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Sumário

Introdução...................................................................................2

Capital social.................................................................. ............. 2

Desenvolvimento econômico...................................................3

Cooperativismo....................................................................... ...3

Conclusão.............................................................................4

Referências bibliográficas.........................................................5

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Introdução

Os Mercados globais, acabaram sofrendo transformações em seus padrões de


comércio por causa da abertura comercial e pelas as alianças de cooperação
entre alguns países de blocos comercias e de mercados comuns, e ao mesmo
tempo em que aumentavam as exigências pela qualidade por partes dos
consumidores de bens e serviços. Neste ambiente que foi formado as
cooperativas precisavam escolher qual o melhor caminho frente as mudanças
que a globalização impôs, visto que é cada vez mais forte a discussão sobre
como o futuro do cooperativismo no mundo, ainda mais como alternativa de
sobrevivência para os países em desenvolvimento.
Por tanto diante desse quadro, os conceitos até agora utilizados para se
examinar a atual realidade, não dão conta de explicar os fenômenos
econômicos e sociais e impõem aos grandes estudiosos a implacável busca de
novas alternativas, principalmente no que se diz em relação ao
desenvolvimento econômico dos países menos favorecidos que estão recendo
de forma continua novos padrões de produção e de consumo que vem das
novas tecnologias e das informações e modelos de identidades impostos pelo
comércio de mercado, o que parece gerar indiferença e apatia em relações
econômicas tradicionais.

Capital Social

Os aspectos mais comuns dos diferente conceitos de capital social são:


Primeiro que todos entregam as esferas política, econômica e social e
pressupõem que as relações sociais influenciam a forma como os mercados e
estados operam e, por sua vez, são influenciados por esses mercados e
estados; segundo, todos convergem para a análise das relações entre atores e
as formas que podem gerar relações estáveis e confiáveis entre eles,
aumentando, tanto a eficiência individual, quanto coletiva; Terceira, todas
apontam que o capital social pode ser fortalecido, mas esse processo exige
uma gama de recursos de natureza variada; Quarta, na medida em que os
bens, derivados de instituições públicas, não podem ser apropriados
privativamente, as pessoas tendem a apoiar as relações sociais e as

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instituições. Sendo assim, o traço que distingue capital social de outros tipos de
capital (econômico, cultural, político e organizacional) é a ênfase nas
vantagens que resultam para as classes historicamente excluídas.

Desenvolvimento econômico

Como nunca o desenvolvimento econômico é desejado pela população, isso


porque a humanidade quer melhorar sempre sua qualidade de vida, que só é
possível quando as necessidades e desejos passam a ser atendido
adequadamente. Como todos os temas controvertidos, o desenvolvimento
econômico se caracteriza pela ausência de uma conceitualização
universalmente aceita.

A primeira teoria do desenvolvimento econômico é a análise de Marx das


forças internas do sistema econômico que atuam na base do processo de
desenvolvimento capitalista. Marx descreve o esquema de fluxo circular, que é
uma hipótese que serve para o economista para procurar determinar as forças
econômicas que promovem o desenvolvimento.

Pode-se definir as conceitualizações mais usuais em duas correntes que são: a


que mostram o desenvolvimento com crescimento econômico, e onde a
ausência de crescimento econômico é o que caracteriza o
subdesenvolvimento, e a corrente que distingue desenvolvimento de
crescimento, e que vê o crescimento como um processo de expansão
quantitativa, ao passo que desenvolvimento é encarado como um processo de
transformações qualitativas dos sistemas econômicos prevalecentes nos
países subdesenvolvidos. A segunda corrente, define que o crescimento
econômico nada mais é do que a ampliação quantitativa da produção. Assim
pode-se defini-lo como a expansão do produto real de uma economia durante
determinado período de tempo, é condição indispensável para o
desenvolvimento, mas não é condição suficiente.

Cooperativismo

O cooperativismo se baseia na junção de pessoas e na soma de esforços de


cada um, com mais solidariedade constante e permanente procurando
melhorar as condições econômicas e sociais dos cooperados, e seu objetivo
principal é valorizar o homem e integrá-lo na comunidade.

Nos últimos anos, o movimento vem cada dia mais aumentando e alcançando
muita importância em todo mundo, porém o referido crescimento está gerando
uma imagem negativa ao movimento, visto que existem cooperativas
desvirtuando-se de seus objetivos sociais. Existe uma crescente discussão
sobre o futuro do cooperativismo no mundo as quais consideram: que o
cooperativismo não terá condições de sobrevivência ante o impacto da

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concentração de riqueza determinada pela fusão da globalização econômica
com o liberalismo comercial. Outra corrente afirma exatamente o contrário: o
cooperativismo é o único movimento capaz de responder às grandes ameaças
que a concentração empresarial e a exclusão social representam contra a
democracia e a paz.

Conclusão

As mudanças feitas pelas novas tecnologias e pela globalização, demonstram


a grande necessidade da revisão de muitos conceitos tradicionais que seguem
na frente do cooperativismo internacional., no sentido de novos modelos, mais
ágeis, dinâmicos e eficientes.

A globalização da economia, coloca em muito risco vários ramos de empresas


no cenário mundial. E não fugindo a regra também as cooperativas estão
lutando para sobreviver, alterando e adaptando-se, modernizando sua gestão,
aliando-se a antigos concorrentes, portanto buscando uma identidade em uma
cenário totalmente instável.

Nesse cenário, algumas cooperativas acabam desaparecendo, mas outras


milhares se fortalecem com os ajustes feitos por exigências nos mercados,
juntando importância na economia social, em defesa daqueles que não podem
se viabilizar isoladamente. A única diferença entre umas e outras está na sua
capacidade de reação. E esta capacidade em última análise, depende do
estoque de capital social dos cooperados, dos dirigentes e dos funcionários, no
sentido de expandir a confiança e fortalecer a cooperação entre as pessoas.

Observa-se assim que, quanto maiores os índices de capital social e humano


dos cooperados e funcionários de uma cooperativa, tanto maior será sua
chance de desenvolvimento, bem como, mais ampla será sua contribuição para
reduzir as desigualdades sociais e, por conseguinte, remetera a níveis positivos
para a consolidação da democracia nos países em desenvolvimento.

Neste sentido, sabe-se que, nas sociedades onde as desigualdades sociais


são crescentes, a democracia se esvazia, ou perde seu sentido igualitário.
Assim, a preocupação é de repensar os conceitos de capital social e
cooperativismo para viabilizar o desenvolvimento socioeconômico. Portanto se
fomos nesta direção, os estudos sobre o conceito de capital social podem
colaborar para reafirmar a importância de incentivar iniciativas coletivas para o
fortalecimento das economias, baseadas na cooperação e na confiança, para a
construção de uma comunidade cívica baseada no desenvolvimento humano,
social e sustentável.

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Bibliografia

BARAN, Paul A. A economia política do desenvolvimento. 4ª ed. Rio de


Janeiro: Zahar Editores, 1977.

BAQUERO, Marcello. Reinventando a sociedade na América Latina: cultura


política, gênero exclusão e capital social. Porto Alegre: UFRGS, 2001

EVANS, Peter. Introduction: development strategies across the public-private


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New York: Free Press, 1995.

MONTORO FILHO, André Franco, et. al. Manual de economia. 3 ed. São
Paulo: Saraiva, 1998.

RODRIGUES, Roberto. A segunda onda cooperativa. SESCOOP - Serviço


Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo. Dinâmica, 2001.

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