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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA

COMARCA DE MANAUS/AM

(espaço de 10 linhas)

JOÃO CULTO, brasileiro, estado civil, sem existência de união estável, profissão,
inscrito no CPF nº, e RG nº, sem endereço eletrônico, com domicílio e residência na
Rua, nº, Bairro, Manaus-AM, CEP, nesta , vem, respeitosamente perante V. Exa. seu
advogado que esta subscreve, com instrumento procuratório anexo (documento nº),
com escritório profissional na Rua, nº, Bairro, Manaus-AM, CEP, onde recebe
informações, com base no artigo 186 do Código Civil de 2002 ajuizar a presente, com
fulcro no Artigo 319 do NCPC, propor:

AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA,

Em face de JOSÉ ARTISTA, artista plástico, residente e domiciliado em Manaus –


AM, com fundamento nos arts. 186, 927, 402, 247 e 402 do Código Civil, pelos motivos
fáticos e de direito a seguir expostos.

I - DOS FATOS

O AUTOR entusiasmado com a beleza de sua nova casa campestre pactuou com o
Réu, um artista plástico de renome na cidade, contrato de prestação de serviços em
que o requerido se comprometia a pintar pessoalmente 2 (duas) telas em referencia a
nova casa do Autor.
Na expectativa de uma “obra prima”, adiantou ao requerido a quantia de R$
65.000,00 (sessenta e cinco mil reais), e as telas deveriam ser entregues no prazo de
seis meses. Respeitado o prazo, o Réu entregou ao Autor as 2 (duas) telas, no entanto,
um detalhe chamou a atenção do Autor, até por já conhecera o trabalho do Réu. As
obras 2 (duas) telas foram pintadas por Manoel Migué o discípulo do Réu. Na sua
espontaneidade o Autor negou-se a receber as obras, uma vez que havia
especificamente que queria que a pintura feita pelo Réu e não por seu aprendiz.

II - DO DIREITO:

O direito do Autor nasceu do contrato firmado com o Réu, quando este aceitou
servir-lhe com a prestação de serviço, lembrando que o contrato faz lei entre as partes.
Ao buscar os serviços do requerido, o Autor levou em consideração a condição
pessoal sendo este artista plástico de renome na cidade de Manaus. No entanto só ele
poderia cumprir a prestação do serviço.
Quanto à obrigação de dar coisa certa, trata-se da obrigação de uma coisa
determinada, específica. Ocorre o adimplemento da obrigação quando o devedor
entrega a coisa específica, que foi acordada com o credor, estabelecido no artigo 233
do CC/02, o que não ocorreu.
Quanto a obrigação de fazer é um serviço que vincula o devedor ao credor.
Neste caso fazer uma tela, serviço Infungível (intuitu personae). A pessoa do devedor
é essencial para o cumprimento da obrigação, não pode ser substituída por outra.

III – DA PERDA E DANO MORAL


Que seja apreciado o fato de o Réu ter ferido legislação competente e certa do
código civil brasileiro.
“Art. 247 do Código Civil - Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o
devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exeqüível.”
A corroborar o exposto acima, insta transcrever o entendimento do renomado
CARLOS ROBERTO GONÇALVES que preleciona:
“seja a obrigação fungível, seja infungível, será sempre possível ao credor optar
pela conversão da obrigação em perdas e danos, caso a inadimplência do devedor
decorra de culpa de sua parte” (DIREITO CIVIL BRASILEIRO, Teoria Geral das
Obrigações).
De acordo com o art. 186 do Código Civil aquele que por omissão voluntária violar
direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Obrigando-se assim a repará-lo, como dispõe o art. 927 do Código Civil.
O Autor ao requerer o descrito é de direito, e pelo mesmo motivo o
Art. 402 do CC, assim nos mostra que “Salvo as exceções expressamente previstas
em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além do que ele efetivamente
perdeu o que razoavelmente deixou de lucrar”. O autor perdeu ao não ter sua pintura
tão sonhada com motivos alusivos à nova cada campestre.
Além da responsabilidade de reparação do dano moral ao Autor, pelo infeliz
defeito da prestação, ao criar no Autor uma grave quebra de expectativa. Se
deparando com o estresse derivado de pedido justo, de ter o seu dinheiro de volta,
porém não atendido.
Como se não bastasse, toda a angústia foi agravada pelo descaso do Réu,
demonstrado ao entregar a tela feita por seu discípulo.
Ora, ao invés do momento de descanso e descontração que procurava, o autor
viu-se imersos em um contexto de preocupações e desamparo na busca pela
amenização dos seus danos. Foi uma violação à sua integridade moral.

III - DO PEDIDOS:

Requer-se a procedência dos pedidos com:

a) Requer a citação do réu para a audiência de conciliação a ser designando


por vossa Excelência, onde, não sendo obtido acordo devera apresentar defesa;
b) Requer que todas as intimações sejam realizadas em nome de todos os
patronos subscritores;
c) a condenação do requerido ao pagamento de referente ao adiantamento de
R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais) acrescido de juros e correção monetária,
que se apropriou sem cumprir com o combinado (pintura pelas próprias mãos);
d) Ao pagamento de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a título de danos morais,
como forma de reparação ao efetivo prejuízo e abalo psicológico sofrido pelo autor,
sem prejuízo de juros de mora;
e) Condenação do Requerida nas custas do processo, e também os honorários
advocatícios.
f) protesto aprovado e alegado por todos os meios de provas em direito
admitidos,
Dá-se a causa o valor de R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais).

Nestes termos,
Pede e espera deferimento.

Manaus-AM/data
OAB/AM