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MEMORIAL DESCRITICO DE UNIDADE

DE BENEFICIAMENTO DA CARNE – 30
ANIMAIS/DIA ANGICOS

PROJETO ARQUITETÔNICO DA UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DA CARNE NA


CIDADE DE ANGICOS , ELABORADO PARA EMATER-RN - INSTITUTO DE
ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL, SECRETARIA DA AGRICULTURA DA
PECUÁRIA E DA PESCA DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE,
EM CONVÊNIO COM O MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO.
MEMORIAL DESCRITIVO DE UMA UNIDADE
DE BENEFICIAMENTO DA CARNE
EMATER-RN - Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural
Secretaria da Agricultura da Pecuária e da Pesca
Governo do Estado do Rio Grande do Norte
Natal/RN

MEMÓRIA DE ÁREAS

Área do Terreno: 10.000,00m²


Área do Projeto: 565,05 m²
Data do Projeto: Julho/2018.

SUMÁRIO
I. MEMORIAL DESCRITIVO

II. PROGRAMA FÍSICO-FUNCIONAL

III. ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS

IV. CADERNO DE ENCARGOS E SERVIÇOS

ANEXOS:

1. PROJETO ARQUITETÔNICO

I. MEMORIAL DESCRITIVO

Este caderno acompanha o Projeto de Arquitetura e o descreve sucintamente, não


podendo ser desvinculado do mesmo.
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Este memorial visa complementar o projeto arquitetônico e tem por finalidade
fornecer subsídios relativos a quantidades, referências, especificações e formas de execução
dos serviços que envolverão a construção da Construção da Unidade Didática de
Processamento da Carne de Carne de Angicos– RN. O edifício projetado foi elaborado e
desenvolvido para a EMATER - Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural, da
Secretaria da Agricultura da Pecuária e da Pesca, do Governo do Estado do Rio Grande do
Norte em convênio com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal e
trata da Construção da Unidade Didática de Processamento da Carne, a ser edificada no
município de Angicos no Estado do Rio Grande do Norte para atender a demanda municipal,
treinamentos e outras atividades correlatas no atendimento às ações de Governo na área da
assistência e extensão rural.
Juntamente com o projeto arquitetônico deverão ser observados os projetos
complementares e seu Memorial Descritivo, bem como suas respectivas especificações,
quantitativos e orçamento para a perfeita execução da obra.
Os serviços descritos são complementados pelo Orçamento Quantitativo, parte
integrante dos serviços contratados assim como os projetos complementares, portanto não
fazendo parte deste documento.
Eventuais dúvidas e divergências que possam ser observadas neste memorial, no
projeto arquitetônico e demais documentos que compõe material necessário à execução das
obras, deverão ser esclarecidas previamente e diretamente com os fiscais da obra.

CONVENÇÕES PRELIMINARES
O projeto prevê a construção de uma Unidade Didática de Processamento de Carne
Angicos – RN, sendo composto por um bloco principal, blocos anexos e currais, totalizando
uma área construída de 565,05 m².
As edificações devem ser executadas dentro das normas de construção, obedecendo
a desenhos e detalhes dos projetos arquitetônicos e complementares fornecidos, bem como
as presentes especificações contidas neste memorial.
Fica entendido que o projeto arquitetônico, os projetos complementares, as
especificações e toda a documentação da licitação são suplementares entre si, de modo que
qualquer detalhe que se mencione em um documento e se omita em outro será considerado
o especificado e válido.
É considerado de suma importância que o PROPONENTE LICITANTE do
processo licitatório, faça visita técnica para conhecimento do local, a fim de colher dados
relativos às peculiaridades da obra, tais como localização, acesso ao canteiro de obras,
visualização preliminar de medidas de isolamento, proteção, entre outros.
Os serviços não aprovados pela equipe técnica, ou que se apresentarem defeituosos
em sua execução, serão demolidos e reconstruídos por conta exclusiva do Construtor.
Todos os materiais a serem empregados na obra deverão atender às especificações
do projeto e obedecer às especificações de qualidade e desempenho da ABNT. Na
ocorrência de comprovada impossibilidade de adquirir e empregar determinado material
especificado deverá ser solicitado sua substituição. Os materiais que não satisfizerem às
especificações, ou forem julgados inadequados, deverão ser removidos do canteiro de obras.

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O PROPONENTE LICITANTE, ao apresentar o orçamento (preço) para esta
construção, concordará que:
• Está ciente de que as especificações constantes no projeto Arquitetônico
prevalecem sobre o presente memorial, que prevalecem sobre os itens constantes em
planilha quantitativa.
•Não teve dúvidas na interpretação dos detalhes construtivos.
•Tem conhecimento do local e das condições existentes para a realização das obras.
Desta forma, o PROPONENTE LICITANTE assume, de modo total e intransferível,
a responsabilidade pela resistência e estabilidade das partes a serem executadas e integridade
das existentes, inclusive dos solos, áreas vizinhas, áreas públicas e áreas de terceiros.

PARTIDO ARQUITETÔNICO

O projeto arquitetônico considerou as normas e diretrizes específicas para abatedouros e


visa atender a uma demanda de produção de 30 animais dia (bovinos, caprinos e/ou ovinos,). A
edificação principal, os blocos anexos e os currais foram projetados conforme as características
de uma arquitetura simples de baixo custo, porém moderna e higiênica, privilegiando o layout, a
tecnologia de abate e cortes e, o conforto dos usuários. Utilizando-se de ambientes integrados,
com boas aberturas para ventilação e iluminação naturais, compatibilizando os setores do
programa de necessidades, o fluxograma de serviços e o organograma físico-funcional, a fim de
facilitar o desenvolvimento das atividades.
O partido arquitetônico adotou a utilização de um bloco principal em pórticos pré-
moldados de concreto e estrutura de concreto armado convencional, com cobertura em telha
de fibrocimento e forro de PVC em toda a unidade. Pisos e paredes deverão ser executados
conforme indicação nas especificações dos materiais no projeto e orçamento.
O sistema de tratamento de efluentes foi dimensionado para controlar a poluição
gerada pelo volume de produção, prevendo uma geração de efluentes de 400 litros por
cabeça de bovino abatida, o que representa uma vazão diária de 12m³ (doze metros cúbicos)
de efluentes por dia. O sistema de tratamento de efluentes tem como objetivo alterar as
características dos despejos gerados na agroindústria para atender aos padrões de
lançamento de emissões líquidas previstas na legislação ambiental.

II. PROGRAMA FÍSICO-FUNCIONAL

A área total do projeto é de 507,2 m², sendo:


Unidade de processamento......................................................163,97 m²
Coleta de Sangue..........................................................................2,25m²
Compressor / Caldeira.................................................................18,90m²
Administração/Veterinário...........................................................32.55m²
Curral Bovino ...........................................................................177.88m²
Curral Suíno/Caprino/Ovino......................................................67.41m²

 BLOCO PRINCIPAL
Entrada Sanitária..........................................................................3.90 m²
Acesso Bovino / Marreteiro.........................................................3.51 m²
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Box Atordoamento.......................................................................2.40 m²
Zona Suja (sangria bovinos e caprinos)......................................41.40 m²
Zona Limpa (plataformas de corte)............................................26.75 m²
Sala de Vísceras Brancas Limpeza ............................................12.65 m²
Sala de Vísceras Brancas Beneficiamento..................................21.17 m²
Sala de Vísceras Vermelhas..........................................................7.67 m²
Câmara Fria................................................................................13.15 m²
Expedição..................................................................................17.88 m²

 PREDIOS ANEXOS

o COMPRESSOR/CALDEIRA
Compressor..................................................................................7.12 m²
Caldeira........................................................................................8.69 m²

o ADMINISTRAÇÃO/VETERINÁRIO E BWC FEM. E MASC. ACESSIVEIS.


Sala de Administração/Veterinário..............................................10.78 m²
Bwc..............................................................................................4.76 m²
Vestiário Masculino......................................................................5.88 m²
Vestiário Feminino.........................................................................6.30m²

o COLETA DE SANGUE
Coleta de sangue.................................................................. 2.25m²

o CURRAIS
CURRAL BOVINO
Seleção.......................................................................................24.65 m²
Isolamento..................................................................................16.85 m²
Observação 01............................................................................28.59 m²
Observação 02............................................................................28.59 m²
Observação 03............................................................................34.46 m²

CURRAL CAPRINOS E/OU OVINOS


Seleção.........................................................................................8.25 m²
Isolamento....................................................................................4.05 m²
Observação 01..............................................................................9.15 m²
Observação 02..............................................................................9.15 m²
Serviço..........................................................................................9.60 m²
Curral de matança..........................................................................9.15m²

 ÁREA DE TRATAMENTO DOS EFLUENTES


Coletor de Sangue
Caixa de Gordura
Calha Parshall e Gradeamento
Caixa de areia
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Tanque Séptico
Lagoa Facultativa e de Maturação
Valas de Infiltração

III. ESPECIFICAÇÕES DE MATERIAIS

1 PISO
 Marmorite monolítico polido de alta resistência com junta plástica;
 Cimentado liso desempolado com junta plástica;
 Cerâmica antiderrapante PEI-4 cor branca 35x35cm com junta seca;
 Contrapiso rebaixado com Placas Isotérmicas (Câmara Fria).
 Pavimentação com paralelepípedo
 Pavimentação com pissarro batido

2 PAREDES E PAINÉIS
 Alvenaria tijolo cerâmico 8 furos rebocado massa única com pintura PVA látex branco;
 Alvenaria tijolo cerâmico 8 furos revestido revestimento cerâmico 20x20cm branco até
3.20;
 Alvenaria tijolo cerâmico 8 furos revestido revestimento cerâmico 20x20cm branco até
4.70;
 Alvenaria tijolo cerâmico 8 furos revestido revestimento cerâmico 20x20cm branco do
piso até o forro de PVC;
 Volume fachadas pintado ACRÍLICA exteriores cores azul e branco neve;
 Fechamento em Placas Isotérmicas (Câmara Fria).
 Reboco massa única com pintura a cal

3 TETO
 Forro de PVC branco com estrutura metálica de suporte;
 Cobertura em telha de fibrocimento
 Laje concreto (marquise frontal) com pintura branco neve
 Cobertura em Placas Isotérmicas (Câmara Fria);

4 ESQUADRIAS
 Portas em madeira mista pintada a óleo azul royal;
 Portas em alumínio com visor em vidro, acabamento alumínio natural;
 Portas de PVC sanfonadas
 Chapa de ferro pintada na cor azul royal vedada;
 Grade de ferro pintura esmalte azul royal;
 Janelas de madeira mista e vidro duas folhas de correr pintado óleo azul royal;
 Cobogó de cimento na cor branca conforme projeto;
 Grade de ferro embutida, pintada com tinta esmalte na cor azul royal.
 Moldura de madeira com tela de nylon para proteção contra mosquito, com caixa de
madeira maciça parafusada no capiaço pela parte de fora do ambiente, conforme
indicado em projeto;
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5 SISTEMA DE TRATAMENTO DOS EFLUENTES
Devido às características do efluente, ou seja, pela presença de sólidos sedimentáveis,
gorduras e graxas, e substâncias orgânicas biodegradáveis, como sangue e proteínas animais o
sistema adotado para o tratamento dos efluentes da unidade de abate de bovinos, será o
tratamento físico preliminar seguido do tratamento biológico.

 Coleta de Sangue:

Localiza-se próximo ao abatedouro, para que seja coletado o sangue, proveniente do


abate, antes da sua destinação final.

 Gradeamento

Constitui-se na remoção de sólidos e tem como objetivo reter materiais grosseiros


em suspensão.
 Caixa de Gordura:
Para separação das graxas e gordura, foi prevista uma caixa de gordura.
 Caixa de Areia
Tem como objetivo principal reter substâncias inertes, como areias e sólidos minerais
sedimentáveis.
 Calha Parshall e Gradeamento
Medidor de vazão que através do estrangulamento e ressaltos, estabelecem, para
uma determinada seção vertical montante, uma vazão do fluxo e a lâmina d’agua
naquela seção, sendo possível garantir uma velocidade constante do fluxo da câmara
de sedimentação da caixa de areia.
 Tanque Séptico:
Capaz de alcançar 70% da eficiência no que diz respeito à estabilização do material
orgânico a ele aplicado, medida pela DBO, também apresenta um bom comportamento na
estabilização do esgoto “fresco”. O tanque suporta bem as variações de vazão, comum no
caso de abatedouros municipais.

IV. CADERNO DE ENCARGOS E SERVIÇOS

O presente memorial tem por objetivo estabelecer as condições que receberão os


usos dos materiais, equipamentos e serviços a serem utilizados na execução de uma Unidade
de Abate de Bovinos e Caprino-Ovinos.

1. INSTALAÇÃO DA OBRA

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Ficam a cargo exclusivo da Construtora todas as providências, documentação e
despesas correspondentes às instalações provisórias da obra, compreendendo o maquinário e
ferramentas necessárias à execução dos serviços contratados, bem como: andaimes,
tapumes, cercas, instalações provisórias de sanitários, eletricidade, água, etc.
A construtora deverá instalar em local visível as placas da obra, de acordo com o
modelo estabelecido pela CAIXA ECONOMICA FEDERAL, repassados pela
EMATER/RN. Devem ser instalados no entorno do terreno, visando à segurança dos
operários da obra e de pessoas que circulam próximo ao terreno, de forma a impedir o
acesso de pessoas não autorizadas.

2. LIMPEZA DO TERRENO
A Construtora deve proceder à limpeza do terreno destinado à construção,
removendo qualquer detrito nele existente e procedendo, inclusive, o eventual
deslocamento. Deverá ainda, retirar com as devidas licenças, as árvores cuja retirada é
necessária para instalação das novas edificações, equipamentos e acessos. Igualmente,
providenciará a retirada periódica do entulho que se acumular no recinto dos trabalhos,
durante a execução da obra.

3. INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS
Será executado um barraco para guarda dos materiais, como cimento, ferramentas,
projetos da obra, construído com tábuas e barrotes de pinho, cobertura de telha de fibro-cimento
ondulada de 6 mm, sem forro, com assoalho bem estruturado para suportar o peso do cimento.

4. LOCAÇÃO DA OBRA
Será realizada a partir das cotas fixadas no projeto. O quadro de marcação será
executado com guias de cedrinho 2,5x15cm, fixadas em escoras de eucalipto, enterrado em
50 cm no solo e espaçados em 1,80m. As cotas deverão ser marcadas no gabarito,
observando-se o nivelamento e o esquadro da obra. Após o término deste serviço o
responsável será comunicado para que possa fazer as devidas verificações.
5. ESCAVAÇÕES
“Antes da execução de qualquer trabalho, deverá ser realizada a drenagem do
terreno, através de drenos e tubulações que eliminem a umidade do mesmo”.
Serão feitas as escavações necessárias para execução da fundação, abrindo-se valas
com 40 cm de largura. Nos aterros deverá ser utilizado material isento de matéria orgânica,
em camadas sucessivas de 20 cm, molhadas e apiloadas, garantindo-se a estabilidade do
terreno.

6. EXECUÇÃO DE CONCRETO ARMADO

Os pilares, vigas e lajes serão executados em concreto armado, conforme Projeto


Estrutural e serão moldadas no local. As lajes deverão ser executadas conforme indicações
de projeto.
A execução da estrutura deverá seguir rigorosamente o projeto estrutural e ao
disposto pela ABNT, nas normas específicas para cada tipo de estrutura projetada. Os

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pilares, vigas e lajes serão executados em concreto armado, conforme definições do Projeto
Estrutural para atendimento as cargas e as especificações da NBR 6118.
Existindo necessidade de furações em vigas ou lajes, para passagem de tubulações
elétricas, hidráulicas, ou outra qualquer, a fiscalização deverá ser consultada, e esta
encaminhará o assunto ao responsável técnico do projeto. As lajes de cobertura expostas a
intempéries deverão ser impermeabilizadas de forma a não apresentar infiltrações e
vazamentos, sendo que a impermeabilização deverá garantir a sua completa estanqueidade.

6.1 VERGAS

Serão colocadas vergas nos paramentos de alvenaria em concreto armado pré-


moldados, sobre os vãos de portas e janelas que não estejam imediatamente sob vigamento,
com secção e armadura necessárias para vencer estes vãos. Todos os vãos superiores a 50cm
e com nível de peitoril acima do piso receberão uma segunda verga, imediatamente sob a
abertura, excedendo no mínimo 30cm de cada lado.

7. FUNDAÇÕES E ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO

O concreto utilizado será virado em obra, em betoneira, com traço em volume.


As fundações serão do tipo corrida em alvenaria de pedra marroada, blocos de
fundação para pilares, sapatas e baldrame em alvenaria de tijolos de 8 furos. A estrutura de
concreto armado deverá ser executada conforme o projeto estrutural. Depois de abertas as
valas, devidamente apiloadas, se fará um lastro de concreto magro, no traço 1:4,5:4,5, na
espessura de 5cm.
A fundação, pilares será executada “ in loco”, enquanto a estrutura da cobertura será
por meio de pórticos pré-moldados de concreto armado.
Sobre as alvenarias será executada cinta de amarração e vigas com seção e ferragem
indicada em projeto.

7.1 CONCRETO:
O concreto a ser empregado na superestrutura deverá ter uma resistência Fck = 25
MPa (250Kg/cm2) e nas fundações Fck = 20 Mpa (200 Kg/cm²) e obedecerá principalmente
as normas:
ABNT NBR 6118-2014 – Projeto de estrutura de concreto armado –
Procedimentos.
ABNT NBR 7480 – Aço destinado a armadura para concreto armado –
Especificações.
ABNT NBR 12654 - controle tecnológico de materiais componentes do concreto –
Procedimentos.
ABNT NBR – 12655 – Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e
recebimento. – Procedimentos.

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7.2 MATERIAIS DO CONCRETO:
O cimento a ser empregado deverá ser normatizado, com selo de conformidade da
ABNT.
O aço a ser empregado será o CA-50 e CA-60, isento de ferrugem, graxa, óleos,
atendendo as especificações da seguinte norma:
- NBR 7480 – Aço destinado à armadura para estrutura de concreto armado. –
Especificações.
Quando forem efetuadas emendas nas barras de aço, deverá ser seguida o que
especifica a NB1-6118 em seu item 9.5 (9.5.1 a 9.5.4) - Emendas das barras.
Os agregados a serem utilizados na execução do concreto deverão ser inertes, de
granulometria adequada, isentos de impurezas. Serão comumente empregados a areia de rio
lavada, e brita calcária. O concreto especificado, deverá ser medido em padiolas
padronizadas para cada tipo de agregado, como também a relação água/cimento deverá ser
obedecido para que o concreto alcance o valor (fck, especificado. As normas a serem
seguidas para os agregados e água são:
- ABNT NBR 7211 - agregados para concreto
- ABNT NBR 15900-1 Água para amassamento do concreto. – Parte 1 – Requisitos.
Os aditivos a ser empregados deverão ser de marca e qualidade comprovadas, com
selo de conformidade da ABNT, e obedecerem as normas técnicas da ABNT.

7.3 FORMAS E ESCORAMENTO:


As formas deverão adaptar-se às formas e dimensões das peças da estrutura
projetada. As formas e escoramento deverão ser dimensionados e construídos de acordo
com as normas NB11 e NB14. Nas peças de grande vão, dever-se-á dar às formas contra
flecha necessária referente a deformação provocada pelo peso do concreto nela introduzida.
O escoramento deverá ser projetado para suportar a ação do seu peso, da estrutura
de concreto e das cargas que atuam durante a execução da obra.

8.4 CONCRETAGEM E DESFORMA:


Deverão ser tomados todos os cuidados necessários e exigidos quanto a
concretagem (transporte, lançamento, adensamento, juntas de concretagem, programa de
lançamento) e quanto a cura e retirada das formas e do escoramento (cura e proteção do
concreto fresco, prazos de retirada das formas e do escoramento), observando-se no mínimo:
- faces laterais - 3 dias
- faces inferiores, deixando-se pontaletes bem encunhados e espaçados - 14 dias
- faces inferiores, sem pontaletes - 21 dias.

8.5 PROTEÇÃO DO CONCRETO E DURABILIDADE:


Quanto à proteção do concreto, referente ao cobrimento, deverá ser obedecido as
informações do projeto, seguindo as recomendações da NBR 6118 atendendo, no mínimo:
Lajes – 2,5 cm
Vigas e pilares – 2,5 cm
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Fundação – 5,0 cm
Todos os materiais a serem empregados na execução do concreto deverão ser
compatíveis para uma boa durabilidade deste, e, se o ambiente for fortemente agressivo,
tomar cuidados especiais, tais como escolha do tipo de cimento, consumo mínimo de
cimento, máximo valor da relação água-cimento, devendo para tanto, em caso de dúvida, ser
consultado o calculista da estrutura para as medidas a serem tomadas quanto à durabilidade
do concreto.

8.6 RESPONSABILIDADES:
Tanto o proprietário da obra, como o engenheiro responsável da obra, deverão estar
cientes de suas responsabilidades quanto ao controle do concreto, responsabilidades estas
determinadas na NBR 12654.

8.7 RECUPERAÇÃO DO CONCRETO E INTERRUPÇÕES:


No caso de ser verificado falhas e ninhos na concretagem após a desforma e em
concretos existentes na obra, estes deverão ser recuperados e preenchidos com argamassa
do tipo graute. Em casos graves, deverá ser consultado o calculista para verificar como
efetuar a reparação e se necessário reforço estrutural. Quando da interrupção da obra da
estrutura de concreto armado por um período prolongado, deverá a estrutura ser protegida
da intempérie, em especial as lajes.

8. ALVENARIAS
Serão executadas em tijolo furado, conforme dimensões especificadas em planilha
orçamentária. Os tijolos deverão ser umedecidos antes de sua colocação.
O assentamento da alvenaria será com argamassa 1:2:8, cimento, cal e areia média. As
juntas terão espessura máxima de 15mm e rebaixadas a ponta de colher.
Para a fixação das esquadrias internas, serão empregados tacos de madeira de lei.
Sobre todas as portas e janelas deverão existir vergas armadas conforme o tamanho do vão,
pré-moldadas, apoiadas em 20cm em cada lado do vão. Nas janelas deverão ser executadas
contravergas (vergas inferiores), sob o vão das janelas, pré-moldadas, prolongando-se 20cm
para cada lado do vão. As contravergas distribuem uniformemente as cargas sobre a
alvenaria inferior, evitando trincas na alvenaria e no revestimento.

9. CONTRAPISO
No esquadro da obra, após a compactação do solo, que deverá ser feita em camadas
de 10 cm. Após ser molhada esta camada, será colocada uma camada de concreto simples
com fck>=15 MPa, na espessura mínima de 5cm, devendo ser reguada. Todos os caimentos
para as águas de lavação deverão ser dados no contrapiso.

10. FORRO
Todas as dependências internas receberão forro em PVC, na cor branca, exceto
compressor/caldeira e câmara fria.

11. COBERTURA

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A estrutura de sustentação do telhado será apoiada nas alvenarias e/ou nos pórticos
de concreto, com a utilização, quando necessário, de pontaletes, executado em madeira com
frechais, terças e linhas de maçaranduba dimensões mínimas de 7,5 x 15 cm, devidamente
dimensionada para aguentar o esforço sobre elas, e seu projeto ficará a cargo do Construtor. A
Fiscalização se reserva o direito de refugar madeira de má qualidade.
A cobertura será em telha de fibrocimento para todos os blocos. O trânsito no
telhamento durante a execução dos serviços será sempre sobre tábuas, colocadas no sentido
longitudinal e transversal, estas por sua vez transferirão a carga para as peças da estrutura.
O telhamento deverá ser executado para uma completa estanqueidade da edificação.
Não haverá coleta de água pluvial, sendo que as mesmas infiltrarão no solo que
circunda a edificação.

12. INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS


Deverão ser respeitados rigorosamente os detalhes de projeto e normas da ABNT.
Os aparelhos sanitários, equipamentos afins e respectivas peças complementares serão
instalados, com o maior apuro e de acordo com indicações dos projetos de instalações.
Os aparelhos sanitários serão de grês porcelânico e os metais cromados, acabamento
brilhante.
Toda tubulação será executada com tubos e conexões de PVC rígido soldável,
utilizando-se adaptadores necessários às peças roscáveis.
A rede de água será abastecida por um reservatório elevado com uma caixa de fibra
de vidro com capacidade para 5.000 litros e reservatório inferior com uma caixa de 20.000
litros, totalizando 25.000 litros.

13. INSTALAÇÕES SANITÁRIAS


Deverão ser respeitados rigorosamente os detalhes de projeto e normas da ABNT.
As águas de lavação e resíduos animais serão conduzidas a um sistema de tratamento
de esgotos específico e independente das águas servidas provenientes do vestiário.
Toda tubulação será executada com tubos e conexões de PVC rígido soldável. As
tubulações enterradas terão caimento perfeito, 2% para tubulações até 100 mm e 1% para 150
mm. As caixas de inspeção serão executadas em alvenaria de tijolos, revestidas
internamente.
As residuais do processo de abate e industrialização seguirão para o sistema de
tratamento específico, conforme projeto de tratamento de efluentes.
14. REVESTIMENTOS
Nas paredes o revestimento será com argamassa de cimento, cal hidratada e areia média
com traço a depender do tipo de revestimento empregando e indicado na planilha orçamentária.

Chapisco:
Deverá ser executado conforme especificado em planilha orçamentária.

Emboço:

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Os emboços só serão iniciados após completa pega de argamassa das alvenarias e
chapiscos, e depois de embutidas todas as canalizações que por ele devam passar. A
superfície deverá ser umedecida como anteriormente descrito e deverá se encontrar isentas
de poeira, graxas e óleos usados para desforma dos elementos estruturais. Os emboços
serão fortemente comprimidos contra as superfícies e apresentarão paramento áspero para
facilitar a aderência. A espessura do emboço não deve ultrapassar a 25 mm.
Chapisco:
O traço para chapisco será 1:3, cimento e areia média.
Emboço:
O traço para o emboço será 1:2:8 de cimento, cal e areia média.
Reboco:
Sobre a camada de emboço será executado o reboco na espessura máxima de 2,5cm
no traço 1:2:8.

Revestimento cerâmico para paredes:


Banheiros da administração e vestiários: serão aplicadas até o forro de PVC.
Será utilizado revestimento cerâmico para paredes com dimensões 20x20cm, de boa
procedência, cor branca. A colocação dos azulejos será iniciada após o emboço curado por
10 dias. O assentamento empregará argamassa pré-fabricada de alta fixação.
Prédio de Processamento: as paredes da zona suja (sangria) e câmara fria, terão
azulejo até 4,20m. A coleta de sangue será aplicada até 2,10 e as alturas restantes
obedecerão às cotas estabelecidas no projeto arquitetônico.
A argamassa será estendida primeiramente com o lado liso de uma desempenadeira
de aço, numa camada uniforme e de 3 a 4mm, e depois com o lado denteado da mesma
desempenadeira, formando-se cordões que possibilitarão a melhor aderência dos
revestimentos sobre o substrato. Com estes cordões ainda frescos, efetua-se o assentamento,
batendo-se um a um com martelo de borracha.
A espessura das juntas será de 3mm a 5mm para os revestimentos de 20x20cm, na
produção considerar junta seca.
Decorridos 7 dias do assentamento, inicia-se a operação de rejuntamento com
argamassa pré-fabricada. As juntas serão escovadas e umedecidas para receber o rejunte.

15. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS


Toda parte elétrica e instalações deverá obedecer rigorosamente os projetos,
respectivos memoriais, bem como as normas da ABNT.
Os condutores a serem usados para alimentação das cargas deverão ser do tipo
antichama, isolados com PVC para 70º/750V, de fio ou cabo de cobre, de seção conforme o
projeto, quando instalados embutidos em eletrodutos na parede ou teto.
Os eletrodutos usados para passagem e proteção dos condutores deverão ser de
PVC rígido, específicos para a aplicação em eletricidade.
Todas as instalações elétricas serão executadas com esmero e bom acabamento, com
todos os condutores, condutos e equipamentos cuidadosamente arrumados em posição e

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firmemente ligados às estruturas de suporte e aos respectivos pertences, formando um
conjunto mecânico e eletricamente satisfatório e de boa qualidade.
Só serão empregados materiais rigorosamente adequados para a finalidade em vista e
que satisfaçam às normas da ABNT que lhes sejam aplicáveis.

16. PAVIMENTAÇÃO
Os banheiros, administração e casa de sangue receberão piso em cerâmica 35x35cm,
cor branca, PEI-4.
As áreas de produção receberão piso com acabamento polido, do tipo granilite.
O compressor/caldeira receberão acabamento cimentado.

Piso Cerâmico:
- Preparo da superfície:
Deverá ser removida toda poeira e partículas soltas existentes sobre o contrapiso.
Umedecer a superfície e aplicar pó de cimento, o que implica a formação de pasta com a
finalidade de proporcionar melhor ligação entre a superfície e argamassa de regularização.
- Argamassa de regularização:
O assentamento será com argamassa colante AC – I para cerâmicas. Na colocação da
cerâmica deverá ser respeitado o caimento, voltado para os ralos. A espessura máxima será de 30
mm. Se necessário espessura maior, a camada de regularização deverá ser executada em duas
etapas, sendo a segunda iniciada após a cura da primeira.
A quantidade de argamassa a preparar será tal que o início da pega do cimento venha
a ocorrer posteriormente ao término do assentamento. Na prática, isso corresponde a
espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2 m² por vez.
A argamassa da camada de regularização será "apertada" firmemente com a colher
(para eliminar os possíveis vazios) e, depois, sarrafeada. Sobre a argamassa ainda fresca,
espalha-se pó de cimento de modo uniforme e na espessura de 1mm ou 1 litro por m². Para
auxiliar a formação da pasta, passar levemente a colher de pedreiro.
- Colocação do piso e rodapé cerâmicos:
A cerâmica será batida uma a uma com martelo de madeira apropriado, com a
finalidade de garantir a perfeita aderência com a pasta de cimento.
Antes do completo endurecimento da pasta de rejuntamento, será procedida cuidadosa
limpeza da pavimentação, com serragem de madeira, a qual, depois de friccionada contra a
superfície, será espalhada por sobre ela para proteção e cura.

Piso Polido:
Na área de abate, evisceração, salas de vísceras, câmara de refrigeração, o piso será
de material resistente à abrasão e impacto do tipo industrial (ex.: granilite, etc.).
O procedimento para execução seguirá as mesmas indicações do contrapiso em
concreto, e a camada superficial resistente deverá obedecer às recomendações técnicas de
preparo e execução e espessura de acordo com as indicações do fabricante.
O rodapé será de 7 cm.

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17. ESQUADRIAS
As janelas serão de madeira do tipo correr e/ou de alumínio, conforme as
especificações de projeto. As portas, batentes, guarnições e folhas serão de madeira jatobá,
alumínio, alumínio e vidro, grade de ferro. Os batentes deverão ser fixados na alvenaria
através de parafusos introduzidos nos tacos embutidos.
Vidraçaria: Serão utilizados vidros, na espessura de 6mm, na totalidade das
esquadrias. O assentamento das chapas de vidro será efetuado com o emprego massa de
vidraceiro.
Ferragens: Todas as ferragens para esquadrias serão de metal, cromadas, acabamento
polido, inteiramente novas, em perfeitas condições de funcionamento e acabamento; as
dobradiças, serão suficientemente robustas, de forma a suportarem, com folga, o regime de
trabalho a que venham a ser submetidas.
Telas: Todas as aberturas externas (janelas, portas, cobogós), deverão receber telas
de nylon com malha de 1 mm, a fim de impedir o acesso de insetos ao interior da edificação.
A tela deverá ser fixada em molduras de madeira firme e resistente e ser instalada de modo a
não deixar frestas e junto à parede.

18. PINTURA
Considerações gerais: Os substratos estarão suficientemente endurecidos, sem sinal
de deterioração e preparados conforme instruções do fabricante da tinta. Será evitada a
aplicação prematura de tinta em substratos com cura insuficiente.
A pintura deve ser realizada com temperatura variando entre 10 e 35 graus Celsius.
Em ambientes externos, não aplicar pintura com ocorrência de chuvas.
A tinta aplicada será bem espalhada sobre a superfície e a espessura de película, de
cada demão, será a mínima possível, obtendo-se o cobrimento através de demãos sucessivas.
Cada demão de tinta só poderá ser aplicada quando a precedente estiver perfeitamente seca.
Serão adotadas precauções especiais no sentido de evitar salpicaduras de tinta, para
prevenir a ulterior remoção de tinta adesiva a superfícies rugosas. Os salpicos que não
puderem ser evitados serão removidos com a tinta fresca, empregando removedor adequado.
Tintas utilizadas: Paredes externas tinta ACRÍLICAS e internas serão pintadas com
tinta PVA nas cores indicadas em projeto e, nas demais paredes branco neve.
As construções externas ao abatedouro receberão pintura do tipo caiação, com
exceção para administração que terá suas paredes internas pintadas com tinta PVA e
externas ACRÍLICAS.
As esquadrias de madeira e ferro serão pintadas com tinta a óleo cor azul, sendo que
as esquadrias de ferro deverão receber DUAS DEMÃOS proteção anticorrosiva.
A pintura das divisórias dos banheiros deverá ser aplicada com selador acrílico na
cor branco neve.

19. PAVIMENTAÇÃO EXTERNA


Será executada uma calçada de contorno, com largura variada (1,50m, na unidade de
processamento e 1,20 m nas passarelas secundárias), com contrapiso de 5,0 cm de espessura
convenientemente desempenada.

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20. LIMPEZA
Toda obra deverá ser entregue em perfeito estado de limpeza e conservação. Todas
as suas instalações, equipamentos e aparelhos, deverão apresentar funcionamento perfeito.
Todo entulho deverá ser removido do terreno pela empreiteira.
Serão lavados convenientemente os pisos bem como os revestimentos, aparelhos
sanitários, vidros, ferragens, metais, etc.

21. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Qualquer modificação no projeto arquitetônico terá que ter prévia aprovação do arquiteto.
A Empresa Construtora da obra será responsável pela fixação das placas.
Todos os serviços e materiais utilizados na obra deverão estar em conformidade com
as Normas da ABNT e Normas locais.
Na entrega da obra, será procedida cuidadosa verificação, por parte da Fiscalização,
das perfeitas condições de funcionamento e segurança de todas as instalações de água,
esgotos, aparelhos sanitários, equipamentos diversos, ferragens, instalações elétricas, etc.

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