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Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações 4ºano, 2º semestre 2012/2013 Comunicações Móveis e Sem
Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações 4ºano, 2º semestre 2012/2013 Comunicações Móveis e Sem

Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações 4ºano, 2º semestre

2012/2013

Comunicações Móveis e Sem Fios

Exercícios resolvidos dos exercícios propostos pelo docente da cadeira

Discente: Jorge Rodrigues Valente, 2087406 Docente: Prof. Alberto de Jesus Nascimento

Julho de 2013

Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa

02-07-2016

1/111

Índice

Exercícios propostos - Teórico-prática 01

2

Exercícios propostos - Teórico-prática 02

30

Exercícios propostos - Teórico-prática 03

60

Quando for mencionado

- “livro TR”, estou-me a referir ao livro “Comunicações sem fio - Princípios e práticas”, Theodore S. Rappaport”, 2ª Ed, Editora Pearson Prentice Hall.

- “livro MM”, estou-me a referir ao livro “Sistemas Modernos de Comunicações Wireless”, Simon Haykin e Michael Moher, 2008, Editora Bookman.

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Comunicações Móveis e Sem Fios – Teórico-prática

Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa

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Exercícios propostos - Teórico-prática 01

Propagação em Larga Escala

Exercício 01 – Considere o modelo de perdas de propagação em espaço livre para os seguintes

parâmetros:

P

trans

= 10 W ,

G

trans

dB

=

0

dB ,

G

rec

dB

=

0

dB e

f

c

=

900

MHz .

Determinar a potência recebida, P rec , em watt em espaço livre à uma distância de 1 km.

Problema 4.1, página 109 do livro TR.

Resolução 1a) Para realizar o cálculo de perdas de propagação no espaço livre basta utilizar a

fórmula de FRIIS, pois está-se a falar em propagação em linha de vista.

Assim, a potência linear recebida é definida por

P

r

ec

(

d

)

=

EIR P

trans

P

(

d

)

G

tran

s

trans

O coeficiente responsável pelas perdas no espaço livre é

λ

d

4

π

 

2

.

Para se ter

G

trans

dB

=

0

que

λ

=

o comprimento 8 m 3.1 0 1 s = m − 1 900.10 6 s
o
comprimento
8 m
3.1
0
1
s
=
m
1
900.10 6
s
3

dB

de

e

G

rec

dB

onda

, em que

s

1

= 0 dB , em valores lineares é

G

trans

é

definido

por

λ =

c

f

c

,

sendo

é hertz.

α

G

re

c

λ

4

π

d

2

= 1 W

por

e

G

isso

rec

o

= 1

W , e sei

seu

valor

Assim, com

Em dB é

P

rec

P

rec

=

P

trans

G

trans

G

rec

λ fica que (em valores lineares):

4

π

d

2

P

rec

(

1 k

(

1 k

m

)

m

)

dB

=

=

(

10

)( )( )

1

1

10

.log

10

(

P

rec

1

1

4

π

(

1 00 0

)

.

3

(

1 k

m

))

 

2

P

rec

=

7,036.10

9

W

P

(1 k m

)

 

=

81,53

 

d B W

rec

dBW

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Exercício 02 – Considere um receptor localizado a 10 km de um transmissor com 50 W de potência.

A frequência da portadora é 6 GHz e a propagação dá-se em espaço livre. As antenas têm ganhos:

G

trans

= 1 W

e

G

rec

= 1 W .

a) Determinar a potência do sinal no receptor.

b) Determinar a amplitude do campo eléctrico na antena do receptor.

c) Determinar o valor eficaz da tensão aplicada ao receptor assumindo que a antena tem uma

impedância real pura de 50 ohm e está adaptada ao receptor.

Problema 4.2, página 109 do livro TR.

Resolução 2a) É igual ao exercício 1, só muda a frequência.

Assim, a potência linear recebida é definida por

P

r

ec

(

d

)

=

EIR P

trans

P

(

d

)

G

tran

s

trans

G

re

c

O comprimento de onda é definido por

em que

s

1 é hertz.

Assim, com

P

rec

(

d

)

=

P

trans

G

trans

G

rec

 

λ

4

π

d

λ =

 

2

c

f

c

, sendo por isso o seu valor

fica que (em valores lineares):

α

2  λ  .   4 π d   8 m 3.10
2
λ
.
 
4
π
d
 
8 m
3.10
1
λ =
s =
− 1
6.10
9 s
20

m

P

rec

(

10 k

m

)

=

Em dB é

P

re c

(

10 k

m

)

(

50

dBW

)( )( )

1

1

1

1

4

π

(

10 0

0

0

)

.

20

2

=

10

.log

10

(

P

r

ec

(

10 k

m

))

d

BW

rec

(

10 k

m

)

=

7,916.10

1 2

W

P

(10

k

m

)

 

=

111, 02

d B W

rec

 

dBW

P

,

Resolução 2b)

E

é o módulo do campo eléctrico da onda electromagnética. Consultando o slide 16,

sei que

P

rec

(

d

)

=

EIRP

tran s

4

π

d

2

.

A

efica z

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rec

= D EP

.

A

eficaz

re c

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Em que DEP é a densidade espectral de potência, e é definido por DE P

=

2 E 120 π
2
E
120
π

Pelo slide 10 sei que existe uma relação efectiva entre o ganho da antena e a sua abertura efectiva:

A

eficaz

rec

= G

re

c

.

2

λ

4

π

[

1

]

[1] - Area isotrópicas, página 33, do livro “Sistemas Modernos de Comunicações Wireless”

EIRP

trans

2 P G  λ 2  EIR P E ( d ) t r
2
P
G
λ 2 
EIR P
E
(
d )
t r ans
trans
tra ns
Assim
P
=
2 . G
.
=
A
=
. A
.
rec
r ec
4
π
d
4
π
2 .
eficaz
efi caz
4 π
d
rec
120
π
re c
2
E
P
(
d
).120
π
(
)
rec
Desenvolvendo
P
d
= . A
em ordem a E , fica que
E
=
rec
eficaz
120
π
rec
A eficaz
rec
− 12
2
P
(
d
)
.120
π
P
(
1 0 k m
)
.120
π
. 4
π
7,916.1 0
W
  .480
π
rec
rec
E
=
=
=
2
2
λ 2 
. λ
1
G rec
(
G
.
1
W
)
.
m
rec
4
π
20
 

E é a intensidade de campo eléctrico/magnético.

Cuidado, pois mV

m

E

= 3,873.10

3

E

= 3,873

mV

m

é mili volt por metro, e não metro volt por metro!

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Resolução 2c) Slide 23. Página 76 do livro TR.

P

r

e c

(

d

)

=

 

V

ant

(

d

)

2

V

2

=

2

   

=

V

ant

(

d

)

2

R

ant

 

R

ant

 

4.

R

a n t

 

Desenvolvendo, colocando em ordem a variável

=

 

V

ant

(

d

)

, fica que

 

V

ant

(

d

)

=

 

P

rec

(

d

).4.

R

ant

 
P rec ( 10 k

P

rec

(

10 k

m

)

.4.

R

a nt

 

=

=

 

7,916.10

12

W

 

.4. 50

(

)

V

ant

(

10 k m

)

RMS

V

ant

(

10 k

m

)

RMS

=

39,79.10

6

V

ant

(10 k

m

)

RMS

= 39,79

µV

RMS

Exercício 03 – Considere um transmissor com a potência de 1 watt à frequência de 60 GHz. A antena do transmissor é do tipo corneta com o ganho de 29 dB. A antena do receptor é igual à antena do emissor.

a) Determinar o valor das perdas de propagação em espaço livre às distâncias de 1 m, 100 m e

1000 m.

b) Calcular o valor da potência recebida para essas distâncias.

c) Qual o valor eficaz da tensão recebida na antena se o receptor está adaptado à antena com

uma impedância de 50 ohm?

Problema 4.4, página 109 do livro TR.

Resolução 3a) Trata-se também de uma propagação em linha de vista. Perdas do espaço livre é diferente das perdas de percurso, α . É a definição invertida (linear):

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Em dB é

L

P

(

d

)

dB

= 10.log

2 P ( d ) 1  4 π d  tran s dBm L
2
P
(
d
)
1
4
π
d
tran s
dBm
L
=
=
=
P
P
(
d
)
α
 
λ
 
r
ec
d
Bm
m
2
8
1
4
π
d
c
3.
1
0
1
s
=
10.log
, e com
λ
=
=
=
9
1
 
α
 
 
λ
 
f
60.1
0
s
200
c

m

Nota 3.1 - se não se fizesse a inversão tínhamos que inverter o sinal do logaritmo, pois o menos do logaritmo significa que se está a dividir:

L

d

10

1

10

λ

2

 

=

=

P

(

)

dB

.log

10

1

α

.log

10

4

π

d

 

A potência “desce” e multiplica pelo 10:

 
 

 

L

P

(

d

)

dB

=

10.log

10

 

4

π

d

λ

 

2

 

=

2

.10.log

10

 

4

π

d

λ

 

=

20.log

4

π

d

1

2

0

0

m

=

20.log

10

 

4

π

d

.

(

200 m

)

Agora com a definição geral deste exercício, vou calcular para a diversas distâncias:

L

P

L

P

L

P

(

(

(

1

m

)

dB

=

20.log

10

4

π

d m

.

200

m

20.log

10

4

1

(

)

=

π

(

) (

.

200

m

)

 

10

0

m

1 0

00

)

dB

m

)

=

d

B

20 4

10

.log

π

d m

.

200

m

20.log

10

4

100

(

)

=

π

(

) (

.

20

0

=

20.log

10

4

π

d m

.

200

m

20.log

10

4

1 000

( )

=

π

(

) (

.

L

P

(

1

m

)

dB

=

6

8

d B

m

20

)

 

0

m

 

L

P

(100

m

)

dB

= d B

1 08

)

 

L

P

(1

00

0

m

)

= d B

1 28

 

d

B

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Resolução 3b) Definição linear da fórmula de FRIIS é

P

ec

r

Utilizando os valores em dB é

P

ec

r

(

d

)

=

EIR P

trans

P

(

d

)

+

G

tra

ns

trans

+

(

d

)

G

r

ec

=

+

EIR P

trans

P

(

d

)

G

tran

s

trans

α

λ

4

π

d

2

.

G

re

c

α

λ

4

π

d

2

.

Como não tenho a atenuação, α , mas sim o Path Loss, fica que

P ( d ) rec
P
(
d
)
rec

dBm

= P

trans

(

d

)

dBm

+ G

tran s

dB

+ G

rec

d B

L

P

(

d

)

d B

No enunciado é-me dito que ( d ) = 1 W (cuidado é valores lineares!).
No enunciado é-me dito que
(
d
)
= 1 W (cuidado é valores lineares!). E preciso não em dB ,
P trans
mas sim em dBm . Assim
P
(
d
)
=
30 dB
m
.
tran s
dB m
P
(
d
)
= P
(
d
)
+ G
+ G
− L
(
d )
=
30
dB
m
+
2.(29
dB
)
L
(
d )
rec
tr ans
tr a ns
re
c
P
P
dBm
dB
dB
dB
dB
d B m
P
(
d
)
=
88 dBm
L
(
d
)
r
e c
P
d
B
dBm

Agora com a definição geral deste exercício, vou calcular para a diversas distâncias:

dBm= 88 dBm − 68 d B

=

88

dBm

68 d

B

=

88

dBm

108 d

B

dBm

dBm

=

88 dBm

128 dB

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P

(

1

m

)

 

=

20

dB m

 

re c

 

dB m

P

(

100

 

m

)

 

=

20

d Bm

rec

 

dB m

P

(1

000

m

)

 

=

40

d Bm

rec

 

d

Bm

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Resolução 3c) Slide 23. Página 76 do livro TR.

P

rec

(

d

)

=

V

ant

(

d

)

2

2

V

(

d

)

2

V

an t

2

=

=

R

ant

R

ant

4.

R

ant

Desenvolvendo, colocando em ordem a variável

V

ant

(

d

)

, fica que

V

ant

(

d

)

=

P

rec

(

d

).4.

R

ant

Preciso de passar para valores lineares:

P

rec

P

rec

P

rec

(

1 m

)

dBm

=

20

dB

m

(

100 m

(1

000

)

dB m

=

20

d

B

m

m

)

d

Bm

=

40

dBm

P

(1

m

)

=

0,1

W

 

rec

 

P

(100

 

m

)

=

0,000 01

W

rec

 

P

(1

000 m

) =

0,000 000 1

W

rec

E o valor da impedância da antena é sempre a mesma, por isso

Assim

V

a

n t

(

1 m

)

RMS

=

P

rec

(

1

m

)

.200

=

0,1 W .200
0,1
W
.200

V

ant

(

d

)

=

P ( d ).200 rec
P
(
d
).200
rec

V

ant

(1

m

)

RMS

= 4,47

V

RMS

V

an

t

V

ant

(

(

1 00

m

1 000

)

=

R M S

m

)

RMS

P rec ( 100 m ) .200

P

rec

(

100 m

).200

=

0 00 ,

0 00

,

0 01

W

.200

=

=

0,000 000 1

0,000 000 1

W

.200

0,044 7

V

 

V

ant

(100

m

)

RMS

= 44,7

mV

RMS

=

0,004 47

 

V

an t

(1

000

m

)

RM S

= 4, 47

mV

RMS

=

P rec ( 1 000 m ) .200

P rec

(

1 000

m

).200

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Exercício 04 – As antenas utilizadas nos primeiros sistemas de comunicação via rádio eram normalmente do tipo parabólicas, com um diâmetro de 20 metros, para a recepção de sinal na banda dos 4 GHz, e tinham uma eficiência de, aproximadamente, 60%. Determine o ganho dessas antenas.

Resolução 4) Trata-se também de uma propagação em linha de vista.


 

=

A

eficaz

λ

=

4 π . = . A .   η 2 física   λ
4
π
.
=
.
A
.
  η
2
física
 
λ
8 m
c 3 1
.
0
s
=
=
9
1
f
4.10
s
c

4

π

2

λ

=

η

.


π

0,07 5 m

.

(

2

 

2

2

4

π

 

4

π

π

.

 

G

raio

)

.

2

λ

=

η

.

π

.

2

 

 

.

2

λ

=

η

.

λ

A físic a

A

efic z

a

é a velocidade da propagação da onda, o

E sabendo que

, em que c



 

2

ganho da antena parabólica é definido por:

)

.

π

.

(

2

0

)

.

 

1

0,075 m

G

=

(

0,6

G = 421,1.10

3

G

dB

=

10.log

10

[

G

]

G

dB

=

56, 24

dB

Exercício 05 – Nos feixes Hertzianos os requisitos de propagação em linha de vista restringem a distância que separa o emissor do receptor a um máximo de 40 km. Se a potência do emissor na banda de 4 GHz for de 100 mW, e a antena (para transmissão e recepção) tiver a área efectiva de

0,5 m

2

,

a) Qual o nível de sinal recebido em dBm ?

b) Assumindo que no receptor os terminais da antena estão adaptados à uma impedância de 50 ohm, qual a tensão induzida nesses terminais pelo terminal?

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Problema 2.2, página 37 do livro MM.

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Resolução 5a) Trata-se também de uma propagação em linha de vista.

E sabendo que

Como

P

t ans

r

(

d

λ

=

G

G

L P

L P

=

dB

(

(

)

d

B

m

α

EI RP trans 2  λ  1 ( d ) = P ( d
EI RP
trans
2
λ
1
(
d
)
= P
(
d
)
G
G
= P
(
d
)
G
G
P rec
trans
t
rans
rec
trans
tran
s
re
c
 
4
π
d
 
L
(
d
)
P
8 m
c 3 1
.
0
s
=
= 0,07 5 m
, e como com a área efectiva das antenas são iguais,
9
− 1
f
4.10
s
c
4
π
4
π
2
A
.
=
0,5
.
=
1117,01
eficaz
2 m
 
2
λ [
0,075
m
]

=

10.log

40 km

40

km

)

)

=

d

B

=

10.log

1

10

[

G

]

=

30,48

dB

1

α

=

d

4

π

λ

= 136,524

2

=   

d B

4

π

(

40.10

3

m

)

0,075 m

2

= 44,918.10

12

0

0,1

W

[

. 1000

]

[

1

]

 

=

20 dB

m

e como

G

dB

=

G

trans

dB

=

G

re

c

dB

, fica tudo:

[1] - é o factor de conversão de dB para dBm .

P

rec

(

d P

=

dB

)

trans

(

d

)

dB

+ 2.

G

dB

  L

P

(

d

)

d

B

=

20

d

Bm

+

P

rec

(40

k

m

)

dB

=

55,564

d B m

2.

[

30, 48

dB

]

[

136, 524

dB

]

P

rec

(

40

k m

)

=

P

trans

(

d

)

G

tran s

G

rec

L

P

(

d

)

=

[

0,1

W

][

1117,01

]

2

44,918 .10

1

2

Sugestões: jrvalente@netmadeira.com

P

(

40

km

)

= 2,778.10

9

W

rec

   

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Resolução 5b) Slide 23. Página 76 do livro TR. Cuidado, pois é potência da impedância: 50 W .

P

rec

(

d

)

=

V

ant

(

d

)

2

2

V

(

d

)

2

V

an t

2

=

=

R

ant

R

ant

4.

R

ant

Desenvolvendo, colocando em ordem a variável

V

ant

(

d

)

, fica que

V

ant

(

d

)

=

P rec ( d ) . [ 4. R ant ]

P

rec

(

d

).[4.

R

ant

]

V

an t

(

40 k

m

)

=

RMS

P ( 40 km ) . 50 [ W ] r e c
P
(
40 km
)
. 50
[
W
]
r e
c

=

2,778.1 0 − 9 W . 50 W

2,778.1

0

9

W

.

50

W

V

ant

(40

km

)

RMS

= 372,69

µV

RMS

Exercício 06 – Considere a ligação entre um satélite geoestacionário e a sua estação terrestre. A separação entre ambos é de 40 000 km. As características de transmissão e recepção são idênticas às do problema anterior.

a) Qual o nível de potência recebida em dBm?

b) Quais as implicações que este nível de potência tem no projecto do receptor?

O terminal receptor na terra tem uma antena com um ganho típico de 10 ou menos dB. Qual o impacto desse no débito de dados suportado nesta ligação rádio?

Resolução 6) Aqui é com recurso a um satélite geoestacionário.

P

rec

(

d

)

=

EI RP

trans

P

(

d

)

G

t

trans

rans

G

rec

α

λ

2

4

π

d

Sugestões: jrvalente@netmadeira.com

=

P

trans

(

d

)

G

tran

s

G

re

c

1

L

P

(

d

)

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E sabendo que

8 m c 3 1 . 0 s λ = = = 0,07 5 m
8 m
c 3 1
.
0
s
λ
=
=
= 0,07 5 m
, e como com a área efectiva das antenas são iguais,
9
1
f
4.10
s
c
4
π
4
π
2
G
=
A
.
0,5
m
.
=
1117,01
eficaz
2 = 
 
2
λ 0,075 m
[
]
G
=
10.log
[
G
]
=
30,48
dB
10
dB
2
2
3
4
π
(
40.10
m
)
1
4
π
d
(
)
12
L
40
k m
=
=
= 44,918.10
P
α
λ
 
0,075 m
=   
(
40 km
)
=
136,524
d B
L P
d B

Como

P

t r ans

(

d

)

d B

m

=

10.log

1 0


  

0,1

W

[

]

 

. 1000

[

1 ]

=

20 dB

m

[1] - é o factor de conversão de dB para dBm .

e como

G

dB

= G

trans

dB

= G

re c

dB

, fica tudo:

Confirmar a resolução

P

rec

(

P

re c

40 k

d

)

dB

= P

trans

(

d

)

+ 2.

dB

G

dB

)

=

20

dBm

+

2.[3

0, 48

d

B

]

 

dB

 
 

P

(

40 km

)

=

155

d B m

rec

 

dB

(

m

L

P

[

(

d

)

dB

136,524 d B

]

Resolução 6b) Para uma antena com

este nível de potência, o receptor terá que ser muito sensível, pois este nível de recepção tem os mesmos valores do nível de ruído.

. Para receber

G

rec

> 10

dB , fica que

P

rec

(

40 km

)

dB

=

136

d B m

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Exercício 07 – Desenhar o gráfico e comparar as perdas de propagação em dB para o modelo de propagação em espaço livre e para o modelo da reflexão em terra plana à frequência de 800 MHz com à distância ao emissor, assumindo uma gama de distâncias entre 1 e 40 km. Assuma que as antenas são isotrópicas e têm ambas uma altura de 10 metros.

A partir do resultado obtido conclua se o modelo de Terra plana é válido para distâncias inferiores a

1 km essa aproximação é válida. Para que gama de distâncias é válida a aproximação?

Resolução 7) Modelo Shadowing

é válida a aproximação? Resolução 7) Modelo Shadowing Figura 1 - Esquema do exercício 7. O

Figura 1 - Esquema do exercício 7.

O lognormal é uma distribuição em dB .

Roll out – planeamento teórico.

Exercício 08 – Uma regra de projecto normalmente seguida nos feixes Hertzianos é manter 55% do

volume do primeiro elipsóide de Fresnel livre de obstáculos. Para uma ligação à distância de 1 km e

a frequência de 2,5 GHz, qual será o raio da primeira região de Fresnel? Qual a distância que é necessária desobstruir nessas condições?

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Problema 4.17, página 110 do livro TR.

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Resolução 8) http://www.novanetwork.com.br/suporte/calculos/fresnel.php

Com este exercício vai-se abordar a elipsóide de Fresnel.

Definição Zona Fresnel (a atenuação máxima é atingida quando

d

Tx

= d

Rx

):

A zona de Fresnel é um elipsóide de comprimento que se estende entre as duas antenas. A primeira zona de Fresnel é tal que a diferença entre o caminho directo (AB na figura abaixo) e um caminho indirecto que toca um único ponto na fronteira da zona de Fresnel (ACB) é a metade do comprimento de onda.

da zona de Fresnel (ACB) é a metade do comprimento de onda. Figura 2 - Zona

Figura 2 - Zona Fresnel.

O raio do n-ésimo circulo da zona de Fresnel é indicado por

expresso em termos de n , λ ,

d

Tx

e

d

Rx

por

r

n

=

d . d n λ Tx Rx . . + d d T x Rx
d
. d
n λ
Tx
Rx
.
.
+ d
d T x
Rx

r

n

(índice do elipsóide) e pode ser

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1. λ . d . d Tx Rx O primeiro elipsóide de Fresnel é definida
1.
λ .
d
.
d
Tx
Rx
O primeiro elipsóide de Fresnel é definida para n = 1 , sendo
r 1 =
d
+ d
Tx
Rx
atenuação máxima é necessário que
= d
, sendo o 1º caso
d
+ d
= 1 km e
d 1
2
1
2
8 m
c
3.1 0
s
λ
=
=
= 0,12 m
− 1
f
2,5.1 0
9 s
c
1 .
[ 0,12
m
]
.
[
500
m ]
. [
500
m
]
Fica que
r
=
= 5, 48 m
.
1
[ 500 m
]
+ [
50 0 m
]

. Como para haver

Este valor do raio do primeiro elipsóide significa que se o obstáculo não atingir este ponto, o sinal não sofrerá difracção (devido a uma obstrução).

Agora é solicitado que para o primeiro elipsóide não haja 55% do volume de obstrução:

r

1

55%

= r

0,55.

(

1

)

=

0,55.5, 48 m

=

3,01 m

r 1 55% = r 0,55. ( 1 ) = 0,55. 5, 48 m = 3,01

Figura 3 - Perfil do plano do exercício 8.

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Legenda:

hpc

= Altitude do Ponto Crítico;

ha

= Altitude da antena Tx em Relação ao nível do mar;

hb

= Altitude da Antena Rx em Relação ao nível do mar;

h

= Raio do Elipsóide de Fresnel no Ponto Crítico:

3,01 m;

d1

= Distância de Estação A ao Ponto Crítico:

500 m;

d2

= Distância do Ponto crítico à Estação B:

500 m;

d

= Comprimento do Enlace:

1 Km;

atA

= Altitude da Torre A em Relação ao nível do mar;

atB

= Altitude da Torre B em Relação ao nível do mar;

Quando se diz 55% de obstrução do primeiro elipsóide, significa que os outros 45% do primeiro elipsóide podem ficar obstruídos que não há problemas. O valor calculado de 5,48 m é o raio do

elipsóide a uma distância de 500 m da antena. Os 3,01 m é a altura que deve de ficar disponível de modo a não haver difracção.

Exercício 09 – Calcular a potência recebida no terminal móvel da figura a partir da difracção no obstáculo em ponta de faca assinalado.

da difracção no obstáculo em ponta de faca assinalado. Figura 4 - Esquema do exercício 9.

Figura 4 - Esquema do exercício 9.

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Compare o valor obtido com o valor teórico das propagações em espaço livre (caso a obstrução não existisse). Qual o valor das perdas de propagação devido à difracção neste caso?

Assuma os parâmetros:

P trans

= 10 W ,

G trans

dB

=

10 d B

,

G rec