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Cálculo

Diferencial e
Integral I
U1 - Título da unidade 1
Cálculo Diferencial e
Integral I

Gabriela Faria Barcelos Gibim


© 2015 por Editora e Distribuidora Educacional S.A.

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ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico,
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Gibim, Gabriela Faria Barcelos


G446c Cálculo diferencial e integral I / Gabriela Faria Barcelos
Gibim. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional
S.A., 2015.
216 p.

ISBN 978-85-8482-217-1

 1. Cálculo. 2. Cálculo integral. 3. Cálculo diferencial. I.


Título.

CDD 517

2015
Editora e Distribuidora Educacional S. A.
Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza
CEP: 86041 ‑100 — Londrina — PR
e-mail: editora.educacional@kroton.com.br
Homepage: http://www.kroton.com.br/
Sumário

Unidade 1 | Funções 7

Seção 1.1 - Função afim 9


Seção 1.2 - Função quadrática 22
Seção 1.3 - Função exponencial e Logarítmica 34
Seção 1.4 - Funções trigonométricas 48

Unidade 2 | Limites e Derivadas 63

Seção 2.1 - É hora de limites! 65


Seção 2.2 - Limites finitos e no infinito 79
Seção 2.3 - Derivada - introdução 92
Seção 2.4 - Regras de derivação - Parte 1 104

Unidade 3 | Regras de Derivação 117

Seção 3.1 - Derivada do produto e quociente 119


Seção 3.2 - Regra da cadeia 131
Seção 3.3 - Derivada exponencial e logarítmica 142
Seção 3.4 - Derivadas trigonométricas e derivadas sucessivas 152

Unidade 4 | Otimização da Derivada 163

Seção 4.1 - Derivada implícita e taxa relacionada 165


Seção 4.2 - Máximos e mínimos 177
Seção 4.3 - Concavidade e pontos de inflexão 190
Seção 4.4 - Otimização 202
Palavras do autor
Olá Aluno, bem-vindo!

Nesta unidade curricular, você será apresentado aos principais


tópicos de Cálculo Diferencial e Integral, tais como: Funções,
Limite e Derivada.

O seu material é composto pelo livro didático, que apresenta


os principais temas que deverão ser estudados; além deste,
você também pode contar com a orientação das atividades
apresentadas nas webaulas e ainda, os momentos de orientação,
mediação, explicação e interação que ocorrem no decorrer das
aulas. Participe ativamente das atividades! A estrutura de seu livro
didático contempla 4 (quatro) unidades de ensino. São elas:

Funções: apresenta o estudo das diferentes funções, seus


conceitos, suas propriedades em relação às operações, a
interpretação de seus gráficos e as suas aplicações.

Limites e Derivada: conceito e aplicação de limites, assim


como o conceito de derivada e algumas regras de derivação.

Regras de Derivação: produto, quociente, regra da cadeia,


derivada exponencial, logarítmica e trigonométrica.

Aplicação de Derivada: derivada implícita, taxa relacionada,


máximo e mínimo e otimização.

Prezado Estudante, mantenha uma rotina de estudos que o


possibilite dedicar-se aos processos de leitura, participação e
realização das atividades propostas. É de extrema importância para
que você obtenha sucesso tanto em construção e desenvolvimento
de aprendizagem, quanto em sua aplicação. Desde já desejo a
você bons estudos!
Unidade 1

Funções

Convite ao estudo
Por que estudar funções?

O estudo das funções permite a você, aluno, adquirir a linguagem


algébrica como a linguagem das ciências. Esta linguagem se faz
necessária para expressar a relação entre grandezas e modelar
situações-problema, construir modelos descritivos de fenômenos
e permitir várias conexões dentro e fora da própria Matemática.

Deste modo, nesta unidade de ensino iremos enfatizar o


estudo das diferentes funções, apresentaremos os seus conceitos,
suas propriedades em relação às operações, a interpretação de
seus gráficos e as suas aplicações.
Competência a ser desenvolvida Objetivos
 Identificar e representar as funções
Conhecer os fundamentos de cálculo de várias maneiras (tabelas, gráficos,
necessários à formação do profissional da fórmulas e descrição verbal).
área de exatas.  Aplicar o estudo das funções na
descrição de fenômenos e situações.

Para auxiliar no desenvolvimento da competência acima e


atender aos objetivos específicos do tema em questão, Funções,
a seguir é apresentada uma situação hipotética que visa aproximar
os conteúdos teóricos com a prática. Vamos lá!

João acabou de concluir o Ensino Médio e irá participar


de um processo seletivo de uma empresa multinacional para
trabalhar como estagiário. Para tanto, precisa realizar um teste
para mostrar que é capaz de compreender e resolver problemas
ligados ao nosso cotidiano. A empresa entende que o profissional,
dependendo de sua qualificação, pode atuar em diversas
áreas. Em todas elas, a facilidade em lidar com a Matemática é
fundamental, principalmente no que diz respeito ao estudo das

U1 - Título da unidade 7
funções. E que a importância do estudo de funções não é restrita
apenas aos interesses da matemática, e que estas fazem parte
do nosso cotidiano e estão presentes na realização das coisas
mais elementares que fazemos. Portanto, João terá que resolver
situações-problema que tratam de entender a interdependência de
várias coisas ao nosso redor; das mais simples às mais complexas,
como uma corrida de táxi, lançamento de um projétil, juros
compostos, decaimento radioativo, vibração do som, etc.

8 U1 - Título da unidade
Seção 1.1
Função afim
Diálogo aberto
Olá! Sejam bem-vindos!

A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre função!


Veremos nesta seção conhecimentos sobre função e função
afim, conteúdo de Cálculo Diferencial e Integral que normalmente
é trabalhado no Ensino Fundamental e Médio na disciplina de
Matemática. Você se recorda?

Dica
A leitura deste caderno irá ampliar sua compreensão sobre o conceito
de função e função afim; suas diversas representações por meio de
tabelas, gráficos, fórmulas, descrição verbal; assim como sua aplicação
em resolução de problemas. Para dar início ao estudo de função é
necessário o conhecimento de equações, pois todo o desenvolvimento
algébrico de uma função é resolvido através de equações.

Lembre-se
Quando assistimos ou lemos um jornal, muitas vezes nos deparamos
com um gráfico, que nada mais é que uma relação, comparação de duas
grandezas ou até mesmo uma função, mas representada graficamente.
Para que esse gráfico tome forma é necessário que essa relação,
comparação, seja representada em uma função na forma algébrica.

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no convite ao


estudo? Uma das primeiras situações-problema apresentadas pela
empresa para João resolver foi a seguinte:

Precisamos enviar um de nossos técnicos para fazer uma


vistoria em um prédio que fica a 8 km da empresa. Sabe-se que
em nossa cidade operam duas empresas de táxi, a empresa A e a
B. A A cobra R$ 6,00 pela bandeira inicial e R$ 3,00 por quilômetro
rodado. Já a empresa B cobra apenas R$ 4,00 por quilômetro
rodado. As duas empresas possuem táxis disponíveis para levar o

U1 - Título da unidade 9
técnico; assim, qual táxi João deve chamar de modo a economizar
na corrida? Em qual situação a A é mais econômica?; e a B é mais
econômica?; as duas se equivalem?

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Você deve esboçar a situação-problema, ou seja, a função afim, na


forma algébrica, e calcular os valores das corridas. Pode-se representar a
função graficamente para melhor compará-las.

Não pode faltar!


Funções

Antes de iniciarmos o nosso estudo sobre função afim é importante


termos o conhecimento sobre função. Você sabe o que é uma função?

Função é um dos conceitos mais importantes da matemática. As


funções são definidas por certas relações. Existem inúmeros tipos
de funções matemáticas, entre as principais temos as funções: afim,
quadrática, exponencial, logarítmica, trigonométricas, dentre outras.
Cada função é definida por leis generalizadas e propriedades específicas.

Assimile
Definindo uma função: Função é uma relação. Utilizando dois conjuntos
A e B, a relação entre eles será uma função se todo elemento do
primeiro conjunto estiver relacionado (ligado) apenas com um elemento
do segundo conjunto. Na matemática, dizemos que função é uma
relação de dois conjuntos, por exemplo: f(x) = y, sendo que x e y são
valores, onde x é um elemento do domínio da função (a função está
dependendo dele) e y é um elemento da imagem.

Podemos citar como exemplo a relação entre o custo e o consumo


em m3 de água. Isso porque a conta de água está relacionada a quanto
iremos gastar de m3 de água. Essa relação é uma função!

Assim tem-se:

Dados dois conjuntos A e B (conjuntos formados de números


reais, isto é, A e B estão contidos em R), não vazios, uma relação
de A em B recebe o nome de aplicação de A em B ou função

10 U1 - Título da unidade
definida em A com imagens em B se, e somente se, para todo x
A existe um só y B tal que (x, y) .

Reflita

Que condições deve satisfazer uma relação de A em B para ser


função?

1. É necessário que todo elemento participe de pelo menos um


par (x, y) , isto é, todo elemento de A deve servir como ponto de
partida de flecha.

2. É necessário que cada elemento de participe de apenas um


único par (x, y) , isto é, cada elemento de A deve servir como ponto
de partida de uma única flecha.
Figura 1.1 - Representação de função

Fonte: Disponível em: <http://educacao.globo.com/matematica/assunto/funcoes/


conceito-de-funcoes.html>. Acesso em: 16 mai. 2015.

Uma relação não é aplicação (ou função) se não satisfazer


uma das condições:

1) Se existir um elemento de A do qual não parta flecha alguma, ou

2) Se existir um elemento de A do qual partam duas ou mais flechas.


Figura 1.2 - Exemplos de diagrama de Venn onde a relação não é função (ou
aplicação)

Fonte: Disponível em: http://educacao.globo.com/matematica/assunto/funcoes/conceito-de-funcoes.html.


Acesso em: 16 mai. 2015.

U1 - Título da unidade 11
Domínio, contradomínio e Imagem?

Seja f uma função de A em B.


Figura 1.3 - Representação de função

Fonte: Disponível em: <http://educacao.globo.com/matematica/assunto/funcoes/conceito-de-funcoes.


html>. Acesso em: 16 mai. 2015.

Nesta correspondência, o conjunto A é o domínio da função f,


enquanto o conjunto B é denominado contradomínio da função f.
Usamos a notação ⨏: A → B (onde lemos: f é uma função de
A para B) para indicar que estamos fazendo a correspondência
de A, designado domínio, com o conjunto B, contradomínio.
Escrevemos y = ⨏(x) para indicar que a função f associa o elemento
x de seu domínio ao elemento y de seu contradomínio.
Se um elemento x A, for relacionado a um elemento y B,
dizemos que y é a imagem de x pela função ⨏. Logo, o conjunto
de todos os elementos de B, que são imagens de algum elemento
de A, é designado conjunto imagem da função f é denotado por
Im(⨏). Sendo, portanto, um subconjunto do contradomínio B.
O elemento x é chamado de variável independente, pois ele
é livre para assumir qualquer valor do domínio, e nomeia-se y de
variável dependente.
Exemplificando
Veja o exemplo da Figura 1.3, nesta temos como domínio da função
f D(f)= {-3,-2,-1,0}, contradomínio CD(f)= {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9}; e como
conjunto imagem a Im(⨏)= {0,1,4,9}

Um pouco mais sobre o Domínio

Se temos:

• f: → / f(x)= -2x. Aqui não existem restrições para qualquer


valor de x pertencente ao domínio de f. Portanto, D(f)=

12 U1 - Título da unidade
• f: → / f(x)= . Sabemos que o denominador deve ser
diferente de zero, pelo fato da existência da operação de divisão.
Observamos que x + 4 ≠ 0, logo x ≠ - 4. Portanto, D(f)= - 4.
Gráficos- Como representar a função graficamente?

Quando trabalhamos com funções, a construção e a


compreensão de gráficos são de extrema importância. Isto porque,
por meio dos gráficos podemos definir de que tipo é a função
mesmo sem saber a sua lei de formação.
Saiba mais
Cada função tem a sua representação gráfica, independentemente do
tipo de função é fundamental conhecermos algumas definições, como:
plano cartesiano, par ordenado, eixo das abscissas, eixo da ordenada.
Saiba mais em <http://www.somatematica.com.br/fundam/paresord.
php>. Acesso em: 16 mai. 2015.

O plano cartesiano é formado por duas retas perpendiculares


entre si, uma reta horizontal Ox no plano geométrico, denominada
de eixo das abscissas e uma reta vertical Oy, chamada de eixo das
ordenadas. O plano cartesiano foi desenvolvido por Descartes no
intuito de localizar pontos num determinado espaço. O encontro
dos eixos é chamado de origem. Cada ponto do plano cartesiano é
formado por um par ordenado (x, y), onde x: abscissa e y: ordenada.
As disposições dos eixos no plano formam quatro quadrantes,
mostrados na figura a seguir:
Figura 1.4 | Representações do plano cartesiano

Fonte: Disponível em: <http://mdmat.mat.ufrgs.br/grafeq_guia/geometria.html>. Acesso em: 16 mai. 2015.

Funções Polinomiais

Seja uma função definida por


, em que os coeficientes
, ,... são números reais e n um número inteiro não

U1 - Título da unidade 13
negativo. A função é denominada de função polinomial de grau
n, a qual, dependendo do grau n, receberá nomes de funções
polinomiais.

Começamos o nosso estudo de funções polinomiais


com grau . Uma aplicação recebe o nome de função
constante quando cada elemento x é associado ao mesmo
valor c, ou seja, . O gráfico da função constante é uma
reta paralela ao eixo x passando pelo ponto (0, c). Em outras
palavras, a imagem é o conjunto . A Fig. 1.4 apresenta o
gráfico da função .

Alguns exemplos de funções constantes são: ;


; ;

Figura 1.5 | Representações da função constante

Fonte: Disponível em: <http://www.infoescola.com/matematica/funcao-afim/>. Acesso em: 16 mai. 2015.

Função linear

Podemos definir a função linear como uma aplicação :


→ quando a cada elemento associa o elemento
onde é um número real dado. Isto é, a função dada por:
,

O conjunto imagem da função afim : → definida por


, são os reais. Uma função é um
exemplo de uma função linear.

Função Afim

Analogamente podemos definir a função linear afim como uma


aplicação : → quando a cada elemento associa o
elemento onde é um número real dado. Isto é, a
função é dada por:

14 U1 - Título da unidade
O conjunto imagem da função afim : → definida por
são os reais.

O gráfico de uma função linear afim é uma reta que intercepta o


eixo das ordenadas no ponto . O coeficiente b é denominado de
coeficiente linear da reta.

O número a é definido por coeficiente angular da reta ou


declividade da reta representada no plano cartesiano.

A raiz da função afim é o número , também chamado


de zero da função. Esta raiz é a abcissa do ponto de coordenadas
; onde a reta corta o eixo x.

Exemplificando
Analisar a função f(x) = – x + 2.

- A função é decrescente,
pois a < 0;
- Coeficiente angular é a = -1;

- Coeficiente linear é b = 2;
- Zero da função é 2, pois – x + 2 = 0 =>
-x = - 2.(-1) => x = 2.
-A raiz 2 é a abscissa do ponto de coordenadas (2,0), a reta corta
o eixo

f(x) < 0 {x ∈ R | x > 2}

f(x) = 0 {x ∈ R | x = 2}

f(x) > 0 {x ∈ R | x < 2}


Caso Particular: A função é constante,
pois a = 0, com isso, não há inclinação;

- Coeficiente angular é 0, pois a = 0;

- Coeficiente linear é b = 4;

- Não temos Zero da função:

U1 - Título da unidade 15
Figura 1.6 | Função crescente e decrescente

Fonte: Disponível em: <http://professorwaltertadeu.mat.br/Cp2Aprof2014AfimQuadraticaAULA6.doc>.


Acesso em: 16 mai. 2015.

Faça você mesmo


Sendo f (x) = -3x +1, esboce seu gráfico, determine suas raízes e
classifique a função em crescente ou decrescente.

A Matemática está hoje em praticamente todas as áreas do


conhecimento humano e um dos temas que podemos destacar
é o estudo das funções apresentado ao longo deste tema. Aqui,
você aprendeu a definição de uma função afim, bem como os
conceitos de domínio, contradomínio e imagem. Além disso,
você também aprendeu como obter o gráfico de uma função e
os respectivos conceitos de coeficiente angular e linear de uma
reta. Por fim, agora você é capaz de estabelecer a diferença entre
função crescente e decrescente.

Sem medo de errar!


Após o estudo de função e função afim, vamos resolver a
primeira situação-problema apresentada ao João?

Vamos relembrar! A empresa A cobra a cada quilômetro R$


3,00. Daí temos que para x quilômetros a expressão será 3x. Como
há também o valor fixo da bandeirada que é de R$ 6,00, a função
para esta empresa é y = 3x + 6, onde y é o preço e x o número
de quilômetros rodados. Já a empresa B não cobra a bandeirada,
então a função desta empresa é y = 4x.

Desse modo, temos a resolução:

A: y= 3x + 6; ou seja, y= 3. (8) + 6, logo y= 30. Pela empresa A


a corrida custaria R$ 30,00.

16 U1 - Título da unidade
B: y= 4x; ou seja, y= 4. (8), logo y= 32. Pela empresa B a corrida
custaria R$ 32,00.

Portanto, a solução mais econômica para essa corrida é a


empresa A.

Construindo o gráfico da função afim para análise, podemos


concluir que:

• O valor mais econômico será:

Empresa A = quando a quilometragem for maior que 6 km

Empresa B = quando a quilometragem for menor que 6 km

• Os dois planos serão equivalentes quando a quilometragem


percorrida for igual a 6 km. O ponto de interseção entre as retas é o
(6,24), pois de 3x + 6 = 4x temos x= 6. Isso quer dizer que as duas
empresas cobram o mesmo valor quando a viagem for de 6 km.
Então I= (6, 24) é o ponto de interseção entre as duas funções.

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois compare-as com a de seus colegas.
Movimento das Tartarugas Marinhas
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à forma-
de Fundamentos
ção do profissional da área de exatas.
de área

U1 - Título da unidade 17
2. Objetivos de Aplicar o estudo das funções na descrição de fenômenos e
aprendizagem situações
3. Conteúdos
Função Afim
relacionados
Inúmeros são os modelos matemáticos criados para
compreensão de situações diversas. O gráfico abaixo ilustra a
representação de uma função matemática empregada por um
determinado biólogo para análise do movimento de algumas
tartarugas marinhas que aparecem em determinada região
litorânea em certos períodos do ano para reprodução. Para fazer
esta representação o biólogo considerou que estes animais
movem-se no plano a partir de um certo ponto P (aos 150 metros
distante da borda oceânica), para outro ponto Q (distante de P,
em linha reta, 230 metros). Além disso, considerou s como a
distância (em metros) e t como o tempo (em horas). Observando
o modelo construído:
4. Descrição da
SP a) Qual a função matemática
descreve este movimento?
Como essa função é nomeada?
b) Em que posição as tartarugas
estarão após decorridas duas
horas?
c) De acordo com o gráfico,
podemos afirmar que este
biólogo iniciou sua análise
quando as tartarugas emergiram do mar? Justifique sua
resposta.
d) Qual o tempo gasto para as tartarugas chegarem ao ponto
Q?
Solução do problema:
a) Temos (5, 400) e (0, 150) dois pontos do gráfico. Como
temos uma reta, sabemos que b=150 é o coeficiente
linear. Sabemos ainda que y=ax+ b, substituindo y por
s e x por t temos:
S=at+b
, uma função denominada afim.

b) Quando t=2

5. Resolução da
SP

c) De acordo com o gráfico representado, a análise deste


biólogo não teve início quando as tartarugas emergiram
do mar, mas sim, quando estes animais já distavam 150
metros da borda marítima.

d) Como o ponto Q dista 230 metros do ponto P. Q=


150+230→ Q=380
Disto, 380= 50t +150→ 50t=380-150→ t= t=
+ t= 4 horas e 36 minutos.

18 U1 - Título da unidade
1. Seja a função → definida por . Qual é o
elemento do domínio que tem 5 como imagem?

a) 6

b) 4

c) 1

d) 5

e) 7

2. Carolina tem uma grande fazenda em Minas Gerais. A fazenda dela


pode ser dividida em dois grupos distintos. Seja A= {vaca, cavalo, galinha,
gato} o grupo que contém os animais da fazenda e B = {ovo, leite, capim,
milho, ração} o grupo dos derivados e alimentação dos animais. Associe
os elementos do grupo A com seu respectivo no grupo B. Com base
nessa análise, determine se tal relação pode ser definida como uma
função:

3. Seja a função . Determine o coeficiente linear e angular,


respectivamente:

a) 6 e 9

b) 3 e 7

c) 7 e 1

d) 1 e 3

e) 0 e 7

4. Determinado pesquisador mede o crescimento de uma planta, em


centímetros, todos os dias. Para esta análise marcou pontos em sistema
de coordenadas cartesiano, e, desta forma, obteve a curva descrita
abaixo:

U1 - Título da unidade 19
Considerando que essa relação entre tempo e altura foi mantida,
podemos observar o gráfico representado e afirmar que a planta terá, no
30º dia, uma altura igual a:

a) 5 cm

b) 6 cm

c) 3 cm

d) 15 cm

e) 30 cm

5. Determinada empreiteira fornece um desconto de 3% sobre o valor de


certa prestação de serviço. A função que representa o valor a ser pago é:

a) f(x)= x-3

b) f(x)= 0,97x

c) f(x)= 1,3x

d) f(x)= -3x

e) f(x)= 1,03x

6. Na fabricação de determinado artigo verificou-se que o custo total foi


obtido através de uma taxa fixa de R$ 4.000,00, adicionada ao custo de
produção, que é de R$ 50,00 por unidade. Determine:

a) a função que representa o custo total em relação à quantidade


produzida.

b) o gráfico dessa função.

20 U1 - Título da unidade
c) o custo de fabricação de 15 unidades.

7. Um instalador de linhas telefônicas recebe um salário-base de R$


700 e R$ 6,00 a cada instalação. Considerando x a quantidade de linhas
telefônicas instaladas, a função f que expressa o salário mensal desse
instalador é:

a) f(x)= 700x + 6

b) f(x) = -6x + 700

c) f(x) =

d) f(x) = 6x + 700

U1 - Título da unidade 21
Seção 1.2
Função quadrática
Diálogo aberto
Na seção anterior deste livro tivemos contato com o universo
das funções e função afim, observamos sua singular importância no
mundo da matemática já nas definições introdutórias. A proposta
desta seção é apresentar a você o estudo de outro tipo específico
de função, a função quadrática.

Dica
Você pode encontrar o estudo desta função mais detalhadamente em
livros de Matemática do ensino fundamental e médio. Pesquise também
no site <http://www.somatematica.com.br/emedio/funcao2/funcao2.
php>. Acesso em: 21 jun. 2015.

Lembre-se
O estudo da função quadrática é encontrado na história dos
babilônicos há cerca de 4.000 anos. Outros povos também
ofereceram uma contribuição para a formação da álgebra, de forma
que a representação atual da equação de segundo grau é ax2+bx+c
= 0, com a não nulo, onde o valor de x é desenvolvido pela fórmula
atribuída por muitos a Bhaskara: .

É importante saber reconhecer quais conceitos matemáticos


resolvem os problemas do nosso cotidiano, ou seja, para resolver um
determinado problema devemos saber qual é o modelo matemático
adequado.

Para tanto, realizaremos um estudo sobre funções quadráticas, pois


elas apresentam diversas aplicações no cotidiano, como em situações
relacionadas à Biologia, estudando o processo de fotossíntese das
plantas; à Administração e Contabilidade, relacionando as funções
custo, receita e lucro; e à Física e Engenharia, envolvendo movimento
uniformemente variado, assim como nas diversas construções,
medições e aplicações na resolução de diversos problemas
relacionados à área. Assim, a leitura desta seção irá ampliar sua

22 U1 - Título da unidade
compreensão sobre a função quadrática, abordando os termos que
envolvem as características notáveis e suas propriedades.

A segunda situação-problema apresentada pela empresa para o


estagiário foi a seguinte:

A empresa deseja construir um galpão térreo de planta retangular.


João deve ajudar a determinar as dimensões do retângulo em que o
galpão será construído, sabe-se que seu perímetro é 60 m e que a área
deve ser máxima. E agora, como João pode resolver este problema?

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Conceito e propriedades da função quadrática. Você deve esboçar a


situação-problema, ou seja, a função quadrática, na forma algébrica e
calcular o valor do ∆ e da coordenada x do vértice da parábola. Pode-
se representar a função graficamente para melhor compreender a
situação-problema.

Não pode faltar


A função quadrática, também nomeada função polinomial do 2º
grau, é definida a partir de: f de R em R, dada na forma: f(x)=ax2+b+c
com a, b e c pertencentes ao conjunto dos números reais, onde a ≠ 0.
Vale salientar que o domínio desta função é o conjunto dos números reais
e a representação de seu gráfico é a curva conhecida como parábola.

Vejamos alguns exemplos de função quadráticas: f(x) = 3x2 - 4x + 1,


onde a = 3, b = - 4 e c = 1 e f(x) = x2 -1, onde a = 1, b = 0 e c = -1.

Atenção
Seu gráfico é sempre uma parábola, onde sua concavidade é definida
pelo valor de a, se temos a > 0, sua concavidade é voltada para cima, se
a < 0, sua concavidade é voltada para baixo. Vamos estudar mais sobre
esse assunto adiante.
Figura 1.7 | Gráfico de função do 2º grau

Fonte: <www.brasilescola.com/imagem>. Acesso em: 16 maio 2015.

U1 - Título da unidade 23
Cálculo das Raízes da função quadrática

Chamamos de raízes ou zeros da função polinomial do 2º


grau dado por: f (x) = ax2 + bx + c, a≠0, os números reais x que
satisfazem f(x) = 0, ou seja, os valores da abscissa x que tornam y
nulo. A descrição que nos permite obter as raízes é da forma:

, tal representação é denominada como


fórmula de bhaskara. Para cálculo das raízes representadas por x’ e
x” temos: e , Onde: ∆ = b2 – 4ac

Assim, denominamos  discriminante  o radical  b2  - 4ac  que é


representado pela letra grega ∆ (delta).

O discriminante deve ser considerado para a análise gráfica da


função. A Figura 1.2 nos informa como ∆ influencia os pontos (x’
e x”), de interseção entre a curva nomeada parábola e o eixo das
abscissas, quando a>0.
Figura 1.8 | Estudo das raízes

Fonte: <www.alunosonline.com.br>. Acesso em: 16 maio 2015.

Assimile
Ao analisar a Figura 1.8, você pode concluir que:

I. No primeiro gráfico, onde ∆ < 0, a função não apresenta raízes reais.


A parábola não toca em nenhum ponto do eixo das abscissas.

II. No gráfico onde temos ∆ = 0, a função apresenta raízes reais e


iguais; logo: x’=x”. A parábola tangencia o eixo x.

III. Já no terceiro gráfico, em que ∆ > 0, a função contém raízes reais


e diferentes, logo x’ ≠ x”. A parábola intercepta o eixo das abscissas
em dois pontos distintos.

24 U1 - Título da unidade
Vértice da parábola

O vértice é representado pela letra V, é o ponto que pertence


à interseção do eixo de simetria com a parábola; este ponto pode
ainda ser observado como o ponto mínimo ou o ponto máximo.
Isso depende da posição da concavidade da parábola. Observe
na Figura 1.9, podemos calcular o vértice da parábola através das
expressões: Xv = ou yv =
Figura 1.9 | Vértice de uma função quadrática

Fonte: <www.mundoeducação.com.br>. Acesso em: 16 maio 2015.

Vale lembrar que o conjunto de pontos que descreve a parábola


é simétrico em relação à reta que contém o vértice V (Xv, Yv), esta
reta é o eixo de simetria.

Reflita
Conjunto imagem da função quadrática.

O conjunto imagem da função definida por y = ax2 + bx + c com a≠0


é o conjunto composto pelos valores que y pode assumir.

I. Se o coeficiente , podemos
afirmar que y = f (x) assume valores maiores ou iguais à ordenada (Yv)
do vértice, se o coeficiente “a” é maior que zero.

II. Se , afirmamos que y= f(x)


assume valor menor ou igual à ordenada (yv) do vértice.

Construção da parábola!

O gráfico é construído a partir da definição de pares (x,y).


Entretanto, podemos destacar:

U1 - Título da unidade 25
I. As raízes, quando existem, podem ser facilmente obtidas utilizando
a equação de bhaskara já indicada e podem ser observadas no
gráfico, pois são os valores das abscissas dos pontos (x,0) em que
a parábola intercepta o eixo 0x.

II. O vértice V nos indica o máximo ou mínimo da parábola, sendo


o ponto de interseção da parábola com o eixo de simetria; sua
coordenada pode ser identificada utilizando ( , ).

III. A concavidade pode ser observada no formato característico da


parábola y = ax2 + bx + c pelo coeficiente a.

Vale salientar que:

O coeficiente c presente na função polinomial do 2º grau, dada por y


= ax2 + bx + c, é o valor da interseção da parábola como eixo y.

Exemplificando

Como representar o gráfico da função quadrática dada por y =


-x2+2x+3?

I. Definindo a concavidade da parábola.

Temos a = -1, como a < 0 a concavidade é para baixo.

II. ∆ pode ser obtido por ∆ = b2 – 4ac

∆ = (2)2 – 4(–1)(3)

∆ = 4 + 12 = 16

III. Cálculo das raízes.

26 U1 - Título da unidade
IV. Assim, por meio de encontramos o
vértice V.

V. Esboçando a parábola.

Estudo de sinal
Considere uma função quadrática y = f(x) = ax2 + bx + c para
determinar os valores de x para os quais y é negativo e os valores
de x para os quais y é positivo, devemos considerar o sinal ∆ = b2 -
4ac. Pode-se observar os seguintes casos:
1º.  ∆ > 0
Nesse caso a função quadrática admite dois zeros reais distintos
(x1 ≠ x2). A parábola intercepta o eixo Ox em dois pontos e o sinal
da função é o indicado nos gráficos da Figura 1.10:
Figura 1.10 | Estudo de sinal

Fonte: <www.mundoeducação.com.br>. Acesso em: 16 maio 2015.

U1 - Título da unidade 27
2º.  ∆ = 0

Nessa situação a função terá duas raízes reais iguais (x1 = x2). A parábola
tangencia o eixo das abscissas e o sinal da função y=f(x) é descrito.
Figura 1.11 | Estudo de sinais

Fonte: <www.mundoeducação.com.br>. Acesso em: 16 maio 2015.

3º. ∆ < 0

Quando ∆ < 0 a função não admite raízes reais. A parábola não


intercepta o eixo x. O sinal que y=f(x) assume é único e pode ser
observado na Figura 1.12.
Figura 1.12 | Estudo de sinais

Fonte: <www.mundoeducação.com.br>. Acesso em: 16 maio 2015.

Pesquise mais
Você pode observar a construção da parábola nos exemplos
apresentados no site: <http://<www.matematicadidatica.com.br/
FuncaoQuadratica.aspx>. E também encontrar diversas atividades

28 U1 - Título da unidade
envolvendo funções polinomiais do 2º grau em: <http://<www.im.ufrj.
br/dmm/projeto/projetoc/precalculo/sala/conteudo/capitulos/
cap103.html>. Acesso em: 16 maio 2015.

Faça você mesmo


Sendo f(x) = - x2 + x + 6, esboce seu gráfico, determine suas raízes e
coordenadas do vértice, classifique o y do vértice como valor máximo
ou valor mínimo da função.

Sem medo de errar

Após o estudo de função quadrática, vamos resolver a segunda


situação-problema apresentada ao João?

Vamos relembrar! A empresa deseja construir um galpão térreo


de planta retangular. João deve ajudar a determinar as dimensões
do retângulo em que o galpão será construído, sabe-se que seu
perímetro é 60 m e que a área deve ser máxima. E agora, como
João pode resolver este problema?

Solução:

Considerando x uma das dimensões do retângulo em que


haverá a construção, podemos representar a área do galpão por:

30-x

x.(30 – x) ou –x2+ 30x

Para determinarmos as dimensões do retângulo em que o


galpão será construído, no intuito de obter área máxima, basta
calcular o valor do vértice x da parábola, dado x = - .

U1 - Título da unidade 29
Sendo f(x) = -x2+ 30x, 0 < x < 30, o valor máximo de f(x) é obtido
para

x=- =- = 15

Portanto, as dimensões do retângulo serão 15 m e 15 m.

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois compare-as com a de seus colegas.
Trajetória da Bola
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à
de Fundamentos
formação do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o estudo das funções na descrição de fenômenos
aprendizagem e situações.
3. Conteúdos
Função Quadrática
relacionados
Matemáticos buscaram descrever a trajetória de uma
bola de futsal atirada para cima por um determinado
jogador, em um momento do jogo observado. Para
isso, levantaram os dados necessários e tomaram
como referência o sistema de coordenadas cartesiano.
Verificaram que a trajetória descrita poderia ser analisada
por meio da função h(t)= , onde t indica o tempo,
4. Descrição da dado em décimos de segundo, e h(t) representa a altura
SP em metros. Considerando esses dados:
a) Represente o gráfico que descreve a trajetória da
bola analisada.
b) Qual deve ser a altura máxima atingida pela bola
em relação ao eixo horizontal?
c) Em quanto tempo a bola atinge a altura máxima?
d) A bola atinge o solo após quanto tempo do
lançamento?

30 U1 - Título da unidade
Resposta:
a) h(t)= ,
Raízes:
Vértice:

5. Resolução da b) A altura máxima é observada pela ordenada do


SP vértice.
, Portanto, a altura máxima
atingida pela bola nesta trajetória é 15 metros.

c) A altura máxima é observada pela abscissa do


vértice.
. Aos 30 décimos de
segundo, a bola atinge a altura máxima.

d) A raiz indica que


Podemos fazer ainda y=0, em h(t)= 0=
, logo t’=0 e t”=60

Portanto, após decorridos 60 décimos de


segundos, a bola atinge o solo.

Faça valer a pena


1. A balança comercial de um país é determinada pela diferença entre
o valor monetário das exportações e importações. Tendo em vista este
entendimento e os dados atualizados, suponha que alguns analistas
financeiros representem a balança comercial de um país no ano de
2013 por meio da função V(t)= t2 -7t +6, onde t representa o tempo em
mês, variando de janeiro t=1 a dezembro t=12. Sendo o intervalo [0,1] o
período de janeiro, [1,2] o período de fevereiro e assim sucessivamente.
Considerando esses dados, deseja-se saber:
a) Qual deve ser o gráfico desta função.
b) Em que período(s) do ano a balança comercial foi nula?

U1 - Título da unidade 31
c) Podemos dizer que houve superávit comercial em outubro de 2013?
(Dizemos que houve superávit comercial quando o valor da balança
comercial de um país é positivo.)
d) Em algum período de 2013 houve déficit na balança comercial?
(Dizemos que houve déficit quando a balança comercial é negativa.)

2. O número de pedidos de uma pizzaria, das 12 às 18 horas em um dia


do mês de janeiro, em Jundiaí, é dado por f(t) = – t² + 30t – 216, em que
12 ≤ t ≤ 18 é a hora desse dia. Pode-se afirmar que o número máximo de
pedidos nesse período do dia foi de:
a) 0.
b) 15.
c) 9.
d) 18.
 
3. Determine os valores de m para que a função f(x) = -x2 -4x – (-m +1)
assuma valores negativos para todo x real:
a) m < 3
b) m > 3
c) m < 2
d) m < -3

4. Dada a função y= - x2 +x+6, determine as raízes e as coordenadas do


vértice.

5. Considerando a função y= - x2 + x + 6 podemos afirmar que os valores


que representam o Yv (valor máximo ou valor mínimo da função) e a
interseção da curva com o eixo y são:
a) ½ e (6,0)
b) 5/7 e (3, 2)
c) 25/4 e (0,6)
d) 4/25 e (0,6)

6. Uma empresa vai lançar no mercado um produto novo. O material


usado para confecção desse produto fabricado pela empresa tem um

32 U1 - Título da unidade
custo de R$ 20,00. A empresa pretende colocar cada produto à venda
por x reais e, assim, conseguir vender (80 - x) produtos por mês. Assim,
para que mensalmente seja obtido um lucro máximo, qual deve ser o
preço de venda do produto?
a) 60.
b) 70.
c) 100.
d) 50.

7. Para que a função y= (3m-9).x2 -7x +6 seja quadrática, o parâmetro m


deve ser:
a) m = 3
b) m ≠ 3
c) m ≠ 4
d) m ≠ 1/3
e) m = 1/3

U1 - Título da unidade 33
Seção 1.3
Função exponencial e logarítmica
Diálogo aberto
Ei, aluno! Está pronto para mais uma seção de autoestudo?

Após estudarmos as funções afim e quadrática, agora chegou a


hora de relembrarmos ou conhecermos a função exponencial e a
função logarítmica. Anime-se!

Dica
As funções exponencial e logarítmica são funções muito importantes,
pois explicam muitos acontecimentos naturais, sendo assim ferramentas
imprescindíveis para físicos, matemáticos, químicos, biólogos e também
para engenheiros.

Lembre-se
A função exponencial y = ℮x aparece na descrição de vários
fenômenos naturais e evolutivos. É o que se passa, por exemplo, na
capitalização de juros (Economia), no crescimento de uma população
(Biologia), na desintegração radioativa (Química), na propagação de
uma doença (Medicina), entre outros. A função logarítmica permite
cálculo de amplitude, nível de energia liberada por um abalo sísmico,
temos como exemplo a Escala Richter. Veja mais em: <periodicos.
uems.br/novo/index.php/enic/article/view/4780/2415>. Acesso em:
16 mai. 2015.

Nesta seção você vai ficar sabendo de diversas aplicabilidades


dessa fantástica ferramenta matemática. O estudo deste tema
irá fazer com que você passe a compreender o quanto as
funções logarítmicas e as exponenciais são importantes para o
desenvolvimento de outras áreas do conhecimento. Também irá
aprender as condições de existência, as principais propriedades e
resolver várias questões relacionadas a estes conhecimentos.

No processo seletivo, a empresa multinacional queria saber se


João sabia resolver situações-problema de juros compostos. Por
exemplo, foi perguntado ao João se ele saberia afirmar em quanto

34 U1 - Título da unidade
tempo um capital é duplicado quando aplicado a uma taxa de 2,2%
ao mês em juros compostos.

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Conceito e propriedades da função exponencial e logarítmica.


Interpretar, analisar e resolver o problema fazendo uso das funções
exponencial e logarítmica.

Relembre como resolver equações exponenciais e logarítmicas


para melhor compreender as funções. <http://www.infoescola.
com/matematica/equacao-exponencial/> e <http://www.
matematicadidatica.com.br/EquacaoLogaritmica.aspx>. Acesso em: 16
mai. 2015.

Não pode faltar!

Chama-se função exponencial a função f de R em *


apresentada pela forma característica, em que a é um número real
positivo e diferente de um.

• Definição: → , (x) = ax é exponencial se a >0 e a≠1.

Atenção
A função g(x)= k.ax, onde k é uma constante, é do tipo exponencial.

Aqui devem ser asseguradas as propriedades para quaisquer


expoentes k e x pertencentes aos reais:

1)

2)

3) a 0 = 1

4) Duas são as possibilidades quando o valor do expoente k é


menor que x (k<x):

a) teremos se a base a é maior que um (a>1)

Exemplo: Quem é maior, 22 ou 23? Temos então 22 < 23.

U1 - Título da unidade 35
b) teremos > se o escalar base(a) assumir um valor entre
zero e um ( )

Exemplo: Quem é maior, ( )2 ou ( )3? Temos

Vale destacar que as condições de existência de f(x)= ,


como exponencial, determinadas por a>o e a≠1, são estritamente
necessárias, uma vez que,

• Se a <0, o número real ax pode não ser real. Podemos


observar isto, no caso , onde temos um valor para f(x)
não definido no conjunto dos Reais. Isso porque esse valor é
a raiz de um número negativo. (-5)1/2 =


Se temos a = 0 e expoente

• Se acontecer a=1, para todo x ∈ , a função dada por


será uma função constante e, portanto, não
assume a forma definida de uma exponencial.

Representações gráficas

Podemos analisar, pela definição já apresentada de uma função


exponencial, alguns apontamentos para funções cuja forma seja
.

Se a base a é diferente de um e maior que zero


a imagem desta função é sempre positiva +

Para teremos as seguintes construções geométricas:

36 U1 - Título da unidade
Figura 1.13 | Função Exponencial

Fonte: Disponível em: <http://www.brasilescola.com/matematica/funcao-exponencial-1.htm>. Acesso em:


16 mai. 2015.

Reflita
Nos dois gráficos representados pela Figura 1.13, observamos dois
tipos de comportamentos: uma função crescente e outra decrescente.
Isto decorre por ser a>0 e a≠1. Permitindo duas situações distintas no
intervalo real maior que zero e diferente de um: a>1 ou 0<a<1. Vamos
analisar melhor esta situação? Veja abaixo!

Função exponencial crescente e decrescente

As funções exponenciais também podem ser classificadas


como função crescente ou função decrescente. Isto se dará em
função da base a ser maior ou menor que 1. Lembre-se! Segundo
a definição da função exponencial, definida por , temos
que e .

Se temos uma função exponencial crescente, ou função


de crescimento exponencial, qualquer que seja o valor real de x.
No gráfico da função ao lado podemos observar que à medida que
x aumenta, também aumenta f(x) ou y.
Figura 1.14 | Função crescente

a > 1, f é crescente
Fonte: Disponível em: <http://www.infoescola.com/matematica/funcao-exponencial/>. Acesso em: 16 mai. 2015.

U1 - Título da unidade 37
Se temos uma função exponencial decrescente,
decaimento exponencial, em todo o domínio da função. Neste outro
gráfico podemos observar que à medida que x aumenta, y diminui.
Graficamente observamos que a curva da função é decrescente.

Figura 1.15 | Função decrescente

a < 1, f é crescente
Fonte: Disponível em: <http://www.infoescola.com/matematica/funcao-exponencial/>. Acesso em: 16 mai. 2015.

Assimile
Note também que, independentemente de a função ser crescente ou
decrescente, o gráfico da função sempre cruza o eixo das ordenadas no
ponto (0, 1), além de nunca cruzar o eixo das abscissas.

Função exponencial com base ℮

O ℮ é um irracional transcendente (como o π). A representação


do número 2,718281828459... pela letra ℮ surgiu, pela primeira vez,
no século XVIII, com Euler. Esta designação conserva-se como
homenagem a este matemático, embora o número seja chamado
Número de Neper. Neper não se apercebeu da importância do
número ℮. Só um século depois, com o desenvolvimento do
cálculo infinitesimal, se veio a reconhecer o papel relevante deste
número Saiba mais em: <http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/
icm18/exponencialehtm.htm>. Acesso em: 21 mai. 2015.

38 U1 - Título da unidade
Exemplificando
A Fig. 1.16 apresenta um exemplo de função exponencial
Figura 1.16 | Exemplo do gráfico da função exponencial

Fonte: Disponível em: <http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Graph--y%3De-to-0.5x--lin-lin.png>.


Acesso em: 21 mai. 2015.

Pesquise mais
A função exponencial y = ℮x aparece na descrição de vários fenômenos
naturais e evolutivos. É o que se passa, por exemplo, na capitalização
de juros (Economia), no crescimento de uma população (Biologia), na
desintegração radioativa (Química), na propagação de uma doença
(Medicina), entre outros. Veja mais em: <http://www.educ.fc.ul.pt/icm/
icm99/icm18/exponencialehtm.htm>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Função Logarítmica

Os logaritmos são extremamente úteis para resolver problemas


que ocorrem em situações diversas, como na economia, previsão
de enchentes, crescimento populacional, abalos sísmicos,
entre várias outras. O seu uso é de fundamental importância
para encontrar a solução de um problema. Então, é importante

U1 - Título da unidade 39
compreender a função logarítmica e entender suas propriedades,
pois são elas que serão usadas na solução de diversas situações.

Toda função que obedece à lei de formação I +→ I


, definida por , satisfazendo as condições de
existências (0<b≠1), chamamos de função logarítmica. Na
definição apresentada destacamos o domínio da função f que
*
simbolicamente representamos por +
e a imagem que é
dada por .
I →I
Simbolicamente, temos: +

x → log b x
Exemplo: Qual o valor de log2 16= 4, pois se log2 16=x, então:

2x = 16 temos então 2x = 24, logo x=4, portanto log2 16= 4.

Reflita
Propriedades

1º) Dizemos que uma função logarítmica, é


crescente, quando obedece à seguinte condição b>1. Exemplo:

Considere x, y > 1 e x > y então . Assim 3 > 2 ⇒

2º) Dizemos que uma função logarítmica, é


decrescente, quando obedece à seguinte condição 0<b<1. Exemplo:

Diferentemente do que foi mencionado na observação anterior,


temos: 4 > 3 ⇒

Gráficos

Função logarítmica crescente

Dada a função , com b>1 o gráfico é


representado por:

40 U1 - Título da unidade
Figura 1.17 | Função logarítmica crescente

Fonte: Disponível em: <http://www.brasilescola.com/matematica/funcao-logaritmica.htm>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Função logarítmica decrescente

Dada a função , com 0 < b < 1 o gráfico é


representado por:
Figura 1.18 | Função logarítmica decrescente

Fonte: Disponível em: <http://www.brasilescola.com/matematica/funcao-logaritmica.htm>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Assimile
A outra base muito utilizada é e. O logaritmo em base e é chamado de
logaritmo natural de x, denotado por ln x e definido como sendo a função
inversa de ex, ou seja, o logaritmo natural de x, escrito ln x, é a potência de e
necessária para obter x. Em outras palavras, lnx = c significa que ec = x. Veja
que “e” é outra base para o logaritmo, que possui uma denominação especial,
mas que possui exatamente as mesmas propriedades já apresentadas. A
Figura 1.19 apresenta o gráfico da função exponencial ex e lnx.
Figura 1.19 | Gráfico da função exponencial ex e sua inversa lnx

Fonte: Extraído de Stewart (2011, p. 56).

U1 - Título da unidade 41
Agora você possui as ferramentas necessárias para resolver o
exemplo inicial desse tema.

Pesquise mais
Saiba mais sobre mudança de base e propriedade dos logaritmos em
<http://www.infoescola.com/matematica/definicao-e-propriedades-
dos-logaritmos/>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Faça você mesmo


Sendo f (x) = 3x esboce seu gráfico e classifique a função em crescente
ou decrescente.

Sem medo de errar!


Vamos relembrar! Em quanto tempo um capital é duplicado
quando submetido a uma aplicação de juros compostos com taxa
de 2,2% ao mês?

A resposta correta é dois anos, sete meses e vinte e seis dias.


Tente resolver esse problema usando a fórmula para cálculo de
juros compostos.

Usando a fórmula para juros compostos M=C(1+i)t, tem-se:

M = 2C, o montante será duas vezes o capital (C).

i = 0,022, é a taxa de juros.

t = ?, é a incógnita e que se deseja descobrir – o tempo para


que a aplicação duplique (esta será dada em meses, afinal a taxa
de juros é ao mês).

M=C(1+i)t ⇒ 2C = C(1+0,022)t ⇒ 2C = C(1,022)t ⇒ 2 = 1,022t

Chegamos à seguinte situação: 2 = 1,022t.

Mas, e agora? t é um expoente e é possível perceber que


esse expoente deve ser o valor adequado para tornar a base
(1,022) igual a 2. Você aprendeu a calcular um número elevado
a um expoente que varia (ou seja, altera seu valor) em funções
exponenciais, não é? Esse cálculo é facilmente efetuado com o

42 U1 - Título da unidade
uso de uma calculadora científica usando a função de expoente.
No entanto, para encontrar o valor que o expoente deve ter para
que um determinado resultado ocorra, como no exemplo 2 =
1,022t, o cálculo deve ser feito por meio de logaritmos.

Nesse ponto é possível aplicar as propriedades de logaritmos e


há duas formas de resolver:

1) Mudança de base - pela definição de logaritmos logax = y ⇔ ay


= x, tem-se a= 1,022, x = 2 e y = t. Portanto,

t = 31 meses e 26 dias ou 2 anos, 7 meses e 26 dias.

2 = 1,022t ⇒ log2 = log1,022t

2) Aplicar log nos dois lados da equação – sempre é possível


resolver uma equação efetuando a mesma operação em ambos
lados da igualdade, certo? Logo,
2 = 1,022t ⇒ log2 = log1,022t e pela propriedade (3), pode-se
escrever
log2 = t log1,022 que chegará na mesma divisão da solução
anterior, portanto t = 31,85 meses ou 2 anos, 7 meses e 26 dias.

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois compare-as com a de seus colegas.
Crescimento de bactéria e Tempo médio árvore
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à forma-
de Fundamentos
ção do profissional da área de exatas.
de área

U1 - Título da unidade 43
2. Objetivos de Aplicar o estudo das funções na descrição de fenômenos e
aprendizagem situações.
3. Conteúdos
Função Exponencial e Logarítmica
relacionados
1) Em uma pesquisa realizada constatou-se que a população
P de determinada bactéria cresce segundo a expressão
P(t)= 25.2t, onde t está medido em horas. O tempo que essa
população atinge 400 bactérias é de:

a) 3 horas

b) 4 horas

c) 6 horas

d) 8 horas
4. Descrição da
SP 2) A altura média do tronco de certa espécie de árvore, que
se destina à produção de madeira, evolui, desde o plantio,
segundo o seguinte modelo matemático: h(t)= 1,5 + log3
(t+1) com h(t) em metros e t em anos. Se uma dessas árvores
foi cortada quando seu tronco atingiu 3,5 m de altura, o
tempo (em anos) transcorrido do momento do plantio até
o do corte foi de:
a) 9 anos
b) 8 anos
c) 7 anos
d) 5 anos
Resposta:

1) 25.2t =400

2t =

2t = 16

5. Resolução da 2t = 24
SP
t= 4 horas, portanto letra b.
2) Resposta:
3,5 = 1,5 + log3(t+1)
log3(t+1) = 3,5 -1,5
log3(t+1) =2
32 = t+1
t= 8 anos

44 U1 - Título da unidade
Faça valer a pena!

1. O domínio da função y = log3 (x – ½) é:

a) D ={ x ∈ /x> }

b) D ={ x ∈ /x>1}

c) D ={ x ∈ /x< }

d) D ={ x ∈ / x > <1 }

e) D=

2. Função logarítmica é toda função f(x) = loga x, ou seja, que associa a cada x


o logaritmo, na base b, de x. Com relação ao gráfico desta função podemos
afirmar que:

a) O gráfico da função logarítmica passa sempre pelo ponto (1,1).

b) O gráfico nunca toca o eixo y e não ocupa pontos dos quadrantes I e III.

c) Quando b > 1, a função logarítmica é decrescente (x1 > x2).

d) Quando 0< b < 1, a função logarítmica é decrescente (x1 < x2). 

3. O professor, responsável pelo departamento de ideias criativas da


faculdade “Aprendendo o que se vive”, solicitou aos seus alunos que
criassem uma calculadora que resolvesse a seguinte equação: 2x = 3.
Dessa forma, para que os alunos possam obter um valor aproximado de x,
devem criar uma calculadora que possua em sua programação os valores
das seguintes teclas:

a) log 3, log2 e log3.log2

b) log 3, log2 e log3:log2

c) 2.log 3, log2 e log3-log2

d) log 3, log2 e log3+log2

4. Em certo experimento, pesquisadores, ao investigar o desenvolvimento


de uma cultura de bactérias, constataram que esta população cresce

U1 - Título da unidade 45
segundo a expressão , em que N(t) representa o
número de bactérias e t indica o tempo observado em horas. Considerando
que foi verificada a existência de um nível crítico, que é quando a cultura
atinge 98304 bactérias, qual será o tempo necessário para que o número
de bactérias alcance esse nível?

a) 2 horas e 30 minutos

b) 3 horas

c) 4 horas e 20 minutos

d) 5 horas

e) 6 horas

5. Juliana tem duas lojas de roupa A e B, cada uma localizada em um


shopping da cidade. O faturamento y de certo produto vendido na loja A
pode ser descrito pela função y= 10.3x em que x representa a quantidade
de meses desde a inauguração da loja. A loja B vende o dobro da loja A a
cada mês. Sabendo que ambas as lojas inauguradas no final de setembro
(x=0), em qual final de mês as duas lojas juntas venderam R$ 21.870 do
produto?

a) junho

b) fevereiro

c) julho

d) março

6. As funções matemáticas englobam um tema muito importante no nosso


cotidiano, uma vez que através delas podemos criar modelos matemáticos,
que descrevem várias situações. Sabendo que a população inicial de uma
cidade é 19.000 habitantes e que sua população estimada, para daqui a x anos,
por f(x) = (20 - ). 1.000 habitantes.

Podemos afirmar, de acordo com esta função, que essa população


durante o 3º ano, comparada à população inicial:

a) aumentará 19.875 habitantes

b) aumentará 750 habitantes

46 U1 - Título da unidade
c) aumentará 875 habitantes

d) aumentará 500 habitantes

7. Uma das aplicações das funções exponenciais é o cálculo da pressão


atmosférica. Supondo que de acordo com alguns pesquisadores a
pressão atmosférica P seja dada pela função em que h
represente a altitude nas proximidades da superfície de Marte. Escreva V
caso a alternativa seja verdadeira e F se for falsa:

a) ( ) Esta função nos indica que quanto maior a altitude, maior será a
pressão.

b) ( ) Esta função informa que quanto maior for a altitude h, menor será
a pressão.

c) ( ) A pressão atmosférica será nula quando a altitude é zero.

d) ( ) Em determinada altitude podemos observar a pressão negativa.

U1 - Título da unidade 47
Seção 1.4
Funções trigonométricas
Diálogo aberto
Nas seções anteriores estudamos o que é função e os diferentes
tipos de função: afim, quadrática, exponencial e logarítmica. Agora
iremos aprender sobre as funções trigonométricas, utilizadas em
várias áreas do conhecimento, como: astronomia, geografia,
engenharia, física, topografia, etc. Vamos lá? Vêm aí agora as
funções trigonométricas!

Lembre-se
Você lembra do significado da palavra trigonometria? A palavra vem do
grego, formada por três radicais: tri (três), gonos (ângulo) e metron (medir).
Assim, trigonometria significa a medição dos três ângulos. A Trigonometria
é utilizada na resolução de problemas geométricos que relacionam
ângulos e distâncias. Encontramos registros na história que datam de
1.500 anos a.C., onde os matemáticos utilizavam a razão entre a sombra
projetada no solo de uma vara vertical e a comparavam com a sombra de
uma pirâmide, relacionando o comprimento das sombras com as horas
do dia. Além do Egito, outros povos contribuíram para o desenvolvimento
da trigonometria: chineses e os babilônios. No Egito, os matemáticos
utilizavam um instrumento conhecido como “mgrona” utilizado para
medir ângulos, e era utilizado durante as construções de pirâmides. Nos
dias de hoje os engenheiros utilizam um aparelho chamado Teodolito.

Dica
Para o estudo sobre Funções Trigonométricas é importante que
você relembre ou, se necessário, faça uma pequena revisão sobre as
razões trigonométricas do Triângulo Retângulo. Veja em <http://www.
somatematica.com.br/fundam/raztrig/razoes2.php>. Aproveite!

A leitura desta seção irá ampliar sua compreensão sobre as


funções trigonométricas, pois tratará de termos que envolvem as
características notáveis e suas propriedades.

Também no processo seletivo, a empresa multinacional

48 U1 - Título da unidade
apresentou a seguinte situação-problema sobre o PIB (Produto
Interno Bruto) para João:

(FVG-SP-adaptada) O PIB é um dos indicadores mais utilizados


na  macroeconomia com o objetivo de quantificar a atividade
econômica de uma região. Considere que o PIB (Produto Interno
Bruto) de um país, em bilhões de dólares, é dado pela equação:
P(x)= 800 + 50x + 40.sen (π ), onde,

x=0 corresponde ao ano de 1998

x=1 corresponde ao ano de 1999

x=2 corresponde ao ano de 2000 e assim por diante

Qual será o PIB do ano de 2018? E agora, como João pode


resolver este problema?

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Conceito e propriedades da função trigonométrica. Interpretar, analisar


e resolver o problema fazendo uso das funções trigonométricas seno,
cosseno e tangente, assim como de suas equações.

Não pode faltar!

Função trigonométrica

Vamos avançar em nossos estudos, agora iremos trabalhar com


as Funções Trigonométricas. Mas você lembra a definição de função?

Assimile

Função é a relação entre dois ou mais conjuntos, estabelecida por


uma lei de formação. Existem diferentes tipos de funções: Função do
1º Grau, Função do 2º Grau, Função Logarítmica, Função Exponencial
e Função Trigonométrica, etc. São exemplos dessas funções:

f(x) = x + 1 f(x) = x² +2 f(x) = log x f(x) = 2x

U1 - Título da unidade 49
A função trigonométrica possui como característica as razões
trigonométricas, como, por exemplo: f(x)= sen x, f(x)=cos x, f(x)= tg
x. O domínio desta função são os números reais, ou seja, a função
associa cada número real ao seno, ao cosseno ou à tangente, etc.

São denominadas Funções Trigonométricas as funções que


envolvem as relações do triângulo retângulo em função de um
determinado ângulo.

Pesquise mais
Para saber mais sobre essas relações, reveja trigonometria no triângulo
retângulo no link <http://www.somatematica.com.br/fundam/raztrig/
razoes.php>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Em nosso cotidiano encontramos diferentes fenômenos que se


repetem após um determinado intervalo, como, por exemplo: dias
da semana, meses, horas, fases da Lua, altura das marés, da radiação
eletromagnética, dos pêndulos, das molas, etc.

As funções trigonométricas representam tais fenômenos, por serem


funções periódicas, para isso imagine um ponto movendo-se por todo
o ciclo trigonométrico. A projeção deste ponto sobre o eixo vertical “y”
ou sobre o eixo horizontal irá compor o movimento periódico.

Para entender melhor, vamos estudar um pouco sobre o ciclo


trigonométrico!

No ciclo trigonométrico, consideramos uma circunferência com o


centro “0” com um raio unitário, ou seja, com a medida igual a 1, com
dois eixos perpendiculares: um vertical e outro horizontal, cruzando
no ponto (0,0), formando assim quatro quadrantes: Q1, Q2, Q3 e Q4.
Figura 1.20 | Ciclo trigonométrico

Fonte: Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=ciclo+trigonom%C3%A9trico&espv=2&b


iw=1>. Acesso em: 21 mai. 2015.

50 U1 - Título da unidade
A medida utilizada no ciclo trigonométrico será através dos
arcos ou ângulos. Seja um ciclo marcado com dois pontos: A e B,
imagine que este ficou dividido em dois arcos AB e BA:
Figura 1.21 | Ciclo trigonométrico

Fonte: Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=ciclo+trigonom%C3%A9trico&espv=2&b


iw=1>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Se os arcos AB coincidem são chamados de arco nulo, de


medida 0°, um arco completo possui 360° graus e 1° grau é
igual ou 60’ minutos. Já a medida em radianos envolve
a razão entre o comprimento e raio da circunferência, ou seja:
.

Figura 1.22 | Ciclo trigonométrico: Graus e Radianos

Fonte: Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=ciclo+trigonom%C3%A9trico&espv=2&b


iw=1>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Exemplificando
Assim 2 corresponde a 360°. Agora vamos lembrar como
é feita a conversão radianos para graus e graus para radianos.
Vamos converter para graus, para isso vamos utilizar
regra de 3;

U1 - Título da unidade 51
sabendo que é igual a 180°, teremos:

........ 180

......... x

x = 180. (cancelar r.rad)

x = 180.

x = 120°

Então , correspondem a 120°

Reflita

Vamos agora transformar 120° em , novamente


utilizando regra de três a partir do pressuposto de que
corresponde a 180°.

........ 180

X ......... 120°

180.x = 120.

x=

x=

Então 120° correspondem a .

No círculo trigonométrico é possível fazer a leitura das razões


trigonométricas: seno, cosseno e da tangente, para um ângulo
tendo como raio uma unidade, tem-se um ponto “P” , cujas
coordenadas são (a,b), sendo “a” projetado no eixo das abscissas “x”
e “b” projetado no eixo das ordenadas “y”, formando um triângulo
retângulo, teremos:

52 U1 - Título da unidade
Figura 1.23 | Círculo trigonométrico

Fonte: Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=ciclo+trigonom%C3%A9trico&espv=2&b


iw=1>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Pesquise mais
Para ampliar seus conhecimentos, pesquise mais sobre arcos côngruos
e ciclo trigonométrico.

Veja o link <http://www.brasilescola.com/matematica/arcos-mais-de-


uma-volta.htm>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Vamos agora estudar as funções seno, cosseno e tangente!

Função Seno

Observe o ciclo trigonométrico. Para fazer a leitura das razões


do seno, teremos como base o eixo vertical, e lembrando que a
hipotenusa vale uma unidade, portanto a razão do seno será o
mesmo valor da ordenada “b”, ou seja, será o mesmo da medida
do cateto oposto:

Sen =

Sendo assim, o eixo vertical, correspondente à ordenada é


identificada como seno de e a representação gráfica da função
seno, se repete no intervalo de 0 a e 2π rad ou de 0° a 360°:

A representação gráfica da função seno será uma curva


denominada como senoide e possui as seguintes características:

• Domínio pertence ao conjunto dos números Reais;

• Periodicidade de 2π rad;

U1 - Título da unidade 53
• Imagem será entre [1,-1];

• Valor máximo igual a “1” e mínimo igual a “-1”;

• A amplitude será igual a 1;

• Sinal positivo no 1º e 2º quadrantes;

• Sinal negativo no 3º e 4º quadrantes

Para construir o gráfico f(x)= sen x, atribuímos valores de


x - assim determinamos os valores correspondentes às razões
trigonométricas:
Figura 1.24 | Função Seno

Ângulos f(x) = sen x (X, Y)


0 π ou 0° f(x) = sen 0 0

ou 90° f(x) = sen 90 1


π ou 180° f(x) = sen 180 0
ou 270° f(x) = sen 270 -1
ou 360° f(x) = sen 360 0
Fonte: O autor (2015).

Figura 1.25 | Senoide

Fonte: Disponível em: <http://www.infoescola.com/matematica/funcoes-trigonometricas/>. Acesso em: 21


mai. 2015.

Função Cosseno

Denominamos f(x)=cos (x), de função cosseno, de modo a associar


cada número real “x” o número real “OP”, sendo considerado como
cosseno do ângulo , o valor da medida do cateto adjacente, ou
seja, ao número real “x” da abscissa do ponto correspondente à sua
imagem no ciclo:

54 U1 - Título da unidade
Cos =

A representação gráfica da função cosseno será uma curva


denominada como Cossenoide e possui as seguintes características:

• Sinal positivo: quando x pertence ao 1º e 4º quadrantes;

• Sinal Negativo: quando x pertence ao 2º e 3º quadrantes;

• Período de 2 rad;

• Domínio pertence aos números Reais;

• Imagem será entre [-1,1]

Para construir o gráfico f(x)= cosx, atribuímos valores de x - assim


determinamos os valores correspondentes às razões trigonométricas:
Tabela 1.26 | Função Cosseno

Ângulos f(x) = sen x (X, Y)


0 π ou 0° f(x) = cos 0° 1

ou 90º f(x) = cos 90° 0


π ou 180° f(x) = cos 180° -1
ou 270° f(x) = cos 270° 0
ou 360° f(x) = cos 360 1
Fonte: O autor (2015).

Figura 1.27 - Cossenoide

Fonte: Disponível em: <http://www.infoescola.com/matematica/funcoes-trigonometricas/>. Acesso em: 21


mai. 2015.

Função tangente

É a função real de variável, tal que x pertence ao conjunto dos


números Reais, tendo P sua imagem na circunferência trigonométrica

U1 - Título da unidade 55
e T o ponto em que a reta OP intercepta o eixo da tangente

tg =

Figura 1.28 | Função Tangente


Ângulo 0 3
Tangente 0 1 -1 0 1 -1 0
Fonte: O autor (2015).

A representação gráfica da função tangente f(x) tgx é denominada


como tangentoide e possui as seguintes características:

• O sinal da função é positiva no 1º e 3º quadrantes;

• O sinal de função é negativa no 2º e 4º quadrantes;

• Tem o período em π.rad;

• Domínio será D = {x Є R/x ≠ + K. }

Não existe a tangente para os ângulos de e ;

Figura 1.29 | Tangentoide

Fonte: Disponível em:< http://www.infoescola.com/matematica/funcoes-trigonometricas/>. Acesso em: 21 mai. 2015.

Com esta seção, tivemos a oportunidade de aprofundar nossos


estudos sobre Funções Trigonométricas e suas aplicações, rever
assuntos que fundamentam e complementaram este tema, com
as Razões Trigonométricas e Ciclo trigonométrico, bem como as
transformações de unidades do grau para π rad e vice-versa. Para
complementar este assunto assista aos vídeos, leia os artigos sugeridos
e realize as atividades propostas. E desejo a você bons estudos!

Agora você possui as ferramentas necessárias para resolver o


exemplo inicial desse tema.

56 U1 - Título da unidade
Faça você mesmo
Sendo f (x) = 2cosx esboce seu gráfico e identifique o conjunto imagem
e período.

O presente conteúdo desenvolveu o estudo das funções


trigonométricas, abordando os termos que envolvem suas
características notáveis. Vamos agora praticar? Chegou a hora de
aplicar os conteúdos aprendidos na resolução de problemas!

Sem medo de errar!

Após o estudo das funções trigonométricas, vamos resolver a


situação-problema do PIB apresentada ao João?

Vamos relembrar! A partir da equação apresentada, João deve


descobrir qual será o PIB do ano de 2018.

Então, dada a equação P(x)= 800 + 50x + 40.sen (π ), João


deve calcular o PIB

do ano de 2018, assim x= 20, já que como mencionado no


enunciado da situação-problema

x=0 corresponde ao ano de 1998

x=1 corresponde ao ano de 1999

x=2 corresponde ao ano de 2000 e assim por diante

Temos desse modo:

P(x)= 800 + 50x + 40.sen (π )

P(x)= 800 + 50.20 + 40. sen (π )

P(x) = 800 + 1000 + 40. sen (π )

P(x) = 1800+ 40.1

P(x) = 1840 bilhões.

U1 - Título da unidade 57
Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois compare-as com a de seus colegas.
Altura da Maré
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à forma-
de Fundamentos
ção do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o estudo das funções na descrição de fenômenos e
aprendizagem situações.
3. Conteúdos
Funções Trigonométricas (seno, cosseno, tangente).
relacionados
Em certo dia do ano, em uma cidade, a maré alta ocorreu
à meia-noite. A altura da água no porto dessa cidade é uma
função periódica, pois oscila regularmente entre maré alta e
maré baixa, ou seja, a altura da maré aumenta até atingir um
valor máximo (maré alta) e vai diminuindo até atingir um valor
mínimo (maré baixa), para depois aumentar de novo até a maré
alta, e assim por diante. A altura y, em metros, da maré, nesse
4. Descrição da dia, no porto da cidade, pode ser obtida, aproximadamente,
SP
pela fórmula: y=2+1,9. cos(π.t/6), sendo t o tempo decorrido,
em horas, após a meia noite. Considerando as informações
acima, responda: Qual a altura da maré no tempo de 3 horas?
a) 2 metros
b) 3 metros
c) 3,9 metros
d) 4 metros

Resposta:
5. Resolução da Para t= 3 h
SP y= 2 + 1,9 . cos(π.t/6) = 2 + 1,9 . cos(π.3/6) =2 + 1,9 . cos(π/2)
y= 2 + 1,9 . cos(90°) = 2 + 1,9 . 0 = 2 m

58 U1 - Título da unidade
Faça valer a pena!

1. Considerando a função trigonométrica f(x)= senx, assinale a alternativa


correta:

a) O gráfico da função seno é chamado de senoide e tem como domínio


o intervalo [-1,1].

b) A imagem da função seno é o conjunto dos números reais.

c) A função é não periódica.

d) Cada ponto do gráfico é da forma (senx, x).

e) Seno é uma função ímpar.

2. O ponteiro dos minutos de um relógio mede 12 cm. Qual a distância que


sua extremidade percorre no período de 20 minutos? Considere = 3,14.

a) 34,2 cm

b) 45,7 cm

c) 12,9 cm

d) 78,9 cm

e) 25,12 cm

3. A profundidade da água de um porto pode ser modelada por uma


função trigonométrica, devido às oscilações das marés oceânicas. A
profundidade da água em um porto da costa brasileira é dada pela fórmula

D(t)= 2,7 cos( t)+ 4,5 em que D é a profundidade da água em metros e


t é medida em horas após a primeira maré alta do dia. Um comandante
deve decidir o horário de atracamento do seu navio nesse porto, optando
por atracar 7 horas ou 11 horas após a primeira maré alta do dia. Em qual
desses dois horários ele teria a maior profundidade da água?

4. A quantidade de energia consumida por uma cidade varia com as horas


do dia, e os técnicos da companhia de energia conseguiram aproximar
essa necessidade de energia pela função:

U1 - Título da unidade 59
P(t)= 40 – 20 cos ( /12 t - /4) em que t é a hora do dia e P a quantidade
de energia, MW. Qual a quantidade de energia, MW, consumida pela
cidade ao meio-dia? Use = 1,4.

a) 54 MW

b) 60 MW

c) 26 MW

d) 34 MW

e) 87 MW

5. Seja a função real de variável definida por f(x) = 3+ 2senx. Assinale a


alternativa correta:

a) A função é par.

b) A função é ímpar.

c) A função não é par nem ímpar.

d) A imagem da função é [0,5].

e) a imagem da função é [-1,-5].

6. Considerando a função trigonométrica f(x)= tgx, assinale a alternativa


correta:

a) O gráfico da função tangente é chamado de senoide.

b) Tem como domínio x ≠ π /2 + kπ.

c) A imagem da função é o intervalo [-1,1].

d) A função é não periódica .

e) Seno é uma função par.

7. Qual o domínio da função tangente y= tg (x - 30°)?

60 U1 - Título da unidade
Referências
ANTON, Howard. Cálculo v. I, 8 ed. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.

HUGHES-HALLETT, Deborah. Cálculo de uma Variável. Rio de Janeiro: LTC, 2009.


PLT 178.

STEWART, James. Cálculo v. 1, 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

Referências Complementares:

ANTON, Howard, BIVENS, Irl, DAVIS, Stephen. Cálculo. 8. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2007. <http://books.google.com.br/books?id=Bk_HEUqubpIC&printse
c=frontcover&dq=c%C3%A1lculo+i&hl=ptR&sa=X&ei=UImDU9bcBPDJsQT2w4D
gDA&ved=0CC4Q6AEwAA#v=onepage&q=c%C3%A1lculo%20i&f=false>. Acesso
em: 3 mar. 2015.

ÁVILA, Geraldo Severo de Souza; ARAÚJO, Luís Cláudio Lopes de. Cálculo: ilustrado,
prático e descomplicado. Rio de Janeiro: LTC, 2012. <http://online.minhabiblioteca.
com.br/books/978-85-216-2128-7>. Acesso em: 3 mar. 2015.

HOFFMANN, Laurence D.; BRADLEY, Gerald L. Cálculo: um curso moderno e suas


aplicações - tópicos avançados. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010. <http://online.
minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-2666-4/epubcfi/6/2>. Acesso em: 3
mar. 2015.

HUGHES-HALLET, Deborah; McCALLUM, William G.; GLEASON, Andrew M. et


al. Cálculo: A Uma e a Várias Variáveis. v. 1, 5. ed. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. <http://
online.minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-1955-0>. Acesso em: 3 mar. 2015.

MALTA, Iaci, PESCO, Sinésio, LOPES, Hélio. Cálculo de uma variável. v. II, 3 ed. Rio
de Janeiro: PUC-RIO, 2007. <http://books.google.com.br/books?id=MbxCf9v3z7
8C&printsec=frontcover&dq=c%C3%A1lculo&hl=pt-BR&sa=X&ei=IJyDU-fBHrjfsA
SI2ILoDw&ved=0CEcQ6AEwBA#v=onepage&q=c%C3%A1lculo&f=false>. Acesso
em: 3 mar. 2015.

U1 - Título da unidade 61
Unidade 2

Limites e Derivadas

Convite ao estudo
O desenvolvimento do Cálculo no século XVII, por Newton
e Leibniz, propiciou aos cientistas da época as primeiras noções
sobre “taxa de variação instantânea”, tal como ocorre com a
velocidade ou a aceleração. Esse conceito influenciou os métodos
computacionais e os conhecimentos sobre Cálculo que se
desenvolveram a partir do conceito de limites.

O estudo de limites e de derivada são muito importantes para


a compreensão do Cálculo! Vamos então estudar, nesta seção,
o conceito e aplicação de limites, assim como o conceito de
derivada e algumas regras de derivação. Para tanto, vamos ter em
mente os conhecimentos sobre funções estudados na Unidade 1,
você irá perceber que tudo está interligado. Aproveite!

A partir deste estudo, você irá:


Competência a ser desenvolvida Objetivos
 Conhecer e aplicar o conceito de limite
na descrição de fenômenos e situações.
Conhecer os fundamentos de cálculo  Conhecer o conceito de derivada e as
necessários à formação do profissional da regras de derivação para as funções poli-
área de exatas. nomiais, exponenciais, logarítmicas. As
regras do produto e do quociente assim
como as derivadas de ordem superior.

Para auxiliar no desenvolvimento da competência acima


e atender aos objetivos específicos do tema em questão,
Limites e Introdução à Derivada, vamos relembrar a situação
hipotética apresentada na Unidade 1. Essa situação visa
aproximar os conteúdos teóricos com a prática.

Vamos relembrar!

João acabou de concluir o Ensino Médio e irá participar


de um processo seletivo de uma empresa multinacional para

U2 - Título da unidade 63
trabalhar como estagiário. Para tanto, precisa realizar um
teste para mostrar que é capaz de compreender e resolver
problemas ligados ao nosso cotidiano. A empresa entende
que o profissional, dependendo de sua qualificação, pode
atuar em diversas áreas. Em todas elas, a facilidade em lidar
com a Matemática é fundamental, principalmente no que diz
respeito ao estudo de limites e derivadas. Por tanto, João terá
que resolver situações-problema que tratam de entender a
interdependência de várias coisas ao nosso redor, das mais
simples às mais complexas, como valor de despesas de uma
família, número de indivíduos de uma população, cálculo de
velocidade e aceleração, etc.

64 U2 - Título da unidade
Seção 2.1
É hora de limites!
Diálogo aberto
A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre limites!
Veremos, nesta seção, conhecimentos sobre o conceito e
propriedades dos limites, conteúdo de Cálculo Diferencial e
Integral. Vamos lá!

Dica
Você pode encontrar mais sobre o estudo de limite detalhadamente em
livros de matemática. Pesquise também no site: <http://www.somatematica.
com.br/emedio/funcao2/funcao2.php>. Acesso em: 20 jun. 2015.

Lembre-se
Em  matemática, o conceito de  limite é usado para descrever o
comportamento de uma função à medida que o seu argumento se
aproxima de um determinado valor. Pesquise sobre o “Paradoxo de
Zenão” no link: <http://www.brasilescola.com/filosofia/zenao.htm>.
Acesso em: 20 jun. 2015.

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no Convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

Uma das despesas que compõem o orçamento familiar é o


serviço de TV a cabo. Em uma cidade, observa-se que a despesa
de uma família com a TV a cabo depende do tempo t, mensal, que
os habitantes assistem à TV, e esta quantidade, em centenas de
reais, é modelada por:

U2 - Título da unidade 65
Analise a continuidade da despesa P=P(t). A despesa de uma
família é sensivelmente diferente se o tempo que assiste à TV é
ligeiramente inferior ou superior a 20 horas? E para 100 horas?

E agora, como João poderá resolver este problema?

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?
Você deve conhecer o conceito de limite e suas propriedades.

Não pode faltar

Limites

O conceito moderno de Limites foi desenvolvido na Europa


a partir do século XVIII a XIX. Muito utilizado para resolução de
problemas envolvendo Cálculo Diferencial, com aplicação
em várias áreas de conhecimento, como Física, Engenharia,
Astronomia e Biologia, entre outras.

Por muitos anos, o conceito de Limites foi relacionado à ideia


de infinito envolvendo a representação numérica com grandes
valores, ou o contrário, com valores muito pequenos. Vamos
iniciar nossos estudos com uma noção intuitiva de limites!

Noção intuitiva de limites

Vamos considerar a divisão de uma área de um quadrado igual


a 4 cm², para apresentar a noção intuitiva sobre Limites.
Figura 2.1 | Representação da noção intuitiva de limite

Fonte: O autor (2015).

66 U2 - Título da unidade
Se dividirmos a figura com 4 cm² e colorirmos a metade, obteremos
a fração , depois se colorirmos a metade da metade que sobrou,
obteremos certo? Se novamente pintarmos a metade da metade
que sobrou, se continuarmos nesta sequência, a área colorida vai
tendendo ao valor total de 4 cm². Ou seja, a resultante vai tendendo a 4,
assim concluímos que o Limite desse desenvolvimento é representado
quanto ao número de momentos que tendem ao infinito.

Vamos aplicar agora a noção intuitiva envolvendo uma função


linear.

Seja a função f(x) = 2x + 1, vamos atribuir valores para x que se


aproximem de 1 por valores menores que 1 (esquerda) e por valores
maiores que 1 (direita).
Figura 2.2 | Noção intuitiva de limite

x y = 2x + 1 x y = 2x + 1


1,5 4 0,5 2
1,3 3,6 0,7 2,4
1,1 3,2 0,9 2,8
1,05 3,1 0,95 2,9
1,02 3,04 0,98 2,96
1,01 3,02 0,99 2,98

Fonte: <http://www.somatematica.com.br/superior/limites/limites.php>. Acesso em: 20 jun. 2015.

Assimile
Notamos que à medida que x se aproxima de 1, y se aproxima de 3,
ou seja, quando x tende para 1 (x→1), y tende para 3 (y →3), ou seja:

U2 - Título da unidade 67
Observamos que quando x tende para 1, y tende para 3 e o limite da
função é 3. Esse é o estudo do comportamento de f enquanto x ->1,
x não precisa assumir o valor 1. Se f(x) tende para 3 (f(x)→3), dizemos
que o limite de f quando x→1 é 3. Podem ocorrer alguns casos em
que para x = 1 o valor de f(1) não seja 3.

Definição formal de Limites

Definimos como limite de uma função f quando x tende a c


e é representado pela notação f(x), como sendo o número
L, tal que f(x) pode se tornar tão próxima a L quanto quisermos
sempre que existir suficientemente próximo de c, com x≠ c. Se
existir, escrevemos:

f(x) = L

Reflita
Vamos investigar o comportamento da função definida por f(x)= x² - x +
2 para valores próximos de 2:
Figura 2.3 | Tabela da função Y = f(x)= x² - x + 2
x f(x)= x² - x + 2 x f(x)= x² - x + 2
1,0 2,00000 3,0 8,000000
1,5 2,75000 2,5 5,750000
1,8 3,440000 2,2 4,640000
1,9 3,710000 2,1 4,310000
1,95 3,852500 2,05 4,152500
1,99 3,970100 2,01 4,030100
1,995 3,985025 2,005 4,015025
1,999 3,997001 2,001 4,003001
Fonte: Stewart (2013, p. 80).

Figura 2.4 | Gráfico da função Y = f(x)= x² - x + 2

Fonte: Stewart (2013, p. 80).

68 U2 - Título da unidade
Observando a tabela e o gráfico, percebemos que quando x estiver
próximo a 2 pela esquerda ou pela direita, os valores tendem a 4.
É evidente que podemos tornar os valores de f tão próximos de 4
quanto queremos possibilitando que x fique próximo a 2, ou seja, o
limite da função f(x) = x² - x + 2 quando x tende a 2 é igual a 4.

Notação: =4

Limites Laterais

Dizemos que o limite esquerdo de f quando x tende a a


ou limite de f, quando x tende a a pela esquerda é igual a L se
pudermos tornar os valores de f(x) arbitrariamente próximos de L,
tomando-se x suficiente próximo de a e x menor que a. Notação:

Dizemos que o limite esquerdo de f (quando x tende a a ou limite


de f(x), quando x tende a a pela direita é igual a L se pudermos tornar os
valores de f(x) arbitrariamente próximos de L, tomando-se x suficiente
próximo de a e x maior que a.

Notação:

O símbolo x→ a_ indica que estamos considerando somente


valores x menores que a e da mesma forma, x→ a+ indica que
estamos considerando valores maiores que a. Pela definição,
teremos:

Exemplificando

Como determinar o limite de = L?

Vamos primeiro determinar o limite quando x tende a zero pela direita!

Para o módulo de um número positivo, teremos:

= = = = -1

U2 - Título da unidade 69
Determinando o limite quando x tende a zero pela esquerda:

Para o módulo de um número negativo, teremos -x, será o oposto


do número.

Notação

= =

Assim, se o limite pela direita é igual a -1 e pela esquerda é -3, talvez o


limite L não se defina, observe a representação gráfica:

Figura 2.5 | Representação gráfica da função

Fonte: O autor (2015).

Percebe-se que no eixo vertical das ordenadas há uma lacuna


entre os números -1 e -3 representando uma descontinuidade,
na verdade o limite não se define.

Continuidade de uma função:

Uma função f é contínua num ponto a do seu domínio se as


seguintes condições são satisfeitas:

Concluímos que:

Uma função f, definida em um intervalo I com a Є I, é dita


contínua em x=a, se:
70 U2 - Título da unidade
= f(a)

Exemplos:
Figura 2.6 | Função contínua e descontínua

Fonte: <http://ecalculo.if.usp.br/derivadas/continuidade/continuidade.htm>. Acesso em: 20 jun. 2015.

Figura 2.7 | Função contínua e descontínua

Fonte: <http://ecalculo.if.usp.br/derivadas/continuidade/continuidade.htm>. Acesso em: 20 jun. 2015.

Propriedades dos Limites

Muitas das propriedades de limites são utilizadas com o objetivo


de simplificar as resoluções de algumas funções:

U2 - Título da unidade 71
Propriedades dos limites

Fonte: <http://www.petcivil.ufc.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/Apostila-Pr%C3%A9-Engenharia-
completo.pdf>. Acesso em: 20 jun. 2015.

Das cinco leis apresentadas acima, são derivadas as leis seguintes:

Fonte: <http://www.petcivil.ufc.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/Apostila-Pr%C3%A9-Engenharia-
completo.pdf>. Acesso em: 20 jun. 2015

72 U2 - Título da unidade
Atenção
Observações sobre as propriedades:

1. As propriedades que valem para duas funções, valem também para


um número finito de funções.

2. As propriedades a, b, c e d estabelecem que se existem os limites


das parcelas, então existirá o limite da operação, mas a recíproca
deste fato não é verdadeira, pois o limite de uma operação pode
existir sem que existam os limites das parcelas.

Pesquise mais
Para saber mais sobre as propriedades de limites você pode acessar
o link: <http://www.somatematica.com.br/superior/limites/limites2.
php>. Acesso em: 20 jun. 2015. Nesta página você encontrará
exemplos sobre cada uma das propriedades. Vale a pena conferir!

Faça você mesmo

Qual o e ?

Sem Medo de Errar


Após o estudo de limite, vamos resolver a situação-problema
apresentada a João?

Vamos relembrar!

Uma das despesas D(t) que compõem o orçamento é o serviço de TV


a cabo, estudiosos observaram que ela pode ser calculada de acordo
com o tempo t mensal, dado em horas. Dessa forma, representaram
algebricamente como é possível

obter o valor da despesa com TV a cabo:

Tendo em vista os dados apresentados, você deve analisar a


continuidade das despesas para D = D(t) e verificar se a despesa de

U2 - Título da unidade 73
uma família é diferente caso o tempo seja inferior ou superior a 20
horas. E também o valor das despesas para 100 horas.

Desse modo, temos a resolução:

Primeiramente, vamos determinar D no intervalo de 0 ≤ t < 20

Percebemos que a função é descontínua em t0=20. Note que a


mudança de gasto de uma família varia sensivelmente se o tempo
que assiste à TV é ligeiramente inferior ou superior a 20 horas. Por
outro lado, calculamos:

O segundo passo será determinar as despesas para t = 100

= 10

A função é contínua em t0 = 100. Note que não existem mudanças


de gasto quando o tempo em que assiste à TV muda, ligeiramente
inferior ou superior a 100 horas.
Figura 2.8 | A função é contínua

Fonte: O autor (2015).

74 U2 - Título da unidade
Avançando na prática

Pratique mais!

Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize
as atividades e depois compare-as com as de seus colegas.
Trajetória da Bola
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à
de fundamentos
formação do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o estudo de limites na descrição de
aprendizagem fenômenos e situações.
3. Conteúdos
Limite e suas propriedades.
relacionados
Na matemática, o limite tem o objetivo de determinar
o comportamento de uma função à medida que se
aproxima de certos valores. Ao determinar a imagem
da função y = 4x + 1, à medida que x tende a 2, o
4. Descrição da limite será igual a:
SP a) L=0
b) L=7
c) L=8
d) L=9
e) L=10

A alternativa correta é a letra “D”, L = 9, pois


5. Resolução da
y = 4x + 1
SP
= 4.2 + 1 = 9

Dica
A seguir, você tem a oportunidade de testar seus conhecimentos sobre
os principais itens desta seção. Retome o conteúdo anterior e reveja
o conceito estudado, especialmente aquele em que você teve maior
dificuldade. Faça os exercícios a seguir e não desanime diante dos
possíveis erros e dificuldades, pois assim ficará mais evidente quais os
conteúdos e competências que você precisa rever.

U2 - Título da unidade 75
Faça valer a pena

1. Muitas das propriedades de limites são utilizadas com o objetivo de


simplificar as resoluções de algumas funções. Para determinar o limite
da função: f(x) = x² - 5x + 3, um aluno do curso superior aplicou as
propriedades da soma, subtração e da multiplicação e encontrou o
seguinte resultado para o valor do limite quando x tende a 4:

a) L = 16.

b) L = -20.

c) L = 3.

d) L = -3.

e) L = -1.

2. Encontre o limite para a função a seguir quando x tende a 2:

3. Podemos afirmar que a função f (x) = :

a) É contínua em x=3.

b) É descontínua em x=3.

c) A função f(x) não está definida para x=4.

d) A função f(x) é contínua para qualquer valor real.

e) Todas as alternativas são verdadeiras.

4. Qual deve ser o valor de m ∈ de modo que a função f(x) seja contínua
em x=4?

{
f(x) = x2-5x + 6, se x ≠ 4.

3m, se x=4

a) 2/3.

76 U2 - Título da unidade
b) 3/2.

c) 3.

d) 2.

e) 1.

5. Marque a alternativa correta:

a) 7= 4

b) 6x2= 6

c) = 12

d) =5

e) (5x3+ x) = 32

6. Dado o gráfico da função f(x) e as afirmações:

Fonte: <http://uapi.ufpi.br/conteudo/disciplinas/matematica/uni03_funcao_3.html>. Acesso em: 20 jun. 2015.

a) =2

b) =4

c) Não existe

d) =2

U2 - Título da unidade 77
e) =4

Quais são verdadeiras?

7. (UFU-MG) Sabendo-se que = , x ≠ m, então podemos


afirmar que:

a) m é maior do que 4

b) m é menor do que -4

c) m Є [1,4]

d) m Є [-4,1]

e) não existe m, tal que =

78 U2 - Título da unidade
Seção 2.2
Limites finitos e no infinito
Diálogo aberto
A partir de agora iremos ampliar nossos estudos sobre limites!
Veremos, nesta seção, conhecimentos sobre alguns limites,
como limites no infinito, limites infinitos, limites exponenciais,
trigonométricos e limites de função composta.

Vamos lá! Bons estudos!

Dica
Você pode encontrar mais sobre o estudo de limite detalhadamente
em livros de matemática. Pesquise também no site: <https://
pt.khanacademy.org/math/precalculus/limit_topic_precalc/limits_
precalc/v/limit-examples-w-brain-malfunction-on-first-prob-part-4.>
Acesso em: 20 jun. 2015.

Lembre-se
Limites são a principal base de construção para os cálculos. Muitas
vezes, uma função pode ser indefinida em certo ponto, mas podemos
pensar sobre o que a função "se aproxima" conforme chega cada vez
mais perto deste ponto (este é o limite). Veja mais no site: <https://
pt.khanacademy.org/math/precalculus/limit_topic_precalc>. Acesso
em: 20 jun. 2015.

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no Convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

A empresa multinacional onde João pretende fazer o estágio


fabrica um certo produto para o mercado brasileiro. E determina-
se que um empregado, após x dias de treinamento, monte m
produtos por dia, onde:

m(x) =

U2 - Título da unidade 79
Qual é o comportamento de m= m(x) para treinamentos
longos?
Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Conhecer e saber resolver limites para x tendendo ao infinito e limites


infinitos.

Não pode faltar

Limites infinitos e limites para x tendendo ao infinito

Agora você irá ampliar o conceito de limite, com o


elemento infinito, que é representado pelo símbolo ∞.
Quando resolvemos um limite e não encontramos como
resposta valores numéricos, mas sim infinito (+ ∞ ou - ∞),
dizemos então que o limite é infinito.

Reflita
O infinito é algo que não tem fim? Ou algo que nunca será atingido?

Sempre buscou-se a compreensão sobre o infinito. Na antiguidade,


pensadores anteriores a Pitágoras (século V a.C.) já eram instigados por
esse tema. Mas foi só no final do século XIX, na Alemanha, com Georg
Ferdinand Ludwig Philipp Cantor (1845-1918), que a ideia de infinito foi
realmente consolidada na matemática. Sua teoria era revolucionária e,
por isso mesmo, acabou motivando embates entre os matemáticos da
época. Veja mais em: <http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,E
CT638940-2680,00.html>. Acesso em: 20 jun. 2015.

Assimile
Definição:

• Seja f uma função definida em ambos os lados de a, exceto


possivelmente em a. Se podemos, através de uma escolha
adequada de x, nas proximidades de a, fazer os valores de f(x)
ficarem arbitrariamente grandes (tão grandes quanto quisermos),
então escrevemos: ∞. E lê-se “o limite de f(x), quando x

80 U2 - Título da unidade
tende a a, é infinito”.

• Seja f uma função definida e algum intervalo (a, ∞). Então


. E lê-se “o limite de f(x), quando x tende ao infinito,

é L”. Significa que os valores f(x) podem ficar arbitrariamente

próximos de L, tornando os valores de x grandes.

Vamos ver algumas situações?

1. Determine o limite de , com x ≠ 0

Para determinar o limite quando x tende a zero pela direita e


pela esquerda, vamos organizar os dados em uma tabela:

Figura 2.9 | Tabela da função Y =

x Y= Y=
x
0 Não se define 0 Não se define
0,1 Y = 10 -0,1 Y = -10
0,01 Y = 100 -0,01 Y = -100
0,001 Y= 1000 -0,001 Y= -1000
0,0001 Y = 10.000 -0,0001 Y = -10.000
Fonte: O autor (2015).

Figura 2.10 | Representação gráfica da função y =

Fonte: O autor (2015).

U2 - Título da unidade 81
Podemos observar que:

• Quando x se aproxima de zero, pela direita, y cresce


indefinidamente, superando qualquer valor arbitrário que
fixemos, isto é, y tende a mais infinito. = ∞.

• Quando x se aproxima de zero, pela esquerda, y decresce


indefinidamente, isto é, y tende a menos infinito. =–
∞.

• Não existe porque os limites laterais são diferentes.

• Quando x cresce indefinidamente, o gráfico quase toca o


eixo x, isto é, y tende a zero. = 0.

• Quando x decresce indefinidamente, o gráfico quase encosta


no eixo x, isto é, y tende a zero. = 0.

2. Determine o limite de , quando x tende a zero.

Vamos analisar o comportamento de x e y por meio de uma


tabela:
Figura 2.11 | Tabela e gráfico da função Y = 2

X Y= 2

0,1 100
-0,1 100
0,01 10.000
-0,01 10.000

Fonte: O autor (2015).

Ao analisamos o comportamento do x e do y através dos


resultados apresentados na tabela e no gráfico, percebemos que:

• Quando x cresce ou decresce indefinidamente, a função se


aproxima de zero, ou seja, y tende a zero.

=0
=0

82 U2 - Título da unidade
• Quando x se aproxima de zero, y cresce indefinidamente, isto
é, y tende a mais infinito. = +∞

3. Limite da função polinomial para x tendendo a mais ou


menos infinito.

Considere a função polinomial f(x), de grau n, com an ≠ 0.

, colocando xn
em evidência, cada um dos termos tende a zero, logo temos:

Exemplificando

=?

Para calcular limites no infinito, primeiro dividimos o numerador e o


denominador pela maior potência de x que ocorre no denominador.
No nosso caso, a maior potência de x é x², então temos:

U2 - Título da unidade 83
Cálculo de uma indeterminação do tipo

Quando o numerador e o denominador de uma fração tendem


a zero, no cálculo de limites para determinado valor de x, devemos
tentar simplificar a função antes de efetuarmos a substituição. Para
simplificar a expressão você deve fatorar, racionalizar ou utilizar
dispositivo prático de Briot-Ruffini para dividir polinômios. Dado o
limite:

Observe que f(x)= não é definida para x=3, e o


numerador e o denominador da fração tendem a zero quando x
se aproxima de 3.

Fatorando e simplificando, temos:

= = x+3= 3+3=6.

Expressões indeterminadas

Vimos que é uma expressão de indeterminação matemática.

Também são: , ∞ − ∞, 0 × ∞, 1∞ , 00 e ∞0. Veja exemplos destes

casos em: <http://chinelodepneu.xpg.uol.com.br/Materias/


Calculo_1.pdf>. Acesso em: 20 jun. 2015.

Outros limites:

Limites Trigonométricos

O limite fundamental trigonométrico aborda um limite cuja


indeterminação é do tipo envolvendo a função trigonométrica

y = sen(x).

84 U2 - Título da unidade
Figura 2.12 | Função trigonométrica y = sen(x)

Proposição:

A função f(x) = é par, isto é, f (− x) = f (x),


∀x ≠ 0, pois
f(-x) = = = = f(x)

Se x→0+ e x→0-, f(x) apresenta o mesmo valor numérico.

Vamos utilizar a tabela de aproximação para verificar este resultado.


Tabela

x
f(x) =

±0,1 0.9983341664683..
±0,01 0.9999833334167..
±0,001 0,9999998333333..
±0,0001 0,9999999983333..
±0,00001 0,9999999999833..
±10-10 0,9999999999999..
. .
. .
. .
x→0 f (x) → 1

Visualizando o gráfico da função f(x) = , podemos perceber também este


resultado.

Fonte: <http://chinelodepneu.xpg.uol.com.br/Materias/Calculo_1.pdf>. Acesso em: 20 jun. 2015.

U2 - Título da unidade 85
Exemplificando

Limite Exponencial Fundamental

Devido à sua vasta aplicação, a função exponencial  f(x)= ex  é


muito importante. Seja o limite exponencial:

Neste caso,  e  representa a base dos logaritmos naturais ou


neperianos. Trata-se do número irracional  cujo valor aproximado
é  2,7182818. Vamos analisar a tabela e o gráfico para visualizar
melhor o resultado.
Figura 2.13 | Base dos logaritmos

100 2,7048..
1000 2,7169..
100.000 2,7182..
. .
. .
. .
x→+∞ f(x) → e
Fonte: <http://chinelodepneu.xpg.uol.com.br/Materias/Calculo_1.pdf>. Acesso em: 20 jun. 2015.

Exemplificando

x
=?
Consideramos x + 3 = t, com x→∞ e t→∞

86 U2 - Título da unidade
t-3
assim temos t
/
3

Logo: =e
Temos então que =e

Limites da Função Composta

Sabendo que e g é uma função contínua cujo


domínio contém a, então:

=g( = g(a)

Exemplificando

Qual o limite ?

A função f(x) = 4x é contínua em , logo, para x = /2, temos:


= sen ( ) = sen 4 /2= sen 2 = 0

Pesquise mais

Para saber mais sobre aplicação de limites, você pode acessar o link:
<http://www.ime.uerj.br/~calculo/Ecomat/cap5.pdf>. Acesso em: 20
jun. 2015. Nesta página você encontrará exemplos de aplicação de
limite. Vale a pena conferir!

Faça você mesmo


Qual o (x2-x)?

Sem Medo de Errar

Após o estudo de limites infinitos e no infinito, vamos resolver


a situação-problema apresentada a João?

Vamos relembrar!

U2 - Título da unidade 87
A empresa multinacional onde João pretende fazer o estágio
fabrica um certo produto para o mercado brasileiro. E determina-
se que um empregado, após x dias de treinamento, monte m
produtos por dia, onde:

m(x) =

Qual é o comportamento de m= m(x) para treinamentos


longos?

Observe que m(x)= =

= 20

Logo, após um longo treinamento, um empregado pode


montar 20 computadores por dia.

Figura 2.14 | Gráfico de treinamento

Fonte: a autora

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus
conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente
de trabalho. Realize as atividades e depois compare-as com as de seus
colegas.

88 U2 - Título da unidade
Preço do produto
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à
de fundamentos
formação do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o estudo de limites na descrição de fenômenos
aprendizagem e situações.
3. Conteúdos
Limites infinitos e no infinito.
relacionados
O custo para produzir x unidades de um certo produto
é dado por
4. Descrição da
SP
C(x)= 0,25x + 3600 em reais. Determine o custo
médio quando x cresce e interprete o resultado.

Primeiramente, CMe(x)= = 0,25 + ; então

CMe(x) = (0,25 + ) = 0,25.

Isto é, quando o bem em questão é produzido em


grande escala, o custo médio tende a estabilizar-se
em 0,25 reais.

Figura 2.15 | Gráfico escala de custo médio

5. Resolução da
SP

Fonte: O autor (2015).

U2 - Título da unidade 89
Faça valer a pena

1. Qual o limite da função log10x, em que x>0?


1000

a) 3.

b) 4.

c) 10.

d) 100.

e) 1.

2. O valor do é:

a) 1/3.

b) 3.

c) ½.

d) 2.

e) ∞.

3. Num trecho de 5 km de uma estrada pretende-se plantar árvores


afastadas de x metros uma da outra. Deverá ser plantada uma árvore no
início e outra no fim da estrada. Escreva a função f que dá o número de
árvores em função de x para esse trecho da estada. E determine quantas
árvores poderão ser plantadas se x for um número muito grande:

a) 2.

b) 3.

c) 4.

d) 1.

e) 5.

90 U2 - Título da unidade
4. O valor do é:

a) 2.

b) 3.

c) 6.

d) ∞.

e) 0.

5. A água de um reservatório com 100.000 litros evapora-se à taxa de


10% ao mês. O que acontecerá com a água ao longo do tempo? Qual o
volume de água limite?

6. Qual deve ser o valor de m para que = 5?

a) 1.

b) 2.

c) 10.

d) 5.

e) 3.

7. Marque as alternativas corretas:

a) = +∞.

b) = +∞.

c) = -∞.

d) = +∞.

e) = 0.

U2 - Título da unidade 91
Seção 2.3
Derivada - introdução
Diálogo aberto
A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre Derivada!

O objeto de estudo de um curso de cálculo é o estudo de funções,


sendo a derivada um dos instrumentos usados para estudar as
propriedades e os detalhes do comportamento da função num ponto
ou localmente, pois permite verificar se a função está crescendo ou
decrescendo; se há um ponto de mínimo ou de máximo, mesmo
que local; se a função muda de concavidade, entre outros.

Lembre-se
A derivada pode ser vista como um limite construído a partir da função,
uma vez que esse limite está associado à inclinação da reta tangente,
mas também pode ser vista como o limite que dá a variação instantânea
da função no ponto observado.

Dica
As derivadas são muito usadas em engenharia, ciência, economia,
medicina e ciência da computação para calcular a velocidade e a
aceleração, para explicar o funcionamento de máquinas, para estimar
a diminuição do nível da água quando ela é bombeada para fora de um
tanque e para prever as consequências de erros cometidos durante as
medições (THOMAS, 2012). Há muito a ser aprendido! Aproveite a leitura!

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no Convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi o seguinte problema:

Uma pedra desprende-se do topo do galpão da empresa. Qual é a


sua velocidade média durante os primeiros dois segundos de queda?
Considerando que, experimentalmente, temos que y= 4,9 t2.

92 U2 - Título da unidade
Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Você deve conhecer o conceito de limite, derivada e taxa de variação.

Não pode faltar

Taxa de variação média

O comportamento das funções pode ser variável em todo o


seu domínio, de forma que estudar as informações contidas num
intervalo específico pode responder questões acerca do problema
em questão a ser solucionado. Por exemplo, numa função
que descreve a produção do produto A é possível determinar a
quantidade produzida em determinado espaço de tempo. Essa
questão é respondida facilmente ao considerar um intervalo (x1,
x2) e os respectivos valores de produção de A (y1, y2). Dessa forma,
basta pegar o total da produção de A (y2) no instante x2 e subtrair do
total da produção de A (y1) no instante x1, correto? Sim, esse cálculo
corresponde à média da produção no intervalo (x1, x2), mas e o que
aconteceu com a produção de A nesse intervalo de tempo? Será
que o ritmo de produção foi constante? Houve alguma interrupção
na produção? Houve aceleração na produção? Para responder a
essas perguntas é importante o estudo de limites de funções, que
por sua vez também nos mostram taxas de variação instantâneas.

Assimile
Mas, afinal, o que é especificamente uma taxa de variação? A taxa de
variação é a razão que uma quantidade varia em relação à outra. Veja o
exemplo simples da velocidade de um carro. Se for considerada a razão
da distância percorrida pelo intervalo de tempo gasto, o resultado é a
velocidade média para realizar o percurso.

Veja o exemplo mostrado na Figura 2.11, ao percorrer 300 km


em três horas, a velocidade média é de 100 km/h. Esse resultado
mostra uma taxa de variação média da função do ponto P ao Q,
que corresponde ao coeficiente angular da reta secante que passa
nesses pontos.

U2 - Título da unidade 93
Figura 2.16 | Velocidade média

Fonte: Adaptado de Thomas (2012, p. 155).

Vocabulário
Secante: Uma reta secante intercepta uma curva em dois pontos ou mais.

Considere então que a taxa de variação média é obtida pela


divisão de duas grandezas que, em situações práticas, têm unidades
de medidas como o quilômetro para a distância e hora para o
tempo, como é o caso do exemplo visto anteriormente.

Agora relembre que, ao estudar a função da reta (funções de


1º grau), certamente você aprendeu que o seu coeficiente angular
(m) mostra sua variação. Quando m assume valor negativo, temos
a indicação de que a reta decresce seu valor em y conforme
aumenta o valor em x; quando m é positivo ocorre o inverso, a
reta cresce seu valor em y conforme aumenta o valor de x. Além
disso, dá-se o nome de coeficiente angular porque o ângulo da
reta com relação ao eixo x mostra a sua inclinação e a “velocidade”
de crescimento ou decrescimento da função. Outra definição
importante é que o coeficiente angular de uma reta é a tangente
do seu ângulo de inclinação. Observe a Figura 2.12:

94 U2 - Título da unidade
Figura 2.17 | Coeficiente angular da reta y = mx+b

Fonte: Adaptado de Thomas (2012, p. 155).

Para lembrar:
• se m>0, a taxa de variação é positiva e a função é crescente.
• Se m<0, a taxa de variação é negativa e a função é decrescente.
Como já foi explicado, m representa a taxa de variação média! Afinal,

Mas esse conceito não é exclusivo das funções do 1º grau, pois


pode ser calculado para qualquer função – veja a Figura 2.13. Se y
representa a variável dependente e x a independente, então vale a
relação (1) indicada a seguir.

(1)

Figura 2.18 | Reta secante à função y = f(x), com coeficiente angular m = ∆y/∆x

Fonte: Adaptado de Finney et al. (2002, p. 85).

U2 - Título da unidade 95
Reflita
Quando y é uma função linear de x, y = mx + b, a inclinação m é uma
medida da taxa de variação de y em relação a x (Figura 2.14a). Para
uma curva qualquer y =f(x), por exemplo a Figura 2.14b, a variação
em y que resulta de um aumento de 1 unidade em x tende a ter
magnitude maior nas regiões em que a curva cresce ou decresce
mais rapidamente do que em regiões em que a curva cresce ou
decresce mais lentamente.

(a) Uma unidade de aumento em x produz sempre m unidades


de variação em y. (b) Uma unidade de aumento em x produz
diferentes magnitudes de valor de m para a variação em y.
Figura 2.19 | Magnitudes de valor

Fonte: Adaptado de Anton, Bivens e Davis (2007, p. 172-173).

Taxa de variação instantânea, limite e reta tangente

Taxas instantâneas e retas tangentes estão intimamente ligadas


e aparecem em muitos outros contextos. A taxa de variação
instantânea compreende um valor de variação num instante
específico.

No processo de se definir a taxa de variação instantânea, foram


consideradas taxas de variação médias em intervalos que foram
diminuindo em torno de um ponto. Esse processo de tornar o
tamanho do intervalo tão pequeno que se aproxime de zero, trata-
se do cálculo do limite. Considere a função esboçada na Figura
2.15, que mostra a reta secante PQ.

96 U2 - Título da unidade
Figura 2.20 | Diagrama para obter o coeficiente angular da função y = x2 no ponto P(2,4)

Fonte: Adaptado de Thomas (2012, p. 132).

Como encontrar a taxa de variação instantânea para y =


x2, quando x=2? Observe que o ponto Q está em x+h (2+h),
sendo h uma distância arbitrária (∆x). Se para calcular a taxa
de variação instantânea é necessário diminuir o intervalo
entre as variáveis independentes dos pontos analisados,
nesse exemplo específico até o ponto x=2, então ∆x
(ou h) deve ser decrementado até muito próximo de zero, certo?
Sim, logo, pode-se dizer que à medida que ∆x →0 (leia-se “∆x tende
a zero” ou “∆x se aproxima de zero”) a reta secante PQ “tende” para
uma posição limite. Essa posição é representada pela reta tangente
à curva no ponto P. Logo, se ∆x→0 então Q→P.

Ao analisar a Figura 2.15, observamos que o coeficiente angular


da reta secante PQ é m = 4 + h, ou seja,

A variação instantânea no ponto x = 2 não é dada pela


inclinação da reta tangente nesse ponto? Ou seja, pelo coeficiente
angular dessa reta tangente? Então, pelo processo de tomar o
limite e fazendo a distância do intervalo de Q a P diminuir até zero,
então ∆x tenderá a zero pela definição que já vimos. Dessa forma,
conforme está indicado na Figura 2.15, o coeficiente angular da
reta tangente em x = 2 será m = 4. Em termos matemáticos: msec =
∆x+4, Q→P então ∆x→0, logo mtang = 4. Então podemos escrever:

U2 - Título da unidade 97

Esse cálculo pode ser efetuado ao verificar o valor da taxa de


variação média em intervalos cada vez menores de forma a ∆x ser
suficientemente próximo de 0. Esse processo (ou tipo de limite) foi
identificado como o cálculo da taxa de variação instantânea ou,
ainda, como a determinação do coeficiente angular (inclinação) da
reta tangente que passa no ponto limite, e essa é a definição da
derivada num ponto.

Derivada num ponto

Percebe-se que a derivada de uma função num ponto é a taxa


de variação instantânea naquele ponto.

Se existir o limite, então f é diferenciável em a.

Uma expressão bastante usada para tratar de derivadas das


funções é “cálculo diferencial”.

Verifique que se x = a + h, então h = x – a e h tende a 0 se


e somente se x tende a a. Consequentemente, uma maneira
equivalente de enunciar a definição da derivada é

Exemplificando
Exemplo [extraído de Stewart (2010, p. 133)] – Encontrar a derivada da
função f(x) = x2 – 8x + 9 em um número a.

Solução: usando a definição de derivada em que h → 0, deve-


se aplicar a f(x) que se deseja derivar. É importante lembrar que é
necessário subtrair a função f(x) quando estiver no ponto x=a+h da
f(x) quando x=a. Logo, algebricamente a solução é a descrita a seguir:

98 U2 - Título da unidade
Pesquise mais
Para saber mais sobre conceito de derivada, você pode acessar o link:
<http://mtm.ufsc.br/~azeredo/calculos/Acalculo/x/limderiv/DefDer.
html>. Acesso em: 20 jun. 2015. Nesta página você encontrará
exemplos sobre o cálculo de derivada. Vale a pena conferir!

Faça você mesmo


Determine a equação da reta tangente à parábola y= x² - 8x + 9 no
ponto (3,-6).

O presente conteúdo desenvolveu o estudo do conceito de


derivada. Vamos agora praticar? Chegou a hora de aplicar os
conteúdos aprendidos na resolução de problemas!

Sem Medo de Errar

Após o estudo de limites infinitos e no infinito, vamos resolver a


situação-problema apresentada a João?

Vamos relembrar!

Uma pedra desprende-se do topo do galpão da empresa. Qual é


sua velocidade média durante os dois segundos de queda?

Experimentos mostram que, ao entrar em queda livre a partir do


repouso, próximo da superfície terrestre, um objeto sólido e denso
percorrerá y metros nos primeiros t segundos, onde: y = 4,9 t2

U2 - Título da unidade 99
A velocidade média da pedra em qualquer intervalo de tempo é a
distância percorrida, ∆y, dividida pelo tempo decorrido, ∆t , neste
percurso. Para os primeiros 2s temos: t0= 0 e tf = 2, logo y0 = 0 e yf

= 4,9(2)2. Daí v = = = 9,8 m/s

Podemos saber a velocidade média da pedra ao longo do percurso


desde t=2 até qualquer tempo posterior t=2+h, h>0.

Figura 2.21 | Velocidade média se aproxima do valor limite

Fonte: O autor (2015).

A tabela nos diz que quando h→0 (h tende a 0), a velocidade


média se aproxima do valor limite 19,6 m/s.

Assim, temos que:

= = = =

19,6 + 4,9h

Fazendo h→0 descobrimos a velocidade instantânea em t = 2s,


isto é, seu valor limite é 19,6 + 4,9(0) = 19,6 m/s.

Desse modo, quando h→0 temos que = 19,6 m/s

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois compare-as com as de seus colegas.

100 U2 - Título da unidade


Velocidade de um objeto
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à
de fundamentos
formação do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o estudo de derivadas na descrição de
aprendizagem fenômenos e situações.
3. Conteúdos
Conceito de derivada.
relacionados
Um objeto é jogado do alto de um prédio de uma altura
de 1250 pés acima do nível da rua, e a sua modelagem
foi representada através da função em relação à
posição s= f(t) = 1250 – 16t², onde f(t) é medido em
4. Descrição da pés acima do nível da rua e t, em segundos depois de
SP ser jogado. Determine:
a) A função velocidade do objeto.
b) O intervalo de tempo ao longo do qual vale a função
velocidade.
c) A velocidade do objeto ao atingir o nível da rua.
a) Substituindo os valores dados na função:

teremos: =

= -16 ( )

-16 = - 32t pés/segundos


b) A função velocidade em (a) é válida a partir do
5. Resolução da instante (t=0), em que o objeto é jogado, até o instante
SP t1, em que atinge o solo, quando: 1250 – 16t1² = 0
16t1² = 1250 assim, t1= ≅ 8,84s
Portanto, para o valor positivo de t1, concluímos que a
função velocidade é válida até o instante 8,84 s
c) Para determinar a velocidade do objeto quando
atinge o solo, substituímos o valor de t1 8,84 s na
função velocidade v(t)= -32t
V(8,84) = - 32. (8,84) ≅ -282,88 pés/s.

U2 - Título da unidade 101


Faça valer a pena
1. Considere o gráfico a seguir e determine o valor da derivada no ponto
A da curva em que y = 9 e x = 3:

Fonte: Adaptado de Murolo e Bonetto (2012, p. 160).

2. A taxa de variação instantânea de uma função produção P(x) no


instante três horas é 15 reais/hora. Qual a inclinação m da reta tangente
em P(3) e qual é a derivada nesse ponto?

a) 15.

b) 3.

c) 5.

d) 2.

e) 0.

3. Considerando o gráfico a seguir, marque a alternativa que mostra a


taxa de variação média da produção no intervalo de 20 a 30 horas:

a) 100 toneladas/horas.

b) 200 toneladas/horas.

c) 300 toneladas/horas.

d) 400 toneladas/horas.

e) 500 toneladas/horas.

4. Assinale a alternativa que corresponde às afirmativas corretas:

I. O coeficiente angular da reta secante que passa pelos pontos Q e P de


uma função apresenta a sua taxa de variação média.

102 U2 - Título da unidade


II. O coeficiente angular da reta tangente ao ponto P de uma função
apresenta a sua taxa de variação instantânea.

III. Para definir a taxa de variação instantânea, são consideradas taxas de


variação médias em intervalos que são diminuídos em torno de um ponto
P. Esse processo de tornar o tamanho do intervalo tão pequeno que se
aproxime de zero, trata-se do cálculo do limite.

a) I e II.

b) II e III.

c) III e I.

d) I, II e III.

e) Apenas a I está correta.

5. A posição de um objeto em movimento é representada pela função:


S = f(t) = , onde t é medido em segundos e s é representado em
metros. Determine a velocidade e a rapidez após t=2:

a) 1/9 m/s.

b) 9 m/s.

c) 1 m/s.

d) 1/4 m/s.

e) 7 m/s.

6. Considerando seu conhecimento anterior sobre o coeficiente angular


de uma reta, para cada função a seguir, calcule o valor de m e explique o
resultado encontrado:

Fonte: Adaptado de Anton, Bivens e Davis (2007).

7. Determine a reta tangente à função f(x) = x² - 1 no ponto (1,0).

U2 - Título da unidade 103


Seção 2.4
Regras de derivação - Parte 1
Diálogo aberto
A partir de agora iremos continuar nossos estudos sobre
derivada! Na seção anterior você estudou o significado e o cálculo
da taxa de variação instantânea a partir de limite. Nesta seção, o
valor da taxa de variação instantânea, já definido como derivada,
será determinado de forma direta através de fórmulas.

Dica
Obter derivadas calculando limites pode ser demorado e difícil. Por isso,
vamos conhecer alguns métodos que facilitam o cálculo da derivada.
Você pode saber mais acessando: <http://www.somatematica.com.br/
superior/derivada.php> e <http://www.ufrgs.br/lmqa/arquivos/uploads/
LIMITES+e+DERIVADAS.pdf>. Acesso em: 3 mar. 2015.

Lembre-se
A derivada, em geral, assume valores diferentes em pontos diferentes.
Outra característica importante que o estudo das derivadas mostra
com relação à função é que “o valor absoluto da derivada nos dá, em
valor absoluto, a taxa de variação; logo, se f’ é grande em módulo
(positiva ou negativa), então o gráfico de f é bastante inclinado
(subindo ou descendo), enquanto, se f’ é pequena, o gráfico de f é
mais suave” (HUGHES-HALLETT et al., 2011, p. 69).

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no Convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

Um importador do setor automotivo estima que quando


consegue vender x unidades de uma determinada peça automotiva,
consegue uma receita bruta representada pela expressão
matemática: C = 0,5x² + 3x - 2 (milhares de reais). Determine a
taxa de variação da receita quando o empresário conseguir vender
três unidades dessas peças. Interprete o resultado obtido.

104 U2 - Título da unidade


Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Você deve conhecer o conceito de derivada e regras de derivação.

Não pode faltar

Caro aluno, no tema anterior você estudou que se o limite de


função f(x) existe, então a função tende a um valor L quando x
tende a um valor c,

Esse cálculo pode ser efetuado ao verificar o valor da taxa de variação


média em intervalos cada vez menores, de forma a x ser suficientemente
próximo de c. Esse processo (ou tipo de limite) foi identificado como o
cálculo da taxa de variação instantânea ou ainda como a determinação
do coeficiente angular (inclinação) da reta tangente que passa no ponto
limite, e essa é a definição da derivada num ponto.

Assimile
Derivada num ponto

Como já foi visto, a derivada de uma função num ponto é a taxa de


variação instantânea naquele ponto.

Se existir o limite, então f é diferenciável em a.

Sabemos que existem regras determinadas que nos auxiliarão no


cálculo das derivadas. Primeiramente, no entanto, é importante explorar
a derivada como a inclinação da reta tangente e compreender que a
derivada também pode ser vista como uma função.

Exemplificando
Encontrar uma equação da reta tangente à parábola y = x2 – 8x + 9 no
ponto (3,-6)

(STEWART, 2010, p. 133).

U2 - Título da unidade 105


Solução: lembre-se de que a equação da reta é dada por y=mx+b,
sendo m a inclinação da reta e b o ponto em que essa reta corta o eixo y.

Considere o ponto (a, f(a)), ou seja, a coordenada (x, y) é representada


por x=a e y = f(a).

Como foi visto, a inclinação da reta tangente num ponto da curva é


a derivada da função nesse ponto, então m = f’(a). No exemplo 1 foi
encontrada a derivada da função f(x) = x2 – 8x + 9 no ponto a como f’(a)
= 2a – 8.

Logo, a inclinação da reta tangente no ponto (3, -6) é encontrada ao


substituir o valor desse ponto na função derivada: f’(3) = 2.(3)-8 = -2.
Dessa forma, m = f’(3) = -2 e a equação da reta pode ser escrita como
y = -2x + b.

Mas como calcular o valor de b que é o ponto no eixo y pelo qual a reta
tangente passa? Se a reta tangente passa no ponto (3, -6) então substitua
esses pontos na equação encontrada.

y = -2x + b, logo: -6 = -2.(3) + b

b = -6 + 6 → b = 0

Portanto, a equação da reta tangente que passa no ponto (3, -6) da


função f(x) = x2 – 8x + 9 é expressa por y = -2x.

Reflita
Outra forma de encontrar a equação da reta tangente à curva y = f(x)
no ponto (a, f(a)) é calcular y – f(a) = f’(a)(x-a). Ou seja, o cálculo seria:

y – f(a) = f’(a)(x-a), assim temos y – (-6) = -2(x – 3)

y + 6 = -2x + 6, logo: y = -2x + 0 → y = -2x.

Diz-se que uma  função  f  é  derivável  (ou  diferenciável) se,


próximo de cada ponto a do seu domínio, a função f(x) − f(a) se
comportar aproximadamente como uma  função linear, ou seja,
se o seu gráfico for aproximadamente uma reta.  O declive dessa
reta é a derivada da função f no ponto a.  Essa reta, tangente, nas
proximidades de a, “se confunde com a curva”, podendo “de certa
forma” substituí-la (Figura 2.22).

106 U2 - Título da unidade


Figura 2.22 | Ampliação da reta tangente ao ponto P

Fonte: Murolo e Bonetto (2012, p. 168).

Derivada como função

Até agora estudamos a derivada de uma função em um ponto fixo.


Considere agora o que acontece em uma série de pontos. A derivada,
em geral, assume valores diferentes em pontos diferentes e é também
uma função. Em primeiro lugar, lembre-se de que a derivada de uma
função em um ponto mostra a taxa segundo a qual o valor da função
está variando naquele ponto. Geometricamente, a derivada pode ser
considerada a inclinação da curva ou o coeficiente angular da reta
tangente à curva no ponto, conforme explicam Hughes-Hallett et al.
(2011, p. 67).

Exemplificando
Estimar a derivada da função f(x), cujo gráfico aparece na Figura 2.17,
para x = -2, -1, 0,1,2,3,4,5 (HUGHES-HALLETT et al., 2011, p. 67).

Derivada vista graficamente como o coeficiente angular da reta


tangente.
Figura 2.23 | Coeficiente angular da tangente

Fonte: Adaptado de Hughes-Hallett et al. (2011, p. 68).

U2 - Título da unidade 107


Solução: a partir do gráfico é possível estimar a derivada em qualquer ponto
traçando a reta tangente naquele ponto e estimando o coeficiente angular
da tangente (por meio do uso de papel quadriculado, como no exemplo
da Figura 2.23). Por exemplo, a reta tangente em x = -1 tem coeficiente
angular perto de 2, de modo que f'(-1) ≈ 2. Note que a inclinação em x = - 2
é positiva e bem grande; a inclinação em x= -1 é positiva, mas menor. Em
x = 0 a inclinação é negativa e em x = 1 mais negativa ainda. Essa análise
pode ser feita para todos os pontos. Logo, observe que para todo valor de
x existe um valor correspondente para a derivada. Ou seja, a derivada é
uma função de x.

A Figura 2.24 apresenta valores estimados para a derivada nos


pontos indicados no enunciado. Trace as tangentes aos pontos
no gráfico e verifique se os valores que você encontrou são
semelhantes aos mostrados.
Figura 2.23 | Valores estimados para a derivada da função

Fonte: Adaptado de Hughes-Hallett et al. (2011, p. 68).

Há muitas notações usadas para representar a derivada de uma


função y = f(x). Além de f'(x), as mais comuns são:

Os operadores D e d/dx são chamados operadores diferenciais,


pois indicam a operação de diferenciação que é o processo de cálculo
de uma derivada. dy/dx é lido como “a derivada de y em relação a x”, e
df/dx ou (d/dx)f(x) como “a derivada de f em relação a x”.

As notações que indicam a derivada de uma função também podem


indicar um ponto em que se deseja avaliar a derivada, como segue.

O símbolo de avaliação (|x=a) significa calcular a expressão à


esquerda em x = a.

Agora que você já conhece as notações para as derivadas de


funções, aprenderá algumas regras de derivação. Essas regras

108 U2 - Título da unidade


permitem calcular a derivada de uma função rapidamente.

Regra 1 – derivada de uma função constante é zero.

Exemplificando
Calcule a derivada de f(x) = 5.

Solução: observe que essa é uma função constante que passa no


ponto 5 do eixo y e não corta o eixo x, mas é paralelo a ele. Logo, essa
reta é paralela ao eixo x (coeficiente angular = m = 0). Isso significa
que ao variar o valor em x não há alteração em y. Consequentemente,
a derivada de uma função constante é zero.

Regra 2 – derivada de uma função potência, quando n for um


número real qualquer.

Exemplificando

Calcule a derivada de f(x) = x5. Em seguida, determine a taxa de


variação instantânea da função f em x = 2.

Solução:

Regra 3 – derivada de uma função multiplicada por constante.

Exemplificando
Calcule a derivada de f(x) = 10x3. Em seguida, determine a taxa de
variação instantânea da função f(x) em x = 4.

U2 - Título da unidade 109


Solução:

Regra 4 – derivada da soma ou diferença de duas funções


deriváveis.

Exemplificando
Calcule a derivada de f(x) = x2 – 8x + 9. Em seguida, determine a
taxa de variação instantânea da função f(x) em x = 3.

Solução:

Pesquise mais
Para saber mais sobre conceito e regras de derivação, você pode
acessar o link: <http://ltodi.est.ips.pt/am1/documentos/DERIVADAS/
FolhasRegrasDeriv.pdf>. Acesso em: 3 mar. 2015. Nesta página você
encontrará exemplos sobre cada uma das propriedades. Vale a pena
conferir!

110 U2 - Título da unidade


Faça você mesmo
Considere f(x) = 2x3+ 15x2 +12x e determine f´(1).

O presente conteúdo desenvolveu o estudo de derivada. Você


aprendeu que a derivada num ponto é considerada como taxa
de variação instantânea e geometricamente como a inclinação
da reta tangente à curva no ponto dado. Também estudou que
é possível encontrar a derivada de uma função usando regras de
derivação que valem para a função em todos os pontos em que a
função for derivável (ou diferenciável).

Vamos agora praticar? Chegou a hora de aplicar os conteúdos


aprendidos na resolução de problemas!

Sem Medo de Errar

Após o estudo das regras de derivação, vamos resolver a situação-


problema apresentada a João?

Vamos relembrar!

Um importador do setor automotivo estima que quando consegue


vender x unidades de uma determinada peça automotiva, consegue
uma receita bruta representada pela expressão matemática: C =
0,5x² + 3x - 2 (milhares de reais). Determine a taxa de variação
da receita quando o empresário conseguir vender três unidades
dessas peças. Interprete o resultado obtido.

Solução:

Ao realizar a derivação da função, foi encontrado:

C = 0,5x² + 3x - 2

C’(x) = x + 3

C’(3) = 3 + 3 = 6 mil/unidade

Quando a produção é de três unidades a receita da empresa


aumenta a uma taxa de 6 mil reais por unidade produzida.

U2 - Título da unidade 111


Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus
conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente
de trabalho. Realize as atividades e depois compare-as com as de seus
colegas.
Velocidade do atleta
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à
de fundamentos
formação do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o estudo de limites na descrição de
aprendizagem fenômenos e situações.
3. Conteúdos
Regras de derivação.
relacionados
Carlos, um atleta de natação, ao participar de uma
competição, salta de um trampolim; a sua posição
4. Descrição da inicial é de H = -16t² + 16t + 32.
SP a) Em que instante Carlos atinge a água?
b) Qual a velocidade de Carlos no momento do
impacto?
Momento inicial quando t = 0 => H = -16t² + 16t +
32.
5. Resolução da Derivando a função, teremos:
SP h’(t) = 32t + 16
E substituindo t = 2s
h’(2) = - 32.2+ 16 => - 64 + 16 = - 48

Faça valer a pena

1. Considerando seu conhecimento anterior sobre taxa de variação


média, considere que a função custo para beneficiar uma quantidade q
de trigo é dada por C(q) = 3q2 + 500, sendo C dado em reais (R$) e q dado
em toneladas (ton). Determine a taxa de variação média do custo para o
intervalo de 1 até 6 toneladas. E indique qual a inclinação da reta secante
associada à taxa de variação média obtida:

2. A derivada num ponto é considerada como taxa de variação instantânea


e geometricamente como a inclinação da reta tangente à curva no ponto
dado. É possível encontrar a derivada de uma função usando regras de

112 U2 - Título da unidade


derivação que valem para a função em todos os pontos em que a função
for derivável (ou diferenciável). Assim, determine a taxa de variação
instantânea para a função f(x)= 12x3+5x2+10x-15 quando x = 2:

a) 174.

b) 300.

c) 354.

d) 150.

e) 201.

3. A derivada da função y = x4+12x no ponto x=1 é:

a) 34.

b) 45.

c) 16.

d) 14.

e) 40.

4. Calcule a derivada da função y = x3 + (4/3)x2 -5x + 1:

5. A derivada da função f(x) = 2x100+3x50+4x25+x é:

a) f'(x) =x99+x49+x24+1.

b) f'(x) = x100+x50+x25+x.

c) f'(x) =2x99+3x49+4x24+1.

d) f'(x) =200x99+150x49+100x24+x.

e) f'(x) =200x99+150x49+100x24+1.

U2 - Título da unidade 113


6. Classifique as seguintes afirmações por verdadeira (V) ou falsa (F), e
assinale a alternativa que corresponde à sequência correta:

I. A derivada de uma função constante é zero.

II. A derivada de uma função num ponto é a taxa de variação instantânea


naquele ponto.

III. Geometricamente, a derivada pode ser considerada a inclinação da


curva ou o coeficiente angular da reta secante que passa pelo ponto.

Alternativas:

a) V, F, V

b) F, F, V

c) F, V, F

d) V, V, F

e) V, V, V

7. Ao aplicar as regras de derivação das funções f(x)= , g(x)= e


h(x) = , foram encontradas as seguintes derivadas:

114 U2 - Título da unidade


Referências
ANTON, Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen.  Cálculo.  Porto Alegre: Bookman,
2007.

HUGHES-HALLETT, Deborah. Cálculo de uma Variável. Rio de Janeiro: LTC, 2009.

Referências Complementares:

ANTON, Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen. Cálculo. São Paulo: Bookman, 2007.
Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=Bk_HEUqubpIC&printsec
=frontcover&dq=c%C3%A1lculo+i&hl=ptR&sa=X&ei=UImDU9bcBPDJsQT2w4D
gDA&ved=0CC4Q6AEwAA#v=onepage&q=c%C3%A1lculo%20i&f=false>. Acesso
em: 3 mar. 2015.

ÁVILA, Geraldo Severo de Souza; ARAÚJO, Luís Cláudio Lopes de. Cálculo: ilustrado,
prático e descomplicado. Rio de Janeiro: LTC, 2012. <http://online.minhabiblioteca.
com.br/books/978-85-216-2128-7>. Acesso em: 3 mar. 2015.

HOFFMANN, Laurence D.; BRADLEY, Gerald L. Cálculo: um curso moderno e suas


aplicações tópicos avançados. Rio de Janeiro: LTC, 2010. Disponível em: <http://
online.minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-2666-4/epubcfi/6/2>. Acesso
em: 3 mar. 2015.

HUGHES-HALLETT, Deborah et al.  Cálculo: a uma e a várias variáveis. São


Paulo: LTC, 2011. Disponível em: <http://online.minhabiblioteca.com.br/
books/978-85-216-1955-0>. Acesso em: 3 mar. 2015.

MALTA, Iaci; PESCO, Sinésio; LOPES. Hélio. Cálculo de uma variável. Rio de Janeiro:
PUC-RIO, 2007. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=MbxCf9
v3z78C&printsec=frontcover&dq=c%C3%A1lculo&hl=pt-BR&sa=X&ei=IJyDU-fB
HrjfsASI2ILoDw&ved=0CEcQ6AEwBA#v=onepage&q=c%C3%A1lculo&f=false>.
Acesso em: 3 mar. 2015.

MUROLO, Afrânio Carlos; BONETTO, Giácomo. Matemática aplicada à


administração, economia e contabilidade. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

STEWART, J. Cálculo I. São Paulo: Cengage Learning, 2008.

U2 - Título da unidade 115


Unidade 3

Regras de Derivação

Convite ao estudo
Com a introdução do estudo de derivadas na unidade anterior,
você aprendeu que a derivada se refere à taxa de variação
instantânea e à inclinação da reta tangente num ponto. Também
viu que a definição de derivadas usa a noção de limite e pode
ser calculada por esse meio, mas como foi visto, os cálculos de
derivadas podem ser simplificados com o uso de fórmulas já
estabelecidas. Portanto, é fundamental conhecer as funções e as
regras de derivação existentes para aplicá-las corretamente. Afinal,
as derivadas são muito usadas em áreas como engenharia, ciência,
economia, medicina e ciência da computação para, por exemplo:
calcular a velocidade e a aceleração, explicar o funcionamento de
máquinas, estimar a diminuição do nível da água quando ela é
bombeada para fora de um tanque, prever as consequências de
erros cometidos durante as medições, dentre outras situações.
Ou seja, o conhecimento das regras de derivação é importante
para facilitar a resolução de situações-problema em várias áreas.
Aperfeiçoe-se! Bons estudos! A partir deste estudo, você irá:
Competência a ser desenvolvida:
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à formação do profissional da área
de exatas.
Objetivos:

• Conhecer as regras de derivação: produto, quociente, regra da cadeia,


derivada exponencial e logarítmica e trigonométrica.
• Conhecer e aplicar as regras de derivação na descrição de fenômenos e
situações-problema.

Para auxiliar no desenvolvimento da competência acima


e atender aos objetivos específicos do tema em questão,
Regras de Derivação, vamos relembrar a situação hipotética
apresentada nas UNIDADES 1 e 2. Esta situação visa aproximar
os conteúdos teóricos com a prática. Vamos relembrar!

U3 - Título da unidade 117


João acabou de concluir o Ensino Médio e irá participar
de um processo seletivo de uma empresa multinacional para
trabalhar como estagiário. Para tanto, precisa realizar um
teste a fim de mostrar que é capaz de compreender e resolver
problemas ligados ao nosso cotidiano. A empresa entende
que o profissional, dependendo de sua qualificação, pode
atuar em diversas áreas. Em todas elas, a facilidade em lidar
com a Matemática é fundamental, principalmente no que diz
respeito ao estudo, agora, de derivadas. Portanto, João terá
que resolver situações-problema que tratam de entender a
interdependência de várias coisas ao nosso redor, das mais
simples às mais complexas, como valor de despesas de uma
família, número de indivíduos de uma população, cálculo de
velocidade e aceleração, etc.

118 U3 - Título da unidade


Seção 3.1
Derivada do produto e quociente
Diálogo aberto

Ei, aluno! Vamos para mais uma seção de autoestudo?

No estudo que você vem desenvolvendo sobre derivadas já


percebeu que é possível calcular a derivada de uma função tanto por
meio de sua definição (o cálculo que envolve limites) quanto por uma
forma mais simplificada, que é por meio do uso de fórmulas definidas.

Dica
Na unidade anterior foram apresentados o conceito e as regras de derivadas:
de uma função constante, de uma função potência com expoente
real, de uma função multiplicada por constante e quando há soma ou
subtração de duas funções deriváveis. Se necessário, reveja as seções 2.3
e 2.4. Veja também o link disponível em: <http://pt.numberempire.com/
derivativecalculator.php>. Acesso em: 29 jul. 2015.

Lembre-se
A utilização das regras de diferenciação irá facilitar ainda mais as
resoluções das derivadas de diferentes polinômios. Você precisa ter
atenção, pois aprendemos que a derivada da soma será a soma das
derivadas e o mesmo no caso da subtração, mas isso não ocorre para o
produto e quociente das derivadas. Vamos ver como é?

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no Convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa para
João resolver foi o seguinte:

Uma companhia telefônica quer estimar o número de novas


linhas residenciais que deverá instalar em um dado mês. No início de
janeiro tinha 100.000 assinantes, cada um com 1,2 linhas, em média. A
companhia estimou o crescimento das assinaturas a uma taxa mensal
de 1000. Pesquisando os assinantes existentes, descobriu que cada
um pretendia instalar uma média de 0,01 linha telefônica nova até o
final daquele mês. Estime o número de novas linhas que a companhia

U3 - Título da unidade 119


deverá instalar até o final de janeiro calculando a taxa de crescimento
das linhas no começo do mês.

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Conceito de derivada e regras de derivação.

Não pode faltar

A derivada de um produto entre duas funções é o produto da


primeira função pela (vezes) derivada da segunda, somando como
o produto da segunda pela (vezes) derivada da primeira. A regra só
será válida se as funções f e g forem diferenciáveis:

[f(x).g(x)]= f(x) [g(x)] + g(x) [f(x)]

Ou seja, considere que f(x) seja a primeira função e g(x) seja a


segunda.

Assimile
Usando a notação linha, pode-se escrever a mesma regra de derivação
do produto de duas funções como:

[f(x).g(x)]’ = f(x).g’(x) + g(x).f’(x).

Reflita
É importante perceber que é possível utilizar muitas notações distintas
para tratar de derivadas, sendo que significam a mesma coisa, como foi
comentado anteriormente. Verifique que é possível chegar a essa fórmula
para calcular a derivada do produto de duas funções diferenciáveis
partindo da definição da derivada.

Vamos relembrar! Uma função f(x) é diferenciável se existir o


limite em x quando:

Ao aplicar essa definição na regra do produto, tem-se:

120 U3 - Título da unidade


Exemplificando
Encontre as derivadas de y= (4x² -1). (7x³+x)

1º método

Exemplificando!

Encontre as derivadas de y= (4x² -1). (7x³+x)

Considerando como f = (4x² -1) e g=(7x³+x), vamos substituir na


fórmula:

[f(x).g(x)]= f(x) [g(x0] + g(x) [f(x)]

[f(x).g(x)]= (4x² -1). [g(7x³+x)] + (7x³+x). [(4x² -1)]

[f(x).g(x)]= (4x2 -1). [g(7x3+x)] + (7x³+x). [(4x² -1)]

[f(x).g(x)]= [(4x² -1).(21x² + 1)] + [(7x³+x).(8x)]

[f(x).g(x)]= [84x4 + 4x² - 21x² -1]+ [56x4 + 8x²]

[f(x).g(x)]= 140x4 - 9x² - 1

Mas seria essa a única forma de resolver a derivada dessa


função? O que você acha? Não. Afinal, antes de resolver a derivada
é possível efetuar as multiplicações entre os fatores apresentados
na função e então resolver a derivada.

U3 - Título da unidade 121


Exemplificando
Existe outro método para realizar o produto entre as derivadas, que
consiste primeiramente em multiplicar f(x) = (4x² -1) e g(x)=(7x³+x),

f(x) e g(x) = (4x²-1).(7x³+x) = 28x5 + 4x³ -7x³ - x = 28x5 -3x³ - x

Depois de realizada a derivada, teremos:

= (28x5 -3x³ - x) = 140x4 - 9x² - 1

Portanto, os dois métodos são válidos para a derivação de produtos.

Regra do quociente

Ao derivar a função na forma Q(x) = f(x)/g(x), queremos uma


fórmula para Q’ em função de f’ e de g’, supondo que Q seja
diferençável, poderemos usar a regra do produto para f(x) = Q(x)
g(x).

A derivada de um quociente é o denominador pela (vezes)


derivada do numerador menos o numerador pela (vezes) derivada
do denominador sobre (divididos) quadrado do denominador.

[ ]=

Ou seja, considere que f(x) seja o numerador da fração e g(x)


seja o denominador (diferente de zero).

Usando a notação linha (f/g)', pode-se escrever a mesma regra


de derivação do quociente de duas funções como:

Como foi apresentado para a regra do produto, observe como


é possível chegar a esse resultado ao usar a definição de derivadas.

122 U3 - Título da unidade


Exemplificando
Calcule a derivada da função y = x .
-1

Solução: Observe que essa função pode ser resolvida de duas formas:
uma considerando o expoente negativo e derivando pela regra da
potência; e a segunda considerando a regra do quociente de duas
funções, pois y = x-1 = 1/x, sendo 1 uma função (constante) e x outra.
Vamos ver como ficam os resultados executando as duas regras.

Aplicando a regra da potência, tem-se:

U3 - Título da unidade 123


Aplicando a regra do quociente, tem-se:

O resultado para ambas as regras é o mesmo: derivada de y = x-1


é y’ = -x-2 . Mas certamente você observou que é mais fácil resolver
uma derivada com a regra da potência do que com a regra do
quociente. Portanto, cada vez que precisar resolver a derivada de
um quociente, não vá direto à regra do quociente, tente primeiro
colocar a função de uma forma mais fácil para diferenciá-la.

Exemplificando

Determine a derivada da função y =

Vamos considerar f(x) = x² + x – 2 e g(x) = x³ + 6, o próximo passo


será substituir na fórmula:

124 U3 - Título da unidade


Pesquise mais
Para saber mais sobre a regra do produto e quociente, você pode acessar
o link: <http://ecalculo.if.usp.br/derivadas/regras_derivacao/regras_
derivacao.htm>. Acesso em: 29 jul. 2015. Nesta página você encontrará
exemplos sobre cada uma das propriedades. Vale a pena conferir!

Faça você mesmo

Calcule a derivada da função f(x)= .

O presente conteúdo desenvolveu a regra do produto e


quociente de derivadas. Vamos agora praticar? Chegou a hora de
aplicar os conteúdos aprendidos na resolução de problemas!

Sem medo de errar

Após o estudo de derivada, vamos resolver a situação-problema


apresentada a João? Vamos relembrar!

Uma companhia telefônica quer estimar o número de novas


linhas residenciais que deverá instalar em um dado mês. No início
de janeiro tinha 100.000 assinantes, cada um com 1,2 linhas, em
média. A companhia estimou o crescimento das assinaturas a
uma taxa mensal de 1.000. Pesquisando os assinantes existentes,
descobriu que cada um pretendia instalar uma média de 0,01
linha telefônica nova até o final daquele mês. Estime o número de
novas linhas que a companhia deverá instalar até o final de janeiro
calculando a taxa de crescimento das linhas no começo do mês.

Solução:

Seja s(t) o número de assinantes e n(t) o número de linhas


telefônicas por assinante em um instante t, sendo que t é medido
em meses e t = 0 corresponde ao início de janeiro. Então o número
total de linhas (L(t)) é dado pelo número de assinantes multiplicado
pelo número de linhas por assinante, ou seja, L(t) = s(t). n(t).

O problema pede para estimar o número de novas linhas que


a companhia deverá instalar até o final de janeiro calculando a

U3 - Título da unidade 125


taxa de crescimento das linhas no começo do mês, que consiste
em calcular o L’(0). Lembre-se de que a derivada é uma taxa de
variação num dado instante!

Dados do problema:

assinantes em janeiro ⇒ s(0) = 100.000

número de linhas por assinantes em janeiro ⇒ n(0) = 1,2

taxa de crescimento mensal de assinantes ⇒ s’(0) ≅ 1.000

taxa de crescimento de novas linhas por assinante ⇒ n’(0) =


0,01

Como a função L(t) = s(t).n(t) é o resultado do produto de duas


funções, sabemos que a derivada de L(t) pode ser calculada pela
regra do produto como:

L’(t) = s(t). n’(t) + s’(t). n(t).

Substituindo os dados na equação da derivada, tem-se:

L’(0) = s(0). n’(0) + s’(0). n(0)

L’(0) = 100000 x 0,01 + 1000 x 1,2

L’(0) = 1000+1200

L’(0) = 2200 ∴ A companhia precisou instalar aproximadamente


2200 novas linhas telefônicas no mês de janeiro.

Veja que nesse exemplo não havia uma função definida, mas
números estimados, e por isso foi possível resolver o problema.
Além disso, perceba que os dois termos que aparecem na regra do
produto vêm de fontes diferentes: os antigos e os novos assinantes.
Portanto, L’ é o resultado do número de assinantes existentes vezes
a taxa na qual eles ordenam novas linhas mais o número médio de
linhas por assinante vezes a taxa de crescimento dos assinantes.

126 U3 - Título da unidade


Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois compare-as com as de seus colegas.

Equação da reta tangente


1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à
de fundamentos
formação do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o estudo das funções na descrição de
aprendizagem fenômenos e situações.
3. Conteúdos
Regra do produto e do quociente.
relacionados

4. Descrição Encontre a equação da reta tangente e da reta


da Situação- normal ao gráfico de    no ponto de
Problema abscissa 2.

A equação da reta tangente à curva   no


ponto de abscissa 2 é dada por:

Observemos, inicialmente, que f(2)=10.


Para encontrar o coeficiente angular da reta no
ponto de abscissa x=2, temos:

5. Resolução Derivando o quociente, obtemos:


da Situação-
Problema

e, portanto,

Assim, a equação da reta tangente procurada é:

U3 - Título da unidade 127


Para encontrar a equação da reta normal à curva
no ponto (2,10), lembramos que ela é perpendicular
à reta tangente nesse ponto.  Logo, o coeficiente
angular da normal é o oposto do inverso do
coeficiente angular da reta tangente.
Assim a reta normal tem equação:

Faça valer a pena

1. Marque a alternativa que apresenta a derivada da função y = (1)/(5x – 3)


no ponto x = 1.

a) y’= 5/4.

b) y’= -4/5.

c) y’= -1.

d) y’= -4/5.

e) y’= -5/4.

2. Apresente o cálculo da derivada de f(x)= 3 e g(x)= + 2.

3. Apresente o cálculo da derivada de

4. Para simplificar ou facilitar o processo de derivação foram


desenvolvidas regras de diferenciação ou de derivação de diferentes tipos
de funções: polinomiais, racionais, algébricas, exponenciais, logarítmicas,
trigonométricas e inversas trigonométricas. Ao utilizar a regra de produto
derivação da função y = (2x-3). (x²- 5x), foi encontrada a derivação:

128 U3 - Título da unidade


a) 6x² - 26x + 15.

b) 12x²-26x+ 15.

c) 24x² - 26x.

d) 32x² - 26x.

e) 64x² - 26.

5. Quando queremos simplificar o processo de derivação de uma função


na forma Q(x) = f(x)/g(x), podemos usar a regra do produto para f(x) =
Q(x). g(x). Ao aplicar a fórmula do quociente da função y= , foi
encontrada a seguinte derivada:

a) y’=

b) y’ =

c) y’=

d) y’=

e) y’ =

6. A derivada da função f(x) = tx é:

a) t.

b) x.

c) tx.

d) 0.

e) 1.

U3 - Título da unidade 129


7. A derivada da função y = x-1 pode ser resolvida de duas formas: uma
considerando o expoente negativo e derivando pela regra da potência; e
a segunda considerando a regra do quociente de duas funções, pois y =
x-1 = 1/x, sendo 1 uma função (constante) e x outra. Assim, a alternativa
que contém a derivada da função y é:

a) y’= -x2.

b) y’= -x-2.

c) y’= 1.

d) y’= x-2.

e) y’= 0.

130 U3 - Título da unidade


Seção 3.2
Título da seção
Diálogo aberto
A partir de agora iremos ampliar nossos estudos sobre as regras
de derivação. Veremos, nesta seção, conhecimentos sobre regra da
cadeia, pois as regras de derivação discutidas na seção anterior não são
suficientes para calcularmos as derivadas de todas as funções na prática.

Vimos que o estudo das derivadas, além de proporcionar uma visão


sobre o comportamento da função num determinado instante, prevê
o entendimento e a correta aplicação das regras de derivação. É por
isso que o estudo do cálculo diferencial passa primeiro pelo estudo de
funções. Afinal, as regras de derivação devem ser usadas levando-se
em consideração o tipo de função a ser derivada, existindo, inclusive,
regras específicas para determinadas funções.

Vamos lá! Bons estudos!

Dica
A regra da cadeia é uma das regras mais utilizadas em cálculo,
especialmente quando se está trabalhando com funções trigonométricas,
exponenciais e logarítmicas, como será visto nas próximas seções.
Portanto, aproveite e aprofunde seus estudos!

Lembre-se
Nesta seção você aprenderá sobre a regra da cadeia que é usada
para diferenciar funções compostas. Mas isso não significa que toda
função composta só possa ser diferenciada pelo uso da regra da
cadeia – e isso você verificará na seção a seguir.

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no Convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

Suponha que um engenheiro da empresa tenha um carro


econômico que faça 20 km por litro de combustível. Sabe-se que

U3 - Título da unidade 131


a quilometragem que pode ser alcançada sem reabastecer é uma
função do número de litros que há no tanque de combustível.
Se cada litro de combustível custa 4 reais no posto favorito do
engenheiro, qual a quilometragem obtida por real gasto em
combustível? Considere que a quantidade de combustível
disponível no tanque é uma função da quantia de dinheiro gasto
no abastecimento.

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?
Conhecer e aplicar a regra da cadeia.

Não pode faltar!

Regra da Cadeia

Como já dissemos, as regras de derivação estudadas na seção


anterior não são suficientes para calcular as derivadas de todas as
funções que surgem na prática. Você, aluno, poderá certificar-se
desse fato tentando calcular a seguinte derivada da função
. Imagine também que para derivar a função y= (x8+ 7)20, você tivesse
que expandir essa potência binomial para obter um polinômio de grau
160. Esses e outros casos são resolvidos por meio da Regra da Cadeia.

Desse modo, o processo de derivação chamado Regra da


Cadeia é aplicado quando há a necessidade de derivar uma função
composta. Mas, afinal, você lembra o que é uma função composta?

Assimile

Como podemos derivar a função f(x)= ? Note que esta


função é considerada como função composta, e para desenvolver a
derivada precisaremos adotar alguns passos:

y = f(u) = e que u = g(x) = (x² + 1), que sabemos como derivar.

Agora poderemos escrever de maneira simplificada: y = f(u) = f(g(x)).

132 U3 - Título da unidade


Reflita
Sabemos que quando derivamos estamos encontrando a taxa de
variação de y em relação a x. Vamos considerar du/dx como a taxa de
variação de u em relação a x, dy/du como a taxa de variação de y em
relação a u.

Quando u variar duas vezes mais rápido que x e y variar três vezes mais
rápido que u, então, pela lógica, percebemos que y irá variar seis vezes
mais rápido que x.

Definição de Função Composta

Dadas duas funções f e g, a função composta f∘g (também


chamada de composição de f e g) é definida por (f∘g)(x) = f(g(x)).

O domínio de f∘g é o conjunto de todos os x no domínio de g


tais que g(x) está no domínio de f. Em outras palavras, (f∘g)(x) está
definida sempre que tanto g(x) quanto f(g(x)) estiverem definidas.

Em geral, f∘g ≠ g∘f. Lembre-se de que a notação f∘g significa


que a função g (interna) é aplicada primeiro e depois a função
externa (f) é aplicada. Verifique o exemplo a seguir.

Exemplificando
Considere f(x) = x2 e g(x) = x-3. Encontre as funções compostas f∘g e g∘f.

Solução:

Para f∘g então f(g(x)), logo, (f∘g)(x) = f(g(x)) = f(x-3)2 = (x-3)2.

Para g∘f então g(f(x)), logo, (g∘f)(x) = g(f(x)) = g(x2) = x2-3.

Observe que no primeiro caso (f bola g) a função resultante é obtida por


subtrair 3 de x para então elevar ao quadrado. No segundo, primeiro x é
elevado ao quadrado para então ser subtraído 3.

Definição da Regra da Cadeia

A regra da cadeia é a regra de derivação mais utilizada.


Usamos essa regra quando a função a ser derivada é resultante da
composição de outras funções. Dessa forma, a função composta
f(g(x)) com f sendo a função de fora e g a função de dentro. Ou
ainda,

U3 - Título da unidade 133


z = g(x) e y = f(z), logo y = f(g(x)).

Lembre-se: Quando falamos em derivadas, é imediato lembrar


que estamos tratando da taxa de variação num ponto. Em funções
compostas podemos verificar que uma pequena variação em
x, ∆x, gera uma pequena variação em z, ∆z, pois z=g(x), certo?
Continuando a análise na função composta, essa variação em z
gera uma pequena variação em y, ∆y, mais uma vez porque temos
y = f(z). Sendo ∆x≠0 e ∆y≠0, é possível escrever:

O que isso significa? Mostra a variação que ocorre em y com


relação à variação ocorrida em x. Mas como estamos trabalhando
com uma função composta, a variação que ocorre em x primeiro
afetará a função z para então afetar a função y. Além disso, essa
notação leva diretamente à regra da cadeia, afinal, como foi visto
nas seções anteriores, a derivada é a inclinação da reta tangente
num ponto, logo:

Temos então:

= .

= . , desde que os limites existam

= .

Isso é o mesmo que escrever:

= .

Quando a variação de z tende a zero, a variação de x também


tende a zero, portanto a função g é contínua.

A regra da cadeia diz que a derivada de uma função composta


é o produto das derivadas das funções de fora e de dentro,

134 U3 - Título da unidade


lembrando que a função de fora precisa ser calculada com a
função de dentro.

A regra de cadeia poderá ser representada pela expressão


matemática:

• [f(g(x))]’ = f’(z).g’(x) notação de linha.

• = . notação de Leibniz.

Atenção
A regra da potência combinada com a Regra da Cadeia:

Se n for qualquer número real e u=g(x) for derivável, então:

Assim temos:

Exemplificando
Determine a derivada da função y = (x² + 2)100

Vamos considerar:

f(x) = (x² + 2)100 e a sua derivada f(u) = u100

g(x) = x² + 2 e a sua derivada g’(x) = 2x

Aplicando a Regra de Cadeia, teremos:

(f.g)’(x) = f’(g(x)).g’(x)

(f.g)’(x) = 100(x² +2)99. 2x

(f.g)’(x) = 200x (x² +2)99

Exemplificando
Determine a derivada da função y = e(2x² -1)

Vamos considerar:

U3 - Título da unidade 135


f(x) = e(2x² -1) a sua derivada f(u) = eu

g(x) = 2x² - 1 e a sua derivada g’(x) = 4x

Aplicando a Regra de Cadeia, teremos:

(f.g)’(x) = f’(g(x)).g’(x)

(f.g)’(x) = e(2x² -1). 4x

(f.g)’(x) = 4xe(2x² -1)

Exemplificando
Considere o sistema de rodas dentadas indicado na Figura 3.1. Quando
a engrenagem A dá x voltas completas, a B dá u voltas e a C dá y voltas.
Comparando as circunferências ou contando os dentes, nota-se que y
= u/2 (C dá meia volta a cada volta inteira de B) e u = 3x (B dá 3 voltas a
cada volta inteira de A). Calcule a variação de y com relação a x, ou seja,
quanto varia a engrenagem C com relação à engrenagem A.
Figura 3.1 | Diagrama de rodas dentadas

Fonte: Extraído de Weir (2009, p. 188).

Solução 1 - regra da cadeia:

136 U3 - Título da unidade


Solução 2 – cálculo da função:

Ao considerar que a derivada é uma taxa de variação, é possível observar


que essa relação da derivada encontrada é razoável, pois se y = f(u) varia
com a metade da rapidez de u, e u = g(x) varia três vezes mais rápido que
x, espera-se que y varie 3/2 mais rápido que x.

Exemplificando

Encontre f'(u) se f(u) = .

Solução:

f'(u)= u-1/2 = e g'(x)= 2x

F'(x)= f'(g(x)). g'(x)

= . 2x

Lembre-se: É importante você simplificar a função a ser derivada


toda vez que for possível, pois nem sempre apenas a regra da
cadeia resolve a derivada - outras técnicas podem ser utilizadas,
deixando o processo mais simples.

Pesquise mais
Para saber mais sobre Função Composta e Regra da Cadeia, você
pode acessar os links abaixo:

 Boa explicação sobre funções compostas, utiliza exemplos


simples. Disponível em: <http://www.matematicadidatica.com.br/
FuncaoComposta.aspx>. Acesso em: 12 jun. 2015.

U3 - Título da unidade 137


 Videoaula com boa explicação sobre a Regra da Cadeia. Disponível
em: <https://www.youtube.com/watch?v=IQitdam5vi8&index=14
&list=PL918074FE0AD0458B>. Acesso em: 12 jun. 2015.

Vale a pena conferir!

Faça você mesmo

Encontre f'(x) se f(x) = .

Sem medo de errar

Após o estudo da Regra da Cadeia, vamos resolver a situação-


problema apresentada a João? Vamos relembrar!

Suponha que um engenheiro da empresa tenha um carro


econômico que faça 20 km por litro de combustível. Se cada litro
de combustível custa 4 reais no posto favorito do engenheiro, qual
a quilometragem obtida por real gasto em combustível? Considere
que a quantidade de combustível disponível no tanque é uma função
da quantia de dinheiro gasto no abastecimento.

Solução:

 Sabe-se que a quilometragem que pode ser alcançada sem


reabastecer é uma função do número de litros que há no tanque
de combustível. Em símbolos, se y for o número de quilômetros
que pode ser alcançado e u for o número de litros de combustível
disponíveis, então y é uma função de u, ou y= f(u).

 Considerando que a quantidade de combustível disponível


no tanque é uma função da quantia de dinheiro gasto
no abastecimento, se x for o número de reais pagos no
abastecimento, então u=g(x).


20 quilômetros por litro é a taxa de variação da quilometragem em

relação ao combustível gasto, logo: f'(u) = = 20 quilômetros

por litro.

138 U3 - Título da unidade



Como o combustível custa 4 reais por litro, cada real fornece ¼
de litro de combustível, e g'(x) = = litro por real.


O número de quilômetros que pode ser percorrido também
é uma função do número de reais que foram gastos com
combustível. Assim, temos: y=f(u)= f(g(x)).


A quilometragem obtida por real gasto em combustível é .

Logo, temos que: = . substituindo, temos: .

= = 5 km por real

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus
conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente
de trabalho. Realize as atividades e depois compare-as com as de seus
colegas.
Epidemia
1. Competência de Conhecer os fundamentos de cálculo
fundamentos de necessários à formação do profissional da área
área de exatas.
2. Objetivos de Aplicar o estudo da regra da cadeia na descrição
aprendizagem de fenômenos e situações.
3. Conteúdos
Regra da Cadeia.
relacionados
Uma cidade x é atingida por uma moléstia
epidêmica. Os setores de saúde calculam que
4. Descrição da o número de pessoas atingidas pela moléstia
Situação-Problema depois de um tempo t (medido em dias a partir do
primeiro dia da epidemia) é, aproximadamente,
dado por:

U3 - Título da unidade 139


N(t)= 64(t2+1)2 - + .
4. Descrição da
Situação-Problema
Qual é a função que descreve a taxa de
variação com que essa epidemia cresce em
função dos dias?

N’(t) = 64.2(t2+1).2t – .1+ . (t+1)-1/3.1


5. Resolução da
Situação-Problema
N’(t) = 256t(t2+1) – (t+1)2 +

Faça valer a pena

1. Marque a alternativa que apresenta a derivada da função y = √10x + 6:


a) .

b) .

c) .

d) .

e) .

2. Dadas as funções f(x) = x4 e g(x) = 2x - 1, marque a alternativa correta


que apresenta y = f(g(x)) e y’, respectivamente:
a) y = (2x -1)3 e y’= 4(2x-1)3.
b) y = (2x -1)4 e y’= 8(2x-1)3.
c) y = (2x -1)3 e y’= 8(2x-1)3.
d) y = (2x -1)4 e y’= 4(2x-1)3.

140 U3 - Título da unidade


e) y = (2x -1)2 e y’= 2(2x-1)3.

3. Calcule, pela regra da cadeia, a derivada de y = (5x3-x4)7:

4. (WEIR, 2009, p. 192) Mostre que o coeficiente angular de qualquer reta


tangente à curva y = 1/(1-2x)3 é positivo:

5. O desenvolvimento da Regra de Cadeia foi considerado pelos


matemáticos um método simples para realizar derivações de funções
compostas, o que facilita ainda mais a análise e entendimento das taxas
de variações. Ao aplicar a regra de cadeia na função composta f(x) = e3x
foi encontrada derivada igual a:
a) 9e2x.
b) 3.e3x.
c) e3x.
d) e2x.
e) ex.

6. Complete a afirmativa com a alternativa correta:


A regra da cadeia afirma que a derivada composta de duas funções
é a derivada da função de _____________calculada na função de
_________________vezes a derivada da função de_________________.
a) de fora; de dentro; de dentro.
b) de dentro; de fora; de dentro.
c) de fora; de fora; de dentro.
d) de dentro; de dentro; de fora.
e) de fora; de fora; de fora.

7. Encontre o coeficiente angular da reta tangente à curva x= y2-4y nos


pontos onde a curva cruza o eixo y:

U3 - Título da unidade 141


Seção 3.3
Derivada exponencial e logarítmica
Diálogo aberto

Nesta seção você irá aprender a derivar as funções exponenciais


e logarítmicas.

Vale lembrar que os logaritmos e exponenciais são


extremamente úteis para resolver problemas que ocorrem em
situações diversas, como na economia, previsão de enchentes,
crescimento populacional, abalos sísmicos, entre várias outras.
Portanto, o estudo dessas funções é muito importante e aparece
em diversas análises que um engenheiro, por exemplo, precisa
fazer. Agora observe que saber derivar as funções é fundamental
em engenharia, afinal, em quantas situações um engenheiro não
precisa encontrar a taxa de variação instantânea? Então aproveite
a oportunidade e aprofunde seus conhecimentos! Bons estudos!

Dica
Este livro apresenta um bom conteúdo sobre o assunto, sendo
importante referência para o estudo e concretização do aprendizado.
Avalie seu aprendizado e faça as atividades propostas!

Lembre-se
Lembre-se de que os logaritmos são as funções inversas das funções
exponenciais e é por isso que suas derivadas “chamam” umas às outras.

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no Convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

Considere uma população de bactérias em um meio nutriente


homogêneo. Suponha que tomando amostras da população
em certos intervalos, determina-se que ela duplica a cada hora.
Considere que a população inicial é de n0= 100 bactérias, qual é a
taxa de crescimento depois de 4 horas?

142 U3 - Título da unidade


Fonte: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI320284-17579,00-
EM+DEFESA+DAS+BACTERIAS.html>. Acesso em: 29 jul. 2015.

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?
Conhecer e calcular derivada de funções exponenciais e logarítmicas.

Não pode faltar

Derivada de Função Logarítmica

Segundo Anton et al. (2007), estabelece-se que f(x) = ln x


é diferenciável para x > 0 (ou seja, possui derivada em todos os
pontos de x > 0). Para calcular o limite resultante, considera-se o
fato de que a função ln x é contínua em x > 0 (isto é, para cada
valor de x existe um valor de y = ln x correspondente) e o limite a
seguir:

Dessa forma, aplicando-se a definição de derivada a partir de


limites, tem-se:

U3 - Título da unidade 143


Assimile
A derivada do logaritmo natural é dada por:

Desse resultado segue que a derivada do logaritmo é dada por:

Exemplificando

Calcule a derivada da função y=ln (x2+1).

Solução: Para resolver essa derivada será necessário usar a Regra da


Cadeia estudada na seção anterior. Então vamos escrever a função y
em termos de uma função composta:

Dessa construção podemos dizer que y = f(g(x)), sendo


z=g(x) e y= f(z) e a derivada pela regra da cadeia é:

144 U3 - Título da unidade


Derivada de função exponencial

A derivada da função f(x) = ax pode ser definida de algumas


formas. Observe como fica ao escrever x como logaritmo.

No caso especial em que a base “a” é igual a “e” (a = e), e


sabendo-se que ln e = 1, então a derivada de f(x) = ex é f’(x) = ex.1
= ex.

Outra forma de verificar a derivada de f(x) = ax é usar a definição


de derivada usando limites. Tem-se, então:

U3 - Título da unidade 145


Reflita
A função exponencial f(x)= ex tem a propriedade de ser sua própria
derivada. O significado geométrico desse fato é que a inclinação da reta
tangente à curva y=ex é igual à coordenada y do ponto (STEWART, 2013).

Derivada da função exponencial composta:


Se u(x) é uma função derivável, aplicando a regra da cadeia
podemos generalizar as proposições:
i) y= au (a>0, a≠1) →y'=au. lna. u'
ii) y=eu → y'= eu. u'
iii) y= loga u → y'= loga e
iv) y= lnu →y'=
v) y= uv →y'= v.uv-1.u'+uv.lnu.v', u>0.

Exemplificando
Calcule a derivada da função y=(1/2)√x.

Solução: Para resolver essa derivada será necessário usar a Regra


da Cadeia, como ocorreu no Exemplo 1. Então, vamos separar as
funções menores que compõem a função y.

146 U3 - Título da unidade


Substituindo os valores na fórmula da Regra da Cadeia:

Faça você mesmo


Calcule f'(0), se f(x)= e-x.cos3x.

Vocabulário
Inversa: proposição em que os termos se apresentam de modo inverso
(virado no sentido contrário).

U3 - Título da unidade 147


Pesquise mais
Página que apresenta a teoria e exercícios sobre as derivadas de
funções exponenciais e logarítmicas. Disponível em: <http://www.
somatematica.com.br/superior/logexp/logexp9.php>. Acesso em: 14
de out. 2014.

Sem medo de errar


Após o estudo de derivada, vamos resolver a situação-problema
apresentada a João? Vamos relembrar!

Considere uma população de bactérias em um meio nutriente


homogêneo. Suponha que tomando amostras da população
em certos intervalos, determina-se que ela duplica a cada hora.
Considere que a população inicial é de n0= 100 bactérias, qual é a
taxa de crescimento depois de 4 horas?

Solução:

Se a população inicial for n0 e o tempo for medido em horas,


então

f(1)= 2 f(0)= 2 n0

f(2)= 2 f(1)= 22n0

f(3)= 2 f(2) = 23n0

e em geral, a função da população é n= n0 2t.

Portanto, a taxa de crescimento da população de bactérias no


tempo t é:

= (n02t) = n02tln2

Considerando a população n0=100 bactérias, a taxa de


crescimento depois de 4 horas será de:

t=4
= 100. 24 ln2 = 1600 ln2 ≈ 1.109

Assim, depois de 4 horas, a população de bactérias está crescendo


a uma taxa de aproximadamente 1.109 bactérias por hora.

148 U3 - Título da unidade


Atenção
Você pode rever os conceitos de função exponencial e logarítmica
apresentados no livro didático para lembrar algumas propriedades e
regras. Veja também o link: <http://www.infoescola.com/matematica/
definicao-e-propriedades-dos-logaritmos/>. Acesso em: 29 jul. 2015.

Lembre-se
Podemos dizer que se f(x)=aX, então sua derivada será f′(x)=ax⋅ ln(a).
Mas se fizermos a=e, obtemos:
f′(x)=ex⋅ ln(e)= ex .1= ex

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus
conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente
de trabalho. Realize as atividades e depois compare-as com as de seus
colegas.
Boato
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à
de fundamentos
formação do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar conceitos das derivadas exponenciais e
aprendizagem logarítmicas.
3. Conteúdos
Derivadas exponenciais e logarítmicas.
relacionados
Sob certas circunstâncias, um boato se propaga de

4. Descrição acordo com a equação p(t)= 1+ , onde p(t) é


da Situação- a proporção
Problema
da população que já ouviu o boato no tempo t e a e
k são constantes positivas.
Qual a taxa de espalhamento do boato?

U3 - Título da unidade 149


p’(t)= 1+ utilizando a regra da cadeia
5. Resolução
teremos:
da Situação-
Problema
p’(t)=

Lembre-se
Usamos esta regra quando a função a ser derivada é resultante da
composição de outras funções. Assim temos:

Faça você mesmo

Encontre uma equação da reta tangente à curva y= no


ponto (1, ½ e).

Faça valer a pena

1. Determine a derivada de

2. Calcule a derivada de f(x) = log3(x2-5).

3. Em que ponto da curva y=ex sua reta tangente é paralela à reta y=2x?

a) (ln2, 2).

b) (2, ln2).

c) (x, lnx).

d) (lnx, x).

e) (e, ln2).

4. Uma reta cujo coeficiente angular m passa pela origem é tangente à


curva y=lnx. Qual é o valor de m?

150 U3 - Título da unidade


a) 1/e.

b) e.

c) 1.

d) 0.

e) 1e.

5. Dada a função f(x) = loga x = , marque a alternativa correta que


apresenta a derivada f'(x):

a) u. ln a.

b) 1/x. ln a.

c) ln a.

d) a/ ln x.

e) x/ ln a.

6. Marque a alternativa correta:

a) 3x = 3. ln3.

b) e3x = e3x.

c) log3 x= .

d) x.log x = e. log (e.x).

e) x2.log5 x = log5 (e.x2)x.

7. Considerando f(x)= x4 – lnx o valor de f'(1) será:

a) 3. b) 2. c) 4. d) 1. e) ¼.

U3 - Título da unidade 151


Seção 3.4
Derivadas trigonométricas e derivadas sucessivas
Diálogo aberto

As funções trigonométricas são usadas em modelos de fenômenos


do mundo real. Em particular: as vibrações, ondas, movimentos
elásticos e outras grandezas que variem de maneira periódica podem
ser descritos utilizando-se as funções trigonométricas.

Assim, nesta unidade de ensino iremos enfatizar o estudo da derivada


das funções trigonométricas e também das derivadas sucessivas.
Apresentaremos os seus conceitos e aplicações. Então aproveite a
oportunidade e aprofunde seus conhecimentos! Bons estudos!

Dica
O livro didático da disciplina apresenta um bom conteúdo sobre o
assunto, sendo importante referência para o estudo e concretização do
aprendizado. Avalie seu aprendizado e faça as atividades propostas!

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no Convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

Um engenheiro está desenvolvendo um projeto. Para tanto,


pendura um peso em uma mola que é puxado para baixo a 5
unidades da posição de repouso e liberado no instante t=0 para
que a oscile para cima e para baixo. Sabe-se que a posição do peso
em qualquer instante t posterior é:

s= 5 cos t

Para realização do projeto o engenheiro precisa saber quais são


a velocidade e a aceleração do peso no instante t. E agora, como
João poderá resolver esse problema? Ajude-o a encontrar a veloci-
dade e a aceleração do peso no instante t.

152 U3 - Título da unidade


Fonte: <http://efisica.if.usp.br/mecanica/ensinomedio/elasticidade/experimento/>. Acesso em:
29 jul. 2015.

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Conhecer e calcular derivada de funções exponenciais e


logarítmicas.

Não pode faltar

Derivada das Funções Trigonométricas: sen x e cos x

Quando falamos sobre a função f definida para todo número


real x por f(x)= sen x, entende-se que sen x significa o seno do
ângulo cuja medida em radianos é x. Uma convenção similar é
adotada para as outras funções trigonométricas cos, tg, cossec,
sec e cotg.

Todas as funções trigonométricas são contínuas em todo


número em seus domínios.

Para calcular a derivada da função sen x, com x medido em


radianos, vamos precisar das definições dos limites a seguir.

Se y= sen x, então y’= cos x.

y’= lim∆x→0

Aplicando a fórmula trigonométrica

sen p- sen q= 2 sen .cos .

Então,

U3 - Título da unidade 153


y’=

y’=

y’=lim∆x→0 .
lim∆x→0

=1.cos x

= cos x

Assimile
De forma análoga é possível chegar à derivada da função

y = cos x é y'= - sem x.

Desse modo, a derivada para a função y = sen x é y’ = cos x.

Derivada das demais Funções Trigonométricas

Como as demais funções trigonométricas são definidas a


partir do seno e cosseno, podemos usar as regras de derivação
para encontrar suas derivadas. Todas essas fórmulas podem ser
demonstradas através da utilização da definição de derivadas ou
podem ser demonstradas por meio das regras do produto ou do
quociente, aplicando as regras às relações:

tg x = ; cotg x = ; sec x = ; cossec x =

Exemplificando

Se y= tg x= , então y'=sec2x.

Usando a regra do quociente, obtemos:

y'=

154 U3 - Título da unidade


=

= = = sec2x

De modo análogo, podemos encontrar:

Função Derivada
y= cotg x y’= - cosec2x
y= sec x y’= sec x. tg x
y= cosec x y’= - cossec x. cotg x

Usando a regra da cadeia, obtemos as formas gerais das derivadas.

Função Derivada
y= senx y= cos x. x’
y= cosx y= -sem x. x’
y= tgx y = sec2x. x’
y= cotgx y= -cossec2x. x’
y= cotgx y’= -cosec2x
y= secx y’= sec x. tg x. x’
y= cosecx Y’= -cossec x. cotg x. x’

Derivadas Sucessivas

A derivada é considerada como função, por isso é possível


considerar a sua derivada. Para uma função f, a derivada da sua
derivada é chamada “Derivada Segunda” e denotada por f”, que

pode ser lida como “f duas linhas”. Para representar a derivada

segunda, poderemos utilizar a notação: , que representa o

mesmo que .( ).

A derivada de uma função indica a ocorrência de variações em


um certo intervalo e se este está apresentando um crescimento ou
decrescimento:

U3 - Título da unidade 155


• Quando f’ for maior que zero em um certo intervalo, então f
será crescente neste intervalo.

• Quando f’ for menor que zero em um certo intervalo, então


f será decrescente neste intervalo.

E para a derivada segunda dessa função, o crescimento ou


decrescimento seguirá a mesma tendência da primeira
derivada, ou seja:

• Quando f” for maior que zero em um certo intervalo, então f’


será crescente neste intervalo.

• Quando f” for menor que zero em um certo intervalo, então


f’ será decrescente neste intervalo.

Reflita
A derivada de uma função representa a taxa de variação, então a derivada
segunda será a taxa da variação da variação. Quando a derivada segunda
é positiva, a sua taxa de variação de f será crescente e quando a derivada
segunda é negativa, a sua taxa de derivação será decrescente.

Exemplificando
Se f(x)= 4x2 +7x +1, então

f'(x) = 8x + 7

f"(x)= 8

Se f" é uma função derivável, sua derivada, representada por


f’’’(x), é chamada derivada terceira de f(x). A derivada de ordem n ou
n-ésima derivada de f, representada por f(n)(x), é obtida derivando-
se a derivada de ordem n-1 de f.

Exemplificando
Se f(x)= 2x5 +3 x2, então

f’(x) = 10x4 + 6x

f’’(x) = 40x3 + 6

156 U3 - Título da unidade


f’’’(x)= 120x2

f(4) (x) = 240x

f(5) (x)= 240

Pesquise mais
Para ampliar seus estudos sobre derivadas, veja o material que apresenta
o conceito e exercícios resolvidos sobre esse tema em: <http://wp.ufpel.
edu.br/kiesow/files/2012/11/aulas-parte2.pdf>. Acesso em: 29 jun. 2015.

Faça você mesmo

Derive y=

Sem medo de errar

Após o estudo de derivada, vamos resolver a situação-problema


apresentada a João? Vamos relembrar!

Um engenheiro está desenvolvendo um projeto. Para tanto,


pendura um peso em uma mola que é puxado para baixo a 5
unidades da posição de repouso e liberado no instante t=0 para
que a oscile para cima e para baixo. Sabe-se que a posição do peso
em qualquer instante t posterior é:

s= 5 cos t

Para realização do projeto o engenheiro precisa saber quais são


a velocidade e a aceleração do peso no instante t.

Solução:

Temos:

Posição s= 5cos t

Velocidade: v= = = - 5 sen t

U3 - Título da unidade 157


Aceleração: a= = (- 5 sen t)= -5 cos t

Atenção
• Com o passar do tempo, o peso se desloca para cima e para baixo
entre s= -5 e s= 5 no eixo s. A amplitude do movimento é 5. O
período do movimento é 2π, o período da função cosseno.

• A velocidade v= -5 sen t atinge sua maior magnitude, 5, quando cos


t=0. Assim, o módulo da velocidade do peso |v|= 5 |sen t|, é o máximo
quando cos t=0, isto é, quando sen t=0. Isso ocorre quando s= 5
cos t, t= ±5, nas extremidades do intervalo do movimento (THOMAS,
2012).

Lembre-se
• O valor da aceleração é sempre o oposto exato do valor da posição.
Quando o peso está acima da posição de repouso, a gravidade o
puxa para baixo, quando o peso está abaixo, a mola o puxa para cima.

• A aceleração, a= -5 cos t, é zero na posição de repouso, em que cos


t=0 e a força da gravidade anula a força da mola. Quando o peso está
em qualquer outro lugar, as duas forças são desiguais e a aceleração é
diferente de zero. A aceleração é máxima em magnitude nos pontos
mais distantes da posição de repouso, em que cos t= ± 1 (THOMAS,
2012).

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus
conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente
de trabalho. Realize as atividades e depois compare-as com as de seus
colegas.
Velocidade e Aceleração
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à
de fundamentos
formação do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar conceitos das derivadas trigonométricas e
aprendizagem sucessivas.

158 U3 - Título da unidade


3. Conteúdos
Derivada trigonométrica e sucessiva.
relacionados
Um corpo em uma mola vibra horizontalmente sobre
uma superfície lisa. Sua equação de movimento
é x(t)= 8 sen t, onde t está em segundos e x, em
centímetros. Encontre a velocidade e a aceleração

do corpo na posição de equilíbrio t= .

4. Descrição da
SP

Fonte: <http://www.alunosonline.com.br/fisica/forca-elastica.
html>. Acesso em: 29 jul. 2015.

5. Resolução da v’(2π/3)= 8 cos (2π/3) = -4


SP a’(2π/3)= - 8 sen (2π/3)= -4

Faça você mesmo


Encontre uma equação da reta tangente à curva y= 2x sen x no ponto
( , π).

Faça valer a pena

1. Para a função y = sen (x2) marque a alternativa que mostra a derivada


dessa função:

a) y’ = 2 sen x.

b) y’ = -2 cos (x).

c) y’ = 2x cos (x2).

U3 - Título da unidade 159


d) y’ = x cos (x2).

e) y’ = 2x cos (x).

2. Para a função y = cos (x2+2x-1) – 3 sen (x) marque a alternativa que


mostra a derivada dessa função:

a) y’ = (-2x-2).cos(x2+2x-1)-3 cos (x).

b) y’ = (-2x-2).sen(x2+2x-1)-3 cos (x).

c) y’ = (-2x-2).sen(x2+2x-1)-3 sen (x).

d) y’ = (2x+2).sen(x2+2x-1)-3 cos (x).

e) y’ = (2x+2).cos(x2+2x-1)-3 cos (x).

3. Mostre que a derivada de y = tg(x) é y’ = sec2(x). Dica: use a relação

tg(x)= .

O enunciado abaixo refere-se às questões 4 e 5:

Um problema que envolve taxas de variação de variáveis relacionadas é


denominado de problema de taxas relacionadas, assim a taxa de variação
de x em relação ao tempo é expressa por dx/dt. Uma função é usada
para expressar o deslocamento de uma partícula em movimento retilíneo
através da função: x(t) = 7,8 + 9,2t – 2,1t³.

4. A velocidade dessa partícula no instante t = 1s é:

a) 2,9 m/s.

b) 1,9 m/s.

c) 5 m/s.

d) 2 m/s.

e) 1 m/s.

160 U3 - Título da unidade


5. A taxa de aceleração para t = 1s será:

a) 12,6 m/s2.

b) -12,6 m/s2.

c) 10 m/s2.

d) 2,6 m/s2.

e) -2,6 m/s2.

6. Se f(x)= 3x4- 2x3+ x2 - 4x +2, então f'(4) será igual a:

a) 0.

b) 72.

c) 1.

d) 72x-12.

e) 36x2 -12x + 2.

7. Suponha que uma massa presa na ponta de uma mola seja espichada 3
cm além de seu ponto de repouso e largada no instante t=0. Supondo que
a função posição do topo da massa presa à mola seja s=- 3 cos t, onde
s está em centímetros e t em segundos, encontre a função velocidade e
discuta o movimento dessa massa (ANTON et al., 2007):

U3 - Título da unidade 161


Referências
ANTON, Howard. Cálculo. v. I, 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.

HUGHES-HALLETT, Deborah. Cálculo de uma variável. Rio de Janeiro: LTC - Livros


Técnicos e Científicos, 2009. PLT 178.

Referências Complementares:

ANTON, Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen. Cálculo. 8. ed. São Paulo: Bookman,
2007. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=Bk_HEUqubpIC&p
rintsec=frontcover&dq=c%C3%A1lculo+i&hl=ptR&sa=X&ei=UImDU9bcBPDJsQ
T2w4DgDA&ved=0CC4Q6AEwAA#v=onepage&q=c%C3%A1lculo%20i&f=false>.
Acesso em: 3 mar. 2015.

ÁVILA, Geraldo Severo de Souza; ARAÚJO, Luís Cláudio Lopes de. Cálculo: ilustrado,
prático e descomplicado.  São Paulo: LTC, 2012. Disponível em: <http://online.
minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-2128-7>. Acesso em: 3 mar. 2015.

HOFFMANN, Laurence D.; BRADLEY, Gerald L.  Cálculo: um curso moderno e


suas aplicações: tópicos avançados. 10. ed. São Paulo: LTC, 2010. Disponível em:
<http://online.minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-2666-4/epubcfi/6/2>.
Acesso em: 3 mar. 2015.

HUGHES-HALLET, Deborah; MCCALLUM, William G.; GLEASON, Andrew M. et


al. Cálculo – A: uma e a várias variáveis. v 1, 5. ed. São Paulo: LTC, 2011. Disponível
em: <http://online.minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-1955-0>. Acesso
em: 3 mar. 2015.

MALTA, Iaci; PESCO, Sinésio; LOPES. Hélio. Cálculo de uma variável. v. II, 3. ed.
Rio de Janeiro: PUC-RIO, 2007. Vol. II. Disponível em: <http://books.google.com.
br/books?id=MbxCf9v3z78C&printsec=frontcover&dq=c%C3%A1lculo&hl=pt-
BR&sa=X&ei=IJyDU-fBHrjfsASI2ILoDw&ved=0CEcQ6AEwBA#v=onepage&q=c%C
3%A1lculo&f=false>. Acesso em: 3 mar. 2015.

MUROLO, Afrânio Carlos; BONETTO, Giácomo. Matemática aplicada à administração,


economia e contabilidade. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

STEWART, J. Cálculo I. 5. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008.

162 U3 - Título da unidade


Unidade 4

Otimização da derivada

Convite ao estudo
Na unidade anterior você aprendeu algumas regras de
derivação, como derivada do produto e quociente; regra
da cadeia; derivada logarítmica e exponencial e derivadas
trigonométricas.

Nesta unidade iremos ampliar nosso conhecimento sobre


derivadas implícitas, taxas relacionadas, Máximos e Mínimos e
otimização.

Vimos que a derivada de uma função é utilizada para diversas


finalidades, vamos explorar mais algumas nesta unidade.
Entre as numerosas aplicações das derivadas podemos citar
problemas relacionados a: tempo, pressão, volume, área,
temperatura, custo, consumo de gasolina, ou seja, qualquer
quantidade que possa ser representada por uma função.
Vamos colocar em prática esses conceitos que aprendemos
até então?

Aperfeiçoe-se! Bons estudos! A partir deste estudo você irá:

Competência a ser desenvolvida:

Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à


formação do profissional da área de exatas.

Objetivos:

• Conhecer as regras de derivada implícita, taxa de


variação, máximos e mínimos e otimização.

• Conhecer e aplicar esses conhecimentos de derivada


na descrição de fenômenos e situações-problema.

U4 - Título da unidade 163


Para auxiliar no desenvolvimento da competência acima e
atender aos objetivos específicos do tema em questão, vamos
relembrar a situação hipotética apresentada nas unidades 1, 2
e 3. Esta situação visa aproximar os conteúdos teóricos com a
prática. Vamos relembrar!

João acabou de concluir o Ensino Médio e irá participar


de um processo seletivo de uma empresa multinacional para
trabalhar como estagiário. Para tanto, precisa realizar um
teste para mostrar que é capaz de compreender e resolver
problemas ligados ao nosso cotidiano. A empresa entende
que o profissional, dependendo de sua qualificação, pode
atuar em diversas áreas. Em todas elas, a facilidade em lidar
com a matemática é fundamental, principalmente no que diz
respeito ao estudo - agora - de derivadas. Portanto, João terá
que resolver situações-problema que tratam de entender a
interdependência de várias coisas ao nosso redor, das mais
simples às mais complexas, como valor de despesas de uma
família, número de indivíduos de uma população, cálculo de
velocidade e aceleração, volume, área. etc.

164 U4 - Título da unidade


Seção 4.1
Derivada implícita e taxa relacionada
Diálogo aberto

Olá, aluno! Vamos para mais uma seção de autoestudo sobre


derivadas?

No tema anterior ampliamos nosso conhecimento sobre


derivadas trigonométricas e derivadas sucessivas. Nesta seção iremos
aprender agora sobre derivadas implícitas e taxas relacionadas.

O estudo sobre as derivadas das funções é fundamental para a


compreensão do comportamento das mesmas e está relacionado
com muitas áreas do conhecimento. A aplicação das derivadas é
extensa, possui complexidade que varia de acordo com o problema
em estudo e pode ser muito útil na vida profissional de um
engenheiro. Nesse tema a aplicação de derivadas será focada na
aplicação de taxas relacionadas – quando uma grandeza varia em
relação à variação de outra e na aplicação de derivadas implícitas.
Vamos aprender o conceito de funções implícitas, aquelas que não
apresentam a variável dependente da forma tradicional (y = f(x)), e
mostrar como derivá-las além da sua conexão com problemas das
taxas relacionadas.

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

Um radar da polícia rodoviária está colocado atrás de uma árvore


que fica a 12 metros de uma rodovia, que segue em linha reta por
um longo trecho. A 16 metros do ponto da rodovia mais próximo
do radar da polícia está um telefone de emergência. O policial mira
o canhão do radar no telefone de emergência. Um carro passa pelo
telefone e, naquele momento, o radar indica que a distância entre o
policial e o carro está aumentando a uma taxa de 70 km/h. O limite
de velocidade naquele trecho da rodovia é de 80 km/h. O policial
deve ou não multar o motorista?

U4 - Título da unidade 165


x= 12 metros
radar

Z y

telefone

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?
Conceito e aplicação de derivada implícita e de taxa de variação.

Não pode faltar!

Funções Implícitas

As funções implícitas são aquelas em que as variáveis x e y são


apresentadas juntas, no mesmo lado da equação. Ou seja, quando
a função é escrita como y = f(x) ela é explícita, pois fica claro que
a variável y pode ser calculada em função do valor da variável x.
Agora, quando a função é dita implícita, significa que a variável
y não é apresentada explicitamente em função de x. Observe a
função apresentada a seguir, que é uma função implícita de x.

x2+y2=4

Essa é a equação da circunferência de raio igual a 2. Dessa


forma, para um mesmo valor de x é possível encontrar dois valores
correspondentes para y, correto? Mas isso seria possível para uma
função? Para evitar problemas de definição, considere isolar a
variável y e veja que o resultado será uma raiz quadrada, ou seja:

Ou seja, a função positiva representa a metade de cima do eixo


x do círculo e a parte negativa a metade que está abaixo do eixo x
(Figura 4.1).

166 U4 - Título da unidade


Figura 4.1 | Representação gráfica de x2 + y2= 4

Fonte: Hughes-Halett; McCallum; Gleason (2011, p. 120).

Nem todas as funções definidas implicitamente são deriváveis


em todos os pontos do seu domínio. Em um curso de Cálculo
avançado se estudam condições que garantem quando uma
função definida implicitamente é derivável. Aqui, procederemos
como se as funções definidas implicitamente fossem deriváveis em
quase todos os pontos de seu domínio. Admitindo que a função
y = f(x), definida implicitamente pela equação F (x, y) = 0, seja
derivável, podemos calcular a derivada dy/dx sem ser necessário
primeiro resolver a equação y= f(x).

E como é possível derivar uma função implícita?

Para derivar essa equação da circunferência com relação a x,


devemos aplicar a derivada a todas as parcelas, lembrando que y2
é uma função com relação a x, logo, para resolver essa derivada
será necessário usar a Regra da Cadeia.

Derivando a equação x2+y2=4 , teremos:

isolando , temos:

U4 - Título da unidade 167


Assimile

A partir da Regra da Cadeia deveríamos derivar


, a fórmula é
mais conhecida como , no entanto, pode
ser reescrita
da seguinte forma Isto é, a
derivada de uma
função em relação a x é a derivada dessa função em
relação a outra
variável vezes a derivada dessa variável qualquer em
relação a x.

Voltando à Figura 4.1, observe que ao calcular a derivada da


equação do círculo, obtivemos a inclinação da curva em todos
os pontos, exceto em (2, 0) e (-2, 0), locais da função em que
a tangente é vertical. Em geral, esse processo de diferenciação
implícita nos leva a uma derivada sempre que não houver uma
indeterminação, como, por exemplo, um zero no denominador.

Reflita
Mas, e se essa função fosse uma superfície circular, uma esfera, como
determinar a taxa de variação no ponto x = 2? Pare um minuto e pense
a esse respeito.

Exemplificando

Encontre se x3 + y3 = 6xy (STEWART, 2011).

Vamos utilizar agora a notação de linha para resolver a derivada y´.

Derivando ambos os lados de se x3 + y3 = 6xy em relação a x,


considerando y como uma função de x e usando a Regra da Cadeia
no termo y3 e a Regra do Produto no termo 6xy, obtemos:

3x2 + 3y2y´= 6xy´+ 6y ou x2 + y2y´= 2xy´+ 2y

Isolando y´ temos:

168 U4 - Título da unidade


y2y´- 2xy´= 2y – x2

Taxas relacionadas

As taxas relacionadas se referem à variação de uma grandeza


com relação a outra. Em um problema de taxas relacionadas a
ideia é calcular a taxa de variação de uma grandeza em termos
da taxa de variação da outra. O procedimento consiste em achar
uma equação que relacione as duas grandezas e então usar a
Regra da Cadeia para derivar ambos os lados em relação ao tempo
(STEWART, 2011).

Para ficar clara essa definição, acompanhe os exemplos


apresentados a seguir.

Exemplificando
Suponha que uma pedra seja lançada num lago. No momento em que
ela cai na água é formada uma onda circular, cujo círculo aumenta no
transcorrer do tempo. Então, sabendo que quando o raio do círculo tem
3 cm e que o raio aumenta a uma taxa de 1 cm por segundo, como
saber a taxa de crescimento da área desse círculo conforme o tempo
passa? Observe a Figura 4.2.

Figura 4.2 | Representação gráfica da onda circular em crescimento

Fonte: A autora (2015).

Quais são os dados desse problema? O Raio é conhecido (R=3


cm), a taxa de crescimento do raio em relação ao tempo (dR/
dt = 1 cm/s) e a área do círculo que é dada por A=πR2. Qual é a

U4 - Título da unidade 169


informação procurada? É a taxa de variação da área do círculo
em relação ao tempo, ou seja, dA/dt.

Temos que dR/dt = 1 cm/s e precisamos achar dA/dt.


É essencial compreender que nessa situação A e R são
variáveis dependentes, tendo t como variável independente
subjacente. Assim, é natural introduzir as taxas de variação de
A e R, derivando a área do círculo com relação a t. Como A é
dependente de t e R também é dependente de t, trata-se de
uma função composta, certo? Logo, a regra de derivação a ser
utilizada é a Regra da Cadeia, afinal se a função é composta y
= f(g(t)), sendo z=g(t) e y = f(z) e a derivada pela regra da cadeia
é

Então,

logo, substituindo os valores em

tem-se:

como Z= R então

que é a derivada. Logo, substituindo pelos dados:

Então, para o problema estudado quando o raio do círculo é 3 cm,


a cada segundo que passa a área do círculo cresce 6π (ou 9,4)
centímetros quadrados.

170 U4 - Título da unidade


Reflita
Mas, e se o raio for 10 cm, qual a mudança?

Observando o crescimento da onda circular é intuitivo verificar que


quanto menor o círculo (e o raio), menor a área; se o círculo for maior, a
taxa de crescimento da área deverá ser maior. Será que é isso que ocorre?
Para conferir, basta substituir o novo valor do raio e a taxa terá um valor
de 31,4 cm2/s. Isso porque foi mantida a taxa de crescimento do raio em
relação ao tempo. Agora, se o raio for maior e a taxa de crescimento do
raio em relação ao tempo diminuir, o que é mais razoável de ocorrer,
então a taxa de variação da área do círculo crescerá de forma mais lenta.
Por exemplo, considere o mesmo raio de 5 cm a uma taxa de variação
do raio em relação ao tempo de 0,5 cm/s. A taxa de variação da área será
31,4/2 = 15,7 cm2/s.

Pesquise mais
Nesse tema estudamos sobre as derivadas de funções implícitas e
percebemos que essas derivadas e funções estão relacionadas com as
taxas relacionadas. Veja mais sobre o assunto em: <http://www.im.ufrj.
br/~waldecir/calculo1/calculo1pdf/capitulo_14.pdf>. Acesso em: 27 jul.
2015.

Faça você mesmo


Use a derivação implícita para encontrar uma equação da reta de
tangente a curva y sen 2x = x cos 2y

Sem medo de errar


Após o estudo de derivada, vamos resolver a situação-problema
apresentada ao João? Vamos relembrar!

Um radar da polícia rodoviária está colocado atrás de uma árvore


que fica a 12 metros de uma rodovia, que segue em linha reta por um
longo trecho. A 16 metros do ponto da rodovia mais próximo do radar
da polícia está um telefone de emergência. O policial mira o canhão
do radar no telefone de emergência. Um carro passa pelo telefone e,
naquele momento, o radar indica que a distância entre o policial e o
carro está aumentando a uma taxa de 70 km/h. O limite de velocidade
naquele trecho da rodovia é de 80 km/h. O policial deve ou não multar
o motorista?

U4 - Título da unidade 171


x= 12 metros
radar

Z y

telefone

As distâncias z do policial ao automóvel e y do automóvel em


relação ao ponto da rodovia mais próximo da árvore variam com
o tempo. O radar marca a velocidade do automóvel em relação ao
policial, isto é, dz/ dt quando y = 16 m. Para saber se o motorista deve
ou não ser multado, precisamos determinar dy/ dt, isto é, a velocidade
desenvolvida pelo automóvel no trecho reto da rodovia, na hora da
leitura do radar (quando ele passa pelo telefone). Pela geometria do
problema, usando o teorema de Pitágoras, sabemos que as distâncias
x, y e z estão relacionadas pela equação z2 = 122 + y2.

A partir desta equação, o processo de derivação implícita nos


permite encontrar a relação entre a taxa de variação de z e a taxa de
variação de y e então resolver o problema proposto. Este problema
é um exemplo típico de uma das aplicações elementares do
Cálculo: a solução de problemas de taxas relacionadas. Derivando
implicitamente a equação z2 = 122 + y2 obtemos:

assim temos:

Quando y = 16 m = 0, 016 km, a leitura do radar nos diz que


dz/dt = 70 km/h, e, usando outra vez o teorema de Pitágoras,
podemos deduzir que, neste momento, z = 20 m = 0, 02 km.
Usando estes dados, a relação acima nos permite concluir que,
quando o automóvel passa pelo telefone, sua velocidade na
estrada é de que ultrapassa o limite de velocidade permitido. Logo,
o motorista deve ser multado.

172 U4 - Título da unidade


Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois as compare com as de seus colegas.

Balão
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à formação
de fundamentos
do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o estudo da derivada implícita e taxa de variação na
aprendizagem descrição de fenômenos e situações.
3. Conteúdos
Derivada implícita e taxa de variação.
relacionados
[Adaptado de Simmons (1987, pág. 182) - Quando o ar é
bombeado para dentro de um balão, tanto o volume quanto
o raio do balão crescem, e suas taxas de crescimento estão
relacionadas. Mas é muito mais fácil medir diretamente a
taxa de crescimento do volume do que a do raio. Portanto,
considere que um grande balão esférico de borracha está
sendo cheio de gás a uma taxa constante de 8 cm3/s – ver
Figura 4.3. Calcule com que velocidade o raio R do balão
cresce quando R = 2 cm.
4. Descrição
da SITUAÇÃO- Figura 4.3 - Representação gráfica do balão circular
PROBLEMA

Fonte: Simmons (1987, p. 183).

Dados: taxa de variação do volume do balão em relação ao


tempo dV/dt = 8 cm3/s.

O que é solicitado: taxa de variação do raio em relação ao


tempo quando o raio assume os valores de 2 e 4 cm.
5. Resolução
da SITUAÇÃO- Para o volume do balão esférico temos V= (4/3) πR3,
PROBLEMA percebe-se que V e R são dependentes de t, indicando
uma função composta. Logo, a regra de derivação a ser
utilizada é a Regra da Cadeia, afinal, se a função é composta
y = f(g(t)), sendo z=g(t) e y = f(z) e a derivada pela regra da
cadeia é

U4 - Título da unidade 173


Então,

logo, substituindo os valores em

tem-se , como Z=R então

que é a derivada. O problema busca a variação

do raio em relação ao tempo , logo, substituindo

pelos dados:

O volume do balão cresce a uma taxa constante, o raio


aumentará cada vez mais devagar na medida em que o volume
for maior.

Faça você mesmo


Uma escada com 5 m de comprimento está apoiada em uma parede
vertical. Se a base da escada desliza, afastando-se da parede a uma taxa
de 1 m/s, quão rápido o topo da escada está escorregando para baixo na
parede quando a base da escada está a 3 m da parede?

Faça valer a pena!


1. Calcule a derivada em relação a x da função xy =1. Primeiro utilize seu
conhecimento prévio de derivadas e isole a variável dependente y e efetue
o cálculo. A seguir, use a derivação implícita para encontrar a derivada da
função como ela se encontra:

2. Classifique as seguintes afirmações por verdadeira (V) ou falsa (F), e


assinale a alternativa que corresponde à sequência correta:
I – Para resolver um problema de taxas relacionadas, o procedimento é
achar uma equação que relacione as duas grandezas e então usar a Regra
da Cadeia para diferenciar ambos os lados em relação ao tempo.

174 U4 - Título da unidade


II – A Regra da Cadeia é a técnica de derivação usada quando uma função
é composta y = f(g(t)), sendo z=g(t) e y = f(z) e fórmula é

III – As taxas relacionadas se referem à variação de uma grandeza com


relação à outra, mas não se aplicam às derivadas.
Alternativas:
a) V, F, V
b) F, F, V
c) F, V, F
d) V, V, F
e) F, V, V

3. Um tanque cilíndrico de 2 m de raio recebe óleo a uma taxa de 3 m3/min.


A que taxa o óleo sobe no tanque?
a) π
b) 3/4π
c) 4/3π
d) 3π/5
e) 5π/4

4. A equação da tangente ao círculo x2 + y2= 25 no ponto (3,4) é:


a) 3x + 4y = 25
b) 4x + 3y = 5
c) 4x + 3y = 25
d) -3x + 4y = -25
e) 3x – 4y = 25

5. Encontre y´ se sen (x + y) = y2cos x:

6. Use seu conhecimento prévio a respeito de funções trigonométricas


para resolver o problema proposto por Stewart (2011) que também
considera a questão de taxas relacionadas. Suponha um homem andando
ao longo de um caminho reto a uma velocidade de 4 m/s. Um holofote
localizado no chão a 20 m do caminho focaliza o homem. A que taxa o
holofote está girando quando o homem está a 15 m do ponto do caminho
mais próximo da luz?

U4 - Título da unidade 175


Figura 4.4 | Esboço da figura que representa a situação-problema

Fonte: Stewart (2008, p. 258).

a) 0,543 rad/s
b) 0,128 rad/s
c) 0,434 rad/s
d) 1,234 rad/s
e) 0,234 rad/s

7. O carro A está se movimentando para o oeste a 90 km/h e o carro B


está se movimentando para o norte a 100 km/h. Ambos vão em direção
à interseção de duas estradas. A que taxas os carros se aproximam um do
outro quando o carro A está a 60 m e o carro B está a 80 m da interseção?
a) 150 km/h
b) 180 km/h
c) 134 km/h
d) 175 km/h
e) 100 km/h

176 U4 - Título da unidade


Seção 4.2
Máximos e mínimos
Diálogo aberto

Nas seções anteriores aprendemos que a interpretação geométrica


da derivada de uma função corresponde ao coeficiente angular (ou
inclinação) da reta tangente à curva em um ponto.
Assim, é possível usar derivadas para esboçar o gráfico de uma
função. Nesta seção iremos aprender que por meio da derivada é
possível determinar os pontos em que uma reta tangente é horizontal
(quando a derivada é zero) e os intervalos nos quais a função está
crescendo ou decrescendo. Além de analisar e calcular pontos
máximos e mínimos de uma função.
Aproveite e bons estudos!
Vamos voltar à situação hipotética apresentada no convite ao
estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa para
João resolver foi a seguinte:
O telescópio espacial Hubble foi colocado em órbita em 24 de abril
de 1990 pelo ônibus espacial Discovery. Um modelo para a velocidade
do ônibus durante a missão, do lançamento em t=0 até a ejeção do
foguete auxiliar em t=126s, é dado por:
v(t)= 0,0003968 t3 – 0,02752 t2+ 7,196t – 0,9397
(em metros/segundo). Usando este modelo, João deverá estimar
os valores máximos e mínimos da aceleração do ônibus entre o
lançamento e a ejeção do foguete auxiliar. E agora, como João (você)
poderá resolver este problema?
Figura 4.5 | Telescópio espacial Hubble

Fonte: Disponível em: <http://portrazdamidiainternacional.blogspot.com.br/2015/05/imagens-capturadas-pelo-


telescopio.html>. Acesso em: 26 ago. 2015.

U4 - Título da unidade 177


Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Conhecer e calcular pontos críticos e pontos de máximos e mínimos.

Não pode faltar


Monotonicidade de Funções

Os termos crescente, decrescente e constante são usados para


descrever o comportamento de uma função em um intervalo, à
medida que seu gráfico é percorrido da esquerda para a direita.

Por exemplo, a função cujo gráfico está na Figura 4.6 pode


ser descrita como crescente no intervalo (-∞, 0], decrescente no
intervalo [0, 2], novamente crescente no intervalo [2, 4] e constante
no intervalo [4, +∞) (ANTON, 2007, p. 267).
Figura 4.6 | Função com trechos crescente, decrescente e constante

Fonte: Adaptado de Anton (2007, p. 267).

Assimile
Quando a função é crescente, decrescente e constante e sua
representação matemática. Seja f definida em um intervalo e sejam x1 e
x2 pontos do intervalo:

(a) f é crescente no intervalo se f(x1) < f(x2) para x1 < x2.

(b) f é decrescente no intervalo se f(x1) > f(x2) para x1 < x2·

(c) f é constante no intervalo se f(x1) = f(x2) para todos os pontos x1 e x2

178 U4 - Título da unidade


Figura 4.7 | Função com trechos crescente, decrescente e constante

Fonte: Anton (2007, p. 268).

Reflita
Verifique na Figura 4.7 as retas tangentes de inclinações positiva, negativa e
nula. Essa consideração sugere que uma função diferenciável f é crescente
em qualquer intervalo no qual cada reta tangente ao gráfico tenha inclinação
positiva, decrescente em qualquer intervalo em que cada reta tangente ao
gráfico tenha inclinação negativa e constante em qualquer intervalo no qual
cada reta tangente ao gráfico tenha inclinação zero.

A partir dessa importante consideração, verifica-se que para


esboçar o gráfico de uma função é importante conhecer os
intervalos em que ela é crescente, decrescente e constante
(quando for o caso). O sinal da derivada fornece essa informação,
logo, reescrevendo a inclinação da reta tangente (Figura 4.7
em termos de derivada tem-se: uma função f é crescente nos
intervalos em que f' > 0, é decrescente nos intervalos em que f' < 0
e f é constante quando f'(x) = 0. Isto é geometricamente evidente
se for lembrado que uma reta aponta para cima (e à direita) se
seu coeficiente angular for positivo; para baixo (e à direita) se seu
coeficiente angular for negativo, e, é horizontal, paralela ao eixo
x, quando seu coeficiente angular é zero. Esse é um teorema
importante.

Teorema: Seja f uma função contínua em um intervalo fechado


[a, b] e diferenciável no intervalo aberto (a, b).

U4 - Título da unidade 179


• Se f'(x)>0 para todo valor de x em (a,b), então f é crescente
em [a,b].

• Se f'(x)<0 para todo valor de x em (a,b), então f é decrescente


em [a,b].

• Se f'(x)=0 para todo valor de x em (a,b), então f é constante


em [a,b].

A Figura 4.8 apresenta todos os elementos em conjunto:


a indicação quando a função é crescente e a derivada de um
ponto desse intervalo, a indicação de intervalo em que a função é
decrescente e a tangente a um ponto desse intervalo, e os pontos
em que a tangente é zero, ou seja, a função está num ponto
mínimo ou de máximo valor local.
Figura 4.8 | Representação gráfica de várias derivadas de uma função

Fonte: Extraído de Simmons (1987, p. 147).

Mas o que é um ponto de máximo e mínimo local?

Uma curva lisa só pode se transformar de crescente em


decrescente passando por um pico no qual o coeficiente angular
da reta tangente é zero. Nesses pontos existe um valor máximo ou
mínimo (relativos) da função. Esses pontos podem ser localizados
quando são determinados (inicialmente) os pontos críticos da
função, que são as soluções da equação f'(x) = 0; isto é, quando a
tangente é horizontal. Ao resolver a equação f'(x)=0 suas raízes são
descobertas. Observe a Figura 4.8, cujos pontos críticos são x1, x2,
x3 e os correspondentes valores críticos são os valores da função
nesses pontos, isto é f(x1), f(x2) e f(x3).

180 U4 - Título da unidade


Quando f'(x) não existir, então x também será um ponto crítico.
Lembre-se de que a derivada de uma função contínua não existirá
se num ponto a função não tem uma tangente, como é o caso
apresentado na Figura 4.9 quando x = 0.
Figura 4.9 | Função linear por partes que não possui derivada em x=0
y
3

1
x
-2 -1 1 2

Fonte: Extraído de Anton (2007).

Um fato relevante é saber que um valor crítico não é


necessariamente um ponto de máximo ou de mínimo local
(observe f(x3) na Figura 4.8). No ponto crítico x3 o gráfico não passa
por um pico nem por uma depressão, mas simplesmente se achata
momentaneamente entre dois intervalos, em cada um dos quais
a derivada é positiva. Lembre-se de que estão sendo analisados
os valores máximo ou mínimo locais (ou relativos), ou seja,
valores considerados máximo ou mínimo quando comparados
somente com pontos vizinhos sobre essa curva. Na Figura 4.8 f(x1)
é um máximo (local), embora existam outros pontos com cota
maior sobre a curva, à direita. Quando é procurado o máximo
absoluto de uma função, deve-se comparar esses máximos locais
determinando qual (se existir) é maior que qualquer outro valor
assumido pela função.

Teste da derivada primeira para máximo e mínimo locais

Se f’ tem sinais diferentes dos dois lados de um ponto crítico


p, em que f'(p) = 0, então o gráfico de f muda de comportamento
em p e parece com um dos gráficos apresentados na Figura 4.10.
Figura 4.10 | Mudanças de comportamento em um ponto crítico p: máximo e
mínimo local

Fonte: Extraído de Hughes-Hallet (2011).

U4 - Título da unidade 181


Teste da derivada primeira para máximo e mínimo locais

Suponha que p é um ponto crítico de uma função contínua f.

• Se f' muda de negativa para positiva em p, então f tem um


mínimo local em p.

• Se f' muda de positiva para negativa em p, então f tem um


máximo local em p.

Em resumo, pode-se encontrar o máximo e mínimo local de


uma função seguindo os passos descritos a seguir.

1. Ache f′(x).

2. Ache os números críticos de f(x), isto é, os valores de x para


os quais f′(x)= 0, ou para os quais f′(x) não existe.

3. Aplique o teste da derivada primeira.

Exemplificando
Dada f(x) = x3− 6x2+ 9x+ 1 ache os pontos de máximo e mínimo locais
de f, aplicando o teste da derivada primeira. Determine os valores de x
nos quais ocorrem esses pontos locais, bem como os intervalos nos
quais f é crescente e aqueles em que f é decrescente. Faça um esboço
do gráfico.

Solução:

A derivada primeira é f′(x)= 3x2 − 12x + 9 e f′(x) existe para todos os


valores de x por se tratar de um polinômio. Portanto, resolvendo-se a
equação f′(x) = 0, ou seja, 3x2 − 12x + 9 = 3(x − 3). (x − 1) = 0. Segue
que x = 3 ou x = 1 são números críticos de f. Para determinar se f
possui extremos relativos nesses números, aplica-se o teste da primeira
derivada, conforme é mostrado na Figura 4.11.
Figura 4.11 | Verificação do crescimento da função nos intervalos entre os
pontos críticos

Fonte: Extraído de Espírito Santo (2006).

182 U4 - Título da unidade


Observe na tabela apresentada na Figura 4.11 que, conhecendo
as raízes da função, então é analisado o que ocorre com um ponto
em x menor que uma das raízes (ou maior ou, ainda, entre elas) –
isso para a f(x) e f’ (x). Logo na primeira linha, quando x<1, toma-se
um valor de x menor que 1, por exemplo 0, e verifica-se o valor de
f(0) = 1 e f’ (0) = 9, cuja análise está mostrada no quadro. O mesmo
é feito para os valores das raízes (x = 1 e x = 3) e para valores de x
nos demais intervalos entre as raízes.

Reflita
Observe que na coluna de f(x) só há a indicação numérica quando x =
1 e x = 3, você saberia dizer por quê? Quando conhecemos o valor da
variável independente (x) é possível calcular a variável dependente (y ou
f(x)). Nos demais casos são feitas análises dos intervalos e não de pontos
específicos. Como foi mostrado incialmente, para esses estudos toma-
se um (ou mais) valor do intervalo para verificar o comportamento da
função, mas não é possível determinar o valor que a função assume no
intervalo, pois para isso seria necessário mostrar todos os pontos que
estão no intervalo, o que não é necessário.

Exemplificando
Encontre os intervalos de crescimento, decrescimento, máximos e
mínimos relativos da função f(x)= x3 - 7x + 6.

Solução:

f´(x)= 3x2 – 7x + 6, fazendo f´(x) =0, obtemos x =

Portanto, os pontos críticos de f são

É fácil verificar se

tem-se f´(x) >0, logo f é crescente nos intervalos

U4 - Título da unidade 183


Para tem-se f´(x) <0 logo f é decrescente em

Assim, pela derivada primeira temos: concluímos que f tem

um máximo relativo em e um mínimo relativo em

Faça você mesmo


Calcule os valores máximos e mínimos da função f(x)= x - 2 sen x,

0≤x≤2.

Pesquise mais
Veja mais sobre pontos críticos, máximos e mínimos em: <http://wwwp.
fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/maximoseminimos.pdf>. Acesso em:

29 jul. 2015.

184 U4 - Título da unidade


Sem medo de errar

Após o estudo de derivada, vamos resolver a situação-problema


apresentada ao João? Vamos relembrar!

O telescópio espacial Hubble foi colocado em órbita em 24 de


abril de 1990 pelo ônibus espacial Discovery. Um modelo para a
velocidade do ônibus durante a missão, do lançamento em t=0 até
a ejeção do foguete auxiliar em t=126s, é dado por:

v(t)= 0,0003968 t3 – 0,02752 t2+ 7,196t- 0,9397

(em metros/segundo). Usando este modelo, João deverá


estimar os valores máximos e mínimos da aceleração do ônibus
entre o lançamento e a ejeção do foguete auxiliar. E agora, como
João (você) poderá resolver este problema?

Solução:

São pedidos os valores extremos não da função de velocidade


dada, mas da função de aceleração. Assim, precisamos primeiro
derivar para encontrar a aceleração:

a(t)= v´(t)= (0,0003968t3- 0,02752t2 + 7,196t – 0,9397)

=0,0011904t2- 0,05504t + 7,196

No intervalo 0 ≤ t ≤ 126 sua derivada é:

a’ (t)= 0,0023808 t- 0,05504 o número crítico ocorre quando


a´(t)= 0

Calculando a(t) no número crítico e nas extremidades, temos:

a(0)= 7,196 a(t1)= 6,56 a(126)= 19,16

Assim, a aceleração máxima é cerca de 19,16 m/s2, e a aceleração


mínima é cerca de 6,56 m/s2.

U4 - Título da unidade 185


Atenção
Se f tiver um máximo ou mínimo local em c, então c é um número
crítico de f.

Lembre-se
O maior valor entre os números críticos e as extremidades de f no
intervalo (a, b) é o valor máximo absoluto, ao passo que o menor desses
valores é o valor mínimo absoluto.

Avançando na prática
Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois as compare com as de seus colegas.

Estudo da monotonicidade da função


1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à formação
de Fundamentos
do profissional da área de exatas.
de Área
2. Objetivos de Aplicar os conceitos de monotonicidade de função e ponto
aprendizagem máximo e mínimo.
3. Conteúdos
Monotonicidade de função e ponto máximo e mínimo.
relacionados
A partir do estudo de monotonicidade de funções,
4. Descrição da SP determine os intervalos em que a função f(x) = x3 - 9x2 -
48x + 52 é crescente e decrescente.
Solução: para determinar os intervalos em que a função é
crescente e decrescente, calcula-se a sua derivada que é f’(x) =
3x2 - 18x – 48.
Para encontrar onde f’ > 0 ou f’ < 0 é preciso encontrar onde
f’ = 0, isto é, onde 3x2 - 18x – 48 = 0. Por meio da fatoração,
obtém-se 3(x - 8)(x + 2) = 0, ou seja, x = -2 ou x = 8. Como
a derivada da função é zero apenas em x = -2 e em x = 8, e
como f’ é contínua, f’ não pode mudar de sinal em qualquer
5. Resolução da SP dos três intervalos x < - 2; - 2 < x < 8 e x > 8. Como saber o
sinal de f’ em cada um desses intervalos? A maneira mais
simples é escolher um ponto no intervalo e calcular f’ nesse
ponto. Por exemplo, quando x = -3, a derivada é f’(-3) =
3.(-3)2-18.(-3)-48 = 33. Esse resultado (f’(x) > 0) indica que f’ é
positiva quando x < -2, logo f é crescente no intervalo x < -2.
Seguindo o mesmo raciocínio, tem-se que f’(0) = -48 e f’(10)
= 72, indicando que f é decrescente entre x = - 2 e x = 8, e é
crescente para x > 8.

186 U4 - Título da unidade


Lembre-se
Conforme explica Hughes-Hallet (2011, p. 140), temos que f(-2) = 104 e
f(8) = -396. Portanto, no intervalo -2 < x < 8, a função decresce de um
valor alto de 104 até o valor negativo de -396. Um outro ponto do gráfico
é fácil de encontrar: o ponto em que o gráfico intersecta o eixo dos y,
f(0) = 52. Com apenas esses três pontos, podemos obter um gráfico
muito mais útil.

Faça você mesmo


Esboce o gráfico do exercício acima escolhendo a janela para o gráfico
como sendo -10 ≤ x ≤ 20 e -400 ≤ y ≤ 400, assim teremos informações
melhores sobre o comportamento de f(x) apresentado na situação-
problema acima.

Faça valer a pena!


O enunciado a seguir corresponde às questões 1 a 3:
O ponto crítico ou estacionário, em matemática, representa um ponto no
domínio de uma função onde a primeira derivada é igual a zero, e são
considerados como ponto máximo ou mínimo relativo.
Assim, dada a função f(x)= x³ -3x²- 9x + 7 faça o que se pede:

1. Sobre a monotonicidade da função f (x) é correto afirmar que:


a) f’(-2) = 15 e 15 > 0, portanto a função neste ponto será decrescente.
b) f’(0) = 3.0² - 6.0 – 9=> -9 e -9 < 0, portanto a função neste ponto será
crescente.
c) f’(4) = 15 e 15 > 0, portanto neste ponto a função será decrescente.
d) f1(0)= -9 e a função é constante.
e) f1(1) =-12 e a função é decrescente neste ponto.

U4 - Título da unidade 187


2. Com relação ao ponto máximo e mínimo da função, marque a alternativa
correta:
a) Quando x= -1 temos um ponto de mínimo.
b) Quando x = 3 temos o ponto de máximo.
c) (-1,12) é um ponto de mínimo da função.
d) (3, -20) é um ponto de mínimo da função.
e) Os pontos críticos da função são -1 e -3.

3. Esboce o gráfico da função f(x)= x³ -3x²- 9x + 7:

4. As regras de derivação facilitam a resolução de problemas e auxiliam


na análise e interpretação de funções, e em particular favorecem a
determinação de pontos máximos e mínimos. Muitas situações envolvem
mínimos e máximos de áreas que auxiliam, muitas vezes, na decisão de
otimização para embalagens. Assim, os pontos críticos da função f(x) =
x³ - 3x + 2 são:
a) -1 e 1
b) 0 e 2
c) 1 e 1
d) 4 e 3
e) -1 e 0

5. Dado o gráfico da função f(x) = x3- 3x2 + 1. Por meio da derivada primeira,
verifique o intervalo em que a função é crescente e verifique a veracidade
pelo gráfico. Assinale a alternativa que apresenta o(s) intervalo(s) em que a
função é crescente:
Gráfico da função f(x) = x3- 3x2 + 1.

Fonte: Extraído de Anton (2007, p. 271).

188 U4 - Título da unidade


a) [-1, 0] e [1, 3].
b) [-∞, 0] e [0, 2].
c) [-∞, 0] e [2, ∞].
d) (-1, 0] e [1, 3).
e) (-∞, 0] e [2, ∞).

6. Dada a função f(x) = x2 - 4x + 3 pode-se afirmar que:


a) f é decrescente em (-∞, 2]
b) f é crescente em (2, +∞)
c) f é constante (2, 0)
d) f é decrescente (2, 3)
e) f é crescente em (-∞, 2]

7. Usando a derivada, explique por que não existem máximos nem mínimos
locais para x ≥ 0 para a função y= sen x + 2ex:

U4 - Título da unidade 189


Seção 4.3
Concavidade e pontos de inflexão
Diálogo aberto

Na seção anterior vimos como a primeira derivada nos diz onde


uma função é crescente e onde é decrescente, e se um mínimo ou
máximo local ocorre em um ponto crítico. Nesta seção iremos ver
como a segunda derivada nos fornece informações sobre o modo
como o gráfico de uma função derivável muda de direção. Com
esse conhecimento sobre a primeira e segunda derivada, podemos
esboçar um gráfico preciso de uma função. Assim, identificaremos
as principais características das funções, o que é de grande
importância para a matemática e para suas aplicações em ciência
e engenharia, especialmente em análise gráfica e interpretação de
dados. Vamos lá! Bons estudos!

Dica
Você pode encontrar mais sobre o estudo de ponto de inflexão e
esboço de gráfico em <http://www.ime.uerj.br/~calculo/Ecomat/cap7.
pdf>. Acesso em: 30 jul. 2015.

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

Durante várias semanas, o departamento de trânsito de uma certa


cidade vem registrando a velocidade dos veículos que passam por um
certo cruzamento. Os resultados mostram que entre 13 e 18 horas a
velocidade média neste cruzamento é dada aproximadamente por
v(t) = t3 – 10,5 t2 + 30 t + 20 km/h, onde t é o número de horas após
o meio-dia. Qual o instante, entre 13 e 18 horas, em que o trânsito é
mais rápido? E qual o instante em que ele é mais lento?

E agora, como João poderá resolver este problema?

190 U4 - Título da unidade


Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Conceito de derivada, ponto de inflexão e concavidade.

Não pode faltar


Concavidade e pontos de inflexão

Conhecer a concavidade de uma função pode ser útil para testar


se um ponto crítico é um máximo ou um mínimo local. Suponha
que p é um ponto crítico de f com f’(p) = 0, ou seja, o gráfico
de f tem uma tangente horizontal em p. Se o gráfico é côncavo
(concavidade aberta para cima) em p, então f tem um mínimo
local em p. Similarmente, se o gráfico é côncavo (concavidade
aberta para baixo), então f tem um máximo local.

Assimile
Teste da segunda derivada para concavidade

Seja y= f(x) uma função duas vezes derivável em um intervalo I

1. Se f” > 0 para todo x em I, então o gráfico de f é côncavo para cima em I.

2. Se f” < 0 para todo x em I, então o gráfico de f é côncavo para baixo em I.

Estudamos pontos onde a inclinação muda de sinal, o que nos


levou aos pontos críticos. Vamos considerar agora pontos em que
a concavidade muda.

Segundo Hughes-Hallet (2011, p. 1443), um ponto no qual o


gráfico de uma função muda de concavidade é chamado de um
ponto de inflexão da função. As palavras ponto de inflexão de f
podem se referir tanto a um ponto no domínio de f quanto a um
ponto no gráfico de f.

Assimile
Como a concavidade muda em um ponto de inflexão, o sinal de f’’ muda
nesse ponto. A derivada segunda é positiva de um lado do ponto de
inflexão e negativa do outro, de forma que f’’ é nula ou não está definida
no ponto de inflexão.

U4 - Título da unidade 191


Reflita
Mas, atenção! Nem todo ponto x em que f'(x) = 0 (ou f' não está definida)
é um ponto de inflexão (assim como nem todo ponto em que f' = 0 é
um ponto de máximo ou mínimo local).

Se p é um ponto de inflexão, então f'(p) = 0 (ou f'(p) não está definida)


e, portanto, p é um ponto crítico da função derivada f’. Se f’ é contínua,
esse ponto crítico é um máximo local ou um mínimo local de f’’, já que
f' muda de sinal em p – ver Figura 4.12 - (HUGHES-HALLET, 2011, p. 143).

Dessa forma, uma função f com derivada contínua tem um


ponto de inflexão em p se uma das condições a seguir for válida:

• f' tem um mínimo local ou um máximo local em p.

• f’’ muda de sinal em p.

Assimile
Teste da segunda derivada para extremos locais

Suponha que f” seja contínua em um intervalo aberto que contenha x=c

1. Se f´(c) = 0 e f” (c) < 0, então f tem um máximo local em x = c.

2. Se f´(c) = 0 e f” (c) > 0, então f tem um mínimo local em x = c.

3. Se f´(c) = 0 e f” (c) = 0, então o teste falha. A função f pode ter máximo


local, ou mínimo local ou nenhum dos dois.

Figura 4.12 | Mudança de concavidade em p: pontos de inflexão

Fonte: Extraído de Hughes-Hallet (2011).

192 U4 - Título da unidade


Exemplificando
Classifique os pontos críticos de f(x) = x3 - 9x2 - 48x + 52, dizendo se é
máximo ou mínimo local.

Solução: A derivada primeira da função é dada por f'(x) = 3x2 - 18x – 48 e


os pontos críticos de f são x = -2 e x = 8. A derivada segunda é f’’(x) = 6x
– 18. Logo, substituindo os pontos críticos na derivada segunda tem-se:

f’’(8) = 30 > 0, que pelo teste da derivada segunda indica que f tem
um mínimo local em x = 8. Seguindo o mesmo processo para o ponto
crítico x = -2, tem-se: f’’(-2) = -30 < 0, que pelo teste da derivada segunda
indica que f tem um máximo local em x = -2.

Exemplificando
A Figura 4.13 sugere que a função f{x) = xe-x tem um ponto de inflexão,
mas sua localização exata não é evidente a partir dessa figura. Use as
derivadas primeira e segunda de f para determinar os intervalos nos quais
f é crescente, decrescente, côncava para cima (convexa) e côncava para
baixo. Localize todos os pontos de inflexão.
Figura 4.13 | Função linear por partes que não possui derivada em x=0

Fonte: Extraído de Anton (2007).

Solução:

Calculando as derivadas primeira e segunda de f, obtemos

f'(x) = (1 - x)e-x

f’’ (x) = (x - 2)e-x

Lembrando que e-x é positiva para todo x, a análise de sinais dessas


derivadas é facilmente determinada:

U4 - Título da unidade 193


Intervalo (1-x)(e-x) f´(x) Conclusão
x<1 (+)(+) + f é crescente em (-∞,1]
x>1 (-)(+) - f é decrescente em [1,+∞)

Intervalo (x-2)(e-x) f´´(x) Conclusão


x<2 (-)(+) - f é côncava para baixo em (-∞,2]
x>2 (+)(+) + f é côncava para cima em (2,+∞)

A segunda tabela mostra que há um ponto de inflexão em x =


2, pois f muda de côncava para baixo para côncava para cima
nesse ponto. Todas essas conclusões são consistentes com o
gráfico de f.

Assíntotas horizontais e verticais

Em aplicações práticas, encontramos com muita frequência


gráficos que se aproximam de uma reta à medida que x cresce ou
decresce. Estas retas são chamadas de assíntotas.
Figura 4.14 | Assíntotas horizontais e verticais

Fonte: Disponível em: <http://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/maximoseminimos.pdf>. Acesso em: 30 jul. 2015.

A figura acima apresenta assíntotas oblíqua, horizontais


e verticais. Nesta seção iremos estudar apenas as assíntotas
horizontais e verticais.

A reta x = a é uma assíntota vertical do gráfico de f se pelo


menos uma das seguintes afirmações for verdadeira:

194 U4 - Título da unidade


Exemplificando
Inserir texto

A reta x=2 é uma assíntota vertical do gráfico de

De fato,

Figura 4.15 | Gráfico de

Fonte: <http://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/maximoseminimos.pdf>. Acesso em: 30 jul. 2015.

A reta y = b é uma assíntota horizontal do gráfico f se pelo


menos uma das seguintes afirmações for verdadeira:

Exemplificando

As retas y= 1 e y= -1 são assíntotas horizontais do gráfico de

, pois

U4 - Título da unidade 195


Figura 4.16 | Gráfico de

Fonte: Disponível em: <http://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/maximoseminimos.pdf>. Acesso em: 30 jul.


2015.

Esboço do gráfico de uma função:

Para esboçar o gráfico de y= f(x) usaremos a seguinte estratégia:

1. Identificar o domínio de f e qualquer simetria que a curva


possa ter;

2. Determinar as derivadas y´e y”;

3. Determinar os pontos críticos de f, se houverem, e identificar


o comportamento da função em cada um deles;

4. Determinar os intervalos de crescimento e decrescimento;

5. Determine os pontos de inflexão, caso haja, e a concavidade


da curva;

6. Encontrar as assíntotas horizontais e verticais, se existirem;

7. Esboçar o gráfico;

196 U4 - Título da unidade


Exemplificando
Esboçar o gráfico da função f(x)= x2 + x - 2.

• D(f)=

• Interseção do eixo y: f(0) = -2, interseção do eixo x: x2+ x- 2=0


→ x= -2 ou x= 1

• f´(x)= 2x +1 resolvendo 2x+1=0 temos x= -1/2 como ponto


crítico.

• Fazendo f´(x) > 0, obtemos que 2x +1 > 0 quando x > - ½ .


Portanto, f é decrescente para x< -1/2.

• f” (x)=2 > 0. Logo, concavidade do gráfico está sempre voltada


para cima e assim x= -1/2 é ponto mínimo de f. f(-1/2) = -9/4, que
é o valor mínimo assumido pela função.

• Não existem assíntotas ( e D(f)= )

-2 -1 1 2

-1

-2

(-1/2, -9/4)

-3

Fonte: Disponível em: <http://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/maximoseminimos.pdf>. Acesso em: 30


jul. 2015.

Pesquise mais
Veja mais sobre derivada e suas aplicações em: <http://www.mat.ufmg.
br/~emerson/Apostila-sacha.pdf>. Acesso em: 30 jul. 2015.

Faça você mesmo


Agora tente você esboçar o gráfico da função f(x)= x4- 4x3+10.

U4 - Título da unidade 197


Sem medo de errar
Após o estudo da seção, vamos resolver a situação-problema
apresentada ao João? Vamos relembrar!

Durante várias semanas, o departamento de trânsito de uma


certa cidade vem registrando a velocidade dos veículos que
passam por um certo cruzamento. Os resultados mostram que
entre 13 e 18 horas a velocidade média neste cruzamento é dada
aproximadamente por v(t) = t3 – 10,5 t2 + 30 t + 20 km/h, onde t é
o número de horas após o meio-dia. Qual o instante, entre 13 e 18
horas, em que o trânsito é mais rápido? E qual o instante em que ele
é mais lento?

Solução:

Devemos determinar o máximo e o mínimo absoluto da função


v(t) no intervalo 1 ≤ t ≤ 6.

Assim, vamos calcular a primeira derivada e igualar a zero para


encontrar os pontos críticos:

v’(t) = 3 t2 – 21 t + 30 = 0 ⇔ t = 2 ou t = 5.

Estes são os pontos críticos de v, ambos pertencentes ao


intervalo (1,6). Para verificar se são pontos de máximo ou mínimo
locais, usamos o teste da segunda derivada: v’’(t) = 6 t – 21

• v’’(2) = – 9 < 0 ⇒ t = 2 é ponto de máximo local de v;

• v’’(5) = 9 > 0 ⇒ t = 5 é ponto de mínimo local de v.

Atenção
Estes são os pontos críticos de v, ambos pertencentes ao intervalo (1,6).
Para verificar se são pontos de máximo ou mínimo locais, usamos o
teste da segunda derivada: v’’(t) = 6 t – 21.

Lembre-se
Para determinar os pontos de máximo e mínimo de v em [1,6],
precisamos comparar os valores que v assume nos pontos críticos, com
os respectivos valores nos extremos do intervalo, pois como v é uma

198 U4 - Título da unidade


função contínua definida em um intervalo fechado, pode assumir seus
valores máximo e mínimo ou nos pontos críticos, ou nos extremos do
intervalo.

Temos: v (1) = 40,5; v(2) = 46; v(5) = 32,5; v(6) = 38. Assim,
concluímos que t = 2 é ponto de máximo e t = 5 é ponto de mínimo
de v no intervalo de interesse [1,6]. Isso significa que o trânsito é
mais rápido às 14h, quando os carros passam pelo cruzamento a
uma velocidade média de 46 km/h, e o trânsito é mais lento às 17h,
quando os carros passam pelo cruzamento a uma velocidade média
de 32,5 km/h.

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois as compare com as de seus colega.

Máximos e Mínimos
1. Competência de
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à formação
fundamentos de
do profissional da área de exatas.
área
2. Objetivos de Aplicar os conceitos de derivada segunda em situações-
aprendizagem problema.
3. Conteúdos
Derivada segunda, máximo e mínimo.
relacionados
Encontre os máximos e mínimos da função f(x)= 18x + 3x2
4. Descrição da SP – 4x3 relativos de f aplicando o teste da derivada segunda e
esboce o gráfico.
Temos f´(x)= 18+ 6x – 12x2 e f´´(x)= 6 – 24x.
Fazendo f´(x)= 0, obtemos 18+ 6x -12x2=0. Resolvendo esta
equação obtemos os pontos críticos de f, que são x1= 3/2 e
x2= -1.
Como f´´(3/2) = -30 < 0, segue que x1= 3/2 é um ponto
5. Resolução da SP máximo relativo de f. Seu valor máximo relativo em x1 é
dado por f(3/2) = 20,25.
Assim, como f´´(-1) = 30 > 0, segue que x2= -1 é um ponto
de mínimo relativo de f.
Seu valor mínimo relativo em x2 é dado por f(-1) = -11.

U4 - Título da unidade 199


Lembre-se
1.Se f´(c) = 0 e f” (c) < 0, então f tem um máximo local em x= c.

2. Se f´(c) =0 e f” (c) > 0, então f tem um mínimo local em x= c.

3. Se f´(c) =0 e f” (c) = 0, então o teste falha. A função f pode ter máximo


local, ou mínimo local ou nenhum dos dois.

Faça você mesmo


Agora encontre os máximos e mínimos da função f(x)= 6x – 3x2+ ½ x3
relativos de f aplicando o teste da derivada segunda.

Faça valer a pena!


1. Dada a curva y= x4- 4x3 podemos afirmar que:
a) A derivada segunda da função é y” = 12x – 24.
b) Os pontos críticos são x = 0 e x = - 3.
c) O ponto (0,1) é um ponto de inflexão.
d) A função tem um máximo local em zero.
e) O ponto (2,-16) é um ponto de inflexão.

2. Uma partícula se desloca ao longo de uma reta horizontal (positiva à


direita) de acordo com a função posição: s(t)= 2t3- 14t2+22t -5, t ≥ 0. Com
relação à velocidade e aceleração da partícula podemos afirmar que:

200 U4 - Título da unidade


a) A velocidade é v(t)= (t -1). (3t-11).
b) A aceleração é a(t)= 4. (t – 3).
c) Quando s(t) é crescente, a partícula se desloca para a esquerda.
d) Quando s(t) é decrescente, a partícula se desloca para a direita.
e) A primeira derivada (v=s´) é zero nos pontos críticos t= 1 e t= 11/3.

3. A figura abaixo exibe o gráfico da derivada primeira f´(x) de uma função


f: [0, 9] → , assim pode-se afirmar que:

a) A função f é crescente nos intervalos [1, 3], [5, 7] e [8, 9] e ela é decrescente
nos intervalos [0, 1], [3, 5] e [7, 8].
b) Os extremos locais de f são 0 (mínimo local), 2 (máximo local), 4 (mínimo
local), 6 (máximo local) e 9 (máximo local).
c) O gráfico de f é côncavo para baixo nos intervalos [1, 3], [5, 7] e [8, 9] e
ele é côncavo para cima nos intervalos [0, 1], [3, 5] e [7, 8].
d) As abscissas dos pontos de inflexão do gráfico de f são 1 e 3, apenas.

Dada a função f(x) = x3 − 2x faça o que se pede nas questões abaixo:


4. Determine o domínio natural da função f e, caso existam, as interseções
do gráfico de f com os eixos coordenados:
5. Determine, caso existam, as assíntotas horizontais e verticais dos
gráficos de f:
6. Determine os intervalos onde f é crescente e os intervalos onde f é
decrescente. Determine os pontos críticos de f e os pontos de máximo e
mínimo locais de f, caso existam:
7. Determine, caso existem, os pontos onde f não é derivável. Determine
os intervalos onde f é côncava para cima (convexa), os intervalos onde f é
côncava para baixo e, caso existam, os pontos de inflexão dos gráficos de
f. Esboce o gráfico da função:

U4 - Título da unidade 201


Seção 4.4
Otimização
Diálogo aberto

Para resolver alguns problemas, precisamos encontrar o maior


ou menor valor de uma determinada quantidade. Por exemplo,
determinar: a menor quantidade de combustível possível; o nível de
produção mais econômico de uma fábrica; o ponto da órbita de
um cometa mais próximo da Terra; a velocidade mínima necessária
para que um foguete escape da atração gravitacional da Terra. etc.

Esses e outros problemas são chamados de problemas de


otimização.

Um problema de otimização é aquele onde se procura determinar


os valores extremos de uma função, isto é, o maior ou o menor valor
que uma função pode assumir em um dado intervalo. Estes, podem
ser enunciados por escrito e podem ser resolvidos sempre que for
possível equacionar o fenômeno em estudo, mediante fórmulas
matemáticas.

Assim, veremos nesta seção como a derivada fornece um modo


eficiente de se resolver muitos problemas de otimização.

Então aproveite a oportunidade e aprofunde seus conhecimentos!


Bons estudos!

Vamos voltar à situação hipotética apresentada no convite ao


estudo? Uma das situações-problema apresentadas pela empresa
para João resolver foi a seguinte:

Pretende-se estender um cabo de uma usina de força à margem


de um rio de 900 m de largura até uma fábrica situada do outro lado
do rio, 3.000 m rio abaixo. O custo para estender um cabo pelo rio
é de R$ 5,00 o metro, enquanto que para estendê-lo por terra custa
R$ 4,00 o metro. Qual é o percurso mais econômico para o cabo?

202 U4 - Título da unidade


Fonte: Disponível em: <http://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/problemasdeotimizacao.pdf>. Acesso em: 18 ago.
2015.

Reflita
O que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema?

Saber resolver problemas de otimização, aplicando os conceitos de


derivada, máximos e mínimos aprendidos nesta e nas seções anteriores.

Não pode faltar


No cálculo de limites, muitas vezes nos deparamos com
situações as quais chamamos formas indeterminadas ou,
simplesmente, indeterminações. Estas são limites cujos resultados
não podemos determinar imediatamente e que, em princípio,
podem resultar em números reais quaisquer, como também
podem não existir (caso esse que inclui os resultados + ∞ ou − ∞).

Temos como exemplo aqueles quocientes de funções que


tendem a zero ou a ± ∞.

Veremos, a seguir, que a Regra de l’Hospital nos ajudará a


resolver indeterminações que ocorrem com quocientes de
funções bem gerais.

Regras de l’Hospital: Se f e g são diferenciáveis com e g´(x) ≠ 0,


em um intervalo aberto I que contém a (exceto possivelmente em
a). Suponha que
Ou que

Então:

U4 - Título da unidade 203


Assimile
A regra de l’Hospital:

• Diz que o limite de uma função quociente é igual ao limite dos


quocientes de suas derivadas, desde que as condições dadas
estejam satisfeitas. Deve-se verificar as condições relativas aos
limites de f e g antes de usar a Regra de l’Hospital.

• É válida também para os limites laterais e para os limites no infinito


ou no infinito negativo: isto é, “x → a” pode ser substituído por
quaisquer dos símbolos a seguir: x → a+, x → a-, x → ∞+ ou x → ∞-

• Para o caso especial no qual f(a)=g(a)=0, f´ e g´ são contínuas, e


g´(x) ≠0

(STEWART, 2013)

Se o limite do lado direito existir (ou for ∞ ou - ∞).

Exemplificando

Encontre o

Solução

Podemos aplicar a Regra de l’Hospital:

Dica
Veja mais sobre a regra de l´Hospital em: <http://www.mat.ufmg.br/ead/
acervo/livros/Introducao%20ao%20Calculo%20Diferencial.pdf>. Acesso
em: 18 ago. 2015.

204 U4 - Título da unidade


Otimização

Para resolver alguns problemas, precisamos encontrar o maior


ou menor valor de uma determinada quantidade. Vamos agora
compreender como a derivada fornece um modo eficiente de se
resolver muitos problemas de otimização.

Máximos e Mínimos Globais

O maior ou menor valor de uma função f em um domínio


especificado é chamado de máximo global ou mínimo global de f.

Lembre-se
Os máximos e mínimos locais nos dizem onde a função é, localmente,
maior ou menor.

Os máximos ou mínimos globais nos fornecem o valor onde a função é


maior ou menor em um domínio dado.

Máximos e mínimos globais são chamados, algumas vezes, de valores


extremos ou valores ótimos.

Assimile
f tem um mínimo global em p se f(p) é menor ou igual a todos os valores
de f.

f tem um máximo global em p se f(p) é maior ou igual a todos os valores


de f.

Como podemos encontrar o máximo e o mínimo globais?

• Para encontrar o máximo e o mínimo globais de uma


função contínua em um intervalo fechado: compare os
valores da função em todos os pontos críticos do intervalo
e nos extremos do intervalo.

• Para encontrar o máximo e o mínimo globais de uma


função contínua e um intervalo aberto ou no conjunto de
todos os números reais: encontre o valor da função em
todos os pontos críticos e esboce um gráfico. Considere os
valores da função quando x se aproxima dos extremos do
intervalo ou quando x tende a ±∞.

U4 - Título da unidade 205


Exemplificando
Encontre o máximo e o mínimo globais de f(x)= x3- 9x2 -48x + 52 no
seguinte intervalo -5 ≤ x ≤ 12.

Os pontos críticos desta função são x= -2 e x= 8 usando f´(x)= 3x2 -18x


-48= 3 (x+2) (x-8), calculando os extremos do intervalo temos:

f(-5) = (-5)3- 9(-5)2- 48(-5)+ 52= -58

f(-2)= 104

f(8)= -396

f(12)= -92

Comparando esses valores, podemos ver que o máximo global no


intervalo [-5,12] é 104 e ocorre em x= - 2, enquanto o mínimo global em
[-5,12] é -396 e ocorre em x=8.

Assimile
Problemas de Otimização
Para auxiliar na resolução de situações-problema de otimização pode-se
observar os seguintes passos:
1. Compreender o problema: consiste em ler e entender o problema.
2. Fazer um diagrama: fazer um diagrama indicando as quantidades
dadas e pedidas no diagrama.
3. Introduzindo uma notação – Atribua um símbolo para a quantidade
que deve ser maximizada ou minimizada (por ora vamos chamá-lo de
Q). Selecione também símbolos (a, b, c, ..., x, y) para outras quantidades
desconhecidas e coloque esses símbolos no diagrama.
4. Expresse Q em termos de outros símbolos da etapa 3.
5. Se Q for expresso como uma função de mais de uma variável na
etapa 4, use as informações dadas para encontrar relações (na forma de
equações) entre essas variáveis. Use então essas equações para eliminar
todas menos uma das variáveis para a expressão Q. Assim Q = f(x), por
exemplo. Escreva o domínio dessa função.
6. Use os métodos para encontrar os valores máximos e mínimos
absolutos de f.
(STEWART, 2013)

206 U4 - Título da unidade


Exemplificando
Um fazendeiro tem 1.200m de cerca e quer cercar um campo
retangular que está à margem de um rio reto. Ele não precisa de cerca
ao longo do rio. Quais são as dimensões do campo que têm maior
área?

Ao tentar os campos rasos e extensos ou profundos e estreitos


obtemos áreas relativamente pequenas, devemos encontrar aquela
que produza a maior área.

Assim, temos que maximizar a área A do retângulo. Sejam x e


y a profundidade e a largura do retângulo (em metros). Então,
expressamos A em termos de x e y:

A= xy

Queremos expressar A como uma função de apenas uma variável:


assim, eliminamos y expressando-o em termos de x. Sabemos que o
comprimento total da cerca é de 1.200m. Logo,

2x+ y = 1.200

Dessa equação, temos y= 1.200 - 2x, resultando assim:

A= x (1200 - 2x) = 1.200x – 2x2

Observe que x≥ 0 e x≤ 600 (de outra forma resultaria A < 0). Logo,
a função que devemos maximizar é A(x) = 1.200x- 2x2, 0 ≤ x ≤ 600.

A derivada é A´(x) = 1.200- 4x; logo, para encontrarmos os números


críticos, resolve-se a equação: 1.200 – 4x= 0, que nos fornece x=300.

O valor máximo de A deve ocorrer ou nesse número crítico ou em


uma extremidade do intervalo. Desse modo,

A(0) = 0, A(300) = 180.000 e A(600) = 0, logo o valor máximo é


180.000.

Reflita
Observa-se que A” (x)= - 4 < 0 para todo x; logo, A é sempre côncava
para baixo, e o máximo local em x= 300 deve ser um máximo absoluto.
Assim, o campo retangular deve ter 300 m de profundidade e 600 m de
extensão.

U4 - Título da unidade 207


Pesquise mais
Veja o material sobre aplicações de derivadas disponibilizado pela
Universidade Federal de São Carlos. Disponível em <http://www.
dm.ufscar.br/~sampaio/calculo1_aula14.pdf>. Acesso em: 19 ago. 2015.

Faça você mesmo


Encontre dois números cuja diferença seja 100 e cujo produto seja
mínimo.

Sem medo de errar


Após o estudo de derivada, vamos resolver a situação-problema
apresentada ao João? Vamos relembrar!

Pretende-se estender um cabo de uma usina de força à margem


de um rio de 900 m de largura até uma fábrica situada do outro
lado do rio, 3.000 m rio abaixo. O custo para estender um cabo
pelo rio é de R$ 5,00 o metro, enquanto que para estendê-lo por
terra custa R$ 4,00 o metro. Qual é o percurso mais econômico
para o cabo?

Fonte: Disponível em: <http://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/problemasdeotimizacao.pdf>. Acesso em: 19 ago.


2015.

Devemos achar o valor de forma a minimizar o custo de


instalação do cabo. Logo, precisamos construir a função custo,
baseada na figura apresentada no problema. Assim, a função é:

Como x e 3.000 – x não podem ser negativos, a região de


interesse (domínio do problema) é o intervalo (0, 3.000), onde
devemos encontrar o mínimo absoluto de C. Então devemos
derivar C para encontrar seus pontos críticos:

208 U4 - Título da unidade


Elevando os dois membros ao quadrado, obtemos:

Como x deve ser positivo e 1.200 [0, 3.000], segue que é o


único ponto crítico de C, no domínio de interesse. Vamos verificar
se esse ponto é de mínimo relativo?

0 para todo x. Logo o ponto crítico x=1.200


é o ponto de mínimo relativo de C.

Atenção
Para sabermos se é mínimo absoluto precisamos comparar o
valor de C neste ponto com os valores nos extremos do domínio.

Assim, temos:

C(0) = 16.500 C(1.200) = 14.700 e C(3.000) = 15.660.

O custo mínimo para a instalação do cabo será de R$ 14.700


e, para obtê-lo deverá percorrer 1.800 metros por terra, a partir da
fábrica, e depois ir por água até a usina.

Lembre-se
• f tem um mínimo global em p se f(p) é menor ou igual a todos os
valores de f.

• f tem um máximo global em p se f(p) é maior ou igual a todos os


valores de f.

U4 - Título da unidade 209


Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos
para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as
atividades e depois as compare com as de seus colegas.

Maximização da Receita
1. Competência
Conhecer os fundamentos de cálculo necessários à formação
de fundamentos
do profissional da área de exatas.
de área
2. Objetivos de Aplicar o conceito de máximo e mínimo global em situações-
aprendizagem problema.
3. Conteúdos
Conceito de máximo e mínimo global.
relacionados
Uma loja tem vendido 200 aparelhos reprodutores de Blu-
ray por semana a $ 350 cada. Uma pesquisa de mercado
indicou que para cada $ 10 de desconto oferecido aos
4. Descrição da
compradores, o número de unidades vendidas aumenta 20
SP
por semana. Encontre a função demanda e a função receita.
Qual o desconto que a loja deveria oferecer para maximizar
sua receita?
Se x for o número de reprodutores de Blu-ray vendidos por
semana, então o aumento semanal nas vendas será x- 200.
Para cada aumento de 20 unidades vendidas, o preço cai
em $ 10. Portanto, para cada unidade adicional vendida, o
decréscimo no preço será 1/20 x 10 e a função demanda
será P(x)= 350 – 10/20 (x- 200)= 450 – 1/2x.
A função receita é R(x)= xp(x)= 450x – 1/2x2
5. Resolução da
Como R´(x)= 450 –x, vemos que R´(x)=0 quando x=450. Este
SP
valor de x dá um máximo absoluto pelo teste da primeira
derivada (ou simplesmente observando que o gráfico de R é
uma parábola que abre para baixo). O preço correspondente
é
p(450)= 450 – ½(450) = 225 e o desconto é 350 – 225= 125.
Portanto, para maximizar a receita, a loja deveria oferecer
um desconto de $ 125.

Faça você mesmo


A soma de dois números positivos é 16. Qual é o menor valor possível
para a soma de seus quadrados?

210 U4 - Título da unidade


Faça valer a pena!

1. O valor do é:
a) 0
b) ∞
c) 1
d) lnx
e) 1/x

2. Quando uma pessoa tosse, o raio da traqueia diminui, afetando a


velocidade do ar na traqueia. Se r0 é o raio normal da traqueia, a relação
entre a velocidade v do ar e o raio r da traqueia é dada por uma função da
forma v(r) = a r2 (r0 – r), onde a é uma constante positiva. Qual o raio para
o qual a velocidade do ar é máxima:
a) r = 0
b) r = r0
c) r = 2 r0
d) r = r0/2
e) r = 2/3r0

3. Um jardineiro deseja construir um jardim retangular usando a lateral da


sua casa e utilizando 40 metros de cerca. Determine a maior dimensão
deste jardim:

a) 20
b) 15
c) 5
d) 25
e) 7

U4 - Título da unidade 211


4. Um avicultor deseja construir um cercado retangular com 600 m²,
sendo que:
• A três laterais serão cercadas utilizando madeira a um custo de R$
14,00 o m²
• A quarta lateral será construída utilizando bloco de cimento com o
custo de R$ 28,00 o m²
Determine as dimensões que minimizarão o custo deste cercado.

a) 20 e 30
b) 15 e 10
c) 30 e 40
d) 50 e 60
e) 35 e 65

5. As dimensões de uma embalagem retangular que possui a base


quadrada e volume igual a 8.000 cm³ que possam ser feitas com o mínimo
de material possível são:
a) 30, 30, 30
b) 10, 10, 10
c) 20, 20, 20
d) 40, 40, 40
e) 10, 20, 40

6. Construa o gráfico da função f(x) = x3 - 9x2 + 27x - 26 e da sua derivada.


Estime a ordenada do ponto (4, f(4)) e a taxa de variação de f para x = 4.

7. Com relação a função f(x) = x3 - 9x2 + 27x - 26, para qual valor de x a taxa
de variação é mínima? Qual seria essa taxa?

212 U4 - Título da unidade


Referências
REFERÊNCIAS FINAIS DA UNIDADE

ANTON, Howard. Cálculo – volume I. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.


HUGHES-HALLETT, Deborah. Cálculo de uma variável. Rio de Janeiro: LTC - Livros
Técnicos e Científicos, 2009. PLT 178.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

ANTON, Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen. Cálculo. 8. ed. São Paulo: Bookman,
2007. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=Bk_HEUqubpIC&
printsec=frontcover&dq=c%C3%A1lculo+i&hl=ptR&sa=X&ei=UImDU9bcBPDJsQ
T2w4DgDA&ved=0CC4Q6AEwAA#v=onepage&q=c%C3%A1lculo%20i&f=false>.
Acesso em: 3 mar. 2015.
ÁVILA, Geraldo Severo de Souza; ARAÚJO, Luís Cláudio Lopes de. Cálculo: ilustrado,
prático e descomplicado. Rio de Janeiro: LTC, 2012. Disponível em: <http://online.
minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-2128-7>. Acesso em: 3 mar. 2015.
HOFFMANN, Laurence D.; BRADLEY, Gerald L. Cálculo: um curso moderno e suas
aplicações: tópicos avançados. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010. Disponível em:
<http://online.minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-2666-4/epubcfi/6/2>.
Acesso em: 3 mar. 2015.
HUGHES-HALLET, Deborah; MCCALLUM, William G.; GLEASON, Andrew M. et al.
Cálculo: a uma e a várias variáveis. v. 1, 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. Disponível
em: <http://online.minhabiblioteca.com.br/books/978-85-216-1955-0>. Acesso
em: 3 mar. 2015.
MALTA, Iaci; PESCO, Sinésio; LOPES. Hélio. Cálculo de uma variável. v. 2, 3.
ed. Rio de Janeiro: PUC-RIO, 2007. Disponível em: <http://books.google.com.
br/books?id=MbxCf9v3z78C&printsec=frontcover&dq=c%C3%A1lculo&hl=pt-
BR&sa=X&ei=IJyDU-fBHrjfsASI2ILoDw&ved=0CEcQ6AEwBA#v=onepage&q=c%C
3%A1lculo&f=false>. Acesso em: 3 mar. 2015.
MUROLO, Afrânio Carlos; BONETTO, Giácomo. Matemática aplicada à
administração, economia e contabilidade. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning,
2012.
SIMMONS, G. F. Cálculo com geometria analítica. São Paulo: McGraw-Hill, 1987.
STEWART, J. Cálculo I. v. 1, 5. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008.

U4 - Título da unidade 213


Anotações
Anotações
Anotações