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Romeu

e Julieta
Charles Gounod

Coro e Orquestra
Gulbenkian
Lorenzo Viotti

15 + 17 mar 2019
© ingo hoehn
Orquestra Gulbenkian
15 MARÇO
SEXTA
19:00 — Grande Auditório

17 MARÇO
DOMINGO
18:00 — Grande Auditório
Charles Gounod
Romeu e Julieta
Ópera em Cinco Atos
Libreto de Jules Barbier e Michel Carré, baseado na tragédia homónima de William Shakespeare

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Lorenzo Viotti Direção Musical
Vincent Huguet Encenação
Aurélie Maestre Cenografia
Clémence Pernoud Figurinos
Bertrand Couderc Desenho de luz
Vannina Santoni Soprano Julieta
Georgy Vasiliev Tenor Romeu
Jean Teitgen Baixo Frei Lourenço
John Brancy Barítono Mercúcio
Cecília Rodrigues Soprano Stéphano
Andrew Foster-Williams Baixo-Barítono Capuleto
Marco Alves dos Santos Tenor Tebaldo
Carolina Figueiredo Meio-Soprano Gertrudes
André Henriques Barítono Gregório
Pedro Casanova Barítono Páris
Manuel Gamito Tenor Benvólio
Jorge Matta Maestro do Coro Gulbenkian
Diogo Costa Maestro Assistente de Lorenzo Viotti
Alexei Eremin Pianista Correpetidor
Rita Gonzaga / Carolina Furtado / Daniela Santos Assistentes de Guarda-Roupa
A Fundação Calouste Gulbenkian agradece Esculturas da Coleção da Faculdade Joana Cornelsen / Siça Souza / Marcia Val Maquilhagem e Cabelos
a colaboração do Teatro Nacional de São Carlos de Belas-Artes da Universidade de Lisboa Rodrigo Araújo Contrarregra e Adereços

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gulbenkian música Estes concertos são gravados pela Rádio e Televisão de Portugal (RTP) Duração total prevista: c. 2h 50 min.
Intervalo de 20 min (após o 3.º ato)

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Charles Gounod
Paris, 18 de junho de 1818
Saint-Cloud, 18 de outubro de 1893

Romeu e Julieta
composição: 1867
estreia: Paris, Théâtre-Lyrique Impérial, 27 de abril de 1867
duração: c. 2h 50 min.

A história de amor entre Romeu e Julieta, a obra de Palestrina. Na Villa Medici, dirigida
obra-prima da literatura ocidental escrita por pelo pintor neoclássico Ingres, contactou
William Shakespeare e estreada em 1595, inspirou com Fanny, irmã de Felix Mendelssohn,
diversas obras musicais ao longo dos tempos, que o descreveu como um “ouvinte interessado
desde canções a poemas sinfónicos, bailados e e apaixonado”, talvez “romântico em excesso”,
diversas óperas. Atraiu também cineastas, como e descobriu os compositores românticos alemães.
Franco Zeffirelli (1968), cuja carreira catapultou, Estimulado pela inspiradora paisagem italiana,
ou Baz Luhrmann (1996), que colocou a ação e já anteriormente pela audição da sinfonia
numa Verona moderna do século XX. dramática Romeu e Julieta de Berlioz, projetou
Charles Gounod (1818-1893), o “compositor a composição de uma ópera baseada na história
do amor”, que durante a sua carreira oscilou dos amantes de Verona sobre o libreto de Felice
entre o apelo da vida eclesiástica e os prazeres Romani usado por Bellini em 1830. Esta ideia foi
profanos, deixou-se também seduzir por esta entretanto abandonada, encontrando terreno
trágica história que atravessou gerações. Filho fértil mais de vinte anos depois.
de um pintor e de uma pianista, cedo mostrou De regresso a Paris, Gounod tentou publicar
aptidões musicais. Os vizinhos chamavam-lhe algumas canções, mas os editores não lhe
“le petit musicien”, porque adivinhava em que deram grandes oportunidades. Desencorajado,
notas gritavam os vendedores de rua. Mesmo virou as suas atenções para a música religiosa,
após a morte do pai, sua mãe Victoire, por quem assumindo o posto de organista na capela das
revela nas Memórias de Um Artista uma profunda Missions Étrangères e ponderando mesmo integrar
admiração, investiu muito na sua educação uma ordem religiosa. Através da influência de
musical, levando-o a assistir a óperas como Pauline Viardot, foi-lhe encomendada a ópera
Otello ou Don Giovanni, que muito o marcariam. Sapho (1851). Alguns nomes importantes, como
O jovem Charles iniciou os seus estudos musicais Berlioz, reconheceram-lhe mérito e encorajaram-
com Anton Reicha, um dos mais conceituados -no, mas só em 1859, com Fausto, Gounod viria a
teóricos da época, e no Conservatório de Paris obter reconhecimento como compositor de ópera.
com o discípulo de Cherubini, Jacques Fromental Procurando dar continuidade ao sucesso de
Halévy e com Jean-François Le Sueur. Venceu Fausto, Gounod recorreu aos mesmos libretistas,
o prestigiado Prix de Rome em 1839, o que Jules Barbier e Michel Carré, e instalando-se junto
o levou à capital italiana por um período de ao mar em Saint-Raphaël, na Provença, onde se
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três anos. Como outros vencedores do prémio, isolou e mandou colocar um piano, conseguiu
durante a estadia familiarizou-se com a a inspiração necessária para pôr finalmente
música renascentista, nomeadamente com em música a tragédia de Shakespeare. Roméo et

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Juliette estreou no Théâtre Lyrique em 1867, pelo coro como numa tragédia grega, com
ano da Exposição Universal de Paris, com intervenções a cappella, ao estilo de recitativo,
grande sucesso, ofuscando Don Carlos de intercaladas com pequenos apontamentos
Giuseppe Verdi. Este sucesso não teve, contudo, orquestrais onde é descrita a “guerra sem fim”
o seguimento esperado. Criticado no início da sua entre Capuletos e Montéquios e anunciada
carreira por ser demasiado moderno, e mais tarde a sorte funesta de Romeu e Julieta que
considerado datado, conseguiu reconhecimento “esquecendo o nome que os ultraja” (“o que
no âmbito operático com Fausto, mas Mireille, há num nome?”, nas palavras de Shakespeare),
cinco anos depois, foi um fracasso, e duas outras se deixam inflamar por um mesmo amor.
obras intermédias ficaram esquecidas. Gounod O coro vai tecendo comentários e assumindo
acabou por pôr de parte os palcos e dedicar-se personagens coletivas como os convidados
novamente à música religiosa, deixando a ópera da festa ou os amigos de Romeu.
para novos compositores como Saint-Saëns, Em vez dos dois duetos convencionais entre os
Bizet ou Massenet, seus discípulos. protagonistas da ópera do século XIX, existem
O romance de Romeu e Julieta é o coração do quatro, representando cada um deles uma nova
enredo da ópera e os libretistas respeitam no situação, e são de facto os principais números da
essencial a história original. Gounod procura, ópera. Nas palavras do compositor, o primeiro
acima de tudo, o impacto emocional, mas ato que “termina brilhantemente”, o segundo
segundo Verdi, falta-lhe fibra dramática: “música “terno e sonhador”, o terceiro “animado e
maravilhosa, detalhes deslumbrantes, mas expansivo”, o quarto “dramático” e o quinto,
nenhum toque pessoal ao drama”. Considerada “trágico”, constituem uma “bela progressão”.
por vezes excessivamente sentimental, No primeiro ato sobressai o solo de Capuleto
é eminentemente poética e cheia de melodia e a valsa de Julieta, mas também a ballade onde
e ternura, mas falta-lhe porventura a verdadeira Mercúcio descreve a rainha Mab, troçando
paixão. Herdeira da grand opéra de Meyerbeer, do mau presságio de Romeu. O segundo ato
é no entanto menos enfática e mais realista. é predominantemente preenchido com a cena
Gounod explora um novo género de drama da varanda. Um dos pontos altos é a cavatina à
lírico, menos ligeiro do que a opéra comique. italiana, “Ah! lève-toi, soleil!” e o dueto “Ô nuit
Mistura elementos leves e sérios com uma grande divine je t’implore”, onde o amor de Romeu se
criatividade melódica, cheia de delicadeza e exprime com todo o seu esplendor. A cena do
criando espaço para a linguagem declamatória duelo lembra o estilo de Meyerbeer e, após a
desenvolvida mais tarde por Massenet e Debussy. morte de Tebaldo, coro e orquestra interpretam
O lirismo melódico não cede ao virtuosismo uma marcha fúnebre. O quarto ato é o que
vocal, exceto na valsa de Julieta “Je veux vivre!”, contém a melhor música da ópera, sobretudo
resultado de um pedido especial (e ainda comum o dueto “Nuit d’ Hyménée”. No último ato,
na época) de Mme. Marie Caroline Miolan- após um sofrido monólogo de Romeu, no dueto
Carvalho, protagonista na estreia e esposa final “Viens! Fuyons au bout du monde” os
do diretor do Théâtre Lyrique. amantes cantam em uníssono, em perfeita
A abertura é marcada por um solo de união, sustentados por uma orquestração rica
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trombones, apoiado por uma figuração rápida e uma progressão cromática que acentua o
nas cordas que introduzem um caráter lúgubre dramatismo do momento. A última frase, num
e agitado. Segue-se um prólogo protagonizado último fôlego, é um pedido de perdão a Deus.

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Verona, Itália.
O Coro enuncia os elementos do drama:
Montéquios e Capuletos são inimigos de longa data.
Mas os seus filhos, Romeu e Julieta, amam-se.

Ato I o seu amo. Gregório e Stéphano escaramuçam


Num grande baile no palácio dos Capuletos, enquanto surgem homens de ambas as famílias.
Tebaldo fala a Páris de Julieta, sua prima, O duelo inicia-se entre Tebaldo e Mercúcio,
que surge com o seu pai, para ser apresentada que cai morto. Romeu, determinado a vingar
à sociedade. Romeu, Mercúcio, Benvólio e seus o seu amigo, mata Tebaldo e é por isso banido
amigos, entram disfarçados. Romeu, sentindo e condenado ao exílio pelo duque de Verona.
um mau presságio, quer partir, mas Mercúcio,
sarcástico, canta uma balada sobre a rainha intervalo
Mab, rainha dos sonhos. Julieta por sua vez
canta a sua alegria de viver. Ato IV
Julieta e Romeu veem-se pela primeira vez Romeu e Julieta passam a noite juntos e, após
e apaixonam-se instantaneamente. Romeu um grande dueto, Romeu parte para o exílio.
faz-lhe uma declaração ardente, mas Tebaldo O pai de Julieta lembra-lhe do desejo de que
reentra e suspeita que Romeu, mascarado, case com Páris. Julieta, desesperada, deseja
é um Montéquio. Enquanto Tebaldo pretende morrer e procura Frei Lourenço, que lhe propõe
vingança imediata, o pai Capuleto ordena um plano: dar-lhe uma poção que a fará dormir,
que o baile continue. parecendo morta. Após deitada na cripta da
família, Romeu irá acordá-la para fugirem
Ato II juntos. Em cortejo para a capela onde vai
Romeu debruça-se na varanda de Julieta e realizar-se o casamento, Julieta cai como
comparando-a ao sol, pede-lhe que se mostre. morta, para consternação geral.
Julieta aparece, mas a passagem de um grupo
de valetes interrompe o encontro. Julieta Ato V
reaparece e propõe que se casem. Sem tempo Romeu entra no túmulo de Julieta, mas
para jurarem fidelidade, a ama Gertrudes chama julgando-a morta, pois não recebeu a carta
Julieta e os amantes separam-se dolorosamente. explicativa de Frei Lourenço, ingere veneno.
Quando ela desperta da poção veem-se uma
Ato III última vez e reafirmam o seu amor, antes
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Romeu e Julieta, acompanhados por Gertrudes, do veneno fazer efeito. Quando o seu amado
vão procurar Frei Lourenço para que celebre desfalece, Julieta apunhala-se, para se unir a
o casamento entre os dois. O padre espera que Romeu na morte, pedindo o perdão de Deus.
seja assim possível a reconciliação entre as duas
casas veronesas. Stéphano, o pajem, procura notas e sinopse de susana duarte

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Lorenzo Viotti
Maestro

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Vincent Huguet Aurélie Maestre
Encenação Cenografia

© márcia lessa
Vincent Huguet é natural de Montpellier. Aurélie Maestre estudou Artes Plásticas na
Até 2013 trabalhou com Patrice Chéreau, com Universidade da Provença e Cenografia na Escola
destaque para a encenação de Elektra (R. Strauss), Nacional Superior de Artes Decorativas, em Paris.
no Festival d’Aix-en-Provence, tendo dirigido Até 2003 trabalhou como assistente de cenografia no
as reposições em Milão, Nova Ioque, Helsínquia, gabinete de estudos do Festival d’art lyrique d’Aix-en-
Berlim e Barcelona. Colaborou igualmente Provence, tendo também assinado os seus primeiros
Lorenzo Viotti é o Maestro Titular da Dinamarquesa, a Camerata Salzburg, com Luc Bondy, Peter Sellars e Ivo van Hove. trabalhos no teatro: La Mouette, com encenação
Orquestra Gulbenkian. Natural de Lausanne, a Staatskapelle Dresden, a Gustav Mahler Em 2012 assinou a sua primeira encenação, de Philippe Calvario (Théâtre des Bouffes du Nord,
na Suíça, nasceu no seio de uma família de Jugendorchester, a Royal Philharmonic Lakmé de Delibes, na Ópera de Montpellier. 2001); Roberto Zucco, com Philippe Calvario (Bouffes
músicos de ascendência italiana e francesa. Orchestra, ou a Staatskapelle Berlin. Estreou-se Em 2015 encenou Love I Obey, na Philharmonie du Nord, Théâtre de Reims, 2003); Macbeth, com Arny
Estudou piano, canto e percussão em Lyon, à frente da Orquestra Gulbenkian em janeiro de Paris, Contes de la lune vague après la pluie Berry (Théâtre13, Paris, 2013), Le Voyage en Uruguay,
tendo sido percussionista da Filarmónica de de 2017. Em 2016 foi três vezes convidado a (X. Dayer; J.-Ph. Wurtz), na Ópera de Rouen com Daniel San Pedro (Châteauvallon, 2014)
Viena, entre outras orquestras. Em simultâneo, realizar substituições de última hora, tendo-se e na Opéra Comique, e Encor sur le pavé sonne mon e Monsieur de Pourceaugnac, com Clément Hervieu-
estudou direção de orquestra com Georg então estreado à frente da Orquestra do Real pas nocturne, para a Academia do Festival d’Aix. Léger (Théâtre de Caen, 2015). Em 2016 colaborou
Mark, em Viena, e com Nicolás Pasquet, Concertgebouw de Amesterdão, da Sinfónica Em 2016 destacam-se: To be or not to be em Le Mystère de l’écureuil bleu, uma produção da
no Conservatório Franz Liszt, em Weimar. de Viena, e da Orquestra de Câmara do Festival (Shakespeare/Purcell; V. Dumestre), em Rouen; Opéra-Comique levada à cena no Théâtre Impérial
Em 2015 venceu o prestigioso Nestlé and Salzburg de Verbier. Em agosto do mesmo ano estreou-se Les Voyages de Don Quichotte (Ravel, Strauss, Falla, de Compiègne. Outras colaborações incluem:
Festival Young Conductors Award. Anteriormente no Festival de Verão de Salzburgo, tendo então Massenet; M. Minkowski), na Ópera de Bordéus; O Amor das Três Laranjas, com encenação de Philippe
e Trois femmes (Charpentier; S. Daucé), em Caen, Calvario, Tancredi (assistente de Yannis Kokkos)
tinha já vencido o Concurso Internacional de dirigido a Orquestra Sinfónica da Rádio de Viena.
Bruges e Versalhes. Em 2017 participou na e Il burbero di buon cuore (assistente de Noëlle Ginefri),
Direção de Cadaqués e o Concurso de Direção Regressaria a Salzburgo no ano seguinte, tendo
criação de Vaille que vivre, no Festival d’Avignon, para o Teatro Real de Madrid; La Guerre des fils, com
MDR (2013). Na sequência destes sucessos, então partilhado um concerto comemorativo
com Alexandre Tharaud e Juliette Binoche, encenação de Amos Gitai (Festival d’Avignon);
foi convidado a dirigir a Sinfónica de Tenerife, com o maestro Christian Thieleman.
e encenou La vie parisienne (Offenbach; M. Passion, de Pascal Dusapin (Théâtre du Jeu de
a Filarmónica da BBC de Manchester, a Royal No domínio da ópera, Lorenzo Viotti dirigiu Minkowski), em Bordéus, e Werther (Massenet; Paume, Aix-en-Provence, 2008); Partenope (Teatro
Liverpool Philharmonic e a Orquestra Nacional La belle Hélène (Offenbach), no Théâtre du Châtelet, L. Viotti), em Klagenfurt. Já em 2018, foi o Comunale di Ferrara, 2009); Tristão e Isolda, com
de Lille. Desde então, dirigiu outras prestigiadas em Paris, La cambiale di matrimonio (Rossini), encenador de Dido e Eneias (Purcell), no Festival encenação de Giuseppe Frigeni (Ópera Nacional
orquestras como as Sinfónicas de Tóquio e Osaka, no Teatro La Fenice, em Veneza, Carmen (Bizet), d’Aix, de Romeu e Julieta (Gounod), no Teatro de Bordéus, 2015). Regressou a Aix-en-Provence
a Orquestra Nacional de França, a Sinfónica de em Klagenfurt, Rigoletto (Verdi), na Ópera de Lucerna, bem como de Ode Marítima, na para trabalhar em Elektra, com o encenador Patrice
Bamberg, a Filarmónica de Bremen, a Orquestra de Estugarda e na Dresden Semperoper, Fundação Gulbenkian. Os seus projetos para Chéreau, seguindo-se, entre outras, colaborações
do Gewandhaus de Leipzig, a Orquestra da Viva la Mamma! (Donizetti), na Ópera de Lyon, 2019 incluem a encenação de A mulher sem com Vincent Huguet, em Les Voyages de Don
Rádio de Munique, a Tonkünstler Orchestra, e Werther (Massenet), em Klagenfurt e sombra (R. Strauss), em Viena, com direção Quichotte, (Ópera Nacional de Bordéus, 2016), e com
a Filarmónica de Roterdão, a Sinfónica de Frankfurt. Lorenzo Viotti recebeu o prémio musical de C. Thielemann. o Ensemble Correspondances e Sébastien Daucé
Gotemburgo, a Sinfónica Nacional da Rádio Newcomer nos International Opera Awards 2017. no projeto Les Histoires Sacrées de Charpentier.

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Clémence Pernoud Bertrand Couderc Vannina Santoni Georgy Vasiliev
Figurinos Desenho de Luz Soprano Tenor

Clémence Pernoud diplomou-se em Criação Cénica Bertrand Couderc assina a autoria do desenho Pouco tempo depois de concluir a sua formação no Antes de se dedicar profissionalmente à carreira
na escola de design de moda ESMOD International, de luz de muitos espetáculos de teatro e ópera Conservatório Nacional de Paris, Vannina Santoni de cantor, Georgy Vasiliev completou os seus
em Paris. Foi assistente de guarda-roupa em levados à cena em prestigiados palcos como iniciou a sua carreira profissional como Donna estudos como diretor coral na Academia de Arte
produções de ópera no Festival d’Aix-en-Provence, a Staastoper Berlin, a Metropolitan Opera de Anna (Don Giovanni), personagem que interpretou Coral de Moscovo. Solista da Deutsche Oper am
onde trabalhou com Katie Mitchell, Christopher Nova Iorque, o Teatro Real de Madrid, a Wiener em Itália e Versalhes. Seguiram-se Fiordiligi (Così Rhein, em Düsseldorf, e do Novo Teatro de Ópera
Alden ou Peter Sellars. Paralelamente, assinou Staatsoper ou os festivais de Salzburgo e d’Aix- fan tutte), Eurydice (Orphée aux Enfers), Micaëla de Moscovo, apresentou-se também no Teatro
figurinos de sua autoria para diferentes projetos en-Provence. Colabora com o encenador Vincent (Carmen), Adèle (O Morcego) e Adina (L’elisir d’amore), Bolshoi de Moscovo, na Deutsche Oper Berlin,
teatrais e cinematográficos. Como criadora Huguet desde 2015, nomeadamente em Les Contes bem como Suor Angelica e Lauretta no Trittico de no Grand-Théâtre de Genève, na Opera Australia,
associada do realizador Laurent La Rosa, trabalhou de la Lune Vague, na Opéra Comique (Paris), Dom Puccini. O Capitólio de Toulouse convidou-a para na Ópera de Lille e nos Estados Unidos da América.
em projetos cinematográficos e publicitários, Quixote e La Vie Parisienne, na Ópera de Bordéus, criar o papel de Patricia Baer (também gravado em O seu repertório inclui os papéis de Rodolfo
incluindo a campanha Myrtle Beach National, nos Dido e Eneias, no Festival d’Aix, e Romeu e Julieta, DVD) na estreia mundial de Les Pigeons d’Argiles, (La bohème), Duque de Mântua (Rigoletto), Lensky
E.U.A., e o vídeo UFO. Foi em Aix-en-Provence que na Ópera de Lucerna. Mais recentemente, de Philippe Hurel. Seguiram-se novas interpretações (Evgeny Onegin), Edgardo (Lucia di Lammermoor),
Pernoud assinou os seus primeiros figurinos para realizou o desenho de luz de A sagração da de Donna Anna, na Ópera de Colónia, Leïla Romeu (Romeu e Julieta), Alfredo (La traviata),
Jean Bellorini e que conheceu Vincent Huguet, primavera de Stravinsky, com direção musical (Os pescadores de pérolas), em Nancy, e Julieta Vladimir (Príncipe Igor), Nemorino (L’elisir d’amore),
encenador com quem tem vindo a colaborar com de Mikko Franck. Em 2005 colaborou com Patrice (Romeu e Julieta), em Hong-Kong. Estreou-se no papel Pinkerton (Madama Butterfly), Vaudemont (Iolanta)
regularidade em vários projetos, incluindo Encor Chéreau na iluminação de Così fan tutte para principal de Manon, com grande sucesso, na Ópera e o papel principal em Fausto. Outros papéis do
sur le pavé sonne mon pas nocturne (Festival d’Aix, a Ópera Nacional de Paris. Seguiu-se Tristão de Monte Carlo, seguindo-se outro brilhante início seu repertório em constante crescimento incluem
2014), Love I obey (Scène Nationale d’Alençon, 2015), e Isolda de Wagner, no Scala de Milão, sob na Ópera da Bastilha como Frasquita (Carmen). Don José (Carmen), Des Grieux (Manon de Massenet),
Poème Harmonique (Ópera de Rouen, 2016), Les a direção de Daniel Barenboim. De referir Mais recentemente, Vannina Santoni interpretou Pollione (Norma) e Fernando (La favorita).
Voyages de Don Quichotte (Ópera de Bordéus, 2016) igualmente Da casa dos mortos de Janácek, ˇ a Princesa Saamcheddine (Mârouf, de H. Rabaud), São também frequentes as colaborações de Georgy
ou La vie parisienne (2017). Colaborou também com direção de Pierre Boulez, no Theater an na Ópera Nacional de Bordéus, Agnès (Nonne Vasiliev em concerto, tendo participado em festivais
com o Ensemble Correspondances e Sébastien der Wien. Colaborou também nos dois últimos Sanglante, de Gounod), na Opéra-Comique de Paris, internacionais em Moscovo, Colmar, Annecy,
Daucé no projeto Les Histoires Sacrées de Charpentier, espetáculos de Luc Bondy: Charlotte Salomo, no Violetta (La traviata), no Théâtre des Champs- San Sebastián, Utrecht e Cidade do México. O seu
e criou os figurinos para Werther, de Massenet, Festival de Salzburgo (2014), e Ivanov, no Odéon, Élysées, em Paris, e Nanetta (Falstaff ), na Ópera de repertório inclui grandes obras como o Requiem
no Stadttheater de Klagenfurt (2017). Trabalhou em Paris (2015). Com o agrupamento Pygmalion Monte Carlo. Os próximos compromisso incluem: de Verdi, Os Sinos de Rachmaninov, a 9.ª Sinfonia
também com o encenador Ted Huffman em e o maestro Raphaël Pichon, criou a iluminação a estreia como Pamina (A flauta mágica), na Ópera de Beethoven ou o Te Deum de Bruckner. Em 2016
Le premier meurtre, de Arthur Lavandier, na Ópera para Funérailles de Louis XIV (Chapelle Royale de Nacional de Paris; Antonia (Les contes d’Hoffmann), apresentou-se numa gala ao ar livre na Praça do
de Lille (2016), e com Philippe Béziat e Florent Versailles). No domínio do teatro são de referir na Ópera de Lausanne; Condesssa Almaviva, no Palácio de São Petersburgo, com Anna Netrebko,
Siaud em Pelléas et Mélisande, na Ópera de Bordéus Poussière (Lars Norén), L’éveil du printemps Théâtre des Champs-Élysées; Adina, no Capitólio Ildar Abdrazakov e Olga Peretyatko. Noutras
(2018). Atualmente está envolvida na criação (C. Hervieu-Léger) e Romeu e Julieta (Eric Ruf), de Toulouse; Donna Musica, na estreia mundial ocasiões, partilhou o palco com Nicole Car,
dos figurinos para a estreia da ópera Seven Stones, para a Comédie-Française, bem como Bouvard de Le Soulier de Satin, de Marc-Antoine Dalbavie, Jessica Pratt, Elena Mosuc, Venera Gimadieva,
de Ondrej Adámek, em julho de 2019, no festival & Pécuchet, para Jérôme Deschamps e o Théâtre na Ópera Nacional de Paris; e a estreia como Tatiana Anna Samuil, Lisette Oropesa, Joyce El-Khoury,
Festival d’Aix-en-Provence. de la Ville de Paris. (Evgeny Onegin), no Théâtre des Champs-Élysées. George Petean, Rodion Pogossov e Étienne Dupuis.

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© paul foster-williams
© gerard collett
© studio harcourt

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Jean Teitgen John Brancy Andrew Foster-Williams Cecília Rodrigues
Baixo Barítono Baixo-Barítono Soprano

Jean Teitgen estudou no Conservatório Nacional A intensa musicalidade e o poder de comunicação Andrew Foster-Williams estudou na Royal Cecília Rodrigues estudou Piano e Técnica Vocal
Superior de Música de Paris, onde foi premiado de John Brancy colocam-no entre os mais Academy of Music, em Londres. Depois de se no Instituto Gregoriano de Lisboa. Posteriormente
e se diplomou com distinção. O seu repertório solicitados barítonos norte-americanos da sua afirmar no repertório barroco, tem vindo a concluiu o Curso de Canto na Escola de Música
profissional estende-se do Barroco francês (Lully, geração. Diplomou-se pela Juilliard School de Nova desenvolver uma vibrante carreira artística, do Conservatório Nacional, com Manuela de Sá.
Desmaret, Rebel ou Francoeur) até à música Ioque e venceu a categoria de canção de câmara cativando o público com a sua versatilidade vocal Completou a Licenciatura na Escola Superior de
do século XX – Prokofiev, Stravinsky, Zemlinsky, do Concurso Internacional de Montreal 2018, e o seu natural instinto dramático. Alargando Música de Lisboa, onde frequenta atualmente
Britten. É também forte a sua ligação à ópera um triunfo que o afirmou como um intérprete de sucessivamente o âmbito das suas atuações a o Mestrado em Ensino da Música. Foi premiada
italiana, incluindo La bohème de Puccini, O barbeiro primeiro plano neste domínio. Também em 2018, outros estilos e épocas, interpretou, entre outros em vários concursos, nomeadamente: 2.º Prémio
de Sevilha de Rossini, Lucia de Lammermoor de venceu o Concurso Lotte Lenya, em Nova Iorque. papéis, Pizarro, em Fidelio de Beethoven, no Theater no Concurso Internacional de Santa Cecília;
Donizetti, ou as grandes óperas de Verdi (Nabucco, Nos palcos da Semperoper Dresden, da Ópera and der Wien e na Philharmonie de Paris, Prémio de Interpretação de Música Portuguesa no
Macbeth, Rigoletto, Simon Boccanegra, Aida). de Edmonton, do Théâtre du Châtelet (Paris) ou e Telramund, em Lohengrin de Wagner, no Festival Concurso Internacional Cidade do Fundão (2013),
É um convidado regular dos mais prestigiados da Ópera de San Antonio, participou em muitas de Lanaudière e no La Monnaie, em Bruxelas. 1.º Prémio e Prémio Interpretação de Música
teatros de ópera, incluindo Theater an der Wien, récitas de ópera, incluindo Fantastic Mr. Fox, de Outros destaques de atuações recentes incluem Portuguesa no Concurso Internacional Cidade
Grand Théâtre de Genève, La Monnaie de Bruxelas, Tobias Picker, La Cenerentola (Dandini) de Rossini Peter Grimes (Balstrode) de Britten, The Rakes’s de Almada (2015); e 1.º Prémio de Canto no
Royal Opera House - Covent Garden de Londres e I Was Looking at the Ceiling and Then I Saw the Sky Progress (Nick Shadow) de Stravinsky, O ouro do Prémio Jovens Músicos – RTP / Antena 2 (2017).
ou Opéra-Comique e Théâtre des Champs- de John Adams. Acompanhado pelos pianistas Reno (Donner) e O Crepúsculo dos Deuses (Gunther) Cecília Rodrigues apresenta-se regularmente
-Élysées de Paris, tendo atuado sob a direção Steven Blier e Peter Dugan, apresentou-se na de Wagner ou Pelléas et Mélisande (Golaud) de como solista em palcos nacionais. Como solista,
de importantes maestros como R. Calderon, Academia Hugo Wolf de Estugarda, no Carnegie Debussy. O repertório de Andrew Foster-Williams apresentou-se em vários concertos com a ESML
G. Carella, P. Dumoussaud, L. Equilbey, M. Franck, Hall e no Alice Tully Hall de Nova Iorque, inclui também um vasto leque de obras de concerto e no festival “Sons da Água”. Colaborou com o
L. Hussain, L. Langrée, F. Lanzillotta, no Kennedy Center de Washington D.C. e na como as Paixões de J. S. Bach, Um Requiem Alemão Grupo Vocal Olisipo e em 2018 apresentou-se em
M. Minkowski, J. Nelson, H. Niquet, A. Pappano, Société d’Art Vocal de Montreal. Na presente de Brahms, a 9.ª Sinfonia de Beethoven, o War recital, com João Paulo Santos, no Festival Serões
M. Plasson, C. Rousset ou S. Young. Jean Teitgen temporada interpreta uma eclética programação, Requiem de Britten, As Estações de J. Haydn, a Missa Musicais, no Palácio da Pena, em Sintra, programa
estreou-se recentemente, com grande sucesso, repartida por apresentações em recital e várias Glagolítica de Janácek,
ˇ a 8.ª Sinfonia de Mahler ou que gravou para a Antena 2. Foi também solista
no papel de Banquo, em Macbeth de Verdi. Outras estreias em concertos e em produções de ópera. Elias de Mendelssohn, obras que interpretou em no Stabat Mater de Pergolesi e no Magnificat em
representações de destaque incluem Lucrezia Regressa à Ópera de Frankfurt para uma nova colaboração com orquestras e maestros de renome Talha Dourada de Eurico Carrapatoso. Em janeiro
Borgia, Guillaume Tell e La Vestale, no La Monnaie, produção de Lost Highway, de Olga Neuwirth, internacional como a Orquestra de Cleveland e de 2019, cantou Música Romântica Francesa no
Les Vêpres Siciliennes, na Royal Opera House, Romeu sob a direção de K. Januschke. Destaque também Franz Welser-Möst, a Orquestra do Mozarteum Museu Calouste Gulbenkian, um recital inserido
e Julieta, em Monte-Carlo, Don Giovanni, em Bergen, para os programas A Silent Night: A WWI Memorial de Salzburgo e Ivor Bolton, a Sinfónica de São na exposição Pose e Variações. Integra atualmente
Rouen e Versailles, Carmen em Orange e Madrid, in Song e Armistice: The Journey Home, acompanhado Francisco e Michael Tilson Thomas, a Orquestra o Coro Gulbenkian, com o qual colaborou como
ou Os pescadores de pérolas, em Estrasburgo. pelo pianista Peter Dugan, e ainda para a sua Real do Concertgebouw de Amesterdão e Richard solista num concerto dedicado a Gershwin (2017)
O seu repertório de concerto é também vasto, estreia com a Filarmónica de Nova Iorque numa Egarr, a Filarmónica de Hong-Kong e Edo de Waart, e em pequenos solos da Paixão segundo São Mateus
incluindo obras como a 9.ª Sinfonia de Beethoven, nova produção de Atlas de Meredith Monk. ou a Sinfónica de Londres e Colin Davis. de J. S. Bach (2018).
ou L’Enfance du Christ de Berlioz.

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Marco Alves dos Santos Carolina Figueiredo André Henriques Pedro Casanova
Tenor Meio-Soprano Barítono Barítono

Marco Alves dos Santos nasceu em Lisboa. Carolina Figueiredo formou-se em canto na André Henriques concluiu o Curso de Canto Pedro Casanova concluiu o curso de Formação
Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, Escola de Música do Conservatório Nacional. da Escola de Música do Conservatório Nacional, Musical e Direção Coral na Escola Superior de
licenciou-se em canto pela Guildhall School of Trabalha regularmente com Manuela de Sá e, em Lisboa, na classe de António Wagner Diniz. Música de Lisboa. Presentemente encontra-se na
Music and Drama, em Londres. Apresentou-se no âmbito de masterclasses, com Susana Waters Bolseiro da Fundação Gulbenkian, estudou com fase final de obtenção do grau de mestre na mesma
como solista em Portugal, Espanha, França, Itália, e Lucia Mazzaria. No domínio da ópera, integrou Donald Maxwell no Royal Welsh College of Music instituição, sob a orientação de Francisco Cardoso.
Reino Unido e Alemanha, tendo interpretado os elencos de O Anão (3.ª Camareira) de Zemlinsky, and Drama, em Cardiff. No domínio da ópera, Na área do canto trabalha regularmente com
vários papéis de ópera e opereta: Tamino (A flauta Dialogues des Carmélites (Mère Jeanne) de Poulenc, interpretou: Guglielmo (Così fan tutte), Masetto Luís Rodrigues. É membro do Coro Gulbenkian
mágica); Mr. Owen (Postcard from Morocco de Madama Butterfly (Kate Pinkerton) de Puccini, e Comendador (Don Giovanni) e Figaro (A bodas desde 2011, onde já trabalhou com Lawrence
D. Argento); Gastone (La traviata); Tristan (Le Vin Ester (Assuero) de L. Moreira, El Gato Montés de Figaro), com a Orquestra Metropolitana de Foster, David Afkham, Fernando Eldoro,
herbé de F. Martin); Leandro (La Spinalba de F. A. (Loliya e Pastorcillo) de Penella, Il Viaggio a Reims Lisboa; Um Cristão, em Poliuto, na sua estreia no Philippe Herreweghe, Michel Corboz, Jorge
de Almeida); Orphée (La descente d’Orphée aux enfers (Modestina) de Rossini, Bastien und Bastienne Teatro Nacional de São Carlos (TNSC); Brundibar Matta, Paul McCreesh, Bertrand de Billy, Paulo
de Charpentier); Ernesto (Don Pasquale); Anthony (Bastien) de Mozart, Turandot (Uma cantora) (Brundibar, no Tivoli BBVA e no TNSC); Mufti Lourenço, Leonard Slatkin, Gustavo Dudamel,
(Sweeney Todd); Nathanael (Les contes d’Hoffmann); de Busoni, Peer Gynt (3.ª Pastora) de Grieg, (Le Bourgeois gentilhome, na Escola de Música do Ton Koopman, Pedro Teixeira e Joana Carneiro.
Duque de Mântua (Rigoletto); Prunier (La rondine); e Fausto (Marthe) de Gounod, nos palcos do Teatro Conservatório Nacional), Sargeant (The Pirates Como solista do Coro Gulbenkian interpretou,
Kornelis (La princesse jaune de Saint-Saëns); Pierre Nacional de São Carlos e da Fundação Gulbenkian. of Penzance de A. Sullivan). No âmbito do projeto em outubro de 2017, no Panteão Nacional, a obra
(The Wandering Scholar de G. Holst); ou Ferrando Em concerto interpretou, entre outras obras: enoa, com Claudio Desderi e Yin Chen Lin, Stimmung de Stockhausen. No domínio da ópera,
(Così fan tutte). Em 2015/16 interpretou os papéis Paixão segundo São João de J. S. Bach, Messias de foi Filiberto, em Il signor Bruschino de Rossini, foi solista em Beaumarchais de Pedro Amaral,
de Oddio (Armida de Myslivecek), Malcolm Händel, Te Deum de Charpentier, Magnificat de e o protagonista em Gianni Schicchi, de Puccini, em junho de 2017, no Teatro D. Maria II, uma
(Macbeth), Yamadori (Madama Butterfly), D. Sancho Vivaldi, Missa em Dó Maior de Beethoven, Manfred na Fundação Gulbenkian. Interpretou ainda encomenda da Fundação Calouste Gulbenkian.
(O Cavaleiro das Mãos Irresistíveis de Ruy Coelho), de Schumann, Les béatitudes de Franck, Il tramonto de o Gran Sacerdote di Bello (Nabucco), Fiorello Colabora regularmente com os agrupamentos
Conde Barigoulle (Cendrillon de P. Viardot), Conde Respighi, Sonho de uma noite de verão de Mendelssohn (O barbeiro de Sevilha) e Peter (Hänsel und Gretel). Voces Caelestes e Officium Ensemble.
Almaviva (O barbeiro de Sevilha), Berger (Oedipus e Les nuits d’été de Berlioz. É regularmente Em concerto, cantou Liebeslieder Waltzes, de Brahms,
Rex), bem como o Evangelista nas Oratórias de acompanhada em recital por Olga Prats, João Paulo no Festival de Música de Sintra, com João Paulo
Natal, de Páscoa e da Ascensão, de J. S. Bach, com Santos, José Manuel Brandão, Anna Tomasik ou Santos e Olga Prats, Jephte de Carissimi, Te Deum de
a Orquestra Metropolitana, e o tenor solista João Vaz. Protagoniza também produções de música Charpentier, o Messias de Händel, a Paixão segundo
no Te Deum de Charpentier, com a Orquestra contemporânea, de compositores como Carlos São João de J. S. Bach, a Missa de J. D. Bomtempo e a
Gulbenkian. No âmbito do repertório sinfónico Marecos (Dor e Amor) e Jorge Salgueiro (Vida de um 9.ª Sinfonia de Beethoven. Mais recentemente cantou
destacam-se ainda concertos com a Orquestra Vinho, Eros), cujas obras estreou e gravou, bem como o Stabat Mater de Szymanowski, sob a direção de
Sinfónica Portuguesa, o Remix Ensemble, as o papel de Condessa Rosina na ópera Beaumarchais David Jones, no St. David’s Hall, o Stabat Mater de
Orquestras do Algarve, das Beiras, Clássica de de Pedro Amaral. Carolina Figueiredo licenciou-se Rossini, com Jeffrey Stewart, e Acis and Galatea,
Espinho e do Norte, a Sinfónica Juvenil, o Divino em Direito e concluiu uma pós-graduação com o Coro e a Orquestra Gulbenkian e o maestro
Sospiro e o Ensemble MPMP. em Tradução. Leonardo García Alarcón.

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Coro Gulbenkian Michel Corboz Maestro Titular
Jorge Matta Maestro Adjunto

Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta Gustavo Dudamel, Jonathan Nott, Michael
presentemente com uma formação sinfónica de Gielen, Michael Tilson Thomas, Rafael Frübeck sopranos tenores
cerca de cem cantores, podendo atuar também de Burgos, René Jacobs, Theodor Guschlbauer, Ana Raquel Sousa Aníbal Coutinho
em grupos vocais mais reduzidos. Assim, ou Esa-Pekka Salonen, entre muitos outros. Ariana Russo Diogo Pombo
apresenta-se tanto como grupo a cappella, O Coro Gulbenkian tem participado em Claire Santos Gerson Coelho
interpretando a polifonia dos séculos XVI importantes festivais internacionais, tais Inês Lopes Jaime Bacharel
Maria José Conceição João Branco
e XVII, como em colaboração com a Orquestra como: Festival Eurotop (Amesterdão), Festival
Mariana Moldão João Pedro Afonso
Gulbenkian ou com outros agrupamentos Veneto (Pádua e Verona), City of London Marisa Figueira Jorge Leiria
para a interpretação das grandes obras Festival, Hong Kong Arts Festival, Festival Sara Afonso Miguel Silva
do repertório clássico, romântico ou Internacional de Música de Macau, ou Festival Susana Duarte Pedro Rodrigues
contemporâneo. Na música do século XX d’Aix-en-Provence. Em 2015 participou, Verónica Silva Rodrigo Carreto
tem apresentado, frequentemente em estreia em Paris, no concerto comemorativo
contraltos baixos
absoluta, inúmeras obras contemporâneas do Centenário do Genocídio Arménio,
Ana Urbano Afonso Moreira
de compositores portugueses e estrangeiros. com a World Armenian Orchestra dirigida Beatriz Cebola João Costa
Tem sido igualmente convidado pelas mais por Alain Altinoglu. A discografia do Coro Carmo Coutinho João Luís Ferreira
prestigiadas orquestras mundiais, entre as Gulbenkian está representada nas editoras Fátima Nunes José Bruto da Costa
quais a Philharmonia Orchestra de Londres, Philips, Archiv / Deutsche Grammophon, Joana Esteves Luís Neiva
a Freiburg Barockorchester, a Orquestra Erato, Cascavelle, Musifrance, FNAC Music Joana Nascimento Mário Almeida
do Século XVIII, a Filarmónica de Berlim, e Aria Music, tendo ao longo dos anos registado Lucinda Gerhardt Nuno Gonçalo Fonseca
Marta Queirós Nuno Rodrigues
a Sinfónica de Baden-Baden, a Sinfónica um repertório diversificado, com particular
Marta Ribeiro Rui Borras
de Viena, a Orquestra do Concertgebouw incidência na música portuguesa dos séculos Michelle Rollin Tiago Batista
de Amesterdão, a Orquestra Nacional de Lyon, XVI a XX. Algumas destas gravações receberam
a Orquestra de Paris, ou a Orquestra Juvenil prestigiados prémios internacionais. Desde

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Gustav Mahler. Foi dirigido por grandes figuras 1969, Michel Corboz é o Maestro Titular do Coro
como Claudio Abbado, Colin Davis, Frans Gulbenkian. A função de Maestro Adjunto
Brüggen, Franz Welser-Möst, Gerd Albrecht, é desempenhada pelo maestro Jorge Matta.

coordenação
António Lopes Gonçalves

produção
Fátima Pinho
Marta Andrade
Joaquina Santos
Fábio Cachão

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Orquestra Gulbenkian Lorenzo Viotti Maestro Titular
Giancarlo Guerrero Maestro Convidado Principal
Leonardo García Alarcón Maestro Associado
Nuno Coelho Maestro Convidado

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian


decidiu estabelecer um agrupamento realiza uma série regular de concertos no primeiros violinos Levon Mouradian trombones
orquestral permanente. No início constituído Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, Jan Orawiec Concertino Principal * Jeremy Lake Sérgio Miñana 1º Solista
apenas por doze elementos, foi originalmente em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar Francisco Lima Santos Raquel Reis Rui Fernandes 2º Solista
designado por Orquestra de Câmara com alguns dos maiores nomes do mundo 1º Concertino Auxiliar Pedro Canhoto 2º Solista
Gulbenkian. Ao longo de mais de cinquenta da música, nomeadamente maestros e solistas. Bin Chao 2º Concertino Auxiliar contrabaixos Tiago Noites 2º Solista *
António José Miranda Pedro Vares de Azevedo 1º Solista
anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian Atua também com regularidade noutros palcos
Pedro Pacheco Domingos Ribeiro 1º Solista tuba
(denominação adotada desde 1971) foi sendo em diversas localidades do país, cumprindo
Alla Javoronkova Manuel Rego 2º Solista Amilcar Gameiro 1º Solista
progressivamente alargada, contando hoje desta forma uma significativa função Marine Triolet
David Wahnon
com um efetivo de sessenta instrumentistas descentralizadora. No plano internacional, Maja Plüddemann
Ana Beatriz Manzanilla timbales
que pode ser pontualmente expandido de por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi Elena Ryabova Rui Sul Gomes 1º Solista
acordo com as exigências de cada programa ampliando gradualmente a sua atividade, tendo Maria Balbi flautas
de concerto. Esta constituição permite à até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, Otto Pereira Cristina Ánchel 1º Solista Auxiliar percussão
Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo em África e nas Américas. No plano discográfico, Tamila Kharambura * Amália Tortajada 1º Solista Auxiliar Abel Cardoso 2º Solista
repertório que se estende do Barroco até à o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se Tomás Costa * Ana Filipa Lima 2º Solista * Francisco Sequeira 2º Solista *
música contemporânea. Obras pertencentes associado às editoras Philips, Deutsche Anna Paliwoda * João Ramalho 2º Solista *
ao repertório corrente das grandes formações Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, oboés
segundos violinos Pedro Ribeiro 1º Solista orgão
sinfónicas tradicionais, nomeadamente Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras,
Alexandra Mendes 1º Solista Nelson Alves 1º Solista Auxiliar António Esteireiro 1º Solista *
a produção orquestral de Haydn, Mozart, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde
Jordi Rodriguez 1º Solista Alice Caplow-Sparks 2º Solista
Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou muito cedo, com diversos prémios internacionais Cecília Branco 2º Solista Corne inglês harpas
Schumann, podem ser dadas pela Orquestra de grande prestígio. Lorenzo Viotti é o Maestro Jorge Teixeira Carolina Coimbra 1º Solista *

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Gulbenkian em versões mais próximas Titular da Orquestra Gulbenkian. Giancarlo Tera Shimizu clarinetes Ana Castanhito 2º Solista *
dos efetivos orquestrais para que foram Guerrero é Maestro Convidado Principal, Stefan Schreiber Esther Georgie 1º Solista
originalmente concebidas, no que respeita Leonardo García Alarcón é Maestro Associado Maria José Laginha Iva Barbosa 1º Solista Auxiliar
ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. e Nuno Coelho é Maestro Convidado. Miguel Simões * José María Mosqueda 2º Solista
Félix Duarte * Clarinete baixo

violas fagotes
Samuel Barsegian 1º Solista Ricardo Ramos 1º Solista
Lu Zheng 1º Solista Vera Dias 1º Solista Auxiliar
Isabel Pimentel 2º Solista Raquel Saraiva 2º Solista *
Instrumentista convidado
Patrick Eisinger
Leonor Braga Santos trompas
Christopher Hooley Gabriele Amarù 1º Solista coordenação
Maia Kouznetsova Kenneth Best 1º Solista António Lopes Gonçalves
Nuno Soares * Eric Murphy 2º Solista
Chiara Antico * Darcy Edmundson-Andrade produção
2º Solista Américo Martins
violoncelos Marta Andrade
Varoujan Bartikian 1º Solista trompetes Raquel Serra
Marco Pereira 1º Solista Adrian Martinez 1º Solista Guilherme Baptista
Martin Henneken 2º Solista David Burt 2º Solista Fábio Cachão

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THE 8
PRECISO COMO UM MAESTRO.
O MELHOR
BANCO
POTENTE COMO UMA ORQUESTRA.
EM PORTUGAL.
O BPI foi eleito “O Melhor Banco em
Portugal” pelo Euromoney Awards for
Excellence Country 2018.
A revista Euromoney atribuiu ao BPI o prémio Melhor Banco em Portugal em 2018,
no âmbito da iniciativa “Euromoney Awards”. Esta classificação resulta da combinação
de critérios quantitativos e qualitativos como a rentabilidade, crescimento, eficiência,
qualidade,capacidade de inovação e compromisso social.

O vencedor deste prémio é selecionado pela equipa de editores, jornalistas e analistas


da revista Euromoney, uma das mais conceituadas referências editoriais do setor
financeiro a nível internacional.

O BPI exprime o seu orgulho por esta distinção e dedica-a especialmente a todos
os seus Clientes.

Este prémio é da exclusiva responsabilidade da entidade


que o atribuiu.

Consumo de combustível combinado de 5,9 a 6,2 l/100 km.


Emissões de CO2 combinadas de 154 a 164 g/km.
tiragem
800 exemplares
preço
2€

Lisboa, Março 2019

GULBENKIAN.PT