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Teoria de aprendizagem

1- Paulo Freire afirma que “Ensinar não é transferir conhecimento. ” Discorra sobre essa
frase.
R= Para Paulo Freire, ensinar é criar possibilidades para produção ou construção do
conhecimento.

2- Segundo François Jacob, homens e mulheres são “Seres programados, mas para
aprender. ” Comente.
R= É que o processo de aprender, em que historicamente descobrimos que era
possível ensinar como tarefa não apenas embutida no aprender, é um processo que
pode deflagrar no aprendiz uma curiosidade crescente, que pode torna-lo mais e mais
criador.

3- O que é rigorosidade metódica?


R = Para Paulo Freire o educador deve empenhar-se em aguçar a capacidade crítica, a
curiosidade e a insubmissão do educando com a qual devem se aproximar dos
objetivos conhecíveis.

* Comente as afirmações

4- Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos.


R = O educador deve considerar os conhecimentos adquiridos pelos educandos,
anteriores ao início do processo de educação regulara que eles estão sendo
submetidos. E avalia-los no decorrer, da aprendizagem.

5- Ensinar exige criticidade.


R = O educador deve permitir ao educando o exercício do seu senso crítico na
avaliação dos conteúdos transmitidos. Pois o processo de ensino não pode se dar de
maneira impositiva, sem possibilitar a discussão a respeito dos conteúdos ensinados.

6- Ensinar exige estética e ética.


R= A necessária promoção da ingenuidade à criticidade não pode ou não deve ser feita
a distância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. Decência e
boniteza de mãos dadas. A prática educativa tem de ser, em si um testemunho
rigoroso e descende de pureza.

7- Ensinar exige rico, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação.


R = Para Paulo Freire, a disponibilidade ao risco é própria do pensar, a aceitação do
novo não pode ser negado ou escolhido só porque é novo, assim como o critério de
recusa ao velho não é apenas cronológico. Velho que preserva sua validade ou encarna
uma tradição ou marca uma presença no tempo continua novo.

8- Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática.


R =É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do
novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim
como o critério de recusa do velho não é apenas cronológico, O velho
que preserva sua validade ou encarna uma tradição ou marca uma
presença no tempo continua novo. Faz parte igualmente do pensar
certo a rejeição a qualquer forma de discriminação.

9- Ensinar exige consciência do inacabamento.


R= A prática docente crítica, envolve o movimento dinâmico, dialético,
entre o fazer e o pensar sobre o fazer. O saber que a prática docente
espontânea ou quase espontânea, “desarmada”, indiscutivelmente
produz um saber ingênuo, um saber de experiência feito que a falta de
rigorosidade metódica que caracteriza a curiosidade epistemológica
do sujeito.

10- Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado.


R= O ser humano é inacabado. Na verdade o inacabamento do ser ou
sua inclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há
inacabamento. Mas só entre mulheres e homens o inacabamento se
tornou consciente.

11- Ensinar exige respeito a autonomia do ser do educando.


R= Outro saber necessário à prática educativa, é o que fala do respeito
devido à autonomia do ser do educando. Do educando criança, jovem
ou adulto. O educador deve estar constantemente advertido com
relação a este respeito que implica igualmente o que devo ter por mim
mesmo.

12- Ensinar exige bom senso.


R= A vigilância do bom-senso tem uma importância enorme na
avaliação que o educador deve fazer a todo instante, de sua prática,
Antes de qualquer reflexão mais detida e rigorosa é o bom senso que
o faz não ser tão negativo, do ponto de vista de sua tarefa docente, o
formalismo insensível que o faz recusar o trabalho de um aluno por
perda de prazo.

13- Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores.
R= Se há algo que os educando brasileiros precisam saber, é que a luta
em favor do respeito aos educadores e à educação inclui que a briga
por salários menos imorais é um dever irrecusável e não só um direito
deles. A luta dos professores em defesa dos seus direitos e de sua
dignidade deve ser entendida como um momento importante de sua
prática docente, enquanto prática ética. O combate em favor da
dignidade da prática docente é tão parte dela mesma quanto dela faz
parte o respeito que o professor deve ter à identidade do educando.

14- Ensinar exige apreensão da realidade.

R= Como professor preciso me mover com clareza na minha prática. Preciso


conhecer as diferentes dimensões que caracterizam a essência da prática, o
que pode tornar-me mais seguro no meu próprio desempenho. Segundo Paulo
Freire o aprendizado verdadeiramente pleno implica a habilidade de apreender
substantivamente a realidade.

Assim como adestramento não é sinônimo de educação a memorização, por si


só, não é aprendizado. O sentido da educação não é fazer com que os alunos
decorem o mundo, se adaptem ao mundo mas, que se tornem capazes de
recriar, intervir e transformar o conhecimento a partir do que eles aprendem,
Quando a aula se restringe a memorização o aluno pode até decorar
momentaneamente aquele conteúdo, que logo será esquecido. A habilidade de
apreender criativamente participando da construção do conhecimento é que
protege o estudante de um mau aprendizado.

15-Ensinar exige alegria e esperança.

R= Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a


esperança. A esperança e que o professor e alunos juntos podemos
aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir
aos obstáculos a nossa alegria. A esperança é uma espécie de ímpeto
natural e necessário, a desesperança é o aborto desse ímpeto. A
esperança é um condimento indispensável à experiência histórica. Sem
ela, não haveria história onde há tempo problematizado e não “pré-
dado.”

16-Ensinar exige convicção de que a mudança é possível.

R= É o saber da história como possibilidade e não como determinação.


O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa,
inteligente, interferidora na objetividade com que dialeticamente me
relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem intervém como
sujeito de ocorrências. No mundo da história, da cultura, da política,
constato não para me adaptar, mas para mudar.
17-Ensinar exige curiosidade.

R= Uma das práticas definidoras da pedagogia da autonomia é aquela


que favorece e estimula a curiosidade do estudante, e por consequência
a do professor. Professores que insistem numa relação paternalista e
autoritária com os alunos, impõem obstáculos sérios ao exercício da
curiosidade tanto dos alunos quanto da sua própria “nenhuma
curiosidade se sustenta eticamente no exercício da negação da outra
curiosidade”. Paulo Freire deixa claro: a curiosidade que silencia a si
mesma, nega a outra também. É uma atitude antipedagógica quando o
professor não tem nenhuma curiosidade sobre os gostos, os interesses e
os saberes dos seus alunos. A curiosidade dos pais só se experimenta no
sentido de saber como e onde anda a curiosidade dos filhos de
burocratiza ou fenece. O professor deve saber que sem a curiosidade
que o move, o inquieta, que o insere na busca, não aprende nem ensina.

18-Ensinar exige segurançs, competência profissional e generosidade.

R= A segurança com que a autoridade doente se move implica uma


outra, q que se funda na sua competência profissional. Nenhuma
autoridade docente se exerce ausente desta competência. O professor
que não leve a sério sua formação, que não se esforce para estar à altura
de sua tarefa não tem força moral paa coordenar as atividades de sua
classe.

19-Ensinar exige comprometimento.

R= Não é possível exercer a atividade do magistério como se nada ocorresse


conosco. Não posso ser professor se não ir diante dos alunos, sem revelar com
facilidade ou relutância a maneira de ser, de pensar politicamente. Enquanto
presença não posso ser uma omissão, mas um sujeito de opções. Devo revelar
aos alunos a minha capacidade de analisar, de comparar, de avaliar, de decidir,
de optar, de romper. Minha capacidade de analisar, de comparar, de avaliar,
de decidir, de optar, de romper. Minha capacidade de fazer justiça, de não
falhar à verdade.

20-Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção


no mundo.

R= A educação é uma forma de intervenção no mundo, Intervenção


que, além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e/ou
aprendidos implica tanto o reforço de reprodução da ideologia
dominante quando o seu desmascara.
21-Ensinar exige liberdade e autoridade.

R= O problema da tensão entre a autoridade e a liberdade ainda não foi


solucionado, Inclinados a superar a tradição autoritária, tão presente
entre nós, resvalamos para formas licenciosas de comportamento e
descobrimos autoritarismo onde só houve exercício legítimo da
autoridade.