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Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações

3ºano, 1º semestre
2010/2011

Electromagnetismo

Exercícios propostos pelo docente da cadeira

Discente: Jorge Rodrigues Valente, 2087406

Fevereiro de 2011
Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 1/348

A todos, um bom estudo, e sucesso nos exames.

Conteúdo
Lei de Coulomb ..................................................................................................................................................... 2
Campo Eléctrico.................................................................................................................................................... 3
Energia Potencial .................................................................................................................................................. 4
Lei de Gauss .......................................................................................................................................................... 6
Constantes Fundamentais da Físicas.................................................................................................................... 7
Cinemática ........................................................................................................................................................ 8
Dinâmica .......................................................................................................................................................... 9
Electromagnetismo ......................................................................................................................................... 10
Termodinâmica............................................................................................................................................... 11
SÉRIE 1 – Carga e Campo Eléctrico ..................................................................................................................... 16
SÉRIE 1 – Carga e Campo Eléctrico - Exercícios extras ...................................................................................... 37
SÉRIE 2 – Electrostática ...................................................................................................................................... 52
SÉRIE 3 – Polarização da Matéria (Condensadores) ......................................................................................... 105
SÉRIE 4 – Corrente Eléctrica Estacionaria......................................................................................................... 118
SÉRIE 5 – Campo magnético ............................................................................................................................. 140
SÉRIE 6 – Magnético Estático ........................................................................................................................... 157
SÉRIE 7 – Campos Magnéticos Variáveis e Indução Electromagnética ............................................................ 182
SÉRIE 8 – Magnetização da Matéria ................................................................................................................. 205
SÉRIE 9 – Equações de Maxwell ....................................................................................................................... 220
SÉRIE 10 – Circuitos de Corrente Alternada ..................................................................................................... 229
SÉRIE 11 – Teorema de Poyting e Momento Electromagnético ...................................................................... 252
SÉRIE 12 – Potencial Vectorial .......................................................................................................................... 258
SÉRIE 13 - Ondas ............................................................................................................................................... 265
Frequências ...................................................................................................................................................... 276
Frequência do dia 2007 01 25 .......................................................................................................................... 276
Frequência do dia 2007 10 24 .......................................................................................................................... 284
Frequência do dia 2007 11 14 .......................................................................................................................... 295
Frequência do dia 2008 11 03 .......................................................................................................................... 302
Exame de Recurso do dia 2009 01 20 .............................................................................................................. 316
Exame de Recurso do dia 2009 09 12 .............................................................................................................. 321
Frequência do dia 2010 11 08 .......................................................................................................................... 338
Frequência do dia 2010 12 07 .......................................................................................................................... 342

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Lei de Coulomb

Nota: para a Carga eléctrica Q, a unidade é C (Coulomb)

1 9 Nm 2
ke → constante de Coulomb, no vazio. ke = = 8, 9878.10
4πε 0 C2

ε → permitividade do meio.

ε 0 → permitividade do vazio. ε 0 = 8,854.10 −12 Fm −1

ε
ε r → permitividade relativa. εr =
ε0

(é sempre superior a 1, o que se conclui que ε 0 é o valor mais pequeno que ε pode tomar)


E é o campo eléctrico, e não depende do referencial. Dentro de uma ESFERA é sempre zero.

B é o campo magnético, e não depende do referencial. A superfície FECHADA é sempre zero.

 
Φ E = ∫ Ed S , é o fluxo eléctrico, e  Φ E  = Nm 2

 
Φ B = ∫ Bd S , é o fluxo magnético, e  Φ B  = Tm 2 = Wb
S

TW
µ0 = 4π x 10−7 ∧ [ µ0 ] =
A

e = 1, 602.10−9 C
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 µ 0 Idl x r  µ0 I 
Lei de Biot-Savat → dB =

.
r3
⇔ B = ∫ 4π . r 2
dl


Com dl = 2π r (período)

Teoria da Sobreposição é quando isolamos duas cargas, de modo a que restantes não actuam sobre
elas.

Campo Eléctrico

 Q 
E1 = ke . 21 .e1 p
r1 p

    n 
E = E1 + E 2 + ..... + E n = ∑ E i
i =1

 q  
E = ke . 2 ∧ F e = q.E
r

 n k ∆Q 
Assim: E ≈ ∑ 2 i .ei , no caso de termos uma distribuição contínua de cargas.
i =1 ri

 
 n
k ∆Qi  r '−r
Logo E = lim
x →+∞
∑ ri 2
.ei = k ∫   3 dQ
i =1 r'−r

Campo Uniforme é aquele que têm o mesmo módulo, direcção e sentido em todos os pontos do
espaço.

Campo Eléctrico Estacionário é aquele que é produzido por cargas em repouso.


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Energia Potencial

Por definição, a diferença de potencial ou a variação do potencial


entre o ponto P2 e o ponto P1 é

  ∆E p
( ) ( )
∆V = V r 2 − V r1 =
q
(em V)

• O campo eléctrico em P é a força por unidade de carga;


• O potencial em P é a energia potencial por unidade de carga.
kQ
V= → potencial em P, criado pela carga Q.
r

 
WA→ B = − ∫ F e d l , e quando aplicado a um campo circular fechado WA→ B = 0

O trabalho depende apenas do ponto inicial e do ponto final, não depende do percurso efectuado.

WA→ B J
ϕB − ϕ A = → é a diferença de potencial.
q C

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Demonstração - como W =

∫ Fdl e W = −∆E p , então:

P1 P2 por definição


por definição

    

∫ Fdl = −∆E p ⇔

∫ qEdl = −q∆V ⇔ ∆V = −

∫ Edl
P1 P2 P1 P2 P1 P2

Assim dl = diferencial de deslocamento

       
(
Diferencial de volume: dV = −Edl ⇔ dV = − Ex i + Ey j + Ez k dxi + dy j + dzt )( ) ⇔

dV = − ( Ex dx + E y dy + E z dz )

∂V ∂V ∂V
Daqui conclui-se que: Ex = − , Ey = − e Ez = −
∂x ∂y ∂z

Exemplo: calcular a intensidade do campo eléctrico cujo o potencial é dão por ϕ r = K1 xy 3e K 2 z .

dϕ d ( K1 xy 3e K2 z ) 1
= − ( K1 xy 3e K2 z ) = − K1 y 3e K 2 z
'
Resolução: Ex = − =− [ K2 ] =
∂x ∂x x m

dϕ d ( K1 xy e 3 K2 z
) =− V
( K xy e )
'
Ey = − =− 1
3 K2 z
= −3K1 xy 2e K2 z [ K1 ] =
∂y ∂y y m4

dϕ d ( K1 xy 3e K2 z )
= − ( K1 xy 3e K2 z ) = − K1 xy 3e K2 z ( K 2 z ) z = − K1 K 2 xy 3e K2 z
' '
Ez = − =−
∂z ∂z z

Chama se “superfície equipotencial” ao lugar geométrico dos pontos que têm o mesmo valor de
potencial. Não se realiza trabalho com o deslocamento de uma carga numa superfície equipotencial.

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Lei de Gauss

  
φE = ∫ E.d A → Fluxo do campo eléctrico E através da superfície S
S



É uma medida do número de linhas de campo E que atravessam a superfície S de área A.

• φE = 0 : Podemos afirmar que o fluxo do campo eléctrico através de qualquer superfície

fechada que não contenha cargas eléctricas é nulo.

  q
• φE = ∫ E.d A = : No entanto se houver uma carga “q” dentro da superfície fechada, vai
S ε0
haver fluxo, sendo este independente da forma dessa superfície.

Energia Armazenada no Campo Electrostático:

1 1
2 D∫ 2∫
UE = Vdq ou UE = ε E 2 dv

Nota:
 
∫ F .dl e → W = −∆V , onde W é o trabalho feito pelo campo eléctrico .

W = ∆V , onde W é o trabalho que tem que ser feito contra campo eléctrico.

Da mesma maneira que temos sempre

f   f  
a ∫ E dl = − (V f − Vi ) ⇔ V f − Vi = − q ∫ E dl
i i

∆V f  
∆q = ⇔ q f − qi = ∫ E dl
q i

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Constantes Fundamentais da Físicas

Grandeza Símbolo Valor (experimental)

Permissividade do espaço livre ε0 C2  F 


8,8544.10−12  
Nm 2  m 

Permeabilidade do espaço livre µ0 mKg  H 


4.π .10 −7  
C2  m 

Impedância do espaço livre η0 376 Ω

Velocidade da luz no vácuo c m


2,998.108
s

Carga elementar (do electrão e do protão) e ±1, 603.10−19 C

Massa do electrão (em repouso) me 9,1091.10−31 Kg

Massa do protão (em repouso – cerca de 20 000 vezes mp 1,6725.10−27 Kg


mais!)

Constante de Boltzmann N J
6, 0225.1026
K

Constante Universal de Gravitação G m2


6, 658.10−11
Kg.s 2

Electrão-Volt eV 1, 603.10−9 J

Velocidade da luz c 2.9979·108 m·s-1

Constante de Planck h 6.6256·10-34 J·s

Constante da gravitação G N·m 2


6.670·10−11
kg 2

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Cinemática

Grandeza física Símbolo Unidade SI

Tempo t s

Posição x m

Velocidade v m s-1

Aceleração a m s-2

Ângulo plano  rad

Velocidade angular ω rad/s

Aceleração angular α rad·s-2

Raio r m

Comprimento de arco s m

Área A, S m2

Volume V m3

Ângulo sólido  sr

Frequência f Hz

Frequência angular (=2f)  s-1, rad s-1

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Dinâmica

Grandeza física Símbolo Unidade SI

Massa m kg

Momento linear p kg m s-1

Força F N (= kg m s-2)

Momento de uma força  N·m

Momento de inércia I kg m2

Momento angular L kg m2 s-1 rad (= J s)

Energia E J

Energia potencial Ep , V J

Energia cinética Ek J

Trabalho W J

Potência P W

Densidade (massa)  kg m-3

Pressão p Pa

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Electromagnetismo

Grandeza física Símbolo Unidade SI

Carga eléctrica Q C

Densidade de carga  C m-3

Corrente eléctrica I, i A

Densidade de corrente eléctrica j A m-2

Potencial eléctrico V V

Diferencia de potencial, voltagem V V

Campo eléctrico E V m-1

Capacidade C F

Permissividade eléctrica  F m-1

Permissividade relativa r 1

Momento dipolar eléctrico p Cm

Fluxo magnético  Wb

Campo magnético B T

Permeabilidade µ H m-1, N A-2

Permeabilidade relativa µr 1

Resistência R 

Resistividade  m

Auto-indução L H

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Indução mútua  H

Constante de tempo  s

Termodinâmica

Grandeza física Símbolo Unidade SI

Calor Q J

Trabalho W J

Temperatura termodinâmica T K

o
Temperatura Célsius t C

Energia interna U J

Entropia S J K-1

Capacidade calorífica C J K-1

Razão Cp / Cv  1

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Prefixos no Sistema Internacional

Fator Nome Símbol Fator Nome Símbolo

1024 yotta Y 10-1 deci d

1021 zetta Z 10-2 centi c

1018 exa E 10-3 milli m

1015 peta P 10-6 micro µ

1012 tera T 10-9 nano n

109 giga G 10-12 pico p

106 mega M 10-15 femto f

103 quilo k 10-18 atto a

102 hecto h 10-21 zepto z

101 deka da 10-24 yocto y

Força Gravítica Força Electrostática

É associada a massa dos corpos É associada a carga dos corpos

É de atracão, quando a massa é > 0. Tanto é de atracão como de repulsão, conforme


a carga < 0 ou > 0.

A carga TOTAL de um sistema isolado conserva-se.

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Lei de Coulomb

 K e . ( q A .qB )  1 9 Nm


2
−12 F  C2 
FAB =  3 .rAB ∧ K e = = 8,99x10 ∧ ε 0 = 8,854x10  
rAB 4πε 0 C2 m  Nm 2 

Ke , é a constante de Coulomb.

ε é a permissividade do espaço do meio, ε 0 é a permissividade do espaço livre (do vazio),

ε r é a permissividade relativa, é sempre maior do que 1.

Campo eléctrico

 K .Q  K .Q  1 Nm2 F  C2 


EP = e 3 .rP = e 2 .eP ∧ K e = = 8,99x109 2 ∧ ε 0 = 8,854x10−12  
rP dP 4πε 0 C m  Nm2 

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E = E1 + E2 + E3 + ... + En


Em que E é o campo eléctrico no ponto “A”, produzido pelas cargas Q1 , Q2 , Q3 ,..., Qn .

dQ dQ dQ
Carga linear, ρ l = , Carga superficial, ρ s = , Carga volúmica, ρ v =
dL dS dV

Campo eléctrico de distribuições contínuas de carga:

 ρ   ρ   ρ   ρ   ρ 
E = ∫ K 2l dl e ∨ E = ∫ K 2l ds e E = ∫ K 2s dS e ∨ E = ∫ K 2s dA e E = ∫ K 2v dV e
r r r r r

A lei de Coulomb, obtida experimentalmente na segunda metade do século XVIII, descreve a força
que uma carga eléctrica pontual Q1 , situada em P1 , exerce numa outra carga Q2 situada em P2 :

 K e . ( q A .qB ) 


FAB = .eAB (1)
rAB 2

   r
onde rAB = P1 P2 , rAB = P1 P2 , eAB = AB e k é uma constante que, no SI vale:
rAB

Nm 2
9
K e = 8, 99x10
C2

1
É também habitual escrever esta constante na forma K e = , sendo
4πε 0
F  C2 
ε 0 = 8,854x10−12   a permitividade do vazio.
m  Nm2 

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É um facto experimental que, se Q1 for uma carga estática, a força exercida sobre Q2 é dada pela
expressão (1), qualquer que seja a velocidade desta carga. No caso de a carga Q1 estar em
movimento, a força que esta exerce sobre a carga Q2 já não é dada simplesmente pela lei de
Coulomb.

Uma carga modifica o espaço à sua volta produzindo um campo eléctrico. O campo eléctrico em

qualquer ponto P é um vector E que pode ser medido por meio de uma carga de prova Q2 (carga-
teste); o campo eléctrico, no ponto P, produzido pela carga Q1 define-se como a força que actua na
carga de prova, dividida pelo valor da carga de prova, isto é,

 F
EP = P
Q

A lei de Coulomb implica que o campo eléctrico E num ponto depende apenas da carga que o produz
( Q1 ) e da posição do ponto P :

 K .Q  K .Q 


EP = e 3 .rP = e 2 .eP
rP dP

No caso de um número arbitrário de cargas, aplica-se o princípio da sobreposição. De acordo com


este princípio, o campo resultante em P é a soma vectorial dos campos criados individualmente por
cada carga eléctrica.

Uma vez conhecida o campo eléctrico no ponto P , a força que actua sobre qualquer carga Q1
 
colocada no ponto P é dada por FP = QEP .

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SÉRIE 1 – Carga e Campo Eléctrico

Tópicos - Carga eléctrica

Lei de Coulumb

Campo eléctrico

Exercício 2 - Considere três cargas pontuais localizadas


nos cantos dum triângulo rectângulo como se ilustra na
figura, em que q1 = q3 = 5,0 µ C , q2 = −2,0 µ C , e
a = 0,10 m . Encontre a força resultante exercida em
q3 . Permissividade do vácuo é
F  C2 
ε 0 = 8,854.10−12  .
m  Nm2 

(é igual ao exercício 8 e do livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 9)

Resolução 2 - Dados:

q1 = q3 = 5, 0.10 −6 C ∧ q2 = −2, 0.10 −6 C

a = 0,10m ∧ b = r3 = a 2 + a 2

r3 = 2a 2 ⇔ r3 = a 2 ⇔

⇔ r3 = ( 0,1) 2 ⇔ r3 = 0,141m

   


É pedido F3 = ? Ora sei que nesse ponto: F3 = F31 + F32

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Lei de Coulomb

 K e . ( q A .qB )  1 9 Nm


2
−12 F  C2 
FAB =  3 .rAB ∧ K e = = 8,99.10 ∧ ε 0 = 8,854.10  
rAB 4πε 0 C2 m  Nm 2 

 K . ( q .q )    
F 32 = e 33 2 .r 32 ∧ r 32 = r 3 − r 2 = ( a ; a ) − ( 0 ; a ) = ( a − 0 ; a − a ) = ( a ; 0 )
r32

Logo:

Nm 2

8,99.109
C 2 ((  )(
. 5.10−6 C . −2.10−6 C
−9.10−2 Nm 2
))
F 32 = . ( a ; 0 ) ⇔ F 32 = .( a ; 0) ⇔
( )
3 3
a 
2



r 32 a + 0
ke.q3 .q2
3
r32

 −9.10−2 Nm 2   −9.10−2 N m2    −9 .10−2 N 


⇔ F 32 =
a2. a
. a ; 0 ( ) ⇔ F 32 = 
 ( 0,1)2 m 2
; 0  ⇔ F 32 = 
  10−2
; 0 


   


F 32 = ( −9 ; 0 ) N


Nota : norma → b = r31 = a 2 + a 2 ⇔ r312 = 2.a 2 ∧
  
r 31 = r 3 − r1 = ( a ; a ) − ( 0 ; 0 )

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Agora a outra força:

Nm 2
 K .q q  
8,99.10 9

C 2
(
. 5.10−6 C ) ( 5.10 −6
C )
F 31 = e 3 3 1 .r 31 ⇔ F 31 = .( a ; a ) ⇔
( )
3
r31 a +a2 2

Nm2

8,99.109
C 2
(
. 5.10−6 C ) (5.10 −6
C )  8,99.109 Nm2 .25.10−12
⇔ F 31 = 3
. ( a ; a ) ⇔ F 31 = 3 3
.( a ; a ) ⇔
 2 2
1 2.

( 2.a ) 2 2.a 2
 

 8,99.25.10 −3 Nm 2  224, 75.10−3 N m2


⇔ F 31 = 3
. a ; a ( ) ⇔ F 31 = 3
. (1 ; 1) ⇔
2 . ( 0,1) m
2
2 2 2
2 .a . a 2

3 1
3
2 ≠ 2 .2
2 2
muito cuidado!

 22, 475 .10−2 N   22, 475 22, 475  


F 31 = . (1 ; 1) ⇔ F 31 =  N ; N  ⇔ F 31 = ( 7,95 ; 7,95 ) N
2,82 .10−2  2,82 2,82 


F 31 ≈ (8 ; 8) N

Assim, a resultante das forças, em q3 , é:

    
F 3 = F 31 + F 32 ⇔ F 3 = ( 8 ; 8 ) N + ( −9 ; 0 ) N ⇔ F 3 ≈ ( −1 ; 8 ) N

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Exercício 3 - Três cargas pontuais estão no eixo dos x


como se mostra na figura. A carga positiva
q1 = 15, 0 µC está em x = 2, 0 m , a carga positiva
q2 = 6, 0 µC está na origem, e a força resultante que actua
sobre q3 = 0 (é zero). Qual é a coordenada x de q3 ?

Resolução 3: “…força resultante … “.

Dados:

q1 = 15, 0µ C ∧ x1 = 2m
q2 = 6,0µ C ∧ x2 = 0m
F3 = 0 N ∧ x3 = ? m

  
ΣF 3 = 0N F 31 + F 32 = 0 N

     
r31 = r3 − r1 = ( 2 − x ) − 0 = ( 2 − x ) ∧ r32 = r3 − r2 = ( 2 − x ) − 2 = − x

  K e . q3 .q1 K e . q3 .q2 q1 q


F31 = F32 ⇔  2 =  2 ⇔  = 2 ⇔
( ) ( ) ( ) ( )
2 2
r31 r32 r31 r32

q1 q2 q1 x 2 q2 q1 2
⇔ = ⇔ = ⇔ x = ( 4 − 4x + x2 ) ⇔
(2 − x)
2
( −x)
2
( 4 − 4x + x2 ) x2 q2

 15 10 −6  2 2 2 2 2
⇔  . −6  x = 4 − 4 x + x ⇔ 2, 5 x = 4 − 4 x + x ⇔ 1,5 x + 4 x − 4 = 0 ⇔
 6 10
 

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  4 − 40 
−   = 0, 77 m
  3 
−4 ± 16 + 24 
⇔ x= ⇔ x=
3 
−  4 + 40  = −3, 44m
  3 
  

Resposta: x = 0, 77 m (cuidado com os sinais!).

Não é −3, 44m , porque a distância total, entre q1 e q3 é inferior a 2m.

Do livro “College Physics, Serway, 7th Edition”, na pagina 503, exemplo 15.2 – “May the Force Be
Zero”.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 22/348

Exercício 4 - Encontre a força que actua sobre a carga Q1 (20 μC), devido a uma outra carga Q2
(−300 μC) onde as cargas Q1 e Q2 encontram-se nas posições (0, 1, 2) m e (2, 0, 0) m,
respectivamente.

Resolução 4: “…a força que actua …” F1 = ?

Q1 = 20.10−6 C ∧ Q1 → ( 0 ; 1 ; 2 ) m

Q2 = −300.10−6 C ∧ Q2 → ( 2 ; 0 ; 0 ) m


r12
Cálculos auxiliares – vector unitário: r12 =
r12

  
r12 = r 1 − r 2 = (0 ; 1 ; 2) − ( 2 ; 0 ; 0) = ( −2 ; 1 ; 2)


( −2 ) + (1) + ( 2 )
2 2 2
norma → r12 = = 4 +1+ 4 = 9 = 3m

Nota: quando se passou a soma, deixou de ser vector e passou a escalar.

 9 N m
2 
  K e .q1.q2 
 8,99.10
C2
( −6
 . 20.10 C ) ( −300.10 −6
C )
F 1 = F 12 = .r 12 =   . ( −2 ; 1 ; 2 ) m =
3
r12 33 m3


F1 = ( 4, 0 ; − 2, 0 ; − 4, 0 ) N


F2 = ( −4, 0 ; 2, 0 ; 4, 0 ) N

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 23/348

Exercício 5 - Duas cargas pontuais, Q1 = 50 x 10 −6 C e Q2 = 10 x 10 −6 C , estão localizadas nas


posições ( −1 ; 1 ; − 3) m e ( 3 ; 1 ; 0 ) m , respectivamente. Encontre a força que actua sobre
Q1 .

Resolução 5 - Dados

Q1 = 50 x 10 −6 C ∧ Q2 = 10 x 10 −6 C


r12 = ( −1 ; 1 ; − 3 ) − ( 3 ; 1 ; 0 )


r12 = ( −4 ; 0 ; − 3) m

( −4 ) + 02 + ( −3)
2 2
r12 =

r12 = 25 ⇔ r12 = 5m

 4 3
r 12 =  − ; 0 ; − 
 5 5

 q1.q2
F 12 = ( −0,8 ; 0 ; − 0, 6 )
−12 C2
4π x 8,854 x 10 2
.25m 2
Nm

 
F 12 = 0,18 N ( −0,8 ; 0 ; − 0, 6 ) ⇔ F 12 = ( −0,144 ; 0 ; − 0,108) N

(só tem componente “z”, pois as outras acabam por se anular).

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 24/348

Exercício 6 - Encontre a força que actua sobre uma carga de 100 μC na posição ( 0; 0; 3) m se
quatro cargas iguais de 20 μC se encontram nos eixos X e Y a ± 4 m da origem.

Resolução 6:

Dados (as componentes “x” e “y”


anulam-se, ficando só a componente
“z”.

q0 = 100µC ∧

q1 , q2 , q3 , q4 = 20µC

         


F 0 = F 01 + F 02 + F 03 + F 04 = F01 z M z + F02 z M z + F03 z M z + F04 z M z = 4 F01 z M z


Escolhi F01 z M z , mas poderia ter escolhido qualquer uma das outras forças, porque são iguais.

Cálculos auxiliares:
  
r 01 = r 0 − r 1 = (0 ; 0 ; 3) − ( 4 ; 0 ; 0 ) = ( −4 ; 0 ; 3)

( −4 ) + ( 0 ) + ( 3)
2 2 2
r01 = = 16 + 9 = 25 = 5m

Nota: quando se passou a soma, deixou de ser vector e passou a escalar.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 25/348

 9 N m
2 
 K e . ( q0 .q1 )  
 8,99.10
C2
( −6
 . 100.10 C ) ( 20.10 −6
C )
F 01 = .r01 ⇔ F 01 =   . ( −4 ; 0 ; 3) m ⇔
r012 53 m3

  
F 01 = ( −0,58 ; 0 ; 0, 43) N ⇔ F 01 = ( −0,58 ) + ( 0, 43)
2 2
N ⇔ F 01 = 0, 72 N .

   
F 0 = 4 F01 z M z ⇔ F 0 = 4 ( 0, 72 ) 
M
⇔ F 0 = 2,8768
M
N
z z

Ou então:

 9 N m
2 
 K e . ( q0 .qQ ) 
 8,99.10
C2
( −6
 . 100.10 C ) ( 20.10 −6
C ) 
F 0Q = ⇔ F 0Q =   ⇔ F 0Q = 0, 7192 N
( )
2
2
4 +3 2 52 m 3

   
Como são 4 forças, fica: F 0 = 4 F 0Q M z ⇔ F 0 = 2,8768
M
N
z

Nota – o resultado é o pedido, em vector(!), mas como só tem uma componente, a do eixo dos “z”,
uma vez que as outra anulam se, dá a sensação que o resultado é a força resultante, mas não é. É a
força.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 26/348

Exercício 7 - Uma carga pontual q1 = 300 µC , localizada na posição (1; − 1; − 3) m , sente uma
força F1 = 8ax − 8ay + 4 az devido a uma outra carga pontual na posição ( 3; − 3; − 2 ) m . Determine q2
.

Resolução 7 - Dados:

q1 → (1 ; − 1 ; − 3) m

q2 → (3 ; − 3 ; − 2) m


F 12 = ( −8 ; − 8 ; 4) N

 K . ( q .q ) 
Ora F 12 = e 21 2 .r12 ⇔
r12

 9 Nm 
2

2  (
 8,99.10 . 300.10−6 C ) ( q2 )
C 
⇔ ( −8 ; − 8 ; 4 ) N =  . ( −2 ; 2 ; − 1) m ⇔


33 m3
F 12

Cálculos auxiliares:
  
r12 = r 1 − r 2 = (1 ; − 1 ; − 3) − ( 3 ; − 3 ; − 2 ) = ( −2 ; 2 ; − 1)

( −2 ) + ( 2 ) + ( −1)
2 2 2
r12 = = 9 r12 = 3m

Nota: quando se passou a soma, deixou de ser vector e passou a escalar.

Assim, e continuando:

 9 Nm 
2

2  (
 8,99.10 . 300.10 −6 C ) ( q2 )
C 
⇔ ( −8 ; − 8 ; 4 ) N =  . ( −2 ; 2 ; − 1) m ⇔
33 m3

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 27/348

  ( 8, 99.109 ) . ( 300.10−6 ) ( q2 )   ( 8,99.109 ) . ( 300.10 −6 ) ( q2 )


( −8 ) ax = . ( −2 )  4 ax =
 33  33

  ( 8,99.109 ) . ( 300.10 −6 ) ( q2 )   ( 8,99.109 ) . ( 300.10−6 ) ( q )

⇔ ( −8 ) ay = . ( 2 ) ⇔ −4ay =
2
3 3

 3  3
  ( 8, 99.109 ) . ( 300.10−6 ) ( q2 )    ( 8, 99.109 ) . ( 300.10−6 ) ( q2 )
( 4 ) az = . ( −1) −4az =
 33  33


 

4ax.27 = ( 8,99 ) . ( 300 ) .103 ( q2 ) q2 = 40 µ ax
   
⇔ −4ay.27 = ( 8,99 ) . ( 300 ) .103 ( q2 ) ⇔ q2 = −40 µ ay ⇔
   
−4az.27 = ( 8, 99 ) . ( 300 ) .10 ( q2 ) q2 = −40 µ az
3

Nota – tenho 3 equações e uma variável, logo bastava calcular apenas uma das equações. Este
resultado é a das componentes, e não da resultante.

q2 = 40 2 + ( −40 ) + ( −40 )
2 2
Assim, ⇔ q2 = 69, 28µC

 9 Nm 
2

 . ( 300.10 C ) ( q2 )
−6
8, 99.10
( −8 ; − 8 ; 4 ) N  C2 
Ou ⇔ = ⇔
( −2 ; 2 ; − 1) m 33 m3

⇔ q2 =
( −4 ; − 4 ; − 4)
⇔ q2 = 3. ( −4.105 ) C
2
⇔ q2 = 69, 28µ C
105

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 28/348

Exercício 8 - Três cargas pontuais estão localizadas nas esquinas de um rectângulo no espaço livre,
como se ilustra na figura. Os valores das cargas são: Q1 = 3µC , Q2 = −2µC , Q3 = 5µC. Encontre
F3 , a força que actua sobre Q3 .

(é igual ao exercício 2 e do livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 9)

Resolução 8 - Dados:

Q1 = 3.10 −6 C

Q2 = − 2.10 −6 C

Q3 = 5.10 −6 C

Usa se linhas imaginarias.

  


F3 = F13 + F23

 F
= versF = 3 ^
F3 3
F3

F3 = F3

 K e . ( Q1.Q3 ) 


F13 = .e13
r132


Em que e13 é um vector unitário, que começa
em Q1 , e vai em direcção a Q3 .

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 29/348

    K e . ( Q1.Q3 )    K e . ( Q2 .Q3 )  


F3 = F13 + F23 =  .e13  +  .e23 
 r132   r232 

Sei que:

BC = C − B = ( 0, 04 ; 0, 03) − ( 0 ; 0 ) = ( 0, 04 ; 0, 03)

e13

Assim,
 ( 0, 04 ; 0, 03) ( 0, 04 ; 0, 03)
e13 = = = ( 0,8 ; 0, 6 )
0, 042 + 0, 032 0, 05


E e23 = (1 ; 0 ) , é o vector unitário, e só tem a componente do eixo do “x”.

 K e . ( Q1 .Q3 )  K e . ( Q1 .Q3 )  K e . ( Q2 .Q3 )  K e . ( Q2 .Q3 )


F13 = .e13 = . ( 0,8 ; 0, 6 ) e F23 = .e23 = (1 ; 0 )
r132 r132 r23 2 r23 2

    K . ( Q .Q )   K . ( Q .Q ) 


Fica: F3 = F13 + F23 =  e 21 3 . ( 0,8 ; 0, 6 )  +  e 22 3 (1 ; 0 ) 
 r13   r23 

Parece que o valor que se vai obter é positivo, e contraria a figura, mas tem se que ter em conta o
sinal das cargas.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 30/348

    9 Nm 


2  3.10−6 C   ( −2.10−6 C ) 
2 ( )  ( ) 
F3 = F13 + F23 =  8,99x10 .5.10


−6
C   . 0,8 ; 0, 6  +  1 ; 0 
C2   
 ( 0, 05 ) ( )
2

Q3
   0, 04  
Ke


F3 = ( 43,152 ; 32,364 ) − ( 56,1875 ; 0 )  N


F3 = ( −13, 0355 ; 32,364 ) N

Exercício 9 - Uma carga q1 = 7, 0 µ C está localizada na origem e uma segunda carga q2 = −5, 0 µC
está localizada no eixo dos x, a 0,30m da origem. Encontre o campo eléctrico no ponto P, que tem as
coordenadas ( 0; 0, 40 ) m .

Resolução 9 - Dados:

q1 = 7, 0µC q2 = − 5, 0 µC


EP = (0 ; 0, 4 ) m

Cuidado com o enunciado, pois agora é

“…campo eléctrico…”

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 31/348

  
E = E p1 + E p 2

Cálculos auxiliares:
  
r p1 = r p − r 1 = (0 ; 0, 4 ) − ( 0 ; 0 ) = (0 ; 0, 4 )

  
r p2 = r p − r 2 = (0 ; 0, 4 ) − ( 0, 3 ; 0 ) = ( −0, 3 ; 0, 4 )

( 0 ) + ( 0, 4 ) ( −0,3) + ( 0, 4 )
2 2 2 2
rp1 = = 0, 4m ∧ rp 2 = = 0,5m

Nota: quando se passou a soma, deixou de ser vector e passou a escalar.

2
9 Nm
 K e . ( q1 )   8, 99.10 2
. ( 7.10 −6 C )
E p1 = .rp1 ⇔ E p1 = C . ( 0 ; 0, 4 ) m
( 0, 4 ) m3
3
rp31

 N
E p1 = ( 0 ; 3,93.105 )
C

Nm 2
 K . ( q )   8,99.109 2
. ( −5.10−6 C )
E p 2 = e 3 2 .rp 2 ⇔ E p 2 = C . ( −0, 3 ; 0, 4 ) m
( 0,5 ) m3
3
rp 2

 N
E p 2 = (1, 08.105 ; − 1, 44.105 )
C

Assim sendo em P tem se:

    N N
E p = E p1 + E p 2 ⇔ E p = ( 0 ; 392,9.103 ) + (107, 76.103 ; − 143, 68.103 ) ⇔
C C

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 32/348

 N
E p = (107, 76.103 ; 249, 22.103 )
C

Exercício 10 - Um dipolo eléctrico é definido como uma carga


positiva q e uma negativa − q separadas por uma distância 2a . Para o
dipolo ilustrado na figura que se segue, encontre o campo eléctrico E
em P devido ao dipolo, em que P é a distância y >> a da origem.

(consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 13)

    K . ( q ) 
Resolução 10 - Dados: E = E p+ + E p− e E p + = e 3 + .rp +
rp +

 K . ( q )  K . ( q ) 
E p = e 3 + .rp + + e 3 − .rp −
rp + rp −

Cálculos auxiliares:
  
r p+ = r p − r + = (0 ; y ) − ( −a ; 0 ) = (a ; y)

  
r p− = r p − r − = (0 ; y ) − ( a ; 0) = ( −a ; y)

( ±a ) + ( y )
2 2
rp − = rp + =

Aqui é preciso ter cuidado, pois o segundo membro tem a carga negativa, e para poder por em
evidência a parte comum, vou colocar o sinal fora do termo:

K e . ( q− )  K e . ( q+ ) 
+ .rp − = − .rp −
rp3− rp3−

 K .( q )
⇔ E p = e 3 . ( a ; y ) − ( − a ; y )  ⇔
rp
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 33/348

 Ke .( q ) N  Ke .( q ) N
3 (
⇔ Ep = . 2a ; 0 ) ⇔ Ep = . ( 2a ; 0 )
( )
3
C C
( ±a ) + ( y )
2 2
(a 2
+y )
2 2

 K .( q ) N
Como me é dito no enunciado de que y >> a, fica: E p = e 3 . ( 2a ; 0 )
y C

Poderia ter feito desta maneira, que é bem mais cuidadosa, e evita que haja enganos nos sinais:

Só existe a componente no eixo do “x”, pois a do “y” anulam-se:

    K e . ( q )  
E = E p+ + E p− e E=
d2
(
. e1 − e2 )

AB = B − A = (0 ; y ) − ( −a ; 0 ) = (a ; y)

 
 AB ( a ; y )  AB ( − a ; y )
Assim, e1 =  = e e2 =  =
AB d AB d

 K . ( q )   K . ( q )  ( a ; y ) ( −a ; y )  K e . ( q )
d
(
Assim: E = e 2 . e1 − e2 = e 2 . 
d
)  d

d
=
 d3
. ( 2a ; 0 ) . Com d = y ,

 2aK .q 1 2a.q  a.q


E= 3
e
. (1 ; 0 ) = . (1 ; 0 ) E= . (1 ; 0 )
y 4πε 0 y 3 2πε 0 y 3

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 34/348

Exercício 11 - A figura mostra duas partículas carregadas de magnitude q


mas com sinais opostos, separadas por uma distância d, trata-se, portanto,
de um dipolo eléctrico. Encontre o campo eléctrico devido ao dipolo
eléctrico no ponto P, a uma distância z do ponto médio do dipolo e no
eixo que passa pelas partículas e que se designa eixo do dipolo.

(é igual ao exercício 3)

Resolução 11:
  
Dados: E = E p+ + E p−

 K . ( q ) 
e E pA = e 3 A .rpA
rpA

Cálculos auxiliares:
       
r p + = r p − r + = 0 − r+ u z r p − = r p − r − = 0 − r− u z

d d
r− = z + ∧ rp + = z −
2 2

 K . ( q )  K . ( q )    ( q )  ( q )   


E p = e 3 + .rp + + e 3 − .rp − ⇔ E p = K e .  3+ .rp + + 3− .rp −  u z ⇔
rp + rp −  r rp − 
 p+ 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 35/348

Nota:

+
( q− ) .r = −
( q+ ) .r
p− p−
rp3− rp3−

   d d 
   z − z + 
 rp + rp −  2 2 
⇔ E p = K e . ( q+ )  3 − 3  uz = K e . ( q+ )  − u ⇔
 rp + rp −   d
3 →2
d
3 →2  z
  
  z −   
z+ 
 2  2 

 
   
1 1 u N
E p = K e . ( q+ )  − z
 2
d  d 
2
C
 z −   z +  
 2  2 

Poderia ter feito desta maneira:


r p+ = Z + A

r p− = Z − A

  1 1     1 1  
E p = K e .q  3 − 3  u z ⇔ E p = K e .q  −  u ⇔
   ( Z + A )2 ( Z − A ) 2  z
 rp + rp −   

     
 2Z 2 
 2Z 2 
E p = K e .q   u ⇔ E p = K e .q u ⇔
 ( Z + A )2 ( Z − A )2  z  ( Z 2 − A2 )2  z
   

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 36/348

d
Como d = 2 A ⇔ A =
2

 
   
  2Z 2  
   2Z 2
 
Assim ⇔ E p = K e .q   u ⇔ E p = K .q   u
 1 ( 4Z 2 − d 2 ) 
z e z
2 2 2
 2 d   
Z −   
   2   
 16 
 

  

 32.Z 2 
E p = K e .q u
 ( 4.Z 2 − d 2 )2  z
 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 37/348

SÉRIE 1 – Carga e Campo Eléctrico - Exercícios extras

Exercício 1R - Escreva a fórmula para o módulo da força de interacção entre duas cargas pontuais,
Q1 e Q2 a uma distância r uma da outra.

Resolução

 K e . ( Q1.Q2 ) 


F12 = .e12
r12 2

Em que K e é a constante de Coulomb. q A e qB são as cargas das partículas.

Nota: outra característica da carga é a sua massa.

O electrão é a carga elementar, e é ±1, 603.10−19 C , em que o sinal depende se é protão (+) ou
neutrão (-). A massa destes dois é que é significadamente diferente, cerca de 20 000 vezes maior.

Exercício 2R - Considere um sistema de três cargas pontuais, Q1 = 0,1C , Q2 = −0,3C , Q3 = −0, 2C.

As cargas estão posicionadas nos pontos A, B e C, respectivamente, sendo AB = 10 cm , BC = 20 cm


= 90° . Calcule a força que actua sobre a carga Q .
e ABC 2

Resolução - dados:

Q1 = 0,1 C

Q2 = − 0,3 C

Q3 = − 0, 2 C

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 38/348

Usa se linhas imaginarias.

  


F2 = F12 + F32


 F
= versF = 2 ^
F2 2
F2


F2 = F2

 K e . ( Q1.Q2 ) 


F12 = .e12
r12 2


Em que e12 é um vector unitário, que começa em Q1 , e vai
em direcção a Q2 .

 K e . ( Q1.Q2 )  K e . ( Q1.Q2 )  K . ( Q .Q ) 


F12 =
r12 2
.e12 =
r12 2 ( )
. −u x = − e 12 2 .u x
r12

 K e . ( Q3 .Q2 )  K e . ( Q3 .Q2 )  K e . ( Q3 .Q2 ) 


F32 =
r32 2
.e32 =
r32 2
.( )
u y =
r32 2
.u y

    K e . ( Q1.Q2 )    K e . ( Q3 .Q2 )  


F2 = F12 + F32 =  − .u x  +  .u y 
 r12 2   r32 2 

Parece que o valor que se vai obter é negativo, e contraria a figura:

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Mas tem se que ter em conta o sinal das cargas.

( ) (
    K e . Q1. − Q2    K e . − Q3 . − Q2  
F2 = F12 + F32 =  − .u x  +  .u y 
)
 r12 2   r32 2 
   

    Q  Q  


F2 = F12 + F32 = K e .Q2  12 .u x + 32 .u y 
 r12 r32 

  Q  2  Q  2  Q12 Q32


( K e .Q2 )
2
F2 = F2 =  12  +  32   = K e .Q2 +
 r12   r32   r12 4 r32 4

( −0,1 C ) ( −0, 2 C )
2 2
 Nm 2 
F2 =  8,99x109  . ( −0,3 C ) +
( 0,1 m ) ( 0, 2 m )
4 4
 C2 

Nm 2 C2 N m2 C
F2 = 2, 697x109 . 125 4 = 2, 697x109 .11,18 2 =
C m C m

F2 = 3, 02x1010 N

Exercício 3R - Qual deve ser a distância entre as cargas Q1 = 2, 6x10 −5 C e Q2 = −4, 7x10 −5 C para
que o módulo da força de interacção entre as cargas seja de 5,7 N?

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Resolução 3R - Dados:

Q1 = 2, 6x10 −5 C

Q2 = − 4, 7x10 −5 C

   
Usa se linhas imaginarias. Pretende se que F = F12 . Pela lei 3ª lei de Newton poderia ser: F = F21 .

Com F = 5, 7 N .

K e . ( Q1.Q2 ) K e . ( Q1.Q2 )
F= 2
⇔ r12 2 = ⇔
r12 F

K e . ( Q1 .Q2 )
r12 =
F

 9 Nm
2

 8,99x10
C  
2
 ( )(
.  2, 6x10−5 C . −4, 7x10−5 C 
 )
r12 =  Cuidados com os índices! O versor é
5, 7 N diferente da força.

r12 = 1,927 m 2 r12 = 1, 39m

Exercício 4R - O módulo da força electrostática entre dois catiões idênticos que estão separados por
uma distância d é igual a F.

4.1. Qual é a carga de cada catião?

4.2. Calcule o valor numérico da carga de cada catião nas seguintes condições:

d = 5x10−10 m e F = 3, 7x10−9 N .

4.3. Quantos electrões faltam em cada catião em comparação com o respectivo átomo?

(Igual ao exercício 1 da frequência do dia 8 de Dezembro 2010)

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K e . ( Q1.Q2 )
Resolução 4R – F =
d2

Resolução 4.1 - Como Q1 = Q2 , fica

K e .Q 2 2 F .d 2
F= ⇔ Q =
d2 Ke

F
Q=d
Ke

3, 7x10 −9 N
Resolução 4.2 - Q = 5x10−10 m Q = 3, 2x10−19 C
2
N m
8,99x109
C2

3, 7x 10−9 N
Cuidado para não fazer isto: Q = 5x10−10 m , pois as potências somam-se.
9 N m2
8,99.10
C2

Resolução 4.3 - Ora, sabendo que a carga elementar de um electrão é e = ±1, 603.10−19 C , fica:

3, 2x10−19 C
= 2
1, 6x10−19 C

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Exercício 5R - Duas cargas Q1 e Q2 têm a carga total Q1 + Q2 = 10µC . Quando estão a uma
distância de 3 m , o módulo da força exercida por uma das cargas sobre a outra é igual a 24 mN.
Calcule Q1 e Q2 , se:

5.1. Ambas forem positivas.

5.2. Uma for positiva e a outra negativa.

Resolução – Q1 + Q2 = 10 µ C = 10 −5 C

d = 3m

F12 = 24mN = 0, 024 N

Nota: cuidado para não “ler” mal 24mN , pois


não é metro Newton, mas sim mili Newton.

K e . ( Q1.Q2 ) d2 32 m2
F= ⇔ Q1 .Q2 = F ⇔ Q1.Q2 = 0, 024 N ⇔
d2 Ke 9 N m2
8,99 x10
C2

Q1.Q2 = 2, 4x10−11 C 2

Nota: x1 + x2 = S ∧ x1.x2 = P . Desenvolvendo sei também que:

x2 = S − x1 → x1. ( S − x1 ) = P → x12 − Sx1 + P = 0

Olhando para o resultado, sei que a soma é o seu simétrico, e o produto é igual.

Exemplo: x12 − 4 x1 + 5 = 0 → S = − (9) ∧ P = −20

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 43/348

Assim: → q12 − Sq1 + P = 0, e como sei que S = − 10−5 ( ) ∧ P = 2, 4.10−11 , fica:

→ q12 − 10 −5 q1 + 2, 4.10 −11 = 0 ⇔ q1 = 6.10 −6 C ∨ q1 = 4.10 −6 C

Como não me é dado pistas, tanto pode ser:

q1 = 6.10 −6 C ∧ q2 = 4.10 −6 C

q1 = 4.10 −6 C ∧ q2 = 6.10 −6 C

Exercício 6R - Cinco cargas idênticas Q encontram-se igualmente espaçados sobre um semicírculo


de raio de raio R, conforme ilustra a figura. Determine:

6.1 O campo eléctrico no centro do semicírculo;

6.2 A força eléctrica sobre uma carga q colocada no centro do semicírculo

Resolução 6.1 – A carga eléctrica depende do ponto. Ou seja


num determinado ponto existe um campo eléctrico
específico.

A carga Q é responsável pelo campo eléctrico.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 44/348

A mesma distância da carga, o campo eléctrico é o mesmo, ou seja:

E P11 = E P1 = E P2 = E P3 = E Pn

Quanto mais longe do centro, menor o campo eléctrico, ou seja:

E P11 > E R11

  
( )
A força do campo eléctrico F é dada pela definição F = qP E , em que

E é o campo eléctrico no ponto, qP é a carga do ponto.

Assim
   K .Q 
F = qP E ⇔ F = qP . e 2 e ⇔
d

 K e . ( qP .Q ) 
F= e
d2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 45/348

Ou seja, já sei que:


     
EP = E01 + E02 + E03 + E04 + E05

 
E01 = − E05

     


Logo: EP = E01 + E02 + E03 + E04 + E05

   


EP = E02 + E03 + E04

O vector unitário é sempre da carga para o centro:

 
E E02 apenas tem uma componente simétrica a E04 , que é no eixo dos
“yy”.

 Q    π    π    2  2 


E02 = K e 2 e2 ∧ e2 = cos  −  u x + sin  −  u y ⇔ e2 = ux − uy
R  4  4 2 2

 Q    π    π    2  2 


E04 = K e 2 e4 ∧ e4 = cos   u x + sin   u y ⇔ e4 = ux + uy
R 4 4 2 2

     


Pois sei que v = v cos (θ ) u x + v sin (θ ) u y ∧ v = 1 → v = cos (θ ) u x + sin (θ ) u y .

    Q  2  2   Q  2  2   Q 


Assim EP = E02 + E03 + E04 = K e 2  u − u  + K  u + u  + K ux
R  2
y 
R 2  2
x e x y  e
2  2  R2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 46/348

 Q  2  2    2  2     Q  2  2   2  2  
EP = K e 2  ux − u y  +  ux + u y  + u x  = K e 2  ux + u x + ux + uy − uy 
R  2 2   2 2   R  2 2 2 2 

 Q  2  2    Q    Q 


EP = K e 2 
R  2
ux +
2
u x + u x  = K e 2  2 u x + u x 
R
⇔ EP = K e 2
R
( )
2 + 1 ux

   q .Q 
Resolução 6.2 – F = qP E F = Ke P 2
R
( )
2 + 1 ux

Exercício 7R - Um sistema de três cargas pontuais está em equilíbrio (a força electrostática sobre
cada carga é zero). Sabendo que duas das cargas são q e 2q, separadas por uma distância d, calcule o
valor e a posição da terceira carga.

(parecido com o exercício 3, da frequência de 24/ 10 /2007, e valia 3 valores)

Resolução 7R:

O sistema não está em equilíbrio, pois uma das


cargas é duas vezes a outra.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 47/348

Logo a carga negativa tem que ser colocada ENTRE as


duas de forma a anular a força electrostática neste novo
ponto. E mesmo assim, não pode ser ao centro. Tem que
ficar perto da carga menor, ou seja “q”.

   


Assim, esta terceira carga fica em equilíbrio quando F3 = F13 + F23 ∧ F3 = 0 .

 
e13 = ex

 
e23 = −ex

 K . ( Q .Q )  K . ( Q .Q ) 
Assim, e sabendo de que 2Q1 = Q2 : 0 = e 2 23 e23 + e 21 3 e13 ⇔
(d − a) a

 K . ( 2Q.Q3 )  K e . ( Q.Q3 )    2 1  


0= e
(d − a)
2 ( )
−u x +
a2
ux( ) ⇔ 0 = K e .Q.Q3  − + 2  ux
 (d − a) a 
2
 

2 1
Sei que K e .Q.Q3 nunca será zero, logo só pode ser − + =0
(d − a)
2
a2

1 2
(d − a)
2
Assim, desenvolvendo, fica: ⇒ = ⇔ = 2a 2 ⇔
(d − a)
2 2
a

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 48/348

d
⇒ d − a = 2a ⇔ d = 2a + a ⇔ d = 1 + 2 a ⇔ a = ( ) 1+ 2

Para racionalizar, multiplica se pelo seu conjugado (mas é o simétrico da raiz!): 1 − 2 . Assim:

d 1− 2
⇒ a= .
1+ 2 1− 2
(
⇔ a = −1 + 2 d ⇔ ) a = 0, 4142d

 
Agora falta me o valor de Q3 . Como sei que a carga “q” está em equilíbrio, fica: F1 = 0 .

  
⇒ F21 + F31 = 0

 K . ( Q .Q )  K . ( Q .Q )   K . ( 2Q.Q )  K e . ( Q.Q3 ) 


Assim, 0 = e 2 2 1 e21 + e 3 2 1 e31
( r21 ) ( r31 )
⇔ 0= e 2
d
( )
−u x +
a2
−u x( )

2
 K .Q  Q3  
Sabendo que a 2 = ( 0, 4142d ) = 0,1716d 2 . ⇔ 0 = − e 2  2Q + ux ⇔
d  0,1716 

K e .Q Q3
Sei que 2
nunca será zero, logo só pode ser 2Q + = 0 . Assim 2 ( 0,1716 ) Q + Q3 = 0
d 0,1716

Q3 = 0, 343Q

Resposta ao exercício: a = 0, 4142d e Q3 = 0,343Q

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 49/348

Exercício 8R - O fio representado na figura tem uma carga linear constante λ .

Calcule o campo eléctrico no ponto P, o centro comum às duas semi-circunferências.

As componentes do eixo do “x” anulam-se. Por isso só vou ter as componentes do eixo do “y”.

Agora vou apenas calcular para o arco de fora. Pois o arco de dentro é apenas uma extrapolação do
resultado.

dQ dQ dQ
Carga linear, λl = Carga superficial, σ s = Carga volúmica, ρ v =
dL dS dV

 λ   σ   ρ 
E = ∫ K 2l dl e E = ∫ K 2s dS e E = ∫ K 2v dV e
r r r

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 50/348

O cálculo do perímetro da circunferência é:

 ρ 
P  = 2π .Raio e E = ∫ K 2s dL e
r

O comprimento do arco é dL = Raio.dθ

Nota: 0 < θ < π

 


 AP
E o e = vers AP =  =

AP
=−
(
cos (θ ) u x + sin (θ ) u y .Raio)  
= − cos (θ ) ux − sin (θ ) u y
AP Raio Raio

 λ  π λ  
d R
(
Assim: E = ∫ K e 2 dl e = ∫ K e 2 Rdθ − cos (θ ) u x − sin (θ ) u y ) ⇔
0

dl = Rdθ é o deslocamento de integração.

  λπ    λ π    π   


R0
( )
E =  K e ∫ dθ  − cos (θ ) u x − sin (θ ) u y = K e   ∫ − cos (θ ) dθ  u x +  ∫ − sin (θ ) dθ  u y 
R   0 
   0  

π  
A ter em conta que as componentes no eixo dos “x” se anulam, logo  ∫ − cos (θ ) dθ  u x = 0 .
0 

λ  π   
( )
 λ π 
 λ 
E = K e  0 +  ∫ − sin (θ ) dθ  u y  = K e cos (θ ) 0 u y = K e ( −1 − 1) u y
R  0  
 R R

 λ 
E = −2 K e u y
R

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 51/348

 λ 
Ou seja, a definição geral é E = −2 K e u y .
R

 λ   λ 


Agora para o arco exterior: E1 = −2 K e u y . Agora para o arco interior: E2 = −2 K e u y .
b a

No total:
    
E = E1 + E2 + E3 + E4

 
Como E3 e E4 não tem componente no eixo
dos “y”, e os das componentes dos “x” são
 
simétrico, faz com que E3 + E4 = 0 .

     λ   λ  


Assim E = E1 + E2 + E3 + E4 = −2 K e u y +  −2 K e u y  + 0 + 0
b  a 

  1 1  
E = −2 K e λ  +  u y
a b

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 52/348

SÉRIE 2 – Electrostática

Tópicos - Trabalho num campo eléctrico

Potencial do campo eléctrico

Energia de uma distribuição de cargas

Noção de fluxo

Lei de Gauss

Campos criados por distribuição simples de cargas.

Distribuição rectilínea e infinita

Distribuição plana e infinita

Distribuição esférica oca e uniformemente carregada

Forma diferencial da Lei de Gauss

Campo eléctrico num condutor ideal.

Capacidade dos condutores

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 53/348

Exercício 1 - A figura mostra uma vara de plástico que


possui uma carga distribuída uniformemente − q . A vara
foi dobrada num arco circular de 120º e de raio r. O eixo
das coordenadas é tal que o eixo de simetria da vara é
coincidente com ele e a origem do eixo está no centro de

curvatura P da vara. Qual é o campo eléctrico E devido à
vara no ponto P, em termos de q e r?

Resolução 1: - Não esquecer que o perímetro é 2π r .

Dados:

  q
Ep = Ep ux ∧ E=k
r2

dq
Campo Eléctrico: dE = K , em que dq é a
r2
variação a carga ao longo da vara.

E a densidade de carga é:

Q dq
O “d” significa que “E” é um valor λ= ⇔ λ= ⇔ dq = λ .dl
L dl
variável.
dEx
cos (θ ) = ⇔ dEx = dE cos (θ )
dE

Nota: dl = r dθ (derivada de r em ordem a teta).

dl = r dθ significa o comprimento do arco, que vai aumentando conforme o ângulo também


aumenta, e obtêm-se uma distribuição linear.

Aqui é preciso ter cuidado com o sentido, pois inicia no -60º e termina no +60º.

 60 60 60
 dq   λ .dl 
Ep = ∫ dEx = ∫ dE. cos (θ ) = ∫−60  K r 2  .cos (θ ) = ∫  K  .cos (θ ) =
−60 −60
r2 
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 54/348

 60
 λ .r dθ 
60
 λ . r dθ  λ 60
∫−60  K r 2  . cos (θ ) = ∫−60  ( ) . cos (θ ) dθ =
r −∫60
Ep = K .  .cos θ = K .
 r2 

Tenho que ter cuidado, pois estou a integrar, e o cosseno passa a seno.

 λ 60 λ  3  3  λ  2 3 λ
E p = K . .  − sin (θ )  −60 = K . .  − +  − 
  = K . .   = − K . . 3
r 
r  2  2   r  2  r

π π  2 Q Q
Nota: L = dl = ( cos (θ ) + sin (θ ) ) x r =  +  x r = π r , e como sei que λ = , fica λ =
3 3 3 L 2
πr
3

3Q
λ=
2π r

Q
A notação λ = , com maiúsculas, significa que a carga já está distribuída.
L

3Q
 Q.3 Q.3
Então: E p = − K . 2π r . 3 = − K . . 3 = − K. . 3
r 2.π .r.r 2.π .r 2

  3. 3   N
E p =  2
KQ  u x
 2.π .r  C

Q  KQ
Cuidado, pois apetece notar λ = , e por conseguinte seria E p = − 3! Mas está errado, pois
L L
os “r” não são os mesmos. UM é a distância ao ponto “P”, e o outro é o COMPRIMENTO da vara.
Q 2
Logo é λ = , e “L” seria π r se fosse de 90º a 270! L = π r. Agora sim este r é o mesmo.
L 3

Nota sobre elementos diferenciais de comprimento, área e volume:


   
– Num plano Cartesiano, o deslocamento diferencial é dado por d l = dx a x + dy a y + dz a z
   
– Num plano Cilíndrico, o deslocamento diferencial é dado por d l = d ρ a ρ + ρ d φ a φ + dz a z
   
– Num plano Esférico, o deslocamento diferencial é dado por dl = dr ar + r dθ aθ + r sin θ dφ aφ

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Exercício 2 - Calcule o campo eléctrico no ponto P provocado por um anel de espessura muito fina
ao longo do eixo central do anel a uma distância z do plano do anel ao longo do eixo. O raio do anel
é R e possui uma densidade de carga linear uniforme e positiva (λ).

Resolução 2: (consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 33)


 
Ep = Ep uz

dEz
cos (θ ) = ⇔ dEz = dE cos (θ )
dE

q
Nota: quando é só uma carga pontual é E = k . Como a carga
r2
está distribuída ao longo do anel, é preciso integrar.

dq
Campo Eléctrico: dE = K . Ou seja, divide se o anel em
r2
elementos diferenciais. No plano “xy”, as componentes do
campo anulam-se. Só existe componentes no eixo do “z”.

O ponto P é constante (eixo do “z”)

Localização do ponto genérico “A”:


A = ( R.cos (θ ) ; R.sin (θ ) ; 0 ) .
No anel! O anel está na base do
plano “z”, logo a coordenada é zero
ds = dl = Rdθ nesse plano.

E o ponto “P” está localizado em


Com 0 < θ < 2π .
P = ( 0 ; 0 ; z ) , apesar de não
sabermos o valor de “z”, este é uma
constante!

Figura 2 →

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 56/348

“r” é a distancia do ponto P ao anel.


AP = P − A = ( 0 ; 0 ; z ) − ( R.cos (θ ) ; R.sin (θ ) ; 0 ) = ( − R.cos (θ ) ; − R.sin (θ ) ; z )


( − R.cos (θ ) ) + ( − R.sin (θ ) )
2 2
( −R ) .  cos 2 (θ ) + sin 2 (θ )  + z 2
2
d =r = AP = + z2 =


=1

d =r = R2 + z 2



e =
AP
 =
( − R.cos (θ ) ; − R.sin (θ ) ; z )
= −
R.cos (θ )  R.sin (θ )  z 
ux − u y + uz
AP d d d d

R.cos (θ )  R.sin (θ ) 


Como sei que na integração este dois termos − ux − u y vão resultar num total de
d d
zero, já não vou considerar no cálculo. Sei que vai dar zero porque as componentes dos eixos dos “x”
e “y” dão zero, conforme a figura 2.

Apesar de não saber o valor de “d” (r), este é uma constante. Assim voltando ao exercício:


 Kλ  Kλ  Kλ  z   K λ  z  
EP = ∫ e2 dl e = e2 ∫ dl e = e2 ∫ dl  u z  = e2 ∫ Rdθ  u z 
d d d d  d 0 d 

dl = Rdθ é o deslocamento de integração. Mas cuidado, é onde as carga se distribuem, ou seja no


anel. E R = r.cos (θ ) .

 K λ z  2π
Para facilitar, vou colocar fora da integração as constantes: E = e2 R u z ∫ dθ .
d d 0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 57/348

 K λ Rz  2π K λ Rz  2π 1 λ Rz   λ Rz  N


E = e2 u z ∫ dθ = e 3 u z [θ ]0 = ( 2π ) u z E = uz
( )
3 3
d d d 4πε 0 C
0 R2 + z 2 2ε 0 ( R 2 + z )
2 2

q
Nota: λ = , é a carga total que é distribuída pelo cumprimento linear.
2π R

*****************************************************************************

Poderia ter se resolvido deste modo:

*****************************************************************************

 
dq  
dE = K 2 cos (θ )ez + sin (θ )er
r  

 plano "xy" 

– Num plano Cartesiano, a área diferencial normal é dado por :

   
d S = dy dz a x ∧ dx dz a y ∧ dx dy a z

Q dq
E a densidade de carga é: λ= ⇔ λ= ⇔ dq = λ.dS
S dS

1
z
Calculo Auxiliar: cos (θ ) = ∧ r 2 = R2 + z 2 ⇔ r = ( R2 + z 2 )2
r

2π R
2π R
Perímetro TOTAL do anel: ∫ ( dS ) = [ S ]0 = 2π R − 0 = 2π R
0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 58/348

 2π R 2π R 2π R
 dq   λ .dS 
Ep = ∫ dE z = ∫ dE. cos (θ ) = ∫  K 2  . cos (θ ) = K ∫  2  . cos (θ )
0 0  r  0  r 

2π R 2π R
 λ z  λ .z  λ .z
Ep = K ∫  2  . .dS = K
r  r
∫  2 .dS = K
r r
3
.2π R
0 0
(R 2
+z )
2 2

dq q
Sei que λ = ⇔ λ= ( q = λ 2π r em que "q" é a carga TOTAL do anel )
dS 2π R

 q  
  .z     
  2π R   K .q. z   1  q.z  N
Ep = K 3
. 2π R  =  3 
Ep =  3  C
 2  4πε 0  2
( R + z )    ( R + z )  uz  (R + z )
 
2 2 2 2 2 2 2
u z
 uz

Devia ter dado igual a equação da página 5! Depois vejo.

  1 q  N
Se z >> R (o que é normal) fica: Ep =  2 
 4πε 0 z u z C



Exercício 3 - A figura mostra um disco de plástico de raio R que possui uma carga de superfície
positiva de densidade uniforme σ na parte de cima da superfície.

(a) Qual é o campo eléctrico no ponto P, à distância z do disco ao longo do eixo central?

(b) [Tipler p. 694, versão original] Deduza a partir da expressão encontrada em 3a expressão para
distâncias z muito grandes.

(consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 34, versão portuguesa)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 59/348

Resolução 3:

Vai-se utilizar a equação obtida no exercício 2:

 
 1  q.z  N dq.z N
E =  3  C ⇔ dE = K . 3
4πε 0  2 C
 ( r + z )
2 2  
u z (r 2
+z )
2 2

Q dq
Sei que, σ = ⇔ σ= ⇔ dq = σ .dS .
A dS

dS = 2π r dr (perímetro de um circulo)

A carga TOTAL do disco é q = ∫


Area
σ dS , em que σ representa a densidade de carga, que é

distribuída a superfície do disco.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 60/348

R
 z.dq z.σ .dS z.σ .2π r dr
Ep = ∫ dEez = K .∫ 
3 ez
= K .∫ 3

ez
= K .∫ 3

ez

(r 2
+z 2 2
) (r 2
+z )
2 2 0
(r 2
+z )
2 2

X m +1
∫ X ' X dr =
m
Calculo auxiliar , logo:
m +1

3 1

( r2 + z2 ) 2 ( r2 + z2 )
− +1 −
R 3 2
2r
∫ 2r. ( r )
2 −2
∫ dr = 2
+z dr = ( 2r ) =
3
3 1
(r 2
+z )
2 2 0 − +1
2

2

O que se pretende é integrar o “r”, pois varia de zero a “R”. Imaginamos milhares de anéis juntinhos
uns contra os outros. O anel base foi calculado no exercício 2.

Assim, e voltando ao exercício:


R
 2 2 −3+2 
 R
2r
R 3
(r + z ) 2 2 
= K .σ .z.π ∫ 2r ( r 2 + z 2 )

E p = K .σ .z.π ∫ dr 2 dr = K .σ .z.π 
3 2 
  
3 ez ez ez
0
(r 2
+z )
2 2 0  − +
 2 2 0

R R
 2 1 
 
( ) 
2 −2
 r + z  1 
E p = K .σ .z.π    = −2 K .σ .z.π  1 

1 ez ez
 −   ( r 2 + z2 )2 
 2 0  0

 
   
 1  1 1  σ .z  1 1
Ep = −2 .σ . z . π  1
− 1 
= − . 1
− 
4 π ε0  ( R 2 + z 2 )2 2ε 0 z

( 0 2 + z 2 )2 

 
 ( R + z )2

2 2
 ez


 C u id a d o : o "z" fica!  ez

     
 σ .z  1 1 σ .z  1 1 σ  z z
Ep = − . −  =− . −  = − + 
2ε 0  2 1
z 2ε 0  2 1
z 2ε 0  1
z
 ( R + z )
2 2
ez

 ( R + z )
2 2
ez

 ( R 2
+ z )
2 2
ez

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 61/348

 
 σ  z   σ  z  N
Ep = 1− Ep = 1 − 
2ε 0  1 
2ε 0  R 2 + z 2 ez C
  ( R 2
+ z

 
)
2 2 

coloquei o sinal dentro. ez

  σ  N
Se R → ∞ então E =  
 2ε 0  ez C

*****************************************************************************

Poderia ter se resolvido deste modo:

*****************************************************************************

Tenho como constantes, o “R”, o “z” (ponto P) e "σ " .

A integração já não é só no anel exterior, conforme exercício 2, mas sim uma superfície circular.

E ao contrario do exercício 2, aqui o “d” já varia.

 2π K σ 
E = ∫ e2 dS e
0
d

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 62/348

Não procuro a carga no anel exterior conforme Mas sim a carga em toda a superfície:
figura:

Amostra infinitesimal de uma carga


distribuida.

Agora vou ampliar a área, e selecciona um E o objectivo é ter se um rectângulo:


ponto no disco:

dS = rdθ dr , em que dr é o comprimento e rdθ é a largura (comprimento do arco), e é a isto que se


chama linearização.

Nota: aqui o r é o valor de Jacobiano; é a ideia de uma aproximação linear da função não linear
(com uma curvatura) e achar sua “inversa” (Calculo 2).

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 63/348

Localização do ponto genérico “A”: A = ( r.cos (θ ) ; r.sin (θ ) ; 0 ) . No plano “z” está na base,
logo é zero.

E o ponto “P” está localizado em P = ( 0 ; 0 ; z ) , apesar de não sabermos o valor de “z”, este é
uma constante!


AP = P − A = ( 0 ; 0 ; z ) − ( r.cos (θ ) ; r.sin (θ ) ; 0 ) = ( −r.cos (θ ) ; − r.sin (θ ) ; z )


( −r.cos (θ ) ) + ( −r.sin (θ ) )
2 2
( −r ) .  cos 2 (θ ) + sin 2 (θ )  + z 2
2
d = AP = + z2 =


=1

d = r2 + z2

Tenho aqui duas variáveis, logo vou integrar duas vezes, em ordem a dθ (no plano do disco) e em
ordem a dr (em altura). Com 0 < θ < 2π e 0 < r < R . r é a variável do raio, e R é o valor que pode
tomar.



e =
AP
 =
( − R.cos (θ ) ; − R.sin (θ ) ; z )
= −
R.cos (θ )  R.sin (θ )  z 
ux − u y + uz
AP d d d d

R.cos (θ )  R.sin (θ ) 


Como sei que na integração este dois termos − ux − u y vão resultar num total de
d d
zero, já não vou considerar no cálculo. Sei que vai dar zero porque a soma das componentes dos
eixos dos “x” e “y” resulta num total zero.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 64/348

2π R 2π R
 K eσ  rd rdθ  rd rdθ  z  
Assim, E = ∫ d 2 z
dS e = K eσ ∫0 ∫0 d 2 e = K eσ ∫0 ∫0 d 2  r 2 + z 2 uz 
uz
d

2π R  2π R
 r  z   r
E = K eσ ∫ ∫ 2 drdθ  u z  = K eσ z u z ∫ ∫ drdθ
( )
2
0 0
d 2
 r +z
2
 0 0 2
r +z 2 2
r +z 2

  2π R r  2π R 3
drdθ = K eσ zu z ∫ ∫ r ( r 2 + z 2 ) 2 drdθ

E = K eσ zuz ∫ ∫ 3
0 0
(r 2
+z )
2 2 0 0

u n +1
Vou utilizar a seguinte regra de integração: ∫ u ' u n dx = .
n +1

3 2

( r2 + z2 ) 2
− +
3 3 2

∫ (r ) ∫ (r + z2 ) '(r 2 + z )
2 2 −2 2 2 −2
+z dr → dr =
3 2
− +
2 2
1

(r + z2 )
2 −
3 2

∫ 2r ( r )
2 2 −2
→ +z dr =
1

2

Falta me um 2 !

R
 1 
 1  2π R 3
1  ( r + z )
2 π  2 2 −2 

K eσ zu z ∫ ∫ 2r ( r 2 + z 2 ) 2 drdθ =

Assim: E = K eσ zu z ∫   dθ =
2 2  1 
 −2
0 0 0

 0

  2π  2 2 − 1  R  2π  1
− 
1

( ) ( )

E = − K eσ zu z ∫ ( r + z )  dθ = − K eσ zuz ∫  ( R ) + z − ( 0 ) + z 2  dθ
2 2 2 2 2
2

0  0 
0  


Regra de Barrot

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 65/348

  2π  1 1
−   2π  1 1
E = − K eσ zu z ∫ ( R 2 + z 2 ) 2 − ( z 2 ) 2  dθ = − K eσ zu z ∫ 

−  dθ
0   2
0  R +z
2 z

1 1
Como − é uma constante em relação a variável de integração, fica:
2
R +z 2 z

  2π  1 1
−   1 1  

E = − K eσ zuz ∫ ( R 2 + z 2 ) 2 − ( z 2 ) 2  dθ = − K eσ z 

−  uz ∫ dθ
0   2
 R +z
2 z 0


1 1
E a parcela
R2 + z2
é mais pequena do que
z
. Sei também que ∫ dθ
0
é igual a 2π .

  1  z z     σ  z  
E = ( −1) .  − ( 2π ) σ  + −  uz  E = 1 −  uz
 4πε 0  R 2 + z 2 z   2ε 0  R + z2
2

  x 
Exercício 4 - Um campo eléctrico é dado por E =  + 2 y  ax + ( 2 x ) a y
2 
(Vm ) . Encontre o trabalho
−1

efectuado em movimentar uma carga pontual Q = −20 µ C :

(a) da origem para (4, 0, 0) m.

(b) de (4, 0, 0) m para (4, 2, 0) m.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 66/348

  x  V 
Resolução: dados - E =  + 2 y  ax + ( 2 x ) a y   ∧ Q = −20 µ C
2  m

     
a) WAB = ∫ F .d l = ∫ − F .dl
e = − ∫ q.E.dl

   
Nota: d l = dxa x + dya y + dza z , então

   x 
WAB = − ∫ q.E. ( dx; dy; dz ) como sei que E =  + 2 y  ax + ( 2 x ) a y
2 
(Vm ) , e q é uma constante:
−1

( 4;0;0 )
x 
WAB = − q ∫  + 2 y ; 2 x ; 0  . ( dx; dy; dz )
( 0;0;0)  2 

E neste exercício, no eixo dos “y” e dos “z” não há “movimento”, logo o deslocamento diferencial
desses dois eixos é zero.

 
 ( 4;0;0)  x 
( 4;0;0) ( 4;0;0) 
WAB = 20.10−6  ∫  + 2 y  dx ; ∫ ( 2 x ) dy ; ∫ ( 0 ) dz 
 ( 0;0;0 )  2  ( 0;0;0) ( 0;0;0) 
 


=0 =0 

 ( 4;0;0)  x  ( 4;0;0 )  
WAB = 20.10−6  ∫   dx + ∫ ( 2 y ) dx  ; 0 ; 0 
 ( 0;0;0)  2  ( 0;0;0 )

 

  x 2  ( 4;0;0) ( 4;0;0 )

WAB = 20.10   
−6
+ [ 2 xy ]( 0;0;0) ; 0 ; 0 
  4  ( 0;0;0) 
 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 67/348

  ( 4 )2 ( 0 )2  
WAB = 20.10  −6
−  +  2 ( 4 )( 0 ) − 2 ( 4 )( 0 )  ; 0 ; 0 
 4 4  
  

WAB = 20.10−6 ( 4 − 0 + 0 − 0 ; 0 ; 0 ) = 20.10−6. 42 + 02 + 02

WAB = 80 ×10−6 J = 80µ J

     
b) WAB = ∫ F .d l = ∫ − F e .dl = − ∫ E.dl
q.

   
Nota: num plano Cartesiano, o deslocamento diferencial é dado por d l = dxa x + dya y + dza z , então:

   x 
WAB = − ∫ q.E. ( dx; dy; dz ) = como sei que E =  + 2 y  ax + ( 2 x ) a y
2 
(Vm ) , e q é uma
−1

constante:
( 4;2;0)
x 
WAB = − q ∫  + 2 y ; 2 x ; 0  . ( dx; dy; dz )
( 4;0;0 )  2 

E neste exercício, no eixo dos “x” e dos “z” não há “movimento”, logo o deslocamento diferencial
desses dois eixos é zero.

 ( 4;2;0) 
WAB = − ( −20.10−6 ) 0 ; dy ; 0  = 20µC 0 ; [ 2 xy ](( 4;0;0)) ; 0
4;2;0


∫ ( 2x)   
( 4;0;0 )

WAB = 20 µ C  0 ;  2 ( 4 )( 2 ) − 2 ( 4 )( 0 )  ; 0  = 20 µ C [ 0 ; 16 ; 0]

V
WAB = 20 µC 02 + 162 + 02 WAB = 320 µ J
m
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 68/348

Exercício 5 - Para o campo eléctrico do exercício 4, encontre o trabalho feito para mover a mesma
carga de (4, 2, 0) m até à origem ao longo de uma linha recta.

  x  V 
Resolução - dados - E =  + 2 y  ax + ( 2 x ) a y   , de (4 ; 2 ; 0) para (0 ; 0 ; 0).
2  m

Ou seja, no exercício 4, passou se do ponto (0 ; 0 ; 0) até ao ponto (4 ; 2 ; 0). Aqui é ao contrário,


logo poderia se fazer o seguinte:

Trabalho realizado no 4a) foi de 80 µ J e no 4b) foi de 320µ J .

Wa + Wb = ( 80 + 320 ) µ J

Assim o trabalho total é de 400 µ J . No exercício 5 pretende se que se ande para trás, então muda o
sinal e fica: −400 µ J

     
Agora se então pelo processo matematico: WFAB = ∫ F .d l = ∫ e
− F .d l = − ∫ E.d l
q.

   
e num plano Cartesiano, o deslocamento diferencial é dado por: d l = dx a x + dy a y + dz a z

( 0;0;0) 
 ( 0;0;0 )   
 x  
WF AB
(
= − q. ∫ E.dl = − q. ∫   + 2 y  ax + ( 2 x ) a y  . dx a x + dy a y + dz a z )
( 4;2;0 ) ( 4;2;0 )   2  

 ( 0;0;0)  ( 0;0;0 )  ( 0;0;0 )  


 x  
AB
WF 
 ( 4;2;0 )   2  
( ) ( ) 
(
= − q. ∫   + 2 y  ax  . dx a x + ∫ ( ( 2 x ) a y ) . dy a y + ∫ ( 0 ) . dz a z 


)
( 4;2;0) ( 4;2;0)
 =0 

Para simplificar os cálculos, vou “emparelhar” as mesmas variáveis de integração, usando o declive:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 69/348

Calculo auxiliar: y = mx + b → b=0

y2 − y1 2−0 1
m= ⇔ m= ⇔ m=
x2 − x1 4−0 2

1
y= x ∨ x = 2y
2

  x  V    x  1  V 
Assim, E =  + 2 y  ax + ( 2 x ) a y   ⇔ E =  + 2  x   ax + ( 2 ( 2 y ) ) a y  
2  m 2  2  m

 ( 0;0;0) ( 0;0;0) ( 0;0;0 )  


 x  1    
AB
WF 
 ( 4;2;0 )   2  2  
( ) ( )( 

)
= − q. ∫   + 2  x   ax  . dx a x + ∫ ( 2 ( 2 y ) ) a y . dy a y + ∫ ( 0 ) . dz a z 

( )
( 4;2;0 ) ( 4;2;0 )
 =0 

( 0;0;0 )   
 x  
AB
WF = −q. ∫  + x a
 x + ( 4 y ) a(y  dx a x + dy a y + dz a z )
( 4;2;0 )   2  

 ( 0;0;0)   3x   ( 0;0;0)   3 ( 0;0;0) ( 0;0;0 ) 


WFAB = − q.  ∫    ax dx + ∫ ( ( 4 y ) a y ) dy  = − q.  ∫ x dx + 4. ∫ y dy 
 ( 4;2;0)   2   ( 4;2;0 )   2 ( 4;2;0) ( 4;2;0 ) 

 3 x 2  ( 0;0;0)  y 2  ( 0;0;0 )   3x 2  ( 0;0;0) ( 0;0;0 ) 


AB
WF = − q.  .  +  4. 
 2 2  ( 4;2;0 )  2  ( 4;2;0) 
 = − q.  
 4  ( 4;2;0 )
+ ( ) ( 4;2;0) 
2 y 2

   

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 70/348

 3 ( 0 ) 2 V   3 ( 4 ) 2 V   2 V   2 V 
   48 V  V 
AB
WF = − q.  −  +  2 (0)  −  2 ( 2 )   = − q.  −  −8 
 4 m   4 m   m  m 
   4 m m

 V V  V  V
WFAB = − q.  −12 − 8  = − q.  −20  = − ( −20 µ C ) .  −20  WFAB = − 400 µ J
 m m  m  m

Ou, uma outra maneira de resolver o mesmo exercício:

( 0;0;0)     ( 0;_;_ )  x ( _;0;_ ) 


 x   
AB
WF (
= − q. ∫   + x  ax + ( 4 y ) a y  dx a x + dy a y + dz a z ) = − q.  ∫  + x dx + ∫ ( 4 y ) dy 
( 4;2;0 )   2    ( 4;_;_ )  2  ( _;2;_ ) 

 ( 0)  x (0)   x 2 x 2  ( 0 ) (0) 

AB
WF = − q.  ∫  + x dx + ∫ ( 4 y ) dy  = − q.  +  + ( 2 y ) 
 2

( 4 )  2  4 2  ( 4 )
 ( 2) 
( 2)   

 ( 0 )2 V ( 0 )2 V  ( 4 )2 V ( 4 )2 V  2 V 2 V

AB
WF = − q.  + − +  + 2 ( 0) − 2 ( 2) 
 4 m 2 m  4 m 2 m  m m

 V V V  V  V
WFAB = − q.  −4 − 8 − 8  = − q.  −20  = − ( −20 µ C ) .  −20 
 m m m  m  m

WFAB = − 400 µ J

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 71/348

Ou, uma mais uma maneira de resolver o mesmo exercício (o sinal informa que é uma força
contraria, ou seja qual deve ser o valor da força EXTERNA a aplicar ao sistema), e sabendo que

E = −∇ϕ :
   
rB rB rB rB
      
WFAB = ∫ F .dl =

rA
∫ e
rA
− F .dl = − ∫
rA
q. E .dl = −
rA
( ) ( ) ( )
∫ q. − ∇ϕ .dl = q  ϕrB − ϕrA 

 ∂ϕ ∂ϕ ∂ϕ    x  V 
Sabendo que −∇ϕ =  − ; − ; −  , e que E =  + 2 y  ax + ( 2 x ) a y   , fica:
 ∂x ∂y ∂z  2  m

∂ϕ x ∂ϕ ∂ϕ
= + 2y ∧ = 2x ∧ =0
∂x 2 ∂y ∂z

∂ϕ x x  1 2
Assim, − = + 2y → ϕ = − ∫  + 2 y  ∂x = x + 2 xy + f ( y )
∂x 2 2  4

∂ϕ
Agora para a 2ª parte , fica (o ϕ já se sabe o seu valor!):
∂y

 1 
∂  − x 2 − 2 xy + f ( y ) 
∂ϕ  4  = 2x ⇔ 0 − 2x + f ´ y = 2x ⇔ f ´ y = 0
→ ( ) ( )
∂y ∂y

Como a f ´( y ) = 0 , então significa que f ( y ) é uma constante.

1
∴ϕ = − x 2 − 2 xy
4
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 72/348

Assim posso continuar, e fica


 B( ) ( )
WFAB = q  ϕ r − ϕ r 
A 

0;0;0
 1    1 2 
AB
WF = q  − x 2 − 2 xy  = q 0 −  − ( 4 ) − 2 ( 4 )( 2 )  
 4  4;2;0   4 

WFAB = ( 20.10 C ) 0 − ( −4 − 16 )


−6
WFAB = − 400 µ J

Exercício 6 - Um campo eléctrico é dado por E = yax + xay + 2 az . Determine o trabalho


efectuado no transporte de uma carga de 2 C(oulumb) de B (1; 0; 1) para A (0,8; 0, 6; 1) ao longo
do arco mais curto do círculo x 2 + y 2 = 1 ; z = 1 .

Resolução 6 - Dados - E = ( y ; x ; 2 )

 y − yB 0, 6 − 0 y
Calculo auxiliar: W = ∫ Fdl ∧ m = A = = −3 → y = −3 x ∧ x = −
xA − xB 0,8 − 1 3

Assim:

    
W = ∫ Fdl ⇔ W = − q ∫ Ed l ⇔ W = − q ∫ yax
 + xay

(
+ 2az ) ( dx a x + dy a y + dz a z ) ⇔


Nota, quando os versos são os mesmos, o seu produto é igual a 1, a x . a x =1

 ( 0,8;0,6;1)   ( 0,8;0,6;1)  y 
W = −q  ∫ ( y ; x ; 2 )( dx ; dy ; dz ) = −q  ∫  −3x dx; - dy; 2 dz 
 (1;0;1)   (1;0;1)  3  

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 73/348

( 0,8;0,6;1) ( 0,8;0,6;1)
 y 
( 0,8;0,6;1) 
W = −q  ∫ ( −3 x dx ) + ∫  - dy  + ∫ ( 2 dz ) 
 (1;0;1) (1;0;1)  3  (1;0;1) 

No eixo dos “z” não há deslocação, logo o deslocamento diferencial nesse eixo é zero (pois está
perpendicular), logo fica assim:

( 0,8;0,6;1) ( 0,8;0,6;1)
 y 
( 0,8;0 ,6;1) 
W = −q  ∫ ( −3 x dx ) + ∫  - dy  + ∫ ( 2 dz ) 
(1;0 ;1)  3  (1;0;1) 

 (1;0;1) 
 =0 

 ( 0,8;0,6;1) ( 0,8;0,6;1)
 y    −3x 2  ( 0,8;0,6;1)  y 2  ( 0,8;0,6;1) 
W = −q  ∫ ( −3x dx ) + ∫  - dy   = −q    + -  
 (1;0;1) (1;0;1)  3     2  (1;0;1)  3.2  (1;0;1) 

 −3 ( 0,8) 2 −3 (1)2   ( 0, 6 )2  ( 0 )2   
W = − q  −  +- −-  
 2 2  

6  6  
  

 −3 ( 0, 64 ) 3   0, 36   1, 92 3   0,36 
W = − q  +  + - − 0   = − q  − +  +- − 0 
 2 2  6    2 2  6 

 V V
W = −2.  0,54 − 0, 06  W = −0, 96 J
 m m

Nota: é pedido “…ao longo do arco mais curto…”, mas é para enganar, pois é sempre no percurso
mais curto.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 74/348

Exercício 7 - Determine novamente o trabalho para deslocar 2C de B para A no mesmo campo


eléctrico do exercício anterior, mas desta vez através de uma linha recta entre B e A.

Resolução 7 – 1º vou fazer um cálculo auxiliar:

yB − y A ( 0, 6 ) − ( 0 )
m= = = −3 → y = −3 x + b ⇒ 0 = −3 x + b ⇔ b=3
xB − xA ( 0,8 ) − (1)

3− y
Assim com: y = −3 x + 3 ⇔ x= , vou poder continuar.
3

      
W = ∫ Fdl = −q ∫ Edl = −q ∫ ( yax + xay + 2az )  dx a x + dy a y + dz
 az 
 =0 

Não há deslocação no eixo dos “z”, pois começa no 1 e acaba no 1.

 ( 0,8;0,6;1)  ( 0,8;0,6;1) 
W = −2C  ∫ ( y ; x )( dx ; dy )  = −2C  ∫ ( y dx; x dy ) 
 (1;0;1)   (1;0;1) 

 ( 0,8;0,6;1) ( 0,8;0,6;1)   ( 0,8;0,6;1) ( 0,8;0,6;1)


 y 
W = −2C  ∫ y dx + ∫ x dy  = −2C  ∫ ( −3 x + 3 ) dx + ∫ 1 −  dy 
 (1;0;1) (1;0;1)   (1;0;1) (1;0;1)  3  

 3 x 2 ( 0,8;0,6;1) ( 0,8;0,6;1) 
  y2 

W = −2C  + 3x  + y −   W = −0, 96 J
 2  (1;0;1)  6  (1;0;1) 

Exercício 8 - Os electrões são continuamente ejectados das moléculas do ar na atmosfera pelas


partículas dos raios cósmicos provenientes do espaço. Depois de libertado, cada electrão está sujeito
a uma força electrostática F devido ao campo eléctrico E que é produzido na atmosfera por partículas
carregadas já existentes na Terra. Perto da superfície terrestre o campo eléctrico tem magnitude
E = 150 NC −1 e é dirigido para baixo. Qual é a variação da energia potencial eléctrica ∆U de um
electrão largado quando a força electrostática faz com que ele se mova verticalmente para cima uma
distância d = 520m ?
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 75/348

Resolução 8 - Dados - E = 150 NC −1 ∧ d = 520m ∧ e = −1, 602 ×10−19

O diferencial de potencial é ϕ B − ϕ A e a energia de potencial eléctrica é ∆U = −W

1 
Pretende se: ∆U = ?  QV ( J ) ∨ e. (ϕ B − ϕ A )( J ) 
2 

WAB
ϕB − ϕ A = (diferença de potencial entre A e B)
qe

     cos (180º )


WAB ∫ Fe dl qe .∫ E dl    
ϕB − ϕ A = = = → ↑ dl ∧ ↓ d E
qe qe qe

 
ϕ B − ϕ A = qe . ∫ E dl = ∫ E dl. cos (180º ) = − E ∫ dl
qe 

=−1

N Nm
ϕ B − ϕ A = − E l = −150 . ( 520m ) = −78 000 (→ Volt ) ϕ B − ϕ A = −78 000V
=d C C

Duas notas:

1ª – ao se integrar − E ∫ dl , obtém se − E l .

2ª – l = d


(
Assim continuando: ∆U = −qe .WAB = − e. (ϕ B − ϕ A ) = − −1, 6 ×10−19 C . ( −78 000V ) ⇔ )
trabalho

∆U = − 1, 2 ×10−14 J

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 76/348

Exercício 9 - A figura a) mostra dois pontos i e f num campo eléctrico uniforme E. Os pontos
encontram-se na mesma linha de campo eléctrico (não mostrada) e encontram-se separados por uma
distância d.

(a) Encontre a diferença de potencial ϕ f − ϕ i movendo uma carga de teste positiva q0 de i para f ao
longo da trajectória ilustrada, que é paralela à direcção do campo.

(b) Encontre a diferença de potencial ϕ f − ϕ i movendo uma carga de teste positiva de i para f ao
longo do trajecto icf representado na figura b).

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 77/348

Resolução a)
 
W fi − ∫ Fe d s
∆ϕ = ϕ f − ϕ i = = ⇔
q0 q0

Wif − q0 .∫ E dS .cos (θ )
⇔ = ⇔
q0 q0

Wif
⇔ = − ∫ E ds.cos ( 0º ) ⇔
q0 

=1

Wif
= − Ed
q

ϕ f − ϕi = − Ed

Poderia ter feito desta forma, mais demorado,


mas mais correcto:


  rB
∆ϕ = − ∫ E.d r , cuidado que é um produto

rA

interno!

 
∆ϕ = − E.d = − E.d cos (θ )

  rB  rB 
∆ϕ = − ∫ E.d r = − E.∫ d r

rA rA
    
∆ϕ = − E.r = − E. rB − rA ( )

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 78/348

 
Em que rA é o vector posição A à origem e rB é o
vector posição B à origem.

     
rA + d = rB ⇔ d = rB − rA , e é a soma vectorial.

Nota: o potencial num ponto “A” é

qA q
ϕA = K ou VA = K A
r0 A r0 A

Resolução b)

d d
sin ( 45º ) = ⇔ cf =
cf sin ( 45º )

Wic Wcf Wic + Wcf


ϕ f − ϕi = + =
q0 q0 q0

c   f  
ϕ f − ϕi = − ∫ Ed
s − ∫ Ed s
i c
=0

c  
Nota: ∫
i
Ed s = 0 , pois E ⊥ ds

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 79/348

Matematicamente é: dS cos ( 90º ) = dS ( 0 ) = 0

f
ϕ f − ϕi = − ∫ Eds.cos ( 45º ) =
c

d
= − E.cos ( 45º ) d c = − E.cos ( 45º ) cf = − E. cos ( 45º )
f
= − Ed
sin ( 45º )

Logo não depende da trajectória. Nota: por ser de 45º : cos ( 45º ) = sin ( 45º )

Exercício 10 - Uma bateria tem os seus terminais


ligados a duas placas paralelas, como se mostra na
figura. A diferença de potencial da bateria é de 12V.
A separação entre as placas é d = 0,30 cm , e
assume-se que o campo eléctrico entre as placas é
uniforme. (Esta suposição é razoável se a separação
entre as placas é pequena relativamente às dimensões
das placas e se não considerarmos posições perto das
bordas das placas.) Encontre a magnitude do campo
eléctrico entre as placas.

(igual a pergunta 4 da frequência do dia 14 de


Novembro de 2007)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 80/348

Resolução 10 – Dados: ϕ B − ϕ A = 12V ∧ d = 0,30 cm ( 0, 003m ) .


 
ϕB − ϕ A =
WAB
∧ ϕB − ϕ A =
∫Fe dl

qe qe

 
qe .∫ E d l 0,003  
ϕB − ϕ A =
qe
⇔ 12 = ∫
0
E dl ⇔ 12 = E.0, 003 E = 4 000 V / m

Aqui é o módulo, pois a distancia tanto pode ser analisada de “A” para “B” como de “B” para “A”:

∆ϕ 12V V
∆ϕ = E.d ⇔ E= ⇔ E= −2
⇔ E = 4000
d 3.10 m m

Exercício 11 - Um protão é largado a partir do repouso num campo eléctrico uniforme que tem uma
magnitude de 8, 0 ×104Vm−1 (ver figura). O protão sofre um deslocamento de 0,50m na direcção de
E.

Cuidado, pois o dl = d cos (θ ) = d


O cos (θ ) = cos ( 0 ) , pois o vector E tem o
mesmo sentido e a mesma direcção do
deslocamento.

(a) Encontre a diferença de potencial entre os pontos A e B.

(b) Encontre a mudança de energia potencial do sistema protão-campo para este deslocamento.

(c) Encontre a velocidade do protão após completar o deslocamento de 0,50m no campo eléctrico.

(igual a pergunta 5 da frequência do dia 25 de Janeiro de 2007)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 81/348


Resolução 11a) Dados: E = 8, 0 × 10 4 Vm −1 ∧ d = 0, 50 m

qe = 1, 6.10 −19 C ∧ m = 1, 67.10 −27 Kg

 
∆ϕ = ϕ B − ϕ A = − ∫ Ed s = − E ∫ dl.cos (θ ) = − E ∫ dl = − Ed

ϕ B − ϕ A = − ( 8, 0 × 104 Vm −1 ) ( 0, 50m ) − 4 KV

∆ϕ = − Ed para um campo uniforme! Quando não é uniforme, é necessário usar-se o integral.

Resolução 11b) ∆U = − qe . (ϕ B − ϕ A ) = − e. (ϕ B − ϕ A ) =

∆U = − ( −1, 6 ×10−19 C ) . ( −4, 0 ×104 V ) = − 6, 4.10−15 J

Resolução 11c) ∆Emecanica = 0 → ∆Ecinetica + ∆ U =0




 <0
>0

1
m p ( v 2f − vi2 ) + ∆U = 0 ∧ vi2 = 0
2

1 1 −2∆U
m p ( v 2f ) + ∆U = 0 ⇔ m p ( v 2f ) = −∆U ⇔ v 2f = ⇔
2 2 mp

−2∆U −2 ( −6, 4.10−15 J )


⇔ vf = ⇔ vf = −27
⇔ v f = 2,8 ×106 ms −1
mp 1, 67.10 Kg

Nota: cuidado para não confundir variações de energia mecânica com as forças eléctricas (que são
conservativas).

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 82/348

Exercício 12 - Qual é o potencial eléctrico no ponto P,


localizado no centro do quadrado de cargas pontuais
ilustrado na figura? A distância d é 1,3m e as cargas são:

q1 = +12η C q3 = +31η C
q2 = -24 η C q4 = +17η C

Resolução 12 – Dados: d = 1,3m q1 = 12ηC q2 = −24ηC q3 = 31ηC q4 = 17ηC .

2 2
d  d  d2 d2 d2 d
r =   +  ⇔ r= + ⇔ r= ⇔ r=
2 2 4 4 2 2

n
qi Ke 2
VP = ∑ K e ⇔ VP = ( q1 + q2 + q3 + q4 ) ⇔ VP = K e ( q1 + q2 + q3 + q4 ) ⇔
i =1 ri r d

1 1 2 2
Cuidado com o valor de “r”, pois é = = = .
r d d 1,3
2

Nm2 2 Nm2   Nm2 


⇔ VP =
2
1,3
8,99 ×109
C 2 (
36 ×10−9 C ) ⇔ VP = 
1,3 
8,99
C2 
 .36C ⇔ VP = 352V 
 C 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 83/348

Exercício 13 - Na figura, 12 electrões (de carga −e)


estão igualmente espaçados e fixos à volta de um
círculo de raio R. Relativamente a V = 0 no infinito,
quais são o potencial eléctrico e o campo eléctrico no
centro do círculo devido a estes electrões?

Resolução 13 – não existe um campo magnético dentro do


círculo. Tem o potencial de uma carga pontual.

E = 0 , pois a soma dos campos eléctricos na sua forma


vectorial anula-se

 electrão
12 12
q K Ke   12. e .K e
V = ∑ Ke i = e ∑ qi = −12 e  = −
i =1 ri ri i =1 ri  electrão  ri

1
Sei que V = ϕ B − ϕ A ∧ ke = , fica:
4πε 0

12.e 1 3 e
ϕB − ϕ A = − ⇔ ϕB − ϕ A = −
ri 4πε 0 πε 0 ri

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Exercício 14 - Encontre o potencial ϕ num ponto P arbitrário (ver figura) para um dipolo eléctrico.
Encontre também uma expressão aproximada para o caso particular r >> d .

Soma vectorial CB = CA + AB

Resolução 14 q+ = q = − q−

q+ q q 1 1
VP = V+ + V− ⇔ VP = K e . + Ke . − ⇔ VP = . −  ⇔
r+ r− 4πε 0  r+ r− 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 85/348

q r −r 
VP = . − + 
4πε 0  r− × r+ 

Nota: a d.p.p não é um vector, pois não tem orientação!

Exercício 15 - Na figura uma vara fina não condutora de comprimento L possui uma carga positiva e
uniforme de densidade linear λ. Determine o potencial ϕ , devido à vara, no ponto P a uma distância
perpendicular d da extremidade esquerda da vara.

(igual ao exercício 3 da frequência 2009 09 12, e exercício 29 do capitulo 22 – pagina 18 – do livro


do Tipler)

q dq
Resolução 15 - λ= ⇔ λ= (é uniforme ao longo da vara)
L dx

λ dx = dq ∧ r 2 = d 2 + x2 ⇔ r = d 2 + x2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 86/348

dx  1

Apontamento: ∫ d 2 + x2
⇔ ln  x +  d 2 + x 2  2 
 

dq dq
VP = ? VP = ∫ dVP = ∫ K e  dVP = K e
r r

Integrando:
Eq 15.1
  
( )
L
dq L λ dx L dx
VP = K e ∫ = Ke ∫ = K e .λ ∫ = K e .λ ln  x + d 2 + x 2 
r 0 2
d +x 2 0 2
d +x 2   0


Apontamento dado


( ) ( 
) (
VP = K e .λ .  ln L + d 2 + ( L ) −  ln ( 0 ) + d 2 + ( 0 )   = K e .λ. ln L + d 2 + L2 − ln ( d ) 

2


2

   )

Recordar duas regras dos logaritmos: Assim sendo:

ln ( a ) − ln ( b ) ⇔
a
ln  
b
( )
ln L + d 2 + L2 − ln ( d )

ln ( a ) + ln ( b ) ⇔ ln ( a × b )
 L + d 2 + L2 
ln  
 d 
 

 L + d 2 + L2 
Regressando ao exercício: VP = K e .λ .ln  
 d 
 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 87/348

*****************************************************************************

Poderia ter se resolvido deste modo:

*****************************************************************************

Sei os valores fixos, que são o L, λ , e d .

Existe uma analogia entre o campo eléctrico e o potencial eléctrico:

Força Potencial
 ϕ
E

Fe U


ϕP = ∫ dl
r

As constantes vão para fora da integração, mas é preciso ter cuidado com o “r”, pois não é uma
constante!

Kλ 1
Fica: ϕ P = ∫ dl ⇔ ϕ P = K λ ∫ dl
r r
Vou escolher o ponto genérico A:

  
Como PA = A − P = ( x ; 0 ) −  0 ; y  = ( x ; − d )
 
 =d 


E r = PA = x 2 + d 2 , e como

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 88/348

dl = dx , com 0 ≤ x ≤ L , fica:

Eq 15.1
  
L 1
ϕP = K λ ∫ dx
o
(
x2 + d 2 )

dx  1

Como é dito no enunciado ∫ d 2 + x2
⇔ ln  x +  d 2 + x 2  2  , fica:
 

L
  1
   1
  1

ϕ P = K λ  ln  x +  d 2 + x 2  2   = K λ ln  L +  d 2 + L2  2  − ln  0 +  d 2 + 02  2   =
  0     

  2 2 
1
 1  L + d 2 + L2 
ϕ P = K λ  ln  L +  d + L   − ln ( d ) 
2
ϕP = λ .ln  
    4πε 0 
 ln ( d ) 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 89/348

Exercício 16 - A figura mostra um disco de


plástico de raio R que possui uma carga de
superfície positiva de densidade uniforme σ na
parte de cima da superfície. Obtenha uma
expressão para ϕ ( x ) , o potencial eléctrico em
qualquer ponto do eixo central.

(consultar o livro Física Volume 2

4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 34)

Há um erro no enunciado, pois quando se referem


ao “R”, e na realidade “a”.

Resolução 16 - d = r 2 + x2 → ϕP = ?

q dq
σ= → σ= ∧ dA = dS = 2π r dr (area ) → dA = r dθ dr → dθ = 2π
A dA

dq
dϕ P = K e ∧ ϕ P = ∫ dϕ P
z

Integrando:
1
dq σ .dA a σ .2.π .r dr r dr
( )
a a −
ϕP = Ke ∫ = Ke ∫ = Ke ∫ = σ .2..π .K e ∫ = σ .π .K e ∫ 2.r. 2
r +x 2 2
dr
d d 0
r 2 + x2 0
r 2 + x2 0

( ) 1

2
Para integrar r 2 + x2 , preciso de 2.r (o que já tenho!). O que falta é o quociente . Como não
2
o tenho, tenho que por 2 cá fora.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 90/348

1 1

( ) ( )
− +1
2 2 2 2 2 2
r +x r +x
1
(r ) =
2 '
1
2r
− +1
2 2

R
 1
 1  2 1 1

Assim, ϕ P = 2πσ K e .   x 2 + r 2  2  = 2 π σ . ( R + x 2 ) 2 − ( 0 2 + x 2 ) 2  =
 0 4 π ε0  

ϕ=
σ
2ε 0
( x2 + R2 − x )

1 r. ( r + x )
2 2 −
1 2
r
∫ r. ( r ) .( r 2 + x2 )
2 −2 '

2
Recordar: dr ⇔ +x dr ⇔ ⇔
1
2 1
(r 2
+x )
2 2
2

1 2r r
⇔ . 1
⇔ 1
4
(r 2
+x 2 2
) 2 ( r 2 + x2 ) 2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 91/348

*****************************************************************************

Poderia ter se resolvido deste modo:

*****************************************************************************

Sei os valores fixos, que são o R, x, e σ .

Não procuro a carga no anel exterior conforme Mas sim a superfície:


figura:

Agora vou ampliar a área, e seleciona um E o objectivo é ter se um rectângulo:


ponto genérico A:

dS = rdθ dr , em que dr é o comprimento e rdθ é a largura (comprimento do arco).


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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 92/348

Nota: aqui o r é o valor de Jacobiano; é a ideia de uma aproximação linear da função não linear
(com uma curvatura) e achar sua “inversa” (Calculo 2).

A área sombreada é dada por dA = rdθ dr , com 0 ≤ r ≤ R e 0 ≤ θ ≤ 2π .

R 2π
Kσ 1
ϕP = ∫ dA = Kσ ∫ dA = Kσ ∫ ∫ ?
r d 0 0

R 2π
Já está no enunciado (na figura) o valor de ∫ ∫ ? , pois é 2π r dr
0 0

As constantes vão para fora da integração, mas é preciso ter cuidado com o “r” que é “d”, pois não é
uma constante!

Mas não sabendo o valor de “d”, consigo determina-lo:

Assim é d = r 2 + x 2 .

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 93/348

Substituindo na equação, fica:


R 2π R 2π
Kσ 1 1 1
ϕP = ∫ dA = Kσ ∫ dA = Kσ ∫ ∫ dA = Kσ ∫ ∫ rdθ dr
r d 0 0 r +x2 2
0 0 r + x2
2

O “x” é constante, o “r” é que não é, logo não consigo colocar nada fora da integração. Vou então
integrar:

R 2π R 2π 2π
1 r  R
r 
ϕ P = Kσ ∫ ∫ dA = Kσ ∫ ∫ dθ dr = Kσ ∫  .θ  dr
0 0 r 2 + x2 0 0 r 2 + x2 2
0  r + x
2
0

R
 r   r  R
r 1
R
r
ϕ P = K σ ∫  .2π  −  .0   d r = K σ ∫ .2π dr = 2π σ ∫ .dr

0  r 2
+ x 2
  r 2
+ x 2
 0 r 2
+ x 2 4π ε 0 0 r 2
+ x 2

R
 1 

σ  ( )
2 2 2 R
σ R 1 2 r + x  σ R 1
σ  2 2 12 
r ( r + x ) .dr =
2 −2
r ( r + x ) .dr =
2 −2
. ( r + x ) 
2ε 0 ∫0 2ε 0 ∫0
2 2
ϕP =   =
2ε 0  1 2ε 0  0

 2 0

σ  2 2 12 2 2
1
σ  2 2 12 
ϕP = 
2.ε 0 
( R + x ) − ( 0 2
+ x )  = ( R + x ) − x 
 2ε 0  
ϕP =
σ
2ε 0
( R2 + x2 − x )

Nota: no desenho do enunciado o raio do disco esta definido como sendo “a” e no enunciado está
“R”.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 94/348

Exercício 17 - O potencial eléctrico em qualquer ponto do eixo central Potencial:


de um disco uniformemente carregado é (refira-se ao problema
anterior). ϕ=
σ
2ε 0
( x2 + a2 − x )
Usando esta expressão obtenha uma expressão para o campo eléctrico
em qualquer ponto no eixo do disco.

Resolução 17 -


E = −∇ϕ

 dϕ dϕ dϕ 
( Ex ; 0;0 ) = −  ; ; 
 ∂x ∂y ∂z 

Ex = −

∂x
d σ
=− 
∂x  2ε 0
( 
x2 + a2 − x 

)

   
σ  1 2 2 − 12   − 1 = − σ  1 x 2 + a 2 − 2 . 2 x − 1
1
Ex = −
2ε 0  2
( x + a ) .
 
2 x + 0
  
2ε 0  2
( ) 
 ( x +a )
2 2 '   
  x  

  σ  x  
E = −  − 1 ; 0 ; 0 
 2ε x2 + a 2 
 0   

Nota 1:
 
W = ∫ Fe dl = −∆V , onde W é o trabalho feito pelo campo eléctrico.

 
W = − ∫ Fe dl = ∆V , onde W é o trabalho que é feito contra o campo eléctrico.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 95/348

f   f  
De maneira que temos sempre q ∫ E dl = − (V f − Vi ) → V f − Vi = − q ∫ E d l
i i

∆V f  
∆q = ⇔ q f − qi = − ∫ E dl
q i

Nota 2: no resultado do prof. está só a componente “x”, e não é isso que é pedido! É “o campo
eléctrico”.

Exercício 18 - A figura mostra três cargas pontuais mantidas em


posições fixas por forças que não são mostradas. Qual é a energia
potencial eléctrica U deste sistema de cargas? Assuma que
d = 12cm ( 0,12m ) e que q1 = + q ; q2 = −4q ; q3 = +2q em
que q = 150η C .

q q q q q q 
Resolução 18 - U Sistema = ke  1 2 + 1 3 + 2 3 
 r12 r13 r23 

r12 = r13 = r23 = d

U Sistema =
ke
d
k k
(
[ q1q2 + q1q3 + q2 q3 ] = e  q1 ( −4q ) + q1 ( 2q ) + ( −4q )( 2q )  = e −10 ( q+ )
d d
2
)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 96/348

Não esquecer que q1 = + q ∧ + q = 150.10 −9 C

Nm 2 9 Nm
2
8,99 x 109 8, 99 x 10
U Sistema =
0,12m
(
C 2 −10 ( q ) 2 = −
+ )0,12m
C 2 150 x 10 −9 C 2
( ) U Sistema = −16, 9 mV

Outro método - tenho um sistema discreto! Logo devo de usar um somatório no cálculo, e não uma
integração.

1 n
U Sistema = ∑ QK .ϕ K
2 K =1

1 3 1
Assim, fica U Sistema = ∑
2 K =1
QK .ϕ K = [ q1.ϕ1 + q2 .ϕ 2 + q3 .ϕ3 ] .
2

Kq2 Kq3 K
Ora o potencial na carga ϕ1 é de ϕ1 = ϕ12 + ϕ13 = + = ( q2 + q3 )
d d d

Kq1 Kq3 K
ϕ 2 = ϕ 21 + ϕ 23 = + = ( q1 + q3 )
d d d

Kq1 Kq2 K
ϕ 3 = ϕ 31 + ϕ 32 = + = ( q1 + q2 )
d d d

1 K  K  K 
Assim U Sistema =  q1.  ( q2 + q3 )  + q2 .  ( q1 + q3 )  + q3 .  ( q1 + q2 )  
2  d  d  d 

1K
U Sistema =  q1. ( q2 + q3 ) + q2 . ( q1 + q3 ) + q3 . ( q1 + q2 ) 
2d 

1K
U Sistema = [ q1.q2 + q1.q3 + q2 .q1 + q2 .q3 + q3 .q1 + q3 .q2 ]
2d

1 K K
U Sistema =  2 q1q2 + 2 q1q3 + 2 q2 q3  = [ q1q2 + q1q3 + q2 q3 ]
2 d   d

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 97/348

Como sei que q1 = + q ; q2 = −4q ; q3 = +2q , fica:

K
U Sistema = ( + q )( −4q ) + ( + q )( +2q ) + ( −4q )( +2q ) 
d 

K K K
U Sistema =
d
( −4q 2 + 2q 2 − 8q 2 ) = ( −10q 2 ) = −10 q 2
d d

1 10
(150.10 −9 C )
2
Como sei que q = 150η C , fica U Sistema = − U Sistema = 1, 7 mV
4πε 0 0,12

Nota: na solução do professor está mal.

Exercício 19 - A figura mostra uma superfície Gaussiana na forma de um cilindro de raio R imerso
num campo eléctrico uniforme E, com o eixo do cilindro paralelo ao campo. Qual é o fluxo Φ do
campo eléctrico através desta superfície fechada?

(consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 39)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 98/348

   
Resolução 19 - ΦE = ? → ∫ E dA
ΦE = 

E superfície gausiana é uma superfície fechada. ∫ - significa que é volume.

        
Φ E = ∫ E d A = ∫ E d A + ∫ E d A + ∫ E d A
a b c

“a”, “b” e “c” são as três superfícies do cilindro.


Φ E = ∫ E dA.cos (180º ) + ∫ E dA.cos ( 90º ) + ∫ E dA.cos ( 0º ) = − E Aa + 0 + E Ac
a b c

Nota: − E Aa = E Ac


Φ E = 0 Nm 2 / C


Nota: por convenção, transforma-se a a área num vector linear. Assim se o vector d A = 20m2 , diz-

se qie A = 20m , e é perpendicular ao centro do circulo. As áreas da superfície do cilindro, são
TODOS perpendicular a CADA ponto da superfície, logo os seus valores anulam-se entre si. Como o
cilindro tem duas faces opostas, ambas se anulam também, daí o resultado ter dado zero.

Exercício 20 - Qual é o fluxo eléctrico através de uma esfera que tem um raio r = 1, 00m e possui
uma carga +1, 00 µ C no seu centro?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 99/348

Resolução 20 -

   
ΦE = ? → ∫ E dA
ΦE = 

  
Φ E = ∫ E d A = ∫ E dA.cos ( 0º ) = E ∫ dA

Nota:

∫ dA = 4π r
2

ke q
E=
r2
1
ke =
4πε 0
ε 0 = 8,854.10−12 Fm −1

Assim:

  1 q 
k q
Φ E = E ∫ dA =  e2  ( 4π r 2 ) = 
 r 
(1
)
. 2  4π r 2 = .q =
 4π ε 0 r  ε0
1
C 2
. (1 x 10 −6 C )
8,854.10−12
Nm 2

 1 1 
Φ E = .q = . (1 x 10−6 C ) Φ E = 1,13 x 105 Nm2 / C
ε0 C2
8,854.10 −12
Nm 2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 100/348

Exercício 21 - Um campo eléctrico não uniforme


dado por E = ( 3, 0.x )i + ( 4, 0 ) j NC -1 trespassa o
cubo Gaussiano ilustrado na figura. (E está em
newtons por coulomb – N/C – e x em metros.)

Qual é o fluxo eléctrico através da face da direita,


da face esquerda e da face do topo?

N
E = ( 3 x )i + ( 4 ) j
C

cuidado por no eixo dos “x” depende da posição!



Resolução 21 - E = ( 3x ; 4 ; 0 ) N / C

  
Φ E = ∫ E d A ⇔

      
ΦE = ∫
esquerdo
E d A+ ∫
direito
E d A+ ∫
Topo
E dA

    
Φ esquerdo E = ∫ E d A = ∫  3, 0.x ; 4,
0 ; 0  ( − dA ; 0 ; 0 )
 
e  depende da posição!

e não depende da posição! 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 101/348


Φ esquerdo E = ∫ −
3,
0.
x dA = −3, 0.x ∫ dA = −3, 0 x 1, 0 x 4, 0

e o fluxo é contrario e Area =( 3, 0 −1,0 )
2


Φ esquerdo E = −12 Nm 2 / C

 
    
Φ direito E = ∫ E d A = ∫  3, 0.x ; 4,
0 ; 0  ( dA ; 0 ; 0 ) = ∫ 3, 0.x dA
d d  para o lado direito não  d
 tem qualquer utilidade! 

 
Φ direito E = 3, 0 x 3 x 4 Φ direito E = 36 Nm 2 / C
posição do lado direito Area =( 3,0 −1,0 )
2

  
ΦTopo E = ∫ E d A = ∫ ( 3, 0.x ; 4, 0 ; 0 ) ( 0 ; dA ; 0 ) = 
∫ 4, 0 dA
T T T

 
ΦTopo E = 4,
0 x 4 ΦTopo E = 16 Nm2 / C
2
valor obtido da equação de campo Area =( 3,0 −1,0 )

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 102/348

Exercício 23 - A figura mostra cinco


pedaços de plásico carregados e uma moeda
electricamente neutra. Uma superfície
Gaussiana é indicada (S).

Qual é o fluxo eléctrico total através da


superfície se q1 = q 4 = +3,1 nC ,

q 2 = q5 = -5, 9 nC , e q3 = -3,1 nC ?

 Q
Resolução 23 - Φ E = interno
ε0

 q + q + q 3,1.10−6 − 5,9.10 −6 − 3,1.10−6


ΦE = 1 2 3 = −12
= 666, 4.103
ε0 8,854.10

Nota: não esquecer que uma superfície Gausiana é uma superfície fechada.

Exercício 25 - Uma esfera sólida isolada de raio a possui uma densidade volúmica uniforme ρ e
transporta uma carga total positiva Q. Calcule a magnitude do campo eléctrico para um ponto:

(a) exterior à esfera.

(b) interior à esfera.

 k q
Resolução 25a) - como r > a E = e2
r

Superfície Gausiana
É uma carga pontual.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 103/348

Resolução 25b) – Lei de Gauss


  q
∫ E d A = ε0
⇔ Calculo Auxiliar

Calculo Auxiliar: E = ? → corpo electrico para r < a

Q q q δ 4π r 3
∫ dA = 4π r .
2
δ= = = → q= . E também sei que
V v 4 π r3 3
3

Assim:

δ 4π r 3
q δ 4π r 3 δ 4π r 3
∫ E dA = ⇔ ∫ E dA =
3 ⇔ E ∫ dA = ⇔ E ( 4π r 2 ) = ⇔
ε0 ε0 3ε 0 3ε 0

δr Q Qr
E= ∨ como sei que δ = então substituindo: E =
3ε 0 V 3ε 0V

Qr Qr Qr
E= ⇔ E= ⇔ e como a = r então ⇔ E= ⇔
3ε 0V 4 3 4 3
3ε 0  π r  3ε 0  π a 
3  3 

1 Qr ke Qr
E como sei que ke = então E = ⇔ E=
4πε 0 4πε 0 a 3 a3

Q Q Q
Calculo Auxiliar: Er ∫ dA = ⇔ Er ( 2π rl ) = ⇔ Er =
ε0 ε0 ( 2π rl ) ε 0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 104/348

  r1  
Assim: V = − ∫ E d r ( ∧ V = Vr1 − Vr 2 ) → V = −∫ E d r
r2

r1 Q  Q r1 1   Q  r1  Q 
V = −∫ dr = − ∫ dr = −  .ln ( r ) r 2 = −   .  ln ( r 2 ) − ln ( r1) 
( ) 0
r 2 2π rl ε
( 2π l ) ε 0 r2 r  ( 2π l ) ε 0   ( 2π l ) ε 0 

 Q   r2 
V = −  .ln   (V )
 ( 2π l ) ε 0   r1 

Q Q ( 2π l ) ε 0
Como sei que: C = = C=− (F )
V  Q   r2   r2 
−  .ln   ln  
 r1 
 ( 2π l ) ε 0   r1 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 105/348

SÉRIE 3 – Polarização da Matéria (Condensadores)

Tópicos - Polarização

Deslocamento eléctrico

Densidade da energia do campo eléctrico num material

Exercício 1 - Calcule a capacidade C de duas placas paralelas de área A = 100 cm 2 separadas por
uma distância d = 1 cm .

Resolução 1 - dados: A = 100 cm 2 (100 ×10 −4


m2 ) d = 1 cm (1×10 m )
−2
C =?

 
Sei que E = −∇V , então fica:

Q σ Q
1º - σ= ∧ E= ∧ E=
A ε0 ε0 A

σ d Q d
2º - V = Ed = .d = σ . = .
ε0 ε0 A ε0

Q Q Q Q Q A.ε 0
3º - C= = = = = =
V E.d σ .d σ . d Q d d
ε0 ε0 .
A ε0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 106/348

C2
(100 ×10 −4
m 2 ) 8,85 × 10−12
Nm 2
Assim: C = −2
= 0,885 × 10−12 F ( 0,885 pF )
10 m

Exercício 2 - Encontre a área de um condensador de placas paralelas com separação entre placas de
1 cm e uma capacidade de 1F . (é ao contrario do exercício 1).

Resolução 2 - dados: A = ? d = 1 cm C =1 F

A.ε 0
1º - C=
d

C.d 1F × 0, 01m 10−2 Fm


2º - A= = 2
= 2
= 1,13 × 109 m 2
ε0 C C
8,85 × 10−12 8,85 ×10 −12
Nm 2 Nm 2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 107/348

Exercício 3 - Encontre a expressão para a capacidade de


um condensador cilíndrico que consiste em dois
condutores ambos de comprimento L.

Um dos cilindros tem raio r1 ( a ) e o outro é um cilindro


oco (ou seja, é uma superfície cilíndrica) coaxial de raio
interior r2 ( b ) , com r1 < r2  L.

Resolução 3 - dados:

A=?

d = 1 cm

C =1 F

Calculo Auxiliar:

  Q  Q Q Q
∫ Er d A = ⇔ Er ∫ d A = ⇔ Er ( 2π rL ) = Er =
ε0 ε0 
ε 0 ε 0 2π rL
Area

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Q      
Como, C=
V
∧ ∆
 ϕ = − ∫ E d r ⇔ V = − ∫ E d r ⇔ Vr 2 − Vr 1 = − ∫ Er d r
V

 
( )
r2   r2 Q dr Q r2 d r Q r2
Vr12 = − ∫ Er d r = − ∫ =− ∫ =− . ln ( r ) r1
0 ( ) ε 0 .( 2π L ) r1 r ε 0 . ( 2π L )
 r1 r1 ε . 2π rL
Vr 2 −Vr 1 

Q
Er =
ε 0 2π rL

Q Q r 
Vr12 = − . ( ln ( r2 ) − ln ( r1 ) ) Vr12 = − .ln  1 
ε 0 . ( 2π L ) ε 0 . ( 2π L )  r2 

Q
Como sei que C = (Lei de Gauss) então fica:
V

Q 2π Lε 0
C= ⇔ C=−
Q r  r 
− .ln  2  ln  2 
ε 0 . ( 2π L )  r1   r1 

Exercício 4 - Um condensador de placas


paralelas com placas quadradas de lado 14 cm e
separadas por 2, 0 mm é conectado a uma
bateria e carregado até 12V. A bateria é depois
desligada do condensador e distam entre placas é
aumentada para 3,5mm.

(a) Qual é a carga no condensador?

(b) Quanta energia foi inicialmente guardada no


condensador?

(c) Quanto é o aumento de energia após se


mudar a separação entre placas?

(Igual a pergunta 4 da frequência do dia 14 Novembro de 2007)


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Resolução 4a)

l = 14cm
d i = 2mm
d f = 3,5mm
∆V = 12V

Sei que

ε0 A
C=
d
Q
C=
V

ε0 A Q ε0 A
Assim sendo fica: = ⇔ Q =V ⇔
d V d

Area = Lado x Lado


 −12 C
2
   
 8,85 x 10  ( 0,14m x 0,14m )
 Nm 2 
⇔ Q = (12V ) ⇔ Q = 1, 04 x 10−9 C ⇔ Q = 1, 04ηC
2 10−3
x
m
2 mm

1
Resolução 4b) sei que U = QV . Assim sendo fica:
2

1
⇔ U=
2
(1, 04 x 10−9 ) (12 ) ⇔ U = 6, 24456 x 10−9 U = 6, 24456 η J

Nota: a carga é sempre a mesma!

1 σ Q2 Q
Resolução 4c) sei que Q1 = Q2 ∧ ∆U = Q (V f − Vi ) ∧ E = = ∧ Vf = .
2 ε 0 ε 0 .A C2
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U Inicial U Final
U Inicial = E d Inicial ∧ U Final = E d Final logo = =E ou posso fazer assim:
d Inicial d Final

Q d Final (104,16.10 ) ( 3,5.10 )


−11 −3
Q Q
U Final = = = = = 21V
C2 ε0 A ε0 A (8,854.10−12 )(196.10−4 )
d Final

1 1
∆U = Q (V f − Vi ) = (1, 04 x 10 −9 ) ( 21 − 12 ) = 4, 68 x 10−9 J ⇔ ∆U = 4, 68 η J
2 2

Exercício 5 - Dois condensadores têm capacidades 20 µ F e 30 µ F . Encontre a capacidade


equivalente no caso de os condensadores estarem conectados em:

(a) paralelo

(b) série

Resolução 5a) C1 = 20 µ F = 20 x 10 −6 F ∧ C2 = 30 µ F = 30 x 10 −6 F

Ceq = 20 x 10−6 F + 30 x 10−6 F ⇔ Ceq = 50 x 10−6 F

1 1 1 1 C2 + C1
Resolução 5b) = + ⇔ =
Ceq C1 C2 Ceq C2C1
( C2 ) ( C1 )

C2C1 20 x 10 −6 F x 30 x 10−6 F 6, 0 x 10−10 F 2


Ceq = = = Ceq = 1, 2 x 10 −5 F
C2 + C1 20 x 10−6 + 30 x 10−6 F 50 x 10 −6 F

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Exercício 6 - Um condensador de 2 μF e outro de

4 μF estão ligados em série a uma bateria de 18V.


Encontre a carga e a diferença de potencial para cada
um dos condensadores.

Resolução 6 - A corrente no circuito é a mesma!

(consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 99)

C1.C2
Sei que CT = C1 / / C2 = , assim sendo fica:
C1 + C2

CT =
( 2 x 10 ) .( 4 x 10 )
−6 −6

⇔ CT = 1,3 ( 3) x 10−6 F ⇔ CT = 1,3 ( 3) µ F


( 2 x 10 ) + ( 4 x 10 )
−6 −6

Q
Como C = , então o total é
V

QT
C= ⇔ QT = VCT ⇔ QT = 24 x 10−6 C ⇔ QT = 24 µ C
V

Q Q
E individualmente é C1 = ∧ C2 =
V1 V2

Q Q 24 x 10−6
C1 = T ⇔ V1 = T ⇔ V1 = ⇔ V1 = 12V
V1 C1 2 x 10−6

QT QT 24 x 10−6
C2 = ⇔ V2 = ⇔ V2 = ⇔ V2 = 6V
V2 C2 4 x 10−6

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Exercício 7 - Considere o circuito constituído pelos três


condensadores na figura.

(a) Encontre a capacidade equivalente.

(b) Encontre a carga e a queda de tensão em cada


condensador quando o sistema

é ligado a uma bateria de 6V.

Resolução 7a) (consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 100)

C Equivalente = ( C1 + C2 ) / / C3 ⇔ C Equivalente = ( 2 x 10−6 + 4 x 10−6 ) / / 3 x 10−6 ⇔

6 x 10 −6. 3 x 10−6 18 x 10−12


⇔ C Equivalente = −6 −6
⇔ C Equivalente = −6
⇔ C Equivalente = 2 x 10−6 F
6 x 10 + 3 x 10 9 x 10

CEquivalente = 2 µ F

QT
Resolução 7b) CEq = ⇔ QT = VCEq ⇔ QT = 6.2 x 10−6 C ⇔
V

⇔ QT = 12 x 10 −6 C ⇔ QT = 12 µ C

QT 12 x 10−6 C
V12 = = V12 = 2V V12 = 2V
C1 + C2 2 x 10−6 F + 4 x 10−6 F

V12 = V2 = V1 = 2V

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QT 12 x 10−6 C
V3 = ⇔ V3 = ⇔ V3 = 4V
C3 3 x 10−6 F

Q1 = V1.C1 ⇔ Q1 = ( 2V ) . ( 2 x 10−6 F ) ⇔ Q1 = 4 x 10 −6 C ⇔ Q1 = 4 µ C

Q2 = V1.C2 ⇔ Q2 = ( 2V ) . ( 4 x 10−6 F ) ⇔ Q2 = 8 x 10−6 C ⇔ Q2 = 8 µ C

Exercício 8 - Um condensador de placas paralelas tem placas quadradas de lado 10 cm e uma


separação d = 4mm . Uma laje dieléctrica de constante ε r = 2 tem a mesma área que as placas.

(a) Qual é a capacidade sem o dieléctrico?

(b) Qual é a capacidade se a laje dieléctrica preenche o espaço entre as placas?

(c) Qual é a capacidade se uma laje dieléctrica de 3mm de espessura for inserida na abertura de 4mm
?

(consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 102)

Resolução 8a) l = 10cm d = 4mm εr = 2

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Situação importante, é a espessura do dieléctrico: é IGUAL ao espaço entre as placas.

ε0 A Q
Sei que C = ∧ C = .
d V

Assim sendo fica:


Area = Lado x Lado
 −12 C
2
   
 8, 85 x 10  ( 0,1 m x 0, 1m )
ε0 A  Nm 2 
C0 = ⇔ C0 = −3
⇔ C0 = 22,125 x 10 −12 F ⇔
d 4 10
x
m
4 mm

C0 = 22,125 pF

Resolução 8b)

εA ε 0ε r A
Sei que C ε = = = ε r .C0 = 2. ( 22,125 pF ) Cε = 44, 25 pF
r =2 r =2
d d

1 3
Resolução 8c) Espaço que fica livre é d e preenchido é d
4 4

E0
V = Ed ⇔ E' =
εr

 Q Q Q Q Q 1 4ε r
C =  → C'= = = = = C0
E0 d + E ' d ' E 1 d + 0 3 d
E 1 3  V   εr + 3
0  ε r + 3 
 V
 0 E0 d  + 
V0 4 εr 4  4 4ε = C
 4ε r 
=V0  r 
0

4 ( 2)
C ' = ( 22,1 pF ) C ' = 35, 4 pF
( 2) + 3

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Ou então, poderíamos imaginar que se tem dois condensadores em serie:

 − 12 C
2
  −12 C
2
 −2
2 ( ) 2 (
 8,85 x 1 0 100.10 −4
 8,85 x 10 10 )
ε0 A  Nm   Nm 
C1 = −3 = = C1 = 88, 5 pF
10 1mm 10 −3

εA ε 0ε r A 4 1 ε0 A 2
C2 = = = εr −3
= 88,5 x 10−12 C2 = 59 pF
d 3mm 3 4 10
 3
C1

Como CT = C1 / / C2 =
C1.C2
=
( 88, 5 x 10−12 ) . ( 59 x 10 −12 )
CT = 35, 4 pF
C1 + C2 ( 88, 5 x 10−12 ) + ( 59 x 10−12 )

Exercício 9 - Dois condensadores de placas paralelas, cada um tendo


uma capacidade C1 = C2 = 2µ F , estão ligados em paralelo a uma
bateria de 12V. Encontre:

(a) a carga em cada condensador.

(b) a energia total armazenada nos condensadores.

Sei que :

Os condensadores são depois desligados da bateria e um dieléctrico


Q
de constante ε r = 2,5 é inserido entre as placas do condensador C2 . Ceq =
V
QT = Q1 + Q2

Depois de o dieléctrico ser inserido, encontre:

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(c) a diferença de potencial para cada condensador.

(d) a carga em cada condensador.

(e) a energia total armazenada nos condensadores.

Resolução a) Assim sendo fica: QT = 4 x 10 −6.12 = 48 x 10 −6 QT = 48 µ C

1 1
Como: Q1 = Q2 então Q1 = QT = ( 48 µ C ) Q1 = 24 µ C
2 2

1  1 2
Resolução b) sei que U = QV  ∨ U = CV  .
2  2 

1 1
U = .Ceq .V 2 = . ( 4 x 10−6 ) . (12 ) = 288 x 10−6 J
2
U = 288 µ J
2 2

Resolução c) após as alterações iniciais, fica:

Q Q 48 x 10−6 C
VAB ´= = = VAB ´= 6,86V
Ceq C1 + ε r C2 ( 2 x 10−6 F ) + ( 2,5) . ( 2 x 10−6 F )

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Como as tensões são iguais, V2 = V1 = 6,86V .

Nota – a carga do sistema contínua igual, por isso Q = CeqV AB ´

Resolução d)

Q1 = C1.V1 = ( 2 x 10 −6 F ) . ( 6,83V ) = 13, 7 x 10 −6 C Q1 = 13, 7 µ C

Q2 = ε r C2 .V1 = ( 2,5.2 x 10 −6 F ) . ( 6,83V ) = 34, 29 x 10−6 C Q2 = 34, 29 µ C

Resolução e) Ceq = C1 + ε r C2 = 7 x 10−6 F Ceq = 7 µ F

1 1
U = .Ceq .V 2 = . ( 7 x 10−6 C ) . ( 6,83V ) = 164, 7 x 10−6 J
2
U = 164, 6 µ J
2 2

Ver livro do Tripler.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 118/348

SÉRIE 4 – Corrente Eléctrica Estacionaria

Tópicos - Movimento de cargas e corrente eléctrica

Lei de Ohm

Visão microscopia da transferência da corrente na matéria

Energia dissipada de uma resistência e efeito de joule

Força electromotriz

Análise de circuitos e leis de Kirchhoff

Associação de resistências em serie

Associação de resistências em paralelo

1ª lei de Kirchhoff

2ª lei de Kirchhoff

(nota: os exercícios 1 e 2 nunca saíram em frequências!)

Exercício 1 - Um fio típico para experiências de laboratório é feito de cobre e tem de raio 0,815 mm
. Calcule a velocidade de deriva (ou velocidade média) dos electrões nesse fio no caso de ele
transportar uma corrente de 1A, assuma um electrão livre por átomo.

Nota: Na = número de Avogadro = 6, 02 × 1023 átomos/mol;

Resistividade do Cobre → ρ Cu = 8, 93 g / cm 3 ;

M Cu = massa molar cobre = 63,5g / mol.

(consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 120)

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Resolução - nota “assuma um electrão livre por átomo” → q = qe .

r = 0,815mm I = 1A N a = 6, 02 x 10 23 atomos ρ = 8, 93 g / cm 3

M Cu = massa molar do cobre = 63,5g / mol

m
M Cu = ⇔ m = M Cu x nº de moles
nº de moles

na
Na = = 8,96 x 1022 atomos / cm3 e A = π r2
nº de moles

I = q.n. A.vd , em que n é a densidade numérica (numero por volume).

I
vd = ⇔ n → é o nº de electrões por unidade de volume
q.n. A
ne ne  m ( assa ) m
n= =  nota: ρ= ⇔ V= 
V m  V ( olume ) ρ 
e

N a .ρCu N a .ρ Cu
n= ⇔ n= ⇔
M Cu x nº de moles M Cu

⇔ n=
( 6, 02 x 10 23
)(
atomos / mol . 8,93 g / cm3 ) ⇔
( 63,5 g / mol )

⇔ n = 8, 47 x 10 22 atomos / cm3 ⇔ n = 8, 47 x 1028 atomos



/ m
3

=e

I 1
Assim, vd = = = 3,54 x 10 −5 m/s
q.n. A (1, 602 x 10 )( 8, 47 x 10 ) π ( 0,815 x 10 )
−19 28 −3




Carga do Electrão Raio

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 120/348

Exercício 2 - Num determinado acelerador de partículas, uma corrente de 0,5mA é transportada por
um feixe de protões de 5MeV que tem um raio de1, 5mm .

Nota: massa de um protão é 1, 67 × 10−27 kg .

(a) Encontre a densidade numérica de protões no feixe.

(b) Se o feixe embater num alvo, quantos protões atingem o alvo em 1 s?

(consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 121)

Resolução a) feixe = 5MeV , quando se dá isto, usualmente é devido a energia cinética.

m p = 1,67 × 10−27 kg .

1 2 1
m ( vd )
2
A energia cinética é: EC = mv ⇔ EC = ⇔
2 2

2 EC 2 EC 2 EC
⇔ = vd 2 ⇔ vd = ⇔ vd =
m m 1, 67 × 10−27 kg

Agora falta a EC .

Sei que 5MeV = 5 × 106 eV = 5 × 106 (1, 602 x 10 −19 C ) V = 8 × 10−13 J

( Coulumb x Volt = Joule )

Ou seja 5MeV = 8 × 10−13 J . Assim substituindo, fica:

2 EC 2 EC 2 ( 8 × 10−13 J )
⇔ = vd 2 ⇔ vd = ⇔ vd = −27
⇔ vd = 1, 43 × 1013 protões / m3
m m 1, 67 × 10 kg
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 121/348

I
Agora, I = q.n. A.vd ⇔ n= ⇔
q. A.vd

⇔ n=
( 0,5 x 10 m ) −3


 
(

1, 602 x 10−19 C ) .  π (1,5 x 10−3 m )  .1, 43 × 1013 protões / m3
2

 

= Carga do protão  =
Raio

= Superficie

n = 30,88 x 106 atomos



/ m
3

=e

∆Q
Resolução b) I = ⇔ ∆Q = I .∆t ⇔ ∆Q = ( 0, 5 x 10 −3 ) . (1) ⇔ ∆Q = 0, 5 x 10 −3 C .
∆t

∆Q 0,5 x 10−3 C
Nº de protões = = −19
= 3,13 x 1015 protões.
q 1, 602 x 10 C

Exercício 3 - A densidade de corrente num fio cilíndrico de raio R = 2, 0 mm é uniforme através da


secção do fio e é j = 2, 0 × 105 A / m2 .

R
(a) Qual é a corrente através da porção exterior do fio entre as distâncias radiais e R?
2

(b) Suponha que afinal a densidade de corrente através da secção varia com a distância radial R
como j = ar 2 , onde a = 3, 0 × 1011 A / m4 e R está em metros.

Qual é agora a corrente através da mesma porção exterior do fio?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 122/348

 
Resolução a) j é a densidade de corrente, j = 2, 0 × 105 A / m2 ou j =  AR − AR 
 2 

   
Microscópica: ∫ j dS e Macroscópica: ∫ j dA

R   
Pretende se I  ; R  = ? , e I = ∫ j dS
2 

2
R
Nota: AR = π R 2
; AR = π  
2 2

O que se pretende é a corrente que passa na faixa (bainha) a branco. Ou seja de toda a face do fio de
cobre, só de pretende saber da coroa exterior.

R  AR  AR 
Assim: I  ; R  = ∫ j dS ⇔ I = j∫ dS ⇔ I = jS  ⇔
2  AR  AR
2  2 

2
R
A área TOTAL é AR = π R e a área de dentro (que vou subtrair) é AR = π   . Assim fica:
2

2

   R 2    R2   1
⇔ I = j  (π R ) −  π     ⇔ I = jπ  R 2 −
2
 ⇔ I = jπ R 2  1 −  ⇔
   2    4   4
  

3 ( 2 × 105 A / m 2 ) π ( 2 × 10−3 m )
2
3 jπ R 2
⇔ I= ⇔ I= ⇔ I = 1,885 A
4 4

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De outro modo, pela sua relação entre si, e poderia ser assim:

I1 I
A relação é = 2 , pois a densidade é uniforme! E o que se pretende é I1 − I 2 .
A A
1 2
Total da Nucleo
secção

  R 2 
I1 A2 − I 2 A1 = 0 ⇔ I1 A2 = I 2 A1 ⇔ I1  π    = I 2 π
  2  
 
( (R) )
2

2
1 I1
I1 A2 − I 2 A1 = 0 ⇔ I1 A2 = I 2 A1 ⇔ I1   = I 2 ⇔ = I2
2 4

I1 3 3 3
Assim, fica: I1 − I 2 = I1 − = I1 ∧ I2 = I1 ⇔ I2 = ( jA1 )
4 4 4 4

⇔ I2 =
3
4
( 3
(
jπ R 2 ) = ( 2.105 ) π ( 0, 002 ) = 1,88 A
4
2
)

Resolução b) j = ar 2 e a = 3, 0 × 1011 A / m4 e dS = 2π r dr

Ou seja, quanto mais afastado do centro, logo mais próximo da superfície exterior, maior a densidade
da corrente. Já não é uniforme! Só se resolve com um integral.

 
I = ∫ j dS ⇔ I = ∫ ( ar 2 ) dS ⇔ I = a ∫ ( r 2 ) ( 2π r dr ) ⇔

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 124/348

Não procuro a densidade no anel exterior Mas sim a superfície:


conforme figura:

Agora vou ampliar a área: E o objectivo é ter se um rectângulo:

dA = dS = rdθ dr , em que dr é o comprimento e rdθ é a largura (comprimento do arco).

Nota: aqui o r é o valor de Jacobiano; é a ideia de uma aproximação linear da função não linear
(com uma curvatura) e achar sua “inversa” (Calculo 2).

 4 R ( =r ) 
R ( =r ) r
⇔ I = a ∫ r 2π r dr
2
⇔ I = 2π a ∫R 3
r dr ⇔ I = 2π a   ⇔
( =r )  4 
( =r ) 
2 R
 2 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 125/348

 R 
4
 R4 
 
( R )  2  
4
R 4 4 
⇔ I = 2π a  − ⇔ I = 2π a  − 2  ⇔
 4 4   4 4 
  
   

 R4 R4   16 R 4 − R 4   15R 4 
⇔ I = 2π a  −  ⇔ I = 2π a   ⇔ I = πa  ⇔
 4 64   2 .32   32 

15π a 4 15π ( 3 x 1011 )


⇔ I=
32
R ⇔ I=
32
( 2 x 10 )
−3 4
⇔ I = 7, 07 A

  2π R
Poderia ter feito I = ∫ j d S ⇔ I = ∫ ∫ ( ar 2 ) rdrdθ ⇔ I = a ( 2π ) ∫ r 3 dr ⇔
0 R
2

R
a ( 2π )  4  R  
4
 r4  aπ 15 R 4
⇔ I = a ( 2π )   ⇔ I = ( R ) −    ⇔ I = ⇔
 4 R 4   2   2 16
2

⇔ I=
( 3.10 ) π 15 ( 0, 002 )
11 4

⇔ I = 7, 07 A
2 16

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 126/348

Exercício 4 - Considere a densidade de corrente

( )
j = −10 4 sin ( 2 x ) exp ( −2 y )  ax + cos ( 2 x ) exp ( −2 y )  ay kA / m 2

(a) Encontre a corrente que atravessa o plano y = 1 na direcção ay na região 0 < x < 1, 0 < z < 2.

(b) Encontre a corrente que sai da região 0 < x < 1, 2 < z < 3, 0 < y < 1 integrando j.dS na superfície
do cubo.

Resolução a) I=? (intensidade de corrente eléctrica)

0 < x <1
Nota 1:  y = 1 , “y” é sempre constante, as outras variáveis é que variam.
0 < z < 2

Nota 2: cuidado com a unidade, pois é nos apresentando em unidade múltipla, que é o kilo, assim
−10 4 kA / m 2 = −104 ( x 103 ) A / m 2 = −107 A / m 2 .

( )
j = −107 sin ( 2 x ) exp ( −2 y )  ax + cos ( 2 x ) exp ( −2 y )  ay A / m 2


d S = dS ay = dxdxay

Em que dxdx é o deslocamento da integração, e ay é a direcção.

     
I = ∫ j dS ⇔  7
I = ∫ −10 sin ( 2 x ) e −2 y
; cos ( 2 x ) e −2 y 
; 0 ( 0 ; dxdz ; 0 )  ⇔
  

az  
  ax ay  

 
I = −107 ∫  sin ( 2 x ) e −2 y dydz ; cos ( 2 x ) e −2 y dxdz; 0 dxdy  = −107 ∫ ( cos ( 2 x ) e −2 y ) dxdz
 


 =0 =0 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 127/348

I = −107 e −2 y ∫ cos ( 2 x ) dxdz

Sei que y = 1 , logo I = −107 e −2 ∫ cos ( 2 x ) dxdz = −107 e −2 ∫ cos ( 2 x ) dx ∫ dz

Sei os valores em que variam as variáveis: 0 < x < 1 ∧ 0 < z < 2:

 sin ( 2 x ) x =1 
( )
x =1 z =2 z =2
⇔ I = −10 e 7 −2
∫ cos ( 2 x ) dx ∫ dz ⇔ I = −10 e  7 −2
 z z =0 ⇔
x=0 z =0  2 
 x=0 

=0
 
sin ( 2 (1) ) sin ( 2 ( 0 ) ) sin ( 2 ) − sin ( 0)
⇔ I = −107 e −2 − ( 2 − 0) ⇔ I = −107 e −2
( 2) ⇔
2 2 2

I = −107 e −2 sin ( 2 ) I = −1 231 KA

Nota:

Este é o plano, com o y = 1

  
Em que d S = dA.a y e a y indica a direcção.

A dourado está o plano que é atravessado, pois


está limitado por:

0 < x < 1, 2 < z < 3, 0 < y <1

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 128/348

Por isso poderia ter feito assim:

     1 2


I = ∫ j d S = ∫ −10 4 sin ( 2 x ) e−2 y ax + cos ( 2 x ) e −2 y a y .a y dA = −10 4 ∫ ∫ cos ( 2 x ) e −2 y dzdx
S 0 0

Em que o 1º integral diz respeito ao “dx” e o 2º ao “dy”, e como y = 1 , fica e−2 y = e −2 ,

1 2 1 2 1
2
I = −10 4 ∫ ∫ cos ( 2 x ) e −2 dzdx = −104 e −2 ∫ ∫ cos ( 2 x ) dzdx = −10 4 e−2 ∫ cos ( 2 x ) .z  0 dx
0 0 0 0 0

1
 2 sin ( 2x ) 1 
∫  2 cos ( 2 x ) dx = −10 e
4 −2 4 −2
I = −10 e
0
  0 

Nota: o 2 “corta” pois na integração do cos ( 2x ) em ordem a “x” fica ( 2 x ) 'sin ( 2 x ) = 2.sin ( 2 x ) , ou
seja precisava de um 2, e como já o tinha, é só retirar.

1
 2 sin ( 2 x ) 1  = −104 e−2 sin ( 2.1) = −104 e−2 sin ( 2 )
∫ 2 cos ( 2 x ) dx = −10 e
4 −2 4 −2
I = −10 e
0
  0 

I = −104 e−2 sin ( 2 ) = −0,123.104 KA I = −1 231 KA

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 129/348

Resolução b) I=? (intensidade de corrente eléctrica)

Não é dito no enunciado, por isso subentende-



se que a direcção é a y .

 
I = ∫ j dS

      


(
I = ∫ j d S1 + d S2 + d S3 + d S4 + d S5 + d S6 )
Nota: O cubo não existe, é apenas teórico!

I = ∫ j ( 0)

I =0

Exercício 5 - Encontre a corrente que atravessa a porção do plano y = 0 definido por


−0,1 ≤ x ≤ 0,1m e −0, 002 ≤ z ≤ 0, 002m se j = 102 | x |ay ( Am ) .
−2

Resolução a) I=?
 
  
   
I = ∫ j d S = ∫   0 ; 102 | x | ; 0  ( 0 ; dxdz ; 0 )  = 102 ∫  0 dydz ; | x | dxdz; 0 dydz 
 ax 
az  
 


  ay

 = d

S   =0 =0 
  
 =j 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 130/348

I = 102 ∫ | x | dxdz = 102 ∫ | x | dx ∫ dz

Sei os valores em que variam as variáveis: −0,1 ≤ x ≤ 0,1m ∧ − 0,002 ≤ z ≤ 0,002m :

x = 0,1 z = 0,002
I = 102 ∫ | x | dx ∫ dz
x =−0,1 z =−0,002

1
Tenho de que me recordar de que: ∫ |x| dx =
2
x | x | . Assim sendo, e voltando ao exercício,

x = 0,1
1 1 1 
I = 102
2
x|x|
x = 0,002
z x =−0,002 = 102  ( 0,1) ( 0,1) − ( −0,1) ( −0,1)  ( ( 0,002 ) − ( −0, 002 ) )
x =−0,1 2 2 

I = 102 ( 5 x 10 −3 + 5 x 10 −3 ) ( 0, 004 ) = 4 x 10−3 A I = 4 mA

Exercício 7 - Seja j = 103 sin (θ ) ar ( Am −2 ) (em coordenadas esféricas). Encontre a corrente que
atravessa a superfície esférica r = 0, 02m .

A  
Resolução a) j = 103 sen (θ ) ar ∧ r = 0, 02 m ∧ I = ∫ j.d s
m2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 131/348

Nota:

   π 2π

(
I = ∫ j.d s = ∫ 103 sin θ a r ) ( r senθ .dϕ.dθ ) = 10 r ∫∫ senθ .senθ .dϕ.dθ = 10 r ∫ sen
2 3 2 3 2 2
(θ ) dθ ∫ dϕ
0 0

π
 1 1  2π π
I = 10 r  − cos θ senθ + θ  x [ϕ ]0 = 103 x ( 0, 02 ) x x 2 π = 103 x ( 0, 02 ) x π 2
3 2 2 2

 2 2 0 2

I = 3, 95 A

Exercício 8 - Calcule a resistência de um cilindro de alumínio que tem 10, 0 cm de comprimento e


2, 00 × 10−4 cm2 de área de secção recta.

(Dado: A resistividade do alumínio é 2,82 × 10−8 Ωm ).

Repita o cálculo para um cilindro das mesmas dimensões e feito de vidro com uma resistividade
3, 0 × 1010 Ωm .

Resolução: A = 2 x 10 −4 cm 2 e ρ = 2,82 × 10−8 Ωm (resistividade do fio).

l 0,1 m
RAl = ρ = 2,82 × 10−8 Ω m . RAl = 14,1 µΩ
A 2 x 10−8 m 2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 132/348

Exercício 9 - A resistividade de um fio de níquel-crómio é 1,5 × 10−6 Ωm .

(a) Calcule a resistência por unidade de comprimento do fio que tem de raio 0,321mm .

(b) Se aplicarmos uma diferença de potencial de 10V a um fio de níquel-crómio de 1, 0m de


comprimento, qual é a corrente no fio?

R
Resolução a): r = 0,321mm e pretende se =?
l

l R ρ 1,5 × 10−6 R
R=ρ ⇔ = 2 = = 4, 6 Ω / m
π ( 0,321 × 10 −3 )
2
A l πr l

V 10V
Resolução b): V = 10V ∧ l = 1m → I= = = 2, 2 A
R 4, 6Ω / m

Exercício 10 - Os cabos coaxiais são usados extensivamente na televisão por cabo e em outras
aplicações electrónicas. Um cabo coaxial consiste em dois condutores cilíndricos concêntricos. A
região entre os condutores é completamente preenchida por silicone, e a corrente que se perde
através do silicone na direcção radial é indesejada (o cabo é desenhado de maneira a conduzir
corrente apenas ao longo do seu comprimento). O raio do condutor interno é a = 0,500 cm , o raio do
externo é b = 1, 75 cm , e o comprimento L = 15, 0 cm . Calcule a resistência do silicone entre os dois
condutores, sabendo que a resistividade do silicone é 640 Ωm . Compare a resistência com a do
condutor interno (assuma que é feito de cobre, cuja resistividade é 1, 7 × 10−8 Ωm ).

Resolução:

ASuperficie Cilindrica = 2π rL

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 133/348

l
ρ = 640 Ωm e RSilicone = ρ
A

b ρ ρ b1  ρ   ρ   ρ  b
. ( ln ( b ) − ln ( a ) ) = 
b
RSilicone = ∫ dr = .∫ dr =   .ln ( r ) a =    .ln  
a A 2π L a r  2π L   2π L   2π L   a 


RSilicone = 
(
640Ω m )  
 .ln  1, 75 × 10
−2 
 RSilicone = 851Ω
(
 2π 15 × 10−2 m
 )   0,500 × 10−2
 

Como me é dito que ρ Cu = 1, 7 × 10 −8 Ωm , logo a resistividade do condutor interno é:

ρCu .L (1, 7 × 10 −8
)(
Ω m . 15 × 10−2 m )
RCondutor Interno = = RCondutor Interno = 32 µΩ
( )
2
A π 0,5 × 10 −2
m

Como se pode verificar, a resistividade do cobre é muito inferior ao do silicone.

Exercício 11 - Um aquecedor eléctrico é construído aplicando uma diferença de potencial de 120V a


um fio de níquel-crómio que tem uma resistência total de 8, 0Ω . Encontre a corrente transportada
pelo fio e a potência do aquecedor.

a) I = ?

b) ρ = ?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 134/348

V 120V
Resolução a) V = 120V ∧ R = 8,00Ω → I = = = 15, 0 A
R 8, 00Ω

Resolução b)

ou

P = 120V × 15,0 A = 1800W

Exercício 12 - Um fio de níquel-crómio é usado vulgarmente como o elemento de aquecimento em


equipamentos eléctricos. Um destes fios com 1,0m de comprimento é usado na parte de baixo de um
forno e pode suportar uma corrente máxima de 16A quando é aplicada uma diferença de potencial de
120V às extremidades do fio. Se a resistividade do fio é 1, 0 × 10−6 Ωm :

(a) Qual é o raio do fio?

(b) Qual a potência usada pelo forno?

Resolução a): I = 16 A l = 1, 0m V = 120V ρ = 1, 0 × 10−6 Ωm

E pretende se o r = ?

ρl V ρl
V = RI ∧ R= → =
A I A

V ρl ρ lI
Assim: = ⇔ A=  sabendo que A = π r2 fica :
I A V

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 135/348

2
πr =
ρ lI
⇔ r=
ρ lI
⇔ r=
(1, 0 × 10 −6
Ωm ) (1, 0m )(16 A )

V πV π (120V )

⇔ r = 2, 060129077 × 10 −4 m ⇔ r = 0, 2 mm

Resolução b): P = VI ⇔ P = 120V .16 A ⇔ P = 1 920W

Exercício 13 - Uma lâmpada de 100W é deixada acesa numa dispensa exterior para impedir que a
tinta congele. Os 100W correspondem à potência dissipada no filamento da lâmpada, que é uma
simples resistência. Se a electricidade custa 8 cêntimos/kWh, quanto custa manter a lâmpada acesa 3
meses durante o inverno?

Resolução: P = 100W ; 1kWh = 8 cêntimos ; ∆t = 3 meses ≈ 3 × 30


 × 24
 = 2 160h
meses Qt dias do mês Qt horas do dia

Energia
P=
∆t

Custo = nº de kWh x preço kWh.

Energia = P x ∆t = 100W x 2 160 h = 216 000 Wh = 216 kWh

Custo = 216 x 8 cêntimos = 1 728 cêntimos = 17,28 Euros.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 136/348

Exercício 15 - Considere o circuito esquematizado que contém uma bateria ideal e quatro
resistências. Determine todas as correntes existentes no circuito sabendo que ε = 12V ; R1 = 20Ω ;
R2 = 20Ω ; R3 = 30Ω ; R4 = 8Ω.

Resolução: R e q = R1 + R4 + R3 / / R2 ⇔

⇔ R e q = ( 20Ω ) + ( 8Ω ) + ( 30Ω ) / / ( 20Ω ) ⇔ R e q = 40Ω

V 12V 3V
IT = = = = 0,3 A
R e q 40Ω 10Ω

Ora sei que a corrente que passa em R1 = R4 . Tenho um divisor de corrente no ponto assinalado por
A.

R2 20Ω 3 60
I R3 = .I T ⇔ I R3 = . ⇔ I R3 = A ⇔ I R3 = 0,12 A
R2 + R3 20Ω + 30Ω 10 50 0

Utilizando a 1ª Lei de Kirchoff, I R2 = I T − I R3 ⇔ I R2 = 0, 30 A − 0,12 A ⇔ I R2 = 0,18 A

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 137/348

Exercício 16 - Encontre as correntes no circuito que se


segue, sabendo que ε1 = 6V ; ε 2 = 12V ; R1 = 100Ω ;
R2 = 10Ω ; R3 = 80Ω .

Resolução: vou escolher aleatoriamente


sentido para as malhas (1 e 2) e corrente
(ponto A).

ε1 = R1.i1 + R2 .i2



ε 2 = R2 . ( −i2 ) + R3 .i3 ⇔
i = i + i
1 2 3

ε1 = R1.i1 + R2 .i2 ε1 − R1.i1 = R2 .i2


 
⇔ ε 2 = R2 . ( −i2 ) + R3 . ( i1 − i2 ) ⇔ ε 2 = R2 . ( −i2 ) + R3 . ( i1 − i2 ) ⇔
i = i + i i = i + i
1 2 3 1 2 3

 ε1 − R1.i1
 ε1 − R1.i1  R = i2
 R = i2  2

 2
  ε − R .i   ε − R .i 
⇔ ε 2 = R2 . ( −i2 ) + R3 . ( i1 − i2 ) ⇔ ε 2 = R2 .  −  + R3 .  i1 − 1 1 1  ⇔
1 1 1

i = i + i   R2   R2 
1 2 3 i = i + i
 1 2 3


 ε1 − R1.i1
 R = i2
 2

  R .i − ε   R .i − ε 
⇔ ε
 2 = R2 
1 1 1
 + R3i1 + R3  1 1 1  ⇔
 R2   R2 
  
i = i + i
1 2 3


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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 138/348

 ε1 − R1.i1  ε1 − R1.i1
= i  R = i2
 R 2
 2  2

 R3 R1.i1 R3ε1  R  RR 
⇔ ε 2 = R1.i1 − ε1 + R3i1 + − ⇔ ε 2 + ε1 + ε1 3 = i1  R1 + R3 + 3 1  ⇔
 R2 R2  R2  R2 
i1 = i2 + i3 i = i + i
 1 2 3
 

 ε1 − R1.i1  ε1 − R1.i1
= i2  R = i2
 R  ε1 − R1.i1
 2  2
= i2
  R2
 R  R3  
 ε 2 + ε1 + ε1 3  ε 2 + ε1 1 + 
R2   R 2 
 12 + 6 (1 + 8 )
⇔ i1 = ⇔ i1 = ⇔ i1 = ⇔
 RR  R1.R2 + R2 .R3 + R1 R3  980
R1 + R3 + 1 3
 R2 i1 = i2 + i3 i1 = i2 + i3
  
i1 = i2 + i3  
 

 6 − (100 ) . ( 0, 067 )
i2 = i2 = −0, 074 i2 = −74mA
 10
 
⇔ i1 = 0, 067 ⇔ i1 = 0, 067 ⇔ i1 = 67 mA
i = i − i i = 0, 067 − −0, 074 i = 141mA
3 1 2 3 ( ) 3


Exercício 17 - Encontre as correntes no


circuito que se segue, sabendo que ε1 = 3V ;
ε 2 = 6V ; R3 = 4, 0Ω ;
R1 = R2 = R4 = R5 = 2, 0Ω .

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 139/348

Resolução: Tem duas fontes com o mesmo


valor! Agora vou escolher aleatoriamente
sentido para as malhas (1 e 2) e das correntes.

ε1 − ε 2 = R1.i1 + R3 .i3 + R2 .i2



ε 2 − ε 2 = R3 . ( −i3 ) + R4 .i4 + R5 .i5  Como: R1 = R2 = R4 = R5 ⇔
i = i + i
1 3 4

ε1 − ε 2 = R1.i1 + R3 .i3 + R1.i2



ε 2 − ε 2 = R3 . ( −i3 ) + R1.i4 + R1.i5  Como: i4 = i5 ∧ i1 = i2 ⇔
i = i + i
1 3 4

Faço depois….

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 140/348

SÉRIE 5 – Campo magnético

Tópicos - Campo magnético

Efeito do campo magnético sobre corrente eléctrica

Nota – fazendo uma analogia, a ter em conta:

   
Fe ←
→ Fm E ←
→B

Recordar os produtos internos:

.
 
.
   
.
e1 e1 = e2 e2 = e3 e3 = 0 (pois estão em paralelo).

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 141/348


e1 .  
e2 = ?e3 ∧

e2 .  
e1 = ?e3

e1 .  
e3 = ?e2 ∧

e3 .  
e1 = ?e2 , e agora quanto ao sinal?

e2 .  
e3 = ?e1 ∧

e3 .  
e2 = ?e1

É fácil, se a numeração subir um degrau ímpar, é positivo, se subir um número de degrau par é
negativo. Se descer é ao contrário. Número ímpar é negativo, e par é positivo. Assim fica:


e1 . 
e2 1 → 2 1↑ → +

e2 . 
e1 2 → 1 1↓ → −

e1 . 
e3 1 → 3 2↑ → − e

e3 . 
e1 3 → 1 2↓ → +

e2 . 
e3 2 → 3 1↑ → +

e3 . 
e2 3 → 2 1↓ → −

Assim,

e1 .  
e2 = +e3 ∧

e2 .  
e1 = − e3

e1 .  
e3 = − e2 ∧

e3 .  
e1 = +e2

e2 .  
e3 = +e1 ∧

e3 .  
e2 = − e1

Exercício 1 - A carga pontual Q = 18 η C tem de velocidade 5 x 106 ms −1 na direcção



a v = 0, 04ax
 − 0, 05  + 0, 2  . Calcule a magnitude da força exercida sobre a carga pelo campo:
ay az


(a) B = −3ax
 + 4  + 6  mT .
ay az


(b) E = −3ax
 + 4  + 6  kV / m .
ay az

(c) B e E a actuarem em conjunto.

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Resolução 1a) – Ficou fácil porque tem a mesma direcção (“…na direcção…”).

   
Pequena introdução - v = vn , em que v é o vector, v o valor unitário e n o versor.

 
u = 7n Estão aqui três versores iguais, só muda o seu valor
unitário, pois tem a mesma direcção e sentido.

Agora notar que:


     
Fm = qv x B ∧ Fm = I l x B

Agora vou-me aproximar destas duas definições:

 
Q  l   x
I= ⇔ Q = t.I ∧ v= → v = 
t t 
t
É habitual ver desta forma!

     
E substituindo nas definições Fm = qv x B ∧ Fm = I l x B

 
 l   l        
( )
Fm = ( t.I )   x B ⇔ Fm = t .I   x B ⇔ Fm = ( I ) l () x B ⇔ Fm = I l x B
t t 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 143/348

 6 −1
Assim o exercício, tendo a v = 0, 04ax
 − 0, 05  + 0, 2  , para uma velocidade de 5 x 10 ms .
ay az

  − 0, 05  + 0, 2 
0, 04ax
v = ( 5 x 106 ms −1 ) ay az

0, 04 + 0, 05 + 0, 22
2 2

Como 5 x 106 ms −1 = 5 x 102 x 104 ms −1


v = ( 5 x 10 x 10 ms )
2 4 −1
 − 0, 05  + 0, 2 
0, 04ax ay az
= ( 5 x 10 )
4
(  − 0, 05  + 0, 2 
0, 04ax ay az
x 102 )
0, 042 + 0,052 + 0, 22 1, 6.10−3 + 2,5.10−3 + 40.10−3

 4  − 5 + 20az 5 x 104  50 x 106


v = ( 5 x 104 ) . ax ay
44,1.10−3
= (
. 4  − 5 + 20az
210 x 10−3 ax ay
) v=
210
. 4ax (
 − 5  + 20 
ay az )


Agora sabendo que B = −3ax (
 + 4 + 6
ay az )
.10-3 T , fica:

    50 x 106 
Fm = qv x B = (18.10 C ) 
−9

 210
(
 − 5  + 20 
. 4ax ay az 

X ) (( −3 
ax )
+ 4a y + 6az .10-3 )
  50 
Fm = (18.10−6 ) 
 210
(  − 5  + 20 
. 4 ax ay az 

)X −3ax (
 + 4 + 6
ay az )

(
Fm = ( 4, 29.10−6 ) 4ax
 − 5  + 20 
ay az ) (
X −3ax
 + 4 + 6
ay az
. )

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Trata-se de um produto externo. Utilizar a regra do determinante.

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Aplicado ao exercício, 4ax (


 − 5  + 20 
ay az
X −3ax ) (
 + 4 + 6
ay az
fica: )
  
ax ay az
     
4 −5 20 = ( −5.6 ) ax + ( 20. − 3) ay + ( 4.4 ) az  − ( 20.4 ) ax + ( 4.6 ) a y + ( −5. − 3) az 
−3 4 6

           
= −30 ax − 60ay + 16 az − 80 ax − 24 ay − 15az = −30 ax − 80 ax − 60 ay − 24ay + 16 az − 15az

  
(  − 5  + 20 
4ax ay ) (
az
X −3  + 4 + 6
ax ay az
= − )
110 a x − 84 ay + 1a z

      
( ) (
Fm = ( 4, 29.10−6 ) −110ax − 84ay + 1az = −471,9ax − 360,36a y + 4, 29az .10−6 N )

Mas não acaba aqui, pois é me solicitado “Calcule a magnitude da força…”, então é

Fm = 471, 92 + 360,36 2 + 4, 22 .10 −6 N Fm = 593, 7 µ N


Resolução 1b) – Tendo E = −3ax (
 + 4 + 6
ay az )
.10-3 V / m , para uma carga de Q = 18 η C , fica:

 
(
Fe = q.E = (18.10−9 ) −3ax
 + 4 + 6
ay az )
.10-3 = 18.10−6 −3ax (
 + 4 + 6
ay az )

(
Fe = −54ax −6
 + 72  + 108  .10 N
ay az )
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Aqui também me é solicitado “…a magnitude da força…”, então fica

Fe = 542 + 72 2 + 1082 .10−6 N Fe = 140, 6 µ N

  


Resolução 1c) – Fem = Fm + Fe

   
( ) ( )
Fem = −471,9ax − 360,36a y + 4, 29az .10−6 + −54a x + 72a y + 108a z .10−6

   
( )
Fem = ( −471,9 − 54 ) ax + ( −360,36 + 72 ) a y + ( 4, 29 + 108) az .10−6

   
( )
Fem = −525,9ax − 288, 4ay + 112,3az .10−6 N

Fem = 525, 92 + 2882 + 112, 32 .10−6 N Fem = 610 µ N

Exercício 2 - Encontre a aceleração instantânea de um electrão que se move com uma velocidade de
10 x 107 m / s no plano xy, com um ângulo de 30º com o eixo dos y. Um campo magnético uniforme
de magnitude 10T encontra-se no sentido positivo do eixo dos y.

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Resolução 2 – O campo magnético só tem uma


componente e é no eixo dos “yy”.


  F
B = Bey
 a=
me

 
Fm = qe .v e x B

Nota, se também tivéssemos um campo


  
(
eléctrico, a fórmula seria: F = qe . E x v e x B )

Calculo auxiliar:

 
ve x B = x y z = ( ve .sin ( 30º ) .B )ez
vex vey 0
0 B 0

 
Assim fica: Fm = qe .v e x B ⇔ Fm = qe . ( ve . sin ( 30º ) .B )ez ⇔

 1   1 
⇔ Fm = qe .  ve . .B  ⇔ Fm = (1, 602 x 10−19 C ) .  (10 x 107 m / s ) . . (10T )  ⇔
 2 ez  2 ez

Fm = ( −8 x 10−12 ) N
ez

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 148/348


 F
Agora já consigo calcular a aceleração: ae =
me



ae =
( −8 x 10−12 ) N
ez


a e = ( −8,8 x 1018 ) m / s 2
−31
9,11 x 10 Kg ez

Também se poderia ter feito desta maneira, que é igual:


 
Fm = qe .v e x B ⇔ Fm = qe . ( 0 ; 0 ; ve . sin ( 30º ) .B ) ⇔

 1   1 
⇔ Fm = qe .  0 ; 0 ; ve . .B  = (1, 602 x 10−19 C ) .  0 ; 0 ; (10 x 107 m / s ) . . (10T )  ⇔
 2   2 

Fm = ( 0 ; 0 ; − 8 x 10−12 ) N


 F
Depois: ae =
me

 ( 0 ; 0 ; − 8 x 10−12 ) N 
⇔ ae = ⇔ a e = ( 0 ; 0 ; − 8,8 x 1018 ) m / s 2
9,11 x 10−31 Kg

Exercício 3 - Um electrão num tubo de imagem de uma televisão move-se em direcção à parte da
frente do tubo com uma velocidade de 8, 0 x 106 m / s ao longo do eixo dos x. À volta do tubo existe
um enrolamento de fio que cria um campo magnético de magnitude 0, 025T , esse campo faz um
ângulo de 60º com o eixo dos x e situa-se no plano xy.

(a) Calcule o valor da força magnética a que o electrão se encontra sujeito.

(b) Encontre uma expressão vectorial para a força magnética a que o electrão se encontra sujeito.
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Resolução 3a) – dados: A força magnética obedece a regra da mão direita.


v e = 8 x 106 ex
 m/s

B = 0, 025T
θ = 60º

 
   A ter o cuidado com o ângulo, pois é aquele formado pela ve e B .
F B = qe . v e . B .sin ( 60º )

 3 
F B = (1, 602 x 10 −19 C ) . ( 8 x 106 m / s ) . ( 0, 025T ) . F B = 2, 77 x 10−14 N
3

Nota: cuidado, pois não se deve de confundir Valor Força

com Força do Vector. Não é por isso isto:

 3
F B = (1, 602 x 10−19 C ) . ( 8 x 106 ) m / s  . ( 0, 025T ) .
 ex  3


FB = ( 2, 77 x 10 )
−14

ex
N


Resolução 3b) - F B = ( 0 ; 0 ; − 2, 77 x 10−14 ) N , utilizando a regra da mão direita.

  
Poderia ter ido por este caminho: F B = qe .v e x B

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 150/348

Calculo auxiliar:

 
ve x B = x y z = (v

ex
.B.sin ( 60º ) )
ez

vex 0 0
B cos ( 60º ) B sin ( 60º ) 0

    
Assim fica: F B = qe .ve x B ⇔ F B = qe . vex (
 .B.sin ( 60º ) ) 
ez
⇔ F B = ( −2, 77 x 10 −14 ) N
ez

Exercício 4 - Um segmento de fio de 3mm de comprimento transporta uma corrente de 3A na


direcção x. O fio encontra-se num campo magnético de magnitude 0,02T que está no plano xy e que
faz um ângulo de 30º com o eixo dos x. Qual é a força magnética exercida sobre o segmento de fio?

Resolução 4

L = 3mm = 3 x 10-3 m
I = 3 Aex
B = 0, 02T
θ = 30º

As linhas de campo são paralelas entre si.

Como é um conjunto de cargas, fala-se em intensidade.



.
 
d F m = I .d l B ⇔

.
 
F m = I .l B

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 151/348


I .dl é designado por elemento diferencial de corrente.

Atendendo a regra da mão direita, a força é para cima.

 
lxB = x y z
Calculo auxiliar 3 x 10-3 m 0 0
B cos ( 30º ) B sin ( 30º ) 0

   1 
(
 + ( 3 x 10 m ) . ( B. sin ( 30º ) )  − 0
l x B = ( 0 − 0 )ex + ( 0 − 0 )ey 
-3
 ) 
ez


=  ( 3 x 10-3 m ) .  0, 02T .  
 2  ez

  1 
Assim fica: Fm = 3 A.  ( 3 x 10-3 m ) .  0, 02T .   ⇔ Fm = 90 x 10-6 ez N
  2  ez

Ou então, também se poderia ter feito desta maneira:

    
( )
F m = I .l x B = I .l x B sin l x B I .l x B sin ( 30º )ez = ( 0 ; 0 ; I .l.B. sin ( 30º ) )

  1
F m =  0 ; 0 ; 3 A. ( 3 x 10-3 m ) .0, 02T .  Fm = m ( 0 ; 0 ; 90 x 10-6 ) N
 2

Exercício 5 - Um fio dobrado num loop semicircular de raio R encontra-se no plano xy e transporta
uma corrente I do ponto a para o ponto b, como se mostra na figura. Existe um campo magnético
uniforme B = Bk perpendicular ao plano do loop. Encontre a força que actua sobre o loop
semicircular do fio.

(consultar o livro Física Volume 2 4ª Ed do Paul A. Tipler, pagina 183 e 207)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 152/348

Resolução 5 - É conforme a ciência


envolvida, existe 2 formas de representar
coordenadas no espaço:

(x ; y ; z ) , que é o mais conhecido,

(i ; j ; k ) mais usual em electricidade.

Assim o B = Bk é a mesma coisa do que:



B = Bez


.
 
d F m = I .dl B

  
d F m =  dFx ; dFy ; dFz 
 
 =0 

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Nota:


 dr    
v= ⇔ d r = vdt ⇔ r = ∫ vdt
dt


Assim no exercício, fica l = ( R sin (θ ) ; R cos (θ ) ; 0 ) . Cuidado, pois apesar de não saber o valor

de “R”, este é de facto constante!



dl 
= ( − R sin (θ ) ; R cos (θ ) ; 0 ) ⇔ dl = ( − R sin (θ ) ; R cos (θ ) ; 0 ) dθ


dl = dθ ( − R sin (θ ) i + R cos (θ ) j ) , em que i e j são os versores.

 
dl x B = dθ ( − R sin (θ ) i + R cos (θ ) j ) . 
Bk

.
  
i k = ?j i → k 2↑ → − ∧

j .k
 
= ?i j → k 1↑ → +

   
 
d l x B = Bdθ R sin (θ ) j + R cos (θ ) i = B.dθ ( R cos (θ ) i + R sin (θ ) j )
  

 


 i . k j . k 

Esta parte do calculo poderia ter feito desta forma:

dFz é zero, pois está no


eixo.

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dFy
sin (θ ) =
dF

dFx
cos (θ ) =
dF

    
(
d F m = I .dl x B = d F cos (θ ) ; d F sin (θ ) ; 0 )

Vou me socorrer de um cálculo auxiliar:

dl x dl y
Sei que sin (θ ) = ∧ cos (θ ) = , assim fica:
dl dl

z = ( dl y .B − 0.0 )ex + ( 0.0 − ( −dl x ) .B )ey


 + ( − dl .0 − dl .0 ) 
 
dl x B = x y x y ⇔
ez

−dlx dl y 0
0 0 B

 
dl x B = ( dl y .B )  + ( dlx .B )ey
 = ( dl cos (θ ) .B )  + ( dl sin (θ ) .B ) 
ex ey
ex

(A partir daqui é igual independentemente do processo escolhido)

Sei que dl = R dθ ∧
  
d F m = I .d l B . então:

 π   π π
F m = ∫ I .dl x B = I .∫ ( dl cos (θ ) .B )ei + ( dl sin (θ ) .B )e j = I .B.∫ ( R cos (θ ) dθ )ei + ( R sin (θ ) dθ )e j
o 0 0

π π

∫ ( sin (θ ) dθ )  = I .B.R.( sin (θ ) )

F m = I .B.R.  ∫ ( cos (θ ) dθ ) ;
π π
0
; − cos (θ ) 0
0 0


F m = I .B.R. ( sin (π ) − sin ( 0 ) ) ;
 ( − cos sin (π ) − − cos ( 0 ) )
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      
F m = I .B.R.  sin (π ) − sin ( 0 )  ; − cos sin ( π ) −  − cos ( 0 )    = I .B.R.[ 0 ; 2]
 
 

  
 

 =0 =0   − ( −1)  =−1   


F m = ( 0 ; 2 I .B.R ; 0 ) N

Exercício 6 - Um fio de cobre recto e horizontal possui uma corrente i = 28A a passar através dele.
Qual é a magnitude e a direcção do campo magnético, B, mínimo necessário para que o fio fique
suspenso, i.e. para que contrabalance a força gravitacional exercida sobre ele?

Dado: a densidade linear do fio é 46,6 g/m.

 
Resolução 6 – O fio sofre a acção da Fg e da Fm .


.
 
F m = I .l B

g kg
A massa linear é λ = 46, 6 = 46, 6.103
m m

  
B está perpendicular a l e a F m . Mas para se saber
se é “-x” ou “+x”, deve-se utilizar a regra da mão
direita.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 156/348


l = luy



B = − Bux



g = − g uz

  
B é o vector perpendicular a l e a F m com o sentido contrario ao eixo Ox . Pretende-se que
   
. 
F m = − F g ⇔ I .l B = −m.g ⇔ I . luy 
( ). ( ).
( − Bux ) = −m.( − guz ) ⇔ I .l.B uy ( ux ) = −m.( guz )

y .x
 
= ?z y → x 1↓ → −

⇔ − I .l.B ( −uz ) = m. ( guz ) ⇔ − I .l.B −( 


uz ) = m.( g )

uz
⇔ I .l.B = m.g .

kg m
Como λ = 46, 6.103 ∧ λ= ⇔ m = λ.l , então fica:
m l

 kg 
 46, 6.103  . ( 9,8 N )
λ.g m
( )
⇔ I . l .B = λ . l . g ⇔ I .B = λ . g ⇔ B =
I
⇔ B=
28 A
= 16,31.10−3 T

B = 16,31mT

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SÉRIE 6 – Magnético Estático

Tópicos - Produção de corpo magnético por corrente

Interacção entre dois fios paralelos

Lei de Ampere

Fluxo magnético

Exercício 1 - Um segmento de fio de comprimento L transporta uma corrente I. Use a lei de Biot-Savart para
encontrar o campo magnético no plano perpendicular ao fio e que passa pelo ponto médio do fio.

Livro de Serway, exemplo 30.1

Livro de Fishbane, exemplo 30.4

Livro de Tripler, pagina 892/3

O “tubo” representa o fio por onde passa a corrente.

 µ  I   
É um integral de linha - B = 0 ∫  2 dl x ur 
4π C  r 

x
E tg (φ ) = ⇔ x = d .tg (φ )
d

Figura 1.1

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 158/348

Agora preciso de fazer uma mudança de variável:

Vou derivar “x” em ordem a φ

1
dx = d . dφ
cos2 (φ )

    
Agora o deslocamento linear dl = dx e1 . Cuidado, pois e1 ≠ u r , na realidade é o u x .

    1  
Assim substituindo, fica dl = dx e1 ⇔ dl =  d .
 d φ  e1 , com −φ1 < φ < φ2 .
 cos 2 (φ ) 

L
É de se ter em atenção o sinal −φ1 , pois o meu referencial é o eixo dos “y”. O ponto − está no semi-eixo
2
negativo (conforme figura 1.1).


 AP P − A ( 0 ; d ; 0 ) − ( x ; 0 ; 0 ) 1  1  
Assim u r =  =
AP r
=
r
= ( − x ; d ; 0)
r r
(
u r = − x e1 + d e 2 )

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 159/348

 µ0  I         1   
Calculo auxiliar: B =
4π C∫  r 2
 dl x u r  , com d l x u r = 
d x e1
 
 x  − x e(
1 + d e 2  )
  dl   r 

  
e1 e2 e3
  1      
dl x u r = dx 0 0 = ( 0.0 ) e1 + ( 0. − x ) e2 + ( dx.d ) e3 − ( 0.d ) e1 + ( 0. − x ) e2 + ( 0. − x ) e3
r
−x d 0

  1    d 
d l x u r = ( dx.d ) e3 − 0 dl x u r = dx e3
r r

d d
Mas com sei que = cos (φ ) , então fica r = .
r cos (φ )

  d  d 
Então d l x u r = dx e3 = dx e3
r  d 
 
 cos (φ ) 

  
d l x u r = cos (φ ) dx e3

 d 
Mas também sei que dx e3 = d ( φ ) e x.
cos 2 (φ )

    d   d 
Assim fica d l x u r = cos (φ ) dx e3 = cos (φ )  ( )
 cos 2 (φ ) d φ e x
 cos (φ ) x d (φ )
 = e
 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 160/348

φ2
 µ0  I    µ0 I  1   
Agora voltando ao exercício, fica B =
4π C∫  r 2
 dl x u r  =
 4π
∫φ  r ( d l x u ) 
− 1
2 r

Cuidado com o sinal do limite inferior.

 
 
 µ I φ 2  1  d    µ0 I φ2  cos 2 (φ ) d  
B= 0 ∫  x d (φ )   =  x d (φ ) 

2 
4π −φ 1   d   cos (φ )
e
 ∫  d 2 cos (φ ) e
  4π −φ 1



  cos (φ )  
  

 µ I φ2
 cos (φ )    
B= 0 ∫ d e x d ( φ )  , e x é constante, mas u r não é!
4π −φ 1  

 µ I  φ 2
B = 0 e x ∫ ( cos (φ ) d (φ ) )
4π d −φ1

 µ I  φ2
B = 0 e x sin (φ ) 
4π d −φ 1

 µ I   
B = 0  sin (φ2 ) − sin ( −φ1 )  e x
4π d  


 angulo da esquerda angulo da direita 

O campo magnético está PERPENDICULAR


 µ I 
B = 0 ( sin (φ2 ) + sin (φ1 ) ) e x ao plano, e para fora.
4π d

Esta definição é a mais importante do


capítulo (e é geral)!

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 161/348

Quando uma corrente passa num fio rectilíneo, e pretende-se saber


qual é o campo magnético criado no exterior do fio num determinado
ponto P. O fio eléctrico intersecta o plano.

Nota muito importante, se o ponto “P” não


estivesse perpendicular ao fio, mas sim deslocado
para um dos lados?

 µ I  −φ1
B = 0 e x ∫ ( cos (φ ) d (φ ) )
4π d −φ 2

 µ I 
B = 0 ( sin (φ1 ) − sin (φ2 ) ) e x
4π d

Cuidado com o inicio da integração e com o fim.

 µ0 I   π   π   2 µ0 I   µ I 
Se fosse com um fio infinito, seria B = sin   − sin  −  e = ex B = 0 ex
4π d   2 
x
 2  4π d 2π d

Poderia ter feito deste jeito:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 162/348

 
 µ 0 I dl x r
dB =
4π r3

µ0 I dl sin (π − θ )
dB =
4π r2

µ0 I dl sin (θ )
dB =
4π r2

Para se distinguir o a variável “d” do “d” da


derivada, vou utilizar “D”.

x x
Tanto o ângulo como o r dependem do x. = tg (φ ) ⇔ = tg (φ ) ⇔ x = d .tg (φ ) .
y D

=1
   
dx d ( tg (φ ) )  cos (φ ) + sin 2 (φ ) 
2
=D ⇔ dx = D d ( tg (φ ) ) = D   dφ
dφ dφ  cos 2 (φ ) 
 

D
dx = dφ
cos 2 (φ )

D cos (φ ) 1 D 1
Como r = , então dx = cos (φ ) dφ cos (φ ) dφ
cos (φ ) r 2
 D / cos (φ )  cos (φ )
2 2
D

µ I  sin (π − θ )  µ0 I  sin (θ )  µ0 I  cos (φ )  µ0 I 2


 cos (φ ) 
Assim, dB = 0 
4π  r 2  dx =


4π  r 2  dx =


4π  r 2  dx =
 4π ∫ L r2 
 dx

2

L L

 cos (φ ) 

µI 2
µI 2
1 µI 0 µI
dB = 0 ∫L  r 2  dx = 4π0 ∫ cos (φ ) dφ = 0 ∫ cos (φ ) dφ 0 ( sin (φ ) − sin ( −φ ) ) 
4π L D 4π D −φ0 4π D
− −
2 2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 163/348

µ0 I
dB = sin (φ )
4π D

L/2
Existe uma relação geométrica entre L e o D com o ângulo => sin (φ ) =
( L 2)
2
+ D2

µ0 I L/2
Assim fica: dB =

( L 2)
2
D + D2

Nota – o valor de µ0 é um valor exacto, o que é diferente de experimental.

Exercício 2 - Encontre o campo magnético no centro de uma espira


quadrada de lado L = 50 cm que transporta uma corrente de 1,5A.

Resolução -

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 164/348

Como é uma espira quadrada, e só por isso, os ângulos


formados com o eixo vertical são de 45º.

Na serie 5 o fio é rectilíneo,

e o campo circular.

    
B = B1 + B2 + B3 + B 4

Aqui o ângulo é orientado. Existe um ângulo negativo e


outro positivo, −θ e + θ .

     
Como B1 = B 2 = B3 = B 4 , fica: B = 4B1

Na serie 6, o fio é que é curvilíneo.

  µ I  
B = 4  0 ( sin (θ ) − sin ( −θ ) ) e x 
 4π d 

 µ I   π   π   µ I  2  2    2µ0 I  2 2 ( 4π .10 −7 ) (1, 5 ) 


B = 0  sin   − sin  −   e x = 0 
πd   4   4  L
−  −   e x =
πL
( )
2 ex =
π ( 0, 5)
ex
π  2  2 
2

 
B = 3, 4.10−6 e x T


O atributo e x tem a função de caracterizar o resultado.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 165/348

Exercício 3 - Encontre uma expressão para o campo magnético no centro de um loop circular de corrente.

Resolução -

dl é o perímetro (é a soma de quantidades infinitésimas).

Recordar a área e o perímetro de uma circunferência:

A = π r2 ∧ P = 2π r

 
 µ I dl x r
dB = 0 ⇔
4π r3


O r faz sempre um ângulo de 90º com o eixo dos “zz”.

=1
  
π 
I dl sin   
µ  2  e = µ0 I dl 
⇔ dB = 0 x ex ⇔
4π r 2
4π r2

Sei que dl = 2π r pois é o perímetro. Assim fica:

Esta equação é um ponto


por isso é necessario a integração e integro
   
Tiro o d
 2π
µ0 I dl  µI  µ0 I 
dB =
4π r 2
ex → B = 0 2
4π r ∫0 dl e x ⇔ B =
4π r 2
2π r e x ⇔

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 166/348

µ0 I 
B= ex T
2r

Exercício 4 - Encontre uma expressão para o campo magnético produzido no centro de um arco circular de
um fio. (de notar a diferença com o exercício 3, pois aqui é só uma parte do circulo).

Resolução

=1
  
   π 
 µ I d l x r  I dl sin   
µ 2 e
dB = 0 3
ex = 0 2 x
4π r 4π r

µ0 I dl  µ0 I r dθ  Como é um arco, não posso afirmar que


dB = ex = ex
4π r 2 4π r2 dl = 2π r , mas sim que dl = r dθ .
θ1
µI  µ0 I 
B = 0 ex
4π r ∫ dθ
θ1
B=
4π r
∆θ e x T
Ver exercício 1.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 167/348

Exercício 5 - O fio na figura transporta uma


corrente I e consiste num arco circular de raio
π
R e ângulo central rad, e duas secções
2
rectilíneas cujas extensões intersectam o
centro C do arco.

Qual é o campo magnético produzido pela


corrente em C?

Resolução - Este exercício é igual ao exercício 4,


apesar de não parecer a primeira vista.

É necessário resolver por troços (1, 2 e 3).

Como se pode ver, os troços 1 e 2 produzem, no


ponto “C” um campo magnético igual a zero!

Pode-se confirma com a definição:

µ0 I 
Troço 1 - B = ∆θ e x T , e como o ângulo é de 180º cada um, fica
4π r

 µI  µI  µI  
B1 = 0 ∆θ e x = 0 (180º −180º ) e x = 0 ( 0) ex B1 = 0
4π r 4π r 4π r

µ0 I 
Troço 2 - B = ∆θ e x T , e como o ângulo é de 180º cada um, fica
4π r

 µI  µI  µI  
B 2 = 0 ∆θ e x = 0 (180º −180º ) e x = 0 (0) ex B2 = 0
4π r 4π r 4π r

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 168/348

Logo só se tem no troço 2, e é igual ao exercício 4!

 µ I  µI  µI  µ I  π  π   µ I π π  
B = 0 ∆θ e z = 0 (θ 2 − θ 2 ) e z = 0 (θ 2 − θ1 ) e z = 0  −  −   e z = 0  +  e z
4π r 4π r 4π r 4π r  4  4   4π r  4 4 

 µ I 
B = 0 ez T
8r

Nota - Na solução do professor está errado, pois é dado como resposta a magnitude, e na realidade é pedido
“Qual é o campo magnético…”.

Exercício 6 - Encontre uma expressão para o campo magnético num ponto do eixo de um loop circular de
corrente. Confirme que o seu resultado está de acordo com o cálculo já efectuado para o ponto no centro do
loop. Obtenha uma expressão para o limite de grandes distâncias do centro (ao longo do eixo).

Resolução

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 169/348

 
B = ∫ x x
dB e

 
 µ0 I dl x r
dB =
4π r3

 
dl x r formam um ângulo se representa da seguinte forma:

  π 
( )
sin d l , r , e é sempre 90º   .
2

µ0 I dl
E o seno de 90º é 1. Assim fica dB = (sem vectores).
4π r 2

Agora preciso de saber quanto é dBx . Vou fazer a projecção de dBx :

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 170/348

dBx
cos (θ ) =
dB

( R) + ( x)
2 2
r2 =

R
sin ( 90 − θ ) = sin (θ ) =
r

   µ I dl R  µ0 I dl R 
B = ∫ dBx e x = ∫ dB.sin (θ ) e x = ∫ 0 2 ex = ∫ ex
( ) (R + x2 )
2
4π r r 4π R 2 + x 2
2

2π R 2π R
 µ0 IR  µ0 I dl R  µ0 IR 
B= . ∫ dl e x = ∫ ex = . ∫ dl e x
( ) (R + x2 )
3 2 3
4π ( R 2 + x ) 4π ( R 2 + x )
2
2 2 0 4π R2 + x2 2 2 0

 µ0 IR 
B= .2π R e x
4π ( R 2 + x 2 )

 µ I R2 
B= 0 3
ex
2
(R 2
+ x2 )2

µ0 IR 2  µ I R2   µ I 
No centro fica ( x = 0 ) , 3
ex = 0 ex B = 0 ex
2 R 2 32 2R

2  R2 + 
2
x2 
( )
 =0 

 µ I R 2 
Para distâncias grandes fica B = 0 ex
2 x3

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 171/348

Exercício 7 - Considere um solenóide de comprimento L que consiste em N voltas de fio (ou N espiras) que
transporta uma corrente I. Encontre uma expressão para o campo magnético num ponto ao longo do eixo do
solenóide. Encontre também uma expressão aproximada para o campo magnético no interior de um
solenóide longo.

Resolução 7

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 172/348

Exercício 8 - Encontre o campo magnético no centro de um solenóide de comprimento 20 cm, raio 1,4 cm e
600 espiras que transporta uma corrente de 4A.

 N
Resolução 8 - B longo = µ0 nI , com n = , sendo N o numero de espiras e L o comprimento de fio
L
enrolado. Nota: o dado do raio, para a resolução deste exercício, não tem utilidade.

 N  600  
B longo = µ0 nI = µ0   I = ( 4π .10 −7 )   ( 4) B longo = 0, 015 T
L  0, 2 

Exercício 9 - Um fio rectilíneo e comprido que transporta uma corrente de 1,7A na direcção positiva dos z
encontra-se ao longo da linha x = +3 cm, y = 0 . Um fio semelhante que transporta uma corrente de 1,7A
na direcção positiva dos z encontra-se ao longo da linha x = +3 cm; y = 0. Encontre o campo magnético num
ponto P no eixo dos y em y = 6 cm .

Resolução 9 - nota a ter em conta: o comprimento do fio é infinito!

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 173/348

x 3 1
tg (θ ) = = = → θ = 26, 6º
y 6 2

      
B = B1 + B 2 = B 2 cos ( 90º +θ ) e1 + B 2 sin ( 90º +θ ) e 2 + ...
   
... + B1 cos ( 270º −θ ) e1 + B1 sin ( 270º −θ ) e 2

      
B = B1 + B 2 = B 2 cos ( 90º +θ ) e1 + B1 cos ( 270º −θ ) e1

 
Como B1 = B 2 , I1 = I 2 e d1 = d 2 , fica :

  
B = B1  cos ( 90º +θ ) + cos ( 270º −θ )  e1

    
B = B1  − sin (θ ) − sin (θ )  e1 = −2 B1 sin (θ ) e1

6
Como r = 62 + 32 = 45 , então o ângulo é sin (θ ) = .
45

 µ0 I 
Como já tinha visto no exercício 1 (pagina 4), B = e x para fios longos, fica:
2π d

 6  4 π .10 (1, 7 ) 6 
−7
    µI   µ I
B = −2 B1 sin (θ ) e1 = − 2  0  sin (θ ) e1 = −  0 . e1 = . e1 =
 2π d   πd  45 π 45 45

 6.4.10−7 (1, 7 )   
B= e1 = 90, 7.10−9 B = 90, 7 e1 ηT
45

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 174/348

Ou então de outro modo:

  
B P = Be + B d

µ0 2 I µ0 I
B fio = =
4π r 2π r

 
B ey + B dy = 0


B ex  
sin (θ ) =  ⇔ B ex = B e sin (θ )
Be

B dx  
sin (θ ) =  ⇔ B dx = B d sin (θ )
Bd

    
B P = B ex + B dx = Be sin (θ ) + Bd sin (θ ) = sin (θ ) .  Be + Bd  BP = 2sin (θ )
 

 componentes iguais 

µ0 2 I µ0 2 I
B fio = . ( 2sin (θ ) ) B fio = . ( sin (θ ) )
4π r 2π r

µ 0 .I µ .I y µ 0 .I . y P
BP = .sin (θ ) = 0 . P BP =
πr πr r π r2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 175/348

2 2
Como r 2 = x 2 + y 2 então r 2 = ( 3) + ( 6 ) = 45 . Continuando, fica:

 −7 TW 
 . (1, 7 A ) . ( 6 x 10 ) 
−2
 4π x 10
A 
BP =  ex BP = 9, 07 ex µT
π .45

Exercício 10 - Um fio longo e rectilíneo de raio R transporta uma corrente I que é uniformemente distribuída
através da secção do fio. Encontre o campo magnético para pontos dentro e fora do fio.

 
Resolução – Lei de Ampere ∫ Bd l = µ0 Iint
I int - é interior da secção.

 
B e dl tem o mesmo sentido e direcção, produto interno ⇒ cos ( 0 ) = 1.

∫Γ
é fora do fio.

 
Assim: ∫
Γ
Bdl = µ0 I ⇔ ∫ Bdl cos
Γ 

( 0) = µ I 0 ⇔ ∫ Bdl = µ I
Γ
0 ⇔ B ∫ dl = µ0 I ⇔ B ( 2π r ) = µ0 I
Γ

=1 Perímetro

µ0 I
B =
2π r

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 176/348

µ0 I
Assim posso concluir que B = é valido para todos os pontos fora do fio, ou seja em que r > R.
2π r

 
∫ Γ2
Bdl = µ 0 I int ⇔ B 2π r = µ0 I Γ2 ⇔

Vou ter que fazer um cálculo auxiliar, I R = jS R ∧ I Γ 2 = jSΓ 2

IR I Γ2 I R I Γ2 IR IR
π ( Γ 2 ) = I Γ2
2
= j ∧ = j → = ⇔ SΓ = I Γ2 ⇔ 2
SR SΓ2 S R SΓ 2 SR 2 πR

r2
( r = Γ2 ) I Γ2 = IR
R2

Regressando ao exercício:

  r 2   r 
∫ Γ2 Bdl = µ 0 I int ⇔ B 2π r = µ 0 I Γ 2
⇔ B 2π r = µ 0 
R 2
I R 

⇔ B 2π = µ0  2 I R 
R 
 

µ0 .r.I R
Assim posso concluir que B =
2π .R 2

é valido para todos os pontos dentro do fio, ou seja em que r < R.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 177/348

Exercício 11 - A figura mostra a secção de um cilindro longo condutor com


raio interior a = 2, 0 cm e raio exterior b = 4, 0 cm . O cilindro transporta
uma corrente dirigida para fora da página, a densidade de corrente na

secção é dada por j = cr 2 , com c = 3, 0 x 106 A / m 4 e r em metros. Qual é

o campo magnético B num ponto que está a 3,0 cm do eixo central do


cilindro?

 
Resolução - pretende se isto: Lei de Ampére : ∫
Γ
Bdl = µ0 I int

⇔ ∫ Bdl cos ( 0 ) = µ0 I int ⇔


Γ 

=1

⇔ B ∫ dl = µ0 I int ⇔
Γ

2Bπ r = µ0 I int

Como apenas quando o “j” é constante é que posso aplicar a fórmula I = jS , vou ter que ir por outro

caminho.

   dS
I = ∫ jd S ∧ j → S = π r2 → = 2π r
dr

Então dS = 2π r dr . Desenvolvendo, com a = 2cm e r = 3cm fica:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 178/348

  r r r r  r4 r
  r 4 ( a )4 
I = ∫ jd S = ∫ jdS cos ( 0 ) = ∫ ( cr 2 ) ( 2π r dr ) = ∫ cr 3 2π dr = 2π c ∫ r 3 dr = 2π c   = 2π c  − 
 4   4 4 
a a a a  a  

πc
I=
2
(r 4
− a4 )

 πc  µ  πc 4 4 
Assim, substituindo, fica: B 2π r = µ0 I int = µ0  ( r 4 − a 4 )  ⇔ B = 0  (r − a )
 2  2π r  2 

( 4π x 10 )( 3 x 10 ) 3 x 10 − 2 x 10
−7 6

B=
µ0c
4r
( r 4 − a4 ) = 4 ( 3 x 10 )
−2 (( ) ( −2 4
) −2 4
) B = 20, 4 µT

Exercício 12 - Um solenóide é um fio longo enrolado em forma de hélice. Com esta configuração consegue-
se um campo magnético razoavelmente uniforme no espaço envolvido pelo enrolamento de fio (o interior
do solenóide) quando o solenóide é percorrido por uma corrente. Consegue-se obter aproximadamente um
solenóide ideal quando o espaçamento entre voltas é muito reduzido e o comprimento do solenóide é muito
maior que o raio das espiras. Considere um solenóide ideal onde o campo magnético no seu interior é
uniforme e o campo exterior é perto de zero. Utilizando a lei de Ampere obtenha uma expressão para o
campo magnético no interior do solenóide.

Resolução:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 179/348

Fora do solenóide, o campo magnético é zero. No interior é uniforme e constante.

Corrente curva => campo magnético rectilíneo.

Num fio => campo magnético curvo => corrente rectilíneo.

 
Lei de Ampére: ∫Γ
Bdl = µ0 I int

           
∫
1,2,3,4
Bdl = µ0 I int ⇔ ∫1
Bd l + ∫ 2

 Bdl + ∫3

Bdl + ∫ 4
Bd l = µ0 Iint ⇔ ∫1
Bd l + 0 + 0 + 0 = µ0 I int
=0 =0 =0
Pois cos( 90 ) = 0 Pois está fora Pois cos ( 90 ) = 0
B ⊥ dl do Solenóide B ⊥ dl

Nota: “N” é o número de espiras.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 180/348

N
∫ Bdl = µ I
1
0 int N ⇔ BL = µ0 I int N ⇔ B = µ0 I int
L
B = µ 0 I int n

n - é o numero de espiras por comprimento.

Exercício 14 - Uma volta rectangular de largura a e


comprimento b está localizada perto de um fio longo
que transporta uma corrente I (ver figura). A
distância entre o fio e o lado mais perto da volta é c.
O fio é paralelo ao lado maior da volta. Encontre o
fluxo magnético total através da volta devido à
corrente no fio.

Livro “Physics for Scientists and Engineers - Serway-


Beichner”, Capítulo “30 - Sources of the Magnetic
Field”, exemplo 30.8.

  T
Resolução – Fluxo magnético: Φ B = ∫ Bd S [Φ B ] = = Wb (Weber )
m2

µ0 2 I µ0 2 I
B fio = . ( sin (θ ) ) , e como o seno é 90º fica B fio = .
2π r 2π r

B e dS têm a mesma direcção e sentido, logo o ângulo ϕ = 0º .

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 181/348

  µI
Φ B = ∫ Bd S = ∫ BdS cos ( 0 ) = ∫ BdS , e através do exercício 10, sei que B = 0 (campo magnético do
2π r
fio). Assim sendo, fica:

µ I µI dS
Φ B = ∫ BdS = ∫  0  dS = 0 ∫ dS . Também sei de que = b ⇔ dS = b da ∧ S = ab
 2π r  2π r da

E como “b” é constante, fica:

c+a
µ0 I c + a µ0 Ib c + a 1 µ Ib
a= ∫ dr → ΦB = ∫ b dr = ∫ dr = 0 ln ( c + a ) − ln ( a ) 
a
2π r a 2π a r 2π

µ0 Ib  c + a 
 Tm (Wb )
2
ΦB = ln 
2π  a 

  
O módulo do fluxo B através de uma superfície é nulo. Φ B = ∫ Bd S = 0 .
S

  
Nota - Lei de Gauss no Magnetismo: Φ B = ∫
S
Bd S = 0 e a equação na forma diferencial: ∇ B=0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 182/348

SÉRIE 7 – Campos Magnéticos Variáveis e Indução


Electromagnética

Tópicos - Indução e lei de Faraday

Lei de Lenz e Corrente Foucault

Indução mútua e auto-indução

Energia e circuitos indutivos

ε
ε é a magnitude. A Lei de Ohm diz me que ε = V = R.I , logo I = .
R


ε = −N é a Lei de Faraday, em que “N” é o numero de espiras.
dt

dΦB ∆Φ B
= ∧ Φ B = B. A ∧ ∆Φ B = Φ B final − Φ B inicial
dt ∆t

No eixo de um solenóide, tenho B = µ0 nI , e como Φ B = B. A , fica Φ B = ( µ0 nI ) . A .

d Φ B ∆Φ B
= ∧ Φ B = B. A ∧ ∆Φ B = Φ B final − Φ B inicial
dt ∆t

Com µ0 = 4π .10 −7 . O volume é área (A) vezes comprimento (l), VVolume = A.l .

A Auto-Indutância de um solenóide, “ L ", tem por unidade o H(enry).

dI dΦB dI Φ
Sei também que ε = − L , logo posso igualar − N = −L ⇔ L=N B.
dt dt dt I
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 183/348

N
Sei também que n = , em que “N” é o numero de espiras.
l

N Φ B N ( B. A ) N ( µ 0 nI ) A N 2 µ0 A
L= = = =
I I I l

1 2
A energia magnética acumulada nos campos indutivos, U B , é U B = LI
2

UB
A densidade de energia magnética, u B , é u B = .
VVolume

B2
E a formula geral, excepto solenóide, é u B =
2 µ0

dI dI
ε −L = R.I ⇔ ε = L + R.I
dt dt

ε R
− t 
I (t ) = 1 − e
L

R 

1 1 B
µE = ε 0 E 2 ∧ µB =
2 2 µ0

Exercício 1 - Uma bobina possui 200 espiras. Cada espira é um quadrado de lado 18 cm, um campo
magnético uniforme dirigido perpendicularmente ao plano da espira é ligado. Se o campo varia linearmente

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 184/348

de 0 a 0,50T em 0,80 s, qual é a magnitude da f.e.m. (força electromotriz) induzida na espira enquanto o
campo varia?

Resolução –


B = 0 → 0, 5T ∧ ∆t = 0,8s

 
d B 0, 5 − 0 dB T
= = 0, 625
dt 0,8 − 0 dt s

dΦB
ε =? ε = −N
dt

Em que “ N ” é o numero de espiras.

Sabendo que Φ B = B ∫ .

d

S , produto de dois vectores, e na sua integração obtém-se dois escalares.

( ∫ B . d S ) = − N dtd . B . A 


dΦB d   dB
ε = −N = −N . ε = − NA
dt dt fluxo Area dt


dB 2 T
∴ ε = − ( N )( A ) = − ( 200 )( 0,18m )  0, 625  ε = 4, 05V
dt  s

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 185/348

Também poderia ter feito desta forma:

d Φ B ∆Φ B dΦB ∆Φ B Φ − Φ Bi
Sabendo que = , fica: ε =N =N = N Bf ⇔
dt ∆t dt ∆t ∆t


E como Φ Bi = 0 , porque B = 0 , e sabendo que Φ Bf = B. A , com B a variar linearmente:

( 0, 5T ) . ( 0,18m )
2
dΦB ∆Φ B Φ − Φ Bi B .A − 0
ε =N =N = N Bf = N Bf = 200.
dt ∆t ∆t ∆t 0,8s

Tm 2
E sabendo que é igual ao volt, fica ε = 4, 05V
s

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 186/348

Exercício 2 - Uma espira de fio que delimita uma área A é


colocada numa região onde o campo magnético é
perpendicular ao plano da espira. A magnitude de B varia

com o tempo de acordo com a expressão B = Bmax e − at ,

onde “a” é uma constante. Ou seja, para t = 0 o campo é


Bmax , e para t > 0, o campo decresce exponencialmente.
Encontre a f.e.m. (força electromotriz) induzida na espira
em função do tempo.

College Physics, Serway, 7th Edition, página 662, tópico 20


“Induced Voltages and Inductance”:

Resolução – ε = ? Cuidado que N=1!

College Physics, Serway, 7th Edition, página


662, tópico 20 “Induced Voltages and
Inductance”:

dΦB
ε = −N
dt

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 187/348

ε = −N
dΦB
dt
d  
.
d   d
.
= − (1) ∫ B d S = − ∫ B d S = − ( B. A )
dt 


dt dt
ΦB

Neste passo muito cuidado, pois o B não é uma constante!, pois é de facto B = Bmax e − at , e a variável de

integração “t” está na exponencial. Assim só a constante “A” vem para fora da derivada:

dB
= − A ( Bmax e− at ) = − A ( )
'
(−

at )t
'
ε = −A Bmax e− at = − A − a Bmax e − at ∴ ε = a. A.Bmax e − at
dt 
t
derivada em ordem a t
derivada em ordem a t 

derivada de uma exponencial

Exercício 3 - O solenóide longo S ilustrado na figura possui 220 espiras/cm e transporta uma corrente
i = 1, 5 A ; o seu diâmetro D é de 3, 2 cm. No seu centro é colocada uma bobina de 130 espiras de diâmetro
d = 2,1 cm. A corrente no solenóide é reduzida a zero com uma taxa de redução constante em 25 ms (mili
segundo). Qual é a magnitude da f.e.m. que é induzida na bobina C enquanto a corrente no solenóide varia?

Resolução – U = ?

Dados: solenóide longo

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 188/348

D = 3, 2 cm.

d = 2,1 cm

∆t = 2,5.10 −3 s

∆i = i f − ii = 0 − 1, 5 = 1, 5 A

n = 220 / cm ∧ N = 130

2
d  d
Área da bobina é A = π   , em que é o raio.
2 2

d Φ B ∆Φ B
E sabendo que ε é a magnitude e que = , fica:
dt ∆t

dΦB ∆Φ B B A − Bi A
ε = −N =N =N f
dt ∆t ∆t

Sabendo que B no eixo do solenóide é B = µ0 .n.I , fica:

dΦB ∆Φ B B f . A − Bi . A  ( µ0 .n.I ) f − ( µ0 .n.I )i 


ε = −N =N =N =N  .A
dt ∆t ∆t  ∆t 

Sabendo que I f é zero, e sabendo que n = 220x100 = 22 000 espiras por metro , fica:

ε = N2
− µ0 .n.I i  d 
2

.π   = 130.
( 4π 10 −7 ) .22000.1, 5  2,1.10−2 
π
2

ε = 746, 9 mV

∆t 2 2,5.10 −3  2 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 189/348

Poder-se-ia ter feito doutro jeito:

Usando a definição ε = − N
dΦB
dt
d  
. d   d
.
= − N ∫ B d S = − N ∫ B d S = − N ( B. A ) = − N . A
dt 


dt dt
dB
dt
ΦB

µ 0 NI N
B =?, B = , em que n = , e n em metros é n = 220.100
l l

dB d  µ .N .I  d d (I )
ε = − N . A. = N . A.  0  = N . A ( µ0 .n.I ) = N . A.µ0 .n
dt dt  l  dt dt

 ∆I  dI 1, 5 A 1,5 A A
= = =
Sei que  ∆t  dt 25ms 25.10−3 s
= 60 , assim fica:
s

 ( 2,1.10−2 ) 2 
dI  . ( 4π .10−7 ) ( 22 000 )  60 A 
ε = − N . A.µ0 n = − (130 ) .   
dt  2   s
 

ε = 746,9 mV

Exercício 4 - A figura mostra uma espira rectangular imersa num campo magnético variável não uniforme B

que é perpendicular e dirigido para dentro da página. A magnitude do campo é dada por B = 4t 2 x 2 , com B
em teslas, t em segundos, e x em metros. A espira tem largura W = 3, 0 m e altura H = 2, 0m . Qual é a

magnitude e a direcção da f.e.m. induzida ε na espira em t = 0,10 s?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 190/348

Resolução – O vector B aponta para dentro (cruz). Só tem uma espira, logo N = 1.

Sei que dA = 2dx .

Mais uma vez, com B = 4t 2 x 2

Mais uma vez, cuidado com o B , pois não pode ir para fora da integração, uma vez que a sua variável (de
integração) é x ! E o dA é a mesma coisa.

ε = −N
dΦB
dt
d 
dt 




.d 
dt
 d
.
= −1 ∫ B d S = − ∫ B d A = − ∫ ( 4t 2 x 2 )
dt
. ( 2 dx ) =
ΦB

O 4t 2 pode ir para fora do integral de integração, mas não fora da derivada! Os limites de integração estão
definidos por W, que varia de o a 3.

3
dt 2  x f xi 3 
3
d d dt 2
ε = − ∫ 4t 2 x 2 2dx = − ( 8t 2 ) ∫ ( x 2 dx ) = −8 ∫0 ( x dx ) = −8 dt  3 − 3 
Wf 3
2

dt dt Wi dt  0

3
dt 2  ( 3 ) ( 0 ) 
3 3
dt 2 2 dt 2 2
3  = −72 ( t 2 ) = −72 ( 2t )
'
ε = −8  −  = −8 3  = −8
  ε = −144t
dt  3 3  dt dt t
0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 191/348

Exercício 5 - O anel ilustrado na figura tem de raio 4 cm e uma

resistência de 10 −3 Ω . Este anel encontra-se numa região


onde o campo magnético é dirigido para dentro da folha e
está a aumentar a uma taxa constante desde 0,2 T até 0,4 T

num intervalo de tempo de 10−2 s. Encontre a corrente no


anel.

Resolução – I anel = ?

Dados:
ε = R.I

r = 4 cm.

R = 10−3 Ω

∆t = 10−2 s

B = 0, 2 → 0, 4 T

Área do campo é A = π r 2 .

dΦB ∆Φ B
E sabendo que ε é a magnitude e que N =N e que N = 1, fica:
dt ∆t

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 192/348

dΦB ∆Φ B  B f − Bi  A  B f − Bi 
ε = N = =  =  . (π r 2 )
dt ∆t ∆t ∆t

ε
Sabendo que ε = R.I , I = , fica:
R

 B f − Bi  [ 0, 4T − 0, 2T ]
I = 
∆t.R
. (π r 2 ) =
(10 s ) . (10
−2 −3
Ω)
( . π ( 4.10 −2 m )
2
) = 101A

Poder-se-ia ter feito doutro jeito:

Usando a definição ε = − N
dΦB
dt
d  
.
d   d
.
= −1 ∫ B d S = − ∫ B d S = − ( B. A) = − A
dt 


dt dt
dB
dt
ΦB

A = ? , A = π r 2 , ficando:

∆B 2 ( 0, 4 − 0, 2 )
ε = −π r 2 . = −π ( 0, 04 ) . = −π (1, 6.10−3 ) . ( 20 ) ε = 0,1 V
∆t (10 − 0 )
−2

Exercício 7 - Um solenóide longo de raio R possui n espiras por unidade de


comprimento e transporta uma corrente variável que varia sinusoidalmente
I = Imax cos (ωt ), onde I max é o máximo da corrente e ω é a frequência

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 193/348

angular da fonte de corrente alternada.

(a) Determine a magnitude do campo eléctrico induzido para pontos


exteriores ao solenóide a uma distância r > R do seu eixo longo central.

(b) Qual é a magnitude do campo eléctrico induzido para pontos interiores ao


solenóide, a uma distância r < R do eixo?


Resolução a) – E é o campo eléctrico induzido. A área é A = π r 2 .


    d 
ε = ∫ E.dl = −
Γ
dΦB
dt
= −
d
dt
(∫
S
Bd s ) = − ( )
dt
BA = −
dB 2
dt
πr


  dB 2 
∫ Γ E.d l = − dt π r , e como E é uma constante, vou coloca-lo fora da integração e
Assim posso igualar 


l é p perímetro ( 2π r ) . Assim:

  
  dB 2  dB  dB
E.∫ dl = − πr ⇔ E.2 π r = − πr 2
⇔ 2E = − r
Γ dt dt dt


 dB r  r 
⇔ E =− ⇔ E = 0,13 E = 0, 065.r
dt 2 2

Resolução b) – Em que R é o raio de maior área onde existe campo magnético.

  
  dB  d B  d B R2
E.∫ d l = − π R 2 ⇔ E.2 π r = − π R2 E=−
Γ dt dt dt 2r
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 194/348

Exercício 8 - Um solenóide longo de raio R possui n espiras por unidade de comprimento e transporta uma
corrente variável que varia sinusoidalmente I = I max .cos(ωt ), onde I max é o máximo da corrente e ω é a

frequência angular da fonte de corrente alternada.

(a) Determine a magnitude do campo eléctrico induzido para pontos exteriores ao solenóide a uma distância
r > R do seu eixo longo central.

(b) Qual é a magnitude do campo eléctrico induzido para pontos interiores ao solenóide, a uma distância r <
R do eixo?


Resolução a) – L = ?

 N  N dΦB
B = µ0 I int n , e como n = , fica B = µ0 Iint . Recorrendo a lei de Faraday, ε Ind = − N
l l dt

dΦB  dI   N Φ
ε Ind = − N = −L ⇔ − L.I = − N .Φ B ⇔ L = B
dt dt I


    N .B. A
E sabendo que Φ B = ∫ Bd S = B. A , então fica: L =
I

 
Como B = µ0 I int n L , então fica L =

=
( )
 N .B.A N . µ0 I int n . A
= N .µ0 .n. A
I I
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 195/348

N   N 2 .µ . A
, então L = N .µ0 .n.A L= 0
E como já tinha visto que n =
l l

 N 2 .µ0 . A
Nota: " L = " é a indutância de um solenóide ideal (auto indução).
l

College Physics, Serway, 7th Edition, página 679, tópico 20.6 “Self-Inductance”:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 196/348

Exercício 9 –
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 197/348

(a) Calcule a indutância de um solenóide (com ar no interior) que possui 300 espiras, um comprimento de

25 cm e uma área de secção recta de 4 cm 2 .

(b) Calcule a f.e.m. auto-induzida no solenóide se a corrente que ele transporta decresce à taxa de 50 A / s.

Resolução a) – É pedido a indutância, L , em que tem como unidade SI o H(enry).

dΦB
A Lei de Faraday é ε = − N .
dt

Dados: L=?

Resolução 9a) - Como é um solenóide, fica:

N = 300  N 2 .µ . A ( 300 ) . ( 4π .10−7 ) . ( 4.10−4 m 2 )


2

l = 25 cm = 25.10−2 m L= 0
=
l 25.10 −2 m
A = 4 cm2 = 4.10−4 m

L = 181µ H

dΦB  dI
Resolução 9a) – Outra maneira de resolver. Sabendo que ε Ind = − N = − L , então:
dt dt

dΦB  dI L.I
ε Ind = − N = −L ⇔ − L.I = − N .Φ ⇔ Φ B =
dt dt N

1 2
Sei que a energia magnética acumulada nos campos indutivos, U B , é U B = LI .
2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 198/348


 N Φ    N .B. A
Assim, L = B
(e sabendo que Φ B = B. A) → L =
I I

 µ 0 NI N
Sei que B = , e que µ 0 = 4π .10−7 .
l A2

Fica:

 N .I   N. I 
 N .B. A N .  µ0 l
  . A N .  µ0 l .A
 = N . ( µ0 .N ) . A = N .µ0 . A
2
L= =  = 
I I I l l

 N 
( 300 ) .  4π .10−7 2  . ( 4.10 −4 m 2 )
2
  A  
L= L = 181µ H
25.10−2 m

N 2 .µ0 . A
Nota: " L = " é a indutância de um solenóide ideal (auto indução).
l

Resolução 9b) – ε = ?

dI
Dados: = 50 A / s . É negativo, pois é decrescente.
dt

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 199/348

ε = −N
dΦB
dt
d 
dt 




. d 
dt
 d
dt
.
= − N ∫ B d S = − N ∫ B d S = − N ( B. A ) = − N . A
dB
dt

B =

µ 0 NI 
l 

ΦB

 N 
 4π .10−7 2 
dB d  µ .N .I  µ d (I ) A 
= ( 300 ) . ( 4.10−4 m )  ( 50 A)
2
ε = − N . A. = N . A.  0  = N 2 .A 0 −2
dt dt  l  l dt 25.10 m

ε = 9, 05 mA

Exercício 12 – Uma espira tem de indutância 53mH e de resistência 0,35Ω. Se ligarmos uma fonte de 12V à
espira, quanta energia é armazenada no campo magnético após a corrente ter aumentado até atingir o valor
de equilíbrio?

Resolução –

Dados: UB = ?

A energia magnética acumulada nos campos indutivos, U B , é

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 200/348


L = 53.10−3 H 1  2
UB = LI
R = 0, 35Ω 2
ε = 12V

V 12  ε
V = RI ⇔ I = =  ε = R.I ⇔ I =  I = 34, 28 A
R 0, 35  R

1  2 1
LI ⇔ U B = ( 53.10−3 ) ( 34, 28 )
2
UB = U B = 31,14 J
2 2

Exercício 13 – Um solenóide é desenhado para armazenar U L = 0,10 J de energia quando transporta

uma corrente de I = 450 mA . O solenóide tem de área de secção recta A = 5, 0 cm 2 e comprimento

l = 0, 20 m . Quantas espiras possui o solenóide?

Resolução –

Dados: UB = ?

A energia magnética acumulada nos campos indutivos, U B , é

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 201/348

I = 450.10−3 A 1  2
UB = LI
A = 5, 0.10−4 m 2 2
l = 0, 20 m

 N 2 .µ0 . A
Com L = , fica:
l

1  2 1  N 2 .µ0 . A  2 N 2 .µ0 . A.I 2


UB = LI =  I = ⇔ 2.l.U B = N 2 .µ0 . A.I 2 ⇔
2 2 l  2.l

2.l.U B 2.l.U B
⇔ 2.l.U B = N 2 .µ 0 . A.I 2 ⇔ N 2 = ⇔ N= ⇔
µ0 . A.I 2 µ0 . A.I 2

2. ( 0, 20 m ) . ( 0,1V )
N= N = 1, 773.10 4 espiras
 −7 N 
2  (
. 5, 0.10−4 m 2 ) . ( 450.10−3 A )
2
 4π .10
 A 

Exercício 14 – O armazenamento de energia é importante para as companhias de electricidade para fazer


face às flutuações do consumo de energia eléctrica. Para armazenar energia em larga escala são usadas
espiras supercondutoras.

(a) Encontre a densidade de energia magnética numa espira supercondutora que produz um campo
magnético de 10T.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 202/348

(b) Encontre o volume de espaço necessário para armazenar 105 kWh de energia para as condições da
alínea anterior. (Esta energia é suficiente para fornecer energia eléctrica a aproximadamente 5000 casas
durante um dia.)

UB 1 2
Resolução a) – B = 10T . E u B é a densidade de energia magnética. u B = . E UB = LI .
Volume 2

dΦB  dI L.I
Assim: ε = − N = −L ⇔ − L.I = − N .Φ ⇔ Φ B = .
dt dt N


N .Φ B   N .B. A
Assim, L = ⇔ (e sabendo que Φ B = B. A) ⇔ L = ⇔
I I

 µ NI Bl N
Sei que B = 0
⇔ I= , e que µ 0 = 4π .10−7 2 , fica:
l µ0 N A

 N .I   N. I 
 N . µ
 0  . A N .  µ0  .A
l  = N . ( µ0 .N ) . A = N .µ0 . A
 N .B. A 2
 l 
L= = = 
I I I l l

2
1  ( µ0 ) . A.N   B.l 
2
1 2
Como U B = LI , fica: UB =    ⇔
2 2 l   µ0 .N 

 2  2  2
1  2 1  N 2 .µ0 . A   Bl  N 2 . µ0 . A B l 2 AB l
U B = LI =    = . 2 2 UB =
2 2 l   µ0 N  2. l µ0 N 2 µ0

Nota: Área vezes altura ( A.l ) é o volume.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 203/348

 2
AB l
 2
(10 )
2
UB 2µ0 B
Assim, u B = = = = u B = 3,98.107 J / m3
Volume A.l 2µ0 2.4π .10−7

W
Resolução b) – V = ? Energia = 105 kWh = 105 x 1000 W x 3600 s = 3, 6.1011 .
s

UB U 3, 6.1011
Assim, u B = ⇔ Volume = B = Volume = 9 045 m3
Volume u B 3,98.107

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 204/348

Exercício 15 – Um solenóide tem de indutância 53mH e de resistência 0, 37Ω e está ligado a uma bateria

(12V). Quanto tempo demora até que a corrente atinja metade do seu valor final de equilíbrio?

Resolução –

Dados:

L = 53.10−3 H
R = 0, 37Ω
ε = 12V

dI dI dI
ε − ε ind = RI ⇔ ε − = RI ⇔ ε − − RI = 0 ⇔ + RI − ε = 0
dt dt dt

ε R
− t 
A corrente varia num solenóide pela definição I ( t ) = 1 − e
L

R 

ε
E sabendo que no inicio, tempo = 0, se tem i ( 0 ) = 0 . E que o tempo no infinito (equilíbrio!) é i ( ∞ ) = .
R

ε  − t 
R
ε − +∞ 
R
ε ε ε
I eq = lim I ( t ) = lim  1 − e L   = 1 − e L  = (1 − e−∞ ) = (1 − 0 ) I eq =
t → +∞ t → +∞ R
    R   R R R

 ε I eq ε 
 I eq = ∧ = 
 R 2 2R 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 205/348

1
ln  
ε ε   R
1 R
1 R
R 1 2
⇔ − t = ln   ⇔ t = −   ⇔
− t − t − t
⇔ = 1 − e  ⇔ L
= 1− e ⇔ e = L L
2R R  2 2 L 2 R
L
−3
L 1 L L 53.10
⇔ t = − ln   = − ln ( 2 ) = ln ( 2 ) = ln ( 2 ) t = 0,1s
R 2 R R 0, 37

SÉRIE 8 – Magnetização da Matéria

Tópicos - Diamagnetismo, paramagnetismo, ferromagnetismo

Magnetização e intensidade do campo magnético

Energia do campo eléctrico e densidade da energia da matéria

Formulário

LI
Φ B é o fluxo magnético e [ Φ B ] = Wb . Φ B = .
N
    
B 0 = µ0 H ∨ (
B 0 = µ0 H + M )

B 0 = µ0 nI - Campo magnético dentro do toróide (solenóide), sem nada no seu interior.


B = µ nI - Campo magnético dentro do toróide (solenóide), com algum material no seu interior.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 206/348

J
µ - Permeabilidade magnética no vazio. [ µ0 ] = .
m3

µr = 1 + X m ∧ µ = µ0 .µr . µr não tem unidades.

    
B = B 0 µr ⇔ B = B 0 (1 + X m ) ∧ B = T
 

X m - Susceptibilidade magnética. Sem unidades.

 
B - Campo magnético.  B  = T .

  A
H - Intensidade do campo magnético.  H  = .
m

  A  


M - Magnetização.  M  = . M = X m .H .
m

1
U B , é a energia associada a um campo magnético uniforme, e é U B = NΦB I.
2

Susceptibilidade magnética

Em electromagnetismo a susceptibilidade magnética (designada por X m ) é a capacidade que tem um


material a ficar magnetizado sob a acção de uma estimulação magnética. A reacção é de dois tipos:
magnetização do material acompanhado do aparecimento de uma força mecânica.


Na presença de uma estimulação magnética, H , os vários momentos magnéticos electrónicos ou nucleares
vão dividir-se em diferentes níveis de energia. Para o núcleo de hidrogénio caracterizado por um spin de
valor 1/2, a magnetização pode tomar duas posições chamadas paralela ou anti-paralela. Sendo que o
estado paralelo é o de mais baixa energia, desse vai resultar no meio, uma magnetização macroscópica

nuclear designada por M .

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 207/348

Diamagnetismo é o termo utilizado para designar o comportamento dos materiais serem ligeiramente
repelidos na presença de campos magnéticos fortes.

O diamagnetismo existe em todos os materiais, mas é tão fraco que normalmente não pode ser observado
quando o material possui uma das outras duas propriedades: ferromagnetismo ou paramagnetismo. Ou seja,
o diamagnetismo corresponde ao tipo mais fraco de resposta magnética de um sistema.

O diamagnetismo é um tipo de magnetismo característico de materiais que se alinham em um campo


magnético não uniforme e tem como efeito diminuir o módulo do campo no interior do material.

Esse tipo de magnetismo é observado em substâncias como os cristais iónicos ou os gases nobres, com
estrutura electrónica simétrica e sem momento magnético permanente.

Nos materiais diamagnéticos, os dipolos elementares não são permanentes, sendo que esses materiais não
são afectados com a mudança de temperatura e o valor da sua susceptibilidade magnética é tipicamente
próximo de um milhão e sempre negativo, devido a Lei de Lenz que afirma que um circuito submetido a um
campo magnético externo variável, cria um campo contrário opondo-se a variação deste campo externo.
Devido ao valor da susceptibilidade magnética ser negativo, o material sofre uma repulsão, entretanto o
efeito é muito fraco.

Todo material diamagnético submetido a um campo magnético externo apresenta um momento dipolar
magnético orientado no sentido oposto ao do campo magnético externo. Se o campo magnético externo é
não-uniforme, o material diamagnético é repelido da região onde o campo magnético é mais intenso para a
região onde o campo magnético é menos intenso.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 208/348

O paramagnetismo consiste na tendência que os dipolos magnéticos atómicos têm de se alinharem


paralelamente com um campo magnético externo. Este efeito ocorre devido ao spin mecânico -
quântico, assim como o momento angular orbital dos electrões. Caso estes dipolos magnéticos estejam
fortemente unidos então o fenómeno poderá ser o ferromagnetismo ou o ferrimagnetismo.

Este alinhamento dos dipolos magnéticos atómicos tende a se fortalecer e é descrito por uma
permeabilidade magnética relativa maior do que a sua unidade (ou, equivalentemente, uma
susceptibilidade magnética positiva e pequena).

O paramagnetismo requer que os átomos possuam, individualmente, dipolos magnéticos permanentes,


mesmo sem um campo aplicado, o que geralmente implica um átomo desemparelhado com os orbitais
atómicos ou moleculares.

No paramagnetismo puro, estes dipolos atómicos não interagem uns com os outros e são orientados
aleatoriamente na ausência de um campo externo, tendo como resultado um momento líquido zero. No
caso de existir uma interacção, então podem espontaneamente se alinhar ou antialinhar-se, tendo como
resultado o ferromagnetismo ou o antiferromagnetismo, respectivamente. O comportamento
paramagnético pode também ser observado nos materiais ferromagnéticos que estão acima da
temperatura de Curie, e nos antiferromagnéticos acima da temperatura de Néel.

Em átomos sem dipolo magnético, um momento magnético pode ser induzido em uma direcção anti-
paralela a um campo aplicado, este efeito é chamado de diamagnetismo. Os materiais paramagnéticos
podem também exibir o diamagnetismo, mas tipicamente com valores fracos.

Os materiais paramagnéticos em campos magnéticos sofrem o mesmo tipo de atracção e repulsão que
os ímãs normais, mas quando o campo é removido o movimento Browniano rompem o alinhamento
magnético. No geral os efeitos paramagnéticos são pequenos (susceptibilidade magnética na ordem
entre 10-3 e 10-5).

Lei de Curie: Sobre baixos campos magnéticos, os materiais paramagnéticos exibem a magnetização na
mesma direcção do campo externo, e de acordo com

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 209/348

B
M = C. , onde:
T

M é a magnetização resultante.

B é a densidade do fluxo magnético do campo aplicado, medido em tesla.

T é a temperatura absoluta, medida em kelvin.

C é uma constante específica de cada material (sua Constante de Curie).

Esta lei indica que os materiais paramagnéticos tendem a se tornar cada vez mais magnéticos enquanto
o campo magnético aumentar, e cada vez menos magnéticos ao aumentar a temperatura. A lei de Curie
é incompleta, pois não prediz a saturação que ocorre quando a maioria dos dipolos magnéticos estão
alinhados, pois a magnetização será a máxima possível, e não crescerá mais, independentemente de
aumentar o campo magnético ou diminuir-se a temperatura.

O ferromagnetismo é o ordenamento magnético de todos os momentos magnéticos de uma amostra, na


mesma direcção e sentido. Um material ferromagnético é aquele que pode apresentar ferromagnetismo. A
interacção ferromagnética é a interacção magnética que faz com que os momentos magnéticos tendam a
dispor-se na mesma direcção e sentido. Tem que se estender por todo um sólido para que se alcance o
ferromagnetismo. O ferromagnetismo é o resultado do acoplamento spin-órbita dos electrões
desemparelhados que se alinham em regiões chamadas domínios magnéticos. Em geral, as amostras têm
magnetização nula porque os domínios são orientados aleatoriamente.

Aplicando um campo magnético nessa amostra, os domínios se orientam no mesmo sentido e a amostra
passa a ter uma magnetização não nula. Mesmo que o campo externo seja desligado, a amostra ainda assim
apresentará uma magnetização não nula.

Todos os materiais (como o ferro, aço, níquel e cobalto) e algumas ligas metálicas que se caracterizam por
serem fortemente magnetizáveis, pois, quando colocadas num campo magnético forte, os seus domínios
alinham-se, dando origem à formação de um pólo norte e outro sul (magnéticos).

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 210/348

Lei de Lenz

Segundo a lei de Lenz, o sentido da corrente é o oposto da variação do campo magnético que lhe deu
origem. Havendo diminuição do fluxo magnético, a corrente criada gerará um campo magnético de mesmo
sentido do fluxo magnético da fonte. Havendo aumento, a corrente criada gerará um campo magnético
oposto ao sentido do fluxo magnético da fonte.

Tendo como exemplo uma espira circular no mesmo plano da tela do monitor submetida a um fluxo
magnético constante (portanto sem corrente induzida) e "entrando" na tela. Dependendo da
movimentação dada à espira, ocorrerá aumento ou diminuição do fluxo magnético e, com base nesse
movimento, podemos determinar o sentido da corrente criada:

Afastamento (diminuição do fluxo magnético): sentido horário.

Aproximação (aumento do fluxo magnético): sentido anti-horário.

Com a variação do fluxo magnético, mesmo constante, gera uma corrente eléctrica, intensa ou não,
depende-se do campo que se forma na espira circular.

Fluxo magnético, representado pela letra grega Φ, é a grandeza que mede o magnetismo, levando em
conta a força e a extensão de um campo magnético através de uma superfície. A unidade no Sistema
Internacional é o weber, ou volt-segundo. A unidade do campo magnético é o tesla, ou weber por metro
quadrado.

Exercício 1 - Um toróide com 60 espiras/m transporta no seu fio uma corrente de 5A. O seu núcleo é
constituído por ferro, que possui uma permeabilidade µ = 5000 µ0 nas condições em questão. Encontre H e
B no interior do ferro.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 211/348

   B


Resolução – H = ? ∧ B=? B0 = µ0 nI = µ0 H ⇔ H= 0
µ0

µ 0 . N .I N
Dados: E B0 = , e como n = , fica B0 = µ0 nI
2π .r 2π .r

n = 60 espiras/m
 B0 µ0 nI
Assim H = = = nI = ( 60 )( 5 )
I = 5, 00 A µ0 µ0

µ = 5000µ0

 A
H = 300
m






−7
Agora o valor de B: como B0 = µ H ⇔ B0 = 5 000µ0 300 = 5 000 4π 10 300 ( ) B0 = 1,885 T
µ

Se µr < 1 → Substância diamagnética

Se µr > 1 → Substância paramagnética

Se µr = 1 → Substância ferromagnética

Exercício 2 - Um solenóide longo com 12 espiras por centímetro tem um núcleo de ferro fundido.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 212/348

Quando a corrente é 0,50A, o campo magnético no interior do núcleo é 1,36T. Encontre:

(a) O campo magnético que seria produzido dentro do solenóide se o núcleo não existisse.

(b) A permeabilidade relativa do ferro fundido.

(c) A magnetização dentro do núcleo.

Dados:

n = 12 espiras/cm = 1200/m I = 0,50 A B = 1,36T

Resolução a) – B0 = ?

( )
Sei que B0 = µ0 nI , então B0 = 4π 10−7 (1200 )( 0, 5 ) B0 = 754 µT

Resolução b) – A permeabilidade relativa é µr = ?

B 1, 36 T
Sei que B = B0 µr , então µr = = µ r = 1804 (sem unidades!)
B0 7,53.10−4 T

  A
Resolução c) – A magnetização é M - Magnetização.  M  = .
  m

E como sei que µr = 1 + X m ⇔ X m = µr − 1, fica:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 213/348

   µ0 nI   A


M = X m .H = ( µr − 1) .   = (1804 − 1) . ( nI ) = (1 803) . (1 200 )( 0, 5 ) M = 1, 08.106
 µ0  m
 

  A
 H = 600  .
 m

Exercício 3 - Pretende-se obter um campo magnético de 1,30T no núcleo de ferro de um toróide. O toróide
tem um raio médio de 10,0 cm, e uma permeabilidade magnética de 5000 µ0 . Qual é a corrente necessária
sabendo que o toróide possui 470 espiras de fio? (A espessura do anel de ferro é pequena comparando com
10 cm, assim o campo no material é quase uniforme.)

Dados:

N = 470 r = 10, 0cm = 10−1 m B = 1,30T

Resolução – I =?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 214/348

N
Sei que B0 = µ0 nI , e que n = . Como l = 2π r , então, tudo, fica:
l

B0 B0 1,30T
B0 = µ0 nI ⇔ I = = =
µ0 n µ N 470
0
2π r
( 4π 10−7 )
2π (10−1 m )

I = 277 mA

Exercício 4 - Um toróide com um raio médio de 20,0 cm e 630 espiras é preenchido no seu interior por uma
substância cuja susceptibilidade magnética X m = 100 . A corrente nas espiras é 3,00A. Encontre a magnitude
do campo B (assuma que é uniforme) no interior do toróide.

Resolução – B=?

Dados - r = 20 cm = 20.10 −2 m I = 3A X m = 100 N = 630

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 215/348

N
Sei que n = , em que l é o comprimento do solenóide igual ao perímetro do toroide, ou seja é igual a
l
2π r ( perímetro ) . Sei também que B0 = µ0 nI .

E que B = B0 µ r ⇔ B = B0 (1 + X m ) , então B = B0 µ r = ( µ 0 nI )(1 + X m ) ⇔





B0 µr

 N    630    12 −7  630  


⇔ B =  ( 4π 10−7 )   ( 3)  (1 + 100 ) = 12 π 10−7    (101) =  .10  −2   (101)
  l     2π r   2  20.10 m  

B = 191µT

Exercício 6 - Calcule a energia associada ao campo magnético de um solenóide de 200 espiras no qual uma
corrente de 1,75A produz um fluxo de 3, 70 × 10−4 Wb em cada espira.

Resolução – UB = ?

Dados - Φ B = 3, 7.10 −4 Wb I = 1, 75 A N = 200

1 2 LI dΦB  dI
Sei que U B = LI , e que Φ B = . Como ε Ind = − N = − L , fica tudo assim:
2 N dt dt

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 216/348

LI ΦB N 1
ΦB = ⇔ L= , e como µ B = LI 2 , fica:
N I 2

1Φ N  1 1
UB =  B  I 2
= Φ B NI = ( 3, 7.10 −4 Wb ) ( 200 )(1, 75 A ) U B = 64,8mJ
2 I  2 2



L

Exercício 7 - O campo magnético no interior dum solenóide supercondutor é 4,50T. O solenóide tem um
diâmetro interior de 6,20 cm e um comprimento de 26,0 cm. Determine:

(a) A densidade de energia magnética no campo.

(b) A energia armazenada no campo magnético no solenóide.

Resolução a) – µB = ? e é a densidade energética magnética e U B é a energia associada a energia


magnética.

Dados - B = 4, 5T d = 6, 2cm = 6, 2.10−2 m r = 3,1.10−2 m

1 2 µ NI Bl
Sei que U B = LI , e também sei que B = 0 ⇔ I= .
2 l µ0 N

N .B. A N 2 µ0 A
Assim como Φ B = B. A e L = , L= , então fica tudo:
I l
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 217/348

1 2 1  N 2 µ0 A  Bl  1  N µ0 A   B 2l 2
2 2
 AB 2l
U B = LI =    =   =
2 2 l µ N
 0  2  l   µ0 2 N 2  2 µ0

 

V 1 V   B 2 l  VB 2  AB 2l 
E como A = (Volume = Area x lcomprimento ) , fica U B =   = = 
l 2 l   µ0  2 µ0  2 µ0 

( 4, 5 )
2
UB B2 B2
Como uB = , então u B = . Assim continuando, fica µB = =
Volume 2 µ0 2 µ0 2 ( 4π 10−7 )

µJ
µ B = 8, 06
m3

Resolução b) – UB = ? Dados - l = 26.10 −2 m

UB
Sei que u B = ⇔ U B = u B .Volume , e o volume é Volume = A x l , fica:
Volume

2
 J   6, 2.10−2 m 
 x ( 26.10 m )
−2
U B = u B .Volume = u B . A x l =  8, 06.106 3  .  π . U B = 6,33 KJ
 m  2 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 218/348

Exercício 9 - Uma dada região do espaço contém um campo magnético de 200 G (Gauss) e um campo
eléctrico de 2,5 × 106 N / C . Encontre:

(a) A densidade de energia total.

(b) A energia numa caixa cúbica de lado l = 12 cm .

Dados: Nota : 1G = 10 −4 T

B = 200G = 20mT E = 2,5 × 106 N / C l = 12 cm

Resolução a) – µ =?

1 1 B2
Sei que µ = µ E + µ B . Do capitulo 3, sei que µ E = ε 0 E 2 , e que µ B = . Assim fica:
2 2 µ0

 ( 20.10−3 T )2 
2 1 B 
2
1 1 2 1
 =  ( 8,85.10 )( 2,5 ×10 N / C )  +  
−12
µ = µE + µB =  ε 0 E  +  6

  2 µ0   2  2 ( 4π .10 ) 
−7
2
 

J
µ = 186,8
m3

Resolução b) – U =?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 219/348

 J 
3  (
Sei que U = µ .l . Assim fica, U = µ .l =  186,8 . 12.10 −3 m ) U = 323mJ
 m 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 220/348

SÉRIE 9 – Equações de Maxwell

Tópicos - Corrente de deslocamento

Exercício 1 - Uma corrente de 0,100A está a carregar um condensador de placas quadradas de lado 5,00 cm.
A separação entre placas é 4,00mm. Encontre:

(a) A taxa de variação temporal (ou seja a derivada em ordem ao tempo) do fluxo eléctrico entre as placas.

(b) A corrente de deslocamento entre as placas.

d ΦE
Resolução a) – =?
dt

Dados:

I = 0,100 A

l = 5, 00cm = 5.10−2 m

d = 4, 00mm = 4.10 −3 m

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 221/348

   V 
     E  =  q
Φ E = ∫ Ed S    m  ⇔ Φ E = → Lei de Gauss, em que Φ E é o fluxo eléctrico.
 d S  = m2  ε 0
   


   dE  
∫Γ Bdl = µ0 ∫s  j + ε 0 . dt  d s → Lei de Ampere-Maxwell


dE
Em que ε 0 . é a densidade de corrente de deslocamento.
dt

  d     d    
E ∫Γ Bdl = µ .ε
0 0 .
dt  ∫s
 Ed s 

→ em que ε 0 .
dt  ∫s
 Ed s  é a intensidade de deslocamento, I d .

d     d Φ E  
dt  ∫s ∫ jd s .
E Id = ε 0.  Ed s  ⇔ Id = ε 0. . E a densidade da corrente é I =
 dt s

dq
Voltando ao exercício, sei que dt
= I , assim

q
d 
d Φ E q d Φ E ε
= em que Φ E = → =  0 ⇔
dt ε0 dt dt

d Φ E 1 d (q) 1 1 d Φ E Vm


= = I= −12
10 −1 A = 1,13.1010
dt ε 0 dt ε0 8,85.10 dt s

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 222/348

d Φ E I
Resolução b) – I d = ? → Id = ε0. = ε0 =I I d = 10−1 A
dt ε0

Exercício 2 - Uma corrente de 0,200A está a carregar um condensador de placas circulares de raio 10,0 cm.
Se a separação entre placas é 4,00mm,

(a) Qual é a taxa de variação temporal (ou seja a derivada em ordem ao tempo) do campo eléctrico entre
placas?

(b) Qual é o campo magnético entre placas a 5,00 cm do centro?

Dados:

r = 10cm = 10 −1m

I = 0, 200 A

d = 4, 00mm = 4.10 −3 m

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 223/348


dE
Resolução a) – =?
dt

  q

Sei que Φ E = Ed s =
ε0
→ Lei de Gauss

q
A área para uma das placas é Ap , e é definido por Ap = Φ E =
ε0

d Φ E
( ∫ Ed s ) = dtd ( E A ) = dtd  εq  = ε1 dtd [q ] = εI
  d   
dt
→ ( Φ = ∫ Ed s )

E

dt
p
0 0 0

d Φ E I    
Ora sei pelo exercício 1 que
dt
=
ε0 ∫
. Sei também que Φ E = Ed s = E d s . ∫

Area

 
d     d E
d Φ E dE
. A ( rea ) = A
dt  ∫  dt
Assim = E ds = .
dt dt
 Area 


Φ E


dE I
Agora posso fazer a seguinte igualdade: A =
dt ε 0

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dE I 0, 200 A dE Vm
⇔ = = = 7,19.1011
dt Aε 0 (π .10 m ) 8.85.10−12
−1 2
dt s

Nota: a área é r x π = 10−1m x π = π 10−1 m 2


Resolução b) – B = ?

Dados:

r = rΓ = 10−1m

rP = 5cm = 5.10−2 m

Lei de Ampere-Maxwell:

  d     d
∫Γ B dl = µ .ε
0 0 .  ∫ Ed s  = µ0 .ε 0 . ( E. A )
dt  s dt


Exercicio 2

  d   d  I
∫Γ B dl = µ .ε
0 0 . ( E . A ) ⇔ B ∫
 dl = µ .ε
0 0 . ( E . A ) ⇔ B ( 2π rΓ ) = µ0 .ε 0 . . (π rΓ 2 ) ⇔
dt Γ
dt 
Aε 0
Perimetro da
circunferencia

Nota: 2π rΓ é o perímetro, e π ( rΓ ) é a área (A) maior. E também ter cuidado com as áreas, pois A ≠ A .
2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 225/348

   µ r
( )
⇔ B 2 π rΓ = µ0 . ε 0 .
I
π rP2 ε 0
(
. π rΓ 2
) I
⇔ 2 B = µ0 . 2 .rΓ ⇔ B = 0 . Γ2 .I ⇔
π rP 2π rP

−7 (
 4 π .10 −7 r 5.10−2 m ) 
2 (
⇔ B= . 2 .I = 2.10 .
Γ
. 0, 200 A ) B = 0, 2 µT
2π rP (1 0 −1
m )

Exercício 3 - O vector campo magnético de uma onda electromagnética é dado por

E ( x, t ) = E0 sin ( kx − ωt ) j + E0 cos ( kx − ωt ) k

(a) Encontre o campo magnético correspondente.


   
(b) Calcule E · B e E × B .


Resolução a) – B = ? e sei que j é no eixo dos “yy” e o k é no eixo dos “zz”.


 dB  i j
rot E = − → rot E = k
dt ⇔
d d d
dx dy dz
Ex Ey Ez
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 226/348

d d  d d  d d 
=  Ez − E y  ;  Ex − E z  ;  E y − Ex  =
 dy dz   dz dx   dx dy 

  
Nota: a única relação entre B e E na Lei de Faraday é obtida fazendo rot E .

d d d d
Sei que Ez = 0 ; Ey = 0 ; Ex = 0 ; Ex = 0 .
dy dz dz dy

Assim:

 d 
 0 = − Bx  Bx = 0 + f1 ( x; y; z )
dt  B = 0 + f ( x; y; z )
   x 1
 d d  d 
− Ez = − By ⇔ dBy = ∫ Ez dt ⇔  dBy = ∫ ( − E0 k sin ( kx − ωt ) ) dt
 dx dt  dx 
d d  d dBz = − ∫ ( E0 k cos ( kx − ωt ) ) dt
 dx E y = − dt Bz dBz = ∫ dx E y dt

 
 Bx = 0 + f1 ( x; y; z )  Bx = 0 + f1 ( x; y; z )
 
  − cos ( kx − ωt )   E0 k
  + f 2 ( x; y; z ) ⇔  By = cos ( kx − ωt )  + f 2 ( x; y; z )
 By = − E0 k
 −ω  −ω 
 sin ( kx − ωt )   E0 k
 Bz = − E0 k  + f 3 ( x; y; z )  Bz = ω sin ( kx − ωt )  + f3 ( x; y; z )
 −ω

Assim:

  Ek Ek 
B =  0 ; − 0 cos ( kx − ωt )  ; 0 sin ( kx − ω t )  
 ω ω 
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 227/348

   Ek
(
B =  0 ;  − 0 0 ;  − cos ( kx − ωt )  ; sin ( kx − ωt ) 
 ω
) 
 

(desprezando as constantes de integração).


   
Resolução b) – E · B (produto interno) e E × B (produto externo).

  
( ) Ek
(
E · B = 0 ; E0 sin ( kx − ωt )  ; E0 cos ( kx − ωt )  .  0 ; − 0 0 ; − cos ( kx − ωt )  ; sin ( kx − ωt ) 
 ω
) 
 

  E02 k E02 k
E · B = 0− sin ( kx − ωt )  cos ( kx − ωt )  + cos ( kx − ωt )  sin ( kx − ωt ) 
ω ω

 
E·B = 0

 
Nota: o produto interno entre E e B é SEMPRE zero.

 
E × B = i j k ⇔
0 E0 sin E0 cos
E0 k cos E0 k sin
0 −
ω ω

   E k sin  E k cos  
E × B =  0 .E0 sin −  − 0  .E0 cos ; 0 ; 0  ⇔
 ω  ω  

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 228/348

   E 2 k sin 2 E0 2 k cos 2 
E × B =  0 + ; 0 ; 0 ⇔
 ω ω 

  E0 2 k
E × B = (1 ; 0 ; 0 )
ω

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 229/348

SÉRIE 10 – Circuitos de Corrente Alternada

Tópicos - Elementos dos circuitos da corrente alternada

Impedância

Potência em circuitos de corrente alternada

Exercício 1 - Considere um circuito em que uma resistência R = 200Ω está


ligada a uma fonte de tensão alternada que opera com uma amplitude de tensão
ε m = 36V e frequência f = 60 Hz.

(a) Qual é a diferença de potencial aos terminais da resistência, em função do


tempo, V ( t ) e qual a amplitude V0 de V ( t ) ?

(b) Qual é a corrente que atravessa a resistência, em função do tempo, I (t ) e


qual a amplitude I0 de I (t ) ?

(c) Qual é a diferença de fase φ (ou desfasamento) entre a corrente I (t ) e a


tensão V ( t ) ?

Dados: R = 200Ω ε m = V = 36V f = 60 Hz

V ( t ) é a fonte de tensão.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 230/348

Resolução a) – V0 = ?

Preciso de saber o V ( t ) e sei que V ( t ) = V0 .cos (ωt ) . Quanto a frequência angular (ω ) é ω = 2π f . E sei
1
também que f é f = . Assim:
T

V ( t ) = V0 .cos (ωt ) ⇔ V ( t ) = 36V .cos ( ( 2π .60 ) t ) ⇔ V ( t ) = 36V .cos ( (120π ) t )

−1 se k é impar
Como cos ( kπ ) =  , então fica V0 = 36V
 1 se k é par

Resolução b) – I (t ) = ?

V (t ) 36V
Equação Geral - I (t ) = = .cos ( (120π ) t ) = 0,18.cos ( (120π ) t )
R 200Ω

V (t ) 36V
Para t = 0 - I (0) = = .cos ( (120π ) 0 ) = 0,18 A
R 200Ω

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 231/348

Resolução c) – φ =?

A diferença de fase para a resistência é zero.

φ = 0 rad , e I (t ) está em fase com V ( t )

Os mínimos coincidem.

Exercício 2 - Repita os cálculos do exercício anterior, mas considere que em vez


de uma resistência temos um condensador com capacidade C = 15, 0 µ F .

Dados: C = 15, 0 µ F = 15.10−6 F ε m = V = 36V f = 60 Hz

Resolução a) – V0 = ?

V ( t ) = V0 .cos (ωt ) ⇔ V ( t ) = 36V .cos ( ( 2π .60 ) t ) ⇔ V ( t ) = 36V .cos ( (120π ) t )

−1 se k é impar
Como cos ( kπ ) =  , então fica V0 = 36V
 1 se k é par

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 232/348

Resolução b) – I (t ) = ?

 π
Para um condensador - I (t ) = V0 .ω.C .cos  ω t + 
 2

 π  π
I (t ) = 36V .120π .15.10−6 F .cos  (120π ) t +  = 0, 2.cos  (120π ) t +  A
 2  2

Para t = 0 I 0 = 0, 2 A

Q dQ d ( CV )
Também poderia ter ido por este caminho: C = ; I = , e como C é uma constante,
V dV dt
dQ d ( CV ) dV
fica: I (t ) = I = = C. = −36.120π .sin (120π .t ) = −0, 0648π .sin (120π .t ) .
dV dt dt

 π π 
Como sei que sin α = − cos  α +  = cos  − α  , fica:
 2 2 

 π
I ( t ) = −0, 0648π .sin (120π .t ) ⇔ I ( t ) = −0, 0648π . cos  120π .t +  ⇔
 2

Para t = 0 I 0 = 0, 2 A

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 233/348

Resolução c) – φ =?

π π
A diferença de fase existe, e é de rad . φ= rad ( 90º )
2 2

(consultar capitulo 31, pagina 1 009, do Tripler)

Exercício 3 - Repita os cálculos do exercício anterior, mas considere que em vez


de uma resistência temos um indutor com indutância de L = 230, 0 mH .

Dados: L = 230, 0 mH = 0, 23H ε m = V = 36V f = 60 Hz

Resolução a) – V0 = ?

V ( t ) = V0 .cos (ωt ) ⇔ V ( t ) = 36V .cos ( ( 2π .60 ) t ) ⇔ V ( t ) = 36V .cos ( (120π ) t )

−1 se k é impar
Como cos ( kπ ) =  , então fica V0 = 36V
 1 se k é par

Resolução b) – I (t ) = ?

V0  π
Para um indutor - I (t ) = .cos  ωt −  , e a saber que ω é a velocidade angular.
ω .L  2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 234/348

36V  π  π
I (t ) = .cos  (120π ) t −  = 0, 415. cos 120π t −  A
120π .0, 23H  2  2

Para t = 0 I 0 = 0, 415 A

V dI V V
Também poderia ter ido por este caminho: =
L dt
⇔ ∫ L dt = ∫ dt ⇔ ∫ L dt = I ( t ) ,
36.cos (120π .t ) 36 36  1 
fica: I (t ) = ∫ dt = ∫ cos (120π .t ) dt =  sin (120π .t )  =
0, 23H 0, 23H 0, 23H 120π 

I ( t ) = 0, 415sin (120π .t ) A

Para t = 0 - I 0 = 0, 415 A

Resolução c) – φ =?

π π
A diferença de fase existe, e é de − rad . φ =− rad ( −90º )
2 2

 π
Nota: sin α = cos  α − 
 2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 235/348

π
Ou seja I L ( t ) está atrasada em relação a VL ( t ) . O atraso de fase é rad .
2

Exercício 4 - Considere um circuito em que uma resistência R = 200Ω, um


condensador C = 15, 0 µ F e uma bobina L = 230, 0 mH estão ligados em série
a uma fonte de tensão alternada que opera com uma amplitude de tensão
ε m = 36V e frequência f = 60 Hz .

(a) Determine I 0 a amplitude da corrente no circuito.

(b) Determine a frequência de ressonância do circuito (em Hz).

(c) Qual é o desfasamento de I no circuito em relação à tensão?

Dados: R = 200Ω C = 15, 0 µ F = 15.10−6 F L = 230, 0 mH = 0, 23H

ε m = V = 36V f = 60 Hz

Resolução a) – I0 = ?

Recordar: V0 = Z .I 0 ∧ V = Z
 .I ∧ 
Z=Z ∧  =Z
Z R + Z
L + Z
C


Impedância

 é a impedância complexa.
Z

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 236/348

=Z
Z R + Z
L + Z
C ⇔  = R + iω L + 1
Z ⇔  = R + i ωL − 1 
Z 
iωC  ωC 

E como ω = 2π f , e também sei que a + bi = a 2 + b 2 .

Assim voltando ao exercício, fica:

⇔  = R2 + i  ω L − 1 
Z= Z ⇔

 ωC 

2
 1 
Z = Z = ( 200Ω ) + ( 2π .60 ) .0, 23H −
2
⇔    ⇔


 ω
( 2π .60 ) .15.10−6 F 

 = 4.104 + ( 86, 66 − 0, 99 )2 ⇔
⇔ Z= Z  = 4.104 + 7339,35 ⇔ Z = 219,3Ω
Z

V0 36V
I0 = = = 0,164 A
Z 219,34Ω

Resolução b) – f =?

A frequência de ressonância é a frequência para a qual o valor da corrente é máxima.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 237/348

1 1 1 1
ωL − = 0 ⇔ ωL = ⇔ ω2 = ⇔ ω=
ωC ωC LC LC

ω
E como ω = 2π f , então f = . Assim,

1
1 1
f = LC = = = 85, 69 Hz
2π LC 2π 0, 23H .15.10−6 F 2π

Ou seja ω = 538, 3819 rad / s .

Resolução c) – φ =?

tg (φ ) é o desfasamento entre a tensão e a corrente.

 1 
tg (φ ) =

Im Z( ) ⇔
 Im Z
−φ = −arctg 
 

( ) ⇔
 ω L − ωC
− φ = −arctg 



Re ( Z
)  Re Z
  ( )  R 
 

 
é o desfasamento entrea corrente
e a tensão ( simétrico!)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 238/348

 1 
 ω L − ωC   86, 7 − 176,8 
⇔ − φ = −arctg   ⇔ − φ = −arctg   ⇔
 R   200 
 

φ = 24,3º

Ou seja φ = 0, 424 rad / s .

Exercício 5 – Um indutor L = 400 mH , um condensador C = 4, 43 µ F , e uma resistência R = 500Ω,


estão ligados em série a uma fonte AC (ou CA em português) de 50Hz que produz uma amplitude de
corrente de 250mA no circuito.

(a) Calcule a amplitude da tensão.

(b) Determine o desfasamento entre a corrente e a tensão.

Dados: R = 500Ω C = 4, 43 µ F = 4, 43.10−6 F L = 400 mH = 0, 4 H

f = 50 Hz I = 0, 25 A

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 239/348

Como sei que f = 50 Hz , então também sei que ω = 2π 50 Hz = 314,16 rad / s .

Resolução a) –  = R + iω L + 1
Z ⇔  = R + i ωL − 1 
Z 
iω C  ωC 

Assim voltando ao exercício, fica:

⇔  = R2 + i  ω L − 1 
Z= Z ⇔

 ωC 

2
 1 
⇔  = ( 500Ω ) +  ( 314,16 rad / s ) .0, 4 H −
Z= Z
2
 ⇔
 

 ω
( 314,16 rad / s ) .4, 43.10−6 F 

 = 25.104 + 351447, 41 ⇔
⇔ Z= Z  = Z = 775, 53Ω
Z

V0 = I0 Z = ( 0, 25 A)( 775,53Ω) = V0 = 193,88 V

Resolução b) – φ =? tg (φ ) é o desfasamento entre a tensão e a corrente.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 240/348

 1 
tg (φ ) =

Im Z( ) ⇔ −φ = −arctg
 Im Z

 

( ) ⇔
 ω L − ωC
− φ = −arctg 



Re ( Z
)  Re Z
  ( )  R 
 

 
é o desfasamento entrea corrente
e a tensão ( simétrico!)

 1 
 (
314,16 rad / s ) .0, 4 H −

( 314,16 rad / s ) . 4, 43.1 0 −6
F 
⇔ − φ = − arctg  ω  ⇔
 500Ω 
 
 
 

φ = 49,85º

Ou seja φ = 0,87 rad / s .

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Exercício 6 – A que frequência é que a reactância indutiva dum indutor de L = 57 µ H iguala a reactância
capacitiva de um condensador de C = 57 µ F ?

Dados: C = 57 µ F = 57.10−6 F L = 57 µ H = 57.10−6 H

1
Resolução – X L = XC ∧ X L = ωL ∧ XC =
ωC

1 1 1 1
ωL − = 0 ⇔ ωL = ⇔ ω2 = ⇔ ω= ⇔
ωC ωC LC LC

1
⇔ ω= ⇔ ω = 17543,86 rad / s
( 57.10 −6
H )( 57.10−6 F )

ω 17543,86 rad / s
E como ω = 2π f , então f = . Assim, f = = 2 792,19 Hz
2π 2π

Exercício 7 – Um circuito AC em série contém os seguintes componentes: R = 150Ω ; L = 250 mH ;


C = 2 µ F e uma fonte de tensão com amplitude 210V operando a 50Hz . Calcule:

(a) A reactância indutiva.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 242/348

(b) A reactância capacitiva.

(c) A impedância.

(d) A corrente máxima.

(e) O desfasamento entre a corrente e a tensão.

Dados: R = 150Ω L = 250 mH = 0, 250 H C = 2 µ F = 2.10 −6 F

V = 210 V f = 50 Hz

Resolução a) – X L = ω L ⇔ X L = ( 2π f ) L ⇔ X L = ( 2π 50 ) ( 25.10 −6 H ) ⇔

X L = 78, 54 Ω

1 1 1
Resolução b) – XC = ⇔ XC = ⇔ XC = ⇔
ωC ( 2π f ) C ( 2π f ) ( 2.10−6 F )

X C = 1 591, 55 Ω

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 243/348

Resolução c) –  =?
Z

 = R + iω L + 1
Z ⇔  = R + i ωL − 1 
Z 
iω C  ωC 

Assim fica:

⇔  = R2 + i ωL − 1 
Z= Z ⇔  = R 2 + i ( X − X )2
Z= Z ⇔

 ωC  L C

(150Ω ) + ( 78,54 Ω − 1591,55 Ω )


2 2
⇔ Z= ⇔

(150Ω )
2
⇔ Z= + 2 289 199, 26 Ω2 ⇔

 = Z = 1 520, 43 Ω ≈ 1,52 kΩ
Z

V0 210 V
Resolução d) – V0 = I 0 Z ⇔ I 0 = ⇔ I0 = ⇔ I 0 = 0,138 A
Z 1 520, 43 Ω

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Resolução e) – φ =? tg (φ ) é o desfasamento entre a tensão e a corrente.

 1 
tg (φ ) =

Im Z( ) ⇔ −φ = − arctg
 Im Z

 

( ) ⇔
 ω L − ωC
− φ = − arctg 



Re ( Z
)  Re Z
  ( )  R 
 

 
é o desfasamento entrea corrente
e a tensão ( simétrico!)

 78, 54 Ω − 1591, 55 Ω 
⇔ − φ = − arctg   ⇔ φ = 84, 33º
 150 Ω 

Ou seja φ = 1, 47 rad / s .

Exercício 8 – Calcule a impedância equivalente do seguinte circuito:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 245/348

Dados:

R1 = 5Ω ; R2 = 3Ω
C1 = 400µ F = 4.10−4 F ; C2 = 600µ F = 6.10−4 F
L = 10 mH = 10−2 H

V = 100 V f = 50 Hz

 eq = ? .
Resolução – Preciso de saber a impedância equivalente, Z  eq = Z
Z 1 + Z
2

Assim para Para

1 1 1
= +
1 Z
Z A Z C1

 C1 = 1
Com Z
iωC1
 A = R + iω L .
,tenho Z 1

1 .
, tenho Z

1 1 1 1 Z  C1 + ZA  
Assim vêm que = + ⇔ = ⇔  1 = Z A .Z C1 .
Z
1 Z
Z A Z C1 1
Z  A .Z
Z  C1 Z C1 + Z
A

Para

1 1 1  R2 + Z
Z C2
= + =
2 Z
Z C2 Z R2  R 2 .Z
Z C2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 246/348

 
 2 = Z R 2 .Z C 2
Z
Z R2 + ZC2

2 .
,tenho Z

   
 eq = Z
Como Z 1 + Z  eq = Z A .Z C1 + Z R 2 .Z C 2
 2 , fica Z
 C1 + Z
Z A  R2 + Z
Z C2

 eq =
Z
 A .Z
Z (
 C1 Z
 R2 + Z )
C2 + Z
 R 2 .Z
C2 Z (
 C1 + Z
A )
( Z + Z ) ( Z
C1 A R2
C2
+Z )

           
 eq = Z A .Z R 2 .Z C1 + Z A .Z C1.Z C 2 + Z R 2 .Z C1.Z C 2 + Z A .Z R 2 .Z C 2
Z
 A .Z
Z  R2 + Z
 R 2 .Z
 C1 + Z
 A .ZC2 + Z C1.ZC2

1 1 1 1 1 1
( R1 + iω L ) .R2 . + ( R1 + iω L ) . . + R2 . . + ( R1 + iω L ) .R2 .
 eq = iωC1 iωC1 iωC2 iωC1 iωC2 iωC2
Z
1 1 1 1
( R1 + iω L ) .R2 + R2 . + ( R1 + iω L ) . + .
iωC1 iωC2 iωC1 iωC2

1 1 1 1 1 1
( 5 + iω L ) .3. −4
+ ( 5 + iω L ) . −4
. −4
+ 3. −4
. −4
+ ( 5 + iω L ) .3.
 eq =
Z iω 4.10 iω 4.10 iω 6.10 iω 4.10 iω 6.10 iω 6.10 −4
1 1 1 1
( 5 + iω L ) .3 + 3. −4
+ ( 5 + iω L ) . −4
+ .
iω 4.10 iω 6.10 iω 4.10 iω 6.10−4
−4

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 247/348

3 ( 5 + iω10−2 ) 5 + iω10−2 3 3 ( 5 + iω10−2 )


+ 2 2 + +
 eq =
Z iω 4.10 −4 i ω 24.10−8 i 2ω 2 24.10 −8 iω 6.10−4
3 5 + iω10−2 1
3 ( 5 + iω10 −2 ) + −4
+ −4
+ 2 2
iω 4.10 iω 6.10 i ω 24.10 −8

E como i 2 = 1 ∧ ω = 2π f = 100π , fica:

3 ( 5 + i (100π )10−2 ) 5 + i (100π )10−2 3 3 ( 5 + i (100π )10−2 )


+ + +
i (100π ) 4.10−4 (100π )
2
(100π ) 24.10−8
24.10−8
2
i (100π ) 6.10−4
 eq =
Z
3 5 + i (100π )10−2 1
3 ( 5 + i (100π )10−2 ) + + +
i (100π ) 4.10 −4
i (100π ) 6.10 −4
(100π ) 24.10−8
2

3 ( 5 + iπ ) 3 ( 5 + iπ ) 5 + iπ 3 6 (15 + i3π ) + 4 (15 + i3π ) 5 + iπ + 3


−2
+ −2
+ 2 −4
+ 2 −4
+ 2
 eq = iπ 4.10
Z iπ 6.10 π 24.10 π 24.10 = iπ 24.10−2 π 24.10−4
3 5 + iπ 1 6.3 + 4. ( 5 + iπ ) 1
3 ( 5 + iπ ) + −2
+ −2
+ 2 −4 3 ( 5 + iπ ) + + 2
iπ 4.10 iπ 6.10 π 24.10 iπ 24.10 −2
π 24.10−4

( 75 + i [18π ] + 60 + i [12π ])10 −2


+ 8 + i [π ] (135 + i [30π ])10 −2
+ 8 + i [π ]
i π 24.10−4  i π 24.10 −4 
 eq =
Z = =
 6.3 + 4. ( 5 + i [π ])  10−2 + 1 18 + 20 + 4i [π ] 10 −2 + 1

15 + i [3π ] +   15 + i [3π ] +
i π 24.10 −4
i π 24.10 −4 

 eq = 1,35 + i [ 0,3π ] + 8 + i [π ]
Z
15.i π 24.10  + i [3π ] .i π 24.10−4  + 18 + 20 + 4i [π ] 10−2 + 1
−4

9, 35 + i [3, 44] 9, 35 + i [3, 44]


 eq =
Z =
i [ 0,113] + 0, 0711 + 0,38 + i [ 0,126] + 1 1, 451 + i [ 0, 24]
= ( 6, 65 + i [1, 27]) Ω

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 248/348

Está qualquer coisa errada! Devia de dar:

 eq = ( 8,84 − i [ 2,93]) Ω
Z

Exercício 9 – Que valor de corrente contínua produz a mesma quantidade de energia térmica, numa
determinada resistência, que uma corrente alternada que tem um valor máximo de 2,60A?

Resolução – RMS é valores médios quadráticos. Usando este valor, pode se escrever a taxa média de
dissipação de energia nos circuitos de corrente alternada é igual aos circuitos de corrente contínua.

2
A potência media para circuitos de corrente alternada é Pmed AC = R. ( I rms ) .

Graficamente é:

Sei que I 0 é 2,6 A, mas não sei o valor de I DC . Sei a potência média: Pmed AC = PDC , assim

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 249/348

I02 I
R. ( I rms ) = R. ( I DC )
2 2
⇔ I DC = , como I rms = 0 , fica:


2 2
Pmed AC PDC

I0 2, 6 A
I DC = ⇔ I DC = ⇔ I DC = 1,84 A
2 2

Exercício 10 – Qual é o valor máximo de uma tensão AC cujo valor rms é 100V?

Resolução – V0 = ?

Ora sei que Vrms = 100 V

V0
Vrms = ⇔ V0 = Vrms . 2 ⇔ V0 = 141, 4 V
2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 250/348

Exercício 11 – Uma tensão AC da forma V = 100sin (1000t ) é aplicado a um circuito RLC em série. Assuma
que a resistência é 400 Ω, a capacidade 5,00 μF e a indutância 0,500 H. Encontre a potência média fornecida
ao circuito.

Dados:

R1 = 400Ω C1 = 5µ F = 5.10−6 F L = 0, 5H

V = 100sin (1000t ) V → V0 = 100 V ∧ ω = 1000 rad / s

Resolução – Pméd = ?

2 I0
Sei que Pmed AC = R. ( I rms ) e que I rms =
2

V0
V0 = I 0 Z ⇔ I 0 =
Z

 =?
Z

 = R + iω L + 1
Z ⇔  = R + i ωL − 1 
Z 
iω C  ωC 

Assim fica:

⇔  = R2 + i  ω L − 1 
Z= Z ⇔ Z= ( 400Ω ) + ( 500 Ω − 200 Ω )
2 2


 ωC 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 251/348

 = 500 Ω
Z= Z

V0 100 V
Assim V0 = I 0 Z ⇔ I 0 = ⇔ I0 = ⇔ I 0 = 0, 2 A
Z 500 Ω

2 2
 I   0, 2 A 
Como Pmed AC = R. ( I rms )
2
⇔ Pmed AC = R.  0  ⇔ Pmed AC = 400 Ω.   ⇔
 2  2 

Pmed AC = 8 W

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 252/348

SÉRIE 11 – Teorema de Poyting e Momento Electromagnético

Tópicos - Teorema de Poyting

Momento Electromagnético

Exercício 1 - Numa região do espaço existe um campo eléctrico uniforme dado por E = (1; 2; 0 ) V / m e

um campo magnético uniforme dado por B = ( 0; 0; 3) mT . Determine o momento linear do campo


electromagnético num volume V = 5 m3 dentro da região considerada.

 
Dados: E = (1; 2; 0 ) V / m B = ( 0; 0; 3) mT = ( 0; 0; 3.10−3 ) T V = 5 m3

 

Resolução – ε 0 x E x B dv = ?
v
(momento linear do campo electromagnético no volume “v”).

 
Em que ε 0 x E x B é a densidade (volumétrica) do momento linear do campo electromagnético.

 

Assim, fica: ε 0 x E x B dv = ε 0 x ∫ ( (1; 2; 0 ) V / m ) x (( 0; 0; 3.10 ) T ) dv . As constantes ficam
−3

v v

de fora da integração: ε 0 x ( (1; 2; 0 ) V / m ) x (( 0; 0; 3.10 ) T ) ∫ dv .


−3

Vou agora calcular o produto, usando o cálculo da matriz:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 253/348

i (
j k = ( 2 x 3) − ( 0 x 0 )  i ; ( 0 x 0 ) − (1 x 3)  j ; ( 0 x 0 ) − ( 0 x 0 )  k )
1 2 0
0 0 3

( 6i ; − 3 j ; 0k ) → (6 ; − 3 ; 0)

∫ dv = V = 5 m , fica:
3
E sabendo que permissividade do vazio é ε 0 = 8,854.10 −12 Fm −1 , e que
v

 
∫ ε 0 x E x B dv = (8,854.10 − 12
Fm −1 ) x 10−3 x ( 6 ; − 3 ; 0 ) .5
v

  Kgm
∫ ε 0 x E x B dv = ( 4, 43.10 ( 6
−14
; − 3 ; 0))
s
v

Cuidado para não esquecer o 10−3 , que retirei do calculo da matriz para me facilitar os cálculos!

Exercício 2 - Considere uma lâmpada que emite ondas electromagnéticas esféricas uniformemente em todas
as direcções. Assumindo que a lâmpada emite 50W de radiação electromagnética, encontre a intensidade e
a pressão de radiação a uma distância de 3m da lâmpada.

Nota: A pressão de radiação é a pressão exercida sobre certa superfície devido a incidência de uma onda
electromagnética. Isto ocorre em decorrência de uma onda electromagnética possuir momento linear e
massa, apesar de possuir massa de repouso igual a zero. Logo, o princípio da conservação de momento
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 254/348

linear demonstra que a interacção da radiação electromagnética sobre a superfície deve transmitir momento
linear, e, a partir da segunda lei de Newton, pode-se averiguar que a variação do momento linear de um
corpo material é resultante de uma força aplicada sobre tal corpo. Calculando-se a razão entre a força
actuante sobre a superfície e a área total de actuação encontra-se a pressão de radiação.

Ver pagina 1 085 (415 do PDF, capitulo 34.4) de Raymond Serway.

Resolução – p = ? (pressão de radiação)

4 3
Sei que o volume de uma esfera é V = π r , e que a sua área é dada por A = 4π r 2
3

Cuidado com a escrita, pois “P” maiúscula é para o momento linear, enquanto que “p” minúscula é a pressão
de radiação.

P P 50 W W
I ≡ Sϖ = = = = ⇔ Sϖ = 0, 442 .
4π ( 3 m )
2 2
A  4π r m2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 255/348

W
0, 442 2
Sϖ m =  N 
Como p = = 1, 47.10−9 Pa  2 .
c 8 N m 
3.10
W

Exercício 3 - Imagine que se encontra “encalhado” no espaço a 20m da sua


nave espacial. Transporta consigo um laser de 1kW. Se a sua massa total,
incluindo o seu fato espacial e o laser, é 95 kg, quanto tempo demorará para
alcançar a sua nave se apontar o laser em sentido contrário?

Dados: P = 1 kW d = 20 m m = 95 Kg

Resolução – t =?

1 2
Sei que x = x0 + v0t + at , e que x − x0 = d ∧ v0 ( 0 ) = 0 . Assim:
2

1 d 2d
d = at 2 ⇔ t2 = 2 ⇔ t=
2 a a

F pA Sϖ P A F pA
Como sei que p = = ∧ p= = , e sabendo que a = = , então
A m c c m m
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 256/348

P 
p  A
a = .A =  . A = P
m m.c m.c

P 2d 2d 2dmc
Assim sendo, e sabendo que a = , fica → t = ⇔ t= ⇔ t= .
mc a P P
mc

2 ( 20 )( 95 ) ( 3.108 )
8
Sabendo que c = 3.10 , fica t= ⇔ t = 3,38.10 4 s  9h 22m 48s
(10 )
3

Exercício 4 - Hoje em dia os ponteiros laser são muito usados em


apresentações para dirigir a atenção da audiência para informação nos ecrãs.
Considere um ponteiro de 3,0 mW que cria um ponto de diâmetro 2,0 mm no
ecrã. Determine a pressão de radiação no ecrã, considere que o ecrã reflecte
70% da luz que incide nele.

Resolução – p = ? (pressão de radiação)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 257/348

p+0= −0, 7 p + x ⇔ x = 1, 7 p

pressão de radiação
pressão de radiação no ecrã

A pressão de radiação de uma onda electromagnética é o momento linear transportado por essa onda por
unidade de tempo e por unidade de área.

P P 3.10−3 W W
I ≡ Sϖ = = 2 = = ⇔ Sϖ = 955 .
π (10 m )
2
A πr −3 m2

 W  W
x = 1, 7 p ⇔ x = 1, 7  955 2  ⇔ x = 1 623,5 .
 m  m2

W
1 623,5 2
Sϖ m =  N 
Como p = = 5, 41.10−6 Pa  2 .
c N m 
3.108
W

Exercício 5 - O Sol fornece cerca de 103 W / m 2 de energia à Terra na forma de radiação electromagnética.

(a) Calcule a potência total que incide num telhado de dimensões 8,00m x 20,0m.

(b) Determine a pressão de radiação e a força exercida pela radiação no telhado, assumindo que a cobertura
do telhado é uma superfície perfeitamente absorvente.

3
Dados: Sϖ = 10 W / m
2
∧ A= ( 8 x 20 ) m2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 258/348

Resolução a) – P =?

P
Sϖ = ⇔ P = Sϖ A ⇔ P = (103 W / m 2 ) ( ( 8 x 20 ) m 2 ) = 1, 6.105 W .
A

Resolução b) – p = ? (pressão de radiação)

W
Sϖ 103 2
m =  N 
p= = 3, 33.10 −6 Pa  2
c 3.108 N m 
W

F
Como p = , fica F = p. A= ( 3,33.10 −6 Pa ) . (160 m 2 ) = 5,33.10 −4 N .
A

SÉRIE 12 – Potencial Vectorial

Tópicos - Definição e propriedade do potencial vectorial

Potencial de um campo simples

Potencial de um campo uniforme

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 259/348

Potencial de um campo magnético produzido por um segmento finito

Potencial escalar no caso não estacionário

Exercício 1 - Um condutor cilíndrico longo de comprimento L, raio a, e resistividade ρ transporta uma


corrente estacionária, I, que é uniformemente distribuída sobre a sua secção recta.

(a) Use a lei de Ohm para relacionar o campo eléctrico E no condutor com I, ρ e “a” (raio).

(b) Encontre o campo magnético B na borda do condutor.

(c) Use os resultados anteriores para obter o vector de Poynting S na borda do condutor. Qual é a direcção
de S?

(d) Encontre o fluxo do vector de Poynting através da superfície do condutor para o interior do condutor e
mostre que a potência no condutor é igual a I 2 R , onde R é a resistência.

ρL
Resolução a) – V = R.I R=
A

  ρL  ρ
Sei também que V = E.L , logo posso reescrever assim E. L = I ⇔ E= I
A
 A
R

 ρ
A área é me dado pela definição A = π r 2 (é me dito que r = a ), assim fica E= I .
π a2

      µ I
Resolução b) – ∫ Bd l = µ I
0 ⇔ B ∫ d l = µ0 I ⇔ B.2π a = µ0 .I ⇔ B= 0
2π a
.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 260/348


       B 
Resolução c) – S =? ⇔ S =E x H ⇔ S = E x   ⇔
 µ0 

 ρ I  µ0 I   ρ I 2 
⇔ S= u x utangente ⇔ S= ur .
π a2 2π a µ0 2π 2 a 3


Em que ur significa: “é dirigida radialmente para fora”.

 
Resolução d) – Φ S = ∫ S d A ⇔ Φ S = ∫ SdA .

ρL
E sabendo que ρ = R.I 2 e R=
A

Fica,

ρI 2 ρI2
2 3 (
Φ = ∫ Sd A ⇔ Φ =
  2π aL ) ⇔ Φ S = 2 L ⇔ Φ S = R.I 2


S
2π aS
πa

ρ2 Wb
Exercício 2 - Considere o potencial vector magnético A = − az (em coordenadas cilíndricas). Calcule
4 m
π
o fluxo magnético total que atravessa a superfície φ = ; 1≤ ρ ≤ 2 m ; 0 ≤ z ≤ 5 m .
2

  ρ 2  Wb
Resolução – A = −  az
 4  m

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 261/348

   
 B = rot A = ∇ x A
       
 B ∫
Φ  = Bd S =
∫ ∇ x A d S = (
∫ Γ Ad l )

           
⇔ Φ B = ∫ Ad l1 + ∫ Ad l2 + ∫ Ad l3 + ∫ Ad l4 ⇔ Φ B = ∫ Ad l1 + ∫ Ad l3 ⇔



=0 =0

 ρ 2     ρ 2   
⇔ Φ B = ∫  −
 4
a z  d l −u z + ∫  −
   4
( )
az  d l uz ⇔
 
( )
 
l1 l3

Agora é preciso ter em conta com os limites de integração:

 ρ2   5 ρ2  
( ) ( )
0
⇔ Φ = ∫  − a z  dz az + ∫  − a z  dz az

B

5
 4  0
 4 

22 0 12 0 5 15
⇔ Φ B = −
4 ∫5
dz −
4 ∫
5
dz = 5 −
4
⇔ Φ B =
4
Wb

Exercício 3 - Uma distribuição de corrente origina um potencial vector magnético:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 262/348

Wb
A = x 2 ya x + y 2 xa y − 4 xyza z
m

Calcule:

(a) B em (−1; 2; 5) m .

(b) O fluxo do campo magnético através da superfície definida por:

z = 1 ; 0 ≤ x ≤ 1 ; − 1 ≤ y ≤ 4.

Wb 
( ) ( )
Resolução a) – A = x 2 y a x + y 2 x a y + ( −4 xyz ) a z
m
e B ( −1; 2; 5 ) m = ?

    
Sei também que E = −∇ , e que B = rot A = ∇ x A . Assim:

  
  d ( Az ) d ( Ay ) d ( Ax ) d ( Az ) d ( Ay ) d ( Ax ) 
 ax ay az  − ; − ; − 
B= =  dy dz dz dx dx dy 
d d d
dx dy dz
Ax Ay Az

  d ( −4 xyz ) d ( y 2 x ) d ( x 2 y ) d ( −4 xyz ) d ( y2 x ) d ( x2 y ) 
B =  − ; − ; − 
 dy dz dz dx dx dy 
 


B = ( −4x y z − y x 2
(
; x 2 y − −4 x yz ) ; y 2 x − x2 y )


B = ( −4 xz − 0 ; 0 + 4 yz ; y 2 − x 2 ) = ( −4 xz ; 4 yz ; y 2 − x 2 )

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 263/348


Agora sabendo que B ( −1; 2; 5 ) m


Fica, B = ( −4 ( −1)(5) ; 4 ( 2 )( 5) ; ( 2 ) − ( −1)
2 2
)

  Wb 
B = ( 20 ; 40 ; 3) T  ou 2 
 m 

Resolução b) – com z = 1 ; 0 ≤ x ≤ 1 ; − 1 ≤ y ≤ 4.

 
Φ B = ∫ Bd S ⇔

⇔ Φ B = ∫ ( −4 xz ; 4 yz ; y 2 − x 2 ) ( 0 ; 0 ; dxdy ) ⇔

(
⇔ Φ B = ∫ −4 xz x 0 ; 4 yz x 0 ; (y 2
− x 2 ) x dxdy ) ⇔

(
⇔ Φ B = ∫ 0 ; 0 ; (y 2
− x 2 ) x dxdy ) ⇔ Φ B = ∫ ( y 2 − x 2 ) x dxdy ⇔

⇔ Φ B = ∫ ( y 2 ) dxdy − ∫ ( x 2 ) dxdy ⇔

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 264/348

Agora aqui, cuidado com os limites de integração. A minha referência é 0 ≤ x ≤ 1 ; − 1 ≤ y ≤ 4.

( y ) dy ∫ dx − ∫ ( x ) dx ∫
4 1 1 4
⇔ Φ B = ∫ 2 2
dy ⇔
−1 0 0 −1

y3
4 1
x3 4  ( 4 )3 ( −1)3    (1)3 ( 0 )3  
 ( 4 − ( −1) )  ⇔
1
⇔ Φ B = 10 − 1 −1 ⇔ Φ B =  −  (1 − 0 )  −  −
3 −1
3 0  3 3   3
 
3 


 64 1    1   1
⇔ Φ B =  +   −  − 0  ( 5 )  ⇔ Φ B = [ 65 − 5] ⇔ Φ B = 20 Wb
 3 3    3   3

Ou poderia ter feito deste modo, utilizando o teorema de Stokes:

      
( )
Φ B = ∫ Bd S ⇔ Φ B = ∫ ∇ x A d S ⇔ Φ B = ∫ Ad l ⇔
Γ

       
⇔ Φ B = ∫ Ad l1 + ∫ Ad l2 + ∫ Ad l3 + ∫ Ad l4 ⇔

Continua…

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 265/348

SÉRIE 13 - Ondas

Exercício 1 - Um diapasão oscila com uma frequência de 440 Hz. Se a velocidade


de propagação de som no ar for de 340 m/s, determine o comprimento de onda e
o número de ondas do som. Escreva as expressões que representam a onda.

Nota: diapasão é um instrumento metálico em forma de forquilha, que serve para


afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de
determinada altura.

Dados: f = 440 Hz e vsom = 340 m / s

Resolução a) – λ =? k =? ξ =?

O comprimento da onda é medido de “crista” a “crista”:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 266/348

λ
λ =? → vsom = , em que “v” é a velocidade de propagação, λ é o comprimento de onda (a
t
distancia percorrida), e “t” o tempo gasto. Assim:

λ vsom 340 m / s
vsom = ⇔ λ= ⇔ λ= ⇔ λ = 0, 773 m
t f 440 Hz

“k” é o número de ondas.

2π 2π
k =? → k= ⇔ k= ⇔ k = 8,13 rad / s
λ 0,773 m

ξ é a expressão que representa a onda.

ξ =? → ξ = ξ0 sin ( kx − ωt ) ∨ ξ = ξ0 sin ( k [ x − vsomt ]) ⇔

 

ξ = ξ0 sin ( 8,13 rad / s ) x −  2π ( 440 Hz )  t  ∨ ξ = ξ0 sin ( ( 8,13 rad / s )  x − ( 340 m / s ) t  )
 

 ω 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 267/348

Exercício 3 - Uma onda electromagnética sinusoidal de


frequência 40,0 MHz viaja no espaço no espaço livre na
direcção x, como se mostra na figura.

(a) Determine o comprimento de onda e o período da onda.

(b) Num dado ponto e instante, o campo eléctrico tem o seu


valor máximo de 750 N/C e é dirigido segundo o eixo y. Calcule
a magnitude e a direcção do campo magnético para esta
posição e tempo.

(c) Escreva expressões para as variações espaço-tempo das


componentes dos campos eléctricos e magnético para esta
onda.

Dados: f = 40 MHz = 40.10 6 Hz E0 = 750 N / C

λ
Resolução a) – λ = ? → vsom = ⇔
t

N
3.108
v c W ⇔
⇔ λ = som ⇔ λ = ⇔ λ= λ = 7,5 m
f f 40.106 Hz

Resolução b) – B0 = ? → E0 = c.B0 ⇔

Em que E0 é a magnitude do campo eléctrico, B0 é a magnitude do campo magnético.

 8 N 

c  3.10 
W
⇔ B0 = ⇔ B0 =  ⇔ B0 = 2, 5.10 −6 T
E0 ( 750 N / C )

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 268/348


B = B0 r = ( 2,5.10 −6 ) T
r

Resolução c) – E = E0 .cos ( kx − ωt ) ; B = B0 .cos ( kx − ωt )

Verificar para E = E0 e B = B0 , para t e x igual a zero.

2π 2π
Preciso de saber o valor do k = ? → k= ⇔ k= rad / s
λ 7,5 m

   2π 
E = E0 .cos  kx − 2π ( f ) t  = 750 N / C.cos  x − 2π ( 40.106 Hz ) t 
 
  7, 5 m 
 ω 

   2π 
B = B0 .cos  kx − 2π ( f ) t  = 2, 5.10−6 T .cos  x − 2π ( 40.106 Hz ) t 
 
  7,5 m 
 ω 

E sei também que:

ξ =? → ξ = ξ0 sin ( kx − ωt ) ∨ ξ = ξ0 sin ( k [ x − vsomt ]) ⇔

 
 2π     2π  

ξ = ξ0 sin  x − 2π ( 40.10 Hz )  t
6  ∨ ξ = ξ0 sin    x − ( c ) t  
  7,5 m  


  7,5 m  
 ω 
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 269/348

Exercício 4 - O campo eléctrico no espaço livre é dado por

E = 50 cos (108 t + kx ) a y V / m

(a) Encontre a direcção de propagação da onda.

(b) Calcule k e o tempo que demora a onda a propagar-se uma distância λ / 2 .

(c) Desenhe um esboço da onda para t = 0, T/4, T/2.

Resolução a) – E = E0 cos ( kx − ωt ) . Cuidado, pois houve uma troca no argumento do cosseno para

( )
confundir. Ou seja 108 é na realidade “ −ω ”. Assim fica: E = 50 cos −108 t − kx a y V / m .


A direcção da propagação é − x , ou −ax .

2π vsom
Resolução b) - k = ? → k= . E como sei que λ = , e que ω = 108 = 2π f , fica:
λ f

2π 2π f ω 108
k= ⇔ k= ⇔ k= ⇔ k= ⇔
vsom vsom vsom 3.108
f

k = 0, 3 ( 3) rad / s

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 270/348

λ λ
λ 2 T 2
E agora para ∆t = ? → vsom = ⇔ vsom = ⇔ =
T T 2 vsom
2

λ X λ
t =T 2 = 2 ⇔ 2 = 1 ⇔
Como 2 , então v
som Xf vsom 2 f

λ λ λ λ
⇔ 2 = 1
⇔ 2 =π ⇔ 2 = π ⇔ 2 = 31, 42 η s
vsom  ω  vsom ω vsom 108 vsom
2 
 2π 

λ
2 ∆t = 31, 42.10−9 s
Como ∆t = ⇔
vsom

Resolução c) – para t = 0s

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 271/348

T T
Para t = Para t =
4 2

Exercício 5 - O campo eléctrico no espaço livre é dado por E = 103 sin ( ωt − kz ) a y V / m.


Obtenha H ( z , t ) .

 E0
Resolução – H é a intensidade do campo magnético. Como sei que E0 = c.B0 ⇔ c = .
B0

1    B


Sei também que c = , e como B = µ 0H → B0 = µ0 H 0 ⇔ H 0 = 0 ⇔
µ0ε 0 µ0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 272/348

 E  E0  E  ε0


⇔ H0 = 0 ⇔ H0 = ⇔ H0 = 0 µ0ε 0 ⇔ H 0 = E0 ⇔
c.µ0 1 µ0 µ0
.µ0
µ 0ε 0

 8,85.10−12  A


⇔ H 0 = 103 ⇔ H 0 = 2, 65
4.10 −7 π m

   π 
Como sei que S = E x H e tendo em consideração de que sin ( a ) = cos  − a  , fica:
2 

π   π
103 sin ( ωt − kz ) az = 103 cos  − (ωt − kz )  az = 103 cos  kz − ωt +  az = 103 cos [ kz − ωt ] az
2   2

Propaga-se segundo “z”.

      


S uz = E uy x H u ? . Preciso de saber a orientação de u ? .

  
 
ux uy uz = 5u z
0 E 0
Hx Hy Hz

Cuidado, que no 2º termo só tenho componente em “z”

   


  
( E x H z − 0 x H y ) u x ; (0 x H x − 0 x H z )uy ; (0 x H − E x H x ) u z  = 5 0u x ; 0u y ; 1u z 
 y

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 273/348

     


( EH z ) u x ; 0u y ; ( − EH x ) uz  = 5 0u x ; 0u y ; 1u z 

Sei que H z = 0 e que − EH x = 5 , fica então:

    A


( )
H = H 0 sin [ωt − kz ] − ax ⇔ ( )
H = 2, 65 sin [ω t − kz ] − ax
m

Exercício 6 - Encontre a distância de atenuação (ou profundidade de penetração) para uma frequência de
MS
1,6MHz no alumínio, onde σ = 38, 2 e µr = 1 . Encontre também a velocidade de propagação da onda.
m

Nota: σ é a condutividade.

MS
Dados - f = 1, 6 MHz = 1, 6.106 Hz σ = 38, 2 µr = 1
m

ωε  Se >> 1 é quase isolador


Resolução – Sei que Q = →
σ  Se << 1 é bom condutor

Q=
ωε ( 2π f ) ε
= =
( )
2π (1, 6.106 Hz ) ( 8,85.10−12 )
⇔ Q = 2,33.10−12
σ σ MS
38, 2
m

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 274/348

A fórmula para o caso em questão (bom condutor) é, em que ∆ é a distancia de atenuação para um bom
condutor:

2 2 2
∆= = = = 6, 4.10−5 m
ωµρ ( 2π f ) µρ  MS 
( )
2π (1, 6.106 Hz ) ( 4π .10−7 )  38, 2
 m 

∆ = 64 µ m

µ
Com ur = 1 , fica que = µr = 1 ⇔ µ = µ0 .
µ0

ω
Para bons condutor sei que a sua velocidade é dada pela seguinte definição v = , e sei também que
α
ωµσ
α= , logo tem se que:
2

2
ω 2ω 2ω
→ v= ⇔ v= ⇔ v= ⇔
ωµσ ω µσ µσ
2

⇔ v=
2 ( 2π f )
⇔ v=
(
2 2π (1, 6.106 Hz ) ) ⇔
µσ
( 4π .10 )  38, 2 MmS 
−7

m
v = 647
s

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 275/348

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Frequências

Frequência do dia 2007 01 25

Modulo 1

Exercício 1 - [3] Considere a reacção nuclear de decaimento radioactivo, U 238 → Th 234 + α ,


onde α é uma partícula α (núcleo de He). O número atómico de U 238 é 92. Qual é o número
atómico de Th 234 ?

Resolução – Material radioactivo é aquele que se desintegra e emite radiação por isso.

A característica de um elemento químico é o seu numero atómico, e em que consiste na quantidade


de protão no seu núcleo. O electrão pode ser acrescentando ou retirado, que continua a ser o mesmo
elemento químico. O núcleo de He tem 2 protões.

Assim para o elemento U 238 , o 238 indica o número de massa, em que consiste na soma dos neutrões
com os protões. Pela tabela sei que tem 146 neutrões e 92 protões.

O Th 234 + α foi o que se obteve na sua desintegração. Sei duas coisas, 1º o número de massa do novo
elemento é 234, 2º sei também que α é composto por dois protões.

Assim tinha inicialmente 92 protões, foram libertados em partículas de hélio 2, fica 90.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 277/348

A resposta ao exercício é 90 protões. U 238 → Th234 + α →  = 90


92  + 2 .
U 238 Th 234 α

Exercício 2 - [3] Qual deve ser a distância entre as cargas Q1 = 2, 6x10 −5 C e Q2 = −4, 7x10 −5 C para que o
módulo da força de interacção entre as cargas seja de 5,7 N?

(Igual ao exercício 3R e a frequência do dia 8 de Novembro 2010, só que as cargas eram iguais)

Resolução - dados:

Q1 = 2, 6x10 −5 C

Q2 = − 4, 7x10 −5 C

   
Usa se linhas imaginarias. Pretende se que F = F12 . Pela lei 3ª lei de Newton poderia ser: F = F21 .

Com F = 5, 7 N .

K e . ( Q1.Q2 ) K . ( Q .Q ) K e . ( Q1.Q2 )
F= 2
⇔ r12 2 = e 1 2 =
r12 F F

 9 Nm
2

 8,99x10
C  
2
 ( )(
.  2, 6x10−5 C . −4, 7x10−5 C 
 )
r12 = 
5, 7 N

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 278/348

Cuidados com os índices! O versor é


diferente da força.

r12 = 1,927 m 2 r12 = 1, 39m

Exercício 3 - [2] Indique qual das seguintes afirmações é incorrecta:

( a) A polarização de materiais dieléctricos em campos eléctricos externos acontece devido à orientação de


dipolos eléctricos dentro do material na direcção do campo.

(b) Num material dieléctrico num campo eléctrico externo existem sempre dipolos eléctricos, permanentes
ou induzidos.

(c) Constantes dieléctricas (permitividades relativas) dos materiais com dipolos permanentes excedem 1, as
dos materiais sem dipolos permanentes são inferiores a 1.

(d) Na maioria dos dieléctricos, quer com dipolos permanentes quer sem eles, o módulo do vector de
polarização é proporcional ao campo eléctrico externo.

(e) O módulo do vector de polarização é tanto maior, quanto menor é a temperatura do dieléctrico.

(Igual a pergunta 1 da frequência do dia 8 de Novembro 2010)

ε
Resolução: é a c), pois a permitividade relativa é SEMPRE maior do que 1. ε r = , logo o ε 0 é o mais
ε0
pequeno de todos.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 279/348

Exercício 4 - [3] Determine a capacidade de um condensador com a área de placas de 1 cm 2 e a distância


entre as placas 1,5 mm, preenchido por porcelana (a permitividade relativa de porcelana ê 6,5).

εA ε
Resolução: C = , com ε r = . Assim:
d ε0

  F   −4 2
 ( 6,5 )  8,854187817.10−12  (10 m )
( ε rε 0 ) A   m  
C= = C = 3,83 pF
d 1,5.10−3

Exercício 5 - [9] Um protão é largado a partir do repouso (ponto A) num campo eléctrico uniforme que tem

uma magnitude de 8, 0 ×104Vm−1 (ver figura). O protão sofre um deslocamento de 0,50m na direcção de E.

(a) Encontre a diferença de potencial entre os pontos A e B.

(b) Encontre a mudança de energia potencial do sistema protão-


campo para este deslocamento.

(c) Encontre a velocidade do protão após completar o


deslocamento de 0,50m no campo eléctrico.

(igual ao exercício 11, da serie 2)

Cuidado, pois o dl = d

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 280/348


O cos (θ ) = cos ( 0 ) , pois o vector E tem o mesmo sentido e a mesma direcção do deslocamento.

A ter em atenção: “…a partir do repouso…”. Ou seja a velocidade inicial é zero.


Resolução a) dados: E = 8, 0 × 10 4 Vm −1 ∧ d = 0, 50 m e qe = 1, 6.10 −19 C ∧ m = 1, 67.10 −27 Kg

 
∆ϕ = ϕ B − ϕ A = − ∫ Ed s = − E ∫ dl.cos (θ ) = − E ∫ dl = − Ed

ϕ B − ϕ A = − ( 8, 0 × 104 Vm −1 ) ( 0, 50m ) ϕ B − ϕ A = −40 KV

∆ϕ = − Ed para um campo uniforme! Quando não é uniforme, é necessário usar-se o integral.

Nota – cuidado para não confundir a simbologia, pois ∆ϕ ≠ ∇ϕ .

Resolução b) ∆U = − qe . (ϕ B − ϕ A ) = − e. (ϕ B − ϕ A ) =

∆U = − ( −1, 6 × 10−19 C ) . ( −4, 0 × 10 4 V ) ∆U = −6, 4.10−15 J

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 281/348

Resolução c) ∆Emecanica = 0 → ∆Ecinetica + ∆ U =0




 <0
>0

1
m p ( v 2f − vi2 ) + ∆U = 0 ∧ vi2 = 0
2

1 1 −2∆U
m p ( v 2f ) + ∆U = 0 ⇔ m p ( v 2f ) = −∆U ⇔ v 2f = ⇔
2 2 mp

−2∆U −2 ( −6, 4.10−15 J )


⇔ vf = = v f = 2,8 × 106 ms −1
mp 1, 67.10−27 Kg

Nota: cuidado para não confundir variações de energia mecânica com as forças eléctricas (que são
conservativas).

Modulo 2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 282/348

Exercício 1 - [6]

a) Qual é a potência transformada em calor por duas resistências R1 e R2 ligadas em série uma

f .e.m. ε e uma resistência interna desprezável?


b) Qual é a potência nas condições da alínea (a) se as resistências estão ligadas em paralelo?
c) A potência nas condições da alínea (a) é n vezes menor do que a potência nas condições da alínea
(b). Calcule o valor da resistência R2 , sabendo que n = 6, R1 = 20 Ω.

V V2
Resolução a) Lei de Ohm V = RI ∧ P = R.I .I = VI = V . =
R R

V2 ε2
Logo P= = .
RT R1 + R2

ε2 ε 2 ( R1 + R2 )
Resolução b) P= =
R1.R2 R1.R2
R1 + R2

ε2 ε 2 ( R1 + R2 ) Pb
Resolução c) Pa = e como Pb = , e como sei que Pa =
R1 + R2 R1.R2 .n n

ε2 ε 2 ( R1 + R2 )
⇔ R1.R2 .n = ( R1 + R2 )
2
Então: = ⇔ R1.R2 .n = R12 + 2 R1R2 + R2 2 ⇔
R1 + R2 R1.R2 .n

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 283/348

2
Substituindo pelos valores dados, fica: ⇔ 20.R2 .6 = ( 20 ) + 2 ( 20 ) R2 + R2 2 ⇔

⇔ 120.R2 = 400 + 40 R2 + R2 2 ⇔ R2 2 − 80 R2 + 400 = 0

R2 = 74, 64Ω ∨ R2 = 5,36Ω

Exercício 4 - [6] Fios de níquel-crómio são usados vulgarmente como o elemento de aquecimento em

equipamentos eléctricos. A resistividade do níquel-crómio é 1, 0 x 10−6 Ωm . Um fio de níquel-crómio, com

1,0 m de comprimento, é usado na parte de baixo de um forno e pode suportar uma corrente máxima de 16
A quando é aplicada uma diferença de potencial de 120 V às extremidades do fio.

(a) Qual é o raio do fio?

(b) Qual a potência consumida pelo forno?

Resolução a) rfio = ?

l V l lI lI (1m )(16 A)
Sei que R = ρ
A

I
= ρ 2 ⇔ r2 = ρ
πr πV
⇔ r= ρ
πV
= (10 −6
Ωm )
π (120V )

r = 0, 21.10−3 m

Resolução b) P = ?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 284/348

Sei que P = VI ⇔ P = 120V .16 A P = 1920W

Frequência do dia 2007 10 24

As questões 1 e 2 devem ser respondidas neste enunciado. Nas questões 1 e 2, não é necessário
apresentar deduções nem cálculos.

F
Constantes necessárias para avaliações numéricas: ε 0 = 8,854187817.10−12 .
m

Exercício 1 - [3] Indique qual das seguintes afirmações é incorrecta:

(a) A lei de Gauss e a lei de Coulomb constituem modos diferentes de descrever o mesmo fenómeno físico, a
produção do campo eléctrico pelas cargas.

(b) A lei de Coulomb pode ser facilmente deduzida a partir da lei de Gauss.

(c) A lei de Gauss permite simplificar bastante o cálculo do campo eléctrico em situações electrostáticas que
possuem simetria.

(d) Se a carga total (carga líquida) contida dentro de uma superfície gaussiana for nula, então o campo
eléctrico é nulo em todos os pontos dessa superfície.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 285/348

(e) Se o campo eléctrico é nulo em todos os pontos de uma superfície fechada, então a carga total contida
dentro da superfície é nula.

Resolução: A a) é verdadeira, pois de Gauss chega se a Coulomb e vice-versa.

A b) é verdadeira.

A c) é verdadeira.

A d) é falsa, o seu valor total (carga liquida) é

Qinterior
Φ E =
ε0

  Qinterior
∫ E.d S = ε0

A esfera é imaginária. Uma superfície gausiana é uma superfície fechada. O campo eléctrico não se desvia. Se
houvesse uma pequena carga que fosse, seria assim:

Ou seja, se houvesse cargas dentro do campo esférico, haveria carga a superfícies.

A e) é verdadeira.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 286/348

Exercício 2 - [6] Considere um ponto A num meio de permitividade relativa ε r à distância r de uma carga q .

(a) Escreva a fórmula para a intensidade do campo eléctrico no ponto A.

Resolução:

 K .Q  K .Q 


E A = e 3 .rA = e 2 .eA
rA dA

 1 Q 1 Q
EA = =
4πε rA 4πε 0 .ε r rA2
2

(b) Escreva a fórmula para a energia do campo eléctrico armazenada num cubo de aresta a que contém o
ponto A, sendo a  r .

1 1 1
Resolução: U =
2 ∫ ε .E 2 dv = ε .E 2 ∫ dv = ε .E 2v , em que v é o volume e o campo é
2 2

2 2
 1 Q 1 1  Q 1  1 Q 3
EA = . Assim U = ε .E 2 v = ( ε 0 .ε r ) .  K 2  a 3 = ( ε 0 .ε r ) .  2 
a
4πε 0 .ε r rA
2
2 2  rA  2  4πε 0 .ε r rA 

1 ε 0 .ε r .a 3 Q2 Q2a3 Q 2a3
U= = ou
2 42 π 2ε 0 2 .ε r 2
rA4 32π 2ε 0 .ε r rA4 32π 2ε .rA4

Eq .(1) 2
ε E2 ε q  q2
Ou de outra forma: U = u.volume = .volume =  2 
.volume = 2 4
.a 3
2 2  4πε r  32π ε r

(c) Determine o valor numérico da intensidade do campo eléctrico para as seguintes condições:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 287/348

ε r = 3, r = 1m, q = 1C.

1C V
Resolução: E = E = 3 .109
 F m
 (1m )
2
4π .3.  8,854187817.10−12
 m

(d) Determine o valor numérico da energia armazenada para as condições acima indicadas, sendo ainda
a = 1cm .

(1C )
2
Q2 a3 a3
Resolução: U = =
32π 2ε 0 .ε r .rA4  F
 . ( 3) . (1m )
4
32π 2  8,854187817.10−12
 m

1cm3 C 2 C2
U= = .1cm3 U = 119, 2 J
8, 39.10−9 Fm3  F 4
32π 2 .3.  8,854187817.10 −12  (1m )
 m

Exercício 3 - [3] Duas partículas livres (i.e., livres de se mover) com cargas q e 4q estão a uma distância L.
Uma terceira carga é colocada de maneira a que o sistema fique em equilíbrio. Encontre a localização, a
magnitude e o sinal da terceira carga.

(É igual ao exercício 7R da Serie 1 – Exercícios extras).

Resolução –

O sistema não está em equilíbrio, pois uma das cargas é quatro


vezes a outra.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 288/348

Logo a carga negativa tem que ser colocada ENTRE as duas de


forma a anular a força electrostática neste novo ponto. E mesmo
assim, não pode ser ao centro. Tem que ficar perto da carga
menor, ou seja “q”.

   


Assim, esta terceira carga fica em equilíbrio quando F3 = F13 + F23 ∧ F3 = 0 .

 
e13 = ex

 
e23 = −ex

 K . ( Q .Q )  K . ( Q .Q ) 
Assim, e sabendo de que 4Q1 = Q2 : 0 = e 2 23 e23 + e 21 3 e13 ⇔
(d − a) a

 K . ( 4Q.Q3 )  K e . ( Q.Q3 )    4 1  


0= e
( L − a)
2 ( )
−u x +
a2
ux( ) ⇔ 0 = K e .Q.Q3  − + u
 ( L − a )2 a 2  x
 

4 1
Sei que K e .Q.Q3 nunca será zero, logo só pode ser − + =0
( L − a)
2
a2
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 289/348

1 4
( L − a)
2
Assim, desenvolvendo, fica: ⇒ = ⇔ = 4a 2 ⇔
(L − a)
2 2
a

⇒ L − a = 2a ⇔ L = 2a + a ⇔ L = 3a

 
Agora falta me o valor de Q3 . Como sei que a carga “q” está em equilíbrio, fica: F1 = 0 . Poderia ser também
 
com F2 = 0 .

  
⇒ F21 + F31 = 0

 K e . ( Q2 .Q1 )  K e . ( Q3 .Q1 )   K . ( 4Q.Q )  K e . ( Q.Q3 ) 


Assim, 0 =
( r21 )
2
e21 +
( r31 )
2
e31 ⇔ 0= e 2
L
−u x + ( ) a2
−u x ( )

2
 K .Q   4Q   
Como L2 = ( 3a ) = 32 a 2 , então fica ⇒ 0 = e 2  −  2 + Q3   u x ⇔
a  3 

K e .Q 4Q 4Q
Sei que 2
nunca será zero, logo só pode ser 2 + Q3 = 0 . Assim ⇒ − Q3 = .
d 3 9

L 4Q
Resposta ao exercício: a= e Q3 = −
3 9

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 290/348

Exercício 4 - [8] Uma vara fina de vidro tem a forma de um semicírculo de raio r,
como se mostra na figura. Uma carga + q q é uniformemente distribuída ao
longo da metade superior do semicírculo e uma carga − q é uniformemente
distribuída ao longo da metade inferior.

 
(a) Encontre a magnitude e a direcção do campo eléctrico E em P , o centro do
semicírculo.

(b) Calcule o valor numérico do campo eléctrico para os seguintes parâmetros:


r = 20 cm , q = 1µ C.

(Parecida com o exercício 8 da frequência do dia 20 de Janeiro de 2009)

Tenho com valores fixos, apesar de não saber o seu valor, o raio e a carga do ponto.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 291/348

   K e λ1dl  K e λ2 dl 


Resolução 4.a) - E = E1 + E2 = ∫ d2 e1 + ∫ d 2 e2

dq
Calculo auxiliar: λ1dl = dq ⇔ λ1 =
dl

E como está uniformemente distribuído, não deriva.

∆q q
⇒ λ1 = ⇔ λ1 = ⇔
∆l 1
Perimetro
4

E o Perimetro é 2π r , assim fica

q 2q 2q
⇒ λ1 = ⇔ λ1 = ∧ λ2 = −
1 πr πr
2π r
4

Não é preciso falar em coordenadas polar, basta saber que: dl = rdθ , com
π
<θ <π .
2

Agora vou escolher um ponto genérico “A”. As coordenadas do ponto A, que


tem a variável θ , é

x y
Fica: A = ( x, y ) , como cos (θ ) = , e sin (θ ) = .
r r

Assim, A = ( r.cos (θ ) ; r.sin (θ ) ) e P = (0 ; 0)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 292/348


AP = P − A = (0 ; 0 ) − ( r.cos (θ ) ; r.sin (θ ) ) = ( −r.cos (θ ) ; − r.sin (θ ) )

 2 2
AP =  − r.cos (θ )  +  − r.sin (θ )  = r 2 .cos 2 (θ ) + r 2 .sin 2 (θ ) = r 2  cos 2 (θ ) + sin 2 (θ )  = r


=1

  


   AP −r cos (θ ) ux − r sin (θ ) u y  
E o versor de AP é eA , assim sendo é eA =  = = cos (θ ) ux − sin (θ ) u y .
AP r

   K e λ1dl  K e λ2 dl  K e λ1  K λ 


Já sei que d = r , fica E = E1 + E2 = ∫ d2 e1 + ∫ d2 e 2 =
r2 ∫
dle1 +
r2 ∫
e 2
dle 2

3 3
π π
 K e λ1 π  K λ 2  K e λ1 π  K λ 2 
2 ∫ 1 ∫ 2 ∫ ∫π rdθ e
E = rdθ e + e 2 2 rd
 2θ e = rdθ e1 + e2 2 2
r π dl r π dl r π r
2 2

3
π
 K e λ1 π   K λ 2  
E =
r 2 π∫
rdθ − cos (
(θ ) u x − sin (θ ) u y +
e 2

r2
) ∫ (
rdθ − cos (θ ) u x − sin (θ ) u y )
π
2

Na integração, as componentes do eixo dos “x” desaparecem, pois o resultado é zero. Por isso no cálculo já

não vou utilizar essa componente para ser mais fácil. E como a componente u y é uma constante na

integração, uma vez que a variável é θ , também vou colocar fora da integração. Outra nota muito
 
importante é o facto de não poder colocar o e1 e o e2 fora da integração, pois ambos ainda tem a variável
  
de integração (θ ) , eA = − cos (θ ) u x − sin (θ ) u y .

 π
3
π 
 K λ r K e λ2 r  
2
E =  e 21 ∫π dθ ( − sin (θ ) ) + 2 ∫ dθ ( − sin (θ ) )  u y
 r 2
r π


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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 293/348

 π 3
π 
 Ke  2
 
E =
r  π∫
λ1 ( − sin (θ ) ) dθ + λ2 ∫ ( − sin (θ ) ) dθ  uy
 2 π


 
 Ke  3
π  
 Ke 
( )
π
E = λ cos (θ ) + λ cos (θ ) 2 u =  λ ( −1 − 0 ) + λ 0 − ( −1)  u
r   π  y
r   y
1 π 2 1 2

2 
 Forma de Barrot 

 Ke 
E = [ −λ1 + λ2 ] u y
r

2q 2q
Como já sei que ⇒ λ1 = ∧ λ2 = −
πr πr

 Ke   2q   2q    1 1  4 q   q 


Fica E =  −  π r  +  − π r   u y = r 4 πε  − u
 y = − u
r      0  πr  π 2ε 0 r 2 y

O sinal negativo confirma aquilo que já se sabia, que a componente do “y” era para baixo:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 294/348


Assim a resposta ao exercício é de que a magnitude E : ( )

 q 
E= u y , e dirigido para baixo.
π 2ε 0 r 2

−6
Resolução 4.b) – Com r = 20 cm = 2.10−1 m , q = 1µC = 10 C , fica:

 q  10−6 C     V 


E= u
2 y
= u y E = 2,89.105 u y  
π 2ε 0 r 2 C2  m
 ( 2.10 m )
−12 −1 2
π  8,8544.10
 Nm 2 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 295/348

Frequência do dia 2007 11 14

As questões 1 a 3 devem ser respondidas neste enunciado. Nas questões, não é necessário apresentar
deduções nem cálculos.

F
Constantes necessárias para avaliações numéricas: ε 0 = 8,854187817.10−12 .
m

Exercício 1 - [3] Indique qual das afirmações seguintes é correcta (não é preciso justificar):

(a) Na maioria dos casos, a condutividade eléctrica aumenta com o aumento da temperatura

(b) A condutividade eléctrica depende da forma do condutor

(c) A condutividade eléctrica de um fio é inversamente proporcional ao seu comprimento

(d) S (siemens) é uma unidade de condutividade eléctrica

(e) S / m é uma unidade de condutividade eléctrica

Resolução: Não confundir condutância (σ ) com condutividade ( S / m ) . É o mesmo que resistência e

resistividade ρ = ρ 0 1 + α (T − T0 )  .

2
d 
π 
l A 2 π .d 2
E R=ρ ⇔ ρ=R ⇔ ρ=R   ⇔ ρ=R
A l l 4.l

A a) Não depende unicamente da temperatura, logo é falsa.

A b) é falsa.

A c) é falsa, pois é DIRECTAMENTE proporcional.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 296/348

A d) é falsa, é de condutância.

A e) é verdadeira.

Exercício 2 - [3] Um fio condutor tem um diâmetro d, um comprimento l e uma resistência R.

(a) Qual é a resistividade do material?

(b) Calcule o valor numérico da resistividade para as seguintes condições:

d = 1 mm, l = 2 mm, R = 50mΩ.

2
d 
π 
l A 2 π .d 2
Resolução a): R=ρ ⇔ ρ=R ⇔ ρ=R   ρ=R
A l l 4.l

π . (10−3 m )
2
π .d 2 π .10−6 m 2
Resolução b): ρ=R = ( 50.10 Ω )
−3
= ( 50.10 Ω )
−3
ρ = 1,96.10−5 Ωm
4.l 4. ( 2.10 m )
−3 −3
8.10 m

Exercício 3 - [3]

(a) Escreva a fórmula para a força que actua sobre um segmento elementar dl de um fio que transporta
uma corrente I num campo magnético B .
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 297/348

(b) Calcule o módulo da força para os seguintes valores: o segmento tem comprimento de 1 mm e é paralelo
ao eixo z, a corrente é de 28 A e é dirigida no sentido positivo do eixo z, o campo magnético em mili Tesla é
(1,3,5).


Resolução a) – F m = I .l .
 
B →

.
 
d F m = I .d l B

Resolução b) –

 −3
l = 1ay
 mm = 10  m
ay


B = (1,3,5 ) mT = 1ax (
ay az
−3
 + 3 + 5  .10 T
)
I = 28ay
 A


.
 
F m = I .l B = 28ay ( −3
 A . 10  m
ay )( ) . (1 
ax )
+ 3a y + 5a z .10−3

Recordar que ax

.  
a x = ay .  
a y = az . 
a z = 0 (pois estão em paralelo).


ax . ay x → y 1↑ → +

ax . az x → z 2↑ → −

ay . az y → z 1↑ → +

Nota – é só para o produto externo, logo a corrente não é afectada.

) . (1 . . .

F m = ( 28az ) . (10−3az 
ax
+ 3ay
 + 5  .10
az )−3
 ( )
= ( 28az ) .  1a x 10−3az + 3a y 10 −3az + 5az 10 −3a z .10−3 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 298/348


(

(

. )

F m = ( 28az ) .  10−3 ax az + 3.10−3 ay
 ( . 
) (

az + 5.10−3 az . 
))
az .10 −3 


(
F m = 28ay

  
)
.  ax
  

.
  
.
       −6 
az  + 3  a y az  + 5  az
  

  
.
az   .10 
 
  =+ ay   =− ax   =0  


  
( )(
F m = 28.10−6 a y . −3ax + 1ay )

Mas não acaba aqui, pois é me solicitado “Calcule o módulo da força …”, então é

Fm = 28. 12 + 32 .10 −6 N Fm = 88,54 µ N

Exercício 4 - Um condensador de placas paralelas


com placas quadradas de lado 14 cm e separadas
por 2, 0 mm é conectado a uma bateria e
carregado até 12V. A bateria é depois desligada do
condensador e a separação entre placas é
aumentada para 3,5mm.

(a) Qual é a carga no condensador?

(b) Quanta energia foi inicialmente guardada no


condensador?

(c) Quanto é o aumento de energia após se mudar a


separação entre placas?

(É igual ao exercício 4 da Serie 3).

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 299/348

Resolução a)

l = 14cm
d i = 2mm
d f = 3,5mm
∆V = 12V

Sei que

ε0 A
C=
d
Q
C=
V

ε0 A Q ε0 A
Assim sendo fica: = ⇔ Q =V ⇔
d V d

Area = Lado x Lado


 −12 C
2
   
 8,85 x 10  ( 0,14m x 0,14m )
 Nm 2 
⇔ Q = (12V ) −3
⇔ Q = 1, 04 x 10−9 C ⇔ Q = 1, 04ηC
2
x

10 m
2 mm

1 1
Resolução b) sei que U = QV . Assim sendo fica: U = (1, 04 x 10−9 ) (12 ) = 6, 24456 x 10−9
2 2

U = 6, 24456 η J

Nota: a carga é sempre a mesma!

1 σ Q Q
Resolução c) sei que Q1 = Q2 ∧ ∆U = Q (V f − Vi ) ∧ E = = ∧ Vf = .
2 ε 0 ε 0 .A C2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 300/348

Aε 2
C2 =
d2

U Inicial U Final
U Inicial = E d Inicial ∧ U Final = E d Final logo = =E ou posso fazer assim:
d Inicial d Final

Q d Final (104,16.10 ) ( 3,5.10 )


−11 −3
Q Q
U Final = = = = = 21V
C2 ε0 A ε0 A (8,854.10−12 )(196.10−4 )
d Final

1 1
∆U = Q (V f − Vi ) = (1, 04 x 10 −9 ) ( 21 − 12 ) = 4, 68 x 10−9 J ⇔ ∆U = 4, 68 η J
2 2

Exercício 5 - [5] Considere o circuito representado na figura, onde ε1 = 10V ; ε 2 = 14V

R1 = 6Ω ; R2 = 4Ω ; R3 = 2Ω . Encontre o valor das correntes I1 , I 2 e I3 .

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 301/348

(Igual a pergunta 8 da frequência do dia 3 de Novembro 2008)

Resolução – Vou usar a lei das malhas.

−ε 2 − I 2 R2 − ε1 + I1 R1 = 0 ε1 + ε 2 = I1 R1 − I 2 R2 ε1 + ε 2 = I1 R1 − I 2 R2


  
ε1 + I 3 R3 − I1 R1 = 0 ⇔ ε1 = I1 R1 + I 3 R3 ⇔ ε1 = I1 R1 + ( I1 + I 2 ) R3
  
 I1 + I 2 = I 3  I1 + I 2 = I 3  I1 + I 2 = I 3

24V = I1 ( 6Ω ) − I 2 ( 4Ω ) 24 = 6 I1 − 4 I 2 24 = 6 I1 − 4 I 2


  
⇔ 10V = I1 ( 6Ω ) + ( I1 + I 2 )( 2Ω ) ⇔ 10 = 6 I1 + 2 I1 + 2 I 2 ⇔ 10 = 8 I1 + 2 I 2 ⇔
I + I = I I + I = I I + I = I
1 2 3 1 2 3 1 2 3

Vou dividir por dois e utilizar a regra de Cramer (o tapa):

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 302/348

3I1 − 2 I 2 = 12 3I1 − 2 I 2 = 12
 
⇔ 4 I1 + I 2 = 5 ⇔ 4 I1 + I 2 = 5 ⇔
I + I = I 
1 2 3 

Consiste em esquecer a última linha, e ter a certeza que os índices estão na mesma coluna. Depois para
saber o o valor de I1 , tapo a coluna do I1 , e uso as outras expressões. Com o I 2 faço o mesmo. Não me
posso esquecer a metodologia que é sempre sequencial (e não aleatoriamente). Cruzo de cima para baixo, e
da esquerda para a direita:

3.I1 − 2.I 2 = 12  (12 ) . (1)  − ( −2 ) . ( 5 )  


 I = 
⇔ 4.I1 + 1.I 2 = 5 ⇔  1 ( 3) . (1)  − ( −2 ) . ( 4 )  ⇔  I = ( 3) . ( 5 )  − (12 ) . ( 4 ) 
   2 ( 3) . (1)  − ( −2 ) . ( 4 ) 
      

 (12 ) . (1)  − ( −2 ) . ( 5 )   [12] − [ −10]


 I1 =  I1 =
 ( 3) . (1)  − ( −2 ) . ( 4 )   [3] − [ −8]
⇔  ⇔  ⇔
 
 ( 3 ) . ( 5 )  −
   (12 ) . ( 4 ) 
 I = [15 ] − [ 48 ]
 I 2 = ( 3) . (1)  − ( −2 ) . ( 4 )   2 [ 3] − [ −8]
     

 22
 I1 = 11
  I1 = 2 A  I1 = 2 A
 −33  
⇔ I2 = ⇔  I 2 = −3 A ⇔  I 2 = −3 A
 11  2 + −3 = I  I = −1 A
 I1 + I 2 = I 3 ( ) ( ) 3  3

Frequência do dia 2008 11 03

Exercício 1 - [1,5] Qual é o módulo da força entre um ião monovalente de sódio (Na+, de
carga +e) e um ião de cloro adjacente também monovalente (Cl−, de carga −e) num
cristal de sal? A distância entre os iões é de 2,82 × 10−10 m .
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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 303/348

Resolução – é no vazio. E é me pedido o módulo, logo


posso excluir o vector. Sei também que
qe Na = qe Cl = 1, 602.10 −19 C .

(1, 602 ×10 C)


2
K . ( q .q )
−19
1
F = e e N2a e Cl ⇔
( 2,82 ×10 m)
2
d 4πε 0 −10

(1, 602 ×10 )


2
−19
1 C
⇔ F= ⇔
(
m)
2
 C2  2,82 ×10 −10
4π  8,8544 ×10−12
 N m 2 

⇔ F=
1 (1, 602 ×10 ) N −19 2


4π ( 8,8544 × 10 ) ( 2,82 × 10−10 )
−12 2

2, 566 × 10−38
⇔ F= N ⇔ F = 2,9 × 10−9 N
8.849 × 10−30

Exercício 2 - [2] Considere um campo eléctrico cujo potencial é ϕ ( r ) = k1.x. y 3 .e k2 z , onde k1

e k2 são constantes dadas.

(a) Calcule a intensidade do campo eléctrico

(b) Determine as unidades das constantes k1 e k2 no Sistema Internacional.

   ∂ϕ ∂ϕ ∂ϕ 
Resolução 2a) – sei que E = −∇ϕ ⇔ E = − ; ;  . Esta é a definição geral.
 ∂x ∂y ∂z 

  ∂ ( k1.x. y 3 .e k2 z ) ∂ ( k1.x. y 3 .e k2 z ) ∂ ( k1.x. y 3 .e k2 z ) 


Agora adaptado ao exercício, fica E = − ; ; 
 ∂x ∂y ∂z 
 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 304/348


E = − ( k1. y 3 .ek2 z ; k1.x.3 y 2 .ek2 z ; k1.x. y 3 .k2 e k2 z )


Campo electrico

A solução do professor é esta, mas está errado, pois o que é pedido é a “… intensidade…”!


Ora assim vou colocar a parte comum fora, e fica E = − k1. y 2 .e k2 z ( y ; 3 x ; k2 .x. y ) .

    
( y ) + ( 3x ) + ( k2 .x. y )
2 2 2
Como sei que v = Ku ⇔ v = K . u , logo E = − k1. y 2 .e k2 z


E = k1 y 2 ek2 z y 2 + 9 x 2 + k2 2 x 2 y 2

Isto sim é a intensidade!


Nota - u é o vector e K é o módulo de “K”.

Resolução 2b) Sei que uma exponencial é adimensional, logo ek2 z não tem unidades.

Como “x”, “y” e “z” estão em metros, e para garantir a exponencial não tenha unidades, então k2 tem que

1
“anular” o metro de “z”. Assim a unidade de k2 é .
m

Sei também que ϕ = ( x ; y ; z ) tem por unidade o volt (V), então fica:

ϕ ( r ) = k1 . x . 
y 3 .e k z
2

m
não sei! 3
m


V

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 305/348

Posso não saber a unidade (ainda!) de k1 , mas não posso afirmar que é igual a k2 ! Pois são variáveis

diferentes.

Mas olhando para a equação ϕ ( r ) = k1 . x .  , consigo perceber que é ϕ ( r ) = k1 . x . 


k2 z 3 k2 z
y 3 .e 
y .e .
 m
não sei! m m3 V m3


m4
V 

V

V 1
Assim a resposta a alínea b) é k2 = ∧ k1 = .
m4 m

Exercício 3 - [2] Considere dois condensadores planos cujas placas têm uma área S e são
separadas por uma distância d. Os condensadores são preenchidos por materiais
isoladores de constantes dieléctricas (permitividades relativas) ε r ( ) e ε r ( ) , ligados em
1 2

paralelo. Qual é a capacidade do sistema (escolha uma das respostas)

(igual a pergunta 2 da frequência do dia 2009 / 09 / 12)

A.ε
Resolução 3) – sei que C = ∧ C = C1 + C2 . Assim fica:
d

S .ε r (1)ε 0 S .ε r ( 2 )ε 0 S .ε 0 (1)
C=
d
+
d
=
d
( )
ε r + ε r ( 2) . Logo só pode ser a resposta a).

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 306/348

Exercício 4 - [1,5] Uma pilha AAA recarregável típica tem a f.e.m. de 1.2V e a carga de
900mAh. A pilha está ligada a uma resistência de 12Ω; a resistência interna da pilha é
muito menor. Determine o tempo de vida da pilha nestas condições. Sugestão: assuma
que a f.e.m. da pilha se mantém constante durante o tempo de vida da pilha.

V 1, 2
Resolução 2a) – sei V = RI ⇔ I= ⇔ I= ⇔ I = 0,1A
R 12

Como a corrente é a quantidade de carga por segundo, fica

Q Q 900mAh
I= ⇔ t= ⇔ t= ⇔ t = 9h
t I 0,1A

Exercício 5 - [2,5]

(a) Escreva a fórmula que relaciona a resistividade, o comprimento e a secção de um


condutor com a sua resistência (não é necessário apresentar a dedução)

(b) A resistividade do aço a 20 ◦C é aproximadamente 1,8 ×10−7 Ωm . Considere uma barra


rectangular de comprimento de 50 cm e de secção de 2mm×5mm, feita de aço. Calcule a
resistência entre cada um dos pares das faces opostas e preencha a seguinte tabela:

Distancia entre as faces Resistências entre as faces

2 mm

5 mm

50 cm

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 307/348

l R l ρ A S
Resolução 5a) – sei R = ρ ⇔ = ⇔ = ⇔ ρ= R
A ρ A R l l

Resolução 5b) com os seguintes valores:

ρ = 1,8.10−7 Ωm ∧ S = 2 mm x 5 mm = ( 2.10−3 x 5.10 −3 ) m 2 = 10−5 m 2

Não é dito, temos que adivinhar! Como existem 6 faces, tínhamos que intuitivamente saber que as 4 faces
mencionadas no exercício diziam respeito a face assinalada a vermelho.

Resolução 5b1) l1 = 2 mm = 2.10−3 m

l
R = ρ = (1,8.10 Ωm )
−7 ( 2.10−3 m )
A ( 2,5.10−3 m2 )

R = 1, 44.10−7 Ω

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 308/348

−3
Resolução 5b2) l1 = 5 mm = 5.10 m

l
R = ρ = (1,8.10 Ωm )
−7 ( 5.10 −3 m )
A ( 2,5.10−3 m2 )

R = 3, 6.10−7 Ω

Resolução 5b3) l1 = 50 cm = 0,5 m

R=ρ
l
= (1,8.10−7 Ωm )
( 0,5 m )
A ( 2,5.10−3 m2 )

R = 3, 6.10−5 Ω

A
Nas soluções do professor está como se a definição fosse esta: R = ρ !
l

Exercício 6 – (frequência 2, serie 5)

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 309/348

Exercício 7 - [4, 5] Uma vara fina de comprimento l com uma carga de densidade linear λ encontra-se no eixo
x, como se mostra na figura. Calcule o módulo do campo eléctrico no ponto P, a uma distância y
dx x
perpendicular à vara no seu ponto médio. Informação de referência: ∫ 3
= 1
.
(y 2
+x )
2 2
y 2
(y 2
+x )
2 2

Resolução 7) – Agora “l” é constante, assim como a carga e o valor



de “y”. EP = ?

Vou escolher um ponto genérico “A” para o desenvolvimento do


raciocínio.

 λ
E = K e ∫ 2 dL
d

Calculo auxiliar: A = ( x ; 0 ) , pois agora o ponto genérico

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 310/348

tem uma variável, pois desloca se no eixo dos “x”.

Calculo auxiliar: A = ( x ; 0 ) , pois agora o ponto genérico

tem uma variável, pois desloca se no eixo dos “x”.

l l
Sei também que dL = dx , com − < x < .
2 2

AP = P − A = ( 0 ; y ) − ( x ; 0 ) = (−x ; y)


Norma: AP = x 2 + y 2 . Aqui neste exercício o raio varia! E a

componente dos “x” anulam se!

 
E o versor de AP é eA , assim sendo é:

  


 AP − xu x + yu y
eA =  = .
AP x2 + y 2

Nota a ter em atenção é a de que, neste exercício, y é uma constante! Não sabemos o seu valor é
certo, mas é sempre o mesmo.
 −x  y 
eA = ux + uy
x2 + y 2 x2 + y 2

 dx 
Assim, voltando ao cálculo, E = K e λ ∫ 2 eA .
r

Como sei que r = x 2 + y 2 , e tem a variável de integração, logo não posso por fora da integração:

l l
 2
dx  2
dx  − x  y  
E = Keλ ∫ ∫ e = K e ∫
λ  u + u y 

( ) x 2 + y 2  x 2 + y 2 x 2 + y 2 
2 A x

l x2 + y2 −
l
2 2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 311/348

l l
 2
x  2
1 y 
E = Keλ ∫ − 3
u x dx + K e λ ∫ u y dx
x + y2
2

l
2 ( x2 + y 2 ) 2 −
l
2
x2 + y2

Como já tinha visto, as componentes do eixo do “x” anulam-se na integração, já retiro do cálculo o
l l
2
x  2
1 y 
termo K e λ ∫− dx . Assim fica E = K e λ ∫ u y dx .
3
x + y2
2

l
x2 + y 2
2


(

) 2 −
l
2
x2 + y2

=0


Como y e u y são constantes para a variável de integração:

l l
  1 2   x 2
E = K e λ yu y ∫ 3
dx = K e λ yu y  + const 
2 2 2
− (x + y )
l 2 2 2 
 y x + y 
− l
2

2
dx x
É dado no enunciado ∫ 3
= 1
2 2 2 2 2
(y +x ) 2 y (y +x ) 2

   
 l   l  
     −
2
    2  
E = K e λ yu y  + const  −  + const  
2 2
 y 2  l  + y 2   y2  − l  + y2 
       
 2    2 

 l l 
    
2
− 
E = Keλ y u y  + const − 2 −const 
 2 l2 l2 
y + y2 y 2
+ y2 
 4 4 

 2l   
      l  2 K e λl 
E = Keλ u y  2  = Keλ u y 
1 = uy
 l + 4 y2
2  y l 2 + 4 y2  y l 2
+ 4 y 2

y   2 
 4 

2 K eλl
Resposta: E = (o professor tem a solução errada!)
y l 2 + 4 y2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 312/348

Exercício 8 - [4] Considere o circuito representado


na figura. Calcule o valor da corrente que passa
através da resistência de 4Ω.

(Igual a pergunta 5 da frequência do dia 14 de


Novembro 2007)

Resolução 8) – Vou fazer um sistema.

ε1 + ε 2 + 3.i2 + 2.i1 = 0



−ε 2 − 4.i3 − 3.i2 = 0
i = i + i
2 1 3

ε1 + ε 2 = −3 ( i1 + i3 ) − 2i1

−ε 2 = 4i3 + 3 ( i1 + i3 )
i = i + i
2 1 3

Vou utilizar a regra de Cramer (o tapa):

3 + 5 = 3i3 − 3i1 − 2i1 8 = −5i1 + 3i3


 
−5 = −4i3 − 3i3 + 3i1 ⇔ −5 = 3i1 − 7i3
i = i − i i = i − i
2 3 1 2 3 1

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 313/348

Consiste em esquecer a última linha, e ter a certeza que os índices estão na mesma coluna. Depois para
saber o o valor de I1 , tapo a coluna do I1 , e uso as outras expressões. Com o I 2 faço o mesmo. Não me
posso esquecer a metodologia que é sempre sequencial (e não aleatoriamente). Cruzo de cima para baixo, e
da esquerda para a direita:

−5.I1 + 3.I 3 = 8 
I = ( 3) . ( −5)  − ( 8 ) . ( 7 )  
  
⇔ 3.I1 + 7.I 3 = −5 ⇔  1 ( −5 ) . ( 7 )  − ( 3) . ( 3)  ⇔  I = ( −5 ) . ( −5)  − ( 8) . ( 3)  ⇔
   3 ( −5) . ( 7 )  − ( 3) . ( 3) 
      

 −71
 ( 3) . ( −5 )  − ( 8 ) . ( 7 )   [ −15] − [56 ]  I1 = −44
 I1 =  I1 =   I1 = 1, 61A
 ( −5 ) . ( 7 )  − ( 3) . ( 3)   [ − 35] − [ 9 ]  −49 
 ⇔  ⇔  I3 = ⇔  I 3 = 1,11A
 ( −5 ) . ( −5 )  − ( 8 ) . ( 3)   I = [ −25] − [ 24]  −44  I = 0,5 A
I =
 3 ( −5 ) . ( 7 )  − ( 3) . ( 3)    I = I − I  2
     
3
[ − 35] − [ 9 ]

2 3 1

A regra de Cramer foi dado em Calculo 1, no módulo 3 (Matrizes).

Exercício 9 - [2] A quantidade de carga q (em coulombs) que atravessa uma superfície de área 2 cm 2 varia

com o tempo de acordo com a equação q = 4t 3 + 5t + 6 , onde t está em segundos.

(a) Qual é a corrente instantânea que atravessa a superfície no momento t = 1, 0 s ?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 314/348

(b) Assumindo que a corrente está distribuída sobre a superfície uniformemente, determine o valor da
densidade de corrente neste mesmo momento.

Resolução 9a) – Se a carga varia com o tempo, será necessário calcular a derivar em ordem ao tempo. Mas
se for uniforme ao longo do tempo, já não é necessário.

dq Q
Carga a variar com o tempo - I = . Se a carga for constante ao longo do tempo - I = .
dt t

Exemplo de uma variação no tempo, num período entre os 2 e os 5 segundos, seria:

∆Q Q(5) − Q( 2 )  4 ( 5 ) + 5 ( 5 ) + 6  −  4 ( 2 ) + 5 ( 2 ) + 6 
 3
  3

I [ 2 ; 5] = = =
∆t 5−2 3

I [ 2 ; 5] =
[500 + 25 + 6] − [32 + 10 + 6] = 483 = 161A
3 3

dq d ( 4t + 5t + 6 )
3

Assim fica I = = = 3.4t 2 + 5 I (t ) = 12t 2 + 5


dt dt

Para 1 segundo é I (1) = 12t 2 + 5 = 12 + 5 = 17 A .

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 315/348

Resolução 9b) É uniforme! Sei que I =


S
.
∫ j dS

.  dI
⇔ dI = j d S ⇔ j =  ⇔
dS
j=
I
A
.

I
Como é uniforme, não é preciso derivar, logo a definição é j = , e a resposta a alínea é:
A

I 17 A A KA
j= = −4 2
= 8,5.104 2 j = 85
A 2.10 m m m2

Nota – o ponto vermelho indica que é um produto INTERNO entre dois vectores.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 316/348

Exame de Recurso do dia 2009 01 20

Exercício 1 - [1,5] Considere a reacção nuclear, Ca 44 + p → Sc44 + n . O átomo Ca44 foi bombardeado por

protões acelerados num ciclotrão e capturou um deles, depois emitiu um neutrão, transformando-se num

átomo Sc44. O número atómico de Ca 44 é 20. Qual é o número atómico de Sc44?

Resolução 1 – A característica de um elemento químico é o seu numero atómico, e em que consiste


na quantidade de protão no seu núcleo. O electrão pode ser acrescentando ou retirado, que continua a
ser o mesmo elemento químico.

Assim para o elemento Ca 44 , o 44 indica o número de massa, em que consiste na soma dos neutrões
com os protões. Já é dito que tem 20 protões (massa atómica!). Logo tem 24 neutrões (que para o
exercício não interessa).

A expressão Ca 44 + p → Sc44 + n , diz me que tenho 20 protões do Ca 44 , mais um que é adicionado.

O resultado é Sc 44 SEM protão (na realidade liberta um neutrão), ou seja os protões existentes estão
todos no elemento Sc 44 . Assim sendo o numero atómico do elemento Sc 44 é o total fornecido, ou
seja 20 + 1 = 21 .

Exercício 2 - [3]

(a) Escreva a equação que descreve distribuições de potencial do campo eléctrico no vácuo.

(b) Uma distribuição de potencial do campo eléctrico em vácuo é dada pela fórmula

ϕ ( r ) = a sin ( k1 x ) cos ( k2 y ) e k z , onde a , k1 , k2 , k3 são constantes dadas. Qual é a relação que existe
3

entre as constantes k1 , k2 , k3 ?

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 317/348

Nota – o professor escreve mal a equação, mais uma vez é preciso ter intuição, mas só os alunos,
pois o professor, ao contrário, não faz nenhum esforço de intuição! A definição é

ϕ ( r ) = a sin k1 x cos k2 ye k z 3

Ora tanto pode ser esta a interpretação: ϕ ( r ) = a sin ( k1 ) x cos ( k2 ) yek3 z

Como esta ϕ ( r ) = a sin ( k1 ) x cos ( k 2 ye k3 z ) ! Mas não, já coloquei no enunciado a definição correcta.

Resolução 2 – Se ρ = 0 , então ∇ 2ϕ = 0 . Esta é a equação de Laplace. É um particular da equação da


geral conhecida por equação de Poisson. Esta equação particular descreve a distribuição do potencial
do campo eléctrico no vazio.

Resolução 2a) – Sei que ∇ 2ϕ = 0 (igual a zero por ser no vácuo) e como:

 ∂
∇ 2 = ∇.∇ = 
 ∂x
;

∂y
;
∂   ∂
 
∂z   ∂x
;

∂y
;
∂ 
.
∂z 
.

∂ 2ϕ ∂ 2ϕ ∂ 2ϕ
Fica ∇ 2ϕ = + + =0
∂x 2 ∂y 2 ∂z 2

Resolução 2b) – É me dito que ϕ ( r ) = a sin ( k1 x ) cos ( k2 y ) e k3 z . E tenho que igualar a alínea a). Fica:

∂ 2ϕ ∂ 2ϕ ∂ 2ϕ
∇ ϕ =02
⇔ + + =0 ⇔
∂x 2 ∂y 2 ∂z 2

(
∂ 2 a sin ( k1 x ) cos ( k2 y ) ek3 z ) + ∂ ( a sin ( k x ) cos ( k y ) e ) + ∂ ( a sin ( k x ) cos ( k y ) e ) = 0
2
1 2
k3 z 2
1 2
k3 z

∂x 2 ∂y 2 ∂z 2

Vou fazer passo a passo para não haver enganos. Faço a primeira derivada, e depois faço a segunda:
'
Nota - ( k1 x ) x significa: deriva em ordem a “x”.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 318/348

( ) = ∂ (a (k x)  cos ( k1 x )  cos ( k2 y ) e k3 z )
'
∂ 2 a sin ( k1 x ) cos ( k 2 y ) e k3 z 1 x
, o resto é constantes.
∂x 2 ∂x

( ) = ∂ ( a sin ( k x )( k y ) ( − ) sin ( k y ) e )


'
∂ 2 a sin ( k1 x ) cos ( k2 y ) e k3 z
k3 z
1 2 y 2

∂y 2 ∂y

( ) = ∂ ( a sin ( k x ) cos ( k y )( k z ) )
'
∂ 2 a sin ( k1 x ) cos ( k2 y ) e k3 z 1 2 3 z
 e k3 z 
2
∂z ∂z

Assim tudo (a 1ª derivada) fica:

(
∂ ak1  cos ( k1 x )  cos ( k2 y ) e k3 z

) (
∂ a sin ( k1 x ) k2 sin ( k2 y )  e k3 z
+
) (
∂ a sin ( k1 x ) cos ( k2 y ) k3 e k3 z 
=0
)
∂x ∂y ∂z

Agora a 2ª derivada:

( ) ( ) (
− ak12 sin ( k1 x )  cos ( k2 y ) ek3 z − a sin ( k1 x ) k2 2 cos ( k2 y )  ek3 z + a sin ( k1 x ) cos ( k2 y ) k32  ek3 z  = 0 )

Vou dar uma cerca arrumação, e por em evidencia as partes comuns:

( − ak 1
2
(
− ak2 2 + ak32 ) sin ( k1 x ) cos ( k2 y ) e k3 z = 0 )
Dividindo TUDO por “-a”, fica ( k12 + k 2 2 − k32 ) ( sin ( k1 x ) cos ( k 2 y ) e k3 z ) = 0

( sin ( k x ) cos ( k y ) e ) também pode ser retirado: ( k


1 2
k3 z
1
2
+ k 2 2 − k3 2 ) = 0 .

Assim a relação pedida é k12 + k2 2 = k32

Exercício 3 - [1,5] Um condensador plano vazio encontra-se ligado a uma bateria. Num certo
momento de tempo, é preenchido por um material dieléctrico. Indique qual das seguintes afirmações,
relativamente às variações produzidas pela introdução do dieléctrico, é correcta (q é a carga nas
placas do condensador, E é a intensidade do campo eléctrico dentro do condensador, D é o
deslocamento eléctrico dentro do condensador, U é a energia armazenada no condensador):

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 319/348

(a) q aumenta, E permanece constante, D aumenta, U aumenta

(b) q diminui, E aumenta, D diminui, U permanece constante

(c) q permanece constante, E diminui, D aumenta, U permanece constante

(d) q permanece constante, E permanece constante, D permanece constante, U diminui

(e) q aumenta, E aumenta, D permanece constante, U aumenta.

Resolução 3 – Para resolver este exercício, é preciso saber traduzir o que vai na cabeça do professor.

“Um condensador plano vazio…” deve ser “Um condensador plano, que está no vazio…”. Pois se
está ligado a uma bateria, tem carga! Senão qual seria a utilidade de estar ligado a uma bateria?

E a frase “Num certo momento de tempo,…”, esta é de morte, então havia de ser de quê, senão de
“tempo”?

Depois é preciso de ter presente esta 5 definições:

V   1 1
E= ∧ D = ε E ∧ Q = C.V ∧ U = .CV 2 = .QV ∧ C ' = ε r C
d 2 2

V
Sabendo que E = só se verifica para condensadores de placas planas. O resto é tudo definições
d

gerais. A saber também que D é o deslocamento do campo eléctrico.

Assim, se “q aumenta…”, significa que C passou a C '. Sendo assim também Q ' = C '.V

Logo Q ' = ( ε r C ) .V .

Sei que D só aumenta porque ε também aumenta. Ora como ε = ε r ε 0 , então ε só aumenta se ε r

também aumentar, uma vez que ε 0 é constante. Sei também que U aumenta se C passar a C '.

O segredo deste exercício é perceber que quando C passar a C ', este valor aumenta. Assim vou
socorrer de uma tabela para ajudar a perceber o que acontece:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 320/348

Valor inicial Valor final

C C ' = ε rC C'↑

Q = C.V Q ' = C '.V Q' ↑

1 1 U '↑
U = .CV 2 U ' = .C 'V 2
2 2
      
D = ε0 E D ' = ε E = ε rε 0 E = ε r D D' ↑

V V E'=
E= E'= E =
d d

Exercício 4 - [1,5] Numa descarga de relâmpago típica, uma corrente de 25 kA flui durante 20 μs.
Que quantidade de carga é transferida neste evento?

Resolução 4 – “…descarga de relâmpago…” deveria ser “…descarga eléctrica …”. Porque a 1ª


expressão é para quem não percebe nada de corrente eléctrica, então usa a palavra mágica
“relâmpago”. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento técnico sabe de que se trata de uma
descarga eléctrica (afirmação do Prof. numa aula, e depois escreve isto numa frequencia!).

Agora, resolvendo o exercício: I = 25kA = 25.103 A ∧ t = 20µ s = 20.10−6 s

Como é uniforme ao longo do tempo, não preciso de derivar:

Q
I= ⇔ Q = I .t ⇔ Q = ( 25.103 A ) . ( 20.10−6 s ) ⇔ Q = 0,5C
t

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 321/348

Exame de Recurso do dia 2009 09 12

As questões 1, 2, 4 e 5 devem ser respondidas neste enunciado. Nestas questões não são necessários
apresentar deduções nem cálculos.

Constantes necessárias para avaliações numéricas:

Carga do electrão e = −1, 603.10−19 C

Massa do electrão me = 9,107.10 −31 Kg

Exercício 1 - [2] Uma carga pontual de 1 C foi colocada na vizinhança de uma das extremidades de uma

barra de cobre de comprimento de 5 cm e de secção de 1 cm 2 . Indique qual das seguintes afirmações


relativamente aos electrões dentro da barra é correcta:

(a) Não serão afectados.

(b) Serão deslocados e o deslocamento nunca cessa.

(c) Vão deslocar-se para esta extremidade; o deslocamento cessa quando todos os electrões dentro da barra
forem já deslocados.

(d) Vão deslocar-se para a extremidade oposta; o deslocamento cessa quando todos os electrões dentro da
barra forem já deslocados.

(e) Vão deslocar-se para esta extremidade; o deslocamento cessa quando o campo eléctrico produzido por
eles compensar o campo da carga pontual.

(f) Vão deslocar-se para a extremidade oposta; o deslocamento cessa quando o campo eléctrico produzido
por eles compensar o campo da carga pontual.

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(g) Vão deslocar-se para esta extremidade; o deslocamento cessa quando for nula a resultante das forças
eléctricas que actuam na barra.

Resolução 1 – As opção “a)” e “b)” são ambas falsas, pois serão sempre afectados, e na b) elas
acabam por cessar.

A opção “c)” é escrita em pretoguês! Mas no entanto consegue se perceber que é falsa. Só os
electrões de valência é que tem mobilidade. Logo ao se colocar na frase “… todos …” torna a frase
falsa.

A opção “d)” também está escrita em pretoguês! Mas também se consegue perceber que é falsa. A
palavra “… oposta …” torna a frase falsa.

A opção “f)” é falsa pelo mesmo motivo que a opção d).

A opção “g)” é falsa pois a resultante das forças eléctricas é SEMPRE nula. O campo eléctrico é que
provoca a deslocação.

Só sobra a “e)”, que é verdadeira.

Ou seja o campo criado pela carga pontual é igual a carga produzida pela concentração de electrões
na barra. Param de vir mais

Exercício 2 - [3] Considere dois condensadores planos cujas placas têm uma área S e são
separadas por uma distância d. Os condensadores são preenchidos por materiais
isoladores de constantes dieléctricas (permitividades relativas) ε r ( ) e ε r ( ) , ligados em
1 2

paralelo. Qual é a capacidade do sistema (escolha uma das respostas)

(Igual ao exercício 3 da frequência do dia 3 de Novembro 2008)

A.ε1
Resolução 2) – sei que C = ∧ C = C1 + C2 . Assim fica:
d
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S .ε r (1)ε 0 S .ε r ( 2 )ε 0 S .ε 0 (1)
C=
d
+
d
=
d
( )
ε r + ε r ( 2) .

Exercício 3 - [5] Na figura uma vara fina não condutora de comprimento L possui uma carga positiva e
uniforme de densidade linear λ. Determine o potencial ϕ , devido à vara, no ponto P a uma distância
perpendicular d da extremidade esquerda da vara.

(igual ao exercício 15 da serie 2, e exercício 29 do capitulo 22 – pagina 18 – do livro do Tipler)

q dq
Resolução - λ= ⇔ λ= (é uniforme ao longo da vara)
L dx

λ dx = dq ∧ r 2 = d 2 + x2 ⇔ r = d 2 + x2

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dx  1

Apontamento: ∫ d 2 + x2
⇔ ln  x +  d 2 + x 2  2 
 

VP = ?

dq dq
VP = ∫ dVP = ∫ K e  dVP = K e
r r

Integrando:

dq L λ dx L dx
VP = K e ∫ ⇔ VP = K e ∫ ⇔ VP = K e .λ ∫ ⇔
r 0
d 2 + x2 0
d 2
+ x 2


Apontamento dado

( )
L
⇔ VP = K e .λ ln  x + d 2 + x 2  ⇔
  0


( ) ( 
⇔ VP = K e .λ .  ln L + d 2 + ( L ) −  ln ( 0 ) + d 2 + ( 0 )   ⇔

2


2

 )

( )
⇔ VP = K e .λ.  ln L + d 2 + L2 − ln ( d )  ⇔
 

Recordar duas regras dos logaritmos: Assim sendo:

( )
ln L + d 2 + L2 − ln ( d )

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a
ln ( a ) − ln ( b ) ⇔ ln  
b
 L + d 2 + L2 
ln  
 d 
ln ( a ) + ln ( b ) ⇔ ln ( a × b )  

 L + d 2 + L2 
Regressando ao exercício: VP = K e .λ .ln  
 d 
 

Poderia ter feito de um outro jeito:

Sei os valores fixos, que são o L, λ , e d .

Existe uma analogia entre o campo eléctrico e o potencial eléctrico:

Força Potencial
 ϕ
E

Fe U


ϕP = ∫ dl
r

As constantes vão para fora da integração, mas é preciso ter cuidado com o “r”, pois não é uma constante!

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 326/348

Kλ 1
Fica: ϕ P = ∫ r
dl ⇔ ϕ P = K λ ∫ dl
r
Vou escolher o ponto genérico A:

  
Como PA = A − P = ( x ; 0 ) −  0 ; y  = ( x ; − d )
 
 =d 


E r = PA = x 2 + d 2 , e como

dl = dx , com 0 ≤ x ≤ L , fica:

L 1
ϕP = K λ ∫ dx
o
( x +d2 2
)

dx  1

Como é dito no enunciado ∫ d 2 + x2
⇔ ln  x +  d 2 + x 2  2  , fica:
 

L
  2 2 
1
   2 2 
1
 2 2 
1

ϕ P = K λ ln  x +  d + x    = K λ ln  L +  d + L   − ln  0 +  d + 0    =
2 2 2

  0     

  1
  1  L + d 2 + L2 
ϕ P = K λ  ln  L +  d 2 + L2  2  − ln ( d )  ϕP = λ .ln  
    4πε 0 
 ln ( d ) 

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Exercício 4 - [2] A corrente num feixe de electrões de um terminal de vídeo é de 200 µA. Quantos electrões
colidem com a tela a cada segundo?

Resolução 4) – Tenho 3 dados, dois dados directamente no enunciado, e um terceiro que é uma constante:

I = 200µ A ∧ t = 1s ∧ q = 1, 602.10−19 C .

Q
Como sei que I = ⇔ Q = I .t ⇔ Q = ( 200 µ A ) . (1s ) ⇔ Q = 200 µ C
t

Como sei que a quantidade de electrões é a carga a dividir pela característica do electrão:

Q 200.10 −6 C
N= = N = 1, 248.1015 (electrões)
qe 1, 602.10−19 C

Exercício 5 - [3] Um electrão está a mover-se num tubo de TV. Num certo ponto da sua trajectória, o módulo
da velocidade do electrão é v, o módulo da sua aceleração é a e o módulo da indução magnética é B.

(a) Escreva a fórmula para o ângulo entre a velocidade do electrão e o campo magnético neste

ponto.

(b) Calcule o valor numérico do ângulo nas seguintes condições: v = 7; 2 106 m= s, a = 4; 9 1014 m= s2, B =
83mT.

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Exercício 6 – [5] Considere o seguinte circuito:

onde ε1 = 2, 0V ; ε 2 = ε 3 = 4, 0V

R1 = 1, 0Ω ; R2 = 2, 0Ω .

Calcule os valores de todas as correntes no circuito e


indique os seus sentidos.

(igual a frequência do dia 20 de Janeiro de 2009 exercício 10 e do dia 8 Novembro de 2010, ex 6)

Resolução 6) –

ε1 − ε 2 + 2 R1.i1 − R2 .i2 = 0



ε 2 − ε 3 + 2 R1.i3 + R2 .i2 = 0
i = i + i
3 1 2

ε1 − ε 2 = R2 .i2 − 2 R1.i1



ε 2 − ε 3 = −2 R1.i3 − R2 .i2
i = i + i
3 1 2

2V − 4V = ( 2Ω ) .i2 − 2 (1Ω ) .i1 2 − 4 = 2i2 − 2i1 −2 = 2i2 − 2i1


  
4V − 4V = −2 (1Ω ) .i3 − ( 2Ω ) .i2 ⇔ 4 − 4 = −2 ( i1 + i2 ) − 2i2 ⇔ 0 = −2i1 − 2i2 − 2i2
 i = i + i i = i + i
i3 = i1 + i2 3 1 2 3 1 2

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 1
i2 = − 3
−1 = i2 − i1 −1 = i2 − ( −2i2 ) −1 = i2 + 2i2 
     1
⇔ 0 = −2i1 − 4i2 ⇔ i1 = −2i2 ⇔ i1 = −2i2 ⇔ i1 = −2  −  ⇔
i = i + i i = i + i i = i + i   3
3 1 2 3 1 2 3 1 2 i3 = i1 + i2

2 1 1
i1 = A ∧ i2 = − A ∧ i3 = A
3 3 3

Exercício 5 - [1,5] Um fusível num circuito eléctrico é um fio projectado de maneira a fundir e,
desse modo, abrir o circuito, se a corrente exceder um valor predefinido. Suponha que o material que
compõe o fusível derrete assim que a densidade de corrente atinge um certo valor crítico j0 .

(a) Qual deve ser o diâmetro do fio a ser usado para limitar a corrente a um certo valor I?

A
(b) Calcule o valor numérico para as seguintes condições: j0 = 440 , I = 0,5 A .
cm 2

I I I 4I
Resolução 5a – j = = 2 = 2
= . Assim desenvolvendo para saber o valor de “d”, fica:
A πr d πd2
π 
2
 

4I 4I
jπ d 2 = 4 I ⇔ d2 = d=
jπ jπ

4I 4 ( 0, 5 A )
Resolução 5b – d = ⇔ d= ⇔
jπ  A 
 440 2  π
 cm 

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⇔ d=
( )
4 0, 5 A cm 2
⇔ d=
2 cm 2
d = 3,8.10−2 cm2
( 440 A ) π 440π

Exercício 7 - [1.5] Três cargas pontuais estão


localizadas nas extremidades de um triângulo
equilátero tal como é mostrado na figura. Calcule a
força eléctrica resultante na carga de 7.00 μC.

College Physics 7th Edition by Gordon, Raymond A.


Serway, pagina 525, exercício 13.

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Resolução 7) – F2 = ?
Como é um triângulo equilátero, o ângulo é igual nos três vértices.

   K e . ( Q1.Q2 )  K e . ( Q3 .Q2 ) 


F2 = F12 + F32 = e12 + e32
r12 2 r32 2

Calculo auxiliar:

   1  3 


e12 = cos ( 60º ) u x + sin ( 60º ) u y = u x + uy
2 2

   1  3 


e32 = cos (120º ) u x + sin (120º ) u y = − u x + uy
2 2

 K e . ( Q1.Q2 )  1  3   K e . ( Q3 .Q2 )  1  3  


F2 = 
2 u x + u y 
 +  −
 2 u x + u y 
d2  2  d2  2 

 1 Q2   1  3    1  3   


F2 = . 2 Q1.  u x + u y  + Q3 .  − u x + u y  
4πε 0 d   2 2   2 2  

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 1 Q2  1  3    1  3   


F2 = .  Q1. u x + Q1. u y  +  −Q3 . u x + Q3 . u y  
4πε 0 d 2  2 2   2 2  

 1 7.10−6  −6 1
 3    1  3   
F2 = . −6
 2.10 . u x + 2.10 . u y  +  − ( −4.10 −6 ) . u x + ( −4.10−6 ) . u y  
4π ( 8,8544.10 −12 ) ( 0, 5 )
2
 2 2   2 2  

 7.10−6    


F2 =
2, 78.10−11
(
3.10 −6
u x − 1, 73.10 −6
u y = )
0, 753u x − 0, 434u y


F2 = 0, 7532 + ( −0, 434 ) = 0,869 N
2

Cópia da pagina do livro, capitulo 15 “Electric Forces and Electric Fields”, pagina 12:

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Exercício 8 - [2.5] Uma vara isolada de


comprimento 14.0 cm tem uma carga −7.50 μC
uniformemente distribuída. A vara é dobrada na
forma de um semicírculo como se mostra na figura.
Encontre a magnitude e a direcção do campo
eléctrico em O, no centro do semicírculo.

(Pergunta 4 da frequência do dia 24 de Outubro 2007)


Resolução 8) – E0 = ?

Como constantes tenho o comprimento, d = 0,14m , o valor da

carga, Q = −7,5.10−6 C .

No ponto “O” não tenho carga. Tenho um campo eléctrico.

Vou escolher um ponto genérico “A”, na vara isolada para


desenvolver a teoria.

 λ
E = K e ∫ 2 dl , em que dl = rdθ . “dl” é o comprimento do arco, em
d
que o raio e constante e varia o ângulo. Assim a localização do meu
ponto “A” é:

π 3
A = ( r.cos (θ ) ; r.sin (θ ) ) , com <θ < π .
2 2

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Como a carga é negativa, os vectores de campo eléctrico tem a


seguinte representação:

Como se pode ver na 2ª figura, representado a vermelho, os


vectores da componente “y” anulam se.


Assim AO = 0 − A = ( − r.cos (θ ) ; − r.sin (θ ) )


AO = O − A = (0 ; 0 ) − ( r.cos (θ ) ; r.sin (θ ) ) = ( −r.cos (θ ) ; − r.sin (θ ) )


   AO  
E o versor de AO é eA , assim sendo é eA =  = ( cos (θ ) ; sin (θ ) ) = − cos (θ ) u x − sin (θ ) u y
AO

Como sei que, e apenas olhando para a figura, as componentes do eixo do “y”, todas elas somadas

vão resultar em zero, não vou ter em conta no calculo o termo − sin (θ ) u y .

3
π
 λ  λ 2 
Assim, retomando o exercício, E = K e ∫ 2 dl eA = K e 2 ∫ dl eA . Como já vi que dl = rdθ , fica:
d r π
2

3 3
π π
 λ  λ 2  λ 2 
E = K e ∫ 2 dl eA = K e 2 ∫ dl eA = K e 2 ∫ rdθ eA
d r π r π
2 2

Sei também que o raio é uma constante, pois a variável é θ , assim:


3 3 3
π π π
 λ  λ 2  λ 2  λ 2 
E = K e ∫ 2 dl eA = K e 2
d r ∫
π
dl eA = K e 2
r

π
r dθ eA = K e
r ∫
π
(
dθ − cos (θ ) u x )
2 2 2

 
Sei também que u x é uma constante (ao contrario de eA , que tem intrinsecamente a variável θ ),

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3 3 3
π π π
 λ  λ 2  λ 2  λ  2
E = K e ∫ 2 dl eA = K e 2 ∫ dl eA = K e 2 ∫ r dθ eA = K e u x ∫ ( − cos (θ ) ) dθ
d r π r π r π
2 2 2

Usando a forma de Barrot, fica

 3
λ  π λ    3   π  λ  λ 
E = − K e u x sin (θ )  π2 = − K e u x sin  π  − sin  π   = − K e u x [ −1 − 1] = +2 K e u x
r 2 r  2   2  r r

Cuidado com o sinal, pois já estava negativo, acaba por ficar positivo.

Q −7,5.10−6
Como é uma carga distribuída uniformemente, sei que λ = = = −5,357.10−5.
l 0,14

E também sei a distância, pois se me é dado o perímetro, consigo saber qual é o raio:

l 0,14
2l = 2π r ⇔ l =πr ⇔ r= ⇔ r= ⇔ r = 0, 0446m
π π

Nota: não era preciso multiplicar o “l” por dois, mas era só para não surgir duvidas. Assim:

 1 −5,357.10−5  1 −5, 357.10 −5 


E=2 ux = 2 ux =
4.π .ε 0 0, 0446 4.π .8,8544.10 −12 0, 0446

  N V
E = −2,16.107 u x , ou .
C m

Exercício 9 - [2.5] Considere dois condensadores, de capacidades C1=25,0 μF e C2=5,00 μF.

(a) Considere que os condensdaroes estão ligados em paralelo e são carregados por fonte de tensão
de 100V. Calcule a energia total armazenada nos dois condensadores.

(b) Considere que os condensadores estão ligados em série. Qual é a diferença de potencial
necessária por forma a que o sistema armazene a mesma quantidade de energia do que a calculada
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nas condições da alínea anterior?

Resolução 9) – Em vez de “…condensdaroes … “ deve ser condensadores ! Não devia ter o


corrector ortográfico activo.

Resolução 9a) – Em paralelo, somam as capacidades, assim

Ceq = C1 + C2 = ( 25 + 5 ) .10−6 F Ceq = 30.10−6 F

Nota - ∆ϕ , significa: modulo da diferencia ( ∆ ) da potencia (ϕ ) e é igual a tensão: ∆ϕ = V = 100V

1 1
U = E = .CeqV 2 = . ( 30.10 −6 F ) (100V )
2
U = 0,15 J
2 2

Resolução 9a) – Em serie, é assim

Ceq =
C1.C2
=
( 25.10 −6 F ) . ( 5.10 −6 F ) 125.10−12 F
=
2
Ceq = 4,167.10−6 F
C1 + C2 ( 25 + 5) .10−6 F 30.10−6 F

Para manter a mesma quantidade de energia, é necessário garantir que U = 0,15 J , assim

1 U U 0,15 J
U = .CeqV 2 ⇔ V 2 = 2. ⇔ V = 2. ⇔ V = 2. V = 268, 31V
2 Ceq Ceq 4,167.10−6 F

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Exercício 10 - [3] Considere o seguinte circuito:

onde ε1 = 2, 0V ; ε 2 = ε 3 = 4, 0V ; R1 = 1, 0Ω ; R2 = 2, 0Ω . Calcule os valores de todas as


correntes no circuito e indique os seus sentidos.

(igual a frequência do dia 12 de Setembro de 2009 e do dia 8 Novembro de 2010, exercício 6)

Resolução 10) –

ε1 − ε 2 + 2 R1.i1 − R2 .i2 = 0



ε 2 − ε 3 + 2 R1.i3 + R2 .i2 = 0
i = i + i
3 1 2

ε1 − ε 2 = R2 .i2 − 2 R1.i1



ε 2 − ε 3 = −2 R1.i3 − R2 .i2
i = i + i
3 1 2

2V − 4V = ( 2Ω ) .i2 − 2 (1Ω ) .i1 2 − 4 = 2i2 − 2i1 −2 = 2i2 − 2i1


  
4V − 4V = −2 (1Ω ) .i3 − ( 2Ω ) .i2 ⇔ 4 − 4 = −2 ( i1 + i2 ) − 2i2 ⇔ 0 = −2i1 − 2i2 − 2i2
 i = i + i i = i + i
i3 = i1 + i2 3 1 2 3 1 2

 1
i2 = − 3
−1 = i2 − i1 −1 = i2 − ( −2i2 ) −1 = i2 + 2i2 
     1
⇔ 0 = −2i1 − 4i2 ⇔ i1 = −2i2 ⇔ i1 = −2i2 ⇔ i1 = −2  −  ⇔
i = i + i i = i + i i = i + i   3
3 1 2 3 1 2 3 1 2 i3 = i1 + i2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 338/348

2 1 1
i1 = A ∧ i2 = − A ∧ i3 = A
3 3 3

Frequência do dia 2010 11 08

Exercício 1 - [1,5] O módulo da força electrostática entre dois catiões idênticos que estão separados por uma
distância d é igual a F.

a) Qual é a carga de cada catião?

b) Calcule o valor numérico da carga de cada catião nas seguintes condições:

d = 5x10−10 m e F = 3, 7x10−9 N .

c) Quantos electrões faltam em cada catião em comparação com o respectivo átomo?

K e . ( Q1.Q2 )
Resolução – F =
d2

Resolução a) Como Q1 = Q2 , fica

K e .Q 2 2 F .d 2 2 F .d 2
F= ⇔ Q = ⇔ Q =
d2 Ke 1
4πε 0
Q 2 = 22.d 2 .F .πε 0

Q = 2.d . F .πε 0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 339/348

 C2 
Resolução b) Q = 2. ( 5x10−10 m ) . ( 3, 7x10−9 N ) .π  8,99x109  Q = 3, 2x10−19 C
 Nm 2 

Resolução c) Ora, sabendo que a carga elementar de um electrão é e = ±1, 603.10−19 C , fica:

3, 2x10−19 C
= 2
1, 6x10−19 C

Exercício 2 - [3] Indique a definição do fluxo

 

Resolução - Φ E = E.d S

Valores na tabela:

0º 30º 60º 180º

200.10 −6 Vm 173.10−6 Vm 100.10−6 Vm −200.10−6 Vm

Exercício 3 - [1,5] Indique qual das seguintes afirmações é incorrecta:

( a) A polarização de materiais dieléctricos em campos eléctricos externos acontece devido à orientação de


dipolos eléctricos dentro do material na direcção do campo.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 340/348

(b) Num material dieléctrico num campo eléctrico externo existem sempre dipolos eléctricos, permanentes
ou induzidos.

(c) Constantes dieléctricas (permitividades relativas) dos materiais com dipolos permanentes excedem 1, as
dos materiais sem dipolos permanentes são inferiores a 1.

(d) Na maioria dos dieléctricos, quer com dipolos permanentes quer sem eles, o módulo do vector de
polarização é proporcional ao campo eléctrico externo.

(e) O módulo do vector de polarização é tanto maior, quanto menor é a temperatura do dieléctrico.

ε
Resolução: é a c), pois a permitividade relativa é SEMPRE maior do que 1. ε r = , logo o ε 0 é o mais
ε0
pequeno de todos.

Exercício 4 - [2] Para uma corrente de 5 amperes, durante 4 minutos

( a) Q = I .t = ( 5 A) . ( 240s ) Q = 1 200 C

Q 1 200 C
(b) e = = e = 7, 49.1021
me 1, 602.10−19 kg

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 341/348

Exercício 6 - [6] Considere o seguinte circuito:

onde ε1 = 2, 0V ; ε 2 = ε 3 = 4, 0V ; R1 = 1, 0Ω ; R2 = 2, 0Ω . Calcule os valores de todas as


correntes no circuito e indique os seus sentidos.

Resolução 6) –

ε1 − ε 2 + 2 R1.i1 − R2 .i2 = 0



ε 2 − ε 3 + 2 R1.i3 + R2 .i2 = 0
i = i + i
3 1 2

ε1 − ε 2 = R2 .i2 − 2 R1.i1



ε 2 − ε 3 = −2 R1.i3 − R2 .i2
i = i + i
3 1 2

2V − 4V = ( 2Ω ) .i2 − 2 (1Ω ) .i1 2 − 4 = 2i2 − 2i1 −2 = 2i2 − 2i1


  
4V − 4V = −2 (1Ω ) .i3 − ( 2Ω ) .i2 ⇔ 4 − 4 = −2 ( i1 + i2 ) − 2i2 ⇔ 0 = −2i1 − 2i2 − 2i2
 i = i + i i = i + i
i3 = i1 + i2 3 1 2 3 1 2

 1
i2 = − 3
−1 = i2 − i1 −1 = i2 − ( −2i2 ) −1 = i2 + 2i2 
     1
⇔ 0 = −2i1 − 4i2 ⇔ i1 = −2i2 ⇔ i1 = −2i2 ⇔ i1 = −2  −  ⇔
i = i + i i = i + i i = i + i   3
3 1 2 3 1 2 3 1 2 i3 = i1 + i2

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 342/348

2 1 1
i1 = A ∧ i2 = − A ∧ i3 = A
3 3 3

Frequência do dia 2010 12 07

As questões 1, 2, 3 e 4 devem ser respondidas neste enunciado. Nestas questões não são necessários
apresentar deduções nem cálculos. Se forem feitas, não serão pontuadas. Se aparecer varias
respostas ou se for confuso, não será pontuado.

Constantes que puderam ser necessárias: e = −1, 603.10−19 C , Permeabilidade magnética no vazio

Tm
µ0 = 4.π .10−7 . Tempo 1h30.
A

Exercício 1 - [2] Indique qual é a unidade do campo magnético no Sistema Internacional e exprima-a em
função das unidades de massa, de tempo e de carga.

Kg
Na realidade foi medido em , ou seja a carga foi medida Q = I .t → [C ] = [ A].[ s ] , mas como não
As 2
Kg
pedia intensidade de corrente, mas sim carga fica T = .
Cs

Exercício 2 - [4] Um solenóide longo com 12 espiras por centímetro tem um núcleo de ferro fundido. Quando
a corrente é 0,50A, o campo magnético no interior do núcleo é 1,36T. Encontre:

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 343/348

(a) O campo magnético que seria produzido dentro do solenóide se o núcleo não existisse.

(b) A permeabilidade relativa do ferro fundido.

(c) A magnetização dentro do núcleo.

Dados: n = 12 espiras/cm = 1200/m I = 0, 50 A B = 1,36T

Resolução a) – B0 = ?

( )
Sei que B0 = µ0 nI , então B0 = 4π 10−7 (1200 )( 0, 5 ) B0 = 754 µT

Resolução b) – A permeabilidade relativa é µr = ?

B 1,36 T
Sei que B = B0 µr , então µ r = = µ r = 1804 (sem unidades!)
B0 7,53.10 −4 T

  754 µT  A


Resolução c) – B0 = µr µo H ⇔ H= H = 600
(1804 ) ( 4π 10−7 ) m

  A
Resolução d) – A magnetização é M - Magnetização.  M  = .
  m

E como sei que µr = 1 + X m ⇔ X m = µr − 1, fica:

   µ0 nI   A


M = X m .H = ( µr − 1) .   = (1804 − 1) . ( nI ) = (1 803) . (1 200 )( 0, 5 ) M = 1, 08.106
 µ0  m
 

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 344/348

Exercício 3 - [1] Já não me lembro da pergunta, mas tinha qualquer coisa a haver com o tempo de carga.

(
I = I0 1 − e−a t
).

Exercício 4 - [3] sabendo que H = A sin ( ky − ωt ) ey e que j = e −Cx ez .


2

a) Determine a derivada do deslocamento da corrente em ordem ao tempo .


b) Sabe-se que no momento t = 0 , o campo magnético nesta região esteve ausente. Determine o
campo magnético para t > 0 .

Resolução a) - Interpretação da Lei de Ampére:

A lei de Ampére na sua forma integral afirma, que a integral de caminho do campo magnético B em um
caminho fechado e arbitrário C é igual a μ0 vezes a corrente total encerrada pelo caminho C.

∂D
∇xH =J+
∂t

Corrente de Deslocamento e a Lei de Ampére-Maxwell: ∇. ( ∇ x H ) = ∇.J

x y z
∂ ∂ ∂ ∂ ∂
∇xH = =  A sin ( ky − ωt )  ez −  A sin ( ky − ωt )  ex = 0
∂x ∂y ∂z ∂x ∂z
0 A sin ( ky − ωt ) 0

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 345/348

(
∇.J = ( dx; dy; dz ) . dx; dy; e − Cx
2

) ∇.J = 0

Resolução b) – O divergente do rotacional de um vector é sempre nulo, de tal forma que isso implica que
∇.J = 0, mas isso somente é válido no caso em que ∂ρ / ∂t = 0 , ou seja, quando não há variação no tempo.
Caso assumimos que mesmo no regime de variação temporal ∇.J = 0 a conservação da carga eléctrica será
violada, e isso não ocorre experimentalmente, pois sabemos que

∂ρ
∇.J + =0
∂t

De modo a tornar a equação de Ampére verdadeira, Maxwell adicionou o termo que falta, que nada

mais é do que completar a equação de continuidade:

∂ρ
∇. ( ∇ x H ) = ∇.J + =0
∂t

O resultado da b), para um t > 0 , H = 0

Exercício 5 - [4] Uma volta rectangular de largura a e


comprimento b está localizada perto de um fio longo
que transporta uma corrente I (ver figura). A
distância entre o fio e o lado mais perto da volta é c.
O fio é paralelo ao lado maior da volta. Encontre o
fluxo magnético total através da volta devido à
corrente no fio.

Livro “Physics for Scientists and Engineers - Serway-


Beichner”, Capítulo “30 - Sources of the Magnetic

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 346/348

Field”, exemplo 30.8.

  T
Resolução – Fluxo magnético: Φ B = ∫ Bd S [Φ B ] = = Wb (Weber )
m2

µ0 2 I µ0 2 I
B fio = . ( sin (θ ) ) , e como o seno é 90º fica B fio = .
2π r 2π r

B e dS têm a mesma direcção e sentido, logo o ângulo ϕ = 0º .

  µI
Φ B = ∫ Bd S = ∫ BdS cos ( 0 ) = ∫ BdS . Campo magnético num fio rectilíneo: B = 0
2π c

µ I µI dS
Φ B = ∫ BdS = ∫  0  dS = 0 ∫ dS . Também sei de que = b ⇔ dS = b da ∧ S = ab
 2π r  2π r da

E como “b” é constante, fica:

c+a
µ0 I c+ a µ0 Ib c + a 1 µ Ib
a= ∫ dr → ΦB = ∫ b dr = ∫ dr = 0 ln ( c + a ) − ln ( c ) 
c
2π r c 2π c r 2π

µ0 I  a
ΦB = .b.ln  1 +  Tm 2 (Wb )
2π  c

Exercício 5 - [6] Uma bobina com 15 espiras e um raio de 3, 0 cm contorna um solenóide longo com um raio

de 2, 00 cm e 1, 00 x 103 de espiras por metro. A corrente variável dentro do solenóide é

I = ( 5, 00 A) sin (120t ) . Diga qual é a força electromotriz induzida pelas 15 espiras ao longo do tempo.

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 02-07-2016 347/348

Resolução – Lei de Faraday

Φ B = ( µ0 nI ) Asolenoide

dΦB dI dI
ε = −N = − N µ0 nAsolenoide = − N µ0 n (π rsolenoide
2
)
dt dt dt


ε = − (15 )  4.π .10 −7

Tm 
A 
3 −1
( 2 


) A
 (1, 00 x 10 m ) π ( 0, 02 m )  600  .cos (120t )
s

ε = −14, 2.cos (120t ) mV

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