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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
N
ET-6000.67-0000-970-PHN-008
CLIENTE: FOLHA
AB-PGI/COMPERJ 1 de 24
PROGRAMA:
COMPLEXO PETROQUÍMICO DO RIO DE JANEIRO
ÁREA:
GERAL
TÍTULO:
ENGENHARIA/ CORPORATIVA
IECOMPERJ
CONTROLE DE ENERGIAS
IECOMPERJ

ÍNDICE DE REVISÕES
REV DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

0 EMISSÃO ORIGINAL

REV. 0 REV. A REV. C REV. D REV. E REV. F


DATA 21/03/2012
PROJETO IECOMPERJ
EXECUÇÃO CAFURE (ER5T)
VERIFICAÇÃO JULIANO (CSNV)
MÁRIO BORGES
APROVAÇÃO
(EGNR)
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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ET-6000.67-0000-970-PHN-008 0
ÁREA FOLHA:
U-0000 - GERAL 2 de 24
TÍTULO:

CONTROLE DE ENERGIAS

SUMÁRIO

1 OBJETIVO............................................................................................................4

2 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA......................................................................4

3 DEFINIÇÕES ...................................................................................................5

4 IDIOMA DOS DOCUMENTOS..............................................................................7

5 DIRETRIZES GERAIS...........................................................................................7

6 PRECAUÇÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA........................................... ....9

7 TREINAMENTO E COMUNICAÇÃO...................................................................10

8 PLANO DE CONTROLE DE ENERGIAS............................................................11

9 ELABORAR APR.................................................................................................12

10 MATRIZES DE ISOLAMENTO............................................................................12

11 SOLICITAR PERMISSÃO DE TRABALHO PARA REALIZAÇÃO DE


ISOLAMENTOS E BLOQUEIOS.................................................. .....................13

12 DISPOSITIVOS PARA O CONTROLE DE ENERGIAS .....................................14

13 APLICAÇÃO DE ISOLAMENTOS E BLOQUEIOS PARA REALIZAÇÃO DOS


TESTES............................................................................................................... 14

14 SOLICITAR PERMISSÃO DE TRABALHO PARA REMOÇÃO DE


ISOLAMENTOS E BLOQUEIOS ........................................................................16

15 REMOÇÃO DE DISPOSITIVOS DE ISOLAMENTOS E BLOQUEIOS...............17

16 CONTROLE DE ENERGIAS EM INTERLIGAÇÕES EM EQUIPAMENTOS OU


SISTEMAS ELÉTRICOS, OU INTERLIGAÇÕES EM SISTEMAS
OPERACIONAIS QUE JÁ ESTEJAM FUNCIONANDO OU COM TTAS1
EMITIDO...............................................................................................................17

17 SUSPENSÃO DOS TRABALHOS.......................................................................18

ANEXOS
ANEXO 1 – MODELO DE MATRIZ DE ISOLAMENTO......................................19
ANEXO 2 – MODELO DE CARTÃO DE ISOLAMENTO.....................................20
ANEXO 3 – MODELO DE ETIQUETA DE ADVERTÊNCIA AMARELA-
FRENTE...............................................................................................................21
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ANEXO 4 – MODELO DE ETIQUETA DE ADVERTÊNCIA AMARELA-


VERSO.................................................................................................................22
ANEXO 5 – MODELO DE AUTORIZAÇÃO PARA VIOLAÇÃO
DE CADEADO.....................................................................................................23
ANEXO 6 – MATERIAL PARA CONTROLE DE ENERGIAS.............................24
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CONTROLE DE ENERGIAS

1 OBJETIVO

Estabelecer padrões mínimos para Gestão do Controle de Energias a serem adotados


pelas Contratadas e UIEs nos diversos empreendimentos da ENGENHARIA/IECOMPERJ,
envolvendo a Unidade responsável pela Operação quando couber, a fim de garantir maior
segurança durante a construção, montagem e comissionamento do empreendimento, e
quando da interligação de novos sistemas e subsistemas operacionais a sistema ou
instalação em operação.

Estes padrões, constituídos por diretrizes e medidas específicas de segurança (ex:


travamento mecânico e/ou elétrico) para o controle do isolamento das fontes de energias
de equipamentos e sistemas, visam à proteção pessoal e das instalações onde haja risco
de ocorrer, mesmo de forma inesperada: energização elétrica, despressurização, ou
qualquer reação capaz de gerar calor ou vazamento de forma a liberar energia
armazenada, que possa causar lesão física, dano à saúde, dano material e/ou dano
ambiental.

2 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

N-1521 Identificação de Equipamentos Industriais


N-1710 Codificação de Documentos técnicos de Engenharia
N-2064 Emissão e revisão de documentos de projeto
N-2162 Permissão para Trabalho e procedimentos específicos
N-2782 Técnicas Aplicáveis à Análise de Riscos Industriais
ET-6000.67-0000-941-PDY-102 Declaração de Escopo – COMPERJ – Refino I
ET-6000.67-0000-970-PHN-002 Critérios para divisão de unidades em Sistemas Operacionais
e elaboração de redes de precedência
Diretrizes Corporativas de SMS 03 Avaliação e Gestão de Risco
Diretrizes Corporativas de SMS 05 Operação e Manutenção
NBR 14787 Norma Técnica Brasileira de Espaço confinado - Prevenção
de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção
NR-10 Norma Regulamentadora de Instalações e Serviços em
Eletricidade do Ministério do Trabalho
NR-13 Norma Regulamentadora de Caldeiras e Vasos de Pressão do
Ministério do Trabalho
NR-26 Norma Regulamentadora de Sinalização de Segurança do
Ministério do Trabalho
NR-33 Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados

N 2637 Norma Petrobras de Segurança no Trabalho em Espaço


Confinado
ABAST - PG-2AT-00002 Padrão de Permissão de Trabalho
ABAST - PE-2AT-00027 Gestão de Mudanças no Abastecimento
ABAST - PG-2AT-00119 Liberação, Isolamento, Bloqueio, Raqueteamento e Aviso
(LIBRA)
ANEXO XV Diretriz Contratual do Processo de Comissionamento
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3 DEFINIÇÕES

As definições e terminologias do processo de Comissionamento estão disponíveis no


item 3 da Diretriz Contratual de Comissionamento –Anexo XV.

Adicionalmente aplicam-se as seguintes definições:

3.1 APR - Análise Preliminar de Risco.

3.2 Bloqueio (Travamento) – Ação de impedir o manuseio ou operação de


equipamentos, válvulas, instrumentos, painéis, etc. através da utilização de dispositivos
de isolamento de energia.
3.3 Cadeado de Bloqueio - É o cadeado utilizado como dispositivo de travamento de
segurança. Utiliza-se cadeado cor vermelho para elétrica e cadeado amarelo nos demais
casos.

3.4 Cadeado individual azul - É o cadeado utilizado pelo trabalhador executante ou


envolvido.

3.5 Cartão de Isolamento Instalado no local definido para guarda dos cadeados com
uso de lacre plástico especifico (verde e numerado), destinado a identificar o
equipamento isolado, o responsável pelo Isolamento, o motivo, o número da Matriz de
Isolamento, a data e hora do isolamento e do término previsto dos trabalhos.

3.6 CE - Controle de Energia.

3.7 Claviculário - Móvel ou quadro, onde serão guardadas as chaves em uso, sendo
que sua chave fica em posse do responsável pelo isolamento em exercício no horário.

3.8 Depósito local de dispositivos - Armário ou local específico para guarda dos
cadeados, dispositivos e outros que serão utilizados no Processo de Controle de
Energias. Pode ser instalada no campo ou em Casas de Controle.

3.9 Dispositivo de Bloqueio - Elemento mecânico que impede o manuseio de


Dispositivos de Manobras e / ou isolamentos como válvulas, disjuntores, chaves
seccionadoras.

Exemplo: Trava de válvula, trava volantes, correntes, cadeados, e lacres metálicos.

3.10 Dispositivo de Manobra - São componentes dos sistemas operacionais


utilizados nas manobras destes sistemas. Exemplo: Válvulas, disjuntores, chaves
seccionadoras, etc.

3.11 Dispositivo Mecânico de Isolamento de Energia - Elemento Mecânico que


impede o fluxo de produto e a transmissão da energia. Exemplo: raquetes, flanges
cegos, figura 8.
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3.12 Elaborador de Matriz de Isolamento - É todo trabalhador qualificado próprio


ou contratado que foi credenciado para elaboração de matrizes.

3.13 Energia Cinética (Movimento mecânico) - Energia que atua em um corpo


que pode provocar movimento. Pode ser movimento de rotação, translação, linear ou
oscilação.

3.14 Energia Elétrica - Energia como resultado de uma fonte de força elétrica
gerada, acumulada ou eletricidade estática. Essas forças elétricas podem ser ligadas,
desligadas ou dissipadas.

3.15 Energia Hidráulica - Energia resultante da pressurização ou do movimento de


líquidos

3.16 Energia Pneumática - Energia resultante da pressurização ou do movimento


de gases ou vapores.

3.17 Energia Potencial - Energia possuída por um corpo em virtude de sua posição
em um campo de gravidade ou acumulada.

Ex. Cargas suspensas, molas comprimidas ou estendidas, produtos químicos


residuais em tubulações que podem causar acúmulo de pressão.

3.18 Energia Química - Energia associada às propriedades químicas das


substâncias e elementos químicos. Podem gerar calor, acumular pressão, causar danos
ao meio ambiente, incêndio, explosão e lesões às pessoas. Ex. Gás, hidrocarbonetos,
produtos químicos e águas contaminadas.

3.19 Energia Residual - Energia remanescente em um equipamento ou sistema,


após liberação ou intervenção.

3.20 Energia Térmica - É resultante de trabalho mecânico, radiação, reação


química ou resistência elétrica. É manifestada por temperaturas altas ou baixas. OBS:
Produtos químicos residuais em tubulações podem causar acúmulo de calor.

3.21 Energias Outras - No caso de energias não citadas neste padrão, haverá
necessidade de aprofundamento no tratamento das mesmas.
3.22 Etiqueta Amarela - Dispositivo de aviso, resistente a intempéries, com meios
de afixação. Assegura que o equipamento ou sistema envolvido no processo, não pode
ser pressurizado, energizado e/ou operado até que a etiqueta e os dispositivos de
bloqueio sejam removidos.

3.23 Figura 8 - Peça em formato de número oito, como se fossem duas raquetes
emendadas, porém com um círculo vazado e outro círculo inteiro. Destinada ao bloqueio
de tubulações, é instalada entre flanges. Dotada de furação na haste que liga as duas
chapas circulares, utiliza como eixo de rotação um dos parafusos dos flanges. Quando se
quer permitir fluxo na tubulação, gira-se a Figura 8 posicionando o círculo vazado entre
os flanges. Quando se quer interromper seu fluxo, gira-se a Figura 8 posicionando o
círculo inteiro entre os flanges.
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3.24 Isolamento - Ação de interromper o fluxo das energias em um equipamento ou


sistema (fechar válvulas, desligar disjuntores, instalar raquetes, etc.)

3.25 Lacre Metálico - Objeto instalado em dispositivos de isolamento de energia,


que não permitam a instalação do cadeado. Garantem que os dispositivos de isolamento
de energia não sejam movimentados acidentalmente.

3.26 Matriz de isolamento e bloqueio - Documento que estabelece a forma de


isolamento ou bloqueio a ser aplicado e o tipo de energia/dissipação que possa estar
contida no equipamento ou sistema a ser liberado para manutenção.

3.27 Multi-trava - Dispositivo de travamento de segurança com orifícios para


afixação de cadeados.

3.28 Raquete - Acessório de tubulação destinado a bloquear o fluxo de fluidos em


seu interior. Composto por uma chapa - normalmente de aço-carbono - recortada em
formato circular e dotada de cabo para manuseio e identificação visual, devendo este
cabo ter 20 cm de comprimento e ser pintado em cor amarela. Instalado entre dois
flanges de tubulação, gera vedação da linha com o aperto daqueles.

3.29 Responsável pelo Isolamento e bloqueio - É o trabalhador responsável pela


atividade de isolamento e bloqueio de energias em sua área de atuação.

3.30 Trabalhador Autorizado - Responsável pela instalação do dispositivo


mecânico de Isolamento e bloqueio de Energia para que se possa executar uma
intervenção, geralmente é o responsável pela operação do equipamento. O trabalhador
autorizado pode ser também um trabalhador envolvido (executante) quando suas
atribuições incluírem a realização de serviços de manutenção naquela máquina ou
equipamento.

3.31 Trabalhador Envolvido - A pessoa que trabalha na área de influência da


energia isolada (executante) ou quando interfere na tarefa (ex. auditor comportamental).

4 IDIOMA DOS DOCUMENTOS

Os idiomas para elaboração dos documentos devem seguir a determinação do Anexo V


do contrato – Memorial Descritivo do Projeto.

5 DIRETRIZES GERAIS

A Gestão do Controle de Energias visa garantir maior segurança durante a construção de


uma nova Unidade, e entre um Sistema ou Instalação em operação com os novos
Sistemas e Subsistemas operacionais que serão interligados a esta ao longo dos
trabalhos de construção, montagem e comissionamento, através de travamentos
mecânicos e/ou elétricos.
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Com relação à distribuição dos materiais, devemos considerar que o fornecimento de


cadeados, chaves, entre outros, devem obedecer a um critério mínimo de requisitos para
fornecimento visando padronizar os materiais, para todas as UIEs.

No caso da utilização de raquetes destacar a alça de manuseio em cor diferenciada que


contraste com a cor da tubulação onde irá ser aplicada.

Verificar a possibilidade de utilizar figura 8 ao invés de raquetes em todos os casos.

Seja na utilização de raquetes ou figura 8, deve-se enumerar a quantidade total das


raquetes e/ou figura 8 a fim de facilitar a conferência de quantidade das mesmas. Efetuar
marcação com sinete da Fiscalização Petrobras nas raquetes e ou figura 8 a serem
utilizadas.
Este travamento deve ser efetuado por meio de dispositivo mecânico apropriado para
garantir o isolamento das energias (correntes, multibloqueios, cadeados, raquetes,
flanges cegos, figura 8, trava disjuntor, etc.). As chaves dos cadeados e/ou travas
utilizados neste bloqueio, devem ser guardados no claviculário da Unidade Industrial que
será trancado por um cadeado azul da entidade responsável que estiver realizando
serviços no local (Contratada, Fiscalização, Operador). Além do dispositivo de
travamento, uma etiqueta padronizada pela Fiscalização da Petrobras, deve ser utilizada
para fornecer dados sobre o travamento (vide anexos). Recomenda-se a existência de
um Claviculário por Unidade envolvida.
A Contratada deve elaborar matrizes de travamento e de Gestão do Controle de
Energias de acordo com padrão fornecido pela Fiscalização da Petrobras.
Todo o processo deve estar bem detalhado em uma Análise Preliminar de Riscos – APR,
que deve ser elaborada antes do início das atividades e de preferência em conjunto com
as matrizes de travamento e de gestão de controle de energias.
Este controle deve ser aplicado durante os testes das novas instalações, e em todos os
pontos onde ocorrem novas interligações mecânicas ou elétricas, aos Sistemas já em
operação ou que poderão antecipadamente ser acionados e somente poderá ser
removido quando a Gestão do Controle de Energias da instalação for transferida para a
Unidade responsável pela operação.

Dentro de uma mesma Unidade a Gestão do Controle de Energias do SOP é transferida


para a Unidade responsável pela Operação a partir da assinatura das partes do Termo
de Transferência e Aceitação de Sistemas TTAS1.

Os trabalhadores envolvidos diretamente nestas atividades devem utilizar seu cadeado


individual azul numerado de travamento, como dispositivo mecânico de isolamento de
energia pessoal. O controle deve ser realizado por meio da Matriz de Isolamento e
Bloqueio.
Todo o material necessário para efetuar a Gestão de Energias deve ser fornecido pelas
Contratadas, dentro dos Padrões da PETROBRAS. O material de uso exclusivo do
executante (cadeado azul) deve receber o mesmo tratamento dos EPIs de fornecimento
da contratada.
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6 PRECAUÇÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA

6.1 Avaliações dos riscos e requisitos de segurança

Os serviços devem ser planejados de modo que toda a logística necessária esteja
adequada à sua realização.

Antes de iniciar o serviço, a área de trabalho e os equipamentos devem ser


cuidadosamente examinados por um técnico de segurança e profissional autorizado da
Contratada a fim de verificar se há condições de segurança para a realização do serviço.
Deve-se verificar se os trabalhos serão realizados em área liberada, ou da necessidade da
obtenção de Permissão de Trabalho - PT ou Permissão de Trabalho Temporária - PTT.

Serviços realizados em subestações e ou equipamentos desenergizados:

a) Os serviços realizados em subestações e ou equipamentos desenergizados, devem ser


sempre precedidos do teste de tensão.
b) Todos os painéis e cabos energizados utilizados devem ser identificados por placas ou
etiquetas de sinalização, com informação do nível de tensão.
c) Em toda a área da subestação ou equipamento energizado devem ter placas ou
etiquetas de sinalização advertindo sobre o risco de choque elétrico, conforme os modelos
padronizados pela NR-26.
d) Nos trabalhos próximos a redes ou equipamentos energizados, as distâncias mínimas de
segurança devem ser respeitadas, conforme estabelecido na NR-10.
e) Os painéis e equipamentos energizados devem ser isolados em seu perímetro,
delimitando a área, de forma a restringir a proximidade de pessoas com os mesmos.

6.2 Acesso de Pessoas aos Locais Restritos

O acesso à subestação, sala de operação, sala de cabos, subsolo, sala de controle ou


qualquer área na qual existam equipamentos energizados, sendo interligados ou em
comissionamento será rigorosamente restrito ao pessoal autorizado pela fiscalização da
PETROBRAS.

Fixar, obrigatoriamente nas entradas dos acessos a subestação ou locais restritos, em local
visível, a relação das pessoas autorizadas a ingressarem em tais locais.

No caso de visitantes ou de assistência técnica, cujos nomes não constem na relação, só


poderão ter acesso a subestação com acompanhamento da fiscalização.

Identificar cada colaborador autorizado a ingressar nos locais restritos de forma apropriada.
.

Orientar todos os colaboradores autorizados a ingressar nos locais restritos, que é vedada
a utilização de objetos pessoais que possam causar ou provocar situações de risco de arco
ou choque elétrico, tais como marca-passo, relógio, cordão, anéis, acessórios de metal, fita
fixadora do crachá, etc.
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Caso haja necessidade de trabalho em horários extras, finais de semanas e/ou feriados,
formalizar com programação prévia à fiscalização e aos setores envolvidos de modo que a
logística para execução das atividades e de segurança aos presentes à frente de serviço
seja garantida incluindo-se a presença de técnico(s) devidamente habilitado(s). (Contratada
e UIE).

6.3 Recursos Humanos

Somente um trabalhador qualificado/capacitado e autorizado, pode executar serviços de


eletricidade, automação e instrumentação em subestações energizadas conforme
estabelecido pela NR-10.

O trabalhador qualificado/capacitado e autorizado deve estar identificado através de


crachá ou meio equivalente.

7 TREINAMENTO E COMUNICAÇÃO

Para a implementação e manutenção do controle de fontes de energia, deve ser prevista


a realização de programas de comunicação e treinamentos envolvendo todos os
trabalhadores cujo desempenho de suas atividades seja impactado por esta
especificação técnica. Visa garantir que os objetivos e propósitos do Controle de Fontes
de Energia sejam entendidos pelos trabalhadores que atuarão direta ou indiretamente
aos trabalhos e que eles tenham os conhecimentos necessários para aplicação dos
procedimentos.

Para a implementação e manutenção do Processo de Controle de Energias deve ser


prevista a realização de programas de treinamento envolvendo todos os empregados
cujo desempenho de suas atividades seja impactado por este procedimento.
A validação e renovação do treinamento no Processo de Controle de Energias seguirão
os mesmos critérios da qualificação e avaliação de emitentes e requisitantes de
permissão para trabalho.
Os treinamentos são específicos e devem ter nível de aprofundamento suficiente para
propiciar a segura aplicação do procedimento.
Todo Responsável pelo Isolamento deve receber treinamento no reconhecimento das
fontes de energia, o tipo e magnitude das fontes de energia existentes em seu local de
trabalho, os métodos e meios necessários para o isolamento e controle da fonte de
energia.

Todo trabalhador executante deve receber treinamento a respeito do Controle de Fontes


de Energia.
Os cadeados azuis serão fornecidos a aqueles que tenham sido avaliados como
aprovados no treinamento.

Além dos treinamentos, devem ser previstos DDSMS para toda a força de trabalho, como
forma de divulgação e conscientização dos requisitos deste procedimento,
fundamentalmente para aqueles cujo trabalho seja realizado na área onde os
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procedimentos estabelecidos pelo Programa de Controle de Fontes de Energia são


empregados.

8 PLANO DE CONTROLE DE ENERGIAS

A Contratada deve elaborar um Plano de Controle de Energias o qual deve ser aprovado
pela Fiscalização da PETROBRAS e pela Unidade responsável pela Operação.

O Plano deve especificar o objetivo, o resultado esperado, o nível de autoridade, os


responsáveis, métodos e meios necessários para o isolamento e controle das fontes de
energia, contendo no mínimo o seguinte:

8.1 Todas as etapas necessárias às intervenções (serviços, testes, saneamento de


pendências) necessárias à conclusão de atividades de Comissionamento durante a
construção da Unidade.

8.2 Todas as etapas necessárias para a parada ou intervenção, isolamento e bloqueio


de um equipamento ou sistema com fins de assegurar o controle das fontes de energia.

8.3 Todas as etapas necessárias para a colocação, e remoção de dispositivos de


travamento (cadeados, raquetes, figura 8, travas, correntes, etc.).

8.4 Exigências específicas para testes de verificação da eficácia dos dispositivos de


bloqueio, identificação, aviso e de outras medidas de controle de energia com a
finalidade de mantê-los disponíveis e em condições adequadas de uso.

8.5 Exigência em referência a obrigatoriedade de se elaborar uma Matriz de Isolamento


e Bloqueio da Unidade Industrial que colete as Matrizes de Isolamento e Bloqueio
desenvolvidas para cada serviço e/ou atividade de teste previstas no Campo V de cada
FVM, assim como para o TAP1 e TAP2 conforme pertinente.

8.6 Devem ser identificados, nos P&ID correspondentes aos SOPs pertinentes, FVMs,
Procedimentos de Testes, todos os pontos que serão bloqueados e quais os tipos de
bloqueio que serão utilizados, como raquetes, figuras 8 e outros tipos de bloqueio.

8.7 Exigência quanto à elaboração de um Plano de Raqueteamento, indicando a forma


de realizar o raqueteamento, como por ex.: utilizando raquetes pintadas e identificadas
com número seqüencial dentro da Unidade; quando inseridas figuras 8 indicar o TAG
correspondente, nas juntas cegas identificar com rabicho.

8.8 Exigência em referência à obrigatoriedade de se identificar em campo os limites de


bateria de cada SSOP, SOP, malha e da Unidade, de forma apropriada, devidamente
definida. Esta identificação pode ser feita através de indicação com tinta, etiqueta
adesiva, anilhas, plaqueta metálica, etc.

8.9 A indicação de um local específico para guarda das etiquetas, cadeados, correntes,
pinos, cintas e outros dispositivos capazes de bloquear máquinas e equipamentos de
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fontes de energia, com a finalidade de mantê-los disponíveis e em condições adequadas


de uso.

9 ELABORAR APR

Todas as intervenções e isolamentos e atividades de pré-operação/partida que envolva


energia elétrica (exceto extra-baixa tensão) devem ser planejadas e analisadas através
da Análise Preliminar de Riscos- APR, elaborado pela Contratada, com a participação da
Fiscalização e da Operação.
A APR deve ser assinada por todos os envolvidos, inclusive pelo Comitê Recebedor da
Operação nos casos pertinentes. Quando a Operação não esteja diretamente envolvida
a Fiscalização é a responsável de encaminhar à Operação uma cópia para
conhecimento.

Nos casos em que estudos de Hazop sejam requeridos os mesmos devem estar
atualizados em consonância com a última revisão do Projeto Básico aprovado.

10 MATRIZES DE ISOLAMENTO

A elaboração das Matrizes é de responsabilidade da Contratada e devem ser avaliadas e


aprovadas pela gerência da Unidade da PETROBRAS a que pertence o equipamento ou
sistema, outras unidades envolvidas, a Equipe de Fiscalização e a Equipe de Operação,
quando couber. A matriz de isolamento é utilizada para orientar o isolamento, bloqueio e
aviso dos equipamentos ou sistemas nos quais é necessário realizar intervenções. Essa
matriz complementa a Permissão de Trabalho e a Análise Preliminar de Risco, vide
Modelo de Matriz de Isolamento e Bloqueio no Anexo 1.

Todos os serviços realizados com ENERGIA devem possuir uma matriz de isolamento e
bloqueio para a área impactada pelo serviço/teste.
A fiscalização deve assegurar que a CONTRATADA, de posse de todas as matrizes de
Controle, atualize diariamente a Matriz de Isolamento e Bloqueio elaborada para a
Unidade, contendo os bloqueios existentes na mesma, bem como os responsáveis pelos
bloqueios (Contratada, fiscalização PETROBRAS, Operação).
Uma Matriz de Isolamento deve ser específica para o objetivo (serviço) nela descrito, e
restrita a um único equipamento, SSOP, SOP, malha, perfeitamente identificado e
delimitado.
Deve ser estabelecido o Planejamento das ações de isolamento e bloqueio em itens, em
malhas, nos limites de bateria de cada SSOP, nos limites de bateria de cada SOP e no
limite de bateria da Unidade, conforme aplicável.
Esta Matriz de Isolamento deve conter fotos ou diagrama, que indiquem os locais de
inserção dos dispositivos de bloqueio, isolamento e aviso.
Deve-se assegurar que o limite de bateria esteja indicado fisicamente na área a ser
testada de acordo com o especificado na respectiva matriz de isolamento.
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Antes de ser utilizada, a matriz de isolamento referida deve ser analisada quanto a sua
atualização e existência de modificações (mudanças) realizadas no equipamento ou
sistema.
As matrizes de isolamento e bloqueio devem estar disponíveis em campo juntamente
com a APR e PT em local visível e de fácil acesso. Os registros de verificação dos
bloqueios para cada teste devem estar anexados e fazerem parte dos campos de
verificação dos formulários de registro da FVM, TAP 1 e TAP 2, quando pertinente.

11 SOLICITAR PERMISSÃO DE TRABALHO PARA REALIZAÇÃO DE


ISOLAMENTOS E BLOQUEIOS

Uma vez estando em funcionamento uma parte das instalações da refinaria, um sistema
de emissão de Permissão de Trabalho (PT) é imediatamente implantado pela fiscalização
da PETROBRAS. Deste modo, para serviços que forem executados:

a) Nos Sistemas Operacionais (SOPs) ou em suas áreas e/ou faixas de domínio, que
tiverem o TTAS1 emitido e aprovado;
b) Nas áreas que forem consideradas como classificadas em função de suas
características no momento da emissão da PT, independentemente de ter sido
emitido TTAS1 do Sistema Operacional (SOP).

Somente serão executados após obtenção da referida Permissão de Trabalho (PT) ou da


Permissão de Trabalho Temporária (PTT), a ser emitida/obtida:

1 - Pela Contratada até assinatura do TTAS1 do SOP. No caso de existir mais de uma
Contratada a responsabilidade é da Contratada Principal.

Nota: A Gerência da UIE, considerando à complexidade da Instalação ou por outros


motivos específicos poderá atribuir esta responsabilidade para a UIE/QSMS, devendo
realizar a comunicação por escrito em tempo hábil.

2 - Pelo futuro responsável pela Operação da Instalação nos seguintes casos:

2.1- Após a assinatura do TTAS1 do SOP em que será realizada a atividade, e/ou
2.2 – Após a assinatura do TTAS1 do ultimo SOP que forma o conjunto mínimo
necessário a partida da Instalação para qualquer SOP que a compõe.

A emissão da PT/PTT seguirá o procedimento descrito na N-2162 - Permissão para


Trabalho e procedimentos específicos.

Conforme estabelecido na Permissão de Trabalho- PT/PTT da Contratada esta deve


verificar diariamente todo Sistema sujeito ao Controle de Energias quanto à integridade
de seus dispositivos, sendo realizado por encarregado ou responsável pelo serviço antes
do início das atividades por meio de visualização e registro no campo próprio para
verificação, existente na PT.
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TÍTULO:

CONTROLE DE ENERGIAS

A PT/PTT deve ser colocada em uma Pasta, afixada como apropriado na entrada, em
local visível onde estiverem sendo feitas atividades sujeitas ao Controle de Energias,
juntamente com a APR e as Matrizes de Isolamento e Bloqueio pertinentes.
Após a conclusão dos serviços deve ser dada baixa na Permissão de Trabalho.

A responsabilidade pelo Claviculário é da Contratada responsável pelos serviços, a qual


fica com a chave do claviculário; se há mais de uma Contratada envolvida no serviço, a
chave do Claviculário fica com a Contratada Principal responsável pela implementação
da Instalação, exceto no caso de que a Gerência da UIE atribua a responsabilidade pela
emissão de PTs para a UIE/QSMS conforme item 11 deste documento, a qual será
responsável pela chave do claviculário.
Com a emissão do TTAS1 do ultimo SOP que forma o conjunto mínimo necessário a
partida da Instalação, a chave do claviculário passa para a Unidade Operacional
responsável pela Operação.

12 DISPOSITIVOS PARA O CONTROLE DE ENERGIAS

No processo de isolamento e bloqueio são utilizados Raquetes, Figura 8, Flanges e


outros, assim como Etiquetas, cadeados, chaves, Lacres, Claviculários.
Cada dispositivo de isolamento deve receber um dispositivo de bloqueio, o uso desses
dispositivos garante que os dispositivos mecânicos de isolamento de energia e de
manobra não sejam movimentados acidentalmente. Tais dispositivos devem ser
instalados juntamente com suas respectivas etiquetas.
Alguns dispositivos de isolamento não possuem recursos para instalação de dispositivos
de bloqueio, nestes casos, podem ser instalados lacres metálicos juntamente com sua
respectiva etiqueta.

Nota: As exceções devem ser definidas após Análise de Riscos com equipe
multidisciplinar formada por profissionais designados pela Contratada, UIE/CCTO,
Equipe de Fiscalização Petrobras, UIE/QSMS e Equipe de Operação, onde devem ficar
definidas ações que ofereçam o mesmo grau de segurança que os dispositivos de
isolamentos.
O modelo de Cartão de isolamento é apresentado no Anexo 2. Vide modelos de Etiqueta
nos Anexos 3 e 4. O Anexo 6 apresenta códigos de materiais para Controle de Energias.
A Contratada deve adquirir os insumos para Controle de Energias constantes no seu
escopo de fornecimento e acordar junto à UIE o recebimento de eventuais itens
complementares e armazená-los apropriadamente.

13 APLICAÇÃO DE ISOLAMENTOS E BLOQUEIOS PARA REALIZAÇÃO DOS TESTES

A aplicação de isolamentos e bloqueios deve ser precedida por uma Ordem de Serviço
detalhando os serviços a serem realizados.
A aplicação do Controle de Energias nos processos de testes, inclusive teste hidrostático,
energização, e outras atividades de Comissionamento dos novos empreendimentos,
consiste em:
a) Isolar itens e malhas sob teste nos limites de bateria de sistemas e subsistemas da
unidade, ou nos pontos determinados na Matriz de Isolamento e Bloqueio.
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TÍTULO:

CONTROLE DE ENERGIAS

b) Isolar as subestações sob teste nos limites de bateria ou pontos determinados na


Matriz de Isolamento e Bloqueio.

A Matriz de Isolamento pode prever a utilização de isolamento externo aos processos de


testes, inclusive teste hidrostático, energização, e outras atividades internas de
Comissionamento dos novos empreendimentos, por meio de cerquite ou outro meio de
venha impedir o acesso de pessoal não autorizado, bem como delimite a zona de risco.

O Responsável pela execução dos trabalhos deve seguir a seqüência operacional abaixo:

a) Efetuar identificação de todos os equipamentos e sistemas;


b) Verificar/identificar os limites de bateria de cada SSOP, SOP, malha e da Unidade
conforme definido no Plano de Gestão de Energias;
c) Verificar a ausência completa de tensão nos equipamentos antes do início dos testes;
d) Isolar todas as fontes de energia;
e) Instalar dispositivos de bloqueio nos equipamentos ou sistemas e colocar cadeados
e/ou etiquetas de bloqueio;
f) Instalar dispositivo de bloqueio em todos os equipamentos ou sistemas interligados ao
equipamento principal;
g) Instalar sinalização de segurança nos equipamentos ou sistemas;
h) Checar novamente todos os bloqueios das fontes de energia;
i) Implantar procedimento diário para liberação de equipamentos para trabalho;
j) Notificar pessoal afetado;

Concluído o isolamento e bloqueio das fontes de energia pelo Trabalhador Autorizado o


Responsável pelo Isolamento, deve verificar a eficácia com que a energia foi isolada.

Depois de instalar os Cadeados ou Lacres de Bloqueio e suas respectivas Etiquetas de


Advertência, o Trabalhador Autorizado deve entregar as chaves dos cadeados ao
Responsável pelo Isolamento. O Responsável pelo Isolamento deve inspecionar e testar
a efetividade do isolamento, preencher o Cartão de Isolamento, fixá-lo no cadeado ou no
lacre de bloqueio do equipamento. Vide modelo de Cartão de Isolamento no Anexo 2.

Todos os trabalhadores envolvidos devem afixar seu cadeado individual azul e/ou
etiqueta azul do dispositivo de bloqueio de segurança do equipamento enquanto
permanecerem na área de influência do serviço. O trabalhador envolvido deve retirar seu
cadeado Individual azul e/ou etiqueta azul do dispositivo de bloqueio, sempre que se
ausentar da área por qualquer motivo, mesmo que por um curto espaço de tempo.
Em alguns tipos de intervenção pode ser utilizada uma multi-trava. Nesse caso os
cadeados devem ser colocados nesta multi-trava e a matriz de Isolamento e Bloqueio
deve ficar junto com a PT/APR.
Nota: bloqueios temporários: o Responsável pelo Isolamento ao concluir sua jornada,
deve transferir a responsabilidade pelas chaves, bem como todas as atividades
pertinentes ao Controle de Energias em uso, ao seu substituto correspondente,
documentando este ato através de relatório.
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TÍTULO:

CONTROLE DE ENERGIAS

Após a aplicação do Controle de Energias o Responsável pela execução dos serviços


deve colocar seu cadeado individual azul e a etiqueta em local adequado que será
trancado por um cadeado da Fiscalização da Petrobras.

A conformidade do Processo de Controle de Energias no âmbito da instalação é


realizada pela fiscalização da PETROBRAS aplicando uma Lista de Verificação, em
consonância à Matriz de Isolamento, com periodicidade mensal, podendo ser alterada
em função da fase da obra.

Nas Unidades em Construção, devem ser evidenciadas as ações de isolamento e


bloqueio em malhas, nos limites de bateria de cada SSOP, nos limites de bateria de cada
SOP e no limite de bateria da Unidade, estabelecidas na Matriz de Isolamento e Bloqueio
nas seguintes situações:

-durante a realização dos Testes Funcionais: no campo V das FVMs correspondentes


indicando que foi realizado bloqueio;

-durante a realização dos Testes de Aceitação e Performance- TAP: conforme pontos de


bloqueio estabelecidos no Procedimento de TAP, na Pasta do SSOP.

Os locais de bloqueio podem ser registrados nas FVMs e/ou nos Relatórios de Teste
pertinentes.

Conseqüentemente, as Matrizes devem ser permanentemente atualizadas indicando


data e horário dos bloqueios, devidamente assinadas pelo responsável.
Com a emissão do TTAS1 a gestão dos bloqueios é realizada pela Equipe de Operação,
mas deve permanecer obrigatória a verificação por parte da CONTRATADA dos
bloqueios existentes antes da realização dos serviços/testes/intervenções.

Nota: Violação (remoção)

É de responsabilidade dos gerentes de C&M da PETROBRAS autorizar a remoção de


cadeado de bloqueio em caso de perda ou extravio da chave.

A violação do cadeado só poderá ser realizada após justificativa e autorização do


Gerente da Implementação do Empreendimento ou responsável designado. Fora do
horário administrativo o Coordenador responsável pelo Turno poderá autorizar a
violação, mediante acompanhamento deste, comunicando formalmente o Gerente da
Implementação do Empreendimento ou responsável designado.
Para violar um cadeado é necessária a comunicação prévia com o empregado ou com as
linhas hierárquicas do mesmo e preenchimento do formulário específico conforme Anexo
5.

14 SOLICITAR PERMISSÃO DE TRABALHO PARA REMOÇÃO DE


ISOLAMENTOS E BLOQUEIOS
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TÍTULO:

CONTROLE DE ENERGIAS

O Responsável pela execução dos serviços deve solicitar Permissão de Trabalho- PT junto
à Contratada, no caso de existir mais de uma Contratada a responsabilidade é da
Contratada Principal (ou da UIE/QSMS se assim decidido pela UIE), ou ainda junto ao
responsável pela futura Operação, conforme definido no item 11 desta ET com observância
do disposto na N-2162 - Permissão para Trabalho e nos procedimentos específicos.
Após a remoção dos bloqueios deve ser dada baixa na Permissão de Trabalho.

15 REMOÇÃO DE DISPOSITIVOS DE ISOLAMENTOS E BLOQUEIOS

A remoção de isolamentos e bloqueios deve ser precedida por uma Ordem de Serviço
detalhando os serviços a serem realizados.
Ao término dos serviços, o Responsável pelo isolamento deve:

a) Antes da remoção dos dispositivos de bloqueio e do condicionamento do


equipamento ou sistema, os seguintes elementos e ações devem ser executados:

A área de trabalho deve ser inspecionada pelo Responsável pelo


Isolamento;
Os trabalhadores envolvidos devem ser notificados do
condicionamento do equipamento ou sistema para operação, devendo
os mesmos ser posicionados de forma segura;
b) A remoção dos dispositivos de bloqueio, aviso e isolamento, deve ser realizada pelo
trabalhador autorizado e dos dispositivos mecânicos de isolamento pelo pessoal
executante;
c) O responsável pela liberação deve inspecionar a área e o equipamento, adotar as
ações de segurança citadas no item 6 e informar aos trabalhadores envolvidos que
os isolamentos serão retirados, solicitando ao trabalhador Autorizado a remoção dos
isolamentos.

O trabalhador Autorizado deve adotar as seguintes ações para remoção de bloqueios


das fontes de energia:
Assegurar que todas as ferramentas e itens tenham sido removidos;
Confirmar que todos os trabalhadores estejam em local seguro;
Verificar se os controles estão neutros;
Remover os dispositivos de bloqueio/isolamento e reenergizar o
equipamento;
Notificar todos os empregados afetados que os serviços foram
completados.

NOTA 1 – Após a retirada do bloqueio do equipamento ou sistema a ser liberado para


trabalho, o Responsável pela liberação deverá verificar a ausência de qualquer tipo de
energia.
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CONTROLE DE ENERGIAS

16 CONTROLE DE ENERGIAS EM INTERLIGAÇÕES EM EQUIPAMENTOS OU


SISTEMAS ELÉTRICOS, OU INTERLIGAÇÕES EM SISTEMAS OPERACIONAIS QUE
JÁ ESTEJAM FUNCIONANDO OU COM TTAS1 EMITIDO

São aplicáveis as atividades descritas sob os itens 9 a 15 acima, conforme pertinentes,


acrescentando-se o uso do Sistema LIBRA, conforme ABAST - PG-2AT-00119 -
Liberação, Isolamento, Bloqueio, Raqueteamento e Aviso (LIBRA), sob responsabilidade
da Equipe de Operação. O Responsável pela execução dos serviços deve solicitar
Permissão de Trabalho junto aos responsáveis da Equipe de Operação pelos
Equipamentos ou Sistemas Elétricos, ou Sistemas Operacionais a serem interligados.

Após a aplicação do LIBRA o Responsável pela execução dos serviços deve colocar seu
cadeado individual azul e a etiqueta em local designado que será trancado por um cadeado
da Fiscalização da Petrobras.

No equipamento principal de interligação com equipamento ou sistema já existente liberado


e aplicado LIBRA pela operação responsável pelo equipamento ou sistema, o Responsável
pela execução dos trabalhos deve seguir a seqüência operacional abaixo:

a) Verificar a ausência completa de tensão nos equipamentos antes do início dos testes;
b) Isolar todas as fontes de energia;
c) Instalar dispositivos de bloqueio nos equipamentos ou sistemas e colocar cadeados e/ou
etiquetas de bloqueio;
d) Instalar dispositivo de bloqueio em todos os equipamentos ou sistemas interligados ao
equipamento principal;
e) Instalar sinalização de segurança nos equipamentos ou sistemas;
f) Checar novamente todos os bloqueios das fontes de energia;
g) Implantar procedimento diário para liberação de equipamentos para trabalho;
h) Notificar pessoal afetado;

17 SUSPENSÃO DOS TRABALHOS

As frentes de trabalho poderão ser suspensas por qualquer funcionário que observar o
não cumprimento dos requisitos de QSMS e/ou técnicos que possam caracterizar um
RGI – Risco Grave e Iminente à Saúde e Segurança dos executantes;

O colaborador que solicitar a suspensão dos trabalhos por RGI deve dirigir-se ao
responsável pelos testes de campo (Identificado na etiqueta fixada ao
equipamento/sistema) para comunicá-lo do risco identificado. O responsável pelos testes
de campo deve comunicar sua fiscalização da paralisação da atividade, por RGI;

Nestes casos a Permissão para Trabalho existente deverá ser suspensa e a retomada
das atividades deve ser feita através da emissão de uma nova PT;

A Fiscalização deverá manter essa notificação de RGI em arquivo, pelo tempo que julgar
necessário para dirimir qualquer dúvida a respeito.
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ANEXO 1

MODELO DE MATRIZ DE ISOLAMENTO

Nº DE CONTROLE:
MATRIZ DE
ISOLAMENTO Pag.:
OS bloqueio/desbloqueio nº: ELABORADOR (ES) CHAVE (S) Nº:
CONTRATADA: LOCALIZAÇÃO DO CLAVICULÁRIO:
Data de Bloqueio:
Data de Remoção de
bloqueio:
Unidade: SOP: SSOP: FVM Nº:
DISPOSITIVO DE ISOLAMENTO
ITEM ENERGIA LOCAL DO Nº
FISCALIZAÇÃO ISOLAMENTO - TAG COMO ISOLAR

OBSERVAÇÃO: 1 - Assegurar que todo pessoal afetado foi notificado.

FISCALIZAÇÃO CM QSMS CCTO OPERAÇÃO


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TÍTULO:

CONTROLE DE ENERGIAS

ANEXO 2

MODELO DE CARTÃO DE ISOLAMENTO

FRENTE
CARTÃO DE ISOLAMENTO IEXX/XXXX

CONTRATADA:
EQUIPAMENTO: MATRIZ Nº:
MOTIVO:

Responsável: Matrícula: Data Início: Hora Início: Assinatura:

Responsável: Matrícula: Data Término: Hora Término: Assinatura:

Local de Guarda: Cadeado/Lacre:

VERSO

ESTE CARTÃO SOMENTE PODERÁ


SER REMOVIDO PELO
RESPONSÁVEL PELO ISOLAMENTO
CADEADO/LACRE: LOCALIZAÇÃO:
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CONTROLE DE ENERGIAS

ANEXO 3

MODELO DE ETIQUETA DE ADVERTENCIA AMARELA- FRENTE


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ANEXO 4

MODELO DE ETIQUETA DE ADVERTENCIA AMARELA- VERSO


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TÍTULO:

CONTROLE DE ENERGIAS

ANEXO 5

MODELO DE AUTORIZAÇÃO PARA VIOLAÇÃO DE CADEADO

AUTORIZAÇÃO PARA
VIOLAÇÃO DE CADEADO DE
SEGURANÇA
TRABALHADOR RESPONSÁVEL PELO ISOLAMENTO (R. I)

NOME: __________________________________________________

MATRICULA: _________________________

FUNÇÃO: __________________________________

DADOS DO CADEADO A SER VIOLADO

PROPRIETÁRIO: _________________ Nº DO CADEADO: ___________

MOTIVO DA VIOLAÇÃO: ___________________________________________


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

APROVAÇÃO: GERENTE GERAL / COORDENADOR DE TURNO

NOME:_____________________________________________________

FUNÇÃO:_________________________DATA___/____/___ Hora:___________

Assinatura:_______________________________________________

Observações: ____________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
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TÍTULO:

CONTROLE DE ENERGIAS

ANEXO 6

MATERIAL PARA CONTROLE DE ENERGIAS

Material Controle de
Energias.xls