Você está na página 1de 39

RODOLFO PALMEZANO SANTOS MARTINS

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO QUE OTIMIZAM A


SUSTENTABILIDADE EM EDIFICAÇÕES

Cuiabá
2018
RODOLFO PALMEZANO SANTOS MARTINS

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO QUE OTIMIZAM A


SUSTENTABILIDADE EM EDIFICAÇÕES

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


à Universidade de Cuiabá – UNIC-, como
requisito parcial para a obtenção do título de
graduado em Engenharia Civil

Orientador: Vitor Tanno

Cuiabá
2018
RODOLFO PALMEZANO SANTOS MARTINS

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO QUE OTIMIZAM A


SUSTENTABILIDADE EM EDIFICAÇÕES

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


à Universidade de Cuiabá – UNIC-, como
requisito parcial para a obtenção do título de
graduado em Engenharia Civil

BANCA EXAMINADORA

Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)

Cuiabá, 12 de junho de 2018


AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, que me deu o dom da vida e é o motivo da minha existência.


A universidade pelo ambiente interativo e amigável que proporciona.
Aos meus professores pela orientação, apoio e confiança.
A minha família, em especial a minha mãe, meu maior exemplo que nunca mediu
esforços para me ajudar a chegar até aqui.
Aos meus avós que não se cansam de me ensinar os verdadeiros valores da vida.
A minha namorada por seu amor e dedicação.
Aos meus amigos que fizeram parte dessa jornada e tornaram o ambiente mais
descontraído e aconchegante.
A todos que de alguma forma contribuíram para a minha formação acadêmica, o
meu muito obrigado
PALMEZANO, Rodolfo Santos Martin. Materiais de construção que otimizam a
sustentabilidade em edificações. 2018. 43p. Trabalho de Conclusão de Curso de
Graduação em Engenharia Civil pela Universidade de Cuiabá –, Cuiabá, 2018.

RESUMO

A construção civil é uma das atividades humanas que mais utiliza matéria-prima para
realização de suas obras. Com a exploração ambiental e necessidade cada vez
maior de preservação do meio ambiente, alternativas mais viáveis estão sendo
estudas e aplicadas no processo de construção. Alguns materiais normalmente
utilizados podem ser substituídos por outros com características semelhantes, que
produzem os mesmos efeitos e tem a vantagem de serem menos agressivos ao
ambiente. Esse tipo de atitude sustentável vem ganhando maior espaço nos
empreendimentos de construção civil. O trabalho teve como objetivos identificar
aqueles materiais já utilizados em larga escala na área e expôs alguns exemplos de
alternativos, mostrando sua aplicabilidade e algumas características. Quando se
opta pela substituição, são diversos aspectos a serem considerados na escolha mais
adequada. Propriedades como durabilidade, resistência entre outras devem ser
levadas em consideração, além da sua possível interação com outros materiais
utilizados e vida útil da obra. Foram pesquisados por meio de revisão bibliográfica,
trabalhos técnicos e científicos que tratavam do tema a fim de reunir informações e
explorar algumas opções que já são utilizadas na área. Foi verificado que alguns dos
materiais alternativos pesquisados já são utilizados em grande escala no país,
mostrando o avanço do ideal de sustentabilidade na área da construção civil.

Palavras-chave: Sustentabilidade; Materiais Alternativos; Matéria Prima;


Construção Civil; Construção Sustentável.
PALMEZANO, Rodolfo Santos Martin. Building Materials That Optimize
Sustainability in Buildings 2018. 43p. Trabalho de Conclusão de Curso de
Graduação em Engenharia Civil pela Universidade de Cuiabá –, Cuiabá, 2018.

ABSTRACT

Civil construction is one of the human activities that uses the most raw material to
carry out its works. With environmental exploration and the growing need for
preservation of the environment, more viable alternatives are being studied and
applied in the construction process. Some commonly used materials may be
replaced by others having similar characteristics, which produce the same effects
and have the advantage of being less aggressive to the environment. This type of
sustainable attitude has been gaining more space in construction projects. The
objective of the work was to identify those materials already used in large scale in the
area and exposed some examples of alternatives, showing its applicability and some
characteristics. When one opts for substitution, there are several aspects to consider
in the most appropriate choice. Properties such as durability, resistance among
others must be taken into account, in addition to their possible interaction with other
materials used and the useful life of the work. It was searched through a
bibliographical review, technical and scientific works that dealt with the subject in
order to gather information and explore some options that are already used in the
area. It was verified that some of the alternative materials are already used in large
scale in the country, showing the advancement of the ideal of sustainability in the
area of civil construction.

Key-words: Sustainability; Alternative Materials; Feedstock; Construction;


Sustainable construction
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Exemplo do tripé da sustentabilidade. .................................................... 17


Figura 2 – Exemplos de materiais metálicos.. ......................................................... 23
Figura 3 – Edifício em estrutura metálica ................................................................ 24
Figura 4 – Tubulação e Telha de material polimérico (PVC). .................................. 25
Figura 5 – Tijolo feito de material cerâmico ............................................................. 26
Figura 6 – Modelos de tijolos ecológicos. ................................................................ 29
Figura 7 – Estrutura de madeira. ............................................................................. 31
Figura 8 – Piso feito com solo cimento. ................................................................... 32
Figura 9 – Bambu reforçando o concreto. ............................................................... 33
Figura 10 – Tinta ecológica. .................................................................................... 34
Figura 11 – Casa Contêiner..................................................................................... 35
LISTA DE QUADROS
Quadro 1. Diretrizes para alcançar a sustentabilidade nas edificações................... 21
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 13
2. SUSTENTABILIDADE ....................................................................................... 15
2.2. DESAFIOS...................................................................................................... 17
2.3. INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO VERSUS DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL ........................................................................................................ 18
2.3.1. Sustentabilidade nas Edificações ............................................................ 20
3. PRINCIPAIS MATERIAIS UTILIZADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ................. 22
3.1. MATERIAIS METÁLICOS ............................................................................... 23
3.2. MATERIAIS POLÍMEROS .............................................................................. 24
3.3. MATERIAIS CERÂMICOS .............................................................................. 26
3.4. COMPÓSITOS ............................................................................................... 26
3.5. MATERIAIS ELETRÔNICOS .......................................................................... 27

4. MATERIAIS ALTERNATIVOS USADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL................ 28


4.1. ALTERNATIVAS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL ........................................... 29
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................37
REFERENCIAS..........................................................................................................38
13

1. INTRODUÇÃO

O crescimento acelerado da população e suas atividades desencadeou um


aumento na exploração de recursos naturais e consequentemente na geração de
impactos negativos ao ambiente. Tal fato, tem fomentado discussões cada vez
maiores no âmbito da avaliação desses impactos e proposição de alternativas
sustentáveis na realização das atividades humanas.
O setor da construção civil é um dos que mais utilizam recursos naturais,
consome energia e gera resíduos. Assim, a inclusão do fator sustentabilidade no
processo produtivo e nos produtos finais é de suma importância para minimizar os
efeitos negativos decorrentes da atividade. Em todo o mundo, há uma mudança
poderosa em direção ao pensamento ―verde‖, evidenciada por iniciativas, programas
e regulamentações ambientais contínuas. Agora, o aumento do interesse em
economia de energia, eficiência de espaço e redução de resíduos colocou o projeto
de construção sustentável na vanguarda das indústrias de construção industrial,
comercial e residencial. Os fabricantes, empresas e até mesmo os proprietários de
imóveis de hoje estão percebendo a necessidade de reduzir seu impacto no meio
ambiente, tanto hoje quanto durante o ciclo de vida de um edifício ou de um lar.
Quais as alternativas existentes atualmente em relação aos materiais
utilizados em construções, que, por sua vez viabilizam sua sustentabilidade? O
pensamento ambientalista adequado começaria a tomar forma desde a etapa de
projetos. Desse modo, as construções sustentáveis poderiam garantir alta
funcionalidade aliada a promoção de boa qualidade de vida. Os materiais de
construção representam todo corpo estrutural da edificação e os impactos
provocados por esses materiais vão desde a extração das matérias primas e
fabricação, às fases subsequentes, de construção, uso e demolição. Trazem como
benefícios a redução da emissão de resíduos, utilizando menores quantidades de
água e energia e retornando ao ciclo produtivo através de reaproveitamento ou
reciclagem.
O trabalho então possui como objetivo principal apontar medidas e
orientações na escolha de materiais sustentáveis a serem utilizados nas edificações.
Para tanto, os objetivos específicos são: contextualização da sustentabilidade,
demonstrando sua importância, identificar os principais materiais utilizados na
14

construção civil, e por fim, apresentar materiais alternativos com foco nas suas
vantagens.
Foram utilizados meios eletrônicos para a pesquisa bibliográfica em sites de
trabalhos acadêmicos, artigos científicos, livros e manuais técnicos a respeito do
assunto. Algumas bases de dados utilizadas foram: Google Acadêmico e Scielo,
com as seguinte palavras-chave: materiais alternativos na construção civil, materiais
recicláveis, sustentabilidade na engenharia civil, entre outras. As informações foram
reunidas em capítulos com assuntos pré-definidos de modo a melhorar o
entendimento aos conceitos e conhecimentos.
15

2. SUSTENTABILIDADE

As primeiras ideias relativas ao desenvolvimento sustentável surgem na


década de 1970, com o nome de ecodesenvolvimento. O principal objetivo foi
encontrar alternativas entre aqueles que defendiam o desenvolvimento e os que
eram a favor do crescimento zero (ROMEIRO, 2012, p. 68).
Em 1972, é realizada uma Conferência em Estocolmo. O tema ambiental foi
discutido a níveis antes realizados somente com temas de longa tradição
diplomática. Desse modo, esse evento constituiu grande marco no tratamento de
questões relacionadas ao meio ambiente. Os produtos da Conferencia foram a
Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano
com 26 princípios e o Plano de Ação com 109 recomendações. Um dos
apontamentos feitos foi no sentido de: ―defender e melhorar o meio ambiente para
as atuais e futuras gerações se tornou uma meta fundamental para a humanidade‖
(DO LAGO, 2007, p. 47).
O principal conceito de desenvolvimento sustentável surge a partir do
momento em que as mudanças climáticas foram objeto de estudo da Organização
das Nações Unidas (ONU) na segunda metade do século XX (BARBOSA, 2008, p.
1). A Comissão Mundial para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CMMAD)
também conhecida como Comissão de Brundtland conceitua desenvolvimento
sustentável como aquele que garante as necessidades da geração atual, sem
comprometer as gerações futuras. Surge então com objetivo de unir o crescimento
econômico com a preservação e conservação ambiental (CCMAD, 1991.p. 9).
Uma das afirmações do relatório gerado foi de que:

“A pobreza é uma das principais causas e um dos principais efeitos dos


problemas ambientais do mundo. Portanto, é inútil tentar abordar esses
problemas sem uma perspectiva mais ampla, que englobe os fatores
subjacentes à pobreza mundial e à desigualdade internacional‖ (Brundtland,
1987, p.4)

Também segundo o Relatório de Brundtland, algumas medidas deveriam ser


tomadas pelos países a fim de garantir o desenvolvimento sustentável. Dentre elas,
algumas estão, por exemplo: preservação da biodiversidade e dos ecossistemas,
garantia de recursos básicos (água, alimento, energia) a longo prazo, diminuição do
consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes
energéticas renováveis entre outros.
16

A Conferência II da ONU foi a ocorrida em 1992 conhecida como Rio-92. Os


principais produtos foram a criação da Convenção da Biodiversidade e das
Mudanças Climáticas – que resultou no Protocolo de Kyoto –, a Declaração do Rio e
a Agenda 21 (NASCIMENTO, 2010, p. 54). Foi admitido claramente nessa reunião
que havia necessidades reais da conciliação ambiente versus crescimento
econômico (SOUZA & MAFRA, 2014, p.350).
A próxima Conferência, Rio +10, realizada em Johanesburgo afirma que
nenhum dos três pilares (econômico, ambiental e social) é superior hierarquicamente
ao outro, devendo todos funcionarem de maneira sinérgica afim de garantir o melhor
futuro para a humanidade (BODNAR, 2011, p. 329, 330). A Rio +20 funcionou com o
objetivo de reafirmar a urgente necessidade de preservação do meio ambiente
(SOUZA & MAFRA, 2014, p. 352).
Torresi et al (2010, p.1) aponta que o desenvolvimento sustentável não se
restringe a uma ação apenas, como por exemplo reduzir a emissão de gases que
causam o efeito estufa. O termo é muito mais amplo e surge no sentido de um
conjunto de ideais para o uso dos recursos que atendem às necessidades humanas.
Ao se compatibilizar o desenvolvimento com o crescimento econômico, deve
ser considerado o planejamento adequando as exigências de ambos os lados. Além
disso é necessário observar suas inter-relações no cenário social, cultura, político,
econômico e ecológico dentro de uma dimensão nível/espaço (MILARÉ, 2009, p.
65).
Nascimento (2010, p. 54) expõe o tripé da sustentabilidade: setor econômico,
ambiental e social. A parte ambiental diz respeito a capacidade de produção e
consumo garanta aos ecossistemas sua capacidade de resiliência, ou seja, retornar
às suas características originais. Já a parcela econômica visa o aumento da
produtividade de maneira eficiente considerando a exploração da matéria-prima,
conceito conhecido por alguns como ecoeficiencia. A nível social, o autor afirma que
todos os cidadãos têm o direito de viver dignamente em uma sociedade sem
prejudicar uns aos outros, implantando a justiça social.
O modelo do triple bottom line foi desenvolvido inicialmente por John
Elkington e considera necessário a uma gestão, a consideração dos três pilares da
sustentabilidade. A ecoefiencia é a chamada linha entre os elementos econômico e
ambiental. Com isso conclui-se que o ideal seria a produção de bens e serviços que
17

satisfaçam as necessidades humanas e que ao mesmo tempo reduzam os prejuízos


ambientais até um nível suportável pelo planeta (ELKINGTON, 2001, p. 82). A
ecoeficiencia são ações no sentido de minimizar os impactos causados ao meio
ambiente como por exemplo, redução de insumos, substancias toxicas e aumento da
vida útil dos produtos. Porém, podem trazer alguns pontos negativos como
desemprego, destruição de competências entre outros. Nesse sentido, o elemento
social faria o papel de sustentação (BARBIERI et al, 2010, p. 151).

Figura 1. Exemplo do tripé da sustentabilidade.

Fonte: https://sustentarqui.com.br/dicas/arquitetura-ecologica-x-arquitetura-
sustentavel/ (2018)

Não é possível alguma atividade gerar um impacto ambiental zero, pois tudo
cobra algum custo ambiental. Entretanto o esforço deve se concentrar em proteger a
natureza, de agir de acordo com seu ritmo devolvendo a ela mais do que se tem
tirado (BOFF, 2017, p 23).

2.2. DESAFIOS

O conhecido tripé da sustentabilidade, sustentado pelos três setores:


econômico, ambiental e social, foi assunto bem debatido na Rio +20. Entretanto
segundo Martine & Alves (2015, p. 2) o tripé passou a ser um ―trilema‖, ou seja, ―uma
proposição formada de três lemas contraditórios ou que reúne uma escolha difícil
entre três opções conflitantes‖.
O desenvolvimento e a sustentabilidade são temas contraditórios. Segundo
Boff (2017, p. 40) O primeiro é linear, crescente gerando profundas desigualdades
18

(riqueza e pobreza) privilegiando a acumulação individual. É um termo que advém


da cultura capitalista/econômica. Já a sustentabilidade provém da biologia/ecologia e
tem uma lógica circular e includente. Busca a interdependência e inclusão de todos
dentro de um ecossistema.
Há diversas correntes de pensadores e com isso é inevitável a existência de
críticas ao chamado desenvolvimento sustentável (BARBIERI et al, 2010, p. 148). O
autor afirma por exemplo que o que consta no relatório da CMMAD referente a
erradicação da pobreza com o crescimento econômico, encontra diversas objeções,
pois há quem defenda que este último é justamente a causa dos problemas
ambientais e sociais mundiais.
Barbieri et al (2010, p. 152) coloca que as inovações sustentáveis ainda não
são executadas de forma efetiva, pois os quesitos ambiental e social necessitam de
novas ferramentas e modelos de gestão que estão sendo desenvolvidos aos
poucos.
É fato a necessidade da humanidade de produzir para atender as demandas
humanas, entretanto Boff (2017, p. 42) coloca algumas perguntas que deveriam ser
respondidas no intuito de auxiliar o pensamento de desenvolvimento sustentável:
Sob que forma deveria ser essa produção? Quanto poderá se ganhar com ela? Ou
como poderá ser feita estando em harmonia com a Terra ou com outra realidade? A
resposta à essas perguntas definirá o modo de viver da sociedade sustentável ou
não.
O desenvolvimento sustentável está sujeito a outras variáveis externas como
por exemplo o comportamento dos seres humanos, individual e coletivamente, os
processos sociais existentes em cada território e o tempo que o ambiente leva para
se recuperar. Assim é necessário levar isso em conta ao se afirmar um compromisso
das gerações atuais para com as futuras (GUIMARÃES & FEICHA, 2009, p.308).

2.3. INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO VERSUS DESENVOLVIMENTO


SUSTENTÁVEL

Em 1990 foi publicado pelo Conselho Internacional da Construção (CIB) a


Agenda 21 on Sustainable Construction, uma agenda para o setor da construção
19

civil que detalha alguns conceitos, aspectos e desafios enfrentados pelo setor da
construção civil. Entre os pontos colocados, pode-se citar (CIB, 1999, p. 54-57):
a) Gerenciamento e organizações de processos - definição de padrões e
melhorias da qualidade ambiental das construções, melhorando a gestão,
aumentando a segurança no ambiente de trabalho, integrando disciplinas, incluindo
novas tecnologias, qualificando a mão de obra, reciclando e reutilizando Resíduos
de Construção Civil – RCC, normalização e conscientização pública.
b) Qualidade ambiental de edifícios –ciclo de vida de produtos e serviços,
seleção de materiais ambientalmente saudáveis; poluição em canteiros e indústrias.
c) Redução de consumo de recursos naturais – redução de desperdício e
gestão de resíduos, uso racional dos insumos.
A sustentabilidade urbana proposta por Romero (2001, p. 55) é baseado em
algumas diretrizes que por si só se complementam entre si, sustentando o tema
quando aplicado a Engenharia Civil:
a) Desenvolvimento econômico: acessibilidade nas habitações, segurança
pública, mobilidade
b) Inclusão social;
c) Preservação ambiental para as gerações futuras;
d) Qualidade pela preservação da diversidade e não a quantidade.
Obviamente, conseguir ter um equilíbrio satisfatório para atingir a
sustentabilidade requer vários métodos eficientes para serem usados em todas as
etapas da construção início do ciclo de vida até o fim. Especialmente em projetos de
construção, o estágio de projeto é importante porque nesta fase, os designers
devem examinar mais ambientalmente sistemas de construção amigáveis que
reduzem a energia operacional e recorrente e como resultado, custo dos edifícios
durante a sua vida. (YUDELSON 2009, p. 8).
Independentemente da fase de construção, em geral, há algumas indicações
pelas quais os engenheiros são capazes de julgar se o projeto é sustentável ou não.
Por exemplo, considerar que um projeto está planejado para ter uma enorme
contribuição para a sociedade, como construção de um museu ou estádio esportivo
(MACHADO 2012, p22).
Correa (2009, p. 29) coloca que os projetos na Construção Civil devem
obedecer algumas pré-condições para embasar a sustentabilidade: 1) qualidade
que, por sua vez, garante a eficiencia e a busca de melhoria contínua; 2) eliminar o
20

fornecimento informal de materiais e serviços, garantindo a legitimidade dos


processos produtivos e 3) inovação tecnológica, soluções criativas e capacitação de
mão-de-obra.
Para Oliveira (2009, p. 23), podemos definitivamente dizer que esses tipos de
projetos estão alinhados com os critérios de sustentabilidade. Como outro exemplo
sustentável, leve em conta projetos com a intenção de melhorar ambientes áridos
como a irrigação canais ou projetos para proteger o solo da erosão, como um projeto
de florestamento.
Além disso, é importante ressaltar que existem algumas exceções nos
projetos que os engenheiros devem estar vigilantes e evitá-los. Por exemplo, um
projeto de irrigação que no primeiro vislumbre parece um plano aceitável, no
entanto, com escrutínio podemos encontrar que o processo de tomada de decisão e
estudo de viabilidade deste projeto está sob pressão de políticos ou é apenas para
absorção de recursos financeiros para gestos políticos, (TORGAL 2010, p. 5).
A indústria da construção é uma das indústrias mais importantes que
contribuem para o poluição no mundo e como resultado colocar uma grande pressão
sobre o meio ambiente. Os setores de construção e indústria é responsável por mais
de 30% do consumo total de energia global, mais de 70% do consumo de energia
em todo o ciclo de vida para fornecer aos inquilinos com a necessidade de cozinhar,
lavar, arrefecer e outros requisitos (CHENG et al., 2008).
Os outros 10-20 por cento residual é energia incorporada consumida em todo
a extração de materiais, processamento e uso na construção, no entanto, pode
melhorar a mais consumo se construir idade útil não for tempo suficiente (CHENG et
al., 2008).

2.3.1. Sustentabilidade nas Edificações

Librelotto (2005, p.119) considera que a industria da construção civil é de


certa forma muito ampla. A partir disso, o subsetor de edificações envolveria à todas
as empresas e atividades ligadas ao mercado de edificações. Entraria nesse caso,
os profissionais que realizam construções de por exemplo, casas de madeira, de
alvenaria, pré-fabricadas, metálicas ou edificios de apartamentos nos mais variados
sistemas construtivos que existem.
21

O Quadro 1 ilustra um modelo de acordo com Vilhena (2007, p.63) de


diretrizes para a sustentabilidade das edificações elenca aspectos ambientais,
sociais, econômicas e institucionais.

Quadro 1. Diretrizes para alcançar a sustentabilidade nas edificações.

Fonte: Vilhena (2007, p. 63).


Um projeto sustentável deve ser ecologicamente correto, socialmente justo e
economicamente viável, envolvendo com isto muitas variáveis, como o uso racionais
dos insumos (matéria-prima e energia) e a adequada seleção dos materiais a serem
utilizados. Surge então o conceito de ―edifício verde‖ que tem por objetivo um
conjunto de técnicas para reduzir o impacto das edificações ao meio ambiente. Os
principais aspectos relacionados são: reduzir cargas, otimizar sistemas, gerar
energia renovável e selecionar materiais ―verdes‖ (GOULART, 2008, p 3, 4).
22

3. PRINCIPAIS MATERIAIS UTILIZADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

De acordo com Ribeiro et al (2006, p.13) os materiais de uso na construção


civil podem ser de natureza diversa que desempenham função especifica no campo
de ambientes construídos e seus determinados fins. Os fatores determinantes na
escolha de materiais e técnicas construtivas podem ser históricos, geográficos,
culturais, sociais, econômicos e políticos. A autora afirma que durante todas as
etapas da construção são planejadas e executadas em função do material
constituinte, evidenciando a importância do seu conhecimento e aplicação.
No ramo da construção civil, existem materiais que são utilizados há anos da
mesma maneira como por exemplo o concreto, e outros que sofrem algumas
modificações constantemente. Com a evolução do homem, acompanhou-se a
evolução dos materiais em busca de facilitar cada vez mais seu uso e criar novos
materiais a medida da sua necessidade e sustentabilidade (HAGEMANN, 2011, p.
15).
A área que estuda os materiais, suas características, estrutura interna e
propriedades é denominada Ciência e Engenharia dos Materiais. Em decorrência
desse conhecimento é possível então avaliar qual seu melhor uso e aplicabilidade
isoladamente ou na maioria das vezes considerando as interações entre os
diferentes materiais existentes.
Conforme Calister (2002, p.3) o estudo e escolha dos materiais a serem
utilizados dependem de alguns critérios. Em primeiro lugar as condições de serviço
que, por sua vez, irão ditar as propriedades exigidas do material. Às vezes é
necessário renunciar a alguma característica em detrimento de outra. O segundo
ponto a ser considerado são as possíveis deteriorações nos materiais ao longo do
serviço. E por fim, a variável custo também deve ser levada em consideração no
processo.
A maioria dos materiais utilizados nas engenharias são classificados em três
categorias: materiais metálicos, poliméricos e cerâmicos. Os demais se enquadram
nas categorias de compósitos e eletrônicos (SMITH & HASHEMI, 2012, p. 4).
23

3.1. MATERIAIS METÁLICOS

São substâncias inorgânicas compostas de um ou mais elementos metálicos


como ferro, alumínio, cobre e/ou não metálicos como carbono, nitrogênio, oxigênio,
podendo ser observados na figura 2. Possuem estrutura cristalina dispondo os
átomos de maneira ordenada. As chamadas ligas metálicas são a combinação de
dois ou mais metais, ou um (ou mais) metais e um (ou mais) não metais. (SMITH &
HASHEMI, 2012, p. 5).
Figura 2. Exemplos de materiais metálicos.

Fonte: https://conceito.de/metais. (2018)

Possuem um grande número de elétrons não localizados, ou seja, não estão


ligados a nenhum átomo em particular. A maioria das propriedades dos metais estão
ligadas a esses elétrons. Geralmente são bons condutores de eletricidade e calor e
não são transparentes à luz. Além disso são resistentes e ainda sim deformáveis, o
que justifica seu amplo uso nas estruturas (CALLISTER, 2002, p. 4).
Dos Santos (2017, p. 18, 19) aponta que as propriedades dos metais estão
intimamente ligadas à sua microestrutura, que pode ser alterada das seguintes
formas:
a) Modificação da composição química da liga, alterando o teor dos
componentes ou adicionando novos;
b) Alteração dos processos de fabricação: a mesma liga solidificada em moldes
com diferentes capacidades de extração de calor, provoca diferentes velocidades de
solidificação.
c) Aplicação de tratamentos térmicos provocando alterações em suas fases.
24

O aço é uma das estruturas metálicas mais utilizadas na construção civil e


tem possibilitado aos profissionais da área encontrar soluções eficientes e de alta
qualidade, como pode ser observado na figura 3. Entre as vantagens da utilização
desse material estão a redução do tempo de construção, racionalização de materiais
e mão-de-obra e aumento da produtividade.
Figura 3. Edifício em estrutura metálica.

Fonte: LAR Imovéis.


https://www.larimoveis.com.br/blog/estrutura-metalica-construcao-civil/ (2018)

3.2. MATERIAIS POLÍMEROS

No geral são materiais de borracha e plástico. Alguns são compostos


orgânicos que contém carbono, hidrogênio e outros elementos não metálicos.
Geralmente são de baixa densidade e flexíveis (CALLISTER, 2002, p.4). Uma
classificação mais abrangente do autor cita ainda os Revestimentos, os Adesivos, as
Espumas e as Películas.
A estrutura da maior parte dos polímeros não é cristalina. Geralmente são
maus condutores de eletricidade, tem baixa densidade e quando expostos a baixas
temperaturas se decompõe ou amolecem. Algumas industrias produzem
combinações de polímeros, chamadas ligas poliméricas ou misturas (SMITH &
HASHEMI, 2012, p. 7).
De acordo com Silva & da Silva (2013, p. 14) os polímeros podem ser
classificados de acordo com:
a) Sua origem: podem ser naturais ou sintéticos. Como exemplos de polímeros
naturais pode-se citar a borracha natural, a celulose e as proteínas. Entre os
sintéticos estão o polietileno e o PET.
25

b) Fusibilidade e/ou solubilidade: podem ser fundidos por aquecimento e


solidificados por resfriamento e são chamados de termoplásticos. Já os
denominados termorrígidos são infusíveis e insolúveis.
c) Comportamento mecânico: do ponto de vista tecnológico são classificados em
borrachas, plásticos e fibras.
d) Número de monômeros: homopolímero se foi usado somente um monômero e
copolímero se foram usados dois ou mais.
e) Método de preparação: polímeros de adição quando ocorre uma reação de
adição comum ou polímero de condensação quando acontece uma reação de
polimerização com formação de subprodutos.
f) Estrutura química da cadeia polimérica: grupos funcionais presentes na
macromolécula.
g) Configuração dos átomos da cadeia polimérica: polímeros podem ser
divididos em cis ou trans.
h) Encadeamento: cabeça-cauda, quando os meros são incorporados na cadeia
de maneira regular, ou do tipo cabeça-cabeça, cauda-cauda.
i) Taticidade da cadeia polimérica: isotáticos, atáticos ou sindiotáticos.
Da Silva & da Silva et al (2013, p. 9-12) cita alguns usos de materiais
poliméricos na construção civil como mostra a figura 4: instalações prediais de água,
esgoto sanitário e captação e condução de águas pluviais, com usos de PVC (poli
cloreto de vinila); instalações elétricas por meio de eletrodutos para passagens de
fios e cabos, além de caixas, espelhos e tomadas; esquadrias e portas; telhas de
PVC rígido e fibra de vidro; pisos, revestimentos, forros, tintas e vernizes.

Figura 4. Tubulação e telha de material polimérico (PVC).

Fonte: https://www.tudoengcivil.com.br/2014/10/plasticos-materiais-de-construcao-civil.html;
https://www.amoedo.com.br/telha-pvc-colonial-230x88-cm-precon, (2018).
26

3.3. MATERIAIS CERÂMICOS

São geralmente óxidos, nitretos e carbetos. Existe uma ampla variedade de


materiais nessa categoria, incluindo cerâmicos compostos por minerais argilosos,
cimento e vidro. São tipicamente isolantes de eletricidade e calor, resistindo melhor a
altas temperaturas do que os metais e polímeros, sendo duros, porém quebradiços
(CALLISTER, 2002, p.4).
Bogas (2013, p. 7) divide os materiais cerâmicos em dois grandes grupos: os
tradicionais e os técnicos. Os primeiros são associados aos materiais silicatados,
tendo três componentes básicos: argila, sílica e o feldspato. A argila confere
propriedades plásticas ao material necessárias a moldagem. A sílica seria o
esqueleto não deformável e o feldspato reduz a temperatura de fusão da mistura.
Exemplos desses materiais: tijolo, telha e azulejo. Já as cerâmicas técnicas têm sido
exploradas nos últimos 100 anos e são formadas por compostos puros ou quase
puros como por exemplo a alumina e a zircônia, sendo aplicados geralmente em
tecnologia de ponta. Alguns exemplos são: fibras óticas, capacitores e próteses
como observado na figura 5.
Figura 5. Tijolo feito de material cerâmico.

Fonte: Instituto de Pesquisas Tecnológicas.


(http://www.ipt.br/noticias_interna.php?id_noticia=1149). (2016).

3.4. COMPÓSITOS

Segundo Lima (2008, p. 8), os materiais compósitos também chamados de


materiais compostos ou conjugados são formados pela combinação de dois ou mais
materiais com o objetivo de obterem-se propriedades especiais não apresentadas
isoladamente pelos seus materiais constituintes, utilizados globalmente na
27

construção, oferecem vantagens significativas em relação aos materiais tradicionais,


as áreas de aplicação incluem componentes estruturais, revestimentos e fachadas,
coberturas, portas e janelas, acústica, reabilitação e a fabricação de estruturas e
componentes únicos.
Os materiais Compósitos em alguns casos oferecem peso leve, resistência,
durabilidade e flexibilidade de design que não estão disponíveis em outros materiais,
essas características proporcionam aos arquitetos, designers e engenheiros uma
flexibilidade de design real e liberdade para criar estruturas novas e únicas o peso
leve do material compósito também permite facilidade de uso, exigindo
equipamentos menos caros e reduzindo os custos gerais de fabricação (PEREIRA
1998, p. p.127-135).
Consistem em um material composto de vários materiais que combinam suas
melhores características. Um exemplo comum é a fibra de vidro, em que a fibra de
vidro é inserida dentro de um material polimérico (CALLISTER, 2002, p.4).
De maneira geral, os compósitos não se misturam podendo ser identificados
por uma interface entre eles. Podem ser classificados em compósitos metálicos,
cerâmicos e poliméricos. Nos últimos anos, os materiais compósitos substituíram os
componentes metálicos em vários setores como por exemplo a construção civil
(SMITH & HASHEMI, 2012, p. 9).

3.5. MATERIAIS ELETRÔNICOS

Não tem um grande volume de produção, porém são materiais importantes na


engenharia avançada. Dentre eles, o mais importante é a silício puro, mas que pode
ser modificado afim de alterar suas características (SMITH & HASHEMI, 2012, p. 9).
28

4. MATERIAIS ALTERNATIVOS USADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Os impactos ambientais provenientes do fluxo de materiais durante a geração


do ambiente construído são claros. A construção civil utiliza até 75% dos recursos
retirados da natureza, com o agravante de que a maioria deles não é renovável. Do
ponto de vista de Thomson (1998, p. 33), a prática de reutilização de componentes
existentes é revisada para seu uso ao tentar reduzir impactos ambientais, como
atributos de processos consistentes com o uso indicado, a fabricação, transporte e
utilização destes produtos contribuem para a poluição global e as emissões de
gases com efeito de estufa e poluentes do ambiente interno dos edifícios, que são
igualmente relevantes e diante disso muitos fatores que se justificam a necessidade
de uma arquitetura verde como: crescimento populacional, industrialização.
Para Akadiri (2012, p. 12-19), os materiais de construção têm um impacto
significativo no meio ambiente, portanto, exigem maior atenção na escolha e / ou
utilização desses materiais uma construção mais sustentável depende da escolha
correta de materiais e componentes, o que pode ser definido como a seleção de
produtos. Quando combinada aos detalhes corretos do projeto, resulta em baixo
impacto ambiental e grandes benefícios sociais, dentro dos limites da viabilidade
econômica em cada situação.
Ao selecionar materiais alternativos, três aspectos devem ser levados em
consideração: ambiental, econômico e social, portanto, é importante minimizar o uso
de recursos não renováveis e buscar a máxima recuperação de materiais, evitando,
assim, a geração de resíduos; Esforços devem ser feitos para promover uma
distribuição justa dos custos e benefícios e melhorar a qualidade de vida da
sociedade, não inviabilizando os aspectos estéticos da construção. O relator de
parecer adquire, neste momento, uma posição-chave entre a sociedade e a indústria
da construção. Ambos influenciam escolhas menos consumidoras de energia,
menos poluentes e mais reutilizáveis, ao mesmo tempo em que devem ser muito
econômicas e funcionais (SANTOS 2008, p.44).
29

4.1. ALTERNATIVAS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL

 Tijolo ecológico

Para Grande (2003, p. 12-17). o nome Tijolo Ecológico ocorre porque em sua
produção não estimula a degradação ambiental porque não destrói fontes de água
com a remoção de argila, o processo de endurecimento ecológico do tijolo é feito
através da cura (molhada) que devolve à natureza toda a água utilizada através da
evaporação, eliminando o uso de fornos para queima de madeiras, evitando que
toneladas de gases tóxicos sejam emitidos para a atmosfera e desestimulando o
desmatamento, a Figura 6 mostra modelos de tijolos ecológicos.

Figura 6. Modelos de Tijolos Ecológicos

Fonte:https://ecomaquinas.com.br/media/wysiwyg/ecomaquinas/porque-tijolo-
ecologico/tijolos_ecologicos_residuos.jpg (2018).

A composição do tijolo ecológico (também conhecido como tijolo modular) é


construído a partir de uma mistura de cimento, solo e água, que é posicionada de
maneira especial e pressionada manualmente ou mecanicamente, recebendo até 6
toneladas de pressão, ligando fortemente o grão e fazendo o processo de queima do
forno, que é comumente usado em tijolos de barro comum, seja desnecessário
(PECORIELLO 2003, p. 75).
Para San Martin (1999, p. 144) O tijolo ecológico é uma alternativa verde aos
tijolos de barro padrão, com muitas vantagens e alguns contras:
a) Vantagens

 O tijolo é feito de prensa hidráulica, sob pressão equivalente a 6 toneladas, o que


o torna regular, com faces lisas, permitindo um encaixe perfeito, fazendo o
30

cálculo das unidades a serem utilizadas em todas as paredes e todo o trabalho,


sem a necessidade de cortar o tijolo;
 Devido às suas bochechas lisas e ajuste duplo, as paredes mantêm uma corrida
perfeita e um belo acabamento, oferecendo uma beleza estética do edifício;
 Sua arquitetura evita o uso de pregos, arame, madeira e deixa a parede pronta
para embutir rede hidráulica, elétrica e outras;
 Possuem bom isolamento térmico e acústico, permitindo que o ar dentro dos
orifícios seja aquecido pelo sol, sofrendo o deslocamento e esfriando novamente,
além de reduzir a umidade nas paredes;
 Os acessórios foram desenvolvidos para aumentar a resistência da estrutura e
facilitar a sua colocação e reduzir drasticamente o tempo de conclusão;
 Porque seus rostos são lisos e bonitos, não há necessidade de gesso ou a
colocação de telhas e outros acabamentos, quando desejado;
 O cimento é usado em pequenas quantidades no edifício de tijolos modulares e
as colunas e vigas são facilmente feitas usando os furos e tijolos de canal.

b) Desvantagens

 O tijolo ecológico requer um pedreiro qualificado, com conhecimento básico da


técnica, aplicação e requisitos do sistema na montagem e colocação de batentes
e ferragens;
 Pode ser usado em climas secos, mas em climas muito úmidos ou em locais
onde há maior exposição à umidade, não é muito confiável e ainda não foi
testado o suficiente.

 Madeira

A madeira como na figura 7, tem sido usada como material de construção há


milhares de anos, perdendo apenas para a pedra em termos de sua história rica e
célebre no mundo da construção. As propriedades químicas da madeira são
inerentemente complexas, mas mesmo a despeito deste desafio, os seres humanos
têm aproveitado com sucesso as características únicas da madeira para construir
uma variedade aparentemente ilimitada de estruturas. Este material
excepcionalmente versátil é comumente usado para construir casas, abrigos e
31

barcos, mas também é amplamente utilizado na indústria de móveis e decoração de


casa (BARBOSA 2000.p. 68).

Figura 7. Estrutura de Madeira

Fonte:https://images.adsttc.com/media/images/5660/549d/e58e/ce70/b
600/03cf/newsletter/ (2017).

Para Laroca (2001, p. 88-94), talvez uma das maiores vantagens de usar a
madeira como material de construção é que ela é um recurso natural, tornando-a
prontamente disponível e economicamente viável, são notavelmente forte em
relação ao seu peso e proporciona um bom isolamento do frio, a madeira é
altamente usinável e pode ser fabricada em todos os tipos de formas e tamanhos
para atender praticamente qualquer necessidade de construção. A madeira é
também o exemplo perfeito de um produto ambientalmente sustentável; é
biodegradável e renovável, e carrega a menor pegada de carbono de qualquer
material de construção comparável. Além disso, não são necessários combustíveis
fósseis de alta energia para produzir madeira, ao contrário de outros materiais de
construção comuns, como tijolo, aço ou plástico.

 Solo Cimento

O solo cimento é às vezes chamado de base estabilizada com cimento ou


base agregada tratada com cimento é uma mistura altamente compactada de solo /
agregado, cimento e água, é amplamente utilizado como uma base de pavimento de
baixo custo para estradas, ruas residenciais, áreas de estacionamento, aeroportos,
32

conforme figura 8 e, suas vantagens são a grande resistência e durabilidade


combinada com baixo custo inicial. (MERCADO 1999, p. 12-23).
Figura 8. Piso feito com Solo Cimento

Fonte: http://www.rhinopisos.com.br/_libs/imgs/final/693.jpg (2018).

O custo do solo cimento comparavelmente menor que o do pavimento de


base granular. Quando construído para uma capacidade igual de carga, o cimento
do solo é quase sempre menos caro do que outros pavimentos de baixo custo. A
economia é alcançada através do uso ou reutilização de materiais de empréstimo no
local ou nas proximidades. Não é necessário o transporte dispendioso de materiais
caros e de base granular; Assim, energia e materiais são conservados (MOTTA
2008, p. 33).

 Bambu

A demanda mundial por madeira está aumentando rapidamente, mas o


suprimento de madeira está se esgotando, foi descoberto por meio de pesquisas
que o bambu pode substituir adequadamente a madeira e outros materiais na
construção e em outros trabalhos como visto na figura 9. O bambu tratado
industrialmente tem mostrado grande potencial para a produção de materiais
compósitos e componentes que são econômicos e podem ser utilizados com
sucesso para aplicações estruturais e não estruturais na construção civil tornando-o
assim um dos mais antigos materiais de construção tradicionais usados pela
humanidade, o bambu já vem sendo utilizado como matéria prima para a fabricação
de portas e pisos. No entanto, o material também pode ser usado como substituto do
33

concreto armado. (CORREA 2014, p.22-78). Extremamente resistente, sustentável e


disponível em grandes quantidades, testes para novas espécies de bambu já
apresentam resistência à tração 6 vezes maior que a do aço. A ideia é que, no
futuro, o material também possa ser usado em armações de diversas matrizes, como
solo e cimento (LOPES, 2002, p. 158).
Figura 9. Bambu Reforçando o Concreto

Fonte:https://encryptedbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9pHESBYGXQ5J9P
2M3QV521BIJh (2018).

Para Oliveira (2013, p. 90), com o avanço da ciência e tecnologia e o


fornecimento restrito de madeira, novos métodos são necessários para o
processamento de bambu, para torná-lo mais durável e mais utilizável em termos de
materiais de construção. Estudos foram realizados sobre as propriedades básicas e
no processamento de bambu em vários tipos de produtos compostos, o bambu tem
várias vantagens únicas, como a capacidade de crescer rapidamente com um alto
rendimento e também amadurece rapidamente. Além disso bambu pode ser
cultivado em abundância e que também a um custo menor que o torna mais
econômico e depois de quase quatro décadas de pesquisa sistemática e
desenvolvimento em bambu, há informação científica suficiente para aumentar o uso
de bambu como um substituto para os materiais industriais e poluentes em muitas
aplicações da indústria da construção. (PEREIRA 2008, p. 44).

 Tinta ecológica

Alguns dos pigmentos utilizados na tinta contêm substâncias metálicas


nocivas para a saúde humana e para o ambiente, como o cádmio, o crómio, o
chumbo e o mercúrio. As tintas de impressão convencionais são à base de petróleo
34

e usadas com solventes à base de álcool. À medida que o álcool e o petróleo


evaporam, os Compostos Orgânicos Voláteis (COVs) são emitidos e
consequentemente representam poluição uma ambiental e um perigo para a saúde
humana, e em termos de poluição atmosférica, os compostos orgânicos voláteis
reagem com os óxidos de nitrogênio na presença de luz solar para criar poluição por
ozônio ou poluição atmosférica fotoquímica. (OLIVEIRA 2009, p.22).
As tintas ecológicas (figura 9) são muitas vezes chamadas de tintas
alternativas, porque, ao contrário das tintas clássicas convencionais, reduzem o
conteúdo de substâncias prejudiciais ao trabalho e / ou ao meio ambiente; na
verdade, são tintas nas quais componentes nocivos são completamente substituídos
por outros menos substâncias nocivas ou inofensivas. (OLIVEIRA 2009, p.22-25).
Figura 10. Tinta Ecológica

Fonte: https://sustentarqui.com.br/dicas/tinta-ecologica-como-fazer/ (2018)

Para Polito (2006, p. 18) as tintas à base de óleos vegetais são usadas
apenas na técnica de impressão plana, as tintas à base de óleo de soja podem
substituir 20-40% das tintas à base de álcool. A redução de compostos orgânicos
voláteis na aplicação dessas tintas chega a 80%, esta porcentagem é menor se
ainda forem usados solventes durante a limpeza, as tintas à base de óleo de
soja são significativamente mais caras do que as tintas à base de álcool e
requerem um tempo de secagem mais longo, sem aumentar a secagem térmica .
Em tintas à base de água, o componente solvente foi substituído por água,
pelo que o componente orgânico do solvente é eliminado e a quota de emissões
de COV é reduzida a utilização destas tintas é limitada devido à incapacidade de
secagem da tinta em substratos de impressão não absorventes, o melhor uso
dessas tintas é na impressão flexográfica, uma impressão profunda e em tela
35

(em um suporte têxtil). O uso de solventes orgânicos é muito baixo nessas tintas,
mas o uso de pigmentos com metais pesados ainda está presente (FONSECA
2010, p. 7).

 Construções com Container

Essa tecnologia modular permite que o tempo de construção seja reduzido


em até metade das técnicas tradicionais de construção, ao mesmo tempo em
que minimiza a interrupção do local e se mantém significativamente mais
ecológico, o interesse em casas de contêiner também faz parte de um interesse
mais amplo em economizar dinheiro com casas pré-fabricadas e modulares.
Muitos proprietários em potencial estão procurando por menores custos de
construção e manutenção. Há também a percepção de que as casas dos
contêineres estão contribuindo para a reciclagem. Contêineres de transporte
interligados para fornecer módulos de aço pré-fabricados de alta resistência que
podem ser combinados para criar uma grande variedade de formas de
construção e podem ser adaptados para atender a maioria das necessidades de
planejamento ou usuário final (SOTELLO 2012, p.8 ). Um exemplo pode ser
observado na figura 10.
Figura 11. Casa Contêiner

Fonte: https://www.habitissimo.com.br/orcamentos/construir-casa-
container (2018).

Algumas das vantagens, como tempo de construção curto e preço previsível,


são as mesmas para todas as casas pré-fabricadas e modulares, não apenas
aquelas feitas com contêineres, mas as casas de contêiner beneficiam-se
exclusivamente da infraestrutura mundial construída para movimentar contêineres,
36

mesmo os céticos em contêineres residenciais admitem que podem ser muito úteis
em situações em que a experiência em construção local é insuficiente, ou para
abrigos de emergência que podem ser movidos com facilidade e rapidez, nestes
cenários, a versatilidade do transporte de contêineres é uma enorme vantagem
(IDHEA, 2008, p. 11-17).
37

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

À medida que as populações globais aumentam, também aumentará a


necessidade de acomodação. No entanto, os atuais métodos de construção
tradicionais são insustentáveis, produzindo grandes quantidades de CO 2 tanto
durante a construção quanto durante a vida útil de um edifício. Felizmente, a
sustentabilidade está se tornando uma prioridade para os desenvolvedores e,
com muitas inovações interessantes acontecendo na indústria da construção, é
possível que as necessidades globais de acomodação sejam abordadas de
maneira sustentável.
Essa pesquisa conseguiu demonstrar a relevância de ferramentas de análise
de projetos sustentáveis, que é assunto comum diante da crise ambiental que o
mundo sofre nos dias de hoje. Na área de engenharia civil, é possível sua
aplicabilidade em vários setores. Entre as ações ambientalmente menos agressivas,
está o uso de materiais alternativos em alguns processos da construção civil.
O trabalho considerou aqueles materiais já utilizados em larga escala na área
e expôs alguns exemplos de alternativos, mostrando sua aplicabilidade e algumas
características. Quando se opta pela substituição, são diversos aspectos a serem
considerados na escolha mais adequada. Propriedades como durabilidade,
resistência entre outras devem ser levadas em consideração, além da sua possível
interação com outros materiais utilizados e vida útil da obra.
O tijolo ecológico diminui o uso de insumos e energia. A madeira possui alta
versatilidade de uso, é biodegradável e renovável. O solo cimento possui boas
propriedades e baixo custo. Já o bambu é um possível substituto da madeira e do
aço. Já as tintas ecológicas são menos nocivas à saúde e ao meio ambiente. As
construções em contêineres reduzem o custo inicial e de manutenção.
Diante de algumas alternativas, é imprescindível que se estude também as
desvantagens e possíveis limitações de uso dos materiais expostos, de modo a
evitar problemas e prejuízos futuros. Enquanto a indústria da construção civil
tende a progredir, a importância da sustentabilidade é uma questão de alto nível,
e uma que só deve aumentar. Com materiais de construção sustentáveis já
totalmente desenvolvidos, cabe agora aos consumidores demandar ativamente
seu uso e construir desenvolvedores para responder prontamente ao usuário
final.
38

REFERÊNCIAS
AKADIRI O. P., O. P. Olomolaye, "Development of sustainable assessment criteria
for building materials", J. Eng. Constr. Archit. Manag, 2012.

AMOEDO. Disponível em: https://www.amoedo.com.br/telha-pvc-colonial-230x88-


cm-precon. Acesso em: 27 de abril de 2018.

BARBIERI, J. C., DE VASCONCELOS, I. F. G., ANDREASSI, T., & de Vasconcelos,


F. C. (2010). Inovação e sustentabilidade: novos modelos e proposições/Innovation
and sustainability: new models and propositions/Innovación y sostenibilidad: nuevos
modelos y proposiciones. Revista de Administração de Empresas, v. 50 n. 2, 146.

BARBOSA, Gisele Silva. O desafio do desenvolvimento sustentável. Revista


Visões, v. 4, n. 1, p. 1-11, 2008.

BARBOSA, J.C. Cadeia produtiva de habitação em madeira de reflorestamento in:


ENCONRO BRASILEIRO EM MADEIRAS E ESTRUTURAS DE MADEIRA. Anais
EBRAMEM, .p.68. 2000.

BODNAR, Zenildo. A SUSTENTABILIDADE POR MEIO DO DIREITO E DA


JURISDI-ÇÃO. Revista Jurídica Cesumar—Mestrado, v. 11, n. 1,jan./jun. 2011.
Disponível em: http://www.cesumar.br/pesquisa/periodicos/index.php/revjuridica.
Acesso em: 15 de abril de 2018.

BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é-o que não é. Editora Vozes Limitada,
2017.

BOGAS, José Alexandre. Materiais Cerâmicos. Materiais de Construção. Estrutura


e comportamento dos materiais. Técnico Lisboa. 2013.

BRUNDTLAND, G. H. (Org.) Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: FGV, 1987.

CALLISTER, William D. Jr. Ciência e Engenharia de Materiais: Uma introdução.


LTC. Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. 5ª ed, 2002.

CHENG, C., POUFFARY, S., SVENNINGSEN, N. AND CALLAWAY,M. (2008). The


Kyoto Protocol, the Clean Development Mechanism and the Building and
Construction Sector – A Report for the UNEP Sustainable Buildings and Construction
Initiative 99 [Electronic version]. Paris: United Nations Environment Programme.
Retrieved 3/25/2012, from: http://www.unep.fr/.

CIB. International Council for Research and Innovation in Building and Construction).
Agenda 21 on sustainable construction. CIB report publication, v. 237, 1999.

CMMAD. COMISSÃO MUNDIAL SOBRE O MEIO AMBIENTE E


DESENVOLVIMENTO. 2ª ed., Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas,
430p., 1991.

CONCEITO.DE. Disponível em: https://conceito.de/metais.. Acesso em 28 de abril


de 2018.
39

CORREA, Marcio A. P. Utilização de Bambu na Construção. 2014. 107f. Tese de


Mestrado – Faculdade de Engenharia Universidade do Porto, Porto, 2014.

FONSECA, A. S. Fonseca. Tintas e correlatos. Monografia de Química Industrial da


Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, 2010.

DA SILVA HIPOLITO, Israel; DA SILVA HIPOLITO, Rafael; DE ALMEIDA LOPES,


Gean. Polímeros na construção civil. Proceedings of the Simpósio de Excelencia
em Gestão e Tecnologia, Resende, Brazil, p. 23-25, 2013.

DO LAGO, André Aranha Corrêa. Estocolmo, Rio, Joanesburgo: o Brasil e a três


conferências ambientais das Nações Unidas. Thesaurus Editora, 2007.

DO NASCIMENTO, Elimar Pinheiro. Trajetória da sustentabilidade: do ambiental ao


social, do social ao econômico. Estudos avançados, v. 26, n. 74, p. 51-64, 2012.

DOS SANTOS, Rezende Gomes. Transformações de fases em materiais


metálicos. Fundação de Desenvolvimento da Unicamp-Funcamp (UNICAMP), 2017.

ECOMAQUINAS. Disponível em:


https://ecomaquinas.com.br/media/wysiwyg/ecomaquinas/porque-tijolo-
ecologico/tijolos_ecologicos_residuos.jpg. Acesso em: 28 de abril de 2018.

GOULART, Solange. Sustentabilidade nas edificações e no espaço urbano.


Apostila-Disciplina Desempenho Térmico de Edificações-ECV5161,
Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2008.

GRANDE, F. M. Fabricação de tijolos modulares de solo-cimento por


prensagem manual com e sem adição de sílica ativa. Dissertação (Mestrado em
Arquitetura) São Carlos: Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São
Paulo, 2003.

GUIMARÃES, Roberto Pereira; FEICHAS, Susana Arcangela Quacchia. Desafios na


construção de indicadores de sustentabilidade. AMBIENTE & SOCIEDADE, V. 12,
N. 2, P. 307-323, 2009.

HABITISSIMO. Disponível em: https://www.habitissimo.com.br/orcamentos/construir-


casa-container. Acesso em: 29 de abril de 2018.

HAGEMANN, Sabrina Elicker. Materiais de Construção Básicos. Apostila de


Materiais de Construção Básicos. Instituto Federal Sul-Rio-Grandense. Universidade
Aberta do Brasil Programa de Fomento ao Uso das TECNOLOGIAS DE
COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO – TICS. RS,
2011.

IDHEA, Instituto pra o Desenvolvimento da Habitação Ecológica, material


didático do Curso Materiais Ecológicos e Tecnologias Sustentáveis para Arquitetura
e Construção Civil, São Paulo 2008.

IMAGES. Disponível em:


https://images.adsttc.com/media/images/5660/549d/e58e/ce70/b600/03cf/newsletter/
. Acesso em 29 de abril de 2018.
40

IPT. Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Disponível em:


http://www.ipt.br/noticias_interna.php?id_noticia=1149. Acesso em:25 de abril de
2018.

LAR IMOVEIS. Disponível em: https://www.larimoveis.com.br/blog/estrutura-


metalica-construcao-civil/. Acesso em: 27 de abril de 2018.

LAROCA, C. A madeira como alternativa para a construção de habitações. Revista


da madeira V61. 128p. p. 88-94. nov. 2001

LIBRELOTTO, Lisiane Ilha et al. Modelo para avaliação da sustentabilidade na


construção civil nas dimensões econômica, social e ambiental (ESA):
aplicação no setor de edificações. Tese de Doutorado, Florianópolis, 2005.

LIMA, Andreza Menezes; CARVALHO, João Vítor Ferreira; GIRÃO, Thiago Liberato
– Química dos Materiais, Introdução aos compositos. Rio de Janeiro, Brasil:
Universidade do Estado de Rio de Janeiro Campus Regional Instituto Politécnico
Graduação: Engenharia mecânica, Novembro 2008.

LOPES, W. G. R., Solo-cimento reforçado com bambu: características


físicomecânicas. Tese de Doutorado, Campinas: UNICAMP, 2002, 158p.;

MACHADO, R. C.; SOUZA, H. A.; KRAUSE, C. B. Processo de seleção de


materiais em uma construção sustentável em estrutura metálica - estudo de
caso: a ampliação do Cenpes. Universidade Federal de Ouro Preto/UFOP. 2012.

MARTINE, George; ALVES, José Eustáquio Diniz. Economia, sociedade e meio


ambiente no século 21: tripé ou trilema da sustentabilidade?. Revista Brasileira de
Estudos de População, v. 32, n. 3, p. 433-460, 2015.

MERCADO, M. C., Solo-cimento: alguns aspectos referentes à sua produção e


utilização em estudo de caso. Dissertação (Mestrado) São Paulo:FAU USP, 1990;

MILARÉ, Édis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência. 6 ed. São Paulo:


Revista dos Tribunais, 2009.

MOTTA, SILVIO ROMERO FONSECA. Notas de aula de Sustentabilidade das


Construções, UFMG, 2º semestre de 2008

OLIVEIRA, C. N. O Paradigma da Sustentabilidade na Seleção De Materiais e


Componentes para Edificações. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de
Santa Catarina/UFSC. 2009.

PECORIELLO, L A. Recomendações práticas para uso do tijolo furado de


solocimento na produção de alvenaria. Dissertação (Mestrado Profissional em
Habitação) São Paulo: Instituto de Pesquisas Tecnológicas, São Paulo, 2003.

PEREIRA, José Carlos, SWIDER, Pascal, JACQUET-RICHARDET, Georges.


Iteractions Between Numerical and Experimental Approaches in Composite Structure
Dynamics. Composite Structures, v.2, n.43, p.127-135, 1998.
41

PEREIRA, Marco A. R.; BERALDO, Antonio L. Bambu de corpo e alma. 1. ed.


Bauru, SP: Canal6, 2008.

POLITO, Giulliano. Principais sistemas de pintura e suas patologias. Belo


Horizonte, Março, 2006.

RIBEIRO, Carmen Couto, PINTO, Joana Darc da Silva; STARLING, TADEU.


Materiais de construção civil.2ª ed, Editora UFMG, 2006.

RHINOPISOS. Disponível em: http://www.rhinopisos.com.br/_libs/imgs/final/693.jpg.


Acesso em 29 de abril de 2018.

ROMEIRO, Ademar Ribeiro. Desenvolvimento sustentável: uma perspectiva


econômico-ecológica. Estudos avançados, v. 26, n. 74, p. 65-92, 2012.

ROMERO, Marta Adriana Bustos. A arquitetura bioclimática do espaço público.


Editora UnB, 2001.

SMITH, William F.; HASHEMI, Javad. Fundamentos de engenharia e ciência dos


materiais. AMGH Editora, 2013.

SAN MARTIN, A. P. Método de avaliação de sistemas construtivos para a


habitação de interesse social sob o ponto de vista da gestão de processos de
produção. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) Florianópolis: Programa de
Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
1999 140 p.;

SANTOS, IARA GONÇALVES DOS. Notas de aula de Sustentabilidade das


Construções, UFMG, 2º semestre de 2008.

SOUZA, Maria Claudia da Silva Antunes; MAFRA, Juliete Ruana. A


SUSTENTABILIDADE E O CICLO DO BEM ESTAR: O EQUILÍBRIO DIMENSIONAL
E A FERRAMENTA DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA. Nomos, v. 34, n.
2, 2014.

SOTELLO, L. Vida nova para os contêineres. Revista Beach&CO, Guarujá, 2012.

SUSTENTARQUI. Arquitetura Ecológica X Arquitetura Sustentável. Disponível em:


https://sustentarqui.com.br/dicas/arquitetura-ecologica-x-arquitetura-sustentavel/.
Acesso em 17 de abril e 2018.

SUSTENTARQUI. Disponível em: https://sustentarqui.com.br/dicas/tinta-ecologica-


como-fazer/. Acesso em 28 de abril de 2018.

TORGAL, F.P.; JALALI, S. A Sustentabilidade dos Materiais de Construção. 2ª


ed. Portugal. TecMinho. 2010.

TORRESI, Susana I.; PARDINI, Vera L.; FERREIRA, Vitor F. O que é


sustentabilidade?. Química nova, v. 33, n. 1, p. 1-1, 2010.

THOMSON D. S., J. R. Kelly, R. S. Webb, "Attitudes to building services component


reuse in the UK healthcare sector", Facilities 16 1998.
42

TUDO ENG.CIVIL. Disponível em:


https://www.tudoengcivil.com.br/2014/10/plasticos-materiais-de-construcao-civil.html.
Acesso em: 28 de abril de 2018.

UNEP, (2007). Buildings and Climate Change Status, Challenges and Opportunities,
UNEP publications, France.

VILHENA, Juliana Machado. Diretrizes para a sustentabilidade das edificações.


Gestão & Tecnologia de Projetos, v. 2, n. 1, p. 59-78, 2007.

YUDELSON, J. (2009). Sustainable retail development new success strategies.


SpringerNew York-Dordrecht-Heidelberg-London