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Transferência de Calor I - Profª Graziella Colato Antonio

Aula 3 – Temas abordados:


Mecanismos de transferência de calor e equações de transferência. Equação da difusão do calor em
coordenadas cartesianas, cilíndricas e esféricas.

Exemplo 3-1 (Exemplo 2.2 - Incropera et al., 2008): A distribuição de temperatura através de uma parede
de 1m de espessura num dado instante de tempo é dada por:

T(x) = a + bx + cx2

Em que T está em ºC e x em metros, enquanto a = 900ºC, b = -300ºC/m e c = -50ºC/m2. A parede gera um


calor uniforme igual a 1000W/m3 e sua área é de 10m2, com as seguintes propriedades:
 = 1600kg/m3, k = 40W/mK e Cp = 4J/kgK.

1) Determine a taxa de transferência de calor que entra na parede


(x = 0) e que sai (x = 1m);
2) Determine a taxa de variação da energia armazenada na parede;
Determine a taxa de variação de temperatura em relação ao tempo em x = 0; 0,25 e 0,5m.

Exemplo 3-2 (Exemplo 2.3 - Incropera et al., 2008): Uma longa barra de cobre com seção reta retangular,
cuja largura w é muito maior do que a sua espessura, L, é mantida em contato com um sorvedouro de calor
através da sua superfície inferior, de tal modo que a temperatura ao longo da barra é aproximadamente
igual à do sorvedouro, To. Subitamente, uma corrente elétrica passa através da barra e uma corrente de ar
com temperatura T é soprada sobre sua superfície superior, enquanto a superfície inferior é mantida a To.
Obtenha a equação diferencial e as condições de contorno que podem ser resolvidas para a determinação
da temperatura da barra em função da posição e do tempo.

Aula 4 – Temas abordados:


Parede Plana. Parede composta. Resistência em paralelo.

Exemplo 4-1 (Exemplo - HOLMAN, 1983): Uma face de uma placa de cobre de 3,0 cm de espessura é
mantida a 400°C e a outra face é mantida a 100°C. Qual é a transferência de calor através da placa? Dado:
kcu = 370 W/m°C.

Exemplo 4-2 (BENNET et al., 19787): As paredes de uma câmara frigorífica são constituídas de uma placa
de cortiça, de 10 cm de espessura, comprimida entre duas placas de madeira de 1,3 cm de espessura.
Calcule o fluxo de calor em Kcal/hm2 se a superfície interna estiver a -12 °C e a superfície externa estiver a
27°C. Calcule também a temperatura da interface entre a placa externa e a cortiça.
Dados: kcortiça = 0,036 kcal/h.m.°C; kmadeira = 0,092 kcal/h.m.°C

Exemplo 4-3: Uma parede é composta com mostra a figura abaixo. Supõe-se que:
a) As placas de união de A com (B e C) e (B e C) com D são condutores ideais;
b) A placa de união de B com C é perfeitamente adiabática;
c A área de face da parede vale 1 m2;
d-) A área de B é igual a área de C.
Determinar a taxa de transferência de calor através da parede.
Dados: kA = 2,20 W/m°C; kB = 0,18 W/m°C; kC = 0,08 W/m°C; kD = 45,0 W/m°C.

Exemplo 4-4 (Exemplo 3-2 – Çenguel e Ghajar, 2012): Considere uma janela de vidro de 0,8 m de altura,
1,5 m de largura, 8 mm de espessura e condutividade térmica k = 0,78 W/m.K. Determine a taxa de
transferência de calor permanente através dessa janela de vidro e a temperatura da superfície interna para
o dia em que a sala está mantida a 20°C, enquanto a temperatura externa é – 10°C. Considere os
coeficientes de transferência de calor sobre as superfícies interna e externa da janela iguais a h1 = 10
W/m2.K e h2 = 40 W/m2.K, que incluem os efeitos da radiação.

Exemplo 4-5 (Exemplo 3-3 – Çenguel e Ghajar, 2012): Considere uma janela de painel duplo de 0,8 m de
altura, 1,5 m de largura composta de duas placas de vidro (k = 0,78 W/m.K) de 4 mm de espessura,
separadas por espaço de ar estagnado (k = 0,026 W/m.K) de 10 mm de largura. Determine a taxa de
transferência de calor permanente através dessa janela de painel duplo e a temperatura da sua superfície
interna no dia em que a sala estiver a 20°C, enquanto a temperatura externa for – 10°C. Considere os
coeficientes de transferência de calor por convecção sobre as superfícies interna e externa da janela como
a h1 = 10 W/m2.K e h2 = 40 W/m2.K, que incluem os efeitos da radiação.

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Exemplo 4-6 (Exemplo 3-5 – Çenguel e Ghajar, 2012): Quatro transistores de potência idênticos com
invólucro de alumínio estão fixados em um lado de uma placa de cobre quadrada (k = 386 W/m.K) de 20 cm
x 20 cm e 1 cm de espessura por parafusos que exercem uma pressão média de 6 MPa. A área da base de
cada transistor é 8 cm2, e cada transistor é colocado no centro do quadrante de 10 cm x 10 cm da placa. A
rugosidade da interfase é estimada em cerca de 15 µm. Todos os transistores são cobertos por uma
camada espessa de Plexiglas®, que é um mau condutor de calor, portanto, todo o calor gerado na junção do
transistor deve ser dissipado para o ambiente a 20°C através da superfície traseira da placa de cobre. O
coeficiente de transferência de calor combinado por convecção e radiação na superfície é 25 W/m2.K.
Considerando que a temperatura do transistor não deve exceder 70°C, determine a potência máxima que
cada transistor pode dissipar com segurança e o salto de temperatura na interface entre o invólucro e a
placa.

Exemplo 4-7 (Exemplo 2.10 – Çenguel e Ghajar, 2012): Considere uma parede plana de espessura
L = 0,2 m, condutividade térmica k = 1,2 W/m.K e área A = 15 m2. Os dois lados da parede são mantidos a
temperaturas constantes de T1 = 120°C e T2 = 50°C, respectivamente. Determine (a) a variação de
temperatura na parede e o valor da temperatura em x = 0,1 m e (b) a taxa de condução de calor pela parede
sob condições permanentes.

Exemplo 4-8 (Exemplo 2.14 – Çenguel e Ghajar, 2012): Considere uma tubulação de comprimento
L = 20 m, raio interno r1 = 6 cm, raio externo r2 = 8 cm e condutividade térmica k = 20 W/m.K e área A = 15
m2. As superfícies interna e externa da tubulação são mantidas a temperatura média T1 = 150°C e T2 =
60°C, respectivamente. Obtenha a relação geral para a distribuição de temperatura no interior da tubulação
sob condições permanentes e determine a taxa de perda de calor do vapor pelo tubo.

Exemplo 4-9 (Exemplo 2.15 – Çenguel e Ghajar, 2012): Considere um contêiner esférico de raio r1 = 8 cm,
raio externo r2 = 10 cm e condutividade térmica k = 45 W/m.K. As superfícies interna e externa do contêiner
são mantidas a temperaturas constantes T1 = 200°C e T2 = 80°C, respectivamente, como resultado de
algumas reações químicas que ocorrem em seu interior. Obtenha a relação geral para a distribuição de
temperatura no interior da casca sob condições permanentes e determine a taxa de perda de calor.

Figura do exemplo 4-3 Figura do exemplo 4-6

Aula 5 – Temas abordados:


Sistemas radiais. Resistência equivalente. Raio crítico de isolamento.

Exemplo 5-1 (HOLMAN, 1983): Um tubo de parede grossa de aço inoxidável [18% Cr, 8% Ni,
k = 19 W/m°C] com 2 cm de diâmetro interno e 4 cm de diâmetro externo é coberto com uma camada de
isolamento de amianto [k = 0,2 W/m°C] de 3 cm. Se a temperatura da parede interna do tubo é mantida a
600°C e a superfície externa do isolamento a 100°C, calcule a perda de calor por metro de comprimento de
tubo.

Exemplo 5-2: Uma tubulação de aço de 75 mm de diâmetro está coberta com uma camada de 15 mm de
amianto que está coberto por uma camada de lã de vidro de 50 mm. Se a temperatura da superfície externa
do tubo é de 200°C e a temperatura externa da lã de vidro é de 38°C, determine:
a) O fluxo de calor transferido por metro de tubo, através das camadas de isolante;
b) A temperatura intermediária entre o amianto e a lã de vidro.

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Isolante T (°C) K (W/m.°C)


-7 0,03
Lã de vidro 38 0,041
93 0,054
200 0,204
Amianto
100 0,189

Exemplo 5-3 (Exemplo 3.4 - INCROPERA & DE WITT, 2002): A possível existência de uma espessura
ótima de isolamento para sistemas radiais é sugerida pela presença de efeitos concorrentes associados ao
aumento de espessura. Em particular, embora a resistência condutiva aumente com a adição de
isolamento, a resistência convectiva diminui devido ao aumento da área da superfície externa. Assim sendo,
pode existir uma espessura de isolamento que minimize a perda de calor pela maximização da resistência
total à transferência de calor. Resolva essa questão considerando o sistema a seguir:
1. Um tubo de parede delgada de cobre de raio ri é utilizado para transportar um refrigerante de baixa
temperatura e está a uma temperatura Ti, que é menor do que a do ar ambiente a T, em volta do
tubo. Existe uma espessura ótima associada à aplicação do isolamento do tubo?
2. Confirme o resultado acima através dos cálculos da resistência térmica total por unidade de
comprimento para um tubo de 10 mm de diâmetro tendo as seguintes espessuras de isolamento: 0,
2, 5, 10, 20 e 40 mm. O isolamento é composto por lã de vidro e o coeficiente de convecção da
superfície externa é de 5 W/m2K.

Exemplo 5-4 (Exemplo 3.7 - ÇENGUEL, 2009): Um tanque esférico de 3,0 m de diâmetro interno e de 2 cm
de espessura de aço inoxidável (k = 15 W/m°C) é usado para armazenar água gelada (com gelo) a T1 =
0°C. O tanque está situado em uma sala cuja temperatura é T2 = 22°C. As paredes da sala também estão
a 22°C. A superfície externa do tanque é preta e a transferência de calor entre essa superfície externa e os
arredores é por convecção natural e por radiação. Os coeficientes de transferência de calor por convecção
nas superfícies interna e externa do tanque são h1 = 80 W/m2°C e h2 = 10 W/m2°C, respectivamente.
Determine: (a) a taxa de transferência de calor para a água gelada no tanque; (b) a quantidade de gelo que
derrete em um período de 24 horas.

Exemplo 5-5 (Exemplo 3.8 - ÇENGUEL, 2009): O vapor a T1 = 320°C escoa em um tubo de ferro fundido
(k = 80 W/m°C), cujos diâmetros interno e externo são D1 = 5cm e D2 = 5,5 cm, respectivamente. O tubo
tem isolamento de lã de vidro (k = 0,05 W/m°C) de 3 cm de espessura. O calor é perdido para o meio a
T2 = 5°C por convecção natural e por radiação, com um coeficiente de transferência de calor combinado de
h2 = 18 W/m2°C. Sendo o coeficiente de transferência de calor no interior do tubo igual a 60 W/m2°C,
determinar a taxa de perda de calor a partir do vapor por unidade de comprimento do tubo. Determinar
também a queda de temperatura da tubulação e do isolamento.

Exemplo 5-6 (Exemplo 3.8 - ÇENGUEL, 2009): Um fio elétrico de 3 mm de diâmetro e 5 m de comprimento
está firmemente recoberto com uma cobertura plástica de 2mm de espessura, cuja condutividade térmica é
k = 0,15 W/m°C. Medições elétricas indicam que uma corrente de 10A passa através do fio e há uma queda
de tensão de 8 V ao longo do fio. Se o fio isolado está exposto a um meio a T= 30°C, com um coeficiente
de transferência de calor h = 12 W/m2°C, determinar a temperatura na interface entre o fio e a cobertura
plástica, em funcionamento permanente. Determinar também, se ao duplicar a espessura da cobertura
plástica, essa temperatura da interface irá aumentar ou diminuir.

Aula 6 – Temas abordados:


Processos de geração de energia térmica.

Exemplo 6-1 (Exemplo 2-16 do ÇENGEL e GHAJAR, 2012): A resistência de um aquecedor de 2 kW usado
para ferver água é um fio com condutividade térmica k = 15 W/m.K, diâmetro D = 4 mm e comprimento
L = 0,5 m. Considerando que a temperatura da superfície externa do fio é Ts = 105°C, determine a
temperatura no centro.

Exemplo 6-2 (Exemplo 2-17 do ÇENGEL e GHAJAR, 2012): Um aquecedor formado por um fio resistor
longo e homogêneo de raio r0 = 0,5 cm e condutividade térmica k = 13,5 W/m.°C é usado para ferver água
em pressão atmosférica pela passagem de corrente elétrica. O calor é gerado uniformemente no fio como
resultado do aquecimento devido à resistência, a uma taxa de q’’’ = 4,3107 W/m3. Considerando que a
temperatura da superfície externa do fio vale Ts = 108°C, obtenha a relação para a distribuição da
temperatura e determine a temperatura no eixo central do fio sob condições de operação permanente.
Resolver através de equações diferenciais apropriadas.

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Exemplo 6-3 (Exemplo 3.7 do INCROPERA et al (2008): Uma parede plana é composta por dois materiais,
A e B. A camada do material A tem uma geração de calor uniforme q’’’=1,5 106 W/m3, kA = 75 W/mK e
espessura e espessura LA = 50 mm. A parede de material B não apresenta geração de calor,
kA = 150 W/mK e a espessura é LB = 20 mm. A superfície interna do material A é bem isolada, enquanto a
superfície externa do material B é resfriada por uma corrente de água com T= 30°C e h = 1000 W/m2K.
1. Esboce a distribuição de temperatura existente na parede composta em condições de regime
estacionário;
2. Determine a temperatura To da superfície de isolamento e a temperatura T2 da superfície resfriada.

Exemplo 6-4 (Exemplo 3.8 do INCROPERA et al (2008): Considere um tubo longo isolado na superfície
externa de raio r2 e resfriado na superfície interna, de raio r1, com geração uniforme de calor q’’’ (W/m3) no
interior do sólido.
1. Obter a solução geral para a distribuição de temperatura no tubo;
2. Em uma aplicação prática, seria colocado um limite para a temperatura máxima permissível na superfície
isolada (r = r2). Especificando esse limite como TS,2, identifique as condições de contorno apropriadas que
poderiam ser utilizadas para determinar as constantes arbitrárias na solução geral. Determine essas
constantes e a forma correspondente de distribuição de temperatura.
3. Determine a taxa de calor removido por unidade de comprimento do tubo;
4. Se o refrigerante está disponível a uma temperatura T, obtenha uma expressão para o coeficiente de
convecção que teria que ser mantido na superfície interna para permitir a operação nos valores dados de
Ts,2 e q’’’.

Aula 7 – Exemplos Aletas

Temas abordados:
Transferência de calor em superfície estendidas. Distribuição de temperatura. Eficiência global.

Exemplo 7-1 (Exemplo 16.6 - MORAN et al., 2005): Um bastão cilíndrico muito longo com 5 mm de
diâmetro possui uma de suas extremidades mantida a 100°C. A superfície cilíndrica (lateral) do bastão está
exposta ao ar ambiente a 25°C com um coeficiente de transferência de calor por convecção de 100 W/m2K.
Considerando um comprimento infinito, determine as distribuições de temperatura em regime permanente
ao longo de bastões construídos em cobre puro, em liga de alumínio 2024 e em aço inoxidável AISI 316.
Quais são as respectivas taxas de calor para o ambiente através das aletas?

Exemplo 7-2 (Exemplo 3.10 - INCROPERA et al, 2008): O cilindro do pistão do motor de uma motocicleta é
construído em liga de alumínio 2024 T-6, tendo uma altura H = 0,15 m e um diâmetro externo D = 50 mm.
Sob condições típicas de operação, a superfície externa do cilindro está a uma temperatura de 500K e
encontra-se exposta ao ar ambiente a 300K, com um coeficiente convectivo de 50 W/(m2K). Aletas anulares
são fundidas integralmente com o cilindro para aumentar a transferência de calor para a vizinhança.
Considere 5 dessas aletas, com espessura t = 6mm, comprimento L = 20 mm e igualmente espaçadas.
Qual é o aumento na taxa de transferência de calor devido ao uso das aletas? Como essa taxa poderia ser
melhorada?

Exemplo 7-3 (Exercício 16.7 - MORAN et al, 2005): A transferência de calor em um transistor pode ser
aumentada com a sua inserção em uma luva de alumínio (k = 200 W/mK) que possui 12 aletas longitudinais
usinadas sobre a sua superfície externa. O raio e a altura do transistor são r1 = 2 mm e H = 6,0 mm,
respectivamente, enquanto as aletas possuem comprimento L = r3 – r2 = 10 mm e espessura uniforme
t = 0,7mm. A espessura da luva é r2 - r1 = 1 mm e a resistência de contato na interface luva-transistor é igual
a Rt,c” = 10-3 m2K/W. Ar, a T = 20°C, escoa sobre a superfície das aletas, fornecendo um coeficiente de
transferência de calor por convecção aproximadamente uniforme, de h = 25 W/(m2K).
(a) Quando a superfície externa do transistor está a 80°C, qual é a taxa de transferência de calor
através da luva?
(b) Identifique todas as medidas que poderiam ser tomadas para melhorar o projeto e/ou as condições
operacionais, tais como se a dissipação de calor pode ser aumentada mantendo-se a temperatura
externa do transistor em 80°C. Com palavras, avalie o mérito relativo de cada medida. Escolha, na
sua opinião, as três medidas mais promissoras e numericamente, avalie o efeito no desempenho
térmico das mudanças correspondentes no projeto e/ou nas condições operacionais.

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Figura Exemplo 7-2 Figura Exemplo 7-3

Aula 9 – Exemplos Condução transiente

Temas abordados:
Condução de Calor Transiente. Método da Capacidade Concentrada.

Exemplo 9-1 (Exemplo 5.1 - Incropera & De WITT, 2002): Uma junção termopar, que pode ser aproximada
por uma esfera, é usada para medir a temperatura de uma corrente gasosa. O coeficiente convectivo entre
a superfície da junta e o gás é igual a h = 400W/(m2K) e as propriedades termofísicas da junta são k =
20W/(mK), C = 400J/(kgK) e  =8500 kg/m3. Determine o diâmetro que a junta deve possuir para que o
termopar tenha uma constante de tempo de 1 s. Se a junta está a 25°C e encontra-se posicionada em uma
corrente de gás a 200°C, quanto tempo demorará para a junta alcançar 199°C?

Exemplo 9-2: Uma esfera de alumínio com 4 cm de diâmetro está a uma temperatura de 20ºC é colocada
em um banho a 100ºC. Considerando h = 50 W/m2.ºC, quanto tempo leva para atingir 75ºC?
Dados do alumínio: k = 161 W/m.ºC; Cp = 0,854 KJ/kg.ºC;  = 2667 Kg/m3

Exemplo 9-3: Purê de tomate deve ser aquecido de 15 até 65ºC em um tacho cilíndrico encamisado,
equipado com um agitador mecânico que garante um elevado grau de agitação. Empregando como meio de
aquecimento vapor saturado com pressão absoluta igual a 1,25 kgf/cm2, determine o tempo necessário para
que o produto atinja aquela temperatura.
Dados:  = 62,4 (0,44 Xs + 0,997) lb/ft3
Xs = 0,2 (teor de sólidos)
k = 0,309 BTU/h.ft.ºF
Cp = (1 – 0,67 Xs) BTU/lb.ºF
U = 60 BTU/h.ft2.°F

Aula 10 – Exemplos Condução transiente

Temas abordados:
Condução de Calor Transiente. Efeitos Espaciais: Condução unidimensional.

Exemplo 10-1 (Exemplo 5.4 - Incropera & De WITT, 2002): Considere uma tubulação de aço (AISI 1010)
com 1m de diâmetro e espessura da parede de 40mm. O tubo é bem isolado no exterior e, antes do início
do escoamento, as paredes da tubulação encontram-se a uma temperatura uniforme de -20°C. Com o início
do escoamento, óleo quente a 60°C é bombeado através do tubo, criando uma condição convectiva
correspondendo a h = 500W/m2K na superfície interna da tubulação.
1. Quais os números apropriados de Biot e Fourier 8min após o início do escoamento?

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2. No instante t = 8min, qual a temperatura da superfície externa da tubulação coberta pelo


isolamento?
3. Qual o fluxo de calor q”(W/m2) para a tubulação, a partir do óleo, em t = 8min?

Exemplo 10-2 (Exercício 5.5 - Incropera & De Witt, 2002): Um novo processo para o tratamento de um
material especial deve ser avaliado. O material, uma esfera de raio ro = 5mm, encontra-se inicialmente em
equilíbrio a 400°C em um forno. Ela é subitamente removida do forno e sujeita a um processo de
resfriamento de duas etapas.
Etapa 1: Resfriamento no ar a 20°C por um período de tempo ta até que a temperatura do centro atinja um
valor crítico, Ta (0, ta) = 335°C. Para essa situação, o coeficiente de transferência por convecção é
h = 10W/m2K.
Depois que a esfera atinge a sua temperatura crítica, a segunda etapa é iniciada.
Etapa 2: Resfriamento em um banho de água em movimento a 20°C, com um coeficiente de transferência
de calor por convecção de h = 6000/m2K.
As propriedades termofísicas do material são  = 3000kg/m3; k = 20W/mK; C = 1000J/kgK;
 = 6,6610-6m2/s.
1) Calcule o tempo ta necessário para a realização da etapa 1 do processo de resfriamento;
Calcule o tempo ta necessário durante a etapa 2 do processo para que o centro da esfera seja resfriado
de 335°C (condição do término da etapa 1) para 50°C.

Aula 11 – Exemplos Condução transiente

Temas abordados:
Condução de Calor Transiente. Efeitos Espaciais: sólido semi-infinito, condução multidimensional.

Exemplo 11-1: Um teste de incêndio é conduzido sobre uma grande massa de concreto inicialmente a uma
temperatura de 15°C. A temperatura da superfície atinge 500°C instantaneamente. Estime o tempo
requerido para que a temperatura a uma profundidade de 30 cm atinja 100°C. O concreto pode ser
considerado como um sólidos semi infinito.
Dados do concreto: k = 1,40 W/m°C;  = 2300 kg/m3; C = 880 J/kg°C; α = 6,9.10-7 m2/s

Exemplo 11-2 (Ex 5.6 Incropera et. al., 2008): Na instalação de adutoras deve haver a preocupação com a
possibilidade de ocorrer congelamento durante períodos de baixas temperaturas ambientes, em locais de
clima frio. Embora o problema de determinar a temperatura no solo em função do tempo seja complicado
devido às constantes mudanças nas condições da superfície, estimativas razoáveis podem ser baseadas na
hipótese da temperatura constante ao longo de um período prolongado de tempo frio.
Dessa forma, qual é a profundidade mínima (xm) que você recomendaria para evitar o congelamento em
condições nas quais o solo, inicialmente a uma temperatura uniforme de 20°C, é submetido a uma
temperatura na superfície constante de -15°C por 60 dias?

Exemplo 11-3: Um recipiente cilíndrico de purê de pera tem um diâmetro de 68,1 mm e uma altura de 101,6
mm e está inicialmente a uma temperatura uniforme de 29,4 °C. Alguns recipientes estão empilhados
verticalmente sendo atravessados por um fluxo de vapor a 115,6 °C. Para um tempo de aquecimento de
0,75 h a 115,6 °C calcule a temperatura no centro do recipiente. Assuma que a vasilha está no centro de
uma pilha vertical de recipientes e que ela está isolada em sua base pelas demais vasilhas. O calor
específico da parede do metal do recipiente será desprezado. O coeficiente convectivo de transferência de
calor é estimado em 4540 W/m2K.
Propriedades físicas do purê:
k = 0,830 W/mK, α = 2,007.10-7 m2/s

Exemplo 11-4 (Exercício 4.8 - ÇENGUEL, 2008): Um cilindro curto de latão de diâmetro D = 10cm e altura
H = 12 cm está inicialmente a uma temperatura uniforme Ti = 120°C. Agora o cilindro é colocado no ar
atmosférico a 25°C, onde ocorre transferência de calor por convecção com um coeficiente de transferência
de calor h = 60W/m2°C. Calcular a temperatura (a) no centro do cilindro e (b) no centro da superfície
superior do cilindro 15 minutos após o início do resfriamento.

Exemplo 11-5: Um assado de forma cilíndrica (10x20 cm) com 2,3 kg, inicialmente a 20ºC, é colocado num
forno a 180ºC. Admitindo que as propriedades térmicas do assado sejam aproximadamente iguais às da
água e que o coeficiente de transferência de calor por convecção seja de 14 W/m2.ºC, estime o tempo
necessário para que o centro do assado atinja a temperatura de 90ºC.

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Exemplo 11-6: Num piquenique, as latas de bebidas foram deixadas ao sol e adquiriram uma temperatura
de 38C. Elas são então colocadas num refrigerador contendo gelo. O coeficiente médio de transferência de
calor é de 2,8.10-2 W/cm2.C. As latas possuem diâmetro de 7cm e comprimento de 13 cm. Suponha que as
propriedades das bebidas sejam semelhantes às da água. Encontre o tempo necessário para que a
temperatura das bebidas atinja 4C, considerando condução tanto radial quando axial.