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Filosofia medieval x Filosofia cristã

Existem pouquíssimas coisas no mundo que adquiriram uma sincronia tão pouco
vista que separá-las se torna impossível, segundo o site discoverynaescola.com,
simbiose é a relação entre dois organismos na qual um ou ambos beneficiam-se, e não
há palavra melhor para explicar o título acima. Querendo ou não a igreja católica
dominou toda a filosofia, todo o pensamento produzido durante a erroneamente época
conhecida como “Idade das Trevas”. Analisarei aqui os maiores pensadores da época
para que intimamente venhamos a nos familiarizar melhor com os fatos.
Houve vários momentos em que tentou-se sincretizar a razão com a fé católica
trouxeram o epicurismo e o estoicismo que introduziram ideias como a previdência
divina e o contínuo buscar pelos prazeres da vida(até aí totalmente epicurista)
controlados por uma grande mediador, Deus, mais tarde influenciariam a filosofia da
Igreja, essas correntes da filosofia grega produziram nomes famosos nos primeiros
séculos precedentes a Cristo, nomes como: Justino e Clemente de Alexandria. No fim
do século XII a filosofia medieval se torna praticamente filosofia cristã, e por muitos
séculos não podendo ser diferenciada. Por ser a religião oficial de Roma, a maior nação
da época o cristianismo se expandiu e se fortaleceu de forma exponencial, quando o
império romano cai, a configuração da igreja (intimamente parecida com as
configurações das instituições romanas) permite que esta obtenha o poder supremo
sobre os seus súditos, nascendo assim a filosofia medieval católica.
Nesse período todo o pensamento produzido de uma forma ou de outra pertencia
a igreja, Tertuliano afirmava que não existia conhecimento válido se não estivesse
atrelado aos valores cristãos. Mas nem todos pensavam desta forma um exemplo destes
é Agostinho de Hipona, mais tarde conhecido como Santo Agostinho, este por sua vez é
um dos maiores responsáveis pelo conceito da filosofia cristã e por alguns dos
pensamentos católicos conhecidos até hoje. A ideia de submissão do homem a Deus e as
ideias de que a fé a tudo explicava (um bom exemplo disso é o livro “O nome da Rosa”
de Umberto Eco de 1980) legitimou o poderio da Igreja, e ajudou de tudo na construção
do Estado medieval.
Outro importante construtor da filosofia mais tarde chamada de filosofia medial
católica foi Tomás de Aquino, que pelos pensamentos aristotélicos e pela escolástica
conseguiu de forma até então inimaginável conceber uma síntese de toda a fé presente
no cristianismo tendo por mestre Alberto Magno que acreditava veemente na
coexistência pacífica da ciência e da religião uma vez que ambas bebem na mesma
fonte: O conhecimento humano. Tendo sido construída vemos em sua totalidade que a
fé e a filosofia cristã são importantíssimas para entendermos não só a historia humana
mas também o que pensavam e acreditavam nosso antepassados.