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O Mundo dos Bens

Douglas e Isherwood, 2004 [1979]

Consumidores e Cidadãos
Canclini, 2010 [1995]
O Mundo dos Bens
primeira publicação: 1979
Visões corriqueiras:

Naturalista/Utilitária

Hedonista

Moralista
Para uma antropologia do consumo

Lógica cultural do consumo - versão corrigida da


racionalidade econômica

Construção de identidades, relações sociais e mapas


culturais

"Dar sentido ao mundo envolve interpretar o mundo


como sensível" (p. 118)
Marcas visíveis do
espírito de um tempo

Fenômeno típico da
experiência moderna
"Estudar consumo significa, em certo sentido, privilegiar
a cultura, o simbólico, experimentando a relatividade dos
valores e a instabilidade nela implícita"
Everardo Rocha (p.13)
Elaboração coletiva do consumo
Elaboração coletiva do consumo

"O consumo usa os bens para tornar firme e visível um


conjunto particular de julgamentos nos processo
fluidos de classificar pessoas e eventos" (p.115)
Elaboração coletiva do consumo
Valores instáveis e permanentemente em disputa

(...) dizer de um objeto que ele está apto para o


consumo é o mesmo que dizer que o objeto está apto a
circular como marcador de conjuntos particulares de
papéis sociais. (p. 41)
Consumo = serviços de marcação = informação

padrões de consumo - laços com a comunidade

"Os bens são neutros, seus usos são sociais; podem ser
usados como cercas ou como pontes" (p. 30)
Cultura como uma pele: estratégias para intrusão em
grupos sociais

- Conhecer os códigos de acesso a um determinado


grupo
- Garantir que os códigos reconhecidos continuem a ser
valores dominantes
"(...) o consumo diz
respeito ao poder,
mas o poder é
mantido e exercido
de muitas maneiras
diferentes"
(p.139)
Comunicação de massa - dimensão ampliada
desse código
Consumidores e Cidadãos
primeira publicação: 1995
Objeto: cultura latino-
americana a partir das
indústrias culturais

Cidade como metáfora


das identidades pós-
modernas e cidadanias
possíveis
Crítica: foco de pesquisas
em meios "tradicionais"
de produção de
conhecimento

"Aquele que realiza


estudos culturais fala a
partir das interseções"
(p. 23)
A que lugar pertenço e
que direitos isso me dá?
Cenário - mudanças socioculturais:

Enfraquecimento do Estado em benefício de


conglomerados empresariais
Reformulação da convivência urbana
Reelaboração do conceito de "próprio"
Redefinição do senso de pertencimento e identidade
Passagem do cidadão como representante de uma
opinião pública ao cidadão interessado na qualidade de
vida
Relação entre consumo e
fim das identidades "fixas"
nacionais

Negociações entre esferas


global e local

(cuidado: discussão
datada)
Desconstrução das visões predominantes sobre
consumo e cidadania

"A cidadania e os direitos não falam unicamente da


estrutura formal de uma sociedade; indicam, além
disso, o estado da luta pelo reconhecimento de outros
como sujeitos de 'interesses válidos, valores pertinentes
e demandas legítimas'". ( p.36)
"Lembrar que nós
cidadãos também somos
consumidores leva a
descobrir na diversificação
dos gostos uma das bases
estéticas que justificam a
concepção democrática da
ciddania" (p. 45)
Teoria sociocultural do
consumo: processos de
comunicação e recepção
dos bens simbólicos
O consumo se estabelece
em um jogo entre desejos
e estruturas que ordena
politicamente a sociedade
Comunidades
transnacionais de
consumidores (cuidado!)

Separação entre
hegemônicos e
subalternos: adesão
diferencial a subsistemas
culturais de diversa
complexidade
Articulação entre consumo e cidadania (p.70):

- oferta de bens
- informação sobre a qualidade dos produtos
- participação democrática dos principais setores da
sociedade civil nas decisões que organizam os
consumos
"Estas ações, políticas, pelas quais os consumidores
ascendem à condição de cidadãos, implicam em uma
concepção do mercado não como simples lugar de troca
de mercadorias, mas como parte de interações
socioculturais mais complexas" (p.70)

Vincular consumo e cidadania - reconquista do espaço


público e do interesse pelo público

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