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CPI BANCOOP - 15ª Legislatura

25/10/2010 - 18ª reunião em 25_10_10 - Aprovação relatório final

ATA DA DÉCIMA OITAVA REUNIÃO DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO


CONSTITUIDA PELO ATO Nº 13, DE 2010, COM A FINALIDADE DE INVESTIGAR
SUPOSTAS IRREGULARIDADES E FRAUDES PRATICADAS CONTRA MUTUÁRIOS DA
COOPERATIVA HABITACIONAL DOS BANCÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO -
BANCOOP, E PROPOR SOLUÇÕES PARA O CASO.

Aos vinte e cinco dias do mês de outubro de dois mil e dez, às quatorze horas e trinta
minutos, no Plenário "Dom Pedro I" da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo,
realizou-se a Décima Oitava Reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito constituída
pelo ato nº 13, de 2010, com a finalidade de "investigar supostas irregularidades e
fraudes praticadas contra cerca de três mil mutuários da Cooperativa Habitacional dos
Bancários do Estado de São Paulo - BANCOOP, e propor soluções para o caso", da
Quarta Sessão Legislativa, da Décima Sexta Legislatura, presidida, inicialmente, pelo
Senhor Deputado Estevam Galvão, nos termos regimentais, tendo sido convocada para
apresentação, discussão e votação do relatório final. Presentes os Senhores Deputados
Bruno Covas, Ricardo Montoro, Waldir Agnello (efetivos) e Vitor Sapienza (substituto
eventual). Presentes, após a aprovação do relatório, os Senhores Deputados Samuel
Moreira, Vicente Cândido, Vanderlei Siraque, Chico Sardelli (efetivos) e o Deputado
Antonio Mentor, na qualidade de Líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores.
Ausente o Senhor Deputado Roberto Morais. Havendo número regimental, o Deputado
Estevam Galvão, na presidência dos trabalhos, declarou aberta a reunião e solicitou à
secretária a leitura da ata da reunião anterior, que foi dispensada a pedidos e
considerada aprovada. O Senhor Presidente passou a palavra ao relator, Deputado
Bruno Covas, que solicitou a dispensa da leitura do relatório final, tendo em vista que os
Senhores Deputados presentes receberam cópias do mesmo. Em discussão, não
havendo oradores inscritos, foi encerrada a discussão. Em votação, foi aprovado pela
unanimidade dos presentes, o relatório final apresentado pelo Deputado Bruno Covas.
Após a aprovação do relatório, o Deputado Samuel Moreira assumiu a presidência dos
trabalhos. Pela ordem, o Deputado Bruno Covas agradeceu a confiança nele depositada.
O Deputado Vanderlei Siraque solicitou que a manifestação apresentada pela Bancada
do Partido dos Trabalhadores também fosse encaminhada ao Ministério Público do
Estado, juntamente com

o relatório final aprovado, e que ficasse registrada na presente ata, a manifestação


contrária dos Senhores Deputados Vicente Cândido e Vanderlei Siraque ao relatório
aprovado. O Senhor Deputado Vicente Cândido manifestou-se contrariamente à
celeridade da aprovação do relatório. Nada mais havendo a tratar, o Senhor Presidente
agradeceu a presença de todos e suspendeu os trabalhos por 10 (dez) minutos para a
lavratura da presente ata. Reaberta a reunião e constatado "quórum" regimental, foi a
ata lida e aprovada. A presente reunião foi gravada pelo serviço de Audiofonia e após
transcrição fará parte integrante desta Ata, que eu Fátima Mônica Bragante Dinardi,
Agente Técnico Legislativo, lavrei e assino após sua Excelência.

Plenário "D. Pedro I", em 25 de outubro de 2010.


Deputado Samuel Moreira
Presidente

Fátima Mônica Bragante Dinardi


Secretária
25/10/2010 20h35 Aprovado relatório final da CPI da Bancoop Da Redação - Monica Ferrero

Reunião da CPI da Bancoop


Nesta segunda-feira, 25/10, foi aprovado o relatório final da Comissão Parlamentar de
Inquérito constituída com a finalidade de investigar supostas irregularidades e fraudes
praticadas contra cerca de três mil mutuários da Cooperativa Habitacional dos Bancários do
Estado de São Paulo (Bancoop) e propor soluções para o caso.
O relator Bruno Covas (PSDB) falou da visibilidade que os trabalhos da CPI deram à
Assembleia ao "trazerem à luz as aflições dos cooperados da Bancoop" e disse que irá
acompanhar o desfecho da apuração das denúncias junto ao Ministério Público.

Conclusões e soluções propostas

No relatório final foi apontado o envolvimento da diretoria do Sindicato dos Bancários, que
mantém a Bancoop, com partidos políticos e relações indevidas com empresas criadas por
membros do sindicato, além de pagamentos a empresas estranhas ao objetivo social da
cooperativa. O endividamento da cooperativa, com base no balanço de 2009, é de R$ 90
milhões, com recebíveis de R$ 84 milhões, apesar dos esforços de seu atual presidente no
sentido de tentar fazer acordo entre credores e devedores.
As soluções propostas pelo relator são a intervenção imediata do Ministério Público Estadual
na Bancoop e desconsideração de sua personalidade jurídica "por conta de graves danos de
finalidade decorrentes de práticas supostamente ilícitas e impróprias". Indica ainda ao
governo estadual, através da Secretaria da Habitação, que estude, em caráter de urgência, a
abertura de linhas de crédito especial para viabilizar o término das obras finalizadas.

Manifestação contrária

Os deputados Vanderlei Siraque e Vicente Cândido, ambos do PT, apresentaram manifestação


contrária ao relatório final, que também será enviada ao Ministério Público junto com o
relatório final da CPI. Primeiramente, foi lembrado que já houve, em março de 2009, um
acordo judicial entre o Ministério Público, através da Promotoria dos Direitos do Consumidor,
e a Bancoop, onde esta se compromete a viabilizar atendimento a seus cooperados. A bancada
do PT recomenda que este acordo seja implementado na íntegra. Ainda recomendam à
Bancoop a solução das pendências existentes com os cooperados.
Segundo o relatório, "esta postura construtiva por parte do Ministério Público contrasta com
aquela adotada isoladamente pelo promotor José Carlos Blat", que procurou em inquérito
criminalizar a cooperativa e sua diretoria.
O texto da manifestação contrária sugere, no âmbito da Assembleia, que as frentes
parlamentares do Cooperativismo Paulista e pela Habitação e Reforma Urbana realizem
estudos para alteração da Lei 12.226/2006 para regulamentar as parcerias entre cooperativas e
entidades populares, bem como atuação do Poder Executivo nos programas populares de
habitação.
O deputado Vicente Cândido registrou sua preocupação com o modo como o relatório final da
CPI foi aprovado, sem que fosse lido ou discutido e sem a presença do presidente efetivo da
comissão. Também foi criticado o fato de que os deputados que não são da base governista
não tiveram acesso prévio ao relatório.

26/10/2010 21h20 Relatório da CPI da Bancoop será enviado ao Ministério Público e à


Secretaria da Habitação Da Redação

CPI da Bancoop
Aprovado nesta segunda-feira, 25/10, o relatório final da CPI da Bancoop será enviado ao
Ministério Público Estadual e à Secretaria da Habitação, entre outros órgãos. O objetivo é
recomendar ações por parte do Poder Público para que sejam minimizados os prejuízos
sofridos pelos associados da cooperativa na aquisição de sua casa própria.
Para chegar às conclusões expressas no relatório, que ficou a cargo do deputado Bruno Covas
(PSDB), a CPI realizou 17 reuniões, ouviu 27 pessoas e analisou mais de 30 volumes de
documentos recebidos.

Intervenção

O relatório aprovado pela CPI propõe ao Ministério Público Estadual a imediata intervenção
na Bancoop. Tal ato se baseia nos artigos 93 e 94 da Lei da Cooperativas (Lei 5.764/1971),
que preveem a medida no caso de: violação contumaz das disposições legais; ameaça de
insolvência em virtude de má administração; e paralisação das atividades por mais de 120
dias. "Como se vê, estão presentes todos os requisitos legais para a intervenção do Ministério
Público na Bancoop", explica o relator, destacando que a legislação prevê como requisito para
as cooperativas a neutralidade política, o que não ocorre com a Bancoop.
"Vamos solicitar ao Ministério Público que haja uma intervenção o mais rápido possível na
cooperativa, por conta dos riscos que correm os próprios cooperados com ações em juízo
contra a cooperativa", explica o presidente da CPI, deputado Samuel Moreira (PSDB).

Desconsideração da personalidade jurídica

O relatório aprovado pela CPI concluiu que empresas foram criadas com a finalidade de
desviar recursos da cooperativa. Os responsáveis por essas empresas lesaram os cofres da
Bancoop e, consequentemente, os mais de 3 mil cooperados. "São fartos os relatos e
documentos que comprovam as irregularidades", explica Bruno Covas, citando, entre outras, a
existência de empresas criadas por dirigentes e ex-dirigentes da Bancoop que passaram a
prestar serviços para a própria cooperativa e a doar recursos financeiros a campanhas
políticas.
A desconsideração da personalidade jurídica, segundo o relatório, é necessária por dois
motivos. Primeiro, para que as centenas de ações movidas nas esferas cível e trabalhista
tenham em seu polo passivo os dirigentes e ex-dirigentes da cooperativa, com a possibilidade
de que respondam pelos danos causados com seu patrimônio pessoal. Em segundo lugar,
porque, se isso não ocorrer, quem responderá patrimonialmente pelos desvios da cooperativa,
cujo passivo supera R$ 90 milhões, serão os cooperados. "Uma vez mantida a personalidade
jurídica da cooperativa, os cooperados responderão pelos prejuízos causados por seus
dirigentes", resume Bruno Covas.

Linhas de crédito

O relatório inclui ainda indicação ao governo estadual, através da Secretaria da Habitação,


para que seja estudada, em caráter de urgência, a abertura de financiamentos para viabilizar o
término das obras paralisadas. "A sugestão é que sejam criadas linhas de crédito diferenciadas
para os associados que comprovem efetivamente dano causado pela Bancoop", explica o
presidente da CPI.

Presidente da CPI, deputado Samuel Moreira

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Deputado Bruno Covas, relator