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M I S SA L R O M A N O

REFORMADO POR DECRETO DO CONCÍLIO


ECUMÉNICO VATICANO II E PROMULGADO
POR AUTORIDADE DE S. S. O PAPA PAULO VI
M I S SAL R O MA N O
M I S S AL R O M A NO
REFORMADO POR DECRETO DO CONCÍLIO
ECUMÉNICO VATICANO II E PROMULGADO
POR AUTORIDADE DE S. S. O PAPA PAULO VI

COM O PRÓPRIO DE
ANGOLA
CABO VERDE
GUINÉ-BISSAU
MOÇAMBIQUE
PORTUGAL
S. TOMÉ E PRÍNCIPE
APRESENTAÇÃO

Aprovada pelas Conferências Episcopais de Portugal, de Angola e S. Tomé, de


Moçambique, e pelos Bispos de Bissau e Cabo Verde, e confirmada pela Congre-
gação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, torna-se agora pública a
edição em língua portuguesa do Missal Romano reformado por decreto do Concílio
Ecuménico Vaticano II e promulgado por autoridade de S. S. o Papa Paulo VI.
A presente versão substitui qualquer outra anteriormente em uso.
Esta edição destina-se a Portugal e aos Países Africanos de língua oficial
portuguesa, e, por isso, nela se inserem, no lugar e dia respectivo, as celebrações do
Próprio de cada um destes países.
As fórmulas consecratórias nas Orações Eucarísticas e as respostas da assembleia
aos diálogos são também comuns ao Brasil, o que facilita a participação nas mesmas
celebrações a todos os que se exprimem em língua portuguesa.
No que se refere à Oração Eucarística, por expressa indicação da Congregação
do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos:
1 - mantêm-se no corpo do Ordinário as quatro Orações Eucarísticas anteriores;
2 - é introduzida uma nova Oração Eucarística, enriquecida com quatro variantes,
que pode ser usada nas Missas para as diversas circunstâncias (ad diversa), e que,
por isso, vem inserida no Missal junto dessas Missas;
3 - as Orações Eucarísticas das Missas com Crianças e das Missas da Reconciliação
vêm no APÊNDICE.
No que se refere ao canto, apresentam-se dois tons de melodias: um mais solene
(Tom I), outro mais simples (Tom II). Embora cada um deles possa ser usado em
qualquer celebração, é, no entanto, louvável que, na medida do possível, se atenda
à categoria litúrgica de cada celebração. Sendo melodias oficiais, não devem ser
substituídas por quaisquer outras.
Possa esta edição do Missale Romanum em língua portuguesa unir no mesmo
louvor os vários povos que a utilizam para expressar a mesma fé da única Esposa de
Cristo, e que encontram o sinal maior da sua unidade na celebração da Eucaristia.

Santarém, 2 de Fevereiro de 1992

 António Francisco Marques


Bispo de Santarém
Presidente da Comissão Episcopal de Liturgia em Portugal
CONGREGAÇÃO DO CULTO DIVINO
E DA DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS

Prot. n. CD 293/91
PORTUGAL

A pedido do Excelentíssimo Senhor D. António Francisco Marques,


Bispo de Santarém, Presidente da Comissão Episcopal de Liturgia de Portugal,
em nome da Conferência Episcopal Portuguesa, em carta de 14 de Março de
1991, em virtude das faculdades concedidas a esta Congregação pelo Sumo
Pontífice João Paulo II, muito gostosamente aprovamos, isto é, confirmamos
a tradução portuguesa do Missale Romanum, conforme o exemplar anexo.
Este Decreto, pelo qual a Sé Apostólica concede a confirmação pedida,
deve ser incluído integralmente no texto a imprimir-se.
Do texto impresso devem ser enviados dois exemplares a esta Con-
gregação.
Nada obste em contrário.
Sede da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos,
28 de Junho de 1991.

EDUARDO Card. MARTINEZ,


Prefeito

 LUÍS KADA
Arceb. tit. Tibica
Secretário

A Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos


aprovou por Decreto, nos mesmos termos e com a mesma data,
a presente versão em língua portuguesa do Missale Romanum
para a Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé (Prot. n. CD 533/91),
para a Conferência Episcopal de Moçambique (Prot. n. CD 317/91),
para a diocese de Bissau (Prot. n. CD 319/91)
e para a diocese de Cabo Verde (Prot. n. CD 321/91)
A CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA,
A CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE ANGOLA E S. TOMÉ A
CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE MOÇAMBIQUE
E OS BISPOS DE BISSAU E DE CABO VERDE,
em virtude do estabelecido pela Congregação do Culto Divino no Decreto
Sedes Apostolica de 16 de Julho de 1987 (Prot. n. 898/87) e de acordo com a
mens legislatoris expressa na Carta da mesma Congregação (6 Agosto 1986:
Prot. n. 300/86) aprovam o seguinte:

DECRETO
A partir do Primeiro Domingo do Advento, dia 29 de Novembro de
1992, em todas as Missas celebradas em língua portuguesa dentro do
território de Portugal, Angola, S. Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-
Bissau e Cabo Verde, deve utilizar-se a presente versão portu-guesa do
Missale Romanum, confirmada pelos Decretos da Congre-gação do
Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos.
Esta versão deve considerar-se típica em todas as dioceses dos
mencionados países.

Lisboa, 25 de Janeiro de 1991

 António Ribeiro
Cardeal Patriarca da Lisboa
Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
 Alexandre do Nascimento
Cardeal Arcebispo de Luanda
Presidente da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé
 Paulo Mandlate
Bispo de Tete
Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique
 Settimio Arturo Ferrazzetta
Bispo de Bissau
 Paulino Livramento Évora
Bispo de Cabo Verde
 Abílio Rodas de Sousa Ribas
Bispo de S. Tomé e Príncipe
SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO
Prot. n. 166/70

DECRETO

Estabelecido o Ordo celebrationis eucharisticae e depois da aprovação


dos textos do Missale Romanum com a Constituição Apostólica Missale
Romanum, promulgada pelo Sumo Pontífice Paulo VI no dia 5 de Abril de
1969, esta Sagrada Congregação para o Culto Divino, por mandato do mesmo
Sumo Pontífice, promulga e decreta típica esta nova edição do Missale
Romanum, preparada segundo os decretos do Concílio Vaticano II.
Quanto ao uso do novo Missale Romanum, permite-se que a edição latina
possa usar-se logo que seja publicada, fazendo as adaptações que se referem
ao dia das celebrações dos Santos, enquanto não está definitiva-mente em uso
o Calendário restaurado. Confia-se às Conferências Episcopais o cuidado de
preparar as edições em língua vernácula e estabelecer o dia em que essas
edições, devidamente confirmadas pela Sé Apostólica, entram em vigor.

Nada obste em contrário.

Sede da Sagrada Congregação para o Culto Divino,


26 de Março de 1970, Quinta-Feira da Ceia do Senhor.

BENNO, Card. GUT


Prefeito

A. BUGNINI
Secretário
SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO
Prot. n. 1970/74

DECRETO
SEGUNDA EDIÇÃO TÍPICA

Nesta nova edição do Missale Romanum foram introduzidas variações e


novos textos, para que corresponda aos documentos promulgados depois da
primeira edição de 1970.
Na Instrução Geral, cujos números não se mudam, descrevem-se os
ministérios do acólito e do leitor, em vez dos números que tratavam do
subdiácono (nn. 142-152).
Outra modificação de certa importância está na parte do Missal que
contém as Missas rituais e para diversas necessidades. Alguns formulários
foram completados com as oportunas antífonas de entrada e da comunhão.
Além disso, foram acrescentados os textos da Missa ritual para a dedicação da
igreja e do altar, a Missa da reconciliação e, entre as Missas votivas, os textos
das Missas de Maria, Mãe da Igreja e do Santíssimo Nome de Maria.
Introduziram-se outras variantes de menor importância nos títulos e na
rubricas, para que melhor correspondam às palavras ou expressões que se
encontram nos novos livros litúrgicos.
O Sumo Pontífice Paulo VI aprovou com a sua autoridade esta segunda
edição do Missale Romanum e agora a Sagrada Congregação para o Culto
Divino publica-a e declara-a típica.
As Conferências Episcopais terão o cuidado de introduzir, nas edições em
língua vernácula que preparam, as variações contidas nesta segunda edição do
Missale Romanum.
Nada obste em contrário.
Sede da Sagrada Congregação para o Culto Divino,
27 de Março de 1975, Quinta-Feira da Ceia do Senhor.

JAIME ROBERTO, Card. KNOX


Prefeito

A. BUGNINI
Arceb. tit. de Diocleciana
Secretário
12
CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA
“MISSALE ROMANUM”
PELA OUAL É PROMULGADO
O MISSAL ROMANO
REFORMADO POR DECRETO DO CONCILIO VATICANO II

PAULO BISPO
SERVO DOS SERVOS DE DEUS
PARA PERPÉTUA MEMÓRIA

O MISSAL ROMANO, promulgado em 1570 adaptação do Missal Romano às exigências da


pelo Nosso Predecessor S. Pio V, de acordo com mentalidade contemporânea.
os decretos do Concílio de Trento,1 é conside- O recente Concílio Ecuménico Vaticano II,
rado por todos como um dos muitos e admiráveis na sua Constituição Sacrosanctum Concilium,
frutos que daquele Sagrado Sínodo advieram assentou as bases de uma reforma geral do
para toda a Igreja de Cristo. Com efeito, durante Missal Romano. Nesta Constituição se deter-
quatro séculos, ele constituiu para os sacerdotes mina, antes de mais, que os textos e os ritos
do rito latino a norma da celebração do sacrifício sejam ordenados de modo a exprimirem com mais
eucarístico e foi levado a quase todas as partes clareza as realidades santas que significam; 4
do mundo pelos arautos do Evangelho. Inume- depois, que o Ordinário da Missa seja revisto
ráveis foram também os varões santos que ali- no sentido de realçar a característica própria de
mentaram a sua piedade para com Deus com as cada uma das suas partes e a sua mútua conexão,
leituras bíblicas e as orações deste Missal, cuja e de facilitar ao mesmo tempo a participação
ordenação geral, na sua parte mais importante, piedosa e activa dos fiéis;5 e ainda que a mesa
se deve a S. Gregório Magno. da palavra de Deus seja preparada com mais
Entretanto, como consequência do movi- abundância aos fiéis, abrindo-lhes mais ampla-
mento litúrgico que se foi afirmando e desen- mente os tesouros da Bíblia; 6 finalmente, que
volvendo entre o povo cristão e que o Nosso seja elaborado um novo rito da concelebração,
Predecessor Pio XII, de veneranda memória, a inserir no Pontifical e no Missal Romano.7
qualificou como “sinal das disposições provi- Não se pense, todavia, que esta reforma
denciais de Deus para o tempo presente e como do Missal Romano tenha sido realizada de um
passagem salutar do Espírito Santo pela Igreja”,2 momento para o outro. O caminho já vinha sendo
começou a sentir-se claramente a necessidade de preparado pelos progressos da ciência litúrgica
rever e enriquecer os formulários do Missal ao longo destes últimos quatro séculos. Depois
Romano. Nesse sentido, o mesmo Nosso Pre- do Concílio de Trento, o estudo dos antigos
decessor deu início a este trabalho restaurando a códices da Biblioteca Vaticana e de outras várias
Vigília Pascal e toda a liturgia da Semana procedências – como afirma a Constituição
Santa,3 dando assim o primeiro passo para a Apostólica Quo primum, do nosso Predecessor

1
S. Pio V, Const. Apost. Quo primum, 14 de Julho de 1570.
2
Cf. Pio XII, Alocução aos participantes no primeiro Congresso mundial de Liturgia pastoral de Assis, 22 de Setem-
bro de 1956: AAS 48 (1956), p. 712.
3
Cf. S. Congr. dos Ritos, Decr. Dominicae resurrectionis, 9 de Fevereiro de 1951: AAS 43 (1951), pp. 128 ss.; Decr.
Maxima redemptionis nostrae mysteria, 16 de Novembro de 1955: AAS 47 (1955), pp. 838 ss.
4
Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 21: AAS 56 (1964), p. 106.
5
Ibid., n. 50, p. 114.
6
Ibid., n. 51, p. 114.
7
Ibid., n. 57, p. 115.
14 CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA

Pio V – contribuiu não pouco para a revisão do – Sobre o pão: Accipite et manducate ex hoc
Missal Romano. Além disso, desde então para cá, omnes: Hoc est enim Corpus meum, quod pro
não só foram descobertos e publicados docu- vobis tradetur
mentos das mais antigas fontes litúrgicas, como – Sobre o cálice: Accipite et bibite ex eo omnes:
também se aprofundou mais o estudo dos for- Hic est enim calix Sanguinis mei novi et aeterni
mulários litúrgicos da Igreja Oriental. E assim testamenti, qui pro vobis et pro multis
foi despertando em muitos o desejo de que tais effundetur in remissionem peccatorum. Hoc
riquezas doutrinais e espirituais não ficassem facite in meam commemorationem.
sepultadas na obscuridade dos arquivos, mas
As palavras Mistério da fé são destacadas
fossem trazidas à luz, de modo a poderem ilu-
das palavras de Cristo Senhor e proferidas pelo
minar e alimentar o espírito e a mente dos fiéis.
sacerdote como introdução à aclamação dos fiéis.
Posto isto, apresentemos, nas suas linhas
No que se refere ao Ordinário da Missa,
gerais, a nova estrutura do Missal Romano. Em
os ritos foram simplificados, conservando a
primeiro lugar encontramos, como proémio de
substância. 8 Assim, foram suprimidas
todo o livro, a Instrução Geral, com as novas
duplificações que se tinham introduzido no de-
normas para a celebração do sacrifício eucarís-
curso dos tempos, bem como outros elementos
tico, tanto no que se refere à execução dos ritos
de menor utilidade, 9 o que se verifica particu-
como no que toca à função própria de cada um
larmente nos ritos da apresentação do pão e do
dos participantes, como ainda no que respeita às
vinho, da fracção do pão e da Comunhão.
alfaias e lugares sagrados.
Por outro lado, seguindo a norma dos
A inovação principal desta reforma está na
Santos Padres, foram restabelecidos certos
chamada Oração Eucarística. No rito romano,
elementos que, com o tempo, tinham desapa-
a primeira parte desta Oração, isto é, o Prefácio,
recido,10 entre os quais figuram a homilia,11 a
teve sempre, no decurso dos séculos, formulários
oração universal ou oração dos fiéis,12 o rito pe-
variáveis, ao passo que a segunda parte, cha-
nitencial ou de reconciliação com Deus e com os
mada Cânone, desde os séculos IV-V mantém
irmãos no princípio da Missa, rito este ao qual se
uma forma fixa. Pelo contrário, as Liturgias
restituiu a devida importância.
Orientais admitiram sempre uma certa variedade
de Anáforas. Neste ponto, foi a Oração Euca- Além disso, segundo a prescrição do Con-
rística enriquecida com novos prefácios, tirados cílio Vaticano II, que manda se leia ao povo, no
uns da antiga tradição romana, outros compostos espaço de um determinado número de anos, a
de novo. Estes prefácios, ao mesmo tempo que parte mais importante da Escritura Sagrada,13 o
põem em relevo os aspectos mais salientes do conjunto das leituras dominicais foi distribuído
mistério salvífico, apresentam também variados por um período de três anos. Por outro lado, nos
e ricos motivos de acção de graças. Além disso, dias festivos mais solenes, a leitura da Epís- tola
mandámos que fossem acrescentados a esta Ora- e do Evangelho é precedida de outra leitura,
ção Eucarística mais três novos Cânones. No tomada do Antigo Testamento ou, no tempo pas-
entanto, tendo em conta razões de ordem pastoral cal, dos Actos dos Apóstolos. Deste modo, é
e para facilitar a concelebração, ordenámos que posta mais em relevo a continuidade do mistério
as palavras do Senhor sejam as mesmas em todos salvífico, apresentada nos próprios textos da
os formulários do Cânone. Neste sentido, de- revelação divina. Esta considerável abundância
terminámos que as referidas palavras, em cada de leituras bíblicas, em que se oferece aos fiéis,
uma das Orações Eucarísticas, sejam proferidas nos dias festivos, a parte mais significativa da
do modo seguinte: Sagrada Escritura, é completada ainda com as

8
Ibid., n. 50, p. 114.
9
Ibid., n. 50, p. 114.
10
Ibid., n. 50, p. 114.
11
Ibid., n. 52, p. 114.
12
Ibid., n. 53, p. 114.
13
Ibid., n. 51, p. 114.
MISSSALE ROMANUM 15

outras partes dos livros sagrados que se lêem nos que se refere ao canto, julgou-se contudo
dias da semana. oportuno restaurar, no sentido de os tornar mais
acessíveis, o chamado salmo responsorial, a que
Todo este ordenamento tem por finalidade
despertar cada vez mais nos fiéis aquela fome da S. Agostinho e S. Leão Magno tantas vezes se
palavra de Deus 14 que leve o povo da nova referem, e também as antífonas da entrada e da
comunhão para as Missas rezadas.
aliança a sentir-se como que impelido pelo Espí-
rito Santo a realizar a perfeita unidade da Igreja. Para terminar, apraz-Nos tirar algumas
Nestas condições, nutrimos a mais viva espe- conclusões de tudo o que ficou exposto relati-
rança de que este novo ordenamento do Missal vamente ao novo Missal Romano. Quando o
irá proporcionar aos sacerdotes e aos fiéis a pos- nosso Antecessor S. Pio V promulgou a primeira
sibilidade de prepararem em comum mais san- edição do Missal Romano, apresentou-o ao
tamente o espírito para a celebração da Ceia do povo cristão como instrumento da unidade li-
Senhor, alimentando-se dia a dia mais abundan- túrgica e monumento do genuíno culto religioso
temente com a palavra do Senhor, através de na Igreja. Também Nós, ainda que admitamos
uma meditação mais aprofundada da Sagrada no novo Missal, de acordo com as prescrições
Escritura. Daqui se seguirá, como é desejo do do Concílio Vaticano II, variantes e adaptações
Concílio Vaticano II, que a Escritura divina se legítimas 15 confiamos que ele irá ser recebido
torne para todos fonte perene de vida espiritual, pelos fiéis como instrumento valioso para teste-
instrumento primordial de catequese cristã, munhar e confirmar entre todos a mútua unidade.
compêndio substancial de formação teológica. Por variadas que sejam as línguas, uma só e
Nesta reforma do Missal Romano, as alte- mesma oração, mais fragrante que o incenso,
rações não se limitaram apenas às três partes subirá ao Pai dos Céus, pelo nosso Sumo Pon-
de que tratámos, isto é, à Oração Eucarística, tífice Jesus Cristo, no Espírito Santo.
ao Ordinário da Missa e ao Leccionário; foram Ordenamos que as prescrições contidas
igualmente revistas, e até bastante modificadas, nesta Constituição entrem em vigor no dia 30 do
as restantes partes do Missal, a saber: o Próprio próximo mês de Novembro do corrente ano,
do Tempo, o Próprio e o Comum dos Santos, as primeiro Domingo do Advento.
Missas rituais e as Missas votivas. Neste ponto, Queremos também que tudo quanto nesta
foram objecto de particular atenção as orações. Constituição fica estabelecido e prescrito tenha
Aumentou-se o seu número, de modo a corres- força de lei, agora e para o futuro, não obstante,
ponder, com formulários novos, às novas ne- se for caso disso, as Constituições e Ordenações
cessidades dos nossos tempos; foram revistos os Apostólicas dos nossos Predecessores, ou quais-
formulários das orações mais antigas, cujo texto quer outras prescrições, ainda que dignas de es-
foi criticamente estabelecido à luz dos antigos pecial menção ou derrogação.
códices. Assinale-se ainda que as férias dos prin-
cipais tempos litúrgicos – Advento, Natal, Dado em Roma, junto de S. Pedro, no dia 3
Quaresma e Páscoa – passam a ter uma oração de Abril, Quinta-Feira da Ceia do Senhor, do
própria para cada dia. ano 1969, sexto do nosso Pontificado.
Resta acrescentar que, embora não se tenha
modificado o Gradual Romano, pelo menos no PAULO PP. VI

14
Cf. Amós 8, 11
15
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 38-40: AAS 56 (1964), p. 110.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO
PROÉMIO

1. Quando Cristo Senhor estava para cele- exprime de forma concisa nesta frase do Sacra-
brar com os discípulos a ceia pascal, na qual mentário Leoniano “todas as vezes que celebra-
instituiu o sacrifício do seu Corpo e Sangue, mos o memorial deste sacrifício, realiza-se a
mandou preparar uma grande sala mobilada (Lc obra da nossa redenção” 3 – aparece-nos desen-
22, 12). A Igreja sempre se sentiu comprometida volvido com toda a clareza e propriedade nas
por este mandato e por isso foi estabelecendo Orações Eucarísticas. Com efeito, no momento
normas para a celebração da santíssima Euca- em que o sacerdote faz a anamnese, dirigindo-se
ristia, no que se refere às disposições da alma, a Deus em nome de todo o povo, dá-Lhe graças
aos lugares, aos ritos, aos textos. As normas e oferece-Lhe o sacrifício vivo e santo; isto é, a
recentemente promulgadas por vontade expressa oblação apresentada pela Igreja e a Vítima por
do Concílio Vaticano II e o novo Missal que, de cuja imolação quis o mesmo Deus ser aplacado;4
futuro, vai ser usado no rito romano para a e pede que o Corpo e Sangue de Cristo sejam
celebração da Missa, constituem mais uma prova sacrifício agradável a Deus Pai e salvação para o
da solicitude da Igreja, da sua fé e do seu amor mundo inteiro.5
inquebrantável para com o sublime mistério Deste modo, no novo Missal, a norma da
eucarístico, da sua tradição contínua e coerente, oração (lex orandi) da Igreja está em consonân-
apesar de certas inovações que foram intro- cia perfeita com a sua ininterrupta norma de fé
duzidas. (lex credendi). Esta ensina-nos que, para além da
diferença no modo como é oferecido, existe
perfeita identidade entre o sacrifício da cruz e a
Testemunho de fé inalterável
sua renovação sacramental na Missa, a qual foi
instituída por Cristo Senhor na Última Ceia,
2. A natureza sacrifical da Missa, solene- quando mandou aos Apóstolos que o fizessem
mente afirmada pelo Concílio de Trento,1 de em memória d’Ele. Consequentemente, a Missa
acordo com toda a tradição da Igreja, foi mais é ao mesmo tempo sacrifício de louvor, de acção
uma vez formulada pelo Concílio Vaticano II, de graças, de propiciação, de satisfação.
quando, a respeito da Missa, proferiu estas sig-
nificativas palavras: “O nosso Salvador, na Úl- 3. O mistério admirável da presença real do
tima Ceia, instituiu o sacrifício eucarístico do Senhor sob as espécies eucarísticas, reafirmado
seu Corpo e Sangue, com o fim de perpetuar pelo Concílio Vaticano II 6 e outros documentos
através dos séculos, até à sua vinda, o sacrifício do Magistério da Igreja 7 exactamente no mesmo
da cruz e, deste modo, confiar à Igreja, sua sentido em que tinha sido enunciado e proposto
amada Esposa, o memorial da sua Morte e Res- como dogma de fé pelo Concílio Tridentino, 8 é
surreição”. 2 também claramente expresso na celebração da
Esta doutrina do Concílio, encontramo-la
Missa, não somente nas próprias palavras da
expressamente enunciada, de modo constante,
nos próprios textos da Missa. Assim, o que se

1
Conc. de Trento, Sess. XXII, 17 de Setembro de 1562: DS 1738-1759.
2
Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium. n. 47; cf. Const. Lumen gentium, nn. 3.28; Decr. Presbyterorum ordinis, nn.
2.4.5.
3
Cf. Sacramentário Veronense, ed. Mohlberg, n. 93.
4
Cf. Oração Eucarística III.
5
Cf. Oração Eucarística IV.
6
Conc. Vat. II. Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 7.47; Decr. Presbyterorum ordinis, nn. 5.18.
7
Cf. Pio XII, Enc. Humani generis: AAS 42 (1950), pp. 570-571; Paulo VI, Enc. Mysterium fidei: AAS 57 (1965), pp. 762-
769; Sollemnis professio fidei, 30 de Junho de 1968, nn. 24-26: AAS 60 (1968), pp. 442-443; S. Congr. dos Ritos, Instr.
Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, nn. 3f.9: AAS 59 (1967), pp. 543-547.
8
Conc. de Trento, cf. Sess. XIII, 11 de Outubro de 1551: DS 1635-1661.
18 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

consagração, em virtude das quais Cristo se finalmente, que pela comunhão do Corpo e
torna presente por transubstanciação, mas ainda Sangue de Cristo se consolida na unidade. E
na forma como, ao longo de toda a liturgia este povo, santo na sua origem, vai continua-
eucarística, se exprimem os sentimentos de suma mente crescendo em santidade, através da partici-
reverência e adoração. É este o motivo que leva pação consciente, activa e frutuosa no mistério
o povo cristão a prestar culto peculiar de adoração eucarístico. 10
a tão admirável Sacramento, na Quinta-Feira da
Ceia do Senhor e na solenidade do Santíssimo
Corpo e Sangue de Cristo. Uma tradição ininterrupta

4. Quanto à natureza do sacerdócio ministe- 6. Ao enunciar os princípios que deveriam


rial, exclusivo do presbítero que em nome de presidir à revisão do Ordo Missae, o Concílio
Cristo oferece o sacrifício e preside à assem- Vaticano II, servindo-se dos mesmos termos
bleia do povo santo, a própria estrutura dos usados por S. Pio V na Bula Quo primum que
ritos, o lugar de preeminência e a função mesma promulgava o Missal Tridentino de 1570, deter-
do sacerdote a põem claramente em relevo. Os mina, entre outras coisas, que certos ritos sejam
atributos desta função ministerial são enuncia- restaurados “em conformidade com a antiga
dos explícita e desenvolvidamente na acção de norma dos Santos Padres”.11 Na própria concor-
graças da Missa crismal, na Quinta-Feira da dância de termos, pode já verificar-se como,
Semana Santa, precisamente no dia em que se não obstante o espaço de quatro séculos que
comemora a instituição do sacerdócio. Nesta medeia entre eles, ambos os Missais Romanos
acção de graças é claramente afirmada a trans- seguem a mesma tradição. E se examinarmos
missão do poder sacerdotal mediante a imposição atentamente os elementos desta tradição, vere-
das mãos; e é descrito este poder, enumerando mos também como, de uma forma muito feliz, o
as suas diversas funções, como continuação do segundo Missal vem aperfeiçoar o primeiro.
poder do próprio Cristo, Sumo Pontífice da
Nova Aliança.
7. Numa época particularmente difícil como
aquela, em que estava em perigo a fé católica
5. Mas esta natureza do sacerdócio ministe- sobre o carácter sacrifical da Missa, sobre o
rial vem também colocar na sua verdadeira luz sacerdócio ministerial, sobre a presença real e
outra realidade de suma importância, que é o permanente de Cristo sob as espécies eucarísticas,
sacerdócio real dos fiéis, cujo sacrifício espiri- o que acima de tudo importava, para S. Pio V,
tual, pelo ministério dos presbíteros, é consu- era salvaguardar uma tradição, algo recente, é
mado na união com o sacrifício de Cristo, único certo, mas injustamente atacada, e, consequen-
Mediador.9 Com efeito, a celebração da Euca- temente, introduzir o mínimo de alterações nos
ristia é acção de toda a Igreja; nesta acção, cada ritos sagrados. De facto, este Missal de 1570
um intervém fazendo só e tudo o que lhe pertence, pouco difere do primeiro que fora impresso em
conforme o posto que ocupa dentro do povo de 1474, o qual, por sua vez, reproduz fielmente o
Deus. E foi isto precisamente o que levou a Missal do tempo de Inocêncio III. Além disso,
prestar maior atenção a certos aspectos da cele- se bem que os códices da Biblioteca Vaticana
bração litúrgica que no decurso dos séculos não tenham ajudado a corrigir algumas expressões,
tinham sido suficientemente valorizados. Este não permitiram, no que respeita aos “antigos
povo é o povo de Deus, adquirido pelo Sangue autores mais insignes”, conduzir o trabalho de
de Cristo, congregado pelo Senhor, alimentado investigação para além dos comentários litúrgicos
com a sua palavra; povo chamado para fazer da Idade Média.
subir até Deus as preces de toda a família humana;
povo que em Cristo dá graças pelo mistério da 8. Pelo contrário, hoje em dia, aquela “norma
salvação, oferecendo o seu Sacrifício; povo, dos Santos Padres”, que os correctores do Missal
de S. Pio V se propunham seguir, encontra-se

9
Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 2.
10
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 11.
11
Ibid., n. 50.
PROÉMIO 19

enriquecida com numerosos estudos dos inves- Embora os Padres do Concílio Vaticano II
tigadores. Com efeito, após a primeira edição do tenham reiterado as afirmações dogmáticas do
Sacramentário Gregoriano, publicado em 1571, Concílio Tridentino, falavam contudo numa
os antigos Sacramentários Romanos e época da vida do mundo muito distante daquela,
Ambrosianos, bem como os antigos livros litúr- o que os levou a apresentar, no campo pastoral,
gicos Hispânicos e Galicanos, têm sido objecto resoluções e orientações que seriam impensáveis
de várias edições críticas, que deram a conhecer quatro séculos atrás.
numerosíssimas orações de grande valor espiri-
tual, até então desconhecidas.
11. Já o Concílio Tridentino tinha reconhecido
Além disso, após a descoberta de nume-
o grande valor catequético que encerra a cele-
rosos documentos litúrgicos, também se conhe-
bração da Missa; não estava, todavia, em condi-
cem melhor as tradições dos primeiros séculos,
ções de poder extrair daí todas as consequências
anteriores à formação dos ritos do Oriente e do
para a prática. Muitos solicitavam que fosse
Ocidente.
autorizado o uso da língua vernácula na celebração
Há ainda a acrescentar o progresso dos
do sacrifício eucarístico. Atentas, porém, as
estudos patrísticos, que veio projectar nova luz
circunstâncias particulares de então, face a um
sobre a teologia do mistério eucarístico, ilus-
pedido desta natureza, o Concílio entendeu que
trando-a com a doutrina dos mais eminentes
devia reafirmar a doutrina tradicional da Igreja,
Padres da antiguidade cristã, tais como S. Ireneu,
segundo a qual o sacrifício eucarístico é, antes
S. Ambrósio, S. Cirilo de Jerusalém, S. João
e acima de tudo, acção do próprio Cristo e,
Crisóstomo.
portanto, a eficácia que lhe é própria não pode
ser afectada pelo modo como nele participam os
9. Por isso, a “norma dos Santos Padres” fiéis. E assim, de modo firme e moderado,
não reclama somente a conservação daquelas exprimiu-se nestes termos: “Embora a Missa
tradições que nos legaram os nossos antepassados contenha uma grande riqueza doutrinal para o
imediatos; exige também que se abranja e exa- povo fiel, todavia os Padres não julgaram opor-
mine mais profundamente todo o passado da tuno que ela fosse habitualmente celebrada em
Igreja e todos esses diversos modos pelos quais língua vulgar”. 12 E anatematizou quem susten-
se exprimiu a única e mesma fé, através das tasse “ser condenável o uso da Igreja Romana,
mais variadas formas de cultura e civilização, de recitar em voz baixa o Cânone com as pala-
como as que correspondem às regiões semitas, vras da consagração; ou que se deve celebrar a
gregas e latinas. Esta perspectiva mais ampla Missa em língua vulgar”.13 No entanto, se por
permitir-nos-á descobrir como o Espírito Santo um lado o Concílio proibia o uso da língua
inspira ao povo de Deus uma admirável fideli- vernácula na Missa, por outro impunha aos
dade em guardar imutável o depósito da fé, por pastores de almas a obrigação de suprir esta
mais variadas que se apresentem as formas da deficiência com uma catequese adequada: “Para
oração e dos ritos sagrados. que as ovelhas de Cristo não passem fome...,
ordena o sagrado sínodo aos pastores e a todos
os que têm cura de almas que, no decurso da
Adaptação às novas circunstâncias celebração da Missa, façam com frequência,
por si ou por outrem, uma explicação dos textos
lidos na Missa e, entre outras coisas, exponham
10. O novo Missal, se por um lado testemunha algum mistério deste santíssimo sacrifício, es-
a norma da oração da Igreja Romana e salva- pecialmente aos domingos e dias festivos”. 14
guarda o depósito da fé tal como nos foi trans-
mitido pelos Concílios mais recentes, por outro
lado significa também um passo importante na 12. Reunido o Concílio Vaticano II precisa-
tradição litúrgica. mente com a finalidade de adaptar a Igreja às
exigências do seu múnus apostólico em nossos

12
Conc. de Trento, Sess. XXII, Doutrina sobre o santo sacrifício da Missa, cap. 8: DS 1749.
13
Conc. de Trento, Sess. XXII, Doutrina sobre o santo sacrifício da Missa, cap. 9: DS 1759.
14
Ibid., cap. 8: DS 1749.
20 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

dias, prestou fundamental atenção, como já o Concílio autorizou para certos casos a comunhão
fizera o Tridentino, à índole didáctica e pastoral sob as duas espécies, a saber, quando, através
da sagrada Liturgia.15 E embora ninguém, entre desta forma mais expressiva do sinal sacramental,
os católicos, negasse a legitimidade e eficácia do se dá aos fiéis uma ocasião oportuna para com-
rito sagrado celebrado em latim, o Concílio não preender mais profundamente o mistério em
teve dificuldade em admitir que “não raro pode que participam. 21
ser de grande utilidade para o povo o uso da
língua vernácula na Liturgia” e autorizou o seu 15. Assim a Igreja, mantendo-se fiel à sua
uso.16 O entusiasmo com que por toda a parte foi missão de ser mestra da verdade, conservando o
recebida esta decisão conciliar teve como que é “antigo”, isto é, o depósito da tradição,
resultado que, sob a égide dos Bispos e da cumpre também o dever de considerar e adoptar
própria Sé Apostólica, se passou a autorizar a o que é “novo” (cf. Mt 13, 52).
língua vulgar em todas as celebrações litúrgicas Por isso, uma parte do novo Missal apre-
com participação do povo, a fim de permitir uma senta orações da Igreja mais directamente orien-
compreensão mais plena do mistério cele- brado. tadas às necessidades dos nossos tempos. Isto
aplica-se de modo particular às Missas Rituais
13. Dado que o uso da língua vernácula na e “para várias circunstâncias”, nas quais se
Liturgia é um instrumento de grande importân- encontram oportunamente combinadas a tradição
cia para exprimir mais claramente a catequese e a inovação. Neste mesmo sentido, enquanto se
do mistério contida na celebração, o Concílio mantêm intactas inúmeras expressões herdadas
Vaticano II entendeu dever relembrar a necessi- da mais antiga tradição da Igreja, transmitidas
dade de pôr em prática algumas prescrições do pelo próprio Missal nas suas múltiplas edições,
Tridentino que não tinham sido respeitadas em muitas outras foram adaptadas às necessidades
toda a parte, como a obrigação da homilia aos e circunstâncias actuais; outras ainda – como as
domingos e dias festivos 17 e a possibilidade de orações pela Igreja, pelos leigos, pela santificação
inserir admonições dentro dos próprios ritos do trabalho humano, pela comunidade das nações,
sagrados.18 por algumas necessidades peculiares do nosso
Mas, sobretudo, ao aconselhar “a partici- tempo – tiveram de ser compostas integralmente,
pação mais perfeita na Missa, pela qual os fiéis, utilizando as ideias, muitas vezes até as expres-
depois da comunhão do sacerdote, recebem do sões, dos recentes documentos conciliares.
mesmo sacrifício o Corpo do Senhor”,19 o Con- Ao utilizar os textos da mais antiga
cílio Vaticano II exorta a pôr em prática outra tradição, tendo em conta a situação do mundo
recomendação dos Padres Tridentinos: que, para contemporâneo, entendeu-se que se podiam mo-
participarem mais plenamente na sagrada Euca- dificar certas frases ou expressões sem atentar
ristia, os fiéis “comunguem em cada Missa, não contra tão venerável tesouro, com o fim de
apenas pelo desejo espiritual, mas recebendo adaptar melhor o seu estilo à linguagem teológica
sacramentalmente a comunhão eucarística”.20 hodierna e reflectir mais perfeitamente a pre-
sente disciplina da Igreja; por exemplo: algumas
14. Este mesmo espírito e zelo pastoral levou expressões relativas ao apreço e uso dos bens
o Concílio Vaticano II a reexaminar as decisões terrenos e outras que se referem a formas de
do Tridentino referentes à comunhão sob as penitência corporal próprias de outros tempos.
duas espécies. Uma vez que, hoje em dia, nin- Deste modo, as normas litúrgicas do Con-
guém põe em dúvida os princípios doutrinais cílio Tridentino foram em grande parte comple-
relativos ao pleno valor da comunhão eucarísti- tadas e aperfeiçoadas pelas do Concílio Vaticano
ca recebida apenas sob a espécie do pão, o II, que pôde levar a termo os esforços desenvol-
vidos ao longo destes quatro séculos, sobretudo

15
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 33.
16
Ibid., n. 36.
17
Ibid., n. 52.
18
Ibid., n. 35, 3.
19
Ibid., n. 55.
20
Conc. de Trento, Sess. XXII, Doutrina sobre o santo sacrifício da Missa, cap. 6: DS 1747.
21
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 55.
PROÉMIO 21

nos tempos mais recentes, devido especialmen- no sentido de aproximar mais os fiéis da sagrada
te às iniciativas de S. Pio X e seus Sucessores, Liturgia.
CAPÍTULO I

IMPORTÂNCIA E DIGNIDADE DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

1. A celebração da Missa, como acção de espírito, ardente de fé, esperança e caridade, que
Cristo e do povo de Deus hierarquicamente a Igreja deseja e a própria natureza da
ordenado, é o centro de toda a vida cristã, tanto celebração reclama, e que, por força do Baptis-
para a Igreja, quer universal, quer local, como mo, constitui direito e dever do povo cristão.7
para cada um dos fiéis.1 Nela culmina toda a
acção pela qual Deus, em Cristo, santifica o
mundo, e todo o culto pelo qual os homens, por 4. É certo que nem sempre se poderá conse-
meio de Cristo, Filho de Deus, prestam adora- guir a presença e participação activa dos fiéis,
ção ao Pai.2 Nela se comemoram, ao longo do na qual se manifesta mais claramente a natureza
ano, os mistérios da Redenção, que, por esta eclesial da celebração.8 Mas nem por isso a
forma, em certo sentido se tornam presentes. 3 celebração eucarística fica privada da sua eficá-
Todas as outras acções sagradas e todas as obras cia e dignidade, uma vez que é acção de Cristo
da vida cristã, que com ela estão relacionadas, e da Igreja,9 em que o sacerdote actua sempre
dela derivam e a ela se ordenam.4 para a salvação do povo.

2. Por isso, é da máxima importância que a 5. A celebração eucarística, como toda a


celebração da Missa ou Ceia do Senhor de tal Liturgia, realiza-se por meio de sinais sensí-
modo se ordene que ministros e fiéis, partici- veis, pelos quais se alimenta, fortalece e expri-
pando nela cada qual segundo a sua condição, me a fé.10 Para isso, deve haver o máximo
dela colham os mais abundantes frutos. 5 Foi cuidado em escolher e ordenar as formas e os
para isso que Cristo instituiu o sacrifício euca- elementos propostos pela Igreja que, atendendo
rístico do seu Corpo e Sangue e o confiou à às circunstâncias de pessoas e lugares, mais
Igreja, sua amada esposa, como memorial da intensamente favorecem a participação activa e
sua paixão e ressurreição. 6 plena e mais eficazmente contribuem para o
bem espiritual dos fiéis.

3. Tal finalidade só pode ser atingida se, 6. O objectivo desta Instrução é traçar as
atentas a natureza e as circunstâncias peculiares linhas gerais por que se há-de regular toda a
de cada assembleia, se ordenar toda a celebra- celebração eucarística e expor as normas a que
ção de forma a conduzir os fiéis àquela partici- deverá obedecer cada uma das formas de cele-
pação consciente, activa e plena, de corpo e bração.11 Entretanto, as Conferências Episco-

1
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 41; Const. Lumen gentium, n. 11; Decr. Presbyterorum ordinis, nn.
2.5.6; Decr. Christus Dominus, n. 30; Decr. Unitatis redintegratio, n. 15; S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum
mysterium, 25 de Maio de 1967, nn. 3 e 6: AAS 59 (1967), pp. 542, 544-545.
2
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 10.
3
Cf. ibid., n. 102.
4
Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum ordinis; n. 5; Const. Sacrosanctum Concilium, n. 10.
5
Cf. Conc.Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 14.19.26.28.30.
6
Cf. ibid., n. 47.
7
Cf. ibid., n. 14.
8
Cf. ibid., n. 41.
9
Cf. Con. Vat. II, Decr. Presbyterorum ordinis, n. 13
10
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 59.
11
Sobre as Missas com grupos particulares, cf. Sagr. Congr. para o Culto Divino, Instr. Actio pastoralis, 15 de Maio de 1969:
AAS 61 (1969), pp. 806-811; Sobre as Missas com crianças, Directorium de Missis cum pueris, 1 de Novembro de 1973:
AAS 66 (1974), pp. 30-46; Sobre o modo de unir a Liturgia das Horas com a Missa, Institutio generalis de Liturgia
Horarum, ed. tip. 1971, nn. 93-98.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO 23

pais poderão estabelecer, para os territórios da rectamente relacionadas com as tradições e a


sua jurisdição, de acordo com a Constituição índole dos povos, das regiões e das diversas
sobre a sagrada Liturgia, as normas mais di- comunidades.12

12
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 37-40.
CAPÍTULO II

ESTRUTURA DA MISSA, SEUS ELEMENTOS E SUAS PARTES

I. E STRUTURA DA M ISSA Cristo presente na sua palavra quem anuncia o


Evangelho.
7. Na Missa ou Ceia do Senhor, o povo de Por isso as leituras da palavra de Deus,
Deus é convocado e reunido, sob a presidência que oferecem à Liturgia um dos elementos de
do sacerdote como representante de Cristo, para maior importância, devem ser escutadas por
celebrar o memorial do Senhor ou sacrifício todos com veneração. E ainda que a palavra
eucarístico. 13 A esta assembleia local da santa divina, contida nas leituras da Sagrada Escritu-
Igreja se aplica eminentemente a promessa de ra, seja dirigida a todos os homens de todos os
Cristo: “Onde estiverem dois ou três reunidos tempos e seja para eles inteligível, todavia a sua
em meu nome, Eu estou no meio deles” (Mt 18, eficácia aumenta quando é acompanhada de um
20). Com efeito, na celebração da Missa, em que comentário vivo, isto é, a homilia, a qual cons-
se perpetua o sacrifício da cruz,14 Cristo está titui parte integrante da acção litúrgica.18
realmente presente: na própria assembleia con-
gregada em seu nome, na pessoa do ministro, na
sua palavra e, ainda de uma forma substancial e Orações e outros elementos
permanente, sob as espécies eucarísticas.15 que pertencem à função do sacerdote
8. A Missa consta, por assim dizer, de duas
partes: a liturgia da palavra e a liturgia eucarís- 10. Entre as partes da Missa que pertencem
tica. Estas duas partes, porém, estão entre si tão ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração
estreitamente ligadas que constituem um único Eucarística, ponto central de toda a celebração.
acto de culto.16 De facto, na Missa é posta a Vêm a seguir as orações: a oração colecta, a
mesa, tanto da palavra de Deus como do Corpo oração sobre as oblatas e a oração depois da
de Cristo, mesa em que os fiéis recebem instru- comunhão. O sacerdote, que preside à assem-
ção e alimento.17 Há ainda ritos próprios, a abrir bleia como representante de Cristo,19 dirige es-
e a concluir a celebração. tas orações a Deus em nome de todo o povo
santo e de todos os presentes. Por isso se cha-
mam “orações presidenciais”.

II. OS DIVERSOS ELEMENTOS DA M ISSA 11. Compete igualmente ao sacerdote, en-


quanto presidente da assembleia reunida, fazer
certas admonições, bem como proferir as fór-
Leitura da palavra de Deus e mulas de introdução e de conclusão previstas no
sua explanação próprio rito. As admonições, por sua natureza,
não têm que ser necessariamente proferidas nos
9. Quando na Igreja se lê a Sagrada Escritu- termos apresentados pelo Missal; convém, ao
ra, é o próprio Deus quem fala ao seu povo, é

13
Cf. Conc.Vat. II, Decr. Presbyterorum ordinis, n. 5; Const. Sacrosanctum Concilium, n. 33.
14
Cf. Conc. de Trento, Sess. XXII, cap. I: DS 1740; cf. Paulo VI, Sollemnis professio fidei, 30 de Junho de 1968, n. 24: AAS
60 (1968), p. 442.
15
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 7; Paulo VI, Enc. Mysterium fidei, 3 de Setembro de 1965: AAS 57
(1965), p. 764; S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 9: AAS 59 (1967), p. 547.
16
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 56; S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio
de 1967, n. 10: AAS 59 (1967), p. 547.
17
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 48.51; Const. Dei Verbum, n. 21; Decr. Presbyterorum ordinis,
n. 4.
18
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 7.33.52.
19
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 33.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO 25

menos nalguns casos, que sejam de certo modo 16. Outras partes da celebração, que perten-
adaptadas às condições reais da assembleia.20 cem igualmente à assembleia e muito contribu-
Pertence ainda ao sacerdote presidente anunci- em para manifestar e favorecer a participação
ar a palavra de Deus e dar a bênção final. activa dos fiéis, são principalmente o acto peni-
Além disso, pode também dirigir aos fiéis tencial, a profissão de fé, a oração universal e a
uma brevíssima introdução, ao começar a cele- oração dominical.
bração da Missa; antes das leituras, para a litur-
gia da palavra; antes do prefácio, para a Oração 17. Finalmente, entre as restantes fórmulas:
Eucarística; finalmente, antes da despedida, ao
terminar toda a acção sagrada. a) umas constituem um rito ou acto por si
mesmas, como o hino Glória, o salmo respon-
sorial, o Aleluia e o versículo antes do Evange-
12. O carácter «presidencial» destas inter-
lho, o Santo, a aclamação da anamnese e o
venções exige que sejam proferidas em voz alta
cântico depois da comunhão;
e clara e escutadas por todos com atenção.21 Por b) outras destinam-se a acompanhar um
isso, enquanto o sacerdote as profere, não se rito, como o cântico de entrada, do ofertório, da
hão-de ouvir nenhumas outras orações ou cânti- fracção (Cordeiro de Deus) e da Comunhão.
cos, nem o toque do órgão ou de outros instru-
mentos musicais.

13. O sacerdote não somente pronuncia ora- Modos de proferir os vários textos
ções como presidente, em nome de toda a comu-
nidade, mas também, algumas vezes, em nome 18. Nos textos que devem ser proferidos cla-
pessoal, para desempenhar o seu ministério com ramente e em voz alta, quer pelo sacerdote quer
maior atenção e piedade. Estas orações são ditas pelos ministros quer por todos, a voz deve cor-
em silêncio (“secreto”). responder ao género do texto, conforme se trata
de uma leitura, oração, admonição, aclamação
ou cântico. Igualmente se há-de acomodar à
forma de celebração e à solenidade da assem-
Outras fórmulas utilizadas na celebração
bleia. Tenha-se em conta, além disso, a índole
peculiar de cada língua e a mentalidade dos
14. A celebração da Missa é, por sua nature- povos.
za, “comunitária”. 22 Por isso têm importância Nas rubricas e normas que se seguem, as
muito particular os diálogos entre o celebrante palavras “dizer” ou “proferir” devem ser enten-
e a assembleia dos fiéis, bem como as aclama- didas como referentes quer ao canto quer à
ções.23 Tais elementos não são apenas sinais simples recitação, segundo os princípios atrás
externos de celebração colectiva, mas favore- enunciados.
cem e realizam a estreita comunhão entre o
sacerdote e o povo.

15. As aclamações e as respostas dos fiéis às Importância do canto


saudações do sacerdote e às orações constituem
aquele grau de participação activa por parte da 19. O Apóstolo exorta os fiéis, que se reúnem
assembleia dos fiéis, que se exige em todas as à espera da vinda do Senhor, a que unam as suas
formas de celebração da Missa, para que se vozes para cantar salmos, hinos e cânticos espi-
exprima claramente e se estimule a acção de rituais (cf. Col 3, 16). O canto é sinal de alegria
toda a comunidade. 24 do coração (cf. Actos 2, 46). Dizia muito bem
Santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem

20
Cf. S. Congr. para o Culto Divino, Carta circular sobre as Orações Eucarísticas, 27 de Abril de 1973, n. 14: AAS 65
(1973), p. 346.
21
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Musicam sacram, 5 de Março 1967, n. 14: AAS 59 (1967), p. 304.
22
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 26.27; S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium,
25 de Maio de 1967, n. 3 d: AAS 59 (1967), p. 542.
23
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 30.
24
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Musicam sacram, 5 de Março de 1967, n. 16 a: AAS 59 (1967), p. 305.
26 ESTRUTURA DA MISSA

ama”.25 E vem já de tempos antigos o provérbio: lho e durante o salmo responsorial; durante a
“Quem bem canta, duas vezes reza”. homilia e durante a preparação dos dons ao
Por isso, deve ter-se em grande apreço o ofertório; e, conforme as circunstâncias, duran-
canto nas celebrações, de acordo com a índole te o silêncio sagrado depois da Comunhão. Es-
dos povos e as possibilidades de cada assem- tão de joelhos durante a consagração, excepto se
bleia. Advirta-se, porém, que não é necessário a estreiteza do lugar, o grande número dos
cantar sempre todos os textos que, por si mes- presentes ou outros motivos razoáveis a isso
mos, se destinam a ser cantados. obstarem.
Na escolha das partes a cantar, dar-se-á Compete, todavia, às Conferências Epis-
preferência àquelas que têm maior importância, copais adaptar à mentalidade dos povos os ges-
sobretudo às que devem ser cantadas pelo sacer- tos e atitudes indicados no Ordinário da Missa
dote ou pelos ministros com resposta do povo, romana.29 Atenda-se, porém, a que estejam de
bem como às que o sacerdote e o povo devem acordo com o sentido e o carácter de cada uma
proferir conjuntamente.26 das partes da celebração.
Dado que hoje é cada vez mais frequente
o encontro de fiéis de diferentes nacionalida- 22. Incluem-se também entre os “gestos”: a
des, convém que eles saibam cantar em latim entrada do sacerdote ao encaminhar-se para o
pelo menos algumas partes do Ordinário da altar; a apresentação das oferendas; a procissão
Missa, sobretudo o símbolo da fé e a oração dos fiéis para a Comunhão. Convém que estas
dominical, nas suas melodias mais fáceis.27 acções se realizem com decoro, enquanto se
executam os cânticos respectivos, dentro das
normas estabelecidas para cada caso.
Gestos e atitudes corporais
O silêncio
20. A atitude comum, a observar por todos os
que tomam parte na celebração, é sinal de comu-
nidade e unidade da assembleia: exprime e fa- 23. Também se deve guardar, nos momentos
vorece os sentimentos e a atitude interior dos devidos, o silêncio sagrado, como parte da cele-
participantes.28 bração”.30 A natureza deste silêncio depende do
momento em que ele é observado no decurso da
21. Para se conseguir a necessária uniformi- celebração. Assim, no acto penitencial e a se-
dade nos gestos e atitudes, é preciso que os fiéis guir ao convite à oração, o silêncio destina-se ao
obedeçam às indicações que, no decurso da recolhimento interior; a seguir às leituras ou à
celebração, lhes forem dadas pelo diácono, pelo homilia, é para uma breve meditação sobre o
sacerdote ou por outro ministro. que se ouviu; depois da Comunhão, favorece a
Em todas as Missas, desde que não se oração interior de louvor e acção de graças.
indique outra coisa, todos estão de pé: desde o
início do cântico de entrada, ou enquanto o
sacerdote se encaminha para o altar, até à ora-
III. AS DIVERSAS PARTES DA MISSA
ção colecta, inclusive; durante o cântico do
Aleluia que precede o Evangelho; durante a
proclamação do Evangelho; durante a profissão A) Ritos iniciais
de fé e a oração universal; e desde a oração
sobre as oblatas até ao fim da Missa, excepto 24. Tudo o que precede a liturgia da palavra
nos momentos adiante indicados. Estão senta- – entrada, saudação, acto penitencial, Kýrie
dos: durante as leituras que precedem o Evange- eléison (Senhor, tende piedade de nós), Gló-

25
S. Agostinho, Sermo 336, 1: PL 38, 1472.
26
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Musicam sacram, 5 de Março de 1967, nn. 7.16: AAS 59 (1967), pp. 302.305; cf. Missale
Romanum, Ordo cantus Missae, ed. tip. 1972, Praenotanda.
27
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 54; S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro de
1964, n. 59: AAS 56 (1964), p. 891; Instr. Musicam sacram, 5 de Março de 1967, n. 47: AAS 59 (1967), p. 314.
28
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum concilium, n. 30.
29
Cf. ibid., n. 39.
30
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 30; S. Congr. dos Ritos, Instr. Musicam sacram, 5 de Março de 1967,
n. 17: AAS 59 (1967), p. 305.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO 27

ria, oração colecta – tem o carácter de exórdio, Acto penitencial


introdução e preparação.
A finalidade destes ritos é estabelecer a
comunhão entre os fiéis reunidos e dispô-los 29. Depois da saudação, o sacerdote, ou ou-
para ouvirem a palavra de Deus e celebrarem tro ministro idóneo, faz aos fiéis uma brevíssi-
dignamente a Eucaristia. ma introdução à Missa do dia. Em seguida, o
sacerdote convida ao acto penitencial. Este é
constituído pela confissão geral dos pecados
feita por toda a comunidade e termina com a
Entrada absolvição dada pelo sacerdote.

25. Reunido o povo, enquanto entra o sacer-


dote com os ministros, inicia-se o cântico de Kýrie (Senhor, tende piedade de nós)
entrada. A finalidade deste cântico é dar início
à celebração, favorecer a união dos fiéis reuni- 30. A seguir ao acto penitencial, entoa-se o
dos e introduzi-los no mistério do tempo litúrgi- Kýrie, eléison (Senhor, tende piedade de nós),
co ou da festa, e ao mesmo tempo acompanhar a não ser que já tenha feito parte do acto peni-
a procissão de entrada do sacerdote e dos tencial. Dado tratar-se de um canto em que os
ministros. fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua mise-
ricórdia, é normalmente executado por todos,
26. O cântico de entrada é executado alterna- em forma alternada entre o povo e a schola ou
damente pela schola e pelo povo, ou por um um cantor.
cantor alternando com o povo, ou por toda a Cada uma das aclamações diz-se normal-
assembleia em conjunto, ou somente pela scho- mente duas vezes, o que não exclui a possibili-
dade de as repetir maior número de vezes, ou até
la. Pode utilizar-se ou a antífona com o respec-
de lhes intercalar um breve “tropo”, de acordo
tivo salmo que vem no Gradual Romano ou no
com a índole de cada língua, da arte musical ou
Gradual Simples, ou outro cântico apropriado à das circunstâncias. Se não for cantado, o Kýrie
acção sagrada ou ao carácter do dia ou do é recitado.
tempo, desde que o texto tenha a aprovação da
Conferência Episcopal.
Se não há cântico de entrada, recita-se a
antífona que vem no Missal, ou por todos os Glória
fiéis, ou por um grupo, ou por um leitor; ou
então pelo próprio sacerdote a seguir à sau- 31. O Glória é um antiquíssimo e venerável
dação. hino com que a Igreja, congregada no Espírito
Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro.
É cantado por toda a assembleia dos fiéis, ou
Saudação do altar e da assembleia pelo povo alternando com a schola, ou só pela
schola. Se não é cantado, é recitado por todos
em conjunto ou alternadamente.
27. Chegados ao presbitério, o sacerdote e os Canta-se ou recita-se aos domingos (fora
ministros saúdam o altar. Em sinal de venera- do Advento e da Quaresma), nas solenidades e
ção, o sacerdote e o diácono beijam o altar; e, festas, bem como em celebrações mais solenes.
conforme as circunstâncias, o sacerdote in-
censa-o.
Oração colecta
28. Terminado o cântico de entrada, o sacer-
dote e toda a assembleia benzem-se com o sinal 32. Seguidamente, o sacerdote convida o povo
da cruz. Em seguida, o sacerdote dirige uma à oração; e todos, juntamente com ele, se reco-
saudação à comunidade reunida, exprimindo a lhem uns momentos em silêncio, a fim de toma-
presença do Senhor. Com esta saudação e a rem consciência de que se encontram na presen-
resposta do povo manifesta-se o mistério da ça de Deus e formularem interiormente as suas
Igreja reunida. intenções. Depois o sacerdote diz a oração cha-
28 ESTRUTURA DA MISSA

mada “colecta”. Nela se exprime o carácter da Assim alimentado com a palavra divina, eleva a
celebração e se dirige a súplica a Deus Pai, por Deus as suas preces na oração universal pelas
Cristo, no Espírito Santo. necessidades de toda a Igreja e pela salvação do
O povo associa-se a esta súplica e faz sua mundo inteiro.
a oração, dando o seu assentimento expresso
pela aclamação Amen.
Na Missa diz-se uma só oração colecta. A Leituras bíblicas
mesma norma se aplica igualmente à oração
sobre as oblatas e à oração depois de comunhão. 34. Nas leituras põe-se aos fiéis a mesa da
A oração colecta termina sempre com a palavra de Deus e abrem-se-lhes os tesouros da
conclusão seguinte: Bíblia.33 Segundo a tradição, a leitura dos textos
– se é dirigida ao Pai: Por Nosso Senhor Jesus não é função presidencial, mas sim ministerial.
Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na Por conseguinte, convém que a leitura do Evan-
unidade do Espírito Santo; gelho seja feita normalmente pelo diácono ou,
– se é dirigida ao Pai, mas no fim é mencionado na falta deste, por um sacerdote distinto do
o Filho: [Ele] que é Deus convosco na unidade sacerdote que preside; as outras leituras são
do Espírito Santo; confiadas ao leitor. Na falta do diácono ou de
– se é dirigido ao Filho: Vós que sois Deus com outro sacerdote, o Evangelho é lido pelo próprio
o Pai na unidade do Espírito Santo. sacerdote celebrante. 34
A oração sobre as oblatas e a oração
depois da comunhão terminam sempre com a 35. A proclamação do Evangelho deve ser
conclusão breve: acompanhada com a maior veneração. Assim o
– se são dirigidas ao Pai: Per Christum Domi- mostra a própria Liturgia, distinguindo esta
num nostrum; leitura com honras especiais, quer por parte do
– se são dirigidas ao Pai, mas no fim é mencio- ministro encarregado de a anunciar e pela bên-
nado o Filho: Qui vivit et regnat in saecula ção e oração com que se prepara para o fazer,
saeculorum; quer por parte dos fiéis que, com as suas aclama-
– se são dirigidas ao Filho: Qui vivis et regnas ções, reconhecem e confessam que é Cristo
in saecula saeculorum. presente no meio deles quem lhes fala, e por isso
* Com a aprovação da Sé Apostólica, nos países escutam a leitura de pé; quer ainda pelos sinais
de língua portuguesa as orações concluem todas de reverência ao próprio livro dos Evangelhos.
do mesmo modo.

Cânticos intercalares
B) Liturgia da palavra
36. A primeira leitura é seguida do salmo
responsorial ou gradual, que é parte integrante
33. A parte principal da liturgia da palavra é
da liturgia da palavra. Normalmente o salmo
constituída pelas leituras da Sagrada Escritura
toma-se do Leccionário, dado que o seu texto
com os cânticos intercalares. São seu desenvol-
vimento e conclusão a homilia, a profissão de fé tem relação directa com a leitura corresponden-
e a oração universal ou oração dos fiéis. te: a escolha do salmo está dependente das
Nas leituras, comentadas pela homilia, leituras. Todavia, para facilitar ao povo a res-
Deus fala ao seu povo,31 revela-lhe o mistério da posta salmódica (refrão), fez-se, para os dife-
redenção e salvação e oferece-lhe o alimento rentes tempos e as várias categorias de Santos,
espiritual. Pela sua palavra, o próprio Cristo está uma selecção variada de responsórios e salmos,
presente no meio dos fiéis. 32 que podem ser utilizados, em vez do texto corres-
O povo faz sua a palavra divina com os pondente à leitura, quando o salmo é cantado.
cânticos e a ela adere com a profissão de fé.

31
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 33.
32
Ibid., n. 7.
33
Ibid., n. 51.
34
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, n. 50: AAS 56 (1964), p. 889.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO 29

O salmista ou cantor do salmo, desde o Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordiná-


ambão ou de outro sítio conveniente, recita os rio ou do Próprio da Missa do dia, tendo sempre
versículos do salmo, que toda a assembleia em conta o mistério que se celebra, bem como as
escuta sentada; ou melhor, ao qual a assembleia necessidades peculiares dos ouvintes.36
se associa normalmente respondendo com o
refrão, a não ser que o salmo seja recitado todo 42. Nos domingos e festas de preceito, deve
seguido, sem refrão. fazer-se a homilia em todas as Missas celebra-
No caso de ser cantado, em vez do salmo das com participação do povo; e não pode omi-
que vem indicado no Leccionário, pode-se can- tir-se senão por causa grave. Além disso, é
tar ou o gradual tirado do Gradual Romano ou recomendada, particularmente nos dias feriais
um salmo responsorial ou aleluiático do Gradu- do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, e tam-
al Simples, na forma indicada nestes livros. bém noutras festas e ocasiões em que é maior a
afluência do povo à Igreja.37 Normalmente a
37. À segunda leitura segue-se o Aleluia ou homilia é feita pelo próprio sacerdote celebrante.
outro cântico, conforme o tempo litúrgico.
a) O Aleluia canta-se em todos os tempos Profissão de fé
fora da Quaresma. É cantado ou por todos ou
pela schola ou por um cantor; e pode-se repetir, 43. O símbolo, ou profissão de fé, na celebra-
se for conveniente. Os versículos tomam-se ou ção da Missa, tem como finalidade exprimir o
do Leccionário ou do Gradual; assentimento do povo, como resposta à palavra
b) o outro cântico é constituído por um de Deus escutada nas leituras e na homilia, e
versículo antes do Evangelho, ou por outro recordar a regra da fé, antes de começar a
salmo ou tracto, como se indica no Leccionário celebração da Eucaristia.
ou no Gradual.
44. O símbolo deve ser recitado pelo sacerdo-
38. No caso de haver uma só leitura antes do te juntamente com o povo, aos domingos e nas
Evangelho: solenidades. Pode também dizer-se em celebra-
a) nos tempos em que se diz Aleluia, pode ções mais solenes. Se é cantado, normalmente
escolher-se ou o salmo aleluiático, ou o salmo e cantam-no todos em conjunto ou em forma al-
o Aleluia com o seu versículo, ou só o salmo, ou ternada.
só o Aleluia;
b) no tempo em que não se diz Aleluia, Oração universal
pode escolher-se ou o salmo ou o versículo
antes do Evangelho. 45. Na oração universal ou oração dos fiéis, o
39. O salmo que se segue à leitura, se não é povo, exercendo a sua função sacerdotal, ora
cantado deve ser recitado; o Aleluia ou o versí- por todos os homens. Convém que em todas as
culo antes do Evangelho, se não são cantados, Missas com participação do povo se faça esta
podem omitir-se. oração, na qual se pede pela santa Igreja, pelos
governantes, pelos que sofrem, por todos os
40. As sequências não são obrigatórias, ex- homens em geral e pela salvação do mundo
cepto nos dias da Páscoa e do Pentecostes. inteiro.38
46. Normalmente a ordem das intenções é a
Homilia seguinte:
a) pelas necessidades da Igreja;
41. A homilia é parte integrante da liturgia e
b) pelas autoridades civis e pela salvação
muito recomendada:35 é um elemento necessá-
do mundo;
rio para alimentar a vida cristã. Deve ser a
c) por aqueles que sofrem dificuldades;
explanação de algum aspecto das leituras da
d) pela comunidade local.

35
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 52.
36
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, n. 54: AAS 56 (1964), p. 890.
37
Ibid., n. 53, p. 890.
38
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 53.
30 ESTRUTURA DA MISSA

Em celebrações especiais – por exemplo, Preparação das oferendas


Confirmação, Matrimónio, Exéquias – a ordem
das intenções pode acomodar-se às circuns- 49. A iniciar a liturgia eucarística, levam-se
tâncias. para o altar os dons que se vão converter no
47. Compete ao sacerdote celebrante dirigir Corpo e Sangue de Cristo.
estas preces, convidar os fiéis a orar com uma Em primeiro lugar prepara-se o altar ou
breve admonição inicial e dizer finalmente a mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia
oração conclusiva. Convém que as intenções eucarística; 41 nele se dispõe o corporal, o puri-
sejam enunciadas por um diácono, por um can- ficador (ou sanguinho), o Missal e o cálice,
tor ou por outra pessoa. 39 Toda a assembleia faz salvo se este for preparado na credência.
suas estas súplicas, ou com uma invocação co- Em seguida são trazidas as oferendas. É
mum proferida depois de cada intenção, ou com de louvar que o pão e o vinho sejam apresenta-
a oração em silêncio. dos pelos fiéis. Recebidos pelo sacerdote ou pelo
diácono em lugar conveniente, são depois
colocados sobre o altar enquanto se recitam as
fórmulas prescritas. Embora, hoje em dia, os
C) Liturgia eucarística fiéis já não tragam do seu próprio pão e vinho,
como se fazia noutros tempos, no entanto o rito
desta apresentação conserva ainda valor e signi-
48. Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifí-
ficado espiritual.
cio e banquete pascal, por meio do qual, todas as
Além do pão e do vinho, são permitidas
vezes que o sacerdote, representando a Cristo
ofertas em dinheiro e outros dons, destinados
Senhor, faz o mesmo que o Senhor fez e mandou
aos pobres ou à Igreja, e tanto podem ser trazi-
aos discípulos que fizessem em sua memória, se
dos pelos fiéis como recolhidos dentro da Igre-
torna continuamente presente o sacrifício da
ja. Estes dons serão dispostos em lugar conve-
cruz.40
niente, fora da mesa eucarística.
Cristo tomou o pão e o cálice, pronunciou
a acção de graças, partiu o pão e deu-o aos seus 50. A procissão em que se faz a apresentação
discípulos, dizendo: “Tomai, comei, bebei: isto é das oferendas é acompanhada do cântico do
o meu Corpo; este é o cálice do meu Sangue. ofertório, que se prolonga pelo menos até que os
Fazei isto em memória de Mim”. Foi a partir dons tenham sido depostos sobre o altar. As
destas palavras e gestos de Cristo que a Igreja normas para a execução deste cântico são idên-
ordenou toda a celebração da liturgia eucarísti- ticas às que foram dadas para o cântico de
ca. Efectivamente: entrada (n. 26). A antífona do ofertório, se não
1) Na preparação das oferendas, levam-se é cantada, omite-se.
ao altar o pão e o vinho com água, isto é, os 51. Podem incensar-se as oblatas depostas
mesmos elementos que Cristo tomou em suas sobre o altar, bem como o próprio altar. Deste
mãos. modo se pretende significar que a oblação e
2) Na Oração Eucarística, dão-se graças a oração da Igreja se elevam, como fumo de in-
Deus por toda a obra da salvação e as oblatas censo, à presença de Deus. Depois de incensadas
convertem-se no Corpo e Sangue de Cristo. as oblatas e o altar, também o sacerdote e o povo
3) Pela fracção de um só pão, é significa- podem ser incensados pelo diácono ou por outro
da a unidade dos fiéis; e estes, pela comunhão, ministro.
recebem o Corpo e Sangue do Senhor, do mes-
mo modo que os Apóstolos o receberam das 52. A seguir, o sacerdote lava as mãos: com
mãos do próprio Cristo. este rito se exprime o desejo de uma purificação
interior.

39
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, n. 56: AAS 56 (1964), p. 890.
40
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 47; S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio
de 1967, n. 3, a.b: AAS 59 (1967), p. 540-541.
41
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, n. 91: AAS 56 (1964), p. 898; Instr.
Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 24: AAS 59 (1967), p. 554.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO 31

53. Terminada a colocação dos dons sobre o Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do
altar e os ritos que a acompanham, conclui-se a vinho e os deu a comer e a beber aos Apóstolos,
preparação das oferendas com um convite para ao mesmo tempo que lhes confiou o mandato de
que todos orem juntamente com o sacerdote, e perpetuar este mistério.
com a oração sobre as oblatas. Assim termina a e) Anamnese: em obediência a este man-
preparação dos dons e tudo está preparado para dato, recebido de Cristo Senhor através dos
a Oração Eucarística. Apóstolos, a Igreja celebra o memorial do Se-
nhor, recordando de modo particular a sua bem-
aventurada paixão e a sua gloriosa ressurreição
Oração Eucarística e ascensão aos Céus.
f) Oblação: neste memorial, a Igreja, de
54. É neste momento que se inicia o ponto modo especial aquela que nesse momento e
central e culminante de toda a celebração, a nesse lugar está reunida, oferece a Deus Pai, no
Oração Eucarística, que é uma oração de acção Espírito Santo, a hóstia imaculada. A Igreja
de graças e de consagração. O sacerdote convi- deseja que os fiéis não somente ofereçam a
da o povo a elevar os corações para o Senhor, na hóstia imaculada, mas aprendam a oferecer-se
oração e na acção de graças, e associa-o a si na também a si mesmos e, por Cristo mediador, se
oração que ele, em nome de toda a comunidade, esforcem por realizar de dia para dia a unidade
dirige a Deus Pai por Jesus Cristo. O sentido perfeita com Deus e entre si, até que finalmente
desta oração é que toda a assembleia dos fiéis se Deus seja tudo em todos.42
una a Cristo na proclamação das maravilhas de g) Intercessões: por elas se exprime que a
Deus e na oblação do sacrifício. Eucaristia é celebrada por toda a Igreja, tanto do
Céu como da terra, e que a oblação é feita em
55. Como elementos principais da Oração proveito dela e de todos os seus membros, vivos
Eucarística podem enumerar-se os seguintes: e defuntos, chamados todos a tomar parte na
redenção e salvação adquirida pelo Corpo e
a) Acção de graças (expressa de modo Sangue de Cristo.
particular no prefácio): em nome de todo o povo h) Doxologia final: exprime a glorifica-
santo, o sacerdote glorifica a Deus Pai e dá-Lhe ção de Deus e é ratificada e concluída pela
graças por toda a obra da salvação ou por algum aclamação do povo.
dos seus aspectos particulares, conforme o dia, A Oração Eucarística exige que todos a
a festa ou o tempo litúrgico. escutem com reverência e em silêncio, e que
b) Aclamação: toda a assembleia, em nela participem por meio das aclamações pre-
união com os coros celestes, canta ou recita o vistas no próprio rito.
Sanctus (Santo). Esta aclamação, que faz parte
da Oração Eucarística, deve ser cantada ou
recitada por todo o povo juntamente com o Rito da Comunhão
sacerdote.
c) Epiclese: consta de invocações especi- 56. A celebração eucarística é um banquete
ais, pelas quais a Igreja implora o poder divino pascal. Convém, por isso, que os fiéis, devida-
para que os dons oferecidos pelos homens se- mente preparados, nela recebam, segundo o
jam consagrados, isto é, se convertam no Corpo mandato do Senhor, o seu Corpo e Sangue como
e Sangue de Cristo; e para que a hóstia imacula- alimento espiritual. 43 É esta a finalidade da
da, que vai ser recebida na comunhão, opere a fracção e dos outros ritos preparatórios, que
salvação daqueles que dela vão participar. dispõem os fiéis, de forma mais imediata, para
d) Narração da instituição e consagra- a Comunhão:
ção: mediante as palavras e gestos de Cristo,
realiza-se o sacrifício que o próprio Cristo ins- a) Oração dominical: nela se pede o pão
tituiu na última Ceia, quando ofereceu o seu de cada dia, que para os cristãos evoca também

42
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 48; Decr. Presbyterorum ordinis, n. 5; S. Congr. dos Ritos, Instr.
Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 12: AAS 59 (1967), pp. 548-549.
43
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, nn. 12. 33a: AAS 59 (1967), pp. 549.559.
32 ESTRUTURA DA MISSA

o pão eucarístico; igualmente se pede a purifi- convida-os para a Ceia do Senhor; e, juntamente
cação dos pecados, de modo que efectivamente com os fiéis, faz um acto de humildade, utilizan-
“as coisas santas sejam dadas aos santos”. O do as palavras do Evangelho.
sacerdote formula o convite à oração, que todos h) É muito para desejar que os fiéis rece-
os fiéis recitam juntamente com ele. Então o bam o Corpo do Senhor com hóstias consagra-
sacerdote diz sozinho o embolismo, que o povo das na própria Missa e, nos casos previstos,
conclui com uma doxologia. O embolismo é o comunguem também do cálice, para que a Co-
desenvolvimento da última petição da oração munhão se manifeste, de forma mais clara, nos
dominical; nele se pede para toda a comunidade próprios sinais sacramentais, como participa-
dos fiéis a libertação do poder do mal. O convi- ção efectiva no sacrifício celebrado nesse mo-
te, a oração, o embolismo e a doxologia conclu- mento.44
siva dita pelo povo, devem ser cantados ou i) Enquanto os sacerdotes e os fiéis rece-
recitados em voz alta.
bem o sacramento, canta-se o cântico da Comu-
b) Segue-se o rito da paz, no qual os fiéis nhão, que deve exprimir, com a unidade das
imploram a paz e a unidade para toda a Igreja e vozes, a união espiritual dos comungantes, ma-
para toda a família humana, e saúdam-se uns aos nifestar a alegria do coração e dar um sentido
outros em sinal de mútua caridade, antes de mais fraterno à procissão daqueles que vão
participarem do mesmo pão. receber o Corpo de Cristo. O cântico inicia-se
Quanto ao sinal da paz em si mesmo, as Confe- no momento da comunhão do sacerdote e pro-
rências Episcopais determinarão como se há-de longa-se o tempo que parecer oportuno, en-
fazer, tendo em conta a mentalidade e os costu- quanto os fiéis comungam o Corpo de Cristo. Se
mes dos povos. se canta um hino depois da Comunhão, o cânti-
c) O gesto da fracção, praticado por Cris- co da Comunhão deve terminar a tempo.
to na última Ceia, serviu para designar, nos Como cântico da Comunhão pode utili-
tempos apostólicos, toda a acção eucarística. A zar-se ou a antífona indicada no Gradual Roma-
finalidade deste rito não é meramente prática; no, com ou sem o salmo correspondente, ou a
ele significa que todos nós, apesar de muitos, antífona do Gradual Simples com o respectivo
nos tornamos, pela Comunhão do mesmo pão da salmo, ou outro cântico apropriado, desde que
vida que é Cristo, um só Corpo (1 Cor 10, 17). aprovado pela Conferência Episcopal. Pode ser
d) “Immixtio”: o sacerdote deita no cálice cantado ou só pela schola, ou pela schola e um
um fragmento da hóstia. cantor juntamente com o povo.
e) Agnus Dei (Cordeiro de Deus): en- Se não há cântico, recita-se a antífona que
quanto se efectua a fracção do pão e a “immix- vem no Missal, ou por todo o povo, ou por um
tio”, a schola ou um cantor canta ou recita em grupo de fiéis, ou por um leitor, ou então pelo
voz alta a invocação Cordeiro de Deus, a que próprio sacerdote depois de ter comungado e
todo o povo responde. Esta invocação pode antes de dar a Comunhão aos fiéis.
repetir-se o número de vezes que for preciso, j) Terminada a Comunhão, o sacerdote e
enquanto durar a fracção do pão. Na última vez os fiéis, conforme as circunstâncias, oram al-
conclui-se com as palavras: Dai-nos a paz. guns momentos em silêncio. Também pode ser
cantado por toda a assembleia um hino ou um
f) Preparação pessoal do sacerdote: o sa-
salmo ou outro cântico de louvor.
cerdote prepara-se para receber frutuosamente
o Corpo e Sangue de Cristo rezando uma oração k) Na oração depois da Comunhão, o
em silêncio. Semelhante preparação fazem os sacerdote implora os frutos do mistério celebra-
fiéis com uma oração silenciosa. do e o povo faz sua esta oração por meio da
aclamação: Amen.
g) Depois o sacerdote mostra aos fiéis o
pão eucarístico que vão receber na Comunhão e

44
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, nn. 31.32: AAS 59 (1967), pp. 558-559; sobre
a faculdade de comungar duas vezes no mesmo dia, cf. S. Congr. da Disciplina dos Sacramentos, Instr. Immensae caritatis,
29 de Janeiro de 1973, n. 2: AAS 65 (1973), pp. 267-268; cf. finalmente Código de Direito Canónico, can. 917.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO 33

D) Ritos de conclusão enriquecido e amplificado com uma “oração


sobre o povo” ou com outra fórmula mais solene
57. Os ritos de conclusão constam de: de bênção.
b) Despedida da assembleia, para que
a) Saudação e bênção do sacerdote, a possa cada qual regressar às suas ocupações,
qual, em certos dias e em ocasiões especiais, é louvando e bendizendo o Senhor.
CAPÍTULO III

OFÍCIOS E MINISTÉRIOS NA MISSA

58. Na assembleia reunida para a celebração Santo, distribui aos irmãos o pão da vida eterna e
da Missa, cada um tem o direito e o dever de dar com eles participa do mesmo pão. Por isso, ao
a sua participação, segundo a ordem em que celebrar a Eucaristia, deve servir a Deus e ao
está investido e o ofício que desempenha. 45 Por povo com dignidade e humildade e, tanto nas
conseguinte, todos, ministros ou simples fiéis, suas atitudes como na forma de proferir as pala-
ao desempenharem a sua função, façam tudo e vras divinas, procurará sugerir aos fiéis a pre-
só o que lhes compete, 46 de forma que, no sença viva de Cristo.
ordenamento da celebração, se manifeste a na-
tureza da Igreja na diversidade das ordens e 61. Entre os ministros, ocupa o primeiro lugar
ministérios que a constituem. o diácono, um dos graus da Ordem que desde os
princípios da Igreja foi tido sempre em especial
consideração. São funções próprias do diácono,
na Missa: proclamar o Evangelho e, eventual-
I. OFÍCIOS E MINISTÉRIOS DA ORDEM SACRA mente pregar a palavra de Deus; orientar os fiéis
na oração universal; assistir ao sacerdote; distri-
59. Toda a legítima celebração da Eucaristia buir a Eucaristia aos fiéis, particularmente sob a
é dirigida pelo Bispo, quer pessoalmente, quer espécie do vinho; indicar os gestos e atitudes
pelos presbíteros seus colaboradores. 47 referentes a toda a assembleia.
Sempre que o Bispo está presente na
Missa com o povo reunido, convém que seja ele
próprio a presidir à assembleia, associando à
celebração os presbíteros, concelebrando com II. OFÍCIO E FUNÇÃO DO POVO DE D EUS
eles, na medida do possível.
Isto faz-se não para dar ao rito maior 62. Na celebração da Missa, os fiéis constitu-
solenidade externa, mas para significar de for- em a nação santa, o povo resgatado, o sacerdó-
ma mais clara o mistério da Igreja, que é sacra- cio real, para dar graças a Deus e oferecer a
mento de unidade.48 hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdo-
Se o Bispo não celebrar a Eucaristia, mas te mas juntamente com ele, e para aprender a
confiar a outrem essa celebração, convém que oferecerem-se a si mesmos.50 Procurem mani-
seja ele a presidir à liturgia da palavra e a dar a festar esta sua função por meio de um profundo
bênção no fim da Missa. sentido religioso e pela caridade para com os
irmãos que tomam parte na mesma celebração.
60. O presbítero, que na comunidade dos Evitem, portanto, tudo quanto signifique
fiéis, em virtude do poder sagrado da Ordem, singularidade ou divisão, tendo presente que são
pode oferecer o sacrifício como representante todos filhos do mesmo Pai que está nos Céus e,
de Cristo,49 preside também à assembleia sagra- consequentemente, irmãos todos uns dos outros.
da, dirige a oração, anuncia a boa nova da Portanto, formem todos um só corpo, ou-
salvação, associa a si o povo na oblação do vindo a palavra de Deus, participando nas ora-
sacrifício a Deus Pai, por Cristo, no Espírito

45
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 14.26.
46
Cf. ibid., n. 28.
47
Cf. Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, nn. 26.28; Const. Sacrosanctum Concilium, n. 42.
48
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 26.
49
Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum ordinis, n. 2; Const. Lumen gentium, n. 28.
50
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Consilium, n. 48; S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio
de 1967, n. 12: AAS 59 (1967), pp. 548-549.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO 35

ções e no canto e sobretudo na oblação do e suave pela Sagrada Escritura,53 é necessário


mesmo sacrifício e na participação comum da que os leitores encarregados deste ofício, ainda
mesa do Senhor. Esta unidade manifesta-se em que não tenham recebido a instituição, sejam
toda a sua beleza nos gestos e atitudes comuns realmente idóneos e cuidadosamente prepa-
que todos os fiéis devem observar. rados.
Os fiéis não recusem servir com alegria o
povo de Deus, sempre que forem solicitados 67. Ao salmista pertence cantar o salmo ou o
para desempenhar algum ministério especial na cântico bíblico que vem entre as leituras.
celebração. Para desempenhar bem o seu ofício, é
necessário que o salmista seja competente na
63. Entre os fiéis exerce um ofício litúrgico arte de salmodiar e dotado de pronúncia correc-
próprio a schola cantorum ou grupo coral, a ta e dicção perfeita.
quem compete executar com perfeição, segun-
do os diversos géneros de cânticos, as partes 68. Quanto aos restantes ministros, uns exer-
musicais que lhe estão reservadas e animar a cem o seu ofício no presbitério, outros fora do
participação activa dos fiéis nos cânticos.51 O presbitério.
que se diz da schola cantorum aplica-se, nas Entre os primeiros, contam-se aqueles que
devidas proporções, aos restantes músicos e de são designados para distribuir a sagrada
modo particular ao organista. Comunhão como ministros extraordinários 54 e
ainda os encarregados de levar o Missal, a cruz,
64. É conveniente que haja um cantor ou as velas, o pão, o vinho, a água, o turíbulo.
mestre de coro encarregado de dirigir e fomen- Entre os segundos estão:
tar o canto do povo. Na falta da schola, a ele
compete dirigir os diversos cânticos, enquanto a) O comentador, incumbido de fazer aos
o povo toma a parte que lhe corresponde.52 fiéis explicações e admonições, a fim de os
introduzir no sentido da celebração e os dispor
a compreendê-la melhor. As admonições do
comentador devem ser bem preparadas e muito
III. M INISTÉRIOS ESPECIAIS sóbrias.
No desempenho da sua função, o comenta-
65. O acólito é instituído para o serviço do dor deve colocar-se em lugar adequado, à frente
altar e para ajudar o sacerdote e o diácono. dos fiéis, mas não convém que suba ao ambão.
Compete-lhe, como função principal, a prepara- b) Aqueles que, em algumas regiões, são
ção do altar e dos vasos sagrados, e ainda distri- encarregados de receber os fiéis à porta da
buir a Eucaristia aos fiéis, da qual é ministro Igreja, de os conduzir aos seus lugares, de orde-
extraordinário. nar as procissões.
c) Os encarregados de fazer na igreja a
66. O leitor é instituído para fazer as leituras colecta das oferendas.
da Sagrada Escritura, com excepção do Evange-
lho. Pode também propor as intenções da oração 69. É conveniente, sobretudo em igrejas e
universal e ainda, na falta do salmista, recitar o comunidades de maior importância, que haja
salmo entre as leituras. um responsável pelo bom ordenamento das ac-
O leitor tem na celebração da Eucaristia ções sagradas, ao qual pertence velar para que
uma função que lhe é própria e que ele deve as mesmas sejam executadas pelos ministros
exercer por si mesmo, ainda que haja ministros com dignidade, ordem e piedade.
de grau superior.
Para que a audição das leituras divinas 70. Todos os ministérios inferiores aos que
desperte no coração dos fiéis aquele afecto vivo são próprios do diácono podem ser exercidos

51
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Musicam sacram, 5 de Março de 1967, n. 19: AAS 59 (1967), p. 306.
52
Cf. ibid., n. 21: AAS 59 (1967), pp. 306-307.
53
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 24.
54
Cf. S. Congr. para a disciplina dos Sacramentos, Instr. Immensae caritatis, 29 de Janeiro de 1973, n. 1: AAS 65 (1973), pp.
265-266.
36 OFÍCIOS E MINISTÉRIOS NA MISSA

por homens leigos, ainda que para tal não te- desse ministério. Por exemplo: pode um diáco-
nham recebido a respectiva instituição. Os mi- no encarregar-se das partes cantadas e outro
nistérios a exercer fora do presbitério podem diácono servir ao altar; quando há mais que uma
também ser confiados a mulheres, segundo o leitura, é preferível confiá-las a diversos leito-
prudente juízo do reitor da igreja. res; e assim noutros casos.
A Conferência Episcopal, por seu lado,
pode também autorizar que uma mulher idónea 72. Quando nas Missas com o povo há um só
faça as leituras que precedem o Evangelho e ministro, este pode desempenhar as diversas
proponha as intenções da oração universal, bem funções.
como determinar de forma mais precisa o lugar 73. Sob a orientação do reitor da igreja, deve
adequado de onde as mulheres podem procla- ser feita uma preparação eficiente de cada cele-
mar a palavra de Deus na assembleia litúrgica.55 bração litúrgica, de comum acordo entre todos
71. Se estão presentes várias pessoas que os que nela são chamados a intervir, tanto no
podem exercer o mesmo ministério, nada obsta que se refere aos ritos como no que se refere ao
a que distribuam entre si as diversas partes aspecto pastoral e musical; devem ser ouvidos
também os fiéis naquilo que lhes diz respeito.

55
Cf. S. Congr. para o Culto Divino, Instr. Liturgicae instaurationes, 5 de Setembro de 1970, n. 7: AAS 62 (1970), pp. 700-
701.
CAPÍTULO IV

AS DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA

74. Na Igreja local dê-se o primeiro lugar, em fiéis. Na medida do possível, convém que esta
razão do seu significado, à Missa presidida pelo Missa, especialmente nos domingos e festas de
Bispo rodeado do seu presbitério e ministros 56 preceito, seja celebrada com canto e com núme-
com participação plena e activa de todo o povo ro adequado de ministros.59 Pode, todavia, cele-
santo de Deus. É nesta Missa que se realiza a brar-se também sem canto e com um só mi-
principal manifestação da Igreja. nistro.

75. Tenha-se igualmente em grande apreço a 78. Convém normalmente que o sacerdote
Missa celebrada com uma comunidade, sobre- celebrante seja assistido por um acólito, um
tudo com a comunidade paroquial, já que esta leitor e um cantor. Esta forma de celebração,
representa a Igreja universal num lugar e tempo nas normas que vêm a seguir, é designada por
determinado, especialmente na celebração co- “típica”. O rito adiante descrito prevê, no entan-
munitária do domingo. 57 to, a possibilidade de maior número de minis-
tros.
76. Entre as Missas celebradas por certas Em qualquer forma de celebração pode
comunidades, ocupa lugar de relevo a Missa tomar parte um diácono a exercer o seu ministé-
conventual, que é parte do Oficio quotidiano, ou rio próprio.
a Missa chamada “da Comunidade”. Ainda que
estas Missas não tenham forma especial de
celebração, é todavia muito conveniente que Preparativos
sejam cantadas e sobretudo plenamente partici-
padas por todos os membros da mesma comuni- 79. O altar deve ser coberto pelo menos com
dade religiosa ou canonical. Cada um deve exer- uma toalha. Sobre o altar ou perto dele, dis-
cer nestas Missas a função que lhe é própria, põem-se pelo menos dois castiçais com velas
segundo a Ordem ou ministério em que está acesas, ou quatro ou seis, e até sete se for o
investido. Convém, por isso, que, na medida do Bispo diocesano a celebrar. Igualmente sobre o
possível, todos os presbíteros não obrigados a altar ou perto dele, coloca-se uma cruz. Os
celebrar individualmente para utilidade pasto- castiçais e a cruz podem ser levados na procis-
ral dos fiéis concelebrem nestas Missas. Mais são de entrada.
ainda, todos os presbíteros pertencentes à co- Também sobre o altar, quando não se leva na
munidade ou os sacerdotes que, por dever de procissão de entrada, se pode colocar o livro dos
ofício, tenham de celebrar individualmente para Evangelhos, diferente do das outras leituras.
utilidade pastoral dos fiéis, podem concelebrar
no mesmo dia na Missa conventual ou “da 80. Preparam-se também:
Comunidade”. 58 a) junto à cadeira do sacerdote: o Missal
e, se for preciso, o livro de canto;
b) no ambão: o livro das leituras;
I. M ISSA COM PARTICIPAÇÃO DO POVO c) na credência: o cálice, o corporal, o
sanguinho e, sendo preciso, a pala; a patena e as
77. Entende-se “Missa com participação do píxides (estas se forem necessárias) com o pão
povo” a que é celebrada com participação dos para a Comunhão do sacerdote, dos ministros e

56
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Consilium, n. 41.
57
Cf. ibid., n. 42; S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 26: AAS 59 (1967), p. 555;
Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, n. 28; Decr. Presbyterorum ordinis, n. 5.
58
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 47: AAS 59 (1967), p. 565; S. Congr. para
o Culto Divino, Declaração sobre a concelebração, 7 de Agosto de 1972: AAS 64 (1972), pp. 561-563.
59
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 26: AAS 59 (1967), p. 555; Instr.
Musicam sacram, 5 de Março de 1967, nn. 16.27: AAS 59 (1967), pp. 305.308.
38 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

do povo; as galhetas com o vinho e a água, a não veniente; os castiçais, levados pelos ceroferários,
ser que estas sejam trazidas pelos fiéis na altura colocam-se também junto do altar ou na credên-
da apresentação dos dons; a bandeja (ou patena) cia; o livro dos Evangelhos depõe-se sobre o
para a Comunhão dos fiéis; e ainda o que for altar.
necessário para lavar as mãos. O cálice é cober-
to com um véu, o qual pode ser sempre de cor 85. O sacerdote sobe ao altar e beija-o em
branca. sinal de reverência. Logo a seguir, quando se
usa o incenso, incensa o altar a toda a volta.
81. Na sacristia preparam-se os paramentos
para o sacerdote e os ministros, segundo as 86. Feito isto, o sacerdote dirige-se para a sua
diferentes formas de celebração: cadeira. Terminado o cântico de entrada, sacer-
a) para o sacerdote: alva, estola e casula; dote e fiéis, todos de pé, benzem-se. O sacerdote
b) para o diácono: alva, estola e dalmáti- diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito
ca; esta, por necessidade ou por motivo de Santo (In nomine Patris et Filii et Spiritus
menor solenidade, pode omitir-se; Sancti); e o povo responde: Amen.
c) para os outros ministros: alva ou outras Seguidamente, o sacerdote, voltado para o
vestes legitimamente aprovadas. povo e de braços abertos, saúda a assembleia,
Todos os que vão revestidos de alva usam dizendo uma das fórmulas propostas. Pode tam-
também o cíngulo e o amito, a não ser que se bém, por si ou por um ministro idóneo, dirigir
proveja de outro modo. aos fiéis umas brevíssimas palavras de introdu-
ção à Missa do dia.

87. Depois do acto penitencial, diz-se o Kýrie


A) Forma Típica (Senhor, tende piedade de nós) e o Glória,
conforme as rubricas (nn. 30-31). O Glória
pode ser entoado pelo sacerdote ou pelos canto-
Ritos iniciais res ou por todos ao mesmo tempo.

82. Reunido o povo, o sacerdote e os minis- 88. A seguir, o sacerdote convida o povo à
tros, revestidos com suas vestes sagradas, enca- oração, dizendo, de mãos juntas: Oremos (Ore-
minham-se para o altar por esta ordem: mus). E todos, juntamente com o sacerdote,
oram em silêncio durante alguns momentos.
a) o turiferário com o turíbulo fumegante, Depois o sacerdote, de braços abertos, diz a
se se usa o incenso; oração colecta; no fim, o povo aclama: Amen.
b) os ceroferários com os círios, se for
conveniente, e, eventualmente, outro ministro
com a cruz; Liturgia da palavra
c) os acólitos e outros ministros;
d) o leitor, que pode levar o livro dos 89. Terminada a oração colecta, o leitor vai
Evangelhos; ao ambão e lê a primeira leitura, que todos
e) o sacerdote celebrante. escutam sentados. No fim, respondem com a
Se se usa o incenso, o sacerdote impõe-o aclamação.
no turíbulo antes de se iniciar a procissão de
entrada. 90. Terminada a leitura, o salmista ou um
cantor ou o próprio leitor recita o salmo, ao qual
83. Enquanto a procissão se dirige para o o povo responde com o refrão (cf. n. 36).
altar, canta-se o cântico de entrada (cf. nn.
25-26). 91. Se há segunda leitura antes do Evange-
lho, o leitor lê-a no ambão, como acima se disse.
84. Ao chegarem ao altar, o sacerdote e os Todos escutam em silêncio e no fim respondem
ministros fazem a devida reverência: inclinação com a aclamação.
profunda ou, se o Santíssimo Sacramento esti-
ver no sacrário, genuflexão. 92. Segue-se o Aleluia ou outro cântico, con-
Se se tiver levado a cruz na procissão, forme o tempo litúrgico (cf. nn. 37-39).
coloca-se junto do altar ou noutro lugar con-
DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 39

93. Enquanto se canta o Aleluia ou o outro ministros dispõem sobre o altar o corporal, o
cântico, o sacerdote impõe incenso no turíbulo, sanguinho, o cálice e o Missal.
conforme as circunstâncias. Seguidamente, in-
clinado diante do altar, de mãos juntas, diz em 101. Convém que a participação dos fiéis se
silêncio: Deus todo-poderoso, purificai o meu manifeste pela oferta do pão e do vinho destina-
coração (Munda cor meum). dos à celebração da Eucaristia, ou pela oferenda
de outros dons destinados às necessidades da
94. Toma o livro dos Evangelhos (se está Igreja e dos pobres.
sobre o altar) e dirige-se para o ambão, precedi- As ofertas dos fiéis são recebidas, do
do dos acólitos, que podem levar o incenso e os modo mais conveniente, pelo sacerdote com a
círios. ajuda dos ministros e depostas em lugar adequa-
do. O pão e o vinho destinados à Eucaristia são
95. Tendo chegado ao ambão, o sacerdote levados para o altar.
abre o livro e diz: O Senhor esteja convosco
(Dominus vobiscum)... e a seguir Evangelho 102. O sacerdote, junto do altar, recebe do
de Nosso Senhor... (Lectio sancti Evange- ministro a patena com o pão; e sustentando-a,
lii...), fazendo o sinal da cruz sobre o livro e com ambas as mãos, um pouco elevada sobre o
sobre si mesmo na fronte, na boca e no peito. altar, diz a fórmula prescrita. Em seguida, de-
Depois, se se usa o incenso, incensa o livro. põe a patena com o pão sobre o corporal.
Após a aclamação do povo, proclama o Evange-
lho. Terminada a leitura do Evangelho, beija o 103. Vai depois ao lado do altar, onde o minis-
livro, dizendo em silêncio: Por este santo tro lhe apresenta as galhetas, e ele deita no
Evangelho (Per evangelica dicta...). No fim cálice o vinho e um pouco de água, dizendo em
do Evangelho o povo responde com a aclama- silêncio a fórmula prescrita. Volta ao meio do
ção, conforme o uso de cada região. altar, toma o cálice com ambas as mãos e,
sustentando-o um pouco elevado sobre o altar,
96. Se não há leitor, é o sacerdote quem faz, diz a fórmula prescrita. Depõe seguidamente o
cálice sobre o corporal e, se parecer oportuno,
no ambão, todas as leituras e, se for necessário,
cobre-o com a pala.
recita também os cânticos intercalares. Ali tam-
bém, se se usa o incenso, impõe incenso no
turíbulo e diz inclinado: Deus todo-poderoso, 104. Colocado o cálice no altar, o sacerdote
purificai o meu coração (Munda cor meum). inclina-se e diz em silêncio: De coração humi-
lhado e contrito (In spiritu humilitatis).
97. A homilia pode ser feita da cadeira ou do
ambão. 105. A seguir, eventualmente, o sacerdote in-
censa as oblatas e o altar, e um ministro incensa
o sacerdote e o povo.
98. O Símbolo é recitado pelo sacerdote jun-
tamente com o povo (cf. n. 44). Às palavras E
encarnou (Et incarnatus est, etc.), todos se 106. Depois da oração De coração humilha-
do e contrito (In spiritu humilitatis) ou depois
inclinam; nas festas da Anunciação e do Natal
da incensação, o sacerdote vai ao lado do altar
do Senhor, estas palavras dizem-se de joelhos.
e lava as mãos, dizendo em silêncio a fórmula
prescrita, enquanto o ministro lhe serve a água.
99. Segue-se a oração universal ou oração
dos fiéis, com a correspondente participação do
107. Vem ao meio do altar e, voltado para o
povo. O sacerdote dirige-a ou da cadeira ou do
povo, abrindo e juntando as mãos, convida-o à
ambão (cf. nn. 45-47). oração, dizendo Orai, irmãos... (Orate,
fratres...). Depois da resposta do povo, recita,
de braços abertos, a oração sobre as oblatas. No
Liturgia eucarística fim o povo aclama: Amen.

100. Terminada a oração universal, começa o 108. Então o sacerdote começa a Oração Euca-
cântico do ofertório (cf. n. 50). Entretanto os rística. Abrindo os braços, diz: O Senhor esteja
convosco (Dominus vobiscum). Em seguida,
40 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

erguendo-os, continua: Corações ao alto do as mãos, anuncia a paz, dizendo: A paz do


(Sursum corda). De braços abertos, acrescenta Senhor esteja sempre convosco (Pax Domini
: Dêmos graças ao Senhor nosso Deus (Gratias sit semper vobiscum); e o povo responde: O
agamus Domino Deo nostro). Depois de o amor de Cristo nos uniu (Et cum spiritu tuo).
povo responder É nosso dever, é nossa salva- Logo a seguir, se parecer oportuno, acrescenta:
ção (Dignum et iustum est), o sacerdote conti- Saudai-vos na paz de Cristo (Offerte vobis
nua o prefácio, no fim do qual junta as mãos e pacem); e todos, segundo os costumes locais,
canta ou recita em voz alta, com os ministros e saúdam-se uns aos outros em sinal de mútua paz
o povo: Santo, Santo, Santo... (Sanctus) (cf. n. e caridade. O sacerdote pode dar o sinal da paz
55 b). aos ministros.
109. O sacerdote prossegue a Oração Eucarís- 113. A seguir, o sacerdote toma a hóstia, parte-
tica, segundo as rubricas correspondentes a cada a sobre a patena e deita um fragmento no cálice,
um dos seus formulários. dizendo em silêncio: Esta união... (Haec
Se o celebrante é um Bispo, a seguir às commixtio...). Entretanto, o coro e o povo can-
palavras em comunhão com o vosso servo o tam ou recitam: Cordeiro de Deus... (Agnus
Papa N., acrescenta: comigo, vosso indigno Dei...) (cf. n. 56 e).
servo (et me indigno servo tuo).
O Ordinário do lugar deve ser menciona- 114. Então o sacerdote diz em silêncio a ora-
do com esta fórmula: em comunhão com o ção Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo
vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N. (ou (Domine Iesu Christe, Filii Dei vivi...) ou A
Vigário, Prelado, Prefeito, Abade) (una cum comunhão do vosso Corpo e Sangue
famulo tuo N. et Episcopo (vel Vicario, (Perceptio Corporis et Sanguinis...).
Praelato, Praefecto, Abbate) nostro N.). Tam-
bém se podem mencionar os Bispos Coadjuto- 115. Terminada esta oração, o sacerdote genu-
res e Auxiliares na Oração Eucarística. Quando flecte, toma a hóstia, levanta-a um pouco sobre
se tiver que nomear vários, usa-se uma fórmula a patena e, voltado para o povo, diz: Felizes os
geral: o nosso Bispo N. e seus Bispos Auxilia- convidados... Eis o Cordeiro de Deus... (Ecce
res.60 Em cada uma das Orações Eucarísticas Agnus Dei... Beati qui ad cenam Agni...); e,
estas fórmulas devem adaptar-se às regras gra- juntamente com o povo, acrescenta: Senhor, eu
maticais. não sou digno... (Domine, non sum dignus...).
Um pouco antes da consagração, se pare-
cer oportuno, o ministro pode chamar a atenção 116. Depois, voltado para o altar, o sacerdote
dos fiéis com um toque de campainha, que pode diz em silêncio: O Corpo de Cristo me guarde
tocar-se também a cada elevação, segundo os para a vida eterna (Corpus Christi custodiat
costumes locais. me in vitam aeternam); e comunga com reve-
110. Depois da doxologia final da Oração Eu- rência o Corpo de Cristo. A seguir, toma o cálice
carística, o sacerdote, de mãos juntas, diz a e diz: O Sangue de Cristo me guarde para a
admonição que antecede a oração dominical; e vida eterna (Sanguis Christi custodiat me in
a seguir recita, de braços abertos, esta oração vitam aeternam); e comunga com reverência o
juntamente com o povo. Sangue de Cristo.

111. Terminada a oração dominical, o sacer- 117. Pega depois na patena ou na píxide e
dote, de braços abertos, diz sozinho o embolis- aproxima-se dos comungantes. Se a Comunhão
mo Livrai-nos de todo o mal, Senhor... (Libe- for distribuída unicamente sob a espécie do pão,
ra nos...). No fim o povo aclama: Vosso é o o sacerdote levanta um pouco a hóstia e, mos-
reino... (Quia tuum est regnum...). trando-a a cada um dos comungantes, diz: O
Corpo de Cristo ou Corpus Christi. O comun-
112. Em seguida, o sacerdote diz em voz alta a gante responde: Amen; e, segurando a bandeja
oração Senhor Jesus Cristo, que dissestes... por baixo da boca, recebe o Sacramento.
(Domine Iesu Christe, qui dixisti...). Termi-
nada esta oração, o sacerdote, abrindo e juntan-

60
Cf. S. Congr. para o Culto Divino, Decr. de 9 de Outubro de 1972: AAS 64 (1972), pp. 692-694.
DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 41

118. Para a Comunhão sob as duas espécies, Spiritus Sanctus); e todos respondem: Amen.
segue-se o rito descrito em seu lugar próprio (cf. Em certos dias e em ocasiões especiais, esta
nn. 240-252). fórmula de bênção é precedida, segundo as
rubricas, de outra mais solene ou da “oração
119. Enquanto o sacerdote recebe o sacramen- sobre o povo”.
to, começa-se o cântico da Comunhão (cf. n. Logo a seguir à bênção, o sacerdote, de
56 i). mãos juntas, diz: Ide em paz e o Senhor vos
acompanhe (Ite, missa est); e todos respon-
120. Terminada a Comunhão dos fiéis, o sa- dem: Graças a Deus (Deo gratias).
cerdote volta para o altar e recolhe os fragmen-
tos que porventura houver. Depois vai ao lado 125. O sacerdote, habitualmente, beija então o
do altar ou à credência e purifica a patena e a altar em sinal de veneração. Faz com os minis-
píxide sobre o cálice. Purifica igualmente o tros a devida reverência e retira-se.
cálice, dizendo entretanto em silêncio: O que
em nossa boca recebemos... (Quod ore 126. Se a Missa é seguida de outra função
sumpsimus...); e limpa o cálice com o sangui- litúrgica, omitem-se os ritos de conclusão, quer
nho. Se os vasos são purificados no altar, o dizer, a saudação, a bênção e a despedida.
ministro leva-os depois para a credência. Os
vasos a purificar, sobretudo se forem muitos,
também se podem deixar no altar ou na credên-
cia, sobre o corporal, devidamente cobertos, B) Funções do Diácono
purificando-os depois da despedida do povo, no
fim da Missa.
127. Se está presente um diácono para exercer
o seu ministério, seguem-se as normas descritas
121. Feitas as abluções, o sacerdote pode vol- no capítulo anterior, com as seguintes particula-
tar para a sua cadeira. Entretanto, podem-se ridades:
guardar uns momentos de silêncio sagrado, ou Como norma geral, o diácono:
cantar ou recitar um cântico de louvor ou um
salmo apropriado (cf. n. 56 j). a) assiste ao sacerdote e está sempre a seu
lado;
122. Depois o sacerdote, de pé junto da sua b) ao altar, ajuda-o no que se refere ao
cadeira ou do altar, diz voltado para o povo: cálice e ao livro;
Oremos (Oremus); e recita, de braços abertos, c) na falta de outros ministros, supre as
a oração depois da Comunhão, a qual pode ser funções respectivas, segundo as necessidades.
precedida de um breve momento de silêncio, a
não ser que o tenha havido logo a seguir à
Ritos iniciais
Comunhão. No fim da oração o povo aclama:
Amen.
128. Revestido com as vestes sagradas, o diá-
cono vai à frente do sacerdote, se levar o livro
Ritos de conclusão dos Evangelhos; caso contrário, vai ao lado
dele.
123. Terminada a oração depois da Comu-
nhão, se houver avisos a fazer, façam-se em 129. Feita a devida reverência ao altar, junta-
forma muito breve. mente com o sacerdote, o diácono sobe ao altar,
depõe sobre ele o livro dos Evangelhos e, em
124. A seguir, o sacerdote saúda o povo, abrin- sinal de veneração, beija o altar ao mesmo
do os braços e dizendo: O Senhor esteja con- tempo que o sacerdote. Se se usa incenso, ajuda
vosco (Dominus vobiscum), a que o povo res- o sacerdote na imposição do incenso e na incen-
ponde: Ele está no meio de nós (Et cum spiritu sação do altar.
tuo). E logo a seguir acrescenta: Abençoe-vos
Deus todo-poderoso (Benedicat vos 130. Incensado o altar, vai para o seu lugar,
omnipotens Deus) e, dando a bênção, continua: colocando-se ao lado do sacerdote, e ali fica de
Pai, Filho e Espírito Santo (Pater et Filius et pé, assistindo-o no que for preciso.
42 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

Liturgia da palavra atrás, servindo-o, quando for preciso, ao cálice e


ao Missal.
131. Enquanto se canta o Aleluia ou o outro
135. Durante a doxologia final da Oração Eu-
cântico antes do Evangelho, assiste ao sacerdo-
carística, o diácono, ao lado do sacerdote, eleva
te na preparação do turíbulo, se se usar incenso;
o cálice, ao mesmo tempo que o sacerdote eleva
em seguida, inclinando-se diante do sacerdote,
a patena com a hóstia, até que o povo tenha
pede-lhe a bênção, dizendo em voz baixa: A
respondido com a aclamação: Amen.
vossa bênção (Iube, domne, benedicere). O
sacerdote abençoa-o, dizendo: O Senhor esteja
no teu coração... (Dominus sit in corde tuo...) 136. Quando o sacerdote tiver concluído a ora-
O diácono responde: Amen. ção da paz e dito A paz do Senhor esteja
Seguidamente, toma o livro dos Evange- sempre convosco (Pax Domini sit semper
lhos, se está sobre o altar, e dirige-se para o vobiscum), com a resposta do povo O amor de
ambão. À sua frente vão os ministros (se os há) Cristo nos uniu (Et cum spiritu tuo), o diáco-
com os castiçais e o incenso, conforme as cir- no pode fazer o convite ao sinal da paz, dizendo:
cunstâncias. Do ambão saúda o povo, incensa o Saudai-vos na paz de Cristo (Offerte vobis
livro e proclama o Evangelho. No fim beija o pacem). Seguidamente recebe do sacerdote o
livro em sinal de veneração, dizendo em silên- sinal da paz e pode dá-lo aos ministros que
cio: Por este santo Evangelho... (Per evangé- estiverem mais perto.
lica dicta...); e volta para junto do sacerdote. Se
não houver homilia nem se recitar o Símbolo, 137. Depois da Comunhão do sacerdote, rece-
pode ficar no ambão para a oração universal; os be a Comunhão sob as duas espécies, ajudando
outros ministros retiram-se. em seguida o sacerdote na distribuição da Co-
munhão ao povo. No caso de a Comunhão se
132. As intenções da oração universal, após a fazer sob as duas espécies, ele apresenta o cálice
introdução do sacerdote, é o diácono quem as aos comungantes. Neste caso, será ele o último
profere, ou do ambão ou doutro lugar con- a comungar do cálice.
veniente.
138. Terminada a Comunhão, o diácono re-
gressa com o sacerdote ao altar, recolhe os
fragmentos que tenham ficado, leva o cálice e os
Liturgia eucarística
outros vasos sagrados para a credência, onde os
purifica e arranja na forma habitual. Os vasos a
133. Ao ofertório, enquanto o sacerdote per- purificar podem também deixar-se na credên-
manece sentado na sua cadeira, o diácono, auxi- cia, devidamente cobertos, purificando-os de-
liado pelos outros ministros, prepara o altar. A pois da despedida do povo, no fim da Missa.
ele compete a preparação dos vasos sagrados.
Assiste ao sacerdote na recolha das oferendas
dos fiéis. Apresenta depois ao sacerdote a pate- Ritos de conclusão
na com o pão que vai ser consagrado; deita no
cálice o vinho e um pouco de água, dizendo em
silêncio: Pelo mistério desta água e deste 139. Terminada a oração depois da Comu-
vinho... (Per huius aquae...) e entrega o cálice nhão, o diácono faz ao povo os eventuais avisos,
ao sacerdote. A preparação do cálice, isto é, a a não ser que o sacerdote prefira fazê-los por si
infusão do vinho e da água, pode ser feita na próprio.
credência. Se se usa incenso, assiste ao sacerdo-
te na incensação das oblatas e do altar e, em 140. Depois da bênção dada pelo sacerdote, o
seguida, ele próprio ou outro ministro incensa o diácono despede o povo, dizendo: Ide em paz e
sacerdote e o povo. o Senhor vos acompanhe (Ite, missa est).

134. Durante a Oração Eucarística, o diácono 141. Então, juntamente com o sacerdote, beija
permanece ao lado do sacerdote, um pouco o altar em sinal de veneração e, feita a devida
DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 43

reverência, retira-se pela mesma ordem da comungantes ou sustenta o cálice quando a


entrada. Comunhão é feita por intinção.
147. Terminada a Comunhão, ajuda o sacerdo-
te ou o diácono na purificação e arranjo dos
C) Funções do Acólito vasos sagrados. Na ausência do diácono, o pró-
prio acólito leva os vasos para a credência e aí
142. São várias as funções que o acólito pode os purifica e arranja.
exercer; e algumas delas podem ocorrer simul-
taneamente. Convém distribuir as diversas fun-
ções pelos vários acólitos. Mas se está presente
um só acólito, este desempenhará por si a fun- D) Funções do Leitor
ção mais importante, deixando as outras para
outros ministros.
Ritos iniciais

Ritos iniciais 148. Na procissão de entrada, se não está pre-


sente o diácono, o leitor pode levar o livro dos
143. Na procissão de entrada, ele pode levar a Evangelhos. Neste caso, vai à frente do sacerdo-
cruz, ladeado por outros dois ministros com os te; se não, vai junto com os outros ministros.
círios acesos. Chegando ao altar, põe a cruz 149. Chegando ao altar, faz com o sacerdote a
junto do altar e vai para o seu lugar no presbité-
devida reverência, sobe ao altar e sobre ele
rio.
depõe o livro dos Evangelhos. Depois ocupa o
144. Durante toda a celebração, sempre que seu lugar no presbitério, junto com os outros
seja necessário, o acólito aproxima-se do sacer- ministros.
dote ou do diácono para lhes apresentar o livro
e ajudá-los no que for preciso. Para isso, deve,
quanto possível, ocupar um lugar donde lhe seja Liturgia da palavra
fácil desempenhar convenientemente o seu ofí-
cio, ou junto da cadeira presidencial ou junto do 150. O leitor lê no ambão as leituras que prece-
altar. dem o Evangelho. Na ausência do salmista,
pode proferir o salmo responsorial depois da
primeira leitura.
Liturgia eucarística
151. Na ausência do diácono, pode o leitor
proferir as intenções da oração universal, de-
145. Se não está presente o diácono, o acólito,
pois da introdução feita pelo sacerdote.
depois da oração universal e enquanto o sacer-
dote permanece na sua cadeira, vai dispor sobre 152. Se não houver cântico de entrada nem da
o altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o Comunhão, e os fiéis não recitarem as antífonas
Missal. Seguidamente, se for preciso, ajuda o que vêm no Missal, lê, no momento próprio,
sacerdote a recolher as ofertas do povo e, con- estas antífonas.
forme as circunstâncias, leva para o altar o pão
e o vinho e apresenta-os ao sacerdote. Se se usa
incenso, apresenta ao sacerdote o turíbulo e
acompanha-o na incensação das oblatas e do II. M ISSAS CONCELEBRADAS
altar.
146. Pode também ajudar o sacerdote a distri- Notas prévias
buir a Comunhão ao povo, na sua qualidade de
ministro extraordinário. 61 Se se dá a Comunhão 153. A concelebração, que é sempre uma opor-
sob as duas espécies, ele apresenta o cálice aos tuna manifestação da unidade do sacerdócio e
do sacrifício bem como da unidade do povo de

61
Cf. Paulo VI, Carta Apost. Ministeria quaedam, 15 de Agosto de 1972, n. VI: AAS 64 (1972), p. 532.
44 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

Deus, está prescrita pelo próprio rito na ordena- 158. Por motivos especiais, sugeridos para
ção dos bispos e dos presbíteros e na Missa assinalar melhor o significado do rito ou da
crismal. festa, é permitido celebrar ou concelebrar mais
Recomenda-se, além disso, a não ser que que uma vez no mesmo dia, nos casos seguintes:
a utilidade dos fiéis exija ou aconselhe o a) na Quinta-Feira da Ceia do Senhor,
contrário:
quem tiver celebrado ou concelebrado na Missa
a) na Quinta-Feira Santa, na Missa ves- crismal pode celebrar ou concelebrar também
pertina da Ceia do Senhor; na Missa vespertina;
b) na Missa celebrada nos Concílios, nas b) quem tiver celebrado ou concelebrado
reuniões dos Bispos e nos Sínodos; na Missa da Vigília Pascal pode celebrar ou
c) na Missa da bênção de um Abade; concelebrar na segunda Missa da Páscoa;
d) na Missa conventual e na Missa princi- c) no Natal do Senhor, todos os sacerdo-
pal celebrada nas igrejas e oratórios; tes podem celebrar ou concelebrar três Missas,
e) nas Missas celebradas por ocasião, de contanto que seja nas horas correspondentes;
reuniões de sacerdotes, tanto seculares como d) por ocasião do Sínodo, da visita pasto-
religiosos.62 ral ou de reuniões sacerdotais, quem concele-
brar com o Bispo ou seu delegado pode também
154. Nos casos em que o número de sacerdotes celebrar outra Missa para utilidade dos fiéis.67
seja muito grande, pode o superior competente O mesmo se diga, observadas as normas respec-
autorizar mais que uma concelebração no mes- tivas, das reuniões dos religiosos com o próprio
mo dia, desde que se faça a horas diferentes ou Ordinário ou seu delegado.
em lugares sagrados diversos. 63
159. Seja qual for a forma da Missa concele-
155. Segundo as normas do direito, é da com- brada, ela segue as normas da Missa celebrada
petência do Bispo regulamentar a disciplina da por um só, com as particularidades ou altera-
concelebração na sua diocese, inclusive nas ções a seguir indicadas.
igrejas e nos oratórios dos religiosos isentos. 64
160. Se na Missa concelebrada não estão pre-
156. Uma vez começada a Missa, ninguém, em sentes o diácono e outros ministros, as funções
caso algum, pode ser admitido a concelebrar.65 próprias destes serão executadas por um ou
outro dos concelebrantes.
157. Deve ter-se em consideração especial a
concelebração dos sacerdotes da diocese com o
seu Bispo, particularmente na Missa crismal da Ritos iniciais
Quinta-Feira da Ceia do Senhor e por ocasião do
Sínodo ou da visita pastoral. Pelo mesmo moti- 161. Os concelebrantes paramentam-se na sa-
vo, recomenda-se a concelebração todas as ve- cristia, ou noutro lugar apropriado, com as ves-
zes que os sacerdotes se encontram reunidos tes sagradas que costumam usar quando cele-
com o seu Bispo, ou por ocasião de exercícios bram a Missa individualmente. Contudo, por
espirituais ou de outras reuniões. É nestas oca- justa causa – p. ex., grande número de concele-
siões que mais se evidencia aquele sinal da brantes e falta de paramentos para todos podem
unidade do sacerdócio e da Igreja, característi- os concelebrantes, excepto o celebrante princi-
co da concelebração.66 pal, revestir apenas a estola por cima da alva,
sem a casula.

62
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 57; Código de Direito Canónico, can. 902.
63
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 47: AAS 59 (1967), p. 566.
64
Cf. Ritus servandus in concelebratione Missae, n. 3.
65
Cf. ibid., n. 8.
66
Cf. S. Congr. dos Ritos, Decr. geral Ecclesiae semper, 7 de Março de 1965: AAS 57 (1965), pp. 410-412; Instr.
Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 47: AAS 59 (1967) p. 565.
67
Cf. Ritus servandus in concelebratione Missae, n. 9: S. Congr. para o Culto Divino, Decl. sobre a concelebração, 7 de
Agosto de 1972: AAS 64 (1972), pp. 561-563.
DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 45

162. Estando tudo preparado, organiza-se o A) Oração Eucarística I


cortejo na forma do costume, através da igreja, ou Cânone Romano
em direcção ao altar. Os presbíteros concele-
brantes vão à frente do celebrante principal.
171. Só o celebrante principal diz, de braços
163. Chegando ao altar, os concelebrantes e o abertos, Pai de infinita misericórdia (Te
celebrante principal fazem a devida reverência, igitur).
beijam o altar em sinal de veneração e vão
ocupar os lugares que lhes estão destinados. O 172. Lembrai-vos, Senhor (o Memento dos
celebrante principal incensa o altar, se parecer vivos) e Em comunhão com toda a Igreja (o
conveniente, e vai depois para a sua cadeira. Communicantes) podem ser confiados a um ou
outro dos concelebrantes, que os recitará sozi-
nho em voz alta, de braços abertos.
Liturgia da palavra
173. De novo, só o celebrante principal diz, de
braços abertos: Aceitai benignamente, Senhor
164. Durante a liturgia da palavra, os concele- (Hanc igitur).
brantes estão nos seus lugares, sentados ou de
pé, conforme fizer o celebrante principal. 174. Todos os concelebrantes dizem ao mes-
mo tempo as fórmulas desde Santificai, Se-
165. Normalmente, faz a homilia o celebrante nhor, (Quam oblationem) até Humildemente
principal, ou então um dos concelebrantes. Vos suplicamos (Supplices), deste modo:
a) S a n t i f i c a i , S e n h o r ( Q u a m
Liturgia eucarística oblationem), com as mãos estendidas para as
oblatas;
b) Na véspera da sua paixão (Qui pri-
166. Os ritos do ofertório são executados uni-
die) e De igual modo (Simili modo), de mãos
camente pelo celebrante principal, enquanto os
juntas;
concelebrantes permanecem nos seus lugares.
c) às palavras do Senhor, se parecer opor-
167. Terminados os ritos do ofertório, os tuno, com a mão direita estendida para o pão e
concelebrantes aproximam-se do altar e dis- para o cálice; à ostensão, olham para a hóstia e
para o cálice e fazem em seguida inclinação
põem-se em redor, de tal forma, porém, que não
profunda;
dificultem o desenrolar da celebração nem ti-
rem aos fiéis a vista dos ritos sagrados, nem d) Celebrando agora o memorial (Unde
et memores) e Olhai com benevolência (Su-
dificultem ao diácono o acesso ao altar para o
pra quae), de braços abertos;
desempenho do seu ministério.
e) Humildemente Vos suplicamos
(Supplices), inclinados e de mãos juntas, até às
Modo de proferir a Oração Eucarística palavras: participando deste altar (ex hac
altaris partipatione); erguem-se em seguida e
benzem-se às palavras: alcancemos a plenitu-
168. O prefácio é dito só pelo celebrante prin- de das bênçãos do Céu (omni benedictione
cipal. O Santo (Sanctus) é cantado ou recitado caelesti et gratia repleamur).
por todos, juntamente com o povo e a schola.
175. Lembrai-Vos, Senhor (o Memento dos
169. Terminado o Santo (Sanctus), os conce- defuntos) e E a nós, pecadores (Nobis quoque
lebrantes continuam a Oração Eucarística na peccatoribus) podem ser confiados a um ou
forma que adiante se indica. Os gestos rituais, outro dos concelebrantes, que os recitará sozi-
salvo indicação em contrário, são executados só nho em voz alta, de braços abertos.
pelo celebrante principal.
176. Às palavras E a nós, pecadores (Nobis
170. As fórmulas proferidas simultaneamente quoque peccatoribus), todos os concelebran-
por todos os concelebrantes, devem ser recita- tes batem no peito.
das pelos concelebrantes em voz baixa, de modo
a poder sobressair distintamente a voz do cele- 177. Por Cristo, nosso Senhor (per quem
brante principal, a fim de que o povo perceba o haec omnia) é dito só pelo celebrante principal.
texto mais claramente.
46 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

178. Nesta Oração Eucarística podem cantar- 184. Todos os concelebrantes dizem ao mes-
se os textos desde Santificai, Senhor (Quam mo tempo as fórmulas desde Humildemente
oblationem) até Humildemente Vos suplica- Vos suplicamos, Senhor (Supplices ergo te,
mos (Supplices), inclusive, bem como a doxo- Domine) até Olhai benignamente (Respice,
logia final. quaesumus), deste modo:
a) Humildemente Vos suplicamos
(Supplices ergo te, Domine), com as mãos
estendidas para as oblatas;
B) Oração Eucarística II
b) Na noite em que Ele ia ser entregue
(Ipse enim in qua nocte tradebatur) e De
179. Vós, Senhor, sois verdadeiramente san- igual modo (Simili modo), de mãos juntas;
to (Vere sanctus) é dito só pelo celebrante c) às palavras do Senhor, se parecer opor-
principal, de braços abertos. tuno, com a mão direita estendida para o pão e
para o cálice; à ostensão, olham para a hóstia e
180. Todos os concelebrantes dizem ao mes- para o cálice e fazem em seguida inclinação
mo tempo as fórmulas desde Santificai estes profunda;
dons (Haec ergo dona) até Humildemente d) Celebrando agora, Senhor, o memo-
Vos suplicamos (Et supplices), deste modo: rial (Memores igitur) e Olhai benignamente
(Respice, quaesumus), de braços abertos.
a) Santificai estes dons (Haec ergo
dona), com as mãos estendidas para as oblatas;
b) Na hora em que Ele Se entregava 185. As intercessões O Espírito Santo faça
(Qui cum passioni) e De igual modo (Simili de nós (Ipse nos) e por este sacrifício de
modo), de mãos juntas; reconciliação (Haec hostia nostrae
c) às palavras do Senhor, se parecer opor- reconciliationis) podem ser confiadas a um ou
tuno, com a mão direita estendida para o pão e outro dos concelebrantes, que as dirá sozinho,
para o cálice; à ostensão, olham para a hóstia e de braços abertos.
para o cálice e fazem em seguida inclinação
profunda; 186. Nesta Oração Eucarística podem cantar-
d) Celebrando agora, Senhor o memo- se as seguintes partes: Na noite (Ipse enim), De
rial (Memores igitur) e Humildemente Vos igual modo (Simili modo), Celebrando ago-
suplicamos (Et supplices), de braços abertos. ra, Senhor (Memores igitur), bem como a
doxologia final.
181. As intercessões pelos vivos – Lembrai-
-Vos, Senhor (Recordare, Domine) – e pelos
defuntos – Lembrai-Vos também dos nossos
irmãos (Memento etiam fratrum nostrorum) D) Oração Eucarística IV
– podem confiar-se a um ou outro dos concele-
brantes, que as dirá sozinho, de braços abertos. 187. Só o celebrante principal diz, de braços
abertos, Nós Vos glorificamos, Pai santo
182. Nesta Oração Eucarística podem cantar- (Confitemur tibi, Pater sancte) até e consu-
se as seguintes partes: Na hora em que Ele Se mar toda a santificação (omnem
entregava (Qui cum passioni), De igual modo sanctificationem compleret).
(Simili modo), Celebrando agora o memorial
(Memores igitur), bem como a doxologia final. 188. Todos os concelebrantes dizem ao mes-
mo tempo Nós Vos pedimos, Senhor
(Quaesumus igitur, Domine) até Olhai, Se-
nhor, para esta oblação (Respice, Domine)
C) Oração Eucarística III inclusive, deste modo:
a) Nós Vos pedimos, Senhor
183. Vós, Senhor, sois verdadeiramente san- (Quaesumus igitur, Domine), com as mãos
to (Vere sanctus) é dito só pelo celebrante estendidas para as oblatas;
principal, de braços abertos.
DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 47

b) Quando chegou a hora (Ipse enim, 195. Enquanto se diz o Cordeiro de Deus
cum hora venisset) e De igual modo (Simili (Agnus Dei), alguns dos concelebrantes podem
modo), de mãos juntas; ajudar o celebrante principal a partir as hóstias
c) às palavras do Senhor, se parecer opor- para a Comunhão tanto dos concelebrantes como
tuno, com a mão direita estendida para o pão e do povo.
para o cálice; à ostensão, olham para a hóstia e
para o cálice e fazem em seguida inclinação 196. Após a “immixtio”, o celebrante princi-
profunda; pal diz sozinho, em silêncio, a oração Senhor
d) Celebrando agora, Senhor (Unde et Jesus Cristo, Filho de Deus vivo (Domine
nos) e Olhai, Senhor (Respice, Domine), de Iesu Christe, Fili Dei vivi) ou A comunhão do
braços abertos. vosso Corpo e Sangue (Perceptio).

189. As intercessões – Lembrai-Vos agora, 197. Terminada a oração antes da Comunhão,


Senhor (Nunc ergo, Domine, omnium o celebrante principal genuflecte e afasta-se um
recordare) – podem ser confiadas a um dos pouco. Os concelebrantes, um após outro, vão
concelebrantes, que as dirá sozinho, de braços ao meio do altar, genuflectem e tomam com
abertos. reverência o Corpo de Cristo com a mão direita,
pondo por baixo dela a esquerda, e voltam para
190. Nesta Oração Eucarística podem cantar- os seus lugares. Podem também ficar todos nos
se as seguintes partes: Quando chegou a hora seus lugares e tomar o Corpo de Cristo da patena
(Ipse enim), De igual modo (Simili modo), que o celebrante principal (ou um ou mais con-
Celebrando agora, Senhor (Unde et nos), bem celebrantes) lhes apresenta; podem também
como a doxologia final. passar a patena uns aos outros.

191. A doxologia final da Oração Eucarística é 198. Depois o celebrante principal toma a hós-
dita só pelo celebrante principal ou por todos os tia, levanta-a um pouco sobre a patena e, volta-
concelebrantes juntamente com o celebrante do para o povo, diz: Felizes os convidados...
principal. Eis o Cordeiro de Deus (Ecce Agnus Dei...
Beati qui ad cenam); em seguida, continua,
juntamente com os concelebrantes e o povo:
Ritos da Comunhão Senhor, eu não sou digno (Domine, non sum
dignus).

192. O celebrante principal, de mãos juntas, 199. Depois o celebrante principal, voltado
diz seguidamente a admonição introdutória da para o altar, diz em silêncio: O Corpo de Cristo
oração dominical e depois, de braços abertos, me guarde para a vida eterna (Corpus Chris-
recita a oração com todos os concelebrantes e o ti custodiat me in vitam aeternam): e comun-
povo. ga com reverência o Corpo de Cristo. O mesmo
fazem os concelebrantes. A seguir, o diácono
193. Continuando de braços abertos, o cele- recebe do celebrante principal o Corpo do Se-
brante principal diz sozinho o embolismo Li- nhor.
vrai-nos de todo o mal (Libera nos, Domine).
Todos os concelebrantes, juntamente com o 200. O Sangue do Senhor pode comungar-se
povo, dizem a aclamação: Vosso é o reino bebendo directamente do cálice ou por meio de
(Quia tuum est regnum). uma cânula ou ainda por intinção.

194. Após a admonição para o sinal da paz – 201. Se a comunhão se recebe directamente do
Saudai-vos na paz de Cristo (Offerte vobis cálice, pode adoptar-se um dos seguintes mo-
pacem) – feita pelo diácono ou por um dos dos:
concelebrantes, todos dão mutuamente o sinal a) O celebrante principal toma o cálice e
da paz. Os que estão mais próximos do cele- diz em silêncio: o Sangue de Cristo me guarde
brante principal recebem dele o sinal da paz, para a vida eterna (Sanguis Christi custodiat
antes do diácono.
48 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

me in vitam aeternam); bebe do cálice e passa- 204. O diácono comunga em último lugar.
o ao diácono ou a um dos concelebrantes. Dis- Depois de comungar o Sangue de Cristo, bebe
tribui a Comunhão aos fiéis ou volta para a sua tudo o que resta e leva o cálice para a credência;
cadeira. Os concelebrantes, um após outro (ou ali, ele ou o acólito, purifica o cálice, enxuga-o
dois a dois, se há dois cálices), vão ao altar, e deixa-o devidamente arranjado.
bebem do cálice e retiram-se para os seus luga-
res. O diácono, ou um dos concelebrantes, lim- 205. A comunhão dos concelebrantes também
pa o cálice com o sanguinho, depois da Comu- pode ordenar-se de modo que se aproximem do
nhão de cada concelebrante. altar um por um e aí comunguem o Corpo do
b) O celebrante principal comunga o San- Senhor e logo a seguir o Sangue.
gue do Senhor na forma habitual, ao meio do Neste caso, o celebrante principal co-
altar. munga sob as duas espécies na forma em que
Os concelebrantes, porém, podem comun- habitualmente o faz quando celebra individual-
gar o Sangue do Senhor nos seus lugares, beben- mente; mas comunga do cálice segundo o modo
do do cálice que lhes é apresentado pelo diáco- que tiver sido escolhido, em cada caso, para os
no ou por um dos concelebrantes; ou passam outros concelebrantes.
eles mesmos o cálice uns aos outros. O cálice é Depois de o celebrante principal ter co-
limpo de cada vez, ou por quem dele bebe ou por mungado, coloca-se o cálice sobre outro corpo-
quem lho apresenta; à medida que vão comun- ral do lado direito do altar. Os concelebrantes,
gando, os concelebrantes vão para os seus um por um, vão ao meio do altar, genuflectem e
lugares. comungam o Corpo do Senhor; passam seguida-
mente para o lado direito do altar e ali comun-
202. Se se comunga o Sangue do Senhor por gam o Sangue do Senhor, segundo o modo
meio de uma cânula, procede-se do seguinte escolhido para a Comunhão do cálice, como
modo: acima se disse.
O celebrante principal pega na cânula e A Comunhão do diácono e a purificação
diz em silêncio: O Sangue de Cristo me guar- do cálice fazem-se como acima ficou dito.
de para a vida eterna (Sanguis Christi
custodiat me in vitam aeternam), bebe do 206. Quando a Comunhão dos concelebrantes
Sangue do Senhor, purifica seguidamente a câ- se faz por intinção, o celebrante principal toma
nula sorvendo com ela um pouco de água de um o Corpo e o Sangue do Senhor na forma habitu-
recipiente colocado sobre o altar, e deixa a al; mas terá o cuidado de deixar no cálice o
cânula numa patena disposta para esse fim. suficiente para a Comunhão dos concelebran-
Depois o diácono, ou um dos concelebrantes, tes. Seguidamente o diácono, ou um dos conce-
põe o cálice sobre um corporal, ao meio do altar lebrantes, põe o cálice sobre outro corporal, ao
ou do lado direito, e junto do cálice um recipi- meio do altar ou do lado direito, e junto do
ente com água para purificar as cânulas e uma cálice a patena com as hóstias. Os concelebran-
patena para as recolher. tes, um por um, vão ao altar, genuflectem, to-
Os concelebrantes, um após outro, apro- mam a hóstia, molham-na parcialmente no cáli-
ximam-se, pegam na cânula, bebem do Sangue ce e comungam, pondo a patena por baixo da
do Senhor, purificam a cânula sorvendo com ela boca. A seguir, voltam para os lugares que
um pouco de água e deixam-na no recipiente ocupavam ao princípio da Missa.
destinado para esse fim. O diácono comunga também por intin-
ção, da mão de um concelebrante, que lhe diz: O
203. Se se comunga do cálice por meio de uma Corpo e o Sangue de Cristo (Corpus et Sanguis
colherinha, procede-se da mesma forma indica- Christi), ao que ele responde: Amen. Depois,
da para a Comunhão por meio de cânula. Tenha- ao altar, bebe tudo o que resta no cálice, leva-o
se o cuidado, depois de ter comungado, de para a credência e ali, ele ou um acólito, purifica
deixar a colherinha dentro dum recipiente com o cálice, enxuga-o e deixa-o devidamente
água. Terminada a Comunhão, um acólito leva arranjado.
esse recipiente com as colherinhas para uma
credência, onde as purifica e enxuga.
DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 49

Ritos de conclusão 216. Depois, de mãos juntas, diz: Oremos


(Oremus); e após uns momentos de silêncio,
diz a oração colecta, de braços abertos. No fim
207. Tudo o mais, até ao fim da Missa, é feito
o ministro aclama: Amen.
pelo celebrante principal na forma habitual,
permanecendo os outros concelebrantes nos seus
lugares.
Liturgia da palavra
208. Antes de se retirarem, fazem todos a devi-
da reverência ao altar. O celebrante principal
beija o altar em sinal de veneração. 217. Terminada a oração, o ministro (ou o
próprio sacerdote) lê a primeira leitura, com o
respectivo salmo, e, quando a houver, também a
segunda leitura, com o verso do Aleluia ou o
III. M ISSA SEM PARTICIPAÇÃO DO POVO outro cântico antes do Evangelho.

218. Depois o sacerdote, no lugar em que esta-


Notas prévias va, diz, inclinado: Deus todo poderoso, purifi-
cai o meu coração (Munda cor meum); e lê o
Evangelho.
209. Trata-se aqui da Missa celebrada pelo
No fim, beija o livro em sinal de venera-
sacerdote, apenas com a assistência de um mi-
ção, dizendo em silêncio: Por este santo Evan-
nistro que lhe responde.
gelho... (per evangelica dicta...); e o ministro
responde com a aclamação.
210. Esta Missa segue geralmente o rito da
Missa com participação do povo; o ministro
219. O sacerdote, juntamente com o ministro,
recita eventualmente as partes que correspon-
diz o Símbolo, conforme as rubricas.
dem ao povo.
220. Segue-se a oração universal, que também
211. Não se celebre sem a assistência de um
nesta Missa se pode dizer. O sacerdote enuncia
ministro ou ao menos algum fiel, a não ser por
as intenções e o ministro responde.
causa justa e razoável. Neste caso omitem-se as
saudações e a bênção do fim da Missa.

212. O cálice prepara-se antes da Missa, colo- Liturgia Eucarística


cando-o na credência ou sobre o altar. O Missal
coloca-se ao lado esquerdo do altar.
221. Omite-se a antífona do ofertório. O mi-
nistro dispõe sobre o altar (a não ser que já lá
Ritos iniciais estejam desde o princípio da Missa) o corporal,
o sanguinho e o cálice.
213. Feita a devida reverência ao altar, o sacer- 222. A preparação das oblatas faz-se como nas
dote benze-se, dizendo: Em nome do Pai... (In Missas com participação do povo e com as
nomine Patris...). Depois, voltando-se para o fórmulas indicadas no Ordinário da Missa. Pre-
ministro, saúda-o com uma das fórmulas habi- parado o pão e o vinho, o sacerdote lava as
tuais. Seguidamente, de pé, diante do altar, faz mãos; para isso, vai ao lado do altar e o ministro
o acto penitencial. serve-lhe a água.
214. Sobe então ao altar e beija-o em sinal de 223. O sacerdote diz a oração sobre as oblatas
veneração. Vai para junto do Missal, no lado e a Oração Eucarística segundo o rito descrito
esquerdo do altar, e aí permanece até ao fim da para a Missa com participação do povo.
oração universal.
224. A oração dominical, com o seu embolis-
215. Recita a antífona de entrada e diz a seguir mo, diz-se como na Missa com participação do
o Senhor, tende piedade de nós (Kýrie) e o povo.
Glória, conforme as rubricas.
50 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

225. Após a aclamação final do embolismo, o Ritos de conclusão


sacerdote diz a oração: Senhor Jesus Cristo,
que dissestes (Domine Iesu Christe, qui 231. Nos ritos de conclusão procede-se como
dixisti); depois diz: A paz do Senhor esteja na Missa com participação do povo, mas omite-
sempre convosco (Pax Domini sit semper vo- se a despedida: Ide em paz... (Ite, missa est).
biscum); ao que o ministro responde: O amor
de Cristo nos uniu (Et cum spiritu tuo). Con-
forme as circunstâncias, o sacerdote pode dar o
sinal da paz ao ministro.
IV. ALGUMAS NORMAS GERAIS
226. Depois diz com o ministro: Cordeiro de PARA TODAS AS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA
Deus (Agnus Dei), e parte entretanto a hóstia MISSA
sobre a patena. Terminado o Cordeiro de Deus
(Agnus Dei), faz a “immixtio”, dizendo em
silêncio: Esta união (Haec commixtio). Veneração do altar e do livro
dos Evangelhos
227. Depois da “immixtio”, o sacerdote diz em
silêncio a oração: Senhor Jesus Cristo, Filho
232. Segundo a tradição litúrgica, a veneração
de Deus vivo (Domine Iesu Christe, Fili Dei
do altar e do livro dos Evangelhos é significada
vivi) ou A comunhão (Perceptio). A seguir
pelo ósculo. Todavia, nos países em que este
genuflecte, toma a hóstia e, voltado para o
sinal de veneração destoa das tradições e men-
ministro (se este comunga) diz, levantando um
talidade dos povos, podem as Conferências Epis-
pouco a hóstia sobre a patena: Felizes os convi-
copais substituí-lo por outro sinal, dando co-
dados... Eis o Cordeiro de Deus (Ecce Agnus
nhecimento do facto à Sé Apostólica.
Dei... Beati qui ad cenam Agni); e, juntamente
com o ministro, diz: Senhor, eu não sou digno
(Domine, non sum dignus). E voltando-se para
o altar, comunga o Corpo de Cristo. Se o minis- Genuflexão e inclinação
tro não comungar, o sacerdote, depois de fazer
a genuflexão, diz em silêncio, voltado para o 233. Fazem-se na Missa três genuflexões: após
altar: Senhor, eu não sou digno (Domine, non a ostensão da hóstia, após a ostensão do cálice
sum dignus), e comunga o Corpo de Cristo. e antes da Comunhão. Mas se o sacrário com o
Seguidamente, comunga o Sangue de Cristo, Santíssimo Sacramento está no presbitério, faz-
segundo o rito da Missa com participação do se também genuflexão antes e depois da Missa
povo. e todas as vezes que se passar diante do
Santíssimo Sacramento.
228. Antes de dar a Comunhão ao ministro, o
sacerdote recita a antífona da Comunhão. 234. As inclinações são de duas espécies: in-
clinação de cabeça e inclinação do corpo.
229. A purificação do cálice faz-se ao lado do
altar. O ministro pode levá-lo depois para a a) Faz-se inclinação de cabeça ao nomear
credência, ou pode-se deixar sobre o altar como as três Pessoas divinas conjuntamente, ao nome
no princípio da Missa. de Jesus, da Virgem Santa Maria e do Santo em
cuja honra é celebrada a Missa.
230. Depois da purificação do cálice, o sacer- b) Faz-se inclinação do corpo, isto é,
dote pode guardar uns momentos de silêncio. inclinação profunda: ao altar, se não está lá o
Em seguida, diz a oração depois da Comunhão. Santíssimo Sacramento; às orações Deus todo-
poderoso, purificai o meu coração (Munda
cor meum) e De coração humilhado (In spiri-
tu humilitatis); às palavras do Símbolo E en-
carnou pelo Espírito Santo (Et incarnatus
est); às palavras do Cânone Romano Humilde-
mente Vos suplicamos (Supplices te rogamus).
Também o diácono faz inclinação profunda ao
DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 51

pedir a bênção, antes da proclamação do Evan- 239. Se cair no chão alguma hóstia ou partícu-
gelho. Além disso, o sacerdote faz uma pequena la, recolhe-se reverentemente. Se acaso se der-
inclinação enquanto diz as palavras do Senhor, ramar o Sangue do Senhor, lava-se com água o
na consagração. sítio em que tenha caído e deita-se depois essa
água no sumidoiro.

Incensação
Comunhão sob as duas espécies
235. Pode usar-se o incenso em qualquer for-
ma de celebração da Missa: 240. Dada a sua natureza de sinal, a sagrada
a) durante a procissão de entrada; Comunhão adquire o seu pleno significado quan-
b) no princípio da Missa, para incensar o do é feita sob as duas espécies. Nesta forma
altar; manifesta-se mais perfeitamente o sinal do ban-
c) na procissão e proclamação do quete eucarístico, exprime-se mais claramente
Evangelho; a vontade de adesão à nova e eterna aliança
d) ao ofertório, para incensar as oblatas, o selada pelo Sangue do Senhor, bem como a
altar, o sacerdote e o povo; relação entre o banquete eucarístico e o banque-
e) à ostensão da hóstia e do cálice depois te escatológico no reino do Pai.68
da consagração.
241. Empenhem-se os sagrados pastores em
236. O sacerdote impõe o incenso no turíbulo recordar, da maneira mais eficiente, aos fiéis
e benze-o com um simples sinal da cruz, sem que tomam parte no rito sagrado ou a ele assis-
dizer nada. A incensação do altar faz-se do tem, a doutrina católica acerca da forma da
seguinte modo: sagrada Comunhão, segundo o Concílio Triden-
a) Se o altar está separado da parede, o tino. Antes de mais devem advertir os fiéis do
sacerdote incensa-o em toda a roda. que ensina a fé católica, a saber: que, sob qual-
b) Se o altar está ligado à parede, o sacer- quer das duas espécies, está Cristo total, e se
dote incensa-o primeiro do lado direito e depois recebe o verdadeiro sacramento, ainda que se
do lado esquerdo. Se a cruz está sobre o altar ou comungue apenas sob uma espécie; consequen-
junto dele, é incensada antes da incensação do temente, quem a receber sob uma só das duas
altar; se está por trás do altar, é incensada espécies nem por isso fica privado de qualquer
quando o sacerdote passa diante dela. graça necessária à salvação. 69
Além disso, devem ensinar também que a
Igreja, na administração dos sacramentos, sal-
Purificações vaguardada a sua substância, tem o poder de
estabelecer ou modificar aquilo que, atendendo
237. Se algum fragmento da hóstia ficar ade- às circunstâncias ou à diversidade dos tempos e
rente aos dedos, sobretudo depois da fracção ou lugares, julgue mais apto para favorecer a vene-
depois da Comunhão dos fiéis, o sacerdote lim- ração devida aos mesmos sacramentos e seja de
pa os dedos sobre a patena ou, se parecer neces- maior proveito para quem os recebe.70 Ao mes-
sário, lava-os. Recolhe também os que eventu- mo tempo, não deixem de exortar os fiéis para
almente tenham ficado fora da patena. que participem mais plenamente no rito sagrado
por aquela forma em que se manifesta com
238. Os vasos sagrados são purificados pelo maior evidência o significado do banquete eu-
sacerdote ou pelo acólito, depois da Comunhão carístico.
dos fiéis ou depois da Missa, quanto possível na
credência. O cálice é purificado com água e 242. Segundo o parecer do Ordinário e fazen-
vinho ou só com água, que depois é consumida do preceder uma conveniente catequese, é
por quem o purificar. A patena limpa-se normal-
mente com o sanguinho.

68
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 32: AAS 59 (1967), p. 558.
69
Cf. Conc. de Trento, Sess. XXI, Decr. sobre a Comunhão eucarística, cc. 1-3: DS 1725-1729.
70
Cf. ibid., c. 2: DS 1728.
52 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

permitida a comunhão do cálice nos seguintes 11) às pessoas indicados nas alíneas 2 e 4,
casos:71 na Missa dos respectivos jubileus;
1) aos neófitos adultos, na Missa que se 12) ao padrinho, madrinha, pais, cônjuge
segue ao seu Baptismo; aos confirmados adul- e catequistas leigos de um baptizado adulto, na
tos, na Missa da sua Confirmação; aos baptiza- Missa que se segue ao Baptismo;
dos, quando são acolhidos na comunhão da 13) aos pais, familiares e benfeitores in-
Igreja; signes que participem na Missa dum novo sa-
2) aos esposos, na Missa do seu Ma- cerdote;
trimónio; 14) aos membros das Comunidades, na
3) aos diáconos, na Missa da sua Or- Missa conventual ou “da Comunidade”, nos
denação; termos do n. 76 desta Instrução.
4) à abadessa, na Missa da sua bênção; às Além disso, as Conferências Episcopais
virgens consagradas, na Missa da sua consagra- podem estabelecer normas que definam até que
ção; aos religiosos professos, seus pais, paren- ponto e quais os critérios e condições em que
tes e confrades, na Missa da primeira profissão pode ser concedida pelos Ordinários a Comu-
religiosa, da sua renovação ou da profissão nhão sob as duas espécies noutros casos consi-
perpétua, se os votos são emitidos ou renovados derados de maior importância para a vida espi-
dentro da Missa; ritual desta ou daquela comunidade ou assem-
5) àqueles que são instituídos num minis- bleia de fiéis.
tério, na Missa da sua instituição; aos missioná- Dentro destes limites, compete aos Ordi-
rios auxiliares leigos, na Missa em que publica- nários julgar cada caso em particular, atenden-
mente são enviados em missão; e a todos aque- do, porém, a que não se alargue indiscriminada-
les a quem, dentro da Missa, é confiada uma mente esta faculdade, mas se definam com cla-
missão eclesiástica; reza quais as celebrações e o que nelas se deve
6) na administração do Viático, ao enfer- evitar, excluindo, por outro lado, aquelas cele-
mo e a todos aqueles que participam na Missa
brações em que as comunhões sejam muito
celebrada em casa do enfermo;
numerosas. Além disso, as assembleias a que for
7) ao diácono e aos ministros que desem-
concedida esta faculdade devem ser bem
penham o seu ofício na Missa;
organizadas, disciplinadas, homogéneas.
8) nas Missas concelebradas:
a) a todos os que nessa concelebração 243. Para a Comunhão sob as duas espécies
exercem um verdadeiro ministério litúrgico e deve preparar-se o seguinte:
também a todos os alunos do seminário que nela
participam; a) Se a Comunhão do cálice se faz por
b) nas suas igrejas e oratórios, a todos os meio de uma cânula, as cânulas de prata neces-
membros dos Institutos que professam os con- sárias para o celebrante e para cada um dos
selhos evangélicos e aos de outras Sociedades comungantes; um recipiente com água para as
cujos membros se consagram a Deus pelos vo- purificar; uma patena para as recolher.
tos religiosos, oblação ou promessa; e a todos os b) Uma colherinha, se o Sangue do Se-
que residem nas casas desses Institutos ou nhor é administrado por meio de uma colherinha.
Sociedades; c) Se a Comunhão sob as duas espécies se
9) aos sacerdotes que, não podendo cele- faz por intinção, atenda-se a que as hóstias não
brar ou concelebrar, participam nas grandes sejam demasiado finas nem demasiado peque-
concelebrações; nas, mas um pouco espessas para tornar mais
10) a todos os que tomam parte em exer- fácil a sua distribuição depois de parcialmente
cícios espirituais, na Missa que, durante os embebidas no Sangue do Senhor.
exercícios espirituais, é celebrada especialmen-
te para os exercitantes e em que eles participam
activamente; a todos os que participam em reu-
niões de carácter pastoral, na Missa comunitá-
ria dessas reuniões;

71
Cf. S. Congr. para o Culto Divino, Instr. Sacramentali Communione, 29 de Junho de 1970: AAS 62 (1970), pp. 664- 667.
DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 53

1. Rito da Comunhão b) Depois coloca-se onde mais facil-


sob as duas espécies, quando se comunga mente possa dar a Comunhão e aí distribui o
bebendo directamente do cálice Corpo do Senhor na forma habitual a cada um
dos que vão comungar sob as duas espécies.
Os comungantes aproximam-se um por um,
244. Se está presente um diácono, outro sa-
fazem a devida reverência e, de pé, diante do
cerdote ou um acólito assistente: sacerdote, recebem o Corpo do Senhor e reti-
a) O sacerdote celebrante toma o Corpo ram-se um pouco para o lado.
e o Sangue do Senhor na forma habitual, c) Depois de terem todos comungado o
tendo o cuidado de deixar no cálice uma Corpo do Senhor, o sacerdote coloca a patena
quantidade suficiente para os comungantes, e ou píxide sobre o altar e toma o cálice com o
limpa o bordo do cálice com o sanguinho. sanguinho. Os comungantes aproximam-se
novamente do sacerdote e ficam de pé diante
b) O sacerdote entrega o cálice com o
dele. O sacerdote diz: O Sangue de Cristo
sanguinho ao ministro e pega na patena ou na
(Sanguis Christi), o comungante responde:
píxide com as hóstias; seguidamente, o sa- Amen, e o sacerdote entrega-lhe o cálice com
cerdote e o ministro do cálice colocam-se o sanguinho. O comungante segura com a
onde mais facilmente possam distribuir a Co- mão esquerda o sanguinho por baixo da boca,
munhão aos fiéis. tendo cuidado para que nada caia do Sangue
c) Os comungantes aproximam-se um do Senhor, bebe um pouco do cálice e retira-
por um, fazem a devida reverência e ficam de se. O sacerdote limpa o bordo do cálice com
pé em frente do sacerdote. Este, mostrando a o sanguinho.
hóstia, diz: O Corpo de Cristo (Corpus d) Terminada a Comunhão do cálice, o
Christi); o comungante responde: Amen, e sacerdote coloca-o sobre o altar e, se há
recebe do sacerdote o Corpo de Cristo. outros fiéis para comungar sob uma só espé-
d) Seguidamente, o comungante passa cie, distribui a Comunhão na forma habitual.
para o lado do ministro do cálice e fica de pé Depois volta ao altar, consome o resto do
diante dele. O ministro diz: O Sangue de vinho consagrado que tenha ficado no cálice
Cristo (Sanguis Christi), e o comungante e faz as abluções na forma habitual.
responde: Amen. O ministro entrega ao co-
mungante o sanguinho e o cálice de modo que
ele o possa levar comodamente à boca por 2. Rito da Comunhão
suas próprias mãos. O comungante segura sob as duas espécies por intinção
com a mão esquerda o sanguinho por baixo da
boca, tendo cuidado para que nada caia do 246. Se está presente um diácono, outro sacer-
Sangue do Senhor, bebe um pouco do cálice dote ou um acólito assistente:
e retira-se. O ministro limpa com o sangui-
nho o bordo do cálice. a) O sacerdote entrega-lhe o cálice com o
e) Se há outros fiéis para comungar sob sanguinho e toma a patena com as hóstias.
uma só espécie, o ministro, depois de termi- Depois o sacerdote com o ministro colocam-se
nar a comunhão do cálice, leva o cálice para onde mais facilmente possam distribuir a Co-
o altar. O sacerdote distribui a Comunhão aos munhão.
outros fiéis e volta para o altar, onde ele b) Os comungantes aproximam-se um por
próprio ou o ministro bebe o resto do vinho um, fazem a devida reverência e, de pé diante do
consagrado. As abluções fazem-se na forma sacerdote, seguram a patena ou bandeja por
habitual. baixo da boca; o sacerdote embebe parcialmen-
te a hóstia no cálice e, mostrando-a, diz: O
245. Se não está presente um diácono nem Corpo e o Sangue de Cristo (Corpus et Sanguis
outro sacerdote nem um acólito assistente: Christi); o comungante responde: Amen, rece-
be do sacerdote o Sacramento e retira-se.
a) O sacerdote comunga o Corpo e o c) A Comunhão dos outros fiéis que rece-
Sangue do Senhor na forma habitual, deixan- bem a Comunhão sob uma só espécie, a
do no cálice quantidade suficiente para os consumpção do vinho consagrado que tiver fi-
comungantes, e limpa o bordo do cálice com cado no cálice e as abluções fazem-se como
o sanguinho. acima se disse.
54 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

247. Se não está presente um diácono nem b) Em seguida o comungante aproxima-


outro sacerdote nem um acólito assistente: se do ministro do cálice, que lhe diz: O Sangue
de Cristo (Sanguis Christi); o comungante
a) O sacerdote, depois de ter comungado responde: Amen, e, com a cânula que o ministro
o Sangue do Senhor, segura a patena ou píxide lhe apresenta, bebe do cálice o Sangue do Se-
com as hóstias entre os dedos indicador e médio nhor. Depois, tendo cuidado para que não caia
da mão esquerda e, tendo o cálice entre o pole- nenhuma gota, com a mesma cânula bebe um
gar e o indicador, coloca-se onde mais facil- pouco de água de um recipiente que um ministro
mente possa distribuir a Comunhão. segura e depõe-na noutro recipente que o mes-
b) Os comungantes aproximam-se um por mo ministro lhe apresenta.
um e, de pé diante do sacerdote, seguram a
patena ou bandeja por baixo da boca. O sacerdo- 250. Se não está presente nem um diácono nem
te embebe parcialmente a hóstia no cálice e, outro sacerdote nem um acólito assistente, o
mostrando-a, diz: O Corpo e o Sangue de próprio sacerdote apresenta a cada comungante
Cristo (Corpus et Sanguis Christi); o comun- o cálice na forma acima descrita (n. 245) para a
gante responde: Amen, recebe do sacerdote o Comunhão do cálice. Junto dele está um minis-
Sacramento e retira-se. tro que segura o recipiente com água para a
c) Também se pode dispor em lugar apro- purificação da cânula.
priado uma pequena mesa coberta com uma
toalha e o corporal, sobre a qual o sacerdote
coloca o cálice ou a píxide, para tornar mais 4. Rito da Comunhão sob as duas espécies
fácil a distribuição da Comunhão. por meio de uma colherinha
d) A Comunhão dos outros fiéis que rece-
bem a Comunhão sob uma só espécie, a 251. Se está presente um diácono, outro sacer-
consumpção do vinho consagrado que tiver fi- dote ou um acólito assistente, este segura o
cado no cálice e as abluções fazem-se como cálice com a mão esquerda e distribui com a
acima se disse. colherinha o Sangue do Senhor a cada comun-
gante, dizendo: O Sangue de Cristo (Sanguis
Christi), tendo o cuidado de não tocar com a
3. Rito da Comunhão colherinha nos lábios ou na língua do comun-
sob as duas espécies por meio da cânula gante; entretanto, este sustenta a patena ou ban-
deja por baixo da boca.
248. Também o sacerdote se serve da cânula
para comungar o Sangue do Senhor. 252. Se não está presente nem um diácono nem
outro sacerdote nem um acólito assistente, é o
249. Se está presente um diácono, outro sacer- sacerdote que, depois de terem comungado o
dote ou um acólito assistente: Corpo do Senhor todos os que recebem a Comu-
nhão sob as duas espécies, lhes distribui tam-
a) Para a Comunhão do Corpo do Senhor bém o Sangue do Senhor.
procede-se como acima se disse no n. 244 b e c.
CAPÍTULO V

DISPOSIÇÃO E ADORNO DAS IGREJAS


PARA A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA

I. P RINCÍPIOS GERAIS ocese como pela sua igreja paroquial. Devem


considerá-las como sinal da Igreja espiritual
253. Para a celebração da Eucaristia, o povo de que eles próprios, em virtude da sua profissão
Deus reúne-se normalmente na igreja ou, na cristã, são chamados a edificar e dilatar.
falta desta, num lugar decente e digno de tão
grande mistério. Por isso, as igrejas e os outros 256. Para a construção, reparação e adaptação
lugares devem ser aptos para a conveniente dos edifícios sagrados, devem os responsáveis
realização da acção sagrada e para se conseguir consultar a Comissão diocesana da sagrada Li-
a participação activa dos fiéis. Além disso, os turgia e Arte sacra. O Ordinário do lugar pedirá
edifícios sagrados e os objectos destinados ao o conselho e a ajuda da referida Comissão sem-
culto divino devem ser dignos e belos como pre que tenha de estabelecer normas sobre esta
sinais e símbolos das realidades celestes. 72 matéria ou aprovar projectos de novas constru-
ções ou dar parecer sobre questões de certa
254. É por isso que a Igreja recorre sempre ao importância.77
nobre serviço das artes, adoptando as formas de
expressão artística próprias de cada povo ou
região.73 Mais ainda, não só se empenha em II. D ISPOSIÇÃO DA IGREJA
conservar as obras de arte e os tesouros que nos PARA A CELEBRAÇÃO LITÚRGICA
legaram os séculos passados 74 e, na medida do
possível, as adapta às novas necessidades, mas 257. O povo de Deus, que se reúne para a
também se esforça por estimular a criação de Missa, tem uma estrutura orgânica e hierárquica
novas formas de acordo com a maneira de ser de que se exprime nos diversos ministérios e diver-
cada época.75 Por conseguinte, tanto na forma- sas acções que se realizam em cada uma das
ção dos artistas como na escolha das obras de partes da celebração. Portanto, o edifício sagra-
arte destinadas à igreja, deve procurar-se o do, na sua disposição geral, deve reproduzir de
valor artístico autêntico, que alimente a fé e a algum modo a imagem da assembleia congrega-
piedade e, por outro lado, corresponda ao seu da, proporcionar a conveniente coordenação de
valor de sinal e aos fins a que se destina.76 todos os seus elementos e facilitar o perfeito
desempenho da função de cada um.
255. Todas as igrejas devem ser solenemente O lugar destinado aos fiéis e à schola
dedicados ou ao menos benzidas. As igrejas cantorum deve ser de modo a tornar mais fácil a
catedrais e paroquiais, porém, são sempre dedi- sua participação activa.78
cadas. Os fiéis, por seu lado, tenham a devida O lugar do sacerdote e dos ministros é o
veneração tanto pela igreja catedral da sua di- presbitério, isto é, aquele espaço da igreja que

72
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 122-124; Decr. Presbyterorum ordinis, n. 5; S. Congr. dos Ritos,
Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, n. 90: AAS 56 (1964), p. 897; Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de
Maio de 1967: AAS 59 (1967), p. 554.
73
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 123.
74
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 24: AAS 59 (1967), p. 554.
75
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 123.129; S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de
Setembro de 1964, n. 13 c: AAS 56 (1964), p. 880.
76
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 123.
77
Cf. ibid., n. 126.
78
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, nn. 97-98: AAS 56 (1964), p. 899.
56 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

melhor manifesta o seu ofício, onde cada um, 262. Na igreja deve haver normalmente o altar
segundo o ministério respectivo, preside à ora- fixo e dedicado. Seja construído afastado da
ção, anuncia a palavra de Deus ou ministra ao parede, de modo a permitir andar em volta dele
altar. e celebrar a Missa de frente para o povo. Pela
Embora tudo isto deva exprimir a estrutu- sua localização, há-de ser o centro de conver-
ra hierárquica e a diversidade dos ministérios, gência para o qual espontaneamente se dirijam
deve também formar uma unidade íntima e co- as atenções de toda a assembleia dos fiéis.81
erente que manifeste de modo mais claro a
unidade de todo o povo santo. Por outro lado, a 263. Segundo a tradição da Igreja, e também
natureza e beleza do lugar sagrado, bem como pelo seu significado, a mesa do altar fixo deve
de todas as alfaias do culto, devem ser de tal ser de pedra natural. Contudo, segundo o crité-
modo que fomentem a piedade e exprimam a rio da Conferência Episcopal, é permitida a
santidade dos mistérios que se celebram. utilização de outros materiais, contanto que
sejam dignos, sólidos e artisticamente trabalha-
dos. O suporte ou base em que assenta a mesa
pode ser de material diferente, contanto que
III. O PRESBITÉRIO seja digno e sólido.

258. O presbitério deve ficar bem diferenciado 264. O altar móvel pode ser de qualquer mate-
da nave da igreja, ou por uma certa elevação, ou rial nobre e sólido, contanto que seja adequado
pela sua estrutura e ornamento especial. Deve ao uso litúrgico, segundo as tradições e costu-
ser suficientemente espaçoso para permitir o mes de cada região.
conveniente desenrolar dos ritos sagrados.79
265. Os altares fixos ou móveis são dedicados
segundo o rito descrito nos livros litúrgicos; os
IV. O ALTAR
altares móveis, porém, podem ser simplesmente
benzidos. Não é obrigatória a pedra de ara sobre
o altar móvel nem sobre a mesa em que, fora do
259. O altar, em que se torna presente sob os lugar sagrado, se celebra a Missa (cf. n. 260).
sinais sacramentais o sacrifício da cruz, é tam-
bém a mesa do Senhor, na qual o povo de Deus
266. Mantenha-se o uso de colocar sob o altar
é chamado a participar quando é convocado
que vai ser dedicado as relíquias dos Santos,
para a Missa; o altar é também o centro da acção
ainda que não sejam Mártires. Mas tenha-se o
de graças celebrada na Eucaristia.80
cuidado de verificar a autenticidade das re-
líquias.
260. A celebração da Eucaristia em lugar sa-
grado faz-se sobre o altar, que pode ser fixo ou
267. Os outros altares devem ser em número
móvel. Fora do lugar sagrado, sobretudo quan-
reduzido e, nas igrejas novas, procure-se colocá-
do se faz de modo ocasional, pode ser celebrada
los em capelas de algum modo separadas da
sobre uma mesa adequada, coberta sempre com
nave da igreja.82
uma toalha e o corporal.

261. Diz-se altar fixo aquele que é construído


sobre o pavimento e de tal modo unido a ele que V. O ORNAMENTO DO ALTAR
não se pode remover. Diz-se altar móvel aquele
que se pode trasladar de um sítio para outro. 268. Pela reverência devida à celebração do
memorial do Senhor e ao banquete em que é
distribuído o Corpo e o Sangue de Cristo, o altar

79
Cf. ibid., n. 91: AAS 56 (1964), p. 898.
80
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 24: AAS 59 (1967), 554.
81
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, n. 91: AAS 56 (1964), p. 898.
82
Cf. ibid., n. 93: AAS 56 (1964), p. 898.
DISPOSIÇÃO E ADORNO DAS IGREJAS 57

deve ser coberto ao menos com uma toalha, que, Tanto quanto a arquitectura da igreja o permita,
pela sua forma, tamanho e ornato, deve estar em o ambão dispõe-se de modo que os ministros
harmonia com a estrutura do altar. possam facilmente ser vistos e ouvidos pelos
fiéis.
269. Os castiçais prescritos para cada acção Do ambão são proferidas as leituras, o
litúrgica, em sinal de veneração ou por motivo salmo responsorial e o precónio pascal. Pode
de solenidade, dispõem-se em cima do próprio também fazer-se do ambão a homilia e a oração
altar ou em volta dele, como for mais conveni- universal ou oração dos fiéis.
ente, de acordo com a estrutura quer do altar Não é conveniente que suba ao ambão o
quer do presbitério, de modo a formar um todo comentador, o cantor ou o director do coro.
harmónico e a não impedir os fiéis de verem
facilmente o que no altar se realiza ou o que nele
se coloca.
VIII. O LUGAR DOS FIÉIS
270. Sobre o altar ou junto dele coloca-se tam-
bém uma cruz, bem visível a toda a assembleia. 273. O lugar destinado aos fiéis deve ser ob-
jecto de particular cuidado, dispondo-o de modo
a permitir-lhes participar nas celebrações sa-
gradas com a vista e com o espírito. Normal-
VI. ASSENTOS PARA O CELEBRANTE E PARA mente deve haver para eles bancos ou cadeiras.
OS MINISTROS : O LUGAR DA PRESIDÊNCIA Reprova-se, porém, o costume de reservar luga-
res especiais para pessoas privadas. 85 Estas ca-
271. A cadeira do sacerdote celebrante deve deiras ou bancos estejam dispostos de tal modo
significar a sua função de presidente da assem- que os fiéis possam facilmente adoptar as atitu-
bleia e guia da oração. Por isso, o lugar mais des requeridas para as diferentes partes da cele-
indicado é ao fundo do presbitério, de frente bração e aproximar-se sem dificuldade da sa-
para o povo, a não ser que a arquitectura da grada Comunhão.
igreja ou outras circunstâncias o não permitam: Atenda-se a que os fiéis não somente
por exemplo, se viesse a ficar demasiado distan- possam ver o sacerdote e os ministros, mas
te e tornasse difícil a comunicação entre o sa- também ouvi-los sem dificuldade, recorrendo
cerdote e a assembleia dos fiéis. Deve evitar-se aos meios da técnica moderna.
toda a espécie de trono. Para os ministros, dis-
põem-se assentos dentro do presbitério, no lu-
gar mais conveniente, donde facilmente possam
desempenhar as funções que lhes estão atri- IX. O LUGAR DA SCHOLA E DO ÓRGÃO

buídas.83 E DE OUTROS INSTRUMENTOS MUSICAIS

274. Tanto quanto a estrutura da igreja o per-


mita, deve destinar-se à schola cantorum um
VII. AMBÃO OU LUGAR DA PROCLAMAÇÃO lugar que manifeste claramente a sua natureza,
DA PALAVRA DE D EUS como parte da assembleia dos fiéis, e a função
peculiar que lhe está reservada; que facilite o
272. A dignidade da palavra de Deus requer na desempenho do seu ministério litúrgico; que
igreja um lugar próprio para a sua proclamação. permita a todos os seus componentes uma par-
Durante a liturgia da palavra, é para lá que ticipação plena na Missa, isto é, a participação
deve convergir espontaneamente a atenção sacramental.86
dos fiéis. 84
Em princípio, este lugar deve ser um 275. O órgão e os outros instrumentos musi-
ambão estável e não uma simples estante móvel. cais legitimamente aprovados devem ter um
lugar apropriado, para que possam sustentar o

83
Cf. ibid., n. 92: AAS 56 (1964), p. 898.
84
Cf. ibid., n. 96: AAS 56 (1964), p. 899.
85
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 32; S. Congr. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, 26 de Setembro
de 1964, n. 98: AAS 56 (1964), p. 899.
86
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Musicam sacram, 5 de Março de 1967, n. 23: AAS 59 (1967), p. 307.
58 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

canto, quer da schola quer do povo, e ser bem dos Santos. No entanto, tenha-se o cuidado de
ouvidos por todos quando intervêm sozinhos. que o seu número não seja excessivo e que se
disponham de tal modo que não distraiam os
fiéis da celebração.90 Em cada igreja não pode
X. A RESERVA DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA haver mais do que uma imagem do mesmo
Santo. Em geral, o ornamento e a disposição da
276. É muito recomendável que para a reserva igreja, no que se refere às imagens, deve favo-
da Santíssima Eucaristia se destine uma capela recer a piedade de toda a comunidade.
adequada à adoração e oração privadas dos
fiéis.87 Onde isso não for viável, guarda-se o
Santíssimo Sacramento num lugar de honra da
igreja, devidamente ornamentado, num altar ou XII. A DISPOSIÇÃO GERAL
fora dele, conforme a arquitectura de cada igre- DO LUGAR SAGRADO
ja e de acordo com os legítimos costumes lo-
cais.88 279. Na ornamentação da igreja deve tender-
se mais para a simplicidade do que para a osten-
277. A Santíssima Eucaristia deve guardar-se tação. Na escolha dos elementos decorativos,
num único tabernáculo, inamovível e sólido, procure-se que sejam autênticos e contribuam
não transparente, e fechado de tal modo que para a formação dos fiéis e para a dignidade de
evite o mais possível todo o perigo de profana- todo o lugar sagrado.
ção. Por isso, habitualmente não deve haver em
cada igreja mais do que um sacrário.89 280. Uma conveniente disposição da igreja e
seus anexos, capaz de satisfazer realmente às
exigências do nosso tempo, requer que se aten-
XI. AS IMAGENS EXPOSTAS da, não apenas àquilo que directamente se rela-
À VENERAÇÃO DOS FIÉIS ciona com a celebração das funções sagradas,
278. De acordo com a antiquíssima tradição da mas também a tudo o que possa contribuir para
Igreja, é legítimo o costume de expor à venera- a conveniente comodidade dos fiéis, como se
ção dos fiéis, nos edifícios sagrados, imagens faz habitualmente nos lugares de reunião.
do Senhor, da bem-aventurada Virgem Maria e

87
S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 53: AAS 59 (1967), p. 568; Ritual Romano,
Sagrada Comunhão e culto do mistério eucarístico fora da Missa, ed. tip. 1973, n. 9.
88
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 54: AAS 59 (1967), p. 568; Instr. Inter
Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, n. 95: AAS 56 (1964), p. 898.
89
Cf. S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25 de Maio de 1967, n. 52: AAS 59 (1967), p. 568; Instr. Inter
Oecumenici, 26 de Setembro de 1964, n. 95: AAS 56 (1964), p. 898; S. Congr. dos Sacramentos, Instr. Nullo unquam
tempore, 28 de Maio de 1938, n. 4: AAS 30 (1938), pp. 199-200; Ritual Romano, Sagrada Comunhão e culto do mistério
eucarístico fora da Missa, ed. tip. 1973, nn. 10-11; Código de Direito Canónico, can. 938.
90
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 125.
CAPÍTULO VI

AS COISAS NECESSÁRIAS PARA A CELEBRAÇÃO DA MISSA

I. O PÃO E O VINHO recipiente, ponha vinho e água no cálice e con-


PARA CELEBRAR A EUCARISTIA sagre-o, proferindo só as palavras da narração
referentes à consagração do cálice, sem repetir
281. Seguindo o exemplo de Cristo, a Igreja as palavras referentes à consagração do pão.
utilizou sempre o pão e o vinho com água para
celebrar a Ceia do Senhor.
282. O pão para celebrar a Eucaristia deve ser II. ALFAIAS SAGRADAS EM GERAL
só de trigo, de acordo com a tradição universal
da Igreja, confeccionado recentemente e, se- 287. Tal como para a construção das igrejas,
gundo a antiga tradição da Igreja latina, pão também no que se refere às alfaias sagradas a
ázimo. Igreja admite as formas de expressão artística
283. A natureza de sinal exige que a matéria da próprias de cada região e aceita as adaptações
Eucaristia tenha o aspecto de autêntico alimen- que melhor se harmonizem com a mentalidade e
to. Convém, portanto, que o pão eucarístico, as tradições dos diversos povos, contanto que
embora ázimo e apresentando a forma tradicio- correspondam adequadamente ao uso a que se
nal, seja confeccionado de modo que o sacerdo- destinam.91
te, na Missa com participação do povo, possa Também neste sector se deve buscar com
realmente partir a hóstia em várias partes e todo o empenho aquela nobre simplicidade que
distribuí-las pelo menos a alguns dos fiéis. To- tão bem condiz com a arte verdadeira.
davia, de modo algum se excluem as hóstias 288. Nas alfaias sagradas, além dos materiais
pequenas, quando assim o exija o número dos tradicionalmente usados, podem utilizar-se ou-
comungantes ou outras razões de ordem pasto- tros que, de acordo com a mentalidade da nossa
ral. No entanto, o gesto da “fracção do pão” – época, se consideram nobres, resistentes e adap-
assim era designada a Eucaristia na época apos- tados ao uso sagrado. Nesta matéria, é à Confe-
tólica – manifesta de modo mais expressivo a rência Episcopal que compete estabelecer o
força e o valor de sinal da unidade de todos em critério para cada região.
um só pão e de sinal da caridade, pelo facto de
um só pão ser repartido entre os irmãos.
284. O vinho para celebrar a Eucaristia deve III. OS VASOS SAGRADOS
ser de uvas, “fruto da videira” (cf. Lc 22, 18),
natural e puro, quer dizer, sem qualquer mistura
289. Entre os objectos requeridos para a cele-
de substâncias estranhas.
bração da Eucaristia, merecem cuidado particu-
285. Tenha-se grande cuidado em que o pão e lar os vasos sagrados e, entre eles, o cálice e a
o vinho destinados à Eucaristia se conservem patena, que servem para oferecer, consagrar e
em perfeito estado, isto é, que nem o vinho se comungar o pão e o vinho.
azede nem o pão se estrague ou endureça tanto
290. Os vasos sagrados devem ser fabricados
que se torne difícil parti-lo.
de materiais sólidos e que sejam nobres, segun-
286. Se depois da consagração ou no momento do o modo de sentir de cada região. Nisto, o
da Comunhão o sacerdote advertir que, no cáli- critério compete à Conferência Episcopal. No
ce, em vez de vinho estava água, deite esta num entanto, dê-se preferência aos materiais que não
quebram facilmente nem se corrompem.

91
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 128; S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum mysterium, 25
de Maio de 1967, n. 24: AAS 59 (1967), p. 854.
60 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

291. A copa dos cálices e outros vasos sagra- cingida à cintura por um cíngulo, a não ser que,
dos destinados a conter o Sangue do Senhor pelo seu feitio, ela se ajuste ao corpo sem
deve ser de material que não absorva os líqui- necessidade de cíngulo. Se a alva não cobrir
dos. O pé do cálice pode ser de outra matéria perfeitamente o traje comum em volta do pesco-
sólida e digna. ço, pôr-se-á o amito antes de a vestir. A alva não
pode ser substituída pela sobrepeliz quando se
292. Os vasos sagrados destinados a receber as deve vestir a casula ou a dalmática, nem quando
hóstias – como a patena, a píxide, a caixa- se usa a estola em vez da casula ou da dalmática.
cibório, a custódia e semelhantes – podem ser
fabricados com outros materiais particularmen- 299. A veste própria do sacerdote celebrante,
te apreciados em cada região, por exemplo, o para a Missa e outras funções sagradas com ela
marfim ou certas madeiras muito duras, contan- directamente ligadas, salvo indicação em con-
to que sejam adequadas para o uso sagrado. trário, é a “planeta” ou casula, que se veste
sobre a alva e a estola.
293. Para a consagração das hóstias, é conve-
niente usar uma única patena, de certo tamanho, 300. A veste própria do diácono é a dalmática,
que possa conter o pão para a Comunhão não só que se veste sobre a alva e a estola.
do sacerdote mas também dos ministros e dos
fiéis. 301. Os ministros de grau inferior ao diácono
podem vestir a alva ou outra veste legitimamen-
294. Os vasos sagrados de metal são normal- te aprovada em cada região.
mente dourados por dentro, se o metal é oxidável;
se forem de metal inoxidável ou mais precioso 302. O sacerdote põe a estola em volta do
que o ouro, não é preciso dourá-los. pescoço, deixando-a cair diante do peito. O
diácono põe a estola a tiracolo, deixando-a cair
295. Quanto à forma dos vasos sagrados, com- do ombro esquerdo, sobre o peito, e prendendo-
pete ao artista fabricá-los do modo que melhor a do lado direito do corpo.
se coadune com os costumes de cada região,
contanto que sejam adequados ao uso litúrgico 303. O pluvial, ou capa de asperges, é usado
a que se destinam. pelo sacerdote nas procissões e outras funções
sagradas, segundo as rubricas próprias de cada
296. Para a bênção dos vasos sagrados, sigam- rito.
se os ritos prescritos nos livros litúrgicos.
304. Quanto à forma das vestes sagradas, as
Conferências Episcopais têm o poder de definir
e propor à Sé Apostólica as adaptações que
IV. AS VESTES SAGRADAS entendam corresponder melhor às necessidades
e costumes de cada região.92
297. Na Igreja, Corpo de Cristo, nem todos os
membros desempenham as mesmas funções. A 305. Na confecção das vestes sagradas, além
diversidade de ministérios na celebração do das matérias tradicionalmente usadas, é permi-
culto sagrado é significado externamente pela tido o uso de fibras naturais próprias de cada
diversidade das vestes sagradas, as quais, por região, bem como de fibras artificiais, contanto
isso, são sinal distintivo da função própria de que estejam de harmonia com a dignidade da
cada ministro. Além do seu significado, as ves- acção sagrada e da pessoa. Nisto, o critério
tes contribuem para o decoro da acção sagrada. compete à Conferência Episcopal. 93

298. A veste sagrada comum a todos os minis- 306. A beleza e nobreza da veste sagrada deve
tros, seja qual for o seu grau, é a alva, que será buscar-se e pôr-se em relevo mais pela forma e
pela matéria de que é feita do que pela abundân-

92
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 128.
93
Ibid.
AS COISAS NECESSÁRIAS PARA A CELEBRAÇÃO DA MISSA 61

cia de ornamentação. Os ornamentos podem f) Pode usar-se a cor de rosa nos Domin-
apresentar figuras, imagens ou símbolos, que gos “Gaudete” (III do Advento) e “Laetare” (IV
indiquem o uso sagrado das vestes, excluindo da Quaresma).
tudo o que possa destoar deste uso. As Conferências Episcopais podem de-
terminar e propor à Sé Apostólica as adaptações
307. A diversidade de cores dos paramentos que entenderem mais conformes com as neces-
tem por finalidade exprimir externamente de sidades e a mentalidade dos diversos povos.
modo mais eficaz, por um lado, o carácter pecu-
liar dos mistérios da fé que se celebram e, por 309. Nos dias mais solenes podem usar-se pa-
outro, o sentido progressivo da vida cristã ao ramentos mais preciosos, ainda que não sejam
longo do ano litúrgico. da cor do dia.

308. Quanto à cor dos paramentos, mantenha- 310. As Missas rituais celebram-se com para-
se o uso tradicional, isto é: mentos da cor própria, branca ou festiva. As
Missas para várias necessidades celebram-se
a) Usa-se a cor branca nos Ofícios e com paramentos da cor do dia ou do Tempo, ou
Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor. então roxa se se trata de celebrações de carácter
Além disso: nas festas e memórias do Senhor, penitencial, como por ex., as Missas para o
excepto as da Paixão; nas festas e memórias da tempo de guerra ou revoluções, em tempo de
bem-aventurada Virgem Maria, dos Anjos, dos fome, para a remissão dos pecados. As Missas
Santos não Mártires, na festa de Todos os San- votivas celebram-se com paramentos da cor
tos (1 de Novembro), de S. João Baptista (24 de correspondente à Missa celebrada ou da cor do
Junho), de S. João Evangelista (27 de Dezem- dia ou do Tempo.
bro), da Cadeira de S. Pedro (22 de Fevereiro) e
da Conversão de S. Paulo (25 de Janeiro).
b) Usa-se a cor vermelha no Domingo da V. OUTRAS ALFAIAS
Paixão (ou de Ramos) e na Sexta-Feira da Se- DESTINADAS AO USO DA IGREJA
mana Santa, no Domingo do Pentecostes, nas
celebrações da Paixão do Senhor, nas festas 311. Além dos vasos sagrados e das vestes
natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas sagradas, para os quais está prescrita determi-
celebrações dos Santos Mártires. nada matéria, todas as outras alfaias destinadas
c) Usa-se a cor verde nos Ofícios e Missas ao uso litúrgico, ou a qualquer título admitidas
do Tempo Comum. na igreja, devem ser dignas e adequadas ao fim
d) Usa-se a cor roxa no Tempo do Adven- a que se destinam.
to e da Quaresma; pode usar-se também nos
Ofícios e Missas de defuntos. 312. Tenha-se grande cuidado em respeitar,
mesmo nos objectos de menor importância, as
e) Pode usar-se a cor preta nas Missas de
exigências da arte, aliando sempre a limpeza a
defuntos.
uma nobre simplicidade.
CAPÍTULO VII

A ESCOLHA DA MISSA E DAS SUAS PARTES

313. A eficácia pastoral da celebração aumen- 316. Nas memórias facultativas:


tará certamente, se a escolha das leituras, ora-
ções e cânticos se fizer, quanto possível, de a) Nos dias feriais do Advento de 17 a 24
modo a corresponder às necessidades, à forma- de Dezembro, na Oitava do Natal e nos dias
ção espiritual e à mentalidade dos que nela feriais da Quaresma (exceptuando a Quarta-
tomam parte. Isto consegue-se, usando criterio- Feira de Cinzas e a Semana Santa), o sacerdote
samente a múltipla liberdade de escolha que a celebra a Missa do dia litúrgico ocorrente; toda-
seguir se descreve. via, se nesses dias ocorre no calendário geral
Por isso, no ordenamento da Missa o uma memória, pode tomar a oração colecta
sacerdote deve atender mais ao bem espiritual da dessa memória (excepto na Quarta-Feira de
comunidade do que aos seus gostos pessoais. Cinzas e Semana Santa).
Lembre-se, além disso, de que convém fazer a b) Nos dias feriais do Advento antes do
escolha das partes da Missa de comum acordo dia 17 de Dezembro, nos dias feriais do Natal,
com os ministros e as outras pessoas chamadas a do dia 2 de Janeiro em diante, e nos dias feriais
desempenhar algum ministério na celebração, do Tempo Pascal, o sacerdote pode celebrar, à
sem excluir os próprios fiéis, naquilo que mais escolha, ou a Missa da féria ou a Missa do Santo
directamente lhes diz respeito. ou de um dos Santos de que se faz memória, ou
Dado que é muito ampla esta faculdade de ainda a Missa de um Santo mencionado naquele
escolha das diversas partes da Missa, é necessá- dia no Martirológio.
rio que, antes da celebração, o diácono, os
c) Nos dias feriais do Tempo Comum, o
leitores, o salmista, o cantor, o comentador e a
sacerdote pode escolher ou a Missa da féria, ou
schola, saibam perfeitamente, cada um pela
parte que lhe cabe, quais os textos que vão ser a Missa de uma memória facultativa ocorrente,
utilizados, não deixando nada à improvisação. ou a Missa de um Santo mencionado naquele dia
Com efeito, a harmónica ordenação dos ritos no Martirológio, ou ainda uma das Missas para
contribui grandemente para dispor o espírito dos diversas circunstâncias ou uma Missa votiva.
fiéis a participar na Eucaristia. Sempre que celebre a Missa com partici-
pação do povo, o sacerdote deve atender acima
de tudo ao bem espiritual dos fiéis, evitando
I. A ESCOLHA DA M ISSA impor-lhes os seus gostos pessoais. Tenha espe-
cial cuidado, sobretudo, em não deixar de modo
habitual e sem motivo suficiente as leituras
314. Nas solenidades, o sacerdote é obrigado a indicados para cada dia no Leccionário Ferial,
conformar-se com o calendário da igreja em que
recordando que a vontade da Igreja é apresentar
celebra.
aos fiéis, mais abundantemente, a mesa da pala-
315. Nos domingos, nos dias feriais do Adven- vra de Deus.94
to, do Natal, da Quaresma e do Tempo Pascal, Pela mesma razão, deve ser moderado no
nas festas e memórias obrigatórias: uso das Missas de defuntos, tanto mais que toda
e qualquer Missa é oferecida pelos vivos e pelos
a) se a Missa é celebrada com participa- defuntos, e em todas as Orações Eucarísticas se
ção do povo, o sacerdote deve seguir o calendá- faz memória dos defuntos.
rio da igreja em que celebra; Quando ocorre uma memória facultativa
b) se a Missa é celebrada sem participa- da bem-aventurada Virgem Maria ou dum San-
ção do povo, o sacerdote pode escolher ou o
to, particularmente venerada pelos fiéis, cele-
calendário da igreja em que celebra ou o seu
calendário próprio.

94
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 51.
INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO 63

bra-se pelo menos uma Missa dessa memória, a 320. Para as Missas em que se insere a celebra-
fim de satisfazer à legítima piedade dos fiéis. ção de certos Sacramentos ou Sacramentais, ou
Quando há possibilidade de escolha entre que são celebradas em circunstâncias peculia-
uma memória do calendário geral e outra do res, fez-se uma selecção especial de textos da
calendário diocesano ou religioso, em igualda- Sagrada Escritura.
de de circunstâncias, de acordo com a tradição Estes Leccionários foram compostos para
deve dar-se preferência à memória do calendá- que os fiéis, através da audição de uma leitura
rio particular. mais apropriada, compreendam melhor o misté-
rio em que tomam parte e adquiram maior esti-
ma pela palavra de Deus.
Por isso, os textos a proferir na assem-
II. A ESCOLHA DAS PARTES DA MISSA bleia litúrgica devem ser escolhidos tendo em
vista, por um lado, a utilidade pastoral, por
317. No que se refere à escolha das partes da outro, a liberdade de escolha para cada caso.
Missa, observem-se as normas seguintes:

As orações
As leituras
321. O grande número de prefácios com que
318. Para os domingos e dias festivos estão está enriquecido o Missal Romano tem como
assinaladas três leituras, isto é, do Profeta, do finalidade apresentar sob diversas perspectivas
Apóstolo e do Evangelho. Desta forma o povo especiais o tema da acção de graças próprio da
cristão é levado a conhecer a continuidade da Oração Eucarística e a pôr em relevo os vários
obra da salvação segundo a admirável pedago- aspectos do mistério da salvação.
gia divina.
Por isso interessa muito que se façam 322. Na escolha da Oração Eucarística tenham-
realmente as três leituras. Todavia, se por moti- se em conta as seguintes normas:
vos de ordem pastoral a Conferência Episcopal
assim o decidir, pode ser autorizado nalguns a) A Oração Eucarística I, ou Cânone
casos o uso de duas leituras apenas. Neste caso, Romano, pode usar-se sempre; mas é mais indi-
tendo de se fazer a escolha entre as duas primei- cado nos dias que têm um Communicantes
ras, devem ter-se presentes as normas indicadas (Em comunhão com toda a Igreja) próprio, ou
no Leccionário e a preocupação de conduzir os nas Missas com Hanc igitur (Aceitai benigna-
fiéis a um conhecimento mais profundo da Sa- mente, Senhor) próprio, bem como nas festas
grada Escritura. Em caso algum se deve ceder ao dos Apóstolos e dos Santos nela mencionados;
critério de escolher unicamente o texto mais e ainda aos domingos, a não ser que, por moti-
breve ou mais fácil. vos de ordem pastoral, pareça preferível outra
Oração Eucarística.
319. O Leccionário Ferial contém as leituras b) A Oração Eucarística II, pelas suas
para cada dia da semana, ao longo de todo o ano. características especiais, é mais indicada para
Em princípio, estas leituras devem ler-se nos os dias feriais ou em circunstâncias peculiares.
dias em que vêm indicadas, a não ser que ocorra Embora tenha prefácio próprio, pode usar-
uma solenidade ou uma festa. se com outros prefácios, especialmente com
Quando, por motivo de alguma festa ou aqueles que apresentam a história da salvação
celebração especial, nalgum dia se interromper a em forma sintética, p. ex., os prefácios dos
leitura contínua, o sacerdote, tendo presente a domingos do Tempo Comum ou os prefácios
ordem das leituras para o decurso da semana, comuns.
pode juntar com outras as que seriam omitidas Se a Missa é celebrada por um defunto,
ou escolher os textos que preferir. pode inserir-se no lugar próprio, antes do
Nas Missas para grupos especiais, o sa- Lembrai-Vos também dos nossos irmãos
cerdote pode escolher os formulários que me- (Memento etiam), a fórmula especial pelo
lhor se adaptem a essa celebração particular, defunto.
contanto que os textos sejam tomados de entre
os que vêm no Leccionário aprovado.
64 A ESCOLHA DA MISSA E DAS SUAS PARTES

c) A Oração Eucarística III pode dizer-se do Tempo Comum, ou ainda uma das orações
com qualquer prefácio. Usa-se de preferência “para várias necessidades” propostas no Mis-
nos domingos e nas festas. sal. Também é permitido tomar destas Missas
Também nesta Oração se pode usar a apenas a oração colecta.
fórmula própria por um defunto, inserindo-a na Com esta possibilidade de variar os tex-
altura própria, isto é, a seguir às palavras Re- tos, dá-se oportunidade não só de renovar con-
conduzi a Vós, Pai de misericórdia todos os tinuamente os temas de oração da assembleia
vossos filhos dispersos (Omnesque filios tuos litúrgica, mas também de adaptar melhor a ora-
ubique dispersos, tibi, clemens Pater, ção às necessidades concretas dos fiéis, da Igre-
miseratus coniunge). ja e do mundo, conforme as circunstâncias. Para
d) A Oração Eucarística IV tem prefácio os tempos mais importantes do ano litúrgico essa
invariável e apresenta uma síntese mais com- adaptação já está feita, com as orações próprias
pleta da história da salvação. Pode usar-se sem- desses tempos, como vêm indicados no Missal
pre que a Missa não tem prefácio próprio. para cada dia da semana.
Dada a estrutura desta Oração, não pode
inserir-se nela uma fórmula especial por um Os Cânticos
defunto.
e) Uma Oração Eucarística com prefácio 324. Na escolha dos cânticos entre as leituras,
próprio pode dizer-se com esse prefácio, mes- bem como dos cânticos de entrada, do ofertório
mo quando as rubricas indicam um prefácio do e da comunhão, devem seguir-se as normas
Tempo. estabelecidas no capítulo que a eles se refere.
323. Em todas as Missas, salvo indicação em
contrário, dizem-se as orações que lhes são Faculdades particulares
próprias.
Todavia, nas Missas das memórias diz-se 325. Além da faculdade de escolher os textos
a oração colecta própria ou a do Comum; as mais adequados, de que se fala nos números
orações sobre as oblatas e depois da comunhão, anteriores, as Conferências Episcopais têm a
se não são próprias, podem ser as do Comum ou faculdade de indicar, em circunstâncias especi-
da féria do Tempo. ais, certas adaptações que se podem fazer no
Nos dias feriais do Tempo Comum po- que se refere às leituras, contanto que os textos
dem-se dizer não somente as orações do domin- escolhidos sejam do Leccionário devidamente
go anterior, mas as de qualquer outro domingo aprovado.
CAPÍTULO VIII

MISSAS E ORAÇÕES PARA DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS E


MISSAS DE DEFUNTOS

I. M ISSAS E ORAÇÕES 330. As Missas rituais são proibidas nos do-


PARA DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS mingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa,
nas solenidades, na Oitava da Páscoa, na Come-
326. Porque a liturgia dos Sacramentos e dos moração de Todos os Fiéis Defuntos, na Quarta-
Sacramentais oferece aos fiéis devidamente dis- Feira de Cinzas e na Semana Santa, devendo
postos a possibilidade de santificar quase todos ainda ter-se em conta as normas indicadas nos
os acontecimentos da vida por meio da graça livros rituais e nas Missas respectivas.
que brota do mistério pascal,95 e porque a Euca-
ristia é o Sacramento dos Sacramentos, o Missal 331. De entre as Missas para várias necessida-
apresenta formulários de Missas e de orações des, pode a autoridade competente escolher
que podem ser utilizados nas diversas circuns- Missas apropriadas para as súplicas que a Con-
tâncias da vida cristã, pelas necessidades do ferência Episcopal tiver estabelecido no decur-
mundo inteiro ou pelas necessidades da Igreja so do ano.
universal e local.
332. No caso de uma necessidade particular-
327. Tendo em conta a ampla faculdade de mente grave ou de utilidade pastoral pode cele-
escolher as leituras e as orações, convém que as brar-se uma Missa apropriada, por ordem ou
Missas “para diversas circunstâncias” sejam com licença do Ordinário do lugar, em qualquer
usadas com moderação, isto é, quando o exigem dia, excepto nas solenidades, nos domingos do
razões de verdadeira conveniência pastoral. Advento, Quaresma e Páscoa, nos dias dentro
da Oitava da Páscoa, na Comemoração de To-
328. Em todas as Missas “para diversas cir- dos os Fiéis Defuntos, na Quarta-Feira de Cin-
cunstâncias”, salvo indicações expressas em zas e nos dias feriais da Semana Santa.
contrário, podem usar-se as leituras da féria,
com os respectivos cânticos intercalares, con- 333. Nos dias em que ocorre uma memória
tanto que sejam adequadas à celebração. obrigatória ou uma féria do Advento até 16 de
Dezembro, do Tempo do Natal de 2 de Janeiro
329. As Missas “para diversas circunstâncias” em diante, ou do Tempo Pascal depois da Oitava
são de três espécies: da Páscoa, são proibidas as Missas para diver-
sas necessidades e as Missas votivas. No entan-
a) Missas rituais, que estão ligadas à to, se uma verdadeira necessidade ou a utilidade
celebração de certos Sacramentos ou Sacra- pastoral o exige, pode, a juízo do reitor da igreja
mentais. ou até do sacerdote celebrante, celebrar-se na
b) Missas para várias necessidades, que Missa com participação do povo o formulário
se usam em determinados casos, quer ocasio- correspondente a essa necessidade ou utilidade
nalmente, quer em tempos fixos. pastoral.
c) Missas votivas, escolhidas livremente
para satisfazer à piedade dos fiéis pela comemo- 334. Nos dias feriais do Tempo Comum em
ração dos mistérios do Senhor, ou em honra da que ocorre uma memória facultativa ou se diz o
bem-aventurada Virgem Maria ou de um Santo Ofício da féria, é permitido celebrar qualquer
ou de Todos os Santos. Missa “para várias circunstâncias”, exceptuan-
do as Missas rituais.

95
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 61.
66 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

II. MISSAS DE DEFUNTOS qualquer género de elogio fúnebre. Recomen-


da-se que se faça também homilia nas outras
335. A Igreja oferece pelos defuntos o sacrifí- Missas de defuntos celebradas com participa-
cio eucarístico da Páscoa de Cristo, a fim de ção do povo.
que, pela mútua comunhão entre todos os mem-
bros do Corpo de Cristo, se alcance para uns o 339. Exortem-se os fiéis, particularmente os
auxílio espiritual e para outros consolação e parentes do defunto, a participarem pela Comu-
esperança. nhão no sacrifício eucarístico oferecido pelo
defunto.
336. Entre as Missas de defuntos está em pri-
meiro lugar a Missa exequial, que pode cele- 340. Quando a Missa exequial se liga directa-
brar-se todos os dias, excepto nas solenidades mente com o rito dos funerais, omite-se o rito de
de preceito, na Quinta-Feira da Semana Santa, conclusão: terminada a oração depois da Comu-
no Tríduo Pascal e nos domingos do Advento, nhão, segue-se o rito da última encomendação
Quaresma e Tempo Pascal. ou da despedida, que só terá lugar se está pre-
sente o cadáver.
337. A Missa de defuntos “depois de recebida
a notícia da morte” de uma pessoa, ou no dia da 341. No ordenamento das partes variáveis da
sepultura definitiva ou no primeiro aniversário, Missa de defuntos (p. ex., orações, leituras,
pode celebrar-se também nos dias dentro da oração universal), sobretudo na Missa exequial,
Oitava do Natal, nos dias em que ocorre uma deve atender-se obviamente às razões de ordem
memória obrigatória ou uma féria, menos na pastoral, tendo em consideração a pessoa do
Quarta-Feira de Cinzas e Semana Santa. defunto, a sua família e as pessoas presentes.
As outras Missas de defuntos, isto é, as Os pastores de almas tenham especial-
Missas “quotidianas”, podem celebrar-se nos mente em conta aquelas pessoas que por ocasião
dias feriais do Tempo Comum em que ocorre dos funerais assistem às celebrações litúrgicas e
uma memória facultativa ou se diz o Ofício da ouvem o Evangelho, mas ou não são católicos,
féria, contanto que sejam efectivamente aplica- ou são católicos que nunca ou quase nunca
das pelos defuntos. tomam parte na celebração da Eucaristia, ou
parecem até terem perdido a fé. Lembrem-se os
338. Na Missa exequial deve fazer-se normal- sacerdotes que são ministros do Evangelho de
mente uma breve homilia, excluindo porém Cristo para todos os homens.
NORMAS GERAIS
SOBRE O ANO LITÚRGICO E O CALENDÁRIO
CARTA APOSTÓLICA

DADA EM FORMA DE “MOTU PROPRIO” PELA QUAL SE APROVAM AS


NORMAS GERAIS SOBRE O ANO LITÚRGICO
E O NOVO CALENDÁRIO ROMANO

PAULO PP. VI

A celebração do mistério pascal, como Quaresma. No mesmo sentido, o Nosso


claramente ensina o Concílio Vaticano II, Predecessor Pio XII, de feliz memória, de-
constitui o momento privilegiado do culto cretou 3 para a Igreja Ocidental a restauração
cristão, no seu desenvolvimento quotidiano, da solene vigília da Noite Pascal, na qual o
semanal e anual. Por isso, na reforma do ano povo de Deus, celebrando os Sacramentos
litúrgico segundo as normas dadas pelo Con- da iniciação cristã, renova a sua aliança
cílio,1 é necessário que se dê o maior relevo espiritual com Cristo, o Senhor ressuscitado.
ao mistério pascal de Cristo, quer no ordena- Estes Sumos Pontífices, seguindo os
mento do Próprio do Tempo e dos Santos, ensinamentos dos Santos Padres e a tradição
quer na revisão do Calendário romano. da Igreja católica, estavam convencidos recta-
mente que a celebração do ano litúrgico não
é somente a recordação dos factos pelos
I quais Jesus Cristo, com a sua morte, nos
trouxe a salvação, nem a simples evocação de
No decorrer dos séculos, a multipli- acontecimentos do passado, apresentados à
cação das festas, das vigílias e das oitavas, e meditação dos fiéis para deles colherem
a progressiva interpenetração das várias ensinamentos e alimento espiritual, mas en-
partes do ano litúrgico, levaram os fiéis a sinavam que a celebração do ano litúrgico
pôr em prática, por vezes, certas formas tem valor e eficácia sacramental para o
peculiares de exercícios de piedade que, de progresso da vida cristã.4 É isto mesmo que
algum modo, lhes desviava o espírito dos Nós próprio sentimos e professamos.
mistérios fundamentais da Redenção divina. Por isso, é com toda a razão e proprie-
São conhecidas as disposições tomadas dade que, ao celebrarmos o mistério do nas-
neste campo pelos Nossos Predecessores cimento de Cristo 5 e a sua manifestação ao
S. Pio X e João XXIII, de feliz memória, mundo, pedimos que reconhecendo-O exte-
para restituir ao domingo a sua dignidade riormente semelhante a nós, sejamos por
originária, de modo a ser considerado por Ele interiormente renovados; 6 e quando ce-
todos como o dia de festa primordial,2 e lebramos a Páscoa de Cristo, pedimos a
para restaurar a celebração litúrgica da Deus por aqueles que renasceram com Cristo,

1
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 102-111: AAS 56 (1964), pp. 125-128.
2
Cf. ibid., n. 106: AAS 56 (1964), p. 126.
3
Cf. S. Congr. dos Ritos, Decr. Dominicae Resurrectionis, 9 de Fevereiro de 1951: AAS 43 (1951), pp. 128-129.
4
S. Congr. dos Ritos. Decr. geral Maxima Redemptionis nostrae mysteria, 16 de Novembro de 1955: AAS 47
(1955), p. 839.
5
S. Leão Magno, Sermão XXVII sobre o Natal do Senhor 7, 1: PL 54, 216.
6
Cf. Missal Romano, Oração da festa do Baptismo do Senhor.
70 CARTA APOSTÓLICA DO PAPA PAULO VI

para que sejam fiéis na vida ao sacramento nado. Por isso o santo Concílio justamente
que pela fé receberam.7 Com efeito – segundo decretou: Para que as festas dos Santos não
as próprias palavras do Concílio Ecuménico prevaleçam sobre as festas que comemoram
Vaticano II – a Igreja, ao recordar os misté- os mistérios da salvação, muitas delas
rios da redenção, oferece aos fiéis as rique- ficarão a ser celebradas só por uma Igreja
zas das acções e os merecimentos do seu particular ou nação ou família religiosa,
Senhor, de tal modo que os torna como que estendendo-se a toda a Igreja apenas as que
presentes em todo o tempo, para que os fiéis, recordam Santos de importância verdadei-
em contacto com eles, se encham da graça ramente universal.14
da salvação.8 Para dar cumprimento a estas determi-
Por isso a reforma do ano litúrgico e nações do Concílio Ecuménico, foram ex-
suas normas correspondentes não tem outra cluídos do Calendário universal os nomes de
finalidade senão conseguir que os fiéis, pela alguns Santos e foi concedida a faculdade de
fé, esperança e caridade, entrem em recuperar convenientemente a memória e o
comunhão mais viva com todo o mistério de culto de outros Santos nas regiões em que
Cristo, que se vai desenrolando ao longo do são particularmente venerados. Deste modo,
ano.9 foram suprimidos do Calendário Romano os
nomes de alguns Santos não conhecidos
universalmente e foram inseridos nele os
II nomes de alguns Mártires originários de
países de evangelização mais recente; assim,
A este mistério de Cristo não se opõem vemos figurar, com igual dignidade, no
as festas da bem-aventurada Virgem Maria, mesmo catálogo, representantes de todos os
indissoluvelmente unida à obra de seu povos, ou porque derramaram o seu sangue
Filho,10 e as memórias dos Santos, entre as por Cristo, ou porque foram insignes pelas
quais se assinalam as festas (“natalícia”) suas virtudes extraordinárias.
dos nossos senhores, os Mártires e Vence- Por isso, estamos convencidos de que
dores,11 festas que brilham com especial o novo Calendário geral, elaborado para o
esplendor. De facto, as festas dos Santos rito latino, está mais em harmonia com os
proclamam as maravilhas de Cristo nos critérios da piedade e sensibilidade do nosso
seus servos e propõem aos fiéis oportunos tempo e reflecte mais adequadamente a
exemplos a imitar. 12 A Igreja católica universalidade da Igreja; efectivamente,
sempre considerou que as festas dos Santos passam a figurar nele os nomes dos santos
proclamam e renovam o mistério pascal mais insignes, que se apresentam a todo o
de Cristo. 13 povo de Deus como exemplos admiráveis de
Não se pode contudo negar que no santidade praticada nas mais diversas formas.
decorrer dos séculos, as festas dos Santos É supérfluo dizer o proveito espiritual que
foram aumentando em número desproporcio- isto representa para todos os cristãos.

7
Cf. Missal Romano, Oração da Segunda-Feira da Oitava da Páscoa.
8
Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 102: AAS 56 (1964), p. 125.
9
Cf. ibid.
10
Ibid., n. 103.
11
Cf. Breviarium Syriacum (sec. V), ed. B. Mariani, Roma 1956, p. 27.
12
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 111: AAS 56 (1964), p. 127.
13
Cf. ibid., n. 104, p. 125 s.
14
Cf. ibid., n. 111, p. 127.
MISTÉRIO PASCAL 71

Tendo ponderado com a máxima Tudo o que é estabelecido por esta


atenção diante do Senhor todas estas ra- Nossa Carta “motu proprio”, mandamos que
zões, com a Nossa Autoridade Apostólica seja considerado válido e confirmado, não
aprovamos o novo Calendário Romano obstante qualquer disposição em contrário
geral, composto pelo “Consilium para a nas Constituições e Ordenações Apostólicas
aplicação da Constituição sobre a sagrada dadas pelos Nossos Predecessores ou quais-
Liturgia”, bem como as normas gerais refe- quer outras prescrições, ainda que dignas de
rentes ao ordenamento do ano litúrgico, para especial menção ou derrogação.
que entrem em vigor no dia 1 de Janeiro de Dado em Roma, junto de S. Pedro, no
1970, de acordo com os decretos que serão dia 14 de Fevereiro de 1969, sexto ano do
publicados pela Sagrada Congregação dos nosso Pontificado.
Ritos conjuntamente com o “Consilium”, até
que seja editado o novo Missal e o novo
Breviário. PAULO PP. VI
72

NORMAS GERAIS SOBRE


O ANO LITÚRGICO E O CALENDÁRIO

CAPÍTULO I

O ANO LITÚRGICO

1. A Santa Igreja celebra a memória O dia litúrgico começa à meia noite e


sagrada da obra de salvação de Cristo, em termina na meia noite seguinte. Mas a
dias determinados, ao longo do ano. Em celebração do domingo e das solenidades
cada semana, no dia a que foi dado o nome começa na tarde do dia precedente.
de “domingo”, comemora a Ressurreição
do Senhor, que é celebrada também em cada
ano, juntamente com a sua bem-aventurada II. O domingo
Paixão, na grande solenidade da Páscoa. No
decurso do ano, explana todo o mistério de 4. No primeiro dia da semana, chamado
Cristo e comemora também os dias natalícios “dia do Senhor” ou “domingo”, a Igreja, por
dos Santos. tradição apostólica que vem do próprio
dia da Ressurreição de Cristo, celebra o
Nos diversos tempos do ano, seguindo
mistério pascal. Por isso o domingo deve
a prática que vem da tradição, a Igreja com-
considerar-se como o dia de festa primordial.3
pleta a formação dos fiéis por meio de
piedosos exercícios espirituais e corporais, 5. Pela sua peculiar importância, o do-
por meio da instrução, da oração, das obras mingo cede a sua celebração somente às
de penitência e de misericórdia.1 solenidades e às festas do Senhor. Mas os
domingos do Advento, da Quaresma e da
2. Os princípios aqui enunciados podem
Páscoa têm a precedência sobre todas as
e devem aplicar-se tanto ao rito romano
festas do Senhor e sobre todas as solenidades.
como aos outros ritos. As normas práticas,
As solenidades que coincidem com estes
porém, referem-se apenas ao rito romano, a
domingos são transferidos para a segunda-
não ser que se trate de matérias que, por sua
natureza, afectem também os outros ritos.2 -feira seguinte, excepto quando se trata de
ocorrência no Domingo de Ramos ou no
Domingo da Ressurreição do Senhor.
TÍTULO I: OS DIAS LITÚRGICOS 6. O domingo exclui, por princípio, a
afixação perpétua de qualquer outra cele-
I. O dia litúrgico em geral bração. Contudo:
3. Cada dia é santificado com celebra- a) no domingo dentro da Oitava do Natal,
ções litúrgicas do povo de Deus, de modo celebra-se a festa da Sagrada Família;
particular com o Sacrifício eucarístico e o b) no domingo a seguir ao dia 6 de Janeiro,
Ofício divino. celebra-se a festa do Baptismo do Senhor;

1
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 102-105: AAS 56 (1964), pp. 125-126.
2
Ibid. n. 3: AAS 56 (1964), p. 98.
3
Ibid., n. 106: AAS 56 (1964), p. 126.
NORMAS GERAIS 73

c) no domingo a seguir ao Pentecostes 11. As solenidades são os dias principais.


celebra-se a solenidade da Santíssima A sua celebração inicia-se com as Vésperas
Trindade; I no dia anterior. Algumas solenidades têm
d) no último domingo do Tempo Comum, também Missa própria da vigília, que se
celebra-se a solenidade de Nosso Senhor utiliza na tarde do dia anterior, se a Missa se
Jesus Cristo, Rei do Universo. celebra nas horas vespertinas.
7. Nos lugares em que as solenidades da 12. A celebração da Páscoa e do Natal,
Epifania, da Ascensão e do Santíssimo que são as principais solenidades, prolon-
Corpo e Sangue de Cristo não são dia santo gam-se durante os oito dias seguintes.
de guarda, essas solenidades transferem-se Estas duas oitavas regem-se por normas
para o domingo, do seguinte modo: próprias.
a) a Epifania celebra-se no domingo que 13. As festas celebram-se dentro do limite
ocorre entre os dias 2 e 8 de Janeiro; do dia natural; não têm, portanto, Vésperas
b) a Ascensão, no domingo VII da Páscoa; I, a não ser que se trate de festas do Senhor
c) a solenidade do santíssimo Corpo e que coincidem com um domingo do Tempo
Sangue de Cristo, no domingo a seguir à Comum ou do Tempo do Natal; neste caso
Santíssima Trindade. substituem o Ofício do domingo.
14. As memórias são obrigatórias ou
facultativas; a sua celebração ordena-se com
a das férias ocorrentes, segundo as normas
III. As solenidades, as festas descritas nas Instruções gerais do Missal
e as memórias Romano e da Liturgia das Horas.
As memórias obrigatórias que coin-
8. A Igreja, ao mesmo tempo que celebra cidem com as férias da Quaresma só podem
no decurso do ano o mistério de Cristo, ser celebradas como memórias facultativas.
venera também com especial amor a Santa Quando ocorrem no mesmo dia várias
Maria, Mãe de Deus, e propõe à piedade dos memórias facultativas, só uma delas pode
fiéis a memória dos Mártires e de outros ser celebrada, omitindo as outras.
Santos.4
15. Nos sábados do Tempo Comum, em
9. Os Santos que têm projecção universal que não ocorre uma memória obrigatória,
são obrigatoriamente celebrados em toda a pode celebrar-se a memória facultativa da
Igreja. Os outros, ou são inscritos no ca- Virgem Santa Maria.
lendário para que possam ser celebrados
facultativamente, ou podem ser incluídos no
culto de alguma Igreja particular, ou de uma
nação, ou de uma família religiosa.5 IV. As férias
10. As celebrações, segundo a importância
que lhes é atribuída, distinguem-se e são 16. Os dias da semana que se seguem ao
denominadas desta forma: solenidade, festa, domingo chamam-se férias; a sua celebração
memória. difere segundo a importância de cada uma:

4
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 103-104: AAS 56 (1964), pp. 125-126.
5
Ibid., n. 111: AAS 56 (1964), p. 127.
6
Ibid., n. 102: AAS 56 (1964), p. 125.
74 O ANO LITÚRGICO

a) a Quarta-Feira de Cinzas e as férias 21. A Vigília Pascal, na noite santa em que


da Semana Santa desde a Segunda-feira à o Senhor ressuscitou, é considerada como “a
Quinta-feira inclusive têm a preferência mãe de todas as santas vigílias”, 11 na qual a
sobre todas as outras celebrações; Igreja espera em vigília a ressurreição de
b) as férias do Advento desde o dia 17 ao Cristo e a celebra nos sacramentos. Por con-
dia 24 de Dezembro inclusive e todas as seguinte, toda a celebração desta sagrada
férias da Quaresma têm a preferência sobre Vigília deve fazer-se durante a noite, de
todas as memórias obrigatórias; modo que ou comece depois do anoitecer ou
c) as outras férias cedem a sua celebração termine antes da aurora do domingo.
a todas as solenidades e festas e ordenam-se
com as memórias.

TÍTULO II: O CICLO DO ANO II. O Tempo Pascal

17. No ciclo do ano, a Igreja comemora 22. Os cinquenta dias que se prolongam
todo o mistério de Cristo, desde a Encarnação desde o domingo da Ressurreição até ao
até ao dia do Pentecostes e à expectativa da domingo do Pentecostes celebram-se na ale-
vinda do Senhor.6 gria e exultação como um único dia de festa,
melhor, como “um grande domingo”.12
I. O Tríduo pascal São os dias em que de modo especial
se canta o Aleluia.
18. O sagrado Tríduo da Paixão e Ressur- 23. Os domingos deste tempo são consi-
reição do Senhor é o ponto culminante de derados como “domingos da Páscoa”; por
todo o ano litúrgico, porque a obra da redenção isso, os domingos que se seguem ao domingo
humana e da perfeita glorificação de Deus da Ressurreição se designam domingos II,
foi realizada por Cristo especialmente no III, IV, V, VI, VII da Páscoa; este tempo
seu mistério pascal, pelo qual, morrendo sagrado dos cinquenta dias conclui-se com
destruiu a nossa morte e ressuscitando o domingo do Pentecostes.
restaurou a vida.7 A proeminência que na
semana tem o domingo tem-na no ano litúr- 24. Os oito primeiros dias do Tempo
gico a solenidade da Páscoa.8 Pascal constituem a Oitava da Páscoa e
celebram-se como solenidades do Senhor.
19. O Tríduo pascal da Paixão e Ressur-
reição do Senhor inicia-se com a Missa da 25. No quadragésimo dia a seguir à Páscoa
Ceia do Senhor, tem o seu centro na Vigília celebra-se a Ascensão do Senhor, excepto
Pascal e termina nas Vésperas do domingo nos lugares em que não é dia santo de guarda,
da Ressurreição. onde é transferido para o domingo VII da
Páscoa (cf. n. 7).
20. Na Sexta-Feira da Paixão do Senhor 9
e, conforme as circunstâncias, no Sábado 26. As férias a seguir à Ascensão, até ao
santo até à Vigília Pascal,10 celebra-se em sábado antes do Pentecostes, preparam a
toda a parte o sagrado jejum pascal. vinda do Espírito Santo Paráclito.

7
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 5: AAS 56 (1964), p. 99.
8
Cf. ibid., n. 106: AAS 56 (1964), p. 126.
9
Cf. Paulo VI, Const. Apost. Paenitemini, 17 de Fevereiro de 1966, II § 3: AAS 58 (1966), p. 184.
10
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 110: AAS 56 (1964), p. 127.
11
S. Agostinho, Sermo 219: PL 38, 1088.
12
S. Atanásio, Epist. fest. 1: PG 26, 1366.
NORMAS GERAIS 75

III. O Tempo da Quaresma 34. A Missa da Vigília do Natal celebra-se


na tarde do dia 24 de Dezembro, antes ou
27. O Tempo da Quaresma destina-se a depois das Vésperas I.
preparar a celebração da Páscoa: a liturgia No dia do Natal do Senhor, segundo a
quaresmal prepara para a celebração do mis- antiga tradição romana, podem celebrar-se
tério pascal tanto os catecúmenos, através três Missas: a da noite, a da aurora e a do dia.
dos diversos graus da iniciação cristã, como
os fiéis, por meio da recordação do Baptismo 35. O Natal do Senhor tem a sua Oitava,
e das práticas de penitência. 13 ordenada do seguinte modo:
28. O Tempo da Quaresma decorre desde a) no domingo dentro da Oitava (ou, se
a Quarta-Feira de Cinzas até à Missa da Ceia não há tal domingo, no dia 30 de Dezembro),
do Senhor exclusiva. celebra-se a festa da Sagrada Família de
Jesus, Maria e José;
Desde o início da Quaresma até à Vigília b) no dia 26 de Dezembro celebra-se a
Pascal não se diz Aleluia. festa de Santo Estêvão, Primeiro Mártir;
29. Na Quarta-Feira do início da Quaresma, c) no dia 27 de Dezembro celebra-se a
que em toda a parte é dia de jejum,14 faz-se festa de São João, Apóstolo e Evangelista;
a imposição das cinzas. d) no dia 28 de Dezembro celebra-se a
festa dos Santos Inocentes;
30. Os domingos deste Tempo são de- e) os dias 29, 30 e 31 são dias dentro da
nominados domingos I, II, III, IV, V da Oitava;
Quaresma. O sexto domingo, que inicia a f) no dia l de Janeiro, oitava do Natal,
Semana Santa, denomina-se “Domingo de celebra-se a solenidade de Santa Maria Mãe
Ramos na Paixão do Senhor”. de Deus, na qual se comemora também a
imposição do Nome de Jesus.
31. A Semana Santa destina-se a come-
morar a Paixão de Cristo desde a sua entrada 36. O domingo entre os dias 2 e 5 de
messiânica em Jerusalém. Janeiro é o Domingo II depois do Natal.
Na Quinta-Feira da Semana Santa, de
manhã, o Bispo, concelebrando a Missa com 37. A Epifania celebra-se no dia 6 de
o seu presbitério, procede à bênção dos Janeiro, excepto nos lugares em que não é
santos óleos e consagra o crisma. dia santo de guarda, onde é celebrada no
domingo que ocorre entre os dias 2 e 8 de
Janeiro (cf. n. 7).
IV. O Tempo do Natal 38. No domingo a seguir ao dia 6 de Janeiro
celebra-se a festa do Baptismo do Senhor.
32. Depois da celebração anual do mistério
pascal, nada na Igreja é mais venerável do
que a celebração do Natal do Senhor e das
suas primeiras manifestações: é o que se faz
V. O Tempo do Advento
no Tempo do Natal.
33. O Tempo do Natal decorre desde as 39. O Tempo do Advento tem dupla ca-
Vésperas I do Natal do Senhor até ao domingo racterística: é tempo de preparação para a
depois da Epifania, isto é, até ao domingo a solenidade do Natal, em que se comemora a
seguir ao dia 6 de Janeiro inclusive. primeira vinda do Filho de Deus aos homens;

13
Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 109: AAS 56 (1964), p. 127.
14
Cf. Paulo VI, Const. Apost. Paenitemini, 17 de Fevereiro de 1966, II § 3: AAS 58 (1966), p. 184.
76 O ANO LITÚRGICO

simultaneamente é tempo em que, comemo- depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até


rando esta primeira vinda, o nosso espírito à Terça-feira antes da Quaresma inclusive;
se dirige para a expectativa da segunda retoma-se na Segunda-feira a seguir ao Do-
vinda de Cristo no fim dos tempos. Por estes mingo do Pentecostes e termina antes das
dois motivos, o Advento apresenta-se-nos Vésperas I do Domingo I do Advento.
como um tempo de piedosa e alegre ex- Para os domingos e as férias deste
pectativa. tempo há uma série de formulários próprios,
que se encontram no Missal e na Liturgia das
40. O Tempo do Advento começa com as Horas.
Vésperas I do domingo que ocorre no dia 30
de Novembro ou no mais próximo a este dia
e termina antes das Vésperas I do Natal do VII. As Rogações e as Quatro Têmporas
Senhor.
41. Os domingos deste tempo denomi- 45. Nas Rogações e nas Quatro Têmporas,
nam-se domingos I, II, III, IV do Advento. a Igreja costuma orar ao Senhor pelas diversas
necessidades dos homens, especialmente
42. As férias que decorrem desde o dia 17 pelos frutos da terra e pelo trabalho humano,
ao dia 24 de Dezembro inclusive constituem e dirigir-Lhe publicamente acções de graças.
uma preparação mais directa do Natal do
Senhor. 46. Para que as Rogações e as Quatro
Têmporas se adaptem às diversas regiões e
às diversas necessidades dos fiéis, é conve-
VI. O Tempo Comum niente que as Conferências Episcopais de-
terminem o tempo e o modo de as celebrar.
43. Além dos tempos referidos, que têm Quanto à amplitude das celebrações,
características próprias, há ainda trinta e durante um ou vários dias, ou sobre a sua
três ou trinta e quatro semanas no ciclo do eventual repetição ao longo do ano, a auto-
ano, que são destinadas não a celebrar um ridade competente determinará as normas
aspecto particular do mistério de Cristo, correspondentes, tendo em conta as necessi-
mas o próprio mistério de Cristo na sua dades locais.
globalidade, especialmente nos domingos.
47. A Missa para cada um dos dias destas
Este período é denominado Tempo Comum.
celebrações escolher-se-á entre as Missas
44. O Tempo Comum começa na Segun- para diversas circunstâncias, a que melhor
da-feira a seguir ao Domingo que ocorre se adapte à intenção das súplicas.
CAPÍTULO II

O CALENDÁRIO

TÍTULO I: O CALENDÁRIO E AS CELEBRAÇÕES litúrgicos. Para não sobrecarregar exagera-


QUE NELE SERÃO INSCRITAS damente os calendários particulares, cada
Santo terá uma só celebração no ano litúrgico.
Contudo, se razões de ordem pastoral o
48. A celebração do ano litúrgico é orde- aconselharem, poderá haver uma segunda
nada pelo calendário, que é geral ou particular, celebração, em forma de memória faculta-
conforme seja determinado para todo o rito tiva, para comemorar a trasladação ou a
romano, ou para uma Igreja particular ou descoberta do corpo dos santos Patronos ou
família religiosa. Fundadores de Igrejas ou de famílias reli-
49. O calendário geral contém todo o ciclo giosas.
das celebrações, quer do mistério da salvação c) As celebrações concedidas não
no Próprio do Tempo, quer dos Santos que devem ser duplicação de outras já contidas
têm projecção universal e, portanto, são obri- no ciclo do mistério da salvação, nem mul-
gatoriamente celebrados em toda a parte, tiplicar-se em número exagerado.
quer ainda de outros Santos que manifestam 51. Embora seja conveniente que cada dio-
a universalidade e a continuidade da santi- cese tenha o seu Calendário e o seu Próprio
dade no povo de Deus. do Ofício e das Missas, nada obsta a que se
Os calendários particulares contêm as organizem Calendários e Próprios comuns
celebrações mais próprias, organicamente para toda uma província, região ou nação,
inseridas no ciclo geral. É justo, efectiva- ou até para um território mais amplo, prepa-
mente, que cada Igreja ou família religiosa rados, em mútua colaboração por aqueles a
venere com culto especial os Santos que por quem são destinados.
motivos peculiares lhe são próprios. Este princípio pode ser aplicado ana-
Os calendários particulares são orga- logamente aos Calendários dos religiosos
nizados pela autoridade competente e apro- para diversas províncias do mesmo território.
vados pela Sé Apostólica.
52. O Calendário particular é organizado
50. Na organização dos calendários parti- inserindo no Calendário geral as solenidades,
culares devem ter-se presentes as seguintes festas e memórias próprias, isto é:
normas:
a) No Calendário diocesano, além das
a) O Próprio do Tempo, isto é, o ciclo celebrações dos Padroeiros e da Dedicação
dos tempos, das solenidades e festas que da igreja catedral, os Santos e Beatos par-
comemoram o mistério da Redenção ao longo ticularmente relacionados com a diocese,
do ano litúrgico deve conservar-se integral- p. ex., porque aí nasceram ou morreram, ou
mente e terá a preeminência sobre as cele- aí passaram grande parte da sua vida.
brações particulares. b) No Calendário religioso, além das
b) As celebrações próprias devem celebrações do Título, do Fundador e do
combinar-se de forma orgânica com as Padroeiro, os Santos e Beatos pertencentes à
celebrações universais, segundo a ordem e a família religiosa ou com ela particularmente
precedência indicadas na tabela dos dias relacionados.
78 NORMAS UNIVERSAIS

c) No calendário de cada igreja, além


das celebrações próprias da respectiva dio- TÍTULO II: O DIA PRÓPRIO DAS CELEBRAÇÕES
cese ou família religiosa, as celebrações
próprias dessa igreja, indicadas na tabela
dos dias litúrgicos, e dos Santos cujo corpo 56. É costume da Igreja celebrar os Santos
se guarda nessa igreja. Os membros das no seu dia natalício; convém que este prin-
famílias religiosas unem-se à comunidade cípio se observe também para as celebrações
da Igreja local na celebração do aniversário a inscrever no Calendário particular.
da Dedicação da igreja catedral e dos Pa- Contudo, embora as celebrações pró-
droeiros principais do lugar ou do territó- prias tenham especial importância para cada
rio em que residem. Igreja particular ou família religiosa, é de
toda a conveniência que haja uniformidade
53. Se uma diocese ou família religiosa na celebração das solenidades, festas e me-
tem muitos Santos e Beatos, deve evitar-se mórias obrigatórias que figuram no Calen-
que o Calendário da diocese ou do Instituto dário geral.
seja sobrecarregado exageradamente. Neste Neste sentido, ao inscrever no Calen-
sentido: dário particular as celebrações próprias,
a) pode haver uma celebração comum observem-se as normas seguintes:
de todos os Santos e Beatos da diocese ou a) As celebrações que figuram no Ca-
família religiosa ou de uma categoria de lendário geral devem ser inscritas no Calen-
Santos e Santas; dário particular no mesmo dia, alterando, se
b) inscrevam-se no Calendário, com for necessário, o grau da celebração. O mesmo
celebração singular, apenas os Santos ou se fará quanto às celebrações de cada igreja,
Beatos que têm especial projecção em toda em relação com o Calendário diocesano ou
a diocese ou família religiosa; religioso.
c) os outros Santos e Beatos cele- b) As celebrações dos Santos que não
brem-se apenas nos lugares com os quais figuram no Calendário geral devem inscre-
estão particularmente relacionados ou em ver-se no respectivo dia natalício. Se o dia
que se guarda o seu corpo. natalício é desconhecido, inscrever-se-ão
noutro dia apropriado que tenha alguma re-
54. As celebrações próprias inscrevam-se
lação com o Santo, p. ex., o dia da ordenação,
no Calendário como memórias obrigatórias
da descoberta do corpo, da trasladação das
ou facultativas, a não ser que, para algumas
relíquias; aliás, num dia que no Calendário
delas, esteja previsto outro grau na tabela
particular esteja livre de outras celebrações.
dos dias litúrgicos ou existam razões par-
ticulares de ordem histórica ou pastoral. c) Se o dia natalício ou apropriado está
Nada obsta, porém, a que, em determinados impedido por outra celebração obrigatória,
lugares algumas celebrações se façam com ainda que de grau inferior, no Calendário
maior solenidade do que em toda a diocese geral ou particular, inscrever-se-á no dia
ou família religiosa. mais próximo que não esteja impedido.
d) Se se trata de celebrações que, por
55. As celebrações inscritas no Calendá- motivos de ordem pastoral, não podem
rio devem ser observadas por todos aqueles transferir-se para outro dia, transferir-se-á a
que estão obrigados a esse calendário e não celebração que a impedia.
podem ser suprimidas do Calendário nem e) Outras celebrações “concedidas”
mudar de grau litúrgico sem a aprovação da inscrever-se-ão no dia mais conveniente sob
Sé Apostólica. o ponto de vista pastoral.
O CALENDÁRIO 79

f) Para que o ciclo do ano litúrgico


resplandeça com toda a sua luz e para que TABELA DOS DIAS LITÚRGICOS
algumas celebrações de Santos não sejam por ordem de precedência
perpetuamente impedidas, devem ficar livres
de celebrações particulares os dias em que
normalmente ocorre o Tempo da Quaresma I
ou a Oitava da Páscoa, bem como os dias 17
a 31 de Dezembro, a não ser que se trate de 1. Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição
memórias não obrigatórias ou de festas que, do Senhor.
na tabela dos dias litúrgicos, figuram no n. 8,
alíneas a, b, c, d, ou de solenidades que não 2. Natal do Senhor, Epifania, Ascensão e
podem ser transferidas para outro tempo. Pentecostes.
A solenidade de S. José (19 de Março), Domingos do Advento, da Quaresma e
se não é dia santo de guarda, pode ser trans- da Páscoa.
ferida pelas Conferências Episcopais para Quarta-Feira de Cinzas.
outro dia fora da Quaresma. 15 Férias da Semana Santa, da Segunda à
Quinta-feira inclusive.
57. Os Santos ou Beatos que no Calendário Dias dentro da Oitava da Páscoa.
figuram juntos, celebram-se sempre conjun-
tamente, ainda que algum ou alguns deles 3. Solenidades do Senhor, da Virgem
sejam especialmente próprios; isto no caso Santa Maria e dos Santos inscritos no
de terem o mesmo grau de celebração. Mas Calendário geral.
se alguns destes Santos ou Beatos devem Comemoração de Todos os Fiéis De-
ser celebrados com grau superior, far-se-á funtos.
somente o Ofício destes, omitindo a cele-
4. Solenidades próprias, a saber:
bração dos outros, a não ser que haja conve-
a) Solenidade do Padroeiro principal
niência em transferi-los para outro dia como
do lugar ou da cidade.
memória obrigatória.
b) Solenidade da Dedicação e do
58. Para o bem pastoral dos fiéis, podem aniversário da Dedicação da igreja
transferir-se para os domingos do Tempo própria.
Comum as celebrações que ocorrem num c) Solenidade do Título da igreja
dia da semana e que são de especial devoção própria.
dos fiéis, contanto que estas celebrações, d) Solenidade do Título ou do Fun-
na tabela dos dias litúrgicos, tenham prece- dador ou do Padroeiro principal da
dência sobre os domingos. Neste caso, todas Ordem ou Congregação.
as Missas celebradas com participação do
povo podem ser destas celebrações .
59. A precedência entre os dias litúrgicos, II
quanto à sua celebração, é regulada pela
tabela seguinte.
5. Festas do Senhor inscritas no Calen-
dário geral.
6. Domingos do Tempo do Natal e Do-
mingos do Tempo Comum.

15
Cf. Notitiae 23 (1987) 397.
80 NORMAS UNIVERSAIS

7. Festas da Virgem Santa Maria e dos b) Outras memórias obrigatórias


Santos inscritas no Calendário geral. inscritas no Calendário de cada
diocese, Ordem ou Congregação.
8. Festas próprias, a saber :
a) Festa do Padroeiro principal da 12. Memórias facultativas, que também
diocese. se podem celebrar nos dias referidos
b) Festa do aniversário da Dedicação no n. 9, segundo o modo peculiar des-
da igreja catedral. crito nas Instruções do Missal Romano
c) Festa do Padroeiro principal da re- e da Liturgia das Horas. Podem cele-
gião ou da província, da nação ou brar-se na mesma forma como memórias
de um território mais vasto. facultativas as memórias obrigatórias
d) Festa do Título, do Fundador, do que, eventualmente, ocorrem nas férias
Padroeiro principal da Ordem ou da Quaresma.
Congregação e da província reli-
giosa, salvo o que se prescreve no 13. Férias do Advento até ao dia 16 de
n. 4. Dezembro inclusive.
e) Outras festas próprias de cada Férias do Tempo do Natal, desde o dia
igreja. 2 de Janeiro até ao Sábado depois da
f) Outras festas inscritas no Calendá- Epifania.
rio de cada diocese ou Ordem ou Férias do Tempo Pascal, desde a
Congregação. Segunda-feira depois da Oitava da
Páscoa até ao sábado antes do Pente-
9. Férias do Advento, do dia 17 ao dia 24 costes inclusive.
de Dezembro inclusive. Férias do Tempo Comum.
Dias da Oitava do Natal. 60. Quando no mesmo dia coincidem
Férias da Quaresma. várias celebrações, faz-se aquela que na
tabela dos dias litúrgicos tem precedência.
Todavia, se uma solenidade for impedida
por um dia litúrgico que tem precedência
III
sobre ela, transfere-se para o dia mais próximo
que esteja livre das celebrações enumeradas
10. Memórias obrigatórias do Calendário nos nn. 1-8 da referida tabela, tendo em
geral. conta o que se estabelece no n. 5. As outras
celebrações omitem-se nesse ano.
11. Memórias obrigatórias próprias, a
saber: 61. Quando no mesmo dia coincidem as
a) Memórias do Padroeiro secundário Vésperas do Ofício corrente com as Vés-
do lugar, da diocese, da região ou peras I do dia seguinte, celebram-se as
da província, da nação ou de um Vésperas da celebração que, na tabela dos
território mais vasto, da Ordem dias litúrgicos, tem precedência; em caso de
ou Congregação e da província igualdade, celebram-se as Vésperas do dia
religiosa. corrente.
DIA 81

CALENDÁRIO ROMANO GERAL

Com os Próprios de
Angola e S. Tomé, Moçambique,
Portugal, Cabo Verde e Bissau,
PB TEMPO

LETRA DOMINICAL

Cada um dos dias do ano é precedido de uma destas letras:


A, b, c, d, e, f, g, que representam os sete dias da semana (cf. Calendário
Romano Geral, pp. 83-94). Destas sete letras chama-se dominical aquela que
em cada ano indica o domingo.
Por exemplo, ao ano 1991 corresponde a letra dominical f (cf. Tabela
Temporária, pp. 96-97); portanto, todos os dias assinalados com essa letra são
domingo: Janeiro 6, 13, 20, 27 etc.
No ano bissexto, porém, há duas letras dominicais: a primeira indica os
domingos até 24 de Fevereiro, e a segunda indica os domingos desde 25 de
Fevereiro até ao fim do ano.
Por exemplo, no ano 1992, correspondem-lhe as letras e e d. A letra e
indica os domingos até 24 de Fevereiro: 5, 12, 19, 26, etc. A letra d indica
os domingos depois de 24 de Fevereiro: 1, 8, 15, 22 de Março.

AS CELEBRAÇÕES
As celebrações próprias de cada nação são indicadas no respectivo lugar.
Quando não se indica o grau de celebração, é memória facultativa.
DIA 83

JANEIRO
A 1 Oitava do Natal
SANTA MARIA, MÃE DE DEUS S o l e n i d a d e
b 2 S. Basílio Magno e S. Gregório de Nazianzo,
bispos e doutores da Igreja Memória
Santíssimo Nome de Jesus [Angola e S. Tomé: Memória]
c 3
d 4
e 5
f 6 EPIFANIA DO SENHOR1 Solenidade
g 7 S. Raimundo de Penaforte, presbítero
A 8
b 9
c 10 B. Gonçalo de Amarante, presbítero [Portugal]
d 11
e 12
f 13 S. Hilário, bispo e doutor da lgreja
g 14
A 15
b 16
c 17 S. Antão, abade Memória
d 18
e 19
f 20 S. Fabião, papa e mártir
S. Sebastião, mártir [Moçambique: Memória]
g 21 S. Inês, virgem e mártir Memória
A 22 S. Vicente, diácono e mártir
b 23
c 24 S. Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja Memória
d 25 CONVERSÃO DE S. PAULO, APÓSTOLO Festa
e 26 S. Timóteo e S. Tito, bispos Memória
f 27 S. Ângela Merici, virgem
g 28 S. Tomás de Aquino, presbítero e doutor da Igreja Memória
A 29
b 30
c 31 S. João Bosco, presbítero Memória
Domingo entre os dias 2 e 8 inclusivamente:
EPIFANIA DO SENHOR Solenidade
Domingo entre os dias 9 e 13 inclusivamente:
BAPTISMO DO SENHOR2 Festa
1
Nas regiões em que a solenidade da Epifania não é dia santo de guarda,
celebra-se no domingo a seguir ao dia 1 de Janeiro.
2
Quando a Epifania se celebra no dia 7 ou 8 de Janeiro, a festa do Baptis-
mo do Senhor celebra-se na segunda-feira seguinte.
PB TEMPO

FEVEREIRO

d 1
e 2 APRESENTAÇÃO DO SENHOR Festa
f 3 S. Brás, bispo e mártir
S. Ansgário, bispo
g 4 S. João de Brito, presbítero e mártir Memória
A 5 S. Águeda, virgem e mártir Memória
b 6 SS. Paulo Miki e Companheiros, mártires Memória
c 7 CINCO CHAGAS DO SENHOR [Angola, Portugal e S. Tomé: Festa]
d 8 S. Jerónimo Emiliano
e 9
f 10 S. Escolástica, virgem Memória
g 11 Nossa Senhora de Lurdes
A 12
b 13
c 14 S. CIRILO, MONGE, E S. METÓDIO, BISPO Memória
PADROEIROS DA EUROPA [Europa: Festa]

d 15
e 16
f 17 SS. Sete Fundadores da Ordem dos Servitas
de Nossa Senhora
g 18 S. Teotónio, presbítero [Portugal: Memória]
A 19
b 20
c 21 S. Pedro Damião, bispo e doutor da Igreja
d 22 CADElRA DE S. PEDRO, APÓSTOLO Festa
e 23 S. Policarpo, bispo e mártir Memória
f 24
g 25
A 26
b 27
c 28
DIA 85

MARÇO

d 1
e 2
f 3
g 4 S. Casimiro
A 5
b 6
c 7 S. Perpétua e S. Felicidade, mártires Memória
d 8 S. João de Deus, religioso Memória
e 9 S. Francisca Romana, religiosa
f 10
g 11
A 12
b 13
c 14
d 15
e 16
f 17 S. Patrício, bispo
g 18 S. Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja
A 19 S. JOSÉ, ESPOSO DA VlRGEM SANTA MARIA Solenidade
b 20
c 21
d 22
e 23 S. Turíbio de Mogrovejo, bispo
f 24
g 25 ANUNCIAÇÃO DO SENHOR Solenidade
A 26
b 27
c 28
d 29
e 30
f 31
PB TEMPO

ABRIL

g 1
A 2 S. Francisco de Paula, eremita
b 3
c 4 S. Isidoro, bispo e doutor da Igreja
d 5 S. Vicente Ferrer, presbítero
e 6
f 7 S. João Baptista de la Salle, presbítero Memória
g 8
A 9
b 10
c 11 S. Estanislau, bispo e mártir Memória
d 12
e 13 S. Martinho I, papa e mártir
f 14
g 15
A 16
b 17
c 18
d 19
e 20
f 21 S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja
g 22
A 23 S. Jorge, mártir
b 24 S. Fiel de Sigmaringa, presbítero e mártir
c 25 S. MARCOS, EVANGELISTA Festa
d 26
e 27
f 28 S. Pedro Chanel, presbítero e mártir
g 29 S. Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja Memória
A 30 S. Pio V, papa
DIA 87

MAIO

b 1 S. José Operário
c 2 S. Atanásio, bispo e doutor da Igreja Memória
d 3 S. FILIPE E S. TIAGO, APÓSTOLOS Festa
e 4
f 5
g 6
A 7
b 8
c 9
d 10
e 11
f 12 B. Joana de Portugal, virgem [Portugal]
S. Nereu e S. Aquileu, mártires
S. Pancrácio, mártir
g 13 NOSSA SENHORA DE FÁTIMA [Angola, Portugal e S. Tomé: Festa
Cabo Verde : Memória]
A 14 S. MATIAS, APÓSTOLO Festa
b 15
c 16
d 17
e 18 S. João I, papa e mártir
f 19
g 20 S. Bernardino de Sena, presbítero
A 21
b 22
c 23
d 24
e 25 S. Beda Venerável, presbítero e doutor da Igreja
S. Gregório Vll, papa
S. Maria Madalena de Pazzi, virgem
f 26 S. Filipe Néri, presbítero Memória
g 27 S. Agostinho de Cantuária, bispo
A 28
b 29
c 30
d 31 VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA Festa
Quinta-feira depois do VI domingo pascal: ROGAÇÕES
VII domingo pascal: ASCENSÃO DO SENHOR Solenidade
Segunda-feira depois do Pentecostes [Moçambique]:
NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA Festa
Domingo I depois do Pentecostes: SANTÍSSIMA TRINDADE Solenidade
Quinta-feira depois da Santíssima Trindade ou no domingo seguinte:
SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO Solenidade
Sexta-feira a seguir ao domingo II depois do Pentecostes:
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Solenidade
Sábado a seguir ao domingo II depois do Pentecostes:
Imaculado Coração da Virgem Santa Maria
PB TEMPO

JUNHO

e 1 S. Justino, mártir Memória


f 2 S. Marcelino e S. Pedro, mártires
g 3 SS. CARLOS LWANGA
E COMPANHEIROS, MÁRTIRES Memória
PADROEIROS DA ÁFRICA [África: Festa]
A 4
b 5 S. Bonifácio, bispo e mártir Memória
c 6 S. Norberto, bispo
d 7
e 8
f 9 S. Efrém, diácono e doutor da Igreja
g 10 S. Anjo da Guarda de Portugal [Portugal: Memória]
A 11 S. Barnabé, apóstolo Memória
b 12
c 13 S. ANTÓNIO DE LISBOA,
PRESBÍTERO E DOUTOR DA IGREJA, Memória
PADROEIRO SECUNDÁRIO DE PORTUGAL [Portugal: Festa]
d 14
e 15
f 16
g 17
A 18
b 19 S. Romualdo, abade
c 20 B. Sancha e B. Mafalda, virgens, e B. Teresa, religiosa
d 21 S. Luís Gonzaga, religioso Memória
e 22 S. Paulino de Nola, bispo
S. João Fisher, bispo, e S. Tomás More, mártires
f 23
g 24 NASCIMENTO DE S. JOÃO BAPTISTA Solenidade
A 25
b 26
c 27 S. Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja
d 28 S. Ireneu, bispo e mártir Memória
e 29 S. PEDRO E S. PAULO, APÓSTOLOS Solenidade
f 30 Primeiros Santos Mártires da Igreja de Roma
DIA 89

JULHO

g 1
A 2
b 3 S. TOMÉ, APÓSTOLO Festa
c 4 S. Isabel de Portugal Memória
d 5 S. António Maria Zacarias, presbítero
e 6 S. Maria Goretti, virgem e mártir
f 7
g 8
A 9
b 10
c 11 S. BENTO, ABADE Memória
PADROEIRO DA EUROPA [Europa: Festa]
d 12
e 13 S. Henrique
f 14 S. Camilo de Lelis, presbítero
g 15 S. Boaventura, bispo e doutor da Igreja Memória
A 16 Nossa Senhora do Carmo Memória
b 17 BB. Inácio de Azevedo, presbítero,
e Companheiros, mártires
c 18
d 19
e 20
f 21 S. Lourenço de Brindes, presbítero e doutor da Igreja
g 22 S. Maria Madalena Memória
A 23 S. Brígida, religiosa
b 24
c 25 S. TIAGO, APÓSTOLO Festa
d 26 S. Joaquim e S. Ana, pais da Virgem Santa Maria Memória
e 27
f 28
g 29 S. Marta Memória
A 30 S. Pedro Crisólogo, bispo e doutor da Igreja
b 31 S. Inácio de Loiola, presbítero Memória
PB TEMPO

AGOSTO

c 1 S. Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja Memória


d 2 S. Eusébio de Vercelas, bispo
e 3
f 4 S. João Maria Vianney, presbítero Memória
g 5 Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior
Nossa Senhora de África [Angola e S. Tomé: Memória]
A 6 TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR Festa
b 7 SS. Sisto I, papa, e Companheiros, mártires
S. Caetano, presbítero
c 8 S. Domingos, presbítero Memória
d 9
e 10 S. LOURENÇO, DIÁCONO E MÁRTIR Festa
f 11 S. Clara, virgem Memória
g 12
A 13 S. Ponciano, papa, e S. Hipólito, presbítero, mártires
b 14 S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítrero e mártir Memória
c 15 ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA Solenidade
d 16 S. Estêvão da Hungria
e 17
f 18
g 19 S. João Eudes, presbítero
A 20 S. Bernardo, abade e doutor da Igreja Memória
b 21 S. Pio X, papa Memória
c 22 Virgem Santa Maria, Rainha Memória
d 23 S. Rosa de Lima, virgem
e 24 S. BARTOLOMEU, APÓSTOLO Festa
f 25 S. Luís de França
S. José de Calasanz, presbítero
g 26
A 27 S. Mónica Memória
b 28 S. Agostinho, bispo e doutor da Igreja Memória
[Angola e S. Tomé: Festa]
c 29 Martírio de S. João Baptista Memória
d 30
e 31
DIA 91

SETEMBRO

f 1 S. Beatriz da Silva, virgem [Portugal: Memória]


g 2
A 3 S. Gregório Magno, papa e doutor da Igreja Memória
b 4
c 5
d 6
e 7
f 8 NATIVIDADE DA VIRGEM SANTA MARIA Festa
g 9 S. Pedro Claver, presbítero [Angola e S. Tomé: Memória]
A 10
b 11
c 12 Santíssimo Nome de Maria [Angola]
d 13 S. João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja Memória
e 14 EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ Festa
f 15 Nossa Senhora das Dores Memória
g 16 S. Cornélio, papa, e S. Cipriano, bispo, mártires Memória
A 17 S. Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja
b 18
c 19 S. Januário, bispo e mártir
d 20 SS. André Kim Taegon, presbítero,
Paulo Chong Hasang e Companheiros, mártires Memória
e 21 S. MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA Festa
f 22
g 23
A 24
b 25
c 26 S. Cosme e S. Damião, mártires
d 27 S. Vicente dePaulo, presbítero Memória
e 28 S. Venceslau, mártir
SS. Lourenço Ruiz e Companheiros, mártires
f 29 S. MIGUEL, S. GABRIEL E S. RAFAEL, ARCANJOS Festa
g 30 S. Jerónimo, presbítero e doutor da Igreja Memória
PB TEMPO

OUTUBRO

A 1 S. Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja Memória


Padroeira das Missões [África: Festa]
b 2 Santos Anjos da Guarda Memória
c 3
d 4 S. Francisco de Assis Memória
e 5
f 6 S. Bruno, presbítero
g 7 Nossa Senhora do Rosário Memória
A 8
b 9 SS. Dionísio, bispo, e Companheiros, mártires
S. João Leonardo, presbítero
c 10
d 11
e 12
f 13
g 14 S. Calisto I, papa e mártir
A 15 S. Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja Memória
b 16 S. Hedviges, religiosa
S. Margarida Maria Alacoque, virgem
c 17 S. Inácio de Antioquia, bispo e mártir Memória
d 18 S. LUCAS, EVANGELISTA Festa
e 19 SS. João de Brébeuf e Isaac Jogues, presbíteros,
e Companheiros, mártires
S. Paulo da Cruz, presbítero
f 20
g 21
A 22
b 23 S. João de Capistrano, presbítero
c 24 S. António Maria Claret, bispo
d 25
e 26
f 27 B. Gonçalo de Lagos, presbítero [Portugal]
g 28 S. SIMÃO E S. JUDAS, APÓSTOLOS Festa
A 29
b 30
c 31

Sábado antes do último domingo de Outubro [Angola]:


IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
PADROEIRA DE ANGOLA Solenidade
DIA 93

NOVEMBRO

d 1 TODOS OS SANTOS Solenidade


e 2 COMEMORAÇÃO
DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS
f 3 S. Martinho de Porres, religioso
g 4 S. Carlos Borromeo, bispo Memória
A 5
b 6 B. Nuno de Santa Maria, religioso [Portugal: Memória]
c 7
d 8
e 9 DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO Festa
f 10 S. Leão Magno, papa e doutor da Igreja Memória
g 11 S. Martinho, bispo Memória
A 12 S. Josafat, bispo e mártir Memória
b 13
c 14
d 15 S. Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja
e 16 S. Margarida da Escócia
S. Gertrudes, virgem
f 17 S. Isabel da Hungria, religiosa Memória
g 18 Dedicação
das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos
A 19
b 20
c 21 Apresentação de Nossa Senhora Memória
d 22 S. Cecília, virgem e mártir Memória
e 23 S. Clemente I, papa e mártir
S. Columbano, abade
f 24 SS. André Dung-Lac, presbítero,
e Companheiros, mártires Memória
g 25
A 26
b 27
c 28
d 29
e 30 S. ANDRÉ, APÓSTOLO Festa

Último Domingo do Tempo Comum:


NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
REI DO UNIVERSO Solenidade
PB TEMPO

DEZEMBRO

f 1
g 2
A 3 S. Francisco Xavier, presbítero Memória
Padroeiro das Missões [África: Festa]
b 4 S. João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja
c 5 SS. Frutuoso, Martinho de Dume e Geraldo, bispos Memória
d 6 S. Nicolau, bispo
e 7 S. Ambrósio, bispo e doutor da Igreja Memória
f 8 IMACULADA CONCEIÇÃO
DA VIRGEM SANTA MARIA Solenidade
g 9
A 10
b 11 S. Dâmaso I, papa
c 12 S. Joana Francisca de Chantal, religiosa
d 13 S. Luzia, virgem e mártir Memória
e 14 S. João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja Memória
f 15
g 16
A 17
b 18
c 19
d 20
e 21 S. Pedro Canísio, presbítero e doutor da Igreja
S. Tomé, Apóstolo [S. Tomé: Solenidade]
Padroeiro de S. Tomé
f 22
g 23 S. João de Kenty (Câncio), presbítero
A 24
b 25 NATAL DO SENHOR Solenidade
c 26 S. ESTÊVÃO, PRIMEIRO MÁRTIR Festa
d 27 S. JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA Festa
e 28 SS. INOCENTES, MÁRTIRES Festa
f 29 S. Tomás Becket (de Cantuária), bispo e mártir
g 30
A 31 S. Silvestre I, papa
Domingo dentro da oitava do Natal ou, na sua falta, dia 30:
SAGRADA FAMÍLIA Festa
DIA 95

TABELA TEMPORÁRIA

DAS PRINCIPAIS CELEBRAÇÕES

DO ANO LITÚRGICO
PB TEMPO
DIA 97
PB TEMPO
PRÓPRIO DO TEMPO
TEMPO DO ADVENTO
DOMINGO I DO ADVENTO
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 24, l-3
Para Vós, Senhor, elevo a minha alma. Meu Deus, em Vós confio.
Não seja confundido nem de mim escarneçam os inimigos.
Não serão confundidos os que esperam em Vós.
ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, nos vossos fiéis
a vontade firme de se prepararem,
pela prática das boas obras,
para ir ao encontro de Cristo,
de modo que, chamados um dia à sua direita,
mereçam alcançar o reino dos Céus.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, estes dons
que recebemos da vossa bondade
e fazei que os sagrados mistérios
que celebramos no tempo presente
sejam para nós penhor de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I : p. 453 [586-698]
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 84, 13
O Senhor nos dará todos os bens
e a nossa terra produzirá o seu fruto.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Fazei frutificar em nós, Senhor,
os mistérios que celebramos,
pelos quais, durante a nossa vida na terra,
nos ensinais a amar os bens do Céu
e a viver para os valores eternos.
Por Nosso Senhor.
104 TEMPO DO ADVENTO

Segunda-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Jer 31, 10; Is 35, 4


Ouvi, ó povos, a palavra do Senhor e
proclamai-a até aos confins da terra.
Não temais. Deus vem salvar-nos.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
fazei-nos esperar ansiosamente a vinda do vosso Filho,
para que, quando Ele bater à nossa porta,
nos encontre vigilantes na oração
e alegres no seu louvor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, estes dons
que recebemos da vossa bondade
e fazei que os sagrados mistérios
que celebramos no tempo presente
sejam para nós penhor de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Salmo 105, 4-5; Is 38, 3


Vinde visitar-nos, Senhor, e dai-nos a paz,
para que nos alegremos de todo o coração na vossa presença.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei frutificar em nós, Senhor,
os mistérios que celebramos,
pelos quais, durante a nossa vida na terra,
nos ensinais a amar os bens do Céu
e a viver para os valores eternos.
Por Nosso Senhor.
PRIMEIRA SEMANA DO ADVENTO 105

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Zac 14, 5.7


O Senhor virá com todos os seus Santos.
Naquele dia brilhará uma grande luz.

ORAÇÃO COLECTA
Ouvi, Senhor, benignamente as nossas súplicas
e vinde em nosso auxílio nas lutas e dificuldades da vida,
para que, reconfortados pela presença do vosso Filho,
sejamos livres da antiga escravidão do pecado.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai benignamente, Senhor,
para as nossas humildes ofertas e orações
e, como diante de Vós não temos méritos,
ajudai-nos com a vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 2 Tim 4, 8


O Senhor dará a coroa da justiça
àqueles que esperam com amor a sua vinda.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com o alimento espiritual,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
que, pela participação neste sacramento,
nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra
e a amar os bens do Céu.
Por Nosso Senhor.
106 TEMPO DO ADVENTO

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Hab 2, 3; 1 Cor 4, 5


O Senhor virá sem demora:
iluminará os que vivem nas trevas
e manifestar-Se-á a todos os povos.

ORAÇÃO COLECTA
Preparai, Senhor, os nossos corações
com o poder da vossa graça,
para que, no dia da vinda de Cristo, vosso Filho,
mereçamos entrar no banquete da vida eterna
e receber d’Ele mesmo o alimento do Céu.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício
se renove sempre na vossa Igreja,
de modo que a celebração do mistério por Vós instituído
realize em nós plenamente a obra da salvação.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Is 40, 10; cf. 34, 5


O Senhor virá com poder e majestade
e iluminará os olhos dos seus fiéis.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Senhor, pela vossa bondade,
que este divino sacramento nos livre do pecado
e nos prepare para as festas que se aproximam.
Por Nosso Senhor.
PRIMEIRA SEMANA DO ADVENTO 107

Quinta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 118, 151-152


Vós estais perto, Senhor;
a vossa palavra é caminho da verdade.
São firmes todos os vossos mandamentos.
Vós existis desde toda a eternidade.

ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, o vosso poder
e vinde socorrer-nos:
apressai misericordioso e propício
a salvação que os nossos pecados retardam.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, estes dons
que recebemos da vossa bondade
e fazei que os sagrados mistérios
que celebramos no tempo presente
sejam para nós penhor de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Tito 2, 12-13


Vivamos neste mundo com justiça e piedade,
na esperança da manifestação gloriosa do nosso Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei frutificar em nós, Senhor,
os mistérios que celebramos,
pelos quais, durante a nossa vida na terra,
nos ensinais a amar os bens do Céu
e a viver para os valores eternos.
Por Nosso Senhor.
108 TEMPO DO ADVENTO

Sexta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA
O Senhor virá no esplendor da sua glória
visitar o seu povo e dar-lhe a paz e a vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA
Mostrai, Senhor Jesus, o vosso poder
e vinde em nosso auxílio:
libertai-nos dos perigos que nos ameaçam
por causa dos nossos pecados
e salvai-nos.
Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai benignamente, Senhor,
para as nossas humildes ofertas e orações
e, como diante de Vós não temos méritos,
ajudai-nos com a vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Filip 3, 20-21


Esperamos o nosso salvador, Jesus Cristo,
que transformará o nosso corpo mortal
à imagem do seu corpo glorioso.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com o alimento espiritual,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
que, pela participação neste sacramento,
nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra
e a amar os bens do Céu.
Por Nosso Senhor.
PRIMEIRA SEMANA DO ADVENTO 109

Sábado
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 79, 4.2
Vinde em nosso auxílio, Senhor, que estais no Céu.
Mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de misericórdia,
que enviastes o vosso Filho Unigénito
para libertar o homem dos seus pecados,
concedei aos que esperam o auxílio da vossa graça
o dom da verdadeira liberdade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício
se renove sempre na vossa Igreja,
de modo que a celebração do mistério por Vós instituído
realize em nós plenamente a obra da salvação.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Ap 22, 12


Virei sem demora, diz o Senhor,
para dar a cada um a recompensa das suas obras.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Senhor, pela vossa bondade,
que este divino sacramento nos livre do pecado
e nos prepare para as festas que se aproximam.
Por Nosso Senhor.
110 TEMPO DO ADVENTO

DOMINGO II DO ADVENTO
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 30, 19.30
Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens.
O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

Não se diz o Gloria.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Deus omnipotente e misericordioso,
que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo
para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo,
mas que a sabedoria do alto
nos leve a participar no esplendor da sua glória.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai benignamente, Senhor,
para as nossas humildes ofertas e orações
e, como diante de Vós não temos méritos,
ajudai-nos com a vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Bar 5, 5; 4, 36


Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com o alimento espiritual,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
que, pela participação neste sacramento,
nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra
e a amar os bens do Céu.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANADO ADVENTO 111

Segunda-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Jer 31, 10; Is 35, 4


Ouvi, ó povos, a palavra do Senhor
e proclamai-a até aos confins da terra.
Não temais. Deus vem salvar-nos.

ORAÇÃO COLECTA
Acolhei benignamente, Senhor, a nossa oração
e suscitai nos vossos servos o desejo sincero
de chegar, de coração purificado,
ao grande mistério da Encarnação do vosso Filho Unigénito,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, estes dons
que recebemos da vossa bondade
e fazei que os sagrados mistérios
que celebramos no tempo presente
sejam para nós penhor de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 105, 4-5; Is 38,3


Vinde visitar-nos, Senhor, e dai-nos a paz,
para que nos alegremos de todo o coração na vossa presença.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei frutificar em nós, Senhor,
os mistérios que celebramos,
pelos quais, durante a nossa vida na terra,
nos ensinais a amar os bens do Céu
e a viver para os valores eternos.
Por Nosso Senhor.
112 TEMPO DO ADVENTO

Terça-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Zac 14, 5.7
O Senhor virá com todos os seus santos.
Naquele dia brilhará uma grande luz.

ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente,
que fazeis chegar aos confins da terra o anúncio do Salvador,
preparai-nos para acolher com alegria
a glória do seu nascimento.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai benignamente, Senhor,
para as nossas humildes ofertas e orações
e, como diante de Vós não temos méritos,
ajudai-nos com a vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 2 Tim 4, 8


O Senhor dará a coroa da justiça
àqueles que esperam com amor a sua vinda.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com o alimento espiritual,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
que, pela participação neste sacramento
nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra
e a amar os bens do Céu.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANADO ADVENTO 113

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Hab 2, 3; 1 Cor 4, 5


O Senhor virá sem demora:
iluminará os que vivem nas trevas
e manifestar-se-á a todos os povos.

ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente,
que nos mandais preparar os caminhos do vosso Filho,
não permitais que, pela nossa extrema fraqueza,
nos cansemos de aguardar a presença consoladora
do médico divino, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício
se renove sempre na vossa Igreja,
de modo que a celebração do mistério por Vós instituído
realize em nós plenamente a obra da salvação.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Is 40, 10; cf. 34, 5


O Senhor virá com poder e majestade
e iluminará os olhos dos seus fiéis.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Senhor, pela vossa bondade,
que este divino sacramento nos livre do pecado
e nos prepare para as festas que se aproximam.
Por Nosso Senhor.
114 TEMPO DO ADVENTO

Quinta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 118, 151-152
Vós estais perto, Senhor;
a vossa palavra é caminho da verdade.
São firmes todos os vossos mandamentos.
Vós existis desde toda a eternidade.

ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, os nossos corações
para preparar os caminhos do vosso Filho Unigénito,
a fim de que, pelo mistério da sua vinda,
possamos servir-Vos com espírito renovado.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, estes dons
que recebemos da vossa bondade
e fazei que os sagrados mistérios
que celebramos no tempo presente
sejam para nós penhor de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Tito 2, 12-13


Vivamos neste mundo com justiça e piedade,
na esperança da manifestação gloriosa do nosso Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei frutificar em nós, Senhor,
os mistérios que celebramos,
pelos quais, durante a nossa vida na terra,
nos ensinais a amar os bens do Céu
e a viver para os valores eternos.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANADO ADVENTO 115

Sexta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA
O Senhor virá no esplendor da sua glória
visitar o seu povo e dar-lhe a paz e a vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Senhor,
ao povo que aguarda a vinda do vosso Filho,
um espírito vigilante,
para que, seguindo os ensinamentos do Salvador,
vamos ao seu encontro com as lâmpadas da fé acesas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai benignamente, Senhor,
para as nossas humildes ofertas e orações
e, como diante de Vós não temos méritos,
ajudai-nos com a vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Filip 3, 20-21


Esperamos o nosso Salvador, Jesus Cristo,
que transformará o nosso corpo mortal
à imagem do seu corpo glorioso.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com o alimento espiritual,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
que, pela participação neste sacramento,
nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra
e a amar os bens do Céu.
Por Nosso Senhor.
116 TEMPO DO ADVENTO

Sábado
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 79, 4.2
Vinde em nosso auxílio, Senhor, que estais no Céu.
Mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

ORAÇÃO COLECTA
Brilhe em nós, Senhor, o esplendor da vossa glória,
para que a vinda de Cristo, vosso Filho,
nos dissipe as últimas sombras da noite
e nos manifeste como filhos da luz.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício
se renove sempre na vossa Igreja,
de modo que a celebração do mistério por Vós instituído
realize em nós plenamente a obra da salvação.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Ap 22, 12


Virei sem demora, diz o Senhor,
para dar a cada um a recompensa das suas obras.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Senhor, pela vossa bondade,
que este divino sacramento nos livre do pecado
e nos prepare para as festas que se aproximam.
Por Nosso Senhor.
TERCEIRA SEMANA DO ADVENTO 117

DOMINGO III DO ADVENTO


ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Filip 4, 4.5
Alegrai-vos sempre no Senhor.
Exultai de alegria: o Senhor está perto.

Não se diz o Gloria.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo
esperar fielmente o Natal do Senhor,
fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação
e celebrá-las com renovada alegria.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício
se renove sempre na vossa Igreja,
de modo que a celebração do mistério por Vós instituído
realize em nós plenamente a obra da salvação.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou II p. 455 [588-700]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Is 35, 4


Dizei aos desanimados: Tende coragem e não temais.
Eis o nosso Deus que vem salvar-nos.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Senhor, pela vossa bondade,
que este divino sacramento nos livre do pecado
e nos prepare para as festas que se aproximam.
Por Nosso Senhor.
118 TEMPO DO ADVENTO

Segunda-feira
Se este dia ferial se celebra depois de 16 de Dezembro, omite-se o formulário
que se segue e utiliza-se o que está indicado para o dia do mês que coincide com
esta féria: pp. 124-131

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Jer 31, 10; Is 35, 4


Ouvi, ó povos, a palavra do Senhor
e proclamai-a até aos confins da terra.
Não temais. Deus vem salvar-nos.

ORAÇÃO COLECTA
Ouvi benignamente, Senhor, as nossas orações
e iluminai as trevas do nosso espírito
com a graça do vosso Filho que vem visitar-nos.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, estes dons
que recebemos da vossa bondade
e fazei que os sagrados mistérios
que celebramos no tempo presente
sejam para nós penhor de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 105, 4-5; Is 38, 3


Vinde visitar-nos, Senhor, e dai-nos a paz,
para que nos alegremos de todo o coração na vossa presença.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei frutificar em nós, Senhor,
os mistérios que celebramos,
pelos quais, durante a nossa vida na terra,
nos ensinais a amar os bens do Céu
e a viver para os valores eternos.
Por Nosso Senhor.
TERCEIRA SEMANA DO ADVENTO 119

Terça-feira
Se este dia ferial se celebra depois de 16 de Dezembro, omite-se o formulário
que se segue e utiliza-se o que está indicado para o dia do mês que coincide com
esta féria: pp. 124-131

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Zac 14, 5.7


O Senhor virá com todos os seus Santos.
Naquele dia brilhará uma grande luz.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que por meio do vosso Filho Unigénito
fizestes de nós uma nova criatura,
olhai com bondade para a obra do vosso amor
e, pela vinda do Redentor,
purificai-nos de todas as culpas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai benignamente, Senhor,
para as nossas humildes ofertas e orações
e, como diante de Vós não temos méritos,
ajudai-nos com a vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 2 Tim 4, 8


O Senhor dará a coroa da justiça
àqueles que esperam com amor a sua vinda.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com o alimento espiritual,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
que, pela participação neste sacramento,
nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra
e a amar os bens do Céu.
Por Nosso Senhor.
120 TEMPO DO ADVENTO

Quarta-feira
Se este dia ferial se celebra depois de 16 de Dezembro, omite-se o formulário
que se segue e utiliza-se o que está indicado para o dia do mês que coincide com
esta féria: pp. 124-131

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Hab 2, 3; 1 Cor 4, 5


O Senhor virá sem demora:
iluminará os que vivem nas trevas
e manifestar-se-á a todos os povos.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Deus omnipotente,
que as próximas festas do nascimento do vosso Filho
nos fortaleçam nos trabalhos desta vida
e nos alcancem os bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício
se renove sempre na vossa Igreja,
de modo que a celebração do mistério por Vós instituído
realize em nós plenamente a obra da salvação.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Is 40, 10; cf. 34, 5


O Senhor virá com poder e majestade
e iluminará os olhos dos seus fiéis.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Senhor, pela vossa bondade,
que este divino sacramento nos livre do pecado
e nos prepare para as festas que se aproximam.
Por Nosso Senhor.
TERCEIRA SEMANA DO ADVENTO 121

Quinta-feira
Se este dia ferial se celebra depois de 16 de Dezembro, omite-se o formulário
que se segue e utiliza-se o que está indicado para o dia do mês que coincide com
esta féria: pp. 124-131

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 118, 151-152


Vós estais perto, Senhor; a vossa palavra é caminho da verdade.
São firmes todos os vossos mandamentos.
Vós existis desde toda a eternidade.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, a consciência das nossas culpas entristece-nos
e faz-nos sentir que somos servos indignos:
dai-nos de novo a alegria e salvai-nos
com a vinda do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, estes dons
que recebemos da vossa bondade
e fazei que os sagrados mistérios
que celebramos no tempo presente
sejam para nós penhor de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Tito 2, 12-13


Vivamos neste mundo com justiça e piedade,
na esperança da manifestação gloriosa do nosso Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei frutificar em nós, Senhor,
os mistérios que celebramos,
pelos quais, durante a nossa vida na terra,
nos ensinais a amar os bens do Céu
e a viver para os valores eternos.
Por Nosso Senhor.
122 TEMPO DO ADVENTO

Sexta-feira
Se este dia ferial se celebra depois de 16 de Dezembro, omite-se o formulário
que se segue e utiliza-se o que está indicado para o dia do mês que coincide com
esta féria: pp. 124-131

ANTÍFONA DE ENTRADA
O Senhor virá no esplendor da sua glória
visitar o seu povo e dar-lhe a paz e a vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA
A vossa graça, Senhor, nos acompanhe sempre
e nos prepare para a vinda tão desejada do vosso Filho,
a fim de recebermos os auxílios necessários
para o tempo presente e para a vida futura.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai benignamente, Senhor,
para as nossas humildes ofertas e orações
e, como diante de Vós não temos méritos,
ajudai-nos com a vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Filip 3, 20-21


Esperamos o nosso Salvador, Jesus Cristo,
que transformará o nosso corpo mortal
à imagem do seu corpo glorioso.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com o alimento espiritual,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
que, pela participação neste sacramento,
nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra
e a amar os bens do Céu.
Por Nosso Senhor.
DOMINGO IV DO ADVENTO 123

DOMINGO IV DO ADVENTO
ANTÍFONA DE ENTRADA Is 45, 8
Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo.
Abra-se a terra e germine o Salvador.
Não se diz o Gloria.

ORAÇÃO COLECTA
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas,
para que nós, que pela anunciação do Anjo
conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho,
pela sua paixão e morte na cruz
alcancemos a glória da ressurreição.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar
e santificai-os com o mesmo Espírito
que, pelo poder da sua graça,
fecundou o seio da Virgem Santa Maria.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Is 7, 14


A Virgem conceberá e dará à luz um filho.
O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Tendo recebido neste sacramento
o penhor da redenção eterna,
nós Vos pedimos, Senhor:
quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação,
tanto mais cresça em nós o fervor
para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
124 TEMPO DO ADVENTO

DIAS FERIAIS DO ADVENTO


de 17 a 24 de Dezembro
As Missas que se seguem dizem-se nos dias indicados, excepto no domingo, que
mantém o formulário próprio.

17 de Dezembro
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 49, 13
Alegrem-se os Céus, exulte a terra: o Senhor visitará o seu povo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus, criador e redentor do género humano,
que no seio da bem-aventurada Virgem Maria
quisestes realizar o grande mistério da encarnação do Verbo,
ouvi a nossa oração e concedei que o vosso Filho Unigénito,
feito homem como nós,
nos torne participantes da sua vida divina.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Santificai, Senhor, os dons da vossa Igreja
e pela celebração destes sagrados mistérios
dai-nos como alimento o pão do Céu.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700] ou II/A p. 456

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Ageu 2, 8


Eis que vem o desejado de todos os povos
e encherá de glória o templo do Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus omnipotente,
que nos alimentais com o pão da vida,
concedei-nos que, inflamados pelo fogo do vosso Espírito,
brilhemos como lâmpadas resplandecentes
quando vier o Senhor.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
DO 18 AO 24 DE DEZEMBRO 125

18 de Dezembro
ANTÍFONA DE ENTRADA
Eis que vem Jesus Cristo, nosso Rei,
o Cordeiro anunciado por João Baptista.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Deus omnipotente,
que o esperado nascimento do vosso Filho Unigénito
nos liberte da antiga escravidão do pecado.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Por este sacrifício que celebramos, Senhor,
tornai-nos dignos de estar na vossa presença,
para podermos participar na vida eterna do vosso Filho,
que nos libertou da morte,
assumindo a nossa condição mortal.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700] ou II/A p. 456

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 1, 23
O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Ajudai-nos, Senhor,
a receber a vossa misericórdia
no templo vivo da vossa Igreja
e a preparar dignamente
as próximas solenidades da nossa redenção.
Por Nosso Senhor.
126 TEMPO DO ADVENTO

19 de Dezembro
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Hebr 10, 37
Aquele que há-de vir não tardará.
Nunca mais haverá temor na nossa terra,
porque Ele é o Salvador do mundo.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que revelastes ao mundo o esplendor da vossa glória
pelo nascimento do Filho da Virgem Maria,
concedei-nos a graça de celebrar o grande mistério da encarnação
com verdadeira fé e sincera piedade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai benignamente, Senhor,
para os dons que trazemos ao vosso altar:
santificai a oferta da nossa pobreza
com o poder do vosso Espírito.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700] ou II/A p. 456

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lc 1, 78-79


O Senhor nos visitará como sol nascente,
para dirigir os nossos passos no caminho da paz.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Nós Vos damos graças, Deus omnipotente,
pelos dons que recebemos
e Vos pedimos que acendais em nós
a esperança dos bens prometidos,
para que possamos celebrar, com espírito renovado,
o nascimento do nosso Salvador, Jesus Cristo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
DO 18 AO 24 DE DEZEMBRO 127

20 de Dezembro
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 11, 1; 40, 5; Lc 3, 6
Florescerá um ramo da raiz de Jessé:
a glória do Senhor encherá a terra inteira
e todo o homem verá a salvação de Deus.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que pela anunciação do Anjo
quisestes que a Virgem Imaculada
se tornasse Mãe do vosso Verbo
e, envolvida na luz do Espírito Santo,
fosse consagrada templo da divindade,
ajudai-nos a ser humildes como ela,
para cumprirmos fielmente a vossa vontade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai benignamente, Senhor,
para este admirável sacramento,
pelo qual se renova entre nós o único sacrifício de Cristo,
e concedei que, pela participação nestes santos mistérios,
recebamos na fé os bens que esperamos.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700] ou II/A p. 456

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Lc 1, 31


O Anjo do Senhor disse a Maria:
Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Defendei, Senhor, com a vossa protecção
aqueles que alimentais com o pão do Céu,
de modo que, ao saborearem os vossos sacramentos,
encontrem a alegria da verdadeira paz.
Por Nosso Senhor.
128 TEMPO DO ADVENTO

21 de Dezembro
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 7, 14; 8, l0
Eis que vem o Senhor omnipotente:
o seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

ORAÇÃO COLECTA
Atendei, Senhor, a oração do vosso povo,
que se alegra com a vinda do vosso Filho
na humildade da nossa carne,
e concedei-nos o dom da vida eterna
quando Ele vier na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai benignamente, Senhor,
os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja
e transformai-os com o vosso poder,
em sacramento da nossa salvação.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700] ou II/A p. 456

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Lc l, 45


Bendita sejais, ó Virgem Maria,
que acreditastes na palavra do Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Pela participação neste divino sacramento,
protegei sempre o vosso povo, Senhor,
para que, consagrando-se inteiramente ao vosso serviço,
alcance a salvação da alma e do corpo.
Por Nosso Senhor.
DO 18 AO 24 DE DEZEMBRO 129

22 de Dezembro
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 23, 7
Levantai, ó portas, os vossos umbrais,
alteai-vos, pórticos antigos, e entrará o Rei da glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que, vendo o homem sujeito ao poder da morte,
o quisestes resgatar com a vinda do vosso Filho Unigénito,
concedei que, celebrando com sincera humildade
o mistério da sua encarnação,
mereçamos alcançar os frutos da sua redenção gloriosa.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Confiando na vossa bondade, Senhor,
trazemos ao altar os nossos dons,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700] ou II/A p. 456

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lc 1, 46.49


A minha alma glorifica o Senhor:
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


A comunhão do sacramento que recebemos, Senhor,
nos fortifique na prática das boas obras,
para podermos ir ao encontro do Salvador
e alcançarmos o prémio da vida eterna.
Por Nosso Senhor.
130 TEMPO DO ADVENTO

23 de Dezembro
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 9, 6; Salmo 71, 17
Um Menino vai nascer para nós e será chamado Deus forte.
N’Ele serão abençoados todos os povos da terra.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente:
ao aproximar-se o nascimento do vosso Filho
em nossa carne mortal,
fazei-nos sentir a abundância da vossa misericórdia,
que O fez encarnar no seio da Virgem Santa Maria
e habitar entre nós.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Por este santo sacrifício,
em que se instituiu entre os homens a plenitude do culto divino,
fazei, Senhor, que alcancemos a perfeita reconciliação convosco,
para celebrarmos com espírito renovado
o nascimento do nosso Redentor.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700] ou II/A p. 456

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Ap 3, 20
Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor.
Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta,
entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Dai a paz, Senhor,
àqueles que alimentastes com o dom celeste,
para que, de lâmpadas acesas,
esperemos a vinda de Jesus Cristo vosso Filho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
DO 18 AO 24 DE DEZEMBRO 131

24 de Dezembro

Missa matutina

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Gal 4, 4


Chegou a plenitude dos tempos:
Deus enviou o seu Filho ao mundo.

ORAÇÃO COLECTA
Apressai-Vos, Senhor Jesus, e não tardeis:
dai conforto e esperança
àqueles que acreditam no vosso amor.
Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai benignamente, Senhor,
os dons que Vos apresentamos,
para que a participação nestes mistérios
nos purifique de todo o pecado
e prepare os nossos corações
para a vinda gloriosa do vosso Filho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700] ou II/A p. 456

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lc 1, 68
Bendito o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Renovados por este admirável sacramento,
nós Vos pedimos, Senhor:
assim como nos preparamos para celebrar
o santo nascimento do vosso Filho,
possamos também receber com alegria
o dom da sua vida imortal.
Por Nosso Senhor.
TEMPO DO NATAL
25 de Dezembro

NATAL DO SENHOR
Solenidade
Missa da Vigília
Esta Missa diz-se na tarde do dia 24 de Dezembro, antes ou depois das Vésperas I
do Natal.

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Ex 16, 6-7


Hoje sabereis que o Senhor vem salvar-nos.
Amanhã vereis a sua glória.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que todos os anos nos alegrais com a esperança da salvação,
concedei-nos a graça de vermos sem temor
vir um dia como juiz
Aquele que em alegria recebemos como Redentor,
Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Diz-se o Credo.
Às palavras E encarnou todos se ajoelham.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor, ao vosso povo
a graça de celebrar com renovado fervor
a vigília da grande solenidade,
na qual nos revelais o princípio da nossa redenção.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459


No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a
Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração
própria: Reunidos na vossa presença.
138 TEMPO DO NATAL

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Is 40, 5


Brilhará a glória do Senhor
e toda a terra verá a salvação de Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fortalecei, Senhor, os vossos fiéis
na celebração do nascimento do vosso Filho Unigénito,
que neste divino sacramento
Se fez nossa comida e nossa bebida.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

No Natal do Senhor todos os sacerdotes podem celebrar ou concelebrar três


Missas, contanto que sejam às horas correspondentes.

Missa da Noite

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 2, 7


O Senhor disse-me:
Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.
Ou
Exultemos de alegria no Senhor,
porque nasceu na terra o nosso Salvador.
Hoje desceu do Céu sobre nós a verdadeira paz.
Diz-se o Glória.
NATAL DO SENHOR 139

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que fizestes resplandecer esta santíssima noite
com o nascimento de Cristo, verdadeira luz do mundo,
concedei-nos que, tendo conhecido na terra o mistério desta luz,
possamos gozar no Céu o esplendor da sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

Às palavras E encarnou todos se ajoelham.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, a nossa oblação
nesta santa noite de Natal
e fazei que, pela admirável permuta destes dons,
participemos na divindade do vosso Filho
que a Vós uniu a nossa natureza humana.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459
No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a
Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração
própria.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 1, 14
O Verbo fez-Se carne
e nós vimos a sua glória.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus, que nos dais a alegria
de celebrar o nascimento do nosso Redentor,
dai-nos também a graça de viver uma vida santa,
a fim de podermos um dia participar da sua glória.
Por Nosso Senhor.
140 TEMPO DO NATAL

Missa da Aurora

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33


Hoje sobre nós resplandece uma luz:
nasceu o Senhor.
O seu nome será Admirável, Deus forte,
Pai da eternidade, Príncipe da paz.
E o seu reino não terá fim.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Deus todo-poderoso,
que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado,
resplandeça em nossas obras
o que pela fé brilha em nossos corações.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Diz-se o Credo.

Às palavras E encarnou todos se ajoelham.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Sejam as nossas oferendas, Senhor,
dignas do mistério do Natal que hoje celebramos;
e assim como o vosso Filho feito homem
Se manifestou como Deus,
também estes frutos da terra
nos tornem participantes dos dons divinos.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração
própria.
NATAL DO SENHOR 141

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Zac 9, 9


Alegra-te, filha de Sião. Exulta, filha de Jerusalém.
Eis o teu Rei, o Santo de Israel,
que vem salvar o mundo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Ao celebrarmos com santa alegria
o nascimento do vosso Filho,
nós Vos pedimos, Senhor, a graça
de conhecer este mistério com fé viva
e de o viver com ardente caridade.
Por Nosso Senhor.

Missa do Dia
ANTÍFONA DE ENTRADA Is 9, 6
Um Menino nasceu para nós, um Filho nos foi dado.
Tem o poder sobre os seus ombros
e será chamado Conselheiro admirável.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que de modo admirável criastes o homem
e de modo ainda mais admirável o renovastes,
fazei que possamos participar na vida divina do vosso Filho
que Se dignou assumir a nossa natureza humana.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

Às palavras E encarnou todos se ajoelham.


142 TEMPO DO NATAL

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, a oblação que Vos apresentamos
neste dia solene de Natal,
em que nasceu para nós a verdadeira paz e reconciliação
e se instituiu entre os homens a plenitude do culto divino.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja)


próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração
própria.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 97, 3


Todos os confins da terra
viram a salvação do nosso Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Nós Vos pedimos, Deus misericordioso,
que o Salvador do mundo hoje nascido,
assim como nos comunicou a sua vida divina,
nos faça também participantes da sua imortalidade.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
OITAVA DO NATAL DO SENHOR 143

Domingo dentro da Oitava do Natal


(ou, na sua falta, no dia 30 de Dezembro)

SAGRADA FAMÍLIA
DE JESUS, MARIA E JOSÉ

Festa
ANTÍFONA DE ENTRADA Lc 2, 16
Os pastores vieram a toda a pressa
e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, Pai santo,
que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida,
concedei que, imitando as suas virtudes familiares
e o seu espírito de caridade,
possamos um dia reunir-nos na vossa casa
para gozarmos as alegrias eternas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.
Quando a festa se celebra no domingo, diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício de reconciliação
e humildemente Vos suplicamos
que, pela intercessão da Virgem, Mãe de Deus, e de São José,
as nossas famílias se confirmem
na vossa paz e na vossa graça.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459
144 TEMPO DO NATAL

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração
própria do Natal.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Bar 3, 38


Deus apareceu na terra
e começou a viver no meio de nós.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Pai de misericórdia,
que nos alimentais neste divino sacramento,
dai-nos a graça de imitar continuamente
os exemplos da Sagrada Família,
para que, depois das provações desta vida,
vivamos na sua companhia por toda a eternidade.
Por Nosso Senhor.
OITAVA DO NATAL DO SENHOR 145

29 de Dezembro
Quinto dia da Oitava do Natal
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Jo 3, 16
Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito.
Quem acredita n’Ele tem a vida eterna.
Diz-se o Glória.
ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente e invisível,
que iluminastes as trevas do mundo
com a luz da vossa vinda,
lançai sobre nós um olhar de paz,
para podermos louvar dignamente
o glorioso nascimento do vosso Filho Unigénito.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Não se diz o Credo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, a oblação que trazemos ao vosso altar
nesta admirável permuta de dons,
de modo que, oferecendo-Vos o que nos destes,
mereçamos receber-Vos a Vós mesmo.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459
No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja)
próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria
do Natal.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lc 1, 78
Graças ao coração misericordioso do nosso Deus,
das alturas nos visitou o sol nascente.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Concedei-nos, Deus todo-poderoso,
que a nossa vida seja constantemente fortalecida
pela comunhão nos vossos santos mistérios.
Por Nosso Senhor.
146 TEMPO DO NATAL

30 de Dezembro
Sexto dia da Oitava do Natal
Quando dentro da Oitava do Natal não ocorrer um domingo, celebra-se neste dia
a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José (p. 143).
ANTÍFONA DE ENTRADA Sab 18, 14-15
Quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas
e a noite estava no meio do seu curso,
a vossa palavra omnipotente, Senhor, desceu do seu trono real.
Diz-se o Glória.
ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Deus omnipotente,
que o novo nascimento, segundo a carne,
do vosso Filho Unigénito nos liberte da antiga escravidão
em que nos retém o jugo do pecado.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja,
para que receba nestes santos mistérios
os bens em que pela fé acredita.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459
No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja)
próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria
do Natal.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 1, 16
Da plenitude de Cristo todos nós recebemos graça sobre graça.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus de infinita bondade,
que, pela participação neste sacramento,
vindes ao nosso encontro,
fazei-nos sentir os seus frutos de santidade,
para que o dom recebido nos disponha a recebê-lo cada vez melhor.
Por Nosso Senhor.
OITAVA DO NATAL DO SENHOR 147

31 de Dezembro
Sétimo dia da Oitava do Natal
ANTÍFONA DE ENTRADA Is 9, 6
Um Menino nasceu para nós, um Filho nos foi dado.
Tem o poder sobre os seus ombros e será chamado Conselheiro admirável.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que estabelecestes o início e a plenitude da verdadeira religião
no nascimento do vosso Filho,
concedei-nos a graça de sermos contados entre os membros
d’Aquele que resume em Si a salvação do mundo,
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz,
fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente
e que a nossa participação nos sagrados mistérios
reforce os laços da nossa unidade.
Por Nosso Senhor.
Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459
No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja)
próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria
do Natal.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Jo 4, 9
Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que n’Ele tenhamos a vida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Sustentai, Senhor, o vosso povo no presente e no futuro,
com os auxílios da vossa infinita bondade,
para que, com as alegrias que dispondes no seu caminho,
se dirija mais confiadamente para os bens eternos.
Por Nosso Senhor.
148 TEMPO DO NATAL

1 de Janeiro
Oitava do Natal do Senhor

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS


Solenidade

ANTÍFONA DE ENTRADA Sedúlio


Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.
Ou cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33
Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor.
O seu nome será Admirável, Deus forte,
Pai da eternidade, Príncipe da paz.
E o seu reino não terá fim.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima,
destes aos homens a salvação eterna,
fazei-nos sentir a intercessão daquela
que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que dais origem a todos os bens
e os levais à sua plenitude,
nós Vos pedimos,
nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus:
assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça,
tenhamos também a alegria de receber os seus frutos.
Por Nosso Senhor.
OITAVA DO NATAL DO SENHOR 149

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja)


próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria
do Natal.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Hebr 13, 8


Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
recebemos com alegria os vossos sacramentos
nesta solenidade em que proclamamos
a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja:
fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna.
Por Nosso Senhor.
Nos dias seguintes, quando se tiver de dizer a Missa ferial, tomam-se os
formulários propostos adiante: p. 155
150 TEMPO DO NATAL

DOMINGO II DEPOIS DO NATAL


Onde a Epifania se celebra no dia 6 de Janeiro

ANTÍFONA DE ENTRADA Sab 18, 14-15


Quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas
e a noite estava no meio do seu curso,
a vossa palavra omnipotente, Senhor, desceu do seu trono real.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
esplendor das almas fiéis,
enchei o mundo com a vossa glória
e dai-Vos a conhecer a todos os povos na claridade da vossa luz.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, estes dons
pelo mistério do nascimento do vosso Filho,
que nos mostra o caminho da verdade
e nos promete a vida no reino dos Céus.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 1, 12


Aqueles que recebem a Cristo tornam-se filhos de Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Humildemente Vos pedimos, Senhor nosso Deus,
que este sacramento nos purifique de todo o mal
e confirme a nossa esperança.
Por Nosso Senhor.
6 de Janeiro

ou o Domingo entre 2 e 8 de Janeiro

EPIFANIA DO SENHOR
Solenidade

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Mal 3, 1; 1 Cron 19, 12


Eis que vem o Senhor soberano.
A realeza, o poder e o império estão nas suas mãos.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor Deus omnipotente,
que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito
aos gentios guiados por uma estrela,
a nós que já Vos conhecemos pela fé
levai-nos a contemplar face a face a vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai com bondade, Senhor, para os dons da vossa Igreja,
que não Vos oferece ouro, incenso e mirra,
mas Aquele que por estes dons
é manifestado, imolado e oferecido em alimento,
Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Prefácio da Epifania: p. 460 [592-704]
152 TEMPO DO NATAL

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja)


próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração
própria.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Mt 2, 2


Vimos a sua estrela no Oriente
e viemos com presentes adorar o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Iluminai-nos, Senhor,
sempre e em toda a parte com a vossa luz celeste,
para que possamos contemplar com olhar puro
e receber de coração sincero
o mistério em que por vossa graça participámos.
Por Nosso Senhor.

Onde a Epifania não é dia santo de guarda, celebra-se esta solenidade no


domingo que ocorre entre o dia 2 e 8 de Janeiro.

Nos lugares em que a solenidade da Epifania é transferida para o domingo, se


este domingo cai nos dias 7 ou 8 de Janeiro, a festa do Baptismo do Senhor
celebra-se na segunda-feira seguinte.
BAPTISMO DO SENHOR 153

Domingo depois do dia 6 de Janeiro


BAPTISMO DO SENHOR
Festa
ANTÍFONA DE ENTRADA cf Mt 3, 16-17
Depois do Baptismo do Senhor, abriram-se os Céus. Sobre Ele desceu o
Espírito Santo em figura de pomba e fez-se ouvir a voz do Pai: Este é o meu
Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências.
Diz-se o Glória.
ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho
quando era baptizado nas águas do rio Jordão
e o Espírito Santo descia sobre Ele,
concedei aos vossos filhos adoptivos,
renascidos pela água e pelo Espírito Santo,
a graça de permanecerem sempre no vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou
Deus omnipotente,
cujo Filho Unigénito Se manifestou aos homens
na realidade da nossa natureza, concedei-nos que,
reconhecendo-O exteriormente semelhante a nós,
sejamos por Ele interiormente renovados.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, os dons que a Igreja Vos oferece,
ao celebrar a manifestação de Cristo vosso Filho,
para que a oblação dos vossos fiéis
se transforme naquele sacrifício perfeito
que lavou o mundo de todo o pecado.
Por Nosso Senhor.
154 TEMPO DO NATAL

PREFÁCIO O Baptismo do Senhor


V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Nas águas do rio Jordão, realizastes prodígios admiráveis,
para manifestar o mistério do novo Baptismo:
do Céu fizestes ouvir uma voz,
para que o mundo acreditasse
que o vosso Verbo estava no meio dos homens;
pelo Espírito Santo, que desceu em figura de pomba,
consagrastes Cristo vosso Servo com o óleo da alegria,
para que os homens O reconhecessem como o Messias
enviado a anunciar a boa nova aos pobres.
Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu,
proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 1, 32.34
Eis Aquele de quem João dizia:
Eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos alimentais com este dom sagrado,
ouvi benignamente as nossas súplicas
e concedei-nos a graça de ouvirmos com fé
a palavra do vosso Filho Unigénito
para nos chamarmos e sermos realmente vossos filhos.
Por Nosso Senhor.
Desde a segunda-feira a seguir a este domingo até à terça-feira antes da
Quaresma, decorre o Tempo Comum. Para a Missa, tanto nos domingos como
nos dias feriais, tomam-se os formulários adiante propostos: p. 395 e seguintes.
DIAS FERIAIS 155

DIAS FERIAIS DO TEMPO DO NATAL


desde o dia 2 de Janeiro
até ao Sábado anterior à festa do Baptismo do Senhor
Estas Missas dizem-se nos dias designados, mudando a oração conforme se
indica.

Segunda-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA
Um dia sagrado brilhou para nós.
Vinde, ó povos, adorar o Senhor,
porque uma grande luz desceu sobre a terra.

ORAÇÃO COLECTA

Antes da Epifania
Concedei, Senhor, ao vosso povo
uma inabalável firmeza na fé,
para que, acreditando no vosso Filho Unigénito
como verdadeiro Deus, eterno convosco na glória,
e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria,
sejamos livres dos males presentes
e conduzidos à felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Depois da Epifania
Iluminai, Senhor, os nossos corações
com o esplendor da vossa divindade,
para que, através das trevas deste mundo,
caminhemos com segurança para a pátria da luz eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
156 TEMPO DO NATAL

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, a oblação que trazemos ao vosso altar,
nesta admirável permuta de dons,
de modo que, oferecendo-Vos o que nos destes,
mereçamos receber-Vos a Vós mesmo.
Por Nosso Senhor.

Antes da Epifania, prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459


Depois da Epifania, prefácioda Epifania: p. 460 [592-704] ou do Natal

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 1, 14
Nós vimos a sua glória,
a glória do Filho Unigénito do Pai,
cheio de graça e de verdade.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei-nos, Deus todo-poderoso,
que a nossa vida seja constantemente fortalecida
pela comunhão nos vossos santos mistérios.
Por Nosso Senhor.
DIAS FERIAIS 157

Terça-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 117, 26-27
Bendito o que vem em nome do Senhor.
O Senhor fez brilhar sobre nós a sua luz.

ORAÇÃO COLECTA

Antes da Epifania
Senhor, que, na vossa sabedoria infinita,
quisestes que o vosso Filho nascesse
da bem-aventurada Virgem Maria,
para que a sua humanidade não ficasse sujeita à herança do pecado,
concedei-nos que, participando da nova criação,
sejamos libertos dos males antigos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Depois da Epifania
Deus omnipotente,
cujo Filho Unigénito Se manifestou aos homens
na realidade da nossa natureza,
concedei-nos
que, reconhecendo-O exteriormente semelhante a nós,
sejamos por Ele interiormente renovados.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai benignamente, Senhor,
os dons da vossa Igreja,
para que receba nestes santos mistérios
os bens em que pela fé acredita.
Por Nosso Senhor.

Antes da Epifania, prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459 Depois


da Epifania, prefácio da Epifania: p. 460 [592-704] ou do Natal
158 TEMPO DO NATAL

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Ef 2, 4; Rom 8, 3


Deus amou-nos com amor infinito.
Por isso enviou o seu Filho ao mundo
com uma natureza semelhante à do homem pecador.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus de infinita bondade,
que, pela participação neste sacramento,
vindes ao nosso encontro,
fazei-nos sentir os seus frutos de santidade,
para que o dom recebido
nos disponha a recebê-lo cada vez melhor.
Por Nosso Senhor.

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Is 9, 2
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.
Para aqueles que habitavam nas sombras da morte
uma luz começou a brilhar.

ORAÇÃO COLECTA

Antes da Epifania
Concedei-nos, Deus omnipotente,
que o Salvador do mundo, nova luz descida dos Céus,
continue a iluminar e a renovar sempre a nossa vida.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
DIAS FERIAIS 159

Depois da Epifania
Senhor nosso Deus,
sol que ilumina todos os homens,
concedei ao mundo a paz duradoira
e fazei brilhar em nossos corações
a luz admirável que orientou os passos dos Magos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
fonte da verdadeira devoção e da paz,
fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente
e que a nossa participação nos sagrados mistérios
reforce os laços da nossa unidade.
Por Nosso Senhor.

Antes da Epifania, prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459 Depois


da Epifania, prefácio da Epifania: p. 460 [592-704] ou do Natal

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. 1 Jo 1, 2


A vida que estava junto do Pai
manifestou-se na terra e nós vimos a sua glória.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Sustentai, Senhor, o vosso povo no presente e no futuro
com os auxílios da vossa infinita bondade,
para que, com as alegrias que dispondes no seu caminho,
se dirija mais confiadamente para os bens eternos.
Por Nosso Senhor.
160 TEMPO DO NATAL

Quinta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Jo l, l
No princípio, antes da criação do universo, o Verbo era Deus.
Ele dignou-Se nascer para salvar o mundo.

ORAÇÃO COLECTA

Antes da Epifania
Senhor, que iniciastes de modo admirável a nossa redenção
com o nascimento do vosso Filho,
concedei aos vossos servos uma fé sólida,
para que, conduzidos por Ele,
alcancemos a glória prometida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Depois da Epifania
Senhor, que por meio do vosso Filho
manifestastes a todos os povos a luz da sabedoria eterna,
concedei aos vossos fiéis
que, iluminados plenamente pelo esplendor da redenção de Cristo
e progredindo sempre no conhecimento da verdade,
alcancem a claridade da vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, a oblação que trazemos ao vosso altar
nesta admirável permuta de dons,
de modo que, oferecendo-Vos o que nos destes,
mereçamos receber-Vos a Vós mesmo.
Por Nosso Senhor.

Antes da Epifania, prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459 Depois


da Epifania, prefácio da Epifania: p. 460 [592-704] ou do Natal
DIAS FERIAIS 161

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 3, 16
Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito.
Quem acredita n’Ele tem a vida eterna.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei-nos, Deus todo-poderoso,
que a nossa vida seja constantemente fortalecida
pela comunhão nos vossos santos mistérios.
Por Nosso Senhor.

Sexta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 111, 4
Brilhou uma luz nas trevas para os homens de coração recto:
o Senhor misericordioso, compassivo e justo.

ORAÇÃO COLECTA

Antes da Epifania
Iluminai, Senhor, os vossos fiéis
e acendei os seus corações nos esplendores da vossa glória,
para que reconheçam a todo o momento o seu Salvador
ecom Ele, vivam sempre em perfeita comunhão.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Depois da Epifania
Concedei, Deus omnipotente,
que o nascimento do Salvador do mundo,
revelado aos Magos por meio de uma estrela,
se manifeste e cresça em nosso espírito.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
162 TEMPO DO NATAL

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai benignamente, Senhor,
os dons da vossa Igreja,
para que receba nestes santos mistérios
os bens em que pela fé acredita.
Por Nosso Senhor.

Antes da Epifania, prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459 Depois


da Epifania, prefácio da Epifania: p. 460 [592-704] ou do Natal

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Jo 4, 9
Deus manifestou o seu amor por nós:
enviou ao mundo o seu Filho Unigénito
para que n’Ele tenhamos a vida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus de infinita bondade,
que pela participação neste sacramento
vindes ao nosso encontro,
fazei-nos sentir os seus frutos de santidade,
para que o dom recebido
nos disponha a recebê-lo cada vez melhor.
Por Nosso Senhor.
DIAS FERIAIS 163

Sábado
ANTÍFONA DE ENTRADA Gal 4, 4-5
Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher,
para nos tornarmos seus filhos adoptivos.

ORAÇÃO COLECTA

Antes da Epifania
Deus eterno e omnipotente,
que pelo nascimento do vosso Filho
fizestes brilhar para os homens uma nova luz,
concedei, nós Vos pedimos:
assim como, nascendo da Virgem em nossa carne mortal,
Ele Se tornou nosso irmão,
assim também mereçamos participar da sua vida
no reino dos Céus.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Depois da Epifania
Deus eterno e omnipotente,
que em vosso Filho Unigénito nos tornastes nova criatura,
concedei que a vossa graça nos conforme à imagem de Cristo,
em quem a nossa natureza se uniu à vossa divindade.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
fonte da verdadeira devoção e da paz,
fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente
e que a nossa participação nos sagrados mistérios
reforce os laços da nossa unidade.
Por Nosso Senhor.

Antes da Epifania, prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459 Depois


da Epifania, prefácio da Epifania: p. 460 [592-704] ou do Natal
164 TEMPO DO NATAL

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 1, 16
Da plenitude de Cristo todos nós recebemos
graça sobre graça.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Sustentai, Senhor, o vosso povo no presente e no futuro
com os auxílios da vossa infinita bondade,
para que, com as alegrias que dispondes no seu caminho,
se dirija mais confiadamente para os bens eternos.
Por Nosso Senhor.
TEMPO DA QUARESMA

É muito recomendável que se mantenha e promova, de modo particular


na Quaresma e especialmente nas localidades principais, o antigo costume
de congregar a Igreja local, a exemplo das «estações» da Igreja Romana,
embora numa forma adequada às circunstâncias.
Estas reuniões de fiéis, preferentemente sob a presidência do Pastor da
diocese, poderão fazer-se nos domingos e noutros dias mais apropriados da
semana, quer junto do sepulcro dum Santo, quer numa das igrejas principais
ou santuários da localidade, quer nos lugares de peregrinação mais
concorridos da diocese.
Quarta-feira de Cinzas
Na Missa deste dia benzem-se e impõem-se as cinzas, feitas dos ramos de
oliveira (ou de outras árvores), benzidos no Domingo de Ramos do ano anterior.

Ritos iniciais e Liturgia da palavra

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Sab 11, 24-25.27


De todos Vos compadeceis, Senhor,
e amais tudo quanto fizestes;
perdoais aos pecadores arrependidos,
porque sois o Senhor nosso Deus.

Omite-se o acto penitencial, porque é substituído pela imposição das cinzas.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Senhor,
a graça de começar com santo jejum este tempo da Quaresma,
para que, no combate contra o espírito do mal,
sejamos fortalecidos com o auxílio da temperança.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Bênção das cinzas


Depois da homilia, o sacerdote, de pé, diz com as mãos juntas:
Irmãos caríssimos:
Oremos fervorosamente a Deus nosso Pai,
para que Se digne abençoar com a abundância da sua graça
estas cinzas que vamos impor sobre as nossas cabeças,
em sinal de penitência.
168 TEMPO DA QUARESMA

E depois de alguns momentos de oração em silêncio, diz uma das orações


seguintes:
Senhor nosso Deus,
que Vos compadeceis daquele que se humilha
e perdoais àquele que se arrepende,
ouvi misericordiosamente as nossas preces
e derramai a vossa bênção ✠ sobre os vossos servos
que vão receber estas cinzas,
para que, fiéis à observância quaresmal,
mereçam chegar, de coração purificado,
à celebração do mistério pascal do vosso Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Ou
Deus de infinita bondade,
que não desejais a morte do pecador mas a sua conversão,
ouvi misericordiosamente as nossas súplicas
e dignai-Vos abençoar ✠ estas cinzas
que vamos impor sobre as nossas cabeças,
para que, reconhecendo que somos pó da terra
e à terra havemos de voltar,
alcancemos, pelo fervor da observância quaresmal,
o perdão dos pecados e uma vida nova
à imagem do vosso Filho ressuscitado,
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

O sacerdote asperge as cinzas com água benta, sem dizer nada.

Imposição das cinzas

Em seguida, o sacerdote impõe as cinzas a todos os presentes que se aproximam


dele, dizendo a cada um:
Arrependei-vos e acreditai no Evangelho. Mc 1, 15
QUARTA-FEIRA DE CINZAS 169

Ou cf. Gen 3, 19
Lembra-te, homem, que és pó da terra
e à terra hás-de voltar.

Entretanto, canta-se um cântico apropriado, por exemplo:

ANTÍFONA cf. Joel 2 ,13


Mudemos as nossas vestes pela cinza e o cilício.
Jejuemos e choremos diante do Senhor,
porque Deus é infinitamente misericordioso
e perdoa os nossos pecados.

Ou cf. Joel 2, 17; Est 13,17


Entre o vestíbulo e o altar,
chorem os sacerdotes, ministros do Senhor,
dizendo: Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo,
para que possa cantar sempre os vossos louvores.

Ou Salmo 50, 3
Lavai-me de toda a iniquidade, Senhor.

Pode repetir-se esta antífona depois de cada versículo ou estrofe do salmo 50


Compadecei-Vos de mim, ó Deus.

RESPONSÓRIO cf. Bar 3, 2; Salmo 78, 9


V. Renovemos a nossa vida,
reparemos o mal que fizemos,
para que não nos surpreenda o dia da morte
e nos falte o tempo para nos convertermos.
R. Ouvi-nos, Senhor, e tende compaixão de nós,
porque somos pecadores.
V. Ajudai-nos, Senhor, para glória do vosso nome;
perdoai as nossas culpas e salvai-nos.
R. Ouvi-nos, Senhor, e tende compaixão de nós,
porque somos pecadores.

Terminada a imposição das cinzas, o sacerdote lava as mãos. O rito conclui-se


com a oração universal ou oração dos fiéis. Não se diz o Credo.
170 TEMPO DA QUARESMA

Liturgia eucarística

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Recebei, Senhor, este sacrifício,
com o qual iniciamos solenemente a Quaresma,
e fazei que, pela penitência e pela caridade,
nos afastemos do caminho do mal,
a fim de que, livres de todo o pecado,
nos preparemos para celebrar fervorosamente
a paixão de Cristo, vosso Filho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio da Quaresma III p. 463 ou IV p. 464 [598-710]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 1, 2-3


Aquele que medita dia e noite na lei do Senhor
dará fruto a seu tempo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, fazei que este sacramento
nos leve a praticar o verdadeiro jejum
que seja agradável a vossos olhos
e sirva de remédio aos nossos males.
Por Nosso Senhor.

A bênção e imposição das cinzas pode fazer-se também fora da Missa. Nesse
caso, convém que preceda uma liturgia da palavra, utilizando a antífona de
entrada, a oração colecta, as leituras e seus cânticos, como na Missa. Depois da
homilia, procede-se à bênção e imposição das cinzas. O rito conclui com a
oração universal.
QUINTA-FEIRA DE CINZAS 171

Quinta-feira depois das cinzas

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 54, 17-20.23


Quando clamei ao Senhor, Ele ouviu a minha voz
e livrou-me dos inimigos.
Confia ao Senhor os teus cuidados
e Ele te salvará.

ORAÇÃO COLECTA
Fazei, Senhor, que a vossa graça
inspire sempre as nossas obras
e as sustente até ao fim,
para que toda a nossa actividade
por Vós comece e em Vós acabe.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Recebei benignamente, Senhor,
os dons que apresentamos sobre o altar,
para que nos alcancem o perdão
e dêem glória ao vosso nome.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 50, 12


Criai em mim, Senhor, um coração puro
e renovai em mim a firmeza de alma.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Deus omnipotente,
que este alimento celeste que recebemos
seja para nós fonte inesgotável de perdão
e de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.
172 TEMPO DA QUARESMA

Sexta-feira depois das cinzas

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 29, 11


O Senhor ouviu-me e teve compaixão de mim.
O Senhor é o meu auxílio.

ORAÇÃO COLECTA
Pela vossa bondade, Senhor,
mostrai-Vos favorável às nossas obras de penitência,
a fim de podermos realizar com espírito sincero
a observância quaresmal que nos impomos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


O sacrifício que Vos oferecemos, Senhor,
neste tempo santo da Quaresma
nos torne agradáveis a vossos olhos
e mais diligentes na virtude da temperança.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 24, 4


Mostrai-nos, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-nos as vossas veredas.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Nós Vos pedimos, Deus omnipotente,
que a participação nestes santos mistérios
nos purifique dos nossos pecados
e nos sirva de remédio para o corpo e para a alma.
Por Nosso Senhor.
SÀBADO DEPOIS DAS CINZAS 173

Sábado depois das cinzas

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 68, 17


Ouvi-me, Senhor, pela vossa bondade.
Respondei-me, Senhor, pela vossa misericórdia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
olhai benigno para a nossa fraqueza
e protegei-nos com o poder do vosso braço.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Por este sacrifício de reconciliação e de louvor,
purificai, Senhor, os nossos corações
para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 9, 13
Antes quero a misericórdia que o sacrifício, diz o Senhor.
Eu não vim chamar os justos mas os pecadores.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos fortificais com o pão do Céu,
fazei que a celebração deste mistério na vida presente
seja para nós penhor de vida eterna.
Por Nosso Senhor.
174 TEMPO DA QUARESMA

DOMINGO I DA QUARESMA

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 90, 15-16


Quando me invocar, hei-de atendê-lo; hei-de libertá-lo e dar-lhe glória.
Favorecê-lo-ei com longa vida e lhe mostrarei a minha salvação.

Não se diz o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Deus omnipotente,
que, pela observância quaresmal,
alcancemos maior compreensão do mistério de Cristo
e a nossa vida seja dele um digno testemunho.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei que a nossa vida, Senhor,
corresponda à oferta das nossas mãos,
com a qual damos início à celebração
do tempo santo da Quaresma.
Por Nosso Senhor.

PREFÁCIO As tentações do Senhor


V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
DOMINGO I 175

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo nosso Senhor.
Jejuando durante quarenta dias,
Ele santificou a observância quaresmal
e, triunfando das insídias da antiga serpente,
ensinou-nos a vencer as tentações do pecado,
para que, celebrando dignamente o mistério pascal,
passemos um dia à Páscoa eterna.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 4, 4
Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que vem da boca de Deus.

Ou Salmo 90, 4
O Senhor te cobrirá com as suas penas,
debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com o pão do Céu,
que alimenta a fé, confirma a esperança e fortalece a caridade,
nós Vos pedimos, Senhor:
ensinai-nos a ter fome de Cristo, o verdadeiro pão da vida,
e a alimentar-nos de toda a palavra que da vossa boca nos vem.
Por Nosso Senhor.
176 TEMPO DA QUARESMA

Segunda-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 122, 2-3
Como os olhos dos servos se fixam nas mãos dos seus senhores,
assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus,
até que tenha piedade de nós.
Piedade, Senhor, tende piedade de nós.

ORAÇÃO COLECTA
Convertei-nos a Vós, Deus, nosso Salvador,
e, para que nos seja proveitosa a penitência quaresmal,
iluminai a nossa alma com a doutrina celeste.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, estas ofertas que Vos apresentamos
e fazei que, pela vossa graça,
nos alcancem o perdão dos pecados
e santifiquem toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 25, 40.34


Em verdade vos digo:
Tudo o que fizestes ao mais pequenino dos meus irmãos, a
Mim o fizestes.
Vinde, benditos de meu Pai,
recebei o reino preparado para vós desde o princípio do mundo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


A participação neste sacramento, Senhor,
nos fortaleça a alma e o corpo,
para que, inteiramente renovados,
nos alegremos sempre com a plenitude deste remédio celeste.
Por Nosso Senhor.
PRIMEIRA SEMANA 177

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 89, l-2


Senhor, tendes sido o nosso refúgio, de geração em geração.
Desde sempre e por toda a eternidade, Vós sois Deus.

ORAÇÃO COLECTA
Olhai, Senhor, para a vossa família
e fazei que a nossa alma,
purificada pela penitência corporal,
resplandeça cada vez mais com a luz da vossa presença.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Deus, criador e Senhor de todas as coisas,
recebei estes dons que nos vieram das vossas mãos
e transformai este alimento da nossa vida presente
em sacramento de vida eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 4, 2


Quando Vos invocar, ouvi-me, ó Deus, meu Salvador.
Vós que na tribulação me tendes protegido,
compadecei-Vos de mim e ouvi a minha súplica.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Pela comunhão nos vossos mistérios,
ensinai-nos, Senhor,
a moderar os desejos das coisas terrenas
e a amar os bens celestes.
Por Nosso Senhor.
178 TEMPO DA QUARESMA

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 24, 6.3.22


Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças que são eternas.
Não triunfe sobre nós o inimigo.
Senhor, livrai-nos de todo o mal.

ORAÇÃO COLECTA
Olhai com bondade, Senhor,
para a devoção do vosso povo
e fazei que, mortificando o corpo pela penitência,
renovemos o espírito com o fruto das boas obras.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor, que estes dons que nos destes
para os consagrarmos ao vosso nome,
se transformem para nós, por meio deste sacramento,
em remédio de vida eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 5, 12


Exultem para sempre os que em Vós confiam, Senhor.
Vós protegeis e alegrais os que amam o vosso nome.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
que sempre nos alimentais com os vossos sacramentos,
concedei-nos que o alimento de Vós recebido
seja para nós fonte de vida eterna.
Por Nosso Senhor.
PRIMEIRA SEMANA 179

Quinta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 5, 2-3
Ouvi, Senhor, as minhas palavras,
atendei o meu clamor.
Escutai a voz da minha súplica,
ó meu Rei e meu Deus.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Senhor, a graça
de pensar sempre o que é recto
e de o pôr em prática com diligência;
e, porque não podemos existir sem Vós,
fazei-nos viver segundo a vossa vontade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Acolhei benignamente, Senhor,
os dons e as preces do vosso povo
e convertei a Vós os nossos corações.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 7, 8
Quem pede recebe,
quem procura encontra,
a quem bate à porta, abrir-se-á.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
que nos concedeis a participação nestes santos mistérios
como garantia da nossa renovação espiritual,
fazei que eles nos sirvam de remédio
no presente e no futuro.
Por Nosso Senhor.
180 TEMPO DA QUARESMA

Sexta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 24, 17-18


Senhor, livrai-me dos meus tormentos.
Vede a minha miséria e a minha dor
e perdoai todos os meus pecados.

ORAÇÃO COLECTA
Fazei, Senhor, que os vossos fiéis
se preparem convenientemente para o mistério pascal,
de modo que a mortificação desta Quaresma
a todos aproveite para o bem das suas almas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Recebei benignamente, Senhor,
o sacrifício pelo qual quisestes reconciliar-nos convosco
e reconduzir-nos à salvação eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Ez 33, 11


Pela minha vida, diz o Senhor,
não quero a morte do pecador,
mas que se converta e viva.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Renovai-nos, Senhor,
pelo sacramento da vossa mesa santa,
para que, livres da antiga corrupção do pecado,
participemos plenamente no mistério da salvação.
Por Nosso Senhor.
PRIMEIRA SEMANA 181

Sábado

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 18, 8


A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma.
As ordens do Senhor são firmes,
dão sabedoria aos simples.

ORAÇÃO COLECTA
Convertei a Vós, Pai eterno, os nossos corações,
para que, buscando o único bem necessário
e praticando as obras de caridade,
nos consagremos inteiramente ao louvor da vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor, que estes santos mistérios,
instituídos para nossa renovação espiritual,
nos tornem dignos de participar nos seus frutos.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 5, 48
Sede perfeitos,
como o vosso Pai celeste é perfeito,
diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei continuamente, Senhor,
aqueles que alimentais nos divinos mistérios
e dai a consolação da vossa graça
àqueles que formastes com os ensinamentos celestes.
Por Nosso Senhor.
182 TEMPO DA QUARESMA

DOMINGO II DA QUARESMA

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 26, 8-9


Diz-me o coração: «Procurai a face do Senhor».
A vossa face, Senhor, eu procuro;
não escondais de mim o vosso rosto.

Ou cf. Salmo 24, 6.3.22


Lembrai-vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças que são eternas.
Não triunfe sobre nós o inimigo.
Senhor, livrai-nos de todo o mal.

Não se diz o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita bondade,
que nos mandais ouvir o vosso amado Filho,
fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra,
de modo que, purificado o nosso olhar espiritual,
possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Esta oblação, Senhor, lave os nossos pecados
e santifique o corpo e o espírito dos vossos fiéis,
para celebrarmos dignamente as festas pascais.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANA 183

PREFÁCIO A transfiguração do Senhor


V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo nosso Senhor.
Depois de anunciar aos discípulos a sua morte,
manifestou-lhes no monte santo o esplendor da sua glória,
para mostrar, com o testemunho da Lei e dos Profetas,
que pela sua paixão alcançaria a glória da ressurreição.
Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu,
proclamamos na terra a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 17, 5


Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus as minhas complacências.
Escutai-O.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Alimentados nestes gloriosos mistérios,
nós Vos damos graças, Senhor,
porque, vivendo ainda na terra,
nos fazeis participantes dos bens do Céu.
Por Nosso Senhor.
184 TEMPO DA QUARESMA

Segunda-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 25, 11-12


Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
Os meus pés seguem o caminho recto.
Nas assembleias bendirei o Senhor.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita misericórdia,
que nos ordenais a penitência do corpo para remédio do espírito,
concedei que possamos evitar todo o pecado
e cumprir fielmente as exigências da vossa lei.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Atendei, Senhor, as nossas súplicas
e livrai das seduções terrenas
aqueles a quem destes a graça
de celebrar os mistérios celestes.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lc 6, 36
Sede misericordiosos,
como o vosso Pai celeste é misericordioso,
diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei-nos, Senhor,
que esta comunhão nos purifique do pecado
e nos torne participantes da alegria celeste.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANA 185

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 12, 4-5


Iluminai os meus olhos, Senhor,
para que não adormeça na morte
e o meu inimigo não possa dizer:
«Consegui vencê-lo».

ORAÇÃO COLECTA
Guardai, Senhor, a vossa Igreja com amor eterno
e, porque sem Vós não se pode manter,
com a vossa ajuda seja livre do mal
e conduzida à salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai-nos, Senhor, por estes mistérios,
para que, purificados dos defeitos terrenos,
sejamos conduzidos aos bens celestes.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 9, 2-3


Cantarei todas as vossas maravilhas.
Quero alegrar-me e exultar em Vós.
Cantarei ao vosso nome, ó Altíssimo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei, Senhor, que o alimento da vossa mesa sagrada
nos ajude a viver mais santamente
e nos alcance o auxílio constante da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
186 TEMPO DA QUARESMA

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 37, 22-23


Não me abandoneis, Senhor;
meu Deus, não Vos afasteis de mim.
Senhor, socorrei-me e salvai-me.

ORAÇÃO COLECTA
Conservai, Senhor, a vossa família
na prática das boas obras,
para que, confortada nas necessidades da vida presente,
mereça ser conduzida por Vós aos bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Dirigi, Senhor, o vosso olhar
para as oferendas que Vos apresentamos
e, por esta admirável permuta de dons,
libertai-nos das cadeias do pecado.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 20, 28


O Filho do homem não veio para ser servido,
mas para servir
e dar a vida pela redenção dos homens.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Estes sacramentos, Senhor,
que nos destes como penhor de imortalidade,
sejam para nós fonte de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANA 187

Quinta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 138, 23-24


Sondai-me, Senhor, e conhecei os meus pensamentos.
Vede que não ande por maus caminhos.
Conduzi-me pelo caminho da eternidade.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, Pai santo,
que amais a inocência e a restituís aos que a perderam,
dirigi para Vós os corações dos vossos servos
pelo fervor do Espírito Santo,
para que sejam firmes na fé
e eficientes nas boas obras.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, por este sacrifício,
a nossa observância quaresmal,
de modo que a prática exterior da penitência
nos leve à conversão interior do espírito.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 118, 1


Felizes os que seguem o caminho perfeito
e andam na lei do Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Este santo sacrifício, Senhor,
permaneça em todas as nossas acções
e se confirme no fruto das boas obras.
Por Nosso Senhor.
188 TEMPO DA QUARESMA

Sexta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 30, 2.5


Em Vós, Senhor, me refugio:
jamais serei confundido.
Livrai-me das ciladas do inimigo.
Vós sois o meu refúgio.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Deus todo-poderoso,
que, purificados pelo fervor da penitência quaresmal,
cheguemos com espírito renovado
às próximas solenidades pascais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


A vossa misericórdia, Senhor,
prepare os vossos servos
para que possam celebrar dignamente estes mistérios
e se dediquem de todo o coração ao vosso serviço.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Jo 4, 10
Deus amou-nos e enviou-nos o seu Filho
como vítima de expiação pelos nossos pecados.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que neste sacramento
nos destes o penhor da salvação eterna,
fazei que, seguindo fielmente os vossos caminhos,
cheguemos à plenitude da alegria no reino dos Céus.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANA 189

Sábado

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 144, 8-9


O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade,
que pelos vossos dons maravilhosos
nos fazeis participantes dos bens eternos
ainda nesta vida mortal,
guiai-nos de tal modo nos caminhos deste mundo
que possamos chegar à luz eterna em que habitais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Por estes santos mistérios, Senhor,
concedei-nos os frutos da redenção,
para que nos libertem dos excessos terrenos,
e nos alcancem os bens celestes.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lc 15, 32


Alegra-te, meu filho, porque o teu irmão estava morto a voltou à vida,
estava perdido e foi encontrado.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Este sacramento que recebemos, Senhor,
actue profundamente em nossos corações
e nos comunique a sua força divina.
Por Nosso Senhor.
190 TEMPO DA QUARESMA

DOMINGO III DA QUARESMA


Onde se fizerem os escrutínios preparatórios para o Baptismo dos adultos, neste
domingo, podem utilizar-se as orações rituais e as intercessões próprias: p. 1063

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 24, 15-16


Os meus olhos estão voltados para o Senhor,
porque Ele livra os meus pés da armadilha.
Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão
porque estou só e desamparado.

Ou Ez 36, 23-26
Quando Eu manifestar em vós a minha santidade,
reunir-vos-ei de todos os povos;
derramarei sobre vós água pura,
e ficareis limpos de toda a iniquidade.
Eu vos darei um espírito novo, diz o Senhor.

Não se diz o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a bondade,
que nos fizestes encontrar no jejum, na oração e no amor fraterno
os remédios do pecado,
olhai benigno para a confissão da nossa humildade,
de modo que, abatidos pela consciência da culpa,
sejamos confortados pela vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor, por este sacrifício,
que, ao pedirmos o perdão dos nossos pecados,
perdoemos também aos nossos irmãos.
Por Nosso Senhor.
TERCEIRA SEMANA 191

PREFÁCIO A Samaritana

Quando se lê o Evangelho da Samaritana, diz-se o prefácio seguinte:


V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo nosso Senhor.
Quando Ele pediu à samaritana água para beber,
já lhe tinha concedido o dom da fé
e da sua fé teve uma sede tão viva
que acendeu nela o fogo do amor divino.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
Quando não se lê o Evangelho da Samaritana, diz-se outro prefácio da Quares-
ma: p. 461 [596-708] ou p. 462

ANTÍFONA DA COMUNHÃO

Quando se lê o Evangelho da Samaritana: Jo 4, 13-14


Quem beber da água que Eu lhe der, diz o Senhor,
terá em seu coração a fonte da vida eterna.

Quando se lê o outro Evangelho: Salmo 83, 4-5


As aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.
Felizes os que moram em vossa casa
e a toda a hora cantam os vossos louvores.
192 TEMPO DA QUARESMA

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Recebemos Senhor nosso Deus,
o penhor da glória eterna
e, vivendo ainda na terra,
fomos saciados com o pão do Céu.
Nós Vos pedimos humildemente
a graça de manifestar na vida
o que celebramos neste sacramento.
Por Nosso Senhor.
TERCEIRA SEMANA 193

Segunda-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 83, 3


A minha alma suspira pelos átrios do Senhor,
o meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo.

ORAÇÃO COLECTA
Purificai, Senhor,
e protegei continuamente a vossa Igreja
e, porque não pode salvar-se sem Vós,
governai-a com a vossa providência.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Apresentamos, Senhor,
estes dons sobre o vosso altar
e humildemente Vos pedimos
que os transformeis para nós
em sacramento de salvação.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 116, 1-2


Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


A comunhão deste sacramento
nos purifique, Senhor,
e nos confirme na unidade.
Por Nosso Senhor.
194 TEMPO DA QUARESMA

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 16, 6.9


Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco;
ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras.
Guardai-me dos meus inimigos, Senhor,
protegei-me à sombra das vossas asas.

ORAÇÃO COLECTA
Não nos abandone, Senhor, a vossa graça:
ela nos torne dedicados ao vosso serviço
e nos obtenha sempre a vossa ajuda.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor, que este sacrifício,
oferecido para nossa salvação,
nos purifique de todo o pecado
e nos faça sentir o poder da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 14, 1-2


Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
Quem descansará no vosso monte santo?
Aquele que vive sem mancha e pratica a justiça.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


A participação neste sacramento
renove, Senhor, a nossa vida
e nos obtenha a remissão dos pecados
e o auxílio da vossa protecção.
Por Nosso Senhor.
TERCEIRA SEMANA 195

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 118, 133


Firmai os meus passos segundo a vossa promessa e
livrai-me de toda a iniquidade.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Senhor,
que, instruídos pela observância quaresmal
e alimentados pela vossa palavra,
nos consagremos totalmente a Vós
e perseveremos unidos na oração.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, com estas ofertas
as orações dos vossos fiéis
e defendei de todos os perigos
o povo que celebra estes santos mistérios.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 15, 11


O Senhor me ensinará o caminho da vida,
a seu lado viverei na plenitude da alegria.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Santificai-nos, Senhor,
com o alimento recebido nesta mesa celeste,
para que, livres de todos os erros,
sejamos dignos das vossas promessas.
Por Nosso Senhor.
196 TEMPO DA QUARESMA

Quinta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA
Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor.
Quando chamar por Mim nas suas tribulações,
Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

ORAÇÃO COLECTA
Humildemente Vos pedimos, Senhor:
à medida que se aproxima o dia da nossa redenção,
fazei que nos preparemos com maior generosidade
para a celebração do mistério pascal.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Purificai, Senhor, o vosso povo
de todo o contágio do mal,
para que os nossos dons Vos sejam agradáveis;
e não nos deixeis fascinar pelas falsas alegrias,
mas conduzi-nos ao prémio da glória prometida.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 118, 4-5


Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente.
Fazei que os meus passos sejam firmes
na observância dos vossos mandamentos.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça
aqueles que alimentais nos sagrados mistérios,
para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento
se manifestem em toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor.
TERCEIRA SEMANA 197

Sexta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 85, 8.10


Quem como Vós, Senhor?
Só Vós sois grande e operais maravilhas.
Só Vós sois Deus.

ORAÇÃO COLECTA
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações,
para que saibamos dominar os desejos terrenos
e ser fiéis, com a vossa ajuda, aos mandamentos celestes.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai com bondade, Senhor,
para os dons que Vos consagramos,
para que Vos sejam agradáveis
e se tornem para nós fonte de salvação.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mc 12, 33


Amar a Deus de todo o coração
e ao próximo como a nós mesmos
vale mais que todos os sacrifícios.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Santificai, Senhor, com o poder da vossa graça
as nossas almas e os nossos corpos,
para possuirmos um dia em plenitude
o que começamos a receber neste sacramento.
Por Nosso Senhor.
198 TEMPO DA QUARESMA

Sábado

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 102, 2-3


Bendiz, ó minha alma, o Senhor e não esqueças os seus benefícios.
Ele perdoa todos os teus pecados.

ORAÇÃO COLECTA
Celebrando com alegria a observância quaresmal,
nós Vos suplicamos, Senhor:
fazei-nos caminhar fervorosamente para os mistérios pascais,
a fim de podermos gozar plenamente os seus frutos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que nos purificais com a vossa graça,
para nos aproximarmos dignamente dos vossos mistérios,
concedei que, honrando solenemente estes dons sagrados,
Vos prestemos a homenagem do louvor perfeito.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lc 18, 13


O publicano batia no peito e dizia:
Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus de misericórdia,
que nos alimentais constantemente com os vossos mistérios,
concedei-nos a graça de os celebrar sempre de coração sincero
e de os receber com verdadeira fé.
Por Nosso Senhor.
QUARTA SEMANA 199

DOMINGO IV DA QUARESMA
Onde se fizerem os escrutínios preparatórios para o Baptismo dos adultos, neste
domingo, podem utilizar-se as orações rituais e as intercessões próprias: p. 1063

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 66, 10-11


Alegra-te, Jerusalém; rejubilai, todos os seus amigos.
Exultai de alegria, todos vós que participastes no seu luto
e podereis beber e saciar-vos na abundância das suas consolações.
Não se diz o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de misericórdia, que, pelo vosso Filho,
realizais admiravelmente a reconciliação do género humano,
concedei ao povo cristão fé viva e espírito generoso,
a fim de caminhar alegremente
para as próximas solenidades pascais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Ao apresentarmos com alegria estes dons de vida eterna,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
a graça de os celebrar com verdadeira fé
e de os oferecer dignamente pela salvação do mundo.
Por Nosso Senhor.
PREFÁCIO O cego de nascença
Quando se lê o Evangelho do cego de nascença, diz-se o prefácio seguinte:
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
200 TEMPO DA QUARESMA

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo nosso Senhor.
Pelo mistério da Encarnação,
iluminou o género humano que vivia nas trevas
para o reconduzir à luz da fé
e pela regeneração do Baptismo
libertou os que nasciam na escravidão do antigo pecado
para os tornar seus filhos adoptivos.
Por isso o céu e a terra Vos adoram, cantando um cântico novo,
e também nós, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:
Santo, Santo, Santo.
Quando não se lê o Evangelho do cego de nascença, diz-se outro prefácio da
Quaresma: p. 461 [596-708] ou p. 462

ANTÍFONA DA COMUNHÃO

Quando se lê o Evangelho do cego de nascença: cf. Jo 9, 11


O Senhor ungiu os meus olhos.
Eu fui lavar-me, comecei a ver e acreditei em Deus.
Quando se lê o Evangelho do filho pródigo: Lc 15, 32
Alegra-te, meu filho, porque o teu irmão estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi encontrado.
Quando se lê o outro Evangelho: Salmo 121, 3-4
Jerusalém, cidade de Deus, para ti sobem as tribos do Senhor,
para celebrar o seu santo nome.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
luz de todo o homem que vem a este mundo,
iluminai os nossos corações com o esplendor da vossa graça,
para que pensemos sempre no que Vos é agradável
e Vos amemos de todo o coração.
Por Nosso Senhor.
QUARTA SEMANA 201

Segunda-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 30, 7-8


Confio em Vós, Senhor.
Hei-de alegrar-me e exultar com a vossa misericórdia,
porque conhecestes as angústias da minha alma
e pusestes os meus pés em caminho largo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita bondade,
que renovais o mundo com admiráveis sacramentos,
fazei que a vossa Igreja se enriqueça sempre mais
com estes benefícios eternos
e nunca lhe faltem os auxílios temporais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei-nos, Senhor,
o fruto da oblação que Vos é consagrada,
de modo que, purificados da velha condição do homem terreno,
vivamos a vida nova do homem celeste.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Ez 36, 27


Diz o Senhor: Infundirei em vós o meu espírito
e farei que sigais os meus preceitos e obedeçais fielmente às minhas leis.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Nós Vos suplicamos, Senhor,
que estes dons sagrados renovem a nossa vida,
para que, seguindo o caminho da santidade,
alcancemos os bens eternos.
Por Nosso Senhor.
202 TEMPO DA QUARESMA

Terça-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 55, 1
Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas.
Todos vós que não tendes dinheiro, vinde e bebei com alegria.

ORAÇÃO COLECTA
Fazei, Senhor,
que a observância deste santo tempo da Quaresma
disponha o coração dos vossos fiéis
para celebrarem dignamente o mistério pascal
e anunciarem aos homens a alegria da salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Recebei benignamente, Senhor,
os dons que Vós mesmo nos destes
para sustento da nossa vida mortal
e transformai-os para nós
em alimento de vida eterna.
Por Nosso Senhor..

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 22, 1-2


O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados.
Conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Purificai, Senhor, o nosso espírito
e renovai-o com os vossos divinos sacramentos,
para que também o nosso corpo mortal receba o auxílio necessário
na vida presente e na vida futura.
Por Nosso Senhor.
QUARTA SEMANA 203

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 68, 14


A Vós, Senhor, elevo a minha súplica.
Pela vossa bondade, respondei-me e salvai-me.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de misericórdia,
que aos justos dais o prémio
e aos pecadores arrependidos concedeis o perdão,
compadecei-Vos daqueles que Vos suplicam,
para que a confissão das nossas culpas
nos alcance o perdão dos pecados.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Nós Vos pedimos, Senhor,
que o poder deste sacrifício
nos purifique do antigo pecado,
nos faça crescer na vida nova
e nos alcance a salvação.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 3, 17
Deus enviou o seu Filho ao mundo,
não para o condenar mas para o salvar.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Não permitais, Senhor,
que os dons celestes por nós recebidos
sejam motivo de condenação para os vossos fiéis,
a quem os deixastes como remédio de salvação.
Por Nosso Senhor.
204 TEMPO DA QUARESMA

Quinta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 104, 3-4


Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor.
Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que, na vossa clemência infinita,
nos purificais pela penitência
e nos santificais pelas boas obras,
fazei que perseveremos fielmente
na observância dos vossos preceitos
e cheguemos confiantes às festas pascais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei-nos, Deus omnipotente,
que a oblação deste sacrifício
nos purifique de toda a mancha
e nos fortaleça contra todos os males.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jer 31, 33


Imprimirei a minha lei na sua alma, gravá-la-ei no seu coração.
Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Por estes sacramentos que recebemos, Senhor,
purificai-nos de toda a culpa,
para que, livres da opressão do pecado,
nos alegremos com a plenitude da graça celeste.
Por Nosso Senhor.
QUARTA SEMANA 205

Sexta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 53, 3-4
Salvai-me, Senhor, pelo vosso nome;
pelo vosso poder, fazei-me justiça.
Ouvi, Senhor, a minha oração, atendei às palavras da minha boca.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que preparastes os auxílios necessários à nossa fraqueza,
fazei que os recebamos com alegria
e manifestemos na vida os seus frutos de santidade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Deus omnipotente, fazei que este sacrifício
nos santifique com o seu admirável poder
e nos faça chegar, de coração purificado, às festas pascais,
princípio da nossa salvação.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Ef 1, 7
Jesus Cristo resgatou-nos com o seu sangue
e concedeu-nos o perdão dos nossos pecados,
segundo a riqueza da sua graça.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor,
que nos fizestes passar
da antiga para a nova aliança,
fazei que este sacramento celeste
nos liberte da velha condição do pecado
e nos renove com uma vida santa.
Por Nosso Senhor.
206 TEMPO DA QUARESMA

Sábado
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 17, 5-7
Cercaram-me as ondas da morte, envolveram-me os laços do abismo.
Na minha aflição invoquei o Senhor
e do seu templo santo Ele ouviu a minha voz.

ORAÇÃO COLECTA
A vossa misericórdia, Senhor,
dirija os nossos corações,
porque sem Vós não podemos agradar-Vos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Recebei, Senhor, com benevolência
os dons que Vos apresentamos
e submetei os nossos corações rebeldes
à vossa santíssima vontade.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Quaresma: pp. 461-466

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Pedro 1, 19


Fomos resgatados de toda a culpa
pelo sangue precioso de Cristo, Cordeiro imaculado.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei, Senhor, que os vossos santos mistérios
nos purifiquem de todo o mal
e o seu poder santificador
nos torne agradáveis aos vossos olhos.
Por Nosso Senhor.
O costume de cobrir as cruzes e as imagens das igrejas pode conservar-se,
conforme o parecer da Conferência Episcopal. As cruzes permanecem cobertas
até ao fim da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-Feira Santa; as imagens,
até ao começo da Vigília Pascal.
DOMINGO V DA QUARESMA 207

DOMINGO V DA QUARESMA
Onde se fizerem os escrutínios preparatórios do Baptismo dos adultos, neste
Domingo, podem utilizar-se as orações rituais e as intercessões próprias: p. 1063

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 42, 1-2


Fazei-me justiça, meu Deus,
defendei a minha causa contra a gente sem piedade,
livrai-me do homem desleal e perverso.
Vós sois o meu refúgio.
Não se diz o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça
de viver com alegria o mesmo espírito de caridade
que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte
pela salvação dos homens.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Ouvi-nos, Senhor Deus omnipotente,
e, pela virtude deste sacrifício,
purificai os vossos servos
que iluminastes com os ensinamentos da fé.
Por Nosso Senhor.
PREFÁCIO A ressurreição de Lázaro
Quando se lê o Evangelho de Lázaro, diz-se o prefácio seguinte:
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
208 TEMPO DA QUARESMA

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo nosso Senhor.
Como verdadeiro homem,
Ele chorou pelo seu amigo Lázaro;
como Deus eterno,
ressuscitou-o do túmulo;
compadecido da humanidade,
fez-nos passar da morte à vida,
mediante os sacramentos pascais.
Por Ele Vos adoram no Céu os coros dos Anjos
e se alegram eternamente na vossa presença.
Com eles também nós proclamamos na terra a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
Quando não se lê o Evangelho de Lázaro, diz-se outro prefácio da Quaresma:
p. 461 [596-708] ou p. 462

ANTÍFONA DA COMUNHÃO

Quando se lê o Evangelho de Lázaro: Jo 11, 26


Aquele que vive e crê em Mim
não morrerá para sempre, diz o Senhor.
Quando se lê o Evangelho da mulher adúltera: Jo 8, 10-11
Mulher, ninguém te condenou? Ninguém, Senhor.
Nem Eu te condeno. Vai em paz e não tornes a pecar.
Quando se lê o outro Evangelho: Jo 12, 24-25
Em verdade vos digo:
se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só;
mas se morrer, dá fruto abundante.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus omnipotente, concedei-nos a graça
de sermos sempre contados entre os membros de Cristo,
nós que comungámos o seu Corpo e Sangue.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
QUINTA SEMANA 209

Segunda-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 55, 2
Compadecei-Vos de mim, Senhor,
porque os homens me oprimem e todo o dia me perseguem os inimigos.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
cuja infinita bondade nos enche de bênçãos,
concedei-nos a graça de iniciar uma vida nova
que nos prepare para a glória do vosso reino.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor,
que, reunidos para celebrar estes santos mistérios,
Vos ofereçamos, como fruto da penitência,
a alegria dos nossos corações purificados.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Quando se lê o Evangelho da mulher adúltera: Jo 8, 10-11
Mulher, ninguém te condenou? Ninguém, Senhor.
Nem Eu te condeno. Vai em paz e não tornes a pecar.
Quando se lê o outro Evangelho: Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


A graça deste sacramento, Senhor,
nos fortaleça e nos purifique de todo o mal,
para que, seguindo os passos de Cristo,
caminhemos generosamente ao vosso encontro.
Por Nosso Senhor.
210 TEMPO DA QUARESMA

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 26, 14


Confia no Senhor e sê forte.
Tem coragem e espera no Senhor.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, concedei-nos a perseverança
no fiel cumprimento da vossa vontade,
para que, em nossos dias,
aumente em mérito e em número,
o povo dedicado ao vosso serviço.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Por este sacrifício de reconciliação,
perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados
e orientai os nossos corações
no caminho da santidade e da paz.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 12, 32


Quando Eu for levantado da terra,
atrairei tudo a Mim, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei-nos, Deus todo-poderoso,
que, participando assiduamente nestes divinos mistérios,
alcancemos as alegrias do Céu.
Por Nosso Senhor.
QUINTA SEMANA 211

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 17, 48-49


Vós, Senhor, me libertais dos inimigos,
Vós me exaltais sobre os meus adversários,
Vós me salvais dos homens violentos.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita misericórdia,
iluminai os corações dos vossos fiéis
que se purificam na penitência
e atendei as preces
daqueles a quem inspirastes
o desejo ardente de Vos servir.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, as ofertas que Vos são consagradas
e fazei que estes dons,
oferecidos para glória do vosso nome,
sirvam de remédio para as nossas almas.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Col 1, 13-14


O Senhor chamou-nos para o reino do seu amado Filho,
que nos remiu com o seu sangue e perdoou os nossos pecados.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


O sacramento que recebemos, Senhor,
seja para nós remédio celeste
que purifique os nossos corações de todo o mal
e nos assegure a vossa contínua protecção.
Por Nosso Senhor.
212 TEMPO DA QUARESMA

Quinta-Feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Hebr 9, 15


Cristo é o mediador da nova aliança.
Pela sua morte, os eleitos recebem a herança eterna prometida.

ORAÇÃO COLECTA
Atendei, Senhor, as nossas súplicas
e olhai benignamente
por aqueles que esperam na vossa misericórdia,
para que, purificados das suas culpas,
vivam santamente
e alcancem as vossas promessas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai com bondade, Senhor,
para o sacrifício que Vos apresentamos
e fazei que ele sirva para a nossa conversão
e para a salvação de todos os homens.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 8, 32


Para nos salvar, Deus não poupou o seu próprio Filho,
mas entregou-O à morte por todos nós.
Com Ele tudo nos deu.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos saciais com os vossos dons sagrados,
concedei-nos, por este sacramento,
com que nos alimentais na vida presente,
a comunhão convosco na vida eterna.
Por Nosso Senhor.
QUINTA SEMANA 213

Sexta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 30, 10.16.18


Compadecei-Vos de mim, Senhor, porque vivo angustiado.
Livrai-me dos inimigos, salvai-me dos que me perseguem.
Não permitais que eu seja confundido:
socorrei-me, Senhor, quando Vos invoco.

ORAÇÃO COLECTA
Perdoai, Senhor, as culpas do vosso povo
e livrai-nos, pela vossa bondade,
do poder do pecado que nos oprime.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei-nos, Deus de misericórdia,
a graça de Vos servirmos dignamente ao vosso altar,
para que a assídua participação neste sacrifício
nos alcance a salvação eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Pedro 2, 24


Jesus suportou os nossos pecados sobre o madeiro da cruz,
para que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça.
Pelas suas chagas fomos curados.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Este sacramento que recebemos, Senhor,
nos proteja sempre com o seu poder
e afaste de nós todo o mal.
Por Nosso Senhor.
214 TEMPO DA QUARESMA

Sábado
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 21, 20.7
Senhor, não Vos afasteis de mim, socorrei-me e salvai-me,
porque sou verme e não um homem,
o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de misericórdia,
que em todo o momento realizais a salvação dos homens
e agora alegrais o vosso povo com graças mais abundantes,
olhai benignamente para os vossos eleitos
e fortalecei, com o auxílio da vossa protecção,
os que se preparam para o renascimento do Baptismo
e aqueles que já o receberam.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Deus eterno e omnipotente,
que fazeis renascer para a vida eterna
os que no sacramento do Baptismo proclamam a fé no vosso nome,
recebei as ofertas e as orações dos vossos servos,
para que se confirme a esperança dos que em Vós confiam
e sejam perdoados todos os seus pecados.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 11, 52


Cristo foi entregue à morte,
para reunir os filhos de Deus que andavam dispersos.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus de infinita bondade,
que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
tornai-nos também participantes da sua natureza divina.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
SEMANA SANTA

DOMINGO DE RAMOS
NA PAIXÃO DO SENHOR
1. Neste dia, a Igreja recorda a entrada de Cristo, o Senhor, em Jerusalém,
para consumar o seu mistério pascal. Por isso, em todas as Missas se comemora
esta entrada do Senhor na cidade santa: ou com a procissão, ou com a entrada
solene antes da Missa principal, ou com a entrada simples antes das outras
Missas. A entrada solene (mas sem procissão) pode repetir-se antes de outras
Missas que se celebram com grande assistência de fiéis.

Comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém

Primeira forma: Procissão


2. À hora marcada, reúnem-se todos numa igreja secundária ou noutro lugar
apropriado fora da igreja para a qual se dirige a procissão. Os fiéis levam ramos
na mão.

3. O sacerdote e o diácono, revestidos de paramentos vermelhos próprios da


Missa, dirigem-se para o lugar onde o povo está reunido. O sacerdote, em vez
da casula, pode levar o pluvial, que deporá terminada a procissão.

4. Entretanto, canta-se a antífona seguinte ou outro cântico apropriado.

ANTÍFONA Mt 21, 9
Hossana ao Filho de David.
Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel.
Hossana nas alturas.
216 DOMINGO DE RAMOS

5. O sacerdote, ao chegar, saúda o povo na forma habitual. Depois exorta os


fiéis a participarem activa e conscientemente na celebração deste dia, dizendo
estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos caríssimos:
Desde o princípio da Quaresma vimos a preparar-nos com obras
de penitência e de caridade. Hoje estamos aqui reunidos para
darmos início, em união com toda a Igreja, à celebração do
mistério pascal do Senhor, isto é, da sua paixão e ressurreição.
Foi para realizar este mistério da sua morte e ressurreição que
Jesus Cristo entrou na sua cidade de Jerusalém. Por isso,
recordando com fé e devoção esta entrada triunfal na cidade
santa, acompanharemos o Senhor, de modo que, participando
agora na sua cruz, mereçamos um dia ter parte na sua
ressurreição.

6. Seguidamente, o sacerdote, de mãos juntas, diz uma das seguintes orações:

Oremos.
Deus eterno e omnipotente,
santificai com a vossa ✠ bênção estes ramos,
para que, acompanhando a Cristo nosso Rei
nesta celebração festiva,
mereçamos entrar com Ele na Jerusalém celeste.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.

Ou
Aumentai, Senhor, a fé dos que esperam em Vós
e ouvi com bondade as nossas humildes súplicas,
para que, aclamando com estes ramos a Cristo vitorioso, per-
maneçamos unidos a Ele
e dêmos fruto abundante de boas obras.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.
Terminada a oração, asperge os ramos com água benta, sem dizer nada.
NA PAIXÃO DO SENHOR 217

7. A seguir, faz-se a proclamação do Evangelho da entrada do Senhor,


segundo o texto evangélico correspondente a cada um dos ciclos. Esta procla-
mação é feita do modo habitual pelo diácono, ou, na falta dele, pelo sacerdote.

Ano A
✠ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus.
21, 1-11
Naquele tempo, quando se aproximavam de Jerusalém e chegaram a
Betfagé, perto do Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos,
dizendo-lhes: «Ide à povoação aí em frente e encontrareis uma jumenta
presa e um jumentinho com ela. Soltai-a e trazei-mos. Se alguém vos disser
alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles, mas não tardará em
devolvê-los».
Isto sucedeu para se cumprir o que tinha sido anunciado pelo Profeta:
«Dizei à filha de Sião: “Eis o teu Rei, que vem ao teu encontro, humilde-
mente montado num jumentinho, filho de uma jumenta”».
Os discípulos partiram e fizeram como Jesus lhes ordenara; trouxeram
a jumenta e o jumentinho, puseram sobre eles as suas capas e Jesus sentou-se
em cima. Uma grande multidão estendia as suas capas no caminho, enquan-
to outros cortavam ramos de árvores e espalhavam-nos pelo caminho. Toda
esta multidão, tanto os que iam à frente de Jesus como os que vinham atrás,
diziam em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem
em nome do Senhor! Hossana nas alturas!»
Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou alvoroçada. E
perguntavam: «Quem é Ele?» E da multidão respondiam: «Este é Jesus, o
profeta de Nazaré da Galileia».
Palavra da salvação.

Ano B
✠ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos.
1 1,1-10
Quando se aproximaram de Jerusalém, nas cercanias de Betfagé e de
Betânia, perto do Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípu-
los, dizendo-lhes: «Ide à povoação aí em frente e encontrareis logo à
entrada um jumentinho preso que ninguém montou ainda. Soltai-o e trazei-
o. Se alguém perguntar porque o fazeis, respondei: “O Senhor precisa dele,
mas não tardará em mandá-lo novamente para aqui”».
Eles partiram e encontraram um jumentinho preso, na rua, junto a uma
porta, e soltaram-no. Alguns dos que estavam ali perguntaram-lhes: «Por-
que estais a soltar o jumentinho?» Responderam como Jesus tinha dito, e
eles deixaram que o levassem.
218 DOMINGO DE RAMOS

Os discípulos trouxeram o jumentinho a Jesus e puseram as capas em


cima; e Jesus sentou-Se sobre ele. Então muitos estenderam as suas capas
pelo caminho; outros puseram ramos que tinham cortado no campo. E
tanto os que seguiam à frente como os que vinham atrás exclamavam:
«Hossana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que
vem, o reino do nosso pai David! Hossana nas alturas!»
Palavra da salvação.

Ou

✠ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João.


12, 12-16
A grande multidão que tinha vindo à festa da Páscoa, ao ouvir dizer que
Jesus ia chegar a Jerusalém, tomou ramos de oliveira e saiu ao seu encontro,
clamando: «Hossana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de
Israel!»
Jesus encontrou um jumentinho e montou em cima dele, conforme está
escrito: «Não temas, filha de Sião. Aí vem o teu Rei, sentado sobre o filho
de uma jumenta».
Os discípulos não o compreenderam a princípio; mas quando Jesus foi
glorificado, lembraram-se de que estava escrito acerca d’Ele o que lhe
tinham feito.
Palavra da salvação.

Ano C
✠ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas.
19, 28-40
Jesus caminhava à frente dos seus discípulos, subindo para Jerusalém.
Quando Se aproximou de Betfagé e Betânia, perto do monte chamado «das
Oliveiras», enviou dois discípulos, dizendo: «Ide à povoação aí em frente
e, ao entrardes nela, encontrareis um jumentinho preso, que ninguém
montou ainda. Soltai-o e trazei-o. Se alguém perguntar porque o soltais,
respondereis: “O Senhor precisa dele”».
Os enviados partiram e acharam tudo como Jesus lhes tinha dito.
Quando estavam a soltar o jumentinho, disseram-lhes os donos: «Porque
soltais o jumentinho?» Eles responderam: «O Senhor precisa dele».
Trouxeram-no então a Jesus e, estendendo as suas capas sobre o
jumentinho, fizeram com que Jesus montasse sobre ele.
NA PAIXÃO DO SENHOR 219

Enquanto Jesus avançava, o povo estendia as suas capas no caminho. E


quando Ele Se aproximava da descida do Monte das Oliveiras, toda a
multidão dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus, em alta voz,
por todos os milagres que tinham visto. E diziam: «Bendito o que vem como
Rei, em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!»
Alguns fariseus, do meio da multidão disseram a Jesus: «Mestre,
repreende os teus discípulos». Mas Jesus respondeu: «Eu vos digo: se eles
se calarem, gritarão as pedras».
Palavra da salvação.

8. Depois do Evangelho, conforme as circunstâncias, pode fazer-se uma


breve homilia. A anunciar o começo da procissão, o sacerdote ou outro ministro
idóneo pode fazer uma admonição, dizendo estas palavras ou outras seme-
lhantes:

Imitemos, irmãos caríssimos, a multidão que aclamava Jesus na


cidade santa de Jerusalém, e caminhemos em paz.

9. Inicia-se a procissão em direcção à igreja onde é celebrada a Missa.


À frente vai o turiferário com o turíbulo aceso (se se usa o incenso); depois,
no meio de dois ministros com velas acesas, o cruciferário com a cruz ornamen-
tada; segue-se o sacerdote com os outros ministros: finalmente, os fiéis com os
ramos na mão.
Durante a procissão, os cantores e o povo cantam os seguintes cânticos ou
outros apropriados.

ANTÍFONA 1
As crianças de Jerusalém foram ao encontro do Senhor
com ramos de oliveira, clamando com alegria:
Hossana nas alturas.

Esta antífona pode repetir-se entre os versículos ou estrofes do salmo 23.

Salmo 23
Do Senhor é a terra e o que nela existe,*
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares*
e a consolidou sobre as águas.
220 DOMINGO DE RAMOS

Quem poderá subir à montanha do Senhor?*


Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,*
que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.
Este será abençoado pelo Senhor*
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,*
que procuram a face do Deus de Jacob.
Levantai, ó portas, os vossos umbrais,*
alteai-vos, pórticos antigos,
e entrará o Rei da glória.
Quem é esse Rei da glória?*
O Senhor forte e poderoso,
o Senhor poderoso nas batalhas.
Levantai, ó portas, os vossos umbrais,*
alteai-vos, pórticos antigos,
e entrará o Rei da glória.
Quem é esse Rei da glória?*
O Senhor dos Exércitos,
é Ele o Rei da glória.

ANTÍFONA 2
As crianças de Jerusalém estendiam os seus mantos no caminho,
clamando com alegria:
Hossana ao Filho de David.
Bendito o que vem em nome do Senhor.

Esta antífona pode repetir-se entre os versículos ou as estrofes do salmo 46.

Salmo 46
Povos todos, batei palmas,*
aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,*
o Rei soberano de toda a terra.
Submeteu os povos à nossa obediência*
e pôs as nações a nossos pés.
Para nós escolheu a nossa herança,*
glória de Jacob, por Ele amado.
NA PAIXÃO DO SENHOR 221

Deus subiu entre aclamações,*


o Senhor subiu ao som da trombeta.
Cantai hinos a Deus, cantai,*
cantai hinos ao nosso Rei, cantai.
Deus é Rei do universo:*
cantai os hinos mais belos.
Deus reina sobre os povos,*
Deus está sentado no trono sagrado.
Reuniram-se os príncipes dos povos*
ao povo do Deus de Abraão.
Porque a Deus pertencem os poderes da terra,*
Ele está acima de todas as coisas.

Hino a Cristo Rei

Todos:
Glória, honra e louvor a Jesus Cristo,
Que é nosso Rei e nosso Redentor.
Como as crianças de Jerusalém,
Cantemos ao que vem
Em nome do Senhor.

Coro:
Louvam os Anjos no alto dos Céus,
Os homens cantam com ramos e palmas:
Bendito seja o Filho de David,
Senhor do mundo e Rei das nossas almas.

Todos:
Glória, honra e louvor ...

Coro:
Exulta o universo de alegria,
Aclamando a vitória do Deus forte:
O Cordeiro votado ao sacrifício
É o Senhor que vai vencer a morte.

Todos:
Glória, honra e louvor ...
222 DOMINGO DE RAMOS

Coro:
A alegria do povo resgatado,
Que celebra o triunfo de Jesus,
seja um dia perfeita e gloriosa
Na claridade da eterna luz.
Todos:
Glória, honra e louvor ...
Hymnus ad Christum Regem
Coro:
Glória, laus et honor tibi sit, Rex Christe Redémptor,
Cui pueríle decus prompsit Hosánna pium.
Todos:
Glória, laus et honor tibi sit ...
Coro:
Israel es tu Rex, Dávidis et ínclita proles,
Nómine qui in Dómini, Rex benedícte, venis.
Todos:
Glória, laus et honor tibi sit ...
Coro:
Coetus in excélsis te laudat caelicus omnis,
Et mortalis homo, et cuncta creáta simul.
Todos:
Glória, laus et honor tibi sit ...
Coro:
Plebs Hebraéa tibi cum palmis óbvia venit;
Cum prece, voto, hymnis, ádsumus ecce tibi.
Todos:
Glória, laus et honor tibi sit ...
Coro:
Hi tibi passúro solvébant múnia laudis;
Nos tibi regnánti pángimus ecce melos.
Todos:
Glória, laus et honor tibi sit ...
NA PAIXÃO DO SENHOR 223

Coro:
Hi placuére tibi, pláceat devótio nostra:
Rex bone, Rex clemens, cui bona cuncta placent.
Todos:
Glória, laus et honor tibi sit ...

10. À entrada da procissão na igreja, canta-se o responsório seguinte ou outro


cântico alusivo à entrada do Senhor.
V. Ao entrar o Senhor na cidade santa,
as crianças de Jerusalém, com ramos de palmeira,
anunciaram a ressurreição da vida,
cantando alegremente:
R. Hossana nas alturas.
V. Quando o povo ouviu dizer
que Jesus vinha para Jerusalém,
saiu ao seu encontro com ramos de palmeira,
cantando alegremente:
R. Hossana nas alturas.

11. Ao chegar ao altar, o sacerdote faz-lhe a devida reverência e, conforme as


circunstâncias, incensa-o. Seguidamente, dirige-se para a sua cadeira (depõe o
pluvial e veste a casula) e, omitindo tudo o mais, diz, como conclusão da
procissão, a oração colecta da Missa. Terminada esta oração, a Missa continua
na forma habitual.

Segunda forma: Entrada solene

12. Quando não é possível fazer a procissão fora da igreja, a entrada do Senhor
celebra-se dentro da igreja, com a entrada solene antes da Missa principal.

13. Os fiéis, com os ramos na mão, reúnem-se ou diante da porta da igreja ou


dentro dela. O sacerdote, os ministros e uma representação dos fiéis dirigem-se
para um lugar apropriado da igreja, fora do presbitério, onde pelo menos a maior
parte dos fiéis possa ver a acção ritual.
224 DOMINGO DE RAMOS

14. Enquanto o sacerdote se encaminha para o lugar indicado, canta-se a antífona


Hossana ou outro cântico apropriado. Em seguida faz-se a bênção dos ramos e a
proclamação do Evangelho da entrada do Senhor em Jerusalém, como ficou
indicado acima (nn. 5-7). Depois do Evangelho, o sacerdote, com os ministros e a
representação dos fiéis, avança solenemente em direcção ao presbitério. Entretanto
canta-se o responsório Ao entrar o Senhor (Ingrediente Domino) ( n. 10) ou outro
cântico apropriado.

15. Tendo chegado ao altar, o sacerdote faz a devida reverência. Depois


dirige-se para a sua cadeira e, omitindo tudo o mais, diz a oração colecta da
Missa, que prossegue na forma habitual.

Terceira forma: Entrada simples


16. Em todas as outras Missas em que não se faz a entrada solene, recorda-se
a entrada do Senhor em Jerusalém de uma forma simples.

17. Enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, canta-se a antífona de


entrada com o respectivo salmo (n. 18) ou outro cântico alusivo à entrada do
Senhor. Tendo chegado ao altar, o sacerdote faz a devida reverência e dirige-se
para a sua cadeira, de onde saúda o povo. Depois continua a Missa na forma
habitual.
Nas Missas em que não é possível cantar a antífona ou cântico de entrada, o
sacerdote, imediatamente depois de chegar ao altar e de lhe ter feito a devida
reverência, saúda o povo e lê a antífona de entrada. Depois continua a Missa na
forma habitual.
18. ANTÍFONA DE ENTRADA
Seis dias antes da Páscoa,
o Senhor entrou em Jerusalém
e as crianças vieram ao seu encontro,
com ramos de palmeira, cantando com alegria:
Hossana nas alturas.
Bendito sejais, Senhor,
que vindes trazer ao mundo a misericórdia de Deus.
Levantai, ó portas, os vossos umbrais, Salmo 23, 9-10
alteai-vos, pórticos antigos,
e entrará o Rei da glória.
Quem é esse Rei da glória?
O Senhor dos Exércitos,
é Ele o Rei da glória.
NA PAIXÃO DO SENHOR 225

Hossana nas alturas.


Bendito sejais, Senhor,
que vindes ao mundo trazer a misericórdia de Deus.

19. Onde não é possível fazer a procissão nem a entrada solene, convém que,
no sábado à tarde ou no domingo, à hora mais oportuna, se faça uma celebração
da palavra de Deus, que tenha por tema a entrada messiânica e a Paixão do
Senhor.

MISSA
20. Depois da procissão ou da entrada solene, o sacerdote começa a Missa com
a oração colecta.

21. ORAÇÃO COLECTA


Deus eterno e omnipotente,
que, para dar aos homens um exemplo de humildade,
quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem
e padecesse o suplício da cruz,
fazei que sigamos os ensinamentos da sua paixão,
para merecermos tomar parte na glória da sua ressurreição.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
22. A leitura da Paixão do Senhor faz-se sem círios nem incenso, sem saudação
nem signação do livro. É lida pelo diácono ou, na falta dele, pelo próprio
sacerdote. Também pode ser lida por leitores, reservando, quanto possível, a
parte de Cristo ao sacerdote. Só os diáconos (e não os outros), antes da leitura
da Paixão, pedem a bênção ao sacerdote, como de costume antes do Evangelho.

23. Depois da leitura da Paixão do Senhor, faz-se, conforme as circunstâncias,


uma breve homilia.

Diz-se o Credo.

24. ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Pela paixão do vosso Filho Unigénito,
apressai, Senhor, a hora da nossa reconciliação:
concedei-nos, por este único e admirável sacrifício,
a misericórdia que nossos pecados não merecem.
Por Nosso Senhor.
226 DOMINGO DE RAMOS
227
228 DOMINGO DE RAMOS
NA PAIXÃO DO SENHOR 229

Quando é recitado
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo nosso Senhor.
Sendo inocente, entregou-Se à morte pelos pecadores;
não tendo culpas, deixou-Se condenar pelos culpados.
A sua morte redimiu os nossos pecados
e a sua ressurreição abriu-nos as portas da salvação.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos com alegria a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.

26. ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 26, 42


Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba,
faça-Se a tua vontade.

27. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Saciados com estes dons sagrados,
nós Vos pedimos, Senhor:
assim como, pela morte do vosso Filho,
nos fizestes esperar o que a nossa fé nos promete,
fazei-nos também chegar, pela sua ressurreição,
às alegrias do reino que esperamos.
Por Nosso Senhor.
230 SEMANA SANTA

Segunda-feira da Semana Santa


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 34, 1-2; 139, 8
Julgai, Senhor, os meus inimigos,
combatei os que me fazem guerra.
Tomai o escudo e a armadura e vinde em meu auxílio,
Senhor, meu poderoso Salvador.

ORAÇÃO COLECTA
Olhai, Senhor,
para a fragilidade da nossa natureza mortal
e fortalecei a esperança dos vossos fiéis
pelos méritos do vosso Filho Unigénito.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai benignamente, Senhor,
para os sagrados mistérios que celebramos
e fazei que seja fonte de vida eterna
o sacramento que instituistes
para remissão dos nossos pecados.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Paixão do Senhor II: p. 468

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 101, 3


Não escondais, Senhor, o vosso rosto
no dia da minha aflição.
Inclinai para mim o vosso ouvido.
No dia em que chamar por Vós, respondei-me sem demora.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Visitai, Senhor, o povo santificado por estes mistérios
e defendei-o com paternal bondade,
para que conserve sempre, como remédio de salvação eterna,
os dons recebidos da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
SEMANA SANTA 231

Terça-feira da Semana Santa

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 26, 12


Não me entregueis, Senhor, ao ódio dos meus adversários:
contra mim se levantaram testemunhas falsas,
que respiram violência.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
concedei-nos a graça de celebrar dignamente
os mistérios da paixão do Senhor,
para merecermos alcançar o vosso perdão.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai com bondade, Senhor,
para a oblação dos vossos filhos:
Vós que os fazeis participar neste mistério de salvação,
fazei que alcancem a plenitude da vida eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Paixão do Senhor II: p. 468

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 8, 32


Para nos salvar,
Deus não poupou o seu próprio Filho.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos saciais com os vossos dons sagrados,
concedei-nos, por este sacramento
com que nos alimentais na vida presente,
a comunhão convosco na vida eterna.
Por Nosso Senhor.
232 SEMANA SANTA

Quarta-feira da Semana Santa

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Filip 2, 10.8.11


Ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos,
porque o Senhor obedeceu até à morte e morte de cruz:
Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que, para nos libertar do poder do inimigo,
quisestes que o vosso Filho sofresse o suplício da cruz,
concedei aos vossos servos a graça da ressurreição.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, os dons que Vos oferecemos
e fazei que, ao celebrarmos os mistérios da paixão de Cristo,
alcancemos a plenitude dos seus frutos.
Por Nosso Senhor.

Prefácio da Paixão do Senhor II: p. 468

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 20, 28


O Filho do homem não veio para ser servido,
mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
dai-nos a graça de acreditar firmemente
que, pela morte temporal do vosso Filho,
proclamada nestes santos mistérios,
recebemos das vossas mãos o penhor da vida eterna.
Por Nosso Senhor.
SEMANA SANTA 233

Quinta-feira da Semana Santa

Missa crismal
A bênção do óleo dos enfermos, do óleo dos catecúmenos e a consagração do
crisma é normalmente feita neste dia pelo Bispo, na Missa que celebra de manhã.
Se neste dia for difícil reunir o clero e o povo com o Bispo, pode esta bênção
ser antecipada para outro dia, mas nas proximidades da Páscoa, celebrando-se
sempre a Missa própria.
Esta Missa, que o Bispo concelebra com o seu presbitério, deve manifestar a
comunhão dos presbíteros com o seu Bispo. Convém, por isso, que, na medida do
possível, todos os presbíteros nela tomem parte e comunguem sob as duas espécies.
Para melhor significar esta unidade do presbitério da diocese, os presbíteros que
concelebram com o seu Bispo devem ser das várias regiões da diocese.
Na homilia, o Bispo deve exortar os seus presbíteros à fidelidade no
exercício do seu ministério e convidá-los a renovar publicamente as suas
promessas sacerdotais.

Ritos iniciais e liturgia da palavra

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 1, 6
Jesus Cristo fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai.
Louvor e glória a Cristo pelos séculos dos séculos. Amen.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade infinita,
que, pela unção do Espírito Santo,
constituistes o vosso Filho Unigénito Messias e Senhor,
concedei-nos que, participando na sua consagração,
sejamos no mundo testemunhas do seu Evangelho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
234 SEMANA SANTA

Renovação das promessas sacerdotais


Terminada a homilia, o Bispo dirige-se aos presbíteros com estas palavras ou outras
semelhantes:

Bispo:
Filhos caríssimos:
nesta comemoração anual do dia em que Cristo conferiu aos
Apóstolos e a nós o seu sacerdócio, quereis renovar as promes-
sas que fizestes, no dia da ordenação, diante do vosso Bispo e
do povo santo de Deus?
Presbíteros:
Sim, quero.

Bispo:
Quereis viver mais intimamente unidos a Cristo e configurar-vos
com Ele, renunciando a vós mesmos e permanecendo fiéis aos
compromissos que, por amor de Cristo e da sua Igreja, aceitas-
tes alegremente no dia da vossa ordenação sacerdotal?
Presbíteros:
Sim, quero.

Bispo:
Quereis permanecer fiéis dispensadores dos mistérios de Deus
na celebração eucarística e nas outras acções litúrgicas e
desempenhar fielmente o ministério da pregação, como segui-
dores de Cristo, Cabeça e Pastor, sem ambicionar bens tempo-
rais, mas movidos unicamente pelo zelo das almas?
Presbíteros:
Sim, quero.
SEMANA SANTA 235

Em seguida, dirigindo-se ao povo, o Bispo diz:


E agora, filhos caríssimos, orai pelos vossos presbíteros, para
que o Senhor derrame abundantemente sobre eles as suas
bênçãos, a fim de que sejam ministros fiéis de Cristo Sumo
Sacerdote e vos conduzam a Ele, única fonte de salvação.
Povo:
Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Bispo:
Rezai também por mim, para que seja fiel ao ministério apostólico
que me foi confiado e seja imagem, cada vez mais viva e perfeita,
de Cristo Sacerdote, Bom Pastor, Mestre e Servo de todos.
Povo:
Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Bispo:
O Senhor nos guarde a todos no seu amor e nos conduza à vida
eterna.
Todos:
Amen.

Não se diz o Credo nem a oração universal ou dos fiéis.

Liturgia eucarística

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Nós Vos pedimos, Senhor,
que o poder deste sacrifício
nos purifique do antigo pecado,
nos faça crescer na vida nova
e nos alcance a salvação.
Por Nosso Senhor.
236 SEMANA SANTA
SEMANA SANTA 237
238 SEMANA SANTA
SEMANA SANTA 239
240 SEMANA SANTA

Quando é recitado:
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Pela unção do Espírito Santo
constituístes o vosso Filho Unigénito
pontífice da nova e eterna aliança,
e no vosso amor infinito
quisestes perpetuar na Igreja o seu único sacerdócio.
Ele revestiu do sacerdócio real todo o seu povo santo,
e, de entre os seus irmãos, escolheu homens
que, mediante a imposição das mãos,
participam do seu ministério sagrado.
Eles renovam em seu nome o sacrifício da redenção humana,
preparando para os vossos filhos o banquete pascal;
dirigem com amor fraterno o vosso povo santo,
alimentam-no com a palavra
e fortalecem-no com os sacramentos.
Como verdadeiras testemunhas da fé e da caridade,
comprometem-se generosamente a cumprir a sua missão,
prontos, como Cristo, a dar a vida
por Vós e pelos homens seus irmãos.
SEMANA SANTA 241

Por isso, com todos os Anjos e Santos,


proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:
Santo, Santo, Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 88, 2


Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor e
para sempre proclamarei a sua fidelidade.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus todo-poderoso,
que nos alimentastes com os vossos sacramentos,
fazei que sejamos no mundo
fiéis testemunhas de Cristo,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
242 SEMANA SANTA
SAGRADO TRÍDUO PASCAL
GRAVURA
MISSA VESPERTINA
DA CEIA DO SENHOR

Segundo uma antiquíssima tradição da Igreja, são proibidas neste dia todas
as Missas sem participação do povo.
De tarde, à hora mais conveniente, celebra-se a Missa da Ceia do Senhor,
com plena participação de toda a comunidade local; nela, todos os sacerdotes
e ministros exercem o seu ofício próprio.
Os sacerdotes que tiverem concelebrado na Missa crismal, ou tiverem
celebrado para utilidade dos fiéis, podem novamente concelebrar nesta Missa
vespertina.
Onde o exigir o interesse pastoral, o Ordinário do lugar pode permitir a
celebração de outra Missa nas igrejas, oratórios públicos ou semipúblicos nas
horas vespertinas e, em casos de verdadeira necessidade, até da parte da manhã,
mas só para os fiéis que de nenhum modo podem tomar parte na Missa
vespertina. Deve evitar-se, no entanto, que tais celebrações se façam em proveito
de pessoas particulares ou possam prejudicar a Missa vespertina principal.
A sagrada comunhão só pode ser distribuída aos fiéis dentro da Missa. Aos
doentes, porém, pode levar-se a comunhão a qualquer hora do dia.

Ritos iniciais e liturgia da palavra


1. O sacrário deve estar completamente vazio. Para a comunhão do clero e dos
fiéis, consagre-se nesta Missa pão suficiente para hoje e amanhã.

2. ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Gal 6, 14


Toda a nossa glória está na cruz
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
N’Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição.
Por Ele fomos salvos e livres.

3. Diz-se o Glória. Enquanto se canta este hino, tocam-se os sinos, que não
voltarão a tocar-se até à Vigília Pascal, a não ser que a Conferência Episcopal
ou o Ordinário do lugar julguem oportuno estabelecer outra coisa.
246 TRÍDUO PASCAL

4. ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que nos reunistes para celebrar a Ceia santíssima
em que o vosso Filho Unigénito,
antes de Se entregar à morte,
confiou à Igreja o sacrifício da nova e eterna aliança,
fazei que recebamos, neste sagrado banquete do seu amor,
a plenitude da caridade e da vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
5. Na homilia comentam-se os grandes mistérios que neste dia se comemo-
ram: a instituição da sagrada Eucaristia e do sacramento da Ordem e o mandato
do Senhor sobre a caridade.

Lava-pés
6. Depois da homilia, onde razões pastorais o aconselhem, faz-se a cerimónia
do Lava-pés.
Os homens designados, conduzidos pelos ministros, vão ocupar os bancos
reservados para eles em lugar conveniente. O sacerdote (depois de tirar a casula,
se for necessário), aproxima-se de cada um deles, deita-lhes água nos pés e
enxuga-os com a ajuda dos ministros.

7. Entretanto cantam-se algumas das seguintes antífonas ou outros cânticos


apropriados.

ANTÍFONA I cf. Jo 13, 4.5.15


Para nos dar exemplo,
o Senhor levantou-Se da mesa
e começou a lavar os pés aos seus discípulos.

ANTÍFONA II Jo 13, 6.7.8


Senhor, Tu vais lavar-me os pés?
Jesus respondeu-lhe:
Se não te lavar os pés, não terás parte comigo.
V. Quando Jesus Se aproximou de Simão Pedro, Pedro disse a Jesus:
Senhor, Tu vais lavar-me os pés ...
QUINTA-FEIRA DA CEIA DO SENHOR 247

V. O que Eu vou fazer, não o compreendes agora.


Mais tarde o compreenderás.
Senhor, Tu vais lavar-me os pés ...

ANTÍFONA III cf. Jo 13, 14


Se Eu vos lavei os pés, sendo Mestre e Senhor,
também vós deveis lavar os pés uns aos outros.

ANTÍFONA IV Jo 13, 35
Todos conhecerão que sois meus discípulos,
se vos amardes uns aos outros.
V. Disse Jesus aos seus discípulos:
Todos conhecerão ...

ANTÍFONA V Jo 13, 34
Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.

ANTÍFONA VI 1 Cor 13, 13


Permaneçam em vós a fé, a esperança e a caridade.
Mas a maior de todas é a caridade.
V. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade.
Mas a maior de todas é a caridade.
Permaneçam em vós ...

8. Logo a seguir ao Lava-pés, ou, se este se omite, a seguir à homilia, diz-se


a oração universal.
Nesta Missa não se diz o Credo.

Liturgia eucarística
9. Ao iniciar-se a liturgia eucarística, pode organizar-se uma procissão dos
fiéis com oferta para os pobres.
Entretanto, canta-se a antífona Ubi caritas ou outro cântico apropriado.
248 TRÍDUO PASCAL

10. ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei-nos, Senhor,
a graça de participar dignamente nestes mistérios,
pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício
realiza-se a obra da nossa redenção.
Por Nosso Senhor.

11. Prefácio da Santíssima Eucaristia: p. 1254 [658-770]

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda


a Igreja), o Hanc igitur (Aceitai benignamente) e o Qui pridie (Na véspera
da sua paixão) próprios. Também nas Orações Eucarísticas II e III se fazem as
comemorações próprias.

No Cânone Romano:
Em comunhão com toda a Igreja,
ao celebrarmos o dia santíssimo
em que Nosso Senhor Jesus Cristo Se entregou por nós,
veneramos a memória da gloriosa sempre Virgem Maria,
Mãe do nosso Deus e Senhor, Jesus Cristo,
e também a de São José, seu esposo,
e a dos bem-aventurados Apóstolos e Mártires:
Pedro e Paulo, André,
[Tiago, João,
Tomé, Tiago, Filipe,
Bartolomeu, Mateus,
Simão e Tadeu;
Lino, Cleto, Clemente, Sixto,
Cornélio, Cipriano,
Lourenço, Crisógono,
João e Paulo,
Cosme e Damião]
e de todos os Santos.
Por seus méritos e orações,
concedei-nos, em tudo e sempre,
auxílio e protecção.
[Por Cristo, nosso Senhor. Amen.]
QUINTA-FEIRA DA CEIA DO SENHOR 249

De braços abertos, continua:


Aceitai benignamente, Senhor, a oblação que nós, vossos servos,
com toda a vossa família, Vos apresentamos.
Nós Vo-la oferecemos neste dia,
em que Nosso Senhor Jesus Cristo confiou aos seus discípulos
a celebração dos mistérios do seu Corpo e Sangue.
Dai a paz aos nossos dias, livrai-nos da condenação eterna
e contai-nos entre os vossos eleitos.
Junta as mãos.
[Por Cristo, nosso Senhor].
Com as mãos estendidas sobre as oblatas, diz:
Santificai esta oblação com o poder da vossa bênção
e recebei-a como sacrifício espiritual perfeito,
de modo que se converta para nós
no Corpo e Sangue do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Junta as mãos.
Hoje, na véspera da sua paixão, por nós e por todos os homens,
Toma o pão e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar continua:
Ele tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos
Eleva os olhos.
e, levantando os olhos ao céu,
para Vós, Deus, seu Pai todo-poderoso,
dando graças, abençoou-o,
partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco.
Tomai, todos, e comei:
isto é o meu Corpo
que será entregue por vós.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a sobre a patena e genuflecte em
adoração.

Continua o Cânone Romano, como na p. 519


250 TRÍDUO PASCAL

12. ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Cor 11, 24.25


Isto é o meu Corpo, entregue por vós;
este é o cálice da nova aliança no meu Sangue, diz o Senhor.
Fazei isto em memória de Mim.
13. Terminada a distribuição da comunhão, deixa-se sobre o altar a píxide com
as partículas para a comunhão do dia seguinte. A Missa conclui com a oração
depois da comunhão:

14. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus eterno e omnipotente,
que hoje nos alimentastes na Ceia do vosso Filho,
saciai-nos um dia na ceia do reino eterno.
Por Nosso Senhor.

Trasladação do Santíssimo Sacramento

15. Terminada a oração, o sacerdote, de pé, diante do altar, põe incenso no


turíbulo e, de joelhos, incensa por três vezes o Santíssimo Sacramento. Em
seguida, toma o véu de ombros, pega na píxide e cobre-a com as extremidades
do véu.
16. Organiza-se a procissão, com círios e incenso, indo à frente o cruciferário
com a cruz, e leva-se o Santíssimo Sacramento, através da igreja, para o lugar
da reserva, preparado numa capela convenientemente ornamentada. Entretanto
canta-se o hino Pange, lingua (Canta, Igreja, o Rei do mundo) __ excepto as
duas últimas estrofes __ ou outro cântico apropriado.
17. Chegada a procissão ao lugar da reserva, o sacerdote depõe a píxide.
Seguidamente, põe incenso no turíbulo e, de joelhos, incensa o Santíssimo
Sacramento. Entretanto canta-se o Tantum ergo sacramentum. Depois
fecha-se o tabernáculo ou urna da reserva.
18. Depois de algum tempo de oração em silêncio, o sacerdote e os ministros
fazem a genuflexão e retiram-se para a sacristia.
19. Segue-se a desnudação do altar e, se possível, retiram-se as cruzes da
igreja. Se algumas ficam na igreja, é conveniente cobri-las.
20. Os que tomaram parte na Missa vespertina não são obrigados à celebração
das Vésperas.
21. Exortem-se os fiéis, tendo em conta as circunstâncias e as diversas
situações locais, a dedicar algum tempo da noite à adoração do Santíssimo
Sacramento. A partir da meia noite, porém, esta adoração faz-se sem solenidade.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 251

SEXTA-FEIRA
DA PAIXÃO DO SENHOR

Celebração
da Paixão do Senhor

1. Hoje e amanhã, segundo uma tradição antiquíssima, a Igreja não celebra a


Eucaristia.
2. O altar deve estar totalmente despido: sem cruz, sem candelabros, sem
toalhas.
3. Na tarde deste dia, por volta das três horas (a não ser que razões de ordem
pastoral aconselhem outra hora mais tardia), faz-se a celebração da Paixão do
Senhor, que consta de três partes: liturgia da palavra, adoração da cruz e sagrada
comunhão.
Neste dia, a sagrada comunhão só pode ser distribuída aos fiéis dentro da
celebração da Paixão do Senhor. Aos doentes que não podem tomar parte nesta
celebração pode levar-se a comunhão a qualquer hora.

4. O sacerdote e os ministros sagrados, revestidos de paramentos vermelhos


como para a Missa, dirigem-se ao altar e, feita a devida reverência,
prostram-se de rosto por terra, ou, se parecer mais conveniente, põem-se de
joelhos; e todos oram em silêncio durante um breve espaço de tempo.
5. Depois o sacerdote, com os ministros, dirige-se para a sua cadeira e dali,
voltado para o povo, diz, de mãos juntas, uma das orações seguintes:
252 TRÍDUO PASCAL

ORAÇÃO

Não se diz Oremos.


Lembrai-Vos das vossas misericórdias, Senhor;
santificai e protegei sempre os vossos servos,
para os quais Jesus Cristo vosso Filho
instituiu no seu Sangue o mistério pascal.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou
Deus de infinita misericórdia,
que pela paixão de Cristo Nosso Senhor
destruístes a morte,
herança do antigo pecado
transmitida a todo o género humano,
fazei que, renovados à imagem do vosso Filho,
assim como, pela nossa natureza,
levamos a imagem do homem terrestre,
levemos também, pela vossa graça,
a imagem do homem celeste.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 253

Primeira parte

Liturgia da palavra

6. Todos se sentam e faz-se a primeira leitura, do livro do profeta Isaías


(52, 13-53, 12), com o respectivo salmo.

7. Segue-se a segunda leitura, da Epístola aos Hebreus (4, 14-16; 5, 7-9) e o


cântico de aclamação ao Evangelho.

8. Depois lê-se a história da Paixão do Senhor segundo São João (18, 1-19, 42),
na forma indicada no domingo anterior.

9. Depois da leitura da Paixão do Senhor, é oportuno fazer uma breve homilia;


ao fim da homilia, o sacerdote pode convidar os fiéis a permanecerem em oração
silenciosa durante um breve espaço de tempo.

ORAÇÃO UNIVERSAL

10. A liturgia da palavra termina com a oração universal, que se faz do seguinte
modo: o diácono, do ambão, diz a exortação com que é indicada a intenção da
oração; todos oram em silêncio durante uns momentos; finalmente, o sacerdote, da
sua sede, ou, conforme as circunstâncias, do altar, diz, de braços abertos, a oração.
Durante todo o tempo da oração universal, os fiéis podem estar de joelhos
ou de pé.

11. As Conferências Episcopais podem determinar uma aclamação do povo para


antes da oração do sacerdote, ou decidir que se mantenha o tradicional convite do
diácono: Flectamus genua Levate (Ajoelhemos Levantemo-nos), com um
espaço de tempo de oração em silêncio, que todos fazem de joelhos.

12. Em caso de grave necessidade pública, pode o Ordinário do lugar autorizar


ou até decretar que se junte uma intenção especial.

13. De entre as orações que se propõem no Missal, é permitido ao sacerdote


escolher as que melhor se acomodam às condições locais, respeitando contudo
a série de intenções indicadas para a oração universal (cf. Instrução Geral do
Missal Romano, n. 46, p. 29).
254 TRÍDUO PASCAL
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 255
256 TRÍDUO PASCAL
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 257
258 TRÍDUO PASCAL
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 259
260 TRÍDUO PASCAL
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 261
262 TRÍDUO PASCAL
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 263
264 TRÍDUO PASCAL

Quando é recitado:

I. Pela santa Igreja


Oremos, irmãos caríssimos, pela santa Igreja de Deus,
para que o Senhor lhe dê a paz, a confirme na unidade
e a proteja em toda a terra,
e a todos nós conceda uma vida calma e tranquila,
para glória de Deus Pai todo-poderoso.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
que em Jesus Cristo revelastes a vossa glória
a todos os povos da terra,
protegei a obra da vossa misericórdia,
para que a Igreja, dispersa por todo o mundo,
persevere firme na fé para dar testemunho do vosso nome.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 265

II. Pelo Papa


Oremos pelo nosso Santo Padre, o Papa N.,
para que Deus nosso Senhor, que o elevou ao episcopado,
o conserve e defenda na sua Igreja
para governar o povo santo de Deus.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
que tudo governais com sabedoria,
atendei favoravelmente as nossas súplicas
e, por vossa bondade,
protegei o Pastor que escolhestes para a vossa Igreja,
a fim de que o povo cristão,
governado por Vós sob a direcção do Sumo Pontífice,
progrida sempre na fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

III. Por todos os ministros e pelos fiéis


Oremos pelo nosso Bispo N.
e por todos os bispos, presbíteros e diáconos,
pelos que exercem na Igreja algum ministério
e por todo o povo de Deus.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
cujo Espírito santifica e governa todo o corpo da Igreja,
ouvi as súplicas que Vos dirigimos
por todos os membros da comunidade cristã,
e fazei que, ajudados pela vossa graça,
todos Vos sirvam com fidelidade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
266 TRÍDUO PASCAL

IV. Pelos catecúmenos


Oremos pelos [nossos] catecúmenos,
para que Deus nosso Senhor os ilumine interiormente
e lhes abra as portas da sua misericórdia,
de modo que, recebendo o perdão de todos os seus pecados
pela água regeneradora do Baptismo,
sejam incorporados em Jesus Cristo Nosso Senhor.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
que dais continuamente novos filhos à vossa Igreja,
aumentai a fé e a sabedoria dos [nossos] catecúmenos,
de modo que, renascendo na fonte baptismal,
sejam contados entre os vossos filhos de adopção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

V. Pela unidade dos cristãos


Oremos por todos os nossos irmãos que crêem em Cristo,
para que Deus nosso Senhor lhes dê a graça
de viverem a verdade em suas obras
e os reúna e guarde na unidade da sua Igreja.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Deus eterno e omnipotente,


que reunis os vossos fiéis dispersos
e os conservais na unidade,
olhai propício para todo o povo de Cristo,
para que vivam unidos pela integridade da fé
e pelo vínculo da caridade
todos aqueles que foram consagrados pelo mesmo Baptismo.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 267

VI. Pelos judeus


Oremos pelo povo judeu,
para que Deus nosso Senhor,
que falou aos seus pais pelos antigos Profetas,
o faça progredir no amor do seu nome
e na fidelidade à sua aliança.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
que confiastes as vossas promessas
a Abraão e à sua descendência,
atendei com bondade as preces da vossa Igreja,
para que o povo da primeira aliança
alcance a plenitude da redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

VII. Pelos que não crêem em Cristo


Oremos pelos que não crêem em Cristo,
para que, iluminados pelo Espírito Santo,
possam também eles encontrar o caminho da salvação.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
concedei aos que não crêem em Cristo
que vivam de coração sincero na vossa presença,
a fim de encontrarem a verdade,
e a nós, vossos filhos, concedei também a graça
de entrar profundamente no mistério de Cristo
e de o viver fielmente na união da fraterna caridade,
para darmos ao mundo o testemunho perfeito do vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
268 TRÍDUO PASCAL

VIII. Pelos que não crêem em Deus


Oremos pelos que não crêem em Deus,
para que, pela rectidão e sinceridade da sua vida,
cheguem ao conhecimento do verdadeiro Deus.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
que criastes os homens para que Vos procurem,
de modo que só em Vós descanse o seu coração,
concedei-lhes que, no meio das suas dificuldades,
compreendendo os sinais do vosso amor
e o testemunho dos crentes,
todos se alegrem de Vos reconhecer
como único Deus verdadeiro e Pai de todos os homens.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

IX. Pelos governantes


Oremos pelos governantes de todas as nações,
para que Deus nosso Senhor dirija a sua mente e o seu coração
segundo a sua vontade,
para buscarem sempre a verdadeira paz
e a liberdade de todos os povos.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
em cujas mãos estão os corações dos homens
e os direitos dos povos,
assisti os nossos governantes,
para que, com o vosso auxílio,
se fortaleça em toda a terra a prosperidade das nações,
a segurança da paz e a liberdade religiosa.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 269

X. Pelos atribulados
Oremos, irmãos, a Deus Pai todo-poderoso,
para que livre o mundo de todos os erros,
afaste as doenças e a fome em toda a terra,
abra as portas das prisões e liberte os oprimidos,
proteja os que viajam
e reconduza ao seu lar os emigrantes e os desterrados,
dê saúde aos enfermos e a salvação aos moribundos.
Oração em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e omnipotente,
consolação dos tristes e fortaleza dos que sofrem,
ouvi as súplicas dos que Vos invocam nas tribulações,
para que todos tenham a alegria de encontrar em suas dificuldades
o auxílio da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Segunda parte

Adoração da Santa Cruz

14. Terminada a oração universal, faz-se a adoração solene da Santa Cruz.


Das duas formas da apresentação da Cruz, que a seguir se propõem,
escolha-se a que parecer mais conveniente, segundo as exigências pastorais.
270 TRÍDUO PASCAL

APRESENTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Primeira forma

15. A Cruz, coberta com um véu, é levada para o altar. Acompanham-na dois
ministros com velas acesas. O sacerdote, de pé, diante do altar, pega na Cruz,
descobre-a um pouco na parte superior, levanta-a e (ajudado, se for preciso,
pelos ministros sagrados ou pelos cantores) convida os presentes à adoração,
dizendo as palavras: Ecce lignum crucis (Eis o madeiro da Cruz). Todos
respondem: Venite, adoremus (Vinde, adoremos). Terminado o canto, todos
se prostram de joelhos durante alguns momentos em adoração, enquanto o
sacerdote se mantém de pé, com a Cruz levantada.
Seguidamente, o sacerdote descobre o braço direito da Cruz e, levan-
tando-a de novo, repete o convite: Ecce lignum crucis (Eis o madeiro da
Cruz), como acima.
Finalmente, descobre toda a Cruz e, levantando-a pela terceira vez, repete
o convite: Ecce lignum crucis (Eis o madeiro da Cruz), como da primeira vez.

16. Em seguida, acompanhado por dois ministros com velas acesas, o sacerdote
leva a Cruz para a entrada do presbitério ou outro lugar adequado, ou então
entrega-a a dois ministros para a sustentarem levantada, depois de colocarem as
velas à direita e à esquerda da Cruz.
Faz-se então a adoração da Cruz, na forma indicada adiante no n. 18.

Segunda forma

17. O sacerdote, ou o diácono, acompanhado dos ministros __ ou então outro


ministro idóneo __ encaminha-se para a porta da igreja e aí recebe a Cruz
descoberta; os ministros tomam velas acesas e organiza-se a procissão através
da igreja em direcção ao presbitério, como se indica no n. 16.
Aquele que leva a Cruz pára, primeiro junto à porta, depois no meio da igreja,
finalmente à entrada do presbitério. Em cada uma destas paragens, levanta a Cruz
e faz o convite à adoração com as palavras: Ecce lignum crucis (Eis o madeiro da
Cruz) e todos respondem: Venite, adoremus (Vinde, adoremos). Depois de cada
resposta, todos se prostam de joelhos e fazem uma breve adoração em silêncio.
Aquele que leva a Cruz, mantém-se de pé, com a Cruz levantada.
Em seguida, coloca-se a Cruz, com as velas acesas, à entrada do presbitério.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 271

CONVITE NA APRESENTAÇÃO DA CRUZ

Quando é recitado:
Eis o madeiro da Cruz,
no qual esteve suspenso o Salvador do mundo.
R. Vinde, adoremos.

ADORAÇÃO DA SANTA CRUZ

18. Para a adoração da Cruz, o ministro e os fiéis aproximam-se processional-


mente e fazem reverência à Cruz com uma simples genuflexão ou por meio de
outro sinal apropriado, conforme os costumes locais, p. ex., beijando a Cruz.
Entretanto canta-se a antífona Crucem tuam (Adoramos, Senhor, a vossa
Cruz), os Impropérios ou outros cânticos apropriados. À medida que adoram
a Cruz, todos se sentam.

19. A Cruz exposta à adoração deve ser uma só. Se não puderem ir todos adorar
a Cruz um por um, devido à grande afluência do povo, o sacerdote, depois de
uma parte dos fiéis ter feito a adoração, toma a Cruz e, de pé, diante do altar, com
breves palavras convida o povo à adoração da santa Cruz; em seguida,
sustenta-a levantada durante algum tempo e os fiéis adoram-na em silêncio.
20. Terminada a adoração, a Cruz é colocada no seu lugar sobre o altar. As
velas acesas dispõem-se aos lados do altar ou junto da Cruz.
272 TRÍDUO PASCAL

CÂNTICOS PARA A ADORAÇÃO DA SANTA CRUZ

As partes que correspondem ao primeiro coro vão indicadas com o número 1; as


que correspondem ao segundo coro, com o número 2; as que são cantadas pelos
dois coros, com os números 1 e 2.

ANTÍFONA

1 e 2. Antífona
Adoramos, Senhor, a vossa Cruz,
louvamos e bendizemos a vossa ressurreição gloriosa:
pela Cruz veio a alegria ao mundo inteiro.
1. Salmo 66, 2
Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

1 e 2. Antífona
Adoramos, Senhor, a vossa Cruz,
louvamos e bendizemos a vossa ressurreição gloriosa:
pela Cruz veio a alegria ao mundo inteiro.

IMPROPÉRIOS
I
1 e 2. Meu povo, que mal te fiz Eu?
Em que te contristei?
Responde-me.
1. Libertei-te da terra do Egipto
e tu preparaste uma cruz para o teu Salvador.
2. Meu povo, que mal te fiz Eu?
Em que te contristei?
Responde-me.
1. Hágios o Theós.
2. Deus santo.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 273

1. Hágios Ischirós.
2. Santo e Forte.
1. Hágios Athánatos, eléison himás.
2. Santo e Imortal, tende piedade de nós.
1 e 2. Guiei-te durante quarenta anos pelo deserto,
alimentei-te com o maná,
levei-te para a terra prometida;
e tu preparaste uma cruz para o teu Salvador.
1. Hágios o Theós.
2. Deus santo.
1. Hágios Ischirós.
2. Santo e Forte.
1. Hágios Athánatos, eléison himás.
2. Santo e Imortal, tende piedade de nós.
1 e 2. Que mais podia Eu fazer por ti?
Plantei-te como vinha formosa e escolhida
e tu foste para Mim uma fonte de amargura;
quiseste matar-me a sede com vinagre
e com uma lança atravessaste o lado do teu Salvador.
1. Hágios o Theós.
2. Deus santo.
1. Hágios Ischirós.
2. Santo e Forte.
1. Hágios Athánatos, eléison himás.
2. Santo e Imortal, tende piedade de nós.

II
1. Por tua causa flagelei os egípcios e os seus primogénitos
e tu entregaste-Me para ser flagelado.
2. Meu povo, que mal te fiz Eu?
Em que te contristei?
Responde-Me.
1. Libertei-te do Egipto, submergindo o Faraó no Mar Vermelho
e tu entregaste-Me aos príncipes dos sacerdotes.
274 TRÍDUO PASCAL

2. Meu povo, que mal te fiz Eu?


Em que te contristei?
Responde-Me.

1. Abri o mar diante de ti


e tu abriste-Me o peito com uma lança.

2. Meu povo, que mal te fiz Eu?


Em que te contristei?
Responde-Me.

1. Caminhei à tua frente como nuvem luminosa


e tu levaste-Me ao pretório de Pilatos.

2. Meu povo, que mal te fiz Eu?


Em que te contristei?
Responde-Me.

1. Alimentei-te com o maná no deserto


e tu feriste-Me com bofetadas e açoites.

2. Meu povo, que mal te fiz Eu?


Em que te contristei?
Responde-Me.

1. Dei-te a beber a água salvadora que saiu do rochedo


e tu deste-Me a beber fel e vinagre.
2. Meu povo, que mal te fiz Eu?
Em que te contristei?
Responde-Me.

1. Por tua causa feri os reis de Canã


e tu com uma cana feriste-Me a cabeça.

2. Meu povo, que mal te fiz Eu?


Em que te contristei?
Responde-Me.

1. Dei-te o ceptro real


e tu colocaste-Me na cabeça a coroa de espinhos.

2. Meu povo, que mal te fiz Eu?


Em que te contristei?
Responde-Me.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 275

1. Pelo meu poder elevei-te acima dos povos


e tu levantaste-Me no patíbulo da cruz.
2. Meu povo, que mal te fiz Eu?
Em que te contristei?
Responde-Me.

HINO HYMNUS

1 e 2. Antífona 1 e 2. Antífona
Cruz fiel e redentora, Crux fidélis,inter omnes
Árvore nobre, gloriosa, arbor una nóbilis,
Nenhuma outra nos deu nulla talem silva profert
Tal ramagem, flor e fruto: flore, fronde, gérmine!
Doces cravos, doce lenho, Dulce lignum dulci clavo
Doce peso sustentais. dulce pondus sústinens!

Hino Hino
1. Canta, língua gloriosa, 1. Pange, lingua, gloriósi
O combate singular, proélium certáminis,
Em que o Salvador do mundo, et super crucis tropáeo
Pregado na dura cruz, dic triumphum nóbilem,
Com o preço do seu Sangue quáliter Redémptor orbis
Resgatou a humanidade. immolátus vícerit.
2. Cruz fiel e redentora, 2. Cruz fidélis, inter omnes
Árvore nobre, gloriosa, arbor una nóbilis,
Nenhuma outra nos deu nulla talem silva profert
Tal ramagem, flor e fruto. flore, fronde, gérmine!

1. Como Adão no paraíso 1. De paréntisprotoplásti


Comeu o vedado pomo, fraude factor cóndolens,
O Criador do universo quando pomi noxiális
Decretou compadecido morte morsus córruit,
Que uma árvore nos desse Ipse lignum tunc notávit,
O que na outra perdemos. damna ligni ut sólveret.
2. Doces cravos, doce lenho, 2. Dulce lignum dulci clavo
Doce peso sustentais. dulce pondus sústinens!
276 TRÍDUO PASCAL

1. Deus quis vencer o inimigo 1. Hoc opus nostrae salútis


Com as suas próprias armas. ordo depopóscerat,
A Sabedoria aceitou multifórmis perditóris
O tremendo desafio arte ut artem fálleret,
E onde nascera a morte et medéla ferret inde,
Brotou a fonte da vida. hostis unde laéserat.

2. Cruz fiel e redentora, 2. Crux fidélis, inter omnes


Árvore nobre, gloriosa, arbor una nóbilis,
Nenhuma outra nos deu nulla silva talem profert
Tal ramagem, flor e fruto. flore, fronde, gérmine!

1. Mandou o Senhor aos homens 1. Quando venit ergo sacri


Na plenitude dos tempos, plenitúdo témporis,
Deus de Deus, seu próprio Filho, missus est ab arce Patris
Que do Céu baixou à terra Natus, orbis cónditor,
E que no seio da Virgem atque ventre virgináli
Tomou um corpo mortal. carne factus pródiit.

2. Doces cravos, doce lenho, 2. Dulce lignum dulci clavo


Doce peso sustentais. dulce pondus sústinens!

1. Chora o Menino deitado 1. Vagit infans inter arta


Na estreiteza do presépio. cónditus praesépia,
A Virgem Mãe aconchega membra pannis involúta
O corpo envolto em paninhos; Virgo Mater álligat.
Cingem faixas apertadas et manus pedésque et crura
Os pés e mãos do Senhor. stricta cingit fáscia.

2. Cruz fiel e redentora, 2. Crux fidélis, inter omnes


Árvore nobre, gloriosa, arbor una nóbilis,
Nenhuma outra nos deu nulla silva talem profert
Tal ramagem, flor e fruto. flore, fronde, gérmine!

1. Ao chegar a sua hora, 1. Ilustra sex qui iam perácta,


O Homem-Deus percorreu tempus implens córporis,
O caminho do Calvário se volénte, natus ad hoc,
Como inocente Cordeiro, passióni déditus,
Pois Ele viera ao mundo agnus in crucis levatur
Para morrer numa cruz. immolándus stípite.

2. Doces cravos, doce lenho, 2. Dulce lignum dulci clavo


Doce peso sustentais. dulce pondus sústinens!
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 277

1. Entregou-Se ao sacrifício 1. En accétum, fel, arúndo,


O Cordeiro redentor sputa, clavi, láncea;
E corre Sangue divino mite corpus perforátur,
Das fontes da salvação, sanguis unde prófluit;
Onde se pode lavar terra, pontus, astra, mundus
Todo o pecado do mundo. quo lavántur flúmine!

2. Cruz fiel e redentora, 2. Crux fidélis, inter omnes


Árvore nobre, gloriosa, arbor una nóbilis,
Nenhuma outra nos deu nulla silva talem profert
Tal ramagem, flor e fruto. flore, fronde, gérmine!

1. Árvore santa, gloriosa, 1. Flecte ramos, arbor alta,


Abranda tua dureza, tensa laxa víscera
Dobra a força dos teus ramos et rigor lentéscat ille,
Na morte do Redentor; quem dedit natívitas,
Sustenta compadecida ut supérni membra Regis
O Corpo do Homem-Deus. miti tendas stípite.

2. Doces cravos, doce lenho, 2. Dulce lignum dulci clavo


Doce peso sustentais. dulce pondus sústinens!

1. Porto feliz preparaste 1. Sola digna tu fuísti


Para o mundo naufragado ferre saecli prétium
E pagaste por inteiro atque portum praeparáre
O preço da redenção, nauta mundo náufrago,
Pois o Sangue do Cordeiro quem sacer cruor perúnxit
Resgatou as nossas culpas. fusus Agni córpore.

2. Cruz fiel e redentora, 2. Crux fidélis, inter omnes


Árvore nobre, gloriosa, arbor una nóbilis,
Nenhuma outra nos deu nulla silva talem profert
Tal ramagem, flor e fruto. flore, fronde, gérmine!

A seguinte conclusão nunca deve omitir-se

1 e 2. Elevemos jubilosos 1 e 2. Aequa Patri Filióque,


À Santíssima Trindade ínclito Paráclito,
O louvor que Lhe devemos sempitérna sit beátae
Pela nossa salvação, Trinitáti glória;
Ao eterno Pai e ao Filho cuius alma nos redémit
E ao Espírito de amor. Amen. atque servat grátia. Amen.
278 TRÍDUO PASCAL

Terceira parte
Sagrada Comunhão
21. Estende-se uma toalha sobre o altar e colocam-se nele o corporal e o
Missal.
Depois o diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, leva o Santíssimo
Sacramento do lugar da reserva para o altar; entretanto, todos estão de pé, em
silêncio. Dois ministros com velas acompanham o Santíssimo Sacramento e
colocam as velas junto do altar ou sobre ele.
22. Quando o diácono tiver colocado o Santíssimo Sacramento sobre o altar e
descoberto a píxide, o sacerdote aproxima-se, faz a genuflexão e sobe ao altar.
Então, de mãos juntas, diz em voz alta:

Fiéis aos ensinamentos do Salvador, ousamos dizer:


O sacerdote, de braços abertos, diz juntamente com o povo:
Pai nosso, que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino;
seja feita a vossa vontade,
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação;
mas livrai-nos do mal.
O sacerdote, de braços abertos, continua:
Livrai-nos de todo o mal, Senhor,
e dai ao mundo a paz em nossos dias,
para que, ajudados pela vossa misericórdia,
sejamos sempre livres do pecado e de toda a perturbação,
enquanto esperamos a vinda gloriosa
de Jesus Cristo nosso Salvador.
Junta as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:
Vosso é o reino e o poder e a glória para sempre.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR 279

23. Em seguida, de mãos juntas, o sacerdote diz em silêncio:

A comunhão do vosso Corpo e Sangue,


Senhor Jesus Cristo,
não seja para meu julgamento e condenação,
mas, pela vossa misericórdia,
me sirva de protecção e remédio para a alma e para o corpo.

24. O sacerdote genuflecte, toma uma partícula e, levantando-a um pouco


sobre a píxide, diz em voz alta, voltado para o povo:

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.


Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E juntamente com o povo, diz:
Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada,
mas dizei uma só palavra e serei salvo.
Voltado para o altar, comunga com reverência o Corpo de Cristo.

25. Em seguida, distribui a comunhão aos fiéis. Durante a comunhão, pode


cantar-se um cântico apropriado.

26. Terminada a distribuição da comunhão, um ministro idóneo leva a píxide


para o lugar previamente preparado fora da igreja ou, se as circunstâncias o
exigirem, coloca-a no sacrário.

27. Então o sacerdote, depois de um conveniente espaço de silêncio sagrado,


diz a seguinte oração:

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus eterno e omnipotente,
que nos renovastes
pela gloriosa morte e ressurreição de Cristo,
confirmai em nós a obra da vossa misericórdia,
a fim de que, pela comunhão neste mistério,
Vos consagremos toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor.
280 TRÍDUO PASCAL

28. Para despedir a assembleia, o sacerdote, de pé, voltado para o povo e com
as mãos estendidas sobre ele, diz a seguinte oração:

ORAÇÃO SOBRE O POVO


Derramai, Senhor, a vossa bênção sobre este povo
que celebrou a morte do vosso Filho
na esperança da sua ressurreição;
concedei-lhe o perdão e o conforto,
aumentai a sua fé
e confirmai-o na esperança da salvação eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

Todos se retiram em silêncio e, em tempo oportuno, desnuda-se o altar.

29. Os que tiverem tomado parte na solene acção litúrgica vespertina não são
obrigados a celebrar as Vésperas.

SÁBADO SANTO
No Sábado Santo, a Igreja permanece junto do sepulcro do Senhor,
meditando na sua Paixão e Morte. Abstém-se do sacrifício da Missa (a mesa
sagrada continua despida) até ao momento em que, depois da solene Vigília ou
expectativa nocturna da ressurreição, se dará lugar à alegria pascal, que na sua
plenitude se prolonga por cinquenta dias.

Neste dia não é permitido distribuir a sagrada comunhão, a não ser como
viático.
TEMPO PASCAL

DOMINGO DE PÁSCOA
DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Vigília pascal na noite santa

1. Segundo uma antiquíssima tradição, esta é uma noite de vigília em nome


do Senhor (Ex 12, 42), noite que os fiéis celebram, segundo a recomendação do
Evangelho (Lc 12, 35 ss.), de lâmpadas acesas na mão, à semelhança dos servos
que esperam o Senhor, para que, quando Ele vier, os encontre vigilantes e os faça
sentar à sua mesa.
2. A Vigília desta noite ordena-se deste modo: depois de um breve lucernário
(primeira parte), a santa Igreja medita nas maravilhas que o Senhor, desde o
princípio dos tempos, realizou em favor do seu povo confiante na sua palavra
e na sua promessa (segunda parte: liturgia da palavra), até ao momento em que,
ao despontar o dia da ressurreição, juntamente com os novos membros
renascidos pelo Baptismo (terceira parte), é convidada para a mesa que o
Senhor, com a sua morte e ressurreição, preparou para o seu povo (quarta parte).
3. Toda a celebração da Vigília Pascal se realiza de noite, isto é, não se pode
iniciar antes do anoitecer do Sábado e deve terminar antes do amanhecer do
Domingo.
4. A Missa da Vigília Pascal, ainda que termine antes da meia noite, é a Missa
pascal do Domingo da Ressurreição. Quem participar nesta Missa pode
comungar de novo na segunda Missa da Páscoa.
5. Quem celebrar ou concelebrar a Missa da Vigília pode celebrar ou
concelebrar de novo na segunda Missa da Páscoa.
6. O sacerdote e os ministros revestem-se, desde o princípio, com paramentos
brancos, como para a Missa.

Preparam-se velas para todos os que tomam parte na Vigília.


282 TRÍDUO PASCAL

Primeira parte

Solene início da Vigília ou Lucernário


BÊNÇÃO DO FOGO

7. As luzes da igreja devem estar apagadas.


Fora da igreja, em lugar apropriado, acende-se o lume. Reunido o povo
nesse lugar, o sacerdote aproxima-se, acompanhado dos ministros, um dos quais
leva o círio pascal.
Onde não for possível acender o fogo fora da igreja, o rito será como se
indica no n. 13.

8. O sacerdote saúda o povo na forma habitual e faz uma breve admonição


sobre o significado desta vigília nocturna, com estas palavras ou outras
semelhantes:

Caríssimos irmãos:
Nesta noite santíssima, em que Nosso Senhor Jesus Cristo
passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos,
dispersos pelo mundo, a reunirem-se em vigília e oração.
Vamos comemorar a Páscoa do Senhor, ouvindo a sua palavra
e celebrando os seus mistérios, na esperança de participar no
seu triunfo sobre a morte e de viver com Ele para sempre junto
de Deus.
9. Em seguida, benze-se o fogo:

Oremos.
Senhor, que por meio do vosso Filho
destes aos vossos fiéis a claridade da vossa luz,
santificai ✠ este lume novo
e concedei-nos que a celebração das festas pascais
acenda em nós o desejo do Céu,
para merecermos chegar com a alma purificada
às festas da luz eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Do fogo novo acende-se o círio pascal.
VIGÍLIA PASCAL 283

PREPARAÇÃO DO CÍRIO

10. Se a mentalidade do povo o aconselhar, pode ser oportuno realçar a


dignidade e o significado do círio pascal mediante alguns símbolos. Isto pode
fazer-se do seguinte modo:
Depois da bênção do lume novo, um acólito ou um dos ministros apresenta
o círio pascal ao celebrante, o qual, com um estilete, grava no círio uma cruz;
depois grava a letra grega Alfa por cima da cruz e a letra grega Ómega por
debaixo e, entre os braços da cruz, grava os quatro algarismos do ano corrente.
Enquanto grava estes símbolos, diz:

1. Cristo, ontem e hoje A


Grava a haste vertical da cruz.
2. Princípio e fim 1 9
Grava a haste horizontal da cruz.
3. Alfa 9 2
Grava o Alfa por cima da haste vertical.
4. e Ómega. 
Grava o Ómega por debaixo da haste vertical.
5. A Ele pertence o tempo
Grava no ângulo superior esquerdo o primeiro algarismo do ano corrente.
6. e a eternidade.
Grava no ângulo superior direito o segundo algarismo do ano corrente.
7. A Ele a glória e o poder
Grava no ângulo inferior esquerdo o terceiro algarismo do ano corrente.
8. para sempre. Amen.
Grava no ângulo inferior direito o quarto algarismo do ano corrente.

11. Depois de ter gravado a cruz e os outros símbolos, o sacerdote pode colocar
no círio cinco grãos de incenso, em forma de cruz, dizendo:

1. Pelas suas chagas 1


2. santas e gloriosas,
3. nos proteja 4 2 5
4. e nos guarde
5. Cristo Senhor. Amen. 3
284 TRÍDUO PASCAL

12. O sacerdote acende do lume novo o círio pascal, dizendo:


A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado
nos dissipe as trevas do coração e do espírito.
Estes elementos podem ser utilizados, no todo ou em parte, conforme as circunstân-
cias pastorais do ambiente e do lugar. Entretanto, as Conferências Episcopais
também podem determinar outras formas mais adaptadas à índole dos povos.

13. Quando, por justas razões, não se acende o fogo, a bênção do lume será
adaptada convenientemente às circunstâncias. Reunido o povo na igreja, o
sacerdote dirige-se para a porta da igreja, acompanhado dos ministros com o
círio pascal. O povo, na medida do possível, volta-se para o sacerdote.
Feita a saudação e a admonição, como acima no n. 8, procede-se à bênção
do lume (n. 9) e, se parecer oportuno, prepara-se e acende-se o círio (nn.10-12).

PROCISSÃO
14. O diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, toma o círio pascal e,
levantando-o, canta sozinho:

A R.

A luz de Cristo. Lumen Christi.


Todos respondem:
Graças a Deus. Deo gratias.

As Conferências Episcopais podem estabelecer uma aclamação mais solene.

15. Dirigem-se todos para a igreja, indo à frente o diácono com o círio pascal.
Se se usa o incenso, o turiferário, com o turíbulo aceso, vai à frente do diácono.

À porta da igreja, o diácono pára e, levantando o círio, canta pela segunda vez:
A luz de Cristo. Lumen Christi.
Todos respondem:
Graças a Deus. Deo gratias.
VIGÍLIA PASCAL 285

Acendem então as velas do lume do círio pascal. A procissão continua; e, ao


chegar junto do altar, o diácono, voltado para o povo, canta pela terceira vez:
A luz de Cristo. Lumen Christi.
Todos respondem:
Graças a Deus. Deo gratias.
E acendem-se as luzes da igreja (mas não as velas do altar: cf. n. 31).

PRECÓNIO PASCAL

16. Ao chegar ao altar, o sacerdote dirige-se para a sua cadeira. O diácono


coloca o círio pascal no respectivo candelabro, preparado no meio do presbité-
rio ou junto ao ambão. Em seguida, se se usa incenso, faz-se como para o
Evangelho na Missa: o diácono pede a bênção ao sacerdote, que diz em voz
baixa:

O Senhor esteja no teu coração e nos teus lábios,


para anunciares dignamente o seu precónio pascal.
Em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
R. Amen.
Se o precónio é cantado por outro que não seja diácono, omite-se esta bênção.

17. O diácono, ou, na sua falta, o sacerdote, depois de incensar o livro e o círio
(se se usa o incenso), proclama o precónio pascal no ambão ou no púlpito,
conservando-se todos de pé, com as velas acesas na mão.

O precónio pascal pode ser proclamado, se for necessário, por um cantor


que não seja diácono. Nesse caso, omitirá as palavras Quapropter astantes vos
(E vós, irmãos caríssimos) até ao fim do invitatório, bem como a saudação
Dominus vobiscum (O Senhor esteja convosco).

O precónio pode ser cantado na forma mais breve.

Além disso, as Conferências Episcopais podem introduzir no precónio


certas aclamações para serem ditas pelo povo[*].

* Aclamações previstas pela Conferência Episcopal Portuguesa para se inter-


calarem no precónio pascal:
a. A luz de Cristo venceu as trevas da noite.
b. Cristo venceu o pecado e a morte.
c. Glória ao Senhor.
286 TRÍDUO PASCAL

PRECÓNIO PASCAL

18. Precónio pascal na forma mais longa


287
288 TRÍDUO PASCAL
289
290 TRÍDUO PASCAL
291
292 TRÍDUO PASCAL
VIGÍLIA PASCAL 293

Quando é recitado:

Exulte de alegria a multidão dos Anjos,


exultem as assembleias celestes,
ressoem hinos de glória
para anunciar o triunfo de tão grande Rei.
Rejubile também a terra,
inundada por tão grande claridade,
porque a luz de Cristo, o Rei eterno,
dissipa as trevas de todo o mundo.
Alegre-se a Igreja, nossa mãe,
adornada com os fulgores de tão grande luz,
e ressoem neste templo as aclamações do povo de Deus.
[E vós, irmãos caríssimos,
aqui reunidos para celebrar o esplendor admirável desta luz,
invocai comigo a misericórdia de Deus omnipotente,
para que, tendo-Se Ele dignado,
sem mérito algum da minha parte,
admitir-me no número dos seus ministros,
infunda em mim a claridade da sua luz,
para que possa celebrar dignamente os louvores deste círio].

[V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós].

V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação


proclamar com todo o fervor da alma e toda a nossa voz
os louvores de Deus invisível, Pai omnipotente,
e do seu Filho Unigénito, Jesus Cristo, nosso Senhor.
294 TRÍDUO PASCAL

Ele pagou por nós ao eterno Pai


a dívida por Adão contraída
e com seu Sangue precioso
apagou a condenação do antigo pecado.
Celebramos hoje as festas da Páscoa,
em que é imolado o verdadeiro Cordeiro,
cujo Sangue consagra as portas dos fiéis.
Esta é a noite,
em que libertastes do cativeiro do Egipto
os filhos de Israel, nossos pais,
e os fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho.
Esta é a noite,
em que a coluna de fogo dissipou as trevas do pecado.
Esta é a noite,
que liberta das trevas do pecado e da corrupção do mundo
aqueles que hoje por toda a terra crêem em Cristo,
noite que os restitui à graça
e os reúne na comunhão dos Santos.
Esta é a noite,
em que Cristo, quebrando as cadeias da morte,
Se levanta vitorioso do túmulo.
De nada nos serviria ter nascido,
se não tivéssemos sido resgatados.
Oh admirável condescendência da vossa graça!
Oh incomparável predilecção do vosso amor!
Para resgatar o escravo, entregastes o Filho.
Oh necessário pecado de Adão,
que foi destruído pela morte de Cristo!
Oh ditosa culpa,
que nos mereceu tão grande Redentor!
Oh noite bendita,
única a ter conhecimento do tempo e da hora
em que Cristo ressuscitou do sepulcro!
VIGÍLIA PASCAL 295

Esta é a noite, da qual está escrito:


A noite brilha como o dia
e a escuridão é clara como a luz.
Esta noite santa afugenta os crimes, lava as culpas;
restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes;
derruba os poderosos, dissipa os ódios,
estabelece a concórdia e a paz.
Nesta noite de graça,
aceitai, Pai santo, este sacrifício vespertino de louvor,
que, na solene oblação deste círio,
pelas mãos dos seus ministros Vos apresenta a santa Igreja.
Agora conhecemos o sinal glorioso desta coluna de cera,
que uma chama de fogo acende em honra de Deus:
esta chama que, ao repartir o seu esplendor,
não diminui a sua luz;
esta chama que se alimenta de cera,
produzida pelo trabalho das abelhas,
para formar este precioso luzeiro.
Oh noite ditosa,
em que o céu se une à terra,
em que o homem se encontra com Deus!
Nós Vos pedimos, Senhor,
que este círio, consagrado ao vosso nome,
arda incessantemente para dissipar as trevas da noite;
e, subindo para Vós, como suave perfume,
junte a sua claridade à das estrelas do céu.
Que ele brilhe ainda quando se levantar o astro da manhã,
aquele astro que não tem ocaso:
Jesus Cristo vosso Filho,
que, ressuscitando de entre os mortos,
iluminou o género humano com a sua luz e a sua paz
e vive glorioso pelos séculos dos séculos.
R. Amen.
296 TRÍDUO PASCAL
VIGÍLIA PASCAL 297
298 TRÍDUO PASCAL
VIGÍLIA PASCAL 299
300 TRÍDUO PASCAL

Quando é recitado:

Exulte de alegria a multidão dos Anjos,


exultem as assembleias celestes,
ressoem hinos de glória,
para anunciar o triunfo de tão grande Rei.
VIGÍLIA PASCAL 301

Rejubile também a terra,


inundada por tão grande claridade,
porque a luz de Cristo, o Rei eterno,
dissipa as trevas de todo o mundo.
Alegre-se a Igreja, nossa mãe,
adornada com os fulgores de tão grande luz,
e ressoem neste templo as aclamações do povo de Deus.
[V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós].
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
proclamar com todo o fervor da alma e toda a nossa voz
os louvores de Deus invisível, Pai omnipotente,
e do seu Filho Unigénito, Jesus Cristo, nosso Senhor.
Ele pagou por nós ao eterno Pai a dívida por Adão contraída
e com seu Sangue precioso
apagou a condenação do antigo pecado.
Celebramos hoje as festas da Páscoa,
em que é imolado o verdadeiro Cordeiro,
cujo Sangue consagra as portas dos fiéis.
Esta é a noite,
em que libertastes do cativeiro do Egipto
os filhos de Israel, nossos pais,
e os fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho.
Esta é a noite,
em que a coluna de fogo dissipou as trevas do pecado.
Esta é a noite,
que liberta das trevas do pecado e da corrupção do mundo
aqueles que hoje por toda a terra crêem em Cristo,
noite que os restitui à graça
e os reúne na comunhão dos Santos.
302 TRÍDUO PASCAL

Esta é a noite,
em que Cristo, quebrando as cadeias da morte,
Se levanta glorioso do túmulo.
Oh admirável condescendência da vossa graça!
Oh incomparável predilecção do vosso amor!
Para resgatar o escravo entregastes o Filho.
Oh necessário pecado de Adão,
que foi destruído pela morte de Cristo!
Oh ditosa culpa,
que nos mereceu tão grande Redentor!
Esta noite santa afugenta os crimes, lava as culpas;
restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes.
Oh noite ditosa,
em que o céu se une à terra,
em que o homem se encontra com Deus!
Nesta noite de graça,
aceitai, Pai santo, este sacrifício vespertino de louvor,
que, na oblação deste círio,
pelas mãos dos seus ministros Vos apresenta a santa Igreja.
Nós Vos pedimos, Senhor,
que este círio, consagrado ao vosso nome,
arda incessantemente para dissipar as trevas da noite;
e, subindo para Vós como suave perfume,
junte a sua claridade à das estrelas do céu.
Que ele brilhe ainda quando se levantar o astro da manhã,
aquele astro que não tem ocaso,
Jesus Cristo vosso Filho,
que, ressuscitando de entre os mortos,
iluminou o género humano com a sua luz e a sua paz
e vive glorioso pelos séculos dos séculos.
R. Amen.
VIGÍLIA PASCAL 303

Segunda parte

Liturgia da palavra

20. Nesta Vigília, mãe de todas as vigílias, propõem-se nove leituras: sete do
Antigo Testamento e duas (Epístola e Evangelho) do Novo Testamento.

21. Por motivos de ordem pastoral, pode reduzir-se o número de leituras do


Antigo Testamento. Mas tenha-se sempre em conta que a leitura da palavra de
Deus é parte fundamental desta Vigília Pascal. Lêem-se pelo menos três leituras
do Antigo Testamento, ou, em casos muito especiais, pelo menos duas. Nunca
se deve omitir a leitura do cap. 14 do Êxodo.

22. Todos os presentes apagam as suas velas e se sentam. Antes de se iniciarem


as leituras, o sacerdote dirige ao povo uma breve admonição, com estas palavras
ou outras semelhantes:

Irmãos caríssimos:
Depois de iniciarmos solenemente esta Vigília,
ouçamos agora, de coração tranquilo, a palavra de Deus.
Meditemos como Deus outrora salvou o seu povo
e como, na plenitude dos tempos,
enviou Jesus Cristo, nosso Salvador.
Oremos para que Deus realize esta obra pascal de salvação
e seja consumada a redenção do mundo.

23. Seguem-se as leituras. O leitor vai ao ambão e faz a primeira leitura.


Seguidamente o salmista ou cantor diz o salmo, a que o povo responde com o
refrão. Depois todos se levantam; o sacerdote diz Oremos e todos oram em
silêncio durante alguns momentos; o sacerdote diz então a oração colecta.

Em vez do salmo responsorial, pode guardar-se um tempo de silêncio


sagrado; neste caso, omite-se a pausa depois do Oremos.
304 TRÍDUO PASCAL

ORAÇÕES DEPOIS DAS LEITURAS

24. Depois da primeira leitura: a criação (Gen 1, 1-2, 2 ou 1, 1.26-31a).


Oremos.
Deus eterno e omnipotente,
que tudo fazeis com admirável sabedoria,
dai aos homens por Vós redimidos
a graça de compreenderem
que o sacrifício de Cristo, nosso Cordeiro pascal,
é obra ainda mais excelente
que o acto da criação no princípio do mundo.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou depois da leitura breve sobre a criação do homem (Gen 1, 1.26-31a).
Oremos.
Senhor nosso Deus,
que de modo admirável criastes o homem
e de modo mais admirável o redimistes,
dai-nos a graça de resistir às seduções do pecado
com a sabedoria do espírito,
para merecermos chegar às alegrias eternas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
25. Depois da segunda leitura: o sacrifício de Abraão
(Gen 22, 1-18 ou 22, 1-2.9a.10-13.15-18).
Oremos.
Deus de bondade, Pai supremo dos fiéis,
que, pela graça da adopção,
multiplicais na terra os filhos da promessa
e, pelo sacrifício pascal, fizestes do vosso servo Abraão
o pai de todas as nações, como tinheis prometido,
concedei ao vosso povo a graça
de corresponder dignamente ao vosso chamamento.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
VIGÍLIA PASCAL 305

26. Depois da terceira leitura: passagem do Mar Vermelho (Ex 14, 15-15, 1).
Oremos.
Senhor, também em nossos dias,
vemos brilhar as vossas antigas maravilhas:
se outrora manifestastes o vosso poder
libertando um só povo da perseguição do Faraó,
hoje assegurais a salvação de todas as nações
fazendo-as renascer pela água do Baptismo:
fazei que todos os povos da terra
se tornem filhos de Abraão e membros do vosso povo eleito.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou
Oremos.
Senhor nosso Deus,
que iluminastes com a luz do Novo Testamento
as maravilhas operadas nos tempos antigos,
revelando no Mar Vermelho a imagem da fonte baptismal
e no povo libertado da escravidão do Egipto
os mistérios do povo cristão,
fazei que todos os homens,
elevados pela fé à dignidade de povo escolhido,
se tornem em Cristo nova criação pela graça do vosso Espírito.
Por Nosso Senhor.
27. Depois da quarta leitura: a nova Jerusalém ( Is 54, 5-14).
Oremos.
Deus eterno e omnipotente,
multiplicai, para glória do vosso nome, a descendência
que prometestes aos nossos pais por causa da sua fé
e aumentai pela adopção divina os filhos da promessa,
de modo que a vossa Igreja possa ver como já se cumpriu
o que os santos Patriarcas esperaram e creram.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou outra das orações que não são ditas depois das leituras seguintes.
306 TRÍDUO PASCAL

28. Depois da quinta leitura: a salvação oferecida a todos gratuitamente


(Is 55, 1-11).

Oremos.
Deus eterno e omnipotente, única esperança do mundo,
que na palavra dos Profetas
anunciastes os mistérios dos tempos presentes,
aumentai no vosso povo o desejo dos bens celestes,
porque nenhum dos vossos fiéis pode crescer na virtude
sem a inspiração da vossa graça.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
29. Depois da sexta leitura: a fonte da sabedoria (Bar 3, 9-15.31 _ 4, 4).

Oremos.
Senhor nosso Deus,
que fazeis crescer continuamente a vossa Igreja
chamando para ela todos os povos,
defendei com a vossa protecção
os que purificais nas águas do Baptismo.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
30. Depois da sétima leitura: o coração novo e o espírito novo (Ez 36, 16-28).

Oremos.
Senhor nosso Deus,
poder imutável e luz sem ocaso,
olhai com bondade para a vossa Igreja,
sacramento da nova aliança,
e confirmai na paz, segundo os vossos desígnios eternos,
a obra da salvação humana,
para que todo o mundo veja e reconheça
como o abatido se levanta, o envelhecido se renova
e tudo volta à sua integridade original,
por meio d’Aquele que é o princípio de todas as coisas,
Jesus Cristo vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
VIGÍLIA PASCAL 307

Ou
Oremos.
Senhor nosso Deus,
que nos instruís com as páginas do Antigo e do Novo Testamento
para celebrarmos o mistério pascal,
abri os nossos corações
para compreendermos a vossa misericórdia,
a fim de que, ao recebermos os dons presentes,
se confirme em nós a esperança dos bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou (se houver catecúmenos a baptizar)

Oremos.
Deus eterno e omnipotente,
estai presente neste mistério do vosso amor
e enviai o Espírito de adopção
para renovar aqueles que vão nascer pela água do Baptismo,
de modo que a acção do nosso humilde ministério
se torne eficaz pela intervenção do vosso poder.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
31. Depois da última leitura do Antigo Testamento com o salmo responsorial
e a oração correspondente, acendem-se as velas do altar. O sacerdote entoa o
hino Glória a Deus nas alturas (Gloria in excelsis Deo), que é cantado por
todos. Tocam-se os sinos, conforme os costumes locais.
32. Terminado o hino, o sacerdote diz a oração colecta, na forma habitual:
Oremos.
Deus de infinita bondade,
que fazeis resplandecer esta sacratíssima noite
com a glória da ressurreição do Senhor,
renovai na vossa Igreja o Espírito da adopção filial,
para que, renovados no corpo e na alma,
nos entreguemos plenamente ao vosso serviço.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
308 TRÍDUO PASCAL

33. Seguidamente, o leitor faz a leitura do Apóstolo (Epístola).

34. Terminada a leitura da Epístola, todos se levantam.


O sacerdote entoa solenemente o Aleluia, que todos repetem. O salmista
ou um cantor canta o salmo e o povo responde cantando Aleluia.
Se for necessário, o próprio salmista, em vez do sacerdote, entoa o Aleluia.

MÚSICA
Aleluia

35. Para a proclamação do Evangelho não se levam círios, mas apenas incenso,
se este se usar.

36. A seguir ao Evangelho, faz-se a homilia.


Depois da homilia, segue-se a liturgia baptismal.
VIGÍLIA PASCAL 309

Terceira parte

Liturgia baptismal
37. O sacerdote, acompanhado dos ministros, dirige-se para a fonte baptismal,
se esta se encontra à vista dos fiéis; caso contrário, coloca-se um recipiente com
água no presbitério.
Se houver catecúmenos para serem baptizados, faz-se a respectiva chamada;
são apresentados pelos padrinhos, ou, se forem crianças, são levados pelos pais
e padrinhos à presença da assembleia eclesial.
38. O sacerdote faz aos presentes uma admonição com estas palavras ou outras
semelhantes:

Se há administração do Baptismo:
Ajudemos com as nossas preces estes nossos irmãos,
preparados para receberem a vida nova do Baptismo.
Oremos a Deus nosso Pai, para que, na sua grande misericórdia,
os guie e acompanhe até à fonte baptismal.
Se não há admnistração do Baptismo, mas apenas a bênção da fonte baptismal:
Supliquemos a Deus nosso Pai que santifique esta água,
para que todos os que nela receberem a vida nova do Baptismo,
sejam incorporados em Cristo e contados entre os filhos de Deus.
39. Dois cantores entoam as Ladainhas e todos, de pé (em virtude do Tempo
Pascal), respondem.
Se a procissão para o Baptistério é longa, as Ladainhas cantam-se durante a
procissão. Neste caso, os baptizandos são chamados antes da procissão. Esta
organiza-se do modo seguinte: à frente, o círio pascal; em seguida, os catecú-
menos acompanhados dos padrinhos; depois, o sacerdote acompanhado dos
ministros. A admonição faz-se antes da bênção da água.
40. Se não houver baptizandos nem bênção da fonte baptismal, omitem-se as
Ladainhas e faz-se imediatamente a bênção da água (n. 45).
41. Nas Ladainhas podem acrescentar-se alguns nomes de Santos, sobretudo
o do titular da igreja, dos padroeiros do lugar e dos baptizandos.
A invocação Senhor, tende piedade de nós pode ser substituída por
Senhor, misericórdia ou Kyrie, eleison, como na Missa.
310 TRÍDUO PASCAL

LADAINHA DOS SANTOS

Senhor, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.


Cristo, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
Santos Anjos de Deus, rogai por nós.
São João Baptista, rogai por nós.
São José, rogai por nós.
São Pedro e São Paulo, rogai por nós.
Santo André, rogai por nós.
São João, rogai por nós.
Santa Maria Madalena, rogai por nós.
Santo Estêvão, rogai por nós.
Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós.
São Lourenço, rogai por nós.
São João de Brito, rogai por nós.
Santa Perpétua e Santa Felicidade, rogai por nós.
Santa Inês, rogai por nós.
São Gregório, rogai por nós.
Santo Agostinho, rogai por nós.
Santo Atanásio, rogai por nós.
São Basílio, rogai por nós.
São Martinho, rogai por nós.
São Bento, rogai por nós.
São Martinho de Dume, São Frutuoso
e São Geraldo, rogai por nós.
São Teotónio, rogai por nós.
São Francisco e São Domingos, rogai por nós.
Santo António de Lisboa, rogai por nós.
VIGÍLIA PASCAL 311

São João de Deus, rogai por nós.


São Francisco Xavier, rogai por nós.
São João Maria Vianney, rogai por nós.
Santa Isabel de Portugal, rogai por nós.
Santa Catarina de Sena, rogai por nós.
Santa Teresa de Jesus, rogai por nós.
Santa Beatriz da Silva, rogai por nós.
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós.
Sede-nos propício, livrai-nos, Senhor.
De todo o mal livrai-nos, Senhor.
De todo o pecado livrai-nos, Senhor.
Da morte eterna livrai-nos, Senhor.
Pela vossa encarnação, livrai-nos, Senhor.
Pela vossa morte e ressurreição, livrai-nos, Senhor.
Pela efusão do Espírito Santo, livrai-nos, Senhor.
A nós, pecadores, ouvi-nos, Senhor.
Se houver baptizandos:
Dignai-Vos dar uma vida nova a estes eleitos
pela graça do Baptismo, ouvi-nos, Senhor.
Se não houver baptizandos:
Santificai esta água, para o renascimento
espiritual dos vossos filhos, ouvi-nos, Senhor.

Jesus, Filho de Deus, ouvi-nos, Senhor.

Cristo, ouvi-nos. Cristo, ouvi-nos.


Cristo, atendei-nos. Cristo, atendei-nos.
312 TRÍDUO PASCAL
VIGÍLIA PASCAL 313
314 TRÍDUO PASCAL
VIGÍLIA PASCAL 315

Quando é recitado:
Senhor nosso Deus:
Pelo vosso poder invisível,
realizais maravilhas nos vossos sacramentos.
Ao longo dos tempos preparastes a água
para manifestar a graça do Baptismo.
Logo no princípio do mundo,
o vosso Espírito pairava sobre as águas,
prefigurando o seu poder de santificar.
Nas águas do dilúvio
destes-nos uma imagem do Baptismo,
sacramento da vida nova,
porque as águas significam ao mesmo tempo
o fim do pecado e o princípio da santidade.
Aos filhos de Abraão
fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho,
para que esse povo, liberto da escravidão,
fosse a imagem do povo santo dos baptizados.
O vosso Filho, Jesus Cristo,
ao ser baptizado por João Baptista nas águas do Jordão,
recebeu a unção do Espírito Santo;
suspenso na cruz,
do seu lado aberto fez brotar sangue e água
e, depois de ressuscitado, ordenou aos seus discípulos:
«Ide e ensinai todos os povos
e baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».
Olhai agora, Senhor, para a vossa Igreja
e dignai-Vos abrir para ela a fonte do Baptismo.
Receba esta água, pelo Espírito Santo,
a graça do vosso Filho Unigénito,
para que o homem, criado à vossa imagem,
no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas
e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo.
316 TRÍDUO PASCAL

Introduzindo, conforme as circunstâncias, o círio pascal, uma ou três vezes na água,


continua:
Desça sobre esta água, Senhor,
por vosso Filho,
a virtude do Espírito Santo,
com o círio na água, prossegue:
para que todos,
sepultados com Cristo na sua morte pelo Baptismo,
com Ele ressuscitem para a vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

43. Retira o círio da água; entretanto, o povo faz a seguinte aclamação ou outra
semelhante:
Fontes do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

44. Os catecúmenos, cada um por sua vez, renunciam ao demónio, professam


a fé e são baptizados.
Os catecúmenos adultos, porém, se está presente o Bispo ou um sacerdote
com poderes para confirmar, recebem também a Confirmação.
VIGÍLIA PASCAL 317

BÊNÇÃO DA ÁGUA LUSTRAL

45. Se não houver baptizandos nem bênção da água baptismal, o sacerdote


procede à bênção da água, dizendo a admonição e oração seguintes:

Todos oram em silêncio durante alguns momentos. Depois, o sacerdote diz:


318 TRÍDUO PASCAL
VIGÍLIA PASCAL 319

Quando é recitado:
Oremos, irmãos caríssimos, a Deus nosso Senhor,
suplicando-Lhe que Se digne abençoar esta água,
que vai ser aspergida sobre nós para memória do nosso Baptismo,
e nos renova interiormente,
a fim de permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.
Todos oram em silêncio durante alguns momentos. Depois, o sacerdote diz:

Senhor nosso Deus,


estai connosco e assisti ao vosso povo em vigília
nesta sacratíssima noite.
Ao celebrarmos a obra admirável da nossa criação
e a maravilha ainda maior da nossa redenção,
dignai-Vos abençoar esta água.
Vós a criastes para dar fecundidade à terra
e frescura e pureza aos nossos corpos.
Vós a fizestes instrumento de misericórdia,
libertando da escravidão o vosso povo
e matando a sua sede no deserto.
Por meio dos Profetas,
Vós a proclamastes sinal da nova aliança
que quisestes estabelecer com os homens.
Finalmente, nas águas do Jordão,
santificadas por Cristo,
inaugurastes o sacramento da regeneração espiritual,
que renova a nossa natureza humana,
libertando-a da corrupção do pecado.
Esta água, Senhor,
nos faça reviver o Baptismo que recebemos
e nos leve a participar na alegria dos nossos irmãos
baptizados na Páscoa de Cristo Nosso Senhor,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
320 TRÍDUO PASCAL

RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BAPTISMO

46. Terminado o rito do Baptismo (e da Confirmação), ou, se este não se


realizou, depois da bênção da água, todos os presentes, de pé, com as velas
acesas na mão, renovam as promessas do Baptismo.
O sacerdote dirige-se aos fiéis com estas palavras ou outras semelhantes:
Irmãos caríssimos:
Pelo mistério pascal, fomos sepultados com Cristo no Baptismo,
para vivermos com Ele uma vida nova. Por isso, tendo termina-
do os exercícios da observância quaresmal, renovemos as
promessas do santo Baptismo, pelas quais renunciámos outrora
a Satanás e às suas obras e prometemos servir fielmente a Deus
na santa Igreja católica.
Sacerdote:
Renunciais a Satanás?
Todos:
Sim, renuncio.
Sacerdote:
E a todas as suas obras?
Todos:
Sim, renuncio.
Sacerdote:
E a todas as suas seduções?
Todos:
Sim, renuncio.

Ou
Sacerdote:
Renunciais ao pecado, para viverdes na liberdade dos filhos de
Deus?
Todos:
Sim, renuncio.
VIGÍLIA PASCAL 321

Sacerdote:
Renunciais às seduções do mal,
para que o pecado não vos escravize?
Todos:
Sim, renuncio.
Sacerdote:
Renunciais a Satanás, que é o autor do mal e pai da mentira?
Todos:
Sim, renuncio.
Se convier, esta segunda fórmula pode ser adaptada pelas Conferências Episco-
pais às circunstâncias do tempo e do lugar.

Depois o sacerdote continua:


Sacerdote:
Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?
Todos:
Sim, creio.
Sacerdote:
Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor,
que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado,
ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai?
Todos:
Sim, creio.
Sacerdote:
Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica,
na comunhão dos santos, na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne e na vida eterna?
Todos:
Sim, creio.
322 TRÍDUO PASCAL

O sacerdote conclui:
Deus todo-poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo
e nos perdoou todos os pecados,
nos guarde com a sua graça, para a vida eterna,
em Jesus Cristo Nosso Senhor.
Todos:
Amen.

47. O sacerdote asperge o povo com água benta, enquanto todos cantam a
antífona seguinte ou outro cântico de índole baptismal:

Vi a água sair do lado direito do templo. Aleluia.


E todos aqueles a quem chegou esta água foram salvos.
Aleluia. Aleluia.

48. Entretanto os neófitos são conduzidos para os seus 1ugares no meio da


assembleia dos fiéis.
Se a bênção da água baptismal não tiver sido feita no baptistério, os
ministros levam com reverência o recipiente da água para o baptistério.
Se não houve bênção da água baptismal, a água benta coloca-se num lugar
conveniente.

49. Feita a aspersão, o sacerdote volta para a sua sede e, omitindo o Credo,
dirige a oração universal, em que os neófitos participam pela primeira vez.
VIGÍLIA PASCAL 323

Quarta parte

Liturgia eucarística

50. O sacerdote dirige-se para o altar e dá início à liturgia eucarística na forma


habitual.

51. É conveniente que o pão e o vinho sejam levados ao altar pelos neófitos.

52. ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, com estas oferendas,
as orações dos vossos fiéis
e fazei que o sacrifício inaugurado no mistério pascal
por vossa graça nos sirva de remédio para a vida eterna.
Por Nosso Senhor.

53. Prefácio pascal I [mas com maior solenidade nesta noite]: p. 53

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

54. ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Cor 5, 7-8


Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado:
celebremos a festa com o pão ázimo da pureza a da verdade.
Aleluia.

55. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade,
para que vivam unidos no vosso amor
aqueles que saciastes com os sacramentos pascais.
Por Nosso Senhor.
324 TRÍDUO PASCAL

56. Na despedida, o diácono ou o próprio sacerdote diz:


DOMINGO DE PÁSCOA
DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

MISSA DO DIA
GRAVURA
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 138, 18.5-6
Ressuscitei e estou convosco para sempre;
pusestes sobre mim a vossa mão:
é admirável a vossa sabedoria.
Ou Lc 24 , 34; cf. Ap 1, 5
O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia.
Glória e louvor a Cristo para sempre. Aleluia.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor Deus do universo,
que neste dia, pelo vosso Filho Unigénito, vencedor da morte,
nos abristes as portas da eternidade,
concedei-nos que,
celebrando a solenidade da ressurreição de Cristo,
renovados pelo vosso Espírito,
ressuscitemos para a luz da vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Exultando de alegria pascal,
nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício,
no qual tão admiravelmente
renasce e se alimenta a vossa Igreja.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.
328 TRÍDUO PASCAL

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Cor 5, 7-8


Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado:
celebremos a festa com o pão ázimo da pureza e da verdade.
Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
protegei sempre com paternal bondade a vossa Igreja,
para que, renovada pelos mistérios pascais,
mereça chegar à glória da ressurreição.
Por Nosso Senhor.

Na despedida, durante toda a Oitava, diz-se:

Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. Aleluia. Aleluia.


R. Graças a Deus. Aleluia. Aleluia.
OITAVA DA PÁSCOA 329

Segunda-feira da oitava da Páscoa


ANTÍFONA DE ENTRADA Ex 13, 5.9
O Senhor conduziu-vos à terra onde corre leite e mel,
para que vos lembreis sempre da lei do Senhor. Aleluia.
Ou
O Senhor ressuscitou dos mortos, como tinha anunciado.
Exultemos de alegria, porque Ele reina eternamente. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que, pelo Baptismo,
aumentais continuamente a vossa Igreja com novos filhos,
concedei-lhes a graça de serem fiéis na vida
ao sacramento que pela fé receberam.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor, as ofertas do vosso povo,
de modo que, renovado pela profissão da fé e pelo Baptismo,
mereça alcançar a bem-aventurança eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 6, 9


Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não pode morrer.
A morte não tem domínio sobre Ele. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Enriquecei, Senhor, com a graça do sacramento pascal
aqueles que fizestes entrar no caminho da salvação eterna
e tornai-os sempre dignos dos vossos dons sagrados.
Por Nosso Senhor.
330 TEMPO DA PÁSCOA

Terça-feira da oitava da Páscoa


ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Sir 15, 3-4
O Senhor deu-lhes a beber a água da sabedoria,
que os torna firmes e inabaláveis
e lhes dá em herança um nome eterno. Aleluia.
Diz- se o Glória.
ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que nos renovastes e fortalecestes
pela celebração dos mistérios pascais,
ajudai o vosso povo com a abundância da graça celeste
para que alcance a liberdade perfeita
e goze um dia no Céu a alegria que já começou a saborear na terra.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Acolhei benignamente, Senhor, os dons da vossa família
e concedei-lhe o auxílio da vossa protecção,
para que não perca as graças recebidas
e alcance os bens eternos.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]
No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a
Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III dizem-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Col 3, 1-2


Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto,
onde Cristo Se encontra, sentado à direita de Deus.
Saboreai as coisas do alto. Aleluia.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso, ouvi a nossa oração
e dirigi os corações dos vossos fiéis,
para que, purificados pela graça do Baptismo,
mereçam alcançar a bem-aventurança eterna.
Por Nosso Senhor.
OITAVA DA PÁSCOA 331

Quarta-feira da oitava da Páscoa


ANTÍFONA DE ENTRADA Mt 25, 34
Vinde, benditos de meu Pai.
Recebei o reino preparado para vós desde o princípio do mundo.
Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que todos os anos nos alegrais
com a solenidade da ressurreição de Cristo,
concedei, pela vossa bondade,
que, celebrando dignamente estas festas na terra,
mereçamos chegar às alegrias do Céu.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, o sacrifício da nossa redenção
e concedei-nos, pela vossa bondade,
a salvação da alma e do corpo.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]

No Cânone Romano, dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lc 24, 35


Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus
ao partir o pão. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos purificastes do velho pecado,
fazei que a comunhão do sacramento do vosso Filho
nos transforme em novas criaturas.
Por Nosso Senhor.
332 TEMPO DA PÁSCOA

Quinta-feira da oitava da Páscoa


ANTÍFONA DE ENTRADA Sab 10, 20-21
Os justos celebraram em coro a vossa mão protectora, Senhor,
porque a sabedoria abriu a boca dos mudos
e tornou eloquente a língua das crianças. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que reunistes os mais diversos povos
na confissão do vosso nome,
concedei àqueles que renasceram pela água do Baptismo
a graça de viverem unidos na fé e na caridade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei com bondade, Senhor,
as ofertas que Vos apresentamos em acção de graças
por aqueles que renasceram no Baptismo
e concedei à Igreja o auxílio da vossa protecção.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]
No Cânone Romano, dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a
Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Pedro 2, 9


Povo resgatado, proclamai as maravilhas do Senhor,
que vos chamou das trevas para a sua luz admirável. Aleluia.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Ouvi, Senhor, as nossas preces
e fazei que estes santos mistérios da nossa redenção
nos auxiliem na vida presente
e nos alcancem as alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.
OITAVA DA PÁSCOA 333

Sexta-feira da oitava da Páscoa


ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 77, 53
O Senhor conduziu o seu povo com mão poderosa,
enquanto o mar submergia os inimigos. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que na Páscoa da nova aliança oferecestes aos homens
o dom da reconciliação e da paz,
fazei que realizemos na vida
o que celebramos na fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Realizai em nós, Senhor,
o mistério desta admirável permuta de dons pascais,
para que, da afeição a bens terrenos
passemos ao amor dos bens eternos.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 21, 12-13


Disse Jesus: Vinde comer.
E tomando o pão, deu-o aos seus discípulos. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Guardai sempre, Senhor, com paternal bondade
o povo que salvastes,
para que se alegrem com a ressurreição do vosso Filho
aqueles que foram remidos pela sua paixão.
Por Nosso Senhor.
334 TEMPO DA PÁSCOA

Sábado da oitava da Páscoa


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 104, 43
O Senhor libertou o seu povo entre vozes de alegria
e os seus eleitos com brados de júbilo. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que, na vossa imensa bondade,
ofereceis a todos os povos o dom da fé,
olhai benignamente para os vossos filhos
e fazei que, renascidos pelo sacramento do Baptismo,
sejam revestidos da vida imortal na glória celeste.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos
com estes mistérios pascais,
de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção
seja para nós causa de alegria eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]
No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a
Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Gal 3, 27


Vós que fostes baptizados em Cristo,
estais revestidos de Cristo. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo
e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne
aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna.
Por Nosso Senhor.
DOMINGO II DA PÁSCOA 335

DOMINGO II DA PÁSCOA
ANTÍFONA DE ENTRADA 1 Pedro 2, 2
Como crianças recém-nascidas, desejai o leite espiritual,
que vos fará crescer e progredir no caminho da salvação. Aleluia.
Ou 4 Esd 2, 36-37
Exultai de alegria, cantai hinos de glória.
Dai graças a Deus, que vos chamou ao reino eterno. Aleluia.
Diz-se o Glória.
ORAÇÃO COLECTA
Deus de eterna misericórdia,
que reanimais a fé do vosso povo
na celebração anual das festas pascais,
aumentai em nós os dons da vossa graça,
para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis
do Baptismo com que fomos purificados,
do Espírito em que fomos renovados
e do Sangue com que fomos redimidos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor, as ofertas do vosso povo
[e dos vossos novos filhos],
de modo que, renovados pela profissão da fé e pelo Baptismo,
mereçamos alcançar a bem-aventurança eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]
No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a
Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 20, 27
Disse Jesus a Tomé:
Com a tua mão reconhece o lugar dos cravos.
Não sejas incrédulo, mas fiel. Aleluia.
336 TEMPO DA PÁSCOA

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Deus todo-poderoso,
que a força do sacramento pascal que recebemos
permaneça sempre em nossas almas.
Por Nosso Senhor.

Segunda-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Rom 6, 9
Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não pode morrer.
A morte não tem domínio sobre Ele. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
a quem podemos chamar nosso Pai,
fazei crescer o espírito filial em nossos corações,
para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa:
Vós que lhe destes tão grande alegria,
fazei-a tomar parte na felicidade eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 20, 19


Jesus apareceu aos seus discípulos e disse-lhes:
A paz esteja convosco. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo
e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne
aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANA DA PÁSCOA 337

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 19, 7.9


Exultemos de alegria e dêmos glória a Deus,
porque o Senhor reina eternamente. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei ao vosso povo, Deus de misericórdia,
a graça de manifestar na sua vida
o poder de Cristo ressuscitado,
para que o penhor da redenção que d’Ele recebemos
nos alcance a plenitude dos seus dons.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor,
que em todo o tempo possamos alegrar-nos
com estes mistérios pascais,
de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção
seja para nós causa de alegria eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Lc 24, 46.25


Jesus Cristo tinha de padecer e ressuscitar dos mortos
para entrar na sua glória. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Ouvi, Senhor, as nossas preces
e fazei que estes santos mistérios da nossa redenção
nos auxiliem na vida presente
e nos alcancem as alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.
338 TEMPO DA PÁSCOA

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 17, 50; 21, 23


Eu Vos louvarei, Senhor, entre os povos
e anunciarei o vosso nome aos meus irmãos. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que pelo mistério pascal de Cristo
restaurastes a dignidade da natureza humana
e lhe destes a nova esperança da ressurreição,
fazei-nos viver em amor constante
o mistério que anualmente celebramos na fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que pela admirável permuta de dons neste sacrifício
nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem,
concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade,
dêmos testemunho dela na prática das boas obras.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 15, 16.19


Eu vos escolhi e vos destinei, diz o Senhor,
para que deis fruto e o vosso fruto permaneça.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANA DA PÁSCOA 339

Quinta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 67, 8-9.20


Quando saístes, Senhor, à frente do vosso povo,
abrindo-lhe o caminho e habitando no meio dele,
estremeceu a terra e abriram-se as fontes do céu. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Nós Vos pedimos, Deus misericordioso,
que os dons recebidos neste tempo pascal
dêem fruto abundante em toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 28, 20


Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor Deus todo-poderoso,
que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações
a força do alimento que nos salva.
Por Nosso Senhor.
340 TEMPO DA PÁSCOA

Sexta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 5, 9-10


Vós nos resgatastes, Senhor, com o vosso Sangue,
de todas as tribos, línguas, povos e nações,
e fizestes de nós, para Deus, um reino de sacerdotes. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que, para nos libertar do poder do inimigo,
quisestes que o vosso Filho sofresse por nós o suplício da cruz,
concedei aos vossos servos a graça da ressurreição.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Acolhei benignamente, Senhor, os dons da vossa família
e concedei-lhe o auxílio da vossa protecção,
para que não perca as graças recebidas
e alcance os bens eternos.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 4, 25


Cristo foi entregue à morte pelos nossos pecados
e ressuscitou para nossa justificação. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Guardai sempre, Senhor, com paternal bondade
o povo que salvastes,
para que se alegrem com a ressurreição do vosso Filho
aqueles que foram remidos pela sua paixão.
Por Nosso Senhor.
SEGUNDA SEMANA DA PÁSCOA 341

Sábado

ANTÍFONA DE ENTRADA 1 Pedro 2, 9


Povo resgatado, proclamai as maravilhas do Senhor,
que vos chamou das trevas para a sua luz admirável. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que nos enviastes o Salvador
e nos fizestes vossos filhos adoptivos,
atendei com paternal bondade as nossas súplicas
e concedei que, pela nossa fé em Cristo,
alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, estes dons
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 17, 24


Eu quero, ó Pai, que estejam sempre comigo aqueles que Me deste,
para que vejam a minha glória. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória,
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor.
342 TEMPO DA PÁSCOA

DOMINGO III DA PÁSCOA


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 65, 1-2
Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Exulte sempre o vosso povo, Senhor,
com a renovada juventude da alma,
de modo que, alegrando-se agora
por se ver restituído à glória da adopção divina,
aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa.
Vós que lhe destes tão grande felicidade,
fazei-a tomar parte na alegria eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO

Ano A Lc 24, 35
Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão. Aleluia.
Ano B Lc 24, 46-47
Cristo tinha de sofrer a morte e ressuscitar ao terceiro dia,
para ser proclamado, em seu nome,
o arrependimento e o perdão dos pecados. Aleluia.
Ano C cf. Jo 21, 12-13
Disse Jesus: Vinde comer.
E tomando o pão, deu-o aos seus discípulos. Aleluia.
TRECEIRA SEMANA DA PÁSCOA 343

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo
e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne
aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna.
Por Nosso Senhor.

Segunda-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA
Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas
e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.
ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade
para poderem voltar ao bom caminho,
concedei a quantos se declaram cristãos
que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome,
sigam fielmente as exigências da sua fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 14, 27
Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz, diz o Senhor. Aleluia.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor Deus todo-poderoso,
que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações a força do alimento que nos salva.
Por Nosso Senhor.
344 TEMPO DA PÁSCOA

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 19, 5; 12, 10


Louvai o Senhor, todos os seus servos, pequenos e grandes,
porque chegou a salvação e o poder e o reino de Cristo. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de misericórdia,
que abris as portas do vosso reino
aos homens renascidos pela água e pelo Espírito Santo,
aumentai em nós os dons da vossa graça,
para que, purificados de toda a culpa,
possamos alcançar a herança prometida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa:
Vós que lhe destes tão grande alegria,
fazei-a tomar parte na felicidade eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 6, 8


Se morremos com Cristo,
com Cristo viveremos. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo
e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne
aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna.
Por Nosso Senhor.
TRECEIRA SEMANA DA PÁSCOA 345

Quarta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 70, 8.23
Cante a minha boca, Senhor, a vossa glória,
proclamando continuamente os vossos louvores.
Os meus lábios exultem de alegria. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Vinde, Senhor, em auxílio da vossa família
reunida em oração
e concedei que participem eternamente
na ressurreição do vosso Filho Unigénito
aqueles a quem destes a graça da fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor,
que em todo o tempo possamos alegrar-nos
com estes mistérios pascais,
de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção
seja para nós causa de alegria eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Fomos resgatados pelo Sangue de Cristo
que, ressuscitando de entre os mortos,
fez brilhar sobre nós a sua luz. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Ouvi, Senhor, as nossas preces
e fazei que estes santos mistérios da nossa redenção
nos auxiliem na vida presente
e nos alcancem as alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.
346 TEMPO DA PÁSCOA

Quinta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Ex 15, 1-2
Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.
O Senhor é a minha força e a minha alegria.
Ele é o meu Salvador. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente, que, neste tempo pascal,
nos fizestes conhecer mais profundamente
a grandeza do vosso amor,
aumentai em nós os dons da vossa graça,
a fim de que, libertos das trevas do pecado,
possamos aderir mais firmemente à vossa palavra de vida eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício,
nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem,
concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade,
dêmos testemunho dela na prática das boas obras.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 2 Cor 5, 15


Cristo morreu por todos os homens,
para que já não vivam para si mesmos,
mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.
TRECEIRA SEMANA DA PÁSCOA 347

Sexta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 5, 12
O Cordeiro que foi imolado
é digno de receber o poder e a riqueza,
a sabedoria, a honra e o louvor. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus todo-poderoso,
que nos destes a conhecer o alegre anúncio
da ressurreição do Senhor,
fazei-nos ressuscitar para uma vida nova
pelo poder do Espírito Santo.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, estes dons
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Cristo crucificado
ressuscitou dos mortos para nos salvar. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória,
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor.
348 TEMPO DA PÁSCOA

Sábado
ANTÍFONA DE ENTRADA Col 2, 12
Com Cristo fostes sepultados no Baptismo
e também com Ele fostes ressuscitados
pela fé no poder de Deus que O ressuscitou dos mortos. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que renovais nas águas do Baptismo os que acreditam em Vós,
protegei os que renasceram em Cristo,
para que, vencendo todos os ataques do mal,
conservem fielmente os dons da vossa graça.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Acolhei benignamente, Senhor, os dons da vossa família
e concedei-lhe o auxílio da vossa protecção,
para que não perca as graças recebidas
e alcance os bens eternos.
Por Nosso Senhor..
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 17, 20-21


Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim,
para que sejam em Nós confirmados na unidade
e o mundo acredite que Tu Me enviaste. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Guardai sempre, Senhor, com paternal bondade
o povo que salvastes,
para que se alegrem com a ressurreição do vosso Filho
aqueles que foram redimidos pela sua paixão.
Por Nosso Senhor.
DOMINGO IV DA PÁSCOA 349

DOMINGO IV DA PÁSCOA
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 32, 5-6
A bondade do Senhor encheu a terra,
a palavra do Senhor criou os céus. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
conduzi-nos à posse das alegrias celestes,
para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis
chegue um dia à glória do reino
onde já Se encontra o seu poderoso Pastor,
Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor,
que em todo o tempo possamos alegrar-nos
com estes mistérios pascais,
de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção
seja para nós causa de alegria eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas
e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus, nosso Bom Pastor,
olhai benignamente para o vosso rebanho
e conduzi às pastagens eternas
as ovelhas que remistes com o precioso Sangue do vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
350 TEMPO DA PÁSCOA

Segunda-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Rom 6, 9


Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não pode morrer.
A morte não tem domínio sobre Ele. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade infinita,
que, pela humilhação do vosso Filho,
levantastes o mundo decaído,
dai aos vossos fiéis uma santa alegria,
para que, livres da escravidão do pecado,
possam chegar à felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa;
Vós que lhe destes tão grande alegria,
fazei-a tomar parte na felicidade eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 20, 19


Jesus apareceu aos seus discípulos e disse-lhes:
A paz esteja convosco. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo
e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne
aqueles que renovastes com os sacramentos da vida eterna.
Por Nosso Senhor.
QUARTA SEMANA DA PÁSCOA 351

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 19, 7.9


Exultemos de alegria e dêmos glória a Deus,
porque o Senhor reina eternamente. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Deus omnipotente,
que a celebração dos mistérios de Cristo ressuscitado
aumente em nós a alegria da redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor,
que em todo o tempo possamos alegrar-nos
com estes mistérios pascais,
de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção
seja para nós causa de alegria eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Lc 24, 46.26


Jesus Cristo tinha de padecer e ressuscitar dos mortos,
para entrar na sua glória. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Ouvi, Senhor, as nossas preces
e fazei que estes santos mistérios da nossa redenção
nos auxiliem na vida presente
e nos alcancem as alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.
352 TEMPO DA PÁSCOA

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 17, 50; 21, 23


Eu Vos louvarei, Senhor, entre os povos
e anunciarei o vosso nome aos meus irmãos. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus todo-poderoso,
vida dos fiéis, glória dos humildes e felicidade dos justos,
ouvi as súplicas do vosso povo
e saciai com a abundância dos vossos dons
os que têm sede das vossas promessas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício,
nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem,
concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade,
dêmos testemunho dela na prática das boas obras.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 15, 16.19


Eu vos escolhi do mundo e vos destinei, diz o Senhor,
para que deis fruto e o vosso fruto permaneça. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.
QUARTA SEMANA DA PÁSCOA 353

Quinta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 67, 8-9.20
Quando saítes, Senhor, à frente do vosso povo,
abrindo-lhe o caminho e habitando no meio dele,
estremeceu a terra e abriram-se as fontes do céu. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que resgatastes o homem,
elevando-o acima da sua dignidade original,
olhai benigno para o admirável sacramento do vosso amor
e conservai a bênção dos vossos dons
naqueles que foram regenerados pelo Baptismo.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramenots da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 28, 20


Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor Deus todo-poderoso,
que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações
a força do alimento que nos salva.
Por Nosso Senhor.
354 TEMPO DA PÁSCOA

Sexta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 5, 9-10


Vós nos resgatastes, Senhor, com o vosso Sangue,
de todas as tribos, línguas, povos e nações,
e fizestes de nós, para Deus, um reino de sacerdotes. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, fonte da liberdade e da salvação,
ouvi a voz das nossas súplicas
e fazei que vivam por Vós
e em Vós encontrem a felicidade eterna
aqueles que remistes pelo Sangue do vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Acolhei benignamente, Senhor, os dons da vossa família
e concedei-lhe o auxílio da vossa protecção,
para que não perca as graças recebidas
e alcance os bens eternos.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 4, 25


Cristo foi entregue à morte pelos nossos pecados
e ressuscitou para nossa justificação. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Guardai sempre, Senhor, com paternal bondade
o povo que salvastes,
para que se alegrem com a ressurreição do vosso Filho
aqueles que foram redimidos pela sua paixão.
Por Nosso Senhor.
QUARTA SEMANA DA PÁSCOA 355

Sábado

ANTÍFONA DE ENTRADA 1 Pedro 2, 9


Povo resgatado, proclamai as maravilhas do Senhor,
que vos chamou das trevas para a sua luz admirável. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que nos renovastes pelo Baptismo,
fazei-nos viver em plenitude o mistério pascal,
para que dêmos fruto abundante
e cheguemos às alegrias eternas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, estes dons
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 17, 24


Eu quero, ó Pai,
que estejam sempre comigo aqueles que Me deste,
para que vejam a minha glória. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória,
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor.
356 TEMPO DA PÁSCOA

DOMINGO V DA PÁSCOA
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 97, 1-2
Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas:
aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que nos enviastes o Salvador
e nos fizestes vossos filhos adoptivos,
atendei com paternal bondade as nossas súplicas
e concedei que, pela nossa fé em Cristo,
alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício,
nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem,
concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade,
dêmos testemunho dela na prática das boas obras.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 15, 1.5


Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor.
Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.
QUINTA SEMANA DA PÁSCOA 357

Segunda-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA
Ressuscitou o Bom Pastor,
que deu a vida pelas suas ovelhas
e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que unis os corações dos vossos fiéis num único desejo,
fazei que o vosso povo ame o que mandais
e espere o que prometeis,
para que, no meio da instabilidade deste mundo,
fixemos os nossos corações
onde se encontram as verdadeiras alegrias.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas.
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 14, 27


Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz, diz o Senhor. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor Deus todo-poderoso,
que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações
a força do alimento que nos salva.
Por Nosso Senhor.
358 TEMPO DA PÁSCOA

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 19, 5; 12, 10


Louvai o Senhor, todos os seus servos, pequenos e grandes,
porque chegou a salvação e o poder e o reino de Cristo. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que, pela ressurreição de Cristo nos regenerais para a vida eterna,
fortalecei em nós a fé e a esperança,
para que nunca duvidemos do cumprimento das vossas promessas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa:
Vós que lhe destes tão grande alegria,
fazei-a tomar parte na felicidade eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 6, 8


Se morremos com Cristo,
com Cristo viveremos. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo
e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne
aqueles que renovastes com os sacramentos da vida eterna.
Por Nosso Senhor.
QUINTA SEMANA DA PÁSCOA 359

Quarta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 70, 8.23
Cante a minha boca, Senhor, a vossa glória,
proclamando continuamente os vossos louvores.
Os meus lábios exultem de alegria. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, Pai santo,
que amais a inocência
e a restituís aos que a perderam,
dirigi para Vós os corações dos vossos servos,
para que vivam sempre na luz da vossa verdade
aqueles que libertastes das trevas do erro.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor,
que em todo o tempo possamos alegrar-nos
com estes mistérios pascais,
de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção
seja para nós causa de alegria eterna.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Fomos resgatados pelo Sangue de Cristo,
que, ressuscitando de entre os mortos,
fez brilhar sobre nós a sua luz. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Ouvi, Senhor, as nossas preces
e fazei que estes santos mistérios da nossa redenção
nos auxiliem na vida presente
e nos alcancem as alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.
360 TEMPO DA PÁSCOA

Quinta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Ex 15, 1-2
Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.
O Senhor é a minha força e a minha alegria.
Ele é o meu Salvador. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita bondade,
que santificais os pecadores e alegrais os infelizes,
confirmai em nós a obra da vossa graça,
para que perseverem firmemente no vosso amor
os que foram justificados pela fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício,
nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem,
concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade,
dêmos testemunho dela na prática das boas obras.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 2 Cor 5, 15


Cristo morreu por todos os homens,
para que já não vivam para si mesmos,
mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.
QUINTA SEMANA DA PÁSCOA 361

Sexta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 5, 12
O Cordeiro que foi imolado
é digno de receber o poder e a riqueza,
a sabedoria, a honra e o louvor. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Senhor, que a nossa vida
se conforme plenamente ao mistério que celebramos,
de modo que a alegria deste tempo pascal
nos fortaleça e defenda no caminho da salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, estes dons
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Cristo crucificado
ressuscitou dos mortos para nos salvar. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória,
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor.
362 TEMPO DA PÁSCOA

Sábado
ANTÍFONA DE ENTRADA Col 2, 12
Com Cristo fostes sepultados no Baptismo
e também com Ele fostes ressuscitados
pela fé no poder de Deus que O ressuscitou dos mortos. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que pelo Baptismo nos fizestes renascer para a vida eterna,
concedei que os vossos filhos,
regenerados para a esperança da imortalidade,
alcancem com a vossa ajuda a plenitude da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Acolhei benignamente, Senhor, os dons da vossa família
e concedei-lhe o auxílio da vossa protecção,
para que não perca as graças recebidas
e alcance os bens eternos.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 17, 20-21


Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim,
para que sejam em Nós confirmados na unidade
e o mundo acredite que Tu Me enviaste. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Guardai sempre, Senhor, com paternal bondade
o povo que salvastes,
para que se alegrem com a ressurreição do vosso Filho
aqueles que foram redimidos pela sua paixão.
Por Nosso Senhor.
DOMINGO VI DA PÁSCOA 363

DOMINGO VI DA PÁSCOA
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 48, 20
Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra:
O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Deus omnipotente,
a graça de viver dignamente estes dias de alegria
em honra de Cristo ressuscitado,
de modo que a nossa vida corresponda sempre
aos mistérios que celebramos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 14, 15-16


Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando, diz o Senhor.
Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo,
que permanacerá convosco para sempre. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor Deus todo-poderoso,
que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações a força do alimento que nos salva.
Por Nosso Senhor.
364 TEMPO DA PÁSCOA

Segunda-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Rom 6, 9


Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não pode morrer.
A morte não tem domínio sobre Ele. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Nós Vos pedimos, Deus misericordioso,
que os dons recebidos neste tempo pascal
dêem fruto abundante em toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa;
Vós que lhe destes tão grande alegria,
fazei-a tomar parte na felicidade eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 20, 19


Jesus apareceu aos seus discípulos e disse-lhes:
A paz esteja convosco. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo
e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne
aqueles que renovastes com os sacramentos da vida eterna.
Por Nosso Senhor.
SEXTA SEMANA DA PÁSCOA 365

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 19, 7.9


Exultemos de alegria e dêmos glória a Deus,
porque o Senhor reina eternamente. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Exulte sempre o vosso povo, Senhor,
com a renovada juventude da alma,
de modo que, alegrando-se agora
por se ver restituído à glória da adopção divina,
aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor,
que em todo o tempo possamos alegrar-nos
com estes mistérios pascais,
de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção
seja para nós causa de alegria eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf . Lc 24, 46.26


Jesus Cristo tinha de padecer e ressuscitar dos mortos
para entrar na sua glória. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Ouvi, Senhor, as nossas preces
e fazei que estes santos mistérios da nossa redenção
nos auxiliem na vida presente
e nos alcancem as alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.
366 TEMPO DA PÁSCOA

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 17, 50 ; 21, 23


Eu Vos louvarei, Senhor, entre os povos
e anunciarei o vosso nome aos meus irmãos. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Senhor,
que, celebrando agora o mistério da ressurreição do vosso Filho,
mereçamos alegrar-nos com todos os Santos,
quando Ele vier na sua glória.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício,
nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem,
concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade,
dêmos testemunho dela na prática das boas obras.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 15, 16.19


Eu vos escolhi do mundo e vos destinei, diz o Senhor,
para que deis fruto e o vosso fruto permaneça. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.
SEXTA SEMANA DA PÁSCOA 367

Quinta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 67, 8-9.20


Quando saístes, Senhor, à frente do vosso povo,
abrindo-lhe o caminho e habitando no meio dele,
estremeceu a terra e abriram-se as fontes do céu. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
(Nas regiões em que a solenidade da Ascensão se celebra no Domingo seguinte)
Senhor,
que nos fizestes tomar parte no mistério da redenção,
concedei que vivamos sempre
na alegria da ressurreição de Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 28, 20


Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor Deus todo-poderoso,
que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações
a força do alimento que nos salva.
Por Nosso Senhor.
368 TEMPO DA PÁSCOA

Sexta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 5, 9-10
Vós nos resgatastes, Senhor, com o vosso Sangue,
de todas as tribos, línguas, povos e nações,
e fizestes de nós, para Deus, um reino de sacerdotes. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA

Antes da Ascensão
Concedei, Senhor, que se realize em todo o mundo,
pela pregação do Evangelho,
a obra da salvação adquirida pelo sacrifício de Cristo
e se estenda a todos os homens
a plenitude da adopção filial por Ele prometida.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Depois da Ascensão
Senhor Deus, que na ressurreição do vosso Filho
nos abristes as portas do reino eterno,
elevai o nosso espírito para o Salvador, sentado à vossa direita,
a fim de que, no dia da sua vinda gloriosa,
todos os que fizestes renascer pelo Baptismo
sejam revestidos da feliz imortalidade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Acolhei benignamente, Senhor, os dons da vossa família
e concedei-lhe o auxílio da vossa protecção,
para que não perca as graças recebidas
e alcance os bens eternos.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 4, 25


Cristo foi entregue à morte pelos nossos pecados
e ressuscitou para nossa justificação. Aleluia.
SEXTA SEMANA DA PÁSCOA 369

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Guardai sempre, Senhor, com paternal bondade
o povo que salvastes,
para que se alegrem com a ressurreição do vosso Filho
aqueles que foram redimidos pela sua paixão.
Por Nosso Senhor.

Sábado

ANTÍFONA DE ENTRADA 1 Pedro 2, 9


Povo resgatado, proclamai as maravilhas do Senhor,
que vos chamou das trevas para a sua luz admirável. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA

Antes da Ascensão
Santificai, Senhor, as nossas almas
com a prática constante das boas obras,
de modo que, aspirando sempre aos dons mais excelentes,
possamos viver plenamente o mistério pascal.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Depois da Ascensão
Confiados na palavra do vosso Filho,
que, antes de subir ao Céu prometeu aos Apóstolos o Espírito Santo,
nós Vos pedimos, Senhor:
assim como lhes concedestes
a multiforme riqueza da sabedoria eterna,
derramai também sobre nós os dons do mesmo Espírito.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
370 TEMPO DA PÁSCOA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, estes dons
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 17, 24


Eu quero, ó Pai,
que estejam sempre comigo aqueles que Me deste,
para que vejam a minha glória. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor.
ASCENSÃO DO SENHOR

Solenidade
GRAVURA
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Actos 1, 11
Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu?
Como vistes Jesus subir ao céu, assim há-de vir na sua glória. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente,
fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças,
porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança:
tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça,
para aí nos chama como membros do seu Corpo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Recebei, Senhor, o sacrifício que Vos oferecemos
ao celebrar a admirável ascensão do vosso Filho
e, por esta sagrada permuta de dons,
fazei que nos elevemos às realidades do Céu.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Ascensão: p. 474 [604-716]

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 28, 20


Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus eterno e omnipotente,
que durante a nossa vida sobre a terra
nos fazeis saborear os mistérios divinos,
despertai em nós os desejos da pátria celeste,
onde já se encontra convosco, em Cristo,
a nossa natureza humana.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
374 TEMPO DA PÁSCOA

DOMINGO VII DA PÁSCOA


Onde a solenidade da Ascensão se celebra na quinta-feira da Semana VI
doTempo Pascal.

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 26, 7-9


Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica.
Diz-me o coração: “Procurai a sua face”.
A vossa face, Senhor, eu procuro;
não escondais de mim o vosso rosto. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo
e fazei que, assim como acreditamos
que o Salvador do género humano está convosco na glória,
assim também sintamos que, segundo a sua promessa,
está connosco até ao fim dos tempos.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor,
as orações e as ofertas dos vossos fiéis
e fazei que esta celebração sagrada
nos encaminhe para a glória do Céu.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 17, 22


Eu Te peço, ó Pai: assim como Nós somos um,
também eles sejam consumados na unidade. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Ouvi-nos, Deus nosso salvador,
e, por estes sagrados mistérios, confirmai a nossa esperança
de que todo o Corpo da Igreja alcançará um dia
o mistério de glória inaugurado em Cristo, sua Cabeça.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
SÉTIMA SEMANA DA PÁSCOA 375

Segunda-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Actos 1, 8


Recebereis a força do Espírito Santo,
que descerá sobre vós,
e sereis minhas testemunhas
até aos confins da terra. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Desça sobre nós, Senhor, a força do Espírito Santo,
para que possamos conhecer fielmente a vossa vontade
e dar testemunho dela com a prática das boas obras.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Nós Vos pedimos, Senhor,
que este santo sacrifício purifique o nosso coração
e nos dê o vigor da graça divina.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 14, 18; 16, 22


Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor.
Eu virei de novo
e o vosso coração exultará de alegria. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.
376 TEMPO DA PÁSCOA

Terça-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 1, 17-18


Eu sou o Primeiro e o Último.
Estive morto, mas agora vivo para sempre. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Deus omnipotente e misericordioso,
que o Espírito Santo venha habitar em nós
e nos transforme em templos da sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor,
as orações e as ofertas dos vossos fiéis
e fazei que esta celebração sagrada
nos encaminhe para a glória do Céu.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 14, 26


O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, diz o Senhor,
vos ensinará todas as coisas
e vos lembrará tudo quanto vos tenho dito. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória,
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor.
SÉTIMA SEMANA DA PÁSCOA 377

Quarta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 46, 2


Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
aclamai a Deus com brados de alegria. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade, concedei propício à vossa Igreja
que, reunida pelo Espírito Santo,
se dedique totalmente ao vosso serviço
e realize a vossa vontade num só coração e numa só alma.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, o sacrifício
que Vós mesmo nos mandastes oferecer,
e, por estes sagrados mistérios que celebramos,
confirmai em nós a obra da redenção.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 15, 26-27


Quando vier o Consolador, que Eu vos enviarei,
o Espírito da verdade, que procede do Pai,
Ele dará testemunho de Mim, diz o Senhor.
E vós também dareis testemunho. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei, Senhor, que a comunhão deste divino sacramento
aumente em nós a vossa graça,
nos purifique de todo o pecado
e nos torne cada vez mais dignos de tão grande benefício.
Por Nosso Senhor.
378 TEMPO DA PÁSCOA

Quinta-feira

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Hebr 4, 16


Vamos confiantes ao trono da graça
e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Senhor, aos vossos fiéis os dons do Espírito Santo,
para que Ele nos transforme interiormente
e crie em nós um coração novo,
agradável a vossos olhos e dócil à vossa vontade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, estes dons,
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 16, 7


Em verdade vos digo:
É melhor para vós que Eu vá deste mundo para o Pai.
Se Eu não for para o Pai, diz o Senhor,
não virá sobre vós o Espírito Santo. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Humildemente Vos pedimos, Senhor,
que a participação nestes santos mistérios
ilumine a nossa inteligência
e fortaleça a nossa vontade,
a fim de podermos viver em plenitude
as riquezas do vosso Espírito.
Por Nosso Senhor.
SÉTIMA SEMANA DA PÁSCOA 379

Sexta-feira
ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 1, 5-6
Cristo amou-nos e purificou-nos dos nossos pecados pelo seu Sangue e
fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor Deus,
que, pela glorificação do vosso Filho
e pela vinda do Espírito Santo,
nos abristes as portas da vida eterna,
concedei que, pela participação de tão grandes dons,
sejamos mais dedicados ao vosso serviço
e vivamos mais plenamente as riquezas da fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai benignamente, Senhor,
para a oblação do vosso povo
e fazei que a vinda do Espírito Santo
purifique as nossas consciências
e Vos torne agradável este sacrifício.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 16, 13


Quando vier o Espírito da verdade, diz o Senhor,
Ele vos ensinará toda a verdade. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
que nos purificais e alimentais com os santos mistérios,
concedei-nos que o alimento de Vós recebido
seja para nós fonte de vida eterna.
Por Nosso Senhor.
380 TEMPO DA PÁSCOA

Sábado
Missa da manhã

ANTÍFONA DE ENTRADA Actos 1, 14


Os Apóstolos perseveravam unidos na oração
com Maria, Mãe de Jesus. Aleluia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente e eterno,
que nos concedestes a graça
de chegar ao termo destas festas pascais,
fazei que toda a nossa vida seja um testemunho fiel
do Senhor ressuscitado,
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Nós Vos pedimos, Senhor,
que a vinda do Espírito Santo
nos torne dignos de participar nestes divinos sacramentos,
porque Ele é a remissão de todos os pecados.
Por Nosso Senhor.
Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 16, 14


O Espírito Santo vos manifestará a minha glória, diz o Senhor,
e vos anunciará tudo quanto vos ensinei. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Atendei benignamente, Senhor, as nossas preces
e, assim como nos fizestes passar do culto antigo
para os sacramentos da nova aliança,
fazei que, livres da antiga condição do pecado,
nos renovemos na santidade do coração.
Por Nosso Senhor.
DOMINGO DE PENTECOSTES
GRAVURA
Missa da vigília I
Esta Missa diz-se na tarde do sábado, antes ou depois das Vésperas I do
Pentecostes.

ANTÍFONA DE ENTRADA Rom 5, 5; 8, 11


O amor de Deus foi derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que habita em nós. Aleluia.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente, que na festa de Pentecostes
completais os cinquenta dias do mistério pascal,
fazei que, pela acção do vosso Espírito,
os povos dispersos se reúnam de novo
e todas as línguas proclamem numa só fé a glória do vosso nome.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou
Brilhe sobre nós, Deus omnipotente,
o esplendor da vossa glória,
e a luz da vossa luz confirme, com os dons do Espírito Santo,
o coração daqueles que por vossa graça renasceram.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Derramai, Senhor, a bênção do Espírito Santo
sobre os dons que apresentamos ao vosso altar,
a fim de que a Igreja, pela participação neste sacramento,
se inflame de tal modo no vosso amor
que manifeste a todo o mundo o mistério da salvação.
Por Nosso Senhor.
Prefácio de Pentecostes, como na Missa seguinte: p. 390 [606-718]
384 TEMPO DA PÁSCOA

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 7, 37
No último dia da festa, Jesus exclamava em alta voz:
Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Este sacramento que recebemos, Senhor,
nos comunique o fervor do Espírito Santo
que admiravelmente derramastes sobre os Apóstolos.
Por Nosso Senhor.

Missa da vigília II
Forma longa
Nas igrejas em que se celebra a Missa da vigília na sua forma mais longa,
esta Missa pode celebrar-se do modo seguinte:

a) Se as Vésperas I, em coro ou em comum, precedem imediatamente a Missa,


a celebração pode começar ou pelo versículo introdutório ou pelo hino Veni,
creator Spiritus (Vem, criador Espírito de Deus) ou pelo cântico de entrada
(O amor de Deus foi derramado ou Quando Eu manifestar em vós a minha
santidade), com a procissão de entrada e a saudação do sacerdote, omitindo
num e noutro caso o rito penitencial (cf. IGLH nn. 94 e 96).
DOMINGO DE PENTECOSTES 385

Segue-se então a salmodia das Vésperas até à leitura breve exclusive.

Depois da salmodia, omitindo o acto penitencial e, conforme as circuns-


tâncias, o Kýrie (Senhor, tende piedade de nós), o sacerdote diz a oração:

Oremos.
Brilhe em nós, Deus omnipotente,
o esplendor da vossa glória
e a luz da vossa luz confirme, com os dons do Espírito Santo,
o coração daqueles que por vossa graça renasceram.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.

b) Se a Missa começa na forma habitual, o sacerdote diz esta oração depois


do Kýrie (Senhor, tende piedade de nós).

Em seguida, o sacerdote pode dirigir ao povo uma breve admonição,


dizendo estas palavras ou outras semelhantes:

Ao iniciarmos a Vigília de Pentecostes, irmãos caríssimos,


a exemplo dos Apóstolos e dos discípulos,
que, com Maria, Mãe de Jesus, perseveravam na oração,
esperando a vinda do Espírito Santo prometido pelo Senhor,
ouçamos agora de coração tranquilo a palavra de Deus.
Meditemos nas maravilhas que o Senhor fez em favor do seu povo
e oremos para que o Espírito Santo,
que o Pai enviou como primícias aos que n,Ele creem,
realize plenamente a sua obra no mundo.
Seguem-se as leituras propostas no Leccionário ad libitum.
386 TEMPO DA PÁSCOA

ORAÇÃO DEPOIS DAS LEITURAS

Depois da PRIMEIRA LEITURA (Chamaram-lhe Babel, porque lá o


Senhor confundiu a linguagem do mundo inteiro: Gen 11, 1-9) e do Salmo
32, 10-15 (R. Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança):

Oremos.
Deus todo-poderoso,
fazei que a Igreja seja sempre o povo santo,
congregado na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
para manifestar ao mundo
o mistério da vossa santidade e unidade
e conduzir à plenitude do vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.

Depois da SEGUNDA LEITURA (O Senhor desceu sobre o monte Sinai,


na presença de todo o povo: Ex 19, 3-8.16-20) e do Cântico Dan 3, 52-56
(R. Seja louvado e exaltado para sempre):

Oremos.
Deus eterno e omnipotente,
que no fulgor do monte Sinai destes a Moisés a antiga lei
e hoje manifestastes no fogo do Espírito a nova aliança,
concedei que sempre nos inflamemos no Espírito Santo,
que admiravelmente derramastes sobre os Apóstolos,
e o novo Israel, congregado de entre todos os povos,
receba com alegria o mandamento eterno do vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.
DOMINGO DE PENTECOSTES 387

Depois da TERCEIRA LEITURA ( Ossos ressequidos, vou mandar-vos


um sopro de vida e tornareis a viver: Ez 37, 1-14) e do Salmo 106, 2-9 (R. Dai
graças ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia ou Aleluia):

Oremos.
Senhor, Deus do universo,
que renovais e conservais o mundo decaído,
aumentai o povo que, pelo poder santificador do vosso nome,
vai receber a vida nova,
de modo que todos os que se purificam no santo Baptismo
vivam sempre segundo a inspiração da vossa graça.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.

Ou

Deus de bondade infinita,


que nos fizestes renascer pela palavra da vida,
derramai sobre nós o vosso Espírito Santo,
para que, vivendo na unidade de fé,
mereçamos chegar à gloriosa ressurreição da carne.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.

Ou

Exulte sempre o vosso povo, Senhor,


com a renovada juventude da alma,
de modo que, alegrando-se agora
por se ver restituído à glória da adopção divina,
aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.
388 TEMPO DA PÁSCOA

Depois da QUARTA LEITURA (Sobre os meus servos e servas


derramarei o meu Espírito: Joel 3, 1-5) e do Salmo 103, 1-2a.24.35c.27-
28.29cd-30 (R. Enviai, Senhor, o vosso Espírito e renovai a face da terra):

Oremos.
Realizai, Senhor, a vossa promessa
e enviai sobre nós o Espírito Santo,
para que nos torne, perante o mundo,
testemunhas do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.

Em seguida diz-se o hino Glória a Deus nas alturas (Gloria in excelsis


Deo). Terminado o hino, o sacerdote diz a ORAÇÃO COLECTA:

Oremos.
Deus eterno e omnipotente, que na festa de Pentecostes
completais os cinquenta dias do mistério pascal,
fazei que, pela acção do vosso Espírito,
os povos dispersos se reúnam de novo
e todas as línguas proclamem numa só fé a glória do vosso nome.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Depois o leitor faz a leitura do Apóstolo (Rom 8, 22-27) e a Missa continua
na forma habitual.
Se as Vésperas se celebram com a Missa, depois do cântico da comunhão
com a antífona No último dia da festa, canta-se o Magnificat com a sua antífona
das Vésperas Vinde, Espírito Santo.

Diz-se em seguida a ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO e o resto na


forma habitual.
É oportuno dizer a BÊNÇÃO SOLENE própria: p. 559

Na despedida do povo, o diácono ou o próprio sacerdote diz:

Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. Aleluia. Aleluia.


O povo responde:
Graças a Deus. Aleluia. Aleluia.
DOMINGO DE PENTECOSTES 389

Missa do dia

ANTÍFONA DE ENTRADA Sab 1, 7


O Espírito do Senhor encheu a terra inteira;
Ele, que abrange o universo,
conhece toda a palavra. Aleluia.

Ou Rom 5, 5; 8, 11
O amor de Deus foi derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que habita am nós. Aleluia.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus do universo,
que no mistério do Pentecostes santificais a Igreja
dispersa entre todos os povos e nações,
derramai sobre a terra os dons do Espírito Santo,
de modo que também hoje se renovem nos corações dos fiéis
os prodígios realizados nos primórdios da pregação do Evangelho.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei-nos, Senhor nosso Deus,
que o Espírito Santo, segundo a promessa do vosso Filho,
nos revele plenamente o mistério deste sacrifício
e nos faça conhecer toda a verdade.
Por Nosso Senhor.
390 TEMPO DA PÁSCOA

PREFÁCIO O mistério do Pentecostes


V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Hoje manifestastes a plenitude do mistério pascal
e sobre os filhos de adopção,
unidos em comunhão admirável ao vosso Filho Unigénito,
derramastes o Espírito Santo,
que no princípio da Igreja nascente
revelou o conhecimento de Deus a todos os povos da terra
e uniu a diversidade das línguas na profissão duma só fé.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Actos 2, 4.11


Todos ficaram cheios do Espírito Santo
e proclamavam as maravilhas de Deus. Aleluia.
DOMINGO DE PENTECOSTES 391

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
que concedeis com abundância à vossa Igreja os dons sagrados,
conservai nela a graça que lhe destes,
para que floresça sempre em nós o dom do Espírito Santo,
e o alimento espiritual que recebemos
nos faça progredir no caminho da salvação.
Por Nosso Senhor.

Na despedida do povo, o diácono ou o próprio sacerdote diz:

Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. Aleluia. Aleluia.


O povo responde:
Graças a Deus. Aleluia. Aleluia.

Terminado o Tempo Pascal, convém levar o círio pascal para o baptistério e


conservá-lo aí com a devida reverência, para que, na celebração do Baptismo, se
acenda na sua chama a vela dos baptizados.

Nos lugares em que há o costume de afluírem em grande número os fiéis para


participarem à Missa na segunda ou também na terça-feira depois do
Pentecostes, pode dizer-se a Missa do Domingo de Pentecostes ou a Missa
votiva do Espírito Santo (p.1260).
TEMPO COMUM

O Tempo Comum («Per annum») abrange 34 ou 33 semanas. Começa na


segunda-feira a seguir ao domingo depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até
ao início da Quaresma; é retomado na segunda-feira a seguir ao Domingo de
Pentecostes e termina no sábado anterior ao Domingo I do Advento.
Para os domingos e dias feriais deste tempo, o Missal apresenta 34 Missas,
que se utilizam deste modo:
a) Aos domingos utiliza-se o formulário da Missa que corresponde ao
número do Domingo do Tempo Comum, a não ser que coincida com uma
solenidade ou festa que substitua o formulário do domingo.
b) Nos dias feriais pode dizer-se qualquer um dos formulários das 34
Missas, tendo em conta a utilidade pastoral dos fiéis.

Os domingos e semanas do Tempo Comum contam-se do seguinte modo:


a) O Domingo em que se celebra a festa do Baptismo do Senhor corres-
ponde ao primeiro Domingo do Tempo Comum. A semana seguinte corresponde
à primeira do Tempo Comum. Os domingos e semanas seguintes numeram-se
por ordem progressiva, até ao início da Quaresma.
b) Depois do Pentecostes, se as semanas do Tempo Comum forem 34,
retoma-se a série das semanas, a partir da que vem a seguir à última que foi
celebrada antes da Quaresma, tendo em conta que as Missas do Domingo de
Pentecostes e da solenidade da Santíssima Trindade tomam o lugar das Missas
dominicais.
Se as semanas do Tempo Comum forem só 33, omite-se a primeira semana
que se havia de retomar depois do Pentecostes.

Aos domingos diz-se o Glória e o Credo; nos dias feriais omite-se tanto um
como o outro.
Aos domingos, diz-se um dos prefácios dos domingos do Tempo Comum;
nos dias feriais, diz-se um prefácio comum.
Propõem-se duas antífonas da comunhão: a primeira é tomada dos salmos e
a segunda do Evangelho. Pode escolher-se uma ou outra, conforme as cir-
cunstâncias. Convém no entanto preferir aquela que eventualmente se relacione
mais directamente com o Evangelho da Missa.
GRAVURA
MISSAS DOMINICAIS E QUOTIDIANAS

SEMANA I DO TEMPO COMUM


Em lugar do Domingo I do Tempo Comum, celebra-se a festa do Baptismo do
Senhor: p. 153

ANTÍFONA DE ENTRADA
Sobre um trono elevado vi sentado um homem,
que uma multidão de Anjos adora, cantando em coro:
Eis Aquele que reina eternamente.

ORAÇÃO COLECTA
Atendei, Senhor, as orações do vosso povo;
dai-lhe luz para conhecer a vossa vontade
e coragem para a cumprir fielmente.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai benignamente, Senhor, a oblação do vosso povo
e fazei que ela santifique a nossa vida
e torne eficaz a nossa oração.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 35, 10


Em Vós, Senhor, está a fonte da vida: na vossa luz veremos a luz.
Ou Jo 10, 10
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus todo-poderoso,
que nos alimentais com os vossos sacramentos,
dai-nos a graça de Vos servir com uma vida santa.
Por Nosso Senhor.
396 TEMPO COMUM

DOMINGO II DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 65, 4


Toda a terra Vos adore, Senhor,
e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que governais o céu e a terra,
escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo
e concedei a paz aos nossos dias.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei-nos, Senhor,
a graça de participar dignamente nestes mistérios,
pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício
realiza-se a obra da nossa redenção.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 22, 5


Para mim preparais a mesa
e o meu cálice transborda.

Ou 1 Jo 4, 16
Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para connosco.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Infundi em nós, Senhor, o espírito da vossa caridade,
para que vivam unidos num só coração e numa só alma
aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 397

DOMINGO III DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 95, 1.6


Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Glória e poder na sua presença,
esplendor e majestade no seu templo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus todo-poderoso e eterno,
dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade,
para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras,
em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai benignamente,
e santificai Senhor, os nossos dons,
a fim de que se tornem para nós fonte de salvação.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 6


Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados,
o vosso rosto não será confundido.

Ou Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus omnipotente,
nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça,
nos alegremos sempre nestes dons sagrados.
Por Nosso Senhor.
398 TEMPO COMUM

DOMINGO IV DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 105, 47


Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas as nações,
para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso louvor.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Senhor nosso Deus,
que Vos adoremos de todo o coração
e amemos todos os homens com sincera caridade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Apresentamos, Senhor, ao vosso altar
os dons do vosso povo santo;
aceitai-os benignamente
e fazei deles o sacramento da nossa redenção.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 30, 17-18


Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto,
salvai-me, Senhor, pela vossa bondade
e não serei confundido por Vos ter invocado.
Ou Mt 5, 3-4
Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os humildes,
porque possuirão a terra prometida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção,
nós Vos suplicamos, Senhor,
que, por este auxílio de salvação eterna,
cresça sempre no mundo a verdadeira fé.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 399

DOMINGO V DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 94, 6-7


Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou.
O Senhor é o nosso Deus.

ORAÇÃO COLECTA
Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família;
e, porque só em Vós põe a sua confiança,
defendei-a sempre com a vossa protecção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza
concedei que eles se tornem para nós
sacramento de vida eterna.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 106, 8-9


Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens,
porque Ele deu de beber aos que tinham sede e saciou os que tinham fome.

Ou Mt 5, 5-6
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus de bondade,
que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice,
concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo,
dêmos fruto abundante para a salvação do mundo.
Por Nosso Senhor.
400 TEMPO COMUM

DOMINGO VI DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 30, 3-4


Sede a rocha do meu refúgio, Senhor,
e a fortaleza da minha salvação.
Para glória do vosso nome,
guiai-me e conduzi-me.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que prometestes estar presente
nos corações rectos e sinceros,
ajudai-nos com a vossa graça
a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor,
que estes dons sagrados nos purifiquem e renovem,
para que, obedecendo sempre à vossa vontade,
alcancemos a recompensa eterna.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 77, 24.29


O Senhor deu-lhes o pão do Céu:
comeram e ficaram saciados.

Ou Jo 3, 16
Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito.
Quem acredita n’Ele tem a vida eterna.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu,
concedei-nos a graça de buscarmos sempre
aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 401

DOMINGO VII DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 12, 6


Eu confio, Senhor, na vossa bondade.
O meu coração alegra-se com a vossa salvação.
Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Deus todo-poderoso,
que, meditando continuamente nas realidades espirituais,
pratiquemos sempre, em palavras e obras,
o que Vos agrada.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei, Senhor,
que celebremos dignamente estes divinos mistérios,
de modo que os dons oferecidos para vossa glória
sejam para nós fonte de eterna salvação.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 9, 2-3


Cantarei todas as vossas maravilhas.
Quero alegrar-me e exultar em Vós.
Cantarei ao vosso nome, ó Altíssimo.

Ou cf. Jo 11, 27
Senhor, eu creio que sois Cristo, Filho de Deus vivo, o
Salvador do mundo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Nós Vos pedimos, Deus omnipotente,
que este sacramento de salvação
seja para nós penhor seguro de vida eterna.
Por Nosso Senhor.
402 TEMPO COMUM

DOMINGO VIII DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo17, 19-20


O Senhor veio em meu auxílio,
livrou-me da angústia e pôs-me em liberdade.
Levou-me para lugar seguro, salvou-me pelo seu amor.

ORAÇÃO COLECTA
Fazei, Senhor,
que os acontecimentos do mundo
decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz
e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor, que nos concedeis estes dons que Vos oferecemos
e nos atribuís o mérito do oferecimento,
nós Vos suplicamos:
o que nos dais como fonte de mérito
nos obtenha o prémio da felicidade eterna.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 12, 6


Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez,
exaltarei o nome do Senhor, cantarei hinos ao Altíssimo.

Ou Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos saciais com os vossos dons sagrados,
concedei-nos, por este sacramento
com que nos alimentais na vida presente,
a comunhão convosco na vida eterna.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 403

DOMINGO IX DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 24, 16.18


Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão, porque estou só e desamparado.
Vede a minha miséria e o meu tormento e perdoai todos os meus pecados.

ORAÇÃO COLECTA
Deus todo-poderoso e eterno,
cuja providência não se engana em seus decretos,
humildemente Vos suplicamos:
afastai de nós todos os males
e concedei-nos todos os bens.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Confiando na vossa bondade, Senhor,
trazemos ao altar os nossos dons,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 16, 6


Escutai, Senhor, as minhas palavras,
respondei-me quando Vos invoco.
Ou Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Guiai, Senhor, com o vosso Espírito
aqueles que alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
de modo que, dando testemunho de Vós
não só com palavras mas em obras e verdade,
mereçamos entrar no reino dos Céus.
Por Nosso Senhor.
404 TEMPO COMUM

DOMINGO X DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 26, 1-2
O Senhor é minha luz e salvação:
a quem temerei?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

ORAÇÃO COLECTA
Deus, fonte de todo o bem,
ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto
e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai com bondade, Senhor,
para os dons que apresentamos ao vosso altar
e fazei que esta oblação Vos seja agradável
e aumente em nós a caridade.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 17, 3


Sois o meu protector e o meu refúgio, Senhor;
sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.

Ou 1 Jo 4, 16
Deus é amor.
Quem permanece no amor permanece em Deus
e Deus permanece nele.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Nós Vos pedimos, Senhor,
que a acção santificadora deste sacramento
nos liberte das más inclinações
e nos conduza a uma vida santa.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 405

DOMINGO XI DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 26, 7.9
Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio:
não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

ORAÇÃO COLECTA
Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós,
atendei propício as nossas súplicas;
e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana,
concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça,
para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis
no cumprimento fiel dos vossos mandamentos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar
dais ao homem o alimento que o sustenta
e o sacramento que o renova,
fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 26, 4


Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.
Ou Jo 17, 11
Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste,
para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios,
sinal da nossa união convosco,
realize a unidade na vossa Igreja.
Por Nosso Senhor.
406 TEMPO COMUM

DOMINGO XII DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 27, 8-9


O Senhor é a força do seu povo,
o baluarte salvador do seu Ungido.
Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança,
sede o seu pastor e guia através dos tempos.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, fazei-nos viver a cada instante
no temor e no amor do vosso Santo nome,
porque nunca a vossa providência abandona
aqueles que formais solidamente no vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Por este sacrifício de reconciliação e de louvor,
purificai, Senhor, os nossos corações,
para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 144, 15


Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor,
e a seu tempo lhes dais o alimento.

Ou Jo 10, 11.15
Eu sou o Bom Pastor
e dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos renovastes
pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo,
fazei que a participação nestes mistérios
nos alcance a plenitude da redenção.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 407

DOMINGO XIII DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA cf.Salmo 46, 2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
aclamai a Deus com brados de alegria.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz,
não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro,
mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus,
que assegurais a eficácia dos vossos sacramentos,
fazei que este serviço divino
seja digno dos mistérios que celebramos.
Por Nosso Senhor..

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 102, 1


A minha alma louva o Senhor,
todo o meu ser bendiz o seu nome santo.

Ou cf. Jo 17, 20-21


Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim,
para que sejam em Nós confirmados na unidade
e o mundo acredite que Tu Me enviaste.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei-nos, Senhor,
que o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão,
nos dêem a verdadeira vida,
para que, unidos convosco em amor eterno,
dêmos frutos que permaneçam para sempre.
Por Nosso Senhor.
408 TEMPO COMUM

DOMINGO XIV DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 47, 10-11
Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo.
Toda a terra proclama o louvor do vosso nome,
porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade infinita,
que, pela humilhação do vosso Filho,
levantastes o mundo decaído,
dai aos vossos fiéis uma santa alegria,
para que, livres da escravidão do pecado,
possam chegar à felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Fazei, Senhor,
que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique
e nos conduza, dia após dia,
a viver mais intensamente a vida da graça.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 9


Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n’Ele se refugia.

Ou Mt 11, 28
Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos, e
Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes,
fazei que alcancemos os benefícios da salvação
e nunca cessemos de cantar os vossos louvores.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 409

DOMINGO XV DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 16, 15
Eu venho, Senhor, à vossa presença:
ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade
para poderem voltar ao bom caminho,
concedei a quantos se declaram cristãos
que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome,
sigam fielmente as exigências da sua fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração
e concedei aos fiéis que os vão receber
a graça de crescerem na santidade.
Por Nosso Senhor.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 83, 4-5
As aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.
Felizes os que moram em vossa casa
e a toda a hora cantam os vossos louvores.
Ou Jo 6, 57
Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue
permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa,
humildemente Vos suplicamos:
sempre que celebramos estes mistérios,
aumentai em nós os frutos da salvação.
Por Nosso Senhor.
410 TEMPO COMUM

DOMINGO XVI DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 53, 6.8
Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida.
De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios,
cantando a glória do vosso nome.

ORAÇÃO COLECTA
Sede propício, Senhor, aos vossos servos
e multiplicai neles os dons da vossa graça,
para que, fervorosos na fé, esperança e caridade,
perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei
no único sacrifício de Cristo,
aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis,
como outrora abençoastes a oblação de Abel;
e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós
sirvam para a salvação de todos.
Por Nosso Senhor.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Salmo 110, 4-5
O Senhor misericordioso e compassivo
instituiu o memorial das suas maravilhas,
deu sustento àqueles que O temem.
Ou Ap 3, 20
Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor.
Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta,
entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 411

DOMINGO XVII DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 67, 6-7.36
Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre.
É a força e o vigor do seu povo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus, protector dos que em Vós esperam,
sem Vós nada tem valor, nada é santo.
Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia,
para que, conduzidos por Vós,
usemos de tal modo os bens temporais
que possamos aderir desde já aos bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
os dons que recebemos da vossa generosidade
e trazemos ao vosso altar,
e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça,
nos santifiquem na vida presente
e nos conduzam às alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 102, 2
Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.
Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos destes a graça
de participar neste divino sacramento,
memorial perene da paixão do vosso Filho,
fazei que este dom do seu amor infinito
sirva para a nossa salvação.
Por Nosso Senhor.
412 TEMPO COMUM

DOMINGO XVIII DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 69, 2.6
Deus, vinde em meu auxílio,
Senhor, socorrei-me e salvai-me.
Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

ORAÇÃO COLECTA
Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade
aos filhos que Vos imploram
e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça
naqueles que se gloriam
de Vos ter por seu criador e sua providência.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, estes dons
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Sab 16, 20


Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos,
destes-nos, Senhor, o pão do Céu.

Ou Jo 6, 35
Eu sou o pão da vida, diz o Senhor.
Quem vem a Mim nunca mais terá fome,
quem crê em Mim nunca mais terá sede.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos renovais com o pão do Céu,
protegei-nos sempre com o vosso auxílio,
fortalecei-nos todos os dias da nossa vida
e tornai-nos dignos da redenção eterna.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 413

DOMINGO XIX DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 73, 20.19.22.23


Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança,
não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis.
Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa,
escutai a voz daqueles que Vos procuram.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
a quem podemos chamar nosso Pai,
fazei crescer o espírito filial em nossos corações
para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai benignamente, Senhor,
os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja
e transformai-os, com o vosso poder,
em sacramento da nossa salvação.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 147,12.14


Louva, Jerusalém, o Senhor,
que te saciou com a flor da farinha.

Ou Jo 6, 52
O pão que Eu vos darei, diz o Senhor,
é a minha carne pela vida do mundo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Nós Vos pedimos, Senhor,
que a comunhão do vosso sacramento nos salve
e nos confirme na luz da vossa verdade.
Por Nosso Senhor.
414 TEMPO COMUM

DOMINGO XX DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 83, 10-11


Senhor Deus, nosso protector, ponde os olhos no rosto do vosso Ungido.
Um dia em vossos átrios vale mais de mil longe de Vós.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade infinita,
que preparastes bens invisíveis para aqueles que Vos amam,
infundi em nós o vosso amor,
para que, amando-Vos em tudo e acima de tudo,
alcancemos as vossas promessas, que excedem todo o desejo.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, o que trazemos ao vosso altar,
nesta admirável permuta de dons,
de modo que, oferecendo-Vos o que nos destes,
mereçamos receber-Vos a Vós mesmo.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 129, 7


No Senhor está a misericórdia,
no Senhor está a plenitude da redenção.

Ou Jo 6, 51-52
Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor.
Quem comer deste pão viverá eternamente.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que neste sacramento
nos fizestes participar mais intimamente no mistério de Cristo,
transformai-nos à sua imagem na terra
para merecermos ser associados à sua glória no Céu.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 415

DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 85, 1-3
Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor,
salvai o vosso servo, que em vós confia.
Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor Deus,
que unis os corações dos fiéis num único desejo,
fazei que o vosso povo ame o que mandais
e espere o que prometeis,
para que, no meio da instabilidade deste mundo,
fixemos os nossos corações
onde se encontram as verdadeiras alegrias.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor, que pelo único sacrifício da cruz,
formastes para Vós um povo de adopção filial,
concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 103, 13-15


Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras.
Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.
Ou Jo 6, 55
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Realizai plenamente em nós, Senhor,
a acção redentora da vossa misericórdia
e fazei-nos tão generosos e fortes
que possamos agradar-Vos em toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor.
416 TEMPO COMUM

DOMINGO XXII DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 85, 3.5
Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro.
Vós, Senhor, sois bom e indulgente,
cheio de misericórdia para àqueles que Vos invocam.

ORAÇÃO COLECTA
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito,
infundi em nossos corações o amor do vosso nome
e, estreitando a nossa união convosco,
dai vida ao que em nós é bom
e protegei com solicitude esta vida nova.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos
e realizai em nós, com o poder da vossa graça,
a redenção que celebramos nestes mistérios.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 30, 20


Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

Ou Mt 5, 9-10
Bem-aventurados os pacíficos,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça,
porque deles é o reino dos céus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste,
fazei que esta fonte de caridade
fortaleça os nossos corações
e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 417

DOMINGO XXIII TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 118, 137.124
Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamemtos.
Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador
e nos fizestes vossos filhos adoptivos,
atendei com paternal bondade as nossas súplicas
e concedei que, pela nossa fé em Cristo,
alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz,
fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente
e que a nossa participação nos sagrados mistérios
reforce os laços da nossa unidade.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 41, 2-3


Como suspira o veado pela corrente das águas,
assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
A minha alma tem sede do Deus vivo.

Ou Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor;
quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos alimentais e fortaleceis
à mesa da palavra e do pão da vida,
fazei que recebamos de tal modo estes dons do vosso Filho
que mereçamos participar da sua vida imortal.
Por Nosso Senhor.
418 TEMPO COMUM

DOMINGO XXIV DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Sir 36, 18
Dai a paz, Senhor, aos que em Vós esperam
e confirmai a verdade dos vossos profetas.
Escutai a prece dos vossos servos e abençoai o vosso povo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus, Criador e Senhor de todas as coisas,
lançai sobre nós o vosso olhar;
e para sentirmos em nós os efeitos do vosso amor,
dai-nos a graça de Vos servirmos com todo o coração.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Ouvi, Senhor, com bondade as nossas súplicas
e recebei estas ofertas dos vossos fiéis,
para que os dons oferecidos por cada um de nós
para glória do vosso nome
sirvam para a salvação de todos.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 35, 8


Como é admirável, Senhor, a vossa bondade!
À sombra das vossas asas se refugiam os homens.
Ou cf. 1 Cor 10, 16
O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo;
e o pão que partimos é comunhão no Corpo do Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor nosso Deus,
concedei que este sacramento celeste
nos santifique totalmente a alma e o corpo,
para que não sejamos conduzidos pelos nossos sentimentos
mas pela virtude vivificante do vosso Espírito.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 419

DOMINGO XXV DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA
Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor.
Quando chamar por Mim nas suas tribulações,
Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei
no vosso amor e no amor do próximo,
dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento,
para alcançarmos a vida eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai benignamente, Senhor,
os dons da vossa Igreja,
para que receba nestes santos mistérios
os bens em que pela fé acredita.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 118, 4-5


Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente.
Fazei que os meus passos sejam firmes
na observância dos vossos mandamentos.

Ou Jo 10, 14
Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas
e as minhas ovelhas conhecem-Me.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça
aqueles que alimentais nos sagrados mistérios,
para que os frutos de salvação
que recebemos neste sacramento
se manifestem em toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor.
420 TEMPO COMUM

DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Dan 3, 31.29.30.43.42
Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes.
Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos.
Mas para glória do vosso nome,
mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que dais a maior prova do vosso poder
quando perdoais e Vos compadeceis,
derramai sobre nós a vossa graça,
para que, correndo prontamente para os bens prometidos,
nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Deus de misericórdia infinita,
aceitai esta nossa oblação
e fazei que por ela se abra para nós
a fonte de todas as bênçãos.
Por Nosso Senhor.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Salmo 118, 9-5
Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo.
A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.
Ou 1 Jo 3, 16
Nisto conhecemos o amor de Deus:
Ele deu a vida por nós;
também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei, Senhor, que este sacramento celeste
renove a nossa alma e o nosso corpo,
para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte,
possamos tomar parte na sua herança gloriosa.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 421

DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Est 13, 9.10-11
Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e
ninguém pode resistir à vossa vontade.
Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o
firmamento.
Vós sois o Senhor do universo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito,
cumulais de bens os que Vos imploram
muito além dos seus méritos e desejos,
pela vossa misericórdia,
libertai a nossa consciência de toda a inquietação
e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer
e, por estes sagrados mistérios que celebramos,
confirmai em nós a obra da redenção.
Por Nosso Senhor.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lam 3, 25
O Senhor é bom para quem n’Ele confia, para a alma que O procura.
Ou cf. 1 Cor 10, 17
Porque há um só pão, todos somos um só corpo,
nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus todo-poderoso,
que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede,
fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
nos transformemos n’Aquele que recebemos.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
422 TEMPO COMUM

DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 129, 3-4


Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

ORAÇÃO COLECTA
Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça
preceda e acompanhe sempre as nossas acções
e nos torne cada vez mais atentos
à prática das boas obras.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor,
as orações e as ofertas dos vossos fiéis
e fazei que esta celebração sagrada
nos encaminhe para a glória do Céu.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 11


Os ricos empobrecem e passam fome;
mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou cf. 1 Jo 3, 2
Quando o Senhor Se manifestar,
seremos semelhantes a Ele,
porque O veremos na sua glória.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus de infinita bondade,
que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
tornai-nos também participantes da sua natureza divina.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 423

DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 16, 6.8.9
Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco,
ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras.
Guardai-me dos meus inimigos, Senhor.
Protegei-me à sombra das vossas asas.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço
a dedicação da nossa vontade
e a sinceridade do nosso coração.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Fazei, Senhor,
que possamos servir ao vosso altar
com plena liberdade de espírito,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Nosso Senhor.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 32, 18-19
O Senhor vela sobre os seus fiéis, sobre aqueles que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas, para os alimentar no tempo da fome.
Ou Mc 10, 45
O Filho do homem veio ao mundo para dar a vida pela redenção dos
homens.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Concedei, Senhor,
que a participação nos mistérios celestes
nos faça progredir na santidade,
nos obtenha as graças temporais
e nos confirme nos bens eternos.
Por Nosso Senhor.
424 TEMPO COMUM

DOMINGO XXX DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 104, 3-4


Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor.
Buscai o Senhor e o seu poder,
procurai sempre a sua face.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade;
e para merecermos alcançar o que prometeis,
fazei-nos amar o que mandais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai, Senhor, para os dons que Vos apresentamos
e fazei que a celebração destes mistérios
dê glória ao vosso nome.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃ cf. Salmo 19, 6


Celebramos, Senhor, a vossa salvação
e glorificamos o vosso santo nome.

Ou Ef 5, 2
Cristo amou-nos e deu a vida por nós,
oferecendo-Se em sacrifício agradável a Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei, Senhor, que os vossos sacramentos
realizem em nós o que significam,
para alcançarmos um dia em plenitude
o que celebramos nestes santos mistérios.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 425

DOMINGO XXXI DO TEMPO COMUM

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 37, 22-23


Não me abandoneis, Senhor;
meu Deus, não Vos afasteis de mim.
Senhor, socorrei-me e salvai-me.

ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente e misericordioso,
de quem procede a graça de Vos servirmos fiel e dignamente,
fazei-nos caminhar sem obstáculos
para os bens por Vós prometidos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Senhor, fazei que este sacrifício
seja para Vós uma oblação pura
e para nós o dom generoso da vossa misericórdia.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 15, 11


O Senhor me ensinará o caminho da vida,
a seu lado viverei na plenitude da alegria.

Ou Jo 6, 58
Assim como o Pai que Me enviou é o Deus vivo e Eu vivo pelo Pai,
também o que Me come viverá por Mim, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Multiplicai em nós, Senhor, os frutos da vossa graça,
para que os sacramentos celestes
que nos alimentam na vida presente
nos preparem para alcançarmos a herança prometida.
Por Nosso Senhor.
426 TEMPO COMUM

DOMINGO XXXII DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 87, 3
Chegue até Vós, Senhor, a minha oração,
inclinai o ouvido ao meu clamor.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e misericordioso,
afastai de nós toda a adversidade,
para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito,
possamos livremente cumprir a vossa vontade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai, Senhor, com benevolência
para o sacrifício que Vos apresentamos,
a fim de participarmos com sincera piedade
no memorial da paixão do vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 22, 1-2


O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados.
Conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.
Ou Lc 24, 35
Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Nós Vos damos graças, Senhor,
pelo alimento celeste que recebemos
e imploramos da vossa misericórdia
que, pela acção do Espírito Santo,
perseverem na vossa graça
os que receberam a força do alto.
Por Nosso Senhor.
DOMINGOS E DIAS FERIAIS 427

DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA Jer 29, 11.12.14
Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor.
Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor,
e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça
de encontrar sempre a alegria no vosso serviço,
porque é uma felicidade duradoira e profunda
ser fiel ao autor de todos os bens.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Concedei-nos, Senhor,
que os dons oferecidos para glória do vosso nome
nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente
e nos alcancem a posse da felicidade eterna.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 72, 28


A minha alegria é estar junto de Deus,
buscar no Senhor o meu refúgio.
Ou Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração
vos será concedido, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor.
428 CRISTO REI

Domingo XXXIV do Tempo Comum

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


REI DO UNIVERSO

Solenidade

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 5, 12; 1, 6


O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza,
a sabedoria, a honra e o louvor.
Glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que no vosso amado Filho, Rei do universo,
quisestes instaurar todas as coisas,
concedei propício
que todas as criaturas, libertas da escravidão,
sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, este sacrifício da reconciliação humana
e, pelos méritos de Cristo vosso Filho,
concedei a todos os povos o dom da unidade e da paz.
Por Nosso Senhor.
CRISTO REI 429

PREFÁCIO Cristo, Sacerdote e Rei do universo

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Com o óleo da alegria
consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo
o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor,
para que, oferecendo-Se no altar da cruz,
como vítima de reconciliação,
consumasse o mistério da redenção humana
e, submetendo ao seu poder todas as criaturas,
oferecesse à vossa infinita majestade
um reino eterno e universal:
reino de verdade e de vida,
reino de santidade e de graça,
reino de justiça, de amor e de paz.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 28, 10-11
O Senhor está sentado como Rei eterno;
O Senhor abençoará o seu povo na paz.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Senhor, que nos alimentastes com o pão da imortalidade,
fazei que, obedecendo com santa alegria
aos mandamentos de Cristo, Rei do universo,
mereçamos viver para sempre com Ele no reino celeste.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
430 TEMPO COMUM

SEMANA XXXIV DO TEMPO COMUM


Em lugar do Domingo XXXIV do Tempo Comum, celebra-se a solenidade de
Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo: p. 428

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 84, 9


O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.

ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à acção da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Recebei, Senhor, estes dons sagrados
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos também nós
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 116, 1-2


Louvai o Senhor, povos de toda a terra, porque é eterna a sua misericórdia.

Ou Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Deus todo-poderoso e eterno,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Nosso Senhor.
SOLENIDADES DO SENHOR NO TEMPO COMUM

Domingo depois de Pentecostes

SANTÍSSIMA TRINDADE
Solenidade

ANTÍFONA DE ENTRADA
Bendito seja Deus Pai,
bendito o Filho Unigénito,
bendito o Espírito Santo,
pela sua infinita misericórdia.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus Pai,
que revelastes aos homens o vosso admirável mistério,
enviando ao mundo a Palavra da verdade
e o Espírito da santidade,
concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé,
reconheçamos a glória da eterna Trindade
e adoremos a Unidade na sua omnipotência.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Santificai, Senhor, os dons
sobre os quais invocamos o vosso santo nome
e, por este divino sacramento,
fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor.
432 SANTÍSSIMA TRINDADE

PREFÁCIO O mistério da Santíssima Trindade


V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo,
sois um só Deus, um só Senhor,
não na unidade de uma só pessoa,
mas na trindade de uma só natureza.
Tudo quanto revelastes àcerca da vossa glória,
nós o acreditamos também, sem diferença alguma,
do vosso Filho e do Espírito Santo.
Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade,
adoramos as três Pessoas distintas,
a sua essência única e a sua igual majestade.
Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos,
os Querubins e os Serafins,
que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Gal 4, 6
Porque somos filhos de Deus,
Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho,
que clama: Abba, Pai.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Ao professarmos a nossa fé na Trindade Santíssima
e na sua indivisível Unidade,
concedei-nos, Senhor nosso Deus,
que a participação neste divino sacramento
nos alcance a saúde do corpo e da alma.
Por Nosso Senhor.
CORPO E SANGUE DE CRISTO 433

Quinta-feira depois da Santíssima Trindade


SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO
Solenidade
ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 80, 17
O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha e
saciou-o com o mel do rochedo.
Diz-se o Glória.
ORAÇÃO COLECTA
Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramento
nos deixastes o memorial da vossa paixão,
concedei-nos a graça
de venerar de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangue
que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção.
Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei, Senhor, à vossa Igreja
o dom da unidade e da paz,
que estas oferendas misticamente simbolizam.
Por Nosso Senhor.
Prefácio da Eucaristia: p. 1254 [658-770]
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 6, 57
Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue
permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Concedei-nos, Senhor Jesus Cristo,
a participação eterna da vossa divindade,
que é prefigurada nesta comunhão
do vosso precioso Corpo e Sangue.
Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
Onde esta solenidade não é dia santo de guarda, celebra-se no Domingo depois
da Santíssima Trindade.
434 SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Sexta-feira a seguir ao Domingo II depois de Pentecostes

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Solenidade

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 32, 11.19


Os pensamentos do seu coração permanecem por todas as gerações
para libertar da morte as almas dos seus fiéis,
para os alimentar no tempo da fome.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Deus todo-poderoso,
que ao celebrar a solenidade do Coração do vosso amado Filho,
recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor
e mereçamos receber desta fonte divina
a abundância dos vossos dons.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ou
Deus de bondade, que no Coração do vosso Filho,
ferido pelos nossos pecados,
nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor,
fazei que, prestando-Lhe a homenagem da nossa piedade,
cumpramos também o dever de uma digna reparação.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Credo.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Olhai, Senhor,
para o inefável amor do Coração do vosso Filho
e fazei que a nossa oferenda Vos seja agradável
e sirva de reparação pelos nossos pecados.
Por Nosso Senhor.
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS 435

PREFÁCIO O Coração de Cristo, fonte de salvação


V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Elevado sobre a cruz,
com admirável amor deu a sua vida por nós
e do seu lado trespassado fez brotar sangue e água,
donde nasceram os sacramentos da Igreja,
para que todos os homens,
atraídos ao Coração aberto do Salvador,
pudessem beber com alegria nas fontes da salvação.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 7, 37-38
Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor.
Se alguém acredita em Mim,
do seu coração brotará uma fonte de água viva.
Ou Jo 19, 34
Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança
e dele brotou sangue e água.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Fazei, Senhor, que este sacramento do vosso amor
nos una sempre mais a Jesus Cristo, vosso Filho,
de modo que, inflamados na caridade,
saibamos reconhecê-l’O nos nossos irmãos.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Gravura
ORDINÁRIO DA MISSA
CONGREGAÇÃO DO CULTO DIVINO
E DA DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS

Prot. n. CD 654/89

PORTUGAL

A pedido do Excelentíssimo Senhor D. António Francisco Marques,


Bispo de Santarém, em Portugal, Presidente da Comissão Nacional de
Liturgia, em nome da Conferência Episcopal Portuguesa, em carta de 21 de
Outubro de 1989, em virtude das faculdades concedidas a esta Congregação
pelo Sumo Pontífice João Paulo II, muito gostosamente aprovamos, isto é,
confirmamos a tradução portuguesa do Ordinário da Missa, conforme o
exemplar anexo.
Este decreto, pelo qual a Sé Apostólica concede a confirmação pedida,
deve ser incluído integralmente no texto a imprimir-se.
Do texto impresso devem ser enviados dois exemplares a esta
Congregação.
Nada obste em contrário.
Sede da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacra-
mentos, 30 de Novembro de 1990.

EDUARDO Card. MARTINEZ,


Prefeito

 LUÍS KADA
Arceb. tit. Tibica
Secretário

A Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos aprovou


por Decreto, nos mesmos termos e na mesma data, a presente versão em
língua portuguesa do Ordinário da Missa para a Conferência Episcopal de
Angola e S. Tomé, para a Conferência Episcopal de Moçambique, para a
diocese de Bissau e para a diocese de Cabo Verde.
440 ORDINÁRIO DA MISSA

RITOS INICIAIS

Reunido o povo, o sacerdote e os ministros encaminham-se para o altar enquanto


se executa o CÂNTICO DE ENTRADA.

Ao chegar ao altar, o sacerdote, feita a devida reverência juntamente com os


ministros, beija o altar e, conforme as circunstâncias, incensa-o. Depois, dirige-
se para a sua cadeira, juntamente com os ministros.

Terminado o cântico de entrada, sacerdote e fiéis, todos de pé, fazem o sinal da


cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.


O povo responde:
Amen.
Depois, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo, dizendo:

A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo,


o amor do Pai
e a comunhão do Espírito Santo
estejam convosco.
O povo responde:
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

Ou
A graça e a paz de Deus, nosso Pai
e de Jesus Cristo, nosso Senhor,
estejam convosco.
O povo responde:
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
RITOS INICIAIS 441

Ou
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo
esteja convosco.
O povo responde:
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
Ou
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo
que por nós Se fez homem
[que por nós morreu e ressuscitou
que por nós intercede junto do Pai]
esteja convosco.
O povo responde:
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
Ou
O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ele está no meio de nós.
O Bispo, em vez de O Senhor esteja convosco, nesta primeira saudação diz:
A paz esteja convosco.
O povo responde:
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

O sacerdote, ou o diácono, ou um ministro idóneo, pode fazer aos fiéis uma


brevíssima introdução à Missa do dia.

Segue-se o ACTO PENITENCIAL.

O sacerdote convida os fiéis ao acto penitencial com estas palavras ou outras


semelhantes:

Irmãos:
Para celebrarmos dignamente os santos mistérios,
reconheçamos que somos pecadores.
Guardam-se alguns momentos de silêncio.
442 ORDINÁRIO DA MISSA

Seguidamente, o sacerdote introduz a confissão com estas palavras ou outras


semelhantes:
Confessemos os nossos pecados.
E dizem todos juntos a confissão:
Confesso a Deus todo-poderoso
e a vós, irmãos,
que pequei muitas vezes
por pensamentos e palavras, actos e omissões,
e, batendo no peito, dizem:
por minha culpa, minha tão grande culpa.
e continuam:
E peço à Virgem Maria,
aos Anjos e Santos,
e a vós, irmãos,
que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
Segue-se a absolvição do sacerdote:
Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós,
perdoe os nossos pecados
e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
Amen.

Ou
Irmãos:
Para celebrarmos dignamente os santos mistérios,
reconheçamos que somos pecadores.
Guardam-se alguns momentos de silêncio. Seguidamente, o sacerdote diz:
Tende compaixão de nós, Senhor.
O povo responde:
Porque somos pecadores.
O sacerdote continua:
Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
O povo responde:
E dai-nos a vossa salvação.
RITOS INICIAIS 443

Segue-se a absolvição do sacerdote:


Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós,
perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
Amen.
Ou
Irmãos:
Para celebrarmos dignamente os santos mistérios,
reconheçamos que somos pecadores.
Guardam-se alguns momentos de silêncio. Seguidamente, o sacerdote, ou um
ministro idóneo, diz ou canta as seguintes invocações ou outras semelhantes:
Senhor, que fostes enviado pelo Pai a salvar os corações atribulados,
Senhor, misericórdia. Ou Kýrie, eléison. Ou Senhor, tende piedade de nós.
O povo responde:
Senhor, misericórdia. Ou Kýrie, eléison. Ou Senhor, tende piedade de nós.
O sacerdote continua:
Cristo, que viestes chamar os pecadores,
Cristo, misericórdia. Ou Christe, eléison. Ou Cristo, tende piedade de nós.
O povo responde:
Cristo, misericórdia. Ou Christe, eléison. Ou Cristo, tende piedade de nós.
De novo, o sacerdote diz:
Senhor, que estais à direita do Pai a interceder por nós,
Senhor, misericórdia. Ou Kýrie, eléison. Ou Senhor, tende piedade de nós.
O povo responde:
Senhor, misericórdia. Ou Kýrie, eléison. Ou Senhor, tende piedade de nós.
Segue-se a absolvição do sacerdote:
Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós,
perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
Amen.
Ou
Aos domingos, sobretudo no Tempo Pascal, em vez do acto penitencial pode
fazer-se a BÊNÇÃO DA ÁGUA e a ASPERSÃO: p. 1359
444 ORDINÁRIO DA MISSA

Seguem-se as INVOCAÇÕES Kýrie, eléison, a não ser que já tenham sido feitas
nalgum dos formulários do acto penitencial.

V. Senhor, tende piedade de nós.


R. Senhor, tende piedade de nós.
V. Cristo, tende piedade de nós.
R. Cristo, tende piedade de nós.
V. Senhor, tende piedade de nós.
R. Senhor, tende piedade de nós.

Ou
V. Senhor, misericórdia. V. Kýrie, eléison.
R. Senhor, misericórdia. R. Kýrie, eléison.
V. Cristo, misericórdia. V. Christe, eléison.
R. Cristo, misericórdia. R. Christe, eléison.
V. Senhor, misericórdia. V. Kýrie, eléison.
R. Senhor, misericórdia. R. Kýrie, eléison.

Em seguida, segundo as rubricas, canta-se ou recita-se o HINO:

Glória a Deus nas alturas


e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso:
nós Vos louvamos,
nós Vos bendizemos,
nós Vos adoramos,
nós Vos glorificamos,
nós Vos damos graças,
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai:
Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós;
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica;
Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo;
só Vós, o Senhor;
só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo;
com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amen.
RITOS INICIAIS 445

Terminado o hino, o sacerdote, de mãos juntas, diz:

Oremos.
E todos, juntamente com o sacerdote, oram em silêncio durante alguns momentos.

Depois, o sacerdote, de braços abertos, diz a ORAÇÃO COLECTA.

Se a oração se dirige ao Pai, a conclusão é da seguinte forma:


Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Se se dirige ao Pai, com menção do Filho na parte final:

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Se se dirige ao Filho:

Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

No fim o povo aclama:


Amen.
446 ORDINÁRIO DA MISSA

LITURGIA DA PALAVRA

Em seguida, o leitor vai ao ambão e lê a PRIMEIRA LEITURA, que todos


escutam sentados. No fim da leitura, o leitor diz:
Palavra do Senhor.
Todos respondem com a aclamação:
Graças a Deus.
O salmista ou cantor canta ou recita o SALMO, ao qual o povo responde com o refrão.

A seguir, se há uma SEGUNDA LEITURA antes do Evangelho, o leitor lê-a no


ambão, como se disse acima.

No fim da leitura, o leitor diz:


Palavra do Senhor.
Todos respondem com a aclamação:
Graças a Deus.
Segue-se o ALELUIA ou outro cântico.

Entretanto, o sacerdote, se se usa o incenso, impõe incenso no turíbulo.

Em seguida, o diácono que tiver de proclamar o EVANGELHO, inclinado diante


do sacerdote, pede a bênção em voz baixa, dizendo:
A vossa bênção.
O sacerdote, em voz baixa, diz:
O Senhor esteja no teu coração e nos teus lábios,
para anunciares dignamente o seu Evangelho:
Em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O diácono benze-se e responde:
Amen.
LITURGIA DA PALAVRA 447

Se um presbítero tiver de proclamar o Evangelho numa celebração presidida


pelo Bispo, pedirá a bênção do mesmo modo que o diácono.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, diz em silêncio:


Deus todo-poderoso,
purificai o meu coração e os meus lábios,
para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.

A seguir, o diácono ou o sacerdote, dirige-se para o ambão, acompanhado dos


acólitos que podem levar o incenso e os círios, e diz:
O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ele está no meio de nós.
O diácono ou o sacerdote diz:
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo S. N.
e, ao mesmo tempo, faz o sinal da cruz sobre o livro e depois sobre si mesmo na
fronte, na boca e no peito; e o mesmo fazem todos os demais.

O povo aclama:
Glória a Vós, Senhor.

A seguir, o diácono ou o sacerdote, quando se usar o incenso, incensa o livro e


proclama o EVANGELHO.

Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:


Palavra da salvação.
O povo responde com a aclamação:
Glória a Vós, Senhor.

Em seguida, beija o livro, dizendo em silêncio:


Por este santo Evangelho, perdoai-nos, Senhor.

Depois, segue-se a HOMILIA que deve ser feita todos os domingos e festas de
preceito, e é recomendada nos outros dias.

Terminada a homilia, guardam-se, conforme as circunstâncias, alguns momentos


de silêncio.
448 ORDINÁRIO DA MISSA

Em seguida, faz-se a PROFISSÃO DE FÉ, segundo as rubricas:

Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, Luz da Luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus.
Todos se inclinam às palavras: E encarnou ... e Se fez homem.
E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria,
e Se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras;
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai.
De novo há-de vir em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos Profetas.
Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
Professo um só baptismo para remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos,
e a vida do mundo que há-de vir. Amen.

Em vez do Símbolo niceno-constantinopolitano, sobretudo no Tempo da Quaresma


e no Tempo da Páscoa, pode dizer-se o chamado Símbolo dos Apóstolos.
LITURGIA DA PALAVRA 449

Creio em Deus,
Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor,
Todos se inclinam às palavras: que foi concebido ... nasceu da Virgem Maria.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos Céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo;
na santa Igreja Católica;
na comunhão dos Santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna. Amen.

Segue-se a ORAÇÃO UNIVERSAL ou ORAÇÃO DOS FIÉIS, que se realiza do


seguinte modo:

Início
O sacerdote convida os fiéis à oração com uma breve admonição inicial.

Intenções
As intenções são propostas por um diácono ou um leitor ou outra pessoa idónea.
O povo exprime a sua participação ou com uma invocação ou rezando em
silêncio. Normalmente a ordem das intenções é a seguinte:

a) pelas necessidades da Igreja;


b) pelas autoridades civis e pela salvação do mundo;
c) por aqueles que sofrem dificuldades;
d) pela comunidade local.
Conclusão
O sacerdote termina com uma oração conclusiva.

Para alguns exemplos de formulários, veja-se o APÊNDICE, p. 1366


450 ORDINÁRIO DA MISSA

LITURGIA EUCARÍSTICA
Terminada a Oração Universal, canta-se o CÂNTICO DO OFERTÓRIO. Entretanto,
os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o Missal.

Convém que os fiéis manifestem a sua participação, apresentando o pão e o


vinho para a celebração da Eucaristia, e mesmo outros dons para ocorrer às
necessidades da Igreja e dos pobres.

O sacerdote, junto do altar, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco


acima do altar, diz em silêncio:

Bendito sejais, Senhor, Deus do universo,


pelo pão que recebemos da vossa bondade,
fruto da terra e do trabalho do homem,
que hoje Vos apresentamos
e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Em seguida, depõe a patena com o pão sobre o corporal.

Se não houver cântico do ofertório, o sacerdote pode proferir estas palavras em


voz alta. No fim o povo pode aclamar:
Bendito seja Deus para sempre.
O diácono ou o sacerdote deita vinho e um pouco de água no cálice, dizendo em
silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho
sejamos participantes da divindade d’Aquele
que assumiu a nossa humanidade.
Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco acima do altar,
diz em silêncio:

Bendito sejais, Senhor, Deus do universo,


pelo vinho que recebemos da vossa bondade,
fruto da videira e do trabalho do homem,
que hoje Vos apresentamos
e que para nós se vai tornar Vinho da salvação.
Em seguida, depõe o cálice sobre o corporal.

Se não houver cântico do ofertório, o sacerdote pode proferir estas palavras em


voz alta. No fim o povo pode aclamar:
Bendito seja Deus para sempre.
LITURGIA EUCARÍSTICA 451

A seguir, o sacerdote inclina-se e diz em silêncio:


De coração humilhado e contrito
sejamos recebidos por Vós, Senhor.
Assim o nosso sacrifício
seja agradável a vossos olhos.
Depois, eventualmente, incensa as oblatas e o altar.

A seguir, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, estando ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em


silêncio:
Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade
e purificai-me do meu pecado.
Depois, estando ao meio do altar e, voltado para o povo, abrindo e juntando as
mãos, diz:

Orai, irmãos,
para que o meu e vosso sacrifício
seja aceite por Deus Pai todo-poderoso.
O povo responde:
Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício,
para glória do seu nome,
para nosso bem
e de toda a santa Igreja.

Ou
Oremos.
E todos, juntamente com o sacerdote, oram em silêncio durante alguns
momentos.

Em seguida, de braços abertos, o sacerdote diz a ORAÇÃO SOBRE AS


OBLATAS.

A conclusão da oração sobre as oblatas é como a das colectas, p. 445.

No fim, o povo aclama:


Amen.
452 ORDINÁRIO DA MISSA

ORAÇÃO EUCARÍSTICA
Depois, o sacerdote começa a ORAÇÃO EUCARÍSTICA.

Abrindo os braços diz:


O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ele está no meio de nós.
Elevando as mãos, o sacerdote continua:
Corações ao alto.
O povo responde:
O nosso coração está em Deus.
De braços abertos, o sacerdote acrescenta:
Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
O povo responde:
É nosso dever, é nossa salvação.
O sacerdote continua o PREFÁCIO de braços abertos.

No fim junta as mãos e conclui o prefácio, cantando ou recitando em voz alta


com o povo:

Santo, Santo, Santo,


Senhor Deus do Universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
Em todas as Missas, o sacerdote celebrante pode cantar as partes da Oração
Eucarística que nas Missas concelebradas podem ser cantadas.

Na Oração Eucarística I, ou Cânone Romano, podem omitir-se as partes que


aparecem entre parêntesis.
PREFÁCIOS 453

PREFÁCIO DO ADVENTO I

As duas vindas de Cristo

Este prefácio diz-se desde o Domingo I do Advento até ao dia 16 de Dezembro,


nas Missas do Tempo e também nas outras Missas que não têm prefácio próprio.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte
por Cristo, nosso Senhor.
Ele veio a primeira vez, na humildade da natureza humana,
realizar o eterno desígnio do vosso amor
e abrir-nos o caminho da salvação;
de novo há-de vir, no esplendor da sua glória,
para nos dar em plenitude os bens prometidos
que, entretanto, vigilantes na fé, ousamos esperar.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
454 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DO ADVENTO I/A

Cristo, Senhor e juiz da história

Este prefácio diz-se desde o Domingo I do Advento até ao dia 16 de Dezembro,


nas Missas do Tempo e também nas outras Missas que não têm prefácio próprio.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
princípio e fim de todas as coisas,
é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças
e cantar-Vos um hino de bênção e de louvor.
Vós nos escondestes o dia e a hora,
em que Jesus Cristo, vosso Filho,
Senhor e juiz da história,
aparecerá sobre as nuvens do céu
revestido de poder e majestade.
Nesse dia tremendo e glorioso,
passará o mundo presente
e aparecerão os novos céus e a nova terra.
Agora Ele vem ao nosso encontro,
em cada homem e em cada tempo,
para que O recebamos na fé e na caridade
e dêmos testemunho da gloriosa esperança do seu reino.
Por isso, na esperança da sua vinda,
com os Anjos e os Santos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
PREFÁCIOS 455

PREFÁCIO DO ADVENTO II

A dupla expectativa de Cristo

Este prefácio diz-se desde 17 a 24 de Dezembro nas Missas do Tempo e também


nas outras Missas que não têm prefácio próprio.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Foi Ele que os Profetas anunciaram,
a Virgem Mãe esperou com inefável amor,
João Baptista proclamou estar para vir
e mostrou já presente no meio dos homens.
É Ele que nos dá a graça de nos prepararmos com alegria
para o mistério do seu nascimento,
a fim de nos encontrar vigilantes na oração
e celebrando os seus louvores.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
456 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DO ADVENTO II/A

Maria, nova Eva

Este prefácio diz-se desde 17 a 24 de Dezembro, nas Missas do Tempo e também


nas outras Missas que não têm prefácio próprio.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças,
sempre e em toda a parte.
Nós Vos louvamos,
nós Vos bendizemos,
nós Vos glorificamos pelo admirável mistério da Virgem Mãe:
Do antigo adversário veio a ruína,
do seio virginal da Filha de Sião
germinou Aquele que nos alimenta com o pão dos Anjos
e brotou para todo o género humano a salvação e a paz.
A graça que em Eva nos foi tirada,
foi-nos restituída em Maria.
Nela, Mãe de todos os homens,
a maternidade, resgatada do pecado e da morte,
recebe o dom da vida nova:
onde abundou a culpa, superabundou a misericórdia
por Cristo, nosso Salvador.
Por isso, na esperança da sua vinda,
com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
PREFÁCIOS 457

PREFÁCIO DO NATAL I

Cristo, luz do mundo

Este prefácio diz-se nas Missas do Natal e sua oitava; nas Missas durante a
oitava, ainda que tenham prefácio próprio, excepto nas Missas com prefácio
próprio dos divinos mistérios ou das Pessoas divinas; diz-se nos dias feriais do
Tempo do Natal.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Pelo mistério do Verbo Encarnado,
nova luz da vossa glória brilhou sobre nós,
para que, contemplando a Deus visível aos nossos olhos,
aprendamos a amar o que é invisível.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemora-
ção própria do Natal. Nas Missas da vigília e da noite do Natal do Senhor, diz-
se: ao celebrarmos a noite santíssima; nas outras Missas, até à oitava do Natal
inclusive, diz-se: ao celebrarmos o dia santíssimo.
458 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DO NATAL II

Na encarnação Cristo renova o universo

Este prefácio diz-se nas Missas do Natal e sua oitava; nas Missas durante a
oitava, ainda que tenham prefácio próprio, excepto nas Missas com prefácio
próprio dos divinos mistérios ou das Pessoas divinas; diz-se também nos dias
feriais do Tempo do Natal.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
No mistério do seu nascimento,
Aquele que, por sua natureza, era invisível
tornou-Se visível aos nossos olhos.
Gerado desde toda a eternidade, começou a existir no tempo,
para renovar em Si a natureza decaída, restaurar o universo
e reconduzir ao reino dos céus o homem perdido pelo pecado.
Por isso, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 459

PREFÁCIO DO NATAL III

A admirável permuta realizada na encarnação do Verbo

Este prefácio diz-se nas Missas do Natal e sua oitava; nas Missas durante a
oitava, ainda que tenham prefácio próprio, excepto nas Missas com prefácio
próprio dos divinos mistérios ou das Pessoas divinas; diz-se nos dias feriais do
Tempo do Natal.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Por Ele resplandece hoje para os homens
o mistério da encarnação redentora:
a nossa fragilidade humana é assumida pelo Verbo,
o homem mortal é elevado à dignidade imortal
e, unido a Vós em comunhão admirável,
torna-se participante da vida eterna.
Por isso, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
460 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DA EPIFANIA

Cristo, luz das nações

Este prefácio diz-se nas Missas da solenidade da Epifania. Nos dias que
decorrem desde a Epifania até ao sábado que precede a festa do Baptismo do
Senhor, pode dizer-se este prefácio ou um dos prefácios do Natal.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Em Cristo, luz do mundo,
revelastes hoje a todos os povos o mistério da salvação
e, manifestando-O na nossa natureza mortal,
nos renovastes com o esplendor da sua imortalidade.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a


Igreja) próprio. Nas Oraçoes Eucarísticas II e III faz-se também a co-
memoração própria da Epifania.
PREFÁCIOS 461

PREFÁCIO DA QUARESMA I

Significado espiritual da Quaresma

Este prefácio diz-se no Tempo da Quaresma, especialmente nos domingos que


não têm outro prefácio mais próprio.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Todos os anos concedeis aos vossos fiéis
a graça de se prepararem,
na alegria do coração purificado,
para celebrar as festas pascais,
a fim de que, pela oração mais intensa,
pela caridade mais diligente,
participando nos mistérios da renovação cristã,
alcancem a plenitude da filiação divina.
Por isso, com os Anjos e os Santos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
462 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DA QUARESMA II

A penitência espiritual

Este prefácio diz-se no Tempo da Quaresma, especialmente nos domingos que


não têm prefácio mais próprio.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Para renovar na santidade os vossos filhos,
concedeis este tempo de salvação,
a fim de que, libertando-se do fermento do pecado,
se convertam a Vós de todo o coração
e vivam de tal modo as realidades temporais
que procurem sempre os bens eternos.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 463

PREFÁCIO DA QUARESMA III

Os frutos da penitência

Este prefácio diz-se nas Missas dos dias feriais da Quaresma e nos dias de jejum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Vós nos ensinais, pela penitência quaresmal,
a manifestar-Vos a nossa gratidão,
a dominar os excessos da nossa inclinação para o mal
e a dar alimento aos que têm fome,
imitando a vossa divina bondade.
Por isso, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
464 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DA QUARESMA IV

Os frutos da penitência

Este prefácio diz-se nas Missas dos dias feriais da Quaresma e nos dias de jejum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Pelo jejum quaresmal
reprimis os vícios e elevais o espírito,
infundis a fortaleza e dais a recompensa,
por Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes
proclamam alegremente a vossa glória.
Permiti que nos associemos às suas vozes,
cantando humildemente o vosso louvor:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 465

PREFÁCIO DA QUARESMA V

O caminho do êxodo no deserto quaresmal

Este prefácio diz-se nas Missas dos dias feriais da Quaresma.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, rico de misericórdia,
é verdadeiramente nossa salvação bendizer o vosso nome,
no nosso itinerário para a luz pascal,
seguindo os passos de Cristo,
mestre e exemplo da humanidade reconciliada no vosso amor.
Vós abris de novo à Igreja o caminho do Êxodo,
através do deserto quaresmal,
para que, aos pés da montanha santa,
de coração contrito e humilhado,
tome consciência da sua vocação como povo da aliança,
reunido para cantar o vosso louvor,
escutar a vossa palavra
e viver a experiência admirável dos vossos prodígios.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
466 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DA QUARESMA VI

O sacramento da reconciliação no Espírito

Este prefácio pode dizer-se na Missa da reconciliação e na Missa de carácter


penitencial. Diz-se também no Tempo da Quaresma.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus omnipotente e misericordioso,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
louvar-Vos e dar-Vos graças por todos os benefícios
e especialmente pela graça do perdão.
Ao homem, náufrago do pecado e da morte,
pelo sacramento da reconciliação
abristes em Cristo, morto e ressuscitado,
o porto da misericórdia e da paz.
Pelo poder do vosso Espírito,
estabelecestes para a Igreja,
santa e também pecadora,
uma segunda tábua de salvação depois do Baptismo
e continuamente a renovais
para a reunir no banquete do vosso amor.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 467

PREFÁCIO DA PAIXÃO I

O poder da cruz

Este prefácio diz-se durante a quinta semana da Quaresma e nas Missas da Santa
Cruz e da Paixão do Senhor.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Pela paixão redentora do vosso Filho,
abristes aos homens o caminho da fé,
para proclamarem a glória do vosso nome.
No admirável poder da cruz
resplandece o julgamento do mundo
e a vitória do Crucificado.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
468 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DA PAIXÃO II

O triunfo da Paixão

Este prefácio diz-se na segunda, terça e quarta-feira da Semana Santa.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Aproximam-se os dias solenes
da paixão salvadora e da ressurreição gloriosa,
em que é vencida a iniquidade da antiga serpente
e se renova o mistério da nossa redenção.
Por isso, com a multidão dos Anjos
que adoram a vossa majestade
e se alegram eternamente na vossa presença,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 469

PREFÁCIO PASCAL I

O mistério pascal

Este prefácio diz-se no Tempo Pascal.


Na Missa da Vigília Pascal diz-se: nesta noite;
no dia da Páscoa e sua oitava diz-se: neste dia;
nas outras Missas diz-se: neste tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
que sempre Vos louvemos,
mas com maior solenidade [nesta noite - neste dia - neste tempo],
em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.
Ele é o Cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo:
morrendo destruiu a morte
e ressuscitando restaurou a vida.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a
Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração
própria. Na Vigília Pascal diz-se: ao celebrarmos a noite santíssima.
470 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO PASCAL II

A vida nova em Cristo

Este prefácio diz-se no Tempo Pascal.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
que sempre Vos louvemos,
mas com maior solenidade neste tempo
em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.
Por Ele nascem os filhos da luz para a vida eterna
e se abrem para os fiéis as portas do reino dos céus;
porque a nossa morte foi redimida pela sua morte
e na sua ressurreição ressurgiu a vida do género humano.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 471

PREFÁCIO PASCAL III

Cristo vive eternamente e intercede por nós

Este prefácio diz-se no Tempo Pascal.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
que sempre Vos louvemos,
mas com maior solenidade neste tempo,
em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.
Ele Se oferece continuamente por nós
e nos defende com a sua intercessão.
Foi imolado sobre a cruz, mas não morrerá jamais;
foi morto, mas agora vive para sempre.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
472 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO PASCAL IV

A renovação do universo pelo mistério pascal

Este prefácio diz-se no Tempo Pascal.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
que sempre Vos louvemos,
mas com maior solenidade neste tempo,
em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.
Porque, vencendo a antiga corrupção do pecado,
renovou a vida do universo com uma nova criação
e restaurou o género humano na sua integridade original.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 473

PREFÁCIO PASCAL V

Cristo, sacerdote e vítima

Este prefácio diz-se no Tempo Pascal.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
que sempre Vos louvemos,
mas com maior solenidade neste tempo,
em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.
Pela oblação do seu Corpo na cruz,
levou à plenitude os sacrifícios antigos
e, entregando-Se a Vós pela nossa salvação,
tornou-Se Ele mesmo o sacerdote, o altar e o cordeiro.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
474 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DA ASCENSÃO I

O mistério da Ascensão

Este prefácio diz-se no dia da Ascensão do Senhor. Pode dizer-se também nos
dias a seguir à Ascensão, até ao sábado antes do Pentecostes, nas Missas que não
têm prefácio próprio.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Porque o Senhor Jesus Cristo, Rei da glória,
vencedor da morte e do pecado,
subiu [hoje] ao mais alto dos céus,
ante a admiração dos Anjos,
e foi constituído mediador entre Deus e os homens,
juiz do mundo e Senhor dos senhores.
Ele não abandonou a nossa condição humana,
mas, subindo aos céus, como nossa cabeça e primogénito,
deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro,
como membros do seu Corpo,
para nos unir à sua glória imortal.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
PREFÁCIOS 475

PREFÁCIO DA ASCENSÃO II

O mistério da Ascensão

Este prefácio diz-se no dia da Ascensão. Pode dizer-se também nos dias a seguir
à Ascensão, até ao sábado antes do Pentecostes, nas Missas que não têm prefácio
próprio.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Depois da sua ressurreição,
apareceu a todos os discípulos
e à vista deles subiu aos céus,
para nos tornar participantes da sua divindade.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.

No dia da Ascensão, no Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em


comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se
também a comemoração própria.
476 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM I

O mistério pascal e o povo de Deus

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Pelo seu mistério pascal,
Ele realizou a obra admirável
de nos chamar do pecado e da morte
à glória de geração escolhida, sacerdócio real,
nação santa, povo resgatado,
a fim de que, libertos do poder das trevas
para a claridade da vossa luz,
anunciemos por toda a parte as vossas maravilhas.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 477

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM II

O mistério da salvação

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Compadecido dos errados caminhos dos homens,
dignou-Se nascer da Virgem Maria;
com a sua morte na cruz, livrou-nos da morte eterna;
com a sua ressurreição, deu-nos a vida imortal.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
478 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM III

A salvação do homem pelo Filho do homem

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Para manifestar o esplendor da vossa glória,
viestes em auxílio da fragilidade humana
com o poder da vossa divindade;
da nossa condição mortal
tirastes o remédio para vencer a morte
e da nossa ruína
abristes o caminho da salvação,
por Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, com a multidão dos Anjos,
que adoram a vossa majestade
e se alegram eternamente na vossa presença,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 479

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM IV

A história da salvação

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Nascendo da Virgem Maria,
Ele renovou a antiga condição humana;
com a sua morte destruiu os nossos pecados;
com a sua ressurreição conduziu-nos à vida eterna;
e na sua ascensão abriu-nos as portas do céu.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
480 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM V

A criação

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Vós criastes os elementos do mundo,
estabalecendo o curso dos tempos e as estações do ano;
formastes o homem à vossa imagem e semelhança
e lhe confiastes as maravilhas do universo,
para que, em vosso nome, domine sobre todas as criaturas
e Vos glorifique sem cessar pela grandeza das vossas obras,
por Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 481

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM VI

O penhor da Páscoa eterna

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Em Vós vivemos, nos movemos e existimos
e, durante a nossa vida terrena,
sentimos em cada dia os efeitos da vossa bondade
e possuímos desde já o penhor da vida futura;
tendo recebido as primícias do Espírito,
pelo qual ressuscitastes Jesus Cristo de entre os mortos,
vivemos na esperança da Páscoa eterna.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
482 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM VII

A salvação pela obediência de Cristo

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Na vossa infinita misericórdia,
de tal modo amastes o mundo
que nos enviastes Jesus Cristo, nosso Salvador,
em tudo semelhante ao homem, menos no pecado,
para poderdes amar em nós
o que amáveis em vosso Filho Unigénito:
pela sua obediência Ele restaurou a aliança
que a nossa desobediência tinha destruído.
Por isso, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 483

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM VIII

A Igreja reunida à imagem da Santíssima Trindade

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Pelo sangue do vosso Filho e pela força do Espírito,
quisestes reconduzir à unidade do vosso povo
os filhos dispersos pelo pecado,
para que a Igreja,
reunida à imagem da Santíssima Trindade,
apareça no mundo
como corpo de Cristo e templo do Espírito Santo,
para louvor da vossa infinita sabedoria.
Por isso, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
484 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM IX

A acção do Espírito Santo na Igreja

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Com admirável providência ordenais a evolução dos tempos
e com o poder do Espírito Santo conduzis a vossa Igreja,
para que, sempre fiel ao vosso amor,
nunca deixe de invocar-Vos nas suas tribulações
nem de Vos dar graças nas suas alegrias,
por Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 485

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM X

O dia do Senhor

Este prefácio diz-se nos domingos do Tempo Comum.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, fonte da verdade e da vida,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
bendizer-Vos e dar-Vos graças,
porque neste dia de festa
nos congregastes na vossa casa.
Hoje a vossa família,
reunida para escutar a palavra da salvação
e participar no pão da vida,
celebra o memorial do Senhor ressuscitado,
na esperança do domingo que não tem ocaso,
quando toda a humanidade entrar no vosso descanso.
Então veremos o vosso rosto
e louvaremos sem fim a vossa misericórdia.
Nesta feliz esperança,
com os Anjos e os Santos proclamamos a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
486 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DE NOSSA SENHORA I

A maternidade divina de Maria

Este prefácio diz-se nas Missas de Nossa Senhora, especificando no lugar


próprio o nome da celebração do dia, como se indica nas respectivas Missas.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte
e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos
na [solenidade - festa - memória] da Virgem Santa Maria.
Pelo poder do Espírito Santo
Ela concebeu o vosso Filho Unigénito
e, sem perder a glória da sua virgindade,
deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, numa só voz, os Anjos e os Arcanjos
e todos os coros celestes
proclamam alegremente a vossa glória.
Permiti que nos associemos às suas vozes,
cantando humildemente o vosso louvor:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 487

PREFÁCIO DE NOSSA SENHORA II

A Igreja louva o Senhor com as palavras de Maria

Este prefácio diz-se nas Missas de Nossa Senhora, especificando no lugar


próprio o nome da celebração do dia, como se indica nas respectivas Missas.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
celebrar o vosso poder admirável na perfeição dos Santos
e exaltar a vossa bondade
na [solenidade - festa - memória] da Virgem Santa Maria,
inspirando-nos no seu cântico de louvor.
Vós fizestes maravilhas a favor de todos os povos
e manifestastes de geração em geração a vossa misericórdia,
quando olhastes para a humildade da vossa serva
e por ela nos destes o Salvador do mundo,
Jesus Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, com a multidão dos Anjos,
que adoram a vossa majestade
e se alegram eternamente na vossa presença,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
488 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DE NOSSA SENHORA III

Maria, imagem e mãe da Igreja


Este prefácio diz-se nas Missas de Nossa Senhora.
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
e exaltar a vossa infinita bondade
ao celebrarmos a festa [memória] da Virgem Santa Maria.
Recebendo o vosso Verbo em seu coração imaculado,
Ela mereceu concebê-l’O em seu seio virginal
e, dando à luz o Criador do universo,
preparou o nascimento da Igreja.
Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina
e recebeu todos os homens como seus filhos,
pela morte de Cristo gerados para a vida eterna.
Enquanto esperava, com os Apóstolos,
a vinda do Espírito Santo,
associando-se às preces dos discípulos,
tornou-se modelo admirável da Igreja em oração.
Elevada à glória do céu,
assiste com amor materno
a Igreja ainda peregrina sobre a terra,
protegendo misericordiosamente os seus passos
a caminho da pátria celeste,
enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
PREFÁCIOS 489

PREFÁCIO DE NOSSA SENHORA IV

Maria, sinal de consolação e de esperança

Este prefácio diz-se nas Missas de Nossa Senhora.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças,
é nossa salvação glorificar-Vos.
Nós Vos louvamos e bendizemos
por Jesus Cristo, vosso Filho,
na festa [memória] da Virgem Santa Maria.
Humilde serva, acolheu a vossa palavra
e guardou-a no seu coração;
admiravelmente unida ao mistério da redenção,
perseverou com os Apóstolos em oração,
esperando a vinda do Espírito Santo;
agora resplandece no caminho da nossa vida
como sinal de consolação e de firme esperança.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
490 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DE NOSSA SENHORA V

Maria, imagem da nova humanidade

Este prefácio diz-se nas Missas de Nossa Senhora.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, fonte de vida e de alegria,


é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças
na festa [memória] da Virgem Santa Maria.
Vós revelastes na plenitude dos tempos
o mistério escondido desde os tempos antigos,
para que se renove para o mundo inteiro a vida e a esperança.
Em Cristo, novo Adão,
e em Maria, nova Eva,
manifestastes finalmente a vossa Igreja,
primícias da humanidade redimida.
Por este dom admirável,
toda a criação, pelo poder do Espírito Santo,
volta de novo ao caminho original para a Páscoa eterna.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 491

PREFÁCIO DOS ANJOS

A glória de Deus resplandece nos Anjos

Este prefácio diz-se nas Missas dos Santos Anjos.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Proclamamos a vossa imensa glória,
que resplandece nos Anjos e nos Arcanjos,
e, honrando estes mensageiros celestes,
exaltamos a vossa infinita bondade,
porque a veneração que eles merecem
é sinal da vossa incomparável grandeza
sobre todas as criaturas.
Por isso, com a multidão dos Anjos,
que celebram a vossa divina majestade,
nós Vos adoramos e bendizemos, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
492 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DE SÃO JOSÉ,


ESPOSO DA VIRGEM SANTA MARIA

A missão de São José

Este prefácio diz-se nas Missas de São José, especificando no lugar próprio o
nome da celebração do dia, como se indica nas respectivas Missas.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
e exaltar, bendizer e proclamar a vossa bondade
na [solenidade - festa - memória] do bem-aventurado São José.
Homem justo,
foi por Vós escolhido para Esposo da Mãe de Deus;
servo fiel e prudente,
foi constituído chefe da vossa família,
para guardar com paterna solicitude
o vosso Filho Unigénito,
concebido pelo poder do Espírito Santo,
Jesus Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, numa só voz,
os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes
proclamam alegremente a vossa glória.
Permiti que nos associemos às suas vozes,
cantando humildemente o vosso louvor:
Santo, Santo, Santo.
PREFÁCIOS 493

PREFÁCIO DOS APÓSTOLOS I

Os Apóstolos, pastores do povo de Deus

Este prefácio diz-se nas Missas dos Apóstolos, especialmente de São Pedro e
São Paulo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Pastor eterno,
não abandonais o vosso rebanho,
mas sempre o guardais e protegeis
por meio dos santos Apóstolos,
para que seja conduzido, através dos tempos,
pelos mesmos chefes que pusestes à sua frente
como representantes do vosso Filho, Jesus Cristo.
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
494 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS APÓSTOLOS II

A Igreja, fundada sobre os Apóstolos e seu testemunho

Este prefácio diz-se nas Missas dos Apóstolos e dos Evangelistas.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Vós fundastes a Igreja sobre o alicerce dos Apóstolos,
para que seja na terra, através dos tempos,
o sinal vivo da vossa santidade
e anuncie a todos os povos
o Evangelho do reino dos céus.
Por isso, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos, agora e sempre, a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 495

PREFÁCIO DOS SANTOS I

A glória dos Santos

Este prefácio diz-se nas Missas de Todos os Santos, dos Santos Padroeiros e
titulares das igrejas e nas solenidades e festas dos Santos que não têm prefácio
próprio. Pode dizer-se também nas memórias dos Santos.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Vós sois glorificado na assembleia dos Santos
e, ao coroar os seus méritos,
coroais os vossos próprios dons.
Na sua vida dais-nos um exemplo,
na comunhão com eles uma família
e na sua intercessão um auxílio,
para que, confirmados por tão grandes testemunhas,
possamos vencer o bom combate da fé
e receber com eles a eterna coroa de glória,
por Cristo, nosso Senhor.
Por isso, com os Anjos e todos os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
496 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS SANTOS II

O exemplo e a intercessão dos Santos

Este prefácio diz-se nas Missas de Todos os Santos, dos Santos Padroeiros e
titulares das igrejas, bem como nas solenidades e festas dos Santos que não têm
prefácio próprio. Pode dizer-se também nas memórias dos Santos.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Pelo testemunho admirável dos Santos,
aumentais e fortaleceis sempre a vossa Igreja
e nos dais provas evidentes do vosso amor.
O exemplo dos Santos nos estimula
e a sua intercessão nos ajuda
a celebrar os mistérios da salvação.
Por isso, com os Anjos e todos os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 497

PREFÁCIO DOS SANTOS MÁRTIRES

O sinal e o exemplo do martírio

Este prefácio diz-se nas solenidades e festas dos Santos Mártires. Pode dizer-se
também nas suas memórias.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
À imitação de Cristo, vosso Filho,
o sangue do glorioso mártir São N.,
derramado pela confissão do vosso nome,
manifesta as maravilhas do vosso poder.
No seu martírio, Senhor,
tirais força da fraqueza humana
e fazeis da nossa fragilidade
o testemunho da vossa grandeza,
por Cristo, nosso Senhor.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz.
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
498 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS SANTOS PASTORES DA IGREJA

A presença dos Santos Pastores na Igreja

Este prefácio diz-se nas solenidades e festas dos Santos Pastores da Igreja. Pode
dizer-se também nas suas memórias.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Ao celebrar hoje a festa [memória] de São N.,
a vossa Igreja exulta de alegria,
porque a fortaleceis com o exemplo da sua vida,
a instruís com a sua palavra
e a protegeis com a sua intercessão.
Por isso, com a inumerável assembleia dos Anjos e dos Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 499

PREFÁCIO DAS SANTAS VIRGENS


E DOS SANTOS RELIGIOSOS

O sinal da vida consagrada a Deus

Este prefácio diz-se nas solenidades e festas das Santas Virgens e dos Santos
Religiosos. Pode dizer-se também nas suas memórias.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Ao recordar os Santos que, por amor do reino dos céus,
se consagraram a Cristo, vosso Filho,
celebramos a vossa admirável providência.
Neles restituís ao homem a santidade original
e nos fazeis saborear na terra
os dons que reservastes para a vida futura.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
500 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO COMUM I

A restauração universal em Cristo

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
N’Ele quisestes restaurar todas as coisas
e a todos destes a graça de participar da sua plenitude.
Sendo Ele de condição divina, aniquilou-Se a Si próprio
e, pelo sangue derramado na cruz,
deu a paz a todo o universo.
Por isso foi exaltado sobre todas as criaturas
e tornou-Se, para todos os que Lhe obedecem,
fonte de salvação eterna.
Por Ele, com os Anjos e os Santos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 501

PREFÁCIO COMUM II

A salvação por Cristo

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Por amor criastes o homem;
e, embora justamente condenado,
em vossa misericórdia o salvastes
por Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, numa só voz,
os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes
proclamam alegremente a vossa glória.
Permiti que nos associemos às suas vozes,
cantando humildemente o vosso louvor:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
502 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO COMUM III

Louvor a Deus pela criação e redenção do homem

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Pelo vosso Filho muito amado,
criastes o homem à vossa imagem
e o fizestes renascer para a vida nova.
Por isso Vos servem todas as criaturas,
Vos louvam todos os redimidos
e Vos aclamam os Anjos e os Santos.
Com eles, também nós proclamamos a vossa glória,
cantando com alegria:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 503

PREFÁCIO COMUM IV

O louvor é um dom de Deus

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Vós não precisais dos nossos louvores
e poder glorificar-Vos é dom da vossa bondade;
porque os nossos hinos de bênção,
nada aumentando à vossa infinita grandeza,
alcançam-nos a graça da salvação,
por Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
504 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO COMUM V

Proclamação do mistério de Cristo

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação,
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Unidos na caridade,
celebramos a sua morte;
com fé viva,
proclamamos a sua ressurreição;
com ardente esperança,
aguardamos a sua vinda gloriosa.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
Vos glorificamos e bendizemos, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 505

PREFÁCIO COMUM VI

O mistério da salvação em Cristo

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Ele é a vossa palavra,
por quem tudo criastes.
Enviado por Vós como Salvador e Redentor,
fez-Se homem pelo poder do Espírito Santo
e nasceu da Virgem Maria.
Para cumprir a vossa vontade
e adquirir para Vós um povo santo,
estendeu os braços e morreu na cruz;
e, destruindo assim a morte,
manifestou a vitória da ressurreição.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
506 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO COMUM VII

Cristo, hóspede e peregrino no meio de nós

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus da aliança e da paz,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Vós chamastes e fizestes sair Abraão da sua terra
para o constituir pai de todas as nações.
Suscitastes Moisés para libertar o vosso povo
e o conduzir à terra prometida.
Na plenitude dos tempos, enviastes o vosso Filho,
hóspede e peregrino no meio de nós,
para nos redimir do pecado e da morte;
e destes ao mundo o vosso Espírito,
para fazer de todas as nações um só povo,
a caminho do vosso reino
na liberdade dos filhos de Deus,
segundo o mandamento novo do amor.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIOS 507

PREFÁCIO COMUM VIII

Cristo, o bom samaritano

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,


é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
louvar-Vos e dar-Vos graças,
em todos os momentos da nossa vida,
na saúde e na doença, no sofrimento e na alegria,
por Cristo, vosso servo e nosso Redentor.
Na sua vida mortal,
Ele passou fazendo o bem
e socorrendo todos os que eram prisioneiros do mal.
Ainda hoje, como bom samaritano,
vem ao encontro de todos os homens
atribulados no corpo ou no espírito
e derrama sobre as suas feridas
o óleo da consolação e o vinho da esperança.
Por este dom da vossa graça,
também a noite da dor se abre à luz pascal
do vosso Filho crucificado e ressuscitado.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.
508 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO COMUM IX

A glória de Deus é o homem vivo

Este prefácio diz-se nas Missas que não têm prefácio próprio nem exigem o
prefácio do Tempo.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
louvar-Vos e dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Vós sois o único Deus vivo e verdadeiro
e estais presente em todo o universo;
mas foi sobretudo no homem, criado à vossa imagem,
que imprimistes o sinal da vossa glória.
Vós o chamais a colaborar, com o trabalho de cada dia,
no projecto da criação
e lhe dais o vosso Espírito
para que em Cristo, homem novo,
se torne construtor da justiça e da paz.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIO 509

PREFÁCIO DOS DEFUNTOS I

A esperança da ressurreição em Cristo

Este prefácio diz-se nas Missas de Defuntos.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação,
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
N’Ele brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição;
e se a certeza da morte nos entristece,
conforta-nos a promessa da imortalidade.
Para os que crêem em Vós, Senhor,
a vida não acaba, apenas se transforma;
e, desfeita a morada deste exílio terrestre,
adquirimos no céu uma habitação eterna,
Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
510 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS DEFUNTOS II

Cristo morreu pela nossa vida

Este prefácio diz-se nas Missas de Defuntos.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Tomando sobre Si a nossa morte,
Ele livrou-nos da morte eterna;
oferecendo por nós a sua vida,
abriu-nos as portas da vida imortal.
Por isso, com todos os coros dos Anjos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIO 511

PREFÁCIO DOS DEFUNTOS III

Cristo, salvação e vida

Este prefácio diz-se nas Missas de Defuntos.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.
Ele é a salvação do mundo,
a vida dos homens
e a ressurreição dos mortos.
Por Ele, com a multidão dos Anjos,
que adoram a vossa majestade
e se alegram eternamente na vossa presença,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
512 ORDINÁRIO DA MISSA

PREFÁCIO DOS DEFUNTOS IV

Da vida terrena à vida celeste

Este prefácio diz-se nas Missas de Defuntos.

V. O Senhor esteja convosco.


R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos gr