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NEAD

Educação a Distância

MANUAL DA BRINQUEDOTECA
Orientações para Professores-Tutores
Externos e Articuladores

Curso de Licenciatura em Pedagogia


Rodovia BR 470, km 71, n° 1.040, Bairro Benedito
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Fone: (0xx47) 3281-9000/3281-9090
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Manual da Brinquedoteca
Centro Universitário Leonardo da Vinci

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Reitor
Prof. Dr. Malcon Anderson Tafner

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância


Prof. Janes Fidélis Tomelin

Pró-Reitoria Operacional de Ensino de Graduação a Distância


Prof. Hermínio Kloch

Coordenadora do Curso de Pedagogia


Katia Solange Coelho

Elaboração do Texto, articulação e sistematização das oficinas de trabalho


Ana Clarisse Alencar Barbosa
Lúcia Cristiane Moratelli Pianezzer

Projeto Gráfico
Davi Schaefer Pasold

Ilustrações
Davi Schaefer Pasold

Revisão do Texto
Cristiane Lisandra Dana

Participantes das oficinas de Trabalho que colaboraram para a elaboração


deste instrumento
Ana Clarisse Alencar Barbosa
Lúcia Cristiane Moratelli Pianezzer
Monica Conzatti
Tatila Cilene Leite de Oliveira
Magali Kramer dos Santos
Daniela Bergamini Ern
Silmara Klemann
A
B
C

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .............................................. 5
1 REGULAMENTO PARA A UTILIZAÇÃO
DA BRINQUEDOTECA ................................... 7
2 OBJETIVOS DA BRINQUEDOTECA .............. 9
3 ORIENTAÇÕES .............................................. 9
PRÁTICAS ........................................................ 16
1 – Disciplina: Psicologia Geral e do
Desenvolvimento ........................................ 16
2 – Disciplina: Educação Inclusiva ................... 20
3 – Disciplina: Temas Transversais .................. 24
4 – Disciplina: Processos de Alfabetização ...... 27
5 – Disciplina: Lúdico e Musicalização
na Educação Infantil ................................... 31
6 – Disciplina: Metodologia e Conteúdos
Básicos de Matemática .............................. 35
7 – Disciplina: Metodologia e Conteúdos
Básicos de História ..................................... 40
REFERÊNCIAS ................................................ 44
ANEXO A .......................................................... 47
ANEXO B ......................................................... 49
ANEXO C ......................................................... 51
ANEXO D ......................................................... 53
ANEXO E ......................................................... 55
ANEXO F ......................................................... 57
5
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

APRESENTAÇÃO

A Brinquedoteca, no contexto da ludicidade, trata de dar


indícios de que por meio do brincar, a criança desenvolve sua
autonomia, identidade e criatividade. Nada melhor para ela do que
o adulto oportunizar diversos tipos de brincadeiras e interagir para
alcançar tal objetivo. O ato de brincar é uma atividade espontânea
e natural da criança e é benéfico, por estar centrada no prazer e
no despertar das emoções. Por meio da brincadeira, a criança se
apropria da realidade, expressando de modo simbólico suas fantasias,
desejos, medos, sentimentos, angústias e conflitos. Sentimentos
estes que fazem parte da vida cotidiana. Conforme Bomtempo (apud
AZEDO, 2010, p. 60)

Brincar exige uma dose grande de concentração


durante muito tempo e desenvolve o interesse,
a imaginação e a iniciativa. É um dos processos
educativos mais completos, uma vez que
envolve o emocional, o corporal e o intelectual
da criança. [...] enfatiza que se a brinquedoteca
é o espaço da criança, esse é o melhor lugar
para conhecê-la e observá-la de forma intensa.
Permite desvincular o brinquedo da questão do
consumo, estimulando a vivência social coletiva.

Para o Referencial Curricular Nacional para a Educação


Infantil (BRASIL, 1998), brincar é fundamental para o pleno
desenvolvimento da autonomia e identidade da criança. O fato do
ser humano poder comunicar-se desde muito cedo por meio de sons,
gestos e, logo após, poder representar um papel na brincadeira,
ajudam a desenvolver sua imaginação. E ainda de acordo com o
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL,
1998), por intermédio do brincar, podemos observar a coordenação
das experiências prévias das crianças e as reações tomadas por elas
frente a diversas situações que surgem no decorrer das brincadeiras.

Nesse sentido, a Brinquedoteca é um espaço que


se destina à ludicidade. Por meio dela, a criança tem a
oportunidade de iniciar a sua integração social e cultural,
aprendendo a conviver com os outros e posicionando-
6
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

se frente a situações do mundo que a cerca. Sendo assim, temos


como principal objetivo o resgate e a ressignificação de brinquedos
e brincadeiras que serão vivenciados na Brinquedoteca, buscando
uma construção de um processo educativo prazeroso e de qualidade.

A equipe do NEAD, composta por professoras Tutoras Internas


do curso de Pedagogia, elaborou este manual com o objetivo de
orientar os Professores-Tutores Externos sobre o uso e as práticas
que serão vivenciadas pelos acadêmicos do curso de Licenciatura em
Pedagogia, na Brinquedoteca, buscando o aperfeiçoamento contínuo
dos mesmos, em suas áreas de atuação.
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

1 REGULAMENTO PARA A UTILIZAÇÃO DA BRINQUEDOTECA

CAPÍTULO I
DA CONSTITUIÇÃO

Art. 1º - Constitui-se em uma Brinquedoteca do Curso de Licenciatura


em Pedagogia:

I - Espaço com materiais para Brinquedoteca.

CAPÍTULO II
DOS OBJETIVOS

Art. 2º - A Brinquedoteca na UNIASSELVI tem por objetivo permitir ao


acadêmico pensar, discutir, analisar e investigar o valor do brinquedo
e das brincadeiras no desenvolvimento da criança, sendo um espaço
para ampliar o processo de aprendizagem e desenvolver pesquisas que
apontem a relevância dos jogos, brinquedos e brincadeiras no processo
educativo.

CAPÍTULO III
DOS PRINCÍPIOS

Art. 3º - Constituem princípios do Laboratório:

I - buscar a excelência em suas áreas de atuação;


II - aperfeiçoar continuamente os acadêmicos;
III - proporcionar os meios necessários para o desenvolvimento de
conhecimentos científicos aos acadêmicos através do exercício de suas
habilidades, tais como: a criatividade, a iniciativa, o raciocínio lógico, a
síntese e os sensos de análise e crítica;
IV - contribuir para a conceituação de jogo, brinquedo e brincadeira e
sua importância na educação;
V - formar profissionais que valorizem o lúdico;
VI - desenvolver pesquisas que apontem a relevância dos jogos,
brinquedos e brincadeiras para a educação.
CAPÍTULO IV
DOS USUÁRIOS
8
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Art. 4º - São usuários do Laboratório:

I - Acadêmicos do Curso de Licenciatura em Pedagogia;


II - Professores-Tutores Externos;
III - Crianças da Comunidade.

CAPÍTULO V
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

Art. 5º - São atribuições dos Professores-Tutores Externos, que utilizam


o Laboratório:

I - definir, encaminhar, orientar e acompanhar a atividade prática;


II - utilizar a Brinquedoteca mediante reserva antecipada através de
formulário de reserva, com as seguintes providências:
a) reservar a aula prática com antecedência;
b) comunicar irregularidades ao Articulador do Polo;
c) manter as estantes dos jogos e brinquedos organizadas;
d) responsabilizar-se pelo zelo e integridade dos materiais durante a
realização das atividades.

Art. 6º - Cabe aos acadêmicos em atividades de ensino/pesquisa:

I - zelar pelo patrimônio da Brinquedoteca;


II - comunicar irregularidades ao Professor-Tutor Externo;
III - apresentar a autorização do articulador e do Professor-Tutor para
realizar atividades práticas fora dos horários preestabelecidos.

CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 7º - O empréstimo ou a transferência de materiais deve ser feito


através de formulário específico, autorizado pelo responsável do Polo
de Apoio Presencial.

Art. 8º - Os casos omissos serão resolvidos pelo responsável


do Polo de Apoio Presencial.
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Art. 9º - Este Regulamento entra em vigor na data de sua aprovação.

2 OBJETIVOS DA BRINQUEDOTECA

Permitir aos acadêmicos pensar, discutir, analisar e investigar o


valor do brinquedo e das brincadeiras no desenvolvimento da criança,
sendo um espaço para ampliar os processos de reflexão, análise,
aprendizagem e desenvolvimento de pesquisas que apontem a
relevância dos jogos, brinquedos e brincadeiras para a educação.

3 ORIENTAÇÕES

ü As atividades devem ser desenvolvidas no 1º momento do 2º


encontro das disciplinas (podendo ter crianças ou na falta delas,
realizando simulações com os acadêmicos do próprio grupo). As
disciplinas contempladas pela Brinquedoteca serão as seguintes:
Psicologia Geral e do Desenvolvimento, Educação Inclusiva, Temas
Transversais, Processos de Alfabetização, Lúdico e Musicalização
na Educação Infantil, Metodologia e Conteúdos Básicos de
Matemática e Metodologia e Conteúdos Básicos de História.

ü Já no 2º momento, do 1º encontro, o professor Tutor Externo deverá


orientar os seus acadêmicos a planejarem em pequenos grupos o
“Roteiro da Atividade” a ser aplicado no 1º momento do 2º encontro.

ü É importante o professor Tutor Externo incentivar a busca por


Referências Bibliográficas que servirão de consulta nos grupos que
serão formados para a construção do texto fundamentado “Roteiro
da Atividade”, bem como, das atividades que serão escolhidas
pelos acadêmicos. O professor Tutor Externo poderá solicitar
este material de pesquisa aos acadêmicos no encontro anterior
ao início das disciplinas escolhidas para as dinâmicas a serem
desenvolvidas na Brinquedoteca.
10
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

ü O professor Tutor Externo deverá sortear um destes grupos para


a apresentação da prática aos demais acadêmicos no espaço da
brinquedoteca, lembrando que a presença de crianças é opcional,
mediante a autorização obrigatória dos pais ou responsáveis pelas
mesmas.

ü Independentemente de apresentarem a prática aos demais


acadêmicos, todos deverão estar munidos de seus “Roteiros da
Atividade” desenvolvidos nos grupos, previamente preenchidos e,
posteriormente de seu “Relatório da Atividade” feito individualmente,
em que deverão aparecer descritos os objetivos alcançados
(ou não) e os conceitos relacionados com a prática em questão
(desenvolvida na brinquedoteca), quer seja do ponto de vista do
grupo que aplicou, quanto dos grupos que apenas observaram.
OBS.: Professor Tutor Externo, sugerimos que haja uma espécie de
revezamento entre os grupos, em cada disciplina, para que ao final,
todos tenham a oportunidade de vivenciar na prática a aplicação
das atividades na Brinquedoteca.

ü Nestas disciplinas, a nota da 1ª avaliação será o “Relatório da


Atividade” escrito individualmente a partir da dinâmica desenvolvida
na Brinquedoteca e dos conceitos já estudados nos grupos durante
a construção do “Roteiro da Atividade”, ou seja, o relatório substituirá
a primeira avaliação (Tema de Redação) realizado no 2º momento
do 2º encontro.
OBS: O “Relatório da Atividade” deverá ser feito a partir dos tópicos
solicitados no modelo (Anexo B).

ü Nas demais disciplinas, a Brinquedoteca pode e deve ser utilizada,


mas não haverá nota vinculada a atividade.

ü Os modelos de “Roteiro e Relatório da Atividade” encontram-


se em anexo neste manual e também, disponíveis no ambiente
virtual de aprendizagem (material de apoio) das disciplinas aqui
contempladas.

ü Sugerimos a confecção de uma “Biblioteca de


Atividades”, onde você professor Tutor Externo, poderá
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

elaborar um arquivo coletivo, juntamente com o articulador, com as


atividades desenvolvidas em seu pólo. Essa biblioteca pode tornar-
se fonte de pesquisa para os demais acadêmicos.

ü Ao término de sua disciplina, o professor Tutor Externo deverá


responder a chave de correção (Anexo C) conforme a sugestão de
gabarito de correção (Anexo D) baseado no “Roteiro da Atividade”
construído nos grupos e no “Relatório da Atividade” desenvolvida
durante o 2º momento do 2º encontro, individualmente pelo
acadêmico.
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

ü A nota do acadêmico é cumulativa respeitando todas as etapas do


processo, conforme (Anexo C).

ü Antes de realizar a avaliação (2º momento do 2º encontro), é


fundamental fazer um feedback das atividades e discutir com
os acadêmicos, questões relativas às dinâmicas: envolvimento
e participação das crianças, interação (entre as crianças e os
acadêmicos), conceitos, resultados obtidos, etc.

ü Para facilitar a compreensão destas orientações e da dinâmica/


divisão envolvendo as aulas, criamos uma síntese dos encontros
referentes a Brinquedoteca:
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA
SÍNTESE DA DINÂMICA DOS ENCONTROS
COM A ATIVIDADE DA BRINQUEDOTECA
HORÁ- PRIMEIRO SEGUNDO TERCEIRO QUARTO
RIO ENCONTRO ENCONTRO ENCONTRO ENCONTRO
AULA AULA AULA AULA

Apresentação da Dis- Apresentação Discussão e Discussão


ciplina (DVD). Apre- da dinâmica explicações e correção
sentação do Plano do grupo gerais referentes das auto-
de Ensino (Ementa, sorteado na ao conteúdo atividades
Estrutura, Atividades). Brinquedoteca. da Unidade 2, referentes
Explicações gerais Discussão e correção das à Unidade
referentes aos conte- eventuais es- autoatividades 3 e esclare-
1º údos da Unidade 1. clarecimentos referentes à cimento de
MO- Apresentação da sobre a prática Unidade 2 e es- eventuais
MENTO Brinquedoteca aos realizada. Ex- clarecimento de dúvidas.
acadêmicos. plicações ge- eventuais dúvi- Revisão
rais referentes das. Explicações geral dos
à autoativida- gerais referentes conteúdos
de da Unidade aos conteúdos da disciplina
1. Início das da Unidade 3. e Brinquedo-
explicações teca.
referentes aos
conteúdos da
Unidade 2.
INTERVALO INTERVALO INTERVALO INTERVALO
Apresentação da AVALIAÇÃO AVALIAÇÃO AVALIAÇÃO
Brinquedoteca aos “Relatório da (Avaliação FINAL
acadêmicos.Explica- Atividade” Individual sem (Avaliação
ções e orientações feito em forma consulta – Uni- Individual
aos acadêmicos de redação. dade 2). sem consulta
sobre a dinâmica (ANEXO B) – todas as
a ser desenvolvida unidades).
na Brinquedoteca.
Socialização do

conteúdo abordado
MO-
na disciplina, confor-
MENTO
me manual. Divisão
da turma em grupos
para a construção do
“Roteiro da Atividade”
e sorteio do grupo
que irá apresentar a
dinâmica no 2º en-
contro do 1º momen-
to. (ANEXO A)
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Professor Tutor Externo, incentive os acadêmicos a


acessarem o AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem),
clicando em Material de Apoio das disciplinas contempladas
pela Brinquedoteca para obterem maiores informações
sobre as temáticas que serão abordadas neste manual,
bem como, ter acesso a outros materiais vinculados ao
uso da Brinquedoteca e sua relevância na Educação. Neste
ambiente, os acadêmicos encontrarão material teórico,
sugestões de sites, livros, dvd’s, artigos, reportagens etc.

Para tanto, cabe aos acadêmicos, atenção


especial no que diz respeito a:

§ Possuir um bom conhecimento material


técnico, psicológico, pedagógico, histórico,
cultural, dos jogos e brinquedos e atualizar
esses conhecimentos.
§ Propor material lúdico condizente às
normas de segurança.
§ Ter jogos e brinquedos em bom estado,
completos, bem condicionados e limpos.
§ Preparar a utilização dos jogos e
brinquedos.
§ Utilizar um método para arrumar os jogos e
brinquedos.
§ Estimular a acessibilidade.
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Aqui, apresentamos algumas sugestões de atividades,


que podem ser ampliadas por você, Professor-Tutor Externo,
e pelos acadêmicos.

Segundo Azevedo (2010, p. 52), “A brinquedoteca é um espaço para


favorecer a brincadeira. É um espaço onde as crianças (e os adultos)
vão para brincar livremente, com todo o estímulo e manifestação de
suas potencialidades e necessidades lúdicas. Muitos brinquedos
e materiais permitem a expressão da criatividade. Embora os
brinquedos sejam a atração principal de uma brinquedoteca, ela pode
existir, até mesmo, sem brinquedos, desde que outros estímulos às
atividades lúdicas sejam proporcionados.”

QUADRO 1 – SUGESTÕES DE ATIVIDADES


O canto
Estante de O canto O canto das A Mesa de
do “Faz de Teatrinho
Brinquedos da Leitura Invenções sucateca atividades
Conta”
Brinquedos - casinha; - com - Onde as Estante - Espaço - para as
de fácil - cozinha; tapetes, crianças onde em madei- atividades
acesso e - hospital; almofadas inventam ficam os ra com ja- escritas e
livre manu- - supermer- e muitos coisas, materiais nela para jogos de
seio, sepa- cado; livros de constroem alterna- apresen- mesa.
rados por - camarim qualidade, brinquedos tivos (re- tação de
“espécies”. com fanta- em estan- e/ou instru- ciclados) fantoches.
sias; tes acessí- mentos de e em - fan-
- escolinha; veis. sucata. contínua toches
- bonecas/ coleta. diversos e
carrinhos. máscaras.
FONTE: Azevedo (2010, p. 71-72)
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

PRÁTICAS
1 – Disciplina: Psicologia Geral e do Desenvolvimento

INTRODUÇÃO

Percebemos dentro da história da educação que o educador


tem assumido involuntariamente diversos papéis no ambiente escolar,
desde orientador, supervisor, gestor, e muitas vezes até, psicólogo.
Seguindo este viés e pensando nas áreas de atuação do psicólogo
educacional nesse processo, o educador necessita ter como norte
o conhecimento e a orientação destes profissionais para uma
melhor atuação e, automaticamente, melhoria nos relacionamentos
interpessoais entre aluno/aluno e professor/aluno.

Nesse sentido,
A psicologia da educação tem proporcionado,
a serviço dos professores e da educação em
geral, ajuda na hora de tratar desses problemas.
Ás vezes, a ajuda que a psicologia da educação
proporciona é a maneira direta à solução de um
problema; na maioria das vezes, é somente parte
da base para a solução do problema. Em outras
palavras, a psicologia da educação serve como
uma disciplina de base na educação,
da mesma maneira que as ciências
físicas servem à engenharia. O
engenheiro que projeta uma ponte ou
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

uma refinaria necessita de alguns conhecimentos


de física e de química, é claro, mas também deve
ter conhecimentos de estética, de economia e
de política. De maneira similar, os professores
deverão combinar contribuições da psicologia da
educação com o raciocínio filosófico sobre o que
é melhor para os adultos e para a sociedade, com
a consciência sociológica da dinâmica coletiva [...].
(GAGE; BERLINER apud SALVADOR et al., 1999,
p. 47-48).

Portanto, é interessante que os educadores se utilizem de


atividades que irão contribuir para essa consciência sociológica da
dinâmica coletiva, favorecendo essa relação humana e participativa.

OBJETIVOS

Avaliar como os acadêmicos conduziram a atividade, verificando se


foram capazes de:

• Despertar nas crianças a sensibilidade e o respeito em relação às


pessoas, animais e toda a diversidade na qual estão inseridos.

• Estimular o diálogo e o entendimento em torno dessa discussão.

• Sensibilizar as crianças através de um dos instrumentos de


ludicidade, a consciência de que na prática cotidiana precisamos
resgatar valores como o respeito ao próximo, a não violência, a
diversidade, buscando um agir mais humano em relação ao outro.

INSTRUMENTOS DA LUDICIDADE

• Filmes.

• Livros (contos, fábulas etc.).

• Fantoches.
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Atividade desenvolvida ou socializada no 1º momento do 2º


encontro da disciplina.

• Escolher de 6 a 8 crianças para este dia.

• Abordar um assunto que tenha como foco trabalhar “os valores


éticos”, percebendo o outro como parte integrante de sua história.

• Incentivar uma roda de conversa, logo após a socialização do


instrumento de ludicidade.

Citamos um exemplo, em relação ao tema, para contribuir


pedagogicamente com esta atividade: O filme “Lucas um intruso no
formigueiro”.

Sinopse

Deixado nas mãos da irmã mais velha e da avó obcecada por Óvnis,
o pequeno Lucas enfrenta maus bocados durante a viagem de férias
dos pais. Tudo porque não aguenta mais um garoto da vizinhança.
Para descontar a raiva, ele inunda um formigueiro no jardim de sua
casa com a mangueira, além de judiar dos animais. O estrago feito
na casa das formigas causa revolta nesses animais, que tentam
encontrar uma maneira de se vingar do garoto.

“O Destruidor”, como as formigas o chamam, acaba sendo alvo dos


planos dessas formigas que encontram uma maneira de deter o seu
inimigo. Uma das formigas conhecido como Zoc é o mago dessa
comunidade, este cria uma poção capaz de fazer o garoto ficar do
tamanho de uma formiga. Ele é então sequestrado e levado até a
rainha, que condena Lucas, um Intruso no formigueiro a prestar
serviços para a comunidade. No formigueiro, Lucas não aprende
somente sobre trabalho em equipe, amizade, coragem e o valor da
comunidade, mas também sobre abuso de poder. Quando
olhava para as formigas e as menosprezava por serem
pequenas e aparentemente insignificantes, ele achava que
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

tinha o direito de fazer o que quisesse com elas. Somente quando


vê os desdobramentos de suas ações é que começa a pensar que
talvez essa não seja a melhor atitude a tomar. Portanto, o fato de ter o
poder ou de estar em situação vantajosa não lhe dá o direito de fazer
uso dessas condições, ressalta o diretor do filme.

Adaptado de: Disponível em: <http://wagnerstematutinoescolaarapua.blogspot.


com/2010/04/filme-lucas-um-intruso-no-formigueiro.html>;
<http://www.cinekids.net78.net/lucas-um-intruso-no-formigueiro/>. Acesso em: 20
maio 2011.

ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO

O Professor-Tutor Externo deverá seguir os seguintes critérios para a


avaliação, de acordo com a chave de correção (Anexo C):

• O “Roteiro da Atividade” a ser desenvolvida nos grupos, onde estão


descritas todas as etapas do processo.

• O tema utilizado e os recursos disponibilizados (livros e ou DVDs).

• A conduta da dinâmica dos grupos que devem estar descritas


no “Relatório da Atividade” (como os acadêmicos iniciaram a
abordagem do tema, conduziram e concluíram as atividades, bem
como, o envolvimento das crianças/participantes em relação ao
tema).
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MANUAL DA BRINQUEDOTECA

2 – Disciplina: Educação Inclusiva

INTRODUÇÃO

Dentro do processo histórico da Educação Inclusiva,


as pessoas com necessidades educacionais especiais foram
consideradas inúteis, incapazes, ou melhor, sem função alguma
durante muitos anos. A sociedade restringia essas pessoas e
atribuíam à deficiência um problema de ordem divina e como se
estivesse ligado a algum tipo de punição.

Reportando-nos a Esparta, onde a força física era de grande


valia, os imaturos, os fracos e os defeituosos eram propositalmente
eliminados. Os romanos descartavam as crianças deformadas e
indesejadas em esgotos (ARANHA, 2007). Além disso, outros eram
presos em clausuras na forma de hospício, durante anos.

Tendo em vista o processo de igualdade


social e o direito de cidadão, hoje a
relação da pessoa com deficiência na
sociedade está em transformação, pois a
palavra inclusão passou a fazer parte de
vários segmentos, da educação, desde a
inserção no mercado de trabalho ou na
discussão da acessibilidade em geral.
21
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

De acordo com Oliveira (2010, p. 71), “[...] a educação inclusiva


é muito mais do que somente incluir as pessoas com necessidades
especiais no ensino regular, mas, também, promover estratégias
para que elas permaneçam como também progridam no processo de
aprendizagem e desenvolvimento.”

Uma dessas estratégias é a Brinquedoteca, recurso este que


possibilitará a inclusão de todas as crianças, com ou sem deficiência no
processo de ensino e aprendizagem, eliminando assim, obstáculos que
impedem as escolas de se abrirem às diferenças.

OBJETIVOS

Avaliar como os acadêmicos conduziram a atividade, verificando se eles


foram capazes de:

• Despertar nas crianças a percepção e o respeito em relação às pessoas


com necessidades especiais que encontrarão em suas vidas;

• Estimular o diálogo e o entendimento em torno dessa discussão;

• Sensibilizar as crianças através da brincadeira para um agir mais


humano em relação ao outro.

Caro Professor-Tutor Externo! Conduza seus


acadêmicos à seguinte reflexão: Ensinar é marcar
um encontro com o outro e a inclusão escolar
provoca, basicamente, uma mudança de atitude
diante do outro, esse que não é mais um indivíduo
qualquer, com o qual topamos simplesmente na
nossa existência e/ou com o qual convivemos
certo tempo de nossas vidas. Mas é alguém que é
essencial para a nossa constituição como pessoa
e como profissional, que nos mostra os nossos
limites e nos faz ir além. (MANTOAN, 2003, p. 28).
22
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

INSTRUMENTOS DA LUDICIDADE

• Bonecas desmontáveis.

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Atividade desenvolvida ou socializada no 1º momento do 2º encontro


da disciplina.

• Escolher 6 (seis) crianças para este dia.

• Desencaixar a perna de uma ou duas bonecas, o braço de outras


duas e vendar os olhos do restante.

Caro Professor-Tutor Externo!


Explique aos acadêmicos que
as crianças precisam encontrar
as bonecas desta forma ao
chegarem à Brinquedoteca,
sendo importante guardar
as peças retiradas para que
sejam remontadas antes de
serem guardadas.

• As bonecas são deixadas no meio da Brinquedoteca, juntamente


com outros assessórios (roupinhas, sapatinhos, etc.) e convidam-
-se as crianças para brincar com elas.

• No momento em que as crianças notarem a falta do membro e a


venda nos olhos, deve-se estimulá-las a falar sobre essas diferen-
ças, fazendo com que expliquem como brincar com essas bonecas.

• Buscar dinamizar a discussão para a vida real, ressaltando o pro-


cesso de inclusão e respeitando as diferenças.

• Ao término da discussão, deixar um tempo livre para que


elas façam uso de outros brinquedos.
23
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Caro Professor-Tutor Externo! Incen-


tive os acadêmicos a registrarem com
fotos esses momentos de interação.

ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO

O professor-Tutor Externo deverá seguir os seguintes critérios para a


avaliação, de acordo com a chave de correção (Anexo C):

• O “Roteiro da Atividade” a ser desenvolvido nos grupos antes da


dinâmica.

• A conduta da dinâmica dos grupos que devem estar descritas no


“Relatório da Atividade” (como os acadêmicos iniciaram a abordagem
do tema, conduziram as atividades, concluíram e coordenaram a
discussão; o envolvimento das crianças/participantes no debate,
contribuições, casos etc).

• OBS: Neste item, professor Tutor Externo, um feedback, envolvendo


os acadêmicos, é bem importante.
24
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

3 – Disciplina: Temas Transversais

ÉTICA

INTRODUÇÃO

Os Temas Transversais têm como objetivo contribuir para a


reflexão de assuntos que afetam diretamente a sociedade e formar
cidadãos mais conscientes e críticos em relação à realidade em que
vivem.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), “[...] por tratarem de


questões sociais, os Temas Transversais têm natureza diferente das
áreas convencionais. Sua complexidade faz com que nenhuma das
áreas isoladamente, seja suficiente para abordá-los. Ao contrário, a
problemática dos Temas Transversais atravessa os diferentes campos
do conhecimento”. (2001, p. 36).

Nesse sentido, os Temas Transversais, correspondem a


questões importantes, urgentes e presentes sob várias formas na vida
cotidiana. O currículo escolar ganha uma dimensão mais flexível e
aberta a novos temas, priorizando-os e contextualizando-os
de acordo com as diferentes realidades locais ou regionais.
25
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Os temas propostos são: Ética, Meio Ambiente, Pluralidade


Cultural, Saúde e Orientação Sexual.

Assim, de acordo com Siegel (2005), “Todos estes Temas


Transversais expressam conceitos e valores considerados
fundamentais para o exercício da democracia e da cidadania. São
temas amplos que abrangem todo o país. Ademais, os referidos
Temas Transversais são objetos de muitas discussões na sociedade,
podendo provocar o dissenso e o confronto de ideias”.

OBJETIVOS

• Incentivar os acadêmicos a utilizarem os recursos da Brinquedoteca


para trabalhar um Tema Transversal.

• Avaliar a criatividade e a dinâmica utilizada pelos acadêmicos para


abordar o tema, com as crianças, de forma lúdica e criativa.

INSTRUMENTOS DA LUDICIDADE

• Livros de literatura infantil.

• Filmes.

• Outros materiais que possam vir a ser utilizados.

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Atividade desenvolvida ou socializada no 1º momento do 2º encontro


da disciplina.

• Escolher no mínimo 6 (seis) crianças para este dia.

• Eleger um assunto que condiza com os Temas Transversais (Ética,


Meio Ambiente, Pluralidade Cultural, Saúde e Orientação Sexual).

Citaremos alguns exemplos, em relação ao tema Saúde,


para contribuir pedagogicamente com esta atividade.
26
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Nesse sentido, Professor-Tutor Externo, incentive os acadêmicos


para que:

• Alertem os alunos sobre os alimentos prejudiciais à saúde. De que


forma?
• Brincando de casinha na escolha e preparo de alimentos.
• Brincando de médico e envolvendo a saúde e/ou doença, como
consequência dos maus hábitos alimentares.
• Criando um mercadinho e auxiliando na compra consciente dos
alimentos.
• Abordando a obesidade infantil.
• Realizando um piquenique saudável com as crianças.
• Preparando receitas.
• Construindo cartazes com figuras de alimentos, classificando-
os em industrializados, naturais, grãos, vegetais, etc. Criando
cartazes/regras de alimentos que podem comer sempre (frutas,
verduras, pães) numa sinalização VERDE, só de vez em quando,
com atenção (balas, chocolates, sorvetes) em AMARELO e não
deveríamos comer (frituras e gorduras) em VERMELHO – como um
“semáforo”. Pode-se fazer também teatro de fantoches para este
último exemplo que lhes sugerimos.

ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO

O Professor-Tutor Externo deverá seguir os seguintes critérios para a


avaliação, de acordo com a chave de correção (Anexo C):

• O “Roteiro da Atividade” a ser desenvolvida nos grupos, onde estão


descritas todas as etapas do processo.

• O tema utilizado e os recursos disponibilizados (livros, DVDs,


fantoches, desenhos, recortes etc.).

• A conduta da dinâmica dos grupos que devem estar descritas no


“Relatório da Atividade” (como os acadêmicos iniciaram a abordagem
do tema, conduziram e concluíram as atividades, bem como, o
envolvimento das crianças/participantes nas brincadeiras,
teatros, contribuições, casos específicos etc.).
27
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

4 – Disciplina: Processos de alfabetização

A E I O U

INTRODUÇÃO

O aprendizado da língua escrita não é exatamente o mesmo


da leitura. A escrita apresenta desafios intelectuais para a criança,
por isso, quando falamos de alfabetização, a complexidade é muito
grande. Há diversos caminhos a serem seguidos e, independente
dos caminhos que vamos percorrer, são estabelecidas diferentes
formas, positivas ou negativas, que nos fazem refletir antes de agir.

Para Ferreiro apud Ribeiro (1999, p. 78)

Alfabetizar é pensar, a descobrir, criar, contribuir,


agir. É ação mais bonita e compensadora. É
conscientizar a criança de que ela própria faz as
coisas, constrói seu conhecimento. É ensinar a
descobrir para continuar se revelando pela vida
inteira em busca de um saber mais profundo
para construir um mundo mais novo.

Nesse sentido, o desenvolvimento da escrita não é algo


linear em todas as regiões do mundo, ela não acontece da
28
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

mesma forma em todos os lugares. A leitura e a escrita são atividades


sociais básicas para o ingresso e a participação do sujeito na sociedade
letrada em que vive e, nesse sentido, o professor alfabetizador tem o
desafio de proporcionar já nas séries iniciais, situações que favoreçam
e contribuam para a alfabetização do aluno, não desmerecendo o
conhecimento prévio e as vivências já adquiridas por ele.

Basta partir da realidade da criança e de seu


pequeno mundo e convidá-la a falar a respeito.
Naturalmente, será necessário obter a sua
adesão, e fazer com que ela se abra, se solte.
A fala que brotará dos seus lábios será a sua
leitura de mundo. O seu meio de expressão
pode variar: a música, o canto, a dança, a
expressão corporal, a mímica, o desenho, a
pintura. (MAROTE & FERRO, 1998, p. 54).

Para tanto, cabe ao professor instigar, despertar a curiosidade


e os interesses de leitura em cada criança enriquecendo os processos
de autoformação no sujeito leitor.
[...] a professora aproveita a oportunidade e
lança mão de um recurso fundamental para o
registro das experiências e ideias das crianças.
Ela se torna escriba, e vai organizando na lousa
o que as crianças falam. Vai surgindo o primeiro
texto coletivo da turma.
[...] Como interlocutora e escriba, a professora
imprime também um caráter ao texto. Ela não
se anula dessa relação. Ela assume a relação
de ensino que sustenta e dá sentido a sua tarefa
de ensinar. Nesse contexto, a escrita não é uma
mera transcrição da fala, e o texto não é uma
“gravação do que foi dito. (SMOLKA, 2003, p.
95).

De acordo com o que acabamos de ler e em sintonia com o


Caderno de Estudos “Processos de Alfabetização”, sugere-se que os
acadêmicos representem a construção da escrita e os movimentos
que favoreçam a aprendizagem, utilizando-se do espaço e dos
objetos que compõem a Brinquedoteca, como apoio
pedagógico, levando as crianças à reflexão, análise,
discussão e construção dos processos de alfabetização
29
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

por meio de brinquedos ou brincadeiras.

OBJETIVOS

• Propor aos acadêmicos que utilizem a Brinquedoteca e seus


recursos para realizar uma atividade envolvendo o tema proposto:
A construção da escrita como atividade desafiadora.

• Desenvolver com o grupo possibilidades de construção da escrita


utilizando recursos pedagógicos inseridos na Brinquedoteca,
envolvendo várias representações de Gêneros Textuais.

INSTRUMENTOS DA LUDICIDADE

• O que estiver disponível na Brinquedoteca, bem como: alfabeto


móvel, livros, jogos, brinquedos, revistas e outros.

• É interessante que se construa a escrita utilizando os mais variados


materiais e organizando os “Cantinhos”, de forma a contribuir para
o planejamento e desenvolvimento da atividade proposta.

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Atividade desenvolvida ou socializada no 1º momento do 2º


encontro da disciplina.

• Escolher, no mínimo, 5 (cinco) crianças para este dia, com idade


superior a 5 anos.

• Montar um livro com imagens de revistas (escolhidas pelas crianças)


com material alternativo. Exemplo: caixa de leite, papelão, cartolinas
etc.

• Construir um texto coletivo, com o grupo de crianças, utilizando o


livro de imagem já montado. Neste movimento, os acadêmicos
serão os escribas, representando a escrita em um painel.
30
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO

O Professor-Tutor Externo deverá seguir os seguintes critérios para a


avaliação, de acordo com a chave de correção (Anexo C):

• O “Roteiro da Atividade” a ser desenvolvido nos grupos antes da


dinâmica.

• A conduta da dinâmica dos grupos que devem estar descritas no


“Relatório da Atividade” (a atividade planejada pelos acadêmicos;
a participação e interesse das crianças/participantes; as relações
e interações entre os participantes e os acadêmicos; a exploração
adequada e a organização atraente dos “Cantinhos” distribuídos na
Brinquedoteca, visando o alcance dos objetivos propostos.).

• Este registro poderá ficar arquivado na Brinquedoteca para futuras


pesquisas.

ATENÇÃO

Caro Professor-Tutor Externo! Não se


esqueça de realizar o feedback com os seus
acadêmicos e incentivá-los a acessarem o AVA,
clicando em Material de Apoio, selecionando
a Disciplina que será abordada na
Brinquedoteca, em busca de material ou
suporte teórico para as atividades
desenvolvidas.
31
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

5 – Disciplina: Lúdico e Musicalização na Educação Infantil

Chegou
a hora de cantar e
dançar, pessoal!
OBA!

INTRODUÇÃO

Para Bréscia (2003), a musicalização é um processo de


construção do conhecimento, que tem como objetivo despertar e
desenvolver o gosto musical, procurando o despertar da sensibilidade,
criatividade, senso rítmico, do prazer de ouvir música, da imaginação,
memória, concentração, atenção, autodisciplina, do respeito ao
próximo, da socialização e afetividade, também contribuindo para
uma efetiva consciência corporal e de movimentação. As atividades
de musicalização permitem que a criança conheça melhor a si
mesma, desenvolvendo sua noção de esquema corporal, e também
permitem a comunicação com o outro. Barreto (2000) afirma que
atividades podem contribuir de maneira indelével como reforço no
desenvolvimento cognitivo/linguístico, psicomotor e sócio-afetivo da
criança.

A disciplina de “Lúdico e Musicalização na Educação Infantil”


tem como objetivo evidenciar a musicalização como estratégia
pedagógica e ferramenta educativa no estímulo às
múltiplas inteligências. Sendo assim, de maneira lúdica,
vamos vivenciá-las na Brinquedoteca.
32
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

OBJETIVOS

• Motivar os acadêmicos a trazerem temas que tenham a música como


elemento da aprendizagem.

• Incentivar os acadêmicos a criarem com as crianças diferentes ritmos


musicais, com instrumentos de sucata.

• Convidar os acadêmicos à busca constante de fundamentação


teórica, nas mais diversas fontes bibliográficas.

• Favorecer a percepção dos acadêmicos em relação à música


e à musicalização, como elementos contribuintes para o
desenvolvimento da inteligência e a integração do ser.

• Levar os acadêmicos a perceberem como a musicalização pode


contribuir com a aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento
cognitivo/ linguístico, psicomotor e sócio-afetivo da criança.

INSTRUMENTOS DA LUDICIDADE

- Utilizar a Brinquedoteca e os recursos que ela dispõe.

- Materiais alternativos (reciclados).

- Instrumentos musicais.

- Livros e internet para pesquisa.

- Cds e Dvds.

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Atividade desenvolvida ou socializada no 1º momento do 2º encontro


da disciplina.

• Escolher no mínimo 10 (dez) crianças para este dia.

• Utilizar como recurso a Brinquedoteca e seus mobiliários:


bandinha, tapetes, bolas etc.
33
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

• Trazer cantigas populares da região, se possível, para serem


socializadas com as crianças convidadas.

• Realizar brincadeiras cantadas para favorecer a socialização.

• Confeccionar instrumentos musicais, com material alternativo,


procurando valorizar a cultura local, onde estes poderão ser
manipulados na Brinquedoteca, pelo grupo de crianças convidadas
(conforme o espaço do ambiente).

Citaremos alguns exemplos para contribuir pedagogicamente


com esta atividade. Nesse sentido, caro Professor-Tutor Externo,
incentive os acadêmicos a:

• Explorar sons e movimentos diversos com as crianças.

• Provocar sons com o próprio corpo: soprar, estalar a língua, estalar


os dedos, bater os pés no chão, bater um pé no outro, bater as
mãos no próprio corpo ou em objetos, etc.

• Manipular objetos que provoquem ruídos, batendo, sacudindo,


raspando, amassando, apertando. Utilizar objetos tais como:
latinhas contendo pedrinhas ou grãos, reco-reco, língua-de-sogra,
folha de papel etc.

• Bater palmas ao som de uma canção. Parar assim que ela termina.

• Fazer movimentos como andar e saltar, ao som de um estímulo


sonoro. Quando este cessar, as crianças param o movimento.

• Dançar e parar sucessivamente, seguindo um estímulo sonoro


(músicas e cantos). Variação: dançar seguindo ritmos lentos e
rápidos.
34
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO

O Professor-Tutor Externo deverá seguir os seguintes critérios para a


avaliação, de acordo com a chave de correção (Anexo C):

• O “Roteiro da Atividade” a ser desenvolvido em sala nos grupos e


apresentado previamente ao professor Tutor Externo.

• A conduta da dinâmica dos grupos que devem estar descritas


no “Relatório da Atividade”. Como os acadêmicos iniciaram a
abordagem sobre musicalização; como conduziram e concluíram a
dinâmica; a percepção de aprendizagem das crianças/participantes
envolvidos no processo, verificando se conseguiram identificar e
utilizar os diferentes instrumentos musicais, bem como, participar
das músicas e brincadeiras cantadas.

• Este registro poderá ficar arquivado na Brinquedoteca para futuras


pesquisas.

Caro Professor-Tutor Externo! Incentive


os acadêmicos a fazerem uma pequena
apresentação com as crianças,
realizando a filmagem em DVD, para
posteriormente socializá-la em sala de
aula, para os demais acadêmicos. Se
for necessário, os acadêmicos poderão
fazer um pequeno registro escrito, estilo
sinopse, relatando a experiência na
Brinquedoteca. É interessante manter
um arquivo destes registros com fotos
para futuras consultas na Brinquedoteca.
QUE TAL?
35
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

6 – Disciplina: Metodologia e Conteúdos Básicos de


Matemática

3 3

INTRODUÇÃO

A Brinquedoteca tem sido vista como um espaço que revitaliza


e valoriza a construção afetiva, social e cognitiva da criança com idades
variadas. Assim, conforme Santos (2009, p. 14) “[...] a brinquedoteca é
um testemunho de valorização da atividade lúdica das crianças”.

Portanto, pensando na disciplina “Metodologia e Conteúdos


Básicos de Matemática”, o acadêmico precisa ter consciência de que
os conceitos matemáticos fazem parte da rotina diária de crianças,
jovens e adultos.

Para tanto, o ensino de Matemática prestará


sua contribuição à medida que forem
exploradas metodologias que priorizem a
criação de estratégias, a comprovação, a
justificativa, a argumentação, o espírito crítico,
e favoreçam a criatividade, o trabalho coletivo,
a iniciativa pessoal e a autonomia advinda
do desenvolvimento da confiança na própria
capacidade de conhecer e enfrentar desafios.
(BRASIL, 2001, p. 31).

Essas noções devem ser adquiridas já nas primeiras Séries


Iniciais do Ensino Fundamental, em que o professor tem a chance
de desafiar e questionar seus alunos para encontrar
estratégias e soluções às questões práticas do dia a dia.
36
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Nesse sentido, a Brinquedoteca pode se tornar um ambiente


de aprendizagem riquíssimo onde aja um pequeno Laboratório de
Matemática que possa ser utilizado pelos acadêmicos e alunos da
comunidade local.

Caro Professor-Tutor Externo! Por meio


da Brinquedoteca, você pode estimular os
acadêmicos a realizarem suas atividades
com a intenção de analisar as relações
matemáticas oportunizadas com a inserção e
utilização de jogos educativos. Estes devem
estimular o conhecimento lógico-matemático
e sua interação com o outro.

OBJETIVOS

• Solicitar aos acadêmicos que construam jogos educativos alternativos


(que favoreçam o raciocínio lógico) para serem manipulados na
Brinquedoteca por um grupo de alunos matriculados no Ensino
Fundamental.

• Valorizar atividades lúdicas que tenham como interesse oportunizar


o aprender a jogar, obedecendo às regras e partindo dos princípios
da disciplina “Metodologia e Conteúdos Básicos de Matemática”.

• Avaliar a criatividade e a prática desenvolvida pelos acadêmicos na


construção desses jogos.

INSTRUMENTOS DA LUDICIDADE

• Os elementos que compõem os jogos devem ser feitos com material


resistente ao uso. Não devem representar qualquer perigo para os
jogadores, tendo atenção para o tamanho das peças e faixa etária das
crianças. Sugerimos o uso de materiais alternativos como:
madeira, caixas de papelão, caixas de fósforo, caixas de
leite, papelão, garrafas pet, latas, potes, tampas etc.
37
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Atividade desenvolvida ou socializada no 1º momento do 2º encontro


da disciplina.

• Escolher, no mínimo, 6 (seis) crianças para este dia (de 6 a 10 anos


de idade).

• Os jogos a serem praticados na Brinquedoteca devem apresentar


características específicas: jogos com regras e em grupos.

Citaremos alguns exemplos para contribuir pedagogicamente


com esta atividade. Nesse sentido, Professor-Tutor Externo,
incentive os acadêmicos para que desenvolvam jogos com
material alternativo.

• Jogo de boliche com garrafas pet numeradas - O jogador calcula


sua pontuação de acordo com as garrafas derrubadas, podendo
trabalhar adição, subtração ou multiplicação com este mesmo jogo.

• Bingo da tabuada - Os acadêmicos falam a operação e os alunos


precisam encontrar em suas cartelas, o resultado.

• Baralho da tabuada - pode ser usado também para adição e


subtração.

• Jogos de memória com operações e resultados.

• Dominó com operações e resultados.


38
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Os acadêmicos deverão construir previamente jogos


educativos para serem jogados na Brinquedoteca e, desta
forma, exercitarão entre eles, os conceitos matemáticos de
maneira lúdica e espontânea. No 1º momento do 2º encontro,
deverão escolher um grupo de alunos (máximo 6) para iniciar
a prática dos jogos confeccionados.

DICA: Estimado Professor-Tutor


Externo! Incentive os acadêmicos
a pesquisarem jogos locais ou a
criar novos jogos a partir dos que
já existem e dos que sugerimos.

ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO

O Professor-Tutor Externo deverá seguir os seguintes critérios para a


avaliação, de acordo com a chave de correção (Anexo C):

• O “Roteiro de Atividade” abordando o planejamento e os jogos que


os acadêmicos pretendem construir para as crianças, valorizando
a participação e o interesse dos envolvidos na resolução de
problemas.

• O “Relatório da Atividade” descrevendo a conduta da dinâmica:


como os acadêmicos iniciaram a abordagem do jogo, conduziram
e concluíram a atividade proposta; as relações e interações entre
os alunos e os acadêmicos; o envolvimento dos alunos, e se eles
conseguiram identificar, compreender e utilizar as regras dos jogos.

OBS: Caro Professor-Tutor Externo! Um feedback, envolvendo


os acadêmicos, é bem importante, para a reflexão e
compreensão destas atividades enquanto alternativas
pedagógicas no meio educacional.
39
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

Olá, Professor-Tutor Externo!


É importante destacar para os seus acadêmicos,
conforme leitura do Caderno de Estudos da disciplina,
que a atividade jogo contribui para o desenvolvimento da
criatividade, a realização de escolhas, a criação de suas
próprias hipóteses, estratégias de resolução de
problemas, bem como, conceitos internos como
o ato de vencer e perder.
40
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

7 – Disciplina: Metodologia e Conteúdos Básicos de História

INTRODUÇÃO

Iniciamos a nossa reflexão com a seguinte pergunta: - Qual a


relevância da história da comunidade onde o aluno está inserido para
a construção de sua identidade cultural?

Neste sentido, a abordagem sugerida tem como interesse


valorizar a compreensão da categoria básica: “cotidiano”, apresentada
no Caderno de Estudos da disciplina “Metodologia e Conteúdos
Básicos de História”, da Unidade 1.

Cordova (2010, p. 48) diz que:

É a partir do cotidiano, dos aspectos que o compõem


(trabalho, lazer, religiosidade, modos de morar, de
falar, entre outros), que o trabalho do professor na
Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino
Fundamental pode ser ressignificado, no sentido
de possibilitar uma aprendizagem em história mais
significativa, mais próxima daquilo que é vivenciado
pelo aluno.

Portanto, de acordo com o caderno estudado, temos como


estratégia utilizar o espaço da Brinquedoteca como ferramenta
pedagógica para refletir sobre a valorização e compreensão
do “cotidiano”. Essa abordagem irá possibilitar às crianças
uma aproximação do conhecimento cultural, social,
41
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

econômico e político, visando não apenas um conteúdo que precisa


ser ensinado, mas sim vivenciado por elas.

Por meio dos materiais disponibilizados na


Brinquedoteca, os acadêmicos pensarão
a história local, também, a partir de fatos
passados, tornando o aprendizado mais
significativo, por meio de uma peça teatral, com
fantoches ou cenários criados pelas crianças.

OBJETIVOS

• Incentivar os acadêmicos a valorizar a história local, construindo


uma peça teatral que será levada às crianças na Brinquedoteca,
podendo utilizar fantoches ou cenários.

• Envolver as crianças no decorrer do processo, inclusive na própria


peça teatral, como atores secundários – convidados na hora – os
atores principais serão os próprios acadêmicos.

Professor-Tutor Externo! Viabilize junto


aos acadêmicos a possibilidade
de uma apresentação deste
teatro a um grupo maior
de pessoas. Ex.: outros
alunos, pais, comunidade,
articuladores do polo,
demais acadêmicos
etc.

INSTRUMENTOS DA LUDICIDADE

• Os elementos que compõem o teatro devem ser diversificados,


contendo as principais características do jogo simbólico.
42
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

• Os materiais disponíveis na Brinquedoteca como exemplo: fantoches,


máscaras, cantinho da leitura, fantasias ou roupas antigas, podem
ser aproveitados.

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Apresentar uma peça teatral da atividade a ser desenvolvida com


outros colegas acadêmicos.

• Providenciar cenário.

• O teatro apresentado (máximo 20 minutos) deve possibilitar


a interação com as crianças, através de uma linguagem fácil,
relevante, acessível e criativa, de acordo com a faixa etária
escolhida. Sugerimos que sejam crianças de 8 a 10 anos de
idade.

ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO

O Professor-Tutor Externo deverá seguir os seguintes critérios para a


avaliação, de acordo com a chave de correção (Anexo C):

• O “Roteiro de Atividade” abordando o planejamento e a peça que


os acadêmicos pretendem apresentar às crianças, valorizando a
participação indireta e o interesse dos envolvidos.

• O “Relatório da Atividade” descrevendo a conduta da dinâmica:


como os acadêmicos iniciaram a abordagem do Tema;
conduziram e concluíram a atividade proposta; as relações e
interações entre os alunos e os acadêmicos; o envolvimento
dos alunos durante a apresentação do teatro em si e se os
mesmos conseguiram identificar e compreender a mensagem
a ser transmitida.

OBS: Caro Professor-Tutor Externo! Um feedback, envolvendo os


acadêmicos, é bem importante para a análise, reflexão e
compreensão da importância destes recursos, enquanto
alternativas pedagógicas.
43
MANUAL DA BRINQUEDOTECA


Tchau professores e articuladores
do grupo Uniasselvi! Foi um prazer
ensinar e aprender com vocês. Esperamos
que tenham gostado.

Um abraço, Dô e Teca.
44
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

REFERÊNCIAS
ARANHA, Maria S. F. Trabalho e emprego: instrumento de construção de
identidade pessoal e social. São Paulo: SORRI-BRASIL, Brasília: CORDE,
2007.

AZEVEDO, Antônia Cristina Peluso de. Brinquedoteca no diagnóstico


e intervenção em dificuldades escolares. 3. ed. Campinas, SP: Editora
Alínea, 2010.

BARRETO, Sidirley de Jesus. Psicomotricidade: educação e reeducação.


2. ed. Blumenau: Acadêmica, 2000.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação


Fundamental. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil.
Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 1.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares


Nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais.
Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 2001.

BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e


ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003.

CORDOVA, Tânia. Metodologia e Conteúdos Básicos de História.


Centro Universitário Leonardo da Vinci. Indaial: Grupo Uniasselvi, 2010.

MAROTE, João Teodoro D’Olim; FERRO, Gláucia D’Olim Marote. Didática


da Língua Portuguesa. 9. ed. São Paulo: Ática 1998.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Uma escola de todos, para todos e com
todos: o mote da inclusão. In: STOBÄUS, Claus Dieter; MOSQUERA,
Juan José Mouriño (Orgs.). Educação Inclusiva: em direção à Educação
Inclusiva. Porto Alegre: EDIPUCRS,2003.

OLIVEIRA, Tatila Cilene Leite de. Educação Inclusiva Inclusiva:


Aspectos Históricos, Legais e Filosóficos. Centro Universitário Leonardo da
Vinci. Indaial: Grupo Uniasselvi, 2010.

RIBEIRO, Lourdes Eustáquio Pinto. Para a casa ou para a sala? São


Paulo: Didática Paulista, 1999.

SALVADOR, César Coll et al. Psicologia da Educação. Porto


Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.
45
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

SANTOS, Santa Marli Pires dos (Org.). Brinquedoteca: o lúdico em


diferentes contextos. 13. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

SIEGEL, Norberto. Fundamentos da Educação: Temas Transversais e


Ética. Associação Educacional Leonardo da Vinci. Indaial: Ed. Asselvi,
2005.

SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita:


a alfabetização como processo discursivo. 11. ed. São Paulo: Cortez;
Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 2003.
(Coleção passando a limpo).

UNIASSELVI. Projeto Pedagógico: Curso de Licenciatura em Pedagogia.


Indaial, 2010.

Sites utilizados:

<http://wagnerstematutinoescolaarapua.blogspot.com/2010/04/filme-lucas-
um-intruso-no-formigueiro.html>. Acesso em: 9 maio 2011.

<http://www.cinekids.net78.net/lucas-um-intruso-no-formigueiro/>. Acesso
em: 4 abr. 2011.
47
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

ANEXO A

(ATIVIDADES 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7)

MODELO DO ROTEIRO DA ATIVIDADE:

Disciplina
Data
Tema Escolhido com justificativa
Atividades que serão desenvolvidas
Tempo necessário
Material Utilizado
Expectativas em relação às atividades (Objetivos)
Quantidade de alunos e faixa etária
Construção de um texto (fundamentado teoricamente) na atividade que foi
escolhida, dentro de cada disciplina.

Referências utilizadas:
49
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

ANEXO B

(ATIVIDADES 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7)

MODELO DO RELATÓRIO DA ATIVIDADE

(Tópicos que precisam ser abordados em forma de redação no relatório).


Acadêmico: Turma: Matrícula:

Disciplina:
A data da aplicação e/ou observação:
O Tema escolhido:
A relação entre os conceitos vistos na teoria (Roteiro da Atividade) com
a prática (Desenvolvimento/Socialização):
Se os objetivos foram alcançados (justificando a resposta):
E considerações finais: aspectos positivos e negativos da prática.
51
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

ANEXO C

(ATIVIDADES 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7)

CHAVE DE CORREÇÃO

Levando em consideração a relação que os acadêmicos devem


fazer entre os conceitos vistos na teoria com a prática, cabe a você
professor Tutor Externo, observar se os mesmos foram capazes de:
Disciplina Orga- Descre- Esta- Desen- Apro- Descrever Pontua-
nizar o ver a belecer volver veitar o o seu re- ção de
Roteiro ativi- metas em ou apri- espaço latório de acordo
da Ativi- dade relação morar o e os ins- maneira com o ga-
dade de relacio- ao tempo conhe- trumen- funda- barito de
maneira nando e aos cimento tos de mentada correção,
coe- a teoria recursos prévio ludici- de acordo logo abai-
rente e com a utilizados das dade da com a xo desta
criativa prática crian- Brinque- atividade tabela
ças doteca escolhi-
da e os
objetivos
propostos
Psicologia
Geral e do
Desenvolvi-
mento
Educação
Inclusiva
Temas
Transversais
Processos
de Alfabeti-
zação
Lúdico e
Musicali-
zação na
Educação
Infantil
Metodologia
e Conteúdos
Básicos de
Matemática
Metodologia
e Conteúdos
Básicos de
História
53
MANUAL DA BRINQUEDOTECA

ANEXO D

(ATIVIDADES 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7)

GABARITO DE CORREÇÃO (Deverá ser o mesmo para todas as


disciplinas):

CRITÉRIOS A SEREM AVALIADOS PONTUAÇÃO


Organizou o roteiro da atividade com coerência e criatividade; 2,5 - 2,1
Cumpriu todas as etapas da atividade proposta, buscando
1,5 – 1,1
unir teoria e prática.
Alcançou seus objetivos, estabelecendo metas em relação
1,5 – 1,1
ao tempo e aos recursos utilizados
Oportunizou interações entre as crianças e os demais acadê-
1,0 – 0,5
micos, valorizando o conhecimento prévio das crianças.
Aproveitou os espaços e os instrumentos de ludicidade da
1,0 – 0,5
Brinquedoteca
Fundamentou teoricamente o seu relatório de acordo com ati-
2,5 – 2,1
vidade escolhida e os objetivos propostos