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Diálogo Sobre os Dois Máximos Sistemas

Primeira confirmação
Se o movimento ocorre relativamente a uma coisa parada e uma móvel, mesmo na mal
interpretada doutrina Aristotélica, o que importa no movimento diurno é a relação entre as
estrelas e a Terra. Seria mais natural, já que há consenso em a natureza ser econômica, que o
movimento seria de poucos e não de muitos, logo, da Terra.

Segunda confirmação [143]


O movimento aparente dos errantes é preciso estar contrário ao grande movimento celeste, já
que cada um tem seu movimento particular de ocidente para oriente.
Arist. Mostra que os movimento circulares não são contrários entre si, mas contrargumentam:
não seriam dois círculos movendo-se interiormente um contra outro contrários ou opostos.
Deixam a discussão no âmbito das possibilidades

Terceira confirmação para o movimento diurno da Terra [144 Salviati 2ª fala]


A medida que um orbe é maior, sua revolução acaba num tempo mais longo, e quando menor
num tempo mais curto.
Saturno - 30 anos
Jupiter - 12 anos
Marte - 2 anos
Lua - 1 mês

Também as estrelas medicéias são um exemplo.


Pois bem, se a Terra gira em torno de seu eixo, nada disso se altera. Caso a queira parada, o
maior orbe, o das estrelas fixas, terá fazer uma revolução em 24h, desproporcionadíssima em
relação à revolução de Saturno, a mais próxima. Uma questão geométrica.

Quarta confirmação do movimento [145, fala de Salviati, meio da página]


Há uma disparidade entre o movimento das próprias estrelas fixas, já que algumas tem um
movimento enorme (próximas ao meridiano) e outras curtíssimo (próximas aos polos). O que
implica uma grande variação de velocidade periférica. (foto longa exposição)

Quinta confirmação do movimento [145, fim da página]


Que algumas estrelas que descreviam círculos máximos, com o tempo mudaram de muitos
graus, descrevendo círculos menores, e algumas que descreviam pequenos círculos até
mesmo param de mover-se por um tempo no polo (precessão dos equinócios e nutação)

Sexta confirmação do movimento [146]


Seria inverossímil a solidez da esfera das estrelas para que com ela girassem tantas estrelas
mantendo distâncias entre si com movimentos díspares, ou
Sendo o céu fluido (como acredita) que lei regulariza seus movimentos e com que finalidade -
para que na terra houvesse a impressão de serem uma esfera única. Seria mais fácil mante-las
fixas.
Sétima confirmação do movimento [146, meio da página]
Se a rotação diurna for da estrelas fixas, será necessário dotar sua esfera de força e potência
vastíssimas para movimentar esses enormes e variados corpos, além dos planetas e do ar e
fogo (conteúdo etéreo do mundo) - como somente a pequena Terra fica obstinada e renitente a
essa força.