliente Independência

•  É a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou


Ameaça de próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos
familiaridade interesses dele ou aceitará seu trabalho sem muito
questionamento.

•  É a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir


Ameaça de objetivamente em decorrência de pressões reais ou aparentes,
intimidação incluindo tentativas de exercer influência indevida sobre o
auditor.

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São criadas ameaças à independência quando um familiar imediato de membro da equipe de


auditoria é empregado em cargo que exerce influência significativa sobre a posição financeira,
o desempenho e os fluxos de caixa do cliente. A importância das ameaças depende de fatores
como:
•• Cargo do familiar imediato.
•• Cargo do profissional na equipe de auditoria.
A importância da ameaça deve ser avaliada e salvaguardas aplicadas quando necessário para
eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável.
Exemplos dessas salvaguardas incluem:
•• Retirada da pessoa da equipe de auditoria.
•• Definição das responsabilidades da equipe de auditoria de modo que o profissional não
trate de assuntos que sejam responsabilidade do familiar imediato.
Das diversas situações que podem caracterizar a perda de independência da entidade de
auditoria em relação à entidade auditada, duas são mais exploradas pelas bancas:
Vínculos empregatícios ou similares por administradores, executivos ou empregados da
entidade auditada, mantidos anteriormente com a entidade de auditoria. Nesse ponto, a NBC
PA 290 (R1) estabelece que “a independência em relação ao cliente de auditoria é requerida
durante o período de contratação e o período coberto pelas demonstrações contábeis. O
período de contratação começa quando a equipe de auditoria começa a executar serviços de
auditoria. O período de contratação termina quando o relatório de auditoria é emitido”.
Membros da entidade de auditoria que, anteriormente, eram administradores, executivos ou
empregados da entidade auditada. Nesse ponto, a NBC PA 290 (R1) estabelece que:
Durante o período coberto pelo relatório de auditoria, se um membro da equipe de auditoria
desempenhou a função de conselheiro ou diretor do cliente de auditoria, ou foi empregado em
cargo que exerce influência significativa sobre a elaboração dos registros contábeis do cliente ou
das demonstrações contábeis sobre as quais a firma emitirá relatório de auditoria, a ameaça criada
seria tão significativa que nenhuma salvaguarda poderia reduzir a ameaça a um nível aceitável.
Quando são identificadas ameaças, exceto aquelas, claramente, insignificantes, devem ser
definidas e aplicadas salvaguardas adequadas para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível
aceitável. Essa decisão deve ser documentada. A natureza das salvaguardas a serem aplicadas
varia conforme as circunstâncias.
Determinadas situações caracterizam a perda de independência da entidade de auditoria em
relação à entidade auditada. Dentre elas, destaca-se a perda por interesses financeiros.
Interesses financeiros:
Deter interesse financeiro em cliente de auditoria pode criar ameaça de interesse próprio. A
existência e importância de qualquer ameaça criada depende:
a) da função da pessoa que detém o interesse financeiro;
b) se o interesse financeiro é direto ou indireto; e
c) da materialidade do interesse financeiro.

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São a propriedade de títulos e valores mobiliários e quaisquer outros tipos de investimentos
adquiridos ou mantidos pela entidade de auditoria, seus sócios, membros da equipe de
auditoria ou membros imediatos da família dessas pessoas, relativamente à entidade auditada,
suas controladas ou integrantes de um mesmo grupo econômico, dividindo-se em diretos e
indiretos:
a) interesses financeiros diretos são aqueles sobre os quais o detentor tem controle, seja em
ações, debêntures ou em outros títulos e valores mobiliários; e
b) interesses financeiros indiretos são aqueles sobre os quais o detentor não tem controle
algum. A relevância de interesse financeiro indireto deve ser considerada no contexto da
entidade auditada, do trabalho e do patrimônio líquido do indivíduo em questão.
Se um membro da equipe de auditoria, um familiar imediato dessa pessoa ou uma firma tiverem
interesse financeiro direto ou interesse financeiro indireto relevante no cliente de auditoria, a
Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

ameaça de interesse próprio criada será tão significativa que nenhuma salvaguarda poderá
Independência
reduzir a ameaça a um nível aceitável.

Identificar ameaças à independência

Avaliar a importância das ameaças identificadas

Aplicar salvaguardas, quando necessário, para eliminar as


ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável

Rotação dos Responsáveis Técnicos

Objetivando impedir o risco de perda da objetividade e do ceticismo do auditor, é necessária a


aplicação das seguintes ações, no caso de entidade de interesse do público:
a) rotação do sócio encarregado do trabalho de auditoria e do revisor de controle de qualidade
do trabalho de auditoria a intervalos menores ou iguais a cinco anos consecutivos; e
b) intervalo mínimo de dois anos para o retorno desses responsáveis técnicos à equipe de
auditoria.

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Rotação da Firma de Auditoria


De acordo com o Art. 31 da Instrução CVM nº 308/99, que dispõe sobre o registro e o exercício
da atividade de auditoria independente no âmbito do mercado de valores mobiliários, o
Auditor Independente – Pessoa Física – e o Auditor Independente – Pessoa Jurídica – não
podem prestar serviços para um mesmo cliente, por prazo superior a cinco anos consecutivos,
contados a partir da data da Instrução, exigindo-se um intervalo mínimo de três anos para a sua
recontratação.
Segundo a Instrução CVM nº 509/2011:
"O prazo estabelecido no art. 31 desta Instrução é de até 10 (dez) anos consecutivos caso:
I – a companhia auditada possua Comitê de Auditoria Estatutário – CAE em funcionamento
permanente; e
II – o auditor seja pessoa jurídica.
§ 1º Para a utilização da prerrogativa prevista no caput, o CAE deverá estar instalado no exercício
social anterior à contratação do auditor independente.
§ 2º Adotada a prerrogativa prevista no caput, o auditor independente deve proceder à rotação
do responsável técnico, diretor, gerente e de qualquer outro integrante da equipe de auditoria
com função de gerência, em período não superior a 5 (cinco) anos consecutivos, com intervalo
mínimo de 3 (três) anos para seu retorno".

Honorários

Quando um cliente de auditoria é entidade de interesse do público e, por dois anos


consecutivos, o total de honorários desse cliente e de suas respectivas entidades relacionadas
representa mais de 15% do total de honorários recebidos pela firma, ela deve divulgar para
os responsáveis pela governança o fato, discutindo quais salvaguardas ela aplicará para reduzir
a ameaça a um nível aceitável e aplicar a salvaguarda selecionada (contratar outro auditor ou
órgão regulador para proceder à revisão de qualidade do trabalho (pós-emissão)).
Quando o total de honorários exceder significativamente 15%, a firma deve avaliar se a
importância da ameaça é tal que uma revisão pós-emissão não reduziria a ameaça a um nível
aceitável sendo, portanto, necessária uma revisão pré-emissão.

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Questões

FCC d) executar trabalhos de auditoria, desde


que tenha formação em contabilidade
ou administração.
e) ser responsabilizado pela não detecção
1. (FCC – ISS-SP – 2012) de distorções, ainda que não sejam re-
A independência do auditor externo da em- levantes para as demonstrações contá-
presa Aquisição S.A. é comprometida pelas beis como um todo.
situações:
3. (FCC – TRF – 1ª Região – 2011)
I – A empresa Aquisição S.A. comprou a em-
presa Ágile S.A.. A firma de auditoria da ad- Considere as assertivas a seguir:
quirente é a mesma que realizou os traba- I – A auditoria é uma investigação oficial de
lhos de due dilligence da empresa Aquisição suposto delito. Portanto, o auditor não re-
S.A. e de consultoria tributária no ano da cebe poderes legais específicos, tais como o
aquisição para a empresa Ágile. poder de busca, que podem ser necessários
II – O diretor financeiro da empresa Ági- para tal investigação.
le S.A é primo em segundo grau do diretor II – Desde que o auditor assine declaração
presidente da empresa Aquisição S.A. de independência, não é mais necessário
III – A firma de auditoria indica escritórios que decline de trabalhos nos quais existam,
de advocacia para a empresa Aquisição S.A. na administração da empresa auditada, pa-
em suas contingências tributárias. rentes em nível de segundo grau.

Afeta a independência do auditor externo o III – Em decorrência das limitações ineren-


que consta em: tes de uma auditoria, há um risco inevitável
de que algumas distorções relevantes das
a) III, apenas. demonstrações contábeis não sejam detec-
b) II, apenas. tadas, embora a auditoria seja adequada-
c) I, II e III. mente planejada e executada em conformi-
d) I, apenas. dade com as normas legais de auditoria.
e) II e III, apenas.
Está correto o que se afirma SOMENTE em:
2. (FCC – TRT - 4ª Região – 2011) a) II e III.
O auditor pode: b) I e II.
c) I.
a) realizar auditoria em empresa na qual d) II.
seu pai exerça cargo de diretor. e) III.
b) trabalhar em empresa cliente, desde
que decorridos 360 dias de seu desliga-
mento da firma de auditoria.
c) exercer julgamento profissional ao pla-
nejar e executar a auditoria de demons-
trações contábeis.

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ESAF e) Comunicar às entidades de supervisão
e controle a existência desse interesse e
aguardar pronunciamento.
4. (ESAF – RFB – 2012)
6. (ESAF – CVM – 2010)
A empresa Betume S.A. é uma empresa de
interesse público que vem sendo auditada Visando manter a qualidade e a credibilida-
pela empresa Justos Auditores Indepen- de do seu trabalho, ao identificar ameaças
dentes, pelo mesmo sócio-principal há sete que possam comprometer a sua indepen-
anos. Considerando a NBC PA 290, deve a dência, o auditor deve tomar a seguinte pro-
firma de auditoria externa: vidência:

a) ser substituída por outra, não podendo a) comunicar a direção da entidade audi-
retornar a fazer a auditoria da empresa tada, para que sejam tomadas as provi-
no prazo de dez anos. dências necessárias à sua eliminação.
b) fazer a substituição desse sócio-princi- b) aplicar as salvaguardas adequadas, para
pal, podendo o mesmo retornar a fazer eliminar as ameaças ou reduzi-las a um
trabalhos de auditoria nessa companhia nível aceitável, documentando-as.
somente após cinco anos. c) propor aos responsáveis pela entidade
c) substituir toda a equipe de auditoria, de auditoria a supressão das ameaças
podendo retornar aos trabalhos nessa mediante acordo entre as entidades.
companhia, decorridos no mínimo três d) documentar as ameaças e comunicá-las
anos. aos órgãos de supervisão e controle do
d) trocar o sócio-principal e demais sócios- setor em que atua a entidade auditada.
-chave do trabalho, podendo retornar a e) eliminar as ameaças mediante comuni-
fazer auditoria após decorrido o prazo cação aos responsáveis pela governan-
de dois anos. ça da entidade auditada e fazer constar
e) comunicar ao cliente a manutenção do tais providências no seu parecer.
sócio-principal, ficando a cargo do ór-
gão regulador a determinação ou não 7. (Pref. Natal – AFTM – 2008 – ESAF)
da substituição.
A firma de auditoria Verificações Ltda. foi
convidada, pela empresa Múltiplos S.A.,
5. (ESAF – CVM – 2010)
para elaborar proposta de auditoria para
Assinale a opção que indica uma ação capaz suas demonstrações contábeis relativas ao
de eliminar a perda de independência da ano de 2007. O auditor, nesse período, já
entidade de auditoria por interesse finan- havia efetuado a revisão das declarações de
ceiro direto. imposto de renda da empresa e consultoria,
elaborando a avaliação dos ativos de uma
a) Fazer constar nos relatórios produzidos empresa coligada, para que a mesma fosse
o tipo de interesse financeiro, a exten- incorporada pela empresa Múltiplos S.A.
são desse interesse. Deve o auditor, nessa situação,
b) Encerrar o trabalho de auditoria ou
transferi-lo a outra entidade. a) recusar o convite de auditoria por con-
c) Alienar o interesse financeiro direto an- flito nos trabalhos já executados e os a
tes de a pessoa física tornar-se membro serem desempenhados.
da equipe de auditoria. b) participar do processo elaborando pro-
d) Alienar o interesse financeiro ou trans- posta que evidencie os trabalhos já exe-
feri-lo temporariamente até a conclusão cutados e os honorários cobrados.
dos trabalhos.

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c) omitir os serviços de consultoria presta- 9. (ESAF – SEFAZ-CE – 2006)


dos, deixando que o cliente analise sua
independência ou não para realização É fator determinante para a recusa de um
do trabalho. trabalho de auditoria externa:
d) exigir os trabalhos como complemento a) o auditor ser importante acionista da
das atividades já desempenhadas na empresa auditada.
empresa. b) o auditor ter conhecimento suficiente
e) aceitar o convite, com limitação de es- sobre o negócio da empresa.
copo, restringindo os trabalhos somen- c) a possibilidade de o profissional contra-
te aos processos dos quais não tenha tado poder realizar o trabalho com im-
participado como consultor. parcialidade.
d) a necessidade de uso de especialistas
8. (ESAF – CGU – Correição – 2006) para avaliação de áreas específicas.
Em uma Auditoria Independente, a perda e) a existência de fraude ou erro nas de-
de independência pode-se dar pela ocorrên- monstrações auditadas.
cia dos seguintes fatos, exceto:
a) operações de créditos e garantias com a
entidade auditada.
b) relacionamentos comerciais com a enti-
dade auditada.
c) relacionamentos familiares e pessoais
com a entidade auditada.
d) atuação como administrador ou diretor
de entidade auditada.
e) recebimento dos honorários devidos
pelos serviços de auditoria prestados à
entidade auditada.

Gabarito: 1. D 2. C 3. E 4. D 5. C 6. B 7. A 8. E 9. A

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AUDITORIA INTERNA
Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

Controles  
Auditoria   Internos  
Interna  

Auditoria  
Externa  

Camadas de Controle

Organograma Empresarial

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MTE - Auditor Fiscal do Trabalho – Auditoria – Prof. Rodrigo Fontenelle

Definição:
A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e
comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade,
adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações
Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a


Auditoria Interna
assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.

Finalidade
Finalidade

PROCESSOS  

 
AGREGAR  VALOR   APERFEIÇOAMENTO   GESTÃO  

CONTROLES  
INTERNOS  

Principais objetivos:
•• Verificar se as normas relativas ao sistema contábil e de controles internos estão sendo
cumpridas.
•• Promover medidas de incentivo para o cumprimento das normas contábeis e dos controles
internos.
•• Verificar a necessidade de aperfeiçoamento e propor novas normas para o sistema contábil
e de controles internos.
A Auditoria Interna deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de
fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre
quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho.
A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de
direito privado.
Segundo a Resolução CFC nº 560/83, o auditor interno deve ter formação em Contabilidade.

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Auditoria Interna X Externa

Elementos Auditoria Interna Auditoria Externa


Funcionário da empresa Prestador de serviços
Profissional
(auditor interno) independente
Exame dos processos
Ação e Objetivo Demonstrações financeiras
(operacionais e contábeis)
Promover melhorias nos
controles da empresa de forma Opinar sobre as demonstrações
Finalidade
a assegurar a proteção ao financeiras
patrimônio
Recomendações de
Relatório do Auditor
Relatório Principal controle interno e eficiência
Independente
administrativa
Grau de Independência Menor Maior
Interessados no trabalho Empresa Empresa e público
Intensidade dos trabalhos em
Maior Menor
cada área (Volume dos Testes)
Continuidade do trabalho Contínuo Periódico / Pontual

Planejamento de Auditoria Interna

O planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames preliminares das


áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época do trabalho a ser
realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade.
O planejamento deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente preparados,
detalhando-se o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados,
em termos de natureza, oportunidade, extensão, equipe técnica e uso de especialistas.
O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos,
especialmente os seguintes:
•• o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade;
•• o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de
controles internos da entidade e seu grau de confiabilidade;
•• a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem
aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade;
•• a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito
dos trabalhos da Auditoria Interna.

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MTE - Auditor Fiscal do Trabalho – Auditoria – Prof. Rodrigo Fontenelle

O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente


os seguintes:
•• o uso do trabalho de especialistas;
•• os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das transações e operações;
•• o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos
anteriores, semelhantes ou relacionados;
•• as orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores internos; e
•• o conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade.
A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos;
estando os riscos relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o
objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes
aspectos:
•• a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos
da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das
transações e das operações;
•• a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas.

Evidências em Auditoria Interna

•• Suficiente: é aquela que é factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e
informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno.
•• Adequada: é aquela que, sendo confiável, propicia a melhor evidência alcançável, por
meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna.
•• Relevante: é a que dá suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria Interna.
•• Útil: é a que auxilia a entidade a atingir suas metas.

Papéis de Trabalho em Auditoria Interna

A Auditoria Interna deve ser documentada por meio de papéis de trabalho, elaborados em
meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e
racional.
Os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e provas,
obtidos no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua
opinião, críticas, sugestões e recomendações.

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Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a
compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos
de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões
alcançadas.
Análises, demonstrações ou quaisquer outros documentos devem ter sua integridade
verificada sempre que forem anexados aos papéis de trabalho.

Amostragem em Auditoria Interna

Segundo a NBC TI 01, ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de


seleção de itens a serem testados, podem ser empregadas técnicas de amostragem. Além
disso, ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada
uma amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.

Testes de Auditoria Interna

Testes de observância:
Visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela
administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos
funcionários e administradores da entidade.

Testes substantivos:
Visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos
pelos sistemas de informação da entidade.

Técnicas de Auditoria Interna

Inspeção:
Verificação de registros, documentos e ativos tangíveis.

Observação:
Acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução.

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Investigação e Confirmação:
Obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e
das operações, dentro ou fora da entidade.

Relatório de Auditoria Interna

O relatório é o documento pelo qual a Auditoria Interna apresenta o resultado dos seus
trabalhos, devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade, de forma a expressar,
claramente, suas conclusões, recomendações e providências a serem tomadas pela
administração da entidade.
O relatório da Auditoria Interna deve abordar, no mínimo, os seguintes aspectos:
•• o objetivo e a extensão dos trabalhos;
•• a metodologia adotada;
•• os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão;
•• eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria;
•• a descrição dos fatos constatados e as evidências encontradas;
•• os riscos associados aos fatos constatados; e
•• as conclusões e as recomendações resultantes dos fatos constatados.
O relatório da Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a
quem este autorizar, devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo.
A Auditoria Interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial, na hipótese de
constatar impropriedades/irregularidades/ilegalidades que necessitem providências imediatas
da administração da entidade e que não possam aguardar o final dos exames.

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Questões

CESPE 4. (CESPE – DPU – 2016)


Os papéis de trabalho obtidos nas audito-
rias internas são semelhantes em suas fina-
1. (CESPE – DPU – 2016) lidades e importância aos papéis elabora-
dos diretamente pelos auditores internos.
Com base nas normas brasileiras para o
exercício e a execução de trabalho da audi- ( ) Certo   ( ) Errado
toria interna, julgue os itens subsequentes.
O principal objetivo do auditor interno é 5. (CESPE – DPU – 2016)
obter achados que permitam fundamentar
as evidências acerca dos procedimentos de Se, durante a avaliação dos inventários de
auditoria aplicados. material de consumo e permanente da uni-
dade auditada, a auditoria interna identifi-
( ) Certo   ( ) Errado car falhas, além da devida fundamentação
em relação às normas legais descumpridas,
os auditores devem propor possíveis solu-
2. (CESPE – DPU – 2016) ções em seu relatório.
Com base nas normas brasileiras para o ( ) Certo   ( ) Errado
exercício e a execução de trabalho da audi-
toria interna, julgue os itens subsequentes.
6. (CESPE – TCDF – 2014)
Recomenda-se que haja uma relação pesso-
al entre o auditor interno e o gestor da en- O planejamento dos trabalhos da audito-
tidade auditada, o que favorece a confiden- ria interna deve contemplar, entre outros
cialidade das informações, que não devem fatores, o concurso de especialistas, para
ser reveladas a terceiros. quem as responsabilidades são inteiramen-
te transferidas.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado
3. (CESPE – DPU – 2016)
7. (CESPE – FUB-DF – 2013)
Com base nas normas brasileiras para o
exercício e a execução de trabalho da audi- Na execução do trabalho da auditoria, o au-
toria interna, julgue os itens subsequentes. ditor interno deve analisar e documentar
informação: necessária – o mínimo para dar
Enquanto no setor privado a auditoria inter- certeza sobre a suspeita; apropriada – obti-
na pode se limitar à verificação da economi- da sem o concurso dos responsáveis pelas
cidade e da eficiência da entidade auditada, operações; material — contendo a maior
no setor público, além dessa verificação, a parte dos valores; e consistente — que é re-
auditoria interna deve avaliar também in- corrente.
formações contábeis.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado

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8. (CESPE – FUB-DF – 2013) 12. (CESPE – TCU – 2013)
No planejamento dos trabalhos da audito- As atribuições dos auditores internos e ex-
ria interna, cabe ao próprio setor definir a ternos diferem, pois, no primeiro caso, es-
extensão e profundidade dos exames, mas tão fixadas no contrato de trabalho, como
é a administração que determina a época da empregado da empresa, e, no segundo, no
realização de cada trabalho. contrato de prestação de serviços com o
profissional ou empresa. O auditor interno
( ) Certo   ( ) Errado tem responsabilidade essencialmente tra-
balhista; o externo, responsabilidade profis-
9. (CESPE – ANP – 2013) sional, civil e criminal.
Em relação à natureza, campo de atuação e ( ) Certo   ( ) Errado
noções básicas de auditoria interna e exter-
na, julgue os itens subsequentes.
13. (CESPE – BACEN – 2013)
Com a evolução da atividade empresarial e
o crescimento da captação de recursos de Ao suspeitar da ocorrência de fraude na en-
terceiros, os investidores precisam conhecer tidade sob seu controle, o auditor interno
a posição financeira e patrimonial das en- deve levar o fato ao conhecimento da admi-
tidades, o que ocorre por meio do parecer nistração da entidade, realizando essa co-
emitido pela auditoria interna das entidades municação em conversa reservada.
a respeito da adequação das demonstra-
ções contábeis. ( ) Certo   ( ) Errado

( ) Certo   ( ) Errado
14. (CESPE – BACEN – 2013)
10. (CESPE – ANP – 2013) Os auditores internos de determinada en-
tidade desobrigam-se de prestar ajuda ou
Em relação à natureza, campo de atuação e assessoramento a equipe de auditoria in-
noções básicas de auditoria interna e exter- dependente contratada para examinar as
na, julgue os itens subsequentes. demonstrações contábeis da referida enti-
Quanto à natureza dos procedimentos rea- dade.
lizados durante a auditoria, o auditor é limi- ( ) Certo   ( ) Errado
tado em sua investigação pela possibilidade
de distorção nas informações fornecidas
pela administração da auditada 15. (CESPE – FUB-DF – 2013)
( ) Certo   ( ) Errado Na hipótese do uso de trabalhos de especia-
listas, o auditor interno está isento de quais-
11. (CESPE – AFT – 2013) quer responsabilidades em relação aos refe-
ridos trabalhos.
Um dos requisitos para assegurar a necessá-
ria independência técnica aos auditores in- ( ) Certo   ( ) Errado
ternos é a garantia de que, no planejamento
de seu trabalho, eles não serão influencia- 16. (CESPE – FUB-DF – 2013)
dos pelas orientações emanadas da admi-
nistração da entidade e, eventualmente, por No caso de a auditoria interna detectar indí-
suas expectativas. cios de irregularidades no decorrer de seus
trabalhos e avaliar que a administração da
( ) Certo   ( ) Errado

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entidade deve adotar providências imedia- 21. (CESPE – TCDF – 2012)


tas, a auditoria deve fazer a comunicação
por escrito, em caráter reservado. Acerca de auditoria interna, julgue o item
seguinte: os serviços de auditoria interna,
( ) Certo   ( ) Errado estabelecidos dentro dos órgãos e institui-
ções governamentais, são, na maior medida
possível, no âmbito de sua respectiva estru-
17. (CESPE – FUB-DF – 2013) tura, independentes nos aspectos funcio-
A política e os objetivos estratégicos da enti- nais e de organização.
dade não devem influenciar o planejamento ( ) Certo   ( ) Errado
dos trabalhos da auditoria interna, que deve
manter sua independência e objetividade.
22. (CESPE – TRE-ES – Analista Judiciário –
( ) Certo   ( ) Errado 2011)
Com base nas normas brasileiras para o
18. (CESPE – FUB-DF – 2013) exercício da auditoria interna, julgue os
A auditoria interna, além de suas funções itens que se seguem.
convencionais, pode ser incumbida de ava- Sem prejuízo da fiscalização do Conselho
liar o processo de governança, no que diz Federal e dos conselhos regionais de conta-
respeito à realização de seus objetivos de bilidade, o contador, na função de auditor,
ética e valores, assim como atuar na identifi- não é obrigado a disponibilizar seus papéis
cação e avaliação das vulnerabilidades rele- de trabalho, relatórios, entre outros docu-
vantes a riscos. mentos, exceto nos casos de determinação
( ) Certo   ( ) Errado judicial.
( ) Certo   ( ) Errado
19. (CESPE – ANP – 2013)
Em relação à natureza, campo de atuação e 23. (CESPE – STM – 2011)
noções básicas de auditoria interna e exter- O trabalho realizado pelos auditores inter-
na, julgue os itens subsequentes. nos pode ser relevante para os auditores
O escopo dos trabalhos do auditor interno independentes, visto que, embora os meios
deve ser fixado pela gerência, contudo o tra- utilizados por ambos, para alcançar seus ob-
balho do auditor externo é predefinido no jetivos, sejam, necessariamente, diferentes,
contrato. os objetivos de suas respectivas funções são
semelhantes.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado

20. (CESPE – FUB-DF – 2013)


24. (CESPE – TRT - 21ª Região – 2010)
Os auditores internos, apesar de sua subor-
dinação à administração da empresa e do A investigação e a confirmação, que consis-
âmbito de seu trabalho, devem adotar, entre tem na obtenção de informações dentro ou
seus procedimentos, a investigação e a con- fora da entidade, são procedimentos a se-
firmação, que envolvem pessoas físicas ou ju- rem considerados na aplicação dos testes de
rídicas de dentro ou de fora da entidade. observância.

( ) Certo   ( ) Errado ( ) Certo   ( ) Errado

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ESAF c) a atuação de ambas não difere na es-
sência uma vez que os objetivos da ava-
liação é sempre a contabilidade.
d) a auditoria interna cuida em verificar os
25. (ESAF – SUSEP – 2010) aspectos financeiros da entidade, en-
O auditor interno, ao realizar seus testes, quanto a auditoria externa se preocu-
efetuou o acompanhamento dos inventários pa com os pareceres a respeito das de-
físicos, confrontou as notas fiscais do perí- monstrações contábeis.
odo com os registros e realizou a circulari- e) o objetivo da auditoria interna é produ-
zação dos advogados internos e externos. zir relatórios demonstrando as falhas e
Esses procedimentos correspondem respec- deficiências dos processos administra-
tivamente a: tivos e os da auditoria externa é emitir
parecer sobre a execução contábil e fi-
a) investigação, inspeção e observação. nanceira da entidade.
b) inspeção, observação e investigação.
c) confirmação, investigação e observa- 28. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009)
ção.
d) circularização, observação e inspeção. Com relação aos relatórios de auditoria in-
e) observação, Inspeção e investigação.  terna, pode-se afirmar que:
a) podem considerar posições de interesse
26. (ESAF – SEFAZ – PRJ – 2010) da administração e dos gestores, sendo
Para a obtenção de informações junto a pes- conduzidos aos interesses desses.
soas ou entidades conhecedoras da transa- b) devem estar disponíveis a qualquer ad-
ção, dentro ou fora da entidade, o procedi- ministrador da empresa, sem restrição.
mento de auditoria a ser aplicado é: c) podem relatar parcialmente os riscos
associados aos possíveis pontos a serem
a) inspeção. levantados pela auditoria externa.
b) observação. d) somente devem ser emitidos antes do
c) revisão analítica. final dos trabalhos, quando houver irre-
d) confirmação. gularidades que requeiram ações ime-
e) solicitação de informações. diatas.
e) não devem ser emitidos antes do final
27. (ESAF – Fiscal de Rendas-RJ – 2010) dos trabalhos, por não possuírem infor-
A respeito dos objetivos da auditoria interna mações completas.
e da auditoria independente, é correto afir-
mar que: 29. (ESAF – SEFAZ-SP – APOFP – 2009)

a) o objetivo da auditoria interna é apoiar Sobre a auditoria independente, é correto


a administração da entidade no cum- afirmar que tem por objetivo:
primento dos seus objetivos, enquanto a) auxiliar a administração da entidade no
o da auditoria independente é a emis- cumprimento de seus objetivos.
são de parecer sobre as demonstrações b) apresentar subsídios para o aperfeiçoa-
contábeis. mento da gestão e dos controles inter-
b) a auditoria interna se preocupa em ava- nos.
liar os métodos e as técnicas utilizadas c) emitir parecer sobre a adequação das
pela contabilidade, enquanto a audi- demonstrações contábeis.
toria externa cuida de revisar os lança-
mentos e demonstrações contábeis.

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d) levar à instância decisória elementos de


prova necessários a subsidiar a justa so-
lução do litígio.
e) recomendar soluções para as não-con-
formidades apontadas nos relatórios.

30. (ESAF – ANA – 2009)


Entre as Normas Brasileiras de Contabili-
dade, a NBC-T-12 trata da atividade e dos
procedimentos da Auditoria Interna. Nesse
contexto, é correto afirmar:
a) o relatório do auditor interno deve ser
redigido com objetividade e imparciali-
dade.
b) o termo ‘erro’ aplica-se a atos volun-
tários de omissão e manipulação de
transações e operações, adulteração de
documentos, registros, relatórios e de-
monstrações contábeis.
c) para dar suporte aos resultados de seu
trabalho, o auditor interno deve se va-
ler, unicamente, da análise e interpreta-
ção das informações contábeis.
d) o termo ‘fraude’ aplica-se a atos invo-
luntários de omissão, desatenção, des-
conhecimento ou má interpretação de
fatos na elaboração de registros e de-
monstrações contábeis.
e) o uso de técnicas de amostragem esta-
tística é vedado na auditoria interna.

Gabarito: 1. E 2. E 3. C 4. C 5. C 6. E 7. E 8. E 9. E 10. C 11. E 12. C 13. E 14. C 15. E 16. C 17. E 
18. C 19. E 20. C 21. C 22. E 23. E 24. C 25. E 26. D 27. A 28. D 29. C 30. A

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PLANEJAMENTO DE AUDITORIA

Fluxo de Auditoria
Fluxo de Auditoria

Relatório  de  
Auditoria  
Procedimentos  
Substan=vos  

Testes  de  
Controle  

Planejamento  
(Avaliação  
Inicial  de  
Riscos)  

Planejamento de Auditoria
Planejamento de Auditoria

A"vidades  
Estratégia  Global  
Preliminares  

Programas  de  
Plano  de  Auditoria  
Auditoria  

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Atividades preliminares do trabalho de auditoria:


Realizar as atividades preliminares do trabalho de auditoria auxilia o auditor na identificação e
avaliação de eventos ou situações que possam afetar adversamente a capacidade do auditor de
planejar e realizar o trabalho de auditoria. A realização dessas atividades preliminares permite
ao auditor planejar o trabalho de auditoria para o qual, por exemplo:
a) o auditor mantém a necessária independência e capacidade para realizar o trabalho;
b) não há problemas de integridade da administração que possam afetar a disposição do
auditor de continuar o trabalho;
c) não há desentendimentos com o cliente em relação aos termos do trabalho.

Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e iterativo,
que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior,
continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual.
O envolvimento do sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de trabalho no
planejamento da auditoria incorpora a sua experiência e seus pontos de vista, otimizando assim
a eficácia e a eficiência do processo de planejamento.

Planejamento de Auditoria

O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o


desenvolvimento de plano de auditoria. Um planejamento adequado é benéfico para a
auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive para:
•• auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria;
•• auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja
realizado de forma eficaz e eficiente;
•• auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de
capacidade e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação
apropriada de tarefas.
O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a época
e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Ao definir a
estratégia global, o auditor deve:
a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance;
b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a
natureza das comunicações requeridas;
c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para
orientar os esforços da equipe do trabalho;

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d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando
aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio
do trabalho para a entidade; e
e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o
trabalho.
O plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui
a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos
membros da equipe de trabalho. O planejamento desses procedimentos de auditoria ocorre no
decurso da auditoria, à medida que o plano de auditoria para o trabalho é desenvolvido.
Exemplo: o planejamento dos procedimentos de avaliação de riscos ocorre na fase inicial de
auditoria. Entretanto, o planejamento da natureza, da época e da extensão de procedimentos
específicos adicionais de auditoria depende do resultado dessa avaliação de riscos.
O auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir a descrição de:
a) natureza, época e extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco;
b) natureza, época e extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível
de afirmação;
c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em
Planejamento
conformidade com as normas de auditoria. de Auditoria

(a)  As  demonstrações  contábeis  


do  período  anterior  não  foram  
auditadas;  ou  

Trabalho  de  Auditoria  Inicial  

(b)  As  demonstrações  


contábeis  do  período  anterior  
foram  auditadas  por  auditor  
independente  antecessor.  

Planejamento em Auditoria Inicial:


Para a auditoria inicial, o auditor pode considerar os seguintes temas adicionais na definição da
estratégia global e do plano de auditoria:
•• exceto se for proibido por lei ou norma, manter contato com o auditor antecessor, por
exemplo, para conduzir a revisão de seus papéis de trabalho;
•• os procedimentos de auditoria necessários para obter evidência de auditoria suficiente e
apropriada relativa aos saldos;
•• outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para
trabalhos de auditoria inicial.

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Planejamento de Auditoria
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O auditor deve documentar :


O auditor deve documentar:

Alterações  
significa8vas  e  
Estratégia  Global   Plano  de  Auditoria  
razões  para  essas  
alterações  

Direcionamento, supervisão e revisão


A natureza, a época e a extensão do direcionamento e da supervisão dos membros da equipe e
a revisão do seu trabalho podem variar dependendo de diversos fatores, incluindo:
•• O porte e a complexidade da entidade;
•• A área da auditoria;
•• Os riscos de distorções relevantes;
•• A capacidade e a competência dos membros individuais da equipe que realiza o trabalho
de auditoria.

Programa de Auditoria

Constitui-se no desenvolvimento do Plano de Auditoria, executado previamente aos


trabalhos de campo, embasado em objetivos definidos e nas informações disponíveis sobre as
atividades da entidade auditada. É o plano de ação detalhado, é um guia, destinado a orientar
adequadamente o trabalho do auditor, permitindo-lhe, ainda, complementá-lo quando
circunstâncias imprevistas lhe recomendarem.
O programa de auditoria deverá contemplar todas as informações disponíveis e necessárias
ao desenvolvimento de cada trabalho a ser realizado, com vistas a determinar a extensão e a
profundidade deste, e deverá ser estruturado de forma que possa ser:
•• Específico: um plano para cada trabalho;
•• Padronizado: destinado à aplicação em trabalhos locais ou em épocas diferentes, com
pequenas alterações.

Escopo de Auditoria

Escopo é a profundidade e a amplitude do trabalho para alcançar o objetivo da fiscalização, é


definido em função do tempo e dos recursos humanos e materiais disponíveis.
O escopo da auditoria deve ser estabelecido de modo suficiente a satisfazer os objetivos do
trabalho.

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Questões

FCC ceitos sobre os quais está fundamentada


esta atividade figura a:
a) objetividade.
1. (FCC – TCE-GO – 2014) b) publicidade.
c) legalidade.
Nas atividades de planejamento de audi- d) relevância.
toria independente, deve o auditor esta- e) impessoalidade.
belecer uma estratégia global que defina o
alcance, a época e a direção da auditoria. 3. (FCC – ASLEPE – 2014)
Assim, ao definir a estratégia global, deve o
auditor, entre outros, nos termos da NBC TA Em relação ao Planejamento de Auditoria,
300: considere:
I – elaborar o plano de auditoria, para de- I – No início dos seus trabalhos, o auditor
finir o tipo de técnica e os procedimentos deve considerar se existe uniformidade nas
aplicáveis na revisão de seu trabalho. práticas contábeis adotadas pela entidade.
II – definir os objetivos do relatório do traba- II – Na determinação dos fatos relevantes
lho de forma a planejar a época da auditoria que serão examinados, não cabe ao auditor
e a natureza das comunicações requeridas. determinar a partir de que valor estes fatos
serão considerados.
III – identificar as características do trabalho
para definir o seu alcance. III – o Planejamento da Auditoria é um pro-
cesso que se inicia logo após a contratação
IV – considerar os fatores que no julgamen- dos serviços.
to profissional do auditor são significativos
para orientar os esforços da equipe do tra- Está correto o que se afirma APENAS em:
balho.
a) I e III.
V – determinar a natureza, a época e a ex- b) III.
tensão dos recursos necessários para reali- c) II e III.
zar o trabalho. d) I.
e) II.
Está correto o que consta APENAS em:
a) I e III. 4. (FCC – TRT - 13ªRegião – 2014)
b) I, II e III.
A execução dos trabalhos de auditoria é di-
c) IV e V.
vidida em fases. O conhecimento detalhado
d) III, IV e V.
da política e dos instrumentos de gestão
e) II, III, IV e V.
de riscos do ente auditado é elemento que
deve ser verificado na fase de:
2. (FCC – TCE-PI – 2014)
a) testes de auditoria.
O planejamento da auditoria é a fase na qual b) conclusão dos trabalhos de auditoria.
são fixadas as ações a serem executadas no c) planejamento de auditoria.
trabalho de campo. Entre os principais con-

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d) triagem de achados de auditoria. ESAF
e) avaliação de resultados de auditoria.

5. (FCC – TCE-AM – 2013) 8. (ESAF – CVM – 2010)


A fase de identificação e averiguação de A respeito de planejamento na realização de
eventos ou situações que possam afetar auditorias é correto afirmar:
adversamente a capacidade do auditor de
preparar e realizar o trabalho de auditoria é a) é a fase inicial dos trabalhos e deve ser
denominada: concluída antes que as equipes especí-
ficas e/ou especializadas iniciem suas
a) achados de auditoria. avaliações.
b) avaliação dos riscos de distorção. b) constitui-se nos trabalhos iniciais de co-
c) controle de auditoria. leta de informações a respeito da enti-
d) controle de qualidade. dade a ser auditada e dos mecanismos
e) preparação da auditoria. de controle existentes.
c) não é uma fase isolada da auditoria,
6. (FCC – TCE-PR – 2011) mas um processo contínuo e iterativo,
que muitas vezes começa logo após (ou
A fase da auditoria em que se determina o
em conexão com) a conclusão da audi-
momento da realização de cada uma das ta-
toria anterior, continuando até a conclu-
refas é chamada de:
são do trabalho de auditoria atual.
a) planejamento. d) é a fase em que participa, além da equi-
b) análise de risco. pe de auditoria, toda a área de gestão
c) estudo de caso. e governança da entidade, em especial,
d) evidenciação. a área responsável pela elaboração das
e) seleção de programa de trabalho. demonstrações contábeis.
e) consiste em definir as estratégias gerais
7. (FCC – SEFAZ-SP – APOFP – 2010) e o plano de trabalho antes do início de
qualquer atividade de avaliação e revi-
NÃO é objetivo de um programa de audito- são das demonstrações.
ria:
a) traçar o roteiro de execução de um pon- 9. (ESAF – TCE-GO – 2007)
to de auditoria. Todas as opções abaixo são importantes re-
b) conduzir o auditor na aplicação dos pro- comendações acerca do planejamento da
cedimentos técnicos de auditoria. auditoria, exceto uma. Aponte a única op-
c) propiciar o controle e progresso a ser ção falsa.
alcançado no decorrer da execução das
tarefas de auditoria. a) O planejamento e os programas de tra-
d) evitar que alguma tarefa de auditoria balho não devem ser revisados mesmo
deixe de ser executada. que novos fatos o recomendarem.
e) estimar o tempo necessário para reali- b) O programa de auditoria deve ser de-
zação da auditoria. talhado de forma a servir como guia e
meio de controle do progresso dos tra-
balhos.
c) O planejamento pressupõe adequado
nível de conhecimento sobre o ramo de
atividade, negócios e práticas operacio-
nais da entidade.

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d) O auditor deve documentar seu plane- 11. (ESAF – CGU – 2006)


jamento geral e preparar programa de
trabalho por escrito, detalhando o que Quando for realizada uma auditoria, pela
for necessário à compreensão dos pro- primeira vez, na entidade, ou quando as
cedimentos que serão aplicados. Demonstrações Contábeis do exercício an-
e) O planejamento da auditoria, quando terior tenham sido examinadas por outro
incluir a designação de equipe técnica, auditor independente, o planejamento da
deve prever a orientação e supervisão auditoria deve contemplar os seguintes pro-
do auditor, que assumirá total responsa- cedimentos, exceto:
bilidade pelos trabalhos executados. a) a obtenção de evidências suficientes de
que os saldos de abertura do exercício
10. (ESAF – SUSEP – 2006) não contenham representações errô-
O auditor externo ao aceitar um novo traba- neas ou inconsistentes que, de alguma
lho de auditoria em uma entidade que te- maneira, distorçam as Demonstrações
nha tido suas demonstrações contábeis, do Contábeis do exercício atual.
ano anterior, auditadas por outra firma de b) o exame da adequação dos saldos de
auditoria, deve: abertura do exercício anterior com os
saldos de encerramento do exercício
a) eximir-se de qualquer responsabilidade atual.
sobre as demonstrações financeiras e c) a verificação se as práticas contábeis
saldos comparativos do período ante- adotadas no atual exercício são unifor-
rior, mencionando que não foram revi- mes com as adotadas no exercício ante-
sadas por ele. rior.
b) realizar procedimentos que evidenciem d) a identificação de fatos relevantes que
possíveis fraudes ou não conformidades possam afetar as atividades da entidade
nas demonstrações anteriores, mencio- e sua situação patrimonial e financeira.
nando-as em notas explicativas. e) a identificação de relevantes eventos
c) certificar que todas as transações pra- subsequentes ao exercício anterior, re-
ticadas pela empresa nas demonstra- velados ou não-revelados.
ções contábeis, do período anterior ao
Balanço, a ser auditado, estão em con-
formidade com os princípios contábeis CESPE
geralmente aceitos, emitindo parecer
sobre estas demonstrações comparati-
vas.
d) limitar seus trabalhos à execução da 12. (CESPE – DPU – 2016)
auditoria no período para o qual ele foi No planejamento dos trabalhos de auditoria
contratado, visto que não cabe à nova a ser realizada na DPU, além da observân-
firma de auditoria avaliar os trabalhos cia das normas de auditoria, o auditor deve
executados no período anterior, isen- considerar as normas específicas relativas
tando-se da responsabilidade sobre os ao objeto da auditoria, ainda que tais nor-
saldos anteriores. mas não sejam consideradas na avaliação da
e) obter evidências suficientes de que os materialidade de distorções encontradas.
saldos de abertura das demonstrações,
a serem auditadas, não se apresentem ( ) Certo   ( ) Errado
com saldos errôneos ou inconsistentes
e que os princípios contábeis estejam
uniformes.

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13. (CESPE – BACEN – 2013) 17. (CESPE – MC – 2008)
Antes de iniciar uma auditoria, o auditor O programa de auditoria, elaborado pelo
independente deve avaliar os níveis de in- auditor interno, é um plano de ação deta-
flação, crescimento, recessão, deflação, de- lhado, pois define os objetivos, determina o
semprego e a situação política do setor eco- escopo e o roteiro de procedimentos. Além
nômico da entidade a ser auditada. de orientar a equipe de auditoria, configura-
-se na essência operacional do trabalho de
( ) Certo   ( ) Errado auditagem relativamente a uma área espe-
cífica da companhia ou à gestão de determi-
14. (CESPE – FUB-DF – 2013) nado sistema organizacional, estabelecendo
Os procedimentos de auditoria são defini- os procedimentos para a identificação, aná-
dos no próprio programa. Nessa ocasião, lise, avaliação e registro da informação du-
descreve-se o que deve ser feito e como de- rante a execução do trabalho. Julgue CERTO
vem ser realizados os exames. As averigua- ou ERRADO.
ções e verificações devem permitir que os ( ) Certo   ( ) Errado
auditores formem uma opinião que funda-
mente sua manifestação.
18. (CESPE – TCE-AC – 2008)
( ) Certo   ( ) Errado
A elaboração do trabalho de auditoria deve
15. (CESPE – UNIPAMPA – 2009) ser planejado de forma a prever a natureza,
a extensão e a profundidade dos procedi-
O programa de auditoria deve ser estrutu- mentos que nele serão empregados, sendo
rado de forma que possa ser específico ou dispensáveis os exames preliminares. Julgue
padronizado. O programa específico é mais CERTO ou ERRADO.
apropriado para atividades que não se alte-
rem ao longo do tempo ou para situações ( ) Certo   ( ) Errado
que contenham dados e informações simila-
res. Julgue CERTO ou ERRADO.
19. (CESPE – STF – 2008)
( ) Certo   ( ) Errado
Sempre que novos fatos recomendarem, o
16. (CESPE – TCU – 2008) planejamento e os programas de trabalho
devem ser revisados e atualizados. Julgue
Segundo orientação do TCU, na fase de CERTO ou ERRADO.
planejamento, a equipe de auditoria deve
construir uma visão geral do objeto a ser ( ) Certo   ( ) Errado
auditado. Entre as fontes de informação
disponíveis, recomenda-se que notícias vei-
culadas pela mídia não sejam levadas em
conta, a fim de evitar a contaminação ou o
direcionamento dos trabalhos, que devem
caracterizar-se pela isenção e pela objetivi-
dade. Julgue CERTO ou ERRADO.
( ) Certo   ( ) Errado

Gabarito: 1. E 2. D 3. D 4. C 5. E 6. A 7. E 8. C 9. A 10. E 11. B 12. E 13. C 14. C 15. E 16. E 17. C 
18. E 19. C

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DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA

Documentação de Auditoria (Papéis de Trabalho)

Definições:
Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da
evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente,
também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”).
Arquivo de auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras formas de armazenamento,
em forma física ou eletrônica, as quais contêm os registros que constituem a documentação de
trabalho específico.
Auditor experiente é um indivíduo (interno ou externo à firma de auditoria) que possui
experiência prática de auditoria e conhecimento razoável de:
(i) processos de auditoria;
(ii) normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;
(iii) ambiente de negócios em que opera a entidade; e
(iv) assuntos de auditoria e de relatório financeiro relevantes ao setor de atividade da entidade.

Objetivo:
O objetivo do auditor é preparar documentação que forneça:
a) registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor; e
b) evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas
e as exigências legais e regulamentares aplicáveis.

Natureza e Finalidade:
A documentação de auditoria fornece:
a) evidência da base do auditor para uma conclusão quanto ao cumprimento do objetivo
global do auditor; e
b) evidência de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas
de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis.

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A documentação de auditoria serve ainda para:
•• assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria;
•• assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do
trabalho de auditoria no cumprimento de suas responsabilidades de revisão;
•• permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho;
•• manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras;
•• permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade; e
•• permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais,
regulamentares e outras exigências aplicáveis.
O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um
auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda:
a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir
com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;
b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida;
e
c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito
deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas
conclusões.
A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de fatores como:
a) tamanho e complexidade da entidade;
b) riscos identificados de distorção relevante;
c) importância da evidência de auditoria obtida;
d) metodologia e ferramentas de auditoria usadas;
e) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados.
Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados,
o auditor deve registrar:
a) as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados;
b) quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído; e
c) quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de tal revisão.
Se, em circunstâncias excepcionais, o auditor executar procedimentos novos ou adicionais ou
chegar a outras conclusões após a data do relatório, o auditor deve documentar:
a) as circunstâncias identificadas;
b) os procedimentos novos ou adicionais executados, a evidência de auditoria obtida e as
novas conclusões alcançadas, e seu efeito sobre o relatório do auditor; e

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c) quando e por quem as modificações resultantes da documentação de auditoria foram


executadas e revisadas.
A documentação de auditoria pode ser registrada em papel, em formatos eletrônicos ou outros.
Exemplos de documentação de auditoria incluem:
a) programas de auditoria;
b) análises;
c) memorandos de assuntos do trabalho;
d) resumos de assuntos significativos;
e) cartas de confirmação e representação;
f) listas de verificação;
g) correspondências (inclusive correio eletrônico) referentes a assuntos significativos.

Classificação quanto à natureza*:


Os papéis de trabalho, podem ser classificados, quanto à sua natureza em:

a) Correntes:
Utilizados apenas no exercício social objeto da auditoria. Ex.: Extratos bancários, plano de
trabalho.

b) Permanentes:
Utilizados em mais de um período. Ex.: Estatuto Social, Manuais, Contratos de Financiamento
de longo prazo.

A documentação de auditoria é do auditor, não da empresa auditada.


Entretanto, o conteúdo se refere à auditada. Por essa razão, o auditor só pode disponibilizar
seus papéis de trabalho a terceiros se:
•• Houver autorização formal prévia da empresa auditada.
•• Nos casos previstos em lei ou normas de auditoria.

Técnicas de elaboração*:
•• Tiques (símbolos) são utilizados para evidenciar o serviço executado.
•• Devem ser identificados com o nome do auditor, data-base da auditoria e indicação do
processo auditado, procedimentos efetuados, documentos analisados e conclusão do
auditor.

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•• Referência Cruzada é uma técnica utilizada para evidenciar trabalhos realizados em uma
área que tenha influência em outras áreas de trabalho, por meio da utilização de letras
codificadoras dos papéis de trabalho. Essas codificações devem ser inscritas ao lado da
informação que se quer amarrar.

Lançamento de ajuste e/ou reclassificação:


•• Serve para registrar distorções encontradas nos dados contábeis sob exame, que no
entendimento do auditor requererão correções por parte da companhia auditada.
•• Durante o trabalho, o auditor prepara os lançamentos em um papel de trabalho, de forma
resumida, evidenciando com um breve histórico quais as contas e o valor envolvido.
•• Ao final do trabalho, o auditor submete à apreciação da empresa, que resolverá a respeito.
Caso os lançamentos propostos não sejam aceitos, dependendo da materialidade, isso
poderá acarretar em uma opinião com ressalva.
Arquivamento:
O auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria tempestivamente após a data
do relatório do auditor. Após a montagem do arquivo final de auditoria ter sido completada, o
auditor não apaga nem descarta documentação de auditoria de qualquer natureza antes do fim
do seu período de guarda dessa documentação.
A NBC PA 01, que trata do controle de qualidade para Firmas de Auditores Independentes,
determina que um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de
auditoria geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor.
O período de retenção para trabalhos de auditoria geralmente não é inferior a cinco anos, a
contar da data do relatório do auditor!!!

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Se o auditor julgar necessário modificar a documentação de auditoria existente ou acrescentar


nova documentação de auditoria após a montagem do arquivo final de auditoria, deverá
documentar as razões específicas para fazê-lo, quando e por quem foram executados e
revisados.
Modificações podem ser feitas na documentação de auditoria durante o processo final de
montagem se estas forem de natureza administrativa. Por exemplo:
•• apagar ou descartar documentação superada;
•• selecionar, conferir e acrescentar referências aos documentos;
•• conferir itens das listas de verificação evidenciando ter cumprido os passos relativos ao
processo de montagem do arquivo;
•• documentar evidência de auditoria que o auditor obteve, discutiu e com a qual concordou
junto à equipe, antes da data do relatório de auditoria.

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Questões

CESPE Todas as instruções aos membros de equi-


pes de auditorias devem fazer parte da do-
cumentação da auditoria (papéis de traba-
lho).
1. (CESPE – FUB-DF – 2013)
( ) Certo   ( ) Errado
Os papéis de trabalho podem referir-se à
fase de planejamento ou de execução da
auditoria. Entre os primeiros, destacam-se 5. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
os da avaliação dos controles internos e de
revisão contábil. Com relação a pontos essenciais, técnicas
de elaboração e demais aspectos ineren-
( ) Certo   ( ) Errado tes à documentação de auditoria, julgue os
itens seguintes.
2. (CESPE – FUB-DF – 2013) A documentação de auditoria possibilita
que a equipe de trabalho seja responsabili-
Os papéis de trabalho usualmente são ar- zada por suas atividades.
quivados em duas categorias de arquivos:
corrente e permanente. No arquivo perma- ( ) Certo   ( ) Errado
nente, são, em geral, arquivados documen-
tos do tipo contratos de descontos de dupli-
catas e demonstrações contábeis do último 6. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
exercício. Com relação a pontos essenciais, técnicas
( ) Certo   ( ) Errado de elaboração e demais aspectos ineren-
tes à documentação de auditoria, julgue os
itens seguintes.
3. (CESPE – FUB-DF – 2013)
Na documentação de auditoria, o auditor
Uma das recomendações que os audito- deve registrar os procedimentos executa-
res devem observar no preenchimento dos dos, suas conclusões e os resultados do seu
papéis de trabalho é não revelar o critério trabalho. Essas conclusões irão compor os
adotado para determinar o valor a partir do relatórios e pareceres finais da atividade re-
qual as operações foram consideradas rele- alizada.
vantes.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado
7. (CESPE – TCE-ES – 2012)
4. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
A documentação de conteúdo corrente das
Com relação a pontos essenciais, técnicas auditorias de regularidade abrange, em ge-
de elaboração e demais aspectos ineren- ral, apenas um exercício. Julgue CERTO ou
tes à documentação de auditoria, julgue os ERRADO.
itens seguintes.
( ) Certo   ( ) Errado

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8. (CESPE – TCE-ES – 2012) a) as legislações específicas aplicáveis à
empresa auditada.
A natureza do conteúdo da documentação b) os manuais de procedimentos internos.
de auditoria caracteriza-se como corrente c) o questionário de controle interno.
ou permanente, sendo o plano de contas d) os cartões de assinaturas e rubricas dos
um exemplo de documento de natureza responsáveis pela aprovação das tran-
permanente. Julgue CERTO ou ERRADO. sações.
( ) Certo   ( ) Errado e) as cópias de contratos de financiamen-
to para capital de giro.

9. (CESPE – TCE-ES – 2012)


A documentação de auditoria é um registro ESAF
que pode ser utilizado na avaliação do de-
sempenho dos profissionais de auditoria e
de provas, caso haja processos administra- 13. (ESAF – RFB – 2014)
tivos e judiciais contra esses profissionais.
Julgue CERTO ou ERRADO. São características do auditor experiente
possuir experiência prática de auditoria e
( ) Certo   ( ) Errado conhecimento razoável de:
a) processos de auditoria, normas de au-
10. (CESPE – PREVIC – 2011) ditoria e exigências legais aplicáveis.
Julgue os próximos itens, referentes aos di- b) normas de auditoria e exigências legais
versos aspectos do trabalho de auditoria no aplicáveis e processos judiciais cíveis
setor público. dos diretores.
c) ambiente de negócios em que opera a
Os papéis de trabalho são de propriedade entidade e negócios estratégicos reali-
exclusiva do departamento de auditoria que zados pelos seus concorrentes.
os elaborou, não podendo, em nenhuma hi- d) assuntos de auditoria e de relatório fi-
pótese, ser apresentados a terceiros. nanceiro relevantes à atividade da enti-
dade e das atividades dos conselheiros
( ) Certo   ( ) Errado em outras empresas.
e) processos sigilosos e fórmulas dos pro-
11. (CESPE – TRE-BA – 2010) dutos registradas pela empresa e pelos
seus concorrentes.
Desde que sejam atualizados, alguns papéis
de trabalho podem ser reutilizados, quando 14. (ESAF – RFB – 2014)
estiverem relacionados a auditorias realiza-
das em vários períodos consecutivos. É permitido ao auditor externo, durante o
processo final de montagem dos arquivos
( ) Certo   ( ) Errado da auditoria concluída, modificar os docu-
mentos de auditoria. Não se inclui como
modificação possível:
12. (CESPE – TCE-TO – 2009)
a) apagar, descartar ou destruir documen-
Os papéis de trabalho podem ser de nature-
tação superada.
za corrente ou permanente. São exemplos
b) acrescentar referências cruzadas aos
de papéis de trabalho correntes:
documentos de trabalho.

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c) substituir carta de circularização dos ad- 17. (ESAF – ANAC – 2016)


vogados, com nova posição das contin-
gências. Leia o seguinte texto: "Todo trabalho de Au-
d) conferir itens das listas de verificação, ditoria deve ser documentado de modo a
evidenciando ter cumprido os passos assegurar sua revisão e a manutenção das
pertinentes à montagem do arquivo. informações obtidas. Os denominados "pa-
e) documentar evidência de auditoria que peis de trabalho" constituem a documen-
o auditor obteve antes da data do rela- tação que evidencia todo o trabalho desen-
tório de auditoria. volvido pelo Auditor". Avalie as sentenças
abaixo, no que se refere ao conceito de "pa-
15. (ESAF – CVM – 2010) pel de trabalho", e assinale a opção correta.

Na elaboração da documentação de audito- I – Pode ter sido preparado por terceiros.


ria (Papéis de Trabalho), no que se refere à II – Pode ser classificado como transitório ou
forma, ao conteúdo e a extensão, o auditor permanente.
deve levar em conta os seguintes fatores,
exceto: III – Pode ter sido armazenado em meio óp-
tico (CD-rom).
a) importância da evidência de auditoria
obtida. a) I, apenas.
b) tamanho e complexidade da entidade b) I, II, apenas.
auditada. c) I, II, III estão corretas.
c) riscos identificados de distorções rele- d) II, III, apenas.
vantes nas demonstrações contábeis. e) I, III, apenas.
d) natureza dos procedimentos de audito-
ria a serem executados.
e) volume dos recursos das transações au- FCC
ditadas.

16. (ESAF – SEFAZ-SP – APOFP – 2009) 18. (FCC – TRT-MT – 2016)

Compostos pela documentação preparada Sobre entidade auditada, considere:


pelo auditor ou a ele fornecida na execução
I – Complexidade.
da auditoria, os papéis de trabalho possuem
as seguintes características, exceto: II – Localização.
a) sua disponibilização a terceiros é permi- III – Finalidade social.
tida, desde que formalmente autorizada
pela entidade auditada. IV – Tamanho.
b) apenas abrigam informações em papel, Nos termos da NBC TA 230, a forma, o con-
sendo vedadas as evidências obtidas teúdo e a extensão da documentação de au-
por meios eletrônicos. ditoria dependem dos fatores que constam
c) sua confidencialidade é dever perma- em
nente do auditor.
d) devem ser mantidos sob a custódia do a) I, II e III, apenas.
auditor por um prazo de cinco anos, a b) I, II e IV, apenas.
partir da data de emissão do parecer. c) I, II, III e IV.
e) sua padronização não é obrigatória. d) II, III e IV, apenas.
e) I e IV, apenas.

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19. (FCC – TRF – 3ª Região – 2016) 21. (FCC – TJ-PI – 2015)
Nos termos da NBC TA 230, considere: Os papéis de trabalho constituem a docu-
mentação preparada pelo auditor ou for-
I – Identificação de quem revisou o trabalho necida a este na execução da auditoria; sua
de auditoria executado. guarda é responsabilidade do (a):
II – Discussões de assuntos significativos a) auditor responsável;
com a administração. b) auditoria interna;
III – Informações referentes a um assunto c) administração da entidade auditada;
significativo que são inconsistentes com sua d) contador da entidade auditada;
conclusão final. e) conselho fiscal.

IV – Não atendimento pelo auditor de um 22. (FCC – TCE-CE – 2015)


requisito relevante de uma norma.
Com base na documentação de auditoria
V – Circunstâncias identificadas após a data normatizada pela NBC TA 230,
do relatório do auditor.
a) o auditor deve documentar todos os as-
Deve ser objeto de documentação pelo au- suntos considerados ou todos os julga-
ditor o que consta em mentos exercidos na auditoria.
a) II, IV e V, apenas. b) é necessário que o auditor documente
b) I, III e IV, apenas. separadamente a conformidade em as-
c) II, III e V, apenas. suntos, ainda que já demonstrada por
d) I, II, III e IV, apenas. documentos incluídos no arquivo de au-
e) I, II, III, IV e V. ditoria.
c) explicações verbais do auditor, por si só,
20. (FCC – TJ-PI – 2015) não representam documentação ade-
quada para o trabalho executado pelo
Os papéis de trabalho devem ser organiza- auditor ou para conclusões obtidas, mas
dos conforme sua finalidade. São considera- podem ser usadas para explicar ou es-
das comuns: clarecer informações obtidas na docu-
mentação de auditoria.
I – Pasta permanente; d) a documentação de auditoria deve sem-
II – Pasta corrente; pre ser registrada em papel, condição
necessária para comprovar os funda-
III – Pasta de análise das contas; mentos da conclusão do auditor.
e) a precisão da documentação elaborada
IV – Pasta de correspondência.
pelo auditor independe se foi feita de
Constitui um exemplo de papel de trabalho forma tempestiva ou após a realização
que compõe a pasta corrente: do trabalho de auditoria.
a) análise da evolução do capital social; 23. (FCC – TCE-GO – 2014)
b) controles do fluxo de informações;
c) descrição do sistema em escrituração No decorrer dos trabalhos de auditoria das
contábil; demonstrações contábeis da empresa Dis-
d) estatuto da entidade auditada e suas al- tribuidora de Aços Rígidos do Brasil S/A, o
terações; auditor independente constatou que o va-
e planejamento do trabalho. lor do saldo da conta duplicatas a receber,
em 31.12.2013, apresentava uma diferença

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de R$ 150.000,00, referente a três duplica- auditoria relevante obtida e das conclusões


tas, de um mesmo cliente, pagas no mês de alcançadas pelo auditor.
novembro de 2013, não baixadas do saldo.
Quanto à evidência de auditoria, nos termos II – devem ser preparados de forma sufi-
da NBC TA 230, o auditor deve registrá-la: ciente para que sejam compreendidos por
qualquer usuário da informação contábil.
a) no relatório da auditoria, expressando
uma opinião com ressalvas. III – têm como objetivo auxiliar a execução
b) no livro de ocorrências de achados de dos exames, servir de suporte aos relatórios
auditoria. e como prova em questões judiciais.
c) no relatório da auditoria, expressando Está correto o que se afirma APENAS em:
uma opinião sem ressalvas.
d) em documentação de Auditoria (papéis a) II e III.
de trabalho). b) I.
e) no relatório da auditoria, com absten- c) II.
ção de opinião. d) I e III.
e) I e II.
24. (FCC – TCE-GO – 2014)
26. (FCC – ASLEPE – 2014)
O auditor independente, durante a execu-
ção dos trabalhos de auditoria nas Demons- Os papéis de trabalho devem ter abrangên-
trações Contábeis do exercício de 2014 da cia e detalhamento para propiciar a com-
empresa Abacaxi Doce S/A, constatou que o preensão do planejamento de auditoria em
valor de duas notas fiscais referentes à ven- grau:
da à vista, após o recebimento em dinheiro
a) relativo.
do valor da venda, foram adulterados, possi-
b) suficiente.
bilitando ao tesoureiro da empresa desviar
c) adequado.
R$ 10.000,00 para sua conta bancária. Em
d) relevante.
consequência, as duas notas fiscais foram
e) exato.
contabilizadas por um valor a menor do que
o recebido. Com relação à constatação (evi-
27. (FCC – ICMS-RJ – 2014)
dência de auditoria), deve o Auditor, nos
termos da NBC TA 230, A Companhia de Calçados Impróprios do
Brasil S. A. contratou determinada empresa
a) recomendar ao contador que realize a
de auditoria independente para executar a
conciliação bancária mensalmente.
auditoria das demonstrações contábeis rela-
b) registrar no relatório de auditoria.
tivas ao exercício encerrado em 31/12/2012.
c) registrar no livro de anotações de acha-
O documento preparado pelo auditor con-
dos de auditoria.
tendo o registro dos procedimentos de au-
d) solicitar ao chefe da tesouraria devolu-
ditoria executados, das evidências obtidas e
ção do valor apropriado.
das conclusões alcançadas é denominado: 
e) registrar em documentação de audito-
ria (papéis de trabalho). a) programa de auditoria. 
b) papeis de trabalho. 
25. (FCC – ASLEPE – 2014) c) relatório de auditoria. 
d) parecer de auditoria. 
Os papéis de trabalho:
e) certificado de auditoria. 
I – devem conter o registro dos procedimen-
tos de auditoria executados, da evidência de

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28. (FCC – TRT - 12ª Região – 2013) c) o conjunto de formulários que contém
os apontamentos obtidos pelo auditor
Os documentos que têm por finalidade o durante o seu exame.
registro das informações e fatos verificados d) as atividades desempenhadas por cada
durante a auditoria e que servem de supor- integrante do grupo de auditoria.
te para conclusões, ações e recomendações e) os documentos, selecionados pelo au-
denominam-se: ditor, que devem ficar arquivados por,
a) papéis de trabalho. pelo menos, dez anos após a emissão
b) resumos dos testes de auditoria. do parecer de auditoria.
c) documentos de evidenciação.
d) relatórios de aspectos relevantes. 31. (FCC – INFRAERO – 2011)
e) pareceres prévios. Ao conjunto de formulários que contém os
apontamentos obtidos pelo auditor durante
29. (FCC – TCE-AM – 2013) o seu exame dá-se o nome de:
No contexto dos procedimentos e métodos a) papéis-espelho.
de auditoria, os papéis de trabalho são: b) registros de riscos de auditoria.
a) documentos que comprovam a realiza- c) papéis de trabalho.
ção de trabalhos de auditoria e não se d) registros de planejamento de auditoria.
confundem com a documentação de e) quadro sinótico de auditoria.
auditoria.
b) um retrato fiel da fiscalização, contendo 32. (FCC – TRT - 20ª Região – 2011)
a documentação de todas as questões No que se refere à guarda da documenta-
que a auditoria aborde em seu relató- ção, o Auditor, para fins de fiscalização do
rio. exercício profissional, deve conservar a boa
c) preparados pelo auditado e conferidos guarda pelo prazo de:
pelo auditor, que tem o dever de atestar
a regularidade dos atos. a) dezoito meses, a partir da data de emis-
d) registros de procedimentos de audito- são do relatório e parecer relacionado
ria executados, de evidências relevantes com os serviços realizados.
obtidas e de conclusões alcançadas pelo b) dois anos, a partir da data do término
auditor. dos serviços realizados.
e) documentos físicos e não eletrônicos, c) três anos, a partir da data do início dos
uma vez que têm que ser assinados pelo serviços realizados.
auditor. d) cinco anos, a partir da data de emissão
do seu parecer, de toda a documen-
30. (FCC – TCE-PR – 2011) tação, papéis de trabalho, relatórios e
pareceres relacionados com os serviços
Sobre os papéis de trabalho é correto afir- realizados.
mar que são: e) dez anos, a partir da data de entrega ou
a) de propriedade da empresa ou órgão publicação do seu parecer relacionado
auditado. com os serviços realizados.
b) documentos elaborados pelo auditor na
fase que antecede o planejamento da
auditoria.
Gabarito: 1. E 2. E 3. E 4. E 5. C 6. C 7. C 8. C 9. C 10. E 11. C 12. C 13. A 14. C 15. E 16. B 17. C 
18. E 19. E 20. E 21. A 22. C 23. D 24. E 25. D 26. B 27. B 28. A 29. D 30. C 31. C 32. D

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TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA

Testes de Auditoria

Os testes (procedimentos) de auditoria permitem ao auditor obter evidências ou provas


suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis
dois
auditadas e podem ser divididos emProf.   grandes
Me.  Rodrigo   Fontenelle  grupos: testes de controle e procedimentos
substantivos, dependendo de sua finalidade.
Testes de Auditoria
O primeiro grupo tenta obter razoável segurança de que o controle interno da empresa funciona
corretamente. Mede a eficácia do controle interno. Já o segundo objetiva obter evidências de
que os valores constantes nos sistemas contábeis da entidade são suficientes, exatos e válidos.

AVALIAÇÃO  DE  
RISCO  
PROCEDIMENTOS   TESTES  DE  
DE  AUDITORIA   CONTROLE  
TESTE  DE  
ADICIONAIS  
DETALHES  
PROCEDIMENTOS  
SUBSTANTIVOS  
PROCEDIMENTOS  
ANALÍTICOS  
SUBSTANTIVOS  

Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade


operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes no
nível de afirmações.
Procedimento substantivo é o procedimento de auditoria planejado para detectar distorções
relevantes no nível de afirmações. Os procedimentos substantivos incluem:
a) testes de detalhes (de classes de transações, de saldos de contas e de divulgações); e
b) procedimentos analíticos substantivos.

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Testes de controle
Ao avaliar a efetividade operacional dos controles relevantes, o auditor deve avaliar se as
distorções que foram detectadas pelos procedimentos substantivos indicam que os controles
não estão operando efetivamente.
A ausência de detecção de distorções por procedimentos substantivos, entretanto, não fornece
evidência de auditoria de que os controles relacionados com a afirmação que está sendo
testada são efetivos.

Procedimentos Substantivos
Conforme verificado anteriormente, divide-se em:
a) Testes de Detalhes:
Fornece evidências quanto à adequação dos registros dos fatos contábeis.
b) Procedimentos analíticos substantivos:
Verifica o comportamento de valores significativos, por meio da aplicação de índices,
quocientes, quantidades absolutas e outros meios. Objetiva detectar e analisar situações
anormais/atípicas e relevantes constatadas nas demonstrações contábeis.
O auditor deve planejar e executar procedimentos substantivos para cada classe de transações,
saldo de contas e divulgações relevantes, independentemente dos riscos avaliados de distorção
relevante. Essa exigência reflete os fatos de que:
(i) a avaliação de risco do auditor é questão de julgamento e, portanto, pode não identificar
todos os riscos de distorção relevante; e
(ii) há limitações inerentes ao controle interno, incluindo a burla dos controles pela
administração.
Dependendo das circunstâncias, o auditor pode determinar que:
•• executar somente procedimentos analíticos substantivos é suficiente para reduzir o risco
de auditoria para um nível baixo aceitável;
•• somente os testes de detalhes são apropriados;
•• a combinação de procedimentos substantivos analíticos e testes de detalhes responde
melhor aos riscos identificados.
Os procedimentos básicos de auditoria descritos a seguir, também chamados de técnicas
de auditoria, podem ser utilizados como procedimentos de avaliação de riscos, testes de
controles ou procedimentos substantivos, dependendo do contexto em que sejam aplicados
pelo auditor.
Podem incluir inspeção, observação, confirmação, recálculo, reexecução e procedimentos
analíticos, muitas vezes em combinação, além da indagação.

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Inspeção
A inspeção envolve o exame de registros ou documentos, internos ou externos, em forma de
papel, em forma eletrônica ou em outras mídias, ou o exame físico de um ativo.
A inspeção de ativos tangíveis pode fornecer evidência de auditoria confiável quanto à sua
existência, mas não necessariamente quanto aos direitos e obrigações da entidade ou à
avaliação dos ativos.

Observação
A observação consiste no exame do processo ou procedimento executado por outros, por
exemplo, a observação pelo auditor da contagem do estoque pelos empregados da entidade ou
da execução de atividades de controle.
A observação fornece evidência de auditoria a respeito da execução de processo ou
procedimento, mas é limitada ao ponto no tempo em que a observação ocorre e pelo fato de
que o ato de observar pode afetar a maneira como o processo ou o procedimento é executado.

Confirmação Externa
Confirmação externa é a evidência de auditoria obtida como resposta por escrito, direta para o
auditor, de um terceiro (a parte que confirma), em papel, no formato eletrônico ou outro meio.
(NBC TA 505)
Solicitação de confirmação positiva é a solicitação em que a parte que confirma responde
diretamente ao auditor indicando se concorda ou discorda das informações na solicitação
(positiva em preto), ou forneçe as informações solicitadas (positiva em branco).
A indagação consiste na busca de informações junto a pessoas com conhecimento, financeiro
e não financeiro, dentro ou fora da entidade. A indagação é utilizada extensamente em toda
a auditoria, além de outros procedimentos de auditoria. As indagações podem incluir desde
indagações escritas formais até indagações orais informais. A avaliação das respostas às
indagações é parte integral do processo de indagação.
As respostas às indagações podem fornecer ao auditor informações não obtidas anteriormente
ou evidência de auditoria comprobatória. Alternativamente, as respostas podem fornecer
informações significativamente divergentes das informações que o auditor obteve.

Recálculo
O recálculo consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros.

Reexecução
A reexecução envolve a execução independente pelo auditor de procedimentos ou controles
que foram originalmente realizados como parte do controle interno da entidade.

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Procedimentos analíticos
Os procedimentos analíticos consistem em avaliação das informações feitas por meio de
estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros.
Os procedimentos analíticos incluem também a investigação de flutuações e relações
identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem
significativamente dos valores previstos.

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Questões

CESPE 5. (CESPE – AFT – 2013)


Se houver dúvidas sobre créditos registra-
dos no ativo de uma entidade, o auditor agi-
1. (CESPE – CGE-PI – 2015) rá de modo apropriado caso recomende ao
No planejamento da auditoria, devem estar dirigente do órgão que expeça um pedido
previstos instrumentos de controle interno, de confirmação negativo em branco ao su-
como a aplicação de testes de observância posto devedor.
e de testes de transações e saldos. Além dis- ( ) Certo   ( ) Errado
so, deve-se realizar a verificação dos dados
produzidos pelo sistema contábil da entida-
de para a avaliação dos riscos envolvidos na 6. (CESPE – AFT – 2013)
atividade de controle.
Os testes de aderência ou observância, cujo
( ) Certo   ( ) Errado objetivo é identificar a existência, a efetivi-
dade e a continuidade dos controles inter-
nos, consistem em um conjunto de procedi-
2. (CESPE – CGE-PI – 2015) mentos de auditoria destinado a confirmar
Os procedimentos de revisão analítica são se as funções críticas de controle interno es-
realizados durante a aplicação dos testes tão sendo efetivamente executadas.
substantivos. ( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado
7. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
3. (CESPE – TCDF – 2014) Com relação aos testes e procedimentos de
O pedido de confirmação positivo, conside- auditoria, julgue o item seguinte.
rado uma evidência de qualidade melhor Para expressar uma opinião de forma positi-
que o negativo, é mais indicado para as va, o auditor deve executar procedimentos
contas de clientes e fornecedores cujo sal- relacionados aos riscos identificados, sendo
do seja de grande valor ou que apresentem esses procedimentos uma combinação de
maiores indícios de erros. testes ou sua reexecução, procedimentos
( ) Certo   ( ) Errado analíticos, indagação e(ou) testes de eficácia
operacional de controle.
Julgue os próximos itens com base no ma- ( ) Certo   ( ) Errado
nual de auditoria do TCDF.

4. (CESPE – TCDF – 2014) 8. (CESPE – TELEBRAS – 2013)

A reexecução é uma técnica que consiste na Com relação aos testes e procedimentos de
simulação, pela equipe de auditoria, de to- auditoria, julgue o item seguinte.
das as etapas de realização da operação que
está sendo objeto de exame.

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Os testes de observância são aplicados pelo No que concerne aos testes e procedimen-
auditor quando ele deseja obter provas su- tos de auditoria e à revisão analítica, julgue
ficientes e convincentes sobre transações, os itens que se seguem.
de maneira a lhe proporcionar fundamenta-
ção para a opinião acerca de determinados 12. (CESPE – FUB-DF – 2013)
fatos e para avaliar a funcionalidade do sis-
tema contábil da empresa auditada. O auditor, ao examinar as rotinas adotadas
pelos servidores de um órgão e as comparar
( ) Certo   ( ) Errado com os manuais da organização e as suas
normas de funcionamento, estará efetuan-
do um teste de observância.
9. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
( ) Certo   ( ) Errado
Com relação aos testes e procedimentos de
auditoria, julgue os itens subsecutivos.
13. (CESPE – FUB-DF – 2013)
Quando o auditor detecta inconsistência
entre evidências oriundas de fontes diferen- Uma das características da revisão analítica
tes, o julgamento profissional é o parâme- consiste na fixação de uma diferença máxi-
tro para decidir qual a fonte mais confiável. ma aceitável entre os valores observados e
os esperados, que pode ser expressa em va-
( ) Certo   ( ) Errado lor monetário, percentual, uma combinação
de ambos ou, mais raramente, mediante o
10. (CESPE – TELEBRAS – 2013) resultado de modelos estatísticos mais so-
fisticados.
Com relação aos testes e procedimentos de
auditoria, julgue os itens subsecutivos. ( ) Certo   ( ) Errado

Para expressar uma conclusão de forma po-


sitiva em trabalho de asseguração razoável, 14. (CESPE – FUB-DF – 2013)
é necessário que o auditor independente Os procedimentos de auditoria são defini-
obtenha evidência apropriada e suficiente, dos no próprio programa. Nessa ocasião,
com aplicação de testes substantivos e de descreve-se o que deve ser feito e como de-
observância. vem ser realizados os exames. As averigua-
( ) Certo   ( ) Errado ções e verificações devem permitir que os
auditores formem uma opinião que funda-
mente sua manifestação.
11. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
( ) Certo   ( ) Errado
A respeito de conceitos, princípios, origens
e classificações de auditoria, julgue os itens
que se seguem. 15. (CESPE – TCU – 2011)

Caso um auditor pretenda emitir à entida- Considere a seguinte situação hipotética.


de auditada cartas de confirmação externa Durante a execução de seu trabalho, um au-
para avaliar as informações obtidas interna- ditor constatou que o órgão auditado dispo-
mente, ele estará justificando seu ceticismo nibilizou bens a uma instituição privada por
profissional. conta da realização de determinado convê-
nio. Por desconfiança em relação à opera-
( ) Certo   ( ) Errado ção, esse auditor resolveu, apropriadamen-
te, efetuar um pedido de confirmação, sem

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especificar os bens e respectivos valores, ESAF


mas dos quais julgou não poder abrir mão
da confirmação formal. Nessa situação hi-
potética, a técnica utilizada é denominada
confirmação ou circularização positiva em 19. (ESAF – RFB – 2014)
branco. Julgue CERTO ou ERRADO. A empresa Orion S.A. realizou a contagem
( ) Certo   ( ) Errado de seus estoques (inventário físico), em 31
de outubro de 2013. O auditor foi contrata-
do para realizar a auditoria das Demonstra-
16. (CESPE – TCU – 2011) ções Contábeis de 31 de dezembro de 2013.
Em relação ao inventário, deve o auditor:
Se a simples verificação de um lançamento
contábil não for suficiente para fornecer ao a) validar a posição apresentada nas de-
auditor elementos de convicção sobre de- monstrações contábeis de 31 de dezem-
terminada transação, poderá ele proceder bro de 2013, uma vez que foi atendida
ao exame da documentação corresponden- a exigência de inventariar os estoques,
te. Atendidos os requisitos formais quanto uma vez ao ano.
ao tipo e preenchimento do documento, b) solicitar nova contagem de inventário
deverá ele ainda avaliar a pertinência da em 31 de dezembro de 2013 ou na data
operação com os objetivos do órgão audi- do início dos trabalhos de auditoria,
tado e a autorização para a sua realização. sendo sempre obrigatória sua presen-
Julgue CERTO ou ERRADO. ça e participação na contagem física e
aprovação dos procedimentos de inven-
( ) Certo   ( ) Errado tário.
c) exigir que seja elaborada nota explicati-
17. (CESPE – TCU – 2008) va evidenciando a posição do inventário
em 31 de outubro de 2013, ressalvan-
A circularização de ativos sempre se revela do a posição do inventário em 31 de
mais eficaz, pois o credor tem mais interes- dezembro de 2013, esclarecendo que
se em confirmar seu crédito ou, até mesmo, não houve contagem das posições de
em apontar possíveis irregularidades. estoques entre 31 de outubro e 31 de
dezembro de 2013.
( ) Certo   ( ) Errado
d) executar procedimentos para obter evi-
dência de auditoria de que as variações
18. (CESPE – TCU – 2008) no estoque, entre 31 de outubro de
2013 e 31 de dezembro de 2013, estão
Na verificação de eventuais ônus sobre imó- adequadamente registradas.
veis de propriedade da entidade auditada, e) limitar sua avaliação a posição de esto-
consultam-se, entre outros documentos, ques apresentada em 31 de outubro de
certidões atualizadas do registro de imó- 2013, restringindo o escopo de seu tra-
veis, contratos de compra e venda ou de fi- balho na área de estoques, aos saldos
nanciamento desses bens, assim como con- apresentados nesta data.
tratos de financiamento ou parcelamento
de dívidas. Julgue CERTO ou ERRADO. 20. (ESAF – MTUR – 2014)
( ) Certo   ( ) Errado A empresa Infinitive Ltda., empresa de au-
ditoria independente, recebeu uma respos-
ta verbal a uma solicitação de confirmação.
Após obter essa confirmação, o auditor so-

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licitou à parte que formalizasse por escrito ditoria poderão ser suportados por re-
diretamente para ele e não obteve respos- latórios de confirmação feitos pela ad-
ta. Nesta situação o auditor: ministração da empresa.
e) deverá efetuar testes em todas as áre-
a) descarta definitivamente o procedi- as, conforme estabelece as normas de
mento, porque o mesmo não se enqua- auditoria.
dra na definição de confirmação exter-
na direta. 22. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009)
b) aceita o procedimento, uma vez que
adotou procedimento de confirmação A empresa Agrotoxics S.A. tem seus produ-
suficiente. tos espalhados por diversos representantes,
c) classifica como confirmação negativa e em todas as regiões do Brasil. Seu proces-
valida a área auditada. so de vendas é por consignação, recebendo
d) procura outra evidência de auditoria somente após a venda. O procedimento de
para suportar as informações da res- auditoria que garantiria confirmar a quanti-
posta verbal. dade de produtos existentes em seus repre-
e) ressalva o relatório de auditoria, evi- sentantes seria:
denciando a falta de sucesso na circula-
rização. a) inventário físico.
b) custeio ponderado.
21. (ESAF – SUSEP – 2010) c) circularização.
d) custeio integrado.
O auditor externo, ao realizar os procedi- e) amostragem.
mentos para avaliação de três processos da
empresa a ser auditada, constatou a seguin- 23. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009)
te situação:
A auditoria externa realizou na empresa
Área 1: Baixo nível de risco, com baixa pro- Avalia S.A. o cálculo do índice de rotativida-
babilidade de ocorrência de erros e/ou frau- de dos estoques para verificar se apresenta-
des. va índice correspondente às operações pra-
ticadas pela empresa. Esse procedimento
Área 2: Alto nível de risco, com média pro- técnico básico corresponde a:
babilidade de ocorrência de erros e/ou frau-
des. a) inspeção.
b) revisão analítica.
Área 3: Alto nível de risco, com alta probabi- c) investigação.
lidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. d) observação.
Com base nas conclusões acima, pode-se e) confronto.
afirmar que o auditor:
24. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009)
a) não deverá realizar testes para a área
1, visto que o risco e a probabilidade de A empresa Grandes Resultados S.A. possui
ocorrência de erros é baixa. prejuízos fiscais apurados nos últimos três
b) deverá aplicar testes considerando anos. A empresa estava em fase pré-opera-
grandes amostragens para todas as áre- cional e agora passou a operar em plena ati-
as. vidade. As projeções para os próximos cinco
c) somente deverá realizar testes nas áre- anos evidenciam lucros. O procedimento
as 2 e 3, as quais apresentam risco alto. técnico básico que aplicado pelo auditor
d) em decorrência da probabilidade baixa constataria esse evento seria:
e média nos itens 1 e 2, os testes de au- a) ocorrência.

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b) circularização. 28. (ESAF – ISS-Natal-RN – 2008)


c) cálculo.
d) inspeção. A Companhia Legal tem estabelecido, em
e) inventário físico. seu manual de normas e procedimentos,
que o processo de autorização dos paga-
25. (ESAF – SEFAZ-SP – APOFP – 2009) mentos seja feito de forma eletrônica, de-
vendo o supervisor da área revisar todas as
Os testes de observância têm por objeto de autorizações dos analistas. Para isso, o su-
análise: pervisor tem obrigatoriamente que entrar
na área de aprovações do sistema, digitar
a) as contas patrimoniais e de resultado. sua senha, passar o seu cartão no leitor
b) os procedimentos de controle de custos óptico e marcar um espaço com "X", auto-
adotados pela administração. rizando. O auditor, ao visitar a área, presen-
c) as contas patrimoniais, apenas. cia um analista de posse do cartão e senha
d) os procedimentos de controle interno do supervisor executando sua função. Esse
estabelecidos pela administração. procedimento técnico adotado pelo auditor
e) as contas de resultado, apenas. é considerado uma:
26. (ESAF – SEFAZ-SP – APOFP – 2009) a) investigação
b) revisão analítica
Assinale a opção que preenche correta- c) mensuração
mente a lacuna da seguinte frase: “Consi- d) avaliação
derado um procedimento técnico básico e) observação
a ser aplicado em testes de observância e
substantivos, ____________ consiste(m) na 29. (AFRF – 2001 – ESAF)
verificação do comportamento de valores
significativos, mediante índices, quocien- O pedido de confirmação (circularização)
tes, quantidades absolutas ou outros meios, no qual o auditor solicita que o destinatário
com vistas à identificação de situação ou responda apenas se a informação está erra-
tendências atípicas.” da é usualmente denominado na atividade
de auditoria independente:
a) a inspeção
b) a observação a) positivo.
c) a investigação e a confirmação b) em branco.
d) o cálculo c) negativo.
e) a revisão analítica  d) em preto.
e) com divergência.
27. (ESAF – SEFAZ-SP – APOFP – 2009)
A inspeção física, por meio da contagem de
numerário, é procedimento básico de audi-
toria aplicável à verificação em conta do:
a) Ativo Circulante.
b) Ativo Realizável a Longo Prazo.
c) Ativo Permanente.
d) Passivo Circulante.
e) Patrimônio Líquido.
Gabarito: 1. E 2. C 3. C 4. E 5. E 6. C 7. C 8. E 9. E 10. C 11. C 12. C 13. C 14. C 15. C 16. C 17. E 
18. C 19. D 20. D 21. E 22. A 23. B 24. D 25. D 26. E 27. A 28. E 29. C

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TESTES ESPECÍFICOS

Para cada tipo de conta das demonstrações contábeis, devemos aplicar testes e procedimentos
específicos, em busca de evidências de distorções relevantes que possam justificar a existência
de não conformidades porventura existentes.
Essa não conformidades – ou distorções, podem ser de quatro tipos:
•• saldo superavaliado (valor maior que o real);
•• saldo subavaliado (valor menor que o real);
•• saldo fictício (valor inexistente ou irreal); ou
•• saldo oculto (omissão de valor).
Os testes principais de superavaliação para as contas devedoras (ativo, despesas) e os de
subavaliação para as contas credoras (passivo, receitas).
Em linhas gerais, o auditor confere os cálculos dos grupos de contas apresentados nas DC, para
depois conferir os saldos iniciais com os saldos finais da auditoria do exercício anterior.
Adicionalmente, verifica se os saldos informados “batem” com os registrados nos livros
contábeis (principalmente no Livro-razão).
Se julgar conveniente, em vista do necessário ceticismo que deve possuir, estende as
verificações aos registros contábeis.

Exemplo:
Se, durante o exame das demonstrações contábeis de uma empresa para o ano findo em
31/12/2015, o auditor descobre que as despesas de pessoal estão superavaliadas, em função
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de os salários do mês de janeiro de 2016 terem sido provisionados erroneamente em 2015, é
Testes Específicos
evidente que a conta credora de salários a pagar, classificada no passivo circulante, também
está superavaliada.

Teste para superavaliação:


Teste para superavaliação:
No teste para superavaliação, o auditor parte do valor registrado no livro razão
No teste para superavaliação, o auditor parte do valor registrado no livro-razão geral para o
geral para o documento-suporte
documento-suporte da demonstrado
da transação, conforme transação, conforme
na figurademonstrado
a seguir. na figura
a seguir.

Registro  
Razão  Geral   Registro  Final  
Intermediário  

Documento   Registro  Inicial  

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Testes Específicos
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Teste para subavaliação:


Teste para subavaliação:
Já noJáteste
no para
testesubavaliação,
para subavaliação,
o auditoroparte
auditor parte do documento
do documento para o valor para o valor
registrado no livro-
registrado no livro razão geral, conforme demonstrado
razão geral, conforme demonstrado na figura a seguir. na figura a seguir.

Registro   Registro  
Documento  
Inicial   Intermediário  

Registro  Final   Razão  Geral  

Ativos e passivos – ocultos e fictícios


Os testes (superavaliação e subavaliação de contas) podem constatar que foi registrado um
ativo fictício ou que há um passivo oculto naquele balanço.
Ativo fictício é quando bens e direitos existem apenas no Balanço Patrimonial, mas de fato não
constam no patrimônio da empresa, não existem na “vida real”. Já Passivo fictício seria uma
obrigação que somente consta nas demonstrações contábeis, mas já foi quitada ou de fato não
existe.
Por outro lado, podem existir direitos e obrigações que de fato existem, mas não estão
registrados na contabilidade da empresa. Nesse caso, dá-se o nome de Ativos ocultos e Passivos
ocultos, respectivamente.

Situação Definição Exemplo


Superavaliação em conta de despesa:
despesa de 100 paga em $ (valor deixa
de compor “caixa”), mas escriturada
O saldo constante de uma conta da DC
Saldo como 120. Para haver compensação,
é superior ao saldo da mesma conta
superavaliado no livro-razão.
ou o caixa será subavaliado em 20 ou
o passivo será superavaliado com a in-
clusão de um saldo fictício (conta ine-
xistente).
Subavaliação em conta de receita: re-
ceita de 500 recebida em $ (valor pas-
O saldo constante de uma conta da DC sa a compor “caixa”), mas escriturada
Saldo
é inferior ao saldo da mesma conta no como 400. Acarretará subavaliação na
subavaliado livro-razão. conta de receita e, em contrapartida,
subavaliação no saldo da conta “cai-
xa”, que será menor que o real.

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Situação Definição Exemplo
Para compensar desfalque de 50 no
O saldo constante de uma conta da DC caixa, o contador intencionalmente
Saldo fictício
não existe no livro-razão. lança o respectivo valor na conta
“duplicatas a receber”.
Nota fiscal de venda de mercadorias a
prazo, no valor de 80, não escriturada
O saldo de uma conta constante do no livro diário. Essa omissão provocou
Saldo oculto livro-razão não foi informado nem uma subavaliação no saldo da conta
sequer contabilizado. “duplicatas a receber” e a consequente
subavaliação da conta de “receitas
com vendas”.

Contas do Ativo

São objetivos da aplicação de programas de auditoria em contas do Ativo:


•• Integridade: tem como função a verificação de operações existentes e não registradas.
•• Existência: identificar se houve operações registradas e não existentes.
•• Propriedade: identificar operações registradas e não pertencentes à entidade.
•• Precisão: identificar operações registradas com dados errados.
•• Valorização: identificar operações calculadas erroneamente.
•• Apresentação: identificar informações imprecisas nas Demonstrações Financeiras.

Caixas e Bancos

Os testes de auditoria são dirigidos para superavaliação e o principal objetivo é verificar


a existência do ativo. Entre os objetivos específicos, estão a verificação da existência, da
propriedade, da exatidão dos valores, a descoberta de restrições e a apresentação exata nas
DC.
Principais técnicas utilizadas:
•• Contagem de caixa;
•• Confirmação de saldos bancários;
•• Testes de conciliações bancárias.

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Desfalques no Caixa
Basicamente, existem dois tipos de desfalques de caixa: o desfalque encoberto e o desfalque
não coberto.
Desfalque encoberto é aquele feito por meio de um lançamento de compensação nos registros
contábeis, de modo que a falta do bem não seja notada.
O desfalque não encoberto é aquele que não é acompanhado de lançamento contábil
em contrapartida. Portanto, as faltas resultantes de desfalques não encobertos podem
ser escondidas apenas por determinado tempo. Há dois tipos comuns de desfalques não
encobertos, que são o lapping e o kiting.
1. O lapping geralmente se faz com cobranças de contas a receber e consiste em desviar os
resultados de cobranças, substituindo-se o montante desviado por cobranças posteriores.
2. O kiting é um tipo de desfalque de caixa que envolve os desembolsos ali realizados. É,
essencialmente, um sistema de encobrir faltas de dinheiro com transferências, em cheques
não registrados.
Os itens mais comuns de reconciliação e os procedimentos de verificação para conferência de
saldos em bancos mais usualmente utilizados pelos auditores são:

Depósito em trânsito
Podem-se encobrir, temporariamente, certas faltas de dinheiro no caixa, simplesmente
apresentando a maior os depósitos em trânsito. Na data da verificação, o auditor deve ter
contato e, se necessário, controlado todo dinheiro em caixa, até este ser depositado no banco.

Cheques em circulação
Omitir da lista de cheques em circulação um item qualquer constitui outro meio de ocultar,
ainda que temporariamente, qualquer falta de dinheiro no caixa. O extrato bancário é usado
pelo auditor para garantir a exatidão da lista de cheques em circulação. A existência de cheques
antigos, lançados como em circulação, assim permanecendo por longos períodos, propicia o
encobrimento de desfalques.

Clientes

O principal objetivo do auditor na auditoria dos valores a receber é cobrir a existência, a


avaliação e a classificação das contas.
Por serem de natureza intangível, exigem procedimentos diferentes daqueles aplicados
na auditoria de caixa e bancos, tendo o auditor que aplicar critérios de julgamento não só
quantitativos, mas qualitativos, por meio de evidências indiretas.
Os procedimentos de auditoria usados no exame de contas a receber podem ser classificados
da seguinte maneira:

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•• coleta e exame de evidências externas;
•• exame de evidências internas da firma;
•• procedimentos analíticos referentes a saldos de contas a receber e Provisão para Créditos
de Liquidação Duvidosa.

Estoques

A importância dada a esse item, na auditoria das DC, deve-se ao fato de que os resultados
da empresa podem ser facilmente manipulados pela superavaliação ou subavaliação dos
estoques.
Os principais objetivos da auditoria de estoques são:
•• verificar se as quantidades de bens declaradas realmente existem;
•• verificar se os bens foram custeados e avaliados de acordo com os princípios de
contabilidade;
•• verificar se as informações referentes aos estoques foram adequadamente divulgadas nas
DC.
Os principais procedimentos de auditoria nos estoques são a inspeção física (verificação da
existência física) e os testes de avaliação (sistema de alocação de custos aos estoques).
A verificação da existência física ocorre por meio da observação e da contagem física,
confrontando os resultados com os registros contábeis.
O corte das operações (cut-off) consiste em determinar o momento em que os registros
contábeis auxiliares, bem como os documentos a ele relacionados, refletem o levantamento do
inventário. Assim, o que estiver registrado até aquele momento será incluído, o que vier a ser
registrado depois será excluído.

Investimentos

Os procedimentos usados pelo auditor para atingir o objetivo referente à existência e à


propriedade dos investimentos, normalmente, compreendem exame ou confirmação. Quando
há títulos envolvidos, considera-se boa prática examiná-los e confrontá-los com a contagem
realizada pelo cliente.
Se esse procedimento for impraticável, uma alternativa pode ser a confirmação com o
encarregado externo da custódia dos bens, ponderando sobre a reputação e os antecedentes
financeiros de quem faz a confirmação.

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Os principais procedimentos utilizados são:


1. Verificação física (exame documental) dos títulos de investimento: verificação física, caso
os títulos, contratos ou certificados estejam em posse da empresa; ou circularização, em
caso negativo.
2. Verificação da contabilização do investimento: quando de sua aquisição e das variações
ocorridas, para assegurar-se da adequação dos valores mencionados no BP.
3. Avaliações dos investimentos em coligadas e controladas (investimento relevante): deve
ser feito por meio do Método de Equivalência Patrimonial – MEP –, por determinação legal.

Imobilizado

Na auditoria do imobilizado, alguns procedimentos são comuns à auditoria de outras áreas do


BP, como a conferência de cálculos, a checagem de saldos do BP com saldos constantes dos
livros contábeis e da documentação comprobatória.
Uma característica importante, tendo em vista a sujeição ao desgaste pelo uso, ação da
natureza e obsolescência, é avaliação dos planos e cálculos de depreciação.
De acordo com Crepaldi (2012), a auditoria do imobilizado tem os seguintes objetivos:
•• determinar sua existência física e a permanência em uso;
•• determinar se pertence à empresa;
•• determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade, em bases uniformes.
Com base nesses objetivos, conclui-se pelas ações mais comuns:
•• avaliação dos bens, inclusive correção;
•• existência, propriedade e posse;
•• eventual ônus sobre os bens;
•• critérios e extensão das depreciações e amortizações.

Contas do Passivo

Segundo Attie (2010), a auditoria dos passivos tem como finalidade determinar:
•• Se são pertencentes à empresa.
•• Se foram utilizados os princípios de contabilidade.
•• A existência dos ativos dados em garantia ou vinculados aos passivos.
•• Se estão corretamente classificados no BP e se as divulgações cabíveis foram expostas em
notas explicativas.

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Fornecedores

Em geral, o maior volume de testes recai sobre as obrigações com fornecedores. A conta
fornecedores (componente do “contas a pagar”) representa uma obrigação da empresa
auditada, uma dívida com fornecedores, devido às aquisições de bens ou serviços, e deve ser
reconhecida quando a empresa recebe a prestação do serviço ou quando o ativo passa para
sua propriedade.
Os procedimentos de auditoria são semelhantes aos utilizados nas contas a receber e podem
ser identificados da seguinte forma:
•• Inspeção física;
•• Circularização;
•• Recálculo;
•• Investigação.

Advogados

A circularização dos advogados é uma forma de o auditor obter confirmação independente


das informações fornecidas pela administração, referentes a situações relacionadas a litígios,
pedidos de indenização ou questões tributárias.
As respostas servem de evidência para que o auditor avalie se a administração adotou os
procedimentos adequados para a contabilização e/ou divulgação dos passivos não registrados
e/ou das contingências (ativas ou passivas).

Seguros

Para verificação desse item, além do exame atento das apólices vigentes, é recomendável a
circularização, com o objetivo principal de constatar qual a cobertura existente para os ativos da
empresa, se é suficiente e adequada, e se existem outros tipos de seguros para contingências.

Folha de Pagamentos

Os procedimentos são orientados sobre a razoabilidade do saldo final a pagar. Para tanto,
deve-se pesquisar o movimento durante o exercício, a fim de verificar possíveis lançamentos
extraordinários.
Almeida (2010) sugere as seguintes ações:
•• análise de composição do saldo da conta;

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•• conferência do valor da análise com a respectiva conta do Razão da contabilidade;


•• verificação de que não existam itens antigos ou anormais na análise;
•• confrontação dos valores com a folha de pagamentos.

Passivo em geral

Procedimento Aplicação
•• Contagem das contas a pagar
Exame físico (inspeção)
•• Contagem dos títulos a pagar
•• Dos fornecedores
Circularização (confirmação) •• Dos empréstimos a pagar
•• Das contas a pagar
•• Exame documental das faturas / notas fiscais
•• Exame documental dos contratos de empréstimos
Inspeção de documentos
•• Exame das atas e assembleias
•• Exame documental das guias de recolhimento de impostos
•• Dos impostos a pagar
•• Dos juros a pagar
Cálculo (recálculo) •• Da composição dos fornecedores
•• Das provisões de férias, 13º salário
•• Dos royalties a pagar
•• Classificação adequada das contas
Observação •• Observação aos princípios de contabilidade
•• Observação de ativos dados em garantia

Auditoria do PL

Segundo Attie (2010), a auditoria do PL tem como objetivo determinar:


•• Se as ações ou títulos de propriedades do capital social foram adequadamente autorizados
e emitidos.
•• Se todas as normas descritas nos estatutos sociais, as obrigações legais e sociais foram
cumpridas.
•• Se foram utilizados os princípios de contabilidade.
•• A existência de restrições de uso das contas patrimoniais.
•• Se o PL está corretamente classificado no BP e se as divulgações cabíveis foram expostas
por notas explicativas.

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Auditoria de Contas de Resultado

Segundo Ferreira (2008), a auditoria das contas de resultado tem como objetivo verificar se:
1. As receitas e despesas foram apropriadas de acordo com os Princípios de Contabilidade,
aplicados uniformemente em relação ao exercício anterior.
2. As despesas e receitas antecipadas ou diferidas estão corretamente apresentadas em
contas patrimoniais.
3. As notas explicativas esclarecem os principais critérios adotados em relação à apropriação
das receitas e despesas.
4. Foram apropriadas todas as despesas correspondentes às receitas realizadas no período.

Receitas
O teste dessas transações consiste em o auditor verificar se os valores foram registrados
dentro do regime de competência, se foram aprovados, se estão de acordo com a natureza
dos negócios da empresa, se existe documentação suportando a operação e se a classificação
contábil foi adequada.

Presunção de Omissão de Receitas


Segundo o Regulamento do Imposto de Renda (RIR), presume-se omissão no registro de receita,
ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência da presunção, a ocorrência das seguintes
hipóteses:
1. A indicação na escrituração de saldo credor de caixa.
2. A falta de escrituração de pagamentos efetuados.
3. A manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada.
A omissão de receita nada mais é do que o popular “caixa 2”, ou seja, não se escritura
contabilmente créditos da empresa. A intenção do contribuinte, nesse caso, é a burla do
pagamento de impostos, razão pela qual o tema está disciplinado no regulamento supracitado.

Saldo credor de caixa


Por se tratar de uma conta do Ativo Circulante (e não sendo uma conta retificadora), o Caixa
deve se apresentar sempre com saldo devedor ou, na pior das hipóteses, com saldo nulo. Um
saldo credor nessa conta significaria dizer que houve pagamentos em montante superior ao
que a empresa tinha disponível.
Dessa forma, se isso ocorrer e não se tratar de uma falha na contabilidade, resta comprovado
que a empresa utilizou numerário que não havia sido contabilizado, ou seja, omissão de
receita.

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Esse fenômeno também é chamado de “estouro de caixa” e indica um saldo anormal, algo
atípico à natureza da conta.

Suprimentos de Caixa
Quando os recursos da empresa são insuficientes para cumprir suas necessidades, esta deve
optar por obter capital de fontes externas, seja a partir de uma instituição financeira ou até
mesmo junto aos proprietários da empresa, via aumento de capital ou empréstimos. Esse
aporte realizado pelos sócios também é chamado de suprimento de caixa. Isso tudo é legal.
Quando não se comprova o efetivo ingresso desse recurso na empresa, tem-se caracterizado
o ingresso de valores oriundos do “caixa 2”, devido ao “estouro” do caixa oficial. Nesse caso,
utiliza-se como contrapartida contábil uma operação fictícia, por exemplo, algum empréstimo
a pagar.

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Questões

CESPE 4. (CESPE – SEAD-SE – 2009)


Com base nos conceitos e aplicações da au-
Com relação a métodos, técnicas e procedi- ditoria, julgue o item a seguir.
mentos de auditoria, julgue os itens subse-
cutivos. Entre os testes a serem efetuados pela au-
ditoria de pessoal em um órgão da adminis-
1. (CESPE – TCDF – 2014 – adaptada) tração, é pertinente a verificação da compa-
tibilidade dos cargos dos servidores com o
Para a verificação, de eventuais passivos regimento do referido órgão, bem como do
omitidos, com fornecedores, recomenda-se, nível exigido dos servidores com a natureza
entre outros procedimentos, a verificação das funções exercidas.
dos pagamentos efetuados em determinado
período. ( ) Certo   ( ) Errado

( ) Certo   ( ) Errado
5. (CESPE – TJ-CE – 2008)

2. (CESPE – TCU – 2013) Julgue os itens a seguir, relativos à auditoria


em geral, suas normas, métodos, técnicas e
O auditor constata que uma conciliação procedimentos.
bancária preparada pelo auditado está cor-
reta se, a partir do saldo presente nos livros A revisão analítica é um procedimento téc-
contábeis, chega ao saldo do extrato bancá- nico básico aplicado na realização dos tes-
rio mediante a soma dos depósitos em trân- tes de observância e substantivos, em que
sito e dos cheques sem fundos e a subtração o auditor procura verificar a regularidade, a
dos cheques ainda não descontados. normalidade ou a atipicidade de situações,
comparando quantidades, valores, indica-
( ) Certo   ( ) Errado dores ou outros parâmetros.
( ) Certo   ( ) Errado
3. (CESPE – FUB-DF – 2013)
A auditoria para apuração do valor real do 6. (CESPE – TJ-CE – 2008)
patrimônio líquido de uma empresa é es-
sencial em circunstâncias tais como a trans- Julgue os itens a seguir, relativos à auditoria
ferência de seu controle acionário. Nessa em geral, suas normas, métodos, técnicas e
ocasião, devem ser considerados não ape- procedimentos.
nas os valores patrimoniais contabilizados, A circularização de passivos é considera-
mas também os intangíveis. da muito eficaz para detectar a omissão
( ) Certo   ( ) Errado de passivos. O auditor não deve restringir
o pedido de confirmação aos credores em
aberto, mas incluir, também, outros com os
quais a empresa tenha transacionado, pelo
menos mais recentemente. A circularização
deve abranger o maior percentual possível

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de credores combinado com o menor per- Se, ao examinar a movimentação das en-
centual possível dos valores corresponden- tradas e saídas de mercadorias para venda
tes a esses credores.  em uma empresa, o auditor constatar que
as despesas com transporte e seguro são
( ) Certo   ( ) Errado segregadas em sua totalidade e, posterior-
mente, lançadas diretamente no resultado,
7. (CESPE – TJ-CE – 2008) e o estoque é registrado pelo valor líquido
da aquisição, os testes conjugando contas
Julgue os itens a seguir, relativos à auditoria de ativo e de despesa apurarão, consequen-
em geral, suas normas, métodos, técnicas e temente, superavaliação de ativo e subava-
procedimentos. liação de despesa.
Na hipótese da existência de baixas em valo- ( ) Certo   ( ) Errado
res a receber sem o recebimento correspon-
dente, o programa de auditoria deverá pre-
ver a realização de procedimentos tais como
o que permite a verificação das respectivas ESAF
autorizações, bem como a existência de nor-
mas internas e de legislação que respaldem
o reconhecimento dessas perdas, além da
10. (ESAF – SUSEP – 2010)
constatação das providências adotadas para
a cobrança e execução tempestiva dos valo- O auditor externo, ao realizar testes no cál-
res devidos. culo do valor recuperável de um ativo imo-
bilizado, feito pelo método do fluxo de caixa
( ) Certo   ( ) Errado
descontado, identificou que a taxa utilizada
para descontar o fluxo de caixa estava maior
8. (CESPE – TJ-CE – 2008) que a recomendada para aquela atividade.
Dessa forma, pode-se afirmar que a conta:
Julgue os itens a seguir, relativos à auditoria
em geral, suas normas, métodos, técnicas e a) de ajuste especial no Patrimônio Líqui-
procedimentos. do, está subavaliada.
b) de despesa de depreciação, do imobili-
Em relação às aquisições de bens e serviços zado, está superavaliada.
em geral, entre os procedimentos de audi- c) do ajuste especial no Resultado do Exer-
toria a serem efetuados, deve-se verificar se cício, está subavaliada.
os encargos incorridos com os financiamen- d) de depreciação acumulada do imobiliza-
tos para tais aquisições estão sendo apro- do, está superavaliada.
priados de acordo com os períodos de sua e) do ativo imobilizado está subavaliada.
incorrência, ou seja, segundo o regime de
competência. 11. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009)
( ) Certo   ( ) Errado O auditor externo, ao realizar auditoria na
empresa Participações S.A., constatou con-
9. (CESPE – TJ-CE – 2008) trato de mútuo entre companhias coligadas,
com taxas de juros de 4% a.m. e sem o reco-
Julgue os itens a seguir, relativos à auditoria lhimento do IOF sobre a operação. Conside-
em geral, suas normas, métodos, técnicas e rando que a taxa de juros praticada no mer-
procedimentos. cado, no período do contrato, era de 2% a.m.,
o auditor pode afirmar que a transação:

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a) é normal e está dentro das práticas es- 13. (Pref. Natal-RN – AFTM – ESAF – 2008)
tabelecidas pelo mercado para opera-
ções dessa natureza. No processo de acompanhamento do inven-
b) é normal, exceto quanto ao não reco- tário físico de estoques de matéria-prima, o
lhimento do IOF, que é obrigatório nas auditor constatou a existência de quantida-
operações de crédito. des relevantes de itens que não constavam
c) está irregular, por ter condições supe- dos registros físico-financeiros e contábeis.
riores às praticadas pelo mercado, bem Neste caso, o auditor pode ter descoberto:
como sem a retenção do IOF, obrigató- a) ativos e passivos fictícios
rio em todas as transações financeiras. b) ativos e passivos ocultos
d) é normal, visto que operações feitas c) ativos ocultos e passivos fictícios
entre companhias do mesmo grupo de- d) ativos fictícios e passivos ocultos
vem praticar taxas de juros superiores e) ativos obsoletos e passivos a descober-
às praticadas pelo mercado. to
e) é irregular por não ser permitido em-
préstimos entre companhias do grupo, 14. (ESAF – SEFAZ-CE – 2007)
mas que está correta sobre o não reco-
lhimento do IOF, o qual não incide em Ao analisar a contabilização em uma imobi-
operações feitas entre empresas não fi- liária, de um terreno destinado à constru-
nanceiras. ção da sede da empresa, percebeu-se que
o mesmo tinha sido contabilizado nos Esto-
12. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009) ques. Pode-se afirmar que:

A empresa de prestação de serviços NBA In- a) ao executar o teste primário de supera-


formática S.A. tem seus processos integra- valiação na conta de Terrenos no Imobi-
dos sistemicamente. A folha de salários é lizado, esta conta estará sub-avaliada e
integrada à contabilidade mensalmente. No a conta Estoques de Terrenos estará su-
mês de julho de 2009, não foi feita a para- peravaliada.
metrização no sistema, para contabilização b) ao praticar o teste primário de supera-
de uma nova verba de horas extras a pa- valiação na conta de Estoques, a mesma
gar, de 100% de acréscimo. A folha de pa- estará com seu saldo sub-avaliado e o
gamentos apresentava remuneração de R$ Contas a Pagar superavaliado.
20.000,00 nessa verba. Dessa forma, pode- c) independentemente da atividade da
-se afirmar que: empresa, terrenos devem ser sempre
contabilizados no Imobilizado, por se
a) o passivo está superavaliado e o resulta- tratar de bem imóvel.
do está subavaliado. d) ao proceder o teste primário de supera-
b) o ativo está subavaliado e o passivo está valiação do Contas a Receber, este apre-
superavaliado. sentará saldo sub-avaliado.
c) o passivo está subavaliado e o resultado e) o referido procedimento está adequa-
está subavaliado. do, em virtude de a atividade da empre-
d) os saldos estão adequados sem subava- sa ser de comercialização de imóveis.
liação ou superavaliação.
e) o passivo está superavaliado e o resulta-
do está superavaliado.

Gabarito: 1. C 2. E 3. C 4. C 5. C 6. E 7. C 8. C 9. E 10. E 11. C 12. Anulada 13. B 14. A

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EVENTOS SUBSEQUENTES

Definições:
Data das demonstrações contábeis é a data de encerramento do último período coberto pelas
demonstrações contábeis.
Data de aprovação das demonstrações contábeis é a data em que todos os quadros que
compõem as demonstrações contábeis foram elaborados e em que aqueles com autoridade
reconhecida afirmam que assumem a responsabilidade por essas demonstrações contábeis.
Data do relatório do auditor independente é a data do relatório do auditor independente sobre
as demonstrações contábeis de acordo com a NBC TA 700.
Data de divulgação das demonstrações contábeis é a data em que o relatório do auditor
independente e as demonstrações contábeis auditadas são disponibilizados para terceiros.
Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a
data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor
independente após a data do seu relatório.
Os objetivos do auditor em relação aos eventos subsequentes são:
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a) obter evidência sobre se os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e
Eventos Subsequentes
a data do relatório do auditor independente, que precisam ser ajustados ou divulgados nas
demonstrações contábeis, estão adequadamente refletidos; e
b) responder adequadamente aos fatos que chegaram ao conhecimento do auditor
independente após a data de seu relatório, que, se fossem do seu conhecimento naquela
data (do relatório), poderiam ter levado o auditor a alterá-lo.

Emissão  do  
Término  do   Divulgação  das  
 1   Relatório  de    2    3  
Exercício  Social   Demonstrações  
Auditoria  

1. Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do


relatório do auditor independente

O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter


evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos entre a data
das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que precisam ser
ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram identificados.

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O auditor independente deve executar tais procedimentos de forma a cobrir o período entre a
data das demonstrações contábeis e a data do seu relatório, ou o mais próximo possível dessa
data.
Se, em decorrência dos procedimentos aplicados, o auditor identificar eventos que requeiram
ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis, o auditor independente deve determinar
se cada um desses eventos está refletido de maneira apropriada nas referidas demonstrações
contábeis, de acordo com a estrutura conceitual aplicável.
O auditor independente deve solicitar à administração e, quando apropriado, aos responsáveis
pela governança, uma representação formal de que todos os eventos subsequentes à data
das demonstrações contábeis e que, segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável,
requeiram ajuste ou divulgação foram ajustados ou divulgados.

2. Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a


data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações
contábeis

O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria


em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a
data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor
tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia
ter levado o auditor a alterar seu relatório, ele deve:
a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela
governança;
b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo;
c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.
Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve:
a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração;
b) estender os procedimentos de auditoria até a data do novo relatório do auditor
independente; e
c) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo
relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das
demonstrações contábeis alteradas.
Entretanto, se a legislação não proíbe a administração de restringir a alteração das
demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou dos eventos subsequentes que causaram
esta, o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes a essa
alteração. Nesses casos, o auditor independente deve alterar o relatório para incluir data
adicional restrita a essa alteração que indique que os procedimentos do auditor independente
sobre os eventos subsequentes estão restritos unicamente às alterações das demonstrações
contábeis descritas na respectiva nota explicativa.

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Exemplo de dupla data
(Data do relatório do auditor independente), exceto para a Nota Y, que é de (data da conclusão
dos procedimentos de auditoria restritos à alteração descrita na Nota Y).

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Eventos Subsequentes – Momento 2


Eventos Subsequentes
Momento 2

Se a
Auditor fica Define se as DC
Questiona a administração
sabendo de fato devem ser
administração altera as
que não sabia alteradas
demonstrações ...

Auditor passa a
ter Auditor emite DC e relatório do
responsabilidade nova opinião ou auditor são
novamente em emite relatório publicados
auditar o que foi com dupla data
alterado

3. Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a


divulgação das demonstrações contábeis

Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem obrigação
de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis.
Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar
conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório do auditor
independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor independente deve:
a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela
governança;
b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo,
indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis.
Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve:
a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações
e revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os que
receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do auditor
independente sejam informados da situação;
b) quando a legislação proibir a administração de restringir a alteração das DCs aos efeitos
dos eventos subsequentes que causaram essa alteração:

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(i) estender os procedimentos de auditoria até a data do novo relatório do auditor


independente e datar o novo relatório com data posterior à data de aprovação das
demonstrações contábeis reapresentadas; e
(ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis
reapresentadas;
c) quando a legislação não proibir a administração de restringir a alteração das DCs aos efeitos
dos eventos subsequentes que causaram essa alteração, alterar o relatório do auditor
independente no que se refere às alterações realizadas nas DCs pela administração.
O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase
com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração
das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo
auditor independente.
Caso a administração não tome as providências necessárias para garantir que todos os que
receberam as demonstrações contábeis emitidas anteriormente sejam informados da situação
e não altere as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considere
necessário alterar, o auditor independente deve notificar a administração e os responsáveis
pela governança, de que procurará evitar o uso por terceiros daquele relatório no futuro.
Se, apesar dessa notificação, a administração ou os responsáveis pela governança não tomarem
as referidas providências necessárias, o auditor independente deve tomar as medidas
apropriadas para tentar evitar o uso por terceiros daquele relatório de auditoria.

Eventos Subsequentes – Momento 3


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Eventos Subsequentes
Momento 3

Se a
Auditor fica Define se as
Questiona a administração
sabendo de fato alterações devem
administração altera as
que não sabia ser alteradas
demonstrações ...

Auditor passa a
DC e relatório do Auditor deve
ter Auditor emite
auditor, com verificar
responsabilidade nova opinião ou
parágrafo de providências
novamente em emite relatório
ênfase, são adotadas pela
auditar o que foi com dupla data
republicados empresa
alterado

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Questões

CESPE unicamente às alterações das demons-


trações contábeis descritas na respecti-
va nota explicativa.
1. (CESPE – TRE-ES – Analista Judiciário – c) substituir a data do término dos traba-
2011) lhos, ressalvando o evento subsequen-
te, mencionando a impossibilidade de
No período entre a conclusão do trabalho avaliação dos impactos.
de auditoria e a emissão do parecer, podem d) adicionar parágrafo de outros assuntos,
ocorrer eventos subsequentes relevantes. evidenciando o evento subsequente,
Se houver necessidade de ajuste nas de- mencionando a responsabilidade dos
monstrações como de revelação em nota administradores sobre os efeitos desse
explicativa e a administração os efetuar, o novo evento.
parecer não precisará conter ressalva, de- e) determinar a data de término dos tra-
vendo o auditor alterar a data do parecer balhos, evidenciando a reavaliação das
para a da ocorrência do evento em questão demonstrações contábeis de forma
ou, então, manter a data original e fazer re- completa e evidenciando que não há
ferência à data de ocorrência do evento sub- impactos nas demonstrações anterior-
sequente. mente apresentadas.
( ) Certo   ( ) Errado
3. (ESAF – SEFAZ-SP – APOFP – 2009)
As seguintes opções constituem exemplos
ESAF de transações e eventos subsequentes, ex-
ceto:
2. (ESAF – RFB – 2014) a) perda em contas a receber decorrente
A administração da empresa Elevação S.A. de falência do devedor.
restringiu a alteração das demonstrações b) alteração do controle societário.
contábeis aos efeitos do evento subsequen- c) aporte de recursos, inclusive como au-
te que causou a alteração. A legislação vi- mento de capital.
gente, à qual a empresa está subordinada, d) variação sazonal dos custos com insu-
não proíbe a empresa de proceder desta mos.
forma. Nesta situação, o auditor deve alte- e) destruição de estoques em decorrência
rar o relatório de auditoria para: de sinistro.

a) retificar a data definitiva em que a em- 4. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009)


presa deverá fazer a publicação, res-
salvando essa alteração nas demons- A empresa Grandes Negócios S.A. adquiriu
trações contábeis, sem emitir posição a principal concorrente, após o encerramen-
sobre o evento subsequente. to do balanço e a emissão do parecer pelos
b) incluir data adicional restrita a essa alte- auditores. No entanto, a empresa ainda não
ração que indique que os procedimen- havia publicado suas demonstrações com o
tos do auditor independente, sobre os parecer. Nessa situação, a firma de auditoria
eventos subsequentes, estão restritos deve:

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a) manter o parecer com data anterior ao a) ao acaso.
evento, dando encerramento aos traba- b) estatística.
lhos. c) em bloco.
b) obrigatoriamente, rever o parecer con- d) aleatória.
siderando o fato relevante. e) de unidades monetárias.
c) estabelecer que a empresa inclua o
evento relevante nas notas explicativas. 7. (FCC – TCE-RS – 2014)
d) refazer o parecer considerando as no-
vas informações, determinando nova Segundo as Normas Brasileiras de Conta-
data para publicação das demonstra- bilidade Técnicas de Auditoria – NBC TA,
ções contábeis. a amostragem em auditoria destina-se a
e) decidir se as demonstrações devem ser possibilitar conclusões a serem tiradas de
ajustadas, discutir o assunto com a ad- uma população inteira com base no teste
ministração e tomar as medidas apro- de amostragem dela extraída (NBC TA 500).
priadas às circunstâncias. Existem muitos métodos para selecionar
amostras (NBC TA 530), entre os principais
5. (ESAF – Pref. Natal – ATM – 2008) citados nas normas. Aquela em que a quan-
tidade de unidades de amostragem na po-
Não corresponde a um evento subsequente pulação é dividida pelo tamanho da amos-
que gera ajuste nas demonstrações finan- tra para dar um intervalo de amostragem é
ceiras: a seleção:
a) decisão definitiva de processo judicial, a) em bloco.
dando ganho ou perda da causa que re- b) estatística.
presente valor relevante. c) aleatória.
b) perda de valor de investimentos, em d) ao acaso.
decorrência do declínio do valor de e) sistemática.
mercado das ações.
c) descoberta de erros ou fraudes poste- 8. (FCC – TRT - 15ª Região – 2013)
riores, que afetam o resultado da em-
presa. O auditor da empresa Seringueira S.A. ela-
d) determinação de valores referentes a borou exame seletivo nas notas fiscais emi-
pagamento de participação nos lucros tidas, para confirmação do saldo de Contas
ou referente a gratificações assumidas a Receber e da Receita do período. Referido
legalmente e não formalizadas. procedimento:
e) ativos deteriorados, que constavam a) é suficiente para confirmação dos sal-
com valor significativo e que não foram dos, por expressar o perfil da população
ajustados. inteira.
b) é um meio eficiente de constituir uma
FCC amostragem em auditoria.
c) não é um meio eficiente de obter evi-
dência de auditoria.
6. (FCC – ICMS-PI – 2015) d) é um meio eficiente de obter evidência
Entre os principais métodos de seleção de de auditoria, mas não podem ser proje-
amostras citados nas Normas Brasileiras de tados para a população inteira.
Contabilidade Técnicas de Auditoria, aquela e) não é um meio de evidências previsto
em que o tamanho, a seleção e a avaliação nas normas de auditoria, sendo vedada
da amostra resultam em uma conclusão em a utilização.
quantias de dinheiro é a amostragem

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MTE - Auditor Fiscal do Trabalho – Auditoria – Prof. Rodrigo Fontenelle

9. (FCC – TRT - 12ª Região – 2013) a) superar a 100 unidades a quantidade de


itens que compõe a amostra.
A técnica utilizada para que, estatisticamen- b) existir risco de mais de 10% da amostra
te, seja possível formar um conceito mais se- conter erros.
guro do todo a ser auditado é chamada de: c) houver uma grande amplitude nos valo-
a) seleção objetiva. res dos itens a serem selecionados.
b) inspeção por pontos relevantes. d) for identificada uma linearidade nos va-
c) auditoria especializada. lores dos itens a serem selecionados.
d) exame qualitativo. e) for pequeno o número de itens que
e) amostragem. compõe a amostra.

10. (FCC – ICMS-SP – 2013) 13. (FCC – TRE-SP – 2012)

É correto afirmar, em relação ao fator de A técnica de amostragem que consiste em


confiança na seleção da amostra, que quan- dividir uma população em subpopulações,
to: cada uma sendo um grupo de unidades de
amostragem com características semelhan-
a) maior o fator de confiança, maior o ta- tes é denominada amostragem:
manho da amostra e menor o nível de
segurança obtido. a) randômica.
b) menor o fator de confiança, maior o ta- b) estratificada.
manho da amostra e da estratificação c) de seleção em bloco.
permitida. d) aleatória.
c) maior o fator de confiança, menor o ta- e) de seleção com base na experiência do
manho da amostra e menor o nível de auditor.
segurança obtido.
d) menor o fator de confiança, menor o 14. (FCC – INFRAERO – 2011)
tamanho da amostra e da estratificação Em relação à utilização de amostragem na
permitida. auditoria, é correto afirmar:
e) maior o fator de confiança, maior o ta-
manho da amostra e o nível de seguran- a) A amostragem utilizada em auditoria é
ça obtido. necessariamente probabilística, sob pena
de ocorrerem riscos decorrentes da utili-
11. (FCC – ISS-SP – 2012) zação do julgamento pessoal do auditor
sobre os itens a serem selecionados.
O aumento no uso de procedimentos subs- b) A estratificação é o processo de divi-
tantivos no processo de auditoria para con- dir uma população em subpopulações,
firmação dos saldos do contas a receber da cada qual contendo um grupo de unida-
empresa Financia S.A.: des de amostragem com características
a) exige a estratificação da amostra. heterogêneas.
b) obriga que a amostra seja aleatória. c) O tamanho da amostra a ser determina-
c) possibilita um aumento da amostra. da pelo auditor deve considerar o risco
d) causa uma diminuição da amostra. de amostragem, bem como os erros to-
e) não influencia no tamanho da amostra. leráveis e os esperados.
d) O erro tolerável é o erro mínimo na po-
12. (FCC – ISS-SP – 2012) pulação que o auditor está disposto a
aceitar e, ainda assim, concluir que o re-
A estratificação da amostra pode ser útil sultado da amostra atingiu o objetivo da
quando: auditoria.

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e) Quando o erro projetado for inferior ao d) amostragem por bloco.
erro tolerável, o auditor deve reconsi- e) amostragem ao acaso.
derar sua avaliação anterior do risco
de amostragem e, se esse risco for ina- 17. (FCC – TCM-CE – ACE – 2010)
ceitável, considerar a possibilidade de
ampliar o procedimento de auditoria ou Conforme normas técnicas de auditoria in-
executar procedimentos de auditoria al- dependente, NÃO se refere à definição de
ternativos. uma amostragem de auditoria:
a) a possibilidade de existência de fraude.
15. (FCC – TCE-SE – 2011) b) os fins específicos da auditoria.
Segundo a NBC TA 530, que versa sobre a c) a população da qual o auditor deseja ex-
utilização de amostragem em auditoria, é trair a amostra.
correto afirmar: d) as condições de desvio ou distorção.
e) a natureza da evidência da auditoria.
a) O objetivo da estratificação da amos-
tra é o de aumentar a variabilidade dos 18. (FCC – SEFAZ-SP – Fiscal de Rendas – 2009)
itens de cada estrato e permitir que o
tamanho da amostra seja aumentado. O auditor, ao escolher as notas fiscais a se-
b) Quanto menor o risco de amostragem rem examinadas, determinou que fossem
que o auditor está disposto a aceitar, separadas as notas com último dígito repre-
menor deve ser o tamanho da amostra. sentado pelo número cinco. Esse procedi-
c) Anomalia é a distorção ou o desvio com- mento representa uma seleção:
provadamente representativo de distor- a) casual.
ção ou desvio em uma população. b) sistemática.
d) O método de seleção da amostra em c) aleatória.
que o auditor não segue nenhuma téc- d) direcionada.
nica estruturada é denominado método e) geométrica.
de seleção aleatório.
e) Quanto maior a confiança do auditor 19. (FCC – TJ-PI – Auditor – 2009)
em procedimentos substantivos (testes
de detalhes ou procedimentos analíti- Seleção casual da amostragem é o tipo de
cos substantivos), menor pode ser o ta- seleção:
manho da amostra.
a) aleatória, a ser utilizada quando os va-
lores do componente patrimonial apre-
16. (FCC – SEFAZ-SP – APOFP – 2010)
sentam grande índice de dispersão.
Para propiciar representatividade da popu- b) randômica, com o objetivo de aumentar
lação contábil aplicada nos testes de audito- o risco de detecção.
ria, o auditor pode estipular intervalos uni- c) estratificada, a ser utilizada quando os
formes entre os itens a serem selecionados valores do componente patrimonial
como um método de seleção de amostras apresentam grande índice de dispersão.
denominado: d) baseada na experiência profissional do
auditor.
a) números aleatórios. e) com o objetivo de aprofundar riscos de
b) amostragem de atributos. fraude ou de erro nos controles inter-
c) amostragem sistêmica. nos.
Gabarito: 1. C 2. B 3. D 4. E 5. B 6. E 7. E 8. D 9. E 10. E 11. D 12. C 13. B 14. C 15. E 16. C 17. A 
18. B 19. D

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AMOSTRAGEM

Um teste eficaz fornece evidência de auditoria apropriada e suficiente quando, considerada


com outra evidência de auditoria obtida ou a ser obtida, for suficiente para as finalidades do
auditor. Os meios à disposição do auditor para a seleção de itens a serem testados são:
a) seleção de todos os itens (exame de 100%);
b) seleção de itens específicos; e
c) amostragem de auditoria.

Quando utilizar censo

•• População pequena.
•• Há um risco significativo e outros meios não fornecem evidência de auditoria suficiente e
adequada.
•• Características são de fácil mensuração.
•• Necessidade de alta precisão.
•• Custo não é alto.

Objetivo

O objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de proporcionar uma base


razoável para ele concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada.

Fonte: Barbetta (2006)

www.acasadoconcurseiro.com.br 97
Definições

Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100%


dos itens de população relevantes para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades
de amostragem tenham a mesma chance de ser selecionadas para proporcionar uma base
razoável que possibilite ao auditor concluir sobre toda a população.
População é o conjunto completo de dados a partir do qual a amostra é selecionada e sobre o
qual o auditor deseja concluir.
Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes características:
a) seleção aleatória dos itens da amostra; e
b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a
mensuração do risco de amostragem. Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

Unidade de amostragem é cada um dos Amostragem


itens individuais que constituem uma população.

•  Valor monetário definido pelo auditor para


obter um nível apropriado de segurança de
Distorção tolerável   que esse valor monetário não seja excedido
pela distorção real na população.  

•  Taxa de desvio dos procedimentos de


controles internos previstos, definida pelo
Taxa tolerável de auditor para obter um nível apropriado de
desvio   segurança de que essa taxa de desvio não
seja excedida pela taxa real de desvio na
população.  

Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo


um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor
monetário).
Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção
ou desvio em uma população.
Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse
ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.
Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão
errônea, por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de amostragem.
O risco de amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas:
a) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados mais eficazes do que
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que não seja identificada distorção
relevante, quando, na verdade, ela existe.

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O auditor está preocupado com esse tipo de conclusão errônea, porque ela afeta a eficácia da
auditoria e é provável que leve a uma opinião de auditoria não apropriada.
b) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados menos eficazes do
que realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que seja identificada distorção
relevante, quando, na verdade, ela não existe.
Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da auditoria, porque ela normalmente levaria
Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

a um trabalho adicional para estabelecer que as conclusões iniciais estavam incorretas.


Amostragem

Afeta  a  Eficácia   Afeta  a  Eficiência  


Controles  são  considerados  mais   Controles  são  considerados  menos  
eficazes  do  que  realmente  são.   eficazes  do  que  realmente  são.    
 (Risco  de  Superavaliação  de   (Risco  de  Subavaliação  de  
Confiabilidade)   Confiabilidade)    

Não  se  detectou  distorção  relevante   Detectou-­‐se  distorção  relevante  mas  


mas  ela  existe.     ela  não  existe.    
(Risco  de  aceitação  Incorreta)    (Risco  de  rejeição  Incorreta)  

Definição da amostra

Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento


de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra.
A amostragem em auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem de amostragem não
estatística como a estatística.
Ao considerar as características da população da qual a amostra será extraída, o auditor pode
determinar que a estratificação ou a seleção com base em valores é apropriada.
Na determinação da amostra, o auditor deve levar em consideração os seguintes fatores
(Doutrina):
a) objetivo da amostra;
b) população objeto da amostra;
c) estratificação da amostra;
d) tamanho da amostra;
e) risco da amostragem;
f) erro tolerável; e
g) erro esperado.

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Estratificação

A eficiência da auditoria pode ser melhorada se o auditor estratificar a população, dividindo-a


em subpopulações distintas que tenham características similares. O objetivo da estratificação
é reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e, portanto, permitir que o tamanho da
amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem.
Os resultados dos procedimentos de auditoria aplicados a uma amostra de itens dentro de
um estrato só podem ser projetados para os itens que compõem esse estrato. Para concluir
sobre toda a população, o auditor precisa considerar o risco de distorção relevante em relação
a quaisquer outros estratos que componham toda a população.

Estrato 1
População Inicial
De R$ 1,00 a
R$ 5.000,00
R$ 1,00   Estrato 2
R$ 50,00 De R$
R$ 1.000,00 5.001,00 a
R$ 50.000,00 Estrato 3 R$
R$ 200.000,00 30.000,00
  De R$  
30.001,00
a R$
200.000,00
 

Se uma classe de operações ou o saldo de uma conta tiver sido dividido em estratos, a distorção
é projetada para cada estrato separadamente. As distorções projetadas para cada estrato são,
então, combinadas na consideração do possível efeito das distorções no total das classes de
operações ou do saldo da conta.

Seleção com base em valor

Ao executar os testes de detalhes, pode ser eficaz identificar a unidade de amostragem como
unidades monetárias individuais que compõem a população. Após ter selecionado unidades
específicas da população, o auditor pode, então, examinar os itens específicos.

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Tamanho da amostra

O auditor deve determinar o tamanho de amostra suficiente para reduzir o risco de amostragem
a um nível mínimo aceitável.
O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da
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amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o
tamanho da amostra. Amostragem

Risco

Amostra

Exemplos de fatores que influenciam o tamanho da amostra

Testes de Controle
Fator Relação
Taxa tolerável de Desvio Inversa
Taxa esperada de Desvio Direta
Nível de segurança desejado pelo auditor Direta
Extensão da avaliação de riscos dos controles relevantes Direta

Testes de Detalhes
Fator Relação
Distorção Tolerável Inversa
Risco de Distorção Relevante Direta
Distorção Esperada Direta
Estratificação da População Redução
Uso de Procedimentos Alternativos Inversa

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Amostragem

•  Assegura que todos os itens da população


Aleatória tenham a mesma possibilidade de serem
escolhidos.

•  Intervalo constante entre cada item selecionado.


Sistemática •  Divide a população pelo tamanho da amostra
desejado

•  Julgamento profissional do auditor


Ao acaso Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  
•  Não estatística
Amostragem

•  Seleção com base em valores, na qual o tamanho, a


Unidade seleção e a avaliação da amostra resultam em uma
Monetária conclusão em valores monetários.

•  Seleção de um ou mais blocos de itens contíguos da


população.
•  Geralmente não pode ser usada em amostragem de
Bloco auditoria, pois está estruturada de modo que esses
itens em sequência podem ter características
semelhantes entre si, mas características diferentes de
outros itens de outros lugares da população.

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Questões

CESPE 5. (CESPE – FUB-DF – 2013)


O exame de todos os documentos ou opera-
ções pode ser desejável e adequado quan-
1. (CESPE – DPU – 2016) do esses documentos ou operações forem
poucos e de valor unitário elevado, ou,
Para reduzir o erro tolerável em uma amos- também, quando houver risco relevante e
tra aleatória simples, é necessário que o au- outros meios não oferecerem evidência de
ditor também reduza o tamanho da amos- auditoria apropriada e suficiente.
tra.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado

2. (CESPE – FUB-DF – 2013) 6. (CESPE – AFT – 2013)


Uma das vantagens do critério de seleção A aplicação do método da amostragem é,
de itens acima de determinado valor é que, em geral, recomendada nos trabalhos de
pela lei dos grandes números, tal procedi- auditoria, exceto no caso de a população e
mento permitirá verificar uma grande pro- a amostra serem muito pequenas, no de a
porção do valor total de determinada conta população ser grande e suas características
ou tipo de transação. serem de difícil mensuração ou no de não
haver necessidade de alta precisão.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado
3. (CESPE – FUB-DF – 2013)
Um depósito elevado além dos limites usu- 7. (CESPE – TCU – 2013)
ais, creditado na conta de uma empresa, in- Recomenda-se o emprego de amostragem
compatível com a sua atividade e a sua mo- estatística na auditoria, exceto em casos de
vimentação, é considerado uma anomalia e amostra extensa, difícil mensuração das ca-
deve levar o auditor a obter um alto grau de racterísticas da população e desnecessida-
certeza de que essa distorção ou desvio não de de alta precisão.
seja representativo da população.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado

4. (CESPE – FUB-DF – 2013) 8. (CESPE – CNJ – 2013)

No caso de um auditor se deparar com A respeito das normas de auditoria aplicá-


grandes populações, deverá aumentar pro- veis ao setor público, julgue os itens subse-
porcionalmente o tamanho da amostra, quentes, considerando que a sigla TCU cor-
para assegurar o mesmo grau de confiança responde ao Tribunal de Contas da União.
que alcançaria no caso de uma população
Considere que, na determinação da quanti-
pequena.
dade de processos licitatórios a serem ana-
( ) Certo   ( ) Errado lisados em uma auditoria, o auditor tenha

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determinado o nível de confiança estatísti- possa avaliar a gestão de riscos dos financia-
ca em 95% e um erro tolerável de 5%, com mentos concedidos, é mais adequado em-
emprego da amostragem aleatória simples. pregar a amostragem estratificada em fun-
Nessa situação, durante o processo de re- ção das classes de clientes, o que terá maior
visão, se a supervisão da equipe de audito- probabilidade de aumentar a eficiência do
ria sugerir reduzir o erro tolerável, será ne- trabalho, desde que as subpopulações se-
cessário aumentar o tamanho da amostra, jam distintas e cada classe possua caracte-
mantendo-se o mesmo nível de significân- rísticas similares.
cia.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado
12. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
9. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
Com base nos procedimentos de empre-
Com base nos procedimentos de empre- go de amostragem em auditoria, julgue os
go de amostragem em auditoria, julgue os itens a seguir.
itens a seguir.
O risco de amostragem está relacionado,
Na aplicação de testes de controles, o risco entre outras hipóteses, com a possibilidade
de amostragem pode indicar conclusões in- de que uma amostra tenha sido selecionada
corretas, ao evidenciar uma distorção rele- com base em critérios estatísticos corretos,
vante, que, na verdade, inexiste. mas que não é adequada para representar a
população.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado
10. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
13. (CESPE – TELEBRAS – 2013)
Com base nos procedimentos de empre-
go de amostragem em auditoria, julgue os Com base nos procedimentos de empre-
itens a seguir. go de amostragem em auditoria, julgue os
itens a seguir.
Em auditoria, quando a população é muito
grande, deve-se realizar a amostragem, que Um auditor deve se ater aos aspectos quan-
é a aplicação de procedimentos exclusiva- titativos dos desvios amostrais obtidos nas
mente estatísticos na totalidade da popula- amostragens estatísticas, uma vez que os
ção para a seleção de uma amostra repre- desvios causados por aspectos qualitativos
sentativa do estudo. são pouco relevantes para a auditoria.
( ) Certo   ( ) Errado ( ) Certo   ( ) Errado

11. (CESPE – TELEBRAS – 2013) 14. (CESPE – DPF – 2013)


Com base nos procedimentos de empre- O não reconhecimento de uma distorção ou
go de amostragem em auditoria, julgue os de um desvio constitui um risco resultante
itens a seguir. do uso de amostragem em auditoria.
Considere que uma carteira de clientes de ( ) Certo   ( ) Errado
uma instituição financeira seja composta
pelas classes ouro, prata, cobre e lata. Para
que a auditoria realizada nessa instituição

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MTE - Auditor Fiscal do Trabalho – Auditoria – Prof. Rodrigo Fontenelle

15. (CESPE – TCDF – 2011) ESAF


Embora a amostra seja selecionada cienti-
ficamente e o emprego da amostragem es-
tatística seja recomendável quando os itens 19. (ESAF – RFB – 2014)
da população apresentem características
homogêneas, permanece a possibilidade de A eficiência da auditoria na definição e utili-
a conclusão obtida com base na amostra- zação da amostra pode ser melhorada se o
gem ser diferente daquela que seria conse- auditor:
guida se 100% da população fosse examina- a) aumentar a taxa de desvio aceitável da
da pelo mesmo procedimento de auditoria. amostra, reduzindo o risco inerente e
Julgue CERTO ou ERRADO. com características semelhantes.
( ) Certo   ( ) Errado b) diminuir o percentual a ser testado, mas
utilizar a seleção não estatística para
itens similares.
16. (CESPE – TRT - 21ª Região – 2010) c) concluir que a distorção projetada é
maior do que a distorção real de toda a
A aplicação de procedimentos de auditoria amostra.
a todos os pagamentos efetuados a fornece- d) estratificar a população dividindo-a em
dores de equipamentos de informática para subpopulações distintas que tenham ca-
determinado órgão da administração públi- racterísticas similares.
ca não é considerada amostragem de audi- e) mantiver os critérios de seleção unifor-
toria. mes e pré-definidos com a empresa au-
( ) Certo   ( ) Errado ditada.

20. (ESAF – DNIT – 2013)


17. (CESPE – TRE-BA – 2010)
Com relação à aplicação do método da
É recomendável o emprego da amostragem amostragem pelo Sistema de Controle Inter-
estatística quando os itens da população no, é correto afirmar que:
apresentarem características heterogêneas.
a) viabiliza ações de controle quando o
( ) Certo   ( ) Errado objeto alvo da ação é composto por ele-
mentos de elevado valor unitário e se
distribui de forma bem concentrada.
18. CESPE – TCDF – 2014)
b) para a Administração Pública os fatores
Aplicando o devido zelo profissional, a equi- tempo e custo são irrelevantes.
pe de auditoria elimina certamente a mar- c) a representatividade da amostra inde-
gem de erro própria dos trabalhos realiza- pende de sua forma de seleção e de seu
dos por amostragem ou outros sistemas de tamanho.
testes equivalentes. d) a representatividade da amostra é es-
sencial para que se possa extrair conclu-
( ) Certo   ( ) Errado sões válidas para o todo.
e) adota-se a amostra aleatória simples
preferencialmente quando os elemen-
tos da população estão distribuídos de
maneira heterogênea.

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21. (ESAF – CGU – 2012) 23. (ESAF – RFB – 2012)
Nos casos em que o auditor independente Ao selecionar os itens nas condições estabe-
desejar reduzir o tamanho da amostra sem lecidas na questão anterior, o auditor identi-
aumentar o risco de amostragem, dividin- ficou dois desvios.
do a população em subpopulações distintas
que tenham características similares, deve Dessa forma, pode-se afirmar que o nível de
proceder a um(a): segurança apresentado é:

a) Estratificação. a) alto.
b) Seleção com base em valores. b) baixo.
c) Teste de detalhes. c) moderado.
d) Seleção sistemática. d) sem segurança.
e) Detalhamento populacional. e) ponderado.

24. (ESAF – SEFAZ-PRJ – 2010)


(ESAF – RFB – 2012)
Avalie, se verdadeiro ou falso, os itens a se-
Com base na tabela a seguir, responda as guir a respeito do uso de amostragem esta-
próximas duas questões: tística em auditoria e assinale a opção que
indica a sequência correta.
Nível de Confiança Fator de Confiança
I – O nível de risco que o auditor está dispos-
99% 4,6 to a aceitar não afeta o tamanho da amos-
98% 3,7 tra exigido em razão da existência de outros
controles a serem utilizados;
95% 3,0
II – O auditor seleciona itens para a amos-
90% 2,3
tragem de forma que cada unidade de
85% 1,9 amostragem da população tenha a mesma
80% 1,6 chance de ser selecionada;

75% 1,4 III – Existem outros riscos não resultantes


da amostragem tais como o uso de procedi-
mentos de auditoria não apropriados;
22. (ESAF – RFB – 2012) IV – Para os testes de controle, uma taxa de
Considerando que o auditor estabeleceu um desvio da amostra inesperadamente alta
grau de confiança de 95% para a amostra e pode levar a um aumento no risco identifi-
que determinou uma taxa tolerável de des- cado de distorção relevante.
vio de 5%, o número de itens a serem testa- a) V, V, F, V
dos é: b) F, V, V, V
a) 19. c) V, V, V, F
b) 05. d) F, F, F, V
c) 60. e) V, F, V, F
d) 30.
e) 10.

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MTE - Auditor Fiscal do Trabalho – Auditoria – Prof. Rodrigo Fontenelle

25. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009)


O auditor, ao realizar o processo de escolha
da amostra, deve considerar:
I – que cada item que compõe a amostra é
conhecido como unidade de amostragem;
II – que estratificação é o processo de dividir
a população em subpopulações, cada qual
contendo um grupo de unidades de amos-
tragem com características homogêneas ou
similares;
III – na determinação do tamanho da amos-
tra, o risco de amostragem, sem considerar
os erros esperados.
a) Somente a I é verdadeira.
b) Somente a II é verdadeira.
c) I e III são verdadeiras.
d) Todas são falsas.
e) Todas são verdadeiras.

Gabarito: 1. E 2. C 3. C 4. E 5. C 6. E 7. E 8. C 9. C 10. E 11. C 12. C 13. E 14. E 15. C 16. C 17. E 
18. E 19. D 20. D 21. A 22. C 23. C 24. B 25. B

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RELATÓRIO DE AUDITORIA

Opinião do Auditor

Os objetivos do auditor são:


a) formar uma opinião sobre as demonstrações contábeis com base na avaliação das
conclusões atingidas pela evidência de auditoria obtida; e
b) expressar claramente essa opinião por meio de relatório de auditoria por escrito, que
também descreve a base para a referida opinião.

Opinião não modificada


Opinião não modificada ou sem modificações é a opinião expressa pelo auditor quando ele
conclui que as demonstrações contábeis são elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de
acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável.
O auditor especificamente deve avaliar se, segundo os requisitos da estrutura de relatório
financeiro aplicável:
a) as demonstrações contábeis divulgam adequadamente as práticas contábeis selecionadas
e aplicadas;
b) as práticas contábeis selecionadas e aplicadas são consistentes com a estrutura de
relatório financeiro aplicável e são apropriadas;
c) as estimativas contábeis feitas pela administração são razoáveis;
d) as informações apresentadas nas demonstrações contábeis são relevantes, confiáveis,
comparáveis e compreensíveis;
e) as demonstrações contábeis fornecem divulgações adequadas para permitir que os usuários
previstos entendam o efeito de transações e eventos relevantes sobre as informações
incluídas nas demonstrações contábeis; e
f) a terminologia usada nas demonstrações contábeis, incluindo o título de cada demonstração
contábil, é apropriada.

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Características do Relatório de Auditoria

Destinatário
O relatório do auditor independente é, normalmente, endereçado às pessoas para quem o
relatório de auditoria é elaborado, frequentemente para os acionistas ou para os responsáveis
pela governança da entidade, cujas demonstrações contábeis estão sendo auditadas.

Parágrafo Introdutório
O parágrafo introdutório do relatório do auditor independente deve:
a) identificar a entidade cujas demonstrações contábeis foram auditadas;
b) afirmar que as demonstrações contábeis foram auditadas;
c) identificar o título de cada demonstração que compõe as demonstrações contábeis;
d) fazer referência ao resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas; e
e) especificar a data ou o período de cada demonstração que compõe as demonstrações
contábeis.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis


O relatório do auditor independente deve descrever a responsabilidade da administração pela
elaboração das demonstrações contábeis. A descrição deve incluir uma explicação de que a
administração é responsável pela elaboração das demonstrações contábeis, de acordo com
a estrutura de relatório financeiro aplicável e pelos controles internos que a administração
determinar como necessários para a elaboração de demonstrações contábeis que não
apresentem distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro.

Responsabilidade do auditor
O relatório do auditor independente deve especificar que a responsabilidade do auditor é
expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis com base na auditoria.
O relatório do auditor independente deve especificar que a auditoria foi conduzida em
conformidade com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.
O relatório do auditor independente deve explicar, também, que essas normas requerem que o
auditor cumpra as exigências éticas, planeje e realize a auditoria para obter segurança razoável
de que as demonstrações contábeis não apresentam distorção relevante.
O relatório do auditor independente deve descrever a auditoria especificando que:
a) a auditoria envolve a execução de procedimentos para obtenção de evidência de auditoria
a respeito dos valores e divulgações nas demonstrações contábeis;

www.acasadoconcurseiro.com.br 109
b) os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação
dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se
causadas por fraude ou erro.
c) a auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a
razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação
da apresentação das demonstrações contábeis, tomadas em conjunto.

Opinião do auditor
Exemplo: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis consolidadas acima referidas
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e
financeira consolidada da Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras e suas controladas em 31
de dezembro de 2015, o desempenho consolidado de suas operações e os fluxos de caixa
consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de
relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB e as
práticas contábeis adotadas no Brasil.

Data do relatório do auditor independente


O relatório do auditor independente não pode ter data anterior à data em que ele obteve
evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar a sua opinião sobre as
demonstrações contábeis, incluindo evidência de que:
a) todas as demonstrações que compõem as demonstrações contábeis, incluindo as
respectivas notas explicativas, foram elaboradas; e
b) as pessoas com autoridade reconhecida afirmam que assumem a responsabilidade sobre
essas demonstrações contábeis.

RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE


Título e Destinatário
Introdução
Seção sobre a responsabilidade da administração
Seção sobre a responsabilidade do auditor e a extensão da auditoria
Seção sobre a opinião do auditor
Local, data e assinaturas

O auditor deve modificar a opinião no seu relatório de auditoria de acordo com a NBC TA 705
se:
a) concluir, com base em evidência de auditoria obtida, que as demonstrações contábeis
tomadas em conjunto apresentam distorções relevantes; ou
b) não conseguir obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para concluir se as
demonstrações contábeis tomadas em conjunto não apresentam distorções relevantes.

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Opinião com ressalva


•• Tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente, conclui que as distorções,
individualmente ou em conjunto, são relevantes, mas não generalizadas nas
demonstrações contábeis;
•• Ele não consegue obter evidência apropriada e suficiente de auditoria para suportar sua
opinião, mas conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas, se houver,
sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes, mas não generalizados.

Opinião adversa
•• O auditor deve expressar uma opinião adversa quando, tendo obtido evidência de auditoria
apropriada e suficiente, conclui que as distorções, individualmente ou em conjunto, são
relevantes e generalizadas para as demonstrações contábeis.

Abstenção de opinião
•• O auditor deve abster-se de expressar uma opinião quando não consegue obter evidência
de auditoria apropriada e suficiente para suportar sua opinião, e conclui que os possíveis
efeitos de distorções não detectadas, se houver, sobre as demonstrações contábeis
poderiam ser relevantes e generalizados.

Julgamento do auditor sobre a disseminação de forma


generalizada dos efeitos sobre as DCs.
Natureza do assunto
Relevante, mas não
Relevante e generalizado
generalizado
DCs apresentam distorções
COM RESSALVA ADVERSA
relevantes
DCs apresentam distorções Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

COM RESSALVA ABSTENÇÃO DE OPINIÃO


relevantes
Opinião do Auditor
Auditor  conseguiu  obter  
evidência  de  auditoria?  

NÃO.   SIM.  
Se  exis?rem  distorções  relevantes   Há  distorções  
elas  podem  ser  generalizadas?   relevantes?  

NÃO.   SIM.   NÃO.   SIM.  


Emite  opinião  com   Se  abstém  de   Emite  opinião  sem   Estão  
ressalvas.   opiniar.   ressalvas   generalizadas?  

NÃO.   SIM.  
Emite  opinião   Emite  opinião  
com  ressalvas.   adversa.  

www.acasadoconcurseiro.com.br 111
Se o auditor concluir que os possíveis efeitos de distorções não detectadas, se houver, sobre as
demonstrações contábeis poderiam ser relevantes e generalizados, de modo que uma ressalva
na opinião seria não adequada para comunicar a gravidade da situação, o auditor deve:
•• renunciar ao trabalho de auditoria, quando possível, de acordo com as leis ou regulamentos
aplicáveis; ou
•• se a renúncia ao trabalho de auditoria antes da emissão do seu relatório de auditoria
independente não for possível, abster-se de expressar uma opinião sobre as
demonstrações contábeis.

Parágrafo contendo a base para a modificação


Quando o auditor modifica a opinião sobre as demonstrações contábeis, ele deve, além dos
elementos específicos requeridos pela NBC TA 700, incluir um parágrafo no seu relatório de
auditoria independente que fornece uma descrição do assunto que deu origem à modificação.
O auditor deve colocar esse parágrafo imediatamente antes do parágrafo da opinião no seu
relatório de auditoria independente, utilizando o título “Base para opinião com ressalva”, “Base
para opinião adversa” ou “Base para abstenção de opinião”, conforme apropriado.
Se a modificação for decorrente da impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada
e suficiente, o auditor deve incluir as razões dessa impossibilidade no parágrafo contendo a
base para a modificação.
Mesmo que o auditor tenha emitido uma opinião adversa ou se abstido de expressar uma
opinião sobre as demonstrações contábeis, ele deve descrever, no parágrafo contendo a base
para a modificação, as razões para quaisquer outros assuntos os quais ele está ciente de que
teriam requerido uma modificação da opinião, assim como os respectivos efeitos.

Comunicação com os responsáveis pela governança


Quando o auditor prevê modificar a opinião no seu relatório, ele deve comunicar aos
responsáveis pela governança as circunstâncias que levaram à modificação prevista e o texto
proposto da modificação.

Informações suplementares apresentadas com as demonstrações


contábeis
No caso de serem apresentadas informações suplementares com as demonstrações contábeis
auditadas, não requeridas pela estrutura de relatório financeiro aplicável, o auditor deve avaliar
se essas informações suplementares estão claramente diferenciadas das demonstrações
contábeis auditadas.
Se essas informações suplementares não estão claramente diferenciadas das demonstrações
contábeis auditadas, o auditor deve pedir que a administração mude a forma de apresentação
das informações suplementares não auditadas. Se a administração se recusar a fazê-lo, o auditor
deve explicar no relatório do auditor independente que essas informações suplementares não
foram auditadas.

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Parágrafo de Ênfase e outros adicionais (NBC TA 706)


É o parágrafo incluído no relatório de auditoria referente a um assunto apropriadamente
apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis que, de acordo com o julgamento
do auditor, é de tal importância, que é fundamental para o entendimento pelos usuários das
demonstrações contábeis.
Quando o auditor incluir um parágrafo de ênfase no relatório, ele deve:
a) incluí-lo imediatamente após o parágrafo de opinião no relatório do auditor;
b) usar o título “Ênfase” ou outro título apropriado;
c) incluir no parágrafo uma referência clara ao assunto enfatizado e à nota explicativa que
descreva de forma completa o assunto nas demonstrações contábeis; e
d) indicar que a opinião do auditor não se modifica no que diz respeito ao assunto enfatizado.

Circunstâncias em que um parágrafo de ênfase pode ser necessário:


•• existência de incerteza relativa ao desfecho futuro de litígio excepcional ou ação
regulatória;
•• aplicação antecipada (quando permitido) de nova norma contábil (por exemplo, nova
prática contábil introduzida pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC)) com efeito
disseminado de forma generalizada nas demonstrações contábeis, antes da sua data de
vigência;
•• grande catástrofe que tenha tido, ou continue a ter, efeito significativo sobre a posição
patrimonial e financeira da entidade.
Situações em que é exigida a inclusão de um parágrafo de ênfase:
•• eventos subsequentes;
•• dúvida quanto à continuidade operacional da empresa;
•• auditoria de propósitos especiais.

Parágrafos de outros assuntos no relatório do auditor independente


Se o auditor considerar necessário comunicar outro assunto, não apresentado nem divulgado
nas demonstrações contábeis, e que, de acordo com seu julgamento, é relevante para o
entendimento, pelos usuários, da auditoria, da responsabilidade do auditor ou do relatório
de auditoria, e não for proibido por lei ou regulamento, ele deve fazê-lo em um parágrafo no
relatório de auditoria, com o título “Outros assuntos” ou outro título apropriado. O auditor
deve incluir esse parágrafo imediatamente após o parágrafo de opinião e qualquer parágrafo
de ênfase, ou em outra parte do relatório, se o conteúdo do parágrafo de outros assuntos for
relevante para a seção "Outras Responsabilidades de Relatório".

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Questões

CESPE rágrafo de ênfase e o parágrafo II é um pará-


grafo de opinião.
( ) Certo   ( ) Errado
1. (CESPE – TCU – 2015)
Situação hipotética: Os seguintes parágra- 2. (CESPE – TCU – 2015)
fos fazem parte de um relatório de audito-
res independentes: Situação hipotética: Um auditor indepen-
dente verificou que as taxas de depreciação
I – Conforme mencionado na nota explicati- utilizadas por uma empresa foram calcu-
va nº 3, em decorrência das reclassificações ladas pelo método das somas dos dígitos.
nela descritas, os valores correspondentes Além disso, o auditor verificou que tal pro-
referentes à demonstração do fluxo de cai- cedimento diferia daquele realizado no últi-
xa consolidado para o exercício findo em 31 mo exercício, quando foi adotado o método
de dezembro de 2013, apresentados para das quotas constantes, sem evidenciar em
fins de comparação, foram ajustados e es- notas explicativas.
tão sendo reapresentados como previsto
no CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudanças Assertiva: Diante desses fatos, por se tratar
de Estimativa e Retificação de Erro e CPC apenas de uma mudança de política con-
26(R1) – Apresentação das Demonstrações tábil, a conduta adequada do auditor inde-
Contábeis. Nossa opinião não contém modi- pendente seria considerar como não rele-
ficação relacionada a esse assunto. vante a alteração descrita.

II – Examinamos, também, as demonstra- ( ) Certo   ( ) Errado


ções individual e consolidada do valor adi-
cionado (DVA), referentes ao exercício findo 3. (CESPE – TCU – 2015)
em 31 de dezembro de 2014, elaboradas
sob a responsabilidade da administração da Ao emitir parecer com abstenção de opi-
Companhia, e cuja apresentação é requeri- nião para as demonstrações contábeis de
da pela legislação societária brasileira para uma entidade, o auditor não estará isento
companhias abertas. Essas demonstrações da responsabilidade de mencionar, no pare-
foram submetidas aos mesmos procedi- cer, qualquer desvio que possa influenciar a
mentos de auditoria descritos anterior- decisão do usuário das demonstrações, in-
mente e, em nossa opinião, estão adequa- dependentemente da relevância ou da ma-
damente apresentadas, em todos os seus terialidade desse desvio.
aspectos relevantes, em relação às demons-
( ) Certo   ( ) Errado
trações financeiras tomadas em conjunto.
Assertiva: Nesse caso, considerando-se a es-
4. (CESPE – TCE-RN – 2015)
trutura do relatório dos auditores indepen-
dentes sobre as demonstrações financeiras De acordo com as normas técnicas de audi-
(parecer dos auditores independentes), é toria estabelecidas nas normas brasileiras
correto afirmar que o parágrafo I é um pa- de contabilidade (NBC–TA), julgue os itens
seguintes.

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Se o auditor não obtiver evidência de audi- e) Em caso de incerteza acerca de fato
toria apropriada e suficiente para concluir relevante, o auditor deve abster-se de
que inexistem distorções relevantes nas opinar, desde que haja nota explicativa
demonstrações contábeis tomadas em con- da administração relacionada ao fato.
junto, ele não deverá modificar sua opinião
no relatório de auditoria. 7. (CESPE – TCE-TO – 2009)
( ) Certo   ( ) Errado O auditor contábil externo é responsável
pela emissão de parecer acerca das de-
monstrações contábeis de empresas. Acer-
5. (CESPE – MPE-PI – 2012) ca da responsabilidade do auditor e as es-
Com referência a papéis de trabalho e rela- pecificidades na condução de seus exames,
tórios de auditoria, julgue os itens a seguir. assinale a opção correta.

Considere que um auditor encarregado de a) De acordo com as normas de auditoria


realizar auditoria em determinada institui- geralmente aceitas, as fraquezas rele-
ção inclua em seu relatório o parágrafo de vantes encontradas ao longo dos exames
ênfase, por meio do qual ele expresse incer- devem necessariamente ser identifica-
tezas em relação a um fato relevante, cujo das separadamente e comunicadas no
desfecho possa afetar significativamente a relatório ao comitê de auditoria ou ór-
posição patrimonial dessa instituição. Nes- gão equivalente da empresa auditada.
se caso, a inclusão desse parágrafo de ênfa- b) Caso o auditor constate evidências de
se é motivo para que o relatório seja deno- que ativos não se encontram adequa-
minado parecer adverso. damente protegidos contra apropriação
indébita deverá apontar em seus papéis
( ) Certo   ( ) Errado de trabalho, mas não é obrigado a emitir
reportable condition sobre o assunto.
6. (CESPE – TCE-TO – 2009) c) Apesar das normas de auditoria não
exigirem revisões pós-auditoria, se o
O parecer dos auditores independentes é o
auditor descubra, logo após a data de
documento mediante o qual os mesmos ex-
emissão de seu parecer, um procedi-
pressam sua opinião acerca das demonstra-
mento que foi omitido ao longo de seus
ções contábeis nele indicadas. Acerca desse
exames, essa descoberta poderá resul-
assunto, assinale a opção correta.
tar em programa de inspeção de seu
a) Por meio do parecer, o auditor assume próprio sistema de controle de qualida-
responsabilidade de ordem privada, de de ou em uma revisão por pares.
natureza estritamente contratual. d) Caso o auditor constate evidências de
b) O parecer deve ser assinado por conta- que há instalações inadequadas para
dor ou técnico de contabilidade regu- a guarda de ativos deverá apontar em
larmente registrado em CRC. seus papéis de trabalho, mas não é
c) A data do parecer deve corresponder obrigado a emitir reportable condition
a das demonstrações que tenham sido sobre o assunto.
auditadas. e) Nos relatórios de reportable condition
d) O auditor, mesmo abstendo-se de emi- deverá conter parágrafo que indique
tir opinião a respeito das demonstra- que a finalidade dos trabalhos de audi-
ções, é responsável por mencionar toria é emitir parecer sobre as demons-
qualquer desvio relevante que possa trações contábeis e assegurar a eficiên-
influenciar a decisão do usuário das in- cia, eficácia e efetividade dos controles
formações. internos.

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8. (CESPE – TCU – 2008) d) (1) com abstenção de opinião // (2) ad-


verso
No processo de auditoria, após examinadas e) (1) adverso // (2) com abstenção de opi-
todas as evidências disponíveis, o auditor nião
pode confiar, integralmente, na fidedignida-
de e na correção das demonstrações contá- 11. (ESAF – CVM – 2010)
beis de uma entidade e, sempre que as evi-
dências sejam insuficientes, o auditor deve No parecer sobre as demonstrações contá-
fazer ressalvas em seu parecer. beis, o auditor deve emitir sua opinião afir-
mando se estas representam adequadamen-
( ) Certo   ( ) Errado te ou não a situação patrimonial da entidade.
Nesse parecer, devem ser observados os se-
guintes aspectos relevantes, exceto:
ESAF a) as obrigações para o período seguinte.
b) a origem e a aplicação dos recursos para
o período a que correspondem.
9. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009) c) as mutações do patrimônio líquido.
d) a posição patrimonial e financeira.
A empresa de Transportes S.A. é uma em- e) o resultado das operações no período.
presa que tem seus registros contábeis e
procedimentos estabelecidos por agência 12. (ESAF – SUSEP – 2010)
de fiscalização. A agência estabeleceu pro-
cedimento para registro das concessões que O auditor externo, ao avaliar as demonstra-
diverge significativamente, do procedimen- ções contábeis da empresa Evolution S.A.,
to estabelecido pelo Conselho Federal de identificou que a empresa está discutindo a
Contabilidade. Nessa situação, deve o audi- similaridade de seus produtos com produ-
tor emitir parecer: tos de concorrentes que possuem isenção
de tributação. A empresa não vem reco-
a) sem abstenção de opinião. lhendo o referido tributo há mais de 5 anos
b) adverso. e o valor relativo a essa contingência é signi-
c) com ressalva. ficativo. Caso a decisão vier a ser contrária
d) sem ressalva, mas evidenciando em à empresa, a mesma entrará em processo
nota explicativa a divergência. de descontinuidade. A decisão deve ter seu
e) com abstenção de opinião. mérito julgado em quatro anos. Dessa for-
ma deve o auditor emitir parecer:
10. (ESAF – SEFAZ-SP – APOFP – 2009)
a) negativa de opinião, por não poder fir-
Assinale a opção que preenche corretamen- mar opinião sobre as demonstrações
te as lacunas da seguinte frase: “O auditor contábeis.
deve emitir parecer ______(1)______ quan- b) com ressalva, evidenciando o fato como
do verificar que as demonstrações contá- restritivo às demonstrações contábeis.
beis estão incorretas ou incompletas, em tal c) adverso, por não permitir avaliar as de-
magnitude que impossibilite a emissão do monstrações contábeis.
parecer ______(2)______.” d) sem ressalva, visto que há incerteza no
desdobramento da causa.
a) (1) adverso // (2) com ressalva
e) sem ressalva, com introdução de pará-
b) (1) com ressalva // (2) adverso
grafo de ênfase fazendo referência à
c) (1) com abstenção de opinião // (2) com
nota explicativa que deve descrever de-
ressalva
talhadamente o evento.

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13. (ESAF – RECEITA FEDERAL – 2009) 15. (FCC – TCE-CE – 2015)
Na emissão de parecer com abstenção de Na auditoria das demonstrações contábeis
opinião para as demonstrações contábeis do exercício de 2014 da Companhia de Dis-
de uma entidade, pode-se afirmar que: tribuição de Águas e Limpeza de Mananciais
do Estado, o auditor constatou diversas dis-
a) elimina a responsabilidade do auditor torções. Tendo o auditor obtido evidência
de emitir qualquer parecer devendo de auditoria apropriada e suficiente, con-
este comunicar à administração da em- cluiu que as distorções, individualmente ou
presa da suspensão dos trabalhos. em conjunto, são relevantes, mas não ge-
b) não suprime a responsabilidade do au- neralizadas nas demonstrações contábeis.
ditor de mencionar, no parecer, qual- Nestas condições, de acordo com as Normas
quer desvio, independente da rele- de Auditoria NBC TAs, deve o auditor:
vância ou materialidade, que possa
influenciar a decisão do usuário dessas a) expressar uma opinião com ressalva.
demonstrações. b) considerar as demonstrações contábeis
c) exclui a responsabilidade do auditor de irregulares.
se manifestar sob qualquer aspecto das c) expressar uma opinião adversa.
demonstrações. d) considerar as demonstrações contábeis
d) não elimina a responsabilidade do audi- regulares, com ressalvas.
tor de mencionar, no parecer, qualquer e) expressar uma opinião sem ressalva,
desvio relevante que possa influenciar mas com recomendação.
a decisão do usuário dessas demonstra-
ções. 16. (FCC – ICMS-PI – 2015)
e) extingue a responsabilidade do auditor
de mencionar, no parecer, qualquer des- O auditor, quando, não consegue obter evi-
vio relevante que possa influenciar a de- dência de auditoria apropriada e suficiente
cisão do usuário dessas demonstrações. para suportar sua opinião, concluindo que
os possíveis efeitos de distorções não detec-
tadas, se houver, sobre as demonstrações
contábeis poderiam ser relevantes e gene-
FCC ralizadas, deverá expressar sua opinião por
meio de
a) Relatório com Abstenção de opinião.
14. (FCC – TJ-PI – 2015)
b) Certificado de Regularidade com Ressal-
A auditoria consiste no levantamento, exa- va.
me e avaliação de procedimentos, opera- c) Parecer Adverso.
ções, rotinas e demonstrações contábeis d) Parecer Limpo com parágrafo de ênfase.
de uma entidade. A partir da compreensão e) Certificado de Regularidade.
conceitual, é correto dizer que o objeto do
trabalho de auditoria se circunscreve: 17. (FCC – CNMP – 2015)
a) a fatos não registrados documental- Na realização dos trabalhos de auditoria das
mente; demonstrações contábeis do exercício de
b) ao conjunto de elementos de controle 2014 da Indústria de Calças e Camisas do
do patrimônio administrado; Sul S/A, o auditor não conseguiu obter evi-
c) aos papéis de trabalho; dência apropriada e suficiente de auditoria
d) aos registros contábeis; para suportar sua opinião, mas concluiu que
e) ao relatório com a opinião de auditor. os possíveis efeitos de distorções não detec-

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tadas, se houver, sobre as demonstrações car que a auditoria foi conduzida de acordo
contábeis poderiam ser relevantes, mas não com as normas brasileiras e internacionais
generalizados. Nestas condições, o auditor de auditoria. O relatório deve explicar, tam-
deve: bém, que essas normas requerem o cumpri-
mento de exigências éticas pelo auditor e
a) considerar as demonstrações contábeis que:
irregulares.
b) expressar uma opinião, com ressalvas. a) os procedimentos de auditoria sejam
c) expressar uma opinião sem ressalvas, elaborados com o objetivo de solucio-
apenas para os itens examinados. nar e prevenir fraudes e erros.
d) comunicar ao conselho fiscal da empre- b) o programa de auditoria seja aprovado
sa e adotar novos procedimentos de au- pela administração da entidade.
ditoria. c) a auditoria seja planejada e executada
e) abster-se de expressar uma opinião. com o objetivo de obter segurança razo-
ável de que as demonstrações contábeis
18. (FCC – TCM-GO – 2015) estão livres de distorção relevante.
d) a aprovação e a divulgação das demons-
O auditor, quando obtida evidência de au- trações contábeis sejam de responsabi-
ditoria apropriada e suficiente, conclui que lidade do sistema de controle interno da
as distorções, individualmente ou em con- entidade.
junto, são relevantes e generalizadas para as e) a avaliação do controle interno seja exe-
demonstrações contábeis, deve expressar- cutada pela auditoria interna.
-se por meio de:
a) opinião adversa. 21. (FCC – SEFAZ-PE – 2014)
b) opinião sem ressalva. Bartolomeu Guimarães, auditor indepen-
c) renúncia do trabalho. dente, na realização de auditoria das de-
d) opinião com parágrafo de ênfase. monstrações contábeis da empresa Baratão
e) abstenção de opinião. do Norte S/A, tendo obtido evidências de
auditoria apropriadas e suficientes, concluiu
19. (FCC – SEFAZ-PE – 2014) que as distorções detectadas, individual-
O objetivo da auditoria é aumentar o grau mente ou em conjunto, são relevantes e
de confiança nas demonstrações contábeis generalizadas para as demonstrações contá-
por parte dos usuários. No relatório do au- beis. Nestas condições, o auditor deve:
ditor independente deve constar que a ela- a) emitir uma opinião adversa.
boração e adequada apresentação das de- b) emitir uma opinião sem ressalva.
monstrações contábeis de acordo com as c) emitir uma opinião com ressalvas.
práticas contábeis adotadas no Brasil é de d) abster-se de opinar.
responsabilidade: e) emitir uma opinião pela irregularidade.
a) do controle interno.
b) da auditoria interna. 22. (FCC – TCE-RS – 2014)
c) dos acionistas majoritários. Nas circunstâncias em que o auditor, tendo
d) do departamento de contabilidade. obtido evidência de auditoria apropriada e
e) da administração. suficiente, conclui que as distorções, indivi-
dualmente ou em conjunto, são relevantes,
20. (FCC – SEFAZ-PE – 2014) mas não generalizadas nas demonstrações
O relatório do auditor independente sobre contábeis; ou, não consegue obter evidên-
as demonstrações contábeis deve especifi- cia apropriada e suficiente de auditoria para

www.acasadoconcurseiro.com.br 119
suportar sua opinião, mas conclui que os 24. (FCC – ASLEPE – 2014)
possíveis efeitos de distorções não detec-
tadas, se houver, sobre as demonstrações Quando o auditor conclui que as demons-
contábeis poderiam ser relevantes, mas não trações contábeis são elaboradas, em todos
generalizados, sua opinião a ser expressada, os aspectos relevantes, de acordo com a es-
no parecer ou relatório de auditoria, deve trutura de relatório financeiro aplicável, de-
ser: verá expressar uma opinião:

a) com ênfase. a) idônea.


b) com abstenção. b) conclusiva.
c) com ressalva. c) favorável.
d) adversa. d) não modificada.
e) limpa. e) modificada.

23. (FCC – TCE-RS – 2014)


Durante a realização do seu trabalho, o audi-
tor não conseguiu obter segurança razoável
relativa às informações nem emitir opinião
com ressalva. Nesse caso, o auditor deve:
a) abster de emitir opinião ou renunciar ao
trabalho, se possível.
b) aumentar o tamanho da amostragem.
c) convocar reunião com os administrado-
res da instituição auditada.
d) solicitar reforço para sua equipe de au-
ditoria.
e) trancar a auditoria

Gabarito: 1. E 2. E 3. E 4. E 5. E 6. D 7. C 8. E 9. C 10. A 11. A 12. E 13. D 14. B 15. A 16. A 17. B 
18. A 19. E 20. C 21. A 22. C 23. A 24. D

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FINALIDADES, OBJETIVOS E ABRANGÊNCIA DE ATUAÇÃO


DA AUDITORIA GOVERNAMENTAL

Camadas de Controle

Camadas de Controle
Controle  
Externo  
(TCU)  

Sistema  de  
Controle  
Interno  do  PEF  
(CGU)  

Controles  
Internos  

Constituição Federal

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
Parágrafo Único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos
quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.

Finalidades do Sistema de Controle Interno

O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal visa à avaliação da ação


governamental e da gestão dos administradores públicos federais, por intermédio da
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, e a apoiar o controle
externo no exercício de sua missão institucional.

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O SCI-PEF tem as seguintes finalidades:
I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas
de governo e dos orçamentos da União;
II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e à eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública
Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III – exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e
haveres da União;
IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Cumprimento das Metas Previstas no Plano Plurianual

1 - Avaliar Dos Programas de Governo


Execução
Dos Orçamentos da União

2 - Comprovar a Legalidade Orçamentária


Órgãos e
Entidades da
SISTEMA Financeira Adm. Direta
Eficiência Gestão
DE
CONTROLE 3 – Avaliar Resultados
INTERNO Adm. Indireta
Eficácia Patrimonial

Operações de Crédito

4 - Controlar Avais

Garantias

Direitos e haveres do Estado

5 - Apoiar o Controle Externo no exercício de sua missão institucional

Conceituação

Auditoria Governamental é o conjunto de técnicas que visa a avaliar a gestão pública pelos
processos e resultados gerenciais, e a aplicação de recursos públicos por entidades de
direito público e privado, mediante a confrontação entre uma situação encontrada com um
determinado critério técnico, operacional ou legal.
Tem por objetivo primordial garantir resultados operacionais na gerência da coisa pública.

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Atividades Complementares

•• Elaboração da PCPR
•• Controle Social
•• Auditoria de Tomada de Contas Especial
•• Análise de Processos de Pessoal
•• Avaliação das Unidades de Auditoria Interna
•• Diligências

Organização e Estrutura
Organização e Estrutura
Integram
Integram o Sistemaode
Sistema
Controlede Controle
Interno Interno
do Poder do Poder
Executivo Federal:Executivo Federal:

•  A Controladoria-Geral da União, incumbida da orientação


Órgão Central normativa e da supervisão técnica dos órgãos e das
unidades que compõem o Sistema.

•  As Secretarias de Controle Interno (CISET) do Ministério


Órgãos
da Defesa, do Ministério das Relações Exteriores, da Casa
Setoriais
Civil e da Advocacia - Geral da União.
•  As Unidades de Controle Interno dos comandos militares,
Unidades
como setoriais da Secretaria de Controle Interno do
Setoriais
Ministério da Defesa.
Unidades
Regionais do •  As Gerências Regionais de Controle nos Estados.
Órgão Central

www.acasadoconcurseiro.com.br 123
Organização e Estrutura

Órgão  
Central  
(CGU)  

Unidades   Sistema  de   Órgãos  


Regionais   Setoriais  
(CGU  nos  
Controle   (MD,  MRE,  
Estados)   Interno   Casa  Civil)  

Unidades  
Setoriais  
(Comandos  
Militares)  
Auditorias  
AECI  
Internas  

A área de atuação da CGU, além das funções de órgão central, abrange todos os órgãos e
unidades do Poder Executivo Federal, excetuados aqueles jurisdicionados pelos órgãos
setoriais.
A Secretaria de Controle Interno da Casa Civil tem como área de atuação todos os órgãos
integrantes da Presidência da República, além de outros determinados em legislação específica,
sendo, ainda, responsável pelas atividades de Controle Interno da Advocacia-Geral da União
até a criação do seu órgão próprio.

Objetos sujeitos à atuação do SCI-PEF

Constituem objetos de exames realizados pelo SCI-PEF, nos órgãos da Administração Direta,
entidades da Administração Indireta Federal e entidades privadas:
I – os sistemas administrativos e operacionais de controle interno administrativo utilizados na
gestão orçamentária, financeira, patrimonial, operacional e de pessoal;
II – a execução dos planos, programas, projetos e atividades que envolvam aplicação de
recursos públicos federais;
III – a aplicação dos recursos do Tesouro Nacional transferidos a entidades públicas ou privadas;
IV – os contratos firmados por gestores públicos com entidades públicas ou privadas para
prestação de serviços, execução de obras e fornecimento de materiais;
V – os processos de licitação, sua dispensa ou inexigibilidade;

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VI – os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e do patrimônio sob


responsabilidade das unidades da Administração Direta e entidades da Administração Indireta
Federal;
VII – os atos administrativos que resultem direitos e obrigações para o Poder Público Federal,
em especial, os relacionados com a contratação de empréstimos internos ou externos, assunção
de dívidas, securitizações e concessão de avais;
VIII – a arrecadação, a restituição e as renúncias de receitas de tributos federais;
IX – os sistemas eletrônicos de processamento de dados, suas informações de entrada e de
saída, objetivando constatar:
a) segurança física do ambiente e das instalações do centro de processamento de dados;
b) segurança lógica e a confidencialidade nos sistemas desenvolvidos em computadores de
diversos portes;
c) eficácia dos serviços prestados pela área de informática;
d) eficiência na utilização dos diversos computadores existentes na entidade;
X – verificação do cumprimento da legislação pertinente;
XI – os processos de Tomadas de Contas Especial, sindicância, inquéritos administrativos e
outros atos administrativos de caráter apuratório;
XII – os processos de admissão e desligamento de pessoal e os de concessão de aposentadoria,
reforma e pensão; e
XIII – os projetos de cooperação técnica com organismos internacionais e projetos de
financiamento ou doação de organismos multilaterais de crédito com qualquer órgão ou
entidade no país.

Abrangência de Atuação

A abrangência de atuação do SCI-PEF inclui as atividades de gestão das unidades da


administração direta, entidades da Administração Indireta Federal, programas de trabalho,
recursos e sistemas de controles administrativo, operacional e contábil, projetos financiados
por recursos externos, projetos de cooperação junto a organismos internacionais, a aplicação
de quaisquer recursos repassados pela União mediante contratos de gestão, transferências a
fundo, convênio, acordo, ajuste ou outro instrumento congênere.
Estão sujeitos à atuação do SCI-PEF quaisquer pessoas física ou jurídica, pública ou privada, que
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos
quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.

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Abrangência de Atuação
Unidades da Administração Direta
Atividades de gestão
Entidades da Administração Indireta

Programas de trabalho, recursos e sistemas de controles administrativo, operacional


e contábil

Financiados por recursos externos


ABRANGÊNCIA
Projetos
DE ATUAÇÃO De cooperação junto a organismos internacionais
DO SISTEMA
DE
Contrato de gestão
CONTROLE
INTERNO Transferências a fundo
Aplicação de quaisquer
recursos repassados Convênio
pela União mediante
Acordo

Ajuste

Ou outro instrumento congênere

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Questões

CESPE 4. (CESPE – FUB – 2011)


Com relação aos aspectos que envolvem os
1. (CESPE – TCU – 2015) sistemas de controle interno, julgue o item
as seguir.
A respeito do Sistema de Controle Interno do
Poder Executivo Federal, disciplinado pela O controle sobre as operações de crédito,
Lei nº 10.180/2001, julgue o item abaixo. avais e garantias é competência do contro-
le interno, mas o cumprimento das metas
São finalidades do Sistema de Controle In- previstas no plano plurianual (PPA) e nos
terno do Poder Executivo: a comprovação orçamentos da União deve ser acompanha-
da legalidade e a avaliação de resultados do exclusivamente pelo sistema de planeja-
da gestão orçamentária, financeira e patri- mento de orçamento.
monial, o controle das operações de crédito
e o apoio ao controle externo; entretanto, ( ) Certo   ( ) Errado
não compete a esse sistema a avaliação do
cumprimento de= metas previstas no plano
5. (CESPE – PREVIC – 2011)
plurianual por essa tarefa estar relacionada
à execução de programas de governo. A finalidade básica da auditoria é encontrar
erros e fraudes nos demonstrativos contá-
( ) Certo   ( ) Errado
beis examinados.
2. (CESPE – Câmara dos Deputados – 2014) ( ) Certo   ( ) Errado
Em relação aos sistemas de controle exer-
cidos no âmbito da administração pública 6. (CESPE – MPU – 2010)
brasileira e da competência, da jurisdição e
do exame de contas por parte do TCU, jul- Com respeito ao controle interno e ao ex-
gue os itens subsecutivos. terno e à prestação de contas no âmbito da
União, julgue o item subsequente.
Compete aos sistemas de controle internos
mantidos pelos Poderes Legislativo, Execu- A fiscalização contábil, financeira, orçamen-
tivo e Judiciário do governo federal exercer tária, operacional e patrimonial dos órgãos
o controle das operações de crédito e dos federais é da competência do Congresso
direitos e haveres da União. Nacional, e é realizada mediante controle
externo. Não cabe à Controladoria-Geral da
( ) Certo   ( ) Errado União (CGU), por ser órgão de controle in-
terno, realizar o mesmo tipo de fiscalização
3. (CESPE – TCE-ES-ACE – 2012)
em um mesmo órgão quando esse trabalho
A Secretaria Federal de Controle, órgão cen- estiver sendo feito pelo Tribunal de Contas
tral do sistema de controle interno do Poder da União (TCU).
Executivo federal, abrange, em sua área de
( ) Certo   ( ) Errado
atuação, todos os órgãos do Poder Executivo
federal, realizando auditorias e fiscalizações.
( ) Certo   ( ) Errado

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7. (CESPE – TCU – 2007) c) execução / de direito privado / avais e
garantias / externo.
A auditoria no setor público federal, concei- d) eficiência / de direito público / finanças
tuada como o conjunto de técnicas utilizado e avais / interno.
na avaliação da gestão pública, é ferramen- e) vulnerabilidade / de direito privado /
ta de controle do Estado para melhor apli- avais e garantias / externo.
cação de seus recursos. Com relação a esse
tema, julgue os itens que se seguem. 9. (ESAF – DNIT – 2013)
A aplicação dos recursos transferidos pelo Entre as competências dos órgãos e unida-
Tesouro Nacional a entidades privadas é um des do Sistema de Controle Interno do Po-
dos objetos dos exames de auditoria, cuja der Executivo Federal, menciona-se:
finalidade primordial é garantir resultados
operacionais na gerência da coisa pública. a) estabelecer as metas a serem atingidas
pelo PPA.
( ) Certo   ( ) Errado b) participar da elaboração dos orçamen-
tos da União.
c) aprovar as operações que envolvam
ESAF avais e garantias.
d) monitorar a atuação das auditorias ex-
8. (ESAF – APO-MPOG – 2015) ternas das entidades estatais.
e) apurar atos inquinados de irregulares,
Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciá- praticados por agentes privados com
rio manterão, de forma integrada, sistema recursos públicos.
de controle interno com a finalidade de:
I – Avaliar o cumprimento das metas previs- 10. (ESAF – CGU – 2012)
tas no plano plurianual, a _______________ Constitui uma atividade complementar do
dos programas de governo e dos orçamen- Sistema de Controle Interno do Poder Exe-
tos da União. cutivo Federal avaliar:
II – Comprovar a legalidade e avaliar os re-
sultados, quanto à eficácia e eficiência, a) a execução dos programas de governo.
da gestão orçamentária, financeira e pa- b) o cumprimento das metas do Plano Plu-
trimonial nos órgãos e entidades da ad- rianual.
ministração federal, bem como da aplica- c) a gestão dos administradores públicos
ção de recursos públicos por entidades de federais.
______________. d) a aplicação de recursos públicos por en-
tidades de Direito Privado.
III – Exercer o controle das operações de
e) as unidades de auditoria interna das enti-
crédito, _______________, bem como dos
dades da Administração Indireta Federal.
direitos e haveres da União.
IV – Apoiar o controle _______________, 11. (ESAF – CGU – 2012)
no exercício de sua missão institucional.
Nos termos da Constituição Federal, tanto o
Assinale a opção que contém a sequência Congresso Nacional quanto os sistemas de
correta para o preenchimento das lacunas. controle interno de cada Poder podem exer-
a) aplicação / de direito privado / finanças cer fiscalizações da seguinte ordem, exceto:
e avais / interno. a) Contábil.
b) eficácia / de direito público / avais e ga- b) Ambiental.
rantias / externo. c) Patrimonial.

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d) Operacional. 14. (ESAF – TCE-GO – 2007)


e) Financeira.
A atual Constituição do Brasil diz que “os
12. (ESAF – CGU – 2008) Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário
manterão, de forma integrada, o Sistema de
De acordo com a Lei n. 10.180/01, são de Controle Interno”. Segundo o artigo consti-
competência dos órgãos e unidades do Sis- tucional de n° 74 não é finalidade do Siste-
tema de Controle Interno do Poder Executi- ma de Controle Interno:
vo Federal as seguintes ações, exceto:
a) avaliar o cumprimento das metas pre-
a) avaliar o cumprimento das metas esta- vistas no plano plurianual.
belecidas no plano plurianual. b) avaliar a gestão dos administradores pú-
b) avaliar a execução dos orçamentos da blicos, utilizando como instrumentos a
União. auditoria e a fiscalização.
c) realizar auditoria sobre a gestão dos re- c) verificar a probidade da Administração, a
cursos públicos federais sob a responsa- guarda e legal emprego dos dinheiros pú-
bilidade de órgãos e entidades públicos blicos e o cumprimento do orçamento.
e privados. d) exercer o controle das operações de
d) realizar auditorias nos sistemas contábil, crédito; avais e garantias.
financeiro, orçamentário e de pessoal e) avaliar a execução dos programas de go-
das entidades privadas que guardem ou verno e dos orçamentos.
gerenciem recursos públicos federais.
e) avaliar o desempenho da auditoria in- 15. (ESAF – TCE-GO – 2007)
terna das entidades da administração
indireta federal. Sobre o sistema de controle interno da
União, é correto afirmar:
13. (ESAF – CGU – 2006) a) que sua função é dependente do con-
O Sistema de Controle Interno do Poder Exe- trole externo, ao qual se subordina e em
cutivo Federal tem as seguintes finalidades, nome do qual atua.
exceto: b) que, entre suas competências, está a
de exercer o controle das operações de
a) avaliar o cumprimento das metas pre- crédito, avais e garantias, bem como
vistas no Plano Plurianual, a execução dos direitos e haveres da União.
dos programas de governo e dos orça- c) que, ao contrário do que ocorre com o
mentos da União. exercício do controle externo pelo Tri-
b) apreciar as contas prestadas anualmen- bunal de Contas da União, não lhe com-
te pelo Presidente da República. pete avaliar os resultados da execução
c) comprovar a legalidade e avaliar os re- dos programas de governo, salvo quan-
sultados, quanto à eficácia e à eficiên- do esta atividade estiver vinculada à
cia da gestão orçamentária, financeira e avaliação das metas previstas no plano
patrimonial nos órgãos e nas entidades plurianual.
da Administração Pública Federal, bem d) que ele é único, para todos os Poderes,
como da aplicação de recursos públicos que deverão mantê-lo de forma integra-
por entidades de direito privado. da.
d) exercer o controle das operações de e) que os seus responsáveis poderão ser
crédito, avais e garantias, bem como solidariamente responsabilizados por ir-
dos direitos e haveres da União. regularidade ou ilegalidade que, conhe-
e) apoiar o controle externo no exercício cida no exercício de suas funções, não
de sua missão institucional.

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for cientificada ao Ministro Chefe da ( ) Exercer o controle das operações de
Casa Civil da Presidência da República. crédito, avais e garantias, bem como dos di-
reitos e haveres da União.
16. (ESAF – CGU – 2004)
Com relação às sentenças acima, assinale
É função do sistema de Controle Interno do com V as verdadeiras e com F as falsas e in-
Poder Executivo Federal prestar: dique a opção correta.
a) consultoria aos administradores de a) V, V, V
bens e recursos públicos nos assuntos b) V, V, F
pertinentes à área de competência do c) F, F, V
Sistema de Controle Interno. d) F, F, F
b) orientação aos administradores de bens e) V, F, F
e recursos públicos nos assuntos perti-
nentes à área de competência do Siste- 18. (ESAF – MPU – 2004)
ma de Controle Interno.
c) serviços de elaboração de relatórios São finalidades do sistema de controle inter-
contábeis aos administradores de bens no do Poder Executivo federal, exceto:
e recursos públicos nos assuntos perti- a) avaliar o cumprimento das metas pre-
nentes à área de competência do Siste- vistas no Plano Plurianual, a execução
ma de Controle Interno. dos programas de governo e dos orça-
d) serviços advocatícios aos administrado- mentos da União.
res de bens e recursos públicos nos as- b) comprovar a legalidade e avaliar os re-
suntos pertinentes à área de competên- sultados, quanto à eficácia e à eficiência
cia do Sistema de Controle Interno. da gestão orçamentária, financeira e pa-
e) assessoramento jurídico aos administra- trimonial nos órgãos e entidades da ad-
dores de bens e recursos públicos nos ministração pública federal, bem como
assuntos pertinentes à área de compe- da aplicação de recursos públicos por
tência do Sistema de Controle Interno. entidades de direito privado.
c) prestar orientação aos administradores
17. (ESAF – CGU – 2004) de bens e recursos públicos nos assun-
O Sistema de Controle Interno do Poder Exe- tos pertinentes à área de competência
cutivo Federal tem as seguintes finalidades: do sistema de controle interno, inclusi-
ve sobre a forma de prestar contas.
( ) Avaliar o cumprimento das metas pre- d) exercer o controle das operações de
vistas no Plano Plurianual, a execução dos crédito, avais e garantias, bem como
programas de governo e dos orçamentos da dos direitos e haveres da União.
União. e) apoiar o controle externo no exercício
de sua missão institucional.
( ) Comprovar a legalidade e avaliar os re-
sultados, quanto à eficácia e à eficiência da
gestão orçamentária, financeira e patrimo-
nial dos órgãos e das entidades da Adminis-
tração Pública Federal, bem como da aplica-
ção de recursos públicos por entidades de
direito privado.

Gabarito: 1. E 2. C 3. E 4. E 5. E 6. E 7. E 8. C 9. E 10. E 11. B 12. D 13. B 14. C 15. B 16. B 17. A 
18. C

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MTE - Auditor Fiscal do Trabalho – Auditoria – Prof. Rodrigo Fontenelle

FORMAS E TIPOS DE AUDITORIA NO SCI-PEF

Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

Auditoria  
de  
Avaliação  
da  Gestão  

Auditoria  
de  
Auditoria  
Acompanha
Especial  
mento  da  
Tipos  de   Gestão  
Auditoria  

Auditoria   Auditoria  
Contábil   Operacional  

Auditoria de Avaliação da Gestão

•• Objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas.


•• Verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na aplicação
dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou
a ela confiados.
•• Compreende, entre outros, os seguintes aspectos: exame das peças que instruem os
processos de tomada ou prestação de contas; exame da documentação comprobatória
dos atos e fatos administrativos; verificação da eficiência dos sistemas de controles
administrativo e contábil; verificação do cumprimento da legislação pertinente; e
avaliação dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo quanto à
economicidade, eficiência e eficácia dos mesmos.

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Auditoria de Acompanhamento da Gestão

•• Realizada ao longo dos processos de gestão.


•• Tem como objetivo atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais
positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal.
•• Evidencia melhorias e economias existentes no processo ou previne gargalos ao
desempenho da sua missão institucional.

Auditoria Operacional

•• Avalia as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou


parte dele, das unidades ou entidades da administração pública federal, programas de
governo, projetos, atividades, ou segmentos destes.
•• Finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia
e economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por
meio de recomendações, que visem aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e
aumentar a responsabilidade gerencial.
•• Esse tipo de procedimento auditorial consiste numa atividade de assessoramento ao
gestor público.

Auditoria Contábil

•• Compreende o exame dos registros e documentos, e a coleta de informações e


confirmações, mediante procedimentos específicos, pertinentes ao controle do patrimônio
de uma unidade, entidade ou projeto.
•• Objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros
contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade
e se as demonstrações deles originárias refletem, adequadamente, em seus aspectos
mais relevantes, a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período
administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas.
•• Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de recursos externos,
oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais, por unidades ou entidades
públicas executoras de projetos celebrados com aqueles organismos com vistas a emitir
opinião sobre a adequação e fidedignidade das demonstrações financeiras.

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MTE - Auditor Fiscal do Trabalho – Auditoria – Prof. Rodrigo Fontenelle

Auditoria Especial

•• Objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza incomum


ou extraordinária, sendo realizadas para atender determinação expressa de autoridade
competente.
•• Classifica-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes de
atividades.

Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

Formas de Execução Formas de Execução

Direta Indireta Simplificada

•  Centralizada •  Compartilhada

•  Descentralizada •  Terceirizada

•  Integrada

Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

Direta
Direta
Trata-se das atividades de auditoria executadas diretamente por servidores em exercício nos
órgãosTrata-se
e unidades
dasdoatividades
SCI-PEF, sendo subdividas
de auditoria em:
executadas diretamente por servidores em
exercício nos órgãos e unidades do SCI-PEF, sendo subdividas em:  
Centralizada
•  Executada exclusivamente por servidores em exercício nos
Órgãos Central ou setoriais do SCI-PEF.

Descentralizada
•  Executada exclusivamente por servidores em exercício nas
unidades regionais ou setoriais do SCI-PEF.

Integrada
•  Executada conjuntamente por servidores em exercício nos Órgãos
Central, setoriais, unidades regionais e/ou setoriais do SCI-PEF.

www.acasadoconcurseiro.com.br 133
Prof.  Me.  Rodrigo  Fontenelle  

Indireta Indireta
Trata-se
Trata-se das das de
atividades atividades
auditoria de auditoriacom
executadas executadas com adeparticipação
a participação servidores nãodelotados
servidores não lotados nos órgãos e unidades do SCI-PEF, que desempenham
nos órgãos e unidades do SCI-PEF, que desempenham atividades de auditoria em quaisquer
instituiçõesatividades de auditoria
da Administração em Federal
Pública quaisquer instituições
ou entidade da Administração Pública
privada.
Federal ou entidade privada.

Compartilhada
•  Coordenada pelo SCI-PEF com o auxílio de órgãos/
instituições públicas ou privada.

Terceirizada
•  Executada por instituições privadas, ou seja, pelas
denominadas empresas de auditoria externa.

Simplificada
•• Trata-se das atividades de auditoria realizadas por servidores em exercício nos Órgãos
Central, setoriais, unidades regionais ou setoriais do SCI-PEF.
•• Sobre informações obtidas por meio de exame de processos e por meio eletrônico,
específico das unidades ou entidades federais, cujo custo-benefício não justifica o
deslocamento de uma equipe para o órgão.
•• Essa forma de execução de auditoria pressupõe a utilização de indicadores de desempenho
que fundamentam a opinião do agente executor das ações de controle.

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Questões

CESPE 4. (CESPE – AFT – 2013)


O relatório de auditoria de recursos exter-
nos deve ser elaborado pelo organismo in-
1. (CESPE – DPU – 2016) ternacional contratante e encaminhado à
Controladoria-Geral da União e às unidades
A auditoria de avaliação da gestão atua em setoriais e regionais do Sistema de Controle
tempo real sobre os atos efetivos e os efei- Interno.
tos potenciais positivos e negativos de uma
unidade ou entidade federal, com vistas a ( ) Certo   ( ) Errado
certificar as contas prestadas pelo gestor.
( ) Certo   ( ) Errado 5. (CESPE – ANP – 2013)
A auditoria de acompanhamento de gestão
2. (CESPE – Câmara dos Deputados – 2014) é realizada ao longo do exercício financeiro
em curso, com o objetivo de atuar em tem-
A respeito dos tipos e modalidades de audi- po real sobre os atos efetivos e os efeitos
toria no setor público, julgue os itens a se- potenciais positivos e negativos, com vistas
guir. a certificar a regularidade das contas.
Um dos objetivos da auditoria contábil é ( ) Certo   ( ) Errado
emitir opinião acerca da adequação e da fi-
dedignidade das demonstrações financeiras
quanto à aplicação, por parte das entidades 6. (CESPE – CNJ – 2013)
públicas executoras, de recursos externos A auditoria que tem como objetivo especí-
oriundos de projetos celebrados com orga- fico o melhoramento das operações exami-
nismos internacionais. nadas, consubstanciada na análise da efi-
( ) Certo   ( ) Errado ciência, eficácia e economicidade da ação
administrativa, é denominada auditoria de
gestão.
3. (CESPE – Câmara dos Deputados – 2014)
( ) Certo   ( ) Errado
A respeito dos tipos e modalidades de audi-
toria no setor público, julgue os itens a se- 7. (CESPE – MPE-PI – 2012)
guir.
A contratação de uma empresa privada de
Por meio da auditoria operacional preveem- auditoria para a apuração de possível irre-
-se os obstáculos ao desempenho da missão gularidade no âmbito de determinada uni-
institucional da entidade, uma vez que se dade administrativa caracteriza uma forma
atua em tempo real sobre os atos efetivos de fiscalização denominada compartilhada,
da entidade. em que a responsabilidade pela execução
( ) Certo   ( ) Errado do serviço é assumida conjuntamente pela
administração e pela contratada.
( ) Certo   ( ) Errado

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8. (CESPE – TCE-ES-Auditor – 2012) 12. (CESPE – DETRAN-ES – 2010)
Com base nas normas de controle interno No âmbito da administração pública, a audi-
do Poder Executivo federal, julgue o item toria integrada consiste no exame simultâ-
seguinte. neo dos demonstrativos de todas as unida-
des administrativas vinculadas a um mesmo
Classifica-se como indireta e simplificada a ministério.
auditoria executada em órgãos públicos pe-
las denominadas empresas de auditoria ex- ( ) Certo   ( ) Errado
terna, contratadas quando o deslocamento
de servidores em exercício no órgão central 13. (MPU – 2010 – CESPE)
é considerado inviável.
Com respeito ao controle interno e ao ex-
( ) Certo   ( ) Errado terno e à prestação de contas no âmbito da
União, julgue os itens subsequentes.
9. (CESPE – TCE-ES-ACE – 2012) Após o término de cada exercício, o órgão
A auditoria coordenada pelo sistema de público organiza seu processo de prestação
controle interno do Poder Executivo federal de contas, que é auditado pelo controle in-
e, de forma auxiliar, pelos órgãos e(ou) ins- terno mediante auditoria de programas.
tituições publicas ou privadas e classificada, ( ) Certo   ( ) Errado
quanto a forma de execução, como indireta
e compartilhada.
14. (CESPE – DETRAN-ES – 2010)
( ) Certo   ( ) Errado
A auditoria de acompanhamento da gestão
compreende o exame dos registros e docu-
10. (CESPE – PREVIC – 2011) mentos e tem a finalidade de obter elemen-
Para que uma auditoria seja classificada tos comprobatórios suficientes para opinar
como do tipo especial, não basta que tra- se os demonstrativos refletem a situação
te de fatos ou situações relevantes e tenha econômica da entidade.
sido determinada pela autoridade compe- ( ) Certo   ( ) Errado
tente.
( ) Certo   ( ) Errado
ESAF
11. (CESPE – PREVIC – 2011)
A auditoria indireta, realizada com a partici- 15. (ESAF – CGU – 2012)
pação de servidores não lotados nos órgãos
Uma auditoria qualquer, coordenada pelo
e unidades do sistema de controle interno,
Sistema de Controle Interno do Poder Exe-
pode também ser feita de forma integrada.
cutivo Federal com o auxílio de uma empre-
( ) Certo   ( ) Errado sa privada de auditoria, deve ter sua forma
de execução classificada como:
a) Centralizada.
b) Descentralizada.
c) Integrada.
d) Compartilhada.
e) Terceirizada.

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16. (ESAF – SEFAZ-PI – 2009) no do Poder Executivo Federal e está


subdividida em centralizada, descentra-
O tipo de auditoria que tem por objetivo lizada e integrada.
emitir opinião com vistas a certificar a regu- d) São fiscalizações e avaliações realizadas
laridade das contas das unidades e das enti- diretamente pelos órgãos envolvidos na
dades da administração pública, verificar a execução das políticas públicas.
execução de contratos, acordos, convênios e) São trabalhos executados diretamente
ou ajustes, bem como a probidade na apli- pelas auditorias internas das institui-
cação dos dinheiros públicos, é denomina- ções federais diretas e indiretas, para
da, de acordo com as normas de auditoria avaliar o cumprimento da lei fiscal.
governamental:
a) Auditoria de Avaliação da Gestão 19. (ESAF – CGU – 2008)
b) Auditoria de Acompanhamento da Ges- Segundo a IN SFC/MF n. 001/2001, o pro-
tão cedimento que tem por objetivo avaliar as
c) Auditoria Contábil ações gerenciais e os procedimentos rela-
d) Auditoria Operacional cionados ao processo operacional, ou parte
e) Auditoria Especial dele, das unidades ou entidades da admi-
nistração pública federal, programas de go-
17. (ESAF – SEFAZ-PI – 2009) verno, projetos, atividades, ou segmentos
Os trabalhos de auditoria coordenados pelo destes, com a finalidade de emitir uma opi-
órgão de auditoria governamental, com o nião sobre a gestão quanto aos aspectos da
auxílio de órgãos ou instituições públicas eficiência, eficácia e economicidade, procu-
ou privadas de auditoria ou fiscalização, são rando auxiliar a administração na gerência e
uma forma de auditoria governamental de- nos resultados, por meio de recomendações
nominada: que visem aprimorar os procedimentos, me-
lhorar os controles e aumentar a responsa-
a) Direta – Centralizada bilidade gerencial, classifica-se como:
b) Indireta – Compartilhada
c) Direta – Descentralizada a) Auditoria de Avaliação da Gestão.
d) Indireta – Terceirizada b) Auditoria Contábil.
e) Direta – Integrada c) Auditoria de Acompanhamento da Ges-
tão.
18. (ESAF – ANA – 2009) d) Auditoria Operacional.
e) Auditoria Especial.
Assinale a opção verdadeira a respeito de
auditoria, no Setor Público Federal, cuja 20. (ESAF – CGU – 2006)
execução é realizada de forma direta.
Nos termos da Instrução Normativa nº
a) São todos os trabalhos de fiscalização 001/2001, da Secretaria Federal de Contro-
executados pelo Sistema de Auditoria le, a Auditoria Governamental direta pode
Interna, no âmbito da administração fe- assumir as seguintes formas:
deral, que avalia a correta aplicação dos
recursos públicos. a) centralizada, descentralizada e integrada.
b) São aquelas realizadas na administração b) simplificada, compartilhada e terceiriza-
direta e indireta integrantes do Orça- da.
mento Geral da União visando avaliar o c) concentrada, simplificada e difusa.
cumprimento das políticas públicas. d) concentrada, desconcentrada e delegada.
c) É aquela realizada pelos servidores em e) simplificada, compartilhada e descon-
exercício no Sistema de Controle Inter- centrada.

www.acasadoconcurseiro.com.br 137
21. (ESAF – CGU – 2006)
De acordo com a IN SFC/MF nº 01/2001, as-
sinale a opção que apresenta uma classifica-
ção de auditoria incorreta.
a) Auditoria contábil.
b) Auditoria de avaliação da gestão.
c) Auditoria de acompanhamento da ges-
tão.
d) Auditoria financeira.
e) Auditoria especial.

Gabarito: 1. E 2. C 3. E 4. E 5. E 6. E 7. E 8. E 9. C 10. C 11. E 12. E 13. E 14. E 15. D 16. A 17. B 
18. C 21. D 20. A 21. D

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NORMAS RELATIVAS À OPINIÃO DO SCI-PEF

Documentos de Auditoria

Solicitação de Auditoria
Documento utilizado para formalizar pedido de documentos, informações, justificativas e
outros assuntos relevantes, emitido antes ou durante o desenvolvimento dos trabalhos de
campo.

Registro das Constatações


É o documento destinado ao registro das verificações significativas detectadas no
desenvolvimento dos trabalhos, a ser elaborado de forma concisa, com base em cada relatório.
Objetiva possibilitar a criação de um banco de dados relevantes sobre os órgãos ou entidades,
tais como:
a) irregularidades, deficiências e impropriedades; e
b) fatos que mereçam exames mais profundos, em outra oportunidade, por fugirem ao
escopo dos trabalhos realizados.

Nota
Nota é o documento destinado a dar ciência ao gestor/administrador da área examinada, no
decorrer dos exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas ou apuradas no
desenvolvimento dos trabalhos. Tem a finalidade de obter a manifestação dos agentes sobre
fatos que resultaram em prejuízo à Fazenda Nacional ou sobre outras situações que necessitem
de esclarecimentos formais.

Relatório
Os Relatórios constituem-se na forma pela qual os resultados dos trabalhos realizados são
levados ao conhecimento das autoridades competentes, com as seguintes finalidades:
a) à direção, fornecendo dados para tomada de decisões sobre a política de área
supervisionada;
b) às gerências executivas, com vistas ao atendimento das recomendações sobre as operações
de sua responsabilidade;

www.acasadoconcurseiro.com.br 139
c) aos responsáveis pela execução das tarefas, para correção de erros detectados;
d) ao Tribunal de Contas da União, como resultado dos exames efetuados; e
e) a outras autoridades interessadas, dependendo do tipo ou forma de auditoria/fiscalização
realizada.

Certificado
O Certificado é o documento que representa a opinião do Sistema de Controle Interno sobre
a exatidão e regularidade, ou não, da gestão e a adequacidade, ou não, das peças examinadas,
devendo ser assinado pelo Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle Interno, ou
ainda, autoridades de nível hierárquico equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema
de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno


É peça compulsória a ser inserida nos processos de tomada e prestação de contas, que serão
remetidos ao Tribunal de Contas da União.
O parecer constitui-se na peça documental que externaliza a avaliação conclusiva do Sistema
de Controle Interno sobre a gestão examinada, para que os autos sejam submetidos à
autoridade ministerial que se pronunciará na forma prevista no artigo 52, da Lei nº 8.443/92.
O parecer consignará qualquer irregularidade
Prof.  Me.  Rou
odrigo  Filegalidade
ontenelle   constatada, indicando as medidas
adotadas para corrigir as falhas identificadas, bem como avaliará a eficiência e a eficácia da
Documentos
gestão, inclusive quanto à economia na utilização dos derecursos Auditoria
públicos.

Relatório   Cer,ficado   Parecer  

•  Por  quem  executa   •  Pelo  Coordenador-­‐ •  Pelo  Dirigente  do  


o  trabalho.  (AFC)   Geral  ou  Gerente   Órgão  de  
Regional  de   Controle  Interno.  
•  forma  pela  qual  os   Controle  Interno.  
resultados  dos   •  Peça  
trabalhos   •  representa  a   compulsória  em  
realizados  são   opinião  do  Sistema   TC  e  PC.  
levados  ao   de  Controle  
conhecimento  das   Interno     •  Externaliza  a  
autoridades   avaliação  
competentes.   conclusiva  do  
Sistema  de  
Controle  Interno.  

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Normas relativas à Opinião

A opinião do Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve ser
expressa por meio de Relatório, Parecer, Certificado ou Nota.
O Certificado de Auditoria será emitido na verificação das contas dos responsáveis pela
aplicação, utilização ou guarda de bens e valores públicos, e de todo aquele que der causa à
perda, subtração ou estrago de valores, bens e materiais de propriedade ou responsabilidade
da União.
Os tipos de Certificado são:
I. Certificado de Regularidade – será emitido quando o Órgão ou Unidade de Controle
Interno formar a opinião de que na gestão dos recursos públicos foram adequadamente
observados os princípios da legalidade, legitimidade e economicidade.
II. Certificado de Regularidade com Ressalvas – será emitido quando o Órgão ou Unidade
de Controle Interno constatar falhas, omissões ou impropriedades de natureza formal no
cumprimento das normas e diretrizes governamentais, quanto à legalidade, legitimidade
e economicidade e que, pela sua irrelevância ou imaterialidade, não caracterizem
irregularidade de atuação dos agentes responsáveis.
III. Certificado de Irregularidade – será emitido quando o Órgão ou Unidade de Controle
Interno verificar a não observância da aplicação dos princípios de legalidade, legitimidade
e economicidade, constatando a existência de desfalque, alcance, desvio de bens ou
outra irregularidade de que resulte prejuízo quantificável para a Fazenda Nacional e/ou
comprometam, substancialmente, as demonstrações financeiras e a respectiva gestão dos
agentes responsáveis, no período ou exercício examinado.
O Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve emitir o Certificado
de Auditoria levando em consideração a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, suas
súmulas e decisões julgadas em casos semelhantes, de modo a garantir adequada uniformidade
de entendimento.
O Certificado de Auditoria ou Parecer, requer o atendimento dos seguintes requisitos:
I. indicar número do processo, exercício examinado, unidade gestora/entidade examinada;
II. citar, no parágrafo inicial, o escopo do trabalho em função do tipo de auditoria realizada;
III. registrar, no parágrafo intermediário, as impropriedades ou irregularidades que:
a) caracterizem a inobservância de normas legais e regulamentares;
b) afetem a gestão ou situação examinada;
c) comprometam a economicidade, legalidade e legitimidade da gestão ou situação
examinada; e
d) resultem ou não em prejuízo à Fazenda Nacional.

www.acasadoconcurseiro.com.br 141
IV. observado o contido no parágrafo intermediário, concluir, no parágrafo final, emitindo
opinião quanto à regularidade, ou não, da gestão examinada;
V. conter data do Certificado correspondente ao dia de sua emissão;
VI. conter assinatura do Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle Interno, ou
ainda, autoridades hierárquicas equivalentes nos órgãos e unidade setoriais do SCI-PEF; e
VII. no caso de auditoria contábil, conter o nome e o número de registro no Conselho Regional
de Contabilidade do servidor do SCI-PEF que examinou as demonstrações financeiras.
Quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal não obtiver
elementos comprobatórios suficientes e adequados, de tal modo que impeça-o de formar
opinião quanto à regularidade da gestão, a opinião decorrente dos exames fica sobrestada,
por prazo previamente fixado para o cumprimento de diligência pelo órgão ou entidade
examinado, quando então, mediante novos exames, o SCI-PEF emitirá o competente
Certificado. ATENÇÃO!!!
Neste caso, quando sobrestado o exame, o órgão do Sistema de Controle Interno do Poder
Executivo Federal deve dar ciência da ocorrência ao Tribunal de Contas da União.
Na ocorrência de eventos ou transações subsequentes ao período examinado que, pela sua
relevância, possam influir substancialmente na posição financeira e patrimonial da unidade ou
entidade examinada, é indispensável que esses fatos sejam considerados em seu Certificado.
O Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve usar de toda
acuidade e prudência no momento de definir o tipo de Certificado que emitirá como resultado
dos trabalhos realizados.
Deve levar em conta, principalmente, que determinadas constatações relacionadas com falhas,
omissões e impropriedades podem significar situações simplesmente impróprias, quando
caberá a emissão de Certificado de Regularidade ou de Regularidade com Ressalvas, ou até
mesmo irregulares, quando caberá a emissão de Certificado de Regularidade com Ressalvas ou
de Irregularidade.
Tudo dependerá do acurado exame de todas as circunstâncias envolvidas na situação em
julgamento, quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal terá
de avaliar, em conjunto, fatores tais como: frequência da incidência no exercício; reincidência
de constatação em exercícios anteriores; descumprimento a recomendações anteriores;
evidência da intenção; ocorrência de prejuízo à Fazenda Nacional; jurisprudência de decisões
do Tribunal de Contas da União na apreciação de casos semelhantes; e outros fatores que
possam contribuir para a adequada definição do tipo de certificado a ser emitido.

142 www.acasadoconcurseiro.com.br
Questões

CESPE 4. (CESPE – SECGEPE – 2010)


A opinião do órgão ou da unidade do siste-
ma de controle interno do Poder Executivo
1. (CESPE – TCU – 2013) federal é expressa de diversas maneiras.
Com respeito a esse tema, assinale a opção
O órgão ou unidade de controle interno do correta.
Poder Executivo federal, ao emitir um rela-
tório sobre os resultados dos trabalhos rea- a) Parecer é um conjunto de sugestões
lizados, faz uma comunicação que se desti- ao gestor auditado, para melhorar
na não somente aos responsáveis e órgãos o desempenho de órgão/entidade
internos do ente auditado, mas também ao auditado(a).
TCU e a outras autoridades interessadas e b) Certificado de regularidade com res-
competentes. salvas é expedido quando as irregula-
ridades são consideradas de pequena
( ) Certo   ( ) Errado monta para as dimensões de órgão/en-
tidade auditado(a).
2. (CESPE – TCU – 2011) c) Independentemente do fato de a opi-
nião ser emitida por um órgão ou uni-
No âmbito do sistema de controle interno dade, a auditoria contábil é prerroga-
do Poder Executivo, se o órgão auditado for tiva de profissional da área, registrado
beneficiário de recursos externos e não for- em CRC.
necer elementos comprobatórios suficien- d) A nota é uma comunicação ao audita-
tes e adequados que permitam ao auditor do, ao final dos exames, das improprie-
formar opinião sobre a regularidade de sua dades e irregularidades constatadas.
utilização, o exame das contas ficará sobres- e) Relatório é a comunicação dos resulta-
tado por prazo indeterminado, com emis- dos dos trabalhos realizados, em que o
são de certificado de irregularidade pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de-
sistema de controle interno. termina as providências a serem adota-
( ) Certo   ( ) Errado das.

5. (IBRAM – Analista – 2009 – CESPE)


3. (MPU – Analista – 2010 – CESPE)
No que se refere a auditoria no setor públi-
Um auditor identificou falhas de natureza co, julgue os itens seguintes. Para emissão
formal nos demonstrativos contábeis, que do certificado de regularidade, na gestão
não representaram prejuízo ao erário. Nes- dos recursos públicos, deverá ser verificado
sa situação, a opinião do auditor sobre as o princípio da legalidade.
contas deve ser regular com ressalvas. Jul-
gue CERTO ou ERRADO. ( ) Certo   ( ) Errado

( ) Certo   ( ) Errado

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6. (CESPE – TCE-AC – 2008) c) É por meio do registro das constatações
que os resultados dos exames realiza-
Sabendo que a auditoria governamental dos pelo controle interno são levados
visa avaliar a gestão pública e a aplicação de ao conhecimento do TCU.
recursos públicos e considerando os mode- d) Os papéis de trabalho do auditor são do-
los para elaboração de documentos no se- cumentos que não podem ser obtidos a
tor público, assinale a opção incorreta. partir de qualquer outra fonte além das
a) O registro das constatações de auditoria informações contidas em seus próprios
é um documento pós-auditoria destina- trabalhos de auditoria e fiscalização.
do a registrar as verificações significati- e) O parecer do dirigente do órgão do con-
vas detectadas no desenvolvimento dos trole interno é peça documental que
trabalhos, com base em cada relatório externaliza a avaliação conclusiva do
de auditoria. controle interno e deve ser inserida,
b) O relatório de auditoria é o documento compulsoriamente, nos processos de
por meio do qual os resultados dos tra- tomada e prestação de contas.
balhos realizados são levados ao conhe-
cimento das auditorias competentes. 8. (CESPE – TJDFT – 2008)
c) A nota de auditoria é o documento des-
tinado a dar ciência ao gestor da área A diferença entre o certificado de regulari-
examinada, ao final dos exames, das dade com ressalva e o de irregularidade, no
impropriedades ou irregularidades de- setor público, a exemplo do que ocorre no
tectadas, proporcionando, assim, maior setor privado, entre pareceres com ressal-
suporte à opinião do auditor na emis- va e adverso, depende não só da natureza,
são do seu parecer de auditoria. mas também da materialidade das circuns-
d) O parecer de auditoria tem como fina- tâncias. É o caso, por exemplo, de registros
lidade consignar qualquer irregularida- e demonstrações contábeis inadequados ou
de constatada, indicando as medidas a incorretos. 
serem adotadas para corrigir as falhas ( ) Certo   ( ) Errado
identificadas.
e) O certificado de auditoria é o documen-
to que representa a opinião dos mem- ESAF
bros do sistema de controle interno
sobre a exatidão e a regularidade da
9. (ESAF – CGU – 2012)
gestão, além da adequabilidade das pe-
ças examinadas. Se compararmos as normas aplicáveis à au-
ditoria independente com as normas apli-
7. (CESPE – TCE-AC – 2008)
cáveis à auditoria no setor público, no que
A auditoria do controle interno deve ser re- tange à emissão de opinião, é correto afir-
gistrada por meio de relatório, parecer, cer- mar que:
tificado ou nota. Acerca desse assunto, assi-
a) na auditoria independente, uma opi-
nale a opção correta.
nião deve ser sempre emitida.
a) No certificado de auditoria citam-se, no b) grosso modo, uma opinião adversa equi-
parágrafo final, as irregularidades que vale a um Certificado de Regularidade.
afetam a gestão. c) o auditor independente pode emitir sua
b) O certificado de auditoria, no caso de opinião ou abster-se de fazê-lo.
auditoria contábil, dispensa o número d) ao lidar com fraudes contábeis, o audi-
do registro do auditor no Conselho Re- tor independente deve opinar pela irre-
gional de Contabilidade. gularidade.

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e) apenas no setor público é possível a a) Certificado.


abstenção de opinião. b) Relatório.
c) Parecer do Dirigente do Órgão de Con-
10. (ESAF – CGU – 2012) trole Interno.
d) Registro das Constatações.
O documento destinado a dar ciência ao ges- e) Solicitação de Auditoria.
tor/administrador da área examinada, no de-
correr dos exames, das impropriedades ou 13. (ESAF – CGU – 2008)
irregularidades constatadas no desenvolvi-
mento dos trabalhos, é denominado: De acordo com a IN SFC/MF n. 001/2001, a
opinião do Órgão ou Unidade de Controle
a) Certificado. Interno do Poder Executivo Federal deve ser
b) Parecer de Auditoria. expressa por meio dos seguintes instrumen-
c) Nota. tos, exceto:
d) Registro das Constatações.
e) Solicitação de Auditoria. a) Certificado.
b) Auto de Infração.
11. (ESAF – SEFAZ-PI – 2009) c) Nota.
d) Parecer.
Na situação em que verificar a não obser- e) Relatório.
vância do princípio da economicidade na
gestão financeira dos agentes responsáveis 14. (ESAF – CGU – 2006)
pela unidade auditada, constando desfal-
que que comprometa significativamente as No decorrer dos exames, o documento des-
demonstrações financeiras do período exa- tinado a dar ciência ao gestor/administra-
minado, a auditoria governamental deverá dor da área examinada, das impropriedades
emitir: ou irregularidades constatadas ou apuradas
no desenvolvimento dos trabalhos, com a fi-
a) Certificado de Regularidade com Ressalvas nalidade de obter a manifestação dos agen-
b) Certificado de Irregularidade tes sobre fatos que resultaram em prejuízo
c) Relatório de Abstenção de Opinião à Fazenda Nacional ou de outras situações
d) Parecer Adverso que necessitem de esclarecimentos formais
e) Parecer de Ilegalidade chama-se:
12. (ESAF – CGU – 2008) a) Nota.
b) Solicitação de Auditoria.
Segundo a IN SFC/MF nº 001/2001, o docu- c) Relatório.
mento que representa a opinião do Sistema d) Certificado.
de Controle Interno sobre a exatidão e regu- e) Parecer.
laridade, ou não, da gestão e a adequacida-
de, ou não, das peças examinadas, devendo
ser assinado pelo Coordenador-Geral ou
Gerente Regional de Controle Interno, ou
ainda, por autoridades de nível hierárquico
equivalentes nos órgãos e unidades seto-
riais do Sistema de Controle Interno do Po-
der Executivo Federal, denomina-se:

Gabarito: 1. C 2. E 3. C 4. C 5. E 6. C 7. E 8. C 9. C 10. C 11. B 12. A 13. B 14. A

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RESUMÃO

•• As novas normas de auditoria, seguindo a convergência internacional, entraram em vigor


em 01/01/2010.
•• A adoção das normas é obrigatória e sua inobservância constitui infração disciplinar.
•• O objetivo da Auditoria Independente é aumentar o grau de confiança nas demonstrações
contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião
pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável.
•• O auditor independente deve ser bacharel em Ciências Contábeis, registrado no CRC. Para
auditoria em companhias abertas, além disso, deve ter o registro na CVM.
•• São requisitos do auditor: ética; ceticismo; julgamento profissional; evidência de auditoria
apropriada e suficiente; e condução de auditoria em conformidade com as NBC TA.
•• Princípios Fundamentais de Ética: integridade; objetividade; competência e zelo
profissional; confidencialidade e comportamento profissional.
•• O auditor nunca conseguirá reduzir o risco de auditoria a zero, pois há limitações no
trabalho de auditoria.
•• Para o auditor não basta ter independência de pensamento. Também deve aparentar
independência.
•• Independência é a capacidade que o auditor tem de julgar e atuar com integridade e
objetividade.
•• Categorias que podem gerar ameaça à independência: interesse próprio; autorrevisão;
defesa de interesse do cliente; familiaridade e intimidação.
•• Quando são identificadas ameaças significantes devem ser definidas e aplicadas
salvaguardas adequadas para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável.
•• Apesar de existirem exceções, a rotação do sócio encarregado do trabalho e do revisor
do controle de qualidade não deve ser superior a 5 anos, podendo retornar à equipe de
auditoria após 2 anos.
•• A auditoria interna deve estar ligada à alta administração (de preferência ao Conselho de
Administração, quando existir) para que tenha a autonomia necessária na realização dos
seus trabalhos.
•• A Auditoria Interna tem como objetivo auxiliar a administração da entidade no cumprimento
de seus objetivos.
•• A principal semelhança entre a Auditoria Interna e a Externa está relacionada aos métodos
de trabalho, que, via de regra, são bastante parecidos.
•• O documento principal do auditor interno é chamado de Relatório de Auditoria Interna.
Deve ser imparcial e objetivo e contém recomendações à empresa auditada.

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•• O relatório da Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho
ou a quem este autorizar, devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo.
•• A auditoria interna pode emitir relatório parcial, caso constate impropriedade / irregulari-
dade / ilegalidade que necessite de providência imediata.
•• A Auditoria Interna é exercida em pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo,
e de direito privado.
•• A princípio, apenas quando o auditor interno estiver realizando auditoria contábil será
exigida a formação em ciências contábeis e consequente registro no CRC.
•• A finalidade da Auditoria Interna é agregar valor ao resultado da organização, apresentando
subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por
meio da recomendação de soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios.
•• É atribuição da Auditoria Interna assessorar a administração da entidade nesse sentido,
informando-a, sempre por escrito e de maneira reservada, sobre quaisquer indícios de
irregularidades detectados no decorrer do trabalho.
•• A prevenção de fraudes e erros não é atribuição principal, finalidade precípua, objetivo
maior, e outras afirmações desse tipo, da Auditoria Interna. É da administração da empresa.
•• O planejamento de auditoria interna deve seguir as diretrizes estabelecidas pela
administração da entidade.
•• O documento de planejamento do auditor interno é chamado de Programa de Trabalho
e deve conter natureza, oportunidade, extensão, equipe técnica e necessidade do uso de
especialistas.
•• A análise de riscos da auditoria interna é feita na fase de planejamento, quando devem
ser consideradas eventuais limitações da auditoria a ser realizada e também a extensão da
responsabilidade do auditor interno no uso de especialistas.
•• Para as normas de auditoria interna, as informações devem ser suficientes (factual e
convicente), adequadas (melhor evidência alcançável), relevantes (suporta as conclusões)
e úteis (auxilia a entidade).
•• As normas de auditoria interna preveem, para os testes de observância, apenas as seguintes
técnicas:
•• Inspeção – verificação de registros, documentos e ativos tangíveis.
•• Observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua
execução.
•• Investigação e confirmação – obtenção de informações perante pessoas físicas ou
jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro ou fora da entidade.
•• O planejamento é a primeira fase da auditoria, é flexível e não se encerra com o início dos
trabalhos de campo (execução da auditoria).
•• Escopo é a profundidade e amplitude do trabalho para alcançar o objetivo da fiscalização, e
é definido em função do tempo e dos recursos humanos e materiais disponíveis.

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•• Os dois documentos de planejamento previstos pela NBC TA 300 são a Estratégia Global
(mais amplo) e o Plano de Auditoria (mais específico).
•• O Planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e iterativo,
que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior,
continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual.
•• O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria
sempre que necessário no curso da auditoria.
•• A definição da estratégia global de auditoria e o plano de auditoria detalhado não são
necessariamente processos isolados ou sequenciais, estando intimamente relacionados.
•• Na Estratégia Global são determinadas a natureza, a época e a extensão dos recursos
necessários para realizar o trabalho.
•• Já no Plano de Auditoria são definidas a natureza, a época e a extensão dos procedimentos
de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho.
•• Programa de Auditoria é o plano de ação detalhado, um guia de auditoria, que pode ser
específico ou padronizado. Ex.: Check-list.
•• Em uma auditoria inicial, além de todos os fatores comumente analisados, o auditor
também deverá tomar alguns cuidados extras, como a verificação do saldo inicial das
demonstrações financeiras e a verificação dos papéis de trabalho do auditor antecessor,
quando possível.
•• Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio
de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as
circunstâncias o exigirem.
•• Os testes de auditoria podem ser classificados em testes de observância (também
chamados de controle ou aderência) e testes substantivos (procedimentos substantivos).
•• Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade
operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes
no nível de afirmações.
•• Procedimento substantivo é o procedimento de auditoria planejado para detectar distorções
relevantes no nível de afirmações. Divide-se em: Testes de Detalhes e Procedimentos de
Revisão Analítica.
•• Inspeção de registros e documentos envolve o exame de registros ou documentos, internos
ou externos, em forma de papel, em forma eletrônica ou em outras mídias, ou o exame
físico de um ativo.
•• Recálculo consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros.
Pode ser realizado manual ou eletronicamente.
•• Observação consiste no exame de processo ou procedimento executado por outros.
•• Indagação consiste na busca de informações junto a pessoas com conhecimento, financeiro
e não financeiro, dentro ou fora da entidade.

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•• Confirmação Externa representa evidência de auditoria obtida pelo auditor como resposta
escrita de terceiro (a parte que confirma) ao auditor, em forma escrita, eletrônica ou em
outra mídia. Pode ser Positiva (quando exige uma resposta da parte que confirma) ou
Negativa (quando a parte só precisa responder se discordar).
•• A Confirmação Positiva pode ser Preta (quando se colocam os valores que serão
confirmados) ou Branca (quando não se colocam).
•• Revisão Analítica objetiva verificar o comportamento de valores significativos, mediante
índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de
situações ou tendências atípicas.
•• Reexecução envolve a execução independente pelo auditor de procedimentos ou controles
que foram originalmente realizados como parte do controle interno da entidade.
•• As não conformidades ou distorções encontradas nas DC podem ser de quatro tipos: saldo
superavaliado, saldo subavaliado, saldo fictício e saldo oculto.
•• A experiência tem demonstrado que se devem dirigir os testes principais de superavaliação
para as contas devedoras (ativo, despesas) e os de subavaliação para as contas credoras
(passivo, receitas).
•• No teste para superavaliação, o auditor parte do valor registrado no livro-razão geral para
o documento-suporte da transação. Já no teste para subavaliação, o auditor parte desse
documento para o valor registrado no livro-razão geral.
•• Ativo fictício é quando bens e direitos existem apenas no Balanço Patrimonial, mas de
fato não constam no patrimônio da empresa. Já o Passivo fictício seria uma obrigação que
somente consta nas demonstrações contábeis, mas já foi quitada ou de fato não existe.
•• Podem existir direitos e obrigações que de fato existem, mas não estão registrados na
contabilidade da empresa. Nesse caso, dá-se o nome de Ativos ocultos e Passivos ocultos,
respectivamente.
•• São objetivos da aplicação de programas de auditoria em contas do ativo, verificar
integridade, existência, propriedade, precisão, valorização e apresentação.
•• Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da
evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor.
•• Arquivo de auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras formas de armazenamento,
em forma física ou eletrônica, as quais contêm os registros que constituem a documentação
de trabalho específico.
•• A documentação de auditoria fornece a evidência da base do auditor para uma conclusão
quanto ao cumprimento do objetivo global do auditor e evidência de que a auditoria foi
planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria e exigências legais e
regulamentares aplicáveis.
•• Explicações verbais do auditor não representam documentação adequada para o trabalho
executado pelo auditor ou para as conclusões obtidas, mas podem ser usadas para explicar
ou esclarecer informações contidas na documentação de auditoria.

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•• Um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria
geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor.
•• O período de retenção da documentação de auditoria geralmente não é inferior a cinco
anos, a contar da data do relatório do auditor.
•• Os papéis de trabalho podem ser classificados quanto à sua natureza em: i) Correntes, que
são aqueles utilizados apenas no exercício social objeto da auditoria e ii) Permanentes,
quando são utilizados em mais de um período.
•• Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes características: (a)
seleção aleatória dos itens da amostra; e (b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar
os resultados das amostras, incluindo a mensuração do risco de amostragem.
•• Amostragem não estatística é aquela em que a amostra é determinada pelo auditor
utilizando sua experiência, critério e conhecimento da entidade.
•• A representatividade é uma característica fundamental para a amostra, que depende da
forma de seleção e do tamanho da amostra.
•• Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra,
pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de
auditoria.
•• Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão
errônea por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de amostragem.
•• Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo em uma
população.
•• Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que constituem uma população.
•• Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo
um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes.
•• O objetivo da estratificação é reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e, portanto,
permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem.
•• Na Estratificação, os resultados dos procedimentos de auditoria aplicados a uma amostra
de itens dentro de um estrato só podem ser projetados para os itens que compõem esse
estrato.
•• Não se recomenda a utilização de amostragem quando: a) a população é considerada muito
pequena e a sua amostra fica relativamente grande; b) as características da população são
de fácil mensuração, mesmo que a população não seja pequena; e c) há necessidade de
alta precisão.
•• Afeta a Eficácia da auditoria: quando os controles são considerados mais eficazes do que
realmente são ou quando não se detectou distorção relevante, mas ela existe.
•• Afeta a Eficiência da auditoria: quando os controles são considerados menos eficazes do
que realmente são ou quando se detectou distorção relevante, mas ela não existe.

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•• Ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor deverá considerar os seguintes


aspectos: a) objetivos da auditoria; b) população; c) estratificação; d) tamanho da amostra;
e) risco da amostragem; f) erro tolerável; e g) erro esperado.
•• A amostragem em auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem de amostragem
não estatística como a estatística.
•• Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da
amostra.
•• Quanto menor a taxa tolerável de desvio que o auditor irá aceitar, maior o tamanho da
amostra que precisará testar.
•• Quanto mais alta for a taxa esperada de desvio, maior o tamanho da amostra para que o
auditor esteja em posição de fazer uma estimativa razoável dessa taxa.
•• Quanto maior for o nível de segurança que o auditor espera que os resultados da amostra
sejam de fato indicativos com relação à incidência real de desvio na população, maior deve
ser o tamanho da amostra.
•• Quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividade dos controles, menor a
avaliação do auditor quanto ao risco de distorção relevante e maior deve ser o tamanho da
amostra.
•• Quanto menor for a distorção tolerável aceita pelo auditor, maior deverá ser o tamanho da
amostra.
•• Quanto mais alta for a avaliação do risco de distorção relevante, maior deve ser o tamanho
da amostra.
•• Quanto maior for o valor da distorção que o auditor espera encontrar na população, maior
deve ser o tamanho da amostra para se fazer uma estimativa razoável do valor real de
distorção na população.
•• Quanto mais o auditor confia em outros procedimentos substantivos para reduzir a um
nível aceitável o risco de detecção relacionado com uma população em particular, menos
segurança precisa da amostragem e, portanto, menor pode ser o tamanho da amostra.
•• São métodos de seleção da amostra: a) aleatória; b) sistemática; c) unidade monetária; d)
ao acaso; e e) bloco.
•• Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e
a data do relatório do auditor independente, e fatos que chegaram ao conhecimento do
auditor independente após a data do seu relatório.
•• O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter
evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos entre
a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que
precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações foram identificados.
•• O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de
auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto,
após a conclusão do seu relatório, mas antes da publicação das demonstrações, se tomar
conhecimento de fato que poderia tê-lo levado a alterar sua opinião, deve discutir o

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assunto com a administração e caso as demonstrações sejam alteradas, executar novos
procedimentos de auditoria nos pontos modificados.
•• Nesse caso, o auditor deve alterar o relatório para incluir data adicional restrita a essa
alteração, que indique que os procedimentos do auditor independente sobre os eventos
subsequentes estão restritos unicamente às alterações descritas na nota explicativa.
•• Se esses fatos chegarem ao conhecimento do auditor após a publicação das demonstrações,
além dos procedimentos adotados nos itens anteriores, o auditor deve verificar quais as
ações implementadas pela empresa para que todos que tiveram acesso às demonstrações
retificadas sejam informados dessa nova situação.
•• São formas de opinião do auditor: sem ressalvas, com ressalvas, adversa ou abstenção de
opinião.
•• Quando o auditor modificar sua opinião ele deve, antes do parágrafo da opinião, incluir
um parágrafo para fornecer uma descrição do assunto que deu origem à modificação. Esse
parágrafo deve ter a denominação de “base para opinião com ressalva”; “base para opinião
adversa” ou “base para abstenção de opinião”.
•• Parágrafo de Ênfase refere-se a um assunto apropriadamente apresentado nas DC que, de
acordo com o julgamento do auditor, é de tal importância para o entendimento do usuário,
que justifica que se chame a atenção para o assunto. Deve ser inserido imediatamente após
o parágrafo de opinião, com o título “Ênfase”.
•• Estrutura de um relatório de auditoria independente: 1) Introdução; 2) Parágrafo de
Responsabilidade da Administração; 3) Parágrafo de Responsabilidade do Auditor; 4) Base
para a modificação da opinião do auditor (não tem em relatório sem ressalvas); 5) Opinião
do Auditor; 6) Parágrafo de Ênfase (a critério do auditor); e 7) Parágrafo de Outros Assuntos
(a critério do auditor).
•• O relatório do auditor independente não pode ter data anterior à data em que ele obteve
evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar a sua opinião.

Julgamento do auditor sobre a disseminação de forma


generalizada dos efeitos ou possíveis efeitos sobre as
Natureza do assunto que demonstrações contábeis
gerou a modificação
Relevante, mas não
Relevante e generalizado
generalizado
As demonstrações contábeis
apresentam distorções Opinião com ressalva Opinião adversa
relevantes
Impossibilidade de obter
evidência de auditoria Opinião com ressalva Abstenção de opinião
apropriada e suficiente

•• A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União


e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo
Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada
Poder.

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•• Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade,
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União
responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
•• O SCI-PEF tem as seguintes finalidades:
I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos
programas de governo e dos orçamentos da União;
II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública
Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III – exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos
e haveres da União;
IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
•• São atividades complementares do SCI-PEF, e não finalidades: a elaboração da PCPR, o
controle social, a auditoria de Tomada de Contas Especial, análise de Processos de Pessoal,
avaliação das Unidades de Auditoria Interna e diligências.
•• Tipos de Auditoria: Avaliação da Gestão, Acompanhamento da Gestão, Contábil,
Operacional e Especial.
•• Auditoria de Avaliação da Gestão: regularidade das contas. Verifica a execução de contratos,
acordos, convênios e ajustes.
•• Auditoria de Acompanhamento da Gestão: ao longo do processo de gestão. Tempo real.
Previne gargalos.
•• Auditoria Contábil: controle do patrimônio, registros contábeis e aplicação de recursos
externos oriundos de organismos internacionais.
•• Auditoria Operacional: procedimentos relacionados ao processo operacional. Avalia
programas de governo, projetos e atividades. Emite opinião sobre a gestão quanto aos
aspectos da eficiência, eficácia e economicidade. Atividade de assessoramento ao gestor
público.
•• Auditoria Especial: situações relevantes de natureza incomum ou extraordinária. Demais
trabalhos.
•• Formas de execução: Direta (centralizada, descentralizada ou integrada), Indireta
(compartilhada ou terceirizada) e Simplificada.
•• Centralizada: órgão central ou setoriais.
•• Descentralizada: unidades regionais ou setoriais.
•• Integrada: órgãos e unidades do SCI-PEF em conjunto.
•• Compartilhada: SCI-PEF + órgãos/instituições públicas ou privadas.
•• Terceirizada: auditoria externa (independente).

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•• Simplificada: exame de processo e meio eletrônico. Relação custo/beneficio. Indicadores
de desempenho.
•• Solicitação de Auditoria: formaliza pedido de documentos. Antes ou durante os trabalhos
de campo.
•• Nota: documento destinado a dar ciência ao gestor da área examinada, no decorrer
dos exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas ou apuradas no
desenvolvimento dos trabalhos.
•• Relatório: forma pela qual os resultados dos trabalhos realizados são levados ao
conhecimento das autoridades competentes.
•• Certificado: representa a opinião do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e
regularidade, ou não, da gestão e a adequacidade, ou não, das peças examinadas.
•• Parecer: peça documental que externaliza a avaliação conclusiva do Sistema de Controle
Interno sobre a gestão examinada.
•• A opinião do Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve ser
expressa por meio de Relatório, Parecer, Certificado ou Nota.
•• Certificado pode ser:
•• de regularidade: gestão observou os princípios da legalidade, legitimidade e
economicidade.
•• de regularidade com ressalvas: há falhas, omissões ou impropriedades de natureza
formal, mas irrelevantes ou imateriais.
•• de irregularidade: existência de desfalque, alcance, desvio de bens ou outra
irregularidade de que resulte prejuízo quantificável.
•• Quando o auditor não obtiver elementos comprobatórios suficientes e adequados, de tal
modo que impeça-o de formar opinião quanto à regularidade da gestão, a opinião fica
sobrestada. NÃO EXISTE CERTIFICADO COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO!

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