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UNIVERSIDADE WUTIVI

DIRECÇÃO PEDAGÓGICA E CIENTÍFICA


FACULDADE DE ENGENHARIA, ARQUITECTURA E PLANEJAMENTO FÍSICO

TEMA: Avaliação do comportamento dos solos do Distrito de Boane para a produção das
argamassas de assentamento e revestimento de paredes.

Trabalho submetido em cumprimento dos requisitos para a obtenção do Grau de licenciatura

Discente: Milério Edmundo Bombe

Supervisor: Dr. Geremias Palalane

Boane, Abril de 2019


UNIVERSIDADE WUTIVI

DIRECÇÃO PEDAGÓGICA E CIENTÍFICA

FACULDADE DE ENGENHARIA, ARQUITECTURA E PLANEJAMENTO FÍSICO

TEMA: Avaliação do comportamento dos solos do Distrito de Boane para a produção das argamassas
de assentamento e revestimento de paredes.

Trabalho submetido em cumprimento dos requisitos para a obtenção do Grau de licenciatura

Discente: Milério Edmundo Bombe


Supervisor: PHD. Geremias Palalane

Boane, Abril de 2019


UNIVERSIDADE WUTIVI
Direcção pedagógica

Curso de Engenharia Civil

DECLARAÇÃO

Declaro por minha honra que esta monografia, que no presente momento submeto a Universidade
Wutivi-Unitiva, em cumprimento dos requisitos para obtenção do grau de licenciatura em engenharia
civil, nunca foi apresentada para obtenção de qualquer outro grau académico e que constitui o resultado
da minha investigação pessoal, tendo indicado no texto as fontes que usei.

O Candidato O Supervisor(a)

________________________ ________________________
(Milério Edmundo Bombe) (PHD Geremias Palalane)
Dedicatória

Dedico este trabalho a Deus que me deu forças para vencer todas dificuldades. Aos meus pais, Edmundo
Bombe e Judite Chana (in memorian). Também dedico á meu tio Wilson Sigauque, e a todos que sempre
estiveram do meu lado em todos momentos da vida.
Agradecimentos

Agradeço a Deus todo poderoso pelo dom da vida, proteção, sabedoria e outras bênçãos que ele tem
derramado na minha vida até ao ponto de concluir todo esse trabalho.

Á instituição pelo ambiente criativo e amigável que proporciona.

Ao meu supervisor Prof. Dr. Geremias Palalane pela disponibilidade de tempo escasso para me orientar
durante o percurso da realização deste trabalho.
Aos meus entes queridos pais, Armando Edmundo Bombe e Judite Chana, que encheram o meu coração
com o amor e esperança, e que tanto lutaram pela minha educação e nunca me deixaram perder fé.

Ao meu tio Wilson Sigauque juntamente com a esposa Lily Hope, pelo amor, confiança e todo vosso
apoio em tudo que eu necessitava, isso contribuiu muito para me eu chegar até esse nível em que eu
estou.

Aos meus colegas presentes durante o curso, que juntos cultivamos verdadeiras amizades em uma
família.

Á todos que colaboraram diretamente e indirectamente para concretização deste trabalho para obtenção
do grau de licenciatura.
Resumo

O distrito de Boane tem apresentado um crescimento na construção civil, mas mesmo assim apresenta
demanda dos estudos ciêntíficos sobre o comportamento dos solos localmente disponíveis para produção
de argamassa de assentamento e revestimento de paredes, de modo a garantir o melhor desempenho e
maior durabilidade das construções. Portanto este trabalho foca-se na análise experimental da influência
dos agregados miúdo nas argamassas de assentamento e revestimento de paredes, tanto no estado fresco,
quanto no endurecido. Avaliou-se a distribuição granulométrica das partículas de cada amostra do solo,
onde pode- se notar que cada amostra do solo faz parte dos agregados miúdos que passam pelo peneiro
4.8 mm, sendo que estas amostras são constituídas por areia grossa, areia média, areia fina e teor dos
finos (argila e silte) retidos nos seus respectivos peneiros. Em seguida, foi feita análise dos limites de
consistência recomendado pelo sistema unificado de classificação dos solos (SUCS), quando o teor dos
finos for maior que 12% deve se recorrer a carta de plasticidade.

Palavras-chaves: Comportamento dos solos do Distrito de Boane para a produção das argamassas de
assentamento e revestimento de paredes.
Abstact
Lista de abreviatura e símbolos usados

ABNT – Associação Brazileira das normas tecnicas


ASTM - American society for testing and materials
CL – Argila de baixa compressebilidade
IP – Índice de plasticidade
LL - Limite de liquidez
MPa - Mega Pascais
NBR - Norma Brazileira
NM - Norma Moçambicana
PS - Peso do solo seco
PW - Peso do solo húmido
SUCS – Sistema Unificado de Classificação dos solos
Wopt - Teor de humidade
Índice de figuras

Índice de gráficos

Índice de tabelas

Índice de anexo
1. Introdução

No presente trabalho abordar-se-á sobre o desempenho dos solos do Distrito de Boane para a produção
das argamassas de assentamento e revestimento de paredes, sendo que as argamassas assumem uma
grande importância na óptica de desempenho, daí que advém a escolha da argamassa adequada para os
trabalhos de execução de alvenaria.

“As argamassas de assentamento representam cerca de 2 a 16 % do volume total de alvenaria, mas têm
uma influência no desempenho da mesma muito mais acentuado do que esta percentagem possa indicar”,
(Perreira, 2010).

O mesmo autor ressalta que, as principais funções que as argamassas de assentamento desempenham na
alvenaria são: unir as unidades de alvenaria; resistir a esforços mecânicos; distribuir as cargas
uniformemente e absorver as deformações da parede de alvenaria. Para tal devem apresentar um conjunto
de características das quais se salientam: capacidade de aderência, capacidade de resistir a esforços
mecânicos, capacidade de distribuição de cargas, capacidade de absorver deformações, durabilidade e
eficiência do ponto de vista da produção, racionalização e economia.

Segundo (Ferreira, 2012, p.1), “as argamassas de revestimento são também importantes na aparência das
fachadas e na regularização dos suportes e o seu desempenho depende não só das características das
componentes, como também de outros factores, como a proporção entre constituintes e os procedimentos
de execução do produto”.

.
1.2. Delimitação do tema

Delimitação Contextual – Limita-se no âmbito de estudo dos solos para produção das argamassas de
assentamento e revestimento de paredes.

Delimitação Especial - Sua abragência foi no distrito de Boane nos seguintes bairros:

 Rádio Marcone;
 Vila de Boane;
 Belo Horizonte.
 Chinonaquila.

Delimitação Temporal - O estudo foi realizado no período de 2018 a 2019.


1.3. Problematização:

O crescimento acelerado da população nos centros urbanos nos últimos anos em Moçambique tem gerado
um progressivo incremento na demanda de bens e serviços. O sector de construção civil reflectindo este
fenómeno fez com que a demanda de materiais de construção tivesse um aumento significativo apóis o
termino de guerra civil (Abel, 2011).

Do ponto de vista científica, nota-se que nos paises em via de desenvolvimento, os sistemas educacionais
ainda em grande parte são dependentes de modelos acadêmicos que foram desenvolvidos nas nações
industrializadas no século xx. Nestes paises ainda não há iniciativas sistemáticas e suficientes para uma
educação que tenha como objectivo compreender melhor as propriedades, caracteristicas e potecial de
aplicação dos materiais localmente disponiveis.

Diante deste contexto, torna-se possivel identificar que as construções de alvenaria no distrito de Boane
são normalmente feitas com areia lavada, com isso nota-se que há falta de conhecimento ciêntifico que
pode comprovar se os solos locais daquele distrito podem ser úteis ou não na construcção.

Os solos utilizados no distrito de Boane para a produção de argamassa para o assentamento de blocos,
tanto para o reboco das paredes, são geralmente comprados a um custo elevado, isso devido a distância
do local onde é extraido, e por sua vez obriga o aluguel do transporte, ou por outro lado, quanto maior
for a distância para extrair a matéria-prima maior será o custo.

No entanto torna se necassário estudar o comportamento dos solos para a produção das argamassas de
modo a saber a sua viabilidade de aplicação na construção.

1.3.1. Problema:
 Até que ponto os solos do Distrito de Boane podem ser viáveis para produção das argamassas
para o assentamento e revestimento de paredes?

https://www.reseachgate.net/publication/269996464_Materiais_e_Tecnologias
1.4. Hipóteses

H1: O uso de solos do distrito Boane pode ser alternativa viável na produção de argamassa para
assentamento e revestimento de paredes.

H2: O uso de solos de distritos Boane pode não ser alternativa viável na produção de argamassa para
assentamento e revestimento de paredes.

1.5. Objectivos
1.5.1. Objectivo geral:

 Avaliar o comportamento dos solos do Distrito de Boane para a produção das argamassas para
assentamento e revestimento de paredes.

1.5.2. Objectivo específico:

 Determinar a granulometria e o teor de materiais pulverulentos dos solos;


 Analisar os limites de consistência dos solos;
 Determinar a consistência e as características mecânicas das das argamassas.

1.6. Justificativa
A escolha do tema surge no âmbito de querer aprofundar melhor o conhecimento sobre o comportamento
dos solos do Distrito de Boane para a produção das argamassas para assentamento e revestimento de
paredes, tendo em consideração que o distrito possui variedades tipos de solos que podem contribuir na
construção civil.

Portanto, esse estudo dos solos, servirá de base da matéria prima localmente disponível para obtenção do
produto final dependendo das suas boas características. Deste modo o estudo poderá responder as
necessidades das comunidades em termos de minimizar os custos relativos á compra da matéria prima.

A nível acadêmico este trabalho vai trazer muito conhecimento científico sobre as características do uso
da matéria prima localmente disponível, a qual pode ser aproveitada nas construções com maior
segurança possível. No entanto este estudo poderá incentivar aos outros estudantes a ter uma visão ampla
que ainda existe muito mais por investigar na área de construção civil, de modo a garrantir um futuro
melhor para Moçambique.
2. Revisão da literatura

2.1. Evolução das Argamassas desde antiguidade


“Ao longo de toda a história o homem procurou, dentro dos recursos naturais, criar condições favoráveis
para se defender das intempéries, assim como dos animais. Inicialmente estes abrigos eram frágeis, sendo
construídos com materiais que a própria natureza oferecia tais como, saliências no terreno, sob e sobre
as árvores, ramagens entrelaçadas, sobreposição de pedras, porém com a evolução do conhecimento dos
materiais existentes passaram a projetar construções mais sólidas” (Paulo, 2006, p.13).

Ainda segundo o mesmo autor ressalta que “no início, há mais de 8 mil anos, alguns povos utilizavam
lamas argilosas, que secavam ao sol para levantar paredes, apoiadas em paus e tábuas de madeira. Mais
tarde, começou-se por fabricar elementos de alvenaria, secando ao sol blocos de lama, adobes,
misturando palha para obter uma melhor consistência do material” (Paulo, 2006).

“As construções feitas com estes materiais eram estruturas frágeis, não possuindo a segurança e
estabilidade desejadas. Para melhorar estes aspectos, as civilizações desenvolveram uma massa plástica
possuindo cal, gesso, areia, água, fragmentos de tijolos, pedras, de modo a obter uma maior estabilidade
às edificações. A Muralha da China, foi construída em blocos de pedras ligadas por argamassas feita de
barro” (Martins, 2012, p.3).

De acordo com (Ioppio, 1995, p.5) “Poucos registros existentes sobre a utilização de materiais como
argamassas, deixados por arqueólogos e historiadores da arquitectura, permitem-nos concluir que a argila
molhada foi o primeiro material a ser usado pelo homem para unir e revestir os elementos de uma
construção”.

Segundo Martinelli (1989) apud, (Ioppio, 1995, p.5). "estes registros nos ajudam a traçar uma escala
cronológica dos materiais usados em argamassas", de assentamento e/ou revestimento:

Figura 1. Escala cronólogica dos materias de construção

Fonte: (Martinelli, 1989), apud (Ioppio, 1995, p.5).


2.2. Conceitos básicos das argamassas
Segundo (Dos Santos, 2014, p.19), “as argamassas são extensivamente consumidas, seja como
revestimento de paredes, tectos, pisos ou assentamentos. A ABNT NBR 13.281:2005 define as
argamassas como sendo uma mistura homogênea de agregados miúdos, aglomerantes inorgânicos e água,
contendo ou não aditivos, com propriedades de aderência e endurecimento, podendo ser dosadas em obra
ou em instalação própria (argamassa industrializada)”.

Ainda de acordo com (Silva, 2008), “a argamassa pode ser defenido como material de construção
constituído de aglomerante, agregado miúdo e água, que serve para unir elementos de alvenaria e revestí-
los”.

De acordo com (Paulo, 2006, p.21), “uma argamassa pode ser considerada como uma rocha artificial,
constituida por pequenos fragmentos de rochas, agregados por um ligante que mantém a forma do
conjunto e lhe confere a solidez”.

2.3. Caracterização dos materiais constituintes da argamassa


2.3.1. Ligantes de Cimento Portland
“É, sem dúvida, o ligante mais utilizado nas formulações de argamassa. Tratando de um ligante
hidráulico, isto é, ganha presa e endurece por via de reação de didratação tanto no ar como debaixo da
água. Para alem disso está-lhe associado outras características”, (Paulo, 2006, p.21).

Segundo (Mendoça, 2007, p.4), o cimento resulta de rochas calcário-argilosas, que são posteriormente
processadas. A designação cimento resulta da palavra “caementum” que em latim significa” argamassa”,
que por sua vez vem de caedimentum, ou seja, “precipitação”.

Ainda segundo o mesmo autor ressalta que cimento pode ainda ser classificado segundo aspectos das
disposições legais, dos quais pode destacar-se:

 Tipos de cimento – os cimentos podem separar-se em Portland, Alto-forno e Pozolânico;


 Classes de resistência – existem 3 principais classes de resistência, 32,5, 42,5 e 52,5 (MPa);
 Características.
2.3.2. Agregados
“Os agregados são materiais com uma forma e volume variáveis contendo dimensões e propriedades
adequadas para a elaboração de argamassas” (Martins, 2012, p.8).

Segundo (Paulo, 2006, p.37), “os agregados classificam-se segundo a sua origem, as suas dimensões e
o seu peso específico aparente”.

2.3.2.1. Segundo sua origem


 Naturais - os que se encontram na sua forma na natureza: areia e cascalho.
 Industriais - os que são obtidas por processos industriais. Neste caso as matérias-primas podem
ser: rocha, escória de alto-forno e entre outras.
 Recicladas - os que resultam de processamento de material inorgânico anteriormente usado na
construção.

2.3.2.2. Segundo as dimensões das partículas


 Agregado graúdo - solo que fica retido no peneiro 4,8 mm;
 Agregado miúdo – todo solo que passa pelo peneiro 4,8 mm.

Vários estudos mostram que os agregados utilizados em argamassas de construção civil apresentam
maioritamente partículas entre os 0,150 e 1,250mm.

Tabela 1. Classificação dos agregados miudos

Agregado miúdo Diâmentro Norma


Areia fina 0.06 mm e 0.2 mm
Areia média 0,2 mm e 0,6 mm NBR 7211/83
Areia Grossa 0,6 mm e 2,0 mm
Fonte: NBR 7211/83

2.3.2.4. Segundo material pulverulento


Segundo (Anderson et al., 2010), “o material pulverulento é constituído por partículas de argila menor
que 0.0025 mm.” Isto é, todo material argilosa em pó que passa do peneiro n˚ 200. Portanto este o excesso
deste material prejudica a aderência entre a pasta de cimento e argamassa, e aumenta o consumo de água
devido a sua à alta superfície específica e por sua vez diminue a resistência a resistência do betão e
argamassas.
“A argila reduzida em pó muito fino, contribui para preencher os vazios da areia e influi para que o
cimento, envolva melhor os grãos de areia, ligando-os mais fortemente entre si,” (Petrucci, 2005).

Segundo a norma estabelece que os agregados miúdos devem ter o teor máximo de 3% quando estão
sujeitos ao desgaste superficial, e 5% para outros.

2.3.3. Água
“Água além de permitir o endurecimento da argamassa pela hidratação do cimento, é responsável pela
trabalhabilidade da argamassa. A quantidade da água deve permitir uma boa aplicação, mas não pode
causar segregação dos constituintes”, (Roman et al 1999).

Segundo (Paulo, 2006, p.60), “a água utilizada para amassadura das argamassas não deve conter
substâncias perigosas em quantidade tais que afectem as propriedades. Em norma deve se utilizar água
potável de forma a não alterar os requisitos exigido ás argamassa”.

2.4. Funções das argamassas


As argamassas mais utilizadas pela construção civil são as empregadas como argamassa de assentamento
assim como do revestimento, abaixo serão abordadas as principais funções de cada uma delas.

2.4.1. Argamassa de assentamento de alvenaria


Segundo (Carasek, 2018), são apresentadas as principais funções:

 Unir as unidades de alvenaria de forma a constituir um elemento monolítico, contribuindo na


resistência aos esforços laterais;
 Distribuir uniformemente as cargas atuantes na parede por toda a área resistente dos blocos;
 Unir as juntas garantindo a estanqueidade da parede à penetração de água das chuvas;
 absorver as deformações naturais, como as de origem térmica e as de retração por secagem
(origem higroscópica), a que a alvenaria estiver sujeita.

“A escolha do tipo de argamassa poderá, também, ser baseada no tipo de elemento a ser assentado, ou
em normas construtivas ou, ainda, de acordo com os esforços a serem suportados pela alvenaria. Por
exemplo, uma argamassa poderá ser correlacionada com o tipo ou característica dos elementos a serem
assentados como: blocos de concreto; blocos cerâmicos; tijolos furados; placas de concreto leve, etc.
Assim, um elemento de alvenaria com alta velocidade de absorção de água deverá ser compatível com
argamassa de alta retenção de água,” (Fiorito, 2003).
2.4.2. Argamassa de revestimento
“As argamassas de revestimentos podem ser empregues em paredes e tectos. Na sua aplicação, as
superfícies devem estar limpas de resíduos de cofragens, poeiras, entre outros.

2.4.2.1 Camadas contituintes dos revestimentos de argamassas


Segundo (Martins, 2012, p.12), “quanto ao modo de aplicação de revestimento destas argamassas, elas
podem conter uma camada (monocamada) ou mais de uma camada. As argamassas de revestimento de
uma ou mais camadas são preparadas em obra, apresentando três etapas de execução, tais como”:

2.4.2.2. Aplicação do chapisco


O chapisco (crespido, salpisco ou camada de aderência) é um dos primeiros processos de colocação de
argamassa. Este pode ser lançado à mão sobre o suporte ou mecanicamente através da projeção, de
maneira a construir uma camada descontínua de espessura fina e irregular. Esta primeira etapa tem por
objetivo assegurar ou melhorar a aderência ao suporte (Valente, 1996, p.24).

2.4.2.3. Emboço
Segundo ABCP (2002, p.4), é a camada executada para cobrir e regularizar a base ou chapisco,
propiciando uma superfície que permita| receber outra camada, de reboco ou de revestimento decorativo,
ou se constitua no acabamento fínal.

2.4.2.4. Rebocos
Camada de revestimento utilizada para cobrimento do emboço, propiciando uma superfície que permita
receber o revestimento decorativo (por exemplo, pintura) ou que se constitua no acabamento final
(Carasek, 2018).

Tabela 2. Espessuras admissíveis (e), em mm pelo projecto de norma (ABNT CB. 02, 1993).

Revestimento de Paredes Revestimento do Tecto


Camadas Externas Internas Interno e Externo
Emboço 5 ≤ e ≤ 20 15 ≤ e≤ 25 e≤15
Emboço + Reboco 10≤ e≤ 30 20 ≤ e ≤ 30 e≤ 20
Camada! Única 5 ≤ e≤ 30 15 ≤ e≤ 30 e≤ 20
Fonte: Ioopi, 1995, p.6
2.4.2.5 principais funções de um revestimento de argamassa de parede:
De acordo com (Ioop, 1995, p.7) entre outras funções importantes dos revestimentos argamassados pode-
se citar:

 Estanqueidade á água;
 Conforto térmico;
 Isolamento acústico;
 Resistência ao fogo;
 Regularização da base;
 Aparência e decoração e Proteção da base.

Segundo Murray (1983), “os revestimentos externos servem principalmente para aumentar a
durabilidade, reduzir a penetração da chuva e, em certos casos, melhorar a aparência das bases de
alvenaria”.

2.4.2.6. Propriedades essenciais ao bom desempenho das argamassas de revestimento

Segundo (Carasek, 2018), para se obter um bom desempenho da argamamassa deve apresentar as
seguintes propriedades:

 Trabalhabilidade;
 Aderência;
 Resistência mecânica;
 Capacidade de absorver deformações.

2.5.1. Propriedades no estado fresco


2.5.1.1Trabalhabilidade
Segundo Carasek (2007), trabalhabilidade é a propriedade das argamassas no estado fresco que determina
a facilidade com que elas podem ser misturadas, transportadas, aplicadas, consolidadas e acabadas em
uma condição homogênea

“Pode-se considerar que uma boa argamassa possui boa trabalhabilidade quando a mesma se espalha
facilmente sobre o substracto e adere á sua superfície, e ainda no caso das argamassas de revestimento
quando proporciona facilidade no seu acabamento final,” (Santos, 2008 p.51).
2.5.2. Propriedades no estado endurecido
2.5.2.1. Resistência mecânica
Segundo (Dos Santos, 2014, p.25), “a resistência mecânica é usualmente definida como a propriedade
das argamassas de suportarem as acções de diferentes naturezas como as oriundas da abrasão superficial,
do impacto e de movimentação higroscópica e/ou estrutural; sendo a resistência à tração na flexão e à
compressão axial são determinadas segundo a ABNT NBR 13279:2005. A ABNT NBR 13281:2005
classifica as argamassas, segundo a resistência à compressão e à tração na flexão”, conforme ilustrado
na tabela 3 e 4.

Tabela 3. Espessuras admissíveis (e), em mm pelo projecto de norma (ABNT CB. 02, 1993).

Classe Resistência à Compressão Axial (MPa) – ABNT 13279: 2005


P1 ≤ 2,0
P2 1,5 a 3,0
P3 2,5 a 4,5
P4 4,5 a 6,5
P5 5,5 a 9,0
P6 > 8,0
Fonte: ABNT NBR 13281:2005.

Tabela 4. Classificação das argamassas segundo a resistência à tração na flexão.

Classe Resistência à Tração na Flexão (MPa) – ABNT 13279: 2005


R1 ≤1,5
R2 1,0 a 2,0
R3 1,5 a 2,7
R4 2,0 a 3,5
R5 2,7 a 4,5
R6 > 3,5
Fonte: ABNT NBR 13281:2005.
2.5.2.3. Aderência
“É capacidade que a argamassa possui de se manter fixa ao substracto, através da resistência às tensões
normais e tangenciais que surgem na interface substrato-argamassa. É resultado de aderência ao
cisalhamento e da extensão de aderência da argamassa, “(Baía e Sabbatini, 2008).

Autores como Cincotto et al., (1995) e Roman et al., (1999), “ressaltam que a aderência é
significativamente influenciada pelas características e condições do substracto – rugosidade, porosidade,
absorção de água, resistência mecânica e textura superficial; tipo de aglomerante empregado;
granulometria dos agregados. “

A ABNT NBR 13.281:2005 classifica as argamassas, segundo a resistência potencial de aderência à


tração, conforme ilustrado na Tabela abaixo.

Tabela 5. Classificação das argamassas quanto a resistência potencial de aderência à tração.

Classe Resistência potencial de aderência à tração (MPa)


A1 ≤ 0,2
A2 ≥ 0,2
A6 ≥ 0,3
Fonte: ABNT NBR 13281:2005.
3. Metodologia da pesquisa

Este capítulo descreve os métodos e técnicas e instrumentos que foram utilizados na realização da
pesquisa científica.

A classificação dessa pesquisa quanto á natureza é aplicada, sendo que ela “objectiva gerar
conhecimentos para a aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades
e interesses locais” (Fantinato, 2015).

Quanto ao objectivo: é exploratório, “que é desenvolvida com o objetivo de proporcionar visão geral, de
tipo aproximativo, acerca de determinado facto,” (Gil, 2008, p.27). Portanto esta pesquisa foi realizada
com base nas nas quatros amostras de solos para produção de argamassa de modo a proporcionar maior
familiaridade com o problema, sendo que o tema escolhido é pouco explorado.

Quanto aos procedimentos técnicos consistiu em pesquisa bibliográfica, “desenvolvida a partir de


material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos” (Gil, 2008, p.50).

Em seguida usou-se a entrevista, que é definido como “uma técnica em que o investigador se apresenta
frente ao investigado e lhe formula perguntas, com o objetivo de obtenção dos dados que interessam à
investigação” (Gil, 2008, p.109). Portanto diante deste procedimento técnico

Entretanto, a entrevista foi feita em alguns estaleiros do distrito de Boane com pessoas experientes na
venda de solos. Cujo o objectivo da entrevista era de saber o local da extração dos solos. Em seguida
entrevista foi feita em alguns residentes do distrito de Boane, de modo a saber o motivo que lhes leva a
não optarem pelo uso dos solos localmente disponível para a produção das argamassas.

Não obstante baseou-se também na pesquisa experimental que consiste em determinar um objecto de
estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de
observação dos efeitos que a variável produz no objecto. Portanto fez-se os ensaios laboratoriais que
consistiam em fazer análise granulométrica, teor dos finos, limites de liquidez e de plasticidade, cujo o
objetivo era de saber, saber a qualidade que o solo tem para produção das argamassas.

E quanto a técnica de análise de dados usou-se a estatística descritiva, onde segundo Mattar (2001,
p.62), “os métodos descritivos têm o objetivo de proporcionar informações sumarizadas dos dados
contidos no total de elementos da amostra estudadas”. Sendo assim os dados foram analisados por meio
de tabelas e gráficos de modo a facilitar a interpretação dos resultados.
Execucao dos ensaios

Granulometria: é a distribuição em percentagem dos diversos tamanhos de grãos, e tem como objectivo
de conhecer a distribuição granulométrica dos agregados e representa-los através de uma curva.
Possibilitando assim, a determinação de suas características físicas

Este ensaio será caracterizada através de quarto (4) tipos de solos diferentes:

 Rádio Marcone;
 Vila de Boane;
 Belo Horizonte.
 Xinonaquila.

Equipamentos

Os principais equipamentos e utensílios utilizados sao:

 Balança com margem de erro de 0.1g;


 Série de peneiros ASTM de malha quadrada;
 Almofariz e mão de borracha;
 Repartidores.

Procedimentos dos ensaios

Pesou-se 120g da amostra e procedeu-se com a lavagem, segundo diz a norma NM 33-2007, e depois foi
colocado na estufa durante 24h a 105˚C, e em seguida tirou-se da estufa e deixou-se o material arrefecer
por um instante de tempo, de seguida pesou-se o material. E por fim procedeu-se com o processo de
peneiramento de modo a ter as percentage retidadas e passantes em cada peneiro.

Esaios de materiais pulverulentos


O objectivo deste ensaio é de avaliar a quantidade dos finos que passam pelo peneiro 0,075mm. Onde a
amostra retida no peneiro foi colada na estufa durante 24h a 105˚C e depois procedeu-se com os cálculos
dos teores dos finos que passam pelo peneiro 0.075 mm.
Os principais equipamentos e utensílios utilizados sao:

 Balança de pesagem com margem de erro de 0,10g;


 Peneiro 0.075 mm com a sua base.
Determinação do limite de liquidez

Objectivo:
 Determinar o limite de liquidez dos solos.
Este ensaio foi efectuado com a norma Moçambicana NM 31-2007.

Aparelhagem e utensílios
 Concha de casa grande;
 Estufa para manter a temperatura de 105 a 110˚C;
 Cápsula porcelana de 120 mm de diâmetro;
 Cápsula de lâmina flexível;
 Placa de vidro;
 Espátula;
 Balança que permite pesar 200g com resolução de 0,01.

Execução dos ensaios

O ensaio foi feito com base na concha de casa grande na qual o solo foi crivado no peneiro nº 40 e em
seguida tirou-se 100g do solo que foi adicionado com uma certa quantidade de água até ser possível se
conseguir 35, 25, 20, 15, pancadas após o atravessamento do riscador no meio do solo já colocado na
concha, tendo se conseguido 35 pancadas volta-se a misturar o solo com a quantidade da água suficiente
para tornar o solo mais coeso de modo a se conseguir 25 pancadas fez-se o mesmo para 20 e 15 pancadas.
As vezes não é possível obter-se exactamente 15 pancadas nesse caso permite-se uma tolerância no
máxima de 3 pancadas. Após essas determinações no máximo 4 levou-se o conjunto para a pesagem de
seguida e meteu-se as cápsulas na estufa, a uma temperatura de 105ºC a 110ºC durante 24h passado esse
período retirou-se as cápsulas para a pesagem da amostra já seca e calculou-se o teor de humidade em
cada cápsula. A determinação do limite de liquidez foi feita graficamente.

Passada essa fase realizou-se o ensaio de limite de plasticidade, com o solo a amostra restante do ensaio
anterior, rolando a mesma na mesa ate se ter uma coesão suficiente de modo a romper quando o seu
diâmetro for igual a 3 mm através da observação visual é possível determinar-se até que ponto esta o solo
ate se romper. Recolhe-se as amostras que se dividiram quando atingiram o diâmetro de 3mm e com o
auxílio de 3 cápsulas determina-se o teor de humidade cujo valor é a media aritmética dos 3.
Obs. o ensaio de limites de liquidez podem ser feitos de forma contraria isto é, em vez de se começar de
15 pancadas e acrescentar-se o solo para se conseguir 20, 25 e 35 pancadas.

Determinação do limite de liquidez e índice de plasticidade

Objectivo:
 Determinar o limite de liquidez dos solos.
Este ensaio foi efectuado com a norma Moçambicana NM 31-2007.

Aparelhagem e utensílios
 Concha de casa grande;
 Estufa para manter a temperatura de 105 a 110˚C;
 Cápsula porcelana de 120 mm de diâmetro;
 Cápsula de lâmina flexível;
 Placa de vidro;
 Espátula;
 Balança que permite pesar 200g com resolução de 0,01.

Execução dos ensaios

O ensaio foi feito com base na concha de casa grande na qual o solo foi crivado no peneiro nº 40 e em
seguida tirou-se 100g do solo que foi adicionado com uma certa quantidade de água até ser possível se
conseguir 15, 20, 25, 35, pancadas após o atravessamento do riscador no meio do solo já colocado na
concha, tendo se conseguido 15 pancadas volta-se a misturar o solo coma quantidade de solo suficiente
para tornar o solo mais coeso de modo a se conseguir 20 pancadas fez-se o mesmo para 25, 35 pancadas.
As vezes não é possível obter-se exactamente 15 pancadas nesse caso permite-se uma tolerância no
máxima de 10 pancadas. Após essas determinações no máximo 4 levou-se o conjunto para a pesagem de
seguida e meteu-se as cápsulas na estufa, a uma temperatura de 105ºC a 110ºC durante 24h passado esse
período retirou-se as cápsulas para a pesagem da amostra já seca e calculou-se o teor de humidade em
cada cápsula. A determinação do limite de liquidez foi feita graficamente.

Passada essa fase realizou-se o ensaio de limite de plasticidade, com o solo a amostra restante do ensaio
anterior, rolando a mesma na mesa ate se ter uma coesão suficiente de modo a romper quando o seu
diâmetro for igual a 3 mm através da observação visual é possível determinar-se até que ponto esta o solo
ate se romper. Recolhe-se as amostras que se dividiram quando atingiram o diâmetro de 3mm e com o
auxílio de 3 cápsulas determina-se o teor de humidade cujo valor é a media aritmética dos 3.

Obs. o ensaio de limites de liquidez podem ser feitos de forma contraria isto é, em vez de se começar de
35 pancadas e acrescentar-se a água para se conseguir 35, 25, 20 e 15, mas sim pode-se começar de 15 a
35 pancadas com aumento do solo.

Apresentam-se em seguida, os cálculos relacionados a estes ensaios:

Tabela 6. Ensaios de limites de consistência.

Cálculo do peso da água (g) Pw = (ph + cápsula) – (ps + cápsula)


Cálculo do peso da amostra seca (g) Ps = (p. seco - cápsula)
Cálculo do teor de humidade (%) Wopt=(Pw/Ps)*100
Apresentação dos resultados

Tabela 7. Solo da Rádio Marconi.


Material Material Material
Peneiros Material
Retido Retido Retido
Acumulado Passado
(Polegadas) (milimetros) (g) (%)
(g) (%)
Nº4 4.760 0.00 0.00 0.00 100.00
Nº6 3.350 0.00 0.00 0.00 100.00
Nº16 1.200 0.20 0.17 0.17 99.83
Nº30 0.600 0.40 0.33 0.50 99.50
Nº40 0.420 0.70 0.58 1.08 98.92
Nº60 0.250 6.90 5.75 6.83 93.17
Nº 100 0.150 14.00 11.67 18.50 81.50
Nº200 0.075 4.60 3.83 22.33 77.67

Peso inicial da amostra antes de lavagem (g) 120.00


Peso da amostra apos lavagem no peneiro nº 200 (g) 26.80

Gráfico 3. Curva granulometrica do solo da Rádio Marconi.

Curva Granulometrica
100.00
% de Material Passado

90.00
80.00
70.00
60.00
50.00
40.00
30.00
20.00
10.00
0.00
0.075

0.150

0.250

0.420

0.600

1.200

3.350

4.760

6.700

9.500

37.500
13.200

19.000

26.500

53.000

75.000

87.500

100.000

Abertura dos Peneiros (mm)

Tabela 8. Percentagem dos grãos dos solos.

Percentagem dos grãos dos solos


Areia Grossa Areia media Areia fina Argila+Silte
0.5% 18% 3.85% 77.67%
Teor dos finos Mi−Mf
T= ∗ 100
Mi
Massa (g) Antes de lavar Depois de lavar
M1i 500g 116.5 76.49%
M2i 500g 118.6
Table 9. Solo da vila de Boane.

Material Material Material


Peneiros Material
Retido Retido Retido
Acumulado
(Polegadas) (milimetros) (g) (%) Passado (%)
(g)
Nº4 4.760 0.00 0.00 0.00 100.00
Nº6 3.350 0.00 0.00 0.00 100.00
Nº16 1.200 0.70 0.58 0.58 99.42
Nº30 0.600 3.30 2.75 3.33 96.67
Nº40 0.420 5.00 4.17 7.50 92.50
Nº60 0.250 28.50 23.75 31.25 68.75
Nº 100 0.150 43.40 36.17 67.42 32.58
Nº200 0.075 15.00 12.50 79.92 20.08

Peso inicial da amostra antes de lavagem (g) 120.00


Peso da amostra apos lavagem no peneiro nº 200 (g) 95.90

Gráfico 4. Curva granulometrica de solo da vila de Boane.

Curva Granulometrica
100.00
% de Material Passado

90.00
80.00
70.00
60.00
50.00
40.00
30.00
20.00
10.00
0.00
0.075

0.150

0.250

0.420

0.600

1.200

3.350

4.760

6.700

9.500

53.000
13.200

19.000

26.500

37.500

75.000

87.500

100.000

Abertura dos Peneiros (mm)

Tabela 10. Percentagem dos grãos dos solos

Percentagem dos grãos dos solos


Areia Grossa Areia media Areia fina Argila+Silte
3.33% 64.17% 12.5% 20%
Teor dos finos Mi−Mf
T= ∗ 100
Mi
Massa(g) Antes da lavagem Depois da lavagem
M1i 500g 406.7 18.18%
M2i 500g 411.5
Tabela 11. Solo de Belo Horizonte.

Material Material Material


Peneiros Material
Retido Retido Retido
Acumulado Passado
(Polegadas) (milimetros) (g) (%)
(g) (%)
Nº4 4.760 0.00 0.00 0.00 100.00
Nº6 3.350 0.00 0.00 0.00 100.00
Nº16 1.200 2.80 2.33 2.33 97.67
Nº30 0.600 19.60 16.33 18.67 81.33
Nº40 0.420 12.40 10.33 29.00 71.00
Nº60 0.250 19.10 15.92 44.92 55.08
Nº 100 0.150 17.10 14.25 59.17 40.83
Nº200 0.075 11.00 9.17 68.33 31.67

Peso inicial da amostra antes de lavagem (g) 120.00


Peso da amostra apos lavagem no peneiro nº 200 (g) 82.00

Gráfico 5. Curva granulometrica do solo de Belo Horizonte.

Curva Granulometrica
% de Material Passado

100.00
90.00
80.00
70.00
60.00
50.00
40.00
30.00
20.00
10.00
0.00
3.350
0.075

0.150

0.250

0.420

0.600

1.200

4.760

6.700

9.500

13.200

19.000

26.500

37.500

53.000

75.000

87.500

100.000

Abertura dos Peneiros (mm)

Tabela 12 Percentagem dos grãos dos solos.

Percentagem dos grãos dos solos


Areia Grossa Areia media Areia fina Argila+Silte
18.66% 40.5% 9.17% 31.67%
Teor dos finos Mi−Mf
T= ∗ 100
Mi
Massa(g) Antes da lavagem Depois da lavagem
M1i 500g 348.6g 30.69%
M2i 500g 344.5g
Tabela 13. Solo de Xinonaquila.
Peneiros Material Retido Material Retido Material Retido Material
(Polegadas) (milimetros) (g) (%) Acumulado (g) Passado (%)
Nº4 4.760 0.00 0.00 0.00 100.00
Nº6 3.350 0.00 0.00 0.00 100.00
Nº16 1.200 1.50 1.25 1.25 98.75
Nº30 0.600 11.60 9.67 10.92 89.08
Nº40 0.420 10.20 8.50 19.42 80.58
Nº60 0.250 17.50 14.58 34.00 66.00
Nº 100 0.150 18.70 15.58 49.58 50.42
Nº200 0.075 11.60 9.67 59.25 40.75

Peso inicial da amostra antes de lavagem (g) 120.00


Peso da amostra apos lavagem no peneiro nº 200 (g) 71.10

Gráfico 6. Curva granulometrica do solo de Xinonaquila.

Curva Granulometrica
% de Material Passado

100.00
90.00
80.00
70.00
60.00
50.00
40.00
30.00
20.00
10.00
0.00
0.250
0.075

0.150

0.420

0.600

1.200

3.350

4.760

6.700

9.500

13.200

19.000

26.500

37.500

53.000

75.000

87.500

100.000
Abertura dos Peneiros (mm)

Tabela 14. Percentagem dos grãos dos solos.

Percentagem dos grãos dos solos


Areia Grossa Areia media Areia fina Argila+Silte
10.92% 38.67% 9.67% 40.70%
Teor dos finos Mi−Mf
T= ∗ 100
Massa(g) Antes da lavagem Depois da lavagem Mi

M1i 500g 299.9g 38.82%


Tabela 15 LImites de liquidez do solo da Radio Marconi

N˚ de cápsulas 7 8 10 17
N˚ de pancadas 36 27 23 17
Peso da cápsulas (g) 14.85 14.75 14.74 14.69
Cápsulas+solo húmido (g) 24.10 24.20 25.41 26.69
Cápsulas+solo seco (g) 21.70 21.54 22.41 22.92
Peso da água (g) 2.40 2.66 3.00 3.77
Peso da amostra seca (g) 6.85 6.79 7.67 8.23
Teor de humidade (%) 35.04 39.18 39.11 45.81
Limite de liquidez (%) 39.79

Gráfico 7. Limite de liquidez do solo da Radio Marconi.

50

40
Teor de Humidade (%)

30

20

10

0
0 10 20 30 40 50
Nº de Golpes

Tabela 16. Limite de plasticidade do solo da Radio Marconi.

N˚ de cápsulas 20 18 22
Peso da cápsulas (g) 14.72 14.74 14.76
Cápsulas+solo húmido (g) 17.26 17.27 17.30
Cápsulas+solo seco (g) 16.92 16.91 16.98
Peso da água (g) 0.34 0.36 0.32
Peso da amostra seca (g) 2.20 2.17 2.22
Teor de humidade (%) 15.45 16.59 14.41
Limite de plasticidade (%) 15.48
Tabela 17. Limite de liquidez do solo da vila de Boane.

N˚ de cápsulas A2 A1 A3 A4
N˚ de pancadas 36 27 22 16
Peso da cápsulas (g) 37.75 37.74 37.74 37.75
Cápsulas+solo húmido (g) 48.25 48.33 49.05 49.24
Cápsulas+solo seco (g) 45.70 45.67 45.83 45.63
Peso da água (g) 2.55 2.66 3.22 3.61
Peso da amostra seca (g) 7.95 7.93 8.09 7.88
Teor de humidade (%) 32.08 33.54 39.80 45.81
Limite de liquidez (%) 37.81

Gráfico 2 .Limite de liquidez do solo da Vila de Boane.

50
45
Teor de Humidade (%)

40
35
30
25
20
15
10
5
0
0 10 20 30 40 50
Nº de Golpes
Tabela 18. Limite de liquidez do solo de Belo Horizonte.

N˚ de cápsulas A11 A15 A13 A12


N˚ de pancadas 36 27 22 17
Peso da cápsulas (g) 14.70 14.65 14.57 14.55
Cápsulas+solo húmido (g) 27.22 26.99 29.05 25.35
Cápsulas+solo seco (g) 25.23 25.35 26.79 23.05
Peso da água (g) 0.99 1.64 2.26 2.30
Peso da amostra seca (g) 11.53 10.70 12.22 8.50
Teor de humidade (%) 8.59 15.33 18.49 27.6
Limite de liquidez (%) 17.50

Gráfico 3. Limite de liquidez do solo de Belo Horizonte

30
25
Teor de Humidade (%)

20
15
10
5
0
0 10 20 30 40 50
Nº de Golpes

Tabela 19. Limite de liquidez do solo de xinonaquila.

N˚ de cápsulas A9 A16 A14 A22


N˚ de pancadas 37 27 23 17
Peso da cápsulas (g) 14.79 14.68 14.75 14.73
Cápsulas+solo húmido (g) 29.43 27.75 27.69 28.05
Cápsulas+solo seco (g) 26.65 24.95 24.86 25.00
Peso da água (g) 2.78 2.80 2.83 3.05
Peso da amostra seca (g) 11.86 10.27 10.11 10.27
Teor de humidade(%) 23.44 27.26 27.99 29.70
Limite de liquidez (%) 27.10
Gráfico 4. Limite de liquidez do solo de Xinonaquila.

35
30

Teor de Humidade (%)


25
20
15
10
5
0
0 10 20 30 40 50
Nº de Golpes

Tabela 20. Limite de plastidade de solo da Xinonaquila.

N˚ de cápsulas A16 A9 A15


Peso da cápsulas (g) 14.77 14.80 14.68
Cápsulas+solo húmido (g) 16.08 16.22 16.07
Cápsulas+solo seco (g) 15.95 16.09 15.91
Peso da água (g) 0.13 0.13 0.16
Peso da amostra seca (g) 1.18 1.29 1.23
Teor de humidade (%) 11.02 10.08 13
Limite de pasticidade (%) 11.33
Análise e discussão dos reultados

Análise granulométrica e teor de materiais pulverulentos

O gráfico abixo apresenta o resumo dos resultados de análise granulométrica dos solos e dos materiais
pulverulentos.

Gráfico 5. Granulometria e materiais pulverulentos

Granulometria dos solos


100
90
80 76.49

70 64.17
60
50
40.5 38.67 38.82
40
30.69
30
20 18 18.18 18.18
12.5 9.67
9.17 10.97
10
0.5 3.83 3.33
0
Radio Marconi Vila de Boane Belo Horizonte Xinonaquila

Areia grossa Areia media Areia fina Material pulverulento

De acordo com os resultados apresentados no gráfico 11, pode-se notar que cada amostra é constituída
por areia grossa, média, fina e por materiais pulverulentos, entretanto as mesmas nâo apresentam os
resultados recomendados pela norma NBR NM 46-2003, isto é, ao observar o gráfico pode-se notar que
todas as amostras apresentam o teor dos materiais pulverulento fora dos limites de 5%.
Limites de consistência

Recorreu-se aos ensaios de limites de consistência devido ao teor dos finos > 12%, e assim sendo, de
acordo com o Sistema Unificado de Classificação dos Solos (SUCS), é recomendável fazer a Carta de
Plasticidade recomendado para a classificação dos solos.

Tabela 21. Limites de consistencia.

Amostras de solos LL (%) LP (%) IP=LL-LP (%)


Rádio Marconi 39.79 15.48 24.31
Vila de Boane 37.81 - -
Belo horizonte 17.50 - -
Xinonaquila 27.10 11.33 15.77

Diante destes resultados ilustrados na tabela 20, pode-se notar que os solos da Vila de Boane e de Belo
horizonte não são plástico, apenas dois tipos de solos apresentam a plasticidade, sendo que o solo da
Rádio Marconi e de Xinonaquila tem elevado índice de plasticidade, isto é IP˃15 e de acordo com a carta
de plasticidade são classificadas como argila de baixa comprenssebilidade designado por CL comforme
ilustra a figura abaixo.

Gráfico 6. Carta de plasticidade dos solos da Radio Marconi e de Xinonaquila.


Conclusão

Apartir dos resultados obtidos pode-se concluir que que a distribuicão granulométrica dos solos da Rádio
Marconi, Vila de Boane, Belo Horizonte e Xinonaquila apresentam o teores de materiais pulverulentos
que ultrapassam os limites recomendandos pela norma, isto é, todo material que passa pelo peneiro n˚
200 não pode exceder em mais de 5% dos solos retidos nos peneiros superiors. Portanto este o excesso
deste material prejudica a aderência entre a pasta de cimento e argamassa, e aumenta o consumo de água
devido a sua à alta superfície específica e por sua vez diminue a resistência das argamassas.

Quanto aos limites de consistência recorreu- se ao Sistema Unificado de Classificação dos Solos (SUCS),
que diz os solos com com teores dos finos maior que 12% deve se usar a carta de plasticidade, sendo
assim foram classificadas as amostras da Rádio Markoni e de Xinonaquila como solos plásticos de argila
de baixa compressibilidade.

Com tudo isso pode se concluir que todos solos analisados não são viáveis para a produção das
argamassas de assentamentos e revestimento de paredes.
Recomendações

Avaliar o as características dos solos quando são misturadas com com as areias vendidas nos estaleiros
de Boane.
Analisar o comportamento dos solos para a base do reforço em pavimentos.
7. Referência Bibliográfica

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Anexos

Secagem dos solos ao ar livre Secagem dos solos ao ar livre


Estufa para secar as amostras Ensaios de limites de consistência

Aparelho e utesílios para ensaios de granulometria e de consistência dos solos


Processo de lavagem do solo

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