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A Submissão Limitada

Por determinações divinas, todos nós vivemos em


submissão a outros seres humanos. Não é um fato ruim
que deve nos incomodar, pois o nosso próprio Criador viu a
necessidade de ordem entre nós.

As Escrituras ensinam a importância de submissão no


trabalho: “Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor
segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância,
visando tão-somente agradar homens, mas em
singeleza de coração, temendo ao
Senhor”(Colossenses 3:22).

No âmbito familiar, ele também estabeleceu ordem que


requer a submissão. Os filhos devem ser submissos aos
pais: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois
isto é justo” (Efésio 6:1). As mulheres que respeitam ao
Senhor também respeitam a autoridade dos seus
maridos: “As mulheres sejam submissas ao seu
próprio marido, como ao Senhor” (Efésios 5:22).

No contexto da igreja, Deus ordenou que homens mais


velhos com qualidades especiais que ele definiu cuidassem
do seu rebanho, e ensinou os cristãos a respeitarem esses
homens: “Obedecei aos vossos guias e sede
submissos para com eles; pois velam por vossa alma,
como quem deve prestar contas, para que façam isto
com alegria e não gemendo; porque isto não
aproveita a vós outros” (Hebreus 13:17).

Quando se fala da sociedade em termos mais abrangentes,


Deus estabeleceu o conceito de governantes para manter
ordem e proteger os cidadãos inocentes dos malfeitores.
Pedro escreveu: “Sujeitai-vos a toda instituição
humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como
soberano, quer às autoridades, como enviadas por
ele, tanto para castigo dos malfeitores como para
louvor dos que praticam o bem... Tratai todos com
honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei” (1
Pedro 2:13,14,17).

Quando recusamos obediência às pessoas em posições de


autoridade definidas por Deus, pecamos contra o próprio
Senhor. Há, porém, limites à nossa submissão às
autoridades humanas. Os apóstolos recusaram obedecer
uma ordem das autoridades em Jerusalém com esta
explicação: “Antes, importa obedecer a Deus do que
aos homens” (Atos 5:29). Normalmente, obediência às
autoridades humanas é, ao mesmo tempo, obediência a
Deus. Mas quando essas autoridades exigem algo que seria
pecado contra Deus (como aconteceu com os apóstolos em
Atos 5), Deus fala mais alto. Nesses casos, e
exclusivamente nesses casos, devemos obedecer a Deus e
desobedecer às ordens humanas.

Encontramos vários exemplos desse tipo de desobediência


na Bíblia. José foi um servo obediente na casa de Potifar,
mas recusou quando a mulher desse homem pediu que
tivesse relações sexuais com ela (Gênesis 39:7-9).
Sadraque, Mesaque, Abede-Nego e Daniel foram servos
fiéis aos reis que dominaram os israelitas, mas recusaram
abandonar sua fé para participar das práticas religiosas
daqueles líderes (Daniel 3:18; 6:6-10).

Por causa do seu respeito para com Deus, os servos do


Senhor devem ser os melhores cidadãos, funcionários e
filhos. Não se levantam em rebeldia contra o governo. Não
se rebelam contra os pais. Procuram fazer bem todo o
serviço solicitado por seus superiores em uma empresa.
Obedecem aos homens porque já têm um compromisso de
respeitar o próprio Senhor.

Sua submissão a essas autoridades, porém, tem limites. Se


um presidente, pai, pastor ou marido pedir para fazer
qualquer coisa que viole os ensinamentos de Jesus, devem
obedecer a Deus, e não aos homens. A desobediência pode
trazer consequências nesta vida, pois algumas dessas
autoridades têm meios de castigar os seus sujeitos. José foi
preso. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram jogados em
uma fornalha quente. Daniel passou uma noite na cova dos
leões. Pedro foi executado, como também foram vários dos
outros apóstolos. Sempre devemos nos lembrar da
soberania do Senhor. A autoridade que homens exercem
sobre nós foi determinada por Deus, e continua sempre
sujeita à autoridade superior dele.