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COMPONENTES QUÍMICOS DA CÉLULA

• Inorgânicos: água e minerais


• Orgânicos: carboidratos, lipídeos, ácidos nucléicos e
proteínas

Constituintes Células animais


Água 75 a 85%
Sais inorgânicos 2 a 3%
Compostos orgânicos Restante
ÁGUA

 75 a 85% do peso de uma célula


 Reações intracelulares – ambiente aquoso
 Solvente natural para íons
 Meio para dispersão da maior parte das
macromoléculas
 Conteúdo da água – idade e atividade
metabólica das céls.
 Ex: Céls. Embrionárias – 90 a 95%
Quantidade de água do peso total em
alguns órgãos humanos
Encéfalo de embrião: 92%
Músculos: 83,4%
Nas céls:
Cérebro: 77,8% 95% está livre: solvente
para solutos e meio
Pulmões: 70,9% dispersante
5% está ligada: unida a
Coração: 70,9% outras moléculas (água
imobilizada no interior das
Osso: 48,2% macromoléculas)

Dentina: 12%
Estrutura da molécula de água

Estrutura Dipolo: carga positiva e negativa na mesma


molécula.
Torna a água um dos melhores solventes conhecidos.
Propriedades da molécula de água

Molécula Polar: pode formar pontes de H


entre si e com outras moléculas polares

Molécula Dipolo: pode ligar-se através de


seus grupos + e _ com ânions e cátions e
moléculas com ambos os tipos de carga
Grau de afinidade dos polímeros
pela água

 Moléculas hidrofílicas: possuem grupamentos polares (carga


+ e -).
 Ex: açúcares, DNA, RNA, maioria das proteínas.

 Moléculas hidrofóbicas: não possuem grupamentos polares


(sem ou pouca carga, não formam pontes de H.).
 Ex: lipídeos, óleos

 Moléculas anfipáticas: parte hidrofílica e parte hidrofóbica.


 Ex: glicolipídeos, fosfolipídeos
Moléculas orgânicas

 Ácidos Nucléicos
 Proteínas
 Carboidratos
 Lipídeos
Ácidos Nucléicos

 DNA e RNA- São moléculas informativas da célula

 Dogma central- DNA RNA Proteínas

 Composição: Carboidratos (açúcar) + grupo


fosfato + proteínas.
Carboidratos

Carboidratos
Pentose
DNA: Desoxirribose
RNA: Ribose
Bases nitrogenadas

Pirimidinas
 1 anel heterocíclico

 T, C e U

Purinas
 2 anéis heterocíclicos

 A e G
Bases nitrogenadas
 Uma base purínica SEMPRE se liga a uma
pirimídica e vice-versa.
 DNA: A=T e C=G
 RNA: A=U e C=G
DNA Pirimidinas: A e G
Purinas: T e C

RNA Pirimidinas: A e G
Purinas: U e C
Nucleotídeos
Importância:
 Atuam como blocos de construção dos ác. nucléicos
 ATP, principal forma de energia química dentro da cél.

 Sinalização celular

 Nucleotídeo = carboidrato + fosfato + base nitrogenada


 Ex:
 Adenosina Monofosfato (AMP)
 Adenosina Difosfato (ADP)
 Adenosina Trifosfato (ATP)
DNA
 Desoxirribose + base + grupo fosfato
 Dupla-hélice:
 2 cadeias helicoidais
 antiparalelas
 2 cadeias são unidas por pontes de H
 A – T: 2 pontes
 C – G: 3 pontes
 2 cadeias são complementares
RNA
 Ribose + base + grupo
fosfato
 Cadeia única
 3 classes principais:
 - RNA mensageiro

RNA ribossômico RNA transportador


Proteínas
Diversas, versáteis e desempenham
milhares de funções na célula:

 Componentes estruturais de céls. e tecidos


 Transporte e armazenamento de pequenas
moléculas
 Transmite informações entre as células
 Defesa de infecções
 Atua como enzimas que catalisam
importantes reações
Proteínas

 A seqüência de aminoácidos é o elo entre a mensagem


genética no DNA e a estrutura tridimensional que
executa a função biológica de uma proteína.

 As seqüências de aminoácidos de uma proteína são


geneticamente determinadas

 A seqüência de uma proteína revela muito de sua


história evolutiva.
 As proteínas só se assemelham umas às outras, em

seqüência de aminoácidos, se tiverem um ancestral


comum.
Estrutura do aminoácido

 Polímeros de 20 aminoácidos

Grupo amino Grupo carboxila

Radical

R: determina os papéis de cada AA na estrutura e função.


UNIDADE MONOMÉRICA DAS PROTEÍNAS →AMINOÁCIDOS

Ligação peptídica
Aminoácidos não
polares (hidrofóbicos)
Aminoácidos
polares (sem carga)
Os aminoácidos com carga

Carga positiva Carga negativa


Junção do aminoácidos

Ligação peptídica:
 Grupo amino de um aa com o grupo carboxil

do outro

Dipeptídeo – 2 AA
Tripeptídeo – 3 AA
Oligopeptídeo – poucos AA
Polipeptídeo – centenas ou milhares de AA
Junção do aminoácidos
Os 20 aminoácidos

Aminoácidos essenciais (não podem ser


sintetizados pelo corpo)

Aminoácidos naturais
Proteínas completas: As proteínas que contém todos os aminoácidos
essenciais são denominadas proteínas completas; por exemplo, ovos, leite,
carnes, frango e peixes.

Proteínas incompletas: As proteínas incompletas não têm um ou mais


aminoácidos essenciais. Todavia, combinando proteínas incompletas
complementares, você pode "criar sua própria" versão de uma proteína
completa que contenha todos os aminoácidos essenciais. Simplesmente
combine proteínas de dois ou três destes grupos.
Proteínas

 Proteínas conjugadas: unidas à grupos


prostéticos
Ex: glicoproteínas, lipoproteínas,
nucleoproteínas, flavoproteínas

Proteínas simples: formada exclusivamente


por aminoácidos
Todas as proteínas possuem diferentes
níveis de organização

Estrutura Estrutura Estrutura Estrutura


primária secudária terciária quaternária

Residuos de aa’s -hélice Dobramente Dif. cadeia polipeptidicas


da cadeia polipeptidica
Estrutura Primária
 É a seqüência de
aminoácidos
existentes na
molécula de uma
proteína.
 É o nível de
estrutura mais
simples a partir do
qual todos os
outros derivam
Estrutura Primária
Estrutura Secundária
Arranjo espacial que a seqüência da 1ª. assume)

 É a disposição espacial que adquire a


espinha dorsal da cadeia polipeptídica

 Hélice

 Hélice

Folha  pregueada
Estrutura Secundária
Arranjo espacial que a seqüência da 1ª. assume)
Estrutura
Secundária
Arranjo espacial que a seqüência
da 1ª. assume)
Estrutura Terciária
Arranjo tridimensional de todos os átomos de uma cadeia
polipeptídica no espaço, inclusive de seus grupos
prostéticos

Resulta de dobras na estrutura da proteína estabilizadas por


interações entre os radicais dos aminoácidos

Interação de AA’s situados a longas distâncias na cadeia


polipeptídica
Estrutura Quaternária
 Refere-se ao modo pelo qual duas ou mais cadeias
polipeptídicas, iguais ou diferentes, interagem.
 Cada uma das cadeias apresenta os três níveis
estruturais citados.
 É mantida principalmente por ligações iônicas, pontes
de hidrogênio e por interações do tipo hidrofóbico
Outras Classificações

 Uma outra forma de classificar as proteínas é baseado


na sua função.
 Sobre este prisma, elas podem ser divididas em dois
grupos:
 proteínas estruturais e proteínas biologicamente ativas
 Algumas proteínas, entretanto, podem pertencer aos dois grupos
 A maioria das proteínas estruturais são fibrosas - compostas por
cadeias alongadas. Dois bons exemplos, nos animais, são o
colágeno (ossos, tendões, pele e ligamentos) e a queratina
(unhas, cabelos, penas e bicos).
Outras Classificações
 A grande maioria das proteínas biologicamente ativas
são globulares (relação comprimento largura menor que
10:1), e sua atividade funcional é intrínsica a sua
organização espacial
 Exemplos são as enzimas, hormônios protéicos (que atuam
como mensageiros químicos), proteínas de transporte (como as
lipo-proteínas, que podem carregar o colesterol) e
imunoglobulinas (ou anticorpos), que protegem o corpo de
microorganimos invasores.
 Muitas proteínas biologicamente ativas ficam na região da
membrana celular, e atuam de diversas maneiras
Enzimas
 Enzimas são proteínas com atividade catalítica. Praticamente
todas as reações que caracterizam o metabolismo celular são
catalisadas por enzimas

 As enzimas são, portanto, consideradas as unidades


funcionais do metabolismo celular

 Possuem 1 ou + regiões denominadas sítios ativos, os quais se


unem ao substrato (S). Este é modificado química// e convertido
em 1 ou + produtos

 Já foram identificadas mais de 3.700 tipos

 E+S [ES] E+P


Ação Catalítica
  tamanho  enzima e substrato;

 Sítio ativo: região específica da superfície


• Especificidade à catalise enzimática.
Os substratos se ligam aos sítios
ativos das enzimas
Enzimas que requerem co-fatores
 Co-fator: íon metálico ou molécula
 Coenzima: quando o cofator é uma molécula
 Holoenzima: enzima + cofator
 Apoenzima: fração protéica da enzima quando
remove-se o cofator

Co-fator
Fatores que Influenciam na
Velocidade de uma Reação
 1.     Temperataior a temperatura, maior a
Enzimática:
velocidade da reação, até se atingir a
TEMPERATURA ÓTIMA; a partir dela, a
atividade volta a diminuir, por desnaturação
da molécula.  
Fatores que Influenciam na
Velocidade de uma Reação
 2.     pH : EumEnzimática:
pH ÓTIMO, onde a
distribuição de cargas elétricas da molécula
da enzima e, em especial do sítio catalítico, é
ideal para a catálise.
Inibidores- Diminuem a velocidade da
reação
- Inibição reversível
- Competitiva e não competitiva

- Inibição irreversível
LIPÍDEOS
 Molécula precursora: ácidos graxos (-COOH)
ligados por uma cadeia saturada ou insaturada.
Fonte de combustível;
Funções na Suprimento de nutrientes essenciais;
Dieta Saciedade e palatabilidade alimentar.

Fonte energética;
Isolamento térmico;
Funções no Proteção de órgãos vitais;
organismo
Impulso de transmissão nervosa;
Metabolismo celular;
LIPÍDEOS
 Estrutura
 Molécula anfipática
 Longa cadeia hidrocarbonada - hidrofóbica
+
 Grupo carboxílico (-COOH) – hidrofílico
LIPÍDEOS
 Ácido graxo saturado
 Não possui dupla ligação entre os Carbonos da cauda
hidrocarbonada.
 Produzido por animais. Gordura sólida.
 Ex: ác. Palmítico, ac. Esteárico.
LIPÍDEOS
 Ácido graxo insaturado.
 Produzido por vegetais. Mais saudáveis.
 Encontrado em estado líquido.
 1 ou + duplas ligações ao longo da cadeia.
Os lipídios com ácidos graxos em sua composição são
saponificáveis, pois reagem com bases formando sabões.

1) Glicerídeos  compostos por 1 a 3 moléculas de ácidos


graxos estereficado ao glicerol, formando mono, di ou tri-
acil-gliceróis (mono, di ou triglicerídeos).
2) Ceras  ácidos graxos de 16 a 30C e álcool mono-
hidroxilíco de 18 a 30C.
3) Fosfolipídeos  ácidos graxos + fosfato
4) Esfingolipídeos  ácido graxo + esfingosina
5) Glicolipídeos  ácido graxo + glicerol + açúcar
LIPÍDEOS - Glicerídeos
Armazenamento dos ácidos graxos
 Triglicerídeos
 Encontrados no citoplasma de muitas células.
 3 cadeias de ac. graxos ligadas a 1 molécula de glicerol
 gordura animal: carne, nata, manteiga, óleos vegetais
 ÁCIDO GRAXO SATURADO
 Glicolipídeos
 2 cadeias de ác. graxos – grupo de cadeia polar que
contém carboidratos
 encontrado em muitas membranas celulares
 molécula anfipática
ESTERÓIDES
 Colesterol
 4 anéis hidrocarbonados – 1 grupo hidroxil (OH)
 molécula anfipática (OH é fracamente hidrofílico)

 Hormônios esteróides
 4 anéis hidrocarbonados (estrogênio, progesterona,
testosterona)
ESTERÓIDES
Carboidratos
• A energia que o ser vivo utiliza em suas atividades provém da
oxidação de alimentos,através da respiração celular.

• Os carboidratos são oxidados mais facilmente e também são


os que liberam mais energia.

• Também formam a membrana celular e são encontrados nos


ácidos nucléicos.
Carboidratos
Carbono, Hidrogênio e Oxigênio numa razão de
1 : 2 : 1, o que dá uma formula geral de: (CH2O)n

Podem ser classificados em:

• Monossacarídios: glicose, ribose, frutose e


galactose.

• Dissacarídios: Maltose, sacarose, lactose

• Polissacarídios: Amido (amilo), glicogênio e


celulose
Carboidratos - Monosacarídeos
 Monossacarídeos
 Açúcares Fundamentais.
 Fórmula Geral: CnH2nOn n≥ 3
 Eles são:
 solúveis em água e insolúveis em solventes orgânicos
 brancos e cristalinos
 maioria com saber doce.
Carboidratos - Monosacarídeos
MONOSSACARÍDEO FUNÇÃO

RIBOSE (PENTOSE) ESTRUTURAL (RNA)


DESOXIRRIBOSE ESTRUTURAL (DNA)
(PENTOSE)
GLICOSE ENERGIA
(HEXOSE)
FRUTOSE ENERGIA
(HEXOSE)

GALACTOSE ENERGIA
(HEXOSE)
Carboidratos - Monosacarídeos
Carboidratos - Monosacarídeos
Classificados em:

Trioses (3 átomos de C)

Tetroses (4 átomos de C)

Pentoses (5 átomos de C)

Hexoses (6 átomos de C)

• A glicose é uma hexose.


É o glicídio mais usado pelos seres vivos como fonte de energia.
É fabricada pelos vegetais através da fotossíntese.
É armazenada na forma de polissacarídeos.
Carboidratos - Dissacarídeos
São moléculas formadas pela união de dois monossacarídeos.
Carboidratos - Polissacarídeos
Um polímero formado pela união de vários monômeros. Celulose
possui 10 mil moléculas de glicose. São insolúveis em água.
Carboidratos - Polissacarídeos
• Amido (amilo)
Mais usado pelas plantas como reserva energética.
É a principal fonte de energia da nossa alimentação.
Sua digestão é feita pela enzima amilase, resultando em muitas
moléculas de maltose, depois quebradas em glicose.

• Glicogênio
Reserva energética dos animais.
Encontrado em músculos e fígado.

• Celulose
Glicídio mais abundante da natureza, forma a estruturados vegetais.
Só é digerida pela enzima celulase, produzida por bactérias e
protozoários.