Você está na página 1de 15

Disciplina: PRR - O Ambiente e as Doenças do Trabalho.

Tarefa 1 - 20 pontos

Considerando o livro das doenças relacionadas ao trabalho elaborado pelo Ministério


da Saúde, proponha um programa de avaliação e identificação de pessoas que podem
apresentar LER/DORT, na lógica de um programa de prevenção de risco ambiental –
PPRA.

PPRA
Programa de Prevenção e Riscos Ambientais
(NR-9 Norma Regulamentadora nº 9 Conforme Lei 6514 de 22/12/1997 Obrigatório
conforme Portaria 25/94 do Mtb / DOU 30/12/94)

O PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA tem o


objetivo de definir as ações para promover e preservar a vida e a saúde dos
integrantes, através de antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente
controle da ocorrência de riscos ocupacionais existentes ou que venham existir no
ambiente de trabalho, em conformidade com a NR – 09.
As ações deste Programa foram desenvolvidas no âmbito deste
Empreendimento sob responsabilidade da Eng. Tatiana Campos Rodegheri.
O não atendimento a este Programa poderá acarretar danos à saúde dos integrantes e
contratados, devido à possível presença dos agentes químicos, físicos e biológicos em
determinadas atividades desenvolvidas.
Este programa deve ser divulgado para todos os empregados da empresa.

Obs: O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa
no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar
articulado com o disposto nas demais NR’s e da integridade dos trabalhadores, em
especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO
previsto na NR 07.
DEFINIÇÕES

Antecipação dos riscos


Trata-se de uma análise das instalações, ambientes, entornos, processos de
trabalho, visando identificar os riscos potenciais e introduzir medidas de proteção para
redução e/ou eliminação: a antecipação dos riscos é feita durante a visita técnica e é
feita por todas as pessoas que integraram a equipe de elaboração de propostas.

Reconhecimento dos riscos


Trata-se da determinação e localização das fontes geradoras dos riscos, a
identificação das possíveis trajetórias e dos meios de programação no ambiente de
trabalho, a identificação das funções, a determinação do número de trabalhadores
expostos, a caracterização das atividades, o tipo de exposição, a obtenção de dados
existentes, os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados
disponíveis na literatura técnica e a descrição das medidas de controle.

Avaliação dos riscos


Os riscos identificados precisam ser avaliados qualitativamente e caso
necessários medidos (quantitativamente) para confirmar se eles não se encontram
acima dos níveis de controle estabelecidos pela NR-09, com base nos referenciais da
NR-15 ou, na sua ausência, pela ACGIH.

Medidas de controle
Sempre que os níveis de ação forem atingidos (ou superados) devem ser
determinadas as medidas aplicáveis para eliminar os riscos ou situá-los abaixo dos
níveis de ação (rodízios de trabalhadores, diminuição do tempo de exposição,
auditorias comportamentais, busca de novas tecnologias, alterações no processo,
troca de materiais, uso de Equipamentos de Proteção Individual).

Implantação das medidas de controle


Adotar e implantar as proteções e medidas de controle estabelecidas.

Monitoramento da exposição aos riscos


Esta última etapa do PPRA é de fundamental importância, pois tem o objetivo
de verificar o quanto que as medidas de controle estão sendo eficazes ou não.
Fazendo parte do monitoramento as seguintes ações: medições dos agentes
ambientais, auditorias comportamentais, inspeções de segurança, auditorias de
sistemas, etc.

PCMSO
Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional.

Grupo homogêneo de exposição


A estratégia de Avaliação da Exposição Ocupacional aos Riscos Ambientais
através do GHE é baseada no princípio da similaridade de atividades e funções dentro
de um mesmo ambiente ocupacional, cujos trabalhadores estão expostos aos mesmos
agentes agressivos, realizando o mesmo processo de trabalho e experimentando a
mesma exposição aos riscos ambientais. Assim, em certos casos, apenas um
trabalhador poderá representar o todo, desde que suas atividades sejam
padronizadas.

PROCEDIMENTO

Estratégia e Metodologia de Ação


Foi realizada avaliação prévia nas futuras frentes de trabalho com objetivo de
verificar as atividades dos trabalhadores, processos de trabalho, máquinas e
equipamentos a serem utilizadas, instalações físicas, condições ambientais e de
segurança, com o propósito de Antecipação e Reconhecimento dos riscos.
Foram feitos levantamentos Qualitativos dos Riscos Ambientais existentes ou
que possam existir no ambientes de trabalho, sendo que as Avaliações Quantitativas
ocorrerão durante as atividades.
Após o Reconhecimento dos Riscos Ambientais propusemos as medidas
visando à eliminação, minimização e controle destes Riscos.
Comprometimento de todos os Gerentes e Lideranças para as soluções das
não conformidades detectadas.
Envolvimento dos integrantes e estabelecimento de metas e prioridades
Antecipação / Reconhecimentos de Riscos Ambientais
Inicia-se o levantamento dos processos e atividades tendo como base o
Cronograma de Execução e no Histograma de Mão-de-obra Direta (elaborado pelo
Planejamento) que prevê todas as etapas da atividade;
Identificação e Caracterização do risco e dano:
Para cada atividade listada devem ser identificados os riscos ambientais e os danos,
relacionando-os nas colunas correspondentes;
Número de funcionários Expostos e tipo de exposição;
Avaliação do Risco.

Forma de Registro, Manutenção e Divulgação de Dados


Serão apresentadas e registradas na sequência do Programa as ações
tomadas, devendo estas ser divulgadas através de: palestras, Integração, Treinamento
Diário de Segurança Meio Ambiente e Saúde, Quadros de Aviso, Reunião da CIPA
etc.
Estes documentos deverão ser mantidos por 20 (vinte) anos, conforme
determina a Portaria 3.214 do TEM.

Base Legal
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA é uma exigência da
Norma Regulamentadora Número 09 da Portaria 3.214/78, da Secretaria de
Segurança e Saúde do Trabalho, de 04 de julho de 1995.

Justificativa
A comunidade prevencionista, sindicatos, organismos oficiais e outros
segmentos da sociedade, após alguns anos de debates, discussões, propostas e
acordos, regulamentou oficialmente através de Portarias da SSMT – TEM, o PPRA –
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e o PCMSO – Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional, que possuem grande integração entre os mesmos, se
vinculando a partir de interesses definidos entre as NR’s 07 e 09.
PRIORIDADES E METAS DE AVALIAÇÃO E CONTROLE

Estabelecimento de Prioridades
As seguintes situações determinam prioridades na gestão dos riscos:
Existência de riscos significativos, levantados durante a fase de antecipação e
reconhecimento;
Locais de trabalho com maior frequência de incidência de Doença e Acidentes do
Trabalho e Restrições Médicas, conforme informações da Medicina Ocupacional;
Maior número de funcionários expostos aos riscos levantados durante a fase de
antecipação e reconhecimento;
Locais onde os Agentes de Riscos estejam acima dos Níveis de Ação, estabelecidos
nos itens 9.3.6.2 da Norma Regulamentadora NR – 09 com base nos indicadores da
NR – 15 e da American Conferenceof Industrial Hygienists – ACGIH.

Estabelecimento de Metas de Avaliação


Serão efetuadas as Avaliações Ambientais Qualitativas, conforme o caso, dos
Riscos Físicos, Químicos e Biológicos visando:
- Comprovar a eficácia do gerenciamento da exposição ou a inexistência dos riscos
identificados na etapa de antecipação / reconhecimento;
- Dimensionar a exposição dos trabalhadores, a partir da análise funcional, na situação
onde os Agentes de Riscos estejam acima dos Níveis de Ação.

Estabelecimento de Metas de Controle


Notas: As necessidades de Medidas de Controle serão consideradas no
estabelecimento / revisão do conjunto de Objetivo / Metas do Programa Integração de
Gestão de SMS.
- Mediante os dados levantados durante as fases de Antecipação, Reconhecimento e
Avaliação dos Riscos, as metas de controle seguirão os seguintes critérios:
- Medidas que eliminem ou reduzam os riscos potenciais ou evidentes à saúde dos
trabalhadores, com adoção de medidas de proteção coletiva;
- Medidas de caráter Administrativo ou de Organização do trabalho;
- Medidas que protejam os trabalhadores dos Riscos, mediante a adoção de
Equipamentos de Proteção Individual (EPI);
Nota:
A medida para a adoção de EPI, somente será implantada quando da inviabilidade de
introdução das demais medidas coletivas quando estas não forem suficientes ou
estiverem sendo implantadas.
Os equipamentos de Proteção Individual serão fornecidos aos funcionários
obedecendo ao estabelecido na Norma Regulamentadora NR-06 e requisitos definidos
no Programa de Gestão de SMS.

Periodicidade e Forma de Avaliação


Será revisado sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano com o
objetivo de avaliar o seu desenvolvimento e realizar os ajustes necessários, assim
como o monitoramento ou reavaliação para verificação da eficácia das medidas de
controle implementadas.
Após o vencimento do PPRA, ficará sob a responsabilidade do Setor de SMS da
empresa, realizar uma análise global do PPRA considerando-se como critérios
básicos, os resultados dos laudos das medições Ambientais obtidas na fase de
Avaliação da exposição dos integrantes, e dos controles médicos previstos no PCMSO
– Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, visando:
- Obter uma avaliação de seu desenvolvimento e eficácia, incorporando os ajustes e
ações necessárias, verificar se os riscos encontrados na fase de Reconhecimento e
Avaliação foram eliminados, minimizados ou neutralizados;
- Verificar se as medidas de Prevenção adotadas neutralizaram as ocorrências de
doenças ocupacionais, e se as mediadas tomadas eliminaram as queixas e as causas
de ausentíssimo ou absenteísmo no trabalho.

Laudo de Avaliação Ambiental


Durante as atividades do Empreendimento será providenciado o Laudo de
Avaliação das Condições Ambientais que avaliará quantitativamente os agentes de
risco, determinando as medidas de controle necessárias e cronograma de
treinamento.

RESPONSABILIDADE
O Gerente de contrato é responsável pelo Programa e acompanhamento das
ações constantes no item sobre Antecipação, Reconhecimento, Avaliação e Medidas
Preventivas dos Riscos.

Demais responsabilidades:
Assegurar que seus liderados conheçam e cumpram os requisitos do PPRA;
São responsáveis por implantar e manter as medidas de proteções coletivas, cobrar o
uso dos EPI’s de seus liderados e cooperar com a equipe de SMS nas ações de
identificação, avaliação, monitoramento, controle e treinamentos.
Supervisores e Líderes (Assistentes Técnicos e Encarregados):
São responsáveis por implantar e manter as medidas de proteção coletiva,
cobrar o uso dos EPI’s de seus liderados e cooperar com a equipe de SMS nas ações
de identificação, avaliação, monitoramento, controle e treinamentos.

SMS:
É responsável por identificar, avaliar e medir os riscos, estudar medidas de
controle e proteção, em conjunto com a equipe dirigente, dar treinamentos, avaliar
eficiência das proteções e treinamentos e gerar relatórios.

Integrantes:
São responsáveis por usar as proteções, conforme orientação recebida do
setor de SMS, e de seus líderes, conhecer e seguir os procedimentos de SMS para o
trabalho que executam e colaborar na implantação e execução do PPRA.
Na ocorrência de riscos ambientais nos locais de trabalho que coloque em situação de
grave e eminente risco um ou mais trabalhadores, interromper de imediato as suas
atividades, comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as devidas
providências.

FATORES DE RISCO LER/DORT

LER/DORT pode ser definida como síndrome relacionada ao trabalho, resultam


da sobrecarga e falta de tempo de recuperação do sistema osteomuscular. As
LER/DORT, segundo dados da OIT (2005), representam 40% do total gasto
mundialmente. Foram gastos 1,25 trilhões com doenças e mortes relacionadas ao
trabalho em 2003.
Seu desenvolvimento é multicausal, com diversos fatores de risco:

Fatores Ligados ao Ambiente Físico da Tarefa


Sobrecarga muscular estática e dinâmica (posturas forçadas, mobiliário e
equipamentos inadequados, etc.)

Fatores Ligados à Organização do Trabalho


Ritmo e pressão de trabalho excessivo;
Excesso de jornada;
Ausência de pausas.
TRANSFORMAÇÃO

Com a espera de desencadear um processo de melhoria das condições de


trabalho dos trabalhadores, conscientização dos profissionais e empregadores,
potencialização das ações, entre outros. O que se busca é desencadear a
transformação, a mudança de mentalidade.

METODOLOGIA DE AÇÃO

Priorização de abordagens coletivas nas ações fiscais, de forma sistêmica


utilizando instrumentos tais como:
- Notificação Coletiva TN e NAD
- Processo de negociação tripartite.

ANEXO I: CHECK LIST BÁSICO LER/DORT

Programa de Prevenção de Doenças Relacionadas ao Trabalho / LERDORT

ASPECTOS FÍSICOS DA TAREFA (NR 17) (NR 24)

1. Não deverá ser exigido nem admitido o Transporte Manual de Cargas, por
trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua
segurança ( ) Prazo _______ dias.
2. Apresentar a comprovação de treinamento ou instruções aos trabalhadores
quanto ao transporte manual de cargas com vistas de salvaguardar sua saúde
e prevenis acidentes ( ) Prazo _______ dias.
3. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de
ação manual deverá ser executado de forma eu o esforço físico realizado pelo
trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a
sua saúde ou a sua segurança ( ) Prazo _______ dias.
4. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas,
mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador
condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos
seguintes requisitos mínimos: a) Ter altura e características da superfície de
trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos
olhos ao campo de trabalho com a altura do assento; b) Ter área de trabalho
de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; c) Ter características
dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos
segmentos corporais ( ) Prazo _______ dias.
5. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes
requisitos mínimos de conforto: a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à
natureza da função exercida; b) Características de pouca ou nenhuma
conformação na base do assento; c) Borda frontal arredondada; d) Encosto
com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar ( )
Prazo _______ dias.
6. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir
da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés,
que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador ( ) Prazo _______
dias.
7. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados em pé, devem
ser colocados assentos para descanso em locais que possam ser utilizados por
todos os trabalhadores durante as pausas ( ) Prazo _______ dias.
8. Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com
terminais de vídeo devem observar o seguinte: a) Condições de mobilidade
suficientes para permitir o ajuste da tela de equipamento à iluminação do
ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos ângulos de
visibilidade ao trabalhador; b) O teclado deve ser independente e ter
mobilidade, permitindo ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a
serem executadas; c) A tela, o teclado e o suporte para documento sejam
aproximadamente iguais; d) Serem posicionados em superfícies de trabalho
com altura ajustável ( ) Prazo _______ dias.
9. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação
intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios,
escritórios, salas desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são
recomendadas as seguintes condições de conforto: a) Níveis de ruído de
acordo com o estabelecido na NBR-10152, norma brasileira registrada no
INMETRO; b) Índice de temperatura efetiva entre 20ºC e 23ºC; c) Velocidade
do ar não superior a 0,75m/s; d) umidade relativa do ar não inferior a 40% ( )
Prazo _______ dias.
10. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho
são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413 ( ) Prazo _______
dias.
11. Os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem
depressões que prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação
de materiais ( ) Prazo _______ dias.
12. Nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de trabalho,
onde houver perigo de escorregamento, serão empregados materiais ou
processos antiderrapantes ( ) Prazo _______ dias.
13. Elaborar levantamento do número de trabalhadores por turno, adequando o
dimensionamento das instalações sanitárias de forma a atender o turno com
maior número de trabalhadores simultâneos, guardando a separação por
sexos, mantidas limpas durante toda a jornada de trabalho ( ) Prazo _______
dias.
14. Nas atividades comerciais, bancárias, securitárias, de escritório e afins, nas
quais não haja troca de roupa, não será o vestiário exigido, admitindo-se
gavetas, escaninhos ou cabides, onde possam os empregados guardar ou
pendurar seus pertences ( ) Prazo _______ dias.
15. Na hipótese de o trabalhador trazer a própria alimentação, providenciar
condições de conservação e higiene adequadas e meios para aquecimento em
local próximo ao destinado às refeições ( ) Prazo _______ dias.
16. Em todos os locais de trabalho deverá ser fornecida aos trabalhadores água
potável fresca, em condições higiênicas, sendo proibido o uso de recipientes
coletivos e fresca em quantidade superior a 1/4 (um quarto) de litro (250ml) por
hora/homem trabalho ( ) Prazo _______ dias.
17. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do
pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da
análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte: a) Para efeito
de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em
consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores; b) Devem ser
incluídas pausas para descanso; c) Quando do retorno do trabalho, após
qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência
de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção
vigentes na época anterior ao afastamento. ( ) Prazo _______ dias.
PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL – PCMSO -NR 7

1. Providenciar a comprovação da realização dos exames médicos: a)


Admissional; b) Periódico; c) De retorno ao trabalho; d) De mudança de função;
e) Demissional ( ) Prazo _______ dias.
2. A primeira via do Atestado de saúde Ocupacional (ASO) ficará arquivada no
local de trabalho do trabalhador à disposição da fiscalização do trabalho ( )
Prazo _______ dias.
3. Indicar no Atestado de Saúde Ocupacional dos trabalhadores do setor
operacional (operadores, supervisores, gerentes, monitores) o risco
ergonômico da atividade ( ) Prazo _______ dias.
4. Realizar Levantamento Estatístico do número de queixas osteomusculares,
com ou sem afastamento do trabalho, dentre os trabalhadores expostos a
risco ergonômico ( ) Prazo _______ dias.
5. Delimitar no PCMSO as condutas e os parâmetros utilizados frente aos
acometimentos por causas osteomusculares, no grupo de trabalhadores
expostos a risco ergonômico, incluindo os critérios para a emissão da
Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT ( ) Prazo _______ dias.

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA – NR 9

1. Providenciar a elaboração e implementação do PPRA ( ) Prazo _______ dias.


2. O PPRA deverá conter, no mínimo, a seguinte estrutura: a) Planejamento anual
com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; b) Estratégia e
metodologia de ação; c) Forma do registro, manutenção e divulgação dos
dados; d) Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA ( )
Prazo _______ dias.
3. Deverá ser efetuada, sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano,
análise e avaliação do desenvolvimento do PPRA e realização dos ajustes
necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades ( ) Prazo
_______ dias.
4. O documento-base e suas alterações deverão estar disponíveis de modo a
proporcionar o imediato acesso às autoridades competentes ( ) Prazo _______
dias.
5. Providenciar no reconhecimento dos riscos ambientais: a) A sua identificação
b) A determinação e localização das possíveis fontes geradoras c) A
identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes
no ambiente de trabalho d) A identificação das funções e determinação do
número de trabalhadores expostos e) A caracterização das atividades e do tipo
da exposição f) A obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de
possível comprometimento da saúde decorrente do trabalho g) Os possíveis
danos à saúde relacionados aos riscos identificados disponíveis na literatura
técnica; h) A descrição das medidas de controle já existentes ( ) Prazo
_______ dias.
6. Providenciar a avaliação quantitativa para: a) Comprovar o controle da
exposição ou a inexistência riscos identificados na etapa de reconhecimento; b)
Dimensionar a exposição dos trabalhadores; c) Subsidiar o equacionamento
das medidas de controle ( ) Prazo _______ dias.
7. Comprovar treinamento dos trabalhadores quanto aos procedimentos e
informação sobre a implantação de medidas de caráter coletivo ( ) Prazo
_______ dias.

CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO

Os locais de trabalho devem ser dotados de condições acústicas adequadas à


comunicação telefônica, adotando-se medidas tais como o arranjo físico geral e dos
postos de trabalho, pisos e paredes, isolamento acústico do ruído externo, tamanho,
forma, revestimento e distribuição das divisórias entre os postos, com o fim de atender
o disposto no item 17.5.2, alínea “a” da NR-17.
Os ambientes de trabalho devem atender ao disposto no subitem 17.5.2 da
NR- 17, obedecendo-se, no mínimo, aos seguintes parâmetros:
 Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira
registrada no INMETRO, observando o nível de ruído aceitável para efeito de
conforto de até 65 dB(A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não
superior a 60 dB;
 Índice de temperatura efetiva entre 20º e 23ºC;
 Velocidade do ar não superior a 0,75 m/s;
 Umidade relativa do ar não inferior a 40% (quarenta por cento).

Devem ser implementados projetos adequados de climatização dos ambientes


de trabalho que permitam distribuição homogênea das temperaturas e fluxos de ar
utilizando, se necessário, controles locais e/ou setorizados da temperatura, velocidade
e direção dos fluxos.
As empresas podem instalar higrômetros ou outros equipamentos que
permitam ao trabalhador acompanhar a temperatura efetiva e a umidade do ar do
ambiente de trabalho.
Para a prevenção da chamada “síndrome do edifício doente”, devem ser
atendidos:
 O Regulamento Técnico do Ministério da Saúde sobre “Qualidade do Ar de
Interiores em Ambientes Climatizados”, com redação da Portaria MS nº 3.523,
de 28 de agosto de 1998 ou outra que a venha substituir;
 Os Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes
climatizados artificialmente de uso público e coletivo, com redação dada pela
Resolução RE n.º 9, de 16 de janeiro de 2003, da ANVISA - Agência Nacional
de Vigilância Sanitária, ou outra que a venha substituir, à exceção dos
parâmetros físicos de temperatura e umidade.
 O disposto no item 9.3.5.1 da Norma Regulamentadora nº 9 (NR 9).

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

A organização do trabalho deve ser feita de forma a não haver atividades aos
domingos e feriados, seja total ou parcial, com exceção das empresas autorizadas
previamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, conforme o previsto no Artigo 68,
“caput”, da CLT e das atividades previstas em lei.
Aos trabalhadores é assegurado, nos casos previamente autorizados, pelo menos um
dia de repouso semanal remunerado coincidente com o domingo a cada mês,
independentemente de metas, faltas e/ou produtividade.
As escalas de fins de semana e de feriados devem ser especificadas e
informadas aos trabalhadores com a antecedência necessária, de conformidade com
os Artigos 67, parágrafo único, e 386 da CLT, ou por intermédio de acordos ou
convenções coletivas.
Os empregadores devem levar em consideração as necessidades dos operadores na
elaboração das escalas laborais que acomodem necessidades especiais da vida
familiar dos trabalhadores com dependentes sob seus cuidados, especialmente
nutrizes, incluindo flexibilidade especial para trocas de horários e utilização das
pausas.
A duração das jornadas de trabalho somente poderá prolongar-se além do
limite previsto nos termos da lei em casos excepcionais, por motivo de força maior,
necessidade imperiosa ou para a realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou
cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto, conforme dispõe o Artigo 61 da
CLT, realizando a comunicação à autoridade competente, prevista no §1º do mesmo
artigo, no prazo de 10 (dez) dias.
Em caso de prorrogação do horário normal, será obrigatório um descanso
mínimo de 15 (quinze) minutos antes do início do período extraordinário do trabalho,
de acordo com o Artigo 384 da CLT.
O contingente de operadores deve ser dimensionado às demandas da
produção no sentido de não gerar sobrecarga habitual ao trabalhador.
O contingente de operadores em cada estabelecimento deve ser suficiente para
garantir que todos possam usufruir as pausas e intervalos previstos.
Para prevenir sobrecarga psíquica, muscular estática de pescoço, ombros,
dorso e membros superiores, as empresas devem permitir a fruição de pausas de
descanso e intervalos para repouso e alimentação aos trabalhadores.
Nos locais de trabalho deve ser permitida a alternância de postura pelo
trabalhador, de acordo com suas conveniência e necessidade.

CONCLUSÃO

Qualquer postura desde que mantida de maneira prolongada é mal tolerada. A


alternância de posturas deve ser sempre privilegiada, pois permite que os músculos
recebam seus nutrientes e não fiquem fatigados.
A alternância da postura deve sempre ficar à livre escolha do trabalhador. Ele é
quem vai saber, diante da exigência momentânea da tarefa, se é melhor a posição
sentada ou em pé. Uma tarefa tem exigências variadas, por isso nunca se pode
afirmar de antemão qual é a melhor postura baseando-se apenas em critérios
biomecânicos. Por exemplo, um caixa de supermercado prefere ficar sentado quando
manipula mercadorias leves, quando faz um troco ou quando confere cheques. Mas
prefere se levantar quando lida com mercadoria pesada ou frágil, assim como quando
percebe um cliente potencialmente agressivo. Permanecendo em pé, os olhos de
ambos situam-se na mesma altura, diminuindo a sensação subjetiva de inferioridade.
Logo, não são os fisiologistas que têm a palavra final sobre o conforto.
A postura de trabalho adotada é função da atividade desenvolvida, das
exigências da tarefa (visuais, emprego de forças, precisão dos movimentos etc.), dos
espaços de trabalho, da ligação do trabalhador com máquinas e equipamentos de
trabalho como, por exemplo, o acionamento de comandos.
Um posto de trabalho, mesmo quando bem projetado do ponto de vista
antropométrico, pode se revelar desconfortável se os fatores organizacionais,
ambientais e sociais não forem levados em consideração.
A opinião dos trabalhadores, antes da compra de mobiliário, tem mostrado um
bom resultado em nossa prática de trabalho. Algumas empresas colocam algumas
opções para teste e decidem por aqueles que tiveram melhor aceitação. Pode-se notar
que, quando o usuário tem influência na escolha, os fabricantes dos equipamentos
investem mais em pesquisas para aperfeiçoá-los.

Você também pode gostar