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A VIDA DE JESUS

Apresentação

Este estudo tentará reconstruir, junto com o aluno, o cenário e o clima do


fato histórico, trágico e divino da vida de Cristo. Aos meus alunos, o desejo
de que vocês embarquem nessa viagem e descubram o que de novo é
revelado em Jesus!
Incluiremos nessas páginas um pouco do que foi escrito nos textos
bíblicos, definido por pensadores e líderes de vários países e de várias
épocas. Também poderemos contemplar a mensagem divina que está
gravada no coração das pessoas simples. Polêmico, revolucionário,
altruísta? Seja qual for a opinião, ninguém pode negar o impacto que esse
Homem/Deus causou e causa na história da Humanidade. Esperado,
traído, crucificado, adorado, amado. Ninguém olha para Jesus com
imparcialidade!
Quem foi... Ou melhor, quem é este homem? Como viveu e onde? Qual a
sua proposta, suas convicções? Qual a razão para alguém com o seu poder
entregar-se nas mãos dos homens para ser crucificado?

Introdução

A vida de Cristo é um divisor de águas na história da humanidade. Traz a


luz princípios que jamais serão esquecidos.

Na plenitude do tempo, Deus quebra o silêncio profético de 400 anos


(período entre o último livro do Antigo Testamento e o primeiro do Novo)
na história do povo de Israel enviando o profeta João que vem preparar os
caminhos do Senhor (Ml. 3:1). Chega o tempo de cumprir a promessa de
que Deus mandaria um Messias, um salvador para a nação israelita e para
o mundo. Assim inicia o Novo Testamento.
Contextualizado na Roma antiga, quando o império romano dominava o
mundo politicamente, oprimido e explorando com impostos o povo
simples de Israel, mais que nunca esperavam o Messias.
Quando João chega anunciando, testemunhando daquele que já estava no
mundo, muitos se confundiram e não entenderam o propósito da salvação
de Jesus. O Rei dos Judeus convidava as multidões a uma transformação
interior e radical de vida, ordenando o amor ao próximo através de
atitudes concretas como o repartir os próprios bens e até dar a própria
vida por um amigo.
Os que entenderam, conseguiram experimentar o gozo da alma e um bem
estar que riqueza alguma poderia proporcionar. Muitos deixaram tudo
que tinham ou dividiram seus bens com os pobres. Tal era a convicção que
não se cansaram de anunciar a boa noticia de que já estava no mundo o
Salvador, e chegaram a morrer por isso.
Outros, porém, não acreditaram, esperavam um Messias que viesse
restaurar o poder político a Israel, fartando o povo e seus lideres com
poder e dinheiro para não serem mais subjugados pelo império romano.
Esses não experimentaram a verdadeira vida que dEle fluía, mas o
crucificaram!
A vida de Jesus mudou conceitos, princípios e a própria história que hoje é
dividida em antes e depois de Cristo! Conheça a vida de Jesus, viaje pelo
Novo Testamento através deste estudo.

O Nascimento de João Batista

Após 400 anos de silêncio em Israel, nasce João batista que vem preparar
o caminho do Messias.
Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias
e sua mulher, Isabel (Elizabeth, no hebraico). Ambos eram justos diante de
Deus, vivendo corretamente dentro dos preceitos e mandamentos do
Senhor. Eles não tinham filhos porque Isabel era estéril e já eram idosos.
Aconteceu que, quando chegou seu turno de servir no Templo, coube a
Zacarias por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do
Senhor para queimar o incenso. Mas um anjo apareceu á direita do altar
de incenso, Zacarias ficou temeroso e o anjo lhe disse: “Não temas. Isabel,
tua mulher dará á luz um filho e lhe porás o nome de João. Ele será grande
diante do Senhor e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu
Deus” (Lucas 1).
Como Zacarias não acreditou no anjo, este lhe disse que ele ficaria mudo
até o nascimento do menino.
Quando Zacarias saiu não conseguia falar nada, então os outros
sacerdotes entenderam que ele havia tido uma visão, pois tentava se
comunicar com acenos. Voltando para casa, passados alguns dias, Isabel
concebeu e ocultou-se por cinco meses, dizendo: “Assim me fez o Senhor,
dando-me um filho para anular minha vergonha diante dos homens”.
Disse isso porque a mulher que não tinha filhos era discriminada naquela
sociedade.
No sexto mês sua prima, Maria, foi visitá-la e disse que também recebera
a visita do anjo. Quando Maria chegou a criança estremeceu no ventre de
Isabel e então ela soube que sua prima carregava dentro de si o Salvador.
Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em voz alta: “Bendita és tu
entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Maria agradeceu a
Deus, dizendo: “Minha alma engrandece ao Senhor, meu espírito se
alegrou em Deus, meu Salvador”. Maria estava muito feliz, pois Deus,
assim como a Isabel, a havia agraciado.
Ela ficou três meses com Isabel e voltou para casa, em Nazaré. Cumprido o
tempo de dar á luz, Isabel teve um filho. No oitavo dia, como era costume,
foram circuncidar o menino e queriam colocar o nome Zacarias, como o
pai, mas Isabel disse que o nome seria João. Perguntaram ao pai do
menino que nome gostaria que lhe desse e ele escreveu numa tabuinha:
João. Imediatamente sua boca abriu, sua língua ficou desimpedida e ele
começou a louvar a Deus!
Toda a vizinhança ficou sabendo e temiam ao Senhor. O menino crescia
forte em espírito e quando adulto viveu no deserto até ao dia em que
havia de manifestar-se a Israel. Sua roupa era de pêlo de camelo e usava
cinto de couro, comia gafanhotos e mel silvestre (Mc. 1:6). O profeta Isaias
já havia falado sobre João no Antigo Testamento, referindo-se a ele como
“Voz do que clama no deserto”. (Isaias 40:3 – Lc. 3:4).
João preparava o caminho do Senhor, chamando as pessoas ao
arrependimento e batizando a muitos, dizendo: “Eu batizo com água, mas
virá aquele que batizará com o Espírito Santo” (Lc. 3:16).

O Nascimento de Jesus

José e Maria, uns casais simples da Galiléia têm suas vidas transformadas
pelo privilégio de receber como filho o Salvador do mundo.

O anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus a uma cidade da Galiléia,


chamada Nazaré para falar com uma virgem de nome Maria, que estava
prometida em casamento para José. Quando o anjo entrou onde ela
estava, disse: “Alegra-te muito, pois o Senhor é contigo”.
Ela, ouvindo esta mensagem, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no
que significaria esta saudação. E o anjo continuou: “Maria, não temas;
porque achaste graça diante de Deus. eis que conceberás e darás á luz um
filho a quem porás o nome Jesus. Este será grande e será chamado Filho
do Altíssimo; Deus o Senhor, lhe dará o trono de Davi (Is. 11:1-3), seu pai;
ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá
fim”.
Então Maria disse ao anjo: “Como será isso, eu não tenho relação com
homem algum?” (Is. 7:14). E o anjo respondeu: “O Espírito Santo descerá
sobre ti e o poder do Altíssimo te envolverá com sua sombra; por isso
também o ente que há de nascer será chamado Filho de Deus. Tua prima,
Isabel, igualmente concebeu um filho na sua velhice. Porque para Deus
não haverá impossíveis para todas as suas promessas”.
Maria aceitou: “Aqui está a serva do Senhor, que se cumpra a tua
palavra”. E o anjo foi embora (Lc. 1:26-38). José, com quem Maria ia se
casar soube que ela estava grávida e não querendo infamá-la resolveu
fugir secretamente, pois era justo e bom. Mas o anjo lhe apareceu em
sonhos, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua
mulher, pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo”. Quando acordou,
José fez como o anjo disse e recebeu Maria como sua mulher (Mt. 1:18-
25).
Nesse tempo, Herodes governava a Judéia e foi publicado um decreto de
César Augusto, convocando a população do império a recensear-se. Este
foi o primeiro recenseamento e Quirino era governador da Síria. Todos
iam alistar-se, cada um á sua própria cidade. José também subiu da
Galiléia, da cidade de Nazaré, para a cidade de Belém na Judéia (Mq. 5:2),
por ser ele da casa de Davi, a fim de alistar-se com Maria. Estando eles ali,
aconteceu de completar os dias, e ela deu á luz o seu primogênito,
enfaixou-o e deitou-o numa manjedoura porque não havia lugar para eles
na hospedaria (Lc. 2:1-7).
Pastores viviam nos campos e guardavam seu rebanho quando foram
avisados por um anjo: “Hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador,
que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança
envolta em faixas e deitada em manjedoura”. Subitamente apareceu com
o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo:
“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele
quer bem”. Os pastores foram apressadamente até Belém e encontraram
Maria e José, e a criança deitada na manjedoura e divulgaram o que
haviam visto e ouvido. Maria guardava todas essas coisas meditando-as no
coração (Lc. 2:8-20).
Completado oito dias para o menino ser circuncidado, deram-lhe o nome
de Jesus, como lhe chamara o anjo. Foram ao templo e ofereceram dois
pombinhos em sacrifício, como estava prescrito na lei. Havia um homem
chamado Simeão que o Espírito Santo lhe revelara que ele não morreria
sem antes ver o Cristo do Senhor (Lc. 2:21).
Movido pelo Espírito foi ao templo e encontrou Maria, José e o menino.
Simeão tomou-o nos braços, dizendo: “Agora Senhor, despedes em paz o
teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a
salvação”. Havia também uma profetisa chamada Ana, viúva de oitenta e
quatro anos e chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a
respeito do menino a todos os que esperavam a salvação de Jerusalém.
Cumpridas todas as ordenanças, segundo a lei do Senhor, voltaram para a
Galiléia. A graça de Deus estava sobre o menino. Ele crescia e se fortalecia,
enchendo-se de sabedoria para poder cumprir o propósito de sua estadia
entre os homens! (Lc. 2:25).

A Galiléia

Entendia-se que o Cristo não poderia vir da Galiléia. Texto de João 7:41-
42. Havia, porém uma profecia sobre a Galiléia em Isaías 9:1-2,
cumprindo-se em Mateus 4:12-17, também declarado em João 7:52. Isso
aconteceu devido ao povoamento da Galiléia depois da deportação feita
pela Assíria em aproximadamente 740aC. por Tiglate Pileser (II Rs. 15:29).
Porém não observaram bem as Escrituras, por exemplo: Jonas era Galileu
(II Rs. 14:25) Elias era de Tisbe (I Rs. 17:1). Com o repovoamento da
Galiléia, acontece uma mistura de raças e o dialeto fica diferente (Mc.
14:70, Lc. 22:59). Praticamente todos os discípulos eram galileus (At. 2:7).

O Ministério de João Batista

A dramática caminhada de João Batista desde o deserto da Judéia até as


margens do Rio Jordão anunciando a vinda de Jesus.

João Batista vivia no deserto e se alimentava de gafanhotos e mel


silvestre. Sua roupa era de pêlo de camelo e usava um cinto de couro. O
profeta Isaías já tinha falado sobre João no Antigo Testamento. Ele
denominava João de “Voz do que clama no deserto” (Is. 40:3). As pessoas
iam procurá-lo e perguntavam se ele era o Messias. João respondia que
não, mas que viria um salvador (Jo. 1:21-27). Muitos se arrependiam e
eram batizados (Mc. 1:4-5).
João também desafiava Herodes ao arrependimento, pois adulterava com
a esposa do próprio irmão. Diante disso, Herodes começou a persegui-lo
(Mt. 14:3). Quando estava batizando a muitos no rio Jordão, Jesus veio ao
seu encontro para também ser batizado. Quando João viu Jesus disse que
ele é quem precisava ser batizado. Mas tudo foi feito para que se
cumprisse a justiça (Mt. 3:13-17).
No momento em que estava sendo batizado por João, o Espírito Santo
desceu como forma de pomba sobre Jesus e ouviu-se uma voz do céu que
dizia: “Este é o meu filho amado em quem tenho prazer”. As pessoas
ficaram maravilhadas e não sabiam se era um trovão. Então, deu-se inicio
ao ministério de Jesus (Inicia-se com a tentação – Mt. 4:1-11). João
Batista, por causa do que falou sobre Herodiana, foi preso (Mt. 14:3).
Quando seus discípulos foram visitá-lo, pediu-lhes que fossem até Jesus e
lhe perguntassem se era mesmo Ele o Messias que havia de vir ou se
deveriam esperar outro. Jesus disse para contarem a João Batista que os
cegos viam, os coxos andavam, os doentes eram curados. E João entendeu
a confirmação de que Jesus era o Salvador (Mt. 11:4-6).
Por causa das denúncias que João Batista fizera, Herodias, amante de
Herodes, instigou sua filha a pedir a cabeça de João para o rei. Como
Herodes havia feito a promessa diante de seus súditos, numa festa, não
pôde negar. Mandou seus guardas matarem João e estes lhe trouxeram a
cabeça num prato. Assim termina o ministério de João Batista, que foi
enviado por Deus para testemunhar a respeito de Jesus Cristo, sendo fiel
ao Senhor até a morte (Mt. 4:12-16– Is. 9:1-2).

Jesus o Messias

Apresentação

Atravessando séculos e culturas, a vida de Jesus Cristo continua


transformando a humanidade. Com seus ensinamentos claros e
profundos, Jesus toca os mais humildes e os mais poderosos, inspirando a
uma nova vida. Conheça os primeiros discípulos, suas profissões, o
impacto do chamado do Mestre e sua obediência. Sinta também a fé de
pessoas que desceram pelo telhado um irmão paralítico para que ele
recebesse a cura de Jesus e a mensagem: Teus pecados são perdoados.
Conheça a história do encontro com a mulher samaritana, onde Jesus
quebra preconceitos e tradições da época, que culminam com a salvação
de muitos em Samaria. E, finalmente, veja a chegada de Jesus de Nazaré
em Cafarnaum e a cura do filho de um oficial do rei. Um rapaz que estava
desenganado pelos recursos da medicina e, por causa da fé de seu pai,
que procurou Jesus, foi curado á distância, com apenas uma palavra. A
Vida de Cristo descreve a cultura e a religiosidade de uma época e revela a
palavra do Mestre dos Mestres, trazendo vida á humanidade!

Os Primeiros Discípulos

Homens simples, pescadores, líderes, corajosos e determinados,


estiveram com Jesus aprendendo a lição do amor.

João Batista estava com dois de seus discípulos quando Jesus passou por
eles. João imediatamente disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” (Jo. 1:36) - disse
isso porque sabia que Jesus seria sacrificado como um cordeiro. Os dois
discípulos, André e João, ouvindo isso, seguiram a Jesus. Vendo que o
seguiam, perguntou-lhes: “Que buscais?” Eles não responderam e
perguntaram: “Rabi, onde moras?” e Jesus respondeu: “Vinde e vede”.
Foram e passaram todo o dia com Jesus. André, que tinha um irmão
chamado Simão Pedro, o avisou que eles haviam encontrado o Messias, e
levou Pedro até Jesus. Quando Jesus o viu, disse: “Tu és Simão, filho de
João, e serás chamado Cefas (nome que quer dizer Pedro).
No dia seguinte Jesus resolveu ir para a Galiléia e quando encontrou Filipe,
disse: “Segue-me”. Filipe era de Betsaida, cidade de André e Pedro. Filipe
encontrou Natanael e disse que acabara de estar com aquele que Moisés
e os profetas tinham falado, Jesus de Nazaré, filho de José. Natanael
perguntou: “Mas pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” e foram
encontrar Jesus. Quando Jesus viu Natanael, aproximou-se dele e disse:
“Eis um verdadeiro israelita!”. Natanael então perguntou: “De onde me
conheces?”. Jesus respondeu: “Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando
estavas debaixo da figueira”. Então Natanael exclamou: “Mestre, tu és o
Filho de Deus, tu és Rei de Israel!”.
Jesus respondeu: “Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês?
Coisas maiores que estas verás”. E acrescentou: “Em verdade, em verdade
vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do homem”. (Jo. 1:36-51)
Natanael e os outros acreditaram. Eles sabiam que aquele era o Messias.
Jesus arrebanhou os seus primeiros discípulos: homens que o
encontraram e instintivamente sentiram seu divino poder e seu sublime
amor. Esses homens queriam segui-lo e nenhum deles, naquele exato
momento, sabia o quanto suas vidas iriam mudar com a influência do
Mestre. André era pescador, uma pessoa comum, simples e prática, de
coração sensível e afetuoso. Pedro, irmão de André, também era
pescador. Era um líder franco, corajoso e impulsivo. João era pescador e
foi chamado por Jesus de “o filho do trovão” por causa de seu
temperamento forte. Com o tempo aprendeu a lição do Amor com Jesus e
ficou responsável em cuidar de Sua mãe após a crucificação (João 19:26).
Filipe era um grande amigo de André. Morava na mesma cidade de André
e Pedro, era um evangelista pessoal. Natanael era amigo de Filipe, Jesus o
considerou um verdadeiro israelita. Esses foram os primeiros discípulos de
Jesus de Nazaré, mas outros chegariam.

Os Doze Apóstolos

Mateus 10
1 E, chamando a si os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre os
espíritos imundos, para expulsarem, e para curarem toda sorte de
doenças e enfermidades.
2 Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, chamado

01 – Simão Pedro
02 – André
03 – Tiago, filho de Zebedeu
04 – João
05 – Filipe
06 – Bartolomeu
07 – Tomé
08 – Mateus
09 – Tiago, filho de Alfeu
10 – Tadeu
11 – Simão Cananeu
12 – Judas Iscariotes

A Escolha do Substituto de Judas Iscariotes


Atos 1:15-26 (Matias)

Paulo chamado para ser Apostolo – Rm. 1:1 / I Co. 1:1 / II Co. 1:1 / Ef. 1:1 /
Cl. 1:1 / I Tm. 1:1 / II Tm 1:1 / Tt. 1:1
Paulo viu a Jesus – I Co. 9:1
Paulo o menor dos apóstolos – I Co. 15:9
Paulo apóstolo não por mãos de homens – Gl. 1:1

Perfil dos Apóstolos

1. Apóstolo André (O Apóstolo Agradável e de Fácil Relacionamento)

CuriosidadesO nome André significa "forte, másculo, vigoroso".Foi o


primeiro discípulo a seguir Jesus (Jo 1:39).Foi o discípulo de João Batista
(Jo 1:29).
CaracterísticasTrabalhar sempre no anonimato.Egocentrismo crucificado,
vida cristocêntrica.Seu maior prazer é levar pessoas a Jesus.Levou seu
irmão Pedro (Jo 1:41).Levou o rapaz do lanche (Jo 6:8-10).Levou os gregos
na páscoa (Jo 12:21).
ConclusãoAndré aparece somente três vezes na Bíblia, e em todas elas
fazendo a mesma coisa, ou seja, levando pessoas a Cristo.Foi o primeiro
discípulo a seguir Jesus, porém, seu nome não aprece em primeiro lugar
em nenhuma das listas dos doze apóstolos que a Bíblia dá, antes, aparece
em posições variadas, conforme ia sendo lembrado pelos autores.Tocou
sempre o segundo violino, isto é, viveu uma vida inteira na sombra de seu
irmão Pedro.Os "Andrés" não ganham três mil almas num sermão, mas
eles ganham os "Pedros" que assim fazem.Onde trabalhou: Conta-se que
André teria evangelizado muito na Grécia, entretanto, foi na província da
Acaia, que ele desenvolveu verdadeiramente seu ministério, levando
muitos a Jesus.Morte: A história reporta-nos que André teria sido pregado
numa cruz em forma de X. Daí a expressão "cruz de santo
André".Temperamento: Fleumático - (Pv 11:30b).

2. Apóstolo Filipe (O Apóstolo Prático e Calculista)

CuriosidadesO nome Filipe significa "amigo dos cavalos".Aparece quatro


vezes nos evangelhos.Nas listas dos 12 apóstolos, seu nome aparece
sempre em quinto lugar.
CaracterísticasPragmático, ou seja, encara a vida sempre de modo prático.
Ele não questiona e nem procura Jesus como alguns discípulos. Foi
convidado por Jesus e logo o seguiu (Jo 1:43-44).Descreve Jesus para ver
se estava mais na fé do que nos cálculos, Filipe deixa escapar a
oportunidade (Jo 6:7).Era tímido, por ser muito prático, pensava muito
antes de dar qualquer passo (Jo 12:21).Filipe revela seu caráter
questionador, meticuloso e nos ensina que após três anos com Jesus ainda
devemos querer saber mais, quando na última ceia faz a pergunta do
século (Jo 14:8).Onde trabalhou: Nas províncias da Galácia e Frigia, na Ásia
Menor. Policrates, bispo da igreja de Éfeso, no século II, disse que Filipe foi
escolhido por Jesus, para ser uma das luzes da Ásia.Morte: Não se sabe se
Filipe teve morte natural ou foi martirizado. A opinião mais coerente é
morte natural.Temperamento: Melancólico.

3. Apóstolo João (O Apóstolo do Amor)

CuriosidadesO nome João, no Hebraico, significa Deus é gracioso.Em seu


evangelho, João é o único que não dá a lista dos 12 apóstolos.João é o
autor de cinco livros do novo testamento.João era primo de Jesus, filho de
Zebedeu e Salomé. Sua mãe era irmã de Maria, mãe do Senhor (Mt 27:56,
Mc 15:40, Mc 16:1).Juntamente com André, João foi discípulo do profeta
João Batista antes de seguir Jesus (Jo 1:35-40).Nas listas dos 12 apóstolos,
seu nome aparece entre o terceiro e quarto lugar.
CaracterísticasJoão era mais novo que seu irmão Tiago. De temperamento
forte e impulsivo, ele era capaz de explosões de cólera. Do tipo de pessoa
que às vezes perdia a cabeça, explodia como uma tempestade súbita, a
ponto de serem (ele e Tiago, seu irmão) chamados por Jesus, de
Boanerges, isto é, filhos do trovão (Mc 3:17), talvez justamente por este
temperamento forte. Contudo, Jesus descobre nele um coração amável e
um espírito sensível, e começa a lapidá-lo, para fazer dele um verdadeiro
altruísta, que teria um longo caminho a percorrer, o caminho do
amor.Não foi fácil para este pescador de profissão crer, quando João
Batista indicou mostrando Jesus como o cordeiro de Deus, pois Jesus era
seu primo. No entanto, João creu, e crer é uma das suas palavras-chave,
que aparece 96 vezes no seu evangelho.
No caminho da lapidação, Jesus vai observando o crescimento do discípulo
que ainda se mostra sectarista, veja: João repreende uma pessoa por
expelir demônios e não os seguir, desejou que fogo do céu os consumisse
(Le 9:52-56); também se mostrou egoísta ao se unir com seu irmão e sua
mãe, a qual solicitou lugares de honra para seus filhos ao lado de Jesus
nos lugares em seu reino (Mt 20:20-24).
Os defeitos naturais deste discípulo, foram se convertendo em elementos
de força e glória. João foi um dos três que Jesus escolheu para sua
comissão íntima, e por isso teve o privilégio de ver a transfiguração de
Jesus (Mt 17:1), também esteve com Jesus em sua agonia no Getsêmani
(Mc 14:33), na última ceia foi o único discípulo que teve o gostinho de
reclinar sua cabeça sobre o peito de Jesus (Jo 13:23), acompanhou
fielmente seu mestre até o calvário (Jo 18:15), Jesus pediu ao amoroso
discípulo que cuidasse de sua mãe (Jo 19:27), João foi com Pedro ao
túmulo do Senhor e encontraram vazio (Jo 20:1-10), após o pentecostes
ambos foram ao templo e ali curaram um aleijado (At. 3:1-10), os dois
também foram levados perante o sinédrio e postos na prisão por causa de
Jesus (At. 4:19), mais tarde foram enviados para Samaria para fortalecer a
igreja (At. 8:14), e em Jerusalém foram considerados pilares da igreja
primitiva (Gl 2:9).
Onde trabalhou: João foi enviado a vários lugares da Ásia, inclusive,
acredita-se que as sete igrejas da Ásia estiveram algum tempo sob seus
cuidados pastorais. No entanto, parece que este apóstolo do amor tinha
um carinho especial pelo trabalho em Éfeso, para onde retornou em 96
A.D., quando foi libertado da ilha de Patmos, pelo imperador Nerva. Três
dos mais famosos líderes da igreja primitiva, Policarpo, Papias e Inácio,
assentaram-se aos pés do apóstolo do amor para absorverem seus
ensinamentos.
Morte: Morreu em Éfeso, de morte natural, em idade bem avançada. Foi o
último dos apóstolos a falecer.
Temperamento: Colérico.

4. Apóstolo Judas (O Traidor)


CuriosidadesO nome Judas é originário do Grego-Latino, e vem de Judá
que significa festejado, celebrado em louvor a Deus.É chamado de
Iscariotes por ser natural de Queriote, cidade situada ao sul da Judéia,
portanto, o único que não era da Galiléia (Js 15:25).
CaracterísticasQuando se fala em Judas Iscariotes, tem opinião de todo
lado. O Reverendo Campbell Morgan, nascido na Inglaterra e já falecido,
afirmava que Judas era o próprio diabo encarnado. Já o escritor grego
Kazantzaks, transformou Judas de vilão em herói, dizendo que se tratava
de um privilegiado que nasceu marco para trair Jesus e entrar para a
história. Porém, uma das melhores descrições de Judas foi feita por
Doroty Sayers que disse: "Judas não pode ter sido desde o início um vilão,
abjeto, desprovido de qualquer valor. Isto colocaria dúvida sobre o caráter
e a inteligência de Jesus. Seria tolice escolher alguém assim para ser seu
seguidor. E Jesus de Nazaré não era nenhum tolo".
Jesus escolheu seus discípulos após uma noite inteira de oração, inclusive
Judas (Lc 6:12-14). Ele não foi escolhido para ser traidor, e sim um
apóstolo. O fato é que aos poucos, por algumas coisas, este polêmico
apóstolo, que provoca tantas opiniões, quem sabe até sem perceber,
devagarzinho, como acontece com todos que se desviam, foi se
transformando, vestindo aos poucos a capa da traição. Só ele tinha
sotaque sulino, os outros todos falavam com sotaque de Galiléia. Será que
gozavam com a cara dele? Será que aos poucos foi ficando magoado? Será
que se sentia meio estranho no grupo? Será que havia problemas de
adaptação com os demais? O ciúme e o ressentimento encontrariam aí
um terreno favorável? Porventura já não vimos algo assim acontecendo
pertinho de nós ou até mesmo conosco, dentro da igreja? Ninguém se
torna traidor da noite para o dia. Há sempre alguns passos preliminares,
passos que levam ao desastre.
As escrituras já haviam profetizado que um deles trairia Jesus. Mas, será
que precisava ser Judas? Sabemos que multidões ficarão de fora do reino
de Deus, precisamos ser um deles ou podemos escapar da condenação
atentando para uma tão grande salvação? Judas deixou-se dominar, ele se
entregou aos convites discretos de satanás. Com isso as portas se
fecharam para Jesus. O Salvador não desiste daquele a quem Ele mesmo
escolheu, Jesus tenta conquistar sua lealdade, apelar para sua consciência,
lavando os pés de Judas, entretanto, ele se endureceu ainda mais (Jo
13:11, 12). Por trinta moedas de prata (cerca de vinte dólares) que era o
preço de um escravo da época, Judas entrega Jesus. Obviamente que não
era pelo dinheiro, era vingança pura, talvez fruto do ódio, ciúme, mágoas,
frustrações, orgulho ferido e outras coisas mais que ele cultivou ao longo
dos tempos, sem sarar o seu coração de todas estas doenças que corroem
a alma. No Getsêmani, Jesus faz o último apelo, numa tentativa ímpar de
resgatar o apóstolo que percebia escorregar pelo último fio de esperança
(Jesus não desiste nunca mesmo, aleluia!). E diz: "amigo, a que viestes?”
Contudo, a mente de Judas está fechada, e com um beijo ele traiu o
Salvador, traiu a causa maior, colocou tudo a perder. Pedro também traiu
Jesus, porém, conhecendo melhor o seu mestre, escolheu o caminho
diferente, o caminho do arrependimento e do perdão. Talvez conhecer
Jesus melhor seja o grande segredo para se tomar decisões sábias! Se
acontecer conosco algum dia, um ato de traição ao Senhor Jesus, traição a
um amigo, ou quem sabe traição familiar, conjugal, lembremo-nos que o
perdão e o amor que Jesus tem para nos dar são inesgotáveis, e podem
ser sem dúvida alguma a grande solução sempre aos arrependidos.
Onde trabalhou: Somente nos três anos de ministério terreno do Senhor
Jesus.
Morte: Suicídio por enforcamento. Arrebentou-se ao meio e suas vísceras
foram derramadas (At 1:18).
Temperamento: Colérico.

5. Apóstolo Judas Tadeu (O Apóstolo Perseverante)

CuriosidadesNome Judas é originário do grego-latino, vem de Judá que


significa festejado, celebrado em louvor à Deus.Nos evangelhos ele é
chamado de Judas Tadeu e de filho de Thiago, para distingui-lo de Judas
Iscariotes. Talvez os autores usam disso para poupá-lo, pois após a traição
sofrida por Jesus, uma terrível mancha caiu sobre o nome de Judas.
Na lista dos doze apóstolos seu nome aparece entre o décimo e décimo
primeiro lugar.
CaracterísticasEle não desistiu, não se vendeu, não traiu. Judas Tadeu
permaneceu fiel à Jesus até o fim. Isto já é o bastante para o chamarmos
de apóstolo perseverante. Ele aparece uma única vez no primeiro plano,
uma vez, e somente uma vez. O cenário é a última ceia. Jesus dá as
últimas instruções aos seus discípulos, fala da sua morte, ressurreição e da
vinda do Espírito Santo. Entre uma fase e outra de Jesus, Judas Tadeu
dispara sua pergunta: "Senhor, donde procede que estás para manifestar-
te a nós e não ao mundo?” (João 14:22).
Como explicar a uma criança o funcionamento da energia elétrica? Era a
situação de Jesus. Conhecendo os limites do aluno, o bom professor não
complica com detalhes, mas responde direta e objetivamente: "Se alguém
me ama guardará a minha palavra, e meu pai o amará, e viveremos para
Ele e faremos nele morada". (João 14:23).
A Bíblia fala muito de perseverança. Tudo gira em torno disto: "Se alguém
me ama..." O segredo do sucesso é a constância na busca do objetivo. Em
outras palavras Jesus disse o seguinte: "Conservem seus olhos fitos em
mim, observem os mandamentos do Pai, e gozem de muita comunhão
com o Espírito Santo". É fácil desistir, o mais difícil é permanecer no
caminho. Confiemos em Jesus, assim como confiamos na companhia
telefônica toda vez que pegamos no aparelho para usá-lo. Judas Tadeu
conservou seus olhos em Cristo. Ele foi um apóstolo perseverante até o
final dos seus dias.
Onde trabalhou: Diz que Judas Tadeu foi um eloqüente pregador da
salvação em Jesus, nas terras da Armênia e também na Pérsia.
Morte: Não temos relatos fidedignos acerca de como morreu este
apóstolo. Opiniões surgem que teria falecido na luta pelos direitos dos
pobres e desamparados.
Temperamento: Fleumático

6. Apóstolo Natanael (O Apóstolo Sonhador)

CuriosidadesEle é chamado de Natanael somente por João, nos


evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, o nome dele é Bartolomeu, ou
seja, filho de Tolomeu.A única vez em que aparece nos evangelhos, é na
ocasião de seu chamado.Na lista dos doze apóstolos ele aparece sempre
em sexto lugar
CaracterísticasUm visionário, cheio de sonhos, um apaixonado cabeça nas
nuvens.
Uma pessoa sem malícia, sem hipocrisia, sem maldades, com seu interior
muito lindo, a ponto de ouvir de Jesus um dos mais belos elogios
proferidos a alguém (Jo 1:47).
Quando machucado ou enganado por alguém, guarda suas idéias fixas a
respeito da pessoa e até mesmo de toda uma cidade, até que seja
convencido do contrário (Jo 1:46).
Um apaixonado está sempre querendo saber mais, é de um interesse
ardente pelo Reino de Deus (Jo 1:48).
Não é incrédulo, antes, mostra-se com muita fé ao se render a Jesus
quando percebe que está diante do Profeta-Deus, Natanael abre a boca e
exclama palavras lindas dadas a ele pelo Espírito Santo a respeito do
Senhor Jesus (Jo 1:49).
Por ser dono de um coração absolutamente crente em Jesus, ele recebe
do Mestre uma profecia de dar água na boca (Jo 1:51).
Onde trabalhou: As fontes da igreja primitiva são muito obscuras quanto
ao local escolhido por Natanael para apregoar a Salvação em Jesus.
Morte: Presume-se que tenha sido morto a chicotadas, seu corpo teria
sido colocado dentro de um saco e atirado ao mar.
Temperamento: Fleumático.

7. Apóstolo Pedro (O Apóstolo Magnífico)

Curiosidades:O nome Pedro no Latim é Pedra e no Grego é rocha.Em


todas as listas dos apóstolos, seu nome aparece em primeiro lugar.Filho
de Jonas e irmão de André (Mateus 16:17). Nasceu em Betsaida (João
1:44). Mudou-se com sua família para Cafarnaum (Mateus 5:14).
CaracterísticasPedro domina a narrativa dos evangelhos. É o primeiro a
falar, é o primeiro a agir. É impulsivo, tempestuoso, talentoso,
entusiástico, extremista e extrovertido. Porém, com tudo isso, Pedro se
mostra uma pessoa humilde e sensível.
Com Pedro por perto, tudo poderia acontecer. Na cerimônia do lava-pés,
primeiro ele tenta impedir Jesus de lavar seus pés, depois de repreendido,
quer pular dentro da bacia (João 13:5-9). Pede para andar sobre as águas
com Jesus demonstrando coragem, logo após grita por socorro, estava
com medo (Mateus 14:27). Quis bancar o conselheiro de Jesus, tentando
convencer o Mestre a não ir à cruz, Jesus o repreende: "Arreda-te de mim
satanás" (Mateus 16:22-23). Pedro faz a grande confissão: "Tu és o Cristo!
(Mateus 16:16). Outra hora nega o Senhor por três vezes e chora
amargamente (Mateus 26:69-75). No Getsêmani foi ele quem cortou a
orelha de Malco com a espada (João 18:10). Pedro também foi
repreendido pelo apóstolo Paulo por causar tumulto e confusão entre os
crentes (Gálatas 2:11-14).
Mas Pedro não era só desastre. Ele mostra seu lado vitorioso quando
lidera com mão forte a igreja primitiva de Atos em seus primeiros passos.
Foi ele quem propôs a eleição para preencher a vaga de Judas (Atos 1:15).
Foi ele quem corajosamente pregou para a multidão explicando para eles
sobre o Espírito Santo no pentecostes (Atos 3:6). Pela sua palavra
profética, Ananias e Safira morreram (Atos 5:3-8). Também foi através de
Pedro que se abriu a porta da salvação tanto para os judeus (Atos 2:10,
38), como para os gentios na casa de Cornélio (Atos 10). Pedro realmente
foi muito honrado pelo Senhor Jesus.
Onde trabalhou: Após o primeiro concílio da Igreja em Jerusalém (Atos
15), Pedro reconhece a liderança de Tiago. Assim, ele deixa a Igreja em
Jerusalém aos cuidados de Tiago, e a conversão do mundo gentio sob a
responsabilidade de Paulo. Ele faz uma viagem missionária a Antioquia
(Gálatas 2:1), e também a Corinto (I Co 1:12), acompanhado
provavelmente de sua esposa (I Co 9:5). Pedro passa a liderança da igreja
a outros, toma lugar humilde no trabalho de expandir o reino de Deus, e
desaparece nas páginas da história. Nada mais as escrituras relatam a seu
respeito, senão o que se lê em suas cartas, onde ele aparece revestido de
uma encantadora humildade e despido de toda pretensão quanto ao
governo da igreja.
Morte: Conta a tradição que se sentindo indigno de morrer como o seu
Senhor, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo. Morreu em
Roma, no ano de 68 DC.
Temperamento: Sanguíneo

8. Apóstolo Simão (O Apóstolo Zeloso)

CuriosidadesO nome Simão é derivado de Simeão e significa "Ouvido de


Deus".
Ele é chamado de Simão, o cananeu, para distingui-lo de Simão Pedro.
Alguns estudiosos acreditam que este "cananeu" seja de Canaã, a terra de
Israel.
No evangelho de Lucas temos a luz! A luz que vai clarear um pouco mais
da vida deste homem interessante. Ele é chamado de Simão o zelote (Lc
6:15). Os zelotes eram os patriotas de Israel, lutadores pela pátria, que
desejavam a imediata libertação política e religiosa de Israel.
Nas listas dos 12 apóstolos, seu nome aparece em décimo - primeiro lugar.
CaracterísticasA princípio pode ser que ele tenha resolvido seguir Jesus
por ter visto nele o líder perfeito para os zelotes; talvez por ouvir a
pregação inflamada, arrebatadora e desafiante desse profeta de Nazaré,
ou ainda por entender que o Messias tivesse mesmo chegando e ele
libertará Israel de Roma.
Contraste - Simão x Mateus: Simão, o zelote, queria a queda de Roma;
Mateus, o publicano, trabalhava de mãos dadas com o governo romano.
Simão detestava o imposto; Mateus o recebia. Simão era um Judeu
patriota; Mateus era tido como o "traidor da pátria".
Contraste - Simão x Jesus: Simão queria uma luta política; Jesus longe de
pensar em golpe militar dizia: "Dai a César o que é de César" (Mt 22:21).
Simão queria que o Reino de Israel fosse restaurado imediatamente; Jesus
dizia que o processo era demorado, que levaria muito tempo "semelhante
ao fermento na farinha até levedar" (Mt 13:33). Simão confiava na
espada; Jesus afirmava que "todos que lançarem mão da espada
perecerão" (Mt 26:52).
Simão era zeloso com o que fazia e queria, homem fervoroso, devorado,
ardoroso, que tinha um amor intenso pela causa, um homem no encalço
de seus objetivos. Jesus o chamou porque queria este zelo ardente em seu
grupo, e o transformaria num "revolucionário" espiritual, num discípulo
labareda de fogo.
Onde trabalhou: Em Israel e adjacências.
Morte: A tradição diz que Simão morreu crucificado e que seu zelo maior
pela causa de Cristo o levou a dar a vida como um dos mártires pelo reino
de Deus.
Temperamento: Sanguíneo.

9. Apóstolo Tiago (O Apóstolo Desconhecido)

CuriosidadesO nome Tiago é extraído de Jacó na forma vernácula


(linguagem típica, regional).Seu pai chamava-se Alfeu, o mesmo nome do
pai de Mateus (Mc 2:14). Seriam eles irmãos?Sua mãe chamava-se Maria,
e ela era uma das fiéis seguidoras de Jesus (Mc 15:40).Ele é chamado de
Tiago, o menor, talvez para distingui-lo do outro Tiago, irmão de João
(certamente o termo "Menor" refere-se à estatura).Nas listas dos 12
apóstolos, seu nome aparece sempre em nono lugar.
CaracterísticasEsta é a situação de Tiago, o menor, ou Tiago o pequeno.
Tudo o que as escrituras nos fornecem a seu respeito é que seu pai
chamava-se Alfeu e sua mãe chamava-se Maria, sendo ela ardorosa
seguidora de Jesus. Não há nenhum registro de pergunta que ele tivesse
feito a Cristo, nenhum comentário, nada, absolutamente nada. Tiago, o
menor, é o mais obscuro dos apóstolos. Não alcançou fama. Viveu nas
sombras. Ele é o apóstolo desconhecido.
Em Atos 8:4 lemos: "os que foram dispersos iam por toda a parte
pregando a palavra". Quem eram esses "dispersos”? Quais seriam seus
nomes? Quem foram esses milhares que espalharam a fé cristã?
Conhecemos Paulo, sabemos quem foi Pedro, quais os nomes dos cristãos
que foram atirados nas arenas aos leões? Quais os nomes daqueles que
foram incendiados vivos? Quem eram aqueles milhares de cristãos,
mesmo em face da morte não negaram a Cristo? Conhecemos Agostinho,
Lutero, Calvino, Wesley... A cada General de Exército correspondem
geralmente a dez mil soldados. Tiago, esse apóstolo desconhecido, é o
símbolo de todos os valentes soldados anônimos do Exército de Deus.
Porque o Senhor escolheu um jovem chamado Tiago? Por que pessoas
como Nicodemos e o mancebo rico não eram dos doze? Será que é por
que muitos são chamados, mas poucos escolhidos? O fato é que Tiago foi
convidado a andar com Jesus. Tiago viu o que muitos Reis, Profetas e
patriarcas desejaram ver, mas não viram (Lc 10:23-24). Os doze foram
enviados, os setenta foram enviados, e lado a lado com nomes famosos
como o de Pedro, Tiago e João, estava Tiago o menor, a proclamar o Reino
de Deus. Ele testemunhou as boas-novas em cidades, aldeias, vilarejos e
povoados. Tiago, insignificante? O átomo também é. No entanto, em um
centímetro cúbico de água, há energia atômica suficiente para impulsionar
um transatlântico. Somos fracos? Pequenos? Um floco de neve também é.
Todavia, reunam-se milhares deles e as estradas ficam bloqueadas,
locomotivas param, as cidades ficam isoladas. Tiago, o apóstolo
desconhecido. Desconhecido para nós, mas conhecido para Deus,
desconhecido na terra, mas conhecido no céu (Lc 10:17-20). O mundo não
faz anotações, mas Deus sim, por que ele é Deus de indivíduos.
Onde trabalhou: Não se tem fontes dignas de credibilidade.
Morte: Morreu como mártir.
Temperamento: Fleumático? Melancólico?

10. Apóstolo Tiago (O Apóstolo Ambicioso)

CuriosidadesNome Tiago foi extraído de Jacó, no vernáculo (linguagem


pura regional).Na lista dos 12, seu nome aparece entre o 2o e 3o lugar
(Marcos 3:13, Lucas 6:12).Tiago era irmão de Jacó, filho de Zebedeu e
Salomé, e também era pescador.Tiago era primo de Jesus, pois Salomé,
sua mãe, era irmã de Maria (compare Mateus 27:56, Marcos 15:30,
Marcos 16:1 e João 19:25).Tiago foi um dos primeiros discípulos e fazia
parte do círculo íntimo do Senhor (Mateus 4:21, 17:1).
CaracterísticasTiago se parece muito com sua mão Salomé, uma mulher
que tem seu caráter delineado nas escrituras em cores bem vividas. Ela
teve a ousadia de pedir para Jesus que no céu seus filhos fossem: "um
presidente, outro primeiro ministro" (Mateus 20:21). Há mães que
desejam que seus filhos realizem o que elas nunca conseguiriam. Uma
coisa, porém, deve ser dito desta: ela seguia Jesus, ela cria Nele, e isto foi
transformando-a Ela estava ao pé da cruz quando Jesus foi crucificado.
Tiago herdou um pouco da ambição da mãe. Era o filho mais velho e
trabalha como pescador com João seu irmão e com seu pai, possivelmente
fossem sócios de Pedro e André no ramo (Lucas 5:10).
Tiago era de temperamento forte e agressivo, a ponto de ser chamado por
Jesus de "Filho do Trovão" (Marcos 3:17). Tiago, juntamente com seu
irmão João sugeriu a Jesus que viesse fogo do céu e consumisse os
samaritanos, por não receberem Jesus (Lucas 9:54).
Mais tarde, encontramos Tiago e João confirmando a Jesus o pedido
audacioso da mãe (Marcos 10:37). Jesus lhes responde: "não sabeis o que
pedis". Isto é, no reino dos céus os lugares de honras não eram
concedidos por favoritismos, mas por capacitação. Tão logo terminou a
indagação, Jesus indaga também: "vocês poderão beber do meu cálice e
serem batizados como meu batismo (Mateus 20:22)? Sem pensar e sem
saber o que estava dizendo, o impetuoso Tiago foi logo afirmando:
"podemos!"beberemos!".
Tiago nunca imaginou que o cálice de Jesus era cálice de sofrimento, de
agonia, luta e provação; e que seu batismo era a identificação com todos
os homens, na cruz do amor e do perdão. "Podemos! Beberemos! ', foi a
palavra profética de Tiago sobre sua própria sentença. Tiago tomou do
cálice que ele mesmo pediu para beber, sem saber o que pedia. Com isso
Jesus mostrou a Tiago que o Reino de Deus é como uma pirâmide
invertida, ou de Jesus está acima de todos nós, e quanto mais alto
subirmos mais ampla será a nossa visão, maior será o nosso trabalho e
mais pessoas de caráter cristão encontraremos.
Onde trabalhou: Encontramos Tiago na Galiléia (João 21:2) e em
Jerusalém (Atos 1:13).
Morte: Foi decapitado (degolado) ao fio da espada por ordem de Herodes
Agripa I, no ano 44 AD, em Jerusalém. O livro de Atos registra sua morte
prematura (Atos 12:2). Ele conseguiu realizar sua ambição bem cedo,
bebeu daquela taça amarga que ele mesmo pediu para Jesus que queria
experimentar, e foi encontrar-se com o Senhor no seu reino.
Temperamento: Sangüíneo.

11. Apóstolo Tomé (O Apóstolo Incrédulo)

CuriosidadesO nome Tomé é derivado do hebraico "Taom", que significa


gêmeo. Também chamado por João de Dídimo, cujo sentido em grego é
igual ao de Tomé em hebraico (Jo 11:16). Nas listas dos 12 apóstolos, seu
nome aparece entre o sétimo e o oitavo lugar.
CaracterísticasTalvez Jesus o tenha escolhido para com ele encorajar todos
aqueles que são teimosos, melancólicos, pessimistas por natureza, que
estão sempre cheios de dúvidas. A primeira vez em que aparece é quando
chega a notícia da morte de Lázaro. Imediatamente, Tomé sentiu o perigo
e diz aos outros: "Vamos também nós para morrermos com Ele" (Jo
11:16). Suas palavras revelam boas doses disfarçados de covardia, medo e
insegurança, tentando contagiar o grupo. O duvidoso desencoraja outros!
Encontramos Tomé novamente no cenáculo. Jesus está falando do céu, do
caminho para as moradas celestiais. Tomé pergunta: "Senhor, não
sabemos para onde vais, como saber o caminho"? (Jo 14:5) Tomé precisa
de certezas, ele está cheio de dúvidas e Jesus caprichosamente esclarece o
duvidoso. Para onde Eu vou? Para o Pai. Qual é o caminho? Eu sou o
caminho. Como encontrá-lo? Por Mim. Tomé recebeu mais do que pediu.
Cristo é o caminho para Deus; a verdade está em Sua pessoa; Ele é a vida a
ser vivida.
Vemos Tomé ainda no domingo de páscoa. Jesus ressurreto se apresenta a
todos os apóstolos, menos a dois: Judas que está morto, e a Tomé que
está ausente. Por que estaria ele ausente? Talvez passou a viver frustrado,
decepcionado e desiludido com Jesus. Quando os irmãos o convidam a
reunir-se com eles, o incrédulo responde: "Se eu não vir nas Suas mãos o
sinal dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no
seu lado, de modo algum acreditarei" (Jo 20:25). Depois de muita
insistência dos irmãos, Tomé vai à reunião com eles. Jesus aceitar a
arrogante condição imposta, dizendo: "Põe aqui o teu dedo e vê as minhas
mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; Tomé não sejas
incrédulo, mas crente" (Jo 20:27). Aquilo foi demais para Tomé. Ele passa
de hostilizador a aliado, pára de negar e começa a confessar, converte-se
de incrédulo a crente. Coube a Tomé fazer a vibrante declaração: "Senhor
meu e Deus meu"! Ele não contesta, não precisa provar nada, convencido
por Jesus, ele crê. Jesus ainda disse a Tomé e a nós também: "Por que me
viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram" (Jo 20:29).
Onde trabalhou: Alguns relatos antigos dizem que Tomé pregou na Pérsia
e talvez na Índia.Morte: Historiadores acreditam que o apóstolo Tomé foi
morto a flechadas, quando orava. Sucumbiu como líder e mártir, com o
crente fiel que Jesus lhe pediu para ser.
Temperamento: Melancólico, sem nenhuma dúvida.

12. Apóstolo Mateus (O Apóstolo Que Foi Resgatado)

CuriosidadesO nome Mateus significa Dom de Deus.No Evangelho de


Marcos e Lucas ele aparece como Levi, filho de Alfeu (Mc 2:14).Coletava
impostos nas alfândegas de saída para Damasco e Cafarnaum.Estudou
grego e literatura contemporânea.Em seu evangelho Mateus apresenta
Jesus com o Grande Rei.Aparece uma única vez nos evangelhos, foi no seu
chamado seguido de um grande banquete em sua casa.Nas listas dos 12
apóstolos, seu nome aparece sempre em sétimo lugar.
CaracterísticasEra ambicioso e materialista, um pecador que procurava o
perdão para os seus muitos pecados (Mt 9:6).
Jesus tira Mateus do lodo da corrupção, roubo e propina, isto é, seu
próprio local de trabalho e o chama para a nova vida (Mt 9:9).
Agora feliz da vida, Mateus faz questão de registrar que Jesus chama um
ladrão corrupto de coração humilde, porém, rejeita um rico soberbo,
aparentemente limpo perante a sociedade (Mt 8:20).
A humildade se apresenta com princípio de conversão. Na euforia em ter
sido chamado por Jesus, ele organiza em sua casa um grande banquete,
porém, em sua modéstia, ele ignora isso em seu evangelho, o que era
antes muito importante ser divulgado, agora já não é mais, se quisermos
saber isto precisamos recorrer ao evangelho de Lucas (Lc 5:28-29).
Onde trabalhou: Conta a tradição que ele fez do seu próprio país (Judéia)
seu campo missionário.Morte: Historiadores afirmam que tenha sido
levado a Etiópia e ali morreu como um grande mártir cristão.
Temperamento: Colérico?

Obs: Todos os temperamentos mencionados acima são referentes a


homens fora da sua conversão.
Teus Pecados Serão Perdoados

Por causa da multidão, quatro homens descem o irmão paralitico pelo


telhado para ser curado por Jesus.

Jesus foi novamente para Cafarnaum e logo ficaram sabendo que ele
estava em casa. Muitos foram para lá, tantos que nem mesmo junto á
porta eles achavam lugar; e Jesus anunciava-lhes a palavra. Quatro
homens, conduzindo um paralitico, foram até lá. Não podendo aproximar-
se de Jesus, por causa da multidão, descobriram o telhado no ponto
correspondente ao que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o
leito em que jazia o doente. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralitico:
“Filho, os teus pecados estão perdoados”. Mas alguns dos escribas
estavam assentados ali e pensavam mal em seus corações: “Por que fala
ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão
um, que é Deus?” E Jesus, percebendo logo, por seu espírito, que eles
assim pensavam, disse-lhes: “Por que pensais mal sobre essas coisas em
vossos corações? Qual é mais fácil, dizer ao paralitico: Estão perdoados os
teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito, e anda? Ora, pra que
saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar
pecados” disse ao paralitico: “Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito, e
vai para tua casa”. Então ele se levantou e, no mesmo instante,
carregando o leito, retirou-se, a ponto de todos se admirarem e darem
glória a Deus dizendo: “Nunca vimos coisa semelhante!” (Lc. 5:18-26).

As Ruínas de Cafarnaum

Cafarnaum (aldeia de Naum ou da Consolação) ficava na margem


Noroeste, 4 km a oeste da foz do Rio Jordão. Fazia fronteira entre a
Galiléia de Herodes Antipas e a tetrarquia de Filipe. Também se situava no
caminho do mar, a grande via das caravanas que saiam do Egito para ir a
Damasco. Por isso possuía coletoria de impostos e militares, liderados por
um centurião. De acordo com as escavações, as casas em Cafarnaum eram
modestas, mas não pobres, comparado ao padrão de uma aldeia antiga.
Não trazem também diferenciação econômica. Alguns construíam quartos
e um pátio interno onde muitas atividades aconteciam. As mulheres
faziam comida, os artesões trabalhavam e provavelmente, no estio,
pessoas dormiam em tapetes estirados no chão. Instalações higiênicas não
existiam, nem cisternas. A proximidade do lago é responsável por essa
falta. Uma casa dessas era compartilhada por duas ou mais famílias de
mesmo parentesco. Descobertas arqueológicas em Cafarnaum mostram
que a casa visitada por Jesus nesta cidade distava somente 30 metros da
sinagoga. Era uma casa grande, com muitos quartos e várias famílias
moravam juntas. A família de Pedro, de seu irmão André e da sogra de
Pedro viviam numa destas casas de Cafarnaum. Jesus morou nesta casa
também. No evangelho de Mateus há o relato disso. Essa passagem
mostra que Jesus era convidado de Pedro e considerado membro da
família. Nessa ocasião, o próprio Jesus paga impostos por si e por Pedro.
(Mt. 17:24-27).
Os evangelhos nos mostram que Jesus mudou-se de Nazaré para
Cafarnaum (Mt. 4:13). Esta cidade estava estrategicamente no
cruzamento de outras cidades e afastada dos grandes centros. Por isso
Jesus podia dar sua mensagem messiânica para várias pessoas sem ter
problemas políticos e religiosos com Herodes e com os lideres judeus. A
população era formada por pescadores, fazendeiros, artesões,
mercadores e publicanos. As relações com Roma eram tão cordiais que
havia até um centurião romano que construiu uma sinagoga. Os
habitantes de Cafarnaum eram trabalhadores, parcimoniosos e de mente
aberta. Nessa comunidade Jesus estabeleceu residência e dessa
comunidade escolheu alguns de seus discípulos, pescadores e um coletor
de impostos. A comunidade cristã de Cafarnaum prestou atenção especial
á casa de Pedro. Essa casa tornou-se a casa dos seguidores de Jesus e
Cafarnaum tornou-se a cidade de Jesus. Além da casa de Pedro outras
casas foram mencionadas nos evangelhos. A casa de Mateus, o publicano,
cobrador de impostos (Mc. 2:15-17), a casa de Jairo, o principal da
sinagoga, pai da menina que Jesus ressuscitou (Mc. 5:21-23,35-43) e a
casa do centurião romano, que Jesus curou seu servo (Lc. 7:1-10) e
provavelmente também a casa de João e Tiago que seguiam Jesus (Mc.
1:19-20).
Somente um prédio público é mencionado nos evangelhos, a sinagoga
construída pelo centurião romano. A sinagoga era o coração da
comunidade judaica. Jesus ensinou e fez milagres ali. De acordo com a
arqueologia a casa de Pedro foi transformada em igreja e são encontradas
inscrições nas paredes. O nome e o monograma de Jesus acontecem
várias vezes. Jesus é chamado o Senhor, Cristo, o mais Alto, Deus. Algumas
expressões litúrgicas como Amém, também estão presentes.
O Encontro Com a Samaritana

Jesus e seus discípulos saíram da Judéia e foram para a Galiléia. Para


chegar lá tinham que atravessar Samaria. Os judeus e os samaritanos não
se davam bem e era costume os judeus darem uma volta em torno de
Samaria para poder chegar á Galiléia. Mas Jesus seguiu em frente e não
evitou passar por aquela região. Chegou então a uma cidade chamada
Sicar, ali estava a fonte de Jacó. Cansado da viagem, ele sentou-se junto á
fonte. Era meio dia. Seus discípulos foram á cidade próxima comprar
alimento. Nisto veio uma mulher samaritana pegar água e Jesus pediu-lhe
um pouco. A mulher estranhou, pois sendo ele judeu nunca falaria com
uma mulher samaritana, e perguntou-lhe por que ele lhe pedia água. Jesus
respondeu: “Se conheceras o Dom de Deus e quem é o que te pede, tu lhe
pedirias e ele te daria água viva”. Ela entendeu que Jesus estava falando
de si mesmo, mas ainda não entendia tudo. E continuou: “Senhor, tu não
tens com que tirar a água, e o poço é fundo; onde, pois, tens água viva? És
tu maior do que o nosso pai Jacó que nos deu este poço?” Jesus então
afirmou-lhe: -“Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém,
que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre;
pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a
vida eterna”. Disse-lhe a mulher: -“Senhor, dá-me dessa água para que eu
não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la”.
-“Vai, chama teu marido e vem cá”. Disse Jesus.
-“Não tenho marido”. Respondeu.
“Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse
que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade”. –“Senhor”,
disse a mulher, “vejo que tu és profeta. Nossos pais adoravam neste
monte; vós, entretanto, dizes que em Jerusalém é o lugar onde se deve
adorar”.
“Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando nem neste monte, nem
em Jerusalém adorareis o Pai. Vós (samaritanos) adorais o que não
conheceis, nós (judeus) adoramos o que conhecemos, porque a salvação
vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros
adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes
que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os
seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.
Jesus disse tudo isso porque o lugar de adoração dos judeus, por tradição,
era o Templo em Israel, colocando-se assim, os judeus, em posição
superior aos samaritanos, que não tinham Templo. Jesus estende o local
de adoração para “em espírito e em verdade”, não se referindo a espaço
físico. “Eu sei”, respondeu a mulher “que há de vir o Messias, chamado
Cristo, quando ele vier nos anunciará todas as coisas”. “Eu o sou, eu que
falo contigo”. Neste ponto os discípulos chegaram e se admiraram de que
Jesus estivesse falando com uma mulher (pois publicamente um homem
não falaria com uma mulher, naquela época), mas não perguntaram nada.
Quanto á mulher, deixou o seu cântaro, foi á cidade e disse aqueles
homens: “Vinde comigo, e vede um homem que me disse tudo quanto
tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?”.
Os homens saíram da cidade e foram ver Jesus e muitos creram nele, em
virtude do testemunho da mulher e pediam-lhe que permanecesse com
eles; e ficou ali dois dias. Muitos outros creram nele e diziam á mulher:
“Agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos
temos ouvido e sabemos que este é, verdadeiramente, o Salvador do
mundo” (João 4:1-42).

Jesus de Nazaré em Cafarnaum

Após ter encontrado a samaritana, Jesus permaneceu durante dois dias


em Samaria, depois partiu para a Galiléia. Quando chegou, os galileus o
receberam, pois viram todas as coisas que ele tinha feito em Jerusalém.
Jesus foi outra vez para Caná da Galiléia onde, numa festa de casamento,
fizera a água se transformar em vinho. Havia ali, um oficial do rei, cujo
filho estava doente em Cafarnaum. Tendo ouvido que Jesus viera da
Judéia para a Galiléia, foi falar com ele e lhe rogou que descesse para
curar seu filho, que estava á morte. Jesus então lhe disse: “Se porventura
não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis”. E o oficial lhe
rogou: “Senhor, desce, antes que meu filho morra”. “Vai”, disse-lhe Jesus
“teu filho vive”. O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. Ele
estava chegando em casa, quando os seus servos lhe vieram ao encontro,
anunciando-lhe que seu filho vivia. Então perguntou-lhes a que horas o
seu filho se sentira melhor. E eles disseram: “Ontem ás sete horas da noite
a febre o deixou”. E o pai reconheceu ser aquela a hora em que Jesus lhe
dissera: “Teu filho vive”. Então o oficial acreditou e toda a sua família. Esse
foi o segundo sinal que Jesus fez depois de vir da Judéia para a Galiléia
(João 4:46-54).
Os Quatro Pescadores

Certa vez a multidão começou a apertar Jesus para ouvir a Palavra de


Deus. Ele estava junto ao lago de Genesaré, na Galiléia. Então viu dois
barcos junto á praia do lago; mas os pescadores já tinham desembarcado
e lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão,
pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava
do barco ás multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Leva o
barco para um lugar onde o lago é bem fundo, e lançai as vossas redes
para pescar”. Simão respondeu: “Mestre, trabalhamos a noite toda e não
apanhamos nada, mas se o Senhor está mandando jogar as redes vou
obedecer”. Quando fizeram isto, apanharam grande quantidade de peixes;
e as redes rompiam. Então fizeram sinais aos companheiros do outro
barco, para que fossem ajudá-los. Foram e encheram os dois barcos ao
ponto de quase afundarem. Quando Simão Pedro viu isto, ajoelhou-se aos
pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou pecador”.
Vendo a pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os
seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que
eram seus sócios. Jesus disse a Simão: “Não temas: daqui pra frente serás
pescador de homens”. Eles então arrastaram os barcos para a praia,
deixaram tudo e seguiram Jesus (Lc. 5:4-11).

A Cura dos Leprosos

Jesus seguia sua viagem para Jerusalém e passou entre as regiões de


Samaria e Galiléia. Entrando numa aldeia, dez leprosos foram ao seu
encontro e ficaram de longe gritando: “Mestre, tenha pena de nós!”. Ao
vê-los, Jesus disse-lhes: “Ide e mostrai-vos aos sacerdotes”. Quando iam
pelo caminho, eles foram curados. Um dos dez, vendo que fora curado
voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe
agradeceu, e este era samaritano. Então Jesus lhe perguntou: “Não eram
dez os que foram curados? Onde estão os nove? Por que somente este
estrangeiro voltou para louvar a Deus?”. Ele disse isso porque os outros
leprosos certamente foram cumprir os rituais de purificação no templo, na
cegueira espiritual de somente cumprir rituais religiosos. E voltando-se ao
único samaritano, disse-lhe: “Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou” (Lc.
17:12-19).
Jesus Ensina o Perdão

Jesus ensinava aos discípulos sobre o perdão quando Pedro perguntou-


lhe: “Senhor, até quantas vezes devo perdoar meu irmão? Até sete
vezes?” Pedro já havia ouvido uma pregação de Jesus sobre o assunto (Lc.
17:3-4) e pensou em ganhar destaque com sua resposta, Jesus respondeu:
“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.
E para explicar melhor isso, Jesus passou a contar-lhes uma parábola: “Por
isso o reino dos céus é semelhante a um rei, que resolveu ajustar contas
com os seus servos. E fazendo isso, troxeram-lhe um que lhe devia dez mil
talentos. Mas o servo não tinha com que pagar e o senhor ordenou que
fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, e que a
divida fosse paga. Então o servo ajoelhou diante do seu senhor e
implorou: ‘Sê paciente comigo e tudo te pagarei’. O senhor daquele servo
teve pena dele, mandou-o embora e perdoou-lhe a divida. Mas quando
aquele servo saiu encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem
denários (uma quantia irrisória comparada a dez mil talentos) ele agarrou-
o e o sufocava, dizendo: ‘Paga-me o que me deves’. Seu conservo,
ajoelhando-se aos seus pés, implorava: ‘Sê paciente comigo e te pagarei’.
Ele, entretanto, não quis; lançou-o na prisão até que pagasse a divida.
Seus companheiros viram o que acontecera, ficaram muito tristes e
contaram tudo ao seu senhor que, chamando-o, lhe disse: ‘Servo malvado,
perdoei-te aquela divida toda porque me suplicaste, tu não devias
também Ter pena do teu conservo como eu tive de ti? ’ E o seu senhor
ficou muito indignado e o colocou na prisão até que ele pagasse toda a
divida”. Jesus contou essa parábola aos discípulos e acrescentou: “Assim
também meu Pai celeste vos fará se do intimo não perdoardes cada um a
seu irmão” (Mt. 18:15-35).
Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi em sua casa e sentou-se
para comer. Naquela cidade havia uma mulher de má fama e sabendo que
Jesus estava na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com
ungüento. Ela ficou atrás de Jesus, chorando e regava seus pés com suas
lágrimas e enxugava-os com os próprios cabelos; beijava-lhe os pés e os
ungia com o ungüento. Vendo isto o fariseu pensou: “Se ele fosse profeta,
bem saberia quem é a mulher que lhe tocou e a vida de pecado que ela
leva”. Jesus então disse ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te
dizer”. “Fala mestre”, respondeu Simão. “Certo credor tinha dois
devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro cinqüenta. Os
dois não tinham com que pagar e o credor perdoou-lhes a divida. Qual
deles vai amá-lo mais?”.
E Simão respondeu: “Suponho que aquele a quem mais perdoou”.
“Julgaste bem”, disse Jesus. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão:
“Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés;
esta regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Não
me deste um beijo quando cheguei; ela, entretanto, desde que entrei não
pára de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta
com bálsamo ungiu os meus pés. Por isso te digo: o grande amor que ela
mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas a
pessoa a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor”. Então disse á
mulher: “Perdoados são os teus pecados”. Os que estavam com ele á
mesa começaram a dizer entre si: “Quem é este que até perdoa
pecados?”. Mas Jesus disse á mulher: “A tua fé te salvou; vai-te em paz”
(Mt. 26:6-12).

O Dia do Sábado – A Cura

Dia do Sabbat, ou Sábado, era um dia de completo descanso para os


judeus. Num sábado não era permitido fazer qualquer tipo de trabalho,
mesmo os mais simples dentro de casa. Os escribas e fariseus cuidavam
para que a lei fosse cumprida, aplicando punições para os que a violassem.
Num Sábado Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Estava ali um
homem que tinha a mão direita atrofiada. E os escribas e fariseus,
querendo acusá-lo de trabalhar nesse dia santo, interrogaram Jesus
dizendo: “È permitido curar num Sábado?”, ou seja, praticar a medicina,
que é um trabalho. Jesus respondeu: “Qual dentre vós será o homem que,
tendo uma só ovelha, se num Sábado ela cair num buraco, ele não fará
tudo para tirá-la dali? Pois um homem vale mais que uma ovelha.
Portanto é permitido fazer bem nos sábados”. E conhecendo os
pensamentos daqueles homens, disse ao homem que tinha a mão
atrofiada: “Levanta-te e fica em pé aqui no meio”. E ele, levantando-se
ficou em pé. E Jesus, olhando para todos em redor, disse ao homem:
“Estende a tua mão”. Ele estendeu e ela sarou ficando igual á outra. Então
os fariseus saíram dali e começaram a fazer planos para matar Jesus (Mt.
12:9-14).
O Dia do Sábado – A Colheita

Num Sábado Jesus estava atravessando uma plantação de trigo. Seus


discípulos estavam com fome e começaram a colher as espigas e a comer
os grãos de trigo. Quando os fariseus viram aquilo, disseram a Jesus: “Teus
discípulos estão fazendo algo que nossa Lei proíbe fazer no Sábado!”.
Então Jesus respondeu: “Não lestes o que Davi fez quando ele e seus
companheiros estavam com fome?”. Entrou na casa de Deus e embora
fosse contra a Lei, ele e seus companheiros comeram os pães oferecidos a
Deus. No entanto somente os sacerdotes podem fazer isso. Ou não lestes
na Lei que, nos sábados, os sacerdotes quebram a Lei e não são culpados?
Eu afirmo que aqui está o que é maior que o templo. Mas se soubésseis o
que as Escrituras querem dizer quando afirmam: “Misericórdia quero e
não sacrifícios”, não condenaríeis os inocentes. Jesus disse isso porque os
fariseus eram tão preocupados com a Lei que nem perceberam a
necessidade de alimento daqueles homens. E completou: “Porque o Filho
do homem até do Sábado é Senhor” (Mt. 12:1-8).

A Sinagoga

A religião oficial adotada por Roma incluía grande parte do panteão e da


mitologia grega e os imperadores do primeiro século exigiam adoração
sobre sua própria pessoa. A perseguição aos cristãos dessa época também
vem desse fato. Era muito popular a influência das religiões misteriosas
dos gregos, egípcios e povos orientais que prometiam a purificação e a
imortalidade do individuo. Havia ritos secretos de iniciação e cerimônias
como lavagens, aspersão de sangue, refeições sacramentais, intoxicação
alcoólica, frenesi emocional e com tudo isso entrava-se misticamente em
união com os deuses. As superstições com suas práticas eram muito
comuns na mente do povo do império romano. Os judeus eram tidos
como os melhores exorcistas por saberem pronunciar corretamente o
nome de Deus Yahweh. Muitas imagens de animais eram utilizadas como
ídolos. Havia também o gnosticismo (vem de gnosis-conhecimento),
segundo o qual a matéria era equiparada ao mal e o espírito ao bem. As
formas filosóficas também faziam parte deste universo, dentre elas o
epicurismo, o estoicismo, os cínicos, os céticos e muitas outras filosofias
que influenciavam a vida de muitas pessoas. De maneira geral, o
sincretismo e as superstições é que envolviam as massas. A antiga
confiança nos mitos gregos havia desaparecido e a filosofia não
apresentava respostas que satisfizessem as pessoas. O cristianismo,
portanto, teve que entrar numa sociedade religiosa e filosoficamente
confusa. Além disso tudo, havia o judaísmo, de onde se originou o
cristianismo.
A perda temporária do Templo, durante o exílio de Israel, fez com que os
judeus estudassem a Torá (o Antigo Testamento) e estabelecessem as
sinagogas. Não se sabe ao certo se as mesmas se originaram no exílio ou
mais tarde. Há também a suposição de que Nabucodonosor destruiu o
primeiro Templo (de Salomão), deportou os judeus da Palestina e eles
estabeleceram centros locais de adoração e estudo, as sinagogas. Onde
existissem dez judeus adultos do sexo masculino se instituía uma
sinagoga, até a reconstrução do Templo. A sinagoga era um auditório
retangular com um palco para o orador, atrás do qual havia uma arca
contendo os rolos do Antigo Testamento. As pessoas sentavam em bancos
de pedra alinhados em duas ou três paredes ou em esteiras e bancos de
madeira no centro do salão.
Não havia instrumentos musicais para acompanhar os cânticos. Para ler o
Antigo Testamento o orador se punha de pé, ao pregar, ele sentava. Nas
orações todos se levantavam. O presidente eleito da sinagoga fazia a
apresentação de estranhos. O atendente cuidava dos móveis, dos rolos,
acendia as lâmpadas e tocava a trombeta anunciando o Sábado. Também
se colocava ao lado dos leitores para garantir a pronúncia correta dos
textos bíblicos e também ensinava. Uma comissão de anciãos cuidava da
parte espiritual da congregação. Os membros que errassem eram punidos
fisicamente ou por exclusão. As esmolas eram recolhidas para os pobres.
Durante a semana a sinagoga se tornava uma escola para os jovens
judeus, um centro de administração de justiça, de reuniões políticas,
serviços fúnebres e estudo do Antigo Testamento. Nas escavações em
Cafarnaum há indícios de uma sinagoga mais velha embaixo de ruínas de
uma sinagoga do quarto século. Estudiosos sugerem que a primeira
sinagoga visitada por Jesus no primeiro século está debaixo da grande
sinagoga branca. Pesquisadores descobriram várias estruturas datando de
períodos helênicos e romanos e um pavimento de basalto do primeiro
século. Estes e outros indícios levam os pesquisadores a acreditarem que
essa sinagoga é a que foi construída pelo centurião romano e visitada por
Jesus.
Eu Sou a Ressurreição e a Vida

Lázaro, da aldeia de Betânia, estava doente. Suas irmãs, Marta e Maria,


mandaram avisar a Jesus, pois ele era amigo da família e os amava muito.
Quando Jesus recebeu o recado estava com seus discípulos e, de
propósito, adiou a ida á Betânia, dizendo:
“Esta enfermidade não é para morte, mas para a glória de Deus, afim de
que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. Após dois dias, conversando
com seus discípulos, disse:
“Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo”. Os discípulos
responderam:
“Senhor, se dorme, estará salvo”. Então Jesus lhes disse claramente:
“Lázaro morreu, e por causa de vocês me alegro de que não estivesse lá,
para que possais crer. Vamos até lá para vê-lo”. Quando chegaram, Lázaro
já estava sepultado havia quatro dias. Muitos amigos estavam com Marta
e Maria para consolá-las. Quando Marta soube que Jesus estava lá, foi
correndo ao seu encontro e Maria ficou em casa. Marta disse a Jesus:
“Se estivésseis aqui, meu irmão não teria morrido”. Jesus declarou: “Teu
irmão há de ressurgir”.
“Eu sei” disse Marta, “que meu irmão há de ressurgir na ressurreição, no
último dia”. Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em
mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não
morrerá, eternamente. Crês isto?”.
“Sim, Senhor” respondeu ela, “eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus
que devia vir ao mundo”. Dizendo isto, retirou-se e chamou Maria, sua
irmã, e lhe disse em particular:
“O Mestre chegou e te chama”. Ouvindo isto, Maria levantou-se depressa
e foi falar com ele. Os judeus que estavam na casa pensaram que ela ia ao
túmulo chorar e a acompanharam. Quando Maria viu Jesus, lançou-se aos
seus pés, dizendo:
“Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido”. Jesus, vendo-a
chorar e também os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e
comoveu-se. E perguntou onde sepultaram Lázaro. Os judeus mostraram.
E Jesus chorou. Os judeus disseram: “Vede quanto o amava!”. Mas alguns
falaram que se ele abriu os olhos aos cegos poderia ter feito com que
Lázaro não morresse. Jesus agitou-se novamente em si mesmo, foi ao
túmulo (era uma gruta) e na entrada tinham posto uma pedra. Então Jesus
ordenou:
“Tirai a pedra”. Marta disse:
“Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias”.
Jesus respondeu:- “Eu não te disse que se creres verás a glória de Deus?”.
Tiraram a pedra e Jesus levantando os olhos para o céu, disse:
“Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me
ouves, mas falei assim por causa da multidão presente, para que creiam
que tu me enviaste”. E dizendo isto, clamou em voz alta:
“Lázaro, vem para fora”. E aquele que estivera morto saiu tendo os pés e
as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então Jesus
ordenou-lhes:
“Desatai-o, e deixai-o ir”. Muitos dos judeus, vendo isto, creram nele e
outros foram contar aos fariseus, que planejavam matá-lo (Jo. 11:1-53).

A Transfiguração de Jesus

Certa vez, depois de conversar muito com os discípulos sobre a


perseguição e morte que ele sofreria e sua ressurreição, Jesus tomou
consigo a Pedro, João e Tiago e os conduziu á parte, a um alto monte com
o propósito de orar. E então aconteceu que, enquanto ele orava, a
aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de
brancura. E dois homens falavam com ele, Moisés e Elias, a respeito da
morte que ele haveria de sofrer de acordo com a vontade de Deus. Pedro
e seus companheiros estavam dormindo profundamente, mas acordaram
e viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. Quando
esses homens estavam se afastando de Jesus, Pedro disse:
“Mestre, é bom estarmos aqui; então façamos três tendas: uma será tua,
outra de Moisés e outra de Elias”, não sabendo, porém o que dizia.
Enquanto falava apareceu uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de
medo ao entrarem na nuvem e dela veio uma voz dizendo:
“Este é o meu filho, o meu eleito: a ele ouvi”. Ouvindo essa voz os
discípulos caíram de bruços tomados de grande medo. Aproximando-se
deles, Jesus tocou-lhes, dizendo:
“Erguei-vos e não temais!”. Eles levantaram os olhos e não viram mais
ninguém, somente Jesus. Descendo do monte, Jesus ordenou-lhes:
“A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem ressuscite dentre
os mortos”. Mas os discípulos o interrogaram:
“Por que os escribas dizem ser necessário que Elias venha primeiro?”.
Jesus respondeu: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu,
porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram
com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do homem será
maltratado por eles”. Então os discípulos entenderam que lhes falara a
respeito de João Batista. Mas ainda não entendiam que Jesus caminhava
para a morte.

Antes que Abraão Existisse, Eu Sou

Após um caloroso debate com os judeus, estes consideraram que Jesus


tinha demônio, pois alegava que eles não eram de Deus, dizendo:
“Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso não me ouvis, porque
não sois de Deus”. Então os judeus responderam:
“Não temos razão em dizer que és samaritano e tens demônio”, replicou
Jesus, “pelo contrário, honro a meu pai e vós me desonrais. Eu não
procuro a minha própria glória, há quem a busque e julgue. Eu afirmo que
quem obedecer a minha palavra nunca morrerá”. Os judeus disseram:
“Agora estamos certos de que tens demônio. Abraão e os profetas
morreram e tu dizes: Se alguém obedecer a minha palavra nunca morrerá.
És maior que nosso pai Abraão que morreu? Os profetas também
morreram. Quem, pois, tu pensas ser?”.
Jesus respondeu: “Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é;
quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus,
entretanto vós não o tendes conhecido; eu porém o conheço. Se eu disser
que não o conheço, serei como vós, mentiroso; mas eu o conheço e
obedeço a sua palavra. Vosso Pai Abraão alegrou-se por ver o meu dia,
viu-o e regozijou-se”. Os judeus lhe perguntaram:
“Ainda não tens cinqüenta anos e viste a Abraão?”.
Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão
existisse, eu sou”. Com a expressão Eu Sou, ele quis dizer que já existia
antes de Abraão, e que era o próprio Deus. Isso significou uma blasfêmia
para aqueles homens. Então pegaram em pedras para atirarem nele; mas
Jesus se ocultou e saiu do templo, ainda não era chegada a sua hora.

A Entrada em Jerusalém

Estava próxima a páscoa dos judeus e havia uma peregrinação até


Jerusalém para participarem da festa. Muitos já perguntavam se Jesus iria
e os principais sacerdotes e fariseus já tinham dado ordem para, se
alguém soubesse onde ele estava, denunciá-lo, a fim de o prenderem. Seis
dias antes da páscoa Jesus foi para Betânia, onde estava Lázaro. Deram-
lhe uma ceia. Marta servia e Maria ungiu os pés de Jesus e enxugou com
seus cabelos (esta Maria é de Betânia, não confundir com a outra mulher
que também ungiu ao Senhor). Numerosa multidão dos judeus soube que
Jesus estava ali e foram até lá não só por causa dele, mas também para
ver a Lázaro, que ressuscitara dentre os mortos. Com isso muitos judeus
voltavam crendo em Jesus. No dia seguinte a maior parte da multidão que
viera á festa, sabendo que Jesus estava a caminho de Jerusalém, estendeu
os seus mantos pelo caminho e outros tomaram ramos de palmeiras, os
espalharam pelo caminho e saíram ao seu encontro, gritando:
“Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, e que é Rei de Israel!”.
E Jesus, tendo conseguido um jumentinho, montou nele, conforme a
profecia:
“Não temas, filha de Sião, eis que teu Rei ai vem, montado em um
jumento”. Ao entrar em Jerusalém a cidade toda se agitou e perguntava:
”Quem é este?”. E as multidões respondiam:
“È o profeta Jesus de Nazaré, da Galiléia”. Alguns fariseus, no meio da
multidão, disseram a Jesus:
“Mestre, manda que teus discípulos se calem”. Jesus respondeu:
“Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão”. E quando ia
chegando, viu a cidade e chorou sobre ela e disse:
“Ah, Jerusalém! Se soubesses hoje mesmo o que é preciso para conseguir
a paz! Mas isto agora está oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias
em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados,
te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não
deixarão em ti pedra sobre pedra porque não reconheceste a
oportunidade da tua visitação”.
Depois, entrou no templo e expulsou os mercadores que ali vendiam,
dizendo:
“Está escrito: a minha casa será uma casa de oração; mas vós a
transformastes em covil de salteadores”.
Enquanto Jesus ensinava no templo todos os dias, os principais
sacerdotes, os escribas e alguns lideres procuravam eliminá-lo. Contudo
não sabiam como fazê-lo, porque todo o povo, ao ouvi-lo, ficava
dominado por ele.
Parábolas de Jesus
Parábola é uma narrativa, imaginada ou verdadeira, que se apresenta com
o fim de ensinar uma verdade. Difere do provérbio neste ponto: não é a
sua apresentação tão concentrada como a daquele, contém mais
pormenores, exigindo menor esforço mental para se compreender. E
difere da alegoria, porque esta personifica atributos e as próprias
qualidades, ao passo que a parábola nos faz ver as pessoas na sua maneira
de proceder e de viver. E também difere da fábula, visto como aquela se
limita ao que é humano e possível.
O emprego contínuo que Jesus fez das parábolas está em perfeita
concordância com o método de ensino ministrado ao povo no templo e na
sinagoga. Os escribas e os doutores da Lei faziam grande uso das
parábolas e da linguagem figurada, para ilustração das suas homilias. Tais
eram os Hagadote dos livros rabínicos. A parábola tantas vezes
aproveitada por Jesus, no Seu ministério (Mc 4.34), servia para esclarecer
os Seus ensinamentos, referindo-se á vida comum e aos interesses
humanos, para patentear a natureza do Seu reino, e para experimentar a
disposição dos Seus ouvintes (Mt 21.45; Lc 20.19). As parábolas do
Salvador diferem muito umas das outras. Algumas são breves e mais
difíceis de compreender. Algumas ensinam uma simples lição moral,
outras uma profunda verdade espiritual.
As 30 Parábolas Proferidas Por Jesus:01 - O SemeadorMateus 13.5-802 - O
JoioMateus 13.24-3003 - O Grão de MostardaMateus 13.31,3204 - O
FermentoMateus 13.3305 - O Tesouro EscondidoMateus 13.4406 - A
PérolaMateus 13.45,4607 - A RedeMateus 13.47-5008 - A Ovelha
PerdidaMateus 18.12-1409 - O Credor IncompassivoMateus 18.23-3510 -
Os Trabalhadores da VinhaMateus 20.1-1611 - Os Dois FilhosMateus
21.28-3212 - Os Lavradores MausMateus 21.33-4613 - As BodasMateus
22.1-1414 - As Dez VirgensMateus 25.1-1315 - Os TalentosMateus 25.14-
3016 - A SementeMarcos 4.26-2917 - Os Dois DevedoresLucas 7.41-4318 -
O Bom SamaritanoLucas 10.25-3719 - O Amigo ImportunoLucas 11.5-820 -
O Rico LoucoLucas 12.16-2121 - A Figueira EstérilLucas 13.6-922 - A
Grande CeiaLucas 14.16-2423 - A Drácma PerdidaLucas 15.8-1024 - O Filho
PródigoLucas 15.11-3225 - O Administrador InfielLucas 16.1-926 - O Rico e
LázaroLucas 16.19-3127 - Os Servos InúteisLucas 17.7-1028 - O Juiz
IníquoLucas 18.1-829 - O Fariseu e o PublicanoLucas 18.9-1430 - As Dez
MinasLucas 19. 12-27

Por Trinta Dinheiros (Quarta feira)


A festa da Páscoa estava próxima e os principais sacerdotes e os escribas
andavam buscando como prender Jesus a traição para o matarem. Mas,
como temiam o povo, deveria ser em oculto e não durante a festa para
que não houvesse tumulto (Mt. 26:14-16).

Quinta Feira á Tarde

Quando chegou a Páscoa, os discípulos de Jesus foram prepará-la. Antes


de iniciar a refeição, Jesus lavou os pés dos discípulos. Quando lavava os
de Pedro mencionou que ele estava limpo, mas que nem todos estavam.
Ele já sabia quem iria traí-lo. Enquanto comiam, disse:
-“Não falo de todos vós, pois conheço aqueles que escolhi. Porque tem
que acontecer o que as Escrituras Sagradas dizem: “Aquele que toma
refeições comigo se virou contra mim. Digo isso agora, antes que
aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu sou quem sou”.
Depois Ele ficou comovido e disse com toda clareza:
-“Eu afirmo que um de vós há de me trair”. E os discípulos se
entreolharam perplexos, sem saber de quem ele falava. Pedro, então, fez
um sinal para João e disse-lhe:
“Pergunta-lhe de quem é que fala”. E João perguntou:
-“Senhor, quem é?”. Jesus respondeu:
-“È aquele a quem vou dar um pedaço de pão com molho”. E molhando o
pão no molho, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. Logo que Judas
recebeu o pão, Satanás entrou nele. Então Jesus lhe disse:
-“O que pretendes fazer, faze-o depressa”. Nenhum dos que estavam á
mesa entendeu por que Jesus disse isso. Como era Judas quem tomava
conta do dinheiro, alguns pensaram que Jesus tinha dito para ele comprar
alguma coisa para a festa ou dar algum auxilio aos pobres. Judas recebeu
o pão e saiu logo. Era noite (João 13:1-27).

Traição em Getsêmani (Mt. 26:36-56 / Mc. 14:32-53 / Lc. 22:39-46 / João


18:1-12)

Mateus
Tristeza e Angústia até a Morte
Mt. 36: 36 Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmane, e
disse aos discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.
37 E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a
entristecer-se e a angustiar-se.
38 Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai
comigo.
Amigos
Mt. 36:40 Voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a
Pedro: Assim nem uma hora pudestes vigiar comigo?
41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade,
está pronto, mas a carne é fraca.
42 Retirando-se mais uma vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não
pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.
43 E, voltando outra vez, achou-os dormindo, porque seus olhos estavam
carregados.
44 Deixando-os novamente foi orar terceira vez, repetindo as mesmas
palavras.
45 Então voltou para os discípulos e disse-lhes: Dormi agora e descansai.
Eis que é chegada a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas
mãos dos pecadores.
Judas o Amigo
Mt. 36:48 Ora, o que o traía lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele que
eu beijar, esse é: prendei-o.
49 E logo, aproximando-se de Jesus disse: Salve, Rabi. E o beijou.
50 Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Nisto, aproximando-se
eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.

Marcos
O discípulo nu
Mc. 14:49 Todos os dias estava convosco no templo, a ensinar, e não me
prendestes; mas isto é para que se cumpram as Escrituras.
50 Nisto, todos o deixaram e fugiram.
51 Ora, seguia-o certo jovem envolto em um lençol sobre o corpo nu; e o
agarraram.
52 Mas ele, largando o lençol, fugiu despido.

Lucas
O Anjo / Gotas de sangue
Lc. 22: 41 E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se de
joelhos, orava,
42 dizendo: Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a
minha vontade, mas a tua.
43 Então lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava.
44 E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se
como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão.
O Beijo da Traição
Lc. 22: 48 Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do
homem?

João
Caíram por Terra
Jo. 18: 4 Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder, adiantou-se
e perguntou-lhes: A quem buscais?
5 Responderam-lhe: A Jesus, o nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas,
que o traía, também estava com eles.
6 Quando Jesus lhes disse: Sou eu, recuaram, e caíram por terra.
Malco
Jo. 18:10 Então Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e
feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do
servo era Malco.

Jesus Diante de Pilatos

Pela manhã, quando Judas soube da condenação, devolveu as trinta


moedas aos principais sacerdotes e aos anciões, dizendo que tinha pecado
e traído um inocente, mas eles não se importaram. Então Judas jogou as
moedas de prata dentro do santuário, foi embora e enforcou-se. Jesus foi
levado ao palácio do governador romano, mas Pilatos disse-lhes para que
o julgassem segundo suas próprias leis e os judeus alegaram que não
poderiam decretar sentença de morte. Os principais sacerdotes e anciões
o acusavam e Jesus permanecia quieto. Pilatos ficou admirado e
perguntava a Jesus se ele não ia se defender:
-“Tu és o rei dos judeus?”. Jesus respondeu:
-“Dizes isto de ti mesmo ou os outros é que te disseram de mim?”. Pilatos
respondeu:
-“Por acaso eu sou judeu? O teu povo e os principais sacerdotes te
entregaram a mim. Que fizeste?”. Jesus disse:
-“O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse daqui os meus
servos lutariam para que eu não fosse preso”. Pilatos perguntou:
“Então, tu és rei?”. Jesus respondeu:
“Tu dizes que eu sou rei. Nasci para isso e para isso vim, para falar sobre a
verdade”. Pilatos perguntou:
“O que é a verdade?”. Ao dizer isso ele saiu e foi falar aos judeus:
“Não achei nenhum crime nele”. Porém eles insistiam ainda mais:
“Este homem está pervertendo a nossa nação desde a Galiléia até aqui”.
Quando ouviu isso, Pilatos perguntou se o homem era galileu, e
confirmado isso, enviou-o para Herodes, pois era sua jurisdição. Herodes
estava em Jerusalém naqueles dias. Quando viu a Jesus ficou contente
pois há muito tempo queria encontrá-lo por Ter ouvido falar a seu
respeito e queria ver os seus sinais. Fazia-lhe muitas perguntas mas Jesus
nada respondeu. Os principais sacerdotes estavam ali e o acusavam.
Herodes, com os seus soldados, desprezou Jesus, e zombando, vestiu-lhe
uma roupa resplandecente e o enviou de volta a Pilatos. Na festa da
Páscoa o governador costumava soltar um preso. Assim convocou os
principais sacerdotes, as autoridades e o povo e disse-lhes que nem ele,
nem Herodes, haviam achado culpa em Jesus. E perguntou ao povo quem
deveria ser solto: Barrabás ou Jesus, pois sabia que, por inveja, o haviam
entregado. Os principais sacerdotes e os anciões incitaram a multidão
para escolher Barrabás. Pilatos disse então que castigaria Jesus e depois o
soltaria. Mandou açoitá-lo. Os soldados fizeram uma coroa de espinhos e
colocaram em sua cabeça e lhe vestiram um manto vermelho. Dando-lhe
bofetadas, diziam:
“Salve o Rei dos Judeus!”. E Pilatos declarou:
“Trago-o aqui fora para que saibais que não acho nele culpa nenhuma”.
Mas os sacerdotes gritaram:
“Crucifica-o! Crucifica-o!”. Pilatos disse:
“Não achei nele crime, tomai-o e crucificai-o vós mesmos”. E
responderam:
“Temos uma lei e, segundo esta lei, ele tem que morrer porque se fez
Filho de Deus”. Quando Pilatos ouviu isso ficou com mais medo ainda e
perguntou a Jesus:
“De onde tu és?”. Mas Jesus não respondeu. Pilatos disse novamente:
“Não me respondes? Não entendes que tenho poder pra te soltar?”. Então
Jesus disse:
“Nenhum poder terias sobre mim se do alto não te fosse dado”. Pilatos
procurava soltá-lo, mas os judeus gritavam:
“Se soltares não és amigo de César pois todo aquele que se faz rei é contra
César”. Então Pilatos trouxe-o para fora e disse:
“Eis o vosso rei! Vou crucificá-lo?”. E responderam:
“Não temos rei senão César”. Ao ver que não conseguia mais nada, além
de aumentar o tumulto, Pilatos mandou que trouxessem água e diante do
povo lavou as mãos, dizendo:
“Sou inocente do sangue deste homem”. E entregou Jesus para ser
crucificado.

O Templo

Templo era o centro da religião hebraica e o orgulho de Israel, além de


simbolizar a unidade do pais. Os locais de adoração eram diferentes para
cada classe de pessoas. Havia o pátio dos sacerdotes, que ficava na parte
mais interna do Templo, em torno do Santuário, onde os sacrifícios eram
feitos. No pátio de Israel só homens judeus podiam ficar; no pátio das
Mulheres só as mulheres israelitas e no pátio dos Gentios, os pagãos. O
Santuário era formado por um átrio onde se encontravam o altar e um
candelabro com sete braços; e o Santo dos Santos onde só o Sumo
Sacerdote podia entrar e somente uma vez por ano. No Templo era
comemorada a festa da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos. E
nesses períodos multidões iam até Jerusalém. Os tributos e as ofertas
eram administrados pelos sacerdotes. A construção foi feita por Salomão
em seu reinado (971-931 a C.) e destruído pelos babilônios em 586 a C.
Retornando do exílio por volta de 536 a C., os judeus construíram, em
quinze anos, um novo templo bem mais simples. Este foi o que Herodes, o
Grande, começou a ampliar em 20 a C. e só foi terminado em 64 d.C.,
portanto, na época de Jesus, a construção estava em pleno andamento.
Mas em 70 d.C. ele foi destruído pelos soldados romanos de Tito. Ao
expulsar os mercadores do Templo, Jesus denunciava a exploração que
era feita com os peregrinos que iam adorar e tinham que trocar as
moedas e comprar animais para o sacrifício. Ele enfrenta os cambistas,
vira as mesas e diz aos que vendiam:
“Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio”.

A Páscoa de Jesus

Ex. 12:1-14 – A instituição da Páscoa


Lc. 22:7 – Imolar a páscoa
Mt. 26:1-2 – Jesus anuncia a sua morte na páscoa
I Co. 5:7-8 – Cristo nossa páscoa
I Co. 11:24-26 – Ceia x Páscoa
I Pe. 1:19 – Entregue como um cordeiro
Jô. 1:29 – O Cordeiro de Deus

Mt. 15:9 Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos
de homem.

A Crucificação do Cristo

Sexta-feira, entre 6 e 9 horas da manhã: depois de Ter estado diante do


sumo sacerdote e de Pilatos, Jesus foi entregue para ser crucificado. Então
os soldados o levaram para o pátio e reuniram toda a corte (cerca de 300
a 600 soldados) em torno dele. Tiraram sua roupa e vestiram-no com um
manto vermelho. Fizeram uma coroa de espinhos e colocaram em sua
cabeça. Na sua mão direita puseram uma vara, como se fosse um cetro, e
ajoelhavam-se diante dele dizendo:
-“Salve, Rei dos Judeus!”. E, cuspindo nele, tomaram a vara e batiam com
ela em sua cabeça. Após terem escarnecido de Jesus, tiraram o manto
vermelho, o vestiram com suas roupas e o levaram para ser crucificado.
Ao saírem encontraram um homem chamado Simão e o obrigaram a
carregar a cruz. Uma grande multidão o seguia e as mulheres choravam.
Mas Jesus, voltando-se para elas, disse:
-“Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai por vós mesmas e por
vossos filhos. Porque virão dias em que se dirá:
-“Felizes as que não geraram filhos nem amamentaram”. Nesses dias
muitos desejarão ser cobertos pelos montes. Porque, se fazem isso a um
homem inocente, o que não farão a vocês?”. Jesus afirmou isso porque
previu a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. e todas as maldades que
viriam em conseqüência disso. Outros dois, que eram malfeitores, foram
levados junto com Ele para serem executados. quando chegaram ao
Gólgota ou Calvário, que significa lugar da Caveira, deram-lhe vinho
misturado com fel para diminuir sua dor, mas ao provar, Ele não quis.
Eram nove horas quando o crucificaram e também aos dois malfeitores,
um á direita e outro á esquerda. Por cima d’Ele estava o titulo de sua
acusação escrito por Pilatos: ‘O Rei dos Judeus’. Jesus, porém, dizia:
-“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Os soldados
repartiram suas roupas entre si e sortearam a sua túnica para que se
cumprisse a Escritura que disse que isso iria acontecer. O povo ficava ali
olhando e os escribas e autoridades zombavam d’Ele, dizendo:
-“Aos outros salvou, salva-te a ti mesmo, se és o Cristo, então
acreditaremos”. Os soldados também o desprezavam e ofereciam-lhe
vinagre. Um dos malfeitores que estava ao seu lado, blasfemando, disse-
lhe:
“Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós”. Mas o outro repreendia,
dizendo:
“Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação?”. E para
Jesus, disse:
“Lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”. Jesus respondeu:
“Pois eu te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Estavam de pé,
junto á cruz, a mãe de Jesus, a irmã dela, Maria (mulher de Clopas) e
Maria Madalena. Jesus, vendo sua mãe e ao lado dela o discípulo João,
disse a sua mãe:
“Eis ai o teu filho”. E para João, disse:
“Eis ai tua mãe”. E dali em diante João recebeu Maria em sua casa.

Os Fenômenos da Morte de Jesus

Quando chegou o meio-dia, escureceu o sol e até ás três horas da tarde


tudo ficou em trevas. Nesse momento Jesus gritou:
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. E sabendo que todas
as coisas haviam acontecido para que se cumprisse a Escritura, disse:
“Tenho sede”. Pegaram uma esponja, ensoparam de vinagre e deram a
Ele, que bebeu e disse:
“Está consumado”. E gritando outra vez, exclamou:
“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito”, inclinou a cabeça e expirou.
Então o véu, que separava o lugar mais sagrado do templo dos outros
lugares, onde Deus se manifestava, rasgou-se ao meio, a terra tremeu e as
rochas se partiram. Túmulos se abriram e ressuscitaram muitos mortos,
que entraram na cidade de Jerusalém e apareceram a muitos. O centurião
e os soldados que guardavam a Jesus, vendo estes fenômenos, disse:
“Verdadeiramente este era o Filho de Deus”. Uma grande multidão
presenciou tudo isso e todos os conhecidos de Jesus e as mulheres que o
haviam seguido, desde a Galiléia. Ao cair da tarde, como era a véspera do
Sábado e por causa das comemorações, os judeus pediram a Pilatos que
mandasse quebrar as pernas dos que foram crucificados para que
morressem mais depressa. Os soldados quebraram as dos dois
salteadores, mas quando foram até Jesus, ele já havia morrido. José de
Arimatéia era seguidor de Jesus e pediu para retirar o corpo. Admirado
dele já estar morto, Pilatos permitiu. Nicodemus, que era um dos
principais dos judeus, mas que acreditava no mestre, também foi junto e
levou 35 quilos de especiarias perfumadas. E tirando o corpo de Jesus da
cruz, o envolveram em lençóis de linho com as especiarias. Ali perto havia
um jardim com um túmulo novo, em que ninguém ainda havia sido posto.
Então, puseram Jesus. As mulheres, que tinham seguido Jesus desde a
Galiléia, viram o túmulo. Prepararam especiarias e no Sábado repousaram
conforme o mandamento. Nesse dia os sacerdotes e os fariseus foram até
Pilatos e disseram:
“Senhor, lembramos que aquele impostor afirmou que depois de três dias
ressurgiria. Manda, então, que o túmulo seja guardado para que não
aconteça que os que o seguiam roubem o corpo e depois digam ao povo
que ele ressurgiu dos mortos. Senão, isso vai ficar pior ainda”. Pilatos
autorizou a guarda. Selaram o sepulcro com uma pedra e um guarda ficou
ali.

O Senhor Ressuscitou

Sábado á tardinha, após ás 18 horas, Maria Madalena e outra Maria foram


ver o túmulo. No Domingo de madrugada, um anjo do Senhor desceu do
céu e removeu a pedra que fechava o túmulo e estava sentado sobre ela.
Sua aparência era de um relâmpago e suas roupas brancas como a neve.
De medo, os guardas tremeram e desmaiaram. Pela manhã, Maria
Madalena retornou ao túmulo e viu que a pedra fora retirada. Enquanto
chorava viu dois anjos sentados aonde estivera o corpo de Jesus. E eles
perguntaram:
“Por que choras?”. Ela respondeu:
“Porque tiraram o meu Senhor e não sei onde o puseram”. Dizendo isso
ela voltou-se para trás e viu Jesus mas não sabia que era Ele. E Jesus lhe
perguntou por que ela chorava e a quem procurava. E ela respondeu:
“Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei”. E Jesus
falou:
“Maria!”. Ela, virando-se, exclamou:
“Mestre!”. E Ele pediu para ela avisar aos outros que estava indo para a
Galiléia. Ela contou aos discípulos. Pedro e João correram até o túmulo e
viram somente os lençóis que tinham envolvido Jesus. Então, acreditaram
e voltaram para casa. Enquanto isso alguns guardas contaram aos
sacerdotes o que havia ocorrido. Os sacerdotes deram dinheiro a eles para
que mentissem dizendo que os discípulos haviam roubado o corpo. Jesus
se manifestou ás outras mulheres que tinham vindo com Ele da Galiléia.
Também apareceu a dois seguidores que estavam indo para o campo.
Estes contaram aos onze e diziam:
“Realmente o Senhor ressurgiu!”. Naquela tarde de Domingo os discípulos
estavam reunidos a portas fechadas com medo dos judeus e Jesus
apareceu no meio deles dizendo:
“Paz seja convosco!”. Espantados e com medo, pensaram que era algum
espirito. E Ele disse-lhes:
“Por que estais perturbados e cheios de dúvida? Olhai as minhas mãos e
os meus pés, que sou eu mesmo, um espirito não tem carne nem ossos
como percebeis que eu tenho. Eles ainda não acreditavam por causa da
alegria e Jesus perguntou:
“Tendes aqui alguma coisa para comer?”. Então lhe deram um pedaço de
peixe assado e Ele comeu diante deles. E na Segunda vez que esteve com
os discípulos disse-lhes:
“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”. E assoprou sobre
eles dizendo:
“Recebei o Espírito Santo”. Jesus apareceu outras vezes aos discípulos e a
uma multidão de quinhentas pessoas.

Jesus Ressuscitou

Jesus morreu. Depois de ser espancado e açoitado, Jesus foi crucificado.


Os soldados furaram seu lado, do qual escorreram sangue e água,
confirmando que ele tinha morrido (João 19:33-34). O governador
romano, Pilatos, depois de verificar sua morte, liberou o corpo para ser
tirado da cruz e sepultado (Marcos 15:44-45).
Jesus foi sepultado. Um proeminente chefe religioso judeu, que era um
discípulo secreto de Jesus, um homem chamado José, tinha um túmulo
novo escavado na rocha, dentro do qual ele colocou o corpo de Jesus
(Mateus 27:57-60; Marcos 15:42-47; Lucas 23:50-56; João 19:38-42).
Diversas mulheres observaram José e seu amigo Nicodemos colocarem o
corpo dentro do túmulo em forma de caverna e rolarem uma grande
pedra sobre sua abertura. Eles tinham tido pouco tempo para embalsamar
o corpo adequadamente, pois o sábado judaico começava ao pôr-do-sol
da noite de sexta-feira. As mulheres fizeram planos para virem cedo na
manhã de domingo com mais especiarias para completar o
embalsamamento. Mas quando chegaram, encontraram a pedra tirada e
nenhum corpo no túmulo.

As Mulheres no Sepulcro

Mateus 28
1 No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana,
Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
João 20
1 No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de
madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do
sepulcro.
Lucas 24
1 Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao
sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.
Testemunhas oculares alegaram que viram Jesus vivo. Entre estas estavam
discípulos que viram Jesus muitas vezes num período de 40 dias e
puderam tocá-lo, falar com ele e até mesmo comer junto com ele. Como
julgaríamos o depoimento destas testemunhas? Geralmente, avaliamos o
testemunho por fatores tais como honestidade, competência e número.
Honestidade: Os apóstolos nada ganhavam (dinheiro, popularidade, etc.)
por terem pregado a ressurreição. De fato, foram freqüentemente mortos
por causa disso. Sua disposição a morrer por sua crença confirma sua
integridade. Competência: Os escritos destes homens demonstram
competência mental, lucidez e atenção aos pormenores. O fato que
muitos deles já conheciam bem Jesus e foram capazes de ter contato físico
íntimo com ele certamente os coloca em posição de verificar a
ressurreição. Número: Normalmente, duas ou três testemunhas são
suficientes para estabelecer um fato histórico, mas neste caso, houve
literalmente centenas (1 Coríntios 15:6). A relutância inicial das
testemunhas oculares em crer reforça seu testemunho (Marcos 16:11,
13). Alguns a quem Jesus apareceu nem eram discípulos antes de terem
visto Jesus ressuscitado: seu irmão Tiago, por exemplo, (João 7:5; 1
Coríntios 15:7) e Saulo (Paulo), 1 Coríntios 15:8.

Jesus Aparece a Mais de 500 Discípulos


I Co. 15:6 depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos
quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram;
7 depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos;
8 e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um
abortivo.
9 Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado
apóstolo, porque persegui a igreja de Deus.

A Relutância Para Crer na Ressurreição de Jesus


Marcos 16:9 [Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da
semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha
expulsado sete demônios.
10 Foi ela anunciá-lo aos que haviam andado com ele, os quais estavam
tristes e chorando;
11 e ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram.
12 Depois disso manifestou-se sob outra forma a dois deles que iam de
caminho para o campo,
13 os quais foram anunciá-lo aos outros; mas nem a estes deram crédito.
14 Por último, então, apareceu aos onze, estando eles reclinados à mesa,
e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não
haverem dado crédito aos que o tinham visto já ressurgido.

Os Irmãos de Jesus Não Crêem


João 7:1 Depois disto andava Jesus pela Galiléia; pois não queria andar
pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo.
2 Ora, estava próxima a festa dos judeus, a dos Tabernáculos.
3 Disseram-lhe, então, seus irmãos: Retira-te daqui e vai para a Judéia,
para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
4 Porque ninguém faz coisa alguma em oculto, quando procura ser
conhecido. Já que fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo.
5 Pois nem seus irmãos criam nele.
6 Disse-lhes, então, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo; mas o
vosso tempo sempre está presente.
7 O mundo não vos pode odiar; mas ele me odeia a mim, porquanto dele
testifico que as suas obras são más.
8 Subi vós à festa; eu não subo ainda a esta festa, porque ainda não é
chegado o meu tempo.
9 E, havendo-lhes dito isto, ficou na Galiléia.
10 Mas quando seus irmãos já tinham subido à festa, então subiu ele
também, não publicamente, mas como em secreto.

A Ascensão

Depois de conversar e comer com os discípulos, Jesus pediu a palavra:


“Toda a autoridade sobre o céu e a terra me foi dada. Portanto, ide pelo
mundo e contém tudo o que aconteceu a todas as pessoas. Quem
acreditar e for batizado será salvo, quem não acreditar será condenado.
Fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do
Filho e do Espirito Santo, ensinando-os a observar todas as coisas que
tenho ordenado. Estou convosco todos os dias até a consumação dos
séculos”. Após 40 dias de sua ressurreição Jesus levou os seus discípulos
para fora de Jerusalém, até Betânia, e levantando as mãos, os abençoou.
Enquanto os abençoava, distanciou-se e foi elevado ao céu, quando uma
nuvem o envolveu, ocultando-o. Seus discípulos olhavam para cima,
enquanto Ele subia, quando dois homens vestidos de branco apareceram
e disseram:
“Galileus, por que ficais olhando para o céu? Esse Jesus que foi elevado ao
céu, há de voltar da mesma forma como o vistes subir”.

Considerações Finais

Espero que no decorrer deste breve estudo, você tenha absorvido a


essência e a importância deste rascunho, não obstante, conhecer mais e
mais de Cristo. No decorrer desta reflexão, pudemos observar que cada
palavra de nosso Senhor, trazia consigo um ensinamento, uma lição. È
certo que este estudo traz apenas uma visão panorâmica da vida de Cristo
segundo os quatro evangelhos, mas, creio que foi o suficiente para
entendermos como desconhecemos a vida de Cristo e os seus
mandamentos e devido a isso, desejo despertá-los a cada dia a ler mais e
mais a Palavra do nosso Senhor, conhecendo-o e fazendo a sua vontade.
Sua predição, seu nascimento, sua vida, seu ministério, sua morte, sua
ressurreição, sua ascensão e a sua volta.
Que a vida de Cristo seja um modelo e um motivo de viver para você.
Ouça a sua palavra, obedeça, pratique. Permita que Cristo através do
Espírito Santo abençoe você. Se torne um verdadeiro discípulo de Cristo e
seja muito feliz!