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Art. 966 da Lei n.º 10.

406/02, os incisos I e
Lei 11.638/2007 II do Art. 3º da Lei Complementar n.º
123/06.
• 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se
Art.
• Empresas de Grande Porte microempresas ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a
sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o
• As empresas consideradas como de grande empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de
2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas
porte são as sociedades ou conjunto de Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde
que:
sociedades sobre controle comum que • I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual
tiverem, no exercício anterior, ativo total •
ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II - no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta
superior a R$ 240 milhões ou receita bruta superior a R$ 360
4.800
800..000
360..000
000,,00 (trezentos e sessenta mil reais
000,,00 (três milhões e seiscentos mil reais)
reais)..
reais) e igual ou inferior a R$

anual superior a R$ 300 milhões • § 1º Considera-se receita bruta, para fins do disposto no caput deste artigo, o produto
da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços
prestados e o resultado nas operações em conta alheia, não incluídas as vendas
canceladas e os descontos incondicionais concedidos.

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Demonstrações Financeiras DFC


(art. 176 da Lei 6,404/76)
Principais Demonstrações Financeiras

Art. 176 da Lei 6.404/76 e atualizações: • § 6o A companhia fechada com patrimônio


• Balanço Patrimonial
atrimonial;; líquido, na data do balanço, inferior a R$
• Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados
cumulados;; 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será
• Demonstração do Resultado do Exercício
Exercício;; obrigada à elaboração e publicação da
• Demonstração dos Fluxos de Caixa
Caixa;;
demonstração dos fluxos de caixa. (Redação
dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
• Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

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Balanço Patrimonial Exemplo BP Vale

Conceito e Objetivo
• O objetivo das demonstrações
• As demonstrações contábeis é o de proporcionar
contábeis são uma informação acerca da posição
patrimonial e financeira, do
representação estruturada desempenho e dos fluxos de caixa
da posição patrimonial e da entidade que seja útil a um
grande número de usuários em
financeira e do suas avaliações e tomada de
desempenho da entidade. decisões econômicas.
• As demonstrações contábeis
• (CPC 26, item 9). também objetivam apresentar os
resultados da atuação da
administração, em face de seus
deveres e responsabilidades na
gestão diligente dos recursos que
lhe foram confiados. (CPC 26, item
9).

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Exemplo BP Vale
Exemplo BP Vale

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Reconhecimento de um
Elementos Patrimoniais
elemento patrimonial (CPC 00)
Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da
Item 4.37. Reconhecimento é o processo que consiste na
posição patrimonial financeira são ativos, passivos e patrimônio
incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração
líquido. Estes são definidos como segue (CPC OO): do resultado de item que se enquadre na definição de
(a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado elemento e que satisfaça os critérios de reconhecimento
de eventos passados e do qual se espera que resultem mencionados no item 4.38.
futuros benefícios econômicos para a entidade; Item 4.38. Um item que se enquadre na definição de um
(b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de elemento deve ser reconhecido se:
eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte (a) for provável que algum benefício econômico
em saída de recursos capazes de gerar benefícios futuro associado ao item flua para a entidade ou flua da
econômicos; entidade; e
(c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade (b) o item tiver custo ou valor que possa ser
depois de deduzidos todos os seus passivos. mensurado com confiabilidade.

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Reconhecimento de um Reconhecimento de um
Ativo (CPC 00) Passivo (CPC 00)
Item 4.44 - Um ativo deve ser reconhecido no balanço Item 4.46. Um passivo deve ser reconhecido no
patrimonial:
a) quando for provável que benefícios econômicos balanço patrimonial:
futuros dele provenientes fluirão para a entidade; e a) quando for provável que uma saída de
b) seu custo ou valor puder ser mensurado com
confiabilidade. recursos detentores de benefícios
econômicos seja exigida em liquidação de
Item 4.45. Um ativo não deve ser reconhecido no balanço obrigação presente;
patrimonial quando os gastos incorridos não
proporcionarem a expectativa provável de geração de b) e o valor pelo qual essa liquidação se dará
benefícios econômicos para a entidade além do período puder ser mensurado com confiabilidade.
contábil corrente.

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Reconhecimento de um
Ativo (CPC 00)
Balanço Patrimonial

Item 4.44 - Um ativo deve ser reconhecido no balanço
patrimonial:
a) quando for provável que benefícios econômicos
futuros dele provenientes fluirão para a entidade; e
b) seu custo ou valor puder ser mensurado com
confiabilidade. • Elaborado de acordo com os critérios
previstos na NBC-T-3.2, com nova redação
Item 4.45. Um ativo não deve ser reconhecido no balanço dada pela Lei n.º 11.638/2007 e MP nº
patrimonial quando os gastos incorridos não
proporcionarem a expectativa provável de geração de 449/2008 alterada pela Lei 11.941 de
benefícios econômicos para a entidade além do período 27/05/2009.
contábil corrente.

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RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12 -


Aprova a ITG 1000 – Modelo Estrutura do Balanço Patrimonial (LEI 6.404/76)
Contábil • O BP é Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas
segundo os elementos do patrimônio que registrem, e
As Demonstrações Contábeis devem ser estruturado agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise
de acordo
identificadas, no mínimo, com as seguintes da situação financeira da companhia.
com os § 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem
informações: artigos 178 a
decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas
registrados, nos seguintes grupos:
(a) a denominação da entidade; 184 da Lei I – ativo circulante; e
n.º 6.404 de II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a
(b) a data de encerramento do período 1976 e
longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível.
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos
de divulgação e o período coberto; e posteriores seguintes grupos:
(c) a apresentação dos valores do atualizações. I – passivo circulante;
II – passivo não circulante; e
período encerrado na primeira coluna e na III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas
de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de
segunda, dos valores do período anterior. lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
[...]
18/09/2018
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Contas do Ativo Contas do Ativo
(art. 179 da Lei 6,404/76) (art. 179 da Lei 6,404/76)
I - no ativo circulante: Ativo Não Circulante
II - no ativo realizável a longo prazo:
as disponibilidades,
os direitos realizáveis no curso do exercício social • os direitos realizáveis após o término do
subsequente e,
exercício seguinte,
as aplicações de recursos em despesas do exercício • os direitos derivados de vendas, adiantamentos
seguinte; ou empréstimos a sociedades coligadas ou
controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou
2018 - 2019 - Após exercício participantes no lucro da companhia, que não
seguinte social seguinte
Atual constituírem negócios usuais na exploração do
Ativo Circulante
objeto da companhia;
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Contas do Ativo Contas do Ativo


(art. 179 da Lei 6.404/76) (art. 179 da Lei 6.404/76)

III - em investimentos: • IV – no ativo imobilizado:


as participações permanentes em outras • os direitos que tenham por objeto bens
sociedades; corpóreos destinados à manutenção das
atividades da companhia ou da empresa ou
os direitos de qualquer natureza, não
exercidos com essa finalidade, inclusive os
classificáveis no ativo circulante, decorrentes de operações que transfiram à
Os bens ou direitos que não se destinem à companhia os benefícios, riscos e controle
manutenção da atividade da companhia ou desses bens; (Redação dada pela Lei nº
da empresa; 11.638,de 2007)

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Contas do Ativo Contas do Ativo
(art. 179 da Lei 6,404/76) (art. 179 da Lei 6,404/76)
• Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo
operacional da empresa tiver duração maior que
VI – no intangível: o exercício social, a classificação no circulante ou
• os direitos que tenham por objeto bens longo prazo terá por base o prazo desse ciclo.
incorpóreos destinados à manutenção da
Exercício Social
companhia ou exercidos com essa finalidade, Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a
inclusive o fundo de comércio adquirido. (Incluído data do término será fixada no estatuto.
pela Lei nº 11.638,de 2007) Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos
de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração
diversa.

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Passivos
(art. 180 da Lei 6.404/76) Passivo
a) Obrigações com Fornecedores
b) Empréstimos e Financiamentos
Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive
financiamentos para aquisição de direitos do ativo não c) Obrigações Tributárias
circulante, serão classificadas no passivo circulante, d) Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias
quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo
não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, e) Outras Obrigações
observado o disposto no parágrafo único do art. 179
desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
f) Participações e Destinações do Lucro Líquido
do Exercício.

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Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido
(art. 182 da Lei 6.404/76) (art. 182 da Lei 6.404/76)

Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por § 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação
dedução, a parcela ainda não realizada. patrimonial, enquanto não computadas no resultado
§ 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que
registrarem: do exercício em obediência ao regime de
a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal competência, as contrapartidas de aumentos ou
e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e
a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de
conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas
§ 2° Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com
monetária do capital realizado, enquanto não-capitalizado. base na competência conferida pelo § 3o do art. 177
desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
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ATIVO • PASSIVO
Contas
Patrimônio Líquido CIRCULANTE do •
• CIRCULANTE
Disponibilidade Balanço
(art. 182 da Lei 6.404/76) Duplicatas a Receber Patrimonial • Empréstimos e Financiamentos Bancários
(-) Duplicatas Descontadas • Fornecedores Nacionais
Contas a Receber • Fornecedores Estrangeiros
Estoques
Outros Créditos • Obrigações Trabalhistas
§ 4º Serão classificados como reservas de lucros as Despesas do Exercício Seguinte • Obrigações Tributárias
contas constituídas pela apropriação de lucros da NÃO-CIRCULANTE
• Outras Obrigações

companhia. Realizável a Longo Prazo • NÃO-CIRCULANTE
Valores a Receber
Investimentos • Financiamentos
Participação em Outras Empresas • Obrigações
§ 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas Outros Investimentos •
no balanço como dedução da conta do patrimônio Imobilizado
Bens em Operação
• PATRIMÔNIO LÍQUIDO
• Capital Social
líquido que registrar a origem dos recursos aplicados Imobilizado em Andamento
• Reservas de Capital
(-) Depreciação Acumulada
na sua aquisição. Intangível • Ajustes de Avaliação Patrimonial
Direito Autoral • Reservas de Lucros
Fundo de Comércio • Ações em Tesouraria
Software
• Prejuízos Acumulados
(-) Amortização Acumulada
• Total do Passivo
18/09/2018 Luiz Fernando Dalmonech 28 Total
29 do Ativo
18/09/2018 Luiz Fernando Dalmonech
Capital Social
Capital Social
(Art. 7º Lei 6.404/76)
• Subscrição é o ato jurídico formal pelo qual o sócio, acionista ou titular da
• Art. 7º O capital social poderá ser formado empresa individual assume a obrigação de transferir bens ou direitos para o
patrimônio da entidade à qual está vinculado.
com contribuições em dinheiro ou em
• Subscrição, ou seja, a promessa do sócio de conferir determinado montante de
qualquer espécie de bens suscetíveis de fundos para a formação do capital social, em dinheiro ou em bens; e

avaliação em dinheiro. • Integralização, que é a realização pelo sócio, da promessa de entrega do montante
com o qual se comprometeu para a formação do capital social.

• Quando os sócios subscrevem o capital social, mas não o integralizam


totalmente, é ajustado um prazo para a integralização da parcela restante,
surgindo, assim, a figura do “capital a integralizar”.

• O prazo para integralização é estipulado no contrato social ou em ata de


assembléia, que comprova a dívida do sócio para com a empresa.
• Nota: subscrever (assumir o compromisso de realizar)

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BALANÇO PATRIMONIAL
Uma Introdução
Capital
O Termo “CAPITAL” em Contabilidade
• Capital Autorizado: no caso de sociedades Capital = Recursos
anônimas, é um limite previsto no estatuto Capital de Terceiros =
para novas subscrições de capital sem a = Passivo =
Capital Alheio
necessidade de alteração estatutária. É uma Obrigações
+
autorização prévia no estatuto para aumento Capital próprio = Recursos
de capital por meio de subscrição dentro de (financeiros ou materiais) Patrimônio
certo limite.
=
dos proprietários (sócios Líquido
ou acionistas).
= Capital Total
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BALANÇO PATRIMONIAL
Uma Introdução
Reservas de Lucros
O Termo “CAPITAL” em Contabilidade
Serão classificadas como reservas de lucros as
Capital = Capital Nominal = contas constituídas pela apropriação de lucros da
Capital Social = Capital Registrado = companhia. (§ 4° do artigo 182 da Lei n.º
Capital Subscrito (comprometido) 6.404/76).
• a) Reserva Legal;
Capital a Realizar (a Integralizar) – A aportar – • b) Reserva Estatutária;
(Ainda não colocado a disposição da empresa). • c) Reserva para Contingências;
Capital
Social • d) Reserva de Lucros a Realizar;
Capital Realizado (Integralizado) – Aportado – • e) Reserva de Lucros para Expansão;
(Colocado a disposição da empresa). • f) Reserva de Incentivos Fiscais.

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Reserva Legal Reservas Estatutárias


(art. 193 da Lei 6,404/76) (art. 193 da Lei 6.404/76)
Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por
cento) serão aplicados, antes de qualquer outra Reservas Estatutárias
destinação, na constituição da reserva legal, que não Art. 194. O estatuto poderá criar reservas
excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. desde que, para cada uma:
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva
I - indique, de modo preciso e completo, a
legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido
do montante das reservas de capital de que trata o § 1º do sua finalidade;
artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital II - fixe os critérios para determinar a parcela
social. anual dos lucros líquidos que serão destinados à
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a sua constituição; e
integridade do capital social e somente poderá ser III - estabeleça o limite máximo da reserva.
utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital
capital.
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Reservas para Contingência Reserva de Incentivos Fiscais
(art. 195 da Lei 6.404/76) (art. 195-A da Lei 6.404/76)

Art. 195. A assembleia-geral poderá, por proposta dos


órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por
formação de reserva com a finalidade de compensar, em proposta dos órgãos de administração, destinar
exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de para a reserva de incentivos fiscais a parcela do
perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. lucro líquido decorrente de doações ou
§ 1º A proposta dos órgãos da administração deverá
indicar a causa da perda prevista e justificar, com as razões
subvenções governamentais para investimentos,
de prudência que a recomendem, a constituição da que poderá ser excluída da base de cálculo do
reserva. dividendo obrigatório (inciso I do caput do art.
§ 2º A reserva será revertida no exercício em que 202 desta Lei). (Incluído pela Lei nº 11.638,de
deixarem de existir as razões que justificaram a sua 2007)
constituição ou em que ocorrer a perda.
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Reservas Retenção de Lucros Reservas de Lucros a Realizar


(art. 196 da Lei 6.404/76) (art. 197 da Lei 6.404/76)
Art. 196. A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da
administração, deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício prevista Art. 197. No exercício em que o montante do dividendo
em orçamento de capital por ela previamente aprovado. obrigatório, calculado nos termos do estatuto ou do art. 202,
§ 1º O orçamento, submetido pelos órgãos da administração com a
ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a
justificação da retenção de lucros proposta, deverá compreender todas as
fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, e poderá ter a assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos de
duração de até 5 (cinco) exercícios, salvo no caso de execução, por prazo administração, destinar o excesso à constituição de reserva de
maior, de projeto de investimento. lucros a realizar. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
§ 2º O orçamento poderá ser aprovado na assembleia-geral ordinária § 1o Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a
que deliberar sobre o balanço do exercício.
parcela do lucro líquido do exercício que exceder da soma dos
§ 2o O orçamento poderá ser aprovado pela assembleia-geral ordinária
que deliberar sobre o balanço do exercício e revisado anualmente, quando seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
tiver duração superior a um exercício social. (Redação dada pela Lei nº I - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial
10.303, de 2001) (art. 248); e (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)

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Reservas de Lucros a Realizar Reservas art. 194 e 196
(art. 197 da Lei 6.404/76) (art. 198 da Lei 6.404/76)

II – o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou Limite da Constituição de Reservas e Retenção de Lucros
contabilização de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo
prazo de realização financeira ocorra após o término do
exercício social seguinte. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de Art. 198. A destinação dos lucros para constituição das
2007) reservas de que trata o artigo 194 e a retenção nos termos do
§ 2o A reserva de lucros a realizar somente poderá ser artigo 196 não poderão ser aprovadas, em cada exercício, em
utilizada para pagamento do dividendo obrigatório e, para prejuízo da distribuição do dividendo obrigatório (artigo 202).
efeito do inciso III do art. 202, serão considerados como
integrantes da reserva os lucros a realizar de cada exercício Nota:
que forem os primeiros a serem realizados em Reserva Estatutárias (art. 194);
dinheiro. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) Reserva Retenção de Lucros (art. 196).

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Reserva de Capital Demonstrações Financeiras


(art. 200 da Lei 6.404/76) PERÍODO DE APRESENTAÇÃO
Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser
utilizadas para:
I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros • Lei das S.A.s ao fim do período de 12 meses;
acumulados e as reservas de lucros (artigo 189, parágrafo • Período Chamado “Exercício Social ou Período Contábil”;
único);
II - resgate, reembolso ou compra de ações; • Exercício Social X Ano Civil Imposto de Renda (31.12);
III - resgate de partes beneficiárias; • Exercício Social Definido pelos proprietários;
IV - incorporação ao capital social; • S.A.s de Capital Aberto e Fechado;
V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando • S.A.s de Capital Aberto (Ações em bolsa) Publicação trimestral;
essa vantagem lhes for assegurada (artigo 17, § 5º).
• Fins Gerenciais Relatórios (semanais, quinzenais, mensais...).
Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da
venda de partes beneficiárias poderá ser destinada ao
resgate desses títulos.
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45
BALANÇO PATRIMONIAL
Demonstrações Financeiras Uma Introdução
Relatórios Contábeis Obrigatórios
IDENTIFICAÇÃO
Em $ milhares
• É um dos mais relevantes relatórios contábeis.
• Identifica-se com ele, a saúde financeira e econômica
(no fim do ano ou qualquer data prefixada)

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo

Patrimônio Líquido

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BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL


Uma Introdução Uma Introdução

IDENTIFICAÇÃO – Representação Gráfica O Termo “CAPITAL” em Contabilidade


Balanço Patrimonial Ex.: Subscrição do CAPITAL no valor de R$ 200.000
Ativo Passivo e PL
Bens Obrigações Balanço Patrimonial
• Máquinas • Fornecedores Ativo Passivo
• Veículos • Salários a Pagar
• Estoque • Empréstimos Bancários
• Dinheiro • Impostos a Pagar
Direitos PL
• Títulos a receber Patrimônio Líquido Capital Social 200.000
• Depósitos em Bancos • Capital
• Subscrito (-) Capital a integralizar (-) 200.000
• Integralizado

Total 0 Total 0
Lado Esquerdo Lado direito
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BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL
Uma Introdução Uma Introdução

O Termo “CAPITAL” em Contabilidade O Termo “CAPITAL” em Contabilidade


Ex.: Subscrição e Integralização do CAPITAL em dinheiro Ex.: Integralização do CAPITAL em dinheiro no valor
no valor de R$ 200.000 de R$ 200.000
Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial
Ativo Passivo Ativo Passivo
Caixa 200.000 Caixa 200.000

PL PL
Capital Social 200.000 Capital Social 200.000

Total 200.000 Total 200.000 Total 200.000 Total 200.000

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BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL


Uma Introdução Uma Introdução

O Termo “CAPITAL” em Contabilidade ORIGENS X APLICAÇÕES


Ex.: Subscrição do CAPITAL no valor de R$ 200.000, sendo Aplicações dos Recursos que Todos os Recursos entram
integralizado no ato 20% em dinheiro teve origem (Passivo e PL) = pelo Passivo e PL.
Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial
Ativo Passivo Ativo Passivo e PL
Caixa 40.000 Bens Obrigações
• Máquinas • Fornecedores
• Veículos • Salários a Pagar
PL • Estoque • Empréstimos Bancários
Capital Social 200.000 • Dinheiro • Impostos a Pagar
(-) Capital a integralizar Direitos
• Títulos a receber Patrimônio Líquido
(-) 160.000 • Depósitos em Bancos • Capital
• Subscrito
Total 40.000 Total 40.000 • Integralizado

18/09/2018 52 Luiz Fernando Dalmonech 18/09/2018 53 Luiz Fernando Dalmonech


BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL
Uma Introdução Grupo de Contas

PRINCIPAL ORIGEM DE RECURSOS ATIVO


A quem pertence o Lucro? ATIVO CIRCULANTE
Grupo que gera dinheiro para a empresa pagar
suas contas a curto prazo.
Lucro é a remuneração ao capital
investido na empresa pelos ATIVO NÃO CIRCULANTE
proprietários. ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Compreende itens que serão realizados em dinheiro a
longo prazo, ou de acordo com o ciclo operacional da
Logo, pertence aos proprietários ! atividade predominante.
Os empréstimos que a empresa faz a diretores e a
coligadas também são classificados neste grupo.
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BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL


Grupo de Contas Grupo de Contas

ATIVO PRINCIPAIS DEDUÇÕES DO ATIVO E


PATR.LÍQUIDO
ATIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO CIRCULANTE
- Itens que dificilmente se transformarão em dinheiro Provisão para Devedores Duvidosos (PDD)
ARLP (Ativo Realizado em longo prazo) Parcela estimada pela empresa que não será
Investimentos: não ligados à atividade-fim da recebida, em decorrência de maus pagadores.
empresa. Ex: Ações Outras Cias., Terrenos Deverá ser subtraída de Duplicatas a receber (%
Imobilizado: totalmente correlacionado com a Aceito pelo Imposto de Renda.).
atividade-fim. Ex: Prédios, Veículos, Máquinas. Duplicatas Descontadas - Parte das duplicatas a
INTANGÍVEIS; receber negociadas com as inst. financeiras
(realização antecipada). Deverá ser subtraída de
Duplicatas a Receber.
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BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL
Grupo de Contas Grupo de Contas

PRINCIPAIS DEDUÇÕES PRINCIPAIS DEDUÇÕES


DO ATIVO E PATR. LÍQUIDO DO ATIVO E PATR. LÍQUIDO
ATIVO NÃO CIRCULANTE
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Depreciação Acumulada - Perda da capacidade do
imobilizado de produzir eficientemente. Obtém-se o valor Prejuízo
líquido (bruto – depreciação acumulada) que deverá Da mesma forma que a conta Lucros é acrescida
aproximar-se do seu valor em termos potenciais. ao PL, a conta prejuízos reduz o PL.
Amortização Acumulada -É calculada sobre os bens
intangíveis que representam retorno sobre seu valor de
aquisição.
Exaustão Acumulada – É calculada sobre a exploração
de recursos minerais e florestais.

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Descrição de Algumas Contas do Ativo

ALGUMAS CONTAS DO ATIVO • Ativo Circulante: são valores já realizados


(transformados em dinheiro) ou cuja
CIRCULANTE realizacao em dinheiro deva ocorrer ate o
exercício social seguinte (subsequente).

Luiz Fernando Dalmonech • Exemplos: caixa, bancos, contas a receber,


direitos a serem realizados ate o exercício
social seguinte, despesas pagas
antecipadamente, outras.....

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Ativo Circulante (RIBEIRO, 2010, p. 64-65) AC: Créditos com Clientes
• Disponibilidades: • Contas a Receber (ou Clientes):
Compreendem importâncias Compreendem os direitos a receber de terceiros,
decorrentes da venda de mercadorias, ou de
em dinheiro que estão no
prestação de serviços realizados a prazo.
Caixa ou depositadas em
Compreendem também os direitos a receber da
nome da empresa, em operadoras de cartão de crédito, que correspondem
estabelecimentos bancários. também a valores derivados de vendas ou da
Representam contas de prestação de serviços.
maior liquidez entre todas
as contas do Ativo.
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63 Luiz Fernando Dalmonech
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AC: outros créditos AC: Investimentos Temporários a Curto Prazo

Investimentos Temporários a Curto Prazo:


• Outros Créditos: compreendem os demais créditos que a
empresa tem para receber de terceiros e que não correspondem a direitos
decorrentes de vendas a prazo de mercadorias ou serviços. compreendem as aplicações de dinheiro em Títulos e Valores
Mobiliários, representativos ou não de capital de outras
• Tributos a Recuperar: compreendem os direitos da empresa
empresas.
junto a governos, decorrentes de tributos (impostos, taxas e
contribuições) recolhidos de forma antecipada ou indevida, ou, ainda, Trata-se e investimentos efetuados com caráter especulativo e
que, por força da Legislação, gerem para a empresa direitos de que serão convertidos em dinheiro mediante venda ou resgate,
compensação até o exercício social seguinte. até o exercício social seguinte.

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AC: Despesas do Exercício Seguinte
AC: Estoques

• Estoques:. compreendem os bens destinados à produção (matéria- • Despesas do Exercício Seguinte:


prima, materiais secundários, materiais auxiliares, materiais de
embalagem, etc.) ä prestação de serviços (materiais diversos), à venda • Compreendem as despesas pagas
(mercadorias ou produtos) ou ao consumo (materiais de higiene e antecipadamente, no exercício atual, cujos
limpeza, expediente, embalagem, etc.).
• Estoque de Matérias-primas; fatos geradores ocorrerão durante o exercício
• Estoque de produtos em elaboração; social seguinte.
• Estoques de produtos acabados.

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Balanço Patrimonial Modelo Balanço Patrimonial

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Modelo (Balanço Patrimonial) Modelo Balanço Patrimonial

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Valores Mobiliários Não são valores Mobiliários(lei


• A Lei 10303/2001 incorporou esse conceito ao artigo 2º da Lei 6385/76, que
atualmente vigora com a seguinte redação: 10.303/2001)
• “Art. 2º São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei:


I - as ações, debêntures e bônus de subscrição;
II - os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento
• § 1o Excluem-se do regime desta Lei:
relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II;
• III - os certificados de depósito de valores mobiliários;
• I - os títulos da dívida pública federal, estadual
• IV - as cédulas de debêntures; ou municipal;
• V - as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de
investimento em quaisquer ativos; • II - os títulos cambiais de responsabilidade de
• VI - as notas comerciais;
• VII - os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos instituição financeira, exceto as debêntures.
subjacentes sejam valores mobiliários;
• VIII - outros contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes;
• IX - quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos ou contratos de
investimento coletivo, que gerem direito de participação, de parceria ou de
remuneração, inclusive resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos
advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros.“

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Partes Beneficiárias Partes Beneficiárias
• A - Partes beneficiárias:
1. Conceito: Títulos negociáveis, sem valor nominal e representativo
Bônus de Subscrição
do capital social, que conferem direitos de crédito contra a sociedade,
consistente na participação dos lucros, em no máximo, 10% do lucro • 1. Conceito: títulos emitidos pelas S/A que
liquido anual. confere aos seus titulares o direito de
2. Finalidade: Pode ser emitido para incentivar, por exemplo, os
empregados (principalmente os administradores). conversão em ações. E somente isso!
3. Vedação:
a) só é possível a emissão de partes beneficiárias nas SA de capital • 2. Característica: direito de preferencia de
fechado, que não seja instituição financeira. compra de uma ação
b) Não pode atribuir outros direitos, tais como o voto.
c) Não podem ser eternos: máximo de 10 anos no caso de serviços
prestados
• Observação: muito pouco utilizado hoje em dia.

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Commercial Papers Subscritor


D - Commercial Papers • Subscritor ou acionista: é a pessoa que
• 1. Conceito: é a possibilidade da S/A em emitir nota adquire o Título, assumindo o compromisso
promissória (Resolução 1.723/90 do Conselho
Monetário Nacional do Brasil) passíveis de negociação de efetuar o pagamento na forma
no mercado mobiliário. convencionada nestas Condições Gerais.
2. Característica:
a) geralmente de curto prazo:
i. 30 a 180 dias nas Companhias fechadas
ii. 30 a 360 dias nas Companhias abertas
• b. Cada título corresponde a uma emissão

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