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Como o próprio nome diz, o sistema nervoso autônomo é

aquele que funciona independentemente de nossa vontade.


É ele que controla as funções da vida vegetativa, como a
digestão e a respiração.
O sistema nervoso autônomo compõe-se de três partes:
• Dois ramos nervosos situados ao lado da coluna
vertebral. Esses ramos são formados por pequenas
dilatações denominadas gânglios, num total de 23 pares.
• Um conjunto de nervos que liga os gânglios nervosos aos
diversos órgãos de nutrição, como o estômago, o coração e
os pulmões.
• Um conjunto de nervos comunicantes que ligam os
gânglios aos nervos raquidianos, fazendo com que os
sistema autônomo não seja totalmente independente do
sistema nervoso cefalorraquidiano.
O sistema nervoso autônomo divide-se em sistema
nervoso simpático e sistema nervoso parasimpático. De
modo geral, esses dois sistemas têm funções contrárias.
Um corrige os excessos do outro. Por exemplo, se o
sistema simpático acelera demasiadamente as batidas do
coração, o sistema parassimpático entra em ação,
diminuindo o ritmo cardíaco. Se o sistema simpático
acelera o trabalho do estômago e dos intestinos, o
parassimpático entra em ação para diminuir as contrações
desses órgãos.

http://www.universitario.com.br/celo/topicos/subtopicos/anatomia/sistema_nervoso/sist
ema_nervoso.html
O sistema nervoso autônomo afeta o sistema cardiovascular pela liberação de
adrenalina, noradrenalina e acetilcolina

Os nervos simpáticos também afetam o sistema cardiovascular através da liberação de


"catecolamina" (adrenalina e noradrenalina) pela medula adrenal. Tanto atuando como
neurotransmissores ou como hormônios, a adrenalina, noradrenalina e acetilcolina
exercem seus efeitos cardiovasculares ativando receptores de membrana nas células do
músculo cardíaco ou nas células endoteliais ou nas células do músculo liso dos vasos
sangüíneos. A adrenalina e a noradrenalina ativam os receptores adrenérgicos. Há dois
sub-tipos principais: receptores Alpha-adrenérgicos e receptores Beta-adrenérgicos.
Todos os dois se dividem em 1 e 2, todos os quatro com importância cardiovascular. A
acetilcolina ativa receptores colinérgicos. Há dois sub-tipos: principais: receptores
muscarínicos colinérgicos e receptores nicotínicos colinérgicos. Os principais efeitos
cardiovasculares da acetilcolina são mediados por receptores muscarínicos colinérgicos.
A ativação dos receptores Alpha-adrenérgicos leva à constricção das arteríolas ou das
veias. A vasoconstricção arteriolar em um órgão aumenta a resistência e diminui o fluxo
sangüíneo naquele órgão. Se um ou mais órgãos corpóreos principais estiverem
vasoconstrictos, então a resistência periférica total aumenta. A resistência periférica
(junto com o débito cardíaco) determina a pressão sangüínea arterial, de forma que a
disseminação da vasoconstricção Alpha-adrenérgica no organismo leva a aumento na
pressão sangüínea arterial. O aumento da pressão arterial aumenta o fluxo sangüíneo
para os órgãos que não estão em vasoconstricção. Dessa forma, o sistema nervoso
simpático pode usar a vasoconstricção em alguns órgãos para dirigir o fluxo sangüíneo
para outros órgãos que não estão em vasoconstricção. O controle simpático sobre o
coração é exercido pelos receptores Beta-adrenérgicos encontrados em todas as células
musculares cardíacas. O efeito total é um aumento no débito cardíaco. Os receptores
Beta-adrenérgicos não são inervados pelo sistema nervoso simpático, de forma que não
são ativados diretamente pelos nervos simpáticos. Em vez disso, esses receptores Beta-
adrenérgicos parecem responder a adrenalina e a noradrenalina circulantes, que são
liberadas pela medula adrenal. A medula adrenal libera adrenalina e noradrenalina em
situações envolvendo traumatismo, medo ou ansiedade. A dilatação das arteríolas na
circulação coronária e nos músculos esqueléticos é apropriada em tais situações de "luta
ou fuga", porque a dilatação resulta em fluxo sangüíneo para o coração e o músculo
esquelético. A ativação dos receptores muscarínicos colinérgicos no nódo sinoatrial
(SA) reduz a despolarização espontânea das células do marcapasso e diminui a
freqüência cardíaca. Isto provoca uma diminuição no débito cardíaco. Os receptores
muscarínicos colinérgicos também são encontrados nas arteríolas da maioria dos órgãos.
A ativação desses receptores provoca a dilatação das arteríolas. De todas as influências
autonômicas sobre o sistema cardiovascular, três sobressaem como as mais importantes.
A primeira á a vasoconstricção Alpha-adrenérgica, efetuada pelo sistema nervoso
simpático nas arteríolas de todos os órgãos corpóreos. A segunda é a excitação Beta-
adrenérgica do músculo cardíaco, efetuada pelo sistema nervoso simpático e resultando
em freqüência cardíaca e volume de ejeção aumentados. A terceira é o efeito
muscarínico colinérgico sobre o coração, que diminui a freqüência cardíaca.
Controle da digestão

As atividades musculares e secretoras do sistema gastrointestinal


são controladas por nervos autônomos (nervo vago), plexos
nervosos internos das paredes do tubo digestivo, e hormônios
secretados por glândulas gastrintestinais. O controle se dá de
modo principalmente automático, envolvendo respostas reflexas
às características físicas e químicas dos alimentos. Grande parte
da motilidade peristáltica é resultado da ação de plexos nervosos
da parede do tubo digestivo. Quando o alimento alcança a boca,
estimula a produção de saliva pela atividade das células gustativas
dos brotamentos gustativos da língua, que enviam impulsos, pelos
nervos sensitivos, à medula. A seguir, fibras motoras do sistema
nervoso autônomo (parassimpáticas) conduzem impulsos às
glândulas salivares. As glândulas endócrinas gastrintestinais são
estimuladas tanto por sinais nervosos como por sinais endócrinos,
e também por sinais químicos do próprio conteúdo intestinal.
Quando o alimento chega ao estômago, estimula a liberação da
gastrina, um hormônio que induz a secreção de suco gástrico.
Quando o quimo entra no duodeno, estimula a liberação de
hormônios pelas células da parede intestinal e o sangue os leva ao
pâncreas. O pH ácido do quimo causa a secreção de secretina, que
provoca a secreção de bicarbonato alcalino pancreático (este
também é secretado pela estimulação da gastrina produzida pelo
estômago). Os lipídios e peptídios provocam a liberação de
colecistocinina que estimula o fluxo de suco pancreático para o
intestino delgado (a gastrina também causa a secreção destas
enzimas).A colecistocinina faz com que a vesícula biliar se
contraia liberando a bile. O suco pancreático, que é alcalino,
neutraliza o quimo, eliminando, assim, o estímulo para a sua
secreção. A secretina e a colecistocinina, juntamente com reflexos
nervosos, inibem a motilidade e a secreção gástrica, permitindo
um período de tempo necessário para a digestão do quimo antes
que este entre no duodeno. Assim, cada estágio da digestão tem
influência sobre os outros, resultando num processo coordenado.
http://www.osvaldoelobo.com.br/ArquivosEstudo/SITEMA_DIGESTORIO.pdf