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12 de Abril de 2017

STJ ­ AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL : AgRg no AREsp 452332 RS 2013/0412548­8 ­
Inteiro Teor

RESUMO INTEIRO TEOR CERT. JULGAMENTO REL. E VOTO

 EMENTA PARA CITAÇÃO

Inteiro Teor
AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECI AL Nº 45 2.332 ­ RS (2013∕0 4125 48­8)

RELAT OR : MI NI ST RO MAURO CAMPBELL MARQUES

A GRA V A NTE : DEPA RTA MENTO  ESTA DUA L  DE  TRÂ NSITO  DO  ESTA DO  DO  RIO

GRA NDE DO SUL ­ DETRA N∕RS

PROCURA DOR : SÉRGIO DE BA RCELLOS BOEHL E OUTRO (S)

A GRA V A DO : SILV IA  CHIOMENTO

A DV OGA DOS : MA RCUS V INÍCIUS BA TTISTELLO

RODRIGO A NTÔNIO ZA RDO

EMENT A

PROCESSUAL  CI VI L  E  ADMI NI ST RAT I VO.  AGRAVO  EM  RECURSO  ESPECI AL.

RESPONSABI LI DADE DO ANT I GO PROPRI ET ÁRI O POR I NFRAÇÕES COMET I DAS

APÓS  A  VENDA  DO  VEÍ CULO.  AUSÊNCI A  DE  REGI ST RO  DE  T RANSFERÊNCI A

JUNT O AO DET RAN. COMPROVAÇÃO DA VENDA. REGRA DO ART I GO 134 DO CT B


MI T I GADA.  PRECEDENT ES.  NÃO  APLI CAÇÃO  DO  ART .  97   DA  CONST I T UI ÇÃO

FEDERAL.

1. O cerne da controv érsia reside na ex istência de responsabilidade do antigo proprietário do

automóv el  em  relação  à  infração  cometida  após  a  sua  v enda  quando  a  transferência  não  é

comunicada ao Detran.

2. A  jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça orienta no sentido de que a norma contida

no art. 1 34 do Código de Trânsito Brasileiro dev e ser mitigada, tendo em v ista a orientação de

que, hav endo notícia da transferência do v eículo, embora tardia, inex iste a responsabilidade

do  antigo  proprietário  pelas  infrações  cometidas  em  momento  posterior  à  tradição  do  bem.

Precedentes

3.  V erifica­se  que  não  houv e  declaração  de  inconstitucionalidade  do  art.  1 34  do  CTB,

tampouco o afastamento deste, mas tão somente a interpretação do direito infraconstitucional

aplicáv el  à  espécie,  não  podendo  se  falar  em  v iolação  à  cláusula  de  reserv a  de  plenário

prev ista no art. 97  da Constituição Federal e muito menos à Súmula V inculante n. 1 0 do STF.

Precedentes.

4. A grav o regimental não prov ido.

ACÓRDÃO

V istos,  relatados  e  discutidos  esses  autos  em  que  são  partes  as  acima  indicadas,  acordam os

Ministros da SEGUNDA  TURMA  do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos v otos e

das notas taquigráficas, o seguinte resultado de julgamento:

"A  Turma, por unanimidade, negou prov imento ao agrav o regimental, nos termos do v oto do

(a) Sr (a). Ministro (a)­Relator (a)."

A  Sra. Ministra A ssusete Magalhães, os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin e

Og Fernandes v otaram com o Sr. Ministro Relator.

Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.

Brasília (DF), 1 8 de março de 201 4.

MINISTRO MA URO CA MPBELL MA RQUES , Relator

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECI AL Nº 45 2.332 ­ RS (2013∕0 4125 48­8)

RELAT OR : MI NI ST RO MAURO CAMPBELL MARQUES

A GRA V A NTE : DEPA RTA MENTO  ESTA DUA L  DE  TRÂ NSITO  DO  ESTA DO  DO  RIO

GRA NDE DO SUL ­ DETRA N∕RS

PROCURA DOR : SÉRGIO DE BA RCELLOS BOEHL E OUTRO (S)

A GRA V A DO : SILV IA  CHIOMENTO

A DV OGA DOS : MA RCUS V INÍCIUS BA TTISTELLO


RODRIGO A NTÔNIO ZA RDO

RELAT ÓRI O

O  EXMO.  SR.  MI NI ST RO  MAURO  CAMPBELL  MARQUES  (Relator):  Trata­se  de

agrav o  regimental  interposto  pelo  Departamento  Estadual  do  Trânsito  do  Estado  do  Rio

Grande  do  Sul  ­  DETRA N∕RS  contra  decisão  monocrática  de  minha  relatoria  ementada  nos

seguintes termos:

PROCESSUA L  CIV IL  E  A DMINISTRA TIV O.  A GRA V O  EM  RECURSO  ESPECIA L.

RESPONSA BILIDA DE  DO  A NTIGO  PROPRIETÁ RIO  POR  INFRA ÇÕES  COMETIDA S  A PÓS  A

V ENDA   DO  V EÍCULO.  A USÊNCIA   DE  REGISTRO  DE  TRA NSFERÊNCIA   JUNTO  A O  DETRA N.

COMPROV A ÇÃ O DA  V ENDA . REGRA  DO A RTIGO 1 34 DO CTB MITIGA DA . PRECEDENTES.

O agrav ante alega v iolação ao art. 97  da Constituição Federal e aos artigos 480 e 481  do CPC.

Sustenta  que  "a"mitigação"ou  a"relativização"da  obrigação  de  comunicação  de  venda  do

veículo eqüivale a uma declaração implícita de inconstitucionalidade parcial do artigo 1 34

do  CTB  e,  por  conseguinte,  à  violação  à  chamada  cláusula  do  full  bench  (artigo  97   da

Constituição do Brasil)" (fls. 1 83).

É o relatório.

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECI AL Nº 45 2.332 ­ RS (2013∕0 4125 48­8)

EMENT A

PROCESSUAL  CI VI L  E  ADMI NI ST RAT I VO.  AGRAVO  EM  RECURSO  ESPECI AL.

RESPONSABI LI DADE DO ANT I GO PROPRI ET ÁRI O POR I NFRAÇÕES COMET I DAS

APÓS  A  VENDA  DO  VEÍ CULO.  AUSÊNCI A  DE  REGI ST RO  DE  T RANSFERÊNCI A

JUNT O AO DET RAN. COMPROVAÇÃO DA VENDA. REGRA DO ART I GO 134 DO CT B

MI T I GADA.  PRECEDENT ES.  NÃO  APLI CAÇÃO  DO  ART .  97   DA  CONST I T UI ÇÃO

FEDERAL.

1. O cerne da controv érsia reside na ex istência de responsabilidade do antigo proprietário do

automóv el  em  relação  à  infração  cometida  após  a  sua  v enda  quando  a  transferência  não  é

comunicada ao Detran.

2. A  jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça orienta no sentido de que a norma contida

no art. 1 34 do Código de Trânsito Brasileiro dev e ser mitigada, tendo em v ista a orientação de

que, hav endo notícia da transferência do v eículo, embora tardia, inex iste a responsabilidade

do  antigo  proprietário  pelas  infrações  cometidas  em  momento  posterior  à  tradição  do  bem.

Precedentes
3.  V erifica­se  que  não  houv e  declaração  de  inconstitucionalidade  do  art.  1 34  do  CTB,

tampouco o afastamento deste, mas tão somente a interpretação do direito infraconstitucional

aplicáv el  à  espécie,  não  podendo  se  falar  em  v iolação  à  cláusula  de  reserv a  de  plenário

prev ista no art. 97  da Constituição Federal e muito menos à Súmula V inculante n. 1 0 do STF.

Precedentes.

4. A grav o regimental não prov ido.

VOT O

O EXMO. SR. MI NI ST RO MAURO CAMPBELL MARQUES (Relator):

O presente agrav o regimental não merece lograr êx ito.

Com efeito, dessume­se das razões recursais que o agrav ante não troux e elementos suficientes

para infirmar a decisão agrav ada, que, de fato, deu a solução que melhor espelha a orientação

jurisprudencial do STJ sobre a matéria.

Portanto,  nenhuma  censura  merece  o  decisório  ora  recorrido,  que  dev e  ser  mantido  pelos

seus próprios e jurídicos fundamentos, in v erbis:

[...]

A  insurgência não prospera.

O  cerne  da  controv érsia  reside  na  ex istência  de  responsabilidade  do  antigo  proprietário  do

automóv el  em  relação  à  infração  cometida  após  a  sua  v enda  quando  a  transferência  não  é

comunicada ao Detran.

Esta é a letra do artigo 1 34 do Código de Trânsito Brasileiro:

A rt. 1 34. No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo dev erá encaminhar

ao órgão ex ecutiv o de trânsito do Estado dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada

do  comprov ante  de  transferência  de  propriedade,  dev idamente  assinado  e  datado,  sob  pena

de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências

até a data da comunicação.

No entanto, é de se destacar que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça orienta no

sentido de que a norma contida no art. 1 34 do Código de Trânsito Brasileiro dev e ser mitigada,

tendo  em  v ista  a  orientação  de  que,  hav endo  notícia  da  transferência  do  v eículo,  embora

tardia,  inex iste  a  responsabilidade  do  antigo  proprietário  pelas  infrações  cometidas  em

momento posterior à tradição do bem. Neste sentido, os seguintes precedentes:
A DMINISTRA TIV O.  A GRA V O  REGIMENTA L  NO  RECURSO  ESPECIA L.  A LIENA ÇÃ O  DE

V EÍCULO  A UTOMOTOR.  MULTA S.  RESPONSA BILIDA DE  SOLIDÁ RIA   DO  A LIENA NTE.

INTERPRETA ÇÃ O  MITIGA DA   DO  A RT.  1 34  DO  CÓDIGO  DE  TRÂ NSITO  BRA SILEIRO.

PRECEDENTES  DO  STJ.  DECLA RA ÇÃ O  DE  INCONSTITUCIONA LIDA DE  DO  REFERIDO

DISPOSITIV O. INEXISTÊNCIA .

1 .  Conforme  jurisprudência  desta  Corte,  "Comprov ada  a  transferência  da  propriedade  do

v eículo, afasta­se a responsabilidade do antigo proprietário pelas infrações cometidas após a

alienação, mitigando­se, assim, o comando do art. 1 34 do Código de Trânsito Brasileiro" (A gRg

no REsp 1 .024.8687 ∕SP, Rel. Min. CÉSA R A SFOR ROCHA , Segunda Turma, DJe de 6∕9 ∕1 1 ).

2.  A   decisão  impugnada,  ao  contrário  do  que  alega  a  agrav ante,  não  declarou  a

inconstitucionalidade do art. 1 34 do CTB, tendo tão somente indicado a adequada ex egese do

referido dispositiv o legal.

3.  A grav o  regimental  a  que  se  nega  prov imento  (A gRg  no  REsp  1 37 8941 ∕PR,  Rel.  Ministro

SÉRGIO KUKINA , PRIMEIRA  TURMA , julgado em 1 7 ∕0 9∕2 01 3, DJe 24∕0 9∕2 01 3).

PROCESSUA L CIV IL E A DMINISTRA TIV O. A LIENA ÇÃ O DE V EÍCULO A UTOMOTOR. MULTA S.

RESPONSA BILIDA DE  SOLIDÁ RIA   DO  A LIENA NTE.  INTERPRETA ÇÃ O  DO  A RT.  1 34  DO  CTB.

RELA TIV IZA ÇÃ O. PRECEDENTES.

1 .  Há  nos  autos  prov a  de  que  a  ora  agrav ada  transferiu  a  propriedade  do  v eículo  antes  da

ocorrência  dos  fatos  geradores  das  obrigações,  ou  seja,  as  infrações  de  trânsito  ocorreram

quando  o  v eículo  já  estav a  em  propriedade  do  nov o  comprador.  2.  O  art.  1 34  do  Código  de

Trânsito  Brasileiro  dispõe  que,  no  caso  de  transferência  de  propriedade  de  v eículo,  dev e  o

antigo proprietário encaminhar ao órgão de trânsito, dentro do prazo legal, o comprov ante de

transferência de propriedade, sob pena de se responsabilizar solidariamente pelas penalidades

impostas.

3. Ocorre que tal regra sofre mitigação quando ficar comprov ado nos autos que as infrações

foram  cometidas  após  aquisição  do  v eículo  por  terceiro,  mesmo  que  não  ocorra  a

transferência,  nos  termos  do  art.  1 34  do  CTB,  afastando  a  responsabilidade  do  antigo

proprietário. Precedentes. Súmula 83∕STJ.

4.  Mostra­se  despropositada  a  argumentação  de  inobserv ância  da  cláusula  de  reserv a  de

plenário (art. 97  da CRFB) e do enunciado 1 0 da Súmula v inculante do STF, pois, ao contrário

do  afirmado  pelo  agrav ante,  na  decisão  recorrida,  não  houv e  declaração  de

inconstitucionalidade  dos  dispositiv os  legais  suscitados,  tampouco  o  seu  afastamento,  mas

apenas  a  sua  ex egese.  A grav o  regimental  improv ido  (A gRg  nos  EDcl  no  A REsp  299.1 03∕RS,
Rel.  Ministro  HUMBERTO  MA RTINS,  SEGUNDA   TURMA ,  julgado  em  20∕0 8∕2 01 3,  DJe

30∕0 8∕2 01 3).

A DMINISTRA TIV O.  A LIENA ÇÃ O  DE  V EÍCULO  A UTOMOTOR.  MULTA S. RESPONSA BILIDA DE

SOLIDÁ RIA   DO  A LIENA NTE.  RESPONSA BILIDA DE  MITIGA DA .  INTERPRETA ÇÃ O  DO  A RT.

1 34 DO CÓDIGO DE TRÂ NSITO BRA SILEIRO.

1 . A  jurisprudência do STJ é no sentido de que, alienado v eículo automotor sem que se faça o

registro,  ou  ao  menos  a  comunicação  da  v enda,  estabelece­se  entre  o  nov o  e  o  antigo

proprietário  v ínculo  de  solidariedade  pelas  infrações  cometidas,  só  afastadas  quando  a

alienação é comunicada ao Detran.

2. Ocorre que o STJ tem mitigado a regra prev ista no art. 1 34 do CTB quando  comprov ada  a

impossibilidade  de  imputar  ao  antigo  proprietário  as  infrações  cometidas,  como  ocorreu  no

caso dos autos.

3. A ssim, inex istindo dúv ida de que as infrações não foram cometidas no período em que tinha

o recorrido a propriedade do v eículo, não dev e ele sofrer qualquer tipo de sanção.

4.  A grav o  Regimental  não  prov ido.  (A gRg  no  REsp  1 323441 ∕RJ,  Rel.  Ministro  HERMA N

BENJA MIN, SEGUNDA  TURMA , julgado em 21 ∕0 8∕2 01 2, DJe 27 ∕0 8∕2 01 2)

A DMINISTRA TIV O.  A LIENA ÇÃ O  DE  V EÍCULO  A UTOMOTOR.  MULTA S. RESPONSA BILIDA DE

SOLIDÁ RIA  DO A LIENA NTE. INTERPRETA ÇÃ O DO A RT. 1 34 DO CTB. RELA TIV IZA ÇÃ O.

Consoante  entendimento  desta  Corte,  a  regra  prev ista  no  art.  1 34  do  CTB  sofre  mitigação

quando restarem comprov adas nos autos que as infrações foram cometidas após a aquisição

de v eículo por terceiro, ainda que não ocorra a transferência afastando a responsabilidade do

antigo proprietário.

A grav o  regimental  improv ido.  (A gRg  no  A REsp  1 7 4.090∕SP,  Rel.  Ministro  HUMBERTO

MA RTINS, SEGUNDA  TURMA , julgado em 26∕0 6∕2 01 2, DJe 29∕0 6∕2 01 2)

A DMINISTRA TIV O.  A LIENA ÇÃ O  DE  V EÍCULO.  MULTA S.  RESPONSA BILIDA DE  SOLIDÁ RIA

DO A LIENA NTE. INTERPRETA ÇÃ O DO A RT. 1 34 DO CTN.

­  Comprov ada  a  transferência  da  propriedade  do  v eículo,  afasta­se  a  responsabilidade  do

antigo  proprietário  pelas  infrações  cometidas  após  a  alienação,  mitigando­se,  assim,  o

comando do art. 1 34 do Código de Trânsito Brasileiro. Precedentes do STJ.

A grav o  regimental  improv ido.  (A gRg  no  REsp  1 204867 ∕SP,  Rel.  Ministro  CESA R  A SFOR

ROCHA , SEGUNDA  TURMA , julgado em 09∕0 8∕2 01 1 , DJe 06∕0 9∕2 01 1 )

A nte o ex posto, NEGO PROV IMENTO ao A GRA V O.

Publique­se. Intimem­se.
A demais,  v erifica­se  que  não  houv e  declaração  de  inconstitucionalidade  do  art.  1 34 do CTB,

tampouco o afastamento deste, mas tão somente a interpretação do direito infraconstitucional

aplicáv el  à  espécie,  não  podendo  se  falar  em  v iolação  à  cláusula  de  reserv a  de  plenário

prev ista no art. 97  da Constituição Federal e muito menos à Súmula V inculante n. 1 0 do STF.

Nesse sentido:

ADMI NI ST RAT I VO E PROCESSUAL CI VI L. AGRAVO REGI MENT AL NO AGRAVO

EM RECURSO ESPECI AL. RESPONSABI LI DADE DO ANT I GO PROPRI ET ÁRI O POR

I NFRAÇÕES  COMET I DAS  APÓS  A  VENDA  DO  VEÍ CULO.  ART .  134  DO  CT B.

I NT ERPRET AÇÃO MI T I GADA. NÃO APLI CAÇÃO DO ART . 97  DA CONST I T UI ÇÃO

FEDERAL.

1 . Conforme jurisprudência desta Corte Superior, "Comprov ada a transferência da propriedade

do v eículo, afasta­se a responsabilidade do antigo proprietário pelas infrações cometidas após

a  alienação,  mitigando­se,  assim,  o  comando  do  art.  1 34  do  Código  de  Trânsito  Brasileiro"

(A gRg no REsp 1 .024.8687 ∕SP, Rel.

Min. CÉSA R A SFOR ROCHA , Segunda Turma, DJe de 6∕9 ∕1 1 ).

2.  Considerando  que  não  houv e  declaração  de  inconstitucionalidade  do  dispositiv o  legal

suscitado,  tampouco  o  afastamento  deste,  mas  tão  somente  a  interpretação  do  direito

infraconstitucional aplicáv el à espécie, não há que se falar em v iolação à cláusula de reserv a

de plenário prev ista no art. 97  da Constituição Federal e muito menos à Súmula V inculante n.

1 0  do  STF.  Nesse  sentido:  A gRg  no  A g  1 424283∕PA ,  Rel.  Ministro  Castro  Meira,  Segunda

Turma,  DJe  05∕0 3∕2 01 2;  A gRg  no  REsp  1 231 07 2∕RS,  Rel.  Ministro  Benedito  Gonçalv es,

Primeira  Turma,  DJe  1 4∕0 5∕2 01 2;  A gRg  no  A REsp  262.21 9∕RS,  Rel.  Ministro  Mauro  Campbell

Marques, Segunda Turma, DJe 1 8∕0 2∕2 01 3.

3.  A grav o  regimental  não  prov ido.  (A gRg  no  A REsp  347 .337 ∕RS,  Rel.  Ministro  BENEDITO

GONÇA LV ES, PRIMEIRA  TURMA , julgado em 1 2∕1 1 ∕2 01 3, DJe 21 ∕1 1 ∕2 01 3)

ADMI NI ST RAT I VO.  AGRAVO  REGI MENT AL  NO  RECURSO  ESPECI AL.

ALI ENAÇÃO  DE  VEÍ CULO  AUT OMOT OR.  MULT AS.  RESPONSABI LI DADE

SOLI DÁRI A  DO  ALI ENANT E.  I NT ERPRET AÇÃO  MI T I GADA  DO  ART .  134  DO

CÓDI GO  DE  T RÂNSI T O  BRASI LEI RO. PRECEDENT ES  DO  ST J.  DECLARAÇÃO  DE

I NCONST I T UCI ONALI DADE DO REFERI DO DI SPOSI T I VO. I NEXI ST ÊNCI A.

1 .  Conforme  jurisprudência  desta  Corte,  "Comprov ada  a  transferência  da  propriedade  do

v eículo, afasta­se a responsabilidade do antigo proprietário pelas infrações cometidas após a
alienação, mitigando­se, assim, o comando do art. 1 34 do Código de Trânsito Brasileiro" (A gRg

no REsp 1 .024.8687 ∕SP, Rel. Min. CÉSA R A SFOR ROCHA , Segunda Turma, DJe de 6∕9 ∕1 1 ).

2.  A   decisão  impugnada,  ao  contrário  do  que  alega  a  agrav ante,  não  declarou  a

inconstitucionalidade do art. 1 34 do CTB, tendo tão somente indicado a adequada ex egese do

referido dispositiv o legal.

3.  A grav o  regimental  a  que  se  nega  prov imento.  (A gRg  no  REsp  1 37 8941 ∕PR,  Rel.  Ministro

SÉRGIO KUKINA , PRIMEIRA  TURMA , julgado em 1 7 ∕0 9∕2 01 3, DJe 24∕0 9∕2 01 3)

Com essas considerações, NEGO PROV IMENTO ao agrav o regimental.

É como v oto.

CERT I DÃO DE JULGAMENT O

SEGUNDA T URMA

AgRg no

Número Registro: 201 3∕0 41 2548­8 AREsp 45 2.332 ∕ RS

Números Origem: 0051 1 000056321  0056321 35201 0821 0005 009443080201 3821 7 000

045856392201 2821 7 000 45856392201 2821 7 000 51 1 000056321  56321 35201 0821 0005

7 0053698031  7 0054908827  9443080201 3821 7 000

PA UTA : 1 8∕0 3∕2 01 4 JULGA DO: 1 8∕0 3∕2 01 4

Relator

Ex mo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES

Presidente da Sessão

Ex mo. Sr. Ministro MA URO CA MPBELL MA RQUES

Subprocuradora­Geral da República

Ex ma. Sra. Dra. MA RIA  CA ETA NA  CINTRA  SA NTOS

Secretária

Bela. V A LÉRIA  A LV IM DUSI

AUT UAÇÃO

A GRA V A NTE : DEPA RTA MENTO ESTA DUA L DE TRÂ NSITO DO ESTA DO DO RIO

GRA NDE DO SUL ­ DETRA N∕RS

PROCURA DOR : SÉRGIO DE BA RCELLOS BOEHL E OUTRO (S)

A GRA V A DO : SILV IA  CHIOMENTO

A DV OGA DOS : RODRIGO A NTÔNIO ZA RDO

MA RCUS V INÍCIUS BA TTISTELLO


A SSUNTO: DIREITO A DMINISTRA TIV O E OUTRA S MA TÉRIA S DE DIREITO PÚBLICO ­ Sistema

Nacional de Trânsito ­ CNH ­ Carteira Nacional de Habilitação

AGRAVO REGI MENT AL

A GRA V A NTE : DEPA RTA MENTO ESTA DUA L DE TRÂ NSITO DO ESTA DO DO RIO

GRA NDE DO SUL ­ DETRA N∕RS

PROCURA DOR : SÉRGIO DE BA RCELLOS BOEHL E OUTRO (S)

A GRA V A DO : SILV IA  CHIOMENTO

A DV OGA DOS : RODRIGO A NTÔNIO ZA RDO

MA RCUS V INÍCIUS BA TTISTELLO

CERT I DÃO

Certifico  que  a  egrégia  SEGUNDA   TURMA ,  ao  apreciar  o  processo  em  epígrafe  na  sessão

realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

"A  Turma, por unanimidade, negou prov imento ao agrav o regimental, nos termos do v oto do

(a) Sr (a). Ministro (a)­Relator (a)."

A  Sra. Ministra A ssusete Magalhães, os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin e

Og Fernandes v otaram com o Sr. Ministro Relator.

 
Docu m en to: 1305465 In tei r o Teor  do A cór dã o ­ DJe: 21/03/2014

Disponível em: http://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/25002657/agravo‐regimental‐no‐agravo‐


em‐recurso‐especial‐agrg‐no‐aresp‐452332‐rs‐2013‐0412548‐8‐stj/inteiro‐teor‐25002658